Minha

Genética
O seu DNA fala mais sobre a sua
alimentação do que você imagina.
Diz

Introdução
Você acha que a saúde depende mais da sua genética ou do estilo de vida?
Um grupo de médicas e nutricionistas de Brasília resolveu responder a essa e
outras questões sobre o impacto da genética na saúde, utilizando os conceitos
de Nutrigenética e Nutrigenômica, novidades da ciência na prescrição de
dietas e suplementos.
Os polimorfismos (mutações genéticas) são os principais determinantes da
individualidade do ser humano. Nós somos 99,5% iguais, mas o 0,5% que
nos diferenciam determina características como a cor do cabelo, da pele, a
resposta metabólica a alimentos e como vamos sintetizar vitaminas. Conhecer
a individualidade genética é um dos mais eficientes e modernos mecanismos
para assertividade em condutas médicas e nutricionais.
A Nutrigenética procura identificar, com base no mapeamento do DNA,
variações no genoma que influenciam a forma pela qual o indivíduo responde
aos nutrientes, à dieta. Já a Nutrigenômica estuda a influência dos nutrientes
e compostos bioativos dos alimentos (CBA) que influenciam o funcionamento
do genoma. Aliando as duas ciências, é possível identificar quais nutrientes são
mais importantes de serem ingeridos ou evitados para cada indivíduo.
As nutricionistas Priscilla Marcondelli, Joana Lucyk e Mirella Monteiro se uniram
às médicas Bruna Pitaluga, Ana Valéria Ramirez e Narayana Coutinho para
realizar o mapeamento genético das gêmeas univitelinas Eliana e Luciana
Fregonasse, 46 anos. Do experimento surgiu o projeto “Minha Genética Diz”,
que pretende demonstrar a aplicabilidade dos exames de DNA aos hábitos
alimentares e estilo de vida das pessoas.
Mesmo após ler este e-book, continue acompanhando a #MinhaGenéticaDiz
no facebook e instagram para receber dicas de saúde e alimentação.

Elaboração:
Dra. Priscilla Marcondelli
CRN / 1 1746
Dra. Joana Lucyk
CRN / 1 2312
Dra. Mirella Monteiro
CRN / 1 1885
Dra. Bruna Pitaluga
CRM 13157
Dra. Ana Valéria Ramirez
CRM 17.855 DF
CRM 90.463 SP
Dra. Narayana Coutinho
CRM 8766
Edição:
Lote Um – Agência de Comunicação
Fotografia:
Andréa Zayit
Contribuição:
Luiz Dalla Côrte Neto

Voluntárias

Luciana Fregonasse

46 anos
Personal trainer, instrutora de
ioga e vegetariana

sempre alimentar
“Procuro
a mente e o espírito com
coisas boas.

Eliana Fregonasse

46 anos
Cirurgiã dentista, pratica atividades físicas
regularmente e só come carne branca
corpo precisa estar
“Osaudável
para aguentar
o estresse do dia a dia.

O Mapeamento Genético
Entender o seu código genético é essencial para compreender o
funcionamento do seu metabolismo e, com isso, descobrir as melhores
escolhas alimentares. O importante da Dieta do DNA é o fato de ser
totalmente personalizada, pois é baseada no mapeamento genético
de cada paciente, com a identificação dos polimorfismos (ou mutações
genéticas) existentes que possuem comprovação científica de que
interferem no funcionamento do organismo.
Para garantir o sigilo da informação de que as pacientes objeto do
estudo eram gêmeas univitelinas, amostras da mucosa da bochecha
de cada uma foram enviadas ao laboratório sem identificação do
parentesco.
Os resultados dos exames vieram idênticos, conforme esperado. A
partir de então, a equipe associou as informações dos mapeamentos
genéticos às análises de sangue e aos estilos de vida das irmãs que,
mesmo sendo saudáveis, apresentavam deficiências no sistema
imunitário, com relatos de constantes infecções.

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Revelações do DNA
Conforme o modelo do teste utilizado, o mapeamento genético
apresenta os resultados em cinco módulos:

Controle de peso

Vitaminas e minerais

Sensibilidades alimentares

Alimentação e bem-estar

Análise de como o organismo
metaboliza carboidratos, lipídios
(gorduras) e proteínas com base na
predisposição genética.

!

Apresenta a predisposição genética
a intolerâncias e sensibilidades a
substâncias como lactose, glúten, álcool,
cafeína, níquel e sódio. Mostra também
se há predisposição ao acúmulo ou
deficiência em absorver ferro.

Módulo que analisa o metabolismo,
absorção e transporte de vitaminas e
minerais pelo organismo.

Análise da suscetibilidade ao acúmulo
de gordura visceral, à diminuição
da atividade insulínica e à síndrome
metabólica.

Capacidade antioxidante e destoxificante

Aponta a capacidade do organismo em eliminar os resíduos tóxicos e combater o excesso
de radicais livres. O não funcionamento adequado desse sistema aumenta o risco de
envelhecimento precoce e desenvolvimento de doenças crônicas não transmissíveis, como
câncer, diabetes e hipertensão.

5

Controle de Peso
O mapeamento genético de Luciana e Eliana
Fregonasse indicou maior capacidade de
metabolização de gorduras em comparação a
carboidratos e proteínas. Isso significa que a ingestão
de alimentos ricos em gordura saudável como
azeite, óleo de coco e abacate deve ser priorizada.
Quanto a carboidratos, foi identificada baixa
capacidade de metabolização, o que implica em
uma dieta com menos consumo desse nutriente
do que usualmente se recomenda. Além disso, elas
precisam se preocupar mais com o índice glicêmico
dos carboidratos ingeridos, evitando aqueles de
metabolização rápida, como açúcares, mel e alimentos
compostos com farinhas refinadas (pães e biscoitos),
além de sucos de frutas concentrados.
Em relação a proteínas, a capacidade moderada
de metabolizar esse nutriente indica que a ingestão
deve ser equilibrada, distribuída nas refeições do dia.

Boa notícia :D
Os indicadores para controle da
fome/saciedade foram positivos,
o que indica que, geneticamente,
elas têm mais facilidade em
controlar a fome. Assim, fica mais
fácil se manter saudável!

Má notícia :/
Os testes genéticos também
indicaram que as gêmeas têm
tendência para rápido ganho de
peso, o que exige mais disciplina e
maior autocontrole na alimentação
do dia a dia.

6

E o estilo de vida?
A dieta regular das gêmeas obedecia, em grande
parte, o que o exame indicou neste primeiro módulo.
“Percebemos a tendência para ganhar peso na
adolescência, por isso, decidimos ter hábitos saudáveis
e praticar exercícios físicos mais intensos desde cedo”,
conta Luciana.
Após os exames, no entanto, as nutricionistas sugeriram
aumentar a ingestão de gordura na dieta das duas e
adequaram a quantidade e a distribuição de proteínas
ao longo das refeições. Para Luciana, que deseja seguir
dieta vegetariana, foi necessário aumentar a quantidade
de proteínas. Já para Eliana, o movimento foi oposto:
diminuição de proteína.
Note-se que, mesmo com um perfil genético idêntico, as
gêmeas possuem necessidades de ingestão de proteínas
diferentes. Isso se explica pelas opções e estilo de vida
das duas, que também são diferentes. É importante
deixar claro que o consumo indiscriminado de proteína
não resulta necessariamente em aumento de massa
muscular e deve ser adequado ao perfil genético, às
atividades e aos hábitos alimentares de cada indivíduo
para evitar danos à saúde.

7

Vitaminas e minerais
As gêmeas apresentaram uma alteração no metabolismo das vitaminas
do complexo B, atuantes no sistema nervoso, cardiovascular, cognitivo,
gastrointestinal e também na saúde da pele, olhos e cabelos. Luciana e Eliana
já costumavam ingerir alimentos que contêm boa quantidade dessas vitaminas,
ainda assim, foi necessário suplementá-las.
Outra alteração verificada foi no metabolismo das vitaminas A e D, que
fortalecem o sistema imunitário. Também foi necessária a suplementação em
pequenas dosagens, somente possível por meio de manipulação em farmácia
especializada. Essa suplementação poderá ser ajustada conforme a evolução
do quadro, que demanda acompanhamento periódico.

Cuidado!
A suplementação vitamínica tradicional, como as
cápsulas vendidas em farmácia (multivitamínicos), deve
ser consumida sob orientação profissional. O consumo
indiscriminado de vitaminas em dosagens inadequadas
prejudicam o metabolismo e pode trazer mais prejuízos à
saúde do que benefícios!

8

Intolerâncias e
sensibilidades alimentares
A partir dos resultados do mapeamento é possível identificar a predisposição
genética ao desenvolvimento de intolerância à frutose, à lactose e ao glúten,
além de sensibilidades ao álcool, à cafeína, ao níquel e ao sódio. Disfunções
metabólicas desses elementos podem ocasionar distúrbios de difícil diagnóstico,
o que faz dos exames genéticos um dos principais aliados da medicina
preventiva.
A título de exemplificação, resultados positivos de sensibilidade à cafeína podem
ser prejudiciais a portadores de distúrbios cardíacos. No entanto, mesmo nos
casos de alteração no metabolismo da cafeína, dificilmente há necessidade
de exclusão total do café, mas somente a redução do consumo e a retirada de
suplementos à base de cafeína – estes são veementemente contraindicados. Isso
depende da situação de cada um. Em relação às gêmeas, não foi constatada
sensibilidade genética à cafeína e o consumo diário relatado foi considerado
normal, não demandando alterações.
Ao contrário do que muitos imaginam, a frutose é um açúcar não exclusivo de
frutas. Está presente também em vegetais, além de ser utilizado em diversos
produtos industrializados, como açúcar de adição em sucos de caixinha,
saquinho, balas e doces. Diversas patologias relacionadas à elevação crônica do
ácido úrico, decorrente da sensibilidade à frutose, podem ser evitadas por meio
do exame genético.
Os testes das gêmeas não indicaram sensibilidade à frutose, e o consumo
relatado da substância também foi considerado normal.

9

Confira as substâncias que foram reduzidas na
dieta de Luciana e Eliana:

Álcool

Sódio

Predisposição genética alta a ser sensível.

Predisposição genética alta a ser sensível.

Bebidas alcoólicas devem ser reduzidas.

Embutidos, enlatados e algumas bebidas
industrializadas, ricas em sódio, devem ser
evitados.

?

O excesso de sódio favorece a retenção
hídrica e a tendência ao aumento da pressão
arterial. No caso das gêmeas, o risco de ocorrer
problemas como esses é ainda maior, porque são
geneticamente mais sensíveis à substância.

Recomendações
Consumir temperos naturais. Além de
conferirem sabor às preparações, agregam
substâncias antioxidantes e destoxificantes.
Açafrão, alecrim, orégano, tomilho,
manjericão, cardamomo, pimentas são
algumas das opções que devem ser utilizadas.
Destaque para o orégano: além de
antioxidante, é extremamente antifúngico e
pode ser grande aliado na resposta imunitária
das pacientes. Recomenda-se o consumo de
chás diuréticos como chá verde, hibisco ou
cavalinha diariamente.

?

O consumo provoca a instalação da disbiose
intestinal* e aumento do estresse oxidativo*
– ambas condições relacionadas às
infecções recorrentes relatadas pelas irmãs.
Além disso, o consumo de bebida alcoólica
contribui para a má absorção de vitaminas
do complexo B, as quais as gêmeas já
possuem comprometimento metabólico.

Confira o que é disbiose
intestinal e estresse
oxidativo no glossário, p. 14.

Recomendações
Fibras solúveis e insolúveis, presentes nas frutas, vegetais
e cereais integrais, além do amido resistente, encontrado
na biomassa da banana verde e em alimentos como
abóbora, batata-doce, cará, inhame e couve-flor
devem compor a dieta das gêmeas, para que haja
desenvolvimento e manutenção da microbiota saudável.
Foi recomendada também a suplementação probiótica
com diferentes composições de cepas bacterianas por
períodos específicos para que ocorra troca de material
genético bacteriano e para que se promova, cada
vez mais, o fortalecimento da microbiota intestinal.
A suplementação da glutamina livre, principal
nutriente solicitado para a renovação da parede
intestinal, também foi sugerida.

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Glúten

Níquel

Predisposição genética alta ao desenvolvimento de
intolerância ao glúten e/ou doença celíaca.

Predisposição genética média a ser sensível.

Alimentos com farinha de trigo, cevada, aveia e
centeio devem ser evitados.

?

Nos exames sanguíneos complementares foi
verificada a ausência da doença celíaca. No
entanto, o glúten, por ser um agressor comprovado
da mucosa intestinal, acarreta maiores prejuízos à
saúde para pessoas com sensibilidade e aumenta
a possibilidade de desenvolver outras doenças
autoimunes, além de sintomas desagradáveis
como enxaquecas, diarréia, alterações de humor,
distensão abdominal, entre outros sintomas.

Alimentos como cacau e oleaginosas
(castanhas) devem ser reduzidos da rotina.

?

Em excesso, esses alimentos representam
risco duplo, pois além de serem ricos em
níquel, são fontes de arginina e podem ser
gatilho para infecções recorrentes, como
descritas no histórico das irmãs.

Fica a dica
O resultado do teste não é uma sentença de que a doença
celíaca e/ou intolerância ao glúten se desenvolverá: é a
frequência de consumo que faz a resposta do organismo e por
isso é preciso evitar o consumo deste nutriente.

11

Testes sanguíneos de intolerância
x Testes genéticos
Entenda a diferença.
Os testes de intolerância por coleta sanguínea indicam uma situação momentânea,
uma “fotografia” da capacidade metabólica do indivíduo a determinados
nutrientes.
Exames genéticos refletem características individuais que indicam predisposições
a desenvolver intolerâncias, não atrelados necessariamente, a presença de
sintomas. Um resultado positivo de uma predisposição genética permite alterar
rotinas alimentares de modo a prevenir o surgimento de patologias, como doenças
autoimunes, por exemplo.
Dependendo do estilo de vida, normalmente não é necessária a exclusão dos
alimentos da rotina alimentar, apenas uma adequação de quantidades e de
frequência do consumo para que a intolerância ou alergia não se expresse.
Intolerância à lactose – resultados das gêmeas:
No caso de Luciana e Eliana, a intolerância genética à lactose não foi constatada.
No entanto, ambas relataram sintomas após o consumo de leite e derivados,
mesmo com a ingestão de produtos sem lactose, o que sugere a presença de
alergia à proteína dos laticínios e não necessariamente intolerância à lactose.

12

Capacidade antioxidante
e destoxificante
O processo de destoxificação é a capacidade de eliminação de substâncias
tóxicas do organismo, ou seja, as substâncias que não são nutrientes. Se este
processo for incompleto, essas substâncias “estranhas” são direcionadas para
o tecido adiposo e podem causar inflamações, provocando o aparecimento
de doenças como diabetes, cânceres e hipertensão, além da multiplicação
das células de gordura. Para evitar essas doenças e permitir o correto
funcionamento desse sistema, é preciso uma alimentação saudável e
equilibrada! Os nutrientes e substâncias bioativas encontrados principalmente
nos alimentos de origem vegetal são os mais solicitados para o processo de
destoxificação.

Fica a dica.
É aconselhável que o cozimento dos
alimentos seja preferencialmente
no vapor e por pouco tempo –
até 3 minutos para conservar as
propriedades nutracêuticas

Alimentos recomendados:
Vegetais: repolho, brócolis, couve-flor, couve, couve de Bruxelas - contêm sulforafanos/
isotiocianatos, fitoquímicos importantes no processo de destoxificação.
Frutas: açaí puro, jabuticaba, mirtilo, framboesa, morango e amora - ricas em substâncias
bioativas antioxidantes como as antocianinas e o resveratrol.
Goiaba, melancia e tomate - fornecem licopeno que é um potente antioxidante.
Abacate - fonte importante de gordura, glutationa, coenzima Q10, vitamina E, ácido lipoico e
outras substâncias antioxidantes.
Coco - também rico em gordura e substâncias com ação antifúngica, reforçando o combate a
infecções.

13

Capacidade antioxidante
e destoxificante
O DNA das gêmeas apresentou comprometimento na capacidade
antioxidante (aumento do estresse oxidativo) e destoxificante, o que sugere
maior propensão genética para o desenvolvimento de algumas doenças. O
histórico familiar de relatos de cânceres em parentes próximos das gêmeas
exige ainda mais atenção.
Assim, para auxiliar no silenciamento e expressão dos genes responsáveis
pela baixa capacidade das gêmeas de eliminar toxinas do organismo, foram
recomendados alimentos funcionais e suplementação com nutracêuticos
específicos (suplementos com compostos bioativos) que são fundamentais
para o processo de destoxificação e antioxidação.

Alimentos recomendados:
Chás de hibiscus e verde (com
gengibre) – os fitoquímicos presentes
nos chás são excelentes aliados no
combate ao estresse oxidativo, na
eliminação de toxinas e no combate
à dor muscular tardia decorrente da
prática de atividade física.
Nutracêutico escolhido para a
fase atual: chorella. Nas próximas
fases do tratamento das gêmeas,
poderão ser recomendados novos
suplementos.

Cuidado!
Além da escolha correta dos alimentos e suplementos, é primordial a redução de agentes
químicos que exigem muito do sistema destoxificante como os presentes em embutidos,
bebidas alcoólicas e demais alimentos com conservantes e agrotóxicos. E, claro, aqueles
também repletos de açúcares e gordura trans que favorecem resposta inflamatória no
organismo.
Poluição; aditivos químicos (como adoçantes artificiais, corantes, acidulantes, conservantes);
medicamentos; plásticos; metais pesados (como alumínio e chumbo); são algumas das
substâncias que, para serem eliminadas, dependem da capacidade de destoxificação do
organismo.

14

Genética X
Estilo de vida
Os fatores ambientais e o estilo de vida exercem, juntos, maior peso na qualidade de vida dos indivíduos
do que sua carga genética. A forma como nos alimentamos e nos relacionamos com o mundo moderno
pode modificar a expressão dos genes.
Isso significa que os estímulos externos vindos de uma alimentação e estilo de vida adequados são
capazes não apenas de evitar o surgimento de patologias, mas de alterar as respostas do nosso
organismo a determinados nutrientes. Mais do que isso. Conforme nos ensina a Epigenética, no caso de
verdadeiras mudanças no estilo de vida e padrão alimentar, o silenciamento de características genéticas
durante a vida pode ser transmitido a gerações futuras.
Essa é mais uma razão pela qual devemos nos motivar a conhecer nossas características genéticas o
quanto antes, para, a partir delas, delimitar o melhor caminho a seguir na busca de melhor saúde e
qualidade de vida, o que pode ser transmitido a filhos e netos.
Como dito, ao receberem o mapeamento genético, Luciana e Eliana constataram que muitos hábitos
adotados desde seus 15 anos de idade foram instintivamente favoráveis às suas predisposições genéticas.
Contudo, algumas alterações na rotina alimentar foram importantes para melhorar a saúde e composição
corporal das irmãs.

15

Atenção!
As orientações descritas neste material são direcionadas para os
resultados do mapeamento genético das gêmeas e poderão ser
alteradas periodicamente de acordo com as fases de suas vidas.
O mapeamento genético mostra a predisposição do organismo
a reagir a determinados estímulos alimentares que podem ser
positivos ou negativos à saúde, mas não é um diagnóstico. O exame
é realizado uma única vez na vida e os resultados são utilizados de
forma permanente por profissionais da saúde. A conduta nutricional
deve ser específica aos resultados do mapeamento e objetivos
momentâneos do paciente (como emagrecimento, definição
muscular ou hipertrofia), que podem oscilar no decorrer da vida.
Em suma, a genética, por si, não determina destinos. A busca por
melhor saúde e qualidade de vida deve levar em consideração as
particularidades genéticas de cada indivíduo, seus objetivos, estilos
de vida e influências ambientais, o que agora se tornou facilitado
devido ao avanço das ciências da Nutrigenética e Nutrigenômica.

16

Glossário
Estresse oxidativo

Sistema antioxidante

Quando o organismo gera uma quantidade
excessiva de espécies reativas de oxigênio
(EROs), que reagem com a estrutura das nossas
células e as danificam, o organismo entra em
desequilíbrio. Esse desequilíbrio é chamado
estresse oxidativo. O excesso de EROs,
incluindo radicais livres e/ou diminuição de
antioxidantes, proporciona diversos prejuízos,
desde envelhecimento a patologias crônico
não-transmissíveis, como câncer, diabetes e
hipertensão, além de doenças autoimunes.

Devemos garantir que nosso organismo elimine
o excesso de substâncias como as EROs e, para
isso, contamos com um sistema antioxidante.
Para este sistema ser eficiente, dependemos
de diversos nutrientes e substâncias bioativas,
dentre os quais se destacam vitamina E,
vitamina C, ácido lipoico, coenzima Q10, beta
caroteno, zinco, selênio, cobre, ferro, manganês
e flavonóides. Todos devem estar em equilíbrio,
respeitando a capacidade genética individual.

São fatores determinantes para o aumento da
produção de EROs:
O estresse emocional, a elevada ingestão de
ácidos graxos trans, a contaminação por metais
pesados como o níquel, o alto consumo de
bebidas alcoólicas, a prática desregrada de
atividade física, o consumo exagerado de
medicamentos e a exposição a poluentes e
toxinas ambientais.

17

Disbiose intestinal
O corpo humano funciona como um ecossistema
e, nele, há um microbioma intestinal, que abriga
diversas bactérias essenciais para que o intestino –
logo, o organismo como um todo – funcione bem. A
microbiota intestinal ideal poderia ser representada
assim:

Quando os microrganismos de baixa virulência
aumentam sua capacidade de provocar infecções,
promovem o desequilíbrio no organismo. Esse
desequilíbrio se chama disbiose. Quando instalada,
a disbiose intestinal resulta em mecanismos de
transporte anormal de células e destruição da mucosa
intestinal, favorecendo a entrada de substâncias nocivas
no sistema circulatório como toxinas e subprodutos
bacterianos; macromoléculas alimentares, alérgenos
alimentares; metais tóxicos.
Sintomas diversos podem aparecer: coceiras, dores de
cabeça, dores musculares, olhos lacrimejantes, tosse
crônica, halitose, frequente necessidade de limpar a
garganta, aftas, dificuldade para respirar, irritabilidade,
concentração ruim, alterações de humor e depressão.

1/3 de microrganismos
benéficos (probióticos)

1/3 de
microrganismos
maléficos

1/3 de microrganismos de baixa virulência

(capacidade de causar infecções), que mudam
o comportamento de acordo com o ambiente.

18

Referências
Barreiros, A et al. Estresse oxidativo: relação entre geração de espécies reativas e defesa do organismo. Química nova. 2006 29 (1):
113-23.
Edenberg HJ. The genetics of alcohol metabolism: role of alcohol dehydrogenase and aldehyde dehydrogenase variants. 1.
Alcohol Res Health. 2007 30(1): 5-13.
Food and nutrition information center. Dietary reference intakes: macronutrients. Disponível em: http://www.iom.edu/object.file/
master/7/300/0.pdf. Acessado em 28/11/05
Karell Kl et al. HLA types in celiac disease patients not carrying the DQA1*05-DQB1*02 (DQ2) heterodimer: results from the
European Genetics Cluster on Celiac Disease. Hum Immunol. 2003 64(4): 469-77.
Lane at al. Cellular iron uptake, trafficking and metabolism: Key molecules and mechanisms and their roles in disease. Biochimica et
Biophysica Acta (BBA) - Molecular Cell Research. 2015 (1853):1130 -144
Maloy et al. Genetic Disorders and Defects in Vitamin D Action. Rheumatic Disease Clinics of North America,2010 39(2): 333-46
Bosco SMD e Genro JP. Nutrigenética e implicações na saúde humana. São Paulo: Editora Atheneu, 2014.
Pagliari et al. The Interaction among Microbiota, Immunity, and Genetic and Dietary Factors Is the Condicio Sine Qua Non Celiac
Disease Can Develop. Journal of Immunology Research, 2015: 1-10.
Renda et al. Genetic determinants of blood pressure responses to caffeine drinking. The American Clinical Journal of Nutrition,
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Hyman, MD. Ultra-metabolismo. Rio de Janeiro: Editora Sextante, 2007.
Van Heel DA et al. Genetics in coeliac disease. Best Pract Res Clin Gastroenterol. 2005 19(3): 323-39

19

Referências profissionais e clínicas
Nutricionistas

Médicas

Dra. Priscilla Marcondelli
Clínica Nutrivitta
Saúde para a vida
(61) 3364 1639

Dra. Bruna Pitaluga
Madre
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(61) 3327 2422

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contato@clinicamadre.com.br

Dra. Joana Lucyk
Saúde Ativa
Nutrição e Qualidade de vida
(61) 3244 2034

Dra. Ana Valéria Ramirez
Clínica Nutrivitta
(61) 3364 1639
Clínica Dr. Filippo Pedrinola
(11) 3078 0124
Clínica Dra. Ana Valeria Ramirez
(17) 3227 9292

instagram @joanalucyk
www.saudeativa.com.br
atendimento@saudeativa.com.br

Dra. Mirella Monteiro
Mirella Monteiro
Nutrição Especializada
(61) 3242 7161

instagram @nutricionistamirella
www.mirellamonteiro.com.br
nutricionistamirella@hotmail.com

instagram @ana_valeria_ramirez

Dra. Narayana Coutinho
Conception
Ginecologia e Obstetrícia
(61) 3445 2021

20

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