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Estudo e pesquisa feitos por um cristão – Akel –,


publicado em:
https://euqueroumaigreja.blogspot.com.br/p/as-dez-
mentiras-sobre-o-dizimo.html

Revisado e editorado em setembro/2018 por


Fábio Amarante – FAMARTE
com a finalidade de ser colocado à disposição dos
leitores da internet, sem fins lucrativos.

2
As Dez Mentiras
sobre o Dízimo

Por AKEL

3
4
PREFÁCIO ................................................................. 7
1ª MENTIRA............................................................... 9
2ª MENTIRA............................................................. 11
3ª MENTIRA............................................................. 15
4ª MENTIRA............................................................. 19
5ª MENTIRA............................................................. 25
6ª MENTIRA............................................................. 27
7ª MENTIRA............................................................. 35
8ª MENTIRA............................................................. 41
9ª MENTIRA............................................................. 45
10ª MENTIRA ........................................................... 47

5
6
Muitas igrejas insistem no ensino errôneo de
que os dízimos ainda são obrigatórios mesmo
para os cristãos que vivem debaixo da graça de
Jesus Cristo, e se utilizam de argumentos que se
tornaram verdadeiros mitos dentro da comuni-
dade evangélica.
Sendo que o dízimo se refere a dez por cento,
vamos usar o mesmo princípio numérico e
verificar biblicamente as dez argumentações
mentirosas mais difundidas a respeito do dízimo.

7
8
"O DÍZIMO FOI ORDENADO POR DEUS NO
JARDIM DO ÉDEN, POIS A ÁRVORE DO
CONHECIMENTO DO BEM E DO MAL
REPRESENTA O DÍZIMO"

Na verdade, biblicamente o dízimo foi


ordenado no monte Sinai1 e, portanto, não foram
instituídos no Jardim do Éden, pois sequer é
mencionado que Adão e Eva receberam o manda-
mento de dizimar.
A associação que muitos religiosos que
insistem na obrigatoriedade dos dízimos fazem
com a árvore do conhecimento do bem e do mal2,
é que não era permitido a Adão e Eva comer dela. 3
Portanto, ela seria segundo eles, um "símbolo" do
dízimo, mas isso é uma associação esdrúxula,
pois sequer há um texto bíblico que faça uma
ligação entre essa árvore do Jardim do Éden e o

1 Levítico 27:30-32; Números 18:21-24.


2 Gênesis 2:9.
3 Gênesis 2:17.

9
dízimo da lei de Moisés, ou que a árvore ocupava
10% do espaço do Jardim do Éden.
Trata-se, portanto, de mais um argumento
ridículo usado por muitos líderes religiosos para
levar o povo a acreditar que o dízimo não era
somente obrigatório perante a lei de Moisés.

10
"O DÍZIMO SEMPRE FOI OBRIGATÓRIO
MESMO ANTES DA LEI DE MOISÉS"

O dízimo antes de sua ordenança no Sinai era


voluntário, sendo mencionado apenas 2 vezes
antes de se tornar obrigatório, Abraão deu uma
única vez um dízimo do despojo de guerra quando
resgatou seu sobrinho Ló e Jacó fez um voto a
Deus. 1
Pelas seguintes razões, Gênesis 14:20 não
pode ser usado como exemplo para os cristãos
dizimarem:
1. A Bíblia não diz que Abraão deu
obrigatoriamente esse dízimo.
2. O dízimo de Abraão não foi um dízimo santo,
da Terra Santa de Deus, produzido pelo
povo santo de Deus.
3. O dízimo de Abraão foi somente do despojo
de guerra.2

1 Gn 14:17-20, Gn 28:20-22.
2 Hebreus 7:4.

11
4. O dízimo de Abraão a Melquisedeque
aconteceu apenas uma vez e Abraão
mudava sempre de lugar.
5. O dízimo de Abraão não proveio de sua
riqueza pessoal.
6. O dízimo de Abraão não é mencionado em
nenhuma parte da Bíblia, seja no Antigo ou
no Novo Testamento a fim de respaldar o ato
de dizimar.
7. Visto que nem Abraão nem Jacó tinham um
sacerdócio levítico para manter, eles não
tinham lugar algum onde entregar os
dízimos, durante os seus muitos
deslocamentos.
No caso específico de Jacó, lemos o seguinte:
"20 E Jacó fez um voto, dizendo: Se Deus for
comigo, e me guardar nesta viagem que faço, e me
der pão para comer, e vestes para vestir; 21 E eu
em paz tornar à casa de meu pai, o Senhor me será
por Deus; 22 E esta pedra que tenho posto por
coluna será casa de Deus; e de tudo quanto me
deres, certamente te darei o dízimo." 3
O texto bíblico é claro, que Jacó fez um
propósito particular (um voto) de que SE Deus
fosse favorável a ele, que ofereceria à Deus o

3 Gn 28:20-22.

12
dízimo. Não se vê também neste caso nenhuma
ordem explicita de Deus ou algum sacerdote a
mando Dele, para que Jacó dizimasse, e vemos
que foi uma promessa de Jacó para Deus e não
há relatos posteriores na Bíblia de que ele tenha
de fato dizimado, apenas se observa a sua
promessa, seu compromisso de entregar o décimo
de tudo que viesse a obter daquele momento em
diante. Outra vez, não vemos na Bíblia nenhuma
passagem em que esteja escrito que devemos
dizimar como Jacó fez, portanto trata-se de mais
uma mentira que os líderes criaram para tentar
fazer parecer que os dízimos eram obrigatórios
antes mesmo da lei de Moisés.

13
14
"O DÍZIMO DOS ALIMENTOS DO VELHO
TESTAMENTO FOI SUBSTITUÍDO POR
DÍZIMO DO DINHEIRO NOS DIAS ATUAIS"

Não há um só versículo na Bíblia informando


que dízimo obrigatório da lei de Moisés possa ser
ouro, prata, moeda, dinheiro, etc. Dízimo sempre
foi apenas alimento do campo vegetal ou animal 1
mesmo quando havia metais preciosos como
moeda corrente. Abraão no seu tempo comprou
uma sepultura para sua esposa por 400 ciclos de
prata. 2
Embora já existisse dinheiro, a substância do
dízimo divino jamais foi dinheiro. Ele era o
"dízimo do alimento". Isso é muito importante. Os
verdadeiros dízimos bíblicos eram sempre
somente o alimento proveniente das fazendas e
rebanhos, somente dos israelitas que vivessem
exclusivamente dentro da Terra Santa de Deus,

1 Levítico 27:30 e 32.


2 Gênesis 23:16.

15
as fronteiras nacionais de Israel. A fartura
provinha de Deus e não da manufatura ou
habilidade do homem.
Existem 15 versículos de 11 capítulos e 8
livros, de Levítico 27 a Lucas 11, que descrevem
o conteúdo do dízimo. E o conteúdo jamais,
repito, jamais incluía dinheiro, prata, ouro ou
qualquer outra coisa, além de alimento. Mesmo
assim, a definição incorreta de "dizimar" é a maior
mentira que está sendo pregada sobre esse ato,
hoje em dia.3
Não se observa, portanto, em toda a Bíblia,
alguém entregando dízimo em dinheiro, pois
dízimo era décima parte dos alimentos
(agropecuários ou agrícolas), e jamais foi entregue
em dinheiro. E o dinheiro já era corrente nos
tempos bíblicos, pois o próprio Moisés que
recebeu a lei para o povo lidou com dinheiro:
"Então, Moisés tomou o dinheiro do resgate
dos que excederam os que foram resgatados
pelos levitas. Dos primogênitos dos filhos de
Israel tomou o dinheiro, mil trezentos e

3 Veja Levítico 27:30,32; Números 18:27,28; Deuteronômio 12:17;

14:22, 23, 26; 2 Crônicas 31:5; Neemias 10:37; 13:5; Malaquias 3:10;
Mateus 23:23 e Lucas 11:42.

16
sessenta e cinco siclos, segundo o siclo do
santuário. E deu Moisés o dinheiro dos
resgatados a Arão e a seus filhos, segundo o
mandado do SENHOR, como o SENHOR
ordenara a Moisés." 4
Mais uma prova de que os dízimos sempre
foram alimentos podem ser vista nessa passagem
bíblica:
"DOS DÍZIMOS NÃO COMI no meu luto e
deles nada tirei estando imundo, nem deles dei
para a casa de algum morto; obedeci à voz do
SENHOR, meu Deus; segundo tudo o que me
ordenaste, tenho feito". 5
Portanto, mais uma mentira dos líderes que
ensinam sobre a obrigatoriedade dos dízimos é
revelada, quando dizem que nos tempos bíblicos
dízimos eram entregues em alimentos porque
dinheiro ainda não existia, mas Abraão e até
Moisés lidavam com dinheiro, e mesmo assim na
obrigatoriedade da lei de Moisés nunca se pagava
dízimos em dinheiro, pois dízimo sempre foi a
décima parte dos alimentos, do campo e animais,

4Números 3:49-51.
5Deuteronômio 26:14. N.R.: parte da declaração que todo dizimista
deveria fazer perante o SENHOR.

17
e nada tem a ver com a exigência de entrega de
10% do dinheiro que os cristãos recebem para
esses líderes que ensinam erradamente sobre
dízimos.
Dízimo nunca foi pago em dinheiro, apenas
em alimentos. Se o seu pastor ou líder insistir em
dizer que pode ser pago em dinheiro exija que ele
mostre alguém dizimando em dinheiro na Bíblia,
pois dinheiro já existia e era usado naquela
época.

18
"O DÍZIMO FOI DADO POR DEUS
AOS LEVITAS DA VELHA ALIANÇA E
HOJE OS PASTORES DA NOVA ALIANÇA
SUBSTITUIRAM ESSES LEVITAS,
PORTANTO DEVEM RECEBER DÍZIMOS"

O dízimo foi dado aos levitas, mas para que


eles fizessem todo o trabalho da tenda da
congregação 1. Se hoje os membros leigos fazem
mais de 90% do trabalho e os pastores recebem
todo o dízimo isso não é bíblico, é humano. Na
igreja primitiva de Atos, um levita, chamado José
de sobrenome Barnabé dava ofertas ao invés de
receber dízimos dos apóstolos e membros da
igreja cristã:
"José, a quem os apóstolos deram o
sobrenome de Barnabé, que quer dizer filho de
exortação, LEVITA, natural de Chipre, como
tivesse um campo, vendendo-o, trouxe o preço e o

1 Números 18:21-23.

19
depositou aos pés dos apóstolos" 2. Portanto fica
evidente que com a mudança do sacerdócio
mudou a lei: "Pois, quando se muda o sacerdócio,
necessariamente há também mudança de lei" 3.
Na economia hebraica, o dízimo era usado de
maneira totalmente diferente da que hoje é
pregada. Mais uma vez, os levitas que recebiam o
dízimo inteiro nem sequer eram ministros ou
sacerdotes – eles eram apenas servos dos
sacerdotes. Números 3 descreve os levitas como
sendo carpinteiros, fundidores de metal, artesãos
de couro e artistas, que mantinham o pequeno
santuário. E 2 Crônicas 23-27, durante o tempo
dos reis Davi e Salomão, os levitas também foram
peritos artesãos, os quais inspecionavam as
obras do Templo. Vinte e quatro mil deles
trabalhavam no Templo como construtores e
supervisores; seis mil eram oficiais e juízes;
quatro mil eram guardas e quatro mil eram
músicos. Como representantes políticos do rei, os
levitas usavam o seu dízimo para servir aos
oficiais, juízes, coletores de impostos, tesoureiros,

2 Atos 4:36-37.
3 Hebreus 7:12.

20
guardas do Templo, músicos, padeiros, cantores
e soldados profissionais.4
É obvio que esses exemplos do uso bíblico da
entrada do dízimo nunca se tornam exemplos
para a igreja de hoje. É importante saber que na
Antiga Aliança os dízimos nunca eram usados
para evangelizar os não israelitas. Neste ponto o
dízimo falhou. Vejam Hebreus 7:12-19. Os
dízimos jamais estimularam os levitas e
sacerdotes da Antiga Aliança a estabelecer uma
única missão fora do país, para encorajar um só
gentio a se tornar israelita.5.
O dízimo da Antiga Aliança era motivado e
exigido por lei, não pelo amor. De fato, durante a
maior parte da história de Israel, os profetas
foram os principais portadores da Palavra de
Deus e não os levitas e os sacerdotes que
recebiam o dízimo. O falso ensino é que os
anciãos e pastores da Nova Aliança estão
simplesmente continuando de onde os sacerdotes
da Antiga Aliança deixaram e por isso devem
receber o dízimo. A função e o propósito dos
sacerdotes da Antiga Aliança foram substituídos,

4 1 Crônicas 12:23,26; 27:5.


5 Êxodo 23:32; 34:12,15; Deuteronômio 7:2.

21
não pelos anciãos e pastores, mas pelo sacerdócio
de todos os crentes. Como outras ordenanças da
Lei, o dízimo foi apenas uma sombra temporária,
até a vinda de Cristo. 6
Na Nova Aliança cada crente é um sacerdote
de Deus. 7 E como sacerdote cada crente oferece
sacrifícios a Deus. 8 Então, cada ordenança que
havia sido previamente aplicada ao antigo
sacerdócio foi anulada no Calvário. Visto não
pertencer à Tribo de Levi, até mesmo Jesus Cristo
foi desqualificado. Desse modo, o propósito
original de dizimar já não existe.9
Portanto, não há nenhum mandamento no
novo mandamento do cristão entregar os dízimos
aos pastores, pois o dízimo somente podia ser
recebido pelos levitas:
"Ora, os que dentre os filhos de Levi recebem
o sacerdócio têm mandamento de recolher, de
acordo com a lei, os dízimos do povo, ou seja, dos
seus irmãos, embora tenham estes descendido de
Abraão" 10, e os levitas só existiam na velha

6 Efésios 2:14-16; Colossenses 2:13-17; Hebreus 10:1.


7 1 Pedro 2:9-10; Apocalipse 1:6; 5:10.
8 Hebreus 4:16; 10:19-22; 13:15-16.
9 Hebreus 7:12-19; Gálatas 3:19, 24, 25; 2 Coríntios 3:10.
10 Hebreus 7:5.

22
aliança da lei de Moisés, pastores não são
substitutos deles pois são ministros de Deus 11 e
nem sequer é ordenado que se deva entregar
dízimos em favor da obra de Deus, pois ela é
sustentada pelas ofertas voluntárias. 12

11 1 Coríntios 4:1.
12 2 Coríntios 9:7.

23
24
"O DÍZIMO RECEBIDO É SOMENTE
PARA USO DOS PASTORES"

Biblicamente, o dízimo pertencia aos levitas1,


mas também para se fazer um festival ao Senhor2
e a cada terceiro ano, para os levitas, órfãos,
viúvas e estrangeiros, os quais comiam o dízimo
ajuntado dentro das suas portas.3. Se ofertas e
dízimos eram sagrados ao Senhor e não podiam
ser comidos por pessoas comuns, neste caso
Deus abre uma exceção, visto que para Ele
misericórdia é melhor que sacrifício 4, a vida dos
carentes é preciosa ao Senhor. 5
Portanto mais uma vez, é biblicamente
demonstrado que os dízimos recebidos pelos
levitas não eram de uso exclusivo deles… os
necessitados (órfãos, viúvas e os de fora de Israel),
também se beneficiavam dos dízimos dos

1 Números 18:21-23.
2 Deuteronômio.14:22-27.
3 Deuteronômio14:28-29.
4 Oséias 6:6; Mateus 12:7.
5 Veja um exemplo disso em Lucas 6:1-10.

25
alimentos recebidos pelos levitas. Essa conversa
de que só os pastores e líderes religiosos podem
hoje usufruir dos dízimos não encontra respaldo
bíblico. Trata-se de mais uma doutrina de
homem.

26
"CRISTÃO QUE NÃO DÁ O DÍZIMO
SERÁ VITIMA DO "DEVORADOR"

Se você é evangélico provavelmente já deve


ter ouvido alguém falar a respeito do devorador.
Muitas igrejas pregam a respeito desse ser. Mas o
que os líderes religiosos gananciosos não fazem é
mostrar aos membros que a admoestação de
Malaquias é dirigida somente à nação de Israel,
e não aos cristãos de hoje que não dizimam:
"Sentença pronunciada pelo Senhor CONTRA
ISRAEL, por intermédio de Malaquias" 1 e se
destina especificamente, aos SACERDOTES
CORRUPTOS:
"Agora, ó sacerdotes, para vós outros é este
mandamento. Se o não ouvirdes e se não
propuserdes no vosso coração dar honra ao meu
nome, diz o SENHOR dos Exércitos, enviarei sobre
vós a maldição e amaldiçoarei as vossas bênçãos;

1 Malaquias 1:1.

27
já as tenho amaldiçoado, porque vós não
propondes isso no coração". 2
Eles estavam ofertando ANIMAIS coxos,
cegos mudos, e defeituosos:
"Ofereceis sobre o meu altar pão imundo e
ainda perguntais: Em que te havemos profanado?
Nisto, que pensais: A mesa do SENHOR é
desprezível. Quando trazeis animal cego para o
sacrificardes, não é isso mal? E, quando trazeis o
coxo ou o enfermo, não é isso mal? Ora, apresenta-
o ao teu governador; acaso, terá ele agrado em ti e
te será favorável? – diz o SENHOR dos Exércitos." 3
Quanto a Malaquias 3, notamos que Deus
manda trazer somente "DÍZIMOS" para as
câmaras do depósito do templo, para que haja
"comida" (alimento, ou mantimento) em minha
casa. Isto é , mantimento = produtos alimentares
(ver dicionário da língua portuguesa).
O texto mais famoso citado para falar a
respeito do devorador é Malaquias 3:11, que diz:
"Por vossa causa, repreenderei o devorador, para
que não vos consuma o fruto da terra; a vossa vide

2 Malaquias 2:1-2.
3 Malaquias 1:7-8.

28
no campo não será estéril, diz o SENHOR dos
Exércitos." Esse texto é a continuação de
Malaquias 3:10, o tão famoso texto que fala a
respeito de dízimos no Antigo Testamento. Os
líderes gananciosos dizem que o "devorador"
mencionado nesse texto é um demônio que
destrói as finanças daqueles que não dão os 10%,
ou seja, que não são dizimistas. As pessoas que
pregam nessa linha trazem ameaças de
destruição financeira aos seus ouvintes se os
mesmos não forem dizimistas fiéis.
O DEVORADOR É MESMO UM DEMÔNIO? A
resposta é não! Os que afirmam que esse
devorador citado no texto é um demônio, no
mínimo, faltaram em algumas aulas de
interpretação da Bíblia. A primeira coisa a
sabermos é que no Antigo Testamento, a aliança
que vigorava era uma aliança baseada na
obediência. Se o povo fosse obediente às leis de
Deus seriam abençoados. Essas bênçãos eram
visivelmente mandadas em forma de paz e boas
colheitas e prosperidade. Se fossem desobe-
dientes, seriam amaldiçoados. Falta de paz e

29
colheitas ruins estavam em vista aqui. 4 Em uma
das ameaças de maldições em suas colheitas, que
Deus manda ao povo através do profeta Joel,
vemos que:
"O que deixou o gafanhoto cortador, comeu-o o
gafanhoto migrador; o que deixou o migrador,
comeu-o o gafanhoto devorador; o que deixou o
devorador, comeu-o o gafanhoto destruidor." 5
Uma maldição que tinha em vista a destruição da
lavoura.
O texto de Malaquias 3:11 diz a mesma coisa:
"Por vossa causa, repreenderei o devorador,
para que não vos consuma o fruto da terra; a vossa
vide no campo não será estéril, diz o SENHOR dos
Exércitos.".
Esse devorador certamente se tratava de um
tipo de gafanhoto altamente destrutivo ou outro
"bicho" que acabava com as plantações (que eram
a base da economia do povo de Israel). A ação
devastadora desse "ser" acabava com a
prosperidade do povo em pouco tempo atacando
suas lavouras. Quando o povo era obediente a

4 Deuteronômio 28.
5 Joel 1:4.

30
Deus e cumpria a Sua lei, que no caso desse texto
é a lei de dizimar, Deus abençoava suas colheitas
e negócios. Esse é o sentido desse texto. Assim,
não faz sentido usar esse texto para afirmar que
o devorador era um demônio ou coisa parecida.
Nem faz sentido ameaçar as pessoas hoje em dia
com esse "devorador".
"Repreenderei o devorador" Versículo 11 (Não
é dinheiro que faz isto, é o próprio Deus)
Devorador, segundo a Bíblia, nunca foi
demônio, e sim, gafanhotos, que Deus enviava
como pragas à terra para castigar o povo, e estes
gafanhotos, Deus os chamava de "O meu grande
exército" 6 …"repreenderei o devorador" significa…
espantarei a praga do meio da vossa plantação
(gafanhotos). 7
Os líderes gananciosos que ensinam que
esses "devoradores" são demônios que irão
causar doenças na família, o carro vai viver
quebrando etc., aproveitam o desconhecimento
dos cristãos do verdadeiro devorador ao qual
Malaquias se refere, o gafanhoto que devorava as
colheitas da nação de Israel. Não há confirmação

6 Joel 2:22-27.
7 Veja também Levítico 11:22 e Naum 3:16.

31
nenhuma no Novo Testamento de que quem não
dizima será vítima desse "devorador"… quando
um ladrão quer tomar o dinheiro de uma pessoa,
ele a ameaça, pois se pedir provavelmente a
vítima não entregará o seu dinheiro, e por conta
disso o ladrão usa o recurso da ameaça, para
forçá-la, da mesma forma agem esses pastores
que insistem em receber dízimos pois usam um
texto fora de seu real contexto para ameaçar
dizendo que o mesmo "devorador" que viria sobre
a nação de Israel se não dizimasse virá para
aqueles que não entregam seus dízimos a eles.
Trata-se, portanto, de mais um ensino distorcido
da Bíblia para forçar os cristãos que não estudam
a Bíblia a dizimarem.
Hoje em dia, a classe mais pobre é a que mais
contribui para beneficência. E, mesmo assim, ela
permanece na pobreza. Os dízimos não são uma
garantia para alguém enriquecer depressa, em
vez da educação, da determinação e do árduo
trabalho.
Se Malaquias 3:10 funcionasse realmente
com os cristãos da Nova Aliança, nesse caso
milhões de cristãos dizimistas já teriam escapado
da pobreza e se tornado o grupo mais rico do

32
mundo, em vez de continuar sendo pobre.
Portanto, não existe evidência alguma de que a
vasta maioria dos pobres "pagadores do dízimo"
tenha sido abençoada pelo mero fato de o
entregar. As bênçãos da Antiga Aliança já não
estão em efeito. 8
Portanto, não há nenhuma possibilidade de
um cristão ser vítima do "devorador" (demônio)
por causa de não ser dizimista, pois nenhuma
maldição da Antiga Aliança pode atingir aos
cristãos da Nova Aliança em Jesus. 9

8 Hebreus 7:18-19; 8:6-8,13.


9 Gálatas 3:13.

33
34
"O DÍZIMO SERVE PARA MANTER
A IGREJA FÍSICA HOJE,
POIS ELA SUBSTITUIU O TEMPLO JUDAÍCO
ONDE SE ENTREGAVAM OS DÍZIMOS"

Nada poderia estar mais longe da verdade.


Trata-se de outro falso ensino os religiosos que
exigem dízimos e de que os edifícios chamados
"igrejas", "tabernáculos" ou "templos",
substituíram o Templo do Velho Testamento
como locais de habitação divina.
A Palavra de Deus jamais descreve os grupos
da Nova Aliança como "tabernáculos", "templos"
ou "edifícios". Os cristãos não "vão à igreja". Eles
se "reúnem para adorar". Também, visto que os
sacerdotes do Velho Testamento pagavam o
dízimo, então, logicamente, o dízimo não pode
continuar. Nesse caso, é errado chamar um

35
edifício de "armazém do Senhor" para receber os
dízimos. 1
Com respeito à palavra "armazém" comparem
1 Coríntios 16:2 com 2 Coríntios 12:14 e Atos
20:17, 32-35. Durante vários séculos após o
Calvário, os cristãos nem mesmo possuíam um
edifício próprio (que chamassem de armazém),
visto como o Cristianismo era uma religião ilegal
e sofria perseguições.
Após o sacrifício de Jesus, o véu do santuário
se rasgou: "E o véu do santuário rasgou-se em
duas partes, de alto a baixo" 2 e hoje, cada cristão
é um santuário onde habita o Espírito Santo:
"Não sabeis que sois santuário de Deus e que o
Espírito de Deus habita em vós?" 3 Não há sequer
um Templo ou santuário físico para que os
cristãos levem os dízimos pois: "O Deus que fez o
mundo e tudo o que nele existe, sendo ele Senhor
do céu e da terra, não habita em santuários feitos
por mãos humanas" 4. Jesus sequer fundou uma
igreja física, pois a verdadeira igreja é espiritual.

1 1 Coríntios 3:16-17; 6:19-20; Efésios 1:22-23; 2:21; 4:12-16;


Apocalipse 3:12.
2 Marcos 15:38.
3 1 Coríntios 3:16.
4 Atos 17:24.

36
1. Que autoridade nos dá a Palavra de Deus
para estabelecermos igrejas denominacionais ou
não denominacionais em meio ao testemunho
cristão, quando as Escrituras condenam a
criação de divisões entre os crentes? 5
2. Com que autoridade vinda de Deus os
cristãos denominam suas assim chamadas
"igrejas" como Presbiteriana, Batista, Pentecostal,
Aliança, Cristã Reformada, Anglicana etc.,
quando não há na Bíblia instruções para nos
reunirmos em qualquer outro nome além do
nome do Senhor Jesus Cristo?6
3. Será que existe qualquer base na Palavra
de Deus para chamar esses edifícios de "igrejas"?
A definição bíblica de "igreja" é de uma reunião de
crentes que, pelo evangelho, foram chamados
para fora, tanto dentre os judeus como dentre os
gentios, e são unidos em um único corpo a Cristo,
sua Cabeça no céu, pela habitação do Espírito
Santo. 7
4. Onde há no Novo Testamento uma
referência mandando os Cristãos construírem
templos e chamarem esses locais de "Casa de

5 1 Coríntios 1:10; 3:3; 11:18-19.


6 Mateus 18:20; 1ª Coríntios 5:4.
7 Atos 11:22; 15:14; 20:28; Romanos 16:5; 1ª Coríntios 1:2; Efésios

5:25.

37
Deus", sendo que Deus não habita em templos
feito por mãos humanas?8
Dizer que os dízimos são necessários para
manter a igreja e sustentar os pastores e líderes
não tem fundamentação bíblica neotesta-
mentária, O apóstolo Paulo estava entre os que
insistiam em trabalhar com as próprias mãos
pelo seu sustento. 9 Embora ele não tenha
condenado os que recebiam sustento pela obra
em tempo integral, também não ensinou que tal
sustento fosse ordenado por Deus, para difusão
do Evangelho. 10 De fato, duas vezes em Atos
20:29,35 e, também, em 2 Coríntios 12:14, ele até
mesmo encoraja os anciãos da igreja a
trabalharem para manter os necessitados da
igreja (Eu só queria ver um dos pastores atuais
trabalhando para ajudar os pobres da igreja!).
Para Paulo, a expressão "viver do evangelho"
significava "viver segundo os princípios da fé, do
amor e da graça" 11. Conquanto verificasse ter
"direito" a alguma ajuda, ele concluía que a
"liberdade" de pregar o seu evangelho era mais

8 Atos 7:48 e 17:24.


9 Atos 18:3; 1 Tessalonicenses 2:9-10; 2 Tessalonicenses 3:8-14.
10 1 Coríntios 9:12.
11 1 Coríntios 9:14.

38
importante, a fim de cumprir a sua vocação de
Deus. 12 Enquanto trabalhava como artesão de
tendas13, Paulo aceitou uma certa ajuda, porém
se gloriava de que o seu pagamento ou salário era
o fato de poder pregar livremente, sem se tornar
um fardo para os outros 14.
Em nenhum lugar desde Atos 7:58 (onde
Paulo é mencionado pela primeira vez) até suas
epístolas, não vemos o apóstolo Paulo orientando
alguém a dizimar nem recebendo dízimos dos
cristãos, portanto uma prova clara que a igreja
primitiva não tinha o dízimo como uma doutrina
cristã e inquestionável como se vê hoje nessas
igrejas que dizem seguir fielmente as Escrituras.
Paulo deixou claro que os que pregavam o
evangelho tinham todo o direito de serem
supridos com as ajudas e doações voluntárias dos
cristãos15, mas nunca disse que seria dos
dízimos! Sequer há mandamento seja do Senhor
Jesus ou de seus apóstolos dos cristãos
entregarem seus dízimos nos "templos" que hoje
conhecemos como igreja, pois Jesus nunca

12 1 Coríntios 9:15; 11:7-13; 12:13,14; 1 Tessalonicenses 2:5-6.


13 Atos 18:3.
14 1 Coríntios 9:16-19.
15 2 Coríntios 9:11 e 14, Filipenses 4:18.

39
fundou uma igreja física, nem ordenou que se
fizessem construções para ali os seus seguidores
se reunirem! Se o dízimo fosse tão necessário e
importante como esses líderes gananciosos
querem fazer parecer, teria o apóstolo Paulo
esquecido de mencionar algo tão importante?
Obviamente que não, pois ele é categórico ao
dizer: "jamais deixando de vos anunciar coisa
alguma proveitosa e de vo-la ensinar publicamente
e também de casa em casa" e "porque jamais
deixei de vos anunciar todo o desígnio de Deus." 16
ou seja, tudo que era necessário ele, Paulo,
ensinou; e o Apóstolo Paulo nunca incentivou ou
ensinou os cristãos a dizimarem!
Portanto comprovadamente os dízimos não
são obrigatórios a serem entregues, muito menos
nas igrejas físicas de hoje.

16 Atos 20:20 e 27.

40
"DAR OFERTAS, MESMO ACIMA DE 10%
DA SUA RENDA, NÃO TEM O MESMO
VALOR ESPIRITUAL, POIS QUEM NÃO DÁ O
DÍZIMO ROUBA A DEUS
E NÃO SERÁ SALVO
POIS ESTÁ DEBAIXO DE MALDIÇÃO"

Tanto a bênção como a maldição de


Malaquias 3:9-11, perduraram somente até o
término da antiga Aliança, ou seja, até o Calvário.
A audiência de Malaquias havia voluntariamente
reafirmado a Antiga Aliança1 ("Maldito aquele que
não confirmar as palavras desta lei, não as
cumprindo. E todo o povo dirá: Amém". 2 E Jesus
Cristo deu um fim a essa maldição, conforme
Gálatas 3:13: "Cristo nos resgatou da maldição da
lei, fazendo-se maldição por nós; porque está
escrito: Maldito todo aquele que for pendurado no
madeiro". Portanto nenhuma maldição

1 Neemias 10:28-29.
2 Deuteronômio 27:26, citado em Gálatas 3:10.

41
proveniente da não observância da lei de Moisés
(e o dízimo pertencia a ela) atinge os cristãos. Mas
os lideres gananciosos que recebem dízimos
escondem isso dos membros.
Mas não é porque o Cristão não seja mais
obrigado a dizimar que ele esteja isento de ajudar
na propagação do evangelho e em favor dos
necessitados pois: "Cada um contribua segundo
tiver proposto no coração, não com tristeza ou por
necessidade; porque Deus ama a quem dá com
alegria." 3
"Também, irmãos, vos fazemos conhecer a
graça de Deus concedida às igrejas da Macedônia;
porque, no meio de muita prova de tribulação,
manifestaram abundância de alegria, e a
profunda pobreza deles superabundou em grande
riqueza da sua generosidade. Porque eles, teste-
munho eu, na medida de suas posses e mesmo
acima delas, se mostraram voluntários." 4 Essa
era a prática da igreja de Deus que Cristo
estabeleceu.

3 2 Coríntios 9:7.
4 2 Coríntios 8:1-3.

42
Os princípios de dar no Novo Testamento, em
2 Coríntios capítulos 8 e 9 são superiores ao
dizimar, que não é obrigatório aos cristãos.
Os seguintes princípios de dar
voluntariamente na Nova Aliança estão
fundamentados em 2 Coríntios 8 e 9:

(1). Dar é uma "graça". Em 2 Coríntios 8 é


usada oito vezes a palavra "graça",
referindo-se à ajuda aos santos pobres.
(2). Dar primeiro a Deus (8:5).
(3). Dar-se a si mesmo para conhecer a
vontade de Deus (8:5)
(4). Dar em resposta ao dom de Cristo (8:9 e
9:15).
(5). Dar com desejo sincero (8:8,10, 12 e 9:7)
(6). Não dar por causa de mandamento
algum (8:8,10; 9:7).
(7). Dar além de sua capacidade (8:3,11,12)
(8). Dar para produzir igualdade. Isso quer
dizer que os que têm mais devem dar
mais, a fim de suprir a incapacidade dos
que não podem dar mais (8:12,14)
(9). Dar com alegria (8:2).
(10). Dar porque está crescendo espiritual-
mente (8:3,4,7).

43
(11). Dar porque deseja crescer espiritual-
mente (9:8, 10,11).
(12). Dar porque está ouvindo o Evangelho
ser pregado (9:13).

44
"JESUS MANDOU OS CRISTÃOS DAREM O
DÍZIMO NO NOVO TESTAMENTO"

O falso ensino é que Jesus ensinou a dizimar,


em Mateus 23:23, dizendo que isso está claro no
Novo Testamento.
Em primeiro lugar, A Nova Aliança (o Novo
Testamento) não teve princípio no nascimento de
Jesus, mas na Sua morte.1 O dízimo não é
ensinado na igreja, depois do Calvário. Quando
Jesus falou sobre o assunto em Mateus 23:23,
Ele estava simplesmente ordenando a obediência
às leis da Antiga Aliança, a qual ele endossou e
obedeceu até chegar ao Calvário.
Não existe um único texto do Novo
Testamento que ensine a dizimar após o período
do Calvário. (Atos 2:42-47 e 4:32-35 não são
exemplos para se dizimar, a fim de sustentar os
líderes da igreja). Conforme Atos 2:46, os cristãos
judeus continuavam a adorar no Templo. E
conforme Atos 2:44 e 4:33,34, os líderes da igreja

1 Gálatas 3:19, 24, 25; 4:4.

45
compartilhavam igualmente o que recebiam com
todos os membros da igreja (o que hoje os líderes
gananciosos que recebem dízimos não fazem).
Aliás, Jesus sequer é mencionado dizimando
ou recebendo dízimos… e porque os líderes
gananciosos pedem dízimos em nome de Jesus
sendo que o próprio Jesus disse: "em meu nome,
expelirão demônios; falarão novas línguas;
pegarão em serpentes; e, se alguma coisa
mortífera beberem, não lhes fará mal; se
impuserem as mãos sobre enfermos, eles ficarão
curados." 2 Ele nunca disse "em meu nome
receberão dízimos…"
Portanto comprovadamente mais uma
mentira desses homens que se dizem ordenados
por Deus a exigirem dízimos dos cristãos incautos
foi desmascarada!
Jesus nunca ordenou que os seus discípulos
e futuros apóstolos recolhessem dízimos… e
porque esses líderes acham que podem fazer
diferente? Bem o Senhor Jesus profetizou sobre
esses tipos: "Acautelai-vos dos falsos profetas,
que se vos apresentam disfarçados em ovelhas,
mas por dentro são lobos roubadores". 3

2 Marcos 16:17-18.
3 Mateus 7:15.

46
"JESUS RECEBE DÍZIMOS DOS CRISTÃOS
CONFORME HEBREUS 7:8″

O início do capítulo 7 de Hebreus é apenas


citação do Antigo Testamento, onde fala do
sacerdócio de Melquisedeque: "E os que dentre os
filhos de Levi receberam o sacerdócio tem ordem,
segundo a lei, de tomar os dízimos do povo, isto é,
de seus irmãos, ainda que tenham saído dos
lombos de Abraão". 1
A lei foi dada por intermédio de Moisés, ao
povo, direcionada aos filhos de Levi,
especificamente aos que receberam sacerdócio
para trabalhar nas tendas das congregações
(montagem e desmontagem de tendas no deserto),
os quais tinham ordem, segundo a lei de receber
os dízimos dos seus irmãos. Agora note o relato
dos versículos 11 e 12:
De sorte que, se a perfeição fosse pelo
11

sacerdócio levítico (porque sob ele o povo recebeu

1 Hebreus 7:5.

47
a lei), que necessidade se havia logo de que outro
sacerdote se levantasse, segundo a ordem de
Melquisedeque (referindo-se ao Salvador) e não
fosse chamado segundo a ordem de Arão?
(menção a Moisés, o qual introduziu a lei ao
povo).
Porque, mudando-se o sacerdócio,
12

necessariamente se faz também mudança na lei.


Meditando no texto acima, especificamente
nestes versículos, onde a palavra assegura que os
sacerdotes levíticos recebiam os dízimos segundo
a lei 2, porque através deles (sacerdotes levíticos)
o povo recebeu a lei3 e mudando-se o sacerdócio,
necessariamente se faz também, mudança na
lei4, porque se a perfeição fosse pelo sacerdócio
levítico (pelo qual o povo recebeu a lei), qual a
necessidade de que enviasse outro Sacerdote?
Mudou o Sacerdócio, necessariamente se faz
mudança na Lei.
A lei dos dízimos foi direcionada
especificamente aos filhos de Levi, aos que
receberam o sacerdócio e não havendo mais

2 Hebreus 7:5.
3 Hebreus 7:11.
4 Hebreus 7:12.

48
"levitas", nem "templo", nem sacerdote a oferecer
sacrifícios, pois O Salvador já o fez, logo, se
aplicada aos crentes hoje, ela torna-se
intempestiva e ilegítima, porque os "pastores" de
hoje não são levitas nem foram proibidos de
trabalhar, nem menos tiveram promessas de
herança de dízimos para sustento por não ter tido
herança nas distribuição de terras prometidas ao
povo israelita por herança.
Outra particularidade, no capítulo 18 do livro
de Números, o Senhor Deus adverte aos
sacerdotes levitas dizendo: Na sua terra,
possessão nenhuma terás, e no meio deles
nenhuma parte terás; eu sou a tua parte e a tua
herança no meio dos filhos de Israel.
Gostaria de recomendar aos pregadores
contemporâneos (os que querem se assemelhar
aos sacerdotes levitas que recebiam dízimos),
seria bom que guardassem os mandamentos do
Senhor para aquela tribo, os quais não possuíam
bens materiais, pois o Senhor era a herança dos
sacerdotes levitas.
Recapitulando: Hebreus 7 apenas faz a
menção pós-Calvário de dizimar, numa expla-
nação de porque o sacerdócio levítico deve ser

49
substituído pelo sacerdócio de Cristo, porque o
sacerdócio levítico era fraco e ineficiente. Estude
Hebreus 7 e siga a progressão do versículo 5 ao
versículo 12 e ao versículo 19.
Porém, líderes gananciosos insistem em
apenas mostrar Hebreus 7:8 aos membros, onde
segundo eles, Jesus receberia dízimos dos
cristãos: "E aqui certamente tomam dízimos
homens que morrem; ali, porém, aquele de quem
se testifica que vive."
Apenas mostrando esse versículo
isoladamente aos membros desavisados, querem
dar a entender que esse versículo manda os
cristãos ainda dizimarem, sem ler todo o real
contexto do capítulo 7 de Hebreus.
Portanto Hebreus 7:8 não fala de Jesus
recebendo ainda dízimos dos cristãos, pois o
contexto do capítulo 7 de Hebreus fala na verdade
da superioridade do sacerdócio de Melquisedeque
em relação ao levítico que era sustentado pelos
dízimos. Cristãos não tem o mandamento bíblico
de dizimarem.
Considerações finais:
Em Hebreus 7,8,9 e 10, nestes 4 capítulos
deixa bem claro a questão do sacerdócio perfeito,

50
que, quando mudado o sacerdote levítico, veio o
Cristo, e mudando o sacerdócio se muda a lei5
portanto, notamos, que no Novo Testamento, não
há ninguém dando dízimos em dinheiro, sendo
que já existia, porque, Jesus foi traído por
moedas, e a viúva ofertou moedas, mas dízimos,
foi mencionado em alimentos, hortaliças, jamais
em dinheiro, e o próprio Senhor Jesus, relatou
que o dízimo era da lei para o povo de Israel, … "o
mais importante DA LEI". 6
Paulo não mencionou dízimos, nem outro
apóstolo qualquer deixou exemplo de tal prática.
Em 2 Coríntios 9, Paulo pede donativos para
suprir necessitados e não para manter despesas
de instituições religiosas. Em Atos 4:32 em
diante, notamos a generosidade dos irmãos,
vendendo tudo e depositando aos pés dos
apóstolos, para que se fosse feita DISTRIBUIÇÃO
AOS NECESSITADOS, de forma a não haver
necessitados entre eles (esta é a justiça que
excede a dos fariseus religiosos que apenas
punham seus dízimos das hortaliças e achavam

5 Hebreus 7:12.
6 Mateus 23:23.

51
que estava, cumprindo sua parte) em Mateus
23:23 e Lucas 18:12.
Tal prática dos fariseus, mostra religiosidade
e eles não praticavam a fé, de fato, que, quem diz
que dizimar é um ato de fé, é engano, porque os
fariseus dizimavam, mas não praticavam a fé. O
jovem rico, não foi indicado por JESUS a dizimar,
e sim, vender e REPARTIR com os pobres. Jó
nunca dizimou, e mesmo assim era próspero.
Abraão só deu o dízimo uma só vez, e não foi
em dinheiro, foram despojos, sobras de
conquistas de guerra, dizimo de sangue, após
matar os reis e tomar seus bens.
Jacó prometeu dar o dízimo, (um voto
particular dele) em Gênesis 28:20-22, mas a
Bíblia não fala que ele cumpriu…
Abraão não foi à "suposta" casa do tesouro,
mas Melquisedeque lhe saiu ao encontro para
receber sua parte, devido ser rei de Salém e
receber por que passava em tal parte, imposto
semelhante ao que Jesus nos ensinou a pagar a
César (Mateus 22:21). Isto é, JESUS mandou
sermos fiéis ao estado e não sonegar impostos.
Os cobradores de impostos ao se conver-
terem, restituíram 4 vezes mais aos que haviam

52
defraudado, e foi nisto que Jesus afirmou: "hoje
houve salvação nesta casa." 7 Repare que o
Salvador não o mandou dar dízimos. Todas as
vezes que você quiser dar algo a Deus, e restituir
a Deus com gratidão, faça isto dando ao seu
próximo, pois assim, estará cumprindo a palavra
na íntegra, conforme Mateus 25 deixa bem claro
esta questão.
No sétimo ano, Israel não trazia dízimos, por
ser o ano sabático, quando a terra descansava. 8
Mas será que as igrejas atualmente fazem isto?
Ficam sem receber dízimos no sétimo ano?
Quando o local aonde o Senhor escolhera
para que fosse levado O DÍZIMO devido para
santificar Seu nome fosse muito distante, o
dízimo era vendido POR DINHEIRO e o próprio
dizimista COMIA DOS SEUS DÍZIMOS, adminis-
trava o dízimo; hoje em dia quem come dos
dízimos são os pastores, que administram os
dízimos, dando ordem quê e no que serão
empregados os dízimos do povo. Estes ditos
"sacerdotes" (pastores) não são levíticos, nem
exercem função sacerdotal superior a qualquer

7 Lucas 19:9.
8 Levítico 25:4.

53
irmão que seja, e muito menos têm eles o direito
de administrar o dízimo pessoal de cada um.
Quanto a sacerdotes, sabemos todos nós o
somos, depois de Cristo nos fazer um sacerdócio
real, nação santa , povo eleito de DEUS, passa-
mos a ter livre acesso ao Pai através de CRISTO
que, na sua morte, o que nos separava foi rasgado
do alto abaixo, a saber, o véu que separava o
lugar santo, (local onde entravam os sacerdotes)
do lugar santíssimo (onde só entrava o sumo
sacerdote uma vez por ano para oferecer sacrifício
pelo pecado do povo).
Paulo recebeu muitas vezes ajuda da igreja,
mas era para se manter, e não era salário mensal
como se estivesse numa empresa. Paulo
trabalhava 9, e em nada pesava os irmãos e a
igreja.
Se Paulo disse: "sede meus imitadores como
eu sou de Cristo", será que nesta parte, os
pastores que exigem dízimos imitam a Paulo?
Vemos Jesus ou Paulo recolhendo ou ensinando
sobre dízimos? Em 2 Coríntios 9:9, Paulo cita o
Salmo 112:9, onde fala da generosidade com os

9 Atos 18:3.

54
mais pobres: "Conforme está escrito: Espalhou,
deu aos pobres; a sua justiça permanece para
sempre".
Nada falou de dízimos em dinheiro, e sim,
contribuições voluntárias, para "suprir" os que
não têm, algo que, é totalmente visto por Deus.
Paulo faz uma coleta para "DISTRIBUIR", hoje em
dia se faz uma distribuição (de envelopes) para
ajuntar, não para os pobres, mas, para os cofres
de uma instituição, que se preocupa mais com a
posição social, status, templos, fama, nome,
competição, horários de TV, rádios, sites,
eventos, shows, viagens, lazer para líderes,
carrões, mansões, aviões, e ainda se diz que é
expansão da obra de Deus…
Cada dia os patrimônios religiosos estão
ainda maiores, e o evangelho mais distante do
que a igreja primitiva pregava e vivia, tudo por
causa de dinheiro. A Bíblia fala para não o reter
e sim dar. Será que as igrejas fazem isto? Ou
antes o retêm, para construir seu império e se
fortalecerem mais e mais, visando dominar a
maior parte possível do globo terrestre, e
arrebanhar o maior número de pessoas, como se

55
tudo fosse uma partida de competição: "Quem
tiver mais membros é o vencedor"
Paulo afirma: "Porque nós não somos, como
muitos, falsificadores da palavra de Deus, antes
falamos de Cristo com sinceridade, como de Deus
na presença de Deus." (2Co 2:17).
Com amor cristão, irmão Akel.

56
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