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MANUMANUMANUMANU ALALALAL DEDEDEDE CIDADACIDADACIDADACIDADA NIANIANIANIA EEEE EMPEMPEMPEMP
MANUMANUMANUMANU ALALALAL DEDEDEDE CIDADACIDADACIDADACIDADA NIANIANIANIA EEEE EMPEMPEMPEMP
MANUMANUMANUMANU ALALALAL DEDEDEDE CIDADACIDADACIDADACIDADA NIANIANIANIA EEEE EMPEMPEMPEMP

MANUMANUMANUMANU ALALALAL DEDEDEDE CIDADACIDADACIDADACIDADA NIANIANIANIA

ALALALAL DEDEDEDE CIDADACIDADACIDADACIDADA NIANIANIANIA EEEE EMPEMPEMPEMP

EEEE EMPEMPEMPEMP REGABILIDADREGABILIDADREGABILIDADREGABILIDAD EEEE

SetSetSetSet embro/Outubroembro/Outubroembro/Outubroembro/Outubro dededede 2010201020102010

LocalLocalLocalLocal dededede formaçãoformaçãoformaçãoformação: Carregueira

FormFormFormForm adora:adora:adora:adora: Fátima Nascimento

Co -financiado pelo FSE e Estado Português

Carregueira FormFormFormForm adora:adora:adora:adora: Fátima Nascimento Co -financiado pelo FSE e Estado Português
Elaborado por Fátima Nascimento Fundamentação Objectivos e Conteúdos Introdução O que é ser cidadão Cidadania

Elaborado por Fátima Nascimento

Fundamentação

Objectivos e Conteúdos

Introdução

O que é ser cidadão

Cidadania

Responsabilidade

Ética e Moral

ÍNDICE

Ética e Deontologia Profiss ional

Formação

Empregabilidade

Ambiente

Segurança, Higiene e Saúd e no Trabalho

Promoção da saúde

Anexos

Conclusão

Bibliografia

Trabalho Promoção da saúde Anexos Conclusão Bibliografia Co- financiado pelo FSE e Estado Português 2 3

Co- financiado pelo FSE e Estado Português

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Anexos Conclusão Bibliografia Co- financiado pelo FSE e Estado Português 2 3 4 5 6 7
Elaborado por Fátima Nascimento Fundamentação 3 Curso de Operador/a de Jard inagem, tendo como Entidade

Elaborado por Fátima Nascimento

Fundamentação

Elaborado por Fátima Nascimento Fundamentação 3 Curso de Operador/a de Jard inagem, tendo como Entidade Formadora:
3
3

Curso de Operador/a de Jard inagem, tendo como Entidade Formadora: Com petir, Formação e

Serviços, S.A e como Entidad de Promotora: Nova Fronteira - Associação para a Reabilitação de

Toxicodependentes, com o programas:

seguintes

de

projecto

040701/2010/61,

apoiado

pelos

DGERT (Direcção Ge ral de Emprego e Relações do Trabalho)

POPH (Programa Op eracional Potencial Humano);

QREN (Quadro de R eferência Estratégico Nacional);

EU (União Europeia)

Co- financiado pelo FSE (Fun do Social Europeu) e Estado Português,

Benefícios

e condições de utilização do man ual:

De acordo com o Referencia l de Formação com o Código e Designação nº . 622161, surgiu

a necessidade da elaboração deste manual, cujo objectivo passa não só para servir de instrumento de apoio e auxíli o aos formandos no decorrer das sessões ineren tes ao módulo de Cidadania e Empregabilida de para aquisição de conhecimentos e competên cias enunciados

nos objectivos, como também

Os destinatários serão portan to, formandos candidatos ao Curso de Operado r/a de Jardinagem integrados no projecto acima mencionado.

como guia de consulta a posteriori aos destinat ários do mesmo.

Foi elaborado pela formad ora Fátima Alves do Nascimento e o mesmo

reproduzido sem autorização

da mesma e respectiva entidade formadora.

não poderá ser

Co- financiado pelo FSE e Estado Português

sem autorização da mesma e respectiva entidade formadora. não poderá ser Co- financiado pelo FSE e
Elaborado por Fátima Nascimento Objectivos 4 • Despertar a consciencialização dos fo rmandos para os
Elaborado por Fátima Nascimento Objectivos 4 • Despertar a consciencialização dos fo rmandos para os

Elaborado por Fátima Nascimento

Objectivos

Elaborado por Fátima Nascimento Objectivos 4 • Despertar a consciencialização dos fo rmandos para os seus
4
4

• Despertar a consciencialização dos fo rmandos para os seus direitos e deveres enquanto cidadãos;

• Facultar conhecimentos sobre os vári os tipos de

Cidadania e Responsabilidades, quer a nível e ducacional,

pessoal, profissional e ambiental

Co nteúdos

Educação/formação, profissão e trabalho/emprego.

Ambiente e saúde.

Educação/formação, profissão e trabalho/emprego.  Ambiente e saúde. Co- financiado pelo FSE e Estado Português

Co- financiado pelo FSE e Estado Português

Educação/formação, profissão e trabalho/emprego.  Ambiente e saúde. Co- financiado pelo FSE e Estado Português
Elaborado por Fátima Nascimento Introdução 5 A educação para a cidada nia surge no contexto

Elaborado por Fátima Nascimento

Introdução

Elaborado por Fátima Nascimento Introdução 5 A educação para a cidada nia surge no contexto da
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5

A educação para a cidada nia surge no contexto da gestão flexível d o currículo como

espaço de diálogo e r eflexão sobre as

experiências vividas, as pr eocupações sentidas e os temas e problem as relevantes da

comunidade e da sociedade. Tem como objectivo central,

proporcionar a construção de identidade e o de senvolvimento da

consciência cívica dos alunos . Ser cidadão é, então, tamb ém e concomitantemente, construir-se como s ujeito, assumir-se como pessoa. Admite-se co mo indispensável, nessa construção, uma fund amentação cujas linhas sejam traçadas numa a ntropologia de amplas referências culturais, soc iais, filosóficas

componente obrigatória do

mesmo e como um

A cidadania define a pertença

ligam direitos e deveres. Es se estatuto depende das leis próprias de cad a Estado, e pode

afirmar-se que há quantos ti pos de cidadãos quantos tipos de Estados. Ne sta perspectiva, a

cidadania não confere valor

situação de facto: a de que, a o nascer, se herda uma nacionalidade. O Estado é uma criação hu mana, cultural e instrumental; costuma admitir- se que é um mal necessário. Ressalta então a ideia de que a educação para a cidadania é um bem necessário e

ou dignidade suplementar ao indivíduo, apen as sanciona uma

a um Estado. Ela dá ao indivíduo um estatuto j urídico, ao qual se

indispensável como estimula dora da capacidade individual de análise e interv enção em função

dos valores fundamentais da que lhe subjaz.

comunidade em que se está inserido e da or ganização estatal

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lhe subjaz. comunidade em que se está inserido e da or ganização estatal Co- financiado pelo
6 Elaborado por Fátima Nascimento OOOO QUEQUEQUEQUE ÉÉÉÉ SERSERSERSER CIDADÃO?CIDADÃO?CIDADÃO?CIDADÃO? S er
6 Elaborado por Fátima Nascimento OOOO QUEQUEQUEQUE ÉÉÉÉ SERSERSERSER CIDADÃO?CIDADÃO?CIDADÃO?CIDADÃO? S er
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Elaborado por Fátima Nascimento

OOOO QUEQUEQUEQUE ÉÉÉÉ SERSERSERSER CIDADÃO?CIDADÃO?CIDADÃO?CIDADÃO?

ÉÉÉÉ SERSERSERSER CIDADÃO?CIDADÃO?CIDADÃO?CIDADÃO? S er cidadão é ser pessoa, é ter direitos e deve res, é

S er cidadão é ser pessoa, é ter direitos e deve res, é assumir as

uma comunidade

s uas liberdades e responsabilidades no seio de

d emocrática, justa, equitativa, solidária e intercult ural.

a cidadania – ser

luta sem tréguas

para erradicar assimetri as e exclusões socioculturais e criar cenári os de esperança realizáveis, fundamentad os em valores e princípios éticos, que requalifiqu em a democracia

com cidadãos participativ os e comprometidos.

N a verdade, não é fácil exercer a liberdade e p essoa e ser cidadão – por isso exige-se uma

Quem conhece e vive as não assumirmos alterar vez de excluir.

contradições do sistema, sabe que de nada s erve remediar, se

que integrem em

projectos políticos, socioculturais e educativos

Não há soluções e estrat égias pré-definidas.

Há grandes temas integra dores da acção.

Desafios que devem a limentar as nossas esperanças, vivências quotidianas que nos perm itam sonhar com um futuro melhor.

Tais como:

e

aprendizagens

Direitos Humano s;

Democracia requ alificada;

Território partilha do (requalificação ambiental, rural e urbana);

Relações signific ativas e laços comuns – uma cultura intergerac ional assente em

– aprender a viver

esteios de liberda de, tolerância, justiça, igualdade, solidariedade e a conviver com os outros;

Interacções soci ais específicas – pedagogia da memória –

participação

organizações fila ntrópicas, programas para sectores específicos d a população;

em

Tradição e inova ção (educação, informação, comunicação, forma ção);

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e inova ção (educação, informação, comunicação, forma ção); Co- financiado pelo FSE e Estado Português
Elaborado por Fátima Nascimento ⇒ Identidade e div ersidade (consciência colectiva);Cultura solidá ia e

Elaborado por Fátima Nascimento

Elaborado por Fátima Nascimento ⇒ Identidade e div ersidade (consciência colectiva);Cultura solidá ia e
Elaborado por Fátima Nascimento ⇒ Identidade e div ersidade (consciência colectiva);Cultura solidá ia e

Identidade e div ersidade (consciência colectiva);Cultura solidá ia e participação comunitária;

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Desenvolvimento sustentado – preservação do património comum

da humanidade

Desenvolvimento

de experiências piloto – pontes para o futur o – com equipas

multidisciplinares de investigação/acção/emancipação e redes de parceria;

Criação de es paços e colectividades de trabalho, ócio

e tempos livres;

Investimento nas TIC como ferramentas potenciadoras da democ racia participativa;

Preparação dos

permanente

cidadãos

para o diálogo/reflexão/acção – f órum

(natural, históric o, social e cultural);

Cidadania

de diálogo

Há, no que fica dito, a e mergência de transformações profundas, nova s políticas, novas dinâmicas para estimula r a inovação, a criatividade e a partilha de v alores, saberes e poderes, ou seja, uma vis ão estratégica para a construção da educação p ara a cidadania.

políticos, comunicadores, dirigentes, educado res, sociólogos e

uma série de outros age ntes que, de alguma maneira, se mostram pre ocupados com os

rumos da sociedade, está

No discurso corrente de

presente a palavra cidadania.

Como é comum nos cas os em que há a super exploração de um voc ábulo, este acaba ganhando denotações de sviadas do seu estrito sentido.

Hoje, tornou-se costum e o emprego da palavra cidadania para ref erir-se a direitos humanos, ou direitos d o consumidor e usa-se o termo cidadão par a dirigir-se a um indivíduo qualquer, desco nhecido.

De certa forma, faz sen tido a mistura de significados, já que a hist ória da cidadania confunde-se com a histó ria dos direitos humanos, a história das lutas d as gentes para a afirmação de valores éti cos, como a liberdade, a dignidade e a iguald ade de todos os humanos indistintamente ; existe um relacionamento estreito entre cid adania e luta por justiça, por democracia e outros direitos fundamentais asseguradores de condições dignas de sobrevivência.

Expressão originária do Roma antiga indicava a

crianças e outros) e se us direitos em relação ao Estado Romano. No

Dallari:

latim, que tratava o indivíduo habitante da ci dade (civitas), na situação política de uma pessoa (excepto mu lheres, escravos,

dizer de Dalmo

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política de uma pessoa (excepto mu lheres, escravos, dizer de Dalmo Co- financiado pelo FSE e
Elaborado por Fátima Nascimento “A cidadania express a um conjunto de direitos que dá à

Elaborado por Fátima Nascimento

Elaborado por Fátima Nascimento “A cidadania express a um conjunto de direitos que dá à pessoa
Elaborado por Fátima Nascimento “A cidadania express a um conjunto de direitos que dá à pessoa

“A cidadania express a um conjunto de direitos que dá à pessoa a po ssibilidade de

participar activamente d a vida e do governo de seu povo. Quem não tem

cidadania está

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marginalizado ou excluí do da vida social e da tomada de decisões, fican do numa posição

de inferioridade dentro do grupo social”[1].

O exercício da cidadania plena pressupõe ter direitos civis, políticos e soc iais e estes, se já

presentes, são fruto de

sonhos daqueles que fic aram pelo caminho, mas não tombados, e si m, conhecidos ou anónimos no tempo, vivo s no presente de cada cidadão do mundo, atr avés do seu “ir e vir”, do seu livre arbítrio e de todas as conquistas que, embora incipientes , abrem caminhos para se chegar a uma hu manidade mais decente, livre e justa a cada dia.

um longo processo histórico que demandou lá grimas, sangue e

a cada dia. um longo processo histórico que demandou lá grimas, sangue e Co- financiado pelo

Co- financiado pelo FSE e Estado Português

a cada dia. um longo processo histórico que demandou lá grimas, sangue e Co- financiado pelo
Elaborado por Fátima Nascimento 9 Responsabilid ade: responder perante a Responsabil idade O que é

Elaborado por Fátima Nascimento

Elaborado por Fátima Nascimento 9 Responsabilid ade: responder perante a Responsabil idade O que é a
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Responsabilid ade: responder perante a Responsabil idade

O que é a Responsabilidade?

É a obrigação a respond er pelas próprias acções, e pressupõe que as m esmas se apoiam

em razões ou motivos. O termo aparece em discussões sobre determinis mo e livre-arbítrio (é a crença ou doutrina fi losófica que defende que a pessoa tem o poder de escolher suas

acções.), pois muitos

defendem que se não há livre-arbítrio n ão pode haver

responsabilidade individu al, e consequentemente, também não pode hav er nem ética nem

punição.

Di ferentes tipos de responsabilidade

Tipos de Responsabilidade Pessoal Civil Criminal Moral Ambiental
Tipos de
Responsabilidade
Pessoal
Civil
Criminal
Moral
Ambiental

Responsabilidade Pess oal - Este tipo de responsabilidade está directa mente relacionada com a privacidade e a int egridade da pessoa para consigo.

A responsabilidade pesso al, é intransmissível!

Cada indivíduo deve ser responsável no meio que o rodeia e deve ser res ponsabilizado por todos os seus actos.

Está obrigado ao cumpri

mento dos deveres gerais definidos no meio em q ue se insere.

Co- financiado pelo FSE e Estado Português

ao cumpri mento dos deveres gerais definidos no meio em q ue se insere. Co- financiado
Elaborado por Fátima Nascimento 10 A res ponsabilidade no espaço - escola A responsabilidade de

Elaborado por Fátima Nascimento

Elaborado por Fátima Nascimento 10 A res ponsabilidade no espaço - escola A responsabilidade de cada
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A res ponsabilidade no espaço - escola

A responsabilidade

de cada elemento da comunidade escolar

está disposta no

Regulamento Interno da escola onde está inserido.

Este documento reg ula os direitos e deveres da competência de c ada elemento da sociedade escolar e d o respectivo cargo que ocupa.

A cada um basta cu mprir as leis desse regulamento, de forma resp onsável, para ser um individuo aceite n essa sociedade.

Responsabilidade Pessoal

Este tipo de responsab ilidade está directamente relacionado com a integridade da pessoa pa ra consigo.

A responsabilidade pesso al, é intransmissível!

privacidade e a

Cada indivíduo deve ser responsável no meio que o rodeia e deve ser res ponsabilizado por todos os seus actos.

Está obrigado ao cumpri mento dos deveres gerais definidos no meio em q ue se insere.

Responsabilidade Civil

É a obrigação de reparaç ão de um dano que uma pessoa cause a outra.

Procura determinar em q ue condições a pessoa pode ser considerada que medida é obrigada a repará-lo!

responsável e em

Reparação pode ser feita através de indemnização.

O dano pode ser causa do à integridade física, aos sentimentos ou a os bens de uma pessoa.

Responsabilidade Criminal

Consiste na sujeição a u ma pena – Multa ou Prisão – em consequência de prática de um crime.

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a u ma pena – Multa ou Prisão – em consequência de prática de um crime.
Elaborado por Fátima Nascimento Responsabilidade Moral 11 A responsabilidade mor al é, por sua vez,

Elaborado por Fátima Nascimento

Responsabilidade Moral

Elaborado por Fátima Nascimento Responsabilidade Moral 11 A responsabilidade mor al é, por sua vez, uma
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A responsabilidade mor al é, por sua vez, uma capacidade, e ao me smo tempo uma obrigação moral, de assu mirmos os nossos actos.

É reconhecermo-nos no s nossos actos, compreender que são eles que nos constroem e moldam como pessoas.

A responsabilidade implica

decidirmos racionalmente, c onhecendo os motivos da nossa acção e ao consequências desta), duran te o acto (na forma como actuamos) e depois do

das consequências que advê m dos actos praticados).

que sejamos responsáveis antes do acto (a o escolhermos e

tentar prever as acto (no assumir

Responsabilidade Ambiental

É aplicável aos danos e aos r iscos de danos ambientais.

Ambiental É aplicável aos danos e aos r iscos de danos ambientais. Co- financiado pelo FSE

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Ambiental É aplicável aos danos e aos r iscos de danos ambientais. Co- financiado pelo FSE
Elaborado por Fátima Nascimento Pressupostos da Liberdade 12 Ma s o que se entende por

Elaborado por Fátima Nascimento

Pressupostos da Liberdade

Elaborado por Fátima Nascimento Pressupostos da Liberdade 12 Ma s o que se entende por liberdade?
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Ma s o que se entende por liberdade? –

Designa a capacidade qu e todo o homem possui de actuar segundo a sua

própria decisão.

Auton omia do sujeito face às suas condicionantes.

Embora o homem esteja sempre condicionado por factores externos e i nternos, para que uma acção possa ser co nsiderada livre é necessário que ele seja a cau sa do seus actos, isto é, que tenha uma con nduta livre.

Consciência da acção.

A acção humana é a ma nifestação de uma vontade livre e portanto con sciente dos seus

os motivos e as

circunstâncias, assim co mo as consequências da própria acção. Pres suposto que está

actos. Este pressuposto

implica que o sujeito não ignore a intenção,

todavia longe de estar se mpre satisfeito.

Escolhas fundamentada em valores.

A acção implica sempre a

escolha. Nem sempre c ontudo, esta dimensão da liberdade é conscie nte, embora seja

sempre materializada na própria acção.

manifestação de certas preferências, implicand o o homem nessa

Formas da Liberdade

Liberdade interior: auto nomia face a si mesmo (Liberdade psicológica) valores livremente escolh idos (Liberdade Moral)

e de agir segundo

Liberdade Exterior: aut onomia face à sociedade (Liberdade sociológica ) e de exercer os direitos básicos de qualq uer cidadão (Liberdade Política).

e de exercer os direitos básicos de qualq uer cidadão (Liberdade Política). Co- financiado pelo FSE

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e de exercer os direitos básicos de qualq uer cidadão (Liberdade Política). Co- financiado pelo FSE
Elaborado por Fátima Nascimento Acção 13 Condicionantes da acção Cond icionantes físico-biológicas e psicológicas

Elaborado por Fátima Nascimento

Acção

Elaborado por Fátima Nascimento Acção 13 Condicionantes da acção Cond icionantes físico-biológicas e psicológicas
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Condicionantes da acção

Cond icionantes físico-biológicas e psicológicas

Património genético dos

etc.) que se constitui com o um conjunto de condicionantes das suas acçõ es, a estrutura do

nosso corpo e a sua rela ção com o meio ambiente condicionam aquilo q ue podemos fazer

e como o podemos fazer.

seus progenitores (sexo, cor da pele, cor dos o lhos, inteligência,

O ambiente em que vivemo s (recursos e matérias primas, clima e outras con dições ambientais) condiciona os co stumes, as crenças, os valores Sociais, religioso s, estéticos, etc.

com os outros.

Características como: confor mismo, optimismo, timidez condicionam a acçã o, permitindo-nos

Personalidade condiciona

o modo como actuamos e nos relacionamos

prever, até certo ponto, qual s será o tipo de conduta mais provável.

Con dicionantes histórico-socioculturais

A época histórica e o meio so ociocultural influenciam as nossas decisões, pois

ter nascido na Idade Média

lugar faria de nós um ser hum ano diferente.

não é indiferente

ou no século XXI. Nascer e ser educado noutr a época e noutro

A

acção humana é o campo onde se traçam projectos que nos levam a inven tar o nosso futuro

e

a definir o que queremos se r.

Ética e Moral

Experiência Moral.

Quotidianamente somos con frontados com situações em que temos que de cidir sobre coisas

que interferem na liberdade d e outros. A simples coexistência coloca a questã o da necessidade

de cumprir normas.

A simples coexistência coloca a questã o da necessidade de cumprir normas. Co- financiado pelo FSE

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A simples coexistência coloca a questã o da necessidade de cumprir normas. Co- financiado pelo FSE
Elaborado por Fátima Nascimento É por isso que nas nossas d ecisões temos em conta

Elaborado por Fátima Nascimento

Elaborado por Fátima Nascimento É por isso que nas nossas d ecisões temos em conta valores,
Elaborado por Fátima Nascimento É por isso que nas nossas d ecisões temos em conta valores,

É por isso que nas nossas d ecisões temos em conta valores, princípios, n ormas ou regras

de conduta que impomos a n ós mesmos, mas também esperamos que os o utros as sigam ou pelo menos as aceitem.

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Se os outros manifestam um comportamento diverso daquele que à luz deste s ideais julgamos

que deveriam ter, afirmamos mesmo "moral".

que não agiram correctamente, não têm valo res, princípios ou

Há situações-limite em que

devemos tomar. Estão nest e caso as situações que envolvem dilemas de

como a droga, o aborto, a clo nagem, eutanásia, o roubo ou a fecundação in vi tro.

revelamos profundas dúvidas sobre a opção

mais correcta que difícil resolução,

Ética

Trata-se de uma disciplina no rmativa que tem como objectivo estabelecer os princípios, regras

e valores que devem regula r a acção humana, tendo em vista a sua harm onia. Num grande

número de filosofias estes

"imperativos" da consciência como valor universal. A ética preocupa-se não como os homens são, mas como devem ser. E m qualquer caso o homem é entendido como a autoridade última

das suas decisões.

princípios, regras e valores aspiram a afi rmarem-se como

Moral

Trata-se do conjunto de valo res que uma dada sociedade ao longo dos temp os foi formando e que os indivíduos tendem a s sentir como uma obrigação que lhes é exterior.

Nós e os Outros.

O homem vive em sociedad e. Viver é, não apenas estar no mundo, mas outros, conviver.

relacionar-se com

A multiplicidade destas relaç ões (de coexistência, de convivência, de colabo ração, de conflito,

estabelecerem e

acatarem normas, padrões

de confronto, etc), permane ntemente faz emergir a necessidade de se

e valores que possibilitem harmonizar acções m uito distintas.

Co- financiado pelo FSE e Estado Português

de se e valores que possibilitem harmonizar acções m uito distintas. Co- financiado pelo FSE e
Elaborado por Fátima Nascimento 15 (Exemplo de um princípio mo ral: "Não faças aos outros

Elaborado por Fátima Nascimento

Elaborado por Fátima Nascimento 15 (Exemplo de um princípio mo ral: "Não faças aos outros aquilo
Elaborado por Fátima Nascimento 15 (Exemplo de um princípio mo ral: "Não faças aos outros aquilo
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(Exemplo de um princípio mo ral: "Não faças aos outros aquilo que não queres que te façam a ti".)

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"Não faças aos outros aquilo que não queres que te façam a ti".) Co- financiado pelo
Elaborado por Fátima Nascimento Ética e Deontologia Profissional Ética : compromisso com valo res duradouros

Elaborado por Fátima Nascimento

Elaborado por Fátima Nascimento Ética e Deontologia Profissional Ética : compromisso com valo res duradouros 16

Ética e Deontologia Profissional

Ética: compromisso com valo res duradouros

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Deontologia fixa os devere s e responsabilidades requeridos por um deter minado ambiente profissional e pode reflectir ev volução e novas prioridades

A ética e deontologia de u ma profissão constitui em conjunto o seu có digo de conduta profissional

Para garantia e segurança d a sociedade e defesa dos próprios profissionais face a exigências e prepotências a que possam ser sujeitos

Um código de conduta profis sional é um componente essencial indispensáve l para o exercício livre e responsável de qualqu er profissão digna de “confiança pública”

Esquecemo-nos muitas veze s que um dos objectivos dos códigos de condut a é auto-regular a própria actividade, antes qu e a legislação laboral o faça por nós. Mais: d evemos partir do convencimento de que os us os corruptos acabam por viciar a vida de qualqu er organização: a corrupção é que corrompe, n ão o dinheiro ou o poder.

Ética e Economia de mercad o

Sistema económico, sistema político e sistema ético-cultural

Lei/Liberdade

Progresso/Tradição

“Inteligentes”/“Espertinhos”

Valores e Fins

Factos e Valorações

1. Ética: diz respeito, antes d e mais, à relação comigo mesmo

2. Ética dos”mínimos”e ética dos “máximos”

3. Ética da “primeira pessoa” e ética da “terceira pessoa”

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3. Ética da “primeira pessoa” e ética da “terceira pessoa” Co- financiado pelo FSE e Estado
Elaborado por Fátima Nascimento Pilares para um edifício ético A ética profissional não é um

Elaborado por Fátima Nascimento

Elaborado por Fátima Nascimento Pilares para um edifício ético A ética profissional não é um a
Elaborado por Fátima Nascimento Pilares para um edifício ético A ética profissional não é um a

Pilares para um edifício ético

A

ética profissional não é um a ética distinta da ética geral.

O

sujeito da ética é a pessoa, , não a associação ou a empresa.

É

uma ciência prática: não s e estuda para saber, mas para actuar. É uma

ciência normativa:

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não diz como actua a maioria -isso seria sociologia -, mas como deveríamos a ctuar.

A ética é uma ciência teórica

razão e a ética à vontade.

de carácter normativo, como a lógica, ainda q ue esta se dirija à

Não se deve confundir, por is so, a moral com a moralidade.

A ética nem sempre coincide com a legalidade.

Os comportamentos éticos

natureza transcendente, quer de raiz humanista.

devem nascer de convicções internas, quer

estas sejam de

A ética é algo para ser vivid o todos os dias, não um remédio ou uma solu ção para quando

surge um problema ou um co nflito.

Para uma ética bem aplicada

1. Como as pessoas boas to mam decisões difíceis

2. Juízos e decisões

3. Liberdade e Bem

Valor e limites dos códigos

A temática dos códigos de ét ica deve servir para mostrar que a ética não é a

normas.

fria aplicação de

A ciência ética não se deve f ixar nas “muletas”, deve centrar-se antes no de ver ser próprio da

pessoa livre e consciente.

Mais do que as “determinaçõ es”, o essencial da ética é a “auto-determinação” .

As “muletas” do dever ser po dem até ser vistas como estruturas do bem, mas não são o Bem.

“ O mapa não é o território e

o menu não é a comida” (Ronald Laing)

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“ O mapa não é o território e o menu não é a comida” (Ronald Laing)
Elaborado por Fátima Nascimento Ética: um valor com ou sem preço? Quanto vale a ética?

Elaborado por Fátima Nascimento

Ética: um valor com ou sem preço?

Quanto vale a ética? Quanto custa?

É um luxo a que (não) nos po demos permitir?

A ética paga? A ética dá dinh eiro?

A ética conta

e conta cada vez mais.

A honradez é a melhor polític a!

Visões e posturas

mais. A honradez é a melhor polític a! Visões e posturas 18 Deontológica (fixação de nor
18
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Deontológica (fixação de nor mas) . Cumprimento

Utilitarista (fixação nos valore s)

. Integridade

Integral (evita abordagens un ilaterais) . Excelência

Em suma, o código de cond uta -como toda a norma -representa um ideal d e comportamento, mas o comportamento real nã o reside na norma, mas na virtude.

Para o código, basta uma prática: a virtude adquire-se.

aprendizagem teórica, mas a virtude requer u ma aprendizagem

As normas têm sentido na m edida em que facilitam a aquisição de virtudes, a o assinalar o que

se deve fazer e o que convém

evitar.

DEON TOLOGIA E ÉTICA PROFISSIONAL

CÓDIGO DE CONDUTA PESSOAL

No nosso dia-a-dia, devem os pautar a nossa conduta por um conjunt o de normas ou procedimentos que visam a c onstrução de uma Sociedade mais justa e harm oniosa no âmbito de uma Cidadania plena.

É um dever ser auto-crítico sociedade melhor;

desde que seja feito de forma justa: esta co ntribui para uma

É importante partilhar sabere s e promover a entreajuda;

É essencial respeitar a opiniã o dos outros;

Deve-se acreditar no nosso v alor/capacidades para ver reconhecido os nosso s conhecimentos;

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no nosso v alor/capacidades para ver reconhecido os nosso s conhecimentos; Co- financiado pelo FSE e
• A humildade é a base Elaborado por Fátima Nascimento para a construção de um

• A humildade é a base

Elaborado por Fátima Nascimento

para a construção de um ser em sociedade;

• É fundamental olhar

para a Humanidade com sensibilidade;

• Deve-se primar pela

honestidade;

com sensibilidade; • Deve-se primar pela honestidade; 19 • Todos devem ser trat ados com dignidade,
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• Todos devem ser trat ados com dignidade, independentemente das dif erenças;

• Cada um é responsá vel pelos seus actos;

• Deve-se primar pel los princípios de educação incutindo-os ao s nossos filhos,

contribuindo com isso

para uma sociedade mais justa e humana;

• É importante estimula r o convívio como enriquecimento pessoal;

• É dever de todos bus car o caminho da felicidade sem prejuízo de outr em;

• É da responsabilidad e de todos ter preocupação na preservação d o ambiente como bem comum;

• Ser flexível é saber c eder.

CÓ DIGO DE CONDUTA PROFISSIONAL

Cada vez mais, é po nto assente que o que somos no nosso quotidia no, reflecte-se na nossa forma de en carar o trabalho, o que de forma simplista , é definido por profissionalismo. O q ue se segue são um conjunto de recomendaçõe s ou pensamentos subjacentes à forma considerada adequada de como encarar o que somos no mundo do trabalho.

Deste modo, deve-se:

• Ser assíduo e pontua l;

• Manter o sigilo profis sional;

• Adoptar princípios de ética, moralidade e civismo;

• Saber trabalhar em e quipa contribui para um espírito harmonioso no l ocal de trabalho;

• Ser polivalente, respo nsável, tolerante e honesto;

• Criar um bom ambien te de trabalho respeitando as normas de segura nça e higiene;

• Ter brio profissional;

Co- financiado pelo FSE e Estado Português

respeitando as normas de segura nça e higiene; • Ter brio profissional; Co- financiado pelo FSE
Elaborado por Fátima Nascimento • Não se fazer valer d as suas funções para privilégios

Elaborado por Fátima Nascimento

Elaborado por Fátima Nascimento • Não se fazer valer d as suas funções para privilégios pessoais
Elaborado por Fátima Nascimento • Não se fazer valer d as suas funções para privilégios pessoais

• Não se fazer valer d as suas funções para privilégios pessoais ou de terceiros ou para actos discriminatórios ;

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20

• Promover a igualdad e entre o Homem e a Mulher nas funções existen tes;

• Comunicar ao seu su perior hierárquico, alguma irregularidade;

• Dignificar a profissão ;

• Cumprir com o regula mento da instituição;

• Ter capacidade auto- crítica.

A simples implantação de u m código de comportamento não assegura que se apreciem e se pratiquem os valores e norm as que nele se estabelecem. O código de cond uta é algo que se

se adquirem com

pode aprender, enquanto a

esforço, dentro de uma com unidade de aprendizagem e graças a contínu os exercícios de

ensaio e erro, de equívocos e

rectidão moral e a competência profissional

melhorias.

“Não basta o compromisso

Vale mais o coração

Já que não me entendes, não me julgues

Não me tentes

Ninguém sabia e ninguém viu

Que eu estava a teu lado então

Sou fera, sou bicho, sou anjo e sou

mulher

Sou minha mãe e minha filha,

Minha irmã, minha menina

M as sou minha, só minha e não de quem

quiser

Sou Deus, tua deusa, meu amor

Alguma coisa aconteceu

Do ventre nasce um novo coração”

Música:

1º de julho

(Cássia Eller e Renato Russo,1994)

Co- financiado pelo FSE e Estado Português

um novo coração” Música: 1º de julho (Cássia Eller e Renato Russo,1994) Co- financiado pelo FSE
Elaborado por Fátima Nascimento FORMAÇÃO O QUE É ? 21 Questões do currículo, da didáctica
Elaborado por Fátima Nascimento FORMAÇÃO O QUE É ? 21 Questões do currículo, da didáctica

Elaborado por Fátima Nascimento

FORMAÇÃO O QUE É ?

Elaborado por Fátima Nascimento FORMAÇÃO O QUE É ? 21 Questões do currículo, da didáctica e
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21

Questões do currículo, da didáctica e do saber profissional

O Que é ensinar?

Ensinar é ser capaz de fazer com que outros aprendam alguma coisa.

O “alguma coisa” – é o curríc ulo (o conjunto das aprendizagens pretendidas p orque

necessárias).

O

“aprender dos outros” – é o

processo cognitivo do aluno e as suas circunstâ ncias.

O

“fazer com que” – é a opçã o sobre o como (didáctica) tendo em vista o para quê (finalidade

curricular) e a quem.

QUE É SABER ENSINAR?

O conhecimento profissional

Saber ensinar exige:

- Saber MUITO BEM o que s e ensina – conteúdo;

- Saber muito bem como se p ode ensinar aquele conteúdo – várias opções di dácticas;

- Saber muito bem como apre ndem os alunos que queremos ensinar

- Saber muito bem ESCOLHE R, CONCEBER e JUSTIFICAR a nossa acção d e ensinar –

estratégia e finalidade.

A formação

Se ensinar fosse apenas dar matéria seria estudando a matéria

Se ensinar fosse apenas cati var os alunos seria aprendendo técnicas de mo tivação

Se ensinar fosse apenas apli car teorias . repetíamos as “boas” teorias

Se ensinar fosse apenas trein o .seria repetindo processos e materiais

Se ensinar fosse continuar co mo sempre foi seria fazendo o que os colegas já faziam

Co- financiado pelo FSE e Estado Português

fosse continuar co mo sempre foi seria fazendo o que os colegas já faziam Co- financiado
Elaborado por Fátima Nascimento Se ensinar é fazer com que alguém aprenda alguma coisa .é

Elaborado por Fátima Nascimento

Elaborado por Fátima Nascimento Se ensinar é fazer com que alguém aprenda alguma coisa .é preciso

Se ensinar é fazer com que alguém aprenda alguma coisa .é preciso MAI S

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Saber ensinar e s aber melhorar o ensino-formação em contexto

Ensinar – acto complexo e in dividualizado.

Ensinar – não é apenas taref a prática ou conjunto de actividades organizadas .

Ensinar requer teorizar a acç ão, pensar sobre ela, para agir de novo, numa ci rcularidade permanente.

Ensinar e analisar o ensino al imenta-se de MAIS saber – é uma actividade int electual.

COMO SOBREVIV E, CRESCE OU MORRE O SABER PROFISSI ONAL?

Saber profissional constrói-se CONTEXTOS a este respeito ?

largamente no contexto de trabalho – COMO S ÃO OS NOSSOS

Formação inicial, formal e ac adémica é essencial mas não cobre a totalida de da construção do saber do profissional – Qu antos professores devolvem à escola formaçõe s académicas que adquirem ao longo da carreir a? Quem lho pede ou lho recusa?

A cultura da escola e a cultur a dos pares (hábitos, crenças, práticas dominant es) quase sempre dominam a aquisição de sabe r pelos indivíduos – QUE ACÇÔES INTERNAS DE CARÀCTER FORMATIVO OCORREM NA ESCOLA?

Acontece nessa cultura o DE SMEMBRAMENTO DO SABER COMPLEXO DE ENSINAR em parcelas, em modos definitivo s ou rotineiros de agir, em esbatimento da anális e da acção que se realiza.

IDEI AS (Mal) FEITAS SOBRE A FORMAÇÃO

Formação como pedir a alg uém que nos diga como resolver um problem a – em lugar de adquirir saber que nos permit a agir (instrumentalidade do saber sem construç ão pessoal)

Acumular tópicos de formaç ão para cada área ou situação novas – o inf indável défice ? (adição irrelevante de informa ções, sempre insuficiente ou desactualizada)

Acreditar que o saber que se e adquire se “aplica” directamente – mas a acç complexa (aplicacionismo s implificador).

o é sempre mais

Co- financiado pelo FSE e Estado Português

– mas a acç complexa (aplicacionismo s implificador). o é sempre mais Co- financiado pelo FSE
Elaborado por Fátima Nascimento IDE IAS PODEROSAS SOBRE FORMAÇÃO 23 Formação como capacitação do formador

Elaborado por Fátima Nascimento

IDE IAS PODEROSAS SOBRE FORMAÇÃO

por Fátima Nascimento IDE IAS PODEROSAS SOBRE FORMAÇÃO 23 Formação como capacitação do formador – saber
23
23

Formação como capacitação do formador – saber novo que o torna MAIS CA PAZ de

Formação como parte central do trabalho quotidiano dos formadores.

Formação como processo de trabalho colectivo e enquadrado na acção.

Formação como construção d e novos instrumentos cognitivos para o profissio nal da formação.

FORMAÇÃO ENQUANTO CONSTRUÇÃO DE SABER NOV O

Partir do que se sabe

Analisar o que se faz

Desmontar os porquês

Levantar mais porquês

Estudar, analisar e pensa r como agir – com outros

Avaliar e ser avaliado pel os e com os pares

FORMAÇ ÃO ENQUANTO BASE DO TRABALHO DIÁRI O

Cada dia traz questões novas ;

Cada tentativa de melhorar p recisa de ser discutida com os outros;

Cada aula, cada acção, taref a – boa ou menos boa - precisa de ser percebid a, avaliada e refeita, para construir mais sa ber;

FORMAÇÃO COMO ESTRATÉGIA DE DESENVOLVIMENTO PROF SSIONAL

Afirmação da nossa competê ncia;

Afirmação da qualidade da no ssa acção – visível no processo e nos resultado s;

Afirmação da nossa indispen sabilidade social;

Crescimento do nosso modo de desempenhar a profissão;

Marcação de uma comunidad e profissional pelo saber comum que se demons tra;

Co- financiado pelo FSE e Estado Português

Marcação de uma comunidad e profissional pelo saber comum que se demons tra; Co- financiado pelo
Elaborado por Fátima Nascimento Formação 24 Formação tem a ver com formar, com forma. Processo

Elaborado por Fátima Nascimento

Formação

Elaborado por Fátima Nascimento Formação 24 Formação tem a ver com formar, com forma. Processo ou
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24

Formação tem a ver

com formar, com forma.

Processo ou conjunto de ações ou de procedimentos que dão forma.

Processo constitutivo de uma configuração.

O verbo constituir apr esenta-se, amiúde, quando se pensa em formaç ão.

É dar forma a algo.

No caso dos seres hu manos pode-se e, julgamos que se deva, falar e m dar-se uma forma no conjunto da s relações humanas.

e m dar-se uma forma no conjunto da s relações humanas. “A ex periência não é

“A ex periência não é aquilo que nos acontece

É o qu e fazemos com aquilo que nos acontece"

(Reflexão)

Aldous Huxley

Co- financiado pelo FSE e Estado Português

É o qu e fazemos com aquilo que nos acontece" (Reflexão) Aldous Huxley Co- financiado pelo
A formação é importante em Elaborado por Fátima Nascimento todos os aspectos por exemplo: Tirar

A formação é importante em

Elaborado por Fátima Nascimento

todos os aspectos por exemplo:

Tirar melhor rendimento de produção.

uma máquina e conhecer novas técnicas

Identificar outros métodos

colaboradores em dia com as novidades na sua área de intervenção diária.

de

trabalho

e

de

execução

de

tarefas,

diária. de trabalho e de execução de tarefas, e tecnologias de 25 e nfim, manter os
diária. de trabalho e de execução de tarefas, e tecnologias de 25 e nfim, manter os

e tecnologias de

25
25

e nfim,

manter

os

No mundo em que vivemos

corremos o risco de ficar obs oletos em pouco tempo.

as mudanças são tantas e tão rápidas que, s e o não fizermos,

Por isso a formação é impor tante, não é importante o modo como se faz, local de trabalho.

se em sala ou no

Há aqui outro ponto que inter essa considerar.

Não interessa fazer formação só por fazer, a chamada formação cega.

As necessidades de formaçã o devem ser estudadas e a formação adequada ás necessidades

da empresa, mais ainda, é im perativo que se avalie do impacto que essa for mação teve no dia

a dia da empresa.

A formação será, então, uma mais-valia, se for enquadrada numa política séri a e estruturada, e

se todos os colaboradores es tiverem perfeitamente cientes das responsabilid ades acrescidas e

da melhoria que esta lhes trá s no dia-a-dia.

Desta forma poderemos aliar a arrumação e limpeza, não só à imagem física da empresa mas também à sua imagem empre sarial de rigor, competência e profissionalismo.

profissional como uma actividade que favorece a evolução global

de experiências

vividas, permitindo obter ele mentos de realização mais completos de si próp rio, e uma melhor

Podemos encarar a formação

da personalidade do indivíd uo, partindo dos conhecimentos adquiridos e

adaptação ao meio de inserç ão, nomeadamente no plano sócio -profissional.

Neste sentido, a formação pr ofissional pode ser considerada como um proces so organizado de

educação graças ao qual as

suas capacidades e melhora m as suas atitudes ou comportamentos, aumenta ndo, deste modo, as suas qualificações técnica s ou profissionais, com vista à felicidade e reali zação, bem como

desenvolvem as

pessoas enriquecem os seus conhecimentos,

à participação no desenvolvim ento sócio -económico e cultural da sociedade.

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participação no desenvolvim ento sócio -económico e cultural da sociedade. Co- financiado pelo FSE e Estado
Elaborado por Fátima Nascimento processo global e permanente através do qual os jovens e adultos,

Elaborado por Fátima Nascimento

Elaborado por Fátima Nascimento processo global e permanente através do qual os jovens e adultos, a
Elaborado por Fátima Nascimento processo global e permanente através do qual os jovens e adultos, a
Elaborado por Fátima Nascimento processo global e permanente através do qual os jovens e adultos, a

processo global e

permanente através do qual os jovens e adultos,

a inserir ou inseridos no merca do de trabalho, se preparam para o exercício d e uma actividade

Trata-se, desta forma, de um

26
26

profissional, cuja síntese

e integração

possibilitam a adopção de

comportamentos

adequados ao desempenho da profissão.

Mais Formação ou Melhor Formação?

“O que ouço, esqueç o; o que vejo, recordo; o que faço, comp reendo”

Confúcio

Todos os dias somos bombar rdeados com a divulgação de medidas para ince ntivar a sociedade

do conhecimento, a inovação

sentido de preparar o país pa ra o desafio do crescimento inclusivo.

e o empreendedorismo, e com apelos à mobili zação nacional no

O que se deve fazer é avaliar o desempenho e não os conhecimentos.

É uma ilusão pensar que se pode melhorar o desempenho de uma pessoa

de este ouvir um professor , ler um texto ou responder a um teste, com

interactividade e recursos mu ltimédia.

pelo simples facto mais ou menos

Mas, como dizia John Dew ey, o princípio de que a formação é um pr ocesso activo de

construção, e não de discurs o ou escuta, é tão aceite na teoria como violado

a prática.

Esta herança centenária é ou tro pecado capital.

Por esta razão, quando prec cisamos de aprender algo de novo pensamos l ogo em soluções “artificiais” como centros de f ormação, cursos e aulas onde um professor nos explica a matéria.

Por norma, nem sequer pens amos nas soluções “naturais” que tão bons res ultados deram na nossa infância e na nossa juv entude.

O segredo destas soluções é simples: curiosidade, interesse, motivação e per sistência.

Co- financiado pelo FSE e Estado Português

soluções é simples: curiosidade, interesse, motivação e per sistência. Co- financiado pelo FSE e Estado Português
Elaborado por Fátima Nascimento A Formação no 3º Miléni o 27 “Valor e produtividade são,
Elaborado por Fátima Nascimento A Formação no 3º Miléni o 27 “Valor e produtividade são,

Elaborado por Fátima Nascimento

Elaborado por Fátima Nascimento A Formação no 3º Miléni o 27 “Valor e produtividade são, actualmente,

A Formação no 3º Miléni o

27
27

“Valor e produtividade são, actualmente, efeitos de sistema “

P. Veltz

Se analisarmos o que foi feito

90, facilmente se constata q ue a preocupação central foi o desenvolvimento de competências

individuais.

nos últimos anos em matéria de formação, em especial nos anos

A frase de Veltz, acima repro duzida, traduz o pensamento desses analistas.

Para responder à pergunta, c onvém analisar as implicações da economia do c onhecimento.

Se é verdade que as empre sas sempre utilizaram o conhecimento para pr oduzir, também é verdade que as empresas da economia do conhecimento dependem cada ve z mais da criação de conhecimento para se ma nterem competitivas.

Se na nova economia as or rganizações dependem fortemente da criação então estes não podem ser u m mero recurso humano.

de conhecimento,

A competitividade das empre sas exige que sejam fonte de criação de valor, c ontribuindo para a criação de conhecimento.

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fonte de criação de valor, c ontribuindo para a criação de conhecimento. Co- financiado pelo FSE
Elaborado por Fátima Nascimento Formação, o Pecado da Auto-Pr escrição “A imaginação é a única

Elaborado por Fátima Nascimento

Elaborado por Fátima Nascimento Formação, o Pecado da Auto-Pr escrição “A imaginação é a única arma

Formação, o Pecado da Auto-Pr escrição

“A imaginação é a única arma na guerra cont ra a realidade”,

Anónimo

Imagine um país com uma população qu e apresenta dos indicadores mais baixos da União Europeia em termos de saúde.

Imagine, ainda, que para resolver esta grave s ituação se criava

o pagamento dos

28
28
resolver esta grave s ituação se criava o pagamento dos 28 um Fundo Social de Saúde

um Fundo Social de Saúde para co-financiar medicamentos e dos cuid ados de saúde.

Nesse país, os financia mentos são atribuídos à indústria farmacêutica

medicamentos, que são

prestadoras de cuidados de saúde.

para produzir os

distribuídos através das farmácias, assim co mo às entidades

Na generalidade dos

comparticipados a 100% , havendo mesmo medicamentos e cuidados d e saúde que dão direito a que os utentes r ecebam um subsídio de saúde em dinheiro.

são

casos,

os

medicamentos

e

os

cuidados

de

saúde

saúde, para resolver os seus problemas, em ve z de consultar um

médico para diagnostic ar a doença e prescrever o tratamento ade quado, preferem consultar catálogos de m edicamentos e fazer a sua auto-medicação, co m a finalidade de

receberem os subsídios d e saúde disponíveis.

Os utentes do sistema de

Neste sistema, como os

como os doentes com bu limia, tomando os medicamentos e deitando-os Este país imaginário, feli zmente não existe.

subsídios são pagos no final do tratamento,

os utentes fazem fora logo a seguir.

Esta caricatura visa, som ente, chamar a atenção para uma prática que c ontinua a dominar

o mundo da formação em

Portugal.

Em poucas palavras, é o

sector da formação apó s a adesão á União Europeia, com os apoios

Europeu, para perceber,

pecado da auto-prescrição. Basta recordar o

que se passou no do Fundo Social

apesar do grotesco da caricatura, que há traços comuns.

Senão vejamos. Os fina nciamentos do Fundo Social Europeu visavam nível de qualificação dos portugueses.

aumentar o baixo

Nesse sentido, foram c oncedidos avultados apoios financeiros a em presas, entidades formadoras e formandos.

Co- financiado pelo FSE e Estado Português

avultados apoios financeiros a em presas, entidades formadoras e formandos. Co- financiado pelo FSE e Estado
Elaborado por Fátima Nascimento Nesse contexto de g rande disponibilidade de financiamentos, promoveram formação

Elaborado por Fátima Nascimento

Elaborado por Fátima Nascimento Nesse contexto de g rande disponibilidade de financiamentos, promoveram formação
Elaborado por Fátima Nascimento Nesse contexto de g rande disponibilidade de financiamentos, promoveram formação

Nesse contexto de g rande disponibilidade de financiamentos,

promoveram formação subsídio”, uma prática formandos.

acabou

muitas empresas

para os seus trabalhadores numa óptica cl ara de “caça ao

e

que

por

envolver

também

entidad

s

formadoras

29
29

Muitas entidades formad oras conceberam e organizaram a sua oferta d e formação tendo em atenção os critério s de financiamento do Fundo Social Europ eu, optando por

promoverem as acções

mais vantajosas em termos financeiros e n ão as que eram

necessárias ao crescime nto do país.

Para atrair os formandos , a divulgação das acções de formação, atravé s de anúncios na imprensa e de catálogos , tinha como foco central não os conteúdos da formação mas os subsídios atribuídos aos f ormandos.

Em consequência, a pr ocura de formação orientou-se para os subsí dios, com muitos jovens e trabalhadores a tornarem-se “formandos profissionais” frequent ando dezenas de

acções para receberem

os respectivos subsídios, em alguns casos b em superiores à

remuneração conseguida no exercício das respectivas profissões.

Também nesta situação,

recebiam a formação e e sta era “deitada pelo cano” logo que possível.

tal como acontece com os doentes com bulim ia, os formandos

No entanto, começam a s urgir exemplos que traduzem a desejada mudan ça de paradigma.

organismo criado para revolucionar os modelo s de prestação de

serviços públicos, e é u m caso de sucesso reconhecido por todos pe la sua excelente

qualidade de serviço.

A Loja do Cidadão foi um

Um dos segredos do suc esso residiu no facto da formação ter sido conce bida e ministrada para sustentar uma estra tégia de qualidade de serviço, que não de resum iu, obviamente, à componente formação.

de levantamento

de necessidades e de au to-prescrição da formação e se adoptam as boa s práticas da Loja do Cidadão?

Perante esta constatação , porque não se abandonam as práticas erradas

Copiar também pode ser um acto virtuoso.

se abandonam as práticas erradas Copiar também pode ser um acto virtuoso. Co- financiado pelo FSE

Co- financiado pelo FSE e Estado Português

se abandonam as práticas erradas Copiar também pode ser um acto virtuoso. Co- financiado pelo FSE
Elaborado por Fátima Nascimento Se, pela caricatura inicia l facilmente se compreendem os malefícios da

Elaborado por Fátima Nascimento

Elaborado por Fátima Nascimento Se, pela caricatura inicia l facilmente se compreendem os malefícios da porque
Elaborado por Fátima Nascimento Se, pela caricatura inicia l facilmente se compreendem os malefícios da porque

Se, pela caricatura inicia l facilmente se compreendem os malefícios da

porque se continua a con siderar a auto-prescrição da formação como a “ norma” a seguir e

não como um pecado c apital que constitui um forte obstáculo ao des envolvimento dos recursos humanos, das o rganizações e do país.

auto-medicação,

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30

Porque não ousar “imagi nar” um país com uma população que apresent e dos indicadores

mais elevados da União

Europeia em termos de qualificações e competên cias

mais elevados da União Europeia em termos de qualificações e competên cias Co- financiado pelo FSE

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mais elevados da União Europeia em termos de qualificações e competên cias Co- financiado pelo FSE
Elaborado por Fátima Nascimento Empregabilidade O CO ONCEITO DE EMPREGABILIDADE 31 Dada a actualidade e

Elaborado por Fátima Nascimento

Empregabilidade

O CO

ONCEITO DE EMPREGABILIDADE

Nascimento Empregabilidade O CO ONCEITO DE EMPREGABILIDADE 31 Dada a actualidade e imp ortância do termo
31
31

Dada a actualidade e imp ortância do termo “ empregabilidade” impor ta defini-lo. A “

entendida como as acções empreendidas pela s pessoas com o

intuito de desenvolverem ca pacidades e procurar novos conhecimentos fa voráveis que lhes permita estar ao alcance d e uma colocação no mercado de trabalho, se ja ele formal ou

empregabilidade” pode ser

informal. (MINARELLI, 1995 ,p.37) Poder-se-á afirmar que a questão da passou a ocupar um lug
informal. (MINARELLI, 1995 ,p.37) Poder-se-á afirmar que a questão da
passou a ocupar um lug ar de destaque nos contextos de trabalho,
empregabilidade,
desencadeados
principalmente pela abertur ra dos mercados mundiais, a chamada glo balização, pelas
inovações tecnológicas e
obviamente pelo necessário reajustamento
das empresas e
organizações a esses merc ados globais. Deste cenário surgiu o termo e mpregabilidade, é
necessário enquadrar este
internacional, as empresas
conceito numa época de mudança do mer cado nacional e
procuram alternativas de modernização aos
processos produtivos que pa ssam por constantes diminuições de pessoal,
tecnologias e aumento das
empregável é mais do que
competências dos seus colaboradores, a
seus sistemas e
aposta nas novas
condição de ser
o próprio emprego, exigindo que as pesso as tenham maior
capacidade de aprender, es tarem mais disponíveis a essa aprendizagem
nova realidade do mercado . Esta transformação do trabalho que não é
e adaptarem-se à
mais, do que a
chamada empregabilidade
deve redireccionar as relações capital/trab alho na era da
informação. As pessoas deve m procurar novas capacidades e conhecimento
para poder fazer
frente ao novo contexto, o c onhecimento tornou-se assim o principal ingre diente do que se
produz. Gerir esse conhecim ento, torna-se a tarefa económica mais importa nte dos indivíduos
e das empresas.
Com o aumento exponencial
ter uma preocupação ainda
do desemprego verificado actualmente no nos so país, temos de
maior de formar os nossos jovens de modo a q ue consigam lidar
com este panorama e fazer fa ce aos desafios que os esperam no mundo do tr abalho.

A velha ideia de que poderá existir um único emprego ou profissão para tod a a vida, tal como acontecia há não muito pou co tempo, já não faz mais sentido nos tempo s que correm. O sentido de carreira linear e pr ogressiva numa determinada profissão anteriorm ente existente na maioria dos casos, tem de s er abandonada pelos nossos jovens e compree ndida pelos seus pais/ família, com o risco de s e aumentarem as consequências e impacto neg ativos.

De facto e segundo Rui Mou ra (1996, In Revista Dirigir), “a segurança do e mprego típica de uma sociedade industrial, dei xa cada vez mais de ter lugar no sentido estrito d a palavra.

Co- financiado pelo FSE e Estado Português

industrial, dei xa cada vez mais de ter lugar no sentido estrito d a palavra. Co-
Elaborado por Fátima Nascimento Então que fazer para lidar competências são exigidas p elos nossos

Elaborado por Fátima Nascimento

Elaborado por Fátima Nascimento Então que fazer para lidar competências são exigidas p elos nossos empregadores
Elaborado por Fátima Nascimento Então que fazer para lidar competências são exigidas p elos nossos empregadores

Então que fazer para lidar

competências são exigidas p elos nossos empregadores do mercado de trabal ho actual?

com todos estes problemas do nosso cont exto social? Que

32
32
Antes de mais, devemos ter consciência destas situações e por outro lado, procurar construir não
Antes de mais, devemos ter consciência destas situações e por outro lado,
procurar construir
não só um projecto de vida,
mas preparar-nos para a sua redefinição cons tante e por outro,
procurar alargar, sempre qu e possível, o nosso leque de competências pe ssoais, sociais e
profissionais. “A sociedade m udou e hoje, no limiar da sociedade da informa ção, a segurança
faz-se sobretudo de competê ncias múltiplas, isto é, o emprego não está à es pera de ninguém-
ele constrói-se por cada qu al numa abordagem contingencial ao mercad o.”(Moura, 1996,
Revista Dirigir).
Assim, devemos investir n uma formação que se adeque às exigência s dos possíveis
empregadores, com uma es treita colaboração na definição de perfis profis sionais actuais e
futuros.
E quais serão as exigências a ctuais do mundo do trabalho?
Nos tempos que correm e em
competências que vão para
termos globais, a maioria das empresas valoriz a um conjunto de
além das competências técnicas, mas essenc ialmente ao nível
pessoal e social. Portanto, há que evoluir ao nível também pessoal, valorizand o:
O desenvolvimento d e um pensamento flexível;
O contacto com toda s as oportunidades de actividades profissionais o u lúdicas/ tempos
livres;
A alteração de funçõ es como uma oportunidade, ao invés de uma am eaça;
O desenvolvimento d as diferentes áreas da inteligência (emocional, c ognitiva, );
As
oportunidades
d e
formação
que
correspondem
aos
interes ses
e
projectos
vocacionais;
A preparação para a transição de actividade profissional;

O desenvolvimento

da autonomia, capacidade de iniciativa, facilid ade relacional e

de trabalho em

comunicativa, capac idade de resolução de problemas, capacidade

equipa, criatividade.

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capac idade de resolução de problemas, capacidade equipa, criatividade. Co- financiado pelo FSE e Estado Português
Elaborado por Fátima Nascimento EMPREGABILIDAD E NO CONTEXTO DO MERCADO DE T RABALHO PORTUGUÊS 33

Elaborado por Fátima Nascimento

Elaborado por Fátima Nascimento EMPREGABILIDAD E NO CONTEXTO DO MERCADO DE T RABALHO PORTUGUÊS 33 poder

EMPREGABILIDAD E NO CONTEXTO DO MERCADO DE T RABALHO PORTUGUÊS

33
33

poder público em

explicar os níveis de desemp rego em Portugal, por via exclusiva de ausência de competências

de empregabilidade dos tra balhadores portugueses. Em Portugal a emp regabilidade está

iminentemente ligada ao de semprego, mas este fenómeno social não pod e ser passível de

Natália Alves, defende no s eu artigo que se verifica uma preocupação do

interpretação e explicação ún ica e exclusivamente por si, para o desemprego no panorama do
interpretação e explicação ún ica e exclusivamente por si, para o desemprego
no panorama do
mercado de trabalho portugu ês, outros factores, nomeadamente a fraca cap acidade do nosso
sistema educativo que leva
a baixos níveis de escolaridade da popula ção activa, baixo
investimento das empresas n a formação profissional contínua, que é vista co mo um custo para
as empresas, formas de org anização de trabalho demasiado rígidas, onde
não se verifica o
apelo ao potencial humano,
privilegio de uma concepção de competir no m ercado através de
mão-de-obra barata não qua lificada, todos estes factores ajudam a percebe r os fracos níveis
de empregabilidade dos portu gueses.
SÍNTESE CONCLUSIVA
Neste contexto torna-se fácil
em Portugal, apenas e só
perceber que não podemos colocar a tónica da
empregabilidade
sob a responsabilidade dos indivíduos, mas o utras abordagens
haverá que considerar, desd e logo, a responsabilidade do estado em facultar políticas públicas
que visem melhorar subst ancialmente o sistema educativo português
que nos permita
recuperar dos baixos nívei s de escolaridade. Por outro lado é essenci al requalificar os
empresários portugueses, o
tecido empresarial é maioritariamente constituíd o por pequenas e
médias empresas, muitas d elas mesmo de cariz familiar, onde os empre sários têm fracos
recursos habilitacionais e não
estão preparados para a globalização, para as novas tecnologias
e sobretudo para o fundam ental de competitividade de hoje, que é o c apital humano. A
organização das empresas
também é outro dos factores que tem influên cia nos níveis de
empregabilidade, nomeada mente nas estratégias de recursos huma
os e formação
profissional, é fundamental s ensibilizar os empresários portugueses para um a aposta forte na
formação dos seus colabor adores, só assim conseguirão ser competitivo s nos mercados
globais através do conhecim ento e inovação. Temos assistido a um esforço p or parte do poder
político em implementar pol iticas que contrariem estes dados estatísticos , vejamos! Plano
Tecnológico, Novas Oportun idades, E. Professores, E. Escolas, mas sabem os que não cabe
aos governos gerar emprego , cabe sim proporcionar politicas facilitadores
e gerar emprego

junto dos empresários e dos empreendedores. O paradigma do mercado de trabalho mundial alterou, já não passa s omente por uma indústria competitiva, m as concretiza-se

nossas empresas.

Com a entrada do programa

qualificações da

QREN (Quadro de Referência Estratégico Nac ional) 2007-2013,

fundamentalmente pelo conh ecimento e da forma como o exercitamos nas

Portugal terá mais uma opo rtunidade de superar ou minimizar o défice das

Co- financiado pelo FSE e Estado Português

Portugal terá mais uma opo rtunidade de superar ou minimizar o défice das Co- financiado pelo
Elaborado por Fátima Nascimento população portuguesa e de portuguesa, o capital huma no, uma aposta

Elaborado por Fátima Nascimento

Elaborado por Fátima Nascimento população portuguesa e de portuguesa, o capital huma no, uma aposta na
Elaborado por Fátima Nascimento população portuguesa e de portuguesa, o capital huma no, uma aposta na

população portuguesa e de

portuguesa, o capital huma no, uma aposta na formação permanente d os trabalhadores, empresários e na moderniza ção das empresas, sobretudo no conhecimento e inovação, como

vencer aquele que é um dos maiores flage los da economia

34
34

determinantes potenciadores de criação de riqueza será o caminho a percorre r.

Finalmente, cada vez mais c aminha-se para a polivalência dos trabalhador

humildade na aprendizagem

indivíduos que as possuem, v ingar mais facilmente no mercado de trabalho.

s e a necessária

de novas competências, exigências actuais q ue permitem aos

e a necessária de novas competências, exigências actuais q ue permitem aos Co- financiado pelo FSE

Co- financiado pelo FSE e Estado Português

e a necessária de novas competências, exigências actuais q ue permitem aos Co- financiado pelo FSE
Elaborado por Fátima Nascimento Ambiente Educação ambiental 35 O objectivo geral da educaç ão ambiental

Elaborado por Fátima Nascimento

Ambiente

Elaborado por Fátima Nascimento Ambiente Educação ambiental 35 O objectivo geral da educaç ão ambiental é

Educação ambiental

35
35

O objectivo geral da educaç ão ambiental é formar cidadãos activos que sai bam identificar os

problemas e participar efecti vamente de sua solução e prevenção. Que ajud em a conservar o

nosso património comum, na tural e cultural; que ajam, organizem-se e lutem por melhorias que favoreçam a sobrevivência d as gerações presentes e futuras da espécie hum ana e de todas as

mundo mais jus to, saudável e agradável que o a tual. Ob jectivos da Educação
mundo mais jus
to, saudável e agradável que o a
tual.
Ob jectivos da Educação Ambiental
Vivenciar
maior
diversidade
de
experiências
e
compr eensão
A educação como prática política

espécies do planeta, em um

Consciência – Adquirir con sciência do meio ambiente global e sensibiliz ação para essas

do

meio

questões;

– ambiente e dos seus problem as;

Conhecimento

Atitudes – Adquirir valores s ociais, aliados ao interesse pelo ambiente e von tade de participar activamente em sua melhoria e protecção;

Habilidades – Desenvolver ap ptidões necessárias para resolver problemas am bientais;

Participação – Proporcionar a os grupos sociais e aos indivíduos a possibilidad e de participarem activamente nas tarefas de re solução dos problemas ambientais.

A

que essa prática não pode s er neutra: isso ficou evidenciado pelos ensiname ntos do professor

prática política deve ser tratada de uma manei ra que demonstre

educação ambiental como

Paulo Freire, e mais ainda, p elas acções que inspirou e liderou no Brasil e mu ndo fora.

A

educação ambiental revela , em tudo, a força da afirmação do grande mestr e e agora, quando

vivenciamos o terceiro mil énio, é um capítulo indispensável da educação

para a cidadania.

Que fizemos, que fazemos,

património comum da human idade?

e o que fazermos com o planeta Terra, já c ombalido e frágil

O tema nos convoca para dia logar, na comunidade, em todo e qualquer mom ento e lugar, nos

e conceitos, como

não existe neutralidade nesta

matéria – é imperativo agir. Omitir-se é uma f orma de acção, já

que facilita a acção dos que b uscam objectivos diametralmente opostos.

obrigando também a agir. Afi nal para conseguir e fazer compreender ideias

Co- financiado pelo FSE e Estado Português

obrigando também a agir. Afi nal para conseguir e fazer compreender ideias Co- financiado pelo FSE
Elaborado por Fátima Nascimento Mais que nunca, unir discurs o e prática é inadiável, sob

Elaborado por Fátima Nascimento

Elaborado por Fátima Nascimento Mais que nunca, unir discurs o e prática é inadiável, sob pena
Elaborado por Fátima Nascimento Mais que nunca, unir discurs o e prática é inadiável, sob pena

Mais que nunca, unir discurs o e prática é inadiável, sob pena de total incoe rência. A omissão tem custo e suas consequênc ias são visíveis a

curto prazo. Como a própria

Educação Ambiental, como tan tas outras áreas, demonstra exaustivamente qu e teoria e prática são indissociáveis; que discu rsos sem acção

acção, aliás. A

que discu rsos sem acção acção, aliás. A revelam idealismo inconsistent e; que acção sem teoria

revelam idealismo inconsistent e; que acção sem

teoria tem quase sempre dramáticas.

consequências

Mudar o pensamento, a forma de falar e encarar o ambiente provoca resultado s imediatamente

somente ficarão

evidenciados longos anos d epois. Mudar as possível gerir de forma responsável e c onsensual nosso

acções, sabendo que é

relacionamento com os recur sos naturais – recursos renováveis e não-renov áveis – dos quais dispomos a cada momento , muitas vezes sem lembrar que não se t rata de recursos

inesgotáveis.

visíveis, além daqueles que

36
36

O autor destaca ainda que

podemos perceber os impact os da acção ou omissão nossa e dos outros, em nas ruas, no lazer, no exerc ício de uma profissão, na atitude individual ou

acção dos dirigentes de orga nismos públicos e privados, de empresários e de políticos. Mais

omissão, se analisarmos bem, pode-se evid enciar o impacto

cada um de nós no seu dia-a-dia interage c om o ambiente e

casa, na escola, na colectiva, na

uma vez, na acção e na ambiental.

Discutir a educação ambient al como um dos temas transversais do ensino b ásico é tarefa que

já se desenvolve em muit os países, inclusive no Brasil, embora aind a de forma não

generalizada. É segurament e um dos caminhos para devolver esperança Terra. Inserindo-se de form a decidida e criativa neste novo mutirão, os

actuam no ensino básico re sgatam uma dívida permanente que temos c om o legado que

de nossos antepassados, legado que no s está confiado

ao nosso planeta profissionais que

recebemos do criador e

provisoriamente e que devem os gerir com cuidado e sabedoria.

O que você pode faz er pelo meio ambiente exercendo su a cidadania

ONG

(organização não-govername ntal) ambientalista que actue em seu bairro o u cidade. Se não houver, ou se preferir, você m esmo pode criar uma ONG. É preciso haver no mínimo umas seis pessoas interessadas, regist ar o nome, endereço e o estatuto da associaçã o em cartório. Ou

ainda, você e seus amigos p odem “ecologizar” a sua associação de morado res, o condomínio

Co- financiado pelo FSE e Estado Português

PARTICIPE

Procu re

fazer

contacto

ou

associar-se

a

algum

grupo

ou

Co- financiado pelo FSE e Estado Português PARTICIPE – Procu re fazer contacto ou associar-se a
Elaborado por Fátima Nascimento onde mora, o sindicato ou gru upo de jovens de sua

Elaborado por Fátima Nascimento

Elaborado por Fátima Nascimento onde mora, o sindicato ou gru upo de jovens de sua igreja,
Elaborado por Fátima Nascimento onde mora, o sindicato ou gru upo de jovens de sua igreja,

onde mora, o sindicato ou gru upo de jovens de sua igreja, o gringo estudantil e outras formas de

associações, propondo que i ncorporem as questões ambientais nas lutas e instituição.

reivindicações da

COMPROMETA-SE –

Cobre compromisso e acções das entidades

ambientalistas já

existentes, assim como dos

dirigentes, dos vereadores, dos deputados e

senadores, dos

37
37

prefeitos e governadores no s quais você votou. Escreva ou organize abaix o-assinados e os envie às autoridades, solici tando o cumprimento da legislação ambienta l. Seja criativo e apresente ideias para a criaç ão de novas leis e medidas de preservação do m eio ambiente.

COMUNIQUE-SE – A s empresas de comunicação rádios, emisso ras de televisão,

imprensa, etc., nem sempre

participação será sempre b em-vinda. Não tenha receio de se comunicar , desde que sua

informação respeite a ética

cartas aos veículos de comu nicação, encaminhe denúncias, fotos, registe a gressões ao meio ambiente e também sugestõ es para solução de problemas ambientais. No s casos em que, além da denúncia, faz-se ne cessário mover uma acção judicial contra os ag ressores do meio

ambiente, pode-se recorrer federal.

DÊ O EXEMPLO – Pr oteste e denuncie sempre que observar lixo se ndo colocado em locais públicos, como praias , margens de rodovias, em terrenos, etc., o q ue contribui para degradar a paisagem e co ntaminar o solo, a água e o ar. Ao ver alg uém promovendo

vandalismo, ateando fogo

autoridades competentes. Inc entive a reciclagem de materiais, mesmo que e m sua cidade não exista ainda uma fábrica ou l ocal de tratamento e reciclagem de lixo. Incenti ve as pessoas de sua casa, da escola, do bair ro, a separar o papel, o plástico, o metal, o vid ro, que pode ser vendidos e reaproveitados p elas indústrias. Os restos de comida, que é o lix o mesmo, podem

ser transformados em adubo

o lixo da área se

ou da horta. Se

toda a comunidade participa r da campanha e os homens que recolhem

organizarem, dá até para fa zer uma associação e obter lucro com esta a ctividade. Procure

reduzir e controlar o seu co nsumo para evitar o desperdício de água, ene rgia, alimentos e

o motor do carro

na mata, maltratando árvores ou animais, p rocure avisar às

aos órgãos públicos da administração munic ipal, estadual ou

Internet, escreva

parte, assim sua

podem estar com seus repórteres em toda

e a verdade. Vá pessoalmente, telefone, use a

orgânico, excelente para as plantas do jardim

materiais diversos. Se você regulado para economizar

necessidade, dando preferên cia, sempre que possível, ao uso dos transporte s colectivos ou da

bicicleta. Tenha orgulho de d ar o seu exemplo de cidadania ecológica na sua comunidade.

combustível e diminuir a poluição. Evite usa r automóvel sem

ou sua família possui automóvel, mantenha

- Elabore algumas sugest ões para a prática da Educação Ambiental realidade da sua comunida de.

baseando-se na

Co- financiado pelo FSE e Estado Português

prática da Educação Ambiental realidade da sua comunida de. baseando-se na Co- financiado pelo FSE e
Elaborado por Fátima Nascimento 38 Princi pais Direitos e Deveres do Cidadão PRI NCIPAIS DIREITOS

Elaborado por Fátima Nascimento

Elaborado por Fátima Nascimento 38 Princi pais Direitos e Deveres do Cidadão PRI NCIPAIS DIREITOS DO
Elaborado por Fátima Nascimento 38 Princi pais Direitos e Deveres do Cidadão PRI NCIPAIS DIREITOS DO
38
38

Princi pais Direitos e Deveres do Cidadão

PRI NCIPAIS DIREITOS DO CIDADÃO

• Direito ao meio ambient e ecologicamente equilibrado como condição qualidade de vida;

de uma melhor

• de ser informado sobre o defesa;

quadro ambiental e sobre a actuação do pode r público em sua

• de receber informações e e ducação formal e informal;

• de ter áreas especialment e protegidas, para conservação da biodiversid ade, por meio da

criação de reservas e estaçõ es ecológicas, parques, unidades e áreas de pro tecção ambiental,

etc;

• de obter a reparação aos da nos causados ao meio ambiente;

• direito de viver em condiç ões dignas, a partir do oferecimento adequado saúde, educação, habitação, saneamento básico, alimentação, etc.

dos serviços de

PRI NCIPAIS DEVERES DO CIDADÃO

• de defender o meio ambient e junto ao Poder Público;

• de preservar o património a mbiental;

• de observar a defesa ambie ntal na condução de qualquer actividade económ ica;

• de recuperar o ambiente de gradado;

• de agir pelas vias legais em situações de ameaça ou danos ao meio ambien te.

Co- financiado pelo FSE e Estado Português

agir pelas vias legais em situações de ameaça ou danos ao meio ambien te. Co- financiado
AGIR 39 Elaborado por Fátima Nascimento COMO SE ORGANIZAR E EM DEFESA DO MEIO AM
AGIR 39 Elaborado por Fátima Nascimento COMO SE ORGANIZAR E EM DEFESA DO MEIO AM

AGIR

39
39

Elaborado por Fátima Nascimento

COMO SE ORGANIZAR E

AGIR 39 Elaborado por Fátima Nascimento COMO SE ORGANIZAR E EM DEFESA DO MEIO AM BIENTE

EM DEFESA DO MEIO AM BIENTE

a) Os cidadãos podem propor novas r egras jurídicas.

Desde a promulgação da última Constit uição Federal, em

1988, os cidadãos podem, de forma da legislação existente. No entanto, para que

lei seja apresentado por, pelo menos, 1% do e leitorado do país;

que os requerentes pertença m a pelo menos, cinco estados diferentes e que, no mínimo, 0,3%

dos eleitores de cada um des ses estados assinem a proposta.

organizada, fazer isso seja feito, é

propostas para modificações necessário que o projecto de

Esse é um importante passo para o seu funcionamento,

intensa participação da comu nidade interessada.

que pressupõem

um elevado nível de organização da populaç ão, além de uma

para a democratização de nossas instituições,

b) Os cidadãos podem e de vem participar junto aos órgãos de defesa am biental.

A sociedade, uma vez orga nizada, pode participar directamente de órgãos defesa ambiental.

competentes de

Cabe à sociedade organizad a trabalhar junto a seus representantes eleitos , para que sejam

criados os Conselhos Munic ipais de Defesa do Meio Ambiente, nos quais comunitária deve ser parte int tegrante e activamente participante.

a representação

c) A participação popular.

Além das acções já citadas, a

sociedade pode fazer reivindicações:

• Por meio de um requerimen to assinado por pelo menos 50 cidadãos, solicit ar a realização de

uma audiência pública para

(EIA- Rima), com o objectivo de conhecer quais serão as consequências da execução de uma

determinada obra em relação ao meio ambiente natural, social, económico e c ultural;

sobre o Ambiente

o exame dos Estudos e Relatório de Impactos

que tenham um

mínimo de representatividad e, com pelo menos um ano de existência e que tenham a defesa

do meio ambiente incluída defesa do meio ambiente;

Civil Pública em

• Por meio do Ministério Pú blico, órgãos ambientais ou associações civis,

em seus estatutos, podem propor uma Acção

• Por meio de uma petição de

ambientais nos órgãos públic os, bem como certidão sobre a actuação daqu ela instituição em

relação à defesa ambiental.

qualquer pessoa, é possível solicitar informaçõ es sobre questões

Co- financiado pelo FSE e Estado Português

qualquer pessoa, é possível solicitar informaçõ es sobre questões Co- financiado pelo FSE e Estado Português
Elaborado por Fátima Nascimento • Por meio de uma Acção Po pular, que tem como

Elaborado por Fátima Nascimento

Elaborado por Fátima Nascimento • Por meio de uma Acção Po pular, que tem como objectivo
Elaborado por Fátima Nascimento • Por meio de uma Acção Po pular, que tem como objectivo

• Por meio de uma Acção Po pular, que tem como objectivo fazer do cidadão u m fiscal do Poder

Público, solicitar a anulaçã o de actos lesivos ao património público pessoalmente a autoridade re sponsável.

e responsabilizar

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Educação Ambiental: um exercício de cidadani a

Estamos vivendo uma situa ção de verdadeira emergência, a “Terra pede

mais inconsequente nas suas acções que da natureza. Desequilíbrio este, causado pelo qualquer agressão ao
mais inconsequente nas suas acções que
da natureza. Desequilíbrio este, causado pelo
qualquer agressão ao ecossistema.
necessidade de se

socorro”. O ser atingem, quase

humano torna-se cada vez

irreversivelmente, nosso pla neta. Furacões, tempestades, enchentes, desm oronamentos são

apenas algumas das diversa s consequências que demonstram a triste realida de do planeta em

decorrência do desequilíbrio

próprio homem e

suas atitudes impensadas. P ois, se o mesmo reflectisse ao menos uma v ez com seriedade

sobre os últimos acontecime ntos, perceberia o disparate de suas ambições q ue comprometem todo o processo ambiental. Tal reflexão precisa ser enca rada como uma necessidade vital, a qual só s erá bem sucedida através de uma educação co nscientizadora. Neste ponto, a escola encontra um papel mais do

que relevante, primordial, for mar cidadãos capazes de viver respeitando seu

ambiente e lutar

constantemente contra toda e Com esta visão, fica clara a

desenvolver no espaço esco lar uma formação

ambiental, onde o aluno pos sa desde cedo perceber a real importância de

sua participação

juntamente com os professo res, colegas, familiares, enfim, todos os intere ssados em evitar

problemas ambientais e, des ta forma, encontrar soluções para transformar e ssa realidade aqui

um destruidor de

seu meio. Neste âmbito, os Parâmetro s Curriculares Nacionais, trabalha com os te mas transversais, enfocando a temática Mei o Ambiente e Saúde oferecendo importante s sugestões que favorecem os educadores. Observa-se que

discutida; tendo este aluno c omo um parceiro ambiental, e não como mais

este aluno c omo um parceiro ambiental, e não como mais Co mo se infere da

Co mo se infere da visão aqui exposta, a principal f unção do trabalho co m o tema Meio Ambiente é contribuir para a form ação de cidadãos

realidade sócio- com o bem-estar

de cada um e da sociedade, local e global. (PCN, 1 997, p.29)

con scientes, aptos para decidirem e actuarem na am biental de um modo comprometido com a vida,

Manter um intuito concreto

completa para a qualidade d e vida, estando esta correlacionada a qualidad e escolar, na qual deve-se envolver valores e p ráticas dentro de uma base estruturada, planej ada e não avulsa, sem a devida seriedade q ue este tema pede. Onde há de se procur ar uma proposta

de uma Educação Ambiental, é trabalhar p or uma melhoria

Co- financiado pelo FSE e Estado Português

ar uma proposta de uma Educação Ambiental, é trabalhar p or uma melhoria Co- financiado pelo
Elaborado por Fátima Nascimento pedagógica que atenda e op ortunize ao aluno uma liberdade de

Elaborado por Fátima Nascimento

pedagógica que atenda e op ortunize ao aluno uma liberdade de expressão, condição ou sua limitação.

uma liberdade de expressão, condição ou sua limitação. seja qual for sua 41 Educação Ambiental: uma
uma liberdade de expressão, condição ou sua limitação. seja qual for sua 41 Educação Ambiental: uma

seja qual for sua

41
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condição ou sua limitação. seja qual for sua 41 Educação Ambiental: uma proposta inclusiva Já é

Educação Ambiental: uma

proposta inclusiva

Já é bem claro o cenário p recário em que se encontra o ambiente natural de nosso planeta. Ass im como, também já se é bem entendido que o principal caminho p ara reais e efectivas mudanças, para resoluções dos diversos p roblemas que a situação envolve, é, certamente, através de um a educação ambiental planejada que

busque consciencializar as

para conviver com seu ambie nte. Esse processo de conscienc ialização, de uma educação para o ambiente s audável, deve ser iniciado o mais depressa pos sível, não somente atendendo ao público, dito “ normal”, mas sua

crianças, que estão aprendendo um novo conc eito de harmonia

abrangência deve ser amplia da para todo e qualquer cidadão.

em si, afinal tal se torna gritante

ao que se remete a alunos c com determinadas limitações; estes são até me smo excluídos do

Neste sentido, é necessário

processo demonstra muitas f alhas em seu contexto regular de ensino, o que

uma reflexão sobre o processo educacional

de ensino, o que uma reflexão sobre o processo educacional convívio escolar. A respeito deste enfoque,

convívio escolar.

A respeito deste enfoque, sã o várias as barreiras, que nos leva a questiona mentos de grande

importância social: estamos não há nenhuma distinção

passando realmente a essência de educação h umanista, na qual de raça, cor, cultura, deficiência? Como que remos educar as

pessoas se não aceitar as dif erenças de algumas? Para se alcançar uma educa ção que seja humanista e humanizada, é preci so apresentar aos

alunos acções que sejam ex emplo de como conviver de maneira justa e i gualitária. Até por

que, todo ser humano pode, ou alguma necessidade que

de uma forma ou de outra ser acometido de alg uma imperfeição, nem mesmo nos damos conta por nos conside rarmos “normais”

frente aos paradigmas impos tos pela sociedade. “Quando conseguirmos olha r para a pessoa e

não para a deficiência, terem os conquistado a etapa mais importante: aceitar ao próximo como

ele é, respeitando suas difere nças individuais. Cada um é como é!” (LEMOS, Desta forma, é inaceitável qu e alguém com limitações não faça parte de um

2002, p. 39). desenvolvimento

educacional que visa o bem- estar de um planeta que também é seu. O me smo pode e deve estar inserido neste aprendi zado, que assim como todas as demais crianç as, estará sendo

instrumento de conscienciali zação ambiental, tendo o direito de aprender a natural em que vive, e do qua l, como todos, necessita.

Nas palavras de Cavalcant e, “a inclusão ensina a tolerância para tod os os que estão

proteger o meio

diariamente na escola e par a a comunidade” (CAVALCANTE, 2006, p.36).

pesquisas sobre propostas p edagógicas vem nos apresentando resultados

favoráveis para a pessoa com

deficiência perante a sociedade.

Com esta visão, surpreendentes e

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pessoa com deficiência perante a sociedade. Com esta visão, surpreendentes e Co- financiado pelo FSE e
Elaborado por Fátima Nascimento Resultados estes, que nos trabalharem qualquer assun to com a mais

Elaborado por Fátima Nascimento

Elaborado por Fátima Nascimento Resultados estes, que nos trabalharem qualquer assun to com a mais disponibilidade
Elaborado por Fátima Nascimento Resultados estes, que nos trabalharem qualquer assun to com a mais disponibilidade

Resultados estes, que nos

trabalharem qualquer assun to com a mais disponibilidade e espontaneid ade possível; ao

ou criam barreiras

em acolher novos assuntos, longo prazo.

O ensino inovador com esse público, dito “normal”, pode tornar-se mais difíci l ainda quando se

bem mais aceito

por pessoas com deficiênci a, pois são bem mais desprovidas de prec onceitos a novos assuntos. Sem perceber, as pessoas c om deficiência acabam contribuindo imensament e para a melhoria da nossa sociedade e espec ificamente o nosso ambiente, no qual se design a esta reflexão. É importante destacar que ess as pessoas precisam de um mediador, um faci litador no ensino- aprendizagem, os quais est ejam convictos de seu papel para potencializ ar as habilidades adormecidas ou ocultas na p essoa com deficiência.

tenta mudar maus hábitos co omportamentais diante de situações, algo que é

novas visões, ou que ainda, não aceitam desen volver trabalhos a

contrário de crianças do ensi no regular que são, muitas vezes, indiferentes,

mostram a alta capacidade e sensibilidade de stas pessoas em

42
42

Atesta-nos Del Claro que

sensibilidade de stas pessoas em 42 Atesta-nos Del Claro que De ve-se acreditar em seu aluno,

De ve-se acreditar em seu aluno, deve-se amá-lo

con nduzi-lo à superação de seus obstáculos e limite s. Cada dia é uma

viver, gosta de

e, desta forma,

vitó ria, e uma batalha vencida. Quem gosta de

apr ender. Pessoalmente, acredito que não há limit es para o saber e

a in clusão vai nos mostrar isso. (DEL CLARO, 2002 , p.47)

É provado, desta forma, o

cidadão com deficiência.

valor, a relevância de um investimento no ap rendizado de um

A pessoa com deficiência te m um papel que pode, certamente, fazer a di ferença diante do

problema que o planeta enfre nta.

A educação ambiental de u ma forma inclusiva torna-se claramente um ca minho proveito e

eficaz, de ganhos inestimáve is, tanto para o aluno com deficiência, quanto p ara a sociedade e

o ambiente que nos envolve.

Co- financiado pelo FSE e Estado Português

aluno com deficiência, quanto p ara a sociedade e o ambiente que nos envolve. Co- financiado
Elaborado por Fátima Nascimento 43 SEGURAN ÇA, HIGIENE E SAÚDE NO TRABALH O Fundamentos de

Elaborado por Fátima Nascimento

Elaborado por Fátima Nascimento 43 SEGURAN ÇA, HIGIENE E SAÚDE NO TRABALH O Fundamentos de SHST
43
43

SEGURAN ÇA, HIGIENE E SAÚDE NO TRABALH O

Nascimento 43 SEGURAN ÇA, HIGIENE E SAÚDE NO TRABALH O Fundamentos de SHST Trabalho Acto ou

Fundamentos de SHST

Trabalho

Acto ou efeito de trabalhar.

Exercício de actividade huma na ou intelectual

o trabalho passa a ser visto, não como um a mera fonte de mas reconhece aos trabalhadores, o direito á o rganização deste

trabalho em condições socia lmente dignificantes, promovendo a sua realiza ção pessoal, bem

como, a prestação deste em

Pela Constituição de 1976, rendimento ou subsistência,

condições de higiene e segurança. ( artºs 24,59

e 64)

Artigo 24º

Direito à Vida

1) A vida humana é in violável.

2) Em caso algum ha verá pena de morte.

Artigo 59º

Direito à greve

1) É garantido o direit o à greve.

2) Compete aos trab alhadores definir o âmbito de interesses a def ender através da greve, não podendo a lei limit ar esse âmbito.

Co- financiado pelo FSE e Estado Português

a def ender através da greve, não podendo a lei limit ar esse âmbito. Co- financiado
Artigo 64º Saúde Elaborado por Fátima Nascimento 44 1) Todos têm direito à protec ção

Artigo 64º

Saúde

Elaborado por Fátima Nascimento

Artigo 64º Saúde Elaborado por Fátima Nascimento 44 1) Todos têm direito à protec ção da
44
44

1) Todos têm direito à protec ção da saúde e o dever de a defender e promove r.

2) O direito à protecção da universal, geral e gratuito,

garantam a protecção da inf ância, da juventude e da velhice e pela melhori a sistemática das

condições de vida e de trabal ho, bem como pela promoção da cultura física e desportiva,

saúde é realizado pela criação de um serviço n acional de saúde pela criação de condições económicas, sociai s e culturais que

3) Para assegurar o direito à protecção da saúde, incumbe prioritariamente a o Estado:

Garantir o ac esso de todos os cidadãos, independentemente

da sua condição

económica, a os cuidados da medicina preventiva, curativa e d e reabilitação;

Garantir uma racional e eficiente cobertura médica e hospitala r de todo o país;

Orientar a su a acção para a socialização da medicina dos medicamento sos;

sectores médico-

Disciplinar

e

controlar

as

formas

empresariais

e

privad as

da

medicina,

articulando-a s com o serviço nacional de saúde;

Disciplinar e controlar a prod ução, a comercialização e o uso dos produtos qu ímicos, biológicos

e farmacêuticos e outros me ios de tratamento e diagnóstico escolar e pop ular a ainda pelo desenvolvimento da educaçã o sanitária do povo.

A segurança é na sua ampla acepção, um conceito substancialmente unido a o do ser humano,

individualmente ou socialmen te considerado

de acidentes e doenças profissionais evolui u de uma forma número cada vez maior de factores e activ idades desde as

primeiras acções de reparaçã o de danos (lesões) até um conceito mais ampl o onde se buscou

a prevenção de todas as situ ações geradoras de efeitos indesejados para o tr abalho.

Historicamente a Prevenção crescente, englobando um

O seu desenvolvimento e e volução circunscrevem-se ao progresso human o com a mesma relevância de outros aspecto s que são facetas do mesmo poliedro, tais co mo, a ecologia, o bem-estar social, a estabiliza ção das pressões sociais, em suma:

a qualidade de vida em toda s as suas componentes e circunstâncias.

A segurança dos locais de tr abalho constitui a primeira preocupação social q ue impulsionou a

criação de legislação laboral.

Co- financiado pelo FSE e Estado Português

preocupação social q ue impulsionou a criação de legislação laboral. Co- financiado pelo FSE e Estado
Elaborado por Fátima Nascimento A higiene e segurança no t rabalho é uma actividade pluridisciplinar,

Elaborado por Fátima Nascimento

Elaborado por Fátima Nascimento A higiene e segurança no t rabalho é uma actividade pluridisciplinar, que
Elaborado por Fátima Nascimento A higiene e segurança no t rabalho é uma actividade pluridisciplinar, que

A higiene e segurança no t rabalho é uma actividade pluridisciplinar, que

limitar ou eliminar os risco s que possam conduzir a acidentes de trab alho ou doenças

profissionais.

tem por objectivo

45
45

CONCEITOS

Perigo:

com potencial para o dano, em termos de lesõ es ou ferimentos

para o corpo humano ou d anos para a saúde, o património, para o am biente, ou um a combinação destes.

- Fonte ou situação

Risco:

Combinação acontecimento perigoso

-

da

Risco Aceitável:

probabilidade

e

das

consequências

de

um

determinado

- Risco que foi reduzi do a um nível que possa ser aceite pela organiza ção, tomando em atenção as obrigações legais e a sua própria política de SST

Quase Acidente:

- Acidente em que não oc orram quaisquer danos para a saúde, ferimento s, danos materiais ou qualquer outra perda

Acidente:

- Acontecimento não pla neado no qual a acção ou a reacção de um ob jecto, substância, individuo ou radiação, res ulta num dano pessoal ou na probabilidade de ta l ocorrência

O Que é A

higiene, segurança e saúde do trabal ho?

Higiene e Segurança do Trabalho

É uma actividade pluridi sciplinar que tem por objectivo, limitar, reduzir que possam conduzir a a cidentes de trabalho ou doenças profissionais.

ou eliminar riscos

Qualquer actividade tem ine rente um determinado risco que podem prov ocar Acidente de trabalho e doença profissiona l.

Co- financiado pelo FSE e Estado Português

risco que podem prov ocar Acidente de trabalho e doença profissiona l. Co- financiado pelo FSE
Iluminação Movimentação de car gas Incêndios/explosões Ambiente Térmico Riscos Eléctricos Armazenagens Atmosfera

IluminaçãoMovimentação de car gas Incêndios/explosões Ambiente Térmico Riscos Eléctricos Armazenagens Atmosfera Contamina da

Movimentação de car gasIluminação Incêndios/explosões Ambiente Térmico Riscos Eléctricos Armazenagens Atmosfera Contamina da Ruído e

Incêndios/explosõesIluminação Movimentação de car gas Ambiente Térmico Riscos Eléctricos Armazenagens Atmosfera Contamina da Ruído e

Ambiente TérmicoIluminação Movimentação de car gas Incêndios/explosões Riscos Eléctricos Armazenagens Atmosfera Contamina da Ruído

Riscos Eléctricosde car gas Incêndios/explosões Ambiente Térmico Armazenagens Atmosfera Contamina da Ruído e Vibrações

ArmazenagensIncêndios/explosões Ambiente Térmico Riscos Eléctricos Atmosfera Contamina da Ruído e Vibrações Elaborado por

Atmosfera Contamina daAmbiente Térmico Riscos Eléctricos Armazenagens Ruído e Vibrações Elaborado por Fátima Nascimento

Ruído e VibraçõesRiscos Eléctricos Armazenagens Atmosfera Contamina da Elaborado por Fátima Nascimento Factores de risco Riscos

Elaborado por Fátima Nascimento

Factores de risco

Riscos Profissionais

Fátima Nascimento Factores de risco Riscos Profissionais 46 Riscos Ambientais Riscos de Operação Riscos
46
46

Riscos AmbientaisFátima Nascimento Factores de risco Riscos Profissionais 46 Riscos de Operação Riscos Ergonómicos Outros Riscos

Riscos de OperaçãoFactores de risco Riscos Profissionais 46 Riscos Ambientais Riscos Ergonómicos Outros Riscos Stress Profissional Riscos

Riscos ErgonómicosProfissionais 46 Riscos Ambientais Riscos de Operação Outros Riscos Stress Profissional Riscos Ambientais Estão

Outros Riscos

Stress ProfissionalRiscos de Operação Riscos Ergonómicos Outros Riscos Riscos Ambientais Estão associados à existên cia de

Riscos Ergonómicos Outros Riscos Stress Profissional Riscos Ambientais Estão associados à existên cia de

Riscos Ambientais

Estão associados à existên cia de agentes agressivos do

ambiente que envolve os

postos de trabalho, os quais

Agente químico: gases, vap ores, fumos aerossóis, fumos

Agente físico: ruído, vibraçõ es, iluminação

fumos Agente físico: ruído, vibraçõ es, iluminação Agente biológico : vírus, bac térias, etc. podem ser

Agente biológico: vírus, bac térias, etc. podem ser de origem, química, física ou biológica.

etc. podem ser de origem, química, física ou biológica . Riscos de Operação Estão relacionados com

Riscos de Operação

Estão relacionados com as a ctividades desenvolvidas e são essencialmente o s riscos inerentes

e ferramentas, manuseamento de substâ ncias perigosas,

movimentação de cargas, ma nual ou mecanismos, etc.

à utilização de máquinas

de cargas, ma nual ou mecanismos, etc. à utilização de máquinas Co- financiado pelo FSE e

Co- financiado pelo FSE e Estado Português

de cargas, ma nual ou mecanismos, etc. à utilização de máquinas Co- financiado pelo FSE e
Elaborado por Fátima Nascimento Riscos Ergonómicos 47 Aparecem associados à inad aptação do posto de

Elaborado por Fátima Nascimento

Riscos Ergonómicos

Elaborado por Fátima Nascimento Riscos Ergonómicos 47 Aparecem associados à inad aptação do posto de trabalho
47
47

Aparecem associados à inad aptação do posto de trabalho ao homem.

CAUSAS DE ACIDENTES

Instalações:

- Projecto deficiente

- Má construção e mo ntagem

- Manutenção inadeq uada

- Modificações do equ uipamento incompatíveis com o projecto

Alguns tópicos para uma política de SHST:

Promover e assegura r um ambiente de trabalho seguro e saudávelcom o projecto Alguns tópicos para uma política de SHST: a segu rança Reconhecer do trabalho

a segu rançaReconhecer

Reconhecer

do trabalho como parte influente do

desempenho da

organização

Comprometer-se no c cumprimento da legislação em SHSTcomo parte influente do desempenho da organização Proteger instalações e equipamentos de modo a assegurar

Proteger instalações e equipamentos de modo a assegurar condições de segurançaComprometer-se no c cumprimento da legislação em SHST Incentivar todos os c olaboradores a zelarem pela

Incentivar todos os c olaboradores a zelarem pela segurança sua e do s colegase equipamentos de modo a assegurar condições de segurança Alocar todos os rec ursos financeiros e

Alocar todos os rec ursos financeiros e humanos necessários à i mplementação do sistema de gestão de gestão de prevençãoc olaboradores a zelarem pela segurança sua e do s colegas Nenhuma situação d e urgência

Nenhuma situação d e urgência será subscrita se puser em perigo a s ua integridade ou a de alguémdo sistema de gestão de gestão de prevenção Promover acções de comprometido formação para que todos

Promover acções de comprometidose puser em perigo a s ua integridade ou a de alguém formação para que todos

formação para que todos possam ser envolv idos e o sistema

Procurar rever e melh orar sempre o sistemaformação para que todos possam ser envolv idos e o sistema Minimizar os riscos p ara

Minimizar os riscos p ara pessoas e ambiente que possam advir das s uas actividadespossam ser envolv idos e o sistema Procurar rever e melh orar sempre o sistema Co-

Co- financiado pelo FSE e Estado Português

os riscos p ara pessoas e ambiente que possam advir das s uas actividades Co- financiado
Elaborado por Fátima Nascimento P rincípios Gerais de Prevenção: Eliminação de risco Avaliação de riscos

Elaborado por Fátima Nascimento

Elaborado por Fátima Nascimento P rincípios Gerais de Prevenção: Eliminação de risco Avaliação de riscos Combater

P rincípios Gerais de Prevenção:

Eliminação de riscopor Fátima Nascimento P rincípios Gerais de Prevenção: Avaliação de riscos Combater os riscos n a

Avaliação de riscosP rincípios Gerais de Prevenção: Eliminação de risco Combater os riscos n a origem Adaptação do

Combater os riscos n a origemde Prevenção: Eliminação de risco Avaliação de riscos Adaptação do trabalh o ao homem Atender ao

Adaptação do trabalh o ao homemde risco Avaliação de riscos Combater os riscos n a origem Atender ao estado de evolução

Atender ao estado de evolução da técnicaos riscos n a origem Adaptação do trabalh o ao homem 48 Substituir o que é

48
48

Substituir o que é per igoso pelo que é isento de perigo ou menos peri gosoo ao homem Atender ao estado de evolução da técnica 48 Organização do traba lho Prioridade

Organização do traba lhoé per igoso pelo que é isento de perigo ou menos peri goso Prioridade da protecç

Prioridade da protecç ão colectiva face à protecção individualde perigo ou menos peri goso Organização do traba lho Informação e formaç ão Objectivos: Reduzir

Informação e formaç ãoda protecç ão colectiva face à protecção individual Objectivos: Reduzir os índices de sinistralidade Reduzir o

Objectivos:

Reduzir os índices deindividual Informação e formaç ão Objectivos: sinistralidade Reduzir o índice de fr equência em 10% ao

sinistralidade

Reduzir o índice de fr equência em 10% ao anoão Objectivos: Reduzir os índices de sinistralidade Diminuir os custos in directos dos acidentes Diminuir os

Diminuir os custos in directos dos acidentesReduzir o índice de fr equência em 10% ao ano Diminuir os custos in directos em

Diminuir os custos in directos em 5% em dois anosem 10% ao ano Diminuir os custos in directos dos acidentes Eliminar os acidentes de quedas

Eliminar os acidentes de quedas em um anoacidentes Diminuir os custos in directos em 5% em dois anos Obter ganhos de prod dutividade

Obter ganhos de prod dutividade com a melhoria das condições de trab alhoem 5% em dois anos Eliminar os acidentes de quedas em um ano Melhorar a imagem

Melhorar a imagem d a empresa em relação aos acidentes de trabalhoprod dutividade com a melhoria das condições de trab alho A prevenção de segurança co mo

A prevenção de segurança co mo actividade multidisciplinar resulta da necessi dade de

correcção de um certo numer o de situações de insegurança, bem como dum acções preventivas

conjunto de

Na tomada de decisão é impo rtante desmistificar o estigma de que os investim entos em segurança não são produtivo s

1.- Redução de custos

2.- Função desejável e im prescindível ao bem estar e à produtividade da

empresa

Co- financiado pelo FSE e Estado Português

desejável e im prescindível ao bem estar e à produtividade da empresa Co- financiado pelo FSE
Elaborado por Fátima Nascimento Ob rigações Gerais do Empregador 49 O empregador é obrigado ta

Elaborado por Fátima Nascimento

Ob rigações Gerais do Empregador

por Fátima Nascimento Ob rigações Gerais do Empregador 49 O empregador é obrigado ta citamente a
49
49

O empregador é obrigado ta citamente a estabelecer uma política de preve nção na empresa

planificada, dotada de meios permitindo aos tra balhadores dispor

de instruções sobre as situa ções em que devam cessar a sua actividade e m caso de perigo

grave e eminente.

devidamente programada e

Para tais efeito s, o empregador tem que ter em conta os seguin tes princípios de prevenção:

Identificar os riscos aquando da concepção das instalações, dos locais de tra balho e processos de trabalho, combatê-los, anu lá-los ou limitá-los;

Princípios de Prevenção

Avaliar os riscos int egrando-os no conjunto das actividades e ad prevenção;anu lá-los ou limitá-los; Princípios de Prevenção Assegurar que as constituem um risco Planificar a prevençã

Assegurar que as constituem um riscoint egrando-os no conjunto das actividades e ad prevenção; Planificar a prevençã o; Organizar os meios

Planificar a prevençã o;e ad prevenção; Assegurar que as constituem um risco Organizar os meios p ara aplicação das

Organizar os meios p ara aplicação das medidas de prevenção tendo em consideração a evolução da técnicaque as constituem um risco Planificar a prevençã o; não ptar medidas de exposições aos agentes

não

ptar medidas de

exposições

aos

agentes

químicos,

físicos

e

biológicos

para a saúde dos trabalhadores;

Dar prioridade à prev enção colectiva em detrimento da protecção indi vidual;físicos e biológicos para a saúde dos trabalhadores; Organizar o trabalh o, eliminar os efeitos do

Organizar o trabalh o, eliminar os efeitos do trabalho monóton o e do trabalhoenção colectiva em detrimento da protecção indi vidual; cadenciado; Estabelecer as medi das que devem ser

cadenciado;

Estabelecer as medi das que devem ser adoptadas em matéria de p rimeiros socorros,os efeitos do trabalho monóton o e do trabalho cadenciado; identificação dos de combate a incên

identificação dos

de combate a incên dios e de evacuação dos trabalhadores e responsáveis pela su a aplicação;

Assegurar a vigilânci a da saúde;dos trabalhadores e responsáveis pela su a aplicação; Limitar o acesso a z onas de risco

Limitar o acesso a z onas de risco grave, apenas permitindo o acess o a trabalhadores com aptidão e formaç ão adequadapela su a aplicação; Assegurar a vigilânci a da saúde; simultaneamente Cooperarem entre si quando várias

simultaneamente

Cooperarem entrecom aptidão e formaç ão adequada simultaneamente si quando várias entidades desenvolvam actividades no mesm

si

quando

várias

entidades

desenvolvam

actividades no mesm o local.

Co- financiado pelo FSE e Estado Português

entre si quando várias entidades desenvolvam actividades no mesm o local. Co- financiado pelo FSE e
Elaborado por Fátima Nascimento Factor humano da segurança Relações Humanas Atitudes Psicológicas perante os

Elaborado por Fátima Nascimento

Factor humano da segurança

Relações HumanasElaborado por Fátima Nascimento Factor humano da segurança Atitudes Psicológicas perante os acidentes de trabalho

Nascimento Factor humano da segurança Relações Humanas Atitudes Psicológicas perante os acidentes de trabalho

Atitudes Psicológicas perante os acidentes de trabalhoNascimento Factor humano da segurança Relações Humanas Motivação Sensibilização às Ca usas de Insegurança

MotivaçãoAtitudes Psicológicas perante os acidentes de trabalho Sensibilização às Ca usas de Insegurança Formação

Sensibilização às Ca usas de InsegurançaPsicológicas perante os acidentes de trabalho Motivação Formação Profission al Tipos de Riscos Analisados Riscos

Formação Profission alMotivação Sensibilização às Ca usas de Insegurança Tipos de Riscos Analisados Riscos Tecnológicos 50

Tipos de Riscos Analisados

Riscos TecnológicosFormação Profission al Tipos de Riscos Analisados 50 (libertação de nuvens tóxicas, incêndios e

50
50

(libertação de nuvens tóxicas, incêndios e explosões, derrames de hid rocarbonetos)al Tipos de Riscos Analisados Riscos Tecnológicos 50 Riscos Naturais (sismos, inundações) Riscos Sociais

Riscos Naturaisincêndios e explosões, derrames de hid rocarbonetos) (sismos, inundações) Riscos Sociais (intrusão e roubo; am

(sismos, inundações)e explosões, derrames de hid rocarbonetos) Riscos Naturais Riscos Sociais (intrusão e roubo; am eaça de

Riscos Sociaisde hid rocarbonetos) Riscos Naturais (sismos, inundações) (intrusão e roubo; am eaça de bomba) Reparaçã o

(intrusão e roubo; am eaça de bomba)Riscos Naturais (sismos, inundações) Riscos Sociais Reparaçã o de Acidentes de Trabalho – Prestaç ões Em

Reparaçã o de Acidentes de Trabalho – Prestaç ões

Em dinheiro:

Indemnizaçõe s por incapacidade temporária para o trabalhad or;o de Acidentes de Trabalho – Prestaç ões Em dinheiro: Indemnizaçõe s por incapacidade permanente; Pensões

Indemnizaçõe s por incapacidade permanente;s por incapacidade temporária para o trabalhad or; Pensões aos familiares da vítima; Despesas de funeral

Pensões aos familiares da vítima;trabalhad or; Indemnizaçõe s por incapacidade permanente; Despesas de funeral no caso de morte. Co- financiado

Despesas de funeral no caso de morte.s por incapacidade permanente; Pensões aos familiares da vítima; Co- financiado pelo FSE e Estado Português

Co- financiado pelo FSE e Estado Português

Pensões aos familiares da vítima; Despesas de funeral no caso de morte. Co- financiado pelo FSE
Elaborado por Fátima Nascimento Saúde no trabalho Situações de Risco 1.- Alterações Cardio-Respiratórias 2.-

Elaborado por Fátima Nascimento

Saúde no trabalho

Situações de Risco

1.- Alterações

Cardio-Respiratórias

2.- Choque

3.- Envenena mento/Intoxicação

4.- Hemorrag ias

5.- Feridas

6.- Queimadu ras

7.- Irritações Cutâneas

8.- Lesões pe lo ambiente quente / Frio

9.- Fracturas e Traumatismos

10.- Alteraçõe s de Conhecimento

Fracturas e Traumatismos 10.- Alteraçõe s de Conhecimento 51 Ao conjunto de metodologias de higiene e
51
51

Ao conjunto de metodologias de higiene e segurança que são aplicadas por u ma organização no seu dia-a-dia de trabalho s em seguir qualquer procedimento (ou norma) ou formal (escrito) chamam-se “ Boas Práticas” e estas dividem-se em dois eixos:

Organizacionais“ Boas Práticas” e estas dividem-se em dois eixos: Individuais Exemplos: Organizacionais: Obrigatoriedade de

Individuaise estas dividem-se em dois eixos: Organizacionais Exemplos: Organizacionais: Obrigatoriedade de uso de E

Exemplos:

Organizacionais:

Obrigatoriedade de uso de E PI’s

Limpeza dos locais de trabalh o

Arrumação dos locais de trab alho

Rotatividade de empregados expostos a certos riscos

Permissão de pausas curtas e frequentes em certas tarefas

Ventilação

Co- financiado pelo FSE e Estado Português

riscos Permissão de pausas curtas e frequentes em certas tarefas Ventilação Co- financiado pelo FSE e
Aquisição de meios auxiliares de elevação Registo de acidentes Elaborado por Fátima Nascimento Investigação de

Aquisição de meios auxiliares de elevação

Registo de acidentes

Elaborado por Fátima Nascimento

Investigação de acidentes

Exemplos:

Individuais:

Investigação de acidentes Exemplos: Individuais: 52 Utilização correcta do mecani smo corporal na
52
52

Utilização correcta do mecani smo corporal na movimentação manual de carga s

Utilização de EPI em locais n ão obrigatórios

Higiene pessoal, após execu ção de tarefas de manuseamento de produtos qu ímicos

Arrumação e limpeza do seu posto de trabalho

Desligar sempre uma máquin a antes de executar qualquer tarefa

Rotatividade e substituição d e colegas por iniciativa própria

Princípios Gerais de Prevenç ão

Visam:

Eliminar os Riscosprópria Princípios Gerais de Prevenç ão Visam: Avaliar os Riscos Combater os riscos n a origem

Avaliar os RiscosPrincípios Gerais de Prevenç ão Visam: Eliminar os Riscos Combater os riscos n a origem Adaptar

Combater os riscos n a origemde Prevenç ão Visam: Eliminar os Riscos Avaliar os Riscos Adaptar o trabalho ao Atender ao

Adaptar o trabalho aoos Riscos Avaliar os Riscos Combater os riscos n a origem Atender ao estado de evolução

Atender ao estado de evolução da técnicaRiscos Combater os riscos n a origem Adaptar o trabalho ao Substituir o que é per

Substituir o que é per igoso pelo que é isento de perigo ou menos peri goso Integrar a prevenção num todo coerenteo trabalho ao Atender ao estado de evolução da técnica Protecção colectiva f ace à protecção

Protecção colectiva f ace à protecção individualou menos peri goso Integrar a prevenção num todo coerente A formação e a inform ação

A formação e a inform açãonum todo coerente Protecção colectiva f ace à protecção individual homem Co- financiado pelo FSE e

homem

Co- financiado pelo FSE e Estado Português

colectiva f ace à protecção individual A formação e a inform ação homem Co- financiado pelo
Elaborado por Fátima Nascimento Saúde 53 “A promoção da Saúde é o pr ocesso que

Elaborado por Fátima Nascimento

Saúde

Elaborado por Fátima Nascimento Saúde 53 “A promoção da Saúde é o pr ocesso que permite
53
53

“A promoção da Saúde é o pr ocesso que permite capacitar as pessoas a melh orar e a aumentar o controle sobre a s sua saúde (e seus determinantes – sobretudo, co mportamentais, psicossociais e ambientais) ” (Carta de Otawa, 1986).

A Carta de Bangkok para a p romoção da saúde num mundo globalizado (200 5) parte dos

valores, princípios e estratégi as de intervenção estabelecidas na Carta de Ota wa, complementando-a. Com a p romoção da saúde, surge a noção da “saúde com o um recurso” e

de esta ser um “empreendim ento colectivo”.

Torna-se, portanto, necessári o o estabelecimento de parcerias funcionais, de alianças e redes

fortes para a promoção da sa úde, que incluam os sectores público e privado e

da sociedade civil, para além daqueles já tradicionalmente envolvidos na inter venção em saúde, de modo a criar mass a crítica para a promoção da saúde em diferente s settings (escolas, locais de trabalho, l ocais de recriação e lazer, estabelecimentos de s aúde, prisões, etc.).

outros grupos

“A saúde é um direito funda mental e essencial para o desenvolvimento soci al e económico. A

promoção da saúde é cad a vez mais reconhecida como um elemento

desenvolvimento da saúde. controlo sobre

para

melhorá-la”

É um processo para permitir que as pesso as tenham maior

essencial para o

a

sua

saúde

e

in

Declaração de Jacarta., 19 97

O

conceito moderno de prom oção da saúde desenvolveu-se fundamentalmen te nos últimos 30

anos, como reacção à cresc ente mediatização da vida social com fracos i mpactos sobre as

condições de saúde.

Em 1974 no Canadá, o Rel atório Lalonde “A new perspective on the hea lth of Canadians” marca o movimento modern o da promoção da saúde, sendo o primeiro do cumento oficial a

Relatório define

promoção da saúde como “i nformar, influenciar e apoiar indivíduos e organ izações para que

assumam maiores responsab ilidades e sejam mais activos em matéria de saú de”.

usar o conceito e a colocá- -lo como prioridade nas políticas de saúde. O

Considerando quatro determi nantes de saúde/doença,

Ambiente: físico – a r, água, radiações, agentes infecciosos; e soci al e económico –

Biologia: genes, idad e, sexo

pobreza, classe socia l, emprego, educação, desigualdades

Co- financiado pelo FSE e Estado Português

idad e, sexo pobreza, classe socia l, emprego, educação, desigualdades Co- financiado pelo FSE e Estado
Elaborado por Fátima Nascimento Estilos de Vida : álco ol, tabaco, drogas, nutrição, exercício, atitudes

Elaborado por Fátima Nascimento

Elaborado por Fátima Nascimento Estilos de Vida : álco ol, tabaco, drogas, nutrição, exercício, atitudes s
Elaborado por Fátima Nascimento Estilos de Vida : álco ol, tabaco, drogas, nutrição, exercício, atitudes s

Estilos de Vida: álco ol, tabaco, drogas, nutrição, exercício, atitudes s exuais

Serviços de Saúd e: acesso, equidade, serviços, saúde pública , medicamentos, cuidados primários

54
54

o Relatório Lalonde pr opôs 23 medidas exclusivamente relacionad as com factores específicos de estilos de vida : dieta, tabaco, álcool, drogas, comportamento s exual.

Em

desenvolvimento, a inter-sect orialidade e a responsabilização do Estado – me diante a adopção de medidas sanitárias e socia is adequadas – e da sociedade pelas consequê ncias das políticas públicas sobre a saúde.

no

1978

a Declaração

de

Alma

Ata estabeleceu

o

entendimento

da

saúde

A Declaração de Alma Ata “ reafirma enfaticamente que a saúde – estado d e completo bem-

estar físico, mental e social,

fundamental (

outros sectores sociais e eco nómicos”.

acção de muitos

e não simplesmente a ausência de doença – é u m direito humano

cuja realiza ção requer, para além do sector da saúde, a

)

Considerada a principal refe rência da promoção da saúde em todo o m undo, a Carta de

a capacidade dos de a melhorar”, pela sua própria

Ottawa define Promoção de

indivíduos e das comunidad es para controlarem a sua saúde, no sentido reforçando a responsabilidad e e os direitos dos indivíduos e da comunidade saúde.

Saúde como “o processo que visa aumentar

a definição do conceito de saúde da OMS ( 1947) “saúde é o

estado de mais completo b em-estar físico, mental e social, e não apena s a ausência de enfermidade”, reforçando o f acto de que a saúde “é o maior recurso para o desenvolvimento social, económico e pessoal, assim como uma importante dimensão da qualid ade de vida”.

A Carta de Ottawa assume

Constituindo-se como uma e stratégia da promoção de saúde, a OMS (1968) define Educação para a Saúde como “uma a cção exercida sobre os indivíduos no sentido d e modificarem os seus comportamentos, adqu irirem e conservarem hábitos saudáveis, apren derem a usar os

de decisões que

serviços de saúde de forma criteriosa e estarem capacitados para a tomada implicam a melhoria do seu e stado de saúde”.

Paul Buss (1999) refere que “a informação, a educação e a comunicação int er-pessoal, assim

como a comunicação de mas sas através dos Media, têm sido reconhecidas

importantes que fazem parte da promoção da saúde de indivíduos e da comu nidade”.

como ferramentas

A comunicação da saúde co mo estratégia de promoção da saúde global. A in formação sobre a

saúde divulgada através do s meios de comunicação de massas pode “c ontribuir para um melhor entendimento das ca usas da saúde e para a construção de um d iscurso político e

Co- financiado pelo FSE e Estado Português

das ca usas da saúde e para a construção de um d iscurso político e Co-
Elaborado por Fátima Nascimento reivindicatório consistente e afirmação dos seus direitos e no seu confronto

Elaborado por Fátima Nascimento

Elaborado por Fátima Nascimento reivindicatório consistente e afirmação dos seus direitos e no seu confronto com
Elaborado por Fátima Nascimento reivindicatório consistente e afirmação dos seus direitos e no seu confronto com

reivindicatório consistente e

afirmação dos seus direitos e no seu confronto com o Estado” (Buss, 1999).

persuasivo que mobilize e reforce a acção d a comunidade na

55
55

O Relatório “Por uma Política de Comunicação para a Promoção da Saúde n a América Latina”, da Organização Pan-america na da Saúde (Restepro e Alfonso, OPS/UNESC O, 1993), define a Comunicação em Saúde co mo “uma estratégia para partilhar conheciment os e práticas que possam contribuir para a con quista de melhores condições de saúde, incluin do não apenas a

ção, persuasão,

disponibilização de informa ção mas também de elementos de educ

mobilização da opinião públic a, participação social e promoção de audiências chave.

Determinantes de Saúde e Promoção para a saúde uma abordagem par a a melhoria do estado de saúde das populações

Os estudos epidemiológico s revelam que uma grande parte dos prob lemas de saúde causadores de morte e morbi lidade estão relacionados com o estilo de vida, n o qual se incluem os comportamentos de saúd e. Entre as condutas nocivas para a saúde est ão o consumo de drogas (tabaco, álcool e dr ogas psicotrópicas); o sedentarismo; a alimen tação desregrada (excesso de gorduras inade quadas e hidratos de carbono, defeito de fibr as e vitaminas) e insuficiente (em termos quant itativos).

Se o estado de saúde está

directamente relacionada com os comportame ntos das pessoas

devemos procurar as vias

mais adequadas para promover a adopção de

comportamentos

saudáveis ou alteração de

condutas prejudiciais. Para isso é necessário

compreender os

factores determinantes dos

estilos de vida das pessoas. Segundo Mendoza , Pérez, e Foguet

(1994), os estilos de vida est ão relacionados com uma complexa constelaçã o e interacção de factores biológicos, psicológic os, micro e macrosocias e ambientais.

comportamentos

humanos, releva a necessida de de actuar globalmente, em todas as esferas , sistemas e sub- sistemas da vida humana , para se obterem mudanças de comporta mento efectivas,

sustentáveis e duradoiras.

Este esquema para além de dar uma ideia da complexidade da etiologia dos

Uma via para intervir nas v árias esferas da vida das pessoas no sentid o de promover a adopção de comportamentos saudáveis é a Educação para a Saúde.

Está actualmente demonstra do que muitos problemas de saúde estão rel acionados com o

no qual se incluem os comportamentos de saú de. Uma das vias

para a Saúde. A

Educação para a Saúde, pel o impacto positivo que pode ter na saúde das p essoas, deve ser um direito de todos os cidad ãos em qualquer fase da sua vida, conforme es tá reconhecido na carta de Ottawa (WHO, 198 6). Deve começar na família, continuar em to das as fases do

estilo de vida das mesmas,

para promover a adopção/m odificação de comportamentos é a Educação

Co- financiado pelo FSE e Estado Português

para promover a adopção/m odificação de comportamentos é a Educação Co- financiado pelo FSE e Estado
Elaborado por Fátima Nascimento sistema de ensino (desde o comunidade, nos média, etc., promovendo e

Elaborado por Fátima Nascimento

Elaborado por Fátima Nascimento sistema de ensino (desde o comunidade, nos média, etc., promovendo e reforçando
Elaborado por Fátima Nascimento sistema de ensino (desde o comunidade, nos média, etc., promovendo e reforçando

sistema de ensino (desde o

comunidade, nos média, etc., promovendo e reforçando as politicas de promo ção da saúde.

básico até ao universitário), prolongar-se no loc al de trabalho, na

56
56

A promoção para a saúde atr avés da educação para a saúde constitui uma e stratégia chave de

actuação sobre os determina ntes da saúde de modo a favorecer e reforçar o s hábitos de vida

saudáveis.

No entanto esta acção não p ode ser isolada e nem deve ser ao cargo de um a única instituição

ou entidade. A mesma deve ser fruto da conjugação de esforço inter e intra

o envolvimento e participação

institucional, onde

comunitária é crucial.

Educação para a Saúde

A saúde é um conceito posi itivo, um recurso quotidiano que implica “um es tado completo de bem-estar físico, social e me ntal e não apenas a ausência de doença e/ou e nfermidade (OMS, 1993). Dentro desta persp ectiva, a Educação para a Saúde deve ter c omo finalidade a preservação da saúde individ ual e colectiva.

Em contexto escolar, Educa r para a Saúde consiste em dotar as criança s e os jovens de

conhecimentos, atitudes e

adequadas à sua saúde e ao tal bem-estar físico, social e mental.

tomar decisões

valores que os ajudem

a fazer opções

e

a

A ausência de informação inc apacita e/ou dificulta a tomada de decisão. Daí , a importância da

abordagem da Educação par a a Saúde em meio escolar.

O PAP EL DOS PROMOTORES DE SAÚDE

As sociedades modernas têm

de “risco”, em particular aqu eles que são causados pelos determinantes tec nológicos e pelos

estilos de vida patogénicos.

(Douglas, 1990).

O discurso do risco faz const antemente títulos na imprensa e constitui-se, cad a vez mais, como objecto das campanhas de pr omoção de saúde (Rice & Atkin, 1989).

ocidentais, constituindo-se, h oje em dia, como um constructo cultural central

O termo “risco” adquiriu uma nova proeminênci a nas sociedades

revelado uma preocupação crescente com o co nceito emergente

No âmbito da saúde pública, o “discurso do risco” pode ser considerado sob específicas e peculiares. Um a delas percepciona o risco como um perigo lat

das populações, derivado d as questões ambientais, como sejam a polui ção, os resíduos

nucleares e os resíduos qu ímicos tóxicos. Nesta conceptualização, o ris co é visto como

externo, em relação ao qual

contrário, focaliza o risco relativamente aos estilos de

o risco é percepcionado com o internamente imposto, podendo ser considera do em função da

perspectiva, pelo

duas perspectivas nte para a saúde

o indivíduo exerce pouco controlo. A segunda

como sendo uma consequência das escolha s dos indivíduos vida, colocando a ênfase no auto-controlo pesso al. Neste sentido,

Co- financiado pelo FSE e Estado Português

vida, colocando a ênfase no auto-controlo pesso al. Neste sentido, Co- financiado pelo FSE e Estado
Elaborado por Fátima Nascimento capacidade de gestão cogn itivo-emocional da self individual. Assim, os i

Elaborado por Fátima Nascimento

Elaborado por Fátima Nascimento capacidade de gestão cogn itivo-emocional da self individual. Assim, os i ndivíduos
Elaborado por Fátima Nascimento capacidade de gestão cogn itivo-emocional da self individual. Assim, os i ndivíduos

capacidade de gestão cogn itivo-emocional da self individual. Assim, os i ndivíduos seriam exortados pelas autoridades de promoção de saúde a avaliar o risco de suc umbir à doença e, nessa medida, alterar o seu c omportamento no sentido de a evitar (Lupton, 19 95).

57
57

Uma terceira conceptualiza ção, menos comum, refere-se mais especific amente a grupos

sociais que a indivíduos, ent endendo-se que, um determinado grupo está “ em risco” quando

não tem uma acessibilidade

satisfatória aos cuidados de saúde. Nesta linha

de análise, o risco

é percepcionado como uma f orma de desvantagem social.

Na verdade, nos domínios

da saúde pública e da promoção da saúde,

o termo “risco” é

constantemente utilizado com o sinónimo de perigo.

Em resposta às previsões ep idemiológicas do risco, os textos de saúde públi ca e de promoção de saúde identificam, com ummente, determinados grupos na populaçã o que requerem particular atenção da comuni dade. O documento «Saúde em Portugal» ao tec er objectivos para

a saúde em Portugal com o «Uma estratégia para o virar do século» , é um exemplo

paradigmático, entre muitos

se estabelecem

metas de acordo com as ne cessidades de cada um dos subgrupos específi cos da população

portuguesa considerados com o estando “em risco” (Ministério da Saúde, 1999 ).

outros, na medida em que nesse documento

No seio do conceito de pro moção de saúde, conforme tem sido referencia do, objectiva-se o desenho de intervenções qu e têm como alvo factores comportamentais de r isco associados a

níveis básicos de

comportamentos patogénico s dos indivíduos. Estas intervenções têm dois

actuação que consistem esse ncialmente em, por um lado, informar as pesso as sobre os meios de redução dos riscos compo rtamentais e, por outro promover mudanças so ciais e ambientais

na comunidade que facilitem essas mesmas mudanças (Kolbe, 1986).

saúde envolvem a implementação estratégica de programas de

educação para a saúde. Tod avia, estes programas devem ter em conta a in vestigação básica

se mobilizam os

terreno da investigação básica sobre as condu tas de saúde dos

indivíduos. Assim, o conheci mento acerca do papel que jogam as crenças e atitudes pessoais,

sociais, deve orientar intrinsecamente o des envolvimento das a implementação desses mesmos programas.

conhecimentos recolhidos no

As políticas de promoção da

sobre as condutas de saúd e, sendo a sua eficácia incrementada quando

as normas e/ou as redes políticas sociais que suportam

a saúde podem

desenvolver- se de acordo co m distintos níveis de actuação individual, grupa l ou comunitário e

incluem, desde campanhas pessoais.

nos meios de comunicação social, até interve nções directas e