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FICHAS DE AVALIAÇÃO

GRUPO II
Texto A

Lê o texto. Se necessário, consulta as notas.

Marcelo Rebelo de Sousa


Marcelo recebeu cão de oferta em Belém

Marcelo Rebelo de Sousa tem um cão em Belém. Chama‑se Asa, é da raça pastor
alemão e foi oferecido pela Força Aérea ao presidente da República.

O novo inquilino do Palácio de Belém chama‑se Asa, tem três meses e foi oferecido
pela Força Aérea ao presidente da República.
A oferta surpresa foi feita, na quinta‑feira, na presença de elementos das Forças
Armadas e do secretário de Estado da Defesa, Marcos Perestrelo. Marcelo ficou muito
contente e até lhe pegou ao colo, segundo apurou o JN.
Asa é da raça pastor alemão e será treinado pela guarnição1 da GNR do Palácio de
Belém, que também tem cães.
Foi numa cerimónia militar recente que Marcelo Rebelo de Sousa comentou com o
secretário de Estado ter achado muita graça aos cães a marchar. Marcos Perestrelo falou
com o Chefe de Estado Maior da Força Aérea, que por sua vez falou com as equipas
cinotécnicas2. Por acaso havia uma ninhada recente. Um deles é agora o cão da
Presidência.
Jornal de Notícias online (consultado a 25 de julho de 2016)
NOTAS:
1 guarnição – tropa aquartelada; conjunto de militares.
2 cinotécnicas – que criam e treinam cães.

1. Classifica as frases seguintes como V (verdadeiras) ou F (falsas), de acordo com o texto.

A. O cão de Marcelo Rebelo de Sousa foi‑lhe oferecido pela Força Aérea alemã.

B. Asa é um cão ainda jovem.


C. O presidente da República foi previamente avisado da oferta.
D.O presidente da República reagiu muito bem à oferta.
E.O cão passará a exercer funções na casa do presidente da República.
F. A oferta do cão teve a intervenção do secretário de Estado da Defesa.
1.1 Corrige as afirmações falsas.
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2. Ordena os acontecimentos que levaram à oferta do cão a Marcelo Rebelo de Sousa.

O Chefe de Estado Maior dirigiu‑se aos que, na Força Aérea, criam e


treinam os cães.
O presidente da República disse a Marcos Perestrelo que era engraçado
ver os cães a marchar.
A Força Aérea ofereceu um cão nascido há pouco tempo ao presidente da
República. O secretário de Estado da Defesa contactou um elemento da
Força Aérea.

Texto B

Lê o texto. Se necessário, consulta as notas.

Argus, o cão fiel

Os homens nem sempre gostam dos animais que os defendem e acompanham


fielmente. Fazem mal! Há muitos animais que têm mais coração e maior bondade do que
certos homens… Ides ver o que sucedeu com Argus, o velho cão de Ulisses, guarda
constante, desde cachorrinho, do palácio do Herói, e que – decrépito1 agora, quase a
agonizar2 – ainda ali se mantinha de sentinela, em frente do seu pobre canil…
Telémaco entrara em casa, abraçara sua mãe e, sem lhe revelar a próxima chegada de
Ulisses, dera‑lhe a entender que este não morrera e que por intermédio de Menelau e de
Helena, soubera que o subtil3 Herói de Troia vivia provavelmente, na ilha de Calipso.
Logo Penélope se reanimou e ganhou novo alento para resistir às violências dos
pretendentes. Nada lhes disse, porém, e deixou‑os – já o Sol estava alto – nos seus jogos
e conversas ao ar livre, que lhes aguçavam o apetite para a hora da primeira refeição…
Ulisses e Eumeu vinham a caminho. Defronte do palácio, pararam um instante e
resolveram que Eumeu entrasse primeiro e voltasse a buscar Ulisses. O leal feitor4
avisaria Telémaco de que estava perto o mendigo seu protegido, pois Eumeu continuava
a não suspeitar do disfarce do companheiro. Assim fizeram. Ulisses ficou só…
Olhou em volta. Fitou depois o pórtico do palácio. Eram os seus campos, era a morada
feliz onde passara dias venturosos5. Que saudade! Mas – nada de tristezas! O seu dever
era conquistar a paz, a riqueza, os bens perdidos… Comoveu‑se, porém, ao lobrigar6 –
levantando‑se custosamente sobre as patas que tremiam – o velho Argus, amigo de

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sempre! Deixara‑o com melancolia imensa quando partira para Troia. Em criança,
compartilhara o cão de todos os folguedos7 do dono. Corriam juntos, juntos caçavam
lebres, cabras selvagens, e os esquivos8 veados. Ulisses dava‑lhe de comer na mão. E ai
de quem tocasse no menino! Logo mordia o malvado, logo ladrava para afastar a gente
má da catadura9. Também, estimavam‑no a valer. De pelo nédio10 e lavado, jamais lhe
faltava a comida – e até acepipes11 da própria mesa de Ulisses. Pertencia à família. E
hoje,– pensava Ulisses – como tratariam o velho Argus? A grande aflição que reinava na
alma de Penélope e de Telémaco não os deixava, – bem se via – cuidar do mísero12 animal.
Trôpego13, lazarento14, magro, sujo, o cão envelhecera depressa. Deitara‑se fora do canil,
em cima do estrume, devorado de pulgas, quase cego. Mas, ao ouvir a voz de Ulisses,
mexeu a cauda, encolheu as orelhas, quis erguer‑se. Coitadito! Não teve forças para
correr, latindo e saltando, ao encontro do dono. Quem sabe se então lhe lembrariam as
brincadeiras doutros tempos, as impetuosas15 caçadas aos bichos bravos, a força com que
dominava os ladrões perigosos, o entusiasmo que o levava, ofegante, a subir montanhas
num abrir e fechar de olhos, a saltar valados, a atravessar bosques na peugada16 de algum
roedor! Ulisses contemplou o cão prostrado17, e teve vontade de chorar.
Ao menos, para consolação derradeira, iria abraçá‑lo e afagá‑lo ternamente…
Acercou‑se dele. Estendeu a mão para acariciá‑lo! Ai de mim! Já não pôde tocar‑lhe
vivo! Ao senti‑lo ao lado, o bom Argus, tentando ainda mover a cauda e segurar‑se nas
pernas débeis18, caiu para sempre, sem um suspiro. Estava morto. A alegria de tornar a
ver o dono – matara‑o! Sofrera, resistindo, a dor de vinte anos de ausência. Mas não
resistira ao júbilo inesperado da presença de Ulisses. Reconhecera‑o logo, logo tentara
festejar o seu regresso – e eis que a vida lhe fugia. Eumeu, e mais era homem, e amigo
de Ulisses, Telémaco, e mais era filho afetuoso e dedicado, – não tinham sabido
adivinhar, perante o mendigo andrajoso19, a verdade que, meio tonto e meio cego, o fiel
Argus imediatamente pressentira! Ulisses pranteou20 a sua morte como se fosse a do seu
melhor camarada. E mais tempo a lamentaria, decerto, se não se adivinhasse o momento
– o momento feliz! – do combate, da vitória e da justiça!
HOMERO (2000). A odisseia – aventuras de Ulisses, herói e navegador da Grécia antiga
(adap. João de Barros). Lisboa: Sá da Costa
NOTAS:
1 decrépito – muito velho. 11 acepipes – pitéus, iguarias.
2 agonizar – que está quase a acabar, a morrer. 12 mísero – miserável, desgraçado.
3 subtil – engenhoso, talentoso. 13 trôpego – com dificuldade em mover um dos membros.
4 feitor – administrador de bens de outra pessoa. 14 lazarento – que está coberto de chagas ou feridas.
5 venturosos – felizes. 15 impetuosos – que se movem com violência.
6 lobrigar – ver ao longe. 16 peugada – sinal ou vestígio de pé.
7 folguedos – divertimentos. 17 prostrado – sem forças nem ânimo.
8 esquivos – ariscos, fugidios. 18 débeis – fracas.
9 catadura – aparência. 19 andrajoso – esfarrapado.
10 nédio – anafado, gordo. 20 pranteou – chorou.

3. Transcreve a passagem do texto que mostra que Argus viveu sempre para Ulisses.

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4. Preenche o esquema que representa a família de Ulisses.

5. Indica por que razão Eumeu acompanhou Ulisses no regresso a casa.


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6. Seleciona, de entre as palavras abaixo apresentadas, aquelas que caracterizam


Argus.
A. velho E. infestado
B. fiel F. fraco
C. esfomeado G. asseado
D. manco H. surdo

7. «Ao senti‑lo ao lado, o bom Argus, tentando ainda mover a cauda e segurar‑se nas
pernas débeis, caiu para sempre, sem um suspiro.» (linhas 40 e 41).
Assinala com X a opção que completa a afirmação.
Na frase transcrita, a expressão sublinhada revela o momento da morte de Argus
através de uma
A. metáfora. C. perífrase.
B. personificação. D. comparação.

8. Argus, o cão de Ulisses, morreu ao reconhecer o dono e o herói chorou a sua morte.
Por que razão parou Ulisses de lamentar a morte de Argus? Concordas com a sua
atitude? Porquê?
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GRUPO III

1. Completa cada uma das frases seguintes (de 1.1 a 1.4) com a forma do verbo
apresentado entre parênteses, no tempo e no modo indicados.
1.1 Condicional
O cão não _______________ (reconhecer) Ulisses se não gostasse muito dele.
1.2 Presente do conjuntivo
Talvez eu _______________ (fazer) uma viagem até Troia.
1.3 Pretérito imperfeito do conjuntivo
Gostava que eles _______________ (vir) connosco visitar Troia.
1.4 Futuro do conjuntivo
Quando nós _______________ (visitar) Troia, ficaremos felizes.

2. Assinala com X a classe a que pertence a palavra sublinhada na frase seguinte.


«Eram os seus campos, era a morada feliz onde passara dias venturosos.»

Pronome.
Verbo.
Determinante.
Interjeição.

3. Associa a palavra destacada em cada uma das frases da coluna A à classe a que
pertence, indicada na coluna B.
Escreve, em cada espaço da coluna A, a letra correspondente da coluna B. Cada
letra da coluna B pode ser utilizada mais do que uma vez.

COLUNA A COLUNA B
A. Que amigo preferes, o cão ou o Homem?
B. Alguém tem um cão tão fiel como o de Ulisses?
a. Determinante
C. O cão de Ulisses reconheceu‑o.
D. Este herói é conhecido por todos e aquele?
E. Aquele cão era um bom amigo.

F. O meu cão é como o cão de Ulisses. b. Pronome

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3.1 Indica a subclasse a que pertencem os pronomes e os determinantes


destacados no quadro anterior.
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4. Reescreve a frase seguinte, substituindo as palavras sublinhadas por sinónimos.


«Fitou depois o pórtico do palácio.»
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GRUPO IV

Escreve um texto de opinião sobre a dedicação dos donos aos seus animais de
estimação. O teu texto, com um mínimo de 140 e um máximo de 200 palavras, deve
incluir:
– a tua posição sobre o assunto;
– pelo menos, duas razões que justifiquem a tua opinião;
– uma conclusão coerente.

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