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PROGRAMA DE EDUCAÇÃO CONTINUADA A DISTÂNCIA


Portal Educação

CURSO DE
TERAPIA ORTOMOLECULAR

Aluno:

EaD - Educação a DistânciaPortal Educação

AN02FREV001/REV 4.0

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CURSO DE

TERAPIA ORTOMOLECULAR

MÓDULO V

Atenção: O material deste módulo está disponível apenas como parâmetro de estudos para este
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do mesmo sem a autorização expressa do Portal Educação. Os créditos do conteúdo aqui contido
são dados aos seus respectivos autores descritos nas Referências Bibliográficas.

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SUMÁRIO

TÉCNICAS DE TERAPIA ORTOMOLECULAR.............................................. 04


OLIGOTERAPIA.............................................................................................. 04
DESINTOXICAÇÃO......................................................................................... 15
REMINERALIZAÇÃO...................................................................................... 17
QUELAÇÃO..................................................................................................... 19
Outros Agentes Quelantes...................................................................... 22
OXIGENOTERAPIA......................................................................................... 24
ANTIOXIDANTES............................................................................................ 29
DMSO (Dimetilsulfóxido)......................................................................... 29
REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS................................................................ 31
CONCLUSÕES................................................................................................. 33

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TÉCNICAS DE TERAPIA ORTOMOLECULAR

OLIGOTERAPIA

A Oligoterapia é considerada uma terapia muito eficaz pelo fato dos


oligoelementos serem administrados de forma transdérmica (colocados ou ionizados
pela pele) e desta forma não sofrerem a interferência dos ácidos internos. Os íons
entram através da pele já interagindo e, isso ocorre graças à ajuda do EDTA, que
em quantidades adequadas, funciona como veículo de penetração e como quelante.
Essa penetração dos íons através da pele pode ser potencializada com a ajuda de
correntes iônicas, conseguidas por meio de aparelhos de ionização específicos para
a prática da Oligoterapia (SEQUEIRA, 2012).

A Oligoterapia é uma técnica criada em 1932 pelo medico francês Dr.


Jacques Menétrier, autor do livro Medicina das Funções (assim chamada porque
visava restabelecer as funções orgânicas pela suplementação com oligoelementos).
A finalidade desta metodologia é estimular a melhora ou a cura de doenças
consideradas em estágio funcional e, quando há lesão, a Oligoterapia vai auxiliar a
cura. O tratamento proposto nesta medicina é o uso de doses mínimas de minerais
isoladamente ou associações sinérgicas de modo a equilibrar a capacidade orgânica
do indivíduo.

Na ausência de minerais, fica aberta a porta para ansiedade, nervosismo,


estresse, depressão entre outras disfunções, podendo levar à graves estados
patológicos. Esta ausência proporciona também sintomas desconfortáveis ao
organismo, os quais não são detectáveis em exames convencionais da medicina
ortodoxa, mas o indivíduo sente que há algo que está em desarmonia.

Na Ortomolecular, a população mundial é classificada em formas de “ser e


estar”, de “ser e reagir” (terrenos + funções = diáteses). Como sabemos as doenças
são informações que carregamos em nós mesmos oriundas de um acervo
informativo a que fomos submetidos na concepção. Nós denominamos de diátase, o
terreno propício ao desenvolvimento de patologia. As diáteses são afloramentos de
arquetipos patológicos existentes em nós. Essas informações patológicas advêm de

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exposições a numerosos fatores, por exemplo, fatores ambientais como poluição


atmosférica, contaminação alimentar, da água, fatores hormonais, sociais,
emocionais, etc (VIRTUDENET.COM, 2012).

Para estabelecer a diátese, corportamento físico e psíquico de cada pessoa,


o terapeuta submete o paciente a um longo questionário contendo, dentre outras
perguntas sobre seu estado geral, hábitos alimentares, funcionamento do aparelho
respiratório, digestório e urinário, qualidade do sono e característica de caráter.

Cada diátese tem sintomas e comportamentos específicos. Para cada


diátese é necessária a aplicação de oligoelementos específicos para o
restabelecimento do equilíbrio. Vejamos alguns exemplos de diáteses (SEQUEIRA,
2012):

a) Diátese I – alérgico ou artrítico alérgica: há aceleração nas trocas orgânicas,


com respostas muito rápidas e excessivas. Os pacientes geralmente são crianças ou
adultos jovens, com um quadro alérgico presente (rinite, asma, eczema, alergia
alimentar etc.) e/ou sinais inflamatórios articulares, com pouca ou nenhuma
alteração laboratorial; são hiperativos, principalmente à noite, com dificuldade de
conciliar o sono, e geralmente pela manhã, têm dificuldade de despertar. Irritáveis,
dinâmicos, otimistas, hiperreativos e hiperemotivos, com um cansaço de base
mascarado por uma constante movimentação e busca de atividades. O tratamento
desta diátese requer a recomendação do oligoelemento manganês (Mn).

b) Diátese II – hipostênico ou artro-infecciosa: há diminuição nas trocas celulares.


As respostas são lentas e de intensidade insuficiente, sintomatologia hiporreativa,
tendência a infecções e fatigabilidade anormal, progressiva com o decorrer do dia.
Se crianças, apresentam déficit pondero-estatural, dificuldade de atenção e
concentração, há a tendência a infecções repetitivas (gripes, por exemplo). O
tratamento desta diátese requer a recomendação do complexo oligoterápico
manganês-cobre (Mn-Cu);

c) Diátese III - distônico: Há uma desadaptação da resposta celular. É a diátese da


segunda metade da vida, da maturidade. Os pacientes sofrem de sintomas
distônicos, tipo neurovegetativos, evoluindo frequentemente para quadro de

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ansiedade crônica. As patologias iniciam sua passagem do funcional para o lesional.


Temos, como exemplo, alterações endócrinas e sinais e sintomas da menopausa,
artrose, transtornos circulatórios periféricos e centrais, dislipidemias, manifestações
distônicas epigástricas, estados espasmofílicos, perdas de memória, alergias
crônicas etc.. O tratamento desta diátese requer a recomendação do complexo
oligoterápico manganês-cobalto (Mn-Co);

d) Diátese IV - anérgico: As trocas celulares estão muito diminuídas, quase nulas,


há a insuficiência global de reações auto-defensivas, e impotência terapêutica a
qualquer tratamento. Os sintomas variam desde a falta de reação do organismo até
quadros degenerativos, lesionais e morte. Os sintomas principais são: fadiga global,
que não melhora por repouso, fenômenos depressivos, diminuição das faculdades
intelectuais, infecções de evolução rápida, severas e recidivantes, com falta de
resposta à antibioticoterapia, senescência global, rapidamente evolutiva, câncer e
todas degenerações celulares. O tratamento desta diátese requer a recomendação
de um complexo oligoterápico (cobre-ouro-prata). As diáteses primárias (I e II) e
secundárias (III e IV) podem apresentar-se imbricadas ou isoladas.

Na tabela 6, destacamos as propriedades e as indicações de


oligoelementos, aplicados de forma ionizável e transdérmica, segundo Sequeira
(2012).

Tabela 6. Principais oligoelementos utilizados na terapia ortomolecular, com


respectivas ações, propriedades e indicações.

Oligoelemento Ação Propriedades Indicações

Alumínio (Al) Cérebro e Sistema Biocatalítico nos atrasos Atraso no


Nervoso Central de desenvolvimento desenvolvimento
intelectual; aumenta a intelectual;
vitalidade cerebral; perturbações da
facilita a capacidade de memória; atrasos
compreensão; ativa a escolares;
succinato desidrogenase. arterosclerose.

Antimônio (Sb) Sistema articular Biocatalítico “lubrificante” Artroses;


nas articulações. reumatismos
agudos.

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Bismuto (Bi) Otorrinolaringológica Biocatalítico nas Amigdalites;


afecções da garganta; laringites; faringites;
permite evitar ou diminuir adenoidites;
as doses de antibióticos. sinusites.

Boro (B) Na infiltração Diurético Obesidade; celulite;


intersticial do tecido coadjuvante no
celular subcutâneo. tratamento estético,
na massagem e
drenagem linfática.

Cálcio (Ca) Aparelho músculo Essencial no Raquitismo


esquelético. crescimento, gravidez e (associado às
lactação. vitaminas A e D);
osteomálacia;
osteopenia;
osteoporose;
dentição;
consolidação de
fraturas; cárie
dentária junto com
o flúor; estados
nervosos;
hipertensão.

Cobalto (Co) Sistema Simpático e Regularizador no Distúrbios


Parassimpático (geral Sistema Neuro- neurovegetativos;
e circulatório); sobre o Vegetativo; regularizador hipertensão e
miocárdio; na na vasodilatação e hipotensão arterial;
coagulação hipotensão; antagonista insuficiência
sanguínea. da adrenalina; circulatória
hipoglicemia; melhora a periférica;
microcirculação. acrocianose;
espasmos arteriais
e dos pequenos
vasos; taquicardias;
cardialgias; doença
de Raynaud; artrite
dos membros
inferiores;
enxaquecas (uma
dose de hora em
hora); angústias;
ansiedade;
coadjuvante na
formação da

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hemoglobina.

Cobre (Cu) Sistema Retículo- Estimula os processos de Todos os estados


Endotelial defesa orgânicos; infecciosos agudos
antinfeccioso; ou evolutivos; todos
antinflamatório; aumenta os processos
a resistência às infecções inflamatórios;
virais ou microbianas; vitiligo (algumas
potencializa a ação dos formas). É contra-
antibióticos; estimula as indicado nos casos
supra-renais; completa a de Doença de
atividade da vitamina C. Wilson (acúmulo de
cobre no
organismo).

Cromo (Cu) Metabolismo Essencial ao Diabetes;


nutricional metabolismo dos lipídios arterosclerose;
e glicídios. hipercolesterolemia.

Enxofre (S) Aparelho hepato-biliar; Por ser


insuficiência digestiva; dessensibilizante
doenças de pele; asma; universal, deve-se
rinite; enxaquecas; associar aos
doenças alérgicas. tratamentos de pele
tais como: acne,
eczema e urticária.

Estanho (Sn) Sobre todas as Antiinfeccioso. Abscessos;


Estafilocoxias furúnculos; antraz;
acne infectada.

Ferro (Fe) Hematopoética; Indispensável aos órgãos Anemia ferropriva;


acelerador produtores de sangue; convalescença;
enzimático. oxigenação celular; hemorragias. O
elaboração enzimática; metabolismo do
indispensável ao ferro depende da
transporte de elétrons. presença de outros
oligoelementos
como o manganês,
cobre-cobalto aos
quais o ferro deve
ser associado.

Flúor (Fu) Aparelho músculo- Essencial à regularização Distúrbios na


esquelético do metabolismo de calcificação;
fixação do cálcio, em escoliose;
particular ao nível da raquitismo; atraso

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ossificação e das trocas no crescimento;


iônicas articulares. osteoporose;
osteomálacia;
osteopenia;
entorses repetitivas;
distrofias ósseas;
prevenção de cárie
dentária;
rompimento de
ligamentos.

Fósforo (P) No metabolismo Essencial ao Astenia física e


fosfocálcico e metabolismo do cálcio a psíquica;
psiquismo; sobre todos os níveis; ósseo; depressão; estados
paratireóide; sobre o parassimpático; de esgotamento
Sistema Nervoso paratireóide; cerebral; distrofias
Central. antiespasmódico. ósseas.

Germânio (Ge) Na regeneração Regularizador, Estados pré-


celular. revitalizante celular. cancerosos.

Iodo (I) Sobre a tireóide e Regularizador da tireóide Bócio; obesidade


outras glândulas e glândulas endócrinas; tipo tireoideano;
endócrinas; sistema hipotireoidismo;
circulatório; sistema hipertireoidismo;
neuromuscular; pele e profilático das
fâneros. escleroses
orgânicas;
hipertensão arterial,
dismenorréias.

Lítio (Li) Sistema Nervoso Regulador de humor; Depressões;


Central; funções propriedades insônias;
renais. psicotrópicas sobre os ansiedade;
neuromoduladores angústia; fobias;
cerebrais; favorável nos perturbações de
problemas psíquicos da comportamento;
terceira idade; regulador emotividade; abulia;
do sistema instabilidade
hidroeletrolítico; favorece emocional; psico-
a eliminação de uréia e dermatoses;
do acido úrico. nervosismo;
agressividade;
estados de
esgotamento
cerebral; uremia;

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uricemia; gota;
psicopruridos.

Magnésio (Mg) Intestinos; participa Anti-estresse; Espasmofilia


no metabolismo dos antiespasmódico; senescência;
glicídios, lipídios e antiinfeccioso; cárdio- desmineralização;
protídeos; protetor; regulador perturbações do
regularização do térmico. crescimento;
metabolismo do raquitismo; gravidez
cálcio; na membrana e aleitamento;
celular, regularizando verrugas; cãibras;
a troca eletrolítica profilaxia do aborto;
extra e intracelular. debilidade
emocional;
ansiedade;
angústia; cefaléias;
vertigens; arritmias;
tremores; neuroses;
psicopatias;
dermatoses;
insônias
constituídas por
auto-intoxicação;
colites; insuficiência
hepática.

Mangânes (Mn) No ciclo de Krebs; Antialérgico; Asma alérgica;


sobre o sistema dessensibilizante; alergias
imunológico; intervém biocatalisador das alimentares;
em numerosas oxidações celulares; sinusites; rinites
funções enzimáticas favorece o alérgicas; coriza
ou metabólicas; desenvolvimento das espasmódica;
participa na síntese glândulas endócrinas. urticária; prurido;
da hemoglobina; astenia matinal;
coenzima das amino- poliartralgias;
peptidases. hipermenorréia;
falta de memória
nos jovens;
enxaquecas.

Molibdênio Especial incidência Coenzima da xantino- Anemias


sobre o fígado. oxidase; aldeído-oxidase; hipocrômicas;
hidrogenase. anorexias tóxicas e
mentais.

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Níquel (Ni) Pâncreas (endócrino Biocatalisador óxido- Obesidade; celulite;


e exócrino). redutor com fator disfunções hepato-
enzimático múltiplo bilio-pancreáticas;
(fosfatases). diabetes;
estimulante das
glândulas salivares.

Platina (Pt) Celular Forte biocatalisador das Estados pré-


reações bioquímicas; cancerosos;
antidegenerativo. senilidade precoce.

Potássio (K) Sobre o metabolismo Antiálgico; regulador da Obesidade por


da água. função renal. retenção hídrica;
reumatismos
degenerativos;
edemas (renais e
cardíacos); fadiga
muscular.

Selênio (Se) Reidrata a pele e as Queda de cabelo;


mucosas; regulariza a unhas quebradiças;
atividade endócrina. osteopenia;
cicatrizante;
osteoporose;
artrose; deficiência
intelectual;
verrugas; regenera
tecidos lesados.

Vanádio (V) Sistema Oxiredutor Hipostenia;


cardiovascular neoplasias;
doenças
cardiovasculares.

Zinco (Zn) Sobre as glândulas Constituinte da anidrase- Perturbação no


endócrinas; hipófise; carbônica; influencia o eixo hipofisário-
pâncreas; gônadas. metabolismo da genital-adrenal;
respiração celular. atrasos no
crescimento;
menopausa;
disfunções sexuais
(impotência e
frigidez);
prostatismo;
hipermenorréias;
dismenorréias.

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Alumínio-Cobalto Cérebro Regularizador Perturbações da


(Al-Co) memória;
perturbações do
sono.

Cálcio-Cobre-Zinco Sobre o eixo Estimula a imunidade Involução tímica;


(Ca-Cu-Zn) hipotálamo- celular; aumenta as alergias.
hipofisário- defesas orgânicas.
pancreático.

Cobre-Ouro-Prata Catalítico da Diátese Antiinfeccioso; Reumatismos


(Cu-Au-Ag) IV (anérgico); sistema antiinflamatório; crônicos e
Retículo-Endotelial. evolutivos;
infecções de
repetição; astenia
psicofísica;
obsessões; úlceras
varicosas; varizes;
falta de memória
dos “anérgicos”;
falha global das
capacidades
intelectuais;
melhora a
capacidade de
raciocínio;
neurastenia;
tendências
suicidas; síndromes
depressivas
existenciais.

Ferro-Cobre-Cobalto Hematológica Produtora de Anemia ferropriva;


(Fe-Cu-Co) hemoglobina. fadiga.

Manganês- Cobalto Sistema Regularizador No aparelho


(Mn-Co) Neurovegetativo. neurovegetativo. cardiovascular:
insuficiência
circulatória;
hipertensão;
tendência para
arterosclerose;
cefaléias de origem
circulatória; pernas
pesadas; varizes;
cãibras; Síndrome

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de Raynaud;
arterites;
coronarites.

No aparelho
digestório:
espasmos
gastrointestinais;
aerofagia e
aerocolia;
disquenésia biliar;
litíases (cálculos);
úlceras do
estômago e
duodenais; colites.

No aparelho
urinário: uremia;
litíase renal, úrica e
oxálica.

No aparelho
neuropsíquico:
angústia e
ansiedade; insônias
no neuro-artrítico
que dorme pouco
por intoxicação
digestiva; perda de
memória no adulto;
irregularidades no
caráter; alternância
de humor;
coadjuvante com
Cu-Au-Ag no
tratamento dos
neurastênicos e na
capacidade de
raciocínio dos
neuro-artríticos.

Na pele: alguns
eczemas crônicos.

No aparelho
respiratório:
transição da asma

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simples ao
enfisema.

No aparelho
ósteo-articular:
gota; Doença de
Paget.

Manganês-Cobre Sobre os indivíduos Corretor diatésico. No aparelho


(Mn-Cu) da diátese II; respiratório:
fragilidade tráqueo- afecções
brônquica; astenia microbianas em
psicofísica geral; asma
progressiva. brônquica;
bronquite;
traqueíte; sinusite.

No aparelho
neuropsíquico:
Falta de memória;
dificuldade de
concentração;
astenia psicofísica
progressiva.

No aparelho
digestório:
enterocolites;
alternância de
diarréia e
obstipação.

No sistema
endócrino e
genital:
hipotireoidismo;
hipomenorréias;
cistite reincidente.

Na pele: prurido;
acne; eczema.

Manganês-Cobre- Sistema Regularizador; preside ao Espasmos


Cobalto (Mn-Cu-Co) Neurovegetativo. metabolismo do ferro. gastrointestinais;
úlcera duodenal;
anemias.

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Níquel-Cobalto (Ni-Co) Metabolismo Regularizador. Aerocolia;


pancreático esteatorréia;
(exócrino). diabetes;
obstipação:
digestões lentas;
fermentações
intestinais;
diabetes.

Zinco-Cobre (Zn-Cu) Glândulas Regularizador do sistema Disfunções


endócrinas, eixo endócrino. endócrinas;
hipofisário-genital. menopausa;
disfunções
ovarianas;
dismenorréia;
menorragias;
metrorragias;
frigidez e
impotência sexual;
acne; queda de
cabelos; distúrbios
da puberdade.

Zinco-Níquel-Cobalto Sobre o eixo Regularizador do sistema Astenia; obesidade;


(Zn-Ni-Co) hipofisário- endócrino e protetor angústia; diabetes;
pancreático. pancreático; preventivo má digestão;
dos estados pré- perturbações de
diabéticos. assimilação;
aerocolia. Protetor
e reequilibrante na
diabetes
constituída,
originando
freqüentemente
uma diminuição nas
doses de insulina
ministradas aos
insulino-
dependentes.

DESINTOXICAÇÃO

O nosso corpo emite sinais de que algo está errado conosco e quando
sentimos má-digestão, gases, tonturas, dores de cabeça, insônia, má concentração,

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entre outros, devemos nos livrar das toxinas. Quando o indivíduo se conhece e
começa a notar diferenças no organismo, está na hora de desintoxicar!

Durante o período de desintoxicação, deve-se evitar alguns alimentos, como:


leite de vaca, café, chá preto, carnes gordurosas, cereais refinados (arroz, farinha e
açúcar branco), doces, alimentos ricos em sal, como embutidos, frios e salgadinhos
em geral, pois esses alimentos retêm líquidos e provocam inchaço. O consumo de
bebidas alcoólicas também deve ser evitado, pois são rapidamente absorvidos pela
corrente sanguínea e altamente tóxicos. Os alimentos ricos em nutrientes devem ser
consumidos nessa fase, entre eles: alho, aveia, azeite de oliva, brócolis, castanhas-
do-pará, frutas em geral, quinua e peixes do mar. Optar por carnes magras
grelhadas, cozidas ou refogadas com pouquíssimo óleo. Além disso, é importante
consumir frutas no desjejum, almoço e jantar; dar preferência para alimentos
preparados no vapor; diminuir a quantidade de alimentos; evitar situações de
estresse; realizar atividade física de acordo com seu preparo físico; dormir no
mínimo 6 horas e no máximo 8 e beber água filtrada ou destilada (BIASSETTI,
2012).

Nosso organismo tem três maneiras de eliminar as impurezas: pelo fígado


(fezes), através da pele (suor) e pelos rins (urina). Porém, a forma mais eficiente de
livrar o corpo dos metais pesados é a aplicação do aminoácido quelante na veia.
Essa toxina será também eliminada pela urina.

A desintoxicação começa pelo intestino, órgão tão vital que é também


chamado de nosso segundo cérebro. É preciso remover os resíduos tóxicos,
petrificados, endurecidos e restos alimentares, gases compactados que estão
instalados ao longo do cólon intestinal, através dos tempos. Remove-se também
nesta fase, fungos, parasitas, bactérias, vírus, toxinas e alérgenos patogênicos do
intestino. Para esse procedimento utiliza-se a hidroterapia de cólon, em um aparelho
importado que oferece ao paciente total autonomia, privacidade e conforto;
características que os aparelhos mais antigos não oferecem (HIGASHI, 2008).

Após cada sessão, a sensação é de alívio e leveza. A desintoxicação – que


manda embora as coisas ruins paradas no intestino – é concluída em cinco sessões
semanais, com duração de aproximadamente 25 minutos cada, uma vez por

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semana. A sensação descrita pelos pacientes é de leveza, bem-estar e melhora do


estado geral de saúde já a partir da segunda sessão (HIGASHI, 2008).

Se o intestino está intoxicado, a absorção dos alimentos é bem mais lenta. É


um procedimento simples, mas que promove bem-estar e inúmeros benefícios como
a prevenção de doenças graves como o câncer e Alzheimer.

Para o Dr. Higashi (2008), no processo de desintoxicação, a pele – o maior


órgão do corpo – é a segunda a receber atenção. Pode-se usar máscaras corporais
de argila verde e algas marinhas vermelhas. Essa primeira combina altas
concentrações de silício, magnésio, cálcio, sódio, potássio, ferro, enxofre, entre
outros minerais e oligoelementos essenciais ao metabolismo. Eles aumentam a
circulação cutânea, auxiliam a remoção de líquidos estagnados, facilitando a
drenagem linfática. As algas vermelhas desidratadas, originárias do Chile, possuem
uma infinidade de elementos benéficos. São ricas em iodo, cálcio, magnésio, e
oligoelementos (ferro, cobre, lítio, zinco) e vitaminas A, B1, B2, B3, B12, C, D, E, K.
Após se submeter a uma desintoxicação completa, os benefícios são visíveis por
fazer uma renovação no funcionamento do aparelho digestório, ao eliminar as
toxinas acumuladas no organismo, começa a diminuir o peso, aumentar a vitalidade
e a energia de todo o corpo.

A desintoxicação melhora a digestão e a assimilação dos nutrientes, diminui


a ação dos radicais livres, contribuindo para a manutenção da saúde e da
longevidade.

REMINERALIZAÇÃO

Dosagens de minerais e metais tóxicos são rotina para médicos há vinte


anos. São instrumentos de grande valia para o clínico (cardiologista,
endocrinologista, geriatria, pediatria, etc), pois permitem um rastreamento de
possibilidade de várias patologias.

Não devemos nunca nos basear exclusivamente na análise mineralógica


para iniciar uma terapia. Por exemplo, o mineralograma capilar (Figura 45) deve ser

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avaliado em conjunto com a história clínica do paciente, bem como os exames


subsidiários que forem necessários para, então, com a avaliação conjunta, traçar um
esquema terapêutico adequado.

Figura 45. Mineralograma capilar com indicações de elementos tóxicos e nutrientes. Fonte:
RAMOS, M. A. B. Disponível em: <http://www.marcoaurelio.med.br/mineralograma-exame-
de-cabelo.html#>. Acesso em: 10 ago. 2012.

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Após observado o nível dos minerais e havendo necessidade de intervenção


terapêutica, poderemos optar por terapia de quelação ou suplementação de minerais
(remineralização).

QUELAÇÃO

Trata-se de uma terapia simples e utilizada há vários anos com muito


sucesso por milhares de famílias nos Estados Unidos e Europa. Consiste num
protocolo de administração de agentes queladores, produtos capazes de se
agregarem a minerais tóxicos e excretá-los do organismo através das fezes e urina.

A terapia por quelação tem como objetivo reduzir depósitos biológicos de


cálcio, remover metais pesados; estes últimos podem agir inibindo os sistemas
enzimáticos ou como intermediários na produção dos agentes pró-oxidantes,
permitindo o controle da peroxidação lipídica, fenômeno que acontece nos
processos oxidativos de que participam os radicais livres.

Podemos definir a quelação como um processo específico que determina a


incorporação de um íon metálico em uma estrutura anular heterocíclica. Este
processo de ligação é que determina as bases bioquímicas da terapia por quelação.
A palavra quelação provém do grego chele, que se refere à garra do caranguejo,
que atua como uma pinça, permitindo segurar mineral dentro de sua estrutura.

O EDTA, denominado ácido etileno-diamino-tetraacético, é utilizado


como um elemento dentro da terapia de quelação. Quando consideramos o EDTA
quimicamente devemos levar em conta que seu maior componente é a molécula do
etileno diamino, que determina a presença de dois grupos complexos na molécula
de etileno diamino, resultando em um íon metálico incorporado dentro de uma
estrutura anular.

Quando este processo acontece, o metal que se encontra incorporado se


denomina quelado, e o etileno diamino é denominado agente quelante. Dessa
maneira, a quelação pode ser melhor definida como uma reação química em
equilíbrio entre um íon metálico e um agente complexo, caracterizado pela formação

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de mais de uma ligadura entre o metal e a molécula do agente complexo, resultando


na formação de uma estrutura anular na qual se encontra incorporado o íon
metálico.

Em resumo, podemos indicar que os agentes quelantes controlam os iontes


metálicos por bloquear os lugares destes metais, evitando que eles entrem no
organismo e participem de reações químicas indesejáveis. Os agentes quelantes
formam ligações estáveis que desta maneira impedem os efeitos indesejáveis dos
quais os iontes metálicos participam como agentes intermediários, principalmente na
formação de radicais livres.

A estabilidade da ligação química é de extrema importância quando


consideramos a toxicidade do composto que vai se formar. O EDTA é um agente
quelante efetivo devido ao fato de ele pode formar ligações estáveis com diferentes
tipos de iontes minerais. A molécula de EDTA tem 5 lugares potencialmente
importantes para ligar-se a íons metálicos e deve ser considerada assim como uma
molécula com capacidade de 6 ligaduras.

A quelação é uma das mais importantes funções químicas que acontecem


nos organismos vivos, tanto em plantas como em animais. Ela é um dos processos
mais importantes através dos quais as plantas e animais utilizam metais orgânicos.

A clorofila, que é a substância verde das plantas, é um importante quelante


de magnésio. A hemoglobina, o citocromo C, a catalase e a peroxidase são agentes
quelantes de ferro.

Uma das primeiras utilidades dadas ao EDTA foi no tratamento de


intoxicação por chumbo em diferentes trabalhos realizados entre 1952 e 1953.
Trabalhos posteriores mostraram os benéficos do uso da terapia de quelação com
EDTA na maior parte das doenças cardiovasculares, associadas ou não com
aterosclerose. Na atualidade, sabemos que a função principal do EDTA está na re-
moção da produção de radicais livres pela presença de metais pesados, que vão
agir como co-fatores na formação de radicais livres, e alterar a estabilidade das
membranas celulares, produzindo processos isquêmicos, oxidação dos ácidos
graxos, principalmente do colesterol, lises e evidentemente até a morte das células.

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O EDTA é um agente quelante potente, capaz de se combinar com


diferentes tipos de iontes minerais, incluindo o cálcio. Através de sua ligação com
metais pesados, principalmente o ferro e o cobre, ele reduz a possibilidade de que
estes possam agir aumentando a formação dos radicais livres. A sua ligação com o
cálcio permite obter um efeito vasodilatador em torno dos vasos sanguíneos,
fenômeno obtido porque diminui a entrada do cálcio dentro do sarcômero, inibe a
reação actina com a miosina, que é um fenômeno cálcio dependente e produz
vasodilatação reflexa. Este processo vai durar enquanto o efeito hipocalcemiante
ligeiro do EDTA permanecer dentro do organismo. A melhora em todo sistema
cardiovascular através da administração de EDTA, por terapia de quelação, está na
dependência de vários fatores. Um dos mais importantes é a melhora da função
enzimática, a aceleração dos processos de fosforilização, a restauração da
homeostase celular e a redução da coagulação plaquetária.

Na atualidade, por consenso universal, normalmente se inicia o tratamento


com EDTA contando com 10 infusões realizadas bissemanalmente com uma certa
separação entre uma e outra aplicação, utilizando doses de aproximadamente 10 ml
correspondentes a 1,5 grama de EDTA dissódico associado ao sulfato de magnésio,
que, pela frouxa associação EDTA-Na, vai virar EDTA magnésico antes de ser
introduzido no organismo, como uma forma muito melhor de agente quelante porque
se libera rapidamente do magnésio para ligar-se a outros tipos de metais pesados
que podem ser eliminados do organismo.

Nas outras infusões, dependendo da resposta clínica dos pacientes


submetidos a este tratamento, faz-se um período de manutenção que pode variar
de mais ou menos 3 a 6 meses, com infusões semanais, quinzenais ou
eventualmente mensais, dependendo da resposta clínica do paciente ao tratamento.
Normalmente, dentro das cinco primeiras semanas, espera-se resposta terapêutica
por parte do paciente, seja nos processos de claudicação intermitentes seja nas
crises anginosas.

Basicamente, podemos considerar que a aplicação do EDTA dentro da


terapia por quelação é um tratamento simples, de fácil execução, muito bem
tolerado pela maioria dos pacientes e isento de efeitos colaterais e, sobretudo,

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associado a efeitos benéficos no que se refere a resultados terapêuticos obtidos em


diferentes processos degenerativos crônicos, principalmente naqueles relacionados
com o aparelho cardiovascular.

Outros Agentes Quelantes

Cisteína

A cisteína é uma substância química altamente reativa, que se liga fortemente


a diferentes lugares nos tecidos humanos que são compatíveis com ligaduras de
enxofre.

A cisteína se liga ao mercúrio melhor que outro agente quelante conhecido,


porém pode ligar-se a outros metais: cádmio e níquel; alguns serão eliminados do
organismo, outros serão recolocados em outros tecidos. As doses ideais variam
entre 500-1000 mg em 2-3 vezes por dia.

Glutationa

Tem atividade desintoxicante e antioxidante. Dentro da célula, a glutationa se


encarrega de eliminar o excesso dos peróxidos lipídicos e orgânicos. A glutationa
pode ajudar a desintoxicar metais pesados como chumbo, mercúrio, cádmio e
níquel. A glutationa é administrada por via oral, em doses de 5 a 25 mg por kg
corporal/dia, dividida em 2 a 3 doses.

Arginina

É o único intermediário do ciclo da uréia, que também é um aminoácido


formador de proteína, e entre suas funções inclui: precursor direto da uréia e da
ornitina; junto com a glicina forma a creatina, que se converte em creatinina no
músculo; estimula o pâncreas a liberar insulina; secreção de hormônio de
crescimento pela hipófise; a vasopressina-arginina é um peptídio que ajuda a
controlar a pressão arterial e a diurese (tem um efeito anti-diurético); arginina
administrada em altas doses tem um efeito imuno-estimulatório e aumenta a
atividade da célula killer.

A arginina tem a capacidade de combinar-se como agente quelante com os

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seguintes metais: cobre, níquel, zinco, ferro (fraco). As doses como agentes
quelantes da arginina variam entre 10 e 30 mg por kg corporal.

Ácido Cítrico

Componente do ciclo do ácido tricarboxílico (Krebs), que funciona nas


células aeróbicas, em todas as células humanas sadias.

O ácido cítrico é um verdadeiro agente quelante e se liga com cobre, ferro,


alumínio, chumbo, cádmio, cálcio, magnésio, bário e estrôncio e quando é
empregado como agente quelante deve ser equilibrado com administração de um
sal de ácido cítrico como sódio ou potássio citrato, em doses de 2 a 4 gramas por
dia.

Glicina

É um aminoácido formador de proteína e se conjuga com o colesterol para


formar ácido glicólico, que é parte constituinte da bile. Ela é um bloco fundamental
das porfirinas, que se convertem em protoporfirinas e, posteriormente, em hemo
após a incorporação do ferro.

Além disso, ela pode ser utilizada como agente quelante por se ligar ao
mercúrio, alumínio e níquel.

DMSA

O DMSA é utilizado nos casos de intoxicações por chumbo. Ele também


pode ligar-se com os seguintes metais: cádmio, mercúrio, prata, arsênico,
molibdênio, cobre, zinco, manganês, ferro, estanho. O DMSA, que só existe na
forma oral, em cápsulas de 100 mg.

DMPS

É o 2,3 dimercapto-1-propano ácido sulfônico, apresentado na forma de sal


de sódio, denominado dimaval, e tem capacidade de remover os seguintes metais:
mercúrio, chumbo, prata, cádmio, níquel, arsênico, antimônio, bismuto, cromo,
cobalto, molibdênio, cobre, zinco, manganês e ouro. As doses recomendadas de

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DMPS giram em-torno de 5 mg/kg corporal, em ampolas de 25 mg, que são


administradas durante 4 horas nas primeiras 24 horas.

OXIGENOTERAPIA

O tratamento com o oxigênio é chamado Oxigenoterapia. Várias clínicas e


centros médicos utilizam essa terapia e os resultados são: recuperação do sistema
imunológico, desintoxicação mais rápida e processos de cura altamente acelerados.

Em 1986, na Universidade de Campinas (UNICAMP), as vítimas do césio


137 em Goiânia foram tratadas com oxigenoterapia. Essa técnica dura cerca de 1
hora e os pacientes são introduzidos numa câmera semelhante a uma cabine de
avião pressurizada, onde inalam oxigênio puro. É como se mergulhassem a uma
profundidade de 30 metros (ANTUNES, 2000).

O médico Paulo Eduardo Iazetti, da UNICAMP, disse que os resultados da


oxigenoterapia no tratamento de pacientes com câncer são surpreendentes. De um
grupo de 28 pacientes, os sete que receberam esse tratamento auxiliar após a
retirada do tumor não tiveram complicações.

Em Praga, médicos da Clínica Cirúrgica de Pilsen, evitaram a amputação de


pernas, utilizando o seguinte método: injeção de oxigênio nas artérias dos membros
inferiores, contraindo e expandindo os mesmos para enriquecer o sangue e fortificar
o organismo. Esse método, elaborado e usado três anos, permitiu aos médicos
evitar a gangrena e restringir a amputação das extremidades (ANTUNES, 2000).

O peróxido de hidrogênio (água oxigenada) também tem lugar na medicina,


para curar feridas e talvez no tratamento de doenças coronárias. Médicos do Centro
Médico da Universidade Baylor, no Texas, injetaram uma solução diluída de
peróxido de hidrogênio nas artérias de numerosos pacientes, para aumentar o efeito
do tratamento pela radiação, no caso do câncer, e para curar úlceras crônicas.

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Na corrente sanguínea, o peróxido de hidrogênio é decomposto em oxigênio


atômico (H2O2 = H2O + O) e água, aumentando consideravelmente a taxa do plasma
sanguíneo.

Experimentos em animais comprovaram a liberação de oxigênio pela


aplicação direta de peróxido de oxigênio no coração, podendo restaurar a atividade
cardíaca, assim que a mesma tenha cessado. A técnica poderia ser desenvolvida
para ser aplicada no ser humano depois de ataques coronários (enfarte).

Existem, inclusive, algumas evidências experimentais que nos levam a crer


que o peróxido de hidrogênio poderia ser benéfico no tratamento da aterosclerose,
nas condições em que o revestimento interior (colesterol) reduz o diâmetro das
artérias, limitando então a quantidade de sangue que podem transportar. Parece que
o peróxido de hidrogênio dissolve esse revestimento. Se o futuro provar a validade
dessa teoria, o peróxido de hidrogênio será usado para esse propósito em pacientes
que sofrem de decréscimo no suprimento de sangue nas pernas, provocando
aterosclerose.

Segundo Antunes (2000), a ação principal do peróxido de hidrogênio seria


sua propriedade de prevenir, ainda no processo digestivo, a formação de
substâncias nocivas ao organismo. Devido às suas propriedades físico-químicas,
uma parte do peróxido de hidrogênio, quando ingerido por via oral, penetra na
corrente sanguínea, fornecendo os benefícios constatados pelo Centro Médico
Americano.

Os médicos da clínica de Pilsen seguiram a orientação do Centro Médico da


Universidade de Baylor. Em ambos os casos, a tecnologia seria a ingestão oral de
peróxido de hidrogênio e solução aquosa, seguida por imersão.

Essa ingestão, além de impedir as reações intestinais de fermentação e


suas consequências ao metabolismo humano, penetra na corrente sanguínea e
desenvolve a política preconizada por esses centros médicos, dissolvendo coágulos
porventura existentes nos vasos, recuperando a circulação e aumentando a taxa de
plasma sanguíneo.

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Todas as células do organismo necessitam de oxigênio. As causam


conhecidas do câncer podem ser bem entendidas se avaliadas por esta causa
comum primária: a falta de oxigênio, que impede as células de respirar.

Na Escandinávia, existem terapias e tratamentos para combater o câncer na


garganta e no esôfago e que lançam mão da profilaxia em grande escala, por meio
de uso de substâncias que carregam o oxigênio.

A tese do professor Otto O. Warburg, de que a “falta de oxigênio seria a


primeira causa do câncer”, provocou sensação e espanto no mundo científico por
ser aparentemente uma simples solução para o enigma do câncer. O médico
Antunes, em seu livro Terapia Ortomolecular Natural (2000), também concorda com
a posição de Warburg de que a falta de oxigenação das células provoca um
processo degenerativo e, consequentemente, carcinomas.

Se uma célula normal recebe nutrientes adequados, água e oxigênio, os


radicais livres perigosos são destruídos no processo. O problema não é o excesso
de oxigênio, como alguns fazem acreditar. O problema é uma oxidação deficiente e
um baixo teor de oxigênio no sangue.

A Oxigenoterapia pode trazer a solução para muitas doenças. Abordaremos


brevemente a Oxigenoterapia Hiperbárica, a ministração endovenosa de oxigênio e
o uso oral de peróxido de hidrogênio, como fonte de oxigênio.

A Oxigenoterapia Hiperbárica, que consiste em introduzir o paciente em uma


câmara de oxigênio puro e em ambiente estanque e pressurizado, a chamada
câmara hiperbárica (Figura 46), é cara e rara no Brasil. Contudo, existem inúmeras
indicações para a Oxigenoterapia Hiperbárica, seja como tratamento principal ou
como coadjuvante, em doenças agudas ou crônicas, de natureza isquêmica,
infecciosa, traumática ou simplesmente inflamatória, geralmente, resistentes aos
tratamentos habituais (MIGUEL JR., 2006).

Foi constatado que em pacientes tratados com Oxigenoterapia Hiperbárica


ocorre aumento na pressão parcial de oxigênio no sangue arterial com concomitante
elevação do gradiente de oxigênio entre os capilares e os tecidos, aumentando a
oxigenação celular e quebrando o ciclo vicioso da isquemia. Ocorre também

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vasoconstrição e consequente redução de edemas e de pressões compartimentais


durante o tratamento com Oxigenoterapia Hiperbárica (ROSSI et al., 2005),
beneficiando o tratamento de muitas doenças.

Figura 46. Câmara hiperbárica. Fonte: ABSEGAL.BLOGSPOT.COM.BR. Disponível em:


<http://absegal.blogspot.com.br/p/medicina-hiperbarica.html#!/p/medicina-hiperbarica.html>.
Acesso em: 08 ago. 2012.

As indicações da Oxigenoterapia Hiperbárica são cientificamente


reconhecidas e constam da resolução do Conselho Federal de Medicina n 1457/95
(CFM, 1995). De acordo com essa resolução, as indicações para tratamento com
Oxigenoterapia Hiperbárica são as seguintes:

 Embolias gasosas;

 Doença descompressiva;

 Embolia traumática pelo ar;

 Envenenamento por CO2 ou inalação de fumaça;

 Envenenamento por cianeto ou derivados cianídricos;

 Gangrena gasosa;

 Síndrome de Fournier;

 Outras infecções necrotizantes de tecidos moles: celulites, fasciítes e miosites;

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 Isquemias agudas traumáticas: lesão por esmagamento, síndrome


compartimental, reimplantação de extremidades amputadas e outras;

 Vasculites agudas de etiologia alérgica, medicamentosa ou por toxinas biológicas


(aracnídeos, ofídios e insetos);

 Queimaduras térmicas e elétricas;

 Lesão refratária: úlceras de pele, pés diabéticos, escaras de decúbito, úlcera por
vasculites auto-imunes, deiscência de suturas;

 Lesões por radiação: radiodermite, osteorradionecrose e lesões actínicas de


mucosas;

 Retalhos ou enxertos comprometidos ou de risco;

 Osteomielites;

 Anemia aguda, nos casos de impossibilidade de transfusão sanguínea.

A ministração endovenosa de oxigênio cabe ao médico especialista em


Medicina Ortomolecular, e já é bem mais acessível. O uso da oxigenoterapia
eventualmente endovenosa é indicado para o tratamento de bronquite asmática,
doenças pulmonares obstrutivas crônicas, herpes, candidíase, artrite temporal,
diabetes mellitus II, infecção por HIV, câncer metastático, esclerose múltipla, artrite
reumatóide, infecções bacterianas, parasitoses, enxaqueca, doença de Parkinson,
dores crônicas e alergias (PODER DAS MÃOS, 2012).

E no dia a dia, o oxigênio que o organismo precisa pode ser fornecido por
via oral, tomando-se 20 gotas de um preparado especial (peróxido de hidrogênio -
H2O2) em 1/2 copo de água, 3 vezes ao dia, sempre com estômago vazio. Não é
recomendado o uso da água oxigenada comum por ser reservada para uso externo.
O produto P10V é uma água pura especial, à qual se acrescentou uma molécula de
oxigênio, que será absorvida lentamente pelo organismo, inundando o sangue e
todo o corpo com nova vida. O produtor é o Instituto Augusta de Pesquisas
Bioquímicas, fundado pelo Professor Francisco Antunes.

A ingestão do P10V não tem contra-indicação nem efeitos colaterais, por ser
tão natural como a respiração do oxigênio. Os efeitos imediatos do P10V

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são: aumento da energia cerebral, visual, auditiva; otimismo, eventualmente euforia;


melhora da digestão com redução ou desaparecimento dos gases e outros sintomas;
dissolução de poluentes e agrotóxicos no sangue; redução do desejo de fumar e
beber e defesa imediata contra infecções (PODER DAS MÃOS, 2012).

Os efeitos do P10V à médio prazo incluem: estímulo à desintoxicação, à


perda de peso (por aumentar o T3 e T4); dilatação de pequenas artérias; aumento
dos níveis de interferon; aumento da função das mitocôndrias; potencializa a insulina
pela oxidação; aumenta os radicais livres e ao mesmo tempo estimula a liberação de
enzimas antioxidantes em células normais, enquanto as células e os vírus não
conseguem defender-se e morrem nesta oxidação; contribui também para a
cicatrização de úlceras do trato digestório; rápida melhora de hemorróidas, aftas, e
azia; melhora os problemas da menopausa e o nervosismo, além de dar mais
disposição e melhorar o raciocínio (PODER DAS MÃOS, 2012).

ANTIOXIDANTES

DMSO (Dimetilsulfóxido)

Dentre a terapia com os antioxidantes, escolhemos o DMSO


(Dimetilsulfóxido) por ser um dos antioxidantes ou inibidores mais potentes de
radicais livres de hidroxila, com a virtude de poder ser utilizado por via tópica, oral
e/ou parenteral, praticamente sem efeitos colaterais. As indicações prioritárias do
DMSO estão relacionadas com patologia osteomuscular, seja esta degenerativa,
inflamatória e/ou traumática.

Pode ser utilizado concomitantemente com outros antioxidantes e/ou


agentes quelantes, com o intuito de atingir uma diversidade de radicais livres, ou
metais pesados, que agem como catalisadores endógenos da produção das
substâncias oxidativas.

Pode-se definir o DMSO, segundo suas características, como uma molécula


que (OLSZEWER, 2008):

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1) é pequena, simples, com importantes propriedades biológicas e físicas;

2) tem propriedades de reação exotérmica (quando se dilui em água produz calor);

3) combina com radical hidroxila, adicionando água, e elimina o complexo por via
renal;

4) em cada geração de radicais livres com hidroxila, cloretos e outros, é utilizada


para varrer os radicais livres no tratamento de doenças degenerativas crônicas;

5) substitui a água no interior da célula, ajudando a controlar os radicais livres


intracelulares para que seja mantida a homeostasia celular;

6) aumenta a permeabilidade das membranas celulares, permitindo que as células


liberem toxinas.

7) age como um tranquilizante, principalmente quando é esfregado na pele, e


também age inibindo a liberação de colinesterase, permitindo uma maior
persistência da acetilcolina, principalmente entre os espaços dos neurônios,
facilitando a intercomunicação dos mesmos;

8) aumenta o potencial antifúngico e antibacteriano das drogas utilizadas para este


fim, principalmente quando combinado com eles;

9) tem efeito específico sobre a contratilidade cardíaca, já que inibe a entrada de


cálcio dentro do sarcômetro, e dessa maneira reduz o trabalho do coração, que é
realizado pela presença do cálcio na unidade contrátil do músculo cardíaco,
interagindo a miosina com a actina, fenômeno que acontece dentro do sarcômetro.

A indicação adequada do uso do DMSO, individual ou associada aos


tratamentos habituais das patologias reumáticas, determina o sucesso terapêutico
de quem utiliza este tipo de procedimento. E quanto melhor seja conhecido seu
potencial, quanto mais seja estudado, principalmente nos centros universitários ou
por grupos interessados em ampliar o horizonte dos potenciais terapêuticas do
DMSO, maiores serão as possibilidades relacionadas a esta droga.

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REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS

ABSEGAL.BLOGSPOT.COM.BR. Medicina Hiperbárica. Disponível em: <


http://absegal.blogspot.com.br/p/medicina-hiperbarica.html#!/p/medicina-
hiperbarica.html>. Acesso em: 08 ago. 2012.

ANTUNES, F. Medicina Ortomolecular Natural – O Uso da Água do Mar como


Método Terapêutico. São Paulo: Ed. Cultrix, 2000, 137 p.

BIASETTI, T. Desintoxicação Alimentar. Disponível em:


<http://www.starkonline.com.br/content/aplicacao/stark/nutricao/gerados/outros_desi
ntox.asp>. Acesso em: 09 ago. 2012.

CONSELHO FEDERAL DE MEDICINA (CFM). Resolução n 1457/95. Dispõe sobre


Oxigenoterapia Hiperbárica. Diário Oficial da República Federativa do Brasil,
Brasília, DF, 19 de outubro de 1995, seção I, p. 16585.

HIGASHI, T. O Caminho da Medicina Regenerativa – Ortomolecular & Anti-Aging.


Maringá (PR): Gráfica Caniati, 2008, 144p.

MIGUEL JR., A. Medicina Hiperbárica na Geriatria. Disponível em:


<http://www.medicinageriatrica.com.br/tag/medicina-hiperbarica/>. Acesso em: 08
ago. 2012.

OLSZEWER, E. Tratado de Medicina Ortomolecular e Bioquímica Médica. 4ª ed.


São Paulo: Ícone, 2008, 558p.

PODER DAS MÃOS. Oxigenoterapia. Disponível em:


<http://poderdasmaos.com.br/artigos/detalhes/801>. Acesso em: 08 ago. 2012.

RAMOS, M. A. B. Mineralograma Capilar. Disponível em:


<http://www.marcoaurelio.med.br/mineralograma-exame-de-cabelo.html#>. Acesso
em: 10 ago. 2012.

ROSSI, J. F. M. R.; SOARES, P. M. F.; LIPHAUS, B. L.; DIAS, M. D.; SILVA, C. A. A.


Uso da Oxigenoterapia Hiperbárica em Pacientes de um Serviço de Reumatologia

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Pediátrica. Revista Brasileira de Reumatologia, v. 45, n. 2, p. 98-102, mar./abr.,


2005.

SEQUEIRA, L. C. C. Terapia Ortomolecular. Disponível em:


<http://www.ahau.org/terapias/terapia-ortomolecular/>. Acesso em: 08 ago. 2012.

VIRTUDENET. Oligoterapia. Disponível em: < http://virtude.net/introducao.html>.


Acesso em: 09 ago. 2012.

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CONCLUSÕES

A Medicina Ortomolecular tem como objetivo básico manter o equilíbrio das


moléculas que compõem nosso organismo. Nesta apostila, vimos que o conceito de
ortomolecular, surgiu na década de 60 e, foi criado pelo químico Linus Pauling que
preconizava que somente temos saúde se nossas moléculas estiverem em
constante equilíbrio. Porém, quando esse equilíbrio é quebrado, determinando uma
desorganização molecular, adquirimos a doença.

Vimos também que a Medicina Ortomolecular está estritamente relacionada


ao conceito dos radicais livres, fenômeno que acontece utilizando o oxigênio como
fonte principal para sua formação. Os radicais livres apresentam desvantagens
enormes ao organismo quando sua produção supera a capacidade antioxidante
natural do organismo (estresse oxidativo). E nessas condições de adversidade para
o corpo humano poderão ocorrer situações patológicas desencadeadoras de
situações crônicas para os tecidos corporais. Descrevemos nessa obra, os principais
radicais livres, os antioxidantes endógenos e exógenos capazes de combater essas
moléculas desafiadoras bem como as principais doenças, nas quais os radicais
livres estão envolvidos. Além disso, apresentamos técnicas de terapia ortomolecular
que visam manter o indivíduo com uma melhor qualidade de vida, prevenir e/ou
tratar doenças e aumentar sua longevidade.

Abordamos também os nutrientes que devem ser incluídos em uma dieta


saudável e antioxidante, conceituando cada nutriente, com destaque para as
vitaminas e minerais.

A prática da Medicina Ortomolecular, no Brasil, tem aproximadamente 30


anos e por muito tempo gerou desconfiança pelos mais ortodoxos, contudo, hoje,
entendemos mais do que nunca que o indivíduo é o produto de seu genótipo e de
fenótipo, considerando que o meio ambiente tem uma forte influência sobre a saúde
do ser humano devido à exposição aos agentes químicos (metais pesados,
agrotóxicos, pesticidas, aditivos, radiações), alimentação deficiente em minerais,
estresse, fumo, álcool, entre outros.

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