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Slides - Romantismo

Este documento resume as principais características e autores da literatura romântica no Brasil. O romantismo se caracterizou pela valorização da natureza, religiosidade, idealização do amor e figura feminina. Autores como Gonçalves de Magalhães, Gonçalves Dias, Álvares de Azevedo e Castro Alves foram importantes para a poesia, enquanto Joaquim Manuel de Macedo, José de Alencar, Manuel Antônio de Almeida e Bernardo Guimarães se destacaram na prosa.

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Este documento resume as principais características e autores da literatura romântica no Brasil. O romantismo se caracterizou pela valorização da natureza, religiosidade, idealização do amor e figura feminina. Autores como Gonçalves de Magalhães, Gonçalves Dias, Álvares de Azevedo e Castro Alves foram importantes para a poesia, enquanto Joaquim Manuel de Macedo, José de Alencar, Manuel Antônio de Almeida e Bernardo Guimarães se destacaram na prosa.

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Romantismo no Brasil

“... São duas almas bem gêmeas


Que riem no mesmo riso,
Que choram nos mesmos ais;
São vozes de dois amantes,
Duas liras semelhantes,
Ou dois poemas iguais.”
Casimiro de Abreu

POESIA E PROSA
PROFESSORA: Mª CRISTINA A. BIAGIO Romero Brito

Romero Brito
Características da
Literatura Romântica
A natureza como expressão
do eu – a natureza no arcadismo
funcionava apenas como cenário,
já no Romantismo a natureza
reflete e revela o interior do eu
( que escreve) ou das personagens;
A religiosidade – A
valorização da espiritualidade, a
religiosidade cristã, o gosto pelo
sobrenatural são recorrentes
nessa estética;
O poeta Goethe na Itália -
Tischbein, Johann Heinrich
Wilhelm
 A idealização do amor
– o amor é tema central de
quase todas as obras do
Romantismo;
 A figura feminina –
mulher idealizada
-“anjo” ou mulher
“demônio” ( aquela que
arrasta o homem à
perdição);
 O herói romântico – Um
ser em permanente conflito
com a sociedade que o
oprime ou um ser idealizado
por seus feitos, como o
cavaleiro medieval;
O Mal-do-Século –
estado de espírito
depressivo, que leva ao
tédio, à melancolia, ao
pessimismo e ao desejo
de morte;

Obs.: Os sofrimentos do jovem


Werther, do escritor alemão Goethe,
fez tanto sucesso entre os jovens
europeus, que em todo o continente,
ocorreu um surto de suicídios. Em
Portugal, o triste fenômeno levou
cem anos para ser vencido, graças ao
pacto de silêncio feito pela imprensa
(que parou de noticiar os casos
de suicídio).
 Escapismo e Nacionalismo – a fuga da
realidade foi uma constante no
romantismo. Da volta ao passado histórico
resultou o nacionalismo: exaltação da
nação como um todo, das personalidades
históricas, das tradições populares, da
natureza.
Contexto Histórico

 Escravidão.
 Forte sentimento nacionalista – que
coincidiu com a independência do
Brasil – Principal fato político do século
XIX.
 Nascimento da burguesia entre nós.
A Poesia Romântica
 Obra que deu início ao Romantismo no Brasil –
Suspiros Poéticos e Saudades, de Gonçalves de
Magalhães (1836).
Fases e Principais autores:
1ª Fase - Saudosismo, nacionalismo e indianismo
(valorização das próprias raízes e da pátria) –
Gonçalves Dias.
2ª Fase: Mal-do-Século ou ultrarromantismo –
pessimismo, desejo de morte, solidão
religiosidade. Álvares de Azevedo.
3ª Fase: Condoreira - Poesia social. Castro Alves –
O poeta dos escravos.
Byron, O ídolo dos
Românticos

O poeta George Gordon


Byron(1788-1824), conhecido
como Lord Byron, levou a vida
como bem quis: livre e sem
preconceitos. Sua obra inspirou
toda uma geração de
românticos.
Prosa
O primeiro romance brasileiro –
O filho do pescador, de Teixeira
e Souza – foi publicado em
1843, entretanto não conquistou
muita popularidade, pois
apresentava uma trama
bastante confusa. Foi com A
Moreninha (1844), de Joaquim
Manuel de Macedo, que surgiu
o verdadeiro romance
romântico brasileiro.
A prosa está compreendida
em quatro categorias:
 Prosa
social-urbana – ambientada nas
cidades;
 Prosa histórica – Personagens e/ou fatos
históricos;
 Prosa
Indianista (que pode ser histórica) –
tem como protagonista o índio – focalizado
também, como na poesia, em uma
perspectiva heroica;
 ProsaRegionalista – necessidade de valorizar
culturalmente todo os espaços do Brasil.
José de Alencar
Mais do que um escritor romântico, José de Alencar
tentou construir as bases de uma literatura tipicamente
brasileira. Com longas metáforas e seu modo de escrever
peculiar, Alencar critica o Rio de Janeiro imperial e os
costumes da sociedade brasileira. Suas críticas à
sociedade da segunda metade do século XIX renderam
ao autor diversas críticas negativas na época.
Joaquim Manuel
de Macedo
24/06/1820, Itaboraí (RJ) - 11/4/1882, Rio de Janeiro (RJ)

Entrou para a história da literatura brasileira


com o romance “a Moreninha”.

Apesar de formar-se em medicina, não tinha vocação para a


ciência médica e nem chegou a exercer a profissão. O ano de sua
formatura, 1844, é o mesmo da publicação de "A Moreninha",
escrito em um mês, durante suas férias acadêmicas, e cujo
sucesso imediato abriu-lhe amplas perspectivas para a carreira de
romancista.
Manuel Antônio de
Almeida
 De junho de 1852 a julho de 1853
publicou, anonimamente, os folhetins
que compõem as "Memórias de um
Sargento de Milícias", reunidas em livro
entre 1854-55, em dois volumes, com o
pseudônimo de "Um Brasileiro". Na 3ª
edição, em 1863 - já póstuma -
apareceu seu nome verdadeiro.

Seu romance fez sucesso pelo humor


imparcial e amoral, o estilo coloquial e,
principalmente, por seu grande talento
como narrador.

Bernardo Guimarães
15/8/1825, Ouro Preto (MG) 10/3/1884, Ouro Preto (MG).

Em 1875, publicou o
romance que melhor o
situaria na campanha
abolicionista e viria a ser a
mais popular das suas
obras:
"A escrava Isaura".

Capa da edição
francesa
Visconde de Taunay
1843-1899

Inocência é considerada a obra-prima


não só de Taunay, mas do romance
regionalista romântico. É a história
de um amor impossível.

Segundo a crítica Ilka Laurito: 

“A borboleta é capturada e morta, para ser exibida na Europa: sai do seu meio
ambiente através da morte. Inocência, prisioneira e vítima de seu meio,
transcende-o e se liberta apenas pela morte. Ambas representam a ideia de beleza
e de fragilidade. Enquanto a borboleta se eterniza e perpetua o nome de
Inocência, espetada pelo cientista num estojo de colecionador, a personagem do
romance é eternizada pelo romancista que, pode-se dizer, “espeta-a” nas páginas
do livro.” 

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