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HIDROLOGIA

APLICADA

Profa. Dayse Luna Barbosa

HIDROLOGIA APLICADA Profa. Dayse Luna Barbosa

Precipitação

Água na atmosfera sob a forma de vapor ou partículas líquidas
Água na atmosfera sob a forma de
vapor ou partículas líquidas
CHUVA GRANIZO NEVE
CHUVA
GRANIZO
NEVE
Quando as gotículas de água, formadas pela CONDENSAÇÃO, atingem determinada dimensão, precipitam Se na sua
Quando as gotículas de água, formadas pela CONDENSAÇÃO,
atingem determinada dimensão, precipitam
Se na sua queda atravessarem regiões de Temperatura abaixo 0°,
podem formar partículas de gelo
Se atingirem o ponto abaixo do congelamento
originam

Adaptado de Walter Collischonn IPH UFRGS e Ticiana Studart

Formas de Precipitação Chuvisco (neblina ou garoa): precipitação muito fina e de baixa intensidade. Chuva:

Formas de Precipitação

Chuvisco (neblina ou garoa): precipitação muito fina e de baixa intensidade.

Chuva: gotas de água que descem das nuvens para a superfície. É medida em milímetros.

das nuvens para a superfície. É medida em milímetros. Neve: precipitação em forma de cristais de
das nuvens para a superfície. É medida em milímetros. Neve: precipitação em forma de cristais de

Neve: precipitação em forma de cristais de gelo que, durante a queda, coalescem formando flocos de dimensões variáveis.

a queda, coalescem formando flocos de dimensões variáveis. Saraiva: precipitação em forma de pequenas pedras de

Saraiva: precipitação em forma de pequenas pedras de gelo arredondadas, com diâmetro de cerca de 5mm.

Granizo: quando as pedras, redondas ou de formato irregular, atingem diâmetro superior a 5mm.

Orvalho: objetos expostos ao ar a noite, amanhecem cobertos por gotículas d'água. Isto se dá devido ao resfriamento noturno, que baixa a temperatura até o ponto de orvalho.

noturno, que baixa a temperatura até o ponto de orvalho. Geada: é uma camada, geralmente fina,
noturno, que baixa a temperatura até o ponto de orvalho. Geada: é uma camada, geralmente fina,
noturno, que baixa a temperatura até o ponto de orvalho. Geada: é uma camada, geralmente fina,

Geada: é uma camada, geralmente fina, de cristais de gelo formada no solo ou na superfície vegetal.

Processo semelhante ao do orvalho, só que temperaturas inferiores a 0° C.

Adaptado de Walter Collischonn IPH UFRGS e Ticiana Studart

Precipitação

Massa de ar úmido se eleva, a temperatura diminui, mais vapor se condensa, gotas crescem e se precipitam.

mais vapor se condensa, gotas crescem e se precipitam. Tamanho das gotas chuva 0,5 a 2
Tamanho das gotas chuva 0,5 a 2 nuvem 0,02 mm mm Adaptado de Walter Collischonn
Tamanho
das gotas
chuva
0,5 a 2
nuvem
0,02 mm
mm
Adaptado de Walter Collischonn
IPH – UFRGS e Ticiana Studart

Precipitação média anual

Precipitação média anual Adaptado de Walter Collischonn IPH – UFRGS e Ticiana Studart

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Precipitação média em Julho

Precipitação média em Julho Adaptado de Walter Collischonn IPH – UFRGS e Ticiana Studart

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Precipitação média em Janeiro

Precipitação média em Janeiro Adaptado de Walter Collischonn IPH – UFRGS e Ticiana Studart

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Classificação das chuvas

Do ponto de vista do hidrólogo a chuva tem três

mecanismos fundamentais de formação

chuva frontais ou ciclônicas
chuva
frontais ou
ciclônicas
chuvas orográficas
chuvas
orográficas
chuvas convectivas
chuvas
convectivas

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FRONTAIS OU CICLÔNICAS

Encontro de duas grandes massas de ar, de diferente temperatura e umidade

Na frente de contato entre as duas massas, o ar mais quente (mais leve e, normalmente, mais úmido) é empurrado para cima, onde atinge temperaturas mais baixas, resultando na condensação do vapor.

mais baixas, resultando na condensação do vapor. Adaptado de Walter Collischonn IPH – UFRGS e Ticiana

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FRONTAIS OU CICLÔNICAS

As massas de ar que formam as chuvas frontais têm

centenas de quilômetros de extensão e movimentam-se de

forma relativamente lenta.

Caracterizam-se grandes extensões;

pela

longa

duração

e

por

atingirem

Geralmente, a intensidade é baixa;

Em alguns casos, as frentes podem ficar estacionárias, e a chuva pode atingir o mesmo local por vários dias seguidos.

chuva pode atingir o mesmo local por vários dias seguidos. No Brasil, as chuvas frontais são

No Brasil, as chuvas frontais são muito frequentes na região Sul, atingindo também as regiões

Sudeste, Centro Oeste e, por vezes, o Nordeste.

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OROGRÁFICAS

Ocorrem em regiões em que um grande obstáculo do relevo, como uma cordilheira ou uma serra

muito alta, impede a passagem de ventos quentes e úmidos, que sopram do mar, obrigando o ar a subir.

- Em maiores altitudes, a umidade do ar se condensa, formando nuvens junto aos picos da serra,

onde chove com muita frequência.

- Geralmente, na região após o obstáculo, ocorrem secas intensas.

na região após o obstáculo, ocorrem secas intensas. Adaptado de Walter Collischonn IPH – UFRGS e

Adaptado de Walter Collischonn IPH UFRGS e Ticiana Studart

CONVECTIVAS

Aquecimento de massas pequenas de ar em contato direto com a superfície quente dos continentes e oceanos.

- O aquecimento do ar resulta na sua subida para níveis mais altos da atmosfera, onde as baixas temperaturas condensam o vapor, formando nuvens.

Chuvas caracterizadas pela alta intensidade e pela curta duração, concentradas sobre áreas

relativamente pequenas.

Problemas de inundação em áreas urbanas estão, muitas vezes, relacionados às chuvas convectivas.

estão, muitas vezes, relacionados às chuvas convectivas. Adaptado de Walter Collischonn IPH – UFRGS e Ticiana

Adaptado de Walter Collischonn IPH UFRGS e Ticiana Studart

Resumo

Resumo No ponto de vista da engenharia, as chuvas frontais e orográficas interessam ao projeto de

No ponto de vista da engenharia, as chuvas frontais e orográficas interessam ao projeto de grandes trabalhos de obras hidroelétricas, controle de cheias e navegação, enquanto que as convectivas interessa às obras em pequenas bacias, como o cálculo de bueiros, galerias de água pluviais, etc. (Pinto et al, 2014)

Adaptado de Walter Collischonn IPH UFRGS e Ticiana Studart

Grandezas características

da precipitação

Altura ou lâmina de chuva

da precipitação Altura ou lâmina de chuva medida normalmente em milímetros 1 mm de chuva Intensidade

medida normalmente em milímetros

1 mm de chuva

Intensidade da chuva

em milímetros 1 mm de chuva Intensidade da chuva 1 litro de água distribuído em 1

1 litro de água distribuído em 1

m 2

da chuva 1 litro de água distribuído em 1 m 2 razão entre a altura precipitada

razão entre a altura precipitada e o tempo de duração da chuva

Em Campina Grande 50 mm de chuva é pouco se ocorrer ao longo de um mês, mas é muito se

ocorrer em 1 dia.

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Grandezas características

da precipitação

Altura Duração Intensidade Frequência
Altura
Duração
Intensidade
Frequência
precipitação Altura Duração Intensidade Frequência • Altura Pluviométrica (h) : é dada pela altura que a

Altura Pluviométrica (h): é dada pela altura que a água atingiria se ela se mantivesse no local da precipitação sem evaporar, escoar ou infiltrar (mm).

Duração (t): intervalo de tempo decorrido entre o instante em que se inicia a precipitação e seu término (min, hs)

Grandezas características da precipitação

Intensidade (i): é a relação entre a altura pluviométrica (h) e a duração (t) da precipitação (mm/h ou mm/min).

Frequência: expressa em termos do período de retorno (T), definido como o tempo médio em anos para que um evento seja igualado ou

superado, e com o significado de que, para a mesma duração t , a

intensidade i correspondente será provavelmente igualada ou superada

apenas uma vez em T anos.

Medição de chuva

A variável precipitação pode ser quantificada

Pontualmente

variável precipitação pode ser quantificada Pontualmente espacialmente p l u v i ô m e t

espacialmente

pode ser quantificada Pontualmente espacialmente p l u v i ô m e t r o

pluviômetro e pluviógrafo

radares

Adaptado de Walter Collischonn IPH UFRGS e Ticiana Studart

Medição de chuva • Pluviômetros. • Pluviógrafos; • Radares meteorológicos;. Adaptado de Walter

Medição de chuva

Pluviômetros.

Pluviógrafos;

Radares meteorológicos;.

• Pluviógrafos; • Radares meteorológicos;. Adaptado de Walter Collischonn IPH – UFRGS e Ticiana
• Pluviógrafos; • Radares meteorológicos;. Adaptado de Walter Collischonn IPH – UFRGS e Ticiana

Adaptado de Walter Collischonn IPH UFRGS e Ticiana Studart

Pluviômetro

Recipientes para coletar a água precipitada com

dimensões padronizadas.

O mais utilizado tem forma cilíndrica com área de captação da chuva de 400 cm², de modo que um volume de 40ml de água acumulado no pluviômetro corresponda a 1 mm de chuva.

O pluviômetro é instalado a uma altura padrão de

1,50 m do solo e a uma certa distância de casas,

árvores e outros obstáculos que podem interferir na quantidade de chuva captada.

Adaptado de Walter Collischonn IPH UFRGS e Ticiana Studart

Pluviômetro

Pluviômetro As leituras feitas pelo observador do pluviômetro, normalmente, em intervalos de 24 horas , em
Pluviômetro As leituras feitas pelo observador do pluviômetro, normalmente, em intervalos de 24 horas , em

As leituras feitas pelo observador do pluviômetro, normalmente, em intervalos de 24 horas, em

provetas graduadas, são anotadas em cadernetas próprias que são enviadas à agência responsável pela

rede pluviométrica todo fim de mês. Elas se referem ao total precipitado das 7 horas da manhã do dia

anterior até às 7 horas do dia em que se faz a leitura.

Adaptado de Walter Collischonn IPH UFRGS e Ticiana Studart

Pluviômetro

https://www.youtube.com/watch?v=QBlLB5Oeggw

https://www.youtube.com/watch?v=8r8uzWPrdag

Pluviógrafo

Pluviômetros adaptados para realizar medições de forma automática, registrando os dados medidos em intervalos de tempo inferiores a um dia.

Originalmente: Mecânicos (balança para pesar a água e papel para registrar o total precipitado).

pesar a água e papel para registrar o total precipitado).  Atualmente: Eletrônicos com memória (data-logger).

Atualmente: Eletrônicos com memória (data-logger).

•Permitem analisar detalhadamente os eventos de chuva e sua variação ao longo do dia.

•Pode ser acoplado a um sistema de transmissão de dados via rádio ou telefone

celular.

daptado de Walter Collischonn PH UFRGS e Ticiana Studart

Pluviógrafo

Pluviógrafo Adaptado de Walter Collischonn IPH – UFRGS e Ticiana Studart

Adaptado de Walter Collischonn IPH UFRGS e Ticiana Studart

Estação Pluviográfica

Estação Pluviográfica Adaptado de Walter Collischonn IPH – UFRGS e Ticiana Studart

Adaptado de Walter Collischonn IPH UFRGS e Ticiana Studart

Estação Pluviográfica

Fonte : Sabesp
Fonte : Sabesp

Estação Pluviográfica com Telemetria

Adaptado de Walter Collischonn IPH UFRGS e Ticiana Studart

Processamento de dados pluviométricos

1. Detecção de erros grosseiros

dias inexistentes

valores anormais de precipitação

2. Preenchimento de falhas

defeito do aparelho ou ausência de observador

levar em conta os registro pluviométricos de três estações vizinhas

3. Análise de dupla massa Verifica a homogeneidade dos dados, isto é, se houve alguma anormalidade na estação tais como mudanças de local, nas condições do aparelho ou no método de observação, indicada pela mudança na declividade da reta.

Adaptado de Walter Collischonn IPH UFRGS e Ticiana Studart

Falhas nos dados observados

Preenchimento de falhas (intervalo

mensal; intervalo anual)

Y X1 X2 X3 120 74 85 122 83 70 67 93 55 34 60
Y
X1
X2
X3
120
74
85
122
83
70
67
93
55
34
60
50
-
80
97
130
89
67
94
125
100
78
111
105

Adaptado de Walter Collischonn IPH UFRGS e Ticiana Studart

Correção de falhas

Posto Y apresenta falha

Postos X1, X2 e X3 tem dados.

Ym é a precipitação média do posto Y

Xm1 a Xm3 são as médias dos postos X

PY

1

3

PX1

  Xm1

PX 2

Xm 2

PX 3

Xm 3

Ym

PX1 a PX3 são as precipitações nos postos X1 a X3 no intervalo de tempo em que Y

apresenta falha.

PY é a precipitação estimada em Y no intervalo que apresenta falha.

Adaptado de Walter Collischonn IPH UFRGS e Ticiana Studart

Método Dupla Massa

Método Dupla Massa Adaptado de Walter Collischonn IPH – UFRGS e Ticiana Studart

Adaptado de Walter Collischonn IPH UFRGS e Ticiana Studart

Método Dupla Massa

Método Dupla Massa Adaptado de Walter Collischonn IPH – UFRGS e Ticiana Studart
Método Dupla Massa Adaptado de Walter Collischonn IPH – UFRGS e Ticiana Studart

Adaptado de Walter Collischonn IPH UFRGS e Ticiana Studart

Precipitação média em uma bacia

Precipitação = variável com grande heterogeneidade espacial

= variável com grande heterogeneidade espacial Adaptado de Walter Collischonn IPH – UFRGS e Ticiana

Adaptado de Walter Collischonn IPH UFRGS e Ticiana Studart

Precipitação média em uma bacia

Média aritmética (método mais simples)

66+50+44+40= 200 mm

200/4 = 50 mm

P média = 50 mm

200 mm • 200/4 = 50 mm • P m é d i a = 50
66 mm 44 mm 42 mm 50 mm 40 mm Adaptado de Walter Collischonn IPH
66 mm
44 mm
42 mm
50 mm
40 mm
Adaptado de Walter Collischonn
IPH – UFRGS e Ticiana Studart

Precipitação média em uma bacia

Problemas da média

50+70= 120 mm

120/2 = 60 mm

P média = 60 mm

Obs.: Forte precipitação junto ao divisor não está sendo considerada

precipitação junto ao divisor não está sendo considerada 120 mm 50 mm 70 mm Adaptado de
120 mm 50 mm 70 mm Adaptado de Walter Collischonn IPH – UFRGS e Ticiana
120 mm
50 mm
70 mm
Adaptado de Walter Collischonn
IPH – UFRGS e Ticiana Studart

Precipitação média em uma bacia

Posto 1

1600 mm

Posto 2

1400 mm

média em uma bacia Posto 1 1600 mm Posto 2 1400 mm Posto 3 900 mm

Posto 3

900 mm

bacia Posto 1 1600 mm Posto 2 1400 mm Posto 3 900 mm Adaptado de Walter

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Precipitação média por Thiessen

Polígonos de Thiessen

Áreas de influência de cada um dos postos

P

n

i 1

a

i

P

i

a T

a i = fração da área da bacia sob influencia do posto I

P i = precipitação do posto i

a T = área total

I P i = precipitação do posto i a T = área total 120 mm 50
120 mm 50 mm 70 mm Adaptado de Walter Collischonn IPH – UFRGS e Ticiana
120 mm
50 mm
70 mm
Adaptado de Walter Collischonn
IPH – UFRGS e Ticiana Studart

Definição dos Polígonos de Thiessen

50 mm 70 mm 75 mm 82 mm
50 mm
70 mm
75 mm
82 mm

120 mm

Adaptado de Walter Collischonn IPH UFRGS e Ticiana Studart

Definição dos Polígonos de Thiessen

50 mm 70 mm 75 mm 82 mm
50 mm
70 mm
75 mm
82 mm

120 mm

1 Linha que une dois postos pluviométricos próximos

Adaptado de Walter Collischonn IPH UFRGS e Ticiana Studart

Definição dos Polígonos de Thiessen

50 mm 70 mm 75 mm 82 mm
50 mm
70 mm
75 mm
82 mm

120 mm

2 Linha que divide ao meio a

linha anterior

Adaptado de Walter Collischonn IPH UFRGS e Ticiana Studart

Definição dos Polígonos de Thiessen

50 mm 70 mm 75 mm 82 mm
50 mm
70 mm
75 mm
82 mm

120 mm

2 Linha que divide ao meio a linha anterior

Região de influência dos postos

Adaptado de Walter Collischonn IPH UFRGS e Ticiana Studart

Definição dos Polígonos de Thiessen

50 mm 70 mm 75 mm 82 mm
50 mm
70 mm
75 mm
82 mm

120 mm

3 Linhas que unem todos os postos pluviométricos vizinhos

Adaptado de Walter Collischonn IPH UFRGS e Ticiana Studart

Definição dos Polígonos de Thiessen

50 mm 120 mm 70 mm 75 mm 82 mm
50 mm
120 mm
70 mm
75 mm
82 mm

4

Linhas

que

dividem

ao

meios todas as anteriores

Adaptado de Walter Collischonn IPH UFRGS e Ticiana Studart

Definição dos Polígonos de Thiessen

50 mm 120 mm 70 mm 75 mm 82 mm
50 mm
120 mm
70 mm
75 mm
82 mm

5 Influência de cada um dos postos pluviométricos

Adaptado de Walter Collischonn IPH UFRGS e Ticiana Studart

Definição dos Polígonos de Thiessen

50 mm 120 mm 70 mm 75 mm 82 mm
50 mm
120 mm
70 mm
75 mm
82 mm

5 Influência de cada um dos postos pluviométricos

Adaptado de Walter Collischonn IPH UFRGS e Ticiana Studart

Definição dos Polígonos de Thiessen

50 mm 120 mm 70 mm 75 mm 82 mm
50 mm
120 mm
70 mm
75 mm
82 mm

5 Influência de cada um dos postos pluviométricos

Adaptado de Walter Collischonn IPH UFRGS e Ticiana Studart

Definição dos Polígonos de Thiessen

50 mm 120 mm 70 mm 75 mm 82 mm
50 mm
120 mm
70 mm
75 mm
82 mm

5 Influência de cada um dos postos pluviométricos

Adaptado de Walter Collischonn IPH UFRGS e Ticiana Studart

Definição dos Polígonos de Thiessen

P 0,15.120 0,4.70 0,3.50 0,05.75 0,1.82

50 mm 30% 120 mm 70 mm 15% 40% 5% 10% 75 mm 82 mm
50 mm
30%
120 mm
70 mm
15%
40%
5%
10%
75 mm
82 mm

5 Influência de cada um dos postos pluviométricos

Precipitação Média

50 mm 120 mm 70 mm 75 mm 82 mm
50 mm
120 mm
70 mm
75 mm
82 mm

Média aritmética = 60 mm

Média aritmética com postos de fora da bacia = 79,4 mm

Média por polígonos de Thiessen =

73 mm

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Precipitação Média por Isoietas

Posto 1

1600 mm

1700

Média por Isoietas Posto 1 1600 mm 1 7 0 0 Posto 2 1600 1400 mm
Posto 2 1600 1400 mm 1700 1500 1300 1200 1000 1100 1400 1200 900
Posto 2
1600
1400 mm
1700
1500
1300
1200
1000
1100
1400
1200
900

Posto

900 mm

SIG

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Chuvas Máximas

É de grande interesse para a hidrologia o conhecimento das características das precipitações.

Para projetos de vertedores de barragens, dimensionamento de canais, dimensionamento de bueiros, etc, é necessário o conhecimento, a priori, da magnitude das enchentes que podem acontecer com uma determinada frequência.

Portanto, é necessário conhecer as precipitações máximas esperadas.

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Chuvas Intensas

Para o dimensionamento de estruturas hidráulicas, o hidrólogo deve determinar a chuva

de maior intensidade que se pode esperar que ocorra com uma dada frequência. A

utilização prática desse dados requer que se estabeleça uma relação analítica entre as grandezas características de uma precipitação, quais sejam, a intensidade (I), a duração (D) e a frequência (F).

A equação da chuva, particular de cada localidade, é obtida

a partir de registros de

pluviógrafos, estabelecendo-se para cada duração de chuva, as máximas intensidades.

Adaptado de Walter Collischonn IPH UFRGS e Ticiana Studart

Chuvas Intensas

A representação geral de uma equação de chuvas intensas tem a forma:

geral de uma equação de chuvas intensas tem a forma: Adaptado de Walter Collischonn IPH –
geral de uma equação de chuvas intensas tem a forma: Adaptado de Walter Collischonn IPH –

Adaptado de Walter Collischonn IPH UFRGS e Ticiana Studart

Período de Retorno

O período de retorno (ou tempo de recorrência) de um evento é o tempo médio (em anos) em que esse evento é superado ou igualado pelo menos uma vez. É definido por:

Tr=1/P

P probabilidade de excedência do evento, ou frequencia de ocorrência.

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Probabilidade x tempo de retorno

Uma chuva que é igualada ou superada 10 vezes em 100 anos tem um período de retorno de 10 anos. A probabilidade de acontecer

esta chuva em um ano qualquer é de 1/10 (ou 10 %).

TR = 1/Prob

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Tempos de retorno adotados

Microdrenagem urbana: 2 a 5 anos

Drenagem urbana: 5 a 25 anos

Pontes e bueiros com pouco trânsito: 10 a 100 anos

Pontes e bueiros com muito trânsito: 100 a 1000 anos

Grandes obras hidráulicas: 10.000 anos

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A curva IDF

Intensidade

Duração

Frequência

Adaptado de Walter Collischonn IPH UFRGS e Ticiana Studart

A curva IDF Intensidade Duração Frequência Adaptado de Walter Collischonn IPH – UFRGS e Ticiana Studart

Equações de curvas IDF

Equações de curvas IDF Adaptado de Walter Collischonn IPH – UFRGS e Ticiana Studart

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Chuvas mais intensas no mundo

Chuvas mais intensas no mundo Adaptado de Walter Collischonn IPH – UFRGS e Ticiana Studart

Adaptado de Walter Collischonn IPH UFRGS e Ticiana Studart

Exemplo de Registro de Chuva

Tempo

Chuva

0

0

1

0

2

0

3

3

4

0

5

4

6

8

7

12

8

5

9

9

10

7

11

7

12

5

13

1

14

0

15

0

16

0

17

0

18

0

19

0

20

0

21

0

22

0

23

0

24

0

20 0 21 0 22 0 23 0 24 0 Adaptado de Walter Collischonn IPH –

Adaptado de Walter Collischonn IPH UFRGS e Ticiana Studart

Duração da Chuva

Tempo transcorrido entre o início e o fim do evento chuvoso.

transcorrido entre o início e o fim do evento chuvoso. Adaptado de Walter Collischonn IPH –

Adaptado de Walter Collischonn IPH UFRGS e Ticiana Studart

Duração da Chuva

Tempo transcorrido entre o início e o fim do evento chuvoso.

Início 03:00 Fim: 13:00 Duração = 10 horas
Início 03:00
Fim: 13:00
Duração = 10 horas

Adaptado de Walter Collischonn IPH UFRGS e Ticiana Studart

Tempo

Chuva

Chuva Acumulada

0

0

0

1

0

0

2

0

0

3

3

3

4

0

3

5

4

7

6

8

15

7

12

27

8

5

32

9

9

41

10

7

48

11

7

55

12

5

60

13

1

61

14

0

61

15

0

61

16

0

61

17

0

61

18

0

61

19

0

61

20

0

61

21

0

61

22

0

61

23

0

61

24

0

61

Chuva Acumulada

61 23 0 61 2 4 0 6 1 Chuva Acumulada Adaptado de Walter Collischonn IPH

Adaptado de Walter Collischonn IPH UFRGS e Ticiana Studart

Intensidade média

Total precipitado = 61 mm

Duração da chuva = 10 horas

Intensidade média = 6,1 mm/hora

Intensidade máxima = 12 mm/hora entre 6 e 7 horas

Intensidade média do dia = 61/24 = 2,5 mm/hora

Adaptado de Walter Collischonn IPH UFRGS e Ticiana Studart

Frequência

Chuvas fracas são mais frequentes

Chuvas intensas são mais raras

Por exemplo:

Todos os anos ocorrem alguns eventos de 10 mm em 1 dia em Porto Alegre.

Chuvas de 180 mm em 1 dia ocorrem uma vez a cada 10 ou 20 anos, em média.

Adaptado de Walter Collischonn IPH UFRGS e Ticiana Studart

Série de dados de chuva de um posto pluviométrico

na Região Sul

de dados de chuva de um posto pluviométrico na Região Sul Adaptado de Walter Collischonn IPH

Adaptado de Walter Collischonn IPH UFRGS e Ticiana Studart

Bloco

Freqüência

 

P = zero

 

5597

 

P < 10 mm

 

1464

10

< P

< 20

mm

459

20

< P

< 30

mm

289

30

< P

< 40

mm

177

40

< P

< 50

mm

111

50

< P

< 60

mm

66

60

< P

< 70

mm

38

70

< P

< 80

mm

28

80

< P

< 90

mm

20

90

< P

< 100

mm

8

100

< P

< 110

mm

7

110

< P

< 120

mm

2

120

< P

< 130

mm

5

130

< P

< 140

mm

2

140

< P

< 150

mm

1

150

< P

< 160

mm

1

160

< P

< 170

mm

1

170

< P

< 180

mm

2

180

< P

< 190

mm

1

190

< P < 200 mm

0

 

P < 200 mm

 

0

Total

8279

Adaptado de Walter Collischonn IPH UFRGS e Ticiana Studart

Frequência

Frequência Adaptado de Walter Collischonn IPH – UFRGS e Ticiana Studart

Adaptado de Walter Collischonn IPH UFRGS e Ticiana Studart

Curva de probabilidade de chuva diária (mm)

Curva de probabilidade de chuva diária (mm) Adaptado de Walter Collischonn IPH – UFRGS e Ticiana

Adaptado de Walter Collischonn IPH UFRGS e Ticiana Studart

Chuva média anual

Chuva média anual Adaptado de Walter Collischonn IPH – UFRGS e Ticiana Studart

Adaptado de Walter Collischonn IPH UFRGS e Ticiana Studart

Chuva média anual

Chuva média anual Adaptado de Walter Collischonn IPH – UFRGS e Ticiana Studart

Adaptado de Walter Collischonn IPH UFRGS e Ticiana Studart