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PODER JUDICIÁRIO

JUSTIÇA FEDERAL DE 1ª INSTÂNCIA


SEÇÃO JUDICIÁRIA DO RIO DE JANEIRO

SELEGIS - Seleção Legislativa

Militar

VOLUME 3
Decretos-Leis, Medida Provisória, Decretos e Súmulas

Atualizado até outubro de 2003

2004
FICHA TÉCNICA

Planejamento: Theophilo Antonio Miguel Filho


Direção do Foro - DIRFO
Maria Regina Rogério Cosentino
Secretaria Geral/SG
Compilação Patrícia W. Rodrigues
e Padronização Célia Barreto Gil
Dayânanda Souza Nunes
Seção de Biblioteca -SEBIB/SDD
Divulgação: Patrícia Reis Longhi
Subsecretaria de Documentação e Divulgação - SDD
Organização
do conteúdo: Tania Mizrahi
Revisão: Glória Horta
Layout: Luciana Wille Folly
Capa: Rosana França Lopes
Seção de Publicação - SEPUB/SDD
Editoração: Divisão de Produção Gráfica e Editorial – DIGRA/TRF da 2ª Região
Impressão: Gráfica da Justiça Federal da 2ª Região
Tiragem: 500 exemplares
Endereço: Seção Judiciária do Rio de Janeiro
Subsecretaria de Documentação e Divulgação
Av. Rio Branco, 243 - 5º andar - Anexo I
Centro - Rio de Janeiro - RJ
CEP: 20040-009
Tel.: (21) 2510-8887 - Fax.: (21) 2510-8885
E-mail: tssdd@jfrj.gov.br

Dados Internacionais de Catalogação (CIP)


Seção Judiciária do Rio de Janeiro, RJ, Brasil

SELEGIS – Seleção Legislativa: Militar / Seção Judiciária do Rio de Janeiro. -


Rio de Janeiro: A Seção, 2003.
v3, 932p.

1. Militar. 2. Legislação 3. Brasil.

I. Seção Judiciária do Rio de Janeiro.

CDU-349.3
S UMÁRIO

VOLUME 1
1. EMENDA CONSTITUCIONAL
Emenda Constitucional nº 18, de 5 de fevereiro de 1998 ....................................................................................................... 11

2. LEIS
Lei nº 288, de 8 de junho de 1948 ............................................................................................................................................. 15
Lei nº 458, de 29 de outubro de 1948 ........................................................................................................................................ 16
Lei nº 488, de 15 de novembro de 1948 ................................................................................................................................... 17
Lei nº 616, de 2 de fevereiro de 1949 ....................................................................................................................................... 40
Lei nº 1.156, de 12 de julho de 1950 ......................................................................................................................................... 41
Lei nº 1.316, de 20 janeiro de 1951 ........................................................................................................................................... 42
Lei nº 2.283, de 9 de agosto de 1954 ........................................................................................................................................ 91
Lei n. 2.370, de 9 de dezembro de 1954 .................................................................................................................................. 93
Lei nº 3.765, de 4 de maio de 1960. ...................................................................................................................................... 103
Lei nº 4.242, de 17 de julho de 1963. ..................................................................................................................................... 109
Lei nº 4.326, de 26 de abril de 1964. ..................................................................................................................................... 122
Lei nº 4.375, de 17 de agosto de 1964. ................................................................................................................................. 123
Lei nº 4.863, de 29 de novembro de 1965 ............................................................................................................................ 137
Lei nº 4.902, de 16 de dezembro de 1965. ........................................................................................................................... 150
Lei nº 5.315, de 12 de setembro de 1967. ............................................................................................................................. 161
Lei nº 5.426, de 30 de abril de 1968 ....................................................................................................................................... 164
Lei nº 5.467-a, de 6 de julho de 1968 ..................................................................................................................................... 165
Lei nº 5.475, de 23 de julho de 1968 ...................................................................................................................................... 166
Lei nº 5.698, de 31 de agosto de 1971 ................................................................................................................................... 167
Lei nº 5.774, de 23 de dezembro de 1971 ............................................................................................................................. 169
Lei nº 5.787, de 27 de junho de 1972. ................................................................................................................................... 205
Lei nº 5.809, de 10 de outubro de 1972. ................................................................................................................................ 232
Lei nº 6.836, de 27 de outubro de 1980 ................................................................................................................................. 242
Lei nº 6.880, de 9 de dezembro de 1980. .............................................................................................................................. 243
Lei nº 6.880, de 9 de dezembro de 1980 - Texto atualizado ............................................................................................... 278
S UMÁRIO

VOLUME 2

Lei nº 7.503, de 02 de julho de 1986. ..................................................................................................................................... 325


Lei nº 7.524, de 17 de julho de 1986. ..................................................................................................................................... 327
Lei nº 7.570, de 23 de dezembro de 1986 ............................................................................................................................. 328
Lei nº 7.580, de 23 de dezembro de 1986. ........................................................................................................................... 329
Lei nº 7.659, de 10 de maio de 1988. .................................................................................................................................... 330
Lei nº 7.666, de 22 de agosto de 1988. ................................................................................................................................. 331
Lei nº 7.698, de 20 de dezembro de 1988. ........................................................................................................................... 333
Lei nº 7.974, de 22 de dezembro de 1989 ............................................................................................................................. 334
Lei nº 8.059, de 4 de julho de 1990. ....................................................................................................................................... 335
Lei nº 8.071, de 17 de julho de 1990. ..................................................................................................................................... 338
Lei nº 8.237, de 30 de setembro de 1991. ............................................................................................................................. 339
Lei nº 8.460, de 17 de setembro de 1992. ............................................................................................................................. 353
Lei nº 8.460, de 17 de setembro de 1992. - Texto atualizado ............................................................................................. 357
Lei nº 8.622, de 19 de janeiro de 1993 ................................................................................................................................... 381
Lei nº 8.659, de 27 de maio de 1993 ..................................................................................................................................... 391
Lei nº 8.676, de 13 de julho de 1993 ...................................................................................................................................... 392
Lei nº 8.717, de 14 de outubro de 1993. ................................................................................................................................ 394
Lei nº 9.265, de 12 de fevereiro de 1996. .............................................................................................................................. 395
Lei nº 9.297, de 25 de julho de 1996. ..................................................................................................................................... 396
Lei nº 9.299, de 7 de agosto de 1996. ................................................................................................................................... 397
Lei nº 9.367, de 16 de dezembro de 1996. ........................................................................................................................... 398
Lei nº 9.442, de 14 de março de 1997. .................................................................................................................................. 409
Lei nº 9.717, de 27 de novembro de 1998. ............................................................................................................................ 411
Lei nº 9.764, de 17 de dezembro de 1998. ........................................................................................................................... 414
Lei nº 10.416, de 27 de março de 2002. ................................................................................................................................ 415

3. LEI DELEGADA
Lei Delegada nº 12, de 7 de agosto de 1992. ........................................................................................................................ 419
S UMÁRIO

4. DECRETOS-LEIS
Decreto-lei nº 3.269, de 14 de maio de 1941 ......................................................................................................................... 423
Decreto-lei nº 8.794, de 23 de janeiro de 1946 ...................................................................................................................... 424
Decreto-lei nº 8.795, de 23 de janeiro de 1946 ...................................................................................................................... 426
Decreto-lei nº 9.698, de 2 de setembro de 1946 ................................................................................................................... 428
Decreto-lei nº 197, de 24 de fevereiro de 1967 ..................................................................................................................... 443
Decreto-lei nº 728, de 6 de agosto de 1969 ........................................................................................................................... 444
Decreto-lei nº 971, de 17 de outubro de 1969 ........................................................................................................................ 473
Decreto-lei nº 1.001, de 21 de outubro de 1969. ................................................................................................................... 474
Decreto-lei nº 1.002, de 21 de outubro de 1969. ................................................................................................................... 544

VOLUME 3

Decreto-lei nº 1.041, de 21 de outubro de 1969 .................................................................................................................... 673


Decreto-lei nº 1.081, de 2 de fevereiro de 1970 .................................................................................................................... 674
Decreto-lei nº 1.449, de 13 de fevereiro de 1976 .................................................................................................................. 675
Decreto-lei nº 2.129, de 25 de junho de 1984. ...................................................................................................................... 676
Decreto-lei nº 2.201, de 27 de dezembro de 1984. ............................................................................................................... 677

5. MEDIDA PROVISÓRIA
Medida Provisória nº 2.215-10, de 31 de agosto de 2001. .................................................................................................. 681

6. DECRETOS
Decreto nº 49.096, de 10 de outubro de 1960. ...................................................................................................................... 703
Decreto nº 57.272, de 16 de novembro de 1965. ................................................................................................................. 722
Decreto nº 57.654, de 20 de janeiro de 1966 ......................................................................................................................... 724
Decreto nº 71.189, de 3 de outubro de 1972. ........................................................................................................................ 789
Decreto no 71.733, de 18 de janeiro de 1973. ...................................................................................................................... 791
Decreto nº 88.455, de 04 de julho de 1983 ............................................................................................................................ 806
Decreto nº 88.545, de 26 de julho de 1983. ........................................................................................................................... 808
Decreto nº 88.777, de 30 de setembro de 1983 .................................................................................................................... 821
S UMÁRIO

Decreto nº 90.900, de 5 de fevereiro de 1985. ...................................................................................................................... 833


Decreto n° 94.507, de 23 de junho de 1987. ......................................................................................................................... 834
Decreto nº 363, de 12 de dezembro de 1991 ........................................................................................................................ 835
Decreto n° 722, de 18 de janeiro de 1993 .............................................................................................................................. 889
Decreto nº 1.043, de 13 de janeiro de 1994 ........................................................................................................................... 898
Decreto nº 2.027, de 11 de outubro de 1996. ......................................................................................................................... 899
Decreto no 2.907, de 29 de dezembro de 1998. ................................................................................................................... 900
Decreto no 3.063, de 17 de maio de 1999. ........................................................................................................................... 903
Decreto nº 3.305, de 23 de dezembro de 1999. .................................................................................................................... 904
Decreto nº 4.307, de 18 de julho de 2002 .............................................................................................................................. 905

7. SÚMULAS
Súmula nº 1 ............................................................................................................................................................................... 925
Súmula nº 2 ............................................................................................................................................................................... 925
Súmula nº 3 ............................................................................................................................................................................... 925
Súmula nº 4 ............................................................................................................................................................................... 926
Súmula nº 5 ............................................................................................................................................................................... 926
Súmula nº 6 ............................................................................................................................................................................... 926
Súmula nº 7 ............................................................................................................................................................................... 927
Súmula nº 8 ............................................................................................................................................................................... 927
Súmula nº 9 ............................................................................................................................................................................... 927
Súmula nº 10 ............................................................................................................................................................................. 928
Súmula nº 11 ............................................................................................................................................................................. 928
Súmula nº 12 ............................................................................................................................................................................. 929
Súmula nº 13 ............................................................................................................................................................................. 929
A PRESENTAÇÃO

A Seção Judiciária do Rio de Janeiro, com o apoio do Tribunal Regional

Federal da 2ª Região, lança a presente coletânea, contendo matéria militar, previdenciária, dos

servidores públicos federais e dos Juizados Especiais Federais. Cuidadosa seleção legislativa, a

SELEGIS vai facilitar a pesquisa de muita gente.

Por que tomamos esta decisão? Para driblar os percalços que compõem a

aquisição de livros para a SJRJ como material permanente, e para injetar doses de dinamismo nas

pesquisas diárias, base para o desempenho das tarefas de grande parte de nossos servidores.

A iniciativa pioneira, aprovada pelo Conselho de Justiça Federal, partiu de

uma constatação feita por nossos bibliotecários, investigando o interesse dos usuários. Nossa

biblioteca, além de emprestar livros para os servidores e oferecê-los para consulta ao público

externo, também realiza pesquisa de legislação, jurisprudência e doutrina, especialmente para as

Varas Federais.

Os bibliotecários perceberam que, em certas ocasiões, recebem reiteradamente

pedidos idênticos de legislação para consulta. Não só dos Senhores Magistrados, mas também do

público em geral, especialmente quando determinado assunto está em pauta na imprensa ou

debatido nas esferas jurídicas.

Há anos, os bibliotecários criaram o costume de juntar pedidos idênticos

em pastas, para facilitar a busca. O curioso é que, paralelamente, algumas Varas Federais adota-

vam exatamente o mesmo procedimento.

Organizar a SELEGIS - Seleção Legislativa , foi conseqüência natural de

um dia-a-dia atento, de interação entre setores e instâncias, de diálogos, trabalho em conjunto e

vontade de aperfeiçoamento.
A PRESENTAÇÃO

O conteúdo desta coletânea foi pesquisado nos sites da Presidência da

República (www.planalto.gov.br) e do Senado Federal (www.senado.gov.br), e nos Diários Ofici-

ais. Editorado para publicação, o resultado é muito útil para consultas, não podendo, entretanto,

ser utilizado como documento oficial.

Não podemos deixar de agradecer o apoio do Desembargador Federal Valmir

Martins Peçanha, Presidente do Tribunal Regional da 2ª Região.

Pequenas iniciativas e muita cooperação foram as bases para o lançamento

destas primeiras coletâneas. Acreditamos que, a despeito da globalização e da enorme expansão

do mundo virtual, o livro ainda é o veículo mais prático e seguro para o manuseio, leitura e guarda

de conhecimento.

Naturalmente, não abriremos mão da publicação em nosso site, respal-

do que, sem dúvida alguma, amplia o alcance do conteúdo da SELEGIS para um sem número

de interessados.

Leitores e internautas encontrarão mais facilmente seu material de trabalho.

E nós cumprimos nosso dever: administrar o fluxo de conhecimento, alicerce para o bom desem-

penho da prestação jurisdicional.

THEOPHILO ANTONIO MIGUEL FILHO


Juiz Federal - Diretor do Foro
Decretos-Leis
SELEGIS - Seleção Legislativa Militar. v. 3 D ECRETOS -L EIS

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SELEGIS - Seleção Legislativa Militar. v. 3 D ECRETOS -L EIS

DECRETO-LEI Nº 1.041, DE 21 DE OUTUBRO DE 1969

Permite ao segurado da Previdência Social o cômputo do tempo de


serviço militar voluntário, para efeito de aposentadoria.

OS MINISTROS DA MARINHA DE GUERRA, DO EXÉRCITO E DA AERONÁUTICA MILITAR , usando


das atribuições que lhes confere o Art. 3º do Ato Institucional nº 16, de 14 de outubro de 1969,
combinado com o parágrafo 1º do Art. 2º do Ato Institucional nº 5, de 13 de dezembro de 1968,
D E C R E TA M :
Art. 1º É computável, para fins de aposentadoria o tempo de serviço militar prestado por segurado
da Previdência Social.
Art. 2º O tempo de serviço militar, voluntário ou obrigatório, deve ser computado para o fim de que
trata o artigo anterior, mesmo que tenha sido prestado quando o segurado da previdência social
ainda não possuía essa condição.
Art. 3º Exclui-se do previsto nos artigos 1º e 2º o tempo de serviço militar que tenha sido
computado para fins de inatividade remunerada nas Forças Armadas e Auxiliares ou para aposentadoria
no Serviço Público Federal, Estadual e Municipal.
Art. 4º Este Decreto-lei entra em vigor na data de sua publicação, ficando revogados o Decreto-Lei
nº 798, de 27 de agosto de 1969, e as demais disposições em contrário.

Brasília, 21 de outubro de 1969; 148º da Independência e 81º da República.


AUGUSTO HAMANN RADEMAKER GRüNEWALD
AURÉLIO DE LYRA TAVARES
MÁRCIO DE SOUZA E MELLO
Jarbas G. Passarinho
Hélio Beltrão

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SELEGIS - Seleção Legislativa Militar. v. 3 D ECRETOS -L EIS

DECRETO-LEI Nº 1.081, DE 2 DE FEVEREIRO DE 1970

Dispõe sobre o cálculo das pensões militares.

O PRESIDENTE DA REPÚBLICA, no uso da atribuição que lhe confere o artigo 55, item III, in fine
da Constituição,
D E C R E TA :
Art. 1º A fixação do valor de todas as pensões militares será feita na forma da Lei nº 3.765, de 4
de maio de 1960, combinada com o artigo 9º da Lei nº 5.552, de 4 de dezembro e 1968.
Art. 2º As despesas decorrentes da execução deste Decreto-lei serão atendidas com recursos
orçamentários, inclusive na forma prevista no incisos I e IV do artigo 6º do Decreto-lei nº 727, de
1º de agosto de 1969, que estima a Receita e fixa a Despesa da União para o exercício de 1970.
Art. 3º Este Decreto-lei produzirá efeitos a contar de 1 de fevereiro de 1970, revogadas as disposições
em contrário.

Brasília, 2 de fevereiro de 1970; 149º da Independência e 82º da República.


EMÍLIO G. MÉDICI
Adalberto de Barros Nunes
Orlando Geisel
Antônio Delfim Netto
Márcio de Souza e Mello
Marcus Vinicius Pratini de Moraes

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SELEGIS - Seleção Legislativa Militar. v. 3 D ECRETOS -L EIS

DECRETO-LEI Nº 1.449, DE 13 DE FEVEREIRO DE 1976

Altera dispositivo da Lei nº 3.765, de 4 de maio de 1960, que dispõe


sobre as pensões militares e dá outras providências.

O PRESIDENTE DA REPÚBLICA, no uso das atribuições que lhe confere o artigo 55, item III, da
Constituição,
D E C R E TA :
Art. 1º O artigo 3º da Lei nº 3.765, de 4 de maio de 1960, alterado pela Lei nº 5.475, de 23 de julho
de 1968, passa a vigorar com a seguinte redação:
“Art. 3º O valor da contribuição para a pensão militar será igual a uma fração do soldo, arredondada,
em cruzeiros, para importância imediatamente superior, correspondente a:
I - 1.6 dias de soldo para Oficiais-Generais, Capitão-de-Mar-e-Guerra e Capitão-de-Fragata;
I I - 1.7 d ia s de sold o p a r a C a p i tã o - d e - C o r v e ta e C a p i tão-Tenent e;
III - 1.8 dias de soldo para Tenentes, Guarda-Marinha, Suboficial, 1º e 2º Sargentos;
IV - 1.9 dias de soldo para 3º Sargentos; e
V - 2 dias de soldo para as praças de graduação inferior a 3º Sargento.
§ 1º O valor da contribuição do militar, na inatividade, será o correspondente a do posto ou da
graduação cujo soldo constituiu a parcela básica para o cálculo dos respectivos proventos.
§ 2º O valor da contribuição facultativa, na inatividade, será igual a do posto ou da graduação que
o militar possuiu na ativa.
§ 3º Se o militar contribuir para a pensão de posto ou de graduação superior, a contribuição será
a correspondente à desse posto ou graduação.
§ 4º O oficial que atingir o número 1 (um) da respectiva escala contribuirá para a pensão do posto
imediato.
§ 5º Os beneficiários da pensão militar são isentos de contribuição para a mesma.”
Art. 2º Este Decreto-lei entrará em vigor em 1º de março de 1976, ficando revogados o artigo 9º da
Lei nº 5.552, de 4 de dezembro de 1968, o Decreto-Lei nº 1.081, de 2 de fevereiro de 1970, e
demais disposições em contrário.

Brasília, 13 de fevereiro de 1976; 155º da Independência e 88º da República.


ERNESTO GEISEL
Geraldo Azevedo Henning
Sylvio Frota
Mário Henrique Simonsen
J. Araripe Macedo
João Paulo dos Reis VeIloso
Antonio Jorge Correa

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SELEGIS - Seleção Legislativa Militar. v. 3 D ECRETOS -L EIS

DECRETO-LEI Nº 2.129, DE 25 DE JUNHO DE 1984.

Reajusta o valor do soldo base do cálculo da remuneração dos militares.

O PRESIDENTE DA REPÚBLICA, no uso das atribuições que lhe confere o artigo 55, item III, da
Constituição,
D E C R E TA :
Art. 1º - O valor do soldo do posto de Almirante-de-Esquadra, de que trata o artigo 148 da Lei nº
5.787, de 27 de junho de 1972, é reajustado, a partir de 1º de julho de 1984, em 65% (sessenta e
cinco por cento).
Art. 2º - A despesa decorrente da aplicação deste Decreto-lei será atendida à conta das dotações
constantes do orçamento da União para o exercício financeiro de 1984.
Art. 3º - Este Decreto-lei entra em vigor na data de sua publicação, revogadas as disposições em
contrário.

Brasília, DF, 25 de junho de 1984; 163º da Independência 196º da República.


JOÃO FIGUEIREDO
Alfredo Karam
Alzir Benjamin Chaloub
Délio Jardim de Mattos
Waldir de Vasconcelos

676
SELEGIS - Seleção Legislativa Militar. v. 3 D ECRETOS -L EIS

DECRETO-LEI Nº 2.201, DE 27 DE DEZEMBRO DE 1984.

Reajusta o valor do soldo base do cálculo da remuneração dos militares.

O PRESIDENTE DA REPÚBLICA, no uso das atribuições, que lhe confere o artigo 55, item III, da
Constituição,
D E C R E TA :
Art. 1º - Fica extinto o acréscimo de 10% (dez por cento) sobre o soldo do posto ou graduação,
para cálculo de gratificações, de indenizações e de auxílios ao militar das Forças Armadas, a que
se referem o artigo 12 e seu parágrafo único do Decreto-lei nº 1.901, de 22 de dezembro de 1981.
Art. 2º - Para fixação do valor do soldo correspondente ao índice 1000 da Tabela de Escalonamento
Vertical, anexa ao Decreto-lei nº 1.447, de 13 de fevereiro de 1976, tomar-se-á por base 1,3 (um
inteiro e três décimos) do valor atual do mencionado soldo.
Art. 3º - Ficam revogados os artigos 9º e 10 da Lei nº 5.787, de 27 de junho de 1972 (LRM), que
tratam do pagamento de soldo de posto ou graduação superior, ao militar no exercício de cargo ou
comissão, cujo desempenho seja privativo do posto ou graduação superior ao seu.
Art. 4º - O valor do soldo resultante da aplicação do disposto no artigo 2º deste Decreto-lei é
reajustado em 75% (setenta e cinco por cento).
Art. 5º - A despesa decorrente da execução deste Decreto-lei será atendida à conta das dotações
Constantes do Orçamento Geral da União para o exercício de 1985.
Art. 6º - Este Decreto-lei entra em vigor em 1º de janeiro de 1985.
Art. 7º - Ficam revogadas as disposições em contrário.

Brasília, DF, 27 de dezembro de 1984; 163º da Independência e 96º da República.


JOÃO FIGUEIREDO
Alfredo Karam
José Magalhães da Silveira
Délio Jardim Mattos
Waldir de Vasconcelos

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Medida Provisória
SELEGIS - Seleção Legislativa Militar. v. 3 M EDIDA P ROVISÓRIA

680
SELEGIS - Seleção Legislativa Militar. v. 3 M EDIDA P ROVISÓRIA

MEDIDA PROVISÓRIA Nº 2.215-10, DE 31 DE AGOSTO DE 2001.

Regulamento Dispõe sobre a reestruturação da remuneração dos mili-


tares das Forças Armadas, altera as Leis nos 3.765, de 4 de maio de
1960, e 6.880, de 9 de dezembro de 1980, e dá outras providências.

O PRESIDENTE DA REPÚBLICA, no uso da atribuição que lhe confere o art. 62 da Constituição,


adota a seguinte Medida Provisória, com força de lei:

CAPÍTULO I
DA REMUNERAÇÃO
Art. 1º A remuneração dos militares integrantes das Forças Armadas - Marinha, Exército e Aeronáutica,
no País, em tempo de paz, compõe-se de:
I - soldo;
II - adicionais:
a) militar;
b) de habilitação;
c) de tempo de serviço, observado o disposto no art. 30 desta Medida Provisória;
d) de compensação orgânica; e
e) de permanência;
III - gratificações:
a) de localidade especial; e
b) de representação.
Parágrafo único. As tabelas de soldo, adicionais e gratificações são as constantes dos Anexos I,
II e III desta Medida Provisória.
Art. 2º Além da remuneração prevista no art. 1o desta Medida Provisória, os militares têm os
seguintes direitos remuneratórios:
I - observadas as definições do art. 3o desta Medida Provisória:
a) diária;
b) transporte;
c) ajuda de custo;
d) auxílio-fardamento;
e) auxílio-alimentação;
f) auxílio-natalidade;
g) auxílio-invalidez; e
h) auxílio-funeral;
II - observada a legislação específica:
a) auxílio-transporte;
b) assistência pré-escolar;
c) salário-família;
d) adicional de férias; e
e) adicional natalino.
Parágrafo único. Os valores referentes aos direitos previstos neste artigo são os estabelecidos em
l e g i s l a ç ã o e s p e c í f i c a o u c o n s t a n t e s d a s t a b e l a s d o A n e x o I V.

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SELEGIS - Seleção Legislativa Militar. v. 3 M EDIDA P ROVISÓRIA

Art. 3º Para os efeitos desta Medida Provisória, entende-se como:


I - soldo - parcela básica mensal da remuneração e dos proventos, inerente ao posto ou à
graduação do militar, e é irredutível;
II - adicional militar - parcela remuneratória mensal devida ao militar, inerente a cada círculo
hierárquico da carreira militar;
III - adicional de habilitação - parcela remuneratória mensal devida ao militar, inerente aos cursos
realizados com aproveitamento, conforme regulamentação;
IV - adicional de tempo de serviço - parcela remuneratória mensal devida ao militar, inerente ao
tempo de serviço, conforme regulamentação, observado o disposto no art. 30 desta Medida Provisória;
V - adicional de compensação orgânica - parcela remuneratória mensal devida ao militar para
compensação de desgaste orgânico resultante do desempenho continuado de atividades especiais,
conforme regulamentação;
VI - adicional de permanência - parcela remuneratória mensal devida ao militar que permanecer
em serviço após haver completado o tempo mínimo requerido para a transferência para a inatividade
remunerada, conforme regulamentação;
VII - gratificação de localidade especial - parcela remuneratória mensal devida ao militar, quando
servindo em regiões inóspitas, conforme regulamentação;
VIII - gratificação de representação:
a) parcela remuneratória mensal devida aos Oficiais Generais e aos demais oficiais em cargo de
comando, direção e chefia de organização militar, conforme regulamentação; e
b) parcela remuneratória eventual devida ao militar pela participação em viagem de representação,
instrução, emprego operacional ou por estar às ordens de autoridade estrangeira no País, conforme
regulamentação;
IX - diária - direito pecuniário devido ao militar que se afastar de sua sede, em serviço de caráter
eventual ou transitório, para outro ponto do território nacional, destinado a cobrir as correspondentes
despesas de pousada, alimentação e locomoção urbana, conforme regulamentação;
X - transporte - direito pecuniário devido ao militar da ativa, quando o transporte não for realizado
por conta da União, para custear despesas nas movimentações por interesse do serviço, nelas
compreendidas a passagem e a translação da respectiva bagagem, para si, seus dependentes e
um empregado doméstico, da localidade onde residir para outra, onde fixará residência dentro do
território nacional;
XI - ajuda de custo - direito pecuniário devido ao militar, pago adiantadamente, conforme regulamentação:
a) para custeio das despesas de locomoção e instalação, exceto as de transporte, nas movimentações
com mudança de sede; e
b) por ocasião de transferência para a inatividade remunerada, conforme dispuser o regulamento;
XII - auxílio-fardamento - direito pecuniário devido ao militar para custear gastos com fardamento,
conforme regulamentação;
XIII - auxílio-alimentação - direito pecuniário devido ao militar para custear gastos com alimentação,
conforme regulamentação;
XIV - auxílio-natalidade - direito pecuniário devido ao militar por motivo de nascimento de filho,
conforme regulamentação;
XV - auxílio-invalidez - direito pecuniário devido ao militar na inatividade, reformado como inválido,
por incapacidade para o serviço ativo, conforme regulamentação; e
XVI - auxílio-funeral - direito pecuniário devido ao militar por morte do cônjuge, do companheiro ou
companheira ou do dependente, ou ainda ao beneficiário no caso de falecimento do militar, conforme
regulamentação.

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SELEGIS - Seleção Legislativa Militar. v. 3 M EDIDA P ROVISÓRIA

Parágrafo único. O militar quando em viagens a serviço terá direito a passagens, conforme regulamentação.
Art. 4º A remuneração e os proventos do militar não estão sujeitos a penhora, seqüestro ou
arresto, exceto nos casos especificamente previstos em lei.
Art. 5º O direito do militar à remuneração tem início na data:
I - do ato da promoção, da apresentação atendendo convocação ou designação para o serviço
ativo, para o Oficial;
II - do ato da designação ou declaração, da apresentação atendendo convocação para o serviço
ativo, para o Guarda-Marinha ou o Aspirante-a-Oficial;
III - do ato da nomeação ou promoção a Oficial, para Suboficial ou Subtenente;
IV - do ato da promoção, classificação ou engajamento, para as demais praças;
V - da incorporação às Forças Armadas, para convocados e voluntários;
VI - da apresentação à organização competente do Ministério da Defesa ou Comando, quando da
nomeação inicial para qualquer posto ou graduação das Forças Armadas; ou
VII - do ato da matrícula, para os alunos das escolas, centros ou núcleos de formação de oficiais
e de praças e das escolas preparatórias e congêneres.
Parágrafo único. Nos casos de retroatividade, a remuneração é devida a partir das datas declaradas
nos respectivos atos.
Art. 6º Suspende-se temporariamente o direito do militar à remuneração quando:
I - em licença para tratar de interesse particular;
II - na situação de desertor; ou
III - agregado, para exercer atividades estranhas às Forças Armadas, estiver em cargo, emprego
ou função pública temporária não eletiva, ainda que na Administração Pública Federal indireta,
respeitado o direito de opção pela remuneração correspondente ao posto ou graduação.
Parágrafo único. O militar que usar do direito de opção pela remuneração faz jus à representação
mensal do cargo, emprego ou função pública temporária.
Art. 7º O direito à remuneração em atividade cessa quando o militar for desligado do serviço ativo
das Forças Armadas por:
I - anulação de incorporação, desincorporação, licenciamento ou demissão;
II - exclusão a bem da disciplina ou perda do posto e patente;
III - transferência para a reserva remunerada ou reforma; ou
IV - falecimento.
§ 1º O militar, enquanto não for desligado, continuará a perceber remuneração na ativa até a
publicação de seu desligamento, que não poderá ultrapassar quarenta e cinco dias da data da
primeira publicação oficial do respectivo ato.
§ 2º A remuneração a que faria jus, em vida, o militar falecido, será paga aos seus beneficiários
habilitados até a conclusão do processo referente à pensão militar.
Art. 8º Quando o militar for considerado desaparecido ou extraviado, nos termos previstos na Lei
nº 6.880, de 9 de dezembro de 1980, sua remuneração ou proventos serão pagos aos que teriam
direito à sua pensão militar.
§ 1º No caso previsto neste artigo, decorridos seis meses, iniciar-se-á a habilitação dos beneficiários
à pensão militar, cessando o pagamento da remuneração ou dos proventos quando se iniciar o
pagamento da pensão militar.
§ 2º Reaparecendo o militar, caber-lhe-á, se for o caso, o pagamento da diferença entre a remuneração
ou os proventos a que faria jus e a pensão paga a seus beneficiários.

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SELEGIS - Seleção Legislativa Militar. v. 3 M EDIDA P ROVISÓRIA

CAPÍTULO II
D O S D I R E I TO S P E C U N I Á R I O S A O PA S S A R PA R A A I N AT I V I D A D E
Art. 9º O militar, ao ser transferido para a inatividade remunerada, além dos direitos previstos nos
a r t s . 1 0 e 11 d e s t a M e d i d a P r o v i s ó r i a , f a z j u s :
I - à ajuda de custo prevista na alínea “b” do inciso XI do art. 3o desta Medida Provisória; e
II - ao valor relativo ao período integral das férias a que tiver direito e, ao incompleto, na proporção
de um doze avos por mês de efetivo serviço.
§ 1o No caso do inciso II deste artigo, a fração igual ou superior a quinze dias é considerada como
mês integral.
§ 2o Os direitos previstos neste artigo são concedidos aos beneficiários da pensão militar no caso
de falecimento do militar em serviço ativo.

CAPÍTULO III
D O S P R O V E N TO S N A I N AT I V I D A D E
Art. 10. Os proventos na inatividade remunerada são constituídos das seguintes parcelas:
I - soldo ou quotas de soldo;
II - adicional militar;
III - adicional de habilitação;
IV - adicional de tempo de serviço, observado o disposto no art. 30 desta Medida Provisória;
V - adicional de compensação orgânica; e
VI - adicional de permanência.
§ 1o Para efeitos de cálculo, os proventos são:
I - integrais, calculados com base no soldo; ou
II - proporcionais, calculados com base em quotas do soldo, correspondentes a um trinta avos do
valor do soldo, por ano de serviço.
§ 2o Aplica-se o disposto neste artigo ao cálculo da pensão militar.
§ 3o O militar transferido para a reserva remunerada ex officio, por haver atingido a idade limite de
permanência em atividade, no respectivo posto ou graduação, ou por não haver preenchido as
condições de escolha para acesso ao generalato, tem direito ao soldo integral.
Art. 11. Além dos direitos previstos no art. 10, o militar na inatividade remunerada faz jus a:
I - adicional-natalino;
II - auxílio-invalidez;
III - assistência pré-escolar;
IV - salário-família;
V - auxílio-natalidade; e
VI - auxílio-funeral.
Art. 12. Suspende-se o direito do militar inativo à percepção de proventos, quando retornar à
ativa, convocado ou designado para o desempenho de cargo ou comissão nas Forças Armadas,
na forma da legislação em vigor, a partir da data da sua apresentação à organização militar
competente.
Art. 13. Cessa o direito à percepção dos proventos na inatividade na data:
I - do falecimento do militar;
II - do ato que prive o Oficial do posto e da patente; ou
III - do ato da exclusão a bem da disciplina das Forças Armadas, para a praça.

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CAPÍTULO IV
DOS DESCONTOS
Art. 14. Descontos são os abatimentos que podem sofrer a remuneração ou os proventos do militar
para cumprimento de obrigações assumidas ou impostas em virtude de disposição de lei ou de
regulamento.
§ 1o Os descontos podem ser obrigatórios ou autorizados.
§ 2o Os descontos obrigatórios têm prioridade sobre os autorizados.
§ 3o Na aplicação dos descontos, o militar não pode receber quantia inferior a trinta por cento da
sua remuneração ou proventos.
Art. 15. São descontos obrigatórios do militar:
I - contribuição para a pensão militar;
II - contribuição para a assistência médico-hospitalar e social do militar;
III - indenização pela prestação de assistência médico-hospitalar, por intermédio de organiza-
ção militar;
IV - impostos incidentes sobre a remuneração ou os proventos, de acordo com a lei;
V - indenização à Fazenda Nacional em decorrência de dívida;
VI - pensão alimentícia ou judicial;
VII - taxa de uso por ocupação de próprio nacional residencial, conforme regulamentação;
VIII - multa por ocupação irregular de próprio nacional residencial, conforme regulamentação.
Art. 16. Descontos autorizados são os efetuados em favor de entidades consignatárias ou de
terceiros, conforme regulamentação de cada Força.

CAPÍTULO V
DOS LIMITES DA REMUNERAÇÃO E DOS PROVENTOS
Art. 17. Nenhum militar, na ativa ou na inatividade, pode perceber mensalmente, a título de
remuneração ou proventos, importância superior à remuneração bruta do Comandante de Força.
Parágrafo único. Excluem-se, para fim de aplicação deste artigo, os valores inerentes a:
I - direitos remuneratórios previstos no art. 2o desta Medida Provisória;
II - adicional de tempo de serviço, observado o disposto no art. 30 desta Medida Provisória;
III - adicional de compensação orgânica;
IV - gratificação de localidade especial;
V - gratificação de representação; e
VI - adicional de permanência.
Art. 18. Nenhum militar ou beneficiário de pensão militar pode receber, como remuneração, pro-
ventos mensais ou pensão militar, valor inferior ao do salário mínimo vigente, sendo-lhe paga,
como complemento, a diferença encontrada.
§ 1o A pensão militar de que trata o caput deste artigo é a pensão militar tronco e não as cotas
partes resultantes das subdivisões aos beneficiários.
§ 2o Excluem-se do disposto no caput deste artigo as praças prestadoras de serviço militar inicial
e as praças especiais, exceto o Guarda-Marinha e o Aspirante-a-Oficial.
§ 3o O complemento previsto no caput deste artigo constituirá parcela de proventos na inativida-
de, além das previstas no art. 10 desta Medida Provisória, até que seja absorvido por ocasião de
futuros reajustes.

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CAPÍTULO VI
DAS DISPOSIÇÕES GERAIS, TRANSITÓRIAS E FINAIS

Seção I
Das Disposições Gerais
Art. 19. Os convocados ou mobilizados fazem jus à remuneração prevista nesta Medida Provisória.
Parágrafo único. Ao servidor público federal, estadual ou municipal fica garantido o direito de optar
pela remuneração que percebia antes da convocação ou mobilização.
Art. 20. Os militares da ativa nomeados Ministros de Estado ou Ministros do Superior Tribunal
Militar têm remuneração estabelecida em legislação própria, assegurado o direito de opção.
Art. 21. Ao militar que, em 29 de dezembro de 2000, encontrar-se reformado com fundamento no
Decreto-Lei no 8.795, de 23 de janeiro de 1946, ou na Lei no 2.579, de 23 de agosto de 1955, fica
assegurado o cálculo de seus proventos referentes ao soldo do posto de Segundo-Tenente, ou, se
mais benéfico, o do posto a que ele faz jus na inatividade.
Art. 22. Aos militares que participarem da construção de estradas, aeródromos e obras públicas,
mapeamento e levantamento cartográfico e hidrográfico, construção e instalação de rede de proteção
ao vôo, serviços de sinalização náutica e reboque poderão ser conferidas gratificações na forma
estabelecida em convênio com órgãos públicos ou privados interessados no referido trabalho, à
conta dos recursos a estes destinados.
Art. 23. O militar da reserva remunerada, e excepcionalmente o reformado, que tenha modificada
sua situação na inatividade para aquela prevista para a prestação de tarefa por tempo certo, faz
jus a um adicional igual a três décimos dos proventos que estiver percebendo.
Art. 24. O militar que, até 1o de março de 1976, tinha direito a compensação orgânica pela metade
do valor, quando em deslocamento em aeronave militar, a serviço de natureza militar, não sendo
tripulante orgânico, observador meteorológico, observador aéreo ou observador fotogramétrico,
tem o seu direito assegurado.
Art. 25. A contribuição para a assistência médico-hospitalar e social é de até três e meio por cento
ao mês e incidirá sobre as parcelas que compõem a pensão ou os proventos na inatividade,
conforme previsto no art. 10 desta Medida Provisória.

Seção II
Das Disposições Transitórias
Art. 26. Enquanto não entrar em vigor lei especial dispondo sobre remuneração em campanha,
permanecem em vigor os arts. 101 a 109 da Lei no 5.787, de 27 de junho de 1972.

Seção III
Das Disposições Finais
Art. 27. A L e i n o 3 . 7 6 5 , d e 4 d e m a i o d e 1 9 6 0 , p a s s a a v i g o r a r c o m a s s e g u i n t e s a l t e r a ç õ e s :
“Art. 1º São contribuintes obrigatórios da pensão militar, mediante desconto mensal em folha de
pagamento, todos os militares das Forças Armadas.
Parágrafo único. Excluem-se do disposto no caput deste artigo:
I - o aspirante da Marinha, o cadete do Exército e da Aeronáutica e o aluno das escolas, centros
ou núcleos de formação de oficiais e de praças e das escolas preparatórias e congêneres; e
II - cabos, soldados, marinheiros e taifeiros, com menos de dois anos de efetivo serviço.” (NR)
“Art. 3º-A. A contribuição para a pensão militar incidirá sobre as parcelas que compõem os
proventos na inatividade.
Parágrafo único. A alíquota de contribuição para a pensão militar é de sete e meio por cento.” (NR)

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SELEGIS - Seleção Legislativa Militar. v. 3 M EDIDA P ROVISÓRIA

“Art. 4º Quando o militar, por qualquer circunstância, não puder ter descontada a sua contribuição
para a pensão militar, deverá ele efetuar o seu recolhimento, imediatamente, à unidade a que
estiver vinculado.
Parágrafo único. Se, ao falecer o contribuinte, houver dívida de contribuição, caberá aos beneficiários
saldá-la integralmente, por ocasião do primeiro pagamento da pensão militar.” (NR)
“Art. 7º A pensão militar é deferida em processo de habilitação, tomando-se por base a declaração
de beneficiários preenchida em vida pelo contribuinte, na ordem de prioridade e condições a seguir:
I - primeira ordem de prioridade:
a) cônjuge;
b) companheiro ou companheira designada ou que comprove união estável como entidade familiar;
c) pessoa desquitada, separada judicialmente, divorciada do instituidor ou a ex-convivente, desde
que percebam pensão alimentícia;
d) filhos ou enteados até vinte e um anos de idade ou até vinte e quatro anos de idade, se
estudantes universitários ou, se inválidos, enquanto durar a invalidez; e
e) menor sob guarda ou tutela até vinte e um anos de idade ou, se estudante universitário, até
vinte e quatro anos de idade ou, se inválido, enquanto durar a invalidez.
II - segunda ordem de prioridade, a mãe e o pai que comprovem dependência econômica do
militar;
III - terceira ordem de prioridade:
a) o irmão órfão, até vinte e um anos de idade ou, se estudante universitário, até vinte e quatro
anos de idade, e o inválido, enquanto durar a invalidez, comprovada a dependência econômica do
militar;
b) a pessoa designada, até vinte e um anos de idade, se inválida, enquanto durar a invalidez, ou
maior de sessenta anos de idade, que vivam na dependência econômica do militar.
§ 1o A concessão da pensão aos beneficiários de que tratam o inciso I, alíneas “a”, “b”, “c” e “d”,
exclui de sse d ireito o s b e n e fi c i á r i o s r e fe r i d o s n o s i n c i s os I I e I I I .
§ 2º A pensão será concedida integralmente aos beneficiários do inciso I, alíneas “a” e “b”, ou
distribuída em partes iguais entre os beneficiários daquele inciso, alíneas “a” e “c” ou “b” e “c”,
legalmente habilitados, exceto se existirem beneficiários previstos nas suas alíneas “d” e “e”.
§ 3º Ocorrendo a exceção do § 2o, metade do valor caberá aos beneficiários do inciso I, alíneas
“a” e “c” ou “b” e “c”, sendo a outra metade do valor da pensão rateada, em partes iguais, entre
os beneficiários do inciso I, alíneas “d” e “e”. (NR)
“Art. 15. A pensão militar será igual ao valor da remuneração ou dos proventos do militar.
Parágrafo único. A pensão do militar não contribuinte da pensão militar que vier a falecer na
atividade em conseqüência de acidente ocorrido em serviço ou de moléstia nele adquirida não
poderá ser inferior:
I - à de aspirante a oficial ou guarda-marinha, para os cadetes do Exército e da Aeronáutica,
aspirantes de marinha e alunos dos Centros ou Núcleos de Preparação de Oficiais da reserva; ou
II - à de terceiro-sargento, para as demais praças e os alunos das escolas de formação de
sargentos.” (NR)
“Art. 23. Perderá o direito à pensão militar o beneficiário que:
I - venha a ser destituído do pátrio poder, no tocante às quotas-partes dos filhos, as quais serão
revertidas para estes filhos;
II - atinja, válido e capaz, os limites de idade estabelecidos nesta Lei;
III - renuncie expressamente ao direito;
IV - tenha sido condenado por crime de natureza dolosa, do qual resulte a morte do militar ou do
pensionista instituidor da pensão militar.” (NR)

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SELEGIS - Seleção Legislativa Militar. v. 3 M EDIDA P ROVISÓRIA

“Art. 27. A pensão militar não está sujeita à penhora, seqüestro ou arresto, exceto nos casos
especificamente previstos em lei.” (NR)
“Art. 29. É permitida a acumulação:
I - de uma pensão militar com proventos de disponibilidade, reforma, vencimentos ou aposentadoria;
II - de uma pensão militar com a de outro regime, observado o disposto no art. 37, inciso XI, da
Constituição Federal.” (NR)
Art. 28. A Lei no 6.880, de 9 de dezembro de 1980, passa a vigorar com as seguintes alterações:
“Art. 6o São equivalentes as expressões “na ativa”, “da ativa”, “em serviço ativo”, “em serviço
na ativa”, “em serviço”, “em atividade” ou “em atividade militar”, conferidas aos militares no
desempenho de cargo, comissão, encargo, incumbência ou missão, serviço ou atividade militar
ou considerada de natureza militar nas organizações militares das Forças Armadas, bem como na
Presidência da República, na Vice-Presidência da República, no Ministério da Defesa e nos demais
órgãos quando previsto em lei, ou quando incorporados às Forças Armadas.” (NR)
“Art. 50...................................................
.............................................................
II - o provento calculado com base no soldo integral do posto ou graduação que possuía quando da
transferência para a inatividade remunerada, se contar com mais de trinta anos de serviço;
III - o provento calculado com base no soldo integral do posto ou graduação quando, não contando
trinta anos de serviço, for transferido para a reserva remunerada, ex officio, por ter atingido a
idade-limite de permanência em atividade no posto ou na graduação, ou ter sido abrangido pela
quota compulsória; e
..........................................................................” (NR)
“Art. 53. A remuneração dos militares será estabelecida em legislação específica, comum às
Forças Armadas.” (NR)
“Art. 63.........................................................
................................................................
§ 3º A concessão de férias não é prejudicada pelo gozo anterior de licença para tratamento de
saúde, nem por punição anterior decorrente de contravenção ou transgressão disciplinar, ou pelo
estado de guerra, ou para que sejam cumpridos atos em serviço, bem como não anula o direito
àquela licença.
..................................................................” (NR)
“Art. 67........................................................
..................................................................
§ 3o A concessão da licença é regulada pelo Comandante da Força.” (NR)
“Art. 70.........................................................
§ 1º A interrupção da licença para tratar de interesse particular poderá ocorrer:
...........................................................................
d) para cumprimento de punição disciplinar, conforme regulamentação de cada Força.
.......................................................................” (NR)
“Art. 81..............................................................
........................................................................
II - for posto à disposição exclusiva do Ministério da Defesa ou de Força Armada diversa daquela
a que pertença, para ocupar cargo militar ou considerado de natureza militar;
...........................................................................” (NR)
Art. 29. Constatada a redução de remuneração, de proventos ou de pensões, decorrente da aplicação
desta Medida Provisória, o valor da diferença será pago a título de vantagem pessoal nominalmente
identificada, sendo absorvido por ocasião de futuros reajustes.

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SELEGIS - Seleção Legislativa Militar. v. 3 M EDIDA P ROVISÓRIA

Parágrafo único. A vantagem pessoal nominalmente identificada prevista no caput deste artigo
constituirá parcela de proventos na inatividade, além das previstas no art. 10 desta Medida
Provisória, até que seja absorvida por ocasião de futuros reajustes.
Art. 30. Fica extinto o adicional de tempo de serviço previsto na alínea “c” do inciso II do art. 1º
desta Medida Provisória, assegurado ao militar o percentual correspondente aos anos de serviço
a que fizer jus em 29 de dezembro de 2000.
Art. 31. Fica assegurada aos atuais militares, mediante contribuição específica de um vírgula
cinco por cento das parcelas constantes do art. 10 desta Medida Provisória, a manutenção dos
benefícios previstos na Lei no 3.765, de 1960, até 29 de dezembro de 2000.
§ 1o Poderá ocorrer a renúncia, em caráter irrevogável, ao disposto no caput, que deverá ser
expressa até 31 de agosto de 2001.
§ 2o Os beneficiários diretos ou por futura reversão das pensionistas são também destinatários da
manutenção dos benefícios previstos na Lei no 3.765, de 1960, até 29 de dezembro de 2000.
Art. 32. Ficam assegurados os direitos dos militares que até 29 de dezembro de 2000, contribuíam
para a pensão militar correspondente a um ou dois postos ou graduações acima da que fizerem jus.
§ 1o O direito à pensão fica condicionado ao recebimento de vinte e quatro contribuições mensais
que será deixado aos beneficiários, permitindo-se a estes fazerem o respectivo pagamento, ou
completarem o que faltar.
§ 2o O militar que, preenchendo as condições legais para ser transferido para a reserva remunerada
ou reformado, com proventos calculados sobre o soldo do posto ou graduação superior, venha a
falecer na ativa, deixará pensão correspondente a esta situação, observado o disposto no caput
deste artigo.
Art. 33. Os períodos de licença especial, adquiridos até 29 de dezembro de 2000, poderão ser
usufruídos ou contados em dobro para efeito de inatividade, e nessa situação para todos os efeitos
legais, ou convertidos em pecúnia no caso de falecimento do militar.
Parágrafo único. Fica assegurada a remuneração integral ao militar em gozo de licença especial.
Art. 34. Fica assegurado ao militar que, até 29 de dezembro de 2000, tenha completado os
requisitos para se transferir para a inatividade o direito à percepção de remuneração correspondente
ao grau hierárquico superior ou melhoria dessa remuneração.
Art. 35. Fica assegurada a condição de contribuinte ao oficial demitido a pedido e à praça licenciada
ou excluída que, até 29 de dezembro de 2000, contribuíam para a pensão militar.
Art. 36. Os períodos de férias não gozadas, adquiridos até 29 de dezembro de 2000, poderão ser
contados em dobro para efeito de inatividade.
Art. 37. Fica assegurado ao militar o acréscimo de um ano de serviço para cada cinco anos de
tempo de efetivo serviço prestado, até 29 de dezembro de 2000, pelo oficial dos diversos corpos,
quadros e serviços que possuir curso universitário, reconhecido oficialmente, desde que esse
curso tenha sido requisito essencial para a sua admissão nas Forças Armadas, até que este
acréscimo complete o total de anos de duração normal do respectivo curso.
Art. 38. Fica o Poder Executivo autorizado a editar ato que antecipe, até 30 de junho de 2002, a
aplicação da Tabela II do Anexo II desta Medida Provisória, sendo observado o disposto no art. 21
da Lei Complementar no 101, de 4 de maio de 2000.
Art. 39. Ficam convalidados os atos praticados com base na Medida Provisória no 2.188-9, de 24
de agosto de 2001.
Art. 40. Esta Medida Provisória entra em vigor na data de sua publicação, gerando efeitos financeiros
a partir de 1o de janeiro de 2001.
Art. 41. Ficam revogados o art. 2o, os §§ 1o, 2o, 3o, 4o e 5o do art. 3o, os arts. 5o, 6o, 8o, 16,
17, 18, 19 e 22 da Lei nº 3.765, de 4 de maio de 1960, a alínea “j” do inciso IV e o § 1o do art. 50,
o § 5o do art. 63, a alínea “a” do § 1o do art. 67, o art. 68, os §§ 4o e 5o do art. 110, os incisos
II, IV e V, e os §§ 2o e 3o do art. 137, os arts. 138, 156 e 160 da Lei no 6.880, de 9 de dezembro

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SELEGIS - Seleção Legislativa Militar. v. 3 M EDIDA P ROVISÓRIA

de 1980, o art. 7o da Lei no 7.412, de 6 de dezembro de 1985, o art. 2o da Lei no 7.961, de 21 de


dezembro de 1989, o art. 29 da Lei no 8.216, de 13 de agosto de 1991, a Lei no 8.237, de 30 de
setembro de 1991, o art. 6o da Lei no 8.448, de 21 de julho de 1992, os arts. 6o e 8o da Lei no
8.622, de 19 de janeiro de 1993, a Lei Delegada no 12, de 7 de agosto de 1992, o inciso I do art.
2o e os arts. 20, 25, 26 e 27 da Lei no 8.460, de 17 de setembro de 1992, o art. 2º da Lei nº 8.627,
de 19 de fevereiro de 1993, a Lei nº 8.717, de 14 de outubro de 1993, a alínea “b” do inciso I do
art. 1o da Lei no 8.852, de 4 de fevereiro de 1994, os arts. 3o e 6o da Lei no 9.367, de 16 de
dezembro de 1996, os arts. 1o ao 4o e 6o da Lei no 9.442, de 14 de março de 1997, a Lei no 9.633,
de 12 de maio de 1998, e a Medida Provisória no 2.188-9, de 24 de agosto de 2001.

Brasília, 31 de agosto de 2001; 180o da Independência e 113o da República.


FERNANDO HENRIQUE CARDOSO
Geraldo Magela da Cruz Quintão
Pedro Malan
M a r t u s Ta v a r e s

E s t e t e x t o n ã o s u b s t i t u i o p u b l i c a d o n o D . O . U . d e 1 . 9 . 2 0 0 1 ( E d i ç ã o e x t r a)

690
SELEGIS - Seleção Legislativa Militar. v. 3 M EDIDA P ROVISÓRIA

ANEXO I

TABELA I - SOLDO

POSTO OU GRADUAÇÃO
1. OFICIAIS GENERAIS V A L O R (R$)
A l m i r a n t e - d e - E s q u a d r a , G e n e r a l - d e - E x é r c i t o e Te n e n t e - B r i g a d e i r o 4.500,00
Vice-Almirante, General-de-Divisão e Major-Brigadeiro 4.290,00
Contra-Almirante, General-de-Brigada e Brigadeiro 4.101,00
2. OFICIAIS SUPERIORES
Capitão-de-Mar-e-Guerra e Coronel 3.741,00
C a p i t ã o - d e - F r a g a t a e Te n e n t e - C o r o n e l 3.591,00
Capitão-de-Corveta e Major 3.432,00
3. OFICIAIS INTERMEDIÁRIOS E
Capitão-Tenente e Capitão 2.700,00
4 . O F I C I A I S S U B A LT E R N O S E
P r i m e i r o - Te n e n t e 2.520,00
S e g u n d o - Te n e n t e 2.250,00
5. PRAÇAS ESPECIAIS E
Guarda-Marinha e Aspirante-a-Oficial 2.100,00
Aspirante, Cadete (último ano) e Aluno do Instituto Militar
de Engenharia (último ano) 405,00
Aspirante e Cadete (demais anos), Alunos do Centro de Formação
de Oficiais da Aeronáutica, Aluno de Órgão de Formação de
Oficiais da Reserva 330,00
Aluno do Colégio Naval, Aluno da Escola Preparatória de
Cadetes (último ano) e Aluno da Escola de Formação de Sargentos 300,00
Aluno do Colégio Naval, Aluno da Escola Preparatória de Cadetes
(demais anos) e Grumete 294,00
Aprendiz-Marinheiro 231,00
6. PRAÇAS GRADUADAS
Suboficial e Subtenente 1.890,00
Primeiro-Sargento 1.647,00
Segundo-Sargento 1.407,00
Te r c e i r o - S a r g e n t o 1.140,00
C a b o ( e n g a j a d o ) e Ta i f e i r o - M o r 795,00
Cabo (não engajado) 180,00
7. DEMAIS PRAÇAS
Taifeiro de 1ª Classe 750,00
Taifeiro de 2ª Classe 690,00
Marinheiro, Soldado Fuzileiro Naval e Soldado de 1ª Classe
(especializados, cursados e engajados), Soldado-Clarim ou
Corneteiro de 1ª Classe e Soldado Pára-Quedista (engajado) 540,00
Marinheiro, Soldado Fuzileiro Naval, Soldado de 1ª Classe
(não especializado) e Soldado-Clarim ou Corneteiro de 2ª Classe,
Soldado do Exército e Soldado de 2ª Classe (engajado) 450,00
Marinheiro-Recruta, Recruta, Soldado, Soldado-Recruta, Soldado
de 2ª Classe (não engajado) e Soldado-Clarim ou Corneteiro de 3ª Classe 153,00

691
SELEGIS - Seleção Legislativa Militar. v. 3 M EDIDA P ROVISÓRIA

TA B E L A I I – E S C A L O N A M E N TO V E R T I C A L

POSTO OU GRADUAÇÃO
1. OFICIAIS GENERAIS ÍNDICE
A l m i r a n t e - d e - E s q u a d r a , G e n e r a l - d e - E x é r c i t o e Te n e n t e - B r i g a d e i r o 1000
Vice-Almirante, General-de-Divisão e Major-Brigadeiro 953
Contra-Almirante, General-de-Brigada e Brigadeiro 911
2. OFICIAIS SUPERIORES
Capitão-de-Mar-e-Guerra e Coronel 831
C a p i t ã o - d e - F r a g a t a e Te n e n t e - C o r o n e l 798
Capitão-de-Corveta e Major 763
3. OFICIAIS INTERMEDIÁRIOS
Capitão-Tenente e Capitão 600
4 . O F I C I A I S S U B A LT E R N O S
P r i m e i r o - Te n e n t e 560
S e g u n d o - Te n e n t e 500
5. PRAÇAS ESPECIAIS
Guarda-Marinha e Aspirante-a-Oficial 467
Aspirante, Cadete (último ano) e Aluno do Instituto Militar de
Engenharia (último ano) 90
Aspirante e Cadete (demais anos), Alunos do Centro de Formação de
Oficiais da Aeronáutica, Aluno de Órgão de Formação de Oficiais da Reserva 73
Aluno do Colégio Naval, Aluno da Escola Preparatória de Cadetes (último ano)
e Aluno da Escola de Formação de Sargentos 67
Aluno do Colégio Naval, Aluno da Escola Preparatória de Cadetes
(demais anos) e Grumete 65
Aprendiz-Marinheiro 51
6. PRAÇAS GRADUADAS
Suboficial e Subtenente 420
Primeiro-Sargento 366
Segundo-Sargento 313
Te r c e i r o - S a r g e n t o 253
C a b o ( e n g a j a d o ) e Ta i f e i r o - M o r 177
Cabo (não engajado) 40
7. DEMAIS PRAÇAS E
Taifeiro de 1ª Classe 167
Taifeiro de 2ª Classe 153
Marinheiro, Soldado Fuzileiro Naval e Soldado de 1ª Classe (especializados,
cursados e engajados), Soldado-Clarim ou Corneteiro de 1ª Classe e Soldado
Pára-Quedista (engajado) 120
Marinheiro, Soldado Fuzileiro Naval, Soldado de 1ª Classe (não especializado)
e Soldado-Clarim ou Corneteiro de 2ª Classe, Soldado do Exército e Soldado
de 2ª Classe (engajado). 100
Marinheiro-Recruta, Recruta, Soldado, Soldado-Recruta, Soldado de 2ª Classe
(não engajado) e Soldado-Clarim ou Corneteiro de 3ª Classe 34

692
SELEGIS - Seleção Legislativa Militar. v. 3 M EDIDA P ROVISÓRIA

ANEXO II
TABELAS DE ADICIONAIS

TABELA I – ADICIONAL MILITAR (A PAR TIR DE 1 o DE JANEIRO DE 2001)

QUANTITATIVO
CÍRCULOS PERCENTUAL SOBRE O FUNDAMENTO
SOLDO
Oficial General. 17 ARTS. 1º E 3º.
Oficial Superior. 14
Oficial Intermediário. 11 E
OFICIAL SUBALTERNO, GUARDA-
8
MARINHA E ASPIRANTE A OFICIAL.
Suboficial, Subtenente e
6
Sargento.
DEMAIS PRAÇAS ESPECIAIS E
PRAÇAS DE GRADUAÇÃO INFERIOR A
TERCEIRO SARGENTO, EXCETO AS 13
QUE ESTEJAM PRESTANDO SERVIÇO
MILITAR INICIAL.

TABELA II – ADICIONAL MILITAR (A PARTIR DE 1 o DE JANEIRO DE 2003)

QUANTITATIVO
CÍRCULOS PERCENTUAL SOBRE O FUNDAMENTO
SOLDO
Oficial General. 28 ARTS. 1º E 3º.
Oficial Superior. 25
Oficial Intermediário. 22 E
OFICIAL SUBALTERNO, GUARDA-
19
MARINHA E ASPIRANTE A OFICIAL.
Suboficial, Subtenente e
16
Sargento.
DEMAIS PRAÇAS ESPECIAIS E
PRAÇAS DE GRADUAÇÃO INFERIOR A
TERCEIRO SARGENTO, EXCETO AS 13
QUE ESTEJAM PRESTANDO SERVIÇO
MILITAR INICIAL.

TABELA III – ADICIONAL DE HABILITAÇÃO

QUANTITATIVO
TIPOS DE CURSO PERCENTUAL SOBRE O FUNDAMENTO
SOLDO
Altos Estudos – Categoria I. 30 ARTS. 1º E 3º.
Altos Estudos – Categoria II. 25
Aperfeiçoamento. 20
Especialização. 16
Formação. 12

693
SELEGIS - Seleção Legislativa Militar. v. 3 M EDIDA P ROVISÓRIA

TA BELA IV – ADICIONAL DE TEMPO DE SERVIÇO

QUANTITATIVO
BASE PERCENTUAL SOBRE O FUNDAMENTO
SOLDO
Tempo de Serviço 1% POR ANO ARTS. 1º, 3º E 30.

TA B E L A V – A D I C I O N A L D E C O M P E N S A Ç Ã O O R G Â N I C A

VALOR PERCENTUAL
SITUAÇÕES QUE INCIDE SOBRE O FUNDAMENTO
SOLDO
VÔO EM AERONAVE MILITAR COMO ARTS. 1º E 3º.
TRIPULANTE ORGÂNICO,
OBSERVADOR METEOROLÓGICO,
OBSERVADOR AÉREO E
FOTOGRAMÉTRICO.
SALTO EM PÁRA-QUEDAS,
CUMPRINDO MISSÃO MILITAR. 20
IMERSÃO NO EXERCÍCIO DE FUNÇÕES
REGULAMENTARES A BORDO DE
SUBMARINOS.
MERGULHO COM ESCAFANDRO OU
COM APARELHO.
CONTROLE DE T RÁFEGO AÉREO.
TRABALHO COM RAIOS X OU
10
SUBSTÂNCIAS RADIOATIVAS.

TA B E L A V I – A D I C I O N A L D E P E R M A N Ê N C I A

VALOR PERCENTUAL
SITUAÇÕES QUE INCIDE SOBRE O FUNDAMENTO
SOLDO
O
MILITAR QUE, EM ATIVIDADE, A ARTS. 1º E 3 .
PARTIR DE 29 DE DEZEMBRO DE
2000, TENHA COMPLETADO, OU 5%
A VENHA A COMPLETAR, 720 DIAS A
MAIS QUE O TEMPO REQUERIDO
PARA TRANSFERÊNCIA PARA A
INATIVIDADE REMUNERADA.
MILITAR QUE, TENDO SATISFEITO 5% A CADA PROMOÇÃO
O REQUISITO DA ALÍNEA "A" ACIMA,
B VENHA A SER PROMOVIDO EM
ATIVIDADE AO POSTO OU
GRADUAÇÃO SUPERIOR.

694
SELEGIS - Seleção Legislativa Militar. v. 3 M EDIDA P ROVISÓRIA

ANEXO III
TA B E L A S D E G R AT I F I C A Ç Õ E S

TABELA I – GRATIFICAÇÃO DE LOCALIDADE ESPECIAL

VALOR PERCENTUAL QUE


SITUAÇÕES FUNDAMENTO
INCIDE SOBRE O SOLDO
CATEGORIA A. 20 ARTS. 1º E 3º.
CATEGORIA B. 10

TA B E L A I I – G R AT I F I C A Ç Ã O D E R E P R E S E N TA Ç Ã O

VALOR PERCENTUAL
SITUAÇÕES QUE INCIDE SOBRE O FUNDAMENTO
SOLDO
OFICIAL GENERAL. 10 ARTS. 1º E 3º.
OFICIAL SUPERIOR, INTERMEDIÁRIO
E SUBALTERNO EM CARGO DE 10
COMANDO, DIREÇÃO OU CHEFIA.
PARTICIPANTE EM VIAGEM DE
REPRESENTAÇÃO, INSTRUÇÃO,
EMPREGO OPERACIONAL OU POR 2
ESTAR ÀS ORDENS DE AUTORIDADE
ESTRANGEIRA, NO PAÍS.

695
SELEGIS - Seleção Legislativa Militar. v. 3 M EDIDA P ROVISÓRIA

ANEXO IV
TA B E L A S D E O U T R O S D I R E I TO S

TA B E L A I – A J U D A D E C U S TO

VALOR
SITUAÇÕES FUNDAMENTO
REPRESENTATIVO
MILITAR, COM DEPENDENTE, NAS ART. 1º E ART. 3º,
MOVIMENTAÇÕES COM DUAS VEZES O VALOR DA INCISO XI, ALÍNEA "A".
A
DESLIGAMENTO DA REMUNERAÇÃO.
ORGANIZAÇÃO MILITAR.
MILITAR, COM DEPENDENTE, NAS
MOVIMENTAÇÕES PARA
DUAS VEZES O VALOR DA
COMISSÃO SUPERIOR A TRÊS E
B REMUNERAÇÃO NA IDA E UMA
IGUAL OU INFERIOR A SEIS
VEZ NA VOLTA.
MESES, SEM DESLIGAMENTO DE
ORGANIZAÇÃO MILITAR.
MILITAR, COM DEPENDENTE, NAS
MOVIMENTAÇÕES PARA
COMISSÃO SUPERIOR A QUINZE UMA VEZ O VALOR DA
C DIAS E IGUAL OU INFERIOR A REMUNERAÇÃO NA IDA E
TRÊS MESES, SEM OUTRA NA VOLTA.
DESLIGAMENTO DE
ORGANIZAÇÃO MILITAR.
MILITAR, COM DEPENDENTE,
QUANDO TRANSFERIDO PARA
LOCALIDADE ESPECIAL
CATEGORIA "A" OU DE UMA
LOCALIDADE ESPECIAL QUATRO VEZES O VALOR DA
D
CATEGORIA "A" PARA QUALQUER REMUNERAÇÃO.
OUTRA LOCALIDADE, NAS
MOVIMENTAÇÕES COM
DESLIGAMENTO DA
ORGANIZAÇÃO MILITAR.
MILITAR, SEM DEPENDENTE, NAS METADE DOS VALORES
SITUAÇÕES "A", "B", "C" E "D" REPRESENTATIVOS
E DESTA TABELA. ESTABELECIDOS PARA AS
SITUAÇÕES "A", "B", "C", E "D"
DESTA TABELA.
MILITAR, COM OU SEM OFICIAL – QUATRO VEZES O ART. 1º E ART. 3º,
DEPENDENTE, POR OCASIÃO DE VALOR DA REMUNERAÇÃO INCISO XI, ALÍNEA "B".
TRANSFERÊNCIA PARA A CALCULADO COM BASE NO
INATIVIDADE REMUNERADA. SOLDO DO ÚLTIMO POSTO DO
CÍRCULO HIERÁRQUICO A QUE
F PERTENCER O MILITAR.

PRAÇA – QUATRO VEZES O


VALOR DA REMUNERAÇÃO
CALCULADO COM BASE NO
SOLDO DE SUBOFICIAL.

696
SELEGIS - Seleção Legislativa Militar. v. 3 M EDIDA P ROVISÓRIA

TA B E L A I I – A U X Í L I O - FA R D A M E N T O

VALOR
SITUAÇÕES FUNDAMENTO
REPRESENTATIVO
O ASPIRANTE, O CADETE, O RECEBEM, POR CONTA DA Art. 2º e art. 3º, inciso
ALUNO DO COLÉGIO NAVAL OU UNIÃO, UNIFORMES, ROUPA XII.
DAS ESCOLAS PREPARATÓRIAS BRANCA E ROUPA DE CAMA,
DE CADETES, O ALUNO DE ACORDO COM AS TABELAS
A
GRATUITO OU ÓRFÃO DO DE DISTRIBUIÇÃO
COLÉGIO MILITAR E AS PRAÇAS ESTABELECIDAS PELOS
DE GRADUAÇÃO INFERIOR A RESPECTIVOS COMANDOS DE
TERCEIRO-SARGENTO. FORÇA.
O MILITAR, DECLARADO
GUARDA-MARINHA OU
B ASPIRANTE A OFICIAL DA ATIVA,
OU PROMOVIDO A TERCEIRO
SARGENTO.
OS NOMEADOS OFICIAIS OU Um soldo e meio.
SARGENTOS, OU MATRICULADOS
EM ESCOLAS DE FORMAÇÃO
C
MEDIANTE HABILITAÇÃO EM
CONCURSO E OS NOMEADOS
CAPELÃES MILITARES.
O OFICIAL PROMOVIDO AO
D PRIMEIRO POSTO DE OFICIAL
GENERAL.
OS GUARDAS-MARINHA E
ASPIRANTES A OFICIAL,
ORIUNDOS DOS ÓRGÃOS DE
E FORMAÇÃO DE OFICIAIS DA
RESERVA, CONVOCADOS PARA A
PRESTAÇÃO DO SERVIÇO
MILITAR.
OS MÉDICOS, FARMACÊUTICOS,
DENTISTAS E VETERINÁRIOS,
F
QUANDO CONVOCADOS PARA O
SERVIÇO MILITAR INICIAL.
UM SOLDO.
O OFICIAL, SUBOFICIAL OU
G SUBTENENTE E SARGENTO AO
SER PROMOVIDO.
A CADA TRÊS ANOS QUANDO
H PERMANECER NO MESMO POSTO
OU GRADUAÇÃO.
O MILITAR REINCLUÍDO, E
I CONVOCADO OU DESIGNADO
PARA O SERVIÇO ATIVO.
O MILITAR QUE RETORNAR À E
ATIVA POR CONVOCAÇÃO,
J DESIGNAÇÃO OU REINCLUSÃO,
DESDE QUE HÁ MAIS DE SEIS
MESES DE INATIVIDADE.
O MILITAR QUE PERDER O E
L UNIFORME EM SINISTRO OU EM UM SOLDO E MEIO.
CASO DE CALAMIDADE.

697
SELEGIS - Seleção Legislativa Militar. v. 3 M EDIDA P ROVISÓRIA

TA B E L A I I I – A U X Í L I O - A L I M E N TA Ç Ã O

VALOR
SITUAÇÕES FUNDAMENTO
REPRESENTATIVO
O MILITAR, QUANDO NÃO PUDER DEZ VEZES O VALOR DA ETAPA ART. 2º E ART. 3º,
RECEBER ALIMENTAÇÃO POR SUA COMUM FIXADA PARA A INCISO XIII.
ORGANIZAÇÃO OU POR OUTRA LOCALIDADE, QUANDO EM
NAS PROXIMIDADES DO LOCAL DE SERVIÇO DE ESCALA DE
SERVIÇO OU EXPEDIENTE, OU DURAÇÃO DE VINTE E QUATRO
QUANDO, POR IMPOSIÇÃO DO HORAS.
HORÁRIO DE TRABALHO E CINCO VEZES O VALOR DA
A
DISTÂNCIA DE SUA RESIDÊNCIA, ETAPA COMUM FIXADA PARA A
SEJA OBRIGADO A FAZER LOCALIDADE, QUANDO EM
REFEIÇÕES FORA DELA, TENDO SERVIÇO OU EXPEDIENTE DE
PARA TANTO DESPESAS DURAÇÃO SUPERIOR A OITOS
EXTRAORDINÁRIAS. HORAS DE EFETIVO TRABALHO
E INFERIOR A VINTE E QUATRO
HORAS.
O MILITAR, QUANDO SERVIR EM Uma vez a etapa comum
ORGANIZAÇÃO MILITAR QUE NÃO fixada para a localidade.
TENHA SERVIÇO DE RANCHO
B ORGANIZADO E NÃO POSSA SER
ARRANCHADO POR OUTRA
ORGANIZAÇÃO NAS
PROXIMIDADES.
A PRAÇA, DE GRADUAÇÃO Uma vez a etapa comum
INFERIOR A TERCEIRO- fixada para a localidade.
C SARGENTO, QUANDO EM FÉRIAS
REGULAMENTARES E NÃO FOR
ALIMENTADA PELA UNIÃO.
A PRAÇA, DE GRADUAÇÃO Uma vez a etapa comum
INFERIOR A TERCEIRO- fixada para a localidade.
SARGENTO SERVINDO EM
D
LOCALIDADE ESPECIAL DE
CATEGORIA "A", QUANDO
ACOMPANHADA DE DEPENDENTE.

TA BELA IV – AUXÍLIO-NATALIDADE

VALOR
SITUAÇÃO FUNDAMENTO
REPRESENTATIVO
NASCIMENTO DE FILHO DO UMA VEZ O SOLDO DO POSTO ART. 2º E ART. 3º,
A MILITAR DA ATIVA OU DA OU GRADUAÇÃO. INCISO XIV.
INATIVIDADE REMUNERADA.
NASCIMENTO DE FILHOS, EM UMA VEZ O SOLDO DO POSTO
PARTO MÚLTIPLO, DO MILITAR DA OU GRADUAÇÃO, ACRESCIDO
B
ATIVA OU DA INATIVIDADE DE CINQÜENTA POR CENTO
REMUNERADA. POR RECÉM-NASCIDO.

698
SELEGIS - Seleção Legislativa Militar. v. 3 M EDIDA P ROVISÓRIA

TABELA V – AUXÍLIO-INVALIDEZ

VALOR
SITUAÇÃO FUNDAMENTO
REPRESENTATIVO
O MILITAR, QUE NECESSITAR DE SETE QUOTAS E MEIA DE ART. 2º E ART. 3º,
INTERNAÇÃO ESPECIALIZADA – SOLDO. INCISO XV.
MILITAR OU NÃO – OU
A ASSISTÊNCIA OU CUIDADOS
PERMANENTES DE ENFERMAGEM,
DEVIDAMENTE CONSTATADAS
POR JUNTA MILITAR DE SAÚDE.
O MILITAR QUE, POR Sete quotas e meia do soldo.
PRESCRIÇÃO MÉDICA
HOMOLOGADA POR JUNTA
MILITAR DE SAÚDE, RECEBER
B
TRATAMENTO NA PRÓPRIA
RESIDÊNCIA, NECESSITANDO
ASSISTÊNCIA OU CUIDADOS
PERMANENTES DE ENFERMAGEM.

TA B E L A V I – A U X Í L I O - F U N E R A L

VALOR
SITUAÇÃO FUNDAMENTO
REPRESENTATIVO
MORTE DO CÔNJUGE, UMA VEZ A REMUNERAÇÃO ART. 2º E ART. 3º,
A COMPANHEIRA(O) OU PERCEBIDA, NÃO PODENDO INCISO XVI.
DEPENDENTE. SER INFERIOR AO SOLDO DE
NA MORTE DO MILITAR PAGO AO SUBOFICIAL. E
B BENEFICIÁRIO DA PENSÃO
MILITAR.

699
Decretos
SELEGIS - Seleção Legislativa Militar. v. 3 D ECRETOS

702
SELEGIS - Seleção Legislativa Militar. v. 3 D ECRETOS

DECRETO Nº 49.096, DE 10 DE OUTUBRO DE 1960.

Aprova o Regulamento da Lei de Pensões Militares.

O PRESIDENTE DA REPÚBLICA, usando da atribuição que lhe confere o artigo 87, inciso I, da
Constituição, e nos termos do artigo 36, da Lei nº 3.765, de 4 de maio de 1960,
D E C R E TA :
Art. 1º Fica aprovado o Regulamento para a execução da Lei nº 3.765 de 4 de maio de 1960 (Lei
de Pensões Militares), que com este abaixo assinado pelo Gen.-de-Brigada I. E Marcos João
Reginato, Presidente da Comissão nomeada por Decreto de 24 de junho de 1960.
Art. 2º O presente Decreto entrará em vigor na data da sua publicação, revogadas as disposições
em contrário.

Brasília, em 10 de outubro de 1960; 139º da Independência e 72º da República.


JUSCELINO KUBITSCHEK
Armando Ribeiro Falcão
J. Mattoso Maia
Odylio Denys
S. Paes de Almeida
Francisco de Mello

703
SELEGIS - Seleção Legislativa Militar. v. 3 D ECRETOS

REGULAMENTO DE PENSÕES MILITARES

CAPÍTULO I
D A P E N S Ã O M I L I TA R
Art. 1º A pensão militar de que trata este regulamento é o benefício criado pela Lei nº 3.765, de 4
de maio de 1960, em favor dos beneficiários dos contribuintes que ela específica.
Parágrafo único. Essa pensão substitui o montepio e o meio-sôldo, ou a pensão especial, não
podendo, porém, beneficiário algum perceber pensão inferior à que lhe vinha sendo paga até 4 de
maio de 1960.
Art. 2º A pensão militar será paga, mensalmente, aos beneficiários e corresponderá:
a) a 20 (vinte) vezes a contribuição para os casos de falecimento do contribuinte sem as condi-
ções previstas nas alíneas b e c deste artigo;
b) a 25 (vinte e cinco) vezes a contribuição, quando o falecimento do contribuinte se tenha
verificado em conseqüência de acidente ocorrido em serviço ou de moléstia nele adquirida;
c) a 30 (trinta) vezes a contribuição, se a morte do contribuinte decorrer de ferimento recebido, de
acidente ocorrido, ou moléstia adquirida, tanto em operações de guerra como na defesa ou na
manutenção do ordem interna.
§ 1º As circunstâncias do falecimento do contribuinte, que determinem maior pensão, serão prova-
das por inquérito sanitário de origem ou atestado de origem, conforme o caso.
§ 2º Em ocorrendo circunstâncias que escapem aos casos daquele inquérito ou atestado de origem
(falecimento em operações de guerra, na defesa ou na manutenção de ordem interna, naufrágio,
incêndio, desastre de aviação e outros ocorridos em serviço), a prova poderá ser produzida pela
publicação oficial do fato.
A r t . 3 º To d o e q u a l q u e r m i l i t a r, n ã o c o n t r i b u i n t e d a p e n s ã o m i l i t a r, q u e s e e n c o n t r e e m s e r v i ç o
ativo, deixará a seus beneficiários, independentemente de tempo de serviço, a pensão que a este
couber, constantes das letras b e c do art. 2º deste regulamento, desde que o seu falecimento
ocorra nas circunstâncias nelas indicadas.
§ 1º A pensão militar a que se refere este artigo não poderá ser inferior à do aspirante a oficial ou
guarda-marinha, para os cadetes do Exército e da Aeronáutica, aspirantes de marinha e alunos
dos Centros ou Núcleos de Preparação de Oficiais da Reserva ou à de terceiro sargento, para as
demais praças e os alunos das escolas de formação de sargento.
§ 2º Aos beneficiários dos militares a que se refere o presente artigo aplicar-se-ão as disposições
do artigo seguinte e seus parágrafos quando desaparecidos, extraviados, considerados prisionei-
ros de guerra ou internados em país neutro.
§ 3º Para os efeitos de calculo da pensão, a contribuição obedecerá à regra prevista no art. 14 do
presente regulamento.
Art. 4º Os beneficiários dos militares considerados desaparecidos ou extravados, receberão,
deste logo, na ordem prevista neste regulamento, os vencimentos e vantagens a que o militar
fazia jus, pagos pela Organização a que pertencia, ou outra, se for o caso.
§ 1º Findo o prazo de 6 (seis) meses, processar-se-ão necessária habilitação para a concessão
da pensão militar de direito.
§ 2º Reaparecendo o militar, em qualquer tempo, será suspenso o pagamento da pensão e arqui-
vado, definitivamente o processo que lhe deu origem. Dos vencimentos e vantagens a que então
tiver direito o militar, serão descontadas as quantias pagas, a título de pensão, aos seus beneficiários.
§ 3º Se o militar for considerado prisioneiro de guerra ou internado em país neutro, seus beneficiários,
em lugar da respectiva pensão militar, receberão, desde logo, seus vencimentos e vantagens,
enquanto perdurar tal situação.

704
SELEGIS - Seleção Legislativa Militar. v. 3 D ECRETOS

§ 4º Entende-se como desaparecimento o militar que, no desempenho de qualquer serviço em


campanha, em viagem (terrestre, marítima ou aérea) ou em caso de calamidade pública, dele não
se tem mais notícia oficial, durante trinta dias consecutivos. Como extraviado é considerado
quando esse desaparecimento ultrapassar de trinta dias.
§ 5º Serão aplicadas as disposições do Código Civil relativas à ausência, para concessão dos
proventos e da pensão dos beneficiários do militar inativo, quando se verificar a hipótese de seu
desaparecimento, em que se encontre na situação prevista no parágrafo 4º deste artigo.
Art. 5º O oficial da ativa, da reserva remunerada ou reformado, contribuinte obrigatório da pensão
militar, que perder posto e patente, deixará a seus beneficiários a pensão militar para que tiver
contribuído.
§ 1º Nas mesmas condições, a praça contribuinte da pensão militar, com mais de 10 (dez) anos de
serviço expulsa e não relacionada como reservista, por efeito de sentença ou em virtude de um
ato de autoridade competente, deixará aos seus beneficiários a pensão militar para que tiver
contribuído.
§ 2º O pagamento da pensão a que se refere este artigo será suspenso e o processo que lhe deu
origem arquivado definitivamente, desde que o militar considerado obtenha reabilitação plena e
total, que lhe assegure as prerrogativas do posto ou graduação, inclusive o recebimento dos
proventos ou vencimentos dos quais serão descontadas as quantias pagas a título de pensão aos
seus beneficiários.
§ 3º À praça da reserva remunerada ou reformada aplica-se também o disposto neste artigo.
Art. 6º A pensão resultante da promoção post mortem será paga aos beneficiários a partir da data
do ato da promoção, ressalvada a situação prevista no art. 8º deste regulamento.
§ 1º Considera-se promoção post mortem toda e qualquer que ocorra depois do falecimento do
militar, ressalvado o caso do art. 8º deste Regulamento.
§ 2º Considera-se melhoria de pensão o aumento decorrente da promoção post mortem.
Art. 7º O militar que, ao falecer, já preencha as condições legais que permitam sua transferência
para a reserva remunerada ou reforma, em posto ou graduação superiores a considerado promo-
vido na data do falecimento, deixará a pensão correspondente à nova situação.
Parágrafo único - Se já vinha contribuindo para a pensão correspondente a um ou dois postos ou
graduação acima daquele que tinha em vida será assegurado aos seus beneficiários o direito à
pensão relativa à nova situação, acrescida de mais um ou dois postos, conforme o caso.
Art. 8º Quando ocorrer a promoção prevista nas Leis ns. 288, de 8 de junho de 1948, 616 de 2 de
fevereiro de 1949, e 1.156, de 12 de julho de 1950, será tal promoção considerada para todos os fins
de direito, como realizada ainda no serviço ativo, por determinação expressa das referidas leis.
Art. 9º No que lhe for aplicável, são extensivas as disposições dos artigos 6º e 7º ao pessoal de
que trata o art. 4º do presente regulamento.
Art. 10. Ficam mantidas as disposições da Lei nº 3.738, de 4 de abril de 1960, que asseguram
pensão especial à viúva de militar ou funcionário civil atacada de tuberculose ativa, alienação
mental, neoplasia maligna, cegueira, lepra, paralisia ou cardiopatia grave.
Parágrafo único - A concessão dessa pensão, quando se tratar de sisões deste regulamento no
que lhe for aplicável, com as seguintes restrições:
a) não é reversível;
b) não é acumulável com quaisquer outros proventos ou pensões recebidos dos cofres públicos.
Art. 11. Continuam em vigor as disposições do Decreto-lei nº 4.078, de 2 de fevereiro de 1942, que
conferem pensão igual aos vencimentos correspondentes aos respectivos postos, aos herdeiros
legais dos cabos e soldados do Corpo de Bombeiros do Distrito Federal, quando falecidos no ato
ou em conseqüência de acidente no exercício da profissão.

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CAPÍTULO II
DOS CONTRIBUINTES
Art. 12. São contribuintes obrigatórios da pensão militar, mediante desconto mensal em folha de
pagamento, os seguintes militares da ativa da reserva remunerada e reformados das Forças
Armadas, do Corpo de Bombeiros e da Polícia Militar do Distrito Federal:
a) oficiais, aspirantes a oficial, guardas-marinhas, suboficiais, subtenentes e sargentos;
b) cabos, soldados marinheiros taifeiros e bombeiros, com mais de dois anos de efetivo serviço
militar, se da ativa; ou por qualquer tempo de serviço, se reformados ou asilados.
P ar ágr afo s ún icos - As Or g a n i z a ç õ e s q u e fi z e r e m o p a g a ment o dos v enc i m ent os ou prov ent os do
pessoal de que trata este artigo descontarão dos mesmos, obrigatoriamente, as respectivas contribuições.
Art. 13. Os oficiais demitidos a pedido e as praças licenciadas ou excluídas poderão continuar
como contribuintes da pensão militar, desde que o requeiram e se obriguem ao pagamento das
respectivas contribuições, a partir da data em que forem demitidos, licenciados ou excluídos.
§ 1º O direito de requerer e de contribuir para a pensão militar na forma deste artigo, pode ser
exercido também por qualquer beneficiário, sem prejuízo, porém, na concessão do benefício, da
ordem preferencial estabelecida no art. 26 deste regulamento.
§ 2º A faculdade prevista neste artigo somente pode ser exercida no prazo de 1 (um) ano, contado
da data da publicação do ato da demissão, licenciamento ou exclusão.
§ 3º Os contribuintes de que trata este artigo, quando convocados ou mobilizados, passarão à
categoria de obrigatórios, durante o tempo em que servirem.
§ 4º Os oficiais ou praças que passarem para a reserva, não remunerada, por aceitação de cargo
civil de provimento efetivo, serão beneficiados pelas disposições deste artigo.

CAPÍTULO III
DAS CONTRIBUIÇÕES
Art. 14. A contribuição mensal para a pensão militar será igual a 1 (um) dia dos vencimentos
(soldo e gratificação) do contribuinte, arredondada em cruzeiros para a importância imediatamente
superior, qualquer que seja a fração de centavos.
§ 1º A contribuição obrigatória e a facultativa, na inatividade, serão iguais à do militar da ativa,
com o mesmo posto ou graduação.
§ 2º Se o militar contribuir para a pensão de posto ou graduação superior, a contribuição será igual
a 1(um) dia dos vencimentos desse posto ou graduação.
§ 3º Os oficiais graduados no posto imediato contribuem para a pensão militar, como se efetivos
fossem no posto da graduação.
Art. 15. O oficial que atingir o número 1 (um) da respectiva escala, e seus homólogos, contribuirão
para a pensão militar do posto imediato.
Parágrafo único. Na contribuição para as pensões de postos superiores, serão considerados os
postos efetivos que esses oficiais possuem.
Art. 16. As contribuições para a pensão militar que, por qualquer circunstância, não puderem ser
descontadas ao contribuinte obrigatório, serão por estes recolhidas, dentro do mês subseqüentes,
por intermédio da Organização a que estiver vinculado.
Art. 17. O contribuinte facultativo, a que se refere o art. 13 deste regulamento, que passar 24
(vinte e quatro) meses sem recolher a sua contribuição, perderá o direito de deixar pensão militar.
Art. 18. Mediante as contribuições em cada caso é facultado aos contribuintes obrigatórios deixarem
aos seus beneficiários, desde que o requeiram:
a) pensão correspondente a um posto ou graduação acima daquele que possuem, caso tenham
mais de 30 (trinta) anos de serviço, computáveis para inatividade;

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SELEGIS - Seleção Legislativa Militar. v. 3 D ECRETOS

b) pensão correspondente a dois postos ou graduações acima daqueles que possuem, se tiverem
mais de 35 (trinta e cinco) anos de serviço, computáveis para a inatividade.
§ 1º As contribuições serão sempre devidas a partir do mês seguinte àquele em que o militar
completou o referido tempo de serviço.
§ 2º Será obrigatória a comprovação do tempo de serviço, bem assim a apresentação de cópia
autenticada do ato que fez carga ao militar, para desconto em seus vencimentos, de contribuições
atrasadas, quando for este o caso.
§ 3º A carga a ser feita ao militar será relativa as contribuições devidas em razão da pensão a ser deixada.
Art. 19. A faculdade para a contribuição de pensão correspondente a postos superiores à extensiva
aos militares da reserva remunerada ou reformados, designados para o exercício efetivo do
serviço em função, dentro das Organizações das Forças Armadas, desde que este período de
atividade, somado ao primeiro período de serviço ativo, perfaçam mais de 30 (trinta) ou 35 (trinta
e cinco) anos de serviço.
§ 1º É condição essencial para a referida vantagem que esse segundo período de atividade seja
ininterrupto e superior a 5 (cinco) anos.
§ 2º Como tempo de serviço, para os fins deste artigo, conta-se o período que se seguir à data do
ato de transferência para a inatividade do militar, até aquela em que se der o seu desligamento
efetivo.
Art. 20. Os favores de que tratam os dois artigos precedentes poderão ser concedidos mesmo em
relação a postos ou graduações inexistentes nos quadros ou efetivos orgânicos da ativa, desde
que sejam requeridos e feitas as necessárias contribuições.
Art. 21. A faculdade de contribuir para a pensão militar correspondente um ou dois postos ou
graduações do ou da que possuam, consoante a artigo 18 deste regulamento, será autorizado:
a) nos Ministérios da Marinha e da Aeronáutica - pela Organização que tenha competência para
conceder a pensão militar;
b) no Ministério da Guerra - pelo Agente Diretor da Organização por onde receba o interessado ou pelo
Chefe do Departamento Geral do Pessoal, quando o interessado não receba pelo Ministério da Guerra.
c) no Ministério da Justiça e Negócios Interiores - pelos Diretores de Intendência da Polícia Militar
e de Contabilidade do Corpo de Bombeiros, que oficiarão de imediato ao Diretor da Divisão de
Pensões Militares.
Parágrafo único. O militar que contribui ou vir a contribuir para pensão correspondente a um ou
dois postos superiores, não necessitará de nova autorização para essa contribuição, quando tiver
acesso a outros postos ou graduações.
Art. 22. Os militares que desejarem desistir da contribuição para pensão correspondente a posto
ou graduação acima do ou da que possuem deverão requerer às autoridades competentes, indicadas
no art. 21 deste regulamento, a cessação do respectivo desconto.
Parágrafo único. A cessação do desconto mencionado neste artigo será publicada em boletim, e constará
dos assentamentos do interessado, sem que lhe seja devida a restituição das importâncias pagas.
Art. 23. Como regra geral, a concessão do benefício depende do desconto em recolhimento de 24
(vinte e quatro) contribuições mensais, relativas à pensão que será deixada aos beneficiários.
§ 1º É facultado o pagamento dessas contribuições, antecipadamente, pelo militar; post - mortem
, pelos seus beneficiários.
§ 2º Se ocorrer a melhoria prevista no art. 6º deste regulamento, achando-se o beneficiário no
gozo da pensão, ser-lhe-á cobrada apenas a diferença das 24 (vinte e quatro) contribuições
relativas à nova pensão.
Art. 24. As dívidas resultantes de contribuições, destinadas à pensão militar, serão liquidadas:
a) integralmente, por ocasião do primeiro pagamento, em folha ou por ajuste de contas, quando,
sendo obrigação do militar recolher as respectivas contribuições mensais, não o tenha feito nas
épocas próprias;

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b) até 24 (vinte e quatro) prestações, quando se tratar de dívidas conseqüentes a contribuições


para pensões correspondentes a postos ou graduações superiores, cujas mensalidades retroagem
ao mês subseqüente aquele em que o militar completou o tempo de serviço exigido para esse fim;
c) integralmente, quando os beneficiários liquidarem contribuições atribuídas ao militar, importância
esta que poderá ser descontada no primeiro pagamento da pensão.
Art. 25. Os beneficiários estão isentos de contribuições pessoais:
a) destinadas à pensão militar, qualquer que seja a modalidade desta, ressalvado o disposto na
letra c do artigo anterior;
b) para o reajustamento das pensões, resultante de nova tabela.
Parágrafo único. Esta isenção abrange também os beneficiários dos militares já falecidos.

CAPÍTULO IV
DOS BENEFICIÁRIOS

Seção I
Da Ordem de Beneficiários
Art. 26. A pensão militar defere-se na seguinte ordem:
I - à viúva;
II - aos filhos de qualquer condição, inclusive os maiores do sexo masculino, que não sejam
interditos ou inválidos;
III - aos netos, órfãos de pai e mãe, nas condições estipuladas para os filhos;
IV - à mãe viúva, solteira ou desquitada, e ao pai inválido ou interdito, observado, neste caso, o
disposto no art. 37, § 4º, deste regulamento;
V - às irmãs germanas e consaguíneas, solteiras, viúvas ou desquitadas, bem como aos irmãos
menores interditos ou inválidos;
VI - ao beneficiário instituído, desde que viva na dependência do militar e, sendo do sexo masculino,
enquanto for menor de 21 (vinte e um) anos, salvo se interdito ou inválido permanentemente.
§ 1º A viúva não terá direito à pensão militar se, por sentença passada em julgado, houver sido
considerada cônjuge culpado, ou se, no desquite amigável ou litigioso, não lhe for assegurada
qualquer pensão ou amparo pelo marido.
§ 2º A invalidez do filho, neto, irmão, pai, bem como a do beneficiário instituído comprovar-se-á
em inspeção de saúde realizada por junta médica militar ou do Serviço Público Federal, e só dará
direito à pensão quando não disponham de meios para prover à própria subsistência.
§ 3º Qualquer que seja o caso previsto neste regulamento, a junta médica, uma vez ordenada ou
solicitada a inspeção de saúde, procedê-la-á imediatamente, encaminhando, à Organização que
trata dos assuntos de pensão militar, o respectivo resultado.
§ 4º Quando a invalidez houver sido constatada por junta Superior de Saúde, a cópia de ata de
inspeção correspondente será o único documento válido.
Art. 27 O beneficiário a que se refere o item VI do artigo anterior poderá ser instituído a qualquer
tempo, mediante declaração, ou por meio de testamento feito de acordo com a lei civil.
§ 1º Havendo beneficiário legítimo, não poderá o instituto receber a pensão militar, salvo se aquele
houver perdido o direito à pensão.
§ 2º O contribuinte poderá instituir mais de um beneficiário, bem como substituir um por outro, em
qualquer tempo.
Art. 28. O direito à pensão nasce com o óbito do contribuinte.
Parágrafo único. Se o beneficiário de uma ordem estiver impedido de receber a pensão, será ela
deferida ao beneficiário imediato, que esteja em condições de habilitar-se à sua percepção.

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Seção II
Da Declaração de Beneficiários
Art. 29. Todo contribuinte é obrigado a fazer sua declaração de beneficiários, que, salvo prova em
contrário, prevalecerá para qualificação dos mesmos à pensão militar.
§ 1º A declaração de que trata este artigo deverá ser feita no prazo de 6 (seis) meses, sob pena
de suspensão do pagamento dos respectivos vencimentos, vantagens ou proventos, e ficará
arquivada na Organização Central que tratar das pensões militares.
§ 2º Dessa declaração devem constar:
a) nome, filiação e estado civil do declarante;
b) nome da esposa e data o casamento, se for o caso;
c) nome dos filhos de qualquer condição, sexo e respectiva data do nascimento, esclarecendo, se
for o caso, quais os havidos em matrimônio anterior ou fora do matrimônio;
d) nome dos irmãos, filiação, sexo e data o nascimento;
e) nome dos netos, filiação, sexo e data do nascimento;
f) nome, filiação, sexo e data do nascimento d beneficiário instituído, se for o caso;
g) menção expressa e minuciosa dos documentos comprobatórios apresentados, citando a espécie
de cada um, os ofícios de registros ou outros que os expedirem ou registraram, os atos originais,
bem como os livros, números de ordem e das folhas onde constem e as datas em que foram
lavradas.
§ 3º É dispensável essa declaração quando já tenha sido feita de conformidade com a legislação
anterior.
Art. 30 A declaração de preferência datilografada sem emendas nem rasuras, assinadas pelo
declarante, deverá ter a firma reconhecida pelo respectivo comandante diretor ou chefe, ou por
tabelião, ou ainda pelo representante diplomático ou consular, caso o declarante se encontre no
estrangeiro.
§ 1º - A declaração de beneficiário poderá ser impressa, reservando-se os necessários espaços
em branco, que serão preenchidos à máquina ou de próprio punho, devendo ser obrigatoriamente
cancelada pela declarante a parte dos espaços desnecessários.
§ 2º - Quando o contribuinte se achar impossibilitado de assinar a declaração, deverá fazê-la em
tabelião, na presença de duas testemunhas.
Art. 31 A declaração feita será entregue ao comandante, diretor ou chefe, ao qual o declarante
estiver subordinado, instruída com documentação do registro civil que comprove, não só o grau
de parentesco dos beneficiários enumerados, mas também se for o caso, a exclusão de beneficiários
preferenciais.
Parágrafo único - A documentação de que trata este artigo poderá ser apresentada em original,
certidão verbo ad verdum , ou cópia fotostática, devidamente conferida.
Art. 32 Qualquer fato que importe em alteração da declaração anterior obriga o contribuinte a fazer
outra, aditiva que, instruída com documentos comprobatórios, obedecerá às mesmas formalidades
exigidas para a declaração inicial.
Art. 33 A documentação será restituída ao interessado, depois de certificados pelo comandante,
chefe ou diretor da Organização Militar, na própria declaração, as espécies dos documentos
apresentados, com os dados relativos aos ofícios do registro civil que os expediram, bem como
os livros, números de ordem respectivos folhas que contém os atos originais.
§ 1º Sendo declarante o próprio comandante, diretor ou chefe, a certidão será passada pela
autoridade que o substitua.
§ 2º - A declaração, depois de apresentada terá caráter sigiloso, até o falecimento do contribuinte.

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SELEGIS - Seleção Legislativa Militar. v. 3 D ECRETOS

Seção III
Da Assistência aos Beneficiários
Art. 34 Nas diversas Organizações, pessoal capacitado deverá prestar a necessária assistência
aos beneficiários dos militares falecidos, esclarecendo-os, orientando-os e promovendo-lhes facilidades
para a solicitação rápida dos respectivos processos de habilitação à pensão militar.
Art. 35 Assistência análoga será dada à família do militar falecido, para que ela seja atendida:
a) com o quantitativo para funeral, na conformidade da lei;
b) com a ajuda de custo e transporte, nos casos previstos em lei;
c) com os vencimentos ou importância correspondente aos vencimentos do de cujus, ainda
não recebidos;
d) com outros recursos ou benefício que lhe couberem.

CAPÍTULO V
DOS HABILITAÇÕES

Seção I
Do Processamento
Art. 36 O processo de habilitação à pensão militar inicia-se com o requerimento da parte interessada,
dirigido à autoridade competente do Ministério a que estiver vinculado o contribuinte.
§ 1º - São competentes para conceder pensão militar, transferência de direito reversão, melhoria,
atualização de tabela e aumento as seguintes autoridades:
a) no Ministério da Guerra, os Chefes da Pagadoria Central de Inativos e Pensionistas e de outras
Pagadorias que se venham criar para o mesmo fim, os Chefes dos Estabelecimentos Regionais de
Finanças no que concerne à habilitação inicial, e o Diretor de Finanças do Exército em atinência
às habilitações que dizem respeito à transferência, reversões e melhorias da pensão militar;
b) no Ministério da Marinha o Diretor Geral de Intendência da Marinha;
c) no Ministério da Aeronáutica, o Sub-Diretor de Planejamento e Legislação;
d) no Ministério da Justiça e Negócios Interiores, os Diretores de Intendência da Policia Militar e
de Contabilidade do Corpo de Bombeiros, para as concessões de caráter provisório, e o Diretor da
Divisão de Pensões Militares, no referente às concessões definitivas.
§ 2º - Para o caso das pensionistas que, na data da vigência da Lei nº 3.765, de 4 de maio de
1960, já estavam percebendo suas pensões pelo Ministério da Fazenda, o processamento dos
casos de transferência, reversão e melhoria continua sendo da competência do Diretor da Despesa
P ú b l i c a e d o s D e l e g a d o s F i s c a i s d o Te s o u r o N a c i o n a l , n o s E s t a d o s , c o n f o r m e o c a s o .
§ 3º - As autoridades referidas neste artigo, desde que a documentação apresentada esteja em
ordem, concederão o benefício a que o requerente fizer jus.
§ 4º - A habilitação dos beneficiários de contribuintes da pensão militar, que não estiverem
vinculados a qualquer das três Forças Armadas, far-se-á pela Organização militar competente do
Ministério da Justiça e Negócios Interiores.
Art. 37. A habilitação dos beneficiários obedecerá à ordem de preferência estabelecida para a
pensão militar no art. 26 deste regulamento.
§ 1º - O beneficiário será habilitado com a pensão integral. No caso de mais de um e com a mesma
precedência a pensão será repartida igualmente entre eles, ressalvadas as hipóteses constantes
dos dois parágrafos imediatamente seguintes.
§ 2º - Quando o contribuinte, além da viúva, deixar filhos do matrimônio anterior ou de outro leito,
metade da pensão respectiva pertencerá a viúva, sendo a outra metade distribuída igualmente
entre os filhos habilitados na conformidade deste regulamento.

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§ 3º - Se houver, também filhos do contribuinte com a viúva ou fora do matrimônio, reconhecidos


estes na forma da Lei nº 883, de 21 de outubro de 1949, metade da pensão será dividida entre
todos os filhos, adicionando-se à metade da viúva as cotas-partes dos seus filhos.
§ 4º - Se o contribuinte deixar pais inválidos ou interdito e mãe que vivam separados, a pensão
será divida entre ambos. No caso de falecimento, quer vivam eles separados ou sob o mesmo
teto, o direito à pensão transfere-se ao cônjuge sobrevivente.

Seção II
Dos Documentos
Art. 38. São documentos essenciais ao processo de habilitação à pensão militar:
I - a serem apresentados pelos beneficiários:
a) requerimento;
b) certidão de óbito do contribuinte;
c) certidão ou fotocópia de ato oficial de promoção ou graduação referente ao último posto de
contribuinte;
d) documento que comprove a sua última graduação, quando se tratar de praça inativa;
e) prova que esclareça se o beneficiário percebe ou não proventos ou pensões dos cofres públi-
cos, discriminado-os, no caso afirmativo, tendo em vista o disposto no artigo 72 do presente
regulamento;
f) outros documentos, quando exigidos.
II - a serem apresentados pela Organização militar competente:
a) declaração de beneficiários;
b) cômputo de tempo de serviço;
c) informação quanto ao desconto ou recolhimento de 24 (vinte e quatro) contribuições mensais
relativos à pensão que será deixada ao beneficiário;
d) quando for o caso, cópia da publicação oficial da morte do militar em ato de serviço (combate,
naufrágio, incêndio, desastres e outros), bem assim quando ocorrer o seu aprisionamento pelo
inimigo ou quando for o caso de extravio ou desaparecimento;
e) outros documentos, quando necessários.
§ 1º A certidão de óbito constante da letra b do item I, será substituída pelo documento da letra d
do item II deste artigo, quando ocorrerem os casos previstos nesta última disposição.
§ 2º Quando for o caso de que trata o art. 5º deste Regulamento, a certidão de óbito será substi-
tuída pela cópia da publicação oficial do ato de demissão ou expulsão do contribuinte.
§ 3º Serão admitidos, como prova de contribuições feitas para o direito à pensão militar, as
certidões apresentadas pelos interessados sobre tais contribuições e que tenham sido passadas
pelas repartições públicas, em qualquer tempo.
Art. 39. Ocorrido o óbito do militar, as Organizações militares competentes remeterão ex officio
com urgência, à encarregada de processar a habilitação, as informações e documentos necessá-
rios ao rápido processamento da pensão a que seus herdeiros porventura fizerem jus.
Parágrafo único. Na falta de recebimento dessas informações e documentos, a Organização encar-
regada de processar a habilitação requisitá-los-á sempre em caráter de urgência.
Art. 40. São documentos essenciais à reversão de pensão ou à transferência de direito, de um
para outro beneficiário:
a) requerimento da parte interessada;
b) certidão de óbito do beneficiário ou prova de perda da pensão;
c) provas complementares, quando necessárias.

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Art. 41. São documentos hábeis para a concessão da melhoria de pensão:


a) requerimento da parte;
b) decreto de promoção post mortem do contribuinte.
Art. 42. Sempre que, no início ou durante o processamento de qualquer habilitação, for verificada
a falta de declaração do beneficiário ou a sua deficiência bem assim quando a habilitação oferecer
margem a dúvidas, a repartição competente exigirá dos interessados certidões ou quaisquer
outros documentos necessários à comprovação dos seus direitos.
Parágrafo único. Se, não obstante a documentação apresentada, persistirem as dúvidas, a prova
será feita mediante justificação, na forma do art. 47 deste regulamento.
Art. 43. Os documentos destinados a instruir as declarações justificações e habilitação em geral,
deverão ser apresentados pelos interessados com todas as garantias de autenticidade e com as
firmas reconhecidas por tabelião.
§ 1º As petições assinadas a rôgo serão, obrigatoriamente, subscritas por 2 (duas) testemunhas,
com as firmas também reconhecidas.
§ 2º Quando for o caso, serão admitidos documentos em língua estrangeira, se acompanhados de
tradução oficial.
Art. 44. Dependerão de conferência com o original, pela Organização que conceder a pensão, as
cópias não autenticadas, as fotocópias ou extratos de documentos, lavrando-se o competente termo.
Art. 45. As certidões e traslados extraídos de registros, autos, livros de notas e de outros documentos
públicos, pelos escrivães, tabeliães e oficiais de registro, terão por si presunção de autenticidade.
Parágrafo único. Os documentos fornecidos pelas repartições públicas federais, estaduais, municipais
e do Distrito Federal têm fé pública.
Art. 46. A documentação necessária à habilitação da pensão militar, da reversão, da transferência
de direito e das melhorias é isenta de selo.
Parágrafo único. São isentas de custas, taxas e emolumentos as certidões, justificações e demais
documentos necessários à habilitação dos beneficiários de praças, cujo falecimento decorrer de
ferimento recebido, de acidente ocorrido, ou moléstia adquirida em operações de guerra, na defesa
ou na manutenção da ordem interna.

Seção III
Das Justificações
Art. 47. Na comprovação do direito dos habilitandos, serão exigidos quando necessário por falta
de esclarecimentos, a respeito, nas declarações de beneficiários de que trata o art. 29 deste
regulamento, os seguintes documentos:
I - Justificação judicial ou atestado passado por 2 (dois) oficiais ou por autoridade policial, que
faça prova:
a) de mantença de irmão pelo contribuinte, prevista no item V do art. 26 deste regulamento;
b) de dependência de beneficiário instituído, prevista no item VI do art. 26 do presente regulamento;
c) de falta de meios para prover a própria subsistência, prevista no § 2º do art. 26 acima referido,
no caso de invalidez;
d) de não perceber pensão ou provento, além dos limites tratados no art. 72 deste regulamento;
e) de país separados de que trata o § 4º do art. 37 deste regulamento;
f) de que ainda vivem.
II - Justificação judicial, que comprove a inexistência de beneficiários com prioridade, desde que
não seja possível fazê-lo mediante certidões do registro civil;
III - Alvará do juiz competente, no caso de mantença do filho natural de acordo com o art. 16 do Decreto-
lei nº 3.200, de 19 de abril de 1941, modificado pelo Decreto-lei nº 5.213, de 13 de janeiro de 1943;

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IV - Pronunciamento de junta médica militar ou do Serviço Público Federal em ata de inspeção ou


documento equivalente no caso de invalidez, moléstia e situação análoga;
V - Outras provas hábeis ocorrendo situação não prevista neste artigo.
Parágrafo único - A justificação judicial de que trata este artigo será processada preferencialmente
nas Auditorias Militares; se não houver Auditorias, será a justificação feita no foro civil da residência
do justificante.

CAPÍTULO VI
DA REVERSÃO E DA TRANSFERÊNCIA DE DIREITO
Art. 48. A morte do beneficiário que estiver no gozo da pensão, bem como a cessação do seu
direito, em qualquer dos casos do art. 65 deste regulamento, importará na transmissão da pensão
militar, ou do direito à mesma:
a) por transferência, sentido horizontal, quando se tratar de beneficiário da mesma ordem, segundo
estabelecido no art. 26 deste regulamento;
b) por reversão, sentido vertical, quando os novos beneficiários forem das ordens subseqüentes.
Parágrafo único - Haverá também transferência quando os beneficiários de uma ou mais ordens
hajam falecido, ou perdido seu direito, sem o chegarem a entrar no gozo da pensão.
Art. 49. A reversão só poderá verificar-se um vez.
§ 1º - Não haverá, de modo algum, reversão em favor de beneficiário instituído.
§ 2º - A distribuição da pensão aos filhos, na forma dos §§ 2º e do art. 37 deste regulamento,
constitui reversão parcial e antecipado que se completa e se consuma com a distribuição da
metade da pensão pertencente à viúva, por falecimento desta ou por perda do seu direto.
Art. 50. A reversão, transferência de direito e melhoria de pensão, desde que a documentação
esteja em ordem, serão imediatamente efetivadas:
a) para os beneficiários de pensões percebidas depois da vigência da Lei nº 3.763, de 4 de maio
de 1960 pelas autoridades indicadas nas letras a , b , c , e d do § 1º do art. 36 deste regulamento;
b) para os beneficiários que já recebiam pensões pelo Ministro da Fazenda, até àquela data, pelas
autoridades indicadas no § 2º do art. 36 citado.

CAPÍTULO VII
DO TÍTULO E DO PAGAMENTO

Seção I
Do Título da Pensão
Art. 51. Devidamente instruído o processo e reconhecida a procedência do pedido será então
expedido para cada beneficiário um título de pensão, de acordo com o modelo anexo, em 5 (cinco)
vias, assim destinadas:
a) 1ª via, a ser entregue ao beneficiário, depois do registro do Tribunal de Contas;
b) 2ª via, a ser anexada ao processo;
c) 3ª via, a ser arquivada na Organização expedidora do título;
d) 4ª via, a ser remetida à Organização pagadora da pensão se for o caso;
e) 5ª via, a ser entregue ao beneficiário, antes do registro do Tribunal de Contas.
§ 1º - São competentes para expedir o título de pensão militar:
a) no Ministério da Guerra, o Diretor de Finanças do Exército e os Chefes de Pagadoria de Inativos
e Pensionistas e dos Estabelecimentos Regionais de Finanças;
b) no Ministério de Marinha, o Diretor-Geral de Intendência da Marinha;

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SELEGIS - Seleção Legislativa Militar. v. 3 D ECRETOS

c) no Ministério da Aeronáutica, o Sub-Diretor do Planejamento e Legislação;


d) no Ministério da Justiça e Negócios Interiores, o Diretor da Divisão de Pensões Militares;
e) no Ministério da Fazenda, o Diretor da Despesa Pública.
§ 2º - Os títulos de reversão e de transferência de direitos serão expedidos na forma deste artigo,
acrescentando-se-lhes as expressões “em reversão” ou “por transferência” conforme o caso;
Art. 52. Os títulos expedidos serão registrados em livro próprio que, em princípio, deverá indicar:
a) número de ordem;
b) nome do beneficiário;
c) natureza do beneficiário;
d) número e data do título;
e) valor da pensão;
f) número de cotas-partes;
g) data inicial do direito à pensão;
h) nome do de cujus antecedido do posto ou graduação;
i) dispositivo legal em que se fundamenta a concessão;
j) data do registro da concessão pelo Tribunal de Contas.
Parágrafo único - Os números de ordem não sofrerão solução de continuidade e serão apostos nos
respectivos títulos constituindo, assim, o seu número de registro.
Art. 53. Quando for o caso de apostilas, serão estas lavradas em folhas aditivas ao respectivo
título, em 5 (cinco) vias, para os fins mencionados nas alíneas do art. 51 deste regulamento.

Seção II
Do Pagamento da Pensão e da Legalidade da Concessão
Art. 54. A autoridade dos Militares da Marinha, Aeronáutica e Justiça e Negócios Interiores, que
conceder a pensão, transferência de direito, reversão ou melhoria de pensão, promoverá.
a) a inc lu são d o n o me d o b e n e fi c i á r i o e m fo l h a d e p a g a ment o, para os dev i dos f i ns ;
b) a remessa direta do respectivo processo ao Tribunal de Contas para julgamento da legalidade
da concessão feita.
§ 1º - No Ministério da Guerra, as providências previstas por este artigo competem:
a) às Pagadorias e Estabelecimentos Regionais de Finanças no que concerne à inclusão em folha
de pagamento, quando os beneficiários residirem na sede dos mencionados órgãos ou a remessa
do respectivo expediente às Unidades Administrativas mais próximas das residências dos interessados,
por onde receberão a pensão;
b) à Diretoria de Finanças do Exército no referente à remessa do processo de habilitação ao
Tribunal de Contas, para o julgamento da legalidade da concessão.
§ 2º - Se, após julgada legal a concessão, aparecerem beneficiários da mesma ordem ou da
precedente far-se-à o competente processo de revisão que será submetido ao Tribunal de Contas.
§ 3º - Quando julgada ilegal a concessão, proceder-se-á na forma de direito ressalvada a ação
regressiva prevista em lei.
§ 4º - Sempre que houver justa causa, a autoridade que concedeu o beneficio, ou a que tenha
competência para tal, poderá sobrestar o pagamento da pensão.
§ 5º - O pagamento da pensão inicial terá caráter provisório até o julgamento definitivo do
Tribunal de Contas.
§ 6º - O mesmo caráter provisório terão os pagamentos relativos à transferência de direito,
reversão, melhoria, atualização de tabelas e aumentos concedidos em Lei, até que o referido
Tribunal se pronuncie sobre a legalidade de sua concessão.

714
SELEGIS - Seleção Legislativa Militar. v. 3 D ECRETOS

Art. 55. O julgamento da legalidade da concessão do beneficio, pelo Tribunal de Contas, importará
no registro automático da respectiva despesa.
Parágrafo único - Somente depois desse julgamento é que os beneficiários poderão consignar em
folha de pagamento.
Art. 56. Os procuradores dos pensionistas deverão apresentar pelo menos semestralmente certificado
de vida de seu representado, expedido por autoridade policial do distrito ou quarteirão da residência
do mesmo.
Parágrafo único - Este certificado poderá ser suprido por atestado firmado por 2 (dois) oficiais,
quando a pensão é recebida em Organização Militar, ou por 2 (dois) funcionários do Ministério da
F a z e n d a , c o m o v i s t o d o r e s p e c t i v o c h e f e , c a s o o b e n e f í c i o s e j a p e r c e b i d o n o Te s o u r o N a c i o n a l .
Art. 57. O julgamento da legalidade da concessão, pelo Tribunal de Contas, importará no registro
automático da respectiva despesa e no reconhecimento do direito dos beneficiários ao recebimento,
por exercícios findos, das mensalidades relativas a exercícios anteriores, na forma do artigo 72
deste regulamento.
Art. 58. As dívidas de exercícios findos, relativas à pensão, serão pagas pelo Ministério a que
estiver vinculado o beneficiário.
Art. 59. As dotações necessárias ao pagamento da pensão militar, relativas a cada exercício e a
exercícios anteriores, serão consignadas, anualmente, no orçamento da República aos Ministérios
interessados.

CAPÍTULO VIII
D O C A D A S T R O D E P E N S I O N I S TA S
Art. 60. Ficam instituídas:
a) as fichas-cadastros de pensão militar;
b) as fichas-índice das fichas-cadastro;
c) as fichas-índice de pensionistas.
Parágrafo único - As fichas a que se refere este artigo não serão obrigatórias nos Ministérios que
possuam outras formas de cadastro.
Art. 61. Da ficha-cadastro devem constar, essencialmente, as seguintes indicações:
I - ministério;
II - organização que trata de pensões;
III - natureza da ficha;
IV - número de ordem geral (canto superior direito);
V - nome do de cujus ;
VI - nomes dos beneficiários pensão, esclarecendo seu parente com o de cujus e as cotas que
percebem;
VII - data da abertura da sucção;
VIII - data de protocolo do requerimento de habilitação (primo entrada na Organização);
IX - número e data do título concessão da pensão inicial;
X - indicação da residência pensionista;
XI - observações, onde também será anotada a data do registro de legalidade da pensão pelo
Tribunal de Contas.
Art. 62. Da ficha-índice de fichas-cadastro, devem constar, essencialmente, as seguintes indicações:
I - ministério;
II - organização que trata pensões;
III - natureza da ficha;

715
SELEGIS - Seleção Legislativa Militar. v. 3 D ECRETOS

IV - número de ordem do cujus , dentro de cada letra da ficha-cadastro;


V - nome do de cujus , dentro de cada letra da ficha-cadastro;
VI - número da ficha-cadastro correspondente a cada de cujus desta ficha-índice.
Art. 63. Da ficha-índice de pensionistas, devem constar, essencialmente, as seguintes indicações:
I - ministério;
II - organização que trata de pensões;
III - natureza da ficha;
IV - número de ordem da pensionista, dentro de cada letra da ficha-cadastro;
V - número da ficha-cadastro correspondente a cada pensionista desta ficha-índice.
Art. 64. As fichas-cadastro e as fichas-índices devem ser arquivadas em lugar apropriado e
seguro, cercadas de todas as garantias.

CAPÍTULO IX
DA PERDA DA PENSÃO
Art. 65. Perderá o direito à pensão:
I - a viúva que tenha má-conduta, apurada em processo judicial, ou venha a ser destituída do
pátrio poder, na conformidade do art. 395 do Código Civil;
II - o beneficiário do sexo masculino, que atinja a maioridade, válido e capaz;
III - o beneficiário que renuncie expressamente;
IV - o beneficiário que tenha sido condenado por crime de natureza dolosa, do qual resulte a morte
do contribuinte.

CAPÍTULO X
DAS PENSÕES REMANESCENTES

Seção I
Dos Contribuintes Remanescentes
Art. 66. Os contribuintes no atual montepio militar, não abrangidos nos arts. 1º e 2º da Lei nº 1.765,
de 4 de maio de 1930, terão seus direitos e assegurados e a sua situação disciplinada por este
regulamento, inclusive quanto à contribuição e aos beneficiários.
Art. 67. São contribuintes remanescentes da pensão militar, na conformidade do artigo precedente:
I - o pessoal da Polícia Militar e do Corpo de Bombeiros do Distrito Federal, transferido para o
Estado da Guanabara, desde que, integrante dos respectivos efetivos até 21 de abril de 1960,
satisfaça ou venha a satisfazer as condições previstas na legislação em vigor (Lei nº 3.752, de 14
de abril de 1960, artigo 3º, §§ 1º, 2º e 3º);
II - os ministros do Superior Tribunal Militar, auditores, representantes de Ministério Público e
escrivães da Justiça Militar, nomeados até 2 de dezembro de 1938 (Decreto-lei nº 925, de 2 de
dezembro de 1938, art. 400; Lei nº 1.341, de 30 de janeiro de 1951);
III - os professores civis do Exército, com honra de militares e os oficiais honorários e graduados
da extinta Diretoria de Contabilidade da Guerra, que optaram pela continuação como contribuintes,
de acordo com o Decreto-lei nº 3.107, de 1º de abril de 1941 (Decreto nº 23.794, de 23 de janeiro
de 1934, art. 3º, Decreto-lei nº24.287, de 24 de maio de 1934, art. 67, § 7º; Decreto-Lei nº 103, de
23 de dezembro de 1937, arts. 14 e 15; Decreto-lei nº 195, de 22 de janeiro de 1938, art. 1º);
IV - os escriturários do Quadro Permanente do Ministério da Guerra, oriundos da carreira de
escrevente do mesmo Ministério e que já eram contribuintes (Decreto número 24.632, de 1º de
julho de 1932, artigo 12, § 4º; Decreto-lei nº 196, de 22 de janeiro de 1938, art. 1º; Decreto-lei nº
3.649, de 24 de setembro de 1941, artigo único);

716
SELEGIS - Seleção Legislativa Militar. v. 3 D ECRETOS

V - os funcionários da extinta Secretaria da Guerra, possuidores de carta-patente de oficial honorário,


e os funcionários do Ministério da Marinha, possuidores de honras militares (Decreto-lei nº 1.315,
de 2 de junho de 1939, art. 1º; Decreto-lei nº 1.803, de 24 de novembro de 1939, artigo único);
VI - os práticos do Rio da Prata, Baixo Paraná e Paraguai (Decreto nº 23.855, de 8 de março de
1934, art. 29);
VII - os práticos de farmácia da Marinha, nomeados de conformidade com o regulamento baixado
com o Decreto nº 7.203, de 3 de dezembro de 1908 (Decreto nº 21.927, de 10 de outubro de 1932,
art. 1º);
VIII - os demais funcionários civis com honras ou graduações militares, admitidos como contribuintes
por lei especial (Decreto-lei nº 196, de 22 de janeiro de 1938, art. 1º);
IX - os oficiais da reserva das Forças Armadas, convocados durante o estado de guerra que
permaneçam convocados para o serviço ativo, com o direito a transferência para a reserva
remunerada, após vinte e cinco anos de serviço (Lei nº 1.196, de 9 de setembro de 1950, art. 1º);
X - os remanescentes da Polícia Militar do Território do Acre (Lei nº 429, de 29 de abril de 1937;
Decreto-lei nº 7.360, de 6 de março de 1945, art. 1º e 2º).

Seção II
Dos Pensionistas Remanescentes
Art. 68. Os veteranos da campanha do Uruguai e Paraguai, bem como suas viúvas e filhas,
beneficiados com a pensão vitalícia instituída pelo Decreto-lei nº 1.544, de 25 de agosto de 1939,
e pelo art. 30 da Lei nº 488, de 15 de novembro de 1948, e os veteranos da revolução acreana,
beneficiados com a pensão vitalícia e intransferível instituída pela Lei nº 380, de 10 de setembro
de 1948, passem a perceber a pensão correspondente à deixada por um 2º sargento, na forma do
art. 2º, letra a , deste regulamento.
Art. 69. Continuam em vigor, até produzirem os seus efeitos em todos os interessados que a elas
tenham direito:
a) as disposições do Decreto-lei nº 8.794, de 23 de janeiro de 1946, que regulam as vantagens dos
herdeiros dos militares que participaram da Força Aérea Expedicionária Brasileira no teatro de
operações da Itália, nos anos de 1944 e 1945;
b) as disposições da Lei nº 3.633, de 17 de setembro de 1959, que concedem pensões especiais
de Cr$3.000,00 (três mil cruzeiros) às viúvas dos ex-integrantes da Força Expedicionária Brasileira
e aos ex-expedicionários incapacitados para o trabalho.

CAPÍTULO XI
DISPOSIÇÕES GERAIS
Art. 70. A pensão militar é impenhorável e só responde pelas consignações autorizadas e pelas
dívidas contraídas pelos beneficiários já no gozo da pensão, inclusive as de contribuições devidas
na forma da Lei.
Art. 71. A pensão militar pode ser requerida a qualquer tempo, condicionada, porém, a percepção
das prestações mensais à prescrição quinqüenal.
Parágrafo único. O disposto neste artigo aplica-se aos casos de melhorias de pensão decorrentes
das promoções que forem requeridas pelos beneficiários, após a morte do contribuinte.
Art. 72. É permitida a acumulação:
a) de duas pensões militares;
b) de uma pensão militar com proventos de disponibilidade, reforma, vencimentos, aposentadoria
ou pensão proveniente de um único cargo civil.
§ 1º Os limites de que trata o presente artigo não se aplicam aos beneficiários dos contribuintes
falecidos anteriormente à vigência da Lei nº 3.765, de 4 de maio de 1960, ficando-lhes vedada,
entretanto, a obtenção de novos benefícios.

717
SELEGIS - Seleção Legislativa Militar. v. 3 D ECRETOS

§ 2º Aos que forem atingidos pela limitação contida no presente artigo, será permitida opção.
Art. 73. A pensão militar será sempre atualizada pela tabela de vencimentos que estiver em vigor.
§ 1º O disposto neste artigo aplica-se aos beneficiários dos contribuintes falecidos antes da
vigência da Lei nº 3.765, de 4 de maio de 1960.
§ 2º O cálculo para a atualização tomará sempre por base a pensão-tronco deixada pelo contribuinte,
e não as importâncias percebidas pelos beneficiários em pensões subdivididas e majoradas ou
acrescidas por abono.
Art. 74. O abono de 20% (vinte por cento), de que trata o art. 93 da Lei nº 3.780, de 12 de julho de
1960, não será considerado para o cálculo da pensão relativa aos postos de marechal, marechal-
do-ar e almirante.
Art. 75. O processo de habilitação à pensão militar é considerado de natureza urgente e os
assuntos com ele relacionados (exame do direto do beneficiário, transferências, reversões e
melhoria, bem como pagamentos e encaminhamento do processo ao Tribunal de Contas) serão
tratados com a máxima urgência pelas Organizações competentes.
Parágrafo único. Os comandantes ou chefes das Organizações militares e civis, qualquer que
seja, a denominação, diligenciarão no sentido de ser dada prioridade aos assuntos relacionados
com a pensão militar, sempre que os respectivos processos transitarem pelas suas Organizações.
Art. 76. A pensão militar será considerada para efeito do imposto de renda, na forma das normas
vigentes reguladoras desse tributo.

CAPÍTULO XII
DISPOSIÇÕES TRANSITÓRIAS E FINAIS
Art. 77. Em cada Ministério Militar e no da Justiça e Negócios Interiores, os assuntos relacionados
com a pensão militar serão tratados em um órgão central ou órgão regionais e existentes ou que
venham a ser criados ou ampliados.
§ 1º No Ministério da Guerra, o órgão central será a Diretoria de Finanças do Exército, e os órgãos
regionais, as Pagadorias e Estabelecimentos Regionais de Finanças.
§ 2º Continuarão a ser tratados no Ministério da Fazenda todos os assuntos referentes à pensão
militar, inclusive pagamentos, quando referentes a beneficiários que, na data da publicação da Lei
nº 3.765, de 4 de maio de 1960, já estejam percebendo suas pensões por aquele Ministério.
Art. 78. Ficam criadas, de conformidade com o art. 34 da Lei nº 3.765, de 4 de maio de 1960:
a) as Pagadorias de Inativos e Pensionistas, no Ministério da Guerra, com autonomia administrativa
e que terão sede nas cidades de São Paulo, Porto Alegre e Recife;
b) a Pagadoria de Inativos e Pensionistas da Marinha, como organização administrativa autônoma,
diretamente subordinada à Diretoria de Intendência da Marinha, que se encarregará do processamento
e pagamento das despesas relativas a proventos e pensões, de acordo com as normas regulamentares
baixadas pelo Ministro;
c) a Divisão de Pensões Militares subordinada ao Departamento de Administração do Ministério da
Justiça e Negócios Interiores, incumbida de tratar dos assuntos relacionados com a pensão militar,
e que será dirigida e constituída de pessoal pertencente às Organizações Militares interessadas de
acordo com as normas regulamentares baixadas por ato ministerial;
d) a Pagadoria de Inativos e Pensionistas da Aeronáutica, como órgão da Intendência da Aeronáutica,
a qual se encarregará do pagamento de proventos e pensões, de conformidade com o regimento
que for baixado pelo respectivo Ministro.
§ 1º As Pagadorias referidas na letra a deste artigo terão as mesmas atribuições da Pagadoria
Central de Inativos e Pensionistas.
§ 2º A critério do Ministro da Guerra, serão criadas outras Pagadorias, com ou sem autonomia
administrativa, para os fins previstos no parágrafo anterior.

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SELEGIS - Seleção Legislativa Militar. v. 3 D ECRETOS

§ 3º As instruções sobre organização e funcionamento, bem como de subordinação dessas Pagadorias


serão objeto de Portarias baixadas pelo Ministério da Guerra.
§ 4º A Diretoria de Finanças do Exército terá a seu cargo o exame dos processos de concessão
das pensões, no Ministério da Guerra, cumprindo-lhe remetê-los diretamente ao Tribunal de Contas,
para o julgamento da legalidade da concessão.
§ 5º Para tratar dos assuntos atinentes às pensões militares fica a Diretorias de Finanças do
Exército acrescida de mais de uma divisão, cuja organização e funcionamento serão objeto de
instruções aprovadas pelo Diretor Geral de Intendência.
Art. 79. A Seção de Pensionistas de Divisão Legal da Subdiretoria de Planejamento e Legislação, no
Ministério da Aeronáutica de conformidade com o disposto no art. 34 da Lei nº 3.765, de 4 de maio
de 1960, fica ampliada para Divisão de Pensões e Proventos, com quatro secções, arquivo e
serviço especial dentro da referida Subdiretoria, Organização esta que tem por incumbência tratar
dos assuntos relacionados com a pensão militar e outros atribuídos pela sua constituição orgânica.
Art. 80. As pensionistas habilitadas nos termos da Lei nº 3.625, de 7 de setembro de 1959, que
percebem montepio militar na Polícia Militar e no Corpo de Bombeiros, em caráter provisório, e
meio-soldo no Ministério da Fazenda, passarão a receber a pensão militar de que trata a Lei nº
3.765, de 4 de maio de 1960, nas respectivas Organizações Militares citadas, que adotarão junto
àquele Ministério as medidas que se fizerem necessárias à observância deste dispositivo.
Art. 81. A substituição de títulos determinada no art. 1º, parágrafo único, deste regulamento serão
promovido “ ex-offício “, quando o processo dos beneficiários estiver em trânsito pelas repartições
competentes e neles se encontrarem os respectivos títulos de montepio, meio-soldo, ou de pensão
especial.
Parágrafo único. Quando não ocorrer a hipótese prevista neste artigo, a substituição será processada
mediante requerimento da parte e juntada dos respectivos títulos.
Art. 82. A substituição da pensão determinada no art. 1º, parágrafo único, deste regulamento será
feita na base do posto a que corresponder o antigo benefício, à data de vigência da Lei nº 3.765,
de 4 de maio de 1960, ressalvado o disposto nos parágrafos 1º e 2º deste artigo.
§ 1 º To m a r - s e - á p o r b a s e o p r i m e i r o p o s t o s e g u i n t e a o d o d e c u j u s , n o s s e g u i n t e s c a s o s d e
contribuição obrigatória, não promovida na época própria:
a) quando, contando mais de 30 (trinta) anos de serviço, tenha o militar falecido no período
compreendido entre 17 de fevereiro de 1944 e a data da vigência da Lei nº 3.765, de 4 de maio de
1960;
b) quando, contando mais de 35 (trinta e cinco) anos de serviço, tenha o militar falecido até a data
da vigência do Decreto-lei nº 6.280, de 17 de fevereiro de 1944.
§ 2º O cálculo será feito na base do segundo posto acima daquele que tinha o “de cujus “, quando,
contando o mesmo mais de 40 (quarenta) anos de serviço tenha falecido a partir da vigência da Lei
nº 5.631, de 31 de dezembro de 1938, sem fazer a necessária contribuição.
§ 3º As dívidas resultantes de contribuições não feitas no devido tempo, quando for o caso, serão
cobradas de conformidade com a legislação vigente à época, observado, porém, o disposto no art.
24 deste regulamento.
Art. 83. A nova pensão militar que substituir a antiga pensão especial corresponderá ao posto em
graduação em que esta tenha sido concedida, e será equivalente:
a) a 25 (vinte e cinco) vezes a contribuição, quando o falecimento do contribuinte se tenha
verificado nas condições previstas na alínea b do art. 2º deste regulamento;
b) a 30 (trinta) vezes a contribuição, se a morte do contribuinte houver ocorrida em qualquer das
situações indicadas na alínea c do artigo 2º deste regulamento.
Art. 84. Como decorrência de atualização a ser imediatamente processada, cessará a partir da
vigência da Lei nº 3.783, de 30 de julho de 1960, o direito ao abono concedido pela Lei nº 3.531,
de 19 de janeiro de 1959, ressalvado o disposto no art. 1º, parágrafo único, deste regulamento.

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SELEGIS - Seleção Legislativa Militar. v. 3 D ECRETOS

Art. 85. Os oficiais que, na data da publicação deste regulamento já contribuíam para a pensão
correspondente a um ou dois postos acima do que possuam, ficam dispensados de apresentar o
requerimento de que tratam os arts. 18 e 19 deste regulamento.
Parágrafo único. As Organizações a que estiverem vinculados os militares a que se refere este
artigo publicarão em boletim os nomes dos mesmos, fazendo constar essa ocorrência dos seus
assentamentos, ou providenciando nesse sentido junto às autoridades, quando a medida não for
de sua competência.
Art. 86. Os contribuintes que já tiverem completado 30 (trinta) ou 35 (trinta e cinco) anos de
serviço e que queiram iniciar a contribuição para a pensão correspondente a um ou dois postos ou
graduações acima, na forma do art. 18 deste regulamento, ficam sujeitos a requerimento à autoridade
competente, sendo a nova contribuição devida a partir da vigência da Lei nº 3.765, de 4 de maio
de 1960.
Parágrafo único. Consideram-se como tendo requerido a contribuição de um ou dois postos ou
graduações acima, segundo tenham mais de 30 (trinta) ou 35 (trinta e cinco) anos de serviço,
respectivamente, os contribuintes obrigatórios que tiverem falecido entre a data da vigência de Lei
nº 3.765, de 4 de maio de 1960, e a da publicação deste regulamento, pagando os beneficiários as
contribuições devidas.
Art. 87. As Organizações que tratam dos assuntos relativos à pensão militar proporão normas a
serem reprovadas pelo titular da pasta, para a boa execução dos serviços que ora lhes são
at r ibuí dos ne ste reg u la m e n to .

Brasília, 2 de outubro de 1960.


G e n . B d a . M A R C O S J O ã O R E G I N ATO
Presidente da Comissão

720
SELEGIS - Seleção Legislativa Militar. v. 3 D ECRETOS

TÍTULO DE PENSÃO MILITAR DO MINISTÉRIO DA

Nº ........
(ordem)
O ................................................................................ ..........................................................,
(autoridade expeditora)
usando das atribuições que lhe confere o art. 51 do Decreto nº ..........................................,
de ......................... de .............................de 1960 declara, à vista do processo protocolado
sob o nº .........................................., que .............................................................................,
................................................................................ .............................................................,
(nome do beneficiário)
................................................................................ .............................................................,
(vinculação do beneficiário ao contribuinte)
do ................................................................................ ..........................................................
(patente e nome do contribuinte)
falecido a ................................................................................ ..............................................
(data do óbito do contribuinte)
tem direito à pensão mensal de Cr$.......................................................................... .......
(importância em algarismos)
................................................................................ .............................................................,
(importância por extenso)
................................................................................ .............................................................,
(originária, em reversão ou por transferência)
a partir de ................................................................................ .............................................
(início do pagamento)
pensão militar de: ................................................................................ .................................
(patente de concessão)
tempo de serviço do contribuinte: ............................................................................ .........
(em anos, meses e dias)
Legislação: ................................................................................ .................................. .........
(fundamento legal da concessão)
Pensão: ........................................................................ Cr$........................................... .......
(tabela de vencimento aplicável) (importância)
C o t a - p a r t e d e b e n e f i c i á r i o : . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . ..
(fração da pensão-tronco)
...................................................... de .......................... de 19...............
(local e data da expedição de título)
................................................................................
(assinatura da autoridade expedidora)

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SELEGIS - Seleção Legislativa Militar. v. 3 D ECRETOS

DECRETO Nº 57.272, DE 16 DE NOVEMBRO DE 1965.

Define a conceituação de Acidente em Serviço e dá outras providências.

O PRESIDENTE DA REPÚBLICA, usando da atribuição que lhe confere o Art. 87, inciso I, da
Constituição Federal,
D E C R E TA :
Art. 1º Considera-se acidente em serviço, para os efeitos previstos na legislação em vigor relativa
às Forças Armadas, aquele que ocorra com militar da ativa, quando:
a) no exercício dos deveres previstos no Art. 25 do Decreto-Lei nº 9.698, de 2 de setembro de
1946 (Estatuto dos Militares);
b) no exercício de suas atribuições funcionais, durante o expediente normal, ou, quando determinado
por autoridade competente, em sua prorrogação ou antecipação;
c) no cumprimento de ordem emanada de autoridade militar competente;
d) no decurso de viagens em objeto de serviço, previstas em regulamentos ou autorizados por
autoridade militar competente;
e) no decurso de viagens impostas por motivo de movimentação efetuada no interesse do serviço
ou a pedido;
f) no deslocamento entre a sua residência e a organização em que serve ou o local de trabalho, ou
naquele em que sua missão deva ter início ou prosseguimento, e vice-versa, desde que efetuado
em veículo militar para tal fim destinado.
f) no deslocamento entre a sua residência e a organização em que serve ou o local de trabalho, ou
naquele em que sua missão deva ter início ou prosseguimento, e vice-versa. (Redação dada pelo
Decreto nº 64.517, de 15.5.1969)
§ 1º - Aplica-se o disposto neste artigo aos militares da Reserva, quando convocados para o
serviço ativo.
§ 2º - Não se aplica o disposto neste artigo quando o acidente for resultado de crime, transgressão
disciplinar, imprudência ou desidia do militar acidentado ou de subordinado seu, com sua aquiescência.
Os casos previstos neste parágrafo serão devidamente comprovados em Inquérito Policial Militar
para esse fim mandado instaurar.
§ 2º Não se aplica o disposto neste artigo quando o acidente for resultado de crime, transgressão
disciplinar, imprudência ou desídia do militar acidentado ou de subordinado seu, com sua aquiescência.
Os casos previstos neste parágrafo serão comprovados em Inquérito Policial Militar, instaurado
nos termos do art. 9º do Decreto-lei nº 1.002, de 21 de outubro de 1969, ou, quando não for caso
dele, em sindicância, para esse fim mandada instaurar, com observância das formalidades daquele.
(Redação dada pelo Decreto nº 90.900, de 525.1985)
Art. 2º Considera-se acidente em serviço para os fins previstos em lei, ainda quando não seja ele
a causa única e exclusiva da morte ou da perda ou redução da capacidade do militar, desde que
entre o acidente e a morte ou incapacidade haja relação de causa e efeito.
Art. 3º Os militares acidentados após a vigência da legislação a que se refere o Art. 1º, ainda não
amparados por inexistência de regulamentação definindo a conceituação de acidente em serviço,
ou os seus legítimos representantes, poderão requerer no prazo de 1 (um) ano, a contar desta
data, os benefícios deste decreto.
§ 1º - Esgotado esse prazo, o direito de requerer os eventuais benefícios decorrentes da retroatividade
prevista neste artigo fica automaticamente cancelado.
§ 2º - Não se aplica o disposto no presente artigo aos casos já formalmente decididos no âmbito
judicial, à data da vigência deste decreto.

722
SELEGIS - Seleção Legislativa Militar. v. 3 D ECRETOS

Art. 4º O presente decreto entrará em vigor na data de sua publicação, revogadas as disposições
em contrário.

Brasília, 16 de novembro de 1965; 144º da Independência e 77º da República.


H. CASTELLO BRANCO
Paulo Bosísio
Arthur da Costa e Silva
Eduardo Gomes

Este texto não substitui o publicado no D.O.U. de 18.11.1965

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SELEGIS - Seleção Legislativa Militar. v. 3 D ECRETOS

DECRETO Nº 57.654, DE 20 DE JANEIRO DE 1966

Regulamenta a lei do Serviço Militar (Lei nº 4.375, de 17 de agosto de


1964), retificada pela Lei nº 4.754, de 18 de agosto de 1965.

O PRESIDENTE DA REPÚBLICA, usando das atribuições que lhe confere o art. 87, inciso I, da
Constituição Federal, e de conformidade com o art. 80 da Lei nº 4.375, de 17 de agosto de 1964,
decreta:

TÍTULO I
GENERALIDADES

CAPÍTULO I
DAS FINALIDADES DESTE REGULAMENTO
(RLSM)
Art. 1° Este Regulamento estabelece normas e processos para a aplicação da Lei do Serviço
Militar, nele designada pela abreviatura LSM (Lei nº 4.375, de 17 de agosto de 1964, retificada
pela Lei n° 4.754, de 18 de agosto de 1965).
Parágrafo único. Caberá a cada Força Armada introduzir as modificações que se fizerem necessárias
nos Regulamentos dos órgãos de direção e execução do Serviço Militar, de sua responsabilidade,
bem como baixar instruções ou diretrizes com base na LSM e neste Regulamento, tendo em vista
estabelecer os pormenores de execução que lhe forem peculiares.
Art. 2º A participação, na defesa nacional, dos brasileiros que não estiverem no desempenho de
atividades específicas nas Forças Armadas, será regulada em legislação especial.

CAPÍTULO II
DOS CONCEITOS E DEFINIÇÕES
Art. 3° Para os efeitos deste Regulamento são estabelecidos os seguintes conceitos e definições:
l) adição (passar a adido) - Ato de manutenção da praça, antes de incluída ou depois de excluída,
na Organização Militar, para fins específicos, declarados no próprio ato.
2) alistamento - Ato prévio à seleção. Compreende o preenchimento da Ficha de Alistamento
Militar (FAM) e do Certificado de Alistamento Militar (CAM).
3) classe - Conjunto dos brasileiros nascidos entre 1º de janeiro e 31 de dezembro de um mesmo
ano. É designado pelo ano de nascimento dos que a constituem.
4) classe convocada - Conjunto dos brasileiros, de uma mesma classe, chamado para a prestação
do Serviço Militar, quer inicial, quer sob outra forma e fase.
5) conscritos - Brasileiros que compõem a classe chamada para a seleção, tendo em vista a
prestação do Serviço Militar inicial.
6) convocação - (nas suas diferentes finalidades) - Ato pelo qual os brasileiros são chamados para
a prestação do Serviço Militar, quer inicial, quer sob outra forma ou fase.
7) convocação à incorporação ou matrícula (designação) - Ato pelo qual os brasileiros, após
julgados aptos em seleção, são designados para incorporação ou matrícula, a fim de prestar o
Serviço Militar, quer inicial, quer sob outra forma ou fase. A expressão “convocado à incorporação”,
constante do Código Penal Militar (Art. 159), aplica-se ao selecionado para convocação e designado
para a incorporação ou matrícula em Organização Militar, à qual deverá apresentar-se no prazo
que lhe for fixado.

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SELEGIS - Seleção Legislativa Militar. v. 3 D ECRETOS

8) dilação do tempo de serviço - Aumento compulsório da duração do tempo de Serviço Militar.


9) desincorporação - Ato de exclusão da praça do serviço ativo de uma Força Armada:
a) antes de completar o tempo do Serviço Militar inicial, ressalvados os casos de anulação de
incorporação, expulsão e deserção. Poderá haver inclusão na reserva, se realizadas as condições
mínimas de instrução, exceto quanto aos casos de isenção por incapacidade física ou mental
definitiva;
b) após o tempo de Serviço Militar inicial, apenas para os casos de isenção por incapacidade
física ou mental definitiva, quando não tiver direito a reforma.
10) desligamento - Ato de desvinculação da praça da Organização Militar.
11 ) d i s p e n s a d e i n c o r p o r a ç ã o - A t o p e l o q u a l o s b r a s i l e i r o s s ã o d i s p e n s a d o s d e i n c o r p o r a ç ã o e m
Organizações Militares da Ativa, tendo em vista as suas situações peculiares ou por excederem
às possibilidades de incorporação existentes.
12) dispensa do Serviço Militar inicial - Ato pelo qual os brasileiros, embora obrigados ao Serviço
Militar, são dispensados da prestação do Serviço Militar inicial, por haverem sido dispensados de
incorporação em Organizações Militares da Ativa e não terem obrigações de matrícula em Órgãos
de Formação de Reserva, continuando, contudo, sujeitos a convocações posteriores e a deveres
previstos neste Regulamento. Os brasileiros nessas condições farão jus ao Certificado de Dispensa
de Incorporação.
13) disponibilidade - Situação de vinculação do pessoal da reserva a uma Organização Militar
durante o prazo fixado pelos Ministros Militares, de acordo com as necessidades de mobilização.
14) encostamento (ou depósito) - Ato de manutenção do convocado, voluntário, reservista, desincorporado,
insubmisso ou desertor na Organização Militar, para fins específicos, declarados no ato (alimentação,
pousada, justiça etc.).
15) em débito com o Serviço Militar - Situação dos brasileiros que, tendo obrigações definidas
para com o Serviço Militar, tenham deixado de cumprí-las nos prazos fixados.
16) engajamento - Prorrogação voluntária do tempo de serviço do incorporado.
17) estar em dia com as obrigações militares - É estar o brasileiro com sua situação militar
regularizada, com relação às sucessivas exigências do Serviço Militar. Para isto, necessita
possuir documento comprobatório de situação militar, com as anotações fixadas neste Regulamento,
referentes ao cumprimento das obrigações posteriores ao recebimento daquele documento. Esta
expressão tem a mesma acepção de “estar quite com o Serviço Militar”, constante de legislação
comum, anterior.
18) exclusão - Ato pelo qual a praça deixa de integrar uma Organização Militar.
19) Fundo do Serviço Militar - Fundo especial, criado pela LSM constituído das receitas de
a r r e c a d a ç ã o d e m u l t a s e d e Ta x a M i l i t a r.
20) inclusão - Ato pelo qual o convocado, voluntário ou reservista passa a integrar uma Organiza-
ção Militar.
21) incorporação - Ato de inclusão do convocado ou voluntário em Organização Militar da Ativa,
bem como em certos Órgãos de Formação de Reserva.
22) insubmisso - Convocado selecionado e designado para incorporação ou matrícula, que não se
apresentar à Organização Militar que lhe for designada, dentro do prazo marcado ou que, tendo-o
feito, ausentar-se antes do ato oficial de incorporação ou matrícula.
23) isentos do Serviço Militar - Brasileiros que, devido às suas condições morais (em tempo de
paz), físicas ou mentais, ficam dispensados das obrigações do Serviço Militar, em caráter permanente
ou enquanto persistirem essas condições.
24) Licenciamento - Ato de exclusão da praça do serviço ativo de uma Força Armada, após o
término do tempo de Serviço Militar inicial, com a sua inclusão na reserva.
25) matrícula - Ato de admissão do convocado ou voluntário em Órgão de Formação de Reserva,
bem como em certas organizações Militares de Ativa - Escola, Centro ou Curso de Formação de

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m i l i t a r d a a t i v a . To d a a v e z q u e o c o n v o c a d o o u v o l u n t á r i o f o r d e s i g n a d o p a r a m a t r í c u l a e m u m
Órgão de Formação de Reserva, ao qual fique vinculado para prestação de serviço, em períodos
descontínuos, em horários limitados ou com encargos limitados apenas àqueles necessários à sua
formação, será incluído no referido Órgão e matriculado, sem contudo ser incorporado. Quando o
convocado ou voluntário for matriculado em uma Escola, Centro ou Curso de Formação de militar
da ativa, ou Órgão de Formação de Reserva, ao qual fique vinculado de modo permanente,
independente de horário, e com os encargos inerentes às organizações Militares da Ativa, será
incluído e incorporado à referida Escola, Centro, Curso ou Órgão.
26) multa - Penalidade em dinheiro, aplicada pelas autoridades militares, por infração a dispositivos
da LSM e deste Regulamento.
27) multa mínima - Penalidade em dinheiro, básica, com o valor de 1/30 (um trinta avos) do menor
salário mínimo existente no País, por ocasião da aplicação da multa, arredondada para centena de
cruzeiros superior.
28) município não tributário - Município considerado, pelo Plano Geral de Convocação anual, como
não contribuinte à convocação para o Serviço Militar inicial.
29) município tributário - Município considerado, pelo Plano Geral de Convocação anual, contribuinte
à convocação para o Serviço Militar inicial. Dentro das suas possibilidades e localização, poderá
contribuir seja apenas para as Organizações Militares da Ativa, seja apenas para os Órgãos de
Formação de Reserva, seja para ambos, simultaneamente, para uma ou mais Forças Armadas.
30) Organização Militar da Ativa - Corpos (Unidades) de Tropa, Repartições, Estabelecimentos,
Navios, Bases Navais ou Aéreas e qualquer outra unidade tática ou administrativa, que faça parte
do todo orgânico do Exército, Marinha ou Aeronáutica.
31) Órgão de Formação de Reserva - Denominação genérica dada aos órgãos de formação de
oficiais, graduados, soldados e marinheiros para a reserva. Os Órgãos de Formação de Reserva,
em alguns casos, poderão ser, também, Organizações Militares da Ativa, desde que tenham as
características dessas Organizações Militares e existência permanente. Existem Órgãos de Formação
de Reserva das Forças Armadas, que não são constituídos de militares, mas apenas são orientados,
instruídos ou fiscalizados por elementos das citadas Forças.
32) preferenciados - Brasileiros com destino preferencial para uma das Forças Armadas, na
distribuição anual do contingente, por exercerem atividades normais de grande interesse da respectiva
Força, e que ficarão vinculados à mesma, quanto à prestação do Serviço Militar e quanto à
mobilização. Determinados preferenciados têm os mesmos deveres dos reservistas.
33) Publicidade do Serviço Militar - Parte das atividades de Relações Públicas, que visa o
esclarecimento do público. Realiza-se através da divulgação institucional e da propaganda educacional.
34) reengajamento - Prorrogação do tempo de serviço, uma vez terminado o engajamento. Podem
ser concedidos sucessivos reengajamentos à mesma praça, obedecidas as condições que regulam
a concessão.
35) refratário - O brasileiro que não se apresentar para a seleção de sua classe na época determinada
ou que, tendo-o feito, ausentar-se sem a haver completado. Não será considerado refratário o que
faltar, apenas, ao alistamento, ato prévio à seleção, bem como o residente em município não
tributário, há mais de um ano, referido à data de início da época da seleção da sua classe.
36) reinclusão - Ato pelo qual o reservista ou desertor passa a reintegrar uma Organização Militar.
37) reincorporação - Ato de reinclusão do reservista ou isento, em determinadas condições, em
Organização Militar da Ativa, bem como em certos Órgãos de Formação de Reserva.
38) Relações Públicas do Serviço Militar - Atividades dos diferentes órgãos do Serviço Militar,
visando ao bom atendimento e ao esclarecimento do público.
39) reserva - Conjunto de oficiais e praças componente da reserva, de acordo com legislação
própria e com este Regulamento.
40) Reservista - Praça componente da reserva.

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41) reservista de 1ª categoria - Aquele que atingiu um grau de instrução que o habilite ao desempenho
de função de uma das qualificações ou especializações militares de cada uma das Forças Armadas.
42) reservista de 2ª categoria - Aquele que tenha recebido, no mínimo, a instrução militar suficiente
para o exercício de função geral básica de caráter militar.
43) situação especial - Situação do possuidor do Certificado de Dispensa de Incorporação, por se
encontrar em função ou ter aptidão de interesse da defesa nacional e fixada pela respectiva Força
Armada. É registrada no Certificado correspondente.
44) subunidade-quadro - Subunidade com quadro de organização composto apenas de elementos
de comando e de enquadramento e tendo por finalidade a formação de:
a) soldados ou marinheiros especialistas (ou de qualificações militares específicas) destinados à
ativa ou à reserva;
b) graduados de fileira e especialistas (ou de qualificações militares específicas) destinados à
ativa ou à reserva.
As Subunidades-quadro são consideradas, conforme o caso, Organização Militar da Ativa ou
Órgão de Formação da Reserva. Poderão existir integrando Organizações Militares da Ativa ou
ser localizadas isoladamente.
45) Taxa Militar - Importância em dinheiro cobrada, pelos órgãos do Serviço Militar, aos convocados
que obtiverem adiamento de incorporação ou a quem for concedido o Certificado de Dispensa de
I n c o r p o r a ç ã o . Te r á o v a l o r d a m u l t a m í n i m a .
46) voluntário - Brasileiro que se apresenta, por vontade própria, para a prestação do Serviço
Militar, seja inicial, seja sob outra forma ou fase. A sua aceitação e as condições a que fica
obrigado são fixadas pelos Ministérios Militares.

TÍTULO II
DA NATUREZA, OBRIGATORIEDADE E DURAÇÃO DO SERVIÇO MILITAR

CAPÍTULO III
D A N AT U R E Z A E O B R I G ATO R I E D A D E D O S E RV I Ç O M I L I TA R
Art. 4º O Serviço Militar consiste no exercício das atividades específicas desempenhadas nas
Forças Armadas - Exército, Marinha e Aeronáutica - e compreenderá, na mobilização, todos os
encargos relacionados com a defesa nacional.
§ 1 º Te m p o r b a s e a c o o p e r a ç ã o c o n s c i e n t e d o s b r a s i l e i r o s , s o b o s a s p e c t o s e s p i r i t u a l , m o r a l ,
físico, intelectual e profissional, na segurança nacional.
§ 2º Com as suas atividades, coopera na educação moral e cívica dos brasileiros em idade militar
e lhes proporciona a instrução adequada para a defesa nacional.
Art. 5º Todos os brasileiros são obrigados ao Serviço Militar na forma da LSM e deste Regulamento.
§ 1º As mulheres ficam isentas do Serviço Militar em tempo de paz e de acordo com suas
aptidões, sujeitas aos encargos de interesse da mobilização.
§ 2º Os brasileiros naturalizados e por opção são obrigados ao Serviço Militar a partir da data em
que receberam o certificado de naturalização ou da assinatura do termo de opção.
Art. 5º Todos os brasileiros são obrigados ao Serviço Militar na forma da LSM e deste regulamento.
(Redação dada pelo Decreto nº 1.294, de 26.10.1994)
§ 1º As mulheres ficam isentas do Serviço Militar em tempo de paz e, de acordo com as suas
aptidões, sujeitas aos encargos de interesse da mobilização. (Redação dada pelo Decreto nº
1.294, de 26.10.1994)
§ 2º É permitida a prestação do Serviço Militar pelas mulheres que forem voluntárias. (Redação
dada pelo Decreto nº 1.294, de 26.10.1994)
§ 3º O Serviço Militar a que se refere o parágrafo anterior poderá ser adotado por cada Força

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Armada segundo seus critérios de conveniência e oportunidade. (Parágrafo incluído pelo Decreto
nº 1.294, de 26.10.1994)
§ 4º Os brasileiros naturalizados e por opção são obrigados ao Serviço Militar a partir da data em
que receberem o certificado de naturalização ou da assinatura do tempo de opção. (Parágrafo
incluído pelo Decreto nº 1.294, de 26.10.1994)
Art. 6º As atividades a que, em caso de mobilização, estão sujeitas as mulheres são as constantes
dos números 2 e 3 do Art. 10 deste Regulamento.
Art. 7º O Serviço Militar inicial será o prestado por classes constituídas de brasileiros nascidos
entre 1º de janeiro e 31 de dezembro, no ano em que completarem 19 (dezenove) anos de idade.
Parágrafo único. A classe será designada pelo ano de nascimento dos brasileiros que a constituem
e o conseqüente recrutamento para a prestação do Serviço Militar será fixado neste Regulamento.
Art. 8º Os brasileiros nas condições previstas na LSM e neste Regulamento prestarão o Serviço
Militar incorporados em Organizações Militares da Ativa ou matriculados em Órgãos de Formação
de Reserva.
Art. 9º As condições para a prestação de outras formas e fases do Serviço Militar obrigatório são
fixadas neste Regulamento e em legislação especial.
Art. 10. Na mobilização, o Serviço Militar abrangerá a prestação de serviços:
1) na forma prescrita nos artigos 7º e 9º deste Regulamento;
2) decorrentes das necessidades militares, correspondentes aos encargos de mobilização; e
3) em organizações civis que interessem à defesa nacional.
Art. 11. O Serviço prestado nas Polícias Militares, Corpos de Bombeiros e em outras Corporações
encarregadas da Segurança Pública, que, por legislação específica, forem declaradas reservas
das Forças Armadas, será considerado de interesse militar. O ingresso nessas Corporações será
feito de acordo com as normas baixadas pelas autoridades competentes, respeitadas as prescrições
deste Regulamento.
Art. 12. As Polícias Militares poderão receber, como voluntários, os reservistas de 1ª e 2ª categorias
e os portadores de Certificado de Dispensa de Incorporação.
§ 1º Os reservistas “na disponibidade”, assim como os possuidores de Certificado de Dispensa de
Incorporação, considerados pela respectiva Força como em situação especial, na forma dos Art.
160 e 202, parágrafo único, respectivamente, deste Regulamento, necessitarão de autorização
prévia do Comandante de Região Militar, Distrito Naval ou Zona Aérea correspondentes, ressalvado
o disposto no Art. 15, ainda deste Regulamento.
§ 2º As Polícias Militares também poderão receber, como voluntários, os portadores de Certificado
de Isenção por incapacidade física, desde que aprovados em nova inspeção de saúde, nessas
Corporações.
§ 3º Os Comandantes das Corporações referidas neste artigo remeterão à correspondente Circunscrição
de Serviço Militar, Capitania dos Portos ou Serviço de Recrutamento e Mobilização da Zona
Aérea, relações dos brasileiros incluídos nas suas Corporações, especificando:
1) filiação;
2) data e local de nascimento; e
3) número, origem e natureza do documento comprobatório de situação militar.
Art. 13. Os brasileiros excluídos das Polícias Militares por conclusão de tempo, antes de 31 de
dezembro do ano em que completarem 45 (quarenta e cinco) anos de idade, terão as situações
militares atualizadas de acordo com as novas qualificações e com o grau de instrução alcançado:
1) serão considerados reservistas da 2ª categoria, nas graduações e qualificações atingidas, se
anteriormente eram portadores de Certificados de Isenção, de Dispensa de Incorporação ou de
Reservista, quer de 1ª, quer de 2ª categoria, com graduação inferior à atingida.
2) nos demais casos, permanecerão na categoria, na graduação e na qualificação que possuíam
antes da inclusão na Polícia Militar.

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§ 1º Os excluídos por qualquer motivo, antes da conclusão do tempo a que se obrigaram, exceto
por incapacidade física ou moral, retornarão à situação anterior, que possuíam na reserva, ou
serão considerados reservistas de 2ª categoria na forma fixada neste Regulamento.
§ 2º Os excluídos das referidas Corporações por incapacidade física ou moral serão considerados
isentos do Serviço Militar, qualquer que tenha sido a sua situação anterior, devendo receber o
respectivo Certificado.
§ 3º As Polícias Militares fornecerão aos excluídos de suas corporações os certificados a que
fizerem jus, por ocasião da exclusão, de acordo com o estabelecido neste artigo:
1) restituindo o Certificado que possuíam anteriormente à inclusão, aos que não tiveram alterada
sua situação militar;
2) fornecendo o Certificado de 2ª Categoria ou de Isenção, conforme o caso, aos que tiveram
alterada sua situação militar.
§ 4º Caberá aos Comandantes de Corporação das Polícias Militares o processamento e a entrega
dos novos certificados previstos neste artigo, os quais serão fornecidos, sob controle, pelas
Circunscrições de Serviço Militar.
Art. 14. Os brasileiros matriculados em Cursos de Formação de Oficiais das Polícias Militares,
quando pertencentes à classe chamada para a seleção, terão a incorporação adiada automaticamente
até a conclusão ou interrupção do curso.
§ 1º Os que forem desligados desses Cursos antes de um ano, e que não tiverem direito à
rematrícula, concorrerão à prestação do Serviço Militar inicial, a que estiverem sujeitos, com a
primeira classe a ser convocada, após o desligamento, com prioridade para incorporação. Neste
caso, o Comandante da Corporação os encaminhará ao Chefe da Circunscrição do Serviço Militar
ou ao órgão alistador mais próximo, para que regularizem a sua situação militar.
§ 2º Os que forem desligados após terem completado um ano de curso, exceto se o desligamento
se der por incapacidade moral ou física, serão considerados reservistas de 2ª Categoria.
Art. 15. Os reservistas, ou possuidores de Certificado de Dispensa de Incorporação e os isentos
do Serviço Militar por incapacidade física poderão freqüentar Cursos de Formação de Oficiais das
Polícias Militares, independentemente de autorização especial.
§ 1º Neste caso, os reservistas serão considerados em destino reservado, e os possuidores de
Certificado de Dispensa de Incorporação, bem como os isentos, permanecerão nesta situação até
o término ou desligamento do curso.
§ 2º Quando desligados antes da conclusão do curso, por qualquer motivo, exceto por incapacidade moral:
1) os reservistas, retornarão à mesma situação que possuíam na reserva;
2) os possuidores de Certificado de Dispensa de Incorporação e os isentos por incapacidade física
continuarão na mesma situação. Entretanto, se tiverem completado, no mínimo, um ano de curso,
serão considerados reservistas de 2ª categoria, nos termos do § 2º do Art. 14, deste Regulamento.
§ 3º Os desligados por incapacidade física ou moral terão a situação regulada pelo § 2º, do art. 13
deste Regulamento.
Art. 16. Os brasileiros, reservistas ou não, que concluírem os Cursos de Formação de Oficiais
das Polícias Militares terão a situação fixada no Regulamento do Corpo de Oficiais da Reserva do
Exército.
Art. 17. Os responsáveis pelos Cursos de Formação de oficiais das Polícias Militares deverão
r em ete r ao s Che fe s de C i r c u n s c r i ç ã o d e Se r v i ç o M i l i ta r, rel aç ões nom inais dos m at ri c ul ados , dos
que interromperem os cursos sem direito à rematrícula e dos que concluírem os cursos, idênticas
às fixadas pelo § 3º do Art. 12, deste Regulamento.
Parágrafo único. As relações a que se refere este artigo serão remetidas logo após o início ou
término do curso e tão logo se verifiquem as interrupções.
Art. 18. Aos Corpos de Bombeiros e outras Corporações encarregadas da Segurança Pública, nas
c o n d i ç õ e s f i x a d a s n o A r t . 11 d e s t e R e g u l a m e n t o , s e r ã o a p l i c a d a s a s p r e s c r i ç õ e s f i x a d a s p a r a a s

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SELEGIS - Seleção Legislativa Militar. v. 3 D ECRETOS

Polícias Militares que, sem serem Organizações Militares ou Órgãos de Formação de Reserva das
Forças Armadas, na forma estabelecida na LSM e neste Regulamento, são reservas do Exército.

CAPÍTULO IV
D A D U R A Ç Ã O D O S E R V I Ç O M I L I TA R
Art. 19. A obrigação para com o Serviço Militar, em tempo de paz, começa no 1º dia de janeiro do
ano em que o brasileiro completar 18 (dezoito) anos de idade e subsistirá até 31 de dezembro do
ano em que completar 45 (quarenta e cinco) anos.
Parágrafo único. Em tempo de guerra, esse período poderá ser ampliado, de acordo com os
interesses da defesa nacional.
Art. 20. Será permitida aos brasileiros a prestação de Serviço Militar como voluntário, a partir do
ano em que completarem 17 (dezessete) anos e até o limite de idade fixado no artigo anterior, e na
forma do prescrito no Art. 127 e seus parágrafos, deste Regulamento.
Art. 21. O Serviço Militar inicial dos incorporados terá a duração normal de 12 (doze) meses.
§ 1º Os Ministros da Guerra, Marinha e Aeronáutica poderão reduzir até dois meses ou dilatar até
seis meses a duração do tempo de Serviço Militar inicial dos brasileiros incorporados às respectivas
Forças Armadas.
§ 2º Em caso de interesse nacional, a dilação do tempo de Serviço Militar dos incorporados além
de 18 (dezoito) meses poderá ser feita mediante autorização do Presidente da República.
§ 3º Durante o período, de dilação do tempo de Serviço Militar, prevista nos parágrafos anteriores,
as praças por ela abrangidas serão consideradas engajadas.
§ 4º As reduções e dilações do tempo de Serviço Militar, previstas nos §§ 1º e 2° deste artigo,
serão feitas mediante ato específico e terão caráter compulsório, ressalvado o disposto no Art.
133, deste Regulamento.
Art. 22. O Serviço Militar inicial dos matriculados em Órgãos de Formação de Reserva terá a
duração prevista nos respectivos regulamentos.
Art. 23. A duração do tempo de prestação de outras formas e fases do Serviço Militar será fixada
nos atos que determinarem as convocações, aceitarem voluntários ou concederem as prorrogações
de tempo de serviço, com base neste Regulamento ou em legislação especial.
Art. 24. A contagem do tempo de Serviço Militar terá início no dia da incorporação ou da matrícula.
Parágrafo único. Não será computado como tempo de Serviço Militar:
1) qualquer período anterior ao ano a partir do qual é permitida a aceitação do voluntário, definido
no Art. 20 deste Regulamento;
2) o período que o incorporado levar no cumprimento de sentença judicial passada em julgado;
3) o período decorrido sem aproveitamento, de acordo com as exigências dos respectivos regulamentos,
pelos matriculados em Órgãos de Formação de Reserva.
Art. 25. Quando, por motivo de força-maior, devidamente comprovado (incêndio, inundações etc),
faltarem dados para contagem de tempo de Serviço Militar, caberá aos Ministros Militares arbitrarem
o tempo a ser computado para cada caso particular, de acordo com os elementos de que dispuserem.

TÍTULO III
DOS ÓRGÃOS DE DIREÇÃO E EXECUÇÃO DO SERVIÇO MILITAR E DA DIVISÃO TERRITORIAL

CAPÍTULO V
DOS ÓRGÃ OS D E D IR EÇ ÃO E D E EXEC U Ç Ã O D O S E RV I Ç O M I LI TA R
Art. 26. Ao Estado-Maior das Forças Armadas (EMFA) caberá a direção geral do Serviço Militar,
mediante a coordenação de determinadas atividades essenciais, focalizadas na LSM e neste

730
SELEGIS - Seleção Legislativa Militar. v. 3 D ECRETOS

Regulamento, cabendo aos Ministérios Militares a responsabilidade da direção, planejamento e


execução do referido Serviço na respectiva Força Armada.
P a r á g r a f o ú n i c o . To d o s o s d o c u m e n t o s , e l a b o r a d o s p e l o E M FA , q u e e n c e r r e m p r e s c r i ç õ e s , a
serem executadas pelos Ministros Militares, deverão ser aprovados pelo Presidente da República.
Art. 27. Compete ao EMFA:
1) elaborar, anualmente, com participação dos Ministérios Militares, um Plano Geral de convocação
para o Serviço Militar inicial, regulando as condições de recrutamento da classe a incorporar no
ano seguinte, nas Forças Armadas;
2) fixar, anualmente, as condições de tributação dos municípios, mediante proposta dos Ministros
Militares;
3) fixar critérios para a seleção, tendo em vista a prestação do Serviço Militar inicial, de acordo
com os requisitos apresentados pelos Ministérios Militares;
4) declarar, an u a lmen te , q u a i s o s e s ta b e l e c i m e n to s o u em pres as indus t riais , de i nt eres s e m i lit ar,
de transporte e de comunicações, que são relacionados, diretamente, com a Segurança Nacional,
para fins de dispensa de incorporação de empregados, operários ou funcionários;
5) baixar instruções para execução do Serviço Militar no exterior, quanto aos brasileiros que se
encontrarem fora do país;
6) coordenar a confecção de tabelas únicas de uniforme e material de instrução dos Tiros-de-
Guerra ou Órgãos criados com a mesma finalidade;
7) coordenar os trabalhos de Relações Públicas (e Publicidade) do Serviço Militar nos aspectos
comuns às três Forças Armadas;
7) programar, orientar e coordenar as atividades de Relações Públicas (inclusive Publicidade) do
Serviço Militar nos aspectos comum às três Forças Armadas.(Redação dada pelo Decreto nº
58.759, de 28.6.1966)
8) encarregar-se do Fundo do Serviço Militar, de conformidade com o disposto neste Regulamento;
9) propor a fixação de dotações orçamentárias próprias, destinadas às despesas para execução
da LSN e administrá-las, de acordo com o disposto neste Regulamento;
10) coordenar qualquer assunto referente ao Serviço Militar não especificado nos números anteriores
deste artigo, que envolva interesses essenciais relacionados com mais de uma Força Armada e
que exija critério uniforme de solução.
A r t . 28 São ó rgã o s de d i r e ç ã o d o Se r v i ç o M i l i ta r :
1) no Exército: a Diretoria do Serviço Militar (DSM);
2) na Marinha: a Diretoria do Pessoal da Marinha (DPM);
3) na Aeronáutica: a Diretoria do Pessoal da Aeronáutica (DPAer).
Parágrafo único. Cada Diretoria terá seu regulamento próprio.
Art. 29. A execução do Serviço Militar, no Exército, ficará a cargo das Regiões Militares (RM).
§ 1º Constituem órgãos do Serviço Militar, nos territórios das Regiões Militares:
1) as Seções do Serviço Militar Regional (SSMR) e as de Tiro-de-Guerra (STG), que são órgãos
regionais de planejamento, execução e coordenação do Serviço Militar. Dependem tecnicamente
da Diretoria do Serviço Militar;
2) as Circunscrições do Serviço Militar (CSM), que são órgãos regionais de execução e fiscalização
do Serviço Militar. Terão instruções próprias de funcionamento, em que serão definidas as atribuições
dos órgãos subordinados. São dependentes técnica e doutrinariamente da DSM, através das SSMR,
e administrativa e disciplinarmente dos Comandantes de RM;
3) as Delegacias de Serviço Militar (Del SM), que são órgãos executores e fiscalizadores, diretamente
subordinados à CSM em cujo território tenham sede e que abrangem uma mais Juntas do Serviço
Militar;

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4) as Juntas de Serviço Militar (JSM), que são órgãos executores do Serviço Militar nos Municípios
Administrativos. Estão subordinados tecnicamente às CSM correspondentes por intermédio das
Del SM; e
5) os Órgãos Alistadores (OA), sob a responsabilidade de Organizações Militares, designadas
pelo Ministro da Guerra, que, como as JSM, são órgãos executores do Serviço Militar e encarregados
do alistamento militar. Dependem tecnicamente da CSM, em cujo território tenham sede.
§ 2º As CSM e as Del SM terão organização adequada à população e território que lhes competir
atender. Sempre que necessário, delas poderão fazer parte, permanente ou temporariamente,
elementos dos outros Ministérios Militares, de acordo com o disposto no parágrafo único do art.
32, deste Regulamento.
§ 3° As JSM, como órgãos de execução nos municípios, serão presididas pelos Prefeitos Municipais,
tendo como Secretário um funcionário municipal. Em caso de necessidade absoluta, o agente
estatístico local desempenhará as funções de Secretário. A critério do Presidente da JSM poderão
ser designados seus auxiliares outros funcionários municipais. Todo o pessoal da JSM deverá ser
de reconhecida idoneidade moral e profissional.
§ 4º Quando razões imperiosas, devidamente justificadas, impedirem o Prefeito Municipal de
exercer as funções de Presidente da JSM, poderá ele designar seu representante para exercê-las
um funcionário municipal de reconhecida capacidade e idoneidade moral.
§ 5° O Secretário da JSM será designado pelo Comandante da RM, por proposta da CSM competente,
mediante indicação do Prefeito Municipal. Deverá realizar, sempre que possível, um estágio
preparatório das funções na Del SM ou na CSM ou por correspondência. Excepcionalmente, se o
vulto dos trabalhos da JSM o aconselhar, poderão ser designados mais de um Secretário para a
mesma JSM.
§ 6° Os Comandantes de RM poderão modificar a composição de qualquer JSM, cuja atuação
contrarie o interesse público, adotando, então, aquela autoridade, medidas que no caso couberem.
§ 7º Nos Municípios onde houver Tiros-de-Guerra, o seu Diretor será, também, o Presidente da
JSM, que terá como Secretário o instrutor mais antigo. E, neste caso:
1) o Presidente da JSM será designado pelo Comandante da Região e os Prefeitos municipais
ficam dispensados da presidência;
2) funcionários municipais poderão também ser designados, pelos Prefeitos, para auxiliares da
JSM presidida pelo Diretor do Tiro-de-Guerra.
3) se os Prefeitos municipais forem também Diretores do Tiro-de-Guerra, a JSM ficará constituída
normalmente, de acordo com o disposto no parágrafo 3°, deste artigo.
§ 8° Nos municípios sede de CSM e de outras Organizações Militares, mediante proposta dos
Comandantes de RSM, poderá deixar de ser instalada JSM. Nesses municípios, os encargos da
JSM serão desempenhados por Órgão Alistador, sob a responsabilidade de uma Organização
Militar.
§ 9º A responsabilidade pela instalação e manutenção adequadas das JSM (sede, pessoal e
material), quer presididas pelo Prefeito, quer pelo Diretor do Tiro-de-Guerra, é do Município Administrativo.
§ 10. O Comandante da RM, em caso de dificuldades para o funcionamento das JSM, por irregularidades
graves ou por falta de sede, pessoal ou material adequados, poderá suspender o seu funcionamento,
em caráter temporário, caso em que designará a JSM de outro Município, para atendimento dos
trabalhos vinculados à Junta de funcionamento suspenso, sem prejuízo de medidas administrativas
e judiciais, julgadas necessárias.
§ 11 . C o m p e t e à s J S M :
1) cumprir as instruções para o seu funcionamento, baixadas pelo Ministro da Guerra;
2) cumprir as prescrições técnicas baixadas pela CSM correspondente;
3) executar os trabalhos de Relações Públicas, inclusive Publicidade do Serviço Militar, no seu
território; e

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4) efetuar a fiscalização dos trabalhos do Serviço Militar, a seu cargo, mantendo elevado padrão
moral e funcional nas suas atividades e proibindo a atuação de intermediários.
§ 12. As Del SM funcionarão anexas a uma JSM, escolhida de acordo com a capacidade de
atendimento do município e de comunicação com as demais JSM de sua jurisdição. Excepcionalmente,
poderão funcionar nas sedes das CSM.
§ 13. Constituem órgãos alistadores, no Exército:
1) Juntas de Serviço Militar;
2) Circunscrições de Serviço Militar; e
3) Órgãos Alistadores (OA), sob a responsabilidade de Organizações do Exército.
Art. 30. A execução do Serviço Militar, na Marinha, ficará a cargo da Diretoria do Pessoal da
Marinha (DPM).
§ 1º Para esse fim, a DPM superintenderá tecnicamente os seguintes órgãos e elementos navais:
1) Distritos Navais (DN) - que são órgãos de planejamento, execução e fiscalização do Serviço
Militar nos territórios de sua Jurisdição;
2) Bases Navais (BN) - que são órgãos de execução e fiscalização do Serviço Militar, subordinados
aos Distritos Navais respectivos;
3) Capitanias dos Portos (CP) - que, com suas Delegacias (DelCP) e Agências (AgCP), são órgãos
executantes do Serviço Militar nos territórios de sua jurisdição, subordinadas aos Distritos Navais
respectivos; e
4) Corpo de Fuzileiros Navais (CFN) - órgão de execução do Serviço Militar, concernente ao
pessoal a ele destinado.
§ 2º Constituem órgãos alistadores, na Marinha;
1) Diretoria do Pessoal da Marinha;
2) Distritos Navais;
3) Capitanias dos Portos;
4) Delegacias das Capitanias dos Portos;
5) Agências das Capitanias dos Portos;
6) Arsenal de Marinha do Rio de Janeiro;
7) Centro de Armamento da Marinha; e
8) Outros órgãos ou comissões, assim declarados pelo Ministro da Marinha.
Art. 31. A execução do Serviço Militar, na Aeronáutica, ficará a cargo das Zonas Aéreas (ZAé).
§ 1º Constituem órgãos do Serviço Militar, nos territórios das ZAé.
1) os Serviços de Recrutamento e Mobilização de Zona Aérea (SRMZAé), que são órgãos de
planejamento, execução e coordenação do Serviço Militar, no âmbito da ZAé. Dependem tecnicamente
da DPAer e reger-se-ão por instruções próprias; e
2) as Juntas de Alistamento da Aeronáutica (JAAer), nas Unidades e Estabelecimentos. Dependem
tecnicamente dos SRMZAé.
§ 2º Constituem órgãos alistadores na Aeronáutica:
1) Serviços de Recrutamento e Mobilização de Zona Aérea;
2) Juntas de Alistamento da Aeronáutica;
3) Comissões de Seleção, a funcionarem junto a repartições públicas civis ou militares, autárquicas
e de economia mista, federais, estaduais e municipais e estabelecimentos de ensino e industriais; e
4) outros órgãos, assim declarados pelo Ministro da Aeronáutica.
Art. 32. Os Órgãos do Serviço Militar de cada Ministério Militar, enumerados nos Art. 29, 30 e 31
deste Regulamento, atenderão, também, as necessidades dos outros dois Ministérios, mediante
entendimento adequado.

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Parágrafo único. Para este fim, poderão ser designadas comissões ou representantes de um
Ministério, permanentes ou temporários, junto aos órgãos de execução de outro Ministério.
Art. 33. Os Consulados do Brasil serão órgãos executores do Serviço Militar no exterior, quanto
aos brasileiros que se encontrarem dentro de sua jurisdição.

CAPÍTULO VI
DA DIVISÃO TERRITORIAL
Art. 34. O território nacional, para efeito do Serviço Militar, compreende:
1) Juntas de Serviço Militar (JSM), correspondentes aos Municípios Administrativos;
2) Delegacias de Serviço Militar (DelSM), abrangendo uma ou mais Juntas de Serviço Militar;
3) Circunscrições de Serviço Militar (CSM), abrangendo diversas Delegacias de Serviço Militar,
situadas, tanto quanto possível, no mesmo Estado; e
4) Zonas de Serviço Militar (ZSM), abrangendo duas ou mais Circunscrições de Serviço Militar.
Para efeitos deste Regulamento:
a) no Exército, serão constituídas as Zonas: de Serviço Militar Norte, abrangendo as CSM localizadas
no território das 7ª, 8ª e 10ª RM; de Serviço Militar Centro, abrangendo as CSM localizadas no
território das 1ª, 2ª, 4ª, 6ª, 9ª e 11ª RM; e de Serviço Militar Sul, abrangendo as CSM localizadas
nas 3ª e 5ª RM;
b) na Marinha e na Aeronáutica, as ZSM serão organizadas, quando necessário, por proposta dos
respectivos Ministérios.
§ 1º O Distrito Federal e os Territórios Federais, exceto o de Fernando de Noronha, são equiparados
a Estados para os efeitos da LSM e deste Regulamento; as suas divisões administrativas são
equiparadas a Municípios. O território de Fernando de Noronha, para o mesmo fim, fica equiparado
a Município.
§ 2º Os municípios serão considerados tributários ou não tributários, conforme sejam ou não
designados, no Plano Geral de Convocação, contribuintes para a seleção e conseqüente convocação
para o Serviço Militar inicial.
Art. 35. A designação dos municípios tributários será feita anualmente pelo EMFA, mediante
proposta dos Ministros Militares.
§ 1° As propostas para a tributação dos municípios deverão especificar:
1) municípios tributários de Organizações Militares da Ativa;
2) municípios tributários de Órgãos de Formação de Reserva; e
3) municípios tributários de Organizações Militares da Ativa e de Órgãos de Formação de Reserva,
simultaneamente;
§ 2º Na tributação dos municípios serão levadas em consideração as seguintes condições:
1) necessidades e localização das Organizações Militares da Ativa e dos Órgãos de Formação de
Reserva;
2) índice demográfico e facilidades de comunicação e de transporte do município;
3) possibilidades orçamentárias dos Ministérios Militares; e
4) características da mobilização.
§ 3º Deverá, ainda, ser levada em consideração a necessidade de evitar a certeza de que um
determinado município seja sempre dispensado de incorporação.
§ 4º Em conseqüência da tributação de que trata o presente artigo, serão designados, quando
necessário, os municípios constitutivos das Guarnições Militares, referidas no Art. 89 e seus
parágrafos, deste Regulamento.
Art. 36. Entre outros, serão designados como tributários:
1) de Organização Militar da Ativa - os municípios sede dessas Organizações e, se necessário, os
mais próximos delas;

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2) de Órgãos de Formação de Reserva - os municípios (apenas as suas zonas urbana e suburbana)


sede desses Órgãos e vizinhos, se possível.
Art. 37. Terão prioridade para serem classificados como não tributários de Organizações Militares
da Ativa os municípios que possuírem uma das seguintes condições:
1) recenseamento militar de fraco coeficiente; ou
2) meios de comunicação e de transporte deficientes.

TÍTULO IV
DO RECRUTAMENTO PARA O SERVIÇO MILITAR

CAPÍTULO VII
D O R E C R U TA M E N T O
Art. 38. O recrutamento fundamenta-se na prestação do Serviço Militar em caráter obrigatório ou
n o v o l u n t a r i a d o , n o s Te r m o s d o s A r t s . 5 º e 1 2 7 d o p r e s e n t e R e g u l a m e n t o . C o m p r e e n d e :
1) convocação (nas suas diferentes finalidades);
2) seleção;
3) convocação à incorporação ou à matrícula (designação); e
4) incorporação ou matrícula nas Organizações Militares da Ativa ou nos Órgãos de Formação de
Reserva.

CAPÍTULO VIII
D E S E L E Ç Ã O E D O A L I S TA M E N TO
Art. 39. A seleção, quer da classe a ser convocada, quer dos voluntários, será realizada dentro
dos seguintes aspectos:
1) físico;
2) cultural;
3) psicológico; e
4) moral.
Art. 40. Todos os brasileiros deverão apresentar-se, obrigatoriamente, para fins de seleção ou de
regularização de sua situação militar, no ano em que completarem 18 (dezoito) anos de idade,
independentemente de Editais, Avisos ou Notificações, em local e época que forem fixados neste
Regulamento e nos Planos e Instruções de Convocação.
Parágrafo único. A apresentação deverá ser realizada inicialmente para o alistamento e posteriormente
para a seleção propriamente dita.
Art. 41. O alistamento constitui o ato prévio, e obrigatório, à seleção.
§ 1º A apresentação obrigatória para o alistamento será feita dentro dos primeiros seis meses do
ano em que o brasileiro completar 18 (dezoito) anos de idade. Quanto àqueles que sejam voluntários
para a prestação do Serviço Militar inicial, poderá ser feita a partir da data em que o interessado
completar 16 (dezesseis) anos de idade. Quanto aos brasileiros naturalizados ou por opção,
deverá realizar-se dentro do prazo de 30 (trinta) dias, a contar da data em que receberem o
certificado de naturalização ou da assinatura do termo de opção.
§ 2º O alistamento será efetuado normalmente pelo órgão alistador do local de residência, ou,
excepcionalmente, em outro órgão alistador, se as circunstâncias o justificarem, a juízo desse
último órgão, bem como nos Consulados do Brasil, para os que estiverem no exterior. Os órgãos
alistadores funcionarão normalmente durante todo o ano.
§ 3º Aos brasileiros que residirem ou se encontrarem no exterior, próximo a localidade brasileira,
é facultada a apresentação, por conta própria, para o alistamento, no órgão alistador da referida
localidade.

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§ 4º A inexistência ou falta de órgão alistador no local de residência não constituirá motivo para
isentar qualquer brasileiro do alistamento obrigatório no período previsto no parágrafo 1º, deste
artigo.
§ 5º O brasileiro que não se tiver apresentado para o alistamento obrigatório, na condição fixada
no parágrafo 1º, deste artigo:
1) incorrerá na multa mínima prevista no número 1 do Art. 176, deste Regulamento; e
2) será alistado pelo órgão alistador a que comparecer por qualquer motivo.
Art. 42. Ao ser alistado, todo o brasileiro receberá imediata e gratuitamente, do órgão alistador, O
Certificado de Alistamento Militar (CAM).
§ 1º Na ocasião da lavratura do CAM, será registrada, como limite de validade inicial, a data de
1º de dezembro do ano que anteceder ao da incorporação da classe a que pertencer o alistado ou
daquela a que se encontrar vinculado.
§ 2 º Te r m i n a d o o p r a z o a c i m a e s t a b e l e c i d o e c o n t i n u a n d o o b r a s i l e i r o e m d i a c o m a s o b r i g a ç õ e s
militares, a validade do CAM será prorrogada, nas condições seguintes:
1) até a data da incorporação ou matrícula;
2) até o recebimento, quando for o caso, do Certificado de Isenção ou de Dispensa de Incorporação; ou
3) enquanto permanecer com a incorporação adiada.
Art. 43. Ao apresentar-se ao órgão alistador do local de residência para o alistamento, de conformidade
com o fixado nos Art. 40 e 41 deste Regulamento, todo o brasileiro deverá estar munido dos
seguintes documentos:
1) certidão de nascimento ou prova equivalente. Se for brasileiro naturalizado ou por opção, a
prova de naturalização ou certidão do termo de opção;
2) duas fotografias 3 x 4 cm; e
3) declaração de não haver se alistado ainda em outro órgão alistador, assinada pelo alistando,
ou, a seu rôgo, por pessoa idônea. Essa declaração poderá ser feita na Ficha de Alistamento
Militar (FAM), a ser organizada pelo órgão alistador.
§ 1º Os alistandos residentes em municípios tributários e que sejam arrimos de família deverão
apresentar, ainda, os documentos comprovantes dessa situação e o requerimento solicitando
dispensa de incorporação, nos termos do parágrafo 10 do Art. 105, deste Regulamento.
§ 2º O brasileiro que não tiver sido registrado civilmente, que não possuir documento hábil de
identificação ou que ignorar se foi registrado ou o lugar em que o tenha sido:
1) será alistado de acordo com as declarações de duas testemunhas identificadas, sobre o nome,
data e lugar de nascimento, filiação, estado civil, residência e profissão as quais serão anotadas
em livro especial e válidas em caráter provisório, exclusivamente para fins de Serviço Militar. No
CAM deverá ser anotado (carimbo em cor vermelha): “Não é válido como prova de identidade, por
falta de apresentação de documento hábil de identificação”;
2) se for incorporado ou matriculado, caberá ao seu Comandante, Chefe ou Diretor, fazê-lo regularizar
a sua situação, dentro do prazo de prestação do Serviço Militar inicial, com o registro civil, ou com
providências para obtenção da prova desse registro, ou, ainda, com a competente justificação judicial;
3) se for dispensado do Serviço Militar inicial, ou isento, o Certificado correspondente deverá
conter a anotação prevista no número 1 deste parágrafo, a menos que tenha sido apresentado, em
tempo útil, o documento hábil de identificação.
§ 3° Os brasileiros residentes no exterior, ao se alistarem nos Consulados do Brasil, deverão
apresentar, também, prova legal de residência.
§ 4º Os brasileiros preferenciados para cada uma das Forças Armadas, de acordo com o Art. 69,
deste Regulamento deverão alistar-se em órgão alistador do Ministério correspondente.
Art. 44. O brasileiro que se alistar duas vezes incorrerá na multa prevista no número 1 do Art. 177,
deste Regulamento independentemente de outras sanções a que possa estar sujeito.

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SELEGIS - Seleção Legislativa Militar. v. 3 D ECRETOS

Art. 45. No alistamento realizado em município tributário, serão anotados, no CAM, o local e a data
em que deverá ser feita a apresentação para a seleção, desde que esses elementos sejam
conhecidos.
Parágrafo único. Caso o alistando apresente notória incapacidade física, terá aplicação o disposto
em os Artigos 59 e 60 deste Regulamento. O órgão alistador poderá providenciar a inspeção de
saúde do requerente.
Art. 46. Por ocasião do alistamento da classe, e a critério dos Comandantes de RM, DN ou ZAé,
poderão ser constituídas Comissões de Seleção, nas Organizações Militares onde funcionarem
órgãos alistadores, com a finalidade de realizarem a inspeção de saúde dos alistandos. Essa
inspeção se regerá pelo disposto em o Art. 52 deste Regulamento.
§ 1º Os julgados incapazes definitivamente receberão Certificados de Isenção.
§ 2º Os demais deverão apresentar-se, na época da seleção da classe, conforme estabelece o Art.
48 do presente Regulamento, sendo, então, submetidos a nova inspeção de saúde.
Art. 47. Para os brasileiros residentes nos municípios não tributários, o recrutamento ficará limitado
ao alistamento.
Art. 48. Os brasileiros da classe a ser convocada, residentes em municípios tributários, ficam
obrigados a apresentar-se para a seleção, a ser realizada dentro do segundo semestre do ano em
que completarem 18 (dezoito) anos de idade, independentemente de Editais, Avisos e Notificações,
em locais e prazos fixados neste Regulamento e nos Planos e Instruções de Convocação. Também
ficam obrigados a essa apresentação os brasileiros vinculados à classe a ser convocada.
§ lº A seleção deve proporcionar a avaliação dos brasileiros, a serem convocados para o Serviço
Militar inicial, quanto aos aspectos físico, cultural, psicológico e moral, de forma a permitir sejam
aproveitados para incorporação ou matrícula, de acordo com as suas aptidões e as necessidades
dos Ministérios Militares.
§ 2º Serão submetidos à seleção os conscritos, os voluntários e os pertencentes a classes
anteriores, ainda em débito com o Serviço Militar.
§ 3º Os brasileiros que se apresentarem para a seleção, sem terem realizado o alistamento,
deverão, previamente, ser alistados, no órgão alistador competente.
Art. 49. A seleção, para todas as Forças Armadas será realizada por meio de Comissões de
Seleção (CS), para isso designadas pela autoridade competente e constituídas por militares da
ativa ou da reserva e, se necessário, completadas com civis devidamente qualificados. Essas
Comissões funcionarão de acordo com instruções particulares, nos locais e prazos previstos nos
Planos e Instruções de Convocação.
§ 1º O Ministro Militar interessado fixará as indenizações e gratificações para o médico civil ou da
reserva não convocado, que colaborar nas inspeções de saúde realizadas pela Comissão de
Seleção.
§ 2º Os brasileiros residentes em municípios tributários que, por qualquer motivo, deixarem de se
apresentar nas épocas fixadas para a seleção de sua classe e os vinculados a essa classe
poderão apresentar-se, durante as épocas de incorporação, às Comissões de Seleção, que estarão
funcionando nas Organizações designadas para esse fim, sem prejuízo das sanções (multas) a
que estiverem sujeitos.
§ 3º Os brasileiros naturalizados e os por opção serão submetidos à primeira seleção a ser
realizada, após o fornecimento do certificado de naturalização ou da assinatura do termo de opção.
§ 4º Os brasileiros, após completarem 16 (dezesseis) anos de idade, residentes em quaisquer
municípios, poderão apresentar-se para a seleção desde que satisfaçam as condições fixadas
pelos Ministros Militares para a sua aceitação, como voluntários, de acordo com o disposto no Art.
127 e seus parágrafos, deste Regulamento.
§ 5º Os voluntários, nas condições fixadas no parágrafo 4º, anterior, uma vez apresentados para
a seleção, ficam sujeitos às mesmas obrigações impostas à classe a ser convocada, respeitando-
se as condições fixadas nas inscrições para a sua aceitação.

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SELEGIS - Seleção Legislativa Militar. v. 3 D ECRETOS

§ 6º Aos brasileiros que residirem ou se encontrarem no exterior, próximo a localidade brasileira


onde funcionar CS, é facultado que ali se apresentem, por conta própria, para a seleção.
Art. 50. A seleção compreenderá além do alistamento:
1) inspeção de saúde e, a critério dos Ministérios Militares, outras provas físicas;
2) testes de seleção;
3) entrevista; e
4) apreciação de outros elementos disponíveis.
Parágrafo único. A seleção de que trata este artigo será feita de acordo com instruções baixadas
pelo Ministro Militar interessado.
Art. 51. As CS, que funcionarão, em princípio, nas sedes dos municípios tributários, serão constituídas,
no mínimo, de três oficiais, inclusive de um médico e do Delegado do Serviço Militar no território
jurisdicionado pela respectiva Delegacia. Também integrarão as CS praças auxiliares necessárias
e os Secretários de JSM, nas sedes dos seus municípios.
§ 1º Quando houver interesse, poderão integrar as CS oficiais das outras Forças Armadas, mediante
entendimento prévio entre os Comandantes de RM, DN e ZAé.
§ 2º As CS poderão ser fixas ou rolantes.
Art. 52. Os inspecionados de saúde, para fins do Serviço Militar, serão classificados em quatro grupos:
1) Grupo “A”, quando satisfizerem os requisitos regulamentares, possuindo boas condições de
robustez física. Podem apresentar pequenas lesões, defeitos físicos ou doenças, desde que compatíveis
com o Serviço Militar.
2) Grupo “B-1”, quando, incapazes temporariamente, puderem ser recuperados em curto prazo.
3) Grupo “B-2”, quando, incapazes temporariamente, puderem ser recuperados, porém sua recuperação
exija um prazo longo e as lesões, defeitos ou doenças, de que foram ou sejam portadores,
desaconselhem sua incorporação ou matrícula.
4) Grupo “C”, quando forem incapazes definitivamente (irrecuperáveis), por apresentarem lesão,
doença ou defeito físico considerados incuráveis e incompatíveis com o Serviço Militar.
Parágrafo único. Os pareceres emitidos nas atas de inspeção de saúde serão dados sob uma das
seguintes formas:
1) “Apto A”;
2) “Incapaz B-1”;
3) “Incapaz B-2”;
4) “Incapaz C”.
Art. 53. Os conscritos que, inspecionados de saúde por ocasião do alistamento, forem julgados
“Apto A”, “Incapaz B-1” e “Incapaz B-2”, serão submetidos a nova inspeção de saúde, por
ocasião da seleção a que estão sujeitos de acordo com o disposto em o § 2º do Art. 46 deste
Regulamento. Apenas os que tiverem sido julgados “Aptos A”, há menos de 6 (seis) meses,
poderão deixar de realizá-la, a critério da CS.
Art. 54. Os conscritos e voluntários julgados “Aptos A” serão submetidos aos testes e entrevistas,
consoante as instruções para a seleção, dos Ministros Militares.
Art. 55. Os conscritos julgados “Incapaz B-1” terão adiamento de incorporação por um ano e
concorrerão a nova seleção com a classe seguinte. Nos CAM respectivos serão devidamente
anotados o Grupo em que foram classificados, o número do diagnóstico, a data e o local em que
deverão apresentar-se para nova inspeção de saúde.
§ 1º A requerimentos dos interessados, poderão ser mandados a nova inspeção de saúde nas
épocas de incorporação da sua classe, desde que comprovem o tratamento do que ocasionou a
incapacidade temporária. Se julgados aptos, concorrerão à incorporação com a sua classe.

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SELEGIS - Seleção Legislativa Militar. v. 3 D ECRETOS

§ 2º Por iniciativa da Força Armada em que tenha sido realizada a seleção e de acordo com os
meios disponíveis, os conscritos poderão ser submetidos a tratamento do que ocasionou a incapacidade
temporária e mandados a nova inspeção de saúde nas épocas de incorporação da sua classe. Se
julgados aptos, concorrerão à incorporação com a mesma classe.
Art. 56. Os conscritos que forem julgados “Incapaz B-1” em duas inspeções de saúde, realizadas
para a seleção de duas classes distintas, qualquer que seja o diagnóstico, serão incluídos, desde
l o g o , n o e x c e s s o d o c o n t i n g e n t e . Te r ã o , n o s r e s p e c t i v o s C A M , a n o t a d o s o G r u p o e m q u e f o r a m
classificados, o número do diagnóstico e a expressão “Excesso do contingente”.
Parágrafo único. Os conscritos que forem julgados “Incapaz B-1”, com o mesmo diagnóstico ou
com diagnósticos diferentes, em duas inspeções de saúde, realizadas em datas afastadas de mais
de 6 (seis) meses e durante a seleção da mesma classe, poderão ser mandados incluir, de
imediato, no excesso do contingente, a critério dos Comandantes de RM, DN ou ZAé, uma vez que
não haja outras servidões a satisfazer. Uma das inspeções poderá ser realizada por ocasião do
alistamento. Os CAM respectivos, se for o caso, receberão anotações idênticas às prescritas
neste artigo.
Art. 57. Os conscritos julgados “Incapaz B-2” serão incluídos, desde logo, no excesso do contingente,
fazendo-se nos CAM correspondentes as anotações determinadas no artigo anterior.
Parágrafo único. A reabilitação dos conscritos de que trata este artigo, bem como dos julgados
“Incapaz B-1” nos termos do artigo anterior e seu parágrafo único, em conseqüência de requerimento
do interessado, por uma única vez, será feita na forma do Art. 110 e seus parágrafos 1º e 2º, do
presente Regulamento.
Art. 58. Os conscritos e voluntários julgados “Incapaz C”, em qualquer das inspeções, receberão
o Certificado de Isenção, que lhes será fornecido pelas autoridades fixadas no Art. 165, parágrafo
1º, deste Regulamento.
Art. 59. Os portadores de lesão, defeito físico ou doença incurável, notoriamente incapazes para
o Serviço Militar, a partir do ano em que completarem 17 (dezessete) anos de idade, poderão
requerer o Certificado de Isenção às CSM, ou órgãos correspondentes da Marinha e da Aeronáutica,
se residentes no País, e à DSM, DPM ou DPAer, por intermédio dos Consulados, se residentes no
exterior. Estas prescrições também são aplicáveis aos residentes em municípios não tributários.
Parágrafo único. Os requerimentos, a que se refere este artigo, serão instruídos com documentos
necessários pala comprovar a situação alegada e caberá às CSM, ou órgãos correspondentes da
Marinha e da Aeronáutica, e aos Consulados do Brasil, tomar as providências necessárias à
verificação da veracidade do alegado, seja diretamente por seus órgãos, seja por solicitação a
outros órgãos oficiais disponíveis.
Art. 60. Os conscritos, que se encontrarem clinicamente impossibilitados de comparecer à seleção,
poderão requerer a regularização de sua situação militar, aos Comandantes de RM, DN ou ZAé,
diretamente ou por intermédio das CS fixas ou volantes, juntando atestado médico que comprove
o deficiente estado físico ou mental e a impossibilidade da locomoção. Quando se encontrarem
recolhidos a hospitais ou clínicas especializadas, o Diretor desses estabelecimentos deverá participar
essa situação do conscrito ao Comandante de RM, DN ou ZAé, o qual adotará as medidas convenientes.
Art. 61. Os Ministros Militares através das Diretorias de Saúde respectivas, baixarão instruções
para a inspeção de saúde dos conscritos, de modo que atendam as diferentes necessidades dos
Ministérios.
§ 1º Deverão ser realizados, pelas referidas Diretorias, estudos dos resultados das inspeções
efetuadas em cada ano, tendo em vista as exigências das futuras inspeções e o interesse dos
problemas relacionados com a situação física da população.
§ 2º Os resultados desses estudos deverão ser remetidos, simultaneamente, ao EMFA e ao
Ministério da Saúde.
Art. 62. Os conscritos que devam fazer deslocamentos para os locais de seleção o farão por conta própria.
Art. 63. Colaborarão na seleção anual do contingente, mediante solicitação dos Comandantes de
RM, DN e ZAé, os serviços médicos de entidades federais e, mediante anuência ou acordo prévio,

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os mesmos serviços de órgãos estaduais e municipais, bem como de entidades autárquicas, de


economia mista e particulares, com a finalidade de utilização dos processos mais adequados nas
inspeções de saúde.
Art. 64. A seleção para matrícula nos Órgãos de Formação de Reserva será realizada nas épocas
fixadas para a seleção da classe a ser convocada, de acordo com o estabelecido nos Planos de
Convocação e nos regulamentos dos respectivos Órgãos.
§ 1º Nessa seleção, serão obedecidas, no que forem aplicáveis, as prescrições gerais estabelecidas
neste Regulamento.
§ 2º As CS para matrícula nos Tiros-de-Guerra poderão ser constituídas pelo Diretor do Tiro, pelo
Delegado do Serviço Militar ou pelo Instrutor do Tiro-de-Guerra e por um médico local, designado
pelo Comandante da RM, de acordo com a legislação vigente.

CAPÍTULO IX
DA CONVOCAÇÃO E DA DISTRIBUIÇÃO DO CONTINGENTE
Art. 65 Serão convocados anualmente, para prestar o Serviço Militar inicial nas Forças Armadas,
os brasileiros pertencentes a uma única classe, bem como os abrangidos pelo parágrafo único do
A r t . 111 , d e s t e R e g u l a m e n t o .
Art. 66. A classe convocada será constituída dos brasileiros que completarem 19 (dezenove) anos
de idade entre 1º de janeiro e 31 de dezembro do ano em que deverão ser incorporados em
Organização Militar da Ativa ou matriculados em Órgão de Formação de Reserva.
§ 1º Por Organização Militar, entendem-se os Corpos-de-Tropa, Repartições, Estabelecimentos,
Navios, Bases Navais ou Aéreas e qualquer unidade tática ou administrativa, que faça parte do
todo orgânico do Exército, da Marinha ou da Aeronáutica.
§ 2º Órgãos de Formação de Reserva é a denominação genérica dada aos órgãos de formação de
oficiais, graduados e soldados ou marinheiros para a reserva.
§ 3º As Subunidades-quadros, com a finalidade de formar soldados ou marinheiros especialistas e
graduados de fileira e especialistas, destinados não só à ativa como à reserva, são consideradas,
conforme o caso, como Organização Militar da Ativa ou Órgão de Formação de Reserva.
Art. 67. A convocação para o Serviço Militar inicial será regulada anualmente pelo Plano Geral de
Convocação, elaborado pelo EMFA, com participação dos Ministérios Militares, no qual se especificarão:
1) classe a ser convocada
2) épocas para a seleção e para a incorporação ou matrícula dos convocados;
3) prazos de apresentação;
4) tributação dos municípios, de acordo com o disposto nos Art. 35, 36 e 37 deste Regulamento;
5) distribuição dos contingentes, segundo as necessidades dos Ministérios Militares; e
6) outras prescrições necessárias.
§ 1º O Plano Geral de Convocação para o Serviço Militar inicial deverá ser expedido no mês de maio
do ano em que a classe a ser convocada completar 18 (dezoito) anos de idade. Para isto, os
Ministros Militares encaminharão as suas propostas ao EMFA durante o mês de abril do mesmo ano.
§ 2º A tributação dos municípios deverá constar de anexo ao Plano Geral de Convocação, para
fins de distribuição aos Ministérios interessados.
Art. 68. A distribuição dos contingentes dependerá:
1) dos Quadros de Efetivos a preencher, levando-se em consideração os claros abertos pelo
licenciamento dos incorporados e por outros motivos;
2) das necessidades e possibilidades de matrícula nos Órgãos de Formação de Reserva.
Parágrafo único. Caberá ao Exército, em princípio, a responsabilidade geral do recrutamento para
o Serviço Militar inicial dos residentes nos municípios sedes das suas Organizações Militares da

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Ativa e dos seus órgãos de Formação de Reserva, ou próximos daquelas Organizações e desses
Órgãos de Formação. As necessidades da Marinha e da Aeronáutica, quanto aos residentes
nesses municípios, serão atendidas pelas propostas de tributação de que trata o Art. 35 e objetivadas
nos termos do Art. 71, ambos deste Regulamento.
A r t . 6 9 . Te r ã o d e s t i n o p r e f e r e n c i a l , n a d i s t r i b u i ç ã o , o s q u e n a é p o c a d a s e l e ç ã o d a c l a s s e :
1) para o Exército:
a) exercerem profissões ou tiverem aptidões de interesse especial; ou
b) exercerem profissões compreendidas no número 5 do Art. 105 do presente Regulamento e não
estiverem preferenciados para a Marinha ou para a Aeronáutica.
2) para a Marinha:
a) tiverem um ano de exercício nas profissões para a qual se matricularam nas Capitanias dos
Portos, suas Delegacias ou Agências;
b) tiverem exercido, por um ano, atividades técnico-profissionais em bases, fábricas, centros de
construção ou reparo naval, estaleiros, diques, carreiras, oficinas ou terminais marítimos, bem
como os que estiverem matriculados, há mais de um ano, em escolas técnico-profissionais concernentes
às atividades navais;
c) como Escoteiro do Mar, tiverem pelo menos três anos de atividade escoteira;
d) os que contarem pelo menos um ano de serviço em atividades de fotogrametria e cartografia
náutica em estabelecimentos navais; ou
e) estiverem inscritos em associações de pesca submarina registradas nas Capitanias dos Portos
e que contarem pelo menos três anos de atividade regular nessas associações.
3) para a Aeronáutica:
a) estiverem matriculados nas Escolas Técnicas de Aviação;
b) estiverem matriculados nas Escolas de Pilotagem das Associações de Vôo, das Empresas de
Aviação Comercial, dos Aeroclubes e os que forem possuidores de habilitação como piloto de
avião;
c) pertencerem ao escoteirismo aéreo, ou praticarem vôo a vela;
d) forem aprendizes de artífice, operários ou técnicos de qualquer grau, em fábricas, indústrias ou
Oficinas de material aeronáutico;
e) exercerem função técnico-profissional em Empresas de Aviação Comercial, desportiva, de
atividades comuns ou de execução de levantamento aerofotogramétrico; ou
f) forem servidores civis do Ministério da Aeronáutica, com mais de um ano de serviço.
Parágrafo único. Os preferenciados ficarão vinculados à Força Armada respectiva, que fixará a
melhor maneira para o seu aproveitamento, dentro das prescrições da LSM e deste Regulamento,
tendo em vista as necessidades do Serviço Militar, no tempo de paz e na mobilização. Só mediante
entendimento entre os Ministérios Militares, o preferenciado de uma Força pode ser aproveitado
em outra Força.
Art. 70. Os Ministérios Militares baixarão, se necessário, instruções complementares de Convocação
para o Serviço Militar inicial, as quais completarão o Plano Geral de Convocação.
Art. 71. As Regiões Militares elaborarão os Planos Regionais de Convocação, nele incluindo as
necessidades dos Distritos Navais e Zonas Aéreas, com informações sobre os preferenciados,
fornecidas pelos Comandantes respectivos. Os Planos Regionais de Convocação especificarão
todas as medidas de execução relacionadas com apresentação, a seleção, a incorporação e
matrícula e outras particularidades.
Art. 72. Os DN e ZAé baixarão as Instruções necessárias para a execução da convocação, no
âmbito das suas responsabilidades.
Art. 73. Deverão ser divulgadas, mediante publicidade adequada, e oportuna, as prescrições do
Plano Geral de Convocação, instruções Complementares de Convocação, Planos Regionais de

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Convocação e Instruções dos DN e ZAé, que interessarem aos brasileiros abrangidos por esses
documentos.
Art. 74. Os brasileiros, uma vez satisfeitas as condições de seleção, serão considerados convocados
à incorporação ou matrícula e:
1) receberão destino, isto é, designação; ou
2) constituirão o excesso do contingente.
§ 1º Os seus CAM lhes serão devolvidos, após devidamente anotados com:
1) a expressão: “Designado para incorporação (ou matrícula”) e mais a data e o local onde
deverão apresentar-se para a efetivação da medida; ou
2) a expressão: “Excesso do contingente” e mais a correspondente à revalidação do CAM até 31
de dezembro do ano em que a sua classe deva ser incorporada.
§ 2º OS brasileiros que forem selecionados por órgãos da Marinha ou da Aeronáutica e que
excederem as necessidades de incorporação ou de matrícula, nessas Forças, após incluídas as
majorações necessárias, serão mandados apresentar aos órgãos de seleção do Exército, com a
finalidade de nele concorrerem à incorporação ou matrícula com sua classe.
§ 3º A apresentação dos excedentes, de que trata o parágrafo anterior, deverá ser feita de modo
a que possam ser submetidos, no Exército, à seleção da sua classe, ou no mínimo à seleção da
primeira época de incorporação da mesma classe.
§ 4º Dessa apresentação, e a critério da respectiva Força, serão excetuados os preferenciados,
de que trata o Art. 69, deste Regulamento.

CAPÍTULO X
DA INCORPORAÇÃO
Art. 75. Incorporação é o ato de inclusão do convocado ou voluntário em uma Organização Militar
da Ativa das Forças Armadas.
§ 1º A incorporação para a prestação do Serviço Militar inicial poderá ser feita em mais de uma
época, em todas ou determinadas RM, DN ou ZAé ou Organizações das Forças Armadas, conforme
proposta dos Ministros Militares, consignada no Plano Geral de Convocação e regulada nos
documentos decorrentes.
§ 2º Concorrerão à incorporação os brasileiros que, após a seleção, tenham sido convocados à
incorporação e recebido um destino.
§ 3º Os assim convocados que deixarem de se apresentar dentro dos prazos estipulados, nos
destinos que lhes forem atribuídos, serão declarados insubmissos.
A r t . 7 6 . Ta n t o q u a n t o p o s s í v e l , o s c o n v o c a d o s s e r ã o i n c o r p o r a d o s e m O r g a n i z a ç ã o M i l i t a r d a
Ativa, localizada no Município de sua residência.
Parágrafo único. Só nos casos de absoluta impossibilidade de preencher os seus próprios claros,
uma Zona de Serviço Militar poderá receber convocados transferidos de outra Zona.
Art. 77. Para cada Organização Militar será destinado um contingente igual às suas necessidades
de incorporação, acrescido de uma percentagem variável, fixada pelos Planos Regionais de
Convocação e pelas Instruções dos DN e ZAé, para atender a faltas, por diferentes motivos.
Art. 78. As Organizações Militares da Ativa poderão complementar a seleção dos convocados que
lhes forem destinados, visando a selecionar aqueles que serão incorporados.
§ 1º Os que excederem às necessidades da Organização serão incluídos no excesso do contingente,
nas condições previstas no parágrafo 1º do Art. 74, deste Regulamento.
§ 2º A complementação de que trata este artigo, que poderá compreender nova inspeção de saúde,
será regulada por instruções particulares, baixadas pelos Comandantes de RM, DN e ZAé.
Art. 79. Durante as épocas de incorporação serão designadas, em cada RM, DN e ZAé, organizações
onde funcionarão CS fixas, destinadas a receber a apresentação e selecionar os conscritos da
classe convocada e os das anteriores ainda em débito com o Serviço Militar.

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§ 1º No Exército, as CS receberão, também, acompanhados dos documentos com os resultados


da seleção, os conscritos que tiverem excedido às necessidades da Marinha e da Aeronáutica, na
forma do parágrafo 2º do Art. 74, deste Regulamento, dispensando-lhes o tratamento que for
estabelecido nos Planos Regionais de Convocação.
§ 2º Serão, ainda, submetidos à seleção, nas CS, os julgados em inspeção de saúde “Incapaz B-
l”, para o Serviço Militar, amparados pelos parágrafos 1º e 2º do Art. 55, deste Regulamento.
Art. 80. Os insubmissos e desertores, quando se apresentarem ou forem capturados, serão obrigatoriamente
incorporados ou reincluídos, se julgados aptos para o Serviço Militar, em inspeção de saúde. A
incorporação ou reinclusão deverá ser efetuada, em princípio, na Organização Militar para que
haviam sido anteriormente designados.
Parágrafo único. Os absolvidos nos processos e os condenados que tenham cumprido pena
completarão ou prestarão o Serviço Militar inicial, ressalvado o disposto no parágrafo 5º do Art.
140, deste Regulamento.
Art. 81. Os insubmissos e desertores que, na inspeção de saúde de que trata o artigo anterior, não
forem julgados aptos para o Serviço Militar, ficam sujeitos a legislação especial.
A r t . 8 2 . Te r ã o p r i o r i d a d e p a r a i n c o r p o r a ç ã o n a s O r g a n i z a ç õ e s M i l i t a r e s d a A t i v a :
1) os convocados que, tendo recebido destino de incorporação ou de matrícula em uma RM, DN ou
ZAé, venham a transferir sua residência para o território de outra RM, DN ou ZAé;
2) os conscritos, das classes anteriores, que obtiverem adiamento de incorporação para se candidatar
à matrícula em Escolas, Centros ou Cursos de Oficiais da Reserva, bem como em Institutos de
Ensino, oficiais ou reconhecidos, destinados à formação de médicos, dentistas, farmacêuticos ou
veterinários, e não satisfizerem as condições exigidas para a matrícula ou não se apresentarem
findos os prazos concedidos;
3) os que, tendo obtido adiamento de incorporação por estarem matriculados em Cursos de Formação
de Oficiais das Polícias Militares e Corpos de Bombeiros, interromperem os cursos antes de um
ano, sem direito à rematrícula e os que interromperem em qualquer tempo, os cursos dos Institutos
de Ensino destinados à formação de médicos, dentistas, farmacêuticos ou veterinários, desde que
não tenha sido possível a matrícula em Órgãos de Formação de Reserva;
4) os brasileiros naturalizados e os por opção, estes desde que tenham sido educados no exterior;
5) os que apresentarem melhores resultados na seleção.
Art. 83. Em igualdade de condições de seleção, terão prioridade para incorporação:
1) os refratários;
2) os demais brasileiros, pertencentes a classes anteriores, ainda em débito com o Serviço militar;
3) os brasileiros por opção, desde que educados no Brasil; e
4) os preferenciados.
Art. 84. A incorporação, em qualquer dos casos enumerados nos Art. 82 e 83, deste Regulamento,
fica condicionada a que o convocado tenha menos de 30 (trinta) anos de idade e sido julgado apto
em inspeção de saúde.

CAPÍTULO XI
D A M AT R Í C U L A
Art. 85. Matrícula é o ato de admissão do convocado ou voluntário em Órgão de Formação de
Reserva, bem como em certas Organizações Militares da Ativa - Escola, Centro, Curso de Formação
de militar da ativa.
Parágrafo único. As condições específicas de matrícula nas Organizações referidas neste artigo
constarão dos regulamentos respectivos. Em nenhum caso, a matrícula realizada antes do ano em
que o matriculado completar 17 (dezessete) anos terá efeito para fins da prestação do Serviço
Militar, tendo em vista a idade mínima fixada no Art. 20, deste Regulamento.

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Art. 86. Concorrerão à matrícula nos Órgãos de Formação de Reserva os brasileiros que, após a
seleção, tenham sido convocados à matrícula e recebido o destino correspondente.
Parágrafo único. Os assim convocados que deixarem de se apresentar, dentro dos prazos estipulados,
nos destinos que lhes forem atribuídos, serão declarados insubmissos.
Art. 87. As condições de matrícula, inclusive prioridade, nos Órgãos de Formação de Reserva,
serão determinadas pelos atos que os criarem e pelos respectivos regulamentos, complementados,
quando necessário, pelos Planos Regionais de Convocação e Instruções para execução da Convocação
dos DN e Zaé. Na fixação dessas condições, serão levadas em consideração a finalidade determinante
da criação desses Órgãos, a melhor forma de aproveitamento dos contigentes disponíveis e as
prescrições do presente Regulamento.
Parágrafo único. Terão prioridade para matrícula em Órgãos de Formação de Reserva, em igualdade
de condições de seleção, os brasileiros que, tendo obtido adiamento de incorporação, interromperem
os cursos dos Institutos de Ensino, destinados à formação de médicos, dentistas, farmacêuticos
ou veterinários e satisfizerem as condições de ingresso nos mesmos Órgãos. Não havendo
possibilidade de matrícula, terão prioridade para incorporação em Organização Militar da Ativa,
nos termos do número 3 do Art. 82, deste Regulamento.
Art. 88. Nos Tiros-de-Guerra, quer localizados em município tributário apenas de Órgãos de
Formação de Reserva, quer em município tributário simultaneamente desses Órgãos e de Organizações
Militares da Ativa, só poderão ser matriculados os brasileiros residentes, há mais de 1 (um) ano,
referido à data do início da época de seleção, nas zonas urbanas e suburbana do município sede
ou de município constitutivo de Guarnição Militar, a que se refere o parágrafo 1º do Art. 89, deste
Regulamento, se for o caso.
Parágrafo único. Os residentes em zona rural dos municípios tributários simultaneamente de Órgãos
de Formação de Reserva (Tiros-de-Guerra) e de Organizações Militares da Ativa, bem como os
excedentes das zonas urbana e suburbana dos referidos municípios concorrerão à incorporação
nestas últimas Organizações.
Art. 89. Os brasileiros que, na época da seleção da sua classe, se encontrarem matriculados em
Escolas Superiores ou no último ano do Ciclo Colegial do Ensino Médio, terão prioridade para
matrícula ou incorporação nos Órgãos de Formação de Reserva, existentes na Guarnição Militar,
onde estiverem freqüentando cursos. Para isto, deverão satisfazer, além das condições de seleção
da classe, as previstas nos regulamentos dos Órgãos de Formação de Reserva a que forem
destinados.
§ 1º Os municípios constitutivos de cada uma dessas Guarnições Militares serão designados pelo
EMFA, por proposta dos Ministros Militares, apenas para os efeitos do presente artigo (Parágrafos
1º e 2º, do Art. 22, da LSM).
§ 2º Nos municípios tributários simultaneamente de Organizações Militares da Ativa e de Órgãos
de Formação de Reserva, os brasileiros a que se refere este artigo:
1) que excederem às necessidades de matrícula dos Órgãos de Formação de Reserva, concorrerão
à incorporação nas Organizações Militares da Ativa;
2) que satisfizerem as condições de seleção da classe, mas não as dos Órgãos de Formação de
Reserva, concorrerão à incorporação nas Organizações Militares da Ativa.
Art. 90. Os refratários dos municípios tributários somente de Órgãos de Formação de Reserva, em
igualdade de condições de seleção com a classe a que ficar vinculada, terão prioridade para
matrícula no referido Órgão.
Art. 91. Os insubmissos de Órgãos de Formação de Reserva, bem como os desertores desses
mesmos Órgãos por terem sido neles incorporados quando se apresentarem ou forem capturados,
serão, respectivamente, incorporados em Organização da Ativa ou reincluídos, de acordo com o
estabelecido no Art. 80, deste Regulamento.
Art. 92. Os matriculados em Órgãos de Formação de Reserva, mesmo quando não incorporados
em conseqüência das condições de funcionamento daqueles Órgãos, ficarão sujeitos, a prestação

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SELEGIS - Seleção Legislativa Militar. v. 3 D ECRETOS

do Serviço Militar, às atividades correlatas à manutenção da ordem interna, nos termos do Art. 23
e do parágrafo único do Art. 57, da LSM.

CAPÍTULO XII
DO EXCESSO OU DA DEFICIÊNCIA DO CONTINGENTE
Art. 93. Os convocados à incorporação ou matrícula que, por qualquer motivo, não forem incorpo-
rados nas Organizações Militares da Ativa ou matriculados nos Órgãos de Formação de Reserva
constituirão o excesso do contingente e serão relacionados nas CSM, ou órgão correspondente da
Marinha e da Aeronáutica.
§ 1º O excesso do contingente destina-se a atender, durante a prestação do Serviço Militar inicial
da classe, a chamada complementar para o recompletamento ou acréscimo de efetivo das Organizações
desfalcadas ou que forem criadas.
§ 2º Constituirão o excesso do contingente os brasileiros residentes em municípios tributários e que:
1) tenham sido julgados aptos em seleção e não tenham podido receber destino de incorporação ou
matrícula por excederem às necessidades;
2) tenham sido julgados “Incapaz B-1”, para o Serviço Militar, nos termos do Art. 56 e seu
parágrafo único, bem como “Incapaz B-2”, na forma dos Art. 57; 139, parágrafo 4º número 2, e
140, parágrafo 6º, todos deste Regulamento; e
3) tenham mais de 30 (trinta) anos de idade e estejam em débito com o Serviço Militar, independentemente
da aplicação das penalidades a que estiverem sujeitos.
Art. 94. Se houver deficiência para o atendimento das necessidades normais de incorporação ou
matrícula, nos territórios das RM, DN e ZAé, poderão ser usados os seguintes recursos:
1) aceitação de voluntários;
2) transferência de convocados, desde que dentro da mesma Zona de Serviço Militar; e
3) dilação da duração do tempo do Serviço Militar prevista nos parágrafos do Art. 21, deste Regulamento.
Art. 95. Os incluídos no excesso do contingente anual, que não forem chamados para incorporação
ou matrícula até 31 de dezembro do ano designado para a prestação do Serviço Militar inicial da
sua classe, serão dispensados de incorporação e de matrícula e farão jus ao Certificado de
Dispensa de Incorporação, a partir daquela data.
Parágrafo único. Os compreendidos nos números 2 e 3 do parágrafo 2º do Art. 93 deste Regulamento,
receberão o referido Certificado imediatamente após a sua inclusão no excesso do contingente.

CAPÍTULO XIII
DO ADIAMENTO DE INCORPORAÇÃO
Art. 96. O adiamento de incorporação e de matrícula constitui o ato de transferência de um conscrito
de uma classe para prestar o Serviço Militar com outra classe posterior à sua.
§ 1º O adiamento de incorporação poderá ser concedido mediante requerimento dirigido ao Comandante
da RM, onde residir o interessado, ou aos Comandantes de DN, ZAé, nos casos dos preferenciados
ou alistados na Marinha e na Aeronáutica, através das CS ou de outros órgãos do Serviço Militar.
§ 2º Os requerimentos a que se refere o parágrafo anterior serão apresentados durante a época da
seleção, de preferência até 30 dias antes do seu término. Os documentos necessários para os
instruir constarão das Instruções Complementares de Convocação.
§ 3º A concessão dos adiamentos de incorporação será anotada no CAM do interessado, após o
pagamento da Taxa Militar, na forma do Art. 224, deste Regulamento, seja pelas CS, quando fixas,
seja pelo órgão alistador correspondente. As CSM registrarão as referidas concessões.
§ 4º Os residentes no exterior, inclusive os que ali estiverem freqüentando cursos e que o
comprovem, mediante a apresentação do CAM e do passaporte, ao regressarem ao Brasil, terão a
situação militar regularizada do seguinte modo:

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SELEGIS - Seleção Legislativa Militar. v. 3 D ECRETOS

1) o tempo passado no exterior será considerado como adiamento de incorporação, sem necessidade
d e r e q u e r i m e n t o , d e v e n d o s e r p a g a a Ta x a M i l i t a r c o r r e s p o n d e n t e ; e
2) concorrerão à seleção da primeira classe a ser incorporada.
§ 5º Para comprovarem, quando do seu regresso ao Brasil, a situação de residentes no exterior,
os brasileiros de que trata o parágrafo 4º deste artigo, deverão apresentar-se, anualmente ao
Consulado do Brasil, respectivo, para anotação da referida situação, no CAM.
A r t . 9 7 . Te r ã o a i n c o r p o r a ç ã o a d i a d a p o r l ( u m ) a n o o s c o n s c r i t o s j u l g a d o s “ I n c a p a z B - 1 ” , p o r
ocasião da seleção, nos termos do Art. 55, deste Regulamento.
Art. 98. Poderão ter a incorporação adiada:
1) por 1 (um) ano ou 2 (dois) anos:
a) os candidatos à matrícula nas Escolas de Formação de Oficiais da Ativa, desde que satisfaçam,
na época da seleção, ou venham a satisfazer dentro do prazo do adiamento, as condições de
escolaridade exigidas para o ingresso nas referidas Escolas;
b) os candidatos à matrícula nas Escolas, Centros ou Cursos de Formação de Oficiais da Reserva,
nas mesmas condições fixadas na letra a, anterior; e
C) os que se candidatarem à matrícula em Institutos de Ensino, oficiais ou reconhecidos, destinados
à formação de médicos, dentistas, farmacêuticos ou veterinários, desde que aprovados no 2º ano
do Ciclo Colegial de Ensino Médio, à época da seleção da sua classe.
2) por tempo igual ao da duração dos cursos ou até a sua interrupção, os que estiverem matriculados:
a) em Institutos de Ensino, devidamente registrados, destinados à formação de sacerdotes e
ministros de qualquer religião ou de membros de ordens religiosas regulares;
b) em Cursos de Formação de Oficiais das Polícias Militares e Corpos de Bombeiros, conforme o
já prescrito no Art. l4, deste Regulamento; e
c) em Institutos de Ensino, oficiais ou reconhecidos, destinados à formação de médicos, dentistas,
farmacêuticos ou veterinários.
3) pelo tempo de permanência no exterior:
a) os que se encontrarem no exterior, inclusive freqüentando cursos e que o comprovem, nos
termos dos parágrafos 4º e 5º do Art. 96, deste Regulamento; e
b) os que obtiverem bolsas de estudo no exterior, de caráter técnico, científico ou artístico, até
data anterior à que lhe for marcada para incorporação ou matrícula, na forma dos parágrafos 4º e
5º do Art. 96, do presente Regulamento.
§ 1º Os que tiverem a incorporação adiada nos termos do número 1, deste artigo:
l) candidatos à matrícula em Escolas de Formação de Oficiais da Ativa e que não se matricularem,
terão prioridade para matrícula nas Escolas, Centros ou Cursos de Oficiais da Reserva;
2) candidatos à matrícula em Escolas, Centros ou Cursos de Oficiais da Reserva, terão prioridade
para matrícula nesses órgãos, desde que satisfaçam as condições exigidas; caso não satisfaçam
essas condições ou não se apresentem findos os prazos concedidos, terão prioridade para incorporação
em Corpos de Tropa ou Organizações navais e aéreas correspondentes, com a primeira classe a
ser convocada; ou
3) candidatos à matrícula nos Institutos de Ensino destinado à formação de médicos, dentistas,
farmacêuticos ou veterinários, que não obtenham matrícula em nenhum desses Institutos, concorrerão,
com prioridade, à incorporação, nas Organizações Militares da Ativa, com a primeira classe a ser
convocada.
§ 2º Os que tiverem a incorporação adiada, de acordo com o número 2 deste artigo, após concluírem
os cursos:
1) os da letra a serão considerados dispensados do Serviço Militar, inicial, ficando sujeitos ao
cumprimento de obrigações que lhes forem fixadas nos serviços das Forças Armadas ou na sua
assistência espiritual, de acordo com a respectiva formação, mediante legislação especial, e nos

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termos do parágrafo 2º do Art. 181, da Constituição da República. Farão jus ao documento comprobatório
de situação militar, fixado no parágrafo 4º do Art. 107, deste Regulamento;
2) os da letra b terão a situação regulada pelo Regulamento do Corpo de Oficiais da Reserva do
Exército; e
3) os da letra c terão a situação regulada em legislação especial.
§ 3º Os que tiverem a incorporação adiada de acordo com o número 2, deste artigo, e que
interromperem o respectivo curso:
1) os da letra a, concorrerão à incorporação com a primeira classe a ser convocada;
2) os da letra b, que tenham sido desligados antes de 1 (um) ano de curso e não tenham direito à
rematrícula, concorrerão, com prioridade, à incorporação com a primeira classe a ser convocada,
de acordo com o prescrito no Art. 14, deste Regulamento. Após 1 (um) ano de curso serão
considerados reservistas de 2ª categoria; e
3) os da letra c, terão prioridade, em igualdade de condições de seleção, para matrícula em órgãos
de Formação de Reserva ou terão prioridade para incorporação em Organização Militar da Ativa,
com a primeira classe a ser convocada, conforme o caso.
§ 4º Os que tiverem a incorporação adiada, até a terminação ou interrupção dos cursos, por
estarem matriculados em Institutos de Ensino destinados à formação de sacerdotes e ministros de
qualquer religião ou de membros de ordens religiosas regulares, bem como em Institutos de
Ensino destinados à formação de médicos, dentistas, farmacêuticos ou veterinários, deverão
apresentar-se anualmente ao Órgão do Serviço Militar adequado, a fim de terem, sucessivamente,
prorrogada a data de validade do CAM, registrada na ocasião da concessão do adiamento.
Art. 99. Os refratários não poderão obter o adiamento de incorporação, com o fim de se candidatarem
à matrícula nas Escolas, Centros, Cursos e Institutos previstos no número 1 do Art. 96, deste
Regulamento.
Art. 100. Não será interrompido o prazo de adiamento de incorporação dos brasileiros que se
encontrarem freqüentando cursos no exterior e que vierem ao Brasil em gozo de férias, por prazo
não superior a 90 dias.
Art. 101. Os que obtiverem adiamento de incorporação por qualquer prazo e motivo deverão
apresentar-se nas épocas que lhes forem marcadas, sob pena de incorrerem na multa prevista no
número 2 do Art. 177, deste Regulamento, sem prejuízo da ação penal, que couber no caso:
1) seja às CS para incorporação e matrícula;
2) seja a um órgão adequado do Serviço Militar, para a regularização da sua situação militar.
Parágrafo único. Deverão, ainda, apresentar-se aqueles cujo motivo da concessão do adiamento
houver cessado antes da terminação do prazo fixado. A apresentação deverá realizar-se imediatamente
após a cessação do motivo da concessão.
Art. 102. Os diretores dos Institutos de Ensino a que se referem as letras a e c do número 2 do Art.
98, deste Regulamento, deverão remeter aos Comandantes de RM, DN ou ZAé, em cujos territórios
tenham sede, relações dos alistados de cada Força que concluírem os respectivos cursos ou
forem desligados antes de os concluírem contendo: nome, filiação, data e local de nascimento,
número, origem e natureza do documento comprobatório de situação militar.
Parágrafo único. As relações a que se refere este artigo serão remetidas imediatamente após o
término do curso ou o desligamento, no caso de sua interrupção.
A r t . 1 0 3 . A c a d a c o n c e s s ã o d e a d i a m e n t o c o r r e s p o n d e r á o p a g a m e n t o p r é v i o d a Ta x a M i l i t a r
prevista no Art. 224, deste Regulamento.
P a r á g r a f o ú n i c o . N ã o s e r á c o b r a d a Ta x a M i l i t a r d o s q u e t i v e r e m s u a i n c o r p o r a ç ã o a d i a d a p o r
terem sido julgados incapazes temporariamente para o Serviço Militar, ou por estarem matriculados
em Cursos de Formação de Oficiais das Polícias Militares ou de Corpo de Bombeiros.

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CAPÍTULO XIV
DA DISPENSA DE INCORPORAÇÃO
Art. 104. A dispensa de incorporação é o ato pelo qual os brasileiros são dispensados de incorporação
em Organizações Militares da Ativa, tendo em vista as suas situações peculiares ou por excederem
às possibilidades de incorporação nessas Organizações.
Art. 105. São dispensados de incorporação os brasileiros da classe convocada:
1) residentes, há mais de um ano, referido à data do início da época de seleção, em município não
tributário ou em zona rural de município somente tributário de Órgão de Formação de Reserva;
2) residentes em municípios tributários, desde que excedam às necessidades das Forças Armadas;
3) matriculados em Órgãos de Formação de Reserva;
4) matriculados em Estabelecimentos de Ensino Militar, na forma do parágrafo 5°, deste artigo;
5) operários funcionários ou empregados de estabelecimentos ou empresas industriais de interesse
militar, de transporte e de comunicações, que forem anualmente declarados diretamente relacionados
com a Segurança Nacional pelo Estado-Maior das Forças Armadas; e
6) arrimos de família, enquanto durar essa situação.
§ 1º A comprovação da situação prevista no número 1, deste artigo, será feita por meio de
Atestado de Residência, passado pela autoridade policial, mediante a investigação que for julgada
necessária por essa autoridade, e testemunhada por duas pessoas idôneas residentes na localidade.
§ 2º Os brasileiros de que trata o número 2, deste artigo, serão relacionados no excesso de contingente
e ficarão, durante o período de prestação do Serviço Militar inicial da classe a que pertencem, à
disposição da autoridade militar competente, para atender a chamada complementar destinada ao
preenchimento dos claros das Organizações Militares já existentes ou daquelas que vierem a ser
criadas. A sua situação é regulada pelos Arts. 93 e 95 e seus parágrafos, deste Regulamento.
§ 3° Os brasileiros de que trata o número 3 deste artigo que, por motivo justo, não tiverem
aproveitamento ou forem desligados, serão rematriculados no ano seguinte. Os que forem reincidentes
na falta de aproveitamento e no desligamento, mesmo por motivo justo, bem como os desligados
por faltas não justificadas, serão apresentados à seleção para incorporação em Organização
Militar da Ativa, com a primeira classe a ser incorporada, nos termos do número 2 do Art. 83,
deste Regulamento.
§ 4° O motivo justo a que se refere o parágrafo 3º, anterior, é aquele que os regulamentos dos
Órgãos de Formação de Reserva respectivos considerem como capaz de assegurar o direito à
rematrícula.
§ 5° Os brasileiros de que trata o número 4 deste artigo, matriculados em Estabelecimentos de
Ensino onde o aluno não seja obrigatoriamente incorporado, serão dispensados de incorporação,
quando o Estabelecimento dispuser de Órgão de Formação de Reserva, onde estejam também
matriculados. Se interromperem o curso, antes de completar a instrução desses Órgãos, serão
submetidos à seleção com a sua classe ou com a seguinte, caso a sua já tenha sido incorporada.
§ 6º Os Diretores de estabelecimentos ou empresas industriais de interesse militar, bem como de
transporte e de comunicações, de que trata o número 5, deste artigo, deverão:
1) solicitar aos Comandantes de RM, DN, ou ZAé, conforme a natureza do estabelecimento ou
empresa, para que conste das propostas dos Ministros Militares, encaminhadas nos termos do
parágrafo 1º do Art. 67, deste Regulamento, a inclusão do estabelecimento ou empresa na relação
dos declarados, anualmente, diretamente relacionados com a Segurança Nacional, pelo EMFA. A
solicitação deve ser devidamente justificada e feita no terceiro trimestre do ano que anteceder ao
da seleção de cada classe; e
2) solicitar, desde que atendido no pedido anterior, aos Comandantes de RM, DN ou ZAé, no
primeiro semestre do ano de seleção da classe, a dispensa de incorporação dos seus operários,
funcionários ou empregados, cujo trabalho, especificamente declarado, seja imprescindível ao
funcionamento do estabelecimento ou empresa. A solicitação deverá ser acompanhada de relação
nominal, contendo data e local de nascimento, filiação e qualificação funcional.

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SELEGIS - Seleção Legislativa Militar. v. 3 D ECRETOS

§ 7º Os estabelecimentos e empresas industriais das Forças Armadas (Fábricas, Parques, Bases,


Arsenais, Estaleiros etc.) serão automaticamente incluídos na relação anual dos declarados diretamente
relacionados com a Segurança Nacional. Em conseqüência, os seus Diretores limitar-se-ão ao
prescrito no número 2 do parágrafo 6°, deste artigo.
§ 8° Serão considerados arrimos de família para os efeitos deste artigo:
1) o filho único de mulher viúva ou solteira, da abandonada pelo marido ou da desquitada, à qual
sirva de único arrimo ou o que ela escolher quando tiver mais de um, sem direito a outra opção;
2) o filho que sirva de único arrimo ao pai fìsicamente incapaz para prover o seu sustento;
3) o viúvo ou desquitado que tiver filho menor (legítimo ou legitimado) de que seja único arrimo;
4) o casado que sirva de único arrimo à esposa ou à esposa e filho; menor (legítimo ou legitimado);
5) o solteiro que tiver filho menor (legalmente reconhecido) de que seja único arrimo;
6) o órfão de pai e mãe que sustente irmão menor, ou maior inválido ou interdito, ou ainda irmã
solteira ou viúva que viva em sua companhia; ou
7) o órfão de pai e mãe que sirva de único arrimo a uma de suas avós ou avô decrépito ou
valetudinário, incapaz de prover os meios de subsistência.
§ 9º Para fins de dispensa de incorporação, só será considerada a situação de arrimo quando,
comprovadamente:
1) o conscrito sustentar dependentes mencionados no parágrafo anterior e não dispuser de recursos
para efetivar essa função, caso seja incorporado; e
2) o sustentado não dispuser de recursos financeiros ou econômicos para a própria subsistência.
§ 10. O conscrito que alegar ser arrimo deverá requerer, em tempo útil, a sua dispensa de
incorporação aos Comandantes de RM, DN ou ZAé. Além do fixado em o parágrafo 1º do Art. 43,
deste Regulamento, as instruções complementares de Convocação determinarão as épocas de
apresentação dos requerimentos, os órgãos de Serviço Militar onde devem ser entregues, assim
como os documentos necessários à comprovação do alegado.

CAPÍTULO XV
D A DISPENSA DO SERVIÇO MILITAR INICIAL
Art. 106. Os brasileiros que, além de dispensados de incorporação nas Organizações Militares da
Ativa, nas formas fixadas no Capítulo XIV deste Regulamento, não tiverem obrigações de matrícula
em Órgãos de Formação de Reserva, serão dispensados do Serviço Militar inicial, continuando,
contudo, sujeitos a convocações posteriores, bem como a determinados deveres, previstos na
LSM e neste Regulamento.
Art. 107. Os brasileiros, nas condições do artigo anterior, farão jus ao Certificado de Dispensa de
incorporação, a partir do dia 31 de dezembro do ano que anteceder ao da incorporação da sua
classe, ressalvados os compreendidos pelo Art. 95 e pelo número 5 do Art. 105, os quais farão jus
ao referido Certificado, a partir de 31 de dezembro do ano de incorporação da classe; e os
abrangidos pelo parágrafo único do Art. 95, número 2 do parágrafo 2º e parágrafo 6º do Art. 110,
todos deste Regulamento, que os receberão desde logo.
§ 1º Os abrangidos pelo Art. 105, deste Regulamento, com exceção dos compreendidos pelos
números 3 e 4 do mesmo artigo, deverão requerer o Certificado ao Chefe da CSM correspondente,
através do Órgão alistador da residência, ou aos Comandantes de DN e ZAé, para os alistados ou
preferenciados para a Marinha e a Aeronáutica.
§ 2º O requerimento solicitando o Certificado de Dispensa de Incorporação será acompanhado
d o c o m p r o v a n t e d o p a g a m e n t o d a Ta x a M i l i t a r, d e q u e t r a t a o A r t . 2 2 4 , d e s t e R e g u l a m e n t o ,
bem como:
1) do Atestado de Residência quanto aos brasileiros abrangidos pelo número 1 do Art. 105, do
presente Regulamento; ou

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SELEGIS - Seleção Legislativa Militar. v. 3 D ECRETOS

2) de declaração do estabelecimento ou empresa, de que permaneceram no emprego ou função


durante todo o ano da incorporação de sua classe, quanto aos brasileiros de que trata o número 5,
do mesmo Art. 105. Os que deixarem o emprego ou função antes do término do ano serão submetidos
à seleção com a classe seguinte.
§ 3° As folhas dos requerimentos Solicitando o Certificado de Dispensa de Incorporação, bem
como dos Atestados de Residência, estes a serem passados pela autoridade policial, serão fornecidas
e preenchidas gratuitamente pelas JSM ou órgãos alistadores correspondentes, obedecendo a
m o d e l o s f i x a d o s p e l a s D S M , D P M o u D PA e r.
§ 4º Os abrangidos pelo número 1 do parágrafo 2° do Art. 98, deste Regulamento, farão jus, desde
logo, ao Certificado de Dispensa de Incorporação, mediante requerimento ao Chefe da CSM correspondente,
através do órgão alistador da residência.
§ 5º Os dispensados do Serviço Militar inicial, que sejam possuidores de habilitações de particular
interesse das Forças Armadas, poderão ser considerados em situação especial, com o correspondente
registro nos Certificados de Dispensa de Incorporação.
§ 6º Os Certificados de Dispensa de Incorporação deverão ser entregues em cerimônia cívica
apropriada, na qual serão explicados os deveres dos brasileiros para com o Serviço Militar
obrigatório, os motivos da dispensa do Serviço Militar inicial e a atenção necessária quanto a
qualquer convocação de emergência.

TÍTULO V
DAS ISENÇÕES E DOS BRASILEIROS EM DÉBITO COM O SERVIÇO MILITAR

CAPÍTULO XVI
DAS ISENÇÕES
Art. 108. Isentos do Serviço Militar são os brasileiros que, devido às suas condições físicas,
mentais ou morais, ficam dispensados das obrigações para com o Serviço Militar, em caráter
permanente, ou enquanto persistirem essas condições.
Art. 109. São isentos do Serviço Militar:
1) por incapacidade física ou mental definitiva, em qualquer tempo, os que forem julgados inaptos
em seleção ou inspeção de saúde e considerados irrecuperáveis para o Serviço Militar nas
Forças Armadas;
2) em tempo de paz, por incapacidade moral, os convocados que estiverem cumprindo sentença
por crime doloso, ou que, quando da seleção apresentarem indícios de incompatibilidade que,
comprovados em exame ou sindicância, revelem incapacidade moral para integrarem as Forças
Armadas, bem como os que, depois de incorporados, forem expulsos das fileiras.
§ 1º Serão considerados irrecuperáveis para o Serviço Militar os portadores de lesões, doenças
ou defeitos físicos, que os tornem incompatíveis para o Serviço Militar nas Forças Armadas e que
só possam ser sanados ou removidos com o desenvolvimento da ciência.
§ 2º para a comprovação dos indícios a que se refere o número 2 do presente artigo, as sindicâncias
a serem instauradas, durante o trabalho das CS, deverão obter, entre outros elementos das
autoridades locais.
Art. 110. A reabilitação dos incapazes poderá ser feita ex officio ou a requerimento do interessado.
§ 1º Os requerimentos serão dirigidos aos Comandantes de RM, DN ou ZAé, conforme a origem do
Certificado de Isenção, diretamente, ou através de órgão alistador, e deverão ser instruídos com
os documentos que comprovem o alegado, necessários em cada caso.
§ 2º Os incapazes por lesão, doença ou defeito físico que, em conseqüência de tratamento e do
progresso da ciência, se julguem, comprovadamente recuperados e requeiram a sua reabilitação
serão mandados a inspeção de saúde:
1) se julgados “Aptos A”, deverão ser apresentados à seleção da primeira classe a ser incorporada;

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SELEGIS - Seleção Legislativa Militar. v. 3 D ECRETOS

2) se julgados “Incapaz B-1” ou “Incapaz B-2”, farão jus, desde logo, ao Certificado de Dispensa
de Incorporação, com a inclusão prévia no excesso do contingente; ou
3) se julgados “Incapaz C”, continuarão na mesma situação em que se encontravam.
§ 3º Os isentos do Serviço Militar por incapacidade moral, por estarem cumprindo sentença por
crime doloso, quando convocados, poderão ser reabilitados, mediante requerimento apresentado
depois de postos em liberdade. Deverão anexar, ao citado requerimento, atestado de boa conduta
do estabelecimento onde cumpriram a pena e, se for o caso, também da autoridade policial
competente, referente aos últimos 2 (dois) anos.
§ 4º Os isentos do Serviço Militar por incapacidade moral, por terem sido julgados incapazes
moralmente durante a seleção, poderão requerer reabilitação 2 (dois) anos após a data em que
forem julgados incapazes. Deverão anexar, aos respectivos requerimentos, atestado passado por
aut orid a d e p o licial com p e te n te , s o b r e a s u a c o n d u ta , r ef erent e aos úl t im os 2 (dois ) anos .
§ 5º Os que forem reabilitados antes de completar 30 (trinta) anos de idade, nos casos previstos
pelos parágrafos 3º e 4º, anteriores, deverão concorrer a seleção com a primeira classe a ser
incorporada e submeter-se, nessa seleção, a exames psicotécnicos. Os que tiverem mais de 30
(trinta) anos serão dispensados de incorporação, com inclusão prévia ao excesso do contingente.
§ 6° A reabilitação dos expulsos das Organizações Militares da Ativa ou dos Órgãos de Formação
de Reserva só poderá ser efetivada após 2 (dois) anos da data da expulsão e na forma estabelecida
pela legislação de cada Força Armada. Uma vez reabilitados, farão jus à substituição de seu
Certificado pelo de Dispensa de Incorporação ou de Reservista, conforme o grau de instrução
alcançado.

CAPÍTULO XVII
D O S B R A S I L E I R O S E M D É B I TO C O M O S E RV I Ç O M I L I TA R
A r t . - 111 . S ã o c o n s i d e r a d o s e m d é b i t o c o m o S e r v i ç o M i l i t a r t o d o s o s b r a s i l e i r o s q u e , t e n d o
obrigações definidas para com esse Serviço, tenham deixado de cumpri-las nos prazos fixados.
Parágrafo único. Os brasileiros em débito com o Serviço Militar inicial ficarão sujeitos às obrigações
impostas aos da classe que estiver sendo selecionada, sem prejuízo das sanções e prescrições
que lhes forem aplicáveis, na forma da LSM e deste Regulamento.
A r t . 11 2 . O b r a s i l e i r o q u e n ã o s e a p r e s e n t a r d u r a n t e a é p o c a d e s e l e ç ã o d e s u a c l a s s e o u q u e ,
t endo-o fe ito , a u sen ta r - s e s e m a te r c o m p l e ta d o , s e r á c ons i derado ref rat ário.
§ 1º Não é refratário:
1) o brasileiro que faltar, apenas, ao alistamento, na época normal de alistamento da sua classe; ou
2) o brasileiro residente, em município não tributário, há mais de um ano, referido à data de início
da época da seleção da sua classe.
§ 2º Aos refratários serão aplicadas as prescrições e sanções previstas na LSM e neste Regulamento.
Art. 113. O convocado designado para incorporação ou matrícula que não se apresentar, à Organização
Militar que lhe for designada, dentro do prazo marcado, ou que, tendo-o feito, ausentar-se antes do
ato oficial de incorporação ou matrícula, será declarado insubmisso.
§ 1º A expressão “convocado à incorporação” constante do Código Penal Militar (art. 159), aplica-
se ao selecionado para convocação e designado para incorporação ou matrícula em Organização
Militar, à qual deverá apresentar-se no prazo que lhe for designado.
§ 2º Aos insubmissos serão aplicadas as prescrições e sanções previstas na LSM e neste Regulamento,
sem prejuízo do que sobre eles estabelece o Código Penal Militar.
A r t . 11 4 . A o s i n s u b m i s s o s e d e s e r t o r e s , q u a n d o s e a p r e s e n t a r e m o u f o r e m c a p t u r a d o s , s e r á
aplicado o disposto nos arts. 80, 81 e 91, deste Regulamento.
Art. 115. Aos insubmissos e desertores, que adquirirem a condição de arrimo ou tenham mais de
30 (trinta) anos de idade, será aplicado o contido no § 5º do art. 140, do presente Regulamento.

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SELEGIS - Seleção Legislativa Militar. v. 3 D ECRETOS

Art. 116. As organizações Militares publicarão, nos seus Boletins ou em Ordens de Serviço, no dia
imediato à data da incorporação, a relação nominal dos que se tornarem insubmissos, com a
discriminação da filiação, naturalidade, data do nascimento e data em que deveriam apresentar-se.
§ 1º Os Boletins ou Ordens do Dia das RM, DN ou ZAé, um mês após a data da insubmissão,
transcreverão, em aditamento, as relações nominais dos insubmissos das Organizações Militares
localizadas nos respectivos territórios, com todos os dados citados no presente artigo.
§ 2º Exemplares desses Boletins ou Ordens do Dia, logo após a publicação, deverão ser remetidos
a todas as RM, DN, ZAé, DPM e CSM.

TÍTULO VI
DA PRESTAÇÃO DE OUTRAS FORMAS E FASES DO SERVIÇO MILITAR

CAPÍTULO XVIII
D A S O U T R A S F O R M A S E F A S E S D O S E R V I Ç O M I L I TA R
Art. 117. O Serviço Militar, além do inicial, previsto no art. 7° deste Regulamento, abrange outras
formas e fases, conseqüentes de convocações posteriores, de aceitação de voluntários e de
prorrogação de tempo de serviço, quer em tempo de paz, quer na mobilização.
A r t . 11 8 . O s b r a s i l e i r o s , r e s e r v i s t a s o u n ã o , l i c e n c i a d o s a p ó s o S e r v i ç o M i l i t a r, p r e s t a d o d e
acordo com o artigo anterior, terão atualizada a sua situação na reserva, de conformidade com o
grau de instrução alcançado.

CAPÍTULO XIX
DAS CONVOCAÇÕES POSTERIORES
A r t . 11 9 O s d i s p e n s a d o s d a p r e s t a ç ã o d o S e r v i ç o M i l i t a r i n i c i a l , c o m o o s r e s e r v i s t a s , e s t a r ã o
sujeitos a outras formas e fases do Serviço Militar, do mesmo modo como a outros encargos
necessários à defesa da Pátria, nos termos do art. 181 da Constituição, da LSM, do presente
Regulamento e de legislação especial.
Art. l20. Os Ministros Militares poderão convocar pessoal da reserva para a participação em
exercícios, manobras e aperfeiçoamento de conhecimentos militares.
§ 1º A convocação e a incorporação em Organizações Militares da Ativa, ou a matrícula em
Cursos de Aperfeiçoamento, do pessoal da reserva de 2ª classe ou não remunerada, serão realizadas
de acordo com legislação específica ou com instruções especiais baixadas, em cada caso, pelos
Ministros Militares interessados.
§ 2º Os atos de convocação especificarão os prazos e a finalidade e, se for o caso, a remuneração
a que fará jus o pessoal por ele abrangido.
Art. 121. Os oficiais, aspirantes a oficial e guardas-marinha, da reserva de 2ª classe ou não
remunerada, serão convocados para exercícios de apresentação das reservas, nos termos do
artigo anterior.
Parágrafo único. O comparecimento ao referido exercício é necessário para a atualização da
situação militar, na forma do parágrafo 1º do art. 209, deste Regulamento. O não comparecimento
importará na multa prevista no número 3 do art. 177, do presente Regulamento.
Art. 122. O pessoal da reserva (oficiais e praças), de acordo com o artigo 120 deste Regulamento
e com as prescrições do Regulamento para o Corpo de Oficiais da Reserva de cada Força, está
sujeito a convocação, tendo por objetivo o aperfeiçoamento, atualização e complementação da
instrução recebida, paralelamente com o atendimento de outras necessidades das Forças Armadas.
Art. 123. O aperfeiçoamento, atualização e complementação da instrução dos oficiais, aspirantes
a oficial ou guardas-marinha, da reserva de 2ª classe ou não remunerada, serão estabelecidos
nos Regulamentos para o Corpo de Oficiais da Reserva de cada Força e serão realizados através
de Estágios de Instrução.

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SELEGIS - Seleção Legislativa Militar. v. 3 D ECRETOS

§ 1º O caráter obrigatório ou voluntário dos Estágios de Instrução será estabelecido pelo ato de
convocação.
§ 2º O Estágio de Instrução dos aspirantes a oficial ou guardas-marinha da reserva, após a
conclusão do Curso de Formação, terá caráter obrigatório, uma vez realizada a convocação, a fim
de que seja completado o Serviço militar inicial.
§ 3º Os aspirantes a oficial e guardas-marinha da reserva, pertencentes aos quadros de Saúde e
Veterinária das Forças Armadas, estarão sujeitos obrigatoriamente a um Estágio de Adaptação,
previsto em legislação especial.
Art. 124. Os oficiais da reserva de 2ª classe ou não remunerada poderão ainda ser convocados
para estágios especiais, visando à atualização da instrução e treinamento. Essa convocação
visará, também, ao preenchimento temporário de claros existentes em tempo de paz e será
regulada por legislação específica.
Art. 125. O aperfeiçoamento, atualização e complementação de instrução dos graduados e soldados
reservistas, bem como a sua participação em exercícios e manobras, serão regulados por Instruções
particulares dos Ministros Militares, nos termos do art. 120 e seus parágrafos, deste Regulamento.
Art. 126. Em qualquer época, tenham ou não prestado o Serviço Militar, poderão os brasileiros ser
objeto de convocação de emergência, em condições determinadas pelo Presidente da República,
para evitar a perturbação da ordem ou para a sua manutenção, ou, ainda, em caso de calamidade
pública.

CAPÍTULO XX
D O V O L U N TA R I A D O
Art. 127. Os Ministros Militares poderão, em qualquer época do ano, autorizar a aceitação de
voluntários, reservistas ou não, com a finalidade de atender necessidades normais, eventuais ou
específicas das Forças Armadas.
§ 1° O voluntário pode ser aceito a partir do ano em que completar 17 (dezessete) anos de idade,
de quaisquer municípios, tributários ou não, e de todas ou determinadas RM, DN ou ZAé.
§ 2º A aceitação do voluntariado é realizada por ato do Ministro Militar interessado, especificando
as condições do serviço a ser prestado, as obrigações decorrentes, bem como os direitos que
serão assegurados aos voluntários.
§ 3º Entre os voluntários que poderão ser aceitos estão incluídos os que, residentes em municípios
tributários, desejem antecipar a prestação do Serviço Militar inicial. Se estes voluntários não
puderem ser aproveitados, não serão incluídos no excesso do contingente, devendo apresentar-
se para a seleção da sua classe.
§ 4º Sempre que a abertura de voluntariado tiver amplitude significativa em uma determinada área do
país, com reflexos nos interesses das outras Forças Armadas, o Ministério Militar interessado deverá
ouvir os outros Ministérios e, se for o caso, submeter o assunto à ação coordenadora do EMFA.

CAPÍTULO XXI
D A S P R O R R O G A Ç Õ E S D O S E RV I Ç O M I L I TA R
Art. 128 Aos incorporados que concluírem o tempo de serviço a que estiverem obrigados poderá,
desde que o requeiram, ser concedida prorrogação desse tempo, uma ou mais vezes, como
engajados ou reengajados, segundo as conveniências da Força Armada interessada.
Art. 129. O engajamento e os reengajamentos poderão ser concedidos, pela autoridade competente,
às praças de qualquer grau da hierarquia militar, que o requererem, dentro das exigências estabelecidas
neste Regulamento e dos prazos e condições fixados pelos Ministérios da Guerra, da Marinha e da
Aeronáutica.
Art. 130. Para a concessão do engajamento e reengajamento devem ser realizadas as exigências
seguintes:

753
SELEGIS - Seleção Legislativa Militar. v. 3 D ECRETOS

1) incluírem-se os mesmos nas percentagens fixadas, periodicamente, pelos Ministros Militares;


2) haver conveniência para o Ministério interessado;
3) satisfazerem os requerentes as seguintes condições:
a) boa formação moral;
b) robustez física;
c) comprovada capacidade de trabalho;
d) boa conduta civil e militar;
e) estabelecidas pelo Ministério competente para a respectiva qualificação, ou especialidade, ou
classificação, bem como, quando for o caso, graduação.
Art. 131. Para a concessão do reengajamento que permita à praça completar 10 (dez) anos de
serviço deverão ser satisfeitos requisitos constantes da legislação competente, tendo em vista o
interesse de cada Força Armada, em particular no que se refere ao acesso.
Art. 132. As praças matriculadas, voluntàriamente, em curso para o qual se exija, para os que o
concluírem com aproveitamento, a obrigação de permanecerem no serviço ativo, por prazo determinado,
continuarão, após o curso, consideradas como engajadas ou reengajadas, durante o citado prazo,
mesmo que daí resulte ficarem servindo por tempo maior que o estabelecido para a correspondente
prorrogação.
§ 1º Quando, nesses cursos, for admitida a matrícula de praças que não tenham completado o
tempo normal do serviço militar inicial, bem como de civis ou de reservistas, os que os concluírem
com aproveitamento, dentro das condições estabelecidas no Regulamento respectivo, serão considerados
engajados durante o prazo da obrigação contraída.
§ 2º Findo o prazo de permanência a que se obrigaram, poderão essas praças obter prorrogação,
de acordo com as prescrições deste Capítulo e com as condições fixadas pelo Ministério Militar
correspondente, aplicáveis, no caso.
§ 3º Na aplicação deste artigo e seus § 1º e 2º será observada a exigência do art. 131, deste
Regulamento.
Art. 133. Os incorporados que concluírem o tempo de serviço inicial em operações militares ou em
serviço delas dependentes ou decorrentes serão automaticamente considerados engajados pelo
prazo que for julgado conveniente ao interesse das operações ou serviço, na forma prevista nos
parágrafos do art. 21 do presente Regulamento.
Art. 134. Os Ministérios Militares regularão as condições de exceção, que se fizerem necessárias,
para os engajamentos e reengajamentos nas Organizações Militares da Ativa situadas nas localidades
consideradas especiais, tendo em vista as conveniências de cada Força Armada e o interesse do
serviço daquelas Organizações.
Art. 135. Os engajamentos ou reengajamentos serão contados a partir do dia imediato àquele em
que terminar o período do serviço anterior.
Art. 136. Para fins de engajamento, o tempo do Serviço Militar inicial obrigatório terminará ao
serem completados 12 (doze) meses de serviço.
Art. 137. Nenhuma praça poderá servir sem compromisso de tempo, a não ser em períodos
específicos, necessários a certas situações referidas no presente Regulamento.
Parágrafo único. Excetuam-se do disposto neste artigo as praças com estabilidade assegurada em lei.

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TÍTULO VII
DAS INTERRUPÇÕES DO SERVIÇO MILITAR

CAPÍTULO XXII
D A S I N T E R R U P Ç Õ E S D O S E RV I Ç O M I L I TA R
Art. 138. O serviço ativo das Forças Armadas, será interrompido:
1) pela anulação da incorporação;
2) pela desincorporação;
3) pela expulsão;
4) pela deserção.
Parágrafo único. As prescrições do presente Capítulo são extensivas, no que forem aplicáveis e
de acordo com legislação peculiar, aos incorporados que se encontrem prestando o Serviço Militar
sob outras formas e fases, previstas no Título VI, deste Regulamento.
Art. 139. A anulação da incorporação ocorrerá, em qualquer época, nos casos em que tenham sido
verificadas irregularidades no recrutamento, inclusive relacionadas com a seleção.
§ 1º Caberá à autoridade competente, Comandantes de Organizações Militares, RM, DN ou ZAé,
mandar apurar, por sindicância ou IPM, se a irregularidade preexistia ou não, à data da incorporação,
e a quem cabe a responsabilidade correspondente.
§ 2° Se ficar apurado que a causa ou irregularidade preexistia à data da incorporação, esta será
anulada e nenhum amparo do Estado caberá ao incorporado. Além disso:
1) se a responsabilidade pela irregularidade couber ao incorporado, ser-lhe-á aplicada a multa
prevista no nº 2 do art. 179, deste Regulamento, independentemente de outras sanções cabíveis
no caso; ou
2) se a responsabilidade pela irregularidade couber a qualquer elemento executante do recrutamento,
ser-lhe-ão aplicadas a multa ou multas correspondentes, sem prejuízo das sanções disciplinares.
§ 3º São competentes para determinar a anulação a autoridade que efetuou a incorporação, desde
que não lhe caiba responsabilidade no caso, e as autoridades superiores àquela.
§ 4º Os brasileiros que tiverem a incorporação anulada, na forma do § 2º deste artigo, terão a sua
situação militar assim definida:
1) em se tratando de incapacidade moral ou de lesão, doença ou defeito físico, que os tornem
definitivamente incapazes (Incapaz C”), serão considerados isentos do Serviço Militar;
2) os julgados “Incapaz B-2”, farão jus, desde logo, ao Certificado de Dispensa de Incorporação,
sendo previamente incluídos no excesso do contingente. A sua reabilitação poderá ser feita na
forma prevista no parágrafo único do art. 57, deste Regulamento;
3) em se tratando de arrimo, serão considerados dispensados do Serviço Militar, com apresentação
de documentos irregulares;
4) os residentes em municípios tributários, que anteciparam a prestação do Serviço Militar, com
apresentação de documentos irregulares:
a) caso não completem 17 (dezessete) anos de idade no ano em que forem incorporados, deverão
receber o CAM de volta, com a devida anotação para retornar à seleção com a sua classe;
b) caso completem 17 (dezessete) anos de idade no ano em que foram incorporados, poderão, a juízo
do Comandante da Organização Militar, continuar servindo, não havendo, então, anulação de incorporação;
5) os que tiverem ocultado o grau de escolaridade ou de preparo intelectual para se esquivar do
ingresso em Órgão de Formação de Reserva concorrerão à matrícula no referido Órgão, com a
primeira classe a ser incorporada, devendo-lhes ser o CAM restituído, com a devida anotação;
6) nos casos em que forem apuradas outras irregularidades, simples ou combinadas, como determinantes
da anulação da incorporação, a situação militar deverá ser definida de acordo com as prescrições
aplicáveis deste Regulamento.

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§ 5° No caso de a irregularidade referir-se a “Incapaz B-1”, não caberá a anulação da incorporação,


devendo o incorporado ser tratado, se for o caso.
§ 6° Se ficar comprovado, na sindicância ou IPM, de que trata o § 1° do presente artigo, que a
irregularidade tenha ocorrido após a data da incorporação, ou se não ficar devidamente provada a
sua preexistência, não caberá a anulação de incorporação, mas a desincorporação, sendo aplicado
ao incorporado o prescrito no art. 140 e seus parágrafos, deste Regulamento.
Art. 140. A desincorporação ocorrerá:
1) por moléstia, em conseqüência da qual o incorporado venha a faltar ao serviço durante 90
(noventa) dias, consecutivos ou não, durante a prestação do Serviço Militar inicial;
2) por moléstia ou acidente que torne o incorporado definitivamente incapaz para o Serviço Militar;
3) por aquisição das condições de arrimo após a incorporação;
4) por condenação irrecorrível, resultante da prática de crime comum de caráter culposo;
5) por ter sido insubmisso ou desertor e encontrar-se em determinadas situações; ou
6) por moléstia ou acidente, que torne o incorporado temporariamente incapaz para o Serviço
Militar, só podendo ser recuperado a longo prazo.
§ 1° No caso do nº 1 deste artigo, o incorporado deverá ser submetido a inspeção de saúde. Se
julgado “Apto A” ou “Incapaz B-1”, será desincorporado, excluído e considerado de incorporação
adiada; o CAM deverá ser-lhe restituído com a devida anotação, para concorrer à seleção com a
classe seguinte. Quando baixado a enfermaria ou hospital, deverá ser entregue à família ou
encaminhado a estabelecimento hospitalar civil, após os entendimentos necessários.
§ 2° No caso do n° 2, deste artigo, quer durante, quer depois da prestação do Serviço Militar
inicial, o incapacitado será desincorporado, excluído e considerado isento do Serviço Militar, por
incapacidade física definitiva. Quando baixado a hospital ou enfermaria, neles será mantido até a
efetivação da alta, embora já excluído; se necessário, será entregue à família ou encaminhado a
estabelecimento hospitalar civil, mediante entendimentos prévios. Caso tenha direito ao amparo
do Estado, não será desincorporado, após a exclusão, será mantido adido, aguardando reforma.
§ 3º No caso do n° 3, deste artigo, deverão ser obedecidas, no que for aplicável, as prescrições
dos §§ 8° e 9° do art. 105, do presente Regulamento, fazendo o desincorporado jus ao Certificado
de D ispe n sa d e In corpo r a ç ã o o u d e R e s e r v i s ta , d e a c o r d o c om o grau de i ns t ruç ão al c anç ado. O
processo deverá ser realizado ex officio, ou mediante requerimento do interessado ao Comandante
da Organização Militar.
§ 4° No caso do nº 4, deste artigo, o condenado será desincorporado e excluído, tendo a sua
situação regulada como no parágrafo anterior;
§ 5º No caso do nº 5 deste artigo, o insubmisso ou desertor será desincorporado e excluído, quando:
1) tenha adquirido a condição de arrimo após a insubmissão ou deserção, e depois de absolvido
ou do cumprimento da pena. Fará jus ao Certificado de Dispensa de Incorporação ou de Reservista,
conforme o grau de instrução alcançado; ou
2) tenha mais de 30 (trinta) anos de idade e desde que haja sido absolvido, fazendo jus ao
Certificado de Dispensa de Incorporação ou de Reservista, de acordo com o grau de instrução
alcançado. Se, contudo, condenado, após o cumprimento da pena prestará o Serviço Militar
inicial, na forma do parágrafo único do art. 80, deste Regulamento.
§ 6º No caso do número 6 deste artigo em que o incorporado for julgado “Incapaz B-2”, será ele
desincorporado e excluído, fazendo jus ao Certificado de Dispensa de Incorporação, com inclusão
prévia no excesso do contingente, ou ao Certificado de Reservista, de acordo com o grau de
instrução alcançado. Terá aplicação, no que for cabível, o disposto no parágrafo 2°, deste artigo.
Art. 141. A expulsão ocorrerá:
1) por condenação irrecorrível resultante da prática do crime comum ou militar de caráter doloso;
2) pela prática de ato contra a moral pública, pundonor militar ou falta grave, que, na forma da lei ou
de regulamentos militares, caracterize o seu autor como indigno de pertencer às Forças Armadas; ou

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3) pela prática contumaz de faltas que tornem o incorporado, já classificado no mau comportamento,
inconveniente à disciplina e à permanência nas fileiras.
§ 1º O expulso será considerado isento do Serviço Militar e a sua reabilitação obedecerá ao
estabelecido no parágrafo 6º do Art. 110, deste Regulamento.
§ 2° No caso do número 1, do presente artigo, em se tratando de crime comum, o expulso será
entregue à autoridade competente e, nos casos dos números 2 e 3, será apresentado, com ofício
informativo da causa da expulsão, à autoridade policial local.
§ 3º A autoridade militar que reabilitar um expulso, na forma do parágrafo 1º deste artigo, deverá
informar da reabilitação à autoridade policial competente.
Art. 142. A interrupção do tempo de serviço pela deserção é regulada em legislação específica.
Art. 143. As interrupções de Serviço Militar dos convocados matriculados em Órgãos de Formação
de Reserva, atendido o disposto nos parágrafos 3º e 4º do Art. 105 do presente Regulamento,
obedecerão às normas fixadas nos regulamentos dos respectivos Órgãos.
Art. 144. O incorporado, que responder a processo no Foro Comum, será apresentado à autoridade
competente, que o requisitar, e dela ficará à disposição, em xadrez de Organização Militar, no
caso de prisão preventiva, não havendo interrupção do Serviço Militar. Após passada em julgado
a sentença condenatória, será expulso ou desincorporado, conforme o crime tenha sido de caráter
doloso ou culposo, respectivamente, e entregue à autoridade competente.
Art. 145. O incorporado que responder a inquérito policial militar ou a processo no Foro Militar
permanecerá na sua Unidade, mesmo como excedente, não lhe sendo aplicada, enquanto durar
essa situação, a interrupção do tempo de serviço, prevista neste Capítulo.

TÍTULO VIII
DO LICENCIAMENTO, DA RESERVA, DA DISPONIBILIDADE E DOS CERTIFICADOS MILITARES

CAPÍTULO XXIII
DO LICENCIAMENTO
Art. 146. O licenciamento das praças que integram o contingente anual se processará, ex-officio,
de acordo com as normas estabelecidas pelos Ministérios da Guerra, da Marinha e da Aeronáutica,
nos respectivos Planos de Licenciamento, após a terminação do tempo de serviço, fixado nos
termos o Art. 21 e seus parágrafos 1º e 2º e dos Art. 22 e 24, todos deste Regulamento.
Art. 147. Os voluntários só terminarão o tempo de serviço após decorrido o prazo pelo qual se
obrigarem, na forma do parágrafo 2º, do Art. 127, do presente Regulamento.
Art. 148. Os insubmissos e desertores terão o tempo de serviço contado da data da incorporação,
não lhes sendo computado o período em que estiverem cumprindo sentença, e foragidos, quanto
aos desertores.
Art. 149. As praças que se encontrarem baixadas a enfermaria ou hospital, ao término do tempo de
serviço, serão inspecionadas de saúde, e mesmo depois de licenciadas, desincorporadas, desligadas
ou reformadas, continuarão em tratamento, até a efetivação da alta, por restabelecimento ou a
pedido. Podem ser encaminhadas a organização hospitalar civil, mediante entendimentos prévios
por parte da autoridade militar.
Art. 150. Às praças engajadas ou reengajadas com mais de metade do tempo de serviço, a que se
tiverem obrigado, será facultado o licenciamento, desde que o requeiram e não haja prejuízo para
o Serviço Militar.
Parágrafo único. Não são amparadas por este artigo as praças que concluírem cursos com aproveitamento
e das quais se exigiu, previamente, o compromisso de permanecerem no serviço ativo por
determinado tempo.
Art. 151. As praças que tiverem prestado o Serviço Militar inicial terão transferidas para a reserva,
remunerada ou não, desde que aceitem cargo público civil de provimento efetivo.

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Art. 152. As praças alistáveis eleitoralmente, com menos de 5 (cinco) anos de serviço, na data em
que tiverem registrada a sua candidatura a cargo eletivo de natureza pública serão licenciadas,
ex-officio.
Art. 153. As praças alistáveis eleitoralmente com 5 (cinco) ou mais anos de serviço, ao serem
diplomadas para cargo eletivo de natureza pública, serão transferidas para a reserva.
Art. 154. As praças sujeitas a inquérito policial comum e a processos no Foro Civil, ao término do
tempo de serviço e desde que não tenham estabilidade assegurada, serão licenciadas, mediante
comunicação prévia à autoridade policial ou judiciária competente e indicação dos respectivos
domicílios.

CAPÍTULO XXIV
DA RESERVA E DA DISPONIBILIDADE
Art. 155. A Reserva das Forças Armadas compõe-se dos oficiais, aspirantes a oficial ou guardas-
marinha e das praças incluídas na reserva de acordo com a legislação própria.
Parágrafo único. No que concerne as praças, a Reserva e constituída pelos reservistas de 1ª e de
2ª categoria.
Art. 156. A Reserva de 1ª categoria é composta de reservistas que tenham atingido um grau de
instrução que os habilite ao desempenho de função de uma das qualificações ou especializações
militares de cada Força Armada.
Parágrafo único. Serão incluídos na Reserva de 1ª categoria, ao serem licenciados, desincorporados,
ou desligados, com a instrução militar prevista neste artigo:
1) as praças;
2) os alunos das Escolas de Formação de Oficiais para a ativa, que tenham completado com
aproveitamento, no mínimo, um ano do respectivo curso. Se forem desligados antes, deverão ser
apresentados a seleção da primeira classe e terão prioridade para a incorporação; e
3) os alunos das Escolas de Formação de Graduados para a ativa, bem como as praças ou alunos
dos Órgãos de Formação de reservistas de 1ª categoria (graduados e soldados), que tenham
completado um ano de curso.
Art. 157. A reserva de 2ª categoria é composta de reservistas que tenham recebido, no mínimo, a
instrução militar suficiente para o exercício de funções gerais básicas de caráter militar.
Parágrafo único. Serão incluídos na Reserva de 2ª categoria, ao serem licenciados, desincorporados
ou desligados, com a instrução prevista neste artigo:
1) as praças;
2) os alunos dos Órgãos de Formação de reservistas de 2ª categoria, inclusive dos Tiros-de-
Guerra e Centros de Formação de Reservistas da Marinha, que terminarem toda a instrução
militar, com aproveitamento;
3) os alunos das Escolas Preparatórias de Cadetes do Exército e da Aeronáutica, do Colégio
Naval, das Escolas de Aprendizes de Marinheiros, das Escolas de Marinha Mercante e dos
centros de Formação de Marítimos, que tiverem completado, no mínimo, um ano de curso com
aproveitamento, desde que satisfeitas as condições de idade mínima para a prestação do Serviço
Militar inicial, prevista no Art. 20, deste Regulamento;
4) os alunos dos Colégios Militares que tenham concluído a instrução militar com aproveitamento
e satisfeito as condições de idade mínima, de que trata o número 3 deste artigo; e
5) as praças das Polícias Militares e Corpos de Bombeiros, que tenham completado um ano de
serviço, bem como os alunos das Escolas de Formação de Oficiais dessas Corporações, que
tiverem completado um ano de curso, satisfeitas as condições de idade mínima, de que trata o
número 3 deste artigo.
Art. 158. Os alunos dos Cursos de Formação de Oficiais para a reserva das Forças Armadas, que
não terminarem o respectivo curso, não serão incluídos na reserva e deverão ser apresentados à

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seleção com a primeira turma a ser incorporada, com prioridade para incorporação, qualquer que
tenha sido o seu tempo de instrução.
Art. 159. Caberá aos Ministros Militares baixar instruções regulando a qualificação ou especialização
militar das praças, assim como qual a instrução militar necessária para o exercício de funções
gerais básicas de caráter militar.
Art. 160. Ao ser incluído na reserva o brasileiro permanecerá na disponibilidade por prazo a ser
fixado pelos Ministros Militares, de acordo com as necessidades de mobilização.
Art. 161. Durante o período passado “na disponibilidade”, reservista estará vinculado à Organização
Militar onde prestou o serviço Militar inicial ou a outra que lhe tiver sido indicada.
Art. 162. Enquanto permanecer “na disponibilidade”, o reservista deverá comunicar toda mudança
de residência, no cumprimento do dever fixado no número 2 do Art. 202, deste Regulamento.

CAPÍTULO XXV
D O S C E RT I F I C A D O S D E A L I S TA M E N TO M I L I TA R , D E R E S E RV I S TA , D E I S E N Ç Ã O
E DE DISPENSA DE INCORPORAÇÃO
Art. 163. O Certificado de Alistamento Militar (CAM) é o documento comprovante da apresentação
para a prestação do Serviço Militar inicial. Será fornecido gratuitamente pelo órgão alistador, sob
a responsabilidade do Presidente ou Chefe desse órgão.
§ 1º Nos limites da sua validade, e com as anotações devidas quando for o caso, o CAM é, ainda,
documento comprobatório de estar o brasileiro em dia com as suas obrigações militares.
§ 2º O registro do prazo de validade e outras anotações, posteriores, serão feitos na forma
prescrita neste Regulamento.
§ 3º Na ocasião do preenchimento do CAM, o órgão alistador preencherá a Ficha de Alistamento
Militar (FAM), contendo os elementos necessários ao seu arquivo e ao da CSM, ou órgão correspondente
da Marinha e da Aeronáutica de dimensões e modelos fixados pelos Ministérios Militares.
§ 4º O CAM, quando substituído pelo Certificado definitivo, deverá ser recolhido e incinerado.
Art. 164. O Certificado de Reservista é documento comprovante de inclusão do brasileiro na
Reserva do Exército, da Marinha ou da Aeronáutica.
§ 1 º To d o b r a s i l e i r o , a o s e r i n c l u í d o n a R e s e r v a , r e c e b e r á g r a t u i t a m e n t e , d a a u t o r i d a d e m i l i t a r
competente, o Certificado de Reservista correspondente à respectiva categoria.
§ 2° Com as devidas anotações quando for o caso, é, ainda, o Certificado de Reservista, documento
comprobatório de estar o brasileiro em dia com as suas obrigações militares.
§ 3º Durante o período em que o reservista permanecer “na disponibilidade”, é obrigatória a
anotação da sua apresentação anual no respectivo Certificado de Reservista, para estar em dia
com as suas obrigações militares.
§ 4º São responsáveis pela expedição do Certificado de Reservista:
1) os Comandantes, Chefes ou Diretores das Organizações Militares das Forças Armadas;
2) os Chefes de Seções de Tiros-de-Guerra, quando se tratar de reservista oriundo de Tiro-de-
Guerra; e
3) os Comandantes de Corporações das Polícias Militares e dos Corpos de Bombeiro, na situação
fixada no Art. 11 deste Regulamento, para efeito de expedição de Certificado de Reservista de 2ª
Categoria, têm as mesmas atribuições e responsabilidades das autoridades fixadas no número 1
do presente artigo.
Art. 165. Aos brasileiros isentos do Serviço Militar será fornecido, gratuitamente, pela autoridade
militar competente, o Certificado de Isenção, que é documento comprobatório de situação militar.
§ 1° São autoridades competentes para expedir o Certificado de Isenção:
1) os Comandantes, Chefes ou Diretores das Organizações Militares das Forças Armadas;
2) os Chefes de Seção dos Tiros-de-Guerra;

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3) os Presidentes de Comissão de Seleção, se for o caso; e


4) os Comandantes de Corporações de Polícias Militares e de Corpos de Bombeiro na situação
p r e v i s t a n o A r t . 11 , d e c o n f o r m i d a d e c o m o p r e s c r i t o n o s - § § 2 ° e 4 ° d o A r t . 1 3 , a m b o s d e s t e
Regulamento.
§ 2° Nos Certificados de Isenção, concedidos por incapacidade física ou mental definitiva (“Incapaz
C”), quer verificado durante a seleção, quer determinante de interrupção do serviço Militar do
incorporado ou matriculado, deverá constar à máquina, o motivo da isenção, mediante uma das
expressões seguintes entre aspas:
1) “por incapacidade física” quanto aos portadores de moléstia infectocontagiosa e distúrbio mental
grave;
2) “por insuficiência física para o Serviço Militar, podendo exercer atividades civis”, ou apenas
“por insuficiência física para o Serviço Militar”, quando não puder exercer atividades civis,
quanto a todos os demais casos.
§ 3º Nos Certificados de Isenção, concedidos por incapacidade moral, em tempo de paz, deverá
ser feita à máquina, de acordo com o motivo da isenção, a citação por extenso, de um dos
números seguintes, deste parágrafo:
1) por estar cumprindo sentença por crime doloso, quando convocado (Exemplo: “por estar compreendido
no número um, parágrafo terceiro, artigo cento e sessenta e cinco do Regulamento da LSM”);
2) por incompatibilidade para integrarem as Forças Armadas, comprovada quando da seleção
(Exemplo: “por estar compreendido no número dois, parágrafo terceiro, artigo cento e sessenta e
cinco do Regulamento do LSM”); ou
3) por ter sido expulso das fileiras (Exemplo: “por estar compreendido no número três, parágrafo
terceiro, artigo cento e sessenta e cinco, do Regulamento ao LSM”).
§ 4° Os reabilitados terão o Certificado de Isenção substituído por aquele a que fizerem jus.
§ 5° Os Certificados de Isenção devem ser entregues logo que possível, sendo que os das praças
expulsas será entregue no ato da expulsão.
Art. 166. Aos brasileiros dispensados do Serviço Militar inicial, nos termos do Art. 106, 107 e 98,
§ 2°, número 1, deste Regulamento, será fornecido, mediante pagamento da Taxa Militar, o Certificado
de Dispensa de Incorporação.
§ 1 º Ta m b é m s e r á f o r n e c i d o o m e s m o C e r t i f i c a d o , m e d i a n t e p a g a m e n t o d a Ta x a M i l i t a r, a o s q u e ,
embora tenham sido incorporados ou matriculados, sofrerem interrupção no seu tempo de serviço,
na forma do disposto ao Capítulo XXII deste Regulamento, sem realizarem as condições necessárias
para a inclusão na reserva das Forças Armadas.
§ 2º O Certificado de Dispensa de Incorporação, com as devidas anotações quando for o caso, é
documento comprobatório de estar o brasileiro em dia com as suas obrigações militares.
§ 3º No Certificado de Dispensa de Incorporação deverá constar, à máquina, o motivo da dispensa
mediante uma das expressões seguintes, entres aspas:
1) “por residir em município não tributário” ou “por residir em zona rural de município tributário de
Órgão de Formação de Reserva” (número 1, do Art. 105, deste Regulamento);
2) por excederem às necessidades das Forças Armadas embora residentes em municípios tributários:
a) “por ter sido incluído no excesso do contingente” (número 2, do Artigo 105 e número 1, do § 2º
do Artigo 93, deste Regulamento);
b) “por insuficiência física temporária para o Serviço Militar, podendo exercer atividades civis”,
ou apenas “por insuficiência física temporária” quando não puder exercer atividades civis (número
2, do Art. 105 e número 2 do § 2º, do Art. 93, deste Regulamento).
c) “por ter mais de 30 anos de idade” (número 2, do Art. 105 e número 3, do § 2º, do Art. 93, deste
Regulamento).
3) “por ser operário” (funcionário, empregado) de empresa (estabelecimento) industrial (de transporte,

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de comunicações) relacionada com a Segurança Nacional” (número 5, do Artigo 105, deste Regulamento).
Neste caso, o Certificado consignará a situação especial;
4) “por ser arrimo família” (número 6, do Art. 105, deste Regulamento);
5) “por ser sacerdote ou ministro de tal religião” (número 1, do § 2º, do Art. 98, deste Regulamento);
ou
6) por interrupção do Serviço Militar:
a) “por adquirir condições de arrimo” (número 3, do § 4º, do Art. 139 ou § 3° do Art. 140, deste
Regulamento); ou
b) “nos termos do parágrafo quarto, artigo cento e quarenta do Regulamento da LSM” (por extenso).
§ 4º Os Certificados de Dispensa de Incorporação serão expedidos pelos Comandantes, Chefes ou
Diretores de Organizações Militares das Forças Armadas, respeitadas as prescrições deste Regulamento:
1) no Exército, em todos os casos previstos no parágrafo anterior;
2) na Marinha e na Aeronáutica:
a) aos conscritos que foram submetidos à seleção sob a sua responsabilidade e incluídos nos
números 2, 3 e 4 do parágrafo anterior;
b) aos preferenciados, em todos casos do parágrafo anterior, exceto quanto aos sacerdotes e
ministros de qualquer religião; e
c) aos incorporados que interromperem o Serviço Militar, previsto no número 6 do parágrafo
anterior.
Art. 167. Os Certificados Militares serão de formato único para as três Forças Armadas e terão
impressas as numeração e a seriação por espécie do Certificado, dentro de cada Força obedecerão
os modelos e características seguintes:
1) Certificados de Reservista, de Isenção e de Dispensa de Incorporação - (Modelos nos Anexos
A, B, C e D);
Formato: 13 cm de altura por 16 cm de largura.
Papel: apergaminhado, de 30 kg - BB 66-96, de cor branca.
Marca d´água: Armas Nacionais, de 8 cm de altura, no centro de cada Certificado.
2) Certificado de Alistamento Militar - (Modelo do Anexo E).
Formato: 16 cm de altura por 13 cm de largura.
P a p e l : a p e r g a m i n h a d o d e 3 0 K g - A A 7 6 / 11 2 , d e c o r b r a n c a .
§ 1° Os modelos referem-se a Certificados destinados às três Forças Armadas. Caberá aos
Ministérios Militares fazer as substituições necessárias no cabeçalho.
§ 2º Os Certificados Militares serão impressos, distribuídos e controlados, sob exclusiva responsabilidade
dos órgãos de direção do Serviço Militar de cada Força Armada e definidos no art. 28, deste
Regulamento.
Art. 168. Os Certificados Militares, além dos dizeres impressos e dos dactilografados necessários
ao seu preenchimento, só deverão conter as anotações estritamente necessárias para definir a
situação e obrigações do seu possuidor.
§ lº As anotações nos Certificados são referentes aos motivos abaixo, ou a outros julgados
necessários pelos Ministérios Militares:
1) Certificados de Reservista - apresentação por diferentes motivos: exercício de apresentação
das reservas; Dia do Reservista; convocações de emergência, para exercícios, manobras ou
aperfeiçoamento de conhecimentos militares; e pagamento de multa ao chegar ao Brasil;
2) Certificado de Isenção - não apresentação de documento hábil de identificação; e reabilitação
não concedida e respectiva data;
3) Certificados de Dispensa de Incorporação - não apresentação de documento hábil de identificação;
pagamento de multa (ou Taxa Militar) ao chegar ao Brasil; convocação de emergência; reabilitação

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não concedida e respectiva data; e, quanto aos compreendidos pelo parágrafo único do art. 22,
deste Regulamento, apresentações anuais obrigatórias;
4) Certificados de Alistamento Militar - não apresentação de documento hábil de identificação;
inspeção de saúde; ordem de apresentação; designação para incorporação ou matrícula; excesso
de contingente; situações diversas, inclusive a de insubmisso ou de refratário; pagamento ou
isenção de multas; multas a serem descontadas, depois da incorporação ou matrícula; vinculação
a outra classe; mudança de residência; adiamento de incorporação; prorrogação do prazo de
validade; e viagens ao Brasil dos residentes no exterior;
5) 2ªs vias dos Certificados Militares, fornecidas na forma do art. 171, deste Regulamento - “2ª
VIA” em caracteres vermelhos, com carimbo de 12 mm de largura por 8 mm de altura, no cabeçalho,
antes da designação do Ministério, bem como “Este Certificado substitui o de nº tal, série tal”, na
mesma linha de “Outros dados”, ou abaixo do número e série no CAM.
§ 2º As anotações dos n°s 1 a 4 do parágrafo anterior deverão ser feitas, nos Certificados
Militares, com carimbos de 3 cm de altura por 5 cm de largura e com os dizeres fixados em cada
Força Armada.
§ 3° N os Certifica d o s Mi l i ta r e s , l o g o a b a i x o d a a s s i n a tu r a da aut ori dade ex pedi dora, dev erão s er
escritos, à máquina, o nome, posto e função dessa autoridade.
§ 4º Somente os Consulados poderão fazer anotações nos Certificados de Alistamento Militar, sem
utilizar carimbos. Estas anotações são relativas a pagamento de multa (ou Taxa Militar) ao chegar
ao Brasil, situação de residência no exterior, apresentação e partida ou regresso de viagens ao
Brasil.
§ 5º Desde que não haja possibilidade de obtenção do tipo sangüineo, os Certificados Militares
serão fornecidos sem o seu registro.
Art. 169. Na ocasião da lavratura do CAM, será registrado, como limite do prazo de validade, a
data de 31 de dezembro do ano que anteceder o da incorporação da classe a que pertencer o
alistado ou daquela com a qual deva prestar o Serviço Militar.
Parágrafo único. Terminado o prazo estabelecido e continuando o alistado em dia com as obrigações
militares, a validade do CAM será prorrogada nas condições seguintes:
1) até a data da incorporação ou matrícula do convocado;
2) até a data de 31 de dezembro do ano de incorporação da classe, quanto aos componentes do
excesso do contingente, para cumprimento do prescrito no art. 95, deste Regulamento, ressalvados
os abrangidos pelo parágrafo único do mesmo artigo;
3) de acordo com as condições de adiamento de incorporação que for concedido ao possuidor do CAM.
Art. 170. Por se encontrarem desobrigados com o Serviço Militar, não caberá fornecimento de
nenhum Certificado Militar aos brasileiros que vierem a optar pela nacionalidade brasileira até 4
(quatro) anos após atingirem a maioridade, bem como aos brasileiros, a partir de 1º de janeiro do
ano em que completarem 46 (quarenta e seis) anos de idade, de acordo com o disposto no art. 19,
deste Regulamento.
Parágrafo único. Por solicitação, as autoridades responsáveis pela expedição de Certificados,
enumeradas nos números 1 e 3, do § 4º do art. 164 do presente Regulamento, fornecerão aos
interessados um Atestado, de acordo com os Modelos nos Anexos F1 e F2.
Art. 171. Em caso de alteração, inutilização ou extravio de Certificado Militar, o interessado
deverá requerer uma 2ª Via, anexando o comprovante do pagamento da multa cabível.
Art. 172. É vedado, a quem quer que seja, reter o Certificado de Alistamento, de Reservista, de
Isenção ou de Dispensa de Incorporação, ou incluí-los em processo burocrático, ressalvados os
casos de suspeita de fraude de pessoa ou de coisa e o que dispõem o art. 187, deste Regulamento
e o § 2° deste artigo.
§ 1º Para esse fim, a primeira autoridade, civil ou militar, que receber, diretamente do interessado,
requerimento ou memorial acompanhado de Certificado Militar, fará constar, no próprio requerimento
ou memorial, a apresentação do documento, declarando a sua natureza, o nome, filiação, classe

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SELEGIS - Seleção Legislativa Militar. v. 3 D ECRETOS

e o município de nascimento do interessado, de acordo com o Modelo no Anexo G, deste Regulamento,


restituindo o Certificado Militar ao seu possuidor.
§ 2° Os Certificados dos que requererem qualquer retificação nos seus dizeres poderão ser
retidos, nos órgãos do Serviço Militar, pelo tempo indispensável ao atendimento do solicitado.

TÍTULO IX
DAS INFRAÇÕES E PENALIDADES

CAPÍTULO XXVI
D A S I N F R A Ç Õ E S , P E N A L I D A D E S E M U LTA M Í N I M A
Art. 173. As infrações da LSM, autorizadas como crime definido na legislação penal militar,
implicarão em processos e julgamento dos infratores pela Justiça Militar, quer sejam militares,
quer civis (Art. 44, da LSM).
Art. 174. As multas estabelecidas na LSM serão aplicadas sem prejuízo da ação penal ou de
punição disciplinar, que couber em cada caso (Art. 45, da LSM).
Art. 175. A multa mínima terá o valor de 1/30 (um trinta avos) do menor salário mínimo vigente no
País, por ocasião da aplicação da multa, arredondado para centena de cruzeiros superior.
Art. 176. Incorrerá na multa mínima quem (Art. 46, da LSM):
l) não se apresentar nos prazos previstos no § 1º do art. 41 e art. 43, deste Regulamento;
2) for considerado refratário; ou
3) como reservista, deixar de cumprir as obrigações determinadas nos nºs 3 e 4 do art. 202, deste
Regulamento.
Art. l77. Incorrerá na multa correspondente a três vezes a multa mínima quem (Art. 47, da LSM):
l) alterar ou inutilizar Certificados de Alistamento, de Reservista, de Dispensa de Incorporação ou
de Isenção, e outros documentos comprobatórios de situação militar, enumerados no art. 209, do
presente Regulamento, ou for responsável por qualquer dessas ocorrências. O Certificado extraviado
será considerado como inutilizado, para efeito deste artigo.
2) sendo civil e não exercendo função pública ou em entidade autárquica, deixar de cumprir
qualquer obrigação imposta pela LSM e por este Regulamento, para cuja infração não esteja
prevista outra multa na LSM;
3) como reservista, deixar de cumprir o que dispõe o nº 1 do art. 202, deste Regulamento.
Ta m b é m i n c o r r e r ã o n e s t a m u l t a o s a b r a n g i d o s p e l o a r t . 1 2 1 , d o p r e s e n t e R e g u l a m e n t o e q u e
deixarem de cumprir as obrigações fixadas neste último artigo.
4) sendo reservista, não comunicar, durante o prazo a ser limitado pelos Ministros Militares, a
mudança de residência ou domicílio, até 60 (sessenta) dias após a sua realização, ou o fizer
erradamente em qualquer ocasião.
Art. l78. Incorrerá na multa correspondente a cinco vezes a multa mínima o refratário que não se
apresentar à seleção (art. 48 da LSM):
l) pela segunda vez; e
2) em cada uma das demais vezes.
Parágrafo único. O brasileiro só será considerado refratário por tantas vezes quantas sejam as
suas faltas às anuais e sucessivas seleções, a partir do recebimento do CAM.
Art. 179. Incorrerá na multa correspondente a dez vezes a multa mínima quem (Art. 49 da LSM):
l) no exercício de função pública de qualquer natureza, seja autoridade civil ou militar, dificultar ou
retardar por prazo superior a vinte (20) dias, sem motivo justificado, qualquer informação ou
diligência solicitada pelos órgãos do Serviço Militar;
2) fizer declarações falsas aos órgãos do Serviço Militar; ou

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3) sendo militar ou escrivão de registro civil, ou em exercício de função pública, em autarquia ou


em sociedade de economia mista, deixar de cumprir, nos prazos estabelecidos, qualquer obrigação
imposta pela LSM e por este Regulamento, para cuja infração não esteja prevista pena especial.
Parágrafo único. Em casos de reincidência, a multa será elevada ao dobro.
Art. 180. Incorrerá na multa correspondente a vinte e cinco vezes a multa mínima (Art. 50 da LSM):
1) o Chefe de repartição pública, civil ou militar, Chefe de repartição autárquica ou de economia
mista, Chefe de órgão com função prevista na LSM ou o legalmente investido de encargos relacionados
com o Serviço Militar, que retiver, sem motivo justificado, documento de situação militar, ou
recusar recebimento de petição e justificação; ou
2) o responsável pela inobservância de qualquer das prescrições do art. 210, deste Regulamento.
Art. 181. Incorrerá na multa correspondente a cinqüenta vezes a multa mínima a autoridade que
prestar informações inverídica ou fornecer documento que habilite o seu possuidor a obter indevidamente
o Certificado de Alistamento, de Reservista, de Isenção e de Dispensa de Incorporação (Art. 51,
da LSM).
Parágrafo único. Em casos de reincidência, a multa será elevada ao dobro.
Art. 182. Os brasileiros, no exercício de função pública, quer em caráter efetivo ou interino, quer
em - estágio probatório ou em comissão, ou na situação de extranumerários de qualquer modalidade,
da União, dos Estados, dos Territórios, dos Municípios e da Prefeitura do Distrito Federal, quando
insubmissos, ficarão suspensos do cargo, função ou emprego e privados de qualquer remuneração,
enquanto não regularizarem a sua situação militar (Art. 52 da LSM).
§ 1º O disposto neste artigo aplica-se aos servidores ou empregados das entidades autárquicas,
das sociedades de economia mista e das empresas concessionárias do serviço público.
§ 2° São responsáveis pela aplicação do disposto neste artigo as diferentes autoridades das
referidas organizações ou entidades, com atribuições para a execução das medidas citadas, que
devam tomar conhecimento do fato, pelas funções que exercem.
Art. 183. Os convocados que forem condenados ao pagamento de multa e não possuírem recursos
para atendê-lo, sofrerão o desconto do seu valor, quando incorporados ou matriculados, estes
quando for o caso (Art. 53, da LSM).
Parágrafo único. Para efeito deste artigo, deverá ser anotada no CAM a importância a ser descontada
pela Organização Militar de destino do convocado.
Art. 184. A isenção do pagamento de multas e Taxa Militar dos que provarem a impossibilidade de
atendê-lo, por pobreza, está regulada no art. 225, deste Regulamento.
Art. 185. Da imposição administrativa da multa caberá recurso a autoridade militar imediatamente
superior, dentro de 15 (quinze) dias a contar da data em que o infrator dela tiver ciência, se
depositar, previamente, no órgão que aplicou a multa, a quantia correspondente, que será ulteriormente
restituída, se for o caso.
§ 1º A importância respectiva deverá ser depositada, mediante recibo, no órgão do Serviço Militar
que aplicou a multa, com declaração escrita, do infrator, de que está recorrendo contra a sua
aplicação. Essa importância deverá ser recolhida a um estabelecimento bancário pelo órgão
referido, até a solução do recurso.
§ 2º Após a solução do recurso, conforme o caso, a importância da multa será devolvida simplesmente
ao interessado, ou será recolhida, pelo órgão que aplicou a penalidade, ao Fundo do Serviço
Militar, sendo a 3ª via da Guia de Recolhimento anexada ao processo.
Art. 186. Se o infrator for militar, ou exercer função pública, a multa será descontada dos seus
vencimentos, proventos ou ordenados, observadas as prescrições de leis e regulamentos em
vigor, mediante ofício das autoridades referentes aos nºs 2, 3, 4 e 5 do art. 188, deste Regulamento,
ao órgão administrativo, por onde o infrator receber.
§ 1º O órgão administrativo, que, efetuar o desconto, comunicará o fato à autoridade solicitante,
recolherá a importância correspondente ao Fundo do Serviço Militar, de acordo com o art. 236, do

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presente Regulamento e encaminhará a 3ª via da Guia de Recolhimento à mesma autoridade


solicitante, como comprovante do pagamento.
§ 2º Se o infrator desejar recolher a multa diretamente, poderá fazê-lo, dando disso conhecimento
ao órgão onde serve ou é lotado, mediante apresentação do comprovante do recolhimento da
importância correspondente à multa (3ª via da Guia de Recolhimento), que será encaminhado à
autoridade solicitante.
Art. 187. O Alistado, o Reservista, o Dispensado de incorporação ou o Isento, que incorrer em
multa, terá o respectivo Certificado retido pelo órgão responsável pela sua aplicação ou execução,
enquanto não efetuar o pagamento ou, quando for o caso, não apresentar o Atestado de Pobreza.
Parágrafo único. Não estão compreendidos neste artigo aqueles que depositarem a importância da
multa, em conseqüência de interposição de recurso contra a sua aplicação.

CAPÍTULO XXVII
D A C O M P E T Ê N C I A PA R A A A P L I C A Ç Ã O D A S P E N A L I D A D E S
Art. 188. São competentes para a aplicação das multas a que se referem a LSM e este Regulamento,
na gradação indicada, os seguintes órgãos, representados por seus Comandantes, Chefes, Diretores
e Presidentes:
1) órgãos alistadores - nos casos dos:
a) Art. 176, nºs 1, 2 e 3;
b) Art. 177, n° 1 (quanto a Certificado de Alistamento Militar) e 3 (quanto a praças);
c) Art. 178, n°s 1 e 2;
2) Organizações Militares - nos casos dos:
a) Art. 176, nº 3;
b) Art. 177, n° 1 (quanto aos Certificados de sua responsabilidade), 3 e 4;
c) Art. 179, nº 2;
3) circunscrições de Serviço Militar e órgãos correspondentes da Marinha e da Aeronáutica - nos
casos dos:
a) Art. 176, nº 1, 2 e 3;
b) Art. 177, nº 1, 2 e 3 (quanto a praças) e 4;
c) Art. 178, nº 1 e 2;
d) Art. 179, nº 2;
4) Região Militar, Distrito Naval e Zona Aérea - nos casos dos:
a) Art. 177, nºs 1, 2 e 3 (quanto a oficial);
b) Art. 179, nºs 1, 2 e 3;
c) Art. 180, nºs 1 e 2;
d) Art. 181;
5) Ministros Militares - nos casos dos:
a) Art. 179, nºs 1, 2 e 3;
b) Art. 180, nºs 1 e 2;
c) Art. 181.
§ 1º Nos casos em que o EMFA julgue necessária a aplicação de penalidades, nos processos do
seu conhecimento, elas serão sugeridas aos Ministros Militares ou submetidas, conforme o caso,
à consideração do Presidente da República.
§ 2º Os Comandantes de RM, DN ou ZAé e autoridades superiores, bem como os Chefes de CSM,
poderão delegar a órgãos subordinados competentes a atribuição de aplicar multas, desde que

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mantido o princípio de hierarquia funcional e a posição relativa das autoridades ou organizações


militares ou civis, participantes do processo.
Art. 189. Toda autoridade, militar ou civil, que verificar infração da LSM e deste Regulamento, ou
dela tomar conhecimento, deverá providenciar, na esfera das suas atribuições, a aplicação da
multa, pagamento de Taxa Militar, abertura de sindicância ou inquérito, ou comunicar a irregularidade
à autoridade militar competente.
Parágrafo único. Ao infrator das disposições deste artigo aplicar-se-á a multa prevista no número
3, do Art. 179, deste Regulamento.

TÍTULO X
DOS ÓRGÃOS DE FORMAÇÃO DE RESERVA

CAPÍTULO XXVIII
D O S Ó R G Ã O S D E F O R M A Ç Ã O D E R E S E RVA
Art. 190. Os Ministérios Militares poderão criar órgãos para a formação de oficiais, graduados e
soldados ou marinheiros a fim de satisfazer às necessidades da reserva.
Art. 191. Os Órgãos de Formação de Reserva terão regulamentos próprios, elaborados pela
respectiva Força Armada, obedecidas as normas gerais fixadas na LSM e neste Regulamento.
§ 1º Deverão constar obrigatoriamente dos regulamentos:
1) as condições de matrícula, de acordo com o Art. 87 do presente Regulamento;
2) a sujeição às atividades correlatas à manutenção da ordem interna, fixada no Art. 92 deste
Regulamento e as responsabilidades conseqüentes do emprego do Órgão;
3) os deveres dos formados nestes Órgãos, posteriores à conclusão do curso; e
4) a orientação, o funcionamento, a fiscalização e as normas para obtenção da eficiência na
instrução.
§ 2º Os órgãos de Formação de Reserva poderão funcionar:
1) em regime contínuo de instrução, cujos trabalhos não devem durar mais de 12 (doze) meses,
incluindo, se for o caso, o Estágio de Instrução, ressalvadas as dilações previstas neste Regulamento.
O referido estágio poderá ser realizado em seguida à conclusão do curso, ou em época posterior; ou
2) em regime descontínuo de instrução, de modo a atender, tanto quanto possível, os demais
interesses dos convocados, tendo seus trabalhos duração regulada de acordo com o Art. 22, deste
Regulamento, incluindo se for o caso, o Estágio de Instrução.
Art. 192. A criação e localização dos Órgãos de Formação de Reserva obedecerão, em princípio,
à disponibilidade de convocados habilitados às diferentes necessidades de oficiais, graduados e
soldados ou marinheiros e às disponibilidades de meios de cada Força Armada, bem como, se for
o caso, de entidades civis.
Art. 193. A formação de oficiais, graduados, soldados e marinheiros para a reserva poderá ser
feita, também, em Órgãos especialmente criados para este fim, em Escolas de Nível Superior e
Médio, inclusive técnico-profissionais. As praças poderão, ainda, ser formadas em Subunidades-
quadros.
§ 1º A criação e funcionamento de Órgãos de Formação de Reserva em Escolas ficarão subordinados
ao interesse dos Ministérios Militares e à existência de condições que possibilitem esse empreendimento.
Deverá haver entendimento prévio entre os Ministérios (Militares e Civis) interessados e demais
autoridades ou entidades competentes, de modo a que a instrução militar se entrose nas atividades
escolares, facilitando a prestação do Serviço Militar obrigatório pelos alunos, sob a responsabilidade
de órgão militar.
§ 2º As autoridades e entidades, especificadas no parágrafo anterior, designarão os seus representantes
para, sob a presidência do representante do Ministério Militar, constituírem uma Comissão Interministerial,

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com a finalidade de elaborar instruções a serem introduzidas nos regulamentos dos referidos
Órgãos e Escolas interessadas, contendo os elementos necessários aos fins visados, entre os
quais os regímens de instrução e as modificações de organização. Dessa Comissão fará parte,
obrigatoriamente, o Diretor da Escola interessada.
Art. 194. Os Órgãos de Formação de Reserva (Subunidades-quadros, destinadas à formação de
soldados ou marinheiros e graduados, e Tiros-de-Guerra, destinados à formação de soldados ou
marinheiros e cabos, além de outros) específicos deformação de praças destinam-se, também, a
atender a instrução e possibilitar a prestação do Serviço Militar dos convocados não incorporados
em Organizações Militares da Ativa das Forças Armadas.
§ 1º Os órgãos a que se refere este artigo serão localizados de modo a satisfazer às exigências
dos planos militares e, sempre que possível, às conveniências dos municípios, quando se tratar
de Tiros-de-Guerra.
§ 2º Os Tiros-de-Guerra terão sede, material, móveis, utensílios e polígono de tiro providos pelas
Prefeituras Municipais, sem, no entanto, ficarem subordinados ao executivo municipal. A manutenção
respectiva deverá ser realizada pelas referidas Prefeituras, em condições fixadas em convênio prévio.
§ 3º Nas localidades onde houver dificuldade para a instalação dos instrutores, as Prefeituras
Municipais, mediante convênio com as autoridades competentes, facilitarão as residências necessárias.
§ 4º Os instrutores, armamento, munição, fardamento e outros materiais julgados necessários à
instrução dos Tiros-de-Guerra serão fornecidos pelos Ministérios Militares interessados, cabendo
aos instrutores a responsabilidade da conservação do material distribuído.
§ 5º Os Ministérios Militares deverão fazer constar de suas propostas orçamentárias as importâncias
correspondentes ao fornecimento de uniforme de instrução e material necessários aos Tiros-de-
Guerra, de acordo com tabelas únicas para as Forças Armadas, coordenadas pelo EMFA.
§ 6º Desde que deixem de existir, temporariamente, as condições necessárias ao regular funcionamento
de um determinado Tiro-de-Guerra, poderá ele ter as atividades suspensas pelo órgão de direção
do Serviço Militar de cada Força Armada.
§ 7º Quando, por qualquer motivo, não funcionar durante 2 (dois) anos consecutivos, o Tiro-de-
Guerra será extinto, por ato do Ministro Militar competente.

TÍTULO XI
DOS DIREITOS E DEVERES DOS CONVOCADOS, RESERVISTAS E DISPENSADOS DO
SERVIÇO MILITAR INICIAL

CAPÍTULO XXIX
D O S D I R E I TO S D O S C O N V O C A D O S , R E S E RV I S TA S E D I S P E N S A D O S D O
S E RV I Ç O M I L I TA R I N I C I A L
Art. 195. Os funcionários públicos federais, estaduais ou municipais, bem como os empregados,
operários ou trabalhadores, qualquer que seja a natureza da entidade em que exerçam as suas
atividades, quando incorporados ou matriculados em Órgão de - Formação de Reserva, por motivo
de convocação para prestação do Serviço Militar inicial, estabelecido pelo Artigo 65, deste Regulamento,
desde que para isso tenham sido forçados a abandonarem o cargo ou emprego, terão assegurado
o retorno ao cargo ou emprego respectivo, dentro dos 30 (trinta) dias que se seguirem ao licenciamento,
ou término de curso, salvo se declararem, por ocasião da incorporação ou matrícula, não pretender
a ele voltar.
§ 1º Esses convocados, durante o tempo em que estiverem incorporados em Órgãos Militares da
Ativa ou matriculados nos de Formação de Formação de Reserva, nenhum vencimento, salário ou
remuneração perceberão da organização a que pertenciam.
§ 2º Perderá o direito de retorno ao emprego, cargo ou função, que exercia ao ser incorporado, o
convocado que engajar. Este dispositivo não se aplica aos incorporados que tiverem o tempo de
serviço dilatado na forma do Art. 21, deste Regulamento.

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SELEGIS - Seleção Legislativa Militar. v. 3 D ECRETOS

§ 3º Compete ao Comandante, Diretor ou Chefe de Organização Militar comunicar à entidade de


origem do convocado da sua incorporação ou matrícula e, se for o caso, da sua pretensão quanto
ao retorno à função, cargo ou emprego, bem como, posteriormente, do engajamento concedido;
essas comunicações deverão ser feitas dentro dos 20 (vinte) dias que se seguirem à incorporação
ou concessão do engajamento, sem prejuízo do que preceitua o parágrafo l° do Art. 472, do
Decreto-lei nº 5.432-43.
§ 4 ° Todo convocado matriculado em Órgão de Formação de Reserva que seja obrigado a faltar às
suas atividades civis, por força de exercícios ou manobras, terá as suas faltas abonadas para
todos os efeitos. Para isto, caberá ao Comandante, Diretor ou Chefe desses Órgãos, dar ciência à
entidade interessada, com antecedência, dos exercícios ou manobras programadas e, depois,
confirmar a sua realização, para fins de abono das faltas.
Art. 196. Os brasileiros, quando incorporados, por motivo de convocação para manobras, exercícios,
manutenção de ordem interna ou guerra, terão assegurado o retorno ao cargo, função ou emprego
que exerciam ao serem convocados e garantido o direito à percepção de 2/3 (dois terços) da
respectiva remuneração, durante o tempo em que permanecerem incorporados; vencerão pelo
Exército, Marinha ou Aeronáutica apenas as gratificações regulamentares.
§ 1° Aos convocados, a que se refere este artigo, fica assegurado o direito de optar pelos
vencimentos, salários ou remuneração que mais lhes convenham.
§ 2° Perderá a garantia e o direito assegurado por este artigo o incorporado que obtiver engajamento.
§ 3° Compete ao Comandante, Diretor ou Chefe da Organização Militar em que for incorporado o
convocado comunicar, à entidade de origem do mesmo, a referida incorporação, bem como a sua
pretensão quanto ao retorno à função, cargo ou emprego, a opção quanto aos vencimentos e, se
for o caso, o engajamento concedido; a comunicação relativa ao retorno à função deverá ser feita
dentro dos 30 (trinta) dias que se seguirem à incorporação; as demais, tão logo venham a ocorrer.
Art. 197. Terão direito ao transporte por conta da União, dentro do território nacional:
1) os convocados designados para incorporação, da sede do Município em que residem à da
Organização Militar para onde forem designados;
2) os convocados de que trata o número anterior que, por motivos estranhos à sua vontade,
devam retornar aos municípios de residência de onde provierem; e
3) os licenciados que, até 30 (trinta) dias após o licenciamento, desejarem retornar às localidades
em que residiam ao serem incorporados.
Parágrafo único. Os convocados e licenciados, de que trata este artigo perceberão as etapas
fixadas na legislação própria, correspondentes aos dias de viagem.
Art. 198. Os brasileiros contarão, de acordo com o estabelecido na legislação militar, para efeito
de aposentadoria, o tempo de serviço ativo prestado nas Forças Armadas, quando a elas incorporados
em Organização Militar da Ativa ou em Órgão de Formação de Reserva.
§ 1° Igualmente será computado para efeito de aposentadoria o serviço prestado pelos que estiverem
ou vierem a ser matriculados em Órgão de Formação de Reserva, na base de 1 (um) dia para
período de 8 (oito) horas de instrução, desde que concluam com aproveitamento a sua formação.
§ 2° Os Comandantes, Diretores ou Chefes de Órgãos de Formação de Reserva deverão fazer
constar do ato de exclusão dos alunos, por término do curso, o tempo de serviço prestado, na
forma do parágrafo anterior.
§ 3° No cômputo do tempo de serviço deverão ser observadas as prescrições dos Arts. 24 e 25,
deste Regulamento.
Art. 199. Os reservistas de 1ª e 2ª categorias, bem como os dispensados do Serviço Militar inicial
(portadores de Certificados de Dispensa de Incorporação) poderão ser recebidos como voluntários
nas Polícias Militares, Corpos de Bombeiros e outras Corporações encarregadas da segurança
pública, nos termos dos arts. 18 e 19 deste Regulamento.

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SELEGIS - Seleção Legislativa Militar. v. 3 D ECRETOS

Art. 200. Além dos direitos previstos neste Capítulo, os convocados, reservistas e dispensados
do Serviço Militar inicial (portadores do Certificado de Dispensa de Incorporação) gozarão, ainda,
dos direitos fixados nos demais Capítulos deste Regulamento.
Art. 201. Em caso de infração às disposições da LSM e do presente Regulamento, relativamente
à exigência de estar em dia com as obrigações militares, poderá o interessado dirigir-se aos
Chefes de CSM, ou seus correspondentes na Marinha e na Aeronáutica, diretamente ou por meio
dos Órgãos do Serviço Militar competentes, tendo em vista salvaguardar os seus direitos ou
interesses. Recursos posteriores poderão ser dirigidos aos Comandantes de RM, DN ou ZAé ou,
ainda, aos responsáveis pelos órgãos de direção do Serviço Militar de cada Ministério.

CAPÍTULO XXX
DOS DEVERES DOS RESER VISTAS E DOS DISPENSADOS DO SERVIÇO MILITAR INICIAL
Art. 202. Constituem deveres do Reservista:
1) apresentar-se, quando convocado, no local e prazo que lhe tiverem sido determinados;
2) comunicar, dentro de 60 (sessenta) dias, pessoalmente ou por escrito, à Organização Militar
mais próxima, se não for possível fazê-lo àquela a estiver vinculado, as mudanças de residência
ou domicílio realizadas durante o período que for fixado pelos Ministros Militares;
3) apresentar-se, anualmente, no local e data que forem fixados, para fins de exercício de apresentação
das reservas ou cerimônia cívica do Dia do Reservista;
4) comunicar à Organização Militar a que estiver vinculado, diretamente ou por intermédio do
órgão do Serviço Militar da residência, a conclusão de qualquer curso técnico ou científico,
comprovada pela apresentação do respectivo instrumento legal e, bem assim, qualquer ocorrência
que se relacione com o exercício de função de caráter técnico ou científico; e
5) apresentar ou entregar à autoridade militar competente o documento comprobatório de situação
militar de que for possuidor, para fins de anotações, substituições ou arquivamento, de acordo
com o prescrito na LSM e neste Regulamento.
Parágrafo único. Terão os mesmos deveres dos Reservistas, e ficarão sujeitos às mesmas penalidades
no caso de os não cumprirem, os brasileiros dispensados do Serviço Militar inicial (portadores do
Certificado de Dispensa de Incorporação), considerados em situação especial pela Força Armada
correspondente:
1) abrangidos pelo número 5, do art. 105, deste Regulamento;
2) situados entre os preferenciados, de que trata o art. 69 do presente Regulamento; e
3) dispensados do Serviço Militar inicial de que trata o § 5º, do art. 107, deste Regulamento.
Art. 203. É dever dos dispensados do Serviço Militar inicial (portadores do Certificado de Dispensa
de Incorporação), não incluídos no parágrafo único do artigo anterior, apresentar-se no local e
prazo que lhe tiverem sido determinados, por convocação de emergência ou necessidade da
mobilização.
Art. 204. Os Reservistas e os dispensados do Serviço Militar inicial (portadores do Certificado de
Dispensa de Incorporação), que deixarem de cumprir qualquer dos deveres mencionados neste
Capítulo, não estarão em dia com as suas obrigações militares.
Art. 205. Além dos deveres mencionados nos arts. 202 e 203 deste Capítulo e dos demais prescrito
no presente Regulamento, únicos sujeitos a sanções, o Reservista e o dispensado do Serviço
Militar inicial (possuidor do Certificado de Dispensa de Incorporação) terão o dever moral de
explicar aos demais brasileiros o significado do Serviço Militar, bem como condenar, com os
meios ao seu alcance, os processos de fraude de que tiverem conhecimento.

769
SELEGIS - Seleção Legislativa Militar. v. 3 D ECRETOS

TÍTULO XII
DAS AUTORIDADES EXECUTORAS, DOS DOCUMENTOS COMPROBATÓRIOS DE SITUAÇÃO MILITAR
E DAS RESTRIÇÕES CONSEQÜENTES

CAPÍTULO XXXI
D A S A U T O R I D A D E S P A RT I C I PA N T E S D A E X E C U Ç Ã O D A L S M E D E S T E R E G U L A M E N TO
Art. 206. Participarão da execução da LSM e deste Regulamento os responsáveis pelas entidades,
bem como as autoridades a seguir enumeradas:
1) o Estado-Maior das Forças Armadas, os Ministérios, Civis e Militares, e as repartições que
lhes são subordinadas;
2 ) o s E s t a d o s , Te r r i t ó r i o s e M u n i c í p i o s e a s r e p a r t i ç õ e s q u e l h e s s ã o s u b o r d i n a d a s ;
3) os titulares e serventuários da Justiça;
4) os cartórios de registro civil de pessoas naturais;
5) as entidades autárquicas e sociedades de economia mista;
6) os estabelecimentos de ensino, públicos ou particulares, de qualquer natureza; e
7) as empresas, companhias e instituições de qualquer natureza.
Parágrafo único. Essa participação consistirá:
1) na obrigatoriedade da remessa de informações fixadas neste Regulamento, bem como das
solicitadas pelos órgãos do Serviço Militar competentes, para cumprimento das suas prescrições;
2) na exigência, nos limites da sua competência, do cumprimento das disposições legais referentes
ao Serviço Militar, em particular quanto ao prescrito no art. 210 e seu parágrafo único, deste
Regulamento; e
3) mediante anuência ou acordo, na instalação de postos de recrutamento e criação de outros
serviços ou encargos nas repartições ou estabelecimentos civis, federais, estaduais ou municipais,
não previstos na LSM e no presente Regulamento.
Art. 207. São autoridades competentes para estabelecer acordo na forma do número 3 do parágrafo
único do artigo anterior:
1) acordo por prazo longo ou por prazo indeterminado: Comandantes de RM, DN e ZAé e, quando
for o caso, autoridades que lhes forem superiores; ou
2) acordo para casos transitórios: demais órgãos do Serviço Militar.
Parágrafo único. Em qualquer situação, deverá ser mantido o princípio da hierarquia funcional e
respeitados os limites de atribuições de cada órgão.
Art. 208. As autoridades ou os responsáveis pelas repartições incumbidas da fiscalização do
exercício profissional não poderão conceder carteira profissional, nem registrar diplomas de profissões
liberais a brasileiros, sem que estes apresentem, previamente, prova de que estão em dia com as
suas obrigações militares, obedecido o disposto no art. 210 e seu parágrafo único, deste Regulamento.

CAPÍTULO XXXII
D O S D O C U M E N TO S C O M P R O B AT Ó R I O S D E S I T U A Ç Ã O M I L I TA R E D A S
RESTRIÇÕES CONSEQÜENTES
Art. 209. São documentos comprobatórios de situação militar:
1) o certificado de Alistamento Militar, nos limites da sua validade;
2) o Certificado de Reservista;
3) o Certificado de Dispensa de Incorporação;
4) o Certificado de Isenção;
5) a Certidão de Situação Militar, destinada a:

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SELEGIS - Seleção Legislativa Militar. v. 3 D ECRETOS

a) comprovar a situação daqueles que perderam os seus postos e patentes ou graduações;


b) comprovar a situação dos aspirantes a oficial ou guardas-marinha;
c) instruir processo, quando necessário;
6) a Carta Patente para oficial da ativa, da reserva e reformado das Forças Armadas ou de
corporações consideradas suas reservas; 7) a provisão de reforma, para as praças reformadas;
8) o Atestado de Situação Militar, quando necessário, para aqueles que estejam prestando o
Serviço Militar, válido apenas durante o ano em que for expedido;
9) Atestado de se encontrar desobrigado do Serviço Militar:
9) Atestado de se encontrar desobrigado do Serviço Militar, até a data da assinatura do termo de
opção pela nacionalidade brasileira, no registro civil das pessoas naturais, para aquele que o
requerer; (Redação dada pelo Decreto nº 93.670, de 9.12.1986)
a) até a data da assinatura do termo de opção pela nacionalidade brasileira, no registro civil das
pessoas naturais, para aquele que o requerer;
b) a partir de 1 de janeiro do ano em que completar 46 (quarenta e seis) anos de idade, para o
brasileiro que o solicitar.
10) o Cartão ou Carteira de Identidade:
a) fornecidos por Ministério Militar para os militares da ativa, da reserva remunerada e reformados
das Forças Armadas; e
b) fornecidos por órgão legalmente competente para os componentes das corporações consideradas
como reserva das Forças Armadas.
§ 1º Está em dia com o Serviço Militar o brasileiro que possuir um dos documentos mencionados
neste artigo e tiver a sua situação militar atualizada com o cumprimento dos deveres fixados nos
Art. 121, 122, l23 e seus parágrafos, 124, 125, 126, 202 e 208 deste Regulamento.
§ 2° A substituição dos Certificados mencionados nos números 1, 2, 3 e 4 deste artigo; alterados,
inutilizados ou extraviados, será feita mediante o disposto no Art. 171 do presente Regulamento.
Art. 210. Nenhum brasileiro, entre 1º de janeiro do ano em que completar 19 (dezenove) e 31 de
dezembro do ano em que completar 45 (quarenta e cinco) anos de idade, poderá, sem fazer prova
de que está em dia com as suas obrigações militares:
Art. 210. Nenhum brasileiro, entre 1º de janeiro do ano em que completar 19 (dezenove) e 31 de
dezembro do ano em que completar 45 (quarenta e cinco) anos de idade, poderá, sem fazer prova
de que está em dia com as suas obrigações militares: (Redação dada pelo Decreto nº 93.670, de
9.12.1986)
1) obter passaporte ou prorrogação de sua validade;
2) Ingressar como funcionário, empregado ou associado em - instituição, empresa ou associação
oficial, oficializada ou subvencionada ou cuja existência ou funcionamento dependa de autorização
o u r e c o n h e c i m e n t o d o G o v e r n o F e d e r a l , E s t a d u a l , d o s Te r r i t ó r i o s o u M u n i c i p a l ;
3 ) a s s i n a r c o n t r a t o c o m o G o v e r n o F e d e r a l , E s t a d u a l , d o s Te r r i t ó r i o s o u M u n i c i p a l ;
4) prestar exame ou matricular-se em qualquer estabelecimento de ensino;
5) obter carteira profissional, registro de diploma de profissões liberais, matrícula ou inscrição
para o exercício de qualquer função e licença de indústria e profissão;
6) inscrever-se em concurso para provimento de cargo público;
7) exercer, a qualquer título, sem distinção de categoria ou forma de pagamento, qualquer função
pública ou cargo público, eletivos ou de nomeação, quer estipendiado pelos cofres públicos
federais, estaduais ou municipais, quer em entidades paraestatais e nas subvencionadas ou
mantidas pelo poder público;
8 ) r e c e b e r q u a l q u e r p r ê m i o o u f a v o r d o G o v e r n o F e d e r a l , E s t a d u a l , d o s Te r r i t ó r i o s o u M u n i c i p a l .
Parágrafo único. Para fins deste artigo, constituem prova de estar o brasileiro em dia com as suas

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SELEGIS - Seleção Legislativa Militar. v. 3 D ECRETOS

obrigações militares os documentos citados nos números 1 a 9 do Artigo 209, deste Regulamento,
nos quais apenas deverão ser exigidas as anotações seguintes:
Parágrafo único. Para fins deste artigo, constituem prova de estar o brasileiro em dia com as suas
obrigações militares os documentos citados nos nºs 1 a 10 do artigo 209 deste regulamento, nos
quais apenas deverão ser exigidas as anotações seguintes: (Redação dada pelo Decreto nº 93.670,
de 9.12.1986)
1) nos Certificados de Reservista, e nos de Dispensa de Incorporação dos brasileiros incluídos no
parágrafo único do Art. 202, deste Regulamento - apresentações anuais obrigatórias; apresentações
r e s u l t a n t e s d e c o n v o c a ç õ e s ; e p a g a m e n t o d e m u l t a ( o u Ta x a M i l i t a r ) a o c h e g a r a o B r a s i l q u a n d o
for o caso;
2) nos Certificados de Dispensa do Incorporação - as correspondentes a qualquer convocação
posterior à realizada para a prestação do Serviço Militar inicial.
Art. 211. Os dirigentes das entidades federais, estaduais, municipais ou particulares são responsáveis
pelo cumprimento das exigências previstas no Art. 210, relacionadas com as suas respectivas
atribuições, nos termos do número 2, do parágrafo único do
Art. 206 e do número 2, do Artigo 180, todos deste Regulamento.

TÍTULO XIII
DAS RELAÇÕES PÚBLICAS (E PUBLICIDADE) DO SERVIÇO MILITAR

CAPÍTULO XXXIII
D A S R E L A Ç Õ E S P Ú B L I C A S ( E P U B L I C I D A D E ) D O S E RV I Ç O M I L I TA R
Art. 212. As atividades dos diferentes órgãos do Serviço Militar referentes a Relações Públicas
( inclusiv e Pub licida d e ) de v e m s e r p r o g r a m a d a s e o r i e n ta das , no E M F A dent ro de c ada F orç a, em
consonância com as suas diretrizes peculiares, pelos órgãos de direção enumerados no Art. 28,
deste Regulamento.
§ lº O EMFA coordenará os trabalhos de Relações Públicas (e Publicidade) do Serviço Militar, nos
aspectos comuns às três Forças Armadas.
§ 2° Essas atividades serão exercidas pelo pessoal normalmente atribuído aos diferentes órgãos
do Serviço Militar, cumulativamente com os seus encargos correntes, ou, sempre que necessário
e possível, por elementos específicos, previstos na organização em pessoal.
Art. 213. Os Programas orientadores das atividades de Relações Públicas dos diferentes órgãos
do Serviço Militar definirão os objetivos visados, os diferentes públicos (interno e externo) a
serem esclarecidos, as prescrições sobre utilização dos meios de comunicação, bem como as
Campanhas de Publicidade a serem efetuadas.
Art. 214. A publicidade do Serviço Militar será realizada sob as formas de:
1) divulgação institucional - visando a informar o público das peculiaridades e atividades do
Serviço Militar, em particular das relacionadas com o perfeito cumprimento dos deveres dos
brasileiros para com a defesa nacional.
2) propaganda educacional - tendo em vista produzir na opinião pública conceitos favoráveis às
atividades institucionais do Serviço Militar, de modo a que estas se desenvolvam dentro das
bases fixadas no Art. 4°, deste Regulamento. Visará a obter a compreensão pública de que a
prestação do Serviço Militar pelos brasileiros, tendo por objetivo a segurança nacional, constitui
um direito, antes que um dever. Será desenvolvida de maneira sóbria, moderada, honesta, verdadeira
e, portanto, moral.
A r t . 2 l 5 . Te n d o e m v i s t a q u e o a t e n d i m e n t o d o p ú b l i c o a b s o r v e g r a n d e p a r t e d a s a t i v i d a d e s d o s
órgãos do Serviço Militar, devem esses órgãos dispor de pessoal executante de elevado padrão
moral e adequado preparo técnico, de perfeita organização material (instalações, mobiliário, material
de expediente, diversos), de recursos financeiros suficientes, bem como contar com normas,
métodos e processos de trabalho que possibilitem a obtenção da eficiência.

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SELEGIS - Seleção Legislativa Militar. v. 3 D ECRETOS

Art. 216. A entrega dos Certificados de Reservista de 1ª e de 2ª Categorias, bem como dos de
Dispensa de Incorporação deverá ser realizada em cerimônias cívico-militares especiais.
Parágrafo único. Os reservistas de 1ª e 2ª categorias, que houverem terminado a prestação do
Serviço Militar inicial sendo considerados, pelo seu Comandante, Chefe ou Diretor, como tendo
trabalhado bem no desempenho dos diferentes encargos e sem terem sofrido nenhuma punição
disciplinar, farão jus a um diploma “Ao Mérito”, de Modelo no Anexo H, a ser entregue nas
cerimônias fixadas no artigo anterior. No referido diploma poderão ser inseridos emblemas das
Organizações Militares expedidoras.
Art. 217. As cerimônias cívicas para entrega aos brasileiros, em idade de prestação do Serviço
Militar, dos Certificados de Dispensa de Incorporação, de que trata o parágrafo 6°, do Art. 107,
deste Regulamento, deverão ser realizadas sob a direção do Presidente ou Chefe de órgão alistador,
sendo obrigatoriamente cantado o Hino Nacional e prestado, pelos dispensados do Serviço Militar
inicial, perante a Bandeira Nacional e com o braço direito estendido horizontalmente à frente do
corpo, mão aberta, dedos unidos, palma para baixo, o compromisso seguinte:
“Dispensado da prestação do Serviço Militar inicial, por força de disposições legais e consciente
dos deveres que a Constituição impõe a todos os brasileiros, para com a defesa nacional, prometo
estar sempre pronto a cumprir com as minhas obrigações militares, inclusive a de atender a
convocações de emergência e, na esfera das minhas atribuições, a dedicar-me inteiramente aos
interesses da Pátria, cuja honra, integridade e instituições defenderei, com o sacrifício da própria
vida.”
Art. 2l8. Os Ministros Militares deverão, no dia l6 de dezembro, considerado “Dia do Reservista”,
determinar a realização de solenidades nas corporações das respectivas Forças Armadas, visando
a homenagear aquele que, civil, foi o maior propugnador do Serviço Militar - Olavo Bilac; a
despertar os sentimentos cívicos e a consolidar os laços de solidariedade camaradagem militar.
Poderá ser comemorada, também, a “Semana do Reservista”, incluindo aquela data.
Art. 219. O EMFA e os Ministérios Militares deverão:
1) prover os órgãos de direção do Serviço Militar das Forças Armadas, as RM, DN ou ZAé e as
CSM, ou órgãos correspondentes da Marinha e da Aeronáutica, dos recursos financeiros necessários
à publicidade, nos termos dos Arts. 220 e 241, deste Regulamento.
2) providenciar a impressão e ampla distribuição, no âmbito das suas atividades, da LSM e deste
Regulamento, sobretudo às autoridades militares e civis, federais, estaduais, municipais e particulares,
responsáveis pela execução do Serviço Militar e pelo cumprimento das suas prescrições pelos
brasileiros.
Parágrafo único. Para a realização da publicidade, os órgãos do Serviço Militar poderão receber
cooperação das entidades federais, estaduais e municipais, relacionadas com essa atividade,
bem como de entidades civis, julgadas credenciadas e capazes de elevada atuação cívica.

TÍTULO XIV
DO FUNDO DO SERVIÇO MILITAR

CAPÍTULO XXXIV
DAS FINALIDADES E DA ADMINISTRAÇÃO
Art. 220. O Fundo do Serviço Militar (FSM), criado pela LSM, destina-se a:
1) prover os órgãos do Serviço Militar de meios que melhor lhes permitam cumprir as suas finalidades;
2) proporcionar fundos adicionais como reforço às verbas previstas e para socorrer a outras
despesas relacionadas com a execução do Serviço Militar;
3) permitir a melhoria das instalações e o provimento de material de instrução para os órgãos de
Formação de Reserva das Forças Armadas, que não disponham de verbas próprias suficientes; e
4) propiciar os recursos materiais para a criação de novos Órgãos de Formação de Reserva.

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Art. 221. O FSM será administrado pelos elementos componentes do EMFA e pelos Ministérios
Militares, através dos seus órgãos de finanças e de direção do Serviço Militar: Diretoria de
Finanças e DSM, no Exército; Diretoria de Intendência da Marinha e DPM, na Marinha; e Diretoria
de Intendência da Aeronáutica e DPAer, na Aeronáutica.
Art. 222. Aplicar-se-ão ao FSM as prescrições da Lei nº 601, de 28 de dezembro de 1948, do
Código de Contabilidade da União e do seu Regulamento, bem como os dispositivos dos regulamentos
de administração de cada Força Armada.

CAPÍTULO XXXV
D A R E C E I TA
Art. 223. O FSM é constituído das receitas, provenientes da arrecadação:
1) das multas previstas na LSM e neste Regulamento; e
2 ) d a Ta x a M i l i t a r.
Art. 224. A Taxa Militar será cobrada dos brasileiros que obtiverem adiamento de incorporação ou
Certificado de Dispensa de Incorporação, de acordo com as prescrições deste Regulamento (Art.
69, da LSM).
P a r á g r a f o ú n i c o . A Ta x a M i l i t a r t e r á o v a l o r d a m u l t a m í n i m a .
Art. 225. Ficarão isentos do pagamento de multas e Taxa Militar aqueles que provarem a impossibilidade
de pagá-las, mediante a apresentação de atestado de pobreza, real ou notória. Esse atestado será
expedido por serviço de assistência social oficial, onde houver tal serviço, ou pela autoridade
policial competente, isento de selos ou de emolumentos.
§ lº Na Guia de Recolhimento, de que trata o Art. 233 deste Regulamento, deverá ser anotado, no
local reservado ao recibo:
“Isento do pagamento de multa (ou Taxa Militar), de acordo com o parágrafo único do Art. 53, da LSM”.
§ 2° A falsa qualidade de pobreza sujeitará os infratores às penas da lei, devendo a autoridade
militar competente instaurar sindicância, em caso de dúvidas ou de fundadas suspeitas de fraude.
A r t . 2 2 6 . A r e c e i t a c o n s t i t u i n t e d o F S M s e r á e s c r i t u r a d a p e l o Te s o u r o N a c i o n a l , d e c o n f o r m i d a d e
com o disposto no Art. 71, da LSM, sob o título Fundo do Serviço Militar.
§ 1º O referido título constará do Orçamento Geral da União, com a devida classificação e codificação,
quanto à Receita e Despesa, esta última em dotação própria para o Estado-Maior das Forças
Armadas (EMFA).
§ 2° Competirá ao EMFA informar aos Ministérios Militares, no terceiro trimestre de cada ano, dos
elementos, extraídos do Orçamento Geral da União para o ano seguinte, a serem incluídos nas
Guias de Recolhimento, de que trata o Art. 233, deste Regulamento, referentes à codificação da
R e c e i t a , q u a n t o à s m u l t a s e Ta x a M i l i t a r.
§ 3º No fim de cada exercício financeiro, os saldos não aplicados do FSM serão transferidos para
o exercício seguinte, sob o mesmo título.

CAPÍTULO XXXVI
DO FUNCIONAMENTO
Art. 227. Na sua proposta orçamentária, o EMFA incluirá o FSM, com rubrica própria, tomando por
b a s e a i m p o r t â n c i a t o t a l a r r e c a d a d a d e m u l t a e Ta x a M i l i t a r, n o a n o a n t e r i o r, c o m a s d e v i d a s
correções.
Art. 228. O FSM será sacado pelo EMFA, juntamente com as demais dotações orçamentárias.
Art. 229. Os Ministérios Militares enviarão, anualmente, ao EMFA, um Plano de Trabalho a ser
executado no ano seguinte, com os recursos do FSM.
Art. 230. O EMFA distribuirá os recursos do FSM, de acordo com os seus próprios encargos e os

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SELEGIS - Seleção Legislativa Militar. v. 3 D ECRETOS

de cada Força Armada, de conformidade com as respectivas responsabilidades, relacionadas com


as finalidades do Fundo, previstos no Art. 220, deste Regulamento.
Parágrafo único. O EMFA e os Ministérios Militares prestarão contas das importâncias recebidas
do FSM, pelo mesmo processo aplicado nas suas demais dotações orçamentárias.
Art. 231. Os recursos do FSM só poderão ser aplicados nas finalidades a que se referem os Art.
68, da LSM e 220, deste Regulamento.
Art. 232. A aplicação das multas será feita pelas autoridades competentes, fixadas no Art. 188
(Art. 54 da LSM), para os diferentes casos previstos nos Arts. 176 e 181, todos deste Regulamento
(Art. 46 a 51 da LSM), e a determinação do pagamento da Taxa Militar será feita pelas autoridades
responsáveis pelos órgãos do Serviço Militar e Comissões de Seleção.
A r t . 2 3 3 . O p a g a m e n t o d a s m u l t a s e Ta x a M i l i t a r s e r á f e i t o p e l o i n t e r e s s a d o d i r e t a m e n t e a o s
órgãos arrecadadores do Governo Federal (Exatorias Federais, Mesas de Renda, Postos e Registros
Fiscais, Delegacias Regionais e Seccionais de Arrecadação, Alfândegas), ao Banco do Brasil S.A.
ou outros Estabelecimentos bancários, oficiais ou privados, autorizados a arrecadar rendas federais,
bem como, onde não houver esses órgãos, às Agências de Departamento Nacional de Correios e
Telégrafos. O pagamento será realizado mediante apresentação de uma Guia de Recolhimento, em
4 (quatro) vias, emitidas pelo órgão do Serviço Militar que aplica a multa ou determina o pagamento
d a Ta x a M i l i t a r.
§ 1º Da Guia de Recolhimento, de que trata este artigo, constarão: a designação do órgão que
determinou o pagamento, o nome do interessado, os artigos da LSM em que se apóiam as multas
e a Taxa Militar, os seus respectivos valores, a classificação orçamentária, bem como a autenticação
manual ou mecânica da comprovação do pagamento (Modelo no Anexo I do Presente Regulamento).
§ 2º As vias da Guia de Recolhimento destinam-se: as 1ª e 2ª ao órgão recebedor; a 3ª, com o
recibo do agente arrecadador, ao órgão do Serviço Militar que aplicou a multa ou determinou o
p a g a m e n t o d a Ta x a M i l i t a r ; e a 4 ª a o a r q u i v o d e s s e ú l t i m o ó r g ã o .
§ 3º Os órgãos de direção de que trata o Art. 28, deste Regulamento, deverão dar conhecimento,
aos órgãos de Serviço Militar da sua responsabilidade, das relações dos Estabelecimentos bancários,
oficiais ou privados, admitidos no sistema de arrecadação pela rede bancária nacional, de acordo
com o Art. 17, da Lei nº 4.503 de 30 de novembro de 1964 e instruções reguladoras correspondentes.
Art. 234. As 3ªs vias das Guias de Recolhimento serão encaminhadas às CSM, ou órgãos correspondentes
d a M a r i n h a e d a A e r o n á u t i c a , c o m o c o m p r o v a n t e d o p a g a m e n t o d a s m u l t a s e Ta x a M i l i t a r. O
interessado deverá receber, do órgão do Serviço Militar que aplicou a multa ou determinou o
pagamento da Taxa Militar, um comprovante de haver entregue a 3ª via da Guia de Recolhimento,
devidamente quitada pelo agente da arrecadação.
Art. 235. Os órgãos do Serviço Militar que aplicarem a multa ou determinarem o pagamento da
Taxa Militar remeterão às CSM ou órgão correspondente da Marinha e da Aeronáutica, mensalmente,
até o dia 5 (cinco) do mês seguinte, uma relação contendo o número e ano das Guias de Recolhimento,
o nome, as importâncias e a soma total.
Parágrafo único. As CSM, ou órgãos correspondentes da Marinha e da Aeronáutica, informarão
à D S M , D P M o u D PA e r, a t é o d i a 2 0 ( v i n t e ) d e c a d a m ê s , d a s s o m a s p a g a s n o s e u t e r r i t ó r i o , n o
mês anterior.
Art. 236. Excepcionalmente, como nos casos de apresentação de recursos contra a imposição
administrativa de multas e de desconto de seu montante nos vencimentos, proventos ou ordenados,
previstos nos Arts. 185 e 186, deste Regulamento, os órgãos do Serviço Militar ou os órgãos
pagadores de militares, ou dos que exerçam função pública, e que tenham recebido importâncias
referentes a multas, recolherão, diretamente, essas importâncias aos órgãos mencionados no Art.
233, deste Regulamento.
Art. 237. Os Ministérios Militares informarão ao EMFA, durante o primeiro mês de cada quadrimestre,
a importância total recolhida, no quadrimestre anterior, de multas e de Taxa Militar, de modo a que
seja possível o controle do Fundo e a organização da proposta prevista no Artigo 227, do presente
Regulamento.

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SELEGIS - Seleção Legislativa Militar. v. 3 D ECRETOS

Art. 238. Os órgãos enumerados no Art. 233, deste Regulamento, quando solicitados, deverão
prestar, aos responsáveis pelos órgãos do Serviço Militar, todas as informações necessárias ao
perfeito recolhimento dos recursos referentes ao FSM.

TÍTULO XV
DISPOSIÇÕES DIVERSAS

CAPÍTULO XXXVII
DISPOSIÇÕES FINAIS
Art. 239. Para efeito do Serviço Militar, cessará a incapacidade civil do menor, na data em que
completar 17 (dezessete) anos.
Parágrafo único. Os voluntários que, no ato de incorporação ou matrícula, tiverem 17 (dezessete)
anos incompletos deverão apresentar documento hábil, de consentimento do responsável.
Art. 240. Os possuidores do Certificado de Dispensa de Incorporação, para efeito do parágrafo 3º
do Artigo 181, da Constituição da República, são considerados em dia com o Serviço Militar.
Art. 241. Independentemente dos recursos provenientes das multas e Taxa Militar, que constituem
o FSM, de que trata o Título XIV deste Regulamento, serão anualmente fixadas, no orçamento do
EMFA e dos Ministérios Militares dotações destinadas às despesas para execução da LSM, no
que se relacionar com os trabalhos de recrutamento, publicidade do Serviço Militar e administração
das reservas.
Parágrafo único. As dotações fixadas deverão compreender, também, os recursos indispensáveis
à viagens mínimas obrigatórias, anuais, destinadas a uma inspeção da CSM às Del SM, a duas
inspeções do Delegado do Serviço Militar às JSM e a duas idas do referido Delegado à CSM, bem
como às viagens de inspeção necessárias aos órgãos correspondentes da Marinha e da Aeronáutica.
Art. 242. Os portadores de moléstia infecto-contagiosa ou distúrbio mentais graves, verificados
durante a seleção ou inspeção de saúde, que vierem a ser isentos ou dispensados de incorporação,
deverão ser apresentados à autoridade sanitária civil competente. Na impossibilidade dessa apresentação,
o fato deverá ser comunicado, por escrito, à mesma autoridade, com indicação do nome e residência
do doente.
Art. 243. Ao órgão de direção do Serviço Militar de cada Força caberá a regularização da situação
militar dos brasileiros que tiverem prestado Serviço Militar, ou de caráter militar, nas Forças
Armadas de países amigos, com reciprocidade, respeitados os acordos existentes.
Art. 244. Caberá ao Ministério da Guerra o processamento e a solução dos casos em que brasileiros
procurem eximir-se da prestação do Serviço Militar, com a perda de direitos políticos, nos termos
do parágrafo 8º do Art. 141, combinado com o inciso II do parágrafo 2º do Art. l35, da Constituição
da República.
Parágrafo único. Se o interessado for eximido e posteriormente desejar readquirir os seus direitos
políticos, será obrigatoriamente incorporado em Organização Militar da Ativa, com a primeira
classe a ser convocada, para a prestação do Serviço Militar inicial, após aprovado em inspeção
de saúde e desde que tenha menos de 45 (quarenta e cinco) anos de idade.
Art. 245. A prestação do Serviço Militar pelos estudantes de medicina, odontologia, farmácia ou
veterinária e pelos médicos, dentistas, farmacêuticos ou veterinários é fixada pela LSM, por este
Regulamento e por legislação específica.
Art. 246. A transferência de reservistas de uma Força Armada para outra poderá ser feita por
conveniência de uma das Forças ou do reservista.
§ 1° No caso de conveniência de uma das Forças Armadas, a medida deve ser solicitada ao
Ministério a que pertencer o reservista, com os esclarecimentos referentes ao motivo da solicitação.
Esses entendimentos poderão ser feitos diretamente entre as RM, DN ou ZAé.
§ 2° No caso de conveniência do reservista, este deve requerer a medida aos Comandantes de

776
SELEGIS - Seleção Legislativa Militar. v. 3 D ECRETOS

RM, DN ou ZAé. Se não houver inconveniente por parte da Força Armada a que foi dirigido o
requerimento, este será encaminhado à Força para a qual o reservista solicitou transferência, para
o pronunciamento definitivo.
§ 3° O reservista de uma Força Armada poderá candidatar-se à matrícula em Escola de Formação
de oficiais ou graduados para a ativa ou em órgãos de Formação de oficiais e graduados para a
reserva de outra Força, desde que satisfaça as condições fixadas nos regulamentos dessas
Escolas ou Órgãos. Satisfeitas as condições da matrícula, a transferência de uma Força para outra
ser feita ex-officio, à simples comunicação do fato pela Escola ou Órgão de Formação à RM, DN
ou ZAé, à qual pertencia o reservista.
§ 4º O brasileiro que se fizer reservista por mais de uma Força será considerado pertencente à
reserva da última em que serviu.
§ 5° Nos casos de realização de transferência, de acordo com este artigo, o documento comprobatório
da situação militar anterior do reservista será restituído à Força que o expediu, depois de invalidado
e substituído pelo da nova situação.
§ 6° A anulação da transferência de reservista de uma Força Armada para outra poderá ser
realizada, obedecidas as prescrições deste artigo e seus parágrafos, no que forem aplicáveis.
Art. 247. É de caráter gratuito todo o serviço prestado pelos diferentes órgãos do Serviço Militar
aos brasileiros que os procurem, para o trato dos seus interesses, sob qualquer aspecto, ligados
a o m e s m o S e r v i ç o , c o m e x c e ç ã o a p e n a s d a c o b r a n ç a d a Ta x a M i l i t a r, d e q u e t r a t a o A r t . 2 2 4 ,
deste Regulamento.
Art. 248. É proibido o intermediário no trato de assuntos do Serviço Militar, junto aos diferentes
órgãos desse Serviço, salvo para os casos de incapacidade física, devidamente comprovada.
Art. 249. Os órgãos do Serviço Militar não poderão receber dinheiro em espécie dos brasileiros
que os procurem para o trato dos seus interesses, salvo quanto aos casos de recurso contra a
imposição administração da multa, prevista no parágrafo 1º do Art. 185, deste Regulamento.
Art. 250. Os brasileiros residentes ou que se encontrarem no exterior pagarão as multas ou Taxa
Militar, a que estiverem sujeitos, ao chegarem ao Brasil. Para isto, no Certificado Militar correspondente,
deverá ser registrada a anotação: “Deverá efetuar, ao chegar ao Brasil, o pagamento da multa (ou
Ta x a M i l i t a r ) p r e v i s t a n o i n c i s o t a l d a L S M , n o v a l o r d e C r $ — — — — — ) . S ó a p ó s o p a g a m e n t o o
Certificado terá validade em nosso País.
Art. 251. Ressalvados os casos de infração da LSM e deste Regulamento, ficam isentos de selo,
taxa, custas e emolumentos de qualquer natureza as petições e, bem assim, certidões e outros
documentos destinados a instruir processos concernentes ao Serviço Militar (art. 78, da LSM).
Estão incluídos nesta isenção os Atestados de Residência e de Pobreza passados pelas autoridades
competentes, bem como o reconhecimento de firmas em quaisquer documentos para fins militares.
Art. 252. Os Secretários das JSM receberão uma gratificação pro labore por Certificado de Alistamento
e de Dispensa de Incorporação entregues pela sua Junta.
§ 1° A gratificação a que se refere este artigo é fixada em 1/24 (um vinte e quatro avos) da
i m p o r t â n c i a d a Ta x a M i l i t a r, a r r e d o n d a d a p a r a d e z e n a d e c r u z e i r o s s u p e r i o r.
§ 2° O pagamento ficará a cargo das CSM ou órgão correspondente da Marinha ou da Aeronáutica,
correndo a despesa por conta dos recursos fixados nos arts. 220 e 241, deste Regulamento.
§ 3° Caberá aos Ministérios Militares estabelecer as normas para o pagamento da gratificação de
que trata este artigo.
Art. 253. Caberá aos Ministérios Militares tomar as medidas julgadas necessárias para a atualização
dos fichários dos reservistas, com relação aos óbitos ocorridos.
Art. 254. Os órgãos do Serviço Militar, através de publicidade adequada, deverão solicitar a
cooperação das famílias dos reservistas, no sentido de informarem o seu falecimento às Organizações
a que estavam vinculados.

777
SELEGIS - Seleção Legislativa Militar. v. 3 D ECRETOS

CAPÍTULO XXXVIII
DISPOSIÇÕES TRANSITÓRIAS
Art. 255. O EMFA constituirá uma Comissão interministerial, em que estarão incluídos oficiais
médicos das três Forças Armadas, para, no prazo de 60 (sessenta) dias, elaborar as Instruções
Gerais para inspeção de saúde dos conscritos, atendendo particularmente às condições que sejam
comuns às três Forças.
Art. 256. Os casos de permanência de praças no serviço ativo, existentes na data da publicação
deste Regulamento e que contrariem as suas prescrições, serão solucionados, em caráter de
exceção, pelos Ministros Militares, no sentido de ser mantida a permanência, desde que seja esta
julgada justa e de interesse da Força Armada respectiva.
Art. 257. Os modelos de Certificados militares, que constituem os Anexos A, B, C e E, deste
Regulamento, entrarão em vigor, mediante autorização do órgão de direção do Serviço Militar, de
cada Força, tão logo sejam esgotados os antigos modelos dos mesmos Certificados e no prazo
máximo de 2 (dois) anos, a contar da data da publicação deste Regulamento.
Art. 258. O modelo de Certificado de Dispensa de Incorporação, Anexo D, entrará em vigor a partir
da dat a d a p u b licação d e s te R e g u l a m e n to .
Parágrafo único. A partir da data fixada neste artigo não mais serão concedidos Certificados de
Reservista de 3ª Categoria. Os estoques desses Certificados, em branco, ainda existentes, deverão
ser inutilizados. Em casos urgentes, poderá ser feita a revalidação do CAM pelo prazo estritamente
necessário à impressão e recebimento, pelos órgãos expedidores, dos novos Certificados de
Dispensa de Incorporação.
Art. 258. O modelo do Certificado de Dispensa de Incorporação, Anexo D, entrará em vigor
mediante determinação do órgão de direção do Serviço Militar de cada Força, tão logo seja
realizada a impressão e distribuição dos Certificados correspondentes, e, no máximo, até a data
de 31 de dezembro de 1966. (Redação dada pelo Decreto nº 58.759, de 28.6.1966)
§ 1º Enquanto não entrar em vigor o modelo do Certificado de Dispensa de Incorporação, só
poderão ser concedidos Certificados de Reservistas de 3 a Categoria, àqueles que ao mesmo
tenham feito jus até o dia 31 de janeiro de 1966.(Redação dada pelo Decreto nº 58.759, de
28.6.1966)
§ 2º Os que venham a fazer jus ao Certificado de Dispensa de Incorporação em data posterior à
referida no parágrafo 1º deste artigo e anterior a de entrada em vigor do modelo desse Certificado,
Anexo D, deverão receber um Certidão de Situação Militar, para futura substituição, ou ter a
validade do CAM prorrogada até 31 de dezembro de 1966.(Redação dada pelo Decreto nº 58.759,
de 28.6.1966)
§ 3º Os estoques dos Certificados de Reservista de 3 a Categoria, em branco, ainda existentes
após a data de entrada em vigor do modelo do Certificado de Dispensa de Incorporação, Anexo D,
deverão ser incinerados.(Redação dada pelo Decreto nº 58.759, de 28.6.1966)
Art. 259. Os Certificados Militares concedidos de acordo com as disposições do Decreto-lei n°
9.500, de 23 de julho de 1946, inclusive os de Reservista de 3ª Categoria, continuarão a constituir
prova de estar o seu possuidor em dia com as suas obrigações militares, desde que apresentem
as anotações fixadas neste Regulamento.
Parágrafo único. Em caso de alteração, inutilização ou extravio, serão substituídos por 2ª via, de
novo modelo, com exceção do Certificado de 3ª Categoria, o qual continuará a ser substituído por
Certidão de Situação Militar.
Art. 260. É autorizada a utilização do estoque atual de papel apergaminhado, de 30 kg - BB 66-96,
de cor branca, com as Armas Nacionais em marca d’água, existente na DSM, destinado à impressão
dos antigos modelos de Certificados de Reservista e isenção, na confecção de Certificados de
Alistamento Militar do novo modelo, até o seu completo consumo.
Art. 261. De acordo com o Orçamento Geral da União para 1966, deverão ser incluídos no local
apropriado da Guia de Recolhimento, de modelo no Anexo I, deste Regulamento, e durante o

778
SELEGIS - Seleção Legislativa Militar. v. 3 D ECRETOS

mesmo ano, os elementos seguintes referentes à codificação da Receita, quanto a multas e Taxa
Militar:

EXERCÍCIO DE 1966
1.0.0.00 - Receitas Correntes
1.1.0.00 - Receitas Tributárias
1.1.1.00 - Impostos
1.1.1.14 - Imposto de Selo e Afins
0 5 . 0 0 - Ta x a M i l i t a r
Importância Cr$ ........
l.0 0.00 - Receitas Correntes
l.5.0.00 - Receitas Diversas
1.5.1.00 - Multas
5.00 - De Outras Origens
Importância Cr$ ........
To t a l . . . . . . . C r $ . . . . . . . . . . .

Art. 262. O EMFA deverá incluir o FSM na sua proposta orçamentária para o ano de 1966, após
uma estimativa, com base nas atividades atuais ao Serviço Militar das Forças Armadas.
Art. 263. Este Decreto entrará em vigor na data de sua publicação, revogadas as disposições em
contrário.
Brasília, 20 de janeiro de 1966; 145º da Independência e 78º da República.
H. CASTELLO BRANCO
Zilmar Araripe de Macedo
Decio de Escobar
Eduardo Gomes

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SELEGIS - Seleção Legislativa Militar. v. 3 D ECRETOS

ANEXO(S) PUBLICADO(S) NO DIÁRIO OFICIAL


Anexos do Decreto 57.654 de 20-0-66, publicado no Diário Oficial
ANEXO A
(Referente ao art. 167 do Regulamento)
MINISTÉRIO DA MARINHA
________º D H Retrato 3x4
_______________________________ com o
(OM em que serviu) Selo Nacional
C E RT I F I C A D O D E R E S E R V I S TA D E 1 ª C AT E G O R I A em Relevo
______
N. 000001 SÉRIE A
Certifico que_____________________________________________________________
Nascido a ______________________ - ______________________________ - _______
(data) (município) (est.)
filho de ______________________________________________________________________
e de ________________________________________________________________________
é reservista de 1ª categoria, ficando relacionado como ________________________________
(graduação)
_______________________________________Reserva.
(qualificação militar)
Identificação: Nº de Registro _________________________
Altura _________ _ _ _ Cútis ____________ Olhos _____________

Polegar direito
Cabelos ___________ Tipo sangüíneo ________________________
Sinais particulares ___________________________________________
___________________________________________________________
___________________________________
(Assinatura do reservista)

ANVERSO

(Somente é válido com as “Armas Nacionais” em marca d’água)


OUTROS DADOS:
Incorporado a ______________________ e licenciado a ______________________________
Te m p o d e s e r v i ç o _ _ _ _ _ _ _ _ _ _ _ _ _ _ _ _ _ _ _ _ _ _ _ _ _ _ _ _ _ _ _ _ _ _ _ _ _ _ _ _ _ _ _ _ _ _ _ _ _ _ _ _ _ _ _ _ _ _ _ _ _
(anos, meses e dias por extenso)
Profissão: ___________________________________________________________________
Residência: __________________________________________________________________
____________________________________
(local e data)
_______________________________________
(Assinatura do Comandante ou Chefe)
O U T R A S A N O TA Ç Õ E S :

Em dia com as obrigações militares, de acordo com as anotações dos carimbos.

REVERSO

780
SELEGIS - Seleção Legislativa Militar. v. 3 D ECRETOS

ANEXO B
(Referente ao art. 167 do Regulamento)

MINISTÉRIO DA MARINHA
________º D H Retrato 3x4
_______________________________ com o
(OM em que serviu) Selo Nacional
C E RT I F I C A D O D E R E S E R V I S TA D E 2 ª C AT E G O R I A em Relevo
SEM ZAS______ N. 000001 SÉRIE A
Certifico que_____________________________________________________________
Nascido a ______________________ - ______________________________ - _______
(data) (município) (est.)
filho de ______________________________________________________________________
e de ________________________________________________________________________
é reservista de 2ª categoria, ficando relacionado como ________________________________
(graduação)
_______________________________________Reserva.
(qualificação militar)
Identificação: Nº de Registro _________________________

Polegar direito
Altura _________ _ _ _ Cútis ____________ Olhos _____________
Cabelos ___________ Tipo sangüíneo ________________________
Sinais particulares ___________________________________________
___________________________________________________________
___________________________________
(Assinatura do reservista)

ANVERSO

(Somente é válido com as “Armas Nacionais” em marca d’água)


OUTROS DADOS:
Incorporado a ______________________ e licenciado a ______________________________
Te m p o d e s e r v i ç o _ _ _ _ _ _ _ _ _ _ _ _ _ _ _ _ _ _ _ _ _ _ _ _ _ _ _ _ _ _ _ _ _ _ _ _ _ _ _ _ _ _ _ _ _ _ _ _ _ _ _ _ _ _ _ _ _ _ _ _ _
(anos, meses e dias por extenso)
Profissão: ___________________________________________________________________
Residência: __________________________________________________________________
____________________________________
(local e data)
_______________________________________
(Assinatura do Comandante ou Chefe)
O U T R A S A N O TA Ç Õ E S :

Em dia com as obrigações militares, de acordo com as anotações dos carimbos.

REVERSO
Regulamento da Lei do Serviço Militar

781
SELEGIS - Seleção Legislativa Militar. v. 3 D ECRETOS

ANEXO C
(Referente ao art. 167 do Regulamento)

MINISTÉRIO DA GUERRA
Retrato 3x4
________ º RM
com o
_______________________________
Selo Nacional
(Órgão expedidor)
em Relevo
CERTIFICADO DE ISENÇÃO
______(CSM) N. 000001 SÉRIE A
Certifico que _________________________________________________________________
Nascido a ______________________ - ___________________________________ - _______
(data) (município) (est.)
filho de ______________________________________________________________________
e de ________________________________________________________________________
foi isento do Serviço Militar em ________________ por _______________________________
(data) (motivo)
____________________________________________________________________________
(motivo)
____________________________________________________________________________
(motivo)
______________________________
(Assinatura do isento)

ANVERSO

(Somente é válido com as “Armas Nacionais” em marca d’água)

Identificação: Nº de Registro _________________________


Polegar direito

Altura _________ _ _ _ Cútis ____________ Olhos _____________


Cabelos ___________ Tipo sangüíneo ________________________
Sinais particulares ___________________________________________
___________________________________________________________
OUTROS DADOS:
Profissão: ___________________________________________________________________
Residência: __________________________________________________________________
____________________________________
(local e data)
_______________________________________
(Assinatura do Comandante ou Chefe)
O U T R A S A N O TA Ç Õ E S :
____________________________________________________________________________
____________________________________________________________________________
____________________________________________________________________________

REVERSO
Regulamento da Lei do Serviço Militar

782
SELEGIS - Seleção Legislativa Militar. v. 3 D ECRETOS

ANEXO D
(Referente ao art. 167 do Regulamento)

M I NI S T É R I O D A G U E R R A
________º R M Retrato 3x4
_______________________________ com o
(OM em que serviu) Selo Nacional
CERTIFICADO DE DISPENSA DE INCORPORAÇÃO em Relevo
______CSM N. 000001 SÉRIE A
Certifico que _________________________________________________________________
Nascido a ______________________ - ___________________________________ - _______
(data) (município) (est.)
filho de ______________________________________________________________________
e de ________________________________________________________________________
foi dispensado do Serviço Militar em _________________ por __________________________
(data) (motivo)
___________________________________________________________________________
(motivo)
______________________________________________________________
(motivo)
Identificação: Nº de Registro _________________________

Polegar direito
Altura _________ _ _ _ Cútis ____________ Olhos _____________
Cabelos ___________ Tipo sangüíneo ________________________
Sinais particulares ___________________________________________
___________________________________________________________
______________________________
(Assinatura do dispensado)

ANVERSO

(Somente é válido com as “Armas Nacionais” em marca d’água)


OUTROS DADOS:
Profissão: ___________________________________________________________________
Residência: __________________________________________________________________
Situação especial (*) ___________________________________________________________
Em caso de convocação deve apresentar-se imediatamente.
____________________________________
(local e data)
_______________________________________
(Assinatura do Comandante ou Chefe)

(*) Só será exigível anotação em carimbo, para ser considerado em dia com as obrigações
militares quando estiver incluído em situação especial.

REVERSO
Regulamento da Lei do Serviço Militar

783
SELEGIS - Seleção Legislativa Militar. v. 3 D ECRETOS

ANEXO E
(Referente ao art. 167 do Regulamento)

MINISTÉRIO DA GUERRA
________º R M Retrato 3x4
_______________________________ com o
(OM em que serviu) Selo Nacional
C E R T I F I C A D O D E A L I S TA M E N TO M I L I TA R em Relevo
______CSM N. 000001 SÉRIE A
Va l i d a d e i n i c i a l a t é _ _ _ _ _ _ _ _ _ _ _ _ _ _ _ _ _ _ _ _ _ _ _
Certifico que _________________________________________________________________
____________________________________________________________________________
(profissão e grau de instrução)
Nascido a ______________________ - ___________________________________ - _______
(data) (município) (est.)
residente ____________________________________________________________________
filho de ______________________________________________________________________
e de ________________________________________________________________________
está alistado para o Serviço Militar pel _____________________________________________
_______________________________________________________________________________________________
Identificação:
Altura ____________________________ Cútis _________________________________
Cabelos __________________________ Olhos _________________________________
Sinais particulares _____________________________________________________________
__________________________________________________________
_____________________________________________
Polegar direito

(local e data)
__________________________________________________________
(Assinatura do alistador)
__________________________________________________________
(Assinatura do alistado)

ANVERSO

1 2 3

4 5 6

7 8 9

10 11 12

REVERSO
Regulamento da Lei do Serviço Militar

784
SELEGIS - Seleção Legislativa Militar. v. 3 D ECRETOS

ANEXO F1
(Referente ao art. 170 do Regulamento)

MINISTÉRIO DA __________________
________________________________
________________________________

A T E S T A D O
ATESTO que o cidadão __________________________________________________
_________________________________________ filho de ____________________________
____________________________________________ e de ___________________________
_____________________, nascido em ______ de ________________________ de 19______
natural de ___________________________________________________________ de acor-
do com o item II do a r t . 1 2 9 da C o n s t i t u i ç ã o da R e p ú b l i c a d o s E s t a d o s U n i d o s do B r a s i l ,
não está sujeito a obrigações militares até a data da assinatura do termo de opção
pela nacionalidade brasileira, no registro civil das pessoas naturais.
Este Certificado perderá a sua validade na data da referida assinatura, e só
será válido até o interessado completar a idade de 25 anos.
______________________________, _______ de ________________ de 19______.
___________________________________________________________
Chefe da Circunscrição de Recrutamento (*)
____________________________________________________
(Assinatura do Interessado)
Polegar direito

Retrato 3x4
com o
Selo Nacional
em Relevo

(*) ou Órgão correspondente da Marinha e da Aeronáutica

Regulamento da Lei do Serviço Militar

785
SELEGIS - Seleção Legislativa Militar. v. 3 D ECRETOS

ANEXO F2
(Referente ao art. 170 do Regulamento)

MINISTÉRIO DA __________________

________________________________

________________________________

A T E S T A D O

_________________________________________________________, Chefe (Comandante,

(Posto e nome)

Diretor) da __________________________________________________________, a pedido

(Organização Militar)

de _______________________________________________________________, brasileiro,

(Nome do interessado)

_____________________, _____________________________________________________,

(Estado civil) (Documento comprobatório da identidade)

atesta que o solicitante está d e s o b r i g a d o do Serviço Militar, em tempo de paz, de acordo


com o disposto no art. 5º da Lei do Serviço Militar e portanto livre das exigências de que
trata o art. 74 da mesma Lei.

___________________, _______ de ___________________ de 19______.

_____________________________________________

(Assinatura, Posto e Função)

Regulamento da Lei do Serviço Militar

786
SELEGIS - Seleção Legislativa Militar. v. 3 D ECRETOS

ANEXO G
(Referente ao art. 172 do Regulamento)

MINISTÉRIO DA __________________

________________________________

________________________________

Declaro que foi apresentado nesta _________________________________________,

________________________, o _________________________________________________
(Designação da Repartição)

______________________________ nº ___________________________________, Série _________,


(Natureza do documento Militar)

expedido pelo Ministério da __________________________________________, referente a

____________________________________________________________, filho de ________


(Nome)

____________________________________________________________, e de ___________

__________________________________________________________________, nascido em

________________________________________________________, em ________________
(Localidade, Município, Estado) (Data do nascimento)

___________________, _______ de ___________________ de 19______.

_____________________________________________
(Assinatura, Posto e Função)

Recebi o documento a que se refere a declaração acima.

_________________________, _______ de ______________________ de 19______.

______________________________________________________
(Assinatura do possuidor do documento ou procurador legal)

Regulamento da Lei do Serviço Militar

787
SELEGIS - Seleção Legislativa Militar. v. 3 D ECRETOS

ANEXO H
(Referente ao parágrafo único do art. 216 do Regulamento)

MINISTÉRIO DA _________________

_______________________________

_______________________________
(Organização Militar)

AO MÉRITO

Para que sejais útil à Pátria, deveis manter,


como Cidadão, comportamento semelhante ao
que mantivestes como Militar.

Em homenagem ao mérito, declaramos que o ____________________________


_________________________________, durante a prestação do Serviço Militar inicial,
manteve excelente atividade e modelar comportamento, como o confirmam as suas alte-
rações e a observação do modo como desempenhou os encargos que lhe foram atribuídos,
fazendo jus a esta prova de distinção dos seus superiores hierárquicos.

R e c e b e u o C e r t i f i c a d o de R e s e r v i s t a n º _ _ _ _ _ _ _ _ _ _ _ _ S é r i e _ _ _ _ _ _ _ .

Quartel em _______________________, ________ de ____________________ de _________

_______________________________________
(Comandante, Chefe ou Diretor)

________________________________
(Comandante ou Chefe imediato)

_______________________________________
(O Reservista)

Regulamento da Lei do Serviço Militar

788
SELEGIS - Seleção Legislativa Militar. v. 3 D ECRETOS

DECRETO Nº 71.189, DE 3 DE OUTUBRO DE 1972.

Dispõe sobre a descentralização do processamento e pagamento das


pensões militares e pagamento dos inativos civis e militares.

O PRESIDENTE DA REPÚBLICA, usando das atribuição que lhe confere o artigo 81, item III, da
Constituição, e os artigos 10 e 146, parágrafo único, do Decreto-lei nº 200, de 25 de fevereiro de
1967,
D E C R E TA :
Art. 1º processamento e o pagamento das pensões militares, ainda a cargo do Ministério da
Fazenda, inclusive os casos de reversão, transferência e melhoria, passarão a ser da competência
dos Ministérios a que pertenceram os contribuintes.
Parágrafo único. A data da passagem das atribuições a que se refere este artigo será fixada em
entendimento direto entre os Ministérios interessados.
Art. 2º Os Ministérios Militares e o da Fazenda designarão representantes para o prazo de 60
(sessenta) dias, promovem o levantamento dos pensionistas cujos os nomes para efeito de pagamento
de pensões, devem ser transferidos para as unidades pagadoras dos respectivos Ministérios.
Art. 3º O processo de pagamento será implantado pelos Ministérios Militares em 60 (sessenta)
dias contados do recebimento das guias de transferência expedidas pelo Ministério da Fazenda.
Parágrafo único. A guia financeira de transferência conterá;
a) nome da pensionista;
b) relação de parentesco como o contribuinte;
c) data da maioridade dos filhos, netos, irmãos e do beneficiário instituído, do sexo masculino e
válidos;
d) nome, posto ou graduação do instituidor do benefício;
e) número do processo de habilitação;
f) valor da pensão ou da cota de pensão;
g) fundamento legal da concessão;
h) entidade bancária e número da respectiva conta corrente;
i) data do último pagamento pelo Ministério da Fazenda.
Art. 4º O disposto neste Decreto não se aplica:
a) aos pensionistas da Policia Militar e do Corpo de Bombeiros do antigo Distrito Federal, transferido
para o Estado da Guanabara ex vi da Lei nº 3.752, de 14 de abril de 1960;
b) aos pensionistas que recebem, cumulativamente, pensão civil e pensão militar ou pensões
militares de Ministérios diversos.
§ 1º Os pensionistas referidos neste artigo continuarão, vinculados ao Ministério da Fazenda, a
quem compete apreciar e decidir os casos de habilitação, reversão, transferência e melhoria.
§ 2º Cessando, por qualquer motivo o direito à percepção da pensão civil, sem que implique em
reversão, o pagamento da pensão militar será transferido para o Ministério respectivo, observado
o disposto no artigo 3º e parágrafo único.
Art. 5º Os recursos necessários ao atendimento da transferência de pagamento do que trata o
artigo 1º constarão do orçamento de Encargos Gerais da União - Recursos sob a Supervisão do
Ministério da Fazenda.
§ 1º No exercício de 1973 e seguintes, o Ministério da Fazenda providenciará os destaques da
dotação orçamentária própria em favor dos Ministérios Militares.

789
SELEGIS - Seleção Legislativa Militar. v. 3 D ECRETOS

§ 2º A partir do exercício de 1974, o Ministério da Fazenda incluirá na proposta Orçamentária os


meios destinados ao pagamento dos inativos civil e militares, como Encargos Gerais da União,
providenciado os respectivos destaques na forma do parágrafo anterior.
Art. 6º Este Decreto entrará em vigor na data de sua publicação, revogadas as disposições em
contrário.

Brasília, 3 de outubro de 1972; 151º da Independência e 84º da República.


EMÍLIO G. MÉDICI
Adalberto de Barros Nunes
Orlando Geisel
José Flávio Pécora
J. Araripe Macedo

790
SELEGIS - Seleção Legislativa Militar. v. 3 D ECRETOS

DECRETO Nº 71.733, DE 18 DE JANEIRO DE 1973.

Regulamenta a Lei nº 5.809, de 10 de outubro de 1972, que dispõe sobre


a retribuição e direitos do pessoal civil e militar em serviço da União no
exterior.

O PRESIDENTE DA REPÚBLICA, usando das atribuições que lhe confere o artigo 81, item III, da
Constituição,
D E C R E TA :

CAPÍTULO I
DA FINALIDADE
Art. 1º Este decreto regulamenta a retribuição e direitos do pessoal civil e militar em serviço da
União no exterior regulados pela Lei nº 5.809, de 10 de outubro de 1972, aqui designada por Lei de
Retribuição no Exterior - LRE.
Art. 2º A competência estabelecida neste decreto para os Ministros de Estados é aplicável ao
dirigente de órgão integrante da Presidência da República, ou a ela subordinado, quando se tratar
de servidor desses órgãos.
P ar á g rafo ú n ico. No c a s o d e s e r v i d o r e s d o D i s tr i to Fe deral , dos E s t ados ou dos M uni c í pi os , bem
como de pessoas sem vínculo com o serviço público, designados pelo Presidente da República,
a competência estabelecida se refere ao Ministério a que estiver subordinada ou vinculada a
missão ou atividade no exterior, salvo se declarada expressamente a competência no ato da
nomeação ou designação.
Art. 3º A proposta de nomeação ou designação de servidor, para serviço da União no exterior,
deve indicar, em cada caso:
I - o tipo e natureza da missão ou atividade;
II - o período e os limites mínimo e máximo, previstos para sua duração, quando em missão
transitória ou eventual;
III - a obrigatoriedade, ou não, de mudança de sede, quando em missão transitória; e
IV - a possibilidade, ou não de fazer-se acompanhar de dependentes.
§ 1º No caso de pessoa sem vínculo com o serviço público, nomeada ou designada pelo Presidente
de República, ou empregado público, ou funcionário sem nível de vencimentos previstos, a proposta
deve fixar um índice dentre os constantes da tabela de Escalonamento Vertical, anexa à LRE, que
mais se aproximar do cargo, função emprego ou atividades que a pessoa vai desempenhar, o qual
lhe será atribuído para efeito de retribuição no exterior e demais direitos.
§ 2º Baixado o ato de nomeação ou designação o Ministro de Estado ou autoridade delegada deve
enquadrar a missão, em ato próprio, na forma deste artigo e seu § 1º, de modo que se possa definir
a retribuição e direitos do servidor, no exterior, ou da pessoa sem vínculo com o serviço público.
Art. 4º A sede no exterior, nos casos do item III, do artigo 2º da LRE, é definida para cada órgão
ou servidor, conforme o caso, pelo respectivo Ministro de Estado.
Art. 5º Serão discriminadas em decreto específico os órgãos cujos cargos, funções ou atividades
- desempenhados ou exercidos nas condições da LRE - se consideram permanentes.
Art. 6º O servidor do Ministério das Relações Exteriores só será considerado em missão permanente
no exterior quando for lotado em unidade administrativa do mesmo Ministério no exterior.
Art. 7º O vencimento ou salário e o soldo no exterior são pagos de acordo com o disposto no artigo
14 da LRE e seu parágrafo único.
§ 1º A gratificação no exterior, por tempo de serviço e devida na forma do artigo 15 da LRE.

791
SELEGIS - Seleção Legislativa Militar. v. 3 D ECRETOS

§ 2º O servidor nomeado ou designado para missão eventual no exterior faz jus à retribuição, em
moeda nacional ou estrangeira, que já venha recebendo, regularmente, ao transporte e a diárias
no exterior, na forma da LRE e deste decreto.
Art. 8º As datas de partida do servidor para o exterior e de desligamento da respectiva sede no
exterior, assim como a de partida da última localidade no exterior relacionada com a missão, as
determina ou aprova, conforme o caso:
I - o Presidente da República, quando se tratar de Ministro de Estado ou dirigente de órgão,
integrante da Presidência da República ou a ela subordinado;
II - o Vice-Presidente da República, quando se tratar de servidor da Vice-Presidência da República; e
III - o Ministro de Estado ou autoridade, com delegação de competência específica, quando se
tratar de servidor de órgão integrante do respectivo Ministério a ele vinculado ou sob sua supervisão.
Parágrafo único. Considera-se, em qualquer caso, data de partida do País para o exterior aquela
em que o servidor deixar a última localidade em território nacional.
Art. 9º O direito do servidor à retribuição no exterior cessa na data da partida da última localidade
no exterior relacionada com sua missão nas seguintes situações:
I - missão desempenhada a bordo de navio ou aeronave militar em viagem ou cruzeiro de instrução;
II - comandante ou integrante de tripulação, contingente ou força, em missão operativa ou de
adestramento;
III - em missão transitória:
a) de representação, de observação ou em organismo ou reuniões internacionais;
b) de encargos especiais; e
IV - em missão eventual.
Parágrafo único. Nos demais casos de missões transitórias e nas missões permanentes, o direito
do servidor à retribuição no exterior cessa na data do desligamento de sua sede no exterior,
fixado na forma do artigo 8º.
Art. 10. Os Ministros de Estado, mediante autorização do Presidente da República, podem, em
casos especiais, na forma do artigo 12 da LRE, designar servidor para missão transitória sem
direito a retribuição no exterior.

CAPÍTULO II
D A I N D E N I Z A Ç Ã O D E R E P R E S E N TA Ç Ã O N O E X T E R I O R
A r t . 11 . O v a l o r d a I n d e n i z a ç ã o d e R e p r e s e n t a ç ã o n o E x t e r i o r ( I R E X ) é c a l c u l a d o c o m b a s e n a s
tabelas de Escalonamento Vertical de Índices de Representação e de Fatores de Conversão de
índices de Representação, constantes dos anexos I e II, deste decreto.
Parágrafo único. O valor básico da IREX é encontrado multiplicando-se o índice de representação,
que corresponda ao cargo, função ou atividade desempenhados no exterior, pelo fator de conversão
determinado para a sede de servidor ou pelo fator de conversão calculado na forma do artigo 14.
Art. 12. Em qualquer situação, é concedida ao servidor apenas uma Indenização de Representação
no Exterior.
§ 1º A IREX concedida ao chefe efetivo de Missão Diplomática e aos adidos militares é acrescida
de 10% (dez por cento) de seu valor básico, por país adicional, no caso de representação cumulativa.
§ 2º A IREX devida aos adidos militares, quando representantes de mais de uma Força, é acrescida
de 10% (dez por cento), por Força adicional.
§ 3º O cálculo dos acréscimos, por país ou Força adicional, é feito sobre o valor básico da IREX
na sede da Missão Diplomática.
Art. 13. Quando a tabela do anexo II não indicar fator de conversão para a sede do servidor, será
adotado, respectivamente:

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SELEGIS - Seleção Legislativa Militar. v. 3 D ECRETOS

I - o fator de conversão atribuído à localidade no território do mesmo país que esteja assinalada na
tabela com a sigla “FCG” (fator de conversão geral); ou
II - o fator de conversão 10, se não houver FCG para o território.
Parágrafo único. Ao ser criada organização militar ou civil, da Administração Federal, no exterior,
deve ser determinado, se já não existir, o fator de conversão correspondente a sede da organização
e, se for o caso, o fator de conversão geral para o país.
Art. 14. Para missão o bordo de navio ou aeronave militares, o fator de conversão regional será
a média ponderada de fatores de conversão referentes as localidades visitadas, considerando-se
como multiplicador o número de dias de permanência em cada uma.
§ 1º Para cada missão, o fator de conversão regional será previamente, pelo Ministro respectivo
e inalterável para a missão, mesmo que alterados os prazos de permanência.
§ 2º Nos casos de prorrogação de missão, poderá ser fixado novo fator de conversão aplicável
somente ao período de prorrogação.
Art. 15. O servidor recebe, a partir do primeiro dia da substituição, o suplemento mensal a que se
refere o artigo 17 da LRE.
Art. 16. Nos casos de remoção ou movimentação, no exterior, o servidor passa a perceber, a
contar da data de sua partida, a IREX prevista para a nova missão.
Art. 17. A IREX não pode ser objeto de desconto ou consignação, salvo quando a lei assim o
determinar expressamente.

CAPÍTULO III
DAS DEMAIS INDENIZAÇÕES
Art. 18. A concessão do auxílio-familiar é feita com base nos dados da declaração de dependentes
do servidor, registrada e arquivadas no órgão competente, observado o disposto na Seção V do
Capítulo II da LRE.
Parágrafo único. O servidor, quando no exterior, deve oficializar, por intermédio do órgão encarregado,
as alterações que devam atualizar sua declaração de dependentes.
Art. 19. O limite mínimo do auxílio-familiar, por dependente, é igual a 0,5% (meio por cento) da
maior IREX deferida a chefe de Missão Diplomática, não computados os acréscimos constantes do
§ 1º do artigo 12.
Art. 20. O servidor, em missão permanente ou transitória de duração igual ou superior a 6 (seis)
meses, tem direito ao acréscimo do quantitativo de que trata o § 1º do artigo 21 da LRE, nos casos
especiais a serem estabelecidos em decreto específico.
§ 1º O acréscimo do quantitativo é concedido, durante os meses do ano letivo, mediante apresentação
de prova de matrícula do dependente em estabelecimento de ensino, fora do país onde está a sede
do servidor no exterior.
§ 2º A seleção dos locais, áreas ou países a serem considerados como casos especiais que
justifiquem o acréscimo do quantitativo, deve basear-se, exclusivamente, na possibilidade de
prejuízo à formação profissional e ideológica do dependente.
Art. 21. A ajuda de custo é concedida uma única vez, em cada remoção ou movimentação com
mudança de sede, e na forma dos artigos 23, 24 e 25 da LRE.
Art. 22. O valor da diária no exterior de Embaixador, Almirante-de-Esquadra, General-de-Exército
o u Te n e n t e - B r i g a d e i r o , é i g u a l a 4 % ( q u a t r o p o r c e n t o ) d a r e s p e c t i v a r e t r i b u i ç ã o b á s i c a .
Art. 22. O Valor da diária de Embaixador, Almirante-de-Esquadra, General-de-Exército ou Tenente-
Brigadeiro, a serviço do Governo brasileiro no exterior será igual a 4,6 (quatro e seis décimos por
cento) da respectiva retribuição básica.(Redação dada pelo Decreto nº 75.430, de 27.2.1975)
Art. 22 - O valor da diária no exterior de Embaixador, Almirante-de-Esquadra, General-de-Exército
ou Tenente-Brigadeiro, é igual a 7,13% (sete inteiros e treze centésimos por cento) da respectiva

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SELEGIS - Seleção Legislativa Militar. v. 3 D ECRETOS

retribuição básica.(Redação dada pelo Decreto nº 85.148, de 15.9.1980) (Vide Decreto nº 95.670,
de 26.1.1988)
§ 1º O valor da diária no exterior de Ministro de Estado, é igual a 125% (cento e vinte e cinco por
cento) da máxima fixada neste artigo.
§ 1º O valor da diária no exterior de Ministro de Estado e de ocupante de cargo de natureza
especial é igual a 125% (cento e vinte e cinco por cento) da máxima fixada neste artigo.(Redação
dada pelo Decreto nº 486, de 7.4.1992)
§ 2º Para os demais servidores públicos, bem como Observadores Parlamentares a congressos
ou conferências internacionais, e Delegados, Delegados-Suplentes, Assessores Especiais do Governo
àqueles congressos e conferências ou a outras reuniões internacionais de caráter intergovernamental,
o valor da diária no exterior, é fixado em percentagens da atribuída a Embaixador, Almirante-de-
Esquadra, General-de-Exército ou Tenente-Brigadeiro, de acordo com as tabelas que constituem o
anexo III deste decreto.
§ 2º - Para os demais servidores, bem como Observador Parlamentar, Chefe, Delegado e Assessor
em Delegação Governamental, o valor da diária no exterior é fixado em percentagens da atribuída
a Embaixador ou Almirante-de-Esquadra, de acordo com as tabelas constantes do Anexo III deste
Decreto. (Redação dada pelo Decreto nº 85.148, de 15.9.1980)
§ 3º No cálculo do valor da diária no exterior são desprezadas as frações de unidade da moeda-
padrão.
Art. 22 Os valores das diárias no exterior são, em dólares norte-americanos, os constantes do
Anexo III deste Decreto.(Redação dada pelo Decreto nº 1.656, de 3.10.1995)
Parágrafo único. A revisão dos critérios de que trata o caput deste artigo são de competência dos
Ministros da Administração Federal e Reforma do Estado, das Relações Exteriores e Chefe do
Estado - Maior das Forças Armadas.(Redação dada pelo Decreto nº 1.656, de 3.10.1995)
Art. 22. Os valores das diárias no exterior são os constantes da Tabela que constitui o Anexo III
a este Decreto, que serão pagas em dólares norte-americanos. (Redação dada pelo Dec. nº 3.643,
de 26.10.2000)
Art. 23. As diárias no exterior contam-se pelo número de dias correspondentes à missão eventual
para a qual foi nomeado ou designado o servidor incluindo-se também os dias da partida e da
chegada.
Art. 23. A s d i á r i a s n o e x t e r i o r c o n t a m - s e p e l o n ú m e r o d e d i a s c o r r e s p o n d e n t e s a o e v e n t o p a r a o
qual foi nomeado ou designado o servidor, incluindo-se os dias da partida e da chegada. (Redação
dada pelo Dec. nº 3.643, de 26.10.2000)
Parágrafo único. A diária será devida pela metade, nos seguintes casos:(Incluído pelo Dec. nº
3.643, de 26.10.2000)
I - quando em trânsito em aeronave;(Incluído pelo Dec. nº 3.643, de 26.10.2000)
II - no dia da chegada; (Incluído pelo Dec. nº 3.643, de 26.10.2000)
III - quando a União custear, por meio diverso, as despesas de pousada; (Incluído pelo Dec. nº
3.643, de 26.10.2000)
IV - quando o servidor ficar hospedado em imóvel pertencente ao Brasil ou estiver sobre administração
do governo brasileiro; e (Incluído pelo Dec. nº 3.643, de 26.10.2000)
V - quando o governo estrangeiro ou organismo internacional de que o Brasil participe ou com o
qual coopere custear as despesas com pousada.(Incluído pelo Dec. nº 3.643, de 26.10.2000)
Art. 23. As diárias no exterior contam-se pelo número de dias correspondentes à missão eventual
para a qual foi nomeado ou designado o servidor público civil ou o militar, incluindo-se, também,
os dias da partida e da chegada. (Redação dada pelo Decreto nº 3.790, de 18.4.2001)
§ 1º A diária será devida pela metade nos seguintes casos: (Redação dada pelo Decreto nº 3.790,
de 18.4.2001)

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SELEGIS - Seleção Legislativa Militar. v. 3 D ECRETOS

I - quando o afastamento não exigir pernoite fora da sede do serviço; (Redação dada pelo Decreto
nº 3.790, de 18.4.2001)
II - no dia da partida, quando o servidor pernoitar em trânsito em aeronave, desde que a chegada
ao destino ocorra após as doze horas, horário local; (Redação dada pelo Decreto nº 3.790, de
18.4.2001)
III - no dia da chegada em território nacional, desde que o embarque ocorra até as doze horas,
horário local; (Redação dada pelo Decreto nº 3.790, de 18.4.2001)
IV - quando a União custear, por meio diverso, as despesas de pousada; (Redação dada pelo
Decreto nº 3.790, de 18.4.2001)
V - quando o servidor ou o militar ficar hospedado em imóvel pertencente ao Brasil ou que esteja
sob administração do governo brasileiro; e (Redação dada pelo Decreto nº 3.790, de 18.4.2001)
VI - quando o governo estrangeiro ou organismo internacional de que o Brasil participe ou com o
qual coopere custear as despesas com pousada. (Incluído pelo Decreto nº 3.790, de 18.4.2001)
§ 2º Caso o deslocamento exija que o servidor ou o militar fique mais de um dia em trânsito, quer
na ida ao exterior, quer no retorno ao Brasil, a concessão de diárias excedentes deve ser devidamente
justificada. (Incluído pelo Decreto nº 3.790, de 18.4.2001)
§ 3º Quando a missão no exterior abranger mais de um país, adotar-se-á a diária aplicável ao país
onde houver o pernoite; no retorno ao Brasil, prevalecerá a diária referente ao país onde o
servidor ou o militar haja cumprido a última etapa da missão. (Incluído pelo Decreto nº 3.790, de
18.4.2001)
Art. 24. O servidor, em serviço no exterior, que vem ao Brasil em objeto de serviço, recebe
diárias em moeda nacional:
I - de acordo com a legislação específica, no valor que, no País é atribuído a seu posto ou
graduação, cargo ou emprego efetivos ou àquele cujo nível de vencimentos ou salário lhe foi
fixado; e
II - entre a data da partida da última localidade no exterior, relacionada com sua missão, e da
chegada à primeira localidade no exterior ao regressar.
Art. 25. O auxílio funeral no exterior é assegurado na conformidade da Seção IX do Capítulo II da LRE.

CAPÍTULO IV
DO TRANSPORTE
Art. 26. O transporte do servidor nomeado ou designado para servir no exterior e, quando couber,
de seus dependentes, empregado doméstico e bagagem é providenciado pelo Ministério ou órgão
responsável pelo deslocamento, nas condições estabelecidas neste Capítulo.
Art. 27. As passagens via aérea, para o servidor, seus dependentes e empregado doméstico são
requisitadas pelo órgão competente:
I - em primeira classe ou equivalente:
a) para os militares, quando forem dos postos de Oficial-General, Capitão-de-Mar-e-Guerra ou
Coronel;
b) para os funcionários e empregados públicos com nível de vencimentos previsto, quando de
nível superior ao de Primeiro-Secretário; e
c) para os demais servidores e pessoas sem vínculo com o serviço público, designado pelo
Presidente da República quando o índice de vencimentos para eles fixado for superior ao de
Primeiro-Secretário;
I I - em cla sse tu rístic a o u e c o n ô m i c a :
a) para os demais servidores e pessoas não constantes do item I; e
b) para o empregado doméstico do servidor que o acompanhar durante missão de período igual ou
superior a 6 (seis) meses.

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SELEGIS - Seleção Legislativa Militar. v. 3 D ECRETOS

Parágrafo único. O transporte aéreo de pessoal do Brasil para o exterior e vice-versa, ou entre
localidade no exterior, deve ser feito mediante requisições a empresa nacionais, salvo no caso de
ausência de conexões.
Art. 27. A passagem via aérea, para o militar, o servidor público e seus dependentes será
adquirida pelo órgão competente, observadas as seguintes categorias: (Redação dada pelo Decreto
nº 2.809, de 22.10.1998)
I - primeira classe: Presidente e Vice-Presidente da República e pessoas por eles autorizadas.
(Redação dada pelo Decreto nº 2.809, de 22.10.1998)
II - classe executiva: Ministros de Estado e titulares de cargos equivalentes na Presidência da
República, ocupantes de cargos de Natureza Especial, Oficiais-Generais, titulares de representações
diplomáticas brasileiras e dirigentes de empresas estatais; (Redação dada pelo Decreto nº 2.809,
de 22.10.1998)
III - classe econômica: (Redação dada pelo Decreto nº 2.809, de 22.10.1998)
a) demais militares e servidores públicos não abrangidos nos incisos I e II deste artigo e seus
dependentes; (Redação dada pelo Decreto nº 2.809, de 22.10.1998)
b) colaboradores eventuais sem vínculo com o serviço público nomeados ou designados pelo
Presidente da República; (Redação dada pelo Decreto nº 2.809, de 22.10.1998)
c) acompanhantes de que trata o art. 29, § 1º, “a”, da Lei nº 5.809, de 10 de outubro de 1972, de
servidor público ou militar designado para missão permanente ou transitória, com mudança de
sede, por período superior a seis meses. (Redação dada pelo Decreto nº 2.809, de 22.10.1998)
Parágrafo único. Ao servidor ocupante de cargo do Grupo-Direção e Assessoramento Superiores,
nível DAS - 6, de Ministro de Primeira Classe da Carreira de Diplomata, ao dirigente máximo de
autarquia ou fundação pública e aos militares, dos postos de Capitão-de-Mar-e-Guerra ou Coronel,
poderá ser concedida passagem em classe executiva nos trechos em que o tempo de vôo entre a
origem e o destino for superior a oito horas.(Redação dada pelo Decreto nº 2.809, de 22.10.1998)
Art. 27. A passagem aérea, destinada ao militar, e ao servidor público civil e aos seus dependentes
será adquirida pelo órgão competente, observadas as seguintes categorias: (Redação dada pelo
Dec. nº 3.643, de 26.10.2000)
I - primeira classe: Presidente e Vice-Presidente da República e pessoas por eles autorizadas,
Ministros de Estado, Secretários de Estado e os Comandantes do Exército, da Marinha e da
Aeronáutica;
II - classe executiva: titulares de representações diplomáticas brasileiras, ocupantes de cargos de
Natureza Especial, Oficiais-Generais, Ministros da Carreira de Diplomata, DAS-6 e equivalentes,
Presidentes de Empresas Estatais, Fundações Públicas, Autarquias, Observador Parlamentar e
ocupante de cargo em comissão designado para acompanhar Ministro de Estado; e
III - classe econômica:
a) demais militares e servidores públicos não abrangidos nos incisos I e II deste artigo e seus
dependentes; e
b) acompanhante de que trata o art. 29, § 1º, alínea “a”, da Lei nº 5.809, de 10 de outubro de 1972,
do servidor público civil ou do militar designado para missão permanente ou transitória, com
mudança de sede, por período superior a seis meses.
Parágrafo único. Aos ocupantes dos postos de Capitão-de-Mar-e-Guerra, Coronel, Conselheiro da
Carreira de Diplomata e de cargos de DAS-5 e 4 e equivalentes poderá ser concedida, a critério do
Secretário-Executivo ou de titular de cargo correlato, passagem da classe executiva nos trechos
em que o tempo de vôo entre o último embarque no Território Nacional e o destino for superior a
oito horas.
Art. 28. No caso da opção por outros meios de transporte, prevista na LRE, as passagens serão
requisitadas somente mediante cobertura prévia da diferença pelo servidor, quando o transporte
pelo meio, escolhido for de custo superior ao aéreo.

796
SELEGIS - Seleção Legislativa Militar. v. 3 D ECRETOS

Parágrafo único. O servidor não tem direito a recebimento da diferença, quando o custo do transporte
pelo meio escolhido for inferior ao do transporte aéreo concedido.
Art. 29. As requisições de transporte devem ser feitas pelo órgão competente diretamente às
empresas do ramo, sem interferência direta ou indireta de agentes ou intermediários.
Art. 30. Quando não houver possibilidade de transporte aéreo, na seleção dos meios e vias de
transporte, o Ministério ou órgão responsável pelo deslocamento deve levar em conta os seguintes
aspectos:
I - economia para a União;
II - tarifas oficiais vigentes;
III - natureza e tipo da missão para a qual o servidor houver sido nomeado ou designado;
IV - nível hierárquico, funcional ou militar, do servidor;
V - existência, ou não de linhas de transporte marítimo, ferroviário ou rodoviário diretas;
VI - urgência de chegada à localidade de destino;
VII - possibilidade de utilização de meios de transportes, oficiais ou próprios;
VIII - existência de transporte assegurado por estado estrangeiro ou organismo internacional; e
IX - existência de opção entre diferentes classes no meio de transporte a utilizar.
Art. 31. O transporte entre o terminal aéreo no exterior e a localidade sede da missão do servidor,
e vice-versa, é a ele indenizado, mediante apresentação dos comprovantes da despesa, observado
o disposto no artigo anterior.
Art. 32. Ao servidor será assegurado a translação, terrestre ou marítimo da respectiva bagagem,
de porta a porta, incluído embalagem, desembalagem e seguro, cabendo ao Ministério ou órgão a
que estiver vinculado para fins da missão que irá exercer, ou exerce, efetuar o pagamento dessas
despesas diretamente à empresa responsável.
§ 1º Nas viagens de ida para o exterior, por via aérea, em missão permanente, ou transitória igual
ou superior a 3 (três) meses, poderá ser concedido ao servidor e seus dependentes um adicional,
de até metade do peso da bagagem acompanhada.
§ 2º Os limites de cubagem e de peso, para efeito da translação da bagagem estão fixados nas
tabelas que constituem o anexo IV deste decreto.
§ 3º Além dos limites de cubagem e de peso fixados, o servidor tem direito a um acréscimo:
I - de 1 (um) metro cúbico ou 200 (duzentos) quilos, por dependente, nas missões de duração igual
ou superior a 3 (três) meses e inferior a 6 (seis) meses; e
II - de 2 (dois) metros cúbicos ou 400 (quatrocentos) quilos, por dependente e pelo empregado
doméstico, nas missões de duração igual ou superior a 6 (seis) meses; e
III - dos metros cúbicos ou quilogramas necessários ao transporte terrestre ou marítimo de um
automóvel de sua propriedade.
§ 4º O servidor, com mais de 2 (dois) anos de serviço no exterior, admitidas somente as interrupções
constantes do § 2º do artigo 10 da LRE, faz jus a um acréscimo de 5% (cinco por cento) do peso
ou cubagem totais a que tiver direito, para cada ano além daquele prazo.
§ 5º O calor máximo da avaliação dos bens do servidor, para efeito de seguro, é fixado:
a) em duas vezes a retribuição básica do próprio servidor, para as missões transitórias, com
mudança de sede e duração inferior a 6 (seis) meses e igual ou superior a 3 (três) meses, com
dependentes; e
b) em fatores R, equivalentes à retribuição básica de chefe de Missão Diplomática, de acordo com
as tabelas que constituem o anexo V deste decreto, para as missões permanentes ou transitórias
de duração superior a 6 (seis) meses, com mudança de sede.
§ 6º Em nenhum dos casos previstos neste artigo e seus parágrafos, poderá o servidor solicitar
complementação de importância em dinheiro para atender os limites fixados, caso não os alcance.

797
SELEGIS - Seleção Legislativa Militar. v. 3 D ECRETOS

§ 7º - Mediante proposta do órgão a que estiver vinculado o interessado, justificando a imperiosa


necessidade do serviço ou a conveniência econômica da União, o Ministro respectivo, ou a
aut or idad e a q u e fo r de l e g a d a c o m p e tê n c i a , p o d e r á a u to r i z ar a ut iliz aç ão, pelo s erv i dor, do m ei o
aéreo para o transporte de sua bagagem até o limite máximo – cubagem ou peso – a que tem
direito, na forma do § 2º. (Incluído pelo Decreto nº 81.249, de 23.1.1978)
Art. 33. Cabe ao Ministro de Estado ou autoridade delegada, autorizar a concessão de transporte
quando a sede no exterior não dispuser de assistência médico-hospitalar apropriada e, comprovadamente,
dela necessitar em caráter urgente, o servidor ou seus dependentes.
Art. 34. Quando o servidor falecer em serviço no exterior, os dependentes constantes de sua
declaração tem direito, dentro do prazo de um ano, contado da data do falecimento ao transporte
para regresso ao Brasil, obedecidas as disposições sobre passagens e bagagem, para dependentes,
estabelecidas nesse decreto, inclusive o limite de cubagem e de peso a que tinha direito o
servidor falecido.

CAPÍTULO V
DISPOSIÇÕES FINAIS
Art. 35. O pagamento da retribuição no exterior é previamente registrado pelo órgão pagador, na
respectiva Guia de Pagamento no Exterior (GPE), de modelo a ser estabelecido pelo Ministério da
Fazenda, obedecidas as disposições da LRE e deste decreto.
Art. 36. Os descontos ou consignações, obrigatórios ou facultativos, que incidam sobre a retribuição
do servidor em serviço no exterior, em missão permanente ou transitória, são processados de
acordo com as disposições legais aplicáveis no País, conforme instruções baixadas pelos respectivos
Ministros de Estado.
Parágrafo único. Ressalvados os casos previstos em lei, de descontos obrigatórios a favor da
Fazenda Nacional, em moeda estrangeira, é facultada ao servidor efetuar antecipadamente, em
moeda nacional, o recolhimento dos demais descontos ou consignações diretamente ao órgão
competente do respectivo Ministério.
Art. 37. A revisão dos critérios estabelecidos neste decreto e de seus anexos será efetuada, na
forma da LRE, após estudo conjunto pelo Estado-Maior das Forças Armadas e Ministérios da
Fazenda, Relações Exteriores e Planejamento e Coordenação Geral, por iniciativa do Estado-
Maior das Forças Armadas ou de qualquer destes Ministérios.
Parágrafo único. Idêntico procedimento será adotado quando se tornar necessária a revisão dos
anexos deste decreto por motivo de criação, transformações ou transposições de cargos.
Art. 38. Este decreto terá sua vigência a contar de 1 de janeiro de 1973, revogadas as disposições
em contrário.

Brasília, 18 de janeiro de 1973; 152º da Independência e 85º da República.


EMÍLIO G. MÉDICI
Alfredo Buzaid
Adalberto de Barros Nunes
Orlando Geisel
Mário Gibson Barbosa
Antônio Delfim Netto
Mário David Andreazza
L . F. C i r n e L i m a
Jarbas G. Passarinho
Júlio Barata

798
SELEGIS - Seleção Legislativa Militar. v. 3 D ECRETOS

J. Araripe Macedo
Mário Lemos
Marcus Vinícius Pratini de Moraes
Antônio Dias Leite Júnior
João Paulo dos Reis Velloso
José Costa Cavalcanti
Hygino C. Corsetti

Este texto não substitui o publicado no D.O.U. de 19.1.1973


e Republicado no D.O.U de 24.1.1973.

Obs.: Os Anexos de que trata este Decreto estão publicados no D.O.U. de 19.1.1973.

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SELEGIS - Seleção Legislativa Militar. v. 3 D ECRETOS

ANEXOS DO DECRETO 71.733 DE 18-01-1973, PUBLICADOS NO D.O.U. DE 19-01-1973

Anexo I ao decreto que regulamenta a Lei de Retribuição no Exterior

TA B E L A S I - E S C A L O N A M E N T O V E RT I C A L
( Í n d i c e s d e I n d e n i z a ç ã o d e R e p r e s e n t a ç ã o n o E x t e r i o r - A r t . 11)

A - SERVIDORES CIVIS
(Em Missões Diplomáticas e Administrativas)

CARGO, FUNÇÃO OU EMPREGO Índice

Chefe de Missão Diplomática. 125

Ministro de 1ª Classe e Ministro para Assuntos Comerciais de 1ª Classe. 80

Ministro de 2ª Classe, Ministro para Assuntos Comerciais de 2ª Classe,


C ô n s u l - G e r a l e d e l e g a d o d o Te s o u r o B r a s i l e i r o n o E x t e r i o r. 80

Conselheiro (Chefe de Repartição Consular, Chefe de Secom). 70

Conselheiro de Embaixada, Conselheiro de Delegação Permanente junto


a Organismo Internacional, Cônsul-Geral Adjunto, Primeiro Secretário Chefe
de Repartição Consular, Primeiro Secretário de Missão Diplomática,
Primeiro-Secretário (Cônsul-Adjunto). 60

Conselheiro. 50

Primeiro-Secretário. 45

Segundo-Secretário e Assistente do Delegado, Chefes de Assessoria, da


C o n t a d o r i a S e c c i o n a l e d a Te s o u r a r i a , d a D e l e g a c i a d o Te s o u r o B r a s i l e i r o
no Exterior. 40

Te r c e i r o - S e c r e t á r i o - N í v e i s 2 2 a 1 9 . 35

Cônsul Privativo - Níveis 18 a 12. 20

N í v e i s 11 a 7 . 15

Níveis 6 a 1. 10

800
SELEGIS - Seleção Legislativa Militar. v. 3 D ECRETOS

B - MILITARES
(Em Missões Diplomáticas e Administrativas: A;
Na situação dos itens III e V do Artigo 5º da LRE: B )

GRAU HIERÁRQUICO OU CARGO A B

A l m i r a n t e - d e - E s q u a d r a , G e n e r a l - d e - E x é r c i t o e Te n e n t e - B r i g a d e i r o . 100 50

Vice-Almirante, General-de-Divisão e Major-Brigadeiro. 80 40

Contra-Almirante, General-de-Brigada e Brigadeiro 80 40

Capitão-de-Mar-e-Guerra e Coronel (Adido Militar, Adjunto de Adido Militar). 70 -

Capitão-de-Mar-e-Guerra e Coronel (Presidente ou Chefe de Comissão ou


Órgão Militar); C a p i t ã o - d e - F r a g a t a o u Te n e n t e - C o r o n e l ( A d i d o M i l i t a r o u
Adjunto de Adido Militar). 60 -

Capitão-de-Mar-e-Guerra e Coronel. 50 25

C a p i t ã o - d e - F r a g a t a e Te n e n t e - C o r o n e l . 45 25

Capitão-de-Corveta e Major. 40 25

C a p i t ã o - Te n e n t e e C a p i t ã o . 35 20

Oficiais-Subalternos. 30 20

Suboficial, Subtenente e Sargento (Auxiliar de Adido Militar). 25 -

Suboficial, Subtenente, Sargento e Praças Especiais (Alunos de Órgão


de Formação de Oficiais da Ativa). 20 10

Cabo e demais Praças. 10 5

801
SELEGIS - Seleção Legislativa Militar. v. 3 D ECRETOS

Anexo II ao decreto que regulamenta a Lei de Retribuição no Exterior

TA B E L A II - FATO R E S D E C O N V E R S Ã O
( Í n d i c e s d a I n d e n i z a ç ã o d e R e p r e s e n t a ç ã o n o E x t e r i o r - A r t . 11)

Conversão Fator de LOCALIDADES

20 N o v a Yo r k , Wa s h i n g t o n .

18 Tóquio.

16 Bonn Boston (FOG), Caracas, Chicago, Filadélfia, Genebra,


Houston, Los Angeles, Miami, Nassau (Bahamas) (FCG),
Nova Orleans, Paris, San Juan (Porto Rico) (FCG).

14 Berlim, Buenos Aires, Cobe, Dusseldorf (FCG), Frankfort,


Hamburgo, Hong-Kong, Iocoama (FCG), La Guaira (FCG),
L o n d r e s , M u n i q u e , O t t a w a , R o m a , Va t i c a n o .

12 Amsterdam (FCG), Antuerpia, Assunção, Belfast, Bordéus, Brest,


Bruxelas, Dacar, dijon, Gênova, Greenwich, Haia, Havre, Inchon
(FCG), Islamabad, Jacarta (FCG), Karachi, Kartum, Kinshasa,
L a g o s ( F C G ) , M i l ã o , M é x i c o D . F. , M o n t e v i d é u , M o n t r e a l ( F C G ) ,
M o s c o u , N á p o l e s ( F C G ) , N i a m e y, P o r t o N o v o , P o r t s m o u t h ,
R o t e r d a m , S a n t i a g o , S e u l , S o u t h a m p t o n , Ti r a n a , To r o n t o , Tr i e s t e ,
Va r s ó v i a , V i e n a ( F C G ) .

Abdjan (FCG), Acra (FCG), Adis Abeba (FCG), Alexandria, Amã,


Ancara, Argel, Atenas, Bagdad, Bangkok, Barcelona (FCG),
Barrow-in - Furness (FCG), Beirute, Belgrado, Berna (FCG),
Bizerta, Bogotá, Bridgetown, Bucareste, Budapeste, Caiem (FCG),
Cairo, cali (FCG), Camberra, Capetow, Cingapura, Copenhage
(FCG), Coveite, Damasco, Dar, Essalam, Estocolmo (FCG),
Georgetown (FCG), Guaiaquil, Guatemala, Gdynia, Haifa (FCG),
Halifax, Helsinque (FCG), Jerusalém, Kampala, Kingston (FCG),
Kuala Lumpur, Lima, Liverpool, Lourenço Marques, Luanda (FCG),
Lusaka, Madrid, Managua, Manila, Nairobi, Nouakchott, Nova Delhi
(FCG), Oslo (FCG), Panamá, Paramaribo, Pireu, Port of Spain,
Porto (FCG), Porto Principe, Praga, Pretória, Quito, Rabat,
Reykjavik, São Domingos (FCG), São José, São Salvador (FCG),
S ó f i a , S y d n e y, Ta i p é , Te e r ã , Te g u c i g a l p a , Te l - A v i v, Tr i p o l i , Tu n i s ,
Va l p a r a í s o , Ve r a C r u z ( M é x i x o ) , ( F C G ) , Vi g o , W e l l i n g t o n , Z a n d e r i k
(Sur), Zurique.

8 Bamaco, Callao (FCG), Colombo, Concepcion (Paraguai) (FCG),


Curaçao, Dublin, Kabul, Nicósia, Rosário, Saigon, Santa Cruz de
La Sierra (FCG).

6 A l v e a r, A r t i g a s , B e a U n i o n , C h u y, C o c h a b a m b a , C o r r i e n t e s ,
Guayaramerim e portos fluviais, Iquitos e portos fluviais, Letícia
e portos fluviais, Mello, Paso de Los Libres, Paysandu,
P e d r o J u a n C a b a l l e r o , P u e r t o P. S t r o s s n e r, P o s a d a s , R i o B r a n c o ,
Rivera.

802
SELEGIS - Seleção Legislativa Militar. v. 3 D ECRETOS

Anexo III ao decreto que regulamenta a Lei de Retribuição no Exterior

TABELAS III - VALORES DAS DIÁRIAS NO EXTERIOR


(Art. 22, § 2º)

A - SERVIDORES CIVIS

Diária no Exterior
CARGO, FUNÇÃO OU EMPREGO de Embaixador -
4% da Retribuição
Básica (Art. 22)
Ministro de 1ª Classe, Ministro para Assuntos Comerciais de
1ª Classe, Observador Parlamentar e Chefe de Delegação em
Delegação Governamental. 80%
Ministro de 2ª Classe, Ministro para Assuntos Comerciais de 2ª Classe
e Delegado do Tesouro Brasileiro no Exterior. 75%
Delegado em Delegação Governamental; Primeiro-Secretário; Assistente
do Delegado, Chefes de Assessoria da Contadoria Seccional e da
Tesouraria, da Delegacia do Tesouro Brasileiro no Exterior;
Delegado-Suplente em Delegação Governamental; Segundo-Secretário
e Assessor-Especial em Delegação Governamental. 60%
Te r c e i r o - S e c r e t á r i o e A s s e s s o r e m D e l e g a ç ã o G o v e r n a m e n t a l . 50%
Cônsul Privativo; Níveis 22 a 19. 40%
Níveis 18 a 7. 30%
Níveis 6 a 1. 25%

B - MILITARES

Diária no Exterior
POSTO OU GRADUAÇÃO de Almirante-de-Esquadra -
4% da Retribuição
Básica (Art. 22)
Vice-Almirante, General-de-Divisão e Major-Brigadeiro. 80%
Contra-Almirante, General-de-Brigada e Brigadeiro. 75%
Oficial-Superior. 60%
Oficial-Intermediário. 50%
Oficial-Subalterno, Guarda-Marinha e Aspirante-a-Oficial. 40%
Aspirante e Cadete; Suboficial e Subtenente. 35%
Sargento. 30%
A l u n o , Ta i f e i r o , C a b o , M a r i n h e i r o , S o l d a d o , G r u m e t e , R e c r u t a
e Aprendiz-Marinheiro. 25%

803
SELEGIS - Seleção Legislativa Militar. v. 3 D ECRETOS

Anexo IV ao Decreto que regulamenta a Lei de Retribuição no Exterior

TABELAS IV - LIMITES DE CUBAGEM E DE PESO


(Art. 32, § 2º)

A - SERVIDORES CIVIS

CARGO,
FUNÇÃO OU DEPENDENTES COM DEPENDENTES SEM DEPENDENTES
EMPREGO:
POSTO OU
GRADUAÇÃO 6 meses a 2
DURAÇÃO DA MISSÃO
3 a 6 meses anos 3 a 6 meses 6 meses a 2 anos
LIMITE DE PESO OU
m3 kg m3 kg m3 kg m3 kg
VOLUME
Embaixador, integrante ou não, da carreira
diplomática. 12 2400 21 4200 6 1200 10 2000

Ministros, Ministros para Assuntos Comerciais


e Delegado do Tesouro Brasileiro no Exterior. 11 2200 20 4000 5 1000 10 2000
Primeiros e Segundos Secretários; Assistente
do Delegado, Chefes de Assessoria, da
Contadoria Seccional e da Tesouraria, da
Delegacia do Tesouro Brasileiro no Exterior. 10 2000 18 3600 4,5 900 9 1800
Terceiro-Secretário; Cônsul Privativo; Níveis
19 a 22. 9 1800 16 3200 4,5 900 8 1600
Níveis 18 a 7. 8 1600 14 2800 4 800 7 1400
Níveis 6 a 1. 4 800 7 1400 2 400 3 600

A - S E RV I D O R E S M I L I TA R E S

DEPENDENTES COM DEPENDENTES SEM DEPENDENTES


CARGO, FUNÇÃO
OU EMPREGO: DURAÇÃO DA 6 meses a 2
POSTO OU 3 a 6 meses 3 a 6 meses 6 meses a 2 anos
MISSÃO anos
GRADUAÇÃO
LIMITE DE PESO OU
m3 kg m3 kg m3 kg m3 kg
VOLUME

Almirante-de-Esquadra, General-de-Exército
12 2400 21 4200 6 1200 10 2000
e Tenente-Brigadeiro.
Vice-Almirante, General-de-Divisão e Major-
Brigadeiro, Contra-Almirante, General-de- 11 2200 20 4000 5 1000 10 2000
Brigada e Brigadeiro.
Oficiais-Superiores. 10 2000 18 3600 4,5 900 9 1800

Oficiais-Intermediários e Subalternos;
9 1800 16 3200 4,5 900 8 1600
Guardas-Marinha e Aspirantes-a-Oficial.

Aspirantes e Cadetes; Suboficiais,


8 1600 14 2800 4 800 7 1400
Subtenentes e Sargentos.

Demais Praças. 4 800 7 1400 2 400 3 600

804
SELEGIS - Seleção Legislativa Militar. v. 3 D ECRETOS

Anexo V ao Decreto que regulamenta a Lei de Retribuição no Exterior

TABELAS V - VALOR MÁXIMO DE AVALIAÇÃO DE BENS PARA EFEITO DE SEGURO


(Art. 32, § 5º, letra b)

A - SERVIDORES CIVIS

CARGO, FUNÇÃO OU EMPREGO FATO R R


Embaixador, integrante ou não, da carreira diplomática. 15
M i n i s t r o s , M i n i s t r o s p a r a A s s u n t o s C o m e r c i a i s e D e l e g a d o d o Te s o u r o
Brasileiro no Exterior. 12,5
Primeiros e Segundos Secretários; Assistente do Delegado, Chefes de
A s s e s s o r i a , d a C o n t a d o r i a S e c c i o n a l e d a Te s o u r a r i a , d a D e l e g a c i a d o
Te s o u r o B r a s i l e i r o n o E x t e r i o r. 10
Te r c e i r o - S e c r e t á r i o , C ô n s u l P r i v a t i v o e N í v e i s 1 9 a 2 2 . 7,5
Níveis 18 a 7. 4
Níveis 6 a 1. 2

B - MILITARES

POSTO OU GRADUAÇÃO FATO R R


A l m i r a n t e - d e - E s q u a d r a , G e n e r a l - d e - E x é r c i t o e Te n e n t e - B r i g a d e i r o . 15
Vice-Almirante, General-de-Divisão e Major-Brigadeiro, Contra-Almirante,
General-de-Brigada e Brigadeiro. 12,5
Oficiais-Superiores. 10
Oficiais-Intermediários e Subalternos; Guardas-Marinha e Aspirantes-a-Oficial. 7,5
Aspirantes, Cadetes, Suboficiais, Subtenentes e Sargentos. 4
Demais Praças. 2

805
SELEGIS - Seleção Legislativa Militar. v. 3 D ECRETOS

DECRETO Nº 88.455, DE 04 DE JULHO DE 1983

Regulamenta a designação de militar da reserva remunerada das For-


ças Armadas para o serviço ativo prevista no Estatuto dos Militares.

O PRESIDENTE DA REPÚBLICA, usando da atribuição que lhe confere o artigo 81, item III, da
Constituição, e tendo em vista o disposto no § 2º do artigo 12 da Lei nº 6.880, de 09 de dezembro
de 1980 - Estatuto dos Militares,
D E C R E TA :
Art. 1º - Os militares da reserva remunerada das Forças Armadas, em tempo de paz e independentemente
de convocação, poderão ser designados para o serviço ativo, em caráter transitório, quando:
I - se fizer necessário o aproveitamento de conhecimentos técnicos e especializados do militar;
Il - não houver, no momento, no serviço ativo, militar habilitado a exercer a função vaga existente
na Organização Militar.
Parágrafo único - A designação, na forma deste artigo, só poderá ser efetuada mediante aceitação
voluntária do militar e se for julgado apto em inspeção de saúde.
Art. 2º - O prazo para a permanência do militar na situação de designado para o serviço ativo será
de, no mínimo, 06 (seis) meses, e, no máximo, 03 (três) anos.
Parágrafo único - Em caráter excepcional, o prazo máximo previsto neste artigo poderá ser
prorrogado em até dois períodos de 03 (três) anos cada, no caso a que se refere o item I do artigo
anterior.
Art. 3º - O militar da reserva remunerada designado para o serviço ativo será considerado:
I - em exercício de comissão de natureza militar; e
II - agregado, de conformidade com o Art. 81, item I, combinado com os artigos 6º e 26, da Lei nº
6.880, de 09 Dez 80.
Parágrafo único - O militar considerado agregado, na forma do item II deste artigo, passa a figurar
no registro da respectiva Força, sem número, observado o disposto no Art. 17 do Estatuto dos
Militares, no lugar que lhe couber, com a indicação:
“Da reserva remunerada designado para o serviço ativo”.
Art. 4º - O militar da reserva remunerada designado para o serviço ativo será dispensado do
serviço ativo:
I - a pedido; e
II - ex offício :
a) por conclusão do prazo a que se obrigou a servir na ativa ao aceitar a designação;
b) por terem cessados os motivos de sua designação para o serviço ativo ou por interesse da
Administração, a qualquer tempo;
c) por ter sido julgado incapaz para o serviço, em inspeção de saúde realizada por Junta Militar de
Saúde, no decorrer do prazo a que se obrigou a servir na ativa.
Art. 5º - O militar da reserva remunerada designado para o serviço ativo fará jus:
I - à remuneração da ativa de seu posto ou graduação a partir da data de sua apresentação à respectiva
organização militar, perdendo, a contar dessa data, o direito à remuneração da inatividade; e
II - por ocasião da sua apresentação, a um auxílio para aquisição de uniformes, correspondente ao
valor do soldo de seu posto ou graduação, desde que o tempo decorrido como militar da reserva
remunerada tenha sido, no mínimo, de doze meses.
Parágrafo único - O militar de que trata este artigo, ao retornar à inatividade, terá sua remuneração
recalculada na forma do disposto no artigo 128, § 2º, da Lei nº 5.787, de 27 junho de 1972.

806
SELEGIS - Seleção Legislativa Militar. v. 3 D ECRETOS

Art. 6º - A designação de militar da reserva remunerada para o serviço ativo, de acordo com este
Decreto, será efetuada:
I - pelo Presidente da República, quando se tratar de Oficial-General;
II - pelo respectivo Ministro Militar, mediante autorização do Presidente da República, no caso de
Oficial-Superior; e
III - pelo respectivo Ministro Militar, nos demais casos.
Art. 7º - O militar da reserva remunerada, designado para o serviço ativo, não concorre às:
I - promoções previstas para o pessoal de carreira da ativa;
II - substituições temporárias; e
III - missões no exterior, de caráter permanente.
Parágrafo único - O militar de que trata este artigo não poderá exercer comissão fora de sua Força.
Art. 8º - Os Ministros de Estado da Marinha, do Exército e da Aeronáutica baixarão portarias
revogando as designações para o serviço ativo, anteriores a este Decreto, e demais atos necessários
a execução deste Decreto nos respectivos Ministérios.
Art. 9º - Este Decreto entra em vigor na data de sua publicação, revogadas as disposições em
contrário.

Brasília, DF, 04 de julho de 1983; 162º da Independência e 95º da República.


JOÃO FIGUEIREDO
Maximiano Fonseca
Walter Pires
Délio Jardim de Mattos
Waldir de Vasconcelos

807
SELEGIS - Seleção Legislativa Militar. v. 3 D ECRETOS

DECRETO Nº 88.545, DE 26 DE JULHO DE 1983.

Aprova o Regulamento Disciplinar para a Marinha e dá outras provi-


dências.

O VICE-PRESIDENTE DA REPÚBLICA, no exercício do cargo de PRESIDENTE DA REPÚBLICA,


usando da atribuição que lhe confere o art. 81 - item III da Constituição,
D E C R E TA :
Art. 1º - Fica aprovado o Regulamento Disciplinar para a Marinha que com este baixa, assinado
pelo Ministro de Estado da Marinha.
Art. 2º - Este Decreto entrará em vigor na data da sua publicação, ficando revogado o Decreto nº
38.010 de 5 de outubro de 1955, e demais disposições em contrário.

Brasília, em 26 de julho de 1983; 162º da Independência e 95º da República.


A U R E L I A N O C H AV E S
Maximiano Fonseca

808
SELEGIS - Seleção Legislativa Militar. v. 3 D ECRETOS

REGULAMENTO DISCIPLINAR PARA A MARINHA


TÍTULO I
GENERALIDADES

CAPÍTULO I
DO PROPÓSITO
Art. 1º - O Regulamento Disciplinar para a Marinha tem por propósito a especificação e a classificação
das contravenções disciplinares e o estabelecimento das normas relativas à amplitude e à aplicação
das penas disciplinares, à classificação do comportamento militar e à interposição de recursos
contra as penas disciplinares.

CAPÍTULO II
D A DISCIPLINA E DA HIERARQUIA MILITA R
Art. 2º - Disciplina é a rigorosa observância e o acatamento integral das leis, regulamentos,
normas e disposições que fundamentam o organismo militar e coordenam seu funcionamento
regular e harmônico, traduzindo-se pelo perfeito cumprimento do dever por parte de todos e de
cada um dos componentes desse organismo.
Parágrafo único - A disciplina militar manifesta-se basicamente pela:
- obediência pronta às ordens do superior;
- utilização total das energias em prol do serviço;
- correção de atitudes; e
- cooperação espontânea em benefício da disciplina coletiva e da eficiência da instituição.
Art. 3º - Hierarquia Militar é a ordenação da autoridade em níveis diferentes, dentro da estrutura
militar. A ordenação se faz por postos ou graduações; dentro de um mesmo posto ou graduação,
se faz pela antiguidade no posto ou na graduação.
Parágrafo único - O respeito à hierarquia é consubstanciado no espírito de acatamento à seqüência
de autoridade.
Art. 4º - A boa educação militar não prescinde da cortesia. É dever de todos, em serviço ou não,
tratarem-se mutuamente com urbanidade, e aos subordinados com atenção e justiça.

CAPÍTULO III
DA ESFERA DE AÇÃO DISCIPLINAR
Art. 5º - As prescrições deste Regulamento aplicam-se aos militares da Marinha da ativa, da
reserva remunerada e aos reformados.

TÍTULO II
DAS CONTRAVENÇÕES DISCIPLINARES

CAPÍTULO I
DEFINIÇÃO E ESPECIFICAÇÃO
Art. 6º - Contravenção Disciplinar é toda ação ou omissão contrária às obrigações ou aos deveres
militares estatuídos nas leis, nos regulamentos, nas normas e nas disposições em vigor que
fundamentam a Organização Militar, desde que não incidindo no que é capitulado pelo Código
Penal Militar como crime.
Art. 7º - São contravenções disciplinares:
1. dirigir-se ou referir-se a superior de modo desrespeitoso;
2. censurar atos de superior;

809
SELEGIS - Seleção Legislativa Militar. v. 3 D ECRETOS

3. responder de maneira desatenciosa ao superior;


4. dirigir-se ao superior para tratar de assuntos de serviço ou de caráter particular em inobservância
à via hierárquica;
5. deixar o subalterno, quer uniformizado quer trajando à paisana, de cumprimentar o superior
quando uniformizado, ou em traje civil, desde que o conheça; ou deixar de prestar-lhe as homenagens
e sinais de consideração e respeito previstos nos regulamentos militares;
6. deixar deliberadamente de corresponder ao cumprimento do subalterno;
7. deixar de cumprir ordem recebida da autoridade competente;
8. retardar, sem motivo justo, o cumprimento de ordem recebida de autoridade competente;
9. aconselhar ou concorrer para o não cumprimento de qualquer ordem de autoridade competente
ou para o retardamento da sua execução;
10. induzir ou concorrer intencionalmente para que outrem incida em contravenção;
11 . d e i x a r d e c o m u n i c a r a o s u p e r i o r a e x e c u ç ã o d e o r d e m d e l e r e c e b i d a ;
12. retirar-se da presença do superior sem a sua devida licença ou ordem para fazê-lo;
13. deixar o Oficial presente a solenidade interna ou externa onde se encontrem superiores
hierárquicos de apresentar-se ao mais antigo e saudar os demais;
14. deixar, quando estiver sentado, de oferecer seu lugar ao superior, ressalvadas as exceções
previstas no Regulamento de Continências, Honras e Sinais de Respeito das Forças Armadas;
15. representar contra o superior:
a) sem prévia autorização deste;
b) em inobservância à via hierárquica;
c) em termos desrespeitosos; e
d) empregando argumentos falsos ou envolvendo má-fé.
16. deixar de se apresentar, finda a licença ou cumprimento de pena, aos seus superiores ou a
quem deva fazê-lo, de acordo com as normas de serviço da Organização Militar;
17. permutar serviço sem autorização do superior competente;
18. autorizar, promover, tomar parte ou assinar representação ou manifestação coletiva de qualquer
caráter contra superior;
19. recusar pagamento, fardamento, equipamento ou artigo de recebimento obrigatório;
20. recusar-se ao cumprimento de castigo imposto;
21. tratar subalterno com injustiça;
22. dirigir-se ou referir-se a subalterno em termos incompatíveis com a disciplina militar;
23. tratar com excessivo rigor preso sob sua guarda;
24. negar licença a subalterno para representar contra ato seu;
25. protelar licença, sem motivo justificável, a subalterno para representar contra ato seu;
26. negar licença, sem motivo justificável, a subalterno para se dirigir a autoridade superior, afim
de tratar dos seus interesses;
27. deixar de punir o subalterno que cometer contravenção, ou de promover sua punição pela
autoridade competente;
28. deixar de cumprir ou de fazer cumprir, quando isso lhe competir, qualquer prescrição ou
ordem regulamentar;
29. ofender física ou moralmente qualquer pessoa, procurar desacreditá-la ou concorrer para isso,
desde que não incorra em crime;
30. desrespeitar medidas gerais de ordem policial, embaraçar sua execução ou concorrer para isso;
31. desrespeitar ou desconsiderar autoridade civil;

810
SELEGIS - Seleção Legislativa Militar. v. 3 D ECRETOS

32. desrespeitar, por palavras ou atos, a religião, as instituições ou os costumes de país estrangeiro
em que se achar;
33. faltar à verdade ou omitir informações que possam conduzir à sua apuração;
34. portar-se sem compostura em lugar público;
35. apresentar-se em Organização Militar em estado de embriaguez ou embriagar-se e comportar-
se de modo inconveniente ou incompatível com a disciplina militar em Organização Militar;
36. contrair dívidas ou assumir compromissos superiores às suas possibilidades, comprometendo
o bom nome da classe;
37. esquivar-se a satisfazer compromissos assumidos de ordem moral ou pecuniária;
38. não atender a advertência de superior para satisfazer débito já reclamado;
39. participar em Organização Militar de jogos proibidos, ou jogar a dinheiro os permitidos;
40. fazer qualquer transação de caráter comercial em Organização Militar;
41. estar fora do uniforme determinado ou tê-lo em desalinho;
42. ser descuidado no asseio do corpo e do uniforme;
43. ter o cabelo fora das normas regulamentares;
44. dar, vender, empenhar ou trocar peças de uniformes fornecidas pela União;
45. simular doença;
46. executar intencionalmente mal qualquer serviço ou exercício;
47. ser negligente no desempenho da incumbência ou serviço que lhe for confiado;
48. extraviar ou concorrer para que se extraviem ou se estraguem quaisquer objetos da Fazenda
Nacional ou documentos oficiais, estejam ou não sob sua responsabilidade direta;
49. deixar de comparecer ou atender imediatamente à chamada para qualquer exercício, faina,
manobra ou formatura;
50. deixar de se apresentar, sem motivo justificado, nos prazos regulamentares, à Organização
Militar para que tenha sido transferido e, às autoridades competentes, nos casos de comissões ou
serviços extraordinários para que tenha sido nomeado ou designado;
51. deixar de participar em tempo à autoridade a que estiver diretamente subordinado a impossibilidade
de comparecer à Organização Militar ou a qualquer ato de serviço a que esteja obrigado a participar
ou a que tenha que assistir;
52. faltar ou chegar atrasado, sem justo motivo, a qualquer ato ou serviço de que deva participar
ou a que deva assistir;
53. ausentar-se sem a devida autorização da Organização Militar onde serve ou do local onde
deva permanecer;
54. ausentar-se sem a devida autorização da sede da Organização Militar onde serve;
55. deixar de regressar à hora determinada à Organização Militar onde serve;
56. exceder a licença;
57. deixar de comunicar à Organização Militar onde serve mudança de endereço domiciliar;
58. contrair matrimônio em desacordo com a legislação em vigor;
59. deixar de se identificar quando solicitado por quem de direito;
60. transitar sem ter em seu poder documento atualizado comprobatório de identidade;
61. trajar à paisana em condições que não as permitidas pelas disposições em vigor;
62. permanecer em Organização Militar em traje civil, contrariando instruções em vigor;
63. conversar com sentinela, vigia, plantão ou preso incomunicável;
64. conversar, sentar-se ou fumar, estando em serviço e quando não permitido pelas normas e
disposições da Organização Militar;

811
SELEGIS - Seleção Legislativa Militar. v. 3 D ECRETOS

65. fumar em lugares onde seja proibido fazê-lo, em ocasião não permitida, ou em presença de
superior que não seja do seu círculo, exceto quando dele tenha obtido licença;
66. penetrar nos aposentos de superior, em paióis e outros lugares reservados, sem a devida
permissão ou ordem para fazê-lo;
67. entrar ou sair da Organização Militar por acesso que não o determinado;
68. introduzir clandestinamente bebidas alcóolicas em Organização Militar;
69. introduzir clandestinamente matérias inflamáveis, explosivas, tóxicas ou outras em Organização
Militar, pondo em risco sua segurança, e desde que não seja tal atitude enquadrada como crime;
70. introduzir ou estar de posse em Organização Militar de publicações prejudiciais à moral e à
disciplina;
71. introduzir ou estar de posse em Organização Militar de armas ou instrumentos proibidos;
72. portar arma sem autorização legal ou ordem escrita de autoridade competente;
73. dar toques, fazer sinais, içar ou arriar a bandeira nacional ou insígnias, disparar qualquer
arma sem ordem;
74. conversar ou fazer ruído desnecessário por ocasião de faina, manobra, exercício ou reunião
para qualquer serviço;
75. deixar de comunicar em tempo hábil ao seu superior imediato ou a quem de direito o conhecimento
que tiver de qualquer fato que possa comprometer a disciplina ou a segurança da Organização
Militar, ou afetar os interesses da Segurança Nacional;
76. ser indiscreto em relação a assuntos de caráter oficial, cuja divulgação possa ser prejudicial
à disciplina ou à boa ordem do serviço;
77. discutir pela imprensa ou por qualquer outro meio de publicidade, sem autorização competente,
assunto militar, exceto de caráter técnico não sigiloso e que não se refira à Defesa ou à Segurança
Nacional;
78. manifestar-se publicamente a respeito de assuntos políticos ou tomar parte fardado em manifestações
de caráter político-partidário;
79. provocar ou tomar parte em Organização Militar em discussão a respeito de política ou religião;
80. faltar com o respeito devido, por ação ou omissão, a qualquer dos símbolos nacionais, desde
que em situação não considerada como crime;
81. fazer uso indevido de viaturas, embarcações ou aeronaves pertencentes à Marinha, desde
que o ato não constitua crime.
82. disparar arma em Organização Militar por imprudência ou negligência;
83. concorrer para a discórdia ou desarmonia ou cultivar inimizades entre os militares ou seus
familiares; e
84. disseminar boatos ou notícias tendenciosas.
Parágrafo único - São também consideradas contravenções disciplinares todas as omissões do
dever militar não especificadas no presente artigo, desde que não qualificadas como crimes nas
leis penais militares, cometidas contra preceitos de subordinação e regras de serviço estabelecidos
nos diversos regulamentos militares e determinações das autoridades superiores competentes.

CAPÍTULO II
D A N AT U R E Z A D A S C O N T R AV E N Ç Õ E S E S U A S C I R C U N S T Â N C I A S
Art. 8º - As contravenções disciplinares são classificadas em graves e leves - conforme o dano -
grave ou leve - que causarem à disciplina ou ao serviço, em virtude da sua natureza intrínseca, ou
das conseqüências que delas advierem, ou puderem advir, pelas circunstâncias em que forem cometidas.
Art. 9º - No concurso de crime militar e de contravenção disciplinar, ambos de idêntica natureza,
será aplicada somente a penalidade relativa ao crime.

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SELEGIS - Seleção Legislativa Militar. v. 3 D ECRETOS

Parágrafo único - No caso de descaracterização de crime para contravenção disciplinar, esta


deverá ser julgada pela autoridade a que o contraventor estiver subordinado.
Art. 10 - São circunstâncias agravantes da contravenção disciplinar:
a) acúmulo de contravenções simultâneas e correlatas;
b) reincidência;
c) conluio de duas ou mais pessoas;
d) premeditação;
e) ter sido praticada com ofensa à honra e ao pundonor militar;
f) ter sido praticada durante o serviço ordinário ou com prejuízo do serviço;
g) ter sido cometida estando em risco a segurança da Organização Militar;
h) maus antecedentes militares;
i) ter o contraventor abusado da sua autoridade hierárquica ou funcional; e
j) ter cometido a falta em presença de subordinado.
A r t . 11 - S ã o c i r c u n s t â n c i a s a t e n u a n t e s d a c o n t r a v e n ç ã o d i s c i p l i n a r :
a) bons antecedentes militares;
b) idade menor de 18 anos;
c) tempo de serviço militar menor de seis meses;
d) prestação anterior de serviços relevantes já reconhecidos;
e) tratamento em serviço ordinário com rigor não autorizado pelos regulamentos militares; e
f) provocação.
Art. 12 - São circunstâncias justificativas ou dirimentes da contravenção disciplinar:
a) ignorância plenamente comprovada da ordem transgredida;
b) força maior ou caso fortuito plenamente comprovado;
c) evitar mal maior ou dano ao serviço ou à ordem pública;
d) ordem de superior hierárquico; e
e) legítima defesa, própria ou de outrem.

TÍTULO III
DAS PENAS DISCIPLINARES

CAPÍTULO I
DA CLASSIFICAÇÃO E EXTENSÃO
Art. 13 - As contravenções definidas e classificadas no Título anterior serão punidas com penas
disciplinares.
Art. 14 - As penas disciplinares são as seguintes:
a) para Oficiais da ativa:
1. repreensão;
2. prisão simples, até 10 dias; e
3. prisão rigorosa, até 10 dias.
b) para Oficiais da reserva que exerçam funções de atividade:
1. repreensão;
2. prisão simples, até 10 dias;
3. prisão rigorosa, até 10 dias; e

813
SELEGIS - Seleção Legislativa Militar. v. 3 D ECRETOS

4. dispensa das funções de atividade.


c) para os Oficiais da reserva remunerada não compreendidos na alínea anterior e os reformados:
1. repreensão
2. prisão simples, até 10 dias; e
3. prisão rigorosa, até 10 dias.
d) para Suboficiais:
1. repreensão;
2. prisão simples, até 10 dias;
3. prisão rigorosa, até 10 dias; e
4. exclusão do serviço ativo, a bem da disciplina.
e) para Sargentos:
1. repreensão;
2. impedimento, até 30 dias;
3. prisão simples, até 10 dias;
4. prisão rigorosa, até 10 dias; e
5. licenciamento ou exclusão do serviço ativo, a bem da disciplina.
f) para Cabos, Marinheiros e Soldados:
1. repreensão;
2. impedimento, até 30 dias;
3. serviço extraordinário, até 10 dias;
4. prisão simples, até 10 dias;
5. prisão rigorosa, até 10 dias; e
6. licenciamento ou exclusão do serviço ativo, a bem da disciplina.
Parágrafo único - Às Praças da reserva ou reformados aplicam-se as mesmas penas estabelecidas
neste artigo, de acordo com a respectiva graduação.
Art. 15 - Não será considerada como pena a admoestação que o superior fizer ao subalterno,
mostrando-lhe irregularidade praticada no serviço ou chamando sua atenção para fato que possa
trazer como conseqüência uma contravenção.
Art. 16 - Não será considerado como pena o recolhimento em compartimento fechado, com ou sem
sentinela, bem como a aplicação de camisa de força, algemas ou outro meio de coerção física, de
quem for atacado de loucura ou excitação violenta.
Art. 17 - Por uma única contravenção não pode ser aplicada mais de uma punição.
Art. 18 - A punição disciplinar não exime o punido da responsabilidade civil que lhe couber.

CAPÍTULO II
D A C O M P E T Ê N C I A E J U R I S D I Ç Ã O PA R A I M P O S I Ç Ã O
Art. 19 - Têm competência para impor penas disciplinares as seguintes autoridades:
a) a todos os militares da Marinha:
O PRESIDENTE DA REPÚBLICA e o Ministro da Marinha; e
b) aos seus comandados ou aos que servem sob sua direção ou ordem:
- o Chefe, Vice-Chefe e Subchefes do Estado-Maior da Armada;
- o Comandante, Chefe do Estado-Maior e os Subchefes do Comando de Operações Navais;
- o Secretário-Geral da Marinha;

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SELEGIS - Seleção Legislativa Militar. v. 3 D ECRETOS

- os Diretores-Gerais;
- o Comandante-Geral do Corpo de Fuzileiros Navais;
- os Comandantes dos Distritos Navais ou de Comando Naval;
- os Comandantes de Forças Navais, Aeronavais e de Fuzileiros Navais;
- os Presidentes e Encarregados de Organizações Militares;
- os Diretores dos Órgãos do Setor de Apoio;
- o Comandante de Apoio do CFN;
- os Comandantes de Navios e Unidades de Tropa;
- os Diretores de Estabelecimentos de Apoio ou Ensino;
- os Chefes de Gabinete; e
- os Capitães dos Portos e seus Delegados.
§ 1º - Os Almirantes poderão delegar esta competência, no todo ou em parte, a Oficiais subordinados;
§ 2º - Os Comandantes de Força observarão a competência preconizada na Ordenança Geral para
o Serviço da Armada.
§ 3º - A pena de licenciamento e exclusão do serviço ativo da Marinha será imposta pelo Ministro
da Marinha ou por autoridade que dele tenha recebido delegação de competência.
§ 4º - A pena de licenciamento do serviço ativo da Marinha “ ex officio “, a bem da disciplina, será
aplicada às Praças prestando serviço militar inicial pelo Comandante de Distrito Naval ou de
Comando Naval onde ocorreu a incorporação, de acordo com o Regulamento da Lei do Serviço
Militar.
§ 5º - A pena de dispensa das funções de atividade será imposta privativamente pelo Ministro da
Marinha.
§ 6º - Os Comandantes dos Distritos Navais ou de Comando Naval têm competência, ainda, para
aplicar punição aos militares da reserva remunerada ou reformados que residem ou exercem
atividades na área de jurisdição do respectivo Comando, respeitada a precedência hierárquica.
Art. 20 - Quando duas autoridades, ambas com jurisdição disciplinar sobre o contraventor, tiverem
conhecimento da falta, caberá o julgamento à autoridade mais antiga, ou à mais moderna, se o seu
superior assim o determinar.
Parágrafo único - A autoridade mais moderna deverá manter o mais antigo informado a respeito da
falta, dos esclarecimentos que se fizerem necessários, bem como, quando julgar a falta, participar
a pena imposta e os motivos que orientaram sua disposição.

CAPÍTULO III
DO CUMPRIMENTO
Art. 21 - A repreensão consistirá na declaração formal de que o contraventor é assim punido por
haver cometido determinada contravenção, podendo ser aplicada em particular ou não.
§ 1º - Quando em particular, será aplicada diretamente pelo superior que a impuser; verbalmente,
na presença única do contraventor; por escrito, em ofício reservado a ele dirigido.
§ 2º - Quando pública, será aplicada pelo superior, ou por sua delegação:
a) verbalmente:
1. ao Oficial - na presença de Oficiais do mesmo posto ou superiores;
2. ao Suboficial - nos círculos de Oficiais a Suboficiais;
3. ao Sargento - nos círculos de Oficiais, Suboficiais e Sargentos; e
4. às Praças de graduação inferior a Sargento - em formatura da guarnição, ou parte dela, a que
pertencer o contraventor.
b) por escrito, em documento do qual será dado conhecimento aos mesmos círculos acima indicados.

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SELEGIS - Seleção Legislativa Militar. v. 3 D ECRETOS

Art. 22 - A pena de impedimento obriga o contraventor a permanecer na organização Militar, sem


prejuízo de qualquer serviço que lhe competir.
Art. 23 - A pena de serviço extraordinário consistirá no desempenho pelo contraventor de qualquer
serviço interno, inclusive faina, em dias e horas em que não lhe competir esse serviço.
Art. 24 - A pena de prisão simples consiste no recolhimento:
a) do Oficial, Suboficial ou Sargento na Organização Militar ou outro local determinado, sem
prejuízo do serviço interno que lhe couber;
b) da Praça, à sua coberta na Organização Militar ou outro local determinado, sem prejuízo dos
serviços internos que lhe couberem, salvo os de responsabilidade e confiança.
Art. 25 - A pena de prisão rigorosa consiste no recolhimento:
a) do Oficial, Suboficial ou Sargento aos recintos que na Organização Militar forem destinados ao
uso do seu círculo;
b) da Praça, à prisão fechada.
§ 1º - Quando na Organização Militar não houver lugar ou recinto apropriado ao cumprimento da
prisão rigorosa com a necessária segurança ou em boas condições de higiene, o Comandante ou
autoridade equivalente solicitará que esse cumprimento seja feito em outra Organização Militar em
que isto seja possível.
§ 2º - A critério da autoridade que as impôs, as penas de prisão simples e prisão rigorosa poderão
ser cumpridas pelas Praças como determina o art. 22, computando-se dois (2) dias de impedimento
para cada dia de prisão simples e três (3) dias de impedimento para cada dia de prisão rigorosa.
§ 3º - Não será considerada agravação da pena deste artigo a reclusão do Oficial, Suboficial ou
Sargento a camarote, com ou sem sentinela, quando sua liberdade puder causar dano à ordem ou
à disciplina.

CAPÍTULO IV
D A S N O R M A S PA R A I M P O S I Ç Ã O
Art. 26 - Nenhuma pena será imposta sem ser ouvido o contraventor e serem devidamente apurados
os fatos.
§ 1º - Normalmente, a pena deverá ser imposta dentro do prazo de 48 horas, contados do momento
em que a contravenção chegou ao conhecimento da autoridade que tiver que impô-la.
§ 2º - Quando houver necessidade de maiores esclarecimentos sobre a contravenção, a autoridade
mandará proceder a sindicância ou, se houver indício de crime, a inquérito, de acordo com as
normas e prazos legais.
§ 3º - Durante o período de sindicância de que trata o parágrafo anterior, o contraventor poderá
ficar impedido de ausentar-se de Organização Militar ou de qualquer outro local que lhe seja
determinado.
§ 4º - Os presos para averiguações podem ser mantidos incomunicáveis, não devendo comparecer
a exercícios ou fainas, nem fazer serviço algum. A cessação da incomunicabilidade depende da
ultimação das averiguações a serem processadas com a maior urgência. A incomunicabilidade
não excederá três (3) dias.
§ 5º - Nenhum contraventor será interrogado em estado de embriaguez, devendo, nesse caso, ser
recolhido a prisão fechada, em benefício da manutenção da ordem ou da sua própria segurança.
§ 6º - O Oficial que lançou a contravenção disciplinar em Livro de Registro de Contravenções
deverá dar conhecimento dos seus termos à referida Praça, antes do julgamento da mesma.
Art. 27 - A autoridade julgará com imparcialidade e isenção de ânimo a gravidade da contravenção,
sem condescendência ou rigor excessivo, levando em conta as circunstâncias justificativas ou
atenuantes, em face das disposições deste Regulamento e tendo sempre em vista os acontecimentos
e a situação pessoal do contraventor.

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SELEGIS - Seleção Legislativa Militar. v. 3 D ECRETOS

A r t . 2 8 - To d a p e n a d i s c i p l i n a r, e x c e t o r e p r e e n s ã o v e r b a l , s e r á i m p o s t a n a f o r m a a b a i x o :
a) para Oficiais e Suboficiais: mediante Ordem-de-Serviço que contenha resumo do histórico da
falta, seu enquadramento neste Regulamento, as circunstâncias atenuantes ou agravantes e a
pena imposta; e
b) para Sargentos e demais Praças: mediante lançamento nos respectivos Livros de Registro de
Contravenções, onde constará o histórico da falta, seu enquadramento neste Regulamento, as
circunstâncias atenuantes ou agravantes e a pena imposta.
Art. 29 - Quando o contraventor houver cometido contravenções simultâneas mas não correlatas,
ser-lhe-ão impostas penas separadamente.
Parágrafo único - Se essas penas consistirem em prisão rigorosa e seu total exceder o máximo
fixado no art. 14, serão cumpridas em parcelas não maiores do que esse prazo, com intervalos de
cinco dias.
Art. 30 - A pena de licenciamento “ ex-officio “ do Serviço Ativo da Marinha, a bem da disciplina,
será imposta às Praças com estabilidade assegurada, como disposto no Estatuto dos Militares o nos
Regulamentos do Corpo de Praças da Armada e do Corpo de Praças do Corpo de Fuzileiros Navais.
Art. 31 - A pena de exclusão do serviço da Marinha será imposta:
a) a bem da disciplina ou por conveniência do serviço;
b) por incapacidade moral.
§ 1º - A bem da disciplina ou por conveniência do serviço, a pena será imposta sempre que a
Praça, de graduação inferior a Suboficial, houver sido punida no espaço de um ano com trinta dias
de prisão rigorosa ou quando for julgado merecê-la por um Conselho de Disciplina, por má conduta
habitual ou inaptidão profissional.
§ 2º - Por incapacidade moral, será imposta quando houver cometido ato ou julgado aviltante ou
infamante por um Conselho de Disciplina.
Art. 32 - A pena de exclusão do Serviço Ativo da Marinha a bem da disciplina será aplicada “ ex-
officio “ às Praças com estabilidade assegurada, como disposto no Estatuto dos Militares.
Art. 33 - O licenciamento “ ex-officio “ e a exclusão do Serviço Ativo da Marinha a bem da
disciplina inabilita o militar para exercer cargo, função ou emprego na Marinha.
Parágrafo único - A sua situação posterior relativa à Reserva será determinada pela Lei do
Serviço Militar e pelo Estatuto dos Militares.

CAPÍTULO V
D A C O N TA G E M D O T E M P O D E P U N I Ç Ã O
Art. 34 - O tempo que durar o impedimento de que trata o art. 26, § 3º, será levado em conta:
a) integralmente para o cumprimento de penas de impedimento;
b) na razão de 1/2 para as de prisão simples; e
c) na razão de 1/3 para as de prisão rigorosa.
Art. 35 - O tempo passado em Hospitais (doentes hospitalizados) não será computado para cumprimento
de pena disciplinar.

CAPÍTULO VI
DO REGISTRO E DA TRANSCRIÇÃO
Art. 36 - Para o registro das contravenções cometidas e penas impostas, haverá nas Organizações
Militares dois livros numerados e rubricados pelo Comandante ou por quem dele haja recebido
delegação, sendo um para os Sargentos e outro para as demais Praças.
A r t . 3 7 - To d a s a s p e n a s i m p o s t a s , e x c e t o r e p r e e n s õ e s e m p a r t i c u l a r, s e r ã o t r a n s c r i t a s n o s
assentamentos do contraventor, logo após o seu cumprimento ou a solução de recursos interpostos.

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SELEGIS - Seleção Legislativa Militar. v. 3 D ECRETOS

§ 1º - Para Sargentos e demais Praças, esta transcrição será feita na Caderneta Registro, independente
de ordem superior.
§ 2º - Para Oficiais e Suboficiais, cópia da Ordem de Serviço que publicou a punição será remetida
à DPMM ou ao CGCFN, conforme o caso, a fim de ser anexada aos documentos de informação
referentes ao Oficial ou Suboficial punido.
§ 3º - A transcrição conterá o resumo do histórico da falta cometida e a pena imposta.

CAPÍTULO VII
D A A N U L A Ç Ã O , R E L E VA M E N TO E A LT E R A Ç Ã O
Art. 38 - O disposto no art. 19 não inibe a autoridade superior na Cadeia de Comando de tomar
conhecimento “ ex-officio “ de qualquer contavenção e julgá-Ia de acordo com as normas deste
Regulamento, ou reformar o julgamento de autoridade inferior, anulando, atenuando ou agravando
a pena imposta.
§ 1º - Esta revisão de julgamento poderá ocorrer até cento e vinte dias após a data da sua
imposição. Fora desse prazo, a revisão de julgamento somente poderá ser feita privativamente
pelo Ministro da Marinha.
§ 2º - Quando já tiver havido transcrição da pena nos assentamentos, será dado conhecimento à
DPMM ou ao CGCFN, conforme o caso, para efeito de cancelamento ou alteração.
Art. 39 - A competência para relevar o cumprimento da pena é atribuição das mesmas autoridades
citadas nas alíneas a ) e b ) do art. .19, cada um quanto às punições que houver imposto, ou
quanto às aplicadas pelos seus subordinados.
Parágrafo único - Esse relevamento poderá ser aplicado:
a) por motivo de serviços relevantes prestados à Nação pelo contraventor, privativamente pelo
Presidente da República e pelo Ministro da Marinha; e
b) por motivo de gala nacional ou passagem de Chefia, Comando ou Diretoria, quando os contraventores
já houverem cumprido pelo menos metade da pena.

TÍTULO IV
DA PARTE, PRISÃO IMEDIATA E RECURSOS

CAPÍTULO I
DA PARTE E DA PRISÃO IMEDIATA
Art. 40 - Todo superior que tiver conhecimento, direto ou indireto, de contravenção cometida por qualquer
subalterno, deverá dar parte escrita do fato à autoridade sob cujas ordens estiver, a fim de que esta puna
ou remeta a parte à autoridade sob cujas ordens estiver o contraventor, para o mesmo fim.
Parágrafo único - Servindo superior e subalterno na mesma Organização Militar e sendo o subalterno
Praça de graduação inferior a Suboficial, será efetuado o lançamento da parte no Livro de Registro
de Contravenções Disciplinares.
Art. 41 - O superior deverá também dar voz de prisão imediata ao contraventor e fazê-lo recolher-
se à sua Organização Militar quando a contravenção ou suas circunstâncias assim o exigirem, a
bem da ordem pública, da disciplina ou da regularidade do serviço.
Parágrafo único - Essa voz de prisão será dada em nome da autoridade a que o contraventor
estiver diretamente subordinado, ou, quando esta for menos graduada ou antiga do que quem dá a
voz, em nome da que se lhe seguir em escala ascendente. Caso o contraventor se recuse a
declarar a Organização Militar em que serve, a voz de prisão será dada em nome do Comandante
do Distrito Naval ou do Comando Naval em cuja jurisdição ocorrer a prisão.
Art. 42 - O superior que houver agido de acordo com os artigos 40 e 41 terá cumprido seu dever
e resguardada sua responsabilidade. A solução que for dada à sua parte pela autoridade superior

818
SELEGIS - Seleção Legislativa Militar. v. 3 D ECRETOS

é de inteira e exclusiva responsabilidade desta, devendo ser adotada dentro dos prazos previstos
neste Regulamento e comunicada ao autor da parte.
Parágrafo único - A quem deu parte assiste o direito de pedir à respectiva autoridade, dentro de
oito dias úteis, pelos meios legais, a reconsideração da solução, se julgar que esta deprime sua
pessoa ou a dignidade de seu posto, não podendo o pedido ficar sem despacho. Para tanto, a
autoridade que aplicar a pena disciplinar deverá comunicar ao autor da parte a punição efetivamente
imposta e o enquadramento neste Regulamento, com as circunstâncias atenuantes ou agravantes
que envolveram o ato do contraventor.
Art. 43º - O subalterno preso nas condições do art. 41 só poderá ser solto por determinação da
autoridade a cuja ordem foi feita a prisão, ou de autoridade superior a ela.
Art. 44 - Esta prisão, de caráter preventivo, será cumprida como determina o art. 24.

CAPÍTULO II
DOS RECURSOS
Art. 45 - Àquele a quem for imposta pena disciplinar será facultado solicitar reconsideração da
punição à autoridade que a aplicou, devendo esta apreciar e decidir sobre a mesma dentro de oito
dias úteis, contados do recebimento do pedido.
Art. 46 - Àquele a quem for imposta pena disciplinar poderá, verbalmente ou por escrito, por via
hierárquica e em termos respeitosos, recorrer à autoridade superior à que a impôs, pedindo sua
anulação ou modificação, com prévia licença da mesma autoridade.
§ 1º - O recurso deve ser interposto após o cumprimento da pena e dentro do prazo de oito dias úteis.
§ 2º - Da solução de um recurso só cabe a interposição de novos recursos às autoridades
superiores, até o Ministro da Marinha.
§ 3º - Contra decisão do Ministro da Marinha, o único recurso admissível é o pedido de reconsideração
a essa mesma autoridade.
§ 4º - Quando a punição disciplinar tiver sido imposta pelo Ministro da Marinha, caberá interposição
de recurso ao Presidente da República, nos termos definidos no presente artigo.
Art. 47 - O recurso deve ser remetido à autoridade a quem dirigido, dentro do prazo de oito dias
úteis, devidamente informado pela autoridade que tiver imposto a pena.
Art. 48 - A autoridade a quem for dirigido o recurso deve conhecer do mesmo sem demora, procedendo
ou mandando proceder às averiguações necessárias para resolver a questão com justiça.
Parágrafo único - No caso de delegação, para proceder a estas averiguações será nomeado um
Oficial de posto superior ao do recorrente.
Art. 49 - Se o recurso for julgado inteiramente procedente, a punição será anulada e cancelado
tudo quanto a ela se referir; se apenas em parte, será modificada a pena.
Parágrafo único - Se o recurso fizer referência somente aos termos em que foi aplicada a punição
e parecer à autoridade que os mesmos devem ser modificados, ordenará que isso se faça,
indicando a nova forma a ser usada.

TÍTULO V
DISPOSIÇÕES GERAIS
Art. 50 - Aos Guardas-Marinha, Aspirantes, Alunos do Colégio Naval e Aprendizes-Marinheiros
serão aplicados, quando na Escola Naval, Colégio Naval ou nas Escolas de Aprendizes, as penas
estabelecidas nos respectivos regulamentos, e mais as escolares previstas para faltas de aproveitamento;
quando embarcados, as que este Regulamento determina para Oficiais e Praças, conforme o caso.
Art. 51 - O militar sob prisão rigorosa fica inibido de ordenar serviços aos seus subalternos ou
subordinados, mas não perde o direito de precedência às honras e prerrogativas inerentes ao seu
posto ou graduação.

819
SELEGIS - Seleção Legislativa Militar. v. 3 D ECRETOS

Art. 52 - Os Comandantes de Organizações Militares farão com que seus respectivos médicos ou
requisitados para tal visitem com freqüência os locais destinados a prisão fechada, a fim de
proporem, por escrito, medidas que resguardem a saúde dos presos e higiene dos mesmos locais.
Art. 53 - Os artigos deste Regulamento que definem as contravenções e estabelecem as penas
disciplinares devem ser periodicamente lidos e explicados à guarnição.
Art. 54 - A Jurisdição disciplinar, quando erroneamente aplicada, não impede nem restringe a ação
judicial militar.

M A X I M I A N O E D U A R D O D A S I LVA F O N S E C A
Ministro da Marinha

820
SELEGIS - Seleção Legislativa Militar. v. 3 D ECRETOS

DECRETO Nº 88.777, DE 30 DE SETEMBRO DE 1983

Aprova o regulamento para as policias militares e corpos de bombei-


ros militares (R-200).

O PRESIDENTE DA REPÚBLICA, usando da atribuição que lhe confere o artigo 81, item III, da
Constituição,
D E C R E TA :
Art. 1º - Fica aprovado o Regulamento para as Polícias Militares e Corpos de Bombeiros Militares
(R-200), que com este baixa.
Art. 2º - Este Decreto entra em vigor na data de sua publicação, revogados os Decretos nº 66.862,
de 08 de julho de 1970, e nº 82.020, de 20 de julho de 1978, e as demais disposições em contrário.

Brasília,DF, 30 de setembro de 1983; 162º da Independência e 95º da República.


JOÃO FIGUEIREDO
Walter Pires

Este texto não substitui o publicado no D.O.U. de 4.10.1983

821
SELEGIS - Seleção Legislativa Militar. v. 3 D ECRETOS

REGULAMENTO PARA AS POLÍCIAS MILITARES E CORPOS DE BOMBEIROS MILITARES


(R-200)

CAPÍTULO I
DAS FINALIDADES
Art. 1º - Este Regulamento estabelece princípios e normas para a aplicação do Decreto-lei nº 667,
de 02 de julho de 1969, modificado pelo Decreto-lei nº 1.406, de 24 de junho de 1975, e pelo
Decreto-lei nº 2.010, de 12 de janeiro de 1983.

CAPÍTULO II
DA CONCEITUAÇÃO E COMPETÊNCIA
Art. 2º - Para efeito do Decreto-lei nº 667, de 02 de julho de 1969 modificado pelo Decreto-lei nº
1.406, de 24 de junho de 1975, e pelo Decreto-lei nº 2.010, de 12 de janeiro de 1983, e deste
Regulamento, são estabelecidos os seguintes conceitos:
1) À disposição - É a situação em que se encontra o policial-militar a serviço de órgão ou
autoridade a que não esteja diretamente subordinado.
2) Adestramento - Atividade destinada a exercitar o policial-militar, individualmente e em equipe,
desenvolvendo-lhe a habilidade para o desempenho das tarefas para as quais já recebeu a adequada
instrução.
3) Agregação - Situação na qual o policial-militar da ativa deixa de ocupar vaga na escala hierárquica
do seu quadro, nela permanecendo sem número.
4) Aprestamento - Conjunto de medidas, incluindo instrução, adestramento e preparo logístico,
para tornar uma organização policial-militar pronta para emprego imediato.
5) Assessoramento - Ato ou efeito de estudar os assuntos pertinentes, propor soluções a cada um
deles, elaborar diretrizes, normas e outros documentos.
6) Comando Operacional - Grau de autoridade que compreende atribuições para compor forças
subordinadas, designar missões e objetivos e exercer a direção necessária para a condução das
operações militares.
7) Controle - Ato ou efeito de acompanhar a execução das atividades das Polícias Militares, por
forma a não permitir desvios dos propósitos que lhe forem estabelecidos pela União, na legislação
per t inen te .
8) Controle Operacional - Grau de autoridade atribuído à Chefia do órgão responsável pela Segurança
Pública para acompanhar a execução das ações de manutenção da ordem pública pelas Polícias
Militares, por forma a não permitir desvios do planejamento e da orientação pré-estabelecidos,
possibilitando o máximo de integração dos serviços policiais das Unidades Federativas.
9) Coordenação - Ato ou efeito de harmonizar as atividades e conjugar os esforços das Polícias
Militares para a consecução de suas finalidades comuns estabelecidas pela legislação, bem como
de conciliar as atividades das mesmas com as do Exército, com vistas ao desempenho de suas
missões.
10) Dotação - Quantidade de determinado material, cuja posse pelas Polícias Militares é autorizada
pelo Ministério do Exército, visando ao perfeito cumprimento de suas missões.
11 ) E s c a l a H i e r á r q u i c a - F i x a ç ã o o r d e n a d a d o s p o s t o s e g r a d u a ç õ e s e x i s t e n t e s n a s P o l i c i a s
Militares (PM).
12 ) Fiscalização - Ato ou efeito de observar, examinar e inspecionar as Polícias Militares, com
vistas ao perfeito cumprimento das disposições legais estabelecidas pela União.
13) Graduação - Grau hierárquico da praça.
14) Grave Perturbação ou Subversão da Ordem - Corresponde a todos os tipos de ação, inclusive as
decorrentes de calamidade pública, que por sua, natureza, origem, amplitude, potencial e vulto:

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SELEGIS - Seleção Legislativa Militar. v. 3 D ECRETOS

a) superem a capacidade de condução das medidas preventivas e repressivas tomadas pelos


Governos Estaduais;
b) sejam de natureza tal que, a critério do Governo Federal, possam vir a comprometer a integridade
nacional, o livre funcionamento de poderes constituídos, a lei, a ordem e a prática das instituições;
c) impliquem na realização de operações militares.
15) Hierarquia Militar - Ordenação da autoridade, em níveis diferentes, dentro da estrutura das
Forças Armadas e Forças Auxiliares.
16) Inspeção - Ato da autoridade competente, com objetivo de verificar, para fins de controle e
coordenação, as atividades e os meios das Policias Militares.
17) Legislação Específica - Legislação promulgada pela União, relativa às Policias Militares.
18) Legislação Peculiar ou Própria - Legislação da Unidade da Federação, pertinente à Polícia Militar.
19) Manutenção da Ordem Pública - É o exercício dinâmico do poder de polícia, no campo da
segurança pública, manifestado por atuações predominantemente ostensivas, visando a prevenir,
dissuadir, coibir ou reprimir eventos que violem a ordem pública.
2 0 ) M a t e r i a l B é l i c o d e P o l í c i a M i l i t a r - To d o o m a t e r i a l n e c e s s á r i o à s P o l i c i a s M i l i t a r e s p a r a o
desempenho de suas atribuições especificas nas ações de Defesa Interna e de Defesa Territorial.
Compreendem-se como tal:
a) armamento;
b) munição;
c) material de Motomecanização;
d) material de Comunicações;
e) material de Guerra Química;
f) material de Engenharia de Campanha.
21) Ordem Pública -.Conjunto de regras formais, que emanam do ordenamento jurídico da Nação,
tendo por escopo regular as relações sociais de todos os níveis, do interesse público, estabelecendo
um clima de convivência harmoniosa e pacífica, fiscalizado pelo poder de polícia, e constituindo
uma situação ou condição que conduza ao bem comum.
22) Operacionalidade - Capacidade de uma organização policial-militar para cumprir as missões a
que se destina.
23) Orientação - Ato de estabelecer para as Polícias Militares diretrizes, normas, manuais e outros
documentos, com vistas à sua destinação legal.
24) Orientação Operacional - Conjunto de diretrizes baixadas pela Chefia do órgão responsável
pela Segurança Pública nas Unidades Federativas, visando a assegurar a coordenação do planejamento
da manutenção da ordem pública a cargo dos órgãos integrantes do Sistema de Segurança Pública.
25) Perturbação da Ordem - Abrange todos os tipos de ação, inclusive as decorrentes de calamidade
pública que, por sua natureza, origem, amplitude e potencial possam vir a comprometer, na esfera
estadual, o exercício dos poderes constituídos, o cumprimento das leis e a manutenção da ordem
pública, ameaçando a população e propriedades públicas e privadas.
As medidas preventivas e repressivas neste caso, estão incluídas nas medidas de Defesa Interna
e são conduzidas pelos Governos Estaduais, contando ou não com o apoio do Governo Federal.
26) Planejamento - Conjunto de atividades, metodicamente desenvolvidas, para esquematizar a
solução de um problema, comportando a seleção da melhor alternativa e o ordenamento contentemente
avaliado e reajustado, do emprego dos meios disponíveis para atingir os objetivos estabelecidos.
27) Policiamento Ostensivo - Ação policial, exclusiva das Policias Militares em cujo emprego o
homem ou a fração de tropa engajados sejam identificados de relance, quer pela farda quer pelo
equipamento, ou viatura, objetivando a manutenção da ordem pública.

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SELEGIS - Seleção Legislativa Militar. v. 3 D ECRETOS

São tipos desse policiamento, a cargo das Polícias Militares ressalvadas as missões peculiares
das Forças Armadas, os seguintes:
- ostensivo geral, urbano e rural;
- de trânsito;
- florestal e de mananciais;
- rodoviária e ferroviário, nas estradas estaduais;
- portuário;
- fluvial e lacustre;
- de radiopatrulha terrestre e aérea;
- de segurança externa dos estabelecimentos penais do Estado;
- outros, fixados em legislação da Unidade Federativa, ouvido o Estado-Maior do Exército através
da Inspetoria-Geral das Polícias Militares.
28) Posto - Grau hierárquico do oficial.
29) Praças Especiais - Denominação atribuída aos policiais-mílitares não enquadrados na escala
hierárquica como oficiais ou praças.
30) Precedência - Primazia para efeito de continência e sinais de respeito.
31) Subordinação - Ato ou efeito de uma corporação policial-militar ficar, na totalidade ou em parte,
diretamente sob o comando operacional dos Comandantes dos Exércitos ou Comandantes Militares
de Área com jurisdição na área dos Estados, Territórios e Distrito Federal e com responsabilidade
de Defesa Interna ou de Defesa Territorial.
3 2 ) U n i f o r m e e F a r d a - Te m a m e s m a s i g n i f i c a ç ã o .
33) Vinculação - Ato ou efeito de uma Corporação Policial-Militar por intermédio do comandante
Geral atender orientarão e ao planejamento global de manutenção da ordem pública, emanados da
Chefia do órgão responsável pela Segurança Pública nas Unidades da Federação, com vistas a
obtenção de soluções integradas.
34) Visita - Ato por meio do qual a autoridade competente estabelece contatos pessoais com os
Comandos de Polícias Militares, visando a obter, por troca de idéias e informações, uniformidade
de conceitos e de ações que facilitem o perfeito cumprimento, pelas Polícias Militares, da legislação
e das normas baixadas pela União.
Art. 3º - O Ministério do Exército exercerá o controle e a coordenação das Polícias Militares,
atendidas as prescrições dos § 3º, 4º e 6º do artigo 10 do Decreto-lei nº 200, de 25 de fevereiro de
1967 (Reforma Administrativa), por intermédio dos seguintes órgãos:
1) Estado-Maior do Exército, em todo o território nacional;
2) Exércitos e Comandos Militares de Área, como grandes escalões de enquadramento e preparação
da tropa para emprego nas respectivas jurisdições;
3) Regiões Militares, como órgãos territoriais, e demais Grandes Comandos, de acordo com a delegação
de competência que lhes for atribuída pelos respectivos Exércitos ou Comandos Militares de Área.
Parágrafo único - O controle e a coordenação das Polícias Militares abrangerão os aspectos de
organização e legislação, efetivos, disciplina, ensino e instrução, adestramento, material bélico
de Polícia Militar, de Saúde e Veterinária de campanha, aeronave, como se dispuser neste Regulamento
e de conformidade com a política conveniente traçada pelo Ministério do Exército. As condições
gerais de convocação, inclusive mobilização, serão tratadas em instruções.
Art. 4º - A Polícia Militar poderá ser convocada, total ou parcialmente, nas seguintes hipóteses:
1) Em caso de guerra externa;
2) Para prevenir ou reprimir grave perturbação da ordem ou ameaça de sua irrupção, e nos casos
de calamidade pública declarada pelo Governo Federal e no estado de emergência, de acordo com
diretrizes especiais baixadas pelo Presidente da República.

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SELEGIS - Seleção Legislativa Militar. v. 3 D ECRETOS

Art. 5º - As Polícias Militares, a critério dos Exércitos e Comandos Militares de Área, participarão
de exercícios, manobras e outras atividades de instrução necessárias às ações específicas de
D e f e s a I n t e r n a o u d e D e f e s a Te r r i t o r i a l , c o m e f e t i v o s q u e n ã o p r e j u d i q u e m s u a a ç ã o p o l i c i a l
prioritária.
Art.6º - Os Comandantes-Gerais das Polícias Militares poderão participar dos planejamentos das
F o r ç a s Te r r e s t r e s , q u e v i s e m a D e f e s a I n t e r n a e à D e f e s a Te r r i t o r i a l .

CAPÍTULO III
DA ESTRUTURA E ORGANIZAÇÃO
Art. 7º - A criação e a localização de organizações policiais-militares deverão atender ao cumprimento
de suas missões normais, em consonância com os planejamentos de Defesa Interna e de Defesa
Te r r i t o r i a l , d e p e n d e n d o d e a p r o v a ç ã o p e l o E s t a d o - M a i o r d o E x é r c i t o .
Parágrafo único - Para efeito deste artigo, as propostas formuladas pelos respectivos Comandantes-
Gerais de Polícia Militar serão examinadas pelos Exércitos ou Comandos Militares de Área e
encaminhadas ao Estado-Maior do Exército, para aprovação.
Art. 8º - Os atos de nomeação e exoneração do Comandante-Geral de Polícia Militar deverão ser
simultâneos, obedecidas as prescrições do artigo 6º, do Decreto-lei nº 667, de 02 de julho de
1969, na redação modificada pelo Decreto-lei nº 2.010, de 12 de janeiro de 1983. Proceder-se à da
mesma for quanto ao Comandante-Geral de Corpo de Bombeiro Militar.
§ 1º - O policial do serviço ativo do Exército, nomeado para comandar Polícia Militar ou Corpo de
B o m b e i r o M i l i t a r, p a s s a r á à d i s p o s i ç ã o d o r e s p e c t i v o G o v e r n o d o E s t a d o , Te r r i t ó r i o o u D i s t r i t o
Federal, pelo prazo de 2 (dois) anos.
§ 2º - O prazo a que se refere o parágrafo anterior poderá ser prorrogado por mais 2 (dois) anos,
por proposta dos Governadores respectivos.
§ 3º - Aplicam-se as prescrições dos § 1º e 2º, deste artigo, ao Oficial do serviço ativo do Exército
que passar à disposição, para servir no Estado-Maior ou como instrutor das Polícias Militares e
Corpos de Bombeiros Militares, obedecidas para a designação as prescrições do art. 6º do Decreto-
lei nº 667, de 02 de julho de 1969, na redação dada pelo Decreto-lei nº 2.010, de 12 de janeiro de
1983, ressalvado quanto ao posto.
§ 4º - Salvo casos especiais, a critério do Ministro do Exército, o Comandante exonerado deverá
aguard a r no Co man d o o s e u s u b s ti tu to e fe ti v o .
Art. 9º - O Comandante de Polícia Militar, quando Oficial do Exército, não poderá desempenhar,
ainda que acumulativamente com as funções de Comandantes, outra função, no âmbito estadual,
por prazo superior a 30 (trinta) dias em cada período consecutivo de 10 (dez) meses.
Parágrafo único - A colaboração prestada pelo Comandante de Polícia Militar a órgãos de caráter
técnico, desde que não se configure caso de acumulação previsto na legislação vigente e nem
prejudique o exercício normal de suas funções, não constitui impedimento constante do parágrafo
7º do Art 6º do Decreto-lei nº 667, de 02 de julho de 1969.
Art. 10 - Os Comandantes-Gerais das Polícias Militares são os responsáveis, em nível de Administração
Direta, perante os Governadores das respectivas Unidades Federativas, pela administração e
emprego da Corporação.
§ 1º - Com relação ao emprego, a responsabilidade funcional dos Comandantes-Gerais verificar-
se-á quanto à operacionalide, ao adestramento e aprestamento das respectivas Corporações Policiais-
Militares.
§ 2º - A vinculação das Polícias Militares ao órgão responsável pela Segurança Pública nas
Unidades Federativas confere, perante a Chefia desse órgão, responsabilidade aos Comandantes-
Gerais das Polícias Militares quanto à orientação e ao planejamento operacionais da manutenção
da ordem pública, emanados daquela Chefia.
§ 3º - Nas missões de manutenção da ordem pública, decorrentes da orientação e do planejamento
do Órgão responsável pela Segurança Pública nas Unidades Federativas, são autoridades competentes,

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SELEGIS - Seleção Legislativa Militar. v. 3 D ECRETOS

para efeito do planejamento e execução do emprego das Polícias Militares, os respectivos Comandantes-
Gerais e, por delegação destes, os Comandantes de Unidades e suas frações, quando for o caso.

CAPÍTULO IV
DO PESSOAL DAS POLÍCIAS MILITARES
A r t . 11 - C o n s i d e r a d a s a s e x i g ê n c i a s d e f o r m a ç ã o p r o f i s s i o n a l , o c a r g o d e C o m a n d a n t e - G e r a l d a
Corporação, de Chefe do Estado-Maior Geral e de Diretor, Comandante ou Chefe de Organização
Policial-Militar (OPM) de nível Diretoria, Batalhão PM ou equivalente, serão exercidos por Oficiais
PM, de preferência com o Curso Superior de Polícia, realizado na própria Polícia Militar ou na de
outro Estado.
Parágrafo único - Os Oficiais policiais-militares já diplomados pelos Cursos Superiores de Polícia
do Departamento de Policia Federal e de Aperfeiçoamento de Oficiais do Exército terão, para todos
os efeitos, o amparo legal assegurado aos que tenham concluído o curso correspondente nas
Polícias Militares.
Art. 12 - A exigência dos Cursos de Aperfeiçoamento de Oficiais e Superior de Polícia para Oficiais
Médicos, Dentistas, Farmacêuticos e Veterinários, ficará a critério da respectiva Unidade Federativa
e será regulada mediante legislação peculiar, ouvido o Estado-Maior do Exército.
Art. 13 - Poderão ingressar nos Quadros de Oficiais Policiais-Militares, caso seja conveniente à
Polícia Militar, Tenentes da Reserva não Remunerada das Forças Armadas, mediante requerimento
ao Ministro de Estado correspondente, encaminhado por intermédio da Região Militar, Distrito
Naval ou Comando Aéreo Regional.
Art. 14 - O acesso na escala hierárquica, tanto de oficiais como de praças, será gradual e
sucessivo, por promoção, de acordo com a legislação peculiar de cada Unidade da Federação,
exigidos dentre outros, os seguintes requisitos básicos:
1) para todos os postos e graduações, exceto 3º Sgt e Cabo PM:
- Tempo de serviço arregimentado, tempo mínimo de permanência no posto ou graduação, condições
de merecimento e antigüidade, conforme dispuser a legislação peculiar;
2) para promoção a Cabo: Curso de Formação de Cabo PM;
3) para promoção a 3º Sargento PM: Curso de Formação de Sargento PM;
4) para promoção a 1º Sargento PM: Curso de Aperfeiçoamento de Sargento PM;
5) para promoção ao posto de Major PM: Curso de Aperfeiçoamento de Oficiais PM;
6) para promoção ao posto de Coronel PM: Curso Superior de Polícia, desde que haja o Curso na
Corporação.
Art. 15 - Para ingresso nos quadros de Oficiais de Administração ou de Oficiais Especialistas,
concorrerão os Subtenentes e 1º Sargentos, atendidos os seguintes requisitos básicos:
1) possuir o Ensino de 2º Grau completo ou equivalente;
2) possuir o Curso de Aperfeiçoamento de Sargentos.
Parágrafo único - É vedada aos integrantes dos quadros de Oficiais de Administração e de Oficiais
Especialistas, a matrícula no Curso de Aperfeiçoamento de Oficiais.
Art. 16 - A carreira policial-militar é caracterizada por atividade continuada e inteiramente devotada
às finalidades precípuas das Polícias Militares, denominada “Atividade Policial-Militar.”
Art. 17 - A promoção por ato de bravura, em tempo de paz, obedecerá às condições estabelecidadas
na legislação da Unidade da Federação.
Art. 18 - O acesso para as praças especialistas músicos será regulado em legislação própria.
Art. 19 - Os policiais-militares na reserva poderão ser designados para o serviço ativo, em caráter
transitório e mediante aceitação voluntária, por ato do Governador da Unidade da Federação,
quando:

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SELEGIS - Seleção Legislativa Militar. v. 3 D ECRETOS

1) se fizer necessário o aproveitamento de conhecimentos técnicos e especializados do policial-


militar;
2) não houver, no momento, no serviço ativo, policial-militar habilitado a exercer a função vaga
existente na Organização Policial-Militar.
Parágrafo único - O policial-militar designado terá os direitos e deveres dos da ativa de igual
situação hierárquica, exceto quanto à promoção, a que não concorrerá, e contará esse tempo de
efetivo serviço.

CAPÍTULO V
DO EXERCÍCIO DE CARGO OU FUNÇÃO
Art. 20 - São considerados no exercício de função policial-militar os policiais-militares da ativa
ocupantes dos seguintes cargos:
1) os especificados nos Quadros de Organização da Corporação a que pertencem;
2) os de instrutor ou aluno de estabelecimento de ensino das Forças Armadas ou de outra Corporação
Policial-Militar, no país e no exterior; e
3) os de instrutor ou aluno da Escola Nacional de Informações e da Academia Nacional de Polícia
da Polícia Federal.
Parágrafo único - São considerados também no exercício de função policial-militar os policiais-
militares colocados à disposição de outra Corporação Policial-Militar.
Art. 21 - São considerados no exercício de função de natureza policial-militar ou de interesse
policial-militar, os policiais-militares da ativa colocados à disposição do Governo Federal para
exercerem cargo ou função no:
1) Gabinetes da Presidência e da Vice-Presidência da República;
2) Estado-Maior das Forças Armadas;
3) Serviço Nacional de Informações; e
4) Em órgãos de informações do Exército.
Art. 21. São considerados no exercício de função de natureza policial-militar ou de interesse
policial-militar ou de bombeiro-militar, os militares dos Estados, do Distrito Federal ou dos Territórios,
da ativa, colocados à disposição do Governo Federal para exercerem cargo ou função nos seguintes
órgãos:(Redação dada pelo Decreto nº 4.431, de 18.10.2002)
1 - Gabinetes da Presidência e da Vice-Presidência da República;(Redação dada pelo Decreto nº
4.431, de 18.10.2002)
2 - Ministério da Defesa;(Redação dada pelo Decreto nº 4.431, de 18.10.2002)
3 - Gabinete de Segurança Institucional;(Redação dada pelo Decreto nº 4.431, de 18.10.2002)
4 - Agência Brasileira de Inteligência;(Redação dada pelo Decreto nº 4.431, de 18.10.2002)
5 - Secretaria Nacional de Segurança Pública e Conselho Nacional de Segurança Pública do
Ministério da Justiça; e(Incluído pelo Decreto nº 4.431, de 18.10.2002)
6 - Secretaria Nacional de Defesa Civil do Ministério da Integração Nacional(Incluído pelo Decreto
nº 4.431, de 18.10.2002)
§ 1º - São ainda considerados no exercício de função de natureza policial-militar ou de interesse
policial-militar, os policiais-militares da ativa nomeados ou designados para:
1) Casa Militar do Governador;
2) Gabinete do Vice-Governador;
3) Órgãos da Justiça Militar Estadual.
§ 1º São ainda considerados no exercício de função de natureza policial-militar ou bombeiro-militar
ou de interesse policial-militar ou bombeiro-militar, os policiais-militares e bombeiros-militares da
ativa nomeados ou designados para:(Redação dada pelo Decreto nº 4.531, de 19.12.2002)

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SELEGIS - Seleção Legislativa Militar. v. 3 D ECRETOS

1) o Gabinete Militar, a Casa Militar ou o Gabinete de Segurança Institucional, ou órgão equivalente,


dos Governos dos Estados e do Distrito Federal;(Redação dada pelo Decreto nº 4.531, de 19.12.2002)
2) o Gabinete do Vice-Governador;(Redação dada pelo Decreto nº 4.531, de 19.12.2002)
3) a Secretaria de Segurança Pública dos Estados e do Distrito Federal, ou órgão equivalente;(Redação
dada pelo Decreto nº 4.531, de 19.12.2002)
4) órgãos da Justiça Militar Estadual e do Distrito Federal; e(Incluído pelo Decreto nº 4.531, de
19.12.2002)
5) a Secretaria de Defesa Civil dos Estados e do Distrito Federal, ou órgão equivalente.(Incluído
pelo Decreto nº 4.531, de 19.12.2002)
§ 2º - Os policiais-militares da ativa só poderão ser nomeados ou designados para exercerem
cargo ou função nos órgãos constantes do § 1º, deste artigo, na conformidade das vagas previstas
para o pessoal PM nos Quadros de Organização dos respectivos órgãos.
Art. 22 - Os policiais-militares da ativa, enquanto nomeados ou designados para exercerem cargo
ou função em qualquer dos órgãos relacionados nos Art 20 e 21, não poderão passar à disposição
de outro órgão.
Art. 23 - Os policiais-militares da ativa, no exercício de cargo ou função enquadrados no § 1º do
artigo 21, deste Regulamento, agregados ou não, somente poderão permanecer nesta situação por
períodos de, no máximo 4 (quatro) anos contínuos ou não.
§ 1º - Ao término de cada período de 4 (quatro) anos, contínuos ou não, o policial-militar terá de
retornar à Corporação, devendo aguardar, no mínimo, para efeito de novo afastamento, a fim de
exercer qualquer cargo ou função de que trata este artigo, o prazo de 2 (dois) anos.
§ 2º - Os policiais-militares nomeados juizes dos diferentes Órgãos da Justiça Militar Estadual
serão regidos por legislação especial.
§ 3º - O prazo de que trata o caput deste artigo deverá ser contado a partir da entrada em vigor do
presente Regulamento.
Art. 23. Os Policiais Militares nomeados juízes dos diferentes Órgãos da Justiça Militar Estadual
serão regidos por legislação especial.(Redação dada pelo Decreto nº 95.073, de 21.10.1987)
Art. 24 - Os policiais-militares, no exercício de função ou cargo não catalogados nos Art 20 e 21
deste Regulamento, são considerados no exercício de função de natureza civil.
Parágrafo único - Enquanto permanecer no exercício de função ou cargo público civil temporário,
não eletivo, inclusive da administração indireta, o policial-militar ficará agregado ao respectivo
quadro e somente poderá ser promovido por antigüidade, constando-se-lhe o tempo de serviço
apenas para aquela promoção e transferência para a inatividade e esta se dará, ex-officio , depois
de dois anos de afastamento, contínuos ou não, na forma da lei.
Art. 25 - As Polícias Militares manterão atualizada uma relação nominal de todos os policiais-
militares, agregados ou não, no exercício de cargo ou função em órgão não pertencente à estrutura
da Corporação.
Parágrafo único - A relação nominal será semestralmente publicada em Boletim Interno da Corporação
e deverá especificar a data de apresentação do serviço e a natureza da função ou cargo exercido,
nos termos deste Regulamento.

CAPÍTULO VI
D O E N S I N O , I N S T R U Ç Ã O E M AT E R I A L
Art. 26 - O ensino nas Polícias Militares orientar-se-á no sentido da destinação funcional de seus
integrantes, por meio da formação, especialização e aperfeiçoamento técnico-profissional, com
vistas, prioritariamente, à Segurança Pública.
Art. 27 - O ensino e a instrução serão orientados, coordenados e controlados pelo Ministério do
Exército, por intermédio do Estado-Maior do Exército, mediante a elaboração de diretrizes e outros
documentos normativos.

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SELEGIS - Seleção Legislativa Militar. v. 3 D ECRETOS

Art. 28 - A fiscalização e o controle do ensino e da instrução pelo Ministério do Exército serão


exercidos:
1) pelo Estado-Maior do Exército, mediante a verificação de diretrizes, planos gerais, programas
e outros documentos periódicos, elaborados pelas Polícias Militares; mediante o estudo de relatórios
de visitas e inspeções dos Exércitos e Comandos Militares de Área, bem como por meio de
visitas e inspeções do próprio Estado-Maior do Exército, realizadas por intermédio da Inspetoria-
Geral das Policias Militares;
2) pelos Exércitos e Comandos Militares de Área, nas áreas de sua jurisdição, mediante visitas e
inspeções, de acordo com diretrizes e normas baixadas pelo Estado-Maior do Exército;
3) pelas Regiões Militares e outros Grandes Comandos, nas respectivas áreas de jurisdição, por
delegação dos Exércitos ou Comandos Militares de Área, mediante visitas e inspeções, de acordo
com diretrizes e normas baixadas pelo Estado-Maior do Exército.
Art. 29 - As características e as dotações de material bélico de Polícia Militar serão fixadas pelo
Ministério do Exército, mediante proposta do Estado-Maior do Exército.
Art. 30 - A aquisição de aeronaves, cuja existência e uso possam ser facultados às Polícias
Militares, para melhor desempenho de suas atribuições específicas, bem como suas características,
será sujeita à aprovação pelo Ministério da Aeronáutica, mediante proposta do Ministério do
Exército.
Art. 31 - A fiscalização e o controle do material das Polícias Militares serão procedidos:
1) pelo Estado-Maior do Exército, mediante a verificação de mapas e documentos periódicos
elaborados pelas Polícias Militares; por visitas e inspeções, realizadas por intermédio da Inspetoria-
Geral das Polícias Militares, bem como mediante o estudo dos relatórios de visitas e inspeções
dos Exércitos e Comandos Militares de Área;
2) pelos Exércitos e Comandos Militares de Área, nas respectivas áreas de jurisdição, através de
visitas e inspeções, de acordo com diretrizes e normas baixadas pelo Estado-Maior do Exército;
3) pelas Regiões Militares e outros Grandes Comandos, nas respectivas áreas de jurisdição, por
delegação dos Exércitos e Comandos Militares de Área, mediante visitas e inspeções, de acordo
com diretrizes normas baixadas pelo Estado-Maior do Exército.
Art. 32 - A fiscalização e o controle do material das Polícias Militares far-se-ão sob os aspectos de:
1) características e especificações;
2) dotações;
3) aquisições;
4) cargas e descargas, recolhimentos e alienações;
5) existência e utilização;
6) manutenção e estado de conservação.
§ 1º - A fiscalização e controle a serem exercidos pelos Exércitos, Comandos Militares de Área,
Regiões Militares e demais Grandes Comandos, restringir-se-ão aos aspectos dos números 4), 5)
e 6).
§ 2º - As aquisições do armamento e munição atenderão às prescrições da legislação federal pertinente.

CAPÍTULO VII
DO EMPREGO OPERACIONAL
Art. . 33 - A atividade operacional policial-militar obedecerá a planejamento que vise, principalmente,
à manutenção da ordem pública nas respectivas Unidades Federativas.
Parágrafo único - As Polícias Militares, com vistas à integração dos serviços policiais das Unidades
Federativas, nas ações de manutenção da ordem pública, atenderão às diretrizes de planejamento
e controle operacional do titular do respectivo órgão responsável pela Segurança Pública.

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SELEGIS - Seleção Legislativa Militar. v. 3 D ECRETOS

Art. 34 - As Polícias Militares, por meio de seus Estados-Maiores, prestarão assessoramento


superior à chefia do órgão responsável pela Segurança Pública nas Unidades Federativas, com
vistas ao planejamento e ao controle operacional das ações de manutenção da ordem pública.
§ 1º - A envergadura e as características das ações de manutenção da ordem pública indicarão o
nível de comando policial-militar, estabelecendo-se assim, a responsabilidade funcional perante a
Comandante-Geral da Polícia Militar.
§ 2º - Para maior eficiência das ações, deverá ser estabelecido um comando policial-militar em
cada área de operações onde forem empregadas frações de tropa de Polícia Militar.
Art. 35 - Nos casos de perturbação da ordem, o planejamento das ações de manutenção da ordem
pública deverá ser considerado como de interesse da Segurança Interna.
Parágrafo único - Nesta hipótese, o Comandante-Geral da Polícia Militar ligar-se-á ao Comandante
de Área da Força Terrestre, para ajustar as medidas de Defesa Interna.
Art. 36 - Nos casos de grave perturbação da ordem ou ameaça de sua irrupção, as Polícias
Militares cumprirão as missões determinadas pelo Comandante Militar de Área da Força Terrestre,
de acordo com a legislação em vigor.

CAPÍTULO VIII
D A C O M P E T Ê N C I A D O E S TA D O - M A I O R D O E X É R C I TO , AT R AV É S D A I N S P E TO R I A - G E R A L
DAS POLÍCIAS MILITARES
Art. 37 - Compete ao Estado-Maior do Exército, por intermédio da Inspetoria-Geral das Polícias
Militares:
1) o estabelecimento de princípios, diretrizes e normas para a efetiva realização do controle e da
coordenação das Polícias Militares por parte dos Exércitos, Comandos Militares de Área, Regiões
Militares e demais Grandes Comandos;
2) a centralização dos assuntos da alçada do Ministério do Exército, com vistas ao estabelecimento
da política conveniente e à adoção das providências adequadas;
3) a orientação, fiscalização e controle do ensino e da instrução das Polícias Militares;
4) o controle da organização, dos efetivos e de todo material citado no parágrafo único do artigo 3º
deste Regulamento;
5) a colaboração nos estudos visando aos direitos, deveres, remuneração, justiça e garantias das
Polícias Militares e ao estabelecimento das condições gerais de convocação e de mobilização;
6) a apreciação dos quadros de mobilização para as Polícias Militares;
7) orientar as Polícias Militares, cooperando no estabelecimento e na atualização da legislação
básica relativa a essas Corporações, bem como coordenar e controlar o cumprimento dos dispositivos
da legislação federal e estadual pertinentes.
Art. 38 - Qualquer mudança de organização, aumento ou diminuição de efetivos das Polícias
Militares dependerá de aprovação do Estado-Maior do Exército, que julgará da sua conveniência
face às implicações dessa mudança no quadro da Defesa Interna e da Defesa Territorial.
§ 1º - As propostas de mudança de efetivos das Polícias Militares serão apreciadas consoante os
seguintes fatores, concernentes à respectiva Unidade da Federação:
1) condições geo-sócio-econômicas;
2) evolução demográfica;
3) extensão territorial;
4) índices de criminalidade;
5) capacidade máxima anual de recrutamento e de formação de policiais-militares, em particular
os Soldados PM;
6) outros, a serem estabelecidos pelo Estado-Maior do Exército.

830
SELEGIS - Seleção Legislativa Militar. v. 3 D ECRETOS

§ 2º - Por aumento ou diminuição de efetivo das Polícias Militares compreende-se não só a


mudança no efetivo global da Corporação mas, também, qualquer modificação dos efetivos fixados
para cada posto ou graduação, dentro dos respectivos Quadros ou Qualificações.
Art. 39 - O controle da organização e dos efetivos das Polícias Militares será feito mediante o
exame da legislação peculiar em vigor nas Polícias Militares e pela verificação, dos seus efetivos,
previstos e existentes, inclusive em situações especiais, de forma a mantê-los em perfeita adequabilidade
ao cumprimento das missões de Defesa Interna e Defesa Territorial, sem prejuízos para a atividade
policial prioritária.
Parágrafo único - O registro dos dados concernentes à organização e aos efetivos das Polícias
Militares será feito com a remessa periódica de documentos pertinentes à Inspetoria-Geral das
Polícias Militares.

CAPÍTULO IX
DAS PRESCRIÇÕES DIVERSAS
Art. 40 - Para efeito das ações de Defesa Interna e de Defesa Territorial, nas situações previstas
nos Art 4º e 5º deste Regulamento, as unidades da Polícia Militar subordinar-se-ão ao Grande
Comando Militar que tenha jurisdição sobre a área em que estejam localizadas, independentemente
do Comando da Corporação a que pertençam ter sede em território jurisdicionado por outro Grande
Comando Militar.
Art. 41 - As Polícias Militares integrarão o Sistema de Informações do Exército, conforme dispuserem
os Comandantes de Exército ou Comandos Militares de Área, nas respectivas áreas de jurisdição.
Art. . 42 - A Inspetoria-Geral das Polícias Militares tem competência para se dirigir diretamente às
Polícias Militares, bem como aos órgãos responsáveis pela Segurança Pública e demais congêneres,
quando se tratar de assunto técnico-profissional pertinente às Polícias Militares ou relacionado
com a execução da legislação federal específica àquelas Corporações.
Art. 43 - Os direitos, remuneração, prerrogativas e deveres do pessoal das Polícias Militares, em
serviço ativo ou na inatividade, constarão de legislação peculiar em cada Unidade da Federação,
estabelecida exclusivamente para as mesmas. Não será permitido o estabelecimento de condições
superiores às que, por lei ou regulamento, forem atribuídas ao pessoal das Forças Armadas,
considerada a correspondência relativa dos postos e graduações.
Parágrafo único - No tocante a Cabos e Soldados, será permitido exceção no que se refere à
remuneração bem como à idade-limite para permanência no serviço ativo.
Art. 44 - Os Corpos de Bombeiros, à semelhança das Polícias Militares, para que passam ter a
condição de “militar” e assim serem considerados forças auxiliares, reserva do Exército, têm que
satisfazer às seguintes condições:
1) serem controlados e coordenados pelo Ministério do Exército na forma do Decreto-lei nº 667, de
02 de julho de 1969, modificado pelo Decreto-lei nº 2.010, de 12 de janeiro de 1983, e deste
Regulamento;
2) serem componentes das Forças Policiais-Militares, ou independentes destas, desde que lhes
sejam proporcionadas pelas Unidades da Federação condições de vida autônoma reconhecidas
pelo Estado-Maior do Exército;
3) serem estruturados à base da hierarquia e da disciplina militar;
4) possuírem uniformes e subordinarem-se aos preceitos gerais do Regulamento Interno e dos
Serviços Gerais e do Regulamento Disciplinar, ambos do Exército, e da legislação específica
sobre precedência entre militares das Forças Armadas e os integrantes das Forças Auxiliares;
5) ficarem sujeitos ao Código Penal Militar;
6) exercerem suas atividades profissionais em regime de trabalho de tempo integral.
§ 1º - Caberá ao Ministério do Exército, obedecidas as normas deste Regulamento, propor ao
Presidente da República a concessão da condição de “militar” aos Corpos de Bombeiros.

831
SELEGIS - Seleção Legislativa Militar. v. 3 D ECRETOS

§ 2º - Dentro do Território da respectiva Unidade da Federação, caberá aos Corpos de Bombeiros


Militares a orientação técnica e o interesse pela eficiência operacional de seus congêneres municipais
ou particulares. Estes são organizações civis, não podendo os seus integrantes usar designações
hierárquicas, uniformes, emblemas, insígnias ou distintivos que ofereçam semelhança com os
usados pelos Bombeiros Militares e que possam com eles ser confundidos.
Art. 45 - A competência das Polícias Militares estabelecida no artigo 3º, alíneas a, b e c do
Decreto-lei nº 667, de 02 de julho de 1969, na redação modificada pelo Decreto-lei nº 2.010, de 12
de janeiro de 1983, e na forma deste Regulamento, é intransferível, não podendo ser delegada ou
objeto de acordo ou convênio.
§ 1º - No interesse da Segurança Interna e a manutenção da ordem pública, as Polícias Militares
zelarão e providenciarão no sentido de que guardas ou vigilantes municipais, guardas ou serviços
de segurança particulares e outras organizações similares, exceto aqueles definidos na Lei nº
7.102, de 20 de junho de 1983, e em sua regulamentação, executem seus serviços atendidas as
prescrições deste artigo.
§ 2º - Se assim convier à Administração das Unidades Federativas e dos respectivos Municípios,
as Polícias Militares poderão colaborar no preparo dos integrantes das organizações de que trata
o parágrafo anterior e coordenar as atividades do policiamento ostensivo com as atividades
daquelas organizações.
Art. 46 - Os integrantes das Polícias Militares, Corporações instituídas para a manutenção da
ordem pública e da segurança interna nas respectivas Unidades da Federação, constituem uma
categoria de servidores públicos dos Estados, Territórios e Distrito Federal, denominado de “policiais-
militares”.
Art. 47 - Sempre que não colidir com as normas em vigor nas unidades da Federação, é aplicável
às Polícias Militares o estatuído pelo Regulamento de Administração do Exército, bem como toda
a sistemática de controle de material adotada pelo Exército.
Art. 48 - O Ministro do Exército, obedecidas as prescrições deste Regulamento, poderá baixar
instruções complementares que venham a se fazer necessárias à sua execução.

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SELEGIS - Seleção Legislativa Militar. v. 3 D ECRETOS

DECRETO Nº 90.900, DE 5 DE FEVEREIRO DE 1985.

Dá nova redação ao § 2º do art. 1º do Decreto nº 57.272, de 16 de


novembro de 1965, que dispõe sobre acidente em ser viço.

O P R E S I D E N T E D A R E P Ú B L I C A, n o u s o d a s a t r i b u i ç õ e s q u e l h e c o n f e r e o a r t i g o 8 1 , i t e m I I I d a
Constituição Federal,
D E C R E TA :
Art 1º o parágrafo 2º do art. 1º do Decreto nº 57.272, de 16 de novembro de 1965 passa a vigorar
com a seguinte redação:
§ 1º..................................................
..................................................
“§ 2º Não se aplica o disposto neste artigo quando o acidente for resultado de crime, transgressão
disciplinar, imprudência ou desídia do militar acidentado ou de subordinado seu, com sua aquies-
cência. Os casos previstos neste parágrafo serão comprovados em Inquérito Policial Militar,
instaurado nos termos do art. 9º do Decreto-lei nº 1.002, de 21 de outubro de 1969, ou, quando não
for caso dele, em sindicância, para esse fim mandada instaurar, com observância das formalida-
des daquele.”

Brasília-DF, 05 de janeiro de 1985; 164º da Independência e 97º da República.


JOÃO FIGUEIREDO
Altredo Karam
Walter Pires
Délio Jardim de Mattos

Este texto não substitui o publicado no D.O.U. de 6.2.1985

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SELEGIS - Seleção Legislativa Militar. v. 3 D ECRETOS

DECRETO N° 94.507, DE 23 DE JUNHO DE 1987.

Regulamenta as disposições contidas no artigo 154 da Lei n° 6.880, de


9 de dezembro de 1980, que dispõe sobre os militares da Aeronáutica
incapacitados para atividades aéreas.

O PRESIDENTE DA REPÚBLICA, usando da atribuição que lhe confere o artigo 81, item III, da
Constituição e de acordo com o disposto no parágrafo único do artigo 154 da Lei n° 6.880, de 9
dezembro de 1980,
D E C R E TA :
Art. 1° Os militares da Aeronáutica funcionalmente obrigados ao vôo que, por enfermidades,
acidentes ou deficiência psicofisiológica, verificada em inspeção de saúde, forem considerados
definitivamente incapacitados para o exercício de atividades aéreas exigidas pelos regulamentos
específicos, porém aptos para o desempenho de funções em terra, serão incluídos em uma cate-
goria especial, denominada Extranumerário.
Art. 2° Os militares incluídos na categoria Extranumerário não ocuparão vagas nos respectivos
quadros a que pertençam; gozarão dos direitos de suas antiguidades e ocuparão os mesmos
lugares na escala hierárquica, substituindo-se a numeração ordinária pela designação abreviada
de sua categoria (EXT).
Art. 3° A inclusão na categoria de Extranumerário será feita após inspeção de saúde realizada por
Junta de Saúde da Aeronáutica, por ato:
1. do Presidente da República, quando se tratar de Oficiais-Generais;
2 . d o M i n i s t r o d a A e r o n á u t i c a , q u a n d o s e t r a t a r d e O f i c i a i s - S u p e r i o r e s , C a p i t ã e s , Te n e n t e s e
Aspirantes-a-Oficial; e
3. do Comandante-Geral do Pessoal, quando se tratar de Suboficiais e Sargentos.
Art. 4° O Aspirante-a-Oficial que não desejar se beneficiar da inclusão prevista no artigo 1° será
licenciado nos termos do artigo 94, item V, combinado com o artigo 121, item II, § 3°, letra b , do
Estatuto dos Militares.
Art. 5° Os casos não previstos serão resolvidos pelo Ministro da Aeronáutica.
Art. 6° Este decreto entrará em vigor na data de sua publicação, ficando revogados o Decreto n°
77.248, de 27 de fevereiro de 1976 e demais disposições em contrário.

Brasília, 23 de junho de 1987; 166° da Independência e 99° da República.


JOSÉ SARNEY
Octávio Júlio Moreira Lima

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SELEGIS - Seleção Legislativa Militar. v. 3 D ECRETOS

DECRETO Nº 363, DE 12 DE DEZEMBRO DE 1991

Aprova o Plano Geral de Convocação para o Serviço Militar Inicial nas


Forças Armadas, no ano de 1993.

O V I C E - P R E S I D E N T E D A R E P Ú B L I C A, n o e x e r c í c i o d o c a r g o d e P R E S I D E N T E D A R E P Ú B L I C A ,
n o u s o d a a t r i b u i ç ã o q u e l h e c o n f e r e o a r t . 8 4 , i n c i s o I V, d a C o n s t i t u i ç ã o , e d e a c o r d o c o m o
disposto no parágrafo único do art. 26 do Decreto nº 57.654, de 20 de janeiro de 1966,
D E C R E TA :
Art. 1º Fica aprovado o Plano Geral de Convocação para o Serviço Militar Inicial nas Forças
Armadas, no ano de 1993, que com este baixa.
Art. 2º Este decreto entra em vigor na data de sua publicação.

Brasília, 12 de dezembro de 1991; 170º da Independência e 103º da República.


I TA M A R F R A N C O
Mário César Flores
Carlos Tinoco Ribeiro Gomes
Sócrates da Costa Monteiro

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SELEGIS - Seleção Legislativa Militar. v. 3 D ECRETOS

PRESIDÊNCIA DA REPÚBLICA
E S TA D O - M A I O R D A S F O R Ç A S A R M A D A S
“Governo do Brasil”

P L A N O G E R A L D E C O N V O C A Ç Ã O PA R A O S E RV I Ç O M I L I TA R I N I C I A L
DAS FORÇAS ARMADAS EM 1993
CLASSE 1974
B R A S Í L I A D F, 1 9 9 1
PRESIDÊNCIA DA REPÚBLICA
E S TA D O - M A I O R D A S F O R Ç A S A R M A D A S
PLANO GERAL DE CONVOCAÇÃO

PREÂMBULO
O Estado-Maior das Forças Armadas - órgão de assessoramento do Exmo. Sr. Presidente da
República - no exercício da direção geral do Serviço Militar elabora, anualmente, com participa-
ção dos Ministérios Militares, o Plano Geral de Convocação para o serviço militar inicial, no qual
são reguladas as condições de recrutamento da classe a incorporar.
Para assessorar o Chefe do Estado-Maior das Forças Armadas, nesse desiderato, foi criada, pelo
Decreto nº 79.167, de 25 de janeiro de 1977, a Comissão do Serviço Militar (Cosemi).

P L A N O G E R A L D E C O N V O C A Ç Ã O PA R A O S E RV I Ç O M I L I TA R I N I C I A L N A S
FORÇAS ARMADAS EM 1993

1. Introdução
1.1 - Finalidade
Regular as condições de Recrutamento dos brasileiros da classe de 1974, para a prestação do
serviço militar inicial nas Forças Armadas no ano de 1993.
1.2 - Legislação
- Constituição da República Federativa do Brasil, de 5 de outubro de 1988;
- Lei nº 4.375, de 17 de agosto de 1964 (LSM), com as modificações da Lei nº 4.754, de 18 agosto
de 1965, e dos Decretos-Leis nº 549, de 24 de abril de 1969, nº 715, de 30 de julho de 1969, nº 899
de 29 de setembro de 1969 e nº 1.786, de 20 de maio de 1980;
- Lei nº 5.292, de 8 de junho de 1967 (LMFDV), com as modificações da Lei n° 5.399, de 20 de
março de 1968 e nº 7.264, de 4 de dezembro de 1984 e Decreto-Lei nº 2.059, de 1º de setembro de
1983;
- Decreto nº 57.654, de 20 de janeiro de 1966 (RLSM), modificado pelos Decretos nº 58.759, de 28
de junho de 1966, nº 76.324, de 22 de setembro de 1975 e nº 93.670, de 9 de dezembro de 1986;
- Decreto nº 60.822, de 7 de junho de 1967 (IGISC), modificado pelo Decreto nº 63.078, de 5 de
agosto de 1968;
- Decreto nº 63.704, de 29 de novembro de 1968 (RLMFDV), modificado pelo Decreto nº 91.206, de
29 de abril de 1985;
- Decreto nº 66.949, de 23 de julho de 1970 (IGCCFA);
- Decreto nº 74.475, de 29 de agosto de 1974; e
- Portaria nº 01628/Cosemi, de 7 de junho de 1983 (IGSME).

836
SELEGIS - Seleção Legislativa Militar. v. 3 D ECRETOS

2. Recrutamento
2.1 - Convocação
São convocados à prestação do serviço militar inicial todos os brasileiros da classe de 1974 e
anteriores, ainda em débito com o serviço militar.
2.1.1 - Seleção Geral
a ) Serão submetidos à Seleção Geral os brasileiros:
1) residentes em municípios tributários (MT):
- pertencentes à classe de 1974, alistados até 30 de abril de 1992; e
- de classes anteriores, ainda em débito com o serviço militar, alistados até 30 de abril de 1992.
2) estudantes do último semestre dos cursos de Institutos de Ensino (IE) tributários, oficiais ou
reconhecidos, de formação de médicos, farmacêuticos, dentistas e veterinários e os médicos,
farmacêuticos, dentistas e veterinários (MFDV) formados no 1º semestre de 1992, em IE tributários,
portadores de Certificados de Alistamento Militar (CAM) ou de Dispensa de Incorporação (CDI).
3) MFDV, voluntários, com menos de 38 anos de idade, referida a 31 dezembro de 1992, possuidores
de qualquer documento comprobatório de situação militar, nos termos do RLMFDV (art. 11, § 1º).
b) Prazos, datas e locais de realização
- Anexo I
2.1.2 - Considerações Gerais
a. A apresentação do Certificado de Alistamento Militar (CAM) constituirá condição indispensável
para que o conscrito seja submetido à seleção.
b. A seleção será feita de acordo com instruções baixadas pelo Ministro Militar interessado e
compreenderá inspeção de saúde, testes de seleção, entrevista, apreciação de outros elementos
disponíveis e, a critério dos Ministros Militares, outras provas físicas. Uma vez satisfeitas essas
condições de seleção, serão considerados convocados à incorporação ou matrícula e receberão
destino ou constituirão excesso de contingente (RLSM, art. 50 e 74).
c P a r a a s e l e ç ã o d o s e s t u d a n t e s d o s I E M F D V e d o s M F D V, f u n c i o n a r ã o C o m i s s õ e s d e S e l e ç ã o
Especial (CSE), constituídas de elementos das forças interessadas, sob a responsabilidade da RM
( R L M F D V, a r t . 1 6 ) .
d O médico, farmacêutico, dentista ou veterinário (MFDV) convocado que apresentar, até 15 dias
antes da data de incorporação, declaração de que está cursando residência médica ou comprovar
que está freqüentando curso de pós-graduação ou similar, reconhecido pelo Conselho Federal de
Educação, poderá, desde que a disponibilidade de MFDV exceda às necessidades das Organizações
Militares (OM) e a critério dos Comandantes de DN, RM e COMAR, obter adiamento de incorporação,
por prazo correspondente à 1ª residência médica ou aos cursos citados. Ao término do adiamento
concedido, terá prioridade de incorporação.
e Aspecto de capital importância a observar será o de evitar a inclusão de indivíduos incompatíveis
com a vida militar, aí considerando, inclusive, aqueles identificados com o uso indevido de
drogas. Convém, por isso, que, além de uma averiguação a respeito, em todas as fases de
recrutamento, a inspeção de saúde seja tão completa quanto possível.
f. Com exceção dos casos de incorporação obrigatória de insubmisso, desertor e desistente de
eximido, cujos direitos políticos tenham sido suspensos, (RLSM, art. 80 e art. 244, parágrafo
único), não é lícito incluir conscritos no Contingente - tipo de uma Organização, para o fim
exclusivo de castigo por ser refratário ou sem a conveniente interpretação do disposto nos arts.
82, 83 e nº3 do § 3º do art. 98 do RLSM, os quais não impõem obrigatoriedade de incorporação,
mas, sim, ainda, uma seleção por comparação (pelo art. 83 do RLSM), e uma suposição de que o
conscrito possui qualidades, ou haja conveniência para a integração do naturalizado, pelos arts.
82 e 98 do RLSM (IGCCFA, 4.10.1, letra b ).
g O refratário , o insubmisso , o desertor e o desistente de eximido , cujos direitos políticos
tenham sido suspensos, se incorporado, terá de servir 12 (doze) meses, mesmo que a classe com

837
SELEGIS - Seleção Legislativa Militar. v. 3 D ECRETOS

a qual incorporou venha a servir menos tempo, por decisão ministerial (IGCCFA, 4.10.1, letra c ).
h O convocado, designado para incorporação ou matrícula, que transferir sua residência, deverá
se apresentar no DN, RM ou COMAR de destino, com a maior brevidade possível, a fim de
concorrer à Seleção Complementar (nº 1 do art. 82 do RLSM e letra b do subitem 4.10.1 das
IGCCFA).
i O convocado que, após alistado, alegar imperativo de consciência, entendendo-se como tal o
decorrente de crença religiosa e de convicção filosófica ou política , para eximir-se de atividades
de caráter essencialmente militar, deverá ser encaminhado, normalmente, à Seleção Geral da
Classe. Somente após ter sido considerado apto naquela seleção, receberá designação para a
prestação de Serviço Alternativo, conforme as normas reguladoras daquele serviço.
j Ninguém será privado de direitos por motivo de crença religiosa ou de convicção filosófica ou
política, salvo se as invocar para eximir-se de obrigação legal a todos imposta e recusar-se a
cumprir prestação alternativa, fixada em lei. (Art. 5º, inciso VIII, da Constituição da República
Federativa do Brasil.)
2.1.3 - Distribuição dos Selecionados Aptos
a O critério de distribuição dos selecionados aptos pelas OMA e OFR estará a cargo das forças
interessadas e será regulado nas respectivas Instruções Complementares de Convocação (ICC).
b A majoração dos conscritos selecionados e julgados aptos deverá constar das Instruções Complementares
de Convocação de cada Força Singular, cabendo ao respectivo Ministro Militar definir os casos
especiais e os percentuais da referida majoração, adequados aos mesmos. Nos Municípios Tributários
de mais de uma força, a majoração deverá ser compatível com as necessidades de incorporação,
sem prejudicar o efetivo necessário às outras forças.
c. Distribuição para o Grupamento B (2ª Turma)
- Os convocados que, por qualquer motivo, não tiverem obtido adiamento de incorporação e
durante a época de seleção geral comprovarem estar inscritos em exames de admissão à Escola
Naval, à Academia Militar das Agulhas Negras, à Academia da Força Aérea Brasileira, ao Colégio
Naval, à Escola Preparatória de Cadetes do Exército, à Escola Preparatória de Cadetes-do-Ar, ao
Instituto Militar de Engenharia, ao Instituto Tecnológico de Aeronáutica, à Escola de Sargentos das
Armas, à Escola de Especialistas da Aeronáutica, à Escola de Formação de Oficiais das Polícias
Militares e dos Corpos de Bombeiros, às Escolas de Formação de Oficiais para a Marinha Mercante,
Escolas de Aprendizes-Marinheiros e ao Curso de Formação de Soldado do Corpo de Fuzileiros
Navais poderão ser distribuídos, dentro das possibilidades de cada força, para a 2ª Turma de
incorporação ou para incorporação em OM integrantes do Grupamento B.
- Os Estabelecimentos acima referidos informarão aos DN, às RM e aos COMAR interessados, até
15 de abril do ano da matrícula, quanto aos convocados que, nas condições acima, neles hajam
sido matriculados, a fim de permitir o cancelamento das respectivas designações para incorporação
e demais providências a respeito. Outrossim, comunicarão às CSM e órgãos correspondentes da
Marinha ou da Aeronáutica da área de jurisdição, dentro de 30 dias da ocorrência, quais os
convocados que efetuaram matrícula e quais os que foram desligados ou eliminados.
2.1.4 - Seleção Complementar
- Anexo I
2.2 - Incorporação ou Matrícula
2.2.1 - Concorrerão os convocados que, submetidos à seleção de que trata o item 2.1.1.a, forem
julgados aptos e designados para a prestação do serviço militar inicial em OMA ou OFR.
2.2.2 - Locais, prazos e datas de apresentação dos designados -
- Anexo I
2.2.3 - Locais, prazos e datas de incorporação e/ou matrícula
- Anexo I
2.2.4 - A época de incorporação de MFDV fica a critério das Forças Singulares.

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SELEGIS - Seleção Legislativa Militar. v. 3 D ECRETOS

2.2.5 - Adiamento de incorporação e processo de arrimo


- Por ocasião do alistamento, é oportuno instruir, convenientemente, os convocados, a respeito de
adiamento de incorporação e processo de arrimo, com a finalidade de se evitar o comparecimento,
nas CS, daqueles com direito ao adiamento ou que sejam arrimos.
- Locais e datas para adiamento de incorporação ou processo de arrimo.
- Anexo I
2.3 - Estabelecimentos diretamente relacionados com a Segurança Nacional
2.3.1 - Observar o nº 5 e parágrafos 6º e 7º do art. 105 do RLSM e item 7 das IGCCFA.
2.3.2 - Para obtenção da dispensa de incorporação, prevista no nº 5 do art. 105 do RLSM, o
brasileiro, além de pertencer à classe convocada e ser operário, funcionário ou empregado de
estabelecimento ou de empresa industrial relacionada pelo EMFA, de acordo com o nº 4 do art. 27
daquele regulamento, deverá estar no exercício de trabalho imprescindível ao funcionamento do
estabelecimento ou da empresa, no mínimo, há 1 (um) ano.
2.3.3 - A relação dos estabelecimentos diretamente relacionados com a segurança nacional será
divulgada através de portaria publicada pelo EMFA até 31 de dezembro de 1991 e encaminhada
aos Ministros Militares.
2.4 - Residentes em Municípios Não Tributários ou em Zona Rural de Município Tributário somente
de Órgão de Formação de Reserva
2.4.1 - O convocado residente em município não tributário deverá comparecer à JSM de origem
para obtenção do CDI, a partir do início da seleção geral. Nessa ocasião, deverá comprovar a
residência há mais de um ano, referida à data do início da seleção, naquele Município. Essa
comprovação será anotada no verso do seu CAM e na FAM, sendo exigida para entrega do
certificado.
2.4.2 - O alistado residente em zona rural de Município Tributário somente de OFR deverá comparecer
à seleção geral, na forma do art. 48 do RLSM. A Comissão de Seleção concederá a dispensa de
incorporação prevista no n° 1, art. 105, do RLSM.
2.4.3 - Nos Tiros-de-Guerra localizados em Municípios Tributários apenas de Órgãos de Formação
de Reserva, poderão ser matriculados os brasileiros que tenham transferido sua residência para o
Município há menos de um ano referida à data de início da seleção.
2.5 - Entrega de CDI e de CI
2.5.1 - Os Certificados de Dispensa de Incorporação (CDI) para os convocados previstos no
RLSM, art. 105, nº 1, deverão ser entregues a partir do início da seleção geral, ou, a critério do
Órgão de Direção do Serviço Militar da Força, a partir do alistamento, desde que comprovem
r esid ir há mais de u m a n o n o M u n i c íp i o .
2.5.2 - Os Certificados de Dispensa de Incorporação (CDI) para os convocados previstos no
RLSM, art. 105, nº 6, poderão ser entregues a partir do alistamento, a critério de cada Força
Singular, desde que o alistando residente em Município Tributário proceda conforme o RLSM, art.
43, § 1º, e art. 105, § 10.
2.5.3 - Os Certificados de Dispensa de Incorporação (CDI) para os casos previstos no RLSM, art.
55 e art. 93, § 2°, n° 2, deverão ser entregues aos interessados durante a seleção geral ou
imediatamente após o seu término.
2.5.4 - Os Certificados de Dispensa de Incorporação (CDI) para os casos previstos no RLSM, art.
105, n° 2, deverão ser entregues imediatamente após a distribuição ou quando do conhecimento
da designação.
2.5.5 - Os Certificados de Dispensa de Incorporação (CDI) para convocados designados à incorporação
e que forem incluídos no excesso de contingente de cada OM (Majoração), deverão ser entregues
até 30 (trinta) dias após a data de incorporação ou matrícula.
2.5.6 - Os conscritos que receberem o CDI continuarão com as obrigações previstas na legislação
do Serviço Militar.

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SELEGIS - Seleção Legislativa Militar. v. 3 D ECRETOS

2.5.7 - O Certificado de Isenção (CI) do conscrito julgado Incapaz C ou Incapaz Moral , durante a
época da seleção geral deverá ser entregue ao interessado imediatamente.
2.5.8 - Os arrimos de família sujeitos a incorporação ou matrícula deverão ter o tratamento previsto
no n° 6 do art. 105 do RLSM.
3. Voluntários
Os Ministros Militares, através de suas Instruções Complementares de Convocação, regularão a
a c e i t a ç ã o d e v o l u n t á r i o s , d e a c o r d o c o m o p r e v i s t o n o R L S M , a r t . 1 2 7 , e R L M F D V, a r t . 5 5 .
4. Preferenciados
Conscritos de Habilitação Civil de interesse das Forças Armadas.
- Os conscritos que, desde a época do alistamento ou da seleção, exercerem ocupações com características
de interesse especial de determinada força, terão Destino Preferencial (RLSM, art. 69), para essa força,
que fixará a melhor maneira para o seu aproveitamento. Só mediante entendimento entre os Ministérios
Militares, o preferenciado de uma força poderá ser aproveitado em outra (IGCCFA, n° 4.10.10) .
5. Tributação
5.1 - Municípios Tributários de OMA, CPOR/NPOR e TG simultaneamente ou não
- Anexo II
5.2 - Municípios Tributários de CPOR/NPOR
- Anexo III
5.3 - IEMFDV Tributários em 1993
- S e r ã o c o n s i d e r a d o s t r i b u t á r i o s t o d o s o s I E M F D V, o f i c i a i s o u r e c o n h e c i d o s , c o m e x c e ç ã o d o s
c o n s t a n t e s d o A n e x o I V.
5.4 - IEMFDV a serem dispensados de convocação em 1993
- Anexo IV
5.5 Tributação de Municípios - Estatística
- Anexo V
6. Prescrições diversas
6.1 O PAD no Sistema do Serviço Militar
- Te n d o e m v i s t a o u s o d o P r o c e s s a m e n t o A u t o m á t i c o d e D a d o s ( PA D ) n o S i s t e m a d o S e r v i ç o
Militar, na Marinha, no Exército e na Aeronáutica, continuam em vigor os modelos de Ficha de
Alistamento Militar (FAM) desenvolvidos e utilizados dentro de cada força, até que a legislação
vigente seja compatibilizada às necessidades impostas pela nova sistemática.
- V i s a n d o , n o f u t u r o , a u m a m e l h o r c o m u n i c a ç ã o e n t r e o s O S M , n a á r e a d o PA D , a s f o r ç a s
deverão, no que couber, padronizar esses modelos, através de seus representantes junto ao
EMFA, por ocasião de realização de Trabalho Inter-Forças (TIF) a ser desenvolvido sobre o
assunto.
6.2 - Situação do Refratário
6.2.1 - O brasileiro será considerado refratário por tantas vezes quantas sejam as suas faltas às
anuais e sucessivas seleções.
6.2.2 - O refratário, até que se apresente à seleção da classe a que estiver vinculado e até que
tenha definido sua situação militar, não poderá fazer prova de que está “em dia com o serviço
militar”., mesmo que tenha efetuado o pagamento da multa prevista no RLSM, correspondente
àquela situação.
6.2.3 - Para fins de aplicação da multa de que tratam o n° 2 do art. 176 e o art. 178 do RLSM, são
considerados refratários, por não terem comparecido à seleção de sua classe na época determinada,
os convocados:
a das classes de 1960 e anteriores, a partir do recebimento do CAM, se este recebimento ocorreu
antes de 17 de novembro de 1978, e, a partir daquela data, mesmo não alistados; e

840
SELEGIS - Seleção Legislativa Militar. v. 3 D ECRETOS

b das classes de 1961 e seguintes, alistados ou não.


6.3 - Anotações nos CI e CDI fornecidos
6.3.1 - Nos CI
Nos CI fornecidos, serão feitas, à máquina, as anotações que se seguem, relativas ao motivo,
usando a expressão, entre aspas, para cada caso:
a quando licenciado a bem da disciplina: “por estar compreendido no parágrafo quinto do artigo
cento e vinte e um do Estatuto dos Militares”;
b quando excluído a bem da disciplina: “por estar compreendido no parágrafo único do artigo cento
e vinte e sete do Estatuto dos Militares”;
c quando julgado incapaz definitivamente, física, ou mentalmente, inclusive o caso de notoriamen-
te incapaz: “por estar compreendido no Regulamento da LSM, artigo cento e sessenta e cinco,
parágrafo segundo, número um ou dois” (conforme o caso);
d quando houver incompatibilidade moral para integrar as Forças Armadas, comprovada quando
da seleção: “por estar compreendido no Regulamento da LSM, artigo cento e sessenta e cinco,
parágrafo terceiro, número dois”.
6.3.2 - Nos CDI
Nos CDI fornecidos, serão feitas, à máquina, as anotações que se seguem, relativas ao motivo,
usando a expressão, entre aspas, para cada caso:
a para os casos:
- previstos no RLSM, art. 93, § 29, n°s 1, 2 e 3 e art. 105, nºs 1, 2 e 6;
- de insuficiência nos testes psicológicos:
“por ter sido incluído no excesso de contingente”;
b para os previstos no RLSM, art. 105, n° 5: “por ser operário (funcionário, empregado) de
empresa (estabelecimento) industrial (de transporte, de comunicações) relacionado(a) com a Se-
gurança Nacional”.
Neste caso, o CDI consignará a “situação especial”;
c para os previstos no RLSM, art. 98, § 2°, n° 1: “por ser sacerdote ou ministro de tal religião”; e
d para os que forem condenados por sentença irrecorrível, resultante de prática de crime comum
de caráter culposo: “por estar compreendido no Regulamento da LSM, artigo cento e quarenta,
número quatro” .
6.4 - Situação dos Veterinários
- Tendo em vista as prescrições do artigo 3° do Decreto n° 74.475, de 29 de agosto de 1974, os
estudantes de veterinária continuarão a prestar o serviço militar na forma da legislação específica
(LMFDV e seu regulamento) .
6.5 - Coordenação Horizontal dos Órgãos do Serviço Militar
- Ta n t o q u a n t o p o s s í v e l , d e v e r á s e r u t i l i z a d a a c o o r d e n a ç ã o h o r i z o n t a l d o s ó r g ã o s d o s e r v i ç o
militar nos diversos níveis, em proveito do sistema (art. 32 e seu parágrafo único e art. 71 do
RLSM).
6.6 - Sobrecarga dos Órgãos do Serviço Militar
As forças devem evitar sobrecarregar os OSM com missões estranhas às suas atribuições,
relacionadas com o serviço militar.
6.7 - Modelos de Certificados
6.7.1 - Certificado de Dispensa de Incorporação (CDI)
Continuam em vigor os modelos de Certificados de Dispensa de Incorporação (CDI), adotados pelo
Exército e pela Aeronáutica, desde 1° de janeiro de 1981 e 30 de outubro de 1984, respectivamen-
te, devendo suas características e detalhes descritivos serem regulados nas respectivas ICC.

841
SELEGIS - Seleção Legislativa Militar. v. 3 D ECRETOS

6.7.2 - Certificado de Isenção (CI)


a ) A partir de 1° de janeiro de 1992, o Exército passará a adotar novo modelo de Certificado de
Isenção (CI).
b ) A adoção do novo certificado será gradativa e sem função do consumo dos estoques do modelo
atualmente em vigor.
c ) Característica e detalhes descritivos do novo documento:
(1) preenchimento à máquina ou automático através de computador;
(2) dimensões de impressão (9,2cm X 6,0cm) idêntica a uma carteira de identidade, facilitando o
porte e a conservação pela proteção de envelope plástico;
(3) existência de fotografia e impressão digital, validando o documento;
(4) dispositivos de segurança:
( a ) selo nacional em relevo, sobre a fotografia e certificado, para evitar troca de foto;
( b ) contra falsificações - produzido na frente, com fundo numismático, em off-set, com duas cores
para composição de um fundo antifotosselecionável;
( c) contra adulterações - constantes da frente, com impressões anti-raspagem e fundo químico
invisível que revela o alerta adulterado quando submetido à ação de irradiadores de base clorídrica.
(5) papel nobre de fabricação nacional, de primeira qualidade, de 90g/m2.
d ) Modelo do novo CI
Anexo VII - Anverso, verso e interior
6.8 - Conscrito desligado de OFR
Para o conscrito, aluno de OFR do IME ou do ITA, desligado do IE antes de concluir a formação
militar, as Forças Singulares deverão observar o disposto no n° 8.4.1 das IGCCFA.
6.9 - Prazo de validade inicial do CAM e sua revalidação
6.9.1 - Na ocasião da lavratura do CAM, será registrada, como limite de validade inicial, a data de
31 de dezembro de 1992 para os alistados até 30 de abril de 1992 e 31 de dezembro de 1993 para
os alistados de 1° de maio a 31 de dezembro de 1992 de acordo com o RLSM, art. 42, § 1°
6.9.2 - As prorrogações serão feitas de conformidade com o que estabelece o RLSM, art. 42, § 2º.
6.10 - Exigência de Atestado
De conformidade com a Lei n° 7.115, de 29 de agosto de 1983 (dispõe sobre prova documental nos
casos que indica e dá outras providências), a declaração destinada a fazer prova de boa conduta,
bons antecedentes, de residência e de pobreza, quando firmada pelo próprio interessado ou por
procurador bastante, e sob as penas da lei, presume-se verdadeira.
6 . 11 - I n s t r u ç õ e s C o m p l e m e n t a r e s e P l a n o s R e g i o n a i s d e C o n v o c a ç ã o
Os Órgãos de Direção do Serviço Militar de cada força remeterão exemplares das respectivas
Instruções Complementares de Convocação ao EMFA e aos Estados-Maiores e Órgãos correspon-
dentes das demais forças.
Os DN, RM e COMAR remeterão suas instruções e Planos Regionais de Convocação ao EMFA,
Estados-Maiores, EGN, ECEME e ECEMAR, Escolas de Aperfeiçoamento de Oficiais das respec-
tivas Forças e aos demais DN, RM e COMAR (IGCCFA n° 12).
6.12 - Alistamento fora do prazo
Os convocados da classe de 1974, alistados após 30 de junho de 1992, estarão sujeitos às multas
previstas no RLSM, considerando a situação particular de cada um dos convocados. Os alistados
entre 1° de maio e 30 de junho de 1992 não pagarão multa, mas serão vinculados à classe
seguinte.
6.13 - Relatórios
As Forcas Singulares remeterão ao EMFA:

842
SELEGIS - Seleção Legislativa Militar. v. 3 D ECRETOS

6.13.1 - relatório de conscrição da classe, no qual constarão, por DN, RM ou COMAR, conforme
o caso, e separadamente por aspectos da seleção (RLSM, art.39, e 13.1 das IGCCFA):
- alistamento
- seleção (apresentação e resultado)
- distribuição
- incorporação ou matrícula
- dispensados de incorporação e/ou matrícula
- observações e sugestões
Prazo: até 31 de outubro do ano de prestação do serviço militar da classe.
6.13.2 - relatório e resultados de estudos e atuações previstos nas IGCCFA, n° 13.2 e 13.3.
Prazos: até 30 de abril do ano de prestação do serviço militar da classe para o n° 13.2 e até 30 de
maio para o n° 13.3.
6.14 - Excesso do Contingente
Conceito - É o conjunto de cidadãos brasileiros convocados para o serviço militar inicial que,
pelos motivos abaixo, não forem incorporados nas Organizações Militares da Ativa ou matriculados
nos Órgãos de Formação de Reserva.
6.14.1 - Residentes em Municípios Tributários e que:
a tenham sido julgados Incapaz B-1 em duas inspeções de saúde, realizadas para a seleção de
duas classes distintas, qualquer que seja o diagnóstico (art. 56 do RLSM);
b tenham sido julgados Incapaz B-2 na forma do art. 57 do RLSM;
c tenham mais de 30 (trinta) anos de idade e estejam em débito com o serviço militar, independentemente
de aplicação das penalidades a que estiverem sujeitos, nos termos do RLSM, art. 93, § 2°, n° 3; e
d excederem às necessidades das Forças Armadas, nos termos do RLSM, art. 105, n° 2.
6.14.2 - Dispensados de incorporação nos termos do RLSM, art. 105, n°s 1 e 6.
6.14.3 - Os convocados julgados aptos, que forem incluídos no Excesso do Contingente resultante
da majoração e os demais não distribuídos, continuarão:
a. durante a prestação do serviço militar inicial da classe, sujeitos à chamada complementar para
o recompletamento ou acréscimo de efetivo de OM desfalcadas ou que forem criadas; e
b. sujeitos à Convocação de Emergência para evitar a perturbação da ordem ou para sua manutenção
ou, ainda, em caso de calamidade pública.
6.14.4 - A critério dos Comandantes de DN, RM e COMAR, o convocado julgado Incapaz B- 1 na
Seleção Geral, poderá, desde logo, ser incluído no Excesso do Contingente, com exceção dos insubmissos
que deverão ser tratados de acordo com o descrito na letra a do subitem Situação do Insubmisso .
6.15 - Alistados para a Marinha e a Aeronáutica em Municípios Tributários também do Exército
Deverão ser selecionados por aquelas forças e, se não forem incorporados ou matriculados, serão
incluídos no Excesso do Contingente de cada uma.
Caberá à Marinha e à Aeronáutica a confecção do devido documento comprobatório de situação
militar, que poderá ser entregue pela JSM, após entendimento com a CSM, conforme previsto
pelas IGCCFA, n° 4.7.
6.16 - Município Exclusivo de uma Força
Alistados de Municípios Tributários de uma única força, menores de 30 (trinta) anos de idade, que
forem incluídos no Excesso do Contingente ou julgados incapazes definitivos, permanecerão
vinculados à força, que deverá confeccionar os respectivos documentos militares que serão
entregues pela JSM, após entendimento com a CSM (IGCCFA, nº 4.7).
Nos Municípios Tributários exclusivos da Marinha ou da Aeronáutica a JSM poderá alistar, se
necessário para aquelas forças, mediante entendimento prévio a nível DN, RM e COMAR e com

843
SELEGIS - Seleção Legislativa Militar. v. 3 D ECRETOS

apoio material da força interessada, que deverá providenciar o pagamento do Pro labore . O
alistamento deverá ser efetuado normalmente durante todo o ano, como previsto no parágrafo 2°
do art. 41 do RLSM.
6.17 - Conscritos maiores de 30 (trinta) anos de idade
Os conscritos maiores de 30 (trinta) anos de idade, exceto os preferenciados, terão suas situações
regularizadas pelo Exército, mesmo que de Município Tributário exclusivo da Marinha ou Aeronáutica.
Contudo, se o Município for sede exclusiva de Organização Militar da Marinha ou Aeronáutica, o
encargo total será atribuído a uma dessas forças (IGCCFA, n° 4.7.1).
6.18 - Incorporado Possuidor do Título de Eleitor
6.18.1 - Deverão ser recolhidos, por ocasião da incorporação dos conscritos, pelas OM que
incorporam e/ou matriculam, os respectivos Títulos de Eleitor, onde permanecerão até o término
do tempo de serviço militar inicial obrigatório, devendo ser restituído aos interessados por ocasião
de seus licenciamentos.
6.18.2 - Os médicos, dentistas, farmacêuticos e veterinários, por ocasião da incorporação para
realização do EAS, terão os seus Títulos de Eleitor recolhidos pelas Organizações Incorporadoras,
onde permanecerão até a conclusão da primeira fase do estágio, quando serão encaminhados às
OM de destino que, após a conclusão do tempo de serviço militar inicial obrigatório, deverão fazer
a restituição dos mesmos aos interessados.
6.18.3 - Por ocasião da realização de eleições, os órgãos detentores dos títulos aqui referidos
deverão, num prazo máximo de 30 (trinta) dias após o dia da eleição, encaminhar às respectivas
Zonas Eleitorais, organizadas por Seção Eleitoral, as relações dos militares que deixaram de
votar, por estarem enquadrados na restrição prevista no § 2º do art. 14 da Constituição Federal,
conforme entendimento do TSE, propalado em Seção de 3 de novembro de 1989, informado através
d o Te l e x n ° 3 . 9 2 7 , d e 4 d e n o v e m b r o d e 1 9 8 9 , e m r e s p o s t a à c o n s u l t a f o r m u l a d a p e l o M i n i s t é r i o
do Exército.
6.18.4 - Os conscritos que vierem a sofrer interrupção da prestação do serviço militar inicial
obrigatório terão a restituição imediata do seu Título de Eleitor.
6.19 - Situação de Insubmisso
- Para efeito de aplicação da legislação especial a que se refere o art. 81 do RLSM e para
aplicação específica nos processos de insubmissão, o insubmisso classificado nos Grupos B1, B2
ou C, na inspeção de saúde a que se submeter, não será incorporado, ficando numa das seguintes
situações:
a. Se Incapaz B1:
- Deverá ter seu CAM anotado, para possibilitar nova inspeção de saúde, de acordo com o
planejamento de incorporação em vigor à época. Se apto na nova inspeção, será incorporado e
seu processo terá continuidade. Se julgado novamente incapaz temporariamente, terá o mesmo
procedimento do Incapaz B2, como orienta o art. 56 e seu parágrafo único do RLSM.
b. Se Incapaz B2:
- Recebe, desde já, o CDI, com inclusão no Excesso de Contingente, tendo seu processo arquivado .
c Se Incapaz C:
- Recebe o CI, tendo seu processo arquivado, de acordo com o art. 464 do Código de Processo
Penal Militar (CPPM).
d. Vide Acórdão do Superior Tribunal Militar
( S TM ) , de 8 d e a b ril de 1 9 8 3 , d a d o n a Ap e l a ç ã o n ° 4 3 .6 24-5.
6.20 - Transferência de Reservista de uma Força Armada para outra
Deverá ser dado aos portadores de CDI, o mesmo tratamento previsto no art. 246 do RLSM, no
caso de transferência de uma Força Armada para outra.
6.21 - Lema de Publicidade

844
SELEGIS - Seleção Legislativa Militar. v. 3 D ECRETOS

- O lema de publicidade do Serviço Militar é:


“Serviço militar - A Segurança do Brasil em nossas mãos”
6.22 - Logotipo do Serviço Militar
- O logotipo adotado para o serviço militar é o indicado no anexo VIII
6.23 - Da liberação do conscrito e da imagem do Serviço Militar
É muito importante para o Sistema do Serviço Militar, que o convocado liberado da prestação do
serviço militar inicial, por diversos motivos, receba o certificado a que faz jus, no prazo mais
curto possível, inclusive a 2a via , quando solicitada . Para isso , devem ser feitos todos os
esforços nos diversos níveis da estrutura, desde os órgãos de direção até os de execução.
Se o documento definitivo de situação militar não puder ser entregue, por motivo imperioso, de
imediato, deverá ser feita, no verso do CAM, de preferência com carimbo, a seguinte anotação:
“Liberado da prestação do Serviço Militar Inicial , aguardando o certificado definitivo”.
O Órgão de Direção do Serviço Militar de cada FS, bem como os DN, RM e COMAR, deverão dar
esclarecimentos aos empregadores de modo geral, através de publicidade, da validade de tal
anotação nos CAM.
É também de grande importância, para uma boa imagem do Sistema do Serviço Militar, junto ao
público externo, a maneira correta e eficiente como ele é atendido, por ocasião do Alistamento e
da Seleção, através dos Órgãos Alistadores - Juntas de Serviço Militar e das Comissões de
S e l e ç ã o - , r e s p e c t i v a m e n t e . Ta l f a t o d e v e s e r u m a p r e o c u p a ç ã o c o n s t a n t e d o s i n t e g r a n t e s d o
Sistema, pois, para milhares de jovens brasileiros, o único contato feito com Órgãos do Sistema
do Serviço Militar é durante o alistamento e a seleção geral. Por fim, esforços deverão ser
desenvolvidos para que o jovem, ao retornar à vida civil, após a prestação do serviço militar
inicial, leve a melhor imagem possível dos dias de caserna, de forma a poder transmitir aos outros
jovens a verdadeira imagem do serviço militar.

GENERAL-DE-EXÉRCITO ANTONIO LUIZ ROCHA VENEU


Chefe do Estado-Maior das Forças Armadas

845
SELEGIS - Seleção Legislativa Militar. v. 3 D ECRETOS

Anexos:
ANEXO I

Quadro Cronológico do Alistamento em 1992

Prazos Para a Classe de 1974 (*)

Período do
Alistamento Situação Destino
01 jan a 30 abr Dentro do prazo Encaminhar à seleção de 1992
01 mai a 30 jun Dentro do prazo
01 jul a 30 set Fora do prazo: multas Encaminhar à seleção de 1993
previstas no nº 1 do art.
176 do RLSM
01 out a 31 dez Fora do prazo e
refratário: Encaminhar à seleção de 1993
Multas previstas nos nºs
1 e 2 do art. 176 do
RLSM

Prazos para as Classes Anteriores (**)

Período do
Alistamento Situação Destino

01 jan a 30 abr Refratário: Encaminhar à seleção de 1992


Multas previstas nos nºs 1 e 2 do
01 mai a 31 dez art. 176 e art. 178 do RLSM
Encaminhar à seleção de 1993

Observações:
(*) Prazo de validade do CAM: ver item 6.9, <<prazo de validade inicial do CAM e sua revalidação>>,
deste PGC.
(**) Ver item 6.2, <<situação do refratário>>, deste PGC.

846
SELEGIS - Seleção Legislativa Militar. v. 3 D ECRETOS

ANEXO II

Municípios Tributários de OMA e OFR


(Art. 35 RLSM)

Acre

Marinha Exército Aeronáutica


Município CPOR
OMA OFR OMA TG OMA OFR
NPOR
Assis Brasil X
Brasiléia X
Cruzeiro do Sul X
Mâncio Lima X
Plácido de Castro X
Rio Branco X X
Sena Madureira X
Senador Guiomard X
Tarauacá X

Características da Tributação
- Número de Municípios: ................................................................................... 9
- Exclusivos do Exército:
OMA : ................................................................................... 8
- Comum ao Exército e à Aeronáutica: ................................................................................... 1

Alagoas

Marinha Exército Aeronáutica


Município CPOR
OMA OFR OMA TG OMA OFR
NPOR
Arapiraca X
Maceió X X X X
Marechal Deodoro X
Palmeira dos Indios X
Penedo X
Pilar X
Rio Largo X
São José da Laje X
Satuba X

Características da Tributação
- Número de Municípios: ................................................................................... 9
- Exclusivos do Exército:
OMA : ................................................................................... 4
OFR: ................................................................................... 4
- Comum à Marinha, ao Exército e à Aeronáutica: ................................................................................... 1

847
SELEGIS - Seleção Legislativa Militar. v. 3 D ECRETOS

Amapá

Marinha Exército Aeronáutica


Município CPOR
OMA OFR OMA TG OMA OFR
NPOR
Macapá X
Oiapoque X
Características da Tributação
- Número de Municípios: ................................................................................... 2
- Exclusivos do Exército:
OMA : ................................................................................... 2

Amazonas

MarinhaExército Aeronáutica
Município CPOR
OMA OFR OMA TG OMA OFR
NPOR
Atalaia do Norte X
Benjam in Constant X
Careiro X
Careiro da Várzea X
Coari X
Hum aitá X
Iranduba X
Itacoatiara X X
Lábrea X
Manacapuru X X
Manaus X X X X
Parintins X
Rio Preto da Eva X
Santo Antônio do Içá X
São G abriel da Cachoeira X X
São Paulo de Olivença X
Tabatinga X
Tefé X

Características da Tributação
- Número de Municípios: ................................................................................... 1 8
- Exclusivos do Exército:
OMA : ................................................................................... 1 4
- Comuns ao Exército e à Aeronáutica: ................................................................................... 3
- Comum à Marinha, ao Exército e à Aeronáutica: ................................................................................... 1

848
SELEGIS - Seleção Legislativa Militar. v. 3 D ECRETOS

Bahia

M arin ha E xército A eron áutica


M unicípio CPOR
OMA OFR OMA TG OMA OFR
NPOR
A lago inh as X X X
B arra X
B arreiras X
B om Jesus da Lap a X
B rum ado X
C achoeira X
C am acan X
C anarana X
C ruz das A lm as X
F eira de S antana X X
Ibotiram a X
Ilhéus X X X
Ipiaú X
Irecê X
Itabu na X
Itam araju X
Itaparica X X
Itape tinga X
Jacobina X
Jequié X
Juaze iro X X
Lauro de Fre itas X X X
M uritiba X
O liveira dos Brejinhos X
P aulo Afonso X
P oções X
S alva dor X X X X X
S anta M aria da Vitória X
S anta R ita de C ássia X
S anto A ntônio de Jesus X
S ão D esidério X
S ão F élix X
S ão F élix do C oribe X
S eabra X
S enhor d o B onfim X
S errin ha X
V alença X
V itória da C onq uista X
X ique-X iq ue X

Características da Tributação
- Número de Municípios: ................................................................................... 3 9
- Exclusivos do Exército:
OMA : ................................................................................... 1 3
OFR : ................................................................................... 1 9
S : ................................................................................... 2
- Comum à Marinha e ao Exército ................................................................................... 1
- Comum ao Exército e à Aeronáutica ................................................................................... 3
- Comum à Marinha, ao Exército e à Aeronáutica: ................................................................................... 1

849
SELEGIS - Seleção Legislativa Militar. v. 3 D ECRETOS

Ceará

Marinha Exército Aeronáutica


Município CPOR
OMA OFR OMA TG OMA OFR
NPOR
Acaraú X
Aracati X
Camocim X
Cratéus X
Crato X
Fortaleza X X X X
Iguatu X
Itapipoca X
Juazeiro do Norte X
Limoeiro do Norte X
Maranguape X
Quixadá X
Quixeramobim X
Russas X
Sobral X
Tamboril X

Características da Tributação
- Número de Municípios: ................................................................................... 1 6
- Exclusivos do Exército:
OMA : ................................................................................... 2
OFR : ................................................................................... 1 3
- Comum à Marinha, ao Exército e à Aeronáutica: ................................................................................... 1

Distrito Federal

Marinha Exército Aeronáutica


Município CPOR
OMA OFR OMA TG OMA OFR
NPOR
Brasília X X X X X

Características da Tributação
- Número de Municípios: ................................................................................... 1
- Comum à Marinha, ao Exército e à Aeronáutica: ................................................................................... 1

850
SELEGIS - Seleção Legislativa Militar. v. 3 D ECRETOS

Espírito Santo

Marinha
Exército Aeronáutica
Município CPOR
OMA OFR OMA TG OMA OFR
NPOR
Alegre X
Bom Jesus do Norte X
Cachoeiro de Itapemirim X
Cariacica X X X
Castelo X
Colatina X
Guaçuí X
Santa Tereza X
São Gabriel da Palha X
Serra X X X
Vila Velha X X X
Vitória X X X

Características da Tributação
- Número de Municípios: ................................................................................... 1 2
- Exclusivos do Exército:
OFR : ................................................................................... 7
- Exclusivos da Aeronáutica:
OMA : ................................................................................... 1
- Comum à Marinha e ao Exército ................................................................................... 4

Fernando de Noronha

Marinha Exército Aeronáutica


Município CPOR
OMA OFR OMA TG OMA OFR
NPOR
Fernando de Noronha X

Características da Tributação
- Número de Municípios: ................................................................................... 1
- Exclusivos da Aeronáutica:
OMA : ................................................................................... 1

851
SELEGIS - Seleção Legislativa Militar. v. 3 D ECRETOS

Goiás

Marinha Exército Aeronáutica


Município CPOR
OMA OFR OMA TG OMA OFR
NPOR
Acreúna X
Anápolis X X X
Anicuns X
Aparecida de Goiânia X
Aragarças X
Barro Alto X
Bela Vista de Goiás X
Cacu X
Caiapônia X
Caldas Novas X
Catalão X
Ceres X
Cristalina X
Formosa X X
Goianópolis X
Goianésia X
Goiânia X X X X
Goianira X
Goiás X
Goiatuba X
Guapó X
Hidrolândia X
Inhumas X
Ipameri X
Iporá X
Itaberaí X
Itapaci X
Itapuranga X
Itauçu X
Itumbiara X
Jaraguá X
Jataí X
Luziânia X X
Maurilândia X
Mineiros X
Morrinhos X
Nerópolis X
Orizona X
Piracanjuba X
Pirenópolis X
Pires do Rio X
Pontalina X
Porangatu X
Quirinópolis X
Rialma X
Rio Verde X
Rubiataba X
Santa Helena de Goiás X
São Luís de Montes Belos X
São Simão X
Serranópolis X
Trindade X

Características da Tributação
- Número de Municípios: ................................................................................... 5 2
- Exclusivos do Exército:
OMA : ................................................................................... 4 4
OFR : ................................................................................... 4
- Comum ao Exército e à Aeronáutica ................................................................................... 3
- Comum à Marinha, ao Exército e à Aeronáutica: ................................................................................... 1

852
SELEGIS - Seleção Legislativa Militar. v. 3 D ECRETOS

Maranhão

Marinha Exército Aeronáutica


Município CPOR
OMA OFR OMA TG OMA OFR
NPOR
Açailândia X
Alcântara X
Bacabal X
Balsas X
Barra do Corda X
Caxias X
Codó X
Imperatriz X
Pedreiras X
São Luís X X X
Timon X

Características da Tributação
- Número de Municípios: ................................................................................... 11
- Exclusivos do Exército:
OMA : ................................................................................... 5
OFR : ................................................................................... 4
- Exclusivo da Aeronáutica:
OMA : ................................................................................... 1
- Comum à Marinha, ao Exército e à Aeronáutica: ................................................................................... 1

853
SELEGIS - Seleção Legislativa Militar. v. 3 D ECRETOS

Mato Grosso

Marinha Exército Aeronáutica


Município CPOR
OMA OFR OMA TG OMA OFR
NPOR
Alta Floresta X
Água Boa X
Araputanga X
Barra do Bugres X
Barra do Garças X
Cáceres X
Canarana X
Cuiabá X X X X
Jaciara X
Juscimeira X
Mirassol do Oeste X
Nobres X
Nova Xavantina X
Pedra Preta X
Poconé X
Pontes e Lacerda X
Rondonópolis X
Rosário Oeste X
São José dos Quatro Marcos X
Sinop X
Várzea Grande X X

Características da Tributação
- Número de Municípios: ................................................................................... 2 1
- Exclusivos do Exército:
OMA : ................................................................................... 1 7
OFR : ................................................................................... 2
S : ................................................................................... 1
- Comum à Marinha, ao Exército e à Aeronáutica: ................................................................................... 1

854
SELEGIS - Seleção Legislativa Militar. v. 3 D ECRETOS

Mato Grosso do Sul

Marinha Exército Aeronáutica


Município CPOR
OMA OFR OMA TG OMA OFR
NPOR
Amambaí X
Anastácio X X
Angélica X
Antônio João X
Aparecida do Taboado X
Aquidauana X X
Aral Moreira X
Bataguassu X
Bataiporã X
Bela Vista X
Bodoquena X
Bonito X
Caarapó X
Camapuã X X
Campo Grande X X X X
Corumbá X X
Coxim X
Deodápolis X
Douradina X
Dourados X X
Eldorado X
Fátima do Sul X
Glória de Dourados X
Guia Lopes da Laguna X
Iguatemi X
Itaporã X
Itaquiraí X
Ivinhema X
Jardim X
Ladário X X X
Maracaju X
Miranda X X
Mundo Novo X
Naviraí X
Nioaque X
Nova Andradina X
Paranaíba X
Pedro Gomes X
Ponta Porã X X
Porto Murtinho X
Ribas do Rio Pardo X
Rio Brilhante X X
Rio Verde de Mato Grosso X X
São Gabriel do Oeste X
Sete Quedas X
Sidrolândia X X
Tacuru X
Terenos X X
Três Lagoas X X

Características da Tributação
- Número de Municípios: ................................................................................... 4 9
- Exclusivos do Exército:
OMA : ................................................................................... 3 5
- Comuns à Marinha e ao Exército ................................................................................... 2
- Comuns ao Exército e à Aeronáutica ................................................................................... 11
- Comum à Marinha, ao Exército e à Aeronáutica: ................................................................................... 1

855
SELEGIS - Seleção Legislativa Militar. v. 3 D ECRETOS

Minas Gerais

M a r in h a E x é r c it o A e r o n á u t ic a
M u n ic í p i o CPOR
OMA O FR OMA TG OMA O FR
NPOR
A lé m P a ra í b a X
A lfe n a s X
A n d ra d a s X
A ra g u a ri X
A ra x á X
Baependi X
B a rb a c e n a X X
B a rro s o X
B e lo H o r iz o n t e X X X
B ic a s X
B o a E s p e ra n ç a X
Bom D espacho X
B o rd a d a M a ta X
B r a z ó p o lis X X
C a ld a s X
C a m b u q u ira X
C a m p e s tre X
C a m p in a V e r d e X
C a m p o B e lo X
C a p i n ó p o l is X
C a ra n d a í X
C a ra tin g a X
C a ta g u a s e s X
C axam bu X
C e n t r a li n a X
C o n s e l h e ir o L a f a ie t e X
C o n ta g e m X X
C r u z í li a X X
C u r v e lo X
D e lf im M o r e ir a X X
D ia m a n t in a X
D iv in ó p o li s X
D o re s d e C a m p o s X
F o rm ig a X
F r u ta l X
G o v e rn a d o r V a la d a re s X
G uaxupé X
Ita ju b á X X
Ita n h a n d u X X
Ita p a g ip e X
Ita ú n a X
Itu iu ta b a X
Itu ra m a X
J a n u á r ia X
J u iz d e F o r a X
L a g o a S a n ta X
L a m b a ri X
L a v ra s X
L e o p o l d in a X
M achado X
M a r ia d a F é X X
M o n t e A le g r e d e M in a s X
M o n t e s C la ro s X
M u r ia é X
Nanuque X
N epom uceno X
O li v e ir a X
O u ro F in o X
P a ra c a tu X
P a r a i s ó p o lis X X
Passos X
P r a ta X

856
SELEGIS - Seleção Legislativa Militar. v. 3 D ECRETOS

P r a ta X
P a t o s d e M in a s X
P a t r o c í n io X
P e d r a lv a X
P ira p o r a X
P o ç o s d e C a ld a s X
P o u s o A le g r e X
P ra d o s X
R e s e n d e C o s ta X
S a n t a R it a d o S a p u c a í X
S a n t a V it ó r ia X
S a n to s D u m o n t X
S ã o G o n ç a lo d o S a p u c a í X
São João D el R ei X
São João N epom uceno X
S ã o L o u re n ç o X
S ã o S e b a s tiã o d o P a r a ís o X
S e te L a g o a s X
T e ó f i lo O t o n i X
T ir a d e n t e s X
T rê s C o ra ç õ e s X
T r ê s P o n ta s X
T u p a c ig u a r a X
Ubá X
U b e ra b a X
U b e rlâ n d ia X X
Unaí X
V a r g in h a X
V iç o s a X
V is c o n d e d o R io B ra n c o X

Características da Tributação
- Número de Municípios: ................................................................................... 9 1
- Exclusivos da Marinha:
OMA : ................................................................................... 1
- Exclusivos do Exército:
OMA : ................................................................................... 4 5
OFR : ................................................................................... 3 2
S : ................................................................................... 1 0
- Exclusivo da Aeronáutica: ................................................................................... 1
- Comuns ao Exército e à Aeronáutica: ................................................................................... 2

857
SELEGIS - Seleção Legislativa Militar. v. 3 D ECRETOS

Pará

Marinha Exército Aeronáutica


Município CPOR
OMA OFR OMA TG OMA OFR
NPOR
Abaetetuba X
Altamira X
Ananindeua X X X
Barcarena X
Belém X X X X X
Bragança X
Breves X
Cametá X
Capanema X
Castanhal X X
Itaituba X
Jacundá X
Marabá X
Oriximiná X
Santa Isabel do Pará X
Santa Maria do Pará X
Santarém X
Tucuruí X
Vigia X

Características da Tributação
- Número de Municípios: ................................................................................... 1 9
- Exclusivos do Exército:
OMA : ................................................................................... 1 2
OFR : ................................................................................... 4
S : ................................................................................... 1
- Comum à Marinha e ao Exército: E 5 9 0 ......................................................................... 1
- Comum à Marinha, ao Exército e à Aeronáutica: ................................................................................... 1

858
SELEGIS - Seleção Legislativa Militar. v. 3 D ECRETOS

Paraíba

Marinha Exército Aeronáutica


Município CPOR
OMA OFR OMA TG OMA OFR
NPOR
Alagoa Nova X
Antenor Navarro X
Bayeux X X
Bom Jesus X
Cabedelo X X
Cajazeiras X
Campina Grande X
Conde X X
Esperança X
João Pessoa X X X
Patos X
Pombal X
Queimadas X
Rio Tinto X
Santa Rita X X

Características da Tributação
- Número de Municípios: ................................................................................... 1 5
- Exclusivos do Exército:
OMA : ................................................................................... 7
OFR : ................................................................................... 3
S : ................................................................................... 3
- Comuns à Marinha e ao Exército: E 6 2 0 ......................................................................... 2

859
SELEGIS - Seleção Legislativa Militar. v. 3 D ECRETOS

Paraná

M a r in h a E x é r c ito A e r o n á u t ic a
M u n ic íp io CPO R
OMA OFR OMA TG OMA OFR
NPO R
A lm ir a n te T a m a n d a r é X X
A p u c a ra n a X
A ra p o n g a s X
A r a u c á r ia X
A ssaí X
A s s is C h a t e a u b r ia n d X
B a n d e ir a n te s X
B a rra c ã o X
C a m b a rá X
C am bé X
C a m p in a G r a n d e d o S u l X
C a m p o L a rg o X X
C a m p o M o u rã o X
C a sca ve l X X X
C a s tr o X
C ia n o r te X
C le v e lâ n d ia X
C o lo m b o X X X
C o n te n d a X
C o r b é lia X
C o r n é lio P r o c ó p io X
C u r itib a X X X
D o is V iz in h o s X
F o z d o Ig u a ç u X X
F r a n c is c o B e ltr ã o X
G o io - E r ê X
G u a ír a X
G u a r a n ia ç u X
G u a ra p u a va X
G u a r a tu b a X
Ib ip o r ã X
Im b itu v a X
Ir a ti X
Iv a ip o r ã X
J a c a r e z in h o X
J a g u a r ia ív a X
J a n d a ia d o S u l X
J a ta iz in h o X
Lapa X
L a r a n je ir a s d o S u l X
Loanda X
L o n d r in a X X
M andaguaçu X
M a n d a g u a ri X
M a r e c h a l C â n d id o R o n d o n X
M a r in g á X X
M e d ia n e ir a X
M o r r e te s X
N o va E sp e ra n ça X
N o v a P r a ta d o Ig u a ç u X
O r tig u e ir a X
P a iç a n d u X
P a lm a s X
P a lm e ir a X
P a ra n a g u á X X
P a ra n a v a í X
P a to B r a n c o X
P ir a í d o S u l X
X

860
SELEGIS - Seleção Legislativa Militar. v. 3 D ECRETOS

P ir a í d o S u l X
P ir a q u a r a X X
P o n ta G ro s s a X X
P r u d e n tó p o lis X
Q u a tr o B a r r a s X
Q u e d a s d o Ig u a ç u X
Q u ita n d in h a X
R ib e ir ã o C la r o X
R io B r a n c o d o S u l X X
R io N e g r o X
R o lâ n d ia X
S a n t a H e le n a X
S a n t o A n tô n io d a P la tin a X
S ã o J o ã o d o T r iu n fo X
S ã o J o s é d o s P in h a is X X X
S â o M a te u s d o S u l X
S ã o M ig u e l d o Ig u a ç u X
S a ra n d i X
T e ix e ir a S o a r e s X
T e lê m a c o B o r b a X
T e rra R o x a X
T o le d o X
U b ir a tã X
U m u a ra m a X
U n iã o d a V itó r ia X

Características da Tributação
- Número de Municípios: ................................................................................... 8 2
- Exclusivos do Exército:
OMA : ................................................................................... 5 7
OFR : ................................................................................... 1 2
S : ................................................................................... 5
- Comuns à Marinha e ao Exército: ................................................................................... 2
- Comuns ao Exército e à Aeronáutica: ................................................................................... 6

861
SELEGIS - Seleção Legislativa Militar. v. 3 D ECRETOS

Pernambuco

Marinha Exército Aeronáutica


Município CPOR
OMA OFR OMA TG OMA OFR
NPOR
Abreu e Lima X X
Arcoverde X
Araripina X
Bodocó X
Bom Conselho X
Brejão X
Cabo X X
Caetés X
Camarajibe X X
Capoeiras X
Caruaru X
Catende X
Exu X
Garanhuns X
Igarassu X
Itamaracá X
Jaboatão dos Guararapes X X X
Jupi X
Lajedo X
Limoeiro X
Moreno X X
Nazaré da Mata X
Olinda X X X
Paudalho X
Paulista X X
Pesqueira X
Petrolina X
Recife X X X X
Salgueiro X
São Bento do Uná X
São João X
São Lourenço da Mata X X
Serra Talhada X
Vitória de Santo Antão X

Características da Tributação
- Número de Municípios: ................................................................................... 3 4
- Exclusivos do Exército:
OMA : ................................................................................... 1 7
OFR : ................................................................................... 8
S : ................................................................................... 6
- Comuns ao Exército e à Aeronáutica: ................................................................................... 2
- Comum à Marinha, ao Exército e à Aeronáutica: ................................................................................... 1

862
SELEGIS - Seleção Legislativa Militar. v. 3 D ECRETOS

Piauí

Marinha Exército Aeronáutica


Município CPOR
OMA OFR OMA TG OMA OFR
NPOR
Campo Maior X
Floriano X
Oeiras X
Parnaíba X X
Picos X
Piripiri X
Teresina X

Características da Tributação
- Número de Municípios: ................................................................................... 7
- Exclusivos do Exército:
OMA : ................................................................................... 4
OFR : ................................................................................... 2
- Comum à Marinha e ao Exército: ................................................................................... 1

863
SELEGIS - Seleção Legislativa Militar. v. 3 D ECRETOS

Rio de Janeiro

Marinha Exército Aeronáutica


Município CPOR
OMA OFR OMA TG OMA OFR
NPOR
Angra dos Reis X
Araruama X
Arraial do Cabo X
Barra do Piraí X
Barra Mansa X
Belford Roxo X X
Bom Jesus do Itabapoana X
Cabo Frio X X
Campos X
Casimiro de Abreu X
Duque de Caxias X X X
Engenheiro Paulo de Frontin X
Itaboraí X X
Itaguaí X X
Itaperuna X
Itatiaia X
Macaé X
Magé X X
Maricá X X
Mendes X
Miguel Pereira X
Miracema X
Natividade X
Nilópolis X X X
Niterói X X X
Nova Friburgo X X
Nova Iguaçu X X X
Paracambi X
Paty do Alferes X
Petrópolis X X X
Piraí X
Porciúncula X
Quissamã X
Resende X
Rio Bonito X
Rio das Flores X
Rio de Janeiro X X X X X
Santo Antônio de Pádua X
São Fidélis X

864
SELEGIS - Seleção Legislativa Militar. v. 3 D ECRETOS

São Gonçalo X X X
São João de Meriti X X X
São Pedro D'Aldeia X X X
Saquarema X
Teresópolis X
Três Rios X
Valença X
Vassouras X
Volta Redonda X X

Características da Tributação
- Número de Municípios: ................................................................................... 4 8
- Exclusivos da Marinha:
OMA : ................................................................................... 2
- Exclusivos do Exército:
OMA : ................................................................................... 2 1
OFR : ................................................................................... 8
S : ................................................................................... 6
- Comum à Marinha e ao Exército: ................................................................................... 1
- Comuns à Marinha e à Aeronáutica: ................................................................................... 2
- Comuns ao Exército e à Aeronáutica: ................................................................................... 7
- Comum à Marinha, ao Exército e à Aeronáutica: ................................................................................... 1

865
SELEGIS - Seleção Legislativa Militar. v. 3 D ECRETOS

Rio Grande do Norte

Marinha Exército Aeronáutica


Município CPOR
OMA OFR OMA TG OMA OFR
NPOR
Açu X
Bom Jesus X
Caicó X
Currais Novos X
Eduardo Gomes X
Jardim de Piranhas X
Jardim do Seridó X
João Câmara X
Macaíba X
Maxaranguape X
Monte Alegre X
Mossoró X X
Natal X X X X X
Parnamirim X
São João de Mipibu X
Vera Cruz X

Características da Tributação
- Número de Municípios: ................................................................................... 1 6
- Exclusivos do Exército:
OMA : ................................................................................... 1 3
- Exclusivos da Aeronáutica:
OMA : ................................................................................... 1
- Comum ao Exército e à Aeronáutica: ................................................................................... 1
- Comum à Marinha, ao Exército e à Aeronáutica: ................................................................................... 1

866
SELEGIS - Seleção Legislativa Militar. v. 3 D ECRETOS

Rio Grande do Sul

M a r in h a E x é r c it o A e r o n á u t ic a
M u n ic í p io C P O R
O M A O FR O M A T G O M A O FR
N P O R
A gudo X X
A ju r ic a b a X
A le c r im X
A le g r e t e X X
A lp e s t r e X
A lv o r a d a X
A ra tib a X
A r r o io d o M e io X
A r r o io d o T ig r e X
A r r o io d o s R a t o s X
A r r o io G r a n d e X
A r v o r e z in h a X
Á u re a X
B agé X X
B a rro s C a s s a l X
B e n to G o n ç a lv e s X X
B o m R e t ir o d o S u l X
B o q u e ir ã o d o L e ã o X
B o s s o ro c a X
B u t iá X
C açapava do Sul X X
C acequi X
C a c h o e ir a d o S u l X X
C a c h o e ir in h a X X
C a iç a r a X
C am aquã X
C a m p in a s d o S u l X
C am po B om X
C am po N ovo X
C a n d e lá r ia X
C â n d id o G ó d o i X
C anguçu X X
C anoas X X
C apão da C anoa X
C a r a z in h o X X
C a r lo s B a r b o s a X
C asca X
C a tu íp e X
C a x ia s d o S u l X X X
C e rro B ra n c o X
C e rro L a rg o X
C hapada X
C h a rq u e a d a s X
C h ia p e t a X
C o n s t a n t in a X
C o r o n e l B ic a c o X
C r is s iu m a l X
C r u z A lt a X X
D o is L a je a d o s X
D o m P e d r it o X
D o u t o r M a u r í c io C a r d o s o X
E n c a n ta d o X
E n c r u z ilh a d a d o S u l X
E n tre Iju ís X X
E r e c h im X
E rn e s tin a X
E spum oso X
E s t â n c ia V e lh a X
E s te io X X X
E s t r e la X
F a r r o u p ilh a X
F a x in a l d o S o t u r n o X X
F o r m ig u e ir o X
F r e d e r ic o W e s t p h a le n X
G a r ib a ld i X
G a u ra m a X
G e n e ra l C â m a ra X
G e t ú lio V a r g a s X
G ir u á X
G ra v a ta í X X
G u a íb a X
G u a p o ré X
G u a r a n i d a M is s õ e s X
H o r iz o n t in a X
Ib a ra m a X
I b ir a p u it ã X
I b ir u b á X
Iju í X X
In d e p e n d ê n c ia X
Im b é X
Ira í X
Ita q u i X
I t a t ib a d o S u l X
J a g u a rã o X
J a g u a ri X X
J ú lio d e C a s t ilh o s X
L a g o a V e r m e lh a X
L a je a d o X
L a v ra s d o S u l X
L ib e r a t o S a lz a n o X
M a ra u X
M a r c e lin o R a m o s X
M a ta X
M ir a g u a í X
M o n te n e g ro X

867
SELEGIS - Seleção Legislativa Militar. v. 3 D ECRETOS

N ã o -m e -to q u e X
N onoai X
N o v a B ré s c ia X
N o v a P a lm a X
N o v o H a m b u rg o X X
O s ó r io X
P a lm e ir a d a s M is s õ e s X
P a lm it in h o X
Panam bi X
P â n ta n o G ra n d e X
Passo Fundo X X
P e d r o O s ó r io X
P e lo ta s X X X
P in h e ir o M a c h a d o X
P ir a t in i X
P la n a lt o X
P o rtã o X
P o rto A le g re X X
P o rto L u c e n a X
P o rto X a v ie r X
P ro g re s s o X
Q u a ra í X
R e d e n to ra X
R e s t in g a S e c a X X
R io G r a n d e X X
R io P a r d o X
R o d e io B o n it o X
R o n d a A lt a X
R o s á r io d o S u l X X
Sananduva X
S a n ta B á rb a ra d o S u l X
S a n ta C ru z d o S u l X X
S a n t a M a r ia X X X
S a n ta R o s a X
S a n t a V it ó r ia d o P a lm a r X
S a n t a n a d a B o a V is t a X
S a n t a n a d o L iv r a m e n t o X
S a n t ia g o X X
S a n t o  n g e lo X X X
S a n to A n tô n io d a P a tru lh a X
S a n t o A n t ô n i o d a s M is s õ e s X
S a n to A u g u s to X
S a n t o C r is t o X
S ã o B o rja X X
S ã o F r a n c is c o d e A s s is X
S ã o G a b rie l X
S ã o J o s é d o O u ro X
S ã o L e o p o ld o X X X
S ã o L o u re n ç o d o S u l X
S ã o L u iz G o n z a g a X
S ã o P a u lo d a s M is s õ e s X
S ã o P e d ro d o S u l X
S ã o S e b a s tiã o d o C a í X
São Sepé X
S ã o V a le n t im X
S ã o V ic e n t e d o S u l X
S a p ir a n g a X
S a p u c a ia d o S u l X X X
S a ra n d i X
S e b e ri X
S e g re d o X
S e rtã o X
S o b ra d in h o X
S o le d a d e X
T a p e ja r a X
T a p e ra X
T a q u a ri X
T e n e n t e P o r t e la X
T e u t ô n ia X
T o rre s X
T ra m a n d a í X
T r ê s d e M a io X
T r ê s P a lm e ir a s X
T rê s P a s s o s X
T r in d a d e d o S u l X
T r iu n f o X
T ucunduva X
T u p a n c ir e t ã X
T u p a re n d i X
U r u g u a ia n a X X X
V a c a ria X
V e n â n c i o A ir e s X
V e ra C ru z X
V ia m ã o X

868
SELEGIS - Seleção Legislativa Militar. v. 3 D ECRETOS

Características da Tributação
- Número de Municípios: ................................................................................... 1 7 9
- Exclusivos do Exército:
OMA : ................................................................................... 1 4 6
S : ................................................................................... 1
- Comum à Marinha e ao Exército: ................................................................................... 1
- Comuns ao Exército e à Aeronáutica: ................................................................................... 2 8
- Comuns à Marinha, ao Exército e à Aeronáutica: ................................................................................... 3

Rondônia

Marinha Exército Aeronáutica


Município CPOR
OMA OFR OMA TG OMA OFR
NPOR
Ariquemes X
Cacoal X
Colorado do Oeste X
Costa Marques X
Guajará-Mirim X
Ji-Paraná X X
Porto Velho X X X
Vila Nova do Mamoré X
Vilhena X X

Características da Tributação
- Número de Municípios: ................................................................................... 9
- Exclusivos do Exército:
OMA : ................................................................................... 6
- Comuns ao Exército e à Aeronáutica: ................................................................................... 2
- Comum à Marinha, ao Exército e à Aeronáutica: ................................................................................... 1

869
SELEGIS - Seleção Legislativa Militar. v. 3 D ECRETOS

Roraima

Marinha Exército Aeronáutica


Município CPOR
OMA OFR OMA TG OMA OFR
NPOR
Boa Vista X X
Bonfim X
Caracaraí X X
Normandia X

Características da Tributação
- Número de Municípios: ................................................................................... 4
- Exclusivos do Exército:
OMA : ................................................................................... 2
- Comuns ao Exército e à Aeronáutica: ................................................................................... 2

Santa Catarina

Marinha Exército Aeronáutica


Município CPOR
OMA OFR OMA TG OMA OFR
NPOR
Biguaçu X X
Blumenau X X X
Braço do Norte X
Brusque X X
Caçador X X
Campos Novos X
Canoinhas X
Chapecó X X
Concórdia X
Criciúma X X
Curitibanos X
Descanso X
Florianópolis X X X X X
Fraiburgo X
Gaspar X
Herval D'Oeste X
Ibirama X
Içara X
Indaial X
Itajaí X X X
Itapiranga X

870
SELEGIS - Seleção Legislativa Militar. v. 3 D ECRETOS

Itapiranga
Jaraguá do Sul X
Joacaba X X
Joinville X X
Lages X X
Laguna X
Mafra X
Maravilha X
Orleans X
Palhoça X X X
Papanduva X
Pomerode X
Porto União X
Rio do Sul X X
Rio Negrinho X
Santa Cecília X
São Bento do Sul X
São Francisco do Sul X X
São José X X X
São Miguel D'Oeste X
Taió X
Timbó X
Tijucas X
Três Barras X
Tubarão X X
Urussanga X
Videira X X
Xanxerê X
Xaxim X

Características da Tributação
- Número de Municípios: ................................................................................... 4 9
- Exclusivos do Exército:
OMA : ................................................................................... 3 0
OFR : ................................................................................... 1
- Exclusivo da Aeronáutica:
OMA : ................................................................................... 1
- Comum à Marinha e ao Exército: ................................................................................... 1
- Comuns ao Exército e à Aeronáutica: ................................................................................... 1 4
- Comuns à Marinha, ao Exército e à Aeronáutica: ................................................................................... 2

871
SELEGIS - Seleção Legislativa Militar. v. 3 D ECRETOS

São Paulo

M a r in h a E x é r c it o A e r o n á u t ic a
M u n ic í p io CPO R
O M A O FR O M A TG O M A O FR
NPO R
A d a m a n t in a X
Agudos X
A m e r ic a n a X X
A m p a ro X
A n d r a d in a X
A p a r e c id a X X
A ra ç a tu b a X
A ra ra q u a ra X X
A ra ra s X X
A r u já X
A s s is X
A tib a ia X
A v a ré X
B a r ir i X
B a rre to s X
B a ru e ri X
B a t a t a is X
B a u ru X X
B e b e d o u ro X
B ir ig u i X
B o tu c a tu X
B r a g a n ç a P a u lis t a X
C açapava X X
C a c h o e ir a P a u lis t a X X
C a le ir a s X
C a ja m a r X
C a m p in a s X X X
C a m p o s d o J o rd ã o X X
C a m p o L im p o P a u lis t a X
C a p iv a r i X
C a ra g u a ta tu b a X
C a r a p ic u í b a X
C a s a B ra n c a X
C a ta n d u v a X
C r u z e ir o X
C u b a tã o X
C unha X
D e s c a lv a d o X X
D o is C ó r r e g o s X
D ra c e n a X
E s p í r it o S a n t o d o P in h a l X
F e r n a n d ó p o lis X
F e r r a z d e V a s c o n c e lo s X
F ra n c a X
F r a n c is c o M o r a t o X
F ra n c o d a R o c h a X
G a rç a X
G u a ra ra p e s X
G u a ra re m a X
G u a r a tin g u e tá X X

872
SELEGIS - Seleção Legislativa Militar. v. 3 D ECRETOS

G u a r u já X X
G u a r u lh o s X X
I b it in g a X
Ig a ra p a v a X
I lh a b e la X
I n d a ia t u b a X
I t a p e t in in g a X
Ita p e v a X
Ita p e v i X
I t á p o lis X
Ita q u a q u e c e tu b a X
Ita ra ré X
Ita tib a X
Itu X
Itu p e v a X
Itu v e ra v a X
J a b o t ic a b a l X
J a c a re í X X X
J a n d ir a X
Jaú X
J o s é B o n if á c io X
J u n d ia í X
L a r a n ja l P a u lis t a X
Lem e X X
L e n ç ó is P a u lis t a X
L im e ir a X X
L in s X
L o re n a X X
L u c é lia X
M a ir in q u e X
M a ir ip o r ã X
M a r í lia X
M a tã o X
M ir a n d ó p o lis X
M ir a s s o l X
M ococa X
M o g i d a s C ru z e s X X
M o g i- G u a ç u X
M o g i- M ir im X
M o n t e A lt o X
M o n te M o r X
N ova O dessa X
N o v o H o r iz o n te X
O lí m p ia X
O sasco X
O s v a ld o C r u z X
O u r in h o s X
Pacaem bu X
P a r a g u a ç u P a u lis t a X
P a u lí n ia X
P e d e r n e ir a s X
P e n á p o lis X

873
SELEGIS - Seleção Legislativa Militar. v. 3 D ECRETOS

P e ru íb e X
P in d a m o n h a n g a b a X X
P iq u e t e X
P ir a c ic a b a X
P ir a s s u n u n g a X X
P ir a ju X
P ir a ju í X
Poá X
P o m p é ia X
P o r to F e liz X
P o r to F e r r e ir a X X
P r a ia G r a n d e X X
P r e s id e n te P r u d e n t e X
P r e s id e n te V e n c e s la u X
P r o m is s ã o X
Q u e lu z X
R ib e ir ã o P r e t o X X X
R io C la r o X X
S a le s ó p o lis X
S a lto X
S a n t a B á r b a r a D 'O e s te X X
S a n t a C r u z d o R io P a r d o X
S a n t a Is a b e l X
S a n t a n a d e P a r n a íb a X
S a n t a R ita d o P a s s a Q u a tr o X
S a n t o A n a s tá c io X
S a n to A n d ré X
S a n to s X X X X
S ã o B e rn a rd o d o C a m p o X
S ã o C a e ta n o d o S u l X
S ã o C a r lo s X X
S ã o J o ã o d a B o a V is ta X X
S ã o J o a q u im d a B a r r a X
S ã o J o s é d o R io P a r d o X
S ã o J o s é d o R io P r e to X
São José dos C am pos X X X
São M anuel X
S ã o P a u lo X X X
São R oque X X
S ã o S e b a s tiã o X
S ã o V ic e n te X X X
S e r tã o z in h o X X
S o ro c a b a X X
S u m a ré X
S u zan o X
T a b o ã o d a S e rra X
T a q u a r itin g a X

874
SELEGIS - Seleção Legislativa Militar. v. 3 D ECRETOS

T a tu í X
T a u b a té X X
T ie tê X
T re m e m b é X X
Tupã X
U b a tu b a X
V a lin h o s X
V a lp a r a ís o X
V á r z e a P a u lis ta X
V in h e d o X
V o to r a n t in X
V o tu p o r a n g a X

Características da Tributação
- Número de Municípios: ................................................................................... 1 6 1
- Exclusivos do Exército:
OMA : ................................................................................... 6 2
OFR : ................................................................................... 6 3
S : ................................................................................... 2
- Comuns ao Exército e à Aeronáutica: ................................................................................... 2 3
- Comum à Marinha, ao Exército e à Aeronáutica: ................................................................................... 1

875
SELEGIS - Seleção Legislativa Militar. v. 3 D ECRETOS

Sergipe

M a r in h a E x é r c ito A e r o n á u t ic a
M u n ic íp io CPOR
OM A OFR OM A TG OMA OFR
NPOR
A r a c a ju X X X
B a r r a d o s C o q u e ir o s X X
B o q u im X X
C a r m ó p o lis X X
E s tâ n c ia X
Ita b a ia n a X X
Ita p o r a n g a D 'A ju d a X X
L a g a rto X
L a r a n je ir a s X X
M a r u im X X
N o s s a S e n h o ra d o S o c o rro X X
P r o p r iá X
R ia c h u e lo X X
S ã o C r is tó v ã o X X

Características da Tributação
- Número de Municípios: ................................................................................... 1 4
- Exclusivos do Exército:
OFR : ................................................................................... 3
S : ................................................................................... 1 0
- Comum à Marinha e ao Exército: ................................................................................... 1

To c a n t i n s

M a r in h a E x é r c it o A e r o n á u t ic a
M u n ic í p io CPOR
OMA OFR OMA TG OMA OFR
NPOR
A ra g u a ín a X
M ir a c e m a d o T o c a n t in s X
P e d ro A fo n s o X
P o r t o N a c io n a l X
T o c a n t í n ia X
X a m b io á X

Características da Tributação
- Número de Municípios: ................................................................................... 6
- Exclusivos do Exército:
OMA : ................................................................................... 1
OFR : ................................................................................... 5

876
SELEGIS - Seleção Legislativa Militar. v. 3 D ECRETOS

ANEXO III

Municípios Tributários de Órgãos de Formação de Oficiais da Reserva do Exército


(§ l.° do art. 35 do RLSM1

Guarnição CPOR/NPOR Municípios Tributários

1ª Região Militar
Belford Roxo
Duque de Caxias
Vila Militar Itaguaí
CPOR/RJ Nilópolis
Rio de Janeiro/RJ Nova Iguaçu
Rio de janeiro
São João de Meriti
Itaboraí
Niterói/RJ Magé
NPOR/3º BI Maricá
São Gonçalo/RJ Niterói
São Gonçalo
Petrópolis/RJ NPOR/32º BIMtz Petrópolis
Cariacica
Vila Velha/ES NPOR/38" Vila Velha
Vitória
Serra

2ª Região Militar

São Paulo/SP CPOR/SP São Paulo


Santos/SP NPOR/2º BC Santos
São Vicente/SP São Vicente
Campinas/SP NPOR/28º BIB Campinas

877
SELEGIS - Seleção Legislativa Militar. v. 3 D ECRETOS

3ª Região Militar

Porto Alegre/RS CPOR/PA Porto Alegre


Caxias do Sul/RS NPOR/3° GAA Aé Caxias do Sul
Pelotas/RS NPOR/9º BIMtz Pelotas
Esteio
São Leopoldo/RS NPOR/19º BIMtz São Leopoldo
Sapucaia do Sul
Santa Maria/RS NPOR/3º GACAp Santa Maria
NPOR/7º BIB
NPOR/Pq RMnt/3
Santo Ângelo/RS NPOR/61º BIMtz Entre Ijuís
Santo Ângelo

4ª Região Militar

Belo CPOR/BH Belo Horizonte


Horizonte/MG
Contagem
Itajubá/MG NPOR/4º BECmb Itajubá
Brazópolis
Cruzília
Delfim Moreira
Itanhandu
Maria da Fé
Paraisópolis
Pedralva

878
SELEGIS - Seleção Legislativa Militar. v. 3 D ECRETOS

5ª Região Militar

Ponta Grossa/PR NPOR/13º BIB Ponta Grossa


Curitiba/PR NPOR/20º BIB Almirante Tamandaré
NPOR/5º GACAp Colombo
NPOR/5º EsqdCMec Curitiba
NPOR/5ºCtaComBld Piraquara
NPOR/5º BLOG São José dos Pinhais
Blumenau/SC NPOR/23º BI Blumenau
Cascavel/PR NPOR/33º BI Blumenau
Florianópolis/SC NPOR/63º BI Florianópolis
Palhoça
São José

6ª Região Militar

Aracaju/SE NPOR/28º BC Aracaju


Barra dos Coqueiros
Boquim-Carmópolis
Itabaiana
Itaporanga D'Ajuda
Laranjeiras
Maruim
Nossa Senhora do Socorro
Riachuelo
São Cristóvão
Salvador/BA NPOR/19º BC Salvador
Itaparica
Lauro de Freitas

879
SELEGIS - Seleção Legislativa Militar. v. 3 D ECRETOS

7ª Região Militar

Maceió/AL NPOR/59º BIMtz Maceió


Recife/PE CPOR/RECIFE Abreu e Lima
Cabo
Camarajibe
Jaboatão dos Guararapes
Moreno
Olinda
Paulista
Recife
São Lourenço da Mata
Bayeux/PB NPOR/16º RCMec Bayeux
Conde
João Pessoa/PB NPOR/15º BIMtz João Pessoa
Santa Rita
Natal/RN NPOR/16º BIMtz Natal

8ª Região Militar

Belém/PA NPOR/2º BIS Ananindeua


Belém

9ª Região Militar

Campo NPOR/20º RCB Campo Grande


Grande/MS
Cuiabá/MT NPOR/44º BIMtz Cuiabá
Várzea Grande

10ª Região Militar

Fortaleza/CE NPOR/10º GAC Fortaleza

11ª Região Militar

Brasília/DF NPOR/32º GAC Brasília


Goiânia/GO NPOR/42º BIMtz Goiânia
Uberlândia/MG NPOR/36º BIMtz Uberlândia

12ª Região Militar

Manaus/AM NPOR/1º BIS Manaus

880
SELEGIS - Seleção Legislativa Militar. v. 3 D ECRETOS

ANEXO IV

IEMFDV a serem Dispensados de Convocação em 1993


(art. 13 do RLMFDV)

2ª Região Militar

Instituto de Ensino Município e Cidade

4º CSM - São Paulo/SP

- Farmácia
- Faculdade de Farmácia Oswaldo Cruz - São Paulo/SP
- Faculdade de Farmácia de Bragança Paulista - Bragança Paulista/SP
- Odontologia
- Faculdade de Odontologia da OSEC - São Paulo/SP
- Faculdade de Odontologia da Zona Leste - São Paulo/SP
- Instituto de Odontologia Paulista - São Paulo/SP
- Faculdade de Odontologia de Mogi das Cruzes - Mogi das Cruzes/SP
- Faculdade de Odontologia da USP - São Paulo/SP

5º CSM - Ribeirão Preto/SP


- Farmácia
- Faculdade de Farmácia de Ribeirão Preto - Ribeirão Preto/SP
- Faculdade de Farmácia de Araraquara - Araraquara/SP
- Medicina
- Faculdade de Medicina de Catanduva - Catanduva/SP
- Faculdade de Medicina de Ribeirão Preto - Ribeirão Preto/SP
- Faculdade de Medicina de São José do Rio Preto - São José do Rio Preto/SP
- Odontologia
- Faculdade de Odontologia de Barretos - Barretos/SP
- Faculdade de Odontologia de Ribeirão Preto - Ribeirão Preto/SP
- Faculdade de Odontologia de Araraquara - Araraquara/SP
- Veterinária
- Faculdade de Medicina Veterinária de Jaboticabal - Jaboticabal/SP

14º CSM - Sorocaba/SP


- Farmácia
- Faculdade de Farmácia de Piracicaba - Piracicaba/SP
- Medicina
- Faculdade de Medicina de Jundiaí - Jundiaí/SP
- Faculdade de Medicina da PUC Campinas - Campinas/SP
- Faculdade de Medicina de Bragança Paulista - Bragança Paulista/SP

881
SELEGIS - Seleção Legislativa Militar. v. 3 D ECRETOS

- Odontologia
- Faculdade de Odontologia da PUC Campinas - Campinas/SP
- Faculdade de Odontologia de Bragança Paulista - Bragança Paulista/SP
- Faculdade de Farmácia de Piracicaba - Piracicaba/SP
- Veterinária
- Faculdade de Veterinária do Espírito Santo do Pinhal - Espírito Santo do Pinhal/SP
- Faculdade de Veterinária de São João da Boa Vista - São João da Boa Vista/SP

3ª Região Militar
8º CSM - Porto Alegre/RS
- Veterinária
- Faculdade de Veterinária da UFPEL
9º CSM - Santa Maria/RS
- Veterinária
- Faculdade de Veterinária da UFSM - Santa Maria/RS

4ª Região Militar
11º CSM - Belo Horizonte/MG
- Farmácia
- Faculdade de Farmácia e Bioquímica de Ouro Preto - Ouro Preto/MG
- Medicina
- Faculdade de Medicina do Norte de Minas - Montes Claros/MG
- Odontologia
- Faculdade de Odontologia de Itaúna - Itaúna/MG
- Faculdade de Odontologia de Diamantina - Diamantina/MG
- Veterinária
- Universidade Federal de Viçosa - Viçosa/MG

12º CSM - Juiz de Fora/MG


- Medicina
- Faculdade de Medicina de Barbacena - Barbacena/MG
- Odontologia
- F a c u l d a d e d e O d o n t o l o g i a d e G o v e r n a d o r Va l a d a r e s - G o v e r n a d o r Va l a d a r e s / M G

13º CSM - Três Corações/MG


- Farmácia e Odontologia
- Escola de Farmácia e Odontologia de Alfenas - Alfenas/MG
- Odontologia
- Instituto Superior de Ciências, Artes e
Humanidade de Lavras - Lavras/MG

882
SELEGIS - Seleção Legislativa Militar. v. 3 D ECRETOS

5ª Região Militar
15º CSM - Curitiba/PR
- Farmácia
- Curso de Farmácia-Bioquímica da Universidade
Estadual de Maringá - Maringá/PR
- Curso de Farmácia da Fundação Universitária
Estadual de Londrina - Londrina/PR
- Curso de Farmácia da Universidade Estadual de
Ponta Grossa - Ponta Grossa/PR
- Veterinária
- Curso de Medicina-Veterinária da Fundação Universitária
Estadual de Londrina - Londrina/PR

16º CSM - Florianópolis/SC


- Veterinária
- Curso de Medicina-Veterinária de Lages - Lages/SC

7ª Região Militar
21º CSM - Recife/PE
- Odontologia

- Faculdade de Odontologia de Caruaru - Caruaru/PE

23º CSM - João Pessoa/PB


- Farmácia
- Faculdade de Farmácia da UFPB - João Pessoa/PB
- Veterinária
- Centro de Ciências Agrárias. da UFPB
(Curso de Veterinária) - João Pessoa/PB

883
SELEGIS - Seleção Legislativa Militar. v. 3 D ECRETOS

ANEXO V

Resumo Estatístico Geral


Tributação de Municípios

Exclusivos OMA OFR S To t a l


Marinha 3 - - 3
Exército 567 194 47 808
Aeronáutica 6 - - 6

Comuns To t a l
Marinha e Exército 17
Marinha e Aeronáutica 2
Exército e Aeronáutica 118
Marinha, Exército e Aeronáutica 20

Total Geral 974

Municípios Existentes (*) 4.463


Municípios não Tributários 3.489

(*) Fonte: Secretaria de Planejamento e Coordenação (TCU)


( D a d o s o f i c i a i s d e 1 ° . 11 . 1 9 9 1 )

884
SELEGIS - Seleção Legislativa Militar. v. 3 D ECRETOS

ANEXO VI

Abreviaturas

CAM Certificado de Alistamento Militar


C AT R E Centro de Aplicações Táticas e Recompletamento de Equipagens
CFR Centro de Formação de Reservistas
CDI Certificado de Dispensa de Incorporação
CI Certificado de Isenção
COMAR Comando Aéreo Regional
COMGEP Comando Geral do Pessoal
CPOR Centro de Preparação de Oficiais da Reserva
CPPM Código de Processo Penal Militar
CR Certificado de Reservista
CS Comissão de Seleção
CSE Comissão de Seleção Especial
CSM Circunscrição de Serviço Militar
DGPM Diretoria Geral de Pessoal da Marinha
DIRAP Diretoria de Administração de Pessoal
DPMM Diretoria do Pessoa! Militar da Marinha
DN Distrito Naval
DSM Diretoria do Serviço Militar (Exército) ou Divisão do Serviço
Militar (Aeronáutica)
EAS Estágio de Adaptação e Serviço
EFOMM Escola de Formação de Oficiais para a Marinha Mercante
EXAR Exercício de Apresentação da Reserva
FAM Ficha de Alistamento Militar
ICC Instruções Complementares de Convocação
IE Instituto de Ensino
IEMFDV Instituto de Ensino destinado à formação de Médicos, Farmacêuticos,
Dentistas e Veterinários
IGCCFA Instruções Gerais para a Coordenação da Conscrição nas Forças Armadas
IGISC Instruções Gerais para a Inspeção de Saúde de Conscritos
IGSME Instruções Gerais sobre o Serviço Militar de Brasileiros no Exterior
IME Instituto Militar de Engenharia
1 TA I n s t i t u t o Te c n o l ó g i c o d a A e r o n á u t i c a
JAAer Junta de Alistamento da Aeronáutica
JSM Junta de Serviço Militar
LMFDV Lei de Prestação do Serviço Militar pelos estudantes de Medicina,
Farmácia, Odontologia e Veterinária e pelos Médicos, Dentistas,
Farmacêuticos e Veterinários
LSM Lei do Serviço Militar
MFDV Médico, Farmacêutico, Dentista e Veterinário

885
SELEGIS - Seleção Legislativa Militar. v. 3 D ECRETOS

MNT Município Não Tributário


MT Município Tributário
NFR-AMRJ Núcleo de Formação de Reservistas do Arsenal de Marinha do
Rio de Janeiro
NFR-ETFQ 2º’ G Núcleo de Formação de Reservistas da Escola Técnica Federal
de Química do 2º Grau
NFRCFET-RJ Núcleo de Formação de Reservistas do Centro Federal de Educação
Te c n o l ó g i c a d o R i o d e J a n e i r o
NFR-ETRR Núcleo de Formação de Reservistas da Escola Técnica -
<<Resende Rammel>>
NPOR Núcleo de Preparação de Oficiais da Reserva
OA Órgão Alistador
OFR Órgão de Formação de Reserva
OM Organização Militar
OMA Organização Militar da Ativa
OSM Órgão de Serviço Militar
PAD Processamento Automático de Dados
PR Ponto de Reunião de Convocados
PRC Plano Regional de Convocação
RLMFDV Regulamento da Lei de Prestação do Serviço Militar pelos
estudantes de Medicina, Farmácia, Odontologia e Veterinária e pelos
Médicos, Farmacêuticos, Dentistas e Veterinários
RLSM Regulamento da Lei do Serviço Militar
RM Região Militar
S Organização Militar da Ativa e Órgão de Formação de Reserva,
simultaneamente
SERMOB Serviço Regional de Recrutamento e Mobilização
SMOB Seção Mobilizadora
SRD Serviço de Recrutamento Distrital
SSMR Seção de Serviço Militar Regional
TG Tiro-de-Guerra
TIF Trabalho Interforças

886
SELEGIS - Seleção Legislativa Militar. v. 3 D ECRETOS

ANEXO VII

Modelo do Novo Certificado de Isenção do Exército


Anverso, verso e Interior

887
SELEGIS - Seleção Legislativa Militar. v. 3 D ECRETOS

ANEXO VIII

888
SELEGIS - Seleção Legislativa Militar. v. 3 D ECRETOS

DECRETO N° 722, DE 18 DE JANEIRO DE 1993

Regulamenta a Lei n° 8.237, de 30 de setembro de 1991, que dispõe


sobre a remuneração dos Servidores Militares Federais das Forças
Armadas.

O P R E S I D E N T E D A R E P Ú B L I C A , n o u s o d a a t r i b u i ç ã o q u e l h e c o n f e r e o a r t . 8 4 , i n c i s o I V, d a
Constituição e tendo em vista o disposto no art. 99 da Lei n° 8.237, de 30 de setembro de 1991.
D E C R E TA :
CAPÍTULO I
DISPOSIÇÕES PRELIMINARES
Art. 1° A estrutura remuneratória dos Servidores Militares Federais, no País, em tempo de paz,
tem a seguinte constituição:
I - na ativa:
a) soldo;
b) gratificações;
c) indenizações;
d) adicionais;
II - na inatividade:
a) proventos;
b) adicionais.
1° soldo é a parte básica da remuneração, inerente ao posto ou à graduação do militar, e é
irredutível.
2º gratificações são parcelas remuneratórias, incorporáveis, devidas ao militar pela exercício, ou
por condições reunidas ou adquiridas em virtude do exercício de atividades militares.
3º indenizações são parcelas remuneratórias regulares ou eventuais, não incorporáveis, devidas
ao militar, para compensar despesas realizadas em decorrência do exercício de suas funções.
4º adicionais são parcelas pecuniárias, de natureza eventual ou especial, devidas em razão de
legislação específica aos militares da ativa ou na inatividade.
5° proventos são o somatório das parcelas remuneratórias, constituído de soldo ou quotas de
soldo e das gratificações incorporadas, devidos regularmente ao militar, quer na reserva remune-
rada, quer na situação de reformado.
6º remuneração é o somatório das parcelas devidas, mensal e regularmente, ao militar, pelo
efetivo exercício da atividade militar, ou, em decorrência deste, quando na inatividade.

CAPÍTULO II
D A S G R AT I F I C A Ç Õ E S

Seção I
D a G r a t i f i c a ç ã o d e Te m p o d e S e r v i ç o
Art. 2º A Gratificação de Tempo de Serviço, de que tratam os arts. 16, 17 e 59, parágrafo único, 11, da
Lei n° 8.237, de 30 de setembro de 1991, é devida, mensalmente, à razão de um por cento por ano de
serviço público, incidente sobre o valor do soldo ou das quotas de soldo a que o militar fizer jus.
Parágrafo único. O tempo de serviço militar, prestado em órgãos e centros de formação e prepa-
ração de reservistas, será computado, desde que averbado e não superposto a qualquer outro
tempo de serviço público.

889
SELEGIS - Seleção Legislativa Militar. v. 3 D ECRETOS

Seção II
Da Gratificação de Compensação Orgânica
Art. 3° A Gratificação de Compensação Orgânica é devida mensalmente ao militar da ativa, em
valores correspondentes a vinte por cento do soldo, pelo exercício continuado das atividades
especiais seguintes:
I - vôo em aeronave militar como tripulante orgânico observador meteorológico, observador aéreo
e fotogramétrico:
II - salto em pára-quedas, cumprindo missão militar:
III - imersão no exercício de funções regulamentares a bordo de submarino;
IV - mergulho com escafandro ou com aparelho;
V - controle de tráfego aéreo.
Parágrafo único. Nas atividades com trabalho com Raios X ou substâncias radioativas, a gratifica-
ção é devida, nas condições estabelecidas na legislação pertinente, em valor correspondente a
dez por cento do soldo.
Art. 4° É assegurado ao militar que tenha feito jus à Gratificação de Compensação Orgânica a sua
incorporação à remuneração, por quotas correspondentes ao período de efetivo desempenho da
atividade especial considerada, observadas as seguintes regras:
I - em decorrência do exercício das atividades de que tratam os incisos I, III e IV do art. 3°:
a) cada quota é adquirida ao final de um ano de desempenho da atividade especial considerada,
desde que o militar tenha cumprido os requisitos fixados no respectivo plano de provas;
b) o valor de cada quota é igual a 1/10 da gratificação integral do posto ou graduação do militar,
ao concluir o último plano de provas;
c) o número de quotas abonadas não poderá exceder de dez;
II - em decorrência do exercício da atividade de que trata o inciso II do art. 3°:
a) cada quota é adquirida a cada período de três meses de exercício de salto, desde que tenha
cumprido os requisitos do plano de provas;
b) o valor de cada quota é igual a 1/20 da gratificação integral do posto ou graduação do militar,
ao concluir o último plano de provas;
c) o número de quotas abonadas não poderá exceder de vinte;
III - em decorrência do exercício da atividade de que trata o inciso V do art. 3°:
a) cada quota é adquirida ao final de um ano de desempenho de atividade de controle de tráfego aéreo;
b) o valor de cada quota é igual a 1/10 da gratificação integral do último posto ou graduação em
que o militar exerceu a atividade;
c) o número de quotas abonadas não poderá exceder de dez.
Parágrafo único. A um mesmo militar somente será atribuída gratificação correspondente a uma
atividade especial.
Art. 5° Em função de futuras promoções, o militar terá assegurada a evolução dos cálculos para o
pagamento definitivo da Gratificação de Compensação Orgânica.
Parágrafo único. Nos casos dos incisos I a IV do art. 3°, aplica-se o disposto neste artigo desde
que, após cada promoção, o militar execute, pelo menos, um novo plano de provas ou menos, um
novo plano de provas ou de exercícios.

Seção III
Da Gratificação de Habilitação Militar
Art. 6° A Gratificação de Habilitação Militar é devida mensalmente ao militar, pelos cursos realiza-
dos com aproveitamento, inerentes à sua progressão na carreira militar, com base no soldo ou
quotas de soldo, nos seguintes percentuais:

890
SELEGIS - Seleção Legislativa Militar. v. 3 D ECRETOS

I - trinta por cento, para os cursos de altos estudos, categoria I;


II - vinte e cinco por cento para os cursos de altos estudos categoria II;
III - vinte por cento para os cursos de aperfeiçoamento;
IV - quinze por cento para os cursos de especialização.
§ 1° Ao militar que possuir mais de um curso, somente será atribuída a gratificação de maior
valor percentual.
§ 2° O Ministro Chefe do Estado-Maior das Forças Armadas (Emfa) estabelecerá, em ato comum
às três forças singulares, atendidas as peculiaridades de cada uma, os cursos e suas equivalên-
cias que geram direito à percepção da Gratificação de Habilitação Militar.
§ 3° Somente serão considerados os cursos de especialização, se inerentes à carreira e que não
se configurem como cursos de formação ou graduação.

CAPÍTULO III
DAS INDENIZAÇÕES

Seção I
Da Indenização de Representação
Art. 7° A indenização de representação é devida mensalmente ao militar da ativa, em percentuais
calculados sobre o soldo, nos seguintes termos:
I pelo exercício do posto ou graduação, em situações normais:
a) Oficial-General, trinta por cento do soldo;
b) Oficial-Superior, vinte e cinco por cento do soldo;
c) Oficial-Intermediário, Oficial-Subalterno, Guarda-Marinha e Aspirante-a-Oficial, vinte por cento do soldo:
d) Suboficial, Subtenente e Sargento, dez por cento do soldo;
II pelo exercício de cargos, em situações especiais dez por cento do soldo quando:
a) Oficial-General;
b) Oficial, no exercício de cargo de Comandante, Chefe ou Diretor de Organização Militar com
autonomia ou semi-autonomia administrativa.
Parágrafo único. Para o militar em viagem de representação, instrução ou desemprego operacio-
nal, bem como às ordens de autoridade estrangeira, a indenização de representação é devida, à
razão de dois por cento do soldo, por dia.
Art. 8° As indenizações de representação são acumuláveis entre si.

Seção II
Da Indenização de Moradia
Art. 9º A indenização de moradia é devida mensalmente ao militar da ativa, em percentuais
calculados sobre o soldo do posto ou graduação, nas seguintes condições;
I - trinta por cento, quando possuir dependente expressamente declarado;
II - dez por cento, quando não possuir dependente.
§ 1º Quando o militar ocupar Próprio Nacional Residencial, sob responsabilidade de órgão militar,
o quantitativo correspondente à indenização de moradia será descontado pelo órgão competente,
a título de taxa de uso.
§ 2º A receita proveniente da taxa de uso e da cobrança de multas por ocupações irregulares,
como de outras despesas decorrentes da ocupação, será preferencialmente aplicada na manuten-
ção dos imóveis residenciais, cabendo aos Ministros Militares e ao Ministro Chefe do Emfa, no
âmbito de suas competências, regular a matéria de que trata este artigo.

891
SELEGIS - Seleção Legislativa Militar. v. 3 D ECRETOS

Seção III
Da Indenização de Localidade Especial
Art. 10. A indenização de localidade especial é devida mensalmente ao militar da ativa, em
percentuais calculados sobre o soldo, segundo a sua classificação:
I - localidade especial de categoria A, trinta por cento;
II - localidade especial de categoria B, quinze por cento.
Parágrafo único. O Ministro Chefe do Estado-Maior das Forças Armadas, ouvidos os Ministérios
Militares, especificará, em portaria comum às três Forças, as localidades especiais segundo a
classificação de que trata este artigo.

Seção IV
Da Diária
Art. 11. O militar que se afastar da sua sede, em serviço de caráter eventual ou transitório, para
outro ponto do território nacional, fará jus a diárias, destinadas a cobrir as correspondentes
despesas de pousada, alimentação e locomoção urbana.
Art. 12. A diária será concedida por dia de afastamento da sede, devendo ser paga na metade do
seu valor quando se trate:
I de afastamento que, conquanto superior a oito horas não exija pernoite fora da sede;
II do dia de retorno à sede, nesta ocorrendo o pernoite;
III de situação em que, gratuitamente, fornecido alojamento em organização militar ou concedida outra
pousada, seja esta em próprio da Fazenda Nacional como de entidade, ou órgão, da Administração Pública.
Parágrafo único. Em razão do mesmo fato gerador, não poderão ser cumuladas a percepção de
diária e a de ajuda-de-custo.
Art. 13. Não serão devidas diárias nas hipóteses em que as despesas decorrentes das viagens,
ou afastamentos, sejam custeadas pela União, por Estado ou Município, pelo Distrito Federal, ou
por instituição pública ou privada.
Parágrafo único. Não serão, também, devidas diárias nos afastamentos inferiores a oito horas
consecutivas.
Art. 14. O valor das diárias será estabelecido e atualizado em ato do Ministro Chefe do Estado-Maior
das Forças Armadas, comum às forças singulares, observando-se valores diferenciados para:
I - os Oficiais-Generais;
II - os Oficiais-Superiores;
III - os Oficiais-Intermediários, Oficiais-Subalternos, Guardas-Marinha e Aspirante-a-Oficial;
IV - os Suboficiais, Subtenentes, Sargentos, Aspirantes, Cadetes, Alunos do Centro de Formação
de Oficiais da Aeronáutica, de órgãos de Preparação de Oficiais da Reserva, Alunos do Colégio
Naval e das escolas preparatórias de cadetes ;
V - as demais Praças e Praças Especiais.
Art. 15. O militar afastado de sua sede, para acompanhar autoridade superior, fará jus à diária a
esta atribuída, desde que conste do ato designatório, a obrigatoriedade de sua hospedagem no
mesmo local daquela autoridade e a despesa com pousada, alimentação e locomoção urbana
ultrapasse o valor da diária prevista para o seu posto, quando:
I - esteja qualificado como seu Assistente ou Ajudante-de-Ordens;
II - se trate de militar designado, em ato próprio, para tal acompanhamento.
Art. l6. Serão restituídas pelo militar, de imediato, as diárias recebidas:

892
SELEGIS - Seleção Legislativa Militar. v. 3 D ECRETOS

I - in te g ralmen te , q u a n d o , p o r q u a l q u e r m o ti v o , n ã o o correr s eu af as t am ent o da s ede;


II - em excesso, na hipótese de retorno à sede em prazo menor do que o previsto ao seu afastamento.
Parágrafo único. A restituição de que trata este artigo deverá ser efetivada no prazo máximo de
cinco dias, contado da data fixada ao afastamento na situação objeto do inciso I, e do dia do
retorno à sede naquela referida no inciso II.
Art. 17. As condições de concessão, percepção e restituição das diárias, obedecida a Lei n°
8.237,m de 1991, como este regulamento, serão disciplinadas pelos Ministros Militares e pelo
Ministro Chefe do Emfa, no âmbito de suas competências.

Seção V
Da Ajuda-de-Custo
Art. 18. A ajuda-de-custo será devida ao militar nos termos, valores e condições estabelecidos na
Lei n° 8.237, de 1991, e segundo este regulamento.
Parágrafo único. Na concessão de ajuda-de-custo, tomar-se-á como base, para efeito de cálculo
do seu valor, determinação do exercício financeiro, constatação de dependentes e tabela aplicável,
à data do ajuste de contas do militar beneficiado.
Art. 19. Não terá direito à ajuda-de-custo o militar:
I - movimentado por interesse próprio, como em razão de operações de guerra ou de manutenção
da ordem pública:
II - desligado de curso ou escola por falta de aproveitamento ou trancamento voluntário de matrícula.
Art. 20. O militar restituirá, integralmente, a ajuda-de-custo que houver recebido:
I - em quitação única, quando deixar de seguir destino a pedido e por interesse próprio;
II - em dez parcelas iguais e sucessivas, descontadas de sua remuneração, quando deixar de
seguir destino:
a) em cumprimento de ordem superior;
b) por motivo outro independente de sua vontade, acatado pela autoridade competente.
Parágrafo único. Na hipótese objeto do item 1, a restituição deverá ocorrer no prazo de cinco dias,
cont ad o d o a to q u e to r n e s e m e fe i to a m o v i m e n ta ç ã o .

CAPÍTULO IV
DOS ADICIONAIS

Seção I
Do Adicional Natalino
Art. 21. O adicional natalino será pago, de acordo com a legislação específica, ao militar em
atividade, ao na inatividade e ao beneficiário de pensão militar, em duas parcelas :
I - a primeira parcela entre os meses de janeiro e novembro, em valor correspondente à metade da
remuneração percebida no mês anterior;
II - a segunda parcela até o dia vinte de dezembro de cada ano, descontado o adiantamento da
primeira parcela.
Parágrafo único. Para o militar da ativa, ao ensejo das férias, desde que requeira, será paga a
primeira parcela correspondente à metade da remuneração percebida no mês anterior às férias.

893
SELEGIS - Seleção Legislativa Militar. v. 3 D ECRETOS

Seção II
Do Adicional de Funeral
Art. 22. O adicional de funeral será pago, nas quarenta e oito horas seguintes à comunicação do
óbito à Organização Militar:
I - ao militar, por morte do cônjuge, companheira ou outro dependente;
II - à viúva de militar, por morte de dependente, obedecido o art. 50, § 2°, VII, do Estatuto dos Militares;
III - ao beneficiário da pensão militar, observada a respectiva ordem de habilitação, por morte do
militar, ou da viúva de militar a que se refere o inciso anterior.
Parágrafo único. O adicional objeto deste artigo poderá ser pago, no limite do seu valor, à pessoa
que, comprovadamente, haja custeado o funeral.

CAPÍTULO V
D O S O U T R O S D I R E I T O S R E M U N E R AT Ó R I O S

Seção I
Da Indenização de Alimentação
Art. 23. O militar que sirva em organização, com rancho próprio organizado, nos dias em que não
alimentado por conta da União, observado o disposto no art. 49, da Lei n° 8.237, de 1991, fará jus:
I - a dez vezes o valor da etapa comum fixada para a localidade, quando em serviço de escala de
duração de vinte e quatro horas;
II - a cinco vezes o valor da etapa comum, quando em serviço ou expediente de duração igual ou
superior a oito horas de efetivo trabalho, porém inferior a vinte e quatro horas.
Art. 24. O militar que servir em Organização Militar que não tenha rancho próprio organizado e não
possa ser arranchado em outra organização nas proximidades, fará jus:
I - ao valor da etapa comum fixada para a localidade, nos dias em que cumprir expediente diário integral;
II - aos valores estabelecidos nos incisos I e II do artigo anterior, quando preencher os requisitos
neles previstos.
Parágrafo único. A praça de graduação inferior a terceiro-sargento, quando em férias regulamentares
e não alimentada pela União, ou servindo em localidade especial de categoria A, quando acompanhada
de dependente, fará jus à etapa de que trata o inciso I.

Seção II
Do Auxílio-Fardamento
Art. 25. O auxílio-fardamento será calculado sobre o valor do soldo do novo posto ou graduação,
vigente à data da promoção do militar.
§ 1° Em caso de renovação, o auxílio-fardamento devido será calculado sobre o valor do soldo
vigente na data em que o militar completar quatro anos de permanência no posto ou graduação.
§ 2º Observado este artigo, aplicar-se-á aos militares de que trata o art. 54 da Lei n° 8.237, de
1991. o disposto no § 3º, do seu art. 55.
§ 3° O militar reincluído, bem como o convocado ou designado para o serviço ativo, na forma da
legislação específica, fará jus à renovação prevista no § 2°, do art. 55, da Lei nº 8.217, de 1991,
contando-se o respectivo quadriênio pela reunião dos dois períodos de atividade.

894
SELEGIS - Seleção Legislativa Militar. v. 3 D ECRETOS

CAPÍTULO VI
D A R E M U N E R A Ç Ã O N A I N AT I V I D A D E

Seção I
Do Soldo ou Quotas de Soldo
Art. 26. O militar, ao passar para a reserva remunerada, terá sua remuneração calculada sobre:
I - o soldo integral do posto ou graduação imediatamente superior ao seu, quando contar mais de
trinta anos de serviço;
II - o soldo integral do posto ou graduação que detiver, quando, não contando trinta anos de
serviço, for transferido para a reserva remunerada, ex officio, por:
a) ter atingido a idade-limite de permanência em atividade, no posto ou graduação;
b) não haver preenchido as condições de escolha para acesso ao generalato;
III - a quota de soldo correspondente a um trinta avos de seu valor, por ano de serviço computável
para a inatividade, até o máximo de trinta anos, quando não incidir nos casos do inciso anterior.
Parágrafo único. Ao militar transferido para a reserva remunerada anteriormente à Lei n° 8.237, de
1991, aplicar-se-ão as disposições do inciso II deste artigo.
Art. 27. O militar reformado por incapacidade para o serviço ativo ou por invalidez terá sua
remuneração calculada segundo o disposto no Estatuto dos Militares e na Lei n° 8.237, de 1991.

Seção II
Do Adicional de Inatividade
Art. 28. O adicional de inatividade é devido ao militar da reserva remunerada ou reformado, em
função do tempo de serviço computável para a inatividade e calculado sobre o valor do soldo ou
quotas de soldo, nos seguintes percentuais:
I - quarenta e cinco por cento, se contar quarenta anos de serviço ou mais;
II - trinta e cinco por cento, se contar trinta e cinco anos de serviço;
III - trinta por cento, se contar trinta anos de serviço;
IV - vinte por cento, quando transferido ex officio para a inatividade remunerada contando menos
de trinta anos de serviço.

Seção III
Do Adicional de Invalidez
Art. 29. O militar, reformado como inválido, ou por incapacidade para o serviço ativo, que satisfaça
as condições do artigo 69, da Lei n° 8.237, de 1991, fará jus, mensalmente, ao adicional de
invalidez, nos seus termos e limites.
Parágrafo único. O disposto no caput aplica-se, também, ao militar cuja reforma o atinja já na
inatividade remunerada.

Seção IV
D a P r e s t a ç ã o d e Ta r e f a p o r Te m p o C e r t o
Art. 30. O militar da reserva remunerada, exceto quando convocado, reincluído, designado ou
mobilizado, que execute tarefa por tempo certo, perceberá o adicional pro labore previsto no art.
86 da Lei n° 8.237, de 1991, no valor correspondente a trinta por cento dos proventos que
efetivamente estiver percebendo.

895
SELEGIS - Seleção Legislativa Militar. v. 3 D ECRETOS

§ 1° A despesa decorrente do pagamento do adicional será atendida com os recursos orçamentários


dos Ministérios Militares, mesmo nos casos de prestação de tarefa, pelo militar, fora de sua
Força.
§ 2° Para prestação de tarefa por tempo certo ao Estado-Maior das Forças Armadas e seus órgãos
subordinados, os militares da inatividade remunerada serão indicados, pelo Ministro-Chefe do
EMFA, ao Ministro Militar respectivo.
§ 3° As condições para a prestação de tarefa prevista neste artigo serão reguladas pelos Militares,
nas respectivas áreas.

CAPÍTULO VII
DAS DISPOSIÇÕES ESPECIAIS
Art. 31. O militar da reserva remunerada que, nos termos do art. 61 da Lei n° 8.237, de 1991,
retornar à ativa, perceberá a remuneração do seu posto ou graduação, a contar da data de
apresentação à organização militar competente, suspendendo-se temporariamente a percepção da
remuneração da inatividade.
Parágrafo único. Caso a remuneração venha a ser inferior àquela que o militar receberia na
inatividade, a diferença encontrada será paga como complemento.
Art. 32. Nenhum militar na ativa ou na inatividade remunerada receberá, a título de soldo ou quotas
de soldo, importância inferior ao salário mínimo vigente.
1° Aplica-se o disposto neste artigo ao valor da pensão tronco, deixada pelo militar.
2° Será paga, como complemento, a diferença encontrada entre o salário mínimo e o soldo ou
benefício da pensão militar.
3° Excluem-se do disposto neste artigo as praças prestadoras de serviço militar inicial e as
praças especiais, exceto o Guarda-Marinha e o Aspirante-a-Oficial.
Art. 33. Nenhum militar na ativa ou na inatividade remunerada, bem como o pensionista militar,
incluídos os beneficiários de pensão especial ou remanescente, poderá receber, a título de remuneração
ou benefício pensional, importância superior ao limite máximo de remuneração estabelecido em lei.
Art. 34. O militar da ativa, da reserva remunerada ou reformado, bem como o pensionista militar,
que, em virtude da aplicação da Lei n° 8.237, de 1991, vier a fazer jus a remuneração ou benefício
pensional inferior ao que vinha recebendo, terá direito a um complemento igual ao valor da
diferença encontrada, pago como vantagem individual.
Art. 35. Considera-se tempo de serviço público, para os fins da Lei n° 8.237, de 1991, aquele
prestado, pelo militar, à União, aos Estados, aos Municípios e ao Distrito Federal, mesmo como
servidor civil, anteriormente à sua incorporação, matrícula, nomeação ou reinclusão.
Parágrafo único. Não poderá ser considerado tempo de serviço público, para os fins referidos no
caput , o período em que for prestada, por militar inativo, tarefa por tempo certo objeto do art. 30.
Art. 36. O § 1° do art. 16, do Decreto n° 92.512, de 2 de abril de 1986, passa a vigorar com a
seguinte redação.
“Art. 16. ...................................................
1° O valor da Unidade de Serviço Médico (USM) corresponde a 0,00015 (quinze centésimos
milésimos) do soldo do posto de Capitão-de-Mar-e-Guerra.”
Art. 37. A conclusão do processo referente à Pensão Militar, objeto do parágrafo único do art. 13,
da Lei n° 8.237, de 1991, deverá ocorrer no prazo máximo de noventa dias, contado da data do
falecimento do militar.
Art. 38. Este decreto entra em vigor na data de sua publicação, com efeitos financeiros a partir de
1° de outubro de 1991.
Art. 39. Ficam revogados: o Decreto n° 54.466, de 14 de outubro de 1964; o Decreto n° 55.790, de
23 de fevereiro de 1965; o Decreto n° 55.881, de 30 de março de 1965; o Decreto nº 56.849, de 10

896
SELEGIS - Seleção Legislativa Militar. v. 3 D ECRETOS

de setembro de 1965; o Decreto n° 78.550, de 11 de outubro de 1976; o Decreto n° 86.763, de 22


de dezembro de 1981; o Decreto n° 87.271, de 14 de junho de 1982; o Decreto n° 87.349, de 1° de
julho de 1982; o Decreto n° 87.569 , de 16 de setembro de 1982; o Decreto n° 88.000, de 28 de
dezembro de 1982; o Decreto n° 88.453, de 30 de junho de 1983; o Decreto n° 89.297, de 12 de
janeiro de 1984; o Decreto nº 90.254, de 1° de outubro de 1984; o Decreto n° 90.764, de 28 de
dezembro de 1984; o Decreto n° 95.599, de 7 de janeiro de 1988; o Decreto n° 95.871, de 24 de
março de 1988; o Decreto n° 96.305, de 12 de julho de 1988; o Decreto n° 96.877, de 29 de
setembro de 1988; o Decreto n° 97.872, de 26 de junho de 1989; o Decreto n° 97, de 16 de abril de
1991; o Decreto n° 152, de 25 de junho de 1991 e o Decreto s/n de 25 de julho de 1991 (DO de
26.7.1991, pág. 14927).

Brasília, 18 de janeiro de 1993; 172° da Independência e 105° da República.


I TA M A R F R A N C O
Antonio Luiz Rocha Veneu

897
SELEGIS - Seleção Legislativa Militar. v. 3 D ECRETOS

DECRETO Nº 1.043, DE 13 DE JANEIRO DE 1994

Regulamenta o art. 6º da Lei nº 8.627, de 19 de fevereiro de 1993, que


dispõe sobre o pagamento dos servidores, civis e militares, da União,
das autarquias e das fundações públicas.

O P R E S I D E N T E D A R E P Ú B L I C A , n o u s o d a a t r i b u i ç ã o q u e l h e c o n f e r e o a r t . 8 4 , i t e m I V, d a
Constituição da República, e tendo em vista o disposto no art. 6º da Lei nº 8.627, de 19 de
fevereiro de 1993,
D E C R E TA :
Art. 1º O pagamento da remuneração dos servidores públicos, civis e militares, da União, das
autarquias e das fundações públicas federais, será efetuado:
I - nos meses de abril, maio e junho de 1994, até o último dia útil do mês de competência;
II - a partir de julho de 1994, até o segundo dia útil posterior ao dia 20 do mês de competência.
Parágrafo único. O disposto neste decreto aplica-se aos proventos dos inativos e às pensões
devidas a beneficiários do servidor falecido.
A r t . 2 º A S e c r e t a r i a d o Te s o u r o N a c i o n a l a d o t a r á a s p r o v i d ê n c i a s c a b í v e i s r e l a t i v a s à l i b e r a ç ã o
dos recursos financeiros de forma a possibilitar o cumprimento dos dispositivos anteriores.
Art. 3º Os recursos necessários ao pagamento da Gratificação Natalina dos servidores, inclusive
i n a t i v o s e p e n s i o n i s t a s a q u e s e r e f e r e e s t e d e c r e t o s e r ã o l i b e r a d o s p e l a S e c r e t a r i a d o Te s o u r o
Nacional em duas parcelas, nos meses de junho e dezembro.
Art. 4º O Ministério da Fazenda e a Secretaria da Administração Federal da Presidência da Repú-
blica, no âmbito de suas respectivas competências, adotarão as providências necessárias à
execução do disposto neste decreto.
Art. 5º Este decreto entra em vigor na data de sua publicação.
Art. 6º Revogam-se o Decreto nº 97.970, de 17 de julho de 1989 e demais disposições em
contrário.

Brasilia, 13 de janeiro de 1994; 173º da Independência e 106º da República.


I TA M A R F R A N C O
Fernando Henrique Cardoso
Romildo Canhim

898
SELEGIS - Seleção Legislativa Militar. v. 3 D ECRETOS

DECRETO Nº 2.027, DE 11 DE OUTUBRO DE 1996.

Dispõe obre a nomeação para cargo ou emprego efetivo na Administra-


ção Pública Federal direta e indireta do servidor público civil aposen-
tado ou servidor público militar reformado ou da reserva remunerada.

O P R E S I D E N T E D A R E P Ú B L I C A , n o u s o d a a t r i b u i ç ã o q u e l h e c o n f e r e o a r t . 8 4 , i n c i s o I V, d a
Constituição, e Considerando que o Supremo Tribunal Federal, ao julgar o RE nº 163.204-6, firmou
entendimento no sentido de que a acumulação de proventos e vencimentos somente é permitida
quando se tratar de cargos, funções ou empregos acumuláveis na atividade, na forma permitida
nos incisos XVI o XVII do art. 37 da Constituição; Considerando que o Supremo Tribunal Federal,
ao apreciar o Mandado de Segurança nº 22.182-8, pronunciou-se no sentido de que a acumulação
de proventos com vencimentos disciplina-se constitucionalmente de modo igual, trate-se de servi-
dor público militar ou civil, ou seja, proventos não podem ser acumulados com vencimentos;
Considerando ainda, em conseqüência, que o servidor somente poderá tomar posse no novo
cargo se fizer opção pela remuneração deste, com renúncia da percepção dos proventos, face ao
impedimento de se exercer cargo público de forma gratuita;
D E C R E TA :
Art. 1º Somente poderá tomar posse em cargo efetivo ou assumir emprego permanente na Adminis-
tração Pública Federal direta, nas autarquias, nas fundações mantidas pelo Poder Público, nas
empresas públicas e nas sociedades de economia mista, ressalvados os cargos ou empregos
acumuláveis na atividade, o servidor público civil aposentado e o militar reformado ou da reserva
remunerada da União, dos Estados, do Distrito Federal ou dos Municípios que fizer a opção pela
remuneração do cargo ou emprego.
§ 1º Até a data da sua posse, o nomeado deverá comunicar ao respectivo órgão de pessoal sua
situação de aposentado, apresentando seu termo de opção.
§ 2º Readquirirá o direito à percepção dos proventos o servidor, a que se refere este artigo,
exonerado do cargo efetivo ou emprego permanente.
Art. 2º O servidor que estiver no exercício de cargo ou emprego a que se refere o artigo anterior
deverá proceder à comunicação ali prevista até 14 de novembro de 1996.
Art. 3º A inobservância do disposto no § 1º do art. 1º e no artigo anterior importará na nulidade do
at o de n o mea ção d o s e r v i d o r , c o m r e s s a r c i m e n to à a d minis t raç ão da rem uneraç ão por el e perc e-
bida em razão do exercício do seu cargo ou emprego, sem prejuízo das demais sanções previstas
em lei.
Art. 4° O Ministério da Administração Federal e Reforma do Estado baixará as instruções comple-
mentares necessárias à execução deste Decreto.
Art. 5º Este Decreto entra em vigor na data de sua publicação.

Brasília, 11 de outubro 1996; 175º da Independência e 108º da República.


FERNANDO HENRIQUE CARDOSO
Pedro Malan
Antonio Kandir
Luiz Carlos Bresser Pereira

899
SELEGIS - Seleção Legislativa Militar. v. 3 D ECRETOS

DECRETO NO 2.907, DE 29 DE DEZEMBRO DE 1998.

Dispõe sobre os efetivos do pessoal militar do Exército, em serviço


ativo, a vigorar em 1999.

O P R E S I D E N T E D A R E P Ú B L I C A , n o u s o d a a t r i b u i ç ã o q u e l h e c o n f e r e o a r t . 8 4 , i n c i s o I V, d a
Constituição, de acordo com o disposto no art. 1º da Lei nº 8.071, de 17 de julho de 1990,
D E C R E TA :
A r t 1 º O s e f e t i v o s d e O f i c i a i s - G e n e r a i s , O f i c i a i s e P r a ç a s - S u b t e n e n t e s , S a r g e n t o s , Ta i f e i r o s ,
Cabos e Soldados - do Exército, em serviço ativo, a vigorar no ano de 1999, obedecerão aos
níveis que se seguem:

I - OFICIAIS-GENERAIS

POSTO COMBATENTE SERVIÇOS ENGENHEIRO SOMA

MILITAR
INTENDENTE MÉDICO

General-de-Exército 14 - - - 14
General-de-Divisão 35 2 1 3 41
General-de-Brigada 71 4 3 9 87
SOMA 120 6 4 12 142

II – OFICIAIS DE CARREIRA

ARMAS POSTO SOMA


QUADROS SV CEL TC MAJ CAP 1º TEN 2º TEM

ARMAS E QMB 756 1.069 1.286 2.217 1.611 859 7.798


INTENDÊNCIA 75 121 123 260 252 144 975
MÉDICO 44 84 99 379 201 - 807
DENTISTA 06 26 84 111 58 - 285
FARMACÊUTICO 03 23 42 105 63 - 236
VETERINÁRIO 1 - - - - - 1
QEM 62 136 52 184 203 - 637
QCO - - - 283 650 - 933
QCM 1 5 15 10 5 9 45
QAO - - - 282 689 900 1.871
SOMA 948 1.464 1.701 3.831 3.732 1.912 13.588

900
SELEGIS - Seleção Legislativa Militar. v. 3 D ECRETOS

III – OFICIAIS TEMPORÁRIOS

POSTO ARMAS/QMB MDFV EST SOMA


1º TENENTE 952 1.221 460 2.633
2º TENENTE 954 2.179 664 3.797
SOMA 1.906 3.400 1.124 6.430

IV – PRAÇAS – SUBTENENTES E SARGENTOS DE CARREIRA, DO QUADRO ESPECIAL (QE)


E TEMPORÁRIOS (TMPR)

GRADUAÇÃO CARREIRA QE TMPR SOMA


CFST EBST

SUBTENENTE 1.720 1.720

1º SARGENTO 4.724 - - - 4.724


2º SARGENTO 11.888 11.888

3º SARGENTO 12.693 2.050 5.700 1.000 21.443


SOMA 31.025 2.050 6.700 39.775

V – PRAÇAS – TAIFEIROS, CABOS E SOLDADOS

ESPECIFICAÇÃO QUANTIDADE
MOR 47

TAIFEIRO 1ª CLASSE 369


2ª CLASSE 568

SOMA PARCIAL 984

CABO 37.245
SOLDADO 103.836
SOMA PARCIAL CB/SD 141.081
SOMA 142.065

901
SELEGIS - Seleção Legislativa Militar. v. 3 D ECRETOS

V I - TOTA L G E R A L D O S E F E T I V O S

ESPECIFICAÇÃO QUANTIDADE
OFICIAIS-GENERAIS 142
Carreira 13.588

OFICIAIS Temporário 6.430


SOMA PARCIAL 20.160

P SUBTENENTES Carreira 31.025


R E Quadro Especial 2.050
A SARGENTOS Temporário 6.700
Ç SOMA PARCIAL 39.775

A TAIFEIROS 984

S CABOS E SOLDADOS 141.081

SOMA PARCIAL (Taif/Cb/Sd) 142.065

TOTAL GERAL 202.000

§ 1º O Ministro de Estado do Exército baixará os atos complementares para a execução deste


Decreto, podendo, inclusive, alterar, em até vinte por cento, os efetivos de que tratam os quadros
II, III, IV, V e VI (exceto Oficiais-Generais), nos postos e graduações, para atender às flutuações
decorrentes da administração do pessoal militar, respeitando os limites estabelecidos no § 2º, do
art. 1º, da Lei nº 7.150, de 1º de dezembro de 1983, e no inciso II do art. 8º, da Lei nº 6.923, de
29 de junho de 1981, com a redação dada pela Lei nº 7.672, de 23 de setembro de 1988.
§ 2º O Ministro de Estado do Exército fixará os percentuais dos Efetivos de Cabos e Soldados do
N ú c l e o B a s e e d o E f e t i v o Va r i á v e l .
Art 2º Este Decreto entra em vigor na data de sua publicação, produzindo efeitos a partir de 1º de
janeiro de 1999.

Brasília, 29 de dezembro de 1998; 177º da Independência e 110º da República.


FERNANDO HENRIQUE CARDOSO
Zenildo de Lucena
Este texto não substitui o publicado no D.O.U. de 30.12.1998

902
SELEGIS - Seleção Legislativa Militar. v. 3 D ECRETOS

DECRETO NO 3.063, DE 17 DE MAIO DE 1999.

Dá nova redação ao art. 1o do Decreto no 2.907, de 29 de dezembro de


1998, que dispõe sobre efetivos do pessoal militar do Exército, em
serviço ativo, a vigorar em 1999.

O P R E S I D E N T E D A R E P Ú B L I C A , n o u s o d a a t r i b u i ç ã o q u e l h e c o n f e r e o a r t . 8 4 , i n c i s o I V, d a
Constituição, e de acordo com o disposto no art. 1 o da Lei n o 8.071, de 17 de julho de 1990,
D E C R E TA :
Art. 1 o O art. 1 o do Decreto n o 2.907, de 29 de dezembro de 1998, passa a vigorar com a seguinte
redação:
“Art. 1o ................................................................................................

I - OFICIAIS-GENERAIS

SERVIÇOS ENGENHEIRO SOMA


MILITAR

POSTO COMBATENTE INTENDENTE MÉDICO

GENERAL-DE- 14 - - - 14
EXÉRCITO

GENERAL-DE- 35 2 1 3 41
DIVISÃO

GENERAL-DE- 70 4 3 9 86
BRIGADA

SOMA 119 6 4 12 141

..................................................................................................................(NR)
Art. 2o Este Decreto entra em vigor na data de sua publicação.

Brasília, 17 de maio de 1999; 178 o da Independência e 111 o da República.

903
SELEGIS - Seleção Legislativa Militar. v. 3 D ECRETOS

DECRETO Nº 3.305, DE 23 DE DEZEMBRO DE 1999.

Dá nova redação ao art. 28 do Decreto no 2.222, de 8 de maio de 1997,


que regulamenta a Lei no 9.437, de 20 de fevereiro de 1997.

O PRESIDENTE DA REPÚBLICA, no uso das atribuições que lhe confere o art. 84, incisos IV, da
Constituição, e tendo em vista o disposto no art. 19 da Lei no 9.437, de 20 de fevereriro de 1997,
D E C R E TA :
Art. 1o O art. 28 do Decreto no 2.222, de 8 de maio de 1997, passa a vigorar com a seguinte
redação:
“Art. 28. O porte de arma de fogo é inerente aos militares das Forças Armadas, policiais federais,
policiais civis, policiais militares e bombeiros militares.
.................................................................................” (NR)
Art. 2o Este Decreto entra em vigor na data de sua publicação.

Brasília, 23 de dezembro de 1999; 178o da Independência e 111o da República.


FERNANDO HENRIQUE CARDOSO
José Carlos Dias
Elcio Álvares

904
SELEGIS - Seleção Legislativa Militar. v. 3 D ECRETOS

DECRETO Nº 4.307, DE 18 DE JULHO DE 2002

Regulamenta a Medida Provisória no 2.215-10, de 31 de agosto de 2001,


que dispõe sobre a reestruturação da remuneração dos militares das
Forças Armadas, altera as Leis nos 3.765, de 4 de maio de 1960, e 6.880,
de 9 de dezembro de 1980, e dá outras providências.

O P R E S I D E N T E D A R E P Ú B L I C A , n o u s o d a a t r i b u i ç ã o q u e l h e c o n f e r e o a r t . 8 4 , i n c i s o I V, d a
C onstitu ição , e te n d o e m v i s ta o d i s p o s to n a M e d i d a P rov i s ória no 2. 215-10, de 31 de agos t o de
2001,
D E C R E TA :

CAPÍTULO I
DAS DISPOSIÇÕES PRELIMINARES
Art. 1o Este Decreto regulamenta a reestruturação da remuneração dos militares integrantes das
Forças Armadas - Marinha, Exército e Aeronáutica, no País e em tempo de paz.
Art. 2o Para os efeitos deste Decreto, adotam-se as seguintes conceituações:
I - Organização Militar - OM: denominação genérica dada a corpo de tropa, repartição, estabeleci-
mento, navio, base, arsenal ou a qualquer outra unidade tática, operativa ou administrativa das
Forças Armadas;
II - sede: todo o território do município e dos municípios vizinhos, quando ligados por freqüentes
meios de transporte, dentro do qual se localizam as instalações de uma Organização, militar ou
não, onde são desempenhadas as atribuições, missões, tarefas ou atividades cometidas ao mili-
tar, podendo abranger uma ou mais OM ou Guarnições;
III - dependente: quaisquer das pessoas enumeradas nos §§ 2o e 3o do art. 50 da Lei no 6.880, de
9 de dezembro de 1980, constantes dos assentamentos do militar; e
IV - data do ajuste de contas:
a) para o militar da ativa, em caso de movimentação, é a data limite do trânsito regulamentar; e
b) para o militar excluído do serviço ativo, conforme art. 94 da Lei no 6.880, de 1980, é a data do
desligamento da OM.

CAPÍTULO II
DOS ADICIONAIS
Art. 3o Os cursos que dão direito ao adicional de habilitação serão estabelecidos pelo Ministro de
Estado da Defesa, ouvidos os Comandantes de Força.
§ 1o Ao militar que possuir mais de um curso somente será atribuído o percentual de maior valor.
§ 2o Os Comandantes de Força estabelecerão, no âmbito de suas respectivas Forças, os critérios
de equivalência dos cursos a que se refere o caput deste artigo, inclusive os realizados no
exterior, aos tipos de curso a que se refere a Tabela III do Anexo II da Medida Provisória no 2.215-
10, de 31 de agosto de 2001.
Art. 4o O adicional de compensação orgânica é a parcela remuneratória devida ao militar, mensal-
mente, para compensação de desgaste orgânico resultante do desempenho continuado das seguin-
tes atividades especiais:
I - tipo I:
a) vôo em aeronave militar, como tripulante orgânico, observador meteorológico, observador
aéreo e observador fotogramétrico;
b) salto em pára-quedas, cumprindo missão militar;

905
SELEGIS - Seleção Legislativa Militar. v. 3 D ECRETOS

c) imersão, no exercício de funções regulamentares, a bordo de submarino;


d) mergulho com escafandro ou com aparelho, cumprindo missão militar; e
e) controle de tráfego aéreo;
II - tipo II: trabalho com Raios X ou substâncias radioativas.
Parágrafo único. Ao militar que exercer mais de uma atividade especial será atribuído somente o
adicional de maior valor.
Art. 5o O adicional de compensação orgânica é devido:
I - durante a aprendizagem da respectiva atividade especial, a partir da data:
a) do primeiro exercício de vôo em aeronave militar;
b) do primeiro salto em pára-quedas de aeronave militar em vôo;
c) da primeira imersão em submarino;
d) do primeiro mergulho com escafandro ou com aparelho;
e) do início efetivo das atividades de controle de tráfego aéreo; e
f) do início efetivo do trabalho com Raios X ou substâncias radioativas;
II - no exercício financeiro subseqüente ao cumprimento do plano de provas ou de exercícios, ao
militar qualificado para a atividade especial de vôo, prevista na alínea “a” do inciso I do art. 4o
deste Decreto; e
III - durante o período em que estiver servindo em OM específica da atividade considerada, ao
militar qualificado para as atividades especiais previstas nas alíneas “b”, “c” e “d” do inciso I do
art. 4o deste Decreto, desde que cumpridas as missões e os planos de provas ou de exercícios
estabelecidos para as respectivas atividades.
Art. 6o Ao militar que tenha feito jus ao adicional de compensação orgânica é assegurada sua
incorporação à remuneração, por quotas correspondentes ao período de efetivo desempenho da
atividade especial considerada, observado o seguinte:
I - em decorrência do exercício das atividades especiais previstas nas alíneas “a”, “c” e “d” do
inciso I do art. 4o deste Decreto:
a) cada quota é incorporada ao final de um ano de desempenho da atividade especial considerada,
desde que o militar tenha cumprido os requisitos fixados no respectivo plano de provas ou de exercícios;
b) o valor de cada quota é igual a um décimo do adicional integral, incidente sobre o soldo do
posto ou da graduação do militar ao concluir o último plano de provas ou de exercícios; e
c) o número de quotas, nesses casos, não pode exceder a dez;
II - em decorrência do exercício da atividade especial prevista na alínea “b” do inciso I do art. 4o
deste Decreto:
a) cada quota é incorporada a cada período de três meses de exercício de salto, desde que o
militar tenha cumprido os requisitos do plano de provas;
b) o valor de cada quota é igual a um vinte avos do adicional integral, incidente sobre o soldo do
posto ou da graduação do militar; e
c) o número de quotas, nesse caso, não pode exceder a vinte;
III - em decorrência do exercício da atividade especial prevista na alínea “e” do inciso I do art. 4o
deste Decreto:
a) cada quota é incorporada ao final de um ano de desempenho da atividade considerada;
b) o valor de cada quota é igual a um décimo do adicional integral, incidente sobre o soldo do
posto ou da graduação do militar; e
c) o número de quotas, nesses casos, não pode exceder a dez;
IV - em decorrência do exercício da atividade especial prevista no inciso II do art. 4o deste
Decreto e nas condições estabelecidas na legislação pertinente.

906
SELEGIS - Seleção Legislativa Militar. v. 3 D ECRETOS

Art. 7o O s C o m a n d a n t e s d e F o r ç a , n o â m b i t o d e s u a s c o m p e t ê n c i a s , e s t a b e l e c e r ã o o s p l a n o s d e
provas ou de exercícios de cada atividade especial que darão direito ao pagamento de quotas.
Parágrafo único. Para efeito das provas relativas à atividade especial de vôo, prevista na alínea
“a” do inciso I do art. 4o deste Decreto, considerar-se-ão os vôos realizados em aeronaves civis,
por militares da ativa da Aeronáutica, no cumprimento de missões específicas de “Vistorias de
Aeronaves Civis” e “Verificação de Proficiência de Aeronavegantes da Aviação Civil”.
Art. 8o E m f u n ç ã o d e f u t u r a s p r o m o ç õ e s , o m i l i t a r t e r á a s s e g u r a d a a e v o l u ç ã o d o s c á l c u l o s p a r a
o pagamento definitivo do adicional de compensação orgânica incidente sobre o soldo do novo
posto ou graduação, desde que, após a promoção, execute, pelo menos, um novo plano de provas
ou de exercícios.
Art. 9o C o n t i n u a r á a f a z e r j u s a o a d i c i o n a l d e c o m p e n s a ç ã o o r g â n i c a o m i l i t a r :
I - aluno da Escola de Formação de Oficiais, recrutado entre Praças, e que já tenha assegurado o
direito à percepção do adicional de compensação orgânica, nas mesmas condições em que o
recebia por ocasião da matrícula;
II - hospitalizado ou em licença para tratamento da própria saúde em razão do exercício das
atividades previstas no inciso I do art. 4o deste Decreto; e
III - afastado da sua Organização para participar de curso ou estágio relacionado com a respectiva
atividade especial, como instrutor, monitor ou aluno.
Art. 10. O adicional de permanência é a parcela remuneratória devida ao militar, mensalmente,
incidente sobre o soldo do posto ou da graduação, referente ao período em que continuar ou tenha
continuado em serviço, após ter completado o tempo mínimo de permanência no serviço ativo,
nos seguintes percentuais e situações:
I - cinco por cento: militar que, em atividade, a partir de 29 de dezembro de 2000, tenha completado
ou venha a completar setecentos e vinte dias a mais que o tempo requerido para a transferência
para a inatividade remunerada; e
II - cinco por cento a cada promoção: militar que, tendo satisfeito o requisito do inciso I deste
artigo, venha a ser promovido em atividade ao posto ou graduação superior.
Parágrafo único. Os percentuais previstos neste artigo são acumuláveis entre si.

CAPÍTULO III
D A S G R AT I F I C A Ç Õ E S
Art. 11. O direito do militar à gratificação de localidade especial, quando for transferido, começa no
dia da sua apresentação à OM de destino e cessa no seu desligamento.
Art. 12. É assegurado ao militar o direito à continuidade da percepção da gratificação de localidade
especial nos afastamentos sem desligamento da OM.
Art. 13. O Ministro de Estado da Defesa, ouvidos os Comandantes de Força, especificará as
localidades consideradas inóspitas, classificando-as em categorias, conforme critérios previamente
estabelecidos, para fins de percepção da gratificação de localidade especial.
Art. 14. A gratificação de representação é devida ao militar em percentuais acumuláveis entre si.
Parágrafo único. Para o militar em viagem de representação, instrução ou de emprego operacional,
bem como às ordens de autoridade estrangeira, a gratificação de representação é devida à razão
de dois por cento do soldo, por dia.
Art. 15. Para efeito deste Decreto, entende-se como:
I - representação: o deslocamento realizado por militar da ativa para fora de sua sede, na condição
de representante do Ministério da Defesa ou dos Comandos de Força, em eventos de interesse da
instituição;
II - instrução: o deslocamento realizado por militar da ativa para fora de sua sede, integrando o
efetivo de um estabelecimento de ensino militar ou de parte dele, para a participação em evento
cujo objetivo esteja relacionado com a atividade de ensino, excluído o exercício escolar; e

907
SELEGIS - Seleção Legislativa Militar. v. 3 D ECRETOS

III - emprego operacional: o deslocamento realizado por militar da ativa para fora de sua sede,
integrando o efetivo de uma organização militar ou de parte dela, quando empregado na execução
de ações militares que visem o cumprimento de missão constitucional.
Art. 16. A gratificação de representação de que trata a alínea “b” do inciso VIII do art. 3o da Medida
Provisória no 2.215-10, de 2001, é devida somente nos casos autorizados, em ato próprio, pelo
Ministro de Estado da Defesa, no caso da administração central, ou pelo Comandante, nos respectivos
Comandos de Força, nas seguintes condições:
I - em viagem oficial de representação em eventos de natureza militar ou civil que sejam do
interesse do Ministério da Defesa ou dos Comandos de Força;
II - em manobra ou exercício de subunidade independente ou escalões superiores, realizado fora
de sede;
III - em exercício escolar desenvolvido, fora de sede, por estabelecimento de ensino militar;
IV - em viagem de instrução realizada por estabelecimento de ensino militar;
V - em viagem de emprego operacional efetuada pela OM, incluída a prestação de apoio logístico; ou
VI - quando às ordens de autoridade estrangeira.
Art. 17. Para efeito do cálculo do número de dias a que faz jus o militar à gratificação de representação
a que se refere o art. 16 deste Decreto, será computado como um dia o período igual ou superior
a oito horas e inferior a vinte e quatro horas.

CAPÍTULO IV
D O S O U T R O S D I R E I T O S R E M U N E R AT Ó R I O S

Seção I
Da Diária
Art. 18. A d i á r i a é d e v i d a a o m i l i t a r , p o r d i a d e a f a s t a m e n t o , n o s s e g u i n t e s v a l o r e s e s i t u a ç õ e s :
I - pelo valor integral:
a) quando ocorrer o pernoite fora de sua sede, independentemente do período de afastamento; e
b) se não for fornecido alojamento em OM ou concedida, sem ônus para o militar, outra pousada
pela União, pelos Estados, pelos Municípios ou por instituições públicas ou privadas;
II - pela metade do valor:
a) quando o afastamento não exigir pernoite fora de sua sede;
b) quando for fornecido alojamento em OM ou concedida, sem ônus para o militar, outra pousada
pela União, pelos Estados, pelos Municípios ou por instituições públicas ou privadas; e
c) no dia do retorno à sua sede.
Parágrafo único. Nas hipóteses previstas na alínea “b” do inciso I e na alínea “b” do inciso II deste
artigo, o militar deverá indenizar a alimentação, pelo valor da etapa da localidade para a qual se
tenha afastado, caso seja fornecida por OM.
Art. 19. Não serão concedidas diárias nas seguintes situações:
I - quando a alimentação, a pousada e a locomoção urbana forem garantidas pela União, pelos
Estados, pelos Municípios ou por instituições públicas ou privadas, nem quando o afastamento for
inferior a oito horas consecutivas;
II - cumulativamente com a ajuda de custo; e
III - cumulativamente com a gratificação de representação, devida com base no parágrafo único do
art. 14 deste Decreto.
Parágrafo único. No caso do inciso II deste artigo, será devido ao militar o direito pecuniário de
menor valor.

908
SELEGIS - Seleção Legislativa Militar. v. 3 D ECRETOS

Art. 20. As diárias serão calculadas tomando-se como referência o horário local da sede do militar,
e os seus valores serão estabelecidos e atualizados em ato do Poder Executivo, observando-se
valores diferenciados para:
I - Oficiais-Generais;
II - Oficiais Superiores;
III - Oficiais Intermediários, Oficiais Subalternos, Guardas-Marinha e Aspirantes-a-Oficial;
IV - Suboficiais, Subtenentes, Aspirantes, Cadetes, Sargentos e alunos do Centro de Formação de
Oficiais da Aeronáutica, de órgãos de preparação de Oficiais da Reserva, do Colégio Naval e das
Escolas Preparatórias de Cadetes; e
V - demais Praças e Praças especiais.
§ 1o Nos afastamentos com direito à percepção de diária, será concedido um acréscimo destinado
a cobrir as despesas de deslocamento até o local de embarque e do desembarque ao local de
trabalho ou de hospedagem e vice-versa, conforme disposto em ato do Poder Executivo.
§ 2o O acréscimo de que trata o § 1o não será devido aos militares que se utilizarem de veículos
oficiais para efetuar o deslocamento até o local de embarque e do desembarque ao local de
trabalho ou de hospedagem e vice-versa.
Art. 21. S e r ã o r e s t i t u í d a s p e l o m i l i t a r a s d i á r i a s r e c e b i d a s :
I - na integralidade: quando não se afastar da sede, por qualquer motivo; ou
II - na parcela a maior: na hipótese de o militar retornar à sede, em prazo menor do que o previsto
para o seu afastamento.
Parágrafo único. A restituição deverá ser efetivada no prazo máximo de cinco dias úteis:
I - da data fixada para o afastamento, na situação do inciso I do caput; ou
II - do dia de retorno à sede, naquela mencionada no inciso II do caput.
Art. 22. O militar afastado de sua sede, para acompanhar autoridade superior, fará jus à diária da
respectiva autoridade, desde que designado em ato próprio, onde conste a obrigatoriedade de sua
hospedagem no mesmo local daquela autoridade.

Seção II
Do Transporte
Art. 23. Para o transporte são adotadas as seguintes conceituações:
I - meio de transporte: meio necessário à realização dos deslocamentos de pessoal e à translação
de sua bagagem;
II - autoridade requisitante: aquela que, no desempenho de suas atribuições ou por delegação da
autoridade competente, estabelece os meios de transporte a serem utilizados, autoriza o pagamento
do transporte e assina as respectivas requisições;
III - autoridade solicitante: aquela que se dirige à autoridade requisitante, solicitando providências
para a execução do transporte;
IV - bagagem: conjunto de objetos de uso pessoal do militar e de seus dependentes, correspondente
a móveis, aparelhos e utensílios de uso doméstico, um automóvel e uma motocicleta, registrados
em órgão de trânsito, inclusive sob a forma de arrendamento mercantil - leasing, em seu nome ou
em nome de um de seus dependentes;
V - cubagem: volume da bagagem a ser transportada medido em metros cúbicos;
VI - empregado doméstico: pessoa que presta serviços de natureza contínua e de finalidade não
lucrativa ao militar e aos seus dependentes, no âmbito residencial, estando inscrita no órgão de
seguridade social competente e portadora de carteira de trabalho, anotada e assinada pelo empregador;
VII - requisição de transporte: documento hábil, expedido por OM, para solicitar transporte;
VIII - solicitação de transporte: documento no qual o usuário interessado solicita o transporte a que

909
SELEGIS - Seleção Legislativa Militar. v. 3 D ECRETOS

faz jus à autoridade requisitante da OM a que estiver vinculado, fornecendo os dados e as


informações necessárias à concessão do pagamento em espécie ou à emissão da requisição de
transporte;
IX - tarifa básica de transporte de bagagem: valor estabelecido oficialmente para o transporte de
um metro cúbico de bagagem, em função da distância em quilômetros do trecho, considerando
incluídas todas as despesas a ele inerentes, assim como o seguro, que deve ser tomado como
base para o cálculo das indenizações;
X - trecho: percurso entre a localidade de origem e a de destino; e
XI - usuário: toda pessoa que tem direito ao transporte.
Art. 24. O militar obrigado a mudar de residência na mesma sede, por interesse do serviço ou ex
officio, terá direito ao transporte da bagagem, exceto o automóvel e a motocicleta.
Art. 25. Caso necessário, os dependentes do militar transferido poderão seguir destino em época
diferente da prevista para a sua movimentação.
Art. 26. Ocorrendo a movimentação de militares cônjuges ou companheiros estáveis, por interesse
do serviço ou ex officio, para outra sede, caberá o transporte de um automóvel e de uma motocicleta
a ambos, desde que registrados em conformidade com o disposto no inciso IV do art. 23 deste
Decreto.
Parágrafo único. No caso deste artigo, o transporte pessoal e de bagagem, excetuando-se os
veículos citados no caput, serão devidos somente a um dos militares, com base na maior remuneração,
sendo o outro considerado seu dependente.
Art. 27. O militar da ativa movimentado em decorrência de comissão de duração superior a seis
meses, cuja natureza não lhe permita fazer-se acompanhar de seus dependentes e que implique
sua mudança de sede, terá direito a transporte pessoal e de bagagem:
I - para o local, onde for realizar a comissão, dentro do território nacional e fixar sua residência; e
II - para os seus dependentes e um empregado doméstico, para a localidade onde fixarem nova residência.
Parágrafo único. O transporte de bagagem a que se refere este artigo não poderá ultrapassar o
limite da cubagem a que tiver direito o militar, tomando como base para cálculo a localidade de
sua comissão.
Art. 28. O militar da ativa terá direito apenas ao transporte pessoal, quando tiver de efetuar
deslocamento fora da sede de sua OM, nos seguintes casos:
I - interesse da Justiça ou da disciplina, quando o assunto envolver interesse da Força Armada a
que pertence o militar, quando a União for autora, litisconsorte ou ré;
II - concurso para ingresso em escolas, cursos ou centros de formação, especialização, aperfeiçoamento
ou atualização, de interesse da respectiva Força;
III - por motivo de serviço decorrente do desempenho da sua atividade;
IV - baixa à organização hospitalar ou alta desta, em virtude de prescrição médica competente ou
realização de inspeção de saúde;
V - consulta ou exame de saúde por recomendação médica; e
VI - designação para curso ou estágio sem obrigatoriedade de mudança de sede ou de residência.
§ 1o Nas situações previstas neste artigo, as passagens deverão ser adquiridas pelo órgão
competente, de acordo com os procedimentos previstos em legislação específica, exceto:
I - nos casos de emergência; ou
II - na falta de infra-estrutura na localidade.
§ 2o O disposto nos incisos IV e V deste artigo aplica-se aos dependentes do militar.
§ 3o Caso seja necessário acompanhante para o militar da ativa ou seu dependente, por baixa ou
alta de organização hospitalar, em razão de prescrição médica competente, este terá, também,
direito ao transporte pessoal por conta da União.

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SELEGIS - Seleção Legislativa Militar. v. 3 D ECRETOS

§ 4o O militar terá direito ao transporte pessoal e para o cônjuge ou acompanhante, dentro do


território nacional, nas seguintes situações:
I - quando for obrigado a se afastar do seu domicílio para ser submetido à inspeção de saúde, para
efeito de recebimento do auxílio-invalidez; ou
II - na sua promoção aos postos de Oficial-General para a solenidade de apresentação ao Presidente
da República.
Art. 29. O militar da ativa licenciado ex officio por conclusão do tempo de serviço ou de estágio e
por conveniência do serviço, previsto nas alíneas “a” e “b” do § 3o do art. 121 da Lei no 6.880,
de 1980, terá direito ao transporte para si e seus dependentes, até a localidade, dentro do território
nacional, onde tinha sua residência ao ser convocado, ou para outra localidade cujo valor do
transporte pessoal e de bagagem seja menor ou equivalente.
Art. 30. O militar, em serviço militar inicial, quando desligado da ativa, nas condições da legislação
específica, terá direito à passagem para o transporte pessoal até a localidade, dentro do território
nacional, onde tinha sua residência ao ser convocado, ou para outra localidade cujo valor da
passagem seja menor ou equivalente.
Art. 31. Ao militar na inatividade, aplica-se o disposto nos incisos IV e V e no § 3o do art. 28 deste
Decreto.
Art. 32. Ao militar na inatividade aplicar-se-á o disposto nos arts. 26 a 28 deste Decreto, quando
convocado para a ativa ou designado para exercer função na atividade.
Art. 33. O disposto no inciso III do art. 28 deste Decreto estende-se ao militar da reserva remunerada
e ao reformado, executando tarefa por tempo certo, nos termos do inciso III da alínea “b” do § 1o
do art. 3o da Lei no 6.880, de 1980, com a redação dada pelo art. 5o da Lei no 9.442, de 14 de
março de 1997.
Art. 34. Cabe à União o custeio das despesas com o translado do corpo do militar da ativa
falecido, para a localidade, dentro do território nacional, solicitada pela família, incluindo despesas
indispensáveis à efetivação desse transporte, conforme disposto na alínea “f” do inciso IV do art.
50 da Lei no 6.880, de 1980.
Art. 35. Quando o falecimento do militar inativo ou do dependente de militar ocorrer em organização
hospitalar, situada fora da localidade onde residia, para a qual tenha sido removido por determinação
médica competente da respectiva Força Armada, serão aplicadas as disposições do art. 34 deste Decreto.
Art. 36. A autoridade requisitante escolherá a natureza do meio de transporte a ser utilizado,
atendendo às necessidades do serviço, à urgência e à importância da missão cometida ao militar
e à conveniência econômica da União.
§ 1o Na escolha do meio de transporte e das acomodações a serem utilizadas, será levada em
consideração a situação especial relacionada com o estado de saúde do militar ou de seu dependente,
de acordo com a informação prestada pela autoridade solicitante, ou constante do documento de
solicitação de transporte.
§ 2o As acomodações e categorias de transporte pessoal a que têm direito o militar e seus
dependentes deverão guardar correspondência com os respectivos círculos hierárquicos, de acordo
com a Lei no 6.880, de 1980.
§ 3o Não haverá ônus para o militar e seus dependentes, quando o transporte for efetuado por
conta da União, excetuados os casos previstos no art. 44 e no § 3o do art. 51 deste Decreto.
Art. 37. Para a autorização e a execução do transporte para a movimentação do militar, serão
observadas as seguintes modalidades:
I - pagamento em espécie ao militar; ou
II - por conta da União, mediante contratação de empresas particulares.
§ 1o Quando não houver transporte regular adequado às necessidades previstas, poderão ser
utilizados os meios de transporte disponíveis nas Forças Armadas ou em outros órgãos governa-
mentais nas parcelas do trecho onde se fizer necessário.

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SELEGIS - Seleção Legislativa Militar. v. 3 D ECRETOS

§ 2o Quando o transporte for efetuado por conta da União, a embalagem e a translação da bagagem,
incluindo o seguro, para o local de embarque e dos pontos de desembarque para a residência
serão atendidos sem ônus para o militar, nos casos em que este procedimento seja necessário.
Art. 38. O pagamento em espécie do transporte, nas situações previstas neste Decreto, será
efetivado pela autoridade requisitante e deverá ser objeto de comprovação posterior pelo militar,
no prazo máximo de trinta dias após a execução do transporte.
§ 1o O ato de concessão do pagamento em espécie do transporte deverá ser publicado em boletim
interno ou ordem de serviço da unidade de origem.
§ 2o O pagamento em espécie do transporte ao militar será processado e pago com antecedência
mínima de cinco dias úteis da data em que ocorrer a viagem, nos casos previstos no art. 28 deste
Decreto ou até a data do ajuste de contas, nas demais situações.
§ 3o O pagamento em espécie do transporte, calculado com base nas tabelas dos Anexos I e II
deste Decreto, equivale e substitui, para todos os efeitos legais, a correspondente execução do
transporte por conta da União, inclusive o seguro e quaisquer outras despesas que vierem a
ocorrer.
§ 4o A tarifa básica de transporte de bagagem será estabelecida de acordo com os parâmetros
fixados nos Anexos deste Decreto.
Art. 39. O militar restituirá o valor recebido em espécie pelo transporte, quando deixar de seguir
destino:
I - em cumprimento de ordem superior;
II - por motivo outro independente de sua vontade, acatado pela autoridade competente; ou
III - por interesse próprio.
Parágrafo único. A restituição será previamente comunicada ao militar.
Art. 40. A restituição de que trata o art. 39 será previamente comunicada ao militar e amortizada
em parcelas mensais cujos valores não excederão a dez por cento da remuneração, nos casos
dos seus incisos I e II, e integral, em parcela única, no caso do inciso III do mesmo artigo.
§ 1o Nas hipóteses dos incisos I e II do art. 39, do valor a ser restituído serão descontadas as
despesas que, comprovadamente, tiverem sido efetuadas com o objetivo do transporte.
§ 2o Na restituição citada neste artigo, será observada a legislação que trata de atualização dos
débitos com a Fazenda Nacional.
Art. 41. Os órgãos de movimentação de pessoal e as autoridades competentes para determinar
deslocamentos de militares deverão ter conhecimento das disponibilidades creditícias, sendo os
únicos responsáveis pelo comportamento das despesas geradas com o transporte, decorrentes
dessas movimentações.
Art. 42. A embalagem deverá obedecer às normas gerais de segurança compatíveis com a natureza
do meio de transporte e da própria bagagem, devendo seu custo estar embutido no preço dos
serviços de transporte contratados.
Art. 43. O transporte do automóvel e da motocicleta será efetuado utilizando a mesma modalidade
de transporte usada para a translação do restante da bagagem.
Art. 44. O militar custeará a despesa da metragem cúbica de sua bagagem que ultrapassar o limite
a que faça jus, e também a diferença proveniente da utilização de um meio de transporte diferente
do que lhe for destinado.
Parágrafo único. Idêntico procedimento será observado para as despesas com o seguro do transporte
efetuado.
Art. 45. As acomodações e categorias a que fazem jus os militares e seus dependentes são as
seguintes:
I - nos transportes rodoviários:
a) ônibus leito para os Oficiais e seus dependentes; e

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b) ônibus executivo ou convencional para os demais usuários;


II - nos transportes aéreos, conforme ato do Poder Executivo;
III - nos transportes ferroviários:
a) cabina privativa para os Oficiais-Generais, Oficiais Superiores no último posto e seus dependentes;
b) cabina, para os demais Oficiais e seus dependentes;
c) leito para os demais militares e seus dependentes; e
d) primeira classe, para o empregado doméstico;
IV - nos transportes aquaviários:
a) camarote de luxo, para os Oficiais-Generais, Oficiais Superiores no último posto e seus dependentes;
b) camarote de primeira classe, para os demais Oficiais e seus dependentes;
c) camarote de segunda classe, para os demais militares e seus dependentes; e
d) camarote de terceira classe, para o empregado doméstico.
§ 1o Os militares e seus dependentes, em viagem rodoviária com trecho superior a mil quilômetros,
terão direito ao transporte em ônibus leito.
§ 2o Nos trajetos não cobertos por alguma das categorias citadas neste artigo, a autoridade
requisitante fará o enquadramento do usuário na categoria que mais se aproxime daquela a que ele
teria direito.
Art. 46. Serão concedidas passagens aéreas:
I - aos Oficiais-Generais, Oficiais Superiores e seus dependentes, sempre que houver linha regular
entre as localidades de origem e as de destino ou em parte do trajeto;
II - aos Oficiais Intermediários, Oficiais Subalternos e seus dependentes, em viagem cujo trecho
rodoviário seja superior a mil quilômetros;
III - aos Oficiais Intermediários, Oficiais Subalternos, demais militares e seus dependentes, a
critério da autoridade requisitante, quando:
a) houver necessidade urgente do deslocamento do militar movimentado;
b) for mais econômico para a União;
c) houver insuficiência de transporte por outros meios;
d) houver interesse do serviço; ou
e) houver necessidade de deslocamento simultâneo, acompanhando autoridade beneficiada por
este meio de transporte.
Parágrafo único. O transporte de que trata este artigo, quando necessário, será complementado
por um dos meios regulares de transporte existentes, citados no art. 45, para cobertura total do
trecho entre a localidade de origem e de destino.
Art. 47. O pagamento em espécie do transporte devido ao militar será calculado com base nas
tarifas vigentes na data do ajuste de contas, da seguinte forma:
I - de bagagem:
a) móveis, utensílios e objetos de uso pessoal: pela cubagem limite a que tiver direito o militar,
observada a tabela constante do Anexo I a este Decreto, multiplicado pelo valor da tarifa básica do
trecho considerado para sua movimentação; e
b) automóvel e motocicleta: pelo valor da cubagem estabelecido no Anexo I a este Decreto,
multiplicado pelo valor da tarifa básica do trecho considerado para sua movimentação;
II - de pessoal: pela soma das tarifas das passagens a que tiver direito o militar.
Parágrafo único. Para a efetivação dos cálculos citados no inciso I deste artigo, tomar-se-á por
base o valor constante da tabela do Anexo II a este Decreto, correspondente à faixa de quilometragem
na qual esteja compreendida a movimentação.

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SELEGIS - Seleção Legislativa Militar. v. 3 D ECRETOS

Art. 48. As requisições de transporte serão emitidas separadamente, para deslocamento de pessoal
e translação de bagagem, segundo os modelos adotados pelo Ministério da Defesa e pelos Comandos
de Força.
Art. 49. Nas requisições de transporte de pessoal, deverão constar os seguintes dados:
I - exercício financeiro e dotação orçamentária à conta da qual correrá a despesa;
II - posto ou graduação, nome completo e identidade do militar, nome completo, data de nascimento
e identidade dos seus dependentes, conforme transcrito em seus assentamentos, e o nome completo
e identidade do empregado doméstico;
III - nome da empresa transportadora, quando for o caso;
IV - número de passagens inteiras e de meias passagens requisitadas, com discriminação das
respectivas acomodações e categorias, e nome das localidades de origem e de destino;
V - indicação do ato oficial que determinou a movimentação ou autorizou o deslocamento do
militar;
VI - indicação do expediente que solicitou o transporte de pessoal; e
VII - prazo de validade da requisição.
Art. 50. As requisições para transporte de bagagem deverão conter os dados constantes do art.
49, exceto os do inciso IV deste, e mais os seguintes:
I - cubagem da bagagem a ser transportada, obedecidos os limites de volume a que tiver direito o
militar;
II - valor atribuído à translação da bagagem;
III - valor da avaliação da bagagem declarado pelo militar, para efeito de seguro; e
IV - endereços de retirada e de entrega.
Art. 51. O seguro da bagagem é obrigatório, caso o transporte seja feito sob a responsabilidade da
União, qualquer que seja o meio de transporte utilizado.
§ 1o Para fim de seguro, a bagagem será avaliada, conforme descrito abaixo:
I - móveis, aparelhos e utensílios de uso doméstico: até dez vezes o valor do soldo do posto ou
da graduação do militar; e
II - automóveis e motocicletas: até o valor praticado no mercado de veículos da localidade de
origem apurado na data da emissão da requisição, aplicável à respectiva marca, modelo e ano de
fabricação.
§ 2o O seguro será calculado sobre o valor declarado pelo militar para a sua bagagem quando este
for inferior ao teto obtido, na forma do inciso I do § 1o deste artigo.
§ 3o Caso o militar julgue insuficiente o valor segurado para sua bagagem na forma do inciso I do
§ 1o deste artigo, poderá complementá-lo, desde que arque com a diferença junto à companhia
transportadora.
Art. 52. Para a execução do transporte, ficam estabelecidos os seguintes prazos, a contar da data
do desligamento do militar da sua unidade de origem:
I - duzentos e setenta dias, para o estabelecido no art. 25 deste Decreto;
II - sessenta dias, para o estabelecido no art. 27 deste Decreto; e
III - trinta dias, para o estabelecido nos arts. 29 e 30 deste Decreto.
Art. 53. Quando o transporte não puder ser realizado pelos meios normais ou quando tiver de ser
efetuado em trajetos e regiões onde não haja linha regular de passageiros ou de carga, ou, ainda,
em outras situações especiais não previstas neste Decreto, a autoridade requisitante poderá
autorizar suprimento de fundos ao agente responsável, para a realização destas despesas.
Parágrafo único. A prestação de contas desse suprimento de fundos será feita na forma estabelecida
pela legislação específica.

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Art. 54. O militar beneficiado e os responsáveis pela concessão do transporte responderão solidariamente
pelos atos praticados em desacordo com o prescrito neste Decreto.

Seção III
Da Ajuda de Custo
Art. 55. A ajuda de custo, paga adiantadamente, é devida ao militar:
I - para custeio das despesas de locomoção e instalação, exceto as de transporte, nas movimen-
tações com mudança de sede; ou
II - por ocasião de transferência para a inatividade remunerada.
Parágrafo único. Fará jus à ajuda de custo, de que trata o inciso I deste artigo, também, o militar
deslocado com a OM que tenha sido transferida de sede, desde que, com isso, seja obrigado a
mudar de residência.
Art. 56. Para efeito do cálculo do seu valor, determinação do exercício financeiro e constatação de
dependentes, tomar-se-á como base a data do ajuste de contas do militar beneficiado com a
concessão da ajuda de custo.
Art. 57. Não terá direito à ajuda de custo o militar:
I - movimentado por:
a) interesse próprio;
b) operação de guerra; ou
c) manutenção da ordem pública;
II - por ocasião do regresso à OM de origem, quando desligado de curso ou escola por falta de
aproveitamento ou trancamento voluntário de matrícula.
Art. 58. O militar restituirá o valor recebido em espécie como ajuda de custo, quando deixar de
seguir destino:
I - em cumprimento de ordem superior;
II - por motivo outro independente de sua vontade, acatado pela autoridade competente; ou
III - por interesse próprio.
Parágrafo único. A restituição será previamente comunicada ao militar.
Art. 59. Nas restituições de que trata o art. 58, aplicam-se as disposições do art. 40 deste Decreto.
§ 1o Nas hipóteses dos incisos I e II do art. 58, do valor a ser restituído serão descontadas as
despesas que, comprovadamente, tiverem sido efetuadas com o objetivo do transporte.
§ 2o Na hipótese do inciso III do art. 58, o valor recebido em espécie será restituído, integralmen-
te, em parcela única.
§ 3o Na restituição citada neste artigo, será observada a legislação que trata de atualização dos
débitos com a Fazenda Nacional.
Art. 60. Ocorrendo a movimentação de militares cônjuges ou companheiros estáveis, por interes-
se do serviço ou ex officio, para uma mesma sede, será devida ajuda de custo somente a um dos
militares, com base na maior remuneração, sendo o outro considerado seu dependente.

Seção IV
Do Auxílio-Fardamento
Art. 61. Se o militar for promovido, ou enquadrado nas alíneas “b” ou “c” da Tabela II do Anexo IV
da Medida Provisória no 2.215-10, de 2001, no período de até um ano após fazer jus ao auxílio-
fardamento, ser-lhe-á devida a diferença entre o valor do auxílio referente ao novo posto ou
graduação, e o efetivamente recebido.
Art. 62. Nos casos em que o militar perder o uniforme em sinistro ou em calamidade, a concessão

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SELEGIS - Seleção Legislativa Militar. v. 3 D ECRETOS

do auxílio-fardamento será avaliada mediante sindicância, determinada pelo Comandante, Chefe


ou Diretor do militar, por solicitação do sinistrado.
Art. 63. O auxílio-fardamento será calculado sobre o valor do soldo do militar vigente na data em
que for efetivado o pagamento.
Art. 64. Para efeito da contagem do período a que se refere o disposto na alínea “h” da Tabela II do
Anexo IV da Medida Provisória no 2.215-10, de 2001, considerar-se-á o dia correspondente àquele
em que ocorreu a promoção.

Seção V
Do Auxílio-Alimentação
Art. 65. O auxílio-alimentação é devido somente em uma das situações previstas na Tabela III do
Anexo IV da Medida Provisória no 2.215-10, de 2001.
Parágrafo único. É vedada a acumulação do auxílio-alimentação com o pagamento de diárias,
exceto nos casos do art. 70 deste Decreto.
Art. 66. O militar, quando não puder receber alimentação por sua organização ou por outra nas
proximidades do local de serviço ou expediente, ou quando, por imposição do horário de trabalho
e distância de sua residência, seja obrigado a fazer refeições fora dela, tendo para tanto despesas
extraordinárias, fará jus ao auxílio-alimentação, por dia em que cumprir integralmente o expediente.
Art. 67. Os valores a que se refere o art. 66 correspondem a:
I - dez vezes o valor da etapa comum fixada para a localidade, quando em serviço de escala de
duração de vinte e quatro horas; ou
II - cinco vezes o valor da etapa comum fixada para a localidade, quando em serviço ou expediente
de duração superior a oito horas de efetivo trabalho e inferior a vinte e quatro horas.
Art. 68. O militar, quando servir em organização militar que não tenha serviço de rancho organizado
e não possa ser arranchado por outra organização nas proximidades, fará jus a uma vez a etapa
comum fixada para a localidade, nos dias em que cumprir expediente diário integral.
A r t . 6 9 . A P r a ç a , d e g r a d u a ç ã o i n f e r i o r a Te r c e i r o - S a r g e n t o , q u a n d o e m f é r i a s r e g u l a m e n t a r e s e
não for alimentada pela União fará jus a uma vez a etapa comum fixada para a localidade.
A r t . 7 0 . A P r a ç a , d e g r a d u a ç ã o i n f e r i o r a Te r c e i r o - S a r g e n t o s e r v i n d o e m l o c a l i d a d e e s p e c i a l d e
Categoria “A”, quando acompanhada de dependente, fará jus a uma vez a etapa comum fixada
para a localidade.
Art. 71. O auxílio-alimentação será concedido aos militares em atividade pelos dias de efetivo
trabalho em que não for alimentado por conta da União, ressalvadas as situações previstas nos
arts. 69 e 70 deste Decreto.
§ 1o O auxílio-alimentação a ser concedido na forma da situação prevista no art. 67 deste Decreto,
isolada ou alternadamente, não poderá exceder a dez dias por mês, por militar.
§ 2o É vedada a concessão de auxílio-alimentação ao militar que tenha sido arranchado pela
organização, à qual esteja servindo, ou por outra nas proximidades, em quaisquer refeições
durante o período de efetivo serviço.
§ 3o Para fim de pagamento da etapa de que tratam os arts. 68, 69 e 70 deste Decreto, o mês
integral será considerado como trinta dias.
A r t . 7 2 . P a r a e f e i t o d e p a g a m e n t o d o a u x í l i o - a l i m e n t a ç ã o , p r e v i s t o n a Ta b e l a I I I d o A n e x o I V d a
Medida Provisória no 2.215-10, de 2001, compete a cada Comando de Força classificar a OM,
quanto ao rancho, segundo o critério abaixo:
I - OM com serviço de rancho organizado;
II - OM sem serviço de rancho organizado, porém apoiada; ou
III - OM sem serviço de rancho organizado e sem apoio.

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SELEGIS - Seleção Legislativa Militar. v. 3 D ECRETOS

Parágrafo único. A classificação de OM como sendo sem serviço de rancho organizado, porém
apoiada, implica, obrigatoriamente, na indicação da OM apoiadora.
Art. 73. O militar, quando não puder ser alimentado pela organização em que servir, ou por outra
nas proximidades do local de serviço ou expediente, for obrigado a fazer refeições fora dela,
tendo para tanto despesas extraordinárias, fará jus ao valor da etapa comum fixada para a localidade,
por dia e m qu e cumpr i r i n te g r a l m e n te o e x p e d i e n te .
Art. 74. P a r a f i m d e p a g a m e n t o d e a u x í l i o - a l i m e n t a ç ã o , e q u i p a r a - s e à O M o ó r g ã o , r e p a r t i ç ã o o u
estabelecimento onde o militar estiver exercendo funções consideradas, por lei ou regulamento,
como no exercício de função militar.
Art. 75. Exceto no caso do art. 70 deste Decreto, o auxílio-alimentação não será concedido
cumulativamente por dia para mais de uma situação motivadora do pagamento do benefício,
prevalecendo a mais benéfica para o militar.

Seção VI
Do Auxílio-Funeral
Art. 76. O auxílio-funeral deverá ser pago, em espécie, no prazo máximo de quarenta e oito horas
seguintes à comunicação do óbito à OM, desde que o funeral não tenha sido custeado pela União:
I - ao militar, por morte do cônjuge, companheira ou outro dependente;
II - ao viúvo ou à viúva de militar, por morte de dependente, obedecido o art. 50, § 2o, inciso VII,
da Lei no 6.880, de 1980; e
III - ao beneficiário da pensão militar, observada a respectiva ordem de habilitação, por morte do
militar, do viúvo ou da viúva de militar a que se refere o inciso II deste artigo.
§ 1o Se o funeral for custeado por terceiro, este será indenizado, observado o limite do mencionado
auxílio.
§ 2o As despesas de preparação e do translado do corpo não são custeadas pelo auxílio-funeral,
estando previstas nos arts. 34 e 35 deste Decreto.

Seção VII
Do Auxílio-Natalidade
Art. 77. O auxílio-natalidade é direito pecuniário correspondente a uma vez o soldo do posto ou
graduação devido ao militar por motivo de nascimento do filho.
§ 1o Na hipótese de ambos os genitores serem militares, o auxílio-natalidade será pago apenas à
parturiente, com base no soldo daquele que possuir a maior remuneração ou provento.
§ 2o Na hipótese de um dos genitores ser servidor público, o pagamento será feito na forma do §1o
deste artigo, por renúncia expressa do outro genitor ao mesmo benefício, nos termos da legislação
específica.
§ 3o Na hipótese de parto múltiplo, o auxílio-natalidade será acrescido de cinqüenta por cento por
recém-nascido.
§ 4o O militar, pai ou mãe do natimorto, faz jus ao auxílio-natalidade e ao auxílio-funeral, cujos
pagamentos serão feitos mediante apresentação do atestado de óbito.

Seção VIII
Do Auxílio-Invalidez
Art. 78. O militar que faz jus ao auxílio-invalidez apresentará, anualmente, declaração de que não
exerce nenhuma atividade remunerada, pública ou privada.
Parágrafo único. O pagamento do auxílio-invalidez será suspenso caso seja constatado que o
militar exerce qualquer atividade remunerada ou não apresente a declaração referida no caput.

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SELEGIS - Seleção Legislativa Militar. v. 3 D ECRETOS

Art. 79. A critério da administração, o militar será periodicamente submetido à inspeção de saúde
e, se constatado que não se encontra nas condições de saúde previstas na Tabela V do Anexo IV
da Medida Provisória no 2.215-10, de 2001, o auxílio-invalidez será suspenso.

Seção IX
Do Adicional de Férias
Art. 80. O adicional de férias será pago, antecipadamente, no valor correspondente a um terço da
remuneração do mês de início das férias.
§ 1o O militar excluído do serviço ativo, por transferência para a reserva remunerada, reforma,
demissão, licenciamento, no retorno à inatividade após a convocação ou na designação para o
serviço ativo, perceberá o valor relativo ao período de férias a que tiver direito e ao incompleto,
na proporção de um doze avos por mês de efetivo serviço, ou fração superior a quinze dias.
§ 2o O pagamento do adiantamento de remuneração das férias do militar será efetuado até dois
dias antes do respectivo período, desde que o requeira com pelo menos sessenta dias de antecedência.
§ 3o O militar que opera direta e permanentemente com raios X ou substâncias radioativas e tem
direito a férias de vinte dias