Você está na página 1de 34

AGO 1998 abpe/E004

Conexões Soldáveis de Polietileno PE

Especificação

Origem:
abpe - associação brasileira de tubos poliolefínicos e sistemas
CTPE - Comissão Técnica de Polietileno
abpe/E004 - Fusion welded polyethylene (PE) fittings - Specification
Descriptor: Polyethylene fittings
Válida a partir de: 31/08/98
Palavra Chave: Conexões de polietileno 34 páginas

SUMÁRIO

1. OBJETIVO
2. REFERÊNCIAS NORMATIVAS
3. DEFINIÇÕES
4. REQUISITOS
5. ENSAIOS E PERIODICIDADES
6. INSPEÇÃO
7. AUDITORIA OU QUALIFICAÇÃO DO SISTEMA DE GESTÃO DA QUALIDADE
8 ENSAIOS E RECEBIMENTO DE LOTES

ANEXOS

A CONDIÇÕES DE OPERAÇÃO E UTILIZAÇÃO DE CONEXÕES DE


POLIETILENO PE (NORMATIVO)
B CONDIÇÕES PARA USO DE MATERIAL REPROCESSADO (NORMATIVO)
C CORRELAÇÃO DE DIMENSÕES PARA LIGAÇÕES FLANGEADAS DE TUBOS
DE POLIETILENO PE E OUTROS ELEMENTOS DE TUBULAÇÃO
(INFORMATIVO)

1 OBJETIVO

1.1 Esta Norma fixa as condições exigíveis para conexões soldáveis de polietileno PE destinadas a
aplicações gerais a temperaturas de até 50°C, respeitados os limites de temperatura das aplicações
específicas, e para temperaturas de até 40°C para distribuição, captação e adução de água, com máxima
pressão de operação de 2 MPa para temperaturas de até 25°C.

1.2 As conexões de polietileno PE são fabricadas para serem utilizadas conforme condições de operação e
utilização descritas no anexo A. Para as aplicações em distribuição, captação e adução de água, as
conexões devem suportar uma vida útil de 50 anos.

1.3 Esta norma aplica-se às conexões de 1.3.1 a 1.3.2.


2 abpe/E004

1.3.1 Conexões soldadas por eletrofusão: são providas de bolsas, ou selas que incorporam uma ou mais
resistências elétricas, cujas extremidades são conectadas a terminais que se localizam na parte externa da
peça, e que quando submetidas a determinada intensidade de corrente elétrica e tempo geram calor a fim
de possibilitar a solda da peça.

1.3.2 Conexões soldadas por termofusão: o aquecimento do material que será fundido é realizado com
auxílio de elemento térmico externo à conexão e ao tubo.

1.4 As conexões de polietileno PE devem ser produzidas com matérias primas específicas que atendam as
exigências desta Norma. Os compostos de polietileno PE utilizados devem atender à classificação PE 80 ou
PE 100.

1.5 Esta Especificação deve ser adotada como base preponderante das especificações relativas às diversas
aplicações de conexões soldáveis de polietileno PE, acrescentando-se os aspectos de qualidade
necessários à exigência da aplicação.
abpe/E004
3

2 REFERÊNCIAS NORMATIVAS
As normas relacionadas a seguir contêm disposições que, ao serem citadas neste texto, constituem
prescrições para esta Norma Técnica. As edições indicadas estavam em vigor no momento desta
publicação. Como toda norma está sujeita a revisão, recomenda-se àqueles que realizam acordos com base
nesta que verifiquem a conveniência de se usar as edições mais recentes das normas citadas a seguir. A
ABPE possui registro das normas em vigor em um dado momento.

abpe/M001 - Plásticos - Determinação da densidade por deslocamento - Método de ensaio.


abpe/M002 - Tubos, conexões e composto de polietileno PE - Determinação do tempo de oxidação
indutiva - Método de ensaio.
abpe/M016 - Conexões para tubos de polietileno PE - Verificação das dimensões - Método de ensaio.
abpe/M013 - Conexões para tubos de polietileno PE - Verificação da resistência à pressão
hidrostática interna - Método de Ensaio.
abpe/M015 - Conexões soldáveis de polietileno PE - Verificação da resistência coesiva
Método de ensaio
abpe/M017 - Conexões para tubos de polietileno PE - Verificação da resistência ao impacto em
conexões tipo sela - Método de ensaio.
abpe/M012 - Compostos de polietileno PE - Verificação da resistência ao intemperismo
Método de ensaio.
abpe/M009 - Composto de polietileno PE - Verificação da dispersão de pigmentos
Método de ensaio.
abpe/M010 - Composto de polietileno PE - Determinação do teor de negro de fumo
Método de ensaio.
abpe/P004- Tubos e conexões de polietileno PE - Execução de solda de topo por termofusão
Procedimento.
abpe/P007 - Tubos e conexões de polietileno PE - Execução de solda por eletrofusão - Procedimento
abpe/P005 - Tubos e conexões de polietileno PE - Execução de solda tipo soquete por termofusão -
Procedimento
abpe/P006 - Tubos e conexões de polietileno PE - Execução de solda de sela por termofusão
Procedimento
NBR 9023 - Termoplásticos - Determinação do índice de fluidez - Método de ensaio (MB 2137)
ISO 1133 - ASTM 1238.
NBR 9622 - Plásticos - Determinação das propriedades mecânicas à tração
Método de ensaio (MB 2181)
NBR 11931 - Plásticos - Determinação da densidade pelo método do gradiente de densidade
Método de ensaio.
ISO 1183 - Plastics - Method for determining the density and relative density of non-celular plastics
DIN/ISO 1133 - Plastics - Determination of the melt mass-flow rate (MFR) and the melt volume flow-rate
(MVR) of thermoplastics
ISO TR 9080 - Thermoplastics pipes for the transport of fluids - Standard extrapolation method for the
long term resistance to constant internal pressure.
ISO 12162 - Thermoplastics materials for pipes and fittings for pressure applications pipes
Classification and designation - overall service (design coefficient)
ISO 11922-1 - Thermoplastics pipes for the transport of fluids - Dimensions and tolerances.
Metric series.
ISO 4427 - Polyethylene (PE) pipes for water supply - Specifications
abpe/E001 - Tubos de polietileno PE - Especificação
4 abpe/E004

3 DEFINIÇÕES

Para os efeitos desta Norma aplicam-se as definições de 3.1 a 3.25.

3.1 COMPOSTO DE POLIETILENO PE

Material fabricado com polímero base de polietileno contendo os aditivos e o pigmento necessários à
fabricação de conexões de polietileno, conforme esta especificação.

3.2 CONEXÃO DE ELETROFUSÃO

Conexão de polietileno PE para solda de eletrofusão, provida de uma bolsa, ou sela, respectivamente
denominada como do tipo bolsa ou do tipo sela, que incorpora uma ou mais resistências elétricas, cujas
extremidades são conectadas a terminais que se localizam na parte externa da peça e que, quando
submetidas a determinada intensidade de corrente elétrica e tempo, geram calor a fim de possibilitar a
soldagem a um tubo de polietileno ou conexão de polietileno tipo ponta, cuja superfície externa é
concomitantemente fundida.

3.3 CONEXÃO GOMADA

Conexão de polietileno PE tipo ponta produzida pela soldagem de topo por termofusão de seções de tubos
de polietileno PE, em ângulos adequados à conformação da peça. Podem possuir reforços estruturais
externos.

3.4 CONEXÃO TIPO PONTA

Conexões de polietileno PE cujas dimensões na região de soldagem correspondem às dimensões do tubo


equivalente.

3.5 CONEXÃO TIPO SELA

A conexão tipo sela pode ser de eletrofusão ou termofusão e define-se em 3.5.1 e 3.5.2.

3.5.1 Tê de sela

Conexão de polietileno PE para execução de derivação, que possui uma base em forma de sela, que se
assenta sobre o tubo, e que utiliza uma ferramenta de corte (tipo broca, serra copo, vazador, etc.) para furar
o tubo principal, permitindo a execução de derivação diretamente no local da obra, quando a tubulação não
estiver em carga.

3.5.2 Tê de serviço

Conexão de polietileno PE para execução de derivação, que possui uma base em forma de sela, que se
assenta sobre o tubo, e que incorpora ferramenta de corte capaz de furar tubos de polietileno PE que
estejam em carga. A ferramenta de corte permanece no interior da conexão após a instalação.

3.6 CONEXÃO TIPO SOQUETE

Conexão de polietileno PE, que possui uma bolsa, cujo diâmetro interno é apropriado para solda por
termofusão à superfície externa de tubo de polietileno PE ou conexão tipo ponta de diâmetro equivalente.

3.7 DIÂMETRO EXTERNO MÉDIO (dem)

Razão entre o perímetro externo do tubo, em mm, pelo número 3,142 arredondado para o 0,1 mm mais
próximo.
abpe/E004
5

3.8 DIÂMETRO EXTERNO NOMINAL (DE) (1)

Simples número que serve para classificar em dimensões os elementos de tubulações (tubos, juntas,
conexões e acessórios) e que corresponde aproximadamente ao diâmetro externo do tubo em mm.

3.9 DIÂMETRO INTERNO MÉDIO (DIm)

Média aritmética de, no mínimo, duas medições de diâmetro interno realizadas perpendicularmente em uma
mesma seção transversal da conexão.

3.10 ESPESSURA MÍNIMA DE PAREDE (e)

Menor espessura no perímetro em uma seção qualquer do tubo equivalente.

3.11 ESPESSURA DA PAREDE NA ÁREA DE SOLDAGEM (Es)

Menor espessura no perímetro de qualquer seção pertencente à área de soldagem da conexão.

3.12 ESPESSURA DA PAREDE NO CORPO DA CONEXÃO (Ec)

Menor espessura no perímetro de qualquer seção pertencente ao corpo da conexão.

3.13 JUNTA DE TRANSIÇÃO

Conexão para unir tubo de polietileno PE a tubo de outro material ou elemento de tubulação. Uma das
extremidades é do tipo ponta ou de eletrofusão para unir-se ao tubo de polietileno PE por solda de
termofusão ou por solda de eletrofusão e a outra extremidade adequada à união a outro material ou
elemento da tubulação (soldagem, rosca, flange, etc). São designadas pela expressão “Junta Transição
PE/Material” e as características do elemento de transição. Por exemplo: Junta de Transição PE/AÇO
ponta/ponta, ou ponta/rosca macho 2” BSP. Pode-se ainda acrescentar especificidades do elemento de
transição, como comprimentos, geometrias (biselados, liso, etc.), características do material e
revestimentos.

3.13.1 Colarinho ou Adaptador PE/Flange

Designação específica de junta de transição para unir tubo de polietileno PE a tubo ou elemento de
tubulação por flange.

3.14 MASTER BATCH

Concentrado fabricado com resina base de polietileno e pigmento destinado a ser misturado à resina base
pelo fabricante de composto para obter-se conexão na cor desejada, com as características necessárias a
atender esta especificação.

3.15 MÁXIMA PRESSÃO DE OPERAÇÃO (MPO)

Máxima pressão que a tubulação deve suportar em serviço contínuo conduzindo fluido na temperatura de
até 50°C.

3.16 OVALIZAÇÃO DA CONEXÃO

Diferença entre os valores máximo e mínimo do diâmetro interno de uma mesma seção no caso de
conexões de eletrofusão ou conexão tipo soquete. Diferença entre os valores máximo e mínimo do diâmetro
externo de uma mesma seção no caso das conexões tipo ponta.

3.17 PRESSÃO HIDROSTÁTICA INTERNA

Pressão radial aplicada por um fluido ao longo de toda parede da tubulação.

((1) Não é objeto de medição


6 abpe/E004

3.18 PRESSÃO NOMINAL (PN)

Máxima pressão de água, expressa em bar(2) , que os tubos, conexões e respectivas juntas podem ser
submetidos em serviço contínuo, nas condições de temperatura de operação de até 25°C, para uma vida
útil de 50 anos.

3.19 RELAÇÃO DIÂMETRO ESPESSURA (SDR)

Razão entre o diâmetro externo nominal (DE) do tubo equivalente e a sua espessura mínima de parede (e)
(SDR DE/e).

3.20 RESINA BASE DE POLIETILENO PE

Material fabricado com polímero base de polietileno contendo os aditivos, exceto o pigmento de cor,
necessários à fabricação de conexões de polietileno, conforme esta especificação.

3.21 RUPTURA DÚCTIL

Ruptura dúctil é aquela que ocorre com deformação plástica do material.

3.22 RUPTURA FRÁGIL

A ruptura frágil é aquela que ocorre sem deformação plástica do material.

3.23 TENSÃO CIRCUNFERENCIAL ()

Tensão tangencial presente ao longo de toda parede do tubo decorrente da aplicação da pressão
hidrostática interna.

3.24 TRANSIÇÃO DE SDR

Conexão de polietileno PE tipo ponta para unir tubos de polietileno PE de SDR´s diferentes por solda de
topo por termofusão. Possui extremidades de SDR diferentes.

3.25 TUBO DE POLIETILENO PE

Tubo fabricado com composto de polietileno PE.

4 REQUISITOS
4.1 RESINA BASE DE POLIETILENO PE

4.1.1 Densidade

4.1.1.1 A densidade da resina base de polietileno PE deve ser superior a 0,930 g/cm 3 na temperatura de
23°C.

4.1.1.2 O ensaio deve ser realizado conforme ABNT NBR 11931, ou abpe/M001 ou ISO 1183

4.2 COMPOSTO

As conexões devem ser produzidas com composto de polietileno PE, conforme 4.2.1 a 4.2.10, contendo
somente os aditivos necessários para atender as exigências desta Norma e uso da conexão, incluindo
processabilidade e soldabilidade.

O master batch e os aditivos devem estar total e adequadamente dispersos na massa da conexão. O
pigmento e o sistema de aditivação devem minimizar a mudança de cor e das propriedades das conexões
durante sua exposição às intempéries, no manuseio e estocagem de obra e após longos períodos
enterrados.

((2) Equivale aprox. à pressão dada em megapascal (MPa) multiplicada por 10


abpe/E004
7

O composto deve ser adequado ao transporte do fluido não incorrendo em qualquer alteração de
características desse fluído, que desabone sua utilização.

O composto pode ser obtido pela mistura de master batch a resina base de polietileno PE, tal que a massa
da conexão resulte homogênea, com os aditivos bem dispersos, nas proporções adequadas e isento de
impurezas.

Todo composto deve ser homogêneo e livre de excesso de umidade.

Somente é permitido o uso de material reprocessado e moído gerado na fabricação de conexões de


polietileno conforme esta Norma, desde que advenha da própria fabricação do transformador, se apresente
isento de impurezas e atenda as condições para uso de material reprocessado conforme anexo B. Se
misturado ao material virgem, deverá ser do mesmo composto de origem.

Quando usados sob condições para as quais foram dimensionados, os compostos de polietileno PE em
contato com água potável não podem constituir efeitos tóxicos, não propiciar desenvolvimento de
microorganismos, nem transmitir gosto, odor, ou opacidade à água.

Os compostos de Polietileno PE devem atender à classificação PE 80 ou PE 100.

O fabricante da conexão deve especificar com quais materiais o seu produto pode ser soldado, além de
definir as características do processo (tempos, voltagem, temperaturas, pressões, etc.).

4.2.1 Cor do composto de polietileno PE

A cor do composto é definida por norma específica da aplicação da conexão.

Para aplicações específicas, a cor da conexão deve ser definida entre o fornecedor e o usuário, desde que
sejam consideradas a aplicação da conexão, a resistência aos raios ultravioleta (UV) e as consequências do
pigmento utilizado sobre o fluido transportado e a resistência da conexão.

4.2.2 Compostos de polietileno PE pretos

O composto deve ser pigmentado com negro de fumo disperso homogênea e adequadamente, e que
contemple as seguintes características:
- conteúdo na massa do composto: 2,5 0,50%
- tamanho médio das partículas: 25 m

4.2.3 Compostos de polietileno PE não pretos

O composto deve ser aditivado com absorvedores e estabilizantes que não comprometam o fluido
transportado e assegurem suas propriedades, quando expostos a intempéries, conforme 4.2.6

4.2.4 Dispersão de pigmentos

O composto e a conexão devem ser submetidos aos ensaios de Dispersão de Pigmentos para que
comprovem uma dispersão satisfatória, quando comparados com os padrões de dispersão, conforme
abpe/M009.

4.2.5 Teor de negro de fumo para compostos de polietileno PE pretos

O composto e a conexão devem ser submetidos aos ensaios de determinação do teor de Negro de Fumo
para comprovar a quantidade deste em sua massa, conforme abpe/M010.

4.2.6 Resistência ao intemperismo de compostos de polietileno PE não pretos

O composto e a conexão devem ser submetidos aos ensaios de resistência ao intemperismo, de acordo
com abpe/M012, tal que receba uma quantidade de energia solar de no mínimo 3,5 GJ/m 2, realizando-se a
seguir os ensaios de tração, conforme 4.3.8, pressão, conforme 4.3.7.2 e estabilidade térmica, conforme
4.2.7, para comprovar sua eficiência quanto a manutenção das suas propriedades.
8 abpe/E004

4.2.7 Estabilidade térmica

A estabilidade térmica do composto, medida através do ensaio de determinação do Tempo de Oxidação


Indutiva (OIT), conforme abpe/M002, deve ser de no mínimo 20 minutos, quando testado a 200°C. O corpo
de prova deve ser extraído da superfície interna ou externa da conexão.

4.2.8 Índice de fluidez (MFI)

4.2.8.1 O valor medido do índice de fluidez do composto, ou da resina base de polietileno PE, deve ser
inferior ou igual a 1,3 g/10 min, quando determinado à temperatura de 190°C e peso de 50 N.

4.2.8.2 O valor do índice de fluidez de cada lote de composto, ou resina base de polietileno PE deve ser
especificado pelo fabricante, e sua tolerância, em relação ao valor nominal, deve ser o especificado na
Tabela 1.

TABELA 1 - Variação do índice de fluidez do composto em relação ao valor nominal


Valor Nominal do Índice de Fluidez Tolerância
(g/10 min) (%)
MFI 0,5 25
0,5 MFI 1,3 20

4.2.8.3 O ensaio deve ser realizado conforme NBR 9023 ou DIN/ISO 1133.

4.2.9 Densidade

4.2.9.1 A tolerância do valor da densidade do lote recebido em relação ao valor nominal especificado pelo
fabricante do composto deve ser de 0,003 g/cm3.

4.2.9.2 O ensaio deve ser realizado conforme ABNT NBR 11931, ou abpe/M001 ou ISO 1183.

4.2.10 Classificação e designação do composto de polietileno PE

Os compostos são classificados como PE 80 ou PE 100, conforme norma ISO 12162, ou seja, sua tensão
hidrostática circunferencial a 50 anos na temperatura de 20°C (MRS - minimum required strength), definida
pelo "Método de Extrapolação Padrão (SEM) ISO TR 9080", através da determinação da sua tensão
hidrostática de longa duração (LTHS), com limite inferior de confiança (LCL) de 97,5%, como segue:

PE 80: MRS = 8 MPa, quando 8,0 LTHS < 10 MPa


PE 100: MRS = 10, quando LTHS 10 MPa

Em função do comportamento da curva de regressão os compostos são ainda classificados como do Tipo A
ou B, através do seguinte critério:

Análise pela
ISO TR 9080

para temperaturas para temperaturas


até 30o C até 40o C

NÃO NÃO
TIPO A
o ponto de inflexão da curva o ponto de inflexão da curva
ocorre antes de 2 anos ocorre antes de 1 ano
no ensaio a 60o C no ensaio a 80o C

SIM TIPO B SIM


abpe/E004
9

Figura 1 - Determinação do tipo do composto

A classificação e tipo do composto deve ser dada e demonstrada pelo fabricante do composto.

4.3. CONEXÕES

As conexões devem ser fabricadas com composto de polietileno PE, tal que assegure a obtenção de um
produto que satisfaça as exigências desta norma.

4.3.1 Classificação e Designação de conexões de polietileno PE

4.3.1.1 As conexões são designadas pela classificação do composto de polietileno PE, pelo diâmetro
externo nominal (DE) e pelo SDR do tubo de polietileno PE equivalente.

4.3.2 Dimensões e tolerâncias

4.3.2.1 Outras dimensões significativas não especificadas nesta norma devem constar do catálogo técnico
do fabricante de conexões, com suas respectivas tolerâncias.

4.3.2.2 As mudanças de espessura de parede da conexão devem ser graduais, a fim de se evitar
concentrações de tensões.

4.3.2.1 Conexões tipo ponta


a) As dimensões e os principais símbolos das conexões tipo ponta estão mostrados na Figura 2 e Tabela 2;

Figura 2 - Conexão tipo ponta


10 abpe/E004

Onde:

D1 = diâmetro externo médio da extremidade que será soldada, medido em qualquer plano paralelo à
extremidade e à distância máxima L1 da extremidade;
D2 = diâmetro externo médio do corpo da conexão;
D3 = menor diâmetro interno que permite o escoamento do fluido através da conexão;
Ec = espessura da parede do corpo da conexão;
Es = espessura da parede na área de soldagem, isto é, a espessura da parede medida à distância
máxima L1 da extremidade;
L1 = comprimento da região de soldagem
L2 = comprimento tubular da conexão que permita:
- o uso de braçadeiras quando for utilizada solda de topo, ou;
- a soldagem com conexões de eletrofusão.

Tabela 2 - Dimensões das conexões tipo ponta

L1 L2 D3 L1 L2 D3
(DE) min min min (DE) min min min
(mm) (mm) (mm) (mm) (mm) (mm)
20 25 41 13 200 50 112 150,6
25 25 41 18 225 55 120 169,8
32 25 44 23,8 250 60 130 188,6
40 25 49 29,8 280 75 150 211,0
50 25 55 37,4 315 75 150 237,8
63 25 63 47,4 355 100 165 267,6
75 25 70 56,2 400 100 180 301,8
90 28 79 67,8 450 100 195 339,8
110 32 82 82,6 500 100 215 377,4
125 35 87 94,2 560 100 235 447,6
140 38 92 105,4 630 100 255 503,6
160 42 98 120,6 630 100 300 DE-2e
180 46 105 135,8

b) A espessura de parede em qualquer ponto da conexão (E) deve ser maior ou igual a “e”; onde “e” é a
espessura mínima de parede do tubo equivalente;

c) Na região do comprimento tubular L2, o diâmetro externo médio (dem), e sua tolerância e ovalização
devem atender ao especificado em abpe/E001 para o tubo equivalente

d) Na região do comprimento de soldagem L 1, O diâmetro externo médio (dem), a espessura de parede da


conexão (Es), suas tolerâncias e ovalização devem atender ao especificado em abpe/E001 para o tubo
equivalente;

e) As conexões tipo ponta podem ser fornecidas com o comprimento tubular mínimo L 2 somente para
montagens em fábrica ou em associação a uma luva de eletrofusão. Caso contrário, o comprimento L 2 deve
ser adequado ao equipamento de soldagem de topo por termofusão do usuário.

f) As dimensões e os principais símbolos dos colarinhos (adaptador PE/Flange) estão mostrados na Figura 3
e Tabela 3. As demais dimensões dos flanges devem atender às normas pertinentes.
abpe/E004
11

figura 3 - Colarinho

Tabela 3 - Dimensões de colarinhos

Colarinho para flange norma DIN 16963 PN 10 / PB 15

D1 D4 D5 L3 min L4 r
(mm) (mm) (mm) (mm) (mm) (mm)
20 45 27 22 7 2.0
25 58 33 22 9 2.0
32 68 40 22 10 2.0
40 78 50 22 11 2.0
50 88 61 22 12 2.0
63 102 75 25 14 2.5
75 122 89 25 16 3.0
90 138 105 25 17 3.0
110 158 122 30 20 3.5
125 158 128 30 23 3.5
140 188 154 30 25 3.5
160 212 172 30 28 3.5
180 212 181 30 30 3.5
200 268 230 30 35 4.0
225 268 233 30 40 4.5
250 320 282 30 40 4.5
280 320 288 30 45 5.0
315 370 332 30 50 5.5
355 430 369 30 50 6.0
400 482 425 30 50 6.0
450 585 526 30 50 6.5
500 585 526 30 50 7.0
560 685 625 30 50 8.0
630 685 636 30 50 8.5
710 800 730 30 55 9.5
800 905 833 30 55 10.0
900 1005 935 30 55 11.0
1000 1110 1038 30 60 12.0
1200 1330 1245 30 60 14.0

Colarinho para flange norma DIN 16963 PN 16 / PB15


12 abpe/E004

D1 D4 D5 L3 min L4 r
(mm) (mm) (mm) (mm) (mm) (mm)
20 45 27 22 13 2.0
25 58 33 22 14 2.0
32 68 40 22 15 2.0
40 78 50 22 16 2.0
50 88 61 22 18 2.0
63 102 75 25 20 2.5
75 122 89 25 22 3.0
90 138 105 25 24 3.0
110 158 122 30 25 3.5
125 158 128 30 33 3.5
140 188 154 30 36 3.5
160 212 172 30 39 3.5
180 212 181 30 44 3.5
200 268 230 30 48 4.0
225 268 233 30 53 4.5
250 320 282 30 57 4.5
280 320 288 30 60 5.0

Colarinho para flange norma ANSI B 16,5 - 150 Lb (PN 10)

D1 D4 D5 L3 min L4 r
(mm) (mm) (mm) (mm) (mm) (mm)
20 44 27 22 7 2.0
25 53 33 22 9 2.0
32 63.6 40 22 10 2.0
40 73 50 22 11 2.0
50 82 61 22 12 2.0
63 101 75 25 14 2.5
75 120 89 25 16 3.0
90 133 105 25 17 3.0

Obs.: Para os diâmetros entre 110 e 1200 mm os colarinhos são idênticos


aos colarinhos para flange norma DIN 16963 PN 10.
abpe/E004
13

figura 4 - Flange Solto

D1 D5 D1 D5
20 32 250 294
25 38 280 294
32 45 315 338
40 55 355 376
50 66 400 430
63 78 450 490
75 92 500 533
90 108 560 633
110 135 630 645
125 135 710 740
140 158 800 843
160 178 900 947
180 183 1000 1050
200 238 1200 1260
225 238

4.3.2.4 Conexão de eletrofusão tipo bolsa


a) As dimensões e os principais símbolos das conexões de eletrofusão tipo bolsa estão mostrados na
Figura 5 e Tabela 4;

Figura 5 - Conexão de eletrofusão tipo bolsa


14 abpe/E004

Onde:

D1 = diâmetro interno médio na área de soldagem, medido em um plano paralelo ao da extremidade da


conexão à distância de L3 + L2/2 desta face;
D3 = menor diâmetro interno que permita o escoamento do fluido através da conexão;
E = espessura da parede da conexão em qualquer ponto da conexão. Deve ser maior ou igual a “e” em
qualquer ponto da conexão localizado a uma distância mínima de 2.L 1/3 da extremidade;
L1 = comprimento de penetração do tubo no interior da conexão;
L2 = comprimento da área de soldagem;
L3 = comprimento nominal de “não aquecimento” na extremidade da conexão, isto é, a distância
entre a extremidade da conexão e o início da área de soldagem. Deve ser maior ou igual a
5 mm;
e = espessura mínima de parede do tubo equivalente.

Tabela 4 - Dimensões das conexões de eletrofusão tipo bolsa

D1 L2 L1 D3
min ovalização min min max min
(DE) máxima
(mm) (mm) (mm) (mm) (mm) (mm)
20 20,1 0,3 10 20 41 13,0
25 25,1 0,4 10 20 41 18,0
32 32,1 0,5 10 20 44 23,8
40 40,1 0,6 10 20 49 29,8
50 50,1 0,8 10 20 55 37,4
63 63,2 1,0 11 23 63 47,4
75 75,2 1,2 12 25 70 56,2
90 90,2 1,4 13 28 79 67,8
110 110,3 1,7 15 32 82 82,6
125 125,3 1,9 16 35 87 94,2
140 140,3 2,1 18 38 92 105,4
160 160,4 2,4 20 42 98 120,6
180 180,4 2,7 21 46 105 135,8
200 200,4 3,0 23 50 112 150,6
225 225,5 3,4 26 55 120 169,8
250 250,5 3,8 33 73 129 188,6
280 280,6 4,2 35 81 139 211,0
315 315,7 4,8 39 89 150 237,8

b) Se a conexão é produzida com composto de polietileno PE de MRS diferente daquele do tubo


correspondente, a relação entre a espessura de parede do corpo da conexão (E) e a do tubo (e) deve ser
conforme a Tabela 5.

Tabela 5 - Relação entre espessura de parede da conexão e do tubo para compostos diferentes

Composto do tubo e da Conexão Relação entre espessura


do tubo e da conexão
Tubo (e) Conexão (E)
PE 80 PE 100 E 0,8.e
PE 100 PE 80 E e/0,8
abpe/E004
15

c) Para um mesmo diâmetro externo nominal (DE), tipo e fabricante, a tolerância da resistência elétrica é de
-5% a (+5% + 0,1)ohm;

d) O fabricante deve indicar em seu catálogo técnico a mínima espessura de parede (e) de tubo ao qual a
conexão pode ser soldada.

4.3.2.5 Conexão de eletrofusão tipo sela


a) As dimensões e os principais símbolos das conexões de eletrofusão tipo sela estão mostrados na
Figura 6.

Figura 6 - Conexão de eletrofusão tipo sela

Onde:

de = diâmetro externo da saída da conexão, isto é, o diâmetro externo do tubo do ramal;


R= raio da sela, equivalente à metade do diâmetro externo do tubo;
h= altura do ramal do tubo, isto é, a distância entre os eixos do tubo principal e o do ramal;
L= profundidade do Tê de serviço, isto é, a distância entre o eixo do tubo e a extremidade do
ramal.

b) As dimensões da saída para o ramal (de) devem estar de acordo com 4.3.2.3 e 4.3.2.4, conforme seja do
tipo ponta, ou tipo bolsa de eletrofusão;

c) O diâmetro externo mínimo da ferramenta de furação no tubo (d) deve atender à Tabela 6, enquanto o
furo da passagem do corpo da conexão para o ramal (D3) deve atender às dimensões da Tabela 2;

Tabela 6 - Furo de Ligação ao Ramal


de d
Diâmetro externo min
nominal do ramal (mm)
20 e 25 15
32 19
> 32 0,8.D3 *
*Onde D3 é o valor especificado nas Tabelas 2 ou 4 para o tubo do ramal.

d) As conexões de eletrofusão tipo sela para ramais de diâmetro (d e) 20, 25 e 32 devem ser dimensionadas
para SDR 11;

e) O Tê de serviço, ou seu ferramental, deve possuir características que impeçam que a ferramenta de
furação se solte no interior da conexão;

f) Para um mesmo diâmetro externo nominal (DE), tipo e fabricante, a tolerância da resistência elétrica é de
-5% a (+5% + 0,1)ohm;
16 abpe/E004

g) O fabricante deve indicar em seu catálogo técnico a mínima espessura de parede (e) de tubo ao qual a
conexão pode ser soldada.

f) Se a conexão é produzida com composto de polietileno PE de MRS diferente daquele do tubo


correspondente, a relação entre a espessura de parede do corpo da conexão (E) e a do tubo (e) deve ser
conforme a Tabela 5;

4.3.2.6 Conexão tipo soquete por termofusão


a) As dimensões e os principais símbolos das conexões de termofusão tipo soquete estão mostrados na
Figura 7 e Tabela 7;.

Figura 7 - Conexão tipo soquete por termofusão


Onde:
D1 = diâmetro interno médio da conexão na entrada da bolsa. O ponto de medida é definido pela
intersecção entre a extensão do buraco da bolsa e a face da conexão. Quando o raio da bolsa não
permitir a leitura direta do diâmetro interno, a medida deve ser definida por extrapolação da medida
feita a 5 mm da extremidade e da medida de D 2. A tolerância para a medida individual de D 1 é de
+0,05 mm sobre o valor médio máximo admitido e de -0,05 mm sobre o valor médio mínimo
admitido. D1 deve ser maior que D2;
D2 = diâmetro interno médio da conexão medido à distância L 3 da extremidade. A tolerância para a
medida individual de D2 é de +0,05 mm sobre o valor médio máximo admitido e de -0,05 mm sobre o
valor médio mínimo admitido;
D3 = menor diâmetro interno que permita o escoamento do fluido através da conexão;
E = espessura da parede da conexão em qualquer ponto da conexão. Deve ser maior ou igual a “e” em
qualquer ponto da conexão localizado a uma distância mínima de 2.L 2/3 da extremidade;
L1 = comprimento nominal de penetração do tubo no interior da conexão;
L2 = comprimento nominal da área de soldagem. Deve ser maior que L3;
L3 = comprimento de referência para medida do diâmetro interno D 2;
e = espessura mínima de parede do tubo equivalente.
abpe/E004
17

Tabela 7 - Dimensões das conexões de termofusão tipo soquete

D1 D2 L3 D3 L1
(DE) max min max min min
(mm) (mm) (mm) (mm) (mm) (mm) (mm)
20 19,5 19,2 19,3 19,0 14,5 13,0 12,0
25 24,5 24,1 24,3 23,9 16,0 18,0 13,0
32 31,5 31,1 31,3 30,9 18,1 23,8 14,6
40 39,45 39,05 39,2 38,8 20,5 29,8 17,0
50 49,45 48,95 49,2 48,7 23,5 37,4 21,0
63 65,5 62,0 62,1 61,6 27,4 47,4 24,0

b) A máxima ovalização admitida para D1 e D2 é de 0,015. DE;

c) O fabricante deve indicar em seu catálogo técnico a mínima espessura de parede (e) de tubo ao qual a
conexão pode ser soldada;

d) Se a conexão é produzida com composto de polietileno PE de MRS diferente daquele do tubo


correspondente, a relação entre a espessura de parede do corpo da conexão (E) e a do tubo (e) deve ser
conforme a Tabela 5.

4.3.2.7 Conexões tipo sela por termofusão


a) As dimensões e os principais símbolos das conexões tipo sela por termofusão estão mostrados na
Figura 8 e Tabela 8;

Figura 7 - Conexão de termofusão tipo sela

Onde:

de = diâmetro externo da saída da conexão, isto, o diâmetro externo do tubo do ramal;


R= raio da sela, equivalente à metade do diâmetro externo do tubo;
h= altura do ramal do tubo, isto é, a distância entre os eixos do tubo principal e o do ramal;
L= profundidade do Tê de serviço, isto é, a distância entre o eixo do tubo e a extremidade do
ramal (de).
18 abpe/E004

Tabela 8 - Dimensões das conexões de termofusão tipo sela


Diâmetro R R Diâmetro R R
externo max min externo max min
nominal (mm) (mm) nominal (mm) (mm)
(DE) (DE)
50 25,2 25,6 140 70,2 71,2
63 31,7 32,1 160 80,2 81,2
75 37,7 38,2 180 90,3 91,5
90 45,1 45,7 200 100,3 101,5
110 55,2 55,8 225 112,8 114,1
125 62,8 63,4 250 125,4 126,9

b) As dimensões da saída para o ramal (d e) devem estar de acordo com 4.3.2.3 e 4.3.2.4, conforme seja do
tipo ponta, ou tipo bolsa de eletrofusão;

c) O diâmetro externo mínimo da ferramenta de furação no tubo (d) deve atender à Tabela 6, enquanto o
furo da passagem do corpo da conexão para o ramal (D 3) deve atender às dimensões da Tabela 2;

d) As conexões de eletrofusão tipo sela para ramais de diâmetro (d e) 20, 25 e 32 devem ser dimensionadas
para SDR 11;

e) O Tê de serviço, ou seu ferramental, deve possuir características que impeçam que a ferramenta de
furação se solte no interior da conexão;

f) O fabricante deve indicar em seu catálogo técnico a mínima espessura de parede (e) de tubo ao qual a
conexão pode ser soldada.

g) Se a conexão é produzida com composto de polietileno PE de MRS diferente daquele do tubo


correspondente, a relação entre a espessura de parede do corpo da conexão (E) e a do tubo (e) deve ser
conforme a Tabela 5;

4.3.2.8 Perpendicularidade das extremidades das conexões

a) As extremidades das conexões devem ser perpendiculares a sua geratriz, sem rebarbas, admitindo-se
um desvio de perpendicularidade conforme Tabela 9.
b) A perpendicularidade deve ser medida conforme método abpe/M016.

TABELA 9 - Perpendicularidade das extremidades das conexões


Diâmetro Externo Desvio máximo de
nominal perpendicularidade
(DE) (mm)
20-32 0,4
40 -90 0,5
110-140 0,7
160-200 1,0
225 -315 1,4
355-500 2,0
> 500 3,0
abpe/E004
19

4.3.3 Fornecimento e condições específicas das conexões

a) As conexões devem ser fornecidas embaladas de modo a não sofrerem danos durante o transporte e a
estocagem;
b) As conexões de eletrofusão e as do tipo soquete ou sela por termofusão devem ser embaladas
individualmente em sacos plásticos fechados, que devem ser retirados somente no momento da
soldagem;
c) As conexões de eletrofusão devem ter seus terminais elétricos devidamente protegidos através de
receptáculos existentes na própria conexão;
d) As conexões de eletrofusão devem ser dotadas de sinalizadores externos, facilmente visíveis, que
indiquem se houve a fusão após a execução da solda;
e) As conexões de eletrofusão devem suportar um ciclo de reaquecimento idêntico ao especificado para a
execução da junta, sem ocasionar a deterioração da mesma;
f) As conexões de eletrofusão devem ser adequadamente projetadas e fabricadas tal que, quando da
montagem da conexão no tubo ou em outra conexão, não ocorra deslocamento ou deformação das
resistências elétricas;
g) Nos casos em que a energia para a solda de eletrofusão é obtida por diferença de potencial constante, a
voltagem não deve ser superior a 48 V;
h) Todos elementos metálicos, de borracha ou outros plásticos componentes da conexão, como os
existentes em algumas juntas de transição ou tês de serviço ou conexões com reforços estruturais,
devem estar em conformidade com as Normas Brasileiras específicas. Quando não existirem Normas
Brasileiras específicas pode-se adotar outras normas alternativas, desde que a aplicabilidade do
componente possa ser demonstrada, em especial quanto à resistência ao fluido e ao ambiente
(resistência à corrosão), dimensional, desempenho, vida útil especificada, não causar contaminação ou
efeitos indesejáveis ao fluido e não atacar o composto de polietileno PE comprometendo seu
desempenho a longa duração;
i) O fabricante de conexões deve informar com quais compostos suas conexões são compatíveis, conforme
4.3.8.

4.3.4 MARCAÇÃO DAS CONEXÕES

4.3.4.1 As conexões devem ser marcadas de forma indelével, por exemplo através de marcação a quente
tipo Hot-Stamping, ou decorrente do próprio molde de injeção, com no mínimo os seguintes dizeres:

a) nome ou marca de identificação do fabricante;


b) classificação e tipo do composto (PE 80, ou Pe 100, tipo A ou tipo B);
c) diâmetro externo nominal (DE 20, ou DE 125, etc.)
d) SDR da conexão (SDR 11, ou SDR 17, etc);
e) código que permita rastrear a sua produção, tal que contemple um indicador relativo ao mês e ano da
produção;
f) o número desta Norma.

4.3.4.2 Todas as conexões de eletrofusão, sela e soquete por termofusão devem ser providas
individualmente de parâmetros de soldagem, tais como: tempos de soldagem e resfriamento, voltagem
de solda, e forças de solda, conforme seja o tipo de conexão.

4.3.4.3 As conexões de eletrofusão devem trazer etiqueta com código de barras, adequadamente fixada na
conexão, tal que permita a correta leitura do leitor do equipamento de soldagem automático.

4.3.4.4 Para conexões dotadas de marcação do número desta Norma, conforme 4.3.4.1, alínea f, que forem
comercializadas pelo fabricante, é considerado que a responsabilidade pela referência à Norma é do
fabricante, independentemente de eventuais ensaios realizados por terceiros.
20 abpe/E004

4.3.5 Densidade

4.3.5.1 A densidade da conexão deve ser 0,938 g/cm3 para conexões pretas e > 0,930 g/cm3 a 23°C para
conexões não pretas.

4.3.5.2 Para conexões fabricadas com resina base de polietileno PE e master batch, a densidade da
conexão não deve diferir de 0,003g/cm3 da média de um lote de fabricação.

4.3.5.3 Para conexões fabricadas com composto de polietileno PE a diferença entre a densidade da
conexão e do lote do composto de polietileno PE (ambos medidos por um mesmo transformador) deve ser
inferior a 0,005g/cm3.

4.3.5.4 O corpo de prova deve ser extraído da parede da conexão e a densidade deve ser medida conforme
NBR 11931, ISO 1183 ou ABPE/M001.

4.3.6 Índice de fluidez

4.3.6.1 Para o índice de fluidez da conexão admite-se uma tolerância de 25% do medido no composto, ou
na resina base de polietileno PE.

4.3.6.2 O corpo de prova deve ser extraído do centro da parede da conexão e o índice de fluidez deve ser
medido conforme NBR 9023 ou DIN/ISO 1133.

4.3.7 Resistência à pressão hidrostática

Para as conexões que apresentarem sistemas híbridos (eletrofusão e ponta, soquete e ponta, etc) ou
extremidades de diferentes SDR´s, deve-se adotar nos ensaios de resistência à pressão hidrostática o
menor valor de SDR especificado na conexão para o cálculo da pressão de ensaio. No caso de Tês de
serviço e Tês de sela para ramais (de) de 20, 25 e 32 o SDR deve ser 11.

4.3.7.1 Resistência à pressão hidrostática interna de curta duração a 20°C

As conexões de polietileno PE devem resistir, no mínimo, a 100 horas, na temperatura de (20 2)°C quando
submetidas à pressão hidrostática calculada pela fórmula abaixo com os valores de tensão circunferencial
apresentados na Tabela 10, conforme método abpe/M013.

; onde = tensão circunferencial de ensaio


2. s
P=
SDR−1
TABELA 10 - Valores de tensão circunferencial para ensaio de pressão hidrostática interna de curta
duração a 20°C
Composto Tensão circunferencial (MPa)
PE 80 10,0
PE 100 12,4

4.3.7.2 Resistência à pressão hidrostática interna de curta duração a 80°C

As conexões de polietileno PE devem resistir, no mínimo, a 165 horas, na temperatura de (80 1)°C quando
submetidas à pressão hidrostática calculada pela fórmula apresentada em 4.3.7.1 com os valores de tensão
circunferencial apresentados na Tabela 11, conforme método abpe/M013.

No caso de ocorrer ruptura dúctil antes de 165 h, deve ser escolhida na Tabela 12 uma nova relação tempo
x tensão para a tensão imediatamente inferior e um novo ensaio deve ser realizado;;
abpe/E004
21

TABELA 11 - Valores de tensão circunferencial para ensaio de pressão hidrostática interna de curta
duração a 80°C
Composto Tensão circunferencial (MPa)
PE 80 4,6
PE 100 5,5

TABELA 12 - Valores de tensão circunferencial x tempo para o ensaio de resistência à pressão


hidrostática interna de curta duração a 80°C

PE 80 PE 100
tensão tempo (h) tensão (MPa) tempo (h)
(MPa)
4,6 165 5,5 165
4,5 219 5,4 233
4,4 293 5,3 332
4,3 394 5,2 476
4,2 533 5,1 688
4,1 727 5,0 1000
4,0 1000

4.3.7.3 Resistência à pressão hidrostática interna de longa duração a 80°C

As conexões de polietileno PE devem resistir, no mínimo, a 1000 horas, na temperatura de (801)°C quando
submetidas à pressão hidrostática calculada pela fórmula apresentada em 4.3.7.1 com os valores de tensão
circunferencial apresentados na Tabela 13, conforme método abpe/M013.

TABELA 13 - Valores de tensão circunferencial para ensaio de pressão hidrostática interna de longa
duração a 80°C
Composto Tensão circunferencial (MPa)
PE 80 4,0
PE 100 5,0

4.3.8 Soldabilidade e compatibilidade de solda

A soldabilidade e compatibilidade da conexão deve ser comprovada através da execução de 3 soldas


conforme abpe/P004- Tubos e conexões de polietileno PE - Execução de solda de topo por termofusão -
Procedimento, ou abpe/P007 - Tubos e conexões de polietileno PE - Execução de solda por eletrofusão -
Procedimento, ou abpe/P005 - Tubos e conexões de polietileno PE - Execução de solda tipo soquete por
termofusão - Procedimento, ou abpe/P006 - Tubos e conexões de polietileno PE - Execução de solda de
sela por termofusão - Procedimento, que devem atender ao ensaio de pressão de longa duração a 80°C,
conforme item 4.3.7.3. O ensaio deve ser executado utilizando-se tubos de mesmo SDR da conexão e no
caso de conexões de eletrofusão (sela e bolsa) e termofusão do tipo soquete ou sela deve-se também
executar o ensaio com tubos de menor espessura de parede admitida a soldar-se com a conexão. Neste
caso o cálculo da pressão de ensaio deve ser feito utilizando-se o valor do SDR do tubo ensaiado.

4.3.9 Resistência coesiva

As conexões de eletrofusão e de termofusão tipo soquete e sela, soldadas ao tubo, devem manter a
integridade da solda, quando submetidas ao ensaio de resistência coesiva a (23 2)°C, tal que não
apresentem ruptura ou descolamento da interface de solda com extensão superior a 1/3 do comprimento
nominal de solda (L2/3), conforme abpe/M015.
22 abpe/E004

4.3.10 Resistência ao impacto em conexões tipo sela

As conexões tipo sela, de eletrofusão ou termofusão, não devem apresentar quebras ou trincas visíveis a
olho nu, e nem apresentar vazamento quando submetidas a uma energia de impacto axial de 100 J, na
temperatura de (232)°C, conforme abpe/M017.

4.3.11 Aspectos visuais

4.3.11.1 As superfícies das conexões devem apresentar cor e aspecto uniformes e serem isentas de corpos
estranhos, bolhas, fraturas do fundido, rachaduras, ou outros defeitos visuais que indiquem descontinuidade
do composto e/ou do processo de produção que comprometa o desempenho da conexão.

4.3.11.2 As conexões não devem apresentar ranhuras, marcas ou danos superficiais com profundidades
que ultrapassem a 10% de sua espessura.

4.3.11.3 Conexões que possuem componentes soldados, devem apresentar soldas em conformidade com o
controle visual de solda do procedimento empregado (abpe/P004- Tubos e conexões de polietileno PE -
Execução de solda de topo por termofusão - Procedimento, ou abpe/P007 - Tubos e conexões de polietileno
PE - Execução de solda por eletrofusão - Procedimento, ou abpe/P005 - Tubos e conexões de polietileno
PE - Execução de solda tipo soquete por termofusão - Procedimento, ou abpe/P006 - Tubos e conexões de
polietileno PE - Execução de solda de sela por termofusão - Procedimento).

5. ENSAIOS E PERIODICIDADES

5.1 MÉTODOS DE ENSAIOS E REQUISITOS PARA QUALIFICAÇÃO DO COMPOSTO DE


POLIETILENO PE

O fabricante do composto de polietileno PE deve apresentar comprovação da tensão hidrostática de longa


duração (50 anos), obtida pelo método de extrapolação ISO TR 9080, classificando-o como PE 80 ou PE
100, tipo A ou B, e efetuar os ensaios indicados na Tabela 14, de tal forma que todos corpos-de-prova
atendam aos seus requisitos.

TABELA 14 - Ensaios para qualificação do composto de polietileno PE


Propriedade. No Amostras Requisitos Método de Ensaio
Estabilidade Térmica 3 20 min abpe/M002
conforme 4.2.7
Resistência à pressão de 1 com 3 corpos- 165 h abpe/M013
curta duração a 80°C de-prova conforme 4.3.7.2
Resistência à pressão de 1 com 3 corpos- 1000 h abpe/M013
longa duração 80°C de-prova conforme 4.3.7.3
Densidade da resina base 1 0,930g/cm3 e tolerância abpe/M001
em relação ao nominal ou NBR 11931
0,003g/cm3, conforme 4.1.1 ou ISO 1183
Índice de fluidez do 1 1,3g/10 min e tolerância NBR 9023
composto de cada lote em relação ou
ao nominal conforme DIN/ISO 1133
especificado em 4.2.8
Dispersão de Pigmentos 1 conforme 4.2.4 abpe/M009
Teor de Negro de Fumo 1 2,5 0,30% abpe/M010
de compostos pretos conforme 4.2.2 e 4.2.5
Resistência ao 1 com 3 corpos- conforme 4.2.6 abpe/M012
intemperismo de de-prova para
compostos não pretos cada requisito
Notas: a) Deve-se escolher aleatoriamente um lote para a realização dos ensaios
abpe/E004
23

5.2 MÉTODOS DE ENSAIOS E REQUISITOS DURANTE A FABRICAÇÃO DO COMPOSTO DE


POLIETILENO PE

Durante a fabricação o composto deve ser submetido aos ensaios e requisitos indicados na Tabela 15.

TABELA 15 - Ensaios e requisitos do composto de polietileno PE durante a fabricação


Propriedade No de Amostras Requisitos Periodicidade Método de ensaio
Resistência à 1 com 3 corpos- 165 h, 1 ensaio por lote abpe/M013
pressão de curta de-prova conforme 4.3.7.2 de fabricação
duração
a 80°C
Resistência à 3 1000 h ensaiar 1 lote por abpe/M013
pressão de longa conforme 4.3.7.3 campanha, admitindo-
duração se a liberação
a 80°C provisória da
campanha se
aprovado no ensaio
de curta duração a
80°C, conforme
4.3.7.2
Índice de fluidez - 1,3g/10 min e Mínimo de 3 ensaios NBR 9023
tolerância de cada uniformemente ou
lote em relação distribuídos durante a DIN/ISO 1133
ao nominal igual fabricação do lote
conforme
especificado em 4.2.8
Densidade da resina - satisfazer a tolerância Mínimo de 3 ensaios abpe/M001 ou
base de 0,003g/cm3 em uniformemente NBR 11931 ou
relação ao distribuídos por lote ISO 1183
especificado
conforme 4.1.1
Dispersão de - conforme 4.2.4 1 ensaio por lote abpe/M009
Pigmentos de fabricação
Teor de Negro de - (2,5 0,5)% 1 ensaio por lote abpe/M010
Fumo de conforme 4.2.2 de fabricação
compostos pretos e 4.2.5
Notas: a) Lote - quantidade de material devidamente identificado, homogeneizado através de um processo que garanta a
uniformidade das propriedades do mesmo. Qualquer descontinuidade após a homogeneização deverá determinar a mudança
da identificação do lote;
b) Quantidade máxima do lote - 200 toneladas
24 abpe/E004

5.3 MÉTODOS DE ENSAIOS E REQUISITOS PARA QUALIFICAÇÃO DO FABRICANTE DE CONEXÕES


SOLDÁVEIS DE POLIETILENO PE

Para qualificação das conexões soldáveis de polietileno PE devem ser aplicados os métodos de ensaios e
requisitos indicados na Tabela 16, de tal forma que todos os corpos-de-prova atendam aos seus requisitos.

TABELA 16 - Métodos de ensaios e requisitos de qualificação de conexões soldáveis de polietileno


PE
Propriedade. No de Requisitos Método de Ensaio
Amostras
Dimensões 3/tipo conexão/ respeitar os valores apresentados abpe/M016
diâmetro em 4.3.2
Aspectos visuais 3/tipo conexão/ conforme 4.3.11 -
diâmetro
Estabilidade Térmica 3 independente 20 min abpe/M002
do tipo ou conforme 4.2.7
diâmetro
Resistência à pressão 3 com 1 corpo- 100 h abpe/M013
hidrostática de curta de-prova conforme 4.3.7.1
duração a 20°C cada/tipo/diam.
Resistência à pressão de 3 com 1 corpo- 165 h abpe/M013
curta duração a 80°C de-prova conforme 4.3.7.2
cada/tipo/diam.
Resistência à pressão de 3 com 1 corpo- 1000 h abpe/M013
longa duração 80°C de-prova conforme 4.3.7.3
cada/tipo/diam.
Resistência coesiva * 3/tipo conexão/ conforme 4.3.9 abpe/M015
diâmetro
Resistência ao impacto em 3/tipo conexão/ conforme 4.3.10 abpe/M017
conexões tipo sela * diâmetro
Soldabilidade e 3 com 1 corpo- conforme 4.3.8 abpe/P004, ou
compatibilidade * de-prova abpe/P005, ou
cada/tipo/diam. abpe/P006, ou
abpe/P007 e abpe/M013
Densidade da conexão 3 independente 0,938 g/cm3 se preta ou 0,930 g/cm3 abpe/M001
do tipo ou se não preta e satisfazer a tolerância ou NBR 11931
diâmetro de 0,003g/cm3 ou
definida em 4.3.5. ISO 1183
Índice de fluidez da conexão 3 independente satisfazer a tolerância de NBR 9023
do tipo ou 25% definida em 4.3.6 ou
diâmetro DIN/ISO 1133
Dispersão de Pigmentos 3 independente conforme 4.2.4 abpe/M009
do tipo ou
diâmetro
Nota: As conexões nestes ensaios devem ser escolhidas de maneira aleatória, sen do que, para cada tipo de conexão (Ex.: curva
90°, curva 45°, Tê, redução, Tê de serviço, etc) deve-se ensaiar o menor diâmetro, o maior diâmetro e um diâmetro
intermediário da gama produzida pelo fabricante.

* Os corpos de prova devem ser condicionados por 24 horas nas seguintes condições

Corpo-de-prova temperatura antes temperatura antes


da solda (°C) da solda (°C)
TUBO CONEXÃO
1 -5 -5
2 23 23
3 -5 23
abpe/E004
25

5.4 MÉTODOS DE ENSAIOS E REQUISITOS DE FABRICAÇÃO DE CONEXÕES SOLDÁVEIS DE


POLIETILENO PE

5.4.1 Conexões soldáveis fabricadas a partir de composto ou resina base de polietileno PE

O fabricante das conexões deve manter os certificados de cada lote de composto ou resina base de
polietileno PE e master batch utilizados na fabricação e executar os ensaios indicados na Tabela 17.

TABELA 17 - Métodos de ensaios e requisitos durante a fabricação de conexões soldáveis fabricadas


a partir de composto ou resina base de polietileno PE
Propriedade No Amostras Requisitos Periodicidade Método de ensaio
Dimensões 1/tipo de Respeitar os valores 2h ou 250 peças (o abpe/M016
conexão/ apresentados em que ocorrer
diâmetro 4.3.2 primeiro)/cavidade
Aspectos visuais 1/tipo de conforme 4.3.11 2h ou 250 peças (o -
conexão/ que ocorrer
diâmetro primeiro)/cavidade
Resistência à pressão 1/tipo de 100 h 1 ensaio no início da abpe/M013
hidrostática de curta conexão/ conforme 4.3.7.1 fabricação e depois
duração a 20°C diâmetro (1) semanal para cada
cavidade do molde
Resistência à pressão 1/tipo de 165 h 1 ensaio no início da abpe/M013
de curta duração conexão/ conforme 4.3.7.2 fabricação e depois
a 80°C diâmetro (1) semanal para cada
cavidade do molde
Resistência à pressão 1/tipo de 1000 h a cada 6 meses por abpe/M013
de longa duração conexão/ conforme 4.3.7.3 composto /conexão
a 80°C diâmetro
Densidade 1 independente 0,938 g/cm3 se preta (2)
início, depois abpe/M001 ou
3
do tipo ou ou 0,930 g/cm se semanal/conexão/máqui NBR 11931
diâmetro não preta e satisfazer na/lote de composto. ou
(3)
4.3.5. 1 ensaio ISO 1183
diário/DE/máquina,
alternando turnos.
Índice de fluidez 1 independente satisfazer a tolerância 1 ensaio no início da NBR 9023
do tipo ou de 25% definida fabricação e depois ou
diâmetro em 4.3.6 semanal por DIN/ISO 1133
conexão/máquina/lote de
composto
(2)
Dispersão de 1 independente conforme 4.2.4 início, depois abpe/M009
Pigmentos do tipo ou semanal/conexão/máqui
diâmetro na/lote de composto.
(3)
1 ensaio
diário/DE/máquina,
alternando turnos.
Notas: Exceto onde aqui especificado, as amostras devem contemplar a quantidade de corpos-de-prova especificada nos
respectivos métodos de ensaio.
(1)
Número de amostras: 1 com um cp e 2 testemunhas. Se ocorrer a ruptura do cp1 deve-se ensaiar os 2 outros cp´s
testemunhas sem que ocorra nova ruptura. Se a falha persistir, deve-se rastrear os lotes defeituosos e eliminá-los, não
permitindo seu reprocessamento para a fabricação de conexões de polietileno PE conforme esta norma, exceto quando a
falha for dimensional.
(2)
para conexões fabricadas a partir de composto
(3)
para conexões fabricadas a partir de resina base e master batch
26 abpe/E004

5.4.2 Conexões soldáveis fabricadas a partir de tubos ou tarugos ou placas de polietileno PE

O fabricante das conexões deve manter os certificados de cada lote de tubo, conforme abpe/E001 ou
equivalente, utilizado na fabricação das conexões, bem como o certificado do composto ou resina base de
polietileno PE e master batch, conforme abpe/E001 ou equivalente, utilizados na fabricação dos tarugos ou
placas e executar os ensaios indicados na Tabela 18.

TABELA 18 - Métodos de ensaios e requisitos durante a fabricação de conexões soldáveis fabricadas


a partir de tubos ou tarugos ou placas de polietileno PE
Propriedade No Amostras Requisitos Periodicidade Método de ensaio
Dimensões todas conexões Respeitar os valores inspeção 100% abpe/M016
apresentados em
4.3.2
Aspectos visuais todas conexões conforme 4.3.11. inspeção 100% -
Todas as soldas
devem ter relatório de
solda e estar de
acordo com o controle
visual especificado
para o tipo de solda,
inclusive dimensões
de cordões de solda
Resistência à pressão 1/tipo de 165 h a cada 100 peças do abpe/M013
de curta duração conexão/ conforme 4.3.7.2 mesmo tipo e diâmetro,
a 80°C diâmetro (1) ou se há mais de 12
meses sem produzir a
conexão.
Resistência à pressão 1/tipo de 1000 h a cada 12 meses, abpe/M013
de longa duração conexão (1) conforme 4.3.7.3 escolhendo um diâmetro
a 80°C aleatório da gama do
fabricante por tipo de
conexão
Densidade 1 independente 0,938 g/cm3 se preta a cada lote de tubo, ou abpe/M001 ou
do tipo ou ou 0,930 g/cm3 se tarugo ou placa NBR 11931
diâmetro não preta e satisfazer ou
a 4.3.4. ISO 1183
Índice de fluidez 1 independente satisfazer a tolerância a cada lote de tubo, ou NBR 9023
do tipo ou de 25% definida tarugo ou placa ou
diâmetro em 4.3.6 DIN/ISO 1133
Dispersão de 1 independente conforme 4.2.4 a cada lote de tubo, ou abpe/M009
Pigmentos do tipo ou tarugo ou placa
diâmetro
Notas: Exceto onde aqui especificado, as amostras devem contemplar a quantidade de corpos-de-prova especificada nos
respectivos métodos de ensaio.
(1)
Número de amostras: 1 com um cp e 2 testemunhas. Se ocorrer a ruptura do cp1 deve-se ensaiar os 2 outros cp´s
testemunhos sem que ocorra nova ruptura. Se a falha persistir, deve-se rastrear os lotes defeituosos e eliminá-los, não
permitindo sua regranulação para a fabricação de conexões de polietileno PE conforme esta norma, exceto quando a falha
for dimensional.
abpe/E004
27

6 INSPEÇÃO

6.1 RESPONSABILIDADES

6.1.1 RESPONSABILIDADE DO FABRICANTE

É responsabilidade do fabricante planejar, estabelecer, implementar e manter atualizado um programa da


qualidade, que envolva os fornecedores das matérias primas e componentes, capaz de assegurar que as
conexões que produz estejam de acordo com esta Norma e satisfaçam às expectativas do usuários finais
das conexões.

6.1.2 RESPONSABILIDADE DOS FORNECEDORES DAS MATÉRIAS PRIMAS E COMPONENTES

É responsabilidade dos fornecedores das matérias primas e componentes manter a homogeneidade e


uniformidade dos seus produtos, nos lotes mínimos que fornece, assegurando a sua qualidade.

6.1.3 RESPONSABILIDADE DO USUÁRIO

É responsabilidade do usuário assegurar-se que o fabricante forneça conexões cuja qualidade esteja de
acordo com esta Norma.

6.2 VERIFICAÇÃO DA QUALIDADE

A verificação da qualidade das conexões deve ser realizada pela auditoria ou qualificação do programa da
qualidade do fabricante, conforme item 7.
Pode-se, em comum acordo entre o fabricante e o usuário, definir-se também pela realização de ensaios de
recebimento de lotes, conforme item 8.

7 AUDITORIA OU QUALIFICAÇÃO DO SISTEMA DA GESTÃO DA QUALIDADE

7.1 AUDITORIA OU QUALIFICAÇÃO DO SISTEMA DA GESTÃO DA QUALIDADE

O usuário pode utilizar uma entidade neutra para qualificar o fabricante, ou efetuar auditoria específica.

O fabricante de conexões deve colocar à disposição do auditor da qualidade, credenciado pelo usuário, os
documentos do seu sistema da qualidade, cuja exibição foi objeto de acordo prévio entre as partes.

O usuário e/ou a entidade neutra devem efetuar auditorias periódicas que permitam assegurar que o
fabricante cumpre os procedimentos estabelecidos no manual da garantia da qualidade.

O fabricante deve ter o manual da garantia da qualidade, estabelecendo seu sistema de gestão da
qualidade no que diz respeito a:

a) garantia de desempenho das matérias primas e componentes utilizados na fabricação das


conexões;
b) garantia de um processamento adequado às conexões;
c) planejamento da inspeção;
d) controle dos documentos;
e) equipamentos de medição e controle;
f) inspeção e ensaios de recebimento das matérias primas e componentes;
g) inspeção e ensaios de aceitação das conexões;
h) não-conformidade;
i) ação corretiva;
j) manuseio, embalagem e expedição;
k) registro da qualidade;
l) auditoria da qualidade.
28 abpe/E004

7.2 ACEITAÇÃO E REJEIÇÃO

Cabe à entidade mencionada em 7.1 cotejar os resultados obtidos nos ensaios com os valores desta
Norma.

Cabe ao comprador, antes da assinatura do contrato de fornecimento, estabelecer uma auditoria no sistema
de gestão da qualidade do fabricante, de tal forma a assegurar que este tenha condições de produzir
conexões conforme especificado nesta Norma.

Dependendo do acordo firmado entre fabricante e comprador, a auditoria no sistema da qualidade do


fabricante pode ser feita diretamente ou através de entidades inspetoras.

Para este efeito a entidade inspetora deve:


a) avaliar o programa da qualidade do fabricante;
b) aprovar, formalmente, o manual da garantia da qualidade do fabricante;
c) realizar fiscalizações esporádicas, a fim de assegurar que o fabricante está obedecendo ao manual
de controle da qualidade e que as conexões estão de acordo com esta Norma.

7.3 FORNECIMENTO DE RESULTADOS DE ENSAIOS

Para cada lote de fabricação, o fabricante de conexões deve fornecer um relatório de resultados de ensaios
contendo, no mínimo, o seguinte:

a) diâmetro externo nominal (DE);


b) pressão nominal (PN) e SDR;
c) código de produção;
d) data de início de fabricação do lote;
e) identificação do material da conexão utilizado;
f) quantidade do lote de produção;
g) Quantidade do lote fornecido ao comprador;
h) declaração de que o lote fornecido ao comprador atende às especificações desta Norma.

8 ENSAIOS DE RECEBIMENTO DE LOTES

Nos ensaios de recebimento de conexões soldáveis de polietileno PE devem ser seguidos os critérios de
8.1 a 8.3.

8.1 TAMANHO DO LOTE DE INSPEÇÃO

8.1.1 A inspeção deve ser feita em lotes de no máximo 10.000 conexões de mesmo tipo e diâmetro.

8.1.2 Inspeção em fornecimentos inferiores a 150 conexões deve ser objeto de acordo prévio entre
fabricante e comprador.
abpe/E004
29

8.2 AMOSTRAGEM PARA EXAME DIMENSIONAL E VISUAL

De cada lote são separadas amostras para exame dimensional (diâmetro, espessura, perpendicularidade,
ovalização e valor ôhmico), conforme 4.3.2 e método abpe/M016, inspeção da marcação, conforme 4.3.4, e
exame visual, conforme 4.3.11, com a amostragem estabelecida na Tabela 19.

TABELA 19 - Plano de amostragem para exame visual e dimensional


Tamanho do Tamanho da amostra Peças defeituosas
lote a
1 amostra 2a amostra
a a
1 amostra 2 amostra Ac-1 Rej-1 Ac-2 Rej-2
< 150 3 3 0 2 1 2
150 a 500 5 5 0 3 3 4
501 a 2500 8 8 1 4 4 5
2501 a 10000 13 13 2 5 6 7

8.3 AMOSTRAGEM PARA ENSAIOS DESTRUTIVOS

As conexões aprovadas nos exames dimensional e visual devem ser submetidas aos ensaios de índice de
fluidez, resistência à pressão interna de curta duração a 80°C, resistência coesiva, resistência ao impacto e
dispersão de pigmentos conforme itens 4.3.6, 4.3.7, 4.3.9, 4.3.10 e 4.2.4 e com a amostragem estabelecida
na Tabela 20.

TABELA 20 - Plano de amostragem para os ensaios destrutivos


Tamanho do Tamanho da amostra Peças defeituosas
lote 1a amostra 2a amostra
1a amostra 2a amostra Ac-1 Rej-1 Ac-2 Rej-2
150 a 500 1 - 0 1 - -
501 a 2500 3 3 0 2 1 2
2501 a 10000 5 5 0 2 1 2
30 abpe/E004

ANEXO A (NORMATIVO)
CONDIÇÕES DE OPERAÇÃO E UTILIZAÇÃO DE CONEXÕES
A.1 MÁXIMA PRESSÃO DE OPERAÇÃO (MPO)

A máxima pressão de operação (MPO) é definida em função da temperatura, fluido, condições de operação
e vida útil desejada, aplicando-se fatores sobre a pressão nominal (PN).

A pressão nominal (PN) das conexões é igual à do tubo equivalente para o mesmo composto de polietileno
PE e SDR.

Assim, MPO = PN . Ft . Ff . Fo . Fv

A.1.1 Fator de resistência à pressão em função da temperatura

O fator de resistência à pressão em função da temperatura (Ft) é determinado baseando-se na curva de


regressão obtida pelo método de extrapolação ISO TR 9080, donde extrai-se o valor da tensão
circunferencial () para a temperatura e vida útil de 50 anos. Aplica-se sobre () o fator de segurança (FS) de
1,25 para obter a tensão de dimensionamento ( d) na temperatura desejada.
A pressão de operação resultante é obtida pela fórmula

MPO = PN. Ft; onde Ft = d /Série (2; 5; 6.3 ou 8)

Para temperaturas de 27,5°C a 50°C aplicar os valores de Ft conforme Figura A.1 e Tabela A.1.

FIGURA A.1 - Fatores de redução de pressão em função da temperatura e tipo do composto

TABELA A.1 - Fatores de redução de pressão para temperaturas entre 27,5°C e 50°C
Composto Temp °C
27,5 30 35 40 45* 50*
Tipo A 0.90 0.87 0.80 0.74 0.67 0.61
Tipo B 0.86 0.81 0.72 0.62 0.52 0.43
Nota: * limitado a vida útil máxima de 15 anos
abpe/E004
31

A.1.2 Fator de resistência à pressão em função do fluido (Resistência química)

O fator de redução de pressão em função do fluido (Ff) deve ser obtido através de ensaios de pressão
executados com o próprio fluido e relacionados com os resultados obtidos em água para um mesmo tempo
de ruptura:

Ff = fluido / água
Genericamente observa-se a seguinte resistência química do PE:

- Grande resistência a soluções aquosas diluídas;


- Sofre ataque lento de ácidos fortes e agentes oxidantes;
- Sofre ataque lento de hidrocarbonetos alifáticos, aromáticos e clorados;
- Sofre forte ação de stress cracking por detergentes;
- Boa resistência a gás natural e a gases manufaturados de petróleo;
- Somente fluidos pouco ou não voláteis causam danos permanentes. As propriedades do material voltam
aos valores originais após a evaporação do agente inchante.

Como referência, adota-se o seguinte critério:

- Condução de água e outros fluidos não corrosivos


aos quais o PE é resistente: Ff = 1
- Fluidos corrosivos aos quais o PE é resistente: Ff = 0,63
- Fluidos corrosivos aos quais o PE é resistente
dentro de certos limites: Ff = 0,4

A.1.3 Fator de resistência à pressão em função das condições de operação

Em função de condições locais de operação, instalação e riscos adota-se fator de redução de pressão (Fo).

Os valores para Fo variam entre 1 e 0,5 definidos conforme legislações locais e normas técnicas específicas
para cada aplicação.

A.1.3.1 Redução de resistência em instalações expostas

Conexões pretas, aditivadas e pigmentadas conforme esta norma, utilizadas em instalações expostas ao
tempo, devem ter seu tempo de operação limitado a 15 anos, utilizando fator de operação (Fo) igual a 1.

Conexões não pretas podem ser utilizadas em instalações expostas ao tempo por períodos e com fator de
operação definidos e comprovados pelo fabricante, porém nunca superior a 5 anos.

A.1.4 Fator de resistência à pressão em função da vida útil

O fator de resistência à pressão em função da vida útil (Fv) é dado na Tabela A.2:

TABELA A.2 - Fatores de resistência à pressão em função da vida útil


anos 1 5 15 25 50
Fv 1,14 1,08 1,06 1,04 1
32 abpe/E004

A.2 SOLDAGEM

A.2.1 A soldagem de topo por termofusão somente deve ser executada entre tubos ou conexões tipo ponta
de mesmo SDR. Quando for necessária a mudança de SDR da tubulação, deve-se utilizar uma conexão tipo
“Transição de SDR” ou uma união de eletrofusão.

A.2.2 Pode-se soldar tubos e/ou conexões fabricados com compostos de polietileno PE de diferentes MRS,
desde que comprovada sua compatibilidade de solda. Deve-se assegurar que os tubos e/ou conexões
apresentem pressões nominais (PN) e SDR compatíveis. Por exemplo: um tubo ou conexão de PE 80
SDR11 é equivalente a um tubo ou conexão de PE 100 SDR 13,6 em relação à pressão nominal (PN).
A união de tubos e/ou conexões de SDR diferentes deve ser executada conforme A.2.1. Neste caso, se
utilizada conexão de “Transição de SDR” esta deve ser de PE 100.

A.2.3 Pode-se soldar conexão de SDR menor que o do tubo ou de outra conexão, ou seja, a conexão pode
ter pressão nominal superior à do tubo ou de outra conexão a ser unida, todavia, quando da soldagem de
conexão de eletrofusão, ou de termofusão de sela ou soquete deve-se atentar para a menor espessura de
parede do tubo admitida pelo fabricante da conexão, pois, via de regra, essas conexões possuem um limite
mínimo de espessura de tubo ao qual podem soldar-se com sucesso.
abpe/E004
33

ANEXO B (NORMATIVO)
CONDIÇÕES PARA USO DE MATERIAL REPROCESSADO
B.1 O reprocessamento de material para reaproveitamento na produção de conexões somente será
permitido no caso de conexões rejeitados por falha dimensional e/ou não usadas, e oriundos de canais de
injeção desde que advenham da própria fabricação do transformador.

B.2 Não é permitido reprocessar conexões que apresentem em sua superfície marcas ou sinais de materiais
degradados, ou delaminações, ou qualquer impureza, como materiais degradados que se desprendem de
matrizes e se agregam à superfície da conexão.

B.3 Não é permitida a mistura de material reprocessado com materiais virgens ou não, de fabricantes ou
tipos diferentes, mesmo que advenha do mesmo transformador da conexão ou do fabricante de compostos.

B.4 Em qualquer fase do processo de reprocessamento, incluindo seu transporte, retalhamento, moagem,
limpeza, armazenagem e embalagem deve ser possível rastrear o tipo, marca e procedência do composto.

B.5 A partir da linha de produção, os materiais a serem reprocessados não devem ter contato com
superfícies sujas de óleo, graxa, solo, pisos e estruturas de concreto, devendo ser depositadas em apoios
de madeira ou plástico livres de poeiras e corpos estranhos que possam contaminar o material.

B.6 O processo de lavagem final as conexões, feita imediatamente antes da moagem, deve garantir a
remoção de qualquer material estranho incrustado em sua superfície.

B.7 Deve ser retirada uma amostra de cada embalagem do material reprocessado para ser submetida ao
ensaio de densidade, conforme NBR 11931 ou abpe/M001 ou ISO 1183, não devendo diferir de 0,003g/cm3
da média do lote do composto virgem de origem e devendo ser 0,938 g/cm3, se composto preto, ou > 0,930
g/cm3 se não for preto.

B.8 Deve ser retirada uma amostra de cada embalagem do material reprocessado para ser submetida ao
ensaio de índice de fluidez, conforme NBR 9023 ou DIN/ISO 1133, não devendo diferir de 25% do
composto virgem de origem e devendo ser 1,3 g/10 min.
34 abpe/E004

ANEXO C (INFORMATIVO)
CORRELAÇÃO DE DIMENSÕES PARA LIGAÇÕES FLANGEADAS DE TUBOS DE
POLIETILENO PE E OUTROS ELEMENTOS DE TUBULAÇÃO

Tabela orientativa da correlação de dimensões de tubos ou conexões de polietileno PE para ligação


flangeada com outros elementos de tubulação (DN e polegadas).

Tubos ou Outros tubos ou elementos


conexões de PE de tubulação
DE (mm) DN Polegadas
20 ----- ½
25 ----- ¾
32 ----- 1
40 ----- 1¼
50 ----- 1½
63 50 2
75 75 2½
90 75 3
110 100 4
125 100 4
140 ----- 5
160 150 6
180 150 6
200 200 8
225 200 8
250 250 10
280 250 10
315 300 12
355 350 14
400 400 16
450 ----- 18
500 500 20
560 600 24
630 600 24
710 700 28
800 800 32
900 900 36
1000 1000 42
1200 1200 50

abpeE004.doc