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Metodologia de Investigação Qualitativa

Trabalho 1

“Violência doméstica na comunidade ucraniana radicada no concelho de Portimão”.

Docentes: Prof. Dra Fátima Alves e Prof. Dra Olga Magano

Discente: Paulo Aires, Aluno 1006112

Março 2020
Razões de escolha pelo Algarve, a região e de extrema beleza, com praias
paradisíacas, várias atrações e pontos turísticos interessantes, escolhida por diversas
vezes como bom lugar para morar, o clima e ameno, como se diz na giria com 300 dias
de sol, com uma quaidade de vida acima da média, com uma diversidade cultural rica e
vasta, poderei dizer que a saude publica e a segurança são efeicientes. O Município de
Portimão há muito que se caracteriza por ser um município multicultural, com uma
população eclética, diversificada, que coabita os seus 182,06 Km2. Na perceptiva da
promoção das políticas de consolidação aos imigrantes residentes em Portimão,
constituídas por medidas que pretendem a plena integração, nomeadamente nas áreas de
atuação e serviços prestados, na solidariedade e nas respostas sociais, na saúde, na
habitação, na educação, na língua, na cultura, na cidadania e na participação cívica. A
justificação deste tema, deve-se a comunidade ucraniana que reside no concelho de
Portimão, pela pertinência do estudo em causa e por não existir outra neste tema e neste
contexto específico. Depois de pesquisar, e de várias leituras, sobre assunto pouco se
sabe, sobre esta matéria que proponho, como e sabido, existe uma lacuna em Portugal,
sobre esta temática, a mulher imigrante vítima de violência domestica, a justificação da
minha escolha recai em identificar e compreender a realidade desta mulher que vivem e
trabalham no concelho de Portimão e as causas que levam a violência domestica. O
estudo que proponho fazer consta numa amostra de 20 mulheres ucranianas, com idades
compreendidas entre 32 e 56. Tendo como objetivo, compreender os factores de decisão
para imigrar para Portugal, e a escolha em residir no concelho de Portimão? Saber qual
o papel da mulher na vida ativa, tanto a nível trabalho, como na vida domestica, a sua
relação com seu cônjuge? Para o presente estudo será usada a abordagem qualitativa.
Este método de pesquisa permite ao investigador uma envolvência no processo
construtivo do pensamento, para compreensão, com intuito descrever com maior
precisão o detalhe. Sendo que a entrevista em profundidade conferem uma maior
percepção do contexto em que se insere, segundo Moreira (2007, p.49) afirma que “a
abordagem qualitativa parte, precisamente, do pressuposto básico de que o mundo
social é um mundo construído com significados e símbolos, o que implica a procura
dessa construção e dos seus significados”. A técnica principal de recolha de dados, com
opção entrevista qualitativa. Ainda segundo Moreira (2007), a entrevista é seguramente
a técnica mais utilizada na investigação social. A conversação, praticada ou
presenciada, em situações habituais da vida quotidiana, pressupõe um ponto de
referência constante e é, talvez, a melhor prática preparatória de realização de
entrevistas, com as quais tem muitas semelhanças e dissemelhanças […] (Moreira,
2007, p.203). Ainda de ressalvar que no estudo que proponho realizar, a amostra que
irei utilizar será de 20 mulheres de nacionalidade ucraniana, que estão sinalizadas no
apoio a vítima, através da Policia de Segurança Publica e da APAV, ambas em
Portimão, nesta amostra, vivem no concelho de Portimão a 10 anos, sendo um grupo
específico de mulheres. Para Moreira (2007) a entrevista pode ser de diversas formas,
uma delas é a que o entrevistador opta por utilizar um guião. De acordo com este
autor, a liberdade do pesquisador manipular as perguntas conforme o desenrolar da
entrevista, com o intuito de explorar ao máximo ao entrevistado. As entrevistas não-
estruturadas são muito úteis como estratégias de descoberta (Moreira, 2007, pp.204-
205).
Bibliografia:

Bastos, J. G. P., & Bastos, S. P. (1999). Portugal multicultural. Lisboa: Fim de Século.

Blay, E. A. (2003). Violência contra a mulher e políticas públicas. Estudos avançados,


17(49), 87-98. doi:http://dx.doi.org/10.1590/S0103-40142003000300006

Moreira, C. D. (2007). Teorias e práticas de investigação. Lisboa: Instituto Superior de


Ciências Sociais e Políticas.

Mountian, I., & Rosa, M. D. (2015). O outro: análise crítica de discursos sobre
imigração e gênero. Psicologia USP,26(2),152-160.doi: http://dx.doi.org/10.1590/0103-
6564D20150001.