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A música

renascentista

Trabalho realizado por:

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 Bárbara Rocha
 Maria Maricato

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Índice
Introdução ..................................................................................................................................... 6
Renascimento ................................................................................................................................ 6
 O que é? ............................................................................................................................ 6
 Onde tudo começou? ........................................................................................................ 6
 Como tudo começou? ....................................................................................................... 6
O renascimento em Portugal ........................................................................................................ 7
Música renascentista .................................................................................................................... 8
 Quando se iniciou? ............................................................................................................ 8
 Renascimento na Música .................................................................................................. 8
 Música no Renascimento .................................................................................................. 8
o Uma breve iniciação ...................................................................................................... 8
o Em que é constituída a música renascentista afinal? ................................................... 9
o Peças Policorais e Música Instrumental ........................................................................ 9
o Formas Musicais .......................................................................................................... 10
o Danças ......................................................................................................................... 10
Escola franco-flamenga ............................................................................................................... 10
 Características da composição ........................................................................................ 10
 As cinco gerações da escola franco-flamenga................................................................. 11
Características gerais da musica renascentista (resumo) ........................................................... 12
Festivais atuais de música renascentista .................................................................................... 12
Alguns compositores estrangeiros .............................................................................................. 13
 Claudio Monteverdi......................................................................................................... 13
 Josquin des Prés .............................................................................................................. 14
Música renascentista em Portugal .............................................................................................. 15
 Os compositores.............................................................................................................. 15
o Pedro Escobar.............................................................................................................. 15
 Vida.......................................................................................................................... 15
 Musica e influência.................................................................................................. 15
o Duarte Lobo ................................................................................................................. 16
 vida .......................................................................................................................... 16
 Algumas obras ......................................................................................................... 16

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Conclusão .................................................................................................................................... 16
Bibliografia .................................................................................................................................. 17

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Índice de imagem
Figura 1, Homem Vitruviano, Leonardo da Vinci,1490 ................................................................. 6
Figura 2, Mapa de Itália, Toscana ................................................................................................. 6
Figura 3, navegações portuguesas ................................................................................................ 7
Figura 4, estilo manuelino, a janela do Capítulo do Convento de Cristo, em Tomar ...................... 7
Figura 5, Capa da primeira edição d’Os Lusíadas, de 1572............................................................ 7
Figura 6, exemplo de uma isorritmia ............................................................................................. 8
Figura 7 linha do tempo com os principais e mais influentes compositores renascentistas,
separados por período (algumas datas possuem valor aproximado) ............................................ 9
Figura 8, lista de compositores Franco-Flamengos ...................................................................... 11
Figura 9, Cancioneiros portugueses da época do renascimento .................................................. 15
Figura 10, Pedro escobar ............................................................................................................. 15
Figura 11, "Pásame, por Dios, barquero" no Cancioneiro de Elvas, composto por Pedro Escobar
..................................................................................................................................................... 15
Figura 12, listagem das obras atribuídas a Pedro de Escobar ..................................................... 15
Figura 13, Duarte Lobo ................................................................................................................ 16

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Introdução
No nosso trabalho iremos abordar o tema da Música no Renascimento, começando por uma
breve reflexão sobre esse período em aspetos históricos gerais. De seguida apontaremos as
caraterísticas que mais definem a música nessa época, bem como alguns dos compositores,
portugueses e estrangeiros, mais conhecidos.

Renascimento
 O que é?
Renascimento é um termo usado para identificar o período da historia da
europa aproximadamente entre meados do século XIV e o fim do século XVI.
Tendo-se dado esse nome devido a revalorização das referencias da
antiguidade clássica deixando de lado a influência do dogmatismo religioso e
do misticismo sobre a cultura e a sociedade dando assim entrada à
valorização da racionalidade, ciência e natureza. O termo Renascimento foi
registado pela primeira vez por Giorgio Vasari no seculo XV, um historiador.

Figura 1, Homem Vitruviano ,


Leonardo da Vinci ,1490

 Onde tudo começou?


Este movimento manifestou-se inicialmente na região italiana
Toscana, sendo as cidades de Florença e Siena os principais
centros, e dai se ramificou para o resto da península itálica
tendo por fim atingido quase todos os países da Europa
Ocidental tendo o desenvolvimento da imprensa e a
circulação de artistas e obras ajudado nessa divulgação.
Figura 2, Mapa de Itália, Toscana

 Como tudo começou?


Durante o renascimento (1450 a 1600), o homem passou a
ver o mundo de outra forma, o que influenciou muito o ramo do saber e da arte. É no
renascimento que se descobrem novas terras e continentes o que leva a grandes avanços nas
ciências naturais.

Durante a Idade Média (séc. V a XV) Deus era o principal objeto de reflexão do homem mas,
a partir do século XV, este passou a debruçar-se mais sobre si próprio. O homem renascentista
preocupava-se em desenvolver o corpo e o espírito e tinha grande interesse em saber um
pouco de tudo (conhecimento enciclopédico). Esta nova corrente de pensamento chamava-se
humanismo e um dos humanistas que mais se destacou foi Leonardo da Vinci que foi artista,
engenheiro e cientista.

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O renascimento em Portugal
A influência do Renascimento em Portugal ocorre em meados do
século XV a finais do XVI. Apesar do Renascimento italiano ter tido
um impacto modesto na arte, os portugueses foram influentes no
alargamento da visão do mundo dos europeus, estimulando a
curiosidade humanista. Como pioneiro da exploração europeia,
Portugal floresceu no final do século XV com as navegações para o
oriente, adquirindo lucros imensos que consequentemente fizeram
crescer a burguesia comercial e enriquecer a nobreza, permitindo Figura 3, navegações portuguesas
luxos e o cultivar do espírito. O contacto com o Renascimento
chegou através da influência de ricos mercadores italianos e flamengos que investiam no
comércio marítimo. O contato comercial com a França, Espanha e Inglaterra era assíduo, e o
intercâmbio cultural intensificou-se.

Portugal acabou por atrair, devido a ser uma das principais potências navais, especialistas em
matemática, astronomia e tecnologia naval como Pedro Nunes e Abraão Zacuto, os
cartógrafos Pedro Reinel, Lopo Homem, Estevão Gomes e Diogo Ribeiro, que fizeram avanços
cruciais para mapear o mundo. E enviados ao oriente, como o boticário Tomé Pires e o médico
Garcia de Orta, recolheram e publicaram trabalhos sobre as novas plantas e medicamentos
locais.

Na arquitetura, devido aos lucros do comércio de especiarias das primeiras


décadas do século XVI pode-se assim financiar o estilo manuelino, que mescla
elementos marinhos com o gótico.
Na pintura destacam-se Nuno Gonçalves, Gregório Lopes e Vasco Fernandes.
Na literatura Sá de Miranda introduziu as formas de verso italianas, Garcia de
Resende compilou o Cancioneiro Geral em 1516 e Bernardim Ribeiro foi pioneiro
no bucolismo. Gil Vicente fundiu-os com a cultura popular, relatando a mudança
dos tempos e Luís de Camões inscreveu os feitos dos portugueses no poema
épico Os Lusíadas. A literatura de viagem floresceu: João de Barros, Castanheda,
António Galvão, Gaspar Correia, Duarte Barbosa, Fernão Mendes Pinto, entre
outros, descreveram novas terras e foram e esses textos foram traduzidos e
divulgados pela nova imprensa. Após participar na exploração portuguesa do
Figura 4, estilo manuelino, a Brasil, em 1500, Amerigo Vespucci, agente dos Medici, cunhou o termo Novo
janela do Capítulo do Convento de Mundo.
Cristo, em Tomar
O intercâmbio internacional originou vários estudiosos humanistas e
cosmopolitas: Francisco de Holanda, André de Resende e Damião de Góis, amigo de
Erasmus, que escreveu com independência rara no reinado de D. Manuel I; Diogo e André de Figura 5, Capa da
Gouveia, que fizeram importantes reformas no ensino via França. Relatos e produtos primeira edição d’Os
exóticos na Feitoria Portuguesa de Antuérpia, atrairam o interesse de Thomas More e Durer Lusíadas, de 1572
para o mundo mais vasto. Em Antuérpia, os lucros e conhecimento portugueses ajudaram a
alimentar o renascimento holandês e a Idade de Ouro dos Países Baixos, nomeadamente após
a chegada da comunidade judaica, comunidade culta e rica, expulsa de Portugal.

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Música renascentista
Ao contrário de que se passou com a arquitetura, literatura e escultura, que lembravam muito
a arte grega, na música não aconteceu a volta aos ideais da antiguidade clássica, pois a
influencia e os estudos da musica grega aconteciam desde a Idade Media.

Também foi nesta época que se fez a primeira impressão musical, e a partir das impressões
musicais formou-se duas classes sócio musicais: os que tinham acesso á notação (leitura e
gramática musical) e os que não tinham (cultivando a música improvisada de tradição oral).

 Quando se iniciou?
A definição do início do período renascentista é difícil devido à falta de mudanças abruptas no
pensamento musical do século XV. Adicionalmente, o processo pelo qual a música adquiriu
características renascentistas foi gradual, não havendo um consenso entre os musicólogos,
que têm demarcado seu começo tão cedo quanto 1300 E. C. até tão tarde quanto 1470 E. C. A
pesquisa musicológica recente, entretanto, sugere que o conceito de início, de um modo geral,
deve ser evitado, devido às dificuldades extremas ao definir o significado e a demarcação da
época para o termo.

 Renascimento na Música
Os compositores renascentistas passaram a ter um grande interesse pela música profana
(música não religiosa). No entanto, os maiores tesouros musicais foram compostos para a
igreja (música sacra). Esses compositores dão muito mais atenção à harmonia. E os
contrapontos (arte de sobrepor uma ou mais linhas melódicas a uma melodia principal), que
existiam na música medieval, foram muito mais desenvolvidos.

 Música no Renascimento

o Uma breve iniciação


Na técnica compositiva a polifonia melismática
(é a técnica de transformar a nota (sensação de frequência)
de uma sílaba de um texto enquanto ela está a ser cantada)
dos órganons, derivada diretamente do canto
gregoriano, é abandonada dando entrada ao
estilo polifônico.

No início do período o movimento paralelo é Figura 6, exemplo de uma isorritmia

usado com moderação, acidentes são raros mas as dissonâncias duras são comuns. Mais
adiante a escrita a três vozes começa a apresentar tríades, dando uma impressão de
tonalidade. Tenta-se pela primeira vez escrever música descritiva ou programática, os rígidos
modos rítmicos dão lugar à isorritmia (Consiste numa ordem de durações ou ritmos, chamada Talea , que é
repetida durante uma melodia de Tenor) e a formas mais livres e dinâmicas como a balada, a chanson e
o madrigal. Na música sacra a forma da missa torna-se a mais prestigiada. A notação evolui
para adoção de notas de menor valor, e mais para o final do período passa a ser aceito o
intervalo de terça como consonância (é uma harmonia, um acorde ou um intervalo considerado estável, em
relação a uma dissonância que é considerada instável), quando antes apenas a quinta, a oitava e o
uníssono o eram.

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o Em que é constituída a
música renascentista afinal?
O estilo da música renascentista é polifônico, ou seja,
várias melodias eram tocadas ou cantadas ao mesmo
tempo, e policoral, sem acompanhamento de
instrumentos, o que revela um alto grau de complexidade
e sofisticação de combinações harmónicas.
Uma das diferenças mais marcantes entre os estilos
medieval e renascentista é a tessitura musical - a maneira
de como o compositor trabalha o tecido da sua música. O
músico renascentista visa um tecido com fios todos
combinados. Em vez de uma tessitura em camadas, ele
trabalha a peça, atendendo a todas as partes vocais ao
mesmo tempo de modo a obter uma malha polifônica
contínua.
O elemento chave nesse tipo de tessitura é chamado de
imitação, ou seja, a introdução de um trecho melódico,
que imediatamente depois será repetido ou copiado por
outra voz.

o Peças Policorais e Música


Instrumental
Naquela época os compositores tiveram a ideia de compor
peças para mais de um coro, chamadas policorais. Nessas
peça havia dois grupos, onde uma voz vinda do coro da
esquerda era respondida por uma voz vinda do coro da
direita e vice-versa.

Antes do século XVI os instrumentos eram utilizados


somente para acompanhar o canto. Contudo, durante o
século XVI, os compositores interessaram-se cada vez
mais em escrever músicas somente para instrumentos. Os
instrumentos utilizados na música renascentista são Figura 7 linha do tempo com os principais e mais influentes
compositores renascentistas, separados por período (algumas
praticamente os mesmos da idade média, além das flautas, datas possuem valor aproximado)
alaúdes e violas, os instrumentos de teclas começaram
também a ganhar popularidade.

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o Formas Musicais
 Missa – a música acompanhava os vários momentos das celebrações religiosas,
podendo ou não ser executada com instrumentos musicais.

 Motete – Composição com base no texto sagrado (século XVI), recorrendo-se ao uso
de diferentes vozes que imitam entre si determinadas partes melódicas, designadas
por motivos melódicos.

 Canção francesa– é escrita para 3 a 6 vozes, são canções com carácter de dança,
existindo adaptações par voz e instrumentos de acompanhamento, como o alaúde.

 Madrigal – composição musical de origem italiana, com base num pequeno poema e
com número variáveis de vozes, que pode também ser acompanhado por
instrumentos musicais. Era cantado em todo o género de reuniões sociais palacianas e
em espetáculos teatrais.

o Danças
Suíte é como se chama o conjunto de movimentos instrumentais dispostos com algum elemento de unidade
para serem tocados sem interrupções.

Os compositores renascentistas (século XIV) usavam o estilo de emparelhar danças, tais como
a pavana e a galharda, que foi ampliado pela inclusão de novas peças no período barroco
(século XVI). Assim, a suíte assume um caráter "molde", constituído por: uma allemande, uma
courante francesa (ou corrente italiana), uma sarabanda e uma giga.

Escola franco-flamenga
Em termos musicais, a escola franco-flamenga ou escola neerlandesa foi um movimento de
renovação musical da Renascença que se desenvolveu a partir do século XV, nos Países-baixos
borgonheses antes de se espalhar por toda a Europa. Caracterizou-se pelo grande
desenvolvimento da polifonia e iniciou, assim, as bases da Harmonia moderna. O estilo franco-
flamengo se espalhou graças à invenção da imprensa. É considerado o primeiro estilo
internacional depois da uniformização do Canto gregoriano no século IX. A escola franco-
flamenga se estende sobre todo o período de 1420 a 1600, mas distinguem-se cinco gerações
sucessivas de compositores.

 Características da composição

O caráter da polifonia flamenga foi fortemente influenciado pela escola inglesa. Esta última,
caracterizada pela superposição de terças.Foi da produção inglesa que os compositores
flamengos tomaram emprestada a superposição de terça e sexta que ainda correspondem à
nossa sensibilidade acústica, abandonando as sucessões de quarta, quinta e oitava
características dos períodos Ars Nova e Ars Antiqua.
O centro da composição flamenga é a tríade, isto é, a superposição de terças, acompanhando
e introduzindo uma nova atenção ao desenvolvimento vertical da polifonia, embrião do que –
bem mais tarde– será o fundamento da Harmonia. Algumas das regras modernas da
composição vieram à luz nessa época, e dentre as mais notáveis podemos citar:

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 Proibição de criar quintas e oitavas paralelas, a fim de evitar o sabor arcaico que delas
derivava.
 A obrigação de que a superposição de vozes sempre formasse uma tríade consonante,
permitindo dissonâncias apenas sob forma de notas de passagem nos tempos fracos e
sob forma de retardo sobre o tempo forte.

 As cinco gerações da escola franco-flamenga


Na produção Flamenga do século XVI, é costume fazer a distinção de 5 períodos ou gerações,
separadas por cerca de vinte anos, cada uma é associada ao nome de um ou mais
compositores importantes. Esta é obviamente uma classificação de conveniência: a evolução
da linguagem musical foi (como sempre) contínua ao longo de todo o período.

 A primeira geração (1420-1450), também conhecida como Escola Borgonheza", foi


dominada por Guillaume Dufay, Gilles Binchois e Antoine Busnois. Esta geração marca uma
ruptura com música medieval. À sucessão de Quartas, quintas e Oitavas, que marcaram a
música de então, eles preferiram as superposições de terças e sextas e, consideraram um
desenvolvi mento vertical da música dentro da polifonia.
 A segunda geração (1450-1485), da qual Johannes Ockeghem foi o compositor mais
importante é marcada pelo desenvolvimento dos motetos que se tornam os locais
preferidos de experimentação do Contraponto.
 A terceira geração (1480-1520), principalmente com Josquin des Prez, frequentemente
considerado como o maior compositor belgo desta escola chamada "franco-flamenga, mas
também Jacob Obrecht e Heinrich Isaac.
 A quarta geração (1520-1560): Adriaan Willaert e Jacob Clemens non Papa.
 A quinta geração (1560-1600), dominada por Orlande de Lassus.
Por volta do ano de 1600, o estilo franco-flamengo foi amplamente difundido em toda a
Europa. Era o início da idade de ouro dos compositores italianos.

Figura 8, lista de compositores Franco-Flamengos

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Características gerais da musica renascentista
(resumo)
o Aceitação da tonalidade: o seu desenvolvimento acontece no período barroco
mas é no renascimento que existe a aceitação.

o Apogeu da polifonia vocal (era do contraponto).

o A influencia da burguesia e da nobreza (financiamento dos compositores e


músicos).

o Associação entre música e texto (acaba a pluritextualidade).

o Há uma preocupação em compor música “agradável”.

o Consolidação da figura do compositor, desaparece o “anónimo”.

o A música destaca-se dentro e fora da igreja.

o Dois mundos distintos (era vocal e instrumental).

o O ato de compor com a ideia de formar acordes.

o A busca de homogeneidade entre as vozes.

o Ideia da música vocal: “a capella” e a quatro vozes.

o Música vocal (principais técnicas de composição): o contraponto imitativo e o


cânone.

o O desenvolvimento de sistemas de afinação (busca de novas sonoridades e de


consonâncias mais suaves).

o A música ficta gerava um número limitado de acidentes (fá#, dó#, sol#, sib e
mib), diante da busca de novas sonoridades.

o Sistema pitagórico: afinação vigente (séc. XV) e o temperamento inicia-se no


período do barroco.

Festivais atuais de música renascentista


 Festival de Música Coral Renascentista e Barroca de Vélez-Blanco
 Festival de Música Coral Renascentista Gil de Roca Sales
 Festival de Música Antiga

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Alguns compositores estrangeiros
 Claudio Monteverdi
Monteverdi foi regente do coro da basílica de São Marcos, em Veneza. No entanto, foi um
antitradicionalista. Ao invés de continuar com as tradições da música polifônica, tornou-se um
inovador, empregando acompanhamentos instrumentais, dissonâncias e cromatismos.

De 1591 até 1612, esteve a serviço da corte de Mântua como violinista, cantor e depois
mestre de câmara e de capela. Em 1613 foi nomeado mestre-de-capela em São Marcos,
Veneza, cidade onde passou a morar. Viúvo e tendo perdido seus dois filhos devido à peste,
ordenou-se em 1632. Compôs para a catedral de São Marcos e para as festas da cidade. Foi
também um professor famoso e teve numerosos alunos: G. B. Rovetta, Schütz, Cavalli entre
outros.

Monteverdi escreveu obras religiosas ( Madrigais Espirituais, 1583; Vésperas da Virgem, 1610)
e profanas ( Canzonette, 1584; Scherzi Musicali, 1607), nove livros de madrigais (1587-1615) e
óperas ( L'Orfeo, 1607; L'Arianna, 1608; Il ballo delle ingrate, 1608; Tirsi e Clori, 1616; Il
combattimento de Tancredi e Clorinda, 1624; Il ritorno d'Ulisses in patria, 1641;
L'incoronazione di Poppea, 1642).

O L’Orfeo de Monteverdi é considerada a primeira grande ópera da História da Música. Uma


das primeiras orquestras que conhecemos é a que Monteverdi formou para a o L’Orfeo e
compunha-se de cerca de 40 instrumentos, amplamente variados. Monteverdi anexou à
partitura a seguinte lista dos instrumentos que ele queria para a sua ópera: Dois cravos, duas
violas contrabaixo, um grupo de dez cordas ( violinos, violas e violoncelos), uma harpa dupla,
dois violinos pequenos, dois alaúdes baixo, dois órgãos pequenos com tubos de madeira, três
violas baixo, quatro trombones, um órgão do tipo regal, duas cornetas, uma flauta doce
pequena, um clarino (trompete agudo) e três trompetes "brandos".

Na época de Monteverdi não havia um padrão estabelecido quanto à combinação de


instrumentos na formação das orquestras.

Monteverdi foi o último dos grandes compositores polifonistas, mas os seus últimos madrigais
tendem para a música dramática do período Barroco.

Monteverdi em especial é importante por ser o primeiro grande operista da história, e suas
óperas L'Orfeo (1607) e L'Arianna (1608, perdida, só resta uma famosa ária, o Lamento)
representam o nobre ocaso da música renascentista e os primeiros grandes marcos do barroco
musical.

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 Josquin des Prés

Josquin des Prés era chamado de "Príncipe dos Compositores", pelos músicos de sua época,
que admiravam sua obra naquilo que esta tinha de comovedor e o modo de como ele
ressaltava o sentido das palavras no canto.

Nasceu em Condé-sur-l'Escaut, Hainaut, província pertencente aos Países Baixos. Como a


maior parte de seus contemporâneos, fez carreira na Itália, onde morou de 1459 a 1505. Em
1474 já aparece como mestre de capela particular do duque Galeazzo Maria Sforza, em Milão.
Mais tarde, em Roma, entra para o serviço do papa Sisto IV, até o ano de 1499.

Depois de 1505, seu novo lugar de trabalho é a corte do rei Luís XII. Há traços de sua
passagem pelos Países Baixos, sabendo-se que faleceu quando era prior da igreja de Notre
Dame, em Condé, sua cidade natal.

Grande compositor, é considerado o mais moderno dentre os da sua época. Sua produção
musical compreende mais de 20 missas completas a 4, 5 e 6 vozes; 104 motetos, hinos e
salmos, 74 canções.

Entre suas obras religiosas mais conhecidas estão as missa Hercules dux Ferrarie, o
moteto Miserere e, principalmente, as duas últimas missas compostas depois de 1505, De
Beata Virgine e Pange Lingua.

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Música renascentista em Portugal
Na música os mais conhecidos são Pedro de
Escobar e Duarte Lobo, além de quatro
cancioneiros (manuscrito com música e poemas da
época renascentista), o Cancioneiro de Elvas,
Cancioneiro de Paris , Cancioneiro de Lisboa e
o Cancioneiro de Belém.

 Os compositores
Figura 9, Cancioneiros portugueses da época do renascimento

o Pedro Escobar
Pedro de Escobar nasceu no porto em 1465 e morreu depois de 1535 em Évora, também é
chamado Pedro do Porto, foi um compositor Português da Renascença. Foi o primeiro
grande compositor da música portuguesa, para além de um dos primeiros e mais hábeis
compositores de polifonia na Península Ibérica, cujas obras sobreviveram.
Figura 10, Pedro
 Vida escobar
Não se sabe muito da sua vida até ter entrado ao serviço de Isabel de Castela em 1498. Foi
cantor na capela real durante 10 anos, trabalhou como compositor e
era o único membro português da sua capela. Em 1499, Escobar voltou
à sua pátria, mas em 1507 recebeu uma oferta de emprego, que
aceitou, como maestro de capilla na catedral de Sevilha.

Em Sevilha era ele o professor dos coristas e o responsável pelo seu


alojamento. Acabou por se despedir,
queixando-se de baixo ordenado.
Figura 11, "Pásame, por Dios, barquero" Em 1521 trabalhou em Portugal,
no Cancioneiro de Elvas, composto por Pedro como mestre da capela para
Escobar o Infante-Cardeal Dom Afonso. A sua
carreira parece ter terminado da pior
forma, já que a última referência à sua
vida é um documento de 1535 onde se afirma que era um
alcoólico vivendo na pobreza.

 Musica e influência
Duas missas completas de Escobar sobreviveram, incluindo
um Requiem, o primeiro composto por um compositor
ibérico. Compôs também um Magnificat, 7 motetes,
4 antífonas, 8 odes, e 18 vilancetes. A sua música era muito
popular, como o provam o aparecimento de cópias das suas
músicas em locais distantes; por exemplo, a cópia de
manuscritos seus na Guatemala. O seu motete Clamabat
autem mulier Cananea
(https://www.youtube.com/watch?v=9Z-1U9bjFEA) foi
Figura 12, listagem das obras atribuídas a Pedro de Escobar
particularmente aclamado pelos seus contemporâneos, tendo
influênciado compositores posteriores.

15
o Duarte Lobo
Duarte Lobo nasceu em Alcáçovas ou Lisboa em 1565 e morreu
em 24 de setembro de 1646 foi um compositor português da época
do Renascimento tardio e Barroco inicial. Foi o um dos mais famoso
compositores portugueses da sua época. Em conjunto com Filipe de
Magalhães, Manuel Cardoso e o Rei D. João IV, é considerado um
dos músicos da "época dourada" da polifonia portuguesa.

 vida
De Duarte Lobo também pouco se sabe da sua vida. Sabe-se que o
seu primeiro trabalho terá sido o de mestre de capela da catedral
de Évora. Em 1594 era mestre de capela em Lisboa. Ensinou música
no Colégio do Claustro da Sé em Lisboa, onde se manteve pelo
Figura 13, Duarte Lobo menos até 1639. Mais tarde dirigiu na capital a capela do Seminário
de São Bartolomeu. Assinava as suas obras como Eduardus Lupus.
Embora cronologicamente a sua vida se sobreponha à época do Barroco, escreveu, tal como
Manuel Cardoso, música essencialmente ao estilo e técnica contrapontística (é uma técnica
usada na composição onde duas ou mais vozes melódicas são compostas levando-se em conta,
simultaneamente o perfil melódico de cada uma delas; e a qualidade intervalar e harmônica
gerada pela sobreposição das duas ou mais melodias.) da Renascença, como a da polifonia
de Palestrina (foi um compositor italiano da Renascença.), tal como se poderia esperar por ter
vivido numa zona isolada das inovações musicais de Itália e Alemanha. Publicou seis livros
de música sacra, incluindo missas, responsórios, antífonas, magnificats e motetes. Encontram-
se dispersos por diversas cidades (Coimbra, Évora, Vila Viçosa, Valladolid, Sevilha, Munique,
Londres e Viena) os exemplares de praticamente tudo o que da sua obra foi editado
em Antuérpia (Plantin, 1602-1639) e em Lisboa (Craesbeck, 1607).

 Algumas obras
 1603 - Officium Defunctorum
 1605 - Cantica Beatae Virginis (16 Magnificat a quatro vozes)
 1620 - Missa “Dicevat Iesu"
 1621 - Liber Missarum I - Missa pro defunctis
 1639 - Liber Missarum II - Missa vox clamantis

Conclusão
Com este trabalho podemos observar como a música era no renascimento e fazer uma
comparação de como ela é hoje em dia e a forma que ela mudou ao longo do tempo e a sua
evolução. Concluímos assim que foi importante a realização deste trabalho para uma melhor
compreensão da história da música e de que ela nem sempre foi como hoje a conhecemos.

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Bibliografia
• https://pt.wikipedia.org/wiki/Renascimento#Música

• https://pt.wikipedia.org/wiki/Música_renascentista

• https://pt.slideshare.net/helenavf1/msica-renascentista-8665973

• https://musicaeadoracao.com.br/25012/historia-resumida-da-musica-renascentista/

• http://renascentindo.blogspot.pt/2014/04/a-musica-renascentista-caracteristicas.html

• http://musicanotempo.comunidades.net/musica-no-renascimento

• https://musicas-e-livros10.webnode.com/musica/breve-historia-da-musica/musica-
renascentista/

• https://pt.wikipedia.org/wiki/Duarte_Lobo

• https://compositoresportugueses.blogs.sapo.pt/d-dinis-1o-compositor-do-nosso-blog-
571

• http://embuscadosconhecimentos.blogspot.pt/2012/06/como-surgiu.html

• http://reflexaoemmusica.blogspot.pt/2009/06/musica-renascentista.html

• http://renascentindo.blogspot.pt/2014/04/a-musica-renascentista-caracteristicas.html

• http://www.renatacortezsica.com.br/compositores/monteverdi.htm

• http://www.renatacortezsica.com.br/compositores/josquin.htm

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