0% acharam este documento útil (0 voto)
303 visualizações48 páginas

Atividades de Português: 6º Ano

Este documento apresenta um caderno de atividades pedagógicas de aprendizagem autorregulada para o 4o bimestre do 6o ano do ensino fundamental. O caderno aborda habilidades relacionadas a poesia como identificar aspectos formais de poemas, diferenciar poesia de prosa, identificar o sentido de palavras a partir do contexto e corrigir erros ortográficos. As atividades são divididas em 8 aulas e incluem explicações, atividades e uma avaliação final.

Enviado por

itair1973
Direitos autorais
© © All Rights Reserved
Levamos muito a sério os direitos de conteúdo. Se você suspeita que este conteúdo é seu, reivindique-o aqui.
Formatos disponíveis
Baixe no formato PDF, TXT ou leia on-line no Scribd
0% acharam este documento útil (0 voto)
303 visualizações48 páginas

Atividades de Português: 6º Ano

Este documento apresenta um caderno de atividades pedagógicas de aprendizagem autorregulada para o 4o bimestre do 6o ano do ensino fundamental. O caderno aborda habilidades relacionadas a poesia como identificar aspectos formais de poemas, diferenciar poesia de prosa, identificar o sentido de palavras a partir do contexto e corrigir erros ortográficos. As atividades são divididas em 8 aulas e incluem explicações, atividades e uma avaliação final.

Enviado por

itair1973
Direitos autorais
© © All Rights Reserved
Levamos muito a sério os direitos de conteúdo. Se você suspeita que este conteúdo é seu, reivindique-o aqui.
Formatos disponíveis
Baixe no formato PDF, TXT ou leia on-line no Scribd

Língua

Portuguesa
Aluno

Caderno de Atividades
Pedagógicas de
Aprendizagem
Autorregulada - 04
6º Ano | 4º Bimestre

Disciplina Curso Bimestre Ano


Língua Portuguesa Ensino Fundamental 4º 6º

Habilidades Associadas
1. Observar os aspectos formais relacionados ao verso, à estrofe e à exploração gráfica de
espaços em textos poéticos nacionais, portugueses e/ou de origem africana.

2. Identificar o sentido de palavras e/ou expressões a partir do contexto.

3. Diferenciar poema e prosa.

4. Identificar e corrigir dificuldades ortográficas recorrentes.


Apresentação

A Secretaria de Estado de Educação elaborou o presente material com o intuito de estimular o


envolvimento do estudante com situações concretas e contextualizadas de pesquisa, aprendizagem
colaborativa e construções coletivas entre os próprios estudantes e respectivos tutores – docentes
preparados para incentivar o desenvolvimento da autonomia do alunado.
A proposta de desenvolver atividades pedagógicas de aprendizagem autorregulada é mais uma
estratégia pedagógica para se contribuir para a formação de cidadãos do século XXI, capazes de explorar
suas competências cognitivas e não cognitivas. Assim, estimula-se a busca do conhecimento de forma
autônoma, por meio dos diversos recursos bibliográficos e tecnológicos, de modo a encontrar soluções
para desafios da contemporaneidade, na vida pessoal e profissional.
Estas atividades pedagógicas autorreguladas propiciam aos alunos o desenvolvimento das
habilidades e competências nucleares previstas no currículo mínimo, por meio de atividades
roteirizadas. Nesse contexto, o tutor será visto enquanto um mediador, um auxiliar. A aprendizagem é
efetivada na medida em que cada aluno autorregula sua aprendizagem.
Destarte, as atividades pedagógicas pautadas no princípio da autorregulação objetivam,
também, equipar os alunos, ajudá-los a desenvolver o seu conjunto de ferramentas mentais, ajudando-o
a tomar consciência dos processos e procedimentos de aprendizagem que ele pode colocar em prática.
Ao desenvolver as suas capacidades de auto-observação e autoanálise, ele passa ater maior
domínio daquilo que faz. Desse modo, partindo do que o aluno já domina, será possível contribuir para
o desenvolvimento de suas potencialidades originais e, assim, dominar plenamente todas as
ferramentas da autorregulação.
Por meio desse processo de aprendizagem pautada no princípio da autorregulação, contribui-se
para o desenvolvimento de habilidades e competências fundamentais para o aprender-a-aprender, o
aprender-a-conhecer, o aprender-a-fazer, o aprender-a-conviver e o aprender-a-ser.
A elaboração destas atividades foi conduzida pela Diretoria de Articulação Curricular, da
Superintendência Pedagógica desta SEEDUC, em conjunto com uma equipe de professores da rede
estadual. Este documento encontra-se disponível em nosso site [Link], a fim
de que os professores de nossa rede também possam utilizá-lo como contribuição e complementação às
suas aulas.
Estamos à disposição através do e-mail curriculominimo@[Link] para quaisquer
esclarecimentos necessários e críticas construtivas que contribuam com a elaboração deste material.

Secretaria de Estado de Educação

2
Caro aluno,
Neste caderno, você encontrará atividades diretamente relacionadas a algumas
habilidades e competências do 4º Bimestre do Currículo Mínimo de Língua Portuguesa
do 6º Ano do Ensino Fundamental. Estas atividades correspondem aos estudos durante
o período de um mês.
A nossa proposta é que você, Aluno, desenvolva estas Atividades de forma
autônoma, com o suporte pedagógico eventual de um professor, que mediará as trocas
de conhecimentos, reflexões, dúvidas e questionamentos que venham a surgir no
percurso. Esta é uma ótima oportunidade para você desenvolver a disciplina e
independência indispensáveis ao sucesso na vida pessoal e profissional no mundo do
conhecimento do século XXI.
Neste Caderno de Atividades, vamos aprender sobre os Poemas. Na primeira
parte deste caderno, você irá conhecer um pouco desse gênero, irá descobrir os
aspectos formais que o caracterizam e irá aprender a diferenciar poema e prosa. Na
segunda parte, aprenderá a identificar o sentido de uma palavra ou expressão a partir
do contexto, assim como a identificar e corrigir dificuldades ortográficas recorrentes.
Este documento apresenta 08 (oito) Aulas. As aulas podem ser compostas por
uma explicação base, para que você seja capaz de compreender as principais ideias
relacionadas às habilidades e competências principais do bimestre em questão, e
atividades respectivas. Leia o texto e, em seguida, resolva as Atividades propostas. As
Atividades são referentes a dois tempos de aulas. Para reforçar a aprendizagem,
propõem-se, ainda, uma pesquisa e uma avaliação sobre o assunto.

Um abraço e bom trabalho!


Equipe de Elaboração

3
Sumário

Introdução ..........................................................................................................3
Aula 1: Alguma poesia... ....................................................................................... 5
Aula 2: Agora, um poema ................................................................................... 11
Aula 3: Rima, rimador! ....................................................................................... 15
Aula 4: Verso e Reverso...................................................................................... 22
Aula 5: Diga-me com quem andas... .................................................................. 28
Aula 6: De Olho na Ortografia! ........................................................................... 33
Avaliação ............................................................................................................ 39
Pesquisa.............................................................................................................. 42
Referências ......................................................................................................... 47

4
Aula 1: Alguma poesia...

Durante todos os bimestres anteriores, vimos gêneros textuais que são escritos
em prosa, ou seja, fazendo uso de toda a extensão de linha disponível ao escritor. No
entanto, essa não é a única forma de produção do registro escrito. Neste bimestre,
vamos aprender sobre o poema, gênero textual que, dentre outras características,
geralmente apresenta rimas e não ocupa todo o espaço disponível da linha.
Quando lidamos com os poemas, uma das primeiras questões que precisamos
saber responder é: “Qual a diferença entre poema e prosa?”. Por isso, antes de
trabalharmos efetivamente com os poemas, precisamos saber diferenciá-los da prosa
e, sobretudo, da poesia. Embora sejam usados muitas vezes como sinônimos, poema e
poesia são distintos em sua essência. Veja:

Prosa: É a expressão natural da linguagem escrita ou falada. Não está sujeita a


ritmo, à rima, nem a versos ou número de sílabas. É mais utilizada na
linguagem do cotidiano e quando se quer expressar o pensamento racional. É
estruturada em parágrafos e possui princípio, desenvolvimento e fim. São
exemplos de prosa: os Contos de Fadas e os Contos Maravilhosos, o Romance,
o Conto, a Novela e a Crônica.
Poesia: É a expressão de um olhar subjetivo. Refere-se àquela circunstância de
comunicação em que prevalecem intenções voltadas para a subjetividade,
permitindo múltiplas interpretações. Não tem a pretensão de informar, de
instruir ou argumentar, mas de entreter, provocar emoções e despertar
sentimentos. Prevalecem a sonoridade (ritmo, rima e a combinação de rimas),
o jogo de palavras, o uso de imagens. Define-se como um estado de
sentimentalismo.
Poema: É a forma da poesia, a sua roupa mais comum. Composição poética
que constitui a arte de retratar no papel a poesia. Embora se possa escrever
poesia em prosa, o mais comum é encontrá-la em forma de poema. Até a Idade
Média, a poesia era cantada. Só depois é que se separaram a letra da poesia e a

5
sua música. Efetiva-se por meio de versos, que se caracterizam pelas linhas de
um poema. Uma vez reunidos, compõem o que chamamos de estrofes. Tem
elementos sonoros importantes, herança da música que o acompanhava:
métrica, ritmo e rima.

Compare os dois textos abaixo, que tratam de um mesmo assunto de forma


diferente:

Texto I
Cãibra
Um cacho de gente pendura-se ao meu lado, do estribo do bonde descendo a
Presidente Vargas em demanda da Central. Na ponta do cacho, como uma banana não
prevista, um mulatinho segura-se ao bonde por apenas dois dedos de cada mão. Numa
hora lá, ouço-o dizer:
- Puxa, que cãibra!
Olho a penca humana do meu lugar à ponta do banco. Tenho à minha esquerda
um velho que cochila, com toda a pinta de funcionário da Central, os punhos puídos e
a gravata desfiando no nó. À minha frente há uma mulata gorda, de pé, ou melhor, no
seu impressionante posterior, Vejo, nas caras à minha volta, sinais de imemorial fadiga
e paciência, Dir-se-ia que estamos na Índia. A cor de todo mundo é a da desnutrição e
da desesperança. Há poucos rostos escanhoados. Muitos olhos trazem sinais de
conjuntivite crônica e paira um ar geral de avitaminose dentro do elétrico a
transportar lentamente a sua carga humana para a cidade. O sol bate a pino no cacho
pendente, como a querer amadurá-lo à força, e rapidamente. Lá de fora chega-me
novamente a voz, meio aflita:
- Tou com uma cãibra!
Mas ninguém dá atenção. O bonde prossegue um pouco mais, eu de olho no
mulatinho de cara contraída, os braços elásticos a abraçar de fora a penca de homens
de cerrada catadura. "Ele vai cair…" penso comigo. Mas logo depois acho que não, que
ele aguenta mais um pouquinho, porque já por estas alturas estamos atingindo a
antiga Praça Onze, onde há um ponto de parada. Mas a voz chega novamente,

6
aflitíssima, enquanto eu vejo os dedos do mulatinho com as pontas brancas de
esforço, agarrados como garras ao balaústre:
- Não aguento mais essa cãibra!
A queda veio em seguida, mas o "roxinho" era muito safo. Apesar de cair de
costas, ele aproveitou o movimento, girou numa espetacular pantana e pôs-se de pé.
Foi evidentemente sorte sua o bonde estar a fraca velocidade.
Vi-o ainda sacudindo o braço da cãibra que o tomara, sem qualquer sinal
aparente de ferimento ou choque. O seu substituto no cacho ficou olhando, o corpo
estirado para fora do bonde, e comentou meio para si mesmo:
- O homem devia tar com uma cãibra...
MORAES, Vinicius de. Disponível em:
[Link] Acesso em: 21 set. 2013.

Texto II
Simpatia em Poema: Pra curar a Cãibra (II)
Cãibra é uma dor muito forte
Na barriga da perna ou pé,
Se desse mal padecer,
Precisa logo saber
Que há boa simpatia.
É só com cuidado ler
Essas notas, que um dia
Vieram pro meu saber.

Nesta vida, sempre digo


E às vezes até repito
“Não há dor que não se sare
Por remédio ou simpatia.”
Já vi um cego enxergar,
Aleijado estar em pé,
Mulher idosa parir
Criança birrenta dormir
Bastando a cabeça cobrir

7
Com um pano de algodão
E tantos outros milagres
Que deles perdi a conta
Mas aqui deixo assinado
Se quiser, bem relatado,
Tudo é questão de fé.

Mas voltando aqui à cãibra


Que dela não me esqueço
Pois essa dor não tem preço:

“Ponha um dedo em sua boca


Molhando com a saliva
Passe logo em seguida
No lugar onde tem dor
Fazendo o sinal da cruz
Sempre em nome de Jesus.”

Assim que a saliva secar,


Acredite, se quiser.
Alívio já vai notar.
A tal cãibra dolorida
Um tormento em sua vida,
Não vai nunca mais voltar.
Mas se o acaso assim quiser
E de novo aparecer
Repita a operação
Tendo fé no coração
Alívio não vai faltar.

Disponível em: [Link]


Acesso em: 21 set. 2013.

8
Atividade 1

1) Qual é o assunto comum aos dois textos?


_________________________________________________________________
_________________________________________________________________

2) Qual é a diferença na abordagem do tema em cada um dos textos?


_________________________________________________________________
_________________________________________________________________
_________________________________________________________________
_________________________________________________________________

3) A cãibra é uma dor muscular causada geralmente por um esforço excessivo ou


pelo frio abundante. No Texto I, o que pode ter causado a cãibra na
personagem?
_________________________________________________________________
_________________________________________________________________
_________________________________________________________________

4) No Texto II, qual é a simpatia ensinada para curar a cãibra?


_________________________________________________________________
_________________________________________________________________
_________________________________________________________________

5) O que revela o trecho “O homem devia ‘tar com uma cãibra...”, que aparece ao
final do Texto I?
_________________________________________________________________
_________________________________________________________________
_________________________________________________________________

9
6) No Texto II, o poeta diz que “Não há dor que não se sare/ por remédio ou
simpatia”.

a) Quais são os “milagres” que o poeta diz já ter visto?


______________________________________________________________
______________________________________________________________
______________________________________________________________

b) De todos esses “milagres”, qual é o único que pode ser comparado a uma
simpatia ou compreendido como tal?
______________________________________________________________
______________________________________________________________
______________________________________________________________
______________________________________________________________

c) E os demais “milagres”?
______________________________________________________________
______________________________________________________________
______________________________________________________________

10
Aula 2: Agora, um poema

Como vimos na última aula, o poema é uma composição que constitui a arte de
retratar a poesia no papel. Sua forma se caracteriza por versos que, uma vez reunidos,
compõem o que chamamos de estrofes. Apresenta elementos sonoros importantes,
como o ritmo e a rima. Vamos compreender um pouco esses elementos?

Verso: É cada linha de um poema. Caracteriza-se por possuir efeitos sonoros e


apresentar unidade de sentido. Pode ser composto por uma só palavra ou por
uma sequência de palavras.
Estrofe: É um conjunto de versos. No poema, as estrofes são separadas por
uma linha em branco.
Rima: É um recurso do qual os poetas se utilizam para tornar ainda mais belos
os poemas. Caracteriza-se pela coincidência de sons entre as palavras,
principalmente no final dos versos.

Observe o texto abaixo:

Mudam-se os tempos, mudam-se as vontades


Luís Vaz de Camões
Mudam-se os tempos, mudam-se as vontades,
Muda-se o ser, muda-se a confiança:
Todo o mundo é composto de mudança,
Tomando sempre novas qualidades.

Continuamente vemos novidades,


Diferentes em tudo da esperança:
Do mal ficam as mágoas na lembrança,
E do bem (se algum houve) as saudades.

11
O tempo cobre o chão de verde manto,
Que já coberto foi de neve fria,
E em mim converte em choro o doce canto.

E afora este mudar-se cada dia,


Outra mudança faz de mor espanto,
Que não se muda já como soía.

Disponível em: [Link]


Acesso em: 22 set. 2013.

Veja que, ao final de cada verso, há palavras que apresentam sons combinando
com as palavras que encerram os versos seguintes. Veja, ainda, que os versos se
agrupam, no caso deste poema, em conjuntos de três ou quatro versos.
Agora, observe este outro poema:

A bailarina
Cecília Meireles
Esta menina
tão pequenina
quer ser bailarina.

Não conhece nem dó nem ré


mas sabe ficar na ponta do pé.

Não conhece nem mi nem fá


Mas inclina o corpo para cá e para lá

Não conhece nem lá nem si,


mas fecha os olhos e sorri.
Roda, roda, roda, com os bracinhos no ar
e não fica tonta nem sai do lugar.

12
Põe no cabelo uma estrela e um véu
e diz que caiu do céu.

Esta menina
tão pequenina
quer ser bailarina.

Mas depois esquece todas as danças,


e também quer dormir como as outras crianças.
Disponível em: [Link] Acesso em: 22 set. 2013

Atividade 2

1) Toda criança sonha com o que vai ser quando for um pouco maior, quando for
“grande”. O que a menina do poema quer ser?
_________________________________________________________________
_________________________________________________________________
_________________________________________________________________

2) Observe o trecho “Põe no cabelo uma estrela e um véu / e diz que caiu do céu”.
Com o que a menina se compara ao dizer que caiu do céu?
_________________________________________________________________
_________________________________________________________________

13
3) Na segunda, na terceira e na quarta estrofes, o poema declara que há coisas
que a menina não conhece e outras que já lhe são familiares.
a) O que a menina não conhece?
( ) As outras crianças.
( ) Uma bailarina.
( ) As notas musicais.
( ) As danças.

b) O que a menina conhece?


( ) As estrelas.
( ) Os passos do ballet.
( ) A sua família.
( ) O céu.

4) Retire do texto:
a) Um exemplo de verso.
______________________________________________________________
______________________________________________________________

b) Um exemplo de estrofe.
______________________________________________________________
______________________________________________________________
______________________________________________________________

c) As rimas que conseguir identificar.


______________________________________________________________
______________________________________________________________
______________________________________________________________

14
Aula 3: Rima, rimador!

Como vimos nas aulas anteriores, a rima é um recurso poético caracterizado


pela coincidência de sons entre palavras. É através do uso da rima que o poema
adquire a musicalidade, o ritmo e a sonoridade que lhe são característicos. Embora
nem todo poema possua rimas, sendo possível que seja construído sem a utilização
desse recurso, um poema rimado e ritmado parece sempre mais agradável aos nossos
ouvidos do que aquele que não possui essa musicalidade própria.
Nos poemas, as rimas podem ser internas ou externas. Quando internas,
ocorrem entre palavras que se encontram em um mesmo verso, como se observa
abaixo:

Pedro Pedreiro
Chico Buarque
Pedro pedreiro penseiro esperando o trem
Manhã parece, carece de esperar também
Para o bem de quem tem bem de quem não tem vintém
Pedro pedreiro fica assim pensando
Disponível em: [Link] Acesso em: 05 out. 2013.

Quando externas, acontecem entre as palavras finais de cada verso da estrofe.


Podem ser distribuídas de diferentes formas:

a) Alternada (ABAB): O primeiro verso rima com o terceiro, e o segundo rima com
o quarto.

15
Soneto do Amor Maior
Vinicius de Moraes

Maior amor nem mais estranho existe


Que o meu, que não sossega a coisa amada
E quando a sente alegre, fica triste
E se a vê descontente, dá risada.

Disponível em: [Link]


Acesso em: 05 out. 2013.

b) Interpolada (ABBA): O primeiro verso rima com o quarto, e o segundo rima


com o terceiro.

Soneto de Fidelidade
Vinicius de Moraes

De tudo, ao meu amor serei atento


Antes, e com tal zelo, e sempre, e tanto
Que mesmo em face do maior encanto
Dele se encante mais meu pensamento

c) Emparelhada (AABB): O primeiro verso rima com o segundo, e o terceiro rima


com o quarto.

A Lágrima
Guerra Junqueiro

Manhã de Junho ardente. Uma encosta escavada,


Sêca, deserta e nua, à beira d'uma estrada.
Terra ingrata, onde a urze a custo desabrocha,
Bebendo o sol, comendo o pó, mordendo a rocha.

16
d) Misturada: Não possui esquema fixo.

As Palavras Interditas
Eugénio de Andrade

Os navios existem e existe o teu rosto Na areia branca, onde o tempo começa,
encostado ao rosto dos navios. uma criança passa de costas para o mar.
Sem nenhum destino flutuam nas cidades, Anoitece. Não há dúvida, anoitece.
partem no vento, regressam nos rios. É preciso partir, é preciso ficar.

e) Versos Brancos: São os que não têm rima.

Canção Amiga
Carlos Drummond de Andrade

Eu preparo uma canção


em que minha mãe se reconheça,
todas as mães se reconheçam,
e que fale como dois olhos.

Agora, observe o texto abaixo:

Ou isto ou aquilo
Cecília Meireles
Ou se tem chuva e não se tem sol
ou se tem sol e não se tem chuva!
Ou se calça a luva e não se põe o anel,
ou se põe o anel e não se calça a luva!

Quem sobe nos ares não fica no chão,


quem fica no chão não sobe nos ares.
É uma grande pena que não se possa
estar ao mesmo tempo em dois lugares!

17
Ou guardo o dinheiro e não compro o doce,
ou compro o doce e gasto o dinheiro.
Ou isto ou aquilo: ou isto ou aquilo...
e vivo escolhendo o dia inteiro!

Não sei se brinco, não sei se estudo,


se saio correndo ou fico tranquilo.
Mas não consegui entender ainda
qual é melhor: se é isto ou aquilo.

Disponível em: [Link] Acesso em: 05 out. 2013.

Atividade 3

1) Considerando o Poema “Ou isto ou aquilo”, de Cecília Meireles, indique:

a) O número de estrofes do poema: __________.

b) O número de versos do poema: ___________.

c) O número de versos de cada estrofe: __________.

2) No poema, podemos encontrar várias rimas entre os versos de cada estrofe.


Identifique as palavras que rimam entre si e indique em qual verso e em qual
estrofe elas se encontram.

Rima Verso Rima Verso Estrofe

18
3) Depois de ter identificado as rimas, encontre as palavras abaixo no caça-
palavras:
Chuva Doce Calça Grande Isto
Sol Luva Ares Aquilo Estudo
Anel Dinheiro Chão Brinco Correndo

Disponível em: [Link] Acesso em: 05 out. 2013

4) Muitas vezes, nos encontramos em situações nas quais temos de fazer escolhas
e elas nem sempre são fáceis. Então, pensamos: “Por que não posso ter as duas
coisas?” Leia as opções apresentadas abaixo e crie versinhos com rimas que
expressem o desejo de fazer as duas coisas, mas só poder fazer uma delas. Se
possível, tente fazer rimas com as frases que for formando.

CINEMA VIAGEM ITALIANO


ÁRABE AZUL
FESTA TEATRO PRETO

19
Veja o exemplo:

Recebi convite para o Cinema,


Mas já tinha uma festa marcada.
Não sei se vejo o filme com amigos
Ou se vou à festa com a namorada.

a) _________________________________________________________________
_________________________________________________________________
_________________________________________________________________
_________________________________________________________________

b) _________________________________________________________________
_________________________________________________________________
_________________________________________________________________
_________________________________________________________________

c) _________________________________________________________________
_________________________________________________________________
_________________________________________________________________
_________________________________________________________________

20
5) As frases que se seguem foram retiradas do poema “Ou isto ou aquilo”, de
Cecília Meireles, mas se encontram embaralhadas. Ligue os versos da coluna à
esquerda aos versos da coluna à direita, formando os pares de acordo com a
mensagem:

21
Aula 4: Verso e Reverso

Até o momento, estamos trabalhando exclusivamente com a estrutura formal


dos poemas, mas também é importante reconhecermos os aspectos significativos que
estão relacionados às escolhas feitas pelo poeta. Em Língua Portuguesa, há uma área,
denominada semântica, que dá conta justamente do significado das palavras. Um
aspecto importante, que devemos ressaltar em nosso estudo, é que as palavras podem
ter significados semelhantes ou absolutamente diversos. Compare os grupos de
palavras abaixo:

Cansado – Fatigado – Exausto Bonito – Feio


Casa – Residência – Habitação Luz – Escuridão
Especialista – Perito – Entendido Juntar – Separar

As palavras que aparecem na primeira coluna de nosso quadro apresentam


significados parecidos, enquanto as palavras da segunda coluna de nosso quadro
apresentam significados opostos. Vamos entender o que isso representa em nossa
língua?

Sinônimos: São palavras que têm sentido igual ou semelhante. Mantêm relação
de significado entre si e representam praticamente a mesma ideia. Mas: Por
que “praticamente” a mesma ideia? Porque são muito raros os sinônimos
perfeitos, que tenham sentido exatamente idênticos em qualquer ocasião.
Veja:
Embora ambas as palavras (cansada e
Marina está cansada. exausta) estejam relacionadas a um
vs. desgaste físico, estar exausto dá uma
Marina está exausta. ideia de um cansaço maior do que o
estar cansado.

22
Antônimos: São palavras que têm sentido contrário, de forma que um se opõe
ao outro ou lhe nega o significado. Podem ser palavras de origem diferente,
como feio e bonito, ou podem se originar da utilização de prefixos negativos ou
opostos, como fazer e desfazer.

Agora, observe o texto abaixo:

Certas Coisas
Lulu Santos
Não existiria som
Se não houvesse o silêncio
Não haveria luz
Se não fosse a escuridão
A vida é mesmo assim,
Dia e noite, não e sim...

Cada voz que canta o amor não diz


Tudo o que quer dizer,
Tudo o que cala fala
Mais alto ao coração.
Silenciosamente eu te falo com paixão...

Eu te amo calado,
Como quem ouve uma sinfonia
De silêncios e de luz.
Nós somos medo e desejo,
Somos feitos de silêncio e som,
Tem certas coisas que eu não sei dizer...

A vida é mesmo assim,


Dia e noite, não e sim...

23
Cada voz que canta o amor não diz
Tudo o que quer dizer,
Tudo o que cala fala
Mais alto ao coração.
Silenciosamente eu te falo com paixão...

Eu te amo calado,
Como quem ouve uma sinfonia
De silêncios e de luz,
Nós somos medo e desejo,
Somos feitos de silêncio e som,
Tem certas coisas que eu não sei dizer...

Disponível em: [Link] Acesso em: 06 out. 2013.

Atividade 4

1) No texto acima, percebemos que há uma série de antônimos que, colocados


lado a lado, reforçam a ideia de que o poeta não sabe dizer “certas coisas”.
Identifique alguns desses antônimos.
Veja o exemplo:
Som – Silêncio
Luz – Escuridão

24
2) Observe as palavras destacadas abaixo, que foram retiradas do poema “Certas
coisas”. Indique um sinônimo para cada uma delas:

Palavra Sinônimo
Som
Luz
Escuridão
Amor
Sinfonia

3) Agora, observe este outro texto:


As coisas que a gente fala
Ruth Rocha
As coisas que a gente fala Voando como uma folha,
saem da boca da gente Caindo pelos quintais,
e vão voando, voando, Pousando pelos telhados,
correndo sempre pra frente. Entrando pelas janelas,
Entrando pelos ouvidos Pendurada nos beirais.
de quem estiver presente.
Quando a pessoa presente Por isso, quando falamos,
É pessoa distraída Temos de tomar cuidado.
Não presta muita atenção. Que as coisas que a gente fala
Então as palavras entram Vão voando, vão voando,
E saem pelo outro lado E ficam por todo lado.
Sem fazer complicação. E até mesmo modificam
O que era nosso recado.
[...] [...]

E depois que elas se espalham, Sejam palavras bonitas


Por mais que a gente procure, Ou sejam palavras feias;
Por mais que a gente recolha, Sejam mentira ou verdade
Sempre fica uma palavra, Ou sejam verdades meias;

25
São sempre muito importantes Ás vezes, importam mais
As coisas que a gente fala. Que as coisas que a gente fez...
Aliás, também têm força "Mas isso é uma outra história
As coisas que a gente cala. que fica pra uma outra vez...
Disponível em: [Link] Acesso em: 06 out. 2013.

a) Na primeira estrofe do poema, identifique um par de antônimos:


_________________________________________________________________
_________________________________________________________________

b) Na segunda estrofe, encontre um par de sinônimos:


_________________________________________________________________
_________________________________________________________________

c) Na última estrofe, identifique os pares de antônimos que você puder


encontrar:
_________________________________________________________________
_________________________________________________________________
_________________________________________________________________
_________________________________________________________________

4) Ligue as palavras da primeira coluna às da segunda coluna, encontrando os


pares de sinônimos:
Ganhar Delicioso
Saboroso Engraçado
Tranquilo Casa
Divertido Receber
Auxiliar Alegre
Residência Orando
Contente Sossegado
Rezando Ajudar

26
5) Agora, ligue as palavras da primeira coluna às da segunda coluna, encontrando
os pares de antônimos:

Pobre Feliz
Leve Silêncio
Triste Longe
Brilhante Gigante
Barulho Rico
Anão Fim
Perto Pesado
Começo Opaco

27
Aula 5: Diga-me com quem andas...

E te direi quem és. Muitos de nós já ouvimos essa frase com relação às nossas
companhias, no sentido de que acabamos por reproduzir muito do que essas
companhias são para nós. Quem é que nunca pegou algumas “manias” de seu melhor
amigo? Assim também é com as palavras, que assumem significados diferentes a
depender do contexto em que se encontram. Contexto é o texto que precede ou
segue determinada palavra, frase ou texto, contribuindo para o seu significado.
Em Língua Portuguesa, podemos ilustrar esse conceito de que as palavras
dependem muitas vezes do contexto em que se encaixam para assumirem significados
com dois grupos que conheceremos agora: os homônimos e os parônimos. Trata-se de
palavras que são muito semelhantes, na grafia ou na pronúncia e, por esse motivo, só
podem ser compreendidas em seu real significado quando inseridas em um ambiente.
Vamos compreender o que eles representam em nossa língua?

Homônimos: São palavras que possuem a mesma pronúncia e/ou a mesma


grafia, mas apresentam significados diferentes. Dividem-se em:

o Homônimos homógrafos: Possuem escrita idêntica, mas diferem na


pronúncia:
 Muito legal o jogo que ganhei de presente.
 Hoje sou eu que jogo futebol à tarde.

 Coloque apenas uma colher de açúcar.


 Vou colher umas flores para dar de presente à minha mãe.

o Homônimos homófonos: Possuem pronúncia idêntica, mas diferem na


escrita:
 Vou acender a luz, porque já não consigo enxergar as letras.
 O elevador vai ascender rapidamente até o 13º Andar.

28
 Hoje assisti a um concerto da Orquestra Sinfônica.
 Meu computador está no conserto.

o Homônimos perfeitos: Possuem pronúncia e escrita idênticas.


 Hoje vou à Escola por aquele caminho.
 Eu caminho todos os dias durante trinta minutos.

 Estou livre desse trabalho cansativo!


 Deus nos livre de todo o mal.

o Parônimos: São palavras com pronúncias e grafias tão parecidas que


podem ser confundidas. No entanto, seus significados são diferentes,
muitas vezes opostos.

 Comprei uma cesta de chocolates para presentear mamãe.


 Após o almoço, tirarei a minha sesta.

 Precisamos retificar (corrigir) aquele relatório.


 A Direção irá ratificar (confirmar) a ordem divulgada ontem.

Agora, observe o poema abaixo:


Moda da Menina Trombuda
Cecília Meireles
É a moda É a moda da menina muda
da menina muda que muda de modos
da menina trombuda e já não é trombuda.
que muda de modos (A menina amada!)
e dá medo.
Disponível em:
(A menina mimada!)
[Link]
[Link].
Acesso em: 14 out. 2013.

29
Atividade 5

1) O poema “A Moda da Menina Trombuda”, de Cecília Meireles, utiliza um par de


palavras que podem ser consideradas homônimos perfeitos.
a) Qual é esse par de palavras?
______________________________________________________________

b) Qual o significado de cada uma das palavras que compõem o par?


______________________________________________________________
______________________________________________________________

2) O poema fala de uma menina que muda de modos e assume duas formas
diferentes de ser.
a) Consulte um dicionário e descubra qual é o significado da palavra “modos”
no contexto em que se encontra.
______________________________________________________________

b) Quais são as formas de ser da menina que o poema retrata?


______________________________________________________________

c) Quando passa a ser amada, qual é a característica física que o poema diz
que desaparece?
______________________________________________________________
3) O poema fala de uma menina trombuda. Sabendo que tromba é o focinho mais
extenso de alguns animais, como o elefante, qual o significado que o adjetivo
“trombuda” assume no contexto do poema?

(a) Nariguda. (c) Gorda.


(b) Emburrada, Bicuda. (d) Orelhuda.

Agora, observe o texto abaixo, que é o trecho da canção “Tira as mãos de mim”, de
Chico Buarque.
Tira as mãos de mim
Chico Buarque
Éramos nós
Estreitos nós
Enquanto tu
És laço frouxo
Tira as mãos de mim
Põe as mãos em mim
E vê se a febre dele
Guardada em mim
Te contagia um pouco
Disponível em: [Link] Acesso em: 14 out. 2013.

4) Em “Tira as mãos de mim”, Chico Buarque também utiliza um par de palavras


que podem ser consideradas homônimos perfeitos.

a) Qual é esse par de palavras?


______________________________________________________________

b) Qual é o sentido de cada uma dessas palavras?


______________________________________________________________
______________________________________________________________

31
5) No trecho “És laço frouxo”, por que podemos dizer que o adjetivo “frouxo” era
desnecessário no contexto?
_________________________________________________________________
_________________________________________________________________
_________________________________________________________________

32
Aula 6: De Olho na Ortografia!

Uma das maiores dificuldades de todos os falantes de Língua Portuguesa está


na ortografia, palavra que vem do Grego ortho, que significa "correto", e graphos, que
significa "escrita" (HOUAISS, 2009). É a parte da gramática que ensina a escrever
corretamente as palavras de uma língua.
É comum nos depararmos com algumas palavras que não sabemos se são
escritas com G ou com J, com X ou com CH, com S ou com Ç. Quando não conhecemos
a palavra, é ainda mais difícil descobrirmos como devemos escrevê-la; e, mesmo
quando a conhecemos, às vezes nos “dá um branco” e não conseguimos lembrar como
deve ser escrita.
Como estamos trabalhando com poemas, que tal aprendermos um pouco de
ortografia com alguns versinhos de Cordel? Observe os textos abaixo:

EMPREGO DE ALGUMAS LETRAS


Janduhi Dantas
X OU CH? enxada... (Mas não enchente!)
“É com x ou ch?”
– quem nunca se perguntou EXCEÇÕES
diante de uma palavra Exceções a essa regra
que estranha lhe soou veem-se a todo momento:
e, sem saber a resposta, encher e seus derivados –
dicionário não olhou?! enchendo, preenchimento,
preenchendo, preencher,
COM X enchido, enchente, enchimento...
Escreve-se x depois
de ditongo decrescente: PREFIXO EN
ameixa, frouxo, caixote; Junção do prefixo en
tendo a sílaba en na frente a um radical começado
da palavra: enxoval, por ch veja exemplos:

33
de chumaço, enchumaçado; serão escritas com j:
de chocalho, enchocalhar; jiboia, pajé, Moji...
de chiqueiro, enchiqueirado.
ESCRITAS COM CH Pessoas, tempos e modos
Com ch, mais palavras de verbos com fim em jar
poderemos encontrar: devemos grafar com j:
advinda de desfecho, “Viaje” – de viajar;
a grafia é desfechar; de sujar – “Que eles não sujem”;
pichar deriva de piche; “Beije a mamãe” – de beijar.
de aconchego, aconchegar...
PALAVRAS ESCRITAS COM G
COM X Palavras com g anote,
Também quando a sílaba me faça o seu apontamento:
é a sílaba inicial coragem, ágio, agiota,
da palavra, põe-se x estrangeiro, rabugento,
(ch fica ilegal): colégio, relógio, monge,
“Mexedor mexeriqueiro megera, vagem, sargento...
mexicano"... (Está legal?)
NA MESMA PISTA: G-G; J-J; Z-Z
EXCEÇÃO A palavra derivada
Mas como em nossa gramática seguirá na mesma pista
pra exceção sempre há brecha, da palavra primitiva:
é preciso adiantar-se de loja virá lojista;
veloz tal qual uma flecha de cozinha, cozinheira;
pra dizer que a exceção de massagem, massagista.
a essa regrinha é mecha.
COM E
COM J Continue ou continui,
Com exceção de Sergipe como se deve grafar?
(que com g deve vir), formas de verbos findados
as palavras oriundas em uar e em oar
do idioma tupi serão escritas com e:

34
continue – continuar.
S EM ESE E OSE
COM I Usa-se s nas palavras
De instruir vem instrui, findadas com ese e ose:
possui vem de possuir – diurese, catequese,
veja que a forma verbal exegese, simbiose,
será escrita com i sudorese, anamnese,
se o verbo no infinitivo mitose, osmose, teose...
tiver final em uir.
PEL – PULS
EMPREGO DO I A correlação pel – puls
Sobre o emprego do i de uso do s é motivo:
há mais para se dizer: de impelir, se tem impulso;
empregamos i nas formas de repelir, repulsivo;
de verbos de fim oer, de expelir, tem-se expulsão,
também com fim em air – expulsório, expulsivo...
sai (sair) e rói (roer).
ND – NS
COM E E COM I O s também se emprega
Para escrever ante ou anti quando há correlação
você tem dificuldade? – nd e ns:
anteontem, antebraço... pretender dá pretensão;
ante: anterioridade; suspender dá suspensivo,
anticristo, antialérgico... suspensório, suspensão...
anti é contra, na verdade.
DANTAS, Janduhi. Lições de Gramática em Versos de Cordel. Petrópolis, Rio de Janeiro: Vozes, 2011.

35
Atividade 6

1) Complete as lacunas abaixo com s ou ss:

a) deze___eis i) va___oura q) pen___amento


b) man___o j) per___onagem r) recur___o
c) progre___o k) cla___ificado s) a___inante
d) val___a l) univer___o t) sal___icha
e) cla___e m) po___uir u) a___obio
f) con___ulta n) aniver___ário v) pul___eira
g) dispen___ado o) conver___a
h) a___im p) nece___idade

2) Complete as lacunas abaixo com r ou rr:

a) ten___a g) ma___ujo m) fe___adura


b) ba___a h) ma___avilha n) senho___a
c) a___a___a i) en___ugar o) soco___o
d) cha___ete j) te___eiro p) companhei___o
e) co___uja k) ca___etel
f) fe___o l) en___olado

36
3) Complete as lacunas abaixo com l, r ou s e descubra palavras conhecidas:

a) a___tura j) e___puma s) sa___to


b) fó___foro k) ci___co t) ba___de
c) e___trela l) cobe___tor u) co___da
d) ca___tola m) ma___dade v) cu___pa
e) pa___ta n) ho___pital w) ca___ca
f) ca___ma o) cá___culo x) fi___tro
g) ca___çado p) ma___telo y) pape___
h) fo___miga q) corone___ z) bo___sa
i) a___mofada r) ga___galhada

4) Complete com u ou l:

a) co___ve e) vasso___ra i) ceno___ra


b) ca___mante f) chapé___ j) a___toridade
c) so___dado g) anzo___
d) a___tomóvel h) canti___

5) Ao falar sobre as regras de utilização de algumas letras, o poeta também fala


sobre exceções a essas regras.
a) Qual é a constatação do poeta a respeito dessas exceções?
_________________________________________________________________
_________________________________________________________________

b) Qual é a exceção apresentada:


o No emprego de x:
_________________________________________________________________
_________________________________________________________________
_________________________________________________________________

37
o No emprego de j:
_________________________________________________________________
_________________________________________________________________
_________________________________________________________________
6) Para identificar se a palavra será escrita com g ou com j, o poeta dá uma dica.
Que dica é essa?
_________________________________________________________________
_________________________________________________________________

38
Avaliação

Caro aluno, agora, você fará uma verificação de tudo que aprendemos neste
caderno. Vamos lá? Você é capaz!
Leia o texto abaixo:
Chuva, suor e cerveja
Caetano Veloso
Não se perca de mim Não se perca de mim
Não se esqueça de mim Não se esque___a de mim
Não desapareça Não desapare___a
A chuva tá caindo A ___uva tá caindo
E quando a chuva começa E quando a ___uva come___a
Eu acabo de perder a cabeça Eu acabo de perder a cabe___a
Não saia do meu lado Não saia do meu lado
Segure o meu pierrot molhado Segure o meu pierrot molhado
E vamos embolar E vamos embolar
Ladeira abaixo Ladeira abai___o
Acho que a chuva A___o que a ___uva
Ajuda a gente a se ver Ajuda a gente a se ver
Venha, veja, deixa Venha, veja, dei___a
Beija, seja Beija, seja
O que Deus quiser... (2x) O que Deus qui___er... (2x)

A gente se embala A gente se embala


Se embora se embola Se embora, se embola
Só para na porta da igreja Só para na porta da igre___a
A gente se olha A gente se olha
Se beija se molha Se bei___a se molha
De chuva, suor e cerveja... (2x) De ___uva, suor e ___erve___a... (6x)
Disponível em: [Link] Acesso em: 20 out. 2013.

39
1) As lacunas nas palavras esque___a, desapare___a, come___a e cabe___a
devem ser preenchidas por qual das letras abaixo?

a) Ç
b) SS
c) S
d) X

2) As lacunas nas palavras ___uva, abai___o, a___o e dei___a devem ser


preenchidas, respectivamente, por qual das letras abaixo?

a) CH – CH – X – X
b) X – CH – X – X
c) CH – X – CH – X
d) X – CH – CH – CH

3) Qual das opções abaixo apresenta duas palavras que podem ser consideradas
sinônimas?

a) A gente se embala / Só para na porta da Igreja


b) Não se perca de mim / Não desapareça
c) A chuva começa / Eu acabo de perder a cabeça
d) Vamos embolar ladeira abaixo / De chuva, suor e cerveja

4) Qual das opções abaixo apresenta duas palavras que podem ser consideradas
antônimas?

a) A gente se olha / Se beija, se molha


b) Não saia do meu lado / Vamos embolar ladeira abaixo
c) Venha, veja, deixa / Seja o que Deus quiser
d) A gente se embala / Só para na porta da Igreja

40
5) Identifique qual das opções abaixo apresenta rima:

a) E quando a chuva começa / Eu acabo de perder a cabeça


b) A chuva tá caindo / E quando a chuva começa
c) Só para na porta da Igreja / De chuva, suor e cerveja
d) E vamos embolar / Ladeira abaixo

6) No trecho “Acho que a chuva / Ajuda a gente a se ver / Venha, veja, deixa /
Beija, seja / O que Deus quiser”, a sucessão de sons semelhantes parece imitar
qual som da natureza?

a) Chuva
b) Trovoadas
c) Buzina de automóveis
d) Bateria de uma Banda de Rock

7) No trecho “Eu acabo de perder a cabeça”, qual é o significado da expressão


sublinhada?

a) Foi degolado e sua cabeça desprendeu-se do corpo.


b) Deixou a cabeça guardada e não sabe onde guardou.
c) Esqueceu a cabeça em algum lugar e não conseguiu encontrá-la.
d) Enlouqueceu.

41
Pesquisa

Caro aluno, agora que já estudamos todos os principais assuntos relativos ao 4°


bimestre, é hora de relaxar um pouco.
Leia atentamente as questões a seguir e, através de uma pesquisa e da
discussão com o seu grupo, responda cada uma delas de forma clara e objetiva.
Solicite ao professor aplicador que os leve até a sala de informática ou que
disponibilize jornais, revistas e livros na sala de leitura da escola para dinamizarem o
trabalho com novas possibilidades de fontes de pesquisa.
Atenção: Não se esqueça de identificar as fontes de pesquisa, ou seja, o nome
dos livros e sites utilizados.

Leia o texto abaixo:


A ARCA DE NOÉ
Vinicius de Moraes
Sete em cores, de repente Noé, o inventor da uva
O arco-íris se desata E que, por justo e temente
Na água límpida e contente Jeová, clementemente
Do ribeirinho da mata. Salvou da praga da chuva.

O sol, ao véu transparente Tão verde se alteia a serra


Da chuva de ouro e de prata Pelas planuras vizinhas
Resplandece resplendente Que diz Noé: "Boa terra
No céu, no chão, na cascata. Para plantar minhas vinhas!"

E abre-se a porta da Arca E sai levando a família


De par em par: surgem francas A ver; enquanto, em bonança
A alegria e as barbas brancas Colorida maravilha
Do prudente patriarca Brilha o arco da aliança.

42
Ora vai, na porta aberta Lutam os bichos de pelo
De repente, vacilante Pela terra prometida.
Surge lenta, longa e incerta
Uma tromba de elefante. "Os bosques são todos meus!"
Ruge soberbo o leão
E logo após, no buraco "Também sou filho de Deus!"
De uma janela, aparece Um protesta; e o tigre - "Não!"
Uma cara de macaco
Que espia e desaparece. Afinal, e não sem custo
Em longa fila, aos casais
Enquanto, entre as altas vigas Uns com raiva, outros com susto
Das janelinhas do sótão Vão saindo os animais.
Duas girafas amigas
De fora as cabeças botam. Os maiores vêm à frente
Trazendo a cabeça erguida
Grita uma arara, e se escuta E os fracos, humildemente
De dentro um miado e um zurro Vêm atrás, como na vida.
Late um cachorro em disputa
Com um gato, escouceia um burro. Conduzidos por Noé
Ei-los em terra benquista
A Arca desconjuntada Que passam, passam até
Parece que vai ruir Onde a vista não avista.
Aos pulos da bicharada
Toda querendo sair. Na serra o arco-íris se esvai...
E... desde que houve essa história
Vai! Não vai! Quem vai primeiro? Quando o véu da noite cai
As aves, por mais espertas Na terra, e os astros em glória
Saem voando ligeiro
Pelas janelas abertas. Enchem o céu de seus caprichos
É doce ouvir na calada
Enquanto, em grande atropelo A fala mansa dos bichos
Junto à porta de saída Na terra repovoada.

43
Disponível em: [Link] Acesso
em: 20 out. 2013.

I – O poema “A Arca de Noé”, de Vinicius de Moraes, faz parte da produção infantil


deste poeta cujo centenário foi recentemente celebrado. Todos os poemas desta
coletânea, também intitulada “Arca de Noé”, foram escritos para seus filhos, Suzana e
Pedro. Em 1970, o conjunto de poemas infantis ganha o mundo quando, na Itália,
Vinicius conhece Toquinho, seu parceiro para toda a vida, e é preparado um disco
chamado L’Arca. Em 1980, dois discos dedicados a essa produção infantil são lançados
no Brasil. A Arca de Noé tornou-se um dos livros mais populares de Vinicius de Moraes,
por ter criado um laço com as crianças.
Na Literatura, muitas vezes lidamos com o fenômeno da Intertextualidade, que
se caracteriza pela criação de um texto a partir de outro já existente. Trata-se de um
fenômeno que está diretamente relacionado ao conhecimento de mundo, que deve
ser comum entre o produtor e o receptor. Em outras palavras, se o leitor do texto não
conhecer aquele em que se baseia, não poderá compreender a mensagem que
pretende transmitir.

a) Neste poema, o autor relata um episódio bíblico bastante conhecido por todos nós.
Qual é esse episódio? Discuta com o seu grupo, pesquise em livros na biblioteca de sua
escola e pergunte a seus pais.
_______________________________________________________________________
_______________________________________________________________________
_______________________________________________________________________
_______________________________________________________________________
_______________________________________________________________________
_______________________________________________________________________
b) Quando um texto se baseia no fenômeno da intertextualidade para ser criado,
geralmente, ele recria o texto original, podendo acrescentar aspectos que não
constavam naquele que lhe serviu de base. Observando com atenção o texto lido e o
episódio bíblico mencionado, o poema parece ter sido fiel ao texto bíblico ou o recriou
com elementos novos? Se recriou, quais foram os elementos acrescentados?
_______________________________________________________________________
_______________________________________________________________________
_______________________________________________________________________
_______________________________________________________________________
_______________________________________________________________________
_______________________________________________________________________

II – Em determinado momento do poema, os animais começam a falar e a conversar


entre si. Embora três animais estejam envolvidos na conversa, apenas dois deles são
identificados.

a) Que animais são esses?


_________________________________________________________________

b) Qual dos dois animais determina algo para todos os outros? E qual é a ordem dada por
ele aos outros animais?
_______________________________________________________________________
_______________________________________________________________________

c) O outro animal identificado apenas diz uma palavra: “Não!”. Em sua opinião, ele
parece discordar da ordem do Leão de que os bosques todos lhe pertencem ou
discordar da afirmação do outro animal?
_______________________________________________________________________
_______________________________________________________________________
_______________________________________________________________________

45
III – Observe com atenção o texto.
a) Identifique os animais que vão aparecendo no decorrer do texto.
_______________________________________________________________________
_______________________________________________________________________
No trecho “Grita uma arara, e se escuta / De dentro um miado e um zurro”, quais são
os animais referidos pelos barulhos miado e zurro? Discuta com seu grupo ou pesquise
em dicionários e enciclopédias para descobrir qual é o animal que mia e qual é o
animal que zurra.
_______________________________________________________________________
_______________________________________________________________________

IV – Retire do texto um trecho que relaciona os animais da Arca de Noé aos seres
humanos na vida.
_______________________________________________________________________
_______________________________________________________________________
_______________________________________________________________________
_______________________________________________________________________

46
Referências

[1] BRANDÃO, Sérgio Vieira. Laboratório do Jovem Escritor: Gêneros Literários e


Narração. São Paulo: Paulinas, 2010.

[2] CEREJA, William Roberto; MAGALHÃES, Thereza Cochar. Português: Linguagens.


São Paulo: Atual, 2009.

[3] DANTAS, Janduhi. Lições de Gramática em Versos de Cordel. Petrópolis, Rio de


Janeiro: Vozes, 2011.

[4] MARCHUSCHI, Luiz Antônio. Gêneros textuais: definição e funcionalidade. In:


DIONÍSIO, Ângela P.: MACHADO, Anna R.: BEZERRA, Maria A. (org) Gêneros e ensino.
2ª edição Rio de Janeiro: Lucena, 2003.

[5] SAVIOLI, Francisco Platão. Gramática em 44 Lições com mais de 1700 Exercícios.
São Paulo: Ática, 1984.

47
Equipe de Elaboração

COORDENADORES DO PROJETO

Diretoria de Articulação Curricular

Adriana Tavares Maurício Lessa

Coordenação de Áreas do Conhecimento

Bianca Neuberger Leda


Raquel Costa da Silva Nascimento
Fabiano Farias de Souza
Peterson Soares da Silva
Ivete Silva de Oliveira
Marília Silva

PROFESSORES ELABORADORES

Anna Carolina C. Avelheda


Andréia Alves Monteiro de Castro
Aline Barcellos Lopes Plácido
Flávia dos Santos Silva
Gisele Heffner
Leandro Nascimento Cristino
Lívia Cristina Pereira de Souza
Tatiana Jardim Gonçalves

48

Aluno 
Língua 
Portuguesa 
 
 
 CCaaddeerrnnoo  ddee  AAttiivviiddaaddeess  
PPeeddaaggóóggiiccaass  ddee  
AApprreennddi
2 
                                      
A Secretaria de Estado de Educação elaborou o presente material com o intuito de
3 
Caro aluno,  
Neste caderno, você encontrará atividades diretamente relacionadas a algumas 
habilidades e competências d
4 
 
 
 
 Introdução  .....................................................................................................
5 
 
 
 
Durante todos os bimestres anteriores, vimos gêneros textuais que são escritos 
em prosa, ou seja, fazendo uso de
6 
sua música. Efetiva-se por meio de versos, que se caracterizam pelas linhas de 
um poema. Uma vez reunidos, compõem o qu
7 
aflitíssima, enquanto eu vejo os dedos do mulatinho com as pontas brancas de 
esforço, agarrados como garras ao balaústr
8 
Com um pano de algodão 
E tantos outros milagres 
Que deles perdi a conta 
Mas aqui deixo assinado 
Se quiser, bem relat
9 
 
 
1) Qual é o assunto comum aos dois textos? 
_________________________________________________________________
______
10 
6) No Texto II, o poeta diz que “Não há dor que não se sare/ por remédio ou 
simpatia”.  
 
a) Quais são os “milagres”

Você também pode gostar