Atividades de Português: 6º Ano
Atividades de Português: 6º Ano
Portuguesa
Aluno
Caderno de Atividades
Pedagógicas de
Aprendizagem
Autorregulada - 04
6º Ano | 4º Bimestre
Habilidades Associadas
1. Observar os aspectos formais relacionados ao verso, à estrofe e à exploração gráfica de
espaços em textos poéticos nacionais, portugueses e/ou de origem africana.
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Caro aluno,
Neste caderno, você encontrará atividades diretamente relacionadas a algumas
habilidades e competências do 4º Bimestre do Currículo Mínimo de Língua Portuguesa
do 6º Ano do Ensino Fundamental. Estas atividades correspondem aos estudos durante
o período de um mês.
A nossa proposta é que você, Aluno, desenvolva estas Atividades de forma
autônoma, com o suporte pedagógico eventual de um professor, que mediará as trocas
de conhecimentos, reflexões, dúvidas e questionamentos que venham a surgir no
percurso. Esta é uma ótima oportunidade para você desenvolver a disciplina e
independência indispensáveis ao sucesso na vida pessoal e profissional no mundo do
conhecimento do século XXI.
Neste Caderno de Atividades, vamos aprender sobre os Poemas. Na primeira
parte deste caderno, você irá conhecer um pouco desse gênero, irá descobrir os
aspectos formais que o caracterizam e irá aprender a diferenciar poema e prosa. Na
segunda parte, aprenderá a identificar o sentido de uma palavra ou expressão a partir
do contexto, assim como a identificar e corrigir dificuldades ortográficas recorrentes.
Este documento apresenta 08 (oito) Aulas. As aulas podem ser compostas por
uma explicação base, para que você seja capaz de compreender as principais ideias
relacionadas às habilidades e competências principais do bimestre em questão, e
atividades respectivas. Leia o texto e, em seguida, resolva as Atividades propostas. As
Atividades são referentes a dois tempos de aulas. Para reforçar a aprendizagem,
propõem-se, ainda, uma pesquisa e uma avaliação sobre o assunto.
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Sumário
Introdução ..........................................................................................................3
Aula 1: Alguma poesia... ....................................................................................... 5
Aula 2: Agora, um poema ................................................................................... 11
Aula 3: Rima, rimador! ....................................................................................... 15
Aula 4: Verso e Reverso...................................................................................... 22
Aula 5: Diga-me com quem andas... .................................................................. 28
Aula 6: De Olho na Ortografia! ........................................................................... 33
Avaliação ............................................................................................................ 39
Pesquisa.............................................................................................................. 42
Referências ......................................................................................................... 47
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Aula 1: Alguma poesia...
Durante todos os bimestres anteriores, vimos gêneros textuais que são escritos
em prosa, ou seja, fazendo uso de toda a extensão de linha disponível ao escritor. No
entanto, essa não é a única forma de produção do registro escrito. Neste bimestre,
vamos aprender sobre o poema, gênero textual que, dentre outras características,
geralmente apresenta rimas e não ocupa todo o espaço disponível da linha.
Quando lidamos com os poemas, uma das primeiras questões que precisamos
saber responder é: “Qual a diferença entre poema e prosa?”. Por isso, antes de
trabalharmos efetivamente com os poemas, precisamos saber diferenciá-los da prosa
e, sobretudo, da poesia. Embora sejam usados muitas vezes como sinônimos, poema e
poesia são distintos em sua essência. Veja:
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sua música. Efetiva-se por meio de versos, que se caracterizam pelas linhas de
um poema. Uma vez reunidos, compõem o que chamamos de estrofes. Tem
elementos sonoros importantes, herança da música que o acompanhava:
métrica, ritmo e rima.
Texto I
Cãibra
Um cacho de gente pendura-se ao meu lado, do estribo do bonde descendo a
Presidente Vargas em demanda da Central. Na ponta do cacho, como uma banana não
prevista, um mulatinho segura-se ao bonde por apenas dois dedos de cada mão. Numa
hora lá, ouço-o dizer:
- Puxa, que cãibra!
Olho a penca humana do meu lugar à ponta do banco. Tenho à minha esquerda
um velho que cochila, com toda a pinta de funcionário da Central, os punhos puídos e
a gravata desfiando no nó. À minha frente há uma mulata gorda, de pé, ou melhor, no
seu impressionante posterior, Vejo, nas caras à minha volta, sinais de imemorial fadiga
e paciência, Dir-se-ia que estamos na Índia. A cor de todo mundo é a da desnutrição e
da desesperança. Há poucos rostos escanhoados. Muitos olhos trazem sinais de
conjuntivite crônica e paira um ar geral de avitaminose dentro do elétrico a
transportar lentamente a sua carga humana para a cidade. O sol bate a pino no cacho
pendente, como a querer amadurá-lo à força, e rapidamente. Lá de fora chega-me
novamente a voz, meio aflita:
- Tou com uma cãibra!
Mas ninguém dá atenção. O bonde prossegue um pouco mais, eu de olho no
mulatinho de cara contraída, os braços elásticos a abraçar de fora a penca de homens
de cerrada catadura. "Ele vai cair…" penso comigo. Mas logo depois acho que não, que
ele aguenta mais um pouquinho, porque já por estas alturas estamos atingindo a
antiga Praça Onze, onde há um ponto de parada. Mas a voz chega novamente,
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aflitíssima, enquanto eu vejo os dedos do mulatinho com as pontas brancas de
esforço, agarrados como garras ao balaústre:
- Não aguento mais essa cãibra!
A queda veio em seguida, mas o "roxinho" era muito safo. Apesar de cair de
costas, ele aproveitou o movimento, girou numa espetacular pantana e pôs-se de pé.
Foi evidentemente sorte sua o bonde estar a fraca velocidade.
Vi-o ainda sacudindo o braço da cãibra que o tomara, sem qualquer sinal
aparente de ferimento ou choque. O seu substituto no cacho ficou olhando, o corpo
estirado para fora do bonde, e comentou meio para si mesmo:
- O homem devia tar com uma cãibra...
MORAES, Vinicius de. Disponível em:
[Link] Acesso em: 21 set. 2013.
Texto II
Simpatia em Poema: Pra curar a Cãibra (II)
Cãibra é uma dor muito forte
Na barriga da perna ou pé,
Se desse mal padecer,
Precisa logo saber
Que há boa simpatia.
É só com cuidado ler
Essas notas, que um dia
Vieram pro meu saber.
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Com um pano de algodão
E tantos outros milagres
Que deles perdi a conta
Mas aqui deixo assinado
Se quiser, bem relatado,
Tudo é questão de fé.
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Atividade 1
5) O que revela o trecho “O homem devia ‘tar com uma cãibra...”, que aparece ao
final do Texto I?
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_________________________________________________________________
_________________________________________________________________
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6) No Texto II, o poeta diz que “Não há dor que não se sare/ por remédio ou
simpatia”.
b) De todos esses “milagres”, qual é o único que pode ser comparado a uma
simpatia ou compreendido como tal?
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______________________________________________________________
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c) E os demais “milagres”?
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Aula 2: Agora, um poema
Como vimos na última aula, o poema é uma composição que constitui a arte de
retratar a poesia no papel. Sua forma se caracteriza por versos que, uma vez reunidos,
compõem o que chamamos de estrofes. Apresenta elementos sonoros importantes,
como o ritmo e a rima. Vamos compreender um pouco esses elementos?
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O tempo cobre o chão de verde manto,
Que já coberto foi de neve fria,
E em mim converte em choro o doce canto.
Veja que, ao final de cada verso, há palavras que apresentam sons combinando
com as palavras que encerram os versos seguintes. Veja, ainda, que os versos se
agrupam, no caso deste poema, em conjuntos de três ou quatro versos.
Agora, observe este outro poema:
A bailarina
Cecília Meireles
Esta menina
tão pequenina
quer ser bailarina.
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Põe no cabelo uma estrela e um véu
e diz que caiu do céu.
Esta menina
tão pequenina
quer ser bailarina.
Atividade 2
1) Toda criança sonha com o que vai ser quando for um pouco maior, quando for
“grande”. O que a menina do poema quer ser?
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2) Observe o trecho “Põe no cabelo uma estrela e um véu / e diz que caiu do céu”.
Com o que a menina se compara ao dizer que caiu do céu?
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3) Na segunda, na terceira e na quarta estrofes, o poema declara que há coisas
que a menina não conhece e outras que já lhe são familiares.
a) O que a menina não conhece?
( ) As outras crianças.
( ) Uma bailarina.
( ) As notas musicais.
( ) As danças.
4) Retire do texto:
a) Um exemplo de verso.
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b) Um exemplo de estrofe.
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Aula 3: Rima, rimador!
Pedro Pedreiro
Chico Buarque
Pedro pedreiro penseiro esperando o trem
Manhã parece, carece de esperar também
Para o bem de quem tem bem de quem não tem vintém
Pedro pedreiro fica assim pensando
Disponível em: [Link] Acesso em: 05 out. 2013.
a) Alternada (ABAB): O primeiro verso rima com o terceiro, e o segundo rima com
o quarto.
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Soneto do Amor Maior
Vinicius de Moraes
Soneto de Fidelidade
Vinicius de Moraes
A Lágrima
Guerra Junqueiro
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d) Misturada: Não possui esquema fixo.
As Palavras Interditas
Eugénio de Andrade
Os navios existem e existe o teu rosto Na areia branca, onde o tempo começa,
encostado ao rosto dos navios. uma criança passa de costas para o mar.
Sem nenhum destino flutuam nas cidades, Anoitece. Não há dúvida, anoitece.
partem no vento, regressam nos rios. É preciso partir, é preciso ficar.
Canção Amiga
Carlos Drummond de Andrade
Ou isto ou aquilo
Cecília Meireles
Ou se tem chuva e não se tem sol
ou se tem sol e não se tem chuva!
Ou se calça a luva e não se põe o anel,
ou se põe o anel e não se calça a luva!
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Ou guardo o dinheiro e não compro o doce,
ou compro o doce e gasto o dinheiro.
Ou isto ou aquilo: ou isto ou aquilo...
e vivo escolhendo o dia inteiro!
Atividade 3
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3) Depois de ter identificado as rimas, encontre as palavras abaixo no caça-
palavras:
Chuva Doce Calça Grande Isto
Sol Luva Ares Aquilo Estudo
Anel Dinheiro Chão Brinco Correndo
4) Muitas vezes, nos encontramos em situações nas quais temos de fazer escolhas
e elas nem sempre são fáceis. Então, pensamos: “Por que não posso ter as duas
coisas?” Leia as opções apresentadas abaixo e crie versinhos com rimas que
expressem o desejo de fazer as duas coisas, mas só poder fazer uma delas. Se
possível, tente fazer rimas com as frases que for formando.
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Veja o exemplo:
a) _________________________________________________________________
_________________________________________________________________
_________________________________________________________________
_________________________________________________________________
b) _________________________________________________________________
_________________________________________________________________
_________________________________________________________________
_________________________________________________________________
c) _________________________________________________________________
_________________________________________________________________
_________________________________________________________________
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5) As frases que se seguem foram retiradas do poema “Ou isto ou aquilo”, de
Cecília Meireles, mas se encontram embaralhadas. Ligue os versos da coluna à
esquerda aos versos da coluna à direita, formando os pares de acordo com a
mensagem:
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Aula 4: Verso e Reverso
Sinônimos: São palavras que têm sentido igual ou semelhante. Mantêm relação
de significado entre si e representam praticamente a mesma ideia. Mas: Por
que “praticamente” a mesma ideia? Porque são muito raros os sinônimos
perfeitos, que tenham sentido exatamente idênticos em qualquer ocasião.
Veja:
Embora ambas as palavras (cansada e
Marina está cansada. exausta) estejam relacionadas a um
vs. desgaste físico, estar exausto dá uma
Marina está exausta. ideia de um cansaço maior do que o
estar cansado.
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Antônimos: São palavras que têm sentido contrário, de forma que um se opõe
ao outro ou lhe nega o significado. Podem ser palavras de origem diferente,
como feio e bonito, ou podem se originar da utilização de prefixos negativos ou
opostos, como fazer e desfazer.
Certas Coisas
Lulu Santos
Não existiria som
Se não houvesse o silêncio
Não haveria luz
Se não fosse a escuridão
A vida é mesmo assim,
Dia e noite, não e sim...
Eu te amo calado,
Como quem ouve uma sinfonia
De silêncios e de luz.
Nós somos medo e desejo,
Somos feitos de silêncio e som,
Tem certas coisas que eu não sei dizer...
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Cada voz que canta o amor não diz
Tudo o que quer dizer,
Tudo o que cala fala
Mais alto ao coração.
Silenciosamente eu te falo com paixão...
Eu te amo calado,
Como quem ouve uma sinfonia
De silêncios e de luz,
Nós somos medo e desejo,
Somos feitos de silêncio e som,
Tem certas coisas que eu não sei dizer...
Atividade 4
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2) Observe as palavras destacadas abaixo, que foram retiradas do poema “Certas
coisas”. Indique um sinônimo para cada uma delas:
Palavra Sinônimo
Som
Luz
Escuridão
Amor
Sinfonia
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São sempre muito importantes Ás vezes, importam mais
As coisas que a gente fala. Que as coisas que a gente fez...
Aliás, também têm força "Mas isso é uma outra história
As coisas que a gente cala. que fica pra uma outra vez...
Disponível em: [Link] Acesso em: 06 out. 2013.
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5) Agora, ligue as palavras da primeira coluna às da segunda coluna, encontrando
os pares de antônimos:
Pobre Feliz
Leve Silêncio
Triste Longe
Brilhante Gigante
Barulho Rico
Anão Fim
Perto Pesado
Começo Opaco
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Aula 5: Diga-me com quem andas...
E te direi quem és. Muitos de nós já ouvimos essa frase com relação às nossas
companhias, no sentido de que acabamos por reproduzir muito do que essas
companhias são para nós. Quem é que nunca pegou algumas “manias” de seu melhor
amigo? Assim também é com as palavras, que assumem significados diferentes a
depender do contexto em que se encontram. Contexto é o texto que precede ou
segue determinada palavra, frase ou texto, contribuindo para o seu significado.
Em Língua Portuguesa, podemos ilustrar esse conceito de que as palavras
dependem muitas vezes do contexto em que se encaixam para assumirem significados
com dois grupos que conheceremos agora: os homônimos e os parônimos. Trata-se de
palavras que são muito semelhantes, na grafia ou na pronúncia e, por esse motivo, só
podem ser compreendidas em seu real significado quando inseridas em um ambiente.
Vamos compreender o que eles representam em nossa língua?
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Hoje assisti a um concerto da Orquestra Sinfônica.
Meu computador está no conserto.
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Atividade 5
2) O poema fala de uma menina que muda de modos e assume duas formas
diferentes de ser.
a) Consulte um dicionário e descubra qual é o significado da palavra “modos”
no contexto em que se encontra.
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c) Quando passa a ser amada, qual é a característica física que o poema diz
que desaparece?
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3) O poema fala de uma menina trombuda. Sabendo que tromba é o focinho mais
extenso de alguns animais, como o elefante, qual o significado que o adjetivo
“trombuda” assume no contexto do poema?
Agora, observe o texto abaixo, que é o trecho da canção “Tira as mãos de mim”, de
Chico Buarque.
Tira as mãos de mim
Chico Buarque
Éramos nós
Estreitos nós
Enquanto tu
És laço frouxo
Tira as mãos de mim
Põe as mãos em mim
E vê se a febre dele
Guardada em mim
Te contagia um pouco
Disponível em: [Link] Acesso em: 14 out. 2013.
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5) No trecho “És laço frouxo”, por que podemos dizer que o adjetivo “frouxo” era
desnecessário no contexto?
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Aula 6: De Olho na Ortografia!
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de chumaço, enchumaçado; serão escritas com j:
de chocalho, enchocalhar; jiboia, pajé, Moji...
de chiqueiro, enchiqueirado.
ESCRITAS COM CH Pessoas, tempos e modos
Com ch, mais palavras de verbos com fim em jar
poderemos encontrar: devemos grafar com j:
advinda de desfecho, “Viaje” – de viajar;
a grafia é desfechar; de sujar – “Que eles não sujem”;
pichar deriva de piche; “Beije a mamãe” – de beijar.
de aconchego, aconchegar...
PALAVRAS ESCRITAS COM G
COM X Palavras com g anote,
Também quando a sílaba me faça o seu apontamento:
é a sílaba inicial coragem, ágio, agiota,
da palavra, põe-se x estrangeiro, rabugento,
(ch fica ilegal): colégio, relógio, monge,
“Mexedor mexeriqueiro megera, vagem, sargento...
mexicano"... (Está legal?)
NA MESMA PISTA: G-G; J-J; Z-Z
EXCEÇÃO A palavra derivada
Mas como em nossa gramática seguirá na mesma pista
pra exceção sempre há brecha, da palavra primitiva:
é preciso adiantar-se de loja virá lojista;
veloz tal qual uma flecha de cozinha, cozinheira;
pra dizer que a exceção de massagem, massagista.
a essa regrinha é mecha.
COM E
COM J Continue ou continui,
Com exceção de Sergipe como se deve grafar?
(que com g deve vir), formas de verbos findados
as palavras oriundas em uar e em oar
do idioma tupi serão escritas com e:
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continue – continuar.
S EM ESE E OSE
COM I Usa-se s nas palavras
De instruir vem instrui, findadas com ese e ose:
possui vem de possuir – diurese, catequese,
veja que a forma verbal exegese, simbiose,
será escrita com i sudorese, anamnese,
se o verbo no infinitivo mitose, osmose, teose...
tiver final em uir.
PEL – PULS
EMPREGO DO I A correlação pel – puls
Sobre o emprego do i de uso do s é motivo:
há mais para se dizer: de impelir, se tem impulso;
empregamos i nas formas de repelir, repulsivo;
de verbos de fim oer, de expelir, tem-se expulsão,
também com fim em air – expulsório, expulsivo...
sai (sair) e rói (roer).
ND – NS
COM E E COM I O s também se emprega
Para escrever ante ou anti quando há correlação
você tem dificuldade? – nd e ns:
anteontem, antebraço... pretender dá pretensão;
ante: anterioridade; suspender dá suspensivo,
anticristo, antialérgico... suspensório, suspensão...
anti é contra, na verdade.
DANTAS, Janduhi. Lições de Gramática em Versos de Cordel. Petrópolis, Rio de Janeiro: Vozes, 2011.
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Atividade 6
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3) Complete as lacunas abaixo com l, r ou s e descubra palavras conhecidas:
4) Complete com u ou l:
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o No emprego de j:
_________________________________________________________________
_________________________________________________________________
_________________________________________________________________
6) Para identificar se a palavra será escrita com g ou com j, o poeta dá uma dica.
Que dica é essa?
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Avaliação
Caro aluno, agora, você fará uma verificação de tudo que aprendemos neste
caderno. Vamos lá? Você é capaz!
Leia o texto abaixo:
Chuva, suor e cerveja
Caetano Veloso
Não se perca de mim Não se perca de mim
Não se esqueça de mim Não se esque___a de mim
Não desapareça Não desapare___a
A chuva tá caindo A ___uva tá caindo
E quando a chuva começa E quando a ___uva come___a
Eu acabo de perder a cabeça Eu acabo de perder a cabe___a
Não saia do meu lado Não saia do meu lado
Segure o meu pierrot molhado Segure o meu pierrot molhado
E vamos embolar E vamos embolar
Ladeira abaixo Ladeira abai___o
Acho que a chuva A___o que a ___uva
Ajuda a gente a se ver Ajuda a gente a se ver
Venha, veja, deixa Venha, veja, dei___a
Beija, seja Beija, seja
O que Deus quiser... (2x) O que Deus qui___er... (2x)
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1) As lacunas nas palavras esque___a, desapare___a, come___a e cabe___a
devem ser preenchidas por qual das letras abaixo?
a) Ç
b) SS
c) S
d) X
a) CH – CH – X – X
b) X – CH – X – X
c) CH – X – CH – X
d) X – CH – CH – CH
3) Qual das opções abaixo apresenta duas palavras que podem ser consideradas
sinônimas?
4) Qual das opções abaixo apresenta duas palavras que podem ser consideradas
antônimas?
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5) Identifique qual das opções abaixo apresenta rima:
6) No trecho “Acho que a chuva / Ajuda a gente a se ver / Venha, veja, deixa /
Beija, seja / O que Deus quiser”, a sucessão de sons semelhantes parece imitar
qual som da natureza?
a) Chuva
b) Trovoadas
c) Buzina de automóveis
d) Bateria de uma Banda de Rock
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Pesquisa
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Ora vai, na porta aberta Lutam os bichos de pelo
De repente, vacilante Pela terra prometida.
Surge lenta, longa e incerta
Uma tromba de elefante. "Os bosques são todos meus!"
Ruge soberbo o leão
E logo após, no buraco "Também sou filho de Deus!"
De uma janela, aparece Um protesta; e o tigre - "Não!"
Uma cara de macaco
Que espia e desaparece. Afinal, e não sem custo
Em longa fila, aos casais
Enquanto, entre as altas vigas Uns com raiva, outros com susto
Das janelinhas do sótão Vão saindo os animais.
Duas girafas amigas
De fora as cabeças botam. Os maiores vêm à frente
Trazendo a cabeça erguida
Grita uma arara, e se escuta E os fracos, humildemente
De dentro um miado e um zurro Vêm atrás, como na vida.
Late um cachorro em disputa
Com um gato, escouceia um burro. Conduzidos por Noé
Ei-los em terra benquista
A Arca desconjuntada Que passam, passam até
Parece que vai ruir Onde a vista não avista.
Aos pulos da bicharada
Toda querendo sair. Na serra o arco-íris se esvai...
E... desde que houve essa história
Vai! Não vai! Quem vai primeiro? Quando o véu da noite cai
As aves, por mais espertas Na terra, e os astros em glória
Saem voando ligeiro
Pelas janelas abertas. Enchem o céu de seus caprichos
É doce ouvir na calada
Enquanto, em grande atropelo A fala mansa dos bichos
Junto à porta de saída Na terra repovoada.
43
Disponível em: [Link] Acesso
em: 20 out. 2013.
a) Neste poema, o autor relata um episódio bíblico bastante conhecido por todos nós.
Qual é esse episódio? Discuta com o seu grupo, pesquise em livros na biblioteca de sua
escola e pergunte a seus pais.
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b) Quando um texto se baseia no fenômeno da intertextualidade para ser criado,
geralmente, ele recria o texto original, podendo acrescentar aspectos que não
constavam naquele que lhe serviu de base. Observando com atenção o texto lido e o
episódio bíblico mencionado, o poema parece ter sido fiel ao texto bíblico ou o recriou
com elementos novos? Se recriou, quais foram os elementos acrescentados?
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b) Qual dos dois animais determina algo para todos os outros? E qual é a ordem dada por
ele aos outros animais?
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c) O outro animal identificado apenas diz uma palavra: “Não!”. Em sua opinião, ele
parece discordar da ordem do Leão de que os bosques todos lhe pertencem ou
discordar da afirmação do outro animal?
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III – Observe com atenção o texto.
a) Identifique os animais que vão aparecendo no decorrer do texto.
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No trecho “Grita uma arara, e se escuta / De dentro um miado e um zurro”, quais são
os animais referidos pelos barulhos miado e zurro? Discuta com seu grupo ou pesquise
em dicionários e enciclopédias para descobrir qual é o animal que mia e qual é o
animal que zurra.
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IV – Retire do texto um trecho que relaciona os animais da Arca de Noé aos seres
humanos na vida.
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Referências
[5] SAVIOLI, Francisco Platão. Gramática em 44 Lições com mais de 1700 Exercícios.
São Paulo: Ática, 1984.
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Equipe de Elaboração
COORDENADORES DO PROJETO
PROFESSORES ELABORADORES
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