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UNIVERSIDADE DO VALE DO ITAJAÍ

CENTRO DE CIÊNCIAS SOCIAIS APLICADAS – GESTÃO

CURSO DE CIÊNCIAS CONTÁBEIS

MONOGRAFIA

ELABORAÇÃO DE UM MANUAL DE PROCEDIMENTOS TÉCNICOS PARA


PRESTAÇÕES DE CONTAS DO RONDON BRASIL PARA OS RECURSOS
FINANCEIROS RECEBIDOS DA FUNASA.

LUIS FELIPE NUNES LOPES

Biguaçu (SC), março de 2008.


LUIS FELIPE NUNES LOPES

MONOGRAFIA

ELABORAÇÃO DE UM MANUAL DE PROCEDIMENTOS TÉCNICOS PARA


PRESTAÇÕES DE CONTAS DO RONDON BRASIL PARA OS RECURSOS
FINANCEIROS RECEBIDOS DA FUNASA.

Monografia apresentado ao Curso de Ciências


Contábeis, do Centro de Ciências Sociais
Aplicadas – Gestão, da Universidade do Vale do
Itajaí, como requisito parcial para a obtenção do
título de Bacharel em Ciências Contábeis.

Orientador: Prof°: Msc Luiz Carlos Wisintainer

Biguaçu (SC), março de 2008.


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LUIS FELIPE NUNES LOPES

ELABORAÇÃO DE UM MANUAL DE PROCEDIMENTOS TÉCNICOS PARA


PRESTAÇÕES DE CONTAS DO RONDON BRASIL PARA OS RECURSOS
FINANCEIROS RECEBIDOS DA FUNASA

Esta monografia foi apresentada como trabalho de conclusão de curso de


Ciências Contábeis da Universidade do Vale do Itajaí e aprovada pela banca
Constituída pelo orientador e membros abaixo.

Biguaçu, 09 de julho de 2008.

Professores que compuseram a banca:

Prof. Luiz Carlos Wisintainer


(Orientador)

Sergio Murilo Petri


(Membro de Banca)

Anderson dos R. Bellaguarda


(Membro de Banca)
3

DEDICATÓRIA

Dedico este trabalho, a minha esposa Fabiana de Oliveira de Souza, por


estar ao meu lado nos momentos difíceis e felizes de minha vida.
Ao meu querido pai, o Senhor Davi Dias Lopes e a minha querida mãe a
Senhora Sueli Nunes Lopes, pelo incentivo nos estudos, maior riqueza que me foi
dada.
Senhora Cleide Maria Marques Grando, que sempre afirmaram o apoio
para minha formação acadêmica.
4

AGRADECIMENTOS

A Deus, primeiramente, por guiar meus passos.


Ao orientador de conteúdo e metodologia, que teve uma grande paciência
e sabedoria na orientação da elaboração do trabalho de conclusão de curso,
obrigado.
Ao Senhor Jerônimo Barreto por ceder seu tempo para a construção do
trabalho.
5

RESUMO

O presente trabalho tem como objetivo a elaboração de um Manual de


Procedimentos Técnicos para prestação de contas dos Recursos Financeiros
recebidos pelo Rondon Brasil da FUNASA – Fundação Nacional de Saúde. A
pesquisa é aplicada, pois a meta é a obtenção de informações para se resolver a
problemática. No tocante a forma, a pesquisa é qualitativa e quanto aos objetivos
é exploratória. Ela é descritiva e utilizou-se, também, como procedimentos a
pesquisa bibliográfica para fundamentar o trabalho. Obteve-se como conclusão do
trabalho que o manual pode trazer melhorias significativas para a entidade, pois
garantirá que a equipe responsável pela prestação de contas terá mais agilidade,
eficiência e segurança nas informações ali contidas possui uma formalidade para
a descrição dos procedimentos técnicos para a elaboração da prestação de
contas dos recursos recebidos do Rondon Brasil junto a FUNASA.

Palavras chaves: Prestação de Contas. Administração Pública. Funasa.


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SUMARIO

1 INTRODUÇÃO................................................................................................... 8
1.1 JUSTIFICATIVA ............................................................................................... 10
1.2 DEFINIÇÃO DO PROBLEMA .......................................................................... 11
1.3 OBJETIVOS ..................................................................................................... 12
1.3.1 Objetivo Geral ............................................................................................ .....12
1.3.2 Objetivos Específicos...................................................................................... 12
1.4 SUPOSIÇÕES ................................................................................................. 12
1.5 ESTRUTURA DO TRABALHO......................................................................... 13
2 A ADMINISTRAÇÃO ....................................................................................... 14
3 TERCEIRO SETOR ......................................................................................... 17
3.1 HISTÓRICO ..................................................................................................... 17
3.2 AS ORGANIZAÇÕES DO TERCEIRO SETOR ................................................ 19
3.2 ASPECTOS GERAIS DO TERCEIRO SETOR ................................................ 20
3.3 ADMINISTRAÇÃO PÚBLICA BRASILEIRA..................................................... 22
3.4 NATUREZA E FINS DA ADMINISTRAÇÃO .................................................... 23
3.5 PRINCÍPIOS BÁSICOS DA ADMINISTRAÇÃO............................................... 24
3.6 OS PODERES E DEVERES DO ADMINISTRADOR PÚBLICO ...................... 27
3.6.1 Poder Dever de Agir....................................................................................... 27
3.6.2 Dever de Eficiência ......................................................................................... 27
3.6.3 Dever de Probidade ........................................................................................ 28
3.6.4 Dever de Prestar Contas................................................................................. 28
4 AUDITORIA ..................................................................................................... 30
4.1 OBJETO DA AUDITORIA ................................................................................ 31
4.2 FINALIDADE DA AUDITORIA.......................................................................... 32
4.3 PROGRAMA PARA AVALIAÇÃO DOS CONTROLES INTERNOS................. 33
5 CONTROLE INTERNO.................................................................................... 34
5.1 A IMPORTÂNCIA DE CONTROLES INTERNOS ............................................ 34
5.2 OBJETIVOS DOS CONTROLES INTERNOS ................................................. 36
5.3 LIMITAÇÕES DOS CONTROLES INTERNOS ................................................ 36
5.4 CONTROLES DE SISTEMAS DE INFORMAÇÃO........................................... 37
5.5 CONTROLES DE PROCEDIMENTOS ............................................................ 37
6 ESTUDO DE CASO......................................................................................... 39
7

6.1 METODOLGIA DA PESQUISA ........................................................................ 39


6.2 CARACTERISTICAS DA PESQUISA .............................................................. 39
6.3 ESTUDO DE CASO ......................................................................................... 41
6.4 APLICAÇÃO PRÁTICA .................................................................................... 41
6.5 DOCUMENTOS APRESENTADOS................................................................. 42
6.6 ORDEM DOS PASSOS DO MANUAL DA PRESTAÇÃO DE CONTAS .......... 45
6.7 DESCRIÇÃO DOS PASSOS DO MANUAL ..................................................... 46
6.7.1 O Relatório de Cumprimento........................................................................... 46
6.7.2 Plano de Trabalho........................................................................................... 49
6.7.3 Termo de Convênio......................................................................................... 50
6.7.4 Documentos Fiscais ........................................................................................ 50
6.7.5 Lançamento no SISCON................................................................................. 51
6.7.6 Relatório Física - Financeira ........................................................................... 51
6.7.7 Extrato Bancário.............................................................................................. 52
6.7.8 Conciliação Bancária ...................................................................................... 52
6.7.9 Rendimentos da Aplicação.............................................................................. 53
6.7.10 Recolhimento do Saldo ................................................................................. 53
6.7.11 Despacho Adjudicatório ................................................................................ 53
7 CONSIDERAÇÕES FINAIS............................................................................. 54
7.1 GENERALIDADES........................................................................................... 54
7.2 OBJETIVOS PROPOSTOS ............................................................................. 55
7.3 LIMITAÇÕES ................................................................................................... 55
7.4 RECOMENDAÇÕES PARA FUTUROS TRABALHOS .................................... 56
REFERÊNCIAS ....................................................................................................... 57
8

1 INTRODUÇÃO

Em agosto de 1999, o Ministério da Saúde, por intermédio da Fundação


Nacional de Saúde (Funasa), assumiu a responsabilidade de estruturar o
Subsistema de Atenção à Saúde Indígena, articulado com o Sistema Único de
Saúde - SUS.
A inexistência, até então, de uma Política Setorial no SUS que atendesse
a diversidade dos povos indígenas comprometia acesso adequado às ações de
saúde, impossibilitando o exercício da cidadania e a garantia das diretrizes
estabelecidas na Constituição, no que diz respeito ao atendimento de saúde
diferenciado dos índios.
A população indígena brasileira é estimada em mais de 400.000 pessoas,
pertencentes a cerca de 215 povos, falantes de 180 línguas identificadas. A
urgência em formular uma Política de Saúde que abarcasse as especificidades
dos Povos Indígenas, se dava pela precariedade geral das condições de saúde,
com taxas de morbimortalidade é muito superior à da população brasileira em
geral.
A proposta formulada pelo Ministério da Saúde/Fundação Nacional de
Saúde foi amplamente discutida com os atores envolvidos (Organizações e
Lideranças Indígenas, Universidades, ONG – Organização Não Governamental,
Secretarias Municipais e Estaduais de Saúde etc.) e aperfeiçoada durante o
processo de construção da atual política, em mais de 16 seminários com
participação de todos os povos indígenas.
O embasamento legal, além das disposições constitucionais e das Leis nº
8.080 e 8.142, se pautou na Medida Provisória n.º1911-08, de 29/7/1999 e na Lei
nº 9.836, de 23/9/1999, que estabeleceram a responsabilidade do Ministério da
Saúde/Fundação Nacional de Saúde/FUNASA, a definição do Subsistema de
Atenção à Saúde Indígena.
A implantação do Subsistema de Atenção à Saúde Indígena vem se
dando nestes últimos meses e o objetivo de tornar público essas informações é,
por um lado, apresentar uma avaliação dos resultados alcançados até o momento
e, por outro lado, permitir a efetivação do Controle Social sobre o
desenvolvimento das ações.
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A proposta da Funasa é editar periodicamente o Informe de Saúde


Indígena, transformando-o em um instrumento de acompanhamento e avaliação
da implantação do Subsistema de Atenção à Saúde Indígena, além de criar um
espaço para discussão da problemática Indígena quanto à qualidade de vida e de
saúde, veiculação de artigos e relato de experiências sobre o referido
Subsistema.
As ações desenvolvidas em parceria com as COREs – Coordenação
Regionais de Saúde, DSEIs - Distrito Sanitário Especial indígena e Prefeituras
Municipais são definidas e acordadas nas reuniões dos Conselhos Locais de
Saúde Indígenas e referendadas nos Conselhos Distritais Indígenas, em
consonância com o Plano Plurianual de Trabalho da FUNASA – Fundação
Nacional da Saúde. Identificados os problemas, são relacionados os recursos
humanos e os insumos necessários para a resolução dos mesmos.
São listados, como prioritários e de responsabilidade do Convênio, a
contratação dos recursos humanos e o fornecimento dos seguintes insumos:
medicação básica, medicamentos não básicos (controlados e outros de uso
contínuos e especiais), consultas e exames especializados não disponíveis na
rede SUS, órteses e próteses, material médico-ambulatorial, material
odontológico, remoção de pacientes, alimentação e hospedagem de paciente em
trânsito, combate à desnutrição, serviços funerais, material de limpeza e
conservação, pequenas despesas de pagamento a terceiros, cartões telefônicos,
transporte de urgência e emergência no período noturno, finais de semana e
feriados, fornecimento de combustíveis e lubrificantes para emergências e
manutenção dos carros que estão em comodato. Nos locais de prestação de
serviços e fornecimentos de insumos são realizados contratos com pessoas
físicas e/ou jurídicas, estabelecendo valores de serviços e cotas mensais.
Formulários próprios e acompanham a sua execução e fornecimento dos
mesmos, certificando-os perante a Gerência do Convênio, para o devido
pagamento.
A Gerência do Convênio da Associação Rondon Brasil, visita
periodicamente às áreas de atuação e reúne-se com os DSEIs e COREs, para
acompanhamento e reordenação eventual das ações, quando necessário.
A contratação de serviços e insumos baseia-se nos cálculos efetuados
pela Gerência do Convênio da Associação Rondon Brasil, DESAI, COREs e
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DSEIs, que foram pactuados durante reunião com o DESAI - Departamento


Especial de Saúde Indígena.
Controlar os gastos da Organização OSCIP – Organização da Sociedade
Civil de Interesse Público é um desafio para os técnicos das áreas específicas.
Em uma organização onde não exista um sistema eficiente de controle torna-se
complexo os métodos de avaliação, principalmente, quando comparados dentro
das organizações. A fiscalização sobre a economicidade, a eficiência e a eficácia
da OSCIP na administração do dinheiro público bem como os controles, ou seja,
controles internos e externos.
Crises de valores manifestam-se, nos últimos anos, através de várias
formas: pelo aumento da corrupção, pela ineficiência dos serviços e
descompromisso frente ao gasto do dinheiro público. Comparando aos resultados
do setor privado, precisamos de respostas mais rápidas, conscientes e imediatas
para atingir a meta da excelência no atendimento a todos os povos indígenas.
É importante que os instrumentos gerenciais básicos a serem utilizados
como alicerce que subsidie o sistema de Prestação de Contas. O Plano de
trabalho assegura que os recursos sejam obtidos e aplicados de maneira
econômica, eficaz e eficiente na realização dos objetivos da FUNASA – Fundação
Nacional de Saúde e a ONG – Organização Não-Governamental/OSCIP –
Organização da Sociedade Civil de Interesse Público, Associação Rondon Brasil.

1.1 JUSTIFICATIVA

Os recursos financeiros recebidos do Governo Federal, FUNASA –


Fundação Nacional de Saúde, têm de ser aplicados conforme o Plano de
Trabalho elaborado pela ONG e discutidas nos Conselhos Locais de Saúde
Indígenas e referendadas nos Conselhos Distritais Indígenas, em consonância
com o Plano Plurianual de Trabalho da FUNASA – Fundação Nacional da Saúde,
em parceria com as Assessorias Indígenas, para atendimento a população
Indígena.
Elaborar um Manual de Procedimentos Técnicos para prestação de
contas dos Recursos Financeiros recebidos da FUNASA – Fundação Nacional de
Saúde para demonstrar os passos corretos na prestação de contas dos recursos
financeiros recebidos do Governo Federal, desde a concessão empenho,
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recebimento e gasto, até a sua prestação de contas final, com destaque da


análise de contas auditadas pela, FUNASA – Fundação Nacional de Saúde, CGU
– Controladoria Geral da União, TCU – Tribunal de Contas da União em relação à
prática da legislação vigente.
O Convênio possui uma vigência de um (01) ano, porém seu início
começa a contar a partir da data do recebimento da 1º parcela do recurso público
recebido. A responsabilidade visa garantir que tal recurso seja empregado de
modo a atingir seus objetivos, conforme o Plano de Trabalho e o cadastro do
Plano de Contas Concedente.
No final de cada parcela a apresentação da Prestação de contas é
entregue no DSEI Distrito Sanitário Especial Indígena para analise, onde é dado
um Parecer Técnico, assinado pelo Chefe do DSEI, encaminhado junto com a
Prestação de Contas ao Setor de Análise de Prestação de Contas em Brasília/DF,
sempre considerando os prazos máximos possíveis.
Perdendo-se o prazo por não entregar a prestação de contas em dia,
automaticamente o recurso é bloqueado dificultando de sobremaneira a obtenção
desses recursos em benefício da população Indígena, a responsável pelo
recebimento que não prestar conta dentro do prazo legal são considerados,
“inadimplente”.

1.2 DEFINIÇÃO DO PROBLEMA

O processo de coleta de dados para análise do desempenho e de


definição de medidas corretivas para a análise nas prestações de contas é de
insuma importância.
A ONG entidades privadas sem fins lucrativos de utilidade pública OCIP,
recebe recursos através de convênio com FUNASA, através Plano de Trabalho
onde existe todo um processo para repasse desses recursos através da análise
da empresa (histórico e atuação na área), documentos da ONG até a liberação
dos recursos, (o empenho e a ordem de pagamento).
Verifica-se que a maioria das entidades beneficiadas preocupa-se tão
somente com o repasse dos recursos financeiro, não dando importância à
prestação de contas, acarretando burocráticas documentais desnecessárias
12

(elaboração de ofícios e relatórios), para justificar gastos que não estejam no


Plano de Trabalho ou justificar gastos que não cumpram a lei 8066/93 – licitações.
Diante do contexto descrito, questiona-se: Qual o benefício que a ONG -
obterá com a elaboração de um Manual de Procedimentos Técnicos para
Prestação de Contas do Rondon Brasil para os recursos financeiros recebidos da
FUNASA?

1.3 OBJETIVOS

Os objetivos estão assim definidos:

1.3.1 Objetivo Geral

Elaborar um Manual de Procedimentos Técnicos para Prestação de


Contas do Rondon Brasil para os Recursos Financeiros Recebidos da Fundação
Nacional de Saúde – FUNASA.

1.3.2 Objetivos Específicos

Analisar as leis, decretos e portarias que identifiquem as informações


necessárias para a apresentação das Prestações de Contas.
Realizar uma revisão bibliográfica sobre o tema.
Elaborar um manual contendo as informações coletadas, em Leis,
Decretos e Resoluções e Medidas Provisórias.

1.4 SUPOSIÇÕES

Teórica, prática e pessoal, fundamentada em materiais bibliográficos


pesquisados, como Leis e soluções pertinentes as Prestações de Contas entre a
Associação Rondon Brasil e a FUNASA – Fundação Nacional de Saúde.
Tratando-se de um Manual, optou-se neste trabalho pela antecipação
fundamentada em materiais bibliográficos pesquisados, como as Leis, Decretos e
Resoluções, visando apenas soluções pertinentes às Prestações de Contas entre
a Associação Rondon Brasil e a FUNASA – Fundação Nacional de Saúde.
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Nesse sentido tem-se como suposição que a elaboração do Manual da


Prestação de Contas trará agilidade no trato com as mesmas, devendo assim
recebê-las em condições apropriadas para a análise.

1.5 ESTRUTURA DO TRABALHO

Mencionar como o trabalho está organizado, ou seja, capítulos que serão


abordados. Este trabalho foi dividido em sete capítulos para facilitar a leitura e
compreensão.
No primeiro capítulo, aborda-se a introdução do trabalho, junto com a
justificativa e definição do problema, seguido do objetivo geral e os objetivos
específicos, e as suposições.
No segundo capítulo, apresenta-se à Administração,
No terceiro capítulo apresenta-se o Terceiro Setor com Histórico as
Organizações do terceiro setor e os aspectos gerais, a Administração Pública com
sua natureza e fins, princípios básicos, poderes e deveres, utilizados na
composição do trabalho.
No quarto capítulo aborda-se os Aspectos de auditoria, conceito, objetivos
e finalidade com avaliação dos controles internos.
No quinto capítulo conceituação do Controle Interno, sua importância,
objetivos, limitações, controle de sistema de informação e controle dos
procedimentos.
No sexto capítulo apresentação do Manual de Procedimentos Técnicos
para prestações de contas dos recursos financeiros recebidos da FUNASA –
Fundação Nacional de Saúde.
No sétimo capítulo as considerações finais do tema pesquisado,
identificando os objetivos e avaliando os objetivos propostos, as limitações
encontradas e apresentando soluções de acordo com os resultados alcançados.
Ainda neste capítulo são apresentadas as recomendações para futuros
trabalhos sobre o assunto.
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2 A ADMINISTRAÇÃO

A administração tem sido uma área de estudo e atuação com ferramentas


poderosas para as organizações em geral, particularmente para entidades sem fins
lucrativos.
O mercado está exigindo pessoas qualificadas e preparadas, muitas
necessitam de um curso superior ou específico para a área de trabalho.
Porém, a teoria e a prática estão ligadas, e são essenciais para o sucesso de
uma empresa ou associação, é por meio delas que os líderes poderão obter-se de
profissionais diferenciados.
Percebe-se em muitas empresas que as pessoas não são preparadas, têm
dificuldade em dar andamento ao trabalho de outro colaborador para um bom
desempenho e, mesmo assim, acreditam não necessitar de estudo e pesquisa.
Segundo Roethlisberger (1941 apud WAHRLICH, 1986, p. 5) "embora a teoria
sem prática constitua especulação improfícua, a prática sem a teoria é intransmissível.
As duas devem ser cultivadas conjuntamente, se quisermos aprender pela experiência
e estar em condições de transmitir o que aprendemos."
Com a globalização e as constantes mudanças que esta vem trazendo, é
possível que fique cada vez mais difícil manter-se no mercado sem conhecimento, é
necessário estar preparado. Os clientes estão exigindo muito mais hoje do que antes,
estão pagando mais, conseqüentemente buscam um produto e serviço diferenciado e
com qualidade.
De acordo com Drucker (1999, p. 2) "a administração e os administradores
constituem necessidades específicas de todas as entidades, de menor á maior. São
eles que mantêm sua coesão e a fazem trabalhar." São as pessoas que fazem com
que as organizações sobrevivam, porém, as mesmas necessitam de conhecimento,
treinamento, cursos e demais ferramentas para atender as demandas da atualidade.
Assim como as pessoas e os administradores toda empresa ou entidade tem
uma missão, que deverá ser trabalhada para o alcance de seu sucesso. Drucker (1999)
cita os passos que o administrador deve seguir para o alcance da missão
organizacional ou institucional. São cinco operações básicas: fixar objetivos e por meio
deles estabelecer metas, organizar tanto as pessoas como os serviços, motivar,
comunicar e avaliar o desempenho da organização.
Os líderes devem esclarecer e comunicar aos colaboradores qual é a missão
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da empresa e, por meio dela, seguir passo-a-passo as operações citadas, tendo


maiores chances de obter resultados positivos e esperados.
Em organizações onde são estabelecidas estratégias e as mesmas não são
comunicadas aos colaboradores com clareza, acabam ocorrendo problemas devido à
má utilização da comunicação, que é fundamental para o desenvolvimento dos
objetivos, e os gestores muitas vezes acusam os colaboradores de não terem
alcançado com êxito os propósitos da organização, sendo que a comunicação não foi
utilizada de forma eficiente.
Segundo Davis e Newstrom (1996), sem a comunicação as organizações não
podem existir, corno consequência os colaboradores não poderão saber o que seus
colegas estão realizando, e os gerentes não receberão informações necessárias e os
supervisores não poderão dar instruções.
Comunicar é uma tarefa que cabe aos gerentes, deve-se deixar bem claro qual
é a tarefa que o colaborador terá que desenvolver e explicar qual sua finalidade.
As organizações se diferenciam e se diversificam uma das outras, cada qual
com seu objetivo. O papel do gestor é fazer com que os colaboradores atinjam esses
objetivos.
De acordo com Chiavenato (1995) as funções que o administrador precisa
desenvolver são:
- prever: visualizar o futuro e traçar o programa de ação;
- organizar: constituir o duplo organismo material e social da empresa;
- comandar: dirigir e orientar o pessoal;
- coordenar: ligar, unir, harmonizar todos os atos e todos os esforços coletivos;
- controlar: verificar que tudo ocorra de acordo com as regras estabelecidas e
as ordens dadas.
A importante responsabilidade dos gerentes é manter os
membros da equipe orientados para sua tarefa global. Algumas vezes, as
políticas da organização e seus sistemas de recompensas podem
fragmentar os esforços individuais desencorajar o trabalho em equipe.
(DAVIS; NEWSTROM, 1996, p. 77).

Incentivar o trabalho em equipe é fundamental para o desenvolvimento das


tarefas, podendo-se assim, obter melhores resultados.
De acordo com Drucker (1999) o principal recurso da administração é o
16

conhecimento, ou seja, a função específica do administrador é transformar a


informação em conhecimento, esta tem a responsabilidade de promover o progresso
económico e fazer com que as pessoas possam trabalhar no alcance das metas
estabelecidas pela própria administração. O autor ainda cita alguns princípios da
administração:
- de que forma a administração lida com as pessoas, sendo sua função
capacitá-las e fazer com que desenvolvam suas tarefas, em equipe;
- a administração se insere na cultura de cada pessoa, porque trata da
integração das mesmas em um empreendedorismo comum;
- toda empresa precisa estabelecer metas e por meio delas traçar objetivos;
- as empresas são compostas por pessoas diferentes com capacidade
diferentes e conhecimentos diversos, que poderão ser compartilhados no dia a
dia com os colegas de trabalho;
- não basta somente medir o nível de produção e a linha de resultados para
obter resposta do desempenho da organização;
- os mais importantes resultados vêm de fora, ou seja, dos clientes.

O administrador deve ser um empreendedor, ou seja, aquele que insere algo


novo na organização e que poderá fazer mudanças de melhorias na hora certa. No
próximo assunto será tratado sobre o terceiro setor e como o estudo deste se torna
importante para o desenvolvimento das pessoas e da sociedade em geral.
Então no capitulo terceiro, será abordado o Terceiro Setor, do qual a ONG faz
parte.
17

3 TERCEIRO SETOR

Por primeiro setor entende-se que faz parte o Estado, o segundo setor
corresponde a livre iniciativa que são as empresas de fins privados, e o Terceiro Setor
envolve as ONGS (organizações não governamentais), que são entidades sem fins
lucrativos, cujas ações merecem o reconhecimento dos empresários e da sociedade
em geral.
O Terceiro Setor é "o espaço institucional que abriga ações de caráter privado,
associativo e voluntarista que são voltadas para a geração de bens de consumo
coletivo, sem que haja qualquer tipo de apropriação particular de excedentes
económicos que sejam gerados nesse processo." (ALVES, 2005, p. 7). É composto por
voluntários que contribuem de alguma forma para o desenvolvimento da sociedade, e
os não-voluntários que são aqueles que recebem uma remuneração para atuar na
organização, seu principal objetivo é trabalhar em benefício da sociedade.
Segundo Fernandes (1994) o Terceiro Setor é um conjunto de Organizações e
iniciativas privadas que visam à produção de bens e serviços públicos. Os principais
focos de atuação das ONGS são a Saúde, Educação, comunidade e o meio ambiente.
Já Rothgiesser (2005, p. 2) define que o Terceiro Setor são iniciativas”
privadas que nõ visam lucros, iniciativas na esfera pública que não são feitas pelo
Estado. São cidadãos participamndo de modo espontâneo e voluntário, em ações que
visam ao interesse comum”.

3.1 HISTÓRICO

As organizações do terceiro setor no Brasil estão crescendo cada vez mais,


aumentado o número de empregos.
De acordo com Rodrigues e Alves (2003) nas últimas duas décadas ocoreem
vários fatos na sociedade que deram origem ao terceiro Setor, ligados diretamente a
política e a intervenção social, campanhas contra a fome e campanhas contra miséria.
O Terceiro setor age como um meio de fortalecimento da sociedade civil no
sentido de que garanta seus direitos participando ativamente do combate a pobreza e a
desigualdade e a exclusão social, na garantia de direitos educacionais, na saúde,
moradia e cultura bem como a preservação do meio ambiente, o terceiro setor enfrenta
muitos desafios que estão ligados à competência gerencial.
18

De acordo com Barbosa e Oliveira (2002) as ONGS necessitam uma diretoria


que esteja à frente das atividades, dirigentes que participem efetivamente na gestão,
membros do conselho fiscal, que devem estar cientes das responsabilidades ao
assumirem uma posição nestas instituições e o voluntário, muitas vezes, se insere nas
posições citadas acima.
Para que as ações do Terceiro Setor alcancem com êxito seus objetivos, é
importante que as pessoas que fazem parte das instituições estejam totalmente
voltadas para a sua causa.
De acordo com Tenório (2001, p. 11) "as ONGS caracterizam-se por entidades
sem fins lucrativos, autónomas, isto é, sem vínculo com o governo, voltadas para o
atendimento das necessidades de organização de base popular, completando a ação
do Estado."
De acordo com Martins (2005) a OSCIP é uma Organização da Sociedade
Civil de Interesse Público, é um título que oferece um suporte ao terceiro setor.
Regulamentada pela lei n° 9.790 em 30 de junho de 1 999, conhecida como a lei do
terceiro setor, que dispõe sobre a qualificação de pessoas jurídicas de direitos privados
e sem fins lucrativos, facilitando as parcerias com o Terceiro Setor.
"Esta lei não pretende se sobrepor às outras, mas criar e reconhecer certo tipo
de entidade já em atividade no Brasil e no mundo: as ONGS. Do ponto de vista dos
redatores da lei, as normas anteriores que abarcavam o setor não eram convenientes
para regulá-lo." (MARTINS, 2005, p. 1).
"Apesar destes avanços, o Terceiro Setor ainda carece de uma lei de
incentivos fiscais clara e objetiva, e o próprio governo necessita "aprender" a trabalhar
com as OSCIPS do país, por meio do Termo de Parceria." (AMBIENTE BRASIL, 2008).
Algumas características da gestão das ONGS podem ser descritas segundo
Tenório (2001), como:
- o planejamento das ONGS e as atividades que elas exercem estão sujeitos a
fontes de financiamento efetuado em um período de três anos;
- as atividades são compartilhadas com as pessoas, porém não existe
sistematização de dados;
- não existem normas e procedimentos, o que faz com que as pessoas sejam
mais ágeis, porém as atividades e responsabilidades não são claramente definidas,
dificultando a gestão;
- é difícil fazer uma avaliação das pessoas pelo tipo de trabalho que é
19

realizado;
- as principais funções gerenciais são: planejamento, organização, direção e
controle.
Os gestores das ONGS precisam ter em mente a missão da organização, para
conseguirem por em prática as atividades, que chegarão ao alcance da missão, que
precisa ser clara e aberta a todos os colaboradores.
O planejamento precisa ser elaborado com uma visão global de todas as
carências das instituições, verificando qual área precisa ser trabalhada, por meio dos
pontos fracos e fortes identificados. Para que o planejamento seja executado, os
gestores precisam saber organizar as atividades e pessoas com competência,
conseqüentemente para que os objetivos sejam alcançados de forma eficaz.
De acordo com Bose (2005) o Terceiro Setor apresenta como características
diferentes contextos e culturas, como consequência disso, têm necessidades e
aspectos de gestão diferenciados, por isso iniciou-se alguns estudos a respeito do
tema, por não haver um corpo de conhecimento formado sobre o assunto, porém com
técnicas de observação pode-se perceber algumas características do Terceiro Setor no
Brasil, como:
- as pessoas possuem grande resistência na adoção de treinamento e técnicas
gerenciais;
- o amadorismo surge então como inerente à gestão de pessoas do Terceiro
Setor, como consequência da resistência das pessoas na adoção de modelos
estruturados;
- as práticas organizacionais são flexíveis e informais. Como decorrência
dessas características, ocorre a lentidão das atividades e processos nas ONGS.
Por fim, para que todas as ações das organizações sejam praticadas
efetivamente, os gestores devem ter o controle das mesmas e das pessoas.

3.2 AS ORGANIZAÇÕES DO TERCEIRO SETOR

As organizações que compõem o Terceiro Setor são as chamadas


Associações, Fundações, Igrejas, Institutos, etc. Mesmo estas se diferenciando uma
das outras passam pelas mesmas dificuldades e carências.
Os gestores do Terceiro Setor comumente se deparam com muitos problemas,
faltam recursos para o trabalho, pessoas qualificadas.
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De acordo com Sina e Souza (1999, p. 41) "o Terceiro Setor é constituído por
organizações, cujas atividades estão centradas em aspectos sociais, sem fins lucrativos
ou de interesse económico, que geram bens e serviços de caráter público."
Apesar de não obter lucratividade as organizações do Terceiro Setor,
necessitam de recursos financeiros para manter-se, os gestores devem buscar auxílio
com os voluntários, que na maioria das vezes são aqueles que ajudam no sustento
dessas organizações.
Os gestores do Terceiro Setor precisam acima de tudo saber organizar, não
somente as atividades de execução como também as pessoas que irão desenvolvê-las,
elas deverão ser colocadas em áreas que gostem e que saibam desenvolver bem seu
potencial.
De acordo com Mariotti (1999, p. 28) "a cultura de uma organização é um
sistema de valores e crenças compartilhados, que, por sua vez, determinam o
comportamento dos que os compartilham."
Os principais clientes das ONGS são as pessoas, que normalmente vão ao
seu encontro em busca de auxílio, e os gestores devem preparar os colaboradores
para o atendimento ao público das entidades, que devem ser tratados com respeito e
dedicação.
Cada organização tem sua cultura e sua forma, porém as organizações do
Terceiro Setor têm características comuns: de informalidade, falta de planejamento,
carência de profissionais capacitados e de recursos financeiros. As organizações sem
fins lucrativos serão alvos de pessoas que, cada vez mais irão se interessar por sua
causa, e o mercado nessa área poderá se tornar competitivo.

3.2 ASPECTOS GERAIS DO TERCEIRO SETOR

Com o crescimento do Terceiro Setor, cada vez mais, esta área precisará ser
estudada e entendida para que profissionais possam ser formados para atender às
demandas destas organizações.
De acordo com Bennis (1997, p. 3) "o gerente de hoje deve encontrar melhores
profissionais, motivá-los e lhes dar liberdade para desempenhar suas funções a seu
próprio modo. Os gerentes devem também articular e se concentrar nas metas da
empresa."
Cabe aos líderes a missão de motivar os colaboradores e fazê-los interagir
21

com outras pessoas.


De acordo com Drucker (1998, p. 134) "as associações são mais conscientes
que as empresas em relação ao dinheiro. Elas comentam e se preocupam a respeito
dele porque ele é muito difícil de ser levantado e sua disponibilidade está sempre muito
abaixo das necessidades."
Os recursos financeiros constituem-se em uma das carências das
organizações do Terceiro Setor; toda empresa necessita de dinheiro para comprar e
pagar despesas, assim também as instituições necessitam de recursos financeiros, o
governo ou voluntários contribuem com doações; porém, ocorrem imprevistos e, na
maioria das vezes, essas doações não conseguem suprir as necessidades das
associações.
Nesse sentido, acredita-se que a parceria entre o primeiro, segundo e Terceiro
Setor, representados respectivamente, pelo Estado, iniciativa privada e as organizações
de direito privado sem fins económicos, possa garantir maior sustentabilidade financeira
nos projetos e programas desenvolvidos. Ressalta-se a importância da iniciativa
privada, que, além do investimento social, também podem contribuir com a assessoria
na implantação de modelos de gestão, devidamente adaptados a realidade do Terceiro
Setor.
Talvez aí esteja o papel das empresas, de exercer a responsabilidade social,
contribuindo de alguma forma com desenvolvimento de uma nova ética e do verdadeiro
sentido de cidadania. De acordo com Melo Neto e Froes (2002, p. 78) "a
responsabilidade social de uma empresa consiste na sua decisão de participar mais
diretamente das ações comunitárias na região em que está presente e minorar
possíveis danos ambientais decorrentes do tipo de atividade que exercem."
É importante que as empresas estejam conscientes das necessidades
enfrentadas pela comunidade em que estão inseridas e, de alguma forma, contribuir
para minimizar seus problemas.
De acordo com Drucker (1999) uma organização sem fins lucrativos necessita
de um conselho forte, que consiga fazer um trabalho de uma forma eficaz. O autor cita
ainda que o conselho é o responsável pelo estabelecimento da missão e também pelo
seu sustento, de avaliar o desempenho do gerente e da organização, e mais
importante, é o responsável pelo levantamento de fundos para a instituição, pois sem
os fundos será difícil mante-la.
Assim como os conselhos, voluntários, a sociedade também pode se engajar
22

na causa, já que a esta é voltada para seus interesses.


Drucker (1998, p. 145) cita que "os membros de uma organização sem fins
lucrativos devem estar comprometidos com a sua causa. Devem estar profundamente
interessados e envolvidos nela, conhecer os programas e as pessoas que nele
trabalham e se importar."
Em algumas ONGS, os gestores não têm condições de oferecer as pessoas
todo o suporte que elas necessitam para se sentirem seguras e motivadas no trabalho,
por isso, é difícil manter as pessoas envolvidas no processo da organização se ela não
está satisfeita com seu trabalho e com as condições que ele oferece.
Em função de todas as necessidades que o Terceiro Setor enfrenta, entre eles
está a dificuldade de manter colaboradores e voluntários motivados, devido á falta de
ferramentas e recursos para desenvolver um trabalho efetivo com essas pessoas.
Em vista de algumas carências, torna-se necessário um estudo sobre
motivação que poderá explicar melhor o comportamento e atitudes das pessoas. Na
próxima seção se fará uma breve apresentação da importância da liderança e
comunicação no Terceiro Setor.

3.3 ADMINISTRAÇÃO PÚBLICA BRASILEIRA

Administrar é conduzir interesses, segundo a lei, a moral é a finalidade dos


bens entregues à guarda e conservação alheias. Na administração pública pode se
dizer que os bens são da coletividade, portanto, administração pública é a gestão de
bens e interesses distinto da comunidade no âmbito Federal, Estadual e Municipal,
segundo os preceitos do Direito e da moral, visando o bem comum.
Segundo Hely Lopes Meirelles (1999):

O conceito de administração pública não oferece contornos bem


definidos, quer pela diversidade de sentidos da própria expressão, quer
pelos diferentes campos em que se desenvolve a atividade
administrativa. A despeito disso, se faz distinguir o âmbito de ação do
administrador público e assimilar os princípios jurídicos básicos que
devem nortear a gestão dos negócios estatais.

No Direito Público – do qual o Direito Administrativo é um dos ramos, a


Administração Pública tanto designa pessoas e órgãos governamentais como a
23

atividade administrativa em si mesma, assim sendo, pode-se falar de administração


pública aludindo-se aos instrumentos de governo como à gestão mesma dos interesses
da coletividade.
O artigo 37 da Constituição Federal, brasileira de 1988, elenca os princípios
que regem a Administração Pública, que são: legalidade, impessoalidade, moralidade,
publicidade e eficiência.

3.4 NATUREZA E FINS DA ADMINISTRAÇÃO

A natureza da administração pública é a de um múnus público para quem a


exerce, isto é, a de um encargo de defesa, conservação e aprimoramento dos bens,
serviços e interesses da coletividade.
Como tal, impõe-se ao administrador público a obrigação de cumprir fielmente
os preceitos do Direito e da Moral administrativa que regem a sua atuação. Ao ser
investido em função ou cargo público, todo agente do poder assume para com a
coletividade o compromisso de bem servi-la, porque outro não é o desejo do povo,
como legítimo destinatário dos bens, serviços e interesses administrados pelo Estado.
Na administração particular o administrador recebe do proprietário as ordens e
instruções de como administrar as coisas que lhe são confiadas; na administração
pública essas ordens e instruções estão concretizadas nas leis, regulamentos e atos
especiais, dentro da moral da instituição. Daí o dever indeclinável de o administrador
público agir segundo os preceitos do Direito e da Moral administrativa, porque tais
preceitos é que expressam a vontade do titular dos interesses administrativos - o povo -
e condicionam os atos a serem praticados no desempenho do múnus público que lhe é
confiado.
Os fins da administração pública resumem-se num único obje-tivo: o bem
comum da coletividade administrada. Toda atividade do administrador público deve ser
orientada para esse objetivo. Se dele o administrador se afasta ou desvia, trai o
mandato de que está investido, porque a comunidade não institui a Administração
senão como meio de atingir o bem-estar social. Ilícito e imoral será todo ato
administrativo que não for praticado no interesse da coletividade.
24

3.5 PRINCÍPIOS BÁSICOS DA ADMINISTRAÇÃO

Os princípios básicos da administração pública estão consubstanciados em


seis regras de observância permanente e obrigatória para o bom administrador:
legalidade, moralidade, impessoalidade, razoabilidade, publicidade e eficiência.
A Constituição de 1988 não se referiu expressamente ao princípio da finali-
dade, mas o admitiu sob a denominação de princípio da impessoalidade (art.37).
Vale notar que, na forma do art. 11 da Lei 8.429/92, que trata do enri-
quecimento ilícito, constitui ato de improbidade administrativa, que atenta contra os
princípios da Administração Pública, qualquer ação ou omissão que viole os deveres de
honestidade, imparcialidade, legalidade e lealdade às instituições.
Legalidade - A legalidade, como princípio de administração (CF, art. 37, caput),
significa que o administrador público está, em toda a sua atividade funcional, sujeito aos
mandamentos da lei e às exigências do bem comum, e deles não se pode afastar ou
desviar, sob pena de praticar ato inválido e expor-se a responsabilidade disciplinar, civil
e criminal, conforme o caso.
O princípio da legalidade, que até bem pouco só era sustentado pela doutrina e
que passou a ser imposição legal, entre nós, pela lei reguladora da ação popular (que
considera nulos os atos lesivos ao patrimônio público quando eivados de "ilegalidade
do objeto", que a mesma norma assim conceitua:
A ilegalidade do objeto ocorre quando o resultado do ato importa em
fl
violação de lei, regulamento ou outro ato normativo - Lei 4.717/65, art. 2 ,
"c", e parágrafo único, "c"), agora é também princípio constitucional (art. 37
da CF de 1988).

Moralidade - A moralidade administrativa constitui, hoje em dia, pressuposto


de validade de todo ato da Administração Pública (CF, art. 37, caput). Não se trata - diz
Hauriou, o sistematizador de tal conceito - da moral comum, mas sim de uma moral
jurídica, entendida como "o conjunto de regras de conduta tiradas da disciplina interior
da Administração". Desenvolvendo sua doutrina, explica o mesmo autor que o agente
administrativo, como ser humano dotado da capacidade de atuar, deve, necessaria-
mente, distinguir o Bem do Mal, o honesto do desonesto.
O certo é que a moralidade do ato administrativo juntamente com a sua
legalidade e finalidade constituem pressupostos de validade sem os quais toda
atividade pública será ilegítima.
Já disse notável Jurista luso -António José Brandão - que "a atividade dos
25

administradores, além de traduzir a vontade de obter o máximo de eficiência


administrativa, terá ainda de corresponder à vontade constante de viver honestamente,
de não prejudicar outrem e de dar a cada um o que lhe pertence - princípios de Direito
Natural já lapidarmente formulados pêlos jurisconsultos romanos.
No âmbito da legislação infraconstitucional, o Dec. 1.171, de 22.6.94,
aprovando o Código de Ética Profissional do Servidor Público Civil Federal, reafirmou o
princípio da moralidade administrativa, dispondo textualmente que o servidor jamais
poderá desprezar o elemento ético de sua conduta, devendo decidir não somente
"entre o legal e o ilegal, o justo e o injusto, o conveniente e o inconveniente, o oportuno
e o inoportuno, mas principalmente entre o honesto e o desonesto, consoante as regras
contidas no art. 37, caput, e § 4a, da CF".
Impessoalidade e finalidade - O princípio da impessoalidade, referido na
Constituição de 1988 (art. 37, caput), nada mais é que o clássico princípio da
finalidade, Q qual impõe ao administrador público que só pratique o ato para o seu fim
legal. E o fim legal é unicamente aquele que a norma de Direito indica expressa ou
virtualmente como objetivo do ato, de forma impessoal.
Esse princípio também deve ser entendido para excluir a promoção pessoal
de autoridades ou servidores públicos sobre suas realizações administrativas (CF, art.
37, § 2).
E a finalidade terá sempre um objetivo certo e inafastável de qualquer ato
administrativo: o interesse público. Todo ato que se apartar desse objetivo
sujeitar-se-á a invalidação por desvio de finalidade, que a nossa lei da ação
popular conceituou como o "fim diverso daquele previsto, explícita ou
implicitamente, na regra de competência" do agente (Lei 4.717/65, art. 2fi,
parágrafo único, "e").

Desde que o princípio da finalidade exige que o ato seja praticado sempre
com finalidade pública, o administrador fica impedido de buscar outro objetivo ou de
praticá-lo no interesse próprio ou de terceiros.
O que o princípio da finalidade veda é a prática de ato administrativo sem
interesse público ou conveniência para a Administração, visando unicamente a
satisfazer interesses privados, por favoritismo ou perseguição dos agentes
governamentais, sob a forma de desvio de finalidade.
Razoabilidade - Implícito na Constituição Federal e explícito, por exemplo, na
Carta Paulista, art. 111, o princípio da razoabilidade ganha, dia a dia, força e
relevância no estudo do Direito Administrativo e no exame da atividade administrativa.
26

Sem dúvida, pode ser chamado de princípio da proibição de excesso, que,


em última análise, objetiva aferir a compatibilidade entre os meios e os fins, de modo
a evitar restrições desnecessárias ou abusivas por parte da Administração Pública,
com lesão aos direitos fundamentais.
De fácil intuição, a definição da razoabilidade revela-se quase sempre
incompleta ante a rotineira ligação que dela se faz com a discricionarieda-de. Não se
nega que, em regra, ela está mais presente na discricionariedade administrativa,
servindo-lhe de instrumento de limitação, ampliando o âmbito de seu controle,
especialmente pelo Judiciário ou até mesmo pêlos Tribunais de Contas. Todavia,
nada obsta à aplicação do princípio no exame de validade de qualquer atividade
administrativa.
No aspecto da atuação discricionária convém ter presente ensino de Diogo
de Figueiredo Moreira Neto demonstrando que a razoabilidade "atua como critério,
fmalisticamente vinculado, quando se trata de valoração dos motivos e da escolha do
objeto" para a prática do ato discricionário. Deve haver, pois, uma relação de
pertinência entre a finalidade e os padrões de oportunidade e de conveniência. 49.
Diogo de Figueiredo Moreira Neto, Curso de Direito Administrativo, 9- ed., Rio de
Janeiro, Ed. Forense, 1990.
Publicidade - Publicidade é a divulgação oficial do ato para conhecimento
público e início de seus efeitos externos. Daí por que as leis, atos e contratos
administrativos que produzem consequências jurídicas fora dos órgãos que os
emitem exigem publicidade para adquirirem validade universal, isto é, perante as
partes e terceiros.
Em princípio, todo ato administrativo deve ser publicado, porque pública é a
Administração que o realiza, só se admitindo sigilo nos casos de segurança nacional,
investigações policiais ou interesse superior da Administração a ser preservado em
processo previamente declarado sigiloso nos termos da Lei 8.159, de 8.1.91, e pelo
Dec. 2.134, de 24.1.97.
O princípio da publicidade dos atos e contratos administrativos, além de
assegurar seus efeitos externos, visa a propiciar seu conhecimento e controle pêlos
interessados diretos e pelo povo em geral, através dos meios constitucionais -
mandado de segurança (art. 5°, LXIX), direito de pe tição (art. 5a, XXXIV, "a"), ação
popular (art. 5a, LXXIII), "habeas data"
27

Eficiência - O princípio da eficiência exige que a atividade administrativa seja


exercida com presteza, perfeição e rendimento funcional. É o mais moderno princípio
da função administrativa, que já não se contenta em ser desempenhada apenas com
legalidade, exigindo resultados positivos para o serviço público e satisfatório
atendimento das necessidades da comunidade e de seus membros. O dever que tal
princípio impõe aos agentes públicos será analisado no item seguinte.

3.6 OS PODERES E DEVERES DO ADMINISTRADOR PÚBLICO

Os poderes e deveres do administrador público são os expressos em lei, os


impostos pela moral administrativa e os exigidos pelo interesse da coletividade. Fora
dessa generalidade não se poderá indicar o que é poder e o que é dever do gestor
público, porque, estando sujeito ao ordenamento jurídico geral e às leis
administrativas especiais, só essas normas poderão catalogar, para cada entidade,
órgão, cargo, função, serviço ou atividade pública, os poderes e deveres de quem os
exerce.
O poder administrativo, portanto, é atribuído à autoridade para remover os
interesses particulares que se opõem ao interesse público. Nessas condições, o
poder de agir se converte no dever de agir. Assim, se no Direito Privado o poder de
agir é uma faculdade, no Direito Público é uma imposição, um dever para o agente
que o detém, pois não se admite a omissão da autoridade diante de situações que
exigem sua atuação.

3.6.1 Poder Dever de Agir

O poder dever de agir da autoridade pública é hoje reconhecido pacificamente


pela jurisprudência e pela doutrina. O poder tem para o agente público o significado
de dever para com a comunidade e para com os indivíduos, no sentido de que quem
o detém está sempre na obrigação de exercitá-lo. comunidade. É que o Direito
Público ajunta ao poder do administrador o dever de administrar.

3.6.2 Dever de Eficiência

A eficiência funcional é, pois, considerada em sentido amplo, abrangendo não


28

só a produtividade do exercente do cargo ou da função como a perfeição do trabalho


e sua adequação técnica aos fins visados pela Administração, para o quê se avaliam
os resultados, confrontam-se os desernpe-nhos e se aperfeiçoa o pessoal através de
seleção e treinamento. Assim, a verificação da eficiência atinge os aspectos
quantitativo e qualitativo do serviço, para aquilatar do seu rendimento efetivo, do seu
custo operacional e da sua real utilidade para os administrados e para a
Administração.

3.6.3 Dever de Probidade

O dever de probidade está constitucionalmente integrado na conduta do


administrador público como elemento necessário à legitimidade de seus atos. O
velho e esquecido conceito do administrador público está presente na nossa
legislação administrativa, como também na Constituição da República, que pune a
improbidade na Administração com sanções políticas, administrativas e penais, nos
seguintes ter-mós: "Os atos de improbidade administrativa importarão a suspensão
dos direitos políticos, a perda da função pública, a indisponibilidade dos bens e o
ressarcimento ao Erário, na forma e gradação previstas em lei, sem prejuízo da ação
penal cabível" (art. 37, § 42).
Ao lado do dever de probidade e como seu complemento natural está sempre
o dever de prestar contas, que veremos a seguir.

3.6.4 Dever de Prestar Contas

O dever de prestar contas é decorrência natural da administração como


encargo de gestão de bens e interesses alheios. Se o administrar corresponde ao
desempenho de um mandato de zelo e conservação de bens e interesses de outrem,
manifesto é que quem o exerce deverá contas ao proprietário. No caso do
administrador público, esse dever ainda mais se alteia, porque a gestão se refere aos
bens e interesses da coletividade e assume o caráter de um múnus público, isto é,
de um encargo para com a comunidade. Daí o dever indeclinável de todo
administrador público - agente político ou simples funcionário - de prestar contas de
sua gestão administrativa, e nesse sentido é a orientação de nossos Tribunais.
29

A prestação de contas não se refere apenas aos dinheiros públicos, à gestão


financeira, mas a todos os atos de governo e de administração. Não será necessário
muito perquirir nos domínios de nosso Direito Positivo para se chegar a essa
conclusão. A própria Constituição Federal, quando garante a obtenção de certidões
das repartições públicas "para a defesa de direitos e esclarecimento de situações"
(art. 5a, XXXIV, "b"), e as leis administrativas, quando exigem a publicidade dos atos
e contratos da Administração, estão a indicar que o administrador público deve
contas de toda sua atuação aos administrados. Esse dever de prestar contas mais
se acentua na gestão financeira, onde a Carta da República o impõe expressamente
(arts. 70 a 75) não só para os administradores como para os demais responsáveis
por bens e valores públicos.
O dever de prestar contas alcança não só administradores de entidades e
órgãos públicos como, também, os de entes paraestatais e até os particulares que
recebam subvenções estatais para aplicação determinada (CF, art. 70 e parágrafo
único). A regra é universal: quem gere dinheiro público ou administra bens ou
interesses da comunidade deve contas ao órgão competente para a fiscalização.
Essa prestação de contas, segundo os ditames constitucionais, é feita ao órgão
legislativo de cada entidade estatal, através do Tribunal de Contas competente, que
auxilia o controle externo da administração financeira, como explicamos no capítulo
próprio (cap. XI, item III).
Aseguir, no proximo capítulo, intitulado de Auditoria, são abordados os
conceitos, objetivos, finalidades e programas.
30

4 AUDITORIA

A Instrução Normativa nº 16, de 20/12/1991, define os conceitos, diretrizes e


estabelece as normas de auditoria do sistema de controle interno do poder Executivo.
Mediante regulamentação governamental sobre o funcionamento do mercado
financeiro, estabeleceu-se pela Lei nº 4.728, de julho de 1965, a obrigatoriedade da
prática da auditoria governamental no Brasil. Outros segmentos foram levados a seguir
normas ou, até mesmo por mera necessidade de controle gerencial, a adotar a auditoria.
Como um processo sistemático de obtenção e avaliação objetiva de evidências
sobre afirmações a respeito de ações e eventos económicos, para aquilatação do grau
de correspondência entre as afirmações e critérios estabelecidos, e de comunicação dos
resultados a usuários interessados. (BOYTON, 2002).
A NBC T 12, expedida pelo Conselho Federal de Contabilidade conceitua
auditoria interna como o processo que "compreende os exames, análises, avaliações,
levantamentos e comprovações, metodologicamente estruturados para a avaliação da
integridade, adequação, eficácia, eficiência e economicidade dos processos, dos
sistemas de informações e de controles internos integrados ao ambiente, e de
gerenciamento de riscos, com vistas a assistir à administração da entidade no
cumprimento de seus objetivos".
Existem na literatura específica disponível diversos conceitos para auditoria,
podendo-se sucintamente resumi-los como um procedimento de certificação e
corroboração da veracidade de uma informação apresentada.
Segundo Boyton (2002), três tipos de auditoria ilustram as principais
características que constam em sua definição citada no início deste capítulo, são elas:
auditoria de demonstrações contábeis, auditoria de compliance e auditoria operacional.
Auditoria de demonstrações contábeis - envolve a obtenção e avaliação de
evidências a respeito das demonstrações contábeis de uma entidade, para emissão de
parecer se sua apresentação está adequada, de acordo com os Princípios Contábeis
Geralmente Aceitos.
Os resultados são distribuídos a uma gama de usuários, compreendendo:
conselhos de administração, diretorias, acionistas, credores, agências reguladoras e o
público em geral.
A Auditoria de gestão é exercida por auditores independentes, contadores das
31

áreas financeira e tributária, funcionários do controle governamental, analistas e


auditores internos das entidades em geral. Seu objetivo preponderante é a preocupação
com a produção e a produtividade, identifica os desvios relevantes e aponta onde estão
as falhas e os meios de alcançar os padrões desejados.
Costuma utilizar os seguintes elementos técnicos: Testes de efetividade;
indicadores de desempenho, recomendações saneadoras e punitivas.
Auditoria operacional - envolve a obtenção e avaliação de evidências a respeito
da eficiência e eficácia das atividades operacionais de uma entidade, em comparação
com objetivos estabelecidos. Pode abranger todos os setores de uma empresa, filial ou
departamento, extensivo a totalidade dos processos ou atividades, ou restritos a
determinados procedimentos. Pareceres deste tipo de auditoria contemplam não só a
avaliação da eficiência e da eficácia, mas também, recomendações e sugestões para o
aperfeiçoamento dos processos.
Um resumo comparativo dos diferentes tipos de auditoria é apresentado a
seguir.

4.1 OBJETO DA AUDITORIA

A execução da tecnologia da auditoria pode ser obtida através da utilização de


qualquer matéria que se ocupe de um conhecimento específico ou genérico. Para
embasar a opinião do auditor de forma confiável e segura sobre o objeto avaliado, pode-
se lançar mão dos seguintes meios, entre outros ainda, dependendo da especificidade
da entidade analisada:
1. Documentos (contratos, recibos, notas fiscais, faturas, duplicatas, guias,
notas promissórias, etc.);
2. Fichas de lançamentos, listagens, relatórios e razões contábeis;
3. Livros ou fichas de registros e arquivos eletrônicos;
4. Demonstrações contábeis;
5. Elementos físicos (estoques, bens móveis, dinheiro e cheques);
6. Legislação, manuais de procedimento, regulamentos, estatutos ou contratos
sociais e normas internas da empresa;
7. Impressos de rotina interna (ordens de compra, requisições de matérias
primas, boletins de recepção, folhas de serviços, boletins de custo, folhas de pagamento,
32

fichas de férias, registro de empregados, fichas de registro de ponto, notas de


transferência, controle de ações, etc.);
8. Elementos humanos (para pesquisas diretas, tais como: operários,
encarregados, gerentes, funcionários do escritório e diretores); e,
9. Informes auxiliares de qualquer natureza.
O nível de segurança dos controles internos adotados pela entidade analisada
irá determinar o grau de aprofundamento das investigações a serem realizadas nos
materiais disponíveis, sendo que, quanto mais ineficazes se apresentem os controles,
maior será a amplitude dos exames executados.

4.2 FINALIDADE DA AUDITORIA

A auditoria interna tem por objetivo examinar a integridade, adequação e


eficácia dos controles internos e das informações físicas, contábeis, financeiras e
operacionais da entidade, mediante a utilização de um conjunto de procedimentos
técnicos.
Segundo Magalhães (2001) são finalidades básicas da auditoria os
atendimentos ao usuário externo: acionistas preferenciais (minoritários), financiadores e
Estado; e ao usuário interno: acionistas ordinários (majoritários) e as estratégias de
investimentos de relevância, em determinado projeto.
Lopes de Sá (2002) enumera os seguiútes instrumentos para obtenção dos fins
da auditoria:
1. Indagações e determinações sobre os estados: patrimonial, financeiro,
económico e de gestão da entidade;
2. Descoberta de erros e fraudes;
3. Preservação contra erros e fraudes ou opinião sobre tais aspectos;
4. Estudos gerais sobre casos especiais, tais como:
a) Exames de aspectos fiscais e legais;
b) Exames para compra, reorganização, fusão, cessão, cisão ou
incorporação de empresas;
c) Exames para determinação de critérios de rateio de receitas, custos e
despesas, bem como, análise dos mesmos;
d) Exames para medida da eficiência de equipamentos;
33

e) Exames para levantamento de danos decorrentes de incêndios, inundações


e roubos,
f) bem como, para determinação de limites de seguros;
g) Exames para obtenção de financiamentos;
h) Exames para verificação das políticas de compra, venda e de produção;
i) Exames para levantamento de situações de crises e falências;
i) Avaliação da capacidade administrativa, da eficácia e da eficiência;
k) Estudos para determinação de direitos e obrigações em casos de
indenizações, desapropriações e casos jurídicos diversos;
l) Exames para estudos de liquidação;
m) Levantamento de rotações de valor do 'capital circulante;
n) Exames isolados de contas para verificação das relações da empresas com
terceiros (empreiteiros, comitentes, consignatários, distribuidores, sócios,
fornecedores, investidores, financiadores, etc.);
o) Exames para subsidiarem pareceres diversos.

4.3 PROGRAMA PARA AVALIAÇÃO DOS CONTROLES INTERNOS

A avaliação dos controles internos é o processo pelo qual pode-se mensurar e


qualificar o nível de segurança dos procedimentos adotados pelas entidades. A
quantidade e diversidade dos controles utilizados divergem de empresa para empresa,
dependendo do porte, ramo de atividade, quantidade de funcionários, entre outros
fatores.
Quanto mais sólido for o sistema de controles internos, maior será a segurança
do auditor na realização dos testes, necessitando de um menor número de
procedimentos para certificação do fato auditado. Por outro lado, quando mais frágeis
forem os controles, maior será a preocupação do auditor e maior, também será, o
número de testes nos procedimentos utilizados.
Então no capitulo quinto, será abordado os Controles Internos, que são os
procedimentos que a ONG usa, visando a auditoria a que é submetida.
34

5 CONTROLE INTERNO

Controle interno pode ser conceituado como o conjunto de procedimentos,


métodos, processos e rotinas, de natureza administrativa ou contábil, adotados de modo
formal, ou não, destinados à proteção do património, a verificação da exatidão e
fidedignidade dos dados contábeis e, a promoção da eficiência operacional, que,
adequadamente interligados, asseguram a fluidez e a organização necessárias para a
obtenção dos objetivos previamente traçados pela administração da empresa.
Na definição de Boyton (2002), controle interno é um processo operado por
pessoas, desenhado para fornecer segurança razoável quanto à consecução de
objetivos nas seguintes categorias: a) confïabilidade de informações financeiras; b)
obediência às leis e regulamentos aplicáveis e, c) eficácia e eficiência de operações.
Segundo Crepaldi (2000 p213), "o controle interno representa em uma
organização os procedimentos, métodos ou rotinas cujos objetivos são proteger os
ativos, produzir os dados contábeis confiáveis e ajudar a administração na condução
ordenada dos negócios da empresa".
O controle interno adquire significado e relevância se concebido com o intuito de
assegurar o cumprimento de um objetivo definido, seja ele administrativo ou gerencial.
Assim, não é algo sem face ou sem forma, mas um dado físico que avalia uma função
observável. (ATTIE, 1998).
Basicamente, o controle interno pode ser caracterizado como contábil ou
administrativo, sendo que, segundo Crepaldi (2000), o primeiro, compreende o plano de
organização e os métodos e procedimentos voltados para a proteção do património da
empresa e integridade dos registros contábeis e, o segundo, com ligação direta com a
eficiência das operações e com a política da empresa.

5.1 A IMPORTÂNCIA DE CONTROLES INTERNOS

Todas as empresas, independente de seu porte ou estrutura organizacional,


dispõem de controles que visam garantir a continuidade das operações e a geração de
informações decorrentes das atividades. Assim, numa empresa em fase inicial, ainda de
pequeno porte, o proprietário é o ponto referencial de controle. A ele recai toda a
incumbência pela supervisão das atividades, desde a seleção de fornecedores,
compras, contratação de funcionários, acompanhamento da produção, controle da
35

qualidade dos produtos fabricados, vendas, despacho e entrega aos clientes,


faturamento, contas a pagar, recebimento de valores, etc.
Na medida em que a empresa inicia uma fase de expansão, com acréscimo no
quadro de pessoal, aumento do volume de vendas, incremento da carteira de produtos
oferecidos, clientes e fornecedores, ou ainda, a abertura de novas unidades, mais
complexa se torna sua organização estrutural, sendo inviável, ao proprietário, o
acompanhamento e controle de todas as operações da empresa, havendo, então a
delegação de responsabilidade a funcionários, com a premissa de que haja
compromisso e competência idêntica a do empresário, para a gestão dos negócios.
Neste ponto, quando o proprietário não dispõe mais de meios para verificar
todas as operações da empresa, se observa a necessidade da implantação de métodos
e procedimentos que assegurem o correto desenvolvimento das atividades, que
possibilitem a checagem de todos os processos da estrutura organizacional da entidade,
desde a compra da matéria prima, passando pela produção dos produtos, até o
recebimento dos valores dos clientes, e que assegurem o fiel cumprimento das diretrizes
organizacionais.
Um sistema de controle interno adequado deve garantir a liberdade de atuação
dos funcionários na execução das atividades, para a obtenção dos melhores resultados.
Contudo, evitando que os mesmos exorbitem em suas funções e tirem proveito em
benefício próprio, ou ainda, causem prejuízos à empresa, por erros intencionais ou
dolosos. Deve, portanto, limitar a prática desses atos e possibilitar que estes não
permaneçam arquivados em definitivo. (ATTIE, 1998).
Almeida, em artigo publicado na edição n° 23 da rev ista Razão Contábil, afirma
a importância dos controles internos dentro de uma organização:
Para que as operações de compras, produção, armazenamento, vendas,
recebimentos, pagamentos e outras possam ser tratadas de maneira
segura, há que se instalar nas empresas um adequado conjunto de regras,
checagens, monitoramentos, controle de acessos, requisições, conferências,
aprovações, alçadas, rodízios de pessoas e segregação de funções de modo a
se ter uma segurança mínima de que as informações prestadas pela
contabilidade não possuam vícios e estão livres de erros e fraudes
relevantes.

Controles internos são importantes também na prevenção de fraudes, pois


inibem que funcionários venham a incorrer em atos ilícitos, dado a possíveis problemas
pessoais ou financeiros.
Moraes (2003) afirma que os sistemas de controles internos das empresas
ultrapassam as fronteiras das atribuições puramente contábeis e financeiras,
36

abrangendo operacionalmente toda a organização e por isso, todos na empresa, desde


a alta administração até o funcionário do mais baixo escalão, deverão estar em sintonia
com essa estrutura de controles, sob pena de seu fracasso ou ineficiência.

5.2 OBJETIVOS DOS CONTROLES INTERNOS

Um sistema de controle interno, através de todo seu conjunto de práticas e


procedimentos padronizados, tem por objetivo controlar todas as operações da
empresa.
De acordo com Attie (1998), o controle interno tem quatro objetivos básicos, a
saber:
a) salvaguarda dos interesses da empresa;
b) precisão e confiabilidade dos informes e relatórios contábeis, financeiros e
operacionais;
c) estímulo à eficiência operacional; e,
d) aderência às políticas existentes.
Almeida (2006), destaca as seguintes finalidades de um sistema de controles
internos:
a) que as operações sejam executadas de maneira eficiente e eficaz;
b) que as demonstrações contábeis contenham informações confiáveis; e,
c) que a entidade cumpra a lei e regulamentos a que esteja sujeita.

5.3 LIMITAÇÕES DOS CONTROLES INTERNOS

Um sistema de controle interno, mesmo adequado e seguro, possui limitações,


principalmente quanto: ao conluio de funcionários na apropriação de bens da empresa;
instrução inadequada dos funcionários com relação às normas internas; e, negligência
dos funcionários na execução de suas tarefas diárias.
Está sujeito também, a ocorrência de falhas por parte de funcionários no
exercício das atividades, decorrentes de erros por falta de cuidado, distração ou
cansaço, e por parte dos administradores, mediante procedimentos com objetivos
ilegítimos, na tentativa de mascarar uma situação específica ou mesmo na intenção de
tirar algum proveito para si próprio.
Outro fator a ser levado em conta na ocasião da implantação de sistemas de
37

controles internos, é com relação ao custo, que não deverá e*xceder aos benefícios que
dele se espera obter. Portanto, para as atividades mais simples, em que não há grande
risco de irregularidades, devem ser adotadas práticas de controles internos menos
dispendiosas, restringindo os procedimentos de controles mais sofisticados, e,
normalmente mais onerosos, para as atividades relevantes e estratégicas da empresa.
Reforçando o assunto, Boyton (2002) relaciona as seguintes limitações: erros
de julgamento ao tomar decisões; falhas em controles estabelecidos por descuido ou
desconhecimento; conluio entre indivíduos internos ou externos; "atropelamento" pela
administração (ignorar procedimentos ou normas estabelecidas, com objetivos ilícitos);
e, custos versus benefícios.

5.4 CONTROLES DE SISTEMAS DE INFORMAÇÃO

O controle de sistemas de informação é obtido mediante a prestação de


informações aos níveis adequados da administração, podendo variar a cada empresa,
dependendo do porte, atividade ou níveis de hierarquia existentes, não tendo, portanto,
um padrão pré-definido.
Como aborda Crepaldi (2000) um bom sistema de informação deve considerar
entre outros aspectos:
a) que a informação seja suficientemente detalhada a fim de permitir a
identificação de operações "anormais" ou que contenham possíveis problemas;
b) que os relatórios contenham informações relevantes para os usuários,
destacando aquelas mais importantes;
c) que as informações sejam distribuídas conforme as responsabilidades
atribuídas aos usuários:
d) que as informações sejam utilizadas por quem tem competência e tempo
para compreender seu significado e poderes para adotar medidas corretivas se for o
caso, pois cabe ressaltar que o controle não existe pelo fato do fornecimento da
informação e, sim, pelo uso que a administração faz dela.

5.5 CONTROLES DE PROCEDIMENTOS

Os controles de procedimentos são obtidos pela observância das políticas e


procedimentos determinados pela empresa. Os procedimentos existentes nas
38

organizações são implantados objetivando-se o alcance da eficiência operacional e,


conseqüentemente, dos objetivos empresariais, previamente acordados.
Os controles de procedimentos podem ser classificados em: procedimentos do
fluxo de documentação, que devem ser incorporados nó sistema de processamento de
operações, e, procedimentos de controles independentes, sendo aqueles estabelecidos
pela administração, independentes das rotinas de processamento das transações,
citando-se como exemplos a conciliação de saldos bancários, a proteção física dos bens
e a auditoria interna.
Assim como nos controles citados anteriormente, não há um padrão pré-
determinado para as políticas e procedimentos a serem adotados pelas empresas,
variando de acordo com seu porte, objeto e finalidade, porém, há algumas
características que devem ser observadas:
a) que sejam adequados à estrutura organizacional;
b) que sejam bem definidos e documentados; e,
c) que se mostrem fáceis de interpretar e aplicar.
39

6 ESTUDO DE CASO

Neste capítulo serão apresentados os resultados da aplicação prática da


fundamentação teórica do trabalho. Inicia-se com metodologia da pesquisa, sua
caracterização, os procedimentos metodológicos e o termíno com a descrição dos
procedimentos técnicos.

6.1 METODOLGIA DA PESQUISA

A Metodologia de Pesquisa integra a formação acadêmica de todos


aqueles que buscam construir uma estrutura e desenvolver conhecimentos. Isso
porque, ao contrário de que muitos pensam, o ensino, em qualquer nível e grau,
de apoiar-se na pesquisa científica como fonte de produção de novos saberes,
em lugar de se restringir à simples reprodução do que já se encontra socializado
como conhecimento.
Segundo Beuren (2003, p. 54): “O rigor científico da pesquisa e a
qualidade dos resultados do estudo dependem da correta definição dos métodos
e procedimentos a serem adotados para a observação e coleta dos dados, a
mensuração das variáveis e as técnicas de análise dos dados”.
É imprescindível que o plano de trabalho seja corretamente
confeccionado, por ser a base para o estabelecimento das cláusulas do convênio,
caso a proposição seja aprovada, bem como para sua execução, controle,
fiscalização e prestação de contas.

6.2 CARACTERISTICAS DA PESQUISA

Quanto à natureza da pesquisa esta é do tipo aplicada, pois tem como


meta obter informações que possam resolver a questão sobre a melhor forma
possível na área da prestação de contas, possibilitando ao analista a escolha e
alternativa para a tomada de decisões na apresentação do melhor grau de
certeza para facilitar ao convenente o seu deferimento.
Conforme Cervo e Bervian (1996 p. 47), na pesquisa aplicada, o
investigador é movido pela necessidade de contribuir para fins práticos mais ou
menos imediatos, buscando soluções para problemas concretos.
40

Com relação à forma de pesquisa, esta será qualitativa, pois serão


empregados as melhores soluções para os problemas levantados de acordo com
a legislação. Para Richardson (1999, p. 80) “os estudos que empregam uma
metodologia qualitativa podem descrever a complexidade de determinado
problema, analisar a interação de certas variáveis, compreender e classificar
processos dinâmicos vividos por grupos sociais”.
Quanto aos objetivos, esta pesquisa será do tipo exploratória, pois
buscará fornecer dados e conhecimentos sobre o assunto mencionado, com o
intuito de auxiliar os usuários no processo de desenvolvimento de um sistema de
informação para a prestação de contas.
De acordo com Cervo e Bervian (1996 p. 49), a pesquisa exploratória
realiza descrições precisas da situação e quer descobrir as relações existentes
entre os elementos componentes da mesma.
Será uma pesquisa descritiva por parte do pesquisador. Segundo Cervo e
Bervian (1996 p. 49), a pesquisa descritiva procura descobrir, com a precisão
possível, a freqüência com que um fenômeno ocorre, sua relação e conexão com
outros, sua natureza e características.
Quanto aos procedimentos será uma pesquisa bibliográfica, pois serão
desenvolvidos por meios de materiais já publicados em livros, internet, periódicos,
Leis, Decretos e Resoluções, que possibilitará alcançar os objetivos propostos, ou
seja, buscar em materiais já publicados elementos que fundamente o tema de
estudo. Conforme Cervo e Bervian (1996 p. 48), a pesquisa bibliográfica:
procura explicar um problema a partir de referenciais teóricas publicadas
em documentos. Pode ser realizada independentemente ou como parte
da pesquisa descritiva ou experimental. Em ambos os casos, busca
conhecer e analisar as contribuições culturais ou cientificas do passado
existentes sobre um determinado assunto, tema ou problema.

Caracteriza-se em um estudo minucioso para prestação de contas. Neste


caso busca-se o estudo da melhor forma de prestar contas entre a Associação
Rondon Brasil e o Governo Federal – FUNASA – Fundação Nacional de saúde.
Segundo Beuren (2003, p.84) estudo de caso é: a pesquisa que
caracteriza-se principalmente pelo estudo concentrado de um único caso. Esse
estudo é preferido pelos pesquisadores que desejam aprofundar seus
conhecimentos a respeito de determinado caso específico.
41

Em relação aos meios, a pesquisa será de campo, na Empresa


Associação Rondon Brasil.

6.3 ESTUDO DE CASO

A presente pesquisa limita-se aos objetivos propostos e consistirá na


elaboração do Manual de procedimentos Técnicos para prestação de contas dos
Recursos financeiros recebidos da FUNASA – Fundação Nacional da Saúde,
Convênios com os Estados de Santa Catarina, Rio Grande do Sul, São Paulo, Rio
de Janeiro e Tocantins, para atendimento á Saúde Indígena.
Conforme Gil (1999, p. 72), “o estudo de caso é caracterizado pela
avalição profunda e exaustiva de um ou poucos objetos, de maneira a permitir o
seu conhecimento amplo e detalhado, tarefa esta praticamente impossível
mediante os outros tipos de delineamentos considerados”.
Neste etapa, será relatado os momentos para o desenvolvimento das
etapas a serem seguidas usando-se o Manual da Prestação de contas com o
governo federal.

6.4 APLICAÇÃO PRÁTICA

A Prestação de Contas é obrigatória para qualquer pessoa física ou


jurídica que utilize ou administre dinheiro público.
Na Constituição Federal o artigo 70 e paragrafo único tratam deste item,
conforme segue:

Constituição Federal Seção IX

DA FISCALIZAÇÃO CONTÁBIL, FINANCEIRA E ORÇAMENTÁRIA

Art.70. A fiscalização contábil, financeira, orçamentária,


operacional e patrimonial da União e das entidades da
administração direta e indireta, quanto à legalidade, legitimidade,
economicidade, aplicação das subvenções e renúncia de receitas,
será exercida pelo Congresso Nacional, mediante controle
externo, e pelo sistema de controle interno de cada Poder.

Parágrafo único. Prestará contas qualquer pessoa física ou


jurídica, pública ou privada, que utilize, arrecade, guarde, gerencie
42

ou administre dinheiros, bens e valores públicos ou pelos quais a


União responda, ou que, em nome desta, assuma obrigações de
natureza pecuniária. (Redação dada pela Emenda Constitucional
nº 19, de 04/06/98)

A prestação de Contas é constituida de documentos e formulários,


devidamente preenchidos e assinados pelos gestores.
Nos Convênio a Prestação de Contas, pode ser parcial ou final. A
prestação de contas parcial, é composta por ducumentos e relatórios parciais a
ser apresentada para comprovar a execução de uma parcela recebida.

6.5 DOCUMENTOS APRESENTADOS

• Documentos apresentados na entrega da prestação de contas: Parcial e Final.


• Declaração de funcionamento regular fornecido pela Prefeitura Municipal de
Florianópolis;
• Declaração de funcionamento regular fornecido pelo Conselho Regional de
Administração de Santa Catarina;
• Declaração de funcionamento regular fornecido pela FUNASA – Coordenação
Regional de Santa Catarina;
• Comprovante de Inscrição e de Situação Cadastral da Receita Federal –
CNPJ;
• Certidão Conjunta Negativa do Ministério da Fazenda - Receita Federal;
• Certidão Negativa de Débitos da Prefeitura Municipal de Florianópolis;
• Certidão Negativa de Débitos Estaduais da Secretaria de Estado da Fazenda;
• Certificado de Regularidade do FGTS-CRF da Caixa Econômica Federal;
• Certidão Negativa de Débitos Relativos às Contribuições Previdenciárias e às
de Terceiros - Secretaria da Receita Federal – Ministério da Fazenda;
• Certidão de Qualificação de OSCIP – emitida pelo Ministério da Justiça;
• Extrato do Estatuto da Associação, publicação no Diário Oficial sobre a
mudança da Razão Social para - Associação Rondon Brasil;
• Estatuto da Associação Rondon Brasil;
• Ata da Assembléia Geral Extraordinária da Associação Estadual dos
Rondonistas de Santa Catarina que altera a Razão Social para Associação
Rondon Brasil;
43

• Documento – RG e CPF do Dirigente;


• Certidão do Tribunal de Contas da União.

Conforme a Instrução Normativa STN n° 01/9, a prest ação de contas


pode ser:

PRESTAÇÃO DE CONTAS PARCIAL

É a documentação apresentada para comprovar a


execução de uma parcela recebida (em caso de
convênios com três ou mais parcelas) ou sobre a
execução dos recursos recebidos ao longo do ano (em
caso de convênios plurianuais).
Quando a liberação dos recursos ocorrer em três ou
mais parcelas, a prestação de contas parcial referente
à primeira parcela é condição para a liberação da
terceira; a prestação referente à segunda, para a
liberação da quarta, e assim sucessivamente (art. 21,
§ 2º, da IN/STN 01/97).
Conforme o art. 32 da IN/STN nº 01/97, a prestação
de contas parcial deverá conter:
Relatório de Execução Físico-Financeira (art. 28, inc.
III, da IN/STN 01/97 - vide Anexo III);
Demonstrativo da Execução da Receita e da Despesa,
evidenciando os recursos recebidos em transferência,
a contrapartida, os rendimentos auferidos da aplicação
dos recursos no mercado financeiro, quando for o
caso, e os saldos de recursos não aplicados (art. 28,
inc. IV, da IN/STN 01/97 - vide Anexo IV);
Relação de pagamentos (art. 28, inc. V, da IN/ST N
01/97 - vide Anexo V);
Relação dos bens adquiridos, produzidos ou
construídos com recursos da União (art. 28, inc. VI, da
IN/STN 01/97 - vide Anexo VI);
Extrato da conta bancária específica do período que
se estende do recebimento da primeira parcela até o
último pagamento e, se for o caso, a conciliação
bancária (inc. VII, art. 28, da IN/STN 01/97 - vide
Anexo VII);
Cópia do termo de aceitação definitiva da obra,
quando o objeto do convênio for a realização de obras
ou serviços de engenharia (art. 28, inc. VIII, da
IN/STN 01/97 - vide Anexo VIII);
Cópia do despacho adjudicatório e homologação das
licitações realizadas ou justificativa para a sua
dispensa ou a sua inexigibilidade, conforme o caso,
com o respectivo embasamento legal (art. 27 da
IN/STN 01/97, com redação dada pela IN/STN Nº 3, DE
25/09/2003).

A prestação de contas final é o resultado das prestações de contas


parciais, referente ao total dos recursos recebidos, é apresentada depois da
44

consecução do objeto e objetivos pactuados, a ONG tem 60 dias após o final do


Convênio para prestar contas.

PRESTAÇÃO DE CONTAS FINAL

É a documentação comprobatória da despesa,


apresentada ao final da execução do objeto do
convênio.
A Prestação de Contas Final deve ser apresentada até
a data final da vigência do convênio (art. 28, § 5º, da
IN /STN 01/97).
Caso o convenente (beneficiário) não a apresente,
será concedido um prazo de 30 dias para a
apresentação ou recolhimento dos saldos, incluídos
rendimentos da aplicação no mercado financeiro, à
conta da entidade repassadora. Após esse prazo, se
não cumprida as exigências ou se existirem evidências
de irregularidade de que resulte prejuízo ao erário,
será instaurada a competente T omada de Contas
Especial (art. 31, §§ 4o, 7º e 8º, da IN/STN 01/97).
Conforme o artigo 28 da IN/STN nº 01/97, a prestação
de contas final deve conter:
O Plano de Trabalho (inc. I - vide Anexo II);
Cópia do Termo de Convênio ou do Termo Simplificado
de Convênio, com indicação da data de sua publicação
(inc. II);
Relatório de Execução Físico-Financeira (inc. III - vide
Anexo III);
Demonstrativo da Execução da Receita e da Despesa,
evidenciando os recursos recebidos em transferência,
a contrapartida, os rendimentos auferidos na aplicação
dos recursos no mercado financeiro, quando for o
caso, e os saldos (inc. IV - vide Anexo IV);
Relação de pagamentos (inc. V - vide Anexo V);
Relação dos bens adquiridos, produzidos ou
construídos com recursos da União (inc. VI - vide
Anexo VI);
Extrato da conta bancária específica do período que
se estende do recebimento da primeira parcela até o
último pagamento e, se for o caso, a conciliação
bancária (inc. VII);
Cópia do termo de aceitação definitiva da obra ou
serviço, quando o objeto do convênio visar à
realização de obra ou serviço de engenharia (inc.
VIII);
Comprovante de recolhimento do saldo de recursos à
conta indicada pêlo concedente ou DARF, quando
recolhido ao Tesouro Nacional (inc. IX);
Cópia dos despachos adjudicatório e homologatório
das licitações realizadas ou justificativa para a sua
dispensa ou a sua inexigibilidade, com o respectivo
embasamento legal (art. 27 da IN/STN 01/97, com
redação dada pela IN/STN Nº 3, DE 25/09/200.
45

6.6 ORDEM DOS PASSOS DO MANUAL DA PRESTAÇÃO DE CONTAS

1 - Relatório de Cumprimento de Pactuação;


1.1 Execução do objeto;
1.1.1 Alcance dos objetivos;
1.1.2 Metas alcançadas;
1.1.2 Previsão de execução;
1.1.2 Especificações das metas pactuadas (atividades);
1.1.2 Indicadores físicos (ações);
1.1.3 Previsão de execução (início e término);
1.1.3 População indigenas beneficiada (Estados e etinias);
1.1.3 Indicadores comparativos (anteriores e atual);
1.1.4 Qualidade dos serviços;
1.1.5 Total dos recursos aplicados;
1.1.6 Detalhamento das atividades;
2 - Plano de Trabalho Aprovado (Anexos I ao X, se for o caso, VII a IX);
3 - Termo de Convénio ou Termo Simplificado de Convénio, com a indicação da
data de sua publicação;
4 - Os documentos fiscais.
5 - Lançamentos no Programa SISCON da FUNASA.
6 - Relatório de Execução Físico - Financeira (Anexo XI);
7 - Relações de Pagamentos Efetuados (Anexo XII);
8 - Extrato da Conta Bancária específica do convénio;
9 - Conciliação Bancária (Anexo XIV)
10 - Cópia do Extrato do Demonstrativo dos Rendimentos da Aplicação
Financeira;
11 - Cópia do Comprovante de Recolhimento do Saldo dos Recursos a FUNASA;
12 - Cópia dos Despachos Adjudicatórios;
11.1 Cópia da Homologação das Licilações realizadas;
11.2 Cópia das Justificativas para Dispensa ou Inexigibilidade de Licilação,
com embasamento legal;
11.3 Cópia dos Contratos com o Fornecedor de Material ou Prestador de
Serviços.
46

6.7 DESCRIÇÃO DOS PASSOS DO MANUAL

6.7.1 O Relatório de Cumprimento

O Relatório de Cumprimento de Pactuação descreve as ações


programadas e executadas e os benefícios alcançados promovendo a melhoria
das condições de saúde da população indígena, no âmbito do Distrito Sanitário
Especial Indígena Sul/Sudeste, onde aparecerá as ações complementares,
pactuadas com a Funasa.
Neste relatório aparerera o quadro das ações Objetivos Específicos
Pactuadas na coluna indicadores físico/quantidade.

6.7.1.1 Alcance dos Objetivos; Metas Alcançadas e Previsão de Execução

Neste momento a especificação das atividades se resume na execução


de ações complementares da atenção a saúde indígena, como vigilãncia
nutricional e avalição mensal das crianças menores de cinco anos, avaliação das
gestantes e o aporte ao complemento alimentar e a alimentação de crianças em
risco nutricioanal avaliada pelos profissionais de saúde.
Também apoia a busca ativa dos sintomáticos respiratórios e a coleta e
encaminhamento dos casos confirmados para o tratamento, supervisão dos
pacientes.
Apoia a realização de consultas de pré-natal por gestante identificada e a
realização de exames preconizados pelo Ministério da Saúde em 100% das
gestantes identificadas. Realiza exame preventivo do câncer cévico-uterino das
mulheres na faixa etária de 15 a 49 anos, Efetuar exame de mama nas mulheres,
apoiando as ações de vacinação nas aldeiascom a busca ativa dos faltosos
Apoia a Saúde Bucal com ações educativas de prevenção cobertura da
atenção individual (média de procedimento básico e individuais), Cobertura da
atenção individual (primeira consulta odontológica), para a disponibilização de
próteses dentárias e implementação de escovação supervisionadas nas aldeias.
Apoia as capacitações em DST/AIDSe e a Saúde Mental
Apoiar a realização do inquérito situacional para alcoolismo e serviço de
prevenção ao alcoolismo para as reuniões de prevenção ao alcoolismo e outras
47

drogas garantindo a suplementação medicamentos não disponível na lista básica,


Assistência Farmacêutica.

6.7.1.2 Indicadores físicos

O presente trabalho propõe um conjunto de indicadores para o


diagnóstico de diferentes concepções adotadas e baseada em legislações
estaduais e federais. Os referidos indicadores podem apoiar a tomada de
decisões.
Nos indicadores aparecem os indicadores de saúde na Proporção de
crianças < 5 anos avaliadas, Proporção de gestantes acompanhadas, Proporção
de crianças < 5anos com Peso (P) < 10Kg.
Outros itens de medida é o numero de indios 30.788, Mulheres Parteiras,
Visitas domiciliares, Aldeia, Próteses, Reunião, Profissional. Quantidade de indios
por percentual.

6.7.1.3 Previsão de execução

O Convênio tem data de início e a data de término.

6.7.1.4 Populações indígenas beneficiadas

As populações beneficiadas são os indios Krenac; Tupi; Guarani;


Kaingang; Xokleng; Terena; Pankararus; krao e os Kraos Canela, Xerentes,
abrangendo os Estados do Rio de janeiro, São Paulo, Santa Catarina, Rio Grande
do Sul e Tocantins, beneficiando uma população de aproximadamente cerca de
40.000 mil índios.

6.7.1.5 Indicadores comparativos entre as situações anteriores.

Taxas de mortalidade infantil e neonatal na pop. indígena geral 2000 a 2006


2000 2001 2002 2003 2004 2005 2006
TMI 74,6 57,2 55,7 54,6 48,6 53,1 38,5
TMI
31,8 33,4 31,2 29,2 29,1 29,2 25,0
neonatal
Fonte: Coope/CGASI/DESAI , 19/6/2007
48

Os indicadores que procuram medir a evolução servem como um


instrumento para uma auto-avaliação das práticas além de constituir-se de uma
ferramenta de gestão e planejamento, sugerindo parâmetros de políticas e ações
que a empresa pode desenvolver para aprofundar seu comprometimento com a
responsabilidade Social.
Como ações importantes executadas pela conveniada e que impactam de
forma positiva os indicadores de saúde podemos citar o fornecimento de
suplementação alimentar, de fórmulas lácteas e leite integral, medicamentos e
material de enfermagem, insumos estes que têm sido adquiridos com preços
menores que os conseguidos pelos próprios órgãos governamentais e com
prazos de entrega reduzidos.
O respeito ao recurso financeiro público fica assim caracterizado como
uma diretriz de atuação da organização, a qual tem sido confirmada por auditorias
dos órgãos competentes. Também tem viabilizado a indígenas que de outra forma
não teriam acesso o fornecimento de órteses, próteses dentárias, serviços
funerários, vale-transporte, refeição quando em trânsito para hospitais, créditos e
insumos para telefonia celular, transporte de urgência/emergência, medicações
não-constantes de lista básica e consultas e exames especializados não
disponíveis no SUS.

6.7.1.6 Qualidades dos serviços prestados.

A situação do Serviço Público nada mais é do que o pleno reflexo das


condições gerais do País, também constitui um reflexo dessas condições gerais.
Para melhorar a eficiência do Estado, em geral, é necessário conter a sua
atuação dentro dos limites de suas finalidades específicas e dentro de sua
verdadeira capacidade.
Devido à situação atual, é necessário resolver os problemas básicos e
assistênciais, como os da área de Saúde, entre outras, em prazos, curtos e
médios, sem esperar que as discussões teóricas encontrem sua solução.
A qualidade está associada primeiramente à definição de conformidade
às especificações e evolui para uma visão de satisfação do cliente, não se
resumindo apenas nisto, mas abrangendo fatores como a pontualidade e o prazo
49

de entrega, as condições de pagamento, atendimento pós e pré-venda, entre


outros.
As ações serão acompanhadas mediante um processo de avaliação
contínua utilizando-se para registro os instrumentos do COMOA/Funasa, SIASI,
relatório das visitas de supervisão, registros fotográficos, reuniões nas aldeias,
Pólo Base, CASAI’s, Assessorias Indígenas, DSEI, Conselhos Locais e Distrital.

6.7.1.7 Recursos

O valor total dos recursos aplicados no Convênio referente a pactuação


apresentou-se o teto orçamentário do DSEI – Distrito Sanitário Especial Indigena
no valor de R$ 13.856.125,10, para o ano de 2008/2009, e será repassado à
Associação Rondon Brasil em duas parcelas uma no mês de maio de 2008 e a
outra no mês de janeiro de 2009.

6.7.1.8 Atividades

Neste item o detalhamento das atividades abrange as atividades inerntes


ao Rondon Brasil que participara apoiando às ações de revitalização e resgate
dos conhecimentos e práticas tradicionais, focando no trabalho dos rezadores,
curadores e parteiras e também no fomento do uso e conhecimento das plantas
medicinais. Dentro da lógica da desejada proteção à saúde dos indivíduos e
coletividades, o Rondon Brasil tem apoiado deslocamentos para tratamentos com
curadores tradicionais, encontros de curadores, intercâmbio de informações e
conhecimentos com outras etnias, e também ações de educação em saúde que
conjuguem os diferentes saberes, sempre valorizando os conhecimentos
autóctones.
É política da instituição favorecer a autonomia destes povos em relação
às questões de saúde, e também apoiar e reconhecer os trabalhadores locais,
buscando manter vivo os conhecimentos e práticas que reforçam a identidade
cultural e o diálogo interétnico.

6.7.2 Plano de Trabalho

O Plano de trabalho é uma das tarefas mais interessantes e desafiadoras


50

no âmbito da elaboração e da implementação de programas. Um plano de


trabalho é um documento, elaborado pela ONG, coordenadores e sua equipe, que
relaciona todas as atividades planejadas, as datas de implementação, os recursos
necessários e os responsáveis pela sua execução. Este documento constitui um
instrumento muito útil para a implementação eficiente e eficaz de um programa, e
deve ser usado como instrumento de monitoramento em todos os níveis de sua
ação.
Um dos mecanismos é o estabelecimento de convênios com Ongs, que
possibilitam o envolvimento de profissionais de saúde, e instituições com tradição
nas questões culturais, sociais e de atenção à saúde indígena.
O Plano de trabalho e ações pactuadas entre a Funasa e a conveniada,
devem ser extraídas do Plano Distrital de Saúde Indígena e propõem,
principalmente, a redução mortalidade infantil e a implantação de serviços de
saúde bucal, atenção integral à saúde da mulher e da criança, do controle e
prevenção em DST/Aids e hepatite, vigilância alimentar e nutricional, controle e
tratamento da tuberculose, saúde mental, entre outras ações pactuadas.

6.7.3 Termo de Convênio.

Termo de Convênio ou Termo Simplificado de Convênio, com a indicação


da data de sua publicação.
É o termo de Convênio encaminhado de Brasília – DF para a Associação
Rondon Brasil que terá por objetivo a renovação do convênio, cuja vigência
encerra-se no dia 26/04/XX.
Na oportunidade, virá a publicação do Diário oficial onde contas a data de
vigência Convênio publicado.

6.7.4 Documentos Fiscais

Os documentos fiscais comprobatórios de despesa, são emitidos em


nome do convenente e devem ser identificados com referência ao objeto
pactuado e número do convénio, com os respectivos atestos de recebimento do
material / equipamento ou de prestação de serviço.
51

6.7.5 Lançamento no SISCON

O SISCON é o módulo de Prestação de contas criado pela FUNASA, para


aumentar a qualidade das prestações de contas e da aplicação de recursos dos
convênios repassados a organizações sociais e não governamentais.
Neste módulo são lançados receitas e despesas e transmitidas
diariamente a Brasilia – DF, para o acompanhamento da execução dos convênios
em vista do seu objeto e sua forrmalidade para agilizar a análise da prestação de
contas e tornala mais eficiente.
O Objeto do SISCON é registrar as receitas e despesas classificando os
tipos de créditos com seus respectivos elementos de despesas, conformre os
pactuados no Plano de trabalho, nos lançamentos apareceram o nome da
Empresa, CNPJ, data do documento e o número do documento (Nota Fiscal) e se
for Pessoa Fisica o cadastro será o mone, nota fiscal de serviço e o múnero do
CPF.

6.7.6 Relatório Física - Financeira

O Relatório de Execução Físico-Financeira, é a etapa do convénio onde


são indicados as receitas e as despesas e os rendimentos das aplicações
financeiras, bem como o saldo da conta do convénio, se houver, permitindo
visualizar os lançamentos de receitas e despesas, encargos e suprimentos
mostrando se o total das retenções confere com os valores recolhidos.

6.7.6.1 Execução Financeira

Receitas

1 - As receitas devem estar de acordo com as ordens bancárias liberadas,


com a contrapartida utilizada e com as aplicações financeiras, demonstradas nos
extratos bancários.

Despesas

1 - As despesas devem estar de acordo com a Relação de Pagamentos


Efetuados;
52

2 - As naturezas das despesas descritas devem estar de acordo com as do


Plano de Trabalho e de acordo com a Lei 8.666/93.

Saldo

1- O saldo bancário descrito deve ser igual ao resultado da receita menos a


despesa e ser demonstrado na conciliação bancária.

Pagamentos

Pagamentos Efetuados enumerada em sequência cronológica,


relacionando às despesas realizadas na execução do convênio.
As licitações devem estar de acordo com as homologações /
adjudicações ou dispensas apresentadas, devendo também ser considerados os
nomes dos favorecidos, CNPJ/CPF e os valores pagos.
O total acumulado deve ser igual ao total da despesa descrita no
Relatório de Execução Físico-Financeira.

6.7.7 Extrato Bancário

O Extrato da Conta Bancária é emitidos pelo banco conveniado a fim de


permitir identificar a conta corrente do beneficiário do pagamento e movimentação
dos recursos financeiros vinculados ao convénio.
Devem espelhar todos os pagamentos constantes da Relação
Pagamentos Efetuados.

6.7.8 Conciliação Bancária

A Conciliação Bancária, compara o saldo do extrato bancário com o saldo


contábil. Os dados informados devem estar de acordo com os do extrato bancário
da conta específica do convênio.
53

6.7.9 Rendimentos da Aplicação

O Demonstrativo dos Rendimentos da Aplicação Financeira é o extrato


bancário dos investimentos realizados no fundo de aplicação financeira de curto
prazo ou na caderneta de poupança, permitindo visualizar um comparativo dos
extratos em relação aos pagamentos.
Os valores do Demonstrativo dos Rendimentos da Aplicação Financeira
devem corresponder com a Aplicação Financeira lançada no Relatório de
Execução Físico-Financeira.

6.7.10 Recolhimento do Saldo

O comprovante de Recolhimento do Saldo dos Recursos acompanha a


prestação de contas o saldo dos Recursos do Convênio é devolvido a FUNASA.

6.7.11 Despacho Adjudicatório

O Despacho Adjudicatório é o ato da comissão de licitação pelo qual se


atribui ao vencedor a proposta mais vantajosa para o convenente, o direito de
contratar o fornecimento de material ou prestação de serviço, conforme lei
8.666/93.
Deve constar a modalidade da licitação, embasamento legal, nome do
licitante vencedor do certame, CPNJ e valor.
54

7 CONSIDERAÇÕES FINAIS

Este trabalho teve como objetivo geral a elaboração de um Manual de


Procedimentos Técnicos para prestação de contas dos Recursos Financeiros
recebidos pelo Rondon Brasil da FUNASA – Fundação Nacional de Saúde. Os
objetivos específicos foram satisfeitos, pois se efetivou a revisão bibliográfica
sobre o assunto, bem como a elaboração do respectivo manual.
Observou-se que o manual de procedimentos técnicos elaborado trará
agilidade, eficiência e eficácia para a entidade recebedora do recurso financeiro.
A eficiência é verificada quando o profissional ou a equipe responsável pela
prestação de contas terá em mãos a forma correta de como proceder no
momento da prestação de contas da organização para cada parcela recebida.
Conhecendo a forma correta de prestar contas, tende-se a fazer os
procedimentos com eficácia, otimizando o tempo e os recursos humanos
envolvidos no processo, aumentando, desta forma, a contínua agilidade da
organização na prestação de contas que é uma exigência da entidade
repassadora dos recursos financeiros.
Em contrapartida, ao se prestar contas dentro do prazo e de forma correta,
há uma tendência de continuidade dos aportes dos recursos financeiros, bem
como assim, da prestação de serviços por parte do Rondon Brasil à população
indígena brasileira.

7.1 GENERALIDADES

Na realização deste trabalho de conclusão de curso, buscou-se analisar as


formas de conceituação da administração e administração pública, Terceiro Setor,
Auditoria e Controles com o propósito de demonstrar com eficácia e eficiência a
melhor maneira de se fazer a prestações de contas dos recursos financeiros
recebidos da FUNASA.
Para o desenvolvimento deste trabalho, foram elaborados quatro capítulos
de embasamento teórico, os quais serviram como ferramentas de trabalho, para a
elaboração de um estudo de caso.
55

O objetivo geral proposto, que foi de elaborar um Manual de Procedimentos


Técnicos para Prestação de Contas do Rondon Brasil para os recursos
financeiros recebidos da FUNASA.
Conclui-se que, a melhor forma seria elaborar um manual com todos os
passos inerentes a prestação de contas. Passos tais que foram abordados
anteriormente com suas respectivas explicações.

7.2 OBJETIVOS PROPOSTOS

De acordo com os objetivos geral e específicos: Pode-se observar no


capitulo seis, que foram satisfeitos, pois se efetivou a revisão bibliográfica sobre o
assunto, bem como a elaboração do respectivo manual e os passos a serem
percorridos demonstrando a forma correta de se prestar contas com o recurso
recebido da Fundação Nacional de saúde – FUNASA.

7.3 LIMITAÇÕES

As principais limitações encontradas na elaboração do trabalho em si,


foram três, o tempo, informção sobre o assunto e a profundidade utilizada no
aasundo abordado.
O tempo utilizado na produção trabalho academico é curto, em sua
vigência, pois o acadêmico não consegue se envolver totalmente em sua
construçãoo devido a outras discilinas do curriculum, o trabalho realizado na
empresa e a própria vida familiar.
O cuidado na informação para a elobaração do trabalho foi essencial,
porque foi encontrado várias fonte sobre o assunto, sendo elas: Livros, revista,
site do governo e até consulta com profissionais da área. A mistura de táis
informações teve que ser medida e anlisada de tal forma que não houve-se uma
confusão na hora de montar os passos pertinentes sobre o assunto.
Conforme paragáfo anterior, tais informações poderiam ser mais
aprofundadas, afim de satisfazer o conhecimento do leitor, porém tal
56

aprofundamento poderia desviar a ótica correta da qual foi idelizado o trabalho,


pondo assim em risco sua construção de acordo com seus objetivos sitados no
início do trabalho.
Procurou-se em eficiência e a eficácia que é voltado para ser um facilitador
do processo de prestação de contas não a este se aprofundar a mais nos temas
utilizados na elaboração.

7.4 RECOMENDAÇÕES PARA FUTUROS TRABALHOS

Para a realização de futuros trabalhos, recomenda-se: A verificação sobre


a metodologia adotada por outras ONGs, que tenham convênios com a Fundação
Nacional de Saúde - FUNASA, em relação a prestação de contas e os relátorios
consolidados, que acompanham a prestação de contas. Para fim de comparações
no modo de prestação, com a enfase no modelo que melhor apresente a
facilidade no objetivo de ambos.
57

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