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22/01/2019 Vale do Rift – Wikipédia, a enciclopédia livre

Vale do Rift
Origem: Wikipédia, a enciclopédia livre.
O Vale do Rift ou Grande Vale do Rift, também conhecido
Sistema de lagos do
como Vale da Grande Fenda, é um complexo de falhas
Quénia no Grande Vale
tectônicas criado há cerca de 35 milhões de anos com a separação
do Rift *
das placas tectônicas africana e arábica, um rifte. Esta estrutura
Património Mundial da UNESCO
estende-se no sentido norte-sul por cerca de 5000 km, desde o
norte da Síria até ao centro de Moçambique, com uma largura que
varia entre 30 e 100 km e, em profundidade de algumas centenas a
milhares de metros.

A secção norte forma o vale do rio Jordão, que corre para sul por
meio do mar da Galileia até ao mar Morto. O Vale do Rift continua
para sul, através do Wadi Arabah, golfo de Aqaba e mar Vermelho.
Na desembocadura sul do mar Vermelho, o Rift tem uma
bifurcação, formando o Triângulo de Afar (a rosa mais escuro no
mapa abaixo): o golfo de Aden, para leste, corresponde à divisão
entre a península da Arábia e África e continua como parte da
cordilheira Central do oceano Índico; o outro ramo segue para
sudoeste através do Djibouti, para fomar o vale do Rift Oriental,
que abrange a Etiópia, o Quénia, a Tanzânia, o lago Niassa e o rio O Vale do Rift
Chire, terminando no Zambeze.
País Quênia
Tipo Natural
Critérios vii, ix, x
Referência 1060 (http://whc.unesco.or
g/en/list/1060)
Região** África
Coordenadas 0° 26′ 33″ N, 36° 14′ 24″ L
Histórico de inscrição
Inscrição 2011 (35ª sessão)

* Nome como inscrito na lista do Património


O vale do Rift e o Triângulo de Afar Mundial. (http://whc.unesco.org/en/list)
(em rosa escuro) ** Região, segundo a classificação pela UNESCO.
(http://whc.unesco.org/en/list/?search=&search_by_c
ountry=&type=&media=&region=&order=region)
Na Tanzânia, pouco a norte do lago Niassa, o vale divide-se mais
uma vez, com um ramo que segue para noroeste e depois para
norte, formando o lago Tanganyika, que faz a fronteira entre a República Democrática do Congo, a Tanzânia e o
Burundi, a seguir lago Kivu, que separa o Ruanda do Congo, os lagos Eduardo e lago Alberto, com uma das nascentes
do rio Nilo, que o separam do Uganda e que é chamado Rift Ocidental ou Albertino, onde se encontra a maioria dos
grandes lagos Africanos, já mencionados. O lago Vitória encontra-se entre os dois ramos do vale do Rift.

Os rebordos do vale do Rift são formados por cordilheiras onde se encontram os pontos mais altos do continente,
incluindo os Montes Virunga, Mitumba e Ruwenzori. Muitos dos seus picos têm (ou tiveram no passado) actividade
vulcânica, como os montes Kilimanjaro, Quénia, Karisimbi, Nyiragongo, Meru e Elgon, assim como as Crater
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Highlands na Tanzânia. O vulcão Ol Doinyo Lengai continua activo, sendo o único vulcão de natrocarbonatite no
mundo. Outra zona vulcânica extremamente activa é o Triângulo de Afar, no Djibouti.

No Quénia, o vale é mais profundo a norte de Nairobi, e exibe lagos pouco profundos mas com elevado conteúdo
mineral. Por exemplo, o lago Magadi é quase soda sólida (carbonato de sódio) e os lagos Elmenteita, Baringo, Bogoria
e Nakuru são todos extremamente alcalinos; o lago Naivasha tem fontes de água doce, o que lhe permite ter uma
elevada biodiversidade.

A parte final do vale junta-se formando o lago Niassa, um dos mais profundos do mundo, alcançando os 706 metros de
profundidade. O lago separa o Malawi da província moçambicana do Niassa e logo chega no vale do Rio Zambeze,
onde o vale do Rift termina.

Continuando a separação das placas, dentro de alguns milhões de anos, a África Oriental será inundada pelo oceano
Índico e formar-se-á uma grande ilha com a região leste da costa de África.

No vale do Rift têm-se depositado, ao longo dos anos, sedimentos provenientes da erosão das suas margens e este
ambiente é propício à conservação de despojos orgânicos. Por essa razão, tiveram aqui lugar importantes descobertas
antropológicas, especialmente em Piedmont, no Quénia, onde foram encontrados os ossos de vários hominídeos, que
se pensa serem antepassados do homem actual. O achado mais importante, de Donald Johanson, foi um esqueleto
quase completo de um australopitecíneo, que foi chamado "Lucy"; Richard e Maeve Leakey têm também trabalhado
nesta região.

UNESCO
A UNESCO inscreveu o Sistema de lagos do Quénia no Grande Vale do Rift como Patrimônio Mundial por "ser uma
bela paisagem, que compreende três lagos interligados (Lagos Bogoria, Nakuru e Elementaita). Lar de 13 espécies
de pássaros ameaçados e uma das áreas com mais diversidades de pássaros no mundo."[1]

Referências
1. Sistema de lagos do Quénia no Grande Vale do Rift. UNESCO World Heritage Centre - World Heritage List
(whc.unesco.org). Em inglês (http://whc.unesco.org/en/list/1060/) ; em francês
(http://whc.unesco.org/fr/list/1060/) ; em espanhol (http://whc.unesco.org/es/list/1060/). Páginas visitadas em
19/06/2014.

Ligações externas
Vulcões do Leste da África (http://pubs.usgs.gov/publications//text/East_Africa.html) (em inglês)

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