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lNSTALAçOES

ELETRICAS

sEMMrsrÉnros

NewtonC.Braga

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A ENERGIAELÉTRICA

TNDICE

CAPITULO1

09

1-

A energiaelétrica/Usinas

09

2 - Comoa energiavaiatésuacasa

3 -ïênsãoe Corrente(Voltse Ampères)

10

11

4 - Astensõesdenossasredesdeenergia

12

5 - O circuitoelétrico

12

6 -Terrae Neutro

13

7 - O choqueelétrico- Efeitosdacorrentenoorganismohumano

13

8 - Eletricistasde"MãosGrossas"

14

9 - CorrenteAlternadae CorrenteContínua

14

10-Conclusão

CAPITULO2

15

A fNSTALAçAOELETRTCA

17

1-A instalaçãobásica

17

2- Acaixadeentrada

17

3 -

A chavegeral

17

4 - O consumoemcheque

:-

-

19

5-Curto-circuito

,

20

6

-

Osfusíveis

21

7- Disjuntores

22

8-Osfios

22

9

- Circuitoabertoe Circuitofechado

24

10-

Interruptores

24

11-

Sériee Paralelo

25

12-Tomadase soquetes

25

13-

Dimensionamentodetomadase interruptores

26

14-

O contatoelétrico

26

15- O queacontececomo excessodecorrente

26

16- Comoevitarproblemasdecontatos

26

17- Comoverificaro consumodeumeletrodoméstico

27

CAPITULO3

FERRAMENTASE TNSTRUMENTOS 1- As Ferramentas a)ChavedeFenda b)ChavePhilips

c)Alicatedecortelateral d)Alicatede pontaÍinaou "bicode pato" e)Aficatedeeletricista
f)DescascadordeÍios

g)Lâminaoucanivete

h)Lima

 

i)Cinzel

j)

Martelo

:

k)Furadeira

l)SerradeArco

m)Arameoufitadepassagem(passa{ios)

n)Testedetensão

29

29

29

29

29

29

29

29

29

29

29

29

30

30

30

o)Lâmpadadeprova

p)Testedecontinuidade

30

31

q)Multímetro

31

r)LanternaouÍarolete

31

s)Fitaisolante

31

t)Busca-pó1o

31

CAPITULO4

i:Ff,f*ï?3,if,?lill8lâT::1,ji:lïi:ã::::ï

2 - O consumodeenergiaelétrica

33

3 - Comolero "RelógiodeLuz".,

34

4 - Pelodireitodoconsumidor!

35

5 - Controlandoo consumo

:.35

6 -

Nãoháenergia,o quefazer?

36

7 - Osfusíveise disjuntoresabremconstantemente

8 -Trocandofusíveis

9 - Oscilaçõesdaenergia 10- Curtosemtomadas 11- O quefazerdepoisdoestouro

12- Oscurtosnastomadasdanificamosaparelhos?

37

38

39

39

40

41

13- Adaptandoumatomadaaoconsumodeumeletrodoméstico

41

14-

A segurançadofioterra

42

15- A proteçãonãoé

sódousuário

43

16- Flutuaçõesdatensãodarededeenergia

17- Estabilizadoresdetensão

43

44

18- O aparelho queimaporproblemasdetensão 19- A frequênciadarededeenergia 20- A "sujeira"darededeenergia 21- Comoa sujeiraafetaseusaparelhos

22-Asproteçõesquejá

23- Comoeúitarproblemascomasujeiradarededeenergia

24

25- EspeciÍicaçõeèdaslâmpadascomunse Íluorescentes '

26- Quelâmpadausar? 27- AsespeciÍicaçõesdaslâmpadas 28- Comotestarlâmpadas

29 -Trocandointerruptores

30- lnterruptoresdemaiorpotência

31- InstalandoÍluorescentes

32 - TiocandoÍluorescentes

33- Osgasesdalâmpadasãoperigosos?

34 - A trocado reator

35- Controlandodiversaslâmpadasa partirdeuminterruptor 36- Controlandoumalâmpadapordoisinterruptores 37- Controlandoumalâmpadaa partirdetrêsinterruptores

38- Controlandoumalâmpadaa partirdequatrointerruptores 39- Doisníveisde luz 40- Dimmers 41- Interruptoresetomadasdebanheiraemlocaisúmidos

42 - Testandotomadas

43 - Maisde um aparelhonumatomada

44 - Fazendoextensões

45 - Tomadasde computadores

46 - Usandoo neutrocomoterra

47 - Campainhasresidenciais

48- Umacampainhax diversosinterruptores

49 - Porteiroseletrônicos

--

'

.'

existem

- ïrocandolâmpadas

'

-.

50- Intercomunicadores

'

CAPITULO 5

INSTALANDOE REPARANDOELETRODOMÉSTICOS 1- Comoinstalarbemumchuveiro

2 3 - AssoluçõesdosÍabricantes

4 - Os Íiosparao chuveiro

5 - Instalaniloo chuveiro

6 - Usandoo pressurizador

- OÍuncionamentodeumchuveiro

63

63

63

65

66

66

64

'-44

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45

45

:.--.47

-

'

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48

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49

49

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51

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56

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59

59

56

60

'.60

61

NWOES

ELÉTRICAS

SEVTMISTERTOS

Economizarouganhardinheiro.Eisduaspalavrasimportantesemnossosdias,quando

a visitade um eletricista para um simplesreparoou aindaa realizaçãocompletadas instalaçõeselétricasdeumacasaemconstruçãoou reforma,deumprédiocomercialou

de umapequenaindústriarepresentamuminvestimentoelevado' Seo leitorpretendeganhardinheiroÍazendoinstalaçõeselétricase reparoscomoum profissionalda áreaou se pretendeeconomizá-loexecutandoas própriasinstalaçõese

manutençõesemsuacasa,estelivrotemo

quevocêprecisa.

Todoo procedimentobásicopararealizaçâoseguradeinstalações,reparos,colocação

de extensõese trabalhocomeletrodomésticoscomunsé abordadode formasimplese

objetiva. Nele,o leitorvai encontraros procedimentosquevãodesdea simplestrocade um fusívelatéa instalaçãocompletadetodososelementosdeumacasaouaindaa colocação de tomadas,ligaçõesà terranecessáriasao corretofuncionamentode dispositivos modernoscomofornosde microondase computadores,alémdasnormasde segurança fundamentaisnestetipodetrabalho. Mas,o maisimportantenestelivroé a abordagemteóricaquepermiteaoleitornãosó Íazerporsuaprópriacontaasinstalaçõese reparos,mastambémsaberoqueestáfazendo. É comuma tentativadevendedoresde lojasdeacessórioselétricosdevendermateriais que nemsempresãoos maisapropriadosparaumainstalação,cobrandoàs vezesaté maisdo quevalem.Como conhecimentoteórico,o leitorestaráaptoa evitarestes vendedorese saberexatamenteo queprecisa. E,seo leitoré umvendedortécnico,osconhecimentosdadosnestelivropodemajudá- lo nãosó a sabero queseuclienteprecisa,comotambématéajudá-loquandotemum problema.A vendatécnicaemqueo vendedortambémsolucionao problemadoclienteé umdospontosmaisfortesdasempresasde sucesso.Tomandoa confiançado cliente, elesemprevoltaráà sualoja,poispodecontarcommuitomaisdoquea simplescompra doqueprecisa.

EnÍim,se o

negóciodo leitoré ganhardinheiroÍazendoinstalaçõeselétricasou a

manutençãoe instalaçãode eletrodomésticos,ou aindase esteconhecimentoem seu ramodetrabalhoé importante,estelivropodeajudá-lomuito. Nosdiasde hojeemquea mercadoriamaisvaliosaqueexisteé o conhecimento,a possede informaçõesde umaatividadeprofissionaltécnicacomoa quecorrespondeà realizaçãode instalaçõeselétricas,sem dúvidaseráa chaveque abriráas portasdo sucesso parao leitorembuscade umaatividaderendosa.

IVetttoa

C.

Bragra

A ENERGIA F,LÉTRICA

1.A ENERGIA ELÉTRICA/USINAS

Um princípioÍísicoimportantenos assegura que energia,de qualquer

tipo,nãopodeserobtidadonada.As-

sim,aquiloque conhecemoscom o nomede energiaelétrica,na realida- de,é resultadodatransÍormaçãode outrasÍormasde energia queestão disponíveisna natureza. lssosignifica quea energiaelé- trica produzidapelasusinas,naver-

dade,deveserobtidaa Partir de al- gumaoutraÍormade energiaque estejaem disponibilidade.

O sol é, em princíPio,o grande

Íornecedorde energiaà Terra,en- tregando-lheluze calorque Podem darorigema muitos Processos que acabamtornandodisPonívelesta energiade outrasÍormas.

Assim,umprimeirotiPodeener-

gia,que nos interessaem esPeci- al,é a dascorrentesde água,que aparecemem nosso Planeta justa- mentedevidoà evaPoração(Pelo calordosol)e condensaçãoemlo- caisaltosnaformade chuva,dan- do origemaosrios. Se um certovolumede água apresentaumdesnívelem relação a um determinado Ponto, estevo-

lumetem energia Potencial mecâ- nica que pode ser transformada quandohouvero seuescoamento. Assim, podemosaProveitaros

grandesvolumesdeáguaqueeste-

jam em condiçõesde escoar(caso hajaumdesnível paraestaÍinalida- de),paragerarenergiaelétrica. As usinashidroelétricasÍazem

justamenteisso,vejaÍigura1.

A água é represadade modoa

sedefinirmelhorumdesnível,e de- pois canalizada Para turbinasque

convertema energiadisPonívelem

eletricidade.Estaeletricidade pode,

então,serenviadaaoscentrosdecon-

sumopormeiode Íioscondutores. Evidentemente,o melhoraPro- veitamentodaforçadaáguaexige que hajaao mesmotempovolumee des- nível.

Água

Figura1:Aproduçãodeenergiaelétrica

dependedovolumeedodesníveldaágua.

ïanque

VaPor

sobpressáo

+ gerador

Figura2:Umausina(gerador)termoelétrica.

Material

quente

Tanque

de.água

Íria

Figura3:Umausinaatômica.

INSTALAÇÕESCIÉTNICRSSEM MISTERIOS

E por essemotivoque a Amazô-

nia,apesarde ter os maioresriosdo mundo,não apresentaum Potencial geradorde energiamuitoalto.Os rios sãotodosde planície,ouseja,correm "muitobaixos",nãohavendodesníveis quepermitama construçãodasrepre- sase a movimentaçãodasturbinas. Paraos casosem que não se dispõeda energiados rios,entre-

tanto,existemalternativascomoas

usinastermoelétricas.

Nestasusinasqueima-sealgum

tipodecombustÍvelcomo,porexem-

plo,o óleooucarvãodemodoa Pro- duzircalor,queaquecea águae se transÍormaem vaporsob pressão. Essevaporé usadopara movi- mentaras turbinasque geramele- tricidade,observea Íigura 2. Vejaque,em princípio,a êner- giadoscombustíveisfósseise mes- mo naturaiscomoo óleo,o carvão vegetalou mineralé obtidaa partir dosol.Nosvegetais,é pormeio da fotossínteseque as substânciasor- gânicasquedão origemaosvege- taissãoproduzidas,o mesmoocor- rendoem relaçãoao óleo. Alémdos doistiposde usinas quevimos,existemtambémas usi-

nas atômicas que,alémde opera- remsegundoum princípiocomPle-

tamentediferente,tambémcausam muitasdiscussões por motivosde

seguranç4.

Na figura 3 temosuma usina atômicaesquematizadade manei-

ra bastantesimples.Nestasusinas

existeumtanqueondesãocoloca-

das substânciasradioativas. Estassubstânciasse desinte-

gramgradualmenteliberandogran-

dequantidadedeenergia.O urânio é umexemplode substânciaradio- ativa.

Em contatocoma águado tan- que,a energialiberadapelomateri- al radioativoa aquece,a pontode elevarsua temperaturaacimado pontode ebulição.No entanto,a águanãoÍerveporqueé mantida sob pressão(comoocorrenuma panelade pressão,em que se ob- tém uma ebuliçãoacimados 100 grausCelsius,porqueelaé mantida Íechada). Essaáguasuperaquecidaentra em contato,por meiode canaliza- ções, com a águade um segundo tanquequeentãose aquecea pon- to deferver.Estasim,produz,vapor usadoparamovimentaras turbina.

A água que entraem contato

com a substância radioativa temumsérioproblema:elatambém se torna radioativa, o que signiÍicaque, se ela escapar, existeo perigodecontaminaçãodo meio ambiente.Assim,a maior preocupação dessas usinas é evitaro "escape"desse vapor que temcontatocomo materialradioativo. já que o outro que movimentaa turbinaé inoÍensivo. Pequenasporçõesde materialra- dioativopodemproduzirenergiaem grandequantidadeduranteanos.As trêsÍormasdegeraçãodeenergiaque vimossãousadasna maioriadospa- íses,inclusiveo nosso,poispermitem obter grandes quantidades de

eletricidade. Todavia, existem ainda alternativasque podemser usadas quandose desejamenosenergiaou aindaquandoemcondiçõesfavoráveis de obtenção. Na lslândia,por exemplo,que é um país de muitos vulcões, existem fontes onde brota água fervente. Esta água é usada em alguns casos para produzir vapor que movimenta

turbinasgeradorasdeeletricidade. Em muitas localidadesisola- das ou Íazendas,o geradorque produzeletricidadeé movimentado por um motor a óleo diesel ou

outro

assim os

conformeilustraa Íigura 4. EstudosÍeitosem algunspaíses, como a Holanda, já levam

em consideração o aproveita- mento da energia das marés.

Umagrandeenseadaseriarepresa-

combustível,

formando

"grupos geradores"

10

2. COMOA ENERGIA VAIATÉSUA CASA

Figura4:Um"grupogerador"aóleodiesel.

NamaÉ baixaa

Figura5- AproveitandoaÍorçadas marésparagerarenergiaelétrica.

da.

Quando a

maré

subisse,

a

água forçaria sua

entrada,

movimentandoas turbinasnumsenti-

doe quandoa marébaixasse,o movi- mentoda águamovimentariaa turbi-

naemsentidooposto,conformemos-

traa figura 5. Como as maréssão provocadas pelaatraçãogravitacional da Lua,es-

taríamosconsumindo,indiretamente,

"energialuna/'paragerareletricidade

nestasusinas.

O ventotambémé usadoparage-

rar eletricidadepor meiode grandes

geradores denominados"eólicos".

E calroque, estasformasde ob- tençãode energiaelétricasão muito restritas.

Figura6:Dausinaaoconsumidor.

A energiageradapelasusinas não está numaforma apropriada paraconsumo. Paraque ocorrampoucasper-

dasnatransmissãoporlongasdis-

tâncias,nolocalemquea usinapro- duza energia,ela é transformada, ou seja,suatensãoé modiÍicada (maisadianteveremoso que isso

significa). Assim,a tensãoenviadada usi- na até os centrosde consumoé muitoalta.Existemlinhasde trans- missãodeenergiaqueoperamcom 80 000, 150 000,250 000 e até 750 000v! Obviamente,estatensãoé ex- tremamenteperigosa:se Íossele- vadadiretamenteaté nossacasa, nãoprecisaríamos sequertocarnos Íiosparalevarchoquesmortais. A simplesaproximaçãodeumfio
comtaistensõesÍariacomquesaltas-

sem faíscas, Íulminando-nosinstan- taneamente.

Assim,a energia,parachegaraté nossacasa,passapor umasériede

transÍormações,entrandoemaçãodis-

positivosque,justamenteporsuafun-

ção, são denominadostransÍormado- res. Paraque o leitortenhaumaidéia doqueocorre,damosnaÍigura6 todo

o processopeloquala energiapassa até chegarnas nossascasas. Partindoda usinaem quea ener- giaé gerada,elapassaporumprimei- rotransformadorqueelevasuatensão paraum valorda ordemde dezenas de milharesde volts a centenasde milharesde volts.A energiaquevem de ltaipuparaSão Paulo,por exem- plo,estána Íormade umatensãode 750 000v.

Pertodo centrode consu

mo.a

energiasoÍreumatransÍormaçãono sentidode baixarsuatensãoparaum valormenor,maisapropriadoparaas redesurbanas,ou seja,paraser leva- da para os bairrosem Íios colocados em postescomuns.

Normalmente,atensãousadanes-

te casoé da ordemde 13000volts.

Mas,mesmo13 000V é demais parase colocarnumainstalaçãoelé- tricadomiciliar.Portanto,temosnos postes,transÍormadoresque Íazemo "abaixamentofinal"datensãode modo

INSTALAçÕESELETRICASSEM MISTÉRIOS

Corrêntê

Figura7:Umacorrenteelétricaé

ummovimentoordenadode

cargaselétricas.

que ela possaser usadade maneira maisseguranasresidências. EstestransÍormadoresÍornecem tensõesde 110V a220V quesãole- vadasaté os locaisde consumo.Os valoresexatosdas tensõesencontra- dasnasredesdeenergiaserãovistos maisadiante.

Fig,8-Sóhá

correntequando

ligamosalgum

aparelhonuma

tomada.

Tensão que

causaa conente

Corrento

A eletricidadepodeserusadapara transportarenergia,porqueela pode se movimentaratravésdefiosde me-

tal.DestaÍorma,quandoumÍioelétri-

co estáconduzindoeletricidade,exis-

te neleo movimentoordenadode mi- núsculaspartículasde eletricidade denominadaselétrons,observe a figura 7.

sejaligadaparaquea correntepossa passar.E maisou menoso queocor-

rê nastomadasde Íorçade suacasa:

nelaspodeexistirumatensãoelétrica

de 110Y ou 220V massemcorrente

alguma.

A correntesóvaiexistirnomomen-

to em que "ligarmos"a estatomada

algumacoisa,por exemploumalâm-

Chamamosaomovimentoordena- pada,conformeilustraa figura 8.

3.TENSÃOE CORRENTE (Volts e Ampères)

A maioriadaspessoas,mesmoos

técnicos,ÍazemconÍusãoentreten-

sõese correntes,misturandovoltse ampères,e comissopodemserleva- dosa Íalsosentendimentosde muitas coisas que ocorremnumainstalação

elétrica. Paraentenderbem eletricidade, sejaela a de umainstalaçãocomum

ou mesmode circuitoseletrônicos

complicados,o

saberdiÍerenciartensãoe corrente. Por este motivo.mesmovisando Íazerdestelivroalgoquetrateapenas de coisaspráticas,paraum bomen- tendimentodessascoisas,precisamos abrirde quandoem quandoespaços paraexplicaralgoteórico. Se bem que issopossaparecer maçante,observamosao leitora ne- cessidadede entenderbemas próxi- maslinhas,paraquenofuturonãoseja um daquelestécnicos"entendidos" quefalambesteiras,comodizerquea "corrente"deumatomadaé 110 V con- Íundindo-acomtensãoe coisassême- lhantes, quesó podemlevaro cliente

maisesclarecidoa desconÍiarde sua competência.Evidentemente,a

confiabilidadede um

mesmodo trabalhode alguémque mexacomeletricidade, porquegosta ou porquenecessite,estáno correto

pontofundamentalé

proÍissionalou

entendimentodas coisas. Mas,vamosao queinteressa:cor- rentee tensão.

INSTALAçÕESELETRICASSEM MISTÉRIOS

do destascargas(todasno mesmo sentido)decorrenteelétrica.A corren- te é portantoo fluxoda eletricidade nos fios e nos aparelhosque estão funcionandoe é medidanumaunida- de denominadaAmpère(abreviada por A). Não existeportantoa tal "cor- rente"de 110V.

Lembre-se:sempre que Íalarmosem corrente.a unida- deéoampère(A).

Lâmpãdã d6 110 \r,,". --

!i Pótl

Tomada

Lâmp€tla

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r,mnae

lrffi

Figura9:Commaiortensãopodeo@rrera

queimae commenortensáooÍuncionamento deficiente. Umacorrente,paraseestabelecer por um Íio,precisade uma,forçaex- terna,ou seja,de algumtipode ação externaque"empurre"as cargas. Estapressãoexternaou forçaex- ternaé denominada'tensãoelétrica'

e é medidaemvolts(abreviadoporV). Assim.a tensãoé a "CAUSA'da correnteea correnteé o EFEITO.Sem umanãopodehavera outra.

Veja,entretanto,quepodemoses-

tabelecerumatensãonumÍio elétri-

co,massemcircularcorrentealguma:

na pontado Íio,a tensãose maniÍesta

e "Íicaà espera"de quealgumacoisa

Percebaqueumatensãomaiorsig-

niÍicauma"pressão"maiorparaa cor- rente.E por esta razãoque,se ligar- mos uma lâmpadaque foi projetada

parafuncionarcomumatensãode110

V numatomadade 220 V elaqueima:

a "pressãoelétrica"serádemais,Ía-

zendopassarumacorrentemaiordo

queelasuporta.DamesmaÍorma,se

ligarmosumalâmpadade220Vnuma

tomadaem que tenhamossó 110 V ela nãoqueima,masa "pressãoelé-

trica"seráinsuficienteparaproduzira

correntedesejadae a lâmpadaacen-

derácombrilhoreduzido(bemÍraca!). Vejaa Íigura 9. Este mesmoraciocínioé válido

paraoutrosaparelhosquesejamliga-

dosnumatomadade 110Y e 220Y conÍormea tensãoparaa qualtenham sidoÍabricadosouparaa qualtenham

sidoajustados(muitosaparelhospos-

suem "chavinhas"que permitem programá-losparafuncionarem 110

V 115V,127Y ou 220V - observe

sempreestas chavinhasantes de

ligarqualquerum a uma tomadae

semprecertifique-sedo valorda ten-

sãoquevaiencontrarnatomadaonde

iráusá-lo!). Correntee tensão são coisas diÍerentes.A tensão está sem- pre presente numa tomada de energia,mas a corrente só circulaquandoligamosalguma coisa. É a circulação da corren- te que leva a energia elétrica até

o aparelhoou dispositivoquê está sendo alimentado.

11

.-+

Cargas

UmÍiosó

acende

\

Fig.11- Uma

correntenáo

) PoO. "circulaf'

acima

Fig.12- Uma

conentesó

podeser

estabelecida

num"circuito

Íechado".

4. AS TENSÕeSOe NOSSAS REDESDE ENERGIA

Paraconsumodoméstico,pode-

mosencontrardiversosvaloresdeten-

sõesnasredesbrasileiras.Essasten-

sõesdependemdo sistemade Íorne- cimento,se ele é triÍásicode 3 ou 4 condutoresouseeleé monofásicode 3 condutores,conformea figura 10. Essasdiferençastrazemalgumas conÍusõese podemlevarequipamen-

tos maissensíveisa apresentarpro- blemas de funcionamento.se indevidamenteajustados. Emgeral,os aparelhoselétricose

eletrônicosindicadoscomo"110V"

ÍuncionambemcomtensõesnaÍaixa de 110a 127volts,enquantoqueos

indicadospor"22OV"funcionambem

comtensõesde 220a254V. Entretanto,o usuárioprecisaes- tar atento,principalmentese na sua localidade já houverprecedentesde funcionamentoindevido. Assim,temosasseguintestensões nasredesde energiade nossopaís:

a) Sistematrifásicode 3 ou4 con-

dutores:

115t230V

1201240V

1271220V

2201380V

220V

b) SistemamonoÍásicode 3 con-

dutores:

1101220V

115/230V

1271254V

Parafacilitaro entendimento,quan- do nos referirmosdaquipor dianteà redede 110 V o queÍorditoseráváli- do paratensõesentre110e 127Y,e quandonos reÍerirmosà rede de 220V estaremosconsiderandoasten- sõesde 22Oa24OV.Parao casoda tensãode240V especificamente,será sempreinteressanteverificarse os equipamentosalimentadospodem operarcom estatensão.

_::il

O quese faz normalmentêé usar doisfios,de modoa permitirque as mesmascargaspossamser usadas

paratransportara energia,formando assimumcircuitoelétrico,Íigura 12. Assim,a tensãoestabelecidapelo

geradorda empresade energia

"empurra" as cargas,estabelecendo

a corrente na lâmpada, e uma

vezqueascargasentregamestaener- gia,Íazendoa

lâmpadaacender,elas

f;,,],,," ., f]:],.,,

Nãousados Fase I | 220Vt

"

Neutro ,leutro

fzeov

SistemamonoÍásicode 3 Íios

I

,J

TÍifásicocom3 ou 4 fios

Figura10:Sistemasdefornecimentodeenergia. voltam ao gerador de modo a poderemser usadasnovamente, sendo"empurradas" de volta para

5. O CIRCUITOELÉTRICO

Da mesmaÍormaque a energia nãopodeser criadanemdestruída, massomentetransformada,ascargas elétricasque transportama energia elétricaprecisam ser"recicladas". lssosignificaqueos aparelhosali- mentadospela correnteelétricanão "consomem" cargas,mas somentea energiaqueelastransportam. Não podemos simplesmenteligar um fio a uma lâmpadae "bombea/' cargasindeÍinidamenteparaque ela

acenda,"consumindo" essascargas

paraproduzirluz,segundoaÍigura11.

Umavez gueas cargasentregam a energiaque transportamà lâmpa- da, elasprecisam continuarcom seu movimentoe ir paraalgumlugar,ou seja,precisam"circula/'.

+-Corrente

Figura13:Padesqueformam

umcircuitoelétricosimoles.

dodesnívelda

ReservaÌório

deágua

Menor

pres$ão

alimentara mesma lâmpadaou outraslâmpadas. Podemoscompararo geradorda empresade energiaa uma bomba

que "empurra" constantemente água através de um cano para movimentaralgumtipode dispositivo,

mas uma vez que a

água Íez

"seutrabalho"elavoltaà bombapara ser reaproveitada.Veja que a bombasimplesmente"repõe"a ener- giana água,pressionando.O mesmo acontececomo geradorque"repõe"a energiaàs cargasquevoltama circu- larpelosfios. Tudo isso signiÍicaque, para que a energiaelétricapossa ser usadadeve haverum percursocom- pleto entre a tomadade energia queestáligadaao geradore o apare- lho alimentado,conformemostraa

Íiguraí3.

EstecaminhoÍechadoou percur- sofechadoparaa correnteé denomi- nado"circuitoelétrico".

Só há corrente elétrica se houver um percurso fechado ou um circuitoÍechadopara sua circulação.

E poressarazãoque semprepre- cisamosde DOISfios paraalimentar qualqueraparelhoelétrico:um serve para"envia/'aenergiae outropara tazero retorno,ou seja,para permitir a movimentaçãodas cargasque estejamsem energia.A pressãoelé- tricae, portanto,a energiadisponível

.1,

Figura15:O

neutrodarede

deenergiaé

ligadoàtena.

ry1,:

'rt

Figura16:Umdos

pólosdatomdaestá

semorecom0V.

Tomada

Poloüvo

ou Íase

-[,, oou

J 220v

numÍiopodesermedidaporsuapres- tribuiçãode energia.lssofazcomque

sãoelétrica,ou seja,porsuatensão.

Íaixasde correntese os efeitosque causamsobreo organismohumano.

EFEITOSDA CORRENTENO ORGANISMOHUMANO

100pA a 1 mA - limiarda sensação l mAa5mA-formigamento 5 mA a 10mA - sensaçãodesagradá- vel

10 mA a 20 mA - pânico,sensação

o potencialdo pólo neutrosejaigual

ao da terra,daíestepóloserconÍun- didocom a terrae às vezeschamado

de"terra",conÍormedemonstraaÍigu-

ra 16. Todavia,pelosmotivosquevimos, é semprebomlevaremcontaque"ter- ra"e "neutro"sãocoisasdiÍerentes,se

bemque em algunsinstantescoinci- dam. Tudoissofazcomquenooutropólo

possamosterpotenciaisemrelaçãoà muitodesagradável

6.TERRAE NEUTRO

DamesmaÍormaquesópodemos Íalarna pressãoda águanumreser- vatórioem relaçãoa umnívelderefe- rência,só podemosÍalarna "pressão elétrica'emrelaçãoa umatensãode referência.

Assim,conÍormeilustraaÍigura14,

entreos pontosA e B do reservatório existeuma diferençade pressãoou potencialhidráulicomenordo que a queexisteentreos pontosA e C. Paraarepresa,a referênciaé o seu nívelmais baixo,ou aindapode ser consideradocomoo níveldo mar. Estenívelpodeserconsideradoo "zero"de pressõese a partirdele, estabelecidastodasas outraspres- sões. Paraa eletricidade.o nível"zero" de tensão,ou seja,de "potencialelé- trico",é um corpoparao qualtodas

ascargaspodemescoarquandopres-

sionadas:a terra. De fato,a terraconduza eletrici- dadecomoumfiode metaleporisso pode"absorve/'ou'Íorneced'qualquer quantidadede cargas. A terraé entãotomadacomoreÍe- rênciaou zeÍoparao potencialelétri-

co.Assim,por deÍinição,a terratem umpotencialde zerovolt(0V). As empresasde energiaelétrica, ao geraremenergia,precisamde um fio paraenviara energiae outropara fazero retorno,por isso as tomadas

têmdoisÍios(Íigura15).

OÍioderetornoédenominadoneu-

tro, pois ele é aproveitadocomoum retornocomumparamuitoscircuitos. Entretanto,de modoa teralgumas comodidadesnasinstalações,as em- presasdeenergiacostumamligareste Íio de retornoou neutroà terra,isso por meiode barrasde metalenterra- das proÍundamenteno solo,nas en- tradasdas instalaçõeselétricase em muitoslugaresda própriaredededis-

terraou diferençasde potenciaisdife-

20

mA a 30 mA - paralisiamuscular

rentes,que podemser 110V ou 220

30

mA a 50 mA - a respiraçãoé aÍeta-

V,conÍormeo caso.

da

50

mA a 100mA - diÍiculdadeextre-

7. O CHOOUEELÉTRICO

O corpohumanopodeconduzira

ma em respirar,ocorrea fibrilação

ventricular 100mA a 200mA - morte 200 mA - queimadurasseveras

correnteelétrica. No entanto,como

nossosistemaneryosotambémope-

ra com correnteselétricas, qualquer correnteque"venhade fora"consiste

numaforteinterÍerênciaquepodecau-

Obs:1pA(ummicroampère = 1mi- lionésimode ampère) 1mA(ummiliampère= 1milésimo de ampère)

sar sériosproblemasao nossoorga- nismo. Dependendoda intensidadeda

correntequecircularpelonossoorga- taspessoasaceitam-nacomodeÍiniti-

niSmo,diversosefeitospodemocorrer.

Se a correntefor muitoÍraca,pro- vavelmentenadaocorrepoiso siste- ma nervosonão será estimuladoo

suficienteparanoscomunicaralguma

coisae as própriacélulasde nosso corponãosoÍrerãoinÍluênciaalguma. Contudo,sea correnteforumpou- co maisforte,o sistemanervosopo- deráserestimuladoe teremosalgum tipode sensaçãocomo,porexemplo, um 'ïormigamento".

Umacrençaque deveser exami- nadacom muitocuidado, já que mui-

va,é a de queusandosapatosde bor-

rachanão se levabhoque,e portanto pode-semexerà vontadeem instala- ções elétricas.Nadamaiserrado!

A

eletricidadeé perigosae mes-

mousandosapatosdeborrachao cho- que aindapodeocorrer,será impor- tanteanalisarmoso assuntomaispro- Íundamente.

ConÍormevimos,umacorrenteelé-

trica só pode circularentre dois pontos,ou seja, é precisohaver

 

Se a correnteÍor maisforteainda,

um

pontocom potencialmais alto

o

estímuloproporcionaráa sensação

e

um

ponto

de

retorno

ou

desagradáveldo choquee atéa dor.

A terra é um pontode retorno,

to grande,alémde poderparalisarór-

gãos importantescomo o coração, poderáaindadaniÍicaras células,

"queimando-as",poiscorrentesinten-

sasquandoencontramcertaresistên- terra (usandoum sapatocom sola

cia à sua passagem,geramcalor.A tabelaabaixonos mostraas diversas

tapetede borrachaou outro material

potencialmaisbaixo.

Finalmente,numaintensidademui-

pois conÍormevimos,as empresas

de energiaa usam para ligar o

pólo neutro. lsso significa que,

se a pessoa estiver isolada da

de borrachaou estandosobre um

trusrnuçÕeselÉtntcRsseuutsrÉntos

13

Paraos menosex- perientes - quenãoÍa-

çamaexperiência-di-

zemque se sairÍuma- por uma orelhaé

ça porqueatensãoéde 110V e se sairpelas

duas,atensãoé220V.

Ocorreque,nãoé o

fatoda tensãoser 110 Y ou220Vquevaipro-

vocaramortepelocho-

que,massima intensi-

lssotornao choquenascondições de um banho,e)Íremamenteperigo- so,pois ascorrentespodem serdeze- nasdevezesmaioresdo que emcon- diçõesnormais.

c) presença de cortes

Umcortecolocaa parte"molhada,' de nossocorpoque é formadapelo Íluidosanguíneoe outrosfluidosinter- nos em contatodiretocom a eletrici- dade.Estaparte é um excelentecon- dutorde corrente,aumentandoem muitoa sua intensidadeem casode choque.

d) exposição a partes sensíveis

Um choquenos dedos,ondea pele é mais grossa, certamente será devido a uma corrente de muitomenorintensidadedo que se ele ocorrernumaparte maissensível

com pele mais Íina ou úmida. Segurarum fio na boca pode ser terrivelmenteperigoso,para um técnicodesavisado.

Existemnormasdesegurançapara o trabalhoem instalaçõeselétricas como mínimode perigo de choques, maso melhormesmoé DESLIGAR TUDOantesde mexerem qualquer ponto da instalação!

9. CORRENTEALTERNADAE CORRENTECONTíNUA

Existeumpontoquenãotocamos antes,paranão"complicad', masque, nofundo,nãovaiafetaro entendimen- to de muitascoisasquevimose ire- mos ver.Talvez,se ele tivessesido abordadoantes,poderia conÍundirum poucoo leitorpelaÍaltade umabase, queprocuramos dar. Naverdade,a correntequechega em nossacasanão é contínua.mas sim alternada. Obviamente,issonãofaz diÍeren- ça algumaparao leitor,se não ficar claroquese tratamde tiposdistintos de correnteelétrica. Vamosexplicarmelhor:

ConÍormevimos,quando um ge- radorestabeleceumacorrenteatravés de uma lâmpada,"pressionando"as cargasde modoque elasse movam atravésde um Íio, elasse movimen- tam num únicosentido,observea

figura19.

e) Há psÍruÍËopaE a coreÍile

b) lülo há parcum paB â @rente

17:Condiçoesemquepdeoconerochoquetocandonumfio

darededeenergia.

isolante) um primeiro percurso para a corrente é eliminado, vejaa figura 17.lssoquerdizerque, se umapessoa,nestascondições,to- carnumpontode umainstalaçãoelé- tricaque nãosejao neutro,e portanto houverumpotencial alto(110V ou220 V),a correntenãoterácomocirculare nãohaveráchoque.

Estando isolado da terra e tocando num único ponto de uma instalação elétrica não há choque. No entanto, o Íato de usar sapatos de borracha não o livra do perigode choque.

Todavia,sea pessoa tocarao mes- mo tempo num outro ponto que ofereçapercursopara a corrente, quer seja por estar no circuito paraisso,querseja por estarligado à terra,o choqueocorre,independen- tementeda pessoaestar ou não com sapatosde sola de borracha, veriflquea figura 18. E porestemotivoque umanorma de segurançano trabalhocom eletri- cidadeé a de sempresetocarapenas numpontodo circuitoemquese está trabalhando,caso existao perigode eleestarligado.Nuncasegurardois Íios, um em cadamão! Nuncaapoi- ar uma mão em local em contato com a terra, enquanto se trabalha com a outra!

8. ELETRICISTAS DE'MÃOS GROSSAS"

UmÍato interessanteque podeter sido notadoé que as pessoaspodem sentirchoquesdemaneirasdiferentes. Quem já nãoviu eletricistascale- jadosqueseguramnaspontas defios parasaberse a tensãoé 110V ou

220V?

dadedacorrentequecirculapelapes-

soa,de acordocoma tabelaquede- mos anteriormente. Assim,220 V é mais perigoso do que 110 V no sentidode que, para um mesmocircuito(quetenha determinadaresistência),os 220 V

podem forçara circulaçãode uma correntemaisintensa! A intensidadeda correnteque vai circular pelo corpo de uma pessoa vai dependerjustamente de como essa pessoa pode conduzira eletricidadee existem diferenças de indivíduo para indivíduo.Diversossão os Íatores que vão influirnesta"capacidade" que a pessoa tem de conduzira correnteelétricacomo:

a) espessura da pele

Umapele maisgrossaé maisiso- lanteque umapelefina.Poressemo-

tivo,oseletricistas"calejados"quepos-

suema pele dosdedosbemmaisgros-

sas(esujas!)quasenãosentemcho-

ques,pois a intensidadeda corrente que podepassarpor ela é muitope- quena.

b) umidade

Umapele úmidasetornaexcelen-

tecondutoradeeletricidade,principal-

menteseestivermolhadadesuorque, pelapresença desal,é maiscondutora ainda.

Figura18:Havendopercursopara a correnïe

(náoimprtaqual),háchoque.

14

TNSTALAÇÕESELÉïR|CASSEUrrlrsrÉnros

Tomada

Movimentodascargas

Figura19-Conentecontínua:ascargassemoümentam

numúnicosentido.

Moümento

Pistáo

t

H

Vai e vem das cârgas

alternada

T

Figura20:Osefeitosdeumacorrentealternadasãoiguaisaode

umaconentecontínua.

inverteconstantemente de sentidoou de polari- dade. Paraquea corren- te vá. a tensãodeveter polaridadetal que as

cargassejamempurra-

das num sentido,mas paraquevolte,a tensão deveinvertera sua po- laridade,de modoa "pu- xa/'as cargas. Estetipode corrente é denominadocorrente

alternada (abreviada porACouCA)etambém serve para transmitir energiaelétricade um geradoratéumreceptor, que é o aparelhoque a consome.

A correntesaide umdospólosdo

gerador,passapelalâmpada,onde

entregasua energiae voltaao gera- dorparaqueas cargasem movimen- to sejam"reaproveitadas".O gerador "bombeia"constantementeas cargas que"giram"numúnicosentido. Estetipode correntequefluinum únicosentidoé denominadocorrente contínuaou correntedireta.Estacor- renteé indicadacomumentepelaabre- viaçãoCC ou DC.Todavia,nãoé pre- cisoque a correnteseja"bombeada"

somentedestamaneiraparapoder

entregarenergiaa algumaparelho, comoumalâmpada. Se em lugarde uma"bomba''que empurreas cargas,colocarmosum

'Vibrado/'ouum"pistão"queempurre

e puxeas cargaselétricaspeloÍio,o

efeitoobtidoseráo mesmo.conÍorme sugerea Íigura 20. Quandoo vibradorou pistãopres-

sionaras cargasno sentidodelas "irem"e passarempelalâmpada,nes-

te movimentohaveráentregadeener-

giae a lâmpadaacenderá.Quandoo vibradorou pistãovoltare "puxa/'as

cargasdevolta,elaspassarãode novo pelalâmpadae entregarãoa energia dispendidanesteesforço. Em outraspalavras,se o vibrador ou pistãofizercomque as cargasse movimentem parafrentee paratrás

rapidamente,passandopelalâmpada,

o efeitoseráo mesmode umacorren-

te contínuae a lâmpadaacenderádo

mesmo jeito.

A diferençaestánofatodequeesta

correntenãoé maiscontínua,poisela

Osgeradoresqueproduzemêner-

gianaformadecorrentealternadasão denominados"alternadores". Emnossacasarecebemosa ener- gia destaforma:a cada instanteos pólosde umatomadade energiase invertemtornando-seorapositivosora negativos,demodoqueacorrente'Vai evem"porqualqueraparelhoqueseja alimentadoporela.

Em nossacasadispomosna rede de energia de correntes alternadas.

Emnossaredede energia,osÍios se tornam60 vezespositivose 60 ve- zes negativosem cadasegundo.Di- zemosqueaÍreqüênciadanossarede

de energiaé de 60 hertz(abreviamos como60 Hz). Existempaísesemquea freqüên- ciada redeé de 50 Hz.É importante observaressadiÍerença,poisexistem aparelhosque Íuncionamigualmente

bemnasduasredescomo,porexêm-

plo,lâmpadas,mas outrosnão:reló-

máximos(picos)

r -zNos alensáoch€gaa

€stêvalor

r 155V

-'-'+1l0Vq

. - -0V .- l10V

-

.

NaÈódia

o ve|or

éesìo

1.- r55V

Plcoy'

\uóoi"

nagativa

negativo

Figura21:Atensãosenoidaldarededeenergia

alternadade110V.

gios projetadosparafuncionarnuma redede 50 Hz,adiantamquandoliga- dosnumaredede 60 Hz. Representamosa tensãode uma rededeenergiadecorrentealternada pormeiode umacurvasuavequere- tratamuitobemcomoocorremas va- riações.Estacurvarecebeo nomede "senóide"e é mostradanaÍigura 21. Vejaque o fato de que a corrente da redeé alternadanãoaÍetamuitoo quevimos:

a) O terracontinuatendoum po-

tencialde 0 V como outropóloinver- tendodepolaridadeemrelaçãoa ele,

demodoa"empurra/'e"puxa/'ascar-

gas.

b) os choquespodemocorrerda

mesmamaneira,poisse houverper- cursoparaa correnteir ou vir,os da- nospodemocorrer.

Diversassãoas vantagensquete- mosem usarcorrentesalternadasna

rededeenergia:aprincipalestánoÍato de que as correntescontínuasnão

"passam"pelostransÍormadores,en-

quantoas alternadas"passam".Sem os transÍormadores.ÍicariamuitodiÍÊ cil tazera transmissãoeÍicienteda energiade uma usinaaté uma resi- dênciausandoapenasumatensão. Somenteusandocorrentealternadaé que os transformadorespodemser

€mpregados.

s*

(lttaverdade,existemoutros rüeiosde realizara transformação e atéa possibilidadede trabalhar comosdoistiposdecorrente- as- sirq existemlinhasquetranspor- tamb energiade usinasaté os centrosde consumona Íormade correntescontínuas,que depois são transÍormadasem alterna- das).

t

10.CONCLUSO

Os fundamentosteóricosvistos são importantespara que o leitor possa entender os termos que vamosusarnapartepráticaetambém ter uma idéia melhor de como funcionam alguns dispositivos simportantes. Nopróximocapítuloveremosa ins- talaçãoelétricapropriamentedita.

A INSTALAçAOELETRICA

1. A TNSTALAçÃOBÁSICA

Nestecircuitodestacamosos se-

guinteselementosqueserãoanalisa-

dos separadamente:

a) Fioselétricosque transportam

a energiaparaos diversosdispositi- vos alimentados.

b) Caixade mediçãoou entrada,

porondeentraa energiaquedeveser distribuídae ondeestáo relógiome- didorde consumoe sistemade prote-

ção

e comandode entrada.

c) Barradeterra.

tro,disjuntoresou fusíveis.

e)Tomadasdeenergia,quesãoos

ponívelparaalimentaraparelhosdiver-

soscomorádios,televisores, geladei- ras,etc. Í) Lâmpadasquesãoalimentadas diretamentepelaenergiada redede

distribuição.

g) Interruptoresque controlamas

lâmpadase outrosdispositivosligados diretamentena redede energia.

A energiaquechegaem nossas casasdeveser usadaparaalimentar diversostiposde dispositivos.O con- junto de fios e acessóriosquelevam

a energiaelétricaaosdispositivosali- mentadosÍormaa instalaçãoelétrica. Os dispositivosalimentadospodem estarpermanentementeligadosà rede como, porexemplo,chuveiros,lâmPa-

das,campainhas,etc,bemcomopo-

dem ser ligadosà redepor meiode tomadasde energiasomenteno mo- mentoem queserãoutilizados,como

é o casode ventiladores,rádios,tele-

visores,eïc,oquepermitesuamudan- pontosemquea energiasetornadis-

ça de lugar. Assim,na figura 22 temosuma

d)Quadrodedistribuiçãocomcha-

vesgerais,chavesparciais,terra,neu-

instalaçãoelétricatípicade umaresi- dência,ondedestacamosos seguin-

tessetores:

A) Entradadeenergia,queconsta

de umconjuntode dispositivos(Íiose

acessórios) quevaidaredepúblicaaté

o relógiode energia.

B) Pontodeentrega.Esteé o pon-

to de transiçãode responsabilidade.

Atéestepontoa responsabilidadeno fornecimentode energiaé da empre- saconcessionária.A partirdestepon- to, o que ocorrecom a energiaé de responsabilidadedo usuário.

C) Relógiomedidorde consumo

h)Chuveiro,torneiraelétrica,cam-

painhaelétrica,exaustorese outros

dispositivosalimentadosdiretamente

pelaredede energia.

2. A CAIXADEENTRADA

D) Dispositivosgeraisde proteção

e barrade terra. E)Circuito primáriode distribuição

de energia.

F) Quadrode distribuiçãosecun-

dáriocom dispositivosde proteção.

G) Circuitosterminaisque forne-

A caixadeentradade energiaelé- tricaé o pontoinicialde umainstala-

elétricadomiciliar,porondeentra

a energiaem sua casae ondeexis-

tem algunsdispositivosimportantes. Ela representao pontode separa-

ção

instalaçãoe que,portanto,é de sua

ção

entreo quevocêpodeÍazernuma

cemenergiaaospontosde consumo

comotomadas,lâmpadas,chuveiros, responsabilidadee o pontoem quea

torneiras, aquecimentocentral, hidromassagem,etc.

empresaqueforneceenergiapassaa

terresponsabilidade.Naverdade,este

TNSTALAçOESËLÉTRICASSEMMISïÉRIOS

pontode transição,denominadopon-

to de entregaestá um poucoantes,

conformemostramosna figura 22. NaÍigura23temosa represen- taçãode umacaixade entradatípica de umaresidência,emquea alimen- taçãoé Íeitapor meio de três Íios (monofásicode 3 condutores). Nestacaixade entradatemos

duastensõesdisponíveis,110V

22OY (vqa o item9 paramaisinÍof-

mações),que podemser usadasse- gundoos tiposde eletrodomésticosa seremalimentados. Os trêsfiosde entradavão dar em um "relógio"indicadorde consu- mo e um conjuntode chavescomfu- síveisou disjuntores(dispositivosde proteçãode entrada).O Íio centralou neutroestáligadoa umabarradeter- ra,cujafinalidadeseráanalisadamais adiante.

e

3.A CHAVEGERAL

Passandopelorelógio,os três

Íiosporondechegaa energia,sãoli- gadosa uma"chavegeral"quepermi-

te ligare desligara instalaçãoelétrica

de uma'residência. Nestachavedevemosobservar as tensõesdisponíveisna instalação. Assim,o fio "domeio"é ligado à terrapormeiodeumabarraenterra- da profundamente,de modoa repre- sentaro terraou neutroda instalação

(figura24).

Quandoligamosqualquerdisposi-

tivoentreestepólocentral(tena)e um dos extremosda chave,ele será ali- mentadopor uma tensãode 110 V. lssosignificaqueentreo pólocentral

e os extremostemos,separadamen- te.tensõesde 110V.

17

z

CJ)

-{

t-

V) m

m

T-

m.

t -

g)

@

m

U'

{

m.

õ

U)

H

ffi

Figura22:Instalaçáotípicadeumaresidên-

ciacomtensõesde110/220V.

I

&

Ocorre,entretanto,queas tensõesdos pólosopostosdes-

ta chaveestãoem oposiçãode

fase.Emlinguagemsimples,lem-

brando quesetratade umaten- sãoalternada,ouseja,quea cor- rente"vaie vem",quandonum póloa correnteestá"indo",no

outroelaestá"voltando",ouseja,

um pólo estarápositivono ins- tanteem queo outrose encon- tra negativo,Íigura 25.

O resultadodissoé que en-

tre os pólosopostostemosuma tensãode 220V, ou seja,o do-

bro da obtidaentrecada pólo extremoe o pólocentral.

Destacaixade entradaou mediçãosaemtrês condutores quevão atéumasegundacaixa ou quadrode distribuiçãoonde

existemnovosdispositivosde

proteçãoe controle,alémdeuma

chavegeral.

A partirdestacaixade distri-

buiçãopodemostirardiversoscir-

cuitosde alimentaçãoou distri- buiçãode energiapara nossa

casa:

a)

Os primeiroscircuitosde

110V usandoum pólovivoe o

neutrodachaveprincipalservem

paraalimentaras tomadasou pontosde retiradade energiade

umacasa.

b) Os segundoscircuitos,

tambémde 110 V são usados

paraosdispositivosÍixosqueexi-

gem esta tensão,como por

exemplo,lâmpadas,exaustores,

a campainhade entrada,etc.

c) Os terceiros,obtidosdos

pólosextremoseportantode22O

V servemparaalimentardispo-

sitivosque exijamesta tensão como, porexemplo,oschuveiros,

torneiraselétricas,aquecedores,

êtc.Eventualmente podeserpre-

vistaumatomada paraestaten-

são,caso seja exigidapara al-

gum eletrodoméstico que preci-

se Íuncionarcom220V.

Cadaumadestastrêsredes

temlogoapósa saídada chave

principalumachaveprópriaque

permitefazerseucontrole. Esta chaveindependente para cada redeé interessante, poisalémde proporcionarprote-

ção

somentea redequealimentaas

e controle,permitedesligar

Barra

direta(neutro)

Ghave

geral\

220v

À instalação

/

Figura23:Chavee Íusíveis(disjuntores)dacaixade entrada.

Fase1

Neutro

Fase2

\oo

Figura24:Ofiotena.

ralógio

ïenal

iqtdaeáo

Figura25:RepresentaçãodastensóescomÍasesopostas.

(F+N)

-====

-Fl

,*"**r"\Jnov -l

ì

(2F+N)

Jl:ç

Figura26:Circuitosdefornecimentodeenergia.

TNSTALAÇoESelÉrRtcRssev vtsrÉRtos

tomadas,paraÍazerumarepara-

ção

necessidadede desligara rede que acionaas lâmpadas.Desta Íorma,o reparopodeserfeitoà noite,semnecessidadede cor- tara iluminação Da mesmaÍorma,podeser feitoum reparoou instalaçãode um chuveiro,sem a necessida- de de cortara iluminaçãopara estaÍinalidade. Paraas localidadesem que atensãoé únicade22OV,temos umcircuitotípicode distribuição semelhante,coma diferençade quesãoapenasdoisÍiosde en-

trada,etodososcircuitospartem destesdoisÍios com a mesma tensão.conformevemosna ÍÈ

outrocanumadelas,sema

gura26.

Assim,para110Vcom3fios,

temosduasfasesopostase um neutro(2F + N), enquantoque paratensãoúnicade 220V le- mosapenasumaÍasee o neu- tro(F+ N).

4.O CONSUMOEMCHEQUE

Qual é a vantagemde se usar220V em lugarde 110V numainstalaçãoquetenhaas duastensõesdisponíveis? Muitosacreditamque se usarmosumchuveironumarede de 220 V "gastaremos"menos

energiadoquese usarmosesse mesmochuveirocom alimenta-

ção

O que pagamosde energia nãodependenemda correntee

nem da tensão,mas sim dos dois,ouseja,do produtodaten- são pela correnteque resulta

numagrandezadenominada"po-

tênciaelétrica", medidaem watts. Assim,a medidado gastode qualquereletrodomésticoé dada pelos'\ruatts"(W) que ele exige paraÍuncionar.

de 110V.

Umalâmpadadêmais'\uatts"

de potênciaé maisÍorte,porque exigemaisenergiae portanto, convertemaisenergiaelétrica em luz. Paraobterumadeterminada quantidadede wattsexigidapor um aparelhode maiorconsumo

19

a partirda redede energia,podemos

partirtantoda tensãode 110V como

de220V.

Supondoquedesejamosalimentar umchuveirode22OOW temosentão duaspossibilidades:

demoseconomizarna instalação,que
nãoexigeÍiostãogrossosalémdeter-

mosperdasmenorese maisseguran-

ç4. Quantoao consumo.nãose iluda:

vocêvaipagara mesmacoisanofinal do mês

A seguir,de modoa Íacilitaro cál- culode consumo,damosas potênci- as nominaisde algunseletrodomésti- coscomuns.

Se usarmosa redede 110V,para

200W).

obter os 2 200 W a correntedeverá

serde20A (pois20x 110 = 2

Noentanto,se usarmosa redede 220V,paraobteros 2 200W a corren-

te deveráserde 10 A (pois10x 220 =

sivelmenteem algunscasos,depen- dendodo tipoe tamanhodo aparelho considerado. Nestescasos,o valor exatopode serobtidona etiquetaou plaquetade característicasÍixadano próprioapa- relho.

(.) Paraos aparelhosindutivos,ou seja,que possuemmotores,é mais

interessanteespecificara potênciaem

volts-ampères(VA),havendoumape-

elesexigemcorrentesmaisaltas,po- quenadiÍerençatécnicadestagrande-

mo,sepossívelcom22OY,pois,como

osfiosusadospodemsermaisÍinose as "perdas"nestefio sãomenores. Assim,é sempreinteressanteali- mentaros aparelhosde maiorconsu-

umagrandevantagemna instalação:

consumonão!Seráabsolutamenteo mesmo:2 200W), o que nos levaa

2 200w). Vejaentãoque,ligandoo chuveiro em 220 V a correnteserá menor(o

Obs:estapotênciapodevariarsen-

za em relaçãoao watt. (*.) Não confundirestefornotér- mico que possuium elementode

aquecimentointernoresistivocom o

fornodemicroondasquetemumprin-

cípiode ÍuncionamentodiÍerente.

5. CURTO-C|RCU|TO

A grandeameaçaà integridadede qualquerinstalaçãoelétricaé o curto- circuito.

Quandoligamosqualqueraparelho elétricoà rededeenergia ,ele ficasub- metidoa uma determinadatensão (quepodeser110Y ou22OV),masa

correntequevaipassarporeledepen-

deexclusivamentede suascaracterís- ticasinternas. Cadadispositivo"dosa"a corrente deacordocomo queprecisadeener- gia paraÍuncionar.Assim,a corrente queumeletrodomésticoligadoà rede

Aquecedorde água(boiler)de 50 a

Churrasqueiraelétrica:

Furadeiraelétrica:

100litros:1 000W

2000a4000W

150a 400VA(.)

120a 2OOlitros: 1 300W

Ghuveiroelétrico:

Geladeiraresidencial:

22Oa 29Olitros: 1 500W

2000a6500W

150a 500VA(.)

300a 390 litros: 2 000W

Cobertorelétrico:

Lâmpadascomuns:

400a 500 litros: 2 500W

50a200W

5 a 150W

Aquecedorde aquário:

Condicionadorde ar central:

Lavadorade pratos:

10a40W

5000a8000W

1000a 3000VAC)

Aquecedorde águade passagem:

Lavadorade roupas:

3 000a 8000W

300a 1200W

Computador:

600a 1000VA(.)

150a 300W

50a200W

Aquecedorde ambiente:

Aspiradorde pó residencial:

200a 600VA(.) Congefador (freezer)residencial:

350a 600VA(.) Copiadora (xerofit

LiquidiÍicador:

Máquinade costura:

400a1 200W Barbeador:

1200a 3600VA(.)

Máquinade escreverelétrica:

5a20W

Cortadorde grama:

100a 200VA(.)

Batedeirade bolo:

600a 1800W

1600a 2500W

Projetorde slÍdes:

100a 300W Bombade águade poço (cisterna):

200a 800VA(.)

600a1 200W

Ebulidor:

Esterilizador:

200a 500W Rádio-relógior

4a10W

Gafeteiraelétrica:

Condicionadorde ar de janela (7 Í00 BTU/h):

150a 300W Exaustorde ar de cozinha:

200a 400W Facaelétrica:

Retroproietor:

700a 1500W Secadorde cabelos porlátil:

500a 1400W

900w

40a100W

Secadorade roupas (tipo térmico):

(8500BTU/h)

1300W

Ferrode passar roupa:

1200a 6000W

(10000BTU/h) 1400w

600a 2000W

Televisor:

(12000BTU/h) 1600W

Ferrode soldar:

50a500W

(14000BTU/h)

r900w

20a100W

Torneira elétrica:

(18000BTU/h)

2600W

Fogareiroelétrico:

1800a 5(X)0w

(21 000 BTU/h)

2800W

1200a 2000W

Torradeiraelétrica:

(30 000 BTU/h)

3600W

Forno residencial elétrico (**):

500a 1200W

Carregadorde pilhas e bateria

20ü) a 5000W

Ventilador:

(celular):

Forno de microondas:

50a 400W

5a10W

600a 1200W

Videocassete:

CentríÍugar

Freezen

30a 50W

120a 300W

200a 600VA(*)

150W

Figura2T:Oaparelho

"puxa"aconenteque

eleprecisapara

Íuncionar.

Tomada que

podeserdanificada

29:Aconetntede

ircuitonão passa

peloaparelho,náolhe

causandodanos.

Ofio -queima'

nestetrecho

Apagada

Cartucho

Ponto em gue um Íio enensta no outro

Figura28:Ocurto-circuito.

Figura30:Tiposdefusíveisusadoseminstalaçoeselétricas,

de energia"puxa"dependeexclusiva- mentede suasexigênciasdeenergia. Umalâmpadade60W Precisa demais energiado que umade 40 W o que

signiÍica que

corrente'maisintensa,se ambasÍo- remalimentadas pelamesmatensão. Os dispositivosalimentados Pela redede energiadosamestacorrente com uma espéciede "freio"interno, queimpedequea correntesejaexces- sivaemfunçãoda Íorte"pressão"com queascargassãoempurradas.Assim, podemosdizerque cada dispositivo

apresentaumacertaoposiçãoou "re- sistência", que determina quantode correntedeve passar Para que eles Íuncionemnormalmente,recebendoa energia queprecisam.AÍigura27 dá umaidéiado que ocorrenestecaso. Ocorre,entretanto, que em condi-

na primeirapassauma

ções

rede de energia Pode "Perdero

Íreio" e a corÍente aumentar descontroladamentea ponto desetor- nar perigosa. lssoacontece, porexemPlo, quan- doumÍiodealimentaçãoencostano outrode retornoou de faseoposta, conÍormesugerea Íigura 28. Nestascondiçõesnão há resis-

tênciaalguma

ção

percurso(circuito)de uma maneira diretasem encontrar qualqueropo- sição,aumentandoenormementede intensidade. Estecaminho"semfreio" Para a corrente,é um percursoou circuito maiscurto,ou seja,um"curto-circui- to"e podesermuitoperigoso.

anormais,o dispositivoligadoà

para'Ïreaf'a circula-

da

correntee ela podeÍazerseu

A intensidadeda corrente Pode

aumentarde tal maneiraque os Íios da instalaçãonãosuportemsuacon- duçãoe se aqueçamem demasiaa pontode"queimarem".O mesmoocor- reem relaçãoao própriofiodoapare-

lhoemqueessafortecorrente passa, vejaa Íigura 29. Obeserve, entretanto, que a corrente circula pelo ponto de

curto-circuitoe não depois,ou seja,

em condiçõesnormais,o

depois deste ponto

danoalgum. A correntenumcurto-circuito pode se tornartãointensaquealémdo ca- lor,outroseÍeitosviolentos podem ocorrer,comoos "estouros"acompa-

nhadosdo lançamentode estilhaços doselementosde umatomadaou de umÍio. Cuidardos isolamentosde modo

que os Íios de uma rede

que está

não soÍre

não

encostemuns nos outrosé um

pontoÍundamentalparaevitarcurto-

circuitos.

Entrada

Saída

Figura31:ChaveGeralusandofusíveisderosca.

6. OS FUSIVEIS

Se não houverum meiode inter- rompera fortecorrentequeocorreem casodecurto-circuito,a instalaçãoelé- trica podeficardaniÍicada,issosem Íalarno perigode incêndio.

Umamaneiradeprotegerumains-

talaçãoelétricaé atravésdosfusíveis.

Seumacorrenteexcessiva Produz calor,quandopassapordeterminados materiais,porquenãousaresseÍator paraprotegera instalaçãoemcasode perigo? UmfusívelÍaz justamenteisso:nele temosum elemento queofereceuma

certaresistênciaà passagemda cor- rente,masaindaassim,incapazde afetara alimentaçãoqueumainstala-

ção

precisaemfuncionamentonormal.

Seacorrentenainstalaçãoaumen-

ta e ultrapassao valorque se consi- deranormal,o primeiroasentirosefei-

tosé o Íusível,quequeimae comisso

o circuitoé aberto,ou seja,a corrente

é imediatamenteinterrompida. Comoo fusívelqueimacomuma correntemuitomenordo queaquela que os fios suportam,a instalação nãochegaa soÍrernenhumdano. Nafigura30 temosos doistiPos defusíveismaiscomuns.usadosem instalaçõeselétricasdomiciliares. O primeirotipoé o de"rosca",que é colocadonumsuportesemelhante ao usadoporlâmpadascomunsnas chavesdacaixade entradae nacai- xa de distribuição,conÍormeindicaa

figura3í. NesteÍusívelexisteum Pequeno pedaçode fio de chumbo-estanho

INSTALAÇOESELETRICASSEM MISTERIOS

21

cujo pontode fusãoé relativamente baixode modoque ele derretefacil- mentecom umacorrentemaiseleva- da. O segundoé dotipo"cartucho" e é tambéminstaladojunto com a chave gerale chavesde distribuiçãonapro- teçãodoscircuitos. No interiordo cartuchotambém temosumfio dimensionadode modo

a "derrete/'com determinadacorren- te.

Outra,colocadanointeriordacasa, em localacessível,no ponto em que

setemo começoda redede Íiosque distribuia energia,usandodisjuntores. Os disjuntorese os fusíveissão dimensionadosde tal maneiraquese houverum curtode pequenoporte,

comoalgumeletrodomésticocompro-

blemas,os disjuntorescorresponden- tes desarmam. Noentanto,seo problema formais graveou antesdo ponto em que es- tãoosdisjuntorescomo,porexemplo, umcurtona própriainstalação,então

osfusíveisde entradaqueimam. Odimensionamentodacorrentede atuaçãode um disjuntoré Íunçãoda

correnteexigidapelosaparelhosali-

mentadosporseucircuitoe daespes- surado Íio utilizado.

8. OS F|OS

Os fios usadosnumainstalação devemser escolhidoscomo máximo cuidado.SuaÍunçãoé conduzira cor- rente,e se elesnãoÍizeremistoda

maneíraesperada,teremosproble-

masdesegurançae poderemos até comprometero Íuncionamentodos aparelhosalimentados.

Dependendoda intensidadeda correntêconduzida,os fios devem

terumaespessuraapropriada:mai- or correntesigniÍicaa necessidade

de usarfiosmaisgrossos.

UmÍiomaisfinotambémsignifi-

ca umadiÍiculdademaiorpara

a cor-

rentepassar,ou seja,uma certare- sistência. Assim, conforme mostra a Íigura 34, se umfio Íor muitofinoou muitolongo,ele "divide"a tensãoda redede energiaemduaspartes: uma usadaparavencera sua própriare-

sistênciae aoutrapara chegaraoapa- relhoalimentado. Logo,umfio muitocompridoali-

mentandoumaparelhonoÍinaldains-

talaçãopode significarproblemas: o aparelhoquedeveriarecebera ten- sãoda redeparao qualfoi especifi- cado,acabarecebendoumatensão muitomenor,o quepodeaÍetarseu funcionamento. Nestamesmainstalação,umfio maisgrossopodereduzira resistên- ciae assimas perdasqueocorrem,

obtendo-seum funcionamentome- lhordo aparelhoqueestádistante.

Figura32:Disjuntortermomagnéticousado

eminstalaÇõeseléÍicas.

nominadodisjuntor.

O disjuntoré umachavede prote- termomagnéticaque desligaau-

Vejaentãogue a especificação principal deumfusívelé a correnteem queelederrequeimar. Estaespecificaçãonão é Íeitade qualquermaneira,semcritério.A cor- rentede um Íusívelnumainstalação dependedo que ela devealimentar, ou seja,do númerode lâmpadas,to- madase dispositivosexistentesque determinarãotambéma espessurado fio usado. Assim,se numainstalaçãoÍorexi- gidoumÍusívelde20 A, porexemplo,

e ele queimar,NUNCAdeveremos

substituÊloporoutroquenãosejade

20 ampères. Umfusívelmenorvaiqueimar Ía- cilmentequandoaindanão houver

perigoparaa integridadeda instala-

ção,

foremusadosaomesmotempo.Dois chuveirosligadosao mesmotempo, aindaque a instalaçãotenhasido

projetadaparasuportá-los,irãocau- Figura33:Duascaixasdecontroleedistribuiçáonuma

sara queima do fusível. Um fusívelmaior,entretanto,é maísperigoso:a correntêpodesubir paraalémdo valorque a instalação

suportae aindanão chegarao valor emqueo fusívelqueima.A instalação
soÍrerádanosantesqueofusívelquei-

me!

O dimensionamentode umÍusível parauma instalaçãodependeda in-

tensidadeda correnteexigidapelos aparelhosalimentadose pelaespes- surado Íio utilizado.

ção

tomaticamentequando a intensidade

da correnteultrapassacertovalor. Na figura 32 temoso aspectode

um disjuntor,que é especificadoda mesmamaneiraque os fusíveisco-

muns:pela correnteem que

,,abre" o

circuito. Umavez que ocorraum curto-cir-

cuitoemalgumaparelhoounumains-

talaçãoe o disjuntorinterrompaa cor- rente,bastaque se veriÍiquequala causadestecurtoe estasejaremovi-

da para que a correntepossaser

quandoalgunsaparelhosa mais

de

instalacá0.

restabelecida.

simplesmente

rearmando-seo disjuntor.Evidente- mente,seo curto-circuitopermanecer, o disjuntorvaidesarmarde novo.

E comumque nasinstalaçõesdo- miciliaressejamusadasduascaixas paraaschavesdecontrolee distribui- ção, conformemostraa Íigura 33. Umadelasé colocadana entrada dainstalação,ondeestátambémo re-

lógiomedidordeconsumo,usandofu-

síveisde valoresapropriadosou disjuntores.

i

110V

F10V

,ro/

(entrada)

+

l-1OV(Perda)

Figura34:QuedadetensáoemÍioslonooseÍinos.

Maisadianteveremoscomoesco-

lherfusíveis.

7. DISJUNTORES

Um fusível,umavez queimado, nãopodeserreaproveitado.Deveser jogado fora e substituídopor um novo. Esteincômodopodeser evitado com um dispositivode proteção de-

22

TNSTALAçÕESELÉTR|CASSeU UrSrÉRrOS