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Aula Redação.

Proposta 1

Doação de órgãos

A doação de órgâos no Brasil é o tema da nossa produção textual para a preparação para a redação
Nota Mil do Enem.

A partir da leitura dos textos motivadores seguintes e com base nos conhecimentos construídos ao
longo de sua formação, redija texto dissertativo-argumentativo em norma padrão da língua
portuguesa sobre o tema. Apresente uma proposta de intervenção, que respeite os direitos
humanos. Selecione, organize e relacione, de forma coerente e coesa, argumentos e fatos para
defesa de seu ponto de vista.

Texto I

A doação de órgãos ou de tecidos é um ato pelo qual manifestamos a vontade de doar uma ou mais
partes do nosso corpo para ajudar no tratamento de outras pessoas.

A doação pode ser de órgãos (rim, fígado, coração, pâncreas e pulmão) ou de tecidos (córnea, pele,
ossos, válvulas cardíacas, cartilagem, medula óssea e sangue de cordão umbilical). A doação de
órgãos como o rim, parte do fígado e da medula óssea pode ser feita em vida.

Fonte: Hospital Albert Einstein –


http://www.einstein.br/hospital/transplantes/doacao-de-orgaos/Paginas. aspx
Texto II

Fonte: Ministério da Saúde


Texto III

O Brasil registrou crescimento nas doações e transplantes de órgãos em 2014, de acordo com
levantamento da Associação Brasileira de Transplantes de Órgãos (ABTO) divulgados nesta
segunda-feira (23). Foram 7.898 órgãos doados no ano passado, 3% a mais que em 2013.

A taxa de doadores também subiu de 13,5 por milhão de pessoas para 14,2 por milhão, no entanto,
ficou abaixo da meta proposta pela associação para 2014, que era de 15 por milhão.

Além disso, o índice está longe da alcançar o objetivo de 20 doadores por milhão pessoas até 2017.
Para se ter ideia, na Espanha, considerado o país que mais registra transplantes, a taxa é de 37 por
milhão.

De acordo com Lúcio Pacheco, presidente da ABTO, a má distribuição das equipes que realizam
transplantes pelo Brasil pode ser uma das respostas esta dificuldade. Segundo o Ministério da
Saúde, que coordena o Sistema Brasileiro de Transplantes, há mais de mil equipes preparadas para
realizar cirurgias distribuídas pelo Brasil e 400 unidades prontas para atuarem nessa área.

Mas para Pacheco, há uma concentração desse tipo de mão de obra no Sul e Sudeste e quase
nenhum ou nenhum no Norte, Nordeste e Centro-Oeste. “Enquanto em São Paulo há 20 equipes
para realizar cirurgias de fígado, o que é muito, em Minas Gerais há apenas 3. Em outros estados,
não há”, explica.

Outro problema que dificulta a realização dos transplantes é a falta de autorização da família para a
cirurgia. Medida pela chamada “taxa de negativa familiar”, o índice em 2014 ficou em 46%, apenas
1% menor que em 2013.

Fonte: Portal G1 –
http://g1.globo.com/bemestar/noticia/2015/02/cresce-doacao-de-orgaos-no-brasil-mas-rejeicao-de-fa
milias-ainda-e-alta.html

Texto IV

A conscientização da sociedade como um todo, tarefa de longo prazo, deve ser iniciada nas escolas,
o centro ideal de formação integral dos jovens, incluindo o exercício da cidadania.

Neste sentido, a incorporação dessa temática nos conteúdos curriculares dos diversos níveis de
ensino é determinante para se lograr uma atitude crítica que permita o debate e a análise dos
avanços científicos que influenciam a nossa saúde e determinam o rumo da nossa existência. Afinal
de contas, os estudantes de hoje são os futuros médicos, enfermeiros, assistentes sociais,
psicólogos, biólogos, engenheiros, pesquisadores, técnicos de laboratórios, cidadãos, governantes e
potenciais doadores e receptores de órgãos, beneficiários da admirável tecnologia dos transplantes.

Fonte: Aliança Brasileira pela Doação de órgão e Tecidos – http://www.adote.org.br/oquesaber.htm


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PROPOSTA 2
Tema 1: Sistema Penitenciário Brasileiro – Problemas e Soluções
A partir da leitura dos textos motivadores e com base nos conhecimentos construídos ao
longo de sua formação, redija texto dissertativo-argumentativo em modalidade escrita formal da
língua portuguesa sobre o tema “​SISTEMA PENITENCIÁRIO BRASILEIRO – PROBLEMAS E
SOLUÇÕES​” apresentando proposta de intervenção que respeite os direitos humanos. Selecione,
organize e relacione, de forma coerente e coesa, argumentos e fatos para defesa de seu ponto de
vista.

TEXTO I

O QUE É SISTEMA PRISIONA​L


O estabelecimento da reclusão em prisão como um instrumento penal contra crimes tem sua
origem no Código Penal Francês, de 1791. A partir de então, o sistema foi adotado em todo o
mundo.
Esse sistema levou à criação de novas legislações, responsáveis por definir o poder de
punição como uma função geral da sociedade, sendo exercida, teoricamente, de forma igual sobre
todos os cidadãos.
Segundo Foucault (1987), a prisão é fundamentada como a privação da liberdade, de modo
que essa liberdade é um bem pertencente a todos os membros da sociedade. Dessa forma, ser
privado da liberdade é a melhor maneira de estabelecer o mesmo preço à todos, já que multas e
outras punições podem ser percebidas de maneira diferentes de um indivíduo para o outro.
Assim, a quantificação da pena se dá por meio da determinação do tempo de reclusão, além
de outras formas de pena não aplicadas no Brasil, como a pena de morte, comum nos Estados
Unidos, por exemplo.
Apesar de ser relativamente aplicável, o sistema prisional encontra diversos entraves e
problemas. Isso porque a falha na garantia aos direitos humanos, o predomínio das facções
criminosas e a superlotação dos presídios leva a um quadro muito preocupante, no qual o objetivo
de ressocialização é deixado de lado.
Em uma escala internacional, o Brasil possui a terceira maior população carcerária do mundo,
com 726.712 pessoas presas em 2016. Fica apenas atrás dos Estados Unidos, com 2.145.110
presos e a China, que conta com um total de 1.649.804 presidiários. O número é preocupante, já
que em um intervalo de apenas um ano, o crescimento do total de presos foi de mais de 104.000
pessoas (dado de dezembro de 2014).
A situação é ainda mais agravante, pois desse total, cerca de 40% são presos provisórios,
aguardando o lento sistema judicial brasileiro. Existe um déficit de cerca de 250 mil vagas no
sistema prisional brasileiro. Todos esses dados são do Departamento Penitenciário Nacional
(DEPEN).
Disponível em: https://www.stoodi.com.br/blog/2018/10/22/sistema-prisional-brasileiro/Acesso em: 02 de março
de 2019​.

TEXTO II

DEBATEDORES DEFENDEM REFORMA DO SISTEMA PENITENCIÁRIO BRASILEIRO


População carcerária aumentou 157% e isso não se refletiu em mais segurança para a
população, diz pesquisadora.
Participantes de audiência pública que debateu as perspectivas para políticas de
desencarceramento no Brasil defenderam uma ampla reforma no sistema penitenciário.
Parlamentares, juristas e representantes de movimentos sociais discutiram o tema na Comissão de
Direitos Humanos e Minorias e também apontaram várias práticas de desrespeito à dignidade dos
presos.
O deputado Adelmo Carneiro Leão (PT-MG), que presidiu a audiência, defendeu uma reforma
no sistema para que não seja apenas um lugar de reprodução da violência.
O sistema penitenciário brasileiro precisa ter uma reforma urgente para garantir que o sistema
não seja uma escola de vingança, e que possa ser transformado em um espaço de reparação de
danos e punição e numa possibilidade concreta para que (as pessoas presas) possam ser
recuperadas‖, diz Carneiro Leão.
Direitos Humanos
Perito do Mecanismo Nacional de Prevenção e Combate à Tortura, José de Ribamar de
Araújo e Silva, afirmou que o superencarceramento está acompanhado de uma forte seletividade
penal e com ausência de controle dos órgãos de fiscalização. Além disso, ele destacou que o País
não cumpre minimamente a legislação penal e desrespeita direitos humanos básicos dos presos.
“A classificação dos presos, que é o direito de ser encarcerado com dignidade, não é
cumprido o mínimo. A audiência de custódia está banalizada e não alcançou seu objetivo último
como estratégia de desencarceramento. Em muitos casos, o sistema de justiça sequer faz a devida
averiguação sobre as condições em que se encontram os encarcerados. Na frente de quem a
conduziu, você falaria se foi vítima de tortura ou de maus-tratos? Eu diria que não. O almoço é
servido frio e o jantar, azedo. Não tem controle”, denunciou.
População carcerária
A pesquisadora do Instituto Terra, Trabalho e Cidadania, Raíssa Belintani, destacou que entre
os anos de 2000 e 2016, a população carcerária aumentou 157% e isso não se refletiu em mais
segurança para a população. Ela informou ainda que neste período a população carcerária feminina
aumentou 565% e, em sua grande maioria, são mulheres negras, jovens, de baixa renda e mães,
acusadas de crimes relacionados ao tráfico.
“Quanto mais o estado restringe os direitos básicos, mais ele expande a população criminal”,
disse.
“Diante da complexidade, a solução é criar políticas sociais específicas ou aumentar o
número de vagas em unidades prisionais? É promover o acesso de direitos de forma universal,
buscar propostas e rejeitar soluções mágicas”, afirmou.
Pena perpétua
A Coordenadora-Geral de Promoção e Cidadania do Departamento Penitenciário Nacional
(Depen), Mara Fregapane, afirmou que o órgão, ligado ao Ministério da Justiça, afirma que é
importante atuar em três frentes: a porta de entrada, de forma a pensar penas alternativas e novas
formas de responsabilização que não sejam em unidades prisionais; a melhora dos serviços nas
prisões, para dar mais dignidade aos presos; e nas portas de saída.
“Quando a gente fala que não tem pena perpétua, isso é mentira. As pessoas saem
marcadas, como vão conseguir trabalho se as portas são fechadas? Precisamos pensar em uma
política de referência e acompanhamento e proteção social para quem está saindo”, afirmou.
Disponível em: https://www2.camara.leg.br/camaranoticias/noticias/DIREITOS-HUMANOS/561140-
DEBATEDORES-DEFENDEM-REFORMA-DO-SISTEMA-PENITENCIARIO-BRASILEIRO.htmlAcesso em: 24 de março
de 2020.
Texto III

Disponível em: http://agazetadigital.blogspot.com/2016/07/o-equilibrio-de-temer-e-papuda-sa.html Acesso em 24


de março 2019.
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