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INSTITUTO FEDERAL DA BAHIA

Campus Salvador
CURSO LICENCIATURA MATEMÁTICA

USO DE SEQUÊNCIA DIDÁTICA PARA O


ENSINO/APRENDIZAGEM DE GEOMETRIA – DESCRIÇÃO
DE 3 ESTUDOS EM TURMAS DE ENSINO MÉDIO

Salvador,
2018
TAIRINE ALBERTA

USO DE SEQUÊNCIA DIDÁTICA PARA O


ENSINO/APRENDIZAGEM DE GEOMETRIA – DESCRIÇÃO
DE 3 ESTUDOS EM TURMAS DE ENSINO MÉDIO

Atividade apresentada como parte


da avaliação a disciplina – LET111
– Comunicação e Informação, no
semestre 2018.1.

Orientado pela professora – Dayse


Sacramento.

Salvador,
2018
USO DE SEQUÊNCIA DIDÁTICA PARA O
ENSINO/APRENDIZAGEM DE GEOMETRIA – DESCRIÇÃO DE 3
ESTUDOS EM TURMAS DE ENSINO MÉDIO
Tairine Alberta1

RESUMO

O presente trabalho tem como objetivo descrever criticamente 3 estudos sobre


sequências didáticas aplicadas no ensino de geometria em turmas de nível. A
metodologia utilizada é de natureza qualitativa a partir de pesquisa bibliográfica e
descrição comparativa. Neste é apresentado as atividades propostas pelos estudos e
principais convergências eles.

Palavras chaves: Geometria; Sequência didática; Ensino médio.

ABSTRACT

The present work aims to critically describe 3 studies on didactic sequences applied in
the teaching of geometry in level classes. The methodology used is of qualitative nature
based on bibliographic research and comparative description. It presents the proposed
activities and main convergences between the studies.

Keywords: Geometry; Following teaching; High school.

1 Graduanda na licenciatura em matemática – Instituto Federal da Bahia


1. INTRODUÇÃO
Este trabalho tem como objeto de estudo o uso de sequência didática para
o ensino de geometria, teve como objetivo geral descrever criticamente 3
sequências didáticas aplicadas no ensino de geometria em turmas de nível,
tem como objetivos específicos – 1) Apresentar breve histórico sobre
geometria; 2) Apresentar Conceito de sequência didática; 3) Identificar 3
sequencias didática para o ensino de geometria; 4) Comparar os pontos
convergentes entre as 3 sequências didáticas. A escolha do tema se
justifica pela relevância da temática e também por interesse pessoal em
compreender como ocorre o uso de sequências didáticas para o ensino de
geometria em turmas do ensino médio. A metodologia utilizada nesse
trabalho foi de natureza qualitativa com levantamento de pesquisa
bibliográfica e descrição comparativa. O presente trabalho está estruturado
em introdução, desenvolvimento e considerações finais

2. DESENVOLVIMENTO
Aqui é apresentado um breve histórico acerca dos primeiros indícios do uso
de geometria, o conceito de sequência didática e três estudos que
apresentam propostas de atividades para o uso de geometria em salas de
ensino médio.

2.1 Breve histórico

Os primeiros indícios do uso da geometria veio da necessidade de medição


de terra para a cobrança de impostos, Lima (2000) traz a justificativa
apresentada pelo historiador Heródoto (século quinto A.C.), afirma que os
cobradores de imposto do faraó, tinham o retrabalho de calcular a área de
cada lote (que era diretamente proporcional), a cada vez que ocorriam as
cheias do rio Nilo. Além dos egípcios, Lima (2000) diz que os babilônios já
usavam a geometria - além de conhecerem áreas e volumes de figuras
simples, também sabiam resolver problemas envolvendo a relação de
Pitágoras. Enfim, os cálculos de área e de volumes são as suas primeiras
noções de geometria.
A geometria está presente no dia a dia em suas diversas formas -
unidimensional, bidimensional e/ou tridimensional. Suas propriedades são
estudadas com diferentes propósitos, a exemplo: as medidas de segmentos
de reta (comprimento), as figuras planas (área) e as figuras sólidas
(volume). O estudo da geometria através de um referencial de observação
enriquece o aprendizado e amplia a percepção de análise.

2.2 Sequência didática

Dias, Andreza (2016), entende como sequência didática as atividades


aplicadas, que possuem determinada dependência das anteriores - seguindo
uma proposta de ordenação das mais gerais para as mais específicas. O
próprio nome já deixa subentendido que as sequências didáticas são etapas
continuadas de várias atividades - a fim de facilitar o processo de ensino e
aprendizagem dos alunos. Amaral, traz que as sequências didáticas são um
conjunto de atividades correlacionadas - planejadas para ser aplicada etapa
por etapa - com o propósito de que os alunos desenvolvam competências e
habilidades.
Segundo os autores Dolz, Noverraz e Schneuwly (2004, p. 97), as
sequências didáticas consistem em “um conjunto de atividades escolares
organizadas, de maneira sistemática, em torno de um gênero textual oral ou
escrito”. Trazendo essa definição para a matemática, pode-se considerar
que as sequências didáticas possibilitam desenvolver a criatividade,
raciocínio lógico e senso crítico dos alunos, por meio de uma abordagem
teórico e prática. Indivíduos críticos e dotados de saberes ágeis impactam
no progresso político e social.
2.3 Sequências didáticas para o ensino da geometria

Estudo 1 - Teixeira, Durval. O aprendizado da geometria do ensino


médio – origens de dificuldades e propostas alternativas. Florianópolis,
2002.

O autor discuti os conceitos de aprendizagem significativa e aprendizagem


mecânica, bem como tais aprendizagem influenciam na formação dos
alunos. Traz os conceitos da neurolinguística como um instrumento para
que o professor tenha a possibilidade de conhecer como os alunos pensam e
então consiga modificar a visão e o desempenho deles na sala de aula.
Apresenta uma análise das dificuldades encontradas pelos alunos em
Matemática, depois examina especificamente a parte de Geometria no que
diz respeito ao aprendizado de conceitos elementares e na maneira como
esses conceitos são transmitidos por parte do professor. As atividades
trazidas pelo autor foram:
Atividade 1 – os alunos deveriam listar 6 palavras relacionados a
geometria.
Atividade 2 – os alunos receberam uma lista com 17 palavras relacionado a
geometria, eles deveriam representar graficamente ou simbolicamente o
que significava cada uma delas.
Atividade 3 – os alunos deveram desenhar a planificação de poliedros
Atividade 4 – os alunos deveram construir poliedros regulares com
canudos.

Estudo 2 - Amaral Junior, J. R. O Ensino de Polígonos com o Auxílio do


Geogebra no Ensino Médio. Juazeiro, 2013.

Amaral Júnior afirma que a tecnologia é hoje uma realidade no mundo,


sendo assim, os recursos devem ser usados como instrumento educacional
para o desenvolvimento de atividades na escola. Ele apresenta como
proposta o uso do Geogebra e apresenta suas principais ferramentas (no
ponto de vista do autor). Descreve a importância da geometria na educação
básica e aponta a obrigatoriedade do ensino com base no PCN’s (BRASIL,
2007).
O autor crítico a postura de ensino pautado no tradicional, afirma que esse
é um modo mecânico de ensinar, que gera ineficiência do ensino-
aprendizagem de um conteúdo, na qual ele diz ser essencial para
compreensão de diferentes áreas profissional. Posteriormente expõem
como os conceitos de – tipos de polígonos em função do número de
ângulos e em função da quantidade de lados; determinação de diagonais;
soma de ângulos; condição de existência de triângulos; os tipos de
triângulos; medianas e baricentros; bissetrizes e incentro; mediatrizes e
circuncentro; congruência e critérios de congruências; demonstração do
teorema de Pitágoras – são normalmente, passado tradicionalmente.
Em seguida Amaral aponta que outro agravante é o não interesse do
professor em mudar sua metodologia arcaica, o não interesse do aluno, a
falta de terem um conhecimento prévio, e também os livros didáticos que
apresenta o conteúdo totalmente descontextualizado da realidade vivida
pelos estudantes.
O autor afirma que uso do Geogebra fazem com que as aulas sejam mais
dinâmicas e interativa. Ele propõe uma sequencias de atividades serem
realizada no laboratório, com o objetivo de auxiliar aluno na exploração de
propriedades fundamentos, construção dos conceitos.
Atividade 1: Teorema de Pitágoras;
Atividade 2: construção de dois triângulos semelhantes;
Atividade 3 - Construção de um triângulo Qualquer;
Atividade 4 - Construção de um triângulo congruente a outro triângulo
utilizando o caso LAL;
Atividade 5 - Construção do Circuncentro de um triângulo;
Atividade 6 - Construção do Incentro de um Triângulo Qualquer;
Atividade 7 - Triângulo Equilátero Inscrito na Circunferência;
Atividade 8 - A reta de Euler;

Estudo 3 - Oliveira, T. M. D. A Geometria do Mosaico: Uma Sequência


Didática para a Aprendizagem sobre Polígonos. Recife, 2013

Oliveira inicia seu texto com uma breve descrição da escola e da turma
onde serão desenvolvidas as atividades propostas. De acordo com a autora
os principais entraves na aplicação da atividade foram – os alunos não
estarem familiarizados com os materiais utilizados para realização das
atividades, os alunos não ter uma frequência regular e a dificuldade deles
no uso das fórmulas – nesse sentido, a autora afirma que as atividades de
criação teve o intuito de despertar o interesse dos alunos, influenciá-los a
manter uma regularidade na frequência. Ao final a autora apresenta uma
análise das atividades propostas mostrando quais formam os principais
erros, e afirma que com o desenvolver das primeiras atividades os alunos
foram ganhando mais confiança. Outro ponto levantado pela a autora foi a
constatação do aumento da autoestima dos alunos após terem seus
trabalhos exposto no pátio da escola no período de 4 semanas.
Atividade 1: Definição de um Polígono Regular;
Atividade 2: Elaboração de Polígono Regular;
Atividade 3: Apresentação de Mosaicos;
Atividade 4: Construção dos Mosaicos;
Atividade 5: Determinar a Soma dos Ângulos Internos de um Triângulo;
Atividade 6: Soma dos Ângulos Internos de um Polígono Regular;
Atividade 7: Ângulo Interno e Externo de um Polígono Regular;
Atividade 8: Verificação de Aprendizagem;

3. CONSIDERAÇÕES FINAIS
3.1 Pontos convergentes entre as 3 sequências didáticas

A partir dos argumentos defendidos nos três trabalhos é possível afirmar


que em todos eles o foco está no ensino aprendizagem. É presumível
contatar que para além de uma metodologia diferenciada é necessário que o
professor tenha a capacidade de manter a turma motivada e que ele consiga
influenciar os alunos a buscarem conhecimento para além da sala de aula.
Também nos três estão presente a queixa no que tange a falta de base dos
alunos.
O estudo de geometria, segundo Lorenzato (1995) é um assunto que
aparece apenas nos capítulos finais dos livro, na maioria das vezes, por
falta de tempo não são estudadas, além disso são apresentados como um
conjunto de formulas e definições sem nenhum contexto o que acaba por
desmotivar os alunos que já estão na expectativas das férias. Ou seja, os
alunos chegam ao ensino médio sem conhecimentos elementares da
geometria.
Conclui-se que atividades diferenciadas além de tirar o aluno da sua zona
de conforto, pois ele precisa articular teoria e prática é também incentivo
para o interesse da aprendizagem. Consequentemente impacta no
desenvolvimento educacional do alunos.
4. REFERÊNCIAS

Amaral Junior, J. R. O Ensino de Polígonos com o Auxílio do Geogebra


no Ensino Médio. Juazeiro, 2013.
Amaral, Heloísa. Sequência didática e ensino de gêneros textuais.
Disponível em:
<https://www.escrevendoofuturo.org.br/conteudo/biblioteca/nossas-
publicacoes/revista/artigos/artigo/1539/sequencia-didatica-e-ensino-de-
generos-textuais>
Dias, Andreza. Os desafios da escola pública Paranaense na
perspectiva do professor PDE- Produção Didático- Pedagógicas. vol. II.
PA, 2016.
DOLZ, Joaquim; NOVERRAZ, Michèlle; SCHNEUWLY, Bernard.
Sequências didáticas para o oral e para o escrito: apresentação de um
procedimento. In: SCHNEUWLY, B.; DOLZ, J. Gêneros orais e escritos
na escola. Tradução e organização Roxane Rojo e Glais Sales Cordeiro.
Campinas: Mercado de Letras, 2004. p. 95–128.
Lima, Elon.Medida e forma em geometria. Coleção do Professor de
Matemática, SBEM, 2000.

LORENZATO, S. Porque não ensinar Geometria? Educação Matemática


em Revista. v. 3, n. 4, p. 3-13, 1995.
Oliveira, T. M. D. A Geometria do Mosaico: Uma Sequência Didática
para a Aprendizagem sobre Polígonos. Recife, 2013
Teixeira, Durval. O aprendizado da geometria do ensino médio –
origens de dificuldades e propostas alternativas. Florianópolis, 2002.