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UNIVERSIDADE PAULISTA

NATÁLIA DE CÁSSIA MELLONI PASSOS


RENTA CRISTICA PINTO TELES

PROJETO DE PESQUISA: TERMÔMETRO CORPORAL DE TESTA PARA RECÉM-


NASCIDOS E CRIANÇAS

SÃO PAULO
2010
NATÁLIA DE CÁSSIA MELLONI PASSOS
RENATA CRISTINA PINTO TELES

PROJETO DE PESQUISA: TERMÔMETRO CORPORAL DE TESTA PARA RECÉM-


NASCIDOS E CRIANÇAS

Projeto de pesquisa apresentado a disciplina


Trabalho de Curso I do curso de Ciência da
Computação da Universidade Paulista –
Campus Tatuapé.
Orientador: Prof.Msc. Marcelo Nogueira
Co-orientador: Profa. Amanda Luiza

SÃO PAULO
2010
Sumário
1 INTRODUÇÃO.................................................................................................................................4
2 INTRODUÇÃO AO PROJETO........................................................................................................7
3 SOFTWARE EMBARCADO E EM TEMPO REAL.......................................................................9
3.1 Sistemas Embarcados............................................................................................................9
3.2 Tempo Real...........................................................................................................................9
3.3 Interfaces do Utilizador.......................................................................................................10
3.4 Processamento de Sistemas Embarcados............................................................................10
3.4.1 Microprocessador.............................................................................................................10
3.4.2 Microcontrolador..............................................................................................................11
3.5 Conclusão............................................................................................................................11
4 SENSORES.....................................................................................................................................12
4.1 Características dos sensores................................................................................................13
4.1.1 Linearidade.............................................................................................................13
4.1.2 Faixa de Atuação.....................................................................................................13
4.1.3 Resolução................................................................................................................14
4.1.4 Histerese.................................................................................................................14
4.1.5 Exatidão ou erro......................................................................................................14
4.1.6 Relação sinal/ruído.................................................................................................15
4.2 Sensor de Temperatura........................................................................................................15
4.2.1 RDTs (Resistance Temperature Devices)...............................................................16
4.2.2 Termistores..............................................................................................................17
4.2.3 Termopares..............................................................................................................19
4.2.4 Termometria de radiação........................................................................................19
4.3 Considerações do capítulo...................................................................................................21
5 NOÇÕES SOBRE A TEMPERATURA CORPORAL....................................................................22
6 PESQUISA LABORATORIAL....................................................................................................25
6..........................................................................................................................................................25
6.1 Objeto..................................................................................................................................25
6.1..............................................................................................................................................25
6.2 Condições e Ambiente .......................................................................................................25
6.2..............................................................................................................................................25
6.3 Resultados...........................................................................................................................25
6.3..............................................................................................................................................25
1 INTRODUÇÃO

Este projeto de pesquisa dirige-se ao aproveitamento da disciplina Trabalho de


Curso I, tendo como objeto pesquisa que deverá ser desenvolvida e concluída no decorrer
da disciplina subsequente, Trabalho de Curso II, em formato de monografia.
Iniciando-se pelo tema, tem-se que:

É o assunto que se deseja provar ou desenvolver. Pode surgir de uma dificuldade


enfrentada pelo coordenador, da sua curiosidade cientifica de desafios
encontrados na leitura de outros trabalhos ou da própria teoria. [...] Independente
de sua origem, o tema é, nessa fase necessariamente amplo, precisando bem o
assunto geral sobre o qual deseje realizar a pesquisa (LAKATOS;MARCONI,2001,
p.102).

No caso deste trabalho, os estudos teóricos da área de Ciência da Computação


desenvolvidos no decorrer da pesquisa serão realizados no contexto de delimitação 1,
onde será elaborado um projeto onde um dispositivo será capaz de medir a temperatura
corporal na testa de recém-nascidos e crianças.
A temperatura corporal elevada (febre 2), principalmente em recém-nascidos e
crianças é um sinal de que o corpo está reagindo a alguma invasão e serve de alerta para
os pais tomarem as devidas providências.

Sequência patogenética na febre: agentes infecciosos (micróbios -


bactérias, vírus, fungos ou suas toxinas) ou não infecciosos (tóxicos, drogas,
antígenos) funcionam como pirógenos exógenos, os quais induzem as células
fagocíticas (macrófagos e outras) a produzirem substâncias de natureza protéica.
(MURAHOVSCHI, 2003).

Com base nesses dados encontra-se a justificativa para a realização do projeto,


tendo como principal aspecto minimizar o estresse dos pais quando seus filhos estão
doentes. A mãe é capaz de identificar se a criança está com febre sem o uso do

1 "Dotado necessariamente de um sujeito e de um objeto, o tema passa por um processo de especificação


[...] O processo de delimitação do tema só é dado por concluído se faz a limitação geográfica e espacial
do mesmo, com vistas na realização da pesquisa" (LAKATOS;MARCONI ,2001, p.102).
2 “Febre é a elevação controlada da temperatura do corpo acima dos valores normais para o indivíduo.”
termômetro, onde tem-se a relevância para o desenvolvimento do projeto.
Bancoe Veltri, em 1984, verificaram que a maioria das mães era capaz de
subjetivamente determinar a ausência de febre em seus filhos, bem como de
detectar febre, especialmente quando esta se aproximava de 38 ºC. Quase vinte

10
anos depois, Eyzaguirre et al. , no Chile, chegaram à mesma conclusão: a
palpação materna do filho é método útil e confiável de detecção de febre, que não
deve ser subestimado. Confirma-se a noção pediátrica clássica de que a
observação da mãe deve ser sempre levada em conta. (MURAHOVSCHI, 2003).

Para minimizar um pouco a preocupação dos pais, quando suas crianças estão
com doentes, como consequência deste projeto, adota-se como o Objetivo Geral 3 a
criação de um dispositivo capaz de medir em a temperatura corporal de recém-nascidos
e crianças pela testa, sem que incomode os mesmo e cause estresse. Pode-se afirmar a
diminuição ou erradicação do estresse nas crianças devido ao fato de que o termômetro
que pretendemos desenvolver será capaz de medir a temperatura corporal pelo calor da
testa, diferenciando-o totalmente dos termômetros convencionais que fazem a
mensuração da temperatura corporal pela axila ou reto. No contexto tecnológico atual é
possível desenvolver um dispositivo capaz de notar pequenas alterações na temperatura
corporal com a utilização de sensores 4 de temperatura direcionados à área médica, os
quais, são capazes de medir com precisão. É fundamental que dispositivos como esses
devem proporcionar grande confiabilidade para seus utilizadores, tanto para detectar com
sucesso e agilidade eventos que colocam a saúde do paciente em perigo, tanto para não
gerar alarmes falsos.
Portanto, as áreas temáticas vinculadas ao projeto são: Software embarcado e em
tempo real, para o desenvolvimento do protótipo, sensores de temperatura, para a
aquisição dos dados, bem como a área médica que fornece subsídios de motivação e
justificativa do mesmo
Retomando-se o Objetivo geral a partir da explicação acerca da problemática e
hipótese5 da pesquisa, pode-se expor mais detalhadamente que pretende-se utilizar um
sensor de temperatura com precisão. Tendo que o mesmo nos dará a leitura correta da
temperatura corporal da criança, que será medida na testa.
3 “Está ligado a uma visão global e abrangente do tema. Relaciona-se com o conteúdo intrínseco, quer
dos fenômenos e dos eventos, quer das ideias estudadas. Vincula-se diretamente à própria significação
da tese proposta pelo projeto.” (LAKATOS;MARCONI ,2001, p.219).
4 Equipamento que responde a um estímulo físico e transmite o impulso resultante.
5 O ponto básico do tema, individualizado e especificado na formulação do problema, sendo uma
dificuldade sentida, compreendida e definida, necessita de uma resposta, ’provável, suporta, provisória, isto
é , uma hipótese.A principal resposta é denominada hipótese básica, podendo ser complementada por
outras, que recebem a denominação de secundárias (LAKATOS; MARCONI ,2001, p.104).
Buscando o cumprimento do Objetivo geral e do desenvolvimento da pesquisa,
estipulou-se como Objetivos específicos:

• Pesquisa bibliográfica acerca de Software embarcado e em tempo real;


• Pesquisa bibliográfica acerca de Sensores de Temperatura;
• Pesquisa bibliográfica acerca da motivação para o desenvolvimento do
dispositivo de monitoramento de temperatura corporal;
• Pesquisa de laboratório;
• Desenvolvimento do protótipo de monitoração da temperatura corporal;
● Realização de testes com o protótipo;

Finalmente, como Justificativa, isto é, esclarecimento quando à contribuição da


pesquisa (AZEVEDO, 1998), o fato é que o projeto apresenta um dispositivo de
mensuração da temperatura corporal direcionado a recém-nascidos e crianças. O trabalho
visa diminuir o estresse dos pais e principalmente de seus filhos, proporcionando-lhes
uma simplificação da medição da temperatura corporal, uma vez que a temperatura será
medida na testa.

Estruturalmente o projeto está dividido da seguinte maneira:

No capítulo 2, será apresentado o projeto MoniTemp, monitor de temperatura


corporal para recém-nascidos e crianças, no qual está trabalho de pesquisa está inserido.
No capítulo 3, será apresentada uma pesquisa sobre software embarcado e em
tempo real.
O capítulo 4 apresenta as funcionalidades dos sensores, bem como o sensor de
temperatura que será utilizado para a implementação no protótipo.
O capítulo 5 apresenta uma pesquisa bibliográfica sobre temperatura corporal bem
como a motivação para o desenvolvimento do MoniTemp.
O capítulo 6 mostra os testes láboratoriais.
2 INTRODUÇÃO AO PROJETO MONITEMP

Como proposta de trabalho de conclusão de curso, atendendo aos requisitos de


Software Embarcado e Tempo Real – que serão descritos nos próximos capítulos –
obtêm-se como tema escolhido a elaboração de um projeto, onde será desenvolvido um
dispositivo capaz de medir a temperatura corporal na testa 6 de recém-nascidos e crianças
denominado MoniTemp.
O termômetro de testa (MoniTemp) foi desenvolvido com o objetivo de reduzir o
estresse gerado aos pais e as crianças ao medir a temperatura corporal, tendo em vista
que o protótipo atenderá os seguintes requisitos:
■ Rapidez no processamento dos dados adquiridos pelo sensor;
■ Precisão na mensuração da temperatura corporal;
■ Fácil manuseio;
■ Segurança.
Diferentemente dos termômetros convencionais de mercúrio, onde são
extremamente perigosos por poderem quebrar e o mercúrio ser altamente tóxico, o
MoniTemp não apresenta nenhum risco ao utilizador.

A medição da temperatura do corpo humano com termômetros de


mercúrio é um hábito que vai ter de ser abandonado por razões ambientais e de
saúde pública, uma vez que são há muito conhecidas as características altamente
tóxicas do mercúrio. […] A quebra de instrumentos com mercúrio, frequente nos
hospitais, e a sua conservação e eliminação inadequadas podem expor as
pessoas à substância tóxica. O risco mais frequente deve-se à dispersão do
mercúrio em caso de limpeza com o aspirados e à inalação dos vapores. (PIRES;
CARLOS, 2010)

O protótipo funcionará da seguinte maneira: os pais ligarão o dispositivo e


colocarão na testa da criança. O MoniTemp medirá a temperatura corporal no intervalo de
um minuto e meio a dois minutos e a exibirá no visor de Cristal Líquido e na tela do

6 “A temperatura da testa é livre de tecidos ou grande massas de tecidos que podem mascarar a
temperatura interna.” (Cirurgica Passos, 2010)
software em Celsius. A última temperatura medida ficará disponível para observação na
tela de interface do software. Sendo que, cada vez que o protótipo for desligado, a última
temperatura gravada será apagada. O dispositivo também deverá emitir um aviso sonoro
quando a temperatura media for maior do que 37,5ºC, que caracteriza o estado febril.
Em relação a sua arquitetura, será composto pela Placa Controladora KDR5000,
conectada ao sensor de temperatura LM60, um buzzer, responsável por emitir aviso
sonoro e um display de cristal líquido. A leitura dos dados de temperatura é feita pelo
sensor LM60, enviada para a placa controladora que tem como função direcionar os
dados adquiridos para o computador onde é feito o processamento dos dados e
transformados na nomenclatura de graus Celsius. Está temperatura é enviada novamente
a placa controladora que é responsável por mostrar no display o resultado final.
Foi encontrado no mercado apenas um dispositivo semelhante ao MoniTemp,
Forehead Thermometer o qual é fabricado na Suíça e distribuído no Brasil pela empresa
Microlife.
3 SOFTWARE EMBARCADO E EM TEMPO REAL

Neste capítulo serão abordados aspectos teóricos para a implementação do


dispositivo.

3.1 Sistemas Embarcados

Diferente dos computadores de uso geral, como os computadores pessoais, um


sistema embarcado é desenvolvido para uma tarefa específica. Geralmente
desenvolvidos com microprocessadores, os softwares embarcados, têm uma capacidade
baixa de memória, pois utilizam memória ROM (Read Only Memory) para armazenar seus
dados ao invés de usar um disco rígido. Alguns sistemas embarcados são tão
especializados que tanto o sistema operacional quanto as tarefas a serem executadas
são implementados num único programa.

Sistemas embarcados são desenvolvidos para uma tarefa específica. Por


questões como segurança e usabilidade, alguns inclusive possuem restrições para
computação em tempo real. O software escrito para sistemas embarcados é
muitas vezes chamado firmware, e armazenado em uma memória ROM ou
memória flash ao invés de um disco rígido.
(VINÍCIUS et al, 2008).

Estes sistemas embarcados têm uma característica marcante, têm comportamento


relativo - definido por sua interação com o ambiente - e restrições de tempo, o que os
caracterizam como sistemas de tempo real. (DOURADO; ALLEX, 2004, p. 1).

3.2 Tempo Real

Sistemas operacionais convencionais não são utilizados e nem recomendados para


serem usados em sistemas embarcados. Softwares embarcados são desenvolvidos com
uma quantidade de recursos reduzidas e geralmente utilizam sistemas operacionais
específicos, aqueles desenvolvidos especialmente para serem em tempo real. Um
sistema é dito de Tempo Real quando ele responde a entradas e fornece saídas, rápido o
suficiente para atender aos requisitos do hardware ou do usuário. Sistemas embarcados
são essencialmente sistemas de tempo real. (DOURADO; ALLEX, 2004, p. 2).
Por serem muito mais confiáveis do que os sistemas convencionais que utilizam
sistemas operacionais comuns, o software embarcado em tempo real, é implementado
também na criação de sistemas críticos, por exemplo, sistemas desenvolvidos para áreas
médicas, onde uma falha poderia implicar no óbito do paciente.

3.3 Interfaces do Utilizador

Existem vários meios de implementar as interfaces do utilizador no software


embarcado e em tempo real. Variam desde nenhuma interface,onde o sistema é
totalemnte específico, ou seja, dedicado somente a uma tarefa, até interfaces mais
sofisticadas onde encontramos telas sensíveis ao toque como celulares. A interface do
utilizador varia de acordo com as necessidades do software embarcado e em tempo real.
“Sistemas embarcados podem possuir desde nenhuma interface do utilizador (dedicados
somente a uma tarefa) a uma interface de utilizador completa, similar à dos sistemas
operacionais desktop (em sistemas como PDAs). “ (SILVEIRA, p. 9).

3.4 Processamento de Sistemas Embarcados


Os sistemas embarcados processam uma grande quantidade de informações em
pouco tempo. É composto por uma unidade de processamento que pode ser dividida em
duas categorias, microprocessador e microcontrolador dependendo da necessidade do
dispositivo.

Fig. 01 – Diferença entre Microprocessador e Microcontrolador

3.4.1 Microprocessador
Microprocessador executa instruções e cálculos que que constitui o programa
utilizado no dispositivo.

Os microprocessadores são componentes dedicados ao processamento de


informações com capacidade de cálculos matemáticos e endereçamento de
memória externa. Utilizam barramentos de dados, controle e endereços para fazer
acesso aos periféricos de entrada e saída e dependem de
circuitos integrados externos como memória para armazenamento de dados e
execução do programa, conversor A/D para aquisição de dados analógicos e
sensores e outro periférico necessário conforme aplicação do sistema. A vantagem
dos microprocessadores é que ainda possuem maior velocidade de
processamento e são usados em soluções mais complexas, porém esta vantagem
os microcontroladores estão prestes a adquirir com seus núcleos de 16 e 32 bits.
(CHASE, 2007, p.6).

3.4.2 Microcontrolador

O microcontrolador controla por sí só todos os dispositivos necessários para o


funcionamento do sistema. Emblobam tudo em um único chip.

Os microcontroladores são pequenos sistemas computacionais bastante


poderosos que englobam em um único chip: interfaces de entrada/saída digitais e
analógicas, periféricos importantes como a memória RAM, memória FLASH,
interfaces de comunicação serial, conversores analógicos/digitais e
temporizadores/contadores. A vantagem dos microcontroladores é que além de
possuir os periféricos integrados a um único chip, são responsáveis por executar
e armazenar os programas escritos para eles (firmware), assim como a
capacidade de absorver mais funções com o incremento de periféricos, através de
CI´s “driver´s”, como comunicação USB, pilha do TCP/IP, comunicação RF e porta
PS/2. Com o advento dos microcontroladores de 16 e 32 bits (atualmente o padrão
é de 8bits) a capacidade de gerenciar soluções mais complexas e maior
velocidade de processamento se iguala ao do microprocessador. O crescimento
dos sistemas embarcados muito se deve a este componente.
(CHASE, 2007, p.6).

3.5 Conclusão Sobre o Capítulo


O desenvolvimento e a utilização de softwares embarcados em tempo real vêm
crescendo cada vez mais. A implementação em sistemas críticos exige aplicações de alta
confiabilidade. Hoje podemos encontrar inúmeros exemplos de aparelhos utilizando
software embarcado e em tempo real, desde eletrodomésticos até aplicações médicas e
isto torna esta tecnologia indispensável. Cada vez mais irão surgir sistemas mais
complexos para que a demanda de novas tecnologias e as necessidades dos utilizadores
sejam supridas.
4 SENSORES

Neste capítulo serão abordadas as principais funcionalidades dos


sensores, bem como o sensor de temperatura o qual torna este projeto
possível.
Temos por definição que um sensor produz uma resposta a mudanças em
condições físicas, tais como temperatura, campo magnético e luz. (Perez; Santos, 2004,
p.7). São dispositivos que mudam seu comportamento sob a ação de uma grandeza física
podendo fornecer diretamente ou indiretamente um sinal que indica esta grandeza.
(GCEM, 1993).
O sensor percebe (ou "sente") uma determinada grandeza física/química e a
transmite para um indicador (termômetro, ponteiro do velocímetro, ponteiro da
balança, etc.) e, em muitos casos, também para um controlador. Na transmissão
de uma grandeza física/química há uma transformação de sinal. […] Sensor é,
então, um dispositivo capaz de monitorar a variação de uma grandeza física e
transmitir esta informação a um sistema em que a indicação seja inteligível para
nós ou para o elemento de controle do sistema.
(FONSECA, 2006, p.1)

Podemos encontrar no mercado inúmeros tipos de sensores, que variam desde


sensores ópticos, de proximidade até sensores ultra-sônicos. O que iremos utilizar no
projeto é o sensor de temperatura.

Existem diversos tipos de sonsores utilizados em equipamentos eletrônicos. Pode-


se usar simples chaves ou dispositivos de acionamento momentâneo do tipo
mecânico, até transdutores especiais que convertem alguma grandeza física em
uma grandeza elétrica, como, por exemplo, uma tensão.
(SANTOS, 2006, p.2)

Para que o sinal do sensor possa ser interpretado ele é composto por elementos
chamados transdutores. A maior parte dos sensores é constituída por transdutores que
convertem uma grandeza de entrada em uma grandeza elétrica, que pode ser processada
por um circuito elétrico ou eletrônico. (FONSECA, 2006, p.1).
As definições encontradas na literatura sobre transdutores, que são essenciais
para o funcionamento dos sensores, são muito difersificadas. Podemos encontrar
algumas bastante abrangentes e outras bem delimitadas.
Segundo Noll (2003, p.7), um transdutor é um dispositivo que converte um
estímulo (sinal de entrada) em uma resposta (sinal de saída) proporcional adequado a
transferência de energia, medição ou precessamento da informação.

Outra definição encontrada na literatura é:

“Transdutor: é todo dispositivo que recebe um sinal de entrada na forma de uma


grandeza física, e fornece uma resposta na saída, da mesma espécie ou diferente, que
reproduz certas características do sinal de entrada a partir de uma relação definida. “
(FONSECA, 2006,p.2)

Então temos que, para que os sinais sejam percebidos pelo sensor, os sinais de
entrada precisam ser transformados em uma forma de grandrandeza física para gerarem
uma resposta de saída, da mesma espécie ou diferente.

4.1 Características dos sensores

Podemos encontrar na literatura inúmeras característica dos sensores, as quais


permitem a precisão e o funcionamento adequado de cada um tipo existente.

4.1.1 Linearidade
Uma das principais características é a linearidade, onde, segundo Fonseca² (p.4)
é o grau de proporcionalidade entre o sinal gerado e a grandeza física. Quanto
maior, mais fiel é a resposta do sensor ao estímulo. Os sensores mais usados são
os mais lineares, conferindo mais precisão ao SC. Os sensores não lineares são
usados em faixas limitadas, em que os desvios são aceitáveis, ou com
adaptadores especiais, que corrigem o sinal.

Dado um determinado sensor, para variações iguais da grandeza física medida


obtém-se variações iguais do sinal entregue, então define-se o sensor como linear, caso
contrário, define-se como não linear. (BARROSO; et al, 2008, p. 3)

4.1.2 Faixa de Atuação

Outra característica muito importante é a faixa de atuação, ou seja, o intervalo de


valores da grandeza em que pode ser usado no sensor, sem destruição ou imprecisão.
(FONSECA², p.4)
Segundo Barroso et. al. (2008, p.2), faixa de atuação define-se como faixa ou
range (do inglês) a todos os níveis de amplitude da grandeza física medida nos quais se
supõe que o sensor pode operar dentro da precisão especificada.

4.1.3 Resolução

Podemos definir resolução, outra característica dos sensores como sendo:

Define-se como resolução o menor incremento da grandeza física medida que


provoca uma mudança no sinal de saída do sensor. Por exemplo, no caso dos
sensores digitais, a resolução vai estar dada pelo menor incremento na grandeza
física medida que provoca uma mudança de um bit na leitura de saída do sensor
digital. (BARROSO; et al, 2008, p.3)

Segundo PEB/UFRJ (p.4) esta especificação é a menor mudança incremental do


parâmetro de entrada que causa uma variação detectável no valor de saída do sensor. A
resolução pode se expressa como uma porcentagem da faixa de leitura (ou da escala
total de leitura) ou em valores absolutos.

4.1.4 Histerese

Por definição temos:

O fenômeno da histerese pode ser explicado da seguinte maneira: se o


estímulo de entrada, que excita o sensor, crescer até um determinado valor u1, o
sensor entregará um determinado sinal de saída y1. Mas se o estímulo começar
num valor mais elevado e decrescer até o mesmo valor anterior u1, o sinal
fornecido poderá ter um valor y2, diferente daquele entregue anteriormente, y1.
Nesse caso, se diz que há uma histerese. (BARROSO; et al, 2008, p.3)

A distância linear entre os pontos de ativação e de desativação de um sensor é


chamada de histerese ou curso (deslocamento) diferencial. A histerese é
necessária para ajudar a evitar a trepidação de contatos (ligando e desligando
rapidamente) quando o sensor fica sujeito a choque e vibração ou quando o alvo
fica imóvel no alcance do valor nominal valor. (LIMA, p.2)

4.1.5 Exatidão ou erro

Pode ser definida pelo quão o sensor é preciso. Dada uma determinada grandeza
física a ser medida, exatidão é a diferença absoluta entre o valor real do sinal de saída
entregue pelo sensor e o sinal ideal que este deveria fornecer para esse valor da
grandeza física. (BARROSO; et al, 2008, p.4)
Podendo também ser chamado de acurácia temos que é a maxima diferença que
existirá entre o valor verdadeiro de entrada e o valor indicado pela saída do sensor.

4.1.6 Relação sinal/ruído

Nesta característica encontra-se uma relação entre a saída e o valor de saída que
também pode interferir na precisão do sensor.

É a relação entre a potência de um sinal qualquer entregue na saída do


instrumento e a potência do sinal do ruído, medida como o sinal de saída com
informação de nula. Isto é, se a amplitude da grandeza física medida for igual a
zero, e o sensor entregar um sinal de uma amplitude determinada, esse sinal é
considerado como ruído. Esta relação pode ser expressa também em termos
percentuais ou em dB (decibéis). (BARROSO; et al, 2008, p.4)

4.2 Sensor de Temperatura

Apresentaremos aqui as definições relevantes sobre o sensor de temperatura. Na


literatura foi possível encontrar inúmeros exemplos de sua utilização bem como suas
características. Iremos nos abster somente a exemplos e características relevantes ao
projeto proposto.

Medir a temperatura de um corpo é muito importante em todos os ramos da


ciência, seja química, física, industrial ou médica. Porém, a mensuração não é válida se
não for precisa e, portanto, é necessário verificar o medidor que melhor se adequa aos
parâmetros de temperatura previamente determinadas.

A temperatura possui um importante papel como indicador da condição de um


produto ou elemento de um equipamento, seja na fabricação ou no controle da
qualidade. A correta monitoração da temperatura melhora a qualidade do produto
e a produtividade da empresa. Os processos de fabricação podem prosseguir
sem interrupções e sob condições otimizadas. (INFRATEMP, 2006, p.2).

O sensor de temperatura é um sensor físico. Um sensor físico é um componente de


hardware que retorna as informações coletadas de forma direta (por exemplo,
magnetômetro e acelerômetro). (JAVA MAGAZINE, ed. 55)
Fig. 02 – Exemplos de sensores físicos da área médica.

De acordo com Infratemp (2006, p.2), nos métodos de medição com contato, o
termômetro é instalado de modo que seu elemento sensor entre em contato físico com o
meio cuja temperatura se quer determinar. A troca de energia entre o termômetro e o meio
dá-se principalmente através do fenômeno da condução térmica.

Como exemplos de sensores de temperatura podemos encontrar os seguintes


tipos:

● Baseados em resistência;

● RDTs – Resistance Temperature Devices;

● Termistores;

● Termoelétricos – Termopares;

● Termometria de radiação. (MENDES, 2005, p. 37).

4.2.1 RDTs (Resistance Temperature Devices)

RDTs (Resistance Temperature Devices) são feitos de materiais cuja resistência


varia de acordo com a temperatura. (MENDES, 2005, p.37).

Os RTDs são formados por materiais como o níquel, a platina ou uma liga niquel-
platina. (SOUZA, p.1).
4.2.2 Termistores

Os termistores são sensores de temperatura sensíveis capazes de identificar


pequenas alterações de temperatura, por isso são usados em aplicações médicas, onde a
temperatura geralmente não sofre grandes alterações.

Os termistores são excelentes sensores para aplicações que seja necessário uma
alta sensibilidade com as mudanças de temperatura. As aplicações de termistores
estão mais voltadas à área média e na biologia.[...] Os termistores fazem parte da
classificação de termorresistência. Termistores são sensores de temperatura
fabricados com materiais semicondutores. [...] A resistência elétrica dos
termistores pode variar tanto de forma proporcional ou inversa com o aumento de
temperatura ao qual o sensor for exposto. Por essa característica é feita uma
classificação do termistores, sendo NTC(negative temperature coeficiente) e
PTC(positive temperature coeficiente). (SOUZA, p.1).

Outra definição importante encontrada na literatura para termistores nos mostra


que “são resistores termicamente sensíveis, cujas características exibem grandes
mudanças na resistência com uma pequena mudança da temperatura do corpo, devido à
alteração na concentração de portadores de carga.” (PATO BRANCO, 2004, p.2)

Sua aplicação pode ser feita tanto na industria como em áreas médicas pois são
capazes de medir pequenas variações de temperaturas.

Para medições, controle e compensação de variações de temperaturas


o
nas faixas mais baixas. Em geral, são utilizados em uma faixa de – 100 até 300
C. São amplamente utilizados como sondas de temperatura em aplicações
industriais, em aparelhagem médica, em eletrodomésticos, em instrumentação
para investigação científica, no setor automobilístico, em telecomunicações, em
aplicações militares, etc. Em algumas aplicações destinam-se a medir valores
absolutos de temperatura razoáveis, como é o caso das aplicações médicas, ao
passo que em outras, como as aplicações industriais, podem destinar-se a medir
temperaturas de vários milhares de kelvin. Outra distinção importante consiste na
precisão da medida de temperatura a efetuar. (PATO BRANCO, 2004, p.2)

Os termistores são divididos em duas categorias as quais são: NTC (negative

temperature coeficiente) e PTC (positive temperature coeficiente).

Os termistores NTC (negative temperature coeficiente) são mais sensíveis a


mudança de temperatura e “tem resistência inversamente proporcional à temperatura. Ele
é feito de compostos semicondutores, como os óxidos de ferro, magnésio e cromo.
Quando submetidos à tratamento de envelhecimento adequado, possuem boa
estabilidade.” (PATO BRANCO, 2004, p. 4).

Segundo Souza (p.1), o diferencial do NTC é ser muito mais sensível a variações
de temperatura, comparado com outros sensores de resistência variável com a
temperatura, como os RTDs e os termopares.

Termistores PTC (positive temperature coeficiente) têm como característica


“possuir um ponto de transição, somente a partir de uma determinada temperatura exibirá
uma variação ôhmica com a variação da temperatura.” (SOUZA, p.1).

O encapsulamento dos termistores pode ser feito de duas formas, epóxi ou


vidro. Os termistores podem possuir encapsulamento em epóxi ou em vidro, sendo
este último mais apropriado para efetuar medidas em líquidos contendo
substâncias que podem danificar o sensor. O encapsulamento em vidro também
confere ao termistor maior estabilidade de suas características ao longo do tempo,
pois limita a difusão de líquidos e gases através da sua superfície. (GUADAGNINI;
BARLETTE, 2005, p.2)

Fig. 03 – Aspécto dos termistores com encapsulamento em vidro (cima) e epóxi (baixo).

Como características dos termistores, de acordo com Mendes (2005, p. 39), temos
que:

● São semicondutores, feitos de materiais cerâmicos, que se comportam como


termo-resistências com elevado coeficiente negativo de temperatura (oposto ao dos
metais)

● Em aplicações biomédicas a resistividade dos termístores varia entre 0.1 e 100


Ω.m.

● Têm pequenas dimensões e grande sensibilidade às variações de temperatura (-


3% a -5%/ºC) e têm excelente estabilidade a longo prazo (0.2% de variação máxima de
resistência nominal por ano).

4.2.3 Termopares

Termopares são sensores de temperatura mais utilizados nas aplicações


industriais.

Os termopares são os sensores de temperatura preferidos nas aplicações


industriais, seja pela sua robustez, seja pela simplicidade de operação. Entretanto,
para que as medições de temperatura com termopar sejam significativas e
confiáveis, é fundamental conhecer não somente os princípios básicos de
operação, como também as condições que o usuário deve proporcionar para que
esses princípios sejam válidos. […] O termopar é um transdutor que compreende
dois pedaços de fios dissimilares, unidos em uma das extremidades. (MOREIRA,
2002, p.1)

Segundo Silva (p.2), o termopar é um “elemento primário de medida de


temperatura constituído por dois materiais diferentes ligados um ao outro.”

De acordo com Mendes (2005, p.43), os termopares são divididos em três leis, as
quais são:

• 1. (circuitos homogêneos) - num circuito composto apenas por um metal não se


pode manter uma corrente apenas pelo efeito de variação de temperatura.

• 2. (metais intermédios) - a emf total num circuito que consiste na interconexão de


vários metais é nula se estes estiverem todos à mesma temperatura.

• 3. (temperaturas intermédias) - se E1 é medida com junções a temperaturas T1 e


T2 e se E2 é medida com as mesmas junções a temperaturas T2 e T3, então com as
junções a temperaturas T1 e T3 mede-se E1+E2 (usa-se em calibrações).

4.2.4 Termometria de radiação (sensores infravermelhos)

Na termometria de radiação “há uma relação conhecida entre a temperatura de


uma superfície e a potência que radia. Isto permite medir a temperatura sem entrar em
contato com o corpo.” (MENDES, 2005, p. 46)

Outra definição segundo Infratemp (2006, p.2), um termômetro de radiação indica

a temperatura de um objeto medindo a radiação eletromagnética que o objeto emite.

Sabendo que os termômetros pertencentes a classe da termometria de radiação


são desenvolvidos para medir a temperatura sem o entrar em contato com o corpo, são
indicados para a medição de temperatura de corpos sólidos. “A medição da temperatura
dá-se por radiação. Um termômetro de radiação indica a temperatura de um objeto
medindo a radiação eletromagnética que o objeto emite.” (INFRATEMP, 2006, p. 2).

Termômetros de radiação são projetados para responderem a comprimentos de


onda da porção infravermelha do espectro, entre 0,2 e 20 µm. A maior parte da
radiação infravermelha não pode ser vista pelo olho humano. Essa radiação,
entretanto, pode ser dirigida para um detector dentro de um termômetro de
radiação, através de um sistema óptico, de forma bastante parecida ao que
acontece com a luz visível e o olho humano. (INFRATEMP, 2006, p. 3).

Tem-se na literatura as seguintes características da termometria de radiação:

■ Termodinâmicos;

■ São termômetros sem contato;

■ Usam a superfície do objeto de interesse como sensor. (INFRATEMP,


2006, p. 3)

Considerando ainda a termometria de radiação, podemos observar termômetros


denominados detectores, os quais se dividem em duas categorias: detectores térmicos e
detectores de fótons.

Nos detectores térmicos a radiação incidente é absorvida como calor e o


aumento da temperatura produz o sinal de saída. O detector absorve todos os
comprimentos de onda mas sua resposta espectral é limitada pela transmissão do
sistema óptico. Uma vez que a operação depende de se atingir uma temperatura
de equilíbrio, é necessária uma quantidade finita de radiação, dependendo da
massa térmica do detector. Para uma resposta rápida, o detector deve ser fino (e,
portanto, delicado). (INFRATEMP, 2006, p. 7).
Os detectores térmicos também incluem:
■ Termopilha: feita de diversos termopares ligados em série, soldados em
tiras e pintados de preto, para aumentar a absorção. O tempo de resposta típico é 2 ms.
(INFRATEMP, 2006, p. 7)
■ Piroelétrico: consiste de uma tira de material que quando é aquecido pela
radiação incidente produz uma carga entre as duas faces (de maneira análoga ao efeito
piezo-elétrico). (INFRATEMP, 2006, p. 7)

Segundo INFRATEMP, 2006, p. 16 para determinar o uso de um termômetro da


termometria de radiação deve-se levar em conta os seguintes fatores:

■ Quando se busca a temperatura superficial de um objeto;


■ Quando o objeto estiver em movimento;
■ Quando o ambiente for muito hostil para termômetros de contato, devido à
vibração ou corrosão;
ƒ Onde a temperatura for muita elevada, especialmente acima de 1100ºC, em

regime contínuo;
■ Onde se necessitar de uma rápida resposta;
ƒ
■ Quando se necessitar uma medição à distância;
ƒ
ƒ Para medição de materiais que são maus condutores de energia (madeira,

plástico etc);
■ Equipamentos de alta tensão ou sujeitos a campos eletromagnéticos;
ƒ Onde um termômetro de contato iria afetar o equilíbrio de temperatura ao redor

do objeto.
Outras considerações importantes segundo Infratemp, 2006, p. 17 que devemos
levar em conta é o tempo de resposta que varia de 0,001 a 10 segundos e o campo de
visão, onde é determinado pelo tamanho do alvo e a distância mais convincente para a
medição.

4.3 Considerações do capítulo

A partir da pesquisa sobre sensores e mais especificamente sobre sensores de


temperatura, pudemos chegar a conclusão que sensores são hardwares que nos
possibilitam adquirir dados através de entradas e suas respectivas mudanças físicas que
geram dados de saída. Os sensores mudam seu comportamento quando estão sob a
ação de uma grandeza física e podem nos fornecer direta ou indiretamente um sinal,
(dado de saída), que indica esta grandeza.

Levando em conta a importância desta pesquisa para o desenvolvimento do projeto


de mensuração da temperatura corporal em recém-nascidos e crianças, podemos
destacar que através de um sensor de temperatura, será desenvolvido um protótipo capaz
medir com precisão a temperatura corporal de crianças e recém-nascidos pela testa.

Entretanto, para darmos continuidade ao projeto, precisamos nos ater à melhor


escolha dos componentes que serão utilizado para a construção do protótipo. Esta
escolha está explicada e exemplificada no capítulo dois, onde podemos encontrar a
introdução do projeto e protótipo de termômetro corporal de testa para recém-nascidos e
crianças, bem como sua construção e funcionamento.
5 NOÇÕES SOBRE A TEMPERATURA CORPORAL

Este capítulo irá discutir conceitos básicos da fisiologia humana. Iremos iniciar um
breve estudo sobre a temperatura corporal de recém-nascidos e crianças, o que nos dará
base para inserirmos os parâmetros ideais na programação do sensor de temperatura.

O termo febre ou temperatura são usados indistintamente para designar o estado


patológico que corresponde a “febre” ou calor anormal que caracteriza o estado de
doente, em grau variável. (ACHARÁN, 2003, p.233).

O corpo humano tem uma temperatura baseada em uma média, que é considerada
normal. Segundo Magalhães et al (2001, p.3), o ser humano é um ser homeotérmico, isto
é, possui a capacidade de manter a temperatura corporal dentro de um certo intervalo
pré-determinado apesar das variações térmicas do meio ambiente (homeostasia térmica).

A escala de temperatura usada no Brasil é a Celsius. A temperatura normal,


quando medida na axila, deve estar abaixo de 37,0º C. A temperatura simultânea,
medida em mucosas oral e retal, é 1º C mais elevada. […] Suspeita-se de febre,
inicialmente, pelo aspecto da criança, e se ela está quente, ao tato, mas a
confirmação só é feita após medição com o termômetro.

(HELITO; KAUFFMAN, 2007, p.81)

“Temperatura de equilíbrio: 37ºC (98.6ºF1) [Limites normais: 36.1º - 37.2ºC (97º –


99ºF)]” (MAGALHÃES; et al, 2001, p.3).

Temos então, que a temperatura corporal de equilíbrio é 37ºC e em crianças pode


variar de 36,5 a 37 graus.

A temperatura normal da criança varia entre 36,5 e 37 graus e deve ser medida na
região da axila. [...] Os pais devem ficar atentos e procurar o médico quando se
trata de febre de 38 graus em crianças com menos de dois meses de idade; no
caso de temperaturas acima de 39,5 graus em crianças de qualquer idade; de
febres de mais de 48 horas de duração ou resistentes a antitérmicos comuns;
quando há queda brusca no estado geral da criança; irritabilidade ou vômitos
freqüentes. (VIDA E SAÚDE, 2005, p.1)

Para Acharán (2003, p. 233), febre é fenômeno de natureza inflamatória e


congestiva e origina-se de reação nervosa e circulatória quando os nervos são irritados ou
submetidos a trabalho superior ao normal.

A febre é um dos principais motivos pelos quais os pais levam suas crianças aos
postos de pronto-atendimento. O estado febril (temperatura corporal elevada) é um sinal
de que alguma coisa não está normal e o corpo está reagindo.

A elevação da temperatura corporal nas crianças é sempre motivo de angústia e


preocupação para os pais. […] Na maior parte dos casos, a temperatura sobe
como resposta a uma infecção, ou seja, a presença da febre mostra que o
organismo da criança está lutando para combater o agente da infecção, que pode
ser uma bactéria ou um vírus. (VIDA E SAÚDE, 2005, p.1)

Segundo Grisa el al (p.2), o corpo humano é um “péssimo” termômetro, pois além


de ser um instrumento diferencial, ou seja, só consegue distinguir entre o “mais quente e
mais frio” em relação a sua própria temperatura é vulnerável a outros erros considerando
variáveis como a condução térmica.
Porém, a mãe, pelo tato, é capaz de identificar se a criança está com a temperatura
elevada, ou não. Partindo desse pressuposto encontramos a justificativa principal pela
escolha de um termômetro capaz de medir a temperatura corporal de crianças pela testa.
Bancoe Veltri, em 1984, verificaram que a maioria das mães era capaz de
subjetivamente determinar a ausência de febre em seus filhos, bem como de
detectar febre, especialmente quando esta se aproximava de 38 ºC. Quase vinte

10
anos depois, Eyzaguirre et al. , no Chile, chegaram à mesma conclusão: a
palpação materna do filho é método útil e confiável de detecção de febre, que não
deve ser subestimado. Confirma-se a noção pediátrica clássica de que a
observação da mãe deve ser sempre levada em conta. (MURAHOVSCHI, 2003).

Neste contexto, encontra-se a motivação para o desenvolvimento do termômetro


corporal de testa para recém-nascidos e crianças, visando minimizar o estresse das
crianças ao terem que medir sua temperatura.

Através desta breve pesquisa sobre temperatura corporal, pudemos encontrar os


valores necessários para serem utilizados como parâmetros no desenvolvimento do
protótipo de monitoramento da temperatura corporal. Sabemos que a temperatura
corporal considerada normal tanto em crianças como em adultos é uma média que varia
de 36,5°C a 37°C medida na axila. Como nossa proposta é um termômetro que irá ser
colocado testa, iremos adotar como variável máxima de temperatura considerada normal
37,4°C. É adotada essa variável porque além do termômetro medir a temperatura
superficial do corpo da criança, está sujeito a interferências climáticas do ambiente, uma
temperatura menor que 38°C é considerada como um estado febril e não como uma febre
propriamente dita.
6 PESQUISA LABORATORIAL

Realizada em um ambiente controlado, onde as condições dos experimentos e do objeto


pesquisado, foram previamente determinadas em tese.

6.1 Objeto

• Hardware:
 Placa Controladora: KDR5000 Maxwell Bohr
 Sensor de temperatura LM60
 Buzzer
 Memória Flash
• Software
1. Sistema Conversor

6.2 Condições e Ambiente

 Placa Controladora: Envio de Informação ao display de Cristal Líquido


 Sensor de temperatura corporal: Captação dos dados de temperatura
 Sistema Conversor: Precisão e rapidez no processamento dos dados
adquiridos pelo sensor de temperatura.

6.3 Resultados

 Sensor de temperatura LM60: Envio correto dos dados referentes a


temperatura corporal para a placa controladora

 Placa controladora: A placa controladora é responsável em direcionar os


dados pro processamento no computador e enviar os dados processados
para o visor de Cristal Líquido. Os resultados obtidos considerados
satisfatórios são o envio rápido dos dados antes e depois do
processamento.

 Sistema Conversor: Calibragem dos dados adquiridos pelo sensor de


temperatura e calculados de forma precisa. Exibição dos dados na tela de
interface de software e direcionamento da temperatura para o visor de cristal
líquido.
7 ANEXOS

Neste capítulo está demonstrado o código de programação do programa MoniTemp


bem como o funcionamento e função de cada um dos itens existentes na interface do
programa.

7.1 Software MoniTemp

O software MoniTemp é responsável por processar os dados que são adquiridos


pelo sensor e enviados ao computador pela placa controladora.

O combobox onde tem-se a inscrição COM1 identifica as portas seriais existentes


no computador assim que o programa é executado.

Quando o Protótipo é ligado, tem-se o estado Desconectado modificado para


Conectado, bem como sua cor alterada.
No combo pertencente ao sensor, pode ser escolhido 16 sensores diferentes
devido a placa controladora KDR5000 ter sido desenvolvida para suportar diversos tipos
de sensores. Devemos nos ater a escolha da entrada 4 – temperatura como mostrada a
seguir.

Pode-se encontrar no canto inferior esquerdo um cronômetro responsável pela


contagem de um minuto e meio (1:30) para a medição da temperatura corporal do
usuário. Quando o cronometro atinge o target é mostrada uma mensagem a seguinte
mensagem na tela: Termino da medição. Esta mensagem significa que a temperatura já
foi medida e o botão Ler – Enviar já pode ser pressionado para o usuário possa verificar a
temperatura.

O botão Ler – Enviar tem como função identificar o dado lido pelo sensor que será
mostrado em leitura, calcular a temperatura em graus Celsius com o valor adquirido pelo
sensor, mostrar a temperatura calculada, gravar na memória flash a temperatura medida,
exibir a temperatura guardada na memória flash e exibir a temperatura medida no display
de cristal líquido.

O cálculo da temperatura é feito como mostrado a seguir:

Temperatura = (valor da leitura – 296) / 4,4.

O botão Limpar limpa os dados da leitura, da temperatura e do visor de LCD.


O botão Limpar Memória Flash é responsável por limpar os dados gravados na
memória flash.

O botão Gráfico que aparece do lado direito da tela é um gráfico de linha que é
atualizado em tempo real com a leitura do sensor de temperatura. Quando a temperatura
corporal está sendo medida é possível observar a linha ascendente do gráfico.

Pode-se observer, então, as linhas de código que compõe o programa:


Main

unit Main;

interface

uses

Windows, Messages, SysUtils, Variants, Classes, Graphics, Controls, Forms,

Dialogs, Robotica, ExtCtrls, StdCtrls, Buttons, TeeProcs, TeEngine, Chart,

Series;

type

TFormMain = class(TForm)

PanelTop: TPanel;

ComboBoxSerial: TComboBox;

LabelConnected: TLabel;

ShapeLED: TShape;

TimerCheck: TTimer;

LabelSensor: TLabel;

ComboBoxSensor: TComboBox;

LabelLeitura: TLabel;

LabelValorLeitura: TLabel;

LabelTemperatura: TLabel;

LabelValorTemperatura: TLabel;

ButtonLer: TButton;

ButtonLimpar: TButton;

LabelUltimaTemperatura: TLabel;

LabelValorUTemperatura: TLabel;
Panel1: TPanel;

Label1: TLabel;

Label2: TLabel;

Label3: TLabel;

SpeedButton1: TSpeedButton;

Timer1: TTimer;

Button1: TButton;

Panel2: TPanel;

ChartSensores: TChart;

Series1: TFastLineSeries;

Series2: TFastLineSeries;

Series3: TFastLineSeries;

Series4: TFastLineSeries;

Series5: TFastLineSeries;

Series6: TFastLineSeries;

Series7: TFastLineSeries;

Series8: TFastLineSeries;

Series9: TFastLineSeries;

Series10: TFastLineSeries;

Series11: TFastLineSeries;

Series12: TFastLineSeries;

Series13: TFastLineSeries;

Series14: TFastLineSeries;

Series15: TFastLineSeries;

Series16: TFastLineSeries;

ButtonLerG: TButton;

Label4: TLabel;
procedure FormCreate(Sender: TObject);

procedure FormDestroy(Sender: TObject);

procedure ComboBoxSerialChange(Sender: TObject);

procedure TimerCheckTimer(Sender: TObject);

procedure ButtonLerClick(Sender: TObject);

procedure ButtonLimparClick(Sender: TObject);

procedure SpeedButton1Click(Sender: TObject);

procedure FormShow(Sender: TObject);

procedure Timer1Timer(Sender: TObject);

procedure Button1Click(Sender: TObject);

procedure ButtonLerGClick(Sender: TObject);

private

kit : TKit;

public

function cronometro (secs: integer): string;

end;

var

FormMain: TFormMain;

dados : integer;

contador : integer;

implementation
{$R *.dfm}

//Função do cronômetro

function TFormMain.cronometro (secs: integer): string;

var

hora, min : word;

begin

hora := secs div 3600;

secs := secs mod 3600;

min := secs div 60;

secs := secs mod 60;

result := format('%.2d:%.2d:%.2d',[hora, min, secs]);

if (min = 01) and (secs = 30) then

begin

contador:=0;

Timer1.Enabled:=False;

ShowMessage('Termino da Medição');

end;

end;
procedure TFormMain.FormCreate(Sender: TObject);

begin

kit:= TKit.Create;

kit.GetInstalledSerialPorts (ComboBoxSerial.Items);

try

// Verifica se alguma porta serial é encontrada

if (ComboBoxSerial.Items.Count>0) then

begin

// Seleciona o primeiro item

ComboBoxSerial.ItemIndex := 0;

kit.OpenCommunication(ComboBoxSerial.Text);

end;

except

end;

end;

procedure TFormMain.FormDestroy(Sender: TObject);

begin

// Fecha a comunicação

kit.CloseCommunication;

end;
procedure TFormMain.ComboBoxSerialChange(Sender: TObject);

begin

// Fecha a comunicação caso essa já estivesse aberta

kit.CloseCommunication();

// Inicia comunicação com serial selecionada no ComboBox

kit.OpenCommunication(ComboBoxSerial.Text);

end;

procedure TFormMain.TimerCheckTimer(Sender: TObject);

begin

// Verifica se há um Kit respondendo

if (kit.IsConnected) then

begin

// “Acende” LED. Muda cor de fundo do Shape

ShapeLED.Brush.Color := clLime;

// Muda texto para indicar conexão

LabelConnected.Caption := 'Conectado';

// Muda cor do texto para verde

LabelConnected.Font.Color := clGreen;

//Ativa a leitura do grafico em tempo real

ButtonLerGClick(ButtonLerG);

//Ativa o buzzer caso a temperatura esteja acima de 37.5 graus

if LabelValorTemperatura.Caption > '37.5' then

begin
Kit.AudioOn(1000,5000);

end

else

begin

kit.AudioOn(0,0);

end

end

else

begin

// “Apaga” LED. Muda cor de fundo do Shape

ShapeLED.Brush.Color := clGreen;

// Muda texto para indicar erro de conexão

LabelConnected.Caption := 'Desconectado';

// Muda cor do texto para vermelho

LabelConnected.Font.Color := clRed;

end;

end;

procedure TFormMain.ButtonLerClick(Sender: TObject);

var

// Variavel para armazenar o valor da leitura

valor : integer;

//Variavel para calcular a temperatura em Celsius

temperatura1 : real;
aux1 : integer;

aux2 : real;

//Variavel para Guardar últimos valores e temperaturas medidas

i : integer;

dados : DynByteArray;

//Variaveis para ler a memoria

j : integer;

texto : String;

begin

aux1 := 296;

aux2 := 4.4;

// Faz a leitura e armazena na variável valor

valor:= kit.SensorReadNow(ComboBoxSensor.ItemIndex);

temperatura1 := (valor - aux1) / aux2;

// Converte a leitura para String e atribui

// à propriedade Caption do "LabelValorLeitura"

LabelValorLeitura.Caption := IntToStr(valor);

LabelValorTemperatura.Caption := FormatFloat('0.0', temperatura1);

// LabelValorTemperatura.Caption := FloatToStr(temperatura1);
kit.LCDWriteText(LabelValorTemperatura.Caption);

//Guardando as ultimas temperaturas na memória

if Length(LabelValorTemperatura.Caption) > 0 then

begin

SetLength(dados, Length(LabelValorTemperatura.Caption)+1);

dados[0] := Length(LabelValorTemperatura.Caption);

for i:= 1 to Length(LabelValorTemperatura.Caption) do

dados[i] := BYTE(LabelValorTemperatura.Caption[i]);

kit.FlashWrite(dados);

end;

//Lendo o que foi gravado na Memória

kit.FlashRead(dados, 100);

if dados[0] < 100 then

begin

for j:=1 to dados[0] do

texto := texto + CHAR(dados[j]);

LabelValorUTemperatura.Caption:=(texto);

end;

end;

procedure TFormMain.ButtonLimparClick(Sender: TObject);

begin
kit.LCDClear;

LabelValorLeitura.Caption:='0';

LabelValorTemperatura.Caption:='0';

end;

procedure TFormMain.SpeedButton1Click(Sender: TObject);

begin

Timer1.Enabled:=True;

end;

procedure TFormMain.FormShow(Sender: TObject);

begin

contador := 0;

end;

procedure TFormMain.Timer1Timer(Sender: TObject);

begin

inc(contador);

Label2.Caption:= cronometro(contador);

end;

procedure TFormMain.Button1Click(Sender: TObject);

begin

kit.FlashErase;

ShowMessage('Memória Flash Apagada');


end;

procedure TFormMain.ButtonLerGClick(Sender: TObject);

var

// Vetor de Inteiros

valores2 : DynIntegerArray;

// Variável índice para o "for"

k : integer;

begin

// Lê todos os canais de sensores e armazena

// na variável denominada "valores"

kit.SensorReadAll(valores2);

// Insere os valores lidos no gráfico

for k:=0 to Length(valores2)-1 do

ChartSensores.Series[k].Add(valores2[k]);

end;

end.

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