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CURSO DE LABORATORISTA

ASFALTO

AGDA C.T. GUIMARÃES - 1º TEN


MATERIAIS ASFÁLTICOS - DEFINIÇÕES
Jazidas - Lagoas

BETUME: mistura de hidrocarbonetos


de elevado peso molecular, solúvel no
bissulfeto de carbono, que compõe o
asfalto e o alcatrão.

ASFALTO: material cimentante, preto,


sólido ou semi-sólido, que se liquefaz
quando aquecido, composto de betume
e alguns outros metais. Pode ser
encontrado na natureza (CAN), mas em
geral provém do refino do petróleo
(CAP).

Refino do Petróleo
ALCATRÃO

ALCATRÃO: líquido negro viscoso resultante de


processos de refino dos alcatrões brutos, os quais
se originam da destilação dos carvões durante a
fabricação, constituindo um subproduto da
fabricação de gás e coque metalúrgico.

Em desuso em pavimentação.
ALCATRÃO

VANTAGENS DESVANTAGENS

- insolúvel em óleo - envelhece mais rapidamente;


lubrificante, gasolina, querosene, - gases são nocivos á saúde
diesel; humana;
- boa adesão aos agregados - produção irregular;
mesmo úmidos; - pequena faixa de temperatura de
- penetra bem em camadas de trabalho;
solos, etc. - misturas betuminosas com menor
estabilidade;
- material cancerígeno.
IMPORTÂNCIA DO ASFALTO

A maioria das rodovias no Brasil são de revestimentos asfálticos.


O CAP representa de 25 a 40% do custo da construção do revestimento.
Quase sempre é o único elemento industrializado usado nas camadas do
pavimento.
PROPRIEDADES DO ASFALTO
 Adesivo termoplástico:
 passa do estado líquido ao sólido de maneira reversível;
 a colocação no pavimento se dá a altas temperaturas; através
do resfriamento o CAP adquire as propriedades de serviço
 comportamento viscoelástico.

 Impermeável à água.

 Quimicamente pouco reativo:


 garante boa durabilidade;
 contato com o ar acarreta oxidação lenta, que pode ser
acelerada por temperaturas altas;
 para limitar risco de envelhecimento precoce: evitar
temperatura excessiva de usinagem e espalhamento e alto
teor de vazios.
TIPOS DE LIGANTES ASFALTICOS

 cimentos asfálticos de petróleo - CAP; Atualmente, há


ainda a técnica
 asfaltos diluídos de petróleo - ADP; de asfalto-
espuma sendo
 emulsões asfálticas - EAP; empregada no
Brasil, mas que
 asfaltos oxidados ou soprados; não constitui
uma outra classe
 asfaltos modificados por polímero (AMP) de material pelo
tipo de
ou por borracha de pneus (AMB); modificação que
sofre.
 agentes rejuvenescedores (AR).
CIMENTO ASFÁLTICO DE
PETROLEO

ASFALTO
CIMENTO ASFÁLTICO DE PETRÓLEO
CIMENTO ASFÁLTICO:
O derivado de petróleo
usado como ligante dos
agregados minerais
denomina-se, no Brasil,
cimento asfáltico de
petróleo (CAP). É um
material semi-sólido, de
cor marrom escura a
preta, impermeável à
água, viscoelástico,
pouco reativo, com
propriedades adesivas e
termoplásticas.
• Do seu peso molecular, >95% são
hidrocarbonetos.
• Para ser usado deve ser aquecido.
• Cimento asfáltico de petróleo (CAP) é
classificado pela penetração desde 2005.
Antigamente pela viscosidade ou pela penetração.

O CAP é um material quase totalmente solúvel em Benzeno, tricloroetileno e


bissulfeto de carbono.
PROPRIEDADES FÍSICAS ASFALTO

Todas as propriedades físicas do asfalto estão associadas


à sua temperatura.
Em temperaturas muito elevadas, as moléculas não tem
condições de se mover umas em relação as outras e a
viscosidade fica muito elevada, nessa situação o ligante se
comporta como um sólido. A medida que a temperatura
aumenta, algumas moléculas começam a se mover, o
aumento do movimento faz baixar a viscosidade e, em
temperaturas altas, o ligante se comporta como um líquido.

Essa situação é reversível


ENSAIOS

Todas os ensaios realizados para medir as


propriedades físicas dos ligantes asfálticos tem
temperatura especificada e alguns também
definem o tempo e a velocidade de
carregamento, visto que o asfalto é um material
termoviscoelástico.
ENSAIOS DE ASFALTO

As duas principais características utilizadas são: dureza,


medida através da penetração de uma agulha padrão na
amostra de ligante, e a resistência ao fluxo, medida
através do ensaio de viscosidade.
Os ensaios podem ser categorizados em ensaios de
consistência, de durabilidade, de pureza e de
segurança.
CLASSIFICAÇÃO DOS ASFALTOS

Segundo a Especificação
Brasileira EB-78 do Instituto Os tipos de Cimentos asfálticos são
Brasileiro de Petróleo e da quatro:
Associação Brasileira de - CAP 30-45;
Normas Técnicas, IBP/ABNT- - CAP 50-70;
EB-78, define o Cimento
- CAP 85-100; e
Asfáltico de Petróleo como o
asfalto obtido especialmente - CAP 150-200.
para apresentar as qualidades e Sendo os números referidos a penetração
consistências próprias para uso
direto na construção de
pavimentos, tendo uma
penetração a 25° C entre 5 e
300 sob uma carga de 100g
aplicada durante 5 seg.
ENSAIOS
ENSAIO DE PENETRAÇÃO
 Classificado por penetração a 25ºC (até
2005) em algumas refinarias:
 30/45
 50/60
 85/100
 150/200

tico de Petróleo
Quanto Penetração Mole
penetração 20 asfalto
quebradiço
penetração 50 climas mais
frios
ENSAIO DE PENETRAÇÃO

A penetração de um cimento asfáltico de petróleo


é a distância, medida em décimos de milímetro,
que uma agulha padrão penetra verticalmente na
amostra de material sob as seguintes condições:
- carga de 100g;
- temperatura de 25°C; e
- tempo de aplicação da carga de 5 segundos.

Tem por objetivo controlar a consistência do material betuminoso.


ENSAIO DE PENETRAÇÃO

AMOSTRA A 25OC

EQUIPAMENTO PENETRÔMETRO
ENSAIO DE VISCOSIDADE
Avalia a consistência de maneira mais precisa
(várias temperaturas)

• Viscosidade alta - mais duro (denso)


• Viscosidade alta - exsudação e problemas com fadiga
da mistura
• Viscosidade baixa - temperaturas de trabalho mais
baixas e melhor para mistura com agregados
VISCOSIDADE SAYBOLT-FUROL

È definida como o tempo


necessário, medido em
segundos, para que 60 ml de
asfalto fluam, de modo
contínuo, no viscosímetro
Saybolt-Furol, através de um
orifício, o orifício Furol de
0,169” (4,3 mm), sob
condições especificadas.

O objetivo é determinar o estado de fluidez dos asfaltos nas


temperaturas em que usualmente são trabalhados nos diversos
serviços.
PONTO DE AMOLECIMENTO

• Asfalto não tem ponto de fusão porém pode amolecer


excessivamente.
• Temperatura de amolecimento para evitar aceitação de
asfaltos muito moles.
• Conseqüência - Desagregação / Exsudação
Deformações permanentes

Método do Anel e Bola (Ensaio)


PONTO DE AMOLECIMENTO

Uma bola de aço de dimensões e peso


especificados é colocada no centro de uma
amostra de asfalto em banho. O banho é
aquecido a uma taxa controlada de
5C/minuto.
Quando o asfalto amolece, a bola e o asfalto
deslocam-se em direção ao fundo.
PONTO DE AMOLECIMENTO

È definido como a temperatura em que uma


esfera de aço pesando 3,55 g, com
diâmetro 9,35 mm, atravessando um anel
padronizado de 15,8 mm de diâmetro e 6,4
mm de altura, perfeitamente cheio com o
material betuminoso, toca uma placa de
referência após ter percorrido uma
distância de 25,4 mm, sob condições
especificadas.

O objetivo é determinar a temperatura em que os


asfaltos se tornam fluidos.
SOLUBILIDADE

O ensaio de solubilidade no bissulfeto de carbono


é utilizado para medir a quantidade de betume
presente na amostra de asfalto.

O CAP refinado consiste basicamente de betume


puro, que por definição, é inteiramente solúvel em
bissulfeto de carbono.
Asfaltos utilizados em pavimentação 99%
SOLUBILIDADE (PUREZA)

• Teor de betume no asfalto (% material


insolúvel) - grau de pureza

• Grau de solubilidade em tricloroetileno


SOLUBILIDADE (PUREZA)

Em tricloroetileno

NBR 14855

Bissulfeto de carbono
SOLUBILIDADE (PUREZA)

(2) CADINHO COM PAPEL FILTRO (ESQ)


(1) MATERIAIS E EQUIPAMENTOS AMOSTRA ANTES DA FILTRAGEM (DIR)

(3) AMOSTRA DISSOLVIDA EM TRICLOROETILENO (4) FILTRAGEM COM AUXÍLIO DE VÁCUO


DUCTILIDADE

Define-se ductilidade de uma


material betuminoso como a
distância em centímetros, com
que se rompe um corpo-de-prova
de uma amostra de CAP com o
menor diâmetro de 1 cm2, em
banho de água a 25 C, submetida
pelos dois extremos à tração de
5cm/minuto.
DUCTILIDADE
 Resistência à tração do ligante.

 Empregado para ensaios de retorno elástico de asfaltos modificados.


PONTO DE FULGOR

Menor temperatura, na qual os vapores


emanados durante o aquecimento do
material betuminoso se inflamam a uma
fonte de ignição.

Vaso Aberto Cleveland


DENSIDADE DO LIGANTE
ABNT 6296
Picnômetros de Hubbard
ETAPAS:

 Picnômetros com asfalto e água

 Determinação da massa do picnômetro totalmente preenchido com água a 25°C

 Determinação da massa do picnômetro preenchido até a metade com asfalto a


25°C

 Determinação da massa do picnômetro preenchido metade com água e metade


com asfalto, a 25°C
DENSIDADE DO LIGANTE

(1) Picnômetros com asfalto e com água (2) Massa do picnômetro com água a 25oC

(3) Massa do picnômetro com asfalto até a metade (4) Massa do picnômetro com metade asfalto e metade água
ASFALTOS DILUÍDOS

Aos Cimentos Asfálticos Asfaltos diluídos ou Cut-Backs


são adicionados solventes são asfaltos que resultam da
diluição de um CAP por
visando melhorar ou destilados leves de petróleo, em
facilitar a trabalhabilidade frações que se aproximam da
do aglutinante. Após um nafta, do querosene e do diesel,
determinado tempo, que com o objetivo de reduzir
temporariamente sua
varia de acordo com o viscosidade, facilitando sua
solvente utilizado, restará aplicação, geralmente exigindo
na mistura asfáltica temperaturas menores que a do
apenas o cimento asfáltico cimento asfáltico nessa
aplicação.
original.
ASFALTOS DILUÍDOS

CR- asfaltos diluídos de cura rápida,


Os asfaltos diluídos são tendo como diluente uma nafta na
classificados de acordo faixa de destilação da gasolina.
com a natureza do
diluente utilizado.
CM – asfaltos diluídos de cura média,
tendo como diluente o querosene.

Após a aplicação, os diluentes se evapora, dando a essa


evaporação o nome de cura
ASFALTOS DILUÍDOS

TIPO
Asfalto Diluente
Para cada um desses asfaltos
CR CM
diluídos, distinguem-se tipos
diferentes, que variam de
- 30 52 48
acordo com a viscosidade
cinemática, determinada em 70 70 63 37
função da quantidade de
diluente 250 250 70 30

800 800 82 18

3.000 3.000 86 14

A viscosidade é determinada no ensaio Saybolt-Furol a


temperatura de 135°C
EMULSÃO ASFÁLTICA
EMULSÃO ASFÁLTICA: A mistura de 02 constituintes não-miscíveis entre si
que, entretanto, constituem fases separadas. A fase dispersante ou fase
contínua é normalmente um líquido enquanto a fase dispersa ou descontínua
pode ser constituída por um líquido viscoso, um sólido ou um semi-sólido,
como, por exemplo, um asfalto ou um alcatrão.
Pode-se agrupar as em dois tipos:
Emulsões diretas: óleo ou betume dispersado em água;
Emulsões inversas: água dispersada no óleo ou ligante hidrocarbonado.

As emulsões se classificam em:

RR = ruptura rápida – 4 min


RM = ruptura média – 2 h
RL = ruptura lenta – 4 h

Ruptura controlada.
Existem emulsões para lama asfáltica e modificadas por polímeros.

A viscosidade é determinada no ensaio Saybolt-Furol a temperatura


de 135°C
ASFALTO MODIFICADO POR POLIMERO

Volume de veículos comerciais e peso de eixo


crescente, em rodovias especiais ou nos
aeroportos, em corredores de tráfego pesado e
com diferenças térmicas entre inverno e verão.

Ex: resina epóxi, poliéster, poliuretano, polietileno,


polipropileno, PVC, e SBR.

MICRORREVESTIMENTO
ASFALTO BORRACHA

Uma forma alternativa de se incorporar os


benefícios de um polímero ao ligante asfáltico, e
ao mesmo tempo resolver problemas ambientais,
é utilizar borracha de pneus.

Ex: - concreto asfáltico;


- tratamento superficial;
- selagem de trincas.
ASFALTO - ESPUMA

Diminuir a viscosidade do asfalto. Utilizado em


reciclagem de pavimentos.
AGENTES REJUVENECEDORES

Com o passar do tempo o ligante asfáltico vai


perdendo alguns de seus componentes e sofre
enrijecimento. Uma das técnicas atuais de
recuperação da flexibilidade do ligante é a
reciclagem a quente ou a frio.

Repositor de frações maltênicas do ligante


envelhecido, chamado agente rejuvenecedor.
IMPRIMAÇÃO

Imprimação consiste na aplicação de camada de


material betuminoso sobre a superfície da base
concluída, antes da execução de um revestimento
betuminoso qualquer, objetivando conferir coesão
superficial, impermeabilizar e permitir condições
de aderência entre esta e o revestimento a ser
executado.
IMPERMEABILIZAR
IMPRIMAÇÃO
Aplicação de asfalto diluído (CM 30) de baixa viscosidade sobre a
superfície de uma base absorvente, objetivando:
 Garantir uma certa coesão superficial;
 Impermeabilizar;
 Estabelecer a ligação entre a camada subjacente ao
revestimento asfáltico.

Observações:
 A camada subjacente deve estar regularizada, compactada e sem
pó solto;
 Taxa média de asfalto diluído: 0,9 a 1,4 l/m2;
 Tempo de cura: 48 horas;
 Penetração do ligante: 0,5 a 1,0 cm.
IMPRIMAÇÃO
Processo de aplicação de imprimação
IMPRIMAÇÃO COM
PULVERIZADOR

LIGANTE ASFÁLTICO
Detalhe do bico
Caminhão
Espargidor

Imprimação
PINTURA DE LIGAÇÃO
Aplicação de asfalto sobre superfície de uma base
imprimada ou revestimento antigo, objetivando garantir
sua aderência com o novo revestimento a ser construído.

O material comumente empregado é a emulsão asfáltica


de ruptura rápida, diluída previamente com até 50% de
água. A taxa de aplicação varia em torno de 1 litro/m2.

Pintura de ligação sobre


revestimento antigo
REVESTIMENTOS
TIPO DE SERVIÇO LIGANTE BETUMINOSO
IMPRIMAÇÃO CM-30; CM-70

PINTURA DE LIGAÇÃO RR-1C; RR-2C;RM-1C; RM-2C e RL-1C

TRATAMENTO SUPERFICIAL CAP-150/200; CAP-7; RR-2C; RR-1C; RR-2 e RR-1

MACADAME BETUMINOSO CAP-150/200; CAP-7; RR-2C; RR-1C; RR-2 e RR-1

PRÉ-MISTURADO A FRIO

PRÉ-MISTURADO A QUENTE

CONCRETO BETUMINOSO USINADO A


QUENTE E AREIA ASFALTO A QUENTE

LAMA ESFÁLTICA
SOLO BETUME