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ANOS
COMBATE URBANO
1º TEN OE PMSC VICTOR BOMFIM MONTEIRO
CAV12 DO IV COESP PMRO/30º CAVEIRA DE SANGUE
OBJETIVO
DESENVOLVER UMA LINHA DE RACÍNIO COM BASE NA EVOLUÇÃO HISTÓRICA
DOS CONFLITOS ARMADOS, ONDE SERÃO EXPOSTAS 4 (QUATRO) CONCLUSÕES
SOBRE CONTEXTO ATUAL DE COMBATE ASSIMÉTRICO NO BRASIL
1ª EVOLUÇÃO HISTÓRICA DA GUERRA IRREGULAR NO MUNDO

SUMÁRIO 2ª EVOLUÇÃO DA GUERRA IRREGULAR NO CONTEXTO NACIONAL

FASES
2

3ª UMA FERRAMENTA PRECIOSA: OPERAÇÕES ESPECIAIS

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4ª ESTRATÉGIAS PARA VENCER A GUERRA



2

EVOLUÇÃO HISTÓRICA DA
FASE
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GUERRA IRREGULAR
GUERRA
CONFLITO
A CONDIÇÃO DO HOMEM
[...] É A DA GUERRA DE TODOS CONTRA TODOS

HOBBES
FILÓSOFO INGLÊS, 1588-1679.
A GUERRA É, POIS, DIVINA EM SI MESMA,
JÁ QUE É UMA LEI DO MUNDO

MAISTRE
ESCRITOR E DIPLOMATA
FRANCÊS, 1753- 1821.
A GUERRA É AO MESMO TEMPO, UMA LEI DA
NATUREZA E UMA INVENÇÃO HUMANA

(YVON GARLAND)
A GUERRA NÃO É SOMENTE UM ATO POLÍTICO, MAS UM
VERDADEIRO INSTRUMENTO POLÍTICO,
UMA CONTINUAÇÃO DAS RELAÇÕES POLÍTICAS,
UMA REALIZAÇÃO DESSA POR OUTROS MEIOS

(CARL VON CLAUSEWITZ)


O QUE PENSAMOS
QUANDO
FALAMOS
EM GUERRA
“DE 650 A 350 A.C., NENHUM EXÉRCITO ESTRANGEIRO NÃO IMPORTASSE O GRAU
DA SUA FORÇA, PODIA ENFRENTAR UMA FALANGE GREGA.” (MARK MCNEILLY)
DESDE ENTÃO, TODA A NAÇÃO QUE ASCENDEU POLITICAMENTE OU QUE , SIMPLESMENTE,
ALMEJOU SOBREVIVER, BUSCOU DOTAR-SE DE UMA ORGANIZAÇÃO MILITAR TÃO EFICIENTE
QUANTO OS GREGOS.
2ª GUERRA MUNDIAL
DIAS ATUAIS
COMO ERAM
AS GUERRAS
ANTES
GUERRA IRREGULAR
LOGO É A MAIS ANTIGA FORMA DE GUERRA CONHECIDA.

EM TERMOS PRÁTICOS, GUERRA IRREGULAR É TODO CONFLITO CONDUZIDO


POR UMA FORÇA QUE NÃO DISPÕE DE ORGANIZAÇÃO MILITAR FORMAL E,
SOBRETUDO, DE LEGITIMIDADE JURÍDICA INSTITUCIONAL
!
EVOLUÇÃO DOS CONFLITOS
QUATRO GERAÇÕES DA GUERRA
GERAÇÕES
DAS GUERRAS

1ª Geração 2ª Geração 3ª Geração 4ª Geração


“ESTE É OUTRO TIPO DE GUERRA, NOVA EM SUA
INTENSIDADE, ANTIGA EM SUA ORIGEM - GUERRA POR
GUERRILHEIROS, SUBVERSIVOS, INSURGENTES, ASSASSINOS, GUERRA
POR EMBOSCADA EM VEZ DE POR COMBATE; POR INFILTRAÇÃO, EM VEZ
DE AGRESSÃO, BUSCANDO A VITÓRIA ERODINDO E EXAURINDO O
INIMIGO EM VEZ DE ENGAJÁ-LO.”

1/2
“… ESTES SÃO OS TIPOS DE DESAFIOS QUE TEREMOS DIANTE DE NÓS
NA PRÓXIMA DÉCADA PARA QUE A LIBERDADE SEJA SALVA, UM NOVO
TIPO DE ESTRATÉGIA, UM TIPO DE FORÇA COMPLETAMENTE
DIFERENTE E, PORTANTO, UM NOVO E COMPLETAMENTE DIFERENTE TIPO
DE TREINAMENTO MILITAR “.
(JOHN F. KENNEDY)

2/2
GUERRA IRREGULAR
SE DESENVOLVE SEM SER DECLARADA, RECONHECIDA OU SEQUER PERCEBIDA
AL-QAEDA
FARC
SENDERO LUMINOSO
ESTADO ISLÂMICO
COMANDO VERMELHO
COMANDO VERMELHO
SIMILARIDADES MUNDIAIS
CRIANÇAS SOLDADO
SIMILARIDADES MUNDIAIS
CRIANÇAS SOLDADO
SIMILARIDADES MUNDIAIS
CRIANÇAS SOLDADO
96%
DOS CONFLITOS DA DÉCADA DE

90 FORAM ASSIMÉTRICOS
2

1ª CONCLUSÃO
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TAMBÉM CHAMADA DE

“GUERRA DO FUTURO”

A GUERRA IRREGULAR SE TORNOU UMA

TENDÊNCIA MUNDIAL.

2

FASE
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EVOLUÇÃO DA GUERRA IRREGULAR NO
CONTEXTO NACIONAL
EVOLUÇÃO DA
GUERRILHA NO
BRASIL
BRASIL
GRUPOS ARMADOS

ANOS 60 E 70
ALIANÇA LIBERTADORA NACIONAL (ALN)
MOVIMENTO REVOLUCIONÁRIO 8 DE OUTUBRO (MR8)
1964
Operações Especiais (Cel Goro EF)

1970
(300-100-33)

1972
(Comandos)

Policias Militares 1978


(NucOE)
CV, TC, ADA, PCC
PRESÍDIO DE ILHA GRANDE RJ
1979 MIGRAÇÃO PARA O CRIME ORGANIZADO
ROGÉRIO LENGRUBER
90 TRÁFICO DE DROGAS
1992 PRIMEIRO COMANDO DA CAPITAL
CENÁRIO ATUAL
AMBIENTE OPERACINAL-COMBATE URBANO
COMBATE
É a função para a qual as forças são desenhadas, treinadas e
empregues. Representa a utilização das forças de forma violenta e
planejada em que existe uma interacção física entre dois oponentes,
sendo pelo menos um contendor uma força militar organizada
reconhecida como instrumento de uma autoridade de fato. Pelo menos
um dos contendores tem os seguintes objetivos: controlar um território
ou população; evitar que o oponente controle um território ou
população; dominar, destruir ou incapacitar o seu adversário.
URBANIZAÇÃO
“OS CENTROS URBANOS TORNARAM-SE O
EQUIVALENTE PÓS MODERNO DAS SELVAS E DAS
MONTANHAS - CIDADELA DOS DESPOJADOS E
IREECONCILIÁVEIS.”
(RALPH PETERS)
VÍDEO MEGACIDADES
CENÁRIO ATUAL
GUERRA DE TRÊS
QUADRAS
U.S. MARINE GENERAL CHARLES KRULAK

HUMANITÁRIA

ESTABILIZAÇÃO COMBATE
TEATRO DE OPERAÇÕES
AONDE ACONTECE O COMBATE
COMBATE SUBTERRÂNEO GUERRILHA URBANA

Práticas Clandestinas criminosas, Poder de Combate Suficiente


terroristas e subversivas

Não possuí poder de influência Exerce influência em uma


para se opor ao poder central parcela significativa da
população

Ações Ostensivas e
Domínio territorial

Capacidade de Reivindicar um nicho territorial


(BLACK SPOT)
BLACK SPOTS - FAVELAS E PRESÍDIOS
TRÁFICO DE DROGAS

“BLACK SPOTS” - PROTETORADOS URBANOS SEM LEI


(ENCLAVES) LOCAL ONDE O PODER CENTRAL (NAÇÃO) TEM
DIFICULDADE E NÃO CONSEGUE PENETRAR.
RORAIMA AMAPÁ

MARANHÃO RIO GRANDE DO NORTE


PARÁ CEARÁ
AMAZONAS
PARAÍBA
PIAUÍ
PERNAMBUCO
ACRE
ALAGOAS

RONDÔNIA TOCANTINS SERGIPE


MATO GROSSO

DISTRITO
FEDERAL
GOIÁS
MINAS GERAIS
ESPÍRITO SANTO

MATO GROSSO DO SUL


SÃO PAULO
RIO DE JANEIRO

PARANÁ

SANTA CATARINA

RIO GRANDE DO SUL


DEMONSTRAÇÃO
PRESÍDIOS BRASILEIROS
DE FORÇA 3/6
1/2
DEMONSTRAÇÃO
ESTADO ISLÂMICO
DE FORÇA 3/6
1/2
PARA FAZER A PROTEÇÃO DESSES LOCAIS A
CRIMINALIDADE TEM SE VALIDO DE ALGUMAS
TÁTICAS
TÁTICAS EMPREGADAS
APERFEIÇOAMENTO DA MARGINALIDADE
Manuais de Patrulhamento

TATICAS EMPREGADAS PELAS F ADV


INSTRUÇÃO DAS F ADV 1/3
APERFEIÇOAMENTO DA MARGINALIDADE
Manuais de Patrulhamento

TATICAS EMPREGADAS PELAS F ADV


INSTRUÇÃO DAS F ADV 2/3
TATICAS EMPREGADAS PELAS F ADV
POSTO DE OBSERVAÇÃO – RADINHO (MORRO DO DENDÊ/RJ) 3/3
“TÍNHAMOS QUE ULTRAPASSAR ESSA LINHA DE TIRO TAMBÉM OS
OBSTÁCULOS OU SEJA, AS BARRICADAS COLOCADAS PELOS TRAFICANTES. 

PARA IMPEDIR O ACESSO DOS VEÍCULOS, NORMALMENTE. COLOCAVAM


TRILHOS DE TREM, VERTICALMENTE, PRESOS AO TERRENO, COMO SE FOSSEM
POSTES. ALÉM DISSO, COLOCAVAM PEDRAS ENORMES, PESANDO TONELADAS
OU MESMO FAZIAM BURACOS PROFUNDOS IMPEDINDO O ACESSO DE
VEÍCULOS….”
TATICAS EMPREGADAS PELAS F ADV
CAMINHÕES INTERDITANDO A VIA (VILA CRUZAIRO/RJ) 1/9
TATICAS EMPREGADAS PELAS F ADV
ÔNIBUS INTERDITANDO A VIA (VILA CRUZAIRO/RJ) 2/9
Nova Holanda
TATICAS EMPREGADAS PELAS F ADV
CARRO INTERDITANDO A VIA (COMPLEXO DO ALEMÃO/RJ) 3/9
TATICAS EMPREGADAS PELAS F ADV
VALAS COBERTAS POR CHAPAS DE FERRO REMOVÍVEIS COMO OBSTÁCULO (PARQUE UNIÃO/RJ) 4/9
Parque União
Parque União

TATICAS EMPREGADAS PELAS F ADV


VALAS COBERTAS POR CHAPAS DE FERRO REMOVÍVEIS COMO OBSTÁCULO (PARQUE UNIÃO/RJ) 5/9
TATICAS EMPREGADAS PELAS F ADV
ENTULHO COMO OBSTÁCULO (MANGUINHOS/RJ) 6/9
TATICAS EMPREGADAS PELAS F ADV
TRILHOS DE TREM COMO OBSTÁCULO (COMPLEXO DO ALEMÃO UNIÃO/RJ) 7/9
TATICAS EMPREGADAS PELAS F ADV
ÓLEO EM LADEIRAS ÍNGREMES COMO OBSTÁCULO (COMPLEXO DO ALEMÃO UNIÃO/RJ) 8/9
TATICAS EMPREGADAS PELAS F ADV
QUEBRA MOLAS INTRANSPONÍVEIS ÀS VIATURAS (CORÉIA/RJ) 9/9
TATICAS EMPREGADAS PELAS F ADV
BARRICADAS NA RUA (VILA CRUZEIRO/POA/RS)
“NOSSA MAIOR PREOCUPAÇÃO ERA DESEMBARCAR DO BLINDADO, SOB
INTENSO TIROTEIO, JÁ QUE, NO LUGAR ONDE NOS ENCONTRÁVAMOS,
ÉRAMOS ALVOS FÁCEIS. A LINHA DE TIRO DOS TRAFICANTES
ERA PRIVILEGIADA. TÍNHAMOS QUE SUBIR AQUELA COMUNIDADE. OS
TRAFICANTES NOS OLHAVAM DE CIMA A BAIXO. HAVIAM
BARRICADAS ESPECIALMENTE PREPARADAS PARA ESSES CONFRONTOS, FEITAS
DE CONCRETO, COM ESPAÇO SUFICIENTE PARA COLOCAREM SEUS FUZIS, A
QUE DENOMINAMOS MILITARMENTE DE CETEIRAS. ELES NOS VIAM, E NÓS,
NO ENTANTO, NÃO TÍNHAMOS COMO NOS DEFENDER, REVIDANDO O ATAQUE.
COLOCAVAM ESSES FUROS, FEITOS COM CANO DE PVC, ONDE CABIAM
EXATAMENTE OS CANOS DE SEUS FUZIS. 
TATICAS EMPREGADAS PELAS F ADV
BUNKERS E SETEIRAS (MANGUEIRA/RJ) 1/2
TATICAS EMPREGADAS PELAS F ADV
BUNKERS E SETEIRAS (COMPLEXO DO ALEMÃO/RJ) 2/2
DEMONSTRAÇÃO
APREENSÕES DEDEARMAS
FORÇA 3/6
1/4
APREENSÕES DE ARMAS 2/4
APREENSÕES DE ARMAS 3/4
APREENSÕES DE ARMAS 4/4
NARCOTRAFICANTES ATUALMENTE POSSUEM CAPACIDADE PARA
CONDUZIR AÇÕES TÍPICAS DE GUERRAS IRREGULARES, COMO:

- INCURSÕES ARMADAS;
- EMBOSCADAS;
- CONTROLE DA POPULAÇÃO;
- JUSTIÇAMENTO;
- DEMONSTRAÇÃO DE FORÇA;
- DISTURBIOS CIVIS.
DEMONSTRAÇÃO DE FORÇA 1/3
DEMONSTRAÇÃO DE FORÇA 2/3
V7 3/3
FATORES INFLUENCIADORES
FATORES
INFLUENCIADORES
2199 km

1.644,2

2 995km

3,400 km

1290 km
CONSEQUÊNCIAS
MORRO DOS MACACOS
MORRO DOS MACACOS
JACARÉ
COPACABANA
MORRO DOS MACACOS
VITIMIZAÇÃO
MORRO DOSPOLICIAL
MACACOS
QUE TIPO DE GUERRA

É ESSA
“DE UM LADO, EXISTE UMA ENTIDADE POLÍTICA LIMITADA PELAS REGRAS
INERENTES A UMA SOCIEDADE DEMOCRÁTICA E CIVILIZADA. NO OUTRO, UM
ADVERSÁRIO COM CARACTERÍSTICAS DE UMA ENTIDADE SOCIAL, ECONÔMICA E
POR VEZES ANÁRQUICA. O COMBATE AO NARCOTERRORISMO PODE SOMENTE SER
CONSIDERADO COMO GUERRA NÃO CONVENCIONAL, POSSUINDO MUITAS DAS
CARACTERÍSTICAS DO CONFLITO DE BAIXA INTENSIDADE. ”
CONFLITO DE BAIXA INTENSIDADE

“DURANTE OS ÚLTIMOS DEZ


ANOS, O NÚMERO DE MORTOS
PELA VIOLÊNCIA NO RIO DE
JANEIRO É MAIOR QUE O
NÚMERO DAS VÍTIMAS DA
GUERRA NO ORIENTE MÉDIO OU
NO RECENTE CONFLITO NA EX-
IUGUSLÁVIA” (BBC 2002)
A VISÃO ORTODOXA QUE ESTEREOTIPA A GUERRA
APENAS COMO UM CONFRONTO FORMAL ENTRE
DOIS EXÉRCITOS REGULARES DEVE SER
FINALMENTE POSTA DE LADO.
(VISACRO)
2

2ª CONCLUSÃO
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2
ESTAMOS EM GUERRA NO BRASIL!

2

FASE
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UMA FERRAMENTA PRECIOSA
OPERAÇÕES ESPECIAIS
ORDEM PÚBLICA ORDEM INTERNA
(CANGAÇO) (CANUDOS)

Segurança proporcionada pelo Estado Segurança proporcionada ao próprio


aos indivíduos, incluindo seus bens e Estado, antepondo-se a ameaças
direitos, segundo as normas jurídicas internas, com vista a assegurar o pleno
estabelecidas. funcionamento de suas instituições
políticas e sociais.
As ameaças a segurança pública não
agridem, diretamente, a estrutura Ameaça a estrutura político social
político-social. vigente.

Compete, essencialmente, às forças de Compete, também às Forças Armadas


segurança pública. (principalmente OpEsp*).
CANGAÇO

CANUDOS
COMO ENFRENTAR
ESTA SITUAÇÃO
ERROS OPERACIONAIS 1/5
EQUÍVOCOS OPERACIONAIS

ERROS OPERACIONAIS 2/5


ERROS OPERACIONAIS 3/5
ERROS OPERACIONAIS 4/5
ERROS OPERACIONAIS 5/5
OPERAÇÕES ESPECIAIS 1/6
OPERAÇÕES ESPECIAIS 2/6
OPERAÇÕES ESPECIAIS 3/6
OPERAÇÕES ESPECIAIS 4/6
OPERAÇÕES ESPECIAIS 5/6
OPERAÇÕES ESPECIAIS 6/6
DANOS COLATERAIS
PARADOXOS
DE UMA CONTRAINSURREIÇÃO
(Eliot Cohen, Conrad Crane, Jan Horvath e John Nagl)

- Quanto maior a força empregada, menos segura ela pode tornar-se;

- As melhores armas para uma contrainsurreição não disparam balas;

- Se uma tática funciona esta semana, não funcionará na próxima; se funciona


nesta província, não funcionará em outras;

- Êxito tático não garante nada.

(Principles, Imperatives, and Paradoxes of Counterinsurgency)


OPERAÇÕES ESPECIAIS POLICIAIS

SÃO ATIVIDADES DE SEGURANÇA PÚBLICA E DEFESA INTERNA, PLANEJADAS


E EXECUTADAS POR UNIDADE DE OPERAÇÕES ESPECIAIS (GATE BMRS),
CONSTITUÍDOS POR POLICIAIS MILITARES ALTAMENTE TREINADOS (COESP,
COPES E CEOE), ORGANIZADOS, EQUIPADOS, PARA CUMPRIR UMA MISSÃO
ESPECÍFICA COM OBJETIVOS DEFINIDOS QUE PODEM ESTAR LOCALIZADOS
EM ÁREAS URBANAS E RURAIS, DESDE QUE CARACTERIZADOS COMO
AMBIENTES DE ALTA TENSÃO E RISCO, COM O PROPÓSITO DE DESMANTELAR
AS ORGANIZAÇÕES CRIMINOSAS E NEUTRALIZAR A AÇÃO CRIMINAL.
OPERAÇÕES ESPECIAIS E INTELIGÊNCIA
BOXEADOR CEGO VS CIRURGIÃO
OPERAÇÕES ESPECIAIS E INTELIGÊNCIA
BOXEADOR CEGO VS CIRURGIÃO
AS UNIDADES ESPECIAIS SURGEM COMO INSTRUMENTO IDEAL PARA ESSE NOVO TIPO DE
GUERRA, SEM FRONT NEM RETAGUARDA. O ALTO NÍVEL DE QUALIFICAÇÃO DE SEU PESSOAL,
SEU TREINAMENTO INTENSIVO, SUAS TÁTICAS DE AÇÃO PARTICULARES E SEUS EQUIPAMENTOS
DE PONTA AS PREDISPÕEM NATURALMENTE A UTILIZAÇÃO DE TECNOLOGIAS INOVADORAS, À
AÇÃO AUTÔNOMA E AO COMBATE DESCENTRALIZADO, EM MEIO URBANO OU EM ÁREA HOSTIL.
TÊM ASSIM UM PAPEL CHAVE NO ATUAL PERÍODO DE MUDANÇAS.

(DENÉCÉ, 2009).
2

3ª CONCLUSÃO
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PARA A A REDUÇÃO DE DANOS


2 COLATERAIS
- TROPAS DE OPERAÇÕES ESPECIAIS -

2

ESTRATÉGIAS PARA
FASE
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VENCER A GUERRA
AS FORÇAS IRREGULARES VENCEM, QUANDO SIMPLESMENTE NÃO SE DEIXAM DERROTAR, E AS
FORÇAS REGULARES PERDEM QUANDO NÃO CONSEGUEM VENCER.

(VISACRO).
Dimensões do Ambiente Operacional

Dimensão
Física

Dimensão Dimensão
Humana Informacional
Dimensão

Física
Dimensão

Física

SEGURANÇA PÚBLICA
- PROVER SEGURANÇA À COMUNIDADE POR MEIO DE POLÍTICAS
PÚBLICAS DE POLÍCIA COMUNITÁRIA E SEGURANÇA CIDADÃ;

- NEGAR LIBERDADE DE AÇÃO;


Dimensão

Física

DEFESA INTERNA
- INTERDITAR A LOGÍSTICA EXTERNA

- NEGAR LIBERDADE DE AÇÃO;

- DESMANTELAR A ESTRUTURA DAS FORÇAS ADVERSAS (ORGANIZAÇÕES


CRIMINOSAS) PRIORIZANDO O SISTEMA LOGÍSTICO DE COMANDO E
CONTROLE.
Dimensão

Informacional
Dimensão

Informacional

CONTROLE DA NARRATIVA

CONTROLE CULTURAL

CONTROLE IDEOLÓGICO
Dimensão

Informacional
CONTROLE DA NARRATIVA

- Desenvolver campanhas agressivas de comunicação estratégica com o


propósito de auferir credibilidade, iniciativa e primazia às ações
governamentais;

- Deslegitimar o discurso social da organização de luta armada ou facção


criminosa;

- Fortalecer os vínculos de atuação com os órgãos de imprensa nos níveis


local e nacional.
Dimensão

Informacional
CONTROLE CULTURAL

- Combater a anomia (estado de desordem moral) que


contribuem para o avanço de práticas subversivas e ações
delituosas;

- Identificar e fortalecer os valores éticos e culturais que


historicamente dão coesão e sustentação à sociedade local;
Dimensão

Informacional
CONTROLE IDEOLÓGICO

- Desconstruir o proselitismo radical e a pregação ideológica


das F Adv;

- Deslegitimar o discurso social da organização criminosa;

- Oferecer alternativas legais e legitimas de reinvindicação


social em um sistema político plural.
Dimensão

Humana
Dimensão

Humana

CONTROLE SOCIAL

CONTROLE POLITICO

CONTROLE ECONÔMICO
Dimensão

Humana
CONTROLE SOCIAL

- Negar às F Adv o atendimento das demandas básicas da


população e reassumir estas demandas;

- Desarticular as estruturas paralelas de poder e os


mecanismos de controle da população local;

- Suprimir a dinâmica social imposta coercitivamente pelas F


Adv restaurando a dinâmica interna com justiça e equidade.
Dimensão

Humana
CONTROLE POLÍTICO

- Assegurar a participação da população na tomada de


decisões políticas no nível local;

- Promover inserção social (na forma da lei) da população local


no sistema político nacional;

- Assegurar à população local representatividade e participação


no sistema político nacional.
Dimensão

Humana
CONTROLE ECONÔMICO

- Realizar a supressão das atividades econômicas ilícitas,


visando a descapitalização das F Adv;

- Privar as F Adv das suas fontes de renda e formas alternativas


de financiamento;

- Desenvolver mecanismos que levem à regulamentação da


economia informal.
2

4ª CONCLUSÃO
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SE NÃO VENCERMOS NAS DIMENSÕES


2 FÍSICA, HUMANA

E INFORMACIONAL PERDEREMOS A GUERRA


1ª EVOLUÇÃO HISTÓRICA DA GUERRA IRREGULAR NO MUNDO

SUMÁRIO 2ª EVOLUÇÃO DA GUERRA IRREGULAR NO CONTEXTO NACIONAL

FASES
2

3ª UMA FERRAMENTA PRECIOSA: OPERAÇÕES ESPECIAIS

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4ª ESTRATÉGIAS PARA VENCER A GUERRA


1ª A GUERRA IRREGULAR SE TORNOU UMA TENDÊNCIA MUNDIAL.

SUMÁRIO 2ª ESTAMOS EM GUERRA NO BRASIL

CONCLUSÕES
2
PARA A A REDUÇÃO DE DANOS COLATERAIS:
3ª TROPAS DE OPERAÇÕES ESPECIAIS
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4ª SE NÃO VENCERMOS NAS DIMENSÕES FÍSICA, HUMANA E


INFORMACIONAL PERDEREMOS A GUERRA
“Em um momento anterior, um comandante pode ter certeza de que uma
futura guerra seria semelhante às passadas e atuais. Isto permitiu-lhe
analisar táticas apropriadas do passado e do presente. O comandante da
tropa de hoje não tem mais essa possibilidade. Ele sabe apenas que
quem não consegue se adaptar as experiências da
última guerra certamente irá perder a próxima.”

(Gen. Franz Uhle-Wetter”)


(48)99190-0775

VICTORBOMFIM_INFA@HOTMAIL.COM

VICTORBOMFIM.INFA@GMAIL.COM

1º TEN OE PMSC VICTOR BOMFIM MONTEIRO VICTOR MONTEIRO


CAV12 DO IV COESP PMRO/30º CAVEIRA DE SANGUE

CAVEIRA_12