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UNIVERSIDADE TECNOLÓGICA FEDERAL DO PARANÁ

CAMPUS APUCARANA
CURSO SUPERIOR BACHARELADO DE ENGENHARIA TÊXTIL

FERNANDA BERTHONI DE OLIVEIRA


FLÁVIA BERBEL
GABRIELA POLIZEL AMANTÉA
THAÍS PICININ SILVA

PROJETO INDUSTRIAL DA EMPRESA VIENENSE TÊXTIL

TRABALHO DE CONCLUSÃO DA DISCIPLINA DE PROJETOS


INDUSTRIAIS TÊXTEIS

APUCARANA
2015
FERNANDA BERTHONI DE OLIVEIRA
FLÁVIA BERBEL
GABRIELA POLIZEL AMANTÉA
THAÍS PICININ SILVA

PROJETO INDUSTRIAL DA EMPRESA VIENENSE TÊXTIL

Trabalho de conclusão da disciplina de


Projetos Industriais Têxteis, apresentado
como requisito para sua aprovação, na
Universidade Tecnológica Federal do
Paraná. Área de Concentração: Engenharia
Têxtil.

Orientador: Profº Me. Flávio Avanci de Souza

APUCARANA
2015
Dedicamos este projeto a nossos familiares,
professores e colegas de faculdade, que
sempre nos apoiaram e auxiliaram durante
todo o decorrer do curso.
AGRADECIMENTOS

Agradecemos primeiramente a Deus, pela força e perseverança ao longo de


toda esta caminhada. A nossa família, que por todos esses anos, nos têm
acompanhado e apoiado, mesmo distantes. Aos nossos professores, em especial
Flávio Avanci, Layla Mendes, Leandro Vicente, Dayane Carvalho, Fábia Ribeiro, Ana
Cláudia Ueda, Karla de Oliveira, Isabel Moretti e Maurício Khenaifes por toda a ajuda
prestada na elaboração deste projeto. Aos amigos, em especial, Joziel Cruz, Juliet
Schmidt, Guilherme Rabelo, Lucas Zanotta e Weverton Alencar.
Nossa gratidão também às empresas que se disponibilizaram a fornecer
informações que permitiram a realização deste projeto acadêmico, tais como,
Adame Têxtil, Paranatex Têxtil, SPG Prints e Benninger Group.
“O sucesso nasce do querer, da
determinação e persistência em chegar a um
objetivo. Mesmo não atingindo o alvo, quem
busca e vence obstáculos, no mínimo fará
coisas admiráveis.”

José de Alencar
RESUMO

O projeto da Vienense Têxtil tem como objetivo planejar e projetar uma


empresa têxtil que fabricará tecidos planos, em duas linhas distintas, uma destinada:
à artigos de cama e mesa e outra para camisaria e uniformes. Para tanto a empresa
contará com processos de tecelagem, beneficiamento primário e secundário
(tingimento e estamparia rotativa). A empresa se localizará na cidade de Ribeirão
Preto – SP e terá como fornecedores fiações e indústrias químicas confiáveis, que
garantirão a qualidade do produto desde o início do processo.

Palavras-chave: Tecelagem; Beneficiamento; Tingimento; Estamparia


Rotativa.
ABSTRACT

The Vienese Textil project aims to plan and design a textile company that will
manufacture flat fabrics in two different lines: one for bed and board line and another
for hosiery and uniforms. To this end, the company will feature weaving, primary and
secondary beneficiation (dyeing and rotary printing). The company will be located in
the city of Ribeirao Preto – SP and will have reliable wirings and chemicals industries
as suppliers who ensure product quality from the initiation of proceedings.

Keywords: Weaving; Beneficiation; Dyeing; Rotary Stamping.


LISTA DE FIGURAS

Figura 1: Terreno para instalação da Vienense Têxtil. .............................................. 24


Figura 2: Posição da Vienense Têxtil no mercado nacional. ..................................... 30
Figura 3: Organograma Vienense Têxtil. ................................................................... 34
Figura 4: Fluxograma produtivo Vienense Têxtil. ...................................................... 63
Figura 5: Fluxograma do setor de tecelagem. ........................................................... 64
Figura 6: Fluxograma do setor de beneficiamento primário. ..................................... 73
Figura 7: Fluxograma do setor de beneficiamento secundário. ................................. 83
Figura 8: Processo de tingimento. ............................................................................. 85
Figura 9: Processo de estamparia rotativa. ............................................................... 94
Figura 10: Esquema do método ponto a ponto. ...................................................... 125
Figura 11: Entrada de informações no software Lumisoft. ...................................... 127
Figura 12: Iluminância da sala de urdissagem em 3D. ............................................ 128
Figura 13: Iluminância da sala de engomagem em 3D ........................................... 129
Figura 14: Iluminância da tecelagem em 3D ........................................................... 129
Figura 15: Iluminância do beneficiamento em 3D. .................................................. 130
Figura 16: Iluminância do tingimento em 3D. .......................................................... 130
Figura 17: Iluminância da estamparia em 3D. ......................................................... 131
Figura 18: Fluxograma da distribuição de água. ..................................................... 174
Figura 19: Fluxograma do processo de tratamento de efluentes. ........................... 183
Figura 20: Análise SWOT da Vienense Têxtil. ........................................................ 188
LISTA DE TABELAS

Tabela 1 - Quantidade de Fios para cada Fornecedor. ............................................ 21


Tabela 2 - Quantidade de total produtos auxiliares por fornecedor .......................... 22
Tabela 3 - Coordenadas dos fornecedores. .............................................................. 22
Tabela 4 - Valores dos encargos sociais. ................................................................. 28
Tabela 5 - Horário de Funcionamento. ..................................................................... 32
Tabela 6 - Distribuição de funcionários por turno de trabalho. .................................. 35
Tabela 7 - Ficha técnica dos artigos. ........................................................................ 57
Tabela 8 - Dados técnicos do computador ............................................................... 59
Tabela 9 - Dados das mesas e cadeiras para computador. ...................................... 59
Tabela 10 - Dados técnicos do telefone. ................................................................... 59
Tabela 11 - Dados técnicos do bebedouro. .............................................................. 59
Tabela 12 - Dados técnicos do ar condicionado. ...................................................... 60
Tabela 13 - Dados técnicos do hidrante. .................................................................. 60
Tabela 14 - Dados técnicos do extintor ..................................................................... 60
Tabela 15 - Dados técnicos dos pallets. ................................................................... 60
Tabela 16 - Dados técnicos das prateleiras porta pallet. .......................................... 61
Tabela 17 - Dados técnicos da empilhadeira. ........................................................... 61
Tabela 18 - Equipamentos da pré-tecelagem. .......................................................... 66
Tabela 19 - Dados técnicos da gaiola. ...................................................................... 66
Tabela 20 - Dados técnicos da urdideira. ................................................................. 67
Tabela 21 - Dados técnicos da engomadeira............................................................ 67
Tabela 22 - Equipamento da tecelagem ................................................................... 67
Tabela 23 - Dados técnicos do tear. ......................................................................... 67
Tabela 24 - Equipamentos auxiliares. ....................................................................... 68
Tabela 25 - Dados técnicos do atador de urdume. ................................................... 68
Tabela 26 - Dados técnicos do carro de transporte de cones. .................................. 68
Tabela 27 - Dados técnicos do carrinho urdidor/liçadura. ......................................... 68
Tabela 28 - Dados técnicos do carro hidráulico para peças de tecidos. ................... 68
Tabela 29 - Descrição das características do fio. ..................................................... 69
Tabela 30 - Descrição dos cálculos da urdideira direta. ........................................... 69
Tabela 31 - Descrição dos cálculos da engomadeira. .............................................. 70
Tabela 32 - Descrição da receita de goma. .............................................................. 71
Tabela 33 - Características da receita de goma. ...................................................... 71
Tabela 34 - Consumo mensal de insumos da engomagem. ..................................... 71
Tabela 35 - Descrição dos cálculos do tear. ............................................................. 71
Tabela 36 - Descrição dos dados de consumo do urdume. ...................................... 72
Tabela 37 - Descrição dos dados de consumo da trama. ......................................... 72
Tabela 38 - Equipamentos do beneficiamento primário. ........................................... 76
Tabela 39 - Dados técnicos da revisadeira. .............................................................. 76
Tabela 40 - Dados técnicos da chamuscadeira. ....................................................... 76
Tabela 41 - Dados técnicos da mercerizadeira. ........................................................ 76
Tabela 42 - Dados técnicos do secador. ................................................................... 77
Tabela 43 - Equipamento Auxiliares ......................................................................... 77
Tabela 44 - Dados técnicos do carro hidráulico para peças de tecido. ..................... 77
Tabela 45 - Produtos utilizados................................................................................. 78
Tabela 46 - Produtos auxiliares utilizados. ............................................................... 79
Tabela 47 - Receita desengomagem e alvejamento oxidativo. ................................. 80
Tabela 48 - Receita mercerização. ........................................................................... 80
Tabela 49 - Temperatura e relação de banho dos processos. .................................. 80
Tabela 50 - Consumo mensal de produtos na desengomagem e alvejamento
oxidativo. ................................................................................................................... 80
Tabela 51 - Consumo mensal de produtos na mercerização. ................................... 81
Tabela 52 - Velocidades reais dos equipamentos. ................................................... 82
Tabela 53 - Horas trabalhadas diárias por equipamento. ......................................... 82
Tabela 54 - Equipamentos do tingimento. ................................................................ 87
Tabela 55 - Dados técnicos do foulard de impregnação. .......................................... 87
Tabela 56 - Dados técnicos da lavadora contínua. ................................................... 87
Tabela 57 - Produtos utilizados................................................................................. 88
Tabela 58 - Produtos auxiliares utilizados. ............................................................... 89
Tabela 59 - Receita do processo de tingimento. ....................................................... 90
Tabela 60 - Receita do processo de lavagem. .......................................................... 90
Tabela 61 - Consumo mensal de produtos no tingimento reativo. ............................ 91
Tabela 62 - Consumo mensal de produtos na lavagem. ........................................... 91
Tabela 63 - Dimensões da lavadora de cilindros. ..................................................... 96
Tabela 64 - Dimensões da lavadora de cilindros. ..................................................... 97
Tabela 65 - Dados técnicos da mesa de estampagem. ............................................ 97
Tabela 66 - Dados técnicos da estufa de secagem de tecidos. ................................ 97
Tabela 67 - Dados técnicos do misturador de pasta. ................................................ 98
Tabela 68 - Dados técnicos da balança. ................................................................... 98
Tabela 69 - Fornecedores de produtos e auxiliares da pasta de estampagem. ....... 98
Tabela 70 - Receita da pasta de estampagem. ...................................................... 100
Tabela 71 - Consumo mensal da receita de pasta de estampagem. ...................... 101
Tabela 72 - Equipamentos de revisão e embalagem. ............................................. 103
Tabela 73 - Dados técnicos da revisadeira. ............................................................ 103
Tabela 74 - Dados técnicos da embaladeira automática. ....................................... 103
Tabela 75 - Dados técnicos da lupa conta fios. ...................................................... 109
Tabela 76 - Dados técnicos da aspa. ...................................................................... 109
Tabela 77 - Dados técnicos do Abrasímeto Martindale. ......................................... 110
Tabela 78 - Dados técnicos do tensiômetro. ........................................................... 110
Tabela 79 - Dados técnicos da balança analítica.................................................... 110
Tabela 80 - Dados técnicos da cabine de luz. ........................................................ 111
Tabela 81 - Dados técnicos do colorímetro............................................................. 111
Tabela 82 - Dados técnicos do cortador circular. .................................................... 111
Tabela 83 - Dados técnicos do crockmeter. ............................................................ 112
Tabela 84 - Dados técnicos da escala de cinza. ..................................................... 112
Tabela 85 - Dados técnicos da máquina de canecas. ............................................ 112
Tabela 86 - Dados técnicos do perspirômetro. ....................................................... 113
Tabela 87 - Dados técnicos do pHmetro. ................................................................ 113
Tabela 88 - Iluminação necessária para ambientes industriais............................... 122
Tabela 89 - Dados técnicos das lâmpadas de vapor metálico. ............................... 123
Tabela 90 - Dados técnicos das lâmpadas fluorescentes. ...................................... 123
Tabela 91 - Dados técnicos das luminárias para lâmpadas de vapor metálico....... 124
Tabela 92 - Dados técnicos das luminárias para lâmpadas fluorescentes. ............ 124
Tabela 93 - Dimensões dos ambientes da Vienense Têxtil. ................................... 126
Tabela 94 - Resultados obtidos para todos os ambientes. ..................................... 132
Tabela 95 - Consumo de energia ao mês da Vienense Têxtil. ............................... 135
Tabela 96 - Demanda de energia ........................................................................... 136
Tabela 97 - Seleção do agentes extintor segundo classificação do fogo. ............... 138
Tabela 98 - Condições estabelecidas para uma unidade extintora nos locais de
trabalho. .................................................................................................................. 138
Tabela 99 - Distribuição de extintores por setor...................................................... 140
Tabela 100 - Características do extintor Pó A/B/C.................................................. 140
Tabela 101 - Tipos de sistemas. ............................................................................. 141
Tabela 102 - Calor gerado por pessoas no ambiente. ............................................ 144
Tabela 103 - Calor dissipado pelos motores. .......................................................... 146
Tabela 104 - Calor gerado pela iluminação. ........................................................... 147
Tabela 105 - Calor gerado pela insolação do telhado. ............................................ 148
Tabela 106 - Calor dissipado para o ambiente pelo vapor. ..................................... 149
Tabela 107 - Carga térmica total............................................................................. 150
Tabela 108 - Volume de ar no ambiente. ................................................................ 151
Tabela 109 - Massa de ar. ...................................................................................... 153
Tabela 111 - Número de trocas de ar. .................................................................... 156
Tabela 112 - Número de centrais............................................................................ 158
Tabela 113 - Número de exaustores. ...................................................................... 159
Tabela 114 - Quantidade de ar condicionado. ........................................................ 161
Tabela 115 - Número de ar condicionado por setor. ............................................... 161
Tabela 116 - Dados técnicos do ar condicionado. .................................................. 162
Tabela 117 - Dados técnicos da caldeira. ............................................................... 163
Tabela 118 - Dados técnicos dos equipamentos e consumo de vapor. .................. 163
Tabela 119 - Diâmetro das linhas principais de vapor. ........................................... 164
Tabela 120 - Massa do condensado formada. ........................................................ 164
Tabela 121 - Massa do condensado. ...................................................................... 165
Tabela 122 - Diâmetro das linhas secundárias de vapor. ....................................... 166
Tabela 123 - Massa de condensado formada na linha secundária. ........................ 167
Tabela 124 – Diâmetro das linhas secundárias do condensado. ............................ 168
Tabela 125 - Dados técnicos do computador.......................................................... 169
Tabela 126 - Dados técnicos do secador. ............................................................... 170
Tabela 127 - Dados técnicos do reservatório.......................................................... 170
Tabela 128 - Dados de ar comprimido utilizado. ..................................................... 170
Tabela 129 - Consumo de ar comprimido. .............................................................. 171
Tabela 130 - Dados do ar comprimido utilizado. ..................................................... 171
Tabela 131 - Dimensionamento das linhas primárias de ar comprimido. ................ 172
Tabela 132 - Dimensionamento das linhas secundárias de ar comprimido. ........... 173
Tabela 133 - Dados técnicos do reservatório de combate a incêndio. .................... 177
Tabela 134 - Consumo de água diário para os processos industriais. .................... 177
Tabela 135 - Dados técnicos do reservatório para consumo industrial. .................. 178
Tabela 136 - Dados técnicos do reservatório para consumo industrial. .................. 179
Tabela 137 - Volume total da caixa d'água. ............................................................ 179
Tabela 138 - Consumo de água diário para os processos industriais. .................... 180
SUMÁRIO

1 EMPRESA............................................................................................................ 20

1.1 MEMORIAL DESCRITIVO ........................................................................ 20


1.2 LOCALIZAÇÃO ........................................................................................ 20
1.2.1 Escolha do Local ...................................................................................... 21
1.2.1.1 Características do Município e Escolha do Terreno ................................. 23
1.3 LOGÍSTICA .............................................................................................. 24
1.4 SISTEMA VIÁRIO ..................................................................................... 25
1.4.1 Sistema Rodoviário .................................................................................. 25
1.4.2 Sistema Aeroviário ................................................................................... 26
1.5 ECONOMIA .............................................................................................. 26
1.6 ENCARGOS SOCIAIS.............................................................................. 27
1.7 MISSÃO ................................................................................................... 28
1.8 VISÃO ...................................................................................................... 28
1.9 VALORES ................................................................................................ 28

2 PESQUISA DE MERCADO ................................................................................. 30

2.1 MERCADO CONCORRENTE .................................................................. 30


2.2 MERCADO CONSUMIDOR...................................................................... 31
2.3 MERCADO FORNECEDOR ..................................................................... 31

3 SETOR ADMINISTRATIVO ................................................................................. 32

3.1 TURNOS DE TRABALHO ........................................................................ 32


3.1.1 Turno Comercial ....................................................................................... 32
3.1.2 Turno 1, 2 e 3 ........................................................................................... 32
3.1.3 Turno 12x36 ............................................................................................. 33
3.2 MÃO DE OBRA......................................................................................... 33
3.2.1 Descrição da mão de obra ....................................................................... 36
3.2.1.1 Diretor....................................................................................................... 36
3.2.1.2 Gerente administrativo/financeiro ............................................................. 37
3.2.1.3 Coordenador financeiro ............................................................................ 37
3.2.1.4 Auxiliar financeiro ..................................................................................... 38
3.2.1.5 Coordenador de recursos humanos ......................................................... 38
3.2.1.6 Auxiliar de recursos humanos .................................................................. 39
3.2.1.7 Coordenador administrativo ..................................................................... 39
3.2.1.8 Encarregado de almoxarifado .................................................................. 40
3.2.1.9 Almoxarife ................................................................................................ 40
3.2.1.10 Encarregado de serviços gerais ............................................................... 40
3.2.1.11 Zelador ..................................................................................................... 40
3.2.1.12 Porteiro ..................................................................................................... 41
3.2.1.13 Motorista ................................................................................................... 41
3.2.1.14 Copeiro ..................................................................................................... 41
3.2.1.15 Operador de empilhadeira ........................................................................ 41
3.2.1.16 Recepcionista ........................................................................................... 41
3.2.1.17 Operador de caldeira ................................................................................ 42
3.2.1.18 Gerente comercial .................................................................................... 42
3.2.1.19 Equipe de compras................................................................................... 42
3.2.1.20 Equipe de vendas ..................................................................................... 43
3.2.1.21 Representante comercial .......................................................................... 43
3.2.1.22 Equipe de marketing................................................................................. 43
3.2.1.23 Gerente industrial ..................................................................................... 44
3.2.1.24 Supervisor de produção ........................................................................... 45
3.2.1.25 Encarregado de tecelagem ...................................................................... 45
3.2.1.26 Operador de tear ...................................................................................... 45
3.2.1.27 Auxiliar de tecelagem ............................................................................... 46
3.2.1.28 Operador de urdideira .............................................................................. 46
3.2.1.29 Operador da engomadeira ....................................................................... 46
3.2.1.30 Revisador de Tecidos Planos ................................................................... 46
3.2.1.31 Encarregado de beneficiamento I e II ....................................................... 46
3.2.1.32 Operador de beneficiamento I .................................................................. 47
3.2.1.33 Operador de beneficiamento II ................................................................. 47
3.2.1.34 Revisador de Tecidos Acabados .............................................................. 47
3.2.1.35 Encarregado de Embalagem e Expedição ............................................... 48
3.2.1.36 Embalador ................................................................................................ 48
3.2.1.37 Auxiliar de embalagem ............................................................................. 48
3.2.1.38 Expedidor ................................................................................................. 48
3.2.1.39 Supervisor da qualidade ........................................................................... 49
3.2.1.40 Encarregado de laboratório ...................................................................... 49
3.2.1.41 Laboratorista ............................................................................................ 50
3.2.1.42 Colorista ................................................................................................... 50
3.2.1.43 Analista de desenvolvimento de produto .................................................. 50
3.2.1.44 Operador de ETA ..................................................................................... 51
3.2.1.45 Operador de ETE ..................................................................................... 51
3.2.1.46 Supervisor de manutenção ....................................................................... 52
3.2.1.47 Mecânico (plantonista) ............................................................................. 52
3.2.1.48 Mecânico de manutenção ........................................................................ 52
3.2.1.49 Eletricista (plantonista) ............................................................................. 53
3.2.1.50 Eletricista de manutenção ........................................................................ 53
3.2.1.51 Técnico em eletrônica .............................................................................. 54
3.2.1.52 Supervisor de PPCP................................................................................. 54
3.2.1.53 Programador de PPCP ............................................................................. 55
3.2.1.54 Auxiliar de PPCP ...................................................................................... 55
3.2.1.55 Técnico em segurança no trabalho .......................................................... 56

4 LINHA DE PRODUTOS ....................................................................................... 57

4.1 DESCRIÇÃO DOS ARTIGOS ................................................................... 57


4.2 FICHA TÉCNICA ...................................................................................... 57
4.3 MATÉRIA-PRIMA ..................................................................................... 58

5 ESTRUTURA DA EMPRESA .............................................................................. 59

5.1 ARMAZÉNS ............................................................................................. 60


5.1.1 Armazém de Fios ..................................................................................... 61
5.1.2 Armazém de Tecidos................................................................................ 61

6 SETORES PRODUTIVOS .................................................................................... 63

6.1 SETOR DE TECELAGEM ........................................................................ 63


6.1.1 Memorial descritivo ................................................................................... 63
6.1.2 Fluxograma .............................................................................................. 64
6.1.3 Descrição do fluxograma .......................................................................... 65
6.1.3.1 Armazém de fios....................................................................................... 65
6.1.3.2 Inserção dos fios na gaiola ....................................................................... 65
6.1.3.3 Urdissagem .............................................................................................. 65
6.1.3.4 Engomagem ............................................................................................. 65
6.1.3.5 Tecelagem ................................................................................................ 65
6.1.3.6 Armazém de tecido acabado .................................................................... 66
6.1.4 Equipamentos........................................................................................... 66
6.1.4.1 Equipamentos auxiliares .......................................................................... 67
6.1.5 Cálculos de produção ............................................................................... 69
6.2 SETOR DE BENEFICIAMENTO PRIMÁRIO ............................................ 72
6.2.1 Memorial descritivo ................................................................................... 72
6.2.2 Fluxograma .............................................................................................. 73
6.2.3 Descrição do fluxograma .......................................................................... 74
6.2.3.1 Revisão dos Rolos de Tecidos ................................................................. 74
6.2.3.2 Escovagem ............................................................................................... 74
6.2.3.3 Chamuscagem ......................................................................................... 74
6.2.3.4 Desengomagem e Alvejamento Oxidativo ................................................ 74
6.2.3.5 Mercerização ............................................................................................ 75
6.2.3.6 Secagem .................................................................................................. 75
6.2.3.7 Armazenamento do beneficiamento primário ........................................... 75
6.2.4 Equipamentos........................................................................................... 75
6.2.4.1 Equipamentos Auxiliares .......................................................................... 77
6.2.4.2 Cozinha de produtos químicos ................................................................. 77
6.2.5 Produtos e Auxiliares Utilizados ............................................................... 78
6.2.5.1 Produtos Utilizados................................................................................... 78
6.2.5.1.1 Peróxido de Hidrogênio ..............................................................................................78
6.2.5.1.2 Hidróxido de Sódio ......................................................................................................78
6.2.5.1.3 Auxiliares utilizados .....................................................................................................78
6.2.5.1.4 Detergente Umectante ...............................................................................................79
6.2.5.1.5 Sequestrante .................................................................................................................79
6.2.5.1.6 Estabilizador ..................................................................................................................79
6.2.5.2 Concentração de produtos e auxiliares .................................................... 79
6.2.5.3 Cálculo de Consumo dos Produtos .......................................................... 80
6.2.6 Parâmetros de Controle dos Processos ................................................... 81
6.2.7 Cálculos de produção ............................................................................... 81
6.3 SETOR DE BENEFICIAMENTO SECUNDÁRIO ...................................... 82
6.3.1 Memorial descritivo ................................................................................... 82
6.3.2 Fluxograma .............................................................................................. 83
6.3.3 Descrição do fluxograma .......................................................................... 84
6.3.3.1 Tingimento ................................................................................................ 84
6.3.3.2 Estamparia ............................................................................................... 84
6.3.3.3 Revisão, embalagem e expedição............................................................ 84
6.4 TINGIMENTO ........................................................................................... 84
6.4.1 Memorial Descritivo .................................................................................. 84
6.4.2 Processo de tingimento ............................................................................ 85
6.4.3 Descrição do processo de tingimento....................................................... 85
6.4.3.1 Preparação do banho ............................................................................... 85
6.4.3.2 Impregnação e espremedura ................................................................... 86
6.4.3.3 Enrolamento ............................................................................................. 86
6.4.3.4 Condicionamento...................................................................................... 86
6.4.3.5 Lavagem e ensaboamento ....................................................................... 86
6.4.3.6 Secagem .................................................................................................. 87
6.4.4 Equipamentos........................................................................................... 87
6.4.5 Cozinha de Produtos Químicos ................................................................ 88
6.4.6 Produtos e auxiliares ................................................................................ 88
6.4.6.1 Produtos ................................................................................................... 88
6.4.6.1.1 Corante Reativo ............................................................................................................88
6.4.6.1.2 Cloreto de Sódio ...........................................................................................................88
6.4.6.1.3 Barrilha ............................................................................................................................89
6.4.6.2 Auxiliares .................................................................................................. 89
6.4.6.2.1 Antiespumante ..............................................................................................................89
6.4.6.2.2 Detergente Umectante ...............................................................................................89
6.4.6.2.3 Sequestrante .................................................................................................................89
6.4.6.2.4 Dispersante ....................................................................................................................90
6.4.6.2.5 Agente de Ensaboamento .........................................................................................90
6.4.6.3 Concentração de produtos e auxiliares .................................................... 90
6.4.6.4 Cálculo de produtos utilizados .................................................................. 91
6.4.7 Parâmetros de controle dos processos .................................................... 91
6.4.8 Cálculos de produção ............................................................................... 91
6.5 ESTAMPARIA ROTATIVA ........................................................................ 92
6.5.1 Memorial Descritivo .................................................................................. 92
6.5.2 Processo de estamparia rotativa .............................................................. 93
6.5.3 Descrição do processo de estamparia rotativa ......................................... 94
6.5.3.1 Criação do Padrão.................................................................................... 94
6.5.3.2 Seleção de Cores ..................................................................................... 95
6.5.3.3 Gravação dos Cilindros ............................................................................ 95
6.5.3.4 Preparação do artigo ................................................................................ 95
6.5.3.5 Estampagem ............................................................................................ 95
6.5.4 Equipamentos........................................................................................... 96
6.5.5 Cozinha de Produtos da Estamparia ........................................................ 97
6.5.6 Pasta de Estampagem ............................................................................. 98
6.5.7 Produtos e Auxiliares da Pasta ................................................................ 98
6.5.7.1 Produtos ................................................................................................... 99
6.5.7.1.1 Água .................................................................................................................................99
6.5.7.1.2 Pigmento .........................................................................................................................99
6.5.7.2 Auxiliares .................................................................................................. 99
6.5.7.2.1 Ligantes ...........................................................................................................................99
6.5.7.2.2 Espessantes ..................................................................................................................99
6.5.7.2.3 Estabilizador de pH ...................................................................................................100
6.5.8 Cálculos de Consumo da Pasta ............................................................. 100
6.5.9 Parâmetros de controle dos processos .................................................. 101
6.5.10 Cálculos de produção ............................................................................. 102
6.6 REVISÃO, EMBALAGEM E EXPEDIÇÃO DOS TECIDOS ACABADOS .................... 102
6.6.1 Equipamentos Auxiliares ........................................................................ 103

7 SETORES DE APOIO ........................................................................................ 105

7.1 PPCP...................................................................................................... 105


7.2 QUALIDADE ........................................................................................... 107
7.2.1 Controle de qualidade ............................................................................ 108
7.2.1.1 Equipamentos do laboratório de controle de qualidade .......................... 109
7.2.1.1.1 Lupa conta fios ............................................................................................................109
7.2.1.1.2 Aspas .............................................................................................................................109
7.2.1.1.3 Abrasímetro Martindale ............................................................................................110
7.2.1.1.4 Tensiômetro eletrônico .............................................................................................110
7.2.1.1.5 Balança Analítica........................................................................................................110
7.2.1.1.6 Cabine de luz...............................................................................................................111
7.2.1.1.7 Colorímetro ..................................................................................................................111
7.2.1.1.8 Cortador circular .........................................................................................................111
7.2.1.1.9 Crockmeter ...................................................................................................................112
7.2.1.1.10 Escala de Cinza ..........................................................................................................112
7.2.1.1.11 Máquina de canecas .................................................................................................112
7.2.1.1.12 Perspirômetro. .............................................................................................................113
7.2.1.1.13 pHmetro.........................................................................................................................113
7.2.2 Política de qualidade .............................................................................. 113
7.2.3 Gestão da Qualidade.............................................................................. 114
7.3 MANUTENÇÃO ...................................................................................... 115
7.3.1 Manutenção corretiva ............................................................................. 115
7.3.2 Manutenção preventiva .......................................................................... 116
7.3.3 Manutenção preditiva ............................................................................. 116
7.3.4 Gestão da manutenção .......................................................................... 117
7.4 SEGURANÇA DO TRABALHO............................................................... 118

8 UTILIDADES ...................................................................................................... 121

8.1 ILUMINAÇÃO ......................................................................................... 121


8.1.1 Índice de Iluminamento de Interiores ...................................................... 121
8.1.2 Lâmpadas ............................................................................................... 122
8.1.3 Luminárias .............................................................................................. 123
8.1.4 Dimensionamento de Lâmpadas e Luminárias ...................................... 124
8.1.4.1 Método Ponto a Ponto ............................................................................ 124
8.1.4.2 Dimensionamento dos ambientes da Vienense Têxtil ............................ 126
8.2 ENERGIA ............................................................................................... 133
8.2.1 Demanda de Energia da Empresa ......................................................... 134
8.3 COMBATE AO INCÊNDIO ..................................................................... 137
8.4 CLIMATIZAÇÃO ..................................................................................... 141
8.4.1 Sistema por Exaustão ............................................................................ 142
8.4.2 Sistema de Ventilação Adiabática .......................................................... 143
8.4.3 Sistema de Ar Condicionado .................................................................. 143
8.4.4 Controle de Temperatura, Umidade e Gramatura .................................. 143
8.4.5 Cálculos .................................................................................................. 144
8.4.5.1 Calor Gerado por Pessoas no Ambiente ................................................ 144
8.4.5.2 Calor Dissipado pelos Motores ............................................................... 145
8.4.5.3 Calor Gerado Pela Iluminação ............................................................... 146
8.4.5.4 Calor Gerado pela Insolação do Telhado ............................................... 148
8.4.5.5 Calor Dissipado para o Ambiente pelo Vapor ......................................... 149
8.4.6 Carga Térmica Total ............................................................................... 150
8.4.7 Volume de Ar no Ambiente ..................................................................... 151
8.4.8 Cálculo de Massa de Ar ......................................................................... 153
8.4.9 Quantidade de Calor Retirada na Troca ................................................. 154
8.4.10 Número de Trocas de Ar ........................................................................ 156
8.4.11 Número de Centrais ............................................................................... 157
8.4.12 Número de Exaustores ........................................................................... 159
8.4.13 Cálculo de BTU ...................................................................................... 160
8.4.14 Número de Ar Condicionado .................................................................. 161
8.5 SISTEMA DE VAPOR............................................................................. 162
8.5.1 Dados Técnicos da Caldeira e Consumo Total de Vapor ....................... 163
8.5.2 Dimensionamento das Linhas de Distribuição de Vapor ........................ 163
8.5.2.1 Diâmetro das Linhas Principais .............................................................. 163
8.5.2.2 Massa de condensado formada ............................................................. 164
8.5.2.3 Diâmetro da linha principal do condensador .......................................... 165
8.5.2.4 Determinação do diâmetro das linhas secundárias ................................ 165
8.5.2.5 Massa do condensado formado da linha secundária ............................. 166
8.5.2.6 Diâmetro das linhas secundárias do condensado .................................. 167
8.6 AR COMPRIMIDO .................................................................................. 168
8.6.1 Compressor Utilizado ............................................................................. 168
8.6.2 Equipamentos Utilizados ........................................................................ 168
8.6.3 Dados dos Equipamentos ...................................................................... 169
8.6.4 Consumo de Ar Comprimido .................................................................. 170
8.6.5 Dimensionamento das Tubulações de Ar Comprimido ........................... 171
8.6.5.1 Diâmetro da Tubulação principal de Ar Comprimido .............................. 171
8.6.5.2 Diâmetro na tubulação secundária de Ar Comprimido ........................... 172
8.7 SISTEMA DE ÁGUA ............................................................................... 173
8.7.1 Fluxograma da Distribuição de Água...................................................... 174
8.7.2 Descrição do Fluxograma ....................................................................... 174
8.7.2.1 Poço artesiano........................................................................................ 174
8.7.2.2 Cisterna .................................................................................................. 174
8.7.2.3 Caixa D’ Água Primária .......................................................................... 174
8.7.2.4 Combate a Incêndio ............................................................................... 175
8.7.2.5 Processo Industrial ................................................................................. 175
8.7.2.6 Abrandador ............................................................................................. 175
8.7.2.7 Caldeira .................................................................................................. 175
8.7.2.8 Cloração ................................................................................................. 175
8.7.2.9 Caixa D’ Água Secundária ..................................................................... 175
8.7.2.10 Consumo Humano.................................................................................. 176
8.7.2.11 Fossa Séptica ......................................................................................... 176
8.7.2.12 ETE ........................................................................................................ 176
8.7.3 Cálculos para o Sistema de Água .......................................................... 176
8.7.3.1 Combate a Incêndio ............................................................................... 176
8.7.3.1.1 Altura do reservatório de combate a incêndio ...................................................176
8.7.3.2 Processos Industriais ............................................................................. 177
8.7.3.2.1 Altura do reservatório para os processos industriais ......................................178
8.7.3.3 Consumo Humano.................................................................................. 178
8.7.3.3.1 Altura do reservatório para consumo humano ..................................................178
8.7.3.4 Volume total da caixa d’água ................................................................. 179
8.7.3.5 Dimensionamento da tubulação de água ............................................... 179

9 PLANO DE RESÍDUOS ..................................................................................... 181

9.1 ESTAÇÃO DE TRATAMENTO DE EFLUENTES.................................... 182


9.1.1 Descrição do fluxograma ........................................................................ 184

10 CUSTO E ANÁLISE DE VIABILIDADE ECONÔMICA .................................... 186


11 LAYOUT E PLANTA BAIXA DE LOCALIZAÇÃO ........................................... 187
12 CONCLUSÃO ................................................................................................... 188
13 CATÁLOGOS ................................................................................................... 189
REFERÊNCIAS ....................................................................................................... 190
20

1 EMPRESA

1.1 MEMORIAL DESCRITIVO

A empresa Vienense Têxtil é projetada para entrar no mercado de forma


competitiva, produzindo tecidos planos com qualidade garantida para seus clientes,
desde a escolha de seus fornecedores até o produto final. Sua capacidade produtiva
inicial será estimada em 300.000 metros de tecido plano ao mês, de composição
100% algodão, trabalhando com diferentes títulos e gramaturas para uma maior
gama de aplicações possíveis, proporcionada aos seus consumidores. A empresa
ainda contará com uma estrutura passível de ampliações, para futuramente suprir
uma demanda maior.
Para garantir um portfólio variado de aplicações, a empresa possuirá
processos de beneficiamento têxtil, envolvendo tingimento e estamparia, que
agregarão maior valor aos tecidos. Com isso, os artigos ofertados serão
disponibilizados de acordo com o mercado, podendo ser tintos ou estampados.
A produção será totalmente planejada para atender as mais variadas
aplicações, abrangendo desde a linha têxtil lar, com roupas de cama e mesa, até o
segmento de confecção, como por exemplo, para camisaria e uniformes.
Os tecidos serão fabricados em larguras de 2,80 metros, assim os clientes
poderão confeccionar artigos para cama e mesa dos mais variados tamanhos. Além
disso, a empresa trabalhará com fios penteados, proporcionando um artigo final de
qualidade e garantindo um bom caimento quando utilizados na confecção de roupas.

1.2 LOCALIZAÇÃO

A escolha de uma boa localização é muito complexa em decorrência de


diversas variáveis interrelacionadas que devem ser consideradas. Geralmente, são
levantados critérios qualitativos e quantitativos, começando pela escolha de se
estabelecer em uma única ou em múltiplas instalações. Para isso, foram
desenvolvidos diversos métodos de análise.
Moreira (1990) considera que a questão da localização diz respeito à escolha
de um ou mais locais dentre uma série de outros possíveis, que servirão de pontos
de oferta de determinados tipos de “serviços” para atender à demanda de outro
21

conjunto de pontos, buscando a localização que melhor se adéqua à logística da


empresa e obedecendo às restrições impostas à mesma. Segundo Ballou (2006), os
custos e a distância de transporte têm sido os parâmetros mais utilizados nos
estudos sobre a seleção dos locais e das facilidades, principalmente, dos centros de
distribuição.
Um dos métodos mais utilizados para a definição da localização de uma
empresa é o Centro de Gravidade, que relaciona as localizações de fornecedores e
da empresa em análise, de modo que a mesma fique localizada o mais próxima
possível de todos eles, diminuindo os custos de transporte. No caso da Vienense
Têxtil, será levada em consideração a localização dos fornecedores de fios, goma,
corantes e demais produtos químicos utilizados em sua produção, considerando as
quantidades mensais fornecidas pelos mesmos.

1.2.1 Escolha do Local

Como primeiro passo para a escolha do local, foi estipulado um volume


médio de matéria-prima fornecida por cada fiação à Vienense Têxtil, assim como
para os demais fornecedores de produtos auxiliares. A Tabela 1 apresenta qual a
quantidade de fio que cada fiação irá fornecer mensalmente à Vienense Têxtil.

Tabela 1 - Quantidade de Fios para cada Fornecedor.


Fornecedor Quantidade (Kg)
Toyobo 18.000
Cocamar 20.000
Norfil 13.194
Daiwa do Brasil 24.083,68
Nissimbo do Brasil 15.000
Incofios 13.195,12
Fonte: Autoras (2015).

As demais empresas são indústrias químicas, e irão fornecer os produtos


que possibilitarão a realização de todo o beneficiamento da Vienense Têxtil. A
Tabela 2 apresenta o valor total, em Kg, de todos os produtos e suas respectivas
empresas fornecedoras. No beneficiamento, diversos fornecedores trabalharão com
a empresa projetada, à exemplo da Êxodo Científica, fornecedora de Peróxido de
Hidrogênio; a Nalgon, irá fornecer Hidróxido de Sódio; a Golden Química fornecerá
detergente umectante, sequestrante, estabilizador, corante reativo, antiespumante,
agente de ensaboamento e estabilizador de pH (para a estamparia); a Aliança
22

Química fornecerá cloreto de sódio, barrilha e goma para a tecelagem; a Tremembé


será fornecedora de dispersante e sequestrante para o tingimento; a Sintequímica
fornecerá, para o setor de estamparia, pigmentos, espessante e cola ligante.

Tabela 2 - Quantidade de total produtos auxiliares por fornecedor


Fornecedor Quantidade Total (kg)
Êxodo Científica 3.556,14
Nalgon 9.652,38
Golden Química 6.617,825
Aliança Química 10.564,498
Tremembé 437,457
Sintequímica 3.678,3
Fonte: Autoras (2015).

Todos estes valores serão considerados como pesos de importância que


cada fornecedor terá em relação à escolha da localização da Vienense Têxtil, assim
como suas coordenadas, sendo a coordenada x a latitude e a y sua longitude,
visando à diminuição de custos do frete de insumos. A localização dos potenciais
clientes da empresa não será considerada, pelo fato de serem produzidos tecidos
que podem ser consumido por qualquer mercado, independente de sua localização,
sendo assim, a Vienense Têxtil poderá ter clientes tanto os mais próximos quanto os
mais distantes de sua unidade fabril. As coordenadas de todas as empresas
fornecedoras estão apresentadas na Tabela 3 a seguir.

Tabela 3 - Coordenadas dos fornecedores.


Fornecedor Latitude Longitude
Toyobo -22,7213899 -47,3387317
Cocamar -23,4141218 -51,9406040
Norfil -7,1948347 -34,9389089
Daiwa do Brasil -18,8622942 -48,2779715
Nissimbo do Brasil -23,6162840 -48,0498490
Incofios -26,8857819 -49,2453971
Êxodo Científica -22,8502500 -47,2179318
Nalgon -23,1559403 -47,0498872
Golden Química -25,3287880 -49,2211680
Aliança Química -23,5876460 -51,5499476
Tremembé -22,969709 -45,555435
Sintequímica -23,3612149 -46,7423756
Fonte: Autoras (2015).

Para calcular as coordenadas x e y da Vienense Têxtil, utilizaremos as


Equações 1 e 2 a seguir.

Eq. (1)
23

Eq. (2)

Sendo:
Cx = Coordenada x do centro de gravidade (empresa);
Cy = Coordenada y do centro de gravidade (empresa);
= Coordenada x do iésimo local (fornecedor);
= Coordenada y do iésimo local (fornecedor);
Vi = Volume de bens movimentados do iésimo local para o centro de gravidade;

Sendo assim, as coordenadas encontradas para a Vienense Têxtil são:

Essas coordenadas resultam nas proximidades da cidade de São Simão, no


estado de São Paulo. Esta cidade tem uma área de 617.252km² com uma população
de 14.346 habitantes, segundo dados do IBGE (2014). Essa densidade demográfica
faz com que a cidade não se torne atrativa para instalações da empresa aqui
projetada, já que a quantidade de mão de obra qualificada é reduzida. Contudo, São
Simão se encontra a 45 km de Ribeirão Preto, que possui maior população, ótima
cultura industrial e instituições de ensino médio e superior. Sendo assim, esta é a
cidade escolhida para a localização da Vienense Têxtil.

1.2.1.1 Características do Município e Escolha do Terreno

Segundo o IBGE (2014), Ribeirão Preto tem 666.323 habitantes, estimados


para o ano de 2015, onde a maioria se encontra entre 20 e 34 anos. O município
possui 650.916 km² de área e o bioma em que se encontra é o cerrado, cujas
estações são bem definidas, uma bastante chuvosa e outra seca.
A cidade possui 75 escolas de nível médio e 4 universidades de expressão
na região, sendo elas o Centro Universitário Barão de Mauá, Universidade de
Ribeirão Preto, Sistema COC de Educação e Comunicação e Centro Universitário
UniSEB Interativo, além de universidades de menor porte (MUNDO VESTIBULAR,
2015). Segundo o Plano Diretor de Ribeirão Preto (2014), a cidade possui 107.655
24

pessoas com ensino médio completo e 79.951 pessoas com ensino superior
completo, sendo essas com 25 anos de idade ou mais. Logo é possível concluir que
a cidade dispõe de mão de obra qualificada para todas as atividades da empresa.
O Parque Industrial Avelino Alves Palma se encontra próximo ao Rio Pardo,
que é um dos rios que banha a cidade. A Vienense Têxtil portanto se localizará
neste parque industrial, devido à seu fácil acesso à Rodovia SP 328 (Anel Viário),
que liga Ribeirão Preto à cidades como Jundiaí, Campinas, Americana e São Paulo,
cidades consideradas potenciais para o mercado consumidor. A Figura 1 apresenta
o terreno escolhido para instalação da empresa.

Figura 1: Terreno para instalação da Vienense Têxtil.


Fonte: Google Maps (2015).

1.3 LOGÍSTICA
A empresa Vienense Têxtil contará com sistemas logísticos para uma melhor
gestão de aquisição, movimentação e armazenagem de produtos internos, assim
como expedição e transporte de produtos externos, desde a obtenção de materiais,
sua estocagem, movimentação, acondicionamento, processamento, etiquetagem,
separação, faturamento, carregamento e entrega.
25

O sistema utilizado obedecerá à logística integrada, onde os processos


serão interligados para assim otimizá-los. A partir do princípio fundamental da
logística, serão entregues os produtos certos no local e momento certos, com as
condições e custos adequados. Para tanto, a empresa contará com duas
plataformas de acesso externo, sendo uma para o recebimento de fios e outra para
expedição de tecido acabado, além de três plataformas internas, sendo uma para
expedição de tecido cru, a segunda para expedição de tecidos beneficiados, a
terceira para tecidos tintos e estampados.
A empresa contará com carrinhos manuais, pallets e empilhadeiras que
facilitarão a movimentação de fios e tecidos, assim como os demais insumos
necessários nos processos da fábrica, tornando-o mais rápido e ágil para os
colaboradores.
Para o transporte dos produtos acabados da Vienense Têxtil, serão
contratadas transportadoras que cobrarão seu serviço a partir do peso, cubagem e
valor do produto, além de considerar a distância percorrida. Todos estes processos
de transportes terceirizados serão acompanhados pela empresa para garantir que
os produtos sejam entregues de forma satisfatória, tendo o apoio de um sistema de
controle de qualidade para a classificação das mesmas, melhorando assim a
seleção de quais empresas serão contratadas, segundo as condições em que o
produto chega ao cliente, verificadas pelo pós venda, e também pelo atendimento de
prazos de entrega.

1.4 SISTEMA VIÁRIO

1.4.1 Sistema Rodoviário

A cidade de Ribeirão Preto possui acesso a diversas rodovias que a ligam à


importantes cidades de todo o país, e estão listadas a seguir (RIBEIRÃO PRETO,
2015):
 SP 330: liga a cidade à capital do estado, São Paulo;
 BR 265: liga a cidade à Belo Horizonte e à São José do Rio Preto;
 SP 334: liga Ribeirão Preto à Franca;
 Anel Viário (SP 328): liga a cidade à diversas outras, como Campinas,
Americana, Jundiaí e também São Paulo;
26

 SP 333: liga a cidade à região norte do Paraná;


 BR 116: faz a conexão entre Ribeirão Preto e Santa Catarina e também à
região nordeste do país.

1.4.2 Sistema Aeroviário

Segundo a DAESP (2013), a cidade de Ribeirão Preto conta com um


aeroporto, o Aeroporto Estadual Dr. Leite Lopes, cuja capacidade é de 29
aeronaves, divididas entre modelos cargueiros e para transporte de passageiros. O
mesmo fica localizado na Av. Thomaz Alberto Whately, s/n, no Parque Coronel Quito
Junqueira, funcionando 24 horas por dia.
A pista tem 2.100 metros de comprimento por 45 metros de largura, além de
possuir dois pátios, o primeiro com 150 metros de comprimento e 138 metros de
largura e o segundo com 150 metros de comprimento e 120 metros de largura. As
empresas presentes no aeroporto são TAM, Passaredo e Azul Linhas Aéreas, que
além de realizarem o transporte de passageiros, também disponibilizam serviços de
frete de cargas.

1.5 ECONOMIA

Conforme apresentado pelo site da prefeitura, a cidade possui forte influência


econômica em sua região, fazendo com que suas atividades alcancem municípios
como Franca, Barretos e São Carlos. Por conta dessa proximidade, a mão de obra
qualificada de outras cidades pode ser utilizada também em Ribeirão. Pode-se dizer,
portanto, que Ribeirão Preto é o centro de uma região privilegiada em aspectos
econômicos (RIBEIRÃO PRETO, 2015).
Segundo o IBGE (2014), no ano de 2014 o PIB da indústria na cidade de
Ribeirão Preto foi de R$2.798.759,00 enquanto o de serviços foi de
R$14.963.559,00. A receita da cidade neste mesmo ano foi de R$1.975.303,00,
enquanto as despesas alcançaram R$1.982.163,00.
A maior potência econômica da cidade é a agricultura, já que o clima, o solo e
o alto índice de rendimento de culturas diversas são favoráveis para este mercado.
Destacam-se os cultivos de soja, laranja, amendoim e cana-de-açúcar, sendo a
última responsável pelo título da cidade de maior produtora mundial de álcool e
27

açúcar. Outros setores que se destacam na cidade são os de alimentos, ração,


fertilizantes, farmacêuticos e médicos-odontológicos (RIBEIRÃO PRETO, 2015).

1.6 ENCARGOS SOCIAIS

Segundo a Lei 10243/2001, encargos sociais são todas as taxas pagas por
empresas para contribuir com o beneficiamento indireto do trabalhador, que podem
incluir o INSS, o PSS, FGTS e/ou o PIS. Tais encargos são incidentes sobre a folha
de pagamento, com origem na CLT, em leis específicas e nas Convenções Coletivas
de Trabalho. As Convenções Coletivas de Trabalho determinam os procedimentos a
serem adotados tanto por empregadores como por empregados, além de definir
quais benefícios serão pagos aos trabalhadores (SINAPI, 2014).
Existem quatro grupos principais para a definição de encargo social que a
empresa deverá pagar para seus trabalhadores. São eles:

 Grupo A: Encargos sociais básicos, como Previdência Social, Seguro


Contra Acidente de Trabalho, Salário Educação e Fundo de Garantia do
Tempo de Serviço. Ou ainda aqueles que arrecadam fundos para
instituições de caráter público, como INCRA, SESI, SENAI ou SEBRAE;
 Grupo B: Encargos que são concedidos ao trabalhador sem que haja a
realização da atividade correspondente, como repouso semanal
remunerado, férias e 13º salário;
 Grupo C: Encargos sociais devido à ocorrência de demissão, aviso prévio
ou férias vencidas;
 Grupo D: Reincidência de um grupo sobre outro.

Como toda a mão de obra da empresa será mensalista, as taxas serão da


categoria mensalista sem desoneração, vigentes a partir de abril de 2015, para o
estado de São Paulo. Sendo assim, a Tabela 4 abaixo apresenta os encargos que
serão pagos pela Vienense Têxtil, suas taxas e qual o grupo pertencente de cada
um.
28

Tabela 4 - Valores dos encargos sociais.


Encargo Social Taxa Grupo
INSS 20% A
SESI 1,5% A
SENAI 1% A
SEBRAE 0,6% A
Salário Educação 2,5% A
Seguro Contra Acidentes de Trabalho 3% A
FGTS 8% A
Total Grupo A 36,6%
Auxílio Enfermidade 0,69% B
13º Salário 8,33% B
Licença Paternidade 0,06% B
Auxílio Acidentes de Trabalho 0,09% B
Férias 7,29% B
Salário Maternidade 0,02% B
Total Grupo B 16,48%
Aviso Prévio Trabalhado 0,11% C
Total Grupo C 0,11%
Fonte: SINAPI (2014).

Para os trabalhadores do turno 3 será também fornecido o adicional por


trabalho noturno de 20% sobre seu salário, assim como para aqueles que
desempenharem tarefas de risco, com adicional de também 20% sobre o salário,
totalizando em 40% de encargos para estes casos excepcionais.

1.7 MISSÃO

A Vienense Têxtil preza pela produção de tecidos planos de qualidade, total


satisfação dos clientes e ótimas condições de trabalho aos seus colaboradores, com
um ambiente favorável à expansão profissional e pessoal.

1.8 VISÃO

Estar presente entre as melhores empresas produtoras de tecidos planos do


país, tornando-se referência quanto à qualidade e variedade de seus produtos.

1.9 VALORES

A empresa Vienense Têxtil se compromete aos princípios de:

 Ética;
 Transparência;
29

 Responsabilidade social e ambiental;


 Integridade;
 Geração de valor.
30

2 PESQUISA DE MERCADO

A Vienense Têxtil será uma empresa que fornecerá a seus clientes tecidos
planos 100% algodão, submetidos ao processo de beneficiamento primário para
posterior tingimento ou estamparia. A tecelagem irá trabalhar com fios penteados de
títulos de Ne 30/1 e Ne 40/1, tendo como objetivo produzir artigos diversificados que
possam contemplar uma vasta gama de clientes e aplicações.
Os tecidos produzidos pela empresa serão de construção tela, com a leveza
e a resistência do algodão penteado mercerizado. A Vienense Têxtil atenderá a um
mercado sofisticado e exigente em tecidos leves, especialmente nos segmentos de
camisaria e uniformes em geral. O tingimento e a estamparia agregarão valor e
diversificação aos produtos, que atenderão também os setores de cama, mesa,
decoração e artesanato.
Segundo dados do Brasil Têxtil (2014), a produção nacional total de tecidos
planos no ano de 2013 foi de aproximadamente 772.213 ton/ano, a Vienense Têxtil
terá um volume de produção de 1.219,248 ton/ano, correspondendo a 0,15% do
mercado nacional. A Figura 2 exemplifica a posição da Vienense Têxtil em relação
às demais empresas produtoras de tecido plano no Brasil.

Demais Tecelagens Vienense Têxtil

0,15%

99,85%

Figura 2: Posição da Vienense Têxtil no mercado nacional.


Fonte: Autoras (2015).

2.1 MERCADO CONCORRENTE

A Vienense Têxtil terá como concorrentes indústrias atuantes nos setores de


tecelagem, beneficiamento e estamparia e competirá com empresas de pequeno e
médio porte.
31

Sendo esse mercado concorrente constituído por empresas como a


Tecelagem Lorena (SP), Tecelagem Chuahy (SP), Fiação e Tecelagem São Geraldo
Ltda (MG), Santa Clara Tecidos (PR), Giro Têxtil Tecidos (SP), Primor Estamparia e
Tinturaria (SP), Benex (SC), Trama Z (SC), Têxtil Cristina (SC), Arval
Beneficiamentos Têxteis (SC).

2.2 MERCADO CONSUMIDOR

O mercado consumidor será constituído por indústrias de confecção e


comércios varejistas de tecidos. Lojas do ramo como GJ. Tecidos Ltda (SP), Casa
Pinto (RJ), Casas Loanda (PR) e Center Fabril (SP) poderão comercializar nossos
tecidos para as mais diversas aplicações, enquanto indústrias de confecções como
CelmeLtda (PR), Vision Uniformes (SC), Confecções Titia Uniformes (MS), Favarossi
Confecções (SP), entre outras, que poderão adquirir tecidos de qualidade para a
produção de seus artigos de vestuário.

2.3 MERCADO FORNECEDOR

A matéria-prima utilizada na empresa será destinada aos setores de


tecelagem, beneficiamento primário, tingimento e estamparia, e será fornecida por
empresas conceituadas e de alta qualidade.
Para a tecelagem, os fornecedores de fios 30 e 40 Ne serão Toyobo do
Brasil (Americana/SP), Norfil (João Pessoa/PB), Cocamar (Maringá/PR), Nisshinbo
do Brasil (São Paulo/SP), Daiwa do Brasil (Uberlândia/MG) e Incofios (Indaial/SC).
Na etapa de beneficiamento primário e secundário, os produtos químicos
utilizados serão provenientes dos seguintes fornecedores: Aliança Química
(Apucarana/PR), Êxodo Científica (Hortolândia/SP), Golden Química (Potim/SP),
Nalgon (Itapeva/SP), Tremembé (Tremembé/SP) e Sintequímica (Caieiras/SP).
32

3 SETOR ADMINISTRATIVO

3.1 TURNOS DE TRABALHO

A Vienense Têxtil terá sua produção subdividida em 5 turnos, sendo que um


corresponderá ao turno comercial, enquanto os demais atenderão aos setores
produtivos. Desse modo, uma parcela do setor fabril funcionará 24 horas por dia, 30
dias por mês, com exceção aos feriados nacionais. Por sua vez, o setor
administrativo trabalhará de segunda a sexta em horário comercial. Os turnos de
trabalho serão divididos conforme a Tabela 5.

Tabela 5 - Horário de Funcionamento.


Turno Horário
Comercial 08h00min às 12h00min
13h00min às 17h48min
1 (5x1) 05h00min às 13h40min
2 (5x1) 13h30min às 22h00min
3 (5x1) 21h50min às 05h00min
12 x 36 (A e C) 07h00min às 19h00min
(B e D) 19h00min às 07h00min
Fonte: Autoras (2015).

3.1.1 Turno Comercial

Os colaboradores do turno comercial irão trabalhar de segunda à sexta-feira,


das 08h00min às 12h00min e das 13h00min às 17h48min, sendo os mesmos
contemplados com um intervalo de 1 hora para o almoço, totalizando 44 horas
semanais.

3.1.2 Turno 1, 2 e 3

Os turnos 1, 2 e 3, correspondentes a uma parcela do setor produtivo,


adotarão a implantação da escala de trabalho 5x1, no qual os colaboradores têm
direito a um dia de folga depois de cinco dias de trabalho, independente de sábados,
domingos ou feriados. Durante esse dia de folga, os mesmos serão substituídos
pelos folguistas.
Todos terão direito à uma hora de almoço, onde será realizada uma escala
entre os presentes no setor produtivo, para que a produção da fábrica não pare. Os
colaboradores alocados para trabalharem no turno 3 terão direito a 20% de adicional
33

noturno, assim como aqueles que desempenharem tarefas em locais de risco, que
também serão beneficiados com 20% de adicional de periculosidade.

3.1.3 Turno 12x36

O turno 12x36 será empregado aos cargos de porteiro, eletricista, mecânico


e encarregado de tecelão, devido à necessidade de haver apenas um funcionário de
cada cargo em determinado período do dia. Nesse tipo de turno, os colaboradores
têm direito a 36 horas de folga depois de 12 horas trabalhadas, independente de
sábados, domingos ou feriados. Durante esse período, os mesmos serão
substituídos pelos funcionários do turno seguinte.
Sendo que os funcionários alocados para trabalhar nos turnos A e C
trabalharão das 7h00min as 19h00min e os colaboradores alocados para
trabalharem no turno do período das 19h00min às 07h00min (B e D) terão direito a
20% de adicional noturno.

3.2 MÃO DE OBRA

Os setores da Vienense Têxtil serão compostos por profissionais de diversos


segmentos, conforme exposto no organograma da empresa, apresentado na Figura
3 a seguir.
34

Diretor

Gerente
Gerente Gerente
Administrativo /
Comercial Industrial
Financeiro

Coordenador Coordenador Coordenador Equipe de Equipe de Equipe de Supervisor de Supervisor de Supervisor de Supervisor de Técnico de
Financeiro de RH Administrativo Compras Vendas Marketing Produção Qualidade Manutenção PPCP Segurança no
Trabalho

Auxiliar Encarregado de Representantes Encarregado de Analista de Operador de Operador de


Auxiliar de RH Encarregado de Encarregado de Encarregado do Encarregado de Desenvolviment Programador
Fincanceiro Almoxarifado Comerciais Embalagem e ETA ETE Mecânico
Serviços Gerais Tecelagem Beneficiamento I e II Laboratório de PPCP
Expedição o de Produto

Almoxarife Eletricista Auxiliar de


Zelador Operador de Operador de Operador da Revisador de Operador de Laboratorísta
Embalador Expedidor PPCP
Tear Urdideira Engomadeira Tecidos Beneficiamento I

Técnico em
Porteiro Auxiliar de Auxiliar de Colorísta Eletrônica
Tecelagem Operador de Embalagem
Beneficiamento II
Mecânico de
Motorista Manutenção
Revisador de
produto
acabado Eletricista de
Copeiro Manutenção

Operador de
empilhadeira

Recepcionista

Operador de
Caldeira

Figura 3: Organograma Vienense Têxtil.


Fonte Autoras (2015)
35

A distribuição da quantidade de funcionários por turno e folguistas, bem


como o sistema utilizado está apresentada na Tabela 6 abaixo:

Tabela 6 - Distribuição de funcionários por turno de trabalho.


Cargo Turno Turno Turno Turno Folguista Turno
Comercial 1 2 3 12x36
Diretor 1 0 0 0 0 0
Gerente Administrativo/Financeiro 1 0 0 0 0 0
Coordenador Financeiro 1 0 0 0 0 0
Auxiliar Financeiro 2 0 0 0 0 0
Coordenador de RH 1 0 0 0 0 0
Auxiliar de RH 1 0 0 0 0 0
Coordenador Administrativo 1 0 0 0 0 0
Encarregado de Almoxarifado 1 0 0 0 0 0
Almoxarife 6 0 0 0 0 0
Encarregado de Serviços Gerais 1 0 0 0 0 0
Zelador 0 1 1 1 0 0
Porteiro 0 0 0 0 0 4
Motorista 2 0 0 0 0 0
Copeiro 2 0 0 0 0 0
Operador de Empilhadeira 2 0 0 0 0 0
Recepcionista 1 0 0 0 0 0
Operador de Caldeira 0 0 0 0 0 2
Gerente Comercial 1 0 0 0 0 0
Equipe de Compras 2 0 0 0 0 0
Equipe de Vendas 3 0 0 0 0 0
Representante Comercial 6 0 0 0 0 0
Equipe de Marketing 2 0 0 0 0 0
Gerente Industrial 1 0 0 0 0 0
Supervisor de Produção 1 0 0 0 0 0
Encarregado de Tecelagem 0 0 0 0 0 4
Operador de Tear 0 6 6 6 1 0
Auxiliar de Tecelagem 0 3 3 3 1 0
Operador de Urdideira 1 0 0 0 0 0
Operador da Engomadeira 1 0 0 0 0 0
Revisador de Tecido Plano 1 0 0 0 0 0
Encarregado de Beneficiamento I e II 1 0 0 0 0 0
Operador de Beneficiamento I 1 0 0 0 0 0
Operador de Beneficiamento II 2 0 0 0 0 0
Revisador de Produto Acabado 1 0 0 0 0 0
Encarregado de Embalagem e 1 0 0 0 0 0
Expedição
Embalador 1 0 0 0 0 0
Auxiliar de Embalagem 1 0 0 0 0 0
Expedidor 2 0 0 0 0 0
Supervisor de Qualidade 1 0 0 0 0 0
Encarregado de Laboratório 1 0 0 0 0 0
Laboratorista 2 0 0 0 0 0
Colorista 1 0 0 0 0 0
Analista de Desenvolvimento de 1 0 0 0 0 0
Produto
Supervisor de Manutenção 1 0 0 0 0 0
(continua)
36

(conclusão)
Cargo Turno Turno Turno Turno Folguista Turno
Comercial 1 2 3 12x36
Mecânico 0 0 0 0 0 4
Mecânico de Manutenção 2 0 0 0 0 0
Eletricista 0 0 0 0 0 4
Eletricista de Manutenção 2 0 0 0 0 0
Técnico em Eletrônica 1 0 0 0 0 0
Supervisor de PPCP 1 0 0 0 0 0
Programador de PPCP 3 0 0 0 0 0
Auxiliar de PPCP 3 0 0 0 0 0
Operador de ETA 1 0 0 0 0 0
Operador de ETE 1 0 0 0 0 0
Técnico de Segurança no Trabalho 1 0 0 0 0 0
Fonte: Autoras (2015).

Dessa forma, a Vienense Têxtil contará com 124 colaboradores.

3.2.1 Descrição da mão de obra

Cada cargo e suas respectivas responsabilidades estão descritas a seguir e


foram embasadas pela Infojobs (2015), Catho (2015) e Manager (2015):

3.2.1.1 Diretor

 Conduzir a elaboração e execução dos planos estratégicos e


operacionais, em todas as áreas da empresa, visando a assegurar o seu
desenvolvimento, crescimento e continuidade;
 Definir as políticas e objetivos específicos de cada área, coordenando a
execução dos respectivos planos de ação, facilitando e integrando o
trabalho das equipes, visando a otimizar os esforços para a consecução
dos objetivos da empresa;
 Identificar oportunidades, avaliar a viabilidade e fazer recomendações
sobre novos investimentos ou desenvolvimento de novos negócios,
visando a garantir um retorno adequado aos acionistas e resguardar a
segurança dos ativos da empresa;
 Conduzir os processos de mudanças na cultura da organização, visando
conquistar o engajamento de todos os seus integrantes e garantir a
consolidação de uma cultura organizacional orientada para a contínua
busca da qualidade e de altos padrões de desempenho individual e
coletivo;
37

 Manter contatos com a direção de outras empresas, entidades de classe


e órgãos governamentais, visando a harmonizar esforços que se
traduzam em benefícios para os clientes, o mercado e a comunidade em
geral.

3.2.1.2 Gerente administrativo/financeiro

 Assessorar o processo de planejamento estratégico e construção do


orçamento;
 Gerenciar os processos de contas a pagar, contas a receber, tesouraria,
controladoria e departamento pessoal e administrativos;
 Gerenciar o orçamento mensal de custos e despesas;
 Gerenciar o fluxo de caixa;
 Assessorar a definição de políticas de gestão de pessoas;
 Assessorar e instrumentalizar a diretoria para a tomada de decisões;
 Apresentar relatório de informações gerenciais e cenários futuros da
empresa.

3.2.1.3 Coordenador financeiro

 Coordenar o departamento de orçamento e de relatórios financeiros;


 Participar no processo de planejamento e tomada de decisão para as
finanças de todo o departamento;
 Definir e supervisionar os procedimentos de gestão de tesouraria,
desenvolver e preparar o relatório mensal e anual financeiro para o
funcionamento de empresas;
 Coordenar o processo de orçamento, aconselhar a gerência sobre as
alocações de financiamento da empresa, preparar lançamentos para
ajustar a contabilidade geral;
 Se responsabilizar pela área financeira coordenando e controlando os
processos relacionados à tesouraria, contas a pagar, contas a receber e
folha de pagamento, coletar relatórios de trabalho de todos os associados
e estudá-los para acompanhar a evolução do departamento de finanças;
 Elaborar a execução dos orçamentos e analisar as fontes de renda da
organização;
38

 Sugerir formas de melhorar as fontes produtivas, apoiar os chefes de


departamento em controlar as despesas utilizando os recursos até o seu
limite mais alto.

3.2.1.4 Auxiliar financeiro

 Auxiliar e monitorar as atividades financeiras da empresa;


 Auxilia em atividades da área financeira de controle bancário e de contas,
cuida do fluxo de caixa, das cobranças e investimentos, emissão de
relatórios e de contas a pagar e receber, lançamento de cheques e
organização de documentos;
 Efetuar levantamentos e controles de pouca complexidade relativos aos
registros das transações financeiras necessárias à sua gestão, realizar
conciliação bancária das contas, conferindo os lançamentos de tarifas,
pagamentos e créditos, efetuar a baixa no sistema de controle bancário,
verificando eventuais pendências;
 Realizar os processos de recebimento, verificar casos de inadimplência,
identificando formas de negociação para diminuir o passivo, realizar
relatórios de despesas e emitir notas de mão de obra.

3.2.1.5 Coordenador de recursos humanos

 Coordenar os processos de contratação e demissão, como pagamentos


relativos à lei trabalhista, renovação de contratos e desligamento,
programa de trainee, e processos de aposentadoria;
 Coordenar as atividades relacionadas à observação das leis trabalhistas,
contrato coletivo de trabalho e acordos coletivos com o sindicato das
entidades de classe e regras internas, se atualizando em dia com as
alterações legais, relativas às leis trabalhistas;
 Coordenar o pagamento das atividades relacionadas ao departamento de
pessoal, incluindo salários, comissões, empréstimos, benefícios, entre
outros;
 Preparar a folha de pagamento, verificando que todos os dados foram
colocados corretamente;
39

 Se responsabilizar pelas atividades de descrição, análise e valoração dos


postos de trabalho, preparação de estudos de estrutura organizacional e
pela preparação da revisão salarial;
 Realizar análise e valoração dos postos de trabalho, preparação de
estudos de estrutura organizacional e preparação da revisão salarial.

3.2.1.6 Auxiliar de recursos humanos

 Auxiliar o seu superior nas tarefas envolvidas na organização e controle


de recursos humanos, por meio da definição de normas e políticas, que
visem dotar a empresa de uma força de trabalho qualificada e eficaz;
 Prestar informações aos funcionários da instituição, a respeito de
assuntos relacionados ao trabalho, atuar no processo seletivo;
 Prestar apoio em dinâmica de grupos, dar pareceres sobre os
candidatos, selecionar currículos e contatar candidatos, controlar
contratos temporários, substituições ou aumento de quadro de
funcionários, controlar os vencimentos de contrato por experiência e
transferência dos funcionários de setores;
 Controlar e realizar o contrato de voluntários e encaminhar ao
responsável do setor, conferir folhas de pagamentos e promover
benefícios, tal como férias, para funcionários;
 Supervisionar a rotina do departamento pessoal auxiliando o
coordenador, nas atividades quando solicitado.

3.2.1.7 Coordenador administrativo

 Coordenar as rotinas administrativas, o planejamento estratégico e a


gestão dos recursos organizacionais, sejam estes: materiais, patrimoniais,
financeiros, tecnológicos ou humanos;
 Coordenar à equipe e as atividades, o controle, a análise e o
planejamento do fluxo de atividades e processos da área, desenhar as
políticas e processos criando os fluxos da área;
 Elaborar e implantar procedimentos e políticas administrativas da
empresa, garantir a realização de todas as atividades e operações da
área acompanhando os recebimentos e pagamentos, aprovar
40

pagamentos a partir de análise crítica sobre os dados e valores


envolvidos, acompanhar e analisar todos os indicadores da área e criação
de plano de ação de forma a garantir o alcance das metas;
 Negociar, contratar e acompanhar a execução de serviços gerais e
acompanhar o atendimento aos chamados referentes a demandas
direcionadas à área, através do sistema interno da empresa.

3.2.1.8 Encarregado de almoxarifado

 Coordenar a separação, estocagem e armazenamento de produtos;


 Lançar as informações de chegada, saída e armazenagem do produto ou
mercadoria no sistema;
 Controlar a assiduidade e pontualidade dos funcionários deste setor.

3.2.1.9 Almoxarife

 Receber, movimentar e estocar matérias-primas e produtos;


 Realizar o recebimento e conferência das notas fiscais de entrada dos
materiais adquiridos, verificação da quantidade, descrição e as condições
gerais dos materiais e embalagens.

3.2.1.10 Encarregado de serviços gerais

 Acompanhar os serviços de limpeza;


 Verificar se as equipes estão dimensionadas para o volume de atividades;
 Controlar assiduidade, pontualidade dos funcionários deste setor;
 Controlar os estoques de equipamentos, uniformes e insumos;
 Administrar processos de controle de ponto, atestados, afastamentos
entre outras atividades administrativas;
 Fazer o controle dos funcionários terceirizados, controle de pragas e
retirada do lixo.

3.2.1.11 Zelador

 Realizar serviços de limpeza nos setores administrativos, banheiros,


refeitório e copa.
41

3.2.1.12 Porteiro

 Executar serviços de vigilância e recepção na empresa, baseando-se em


regras de conduta pré determinadas, para assegurar a ordem na unidade
e a segurança de seus ocupantes, de modo a fiscalizar a entrada e saída
de pessoas.

3.2.1.13 Motorista

 Dirigir e manobrar veículos e transportar pessoas, cargas, valores e


outros;
 Realizar verificações e manutenções básicas do veículo e utilizar
equipamentos e dispositivos especiais;
 Operar equipamentos pesados e tratores diversos providos ou não de
implementos.

3.2.1.14 Copeiro

 Organizar o serviço de café para o pessoal da produção, durante reuniões


ou o serviço de coffebreak durante uma inauguração, evento ou
treinamentos.

3.2.1.15 Operador de empilhadeira

 Operar a empilhadeira, retirando os pallets com material de produção e


transportando para o estoque;
 Manter as empilhadeiras em boas condições mecânicas de
funcionamento e solicitar manutenção e abastecimento, quando
necessário.

3.2.1.16 Recepcionista

 Responsável por atender o público, orientar os visitantes e dar


informações;
 Atender ligações telefônicas;
 Controlar a entrada de pessoas na empresa.
42

3.2.1.17 Operador de caldeira

 Operar e controlar o funcionamento das caldeiras e a qualidade da água


trabalhando segundo normas e procedimentos de segurança, a fim de
fornecer vapor para produção de calor ou energia;
 Zelar pela manutenção das tubulações, válvulas, registros, instrumentos e
acessórios, limpando-os, lubrificando-os e substituindo partes danificadas.

3.2.1.18 Gerente comercial

 Negociar interesses com os clientes;


 Gerenciar as atividades de vendas em relação às estratégias e diretrizes
para comercialização dos produtos da empresa, desenvolver estudos
sobre potencial de vendas por região, visando à ampliação do volume de
negócios;
 Atuar na correção e implantação de procedimentos e garantir o
planejamento de como os clientes devem ser atendidos como também a
coordenar os funcionários responsáveis por esse atendimento.

3.2.1.19 Equipe de compras

 Analisar as solicitações de compras;


 Estudar os detalhes técnicos necessários para a compra correta;
coordenando as pesquisas de preços e fornecedores;
 Solicitar testes de qualidade das matérias primas adquiridas;
 Manter contato com outros setores da empresa, gerando relatórios e
estatísticas gerais;
 Elaborar previsões periódicas de compras;
 Aprovar cadastro de fornecedores;
 Efetuar as compras gerais, desde peças, material de fabricação e
materiais de consumo da empresa;
 Acompanhar o pedido, desde a emissão até a chegada das compras na
empresa;
 Controlar o recebimento das solicitações de compras e realizar a
conferência dos valores;
43

 Emitir pedidos, fazer as relações de fornecedores com os produtos,


arquivar e organizar os documentos relacionados as cotações e compras;
 Acompanhar os prazos de entregas e efetuar o cancelamento e
alterações nos pedidos quando necessário.

3.2.1.20 Equipe de vendas

 Realizar pesquisas sobre o mercado consumidor;


 Identificar oportunidades de vendas;
 Supervisionar os contratos de pedidos dos clientes fechados pelos
representantes comerciais;
 Definir preços e prazos de entrega, repassando as informações aos
representantes comerciais.

3.2.1.21 Representante comercial

 Atuar diretamente na área de vendas de produtos da empresa;


 Manter a boa imagem do produto da empresa, fazer visitas periódicas aos
clientes, manter atualizado seu cadastro de clientes;
 Enviar relatórios solicitados à equipe de vendas nos prazos definidos;
 Enviar pedidos conforme procedimento e prazos definidos à equipe de
vendas;
 Conhecer os procedimentos de crédito, expedição e entrega, encontrar e
contatar novos clientes em potencial;
 Tratar reclamações e coordenar manutenção e devolução dos produtos
com defeitos, repassando as informações à equipe de vendas;
 Arquivar os pedidos de vendas e elaborar relatórios;
 Fechar contratos de pedidos com os clientes.

3.2.1.22 Equipe de marketing

 Planejar e coordenar atividades relacionadas à comunicação de mercado


interno e externo, com o objetivo de alavancar a marca da empresa e de
seus produtos e serviços para o mercado consumidor.
 Idealizar e organizar a participação em feiras e eventos;
44

 Participar da formulação da política comercial da empresa, analisar e


avaliar os enfoques promocionais, os veículos e canais de propaganda
utilizados;
 Estabelecer, acompanhar e conduzir o Plano de Marketing dos produtos;
 Criar, planejar, executar e acompanhar as promoções e ações de
marketing;
 Estabelecer comunicação com equipes de outros setores, de acordo com
o surgimento de necessidades na produção de ações e campanhas;
 Coordenar e desenvolver materiais promocionais de divulgação da
empresa e dos produtos;
 Elaborar e acompanhar planos de marketing;
 Realizar estudos para detectar e aproveitar oportunidades de mercado,
criando e desenvolvendo novos produtos ou adequando os já existentes
às necessidades do mercado.

3.2.1.23 Gerente industrial

 Assegurar o cumprimento das metas de produção, dentro dos padrões de


qualidade, quantidade, custos e prazo estabelecidos pela empresa;
 Gerenciar operadores de máquinas, supervisores e outros profissionais
diretamente ligados ao processo produtivo;
 Coordenar o departamento de materiais para programar a produção
diária, fazer previsões de necessidades de produção sendo elas mão de
obra e matérias-primas, planejar e supervisionar a manutenção preventiva
de máquinas e equipamentos;
 Definir e programar plano operacional, analisando a demanda de
produtos, a capacidade produtiva e recursos auxiliares, elaborando plano
de racionalização e redução de custos, plano de investimentos,
orçamento de despesas e necessidades de matérias-primas;
 O cargo de Gerente Industrial deverá ser ocupado por um Engenheiro
Têxtil.
45

3.2.1.24 Supervisor de produção

 Planejar, programar e supervisionar todo o processo produtivo,


assegurando o cumprimento da programação de produção, dentro dos
padrões de qualidade, quantidades e prazos estabelecidos;
 Promover melhorias nos processos de manufatura, visando prepará-lo
para atender as demandas e oscilações do plano de produção;
 Supervisionar as condições de segurança e higiene na fábrica, visando
preservar a integridade física e saúde dos funcionários;
 Orientar, treinar e motivar as equipes de produção, visando alcançar
níveis crescentes de produtividade e qualidade;
 Elaborar relatórios sobre o desempenho produtivo;
 Desenvolver outras atividades correlatas a critério de seu superior
imediato.

3.2.1.25 Encarregado de tecelagem

 Acompanhar as atividades de produção da fábrica relacionadas à


tecelagem;
 Controlar o volume a ser produzido e a eficiência da mão de obra,
orientando os operadores quando necessário a fim de se manter o ritmo
de produção, qualidade e produtividade no trabalho;
 Controlar a assiduidade e pontualidade dos funcionários deste setor;
 Elaborar relatórios sobre o desempenho produtivo da tecelagem;
 Promover o uso adequado das instalações e equipamentos.

3.2.1.26 Operador de tear

 Garantir o bom funcionamento do tear;


 Preparar, ajustar e operar o tear;
 Responsável por todas as ações referentes ao tear (remeteção, ataduras,
entre outras).
 Manter a limpeza das máquinas e a organização do setor.
46

3.2.1.27 Auxiliar de tecelagem

 Auxiliar o operador de tear em suas atividades;


 Responsável por todas as ações referentes ao tear (remeteção, ataduras,
entre outras).

3.2.1.28 Operador de urdideira

 Abastecer a gaiola;
 Garantir o bom funcionamento da urdideira;
 Preparar, ajustar e operar a urdideira;
 Garantir a qualidade da máquina por meio da realização de testes, com
frequência e padrões estipulados;
 Manter a limpeza da máquina e a organização do setor.

3.2.1.29 Operador da engomadeira

 Garantir o bom funcionamento da engomadeira;


 Prepara a receita de goma;
 Preparar, ajustar e operar a engomadeira;
 Garantir a qualidade da máquina por meio da realização de testes, com
frequência e padrões estipulados;
 Manter a limpeza da máquina e a organização do setor.

3.2.1.30 Revisador de Tecidos Planos

 Revisar e classificar os tecidos planos após sua produção, a fim de


verificar a ocorrência de possíveis defeitos de fabricação;
 Separar os lotes de tecidos sem defeitos os quais seguirão para as
etapas de beneficiamento I e II dos lotes de tecidos de segunda
qualidade.

3.2.1.31 Encarregado de beneficiamento I e II

 Acompanhar as atividades de produção da fábrica relacionadas ao


beneficiamento primário, tingimento e estamparia;
47

 Controlar o volume a ser produzido e a eficiência da mão de obra;


orientando os operadores quando necessário a fim de se manter o ritmo
de produção, qualidade e produtividade no trabalho;
 Controlar a assiduidade e pontualidade dos funcionários destes setores;
 Elaborar relatórios sobre o desempenho produtivo do beneficiamento I e
II;
 Promover o uso adequado das instalações e equipamentos.

3.2.1.32 Operador de beneficiamento I

 Garantir o bom funcionamento dos equipamentos referentes ao


beneficiamento primário;
 Preparar, ajustar e operar os equipamentos referentes ao beneficiamento
primário;
 Garantir a qualidade das máquinas por meio da realização de testes, com
frequência e padrões estipulados;
 Manter a limpeza das máquinas e a organização do setor.

3.2.1.33 Operador de beneficiamento II

 Garantir o bom funcionamento dos equipamentos referentes ao tingimento


e à estamparia;
 Responsável pela cozinha de produtos do beneficiamento II;
 Preparar, ajustar e operar os equipamentos referentes ao tingimento e à
estamparia;
 Garantir a qualidade das máquinas por meio da realização de testes, com
frequência e padrões estipulados;
 Manter a limpeza das máquinas e a organização do setor

3.2.1.34 Revisador de Tecidos Acabados

 Revisar e classificar os tecidos acabados após os processos de


tingimento e estamparia, a fim de verificar a ocorrência de possíveis
defeitos de fabricação;
 Separar os lotes de tecidos sem defeitos os quais seguirão para a
expedição dos lotes de tecidos de segunda qualidade.
48

3.2.1.35 Encarregado de Embalagem e Expedição

 Supervisionar e orientar a expedição dos produtos acabados, visando


assegurar o cumprimento dos prazos e condições estabelecidas para
entrega;
 Planejar e supervisionar os trabalhos de estocagem dos produtos
acabados, visando assegurar condições adequadas para manter sua
integridade até a expedição e entrega ao cliente;
 Manter controles e relatórios sobre estoques de produtos acabados e
pedidos em carteira, visando facilitar o planejamento da produção;
 Manter contatos com transportadoras sobre as entregas, visando
controlar a qualidade do serviço prestado;
 Elaborar a rota para entrega das mercadorias, visando assegurar o
cumprimento do prazo acordado com ao cliente.

3.2.1.36 Embalador

 Receber os rolos de produtos acabados para serem embalados depois de


controladas, juntamente com as respectivas ordens e normas de serviço;
 Operar a embaladeira de modo a garantir uma embalagem adequada;
 Identificar as embalagens com os números das ordens de serviço;
 Auxiliar no transporte de materiais no setor;
 Colocar e retirar as peças da embaladeira.

3.2.1.37 Auxiliar de embalagem

 Operar a embaladeira de modo a garantir uma embalagem adequada;


 Auxiliar na identificação das embalagens com os números das ordens de
serviço;
 Realizar o transporte das peças no setor;
 Auxiliar o embalador na colocação e retirada das peças da embaladeira.

3.2.1.38 Expedidor

 Separar as mercadorias de acordo com as ordens de serviço e pedidos;


49

 Etiquetar e identificar os produtos para transporte, e cuidando da


expedição dos produtos acabados;
 Conferir a nota fiscal;
 Auxiliar no carregamento do caminhão.

3.2.1.39 Supervisor da qualidade

 Supervisionar, planejar, coordenar e gerenciar as atividades da área de


qualidade;
 Definir ações de assistência técnica aos clientes e fornecedores;
 Atuar em projetos e desenvolvimento de produtos e processos;
 Controlar e monitorar indicadores de qualidade;
 Supervisionar o setor de controle de qualidade, no atendimento aos
clientes;
 Supervisionar a qualidade dos afluentes e efluentes tratados em suas
respectivas estações de tratamento;
 Elaborar relatórios, gerenciar a equipe e elaborar melhorias e sistemas
da qualidade;
 Garantir o cumprimento das políticas gerenciais da empresa;
 Atuar continuamente na eliminação de riscos e melhoria do ambiente;
 Controlar a assiduidade e pontualidade dos funcionários deste setor.

3.2.1.40 Encarregado de laboratório

 Monitorar e orientar as atividades de laboratório;


 Distribuir, acompanhar e avaliar a execução das atividades;
 Esclarecer dúvidas, administrar recursos e controlar as escalas de
trabalho;
 Providenciar a manutenção quando necessário e fazer cumprir normas e
procedimentos da área.
 Planejar as calibrações nos equipamentos;
 Controlar a assiduidade e pontualidade dos funcionários deste setor.
50

3.2.1.41 Laboratorista

 Realizar ensaios de laboratório, sob orientação do encarregado de


laboratório, conforme normas e procedimentos técnicos;
 Efetuar o preparo das soluções sob orientação do encarregado de
laboratório;
 Zelar pela manutenção do laboratório, solicitando providências cabíveis,
quando necessário;
 Controlar os estoques dos produtos químicos no laboratório,
providenciando o necessário pedido para sua aquisição;
 Manter sempre limpo os aparelhos do laboratório;
 Zelar pelo bom andamento dos experimentos que estejam sendo
realizados;
 Apresentar relatórios relacionados aos resultados dos testes e análises;
 Executar outras tarefas que se incluam, por similaridade, no mesmo
campo de atuação.

3.2.1.42 Colorista

 Comparar, selecionar, misturar e desenvolver cores;


 Efetuar correções, caso necessário, por meio da manipulação de
materiais industriais, ajustes, padronização específica e análise
laboratorial;
 Preparar tinturas para estamparia com o auxílio de máquinas;
 Garantir que os produtos passem por análise em laboratório e estejam de
acordo com os critérios de qualidade necessários;
 Elaborar cartelas de amostras de cores.
 Apresentar as cartelas de cores ao seu setor a fim de obter aprovação.

3.2.1.43 Analista de desenvolvimento de produto

 Atuar com elaboração, manutenção de normas técnicas dos produtos,


elaborando projetos de desenvolvimento de novos produtos, buscando
atingir os objetivos de tempo, custos e desempenho, dentro das
premissas estabelecidas;
51

 Realizar pesquisa de novos produtos, das tendências de mercado e de


lançamentos de produtos de marcas concorrentes a fim de identificar os
produtos que estão movimentando o mercado consumidor;
 Realizar a análise de desenho e requisito;
 Efetuar o desenvolvimento de processos, realiza o desenho, faz a
apresentação do produto ao departamento envolvido e a elabora peças
de protótipo para teste de funcionalidade;
 Realizar cotações de preços de novos produtos, entrando em contato com
os fornecedores e estabelecendo o contato inicial;
 Realizar o estudo de viabilidade de compra, após pesquisa de mercado;
 Requisitar amostras aos fornecedores para avaliação comercial e
realização de testes cabíveis, a fim de identificar o funcionamento dos
produtos;
 Aprimorar produtos atuais visando melhorar seu desempenho e satisfazer
necessidades dos clientes.

3.2.1.44 Operador de ETA

 Atuar na estação de tratamento de afluentes;


 Realizar a limpeza, controle e manutenção da estação de tratamento de
afluentes;
 Alimentar e monitorar o sistema, manejando válvulas, aplicando dosagens
de produtos químicos;
 Realizar análises parciais e totais da qualidade do produto, atentando
para possíveis alterações dos parâmetros estabelecidos.

3.2.1.45 Operador de ETE

 Atuar na estação de tratamento de efluentes;


 Realizar a limpeza, controle e manutenção da estação de tratamento de
efluentes;
 Alimentar e monitorar o sistema, manejando válvulas, aplicando dosagens
de produtos químicos;
 Realizar análises parciais e totais da qualidade do produto, atentando
para possíveis alterações dos parâmetros estabelecidos.
52

3.2.1.46 Supervisor de manutenção

 Supervisionar, planejar, coordenar e gerenciar as atividades de


manutenção mecânica e elétrica preventiva e corretiva, de acordo com
metas e normas de segurança, saúde e qualidade da empresa;
 Administrar recursos materiais, técnicos e financeiros e revisar planos de
inspeções;
 Planejar atividades de manutenção mecânica, elétrica e nos sistemas de
refrigeração e climatização;
 Documentar relatórios acerca das manutenções realizadas e condições
dos equipamentos;
 Controlar a assiduidade e pontualidade dos funcionários deste setor.

3.2.1.47 Mecânico (plantonista)

 Responsável por realizar a manutenção corretiva em componentes,


equipamentos e máquinas industriais;
 Avaliar condições de funcionamento e desempenho de máquinas e
equipamentos;
 Realizar testes e regulagens nos sistemas de refrigeração e climatização;
 Monitorar o funcionamento dos dispositivos de proteção e controle;
 Elaborar relatórios de testes;
 Realizar a manutenção corretiva de equipamentos de refrigeração e
climatização;
 Verificar entradas e saídas de ar e verificar o acionamento da bomba
d’água;
 Elaborar relatórios ao seu supervisor a fim de informá-lo sobre a condição
mecânica dos equipamentos da empresa em que foram realizados a
manutenção corretiva.

3.2.1.48 Mecânico de manutenção

 Responsável por realizar a manutenção preventiva e preditiva em


componentes, equipamentos e máquinas industriais;
53

 Avaliar condições de funcionamento e desempenho de máquinas e


equipamentos;
 Realizar lubrificação das máquinas, componentes e ferramentas e
documentar informações técnicas;
 Elaborar relatórios de testes;
 Realizar a manutenção preventiva e preditiva de equipamentos de
refrigeração e climatização;
 Realizar análise de risco;
 Solicitar peças e manter contato com fornecedores;
 Elaborar relatórios ao seu supervisor a fim de informá-lo sobre o plano de
manutenção mecânica dos equipamentos da empresa e seus resultados.

3.2.1.49 Eletricista (plantonista)

 Reparar a fiação elétrica em equipamentos elétricos e eletrônicos


conforme as solicitações do setor;
 Executar manutenção elétrica corretiva, a fim de manter máquinas,
equipamentos, aparelhos e instalações em perfeitas condições de
funcionamento, atendendo aos padrões de tempo e qualidade requeridos;
 Executar manutenção emergencial;
 Atender chamados via ordem de serviço;
 Elaborar relatórios ao seu supervisor a fim de informá-lo sobre a condição
elétrica dos equipamentos da empresa em que foram realizados a
manutenção corretiva.

3.2.1.50 Eletricista de manutenção

 Executar manutenção elétrica, preventiva e preditiva, a fim de manter


máquinas, equipamentos, motores, painéis, rede elétrica, aparelhos e
instalações em perfeitas condições de funcionamento, atendendo aos
padrões de tempo e qualidade requeridos;
 Realizar análise de risco;
 Solicitar peças e manter contato com fornecedores;
 Elaborar relatórios ao seu supervisor a fim de informá-lo sobre o plano de
manutenção elétrica dos equipamentos da empresa.
54

3.2.1.51 Técnico em eletrônica

 Executar projetos e manutenções em instalações e equipamentos


eletrônicos;
 Instalar, testar e consertar aparelhos, equipamentos, circuitos e
componentes eletrônicos;
 Emitir relatórios, pareceres e laudos técnicos;
 Programar manutenções em estúdios e inspecionar o sistema operacional
antes da entrada do programa no ar;
 Realizar análise de risco;
 Solicitar peças e manter contato com fornecedores;
 Elaborar relatórios ao seu supervisor a fim de informá-lo sobre o plano de
manutenção eletrônica dos equipamentos da empresa.

3.2.1.52 Supervisor de PPCP

 Atuar com planejamento e controle de produção;


 Atuar nos processos produtivos da empresa, supervisionando o
funcionamento de linhas de fabricação e desenvolvendo as habilidades
das equipes para conseguir metas satisfatórias de produtividade;
 Preparar planos de ação acompanhando custos e aquisições de
equipamentos;
 Supervisionar o planejamento estratégico e plano mestre de produção,
buscando melhor atendimento aos clientes;
 Supervisionar as atividades de monitoramento do processo de produção e
prestar atendimento à produção;
 Fazer formatação de relatórios gerenciais e análise crítica de relatórios de
clientes;
 Programar e manter os requisitos especificados pelos clientes;
 Atuar com o planejamento da produção, por meio da análise e resposta
no prazo ao comercial da capacidade de atendimento aos pedidos,
levando em conta a capacidade produtiva, a gestão dos estoques de
matéria-prima, a mão de obra e a infraestrutura necessária;
 Controlar a assiduidade e pontualidade dos funcionários deste setor.
55

3.2.1.53 Programador de PPCP

 Planejar, organizar e supervisionar as atividades de produção, dentro das


especificações e padrões de qualidade estabelecidos;
 Realizar emissão de ordem de produção;
 Supervisionar a elaboração do plano anual de metas de produção,
visando à otimização dos recursos produtivos disponíveis;
 Supervisionar a elaboração dos cronogramas de fabricação, visando a
garantir a melhor alocação da mão de obra, equipamentos e materiais;
 Realizar o planejamento e controle da produção, atuando em conjunto
com os setores de compras, de modo a determinar a quantidade de itens
necessários ao desenvolvimento da programação;
 Programar necessidade do setor de produção e montagem, elaboração e
otimização de inventários;
 Atuar com a análise crítica de pedido, mantendo o controle, fazendo o
manuseio do estoque, informe de resultado;
 Programar e controlar a produção diária da fábrica, além de ser
responsável pelo lançamento da nota fiscal no sistema, controle de
inventário, bem como ser responsável pelas liberações das ordens de
produção.

3.2.1.54 Auxiliar de PPCP

 Auxiliar na programação e controle de produção;


 Realizar controle de estoque, fazer a realização de inventário, digitar
conteúdos, relatórios diários e fazer cotações;
 Atuar no cadastro de produtos, ficha técnica e ordens de produção;
 Preparar e acompanhar a programação, mantendo os demais setores da
empresa informados por meio de relatórios;
 Organizar documentos em arquivos diariamente, verificar diariamente as
programações da produção atualizadas de todos os clientes;
 Alimentar dados do sistema com as informações recolhidas;
 Realizar o acompanhamento de itens no setor produtivo, cobrando prazos
e verificando pendências de entregas;
56

 Solicitar nota fiscal para envio de peças;


 Acompanhar o setor de compras de matéria prima, se responsabilizando
pela negociação de prazos entre clientes e produção para itens
priorizados.

3.2.1.55 Técnico em segurança no trabalho

 Orientar e coordenar o sistema de segurança do trabalho, investigando


riscos e causas de acidentes, analisando a política de prevenção,
inspecionar locais, instalações e equipamentos da empresa de modo a
determinar fatores de riscos e de acidentes;
 Propor normas e dispositivos de segurança, sugerindo eventuais
modificações nos equipamentos e instalações e verificando sua
observância, a fim de prevenir acidentes;
 Orientar os funcionários da empresa no que se refere à observância das
normas de segurança.
57

4 LINHA DE PRODUTOS

4.1 DESCRIÇÃO DOS ARTIGOS

A Vienense Têxtil produzirá em sua tecelagem dois artigos de ligação tela e


100% algodão penteado. O artigo 1 será composto por fios Ne 30/1 para a trama e
Ne 40/1 para o urdume, e o artigo 2 por fios Ne 40/1 no urdume e trama.
O artigo 1, Belvedere, inspirado na elegância dos clássicos palácios de
Viena, será ligeiramente mais pesado em relação ao artigo 2, podendo ser utilizado
em aplicações no lar como cama, mesa e decoração, além de outras utilidades
como artesanato. Para isso, o mesmo será estampado com os motivos mais
variados e cuidadosamente criados pelo desenvolvimento de produto. As estampas
envolverão temas como cozinha, infantil, floral, xadrez, listrados, entre outros,
O artigo 2, Prater, tem seu nome devido a um grande parque de diversões
muito famoso de Viena, assim o artigo possuirá características mais leves e um
melhor caimento, sendo utilizado principalmente na confecção de camisaria e
uniformes, permitindo agradável sensação térmica, respirabilidade e conforto. O
artigo será comercializado tinto em diversas cores, ampliando assim a variedade de
opções para os consumidores.

4.2 FICHA TÉCNICA

Tabela 7 - Ficha técnica dos artigos.


ITEM ARTIGO 1 ARTIGO 2
Nome do Produto Belvedere Prater
Finalidade Cama, mesa e decoração Camisaria e uniforme
Composição 100% CO 100% CO
Tipo de ligação TELA TELA
Título de urdume (Ne) 40 40
Título de trama (Ne) 30 40
Fios/cm 40 46
Batidas/cm 24 29
Contração do urdume (%) 9,5 5,10
Contração da trama (%) 7,49 5,10
Consumo de fio de urdume (kg/mês) 28.978,62 31.779,78
Consumo de fio de trama (kg/mês) 22.679,38 20.035,02
Largura do tecido (cm) 280 280
G/m linear 340,20 337,16
Gramatura do tecido (g/m²) 121,50 120,41
Produção (m/mês) 150.000 150.000
Produção (kg/mês) 51.030 50.574
Fonte: Autoras (2015).
58

4.3 MATÉRIA-PRIMA

As matérias-primas utilizadas pela Vienense Têxtil serão os fios 100%


algodão penteado, sendo um Ne 30/1 e outro Ne 40/1, que serão provenientes de
diversas fiações, o que dará a empresa maior flexibilidade de escolha e menor
dependência de poucos fornecedores. O fio mais utilizado será Ne 40/1, já que
ambos os artigos produzidos farão uso deste fio tanto na trama como no urdurme,
uma vez que este possui características próprias para ambas utilizações, enquanto o
fio Ne 30/1 será utilizado apenas para a trama do artigo 1.
As fiações fornecedoras de fios para a Vienense são:

 Toyobo;
 Cocamar;
 Norfil;
 Daiwa do Brasil;
 Nissimbo do Brasi;
 Incofios.

As fiações foram escolhidas segundo a capacidade de prover a quantidade


de fio que a empresa irá necessitar em sua produção, já que o fio 40 Ne penteado
não é facilmente encontrado em variadas fiações, o que limita a diversidade de
empresas fornecedoras disponíveis.
59

5 ESTRUTURA DA EMPRESA

Para que todas as instalações da Vienense Têxtil possam operar de forma


organizada, segura e com bem-estar de seus funcionários, assim como projetado,
alguns equipamentos são necessários. Para tanto, a empresa necessitará de
computadores, bebedouros instalados na unidade fabril, ares condicionados,
hidrantes e extintores de incêndio, visando a segurança de todos em casos
emergenciais.
As Tabelas 8, 9, 10, 11, 12, 13 e 14 abaixo apresentam a descrição do
modelo de computador a ser utilizado nos diversos setores de apoio, almoxarifado e
armazéns; mesas e cadeiras para utilização dos mesmos; telefones; bebedouros; ar
condicionado; hidrantes e extintores, respectivamente.

Tabela 8 - Dados técnicos do computador


Equipamento Computador All in One
Fabricante Dell
Modelo Optiplex 3011- A 10
Quantidade 50
Fonte: Dell (2015).

Tabela 9 - Dados das mesas e cadeiras para computador.


Mesa e Cadeira para Computador Item Escritório
Fabricante Mesa Somopar
Fabricante Cadeira Travel Max
Assento Regulável
Quantidade de cada produto 50
Fonte: Magazine Luiza (2015).

Tabela 10 - Dados técnicos do telefone.


Telefone Telefone Fixo – Sem Fio
Fabricante Intelbras
Modelo TS40 Preto DECT 6.0
Frequência 1,9Hz
Quantidade 30
Fonte: Americanas (2015).

Tabela 11 - Dados técnicos do bebedouro.


Equipamento Bebedouro Purificador
Fabricante LiBELL
Modelo Press Baby
Dimensões (LxPxH mm) 265x295x1.065
Peso (kg) 12,9
Quantidade 15
Fonte: LiBELL (2015).
60

Tabela 12 - Dados técnicos do ar condicionado.


Equipamento Ar Condicionado Split
Fabricante Midea
Modelo Liva Eco Frio 18000Btu
Potência (kW) 1.628
Cor Branco
Quantidade 24
Fonte: Ponto Frio (2015).

Tabela 13 - Dados técnicos do hidrante.


Equipamento Hidrante
Fabricante Aerotex Extintores
Tipo 2
Vazão (L/min) 300
Comprimento da mangueira (m) 30
Quantidade 8
Fonte: LiBELL (2015).

Tabela 14 - Dados técnicos do extintor


Equipamento Extintor
Fabricante Aerotex Extintores
Tipo Pó A/B/C
Modelo Portátil-3A- 20 BC – EN010
Capacidade (Kg) 6
Quantidade 48
Fonte: LiBELL (2015).

Além destes itens, alguns outros equipamentos de apoio são necessários


para facilitar as atividades dos colaboradores na empresa, principalmente nos
estoques (ou armazéns) de fios e tecidos. A seguir, portanto, está a descrição dos
equipamentos que auxiliarão na logística dos armazéns de fios e tecidos, assim
como as descrições dos mesmos.

5.1 ARMAZÉNS

Ambos os armazéns (de fios e tecidos) necessitarão de pallets, prateleiras e


empilhadeiras para melhor movimentação interna de matéria-prima e produto
acabado. As Tabelas 15, 16 e 17 apresentam as características destes
equipamentos.

Tabela 15 - Dados técnicos dos pallets.


Equipamento Pallets
Fabricante JRA Pallets
Modelo Logarinas (Vigas)
Capacidade (Kg) 1.500
Dimensões (CxL mm) 1.500 x 1.500
Quantidade 112
Fonte: JRA Pallets (2015).
61

Tabela 16 - Dados técnicos das prateleiras porta pallet.


Equipamento Prateleiras
Fabricante Mecalux
Capacidade (Kg) 2400
Dimensões (CxLxH mm) 2.300 x 2.300 x 3.000
Quantidade 40
Fonte: Mecalux (2015).

Tabela 17 - Dados técnicos da empilhadeira.


Equipamento Empilhadeira
Fabricante Clark
Modelo GEX 16/18/20s
Motor elétrico (Volts) 48
GEX 16 (kg) 1.600
Combustível Elétrica
Quantidade 2
Fonte: Clark (2015).

5.1.1 Armazém de Fios

O armazém de fios da Vienense Têxtil contará com 56 pallets, 20 prateleiras


e 1 empilhadeira, além de um computador, onde será instalado o software escolhido
para o PPCP para melhor controle de matéria-prima que chega na empresa e a
quantidade inserida ao processo produtivo, atualizando em tempo real o sistema de
pedidos de matéria-prima por parte do setor de compras aos fornecedores.
Neste setor ocorrerá a retirada dos cones de fios das caixas,
encaminhamento dos mesmos ao setor de tecelagem, dando início à todo o
processo produtivo da empresa, além do encaminhamento das caixas de papelão de
embalagem dos fios ao setor de gestão de resíduos sólidos, para devido fim às
mesmas.

5.1.2 Armazém de Tecidos

Este armazém contará com 56 pallets, 20 prateleiras, 1 empilhadeira e um


computador que, assim como no armazém de fios, terá a função de atualizar o
sistema com informações de tecidos produzidos pela produção e tecidos expedidos
para entrega aos clientes.
Neste setor ocorrerá a separação dos tecidos por linha de produção (cama e
mesa ou camisaria e uniformes), etiquetagem e embalagem dos mesmos, para
maior facilidade de identificação. Neste armazém será exigido rígido controle de
acondicionamento dos tecidos, para evitar que estes fiquem com marcas ou vincos
62

devido a possíveis sobrepesos ou escolhas equivocadas de posições de


acomodação dos rolos. O capítulo 6, a seguir, apresentará os setores produtivos da
Vienense Têxtil.
63

6 SETORES PRODUTIVOS

A estrutura produtiva da Vienense Têxtil consiste em atividades de


tecelagem e beneficiamento, apresentadas no fluxograma abaixo, e detalhadamente
explicadas a seguir.

Armazém
Matéria-Prima

Tecelagem

Beneficiamento
Primário

Beneficiamento
Secundário

Revisão/Embalagem/Exp
edição

Figura 4: Fluxograma produtivo Vienense Têxtil.


Fonte: Autoras (2015)

6.1 SETOR DE TECELAGEM

6.1.1 Memorial descritivo

A tecelagem consiste no ato de entrelaçar fios de trama no sentido


transversal, com fios de urdume no sentido longitudinal, formando então tecidos a
partir de três processos básicos: abertura da cala do tear, inserção da trama e batida
do pente. Para tal, é preciso preparar os fios em urdideira, dispondo-os
paralelamente em um rolo de urdume, que passará por uma engomadeira. O que
64

determinará os desenhos do tecido será a padronagem, sendo elaborada pela


seleção de fios de urdume que sobem ou descem na abertura da cala (ARTCOR,
2015).
A tecelagem da Vienense Têxtil contará com uma urdideira e uma
engomadeira para a preparação dos fios, contando também com 22 teares jato de
ar, matéria-prima de fios com título Ne 30/1e 40/1, que serão utilizados em duas
linhas de produtos, tanto para trama quanto para o urdume, com uma produção
mensal total de 300.000 metros de tecido plano, com ligação do tipo Tela. Para um
perfeito funcionamento, a tecelagem funcionará 24 horas por dia, 30 dias por mês.

6.1.2 Fluxograma

A Figura 5 a seguir apresenta o fluxograma do setor de tecelagem, desde o


recebimento de fios até a estocagem do tecido pronto para o beneficiamento.

Armazém de
fios

Inserção dos
fios nas
gaiolas

Urdissagem

Engomagem

Tecelagem

Armazém de
tecido
acabado

Figura 5: Fluxograma do setor de tecelagem.


Fonte: Autoras (2015).
65

6.1.3 Descrição do fluxograma

6.1.3.1 Armazém de fios

Inicialmente, as caixas com os cones de fios serão recepcionados e


estocados no armazém de fios, funcionando este com capacidade de 15 dias.

6.1.3.2 Inserção dos fios na gaiola

Os cones de fios serão transportados do armazém para a sala de


urdissagem e haverá a inserção dos cones dos fios para a gaiola Máxima 300P com
640 posições.

6.1.3.3 Urdissagem

Após a colocação dos fios na gaiola, de acordo com a padronagem


desejada, será realizada a urdissagem dos mesmos por meio da urdideira direta
MZD-N/1000, formando assim os rolos de urdume primários. O urdimento consiste
na passagem dos fios que formarão o urdume do tecido, transferindo-os de seus
suportes iniciais (cones, bobinas, cops, etc.) para o rolete do tear (PEREIRA, 2015).

6.1.3.4 Engomagem

Os rolos dos fios urdidos serão encaminhados à engomadeira onde serão


engomados a fim de obter resistência para o processo seguinte. Portanto, engomar
o urdume, consiste em aplicar sobre os fios uma película de goma, que dará aos fios
melhores condições para o tecimento. Os dois parâmetros mais importantes são
para o fio: a resistência à tração e resistência à abrasão, portanto, a aplicação de
produtos de engomagem no fio têm como finalidade “aderir as fibras para evitar o
deslizamento entre elas, aumentando assim a resistência à tração e promover o
encapsulamento dos fios com uma película elástica para que este não perca a
elasticidade” (PEREIRA, 2015).

6.1.3.5 Tecelagem

No processo de tecelagem, os fios já urdidos e engomados passarão pelo


tear, com RPM 900, a fim de que a produção almejada seja suprida, sendo esta de
300.000 metros de tecido plano por mês. O entrelaçamento do urdume com a trama
66

é feito no tear (onde o fio do urdume se costuma designar simplesmente por fio e o
fio de trama por passagem) sendo necessárias três operações fundamentais. A
formação da cala, que consiste na separação dos fios em duas folhas, formando um
túnel conhecido por cala. A inserção de trama, correspondente à passagem do fio de
trama no interior da cala, ao longo da largura do tecido. E a batida do pente, que
consiste em empurrar a passagem inserida contra o tecido já formado, até um ponto
designado por “frente do tecido”. Estas funções primárias devem encontrar-se
sincronizadas, de modo que as operações ocorram na sequencia correta, não
interferindo umas com as outras (PEREIRA, 2015).

6.1.3.6 Armazém de tecido acabado

Após o processo de tecelagem, os rolos de tecidos serão transportados à


sala de beneficiamento primário, onde serão estocados antes de seguir para os
processos subsequentes.

6.1.4 Equipamentos

A Tabela 18 apresenta os equipamentos que serão utilizados pela Vienense


Têxtil na etapa de pré-tecelagem.

Tabela 18 - Equipamentos da pré-tecelagem.


Item Tipo Modelo Fabricante Quantidade
01 Gaiola em paralelo Máxima 300P Comelato Roncato 1
02 Urdideira Direta MZD-N/100 Petersen Santa Clara 1
03 Engomadeira Santa Clara Petersen Santa Clara 1
Fonte: Autoras (2015).

A Tabela 19, 20 e 21 apresentam os dados técnicos dos equipamentos,


gaiola em paralelo, urdideira direta e engomadeira, respectivamente.

Tabela 19 - Dados técnicos da gaiola.


Equipamento Gaiola
Tipo Paralela
Modelo Máxima 300P
Fabricante ComelatoRoncato
Dimensões (CxLxH mm) 12.566 x 3.470 x 3.115
Capacidade por módulo 160 fusos
Módulos 4
Quantidade 1
Fonte: Comelato Roncato (2015).
67

Tabela 20 - Dados técnicos da urdideira.


Equipamento Urdideira
Tipo Direta
Modelo MZD-N/100
Fabricante Petersen Santa Clara
Potência (Kw) 18,5
Dimensões (CxL mm) 2.100 x 1.950
Quantidade 1
Fonte: Petersen Santa Clara (2015).

Tabela 21 - Dados técnicos da engomadeira.


Equipamento Engomadeira
Fabricante Petersen Santa Clara
Largura do rolo de urdissagem (mm) 2.800
Largura do rolo de tear (mm) 6.500
Diâmetro do rolo de urdissagem(mm) 1.400
Diâmetro das flanges do rolo do tear (mm) 1.250
Dimensões (CxL mm) 15.530 x 4.100
Potência (Kw) 25
Velocidade do enrolamento (m/min) 150
Consumo de Ar Comprimido ( 9
Quantidade 1
Fonte: Petersen Santa Clara (2015).

A Tabela 22 apresenta o tear que será utilizado pela Vienense Têxtil na


etapa de tecelagem.

Tabela 22 - Equipamento da tecelagem


Item Tipo Modelo Fabricante Quantidade
01 Tear Jato de ar JAT810 Toyota 22
Fonte: Autoras (2015).

A Tabela 23 a seguir apresenta os dados técnicos do tear jato de ar.

Tabela 23 - Dados técnicos do tear.


Equipamento Tear
Modelo JAT 810
Fabricante Toyota
Dimensões (CxL mm) 5.574 x 1.915
Largura do pente (mm) 2.800
Potência (Kw) 5,5
Consumo de Ar Comprimido ( 63,8
Quantidade 22
Fonte: Toyota (2015).

6.1.4.1 Equipamentos auxiliares

A Tabela 24 apresenta os equipamentos auxiliares que serão utilizados nas


etapas de pré-tecelagem e tecelagem.
68

Tabela 24 - Equipamentos auxiliares.


Item Equipamento Fornecedor Modelo Quantidade
01 Atador de urdume Staubli Topmatic 2
02 Carro para transporte de ComelatoRoncato Primus 5
cones
03 Carrinho ComelatoRoncato Robustus 1
Urdidor/Liçadura
04 Carro hidráulico para ComelatoRoncato Agilis 2
peças de tecidos
Fonte: Autoras (2015).

A Tabela 25, 26, 27 e 28 apresentam os dados técnicos dos equipamentos


auxiliares.

Tabela 25 - Dados técnicos do atador de urdume.


Equipamento Atador de Urdume
Fabricante Staubli
Modelo Topmatic
Velocidade máxima de emenda (nós/min) 600
Grama de títulos de fios Tex 0,5-500
Nm 2-1259
Ne 1,2-740
Quantidade 2
Fonte: Staubli (2015).

Tabela 26 - Dados técnicos do carro de transporte de cones.


Equipamento Carro de Transporte de cones
Tipo Eletro-Hidráulico
Fabricante Comelato Roncato
Modelo Primus
Quantidade 5
Fonte: Comelato Roncato (2015).

Tabela 27 - Dados técnicos do carrinho urdidor/liçadura.


Equipamento Carrinho Urdidor/Liçadura
Tipo Elétrico-Hidráulico
Fabricante Comelato Roncato
Modelo Tractor
Capacidade de carga do urdume (kg) 3.000
Capacidade de carga liço (kg) 400
Comprimento (mm) De acordo com o tear
Diâmetro da flange de urdume (mm) 1.250
Quantidade 1
Fonte: Comelato Roncato (2015).

Tabela 28 - Dados técnicos do carro hidráulico para peças de tecidos.


Equipamento Carro hidráulico para peças de tecidos
Tipo Hidráulico
Fabricante Comelato Roncato
Dimensões (CxLxH mm) 1.650 x 875 x 720
Capacidade de carga (kg) 300
Quantidade 1
Fonte: Comelato Roncato (2015).
69

6.1.5 Cálculos de produção

Na Tabela 29 consta a descrição dos artigos a serem produzidos pela


Vienense Têxtil.

Tabela 29 - Descrição das características do fio.


Características do Fio Artigo 1 Artigo 2
Volume específico do fio (cm³/g) 1,1 1,1
Diâmetro do fio de urdume (mm) 0,2369 0,2369
Diâmetro do fio de trama (mm) 0,2051 0,2369
Fator de cobertura do urdume 15,36 17,67
Fator de cobertura da trama 10,64 11,14
Fator de cobertura do tecido (SI) 20,16 28,57
Massa do urdume (g/m) 197,33 210,95
Massa da trama (g/m) 142,86 126,91
Largura do urdume no pente “lup” (cm) 302,68 295,05
Fonte: Autoras (2015).

As tabelas 30 e 31 a seguir apresentam os cálculos de produção


encontrados para a urdideira direita, engomadeira e tear, respectivamente.

Tabela 30 - Descrição dos cálculos da urdideira direta.


Características do fio Artigo 1 Artigo 2
Velocidade de urdimento (m/min) 1000 1000
Capacidade da gaiola (fusos) 640 640
Quantidade de rolos primários 18 21
Total de fios de urdume no tecido 11.192 12.924
Total de fios de urdume por rolo primário 621,78 615,43
Disposição dos rolos (quantidade de rolos – fios) 4 – 621 12 – 615
14 – 622 9 – 616
Densidade linear do fio de urdume (tex) 14,75 14,75
Quantidade de fios/cm no rolo primário 2,05 2,08
Largura do urdume entre flanges no carretel primário (mm) 3027 2951
Diâmetro do flange no carretel primário (mm) 1000 1000
Diâmetro do núcleo no carretel primário (mm) 200 200
Densidade de empacotamento do urdume no rolo primário 0,4 0,4
(g/cm³)
Comprimento do urdume no rolo primário (m) 101.726,5 97.926,4
Massa do urdume no rolo primário (kg) 912,86 889,85
Comprimento do conical (m) 1791001 2060012,7
Tempo de desenrolamento do conical (min) 1791 2060
Tempo de troca de carga de gaiola (min) 45 45
Tempo de troca de um rolo primário (min) 5 5
Tempo de troco dos rolos primários (min) 7 7
Quantidade de quebras por 10^6 metros 0,60 0,60
Tempo médio para reparar um fio de urdume (min) 1 1
Tempo médio para reparar quebras de fios (min) 668,16 760,7
Rendimento da urdideira direta (%) 69,04 69,34
Quantidade média de tempo por turno de produção (h) 8 8
Quantidade de turnos diários de produção 1 1
(continua)
70

(conclusão)
Características do fio Artigo 1 Artigo 2
Quantidade média de dias por mês de produção 20 20
Produção da urdideira (kg/h) 314 311
Produção da urdideira (kg/mês) 62.743 62.168
Quantidade de horas necessárias por turno (h) 4,619 4,208
Quantidade de máquinas 0,577≈1 0,526≈1
Fonte: Autoras (2015).

Tabela 31 - Descrição dos cálculos da engomadeira.


Características do Fio Artigo 1 Artigo 2
Velocidade de enrolamento (m/min) 150 150
Total de Fios de Urdume no Tecido 11.192 12.924
Densidade Linear do Fio de Urdume (Tex) 14,75 14,75
Largura do Urdume entre Flanges (mm) 1192 1162
Diâmetro do Flange no Carretel Final (mm) 1000 1000
Diâmetro do Núcleo no Carretel Final (mm) 200 200
Densidade de Empacotamento do Urdume no Rolo (g/cm³) 0,4 0,4
Comprimento do Urdume no Rolo Final (m) 5.111,76 4.445,01
Fios/cm no rolo de urdume final 40 46
Maasa do Urdume no Rolo Final de Urdume (kg) 359,4 350,3
Tempo de Troca de um Rolo final (min) 5 5
Tempo de troca dos rolos finais (min) 100 110
Tempo Médio para Reparar uma quebra de fio (min) 3 3
Quantidade média de quebras de fios (quebras/rolo final) 2 2
Tempo médio total para reparar as quebras dos fios (min) 119 132
Tempo médio para passamento dos fios no pente (min) 100 100
Tempo de Troca da Estante (min) 120 120
Tempo de Desenrolamento da carga (min) 678 653
Rendimento da Engomadeira (%) 60,71 58,54
Quantidade média de tempo por turno de produção (h) 8 8
Quantidade de turnos diários de produção 1 1
Quantidade média de dias por mês de produção 20 20
Diâmetro do fio (mm) 0,2369 0,2369
Ocupação (%) 50,98 58,87
Quantidade de caixas de goma 2 2
Produção da engomadeira (kg/h) 902 1.004
Produção da engomadeira (kg/mês) 158.750 176.770
Quantidade de horas necessárias por turno (h) 1,61 1,59
Quantidade de máquinas 0,20≈1 0,198≈1
Fonte: Autoras (2015).

Sendo assim, a Vienense Têxtil contará com apenas uma urdideira e uma
engomadeira que suprirá a demanda dos dois tipos de artigos produzidos .
Para a engomagem do urdume dos dois tipos de artigos que serão
produzidos, a mesma receita será utilizada. A mesma é apresentada na Tabela 32
abaixo:
71

Tabela 32 - Descrição da receita de goma.


Insumos Quantidade
Água (L) 500
Amido de milho (Kg) 65
Amaciante (sebo hidrogenado) (Kg) 4
Volume final (com 15% de condensado) (L) 654,40
Fonte: Autoras (2015).

Tabela 33 - Características da receita de goma.


Insumos Artigo 1 Artigo 2
Concentração de sólidos de amido de milho (%) 75 75
Concentração de sólidos de amaciante (%) 65 65
Porcentagem de sólidos calculados 7,85 7,85
Carga de goma ou pick-up seco (%) 9,02 9,02
Absorção ou pick-up úmido (%) 115 115
Consumo de goma (L/h) 1037,29 1155,03
Receitas de goma (mensal) 50,93 55,86
Fonte: Autoras (2015).

A partir da quantidade de receitas de goma que serão necessárias para


engomar o urdume dos dois artigos, calculou-se o consumo mensal dos insumos da
engomagem, apresentado na Tabela 34.

Tabela 34 - Consumo mensal de insumos da engomagem.


INSUMOS Artigo 1 Artigo 2
Água (L) 25465 27930
Amido de milho (Kg) 3310,45 3630,90
Amaciante (sebo hidrogenado) (Kg) 203,72 223,44
Fonte: Autoras (2015).

A Tabela 35, apresenta os cálculos do tear para a produção do artigo 1 e 2.

Tabela 35 - Descrição dos cálculos do tear.


Tear Artigo 1 Artigo 2
RPM 900 900
Rendimento (%) 90 90
Produção (m/h) 22,50 18,62
Produção (m/mês) 150.000 150.000
Quantidade de máquinas 9,3 ≈ 10 12
Fonte: Autoras (2015).

Deste modo, a Vienense Têxtil contará com 22 teares para suprir a demanda
dos dois tipos de artigos que serão produzidos. Na Tabela 36 e 37, a Vienense Têxtil
apresenta a descrição dos dados de consumo de urdume e trama para a produção
dos presentes artigos.
72

Tabela 36 - Descrição dos dados de consumo do urdume.


Consumo de Urdume no Tecido Cru Artigo 1 Artigo 2
Fios/cm no tecido cru 40 46
Largura do tecido cru (cm) 280 280
Produção mensal desejada (m) 150.000 150.000
Densidade linear do fio de urdume(tex) 14,75 14,75
Contração do urdume no tecido cru (%) 7,41 2,32
Resíduos de urdume gerado na produção (%) 3,01 3,01
Tecidos de segunda qualidade gerados durante a produção (%) 2,5 2,5
Consumo de urdume (kg) 28.323 30.875
Fonte: Autoras (2015).

Tabela 37 - Descrição dos dados de consumo da trama.


Consumo de Trama no Tecido Cru Artigo 1 Artigo 2
Batidas/cm no tecido cru 24 29
Largura do tecido cru (cm) 280 280
Produção mensal desejada (m) 150.000 150.000
Densidade linear do fio de trama (TEX) 19,67 14,75
Contração da trama no tecido cru (%) 9,42 5,10
Resíduos de trama gerados na produção (%) 3,01 3,01
Tecidos de segunda qualidade gerados durante a produção (%) 2,5 2,5
Consumo de trama (Kg) 22.679,38 20.035,08
Fonte: Autoras (2015).

6.2 SETOR DE BENEFICIAMENTO PRIMÁRIO

6.2.1 Memorial descritivo

O processo de beneficiamento abrange um conjunto de atividades que, uma


vez aplicadas ao substrato têxtil, dão aos mesmos, características técnicas e
estéticas, exigidas pelo consumidor. Também se pode dizer que o beneficiamento
pode ser entendido como o setor que cuida do enobrecimento dos substratos têxteis.
Pode ser dividido em três tipos: beneficiamento primário, secundário e terciário, que
por sua vez podem envolver transformações químicas, físicas, bioquímicas e físico-
químicas (SALEM; MARCHI e MENEZES, 2005).
Em fibras celulósicas, o beneficiamento primário tem como principal objetivo
retirar impurezas como: goma, óleos, ceras, folhas, sementes (CEGARRA e
VALDEPERAS, 1981; SALEM; MARCHI e MENEZES, 2005).
A empresa Vienense Têxtil realizará as etapas de beneficiamento primário e
secundário, utilizando como matéria-prima artigos 100% CO. A produção mensal a
ser submetida ao beneficiamento primário será de aproximadamente 300.000 metros
de tecido, equivalente à 101.604 quilogramas.
A Figura 6 ilustra o processo produtivo do beneficiamento primário, no qual
serão realizadas as etapas de revisão dos rolos de tecido, escovagem,
73

chamuscagem, desengomagem/alvejamento, mercerização e secagem. Em seguida,


o artigo é encaminhado para o beneficiamento secundário.

6.2.2 Fluxograma

Revisão dos
rolos de tecido

Escovagem

Chamuscagem

Desengomagem/Al
vejamento
Oxidativo

Mercerização

Secagem

Armazenamento e
Expedição

Figura 6: Fluxograma do setor de beneficiamento primário.


Fonte: Autoras (2015).
74

6.2.3 Descrição do fluxograma

6.2.3.1 Revisão dos Rolos de Tecidos

Nesta etapa, serão verificados os artigos provenientes da tecelagem,


segundo as normas da NBR 13484, observando se os mesmos estão conforme as
normas internas. Nesta fase será validada a ocorrência de possíveis defeitos, tais
como, furos, emendas, gramatura, entre outras irregularidades, formando assim o
lote a ser processado.

6.2.3.2 Escovagem

Tratando-se de um substrato 100% algodão, será necessário o processo de


escovagem. Nesse processo as escovadeiras escovarão o tecido para remover
poeira, fibrilas soltas, levantando as penugens para posteriormente seguirem para a
chamuscagem. Tal processo ocorrerá na chamuscadeira.

6.2.3.3 Chamuscagem

A chamuscagem tem por finalidade eliminar os pêlos existentes nos tecidos.


Estes provêm das operações de tecelagem, devido aos atritos sofridos durante o
processo, e fiação, quando as fibras escapam das operações de torção.
Por se tratar de um artigo de algodão, será realizada chamuscagem forte,
utilizando uma chamuscadeira. Tal processo visará a retirada efetiva de impurezas.

6.2.3.4 Desengomagem e Alvejamento Oxidativo

Depois de realizada a etapa da tecelagem, deve-se realizar o processo de


desengomagem, a Vienense Têxtil irá realizar essa operação com a finalidade de
eliminar todos os agentes adicionados anteriormente (engomagem), além de
remover impurezas, como gorduras e ceras próprias da fibra de algodão,
promovendo assim um aumento da capacidade de absorção do tecido.
O método de desengomagem adotado será a oxidativa, que consiste em um
tratamento com o peróxido de hidrogênio. Tal processo será realizado em conjunto
com o alvejamento oxidativo, etapa que, segundo Silva (2009), promove a
eliminação do corante natural que se encontra sobre a fibra, bem como possíveis
impurezas, conferindo também melhor hidrofilidade ao artigo.
75

A Vienense Têxtil realizará essas duas etapas em um único banho para


minimizar alguns aspectos de tempo e custo, sendo esses processos realizados na
mercerizadeira.

6.2.3.5 Mercerização

De modo geral, a mercerização é uma operação na qual a fibra de algodão é


submetida à uma solução alcalina, sendo aplicada uma tensão e, posteriormente, é
realizada uma lavagem para retirada do álcali (IBARRA; ARANGO, 2007). Tal
processo confere ao material têxtil celulósico características como brilho acentuado,
maior afinidade com corantes, toque macio, resistência mecânica e à ruptura,
capacidade de absorção de água (ALCÂNTRA; DALTIN, 1996).
A Vienense Têxtil irá utilizar a mercerização como uma técnica de
enobrecimento dos artigos de algodão, melhorando ainda mais a características dos
seus artigos. Tal processo ocorrerá em uma mercerizadeira na qual, ao término do
processo, realiza a lavagem para retirada do hidróxido de sódio, e posteriormente
seguirá para o secador.

6.2.3.6 Secagem

A etapa de secagem consiste em um processo em que os tecidos são


presos somente pelas ourelas (laterais) e passam por uma estufa para secagem,
sem sofrer nenhum contato em suas faces, para que não ocorra variação na largura
(SILVA, 2009).

6.2.3.7 Armazenamento do beneficiamento primário

Esta etapa corresponderá pelo armazenamento e expedição dos rolos


beneficiados para o setor de beneficiamento secundário, de modo que os mesmos
poderão seguir para a etapa de tingimento ou estamparia rotativa.

6.2.4 Equipamentos

A Tabela 38 apresenta os equipamentos utilizados no processo de


beneficiamento primário da Vienense Têxtil.
76

Tabela 38 - Equipamentos do beneficiamento primário.


Item Tipo Fabricante Quantidade
01 Revisadeira Delta Equipamentos 1
02 Chamuscadeira Texima 1
03 Mercerizadeira Benninger 1
04 Secador Albrecht 1
Fonte: Autoras (2015).

As Tabelas 39, 40, 41 e 42, apresentam os dados técnicos da revisadeira,


chamuscadeira, mercerizadeira e do secador, respectivamente.

Tabela 39 - Dados técnicos da revisadeira.


Equipamento Revisadeira
Fabricante Delta Equipamentos
Velocidade de Trabalho (m/min) Até 60
Eficiência (%) 80
Potência Instalada (KW) 5
Tensão Elétrica (V) 220/380/440
Dimensões (CxLxH mm) 1.600 x 3.000 x 1.600
Quantidade 1
Fonte: Delta Equipamentos (2015).

Tabela 40 - Dados técnicos da chamuscadeira.


Equipamento Chamuscadeira
Fabricante Texima
Modelo BD-4
Velocidade de Trabalho (m/min) Até 200
Eficiência (%) 80
Potência Instalada (KW) 35
Tensão Elétrica (V) 220/380/440
Dimensões (CxLxH mm) 15.000 x 3.200 x 3000
Quantidade 1
Fonte: Texima (2014).

Tabela 41 - Dados técnicos da mercerizadeira.


Equipamento Mercerizadeira
Fabricante Benninger
Modelo BEM-DIMENSA
Velocidade de Trabalho (m/min) Até 30
Eficiência (%) 90
Potência Instalada (KW) 50
Tensão Elétrica (V) 220/380/440
Temperatura de Operação (°C) 35
Temperatura Ambiente (°C) 40
Dimensões (CxL mm) 20.000 x 3.200
Quantidade 1
Fonte: Benninger Group (2015).
77

Tabela 42 - Dados técnicos do secador.


Equipamento Secador
Fabricante Albrecht
Modelo Hercules
Dimensão (CxL mm) 3.200 x 10.000
Consumo de Ar Comprimido (N /h) 12
Consumo de Vapor (Kg/h) 1.050
Quantidade 1
Fonte: Albrecht (2015).

6.2.4.1 Equipamentos Auxiliares

A Tabela 43 apresenta o equipamento auxiliar utilizado no processo de


beneficiamento primário. Dessa forma, a Tabela 44 descreve os dados técnicos do
mesmo.

Tabela 43 - Equipamento Auxiliares


Item Equipamento Fornecedor Modelo Quantidade
01 Carro hidráulico para peças de tecidos Comelato Roncato - 10
Fonte: Comelato Roncato (2015).

Tabela 44 - Dados técnicos do carro hidráulico para peças de tecido.


Equipamento Carro hidráulico para peças de tecidos
Tipo Hidráulico
Fabricante Comelato Roncato
Modelo -
Dimensões (CxLxA mm) 1650 x 720 x 875
Capacidade de carga (kg) 300
Quantidade 10
Fonte: Comelato Roncato (2015).

6.2.4.2 Cozinha de produtos químicos

A cozinha de produtos químicos será totalmente automatizada,


proporcionando um maior controle da dosagem de produtos utilizados. A mesma
contará com um dosador volumétrico que controlará e enviará até as máquinas as
concentrações dos produtos automaticamente. Por meio desse processo totalmente
automatizado o processo de beneficiamento se torna mais eficaz, confiável e prático.
78

6.2.5 Produtos e Auxiliares Utilizados

6.2.5.1 Produtos Utilizados

Durante os processos de beneficiamento, há a necessidade de produtos que


atuem sobre o substrato possibilitando melhorias nas suas características. São eles
os principais agentes do processo, alguns exemplos são o peróxido de hidrogênio e
o hidróxido de sódio.

Tabela 45 - Produtos utilizados.


Produtos Utilizados Fornecedores
Peróxido de Hidrogênio Êxodo Científica
Hidróxido de Sódio Nalgon
Fonte: Êxodo Científica; Nalgon (2015).

6.2.5.1.1 Peróxido de Hidrogênio

Em meio aquoso, o peróxido de hidrogênio libera o íon Peroxíla (HO2-). Na


presença de substâncias oxidativas, como impurezas da fibra, torna-se
extremamente instável, decompondo e alvejando os lugares onde se encontram tais
substâncias (KARMAKAR, 1999).
Esse produto será utilizado no processo de desengomagem e alvejamento
oxidativo, sendo sua principal finalidade aumentar o grau de alvura dos substratos.

6.2.5.1.2 Hidróxido de Sódio

De acordo com Masikkamaki (2006), a solução de hidróxido de sódio


penetra nas regiões amorfas da celulose e a presença de íons Na+ produz uma
ruptura nas pontes de hidrogênio presentes entre o grupo hidroxila das cadeias da
celulose, facilitando a passagem das soluções e tornando as hidroxilas mais
acessíveis aos agentes químicos.
A Vienense Têxtil utilizará esse produto na etapa de desengomagem e
alvejamento oxidativo e na mercerização.

6.2.5.1.3 Auxiliares utilizados

Para que os processos de beneficiamento ocorram de maneira efetiva, há a


necessidade de inserção de outros produtos sendo estes denominados auxiliares.
Tais produtos destinam-se a apoiar, complementar ou preparar a ação dos agentes
79

no processo. São os mais variados compostos, como umectantes, sequestrantes e


estabilizadores (KARMAKAR, 1999).

Tabela 46 - Produtos auxiliares utilizados.


Produtos Tipo Fornecedor
Detergente Umectante Goldwet NE Golden Química
Sequestrante Goldcom TA Golden Química
Estabilizador Goldstab OX Golden Química
Fonte: Golden Química (2015).

6.2.5.1.4 Detergente Umectante

Segundo Salem (2010), os umectantes são tensoativos de caráter lipofílico


que diminuem a tensão superficial entre o tecido e os agentes, ocasionada pela
presença de gorduras ou óleos.
A utilização de umectantes estará presente na maior parte dos processos do
beneficiamento primário, com o princípio de auxiliar na penetração do banho no
artigo, diminuindo a hidrofobicidade do mesmo.

6.2.5.1.5 Sequestrante

Os sequestrantes de íons fazem a retirada de agentes de dureza como


cálcio e magnésio, para que não ocorra nenhum processo catalítico nas reações de
oxidação. Em alguns processos, a presença desses íons metálicos pode ocasionar
problemas no artigo.

6.2.5.1.6 Estabilizador

O estabilizador será o responsável pelo controle da ação do agente


oxidante, regulando a velocidade de decomposição do peróxido. Sendo utilizado na
etapa de desengomagem oxidativa.

6.2.5.2 Concentração de produtos e auxiliares

As receitas que serão utilizadas no processo de desengomagem e


alvejamento oxidativo e na etapa de mercerização estão apresentadas nas Tabelas
47 e 48, respectivamente.
80

Tabela 47 - Receita desengomagem e alvejamento oxidativo.


Produtos Utilizados Concentração
Peróxido de Hidrogênio 35 g/L
Hidróxido de Sódio 45 g/L
Detergente Umectante 10 g/L
Sequestrante 10g/L
Estabilizador 10g/L
Fonte: Paranatex Têxtil (2015).

Tabela 48 - Receita mercerização.


Produtos Utilizados Concentração
Hidróxido de Sódio 50 g/L
Detergente Umectante 15 g/L
Fonte: Paranatex Têxtil (2015).

6.2.5.3 Cálculo de Consumo dos Produtos

Para cálculo do consumo de produtos será necessário considerar as massas


mensais dos artigos 1 e 2 a serem produzidos, sendo elas 51.030 e 50.574 Kg,
respectivamente.
A Tabela 49 apresenta os valores das temperaturas as quais serão
submetidos os processos, bem como as respectivas relações de banho, que serão
utilizadas nos cálculos de consumo dos produtos.

Tabela 49 - Temperatura e relação de banho dos processos.


Processo Temperatura (ºC) Relação de Banho
Desengomagem e AlvejamentoOxidativo 80 1:1
Mercerização 18 1:1
Fonte: Autoras (2015).

Utilizando-se os dados das Tabelas 47 e 49 obtém-se a quantidade de


produtos que serão utilizados nos processos de desengomagem e alvejamento
oxidativo mensalmente, apresentados na Tabela 50 a seguir:

Tabela 50 - Consumo mensal de produtos na desengomagem e alvejamento oxidativo.


Produtos Artigo 1 Artigo 2
Água (L) 51.030 50.574
Peróxido de Hidrogênio (kg) 1.786,05 1.770,09
Hidróxido de Sódio (kg) 2.296,35 2.275,83
Detergente Umectante (kg) 510,3 505,74
Sequestrante(kg) 510,3 505,74
Estabilizador (kg) 510,3 505,74
Fonte: Autoras (2015).
81

Utilizando-se os dados das Tabelas 48 e 49 obtém-se a quantidade de


produtos que serão utilizados nos processos de mercerização mensalmente,
apresentados na Tabela 51 a seguir:

Tabela 51 - Consumo mensal de produtos na mercerização.


Produtos Artigo 1 Artigo 2
Água (L) 51.030 50.574
Hidróxido de Sódio (kg) 2.551,5 2.528,7
Detergente Umectante (kg) 765,45 758,61
Fonte: Autoras (2015).

6.2.6 Parâmetros de Controle dos Processos

Durante o processo de chamuscagem algumas variáveis deverão ser


observadas, são elas: distribuição dos bicos de queima, ângulo de incidência da
chama no tecido, intensidade da chama, mistura de gás e água, velocidade de
passagem do tecido pelas chamas e dobramento do tecido no interior da máquina.
Uma distribuição inadequada dos bicos de queima poderá causar uma
chamuscagem irregular na largura e comprimento do rolo; o ângulo de incidência da
chama no tecido influenciará no efeito da chamuscagem, sendo indicada uma
chamuscagem forte para tecidos de fibras vegetais. Em relação à velocidade de
passagem do tecido pelas chamas, se for muito baixa pode causar efeitos térmicos
indesejáveis ao tecido e se for muito elevada a chamuscagem pode não ser feita de
modo efetivo.
No processo de desengomagem e alvejamento oxidativo, os parâmetros que
deverão ser controlados são a temperatura do processo, o teor do álcali e o pH, pois
ambos os processos se darão em solução alcalina. E, no processo de mercerização,
os fatores que deverão ser observados são a temperatura e a concentração de
hidróxido de sódio, pois estes influenciarão no encolhimento da fibra.

6.2.7 Cálculos de produção

Para determinação dos valores dos cálculos de produção, consideraram-se


as eficiências de 80%, 80% e 90% para a revisadeira, chamuscadeira e
mercerizadeira, respectivamente, conforme apresentado nas Tabelas 39, 40 e 41.
Aplicando-se essa eficiência, obtêm-se quais serão as velocidades reais dos
equipamentos, apresentadas na Tabela 52, abaixo:
82

Tabela 52 - Velocidades reais dos equipamentos.


Equipamento Velocidade Real (m/min)
Revisadeira 48
Chamuscadeira 160
Mercerizadeira 27
Fonte: Autoras (2015).

Considerando que a produção mensal na Vienense Têxtil será de 300.000


metros e que os equipamentos de revisadeira e mercerizadeira trabalharão todos os
dias do mês, enquanto que a chamuscadeira trabalhará somente de segunda à
sexta-feira, ou seja, 20 dias mensais, obtêm-se as quantidades de horas
necessárias de trabalho por dia de cada equipamento por meio da Equação 3, cujos
valores estão apresentados na Tabela 53 abaixo:

Eq. (3)

Sendo:
V= velocidade;
H= horas trabalhadas;
D= dias trabalhados.

Tabela 53 - Horas trabalhadas diárias por equipamento.


Equipamento Horas trabalhadas por dia (h)
Revisadeira 5,21 ≈5h13min
Chamuscadeira 1,562 ≈1h34min
Mercerizadeira 9,26≈9h15min
Fonte: Autoras (2015).

6.3 SETOR DE BENEFICIAMENTO SECUNDÁRIO

6.3.1 Memorial descritivo

O beneficiamento secundário abrange o conjunto de operações realizadas


sobre os substratos têxteis visando fornecer aos mesmos uma coloração total
(tingimento) ou parcial (estamparia).
O tingimento é uma modificação físico-química do substrato de forma que a
luz refletida provoque uma percepção de cor (SALEM, 2010). Consiste no processo
de coloração dos substratos têxteis, de forma homogênea, mediante a aplicação de
83

corantes. O processo de tingimento se divide em duas etapas: cinética e


termodinâmica (SALEM; MARCHI e MENEZES, 2005). Na etapa da cinética ocorre a
dispersão do corante na solução, a adsorção dos corantes para a superfície da fibra
devido à substantividade, e a difusão do corante para o interior da fibra (MORITA,
2006). E a etapa da termodinâmica estuda os fatores que levam as moléculas de
corantes a permanecerem na fibra e que são chamados de afinidade (SALEM;
MARCHI e MENEZES, 2005).
A prática da estamparia consiste em imprimir sobre substratos têxteis,
matérias corantes e/ou produtos químicos, capazes de colorir ou descolorir áreas
pré-determinadas. Analiticamente a estamparia é um processo que alia ideias
desenhadas, corantes ou pigmentos e um substrato têxtil, em geral tecidos, usando
as mais variadas técnicas de aplicação desses corantes ou pigmentos com uma
precisão definida.

6.3.2 Fluxograma

Figura 7: Fluxograma do setor de beneficiamento secundário.


Fonte: Autoras (2015).
84

6.3.3 Descrição do fluxograma

6.3.3.1 Tingimento

Nesta etapa serão processados os tecidos submetidos ao beneficiamento


primário, este é o processo que proporcionará a cor desejada ao artigo. A empresa
irá optar pelo processo Pad-Batch, no qual as peças irão sofrer impregnação de um
foulard, sendo enroladas e permanecendo em repouso, para em seguida irem para a
lavadeira contínua.

6.3.3.2 Estamparia

A estamparia da Vienense Têxtil contará com máquinas rotativas, que irão


proporcionar um tingimento localizado através de cilindros. As estampas estarão
disponibilizadas no catálogo da empresa ou serão projetadas mediante solicitação
do cliente.

6.3.3.3 Revisão, embalagem e expedição

Neste processo, tanto os artigos tintos como os estampados passarão por


uma revisadeira, a fim de registrar e separar os lotes de tecidos que apresentarem
irregularidades. Os lotes aprovados serão embalados e encaminhados para as lojas
ou clientes específicos.

6.4 TINGIMENTO

6.4.1 Memorial Descritivo

O tingimento é a modificação físico-química do substrato de forma que a luz


refletida provoque uma percepção de cor ao observador (SALEM, 2010). É um
processo único dentre os demais processos têxteis, consistindo em uma operação
destinada a colorir uniformemente o material submetido mediante a aplicação de
corantes.
A Vienense Têxtil realizará o processo de tingimento semi-contínuo (pad-
batch), com a utilização de corantes reativos adequados para fibras celulósicas.
85

6.4.2 Processo de tingimento

As etapas do processo de tingimento estão representadas na Figura 8.

Preparação do banho

Impregnação e
espremedura

Enrolamento

Condicionamento

Lavagem e
Ensaboamento

Secagem

Figura 8: Processo de tingimento.


Fonte: Autoras (2015).

6.4.3 Descrição do processo de tingimento

6.4.3.1 Preparação do banho

Durante a preparação do banho, os corantes utilizados deverão ser


completamente dissolvidos em água, juntamente com os produtos auxiliares e
químicos necessários, seguindo a receita da cor desejada.
86

6.4.3.2 Impregnação e espremedura

A impregnação será realizada por meio do foulard. O tecido beneficiado


entra no equipamento por meio do chassi, que deve ser o menor possível permitindo
a troca rápida do banho. No chassi, o material passa por rolos espremedores, que
devem aplicar a mesma pressão em toda largura do material, assegurando um pick-
up homogêneo.
Ao passar pelo chassi o tecido é saturado pela solução de corante e, em
seguida, espremido. É importante que o tecido seja dirigido sem ourelas enroladas
ou vincos. No momento da espremedura, uma parte do banho é forçada no sentido
oposto e retorna ao chassi, outra parte é forçada para dentro do tecido e uma
mínima porção é arrastada superficialmente pelo substrato.

6.4.3.3 Enrolamento

O tecido deverá ser enrolado ourela sobre ourela, aplicando a menor tensão
possível. No final, o rolo deve ser enrolado por um tecido de algodão, submetido
também ao tingimento no foulard e, em seguida, deve ser envolvido totalmente por
uma folha de plástico.

6.4.3.4 Condicionamento

O rolo será submetido a uma rotação permanente durante 4 a 24 horas, em


um ambiente que deverá estar a uma temperatura de 22 a 29 ºC e o tecido a uma
temperatura de 27 a 32ºC para que ocorra a reação exotérmica.

6.4.3.5 Lavagem e ensaboamento

O tecido será submetido ao processo contínuo de lavagem e ensaboamento.


Serão utilizadas 6 caixas de lavagens, a primeira e a segunda caixa terão apenas
água sendo a temperatura fria de 70ºC, respectivamente. Na terceira e quarta caixa,
serão utilizados dispersante/sequestrante pH 7 – 9, a uma temperatura de 95ºC. As
últimas caixas, cinco e seis, serão utilizadas apenas com água, sendo a primeira à
70ºC e a última à frio.
87

6.4.3.6 Secagem

A etapa de secagem consiste em um processo em que os tecidos são


presos somente pelas ourelas (laterais) e passam por uma estufa para secagem,
sem sofrer nenhum contato em suas faces, para que não ocorra variação na largura
(SILVA, 2009). Os rolos de tecido tintos seguirão para a revisão.

6.4.4 Equipamentos

A Tabela 54 demonstra os equipamentos utilizados na etapa de


beneficiamento secundário, especificamente no processo de tingimento.

Tabela 54 - Equipamentos do tingimento.


Item Tipo Fabricante Quantidade
01 Foulard Delta Equipamentos 1
02 Lavadora Contínua Benninger 1
Fonte: Autoras (2015).

A Tabela 55 apresenta os dados técnicos do foulard de impregnação,


máquina pela qual o tecido entrará em contato com o banho de tingimento.

Tabela 55 - Dados técnicos do foulard de impregnação.


Equipamento Foulard
Fabricante Delta Equipamentos
Modelo MWF033
Velocidade de Trabalho (m/min) Até 60
Eficiência (%) 90
Potência Instalada (KW) 10
Tensão Elétrica (V) 220/380/440
Consumo de Ar Comprimido (Nm^3/h) 2
Dimensão (L mm) 3.200
Quantidade 1
Fonte: Delta Equipamentos (2015).

Por sua vez, a tabela 56 exibe as especificações da lavadora contínua.

Tabela 56 - Dados técnicos da lavadora contínua.


Equipamento Lavadora Contínua
Consumo de Água (L/h) 45
Potência Instalada (Kw) 25
Consumo de Vapor ( 100
Dimensões (CxL mm) 14.828 x 4.365
Quantidade 1
Fonte: Benninger Group (2015).
88

6.4.5 Cozinha de Produtos Químicos

A cozinha de produtos químicos contará com um sistema automatizado,


permitindo o controle eficiente dos produtos utilizados em cada receita. Por meio de
um dosador volumétrico as concentrações de produtos serão enviadas para a
máquina de tingimento, seguindo para a lavadora contínua.

6.4.6 Produtos e auxiliares

6.4.6.1 Produtos

Na etapa do tingimento serão utilizados corantes para conferir cor ao


substrato têxtil e alguns produtos para auxiliar na montagem do corante na fibra,
assim como no processo de fixação do mesmo. Entre os principais agentes dessa
fase, estão o cloreto de sódio e a barrilha.

Tabela 57 - Produtos utilizados.


Produtos Utilizados Fornecedores
Corante Reativo Golden Química
Cloreto de Sódio Aliança Química
Barrilha Aliança Química
Fonte: Golden Química (2015); Aliança Química (2015).

6.4.6.1.1 Corante Reativo

Os corantes reativos são capazes de reagir com a fibra celulósica,


fornecendo uma vasta gama de cores, além de apresentarem ótimos índices de
solidez à úmido.
A Vienense Têxtil irá trabalhar com corantes de média e baixa reatividade,
considerando que eles possuem excelentes propriedades de difusão e migração,
fornecendo um tingimento de alta qualidade. A única limitação da empresa estará
em não realizar o tingimento na cor preta, uma vez que a mesma só poderá ser
obtida por meio do processo de estamparia.

6.4.6.1.2 Cloreto de Sódio

O sal ou cloreto de sódio tem como finalidade auxiliar na montagem do


corante na fibra, ou seja, no processo de absorção. Com a adição desse sal, em
meio neutro, ocorre a absorção do corante pela fibra, a fim de que simultaneamente
ocorra a reação de fixação dessa molécula de corante.
89

6.4.6.1.3 Barrilha

A barrilha, ou também chamada de soda cáustica, promove alcalinidade ao


meio, favorecendo a fixação do corante a fibra de algodão.

6.4.6.2 Auxiliares

Para que os processos de beneficiamento ocorram de maneira efetiva, há a


necessidade de inserção de outros produtos sendo estes denominados auxiliares.
Tais produtos destinam-se a apoiar, complementar ou preparar a ação dos agentes
no processo (KARMAKAR, 1999). Entre esses produtos auxiliares estão os
antiespumantes, umectantes, sequestrantes, dispersantes e agentes de
ensaboamento.

Tabela 58 - Produtos auxiliares utilizados.


Produtos Tipo Fornecedor
Antiespumante Goldfoam BOM Golden Química
Detergente Umectante Goldwet NE Golden Química
Sequestrante Euroquest DS Tremembé
Dispersante Trewash LT Tremembé
Agente de Ensaboamento Goldwash LFC Golden Química
Fonte: Golden Química (2015); Tremembé (2015).

6.4.6.2.1 Antiespumante

O antiespumante será responsável por controlar a formação de espuma de


maneira indesejada durante o processo de tingimento.

6.4.6.2.2 Detergente Umectante

O detergente umectante irá auxiliar a penetração do banho no artigo,


diminuindo a tensão superficial entre o tecido e os agentes.

6.4.6.2.3 Sequestrante

A utilização do sequestrante promoverá a retirada dos agentes de dureza,


entre esses, cálcio e magnésio, para que não ocorra nenhum processo catalítico nas
reações de oxidação.
90

6.4.6.2.4 Dispersante

A Vienense Têxtil utilizará um dispersante a fim de garantir a dispersão do


banho, ou seja, manter uma distribuição uniforme da solução.
Segundo a Tremembé (2015), esse dispersante é ideal para corantes
reativos, o mesmo atua como protetor coloidal, evitando a formação de
aglomerados, diminuindo de forma significativa as águas de lavagens .

6.4.6.2.5 Agente de Ensaboamento

Os agentes de ensaboamento ou também denominados agentes de lavação,


serão utilizados após o banho de tingimento para a remoção do corante não fixado.
Esse agente auxiliar facilita a remoção de corantes reativos nas lavagens
posteriores aos tingimentos e estampagens. Além de evitar a redeposição de
corantes hidrolisados e impurezas retiradas das fibras (GOLDEN QUÍMICA, 2015).

6.4.6.3 Concentração de produtos e auxiliares

A Tabela 59 apresenta a receita de tingimento que será utilizada pela


empresa Vienense Têxtil, sendo a mesma realizada com corantes reativos.

Tabela 59 - Receita do processo de tingimento.


Produtos Quantidade
Corante Reativo 3% spm
Antiespumante 1 g/L
Detergente Umectante 0,5 g/L
Sal 65 g/L
Barrilha 15 g/L
Fonte: Paranatex (2015).

A Tabela 60 apresenta a receita utilizada no processo de lavagem do artigo.

Tabela 60 - Receita do processo de lavagem.


Produtos Quantidade
Agente de ensaboamento 10g/L
Sequestrante 10 g/L
Dispersante 1 g/L
Fonte: Autoras (2015).
91

6.4.6.4 Cálculo de produtos utilizados

As Tabelas 61 e 62, a seguir, apresentam as quantidades de produtos


utilizados no processo de tingimento e em sua posterior lavagem, considerando uma
relação de banho 1:1, lastro de 30 litros e pick-up de 80%.

Tabela 61 - Consumo mensal de produtos no tingimento reativo.


Produtos Quantidade
Água (L) 50.574
Corante Reativo (Kg) 1527,303
Antiespumante (Kg) 39,769
Detergente Umectante (Kg) 19,885
Sal (Kg) 2584,967
Barrilha (Kg) 596,531
Fonte: Autoras (2015).

Tabela 62 - Consumo mensal de produtos na lavagem.


Produtos Quantidade
Água (L) 50.574
Agente de ensaboamento (Kg) 397,688
Sequestrante (Kg) 397,688
Dispersante (Kg) 39,769
Fonte: Autoras (2015).

6.4.7 Parâmetros de controle dos processos

A temperatura será um parâmetro que deverá ser controlado no processo de


tingimento pad-batch na Vienense Têxtil. A temperatura do tecido deverá ser
suficientemente baixa a fim de evitar o aquecimento do banho; a temperatura de
banho ideal será entre 22ºC a 25ºC. Em relação à temperatura ambiente de
condicionamento, a ideal será entre 22ºC a 29ºC, devendo esta ser uniforme em
todos os lados. Sobre o tempo de fixação, deverá se manter o mínimo recomendado
e a espremedura dos rolos do foulard deverá ser controlada sistematicamente em
relação à sua uniformidade (SALEM, 2010).

6.4.8 Cálculos de produção

Para determinação dos valores dos cálculos de produção, considerou-se a


eficiência de 90 % para foulard de impregnação conforme apresentado na Tabela
56.
Considerando que a produção de tingimento mensal na Vienense Têxtil será
de 150.00 metros e que o equipamento de foulard de impregnação trabalhará
92

somente de segunda à sexta-feira, ou seja, 20 dias mensais, obtém-se a quantidade


de horas necessárias de trabalho por dia deste equipamento por meio da resolução
da Equação 4:

Eq. (4)

Deste modo, a quantidade de horas que o foulard de impregnação


funcionará por dia será de 2 horas e 19 minutos.

6.5 ESTAMPARIA ROTATIVA

6.5.1 Memorial Descritivo

A estamparia têxtil é um processo de tingimento localizado, que se diferencia


do tradicional pelo veículo que confere cor ao substrato, sendo neste caso, quadros
ou cilindros, além de ser um processo mais barato do que seria a construção do
mesmo desenho por meio de tecimento (RIBEIRO, 2015, p. 3). A estamparia da
Vienense Têxtil contará com uma máquina rotativa, que irá proporcionar aos seus
produtos maior valor de mercado, estampando os mesmos, uma lavadora de
cilindros, assim como estantes para armazenamento dos mesmos. Com 1
funcionário, máquinas rotativas da marca SPG Prints trabalharão 4 horas por dia, 20
dias por mês, estampando 50% de sua produção total de tecidos planos (artigo 1,
descrito na tecelagem), totalizando em 150.000 metros de tecido estampado ao
mês.
Diversos padrões e desenhos serão estampados, desenvolvidos na empresa
ou por seus clientes, o que dará aos mesmos maior liberdade de escolha quanto ao
produto que desejam adquirir. Nos primeiros metros de cada rolo de tecido a ser
estampado serão testadas as intensidades colorísticas, assim como o encaixe da
estampa, a fim de garantir um melhor resultado final do produto que será então
direcionado às vendas.
A cozinha de pastas da estamparia estará localizada próxima à máquina
rotativa, para facilitar os ajustes necessários de tonalidades. Essa máquina de
estamparia rotativa será sempre muito bem iluminada, para melhor percepção da
93

qualidade do produto, podendo comparar com precisão a intensidade colorística das


pastas desenvolvidas e as estampas finais.
Depois de realizadas as estampas nos tecidos, os cilindros serão lavados
em uma lavadora e posteriormente acondicionados em tubos de papelão e
depositados em estantes de armazenamento próximas à mesa de estampagem,
para maior facilidade de logística no interior do setor, caso esses padrões voltem a
ser trabalhados pela empresa.

6.5.2 Processo de estamparia rotativa

A Figura 9 apresenta as etapas do processo de estamparia, demonstrando


todo o processo de enobrecimento de parte da produção da Vienense Têxtil através
deste beneficiamento final.
94

Criação do Padrão

Seleção das cores

Gravação dos
cilindros

Preparação dos
artigos

Estampagem

Figura 9: Processo de estamparia rotativa.


Fonte: Autoras (2015).

6.5.3 Descrição do processo de estamparia rotativa

6.5.3.1 Criação do Padrão

O departamento de desenvolvimento de produto irá realizar pesquisas de


mercado constantes, de forma que o público alvo encontre nos produtos da
Vienense Têxtil as melhores opções de trabalho. Esses profissionais irão criar
padrões de estampagem com desenhos próprios da empresa, de forma periódica,
ou os clientes irão encomendar padrões personalizados, encaminhando-os para o
setor.
95

6.5.3.2 Seleção de Cores

Após a definição dos padrões de estampagem, serão selecionadas as cores


que irão compor a estampa, sendo uma cor para cada cilindro. Como a estamparia é
uma área de fácil diversificação, diversas cores estarão disponíveis para a
construção do produto.

6.5.3.3 Gravação dos Cilindros

O processo de gravação dos cilindros é feito por terceirização. A empresa


contratada, SPG Prints, realizará esta etapa por meio de gravação à laser feita na
máquina bestLEN 541x, que conta com o software bestIMAGE, que além de reduzir
o tempo de gravação, ainda possui funções como repetição virtual, separação de
cores e mapeamento de texturas. Este sistema de gravação a laser possui maior
produtividade, foco mais reduzido e gravação mais rápida, já que não passa pelas
etapas de revelação e secagem, tradicionais nas gravações de padrões de
estamparia (SPG Prints, 2015).

6.5.3.4 Preparação do artigo

Nesta etapa é importante destacar a etapa de testes, onde uma curta


metragem de tecido é estampada a fim de testar o encaixe dos cilindros e a
intensidade das pastas de estampagem. Após a realização desses testes, os tecidos
beneficiados são estampados normalmente na máquina de estampagem,
submetidos à dada fixação do tecido na máquina, de forma a não criar altas tensões
ao longo do rolo e evitando a criação de vincos.

6.5.3.5 Estampagem

Após a acomodação do tecido na máquina de estampagem, os cilindros são


encaixados na mesma. No interior de cada cilindro existe um tubo perfurado que
bombeia a pasta de estampagem à pressão fixa para o tecido (MEZA, 2010, p. 32).
Cada tubo possui uma cor diferente que será passada para o tecido em velocidade
considerável, permitindo a estampagem de grandes metragens de tecido em
algumas horas. Os artigos prontos seguirão para a revisão.
96

6.5.4 Equipamentos

Os principais equipamentos utilizados na estamparia são os cilindros,


lavadora de cilindros, máquina de estamparia rotativa e secador de tecidos. A
Tabela 63 abaixo apresenta os equipamentos que serão utilizados pela Vienense
Têxtil, assim como seus fornecedores.

Tabela 63 - Dimensões da lavadora de cilindros.


Equipamento Fornecedor
Cilindros SPG Prints
Lavadora de Cilindros SPG Prints
Máquina de estamparia rotativa SPG Prints – Stork
Secador de Tecidos SPG Prints – Stork
Fonte: SPG Prints (2015).

A lavadora escolhida é fornecida pela SPG Prints que realiza lavagem


cuidadosa dos cilindros, sendo este fato de suma importância, visto que estes
materiais são sensíveis a impactos e manuseio impróprio. Deve-se destacar também
que estas lavadoras possuem sistema de economia de água além de tempo de
parada minimizado por meio de uma operação rápida e eficiente.
Os cilindros escolhidos são gravados e entregues pela SPG Prints, da marca
PentaScreen®, sendo que esta apresenta ótima adaptação à diversos tipos de
estampa, desde meio-tons à traços finos. Tem largura de 1,85m à 3,20m.
A mesa de estampagem escolhida é a Pegasus EVO devido à sua
flexibilidade de largura útil (de 1,85 à 3,20m), já que a Vienense Têxtil trabalhará
com tecidos mais largos. O fabricante oferece assistência técnica à distância para
esta máquina, agilizando assim os processos de manutenção da mesma. Outro fator
importante desta máquina é o modo de utilização da lâmina, que pode ser realizada
em diversos ângulos, para diferentes quantidades de pasta aplicada ao tecido,
podendo ser uma quantidade reduzida e mais econômica e devido à baixa fricção
entre a estampa e a lâmina, o tempo de vida útil da máquina é aumentado.
Seguida da passagem do tecido pela mesa de estampagem e pelos
cilindros, o mesmo irá para uma estufa de secagem, para melhor acabamento. O
secador escolhido foi o secador Apollo, da marca Stork, que possui uma alta
capacidade de evaporação por campo de secagem, manutenção simples, fácil e
rápida instalação. Este secador exige uma quantidade mínima de energia para
realizar a secagem e possui tamanho compactado, o que significa economia de
energia e espaço para a Vienense Têxtil.
97

As Tabelas 64, 65 e 66 apresentam as dimensões da lavadora de cilindros,


assim como dados técnicos da mesa de estampagem e da estufa secadora de
tecidos, fornecidos pelo catálogo de produtos da SPG Prints.
.
Tabela 64 - Dimensões da lavadora de cilindros.
Equipamento Lavadora de Cilindros
Fabricante SPG Prints
Capacidade de Lavagem 3 cilindros
Dimensões (CxLxA mm) 3000 x 1.500 x 1.600
Fonte: SPG Prints (2015).

Tabela 65 - Dados técnicos da mesa de estampagem.


Equipamento Mesa de Estampagem
Fabricante SPG Prints - Stork
Velocidade Média de Trabalho(m/min) 50
Eficiência (%) 85
Potência Instalada (KW/h) 180
Tensão Elétrica (V) 440
Largura (mm) 3.200
Dimensões (CxLxA mm) 12000 x 3.000 x 2.000
Altura da máquina + instalações (mm) 5000
Quantidade 1
Fonte: SPG Prints – Stork (2015).

Tabela 66 - Dados técnicos da estufa de secagem de tecidos.


Equipamento Estufa de Secagem de Tecidos
Fabricante SPG Prints – Stork
Velocidade Média de Trabalho (m/min) 50
Eficiência (%) 90
Potência Instalada (KW) 180
Tensão Elétrica (V) 440
Dimensões (CxLxA mm) 6.000 x 4.000 x 5.000
Quantidade 1
Fonte: SPG Prints – Stork (2015).

6.5.5 Cozinha de Produtos da Estamparia

A cozinha da Vienense Têxtil irá se localizar dentro do setor de estamparia,


com dois misturadores de pasta e uma balança. As dimensões da cozinha serão de
3 metros de largura, 4 de comprimento e 5 de altura, para que possa comportar
estes equipamentos e as pastas que serão preparadas e aguardarão o
encaminhamento para a mesa de estampagem. As Tabelas 67 e 68 apresentam os
dados desses equipamentos auxiliares do setor.
98

Tabela 67 - Dados técnicos do misturador de pasta.


Equipamento Misturador de Pasta
Fornecedor Mogk Máquinas
Modelo Mult Mix
Dimensões (CxLxA mm) 900 x 550 x 220
Voltagem (V) 220
Velocidade (RPM) 18-56 (variável)
Peso (kg) 58
Capacidade Máxima (L) 25
Quantidade 2
Fonte: Mogk Máquinas (2015).

Tabela 68 - Dados técnicos da balança.


Equipamento Balança
Fornecedor Bel Engineering
Modelo MARK L 6501
Voltagem (V) 110
Capacidade Máxima (g) 6500
Capacidade Mínima (g) 20
Desvio Padrão (g) 0,1
Quantidade 1
Fonte: Bel Engineering (2015).

A cozinha irá produzir pastas com uma receita fixa, que irá variar apenas na
cor do pigmento trabalhado.

6.5.6 Pasta de Estampagem

A pasta de estampagem utilizada na Vienense Têxtil será desenvolvida na


própria cozinha de produtos do setor, utilizando espessante, cola ligante, amônia
(estabilizador de pH), água e pigmento. Estes produtos serão adquiridos de diversos
fornecedores que estão descriminados na Tabela 69 a seguir.

Tabela 69 - Fornecedores de produtos e auxiliares da pasta de estampagem.


Produto Tipo Fornecedor
Pigmento Sinterdye Sintequímica
Espessante Texipol 63 Sintequímica
Cola Ligante Superprint ABS Sintequímica
Estabilizador de pH Goldstab P Golden Química
Fonte: Sintequímica (2015), Golden Química (2015).

6.5.7 Produtos e Auxiliares da Pasta

As pastas de estampagem da Vienense Têxtil serão à base d’água e


opacas. Estas pastas apresentam toque suave, fácil limpeza e custo reduzido.
Ribeiro (2015, p. 17) define:
99

6.5.7.1 Produtos

Os principais produtos da pasta de estampar são a água e o pigmento. Nas


pastas opacas há de 28 à 40% da presença de pigmentos brancos.

6.5.7.1.1 Água

Usada como solvente da pasta, já que seu impacto ambiental é muito menor
quando comparado a outros solventes. Esta água será proveniente do sistema de
abastecimento de água para uso industrial;

6.5.7.1.2 Pigmento

Compostos orgânicos que não se solubilizam em água. Sua fixação é feita


por meio dos ligantes presentes na pasta de estampagem, já que os pigmentos não
se ligam diretamente com a fibra. O pigmento da Sintequímica possui excelente
rendimento de cor, toque extra macio e alta resistência ao cloro (SINTEQUÍMICA,
2015).

6.5.7.2 Auxiliares

Os produtos auxiliares presentes na pasta serão ligantes, espessantes e


agentes reguladores de pH.

6.5.7.2.1 Ligantes

Compostos orgânicos de elevado peso molecular, responsáveis pela fixação


do pigmento ao tecido (RIBEIRO, 2015, p. 18).

6.5.7.2.2 Espessantes

Influi na solidez das cores da estampa e na maciez do tecido. É o auxiliar


responsável pela viscosidade da pasta, deixando essa mais espessa quando
adicionado à mesma (RIBEIRO, 2015, p. 18). O espessante escolhido da
Sintequímica é de alta resistência a eletrólitos, trabalha em baixas viscosidades e
com altas velocidades (SINTEQUÍMICA, 2015).
100

6.5.7.2.3 Estabilizador de pH

Ajusta o pH ideal para o processo de polimerização do ligante, sendo que o


amoníaco é a base química mais comumente usada (MEZA, 2010, p.30).

6.5.8 Cálculos de Consumo da Pasta

A pasta que será desenvolvida pela Vienense Têxtil terá a receita


apresentada na Tabela 70 e renderá 550 litros de pasta pronta para a realização da
estampa.

Tabela 70 - Receita da pasta de estampagem.


Produto Quantidade
Água (L) 500
Espessante (kg) 20
Cola Ligante (kg) 40
Estabilizador de pH (kg) 1
Pigmento 3% do volume total da pasta
Fonte: Autoras (2015).

Serão estampados 150.000 metros de tecido, todos com largura total de


2,80 metros, sendo assim 420.000m² de tecidos serão estampados. Se
considerarmos que nenhum tecido será estampado em toda sua superfície, já que
os desenhos e padrões de estampagem serão desenvolvidos com fundo livre, esse
número pode cair. Porém, não se pode chegar a um número preciso visto que os
desenhos se diferenciam bastante entre si, apenas se pode afirmar que será uma
área menor que 420.000m². Utilizaremos então uma área média de 400.000m²
estampados ao mês na Vienense Têxtil.
Segundo dados dos fornecedores dos componentes da pasta de
estampagem, com um litro de pasta é possível estampar em média 12m² de tecido
plano, sendo assim:

Sendo assim, serão necessárias 61 receitas de pasta de estampagem para


suprir toda a produção. A Tabela 71 abaixo apresenta os valores totais de produtos
e auxiliares que serão utilizados pela Vienense Têxtil ao mês.
101

Tabela 71 - Consumo mensal da receita de pasta de estampagem.


Produto Quantidade
Água (L) 30.500
Espessante (kg) 1.220
Cola Ligante (kg) 2.440
Estabilizador de pH (kg) 61
Pigmento 18,3kg
Fonte: Autoras (2015).

6.5.9 Parâmetros de controle dos processos

O primeiro controle a se realizar no processo de estamparia será quanto à


viscosidade das pastas de estampagem, desenvolvidas no setor de desenvolvimento
de produto. Estas deverão ser espessas o suficiente para não penetrar e
transparecer nos dois lados do tecido, porém finas o suficiente para passar pelos
poros dos cilindros. Sendo assim, sua viscosidade deve ser extremamente
controlada para garantir a qualidade total dos tecidos.
Na preparação da pasta de estampagem, poderão ocorrer variações da
intensidade de cor das mesmas, logo o responsável pela manipulação das pastas
estará sempre presente na etapa de testes da estampa. Este profissional garantirá
que a intensidade da pasta seja idêntica à exigida na ficha técnica. Haverá nesta
fase de testes também a presença do operador da mesa de estampagem, que irá
regular a velocidade dos cilindros de forma que seu encaixe seja preciso, dando
maior qualidade ao produto final.
Quando o tecido for aprovado em sua fase de teste, a mesa de estampagem
irá funcionar em velocidade de produção normal e o operador da mesma irá verificar
se as informações aprovadas anteriormente serão cumpridas em velocidades
maiores, para que o produto seja fidedigno às suas especificações.
Caso qualquer inconformidade seja detectada na entrada ou na saída da
máquina, a mesma será parada para sua correção, voltando ao seu pleno
funcionamento após a correção. O controle final da estampa é realizado no setor de
controle de qualidade, que irá pontuar e classificar todos os tecidos segundo a
quantidade de defeitos, avaliando o toque da área estampada, o amarelamento que
as cores claras possam apresentar e a sincronização das cores e desenhos.
102

6.5.10 Cálculos de produção

Diversos fatores podem afetar a produção diária de tecidos estampados.


Caso uma estampa seja mais elaborada, a velocidade de produção da máquina de
estampar cai e o mesmo vale para a eficiência da máquina. O número de rolos
utilizados (ou cores presentes na estampa) também pode afetar no resultado final da
produção da empresa. Sendo assim será tomada como velocidade média de
produção 50 metros de tecido estampado por minuto, sendo que a máquina irá
trabalhar com eficiência média de 85%.
A Equação 5 será utilizada para o cálculo de produção:

Eq. (5)

Sendo assim a máquina terá capacidade de produzir 204.000 metros de


tecido estampado ao mês, com uma efetividade de utilização de 73,52%,
trabalhando 4 horas por dia, apenas nos 20 dias úteis do mês, portanto o setor
funcionará apenas no turno comercial de trabalho e ainda trabalhará com margem
de folga, para cobrir aqueles tecidos que ultrapassarão a média de velocidade e
eficiência da máquina, por serem mais elaborados e mais demorados para serem
produzidos.
O secador de tecidos possui a mesma velocidade da mesa de estampagem,
já que estes dois equipamentos operam acoplados. Sendo assim, com uma
eficiência de 90%, o secador irá operar por 2 horas e 47 minutos para suprir a
demanda do setor de estamparia. As horas restantes do turno irão cobrir quaisquer
eventualidades ou demandas maiores de tecidos estampados que os clientes
possam encomendar, assim como poderão ser utilizadas pelos funcionários do setor
para manipulação e produção das pastas de estampar.

6.6 Revisão, Embalagem e Expedição dos Tecidos Acabados

Após os processos de tingimento e estamparia, os rolos de tecidos prontos


serão encaminhados para o setor de Revisão e Embalagem. Neste setor, os rolos de
tecidos, tanto tintos como estampados passarão por uma revisão na revisadeira a
fim de registrar e separar os lotes que apresentarem irregularidades. Os lotes
103

aprovados serão embalados e seguirão para o setor de Expedição para serem


etiquetados e encaminhados às lojas ou clientes específicos.

6.6.1 Equipamentos Auxiliares

A Tabela 72 apresenta os equipamentos auxiliares utilizados pela Vienense


Têxtil nos processes de revisão e embalagem.

Tabela 72 - Equipamentos de revisão e embalagem.


Item Tipo Fabricante Quantidade
01 Revisadeira Delta Equipamentos 1
02 Embaladeira Automática Delta Equipamentos 1
Fonte: Autoras (2015).

Nas Tabelas 73 e 74 estão descritos os dados técnicos da revisadeira e da


embaladeira automática.

Tabela 73 - Dados técnicos da revisadeira.


Equipamento Revisadeira
Fabricante Delta Equipamentos
Modelo REV 700
Velocidade de Trabalho (m/min) Até 60
Eficiência (%) 80
Potência Instalada (KW) 5
Largura da Máquina (mm) 3.000
Comprimento (mm) 1.600
Quantidade 1
Fonte: Benninger Group (2015).

Tabela 74 - Dados técnicos da embaladeira automática.


Equipamento Embaladeira Automática
Fabricante Delta Equipamentos
Modelo EWB 700
Potência Instalada (KW) 15 à 45
Vazão de ar (l/min)) 900
Largura dos Rolos (mm) 1.000 à 3.000
Diâmetro dos Rolos (mm) 100 à 500
Largura da Máquina (mm) 4.000
Comprimento (mm) 6.000
Altura (mm) 2.500
Quantidade 1
Fonte: Benninger Group (2015).
Considerando que a produção mensal na Vienense Têxtil será de 300.000
metros de tecidos (tintos e estampados) e que a revisadeira trabalhará 20 dias por
mês com uma eficiência de 80%, obtém-se a quantidade de horas necessárias de
funcionamento por dia deste equipamento por meio da Equação 6:
104

Eq. (6)

Deste modo, a quantidade de horas em que a revisadeira funcionará por dia


para suprir a demanda da Vienense Têxtil será de 5 horas e 13 minutos,
aproximadamente.
105

7 SETORES DE APOIO

7.1 PPCP

A programação, planejamento e controle da produção (PPCP) consiste em


um departamento que tem por objetivo a orientação da produção baseada em seu
controle contínuo, determinando quanto, como, onde, quando, quem e o que será
produzido. Este setor é basicamente a integração de todos os demais que se
interrelacionam, coordenando e comandando o sistema produtivo de acordo com os
objetivos da empresa (FUSCO et al., 2003). Segundo Severo Filho (2006), o
gerenciamento dos estoques, emissão de ordens de serviço, programação das
ordens de fabricação e acompanhamento da produção são as funções primárias do
PPCP.
Para que essa coordenação e comando funcionem de forma satisfatória, o
sistema de comunicação da empresa deve estar sempre atualizado, para que
setores como desenvolvimento de produto, vendas, compras, manutenção ou
produção abasteçam o PPCP com informações confiáveis, fazendo assim com que o
planejamento da produção seja realizado de forma correta (SEVERO FILHO, 2006).
Para melhor determinação de qual tipo de planejamento será implantado na
Vienense Têxtil, deverá se observar qual tipo de sistema produtivo é adotado em
cada setor. No setor da tecelagem o sistema produtivo é contínuo, ou seja, a
produção de tecidos independe de lotes, já no beneficiamento, tingimento e
estamparia, o sistema adotado é por lotes, onde vários metros de tecido são
beneficiados por vez. Segundo Chiavenato (2005), na produção contínua deve haver
um planejamento e controle da matéria-prima para períodos mensais ou anuais,
assim como para a produção e para produtos acabados. Já na produção em lotes,
tanto para a matéria-prima, como para a produção e para os produtos acabados
deve haver planejamento e controle para cada lote ou conjunto dos mesmos.
Sendo assim, a Vienense Têxtil irá estruturar seu PPCP de forma que as
principais áreas da empresa estarão interligadas. Produção, RH, Vendas e
Compras, Finanças e Suprimentos terão relações diretas com o setor de
planejamento, para que a troca e a atualização de informações seja feita de forma
rápida e eficaz. Ele será iniciado com um Plano de Negócios, com estratégias de
produção, marketing, recrutamento e treinamento de mão de obra.
106

Posteriormente o PPCP irá elaborar o Plano Mestre de Produção, que irá


programar e planejar sua produção conforme o sistema produtivo adotado em cada
setor, definindo metas e políticas da empresa, como definição do público alvo, nível
de produção e de serviço, estratégias de marketing e desenvolvimento de novos
produtos, partindo então ao nível operacional, controlando a produção no chão de
fábrica.
Nesta etapa, o setor irá executar todo o planejamento anteriormente feito,
controlando a demanda de matéria-prima, a produção alcançada e suprindo o PPCP
à nível estratégico com os resultados obtidos para o aprimoramento da cadeia de
informações e planejamento estabelecidos, medindo o desempenho, comparando-o
com o planejado, identificando possíveis erros e formulando métodos para corrigi-
los. Este controle será realizado de forma que todas as ordens de serviços estarão à
mostra em local de fácil acesso, próximo às máquinas (ou nas próprias máquinas)
que estarão produzindo determinado artigo, comparando a qualidade exigida e a
data de entrega estabelecida com o fluxo de produção executado.
Além disso, todas as linhas de produção terão placas com cores
correspondentes à eficiência que o setor estará obtendo, sendo verde para
“eficiência dentro do planejado” e vermelho para “eficiência abaixo do planejado”. Os
colaboradores líderes de cada setor irão realizar a mudança das placas conforme
houver queda de produção, permitindo então que as ações corretivas sejam
tomadas de forma mais rápida pelo nível tático, fazendo com que os set-ups sejam
os menores possíveis.
O software utilizado no PPCP e em toda a empresa será o SGT da
Operacional Têxtil Solution. Este ERP (Enterprise Resource Planning) integra a
administração da empresa e a gestão de operações da mesma, controlando
compras, vendas, desenvolvimento de produto engenharia de processos, PPCP,
qualidade, manutenção industrial, custos, estoques, expedição, faturamento,
terceirização e todas as atividades financeiras.
O software auxilia no melhor controle de atividades logísticas, gestão
comercial, gestão de custos, normalização, planejamento, produção da tecelagem,
todo o setor de beneficiamento, desde o primário até a estamparia, assim como a
gestão da manutenção. O mesmo ainda possui um sistema no qual, assim que um
rolo de tecido é finalizado, o produto é automaticamente computado ao estoque
disponível em qualquer setor da fábrica, seja para clientes externos ou internos à
107

empresa, tornando mais simples o controle de produção deste setor, tornando


possível uma produção eficiente e bem controlada.

7.2 QUALIDADE

A qualidade é um assunto fundamental para o crescimento das


organizações, tanto relacionada ao produto quanto em serviços. O cenário atual
apresenta um mercado cada vez mais competitivo, assim a qualidade revela-se
como um dos principais diferenciais para a alta concorrência (MAINARDES,
LOURENÇO & TONTINI, 2010).
A qualidade é facil de reconhecer, mas difícil de definir (GOMES, 2004).
Segundo Garvin (2002), a qualidade pode ser definida dentro de cinco abordagens:

 Transcendental: Qualidade como excelência inata, universalmente


conhecida. Duradouro, intemporal.
 Baseada no produto: Qualidade baseada em uma série de especificações
mensuráveis, características precisas do produto, que o garantem e
certificam;
 Baseada no usuário: Parte da percepção do cliente, a qualidade é
relacionada à satisfação e preferências do consumidor que são
subjetivas.
 Baseada na produção: Qualidade é a eficiência em se produzir
exatamente o que foi projetado, de maneira otimizada, sem perdas.
Padronização da produção.
 Baseada no valor: Relação entre custos e benefícios. O produto será mais
qualificado quando seu desempenho é condizente com seu custo ou
preço.

A Vienense Têxtil, pensando na satisfação de seus clientes, terá a qualidade


fundamentada nos princípios de produto, produção, usuário e valor, visando
proporcionar aos consumidores produtos de qualidade garantida, preços justos e
que atendam às suas necessidades.
Para Paladini (2008), produzir produtos com qualidade trata-se de uma ação
dinâmica, envolvendo a identificação de elementos internos e externos e que
108

precisam ser gerenciados para a melhoria contínua das atividades e, por


consequência, geram melhorias nos produtos.
Entre as políticas de qualidade, a Vienense Têxtil contará com a filosofia
Kaizen e o sistema de Controle de Qualidade Total (TQC), em busca da melhoria
contínua por parte de todos na organização.

7.2.1 Controle de qualidade

Para o desenvolvimento de produtos de qualidade, a Vienense Têxtil contará


com um laboratório de controle de qualidade que realizará ensaios químicos e
físicos em várias etapas da produção, desde a matéria-prima até o produto final.
Para os fios adquiridos para a tecelagem, serão realizados ensaios como
controle de título e torção, por exemplo. Já para o tecido acabado, os ensaios serão
físicos e químicos. Os ensaios físicos para o tecido serão:

 Determinação da gramatura (NBR 10591);


 Determinação da densidade de fios (NBR 10588);
 Determinação da largura do tecido (NBR 10589);
 Determinação do desvio de trama (NBR 13995);
 Determinação da resistência ao esgarçamento (NBR 9925);
 Determinação da resistência à tração e alongamento (NBR 11912);
 Determinação da alteração do comprimento e largura de tecidos em
atmosfera (NBR 10590).
 Método de classificação baseado em inspeção por pontuação de defeitos
(NBR 13484).

Os ensaios químicos para tecidos envolverão:

 Determinação da solidez da cor ao manchamento com água (NBR ISSO


105 E07);
 Determinação da solidez da cor à água (NBR ISO 105 E1);
 Determinação da solidez da cor à lavagem (ABNT NBR ISO 105-C06:
2010);
 Determinação da solidez da cor à fricção (NBR ISO 105 X12);
109

 Determinação da solidez da cor à ação do ferro de passar a quente (NBR


ISSO 105 X11);
 Determinação da solidez da cor ao calor seco (NBR ISSO 105 P01)
 Determinação da solidez da cor ao suor (ácido e alcalino) (NBR ISSO 105
E04);
 Determinação da repelência a água (ASTM D-583-63)
 Determinação das alterações dimensionais de tecidos planos e malhas -
Lavagem em máquina doméstica automática (NBR 10320);
 Determinação do pH do extrato aquoso (NBR 10677);

7.2.1.1 Equipamentos do laboratório de controle de qualidade

7.2.1.1.1 Lupa conta fios

Utilizada para determinação da densidade dos fios, bem como da armação


do tecido.

Tabela 75 - Dados técnicos da lupa conta fios.


Equipamento Lupa conta fios
Fabricante Adria Laboratórios
Modelo Plástico
Quantidade 3
Fonte: Adria Laboratórios (2015)

7.2.1.1.2 Aspas

Realizar teste de titulação no sistema métrico.

Tabela 76 - Dados técnicos da aspa.


Equipamento Aspas
Fabricante Texcontrol
Modelo L 232
Quant. de alimentadores 10
Sistema Métrico ou jardas
Quantidade 1
Fonte: Texcontrol (2015)
110

7.2.1.1.3 Abrasímetro Martindale

Realizar testes de resistência à abrasão e pelling.

Tabela 77 - Dados técnicos do Abrasímeto Martindale.


Equipamento Abrasímetro Martindale
Fabricante Gester
Modelo GT-C13B-4
Gama do contador 0~999,999 vezes
Velocidade 50±2 r/min
Quantidade 1
Fonte: Gester (2015)

7.2.1.1.4 Tensiômetro eletrônico

Utilizado para medição da tensão de fios. Sua construção permite o alcance


a pontos de difícil acesso.

Tabela 78 - Dados técnicos do tensiômetro.


Equipamento Tensiômetro
Fabricante Texcontrol
Modelo ETM100-P
Bateria 9V
Velocidade Até 6.000 m/min
Quantidade 1
Fonte: Texcontrol (2015)

7.2.1.1.5 Balança Analítica

Utilizada para a obtenção exata do peso das amostras que passaram pelo
controle de qualidade e para a pesagem de produtos auxiliares.

Tabela 79 - Dados técnicos da balança analítica.


Equipamento Balança analítica
Fabricante Marte
Modelo AD500
Carga Máxima (g) 510
Sensibilidade 0,001
Consumo (VA) 6,7
Peso (Kg) 3,8
Tempo de estabilização (s) 3
Quantidade 2
Fonte: Marte Científica (2015).
111

7.2.1.1.6 Cabine de luz

Avaliação visual de amostras quanto a sua cor e para a comparação de


tonalidade, claridade, pureza e metameria.

Tabela 80 - Dados técnicos da cabine de luz.


Equipamento Cabine de luz
Fabricante Mathis
Modelo LBM-B
Potência (kW) 0,2
Voltagem (V) 220
Dimensões externas (LxPxH cm) 65,5 x 49 x 58
Dimensões internas (LxPxH cm) 63 x 42,5 x 40,5
Quantidade 1
Fonte: Mathis (2015).

7.2.1.1.7 Colorímetro

Utilizado para medição da cor de artigos tintos ou estampados, fornencendo


diretamente as infomações XYZ utilizadas na construção da cor.

Tabela 81 - Dados técnicos do colorímetro.


Equipamento Colorímetro
Fabricante Delta Color
Modelo Colorium 4
Área de atuação 3mm
Faixa de medição 400nm a 700nm
Dimensões 11,6 x 8,4 x 5,2
Peso 130g
Quantidade 1
Fonte: Delta Color (2015).

7.2.1.1.8 Cortador circular

Utilizado para cortar amostras padrão para testes de gramatura.

Tabela 82 - Dados técnicos do cortador circular.


Equipamento Cortador Circular
Fabricante Marte
Modelo Cortador JA203
Quantidade 1
Fonte: Marte Científica (2015).
112

7.2.1.1.9 Crockmeter

Equipamento automático para ensaios de solidez à fricção a seco e úmido.

Tabela 83 - Dados técnicos do crockmeter.


Equipamento Crockmeter
Fabricante Kimak
Modelo CA-10
Dimensões (LxPxH cm) 60 x 28 x 30
Peso 25 Kg
Potência (W) 120
Voltagem (V) 220
Quantidade 1
Fonte: Kimak (2015).

7.2.1.1.10 Escala de Cinza

Utilizada para avaliação de solidez aos tratamentos úmidos.

Tabela 84 - Dados técnicos da escala de cinza.


Equipamento Escala de cinza
Fabricante Mathis
Escala de cinza transferida 1
Escala de cinza alteração 1
Quantidade 1
Fonte: Mathis (2015).

7.2.1.1.11 Máquina de canecas

Aparelho utilizado para testar a eficiência das receitas dos processos de


beneficiamento e tingimento, e ainda podem-se testar novos processos.

Tabela 85 - Dados técnicos da máquina de canecas.


Equipamento Máquina de canecas
Fabricante Mathis
Modelo ATL-Master
Aquecimento (kW) 3,7
Número de Canecas 18
Rotação variável (RPM) 30-60
Peso (Kg) 80
Dimensões (LxPxH cm) 54 x 55 x 65
Quantidade 1
Fonte: Mathis (2015).
113

7.2.1.1.12 Perspirômetro.

Ensaio de solidez ao suor, água e outros líquidos.

Tabela 86 - Dados técnicos do perspirômetro.


Equipamento Perspirômetro
Fabricante Mathis
Modelo PTE-B
Dimensões (LxPxH cm) 16 X 8 X 22
Peso (Kg) 7
Quantidade 1
Fonte: Mathis (2015).

7.2.1.1.13 pHmetro

Verificar o pH em todas as etapas necessárias dos processos.

Tabela 87 - Dados técnicos do pHmetro.


Equipamento pHmetro
Fabricante Mathis
Modelo MPH-B
Faixa de medição do pH 2-12
Precisão de medição pH 0,05
Temperatura máxima (ºC) 0-80
Dimensões (mm) 96 x 46 x 117
Quantidade 1
Fonte: Mathis (2015).

7.2.2 Política de qualidade

A Vienense Têxtil tem como objetivo atender as necessidades, desejos e


expectativas de seus consumidores, fornecendo produtos de qualidade comprovada
em laboratório por meio de ensaios físicos e químicos. A empresa contará com um
Sistema de Gestão da Qualidade que envolverá toda a organização, enfatizando a
prática e melhoria contínua do mesmo, promovendo um ambiente agradável de
trabalho a todos os colaboradores. A qualidade contará diretamente com o apoio do
setor de marketing, que irá definir o público-alvo e suas características, e andará
lado a lado com os objetivos estratégicos da organização.
114

7.2.3 Gestão da Qualidade

O conceito de qualidade evoluiu da adequação ao padrão para a adequação


às necessidades e desejos latentes dos clientes. A gestão da qualidade,
naturalmente, acompanhou esta evolução, deixando de direcionar-se principalmente
ao chão de fábrica e passou a procurar envolver toda a organização (MARTINS,
1998).
A Vienense Têxtil executará em toda a organização um Controle de
Qualidade Total (TQC), o qual possui como primeiro princípio a ser reconhecido, que
a qualidade é um trabalho de todos. A alta administração deve assumir a liderança e
responsabilidade final, orquestrando a integração entre as diversas áreas da
indústria.
O conceito de TQC baseia-se na premissa de que a qualidade deve se
estender além da simples qualidade do produto, deve-se alcançar a qualidade em
todos os processos e atividades organizacionais por meio do comprometimento de
todos (MARSHALL JR, 2012). A gestão da qualidade engloba ações de
planejamento, controle e aprimoramento, com base em políticas e objetivos
estabelecidos pela direção (LASZLO, 1998).
A Vienense Têxil também terá como base a filosofia de melhoria contínua,
proposta no Kaizen, que se refere ao aprimoramento diário e constante, com
objetivo de aumentar a produtividade. O Kaizen propõe a construção da qualidade
passo a passo, de forma segura e inexorável, a partir de modificações constantes e
contínuas. A soma de pequenas melhorias, aparentemente sem impacto quando
isoladas, pode significar um aumento da qualidade por redução de custos, ou seja, a
redução de problemas leva à redução de desperdícios e retrabalhos, impactando de
forma direta e positiva nos custos da organização (MELLO, 2011).
O método gerencial de controle de processo utilizado será o ciclo PDCA, que
propõe a análise do processo visando melhorias. O ciclo PDCA envolve o
planejamento (plan), execução (do), controle (check) e ação (act), e estas etapas se
intercomunicam e retroalimentam constantemente. A ferramenta ainda democratiza
a gestão do processo, passando-o ao domínio de todos os trabalhadores envolvidos
no mesmo (MELLO, 2011).
Dentro do ciclo PDCA, a Vienense Têxtil poderá contar com a utilização das
sete ferramentas básicas do controle de qualidade (Diagrama de causa-efeito, folha
115

de verificação, histograma, gráfico de Pareto, diagrama de correlação, fluxograma e


gráfico de controle), que serão utilizadas de maneira efetiva e eficaz, contribuído
para uma qualidade alcançada desde os processos até o produto final (MELLO,
2011).

7.3 MANUTENÇÃO

A manutenção consiste no conjunto de técnicas destinadas à conservação


de instalações e equipamentos, buscando garantir o perfeito funcionamento dos
mesmos. Com adequado planejamento, execução e controle das atividades de
manutenção preventiva, é possível alcançar alta rentabilidade, redução de custos
acarretados por falhas e desperdícios não planejados, além da maximização do
desempenho dos equipamentos e instalações de acordo com os requisitos de
segurança.
A gestão da manutenção visa a redução das manutenções corretivas, que
são responsáveis por altos custos empregados além de perdas na produção e no
rendimento.
Assim, a Vienense Têxtil contará com um plano de manutenção preventiva e
preditiva, contando com uma equipe de manutenção presente em todos os turnos do
setor de produção, sendo responsáveis também pela manutenção corretiva, quando
necessária.

7.3.1 Manutenção corretiva

Esse tipo de manutenção é caracterizado pela atuação das equipes de


manutenção em fatos que já ocorreram, sejam estes fatos desempenhos inferiores
ao almejado ou uma falha. Não há tempo para a preparação de componentes e nem
de planejar o serviço; isto é, manutenção corretiva não planejada é a correção da
falha de modo aleatório a fim de evitar outras consequências (CASTELLA, 2001).
O ideal é que este tipo de manutenção ocorra raramente, e não por falta de
manutenções preventivas, evitando assim paradas de máquinas inesperadas,
diminuição da produção, desperdícios decorrentes de falhas, quebra de
componentes e, portanto, elevados custos indesejáveis.
Do ponto de vista da Vienense Têxtil, este tipo de manutenção deverá ser
utilizado apenas em decorrência de problemas imprevistos nos equipamentos e
116

componentes. No entanto, para garantir que não ocorrerão grandes perdas por
interrupção da produção, a equipe de manutenção estará presente em cada turno de
trabalho.

7.3.2 Manutenção preventiva

De acordo com a NBR 5462 (1994), manutenção preventiva é a manutenção


efetuada em intervalos pré-determinados, ou de acordo com critérios prescritivos,
destinada a reduzir a probabilidade de falha, diminuição de desempenho ou
degradação do funcionamento de um item.
A manutenção preventiva, feita periodicamente, deve ser a atividade
principal de manutenção de qualquer empresa. Ela envolve algumas tarefas
sistemáticas, tais como as inspeções, reformas e trocas de peças, principalmente
(XENOS, 1998).
Esta será realizada seguindo o plano de gestão da manutenção. Este
contará com um cronograma informando a periodicidade nas quais serão realizadas
as manutenções, levando em consideração cada equipamento e as especificações
do fabricante para analisar o tempo de desgaste das peças que deverão ser
trocadas, lubrificação de equipamentos, e outras práticas necessárias. Este
cronograma será elaborado juntamente com o PPCP e a equipe de manutenção
disponível na empresa.

7.3.3 Manutenção preditiva

A manutenção preditiva é a execução de inspeções periódicas e


monitoramento de parâmetros que possam indicar o estado operacional de um
sistema ou equipamento, antes que o mesmo apresente falha ou desempenho
abaixo do esperado, e tem a finalidade de evitar a falha funcional e as
consequências da mesma (MOUBRAY, 1997).
A Vienense Têxtil pretende realizar a manutenção preditiva monitorando o
funcionamento dos equipamentos e do processo produtivo. Os responsáveis diretos
serão os integrantes da equipe de manutenção, designados para inspecionar ruídos,
vibrações, aquecimento, entre outros problemas. Essa tarefa irá permitir a
identificação de futuros problemas nas máquinas, minimizando o impacto de
possíveis manutenções corretivas inesperadas.
117

7.3.4 Gestão da manutenção

A gestão da manutenção, trabalhando em paralelo com a gestão da


qualidade, terá como filosofia a melhoria contínua da organização. A Vienense têxtil
contará com um plano de manutenção planejado e padronizado, no qual a
periodicidade de manutenções preventivas e inspeções será definida, bem como as
ferramentas e métodos utilizados.
Para a elaboração do plano de manutenção, a empresa irá contar com
informações fornecidas pelos fabricantes e manuais de manutenção. Cada
equipamento possuirá uma ficha de manutenção que deverá ser atualizada a cada
ação, seja preventiva, preditiva ou corretiva. A atualização destas fichas será
utilizada para a criação de um histórico de manutenção, que poderá ser utilizado em
futuras ações, contribuindo para melhorias contínuas no sistema de gestão da
manutenção no geral.
Como ação preventiva e preditiva inicial, os operadores deverão realizar
inspeções de rotina, baseadas no uso dos sentidos humanos, qualquer alteração
observada deverá ser anotada na via da ficha de manutenção que ficará disposta no
equipamento. Os mesmos deverão realizar pequenas ações de manutenção como
lubrificação e pequenos ajustes.
A Vienense Têxtil contará com uma equipe de manutenção formada por dois
mecânicos, dois eletricistas, e um técnico em eletrônica. A equipe realizará
manutenções preventivas e preditivas periódicas, utilizando inicialmente as
ferramentas de lista de verificação e fichas de manutenção. Para as manutenções
preditivas a equipe contará com o auxilio de equipamentos disponíveis no laboratório
de controle de qualidade, e além da prevenção de falhas atuará também como um
auxiliar à qualidade, efetuando as medições necessárias na produção.
A Vienense têxtil contará também com uma equipe de plantonistas formada
por profissionais das áreas de mecânica, elétrica e eletrônica. A equipe estará
presente em todos os turnos, sendo responsável por manutenções corretivas não
planejadas.
118

7.4 SEGURANÇA DO TRABALHO

Segundo Moraes (2012), na gestão de segurança e saúde no trabalho que


envolve o atendimento de requisitos técnicos e legais, as Normas
Regulamentadoras (NRs) têm um importante papel de execução. Os empregadores
podem exigir alguns requisitos para melhorar a qualidade de vida do trabalhador,
porém, devem primeiramente atender aos requisitos mínimos obrigatórios exigidos
pelo Ministério do Trabalho e Emprego (MTE) para empresas com colaboradores
regidos pela Consolidação das Leis do Trabalho (CLT).
Primeiramente, para que a Vienense Têxtil seja inserida no mercado
conforme as exigências do MTE, a Norma Regulamentadora 2 deve ser atendida,
onde toda a instalação fabril irá passar por uma inspeção prévia realizada por uma
equipe contratada, autorizando que a empresa inicie suas atividades livre de riscos
de acidentes ou doenças de trabalho, por meio de um documento que irá declarar
que toda a fábrica está apta a entrar em funcionamento.
Posteriormente a empresa irá se preparar e equipar-se para atender às
especificações das seguintes NRs:
 NR 4 – Serviços Especializados em Engenharia de Segurança e em
Medicina do Trabalho (SESMT): este departamento será projetado
conforme o quadro de dimensionamento do SESMT encontrado em anexo
na Norma Regulamentadora nº 4. Conforme o quadro, por conta dos tipos
de atividades têxteis exercidas na empresa (tecelagem e acabamento), a
empresa se classifica em grau de risco 3. Sendo assim, o SESMT deverá
ser composto por um técnico em Segurança do Trabalho.
 NR 5 – Comissão Interna de Prevenção de Acidentes (CIPA): a CIPA é
responsável pela prevenção de acidentes e doenças decorrentes do
trabalho, sendo composta por representantes dos empregadores e dos
colaboradores, tendo mandato de duração de um ano. A comissão deverá
fazer inspeções periódicas nos ambientes da empresa, averiguando a
existência de situações de risco para os trabalhadores em suas condições
de trabalho;
 NR 6 – Equipamento de Proteção Individual (EPI): os EPIs são todos
aqueles equipamentos utilizados pelo trabalhador com a finalidade de
protegê-lo de riscos e ameaças à sua saúde no trabalho. A Vienense
119

Têxtil irá fornecer gratuitamente à seus colaboradores os equipamentos


que se enquadrem ao risco, em perfeito estado de uso nas atividades
diárias, assim como os equipamentos necessários para os eventos de
emergência;
 NR 7 – Programa de Controle Médico e Saúde Ocupacional (PCMSO):
tem o objetivo de preservar e promover a saúde dos colaboradores,
realizando exames admissionais, periódicos, de retorno ao trabalho, de
mudança de função e demissionais, além de exames complementares,
quando necessário. Esta NR estabelece que toda a unidade fabril deve
estar equipada com material necessário à prestação de primeiros
socorros, sendo armazenado em local adequado;
 NR 9 – Programa de Prevenção de Riscos Ambientais (PPRA): a
Vienense Têxtil irá elaborar e implementar um programa de prevenção a
riscos ambientais, visando a preservação da saúde e integridade dos
colaboradores, antecipando, reconhecendo, avaliando e controlando a
ocorrência de riscos ambientais que possam existir no ambiente de
trabalho;
 NR 11 – Transporte, Movimentação, Armazenagem e Manuseio de
Materiais: os equipamentos de transporte, movimentação, armazenagem
ou manuseio de materiais dentro e aos arredores da empresa deverão
estar em plenas condições de uso, com garantia de resistência e
segurança, sendo que a carga máxima permitida estará apresentada em
local visível em todos os equipamentos utilizados e, para o caso de
equipamentos de uso manual, serão equipados com luvas de proteção.
Quanto ao armazenamento, a NR dispõe que todo material armazenado
deverá evitar a obstrução de portas, equipamentos contra incêndio e
saídas de emergência, além de estar sempre afastado das estruturas
laterais das instalações da empresa em pelo menos 50 centímetros;
 NR 12 – Segurança do Trabalho em Máquinas e Equipamentos: a
Vienense Têxtil adotará medidas de proteção ao trabalhador em
máquinas e equipamentos, garantindo saúde e integridade física dos
mesmos, e tomando medidas apropriadas sempre que algum trabalhador
com necessidades especiais estiver presente na rotina industrial. Em
ordem de prioridade, deverão ser adotadas medidas à nível de proteção
120

coletiva, administrativas ou de organização do trabalho e, por fim, a


proteção individual;
 NR 13 – Caldeiras e Vasos de Pressão: as caldeiras deverão estar de
acordo com esta NR quanto sua instalação, operação e manutenção.
Deverão conter válvulas de segurança, indicador de pressão do vapor
acumulado, sistema de alimentação de água independente do principal,
sistema de controle de nível de água, para evitar o superaquecimento por
alimentação deficiente;
 NR 17 – Ergonomia: para cumprimento desta norma, a Vienense Têxtil irá
realizar todas as adaptações possíveis do posto de trabalho para melhor
adequação às características físicas e psicológicas dos colaboradores,
proporcionando conforto, segurança e eficiente desempenho de todos;
 NR 23 – Proteção Contra Incêndios: a Vienense Têxtil irá fornecer aos
seus colaboradores, em parceria com a CIPA, treinamentos periódicos
para correto manuseio de equipamentos de combate ao incêndio, para
correta evacuação de ambientes em casos de emergência, assim como
informações sobre dispositivos de alarmes;
 NR 24 – Condições Sanitárias e de Conforto nos Locais de Trabalho: em
todos os ambientes de trabalho, será fornecida água potável aos
colaboradores em bebedouros de jato de água inclinado, sendo um para
cada 50 funcionários trabalhando no referido ambiente. Banheiros,
vestiários e refeitórios deverão atender requisitos mínimos de higiene e
conforto;
 NR 25 – Resíduos Industriais: a Vienense Têxtil adotará práticas
organizacionais para diminuir ao máximo a geração de resíduos, e dando
aos gerados a destinação correta segundo às leis ambientais municipais,
estaduais ou federais vigentes, sendo estes gasosos, líquidos ou sólidos;
 NR 26 – Sinalização de Segurança: as cores escolhidas como indicativos
de riscos ao trabalhador, a classificação e a rotulagem de produtos
químicos deverão seguir às disposições estabelecidas nesta norma, para
melhor identificação e advertência quanto à riscos.
121

8 UTILIDADES

8.1 ILUMINAÇÃO

Para uma melhor projeção da iluminação de um setor fabril, diversos fatores


podem ser levados em consideração a fim de proporcionar maior economia de
consumo de energia elétrica, como por exemplo, a escolha das lâmpadas, altura de
fixação das mesmas, ou o aproveitamento da luz natural (PADILHA, 2010).
Como um primeiro passo, deve-se definir qual o nível de iluminação dos
ambientes da empresa, em lux, para então ser possível a escolha de lâmpadas
adequadas a cada ambiente.

8.1.1 Índice de Iluminamento de Interiores

A NR 17 (que diz respeito à ergonomia nos postos de trabalho) estabelece


alguns parâmetros de índices de iluminamento requeridos para tarefas visuais mais
comuns, anteriormente descritas pela NBR 5413/92, porém como esta não está mais
em vigor, deve-se seguir as recomendações da ISO 8995-1.
Esta norma apresenta que a iluminância de um ambiente de trabalho, tanto
na área de trabalho em si assim como em seu entorno imediato (já que drásticas
mudanças no nesta área secundária pode ocasionar esforço visual estressante e
desconforto), tem grande impacto na percepção e realização de uma tarefa visual.
Para que se defina valores de iluminância de um ambiente de trabalho, deve-se
levar em consideração os requisistos da tarefa visual, economia, experiência prática,
a segurança de quem irá realizá-la, assim como seus aspectos psico-fisiológicos,
seu conforto visual e bem estar.
Existem alguns casos onde a iluminância do ambiente deve ser aumentada,
como, por exemplo, quando o trabalho visual é crítico, a correção dos erros é
onerosa ou quando é de extrema importância que haja exatidão na tarefa ou alta
produção (ISO 8995-1, 2012).
A ISO 8995-1 apresenta os valores de iluminação necessária para alguns
ambientes que serão encontrados na Vienense Têxtil, que estão apresentados na
Tabela 88. Excepcionalmente, no setor do tingimento, a iluminância será aumentada
de 500 lux (exigidos pela norma) para 1000 lux, levando em consideração que este é
122

um setor que também exige trabalho visual minucioso, para que qualquer diferença
de cor que possa ocorrer durante o processo possa ser percebida o quanto antes.

Tabela 88 - Iluminação necessária para ambientes industriais.


Ambiente Iluminação (lux)
Sala de Urdissagem 500
Sala de Engomagem 500
Tecelagem 500
Beneficiamento Primário 500
Tingimento 1000
Estamparia 1000
Revisão/Expedição 1000
Banheiros/Vestiários 200
Salas dos Setores de Apoio 500
Recepção 300
Estoques/Almoxarifados 100
Portaria/Guarita 300
Refeitórios 200
Estacionamento 75
Fonte: ISO 8995-1 (2012).

A NR 17 define que em todos os locais de trabalho deve haver iluminação


adequada à atividade realizada, seja natural ou artificial, uniformemente distribuída e
difusa, sem gerar reflexos incômodos, sombras, contrastes excessivos e de forma a
evitar ofuscamento.

8.1.2 Lâmpadas

As lâmpadas escolhidas para as instalações industriais são as de vapor


metálico, já que estas possuem alta vida útil, custo baixo e bom rendimento
luminoso (PADILHA, 2010). Essas lâmpadas produzem altas luminâncias, o que é
essencial para os setores de tingimento e estamparia, devido à necessidade de
verificação das cores reproduzidas nos mesmos. A Tabela 89 a seguir apresenta os
dados técnicos das lâmpadas de vapor metálico escolhidas.
123

Tabela 89 - Dados técnicos das lâmpadas de vapor metálico.


Produto Lâmpada
Fabricante OSRAM
Modelo HQI-T NDL E40
Cor 5200K
Potência (W) 400
Fluxo Luminoso (lumens) 22000
Rendimento Luminoso (lumens/Watt) 55
Consumo de Energia kWh/1000h (kWh) 440
Vida Útil Média (horas) 16000
Fabricante OSRAM
Fonte: Loja Elétrica (2015).

Já as lâmpadas escolhidas para os ambientes dos setores de apoio,


recepção e vestiários e demais ambientes são as fluorescentes tubulares. Estas
produzem altos indíces de iluminância com baixo consumo de energia, possuindo
uma vida útil expressiva (OSRAM, 2015). A Tabela 90 abaixo descreve os dados
técnicos das lâmpadas a serem utilizadas.

Tabela 90 - Dados técnicos das lâmpadas fluorescentes.


Produto Lâmpada
Fabricante Philips
Modelo TL-D 32W/33-640 1NO
Cor Branca Fria
Potência (W) 32
Tensão (V) 139
Fluxo Luminoso (lumens) 2350
Vida Útil Média (horas) 12000
Fonte: Philips (2015).

8.1.3 Luminárias

O aumento do rendimento da luminosidade de um local pode ser considerável


dependendo da luminária escolhida, devido à geometria que cada modelo
apresenta, refletindo de modos diferentes a luz emitida pela lâmpada. Para
ambientes industriais é importante que se leve em consideração a facilidade de
manutenção tanto da luminária, quanto da lâmpada (PADILHA, 2010). As luminárias
escolhidas pela Vienense Têxtil estão especificadas nas Tabelas 91 e 92 a seguir,
sendo a primeira referente às lâmpadas de vapor metálico e a segunda, às
lâmpadas fluorescentes.
124

Tabela 91 - Dados técnicos das luminárias para lâmpadas de vapor metálico.


Produto Luminária
Fabricante Philips
Modelo HDK472
Reator SGR (Reator para SON)
Fonte: Philips (2015).

Tabela 92 - Dados técnicos das luminárias para lâmpadas fluorescentes.


Produto Luminária
Fabricante Philips
Modelo TBS065
Reator EB (Eletrônico)
Fonte: Philips (2015).

As luminárias foram selecionadas segundo as características apresentadas


pelo fabricante, assim como pela potência recomendada para as lâmpadas a serem
utilizadas nas mesmas.

8.1.4 Dimensionamento de Lâmpadas e Luminárias

A quantidade de luz, o equilíbrio de iluminação, o ofuscamento e a


reprodução de cor são fatores que são levados em conta quando se pretende
realizar o cálculo luminotécnico de um ambiente. Este cálculo pode ser realizado
pelo Método de Lúmens ou pelo Método Ponto a Ponto. O primeiro método é mais
utilizado em edificações, determinando a quantidade de fluxo luminoso exigida no
ambiente. Já o Método Ponto a Ponto é utilizado para os casos em que se deseja
determinar a iluminância em qualquer ponto da área a ser iluminada (ConstruFácil,
2013).

Para facilitar esses cálculos existem softwares que auxiliam no


dimensionamento da iluminação de projetos, onde as entradas são as dimensões do
ambiente e a iluminância exigida pela tarefa a ser executada, e as saídas são a
quantidade de lâmpadas e luminárias, assim como relatórios completos da
iluminação projetada para o local. A exemplo disto, tem-se o software Lumisoft,
disponibilizado pela Itaim Iluminação, e é baseado no Método Ponto a Ponto.

8.1.4.1 Método Ponto a Ponto

O Método Ponto a Ponto é um método simples para cálculos luminotécnicos


baseado nos conceitos básicos da luminotécnica. Ele utiliza uma curva de
distribuição de intensidade luminosa de uma dada fonte e determina a iluminância
125

em diversos pontos do ambiente projetado (FINOCCHIO, s.d.). O iluminamento total


do ambiente é resultante das somas de todos os iluminamentos proporcionados por
cada lâmpada, baseando se nas leis de Lambert que dizem que “o iluminamento
varia inversamente com o quadrado da distância do ponto iluminado ao foco
luminoso” (LUZ, s.d.).
O iluminamento (E) em lux é dado pela Equação 7 a seguir:

Eq. (7)

Sendo:
I: Intensidade luminosa em candelas;
Θ: Ângulo entre a vertical à superfície receptora e o ponto a ser iluminado;
D: distância do foco luminoso até o ponto a ser iluminado.

A Figura 10 demonstra a representação da Equação mencionada acima.

Figura 10: Esquema do método ponto a ponto.


Fonte: Finocchio (s.d.)

Aplicando as leis da trigonometria é possível obter as iluminâncias


horizontais ( e verticais ( ) no mesmo ponto P, representado na Figura 10
Finocchio (s.d.) define:

Eq. (8)

Eq. (9)
126

Eq. (10)

Eq. (11)

8.1.4.2 Dimensionamento dos ambientes da Vienense Têxtil

Como ponto inicial para que o software possa realizar os cálculos de


iluminação de toda a instalação fabril, deve-se dimensionar cada ambiente da
empresa, levando em consideração o comprimento, a largura, pé direito e a altura do
plano de trabalho. Sendo assim a Tabela 93 a seguir apresenta as dimensões de
todos os ambientes da Vienense Têxtil.
Tabela 93 - Dimensões dos ambientes da Vienense Têxtil.
Ambiente Comprimento Largura Pé Direito Altura Plano de
(m) (m) (m) Trabalho (m)
Portaria 3,00 3,00 3,00 0,80
Guarita 3,00 3,00 3,00 0,80
Sala de Treinamento 7,00 3,25 3,00 0,80
Gerência Administrativa 4,70 3,25 3,00 0,80
Sala de Reuniões 6,00 3,25 3,00 0,80
Copa 4,00 3,00 3,00 0,90
Banheiro Masculino 4,00 2,50 3,00 1,00
Banheiro Feminino 4,00 2,50 3,00 1,00
Vendas 4,00 5,00 3,00 0,80
Compras 6,00 3,00 3,00 0,80
Gerência Comercial 5,85 3,00 3,00 0,80
Contabilidade e Financeiro 5,85 3,00 3,00 0,80
Diretoria 4,00 5,00 3,00 0,80
Marketing e RH 4,00 5,00 3,00 0,80
Jardim/Recepção 9,45 5,70 3,00 0,40
Banheiro Masculino 4,92 2,85 3,00 1,00
Banheiro Feminino 4,92 2,85 3,00 1,00
Cozinha 6,85 14,85 3,00 0,90
Refeitório 17,00 10,00 3,00 0,80
Depósito de Alimentos 6,85 5,00 3,00 1,00
Estacionamento de Carros 34,09 23,06 3,00 1,00
Estacionamento de Caminhões 21,00 10,81 3,00 1,20
Vestiário Masculino 6,20 4,85 3,00 1,00
Vestiário Feminino 6,35 4,85 3,00 1,00
Sala de Compressor 15,00 4,85 3,00 0,90
Sala de Manutenção 4,85 4,85 3,00 0,80
Banheiro Masculino 2,85 4,85 3,00 1,00
Banheiro Feminino 2,85 4,85 3,00 1,00
Ambulatório 2,85 4,85 3,00 1,00
Copa 2,85 4,85 3,00 0,80
PPCP 9,85 4,85 3,00 0,80
Controle de Qualidade e Des. de Produto 7,85 4,85 3,00 0,80
(continua)
127

(conclusão)
Ambiente Comprimento Largura Pé Direito Altura Plano de
(m) (m) (m) Trabalho (m)
Almoxarifado 15,85 4,85 3,00 1,00
Armazém de Produtos 11,85 4,85 3,00 1,00
Banheiro Masculino 6,35 4,85 3,00 1,00
Banheiro Feminino 6,35 4,85 3,00 1,00
Armazém de Fios 14,50 14,00 7,00 1,20
Sala de Urdissagem 33,54 12,00 7,00 1,20
Sala de Engomagem 35,85 10,10 7,00 1,20
Depósito de Rolos Engomados 14,15 6,79 7,00 1,00
Tecelagem 49,55 30,77 7,00 1,20
Estoque Intermediário 26,00 13,10 7,00 1,00
Beneficiamento Primário 26,00 22,15 7,00 1,20
Revisão do Tecido Beneficiado 26,00 14,47 7,00 1,50
Corredor1 108,93 3,00 3,00 0,80
Corredor2 49,72 2,70 7,00 0,80
Corredor 3 4,85 1,85 3,00 0,80
Tingimento 24,46 9,86 7,00 1,50
Estamparia Rotativa 24,46 15,01 7,00 0,90
Revisão e Embalagem 24,46 10,69 7,00 1,20
Expedição 24,46 14,00 7,00 1,00
Caldeira 16,74 10,80 5,00 1,00
Estação de Tratamento de Efluentes 10,00 10,00 5,00 0,80
Laboratório ETE/ETA 5,00 5,00 5,00 0,80
Estação de Tratamento de Afluentes 2,50 2,50 5,00 0,80
Fonte: Autoras.

O software tem uso simples, onde o fluxo luminoso deve ser especificado,
assim como outras informações do ambiente, como a refletância do teto, da parede
e do chão. A Figura 11 mostra um exemplo de entrada de informações no software.

Figura 11: Entrada de informações no software Lumisoft.


Fonte: Autoras.
128

Com esses dados de entrada no software e a escolha de lâmpadas e


luminárias feitas no mesmo, foi possível então obter o número de lâmpadas e
luminárias necessárias para se obter a iluminância exigida pela norma. As Figuras
12, 13, 14, 15, 16 e 17 apresentam a representação em 3D dos principais ambientes
produtivos da fábrica, sendo a Sala de Urdissagem, Sala de Engomagem,
Tecelagem, Beneficamento Primário, Tingimento e Estamparia respectivamente. A
Tabela 94 apresenta os resultados obtidos no software para todos os ambientes.

Figura 12: Iluminância da sala de urdissagem em 3D.


Fonte: Autoras (2015).
129

Figura 13: Iluminância da sala de engomagem em 3D


Fonte: Autora (2015).

Figura 14: Iluminância da tecelagem em 3D


Fonte: Autora (2015).
130

Figura 15: Iluminância do beneficiamento em 3D.


Fonte: Autoras (2015).

Figura 16: Iluminância do tingimento em 3D.


Fonte: Autoras (2015).
131

Figura 17: Iluminância da estamparia em 3D.


Fonte: Autoras (2015).
132

Tabela 94 - Resultados obtidos para todos os ambientes.


Ambiente Altura de Iluminância Número de Número de
Suspensão (m) Exigida (lux) Luminárias Lâmpadas
Portaria 2,60 300 2 4
Guarita 2,60 300 2 4
Sala de Treinamento 2,50 500 6 12
Gerência Administrativa 2,50 500 4 8
Sala de Reuniões 2,50 500 6 12
Copa 2,50 200 2 4
Banheiro Masculino 2,50 200 2 4
Banheiro Feminino 2,50 200 2 4
Vendas 2,50 500 6 12
Compras 2,50 500 5 10
Gerência Comercial 2,50 500 5 10
Contabilidade e Financeiro 2,50 500 5 10
Diretoria 2,50 500 6 12
Marketing e RH 2,50 500 6 12
Jardim 2,50 300 8 16
Banheiro Masculino 2,50 200 2 4
Banheiro Feminino 2,50 200 2 4
Cozinha 2,50 200 8 16
Refeitório 2,50 200 15 30
Depósito de Alimentos 2,50 100 2 4
Estacionamento de Carros 3,00 75 24 48
Estacionamento de 3,00 75 8 16
Caminhões
Vestiário Masculino 2,50 200 3 6
Vestiário Feminino 2,50 200 3 6
Sala de Compressor 2,50 300 10 20
Sala de Manutenção 2,50 300 4 8
Banheiro Masculino 2,50 200 2 4
Banheiro Feminino 2,50 200 2 4
Ambulatório 2,50 500 4 8
Copa 2,50 200 2 4
PPCP 2,50 500 12 24
Controle de Qualidade e 2,50 1000 18 36
Desenvolvimento de Produto
Almoxarifado 2,50 100 4 8
Armazém de Produtos 2,50 100 3 6
Banheiro Masculino 2,50 200 3 6
Banheiro Feminino 2,50 200 3 6
Caldeira 2,50 300 24 48
Estação de Tratamento de 2,50 500 25 50
Efluentes
Laboratório ETE/ETA 2,50 500 9 18
Estação de Tratamento de 2,50 500 4 8
Afluentes
Total Luminárias e Lâmpadas Fluorescentes 261 526
Armazém de Fios 6,50 100 3 3
Sala de Urdissagem 6,50 500 21 21
Sala de Engomagem 6,50 500 20 20
Depósito de Rolos 6,50 100 2 2
Engomados
Tecelagem 6,50 500 66 66
Estoque Intermediário 6,50 100 4 4
Beneficiamento Primário 6,50 500 30 30
Revisão do Tecido 6,50 1000 40 40
Beneficiado
Corredor 1 2,50 300 10 10
(continua)
133

(conclusão)
Ambiente Altura de Iluminância Número de Número de
Suspensão (m) Exigida (lux) Luminárias Lâmpadas
Corredor 2 6,50 300 5 5
Corredor 3 2,50 300 2 2
Tingimento 6,50 1000 21 21
Estamparia Rotativa 6,50 1000 40 40
Revisão e Embalagem 6,50 1000 30 30
Expedição 6,50 500 18 18
Total de Luminárias e Lâmpadas Vapor Metálico 312 312
Fonte: Autoras (2015).

8.2 ENERGIA

Para uma melhor compreensão de como é realizada a tarifação da energia


elétrica, deve-se definir alguns conceitos quanto ao consumo de energia, que é a
quantidade de potência elétrica consumida em kW dentro de um determinado
intervalo de tempo. Geralmente é mensurado em quilowatt-hora (kWh) ou em
pacotes de 1000 unidades (MWh). Para equipamentos elétricos esse valor é obtido
multiplicando a potência do equipamento pelas horas de uso (PROCEL, 2011).
O Manual de Tarifação da Energia Elétrica, publicado em 2011 pelo PROCEL
(Programa Nacional de Conservação de Energia Elétrica), define:
 Demanda: média das potências elétricas, ativas ou reativas durante um
intervalo de tempo específico;
 Demanda Contratada: demanda de potência que obrigatoriamente deve
ser disponibilizada pela concessionária e que deve ser paga
integralmente, independente se foi ou não utilizada durante o período de
faturamento;
 Demanda de ultrapassagem: quantidade, em kW, que excedeu o valor da
demanda contratada;
 Horário de Ponta: é o período de 3 horas consecutivas definido pelas
concessionárias, excluindo sábados, domingos e incluindo feriados, onde
a demanda e o consumo têm preços mais elevados. No estado de São
Palo, este horário compreende das 17h30min às 20h30min;
 Horário Fora de Ponta: as demais 21 horas do dia, fora do horário de
ponta;
 Período Seco: período que compreende 7 meses, de maio à novembro,
onde as tarifas ficam mais elevadas devido à diminuição das chuvas;
134

 Período Úmido: período que compreende 5 meses, de dezembro à abril,


onde há maior quantidade de chuvas, o que deixa as tarifas mais baratas;
Sendo assim, a Vienense Têxtil irá concentrar o uso de seus equipamentos
elétricos dentro do horário fora de ponta, exceto pelo setor de tecelagem que deverá
funcionar 24 horas por dia, diminuindo assim o custo de sua estrutura tarifária
escolhida. O PROCEL (2011) define estrutura tarifária como o conjunto de tarifas
que são aplicadas aos componentes de consumo de energia elétrica e estão
divididas em três modalidades de fornecimento:
 Estrutura Tarifária Convencional: não leva em consideração a
diferenciação de preços para determinados horários ou época do ano,
pactuando um único valor para a demanda pretendida pelo consumidor;
 Estrutura Tarifária Horo-Sazonal Verde: exige um contrato específico com
a concessionária, onde se pactua a demanda que o consumidor deseja,
levando em consideração para tarifação a época do ano, podendo ser
contratado um valor diferente para cada intervalo de meses. A fatura é
composta pela soma das parcelas do consumo, demanda e
ultrapassagem dentro de ponta e fora de ponta. Para os casos de
ultrapassagem, é cobrado apenas quando a demanda medida ultrapassa
em 10% ou mais a demanda contratada. Neste caso, o preço da demanda
se diferencia para horário dentro e fora de ponta.
 Estrutura Tarifária Horo-Sazonal Azul: é formado pelo mesmo sistema de
contratação de demanda e tarifação da Horo-Sazonal Verde, mas se
diferencia na cobrança das ultrapassagens dentro de ponta e fora de
ponta, podendo ter como tolerância 5% de excedente à demanda
contratada. O preço de demanda de potência (kW) não se diferencia entre
os horários dentro e fora de ponta.

8.2.1 Demanda de Energia da Empresa

A demanda contratada pela empresa deve atender às necessidades da


mesma, sem que ocorra ultrapassagens de utilização, pois este fato acarreta em
pagamento de tarifa de ultrapassagem, cobrada pela concessionária. A demanda é
calculada multiplicando toda a carga elétrica da empresa pelo fator de potência. O
135

consumo é medido em kWh (quilo-Watt hora) e representa o período de tempo que o


sistema elétrico a carga de potência da unidade consumidora (COPEL, 2014).
A estrutura tarifária escolhida para a Vienense Têxtil é a Horo-Sazonal Azul,
já que esta, segundo o site da AES Eletropaulo, possui dois valores fixos de
demanda contratada, um para o horário fora de ponta e outro para horário de ponta,
proporcionando para a empresa maior controle dos custos indiretos de fabricação. O
consumo é medido em kWh dentro de certo período de medição, neste caso, um
mês (PERFECTUM, 2003).
Existem três casos de cálculo para cada período horo-sazonal: o primeiro é
quando o consumo é inferior ao contratado, onde a tarifa é a correspondente à
contratada; o segundo é quando a energia registrada é superior à contratada, porém
dentro da tolerância, aplicando-se então a tarifa da energia consumida; o último é
quando a energia registrada ultrapassa a tolerância, onde paga-se a tarifa
contratada somada à tarifa de ultrapassagem do excedente.
A Tabela 95 apresenta o consumo esperado mensal de kWh da empresa, a
partir da quantidade de equipamentos, sua potência, em kW, e as horas trabalhadas
por mês de cada.

Tabela 95 - Consumo de energia ao mês da Vienense Têxtil.


Item Quantidade Potência (kW) Consumo
(kWh/mês)
Computador 50 0,25 12,5
Urdideira 1 18,5 18,5
Engomadeira 1 25 25
Tear 22 5,5 121
Revisadeira 2 5 10
Chamuscadeira 1 35 35
Mercerizadeira 1 50 50
Foulard de Impregnação 1 10 10
Lavadora Contínua 1 25 25
Embaladeira 1 30 30
Mesa de Estampagem 1 180 180
Estufa de Secagem de Tecidos 1 180 180
Dinamômetro 1 1,6 1,6
Balança Analítica 1 0,00536 0,00516
Cabine de Luz 1 0,2 0,2
Crockmeter 1 0,123 0,123
Máquina de Canecas 1 3,7 3,7
Torcímetro 1 0,36 0,36
Lâmpadas Fluorescentes 261 0,032 8,352
Lâmpadas Vapor Metálico 312 0,4 124,8
Ar Condicionado 24 1,628 39,072
Total 875
Fonte: Autoras (2015).
136

A Tabela 96 apresenta o fator de demanda e o fator de potência de cada


equipamento, possibilitando assim o cálculo da demanda, em kVA, da Vienense
Têxtil, obtido pela divisão da potência total dos equipamentos por seu fator de
potência.

Tabela 96 - Demanda de energia


Item Quantidade Potência Fator de Fator de Demanda
(kW) Demanda Potência (kVA)
Computador 50 0,25 1 0,92 11,5
Urdideira 1 18,5 1 0,92 17,02
Engomadeira 1 25 1 0,92 23
Tear 22 5,5 1 0,92 111,82
Revisadeira 2 5 1 0,92 9,2
Chamuscadeira 1 35 1 0,92 32,2
Mercerizadeira 1 50 1 0,92 46
Foulard de Impregnação 1 10 1 0,92 9,2
Lavadora Contínua 1 25 1 0,92 23
Embaladeira 1 30 1 0,92 27,6
Mesa de Estampagem 1 180 1 0,92 165,6
Estufa de Secagem de 1 180 1 0,92 165,6
Tecidos
Dinamômetro 1 1,6 1 0,92 1,472
Balança Analítica 1 0,00536 1 0,92 0,00493
Cabine de Luz 1 0,2 1 0,92 0,184
Crockmeter 1 0,123 1 0,92 0,113
Máquina de Canecas 1 3,7 1 0,92 3,404
Torcímetro 1 0,36 1 0,92 0,3312
Lâmpadas Fluorescentes 261 0,032 1 0,92 7,6838
Lâmpadas Vapor Metálico 312 0,4 1 0,92 114,816
Ar Condicionado 24 1,628 1 0,92 35,946
Total 805,71813
Fonte: Autoras (2015).

Para melhor controle do consumo de energia, a Vienense Têxtil irá utilizar o


controlador de demanda de energia da marca CCK, modelo 6700. Este equipamento
integra funções, como aquisição e registro de informações de consumo. Este
equipamento tem a função de manter o valor de demanda ativa na unidade
consumidora contratada e, quando necessário, atua sobre algumas cargas da
empresa.
Ele também controla a estabilidade do fator de potência disponibilizado,
aumentando o aproveitamento da energia recebida pelos equipamentos. Segundo o
Portal Eletricista (2013), este equipamento pode reduzir o consumo de energia,
beneficiando os consumidores e ainda garantindo à concessionária que o
fornecimento seja ininterrupto e de boa qualidade.
137

8.3 COMBATE AO INCÊNDIO

Dentre as normas regulamentadores, a NR 23 é a que disciplina regras de


segurança e saúde no trabalho relacionadas à proteção contra incêndios.
Segundo esta NR, todos os locais de trabalho deverão possuir:
a) proteção contra incêndio;
b) saídas suficientes para a rápida retirada do pessoal em serviço, em caso
de incêndio;
c) equipamentos suficientes para combater o incêndio em seu início;
d) pessoas treinadas no uso correto desses equipamentos.

Seguindo estas orientações, a Vienense Têxtil contará com saídas dispostas


estrategicamente pela fábrica, sendo as portas que constituirão essas saídas de fácil
abertura. O técnico de segurança no trabalho será o responsável pelo treinamento
dos funcionários sobre o uso corretos dos equipamentos de combate à incêndio.
Nos casos em que o fogo se manifeste, o sistema de alarme será acionado em
todas as áreas da fábrica a fim de alertas os funcionários do incêndio e fazer com
que estes evacuem imediatamente o local.

De acordo com a NBR 12693/1993, a natureza do fogo em função do material


combustível, está compreendida numa das quatros classes a seguir:
a) Fogo Classe A: fogo envolvendo materiais combustíveis sólidos, tais como
madeiras, tecidos, papéis, borrachas, plásticos termoestáveis e outras
fibras orgânicas, que queimam em superfície e profundidade, deixando
resíduos;
b) Fogo Classe B: fogo envolvendo líquidos e/ou gases inflamáveis ou
combustíveis, plásticos e graxas que se liquefazem por ação do calor e
queimam somente em superfície;
c) Fogo Classe C: fogo envolvendo equipamentos e instalações elétricas
energizados;
d) Fogo Classe D: fogo em metais combustíveis, tais como magnésio, titânio,
zircônio, sódio, potássio e lítio.
138

Segundo a NBR 12693/1993, os tipos de agentes extintores devem ser


selecionados de acordo com a natureza do fogo, conforme apresentada na Tabela
97:

Tabela 97 - Seleção do agentes extintor segundo classificação do fogo.


Classe AE AE AE AE Gás AE AE Pó AE
de Água Espuma Espuma Carbônico Pó A/B/C Hidrocarbonetos
Fogo Química Mecânica (CO2) B/C Halogenados
(A) (A) (A) (A) (NR) (NR) (A) (A)
(B) (P) (A) (A) (A) (A) (A) (A)
(C) (P) (P) (P) (A) (A) (A) (A)
(D) Deve ser verificada a compatibilidade entre o metal combustível e o agente extintor.
Fonte: NBR 12693/1993.
Nota: AE: agente extintor; (A): adequado à classe de fogo; (P): proibido à classe de fogo; (NR): não
recomendado à classe de fogo.

Segundo a NR 23, os extintores deverão ser colocados em locais:


a) de fácil visualização;
b) de fácil acesso;
c) onde haja menos probabilidade de o fogo bloquear o seu acesso.

Esta mesma NR determina também que, os locais destinados aos extintores


devem ser assinalados por um círculo vermelho ou por uma seta larga, vermelha,
com bordas amarelas. Deverá ser pintada de vermelho uma larga área do piso
embaixo do extintor, a qual não poderá ser obstruída por forma nenhuma.

Nos locais de trabalho, a quantidade de extintores será determinada a partir


das condições apresentadas na Tabela 98 abaixo:

Tabela 98 - Condições estabelecidas para uma unidade extintora nos locais de trabalho.
Área coberta para Risco de Fogo Classe de Ocupação Distância máxima
unidade de extintores a ser percorrida
500 m² Pequeno “A” – 01 e 02 20 metros
250 m² Médio “B” – 02, 04, 05 ou 06 10 metros
150 m² Grande “C” – 07,08,09, 10, 11, 12 e 13 10 metros
Fonte: NR 23 (2015).

A NR 23 define que todos os estabelecimentos, deverão ser providos de


extintores portáteis, a fim de combater o incêndio em seu início. A determinação do
tipo de adequado de extintores varia com o tipo de incêndio. Sendo os tipos de
extintores existentes:
139

 O extintor tipo "Espuma" é usado nos fogos de Classe A e B;

 O extintor tipo "Dióxido de Carbono" é usado, preferencialmente, nos fogos


das Classes B e C, embora possa ser usado também nos fogos de Classe A
em seu início;

 O extintor tipo "Químico Seco" é usado nos fogos das Classes B e C. As


unidades de tipo maior de 60 a 150 kg deverão ser montadas sobre rodas.
Nos incêndios Classe D, será usado o extintor tipo "Químico Seco", porém o
pó químico será especial para cada material;

 O extintor tipo "Água Pressurizada", ou "Água-Gás", deve ser usado em fogos


da Classe A, com capacidade variável entre 10 (dez) e 18 (dezoito) litros.

A quantidade de extintores por setor está apresentada na Tabela 99 e, foi


calculada por meio da Equação 12, obtida pela UFRRJ (2015):

(Eq. 12)
140

Tabela 99 - Distribuição de extintores por setor.


Ambiente Risco Classe Área (m²) Área máxima Quantidade
protegida (m²) de extintores
Guarita A Pequeno 9,00 500 1
Administrativo e Gerências AC Pequeno 371,49 500 1
Cozinha B Médio 101,72 250 1

Refeitório AC Pequeno 170,00 500 1


Sala de Compressor C Pequeno 72,75 500 1
Sala de Manutenção C Médio 23,52 250 1
Ambulatório A Pequeno 13,82 500 1
Copa A Pequeno 13,82 500 1
PPCP AC Pequeno 47,77 500 1
Laboratório de Controle de AC Pequeno 38,07 500 1
Qualidade e Desenvolvimento
de Produto
Almoxarifado A Pequeno 76,87 500 1
Armazém de Produtos BC Médio 57,47 250 1
Corredor 1 A Pequeno 326,80 500 1
Armazém de Fios A Médio 203,00 250 1
Sala de Urdissagem AC Médio 402,52 250 2
Sala de Engomagem AC Grande 359,50 150 3
Depósito de Rolos de A Médio 96,10 250 1
Engomados
Tecelagem AC Grande 1.524,8 150 11
Estoque Intermediário A Médio 340,60 250 2

Beneficiamento Primário AC Grande 575,90 150 4

Revisão do Tecido após AC Pequeno 376,15 500 1


Tecelagem
Corredor 2 A Pequeno 134,19 500 1
Tingimento AC Grande 241,18 150 2
Estamparia Rotativa AC Grande 367,35 150 3
Revisão e Embalagem AC Pequeno 261,48 500 1
Expedição AC Pequeno 342,44 500 1
Caldeira AC Grande 180,79 150 2
Laboratório de ETA/ETE AC Pequeno 25 500 1
Total 49
Fonte: Autoras (2015).

Sendo assim, a Vienense Têxtil contará com 49 extintores pela empresa,


sendo estes do tipo “Pó A/B/C”, cuja descrição está apresentada na Tabela 100
abaixo:

Tabela 100 - Características do extintor Pó A/B/C.


Extintor Pó A/B/C
Fabricante Aerotex Extintores
Modelo Portátil – 3A- 20BC- EN010
Capacidade (Kg) 6
Fonte: Aerotex Extintores (2015).
141

A NBR 13714 define hidrante como ponto de tomada de água onde há uma
(simples) ou duas (duplo) saídas contendo válvulas angulares com seus respectivos
adaptadores, tampões, mangueiras de incêndio e demais acessórios. A tabela 101 a
seguir, apresenta os tipos de sistemas os quais variam de acordo com seu tipo de
esguicho, diâmetro, comprimento máximo, saídas e vazão:

Tabela 101 - Tipos de sistemas.


Mangueira
Tipo Esguicho Diâmetro (mm) Saídas Vazão (L/min)
1 Regulável 30 1 80 ou 100
2 Jato Compacto ∅16 mm ou regulável 30 2 300
3 Jato Compacto ∅25 mm ou regulável 30 2 900
Fonte: NBR. 13714:200

Na Vienense Têxtil, os hidrantes serão posicionados a 5 metros das portas


de saídas e a 1,5 metros de altura do piso, confirme determinação da NBR 13714. A
Vienense Têxtil contará com 8 hidrantes em seu setor fabril. Os hidrantes que serão
utilizados na empresa serão do tipo 2, com o esguicho jato compacto ou regulável
com diâmetro de 16 mm. O comprimento da mangueira será de 30 metros e sua
capacidade de vazão será de 300 litros/min.

8.4 CLIMATIZAÇÃO

Todo processo produtivo pressupõe perdas, as quais normalmente passam


ao meio ocupacional participado pelas máquinas e operários. Estas perdas podem
ser por processos de fragmentação de substâncias sólidas, gerando material
particulado e dependendo de suas dimensões, na forma de aerossóis, podendo ser
inalado pelo trabalhador.
Diante disso, emerge a preocupação do potencial de risco à saúde humana
decorrente de ambientes em que a geração desses resíduos é frequente. Assim, a
adoção de medidas que visem contornar ou pelo menos minimizar se mostram
necessárias (LIED, 2011). Neste sentido, segundo Fundacentro (2010), as medidas
de controle podem ser classificadas de caráter coletivo e de engenharia, se
projetadas e aplicadas nos ambientes e nas fontes de geração da poeira nos
processos, como os sistemas de ventilação local exaustora (VLE); de caráter
administrativo, como aquelas inseridas nos programas de gestão de risco; de caráter
individual, como a utilização de equipamentos de proteção respiratória (EPR) e de
142

vestimentas adequadas, e, também, como de ordem geral, por meio da limpeza e da


sinalização dos locais de trabalho.
De acordo com a ABNT (Associação Brasileira de Normas Técnicas),
ventilação é o processo de retirada do ar de um local, cujo ar é fornecido por meios
naturais ou mecânicas para mesma localidade. Todavia, o condicionamento do ar
tem uma relação com tratamento, visto que há um controle de temperatura,
umidade, velocidade, pureza e distribuição, ou seja, com um melhor atendimento no
local condicionado.
De um modo geral, os sistemas de ventilação se classificam como: Ventilação
Geral, natural ou mecânica, que é aquela que ventila o ambiente como um todo,
também conhecida como Ventilação Geral Diluidora (VGD); e Ventilação Local
Exaustora (VLE) que retira as substâncias emitidas diretamente do local de geração,
conduzindo-os para a atmosfera externa (LISBOA, 2007).
A climatização é um fator de extrema importância, seja nos ambientes
residenciais ou no ambiente de trabalho, uma vez que níveis corretos de umidade do
ar favorecem a produtividade das pessoas, além de garantir o bem-estar das
mesmas. A Vienense Têxtil, contará com o sistema de exaustão, de ventilação
adiabática e de ar condicionado.

8.4.1 Sistema por Exaustão

A ventilação local exaustora é um dos recursos mais eficazes para o controle


de ambientes de trabalho, principalmente quando aplicada em conjunto com outras
medidas com vistas à redução, ou mesmo a eliminação, da exposição de
trabalhadores a contaminantes químicos presentes ou liberados na forma de
névoas, gases, vapores e poeiras (Sobrinho, 1996).
A Vienense Têxtil, contará com o sistema de exaustão a fim de captar os
poluentes em uma fonte (gases, vapores ou poeiras tóxicas) antes que os mesmos
se dispersem no ar do ambiente de trabalho, atingindo assim a zona de respiração
dos trabalhadores. Considerando, que esse tipo de sistema pode ser tanto centrifugo
quanto axial, ou ainda, dutos aos quais o ventilador esta conectado, conduzindo o ar
entre as extremidades do sistema de ventilação. Tal processo será possível por
meio de exaustores eólicos, compostos de um sistema que explora a força dos
ventos para eliminar problemas de má circulação de ar.
143

8.4.2 Sistema de Ventilação Adiabática

O ar detido do exterior é lavado e resfriado adiabático, estando assim,


influído nos ambientes através de uma rede de dutos. Portanto o ar impregnado
instilado que são forçados para o exterior, no qual o ar quente e contaminado no
ambiente. Com efeito, as venezianas automáticas conservam uma pressurização
interna controlada evadindo a entrada de partículas que não são desejáveis na sala
(AIRETRON).
A Vienense Têxtil contará com esse sistema de ventilação em áreas como o
depósito de fios, sala de urdissagem, engomagem, tecelagem, tingimento
,estamparia, estoques intermediários e expedição.

8.4.3 Sistema de Ar Condicionado

O principal objetivo de um ar condicionado é proporcionar ao ambiente


temperaturas agradáveis, seu principio de funcionamento baseia-se na troca de
temperatura do ambiente, através da passagem do ar pela serpentina do evaporador
que por contato sofre queda ou aumento de temperatura, dependendo do ciclo
utilizado, baixando a umidade relativa do ar. Quando alcançado a temperatura
desejada se faz uma leitura através de um sensor localizado no evaporador que este
por sua vez desliga o compressor, fazendo com que o equipamento mantenha a
temperatura, qualquer variação na temperatura estipulada aciona-se novamente o
compressor que é responsável pela circulação do gás refrigerante dentro do sistema
(ADIAS, 2014).
A empresa contará com o sistema de ar condicionado na área administrativa,
laboratório e almoxarifado.

8.4.4 Controle de Temperatura, Umidade e Gramatura

Na Vienense Têxtil os operadores de cada setor deverão efetuar as leituras


dos termômetros, correspondentes ao seu local de atuação, durante um intervalo de
meia hora. Tais termômetros irão realizar medição de variáveis como temperatura e
umidade, sendo possível através desses controles obter-se o cálculo da gramatura.
Além disso, o operador deverá verificar se a bomba está em funcionamento,
retirar os resíduos gerados nos filtros rotativos sempre que houver necessidade,
144

limpar o mesmo no mínimo uma vez na semana, e por fim, efetuar a limpeza dos
difusores quando necessário.

8.4.5 Cálculos

8.4.5.1 Calor Gerado por Pessoas no Ambiente

Eq. (13)

Sendo:
Qpe = calor gerado pelas pessoas no ambiente, em Kcal/h;
Qp = fator para um trabalho moderado, em Kcal/h, por pessoa;
Nf = número de colaboradores no setor.

A Tabela 102 representa o calor gerado por pessoas no ambiente, de acordo


com um fator de trabalho moderado por pessoa e seguindo o número de
colaboradores por setor.

Tabela 102 - Calor gerado por pessoas no ambiente.


Ambiente Qp Nf Qpe
Portaria 300 1 300
Guarita 300 1 300
Sala de Treinamento 300 - -
Gerência Administrativa/Financeira 300 1 300
Sala de Reuniões 300 6 1.800
Copa 300 1 300
Banheiro Masculino 300 - -
Banheiro Feminino 300 - -
Vendas 300 3 900
Compras 300 2 600
Gerência Comercial/Industrial 300 2 600
Administrativo/Financeiro 300 5 1.500
Diretoria 300 1 300
Marketing e RH 300 4 1.200
Jardim 300 1 300
Banheiro Masculino 300 - -
Banheiro Feminino 300 - 300
Cozinha 300 1 300
Refeitório 300 2 600
Depósito de Alimentos 300 - -
Estacionamento de Carros 300 1 300
Estacionamento de Caminhões 300 1 300
Vestiário Masculino 300 - -
Vestiário Feminino 300 - -
Sala de Compressor 300 1 300
(continua)
145

(conclusão)
Ambiente Qp Nf Qpe
Sala de Manutenção 300 13 3.900
Banheiro Masculino 300 - -
Banheiro Feminino 300 - -
Ambulatório 300 1 300
Copa 300 1 300
PPCP 300 7 2.100
Controle de Qualidade e Desenvolvimento de 300 6 1.800
Produto
Almoxarifado 300 3 900
Armazém de Produtos 300 3 900
Banheiro Masculino 300 - -
Banheiro Feminino 300 - -
Armazém de Fios 300 1 300
Sala de Urdissagem 300 1 300
Sala de Engomagem 300 1 300
Depósito de Rolos Engomados 300 - -
Tecelagem 300 36 10.800
Estoque Intermediário 300 - 300
Beneficiamento Primário 300 2 600
Revisão do tecido pré-beneficiado 300 1 300
Corredor 1 300 - -
Corredor 2 300 - -
Corredor 3 300 - -
Tingimento 300 1 300
Estamparia Rotativa 300 1 300
Revisão e Embalagem 300 3 900
Expedição 300 3 900
Caldeira 300 2 600
Estação de Tratamento de Efluentes 300 - -
Laboratório ETE/ETA 300 2 600
Estação de Tratamento de Afluentes 300 - -
Fonte: Autoras (2015).

8.4.5.2 Calor Dissipado pelos Motores

Eq.(14)

Sendo:
Qm = Calor dissipado pelos motores, em Kcal/h;
Pt = Potência total dos motores, em KW;
Fm = Coeficiente de utilização.
146

A Tabela 103 representa o calor dissipado pelos motores com base no


coeficiente de utilização e na potência total dos mesmos.

Tabela 103 - Calor dissipado pelos motores.


Ambiente Pt (KW) Fm Qm
Sala de Compressor 160 0,7 96.320
Sala de Urdissagem 18,5 1 15.910
Sala de Engomagem 20 1 17.200
Tecelagem 121 1 104.600
Beneficiamento Primário 120 0,75 77.440
Tingimento 35 0,75 22.575
Estamparia Rotativa 360 0,75 232.200
Revisão e Embalagem 25 1 21.500
Fonte: Autoras (2015).

8.4.5.3 Calor Gerado Pela Iluminação

Eq. (15)

Sendo:
Qil = calor gerado pela iluminação, em Kcal/h;
Qi = taxa de iluminação, em W/m²;
A = área do local, em m²;

A tabela 104 representa o calor gerado pela iluminação, segundo área do


local e taxa de iluminação.
147

Tabela 104 - Calor gerado pela iluminação.


Ambiente Qi A Qil
Portaria 0.4392 9,00 3,39
Guarita 0.4392 9,00 3,39
Sala de Treinamento 0.732 22,75 14,32
Gerência Administrativa/Financeira/Financeira 0.732 15,27 9,61
Sala de Reuniões 0.732 19,50 12,27
Copa 0.2928 12,00 3,01
Banheiro Masculino 0.2928 10,00 2,51
Banheiro Feminino 0.2928 10,00 2,51
Vendas 0.732 20,00 12,59
Compras 0.732 18,00 11,33
Gerência Comercial/Industrial 0.732 17,55 11,04
Administrativo/Financeiro 0.732 17,55 11,04
Diretoria 0.732 20,00 12,59
Marketing e RH 0.732 20,00 12,59
Jardim 0.4392 53,87 20,34
Banheiro Masculino 0.2928 14,04 3,53
Banheiro Feminino 0.2928 14,04 3,53
Cozinha 0.2928 101,72 25,61
Refeitório 0.2928 170,00 42,80
Depósito de Alimentos 0.1464 34,25 4,31
Estacionamento de Carros 0.1098 786,62 74,27
Estacionamento de Caminhões 0.1098 227,01 21,43
Vestiário Masculino 0.2928 30,07 7,57
Vestiário Feminino 0.2928 30,80 7,75
Sala de Compressor 0.4392 72,75 27,47
Sala de Manutenção 0.4392 23,52 8,88
Banheiro Masculino 0.2928 13,82 3,47
Banheiro Feminino 0.2928 13,82 3,47
Ambulatório 0.732 13,82 8,69
Copa 0.2928 13,82 3,47
PPCP 0.732 47,77 30,07
Controle de Qualidade e Desenvolvimento de Produto 1.464 38,07 47,93
Almoxarifado 0.1464 76,87 9,67
Armazém de Produtos 0.1464 57,47 7,23
Banheiro Masculino 0.2928 30,80 7,75
Banheiro Feminino 0.2928 30,80 7,75
Armazém de Fios 0.1464 203,00 25,55
Sala de Urdissagem 0.732 402,52 253,39
Sala de Engomagem 0.732 359,50 226,31
Depósito de Rolos Engomados 0.1464 96,10 12,09
Tecelagem 0.732 1.524,8 959,89
Estoque Intermediário 0.1464 340,60 42,88
Beneficiamento Primário 0.732 575,90 362,54
Revisão do tecido pré-beneficiado 1.464 376,15 473,58
Corredor 1 0.2928 326,80 82,29
Corredor 2 0.2928 134,25 33,80
Corredor 3 0.2928 8,97 2,25
Tingimento 1.464 241,25 303,74
Estamparia Rotativa 1.464 367,25 462,38
Revisão e Embalagem 1.464 261,50 329,23
Expedição 0.732 342,50 215,61
Caldeira 0.2928 180,75 45,51
Estação de Tratamento de Efluentes 0.732 100,00 62,95
Laboratório ETE/ETA 0.732 25,00 15,73
Estação de Tratamento de Afluentes 0.732 6,25 3,93
Fonte: Autoras (2015).
148

8.4.5.4 Calor Gerado pela Insolação do Telhado

Eq. (16)

Sendo:
Qit = calor gerado por insolação do telhado, em Kcal/h;
A = área do telhado, em m²;
It = coeficiente de troca de calor por insolação do telhado, em Kcal/h.m².

A tabela 105 representa o calor gerado pela insolação do telhado, segundo a


área do telhado e coeficiente de troca de calor por insolação do telhado.

Tabela 105 - Calor gerado pela insolação do telhado.


Ambiente It A Qit )
Portaria 14,4 9,00 129,6
Guarita 14,4 9,00 129,6
Sala de Treinamento 14,4 22,75 327,6
Gerência Administrativa/Financeira 14,4 15,27 219,88
Sala de Reuniões 14,4 19,50 280,8
Copa 14,4 12,00 172,8
Banheiro Masculino 14,4 10,00 144
Banheiro Feminino 14,4 10,00 144
Vendas 14,4 20,00 288
Compras 14,4 18,00 259,2
Gerência Comercial/Industrial 14,4 17,55 252,72
Administrativo/Financeiro 14,4 17,55 252,72
Diretoria 14,4 20,00 288
Marketing e RH 14,4 20,00 288
Jardim 14,4 53,87 775,728
Banheiro Masculino 14,4 14,04 202,17
Banheiro Feminino 14,4 14,04 202,17
Cozinha 14,4 101,72 1.464,76
Refeitório 14,4 170,00 2.448
Depósito de Alimentos 14,4 34,25 493,2
Estacionamento de Carros 14,4 786,62 11.327,32
Estacionamento de Caminhões 14,4 227,01 3.268,94
Vestiário Masculino 14,4 30,07 433,08
Vestiário Feminino 14,4 30,80 443,52
Sala de Compressor 14,4 72,75 1.047,6
Sala de Manutenção 14,4 23,52 338,68
Banheiro Masculino 14,4 13,82 199,00
Banheiro Feminino 14,4 13,82 199,00
Ambulatório 14,4 13,82 199,00
Copa 14,4 13,82 199,00
PPCP 14,4 47,77 687,88
Controle de Qualidade e Desenvolvimento de Produto 14,4 38,07 548,20
Almoxarifado 14,4 76,87 1.106,92
Armazém de Produtos 14,4 57,47 827,56
(continua)
149

(conclusão)
Ambiente It A Qit )
Banheiro Masculino 14,4 30,80 443,52
Banheiro Feminino 14,4 30,80 443,52
Armazém de Fios 14,4 203,00 2.923,2
Sala de Urdissagem 14,4 402,52 5.796,28
Sala de Engomagem 14,4 359,50 5.176,8
Depósito de Rolos Engomados 14,4 96,10 1.383,84
Tecelagem 14,4 1.524,8 21.957,12
Estoque Intermediário 14,4 340,60 4.904,64
Beneficiamento Primário 14,4 575,90 8.292,96
Revisão do tecido pré-beneficiado 14,4 376,15 5.416,56
Corredor 1 14,4 326,80 4.705,92
Corredor 2 14,4 134,25 1.933,2
Corredor 3 14,4 8,97 129,16
Tingimento 14,4 241,25 3.474
Estamparia Rotativa 14,4 367,25 5.288,4
Revisão e Embalagem 14,4 261,50 3.765,6
Expedição 14,4 342,50 4.932
Caldeira 14,4 180,75 2.602,80
Estação de Tratamento de Efluentes 14,4 100,00 1.440
Laboratório ETE/ETA 14,4 25,00 360
Estação de Tratamento de Afluentes 14,4 6,25 90
Fonte: Autoras (2015).

8.4.5.5 Calor Dissipado para o Ambiente pelo Vapor

Eq. (17)

Sendo:
Qvp= calor dissipado para o ambiente pelo vapor, em Kcal/h;
fv = percentual de vapor saturado dissipado para o ambiente;
Mvc = massa de vapor consumida, em Kg/h;
Qv = calor gerado pelo vapor dissipado para o ambiente, em Kcal/Kg.

A tabela 106 representa o calor para o ambiente pelo vapor, segundo


percentual de vapor saturado dissipado para o ambiente, massa de vapor
consumida e calor gerado pelo vapor dissipado para o ambiente.

Tabela 106 - Calor dissipado para o ambiente pelo vapor.


Ambiente Fv Mvc Qv Qvp
Tingimento + Secador 0,02 1.150 3.930,21 90.394,83
Fonte: Autoras (2015).
150

8.4.6 Carga Térmica Total

Eq. (18)

Sendo:
Qt = carga térmica total, em Kcal/h;
Qpe = calor gerado pelas pessoas no ambiente, em Kcal/h
Qmo = calor dissipado pelos motores, em Kcal/h
Qil = calor gerado pela iluminação, em Kcal/h;
Qit = calor gerado por insolação do telhado, em Kcal/h;
Qvp= calor dissipado para o ambiente pelo vapor, em Kcal/h.

A tabela 107 apresenta a carga térmica total distribuída por setores.


.
Tabela 107 - Carga térmica total.
Ambiente Qt
Portaria 432,99
Guarita 432,99
Sala de Treinamento 341,92
Gerência Administrativa/Financeira 529,49
Sala de Reuniões 2.093,7
Copa 475,81
Banheiro Masculino 146,51
Banheiro Feminino 146,51
Vendas 1.200,59
Compras 870,53
Gerência Comercial/Industrial 863,76
Administrativo/Financeiro 1.763,76
Diretoria 600,59
Marketing e RH 1.500,59
Jardim 1.096,07
Banheiro Masculino 205,7
Banheiro Feminino 505,5
Cozinha 1.790,37
Refeitório 3.090,8
Depósito de Alimentos 497,51
Estacionamento de Carros 11.701,6
Estacionamento de Caminhões 3.590,37
Vestiário Masculino 440,65
Vestiário Feminino 451,27
Sala de Compressor 97.695,1
Sala de Manutenção 4.247,56
Banheiro Masculino 202,47
Banheiro Feminino 202,47
Ambulatório 507,69
Copa 502,47
PPCP 2.817,95
(continua)
151

(conclusão)
Ambiente Qt
Controle de Qualidade e Desenvolvimento de Produto 2.396,13
Almoxarifado 2.016,59
Armazém de Produtos 1.734,79
Banheiro Masculino 451,27
Banheiro Feminino 451,27
Armazém de Fios 3.248,75
Sala de Urdissagem 22.259,7
Sala de Engomagem 22.903,1
Depósito de Rolos Engomados 1.395,93
Tecelagem 138.317,01
Estoque Intermediário 5.247,52
Beneficiamento Primário 86.695,5
Revisão do tecido pré-beneficiado 6.190,14
Corredor 1 4.788,21
Corredor 2 1.967
Corredor 3 131,41
Tingimento 117.048
Estamparia Rotativa 238.251
Revisão e Embalagem 26.494,8
Expedição 6.047,61
Caldeira 3.248,31
Estação de Tratamento de Efluentes 1.502,95
Laboratório ETE/ETA 975,73
Estação de Tratamento de Afluentes 93,93
Fonte: Autoras (2015).

8.4.7 Volume de Ar no Ambiente

Eq.(19)
Sendo:
Va = Volume de ar do ambiente, em m³;
Pd = pé direito, em m;
A = área do local, em m²;

A tabela 108 representão volume de ar no ambiente.

Tabela 108 - Volume de ar no ambiente.


Ambiente Pd A Va
Portaria 3 9,00 18,00
Guarita 3 9,00 18,00
Sala de Treinamento 3 22,75 68,25
Gerência 3 15,27 45,81
Administrativa/Financeira
Sala de Reuniões 3 19,50 58,5
Copa 3 12,00 36,00
Banheiro Masculino 3 10,00 30,00
(continua)
152

(conclusão)
Ambiente Pd A Va
Banheiro Feminino 3 10,00 30,00
Vendas 3 20,00 60,00
Compras 3 18,00 54,00
Gerência Comercial/Industrial 3 17,55 52,65
Administrativo/Financeiro 3 17,55 52,65
Diretoria 3 20,00 60,00
Marketing e RH 3 20,00 60,00
Jardim - 53,87 -
Banheiro Masculino 3 14,04 42,12
Banheiro Feminino 3 14,04 42,12
Cozinha 3 101,72 305,16
Refeitório 3 170,00 510,00
Depósito de Alimentos 3 34,25 102,75
Estacionamento de Carros - 786,62 -
Estacionamento de Caminhões - 227,01 -
Vestiário Masculino 3 30,07 90,21
Vestiário Feminino 3 30,80 92,4
Sala de Compressor 3 72,75 218,25
Sala de Manutenção 3 23,52 70,56
Banheiro Masculino 3 13,82 41,46
Banheiro Feminino 3 13,82 41,46
Ambulatório 3 13,82 41,46
Copa 3 13,82 41,46
PPCP 3 47,77 143,31
Controle de Qualidade e 3 38,07 114,21
Desenvolvimento de Produto
Almoxarifado 3 76,87 230,61
Armazém de Produtos 3 57,47 172,41
Banheiro Masculino 3 30,80 92,4
Banheiro Feminino 3 30,80 92,4
Armazém de Fios 7 203,00 1.421,0
Sala de Urdissagem 7 402,52 2.817,64
Sala de Engomagem 7 359,50 2.516,5
Depósito de Rolos Engomados 7 96,10 672,7
Tecelagem 7 1.524,8 10.673,6
Estoque Intermediário 7 340,60 2.384,2
Beneficiamento Primário 7 575,90 4.031,3
Revisão do tecido pré- 7 376,15 2.633,05
beneficiado
Corredor 1 3 326,80 980,4
Corredor 2 7 134,25 939,75
Corredor 3 3 8,97 26,91
Tingimento 7 241,25 1.688,75
Estamparia Rotativa 7 367,25 2.570,75
Revisão e Embalagem 7 261,50 1.830,50
Expedição 7 342,50 2.397,50
Caldeira 5 180,75 1.265,25
Estação de Tratamento de 5 100,00 500,00
Efluentes
Laboratório ETE/ETA 5 25,00 125,00
Estação de Tratamento de 5 6,25 31,25
Afluentes
Fonte: Autoras (2015).
153

8.4.8 Cálculo de Massa de Ar

Eq.(20)

Sendo:
Mar = massa de ar no ambiente, em Kg;
ρar = massa especifica do ar, Kg/m³;
Va = Volume de ar do ambiente, em m³.

A tabela 109 representa a quantidade de massa de ar, segundo volume de ar


do ambiente e massa específica do ar.

Tabela 109 - Massa de ar.


Ambiente Va ρar Mar
Portaria 18,00 1,2 21,6
Guarita 18,00 1,2 21,6
Sala de Treinamento 68,25 1,2 81,9
Gerência 45,81 1,2 54,97
Administrativa/Financeira
Sala de Reuniões 58,5 1,2 70,2
Copa 36,00 1,2 43,2
Banheiro Masculino 30,00 1,2 36
Banheiro Feminino 30,00 1,2 36
Vendas 60,00 1,2 72
Compras 54,00 1,2 64,8
Gerência Comercial/Industrial 52,65 1,2 63,18
Administrativo/Financeiro 52,65 1,2 63,18
Diretoria 60,00 1,2 72
Marketing e RH 60,00 1,2 72
Jardim - 1,2 -
Banheiro Masculino 42,12 1,2 50,54
Banheiro Feminino 42,12 1,2 50,54
Cozinha 305,16 1,2 366,19
Refeitório 510,00 1,2 612,00
Depósito de Alimentos 102,75 1,2 123,30
Estacionamento de Carros - 1,2 -
Estacionamento de - 1,2 -
Caminhões
Vestiário Masculino 90,21 1,2 108,25
Vestiário Feminino 92,4 1,2 110,88
Sala de Compressor 218,25 1,2 261,90
Sala de Manutenção 70,56 1,2 84,67
Banheiro Masculino 41,46 1,2 49,75
Banheiro Feminino 41,46 1,2 49,75
Ambulatório 41,46 1,2 49,75
Copa 41,46 1,2 49,75
PPCP 143,31 1,2 171,97
(continua)
154

(conclusão)
Ambiente Va ρar Mar
Controle de Qualidade e 114,21 1,2 137,05
Desenvolvimento de Produto
Almoxarifado 230,61 1,2 276,73
Armazém de Produtos 172,41 1,2 206,89
Banheiro Masculino 92,4 1,2 110,88
Banheiro Feminino 92,4 1,2 100,88
Armazém de Fios 1.421,0 1,2 1.705,2
Sala de Urdissagem 2.817,64 1,2 3.381,16
Sala de Engomagem 2.516,5 1,2 3.019,8
Depósito de Rolos 672,7 1,2 807,24
Engomados
Tecelagem 10.673,6 1,2 12.808,32
Estoque Intermediário 2.384,2 1,2 2.861,04
Beneficiamento Primário 4.031,3 1,2 4.837,56
Revisão do tecido pré- 2.633,05 1,2 3.159,66
beneficiado
Corredor 1 980,4 1,2 1.176,48
Corredor 2 939,75 1,2 1.127,7
Corredor 3 26,91 1,2 32,29
Tingimento 1.688,75 1,2 2.026,5
Estamparia Rotativa 2.570,75 1,2 3.084,9
Revisão e Embalagem 1.830,50 1,2 2.196,6
Expedição 2.397,50 1,2 2.877
Caldeira 1.265,25 1,2 1.518,3
Estação de Tratamento de 500,00 1,2 600,00
Efluentes
Laboratório ETE/ETA 125,00 1,2 150,00
Estação de Tratamento de 31,25 1,2 37,5
Afluentes
Fonte: Autoras (2015).

8.4.9 Quantidade de Calor Retirada na Troca

Eq.(21)

Sendo:
Qtr = quantidade de calor retirado por troca, em Kcal;
Mar = massa de ar no ambiente, em Kg;
cp = calor especifico do ar, Kcal/KgºC;
Ti= Temperatura interna, em ºC;
Te = Temperatura do ar após a troca adiabática, em ºC.
155

A tabela 110 representa a quantidade de calor retirado por troca, segundo


calor específico do ar, temperatura interna, temperatura do ar após a troca
adiabática e a massa do ar no ambiente.

Tabela 110 - Quantidade de calor retirada na troca.


Ambiente cp Ti ( ) Te ( ) Mar ( ) Qtr (K )
Portaria 0,24 30 24 21,6 31,10
Guarita 0,24 30 24 21,6 31,10
Sala de Treinamento 0,24 30 24 81,9 117,93
Gerência Administrativa/Financeira 0,24 30 24 54,97 79,15
Sala de Reuniões 0,24 30 24 70,2 101,08
Copa 0,24 30 24 43,2 62,20
Banheiro Masculino 0,24 30 24 36 51,84
Banheiro Feminino 0,24 30 24 36 51,84
Vendas 0,24 30 24 72 103,68
Compras 0,24 30 24 64,8 93,91
Gerência Comercial/Industrial 0,24 30 24 63,18 90,97
Administrativo/Financeiro 0,24 30 24 63,18 90,97
Diretoria 0,24 30 24 72 103,68
Marketing e RH 0,24 30 24 72 103,68
Jardim 0,24 35 24 - -
Banheiro Masculino 0,24 30 24 50,54 72,77
Banheiro Feminino 0,24 30 24 50,54 72,77
Cozinha 0,24 30 24 366,19 527,77
Refeitório 0,24 30 24 612,00 881,28
Depósito de Alimentos 0,24 30 24 123,30 177,55
Estacionamento de Carros 0,24 35 24 - -
Estacionamento de Caminhões 0,24 35 24 - -
Vestiário Masculino 0,24 30 24 108,25 155,88
Vestiário Feminino 0,24 30 24 110,88 159,66
Sala de Compressor 0,24 40 24 261,90 1.005,69
Sala de Manutenção 0,24 35 24 84,67 223,52
Banheiro Masculino 0,24 30 24 49,75 71,64
Banheiro Feminino 0,24 30 24 49,75 71,64
Ambulatório 0,24 30 24 49,75 71,64
Copa 0,24 30 24 49,75 71,64
PPCP 0,24 30 24 171,97 247,63
Controle de Qualidade e Desenvolvimento de 0,24 30 24 137,05 197,35
Produto
Almoxarifado 0,24 40 24 276,73 1.062,64
Armazém de Produtos 0,24 40 24 206,89 794,45
Banheiro Masculino 0,24 30 24 110,88 159,66
Banheiro Feminino 0,24 30 24 100,88 145,26
Armazém de Fios 0,24 40 24 1.705,2 6.547,96
Sala de Urdissagem 0,24 35 24 3.381,16 8.926,26
Sala de Engomagem 0,24 35 24 3.019,8 7.972,27
Depósito de Rolos Engomados 0,24 40 24 807,24 3.099,80
Tecelagem 0,24 35 24 12.808,32 33.813,96
Estoque Intermediário 0,24 35 24 2.861,04 7.553,14
Beneficiamento Primário 0,24 40 24 4.837,56 18.576,23
Revisão do tecido pré-beneficiado 0,24 35 24 3.159,66 8.341,50
Corredor 1 0,24 35 24 1.176,48 3.105,90
Corredor 2 0,24 35 24 1.127,7 2.977,12
Corredor 3 0,24 35 24 32,29 85,24
Tingimento 0,24 35 24 2.026,5 5.349,96
(continua)
156

(conclusão)
Ambiente cp Ti ( ) Te ( ) Mar ( ) Qtr (K )
Estamparia Rotativa 0,24 40 24 3.084,9 11.846,01
Revisão e Embalagem 0,24 30 24 2.196,6 3.163,104
Expedição 0,24 35 2.877 7.595,28
Caldeira 0,24 40 1.518,3 5.830,27
Estação de Tratamento de Efluentes 0,24 30 600,00 864
Laboratório ETE/ETA 0,24 30 150,00 216
Estação de Tratamento de Afluentes 0,24 30 37,5 54
Fonte: Autoras (2015).

8.4.10 Número de Trocas de Ar

Eq.(22)

Sendo:
Ntr = número de trocar de ar por hora;
Qtr = quantidade de calor retirada por troca, em Kcal;
Qt = carga térmica total, em Kcal/h.

A Tabela 111 representa o número de trocas de ar, segundo quantidade de


calor retirado por troca e carga térmica total.

Tabela 110 - Número de trocas de ar.


Ambiente Qtr Qt Ntr
Portaria 31,10 432,99 13,92
Guarita 31,10 432,99 13,92
Sala de Treinamento 117,93 341,92 2,89
Gerência Administrativa/Financeira 79,15 529,49 6,68
Sala de Reuniões 101,08 2.093,7 20,70
Copa 62,20 475,81 7,64
Banheiro Masculino 51,84 146,51 2,82
Banheiro Feminino 51,84 146,51 2,82
Vendas 103,68 1.200,59 11,57
Compras 93,91 870,53 9,26
Gerência Comercial/Industrial 90,97 863,76 9,49
Administrativo/Financeiro 90,97 1.763,76 19,38
Diretoria 103,68 600,59 5,79
Marketing e RH 103,68 1.500,59 14,47
Jardim - 1.096,07 -
Banheiro Masculino 72,77 205,7 2,82
Banheiro Feminino 72,77 505,5 6,94
Cozinha 527,77 1.790,37 3,39
Refeitório 881,28 3.090,8 3,50
Depósito de Alimentos 177,55 497,51 2,80
(continua)
157

(conclusão)
Ambiente Qtr Qt Ntr
Estacionamento de Carros - 11.701,6 -
Estacionamento de Caminhões - 3.590,37 -
Vestiário Masculino 155,88 440,65 2,82
Vestiário Feminino 159,66 451,27 2,82
Sala de Compressor 1.005,69 97.695,1 97,14
Sala de Manutenção 223,52 4.247,56 19,00
Banheiro Masculino 71,64 202,47 2,82
Banheiro Feminino 71,64 202,47 2,82
Ambulatório 71,64 507,69 7,08
Copa 71,64 502,47 7,01
PPCP 247,63 2.817,95 11,37
Controle de Qualidade e Desenvolvimento de 197,35 2.396,13 12,14
Produto
Almoxarifado 1.062,64 2.016,59 1,89
Armazém de Produtos 794,45 1.734,79 2,18
Banheiro Masculino 159,66 451,27 2,82
Banheiro Feminino 145,26 451,27 3,10
Armazém de Fios 6.547,96 3.248,75 0,49
Sala de Urdissagem 8.926,26 22.259,7 2,49
Sala de Engomagem 7.972,27 22.903,1 2,87
Depósito de Rolos Engomados 3.099,80 1.395,93 0,45
Tecelagem 33.813,96 138.317,01 4,09
Estoque Intermediário 7.553,14 5.247,52 0,69
Beneficiamento Primário 18.576,23 86.695,5 4,66
Revisão do tecido pré-beneficiado 8.341,50 6.190,14 0,74
Corredor 1 3.105,90 4.788,21 1,54
Corredor 2 2.977,12 1.967 0,66
Corredor 3 85,24 131,41 1,54
Tingimento 5.349,96 117.048 21,87
Estamparia Rotativa 11.846,01 238.251 20,11
Revisão e Embalagem 3.163,104 26.494,8 8,37
Expedição 7.595,28 6.047,61 0,79
Caldeira 5.830,27 3.248,31 0,55
Estação de Tratamento de Efluentes 864 1.502,95 1,73
Laboratório ETE/ETA 216 975,73 4,51
Estação de Tratamento de Afluentes 54 93,93 1,73
Fonte: Autoras (2015).

8.4.11 Número de Centrais

Eq. (23)

Sendo:
Nc = número de centrais;
Ntr = número de trocas de ar por hora;
Va = volume de ar no ambiente, m³;
Vret = volume de ar retirado por uma central, em m³.
158

A Tabela 112 representa o número de centrais, segundo número de trocas de


ar por hora, volume de ar no ambiente e volume de ar retirado por uma central.

Tabela 111 - Número de centrais.


Ambiente Ntr Va ( ) Vret( ) Nc
Sala de Treinamento 2,89 68,25 160.000 0,00123675
Gerência Administrativa/Financeira 6,68 45,81 160.000 0,00191535
Sala de Reuniões 20,70 58,5 160.000 0,00191535
Copa 7,64 36,00 160.000 0,00757102
Banheiro Masculino 2,82 30,00 160.000 0,00172118
Banheiro Feminino 2,82 30,00 160.000 0,00052991
Vendas 11,57 60,00 160.000 0,00434241
Compras 9,26 54,00 160.000 0,00312857
Gerência Comercial/Industrial 9,49 52,65 160.000 0,00312445
Administrativo/Financeiro 19,38 52,65 160.000 0,00637999
Diretoria 5,79 60,00 160.000 0,00217227
Marketing e RH 14,47 60,00 160.000 0,00542748
Jardim - - 160.000 -
Banheiro Masculino 2,82 42,12 160.000 0,00074413
Banheiro Feminino 6,94 42,12 160.000 0,0018294
Cozinha 3,39 305,16 160.000 0,00647002
Refeitório 3,50 510,00 160.000 0,01117911
Depósito de Alimentos 2,80 102,75 160.000 0,00179946
Vestiário Masculino 2,82 90,21 160.000 0,00159382
Vestiário Feminino 2,82 92,4 160.000 0,00163227
Sala de Compressor 97,14 218,25 160.000 0,13250821
Sala de Manutenção 19,00 70,56 160.000 0,00838034
Banheiro Masculino 2,82 41,46 160.000 0,00073234
Banheiro Feminino 2,82 41,46 160.000 0,00073234
Ambulatório 7,08 41,46 160.000 0,00183634
Copa 7,01 41,46 160.000 0,00181746
PPCP 11,37 143,31 160.000 0,01019264
Controle de Qualidade e Desenvolvimento de 12,14 114,21 160.000 0,00866677
Produto
Almoxarifado 1,89 230,61 160.000 0,0027352
Armazém de Produtos 2,18 172,41 160.000 0,002353
Banheiro Masculino 2,82 92,4 160.000 0,00163227
Banheiro Feminino 3,10 92,4 160.000 0,00179408
Armazém de Fios 0,49 1.421,0 160.000 0,0044064
Sala de Urdissagem 2,49 2.817,64 160.000 0,04391518
Sala de Engomagem 2,87 2.516,5 160.000 0,04518449
Depósito de Rolos Engomados 0,45 672,7 160.000 0,00189335
Tecelagem 4,09 10.673,6 160.000 0,27287924
Estoque Intermediário 0,69 2.384,2 160.000 0,0103526
Beneficiamento Primário 4,66 4.031,3 160.000 0,11755883
Revisão do tecido pré-beneficiado 0,74 2.633,05 160.000 0,01221224
Corredor 1 1,54 980,4 160.000 0,00962017
Corredor 2 0,66 939,75 160.000 0,00388061
Corredor 3 1,54 26,91 160.000 0,00025908
Tingimento 21,87 1.688,75 160.000 0,23091771
Estamparia Rotativa 20,11 2.570,75 160.000 0,32314847
Revisão e Embalagem 8,37 1.830,50 160.000 0,0958291
Expedição 0,79 2.397,50 160.000 0,01193105
Caldeira 0,55 1.265,25 160.000 0,0044058
Laboratório ETE/ETA 4,51 125,00 160.000 0,00352912
Fonte: Autoras (2015).
159

8.4.12 Número de Exaustores

Eq.(24)

Sendo:
Ne = número de exaustores;
Ntr = número de trocas de ar por hora;
Va = volume de ar no ambiente, m³;
Vret = volume de ar retirado por um exaustor, em m³.

A Tabela 113 representa os números de exaustores, segundo número de


trocas de ar por hora, volume do ar no ambiente e volume de ar retirado por um
exaustor.

Tabela 112 - Número de exaustores.


Ambiente Ntr Va ( ) Vret( ) Ne
Sala de Treinamento 2,89 68,25 4.000 0,0494701
Gerência Administrativa/Financeira 6,68 45,81 4.000 0,0766138
Sala de Reuniões 20,70 58,5 4.000 0,3028408
Copa 7,64 36,00 4.000 0,0688471
Banheiro Masculino 2,82 30,00 4.000 0,0211965
Banheiro Feminino 2,82 30,00 4.000 0,0211965
Vendas 11,57 60,00 4.000 0,1736965
Compras 9,26 54,00 4.000 0,1251427
Gerência Comercial/Industrial 9,49 52,65 4.000 0,1249779
Administrativo/Financeiro 19,38 52,65 4.000 0,2551994
Diretoria 5,79 60,00 4.000 0,0868909
Marketing e RH 14,47 60,00 4.000 0,2170992
Jardim - - 4.000 -
Banheiro Masculino 2,82 42,12 4.000 0,0297653
Banheiro Feminino 6,94 42,12 4.000 0,073176
Cozinha 3,39 305,16 4.000 0,2588009
Refeitório 3,50 510,00 4.000 0,4471644
Depósito de Alimentos 2,80 102,75 4.000 0,0719785
Vestiário Masculino 2,82 90,21 4.000 0.0637526
Vestiário Feminino 2,82 92,4 4.000 0,0652908
Sala de Compressor 97,14 218,25 4.000 5,3003284
Sala de Manutenção 19,00 70,56 4.000 0,3352137
Banheiro Masculino 2,82 41,46 4.000 0,0292937
Banheiro Feminino 2,82 41,46 4.000 0,0292937
Ambulatório 7,08 41,46 4.000 0,0734535
Copa 7,01 41,46 4.000 0,0726982
PPCP 11,37 143,31 4.000 0,4077055
Controle de Qualidade e 12,14 114,21 4.000 0,3466709
Desenvolvimento de Produto
Almoxarifado 1,89 230,61 4.000 0,1094081
(continua)
160

(conclusão)
Armazém de Produtos 2,18 172,41 4.000 0,0941202
Banheiro Masculino 2,82 92,4 4.000 0,0652908
Banheiro Feminino 3,10 92,4 4.000 0,0717633
Armazém de Fios 0,49 1.421,0 4.000 0,1762562
Sala de Urdissagem 2,49 2.817,64 4.000 1,7566074
Sala de Engomagem 2,87 2.516,5 4.000 1,8073797
Depósito de Rolos Engomados 0,45 672,7 4.000 0,0757341
Tecelagem 4,09 10.673,6 4.000 10,91517
Estoque Intermediário 0,69 2.384,2 4.000 0,4141038
Beneficiamento Primário 4,66 4.031,3 4.000 4,703532
Revisão do tecido pré-beneficiado 0,74 2.633,05 4.000 0,4884897
Corredor 1 1,54 980,4 4.000 0,377454
Corredor 2 0,66 939,75 4.000 0,1552245
Corredor 3 1,54 26,91 4.000 0,0103603
Tingimento 21,87 1.688,75 4.000 9,2367085
Estamparia Rotativa 20,11 2.570,75 4.000 12,925939
Revisão e Embalagem 8,37 1.830,50 4.000 3,8331841
Expedição 0,79 2.397,50 4.000 0,477242
Caldeira 0,55 1.265,25 4.000 0,1762322
Laboratório ETE/ETA 4,51 125,00 4.000 0,1411646
TOTAL 57,07
Fonte: Autoras (2015).

8.4.13 Cálculo de BTU

Existem diversas formas de realizar o cálculo de BTU, tais como:

 Para cada metro quadrado, multiplica-se por 600 BTU ou 800 BTU se
ficar diretamente exposto ao sol;
 Cada pessoa adicional soma 600 BTU (a primeira pessoa não é
contabilizada);
 Cada equipamento eletrônico soma 600 BTU;
 Os cálculos consideram um pé direito padrão de 2,40 m a 2,60 m.

Na Vienense Têxtil, o número de ar condicionado necessário para cada setor


será definido de acordo com a área, representada por metro quadrado, tendo como
base 600 BTU.
161

8.4.14 Número de Ar Condicionado

As Tabelas 114 e 115 representam a quantidade de ar condicionado por


área, número de pessoas, número de eletrônico no ambiente e BTU.

Tabela 113 - Quantidade de ar condicionado.


Ambiente A( ) Nº de pessoas Nº de equipamentos BTU
por ambiente eletrônicos por
ambiente
Portaria 9,00 1 - 5.400
Guarita 9,00 1 1 5.400
Sala de Treinamento 22,75 - 1 13.650
Gerência Administrativa/Financeira 15,27 1 1 9.162
Sala de Reuniões 19,50 6 1 11.700
Copa 12,00 1 1 7.200
Vendas 20,00 3 1 12.000
Compras 18,00 2 1 10.800
Gerência Comercial/Industrial 17,55 2 1 10.530
Administrativo/Financeiro 17,55 5 1 10.530
Diretoria 20,00 1 1 12.000
Marketing e RH 20,00 4 1 12.000
Refeitório 170,00 2 6 102.000
Ambulatório 13,82 1 1 8.292
PPCP 47,77 7 2 28.662
Controle de Qualidade e 38,07 6 2 22.842
Desenvolvimento de Produto
Armazém de Produtos 57,47 3 2 34.482
Fonte: Autoras (2015).

Tabela 114 - Número de ar condicionado por setor.


Setor Quantidade
Portaria -
Guarita 1
Sala de Treinamento 1
Gerência Administrativa/Financeira 1
Sala de Reuniões 1
Copa 1
Vendas 1
Compras 1
Gerência Comercial/Industrial 1
Administrativo/Financeiro 1
Diretoria 1
Marketing e RH 1
Refeitório 6
Ambulatório 1
PPCP 2
Controle de Qualidade e Desenvolvimento de Produto 2
Armazém de Produtos 2
TOTAL 24
Fonte: Autoras (2015).

A Tabela 116 representa os dados técnicos de todos os equipamentos de ar


condicionado que serão utilizado na Vienense Têxtil.
162

Tabela 115 - Dados técnicos do ar condicionado.


Equipamento Ar Condicionado Split
Fabricante Midea
Modelo Liva Eco Frio
Capacidade (BTU) 18.000
Voltagem (V) 220
Quantidade 24
Fonte: Midea (2015).

8.5 SISTEMA DE VAPOR

A instalação de vapor abrange desde a entrada de água bruta até a saída de


vapor produzido por uma ou mais caldeiras e são usualmente empregadas na
produção de vapor d’água ou aquecimento de fluidos térmicos. Segundo a NR-13,
caldeiras a vapor são destinadas a produzir e acumular vapor sob pressão superior
à atmosférica, utilizando qualquer fonte de energia, excetuando-se os refervedores e
equipamentos utilizados em unidades de processo.
A energia empregada na Vienense Têxtil será através de uma caldeira do
tipo flamotubular. A caldeira será construída de maneira a possibilitar a circulação da
água ao redor de diversos tubos, montados entre espelhos, na forma de um único
feixe tubular. Assim, os gases quentes de combustão circulam por dentro dos tubos,
que atravessam o reservatório de água a ser aquecida, e partem em direção à
chaminé, onde serão lançados no meio ambiente.
Como combustível da caldeira serão utilizados cavacos de madeira, um
recurso renovável, constituído de lascas de madeira, oriundo de picagem ou
destroçamento de lenhas de toras de madeira. A escolha do combustível dá-se
também pelo fato de possuir altas características energéticas e comparado a outras
fontes de energia destaca-se pelo baixo custo, menor risco ao meio ambiente, entre
outros fatores.
A caldeira flamotubular apresenta algumas vantagens como fácil construção,
exigindo pouca alvenaria, e tratamento de água não tão cuidadoso. Entretanto, a
pressão deste tipo de caldeira é limitada, por volta de 15 atm, devido à espessura da
chapa dos corpos cilíndricos aumentarem de acordo com seu diâmetro, há também
uma baixa capacidade de produção de vapor por unidade de área de troca de calor,
chegando a um máximo de 15.000 kg/h de vapor.
163

8.5.1 Dados Técnicos da Caldeira e Consumo Total de Vapor

A caldeira utilizada na Vienense Têxtil será de construção flamotubular e


ante-fornalha Aquatubular.

Tabela 116 - Dados técnicos da caldeira.


Equipamento Caldeira
Fabricante ARATERM
Modelo CVS-HL 6000
Tipo Construção flamotubular e Ante-fornalha Aquatubular.
Capacidade (Kg/L) 6.000
Dimensões (LxPxH mm) 2.800 x 2.300 x 8.700
Combustível Resíduos e biomassa
Quantidade 1
Fonte: ARATERM (2015).

O sistema de vapor irá atender a lavadora contínua e o secador, conforme a


Tabela 118.

Tabela 117 - Dados técnicos dos equipamentos e consumo de vapor.


Equipamento Consumo de Vapor por Quanidade de Consumo total de vapor
Equipamento (Kg/h) equipamentos (Kg/h)
Lavadora Contínua 100 1 100
Secador 1.050 2 2100
Fonte: Autoras (2015).

O consumo total de vapor será equivalente a 2.200 Kg/h.

8.5.2 Dimensionamento das Linhas de Distribuição de Vapor

O diâmetro da tubulação de vapor foi calculado utilizando a teoria da


velocidade, na qual se fixa um valor aceitável em função da descarga de vapor,
dado em Kg/h, para encontrar o diâmetro da tubulação.

8.5.2.1 Diâmetro das Linhas Principais

Eq.(25)
164

Sendo:
Dv = diâmetro da tubulação de vapor, em metros;
Vev = volume específico do vapor saturado, Kg/m³;
Qvt = quantidade de vapor total, Kg/h;
Vlp = velocidade do vapor na linha principal, valor fixo, m/s.

Eq. (26)

Sendo:
Dv(pol) = diâmetro da tubulação de vapor principal, em polegadas;
Dv = diâmetro da tubulação de vapor, em metros;
Fs = fator de segurança.

A Tabela 119 apresenta o diâmetro das linhas principais de vapor.

Tabela 118 - Diâmetro das linhas principais de vapor.


Qvt Vev Vlp Dv fs Dv(pol) Dv(pol)
comercial
2200 0,2778 25 9,3 1,2 4,39 5
Fonte: Autoras (2015).

8.5.2.2 Massa de condensado formada

Eq. (27)
Sendo:
Qc = massa de condensado formado, em Kg/h;
fv = fator de vapor que retorna na forma de condensado;
Qv = consumo de vapor, em Kg/h.

A Tabela 120 apresenta a massa de condensado formada.

Tabela 119 - Massa do condensado formada.


Qc Fv Qv
1760 0,8 2200
Fonte: Autoras (2015).
165

8.5.2.3 Diâmetro da linha principal do condensador

Eq.(28)

Sendo:
Dc = diâmetro da tubulação de condensado, em metros;
Vec = volume específico do vapor condensado, em Kg/m³
Qvt = quantidade de vapor total, em Kg/h;
Vc = velocidade do condensado na linha principal, fixado em m/s.

Eq. (29)

Sendo:
Dc(pol) = diâmetro da tubulação de condensado principal, em polegadas;
Dc = diâmetro da tubulação de condensado, em metros;
fs = fator de segurança.

A Tabela 121 apresenta o diâmetro da linha principal do condensado

Tabela 120 - Massa do condensado.


Qvt Vec Vc Dc fs Dc(pol) Dc(pol)
comercial
1760 0,001 4 1,25 1,2 0,59 3/4
Fonte: Autoras (2015).

8.5.2.4 Determinação do diâmetro das linhas secundárias

Eq. (30)

Sendo:
Dv = diâmetro da tubulação de vapor, em metros;
Vev = volume específico do vapor saturado, Kg/m³;
Qv = quantidade de vapor por equipamento, Kg/h;
166

Vls = velocidade do vapor na linha secundária, valor fixo, m/s.

Eq. (31)

Sendo:
Dv(pol) = diâmetro da tubulação de vapor secundária, em polegadas;
Dv = diâmetro da tubulação de vapor, em metros;
fs = fator de segurança.

A Tabela 122 apresenta o diâmetro das linhas secundárias de vapor.

Tabela 121 - Diâmetro das linhas secundárias de vapor.


Equipamentos Qv Vev Vls Dv fs Dv(pol) Dv comercial
(pol)
Lavadora Contínua 100 0,2778 12 2,86 1,2 1,35 2
Secador 1 1050 0,2778 12 9,27 1,2 4,38 5
Secador 2 1050 0,2778 12 9,27 1,2 4,38 5
Fonte: Autoras (2015).

8.5.2.5 Massa do condensado formado da linha secundária

Eq. (32)
Sendo:
Qc = massa de condensado formado, em Kg/h;
fv = fator de vapor que retorna na forma de condensado;
Qv = consumo de vapor, em Kg/h.

A Tabela 123 apresenta a massa de condensado formado na linha


secundária.
167

Tabela 122 - Massa de condensado formada na linha secundária.


Equipamentos Qc fv Qv
Lavadora Contínua 80 0,8 100
Secador 1 840 0,8 1050
Secador 2 840 0,8 1050
Fonte: Autoras (2015).

8.5.2.6 Diâmetro das linhas secundárias do condensado

Eq. (33)

Sendo:
Dc = diâmetro da tubulação de condensado, em metros;
Vec = volume específico do vapor condensado, em Kg/m³;
Qv = quantidade de vapor do equipamento, Kg/h;
Vc = velocidade do condensado na linha secundária, em Kg/h.

Eq. (34)

Sendo:
Dc(pol) = diâmetro da tubulação de condensado secundária, em polegadas;
Dc = diâmetro da tubulação de condensado, em metros;
fs = fator de segurança.

A Tabela 124 apresenta o diâmetro das linhas secundárias do condensado


168

Tabela 123 – Diâmetro das linhas secundárias do condensado.


Equipamento Dc Qv Vec Vc fs Dc(pol) Dc comercial (pol)
Lavadora Contínua 0,27 80 0,001 4 1,2 0,13 1/2
Secador 1 0,86 840 0,001 4 1,2 0,41 3/4
Secador 2 0,86 840 0,001 4 1,2 0,41 3/4
Fonte: Autoras (2015).

8.6 AR COMPRIMIDO

O ar comprimido é muito utilizado em indústrias, sejam elas de pequeno ou


grande porte, que com o passar do tempo os processos industriais vão ser tomados em
grandes parcelas. Do mesmo modo, pode-se observar que para geração de ar
comprimido apresenta uma necessidade de uso da energia e por isso é um insumo
bastante caro de se produzir (SILVA FILHO, 2011).
Enquanto que para Bosch (2008), o ar comprimido representa ar atmosférico
pressurizado, cujo é condutor de energia térmica e fluxo de energia. Assim sendo,
podem ser armazenado e transportado por tubulações, de tal modo que os trabalhos
podem ser executados através da conversão de energia em motores e cilindros.
Neste sentido pode-se salienta que, o ar comprimido é usado como condutor de
energia em áreas de aplicação industriais ao lado de outros condutores como:
fluídos em sistemas hidráulicos e energia elétrica em sistemas elétricos.

8.6.1 Compressor Utilizado

Na Vienense Têxtil o compressor utilizado será o de parafuso, sendo esse


tipo de compressor o mais utilizado nos dias atuais. O mesmo promove o
deslocamento de pistões com a forma de parafuso.
A escolha desse equipamento deve-se ao fato da velocidade de rotação ser
alta, o que permitirá o acoplamento direto e dimensões reduzidas; a fundação ser
pequena; o rendimento volumétrico ser alto; a ausência de válvulas, a não ser a da
retenção de carga; o arrefecimento poderá ser feito durante a compressão por meio
de óleo, além do funcionamento do compressor ser silencioso.

8.6.2 Equipamentos Utilizados

Segundo Bosch (2008), o ar comprimido precisa ser filtrado e aspirado por


conter sujeira e poeira. Por sua vez, o mesmo depende do tipo de compressor, que
169

contêm partículas de óleo de lubrificação. Desta maneira é importante que faça


filtragem para remover os componentes do ar.
Além disso, o ar comprimido precisa ser resfriado por compressão do ar que
gera calor. Com efeito, o nível de temperatura esta sujeito a pressão final de
compressão. Contudo, quanto mais alta a pressão, maior o aquecimento. Além
disso, é importante levar em conta que muitas vezes a causa do risco de acidentes
acontece quando certas temperaturas máximas (usualmente entre 160 e 200 °C)
não podem ser ultrapassadas. Por esse motivo, o ar comprimido é conduzido
através de um resfriador. No caso de compressores de múltiplos estágios, o ar
também é resfriado entre os estágios (BOSCH, 2008).
É de suma importância que o ar comprimido seja secado, pois o ar
atmosférico sempre contém certa quantia de vapor de água. Nota-se, que a água, ao
contrário do ar, não pode ser comprimida, esse vapor de água, após a compressão e
resfriamento do ar comprimido, se deposita em forma líquida (água). Desta maneira,
e água pode provocar corrosão e mau funcionamento da rede de tubulações e dos
equipamentos e, por isso, deve ser removida (“secada”). Diante desses fatos, são
instalados secadores nos sistemas pneumáticos (BOSCH, 2008).
A Vienense Têxtil realizará todos os processos necessários, efetuando a
filtragem, o resfriamento e a secagem, contando com equipamentos como:
compressor, secador e reservatório.

8.6.3 Dados dos Equipamentos

A Tabela 125 representa os dados técnicos do compressor de parafuso.

Tabela 124 - Dados técnicos do computador.


Equipamento Compressor de Parafuso
Fabricante Fargon
Modelo OS – WS/AS
Potência Instalada 75 a 200
Capacidade 864 a 2.178
Dimensões (LxPxH mm) 3.000 x 2.100 x 2.155
Pressão 7 a 10
Quantidade 2
Fonte: Fargon (2015).
170

A Tabela 126 representa os dados técnicos do secador.

Tabela 125 - Dados técnicos do secador.


Equipamento Secador por refrigeração
Fabricante Fargon
Modelo THW – 20000
Potência Instalada 31,4
Capacidade 12.835
Dimensões (LxPxH mm) 1920 x 1675 x 1420
Quantidade 1
Fonte: Fargon (2015).

A Tabela 127 representa os dados técnicos do reservatório.

Tabela 126 - Dados técnicos do reservatório.


Equipamento Reservatório
Fabricante Fargon
Modelo FRV – 3000
Tipo Refrigeração
Capacidade (L) 3000
Dimensões (LxPxH cm) 3850 x 3500 x 3200
Quantidade 1
Fonte: Fargon (2015).

8.6.4 Consumo de Ar Comprimido

A Tabela 128 representa os dados necessários para o cálculo do consumo de


ar comprimido, considerando valores da velocidade do ar na linha secundária e
principal, assim como a temperatura e altitude do local no qual será implantada a
empresa.

Tabela 127 - Dados de ar comprimido utilizado.


Dados Valores
Velocidade do ar na linha secundária (m/s) 7
Velocidade do ar na linha principal (m/s) 9
Temperatura Normal (K) 300
Pressão atmosférica no local (atm) 1,033
Pressão atmosférica do compressor (atm) 7,89
Umidade Relativa Média (%) 60
Altitude (m) 546
Fonte: Clima tempo (2015) e Fargon (2015).

A Tabela 129 representa o consumo de ar comprimido, segundo a quantidade


de equipamento, consumo total de ar comprimido desses equipamentos e consumo
total de ar com 20 % de percentual de segurança.
171

Tabela 128 - Consumo de ar comprimido.


Equipamento CAC ( ) QE CT ( ) CT ( )
Engomadeira 9 1 9 10
Tear 52 22 1.144 1.384
Secador 12 1 12 14
Foulard 2 1 2 2
TOTAL 1.167 1.410
Fonte: Autoras (2015).

Assim sendo, a Vienense Têxtil terá um consumo de 1.410 m³/h de ar


comprimido, tal consumo será suprido por dois compressores do tipo parafuso
rotativo, sendo que um desses compressores permanecerá de reserva em caso de
necessidade. Ao longo do mês serão feito rodízios para que ambos sejam utilizados.
A manutenção será realizada quando esses compressores estiverem de reserva.

8.6.5 Dimensionamento das Tubulações de Ar Comprimido

A Tabela 130 representa os dados necessários para o cálculo do


dimensionamento das tubulações de ar comprimido, considerando valores da
velocidade do ar na linha primária e secundária, assim como a temperatura e altitude
do local no qual será implantada a empresa.

Tabela 129 - Dados do ar comprimido utilizado.


Dados Valores
Velocidade do ar na linha primária (m/s) 9
Velocidade do ar na linha secundária (m/s) 7
Temperatura Normal (K) 300
Pressão atmosférica no local (atm) 1,033
Pressão atmosférica do compressor (atm) 8
Umidade Relativa Média (%) 60
Altitude (m) 546
Fonte: Clima tempo (2015) e Fargon (2015).

8.6.5.1 Diâmetro da Tubulação principal de Ar Comprimido

Eq. (35)
172

Qnt
RxVlp
Eq. (36)

Sendo:
Pc = Pressão atmosférica do compressor, em atm;
Pa = Pressão atmosférica no local, em atm;
Da = Diâmetro real da tubulação principal, em “;
Qnt = Vazão total de ar comprimido, em Nm3/h;
R = Razão da compressão do compressor;
Vlp = Velocidade do ar na linha principal, em m/s.

As Tabelas 131 e 132 representam o dimensionamento das linhas primárias e


secundárias de ar comprimido, respectivamente.

Tabela 130 - Dimensionamento das linhas primárias de ar comprimido.


Dados Valores
Pc (atm) 8
Pa (atm) 1,033
Vlp (m/s) 9
3
Qnt (Nm /h) 1.167
R 7,74
Da (“) 2,34
Fonte: Autoras (2015).

8.6.5.2 Diâmetro na tubulação secundária de Ar Comprimido

Eq. (37)

Sendo:
Db = Diâmetro real da tubulação secundária, em “;
Qn = Vazão de ar comprimido por equipamento, em Nm3/h;
R = Razão da compressão do compressor;
Vls = Velocidade do ar na tubulação secundária, em, m/s.
173

Tabela 131 - Dimensionamento das linhas secundárias de ar comprimido.


3
Equipamento Qn (m /h) R Vls (m/s) Db (“) D Comercial (“)
Engomadeira 9 7,74 7 0,2336 ¼
Tear 52 7,74 7 0,5615 ¾
Secador 12 7,74 7 0,2697 ¼
Foulard 2 7,74 7 0,1101 ¼
Fonte: Autoras (2015).

8.7 SISTEMA DE ÁGUA

Correspondem aos maiores setores consumidores de água doce disponível a


agricultura e as indústrias, sendo o setor têxtil responsável por quinze por cento da
água consumida pelas indústrias. Desse modo, a água é usada como meio de
transporte para os produtos químicos que entram no processo, bem como para a
remoção do excesso daqueles produtos considerados indesejáveis para o substrato
têxtil (TWARDOKUS, 2004).
A Vienense Têxtil será abastecida pela água de poços artesianos para
consumos industriais, caldeira, combate ao incêndio e para consumo humano.
Sendo os despejos industriais gerados nos processos de beneficiamento primário e
secundário encaminhados para o sistema de tratamento de efluentes da própria
empresa.
174

8.7.1 Fluxograma da Distribuição de Água

Poço
Artesiano

Cisterna

Caixa D'Água Combate a


Abrandador Cloração
Primária Incêndio

Processo Caixa D'Água


Caldeira
Industrial Secundária

Consumo
ETE
Humano

Fossa Séptica

Figura 18: Fluxograma da distribuição de água.


Fonte: Autoras (2015).

8.7.2 Descrição do Fluxograma

8.7.2.1 Poço artesiano

O poço artesiano da Vienense Têxtil será uma espécie de poço perfurado


para captar água no subsolo, sendo o mesmo responsável pelo abastecimento de
água de toda a empresa.

8.7.2.2 Cisterna

A cisterna terá como objetivo realizar o armazenamento de água, para o


caso de problemas no abastecimento. A mesma estará localizada próxima a caixa
d’água.

8.7.2.3 Caixa D’ Água Primária

A caixa d’ água primária será responsável pelo armazenamento de toda a


água utilizada pela Vienense Têxtil, desde o processo produtivo (reserva de três
dias) até o consumo humano. Trata-se de uma caixa d’água feita em concreto,
dividida em três níveis, os três níveis da caixa d’água serão o primeiro destinado ao
175

combate a incêndio, o segundo ao consumo humano e o terceiro para o processo


industrial e caldeira.

8.7.2.4 Combate a Incêndio

A água destinada a este fim será utilizada apenas em casos de


emergência, por isso, esse será o nível mais baixo da caixa d’água.

8.7.2.5 Processo Industrial

Inclui toda a água consumida nos processos produtivos da empresa, nos


processo de engomagem, beneficiamento primário, tingimento e estamparia.

8.7.2.6 Abrandador

O abrandador terá como finalidade reduzir a dureza da água, removendo


total ou parcialmente os íons de cálcio e magnésio presente na água sob a forma de
cloretos, sulfatos e bicarbonatos.

8.7.2.7 Caldeira

Na caldeira a água utilizada será transformada em vapor.

8.7.2.8 Cloração

No processo de cloração ocorrerá a adição de cloro para a purificação da


água, tornando-a adequada pra consumo. Tal reação deve-se ao fato do cloro, como
halogênio, ser um desinfetante altamente eficiente, que quando adicionado à água
de abastecimento público consegue eliminar agentes patogênicos causadores de
doenças, tais como bactérias, vírus e protozoários que geralmente crescem nos
reservatórios de abastecimento de água, sobre as paredes de condutores de água e
em tanques de armazenamento.

8.7.2.9 Caixa D’ Água Secundária

Esse reservatório será utilizado para o armazenamento da água destinada


ao consumo humano.
176

8.7.2.10 Consumo Humano

A água para o consumo humano na Vienense Têxtil está relacionada com o


consumo diário dos colaboradores durante o dia de trabalho. Sendo o consumo
médio para cada um de 70 litros por dia.

8.7.2.11 Fossa Séptica

A fossa séptica irá captar a água utilizada no consumo humano, para então
seguir para a estação de tratamento de efluente.

8.7.2.12 ETE

A estação de tratamento de efluente terá a finalidade de tratar da maneira


adequada toda a água captada pela fossa séptica e que passou pelo processo
produtivo, tornando a mesma própria para retornar ao ambiente.

8.7.3 Cálculos para o Sistema de Água

8.7.3.1 Combate a Incêndio

O reservatório de água destinada ao combate a incêndio deverá ser


suficiente para abastecer dois hidrantes ligados ao mesmo instante por um período
de 30 minutos. A rede de hidrante utilizará mangueiras com vazão de 300L/min.

8.7.3.1.1 Altura do reservatório de combate a incêndio

Eq. (38)

Sendo:
Sendo:
hci = Altura do reservatório de água para combate a incêndio, em m;
Vci = Volume de água para combate a incêndio, em m³/dia;
r = raio da caixa d’água, em m.
177

A Tabela 133 representa os valores da altura do reservatório de combate a


incêndio.

Tabela 132 - Dados técnicos do reservatório de combate a incêndio.


Dados Valor
Vci ( ) 18
r 4
hci 0,358
Fonte: Autoras (2015).

Deste modo, a altura do reservatório para combate à incêndio será de 0,358


metros.

8.7.3.2 Processos Industriais

No reservatório de água industrial inclui a água utilizada nos processos de


engomagem, beneficiamento primário, tingimento, estamparia e caldeira. Seu
reservatório possuirá capacidade de armazenamento de 3 dias para o
funcionamento do processo industrial.
A Tabela 134 apresenta os valores do consumo de água para processos
industriais da Vienense Têxtil.

Tabela 133 - Consumo de água diário para os processos industriais.


Processo Industrial Consumo (L/dia)
Engomagem 2669,75
Beneficiamento Primário 10160,40
Tingimento 5103,00
Estamparia 1725,00
Caldeira 1380,00
Total 21038,15
Fonte: Autoras (2015).
Nota: Para o cálculo do consumo de água em litros/dia de cada processo (com exceção da caldeira),
calcularam-se seus respectivos consumos por mês e dividiram-se os valores obtidos pela quantidade
de dias que cada máquina funciona por mês. Em relação à caldeira, todo o vapor que será emitido ao
processo voltará à mesma em forma de condensado. Dessa forma, para o cálculo do consumo de
água da caldeira, considerou-se que 5% do consumo de vapor que circulará pelo sistema, devido às
perdas no processo.

O consumo de água industrial na Vienense Têxtil será de 21,03 m³ por dia,


sendo assim 63,12 m³ para 3 dias de funcionamento da empresa.
178

8.7.3.2.1 Altura do reservatório para os processos industriais

Eq. (39)

Sendo:
hpi = Altura do reservatório de água para os processos industriais, em m;
Vpi = Volume de água para os processos industriais, em m3/3dias;
r= raio da caixa d’água, em m.

A Tabela 135 representa os valores da altura do reservatório destinado aos


processos industriais:

Tabela 134 - Dados técnicos do reservatório para consumo industrial.


Dados Valor
Vpi ( ) 63,12
r 4
hpi 1,26
Fonte: Autoras (2015).

Deste modo, a altura do reservatório para consumo industrial será de 1,26


metros.

8.7.3.3 Consumo Humano

Considerando que, o consumo médio para cada colaborador é de 70 litros


por dia e que a Vienense Têxtil terá 124 colaboradores, o consumo de água potável
será 8,68 m³ por dia.

8.7.3.3.1 Altura do reservatório para consumo humano

Eq. (40)

Sendo:
hch = Altura do reservatório de água para consumo humano, em m;
Vch= Volume de água para consumo humano, em m3/dia;
179

r= raio da caixa d’água, em m.

A Tabela 136 representa os valores da altura do reservatório destinado aos


processos industriais:

Tabela 135 - Dados técnicos do reservatório para consumo industrial.


Dados Valor
Vch ( ) 8,68
r 4
hch 0,173
Fonte: Autoras (2015).

Deste modo, a altura do reservatório para consumo humano será de 0,173


metro.

8.7.3.4 Volume total da caixa d’água

Para determinar o volume total da caixa d’água, utilizou-se a Equação X,


sendo seus dados apresentados na Tabela 137:

Volume Total = π x r2 x (hci + hpi+ hch) Eq. (41)

Tabela 136 - Volume total da caixa d'água.


Dados Valor
r 4
hci 0,358
hpi 1,26
hch 0,173
Volume Total 90,03
Fonte: Autoras (2015).

8.7.3.5 Dimensionamento da tubulação de água

Para se determinar o diâmetro da tubulação de água, a seguinte a Equação


39 foi utilizada:

Eq. (42)
180

Sendo:
d = diâmetro da tubulação de água (pol);
fs = fator de segurança;
Qa = massa da água (kg/h);
Rol = massa específica da água (kg/m³);
Va= velocidade da água na tubulação.

A Tabela 138 a seguir apresenta o diâmetro das linhas principais de água,


considerando o fator de segurança, massa e massa específica da água, velocidade
da água na tubulação e diâmetro da tubulação.

Tabela 137 - Consumo de água diário para os processos industriais.


Aplicação Fs Qa Rol Va d (pol) d comercial
(pol)
Industrial 1,2 2630 1000 4 0,72 1
Hidrantes 1,2 36000 1000 4 2,7 3
Potável 1,2 362 1000 4 0,26 1
Fonte: Autoras (2015).
181

9 PLANO DE RESÍDUOS

A Lei nº 12.305/2010 definiu resíduos sólidos como sendo “material,


substância, objeto ou bem descartado resultante de atividades humanas em
sociedade, a cuja destinação final se procede, se propõe proceder ou se está
obrigado a proceder, nos estados sólido ou semissólido, bem como gases contidos
em recipientes e líquidos cujas particularidades tornem inviável o seu lançamento na
rede pública de esgotos ou em corpos d’água, ou exijam para isso soluções técnica
ou economicamente inviáveis em face da melhor tecnologia disponível.” Essa
mesma lei instituiu a Política Nacional de Resíduos Sólidos, a qual reúne princípios,
objetivos, instrumentos, diretrizes, metas e ações adotados pelo Governo Federal,
isoladamente ou em regime de cooperação com Estados, Distrito Federal,
Municípios ou particulares, visando a gestão integrada e o gerenciamento
ambientalmente adequado dos resíduos sólidos.
Segundo a NBR 10.004/2004 da Associação Brasileira de Normas Técnicas
(ABNT), os resíduos são classificados como:
a) Resíduo Classe I – Perigosos: São aqueles que apresentam
características de inflamabilidade, corrosividade, reatividade, toxicidade ou
patogenicidade.
b) Resíduo Classe II – Não Perigosos;
Resíduos Classe II A – Não Inertes: podem ter propriedades, tais
como: biodegradabilidade, combustibilidade ou solubilidade em água.
Resíduos Classe II B – Inertes: Quaisquer resíduos que, quando
amostrados de uma forma representativa e submetidos a um contato dinâmico e
estático com água destilada ou desionizada, à temperatura ambiente, não tiverem
nenhum de seus constituintes solubilizados a concentrações superiores aos padrões
de potabilidade de água, excetuando-se aspecto, cor, turbidez, dureza e sabor.
Voltada às questões ambientais, a Vienense Têxtil contará com um
plano de resíduos com o objetivo de minimizar a geração de resíduos sólidos,
promover aos mesmos uma reutilização e reciclagem ou então, um descarte
adequado aos resíduos industriais.
Os resíduos de fios provenientes dos processos de urdissagem e
tecelagem serão destinados à produção de estopa. As embalagens plásticas, caixas
de papelão, cones vazios serão encaminhados para a reciclagem. Por sua vez,
182

aqueles resíduos que não puderem ser reaproveitados ou reciclados, seguirão para
o aterro sanitário industrial. Por sua vez, os resíduos líquidos serão encaminhados
para a estação de tratamento de efluentes.

9.1 ESTAÇÃO DE TRATAMENTO DE EFLUENTES

O setor têxtil, por possuir um grande parque industrial instalado, gera volumes
elevados de efluentes, os quais, quando não corretamente tratados, podem causar
sérios problemas de contaminação ambiental. Os efluentes têxteis caracterizam-se
por serem altamente coloridos, devido à presença de corantes que não se fixam na
fibra durante o processo de tingimento (KUNZet al., 2002, p.78).
A legislação brasileira define que as indústrias são responsáveis pelo
tratamento da água e de seus efluentes, sendo caracterizados por lei os padrões de
qualidade dos corpos de água que receberão cada tipo de efluente tratado
(DINÂMICA AMBIENTAL, 2013).
Na Vienense Têxtil, os efluentes serão gerados nos processos de
engomagem, beneficiamento primário, tingimento e estamparia e , em seu
tratamento, tratamento serão empregados processos físicos, químicos e biológicos.
A Figura 19 representa o fluxograma do processo de tratamento de efluentes
na Vienense Têxti.
183

Efluente
Industrial

Gradeamento

Calha Parshall

Filtro de Areia e
Cascalho

Tanque de
Equalização

Floculação

Decantação Primária

Tanque de Aeração

Decantador
Secundário

Elevatória do
Monitoramento
Lodo Excedente

Descarte no Adensamento do
Corpo Receptor Lodo

Desidratação do
Lodo

Descarte do Lodo

Figura 19: Fluxograma do processo de tratamento de efluentes.


Fonte: Autoras (2015).
184

9.1.1 Descrição do fluxograma

O primeiro processo do tratamento de efluentes da Vienese Têxtil será o


gradeamento, cujo objetivo é a remoção de sólidos grosseiros, onde o material de
dimensões maiores do que o espaçamento entre as barras é retido. O gradeamento
tem a finalidade de proteger os equipamentos de transporte dos efluentes, como
também garantir a proteção dos corpos receptores. Em seguida, o efluente passará
por uma medição de vazão pela calha Parshall e será encaminhado para o filtro de
areia e cascalho, sendo a função desta etapa a decantação de alguns materiais,
principalmente inorgânicos, como areia e cascalho (EPEQ, 2014; KURITA, 2015).
Após este tratamento preliminar, o efluente seguirá para o tratamento
primário, compreendendo as etapas de tanque de equalização, floculação e
decantação primária. Inicialmente, ocorrerá a regularização da vazão e
homogeneização da mistura do efluente a partir de um tanque de equalização. Em
seguida, o efluente será encaminhado para o processo de floculação, o qual
promove a aglutinação das partículas a serem removidas, tornando o peso
específico das mesmas superior ao da água, de modo a facilitar a decantação. Este
processo também é responsável pela remoção dos corantes. A etapa subsequente
será a decantação primária, a qual consiste na separação sólido (lodo) – líquido
(efluente bruto) por meio da sedimentação das partículas sólidas. No decantador
primário, parte da matéria orgânica será decantada e degradada por
microorganismos anaeróbios (EPEQ, 2014; KURITA, 2015).
O efluente então seguirá para o tratamento secundário, o qual abrange as
etapas de tanque de aeração e decantação secundária. No tanque de aeração,
haverá agitadores superficiais que permitirão o maior contato do efluente com o ar.
Neste processo, ocorrerá a degradação da matéria orgânica por meio da ação de
microorganismos aeróbios. Na etapa de decantação secundária, ocorrerá a
clarificação do efluente. Os decantadores secundários serão responsáveis pela
separação dos sólidos em suspensão presentes no tanque em aeração, o que
permitirá a saída de um efluente clarificado, e pela sedimentação dos sólidos em
suspensão no fundo do decantador, permitindo o retorno do lodo em concentração
mais elevada. O efluente do tanque de aeração será submetido à decantação, onde
o lodo ativado é separado, voltando para o tanque de aeração. O retorno do lodo
será necessário para suprir o tanque de aeração com quantidade suficiente de
185

microrganismos e manter uma relação alimento/microrganismo capaz de decompor


com maior eficiência o material orgânico. O efluente líquido oriundo do decantador
secundário será descartado diretamente para o corpo receptor após um
monitoramento de suas características a fim de garantir que estão de acordo com a
legislação ambiental, enquanto que os sólidos suspensos, lodo que será produzido
diariamente correspondente à reprodução das células que se alimentam do
substrato, serão descartados do sistema para que este permaneça em equilíbrio. O
processo em que ocorrerá o descarte do lodo excedente é denominado de elevatória
do lodo excedente. O lodo excedente extraído do sistema será dirigido para a seção
de tratamento de lodo. Os processos compreendidos neste tratamento serão o
adensamento e desidratação do lodo. No adensamento ocorrerá a redução do
volume do lodo. Na etapa de desidratação será realizada a remoção de umidade do
lodo. A água extraída dos processos de tratamento de lodo retornará para o
tratamento primário para ser reutilizada, enquanto que o lodo tratado será
descartado com seu volume significativamente reduzido (EPEQ, 2014; KURITA,
2015).
186

10 CUSTO E ANÁLISE DE VIABILIDADE ECONÔMICA

A planilha de custo segue no Pen-drive.Como conclusão da mesma temos


que o projeto industrial Vienense Têxtil teve resultado viável, pois apresentou Valor
Presente Líquido positivo (R$5.474.371,84), Taxa Interna de Retorno (4,3%) acima
da Taxa Mínima de Atratividade (3,5% a.m.), índice de lucratividade maior que 1
(1,21) e Payback dentro do prazo esperado (6 anos). Os mesmos fatores de análise
se deram viáveis considerando um risco negativo de 10% do faturamento, o que se
mostra bastante otimista, já que o produto produzido pela empresa tem alta
demanda.
187

11 LAYOUT E PLANTA BAIXA DE LOCALIZAÇÃO

O layout e a planta baixa de localização foram projetados utilizando o


software ArchiCAD 19, ambos seguem no Pen-drive.
188

12 CONCLUSÃO

A conclusão deste projeto foi formulada por meio de uma análise SWOT,
que analisa o ambiente interno e externo, com pontos fortes e fracos e ameaças e
oportunidades de mercado, apresentados na Figura 20 a seguir:

Pontos Fortes Pontos Fracos


•Conhecimento do •Rotatividade de
Segmento; funcionários ;
•Qualidade; •Escassez de
•Preços Competitivos. recursos;
• Instabilidade no
fornecimento de
Matéria-prima

Oportunidade Ameaças
•Mercado de Nicho; •Concorrência;
•Diferencial da •Avanço Tecnológico;
Marca; •Alterações Culturais.
•Capacitação de
Pessoal;
•Proposta Inovadora.

Figura 20: Análise SWOT da Vienense Têxtil.


Fonte: Autoras (2015).
189

13 CATÁLOGOS

Os catálogos utilizados seguem no Pen-drive.


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