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RECOMENDAÇÕES BIBLIOGRÁFICAS E LINHAS DE

ESTUDOS

por Kayque Girão1

O que pretendo discorrer aqui são orientações básicas que podem ser
livremente adaptadas dentro do que posso considerar como três pilares básicos
do bom estudo e pesquisa:

1. Priorizar obras históricas: obras que delimitem um pedaço ou marco


histórico como parte do processo de aprendizagem de como pensava a sociedade
do período e como pensava o autor da obra. Ter em mente uma pesquisa
biográfica e bibliográfica sobre o autor e de quem o mesmo aprendeu é
interessante;

2. Priorizar fontes acadêmicas: são mais técnicas e tem uma linguagem mais
objetiva e um pouco mais isenta por conta do próprio rigor científico com a qual
foram escritas;

3. Priorizar obras de estudo básico e de consulta: estudo básico a que me refiro é


no sentido de formação clássica, o que parece ser bastante abrangente mas na
minha visão particular são voltadas aos temas História, Filosofia e Linguagem
(aqui incluído aprender um segundo idioma). Ter ao lado livros de consulta, como
dicionários de símbolos ou livros de correspondências são muito bons.

Agora vamos as recomendações básicas (são apenas alguns exemplos


delimitados):

Hermetismo:

1
Cearense, escritor estudioso e pesquisador versado em Filosofia Oculta e suas diversas tradições
místicas, mágicas e esotéricas. Ademais, atua como astrólogo dedicado a Astrologia Clássica Sideral e
suas diversas tradições, como a Védica (Jyotish). Fonte: astrosideralis.wordpress.com, todos os direitos
reservados
– Corpus Hermeticum, Hermes Trimegistrus;
– Giordano Bruno e a Tradição Hermética, Francis Yates;
– A Arte da Memória, Francis Yates;
– A Tradição Hermética, Julius Évola;
– O Poder da Magia, Israel Regardie;
– A Árvore da Vida – Um Estudo sobre Magia, Israel Regardie;
– O Caminho do Verdadeiro Adepto, Franz Bardon;

Tradição Ocidental:

– Revolta contra o Mundo Moderno, Julius Évola;


– A Crise no Mundo Moderno, René Guenon;
– A Quarta Teoria Política, Alexandre Dugin*;
– Contra o Ocidente, Alexandre Dugin*;
(* indico pelos aspectos pertinentes a tradicionalidade e releitura de pensamentos
de Guenon e Évola, não pela política em si);
– O Ocultismo, Papus;
– O Babuíno de Madame Blavatsky, Peter Whashington;

Tradição Salomônica

– Os Três Livros de Filosofia Oculta, Cornélius Agrippa*;


– Dicionário de Símbolos, de Jean Chevalier e Alain Gheerbrant*;
(*Importantes manuais de consulta!)
– Manual Mágico de Kabbala Prática, Helvécio Resende Urbano**;
– Secretum. Manual Prático de Kabbala Teúrgica, Helvécio Resende Urbano**;
(** são compilados gerais em estilo de almanaque, ricos em referências diversas,
tem bastante coisa ligada a grimórios e correntes místicas do Cristianismo, como
o Martinismo, etc. Não é perfeito e é mais secundário, devendo ser adquirido
como uma alternativa leve e mais acessível)
– Tratado Elementar de Magia Prática, Papus;
– Tratado Completo de Alta Magia, Vasariah
– Dogma e Ritual de Alta Magia, Eliphas Levi;
– “Secrets of the Magickal Grimoires”, Aaron Leitch;
– As Chaves dos Segredos do Inferno, Pharzuph;
– Livro da Magia Negra e dos Pactos, Arthur Edward Waite;
– As Clavículas de Salomão, edição Chave, Anúbis, Via Sestra ou Parzifal
Publicações;
– A Magia Sagrada de Abramelin, o Mago;

Astrologia

– História da Astrologia, Serge Hutin;


– Em Defesa da Astrologia, John Anthony West*;
(*melhor obra sobre a história da Astrologia)
– Fundamentos de Astrologia Tradicional, Clélia Romano;
– Astrologia Tradicional na Prática, Clélia Romano;

Alquimia*
(apenas aspectos gerais simbólicos e históricos)

– História da Alquimia, Serge Hutin;


– Alquimia, Serge Hutin;
– Alquimia, Stanislas Klossowski de Rola;

Cabala

– Cabala o Caminho da Mistica Judaica, Perle Epstein;


– A Árvore da Vida, Z’ev Ben Shimon Halevi;
– Universo Kabbalístico, Z’ev Ben Shimon Halevi;
– Escola de Kabbalah, Z’ev Ben Shimon Halevi;
– Meditação e Cabalá, Aryeh Kaplan;
– Sêfer Ietsirá, Aryeh Kaplan;
– O Bahir – O Livro da Iluminação, Aryeh Kaplan;

Isso aqui é o “básico” ao iniciante para se familiarizar e começar a ter


alguma noção. Não deve ser encarado como dogma, mas como sugestão mesmo.