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NUTRIÇÃO

ADRIANA COSTA DE OLIVEIRA


ADRIANE DA SILVA RODRIGUES
CAROLINE SOUSA OLIVEIRA
KALIELANIA KALY SILVA
JÚLIO CÉSAR ALVES COIMBRA
DANIELLA VIDAL JORGE
FRANCISCO HEYTOR VICENTE DA SILVA

A FAMÍLIA SILVA & SILVA

Marabá
2019
ADRIANA COSTA DE OLIVEIRA
ADRIANE DA SILVA RODRIGUES
CAROLINE SOUSA OLIVEIRA
KALIELANIA KALY SILVA
JÚLIO CÉSAR ALVES COIMBRA
DANIELLA VIDAL JORGE
FRANCISCO HEYTOR VICENTE DA SILVA

A FAMÍLIA SILVA & SILVA

Trabalho de Nutrição apresentado à Universidade


Pitágoras Unopar, como requisito parcial para a obtenção
de média bimestral na disciplina de Bases da
dietoterapia; Educação alimentar e nutricional; Avaliação
nutricional; Nutrição e dietoterapia obstetrícia e
pediátrica; Nutrição e dietoterapia do adulto e idoso.

Orientador: Prof.: Naiara Lourenço Mari, Lilian Lopes e


Flávia Maronesi.

Marabá
2019
SUMÁRIO

1 INTRODUÇÃO.......................................................................................................3
2 DESENVOLVIMENTO...........................................................................................4
2.1 Tarefa 1...............................................................................................................4
2.2 Tarefa 2...............................................................................................................6
2.3 Tarefa 3...............................................................................................................6
3 Conclusão..............................................................................................................8
REFERÊNCIAS.............................................................................................................9
ANEXOS.....................................................................................................................10
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1 INTRODUÇÃO

Mediante ROSSI (2015) a profissão de nutricionista surgiu, no Brasil,


em 1938, porém, no mundo, a profissão teve início no século 17, com a Ordem das
Irmãs Ursulinas, no Canadá. Desde seu início no Brasil, na década de 1940, até a
presente data, a profissão ampliou sua atuação não resumindo-se apenas ao setor
de Saúde. A evolução da prática profissional em Nutrição, no Brasil, realizou-se sob
condições específicas e relacionadas tanto com o processo social como com o setor
de Saúde.
Tem-se como função do nutricionista, ainda segundo ROSSI (2015),
a responsabilidade de orientar os pacientes a adoção de práticas alimentares que
atendam a determinadas condições patológicas ou impliquem hábitos mais
saudáveis. Com esse intuito este profissional utiliza-se da avaliação nutricional,
MUSSOI (2014):

A avaliação nutricional é um instrumento diagnóstico, que observa de forma


ampla o estado nutricional do organismo, determinadas pelos processos de
ingestão, absorção, utilização e excreção de nutrientes. Desse modo, pode-
se dizer que a avaliação nutricional determina o estado nutricional do
indivíduo, buscando o que equilíbrio entre o que se consome e os nutrientes
necessários à manutenção da saúde. (MUSSOI, 2014, 16 p.).

Tendo isso em vista, pretende-se com a elaboração deste projeto a


compreensão de maneira ampla dos aspectos relacionados à indicação da
dietoterapia; dos aspectos e estratégias relacionados à Educação Alimentar e
Nutricional para propor estratégias de aconselhamento e educação/reeducação
alimentar e nutricional; dos métodos e protocolos de avaliação nutricional, assim
como suas respectivas recomendações de aplicação; dos conceitos e fundamentos
da dietoterapia, avaliação nutricional e recomendações nutricionais para crianças,
além dos conceitos e fundamentos da dietoterapia, avaliação nutricional e
recomendações nutricionais para adultos e idosos.
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2 DESENVOLVIMENTO

2.1 TAREFA 1

Questão 1 – a) RESPOSTA
Baseando -se em NAJAS (s/d) e I CONSENSO BRASILEIRO DE
NUTRIÇÃO E DISFAGIA EM IDOSOS HOSPITALIZADOS (2010) para a realização
de uma avaliação nutricional adequada devem ser utilizados parâmetros
bioquímicos, dietéticos e clínicos, além dos antropométricos, que se referem às
medidas das dimensões corporais, a avaliação subjetiva do estado nutricional e a
avaliação da força de preensão palmar. Porém, a hospitalização, por si só, deve ser
considerada uma situação de risco nutricional, em especial aos indivíduos idosos. E
ainda como instrumento de significante auxílio aconselha-se o uso da MNA® (Mini
Avaliação Nutricional) indicada para avaliação do estado nutricional na sua aplicação
integral, já em unidades hospitalares de geriatria, ressalta-se a importância de a
MNA® ter aplicação precoce (primeiras 48 horas) e ser utilizada como instrumento
de avaliação do estado nutricional ou de triagem, não isoladamente, mas como parte
de um protocolo de assistência nutricional sistematizado e adaptado.
Questão 1 – b) RESPOSTA
As medidas e os indicadores recomendados para a avaliação do
estado nutricional hospitalar são: peso, estatura, DCT (Dobra cutânea tricipital),
DCSE (Dobra cutânea subescapular), circunferência da panturrilha (CP), força de
preensão palmar, velocidade de perda de peso (VPP) e IMC. (I CONSENSO
BRASILEIRO DE NUTRIÇÃO E DISFAGIA EM IDOSOS HOSPITALIZADOS, 2010,
49 p.)
Questão 2 – a) RESPOSTA
Para GRACIANO (2009) e CARVALHO (2014) consideram as
sondas nasoenterais sejam mais adequadas para o uso prolongado que as sondas
nasogástricas, sobretudo, porque diminuem o risco de broncoaspiração e refluxo
gastroesofágico. Quando em trata-se de unidades de terapia intensiva deve-se
utilizar, preferencialmente, a sonda enteral em posição pós-pilórica.
Questão 2 – b) RESPOSTA
Com base na situação do seu Joaquim, VIRTUOUS (s/d),
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recomenda-se a administração contínua que é a infusão contínua de nutrientes


durante as 24 horas. Indicada para pacientes com sondas posicionadas no jejuno ou
para evitar diarreia osmótica. Oferece maior segurança em pacientes em estado
crítico e na fase inicial da nutrição enteral, para testar a tolerância.
Questão 2 – c) RESPOSTA
Com base em OKAZAKI (2016) o quadro de sepse que acometeu o
paciente eleva o gasto energético em cerca de 30-70% do basal. Sendo assim
recomenda-se uma dieta branda hipercalórica, (deve-se oferecer mais que 30
kcal/dia/Kg peso/dia de oferta calórica) e hiperproteica (em média 1,5 a 2,5 g
proteína/kg peso/dia).
Questão 2 – d) RESPOSTA
Considerando o peso de 73 Kg e uma altura de 1,78 m, valores
retirados de SERPA (2018, 128 p.), pois não foram fornecidos estes ou quaisquer
outros que possibilitassem uma aferição referente a necessidade energética, como
solicitado na questão.
E ainda conforme equações apresentadas em OKAZAKI (2016),
obteve-se um valor de 3193,1198 kcal/dia.
Questão 2 – e) RESPOSTA
Sabendo-se da necessidade energética do Sr. Joaquim obteve uma
quantidade de 1436,904 a 2075,528 Kcal para carboidratos, 638,624 a 1117,592
Kcal para lipídeos e 319,1198 a 1117,592 Kcal para proteína. Quanto a ingestão de
água, MUSSOI (2014), para homens com idade superior a 70 anos recomenda-se
3,7 L por dia.
Questão 2 – f) RESPOSTA
Conforme CARVALHO (2014), um grande problema na transição da
alimentação por sonda enteral para a oral é a falta de apetite e saciedade, enquanto
a nutrição enteral é administrada. Nestes casos, alternar horários de alimentação por
via oral com horários exclusivos em que seria administrada a nutrição enteral (NE),
ou diminuir o volume da NE ao mesmo tempo que seja oferecida dieta via oral, ou
ainda administrar a dieta enteral apenas no período noturno, deixando o dia livre
para que o paciente apresente interesse pelo alimento.
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2.2 TAREFA 2

Questão 1 – a) RESPOSTA
Para ROSSI (2015) E TIRAPEGUI (2009), om a aumento da
prevalência das doenças crônicas não transmissíveis (DCNT) e os estudos que
associam a dieta com essas doenças, a alimentação é considerada hoje, um dos
fatores modificáveis ou controláveis na prevenção e controle das DCTN’s, dados
apontam que um aumento de 20% de peso corporal amplia o risco de hipertensão,
doença arterial coronariana e distúrbios lipídicos, além do risco para cálculos biliares
e problemas respiratórios e articulares.
Questão 1 – b) RESPOSTA
Mediante a tabela de classificação do IMC segundo a OMS e riscos
de doenças crônicas, o paciente Vicente se apresenta em um quadro de Obesidade
classe II, de 35-39,9, o possui um risco severo de desenvolver doenças crônicas.
Questão 1 – c) RESPOSTA
Consultando-se a tabela de classificação de percentual de gordura
corporal, CENTRO DE ENSINO SUPERIOR DOS CAMPOS GERAIS. (s/d), o
resultado obtido caracteriza o paciente como obeso, confirmando o diagnóstico
anterior.
Questão 2 – a) RESPOSTA
Quanto a necessidade de consumo de macronutrientes, segundo
tabela em MUSSOI (2014), tem-se que 45-65% de carboidratos; 20-35% lipídeos e
10-35% de proteína do valor energético total é o recomendável.
Questão 2 – b) RESPOSTA
Para os percentuais apresentados anteriormente, tem-se para
carboidratos: de 1125 a1625 Kcalorias ou 281,25 a 406,25 g, lipídeos: de 500 a 875
Kcalorias ou 55,56 a 97,22 g e proteínas: de 250 a 875 Kcalorias ou 62,5-218,75 g.
Questão 2 – c) RESPOSTA
Em anexo (II).

2.3 TAREFA 3

Questão 1 – a) RESPOSTA
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De acordo com FILHO e HASHIMOTO (s/d) e SBP (2017) apud


CARVALHO e FERREIRA (2012), a utilização da anamnese é peça de extrema
importância nessa enfermidade, podendo identificar a DRGE (Doença do Refluxo
Gastroesofágico) que apresenta grande variedade de manifestações clínicas
relacionadas. As principais manifestações clínicas típicas da DRGE são pirose,
sensação de queimação retroesternal que se irradia do manúbrio do esterno à base
do pescoço, podendo atingir a garganta e regurgitação ácida, o retorno de conteúdo
ácido ou alimentos para a cavidade oral. Para o diagnóstico de DRGE, além da
avaliação clínica, o arsenal propedêutico é grande. Sendo, a endoscopia que
identifica claramente esofagites, a pHmetria que mede o RGE (Refluxo
Gastroesofágico) ácido e a impedanciometria intraluminal (II) que detecta todos os
tipos de RGE, independentemente do pH.
Pode-se identificar coincidências entre as reclamações de Guilherme
e sintomas típicos do Refluxo Gastroesofágico (RGE), sendo a princípio o
diagnóstico de Guilherme.
Para este diagnóstico, são sugeridas algumas medidas dietéticas
PIMENTA (2016): durante o sono inclinar-se em 30 graus; decúbito dorsal ou lateral
esquerdo, com cabeceira elevada a 30 graus e manutenção da criança ereta no
período pós-prandial; evitar refrigerante, chocolate, achocolatado, café, fritura,
embutidos, molhos de tomate, biscoitos recheados, cafeína em geral e condimentos;
quanto ao uso de medicamentos reserva-se para casos patológicos ou em uso por
períodos curtos.
Questão 1 – b) RESPOSTA
Segundo a tabela de SOCIEDADE BRASILEIRA DE PEDIATRIA
(2009) e, Guilherme está com peso adequado para a idade, eutrófico e com estatura
adequada para a idade, escore z=-1. Quanto a necessidade estimada de energia:
2139,446 kcal/dia, sendo que 962,751 a 1390,64 kcalorias ou 240,688 a 347,66 g
são de carboidratos, 534,862a748,801 kcalorias ou 59,43-83,20 g de lipídeos,
213,945-641,834 kcalorias ou 53,486-160,459 g de proteína e ingestão de água de
1,7 L/dia.
Questão 1 – c) RESPOSTA: Em anexo (III).
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3 CONCLUSÃO

Os autores em questão, alcançaram os objetivos aos quais foram


submetidos através da elaboração do material. Os questionamentos abordados ao
longo do desenvolvimento do projeto permitiram o contato com conceitos e
consequentemente à aplicação destes, uma vez que foram desafiados a solucionar
casos reais tomados como situações-problemas.
Foi possível perceber que a atividades do profissional Nutricionista
percebe o ser humano como um todo, avaliando sua condição física e psicológica a
fim de oferecer a este, da melhor maneira possível, um meio de vida saudável.
Quando se desintegra a vida humana em fases, que são
cuidadosamente observadas por este profissional, identifica-se as fragilidades que
seres humanos possuem em cada uma delas, e que em todas elas o profissional
Nutricionista faz-se presente percebendo, tratando e acompanhando de maneira
única cada uma delas no ritmo e momento em que surgem.
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REFERÊNCIAS

NAJAS, Myrian; YAMATTO, Talita Hatsumi. Nutrição na Maturidade: Avaliação do


Estado Nutricional de Idosos. Nestlé Nutrition, São Paulo.

I CONSENSO BRASILEIRO DE NUTRIÇÃO E DISFAGIA EM IDOSOS


HOSPITALIZADOS, 2010. 1 ed. Ribeirão Preto. Barueri: Minha Editora, 2011. 126 p.

GRACIANO, Rodrigo Damião Maia; FERRETTI, Renata Eloah de Lucena. Nutrição


Enteral em Idosos na Unidade de Terapia Intensiva: prevalência e fatores
associados. Sociedade Brasileira de Geriatria e Gerontologia, 151-155, 2009.

CARVALHO, Ana Paula Perillo Ferreira et al. Protocolo de Terapia Nutricional


Enteral e Parenteral da Comissão de Suporte Nutricional. Goiânia: Hospital das
Clínicas da Universidade Federal de Goiás, 2014. 162 p.

SERPA. Camila Munafó. Nutrição e Dietoterapia do Adulto e do Idoso. Londrina:


Editora e Distribuidora Educacional S.A., 2018. 200 p.

OKAZAKI. Paula Pens Alves. Bases da Dietoterapia. Londrina: Editora e


Distribuidora Educacional S.A., 2016. 192 p.

MUSSOI, Thiago Durand. Avaliação nutricional: na Prática Clínica, Da Gestação


ao Envelhecimento. 1 ed. Rio de Janeiro: Guanabara Koogan, 2014. 423 p.

CENTRO DE ENSINO SUPERIOR DOS CAMPOS GERAIS. Manual De


Atendimento Ambulatorial Clínica De Nutrição. Ponta Grossa: PR, 2014. 83 p.

ROSSI, Luciana; CARUSO, Lúcia; GALANTE, Andrea Polo. Avaliação nutricional:


Novas Perspectivas. 2 ed. Rio de Janeiro: Roca, 201 5. 810 p.

FILHO, Joaquim Prado P. Moraes; HASHIMOTO, Cláudio Lyoiti. I CONSENSO


BRASILEIRO DA DOENÇA DO REFLUXO GASTROESOFÁGICO, 47 p.

SOCIEDADE BRASILEIRA DE PEDIATRIA (SBP). Departamento Científico de


Gastroenterologia. Regurgitação do lactente (Refluxo Gastroesofágico
Fisiológico) e Doença do Refluxo Gastroesofágico em Pediatria. nº 2, 2017.

PIMENTA. Júlio Rocha; CARVALHO, Simone Diniz; NORTON, Rocksane de


Carvalho. Refluxo gastroesofágico. Revista Med. Minas Gerais, Minas Gerais, nº
26, 76-81, 2016.

SOCIEDADE BRASILEIRA DE PEDIATRIA. Avaliação Nutricional da Criança e do


Adolescente: Manual de Orientação. Departamento de Nutrologia. Rio de Janeiro:
Sociedade Brasileira de Pediatria, 2009.
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ANEXOS