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Matemática

Prof. Walter Tadeu Nogueira da Silveira

Maratona UERJ – Data: 11/7/2017 - GABARITO


1ª Questão
Ao analisar as notas fiscais de uma firma, o auditor deparou-se com a seguinte situação:

Não era possível ver o número de metros vendidos, mas sabia-se que era um número inteiro. No valor total,
só apareciam os dois últimos dos três algarismos da parte inteira. Com as informações acima, o auditor
concluiu que a quantidade de cetim, em metros, declarada nessa nota foi:
(A) 16 (B) 26 (C) 36 (D) 46
Solução. O total pago deverá ser múltiplo de 21, com algarismo 6 ocupando a unidade simples. Logo a
quantidade vendida também apresentará 6 na unidade simples.
Temos, por experimentação, que 36 x 21 = 756. Logo, a quantidade de cetim vendida foi de 36 metros.

2ª Questão.

O decágono da figura acima foi dividido em 9 partes: 1 quadrado no centro, 2 hexágonos regulares e 2
triângulos equiláteros, todos com os lados congruentes ao do quadrado, e mais 4 outros triângulos. Sendo T
a área de cada triângulo equilátero e Q a área do quadrado, pode-se concluir que a área do decágono é
equivalente a:
(A) 14 T + 3 Q (B) 14 T + 2 Q (C) 18 T + 3 Q (D) 18 T + 2 Q
Solução. A figura apresenta as cinco figuras com mesma medida de arestas (regulares) e quatro
triângulos com medidas a e b. O ângulo x assinalado nesses triângulos vale a diferença entre 360º e a
soma dos demais.
Repare que os demais são 120º (interno do hexágono), 90º (interno do quadrado) e 60º (interno do
triângulo equilátero).

Logo x = 360º - (120º + 90º + 60º) = 360º - 270º = 90º. Esses triângulos são retângulos. Repare que:

i) área dos dois hexágonos = 2[6.(área do triângulo equilátero)] = 12T.

 a2 
ii) área dos quatro triângulos retângulos = 4.   2.a2  2Q .
2
 

A área do decágono é: 12T  2T  Q  2Q  14T  3Q .

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3ª Questão.
João mediu o comprimento do seu sofá com o auxílio de uma régua.

Colocando 12 vezes a régua na direção do comprimento, sobraram 15 cm da régua; por outro lado,
estendendo 11 vezes, faltaram 5 cm para atingir o comprimento total. O comprimento do sofá, em
centímetros, equivale a:
(A) 240 (B) 235 (C) 225 (D) 220
Solução. Considerando o comprimento do sofá como S e o comprimento da régua, R, temos:

S  12 R  15
i)   12 R  15  11R  5  12 R  11R  15  5  R  20 cm
S  11R  5 .
ii ) S  12.(20)  15  240  15  225 cm

4ª Questão.
Uma máquina que, trabalhando sem interrupção, fazia 90 fotocópias por minuto foi substituída por outra 50%
mais veloz. Suponha que a nova máquina tenha que fazer o mesmo número de cópias que a antiga, em uma
hora de trabalho ininterrupto, fazia. Para isso, a nova máquina vai gastar um tempo mínimo, em minutos, de:
(A) 25 (B) 30 (C) 35 (D) 40
Solução. Considerando V1 e V2, respectivamente as velocidades da primeira e segunda máquina,
temos:

 V  90 cópias / min
i)  1  Total 1 h  (90).(60)  5400 cópias .
Tempo  1 h  60 min
V  1,5.V1  1,5.90   135 cópias / min 5 400
ii )  2  Tempo   40 min .
Total  5400 cópias 135

5ª Questão
10) (UERJ) Observe a figura:
Depois de tirar as medidas de uma modelo, Jorge resolveu fazer uma brincadeira:
1º) esticou uma linha AB , cujo comprimento é metade da altura dela;
2º) ligou B ao seu pé no ponto C;
3º) fez rotação de BA com centro B, obtendo o ponto D sobe BC ;
4º) fez rotação de CD com centro em C determinando E sobre AC .
Para surpresa da modelo, CE é a altura de seu umbigo.
Tomando AB como unidade de comprimento e considerando 5  2,2 , a
medida CE da altura do umbigo da modelo é:
a) 1,3 b) 1,2 c) 1,1 d) 1,0

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Solução. Observando as indicações na figura e aplicando a relação de Pitágoras, temos:


2 2
 h h h2 h2
i)  x    h 2     x 2  hx   h2   x 2  hx  h 2  0 
 2 2 4 4
  h  2,2h
 x1  0
 h  h  4.(1).(h )  h  5.h
2 2 2
 h  2,2h  2
x    .
2.(1) 2 2  x   h  2,2h  1,2h  0,6h
 2 2 2
 h
 AB  u   u  h  2u
ii )  2  x  0,6.(2u)  1,2 u
 x  0,6h

6ª Questão.

Uma balança de dois pratos é usada para medir 2,5 kg de peixe, da seguinte forma: em um prato está o
peixe, no outro um peso de 2 kg e mais um peso de 500 g. O peixe contém, em suas vísceras, um pedaço de
chumbo de 200 g. O peso de 500 g, por ser oco, tem na verdade 300 g. Se 1 kg desse peixe custa R$12,60,
o consumidor pagará, na realidade, por kg, o preço de:
(A) R$ 14,60 (B) R$ 15,00 (C) R$ 15,50 (D) R$ 16,00
Solução. O peixe, na verdade possui massa de 2 100 g, pois 200 g são do chumbo em suas vísceras e
200 g correspondem á fraude do “peso” oco.
Logo, o consumidor está pagando (2,5) x R$12,60 = R$31,50 por 2,1 kg.
2,1 kg 1 kg 31,50
Estabelecendo a relação, temos:  x  R$15,00 / kg .
R$31,50 x 2,1

7ª Questão.
Considere o número irracional (0,1010010001...) onde a parte decimal foi construída justapondo-se os termos
da progressão geométrica (10, 100, 1000,...). A quantidade de algarismos da parte decimal até o milésimo 1
(um) inclusive é:
(A) 500 000 (B) 500 001 C) 500 499 (D) 500500 (E) 500 501

Solução. O número de zeros após cada algarismo 1, forma uma progressão aritmética de razão igual a
1. O número colocado antes do milésimo 1, possui 999 zeros. Logo o número de algarismos será a
soma do total de zeros com 999 algarismos iguais a 1, mais o milésimo algarismo 1:

(1  999).999
Total (a lg arismos)   999  1  (500).(999)  (999)  (501).(999)  1  500 500 .
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8ª Questão.

Observe o dado ilustrado abaixo, formado a partir de um cubo, e com suas seis faces numeradas de 1 a 6.

Esses números são representados por buracos deixados por semiesferas idênticas retiradas de cada uma
das faces. Todo o material retirado equivale a 4,2% do volume total do cubo. Considerando  = 3, a razão
entre a medida da aresta do cubo e do raio de uma das semiesferas, expressas na mesma unidade, é igual a:
(A) 6 (B) 8 (C) 9 (D) 10

Solução. Há no total (1 + 2 + 3 + 4 + 5 + 6) = 21 semiesferas. Considere R o raio da esfera e a, a aresta


do cubo. Utilizando as fórmulas do volume da esfera e do cubo, temos:

 V(esfera) 1  4..R 3  4..R 3 2..R 3


  .    2..R 3 


V( semiesfera)
2 2  3  6 3  21.   4,2%. a 3   
  3  .
V(cubo)  a
3


 7. 2.3.R 3   42.a 3
1000
 42.R 3 
42.a 3
1000
 R3 
a3 a3 a
 3  1000   3 1000  10
1000 R R

9ª Questão
Um sistema luminoso, constituído de oito módulos idênticos, foi montado para emitir mensagens em código.
Cada módulo possui três lâmpadas de cores diferentes − vermelha, amarela e verde. Observe a figura.

Considere as seguintes informações:


• cada módulo pode acender apenas uma lâmpada por vez;
• qualquer mensagem é configurada pelo acendimento simultâneo de três lâmpadas vermelhas, duas verdes
e uma amarela, permanecendo dois módulos com as três lâmpadas apagadas;
• duas mensagens são diferentes quando pelo menos uma das posições dessas cores acesas é diferente.
Calcule o número de mensagens distintas que esse sistema pode emitir.
(A) 4 800 (B) 1 580 (C) 2 400 (D) 1 680

Solução 1. Há C86  
 8!   8.7.6! 
   ( 4)(7)  28 maneiras de 6 módulos ficarem acesos.
 6!2!   6!2! 
Em cada uma haverá a permutação das cores: (VERM) (VERM) (VERM) (VERDE) (VERDE) (AMARELA),
6! 6.5.4.3!
num total de   60 . Logo são (60).(28) = 1 680 mensagens distintas.
3!2! 3!2!

Solução 2. Como haverá 2 módulos vazios, temos uma permutação com repetição da configuração:
8!
(VERM) (VERM) (VERM) (VERDE) (VERDE) (AMARELA) (VAZIO) (VAZIO):  1 680 .
3!2!2!

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10ª Questão.
Em um escritório, há dois porta-lápis: o porta-lápis A com 10 lápis, dentre os quais 3 estão apontados, e o
porta-lápis B com 9 lápis, dentre os quais 4 estão apontados.
Um funcionário retira um lápis qualquer ao acaso do porta-lápis A e o coloca no
porta-lápis B. Novamente ao acaso, ele retira um lápis qualquer do porta-lápis B.
A probabilidade de que este último lápis retirado não tenha ponta é igual a:

(A) 0,64 (B) 0,57 (C) 0,52 (D) 0,42


Solução. Considere SP (sem ponta) e CP (com ponta) as designações dos
lápis. De acordo com as informações, temos duas situações:
i) Foi retirado um lápis sem ponta de A e posto em B. A caixa em B ficou
com 10 lápis, sendo 6 sem pontas continuando com os 4 apontados.
7 6 42
Nesse caso, temos: P(SPB / SPA )  .  .
10 10 100
ii) Foi retirado um lápis com ponta de A e posto em B. A caixa em B ficou com 10 lápis, sendo 5 sem
3 5 15
pontas passando a ter 5 apontados. Nesse caso, temos: P( SPB / CPA )  .  .
10 10 100
42 15 57
A probabilidade então será: P( SPB / SPA )  P( SPB / CPA )     0,57 .
100 100 100

11ª Questão.

João propôs a seu filho Pedro que, a partir do primeiro dia daquele mês, lhe daria diárias da seguinte
maneira: R$100,00 no primeiro dia, R$110,00 no segundo, R$120,00 no terceiro e assim por diante, ou seja,
aumentando R$10,00 a cada dia. Pedro pensou e fez uma contraproposta a seu pai: receberia R$2,00 no
primeiro dia, R$4,00 no segundo, R$8,00 no terceiro e assim sucessivamente, ou seja, a cada dia a quantia
seria o dobro da recebida no dia anterior. João aceitou a proposta, pensando ser vantajosa. No entanto, na
realidade, tal fato não ocorreu. Realizados os cálculos necessários, pode-se afirmar que Pedro acumulou um
total superior ao total que teria recebido, até então, pela proposta de seu pai, a partir do seguinte dia:
(A) sexto (B) oitavo (C) décimo (D) décimo segundo
Solução. A proposta de João indica uma PA de razão 10 e a de Pedro, uma PG de razão 2.
Calculando as somas e comparando, temos:

a1  100

i) João : r  10  S(João) 
100  90  10n.n  190  10n.n  5n 2  95n
a  100  10(n  1)  90  10n 2 2
 n .
a1  2

ii) Pedro : q  2  S(Pedro) 
2. 1  2 n

 
2. 2 n  1 
 2 n1  2

a  2.2 n1  2 n 1  2 2  1
 n
Calculado os valores das somas para n = 6, 8, 9 e 10, temos:

n Soma (João) Soma (Pedro)


6 2
5.(6) + 95.(6) = R$750,00 2 – 2 = 2 – 2 = 128 – 2 = R$126,00
6+1 7

8 2
5.(8) + 95.(8) = R$1080,00 28+1 – 2 = 29 – 2 = 512 – 2 = R$510,00
9 2
5.(9) + 95.(9) = R$1260,00 2 – 2 = 210 – 2 = 1024 – 2 = R$1022,00
9+1

10 5.(10)2 + 95.(10) = R$1450,00 210+1 – 2 = 211 – 2 = 2048 – 2 = R$2046,00

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Utilize as informações a seguir para responder às questões de números 12 e 13.

Uma loja identifica seus produtos com um código que utiliza 16 barras, finas ou grossas. Nesse sistema de
codificação, a barra fina representa o zero e a grossa o 1. A conversão do código em algarismos do número
correspondente a cada produto deve ser feita de acordo com esta tabela:

Observe um exemplo de código e de seu número correspondente:

12ª Questão.

Considere o código abaixo, que identifica determinado produto.

Esse código corresponde ao seguinte número:


(A) 6 835 (B) 5 724 (C) 8 645 (D) 9 768
Solução. Cada algarismos é representado por quatro dígitos.
Utilizando a conversão mostrada, temos: (0110)(1000)(0011)(0101) = 6835.

13ª Questão.
Existe um conjunto de todas as sequências de 16 barras finas ou grossas que podem ser representadas.
Escolhendo-se ao acaso uma dessas sequências, a probabilidade de ela configurar um código do sistema
descrito é:
5 25 125 625
(A) (B) (C) (D)
215 214 213 212
Solução. O total de sequências com 4 dígitos formados por 0 ou 1 são 2 4 = 16. Dessas sequências,
não representam códigos seis delas: 1010, 1100, 1101, 1110, 1011 e 1111.
O espaço amostral é composto de 216 formas de arrumar as barras finas ou grossas. Formando
códigos há 10 x 10 x 10 x 10 grupos de 4 dígitos.

10 4 (2x5) 4 2 4 x5 4 54 625
Logo, P(código)  16
 16
 16
 12
 12 .
2 2 2 2 2

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14ª Questão.
No esquema abaixo, estão representados um quadrado ABCD e um círculo de centro P e raio r, tangente às
retas AB e BC. O lado do quadrado mede 3r.
A medida θ do ângulo CÂP pode ser determinada a partir da seguinte identidade trigonométrica:

O valor da tangente de θ é igual a:


a) 0,65 b) 0,60 c) 0,55 d) 0,50
Solução. Observando a figura, temos:
 3r 1 3
tg  3r  1 1
4  tg  4  3  4  3  0,6 .
     tg 
tg  r  1 1 5 4 5 5
 1  (1). 
4r 4 4 4

15ª Questão.
Considere o conjunto de números naturais abaixo e os procedimentos subsequentes:
A = { 0, 1, 2, 3, 4, 5, 6, 7, 8, 9 }
1 - Cada número primo de A foi multiplicado por 3. Sabe-se que um número natural P é primo se P > 1 e tem
apenas dois divisores naturais distintos.
2 - A cada um dos demais elementos de A, foi somado o número 1.
3 - Cada um dos números distintos obtidos foi escrito em apenas um pequeno cartão.
4 - Dentre todos os cartões, foram sorteados exatamente dois cartões com números distintos ao acaso.
A probabilidade de em pelo menos um cartão sorteado estar escrito um número par é:
5 7 13 17
(A) (B) (C) (D)
12 12 24 24
Do conjunto mostrado são primos: 2, 3, 5 e 7. Calculando os procedimentos, temos:

0 1 2 3 4 5 6 7 8 9
+1 +1 x3 x3 +1 x3 +1 x3 +1 +1
1 2 6 9 5 15 7 21 9 10
Há 9 resultados distintos, pois o 9 tem repetição, sendo 6 ímpares.
Solução 1. A probabilidade de sair em pelo menos um cartão um número ímpar será a soma das
probabilidades: P(par e ímpar) + P(ímpar + par) + P(par e par).

 3 6 18 3
P( PI )  9  8  72  12

 6 3 18 3 3 3 1 7 .
P( IP)      P( PI )  P( IP)  P( PP)    
 9 8 72 12 12 12 12 12
 3 2 6 1
P( PP)  9  8  72  12

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Solução 2. Calculando o complementar, temos:


6 5 30 5
  P( II )  
i) A probabilidade de nenhum dos dois cartões ter número par é:
9 8 72 12 .
6 5 30 5
P( II )    
9 8 72 12
5 7
ii) Logo, a probabilidade de pelo menos um cartão ter número par é: 1  P( II )  1   .
12 12
16ª Questão.
Um soldado fez n séries de flexões de braço, cada uma delas com 20 repetições. No entanto, como
consequência das alterações da contração muscular devidas ao acúmulo de ácido lático, o tempo de duração
de cada série, a partir da segunda, foi sempre 28% maior do que o tempo gasto para fazer a série
imediatamente anterior. A primeira série foi realizada em 25 segundos e a última em 1 minuto e 40 segundos.
Considerando log 2 = 0,3, a soma do número de repetições realizadas nas n séries é igual a:

(A) 100 (B) 120 (C) 140 (D) 160


1ª série : 25s
Solução. De acordo com os dados, temos:  .
2ª série : 1min e 40s  60s  40s  100s
Como o tempo de duração de cada série, a partir da segunda, é sempre 28% maior do que o tempo
gasto para fazer a série imediatamente anterior, temos uma PG de razão 1,28.

a1  25
n 1
Temos a PG: (25; 1,28  25; 1,28  25; ....;100) , em que q  1,28 . Sabemos que a n  a1 .q .
2

a n  100
100
100  25.(1,28)n1   (1,28)n1  4  (1,28)n1  log 4  log(1,28)n1 
Logo: 25 . (*)
 128 
 (n  1). log(1,28)  log 2  (n  1). log
2
  2. log 2
 100 

Como, log2 = 0,3, temos:

i) log
128 
  log128  log100  log 2  log100  7 log 2  log10  7  0,3  2  2,1  2  0,1 .
7 2

 100 
ii) 2 log 2  2  0,3  0,6 .

Substituindo em (*), vem: (n  1). log


128  0,6
  2. log 2  (n  1).0,1  0,6  n  1   n 1 6  n  7 .
 100  0,1
Como cada série tem 20 repetições, o total será 7 x 20 = 140.

17ª Questão.
Dois dados, com doze faces pentagonais cada um, têm a forma de dodecaedros regulares. Se os
dodecaedros estão justapostos por uma de suas faces, que coincidem perfeitamente formam um poliedro
côncavo, conforme ilustra a figura.
Considere o número de vértices V, de faces F e de arestas A desse poliedro côncavo.
A soma V + F + A é igual a:
(A) 102 (B) 106 (C) 110 (D) 112

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Solução. Cada dodecaedro possui 12 faces pentagonais, (12 x 5) ÷ 2 = 30 arestas e pela relação de
Euler, 30 – 12 + 2 = 20 vértices. Com a justaposição, temos:
- O número de faces fica subtraído de 2. Logo, F = 12 + 12 – 2 = 22;
- O número de arestas fica subtraído de 5. Logo, A = 30 + 30 – 5 = 55;
- O número de vértices também fica subtraído de 5. Logo, V = 20 + 20 – 5 = 35.
Dessa forma, V + F + A = 35 + 55 + 22 = 112.

18ª Questão.
Na figura abaixo, estão representados dois círculos congruentes, de centros C1 e C2, pertencentes ao
mesmo plano α. O segmento C1C2 mede 6 cm.
A área da região limitada pelos círculos, em cm 2, possui valor aproximado de:
(A) 108 (B) 162 (C) 182 (D) 216

Solução. A região limitada é formada pela soma das áreas dos dois
círculos subtraída da área da interseção dos círculos.
A interseção é formada por dois triângulos equiláteros e quatro
segmentos circulares determinados por um ângulo central de 60º.
Cada segmento circular vale a diferença entre o setor circular de 60º e a área de um dos triângulos.
Calculando, temos:
 62 3
 Área (triângulo)  9 3
 4
i)  Área( setor )  Área(triângulo)

 Área( segmento)   .6  36 3  6  9 3
2

 6 4
 
ii ) Área(int erseção)  4  Área( segmento)  2  Área(triângulo)  4  6  9 3  2  9 3 
.

 24  36 3  18 3  24  18 3
 
iii ) Área(Re gião)  2  Área(círculo)  Área(int erseção)  2   .6 2  24  18 3  48  18 3
  3,14
OBS : 
 3  1,73
Re sposta : Área(Re gião)  48  (3,14)  18  (1,7)  150,72  31,14  181,86  182

19ª Questão.
Considere a matriz Anx9 de nove colunas com números inteiros consecutivos, escrita a seguir.

Se o número 18.109 é um elemento da última linha, linha de ordem n, o número de linhas dessa matriz é:

(A) 2011 (B) 2012 (C) 2013 (D) 2014

Avenida Alberto Torres, 821, 2° e 3° andares, Alto –Teresópolis


9
(0xx21) 2642-62246
Matemática
Prof. Walter Tadeu Nogueira da Silveira

Solução. Os números da nona coluna são múltiplos de 9. Os números das demais colunas
representam restos na divisão por 9. O número 18109 não é múltiplo de 9, pois a soma de seus
algarismos resulta 19: (1 + 8 + 1 + 0 + 9) = 19. Logo, o número 18.109 deixa resto 1 na divisão por 9 e
está localizado na coluna 1. Os números dessa coluna estão em progressão aritmética de razão 9.

18108
Temos: 18109  1  (n  1).9  18109  1  (n  1).9  n  1   n  1  2012  n  2013 .
9

20ª Questão.
Considere uma placa retangular ABCD de acrílico, cuja diagonal AC mede 40 cm. Um estudante, para
construir um par de esquadros, fez dois cortes retos nessa placa nas direções AE e AC, de modo que
DÂE=45º e BÂC=30º, conforme ilustrado a seguir:

Após isso, o estudante descartou a parte triangular CAE, restando os dois esquadros. Admitindo que a
espessura do acrílico seja desprezível e que 3 = 1,7, a área, em cm², do triângulo CAE equivale a:
(A) 80 (B) 100 (C) 140 (D) 180
Solução. Identificando os valores de x, y e z na figura, temos:
i) y = 20 cm, pois é cateto oposto ao ângulo de 30º no triângulo retângulo ABC. Também será o valor
da altura do triângulo AEC.

ii) x = 20 3  20.(1,7)  34 cm , pois é oposto ao ângulo de 60º do triângulo ABC. Vale a metade da
hipotenusa multiplicado pela raiz de 3.
iii) DE = y = 20 cm, pois é cateto do triângulo retângulo isósceles ADE. Logo z = EC = 34 – 20 = 14 cm.

EC  AD 14  20
A área do triângulo CAE vale: A    140 cm 2 .
2 2

Avenida Alberto Torres, 821, 2° e 3° andares, Alto –Teresópolis 1


0
(0xx21) 2642-62246