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TEMA: SINAIS DE UMA IGREJA MORTA

Por: Fabio Dantas

Texto áureo: Ao anjo da igreja em SARDES escreva: Estas são as palavras


daquele que tem os sete espíritos de Deus e as sete estrelas. Conheço as
suas obras; você tem fama de estar vivo, mas está MORTO.
Apocalipse 3:1

A igreja de Cristo hoje passa por um dos seus piores momentos da história
desde a época dos Santos Apóstolos. Uma grande quantidade de cristãos
estão indo por um caminho que não é verdadeiro, ou seja, não é ortodoxo.
As Igrejas estão adotando um tipo de doutrina que é contrária a Santa
Palavra de Cristo. Interpretações erradas para favorecimento próprio,
mentindo e deturpando a Bíblia, enganando pessoas e multidões.

1. Os pregadores nunca falam contra o pecado

Se você estiver em uma igreja como esta, irá notar que a palavra “pecado”
normalmente só é mencionada no contexto do perdão dos pecados em Cristo. Por
vezes, recrimina-se as pessoas que ousam insistir no assunto, classificando-as de
“legalistas” e “fariseus”.

2. O pastor nunca toma uma posição firme sobre a santidade

Na tentativa de atrair mais pessoas, tudo é feito para tornar os cultos mais
agradáveis, em especial o sermão. Os ministros não tomam posição pública, nem
ensinam os membros, sobre questões que estão na ordem do dia como aborto,
homossexualidade, legalização das drogas, ou qualquer coisa que possa
confrontar o público presente. Ignora-se qualquer tentativa de se estabelecer ou
cobrar dos membros os parâmetros para uma vida de santidade.

3. O Antigo Testamento é quase totalmente ignorado

Nessas igrejas, o Antigo Testamento é tratado como um registro que não tem
valor real com nosso estilo de vida moderno. Convenientemente, não se menciona
os Dez Mandamentos nem as porções bíblicas onde Deus é mostrado como juiz.
4. Os líderes são autorizados a ensinar e pregar mesmo vivendo abertamente
em pecado

Se não há mais condenação, pecados como imoralidade sexual, ganância e


embriaguez são tolerados. Seja para membros comuns ou pessoas em posição de
liderança, isso não é “importante”, pois não refletiria o amor ao próximo e
respeito pelas suas escolhas.

5. As mensagens muitas vezes se voltam contra a “igreja institucional”

Os pastores que adotaram a hipergraça constantemente se voltam contra as igrejas


mais “conservadoras”, pois acreditam que sua mensagem não é mais relevante
para a cultura de hoje. Além disso, esses “fundamentalistas” apenas colaboram
para que as pessoas em geral tenham uma má impressão dos evangélicos.

6. Os pastores pregam sobre dízimo intensamente

Os líderes não estimulam as pessoas a lerem a Bíblia e chegarem às suas próprias


conclusões, mas se preocupa em dizer no que elas não podem acreditar. Embora
falem sobre ofertas e anunciem as necessidades financeiras da igreja, os pastores
defendem o dízimo que é mais uma lei que foi abolida em Cristo. Portanto, cada
membro tem que se envolver financeiramente, ou estará roubando a Deus.

7. Os pastores pregam apenas mensagens motivacionais positivas

Dos púlpitos dessas igrejas ecoam apenas mensagens positivas sobre saúde,
riqueza, prosperidade, o amor de Deus, o perdão de Deus e como se obter sucesso
na vida. Não há preocupação nem interesse de se anunciar “todo o conselho de
Deus”, nem estimular trabalhos evangelísticos ou missionários que exijam
arrependimento e mudança de vida. Não se menciona a existência do diabo ou de
seus anjos. Deus ama a todos e cuida para que nenhum mal chegue perto deles.

8. Os membros da igreja não precisam temer nenhum tipo de reprimenda


da liderança

Os participantes de uma igreja destas serão convencidos que, por causa da forte
ênfase na graça, tudo é permitido. Ou seja, nenhuma mudança real se espera
deles, apenas que frequentem os cultos e sejam “pessoas melhores e mais felizes”.
Estamos vivendo na época dos crentes marionetes. Em um país onde
apenas uma parcela ínfima da sociedade adquiriu o gosto pela leitura, era
de se esperar que uma religião que demanda fidelidade a um livro – ainda
que seja um livro sagrado – encontraria problemas para se desenvolver de
forma saudável. É claro que eu conheço as estatísticas recentes que
mostram o crescimento vertiginoso dos evangélicos, mas essas pesquisas
também nos revelam que a maior parte desse crescimento se dá na ala
neopentecostal, em meio a igrejas que exploram ao máximo a fé mística,
ubandista, idólatra e xamânica do povo brasileiro – sincretizando essas
religiões e condensando-as em uma forma de culto muito diferente do culto
racional de Romanos 12, e que por pura teimosia insiste em serem
chamadas “igrejas evangélicas”. É claro que essas crenças não passam pelo
crivo bíblico, de modo que para sustentá-las não basta apenas distorcionar
as palavras da Bíblia: é preciso literalmente abandoná-la para levar à cabo
essa religião idólatra, utilitarista e manipuladora.

Devido à multiplicação dos chamados “movimentos contraditórios” (um


eufemismo para seitas), a Bíblia tem sido conservada apenas como
acessório, um adorno para o púlpito, mas a bem da verdade, uma peça sem
serventia. Cada vez menos se recorre a ela para basear opiniões, de forma
que até o conhecido bispo-empresário chegou ao ponto de lançar uma
campanha televisiva em favor do aborto, causando gande confusão no meio
evangélico. Se por um lado o telebispo foi mais longe que todos os demais,
por outro lado precisamos reconhecer que ele não está só: ele fez escola.
Muitos telepastores e telepregadores tem seguido os seus passos. Essa
semana estava lendo acerca de um telepastor (aquele que faz chapinha,
sabe?) que formou uma caravana e se dirigiu para Israel, a fim de queimar
os pedidos de oração que os “fãs” enviam para o seu programa. Outro
pregador, que já foi um verdadeiro militante apologista, e que batia de
frente com os modismos, heresias e falácias neopentecostais, mudou de
trincheira e agora defende com unhas e dentes a teologia da prosperidade,
preferindo a mensagem de “Vitória em Cristo” do que aquela da “Salvação
por Cristo”.

Quero deixar claro que jamais afirmei ser o dono absoluto da verdade,
antes anuncio que a Bíblia é verdadeira e me oponho veementemente a esse
cristianismo analfabeto. Ora, o cristianismo sem Bíblia é como um
casamento sem conjuge! É nela que encontramos a ética do reino, as
promessas de Deus e suas demandas, as palavras inspiradoras de Cristo nos
evangelhos, a doutrina cristã sistematizada por Paulo e a mensagem
apologética de Pedro e Judas. Ela é o maior documento que o cristianismo
possui. Ignorar a Bíblia é ignorar os atos de Deus na história da salvação, e
conseqüentemente a nossa própria história. Mas infelizmente o que vejo
hoje é um cristianismo sem Bíblia, sem Cristo, sem dogma e sem
mensagem salvadora. Um cristianismo consumista, capitalista, utilitário,
espíritista, relativista e pragmático. Os seguidores desse cristianismo
caricato são marionetes nas mãos dos lobos devoradores, sendo
constantemente manipulados para o benefício dos líderes que enchem os
bolsos com o dinheiro dos “fiéis”, comprando aviões de 30 milhões de
dólares, construindo mansões em Campos do Jordão, ou investindo em
cavalos árabes “puro sangue”. Enquanto isso, os crentes se prestam aos
mais absurdos papéis: banhando-se com sabonete de arruda, participando
de sessões de descarrego, fazendo despachos, comprando produtos “made
in Israel” e movimentando esse marcado milionário que é a industria da
iconolatria evangélica.

É assim que cresce a igreja evangélica brasileira: enferma. Ela é uma igreja
obesa, com o colesterol alto e diabetes. É uma comunidade doente, mas não
é a única culpada da sua saúde precária. Falharam os seus pastores em
administrar-lhe uma dieta saudável, e ainda falham ao dar-lhe veneno em
lugar de remédio. É verdade que a igreja evangélica está crescendo, porém
esse não é um crescimento saudável.

Quando era criança, me apaixonei por marionetes. Lembro-me que no


jardim de infância meus olhos brilhavam durante as apresentações do
grupos de títeres. Porém, o tempo foi passando e um dia eu descobri que a
voz que eu ouvia não era a voz do boneco: havia alguém escondido atrás da
cortina movendo os pobres personagens sem vida. Desse dia em diante,
perdi totalmente o interesse por marionetes. Os membros dessas novas
igrejas são meros títeres, massa de manobra na mão dos perversos,
dominadores e exploradores da fé alheia. São os lobos vorazes que
manipulam os bonecos inertes a fim de satisfazer suas necessidades e seus
sórdidos interesses. Nossos membros são marionetes: a voz que ouço em
suas defesas “apologéticas”, definitivamente não é deles. Já ouvi essa voz
antes e aprendi a reconhecer o som por detrás do boneco de madeira. Eles
não podem me enganar, pois aprendi cedo, aos 5 anos de idade, a discernir
a voz que comanda o sistema.
A igreja evangélica vive hoje uma crise muito grande. Vemos diversos
absurdos sendo pregado em pulpitos onde deveria realmente ser pregado o
verdadeiro e simples evangelho que Cristo nos deixou. Mas ao invés desse
simples evangelho, existe coisas que realmente são estranhas, doutrinas
criadas por homens, liturgias que se aproximam mais de um ritual afro-
Brasileiro do que das verdades de Cristo.

Certo dia eu estava em casa lendo uma matéria na internet, quando de


repente algo me chama a atenção. Um pastor da IURD estava comentando
que para se alcançar as bênçãos de Deus para a vida os membros da igreja
teriam que tomar um banho de descarrego. Isso é um crime contra Deus e
sua Santa Palavra. Onde temos embasamento bíblico para tais coisas. É um
absurdo sem fim.

Deixo aqui meus parabéns para o Supremo Concílio da Igreja Presbiteriana


do Brasil. As igrejas Neo-Pentecostais são realmente uma seita. É uma
doutrina espúria e sincretista. São igrejas que só ensinam seus adeptos a
juntarem tesouros na Terra. Igrejas que só visam seus lucros financeiros.
São na verdade lobos em peles de cordeiros.

Outro tipo de coisa que está infectando ainda mais a igreja é o chamado
movimento Gospel. Esse movimento realmente veio para detonar mesmo
com a igreja. É um movimento que está sendo aderido por maioria dos
famosos, e por culpa desse movimento a igreja de Cristo está cada vez mais
se secularizando e deixando Cristo para trás e fazendo a vontade de um
bando de jovens que não querem compromisso nenhum com a igreja nem
com o Deus da igreja.

Lembro-me na época em que eu era criança que os cultos jovens que


aconteciam aos sábados tinham conteúdos bíblicos e doutrinários para os
jovens realmente se compromissarem com Cristo. Mas hoje em dia o que
temos é igreja com jogo de luzes, gelo seco e muita bagunça. Esse é o
resultado desse movimento Gospel.
Devemos realmente voltar para o verdadeiro, puro e simples evangelho de
Cristo, deixando de lado tanta meninice e heresias que temos visto hoje em
dia nas igrejas. Temos também que deixar de lado os amuletos que usamos
para “abençoar” coisas e pessoas. Amuletos como: Rosa Ungida, Água
fluidificada, Banho de Descarrego etantas outras coisas que não servem de
nada.

Vamos realmente voltar ao primeiro amor!!!!

Precisamos de outros Luteros, Calvinos, John Knox, Ulrico Zuínglio entre


outros. Temos que voltar ao Protestantismo histórico que tinha como lema
os cinco solas da reforma: SOLA ESCRIPTURA, SOLA CHRISTUS,
SOLA GRATIA, SOLA FIDE, SOLI DEO GLORIA