UNIVERSIDADE DE BRASÍLIA CENTRO DE DESENVOLVIMENTO SUSTENTÁVEL

OS COMITÊS DE BACIA HIDROGRÁFICA: LIÇÕES DA EXPERIÊNCIA DE MINAS GERAIS Eliana Fortis Silveira Anjos

Orientador: Maria Augusta Almeida Bursztyn

Dissertação de Mestrado

Brasília-DF: Outubro / 2003

UNIVERSIDADE DE BRASÍLIA CENTRO DE DESENVOLVIMENTO SUSTENTÁVEL

OS COMITÊS DE BACIA HIDROGRÁFICA: LIÇÕES DA EXPERIÊNCIA DE MINAS GERAIS Eliana Fortis Silveira Anjos
Dissertação de Mestrado submetida ao Centro de Desenvolvimento Sustentável da Universidade de Brasília, como parte dos requisitos necessários para a obtenção do Grau de Mestre em Desenvolvimento Sustentável, área de concentração em Política e Gestão Ambiental, opção Acadêmica.

Aprovado por:

_____________________________________ Maria Augusta Almeida Bursztyn, Doutora em Ciências da Água (Universidade de Paris VI) (Orientadora)

_____________________________________ Armando Caldeira Pires, Doutor em Engenharia Mecânica (Universidade Técnica de Lisboa) Examinador Interno _____________________________________ Demétrios Christofidis, Doutor em Política e Gestão Ambiental (CDS/UnB) Examinador Externo

Brasília-DF, 15 de Outubro de 2003.

ANJOS, ELIANA FORTIS SILVEIRA Os comitês de Bacia Hidrográfica: Lições da Experiência de Minas Gerais, 185 p., 297 mm, (UnB-CDS, Mestre, Política e Gestão Ambiental, 2003). Dissertação de Mestrado – Universidade de Brasília. Centro de Desenvolvimento Sustentável. 1. Comitê de Bacia Hidrográfica 3. Mobilização Social I. UnB-CDS 2. Política Nacional de Recursos Hídricos 4. Descentralização e Participação II. Título (série)

É concedida à Universidade de Brasília permissão para reproduzir cópias desta dissertação e emprestar ou vender tais cópias somente para propósitos acadêmicos e científicos. O autor reserva outros direitos de publicação e nenhuma parte desta dissertação de mestrado pode ser reproduzida sem a autorização por escrito do autor.

______________________________ Eliana Fortis Silveira Anjos

DEDICATÓRIA

Aos meus pais (in memóriam) meu eterno agradecimento. Aos meus filhos, Rodrigo, Patrícia, Marcelo, Viviane e Fernanda razão principal da minha vida. Ao Jair, companheiro de todas as horas.

AGRADECIMENTOS À minha orientadora, Maria Augusta Almeida Bursztyn pela orientação segura e direcionada do trabalho. Aos amigos da Agência Nacional de Águas – ANA e da Secretaria de Recursos Hídricos – SRH/MMA, pela inestimável disponibilidade de documentos oficiais. Aos entrevistados, pela transferência de experiência e a paciência dispensada. Aos membros da Banca Examinadora, Dr Armando Caldeira Pires e Dr Demetrios Christofidis, com os meus agradecimentos por terem aceito o convite e pelas colaborações dadas e que muito melhoraram o trabalho. Ao Dr. Raymundo José Santos Garrido, pelo apoio profissional e institucional oferecido. Ao Dr. Antônio Félix Domingues, pela solidariedade de apoio de dois anos ao meu programa de trabalho.

RESUMO

Este estudo aborda temas relativos às políticas públicas de gestão dos recursos hídricos em nível nacional e estadual com enfoque na formação e constituição dos comitês de bacias hidrográficas federais e do estado de Minas Gerais. Para tal, foram apresentadas informações sobre a problemática nacional, destacando a evolução da questão hídrica e os principais problemas na formação dos comitês. Os dispositivos da Lei nº 9.433, de 19 de janeiro de 1997, que preconiza a Política Nacional de Recursos Hídricos e a interface do quadro institucional atual da gestão federal e estadual dos recursos hídricos, foram analisados em face da perspectiva de implementação de uma gestão descentralizada e participativa, que apesar de manter as responsabilidades dos níveis federais e estaduais no tocante a proporcionar meios que possibilitem a adequada gestão dos recursos hídricos, transfere para a comunidade, representada pelo seu comitê de bacia, a responsabilidade pela tomada de decisão sobre o que fazer e que meios serão empregados para a consecução dos objetivos. Foi elaborada uma análise crítica da situação atual dos comitês, apresentando, a problemática na sua formação e instalação, aspectos positivos, pontos críticos, deficiência de corpo técnico e problemas de ordem institucional. Algumas recomendações também foram apresentadas visando contribuir para uma melhor estruturação do órgão gestor e do processo de mobilização.

433. It was elaborated a critical analysis about the present committees situation. critical points. transfer to the community.ABSTRACT This study deals with themes related to public policies in management of water resources at national and state level with focus on formation and constitution of federal and Minas Gerais state watershed committees. Some recommendations were also presented in order to contribute to a better structuring in the management organism and to the mobilization process. For that. the responsibility in deciding about what to do and what means will be used to the objectives consecution. it was presented information about the national problematic with emphasis on evolution in the water resources questions and in the main problems in committee formation. The apparatus in law nº 9. which preconizes the National Water Resource Policy and the interface about the institutional picture in the present federal and state water resources management were analyzed in the perspective of implementation of a decentralized and participative management that. presenting the problematic in its formation and installation. personnel deficiency and institutional problems. in despite of. represented by the watershed committee. to maintain the responsibilities of federal and state levels in respect to proportionate means which possibility an adequate water resources management. positive aspects. . from January 8 of 1997.

18 e 24) ______________________________ 6.Decreto nº 4.I . IV .613.1 1. II .Lista de entrevistados e questionário ___________________________________ 6.2 A GESTÃO DAS ÁGUAS EM MINAS GERAIS _________________________ 88 Comitês de bacia hidrográfica legalmente instituídos no estado de Minas Gerais _ 101 Análise crítica da formação e desempenho dos comitês_______________________ 120 CONCLUSÕES_______________________________________________________ 128 BIBLIOGRAFIA _____________________________________________________ 134 6. de 11 de Março de 2003 ___________________________ .Resoluções do CNRH (nºs 5.4 MARCO DE REFERÊNCIA CONCEITUAL ___________________________ 17 A gestão sustentável dos recursos naturais _______________________________ 17 Os valores ecológico e econômico da água ________________________________ 20 Gerenciamento de bacias hidrográficas __________________________________ 22 Fundamentos do processo decisório na gestão participativa _________________ 26 2 3 4 4.3 1. V .2 1.III . ANEXOS __________________________________________________________ 140 6.1 5.Relação dos Comitês de Bacias Hidrográficas do Brasil _________________ 6.Legislação de Recursos Hídricos dos Estados e do Distrito Federal __________ 6.SUMÁRIO INTRODUÇÃO________________________________________________________ 14 1 1.1 EVOLUÇÃO DA QUESTÃO HÍDRICA NO BRASIL_____________________ 32 QUADRO ATUAL _________________________________________________ 49 OS COMITÊS DE BACIAS HIDROGRÁFICAS_________________________ 64 Comitês de bacias hidrográficas de rios federais __________________________ 71 5 5.

LISTA DE FIGURAS Figura 3.Diagrama com a distribuição de comitês por estado. comitês de bacias hidrográficas do estado de Minas Gerais________________________________ 100 .433/97.3 – Comitês federais instalados no Brasil _________________________________________________ 72 Figura 5.Mapa das Bacias Hidrográficas do estado de Minas Gerais ________________________________ 88 Figura 5.Organograma da Secretaria Estadual de Meio Ambiente e Desenvolvimento Sustentável. ________ 94 Figura 5.1.Arranjo institucional da lei nº 9. Composição do Conselho Nacional de Recursos Hídricos – CNRH. _____________________________________ 65 Figura 4.2 .3 .3 .4 – Unidades de Planejamento e Gestão de Recursos Hídricos – UPGRH _______________________ 96 Figura 6.1 .1.Situação dos estados brasileiros com relação às suas respectivas leis de recursos hídricos.2 . _______ 63 Figura 4. ________________________________________________ 52 Figura 3.1 – Distribuição dos comitês por estados _________________________________________________ 64 Figura 4. __________________________ 56 Figura 3.Mapa do estágio atual dos Planos Diretores no estado de Minas Gerais ______________________ 95 Figura 5.2.

11 .Composição do CBH Paracatu _____________________________________________________ 107 Quadro 6.12 .Estados brasileiros que editaram suas leis estaduais antes da promulgação da lei federal 9.Composição do CBH Paraopeba ___________________________________________________ 113 Quadro 6.8 .Composição do CBH Mogi-Guaçu/Pardo____________________________________________ 119 .Composição do CBH Mosquito _____________________________________________________ 104 Quadro 6.10 .Composição do CBH Caratinga.2 .433/97__ 62 Quadro 6.1 .Composição do CBH Verde________________________________________________________ 111 Quadro 6.____________________________________________________ 110 Quadro 6.2 .Composição do CBH Pará ________________________________________________________ 109 Quadro 6.Composição do CBH Araçuaí _____________________________________________________ 115 Quadro 6. 62 Quadro 3.9 .1 .LISTA DE QUADROS Quadro 3.Composição do CBH Velhas ______________________________________________________ 102 Quadro 6. _____________________________________________________ 114 Quadro 6.Composição do CBH Sapucaí.Estados brasileiros que editaram suas leis estaduais após a promulgação da lei federal 9.4 .3 .Composição do CBH Piracicaba __________________________________________________ 117 Quadro 6.433/97.7 .Composição do CBH Araguari_____________________________________________________ 105 Quadro 6.6 .5 .

Companhia de Tecnologia de Saneamento Ambiental CIRJ . CBHs – Comitês de Bacias Hidrográficas.Associação Brasileira de Recursos Hídricos ABRH .LISTA DE ABREVIAÇÕES E SIGLAS ABAS .Assembléia Geral Ordinária da Associação Brasileira de Recursos Hídricos ABRH .Comitê Executivo de Estudos Integrados da Bacia Hidrográfica do Rio Paraíba do Sul CEPAL .Associação Brasileira de Recursos Hídricos AEE/GO .Associação Brasileira de Engenharia Sanitária e Ambiental ABID .Associação Brasileira de Recursos Hídricos ABRH .Associação Brasileira de Irrigação e Drenagem ABID .Departamento de Águas e Energia Elétrica do Estado de Goiás AESBE . CEEIBH .Associação Brasileira da Indústria Química e de Produtos Derivados ABRH . .Artigo.Confederação Nacional da Indústria CNPq .Comitê Especial de Estudos Integrados de Bacias Hidrográficas CEEIVAP .Associação Brasileira de Águas Subterrâneas ABEMA .Comissão Econômica para a América Latina CETESB .Associação das Empresas Estaduais de Saneamento Básico ANA – Agência Nacional de Águas.Centro Industrial do Rio de Janeiro CNI . Art.Associação Brasileira de Irrigação e Drenagem ABIQUIM .Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico .Associação Brasileira das Entidades de Meio Ambiente ABES .

Departamento Nacional de Transportes Aquaviários ELETROBRAS .Secretaria de Assuntos Estratégicos da Presidência da República SEMA . DNAEE .CNRH – Conselho Nacional de Recursos Hídricos.Decreto. CTCOB – Câmara Técnica de Cobrança pelo Uso dos Recursos Hídricos.Federação das Indústrias de Brasília FIRJAN .Fundação do Desenvolvimento Administrativo IBAMA . . CTPNRH – Câmara Técnica Plano Nacional de Recursos Hídricos.Inciso. CTPOAR – Câmara Técnica de Integração de Procedimentos. .Centrais Elétricas Brasileiras FIBRA . CTGRHT – Câmara Técnica de Gestão de Recursos Hídricos Transfronteiriços.Instituto Latino. PNUD . CTIL – Câmara Técnica de Assuntos Legais e Institucionais.Departamento Nacional de Águas e Energia Elétrica DNTA . ONG – Organização Não Governamental.Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento SAE .Departamento de Águas e Energia Elétrica Dec. Ações de Outorga e Ações Reguladoras.Conselho Nacional do Meio Ambiente CTAP – Câmara Técnica de Análise de Projetos.Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis IGAM – Instituto Mineiro de Gestão das Águas ILAM .Comercial do Rio de Janeiro. Federação das Indústrias do Estado do Rio de Janeiro FUNDAP . CTCT – Câmara Técnica de Ciência e Tecnologia. DAEE/SP .Americano Inc.Conferência das Nações Unidas sobre o Meio Ambiente e Desenvolvimento CONAMA . CTAS – Câmara Técnica de Águas Subterrâneas. CNUMAD .Secretaria Especial do Meio Ambiente .

Sistema Nacional de Gerenciamento de Recursos Hídricos SUREHMA .Fundação Superintendência Estadual de Rios e Lagoas do Estado do Rio de Janeiro SNGRH .Superintendência dos Recursos Hídricos e Meio Ambiente do Estado do Paraná.SERLA . .

aprovaram suas respectivas leis de organização administrativa para o setor de recursos hídricos. a economia desenvolveu-se e a sociedade deixou de ser agrária. tendo em vista o fato de serem detentoras de domínio sobre as águas estaduais. será com certeza a exploração racional dos recursos hídricos. dos usuários e das comunidades. amparadas pela lei federal.984 de 17 de julho de 14 . tais como: outorga. Considerando que um dos maiores desafios que devemos enfrentar nas próximas décadas. em avançado estágio de regulamentação. A proposta dessa nova política constituiu-se num marco institucional no país. exigindo a sua alta dialogação e presença em diferentes setores. tanto públicos como privados. majoritariamente urbana. levou o governo federal a propor a instituição da Agência Nacional de Água – ANA. Essas mudanças resultaram em grande pressão sobre os recursos hídricos disponíveis. encontrando-se. é oportuno enfatizar que a implementação de uma adequada política de gestão das águas torna-se uma medida de indiscutível valor estratégico e. um dever do poder público. Destaca-se a gestão descentralizada e a participação do Poder Público. enquadramento de corpos d’água e sistema de informações. Várias unidades da federação. o País modificou-se em profundidade. e é parte de quase todas as atividades econômicas do homem. esse recurso natural. Tais políticas. por força da lei nº 9. A lei federal 9.433 de 1997 insere-se no longo processo de regulamentação dos recursos hídricos brasileiros iniciado. sendo que em muitos estados a lei já se encontra regulamentada e com alguns instrumentos de gestão sendo implementados. que a humanidade supunha infinito. há quase 70 anos. tornando-se industrial. No entanto. A população cresceu significativamente.INTRODUÇÃO A água é vital e indispensável a todas as formas de vida. vem a cada dia dando sinais de esgotamento. por incorporar fundamentos. planos de recursos hídricos. em conseqüência. Durante esse período.com a promulgação do Código de Águas. A carga significativa das competências do poder público. devido ao aumento da demanda e às novas modalidades de uso. vêm norteando a gestão integrada dos recursos hídricos. alguns deles. instrumentos e um sistema nacional de gerenciamento de recursos hídricos universalmente aceitos e praticados em muitos países.

ii) Identificar os principais problemas na instalação dos comitês de bacias hidrográficas enfatizando o processo de mobilização e participação social. Estabeleceu-se como objetivos específicos: i) Analisar a gestão dos recursos hídricos no Brasil enfocando a sua evolução histórica e o quadro atual. tendo em vista a necessidade imediata de apoiar o setor de recursos hídricos. funcionando como fórum de decisão no âmbito de cada bacia hidrográfica. em 10 de abril de 2000 e posteriormente modificada pelas Resoluções nº 18. por si só. 15 . fixa dispositivos para a sua criação e operação. iii) Destacar os principais impasses no funcionamento dos comitês e avaliar os avanços ocorridos após a sua implementação. prestando apoio técnico e administrativo. cujo papel é municiar os colegiados com informações de qualidade e avaliações técnicas para a tomada de decisões e sua implementação. para implementação da política nacional de recursos hídricos.2000. de 20/12/2001 e nº 24 de 24/05/2002. visando detectar os avanços e impasses da sua implementação. tais comitês podem desgastar o processo participativo e gerar descrença por parte da sociedade. não garante uma efetiva ação e tampouco uma participação eficiente. contando com a participação dos usuários. com suas respectivas agências de águas. Ao contrário. caso não funcionem adequadamente. São organizações inteiramente novas na realidade institucional brasileira. Os comitês federais foram regulamentados pela Resolução CNRH nº 5. destinadas a atuar como “parlamento das águas”. Um dos elementos-chave para a adequada gestão de águas são os comitês de Bacias Hidrográficas. exercendo as funções de secretaria executiva dos respectivos comitês. sociedade civil organizada e dos níveis de governo estaduais e federal. O Brasil conta hoje com mais de 80 comitês de bacias criados em âmbito estadual e federal e outros tantos em diferentes estágios de implantação. Este estudo foi elaborado com o objetivo principal de apresentar os comitês de bacias hidrográficas instalados no estado de Minas Gerais. prefeituras. de 1999 que prevê a criação das agências. O projeto de lei 1616. É preciso ter presente que a mera multiplicação de comitês de Bacias.

fazendo referência ao arranjo institucional federal e do estado de Minas Gerais. foi realizado um vasto levantamento de dados da evolução da gestão de recursos hídricos no Brasil. é o marco de referência conceitual que enfoca a gestão sustentável dos recursos naturais. dando destaque aos comitês de bacias hidrográficas de rios federais. com questionário contendo oito perguntas básicas ao desenvolvimento da compreensão do tema (Anexo I). no processo de criação de comitês de rios federais e em eventos promovidos por órgãos gestores para promover a mobilização da sociedade civil. com ênfase na gestão dos recursos hídricos e processo decisório. Nos últimos cinco anos participamos de reuniões de Câmaras Técnicas do Conselho Nacional de Recursos Hídricos. unidade federada na qual se dará ênfase à formação dos comitês de bacias. O Capítulo I. coleta de informações sobre o estado da arte dos comitês federais e estaduais. além da Introdução e Conclusões. 16 . usuários e municípios para formação de comitês. com destaque ao estado de Minas Gerais. com sete profissionais e gestores públicos que atuam em cenário nacional e estadual na implementação de políticas públicas de recursos hídricos. O Capítulo III apresenta o quadro atual dos recursos hídricos no Brasil incluindo a Política Nacional e Estaduais de Recursos Hídricos. pesquisas bibliográficas abrangendo diversos trabalhos sobre a formação e instalação de comitês de bacias hidrográficas. O Capítulo V traz uma caracterização do estado de Minas Gerais. O Capitulo II dedicou à evolução da questão hídrica no Brasil. Foram efetuadas entrevistas semi-estruturadas. A dissertação está estruturada em cinco capítulos. abordando os antecedentes legais da gestão de recursos hídricos no Brasil. de diversas consultas e audiências públicas na elaboração dos Planos Diretores de Recursos Hídricos. apresentando propostas. Faz referência ao processo de formação dos comitês criados no estado de Minas Gerais e aborda também uma análise crítica do processo de criação e instalação dos comitês.Para elaboração desta dissertação.. sugestões e ações julgadas necessárias para a efetiva e bem sucedida implementação dos comitês de Bacias Hidrográficas no estado de Minas Gerais. O Capítulo IV apresenta os comitês de bacias hidrográficas no Brasil.

Enquanto não se pode contar com todo o conhecimento necessário à exploração adequada dos recursos naturais. Em decorrência. o próprio conceito de sustentabilidade é ainda controverso. ainda. tem justificado a exploração selvagem dos recursos naturais. Deve-se reconhecer que há evidentes dificuldades na determinação do limite de sustentabilidade de cada recurso. gerando conseqüências deletérias para uma complexa matriz de interações das dimensões ecológicas. na prática de campo ou na formulação de políticas públicas em geral.1. gerando sérias conseqüências ao meio ambiente. Para tanto. Contudo. 17 . significar desenvolvimento social e econômico estável e equilibrado. criando mecanismos que permitam o acesso a esses recursos por toda a sociedade. As ações de desenvolvimento têm mostrado que é comum o uso abusivo de recursos naturais. faz-se necessário o desencadeamento de um processo de discussão e comprometimento de toda sociedade (LANNA. o Brasil é. as diferentes facetas da sustentabilidade encontram dificuldade em se integrar. pelo planejamento e pela participação dos usuários na definição de responsabilidades e na viabilização e perpetuação desses recursos paras as gerações futuras. A corrida pelo desenvolvimento. seja no âmbito científico. principalmente ao serem consideradas as inter-relações e as sinergias estabelecidas em suas respectivas cadeias reprodutivas e as pressões antrópicas a que esses recursos estão sujeitos. 1. sociais e econômicas presentes na dinâmica das relações produtivas do País. exemplo de contrastes. com mecanismos de distribuição das riquezas geradas e com capacidade de considerar a fragilidade. Viabilizar esse conceito na prática implica mudança de comportamento pessoal e social. também. alimentada pelas necessidades de uma população que cresce em número e pobreza. além de transformações nos processos de produção e de consumo. Significa.1 MARCO DE REFERÊNCIA CONCEITUAL A gestão sustentável dos recursos naturais Rico em recursos naturais. Desenvolvimento sustentável deve. a interdependência e as escalas de tempo próprias e específicas dos elementos naturais. gerar riquezas utilizando os recursos naturais de modo sustentável e respeitar a capacidade de recuperação e recomposição desses recursos. 1995). deve-se reconhecer que a sustentabilidade do uso desses recursos passa pela utilização racional.

internalize a idéia segundo a qual os recursos naturais apenas estarão disponíveis. promovendo alternâncias locacionais ou de recurso utilizado. No entanto. O fato é que a observância a esses “tempos” muitas vezes não se adequa às necessidades de reprodução do capital para o atendimento às necessidades associadas ao crescimento populacional. de modo geral. A abordagem integrada do planejamento do uso e da gestão compartilhada dos recursos naturais é prática necessária e inadiável. relacionadas aos diversos 18 . para esta geração ou para as vindouras. gerando situações que ameaçam espécies e condições naturais em todo o planeta. A questão central da conservação dos recursos naturais está. uma das alternativas de solução dos atuais problemas dessa exploração.Considerando que o modo como se dá o uso dos recursos naturais é determinante no processo de construção de um desenvolvimento sustentável. em quaisquer de suas dimensões. Atualmente. É possível reduzir os conflitos dessa utilização a um patamar mínimo. assim como a definição e a promoção de diretrizes e critérios que permitam julgar quando e como o uso de recursos naturais pode ser empregado como instrumento de conservação da natureza. se utilizados de modo racional e em consonância com os respectivos tempos de regeneração e reposição. A adequação das atividades humanas a esses “tempos” é um dos grandes desafios do processo de desenvolvimento sustentável. como também identificar e entender as condições que levam à sustentabilidade e à manutenção da diversidade biológica. no desafio de implementar meios de gestão que lhes garantam a sustentabilidade. sua implementação impõe a existência de políticas públicas adequadas. portanto. A essência dessa abordagem integrada se expressa na oportunidade de coordenação entre as atividades de planejamento setorial e aquelas de natureza gerencial. faz-se necessário que a sociedade. para usos mais eficientes. Além disso. Esses conhecimentos podem conduzir a práticas de manejo sustentável dos recursos naturais. parte significativa dos danos causados à base dos recursos naturais do planeta é fruto do desconhecimento ou da negligência dos diferentes atores sociais em relação à observância da capacidade–suporte dos ecossistemas. Trata-se de entender não apenas as condições socioeconômicas e ecológicas que levam à sobre exploração e ao empobrecimento dos recursos. a vinculação do desenvolvimento social e econômico à proteção e à melhoria do meio ambiente pode contribuir decisivamente no atingimento dos objetivos do desenvolvimento sustentável.

direta ou indiretamente. a percolação das ações por toda a sociedade. dotados de recursos humanos capacitados para interagir com as populações na execução de planos de manejo. a construção de uma pauta de atividades que leve à gestão sustentável dos recursos naturais. somente poderá ser implementada com a participação dos diferentes atores sociais que. A inserção da variável ambiental. é preciso que as informações derivadas do exercício da gestão possam ser adaptadas aos diferentes públicos a que se destinam. passando pelos processos de licenciamento e pelos critérios e limites a serem adotados. utilize recursos naturais deve estar comprometida com a proteção ambiental. desde a definição do objeto da gestão até a execução das atividades de monitoramento e fiscalização. É da capacidade institucional instalada que dependerá. Para efetivação dessa participação. com poder de decisão. campanhas de monitoramento. É essencial estabelecer mecanismos que permitam essa participação. Nesse sentido. A base do processo de gestão dos recursos naturais consiste na existência de instituições e grupos. É sobre ela que estarão centradas a tarefa de disseminação essencial à natureza da gestão e primordiais para a construção de processos participativos. também. avaliação e implementação de políticas públicas setoriais. toda e qualquer política pública que. A gestão dos recursos naturais. 19 . em conjunto com os agentes sociais. a base da gestão compartilhada consiste na responsabilidade dos diferentes atores sociais no processo de uso e conservação dos recursos naturais. governamentais e não-governamentais. direta ou indiretamente. criando as condições de comunicação necessárias ao entendimento dos meios e dos objetivos da gestão pretendida. considerando os possíveis impactos ambientais e introduzindo procedimentos de prevenção de possíveis danos. Trata-se de permitir que agentes governamentais locais. atuam no processo de utilização dos recursos naturais. procedimentos licenciatórios. Por outro lado. muitas vezes predominantemente no processo de concepção. entre outros.aspectos do uso da terra e dos recursos naturais. é fundamental para a viabilização da gestão dos recursos naturais e para a construção de um processo de desenvolvimento sustentável. A gestão sustentável dos recursos naturais requer posturas mais abrangentes do governo e da sociedade como condições indispensáveis à sua implementação. assumam.

Vejamos alguns detalhes: Quando as águas oceânicas evaporam. A presença da água equilibra o calor do nosso planeta ao transportar calor de umas a outras latitudes e consegue que as variações térmicas sejam menores. Os ecossistemas dependentes de fluxos de energias e de ciclos de nutrientes essenciais são providos pela água graças a sua capacidade de dissolvê-los e transportá-los. A água representa um grande valor ecológico. de nada serviria fazer a gestão dos recursos hídricos em uma pequena localidade. Tudo isto destaca a enorme importância de manter um bom equilíbrio global da água. Por exemplo. uma vez que estabelece as bases para que os diversos ecossistemas sejam eles aquáticos ou terrestres. nem químicos que permitem a vida. é preciso que se respeite e cuide o ciclo da água em todo o planeta Terra e que se considerem os elementos de suas diversas etapas para conseguir que continue sendo o valioso motor e base da vida. se no seu entorno as atividades estão desequilibradas.2 Os valores ecológico e econômico da água Ao fazer referência ao valor ecológico da água estamos buscando examinar as qualidades que possui a água desde a perspectiva dos ecossistemas e avaliando o significado e alcance que tem para os seres vivos. a qual é transportada posteriormente para as superfícies continentais. em suma. para a vida. de maneira que nesse momento se realiza uma valiosa transformação da água salgada em água doce. desde uma perspectiva planetária. geológicos. os vapores resultantes já não têm sal. global e integradora. já que todos os processos mencionados têm uma permanente interação e uma decisiva influência mútua. a flora e a fauna. 20 .1. Sem água não funcionariam os ciclos biológicos. Por este motivo. tenham possibilidades de vida. de maneira isolada.

a água deveria ser mais valorizada. Contraditoriamente. sua valorização econômica começa a crescer e inclusive chega a propiciar conflitos entre regiões e países. o senhor Kader Asmal.Smith1 desenvolveu o paradoxo do diamante e a água. O que ocorre é que os diamantes têm preços elevados devido a uma certa utilidade (ou satisfação) marginal alta que se relaciona com sua limitada reserva. essencial para manter a vida. a água deverá propiciar que os povos do mundo aprendam a compartilhar 1 Smith. um dos quais considera explicitamente o valor econômico da água. “O paradoxo do diamante e a água” século XVIII. são vendidos a preços altíssimos. mas tem uma utilidade marginal inferior devido a sua abundância relativa. A conclusão do paradoxo de Smith afirma: Se a exigência depende da utilidade do produto. Mas é necessária uma visão mais ampla. Pensamos em preços quando as empresas de água nos cobram por entregá-la em nossas casas ou quando é preciso comprar água em garrafões porque não temos o serviço de abastecimento. cuja utilidade real para a vida é nula e servem unicamente em sua condição de jóia. Adam. 21 . Este princípio aborda um tema muito importante. o desenvolvimento e o meio ambiente”. valorizariam um copo de água mais do que todos os diamantes do mundo. mas se estivessem no meio do deserto durante três dias. O ganhador do Prêmio Estocolmo de Água no ano 2000. Economista. Em 1992. os diamantes. na Conferência Internacional sobre Água e Meio Ambiente. Mas à medida que nos damos conta de que escasseia. se dá um valor econômico à água ou se pensa em seus custos em função de seu papel nos processos produtivos quando a indústria faz uso da água ou quando a agricultura a utiliza para a irrigação. assinalava: “A água tem que ser um instrumento de paz e não de guerra”. Vejamos quais são estes princípios: O Princípio nº 1 indica: “a água doce é um recurso finito e vulnerável. foram aprovados quatro princípios básicos que expressavam elementos fundamentais da relação da água com o ambiente. Este paradoxo considera que apesar de a água ser extremamente útil para os seres humanos e essenciais para a manutenção da vida. Como estamos avançando nesse sentido? Tradicionalmente. pois a idéia equivocada de que a água é abundante nos tem levado a considerá-la como um bem que teremos para sempre. é depreciada e vendida excessivamente barata. entretanto. A argumentação continua assim: as pessoas podem sobreviver sem diamantes. A utilidade total da água é maior. celebrada em Dublin. Com efeito.

1. entre eles a água. sem dúvida. projetos prévios para a construção das hidroelétricas ou dos sistemas de água potável não incorporam os custos referentes ao valor de água em si mesma e a sua regeneração nem se tratam de maneira integrada os custos da conservação da bacia ou do tratamento das águas servidas. Em muitas ocasiões. O reconhecimento do valor econômico da água leva em conta precisamente a importância do serviço ambiental que presta este recursos. Por último. 22 . Promover a ativa participação das mulheres neste campo é. Em todos os países das Américas. que visa a compatibilização das demandas e das oportunidades de desenvolvimento da sociedade com o potencial existente e futuro do meio ambiente. uma garantia de êxito e de promoção do desenvolvimento. o Princípio nº 4 indica de maneira contundente: “A água tem um valor econômico em todos os diversos usos aos quais se destina e deveria ser reconhecida como um bem econômico”.seus escassos recursos e que atuem de maneira conjunta para preservar e recuperar aqueles mananciais ameaçados ou degradados O Princípio nº 2 destaca: “O aproveitamento e a gestão da água devem se basear na participação dos usuários. O Princípio nº 3 afirma: “A mulher desempenha um papel fundamental no abastecimento. a experiência de trabalho com as mulheres na gestão da água mostra o papel fundamental que desempenham em seu manejo e proteção. dos planejadores e dos responsáveis pelas decisões em todos os níveis”. na gestão e na proteção da água”. têm sido subestimados a tal ponto que nos projetos de desenvolvimento não se contempla como custo o valor de água. pode ser considerado como um processo de negociação social. assim como nas possibilidades de obter um melhor abastecimento. no longo prazo. sustentado por conhecimentos científicos e tecnológicos. na unidade espacial de intervenção da bacia hidrográfica. É reconhecido que os bens que a natureza oferece. deve contar com a participação de todos os setores da população que estejam interessados em melhorar suas condições de vida. De fato. a gestão da água. ligada diretamente com os processos econômicos e de desenvolvimento.3 Gerenciamento de bacias hidrográficas O gerenciamento de bacia hidrográfica (GBH).

Abrangem. Pode ser realizado de forma direta. que. ainda. Por exemplo. também.por processo de negociação social entende-se a articulação e compatibilização de diversos pontos de vista da sociedade. Conhecimentos científicos e tecnológicos – o conhecimento de diversas disciplinas deve fundamentar o Gerenciamento de Bacia Hidrográfica (GBH) na compreensão e projeção da dinâmica ambiental. higiene. através de negociação com a participação dos interessados. político. educacional e cultural. em toda a sua complexidade que envolve aspectos relacionados a: disponibilidade dos recursos ambientais. a compreensão da dinâmica ambiental exige a interdisciplinariedade. oportunizado pela criação de entidades colegiadas de bacia. ou de forma indireta. elas dizem respeito à vocação do ambiente da bacia hidrográfica. por conseqüência. Oportunidades de desenvolvimento da sociedade As oportunidades de desenvolvimento recorrem a formas alternativas.Para uma melhor compreensão do conceito. as demandas sociais de uma bacia de uso predominantemente agrícola 23 . Além do caráter multidisciplinar. entre outras. Elas incluem desde as necessidades básicas da vida (tais como. com a interveniência de seus representantes políticos. Demandas de desenvolvimento da sociedade . questões econômicas e financeiras organizacionais e operacionais. Via de regra. as necessidades de ordem econômica que possibilitam o desenvolvimento material da sociedade presente e das futuras gerações. não-tradicionais. portanto.1995): Negociação social . e. de uso do ambiente. as demandas de desenvolvimento social. Há uma tendência de se enfatizar a participação direta da sociedade nessa negociação. políticas e legais. através da formação de uma infra-estrutura de capital. deriva do valor de uso de seus recursos ambientais. sensibilidade e vulnerabilidade do ambiente. educacionais e científicas. oriundas de variados segmentos sociais. comida. definem-se abaixo alguns dos termos abordados (Lanna.As demandas da sociedade dizem respeito ao atendimento de diversos tipos de necessidades atuais e futuras. devem ser consideradas. através de um processo integrador. abrigo. relativos às decisões sobre intervenções na bacia hidrográfica. saúde) até aquelas de usufruto da qualidade ambiental (amenidades ambientais). não são derivadas de demandas explícitas da sociedade. que buscam viabilizar cenários sociais mais equânimes. Com o mesmo grau de importância.

Nesses casos. bacias de inclinação baixa como a do Rio Amazonas tendem a ser mais largas. nos Estados Unidos. segundo sua localização. ou seja. R. baseada na constituição A bacia hidrográfica é o conjunto de terras drenadas por um rio principal.C..F. Tomada de decisão através de liberações multilaterais e descentralizadas . As bacias podem se classificadas de acordo com sua importância. Alternativas organizacionais mais adequadas para viabilizar o uso dos instrumentos de avaliação de impactos ambientais e gerenciamento de bacia hidrográfica. De forma contrária. estabelecendo metas alternativas específicas de desenvolvimento sustentável (crescimento econômico. Ela apresenta algumas vantagens e desvantagens. como principais (as que abrigam os rios de maior porte). alguns esquemas de subdivisão de grandes bacias deverão ser adotados. denominados afluentes e subafluentes. principais e secundários. conseqüentemente. O modelo sistêmico de integração participativa trata-se do modelo mais moderno de Gerenciamento das Águas. A idéia de bacia hidrográfica está associada à noção da existência de nascentes. Além disso. e pela adoção de três instrumentos (Tonet e Lopes3. Brasília. o processo de busca do perfil de equilíbrio fluvial tende a estreitar a área da bacia.implementação da negociação social. divisores de águas e características dos cursos de água. 2. a dimensão espacial de algumas relações de causa-efeito de caráter econômico e político. Planejamento estratégico por bacia hidrográfica – baseado no estudo de cenários alternativos futuros. como litorâneas ou interiores. Ele se caracteriza pela criação de uma estrutura sistêmica. Uma bacia hidrográfica evidencia a hierarquização dos rios. particularmente aquelas que envolvem o meio hídrico.(Rede das Águas). secundárias e terciárias. a organização natural por ordem de menor volume para os mais caudalosos. Instrumento 1. responsável pela execução de funções gerenciais específicas. A vantagem é que a rede de drenagem de uma bacia consiste num dos caminhos preferenciais de boa parte das relações causa-efeito. 2 24 . seus afluentes e subafluentes. Instrumento 2.podem ser relacionadas à conservação do solo como forma de promover a produtividade dos cultivos tradicionais sazonais. que vai das partes mais altas para as mais baixas. objetivo estratégico de qualquer reformulação institucional e legal bem conduzida. na forma de uma matriz institucional de gerenciamento. 3 Tonet. H. A unidade de intervenção bacia hidrográfica2 é uma das alternativas de estabelecimento do sistema a ser gerenciado.1994): 1. em conjunto com uma necessária articulação entre as partes. As desvantagens são que nem sempre os limites municipais e estaduais respeitam os divisores da bacia e. equidade social e sustentabilidade ambiental) no âmbito de uma bacia hidrográfica. em certas situações. Lopes. a delimitação completa de uma bacia poderá estabelecer uma unidade de intervenção demasiadamente grande para a negociação social. Em bacias de inclinação acentuada como a do Rio Colorado. IBAMA.G.

Instrumento 3. deve reconhecer a necessidade de promover uma descentralização do gerenciamento. usuários. o poder público. Parte do pressuposto que o poder público deve efetivamente assumir a propriedade dos recursos hídricos e estabelecer controles sobre o seu uso. apesar de existirem. surge como estratégia para aumentar a eficácia e a efetividade na gerência. No entanto.Tendo por base o planejamento estratégico e as decisões são estabelecidos os instrumentos legais pertinentes e as formas de captação de recursos financeiros necessários para implementação de planos e programas de investimentos. 3. como aspiração democrática da sociedade. como é dito popularmente “as leis muitas vezes não pegam” ou seja. permitindo a interveniência dos representantes dos diversos segmentos interessados. Sendo assim. nem sempre são acatadas. Surgem. o que exige grandes investimentos em pessoal e equipamentos. devido a permitir envolver os interessados em todas as etapas do processo de busca de objetivo. Esse comitê tem a si assegurada a análise e aprovação dos planos e programas de investimentos vinculados ao desenvolvimento da bacia. sem abdicar ao seu papel de gestor e coordenador. e a 25 . De acordo com Tonet e Lopes(1994) “as formas de participação têm origem na crescente conscientização de que o direcionamento e a influência para a obtenção de objetos comunitários depende da forma como o poder é utilizado e da maneira como são tratados os conflitos de interesse. o Gerenciamento das Águas é complexo e envolve diversos interesses conflitantes. De outro lado. Uma é reforçar o poder de polícia das entidades responsáveis. privadas. tem maior probabilidade de fazer ocorrer os resultados esperados e de atender as expectativas dos atores. de forma transparente e inequívoca. de um lado.” Uma outra constatação surge de uma reflexão sobre as causas da falência dos modelos historicamente adotados para o Gerenciamento das Águas. A constituição do comitê de Bacia Hidrográfica visa a promoção de uma negociação social através da formação de um fórum no qual todos os interessados possam expor seus interesses e discuti-los. Existem formas de corrigir este problema. comunidades e de classe políticas e empresariais atuantes na bacia. Isto porque.de um comitê de Bacia Hidrográfica no qual participem representantes de instituições públicas. de acordo com o que dispõem a Constituição. Uma delas é que. que aos poucos vem acentuando suas práticas nesse sentido. Estabelecimento de instrumentos legais e financeiros . permitindo o cotejo dos benefícios e custos correspondentes às diferentes alternativas.

1. principalmente. Essa mobilização acontece tanto por meio de organizações civis não governamentais de âmbito nacional. 26 . e reforce a atuação das entidades com atribuições de controle. Toda pessoa é vocacionada para o exercício crítico do processo social. A constituição de um comitê com atribuições no Gerenciamento das Águas de uma bacia é uma das formas de se obter este entendimento fazendo com que cada participante controle sua própria atuação. A participação tem dois aspectos: por um lado significa que a pessoa toma parte ativa e autônoma na construção da sociedade e das sociedades. A sociedade brasileira vem se mobilizando para participar da gestão das águas desde o início das discussões em torno da elaboração do aparato legal da área de recursos hídricos. Participar conscientemente neste processo é exercer a cidadania em suas diversas formas. 1999). é fazer com que os agentes entendam as razões da existência das leis e de que forma suas infrações poderão afetar o bem-estar das gerações presentes e futuras. considerado o maior esforço conjunto de governos de todo mundo para identificar ações que aliem o desenvolvimento à proteção ambiental – destaca o papel do cidadão na defesa do meio ambiente. Destaca que a sociedade. mais racional. os governos e os organismos internacionais devem criar meios para que as ongs (organizações não-governamentais) sejam parceiras no desenvolvimento sustentável. visando o bem comum dos interessados na bacia hidrográfica (Setti.4 Fundamentos do processo decisório na gestão participativa O Capítulo 23 da Agenda 21 – documento assinado por 170 países durante a Eco 92. da necessidade de água de boa qualidade. quanto por ações pontuais que ocorrem no meio escolar e municipal visando a conservação e preservação da água.tomada de medidas coercitivas impopulares e de difícil sustentação política. Esse tratado internacional evidencia que a participação dos cidadãos é pré-requisito fundamental para alcançar o desenvolvimento sustentável e prevê mecanismos para isso. É crescente o número de atividades esparsas no país visando a conscientização da sociedade a respeito dos problemas ambientais e. Outra. impeça a atuação anti-social de outros. por outro é necessário que faça isto com a convicção teóricoprática de que o indivíduo é parte de um todo.

Dentre os fatores que determinam o sucesso do processo decisório. os gestores contam com situações em que os resultados não são totalmente conhecidos. Ademais.A crescente valorização da gestão participativa vem ao encontro dos estudos que demonstram que apesar de grupos serem mais lentos do que indivíduos isolados na tomada de decisões. pouco sensíveis ou com baixa competência interpessoal. indivíduos mal preparados e informados. qualquer informação pode adquirir importância e relevância (LANNA. indivíduos desinteressados. fatores que lhes conferem confiança na formulação de cenários. A maioria das decisões é tomada em um contexto de elevadas incertezas sobre o futuro. As condições de incertezas operam quando os decisores têm dificuldades de levantar as probabilidades de ocorrência das alternativas. principalmente considerando-se a escassez de informações. Entretanto. como o desequilíbrio de forças entre indivíduos ou setores representados. mas cairão em uma série de alternativas ou probabilidades. está a quantidade e qualidade das informações. Os decisores permanecem abertos a qualquer nova informação que possa auxiliar-lhes a melhor compreender um problema e a encontrar uma solução. seja devido à falta de informações ou ausência de conhecimentos sobre as alternativas. além de processos de interação ineficientes. as pessoas estão sempre mais dispostas a aceitarem uma decisão que elas auxiliaram a tomar. A utilização das informações no processo decisório determina condições de riscos e incertezas. e portanto. a probabilidade de acertos aumenta. 1995). Sob condições de riscos. os decisores não podem avaliar as alternativas com adequado grau de confiança. obstáculos podem surgir em nível de grupos decisórios. Nesse caso. ou ambos. muitos fatos desconhecidos. pode haver muitas variáveis envolvidas. Em um país com escassez de bases de dados e informações qualitativas e quantitativamente adequadas. 27 . O comportamento ideal em um processo decisório é a busca de informações até a obtenção das respostas do problema analisado.

levando a um controle dos decisores pelo sistema que os envolvem (inversão do processo). No caso dos CBH. 28 .Decisões independentes: não precisam de discussão. segundo o qual o homem deve compreender detalhadamente um objeto ou fato a partir da análise de todos os seus aspectos e partes. devendo selecionar e agregar as informações mais relevantes.Decisões colaborativas ou consultivas: são tomadas por grupos aos quais foram concedidas responsabilidades e autoridade. . sendo tomadas unilateralmente para acelerar o processo e resolver os problemas. parece consensual a incapacidade humana de compreender toda a lógica da complexidade hídrica e ambiental. diálogo e conscientização dos indivíduos. uma complexidade ambiental incompatível com qualquer visão reducionista (análise dos fatos por meio de sua decomposição). A gestão da água nos CBH é particularmente complexa (compatibilização de idéias. A valorização da gestão descentralizada e participativa sem a consideração de seus riscos potenciais pode gerar obstáculos à efetivação dos objetivos da Política Nacional de Recursos Hídricos. As águas existem em contextos distintos. assegurando-se de que nada foi omitido. O desdobramento e o conhecimento total destes contextos pela mente humana é um desafio. A falta de uma abordagem adequada pode fazer com que a complexidade do ambiente se torne uma barreira ao processo decisório. os decisores não têm como deixar de omitir certas dimensões do conhecimento na gestão da água. portanto.Segundo Lanna (1995) a gestão participativa deve estar inserida em uma rede de decisões: . sistêmicos e mutuamente condicionados.Decisões de grupos potencializados: são tomadas por grupos que receberam poderes para decidir sem aprovação ou revisão de níveis hierárquicos superiores. Cabe destacar o princípio cartesiano da exaustividade. Principalmente considerando as realidades de escassez de informações. informação ou acordo do grupo. exigindo discussões. O processo participativo de gestão da água envolve uma variedade e. mas pela forma com que o organismo trata tal complexidade. . Este fato pode indicar disfunções nos organismos decisórios. não pela complexidade ambiental em si. integrados.

Os comitês de bacia na França visam elaborar as orientações da gestão das bacias e avaliar e aprovar os programas de ação qüinqüenais elaborados pelas Agências de água. a efetivação de uma estrutura nacional integrada e coerente de armazenamento e troca de dados sobre água em nível inter e intra-institucional (um sistema nacional de informações sobre recursos hídricos) (Lima. Mesmo tendo em mente tais riscos. territoriais e setoriais.funções e objetivos entre diferentes atores de diferentes escalas de atuação) e vulnerável à manipulação de interesses pessoais. sociedade civil organizada. os departamentos. As raízes do atual modelo de gestão remontam a 1964. poder público). Essa situação tem-se desenhado em função de uma conjugação de fatores. pode atrasar ou mesmo retroceder a resolução de conflitos e problemas ambientais. as regiões e o Estado. dentre os quais. 2002). usuários da água. 2001). as comunas. fato muitas vezes motivado pela crise de confiança dos usuários em relação à qualidade e à transparência dos serviços públicos. considera-se que um dos pilares da gestão racional da água tem sido internacionalmente defendido como sendo a abertura dos sistemas nacionais à participação dos atores locais e à aplicação do princípio da subsidiariedade (Magalhães. No Brasil. a viabilização dos CBH depende. as bacias hidrográficas. a carência de bases de dados e o mau aproveitamento das bases de dados existentes fazem parte do histórico do processo de gestão ambiental nacional. as pressões sociais por mais transparência e qualidade dos serviços prestados motivou as companhias operadoras à evoluir em 29 . Um dos países com maior tradição de gestão participativa da água é a França. Nessa estrutura descentralizada baseada na aplicação do princípio da subsidiariedade. seus braços executores. A geração de novos “núcleos de poder e decisão” sem a aplicação e o controle dos reais objetivos de defesa dos interessados comuns em nível de bacia hidrográfica. sendo atualmente marcado por um conjunto de vários níveis de intervenção integrados: as unidades territoriais intrabacia. da disponibilidade de dados ambientais em escala. têm sofrido uma intensificação de pressões sociais para uma maior abertura à participação social na gestão da água. No caso da França. os comitês de bacia são considerados como “parlamento da água” nos quais a gestão participativa e democrática é operacionalizada a partir da representação de todos os setores da sociedade (coletividades territoriais. Para isto. dentre outros. Mesmo países de antiga tradição “participativa” como a França. linguagem e apresentação compatível com a realidade dos decisores. fato que se verifica principalmente via organismos de bacia.

exigindo o desvio do antagonismo histórico entre Estado e propriedade privada. Nesse caso. é geralmente realizado a partir de enquetes públicas de opinião ou de satisfação. incluindo o poder de criação e difusão de informação. em detrimento de uma democracia interna. passam pelo desafio de institucionalização coletiva. o poder de opinião e o poder de decisão. há uma eqüitativa de poderes entre os participantes. No processo de participação propriamente dito. ou como resposta a uma proposição por iniciativa das autoridades. O próximo capítulo se ocupará da evolução da questão hídrica no Brasil. portanto. exercidos via diversos mecanismos participativos. O processo pode ocorrer sob variadas formas. afirma Lima (2001). incluindo não apenas as associações não governamentais. Este capítulo dedicou-se a apresentar a sustentabilidade dos recursos naturais.suas relações com a sociedade. gestão de recursos hídricos e processo decisório. nos quais a liberdade de expressão é mais ou menos regulada. O sucesso da consulta depende da qualidade das informações utilizadas antes e durante o processo. este último o grau mais elaborado de cogestão. em termos globais. os cidadãos deixam de ser vistos como atores passivos do sistema. passando da tradicional referência do cidadão-usuário para a noção do cidadão-consumidor ou cliente. todas as instâncias participativas. atingindo-se uma etapa de gestão conjunta baseada em co-decisões. para serem valorizados como atores responsáveis pela existência dos serviços e. mas também outras instâncias como os CBH. O processo consultivo. fato verificado em certos exemplos internacionais. com direito à informação e à opinião sobre o desempenho dos serviços. As associações civis (consumidores. elas também sofrem os riscos de se profissionalizarem e de se burocratizarem. os valores ecológicos e econômicos da água. por sua vez. onde se fará uma ampla abordagem da gestão dos recursos hídricos desde a edição do Código de Águas brasileiro e a criação dos Comitês Especiais de Estudos Integrados de Bacias Hidrográficas – 30 . no qual não é permitido aos cidadãos o poder deliberativo. Estes poderes são. De acordo com Lima (2001) o poder resulta de uma conquista a partir de uma relação de forças construída com as autoridades (pressão). reuniões públicas e conferências. etc) se firmaram nos anos 90 dentre os principais vetores de contato entre o poder público e a sociedade civil. usuários. estudo de impacto ambiental. Engajadas na busca de abertura do processo decisório à participação. Na busca de sua afirmação e do reforço de seu poder de decisão.

CEEIBH.433/97. constituíram marco histórico no processo de gerenciamento dos recursos hídricos no Brasil. que juntamente com o encaminhamento do Projeto de Lei federal 2249/91. que resultou na lei federal 9. 31 .

O Brasil é o país mais rico em água doce. em segunda discussão. isto porque a maior parte dessa água. Passadas mais de duas décadas. a iniciativa foi retomada pelo Governo Provisório instalado após a Revolução de 1930. mas isso é uma falácia no sentido pragmático. Criou-se. Os antecedentes legais da gestão de recursos hídricos no Brasil remontam às Ordenações Filipinas. EVOLUÇÃO DA QUESTÃO HÍDRICA NO BRASIL A disponibilidade hídrica do Brasil é de 177. Sob muitos aspectos. estimada em 202. Somente no inicio desse século as autoridades públicas passaram a se preocupar com a formulação de um arcabouço legal para a gestão de recursos hídricos. apresentava uma concepção atual da gestão de recursos hídricos Aplicada em uma região com abundância relativa de água.000m³/s. no âmbito da Comissão legislativa desse governo.1987). apesar de aprovado. Encaminhado à apreciação do Congresso Nacional.2. 32 . se for considerada somente a contribuição do território brasileiro e de 251. pela Câmara dos Deputados. O primeiro projeto de um Código de Águas data de 1907. em 10 de junho de 1934 o Código de Águas foi promulgado. uma Subcomissão do Código de Águas.900m³/s. com 12% das reservas mundiais. não teve prosseguimento. poucos dias antes da Constituição Federal de 1934. promulgadas em 1580. refletia a situação de escassez vigente na maior parte da Península Ibérica.000m³/s se for levada em conta toda a vazão da Bacia Amazônica. Desta vez a iniciativa prosperou e. nesse mesmo ano. cerca de 70% . Sempre tratamos a água como um recurso natural renovável e abundante. está na bacia Amazônica onde vivem 7% da população brasileira. A água não é abundante e os quantitativos que são renováveis nem sempre atendem nos locais onde é requerida de forma a suprir com folga. Essa abrangente legislação. que regulava os mais diversos aspectos da sociedade da época. Previa penalidades muito severas para os que degradassem ou a utilizassem sem a devida autorização. encarregada de elaborar um novo projeto. Esse potencial hídrico corresponde a 53% do total referente à América do Sul e a 12% do total mundial (Barth. continha dispositivos específicos sobre a gestão da água Nesse tema. quando Portugal estava sob domínio espanhol. não foi observada.

responderão pelas perdas e danos que causarem pelas multas que lhes forem impostas nos regulamentos administrativos" Isto tudo mais de trinta anos antes da existência das primeiras legislações ambientais. É pioneiro em diversas matérias objeto das atuais legislações ambientais. cuja concepção tratava a água mais como um insumo industrial e fonte geradora de energia. O Código de Águas brasileiro é considerado. o Código assegura "o uso gratuito de qualquer corrente ou nascente de água. Com relação ao aproveitamento das águas públicas. ao longo desse período. no caso de utilidade pública e. 36). se houver.634/34. todavia. A concepção do Código de Águas (só alterada cinqüenta e quatro anos depois. dos Estados. Diversos princípios seus foram seguidos em legislações de diversos países. para as primeiras necessidades de vida" (art. com prejuízo de terceiros". Seu art. que segundo o Art. sem a existência de concessão administrativa. dos Municípios e também o domínio privado sobre (“águas particulares”). seriam “as nascentes e todas as águas situadas em terrenos que também o sejam. O § 2º de seu art. uma das mais completas leis de águas produzidas.O marco histórico do início do processo de gerenciamento dos recursos hídricos no Brasil pode ser considerado como sendo a edição do Decreto Federal Nº 24. acabou por se constituir na diretriz política básica do processo de utilização do recurso natural água. O art. Prevê a cobrança do uso dos recursos hídricos públicos e enuncia claramente o princípio poluidor-pagador. 36 estabelece que "o uso comum das águas pode ser gratuito ou retribuído. 109 dispõe que "a ninguém é licito conspurcar ou contaminar as águas que não consome. da indústria e da higiene. que será dispensada. Dispõe que "as águas públicas não podem ser derivadas para as aplicações da agricultura. estabelecia o domínio da União. não se verificando esta. com a Constituição Federal de 1988). conforme as leis e regulamentar da circunscrição administrativa a que pertencerem". quando as mesmas não estiverem classificadas entre as águas comuns de todos. do que como um bem natural de utilidades múltiplas. 34) e permite "a todos usar de quaisquer águas públicas conformando-se com os regulamentos administrativos" (art. de autorização administrativa. na hipótese de derivações insignificantes" (art 43) e que "a concessão para o aproveitamento das águas que se destinem a um serviço público será feita mediante concorrência 33 . internacionalmente. que. 110 determina que "os trabalhos para a salubridade das águas serão executados à custa dos infratores. as águas públicas ou as águas comuns”. além da responsabilidade criminal. 8º do Código.

Aos quase setenta anos. pelos Estados ou pelos Municípios. o de águas. como muitos argumentam. acabando a vinculação legal entre recursos hídricos e energia elétrica. desde cedo. O Código de Águas dá ao aproveitamento dos potenciais de energia elétrica e à regulamentação dos serviços de energia elétrica um tratamento mais aprofundado. conforme conclusão. posteriormente. Somente em 1986 o Poder Executivo encaminhou ao Congresso Nacional um projeto de lei regulamentando as águas subterrâneas. salvo" nos casos que prevê (art. Estabelece que "em regulamento administrativo se disporá sobre as condições de derivação. A regulamentação administrativa da gestão de recursos hídricos iniciou-se pela geração de energia hidrelétrica e vinculou. como a autorização. em outubro de 1984. desproporcional ao que concede à gestão dos recursos hídricos. e o dos serviços de energia elétrica. Acarretou a implementação do Código de Águas sob a ótica da energia hidrelétrica. Indústria e Comércio. deve ser feita sem prejuízo da navegação. 48). em geral. de Comissão Parlamentar de Inquérito da Câmara dos Deputados destinada a examinar a utilização de recursos hídricos no Brasil. Em 1934. propriamente dito. de acordo com os dispositivos desse Código e as leis especiais 34 .pública. É preciso dividi-lo em dois códigos. no Serviço Geológico e Mineralógico do Brasil. salvo nos casos em que as leis ou regulamentos a dispensem" (art. de modo a se conciliarem quanto possível os usos a que as águas se prestam" (art. a gestão da água à dos serviços de energia elétrica. Essa assimetria favoreceu a hipertrofia do setor de energia elétrica. não foram regulamentados e deixaram de ser aplicados. sucessor do Serviço Geológico e Mineralógico do Brasil. 44) Determina que. quando o uso depender de derivação. transformada no Serviço de Águas do Departamento Nacional da Produção Mineral. ou pudessem prejudicar seus interesses. conforme o seu domínio sobre as águas a que se referir. o Código de Águas permanece válido. do então Ministério da Agricultura. 51 "caput" combinado com a alínea a). Em 1920. atualização e complementação" do atual. foi criada a Comissão de Estudos de Forças Hidráulicas. Os dispositivos que não dissessem respeito a essa indústria. o Código de Águas estabeleceu que: "as concessões ou autorizações para derivação que não se destinem à produção de energia hidrelétrica serão outorgadas pela União. 36) e que "a concessão. apesar de diversos dispositivos seus não haverem sido regulamentados. terá "em qualquer hipótese para o abastecimento de populações" (art. gerando problemas muito graves. ou conforme os serviços públicos a que se destine a mesma derivação. mas a "revisão. Não se faz necessário um novo código.

a transformação e distribuição de energia elétrica. transformação e distribuição da energia elétrica. b) examinar e instruir técnica e administrativamente os pedidos de concessão ou autorização para a utilização da energia hidráulica e para a produção. As hidrelétricas. apesar de o Código de Águas dispor. e "o Serviço de Águas do Departamento Nacional da Produção Mineral.DNAEE. em seu art. do Ministério da Agricultura. no âmbito federal. d) exercer todas as atribuições que lhe foram conferidas por este Código e seu regulamento" (art. e de gestão dos serviços de energia elétrica. 63). em sua grande maioria. 144). em prejuízo dos outros setores usuários e da gestão integrada dos recursos hídricos. do Ministério de Minas e Energia. transmissão. Desde seus primórdios. d) da irrigação. "as concessões ou autorizações para derivação que se destine à produção de energia elétrica serão outorgadas pela União. g) do escoamento e rejeição das águas. posteriormente Departamento Nacional de Águas e Energia Elétrica . acumulou as funções de gestão de recursos hídricos. Sua estruturação e suas atividades priorizam o cumprimento das funções reguladoras dos serviços de energia elétrica. que “em todos os aproveitamentos de energia hidráulica serão satisfeitas exigências cauteladoras dos interesses gerais”: a) da alimentação e das necessidades das populações ribeirinhas. 35 . o Serviço de Águas. foram construídas visando exclusivamente à produção de energia. é o órgão competente do Governo Federal para: a) proceder ao estudo e avaliação da energia hidráulica do território nacional. c) fiscalizar a produção. 143. 62). a transmissão." (art. e) da proteção contra as inundações. c) da navegação. em detrimento das funções de regulação dos recursos hídricos. f) da conservação e livre circulação dos peixes. b) da salubridade públicas.sobre os mesmos serviços" (art. Essa realidade acarretou uma subordinação da gestão da água aos interesses dos serviços de energia elétrica.

Saneamento. A Lei n0 6. Algo semelhante propunha. A qualidade da água é objeto da legislação ambiental e regulamentada por intermédio de resoluções do Conselho Nacional do Meio Ambiente CONAMA.financeira. como se fosse possível seccioná-los do todo. em 1978. controle de inundações. irrigação e. com gestão e suporte financeiro adequados a essa atividade. navegação foram geridos por agências governamentais que priorizavam a componente social e serviços prestados e descuidavam-se de sua viabilidade econômico . até mesmo. favorecendo seu desenvolvimento em nosso país e o aproveitamento de nosso abundante potencial de energia hidráulica. Outros setores usuários de recursos hídricos aguardaram que a regulamentação do Código de Águas se completasse e tardaram a se organizar em bases gerências adequadas. que se caracteriza por investimentos de vulto. O estabelecimento de regras claras para os serviços de eletricidade possibilitou sua organização em bases empresariais. adequação de obras de saneamento. Um marco importante de integração intergovernamental e interinstitucional para o gerenciamento de recursos hídricos no Brasil é a celebração do Acordo do Ministério das Minas e Energia e Governo do Estado de São Paulo. Os bons resultados do Acordo MME/CESP. em relação ao saneamento. em 1976.A regulamentação dada ao Código de Águas privilegiou os serviços de energia elétrica. de 25 de junho de 1979. impedindo uma boa gestão. esses setores estavam contaminados por uma visão assistencialista de seu negócio. motivou os Ministérios de Minas e Energia e do Interior para a criação do Comitê Especial de Estudos Integrados de Bacias Hidrográficas – CEEIBH. Quando finalmente se estruturam em bases organizacionais adequadas. que objetivou atingir melhores condições sanitárias nas bacias dos rios Tietê e Cubatão.662. com longo prazo de retorno. na sua primeira fase. com os objetivos principais de classificação dos 36 . que "dispõe sobre a Política Nacional de Irrigação e dá outras providências" regulamenta os aspectos da gestão de recursos hídricos da irrigação. após sua aprovação pelo Congresso Nacional. integralmente vetado por Sua Excelência o Presidente da República. Legislações correlatas passaram a ocupar-se de recursos hídricos. o Projeto de Lei n0 53. abastecimento de água e tratamento e disposição de esgotos. o desenvolvimento de ações em situações críticas. de 1991.

rejeição essa que aumentou a partir da criação do comitê paulista. o comitê começou a declinar e foi extinto de fato. foi objeto de rejeição a partir da eleição direta do Governador do Estado. em grande parte. de 22 de março de 1996. A razão básica desse declínio e posterior extinção foram de natureza política: criado em período de centralização e autoritarismo.cursos de água da União e o estudo integrado e o acompanhamento da utilização racional dos recursos hídricos. do apoio que receberam de entidades estaduais que suportaram a presidência e a secretaria executiva. Outro caso que pode ser citado é o do Comitê do Paranapanema. A criação do comitê paulista do rio Paraíba do Sul. 37 . tendo em vista as desapropriações de terras inundadas pelas usinas construídas por essa empresa. criando subcomitês e articulando-se com os municípios. por exemplo. Pode-se dizer que a razão foi a mesma do Comitê do Alto Tietê. por lei. isto é. que se acentuou a partir da criação do Sistema Integrado de Gerenciamento de Recursos Hídricos do Estado de São Paulo. em 1991. do Acordo MME/CESP. com a criação dos comitês paulistas da bacia. falta de representatividade política dos participantes. colocou em questão a existência do CEIVAP no modelo centralizador com que foi constituído em 1978. A partir de 1983. em 1983. O comitê da Bacia do Rio Paraíba do Sul. sustentado pela CESP como estratégia da empresa para conciliar os conflitos entre essa empresa e o estado do Paraná. elaborando estudos e diagnósticos que serviram de base para os trabalhos dos comitês. foi a razão do importante impulso que receberam na sua fase inicial. Além desse suporte. contribuiu para a sua continuidade a atuação de sua presidência no sentido de descentralizar o comitê. em 1994. O apoio do DNAEE no processo. O Comitê do rio São Francisco-CEEIVASF. O bom funcionamento dos comitês dependeu. Em diversas bacias hidrográficas de rios com águas de domínio da União foram criados Comitês Executivos. teve o apoio da SABESP inicialmente à presidência e depois a sua secretaria executiva ao longo de quase 20 anos. o Comitê do Alto Tietê entrou em declínio. entre 1996 e 1998. que instituiu o Comitê para Integração da Bacia Hidrográfica do Rio Paraíba do Sul-CEIVAP. visto como democrático e participativo. vinculados ao CEEIBH. por razões políticas. mas a sua extinção somente ocorreu. de fato com o Decreto nº 1.842. foi inicialmente suportado pela CODEVASF e posteriormente pela CHESF. Resolvido este problema.

Preceitua que: "são bens da União os lagos. que versam sobre a União e sobre os Estados Federados. 20 e " os potenciais de energia hidráulica constituem propriedade distinta da do solo.. 20 CF. na forma da lei. sirvam de limites com outros países. art. que estabelecerá as condições específicas quando essas atividades se desenvolverem em faixa de fronteira ou terras indígenas". CF. Estava estabelecida a primeira base política da mudança. respectivamente.. no interesse nacional. "são bens da União os potenciais de energia hidráulica". encerrando um processo iniciado com a promulgação do Código de Águas. 21. Incluem-se entre os bens dos Estados as águas superficiais ou subterrâneas. bem como os terrenos marginais e as praias fluviais". e pertencem a União. e “. emergentes e em depósito. nessa matéria. art. art. Nossa última Constituição estendeu o domínio público a todas as águas. que estabelece os Princípios Gerais da Atividade Econômica. ou que banhem mais de um estado. Um único preceito refere-se á competência legislativa: "compete privativamente á União legislar sobre. fluentes. A Constituição de 1988 muda radicalmente essa concepção política. para efeito de exploração ou aproveitamento. por brasileiros ou empresa brasileira de capital nacional na forma da lei. Estatui que: "compete à União explorar. Dispõem sobre o domínio das águas. em articulação com os Estados onde se situam os potenciais hidroenergéticos". ou se estendam a território estrangeiro ou dele provenham.. 176. Com relação ao aproveitamento de recursos hídricos. neste caso.. suas disposições limitam-se aos potenciais de energia hidráulica. Estão nos Capítulos II e III do Título III.”. o aproveitamento dos potenciais somente poderão ser efetuados mediante autorização ou concessão da União. dispõem que: "compete à União instituir sistema nacional de gerenciamento de recursos hídricos e definir critérios de outorga de direitos de seu 38 .art. 26. ressalvadas. seu aproveitamento e as competências legislativa e administrativa das três esferas do Poder Público..A Constituição de 1988 contém vários dispositivos sobre recursos hídricos de água doce. art. as decorrentes de obras da União." art 22. diretamente ou mediante autorização concessão ou permissão o aproveitamento energético dos cursos de água.art. O domínio municipal já havia sido retirado pela Constituição de 1967. 176.. determinando o fim da existência das águas particulares. rios e quaisquer correntes de água em terrenos de seu domínio. Quanto à competência administrativa. e no Capítulo I do Título VII.

21. o Sindicato dos Engenheiros do Estado de São Paulo. a atribuição de competência à União para instituição do Sistema Nacional de Gerenciamento de Recursos Hídricos. de 1989.895. promovido. diretamente ou mediante autorização..400. de setembro de 1983 a outubro de 1984. dos Estados. pelo Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico . e. pela então Secretaria Especial do Meio Ambiente -SEMA. a Associação Brasileira de Engenharia Sanitária e Ambiental ABES. cujos resultados subsidiaram a elaboração do Projeto de Lei.ABAS. de 18 de julho de 1990. "é competência comum da União. Salvador. aprovada pela Assembléia Geral Ordinária da Associação Brasileira de Recursos Hídricos ABRH. 39 . a Carta de Foz do lguaçu sobre a Política Nacional de Recursos Hídricos. em São Paulo. Porto Velho..ABRH. 23 e compete à União explorar. por fim. pelo Departamento Nacional de Águas e Energia Elétrica -DNAEE. promovido. em março de 1983. o aproveitamento energético dos cursos de água. a Comissão Parlamentar de Inquérito da Câmara dos Deputados que. em 30 de novembro de 1989. Nos últimos 20 anos. concessão ou permissão. do Ministro das Minas e Energia.CNPq e pelo Comitê Especial de Estudos Integrados de Bacias Hidrográficas.. que contou com representantes das Unidades da Federação. os Encontros Nacionais de Órgãos Gestores de Recursos Hídricos. de 5 de junho de 1986. em Brasília. o Grupo de Trabalho criado pelo Decreto n099. Alemanha e Inglaterra. a Associação Brasileira de Águas Subterrâneas . Diversas iniciativas visando a estudar e debater a questão e a encaminhar seu equacionamento foram realizadas. de autoria do Deputado Koyo Iha. A Necessidade de Articulação com a União e Estados Vizinhos. do Distrito Federal e dos Municípios registrar acompanhar e fiscalizar as concessões de direitos de pesquisa e exploração de recursos hídricos em seus territórios”. Belo Horizonte.uso”. art. 21. o Grupo de Trabalho Interministerial criado pela Portaria no 661. pela Constituição Federal de 1988. a apresentação do Projeto de Lei n0 1. nos anos de 1984 a 1986. evento que contou com a presença de especialistas da França. Brasília e Porto Alegre. em maio de 1990. pelo Instituto de Engenharia de São Paulo. em articulação com os estados onde se situam os potenciais hidroenergéticos" art. a Associação Brasileira de Irrigação e Drenagem ABID e a Associação Brasileira de Recursos Hídricos . Marcos significativos desse processo foram o Seminário Internacional sobre a Gestão de Recursos Hídricos. examinou a "utilização de recursos hídricos no Brasil". o Seminário sobre Gerenciamento de Recursos Hídricos. art. realizados em São Paulo. a necessidade de formulação de uma política nacional de recursos hídricos e de alteração da modalidade vigente de seu gerenciamento sensibilizou vários segmentos da nossa sociedade.

das Unidades da Federação e da sociedade para a realização dos trabalhos". a Fundação Superintendência Estadual de Rios e Lagoas do Estado do Rio de Janeiro . da Agricultura e Reforma Agrária. da Economia.Esse Grupo de Trabalho foi criado para: “(a) estudar o gerenciamento e a administração dos recursos hídricos. Fazenda e Planejamento.FIBRA. a fim de colher subsídios. No desenrolar de suas atividades. em seu nome e no de suas empresas controladas e ligadas. a Secretaria de Infra -Estrutura e Desenvolvimento Urbano do Estado de Pernambuco. no que se refere ao uso. da Saúde. da Infra Estrutura e da Ação Social e das Secretarias da Ciência e Tecnologia. A composição desse Grupo. diversos órgãos da administração federal e dos Estados apresentaram contribuições. Entidades da comunidade técnica e científica e da sociedade civil colaboraram de forma marcante e fundamental. proteção e controle de água e b) propor medidas visando ao estabelecimento da Política Nacional de Recursos Hídricos e à instituição do Sistema Nacional de Gerenciamento de Recursos Hídricos".SUREHMA. do Meio Ambiente. quando necessário. o Grupo promoveu um Seminário Técnico na Presidência da República. Seus membros foram representantes dos Ministérios da Marinha. destacando-se a Associação das Empresas Estaduais de Saneamento Básico .SERLA. conservação. das Relações Exteriores. do Desenvolvimento Regional e de Assuntos Estratégicos da Presidência da República . No início de seus trabalhos. a Secretaria de Recursos Hídricos do Estado do Ceará. e um bom indicativo das abrangências multisetorial da questão dos recursos hídricos e da complexidade de seu equacionamento.DNTA. Antes de encerrar suas atividades. o Departamento Nacional de Transportes Aquaviários . "a colaboração de órgãos ou entidades da administração federal. em nível nacional. a Associação Brasileira de Recursos Hídricos . de Irrigação e de Saneamento.CNI e a Federação das Indústrias de Brasília . o Instituto de Engenharia de São Paulo. o Grupo submeteu o resultado de seu trabalho à crítica de três 40 . o Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis . dentre eles as Secretarias Nacionais de Vigilância Sanitária. a Superintendência dos Recursos Hídricos e Meio Ambiente do Estado do Paraná .ABRH. a Confederação Nacional da Indústria .IBAMA. Sua coordenação foi atribuída a esta Secretaria.SAE. que deveria solicitar. o Conselho de Recursos Hídricos do Estado do Rio Grande do Sul e o Departamento de Águas e Energia Elétrica do Estado de Goiás AEE/GO. a Centrais Elétricas Brasileiras -ELETROBRAS.AESBE. a Secretaria de Reforma Agrária e Recursos Hídricos do Estado da Bahia. com representação da maioria dos órgãos do primeiro escalão da administração federal. principalmente na fase inicial dos trabalhos.

CEPAL. Na esteira dessas concepções que se consolidavam. O objetivo prioritário era a integração dos programas e atividades governamentais nas áreas de abastecimento público. o que realmente aconteceu. Já nas Constituições estaduais de 1989. aproveitamento hidrelétrico e meio ambiente. de renome internacional. e de um consultor da Comissão Econômica para a América Latina . este tipo de objetivo também estava relacionado com as concepções e propostas 41 . O Grupo produziu dois importantes documentos: a) uma minuta de projeto de lei disposto sobre a Política Nacional de Recursos Hídricos. o Estado do Rio Grande do Sul. já em maio de 1981.consultores nacionais. o Poder Executivo estaria habilitado a produzir um projeto de lei sobre a Política Nacional de Recursos Hídricos e o Sistema Nacional de Gerenciamento de Recursos Hídricos que espelhasse o consenso possível entre os segmentos interessados da sociedade brasileira. Ora. Apesar de integrado apenas por representante da esfera federal do Poder Público. b) consolidação do entendimento do Grupo sobre a estrutura do Sistema de Gerenciamento. irrigação e drenagem. o espaço jurídico-institucional para que os Estados brasileiros concebessem sistemas estaduais de gerenciamento das águas de seu domínio. com alternativas para vincularão de sua Secretaria Executiva. assunto em que não havia sido possível um consenso entre seus integrantes. O Grupo teve o cuidado de recuperar o extenso conhecimento disponível sobre gestão de recursos hídricos. tinha como foco a gerenciamento dos usos. instituía um Sistema Estadual de Recursos Hídricos. ou seja. Estava aberto também. em alguns estados aparecem artigos específicos sobre o tema. pesca. órgão das Nações Unidas. controle de cheias. criando o Conselho de Recursos Hídricos do Rio Grande do Sul e definindo os objetivos do Sistema. criando o Sistema Nacional de Gerenciamento de Recursos Hídricos instituindo o Plano Nacional de Recursos Hídricos e orientando a implementação do Sistema e a elaboração do Plano. por exemplo. transporte fluvial e lacustre. conseguiu formar uma ampla visão do pensamento nacional sobre o assunto Com base no resultado de seus trabalhos.

esse tipo de ação padecia da falta de continuidade administrativa originada no hábito bem brasileiro de destruir o que foi realizado a cada novo governo. Enquanto isso no campo político. o do desenvolvimento a qualquer preço e o da preservação ambiental apenas como discurso reativo ao crescimento econômico predador. o Seminário Técnico sobre o Sistema Nacional de Gerenciamento de Recursos Hídricos.ABRH. políticas públicas cuja garantia de aplicabilidade e sucesso dependem diretamente da participação cotidiana do cidadão. alterou. tão em moda na década de 80. Aí estava a segunda base política da mudança.895. O desenvolvimento sustentável. Em abril de 1992. Era preciso por um lado. Meio Ambiente e Minorias desta Casa. mas permanecia tecnocrático. Enfim. dois paradigmas. o planejamento deixava de ser setorial e centralizador. promoveu. muitas delas do seu interesse imediato ou. que versa sobre o assunto. de autoria do Deputado Koyulha. 42 . surgido ainda no final da década de 80. como na maioria dos casos. permitir a participação de atores mais permanentes. seu Departamento de Águas e Energia Elétrica . para debate do Projeto e do Projeto de Lei n0 1. em conjunto com o governo do Estado de São Paulo (por intermédio da Secretaria da Administração e Modernização do Serviço Público. ou seja. ao mesmo tempo. a democracia representativa começava a demonstrar sua incapacidade de garantir a participação real do cidadão no processo decisório da construção e da implementação de políticas públicas. através da garantia da sua disponibilidade para todos que dela necessitam. a democratização do acesso à água. de maneira a garantir a ação do Sistema de Gerenciamento como um instrumento real de gestão da oferta da água.DAEE/SP e sua Fundação do Desenvolvimento Administrativo -FNNDAP) e em conjunto com a Associação Brasileira de Recursos Hídricos . em São Paulo. a Comissão de Defesa do Consumidor. por outro.de planejamento integrado da ação pública. especialmente do que se convencionou chamar desenvolvimento ambientalmente sustentável. e deixava de considerar o gerenciamento da oferta de água. uma proposta político/conceitual moderna de desenvolvimento social e econômico. Muito embora a pertinência da introdução dos procedimentos de articulação da ação das políticas públicas no País. infra-estrutura fundamental do desenvolvimento social e econômico. de 1989. envolver os diferentes usuários da água no processo e.

SEAMA. Sergipe e Bahia. Em janeiro de 1993.CETESB) e com o apoio da Associação Brasileira de Recursos Hídricos .ABID.ABIQUIM. sua Secretaria do Meio Ambiente. foi encaminhado um documento critico do Projeto elaborado por autoridades e técnicos em recursos hídricos dos Estados do Maranhão. por ocasião do 1 Encontro Nacional de Consórcios Intermunicipais. aos órgãos estaduais de recursos hídricos e de meio ambiente às Prefeituras Municipais. Saneamento e Habitação do Estado da Bahia. integrada pelas Assembléias Legislativas dos Estados de Minas Gerais. Encaminharam propostas de emenda ao Projeto as entidades mencionadas a seguir.Americano . na ordem cronológicas em que as recebemos: Associação Brasileira da Indústria Química e de Produtos Derivados . Comitê Executivo de Estudos Integrados da Bacia Hidrográfica do Rio Paraíba do Sul . Ceará. Comercial do Rio de Janeiro. Comissão Interparlamentar para o Desenvolvimento Sustentado da Bacia do Rio São Francisco CIPE . e Secretaria de Estado para Assuntos do Meio Ambiente . Numerosas circulares encaminhando cópia do Projeto e solicitando sugestões.Em dezembro de 1992.FIRJAN e Centro Industrial do Rio de Janeiro . pelo Instituto Latino. da Associação Brasileira de Águas Subterrâneas .Busca de um Modelo Integrado para a Cooperação Internacional. evento promovido pelo Consórcio Intermunicipal para Recuperação Ambiental das Bacias dos Rios Santa Maria da Vitória e Jucu (ES) e pelo Consórcio Intermunicipal das Bacias dos Rios Piracicaba e Capivari (SP).CEEIVAP. o Projeto foi novamente debatido no Seminário Qualidade e Gestão da Água . comentários e outros subsídios.ABRH.São Francisco.PNUD. ciência e tecnologia e agricultura. em São Paulo.CIRJ. Piauí. Magoas e Sergipe. Por intermédio do Coordenador de Recursos Hídricos da Secretaria de Recursos Hídricos. Rio Grande do Norte. do Estado do Espírito Santo. Pernambuco. apesar de não ter sido o objeto principal do evento. às universidades filiadas ao Conselho de 43 . promovido pelo Ministério das Relações Exteriores. em Vitória. que pudessem auxiliar na elaboração do parecer. da Associação Brasileira de Irrigação e Drenagem . às Secretarias de Estado de meio ambiente. Bahia. Federação das Indústrias do Estado do Rio de Janeiro . com a colaboração do Governo do Estado de São Paulo (por intermédio de sua Secretaria de Energia e Saneamento.ABAS.ILAM e pelo Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento .ABEMA. o Projeto foi objeto de um dia de debates. seu Departamento de Águas e Energia Elétrica -DAEE/SP e sua Companhia de Tecnologia de Saneamento Ambiental . da Associação Brasileira de Engenharia Sanitária e Ambiental .ABES e da Associação Brasileira das Entidades de Meio Ambiente . Pernambuco.

a promulgação da lei cearense sobre recursos hídricos e as iniciativas legislativas dos Estados da Bahia. que altera a MP 813. foi o primeiro e fundamental passo nessa direção. O início dos trabalhos visando a montagem de uma base institucional em recursos hídricos ocorreu com a Medida Provisória n0 813. às associações de profissionais ligados a recursos hídricos.663. Rio de Janeiro e Rio Grande do Sul. de 1 de janeiro de 1995. supervisão e controle das ações relativas ao meio ambiente e aos recursos hídricos". que dispõe sobre a organização da Presidência da República. 1. o debate e as iniciativas brasileiras a respeito dos recursos hídricos não se limitaram à apreciação do Projeto. Nesse período. Igualmente importante foi a restrição das competências do Ministério de Minas e Energia. conservação e uso racional dos recursos naturais renováveis". em matéria de recursos hídricos. aproximadamente. Minas Gerais.700 organizações não-governamentais. aos sócios da Associação Brasileira de Recursos Hídricos e a. ao "aproveitamento da energia hidráulica". dos Recursos Hídricos e da Amazônia Legal. alterando o nome do Ministério e dando ênfase e destaque às questões relativas aos recursos hídricos. de 30 de dezembro de 1991. aprovada pela Assembléia Geral Ordinária da Associação Brasileira de Recursos Hídricos . transformado em Ministério do Meio Ambiente. Assim. em 14 de novembro de 1991. insere a Secretaria dos Recursos Hídricos no âmbito do Ministério do Meio Ambiente e da Amazônia Legal.Reitores das Universidades Brasileiras. à época: 44 . e "preservação. a reforma da administração federal que lançou as bases necessárias para uma gestão integrada de recursos hídricos possibilitou a transformação do Ministério do Meio Ambiente e da Amazônia Legal em Ministério do Meio Ambiente. Merecem destaque: A Carta do Rio de Janeiro sobre Recursos Hídricos e Meio Ambiente. às instituições e associações científicas. Foi um ato inaugural do Governo Fernando Henrique Cardoso. estabelecendo "normas de orientação à Política Estadual de Recursos Hídricos bem como ao Sistema Integrado de Gerenciamento de Recursos Hídricos".ABRH. a promulgação da Lei Estadual de São Paulo n0 7. prevê as seguintes competências designadas ao MMA. com competência "para planejamento. dos Recursos Hídricos e da Amazônia Legal. coordenação. resultado de intenso debate na sociedade paulista. A Medida Provisória n0 1549-31. de 13 de junho de 1997.

Conselho Nacional dos Recursos Naturais Renováveis.Secretaria de Coordenação dos Assuntos de Desenvolvimento Integrado.Conselho Nacional de Recursos Hídricos.Conselho Nacional do Meio Ambiente.Secretaria de Coordenação dos Assuntos do Meio Ambiente. dos Recursos Hídricos e da Amazônia Legal: .XIII . supervisão e controle das ações relativas ao meio ambiente e aos recursos hídricos. .Instituto de Pesquisas Jardim Botânico do Rio de Janeiro. De conformidade com a MP 1549-31/97. coordenação. . integram a estrutura básica do Ministério do Meio Ambiente. . e) Política integrada para a Amazônia Legal. . 45 .Secretaria de Recursos Hídricos.Ministério do Meio Ambiente. c) Preservação. . b) Formulação e execução da política nacional do meio ambiente e dos recursos hídricos. d) Implementação de acordos internacionais na área ambiental. conservação e uso racional dos recursos naturais renováveis.Comitê do Fundo Nacional do Meio Ambiente. .Conselho Nacional da Amazônia Legal. dos Recursos Hídricos e da Amazônia Legal: a) Planejamento.Secretaria de Coordenação dos Assuntos da Amazônia Legal. . . .

Dentre os consórcios existentes. mecanismos e instrumentos econômicos e sociais para a melhoria de qualidade ambiental e do uso sustentável dos recursos naturais. a vinculação da gestão da água aos interesses dos serviços de energia elétrica foi menos intensa do que no federal. os da bacia dos rios Piracicaba e Capivari. O Paraná colocou sob um mesmo órgão a gestão ambiental e a da água. por sua atuação e pioneirismo. conservação e utilização sustentável de ecossistemas. São os resultados de pressão exercida junto às autoridades municipais pelas respectivas comunidades. d) Políticas para integração do meio ambiente e produção. e da bacia dos rios Santa Maria da Vitória e Jucu. surgiram recentemente consórcios e associações intermunicipais. cabe mencionar. omissão essa que acarretou profunda degradação das águas da respectiva bacia. cansadas de omissões das autoridades federal e estaduais. 46 . biodiversidade e florestas. Ceará e Pernambuco criaram empresas de recursos hídricos. apesar de diversos estados haverem copiado a organização federal e criado seus Departamentos de Águas e Energia Elétrica. e) Políticas e programas Integrados para a Amazônia Legal. de 31 de dezembro de 1998. no Espírito Santo. b) Política de preservação. Essa realidade decorre de nossa legislação atribuir exclusivamente à União competência para regulamentar os serviços de energia elétrica. dos Recursos Hídricos e da Amazônia Legal para Ministério do Meio Ambiente.A medida provisória n0 1794-8. No nível local da bacia hidrográfica. altera o nome do Ministério do Meio Ambiente. os DAEE. c) Proposição de estratégicas. Alguns estados antecederam o Governo Federal no processo de integração e coordenação da gestão de recursos hídricos. distintas da de saneamento e da de distribuição de eletricidade. No nível estadual. constituindo áreas de competência deste Ministério os seguintes assuntos: a) Política Nacional do Meio Ambiente e dos Recursos Hídricos. voltados para a gestão integrada dos recursos hídricos da bacia. no Estado de São Paulo.

é preciso criar outras instâncias de participação onde o cidadão possa ser recolocado no processo decisório de maneira mais amiúde. Legislações ordinárias instituindo a Política Estadual de Recursos Hídricos e criando o Sistema Estadual de Gerenciamento de Recursos Hídricos. Apesar de a Constituição Federal de 1988 atribuir privativamente à União competência para legislar sobre águas. Rondônia.A velocidade das mudanças no campo social e político já não garantem que o voto exercido a cada eleição como expressão máxima do exercício da cidadania seja suficiente. Alagoas. Goiás. Espírito Santo. o comitê prevê a participação de 50% de seus componentes para entidades da sociedade civil e usuários de recursos hídricos e decisão por dois terços da totalidade das representações estaduais. Sergipe. Mato Grosso e Mato Grosso do Sul determinam a elaboração do Plano Estadual de Recursos Hídricos. de 22/03/96. As da Bahia e Sergipe. São Paulo. Mato Grosso do Sul e a do Distrito Federal prevêem a criação de sistemas estaduais de gerenciamento de recursos hídricos. 47 . Roraima. o comitê passou a deliberar por consenso entre os estados. São Paulo. Mato Grosso. sob um modelo diverso daqueles que existiam até então. Então. Rio de Janeiro e Minas Gerais. As Constituições do Acre. embora suas Constituições não disponham sobre a matéria. várias constituições estaduais apresentam dispositivos sobre recursos hídricos. Amazonas. As dos Estados do Amapá. São Paulo. O comitê passa a ser composto por três representantes federais e 12 representantes de cada um dos Estados que compõem a bacia hidrográfica. Minas Gerais. Rio Grande do Sul e Mato Grosso do Sul contêm dispositivos sobre a cobrança do uso do recurso e a do Rio Grande do Sul sobre critérios de outorga. São Paulo. Paraná. Está colocada a terceira base política da mudança. Sergipe.842. O desempenho desse papel à União marcou uma mudança importante em direção à descentralização de todo o processo decisório. Bahia. mas não cria sistema de gestão. Rio Grande do Sul e pelo Distrito Federal. criando o Comitê para Integração da Bacia Hidrográfica do Rio Paraíba do Sul. qual sejam: São Paulo. negociações entre estados e governo federal. permitiram a edição do Decreto Federal 1. Com tal composição e regra de funcionamento. cabendo aos representantes da União o papel fundamental de articulação e negociação. Rio Grande do Sul. foram promulgadas pelos Estados de Minas Gerais. Goiás. Ao longo da tramitação do Projeto de Lei. O Estado da Bahia promulgou uma lei sobre recursos hídricos que estabelece uma política. Maranhão e Santa Catarina são as que menos se estendem sobre a matéria. As de Pernambuco. Legislações similares foram estabelecidas pelos Estados do Ceará e Santa Catarina. Além disso. previstos em suas Constituições.

alcançando. Tratamos aqui os principais marcos históricos que culminaram com a edição da lei 9.Este Capítulo proclamou os antecedentes e a evolução das questões hídricas no Brasil.433/97 e no arranjo institucional federal. 48 . no que diz respeito aos recursos hídricos. O Capítulo 3 mostrará a situação atual dos estados brasileiros com relação às políticas estaduais de recursos hídricos. a configuração final para o setor.

49 .433. um patrimônio comum.da água como bem de domínio público. de apropriação individual – passa a ser considerada res communis. as águas públicas ou as águas comuns). A água. na 4 a própria Constituição Federal reconhece que o meio ambiente é um bem de uso comum do povo. que era tida res nullius – coisa sem dono. que previa a possibilidade de apropriação particular de determinada categoria de recursos hídricos (as nascentes e todas as águas situadas em terrenos particulares. A Lei das Águas culminou num longo processo de avaliação das experiências de gestão de recursos hídricos e de formulação de propostas para a melhoria dessa gestão em nosso País. Revogou-se o art. no entanto. 223. 4 . por vezes escasso. além de induzir a quebra da hegemonia setorialista (em termos de setor usuário) sobre o geral e sobre os usos múltiplos da água (Calasans. impondo-se ao Poder Público e à coletividade o dever de defendê-lo e preservá-lo para as presentes e futuras gerações (Art.8 do Dec. que passa.caput).da gestão descentralizada. XIX da Constituição que atribui à União instituir o Sistema Nacional de Gerenciamento de Recursos Hídricos e definir critérios de outorga de direitos de seu uso.a gestão que sempre proporcione o uso múltiplo do recurso. todos têm responsabilidade sobre sua preservação4.643. Inova. criando um novo paradigma ao apontar na direção de uma gestão participativa. O conceito de res communis implica. As principais inovações estabelecidas pela Lei são os princípios: 1 .3. de 10 de julho de 1934 (Código de Águas). 2 . portanto. desde que não estivessem classificadas entre as águas comuns de todos. conseqüentemente. Surge então o conceito de res communis: o bem ambiental pertence a todos. 3 . passível. a ser dotado de valor econômico. QUADRO ATUAL A lei nº 9. envolvendo todos os interessados nos problemas da água. de 08 de janeiro de 1997 institui a Política Nacional de Recursos Hídricos e criou o Sistema Nacional de Gerenciamento de Recursos Hídricos dando execução ao disposto no art.da água como um bem limitado. 24. 2002).

e possam pois. a geração de energia elétrica ou o consumo humano . já formalmente reconhecido em âmbito internacional. este passa a ser dotado de valor econômico: a partir daí. de 07 de fevereiro de 1992. Para que se tenha consciência do valor do recurso. desde a sua inserção. Tratando-se. o que facilita a sua conservação e preservação. algum deles já conhecidos e empregados em outros países – a outorga de direito de uso e a cobrança pelo uso da água e outros ainda pouco Artigo L210-1: L’eau fait partie du patrimoine commun de la nation. A ação da Comunidade não deve exceder o necessário para atingir os objetivos do presente Tratado. 6 De acordo com o Artigo 5º (ex-artigo 3º -B) do Tratado de Roma: A comunidade atuará nos limites das atribuições que lhe são conferidas e dos objetivos que lhe são cometidos pelos do presente Tratado.necessidade de uma regulamentação do recurso: é necessário prever uma organização para que todos possam. no Tratado de Roma. A regulação abrange tanto o aspecto quantitativo quanto qualitativo do recurso. pela União Européia. cabe lembrar que o art. assegurando que esta se faça preservando o interesse público. de acordo com o princípio da subsidiariedade. sont d’intérêt général.mas que sua gestão deve assegurar o conjunto desses usos em um mesmo corpo d’água. a Lei forma a base legal para uma radical descentralização da gestão: da sede do poder público para a esfera local da bacia hidrográfica. tanto sua utilização quanto degradação podem ser mensuradas de um ponto de vista econômico. A nova Lei inscreve-se. de 25 de março de 19576. incumbe ao Poder Público regular a sua utilização. sa mise en valeur et le développment de la ressource utilisable. dans le respect des équilibres naturels. usufruir. a Comunidade intervém apenas. 5 50 . em tendência nacional e mundial de reformulação do papel do Estado na gestão de bens e serviços públicos. Para que atinja esses objetivos. cabe ressaltar que isto significa que a água não deve ser destinada a um único fim – como a diluição de efluentes/esgotos. ser melhor alcançados ao nível comunitário. L210-1 do Código Francês de Meio Ambiente dispõe que esta faz parte do patrimônio comum da nação5. desse modo. Trata-se da implementação do princípio da subsidiariedade. Sa protection. Com relação à previsão de uma gestão que sempre proporcione o uso múltiplo do recurso. de um recurso escasso. pelo tratado de Maastricht. dele. se e na medida em que os objetivos da ação encarada não possam ser suficientemente realizados pelos Estados –Membros. Nos domínios que não sejam das suas atribuições exclusivas. L’usage de l’eau appartient à tous dans le cadre des lois et règlements ainsi que des droits antérieurement établis. da necessidade de sua preservação. portanto. Com relação à água. e concretiza-se por meio da implementação de instrumentos específicos. devido à dimensão ou aos efeitos da ação prevista.

segundo os usos preponderantes da água. promovendo a integração das políticas locais de saneamento. O Sistema Nacional de Gerenciamento de Recursos Hídricos. inc. deve cumprir os seguintes objetivos: coordenar a gestão integrada das águas. arbitrar administrativamente os conflitos ligados ao uso da água. regular e controlar o uso. significa assegurar à atual e às futuras gerações a necessária disponibilidade de água. ocupação e conservação do solo e do meio ambiente com as políticas federal e estaduais de recursos hídricos. stricto sensu. em sentido estrito. latu sensu. a outorga dos direitos de uso de recursos hídricos. enquadramento dos corpos de água em classes. elaborar regras. regular.433. estabelecido pela Lei 9. obter recursos financeiros para o financiamento dos programas e intervenções contemplados nos 51 . de uso. significa exercer um controle sobre a disponibilidade (quantidade) e a qualidade dos recursos hídricos. implementar a Política Nacional de Recursos Hídricos. Em se tratando de regular os usos da água: a expressão regular. Deste modo. normas legais e infralegais que assegurem a regulação strictu sensu. planejar. regular significa também normatizar. com a finalidade de manutenção do enquadramento dos rios. e o mercado de títulos negociáveis. isto é. a preservação e a recuperação dos recursos hídricos. a cobrança pelo uso da água e o sistema de informações sobre Recursos Hídricos.433/97. incentivar a racionalização do uso da água. em padrões de qualidade adequados aos respectivos usos (Lei 9. promover as condições para assegurar o reconhecimento da água como bem econômico e dar ao usuário uma indicação de seu real valor. art. Numa acepção mais ampla. 2º. por meio dos Planos de Recursos Hídricos.conhecidos e empregados a outorga para lançamento de cargas residuais. Faz parte desta ação de regulação a instalação de capacidade institucional para o funcionamento do Sistema Nacional de Gerenciamento de Recursos Hídricos. I) e em quantidade suficiente.

o Conselho Nacional de Recursos Hídricos.1. II. O Sistema Nacional de Gerenciamento de Recursos Hídricos apresenta um arranjo institucional que contém: I.433 serão alcançados com a cobrança pelo uso da água. e V. Figura 3.planos de recursos hídricos. III. que segundo a Lei 9. IV.433/97. 2001. em conjunto com as organizações civis. estaduais e municipais. Outra característica importante do sistema é a importância dada à participação pública. desde o Conselho Nacional de Recursos Hídricos até os Comitês de Bacia 52 .Arranjo institucional da lei nº 9. Demetrios Christofidis.1). cujas atividades se relacionem com a gestão de recursos hídricos. os Comitês de Bacia Hidrográfica. Garantiu-se a participação de usuários e da sociedade civil em todos os plenários por ele constituídos. Fonte: Tese Doutorado – Olhares sobre a política de recursos hídricos no Brasil: O caso da bacia do rio São Francisco. os órgãos dos poderes públicos federal. os Conselhos de Recursos Hídricos dos Estados e do Distrito Federal. as Agências de Água (bacia) (Figura 3.

612 de junho de 1998.433/97. foi realizada sua primeira Reunião Ordinária. Seus primeiros trabalhos referiram-se à organização do SNGRH. para prestar apoio técnico. mas implica mudanças importantes dos administradores públicos e dos usuários.433/97 é importante para a ordenação territorial do país. o que não garante que estejam funcionando e atuando ativamente em prol da melhoria da gestão e do disciplinamento dos recursos hídricos.433/97 está o estabelecimento claro. 2. sob a presidência do então Ministro do Meio Ambiente. os Planos de Recursos Hídricos. quase didático. Nesse sentido. Há que se assinalar que os estados têm avançado na criação dos Comitês de Bacias Hidrográficas e muitos deles apresentam Conselhos Estaduais de Recursos Hídricos.Hidrográfica. 9. mesmo ano. V. dos instrumentos que devem ser utilizados para viabilizar a implantação da Política Nacional de Recursos Hídricos: I. IV. III. II. que se concretizou através do Decreto Federal no. a outorga de direitos de uso dos recursos hídricos. referia-se ao arranjo institucional do Sistema de Gerenciamento de Recursos Hídricos. principalmente no que se refere à normatização do sistema e ao estabelecimento de critérios gerais para a aplicação dos instrumentos de gestão criados pela Lei n. Em novembro desse. a principal dificuldade observada nos anos subseqüentes à aprovação da Lei 9. A Lei 9. já que requer receptividade ao processo de constituição de parcerias. sistema de Informações sobre Recursos Hídricos. a cobrança pelo uso dos recursos hídricos. o enquadramento dos corpos de águas em classes de usos preponderantes. como forma de legitimar a decisão e é também garantir sua implementação. que carecia de um órgão com a atribuição executiva de implantar a Política Nacional de Recursos 53 . Gustavo Krause. Dentre as principais inovações introduzidas pela Lei 9. A Secretaria de Recursos Hídricos do Ministério do Meio Ambiente exerce a função de Secretaria Executiva do CNRH.433/97. administrativo e financeiro ao Conselho. A implantação do sistema prosseguiu com a regulamentação do Conselho Nacional de Recursos Hídricos (CNRH).

braços executores dos comitês de bacias hidrográficas e que efetuarão a cobrança pelo uso dos recursos hídricos. c) o plano de aplicação dos recursos 54 . ao criar organismos de apoio técnico.(vf). O poder decisório passa a ser compartilhado nos Comitês de Bacia Hidrográfica e nos Conselhos Nacional ou Estaduais de Recursos Hídricos. O Projeto de Lei 1616/99. estadual ou federal.Hídricos. A lei possibilita a delegação às Agências de Água da cobrança pelo uso da água. Efetiva uma parceria do poder público com a sociedade civil organizada. que dispõe sobre a gestão administrativa e a organização institucional do sistema nacional de gerenciamento de recursos hídricos. em particular dos contornos das agências de bacias a serem criadas no resto do país. não poderia se estruturar para atender atividades essencialmente técnicas como a concessão de outorgas. mantendo balanço atualizado da disponibilidade de recursos hídricos. elaborar o Plano de Recursos Hídricos para apreciação do respectivo Comitê de Bacia Hidrográfica e propor ao respectivo Comitê de bacia hidrográfica: a) o enquadramento dos corpos de água nas classes de uso para encaminhamento ao respectivo CNRH ou CERH. que têm base municipal. As agências de bacia. financeiro e administrativo aos colegiados do sistema e viabilidade executiva . por terem base territorial diversa da divisão político-administrativa do país. Concluiu-se que um sistema. por sua natureza. viabilidade administrativa – (va).2003). As Agências têm como área de atuação uma ou mais bacias hidrográficas e suas competências primordiais são o planejamento dos recursos hídricos da bacia e a cobrança pelo uso da água.(ve). baseado quase que exclusivamente na ação dos Comitês de Bacia. ao destinar parte dos recursos arrecadados com a cobrança pelo uso da água ao custeio dos organismos que integram o sistema e à constituição dos financiamentos das intervenções identificadas pelo processo de planejamento. A lei busca assegurar viabilidade ao sistema: viabilidade financeira . não poderiam ser exercidas pelos organismos existentes. ainda não foi votado no Congresso Nacional. O poder público abre mão de parcela dos poderes que. manter o cadastro de usuários. as quais. b) os valores a serem cobrados pelo uso de recursos hídricos. podem ser compartilhados ou delegados. mas mantém com o poder público o poder de outorgar direitos de uso. serão criadas por lei específica. O sistema criado potencializa a atuação da estrutura administrativa existente e cria somente os organismos necessários à execução das novas atividades. ou mesmo para a implementação de sistemas complexos como a cobrança pelo uso da água (Scardua. A lei inicia o processo para uma radical descentralização da gestão: da sede do poder público para a esfera local da bacia hidrográfica.

Dentre as organizações civis de recursos hídricos foram definidas: consórcios e associações intermunicipais de bacias hidrográficas. os conflitos existentes entre Conselhos Estaduais de Recursos Hídricos. representantes das organizações civis de recursos hídricos. IX – estabelecer critérios gerais para a outorga de direitos de uso de recursos hídricos e para a cobrança por seu uso. estaduais e dos setores usuários. e d) o rateio de custo das obras de uso múltiplo. é 55 . III . IV – deliberar sobre as questões que lhe tenham sido encaminhadas pelos Conselhos Estaduais de Recursos Hídricos ou pelos Comitês de Bacia Hidrográfica. VI – estabelecer diretrizes complementares para implementação da Política Nacional de Recursos Hídricos. O número de representantes do Poder Executivo Federal não poderá exceder à metade mais um do total dos membros do Conselho Nacional de Recursos Hídricos. aplicação de seus instrumentos e atuação do Sistema Nacional de Gerenciamento de Recursos Hídricos. Conselho Nacional de Recursos Hídricos O Conselho Nacional de Recursos Hídricos é o órgão máximo normativo e deliberativo com atribuições de: I . acompanha. A composição do Conselho foi assim estabelecida pela lei: representantes dos ministérios e secretarias da Presidência da República com atuação no gerenciamento ou no uso de recursos hídricos. organizações não-governamentais com objetivos de defesa de interesses difusos e coletivos da sociedade. regional. VII – aprovar propostas de instituição dos Comitês de Bacia Hidrográfica e estabelecer critérios gerais para a elaboração de seus regimentos. representantes indicados pelos Conselhos Estaduais de Recursos Hídricos. RN). organizações técnicas e de ensino e pesquisa com interesse na área de recursos hídricos.deliberar sobre os projetos de aproveitamento de recursos cujas repercussões extrapolem o âmbito dos Estados em que serão implantados. locais ou setoriais de usuários de recursos hídricos. associações regionais. A composição do Conselho Nacional de Recursos Hídricos-CNRH. V – Analisar propostas de alteração da legislação pertinente a recursos hídricos e à Política Nacional de Recursos Hídricos. II – arbitrar em última instância administrativa. VIII – acompanhar a execução e aprovar o Plano Nacional de Recursos Hídricos e determinar as providências necessárias ao cumprimento de suas metas. de interesse comum ou coletivo. representantes dos usuários dos recursos hídricos.arrecadados com a cobrança pelo uso de Recursos Hídricos.promover a articulação do planejamento de recursos hídricos com os planejamentos nacional.

Demetrios Christofidis. A Secretaria Executiva do CNRH A Secretaria de Recursos Hídricos exerce o papel de Secretaria Executiva do Conselho Nacional de Recursos Hídricos. 2001.gerido por um Presidente. regulamenta o CNRH. INDÚSTRIAS E COMÉRCIO EXTERIOR AGÊNCIA NACIONAL DE ÁGUAS AGÊNCIA NACIONAL DE ENERGIA ELÉTRICA PR . Total de representantes = 29 MINISTÉRIO DO MEIO AMBIENTE PRESIDENTE DO CNRH SECRETÁRIO DE RECURSOS HÍDRICOS . e por uma Secretaria Executiva (Figura 3. Composição do Conselho Nacional de Recursos Hídricos – CNRH. que é o Ministro Titular do Ministério do Meio Ambiente. de 11 de Março de 2003. coordenar a elaboração do Plano Nacional de Recursos Hídricos e 56 .613. O Decreto nº 4. técnico e financeiro ao Conselho Nacional de Recursos Hídricos. Compete à Secretaria Executiva do Conselho Nacional de Recursos Hídricos: prestar apoio administrativo.SECRETARIA ESPECIAL DE DESENVOLVIMENTO URBANO MINISTÉRIO DO MEIO AMBIENTE MINISTÉRIO DA FAZENDA MINISTÉRIO DA DEFESA MINISTÉRIO DA SAÚDE MINISTÉRIO DOS TRANSPORTES MINISTÉRIO DA INTEGRAÇÃO NACIONAL GOVERNO FEDERAL 50% + 1 + 15 REPRESENTANTES MINISTÉRIO DA JUSTIÇA MINISTÉRIO DA CIÊNCIA E TECNOLOGIA NORTE NORDESTE SUDESTE CINCO REPRESENTANTES DOS ESTADUAIS DE RECURSOS HÍDRICOS (UM PARA CADA REGIÃO DO PAÍS) TRÊS REPRESENTANTES DAS ORGANIZAÇÕES CIVIS DE RECURSOS HÍDRICOS ORGANIZAÇÕES NÃO GOVERNAMENTAIS SUL CENTRO-OESTE SEIS REPRESENTANTES DOS USUÁRIOS DE RECURSOS HÍDRICOS ORGANIZAÇÕES TÉCNICAS DE ENSINO E PESQUISA ORGANIZAÇÕES CONSÓRCIOS E ASSOCIAÇÕES INTERMUNICIPAIS IRRIGANTES INSTRUÇÕES DE ABASTECIMENTO DE ÁGUA E ESGOTAMENTO SANITÁRIO GERAÇÃO DE ENERGIA SETOR HIDROVIÁRIO PESCADORES LAZER E TURISMO INDÚSTRIAS Figura 3.2).SRH/MMA SECRETÁRIO EXECUTIVO DO CNRH MINISTÉRIO DA AGRICULTURA. Fonte: Tese Doutorado – Olhares sobre a política de recursos hídricos no Brasil: O caso da bacia do rio São Francisco. alterando a sua composição conforme Anexo V.2. ORÇAMENTO E GESTÃO MINISTÉRIO DAS RELAÇÕES EXTERIORES MINISTÉRIO DO DESENVOLVIMENTO. PECUÁRIA E ABASTECIMENTO MINISTÉRIO DO PLANEJAMENTO.

captações e lançamentos de pouca expressão. Os Comitês de Bacias Hidrográficas Os Comitês de Bacias Hidrográficas que podem ter como área de atuação: I) a totalidade de uma bacia hidrográfica. V) propor ao Conselho Nacional e aos Conselhos Estaduais de Recursos Hídricos as acumulações. ou III) grupo de bacias ou sub-bacias hidrográficas contíguas. IV) acompanhar a execução do Plano de Recursos Hídricos da bacia e sugerir as providências necessárias ao cumprimento de suas metas.encaminhá-lo à aprovação do Conselho Nacional de Recurso Hídricos. dos estados. a representação da União deverá incluir o Ministério das Relações Exteriores e. Distrito Federal e municípios à metade do total de membros. em primeira instância. derivações. no todo ou em parte. III) aprovar o Plano de Recursos Hídricos da bacia. Também participam os usuários de recursos hídricos e entidades civis de recursos hídricos com atuação comprovada na bacia. representantes da Fundação Nacional do Índio (FUNAI) e das comunidades indígenas. Estados. II) sub-bacia hidrográfica de tributário do curso de água principal da bacia. para efeito de isenção da obrigatoriedade de outorga de direitos de uso de recursos hídricos. naqueles cujos territórios abranjam terras indígenas. na respectiva bacia hidrográfica. IX) estabelecer critérios e promover o rateio de custo das obras de uso múltiplo de interesse comum ou coletivo. representantes: da União. II) arbitrar. coordenar o Sistema Nacional de Informações sobre Recursos Hídricos. de acordo com os domínios destes. exercem as atribuições principais de: I) promover o debate das questões relacionadas a recursos hídricos e articular a atuação das entidades intervenientes. É limitada a representação dos poderes executivos da União. Comporão os comitês de rios de domínio federal. VI) estabelecer os mecanismos de cobrança pelo uso de recursos hídricos e sugerir os valores a serem cobrados. ou de tributário desse tributário. do Distrito Federal e dos municípios cujos territórios se situem. 57 . Nos comitês de bacias de rios fronteiriços e transfronteiriços.

para o exercício de funções de competência das Agências de Água. enquanto esses organismos não estiverem constituídos (Art. 51. e III) efetuar. As agências de bacia. o Projeto de Lei 1616 que dispõe sobre a gestão administrativa e a organização institucional do Sistema Nacional de Gerenciamento de Recursos Hídricos e estabelece as normas gerais a serem observadas na criação de Agência de Bacia. sem fins lucrativos. Compete às Agências de Água. via Aviso nº 1. à prévia existência do Comitê de Bacia Hidrográfica e à viabilidade financeira. os consórcios e associações intermunicipais de bacias hidrográficas poderão receber delegação do Conselho Nacional ou dos Conselhos Estaduais de Recursos Hídricos. As Agências de Água serão as responsáveis mediante delegação pela cobrança pelo uso de recursos hídricos em sua jurisdição e exercerão a função de Secretaria Executiva do respectivo Comitê de Bacia Hidrográfica. que poderá ser assegurada pela cobrança pelo uso de recursos hídricos. em cada bacia. instituídas por comitês de bacia hidrográfica para atuar como suas secretarias executivas. II) manter o cadastro de usuários de recursos hídricos. 58 . 44. por prazo determinado.As Agências de Água A Agência de Água terá a atuação de um ou mais comitês de Bacia Hidrográfica e a sua criação dependerá de autorização do Conselho Nacional de Recursos. a cobrança pelo uso de recursos hídricos). assim constituídas. A criação dessas agências está condicionada. mediante solicitação de um ou mais Comitês de Bacia Hidrográfica (Art. podendo inclusive firmar contratos de gestão com órgãos e entidades estaduais que detenham poder de outorga dos recursos hídricos. enquanto esses organismos não estiverem constituídos). O Poder Executivo encaminhou ao Congresso Nacional no dia 02 de Setembro de 1999. no âmbito de sua área de atuação: I) manter balanço atualizado da disponibilidade de recursos hídricos em sua área de atuação. por prazo determinado. para o exercício de funções de competência das Agências de Água. mediante delegação do outorgante. Este Projeto de Lei propõe que as agências de bacia sejam entidades de direito privado.463/Casa Civil. De acordo com a lei federal. estarão credenciadas para exercer as principais funções de gerenciamento de recursos hídricos no âmbito da correspondente bacia hidrográfica. Os consórcios e associações intermunicipais de bacias hidrográficas mencionados no art. 47 poderão receber delegação do Conselho Nacional ou dos Conselhos Estaduais de Recursos Hídricos. ou dos Conselhos Estaduais de Recursos Hídricos.

tanto para captação de água quanto para lançamento de efluentes. com velocidade e características distintas. descentraliza-se a ação governamental sem subtrair do Governo Federal a responsabilidade pela condução do fio de unidade nacional. de organizações não governamentais voltadas para temas ambientais e os governamentais em todos os níveis. a Política Nacional de Recursos Hídricos.Debater temas relacionados com o uso de recursos hídricos. mas já é possível perceber que em todo país esse processo vem ocorrendo de forma sistemática. como o de usuários dos recursos hídricos. mas logicamente. regulamentou-se a Lei 9. que tem fortes componentes democráticos e participativos. procurando conciliar interesses de segmentos distintos. mas se aprovado. Desta maneira. A Agência Nacional de Águas .De acordo com o PL 1616. vinculada ao Ministério do Meio Ambiente. Com a edição do Decreto n° 3. integrando o Sistema Nacional de Gerenciamento de Recursos Hídricos. com autonomia administrativa e financeira. Cabe à ANA implementar o sistema nacional de gerenciamento de recursos hídricos. de 19 de dezembro de 2000. e cobrança. previsto na Constituição Federal de 1988 e regular o uso da água no país. facilitará significativamente a implementação do Sistema Nacional de Gerenciamento dos Recursos Hídricos.ANA é uma autarquia sob regime especial. para assegurar que os corpos hídricos sejam utilizados com parcimônia. em 22 de dezembro do mesmo ano.ANA Responsável pela execução da Política Nacional de Recursos Hídricos. de 17 de Julho de 2000 com a finalidade de implementar. Até a presente data o PL ainda não obteve aprovação daquela casa. os Comitês de Bacia Hidrográfica poderão: exercer o papel de parlamento da respectiva bacia . A implementação de um sistema de gerenciamento é um processo que deve ser analisado e observado ao longo de vários anos. Trata-se de regular o uso do recurso natural pelos seguintes mecanismos: outorga.984 e a Agência iniciou suas atividades com a posse de sua primeira Diretoria. fiscalização. para disciplinar a utilização dos corpos hídricos.692.984. A ANA foi criada pela Lei nº 9. para assegurar que as outorgas sejam licenças efetivamente respeitadas e não meros formalismos cartoriais. Estes três mecanismos devem ser implementados de 59 . em sua esfera de atribuições. além de possibilitar a geração dos recursos financeiros necessários à recuperação e conservação dos rios e lagos. a Agência Nacional de Águas .

restando os estados do Acre e Roraima a editarem suas leis de recursos hídricos. Atualmente são 25 unidades federadas que já dispõem de suas leis estaduais (Anexo II). mas observando os parâmetros estabelecidos no projeto de lei que tramitava no Congresso. que dispõe sobre a Política Estadual de Recursos Hídricos e institui o Sistema Estadual de Gerenciamento de Recursos Hídricos.199. com uma articulação não só do ponto de vista legal.793. de 04/01/94.forma homogênea em cada bacia hidrográfica. a filosofia da gestão contida nessa lei não é a mesma da União e dos demais estados não pertencentes à Região Norte. incluindo os recursos hídricos. com vistas ao desenvolvimento sustentável. 2º São objetivos da Política de Recursos Hídricos: I) assegurar à atual e às futuras gerações a necessária disponibilidade de água.433/97. II) a utilização racional e integrada dos recursos hídricos. na implantação dos sistemas de gerenciamento têm ocorrido diferenças importantes. Alguns começaram antes mesmo da aprovação da lei federal. Como não poderia deixar de ser. que promoveu os ajustes necessários.381. 60 . 4º A União articular-se-á com os Estados tendo em vista o gerenciamento dos recursos hídricos de interesse comu). Entretanto. Todos os demais estados se mobilizaram após a edição da lei 9. de 20/06/94 revogada pela lei nº 13.433/97. em padrões de qualidade adequados aos respectivos usos.504. incluindo o transporte aquaviário. Destaque deve ser dado ao estado do Pará. mas os estados estão avançando no sentido de aprovar e regulamentar suas leis. Esta lei foi revogada pela lei nº 6. As Leis Estaduais de Recursos Hídricos É prerrogativa do plano federal legislar sobre água. suscitando ajustes e revisões. Isto ocorreu com alguns estados como Minas Gerais que teve a lei nº 11. mas também de formação de uma competência técnica e gerencial para essa questão de água. III) a prevenção e a defesa contra eventos hidrológicos críticos de origem natural ou decorrentes do uso inadequado dos recursos naturais) e (Art. o que impõe uma estreita articulação entre a ANA e os órgãos e entidades gestoras de recursos hídricos dos governos estaduais (Art. de 29/01/99. de 25/07/2001. que promulgou a lei nº 5. constatando-se que muitas vezes as leis não estão adequadas às condições locais. sobre política mineraria. seguindo orientações do dispositivo federal contidas na lei nº 9.

2 mostra os estados brasileiros que tiveram suas respectivas leis estaduais sancionadas após a edição da lei 9. Além de algumas distorções conceituais o arcabouço institucional preconizado pela lei 512/93 deixava muito a desejar.725/01.433/97 e.IGAM. Nos Estados de Pernambuco e Alagoas os órgãos gestores são as Secretarias Estaduais de Recursos Hídricos. por intermédio da lei nº 512. seus respectivos sistemas de gerenciamento. No caso de Minas Gerais. O Quadro 3. O Quadro 3. 61 . dos Recursos Hídricos e da Habitação.725. mormente na composição dos comitês de Bacias Hidrográficas. de 13 de junho de 2001) ampliou significativamente a participação da sociedade nos comitês. os estados têm procurado instituir. vinculado à Secretaria de Estado de Meio Ambiente e Desenvolvimento Sustentável.2003).433/97. sobretudo com referência ao grau de participação da sociedade civil. No Distrito Federal. A formatação desses arranjos institucionais tem atendido às iniciativas e especificidades de cada estado. concomitantemente. de 29 de julho de 1993 e não teve até agora nenhum dos seus artigos sido regulamentado. optou-se pela criação do Instituto Mineiro de Gestão das Águas . As questões de critérios e valores de multas previstas na lei 512/93 teriam que ser atualizadas.O Distrito Federal apesar de ter sido a terceira Unidade Federada no Brasil a ter sua lei de recursos hídricos sancionada. a Secretaria de Meio Ambiente. os quais explicitam os arranjos institucionais para implementar as ações concernentes à gestão dos recursos hídricos. As leis de recursos hídricos em muitos estados e no Distrito Federal já foram regulamentadas e vários estados já apresentam seus respectivos Conselhos Estaduais e alguns dos instrumentos já regulamentados (Scardua. A nova lei (nº 2. para se adequarem aos preceitos da lei federal. o que se deu por intermédio da lei nº 2. Ao estabelecerem suas políticas de recursos hídricos. Na Bahia e em Sergipe. foi criada a Secretaria de Meio Ambiente e Recursos Hídricos e no Estado de Goiás. Minas Gerais e o Distrito Federal tiveram suas leis reeditadas. Os estados do Pará. por esta razão tiveram seus dispositivos legais mais coerentes com os preceitos da lei das águas. foram criadas Superintendências de Recursos Hídricos.1 mostra a situação dos estados brasileiros que tiveram suas leis estaduais de recursos hídricos promulgadas antes da lei federal 9.

965. RN e PA) e aqueles que editaram suas respectivas leis após a lei federal (PE. de 02 de agosto de 1999 5.052.870. de 10 de novembro de 1997 7. de 20 de junho de 1994 e 13.818. PI. de 12 de maio de 1995 6. de 05 de novembro de 1997 2. de 30 de dezembro de 1991 11/996. ESTADOS SÃO PAULO CEARÁ DISTRITO FEDERAL PARÁ MINAS GERAIS SANTA CATARINA RIO GRANDE DO SUL BAHIA RIO GRANDE DO NORTE PARAÍBA LEIS 7.308.239. CE. de 22 de dezembro de 1997 5. MT.433/97 ESTADO PERNAMBUCO GOIÁS SERGIPE MATO GROSSO MATO GROSSO DO SUL ALAGOAS MARANHÃO ESPÍRITO SANTO RIO DE JANEIRO PARANÁ PIAUÍ AMAZONAS RONDÔNIA TOCANTINS AMAPÁ LEI 11.199 de 29 de janeiro de 1999 9.885. MG. RS.165. RO. de 04 de janeiro de 1994 e 6.123. de 29 de janeiro de 2002 5. de 28 de dezembro de 2001 Lei Complementar 255.426. de 25 de janeiro de 2002 1.3). de 07 de junho de 2002 A seguir optou-se por. TO.712. ilustrar a situação dos estados brasileiros que tiveram suas leis sancionadas antes da lei 9.2 .725. BA.504. de 16 de julho de 1997 3.793. de 17 de janeiro de 1997 13. AP) e os estados que ainda não dispõem de legislação específica para o setor de recursos hídricos (AC e RR) e aqueles que revisaram (Figura 3.Estados brasileiros que editaram suas leis estaduais antes da promulgação da lei federal 9.239.433/97. 62 .350. PA. GO. de 22 de março de 2002 686.945. SE.Quadro 3. de 02 e agosto de 1999 12. ES. MA.Estados brasileiros que editaram suas leis estaduais após a promulgação da lei federal 9. de 25 de setembro de 1997 6. de 25 de julho de 2001 11. de 01 de julho de 1996 6. AL. SC.1 .908. de 30 de dezembro de 1998 3.433 (SP. RJ. DF. de 17 de agosto de 2000 2. de 13 de junho de 2001 5. de 02 de julho de 1996 Quadro 3. MS.748 de 30 de novembro de 1994 10. de 29 de julho de 1993 e 2.406. AM. de 30 de dezembro de 1994 6.307.381.663. PR. de 24 de julho de 1992 512.

Situação dos estados brasileiros com relação às suas respectivas leis de recursos hídricos.RR AP AM PA MA PI CE PE RN PB AL SE AC RO TO MT GO DF BA MG ES MS SP PR SC RS ES RJ Estados Brasileiros que editaram a Lei Estadual antes da promulgação da Lei Federal 9.3 .433/97 Estados Brasileiros que não possuem Lei de Recursos Hídricos Figura 3. O Capítulo 4 analisará a formação dos Comitês de Bacias Hidrográficas integrantes do Sistema Nacional de Recursos Hídricos (Resolução CNRH nº 5) à luz da Resolução n° 5 do CNRH e da alteração de alguns de seus dispositivos por força das Resoluções CNRH nºs 18 e 24.433/97 Estados Brasileiros que editaram a Lei Estadual após a promulgação da Lei Federal 9. O capítulo também abordará as competências dos comitês. 63 . 2002) O capítulo 3 dedicou-se a apresentar o quadro atual dos estados brasileiros. a formação e seu funcionamento. Fonte: Secretaria de Recursos Hídricos (SRH/MMA. mostrando os avanços alcançados com a edição da lei federal e das leis estaduais de recursos hídricos.

Sergipe. Pernambuco. Minas Gerais. A distribuição dos comitês por estado. São Paulo. está ilustrada no mapa do Brasil e na forma de diagrama. 1º § 1). No Rio Grande do Norte. dependendo do processo de implementação do sistema. Estados que possuem Comitês formados Figura 4. Em 2000 havia cerca de 40 comitês no país e em 2003 já são cerca de 80 comitês de rios federais e estaduais abrangendo bacias de corpos de água nos estados do Ceará.4. optou-se por incentivar inicialmente a formação de associações.2). como “células” do Sistema Nacional de Gerenciamento de Recursos Hídricos onde a presença da sociedade é expressiva. por exemplo.1e Figura 4. OS COMITÊS DE BACIAS HIDROGRÁFICAS Os comitês de bacia hidrográfica são órgãos colegiados (Resolução nº 5 . Paraná. Rio de Janeiro. Santa Catarina e Rio Grande do Sul (Anexo III). Os dados mostrados referem-se ao ano de 2002. hoje em número de 90.CNRH. Art. tendo como fonte a Secretaria de Recursos Hídricos (Figura 4. a participação da sociedade civil acontece de outras maneiras.1 – Distribuição dos comitês por estados Fonte: Secretaria de Recursos Hídricos – MMA (2002) 64 . Além dos comitês. Espírito Santo. onde participam usuários da água e organizações não governamentais.

ou seja. Os Comitês de Bacias Hidrográficas constituem a base dos sistemas nacional e estaduais de gerenciamento. os programas e ações que visam promover a integração entre os usuários das águas. Art. articulada a atuação das entidades intervenientes. Como foram definidos em lei.II. 2002. sendo estabelecidos em seu Decreto de instituição (Resolução nº 5 CNRH. a manutenção e recuperação dos recursos hídricos.Figura 4. São colegiados deliberativos e consultivos e atuam na área de sua unidade de gerenciamento.433 (Art. em primeira instância. conforme dados disponíveis no Sistema de Acompanhamento do Processo de Implementação da Política. todos são iguais e têm as mesmas responsabilidades.III). 37 I. 5º). SRH/MMA.Diagrama com a distribuição de comitês por estado. Fonte: Secretaria de Recursos Hídricos – MMA (2002) Houve também aumento substancial no número de consórcios intermunicipais de bacias nos últimos dois anos. os conflitos relacionados com os recursos hídricos.2 . Para cumprir seu papel. nos quais são definidas as propostas de aplicação de recursos financeiros. na sua bacia (Lei 9. pois neles são promovidos os debates das questões relacionadas a recursos hídricos da bacia. Uma das principais atribuições dos CBHs é aprovar o Plano de Bacias. e resolvidos. os comitês obedecem a seguinte estrutura: 65 . chegando a mais de 30 (até agosto de 2002).

2) que os rios de domínio da União envolvem geralmente mais de um estado da federação. O Art. Todos podem se candidatar aos cargos da diretoria e câmaras técnicas. IV) compatibilizar os planos de bacias hidrográficas de cursos de água de tributários. no qual são definidas as regras e procedimentos para realização das assembléias deliberativas. que institui a Política Nacional de Educação Ambiental. considerado o disposto nesta Resolução. 3) a necessidade de se realizar um trabalho maior de articulação institucional. inclusive os relativos aos comitês de bacias de cursos de água tributários. III) aprovar as propostas da Agência de Água. formas de participação. em primeira instância administrativa. de 27 de abril de 1999. Ressalta-se que o Conselho Nacional de Recursos Hídricos . II) aprovar o Plano de Recursos Hídricos da Bacia. no exercício das atribuições que lhe são conferidas pela Lei nº 9. que lhe forem submetidas. VI).Cada comitê de bacia tem seu próprio estatuto. considerando.795. Essa resolução traduz o estágio em que se encontra a regulamentação da matéria na esfera federal. respeitando as respectivas diretrizes. os conflitos relacionados aos recursos hídricos. têm poder de voto. mostraram-se insuficientes 66 . muitas vezes outros países. As assembléias são públicas e os representantes. eleitos para compor o colegiado como titulares e suplentes. com o Plano de Recursos Hídricos da Bacia Hidrográfica de sua jurisdição. VI) desenvolver e apoiar iniciativas em educação ambiental em consonância com a Lei nº 9.CNRH. aprovou a Resolução nº5/2000 (Anexo IV) que estabelece diretrizes para a formação e funcionamento dos Comitês de Bacia Hidrográfica. 7º desta Resolução atribuiu aos Comitês de Bacias Hidrográficas as seguintes competências: I) arbitrar. e VII) aprovar seu regimento interno. No ano de 2001 a Resolução nº 5 foi alterada pela Resolução nº 18 (Anexo IV). assim como um processo mais amplo de mobilização social e 4) os prazos estabelecidos pela Resolução nº 5 de CNRH. eleição e competências. respeitando sempre a característica tripartite. Todos os cidadãos podem participar. dentre outros aspectos: 1) a experiência adquirida com a instalação dos comitês de bacia hidrográfica já instituídos. Os mandatos de todos os integrantes são de dois anos. V) submeter. obrigatoriamente.433 (art. 35. os planos de recursos hídricos da bacia hidrográfica à audiência pública.

para viabilizar o processo de instalação dos comitês. obedecido quarenta por cento do total de votos.. Entretanto. em suas respectivas áreas de atuação. A Resolução nº 24/2002 (Anexo IV). os arts.. 12-A.número de representantes de entidades civis. cujos territórios se situem.. O Art. proporcional à população residente no território de cada Estado e do Distrito Federal. destes diferindo na abrangência territorial. veio alterar também a Resolução nº 5. A Resolução CNRH 5/2000 tampouco aborda a questão. garantida a participação de pelo menos um representante por Estado e do Distrito Federal. quarenta dias antes do término de seu mandato. passam a vigorar com as seguintes alterações: “Art. e IV – o mandato dos representantes e critérios de renovação ou substituição”. com pelo menos. que destacamos abaixo: Natureza Jurídica A Lei 9. III – número de representantes dos usuários dos recursos hídricos. 14 dispõe: “Os usos sujeitos à outorga serão classificados pelo Conselho Nacional de Recursos Hídricos. Desta forma. tendo em vista o estágio atual de implementação dos instrumentos de gestão dos recursos hídricos e os requisitos legais e institucionais necessários para a emissão de outorga.11. no sentido de possibilitar a prorrogação do mandato da Diretoria Provisória dos comitês de bacia hidrográfica. Com essas considerações apresentadas foi enriquecida e alterada a Resolução nº 5. a critério do CNRH. deliberativas e consultivas a serem exercidas na bacia hidrográfica de sua jurisdição”.. entre os seguintes setores usuários:. II). 12 poderão ser prorrogados. por tempo determinado. bem como os prazos no §2º do art. dispõe em seu art. 11 e no caput do art. 8º e 14º da Resolução nº 5. vinte por cento do total de votos.433/97 constam em seus artigos 37 a 40.”. mas não possuem personalidade jurídica. desde que tenha sido prévia e justificadamente solicitado pelo Presidente Interino do comitê. pelo Conselho Nacional de Recursos Hídricos. 1º. As disposições sobre os comitês de bacia hidrográfica na lei 9. 8º.433 não dispõe sobre a natureza jurídica dos comitês. Os comitês prestam serviço de interesse público. ainda que parcialmente. estrutura de composição e estratégia de atuação. em conformidade com a vocação da bacia hidrográfica. § 1º: “Os Comitês de Bacia Hidrográfica são órgãos colegiados com atribuições normativas. com a seguinte redação “Art. O prazo de mandato a que se refere o § 1º do art. de 10 de abril de 2000. Sua proliferação e desenvolvimento poderá levá-los a assumir 67 . Os comitês são órgãos similares aos conselhos.

caberia uma resolução do CNRH. §2º: “Os Comitês de Bacia Hidrográfica. O critério limita a possibilidade da criação discricionária de comitês.1º. 37 – Os comitês terão como área de atuação: I – a totalidade de uma bacia hidrográfica. Parágrafo Único) A autonomia dos comitês é fundamental para o pleno funcionamento do sistema. o critério leva à discussão do que é considerado “curso d’água principal”. seus níveis e vinculações”. Não obstante. de acordo com a esfera de competência (art. a Resolução nº 5 determina que a “área de atuação de cada comitê de bacia será estabelecida no decreto de sua instituição. Autonomia e vinculação Das decisões dos Comitês de Bacia Hidrográfica caberá recurso ao Conselho Nacional ou aos Conselhos Estaduais de Recursos Hídricos. representa desafio ao funcionamento do sistema. onde deve constar a caracterização das bacias hidrográficas brasileiras. Área de atuação Art. em seu art. Aos Conselhos Estaduais vinculam-se os Comitês Estaduais. A possibilidade instituída de criação de vários comitês autônomos em uma mesma bacia de rio principal. a ser incluída no Plano Nacional de Recursos Hídricos. Esse preceito consta da Resolução CNRH 5/2000. identificando os cursos d’água principais. que permita identificar responsabilidades em sua atuação. Parágrafo Único. serão vinculados ao Conselho Nacional de Recursos Hídricos”. ou III – grupo de bacias ou sub-bacias contíguas. 38. com base no disposto na lei 9. principalmente quando se 68 . II – sub-bacia de tributário do curso de água principal da bacia. sendo os conselhos as instâncias recursivas às decisões dos comitês. o que seria positivo para todo o Sistema de Gerenciamento. nesta Resolução e na Divisão Hidrográfica Nacional. Para efeito de aplicação do artigo 37. implícita está sua vinculação aos primeiros.personalidade jurídica. ou de tributário desse tributário. Nesse sentido. cujo curso de água principal seja de domínio da União. A instituição de comitês de Bacia Hidrográfica em rios com águas de domínio da União será efetivada por ato do presidente da República. que poderia resultar em uma expansão questionável dos agentes do sistema.433/97. Entretanto.

considera o duplo domínio das águas e a aplicação dos instrumentos da política, pois tende a restringir a atuação do comitê do rio principal à sua calha, uma vez que as questões referentes aos tributários dos rios principais, ou aos tributários destes, seriam tratadas no comitê pertinente, demandando compatibilizações nos comitês de abrangência territorial maior, o que põe em questão o próprio conceito de comitê de bacia. Assim, a Resolução 5 estabelece que “os planos de recursos hídricos e as decisões tomadas por Comitês de Bacias Hidrográficas de sub-bacias deverão ser compatibilizados com os planos e decisões referentes à respectiva bacia hidrográfica”. Com esta determinação cria-se uma condição peculiar para os comitês instituídos para rios não-principais, uma vez que estes não serão efetivamente autônomos, pois, na prática, suas decisões que afetem a quantidade e qualidade da água no exutório das sub-bacias, dependeriam de compatibilizações no âmbito do comitê do rio principal, perante o que cabe o questionamento sobre a funcionalidade desse modelo. Composição Art. 39 – Os Comitês de Bacia Hidrográfica serão compostos por representantes: I– da União;

II – dos Estados e do Distrito Federal cujos territórios se situem, ainda que parcialmente, em suas respectivas áreas de atuação; III – dos Municípios, situados, todo ou em parte, em sua área de atuação; IV – dos usuários das águas de sua área de atuação; V - das entidades civis de recursos hídricos com atuação comprovada na bacia. § 1º. O número de representantes de cada setor mencionado neste artigo, bem como os critérios para sua indicação, serão estabelecidos nos regimentos dos comitês, limitada a representação dos poderes executivos da União, Estados, Distrito Federal e Municípios à metade do total de membros.

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§ 2º. Nos comitês de Bacia Hidrográfica de bacias de rios fronteiriços e transfronteiriços de gestão compartilhada, a representação da União deverá incluir um representante do Ministério das Relações Exteriores. § 3º. Nos comitês de Bacia Hidrográfica de bacias cujos territórios abranjam terras indígenas devem ser incluídos representantes: I– da Fundação Nacional do Índio – FUNAI, como parte da representação da União;

II – das comunidades indígenas ali residentes ou com interesses na bacia. § 4º. A participação da União nos comitês de Bacia Hidrográfica com área de atuação restrita a bacias de rios sob domínio estadual dar-se-á na forma estabelecida nos respectivos regimentos. A limitação imposta no §1º da lei, para a representação do poder público (metade do total de membros), não é observada em vários estados, principalmente naqueles que tiveram suas leis de recursos hídricos promulgadas anteriormente à lei federal. Essa questão recebeu tratamento avançado na Resolução 5/2000, ao limitar o número de votos dos representantes dos Poderes Executivos da União, dos Estados, do Distrito Federal e dos Municípios, a 40% do total de votos, percentual este que foi efetivamente conferido à representação dos usuários cabendo à sociedade civil pelo menos 20% do total de votos (art. 8º da Resolução 5/2000). Ou seja, pela resolução somente os usuários terão assegurado a representação de 40% do total de votos, pois a do poder público terá até 40%, o que implica em que a da sociedade civil terá pelo menos 20%. O avanço consiste em que a representação do poder público é minoritária no comitê, fato novo com o qual a sociedade se adapta, já que até pouco tempo o poder decisório sobre as questões hídricas era inteiramente dos primeiros; e também, na destacada representação dos usuários (40%), categoria à qual competirá o maior peso decisório na aplicação dos instrumentos da política na bacia, principalmente a cobrança. Assim definido, o segmento sobre o qual recairá o maior ônus da cobrança terá maior poder decisório na definição dos valores a serem cobrados, o que é perfeitamente coerente e justo. O fato da distribuição de poder no comitê não ser observada na maioria dos comitês de bacias que envolva rios de domínio estadual, deve-se em parte à inexistência da regulamentação federal. Entretanto, é comum o argumento, no âmbito dos gestores estaduais, de que as representações dos usuários e da sociedade civil nos comitês estaduais ainda não estariam suficientemente amadurecidas para assumir participação majoritária em relação ao estado, havendo, 70

inclusive, por parte desses setores, demanda pela presença majoritária da representação do poder público no comitê, pelo menos até que haja maior amadurecimento de sua participação no colegiado. Direção Os Comitês de Bacia Hidrográfica serão dirigidos por um Presidente e um secretário, eleitos dentre seus membros. A Resolução 5/2000 estabelece que “os mandatos do Presidente e do Secretário serão coincidentes, escolhidos pelo voto dos membros integrantes do respectivo comitê de bacia, podendo ser reeleitos uma única vez (art.8º, § 1º). O critério estabelecido na lei tem sido observado nos comitês em geral, que em seus estatutos definem sua organização, sendo comum a estrutura: plenário, secretaria executiva, subcomitês e câmaras técnicas. 4.1 Comitês de bacias hidrográficas de rios com águas de domínio da União A instalação dos comitês de bacias hidrográficas de rios de domínio da União, também tem avançado, sendo esta uma das principais atribuições do Conselho Nacional de Recursos Hídricos. Isto implica a necessidade de estreita articulação da Secretaria de Recursos HídricosSRH/MMA com a Agência Nacional de Águas-ANA, uma vez que cabe a esta última, a atividade de estimular e apoiar as iniciativas voltadas para a criação de Comitês de Bacias Hidrográficas em rios que se constituem bens de domínio da União. A Figura 4.3 mostra os 6 comitês desta natureza já constituídos, que são: I) Paraíba do Sul; II) São Francisco; III) Pomba/Muriaé; IV) Doce; V) Piracicaba; e VI) Paranaíba.

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842. e instalado no dia 18 de dezembro de 1997. A população da bacia é de 5 milhões e 62 mil habitantes.163 no estado de São Paulo.Comitê para Integração da Bacia Hidrográfica do rio Paraíba do Sul .148.772. sendo 1. 2. 8% dos paulistas e apenas 5% dos mineiros( IBGE/2000). Cerca de 18% da população fluminense reside na bacia Paraíba.Figura 4.142.CEIVAP Criado pelo Decreto Federal nº 1.288 no Rio de Janeiro e 1. de 22 de março de 1996.3 – Comitês federais instalados no Brasil I .012 em Minas Gerais. o Comitê para integração da Bacia Hidrográfica do Rio Paraíba do SulCEIVAP vem se firmando como fórum de debate e decisões sobre as questões do rio Paraíba. 72 .

Muriaé e Dois Rios. 1° estabelece “fica instituído o Comitê da Bacia Hidrográfica do rio São Francisco. conforme determina a Resolução nº 05 do CNRH. pagará mais quem poluir mais.Entre os principais usos da água estão a captação para uso doméstico. com os critérios e valores definidos pelo CEIVAP. no município de Três Rios (RJ). Em Junho/2002 o CEIVAP criou a Agência de Água da Bacia. abrangendo 180 municípios – 88 em Minas Gerais. possibilitando o início da cobrança pelo uso da água e agilizar a execução de ações para despoluir os rios da bacia. A área da bacia corresponde a cerca de 0. A arrecadação prevista inicialmente é em torno de R$ 14 milhões ao ano. O comitê está em pleno funcionamento. município de São João da Barra – Rio de Janeiro/Oceano Atlântico. vem sendo praticada no rio Paraibuna. no 73 . O uso da água para recreação ocorre principalmente nas regiões serranas.700 km²).900 km²). 53 no estado do Rio e 39 no estado de São Paulo.7% da área do país e. uso agrícola.Comitê da Bacia Hidrográfica do rio São Francisco O comitê da bacia hidrográfica do rio São Francisco foi criado por Decreto Presidencial em 5 de junho de 2001 e para a condução inicial dos trabalhos foi nomeada uma Diretoria Provisória. a 6% da região sudeste do Brasil. estendendo-se pelos estados de São Paulo (13. e R$ 0. a aqüicultura vem-se expandido nos últimos anos. A atividade pesqueira na bacia desenvolve-se principalmente no baixo curso dos rios Paraíba do Sul. com a finalidade de coordenar a instalação do CBH-SF. onde há cachoeiras e a canoagem é bastante difundida. principalmente nos municípios situados na sub-bacia do rio Preto. Rio de Janeiro (20. II . deliberativas e consultivas. na bacia do Paraibuna (MG-RJ). com atribuições normativas. uma nova modalidade de esporte. o rafting.02 por metro cúbico de água captada e devolvida poluída. O valor a ser cobrado é de R$ 0. a pesca esportiva é pratica em toda a bacia. Ou seja.150 km e sua foz é na praia de Atafona. O Art. A extensão do rio Paraíba do Sul é de 1. A implantação da cobrança pelo uso da água na bacia do Paraíba do Sul em Novembro/2002 foi aprovada pelo Conselho Nacional de recursos Hídricos – CNRH (Resolução nº 5). entre o município de Levy Gasparian (RJ) e a confluência com o rio Paraíba do sul. aproximadamente.008 por metro cúbico (mil litros) de água captada e devolvida limpa. órgão colegiado. nas nascentes de diversos cursos d’água. usos industrial. geração de energia elétrica. as cachoeiras constituem o principal atrativo turístico.900 km²) e Minas Gerais (20. Ocupa uma área de 55.000 km².

5% do país) e vazão média de 2. Um exemplar da floresta Atlântica. também pelo potencial hídrico passível de aproveitamento e por sua contribuição histórica e econômica para a região. ocorre no Alto São Francisco. metade da área da bacia – de Minas Gerais ao oeste e sul da Bahia. nos termos da Resolução nº 5. as pastagens ocupavam 16. o reflorestamento 0. A bacia hidrográfica do rio São Francisco tem grande importância para o país não apenas pelo volume de água transportada em uma região semi-árida. Sete unidades da federação possuem superfícies na bacia Hidrográfica do Rio São Francisco . vinculado ao Conselho Nacional de Recursos Hídricos – CNRH. e 74 . Em termos quantitativos genéricos. Alagoas (2. Situa-se majoritariamente na região Nordeste. A Bacia do são Francisco possui 58% da área do polígono além de 270 de seus municípios ali inscritos.2%). mas. o polígono das secas é um território reconhecido pela legislação como sujeito a períodos críticos de prolongadas estiagens. riachos. enquanto a caatinga predomina no nordeste da Bahia.850 m³/s (2% do total do país). em 1985. costeiros e insulares. A Bacia do São Francisco contempla fragmentos dos biomas: floresta Atlântica. chegando ao Oceano Atlântico através da divisa entre Alagoas e Sergipe.9% e os usos diversos 0. A bacia hidrográfica do rio são Francisco abrange 639. dos quais 99 são perenes e 69 são intermitentes.700 km de extensão e nasce na Serra da Canastra em Minas Gerais.8% da área da região.âmbito da respectiva bacia hidrográfica. pela margem esquerda. onde a umidade é mais elevada. entre rios. córregos e veredas.5%) e Distrito Federal(0. Os mais importantes formadores com regime perene são os rios: Paracatu.219 km² de área de drenagem (7. O rio São Francisco tem 2.8%). Sergipe (1. porém estende-se até o norte de Minas Gerais. quando altera seu curso para este.9%). pode-se estimar que a ação antrópica já atingia. Urucuia.2%). agricultura 7%. Minas Gerais (36. O cerrado cobre. cerrado. com várias zonas geográficas e diferentes índices de aridez. Margeando os rios. escoando no sentido sul-norte pela Bahia e Pernambuco. 168 afluentes.2%).2%) – e compreendendo áreas de 504 municípios (cerca de 9% do total de municípios do país). principalmente nas cabeceiras. Localizado em parte da região. Corrente e Grande. onde as condições climáticas são mais severas. O rio São Francisco tem.3%. Goiás (0.6%. Carinhanha.Bahia (48. observam-se regiões de Mata Seca. devastada pelo uso agrícola e pastagens. 24. praticamente. ribeirões. Deste total. de 10 de abril de 2000”. caatinga. Pernambuco (10.

Jequitaí e Verde Grande. a bacia do rio são Francisco apresenta: • Conflitos de interesses na gestão. em alguns trechos. organizada para subsidiar a estruturação e funcionamento do comitê. irrigação. dessedentação de animais. pela margem direita. A situação atual da bacia hidrográfica do rio são Francisco apresenta alguns trabalhos principais. aproveitamento energético. situados no polígono das secas a jusante do Rio Grande (Bahia). 3) Racionalizar o uso da água para irrigação no Médio e Sub-mèdio São Francisco. navegação. Ainda no mês de Maio. Os afluentes. lançamento de esgotos. são intermitentes. O comitê encontra-se em pleno funcionamento e suas primeiras atividades foram iniciadas em Maio/2003. piscicultura. 2) Implementar sistemas de tratamento de esgotos domésticos e industriais.das Velhas. 4) Estabelecer estratégias de prevenção de cheias e proteção de áreas inundáveis. entre os quais: 1) Definir estratégia que solucione conflitos entre os diversos usuários – abastecimento urbano. 5) Definir programas para uso e manejo adequado dos solos. • Conflitos entre demandas para usos consuntivos e qualidade inadequada das águas. caracterizados por secarem nos períodos de pouca pluviosidade e apresentarem grandes torrentes na época das chuvas. aproveitamento setorial não integrado e restrições de uso dos recursos hídricos. 75 . resíduos industriais e de mineradoras. 6) Compatibilizar os usos na geração de energia com os demais. De modo geral. principalmente entre os maiores usuários. com a realização de uma Oficina de Planejamento Estratégico. lazer e turismo em toda bacia.

banhando os municípios de Leopoldina. tributários do rio Paraíba do Sul.deste ano. Muriaé e Carangola.215 habitantes e apenas 4 municípios em território fluminense. e no território fluminense. O total de habitantes em toda a bacia é de 573. é Itaperuna. procedeu-se à eleição de sua diretoria e à realização da Primeira Reunião Ordinária do Comitê. A área de atuação do Comitê das Sub-bacias Hidrográficas dos Rios Pomba e Muriaé. Suas nascentes encontram-se na Serra da Mantiqueira.700 km² e aproximadamente 280 km de extensão. Ubá e Santos Dumont.230 km². de sua nascente até a foz no Paraíba do Sul. foi instituído pelo Decreto de 5 de junho de 2001. totalizando uma população de 485. com uma população de 88. No território fluminense seu principal afluente é o rio Carangola que banha Natividade e Porciúncula. em sua maior parte. consideradas cidades de médio porte. III . de domínio da União.444. Santo Antônio de Pádua. no estado de Minas Gerais. drenando uma área de 8. com uma população de 236. Miracema. é definida pelos limites geográficos das bacias hidrográficas dos rios Pomba e Muriaé.489 habitantes em toda a bacia.659 habitantes (IBGE. Cataguases. que ocorre nas proximidades da cidade de Mirai. Percorre. Há 35 municípios mineiros participando da área de bacia. localizadas nos estados de Minas Gerais e Rio de Janeiro. totalizando 408. Na bacia do rio Muriaé estão contidos 18 municípios mineiros.847 habitantes. neste estado. delimitada pelas áreas de drenagem com seus exutórios. Seu principal afluente neste estado é o rio Glória.642 habitantes e 10 municípios pertencentes ao estado do Rio de Janeiro com uma população de 171. em território mineiro.Comitê das Sub-bacias Hidrográficas dos Rios Pomba e Muriaé O Comitê das Sub-bacias Hidrográficas dos Rios Pomba e Muriaé localizadas nos estados de Minas Gerais e Rio de Janeiro. O rio Muriaé é formado pela confluência dos ribeirões Samambaia e Bonsucesso. aproximadamente 300 km de extensão. 1999). antes de desaguar no rio Paraíba do Sul. A cidade de maior porte às margens do rio Muriaé. no estado de Minas Gerais. O processo de formação do comitê das sub-bacias hidrográficas dos rios Pomba e Muriaé – CEHIPOM teve início em maio de 1999 com o encaminhamento de ofício ao Secretário de 76 . Aperibé e Cambuci. do qual é o seu afluente da margem esquerda. A bacia do rio Pomba possui uma área de drenagem de cerca de 8. Em seu percurso pelo estado de Minas Gerais tem em suas margens cidades do porte de Mirai.

efluentes industriais e dejetos de praticamente todos os municípios cortados pelo seu leito e por seus afluentes.Recursos Hídricos do MMA. em pauta da reunião do CNRH de junho/99. da solicitação de aprovação de criação do Comitê Pomba e Muriaé. Em fevereiro de 2002 foi aprovado o Plano de Trabalho.Um outro problema sério que a Bacia Hidrográfica 77 . Mas. ocorrida em 31 de maio de 2000. de efetivação de procedimentos eleitorais. inclusive. de 25 de janeiro de 2002. São 875 quilômetros de extensão desde a nascente em Minas Gerais. e foi o primeiro comitê federal aprovado pelo CNRH. Em reunião ordinária do CEIVAP ocorrida em setembro/99 na cidade de Muriaé. IV . dos nomes de todos os representantes que fazem parte da composição do comitê e do relatório da situação atual do comitê. no dia comemorativo ao dia Mundial de Meio Ambiente. de forma a garantir ampla participação e publicidade dos eventos. Este documento foi organizado em conjunto pelos consórcios Pomba e Muriaé. a par de sua importância sócioeconômica. Secretário Executivo do CNRH. para instalação do comitê. passando a existir oficialmente como Comitê das Sub-bacias hidrográficas dos rios Pomba e Muriaé. O Doce é um rio interestadual. a solicitação entrou em pauta na 3ª Reunião Ordinária do CNRH. bem como. solicitação de criação do Comitê Pomba e Muriaé foi aprovada por aclamação pelos membros do CEIVAP. o Doce enfrenta um problema comum a outros rios brasileiros: é um canal receptor e transportador de rejeitos.Comitê da Bacia Hidrográfica do Rio Doce Instituído por Decreto Presidencial. estando oficialmente aprovada a formação e instalação do Comitê Pomba e Muriaé. O Decreto de criação do comitê do Pomba e Muriaé foi assinado pelo Presidente da República em junho/2001. do Regimento Interno. A aprovação da ata da 3ª Reunião Ordinária do CNRH. com suas realizações. Não foram encaminhadas à Secretaria Executiva do CNRH informações complementares relativas ao registro em Cartório. com metodologia de mobilização social que se constitui de momentos diferenciados de divulgação. com defesa do Secretário de Meio Ambiente do Estado do Rio de Janeiro e então presidente do CEIVAP. de mobilização e. Após ofício enviado pelo CEIVAP comunicando a aprovação da criação do comitê. até chegar ao Atlântico. a condução e transparência de todo o processo. com assinaturas de representantes dos Governos Estaduais e Municipais de Minas Gerais e Rio de Janeiro. de ONG’s e empresários usuários solicitando a inclusão. em terras capixabas. o Comitê da Bacia do Rio Doce é o quarto comitê federal legalmente instituído.

Influência litorânea até Baixo Gandu-ES. A região do Baixo Rio 78 . assim com o início da construção da Ferrovia Vitória a Minas. ficando em torno de 16 a 35º graus. Governador Valadares-MG e mais amenas no alto rio Doce. Recebe o nome de rio Doce no encontro dos Rios Carmo com Piranga. hoje a Bacia Hidrográfica apresenta alguns locais em acelerado processo de desertificação. a Oeste com a Serra do Espinhaço. temperaturas mais elevadas em Aimorés-MG. a 1. dos minérios.400 km². possuía matas com 25 metros de altura. a Sudoeste e Sul com a Serra da Mantiqueira. com uma área de drenagem de 83.200 metros de altitude do nível do mar e possui mais de 1000 km de extensão. com grandes danos a economia regional. causando perdas materiais e humanas. o que causam diferentes variações da temperatura média anual em suas mínimas e máximas. No outro lado da moeda. Enchentes sucedem-se ano após ano. a pouca disponibilidade hídrica no Médio rio Doce. Piranga e Carmo. agravada com estiagens mais prolongadas. A Bacia Hidrográfica do rio Doce está localizada na região Sudeste do Brasil. com seus índios Botocudos. da mica. irrigação e trato do gado. que eram temidos. do ouro. a Bacia Hidrográfica do rio Doce caracteriza-se pela sua não uniformidade climática em toda a sua extensão devido a fatores geográficos que influenciam as massas de ar tropical atlântica e polar que atuam durante todo o ano e as correntes de oeste presentes no final da primavera e verão. causa escassez de água para consumo humano. das pedras preciosas e principalmente nos desmatamentos predatórios para a expansão da lavoura e do gado. mata esta que assustava os viajantes estrangeiros. Nunca houve uma preocupação quanto à forma de ocupação de terras ou utilização de rios e córregos.enfrenta relaciona-se com a vulnerabilidade de municípios quando acometidos de catástrofes naturais. Para uma região que até a década de 1910. sendo 86% em Minas Gerais e 14% no estado do Espírito. Devido a sua localização na faixa tropical do hemisfério sul. que de difícil acesso ou por transformação em unidade de conservação. se matem preservadas. a Sudeste com a Serra do Caparaó e Leste com o Oceano Atlântico. Abrange 201municípios no estado de Minas Gerais e 26 no estado do Espírito Santo. deixou a Bacia Hidrográfica com poucos locais remanescentes da Mata Atlântica. O assoreamento é crescente. Nasce na Serra da Mantiqueira no município de Ressaquinha-MG. Limita-se ao Norte com Serra Negra e Serra dos Aimorés. abaixo da cidade de Ponte Nova – MG. Principais rios formadores: Xopotó. Sua economia exploratória baseada na extração da madeira.

delimitada pelas áreas de drenagem com seus exutórios. principalmente. assim como o aumento da turbidez das águas que transportam os sólidos em suspensão. comprovando o secamento das nascentes. Capivari e Jundiaí. de domínio do Estado de São Paulo. organizações da sociedade civil e representante do poder público municipal. Grandes bancos de areia e surgimento de ilhas comprovam este fato. O objetivo é informar sobre as legislações federal e estadual de recursos hídricos. Após aprovação pelo CNRH da criação do Comitê das Bacias dos rios Piracicaba. divulgar as normas e procedimentos para a escolha dos seus futuros membros. causando sua degradação e perda de qualidade das águas. este comitê foi criado por Decreto em 20 de maio de 2002 e teve sua Diretoria Provisória nomeada pela Portaria do Presidente do Conselho Nacional de Recursos Hídricos. o médio Rio Doce.Comitê da Bacia Hidrográfica dos Rios Piracicaba. de domínio da União. e dos rios Capivari e Jundiaí.Doce ainda possui algumas reservas devido a cultura do Café e do Cacau que dependiam das matas para desenvolvimento. com bacias que se desenvolvem paralelamente 79 . A bacia conjunta dos Rios Piracicaba. Lixos urbanos e esgotos da cidade são jogados in natura no rio. em 2001. Capivari e Jundiaí No ano de 2001 a Superintendência de Gestão de Recursos Hídricos – SGR. V . Capivari e Jundiaí. sob o nº 6 publicada em 3 de julho de 2002. por motivos da geografia acentuada do local. o processo de instalação do comitê e. estes últimos afluentes do Médio Tietê. Capivari e Jundiaí. Os representantes eleitos do comitê do Rio Doce vêm promovendo Encontros Regionais reunindo usuários de água. Sua área é definida pelos limites geográficos da bacia hidrográfica do rio Piracicaba. abrangendo os Estados de Minas Gerais e São Paulo. analisou e encaminhou ao Conselho Nacional de Recursos Hídricos – CNRH o processo de criação do comitê dos rios Piracicaba. Devido ao desflorestamento de suas cabeceiras. o assoreamento do rio tem aumentado diminuindo a profundidade média do rio e conseqüentemente provocando enchentes e perda da lâmina de água. abrangendo os Estados de Minas Gerais e São Paulo. somente possui algumas unidades de conservação e estudos técnicos comprovam que está em acelerado processo de desertificação e o Alto Rio Doce ainda apresenta boa cobertura de topo de morro. Outro problema que tem assustado a população em geral é a rápida diminuição do volume de águas.

231 km². Além disso.322. construído para permitir a reversão de água para a bacia do Alto Tietê. A área de abrangência do comitê federal apresenta condições peculiares. 80 . que após receber o rio Atibaia em território paulista passa a chamar-se Piracicaba..A área de atuação do comitê federal contém a área de atuação do Comitê das Bacias Hidrográficas dos rios Piracicaba.189 km² às nascentes dos rios Jaguari e Camanducaia em território mineiro.073 habitantes na parte paulista e 52.611. sendo 11.31 km² correspondentes à Bacia do Rio Piracicaba. tem-se uma população de 4.887.117. Desse montante. e 57. estadual.Alguns quilômetros abaixo da referida confluência.313.2% da população reside nas cabeceiras do rio Jaguari/Camanducaia. que se configuram em verdadeiros desafios à gestão dos recursos hídricos: as nascentes do rio Jaguari. estende-se por 14. conforme previsto na Lei Estadual nº 7.Contabilizando-se somente os municípios com sede na bacia.1. criado em 18 de novembro de 1993. Capivari e Jundiaí – CBHPCJ. têxtil. alimentício. essa pequena participação relativa em termos populacionais ganha relevância diante das condições de produção de água. tem-se que os corpos d’água apresentam-se em desconformidade com os seus enquadramentos nas diversas classes. já em território paulista. Extrema. Ao todo são 75 municípios na bacia. petroquímico e sucroalcooleiro.68 km² correspondentes à Bacia do Rio Capivari e 1. mas em virtude do grau de preservação e ocupação da região que permite a oferta de água em boas condições para os usuários a jusante. sendo 70 paulistas e 5 mineiros.794 habitantes em Minas Gerais. com reforço ao abastecimento da região Metropolitana de São Paulo(RMSP) em aproximadamente 31m³/s. químico. localizam-se nos territórios municipais de Camanducaia. Adicionando-se ao grande contingente populacional em território paulista – com a grande maioria dos municípios sem tratar seus esgotos – o grande número de indústrias dos ramos de papel e celulose.65 km² correspondentes à Bacia do Rio Jundiaí.no sentido leste/oeste. a área de intervenção do comitê federal é de 15.663/91.042. metalúrgico. considerando-se a população dos 70 municípios que possuem território na bacia. em território mineiro.339 habitantes na parte mineira. concorre com aproximadamente 16m³/s.64 km². couros.453 habitantes no estado de São Paulo. ao entrar no estado de São Paulo. Itapeva.tem-se uma população de 4.Acrescidos os 1. o rio Jaguari é represado e compõe o chamado sistema “Cantareira”. Toledo e Sapucaí-Mirim em Minas Gerais. em território paulista. Somente 1. o rio Jaguari.

Itatiba. estando prevista a composição dos dois Comitês com representantes comuns. sua composição. 55 em Minas Gerais (30%). Jundiaí. tendo sido acatado pelo Conselho Nacional em sua IX Reunião Extraordinária. sendo que aproximadamente 680 km estão na divisa de Minas Gerais como os estados de Goiás e Mato Grosso do Sul. com representantes do Consórcio Intermunicipal das Bacias Hidrográficas dos Rios Piracicaba. Americana. A diretoria provisória teve seu mandato prorrogado até Setembro/2003. A área abrange 196 municípios. com a função de definir as ações de gerenciamento das águas na região. sendo 136 em Goiás (65%). Foram realizadas diversas reuniões: Extrema/MG. A bacia do rio Paranaíba é considerada a terceira maior do País. com a perfuração de poços artesianos nos arredores de nascentes e com a escassez de água. ocasião em que foram sendo discutidas a sistemática do processo eleitoral. o Rio Paranaíba sofre com a poluição causada pela mineração de ouro. estadual. Monte Verde/MG e Indaiatuba. O comitê foi instituído pelo Decreto de 16 de Julho de 2002 e publicado no Diário Oficial de 17 de Julho de 2002. 81 . a minuta do regimento do comitê. VI . com representantes da indústria. Capivari e Jundiaí.160 quilômetros de extensão. a sistemática de realização do pleito em março de 2003. com uma área de 222 mil quilômetros quadrados.COBARIPA. A iniciativa ganha importância devido aos problemas existentes na bacia. comércio e sociedade civil. Com aproximadamente 1. Inferior em área apenas para a Amazônica e a do São Francisco. visando maximizar os benefícios de uma gestão integrada entre União e Estado. quatro em Mato Grosso do Sul (2%) e o Distrito Federal (3%). Limeira e seminários abertos ao público Rio Claro. que inviabiliza os usos múltiplos. A partir da eleição dos membros do comitê estadual. a cobrança pelo uso da água e as perspectivas advindas da aplicação dos recursos na própria bacia.O processo de instalação do comitê federal em área alta complexidade está sendo conduzido pela ANA a partir da interlocução com representantes do comitê PCJ. será elaborada a Agenda do Comitê Federal em consonância com a Agenda do Comitê Estadual. Os resultados obtidos até o momento retratam o esforço de integração entre os diferentes segmentos de usuários.Comitê da Bacia Hidrográfica do Rio Paranaíba O Conselho Nacional de Recursos Hídricos (CNRH) aprovou no dia 24 de maio de 2002 a criação do Comitê da Bacia Hidrográfica do Rio Paranaíba.

indicativos estatísticos. seu nível de água atinge a 430 m. planejamento ou manejo integrado da Bacia como um todo. cujo barramento localiza-se no rio Paraná. ao turismo. com nível d’água igual a 401m. 82 . Os rios Paraná e Paraguai formam a Bacia do rio do Prata. tributários indiretos do rio Paranaíba. para jusante da confluência do rio Paranaíba com o rio Verde. sendo elas. área de importância estratégica para integração do Mercosul. Goiás e Distrito Federal. O rio Paranaíba possui quatro represas de grande porte em seu curso. Esta bacia apresenta deficiência de informação. a Bacia. É a menor das quatro barragens. os rios. residem aproximadamente sete milhões de habitantes. Além das quatro represas citadas. Os principais usos da água identificados na bacia referem-se à geração de energia elétrica. principalmente para produção de óleos vegetais e para utilização em usinas de álcool. ao lazer e aos usos industriais.35m. cerca de 70% da energia consumida em Minas Gerais é garantida pelas águas do Paranaíba. à irrigação. É importante frisar que os principais mananciais de abastecimento do Distrito Federal estão localizados nos rios Descoberto e previsto no rio São Bartolomeu. através da iniciativa dos municípios e apoio do Governo Federal. Represa de São Simão: trata-se da última da represa no rio Paranaíba. tem início o reservatório da usina de Ilha Solteira. com nível de água a 660. Represa de Cachoeira Dourada: limitando os mesmos estados citados anteriormente. ao abastecimento público em Minas Gerais. após o eixo de São Simão. com nível de água a 520 m. Só agora. Represa de Itumbiara: também situada na divisa dos estados de Minas Gerais e Goiás. quase não há produção científica. os vários usos da água e o planejamento estratégico para toda a região começam a ser debatidos. de montante para jusante: Represa de Emborcação: localizada na divisa dos estados de Minas Gerais e Goiás.Na totalidade dos municípios da bacia. Para se ter idéia da importância do rio para a geração de energia elétrica.

que recebeu o nome de COBARIPA. Coromandel e Patos de Minas. O I Encontro ocorreu na cidade de Ribeirão Preto/SP no período de 25 a 27 de outubro de 1999. Encontros Nacionais de Comitês de Bacias Hidrográficas Foram realizados 4 (quatro) Encontros Nacionais de Comitês de Bacias Hidrográficas. na cidade de Goiatuba – Go. A instalação do Comitê se deu via Decreto nº 16/07/2002 e teve sua publicação no Diário Oficial da União em 17/07/2002. por uma área relativamente plana. os organizadores houveram por bem. pode-se afirmar que a criação do comitê da bacia do rio Paranaíba vem ao encontro dos anseios da sociedade dos estados de GO. passando. até atingir as proximidades do município de Patos de Minas. MS. o rio Paranaíba apresenta áreas mais acidentadas nas encostas. criar um Comitê Provisório da Bacia. Rio Paraíba. juntamente com o processo de mobilização desencadeado em 1997. cerca de 120 km. O comitê do Paranaíba é o sexto criado em bacias de águas de rios de domínio da União. Foram realizadas nove reuniões em municípios pólos. iniciaram-se os trabalhos de sensibilização e esclarecimento da sociedade sobre os reais problemas que a Bacia do Rio Paranaíba começava a enfrentar. Quando da mobilização. a criação do Comitê Provisório e o início da elaboração de estudos para consolidar o Plano de Bacias. Morrinhos e Três Ranchos.Com uma região de nascentes localizadas num planalto. foram realizadas também audiências públicas. licença ambiental e Plano de Bacia. em 23/08/97. O evento contou com a 83 . A partir de 1997. Valparaíso. Durante o cumprimento das diversas etapas de elaboração do Plano de Bacias. Diante deste cenário de problemas que ensejou o desencadeamento de toda a mobilização e educação ambiental. Teve como objetivos debater a proposta do Projeto de Lei sobre a criação da Agência Nacional de Águas e trocar experiências sobre os Comitês de Bacia de todo o Brasil em torno de 3 eixos: sistema de informações. outorga. foram também iniciados os estudos para a elaboração do Plano de Bacia. envolvendo centenas de pessoas nos estados de Goiás e Minas Gerais conforme relação a seguir: Minas Gerais: Araguari. Simultaneamente e com o apoio da SRH/MMA. MG e DF. Goiás: Goiatuba. o qual a partir daquela data passou a liderar todo o processo. posteriormente. Rio Verde.

ii) a partir das dificuldades colocadas por alguns Estados. a participarem da discussão para a regulamentação da Outorga e fiscalização das águas de domínio da União efetivamente. que se intensifique o intercâmbio e o auxílio mútuo. municipal. Como conclusão. 84 . o I Fórum recomendou que o Ministério do Meio Ambiente convidasse os representantes dos estados. Este Fórum recomendou que as leis estaduais deveriam prever sempre esta questão. trocar experiências e colocar diversos casos práticos sobre a formação de comitês de Bacias. considerou que apesar dos esforços despendidos. no relacionamento com a Secretaria de Recursos Hídricos/MMA. traz em seu bojo diversos conflitos e dúvidas no que tange a sintonia das ações desse organismo. O foco maior do encontro foi a manutenção e fortalecimento do fórum nacional como elemento importante na mobilização nacional dos órgãos e colegiados ligados aos Recursos Hídricos e Meio Ambiente. de um estado para outro (por exemplo. Com referência à Carta de Ribeirão Preto. foram discutidos outros aspectos envolvendo os Comitês de Bacias: i) os estados colocaram as dificuldades de obterem recursos. foi recomendado que na implantação do Sistema de Gestão. iii) foi levantada também. em sua avaliação. o II Fórum apresentou as seguintes considerações: 1. na cidade de Fortaleza/CE. representando os segmentos estadual. Consórcios e Organismos de Bacias de quase a totalidade dos Estados do País. onde estiveram presentes 450 pessoas representando diversos Comitês. que criou a ANA. em reuniões específicas para esse fim. quando houver diferenciação nos critérios de outorga e tarifação de determinados usos. as proposições apresentadas por este colegiado de Comitês de Bacias. não viu contemplado no projeto da ANA. Dentre outros aspectos relevantes. dentro do contido na lei 9. que possam resultar na transferência de empreendimentos ou investimentos. preocupação com possíveis disputas entre os estados a partir de diferentes políticas de gestão da água e meio ambiente. no sentido de trocarem e repassarem experiências. No tocante ao projeto de Lei 1617/99.433. O II Encontro Nacional de Comitês de Bacias Hidrográficas ocorreu nos dias 25 a 28 de junho de 2000. federal e organizações da sociedade civil. decorrente do I Encontro o Fórum. através do Fórum Nacional dos comitês.participação de 307 pessoas de 13 estados brasileiros. Além desses eixos. que possam estimular o usuário a transferir seu empreendimento). 2. para implantação e manutenção dos Comitês de Bacias. no Brasil. foi recomendado.

no período de 17 a 21 de junho de 2001.. social e de representação de um segmento nacional que seja forte. entrega da relação dos participantes do Fórum. que funcione nos encontros e entre eles. Valorização e incentivos ao produtor rural como agente fundamental de preservação ambiental da água. Melhoria no próximo Fórum Nacional dos Comitês de Bacias para além da troca de informações. com estatuto. matas. sob pena de não ter reconhecimento nas esferas do governo. uma agenda de atividades anual e da rede civil de comunicação eletrônica. os Órgãos de governo. este Fórum precisa ser melhor articulado. Prioridade para que os organismos de gestão das águas realizem obras de preservação e recuperação da biodiversidade ambiental das bacias hidrográficas. Para que se possa sensibilizar de fato. a Câmara Federal. O III Encontro Nacional dos Comitês de Bacias Hidrográficas. Recursos de financiamento para o funcionamento dos Comitês de Bacias. 85 . etc. Considerado um importante mecanismo do processo de gestão. que busque esta postura como órgão de influência política. denominado por aclamação da Plenária Final “Eng° Flávio Terra Barth”. o Senado. fauna. foram levantados pela Sociedade Civil durante o III Fórum diversos pontos: Custeio das despesas básicas para efetiva participação da Sociedade Civil na gestão das águas e de eventos promovidos na área. o Presidente da República. espaços para Fóruns de segmentos participantes da Gestão das Águas. ocorreu na cidade de Belo Horizonte. atividades culturais locais.3. Criação do Fórum Nacional da Sociedade Civil nos Comitês de Bacias Hidrográficas. com um canal de comunicação mais dinâmico e se não um órgão institucionalmente organizado. efetivação de membros do Fórum da Sociedade Civil na coordenação do Fórum dos Comitês de Bacias e uma melhor divulgação e possibilidades de participação do segmento civil e usuários no Fórum. com proteção das nascentes dos cursos d’água.

tendo sido gastos R$ 5 milhões. pois não há divulgação sobre a sua importância e o seu papel na gestão das águas. sem o envolvimento da sociedade. A população não conhece a figura do Comitê de Bacia. quando disponíveis. O IV Encontro Nacional dos Comitês de Bacias Hidrográficas foi realizado em Santa Catarina.Compatibilização das leis das águas federais e estaduais para a melhoria no processo de gestão. Foi mencionado. são pobres. desarticuladas e desatualizadas. Urgência na ação de preservação dos ecossistemas naturais na gestão das águas. 86 . Alguns questionamentos foram levantados no plenário: Houve manifestação quanto à falta de concretização dos planos de recursos hídricos. foi elaborado o Plano da Billings. Posteriormente. Os técnicos formados pelas universidades públicas são pouco solidários com as comunidades das bacias. o caso do Plano Emergencial dos Mananciais da Grande São Paulo. no Balneário Camboriú no período de 19 a 23 de maio de 2002. As informações para a elaboração dos Planos. Foi destacado o fato de que o IBGE não disponibiliza as informações da forma que interessa à gestão de recursos hídricos. que até o momento não se concretizou. Respeito e direitos iguais dos segmentos participantes dos comitês de bacias hidrográficas. a título de exemplo. aprovado há 5 anos e engavetado. Debates em audiências públicas sobre a privatização dos serviços de saneamento. Manifestação contrária aos Programas de Educação Ambiental elaborados em gabinete.

sistema de cobrança e a montagem e operação de um sistema de outorga são extremamente elevados. A cobrança pelo uso da água neste primeiro momento talvez fosse suficiente para a criação e a manutenção de um quadro técnico qualificado que pudesse apoiar o comitê. A avaliação técnica dos 4 Encontros Nacionais concluiu que a implantação do Sistema Nacional de Recursos Hídricos é cara. dando-lhe uma grande contribuição. A implantação do sistema nos moldes da Lei 9. O que se discutiu nesses eventos. isto porque os recursos financeiros necessários para formação dos comitês. é que temos um sistema ainda incompleto. O excesso de burocracia está prejudicando o andamento dos processos e há grupos que aguardam há mais de um ano para constituição do seu comitê. isto porque ainda não foram criadas as Agências de bacia e a sua inexistência é um grande obstáculo dentro do sistema. não importando o número de municípios e nem a extensão do rio. Outra conclusão dos integrantes desses fóruns é a necessidade de revisão da Resolução nº 5. 87 . isto porque o caminho legal é o mesmo na formação de comitês.433 só se justifica nas bacias onde os benefícios dessa implantação supere muito os custos de implementação. conforme avaliação dos participantes desses fóruns. implantação do sistema de informação. Neste Capítulo também abordaremos os principais problemas enfrentados na formação dos comitês e no seu funcionamento e uma análise crítica da estruturação e desempenho dos comitês.Solicitação de informação sobre como se dará a compatibilização dos comitês de rios estaduais com os de rios federais. que integra 503 municípios é a mesma para um comitê como o da bacia do rio Mucuri (Minas Gerais e Bahia). onde descreveremos todos os comitês já constituídos e instalados. A documentação para se criar um comitê da dimensão do rio São Francisco. Este capítulo mostrou os comitês de bacias hidrográficas com destaque aos comitês de rios federais abordando também os quatro encontros nacionais de comitês de bacias hidrográficas. O Capítulo 5 se dedicará a apresentar a gestão das águas em Minas Gerais e dará ênfase à formação dos comitês no estado de Minas Gerais. que tem somente 17 municípios.

Mapa das Bacias Hidrográficas do estado de Minas Gerais Fonte: Instituto Mineiro de Gestão das Águas (2001) 88 . Equivalente a 6.1 . Espírito Santo (L). tem como limites a Bahia(NE). Goiás (O e NO) conforme (Figura 5. com uma população de mais de 16 milhões de habitantes. BA GO MS SP RJ 0 50 ES N 100 km Figura 5.6 km2. São Paulo (S e SO).9 % da área total do País e engloba dezessete bacias hidrográficas.5. correspondentes às nascentes de alguns dos principais rios federais.383. A GESTÃO DAS ÁGUAS EM MINAS GERAIS O estado de Minas Gerais possui uma superfície aproximada de 588.1). Mato Grosso do Sul (O). Rio de Janeiro (S e SE). Situado a noroeste da região sudeste.

Paranaíba. foi criada a Capitania de são Paulo e Minas de Ouro. com 57% das terras acima dos 600 metros de altitude (serras da Mantiqueira e do Espinhaço). Doce. a inexistência de legislação adequada e a fragilidade dos sistemas de controle 89 . a produção aurífera começou a cair por volta de 1750. São Francisco. com rápido povoamento. Minas Gerais se firmou como uma das grandes forças políticas e econômicas do país. Mucuri e Pardo são os rios principais. na pecuária e na agricultura. Entretanto. Na primeira metade do século 18. de alimentos e de bebidas. produção de matérias-primas e insumos de origem vegetal. Jequitinhonha. material elétrico. Minas Gerais é o Estado mais elevado do País. Outro fator relevante que tem resultado em significativos impactos ambientais é a forte dependência do setor industrial mineiro em relação à biomassa florestal. Governador Valadares e Uberaba. A capital é Belo Horizonte e compreende 756 municípios. confecções. a região tornou-se o centro econômico da colônia. já em 1842. Na década de 70. infra-estrutura e produção mineral alteraram significativamente a cobertura vegetal original e provocaram a degradação do solo e dos recursos hídricos em grande parte do Estado. metalúrgica. Em 1927. Uberlândia. No século 20. tradicionais consumidoras de lenha e carvão vegetal. as primeiras descobertas importantes de ouro provocaram uma corrida cheia de incidentes. foi o primeiro Estado a instituir o voto secreto. No entanto. por bandeirantes que buscavam ouro e pedras preciosas. os mineiros uniram-se à Revolução Liberal. a concessão de incentivos fiscais federais para o reflorestamento estimulou a formação dos grandes maciços florestais plantados. Em 1833. foi desmembrada em são Paulo e Minas Gerais. Juiz de Fora. Montes Claros. mineração. construção civil. provocando a revolta popular. Grande. Contagem. expansão urbana. A economia se baseia na indústria (têxtil. o descontentamento com a regência provocou o Movimento Restaurador. parte deles destinada ao suprimento do setor siderúrgico. siderúrgica. em 1789. que. Em 1709. de calcinação. o que levou Portugal a buscar meios para aumentar a arrecadação de impostos. que culminou na Inconfidência Mineira. agroindústria). As cidades mais importantes são: Belo Horizonte. de cerâmica. resultou em grande desmatamento e perda de habitats. sendo o mais grave a Guerra dos Emboabas (1707-10). os baixos custos de extração. Em 1693. a grande oferta de material lenhoso.O desbravamento da região teve início no século 16. A predominância de atividades siderúrgicas. em 1720. transformação de minerais não-metálicos. cimenteiras. A expansão das atividades agropecuárias.

1999). A avaliação do mapa de cobertura vegetal realizada pelo IEF (1994) demonstra que a situação do bioma Cerrado. que engloba 83 municípios. também é crítica. O esgotamento das reservas da Mata Atlântica do Vale do Rio Doce fez com que o desmatamento avançasse sobre outras áreas de mata.000 ha somente no período de 1990 a 1995. o estado continua sofrendo grandes transformações em seus ecossistemas. a pressão antrópica sobre os biomas do Estado ainda responde por uma perda significativa da biodiversidade. duplicando-se a superfície protegida por Ucs dessa natureza. Nesse aspecto. É o caso do semi-árido mineiro. Dados levantados pela Fundação SOS Mata Atlântica demonstram que a área originalmente coberta pela Mata Atlântica encontra-se reduzida a cerca de 4%. até áreas nas quais a escassez de água.742. O estado se caracteriza por uma grande diversidade cultural e ambiental. e sobre áreas do Cerrado. apresentando desde regiões com expressivo potencial hídrico. assim como a situação da Caatinga e dos Campos Rupestres mineiros. segundo informações obtidas na Fundação João Pinheiro (FJP. A despeito dos avanços na legislação ambiental mineira.permitiram que a utilização dos recursos nativos quase atingisse o limite da exaustão. 90 . igual a 0. 1999). vale destacar o valor do IDH de 0.458 para a região. vem acarretando significativos conflitos de uso.605 km2 (FJP. denominado Região Mineira do Nordeste. em função de um modelo que não prioriza as questões ambientais. tendo sido verificado um desmatamento em torno de 89. bem inferior ao do Brasil. Embora tenham sido criadas inúmeras Unidades de Conservação-UC estaduais de proteção integral após 1996. sendo 62% os valores registrados para Minas Gerais e 45% para o País. correspondente a cerca de 29. fornecedora de mão-de-obra para outras áreas. com uma significativa parcela de população de baixa renda. A porcentagem de pessoas com renda insuficiente na região é de 79%. principalmente dos vales dos rios Mucuri e Jequitinhonha. apresenta condições climáticas adversas e é tradicionalmente deprimida sob o aspecto social e econômico. Essa região.8% da área do Estado de Minas Gerais. tanto sob o aspecto da quantidade quanto da qualidade. em uma área de 174.

A capacidade de geração de energia elétrica no estado é de 11. Lei 12.57 bilhão de metros cúbicos. no país (Fundação João Pinheiro. Minas Gerais ocupa um lugar de destaque. Rio de Janeiro. compreendida entre as suas nascentes e a divisa com a Bahia. basta dizer que seu território contribui com 80% da vazão total do rio São Francisco. um total de apenas 1. Goiás. Lei 12. Decreto 37. como a criação das Reservas Particulares do Patrimônio Natural – RPPNs – estaduais.259 KW. Resolução SEMAD 002/95.428/96. incluindo a variável ambiental (Lei 12. Espírito Santo. os recursos hídricos são demandados. lazer e turismo. privilegiando a gestão local. Minas dispõe de grandes mananciais. 1998). Mato Grosso do Sul. a exemplo da lei que redefiniu a distribuição da cota-parte do ICMS. A necessidade de compatibilização desses usos múltiplos e de instituição de um gerenciamento descentralizado dos recursos hídricos.031. 91 . recebendo de outros estados no mesmo período. O volume de água que Minas Gerais que escoam anualmente para outros estados é de cerca de 160 bilhões de metros cúbicos. o estado de Minas Gerais publicou uma série de novos instrumentos para a conservação ambiental. Neste contexto. entre outras atividades. recepção e diluição de resíduos. isto porque aqui se encontram as principais bacias hidrográficas que abastecem de água e energia elétrica o nosso País. Dessa riqueza hídrica que originá-se no estado de Minas Gerais dependem diretamente diversos ecossistemas nos estados da Bahia. dos quais 20.3% correspondem à energia hidrelétrica. São Paulo. dessedentação de animais. Outros mecanismos importantes para a conservação da biodiversidade estão sendo implementados. irrigação. para abastecimento humano. resultaram nos instrumentos jurídicos relacionados aos recursos hídricos já mencionados. Nos últimos anos. As terras das alterosas são conhecidas como “caixa d’água do Brasil”. simultaneamente.3% do total de energia hidrelétrica produzida. Os múltiplos usos da água nos setores industrial. Para ressaltar a importância de Minas Gerais no cenário das águas nacionais. exigem um permanente monitoramento desse indispensável recurso da natureza. agropecuário e como fonte de geração de energia. A par do uso energético. 003/96 e 004/96).040/95. o que representa uma cifra 100 vezes menor que o valor de sua contribuição. Além das riquezas minerais existentes em seu subsolo e do potencial de suas terras para o desenvolvimento da agropecuária. saneamento básico. respondendo por cerca de 19.713/95.581/97. na terça parte da bacia deste rio.

ano da criação do Comitê Estadual de Estudos Integrados de Bacias Hidrográficas – CEEIBH-MG. Fica evidente que o estado possui tantos instrumentos legais. o Enquadramento dos Corpos de Água em Classes e o Sistema Estadual de Informações. resultando na promulgação da primeira lei sobre a Política Estadual de Recursos Hídricos. alguns casos. sancionada em janeiro/99.504/94 passou por um processo de adequação. que deve ser considerado como o marco de um processo que evoluiu e culminou com o embasamento legal existente hoje no estado. somamse o desperdício e a contaminação dos mananciais pelos esgotos urbanos. a nova lei estadual ampliou as competências dos Comitês de Bacia. resultando na Lei 13. Esta lei já estabelecia o Sistema Estadual de Gerenciamento de Recursos Hídricos de Minas Gerais. Esses dois sistemas têm proporcionado os elementos básicos para a colocação em prática de uma política 92 . para promover os ajustes necessários. Para agravar este quadro. seguindo orientações do governo federal contidas na lei 9. A Lei 11. as bacias Paranaíba e Grande. constantemente revistos e atualizados. O interesse e a preocupação com o uso racional das águas em Minas Gerais surgiu em 1979. sancionada em 20 de junho de 1994 e reeditada em 29 de janeiro de 1999 pela Lei nº 13. Esta preocupação resultou na elaboração da Lei nº 11. além da capacidade dos mananciais. Em 1993. levam águas de Minas Gerais à Argentina e o Uruguai. Neste processo de adequação. como um aparato institucional que integra o Sistema Estadual de Meio AmbienteSISEMA e o Sistema Estadual de Gerenciamento de Recursos Hídricos (SEGRH). A utilização da água vem crescendo em ritmo acelerado e.Além disso. que estabelece a política de recursos hídricos. resíduos industriais e defensivos agrícolas. Lei 11.199. foi contemplada a participação de novos organismos de bacia como consórcios intermunicipais e associações de usuários reconhecidos pelo Conselho Estadual de Recursos Hídricos-CERH e foram acrescentados instrumentos fundamentais de gestão de recursos hídricos como os Planos Diretores. formadoras do rio Paraná.504.504.433/97. de 20/06/94. foi realizado o Seminário Legislativo “Águas de Minas” que propiciou uma ampla discussão da sociedade sobre temas relativos à gestão de recursos hídricos. O estado de Minas Gerais apresenta uma tradição de política ambiental aprimorada ao longo das últimas décadas.199. na bacia do Prata.

estadual de águas. o processo está lento. mas com a participação de diversos segmentos da sociedade. por sua vez. O IGAM resultou da transferência do Departamento de Recursos Hídricos.194/99. O SEGRH. o que faz dele ainda um sistema frágil. O funcionamento do Conselho Estadual de Política Ambiental (COPAM) desde 1977 ampliou e consolidou a formulação da política ambiental do estado. está sendo construído de forma participativa. A SEMAD compõe o sistema Estadual de Meio Ambiente e Desenvolvimento Sustentável – SISEMA de forma integrada com os órgãos vinculados. entretanto. com o objetivo de dar suporte financeiro a programas e projetos que promovam a racionalização do uso e a melhoria. Proteção e Desenvolvimento das Bacias Hidrográficas do Estado de Minas Gerais (FHIDRO) criado pela Lei 13. para a Secretaria Estadual de Meio Ambiente e Desenvolvimento Sustentável – SEMAD. também com a atuação de vários setores da sociedade. O Fundo de Recuperação. O Instituto Mineiro de Gestão das Águas – IGAM é o órgão responsável pelo planejamento e administração de todas as ações direcionadas à preservação da quantidade e da qualidade dos recursos hídricos em Minas Gerais. O IGAM tem por objetivo alavancar a implementação do SEGRH incentivando a criação de Comitês de Bacia Hidrográfica em regiões do estado onde já existiam conflitos ou algum problema relacionado ao uso da água. Cabe à SEMAD formular e coordenar a política estadual de proteção e conservação do meio ambiente e de gerenciamento dos recursos hídricos e articular as políticas de gestão dos recursos ambientais. Fundação Estadual de Meio Ambiente-FEAM. visando ao desenvolvimento sustentável no Estado de Minas Gerais. não se limitando à atuação dos órgãos oficiais.2). nos aspectos quantitativo e qualitativo dos recursos hídricos estaduais. Instituto Mineiro de Gestão das ÁguasIGAM. 93 . inaugurando uma mudança política que desatrela a gestão da água do setor energético e a vincula à problemática ambiental. Instituto Estadual de Florestas-IEF e dos Conselhos de Política Ambiental-COPAM e de Política de Recursos Hídricos-CERH (Figura 5. vinculado à Secretaria Estadual de Minas e Energia.

Os Planos Diretores elaborados no estado de Minas são: Paracatu. Paranaíba com apenas 30% executado. A elaboração dos Planos Diretores dos rios Pardo e Jequitinhonha se deu em período anterior à lei 9. que dispõe sobre as normas para elaboração dos Planos. que estabelece o conteúdo mínimo que deverá conter os Planos Diretores e a Resolução nº 17. Algumas bacias já possuem seus Planos Diretores concluídos.2 Sustentável.433/97. como a solicitação ao IGAM para elaborar um estudo que orientasse a criação dos Comitês de Bacia. criado em 1998.Figura 5. outras estão com os planos diretores quase totalmente finalizados. Baixo Grande e Afluentes do São Francisco com cerca de 90% executados e Bacias do Leste com 80% do plano elaborado. Embora ainda tímido já tem deliberado questões importantes para a estruturação da política das águas em Minas Gerais. A 94 . não seguindo as orientações estabelecidas na lei federal. Organograma da Secretaria Estadual de Meio Ambiente e Desenvolvimento Fonte: SENAD/Governo de Minas Gerais (2001) O Conselho Estadual de Recursos Hídricos (CERH) é o órgão máximo deliberativo do SEGRH. Jequitinhonha e Pardo concluído integralmente. Cabe ressaltar que este estudo se mostrou bastante operacional e vem sendo bem aceito pelas diversas regiões do estado. O estado de Minas Gerais avançou muito na elaboração dos Planos Diretores de Recursos Hídricos. de 29/05/01.

na busca de um modelo de planejamento que favorecesse a criação de fóruns onde os principais atores de uma região pudessem participar de forma efetiva no processo de gestão de seus recursos hídricos.Mapa do estágio atual dos Planos Diretores no estado de Minas Gerais Fonte: Instituto Mineiro de Gestão das Águas (2000) As restrições ao desenvolvimento decorrente da degradação resultante dessa pressão e as potencialidades ambientais em cada uma das bacias hidrográficas do estado de Minas Gerais impulsionaram a mobilização dos diversos segmentos sociais. 95 .3 mostra o Estágio atual em que se encontram os planos diretores já iniciados no estado de Minas Gerais.Figura 5. existindo no estado de Minas uma demanda crescente para a criação de comitês de bacias hidrográficas em diversas regiões. indicando os percentuais de sua elaboração. Figura 5.3 . Uma das conseqüências dessa mobilização foi a criação das legislações específicas. que se fundamentam na gestão participativa e descentralizada. Isso tem motivado a sociedade a se organizar para uma participação efetiva nas instâncias colegiadas previstas nos textos legais.

A mobilização da população está surgindo não só devido aos problemas relativos ao uso da água e à própria evolução do Sistema Estadual de Gerenciamento. realizada em Belo Horizonte.4) que correspondem a unidades físico . o estado foi organizado em 34 Unidades de Planejamento e Gestão de Recursos Hídricos-UPGRH. políticas e ecológicas. apresentando uma identidade regional sintetizada por características físicas. N 0 50 100 km Figura 5. assim.Para orientar o processo de planejamento de criação dos comitês. e que passaram a reordenar e orientar.4 – Unidades de Planejamento e Gestão de Recursos Hídricos – UPGRH Fonte: Instituto Mineiro de Gestão das Águas (2000) Já existem em torno de 10 regiões correspondentes a estas Unidades se mobilizando para a formação de novos comitês sinalizando. mas também pela movimentação gerada a partir da I Conferência Águas de Minas. 96 . uma demanda crescente do interesse da sociedade em se organizar. sócio-culturais. em março de 2000. com todas suas possibilidades.territoriais. identificadas dentro das bacias hidrográficas. a partir de então. (Figura 5. econômicas. a formação dos Comitês de Bacia Hidrográfica e a gestão das águas. para participar do gerenciamento das águas.

gerou uma demanda para a qual o IGAM não estava totalmente estruturado. É evidente. aos comitês. A participação da sociedade nesse processo tem variado muito. que naquelas regiões cujos municípios possuem Conselhos Municipais de Desenvolvimento do Meio Ambiente (CODEMAS). Um dos fatores preponderantes é o nível de organização já existente na região. principalmente pela falta da regulamentação das leis. Portanto. as regras de reciprocidade. Por outro lado. que impossibilita a implantação da cobrança e a instituição das Agências. as redes horizontais e verticais de cooperação. através de apoio técnico e administrativo. que deverão ser realizados de forma bem interativa com os comitês e ainda observando todos os estudos já realizados naquelas regiões é uma das metas a ser atingida pelo projeto. das quais participaram milhares de pessoas. a confiança e os sistemas de participação cívica. como secas ou mesmo enchentes. estes têm se mostrado um fator que impulsiona os comitês. O projeto “Estruturação e Assessoria Técnica e Administrativa de Apoio aos Comitês de Bacia Hidrográfica”. por exemplo. Entretanto. considerando fatores como: os laços sociais. O apoio aos comitês tem se concretizado com um projeto elaborado em 1999 e financiado pelo Proágua – Programa do Ministério do Meio Ambiente financiado pelo Banco Mundial – que tem como objetivo dar subsídios. são percebidas pela população local também têm O conceito de ‘capital social’ foi desenvolvido por Robert Putnam (1996) para explicar as diferenças no desenvolvimento regional. colocando o tema água como assunto em evidência na política estadual. Este projeto vem atendendo os Comitês de Bacia Hidrográfica dos rios Araguari. o capital social7 acumulado pelos atores locais. O resultado do conjunto desses fatores é o capital social. Essa proposta surgiu a partir de uma avaliação crítica sobre a necessidade de apoiar essas organizações já que enfrentam problemas. Sapucaí e Verde. assim como as questões relativas à quantidade de água. o capital social pode ser considerado como um indicador que demonstra o nível de cooperação dos membros de determinada sociedade ou organização social 7 97 .Por meio de 31 pré-conferências nas áreas definidas como Unidades de Planejamento. com apoio da ANA. a conferência. sensibilizou e mobilizou a população do Estado. a forma como os problemas relacionados com a qualidade das águas. Mogi-Guaçu/Pardo. de diferentes setores da sociedade. além de divulgar a Política Estadual de Recursos Hídricos e delimitar suas principais diretrizes. isto é. como alta poluição industrial e de esgotos domésticos. A consolidação de planos de ações para as bacias. é o que de concreto surgiu como forma alternativa de fortalecimento institucional dos Comitês de Bacia. principalmente no que toca a questões ambientais.

demonstrado serem fatores determinantes para a organização social e a participação nos comitês. Sem dúvida, a atuação do Estado na mobilização da população, estimulando e mesmo promovendo a organização também é um elemento fundamental nesse processo; às vezes simplesmente viabilizar as reuniões torna-se um fator que muda as condições da região para a formação do comitê. Vale destacar, no entanto, que o nível de organização da sociedade civil ainda está muito aquém da demanda que uma organização como o Comitê de Bacia Hidrográfica requer. É visível a dificuldade que vários comitês enfrentaram para conseguir entidades para compô-lo, muitos não conseguiram o número suficiente, de forma a que se equipare com os demais setores (poder público estadual, municipal e usuários). Outro problema na estruturação dos comitês é o recorte geográfico da bacia hidrográfica que, como afirmado anteriormente, não corresponde a nenhuma das formas organizacionais estabelecidas no país e no estado de Minas Gerais. Isso significa forçar a criação de uma identidade que não existe previamente à formação dos comitês. A sociedade tem agora que se organizar em torno de uma percepção nova do espaço, estabelecendo uma identidade em torno da água, a qual se sobrepõe às formas tradicionais de definição de identidades sociais como o município, a cultura, a homogeneidade ambiental, a região definida pela facilidade dos caminhos viários, ou mesmo a regionalização administrativa das instituições. Os Comitês de Bacia Hidrográfica de Minas Gerais são organismos de caráter deliberativo e normativo que têm como objetivo exercer a gestão descentralizada e participativa a que se refere à Lei 13.199/99, desempenhando um papel político importante para a definição das ações a serem implementadas na Bacia. A composição destes organismos, segundo a lei mineira, é quatripartite, ou seja, contempla a participação de quatro segmentos da sociedade: poderes públicos estadual e municipal de forma paritária, e Usuários e Sociedade Civil de forma paritária com o poder público. Nota-se, porém, uma tendência a que todos os segmentos sejam paritários, ou seja, que a representatividade no comitê fique composta por 25% de participantes de cada segmento. O estado vem melhor orientando a composição desses comitês, definindo quais entidades compõem os segmentos da ‘sociedade civil organizada’ e de ‘usuários’. O segmento ‘usuário’ denota primordialmente uma atividade econômico-produtiva. Assim, por exemplo, um sindicato de Produtores Rurais, embora considerado uma entidade da sociedade civil em outras instâncias, 98

no caso de sua participação no comitê pode ser entendida como representando os interesses do segmento de ‘usuários’. Isso não foi compreendido desta forma na instituição desses primeiros comitês, como também pode ser observado nas composições apresentadas a seguir. A aglutinação de órgãos representativos da bacia, a participação do setor ‘usuários’ exprimindo a exata vocação econômica da região, a ampla participação dos municípios representando as regiões do alto, médio e baixo curso do rio, e organizações da sociedade civil representando os interesses dos diversos grupos locais, é fundamental para a representatividade e legitimidade do comitê. Podemos observar algumas dessas tendências na composição dos comitês, assim como também é visível interpretações variadas sobre o significado de ‘usuário’ e de ‘sociedade civil’, que ainda não seguem o mesmo critério. A lei estadual estabeleceu algumas competências para os Comitês: promover o debate das questões relacionadas com recursos hídricos e articular a atuação de órgãos e entidades intervenientes; arbitrar, em primeira instância administrativa, os conflitos relacionados com os recursos hídricos; e estabelecer critérios e normas e aprovar os valores propostos para cobrança pelo uso de recursos hídricos. O processo de formação dos Comitês de Bacia Hidrográfica em Minas Gerais tem sido bem diversificado, pois existem comitês originados das diretrizes do Comitê Estadual de Estudos Integrados de Bacias Hidrográficas – CEEIBH, no início da década de 80 (como o CBH Pará e CBH Verde), que denominamos de ‘primeira fase’, ou seja, aqueles criados por incentivo exclusivo do estado; e os comitês de ‘segunda fase’, formados a partir de demandas de setores sociais das áreas das bacias. Atualmente, existem 12 comitês legalmente instituídos e em funcionamento no estado, de um total de 32 previstos conforme as Unidades de Planejamento e Gestão de Recursos Hídricos. Destacamos os comitês estaduais em funcionamento e os que estão em processo de formação/mobilização nas unidades de planejamento e gestão (Figura 5.).

99

ESTADO DE MINAS GERAIS Secretaria Estadual do Meio Ambiente e Desenvolvimento Sustentável IGAM COMITÊS DE BACIA HIDROGRÁFICA DO ESTADO DE MINAS GERAIS Legenda Comitês de Rios Federais Rio Paraíba do Sul Rio Pomba e Muriaé Rio São Francisco Rio Docê Rios Piracicaba, Capivari e Jundiaí Comitê de Rio Federal com Processo de Formação Rio Verde Grande Rio Mucuri Rio Paranaíba Comitês estaduais em funcionamento SF-2 - CBH do Rio Pará SF-3 - CBH do Rio Paraopeba SF-5 - CBH do Rio das Velhas SF-7 - CBH do Rio Paracatu GD-3 - CBH - Entorno do Reservatório de Furnas GD-4 - CBH do Rio Verde GD-5 - CBH do Rio Sapucaí GD-6 - CBH dos afluentes mineiros dos Rios Mogi-Guaçu/Pardo GD-8 - CBH dos afluentes mineiros do Baixo Rio Grande PN-2 - CBH do Rio Araguari PA-1 - CBH do Rio Mosquito DO-2 - CBH do Rio Piracicaba DO-5 - CBH do Rio Caratinga JO-2 - CBH do Rio Araçual Comitês aprovados no Conselho Estadual de Recursos Hídricos - MG
CONVENÇÕES

GD-1 - CBH Afluentes Mineiros do Meio Rio Grande DO-3 - CBH do Rio Santo Antonio BF-1- CBH Afluentes Mineiros do Alto São Francisco Do1 - CBH do Piranga BF-6 - CBH dos Rios Jequitaí/____ Comitês em processo de formação mobilização J23 - CBH do Médio e Baixo Jequitinhonha DO-4 - CBH Suaçuí - Grande DO-5 - CBH Manuaçu BF-4 - CBH dos Rios Abaeté/Borrachudo SB-8 - CBH do Rio Urucuié SF-9 - CBH dos Rios Panteiro e Caindá SF-10 - CBH Afluentes Mineiros do Rio Verde Grande PN-3 - CBH Afluentes Mineiros do Baixo Paranaíba GD-2 - CBH dos Rios das Mortes e Jericó PN-1 - CBH Afluentes Mineiros do Alto Paranaíba

Unidade de Planejamento Bacias de Rios Federais RioPiracicaba Rio Paranaíba Rio Grande Rio São Francisco Bacias do Leste Rio Doce Rio Paraíba do Sul Rio Pardo Rio Jequitinhonha

Figura 5.5. comitês de bacias hidrográficas do estado de Minas Gerais
Fonte: Instituto Mineiro de Gestão das Águas (2002)

Analisa-se a seguir o processo de formação de cada comitê dos rios estaduais e dos principais problemas por eles enfrentados. Vale ressaltar que, entre as 10 novas regiões que estão se mobilizando para a formação de comitês, o IGAM está trabalhando efetivamente em 8 delas, nas quais o processo já está mais amadurecido, pois estão contando com mais apoio de prefeituras, universidades e setor produtivo. Estas regiões estão em posição de vantagem, pois têm agora, à disposição, as experiências dos comitês instituídos. O acesso a estas experiências que não se restringe às condições propiciadas pelo órgão gestor nem se limita às informações por ele acumuladas, mas também, através do Fórum Mineiro de Comitês, instância criada em 100

a criação do CBH Velhas alavancou todo o processo organizativo de várias regiões do estado para a gestão dos recursos hídricos. Porém. O comitê está trabalhando no sentido de criação de sua Agência de Bacia e já constituiu a ‘Unidade Técnica Transitória’ com a finalidade de ser o embrião da Agência. As informações relativas ao Plano Diretor foram disponibilizadas aos 28 membros do 101 . A criação do CBH Velhas foi agilizada pela existência de condicionante no acordo de Empréstimo do Banco Mundial no âmbito do PROSAM – Programa de Saneamento Ambiental das Bacias dos Rios Arrudas e Onça. e que pode vir a se constituir em um importante espaço de intercâmbio das experiências vivenciadas por todos os comitês e de articulação entre essas organizações. além de se constituir num dos principais mananciais e sistema de drenagem da região metropolitana de Belo Horizonte. No entanto. a mobilização da sociedade da bacia ficou inicialmente comprometida. é fundamental dar visibilidade do comitê e estabelecer prioridades mais factíveis na bacia. Por ter sido o primeiro Comitê de Minas Gerais. Nesta bacia localiza-se o maior parque industrial do estado resultando em graves problemas hidroambientais. o que lhe confere importância significativa. a bacia do rio das Velhas é a de maior área. e também pela agilidade que o processo relacionado ao PROSAM exigiu. Foi por meio dos estudos realizados no âmbito do PROSAM que a Política Estadual de Recursos Hídricos foi discutida e aprimorada e as primeiras discussões sobre a natureza jurídica da Agência de Bacia e sua viabilidade foi aprofundada. Para sua formação foram realizadas apenas quatro reuniões preparatórias e uma reunião conclusiva onde foi estabelecida a composição do comitê.1 Comitês de bacia hidrográfica legalmente instituídos no estado de Minas Gerais CBH Velhas Entre os afluentes do rio São Francisco. além de haver priorizado ações relacionadas ao saneamento na bacia e estar realizando seminários visando à capacitação dos membros. vivendo em 51 municípios. Conta com uma população acima de 3 milhões e 100 mil pessoas. O CBH Velhas dispõe de Plano Diretor e Enquadramento do rio das Velhas e de seus afluentes.março/2001. espelhada no Fórum Nacional de Comitês. 5.

Instituto Estatudal de Florestas – IEF 7. 102 .000 habitantes. O IGAM contatou a CEMIG – Companhia Energética de Minas Gerais. Industriais. com destaque para o saneamento. A operacionalização da barragem por parte apenas da CEMIG. com uma economia essencialmente agropecuária. no nordeste de Minas Gerais. Instituto Brasileiro de Mineração – IBRAM 5. de Nova Lima 4.comitê (Quadro 5. Fundação Estadual do Meio Ambiente-FEAM USUÁRIOS 1. Mun.Pref. Mun. A motivação pela formação do comitê foi a demanda da população da região em participar da operacionalização da Barragem de Samambaia. próximo à fronteira com a Bahia. esses instrumentos ainda não foram divulgados na bacia. Titular: Sociedade Mineira de Engenheiros 5.Pref.Pref. Federação da Agricultura de Est. Fundação Rural Mineira de Colonização e Desenvolvimento Agrário – RURALMINAS 6. Mun. de Gouveia 6. Titular .Pref. Agropecuárias e de Serviços do Estado de M. Mun. gerava conflito na região. Mun. de Rio Acima 5. de Várzea da Palma 7. Titular: Associação Brasileira de Engenharia Sanitária – ABES Fonte: IGAM (1998) CBH Mosquito O rio Mosquito é afluente do rio Pardo. Titular: Federação dos Trabalhadores na Agricultura do Estado de M. Comerciais.1). Titular: Associação Comunitária Jardim Canadá 4. de Contagem 3. Titular: Fundação de Desenvolvimento da Pesquisa – FUNDEP 6. Titular .Pref. MG -FAEMG 4. Empresa de Assistência Técnica e Extensão Rural EMATER/MG 5. Titular/Suplente – Pref. na região do semi-árido. Cia de Saneamento de M/G . Titular/Suplente – Pref. de Lassance SOCIEDADE CIVIL 1. Instituto Brasileiro de Siderurgia – IBS 6. e embora já tenham sido utilizadas como suporte para priorizar ações. Mun. Mun. Energética de MG – CEMIG 3. Secretaria do Estado da Saúde 4. Secretaria Es. Quadro 5. Titular . Titular: Associação Mineira de Defesa do Ambiente – AMDA 2. executora e operadora da barragem e iniciou-se um processo de negociação para a gestão parcitipativa das águas da barragem. Titular: Associação Brasileira de Águas Subterrâneas – ABAS e Associação Brasileira de Recursos Hídricos – ABRH 3.28 Representantes PODER PÚBLICO ESTADUAL 1. Cia.G – FEDERAMINAS 7.G – FETAEMG 7.Federação das Assoc. Instituto Mineiro de Gestão – IGAM 3. Titular . A Bacia do rio Mosquito conta com uma população em torno de 20. pois as lavouras dos pequenos agricultores que moravam à jusante ficavam comprometidas. único manancial superficial da região.COPASA 2. Associação Comercial da Serra do Cipó PODER PÚBLICO MUNICIPAL 1. de Planejamento – SEPLAN 2. de Belo Horizonte 2. Titular .1 .Composição do CBH Velhas COMITÊ DA BACIA HIDROGRÁFICA DO RIO DAS VELHAS .

O único instrumento de gestão que dispõe a bacia é o Plano Diretor dos Vales do Jequitinhonha e Pardo-Planvale que não só é desconhecido pelo comitê. no sentido que exige muito dos poucos membros. Apesar de o comitê não ter sido protagonista na definição desse Projeto. o comitê precisa resgatar sua identidade como instância de decisão dos assuntos relacionados à gestão dos recursos hídricos na região e trabalhar de maneira plena com o Proágua. já que foi elaborado em 1994.2). e contou com o empenho e participação de lideranças locais. Tudo o que os outros comitês buscam para suas bacias. Entretanto. onde estão sendo executadas obras de infra-estrutura de saneamento básico do complexo denominado “Águas Vermelhas”. tendo um menor número de municípios. de uma certa forma. o CBH Mosquito pode vir a desempenhar um papel de impulsor da criação do comitê do rio Pardo. numa região que apresenta uma grande escassez de recursos. o fato dele ser atuante na região e o apoio que representa foram fundamentais para sua agilização. o Proágua possibilitou para a bacia do rio Mosquito.O estado estimulou a formação deste comitê em 1996. o que pode gerar uma certa fragilidade. e com isso aglutinar um maior número de entidades e poder potencializar sua atuação. Além disso. Em termos comparativos. O comprometimento e persistência de algumas lideranças mantiveram o comitê ativo nos primeiros anos de funcionamento. a bacia do rio Mosquito foi contemplada com o projeto Proágua (Programa de Melhoria da Oferta de Água no Semi-Árido Mineiro). revitalização do rio Mosquito e trabalho de educação sanitária relativo à esquistossomose. já que se observa uma tendência a confundir os papéis do Projeto do Proágua e do Comitê (Fonte IGAM). 103 . Essa dimensão se reflete na própria composição do comitê. como se encontra desatualizado. do qual o rio Mosquito é afluente. a bacia do rio Mosquito é a menor do estado que possui um comitê. Posteriormente. o Plano foi trabalhado numa escala em um nível extremamente macro que dificilmente se adequará às necessidades da bacia. com um número de entidades bem inferior à média dos comitês mineiros (Quadro 5. No entanto.

Instituto Mineiro de Gestão das Águas. Instituto Estadual de Florestas IEF 3. Polícia Florestal USUÁRIOS 1. Sendo uma de suas primeiras iniciativas quanto à formação de comitês. É uma das principais sub-bacias da Bacia do rio Paranaíba com uma área de aproximadamente 21. Águas Vermelhas 2. Cia de Saneamento de MG .2 . falta de racionalização do uso da água. as Prefeituras participaram intensamente. Associações Comunitárias CBH Araguari O rio Araguari. O CBH Araguari surgiu devido aos conflitos relativos ao uso da água na agricultura irrigada. o estado não estava preparado o suficiente e não aprofundou devidamente na região o papel do comitê. Empresa de Assistência Técnica e Extensão Rural EMATER/MG 4. a Lei 11.COPASA 3. instituições importantes neste processo. é afluente do rio Paranaíba. situado na região conhecida como Triângulo Mineiro. Na ocasião do processo de formação do comitê.3. Cia. No processo de mobilização não foi observada a importância de se estabelecer parcerias na região para garantir uma infra-estrutura mínima de apoio administrativo e técnico para o comitê.Quadro 5.504/94. Santa Cruz de Salinas SOCIEDADE CIVIL 1. mas sim como espectadores. Mineradores (1) Fonte: IGAM (1998) PODER PÚBLICO MUNICIPAL 1.Composição do CBH Mosquito COMITÊ DA BACIA HIDROGRÁFICA DO RIO MOSQUITO – 16 Representantes PODER PÚBLICO ESTADUAL 1. Curral de Dentro . Divisa Alegre 4. A criação do comitê foi estimulada pelo estado. fundamentado em sua primeira Política Estadual de Recursos Hídricos. Associações Comunitárias 4. Sindicato dos Trabalhadores Rurais (1) 2. Energética de MG – CEMIG 2.856 km². Associações Comunitárias 3. não estão participando de uma maneira efetiva. como pode ser verificado na própria composição do comitê. que mostra a articulação dos municípios 104 . e a mobilização da sociedade concentrou-se muito na sua simples criação.IGAM 2. nasce no município de São Roque de Minas. Irrigantes (1) 4. Os principais usos identificados na Bacia são a geração de energia elétrica e irrigação. no Parque Nacional da Serra da Canastra e atravessa cerca de 20 municípios mineiros. As universidades e as próprias prefeituras. tem 475 km de extensão. gerando redução de sua quantidade e prejudicando usuários localizados a jusante de extensas áreas irrigadas. principalmente de café.

Titular e Suplente Titular e Suplente 7. Universidade Federal de Uberaba ( UNIUBE) Titular e Suplente 8. Mun.Titular e Suplente USUÁRIOS SOCIEDADE CIVIL 1.IGAM . Assoc. Pref.Titular e Suplente 3. portanto não conta com a aprovação do Comitê composto por 36 membros (Quadro 5. Cia de Saneamento de MG – COPASA . Fundação Estadual de Meio Ambiente –FEAM .3). Patrocínio e Ibiá -. Pref. Representante de Mineradores . Sec.Titular e Suplente 9.Uberaba e Sacramento -. Empresa Mineira de Turismo – TURMINAS . Pref. mas tal instrumento de gestão ainda está incompleto e. Pref.Titular e Suplente 9.Titular e Suplente Ambiental -ABES / MG -. Cias Autônomas de Águas e Esgoto – SAEE .Titular e Suplente Titular e Suplente 5. ONGs Ambientalista -. Araguari -. Empresa de Assistência Técnica e Extensão Rural .Composição do CBH Araguari COMITÊ DA BACIA HIDROGRÁFICA DO RIO ARAGUARI – 36 Representantes PODER PÚBLICO ESTADUAL (titular e suplente) PODER PÚBLICO MUNICIPAL 1. Indianópolis-Iraí de Minas7. Araguari e Nova Ponte -. São Roque de Minas-Tapira2.para dele participarem. Brasileira de Engenharia Sanitária e 2.Titular e Suplente 3. Instituições de Ensino Superior (02) 8. Federação da Agricultura de Est. Associações Ligadas à Cultura do Café . Pref. Pref.Campos Altos-Ibiá-Pratinha 4. Assoc.Titular e Suplente 4. Mun. Universidade Federal de Uberlândia 9.Titular e Suplente Titular e Suplente 2. Uberlândia e Tupaciguara -. Instituto Estadual de Florestas – IEF .Titular e Suplente Nova Ponte -. de Estado de Educação – SEE .Titular e Suplente 5. porém numa avaliação rápida contata-se que esta participação se traduziu em apenas presença O CBH Araguari conta com o diagnóstico do Plano Diretor do rio Paranaíba. Polícia Florestal -. Instituto Mineiro de Gestão das Águas. Mun. Fundação Rural Mineira de Colonização e Desenvolvimento Agrário – Titular e Suplente RURALMINAS . Assoc.Titular 2.Titular e Suplente 1.Titular e Suplente 1. primeira fase do Plano. Mun.Titular e Suplente 5.Titular e Suplente 4.Titular e Suplente Titular e Suplente 7. de Usuários do Setor de Lazer e Turismo -Titular e Suplente Fonte: IGAM (1998) 105 . Araxá.Titular e Suplente e Suplente 3.Titular e Suplente 6. Federação das Indústrias de MG –FIEMG 6. Associação de Irrigantes -. Instituto Mineiro de Agropecuária –IMA .Titular e Suplente Titular e Suplente 5. Mun. Patrocínio-Serra do Salitre9. Pedrinópolis-Perdizes-Santa Juliana 6. Pref.3 . Uberlândia -. Mun.Titular e Suplente 3. Pref.Titular e Suplente 8. Empresas de Reflorestamento .Titular e Suplente 6. Tupaciguara -.Titular e Suplente 8. no sentido de trazer informações úteis para pautar suas ações. Energética de MG – CEMIG .Titular e Suplente Rio Paranaíba -. Mun.EMATER/MG Sacramento -. ligadas à Cultura de Hortifrutigranjeiros . Quadro 5. Cia. Cia. MG –FAEMG 4. Mun.Titular e Suplente 7.

ONG’s e sindicato de produtores rurais para as discussões sobre a formação do comitê.4) e teve uma atuação precária até a presente data. prefeituras. Esse Plano ainda não foi aprovado pelo comitê. à agricultura irrigada e à exploração mineral. pois por meio dele o comitê já tem um grande instrumento que pode possibilitar a captação de recursos e de um planejamento para as ações do comitê na bacia. o que impede sua utilização para o planejamento das ações na bacia. os conflitos pelo uso da água surgida devido à irrigação e à exploração mineral comprometendo a qualidade das águas da bacia levaram o estado a estimular e incentivar a formação do comitê. coloca este comitê em situação privilegiada. A descaracterização dos ambientes úmidos como várzeas e veredas pela agricultura irrigada. Fonte IGAM. elaborado em 1996 pelo consórcio Magna/Dam/Eyser sob a coordenação da Fundação Ruralminas/SEAPA-MG e Secretaria de Recursos Hídricos-SRH/MMA.CBH Paracatu A Bacia hidrográfica do rio Paracatu localiza-se quase integralmente no noroeste de Minas Gerais. 106 . Região inserida no bioma Cerrado. tem sua economia ligada principalmente à pecuária extensiva. Portanto. A existência do Plano Diretor de Recursos Hídricos da Bacia do Rio Paracatu. com uma pequena parcela no estado de Goiás e no Distrito Federal. Percebe-se atualmente uma vontade dos membros de reunirem esforços para uma melhor atuação do comitê. em 1996 iniciaram-se as primeiras reuniões com lideranças. apresenta 24 membros (Quadro 5. O comitê foi instalado no final de 1998. devido ao pouco envolvimento dos membros do comitê e da falta de parceria que pudesse contribuir para o apoio administrativo e técnico do comitê.

O CBH Pará.4 . PODER PÚBLICO MUNICIPAL Pref. a metalurgia e as indústrias de produtos alimentícios e têxtil. um dos primeiros comitês instituídos no estado. Instituto Estadual de Florestas ( IEF) . 4. O esgoto urbano é um dos principais problemas. Prod.Titular e Suplente Pref. É uma região de tradição agrícola e industrial. de Paracatu . em algumas áreas. 5. de Engenheiros Agrônomos de Paracatu Titular e Suplente Assoc. Rurais Pinheirenses . além da produção de diversos cultivos agrícolas sendo que o tomate é predominante no sul da bacia.Titular SOCIEDADE CIVIL Assoc.24 Representantes PODER PÚBLICO ESTADUAL 1. Já abrigou um pólo siderúrgico que encontra-se em decadência. de Promoção Social e Meio Ambiente da Bacia do Rio Prata. Na produção agropecuária sobressaem-se a criação de gado leiteiro. granjas e criação de suínos. Ruralminas e Adjacências – ASPROM . hoje destacam-se a extração de minérios. Mineira de Metais – Reflorestamento – Titular CBH Pará O rio Pará é um dos afluentes do alto rio São Francisco.Titular e Suplente 4.Titular e Suplente USUÁRIOS 1.Titular 2. a contaminação derivada do uso de agrotóxicos na agricultura já se encontra com índices alarmantes.Titular e Suplente Pref. sendo parte do 107 . Assoc. Cia de Saneamento de MG (COPASA). Fonte: IGAM (1998). Polícia Florestal – PMFLO .IGAM .Titular e Suplente 2.Titular 4. Rurais AAPER . Mineiro de Gestão das Águas.Titular 3. 5. de Brasilândia . Cia. Assoc. Apoio Prod. Empresa de Assistência Técnica e Extensão Rural ( EMATER) Titular e Suplente 3. Irrigação de Paracatu – Titular Cia. Prod.Titular e Suplente Pref. Sindicato Rural de Paracatu – Titular 5.Titular e Suplente Movimento Verde de Paracatu – MOVER Titular e Suplente Cond. Sind. 3. 1. as quais ainda hoje participam do comitê. Mun. Mun. João Pinheiro . com um curso de aproximadamente 300 km. de Engenheiros Agrônomos de Unaí Titular e Suplente Assoc.RURALMINAS . Rurais de João Pinheiro . originou-se em 1987 com a mobilização de lideranças da região.Titular 1. de Dom Bosco . Inst. 6. Instituto Mineiro de Agropecuária – IMA .Titular 6. e suas respectivas indústrias de derivados. Mun.Quadro 5. nascendo nas serras do Galga e da Cebola e desaguando no reservatório da CEMIG de Três Marias. Mineira de Metais Morro Agudo . Mun. Fundação Rural Mineira .Titular e Suplente Pref. Guarda-Mor . 3. como ao sul.Titular e Suplente 6.Composição do CBH Paracatu COMITÊ DA BACIA HIDROGRÁFICA DO RIO PARACATU . 4. 2. Mun. 6.Titular e Suplente Pref. de Lagamar . Mun. 2. seguido da contaminação proveniente dos dejetos industriais que são despejados nos rios.Titular e Suplente 5.

a articulação necessária com as instituições que atuam direta e indiretamente com os recursos hídricos e usuários da água. O Plano Diretor. onde se destaca a publicação de um jornal bimensal com ampla distribuição na bacia (como escolas. elaborando-os através de parcerias com universidades. Este projeto impulsionou o comitê legitimando-o como o organismo que trata dos interesses da coletividade na região da bacia. O Projeto está realizando um diagnóstico georreferenciado da bacia enfocando nos usos da água. 108 . além do imprescindível compromisso dos participantes estão propiciando o apoio administrativo/técnico e o aprimoramento dos trabalhos do comitê. A forte liderança exercida pela atual diretoria do comitê tem conseguido a viabilização de projetos e a captação de recursos para a bacia. As fundamentais parcerias que foram estabelecidas. A região possui uma tradição de lutas e esforços em relação às questões ambientais e de recursos hídricos na bacia.grupo constituído por 40 (quarenta) membros. transformando-se no CBH Pará. já foi apresentado ao comitê e a principal crítica é que. com o envolvimento dos órgãos estaduais e das Prefeituras. foi aprovado o projeto “Sistema de Apoio à Gestão da Bacia Hidrográfica do Rio Pará” pelo Fundo Nacional do Meio Ambiente (FNMA). e contando com o comprometimento financeiro dos órgãos e prefeituras que fazem parte do comitê. Nesse sentido.5). também está desenvolvendo um trabalho de comunicação. em fase de conclusão. órgãos municipais e estaduais. além de estar com dados defasados. Os instrumentos que possui são o Plano Diretor dos afluentes mineiros do rio São Francisco e o enquadramento dos cursos de água (Deliberação Normativa nº 28 e 32/98). e empresas) e para instituições de fora. as informações estão disponibilizadas numa escala inadequada a uma utilização prática pelo comitê (Quadro 5. Esse grupo inicial articulou com o do SEEIASF (Sub-Comitê de Estudos Executivos Integrados do Alto São Francisco) e em 1998 se adequou às leis vigentes. o que se reflete na existência de diversos Conselhos Municipais de Meio Ambiente (CODEMA) que estão presentes em muitos dos municípios.

de Bom Despacho – Titular SOCIEDADE CIVIL Comunidade Indígena Kaxixó . Sind. Pref. Inst. foi estimulada pelo Estado em 1996. Pitangui – Titular 6. Mun. Carmo do Cajuru . Pref. abrangendo 16 municípios com uma população de 210. Assoc.G . Pref. dos Municípios da Micro região do Vale do Itapecerica – Titular 1.Titular e Suplente 6. Empresa de Pesquisa Agropecu[aria de MG – EPAMIG (Escola Experimental de Agricultura de Pitangui ). Mun. Houve uma mobilização significativa na região com a presença dos setores ligados à pecuária e agricultura. de Nova Serrana – Titular 10. Pref. originados da erosão devida aos constantes desmatamentos para o cultivo do café e as queimadas.Titular 7. Carmópolis de Minas – Titular 2.Titular e Suplente Empresa de Assistência Técnica e Extensão Rural .Titular e Suplente 5. Mun. 2. Rurais do Oeste Mineiro – ASROM -. no processo de formação não 109 .Titular 3. A formação deste comitê. Reg.Titular e Suplente 6. de M. Pref. Mun.G . CBH Caratinga O rio Caratinga é tributário do rio Doce. Suinocultores Paraiminenses Ltda – COSUIPAM – Titular 7. Ministério Público – Titular e Suplente 7. Departamento de Estradas de Rodagem – DER Titular e Suplente USUÁRIOS 1.Titular e Suplente 4.5 . Mun. Mun.6). Pedra do Indaiá – Titular 9. Divinópolis – Titular 8. Itaúna – Titular 4. Assoc. Pref. Movimento Ambiental PANGEA – Titular 4. O relevo é montanhoso e a região tem como principal fonte econômica a cultura de café e a pecuária. Cia de Saneamento de MG – COPASA . Mun.Titular e Suplente 5. Clube dos Pescadores Tangará . Superintendência Regional de Ensino . Cia Energética de Minas Gerais . Fonte: IGAM (1998). Mun. Coop. Instituto Estadual de Florestas – IEF . Federação da Agricultura do Est.Titular e Suplente 10.Titular e Suplente 3.Titular e Suplente 8. Mun. de Engenharia e Agronomia – CREA .EMATER Titular e Suplente 3. Polícia Florestal – PMFLO . apoio da imprensa e das faculdades. Pref. Instituto Mineiro de Agropecuária – IMA .000 habitantes. Pref. Ordem dos Advogados do Brasil -Titular e suplente 10. 2.CEMIG .Titular e Suplente 9.Titular e Suplente 10. de M. Diretoria Regional de Saúde – DRS .Titular e Suplente 9.Titular e Suplente Conselho Reg. Serviços Autônomos de Abastecimento de Água e Esgoto – SAAE Titular e Suplente 4. Mineiro de Gestão das Águas.Titular e Suplente 3. Porém. Pref. Assoc.FAEMG -. Universidade do Estado de Minas Gerais – UEMG – Titular 8. Sociedade Ecológica de Itapecerica – S. Mun.Quadro 5.Titular e Suplente 2. de Pará de Minas – Titular 5. Assoc. Pref. de Carmo da Mata – Titular 7. Proteção Integração Ambiental – ARPIA – Titular e Suplente 5.Composição do CBH Pará COMITÊ DA BACIA HIDROGRÁFICA DO RIO PARÁ – 40 Representantes PODER PÚBLICO ESTADUAL 1. A motivação pela formação do comitê foi devido ao avançado processo de assoreamento do rio e conseqüente escassez de água. Federação das Indústrias do Est.E. Comercial Industrial de Divinópolis – Titular 8. sendo que mais de 40% vive na zona rural. Sindicato dos Trabalhadores Rurais de Cláudio – Titular 9. de Avicultores de Minas Gerais – AVIMIG – Titular e Suplente PODER PÚBLICO MUNICIPAL 1. práticas arraigadas na região. com 36 membros (Quadro 5.FIEMG -.I Titular e Suplente 6. Assoc.IGAM . FEAM .

Rurais 6. Dom Cavati 6. Centrais de Abastecimento de M. feijão e batata. Municipal Santa Rita de Minas 2.36 Representantes PODER PÚBLICO ESTADUAL PODER PÚBLICO MUNICIPAL 1. Municipal Inhapim 5. Rural Patronal 7.G . Municipal de Piedade De Caratinga 3. Assoc. milho. Instituto Estadual de Florestas . Empresa de Assistência Técnica e Extensão Rural . Cia de Saneamento de MG – COPASA 3.foi aprofundado o papel do comitê com a necessária clareza e o funcionamento deste ficou comprometido na fase inicial. Pref. Munic. Fundação Educacional de Caratinga – FUNEC 2.6 . Conselheiro Pena 9. SPEP. Pref. Associação das Câmaras de Vereadores do Meio Leste 9. Instituto Mineiro de Gestão das Águas – IGAM 8. Sind. Pref. Pref. Municipal de Ubaporanga 4. Pref. Instituto Mineiro de Agropecuária – IMA 7. Foi realizado recentemente.IEF 1. Imprensa Fonte: IGAM (1999).Sociedade Presbiteriana de Educação Pesquisa 3. Munic.000 habitantes. Superintendência Regional de Ensino 9. Associação de Defesa do Rio Caratinga – ADERC 5. Energética de MG – CEMIG 2. Tem uma população estimada em 400. Munic. a cultura do café. As principais atividades econômicas são a pecuária leiteira. Cia. União das Cooperativas de M. inserida na bacia do rio Grande que integra a bacia platina. A Diretoria do comitê também está buscando alternativas de suporte técnico junto às Prefeituras e universidades bem como a captação de recursos por meio de projetos junto ao Ministério do Meio Ambiente. Munic. Pref. 9. Lojas Maçônicas 8.2. Polícia Militar de Minas Gerais 5. AMURC – Associação de Mulheres Rurais de Caratinga Mineiro – ACALEM 9. Pref. Ministério Público de Minas Gerais USUÁRIOS SOCIEDADE CIVIL 1.CEASA 8. CLUBE DE SERVIÇOS – ORBIS 7. Trab. 110 .Composição do CBH Caratinga.UNICOOP 1.G . Câmara Dirigentes Lojistas 5. EBC –Estação Biológica Caratinga 4. englobando 31 municípios. Quadro 5. Assembléia Legislativa 4. por iniciativa e solicitação da Diretoria do comitê um planejamento de ações e acredita-se que com os resultados deste planejamento haverá um redirecionamento para a atuação do comitê. CBH Verde A bacia do rio Verde está localizada no sul do estado. Comercial e Industrial de Caratinga – ACIC 4. Associação dos Amigos do Rio Caratinga – AARCA 6. Polícia Florestal de Minas Gerais 6. Municipal de Caratinga EMATER/MG 3. COMITÊ DA BACIA HIDROGRÁFICA DO RIO CARATINGA . Pref. Tarumirim 7. Itanhomim 8. Pref. Sind.

MG – FIEMG 8. Assoc. Sindicato dos Hotéis/Restaurantes e similares 12.COCCAMIG Fonte: IGAM (1998). Conc.7 . Energética de MG – CEMIG 3.G . Passa Quatro SOCIEDADE CIVIL 1. Polícia Florestal 4. Em 1999 coube ao estado adequá-lo à lei 13. Empresa Pesquisa Agropecuária de Minas Gerais – EPAMIG 8. Fundação Estadual de Meio Ambiente – FEAM 9. Central de Cafeicultores de M. Secretaria Est. Superágua – Empresa de Águas Minerais S. Nascente Associação Ambiental 111 . devido ao acelerado estado de poluição das águas desta bacia. Mineira de Médicos Veterinários 6. Campanha 12. Médica (Varginha) 2. Varginha 8. Cia de Saneamento de MG – COPASA 4.7). Cia. Amigos de Conceição do Rio Verde – 8. Brasileira de Engª. Fundação Rural Mineira de Colonização e Desenvolvimento Agrário – RURALMINAS 7. Federação da Agricultura de Est. Federação das Indústrias do Est. de Educação 11. Lideranças e técnicos da região se uniram visando a organização da população. UNINCOR – Universidade Vale do rio Verde 5.ACIV 10. PODER PÚBLICO MUNICIPAL 1. Instituto Mineiro de Agropecuária – IMA 10.A 2. Assoc. Três Corações 7. Instituto Estadual de Florestas – IEF 5.A 6. Baependi 4. AMICON 9.48 Representantes PODER PÚBLICO ESTADUAL 1. Mineira de Eng. Cambuquira 5. Cruzília 10. Empresa de Assistência Técnica e Extensão Rural EMATER/MG 6. de MG – FETAEMG 9. O CBH Verde. Soc. destacando-se a efetiva participação de educadores da região em articulação com o comitê (Quadro 5. Ecológica Vertente 11. Coop. do Rio Verde 11. Quadro 5. Soc. Instituto Mineiro de Gestão das Águas – IGAM 2.COMIG 11.DER 3. Associação Comercial Industrial e Agropecuária de Varginha . foi criado em 1987 com o nome de SCOBVER – Sub Comitê Executivo de Estudos Integrados da Bacia do Rio Verde. Federação dos Trabalhadores na Agricultura do Est. Nova Cambuquira 10. Furnas Centrais Elétricas S. Estadual de Estradas de Rodagem . Assoc. Secretaria Est. Caxambu 2.Este comitê.199/99 e tornou-se o CBH Verde.G . São Tomé das Letras 9. São Lourenço 6. Ass. Centro Universitário do Sul de Minas FEPESMIG 4. originado do CEEIBH. Ministério Público USUÁRIOS 1. sempre trabalhou no sentido de sensibilizar a população diante do comprometimento da qualidade das águas da bacia e realizou trabalhos relevantes de sensibilização junto a vários segmentos da bacia. MG -FAEMG 7. Sanitária 3. de Saúde 12.Composição do CBH Verde COMITÊ DA BACIA HIDROGRÁFICA DO RIO VERDE . SOS Rio Verde 12. Serviço Autônomo de Águas e Esgoto – SAEE 5. Itanhandu 3. ABES – Assoc. Dept. Companhia Mineradora de M. Agrônomos 7.

O CBH Paraopeba dispõe de Plano Diretor dos Afluentes mineiros do Rio São Francisco. O CIBAPAR foi a primeira entidade com atuação na bacia hidrográfica de Minas Gerais. tanto pela carga excessiva de esgoto como pela contaminação industrial. O principal problema é a qualidade das águas. criado com o objetivo de revitalizar e preservar a bacia hidrográfica. com o passar do tempo. com cerca de 90% já executado e enquadramento do rio Paraopeba e de seus afluentes conforme Deliberação Normativa COPAM nº 016/96 (Quadro 5. A formação deste comitê foi demanda do Consórcio Intermunicipal da Bacia do Rio Paraopeba – CIBAPAR. O processo de formação deste comitê com 34 representantes foi bastante participativo. A atuação do CIBAPAR e sua parceria com o IGAM foi decisiva para a criação do comitê que foi instalado em junho/2000. responsável por grande parte do abastecimento de água da região metropolitana de Belo Horizonte. Municípios como os de Contagem e Betim. 112 .8). devido a compromissos mais urgentes nos municípios. situam-se na bacia do rio Paraopeba. as prefeituras não cumpriram com a idéia inicial de contribuir financeiramente para os propósitos do Consórcio.CBH Paraopeba O rio Paraopeba é um dos afluentes do alto rio São Francisco. altamente industrializados e que abrigam uma grande população urbana. existente há 5 anos na bacia. inovando e aprimorando os processos de comitês formados anteriormente. Porém. Atualmente ele se mantém pelo esforço somente de poucas prefeituras que acreditam na importância e nas possibilidades do Consórcio.

Serviço de Mateus Leme) 5. Bras. Lafaiete Titular: Sind. Brasileiro de meio Ambiente e Recursos Naturais Renováveis – IBAMA Titular / Suplente : Departamento Nacional de Produção Mineral – DNPM PODER PÚBLICO ESTADUAL PODER PÚBLICO MUNICIPAL Titular Titular Titular – Contagem Titular – Congonhas Titular – Ibirité Titular – Juatuba Titular . Titular/Suplente: Consórcio Intermunicipal da Bacia Hid. da Saúde – SES 5. Agropecuária e Prestação de 4. Comercial. 5. do Patrimônio Histórico.911.SEE 4. Titular : Ferteco Mineração S/A 7. do B. 6. Sanitária – ABES Titular: Soc. de Ouro Preto .Sec. Artístico e Ambiental de Belo Vale) Fonte: IGAM (1999). Titular/Suplente – Fund. Titular/Suplente–Assembléia Legislativa 7. Titular: Fed. Titular/Suplente – Polícia Militar do Estado de Minas Gerais – PMMG 6. Titular/Suplente – Sec. Os terrenos da bacia são ocupados predominantemente por pastagens e as declividades acentuadas não favorecem a prática da agricultura.UFOP Titular: As. Titular/Suplente . Mineira de Empresas de Turismo Rural AMETUR 7. 2. de 22 de setembro de 1998 atendendo solicitação de lideranças ligadas a ONG’s ambientalistas da bacia ao IGAM. Titular/Suplente – Sec. Trab. Instituto Mineiro de Mineração – IBRAM 6. Desenvolvimento Sustentável 8. de Estado do Planejamento e Coordenação Geral – SEPLAN 8. Titular : Assoc. A motivação pela formação deste comitê foi devido às enchentes que ocorrem com certa freqüência nesta bacia. de Eng. 3. Industrial. 3. 5. Pecuária e Abastecimento – SEAPA 3.São Joaquim De Bicas SOCIEDADE CIVIL Titular: Univ. Seu clima é considerado úmido. Mineira de Pesca e Desportos Sub-Aquáticos 8. da Educação . Titular/Suplente . Contagem Titular : APHAA – BV ( Assoc. 2. CBH Sapucaí A bacia do rio Sapucaí está inserida no sudoeste de Minas Gerais. Est. 4.8 . Entretanto o comitê acabou por ser constituído via Decreto nº 39. Titular / Suplente : Cia Energética de Minas Gerais – CEMIG 8.Com. Titular/Suplente – Sec.Quadro 5. da Agricultura do Estado de Minas Gerais – FAEMG 4. Nem o estado e nem o grupo que liderou a formação do comitê conseguiram uma mínima mobilização na bacia. 113 . nas Indústrias de Purificação e Distribuição de Água e Serviços de Esgotos de Minas Gerais – SINDÁGUA Titular: Universidade Federal de MG – UFMG Titular: As.Secretaria Estadual de Meio Ambiente e 7.CETEC USUÁRIOS 1. 2. Fed. Titular/Suplente: Cia de Saneamento de Minas Gerais – COPASA 1. do Rio Paraopeba – CIBAPAR Titular / Suplente : Inst. Titular/ Suplente: Fed. Estado da Agricultura. 6. que se restringe às várzeas de alguns cursos d’água. Fed. 1. Est. Indústrias de Minas Gerais FIEMG Titular : Açominas 3. Centro Tecnológico de Minas Gerais . Fonte Gde.Composição do CBH Paraopeba COMITÊ DA BACIA HIDROGRÁFICA DO RIO PARAOPEBA – 34 Representantes UNIÃO 1. Mineira de Engenheiros – SME Titular: Sind Trab. 2. apoiado pelo estado que estimulou a sua formação. 1. Titular: ACIAPs (Assoc.Mateus Leme Titular . 2. Rurais Cons.

Instituto Mineiro de Gestão das Águas – IGAM 2. Ecológica Bordamatense – Borda da Mata Fonte: IGAM (1998). Fundação Rural Mineira de Colonização e Desenvolvimento Agrário RURALMINAS 4. Federação da Agricultura de Est. principalmente da população masculina adulta.ABES 2. o plantio extensivo do eucalipto (a maior plantação do mundo encontra-se na região) e o mau uso do solo. Assoc. encontrando também algumas partes de mata Atlântica. Empresa de Assistência Técnica e Extensão Rural – EMATER PODER PÚBLICO MUNICIPAL 1. Cias Autônomas de Águas e Esgoto – SAEE 3. Ecológica Amigos do Rio Sapucaí ASBRAPE de Itajubá . Escola Agrotécnica Federal de Machado 4.FEAM 7. COMITÊ DA BACIA HIDROGRÁFICA DO RIO SAPUCAÍ . Escola Federal de Engenharia de Itajubá 5. Estadual do Meio Ambiente . Cia. Essa situação leva a uma forte migração temporária. CBH Araçuaí O rio Araçuaí é o principal afluente do rio Jequitinhonha. Quadro 5. de Eng. mas também com o forte desmatamento e assoreamento dos rios. o comitê está buscando implementar a capacitação dos membros do comitê bem como um planejamento de ações e atividades que poderão alavancar a atuação deste comitê. MG – FIEMG 4. dos Reflorestadores da Serra da Mantiqueira – Delfim Moreira 7. no nordeste de Minas. FURNAS 1. Energética de MG – CEMIG 03 INSTITUIÇÕES DE ENSINO SUPERIOR 3. Instituto Mineiro de Agropecuária – IMA 5. O principal problema da bacia é a seca. REGIÃO DO MÉDIO SAPUCAÍ (03) Titular – Cambuí Titular – Careaçu Titular .Nesta fase inicial. MG –FAEMG 03 ONGs 7. Sanitária .Composição do CBH Sapucaí. Titular – Machado USUÁRIOS SOCIEDADE CIVIL 1.(AEARSI) 6. A bacia hidrográfica do rio Sapucaí não conta com nenhum instrumento de gestão de recursos hídricos (Quadro 5. Assoc. causando prejuízos na produção agrícola e na condição de vida em geral. Assoc. Fund. Faculdade de Engenharia de Itajubá 6. Bras. Polícia Florestal 6.9). As. Instituto Estadual de Florestas – IEF 3. A vegetação da região varia entre caatinga e cerrado.9 .Pouso Alegre REGIÃO DO BAIXO SAPUCAÍ (01) 7. A seca está relacionada não só com o clima e a ausência de chuvas. Federação das Indústrias do Est. Cia de Saneamento de MG – COPASA 2.Delfim Moreira Titular/Suplente – Brazópolis 4. REGIÃO DO ALTO SAPUCAÍ (03) Titular/Suplente – Itajubá Titular/Suplente . 114 .28 Representantes PODER PÚBLICO ESTADUAL 1. Associação Brazopolense dos Criadores de Peixes – 5. na região do semi-árido.

do planejamento à avaliação. 115 . Titular: Campo Vale 5. Primeiro. 02 Rep. Titular: Cons. MUNICÍPIO DO ALTO ARAÇUAÍ (01) Titular – Felício dos Santos MUNICÍPIOS DO MÉDIO ARAÇUAÍ (03) 2. Titular – Turmalina MUNICÍPIOS DO BAIXO ARAÇUAÍ (02) 5. Titular: Associação Frutaboa SOCIEDADE CIVIL 1. Titular: Suzano (Reflorestamento) Produtores Rurais 3. Titular/ Suplente . 01 Representante do Alto Araçuaí 7. Reg. Titular/ Suplente .Instituto Mineiro de Agropecuária . Por outro lado. Entretanto. Titular: Centro de Agricultura Alternativa . Titular/ Suplente: Banco Nacional de Agricultura Familiar – BNAF 7. de 16 de fevereiro de 2000 (Quadro 5. 01 Representante do Baixo Araçuaí 9. o ritmo imposto para a criação do comitê seguiu o ritmo político do estado. isto é. Médio Araçuaí 4. Titular: 5. Nesse caso. Quadro 5. dois problemas foram visíveis no processo de formação do comitê. Titular/ Suplente . terminou-se com um acordo pela criação do comitê. tendo promovido também o intercâmbio com outras experiências no estado.IMA (Capelinha) PODER PÚBLICO MUNICIPAL 1. Titular – Itamarandiba 3.Empresa de Assistência Técnica e ExtensãoRural EMATER/MG 2. Titular – Minas Novas 4. e que articulou junto a algumas organizações da sociedade civil a mobilização para a criação do comitê.Instituto Estadual de Florestas IEF 4.Composição do CBH Araçuaí COMITÊ DA BACIA HIDROGRÁFICA DO RIO ARAÇUAÍ – 24 Representantes PODER PÚBLICO ESTADUAL 1. a articulação com as organizações da sociedade civil foi realizada de forma diferenciada. Titular: Cáritas Diocesana de Carbonita 6. que se deu via decreto nº 40.931. que desenvolvia um trabalho na região. o estado procurou aprimorar o trabalho de mobilização. apesar de haver surgido conflitos nesse processo.10 .Instituto Mineiro de Gestão das Águas IGAM 3. e não o requerido por muitas organizações que demandavam um tempo maior para mobilizar suas bases. Titular: Cia de Saneamento de MG – COPASA (Capelinha) 2.CAV (Turmalina) Fonte: IGAM (2000). Titular: Trab. de acordo com experiências de formação dos outros comitês. organizou reuniões regionais nas quais eram passadas informações a respeito da política estadual de recursos hídricos. Titular – Escola Estadual de Novo Cruzeiro 5. Titular – Fundação Rural Mineira de Colonização e Desenvolvimento Agrário RURALMINAS 6. Rurais de Boa Esperança 8. Titular .10). Titular – Chapada do Norte 6. ou seja.A organização do comitê partiu de uma iniciativa da Universidade Federal de Ouro Preto. sem que envolvessem os principais agentes interessados ao longo de todo o processo de organização. Titular – Araçuaí USUÁRIOS 1. Cafeicult. Titular: Pólo Sindical Alto Jequitinhonha 2. No entanto. Chapada de Minas 6. Suplente : Sindicato Rural de Novo Cruzeiro ? 4. Titular: Pólo Sindical do Médio Jequitinhonha 3.

É um comitê onde a presença e a participação dos municípios é muito forte. que se deu via Deliberação Normativa COPAM nº 009/94. com entidades que já participavam de vários movimentos. O rio Piracicaba. com uma extensão de 241 km tem sua nascente no município de Ouro Preto e sua foz na margem direita do rio Doce. ainda não analisou a proposta de enquadramento nem o submeteu a aprovação do colegiado para sua efetivação. O comitê. O CBH Piracicaba surgiu da própria demanda da região. Sua sede funciona com uma infra-estrutura muito boa em parceria com a AMEPI – Associação do Médio Piracicaba (associação regional que reúne as prefeituras municipais). entretanto. As Prefeituras e o setor de usuários fortalecem o comitê fornecendo todo o apoio administrativo. 116 . com entidades participantes e ativas que contribuem de fato para a sua estruturação. Todas as reuniões sempre têm quorum suficiente para as deliberações (o que nem sempre ocorre nos demais comitês). O segmento da sociedade civil é atuante. Devido ao rico processo de mobilização da região. demonstrando total interesse do colegiado. que foi estimulada por lideranças locais que já conheciam profundamente os aspectos legais da gestão de recursos hídricos. A economia desta bacia está ligada às atividades minerárias.000 habitantes. A formação de três grupos técnicos (capacitação. comunicação e levantamento de dados da bacia) também demonstra o envolvimento dos membros nas ações do comitê. O colegiado compõe-se de vários técnicos de todos os segmentos. abrigando uma população estimada de 600. dois terços de seus membros presentes.300 km² onde estão localizados total ou parcialmente 20 municípios. O instrumento de gestão que dispõe o comitê é o enquadramento das águas do rio Piracicaba e dos seus afluentes.CBH Piracicaba A bacia hidrográfica do rio Piracicaba compreende uma área de drenagem de cerca de 6. O papel do estado foi o de esclarecer questões específicas para a formação do comitê e divulgar amplamente a Política Estadual de Recursos Hídricos. A região é bastante industrializada e a recuperação da qualidade das águas na bacia foi o fator principal para a criação deste comitê. ou seja. a composição do comitê é bastante sólida. reflorestamento e siderurgia. e que já tinham uma tradição de lutas pela questão ambiental da região.

IBS) 5. Trab. A população estimada 117 . Comercial (Acita Itabira) 9.O comitê com 36 representantes (Quadro 5. No entanto.Sind. segundo o IGAM os diversos segmentos necessitam amadurecer no entendimento de que o comitê é um espaço de negociação. Cult. Titular . Titular – Rio Piracicaba Polícia Florestal (4º Pelotão) BAIXO PIRACICABA Instituto Mineiro de Agropecuária – IMA 7. Titular – João Monlevade Departamento de Estradas de Rodagem –DER/MG 6. 01 Cia Reflorestamento (Associação Brasileira de Florestas Renováveis – ABRACAVE) 8. 3. Titular . 2. Titular – Itabira Instituto Estadual de Florestas – IEF 5.Fund. 4. e esses devem avançar no sentido de assegurar diálogo em lugar de exercer uma improdutiva cobrança mútua de responsabilidades pela atual degradação dos rios. Relictus (Ipatinga) USUÁRIOS 1. Ecol. 02 Siderúrgicas (Instituto Brasileiro de Siderurgia . 5. Titular .Ipatinga 8. 01 Sindicato de Produtores Rurais (Mariana) Fonte: IGAM (2000).Assoc. Titular. Titular . tem se mostrado auto-suficiente. buscando apoio de várias parcerias e não tem contado com apoio financeiro do Estado. Titular – Cel.11). XXI ( Itabira) 5. compreende uma área de drenagem em torno de 35. Titular . PODER PÚBLICO MUNICIPAL Instituto Mineiro de Gestão das Águas – IGAM ALTO PIRACICABA Secretária de Estado da Educação (24ª e 1ª SRE) 1.Catas Altas EMATER/MG MÉDIO PIRACICABA Assembléia Legislativa 4. 8. Rurais ( Santa Bárbara) 3.Sind.AESSE Assoc. 6. 02 Mineradoras (Instituto Brasileiro de Mineração IBRAM) 3. Fabriciano 9.ASSEMAE) 7. Titular .11 .Timóteo SOCIEDADE CIVIL ALTO PIRACICABA 1. Titular. 01 Assoc. Itabira Sec. Beneficência Popular (Ipatinga) 8. situada no sul de Minas.Comissão Pastoral da Terra (Catas Altas) 2.Rurais (Timóteo.) 6. Titular – Nova Era com amor ( Nova Era) BAIXO PIRACICABA 7. Titular – Assoc. Serra do Seara (J. Antônio Dias) 9. Titular – Associação Comunitária ( Brumal) MÉDIO PIRACICABA 4. 9. CBH Mogi-Guaçu/Pardo Esta bacia. 7. Titular .3. Titular – Mariana Secretaria do Estado da Saúde 2.Santa Barbára Empresa de Assistência Técnica e Extensão Rural .Trab.742 km quadrados (sendo 17% em Minas Gerais e 83% em São Paulo). 02 Companhias de Saneamento (Associação Serviços Municipais de Água e Esgoto .Composição do CBH Piracicaba COMITÊ DA BACIA HIDROGRÁFICA DO RIO PIRACICABA – 36 Representantes PODER PÚBLICO ESTADUAL 1.M. Titular . Quadro 5.

bem como as discussões sobre a importância do comitê e. em parceria com o IGAM. Um grupo de técnicos atuantes no setor ambiental e de recursos hídricos levou a frente o processo. por ter feito um trabalho inicial de articulação. mas o grupo que levou o processo adiante participou ativamente até a sua instalação e.da parte mineira é cerca de 500. somados à forte influência do estado de São Paulo. motivado pela má qualidade das águas comprometidas pelo uso abusivo e indiscriminado de agrotóxicos.12). estão apontando para um caminho que poderá trazer resultados rápidos na atuação do comitê. a mídia. Percebe-se ainda que este comitê. assim como à participação de vários setores da sociedade da bacia como o poder público municipal.433/97. Tal mobilização não foi significativa no momento da formação do comitê com 40 representantes (Quadro 5. já conta com apoio de usuários que manifestaram disposição para pagar pelo uso da 118 . A proximidade com o estado de São Paulo também alavancou o processo.000 habitantes e a atividade predominante na bacia é a agropecuária. Naquela época era grande a movimentação e o interesse do governo federal em implementar os sistemas estaduais e federal de gestão de recursos hídricos. ao envolvimento da diretoria do comitê da bacia hidrográfica Mogi-Guaçu/Pardo e dos grupos técnicos já formados e atuantes. são considerados os problemas mais críticos da região. pouco tempo antes da edição do Decreto nº 40. pois as experiências vividas nestes comitês eram repassadas. A mobilização da sociedade nesta região foi realizada no final de 1999. Os resultados deste trabalho inicial. as superintendências regionais de ensino e o setor produtivo. A presença de representantes de comitês do Estado de São Paulo em várias reuniões realizadas nos municípios das bacias enriqueceu o processo. O estado estimulou a formação do comitê da parte mineira dessa bacia. a necessidade da região em se organizar para a gestão de recursos. posteriormente a Diretoria do comitê trabalhou intensamente para dar visibilidade do comitê na região. devido aos esforços e avanços daquele Estado na gestão de Recursos hídricos. O processo de formação teve início em junho de 1997 com a presença de representantes dos governos estaduais e do governo federal em uma reunião no município de Poços de Caldas com o objetivo de divulgar a Lei 9. O uso de agrotóxico nas culturas da batata e morango e o parque industrial da cidade de Poços de Caldas.930. de 16 de fevereiro de 2000. principalmente na mídia e nos municípios das bacias. principalmente. incluindo o complexo industrial da Nuclebrás situado nas cabeceiras do rio Pardo.

Empresa de Assistência Técnica e Extensão Rural – EMATER ( Titular e Suplente ) 3. Jacutinga SOCIEDADE CIVIL 1.Composição do CBH Mogi-Guaçu/Pardo COMITÊ DA BACIA HIDROGRÁFICA DOS RIOS MOGI-GUAÇU/PARDO 40 Representantes PODER PÚBLICO ESTADUAL PODER PÚBLICO MUNICIPAL 1. Instituto Estadual de Florestas . Fundação Estadual de Meio Ambiente . 01 Representante de Escola Agrotécnica (Inconfidentes) USUÁRIOS 02 Representantes de Empresas de Saneamento: 1.594) e o Santo Antônio (Decreto 42. na morosidade da implementação do SEGRH. Empresa Pesquisa Agropecuária de Minas Gerais – EPAMIG (Titular ) 10.CEMIG ( Titular e Suplente) 6. o que esbarra. Poços de Caldas 2. APRIMOF – Associação dos Amigos e Protetores do 7. Instituto Mineiro de Agropecuária . Associação dos Serviços Municipais de Água e Esgoto .FEAM ( Titular e Suplente ) 7. Guaranésia 4.IMA (Titular e Suplente ) 5. Urucuia. Manhuaçu/Doce e Bambuí/São Miguel/Machado.M. 02 Representantes da PUC – Campus Poços de Caldas 04 Representantes de ONGs: 5. Rio Mogi-Guaçu e seus Afluentes de Ouro Fino (Ouro Fino) 8. para posterior encaminhamento ao Conselho Nacional de Recursos Hídricos para aprovação e criação do comitê. já concluiu todo o processo de mobilização e está encaminhando a documentação exigida pela Resolução nº 5 para a Agência Nacional de Águas-ANA. Sec. Bom Repouso 7. Inconfidentes 9. Arceburgo 05 REPRESENTANTES DOS MUNICÍPIOS DA BACIA DO RIO MOGI-GUAÇU/MG 6. para análise e aprovação. Assistência Comunitária São José – ( Bom Repouso) 9. Fonte: IGAM. Abaeté/Borrachudo.água.União Sociedade Amigos de Bairro – Poços de Caldas 2. Quadro 5. Médio e Baixo Jequitinhonha. 01 Representante da Associação Sul Mineira de Engenharia. e será encaminhado para o Conselho Nacional de Recursos Hídricos-CNRH.IGAM ( Titular e Suplente) 2. Companhia de Saneamento de Minas Gerais – COPASA (Titular e Suplente) 2.E/POÇOS DE CALDAS (Titular e Suplente) 4. O comitê da bacia hidrográfica do rio Verde Grande (domínio federal) já está aprovado pela Diretoria Colegiada da ANA. Instituto Mineiro de Gestão das Águas . Ipuíuna 5. Polícia Florestal ( Titular e Suplente ) 6. de Est. que ainda não regulamentou a cobrança nem definiu a natureza jurídica das Agências de Bacia. 01 Representante da OAB – Poços de Caldas 4. O comitê da bacia hidrográfica do rio Mucuri. Sec. Ecológica e Comunitária – ACECI ( Inconfidentes) 10.12 . 01 Representante da USAB. dos Afluentes Mineiros do Médio Rio Grande (Decreto nº 42. Tocos do Mogi 8. Arquitetura e Agronomia – Poços Caldas 3.596).IEF ( Titular e Suplente ) 4. Ouro Fino 10. Outros comitês estão em processo de formação/mobilização no estado de Minas Gerais (Baixo Rio Grande. Caldas 3. Associação Águas Claras (Caldas) 6. da Educação (Titular e Suplente) 8. 02 Representantes de Cooperativas e Associações Agropecuárias. 119 . Estadual da Saúde (Titular e Suplente) 9. Pacuí/Jequitaí. Associação Cultural. Companhia Energética de Minas Gerais . Gorutuba na bacia do rio São Francisco). 02 Representantes da Federação das Indústrias do Estado de Minas Gerais 8. Secretaria Estado Minas e Energia ( Titular) 05 REPRESENTANTES DOS MUNICÍPIOS DA BACIA DO RIO PARDO/MG 1.595). 02 Representantes das Empresas Mineradoras 10.ASSEMAE (Titular e Suplente) 02 Representantes de Empresas do Setor de Energia Elétrica: 3. Departamento Municipal de Eletricidade . Suaçuí-Grande/Doce. Em 2002 foram instituídos os Comitês das Bacias Hidrográficas do Entorno do Reservatório de Furnas (Decreto nº 42. entretanto. Pandeiros/Calindó.D. Esses comitês ainda não estão em funcionamento.

que inclusive serviu de modelo para a criação do Conselho Nacional de Meio Ambiente – CONAMA. O COPAM se constitui no primeiro passo. associados a Agências. formados por representantes da sociedade civil e com forte atuação em suas áreas de competência. está no Conselho de Política Ambiental – COPAM. Dentre os principais problemas identificados na constituição e funcionamento dos comitês no estado de Minas Gerais podemos destacar os seguintes: Pouco envolvimento do poder público municipal e dos membros do comitê Falta de suporte técnico e de planejamento de ações Desconhecimento da existência do comitê na bacia Falta de estabelecimento de parcerias Falta de recursos financeiros Decisões centralizadas na diretoria do comitê Desconfiança das entidades da sociedade civil em relação ao setor de usuários Apreensão do setor de usuários em relação ao setor público 120 . O maior exemplo dessa atuação. Desde a sua criação. é um avanço ainda maior da participação da sociedade em processos decisórios para a administração de um bem público (garantia constitucional) a água. autorizando a implementação de atividades que gerem algum impacto ambiental e formulando normas e padrões de qualidade ambiental. principalmente a mineira. a instituição dos Comitês de Bacias Hidrográficas. com independência técnica e administrativa. tem já um bom amadurecimento no trabalho com Conselhos deliberativos. o COPAM tem formulado e executado a política ambiental no estado de Minas Gerais. Entretanto.5.2 Análise crítica da formação e desempenho dos comitês A administração pública. dando efetividade às decisões dos comitês. para a garantia da sociedade civil nos processos decisórios tipicamente reservados aos poderes públicos e impingidos a toda sociedade. realmente revolucionário.

de fato. assegurar a participação da sociedade. mesmo atuando de maneira incipiente. iniciando a implementação do Sistema Estadual de Gerenciamento de Recursos Hídricos. secretários e membros mais envolvidos. a formalização deste processo. devido à novidade do processo e a pouca estrutura existente. pois o que vem se mostrando é que por meio de parcerias e articulando com outros órgãos ele pode conseguir viabilizar sua manutenção e realizar ações na bacia. A partir dessa análise da situação atual dos comitês em funcionamento em Minas Gerais percebe-se que os fatores determinantes para um melhor desempenho desses colegiados são: a organização existente. conforme a lei vigente. a parceria. Deve cumprir. promover discussões sobre a cobrança levando este tema ao Conselho Estadual de Recursos Hídricos e estudar alternativas para a criação de Agências de Bacia de comitês que estão localizados em áreas mais carentes do 121 . ela é. sobretudo. A falta de recursos não é fator tão determinante para a atuação do comitê nesta situação inicial. a avaliação leva ao reconhecimento que este cumpriu com o seu papel de estimular a formação dos comitês. avaliada a todo momento.Falta de um estudo preliminar ou diagnóstico de algumas bacias que venha nortear as ações do comitê Diante dos problemas que os comitês estão enfrentando. uma necessidade contínua. decisões centralizadas na diretoria do comitê. como presidentes. pouco envolvimento dos membros e falta de planejamento e ações práticas na bacia. a articulação. pois é por meio dela que o comitê se fortalece. de disponibilidade e de seriedade das pessoas que estão à frente dessas iniciativas. a informação e. coordenar. também. Os objetivos do órgão gestor de recursos hídricos têm sido de estimular o processo organizativo da bacia. proporcionar a interação dos segmentos da sociedade e o avanço dos meios necessários à implementação da gestão. Em relação ao papel do estado. Ou seja. A mobilização não é um fator determinante no processo organizativo inicial. quais sejam: a regulamentação da cobrança e definição da natureza jurídica da Agência de Bacia. o posicionamento de comprometimento. O estado tem agora o papel histórico de buscar alternativas para apoiar os comitês. promover a negociação dos interesses. um papel ainda mais relevante e responsável que é o de instrumentalizar os comitês com um aparato técnico. verifica-se que sua atuação fica ainda mais comprometida quando ocorrem simultaneamente os seguintes fatores: dependência do estado.

depois de analisados pelo Igam. a maioria dos produtores pratica o “molhamento” ou o “aguamento”. 8 122 . Segundo Willer Pós. grande maioria dos Planos Diretores foi elaborada numa escala macro. afirma Willer Pós8”. cada um dos comitês estaduais implementados em Minas Gerais tem características diferentes. com participação dos setores mineral e agrícola. enquadramento e planos diretores. O comitê estadual mais antigo é o rio da Velhas. Willer Hudson Pós. Por outro lado. Diretor Geral do Instituto Mineiro de Gestão das Águas – IGAM/2002. o setor da agricultura irrigada é responsável por cerca de 70% das outorgas concedidas pelo poder público. Além disso. deve-se trabalhar politicamente pela operacionalização do FHIDRO – Fundo de Recuperação. que possui plano diretor e um estudo preliminar para a cobrança de tarifas. muito longe da escala de ação do comitê. é um comitê que já está deliberando sobre processos de outorgas com previsão legal. o que gera impactos no meio ambiente. Em Minas Gerais. Para ele.586 km² dos 55. São poucos os comitês que se apropriaram dos instrumentos que dispõem e que estão utilizando-os nos seus planos de ação. Além disso. Cerca de 8. proporcionando condições necessárias à atuação dos comitês. Os considerados mais estruturados são os comitês de bacia do Rio das Velhas. Proteção e Desenvolvimento das Bacias Hidrográficas do estado de Minas Gerais-. Minas é conhecida como a maior “caixa d’água” do Brasil. cabe ao estado propiciar uma condição que torne os comitês auto-sustentáveis e nesse aspecto. embora o órgão gestor tenha avançado tecnicamente em relação aos instrumentos de gestão como outorga. considerado misto. entendemos que o Conselho Estadual de Recursos Hídricos tem um papel fundamental de consolidar o Sistema Estadual de Gerenciamento de Recursos Hídricos.estado e que dificilmente conseguirão viabilizar em suas áreas de atuação estas entidades executivas. ocupando uma superfície equivalente a 4. todos estes instrumentos se encontram desarticulados entre si e com os comitês de Bacia.3% dos rios e lagos naturais e artificiais do país estão em solo mineiro. Além do mais. (Em entrevista pessoal). o do Pará e do Paraopeba. Enfim. e muitos deles encontram-se já defasados no tempo.457 km² existentes no Brasil. “O Brasil é perdulário com a água. de formação quase totalmente agrícola e o de Paracatu. O da bacia do rio Doce é constituído especialmente pelo setor siderúrgico. essencialmente do setor siderúrgico e industrial. seguido pelo de Araguari.

completa ela. Chefe da Divisão de Ordenamento de Bacias Hidrográficas do IGAM 123 . Ela considera importante o estabelecimento de parcerias regionais para o fortalecimento dos comitês de bacia.Nem todos os setores estão preparados para participar dos comitês. Com a regulamentação da cobrança no estado. com baixa produção. iii) a cobrança pelo uso da água será implementada de forma gradativa e não recairá sobre os usos considerados insignificantes. Mas o estado tem feito todo esforço para fortalecê-los”. A engenheira sanitarista Luiza de Marillac Camargos9 afirma que os comitês irão realmente funcionar e mostrar resultados quando surgirem as agências de água. afirma Willer Pós. que já foi considerado “a menina dos olhos do Igam”. funcionam dentro de sedes de associações. Alguns comitês. apesar de ser o maior usuário da água”. Ele atribui o fato às características de formação do setor. avalia-se uma imediata criação das Agências de Água. faltam-lhes subsídios importantes como um inventário ou um plano para a bacia hidrográfica. de universidades. de difícil sustentabilidade e com pouco acesso à informação. “Os comitês sofrem hoje as dificuldades de qualquer organização pioneira. de direito privado. descapitalizado. para haver as agências. Um grande avanço na consolidação dos comitês será a regulamentação da cobrança pelo uso de recursos hídricos cuja minuta de decreto para aprovação já se encontra no Conselho Estadual de Recursos Hídricos-CERH. não conseguem deslanchar. “Considero o setor agrícola o menos preparado e com menor representação nos comitês de bacia. o que lhes dariam mais suporte e o empurrão necessário pra uma atuação mais ampla. O decreto prevê: i) a cobrança pelo uso de recursos hídricos é instrumento de gestão fundamental para a implementação do Sistema Estadual de Gerenciamento de Recursos Hídricos SERGH-MG. que conta com a participação de grupos familiares. as quais podem ser organizações civis. E. Luiza de Marilac Moreira Camargos. como o de Araguari. com ampla autonomia administrativa e financeira e que funcionarão como a secretaria executiva da gestão 9 Dra. na opinião do diretor presidente do Igam. é preciso que haja a cobrança pelo uso da água. de prefeituras municipais. com forte representação agrícola. Ela acredita que a participação do setor agrícola está em ritmo crescente e a possibilidade do início do processo de cobrança está despertando preocupação e um maior interesse na participação. Na opinião dos técnicos da área. ii) os usos de recursos hídricos superficiais ou subterrâneos serão cobrados nos termos deste decreto.

o CERH. sobre a Política Estadual de Recursos Hídricos. referindo-se especialmente às bacias dos rios São Francisco e Doce e á formação de seus comitês. brevemente. em que as bacias são compartilhadas com a união.399. preconizada pelos comitês. o assunto passa para outra instância. As Agências se constituem no braço técnico de seus respectivos comitês. esses comitês têm uma formação paritária entre o poder público (estadual e municipal) e a sociedade civil organizada e usuária. o CERH contabiliza o decreto de regulamentação da Lei 1. do Pará. “O poder público e as pessoas envolvidas na implementação prática do sistema de gestão de recursos hídricos têm que buscar. Entre seus feitos. além da deliberação para a formação dos comitês de bacia.399. Fátima Chagas Dias Coelho. “Minas é um estado interior. a aprovação da divisão do Estado em unidades de planejamento e gestão. A Engª.399): os recursos arrecadados com a bacia serão revertidos para ela. O Conselho de Recursos Hídricos de Minas Gerais ainda não deliberou sobre a cobrança da taxa pelo uso da água dos rios estaduais. Alguns deles são extremamente dinâmicos. A representatividade e a capilaridade dos comitês de bacia existentes no estado é uma das atuais preocupações da Secretaria de Estado de Meio Ambiente e Desenvolvimento Sustentável de Minas Gerais – SEMAD. Fátima Chagas10 considera que a garantia do uso dos recursos financeiros oriundos da cobrança para a bacia é clara na lei estadual (lei 1. considera Fátima. dando efetividade às deliberações emanadas desses. onde os interesses existentes dentro da bacia são discutidos e tirado um consenso ou não. rapidamente. Temos que ter cuidado no trato das nossas águas e do nosso território”. Sua sustentabilidade é garantida pela cobrança pelo uso da água. (Em entrevista pessoal) 124 . ou seja. Na falta desse consenso. do Caratinga e o do Araguari. mecanismos para aferir a eficiência do sistema que está sendo colocado em prática através da Lei 1. Como determina a legislação. começará a contar com a atuação de comitês técnicos. com o objetivo de constituir fóruns democráticos. do Paraopeba. mas suas reuniões estão cada vez mais freqüentes e. “O comitê das Velhas está discutindo a cobrança e uma forma de criar uma unidade transitória que se transformará numa agência de bacia”. comenta Fátima. como o das Velhas.dos recursos hídricos. São necessários indicadores e métodos 10 Dra. Secretária Adjunta da Secretaria de Estado de Meio Ambiente e Desenvolvimento Sustentável de Minas Gerais – SEMAD.

concretos, que saiam da subjetividade, para verificar se estão sendo atendidos os níveis de representatividade e de capilaridade dos principais interessados”, defende a enga. Fátima Chagas. No que toca à participação da sociedade, fica evidente que para o funcionamento dos comitês se requer organização e participação. Nesse processo é fundamental contar com atores comprometidos com os objetivos do comitê. Para o eng. Júlio Thadeu11, os avanços que a formação dos comitês de bacias de rios estaduais e federais trouxeram para o estado de Minas Gerais “foram no sentido de melhorar a participação da sociedade organizada no processo de decisão e institucionalização do Sistema Nacional de Gerenciamento de Recursos Hídricos”. Já para Luiza de Marilac, os avanços foram observados “na sensibilização e mobilização de várias regiões do estado em relação ao tema água e maior conhecimento da Política Estadual de Recursos Hídricos”. Quanto à implementação dos instrumentos de gestão, segundo Marilac “com a criação de comitês em Minas, os assuntos sobre cobrança e o surgimento das futuras Agências de bacia estão sendo cada vez mais discutidos, mas em relação à implementação dos instrumentos de gestão, têm-se poucas experiências. O CBH-Pará e o CBH-Paraopeba estão avançando neste sentido, porque obtiveram apoio institucional e financeiro para viabilizar a implementação dos instrumentos. O Igam iniciou a discussão sobre o sistema de Informações, mas o projeto não avançou (dificuldades para captar recursos financeiros), os planos diretores também estão paralisados. A outorga é ainda o nosso instrumento que obteve maior avanço”. Acredita que isto aconteceu não tanto pela criação dos comitês, mas um pouco pela sensibilização dos usuários e mais ainda porque todo processo de empréstimo aos empreendimentos nos bancos financiadores exige a outorga. Com relação à carência de recursos humanos capacitados para compor as equipes técnicas dos comitês Maria de Lourdes Pereira dos Santos12, atribui à esta dificuldade o fato do quadro de servidores do estado ser reduzido pelos baixos salários e poucas chances de crescimento profissional, e por esta razão saírem de cena os técnicos com melhor capacitação. Dessa forma, crê ser difícil para o estado conseguir equipes multidisciplinares, como devem ser, para o

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Engº Júlio Thadeu Silva Kettelhut. Diretor de Programa de Implementação da Secretaria de Recursos

Hídricos do Ministério do Meio Ambiente. (Em entrevistas pessoal).
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Dra. Maria de Lourdes Pereira dos Santos. Ex-Diretora de Desenvolvimento Hídrico do IGAM. (Em entrevista pessoal).

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atendimento aos comitês, já que os órgãos técnicos estaduais são extremamente carentes de profissionais especializados. “O que se vê, comumente, é a cessão temporária de servidores dos órgãos representados nos colegiados, para o suporte às suas atividades e ações. Sobre esta matéria, comenta Luiza de Marilac: “O Igam ainda não tem uma estrutura formalizada de apoio aos comitês, mas temos esta dificuldade sim, por se tratar de assunto novo e especialmente deste trabalho possuir uma nova dinâmica (necessária interação e participação de técnicos com o comitê para que este aproprie dos conhecimentos). O Igam tem um projeto de apoio aos comitês, com recursos do PROÁGUA, que atendeu 4 comitês em 2002 e está previsto o apoio a mais 4 comitês em 2003” No que diz respeito as questões referentes ao processo de implantação dos comitês Patrícia Boson13 dá o seu depoimento: “O tamanho da bacia diz respeito à questão da descentralização. Penso ser impossível aplicar o princípio da descentralização com eficácia em uma área de 600 mil km². Outrossim, quando falamos em gestão participativa, não estamos falando em gestão representativa. Portanto, a participação diz respeito à proximidade do agente que participa com o problema e o tamanho da área dificulta essa efetiva participação”. A pesquisadora considera também que a credibilidade é o fator chave do processo, principalmente quando se trata da questão da cobrança pelo uso da água e sua aplicação pelo comitê de bacia. “Penso que a questão da credibilidade é o ponto mais crítico de todos os citados para a efetivação do comitê. Não tenho dúvidas que o primeiro gesto deve vir do setor público. Cabe a ele, por intermédio de seus agentes, provar que a questão da descentralização não é uma historia para enganar e que a cobrança não será mais uma CPMF. Pontos delicados em andamento infelizmente têm dado provas do contrário. A aplicação dos recursos oriundos do pagamento pelo uso da água pelas hidrelétricas, por exemplo, não seguem os ditames das leis 9.433 e 9.984. A priorização de formação de comitês do porte do São Francisco em detrimento de um programa incisivo de fortalecimento dos Sistemas Estaduais, a forma agressiva com que foram conduzidas as questões de implantação da cobrança no CEIVAP, os posicionamentos das organizações ambientalistas da década de 70, sempre contra as empresas – capitalistas selvagens, são pontos que quebram a necessária credibilidade para a implantação do Sistema”. A geóloga Maria de Lourdes Pereira: “Acho que a principal dificuldade tanto nos comitês de rios de

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Dra. Patrícia Gambogi Bóson. Pesquisadora da Fundação Centro Tecnológico de Minas Gerais – CETEC. (Em entrevista pessoal).

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domínio federal quanto estaduais é o número reduzido de técnicos capacitados, no quadro dos órgãos gestores das águas, para a devida mobilização na região da bacia hidrográfica. Outra dificuldade é a escassez de recursos financeiros para o atendimento às demandas de viagens e reuniões e o entrosamento com os outros estados e com a União além da adequação do que deve ser realizado para o bem da bacia, aos interesses setoriais e institucionais de cada um, no caso dos comitês de rios da União”. Quanto aos critérios para priorização das bacias a serem apoiadas pelo órgão gestor com vistas à formação do comitê, Luiza de Marilac afirma “Inicialmente houve uma priorização em regiões onde já havia algum conflito relacionado a quantidade/qualidade da água. Assim surgiram os primeiros comitês: Velhas, Mosquito, Araguari, Paracatu, Pará e Sapucaí com o estado fazendo o papel de incentivar a formação. Posteriormente, a demanda por comitês surgiu da própria sociedade da bacia”. Em verdade, nem a sociedade civil e menos ainda o poder público do país, no seu tradicional e histórico desejo administrativo centralizador, estão preparados para tal estrutura apresentada pelo Sistema Nacional e Estadual de Gestão de Recursos Hídricos. Assim, vivemos neste momento, em que alguns comitês já se instalam no Brasil e mais ainda em Minas Gerais, um grande laboratório, onde tudo é aprendizado.

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a população pede por iniciativas que possam reverter a situação atual. Nacional e Estadual. no caso a água. cria-se o cenário propício para a democratização da política. não estejam resolvendo problema algum. monitoramento ou acompanhamento. como um novo instrumento de elaboração. através do fomento a iniciativas locais. controle e avaliação de uma nova política ambiental e social. financiadas por grandes programas e projetos governamentais.CONCLUSÕES A constituição dos comitês no âmbito da Política. subordinação. cada vez mais presente e forte. de exercerem um papel tutelar sobre os comitês. até então. Por isso não raro escutamos discursos no sentido de que esses colegiados enfraquecem as instituições já tradicionalmente montadas para a solução dos problemas públicos. mesmo que essas. de fato. como base teórica e conceitual. decisão. velhos referenciais que até então foram utilizados para interpretar a realidade social. em verdade. fiscalização. no papel político. consubstanciada pela participação direta. não raro nos deparamos com análises contrárias a esse formato da administração pública. e não perderam a oportunidade. Refletindo uma reforma política quando. Mas é fácil verificar. temem que a descentralização venha ferir suas competências e autonomia de ação como agentes reguladores de um bem público. portanto. exclusivamente públicos. Tais análises são realizadas tendo. Por outro lado. como condição para a universalização da cidadania. os poderes públicos constituídos. Talvez por isso. Os mecanismos dessa gestão ainda são incógnitas para aqueles que realmente importam no processo. ou seja: a população. A instituição de Conselhos e comitês surge. cada vez mais. com reflexos numa futura e providencial situação de dependência. Estamos sem dúvida alguma diante de algo muito novo. A gestão de recursos hídricos no Brasil é uma questão relativamente nova para os setores envolvidos e interessados na preservação ou recuperação de nossos aqüíferos superficiais e subterrâneos. 128 . implementação ou execução. da sociedade civil organizada na administração de temas. pelos meios de comunicação que. através da instituição desses colegiados. de Recursos Hídricos segue. ou poucos e de forma muito precária. o fenômeno do surgimento de uma nova ordem política. como condição para a democratização da sociedade e para a conquista da cidadania política.

de modo a caracterizar as responsabilidades de seus integrantes. fato de primeira relevância no novo processo de gerenciamento hídricos que se implanta no Brasil. portanto. que no passado eram creditados exclusivamente ao governo. qual seja o de consolidar. cresce na mesma proporção a responsabilidade desses segmentos no processo decisório. Essa duplicidade leva a estéreis debates sobre competência que não contribuem para o desenvolvimento do Sistema Nacional de Gerenciamento de Recursos Hídricos. regidos pela Lei 9. quebrando uma postura corporativa até então existente entre os órgãos e instituições governamentais. a complexa gestão da água demanda ações coordenadas e cooperativas entre seus agentes. condição essencial ao êxito do processo. Além disso. as legislações sobre o tema se consolidaram nos últimos trinta anos. a importância de se tratar as questões referentes aos recursos hídricos em colegiados de decisão. a maioria comitês estaduais. Acertos e equívocos das decisões sobre política hídrica. hoje são compartilhados por todos os segmentos representados no comitê e. o qual na funcionará adequadamente se prevalecer um caráter competitivo entre seus integrantes. principalmente na França. O desafio do aperfeiçoamento é permanente.616/99. preenchendo lacuna apontada nos comitês do CEEIBH. as Agências de Água (ou Agências de Bacia. intervenientes na administração da água.433/97 e a correspondente lei de seu estado. Existem no Brasil cerca de 80 comitês de bacia hidrográfica em atividade. em nosso meio. e utilizado na maioria das leis estaduais). Se. Daí a importância de se definir a personalidade jurídica desses colegiados. sendo fundamental ao sistema que se estabeleçam níveis hierárquicos e responsabilidades para os diversos agentes que o integram. como previsto no PL 1. a todos eles cabem as responsabilidades perante o cidadão.Em vários países. e que hoje estão consubstanciados na Política e Sistema Nacionais de Recursos Hídricos. Os comitês criados pelo Comitê Especial de Estudos Integrados de Bacias Hidrográficas CEEIBH cumpriram papel histórico importante. por um lado. 129 . Ao contrário. os comitês criam espaços cada vez maiores à participação dos usuários e à sociedade civil. Os Comitês de Bacias Hidrográficas atuais contam com participação crescente de representações dos usuários e da sociedade civil. cuja legislação foi utilizada como modelo para a elaboração dos primeiros atos administrativos e legislativos que visam a estruturação do setor. Esse foi um enorme avanço que permitiu os aperfeiçoamentos subseqüentes. irão traduzir quando forem criados os chamados “braço executivo do comitê”.

diante do cenário atual. é necessário apostar no pleno funcionamento dos comitês de bacia. Requer que sejam alocados vultosos recursos para reverter a degradação. à qual encontra-se adstrito o Poder Público. é preciso compartilhar responsabilidades e isso só é possível se também a gestão dos recursos hídricos for compartilhada. Verifica-se. municípios e sociedade civil. abre-se a possibilidade de somar recursos públicos aos arrecadados com a cobrança. É preciso envolver os setores usuários num processo em que cada qual assuma compromisso com a recuperação e melhoria das condições existentes.433/97. com a edição da lei 9. A interpretação da lei. em regulamentos. Todavia. A independência dos poderes não pode sobrepor-se ao princípio da legalidade. por força constitucional. de 1992 a 1997.Tem-se. portanto que já existe uma base jurídica para o combate à degradação dos recursos hídricos. hoje. deve ser voltada à proteção dos recursos hídricos. Cabe ressaltar a importância do papel do Judiciário nesse processo. Cabe ao Judiciário exigir que a lei seja cumprida. Mas há muito que fazer. nesse esforço que já vem sendo empreendido. como condição de ordem social. Destaca-se. principalmente nas áreas urbanas e em especial nas regiões metropolitanas. ou seja. Em outras palavras. a necessidade de cooperação entre cidadãos. nesse sentido. estabeleceu canais permanentes que institucionalizaram a participação da 130 . entre esferas de poder. a política pode estar consubstanciada em inúmeras leis. uma lei que permite que a água tenha o seu uso cobrado. ao tratar dos casos concretos. Os princípios constitucionais adotados devem ser os que congregam a proteção do meio ambiente nas atividades humanas. pois embora não participe da formulação das políticas públicas. Sem ela. Considerada a água como valor coletivo. há um enorme trabalho por realizar. nem dos processos legislativos. É importante ressaltar que não basta realizar as obras necessárias se o processo de degradação não for estagnado. no Brasil. a situação requer muito mais. entre estados. Ocorre que. Muito já se conseguiu. a lei não resolve todos os problemas. ao criar a figura dos colegiados deliberativos. mesmo quando se tratar de infração cometida pela Administração Pública. houve um grande esforço para que isso ocorresse. mas as idéias não saem do papel. Do primeiro projeto. para antecipar a realização das obras necessárias e assim alcançar a universalização do saneamento. O sistema de gerenciamento de recursos hídricos. é quem vai dar o contorno definitivo da política de águas.

A grande mudança foi a descentralização e a delegação do poder decisório.O Executivo abre mão do seu poder discricionário de alocar recursos financeiros. tanto no âmbito federal quanto estadual: O modelo composto pelos Comitês de Bacias. Em 25 deles. Finalmente. e a sua implantação implica em mudanças importantes não só de leis preexistentes. engajamento da comissão Pró-comitê. Hoje se discute em todo o país a questão do gerenciamento de recursos hídricos. A partir da experiência de Minas Gerais e não desconsiderando as particularidades regionais. sensibilização dos segmentos para a importância do comitê. somente a consolidação do sistema permitirá que se consiga a integração efetiva das diferentes políticas setoriais públicas. Mais do que isso: estão sendo implantados sistemas de gerenciamento de recursos hídricos em todos os estados brasileiros. mas também de postura e comportamento dos administradores públicos que precisam ser receptivos a uma parceria como os usuários de recursos hídricos e as comunidades. 131 . é importante assinalar alguns pontos que são fundamentais para uma adequada implementação da política de recursos hídricos no Brasil. em suas diferentes instâncias (municipal. a seu critério. foram aprovadas as leis estaduais que regulamentam a matéria. e passa a compartilhar a competência para decidir quais as ações devem ser prioritariamente executadas. a união está empenhada na implantação de comitês de bacias nos rios de seu domínio. de forma articulada com as demais entidades e órgãos governamentais. Paralelamente. para as obras que julgava necessárias. implantação e funcionamento dos comitês de bacias hidrográficas são: conflitos de interesses. viabilização de parcerias que mantenham minimamente uma infraestrutura para o comitê. densidade demográfica.sociedade de forma organizada. estadual e federal) com as atividades dos diversos segmentos produtivos. buscando a integração dos usuários e da sociedade civil organizada. Mais do que permitir aos usuários o direito de voz nos fóruns concedeu o direito de voto nas decisões. Para solucionar essa equação. distância entre os municípios. falta de recursos e de capacitação dos membros do comitê. entendimentos da legislação. Agências de Água e cobrança pelo uso é inovador. disputa pela participação nos comitês. pode-se inferir que os problemas mais freqüentes com relação à criação.

requerendo. no qual a confiança é o elemento de condução e sustentação. É fundamental assegurar a transparência e acesso público das informações sobre a situação das águas. basicamente por questões políticas. É através da cobrança pelo uso da água que se pode garantir a independência política e administrativa dos comitês. para sua implantação. ao mesmo tempo. do ambiente e dos aspectos sanitários. em consonância com as características e condições brasileiras. em etapas sucessivas de aperfeiçoamento. Os municípios devem se envolver. soluções diversificadas e progressivas. sem obrigar a adoção de soluções incompatíveis com as condições econômicas. sem cercear iniciativas e. ao mesmo tempo. Nos estados em que isso não ocorrer. sociais e econômicos do desenvolvimento das bacias e do processo decisório. essas inovações são mais difíceis e deve procurar estágios intermediários de gerenciamento de recursos hídricos. A cobrança é um processo político fundamentado no acordo social. desenvolvimento e implantação de políticas ambientais e de recursos hídricos dos municípios são necessárias políticas de capacitação dos representantes nos comitês. uma negociação aberta e 132 . que implicam em parcerias entre o Poder Público e a sociedade. participar e se comprometer com os comitês. progressivo. A garantia da manutenção de estrutura paritária nos comitês de bacia (como atual modelo quatripartite equilibrada) é fundamental no processo decisório. políticas e sociais de cada estado ou região. As leis de caráter nacional devem permitir. porém explicitando-se diretrizes de longo prazo. Para o fortalecimento. respeitadas as peculiaridades de cada bacia ou região brasileira. gradual. são mais factíveis as soluções inovadoras. Nas bacias e regiões em que os conflitos são mais sérios e que tenha havido mobilização das comunidades e das entidades civis em torno do tema.A implantação do gerenciamento de recursos hídricos deve ser visto como um processo político.

os usuários.transparente com o segmento no qual irá recair este instrumento de gestão. Portanto todas as etapas do processo devem ser reavaliadas no sentido de se garantir que os objetivos de conservação e melhoria das condições de oferta e proteção dos ecossistemas e uso integrado sustentável dos recursos hídricos sejam atingidos. A gestão das águas se enquadra num modelo de gestão adaptativa. 133 . ou seja.

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Luiz Carlos.T. 40. ABEAS.249-D. 1999. 1999. Senado Federal – Direito Administrativo Tema: Água – Caderno Legislativo nº 001/97. 1991. Bernardo. F. BURITI. 42. Anais.T. BARTH. CABRAL. Evolução nos aspectos institucionais e no gerenciamento de recursos hídricos no Brasil. 39.. EFS. junho 1999. dos Recursos Hídricos e da Amazônia Legal. Brasília. 36. Anjos. 33. A Lei da Política Nacional de Recursos Hídricos: Instrumentos de Implementação dos Princípios referentes ao Desenvolvimento Sustentável? Congresso Internacional de Direito Ambiental. In: Simpósio de Recursos Hídricos do CentroOeste. de 1991 (Do Poder Executivo) Mensagem nº 640/91. Camargos. 52p.T. Brasília: MMA/SRH/GEF/PNUMA/OEA. Brasília. HR.. 2001. Secretaria de Recursos Hídricos. CALASANS. Bernardo. 38. dos Deputados. Brasília/1999. J. “O Processo de formação de comitês de bacia Hidrográfica em Minas Gerais: lições e perspectivas”. situação atual e perspectivas. Brasília-DF. dos Deputados – Projeto de Lei nº 2. BARTH. Programa de Suporte Técnico à Gestão de Recursos Hídricos. Ministério do Meio Ambiente. abril de 1998. Luiza de Marillac Moreira e Cardoso. Projeto de Lei nº 2. Associação Brasileira de Recursos Hídricos. 2000. 28-34p. 136 . Centro Gráfico do Senado Federal. Teixeira. Senado Federal – Legislação Estadual de Recursos Hídricos – Caderno Legislativo nº 002/97. Região Centro-Oeste.]. [et al. In: O Estado das Águas no Brasil. Luiza de Marillac Moreira. Contribuição para a preparação da proposta para o programa de implementação de práticas de gerenciamento integrado de bacia hidrográfica para o Pantanal e Bacia do Alto Rio Paraguai. CÂMARA. Legislação Estadual e Setorial. BARTH. BRASIL. Ministério do Meio Ambiente. 23p. coletas ABRH de recursos hídricos. Anais do 6º Congresso Internacional de Direito Ambiental. 35. Camargos. Foz do Iguaçu. 34. Recursos Hídricos no Brasil.. Modelos para gerenciamento de recursos hídricos.30. 43. Flavio Terra. Quadro institucional da gestão dos recursos hídricos no Centro-Oeste: histórico. CABRAL. Brasília: 1998.249-D. BRASIL. 1. Volume II. BRASIL. F. 32. de 1991 do poder Executivo – Mensaem nº 640/91 41. 31. 1987. In: Anais do IV Diálogo Interamericano de Gerenciamento das Águas [CD-ROM]. Secretaria de Recursos Hídricos. 37. Maria Lúcia de Macedo “O Papel do Estado e da Sociedade Civil no Processo de Criação dos Comitês de Bacia Hidrográfica em Minas Gerais”. dos Recursos Hídricos e da Amazônia Legal. Recursos Hídricos no Brasil. ANEEL/MMA/OMM. Junho/2002. 300p.. CÂMARA.

José F. Centro de Desenvolvimento Sustentável. 430p. KETTELHUT. Programa Nacional do Meio Ambiente II – PNMA II – Ministério do Meio Ambiente – MMA. “Os tratados internacionais de proteção dos recursos hídricos e oceanos”. 54.. José Rildo e TAVARES. 51. 20º Congresso Brasileiro de Engenharia Sanitária e Ambiental – ABES – Rio de Janeiro – RJ.S. 2002. 49. Brasília 2000. 1980.S.. INFORMATIVO “Cidadania e Água”. Anjos. “Recursos Hídricos: Conceitos. III Encontro Nacional dos Comitês de Bacias Hidrográficas. Relato dos Trabalhos. COUTO. Anjos. R. 2002 55.Região Sudeste. Gertjan Berndt. Direito Processual Ambiental e de Águas. Capivari e Jundiaí – Comitê das Bacias Hidrográficas dos Rio Piracicaba. 57. Desafios e Capacitação” – ANEEL.F. Edição 1998. 45. Devanir Garcia. Capivari e Jundiaí/São Pedro-SP.. Diagnóstico da Gestão Ambiental no Brasil.. ROCHA.J. Belo Horizonte-MG/2001 56. “Olhares sobre a política de recursos hídricos: O caso do rio São Francisco – Brasília: Universidade de Brasília.C. ABEAS. 46.C. Balneário Camboriú-SC/2002.E.. IV Encontro Nacional dos Comitês de Bacia Hidrográfica . Anjos.G. Santos. I Relatório de Gestão – Edição Comemorativa do Dia Mundial da Água – ANA. Código de Águas. “A lei das águas e sua regulamentação”.F. 50. E. Furriela. Gestão dos Recursos Hídricos – Subsídios à elaboração da Agenda 21 brasileira. J.F. ABEAS.. 2001. E. Ciro L.S.. Departamento Ambiental de Águas e Energia Elétrica. DOMINGOS. 1999. A. GARRIDO. Tese de Doutorado. Posição da Atual Política Nacional de Recursos Hídricos – A Agência Nacional das Águas e a Política Nacional das Água – II Encontro de Preservação de Mananciais da Zona da Mata Mineira – Viçosa – MG. E. Revista Especializada. Relato dos Trabalhos. CHRISTOFIDIS.44. e BEEKMAN. DNAEE. H.S. 53. 47. Brasília. MMA/SRH/Comunicação Social. CÂNDIDO.S. 2001. COIMBRA. D.F. Rizzo. 48.T. Roberto. 1999.. 59. 58. Ministério do Meio Ambiente. ITEM – Irrigação e Tecnologia Moderna nº 52~/53 – 4º Trimestre 2001 e 1º Trimestre 2002 – ABID.. Brasília: MME. L.RB. 1997 52. 1999. 137 . Demetrios. Reis. “Conceito do Produtor de Água – A água na agricultura – Workshop: Qualidade das Águas dos Mananciais das Bacias dos Rios Piracicaba.

71. Paulo Renato “Legislação Estadual e Setorial – Região Sul” ABEAS. Anais do I Simpósio Norte Mineiro sobre a Cultura da Banana – Nova Porteirinha/MG – EPAMIG/2001.F. 7ª Edição.. 70.A. Dezembro 2002.. MACHADO. KETTULHUT. Santos. MAGALHÃES JR.F. 138 .T.. Panorama Nacional dos Recursos Hídricos – Evolução dos Aspectos Legais. F. Direito Ambiental Brasileiro. E. IBAMA. 66. VIII Simpósio Luso-Brasileiro de Engenharia Sanitária e Ambiental – João Pessoa – PB. Leeuwestein. “Os indicadores como instrumentos de apoio à consolidação da gestão participativa de água no Brasil: realidade atual e perspectiva no contexto dos comitês de bacia hidrográfica”. Julho/2001. Revista CEJ/Conselho da Justiça Federal.. Centro de Estudos Judiciários. doutorando em Desenvolvimento Sustentável. 142 pg – UNB-CDS. Antônio Pereira. Malheiros Editores.G. “Planos Diretores de Recursos Hídricos. – Água e Meio Ambiente. L. SANTOS.W.L. J.A.S. Plano Nacional de Recursos Hídricos. Brasília. 64. L..G. 1998. L.S. 69. E. 1997 67. 63. Secretaria de Recursos Hídricos/Ministério do Meio Ambiente.. Documento Base de Referência – Minuta SRH/MMA. Brasília: CEJ. de 08 de janeiro de 1997 – Política Nacional de Recursos Hídricos. D. 72. Bronzatto.S. 2002. Política Estadual de Recursos Hídricos – Legislação/IGAM/Governo de Minas Gerais/2002. RODRIGUES. 1995 62. “O princípio da participação em gestão ambiental: a fronteira entre gerir e gestar”.S.433.G. 1998. LIMA. A Experiência Brasileira de Implementação de Comitês de Bacias Hidrográficas. 1998. Ricardo Barbosa. Anjos. Anjos. SCARDUA. Institucionais e Técnicos.. LEI nº 9. Plano Nacional de Recursos Hídricos – Documento Base de Referência.F. D. Gramado-RS. D. E.S. 74.. 1997.60. LANNA. P. Lobo. 2002. 2003.1 (1997). UnB-CDS..A. Anjos. 73. Antônio Eduardo Leão. n.. J. 61..M.. CDS. A experiência da Secretaria de Recursos Hídricos na Coordenação e Avaliação dos Estudos”. São Paulo. Amore. 65. “A Bacia Hidrográfica do Rio Verde Grande – Rio São Francisco-MG: As ações da Agência Nacional de Águas – ANA na reestruturação do Sistema de Gestão na Bacia” – WI Simpósio Ítalo-Brasileiro de Engenharia Sanitária e Ambiental – ABES. Fernando Paiva “Governabilidade e descentralização da gestão ambiental no Brasil” Tese de doutorado. SRH/MMA/Dez/2002 68. Paim. Gerenciamento de Bacia Hidrográfica: Aspectos Conceituais e Metodológicos. SANTOS.

M. administrativos e sociais”. Brasília: MMA. David e PRUSKI. 77.. SILVA. SETTI. SETTI. 86. SILVA. Augusto. Secretaria de Estado do Desenvolvimento Urbano e Meio Ambiente – Bacias Hidrográficas do Estado de Santa Catarina: Diagnóstico Geral. competências normativas e administrativas.C. ABEAS. UFV. março 2000. Legislação para o uso de recursos hídricos e desenvolvimento sustentável da agricultura. econômicos. 139 . 84. f. Seminário Legislativo Águas de Minas II – Belo Horizonte. Francisco T. SERHID – Secretaria de Recursos Hídricos e Projetos Especiais: “Água é um bem de todos” – legislação sobre recursos hídricos do Estado do Rio Grande do Norte. Planejamento. A. Falco. Departamento de Engenharia Agrícola. Programa de Suporte à Gestão de Recursos Hídricos – ABEAS. 78. “Gestão de Recursos Hídricos: Aspectos legais. uma revolução conceitual. 2002. 1997. Arnaldo Augusto. THAME. O Meio Ambiente e as Águas na Constituição. Comitês de Bacias Hidrográficas. Saneamento e Obras: “Legislação sobre recursos hídricos” – São Paulo – SP. 79. D. 85. Brasília. 1999. Brasília – 1999. 81. SRH. 252 p. SDM. 80. Florianópolis. 1999. COBRAFI. Universidade de Viçosa. SEMAR – Secretaria do Meio Ambiente e Recursos Hídricos: “A lei das águas do Distrito Federal”. 82. ABEAS. Secretaria de Recursos Hídricos. dos Recursos Hídricos e Minerais: Plano Diretor de Recursos Hídricos do Estado da Paraíba/PB. Secretaria de Recursos Hídricos. 572 p. Brasília: ABEAS. Fernando Falco.75. Demetrius David e PRUSKI. Gerenciamento de Recursos Hídricos e Organização Institucional no Brasil e a nível Internacional. Bacias do rio Piancó e do Alto Piranhas. Secretaria Extraordinária do Meio Ambiente. Recursos hídricos e desenvolvimento sustentável da agricultura. 1997. A. VAN ACHER. 83. São Paulo/2002. Natal – RN. 76.

6. ANEXOS 140 .

ANEXO I Lista de entrevistados e questionário 141 .

Dra. Engenheira Civil. Dra. vinculada à Gestão Ambiental. Dra. Dr. Secretária Executiva do Conselho Estadual de Recursos Hídricos – CERH. Chefe da Divisão de Ordenamento de Bacias Hidrográficas – IGAM. Mauro Guilherme Jardim Arce.SEMAD. Willer Hudson Pós. Doutorado em Química Ambiental.ão Centro Tecnológico de Minas Gerais – CETEC.áo da Secretaria de Recursos Hídricos do Ministério do Meio Ambiente. Engenheira Sanitária. Patrícia Gambogi Boson. engenheiro civil. Químico Ambiental. Ex-Assessora de Planejamento e Coordenação e ExDiretora de Desenvolvimento Hídrico do IGAM e atualmente na Companhia do Vale do Rio Doce. representando a Região Sudeste. membro representante do IGAM nos Comitês de Bacias Hidrográficas rio das Velhas. com pósgraduação em hidrologia subterrânea. Pesquisadora da Funda. Secretario de Recursos Hídricos. Dra. membro titular do Conselho Nacional de Recursos Hídricos. Consultora de Recursos Hídricos da Federação das Indústrias do Estado de Minas Gerais – FIEMG e Instituto Brasileiro de Mineração – IBRAM e Membro da Câmara Técnica de Assuntos Legais e Institucionais – CTIL/CNRH apoiando a representação da Confederação Nacional da Indústria – CNI. Saneamento e Obras do Estado de São Paulo. Diretor de Programa de implementa. Dr. Paraopeba.Engº Júlio Thadeu Silva Kettelhut. Luiza de Marilac Moreira Camargos. Geóloga e Engenheira de Minas. Engenheira Civil. da Secretaria de Meio Ambiente de Desenvolvimento Sustentável – SEMAD. Fátima Chagas Dias Coelho. Atuou como membro da Câmara Técnica de Assuntos Legais – CTIL/CNRH. Diretor Geral do Instituto Mineiro de Gestão das Águas – IGAM. 142 . Pará e Doce. membro titular do Conselho Nacional de Recursos Hídricos representando o Ministério do Meio Ambiente e Presidente das Câmaras Técnicas de Assuntos Legais e Institucionais – CTIL e de Análise de Projetos –CTAP. Maria de Lourdes Pereira dos Santos. Secretária Adjunta da Secretaria de Estado de Meio Ambiente e Desenvolvimento Sustentável de Minas Gerais .

o tamanho da bacia. implantação e funcionamento dos comitês federais e estaduais? 6) No processo de implantação dos comitês. 143 . credibilidade e liderança. decorrentes da formação de comitês de bacias hidrográficas? 2) A criação de comitês no Estado de Minas Gerais acelerou a implementação dos instrumentos de gestão e tem contribuído para a solução dos conflitos pelo uso da água? 3) Como se insere um Comitê Estadual de rio de 2ª ordem num Comitê Estadual de rio de 1ª ordem ou mesmo um Comitê de rio de domínio do Estado num Comitê de rio de domínio da União? 4) O estado tem encontrado dificuldade em identificar pessoas capacitadas pra compor as equipes técnicas que darão suporte às atividades do Comitê? Qual é a estrutura de funcionamento dos comitês? 5) Quais têm sido as maiores dificuldades encontradas na criação. cumprimento dos prazos estabelecidos na Resolução. falta de técnicos na bacia com capacidade de atuar como elemento multiplicador em gestão de recursos hídricos têm se constituído problema para o seu funcionamento? 7) É possível o funcionamento adequado do Comitê sem a existência de uma Agência de Bacia ou de um Escritório Técnico que lhe dê suporte nas decisões técnicas? 8) Quais são os critérios para priorização das bacias a serem apoiadas pelo órgão gestor com vistas à formação do Comitê de Bacia? Qual apoio financeiro que o Comitê tem recebido.1) Quais são os avanços na gestão de Recursos Hídricos no estado de Minas Gerais. para apoiar despesas de mobilização e de sua implementação.

ANEXO II Legislação Estadual e do Distrito Federal de Recursos Hídricos 144 .

145 .

Lei Nº 6.855.712. Lei nº 6.br SECRETARIA DE ESTADO DE MEIO AMBIENTE. de 21 de janeiro de 2002. Dispõe sobre a criação do Fundo Estadual de Recursos Hídricos da Bahia FERHBA e a reorganização da Superintendência de Recursos Hídricos .br Site: www.965.05.br SUPERINTENDÊNCIA DE RECURSOS HÍDRICOS Endereço: Av. (publicada no DOE em 13 e 14. Decreto nº 006. de 21 de BAHIA 146 .746-900 Fones: (71) 370-6195 / 370-6170 / AMAZONAS Lei nº 2. Lei nº 6. institui o Sistema Estadual de Gerenciamento Integrado de Recursos Hídricos e dá outras providências. estabelece o Sistema Estadual de Gerenciamento de Recursos Hídricos e dá outras providências.906-060 Fone: (96) 212-5300/5301 . de 22 de outubro de 1998.194.gov.gov. o Gerenciamento e o Plano Estadual de Recursos Hídricos. Mendonça Furtado. de 23 de janeiro de 2001 – Regulamenta a outorga de direito de uso de recursos hídricos.al. CIÊNCIA E TECNOLOGIA SEMA Endereço: Av.2235771/212-5202: Fax: (96) 223-5731 e-mail: gabinete@sistema. de 28 de dezembro de 2. Aprova o Regimento da Superintendência de Recursos Hídricos da Bahia . publicado em 23 de outubro de 1998 – Regulamenta o Conselho Estadual de Recursos Hídricos. publicada em 11/11/97 Dispõe sobre a Política Estadual de Recursos Hídricos. Lei nº 8.001 – Disciplina a Política Estadual de Recursos Hídricos. de 12/05/95 – Dispõe sobre a Política.Nº 390 Plataforma 04 – 1º andar .126 de 16 de dezembro de 1999 – Cria a Secretaria de Estado de Recursos Hídricos.1995) Lei nº 8.ESTADOS E DF LEGISLAÇÃO ESTADUAL E DO DISTRITO FEDERAL DE RECURSOS HÍDRICOS LEI SOBRE POLÍTICA E ÁGUAS LEGISLAÇÃO DO ÓRGÃO SISTEMA DE REGULAMENTAÇÃO SUBTERRÂNEAS GESTOR DE RECURSOS GERENCIAMENTO HÍDRICOS Lei nº 5.247. AMAPÁ Lei nº 686 de 07 de junho de 2002. nº 53 Centro Macapá .SRH e do Conselho Dec nº 8.057-002 Fones: (92) 642-4848/642-7723 Fax: (92) 642-4890/4778 E-mail: ippaan@ippaan.020-050 Fone: (82) 326-9907 Fax: (82) 326-9936 e-mail: sip@seplan.br INSTITUTO DE PROTEÇÃO AMBIENTAL DO AMAZONAS IPAAM Endereço: Rua Recife nº 3280 Bairro do Parque 10 de novembro Manaus .ap. Dispõe sobre a Política de Gerencia de Recursos Hídricos do estado e dá outras providências.AP CEP: 68.784.145. de 13 de janeiro de 2000 – Dispõe sobre as diretrizes básicas para a reforma e organização do Poder Executivo do Estado de Alagoas.Ala Norte Centro Administrativo Salvador – BA CEP: 41. Decreto nº 37. 3 . ÓRGÃO GESTOR DE RECURSOS HÍDRICOS ALAGOAS SECRETARIA DE ESTADO DE RECURSOS HÍDRICOS E IRRIGAÇÃO Endereço: Rua Cincinato Pinto 348 Centro Maceió – AL CEP: 57.ipaam.194.SRH. de 10/11/97.AM CEP: 69. de 08 de maio de 2002.

de 30 de dezembro de 1998. Decreto nº 6.FERHBA e a reorganização da Superintendência de Recursos Hídricos .354. Decreto nº 6. Coordenação e Implantação do Projeto de Gerenciamento de Recursos Hídricos do Estado da Bahia.435. Saneamento e Habitação. Cria o Conselho Estadual de Recursos Hídricos.gov.Dispõe sobre a outorga de direito de uso de recursos hídricos. de 18 de janeiro de 1995.812.CONERH. LEGISLAÇÃO DO ÓRGÃO GESTOR DE RECURSOS HÍDRICOS janeiro de 2002. Lei nº 7.ba.br http://www. entidade autárquica vinculada à Secretaria de Recursos Hídricos.296 de ÁGUAS SUBTERRÂNEAS 21 março de 1997 . Dispõe sobre a criação do Fundo Estadual de Recursos Hídricos da Bahia . Lei nº 7.ba. Lei nº 6. de 14 de setembro de 1998.srh.gov.ESTADOS E DF LEI SOBRE POLÍTICA E SISTEMA DE GERENCIAMENTO REGULAMENTAÇÃO Estadual de Recursos Hídricos . Cria a Superintendência de Recursos Hídricos.295. infração e penalidades e dá outras providências.br 147 . ÓRGÃO GESTOR DE RECURSOS HÍDRICOS 6198 Fax: (71) 370-6577 E-mail: srh@srh.SRH e do Conselho Estadual de Recursos Hídricos CONERH. de 21 de março de 1997 – Institui o Sistema de Planejamento. Dispõe sobre a organização e estrutura da Administração Pública do Poder Executivo Estadual.

264. Regulamenta o art. de 03 de janeiro de 2000. de 24 de julho de 1992. LEGISLAÇÃO DO ÓRGÃO GESTOR DE RECURSOS HÍDRICOS Decreto nº 22.br/ 148 . e dá outras providências. (publicada em 08. de 11 de fevereiro de 1994.98) Decreto nº 24. Decreto nº 25. Decreto nº 25.2º Andar . a estrutura organizacional e distribuição dos cargos de assessoramento da Secretaria dos Recursos Hídricos (SRH). de 20 de abril de 1993.443. Aprova o Regulamento da Secretaria dos Recursos Hídricos e dá outras providências..264.485.Altera dispositivos do Decreto nº 24.361.068. 4º da Lei nº 11. Altera dispositivos do Decreto nº 24.gov.Dispõe sobre a finalidade. de 01 de março de 1999. Regulamenta o art.Bloco C . Cria os Comitês das Sub-bacias Hidrográficas do Baixo e do Médio Jaguaribe e institui seus estatutos. da Lei nº 11.Fortaleza Ceará – CEP: 60819-900 Fones: (85) 488 8503 / 8505 Fax: (85) 488 8579 Email: srh@srh.Ed.gov. Governador Vírgilio Távora . de 27 de agosto de 2001. Decreto nº 23. de 24/07/92 Dispõe sobre a Política Estadual de Recursos Hídricos.067. de 12 de novembro de 1996 e dá outras providências.996.725. de 01 de abril de 1998.04. de 28 de abril de 1999.ce. ÁGUAS SUBTERRÂNEAS Decreto nº 25.264. de 9 de fevereiro de 1994 – Regulamenta o controle técnico das obras de oferta hídrica e dá outras providências.ce. 7º. institui o Sistema Integrado de Gestão de Recursos Hídricos SIGERH e dá outras providências.ESTADOS E DF LEI SOBRE POLÍTICA E SISTEMA DE GERENCIAMENTO REGULAMENTAÇÃO Decreto nº 26.br http://www. SECRETARIA DOS RECURSOS HÍDRICOS Centro Adm. na parte referente à cobrança pela utilização dos recursos hídricos e dá outras providências.870. de 12 de novembro de 1996 e dá outras providências.Cambeba .391. Altera o prazo máximo de vigência da outorga de direito de uso de recursos hídricos. Decreto nº 23. Seduc . ÓRGÃO GESTOR DE RECURSOS HÍDRICOS 7.srh. de 12 de novembro de 1996. CEARÁ Lei Nº 11.996. Decreto nº 24.996 de 24 de junho de 1992.

de 13 de junho de 2001.12.996. Decreto nº 22.356. de 31 de agosto de 2. da Lei n. alterada pela Lei n°12. de 03 de fevereiro de 1994. SECRETARIA DO MEIO de 11 de janeiro de que institui a Secretaria de AMBIENTE. de 24 de julho de 1992. Aprova o Regimento Interno do Conselho Estadual de Recursos Hídricos – CONERH.06. Decreto nº 23. Bittar II Brasília – DF CEP: 70. Decreto nº 22.245.148. e dá outras providências. cria o Sistema de Gerenciamento de Recursos Hídricos do Distrito Federal e dá outras providências.039.semarh.025 de 13/01/97 que Dispõe sobre a Política dispõe sobre a pesca.gov.01). de 30. de 28 de julho de 1993.df. Lei nº 2725. Lei Nº 13. de 31 de agosto de 2001 Dispõe sobre a outorga de direito de uso de recursos hídricos no território do distrito federal e dá outras providências. ÁGUAS SUBTERRÂNEAS LEGISLAÇÃO DO ÓRGÃO GESTOR DE RECURSOS HÍDRICOS ÓRGÃO GESTOR DE RECURSOS HÍDRICOS DISTRITO FEDERAL GOIÁS Decreto n° 22.Revoga a Lei nº 512.535. Dispõe sobre a preservação e o controle dos recursos hídricos. criado pela Lei n°11. SECRETARIA DE MEIO AMBIENTE E DE RECURSOS HÍDRICOS SEMARH Endereço: SEPN 511 – Bloco "A" Ed. de 2 de julho de 1981.583.359. cria o Sistema de Outorga para Uso da Água. de 16/07/97 – Lei nº 13.725 de 13 de junho de 2001.047. de 02 de agosto de 2000 .gov. regulamentando a Lei nº 10. e dá outras providências. de 31 de agosto de 2001.358. 12.Dispõe sobre a estrutura orgânica da Secretaria de Estado de Meio Ambiente e Recursos Hídricos. . DOS RECURSOS 149 . Decreto n.br/ Lei nº 13.123.º 2.750-901 Fone: (61) 340-3756 / 340-3792 Fax: (61) 340-3785 E-mail: semarh@semarh. Institui a Política de Recursos Hídricos do Distrito Federal.603 de 07/04/95. Decreto n° 23.df. de 01 de fevereiro de 1994.410.br http://www. de dezembro de 1977.ESTADOS E DF LEI SOBRE POLÍTICA E SISTEMA DE GERENCIAMENTO REGULAMENTAÇÃO na parte referente à outorga de direito de uso de recursos hídricos. Regulamenta o Fundo Estadual de Recursos Hídricos FUNORH. Decreto nº 14.93. Lei nº.001 .Dispõe sobre a outorga de direito de uso de água subterrânea no território do Distrito Federal de que trata o inciso II. do artigo 12. Regulamenta o Sistema de Informações sobre Recursos Hídricos do Distrito Federal. (publicada no DODF nº 116 em 19.º 21.

456.679.br site: http://www.952. ÁGUAS SUBTERRÂNEAS 2000. institui o Sistema Estadual de Recursos Hídricos e dá outras providências.mt. Fones: (65) 644-4177 / 313-2054 / 2850 / 231-6617 Fax: (65) 644-2566 / 313-2267 www. Dispõe sobre o Conselho Estadual de Recursos Hídricos – CERH.061 de 09/05/97 que altera o referido Plano Estadual Decreto nº 4.Palácio agosto de 1999. de 19/06/95. dispôs sobre a conservação e proteção ambiental dos depósitos de água subterrânea no Estado de Goiás. de 06.br 150 .fema.gov. Portaria FEMADecreto Estadual nº 3. Transforma a Secretaria de Meio Ambiente e Recursos Hídricos em Secretaria de Meio Ambiente. institui o Sistema de Gerenciamento Integrado de Recursos Hídricos e dá outras providências. a SEMARH Lei nº 13.goias. AMBIENTE E RECURSOS de 4 de janeiro de 1999. LEGISLAÇÃO DO ÓRGÃO GESTOR DE RECURSOS HÍDRICOS Meio Ambiente e dos Recursos Hídricos. 2. Laurício Pedro Rasmussen n&ordm. Regulamenta o 25. Carlos Cunha s/nº Dispõe sobre a Calhau organização da Gerência São Luís – MA CEP: 65.ESTADOS E DF LEI SOBRE POLÍTICA E REGULAMENTAÇÃO SISTEMA DE GERENCIAMENTO Estadual de Recursos Hídricos aqüicultura e proteção da fauna e dá outras providências.076-820 Fones: (98) 246-5500 / 246-5298 / de Qualidade de Vida. de MT nº 002.04. "D" s/nº . 8429 Fax: (98) 246-7999 FUNDAÇÃO ESTADUAL DO MEIO AMBIENTE – FEMA Diretoria de Recursos Hídricos Decreto nº 393 de 12 de Endereço: Av. Lei nº 7.040. Lei nº 13. Lei nº 13.go.03.015-080 Fones: (62) 202-3300/ 202-3515 / 223-8521 / 229-3758 / 565-1434 Fax: (62) 202-2366 / 212-5532 E-mail: semarh@sectec.052. construção de poços tubulares GERÊNCIA ADJUNTA DE MEIO Decreto nº 16.535 Vila Iate Goiânia – GO CEP: 74. Portaria nº 130 de 22/04/99 – Regulamenta o Instrumento da Outorga. HÍDRICOS Endereço: Av.2000.468. Paiaguás – Antigo Prédio do DOP Organograma da Fundação Centro Político Administrativo Estadual do Meio Ambiente Cuiabá – MT CEP: 78. ÓRGÃO GESTOR DE RECURSOS HÍDRICOS HÍDRICOS E DA HABITAÇÃO SEMARH Endereço: Av.php MARANHÃO MATO GROSSO Lei Nº 6.gov. de 20/03/97 que aprova o Plano Estadual de Recursos Hídricos e Minerais para o quadriênio 1995/1998. Recursos Hídricos e Habitação. aquática.2002.945 de 05/11/97 – Dispõe sobre a Lei de Política Estadual de Recursos Hídricos.gov. de 16 de abril de 1999.br/index. Conselho Estadual de Normatização da Recursos Hídricos – CEHIDRO. de 22/12/97 – Dispõe sobre a Política Estadual de Recursos Hídricos.050-970 (FEMA-MT).

11. que dispõe sobre a Política Estadual de Recursos Hídricos. Proteção e Desenvolvimento Sustentável das Bacias Hidrográficas do Estado de Minas Gerais e dá outras providências. SECRETARIA DE ESTADO DO MEIO AMBIENTE CULTURA E TURISMO SEMACT Telefone: (67) 318. 1354 4º andar– Bairro de Lurdes Belo Horizonte – MG CEP: 30.5646 MINAS GERAIS Lei nº 13.199.2000 .mg.1998. de 29 de janeiro de 2002. Av. Prudente de Moraes.5600 Fax: (67) 318.º 2406. de 11.Dispõe sobre a fiscalização e o controle da utilização dos recursos hídricos no estado pelo Instituto Mineiro de Gestão das Águas – IGAM. a proteção e a conservação das águas subterrâneas de domínio do Estado. SECRETARIA DE ESTADO DE MEIO AMBIENTE E DESENVOLVIMENTO SUSTENTÁVEL .br site: http://www.Dispõe sobre a administração.057.br/ 151 .055.gov. Decreto nº 37.ESTADOS E DF LEI SOBRE POLÍTICA E SISTEMA DE GERENCIAMENTO Lei n.578.igam. Deliberação Normativa CERHMG Nº 03. publicada em 30 de janeiro de 1999 – Cria o Fundo de Recuperação.1997. 1671 Belo Horizonte . publicações Lei nº 13771.SEMAD End. publicada em 30 de janeiro de 1999 – Dispõe sobre a Política Estadual de Recursos Hídricos e dá outras providências.gov.mg.194. Lei nº 13. de 16. cria de o Institui a Política Estadual de Recursos REGULAMENTAÇÃO ÁGUAS SUBTERRÂNEAS LEGISLAÇÃO DO ÓRGÃO GESTOR DE RECURSOS HÍDRICOS ÓRGÃO GESTOR DE RECURSOS HÍDRICOS MATO GROSSO Hídricos.º 40. de 8 de março de 2001 Regulamenta a Lei nº 13. Lei nº 12. de 29 de janeiro de 1999.e dá outras providências. Decreto n. Decreto nº 40. DO SUL Estadual Sistema Gerenciamento dos Recursos Hídricos e dá outras providências.170081 Fones: (31) 3337-1819 / 3719 Fax: (31) 3337-3283 / 8705 e-mail diretoriageral@igam. de 29 de janeiro de 1999. de 10 de abril de 2001 (Publicada no “Minas Gerais” em 18 de abril de 2001) Estabelece os critérios e valores para indenização dos custos de análise.12.MG. Decreto nº 41. INSTITUTO MINEIRO DE GESTÃO DAS ÁGUAS – IGAM Endereço: Rua Santa Catarina.199. Altera a denominação do DRH para IGAM.191 de 28 de agosto de 1995. de 29 de janeiro de 1999.CERH-MG . Regulamento do Instituto Mineiro de O IGAM está vinculado à Gestão das Águas – IGAM.584 de 17/07. Dispõe sobre o Conselho Estadual de Recursos Hídricos . de 16 de novembro de 1998 .

) Altera a redação da Portaria Nº 030/93. de 30 de dezembro de 1998 e alterada pela Portaria IGAM nº 007. de 30 de dezembro de 1998. 8. Portaria IGAM/nº 6 de 25 de maio de 2000 . com nova redação dada pela Portaria nº 010/98. Portaria IGAM/nº 01 de 4 de abril de 2000 – Dispõe sobre a publicidade dos pedidos de outorga de direito de uso de recursos hídricos. de 07 de junho de 1993. de 19 de outubro de 1999. 8º da Portaria nº 030/93. Portaria Administrativa Nº 010/98 (Publicada no “Minas Gerais” em 23 de janeiro de 1999.Acrescenta parágrafo ao art. ÁGUAS SUBTERRÂNEAS LEGISLAÇÃO DO ÓRGÃO GESTOR DE RECURSOS HÍDRICOS ÓRGÃO GESTOR DE RECURSOS HÍDRICOS 152 . Altera a redação do § 3º do Art. com nova redação dada pela Portaria nº 010/98. 12 e altera a redação do art.ESTADOS E DF LEI SOBRE POLÍTICA E SISTEMA DE GERENCIAMENTO REGULAMENTAÇÃO e vistoria dos processos de outorga de direito de uso de recursos hídricos no Estado de Minas Gerais e dá outras providências. de 7 de junho de 1993. de 07 de junho de 1993. que regulamenta o processo de outorga de direito de uso de águas de domínio do Estado. 13 da Portaria nº 030/93.

5255 http://www. que dispõe sobre a Política Estadual de Recursos Hídricos.095-770 Fones: (91) 276-1256 / 0731 Fax: (91) 276-8564 http://www.257 de 31.10. e dá outras providências.256 de 31. Decreto nº 19.br/ 153 . Lei nº 7.308 de 02. Irrigação e Saneamento do Estado da Paraíba – AAGISA.10. Irrigação e Saneamento do Estado da Paraíba – AAGISA Telefone: (83) 238.823.258 de 31.gov.gov. aprovado pelo Decreto nº 18. de 25 de julho de 2001.10. PARAÍBA Lei nº 6. e dá outras providências. TECNOLOGIA E MEIO AMBIENTE – SECTAM Endereço: Travessa Lomas Valentina. de 11 de maio de 1988 – Cria a Secretaria de Estado da Ciência. suas diretrizes e dá outras providências. Institui a Política Estadual de Recursos Hídricos. de 02 de abril de 1997.033. Dá nova redação a dispositivos do Regimento Interno do Conselho Estadual de Recursos Hídricos. institui o Sistema Estadual de Gerenciamento de Recursos Hídricos e dá outras providências. 2717 – Bairro Marco Belém – PA CEP: 66.sectam. Dá nova redação e revoga dispositivos do Decreto nº 18. Tecnologia e Meio Ambiente e dá outras providências.br/ Agência de Águas. Decreto nº 19.07. Cria a Agência de Águas.97. publicada em 03.96. Decreto nº 19. Lei nº 5752. Dispõe sobre a reorganização e cria cargos na Secretaria de Ciência. Tecnologia e Meio Ambiente – SECTAM e dá outras providências. ÓRGÃO GESTOR DE RECURSOS HÍDRICOS SECRETARIA DE CIÊNCIA.pa. Decreto nº 19. Regulamenta a outorga de direito de uso dos recursos hídricos e dá outras providências.97. Regulamenta o Controle Técnico das Obras e Serviços de Oferta Hídrica e dá outras providências. de 31 de outubro de 1997. de 29 de novembro de 2001.97.pb.07. de 02 de abril de 1997. que regulamenta o Fundo Estadual de Recursos Hídricos.260.semarh.381.ESTADOS E DF LEI SOBRE POLÍTICA E SISTEMA DE GERENCIAMENTO REGULAMENTAÇÃO ÁGUAS SUBTERRÂNEAS PARÁ Lei nº 6. e dá outras LEGISLAÇÃO DO ÓRGÃO GESTOR DE RECURSOS HÍDRICOS Lei nº 5457.824.1996. de 26 de julho de 1993.

Decreto N. Institui a Política Estadual de Recursos Hídricos. Decreto nº 4. Decreto nº 18.824 de 02.315.CERH. Nomeia os Membros do Conselho Estadual de Recursos Hídricos. de 26 de novembro de 1999.230-120 Fone: (41) 333-4774 Fax: (41) 333-4774 Ramal 2197 154 . de 31 de agosto de 2001. Publicado no Diário Oficial do Estado em 18/07/2000. de março de 2002.º 2. de 31 de agosto de 2001. Decreto nº 4.04.646.º 2.Superintendência de Desenvolvimento de Recursos Hídricos e Saneamento Ambiental Rua Santo Antônio 239 Bairro Rebouças Curitiba . que estabelece a cobrança pelo uso das águas. Dispõe sobre o regime de outorga de direitos de uso de recursos hídricos. Decreto nº 4. Decreto N. publicado no Diário Oficial do Estado em 15.2001 – delegação de competências da Secretaria de Estado do Meio Ambiente e Recursos Hídricos SEMA à Superintendência de Desenvolvimento de Recursos Hídricos e Saneamento Ambiental SUDERHSA PARANÁ Lei nº 12. Recursos Hídricos e Saneamento Ambiental (SUDERHSA) Decreto nº 2. Decreto nº. Lei nº 11. critérios e procedimentos relativos à participação de organizações civis de recursos hídricos junto ao Sistema Estadual de Gerenciamento de Recursos Hídricos. de 31 de agosto de 2001.320 de 28 de junho de 2001. 80.317. Aprova o regulamento do Fundo Estadual de Recursos Hídricos.647.PR CEP. cria o Sistema Estadual de Gerenciamento de Recursos Hídricos e dá outras providências SUDERSHA .ESTADOS E DF LEI SOBRE POLÍTICA E SISTEMA DE GERENCIAMENTO REGULAMENTAÇÃO providências.07. 5.352/96 – criação da Superintendência de Desenvolvimento. publicado no Diário Oficial do Estado ÁGUAS SUBTERRÂNEAS LEGISLAÇÃO DO ÓRGÃO GESTOR DE RECURSOS HÍDRICOS ÓRGÃO GESTOR DE RECURSOS HÍDRICOS Decreto nº 4.Aprova o Regimento Interno do Conselho Estadual dos Recursos Hídricos .361.97 . Dispõe sobre o regime de outorga de direitos de uso de recursos hídricos.646. Estabelece normas.726.316.

pe.º 2.br/ RIO DE JANEIRO Lei nº 3. inciso VII.426 de 17/01/97 Dispõe sobre a Política Estadual de Recursos Hídricos e o Plano Estadual de Recursos Hídricos. § 1º. de 2 de outubro de 2000 .gov. publicado no DOE em 04/08/99. Institui a Política Estadual de Recursos Hídricos. Tecnologia e Meio Ambiente.269 de 24 de dezembro de 1997 – Dispõe sobre a Política Estadual de Recursos Hídricos e o Plano Estadual de Recursos Hídricos.239 de 02 de agosto de 1999. 138 – 3º andar – sala 301 Rio de Janeiro – RJ CEP: 20. Dispõe sobre a estrutura organizacional do Poder Executivo Estadual.sectma.314. Estabelece normas e critérios para a instituição de comitês de bacia hidrográfica DECRETO N. Regulamenta a Lei nº 11. 9.br/ Regulamento. PUBLICADO NO DIÁRIO OFICIAL DO ESTADO DE 18/07/2000.061-070 Fones: (81) 3441-5636 / 1331 / 3441-7525 Decreto nº 19. Lei nº 11.629.921440 Fones: (21) 580-0048 / 580-4221 / 580-1198 Fax: (21) 580-0348 / 0548 http://www. SECRETARIA DE RECURSOS HÍDRICOS Endereço: Rua Irmã Maria David. institui o Sistema Integrado de Gerenciamento de Recursos Hídricos. ÁGUAS SUBTERRÂNEAS LEGISLAÇÃO DO ÓRGÃO GESTOR DE RECURSOS HÍDRICOS ÓRGÃO GESTOR DE RECURSOS HÍDRICOS PERNAMBUCO Lei nº 11. regulamenta a Constituição Estadual em seu artigo 261. cria o Sistema Estadual de Gerenciamento de Recursos Hídricos. cria e extingue cargos e dá outras providências.serla. Estabelece os procedimentos técnicos e administrativos para a emissão de outorga de direito de uso de recursos hídricos de domínio do Estado do Rio de Janeiro. e dá outras providências. Estrutura e http://www.423 de 26 de março de 1998. Portaria nº 273. 155 . de 17 de janeiro de 1997. de 06 de Fax: (81) 3441-7525 junho de 1997.427 de 17/01/97 – Dispõe sobre a conservação e a proteção das águas subterrâneas do Estado de Pernambuco.rj.br Organograma da Secretaria de Ciência.208.Dispõe sobre o Conselho Estadual de Recursos Hídricos. institui e Sistema Integrado de Gerenciamento de Recursos Hídricos e dá outras providências.427. Aprova o http://www.srh. DISPÕE SOBRE O CONSELHO ESTADUAL DE RECURSOS HÍDRICOS. 180 – Casa Forte Recife – PE CEP: 52. de 11 de dezembro de 2000.gov. Lei nº 11. de 28 de janeiro de 1999. FUNDAÇÃO SUPERINTENDÊNCIA ESTADUAL DE RIOS E LAGOAS – SERLA Endereço: Campo de São Cristovão. 0 Decreto n 20.pe. e dá outras providências.826. Decreto nº 27.gov. 0 Decreto n 20.ESTADOS E DF LEI SOBRE POLÍTICA E SISTEMA DE GERENCIAMENTO REGULAMENTAÇÃO de 18/07/2000.

350. de 30 de dezembro de 1994.gov.//www.º 10. 55. andar .505. Decreto nº 42. de 21 de novembro de 1996 Regulamenta o artigo 18 da Lei ÁGUAS SUBTERRÂNEAS Lei nº 6. de 30 de dezembro de 1994. e da outras providências. Lei nº 11. Lei nº 11.Centro Porto Alegre . de 08 de dezembro de 2000 Altera o Decreto nº 36.836. de 30 de dezembro de 1994 .362.055. Aprova o Regulamento da Secretaria de Recursos Hídricos do Estado do Rio Grande do Norte.350.gov.560. ÓRGÃO GESTOR DE RECURSOS HÍDRICOS Secretaria de Recursos Hídricos do Estado do Rio Grande do Norte Endereço: Av. Decreto nº 37. regulamentando o artigo 171 da Constituição do Estado do Rio Grande do Sul. Introduz RIO GRANDE DO alterações na Lei nº 10. 9&ordm.283 de 22 de março de 1997. de 29 de julho de 1999.033. publicado em 25 de março de 1997 – Regulamenta o inciso III do art. dispõe sobre a Secretaria do Meio Ambiente . de 26 de dezembro de 2002. publicado em 25 de março de 1997 – Regulamenta o Sistema Integrado de Gestão de Recursos Hídricos – SIGERH e dá outras providências. de 10 de janeiro de 1995.908 de 1º de julho de 1996.047.034. Lei n. de 8 de maio de 1989 que criou o Fundo de Investimento em Recursos Hídricos.350. de 21 de novembro de 1996 Regulamenta a outorga do direito de uso da água no estado do Rio Grande do Sul. e dá outras providências.SEMA Endereço: Rua Carlos Chagas.285 de 22 de março de 1997. institui o NORTE Sistema Integradas de Gestão de Recursos Hídricos SIGERH e dá outras providências. de SUL 30 de dezembro de 1994. criado pela Lei 6. com alterações.850.serhid.SEMA e dá outras providências. que dispõe sobre a Política Estadual de Recursos Hídricos. Hermes da Fonseca. publicada em 3 de julho de 1996 .Dispõe sobre a Política Estadual de RIO GRANDE DO Recursos Hídricos. Publicado no DOE de 29/06/99.356. prevista nos Artigos 29. Decreto nº 40.015-001 Fones: (84) 232-2410 / 2409 / 2420 Fax: (84) 232-2411 / 2419 http.FUNERH. de 22 de dezembro de 2000. Introduz modificações na Lei nº 10.908 de 01 de julho de 1996.350.br Lei n.284 de 22 de março de 1997. Decreto nº 13. LEGISLAÇÃO DO ÓRGÃO GESTOR DE RECURSOS HÍDRICOS Decreto nº 13. 30 e 31 da Lei nº 10. 4º da Lei nº 6.Institui o Sistema Estadual de Recursos Hídricos.RS CEP: 90. relativas ao gerenciamento e à conservação das águas subterrâneas e dos aqüíferos no Estado do Rio Grande do Sul. Regulamenta o Fundo Estadual de Recursos Hídricos . de 1º de julho de 1996. publicado em 25 de março de 1997.086.sema.rn. Decreto nº 37. de 15 de abril de 2002. Cria o Instituto de Gestão das Águas do Estado do Rio Grande do Norte IGARN. que instituiu o Sistema Estadual de Recursos Hídricos e na Lei nº 8.rs.br/sema/ 156 .908.º 8.030-020 Fone: (51) 286-2513 / 226-1503 Fax: (51) 286-2349 http://www. Regulamenta disposições da Lei nº 10. de 11/03/1998. que trata do Conselho Estadual de Recursos Hídricos. Decreto nº 13. SECRETARIA ESTADUAL DO MEIO AMBIENTE .ESTADOS E DF LEI SOBRE POLÍTICA E SISTEMA DE GERENCIAMENTO REGULAMENTAÇÃO Decreto nº 13. 1174 – Bairro Tirol Natal – RN CEP: 59. de 4 de julho de 1995.

350. que instituiu o Sistema Estadual de Recursos Hídricos. anexo a esse Tratado. de 17 de fevereiro de 1978 Promulga o Tratado de Cooperação para o Aproveitamento dos Recursos Naturais e o Desenvolvimento da Bacia da Lagoa Mirim e o Protocolo para o Aproveitamento dos Recursos Hídricos do Trecho Limítrofe do Rio Jaguarão. que instituiu o Sistema Estadual de Recursos Hídricos. ÁGUAS SUBTERRÂNEAS LEGISLAÇÃO DO ÓRGÃO GESTOR DE RECURSOS HÍDRICOS ÓRGÃO GESTOR DE RECURSOS HÍDRICOS 157 .Regulamenta os usos da água que dispensam de outorga. Resoluções do CRH/RS 001/1995 – Regulamenta a operação experimental do sistema de irrigação Vacaraí/Canas no município de São Gabriel. de 30 de dezembro de 1994. Decreto nº 81.ESTADOS E DF LEI SOBRE POLÍTICA E SISTEMA DE GERENCIAMENTO REGULAMENTAÇÃO nº 10.350.055. visando a minimizar problemas de drenagem urbana. de 30 de dezembro de 1994.Regulamenta a alocação de recursos financeiros do Fundo de Investimentos em Recursos Hídricos do Rio Grande do Sul. de 04 de julho de 1995 Regulamenta o artigo 7º da Lei nº 10. Decreto nº 36.351. RS 001/1997 . 002/1997 .

ESTADOS E DF LEI SOBRE POLÍTICA E SISTEMA DE GERENCIAMENTO REGULAMENTAÇÃO 003/1997 Aprova a composição do Comitê de Gerenciamento da Bacia Hidrográfica do Rio TaquariAntas. 005/1998 Aprova a composição do Comitê de Gerenciamento da Bacia Hidrográfica do Rio Pardo.Aprova a alteração de nome do Comitê de Gerenciamento da Bacia Hidrográfica do Rio dos Sinos. 007/1998 Aprova a composição do Comitê de ÁGUAS SUBTERRÂNEAS LEGISLAÇÃO DO ÓRGÃO GESTOR DE RECURSOS HÍDRICOS ÓRGÃO GESTOR DE RECURSOS HÍDRICOS 158 . – Oficializa a 003/1998 Comissão Provisória do Lago Guaíba. bem como aprova a sua nova composição. 004/1997 .Regulamenta a administração e operação em caráter experimental dos sistemas de irrigação no município de São Gabriel/RS 001/1998 . 006/1998 .Aprova a nova composição do Comitê de Gerenciamento da Bacia Hidrográfica do Rio Santa Maria e aprova o seu Regimento Interno.Aprova a nova composição do Comitê de Gerenciamento da Bacia Hidrográfica do Rio Gravataí. 002/1998 . 004/1998 Aprova a composição do Comitê de Gerenciamento da Bacia Hidrográfica do Rio Caí.

Delega ao Instituto Riograndense do Arroz .IRGA a fiscalização da operação das tomadas de água para irrigação no arroio Velhaco e afluentes no período da safra 1998/99. 001/1999 . 009/1998 . 002/1999 . 010/1998 .ESTADOS E DF LEI SOBRE POLÍTICA E SISTEMA DE GERENCIAMENTO REGULAMENTAÇÃO Gerenciamento da Bacia Hidrográfica dos rios Vacacaí e Vacacaí-Mirim. 003/1999 .Delega ao Instituto Riograndense do Arroz . 004/1999 .Aprova a proposta do Comitê de Gerenciamento da Bacia Hidrográfica do Rio Tramandaí.Aprova o Regimento Interno do Comitê de Gerenciamento da Bacia Hidrográficado Rio Caí.Aprova a proposta do Comitê de Gerenciamento da Bacia Hidrográgica do Rio Camaquã.Aprova o Regimento Interno do Comitê de Gerenciamento da Bacia ÁGUAS SUBTERRÂNEAS LEGISLAÇÃO DO ÓRGÃO GESTOR DE RECURSOS HÍDRICOS ÓRGÃO GESTOR DE RECURSOS HÍDRICOS 159 . 005/1999 .Aprova o Regimento Interno do Comitê Gerenciamento da Bacia Hidrográfica do Rio Pardo.Aprova o Regimento Interno do Comitê de Gerenciamento da Bacia Hidrográfica do Rio dos Sinos.IRGA a continuidade na fiscalização da operação das tomadas de água para irrigação no arroio Velhaco e afluentes no período da safra 1999-2000. 008/1998 .

ESTADOS E DF LEI SOBRE POLÍTICA E SISTEMA DE GERENCIAMENTO REGULAMENTAÇÃO Hidrográfica do Lago Guaíba. 002/2001 . 001/2000 . no período da safra 2001/2002.Inicia o processo de discussão para a criação das Agências de Região ÁGUAS SUBTERRÂNEAS LEGISLAÇÃO DO ÓRGÃO GESTOR DE RECURSOS HÍDRICOS ÓRGÃO GESTOR DE RECURSOS HÍDRICOS 160 . 002/2000 . 006/2001 . 001/2001 .Institui a Câmara Técnica de Assessoramento Permanente ao Conselho de Recursos Hídricos. 003/2001 .Delega ao Intituto Rio Grandense do Arroz .Aprova o Regimento Interno do Comitê de Gerenciamento da Bacia Hidrográfica do Rio Gravataí.147/2000. no período da safra 2000-2001.Discute e delibera sobre o Projeto de Lei n.Aprova o Regimento Interno do Comitê de Gerenciamento da Bacia Hidrográfica dos rios Vacaraí e Vacaraí-Mirim.Delega ao IRGA a fiscalização no Arroio Velhaco e seus afluentes.º 4. 003/2000 .IRGA a continuidade na fiscalização a operação da tomadas de água para irrigação no arroio Velhaco e afluentes.Aprova a proposta de composição do Comitê de Gerenciamento da Bacia Hidrográfica do Alto Jacuí. 005/2001 . 004/2001 .Aprova a proposta de composição do Comitê de Gerenciamento da Bacia Hidrográfica do Rio Ijuí.

Aprova a proposta de composição do Comitê de Gerenciamento da Bacia Hidrográfica dos Rios TurvoSanta Rosa-Santo Cristo. alterado pela Lei nº 8.Regulamenta o Processo de Instalação dos Comitês de Gerenciamento de Bacias Hidrográficas do Rio Grande do Sul.644. de 25 de janeiro de 2002. Osmar Cunha. de 26 de setembro de SECRETARIA DE DESENVOLVIMENTO AMBIENTAL – SEDAM Endereço: Estrada de Santo Antônio.015-900 Fone:(48) 224-3064/223 0400/224 6166 R. ÁGUAS SUBTERRÂNEAS LEGISLAÇÃO DO ÓRGÃO GESTOR DE RECURSOS HÍDRICOS ÓRGÃO GESTOR DE RECURSOS HÍDRICOS RONDÔNIA Lei Complementar nº 255.sc.2110 Fax: (69) 224-2529 / 224 7466 SECRETARIA DE ESTADO DO DESENVOLVIMENTO URBANO E MEIO AMBIENTE – SDM Endereço: Av. 900. 007/2001 .739. de 16 de dezembro de 1985. Ed.022 de 06/05/93 – Dispõe sobre o Sistema Estadual de Gerenciamento de Recursos Hídricos 161 .Parque Cujubim Porto Velho RO CEP: 78.748 de 30/11/94 – Dispõe sobre a Política Estadual de Recursos Hídricos e dá outras providências. Institui a Política Estadual de Recursos Hídricos e o Sistema Estadual de Gerenciamento de Recursos Hídricos. 009/2001 .360.Dá nova redação ao art. 183.br SANTA CATARINA Lei nº 9.739. articulado ao Programa de Gestão Ambiental Compartilhada.202 Fax: (48) 222-9403/224 0471 http: //www. 5º andar Florianópolis – SC CEP 88. 2º da Lei nº 6. de 16 de dezembro de 1985 – Cria o Conselho Estadual de Recursos Hídricos Lei Nº 10.900-000 Fone: PABX (69) 224-2220 / 7484 / 2528 / 314. Lei nº 9. Ceisa Center.sdm. de 07 de janeiro de 1998 .gov. 008/2001 .Instituição um Grupo de Trabalho para tratar de assuntos relativos ao Programa Estadual Integrado de Capacitação em Recursos Hídricos. Lei nº 6.ESTADOS E DF LEI SOBRE POLÍTICA E SISTEMA DE GERENCIAMENTO REGULAMENTAÇÃO Hidrográfica – ARH. Bloco B.

br e-mail: drh@daee.300 de 25 de agosto de 1993 – Regulamenta o Fundo Estadual de Recursos Hídricos – FEHIDRO. Decreto nº 27. de 22 de ÁGUAS SUBTERRÂNEAS LEGISLAÇÃO DO ÓRGÃO GESTOR DE RECURSOS HÍDRICOS ÓRGÃO GESTOR DE RECURSOS HÍDRICOS SÃO PAULO Lei nº 10. de 29 de março de 1993 (*) Cria a Secretaria de Estado de Recursos Hídricos. Disciplina o uso do solo para a proteção dos mananciais.134.022.sp. contidas no Regulamento baixado pelo Decreto n. de 28. de 07 de fevereiro de 1991 – Regulamenta a Lei nº 6. de 28 de novembro de 1997 – Dispõe sobre a proteção e recuperação de mananciais. que dispõe sobre a preservação dos depósitos naturais de águas subterrâneas do Estado de São Paulo e dá outras providências. as infrações e as penalidades.663/91. cursos e reservatórios de água e demais recursos hídricos de interesse da Região Metropolitana da Grande São Paulo e dá providências correlatas. altera a denominação da Secretaria de Energia e Saneamento e dá providências correlatas. de 7 de fevereiro de 1991 regulamenta a Lei nº 6.007.ESTADOS E DF LEI SOBRE POLÍTICA E SISTEMA DE GERENCIAMENTO REGULAMENTAÇÃO 1991.275. Decreto nº 10. Aprova a Norma e os Anexos que disciplinam a fiscalização.663.576 de 11 de novembro de 1987 – Cria o Conselho Estadual de Recursos Hídricos. DE 27 DE AGOSTO DE 1979. de 12 de dezembro de 1996. Decreto nº 43. criado pela Lei nº 7. de 2 de junho de 1988. de 7 de abril de 1998 – Regulamenta a Lei nº 9.br/ 162 .9452 e-mail: sti@daee. Saneamento e Obras. Cria a estrutura da Diretoria de Procedimentos de Outorga e Fiscalização LEI nº 8.o 52.daee. Decreto n° 32. de 02 de junho de 1988 – Dispõe sobre a preservação dos depósitos naturais de águas subterrâneas do Estado de São Paulo. Portaria DAEE nº 717. de 18 de dezembro de 1975. e nº 10. de 03 de janeiro de 1998.020.134/88.º 898. de 3 de julho de 1998. Aprova a Norma e os Anexos que disciplinam o uso dos recursos hídricos. Lei nº 6.br http://www.134.755.gov. Lei nº 9866. Dispõe sobre ampliação das atribuições do Departamento de Águas e Energia Elétrica. Lei n. Lei n. Portaria DAEE Nº 712. que cria o Conselho Estadual de Recursos Hídricos . Decreto nº 37.663/91. 285 – 5º andar – Pinheiros São Paulo – SP CEP: 05424-140 Fone: (11) 3813-4145 / 3814-9011 Fax: (11) 3814-9011 Ramal 2131 / 3815 . Decreto Estadual nº 41.º 7. de 30/12/91 Estabelece normas de orientação à Política Estadual de Recursos Hídricos bem como ao Sistema Integrado de Gerenciamento de Recursos Hídricos. Regulamenta a outorga de direitos de uso dos recursos Hídricos e a fiscalização de usos de recursos hídricos – artigos 9º a 13 da Lei nº 7.gov.2002. Autoriza o Poder Executivo a participar da constituição de Agência de Bacias. DEPARTAMENTO DE ÁGUAS E ENERGIA ELÉTRICA – DAEE Endereço: Rua Butantã. de 18 de dezembro de 1995.866/97. de 3 de fevereiro de 1971.955.sp. Portaria DAEE nº 01. Lei nº 9034.CERH. de 27 de dezembro de 1994 – Dispõe sobre o Plano Estadual de Recursos Hídricos 1994/1995. DECRETO Nº 13.06.sp. Decreto nº 32.gov.955.258 de 31 de agosto de 1996.834.636.

099. e providências.Esplanada das Secretarias – Centro . Dispõe sobre o enquadramento dos corpos de água receptores na classificação prevista no decreto n.to.1141 .Dispõe sobre a Política Estadual de Recursos Hídricos.br http://www. de 22 de março de 1998 – Cria o Conselho Estadual 2002. de 26 de março de 1998 – Dispõe sobre o Conselho Estadual de Recursos Hídricos – CONERH/SE. ÁGUAS SUBTERRÂNEAS LEGISLAÇÃO DO ÓRGÃO GESTOR DE RECURSOS HÍDRICOS ÓRGÃO GESTOR DE RECURSOS HÍDRICOS SERGIPE Lei nº 3. de 3 de julho de 2000 – Corrige os valores de custos operacionais do Anexo único do Decreto nº 18. que regulamenta a outorga de direito de uso de recursos hídricos.Fax:63 2181158/1099 e-mail: seplangb@zaz. Decreto nº 18.br/seplantec -srh TOCANTINS Decreto nº 637.050 .SE CEP: 49.com.br/ 163 . de 30 de janeiro adota outras providências. Portaria nº 006. SECRETARIA DO PLANEJAMENTO E MEIO AMBIENTE – SEPLAN Endereço: Secretaria do Planejamento e Meio Ambiente .Palmas – TO CEP 77. de 22 de julho de o Lei n 1.gov.com.931. e dá outras Estadual de Recursos Hídricos.Regulamenta a outorga de direito de uso de recursos hídricos. 8.br http://www.ANNO .468 (1). e institui o Sistema Integrado de Gerenciamento de Recursos Hídricos e dá outras providências.307.Fone: (63) 218-1155 /1151 Geral:63 218. Dispõe sobre a Política de Recursos Hídricos. SECRETARIA DE ESTADO DO PLANEJAMENTO E DA CIÊNCIA E TECNOLOGIA – SEPLANTEC Endereço: Rua Vila Cristina.456.456. de 3 de dezembro de 1999. Decreto nº 18. de 03 de dezembro de 1999 .ESTADOS E DF LEI SOBRE POLÍTICA E SISTEMA DE GERENCIAMENTO REGULAMENTAÇÃO novembro de 1977.com. Decreto nº 19.020-150 Fone: (79) 214-4424/214-5177 Fax: (79) 211-9931 E-mail: srh-se@prodase. e dá providências correlatas.079 de 5 de setembro de 2000 – Regulamenta o Fundo Estadual de Recursos Hídricos – FUNERH. e dá outras providências. de 8 de setembro de 1976.163. 1051 Bairro São José Aracaju . Decreto nº 18.prodase.870 de 25 de setembro de 1997 . de 2001 – Dispõe sobre a outorga de direito de uso de recursos hídricos.seplan.

ANEXO III Relação dos Comitês de Bacias Hidrográficas do Brasil 164 .

br 9 Oceano Atlântico CBH .sp.500-000 (35) 629 1105/1106/1107/ 1108 (54) 316 8101/ 9981 5386 (celular) (24) 3355 83 89 (35) 622 3596 barbosa@iem. Getúlio Vargas.001-970 (54) 3311 1307 (24) 3355 8389 (34) 3242 8888 castamann@upf.tche.br 5 Paraíba do Sul Resende RJ 27.1303 PinheirinhoCampus Prof. BPS.br 7 Rio Doce CBH .600-000 (49) 551 2018 (49) 551 2004 peixe@unoescjba. BPS.RIO ARAGUARI Alfredo Castamann Manuel Otoni Neiva (presidente em exercício) Antônio Reinaldo Caetano Aprovado pelo CNRH e instituído pelo Decreto de 25/01/2002 Aristides Cimadon Arthur Parada Prócida (Prefeito de Mongaguá) Passo Fundo RS 99.807-060 (16) 232 2527 (16) 232 2527 comitetj@recursoshidricos.CP 566 BR 285 Km171 bairro São José Rua Sarkis.ALTO JACUÍ CBH .730-000 (13) 3421 1600 (13) 3445 3063 comitebs@recursoshidricos.com.sp.DOCE 8 Rio Uruguaí CBH .BAIXADA SANTISTA Mongaguá SP 11. 156 Jardim Jalisco Rua Jaime Gomes.520-000 Fone (51) 9971 1254 Fax (51)3663 6494 E-mail/Site cmtramandai@aol.br 6 Rio Paranaíba Araguari MG 38.CP 542 Av.RIO PEIXE Rua getúlio Vargas.com 2 Aldo Benedito Pierri Araraquara SP 14. 67 Centro Joaçaba SC 89. 1303 AV.br 4 Rio Jacuí CBH .br 3 Rio Grande CBH .com.b r . 418 Centro Cidade Osório Estado RS CEP 95.gov.cfeu. Panorama Av.gov. Capitão Noray de Paula e Silva.TIÊTE JACARÉ Representante Legal Milton Hack Endereço Rua Marechal Floriano.PARAÍBA DO SUL (CEIVAP) CBH . 135 – J. 1459 Av. 2125 .rct-sc.440-000 (34) 3242 8888 cafeari@quantica.RIO SAPUCAÍ Alexandre Augusto Barbosa Itajubá MG 37. José Rodrigues Seabra UFP .510-100 Ceivap@uol.RELAÇÃO DOS COMITÊS DE BACIAS HIDROGRÁFICAS DO BRASIL Código 1 Foz do Rio Principal Oceano Atlântico Rio Tiête Nome do Comitê CBH TRAMANDAÍ CBH .

10 Oceano Atlântico CBH . 162 Centro Sede: Av.BAIXO JACUÍ CBH .br 19 20 RS PE 96.com.416-500 (19) 434 5111 (19) 434 5111 (51) 3717 7470 (18) 427 1662 (51) 3722 3681 cbh-pcj@merconet.com.br 166 . Moreira de Azevedo.br 13 Rio Curu CBH .TURVO GRANDE CBH .705-000 (48) 626 6222 acit@acit-tubarao.PARDO-RS CBH .br / cbhtg@terra.600-000 (81) 3841 1156 (81) 3841 1246 21 Oceano Atlântico Rio Jequitinhonha CBH .com 18 Rio Grande Oceano Atlântico São Francisco Germano Hernandes Filho Gilberto Gonçalves Gutemberg Granjeiro Maciel SP 15.gov.AGUAPEÍ E PEIXE CBH . 26 Centro Florianópolis SC 88.com.RIO CURU CBH PIRACICABA. CAPIVARI E JUNDIAÍ CBH .LAGOA DA CONCEIÇÃO Alessio dos Passos Santos Caixa Postal 10. Otavio Pinto César. Minas Center.sp. Marcolino martins cabralk.gov.100 Lagoa da Conceição Benedito Mendes Faria.combr/comitelagoa da conceicao 11 Rio Paranapanema CBH .501-000 (51) 3717 7460 (14) 427 1662 (51) 3722 4646 dionei@proppex.520-520 (14) 427 1017 (14) 427 1662 comitemp@recursos.085-360 (17) 226 5302 (17) 227 2108 (51) 3671 4001 cimitetg@recursoshidricos.br 12 Oceano Atlântico CBH .600-000 (33) 3731 1570 pnasede@byalnet. nº 1400 Cidade Nova BR 116 km 400 Trevo Acesso Sul Praça João Pereira Vale.062-010 (48)232 0185 (48) 232 0515 comitelagoa@guiafloripa.CAMAQUÃ CBH .com.br 15 16 17 Rio Jacuí Rio Paraná Rio Jacuí RS SP RS 96.com. nº 40 A ULTRA Martinho Lutero.ARAÇUAÍ Araçuaí MG 39.180-000 56.com. 20 centro Rua XV de Novembro.RIO ITAJAÍ Hans Prayon Heirich Nikolaus Busselmann Blumenau SC 89.br fhbernal@hotmail. Estados Unidos nº 988 Sede: Av.sp. 600 Edifício Mauá 2º Andar Pça Rui Barbosa. 1788 Ed. 2º andar CP 50 Rua Dr. Independência .br 22 CBH .010-000 (47) 340 2414 comite@furb.br comite@terra.RIO MOXOTÓ Carlos Magno Feijó Campelo Claudio Antonio de Mauro Dionei Minuzzi Delevati Elzio Stelato Júnior Fernando Bernal Pentecoste CE 62. 40 A Av.com.MÉDIO PARANAPANEMA Carlos Arruda Gams Marília SP 17.RIO TUBARÃO Carlos José Stüpp Tubarão SC 88. 2293 Rua Benedito Mendes Faria.br daeebpp@terra. s/nº Av.br / www.815-900 17520-520 96.640-000 (88) 352 1155 14 Rio Tiête Piracicaba Santa Cruz do Sul Marília Cachoeira do Sul São José do Rio Preto Camaquã Sertânia SP 13.unisc.guiafloripa.

RIO PARDO Luiz Sergio Girão de Lima Homero de Carvalho Freitas Hugo V.RIBEIRA DE IGUAPE E LITORAL SUL CBH .620-000 (88) 518 1200/1351 33 Oceano Atlântico Rio Paraná Oceano Atlântico José C Carvalho Brasilia DF 70.ALTO TIÊTE São Paulo SP 03007-900 (11) 3315 9077 jconejo@sp.br ivomello@pro.via-rs.sp.23 24 Rio Jaguaribe Rio Grande CBH .Francisco Getúlio Vargas.br 25 Rio Tiête CBH .070-560 (54) 214 3492 Ramal 2480 (55) 422 4292 (55) 9974 1353 (54) 212 1133 izorzi@ucs.gov. 248 Centro Av.180-000 (15) 277 1314 comiterb@recursoshidricos.b r 32 Rio Jaguaribe José Aluísio Cavalcante Pinheiro Solonópole CE 62.700-000 89.gov. 305 Espirito Santo do Pinhal Tapiraí RS SP 13.tche.990-000 (19) 651 3707 (15) 277 1133/1135 982 3717 (celular) (19) 651 5430 prefpinhal@uol.b r 31 Rio Paranapanema José Alberto Mangas Pereira Catarino Rua Desbravador Ceará.org.SÃO FRANCISCO CBH .gov.MOGI GUAÇU CBH .sp.RIO IBICUÍ CBH .br / comite_ibicui@pro.610-200 (61) 445 5342 (61) 445 5362 dilma@ana.via-rs. 9º andar. 2266 Rua do Príncipe.201-700 (17) 632 1726 (47) 435 3730 (17) 632 4664 (47) 435 3730 167 .30-000 (16) 682 1222/682 1221 (16) 682 1302 (11) 3315 9083 / 3315 1309 pfmazul@zaz.015-190 (18) 221 4350 (18) 221 4350 comitepp@recursoshidricos.PONTAL DO PARANAPANEMA CBH .br 30 Oceano Atlântico João Batista machado SP 18.SGR ANA Rua: Cinco. Conjunto 902 Presidente Prudente SP 19.SÃO JOSÉ DOS DOURADOS CBH . 438 Rua Doutor Queiroz Lima nº 330 Setor Policial Sul Área 5 Quadra 03 Bloco L . 1130 CP 1352 Caxias do Sul RS 95.br comitesjd@recursoshidricos.br 26 Rio Paraíba do Sul CBH .MÉDIO BAIXO JAGUARIBE CBH . 330.gov. S.POMBA MURIAE 27 Rio Taguari CBH .br 34 35 José Carlos Guisso José Mario Gomes Ribeiro Jales Joinville SP SC 15.Centro Rua Augusto Moritz.940-000 14. Mercúrio.br 28 29 Rio Uruguaí Rio Grande Ivo Mello João Alborgheti Praça Rio Branco s/nº .sp.RIO BANABUIÚ CBH . br cubatao@cubataojoinville.com.com. Marques de Resende Instituído pelo Decreto de 5 de junho de 2001 Rua Raul Nogueira nº 9(altos) Rua Dona Maria das Dores.RIO CUBATÃO (NORTE) Isidoro Zorzi UCS .com.com.RIO TAQUARI-ANTAS CBH . s/nº Parque Dom Pedro II Morada Nova Serra Azul CE SP 62.gov.

850-110 (51) 3225 6636 grassilat@netmarket.405-600 (16) 3724 5270 (16) 3724 5270 (18) 642 3502 comitesmg@francanet. nº 333 Praça Ministro André Cavalcati.b r 43 44 45 46 Rio Tiête Rio Pardo MG/BA São Francisco São Francisco Birigui Águas Vermelhas Belo Horizonte Belo Horizonte São Leopoldo SP MG MG MG 16200-000 39.RIO MOSQUITO CBH . Flávio Rocha.br 37 Rio Uruguaí CBH . 950. CP 275 Florianópolis SC 88.PARAOPEBA CBH .unisinos.br comitebt@recursoshidricos.com.500-000 40 Lagoa dos Patos CBH .LITORAL NORTE Luiz Roberto Numa de Oliveira Ubatuba SP 11.070-620 (48) 248 5797/337 0448 9983 5592 (celular) (55) 3332 0453 (55) 9987 9959 (celular) /3221 2447 (81) 3521 9720/3441 9933 R.990-000 30.BAIXO TIÊTE CBH .36 Oceano Atlântico CBH .140-092 31. 24 (81) 3521 1371/3268 1008 (55) 3332 0459 robsaito@yahoo.RIO DOS SINOS (COMITESINOS) Agliberto Gonçalves Marcos Martins Villela Marilene Farias de souza Mauro da Costa Val Paulo Maciel Junior Franca SP 14. 164 Estreito UNIJUÍ CP nº 560 CORSAN Mauricio Sihotsky sobrinho. Saito Rua Nossa Senhora das Graças. 4551 .br 38 Rio Jacuí Loreno Côvolo Santa Maria RS 39 Oceano Atlântico Lúcio Monteiro Cabo Agostinho PE 54.gov.com. 600 Menino de Deus Rua Cunhambebe.com.680-000 (12) 432 3816 (12) 432 3816 Ramal 30 comiteln@pratica.700-000 rhidrico@unijui.gov.SAPUCAÍMIRIM GRANDE CBH .RIO CUBATÃO José Y.130-003 (18) 642 3655 (33) 3755 8129/3755 1204 (31) 3337 2978 / 9108 9707 (celular) (31) 3277 5182 mcostaval@uol.tche.Vila Exposição Rua Silvares. 100 Rua São Vicente nº 154 Rua Gonçalves Dias nº 2299/1007 Lourdes Av.br / saiadm@matrix.br (51) 3590 8122 47 Rio Jacuí Paulo Renato Paim RS 93.br dafma@pbh.022-000 (51) 3590 8508 cmtsinos@cirrus.RIO PIRAPAMA Lígia Cassol Pinto Ijuí RS 98. 532– Centro Avenida Dr.com. s/nº Rua Barão do Cerro Largo. Afonso Pena.RIO DAS VELHAS CBH .IJUÍ CBH VACACAÍ/VACAC AÍ-MIRIM CBH . 4000 UNISINOS.br 42 Rio Grande CBH .LAGO GUAÍBA Luiz Antonio Timm Grassi Porto Alegre RS 90.com.com.br 168 .sp.br 41 Oceano Atlântico CBH .

com. 423 Centro Sede: COOP.BAIXO JAGUARIBE CBH . Europa M.590-000 (55) 3231 2480 (55) 3231 2957 cmtsmaria@rosulonline. nº 260 Santa Rosália Praça JK.760-000 (51) 3635 1550 comite@cpovo.PARACATU Rodopiano Marques Evangelista Poços de Caldas MG 37.com.045-000 (15) 222 2065 (15) 222 2181 cbhmt@zaz. Sebastião do Caí RS 95. 544 Edifício horácio Valentim .com.600-000 (38) 3671 5855 9962 6035 (celular) (38) 3671 1366 58 Rio Ibicuí CBH . Miguel Iron s/nº Santa Rita Morro Agudo SP 14. Olegário Maciel.com.net 56 Rio Grande CBH .br 55 Rio Jacuí CBH . de Morro Agudo) Pedro Paulo de Oliveira Martins Praça Martinico Prado.501-271 (37) 3212 4066 regreco@uol.br e cmtsmaria@pro.br 169 . 22 de Janeiro.BAIXO PARDO GRANDE Paulo Roberto Fiatikoski (Prefeito Munic.SOROCABA MÉDIO TIETÊ Renato Amary (Prefeito Municipal de Sorocaba) Sorocaba SP 18.SANTA MARIA Romeu Domingos Andreazza Rosário do Sul RS 97. 51 Edifício Tupy Boa Vista Parque Ecológico Rio Camboriú Av.PARÁ Rafael Silvio Nunes Raimundo Gonçalez Malta Raimundo José Reis Félix Regina Greco Recife Balneário Camboriú Icapuí Divinópolis PE 50050-240 (81) 3227 3911 ramal 265 (47) 363 7145 (88) 432 1194/432 1200 (37) 344 1142/344 9987 (81) 3227 3519 (47) 363 7145 rgmalta@terra. Floriano Peixoto. 3996 Centro Rua Guapé nº 671/ Belvedere Av.com.11 Samuel Pinto.AFLUENTES MINEIROS DOS RIOS PARDO E MOGI GUAÇU CBH .330-000 62810-000 35.48 Rio Grande CBH .br 51 52 53 SC CE MG 88.com.com.br 49 Rio Doce CBH . 395 CP172 Rua Sebastião Thomás Oliveira.br 54 Rio Tiête CBH .RIO PAJEÚ CBH .TRITICO LA Av.via-rs. Américo de Carvalho nº820 Jd.704-083 (35) 3697 2601 57 São Francisco Rodrigo Vargas Paracatu MG 38.RIO CAMBORIÚ CBH . 1626 Av.RIO CAÍ Roberto Carlos da Silva Alves S.br 50 São Francisco Oceano Atlântico Rio Jaguaribe São Francisco CBH .CARATINGA Caratinga MG 35.300-047 (33) 3329 8029 (33) 3329 8001 beirario@prodatanet.640-000 (16) 3851 1400 (16) 3851 1166 pmagudo@netsite.

300 Rua Coronel Buchelle nº 181 Centro Novo Horizonte SP 14.RIO GRAVATAÍ Sérgio Cardoso Rua Carlos Chagas.256-501 . 255 – Vila Abernéssia Rua Adolpho Serra nº3 Urbis Rua Máximo João Kopp nº274 bl.gov.RIO JABOATÃO Ubirajara Ferreira Paz Moreno PE 54.630-900 (41) 333 4774 (41) 225-6454 yarabach@sepl. 125 Sede: Rua Manoel Pereira Alves.com.RIO TIJUCAS Yara Cristina Eisembach Curitiba PR 80.br 69 Adalto Gomes Tijucas SC 88.com. São Sebastião.b r 61 Rio Capibaribe CBH .br 68 Oceano Atlântico Oceano Atlântico Ronaldo Klizke Jardim Centenário SC 89.55/2 andar/sala 107 Porto Alegre RS 90.com.ALTO PARANAPANEMA (ALPA) CBH .gov.br 60 Rio Tiête CBH .800-000 (14) 351 2599 (14) 351 2790 comitealpa@winf.sp.br tannay@camaratijucas.030-020 (51) 3484 3488 3288 6012 comitegravataí@metroplan.ALTO IGUAÇU / ALTO RIBEIRA CBH .br / amvali@netuno.SERRA DA MANTIQUEIRA Valentim Calenzani Vinicius Perdigão Varginha João Montevade MG MG 37.com.ITAÚNAS Conceição da Serra ES 29. Amazonas nº 115 6º Andar Centro Rua Santa Lúcia.800-000 (81) 3535 1067/1197 (81) 3535 1067 (35) 3229 5658 (31) 3852 1541 cbhpiracicaba@robynet.com.rs.RIO PIRACICABA CBH .gov.pr. com.200-000 170 .RIO ITAPOCU CBH .gov. 291 bairro Aclimação Av. 185 (Prefeitura Municipal de Moreno) Sofrênio Portela.930-117 (35) 3229 5614 64 Rio Paranapanema Walter Martins de Oliveira Walter Maurício Nogueira Barros Vasconcelos Wanderson Rogério Giacomim Piraju SP 18. 1 /1º andar Rua Prefeito Waldemar Grubba nº 3. 375 Av.br / pmcorupa@netuno.960-000 (17) 542 1144 (17) 542 1122 comitetb@recursoshidricos.RIO VERDE CBH .310-000 35.br 65 Rio Paraíba do Sul Campos do Jordão SP (12) 262 4122 (12) 262 4122 66 Oceano Atlântico CBH . (47) 370 7933 nono@weg.RIO TIÊTE BATALHA Toshio Toyota (Prefeito Municipal de Novo Horizonte) Praça Rio Branco.rs.965-000 (27) 3251 8256 67 Rio Iguaçu CBH .br 62 63 Rio Grande Rio Doce CBH .b r/ada@metroplan.59 Rio Jacuí CBH .

com.com.br Fonte: Agência Nacional de Águas – ANA (2002) 171 .gov.802-001 (48) 522 0709/9954 5445 72 Rio Iguaçu Mauro Battistelli Reinaldo Gomes Ribeirete Marcelo Déda Chagas Marcos André Lima da Cunha Pierre Maurice Gervaiseau José Renato Casagrande Guarapuava PR 85030-230 (42) 624 2214 (42) 624 2214 semaflor@gol.RIO SERGIPE CBH .200-000 (43) 258 5454 (43) 258 2377 imprensaibipora@onda.com.br / juliofilho.055-402 63.RIO JORDÃO CBH .ALTO JAGUARIBE CBH .es.br 77 Serra Azul ES (27) 3251 8264 semma@serra.RIO ARARANGUÁ CBH .010-010 60.RIO JACARAÍPE Júlio bernardo da silva Filho Av.RIO CANOAS CBH .psi.com.br pbarzan@casan.br 74 75 76 Rio Sergipe Rio Jaguaribe Rio Jaguaribe Aracaju Fortaleza Crato SE CE CE 49. Antônio Luís nº989 Pimenta Rua Rômulo Castelo nº 18 Centro Araranguá SC (49) 221 0100 (49) 221 0102 senseflora@baroni.Leoberto Leal nº1904 Bairro Universitário CP 225 Av. Km 353 Parque Municipal das Araucária SEMAFLOR Rua Padre Votoriano Valente nº 540 Praça Olimpio nº 180 Av.SALGADO CBH .br 73 Paranapanema Ibiporã PR 86. Getúlio Vargas nº 227 Sala 09 Centro BR 277. Aguanambi nº 1770 Rua Cel.com.100-000 (85) 257 6538/272 9614 (88) 523 2130 andre@cogerh.com.br 71 Oceano Atlântico Tadeu Santos SC 88.br / adonismaccari@ig.RIO TIBAGI CBH .70 Rio Uruguaí CBH .silva@bol.

ANEXO IV Resoluções CNRH nºs 5. 18 e 24 161 .

de 1997.433. observados os critérios e as normas estabelecidos pelo Conselho Nacional.433. de 20 de dezembro de 2001. § 1º Os Comitês de Bacia Hidrográfica são órgãos colegiados com atribuições normativas. conforme estabelecido pela Lei nº 9. e no Decreto nº 2. seus níveis e vinculações. no uso de suas atribuições. deliberativas e consultivas a serem exercidas na bacia hidrográfica de sua jurisdição. bióticas. deverão. a ser aprovada pelo Conselho Nacional de Recursos Hídricos. econômicas. deverão adequar a gestão de recursos hídricos às diversidades físicas. de 3 de junho de 1998. a Secretaria de Recursos Hídricos elaborará a Divisão Hidrográfica Nacional Preliminar. Parágrafo único. § 2º Os Comitês de Bacia Hidrográfica .RESOLUÇÃO Nº 5. Parágrafo único. Art. Art. sociais e culturais de sua área de abrangência. nesta Resolução e nas normas complementares supervenientes. com base no disposto na Lei nº 9. em primeira instância administrativa.6º Os planos de recursos hídricos e as decisões tomadas por Comitês de Bacias Hidrográficas de subbacias deverão ser compatibilizadas com os planos e decisões referentes à respectiva bacia hidrográfica. 7º Cabe aos Comitês de Bacias Hidrográficas. Art. § 3º Os Comitês de Bacias Hidrográficas.433. demográficas. de forma a implementar o Sistema Nacional de Gerenciamento de Recursos Hídricos. afluentes a rios de domínio da União. deste artigo. serão vinculados ao Conselho Nacional de Recursos Hídricos. inclusive os relativos aos Comitês de Bacias de cursos de água tributários. 1º Os Comitês de Bacias Hidrográficas.quando houver manifesta transgressão ao disposto na Lei nº 9.433. 37 a 40.O. resolve: Art. A compatibilização a que se refere o caput. serão desenvolvidas mediante articulação da União com os Estados. Enquanto não for aprovado o Plano Nacional de Recursos Hídricos. e Considerando a necessidade de estabelecer diretrizes para a formação e funcionamento dos Comitês de Bacias Hidrográficas. organizados e terão seu funcionamento em conformidade com disposto nos art. de 8 de janeiro de 1997.U de 11 de abril de 2000) (Modificada pela Resolução nº18. 2º As entidades mencionadas no art. 38. onde deve constar a caracterização das bacias hidrográficas brasileiras. nesta Resolução e na Divisão Hidrográfica Nacional.433.3º As ações dos Comitês de Bacia Hidrográfica em rios de domínio dos Estados. além do disposto no art. serão instituídos. Art. de 1997. tendo em vista o disposto na Lei nº 9. ou do Distrito Federal: I . de acordo com as respectivas competências do Conselho Nacional de Recursos Hídricos ou dos Conselho Estaduais.arbitrar. Art. Parágrafo único.612. de 1997. da Lei nº 9433. diz respeito às definições sobre o regime das águas e os parâmetros quantitativos e qualitativos estabelecidos para o exutório da sub-bacia. da Lei nº 9. no âmbito de sua área de atuação. e pela Resolução nº 24.4º O Conselho Nacional de Recursos Hídricos só deverá intervir em Comitê da Bacia Hidrográfica. e nesta Resolução. 5º A área de atuação de cada Comitê de Bacia será estabelecida no decreto de sua instituição. Estaduais e Distrital de Recursos Hídricos. necessariamente. Será assegurada ampla defesa ao Comitê de Bacia Hidrográfica objeto da intervenção de que trata este artigo. de 1997. DE 10 DE ABRIL DE 2000 (Publicada no D. 162 . a ser incluída no Plano Nacional de Recursos Hídricos. os conflitos relacionados aos recursos hídricos. integrantes do Sistema Nacional de Gerenciamento de Recursos Hídricos. observados os critérios gerais estabelecidos nesta Resolução. de 1997. Art.433. 51 da Lei nº 9. de 1997.433. tendo em vista a definição que trata o caput deste artigo. observadas as deliberações emanadas. cujo curso de água principal seja de domínio da União. de 24 de maio de 2002) O Conselho Nacional de Recursos Hídricos. de 8 de janeiro de 1997. alterar seus estatutos visando sua adequação ao disposto na Lei nº 9.

com o Plano de Recursos Hídricos da Bacia Hidrográfica de sua jurisdição. o seguinte: I . de 24 de maio de 2002. (NR) Resolução CNRH nº 24. pelo menos. de 24 de maio de 2002. de acordo com sua esfera de competência. VI . podendo ser reeleitos uma única vez. Art. ou do Distrito Federal.Secretários de Estado responsáveis pelo gerenciamento de recursos hídricos de.compatibilizar os planos de bacias hidrográficas de cursos de água de tributários. para efeito do disposto no art.número de representantes de entidades civis.o mandato dos representantes e critérios de renovação ou substituição. dois terços dos Estados contidos na bacia hidrográfica respectiva considerado. em suas respectivas áreas de atuação. com encaminhamento simultâneo.número de votos dos representantes dos poderes executivos da União. com antecedência mínima de trinta dias. artigo 1º IV . garantida a participação de pelo menos um representante por Estado e do Distrito Federal. e VII . com pelo menos.aprovar o Plano de Recursos Hídricos da Bacia. 6º desta Resolução ou . 8º Deverá constar nos regimentos dos Comitês de Bacias Hidrográficas. proporcional à população residente no território de cada Estado e do Distrito Federal. considerado o disposto nesta Resolução.aprovar as propostas da Agência de Água. e (NR) Resolução CNRH nº 24. poderá ser encaminhada ao Conselho Nacional de Recursos Hídricos se subscrita por pelo menos três das seguintes categorias: I . de 27 de abril de 1999. ainda que parcialmente. convocada especialmente para esse fim.desenvolver e apoiar iniciativas em educação ambiental em consonância com a Lei nº 9. que lhe forem submetidas. quando existente. de 24 de maio de 2002.795. aos representantes. vinte por cento do total de votos. Das decisões dos Comitês de Bacia Hidrográfica caberá recurso aos Conselhos Nacional. II . do Distrito Federal e dos Municípios. cujo rio principal é de domínio da União. 163 . dos Estados. artigo 1º § 3º As alterações dos regimentos dos Comitês somente poderão ser votadas em reunião extraordinária. cujos territórios se situem. de 24 de maio de 2002.II . IV . III . b) do Conselho Estadual de Recursos Hídricos. (NR) Resolução CNRH nº 24. da documentação completa sobre os assuntos a serem objeto de deliberação. Parágrafo único. artigo 1º III – número de representantes dos usuários dos recursos hídricos. obedecido quarenta por cento do total de votos. artigo 1º § 1º Os mandatos do Presidente e do Secretário serão coincidentes. respeitando as respectivas diretrizes: a) do Comitê de Bacia de curso de água do qual é tributário. V . obrigatoriamente. dando-se à sua convocação ampla divulgação. o Distrito Federal.aprovar seu regimento interno. os planos de recursos hídricos da bacia hidrográfica à audiência pública. § 2º As reuniões e votações dos Comitês serão públicas. Estaduais ou Distrito Federal de Recursos Hídricos. artigo 1º Art. 9º A proposta de instituição do Comitê de Bacia Hidrográfica. (NR) Resolução CNRH nº 24.(NR) Resolução CNRH nº 24. ou ao Conselho Nacional de Recursos Hídricos. conforme o colegiado que o instituir. obedecido o limite de quarenta por cento do total de votos. de 24 de maio de 2002. escolhidos pelo voto dos membros integrantes do respectivo Comitê de Bacia. e deverão ser aprovadas pelo voto de dois terços dos membros dos respectivos Comitês. quando for o caso.submeter. que institui a Política Nacional de Educação Ambiental.

433. do art. com diagnóstico da situação dos recursos hídricos na bacia hidrográfica. dos representantes das entidades civis de recursos hídricos com atuação comprovada na bacia. a que se refere o inciso III. em função das características locais e justificativas elaboradas por pelo menos três entidades civis.o credenciamento dos representantes dos usuários de recursos hídricos.39. 39. caberá ao Secretário-Executivo do Conselho Nacional de Recursos Hídricos.caracterização da bacia hidrográfica que permita propor a composição do respectivo Comitê de Bacia Hidrográfica e identificação dos setores usuários de recursos hídricos. será efetivada mediante decreto do Presidente da Republica. § 2º Em até cinco meses.433.entidades representativas de usuários.indicação da Diretoria Provisória. da Lei nº 9. obrigatoriamente da proposta a ser encaminhada ao Conselho Nacional de Recursos Hídricos. § 3º O processo de escolha e credenciamento dos representantes. § 1º Após a instituição do Comitê. à critério do Conselho. contados a partir da data de sua nomeação. podendo as entidades civis referenciadas.aprovação do regimento do Comitê.39. de 1997.a proposta de que trata o art. e IV. a serem qualificadas como Organizações da Sociedade Civil de Interesse Público. será público.14 desta Resolução e inciso IV. a que se refere o inciso I e II. para indicação de seus respectivos representantes. da Lei nº 9. tendo em vista o que estabelece o art. do art. de 1997. de que trata o artigo anterior. o Presidente Interino deverá realizar: I . a seguinte documentação: I .entidades civis de recursos hídricos.justificativa circunstanciada da necessidade e oportunidade de criação do Comitê.a escolha. e II . III . podendo este número ser reduzido. se aprovada. e IV . da Lei nº 9. do art. 164 . II . por seus pares. e IV . III. II .eleição e posse do Presidente e do Secretário do Comitê. a que se referem o art.II. a que se refere o inciso V do art. Art.a escolha. dos representantes dos Municípios. contados a partir da data de sua nomeação.433. de 1997.433. com no mínimo dez entidades. por seus pares. III. Art. com atuação comprovada na bacia. Estaduais e. Art.12 Em até seis meses. dos riscos de racionamento dos recursos hídricos ou de sua poluição e de degradação ambiental em razão da má utilização desses recursos. do Distrito Federal. legalmente constituídas. 10 Constará. 39. dar posse aos respectivos Presidente e Secretario Interinos. do art 14º desta Resolução com no mínimo cinco entidades. e quando couber identificação dos conflitos entre usos e usuários. no prazo de trinta dias. com mandato de até seis meses. desta resolução.11 A proposta de instituição do Comitê será submetida ao Conselho Nacional de Recursos Hídricos e.9 o. 14 desta Resolução. a que se refere o parágrafo anterior deste artigo.Prefeitos Municipais cujos municípios tenham território na bacia hidrográfica no percentual de pelo menos quarenta por cento. da Lei nº 9. legalmente constituídas. com incumbência exclusiva de coordenar a organização e instalação do Comitê. quando for o caso. com ampla e prévia divulgação. de 1997.a articulação com os Poderes Públicos Federal. que poderão ser qualificadas como Organizações da Sociedade Civil de Interesse Público. o Presidente Interino deverá realizar: I . de pelo menos três dos usos indicados nas letras “a” a “f ”.

11 e no caput do art. deste artigo. c) irrigação e uso agropecuário.a representação dos usuários nos Comitês será estabelecida em processo de negociação entre estes agentes. 12 poderão ser prorrogados. (AC) Resolução CNRH nº 18. JOSÉ SARNEY FILHO Presidente do Conselho RAYMUNDO JOSÉ SANTOS GARRIDO Secretário Executivo 165 .cada usuário da água será classificado em um dos setores relacionados nas alíneas “a” a “f”. O somatório de votos dos usuários. em conformidade com o inciso II. b) indústria. locais ou setoriais de usuários.433. 11. bem como os prazos previstos no §2º do art. pelo Conselho Nacional de Recursos Hídricos. três dos setores usuários mencionados nas “a” a “f” do caput desse artigo. e) hidroviário. no mínimo. quarenta dias antes do término de seu mandato. turismo. do art. de 1997. II . por tempo determinado. não poderá ser inferior a quatro por cento e superior a vinte por cento.Art.15 Os usuários das águas que demandam vazões ou volumes de água considerados insignificantes. lazer e outros usos não consuntivos. captação e diluição de efluentes industriais. desde que tenha sido prévia e justificadamente solicitado pelo Presidente Interino do Comitê. entre os seguintes setores usuários: (NR) Resolução CNRH nº 24. Art. devidamente documentados e justificados ao Conselho Nacional de Recursos Hídricos. 14 Os usos sujeitos à outorga serão classificados pelo Conselho Nacional de Recursos Hídricos. de 20 de dezembro de 2001. em conformidade com a vocação da bacia hidrográfica. 8º desta Resolução. c) a participação de. do art. 16 Esta Resolução entra em vigor na data de sua publicação. deste artigo. contados à partir de sua aprovação. Art. serão representados no segmento previsto no inciso II. artigo 1º Art. de 24 de maio de 2002. da Lei nº 9. I . pertencentes a um determinado setor. 12–A O prazo de mandato a que se refere o §1º do art. artigo 1º a) abastecimento urbano. na bacia hidrográfica conforme alíneas “a” a “f”. 47. inclusive diluição de efluentes urbanos. e d) outros critérios que vierem a ser consensados entre os próprios usuários. d) hidroeletricidade. Parágrafo único. considerado relevante.13 O Presidente eleito do Comitê de Bacia deve registrar seu regimento no prazo máximo de sessenta dias. desde que integrem associações regionais. b) critério de cobrança pelo direito de usos das águas que vier a ser estabelecido e os encargos decorrentes aos setores e a cada usuário. levando em consideração: a) vazão outorgada. f) pesca. Art.

. assim como um processo mais amplo de mobilização social.” Art... bem como os prazos previstos no §2º do art....... 12 poderão ser prorrogados. de 23 de novembro de 1999............. Art.......... de 3 de junho de 1998.........984... 12.. de 10 de abril de 2000. Considerando a necessidade de se realizar um trabalho maior de articulação institucional........... 2º Esta Resolução entra em vigor na data de sua publicação....... resolve alterar esta Resolução.... O prazo de mandato a que se refere o §1º do art.......“Art...433.. 1º Acrescenta-se o art.............. quarenta dias antes do término de seu mandato... e Considerando a experiência adquirida com a instalação dos comitês de bacia hidrográfica já instituídos........O...... a critério do CNRH.......... alterado pelo Decreto nº 3........978. muitas vezes outros países. 11...... de 8 de janeiro de 1997... e tendo em vista o disposto no seu Regimento Interno...RESOLUÇÃO Nº 18.. de 17 de julho de 2000. no uso das competências que lhe são conferidas pela Lei nº 9.. aprovado pela Portaria MMA nº 407......." “I. Considerando que os rios de domínio da União envolvem geralmente mais de um estado da federação. regulamentada pelo Decreto nº 2..... por tempo determinado.......... desde que tenha sido prévia e justificadamente solicitado pelo Presidente Interino do Comitê... DE 20 DE DEZEMBRO DE 2001 (Publicada no D... com a redação dada pela Lei nº 9.. pelo Conselho Nacional de Recursos Hídricos...... Considerando que os prazos estabelecidos pela Resolução nº 5 do CNRH....U de 06 de março de 2002) O Conselho Nacional de Recursos Hídricos.....” “II.” “Art............... de 22 de outubro de 2001........ 11 e no caput do art...612. 12–A... 12-A...... JOSÉ SARNEY FILHO Presidente do Conselho RAYMUNDO JOSÉ SANTOS GARRIDO Secretário Executivo 166 .... que possui a seguinte redação: . no sentido de possibilitar a prorrogação do mandato da Diretoria Provisória dos Comitês de Bacia Hidrográfica........ tem-se mostrado insuficientes para viabilizar o processo de instalação dos comitês....... à Resolução CNRH nº 5.

. ................... passam a vigorar com as seguintes alterações: “Art........... ................... II .......... e Considerando o estágio atual de implementação dos instrumentos de gestão dos recursos hídricos.......... 2º Esta Resolução entra em vigor na data de sua publicação... III – número de representantes dos usuários dos recursos hídricos. vinte por cento do total de votos...................................(NR)” Art......... de 10 de abril de 2000.... 8º e 14 da Resolução nº 5.................. em conformidade com a vocação da bacia hidrográfica................o mandato dos representantes e critérios de renovação ou substituição. com antecedência mínima de trinta dias... obedecido quarenta por cento do total de votos... da documentação completa sobre os assuntos a serem objeto de deliberação......... aprovado pela Portaria nº 407..... regulamentada pelo Decreto n° 2... § 2º As reuniões e votações dos Comitês serão públicas......... resolve: Art....RESOLUÇÃO Nº 24.. entre os seguintes setores usuários: ............. JOSÉ CARLOS CARVALHO Presidente do Conselho RAYMUNDO JOSÉ SANTOS GARRIDO Secretário Executivo 167 ........ ainda que parcialmente........ § 3º As alterações dos regimentos dos Comitês somente poderão ser votadas em reunião extraordinária....433................ com pelo menos................ dando-se à sua convocação ampla divulgação. e deverão ser aprovadas pelo voto de dois terços dos membros do respectivo Comitê.612..... cujos territórios se situem..... em suas respectivas áreas de atuação. de 8 de janeiro de 1997.......... 1º Os arts............. 14 Os usos sujeitos à outorga serão classificados pelo Conselho Nacional de Recursos Hídricos.. com encaminhamento simultâneo aos representantes.........................número de representantes de entidades civis. 8º ..... DE 24 DE MAIO DE 2002 (Publicada no D....... garantida a participação de pelo menos um representante por Estado e do Distrito Federal. convocada especialmente para esse fim.......... de 3 de junho de 1998.......................O. no uso das competências que lhe são conferidas pela Lei n° 9... de 23 de novembro de 1999......... e tendo em vista o disposto no seu Regimento Interno...(NR)" “Art............... e Considerando os requisitos legais e institucionais necessários para a emissão de outorga...........U de 16 de setembro de 2002) O CONSELHO NACIONAL DE RECURSOS HÍDRICOS... proporcional à população residente no território de cada Estado e do Distrito Federal.............. e IV ..........

613.ANEXO V Decreto nº 4. de 11 de Março de 2003 168 .

de 8 de janeiro de 1997. 84. 169 .aprovar propostas de instituição dos Comitês de Bacias Hidrográficas e estabelecer critérios gerais para a elaboração de seus regimentos. e dá outras providências. no uso das atribuições que lhe confere o art. DE 11 DE MARÇO DE 2003. 1o O Conselho Nacional de Recursos Hídricos.deliberar sobre os recursos administrativos que lhe forem interpostos. de 17 de julho de 2000.acompanhar a execução e aprovar o Plano Nacional de Recursos Hídricos e determinar as providências necessárias ao cumprimento de suas metas. Regulamenta o Conselho Nacional de Recursos Hídricos. e 9. e tendo em vista o disposto nas Leis nos 9. IV .613. VI . alínea "a". II .433.analisar propostas de alteração da legislação pertinente a recursos hídricos e à Política Nacional de Recursos Hídricos. os conflitos existentes entre Conselhos Estaduais de Recursos Hídricos.promover a articulação do planejamento de recursos hídricos com os planejamentos nacional. integrante da estrutura regimental do Ministério do Meio Ambiente.984. órgão consultivo e deliberativo.deliberar sobre os projetos de aproveitamento de recursos hídricos. DECRETA: Art.Presidência da República Casa Civil Subchefia para Assuntos Jurídicos DECRETO Nº 4. regionais.deliberar sobre as questões que lhe tenham sido encaminhadas pelos Conselhos Estaduais de Recursos Hídricos ou pelos Comitês de Bacia Hidrográfica. em última instância administrativa. VIII . da Constituição. III .estabelecer diretrizes complementares para implementação da Política Nacional de Recursos Hídricos.arbitrar. aplicação de seus instrumentos e atuação do Sistema Nacional de Gerenciamento de Recursos Hídricos. O PRESIDENTE DA REPÚBLICA. estaduais e dos setores usuários. tem por competência: I . cujas repercussões extrapolem o âmbito dos Estados em que serão implantados. incisos IV e VI. V . VII . IX .

433.um representante de cada um dos seguintes Ministérios: a) da Fazenda.formular a Política Nacional de Recursos Hídricos nos termos da Lei no 9. estabelecidos nos incisos I e II do art. 22 da Lei no 9. XVII .manifestar-se sobre propostas encaminhadas pela Agência Nacional de Águas . por prazo determinado.984. de 2000. de 8 de janeiro de 1997.X . 2º da Lei no 9.aprovar o enquadramento dos corpos de água em classes.433. Art. 42 e do art. 4º da Lei no 9.definir.delegar.984. 51 da Lei no 9. em consonância com as diretrizes do Conselho Nacional do Meio Ambiente . de 17 de julho de 2000.estabelecer critérios gerais para outorga de direito de uso de recursos hídricos e para a cobrança por seu uso. 2º O Conselho Nacional de Recursos Hídricos será presidido pelo Ministro de Estado do Meio Ambiente e terá a seguinte composição: I . de 2000. de 2000. para efeito de isenção da obrigatoriedade de outorga de direitos de uso de recursos hídricos de domínio da União. 38 da Lei no 9.CONAMA e de acordo com a classificação estabelecida na legislação ambiental. com autonomia administrativa e financeira.984. XIV . e do art. XVI . nos termos do art. nos termos do inciso VI do art.definir os valores a serem cobrados pelo uso de recursos hídricos de domínio da União.433. de 2000. 43 da Lei no 9. 5º e seu § 2º da Lei no 9.manifestar-se sobre os pedidos de ampliação dos prazos para as outorgas de direito de uso de recursos hídricos de domínio da União. de 1997. 21 da Lei no 9.deliberar sobre as acumulações. para a conservação qualitativa e quantitativa de recursos hídricos. de 1997. XIX . inclusive financeiros. XII . XIII . o exercício de funções de competência das Agências de Água. relativas ao estabelecimento de incentivos. 4º da Lei no 9. nos termos do inciso XVII do art. quando couber. captações e lançamentos de pouca expressão. XVIII . XI . Orçamento e Gestão.autorizar a criação das Agências de Água.984.984. as prioridades de aplicação dos recursos a que se refere o caput do art. nos termos do § 4º do art.433. b) do Planejamento. nos termos do inciso V do art. aos consórcios e associações intermunicipais de bacias hidrográficas. de 1997.ANA. 170 . em articulação com os Comitês de Bacia Hidrográfica. enquanto estas não estiverem constituídas. XV . derivações. nos termos do parágrafo único do art.433. de 1997.

IV .c) das Relações Exteriores. e l) das Cidades. f) da Justiça. e) da Educação. e b) de Minas e Energia. b) da Defesa. e VII .dez representantes dos Conselhos Estaduais de Recursos Hídricos.um representante de cada uma das seguintes Secretarias Especiais da Presidência da República: a) de Aqüicultura e Pesca. Indústria e Comércio Exterior. e e) da Ciência e Tecnologia. V . e b) de Políticas para as Mulheres. VI . i) do Desenvolvimento Agrário. Pecuária e Abastecimento.seis representantes de organizações civis de recursos hídricos. d) dos Transportes. c) do Desenvolvimento. j) do Turismo. 171 .três representantes de cada um dos seguintes Ministérios: a) do Meio Ambiente. d) da Agricultura. II .doze representantes de usuários de recursos hídricos. III . g) da Saúde.dois representantes de cada um dos seguintes Ministérios: a) da Integração Nacional. h) da Cultura.

dois. e seus suplentes.dois. III . pelas instituições encarregadas da prestação de serviço público de abastecimento de água e de esgotamento sanitário. consórcios e associações intermunicipais de bacias hidrográficas. por organizações não-governamentais com objetivos. § 2º Os representantes referidos no inciso V do caput deste artigo serão indicados pelos Conselhos Estaduais de Recursos Hídricos e seus suplentes deverão. e seus suplentes. sendo um indicado pelo setor portuário.§ 1º Os representantes de que tratam os incisos I. e VI . sendo um indicado pelos comitês de bacia hidrográfica e outro pelos consórcios e associações intermunicipais. II . respectivamente: I . § 6º O titular da Secretaria de Recursos Hídricos do Ministério do Meio Ambiente será o Secretário-Executivo do Conselho Nacional de Recursos Hídricos. § 4º Os representantes referidos no inciso VII do caput deste artigo.dois.dois. VI e VII do caput deste artigo serão designados pelo Presidente do Conselho Nacional de Recursos Hídricos e terão mandato de três anos. sendo um indicado pelo setor minero-metalúrgico. serão indicados pelos titulares dos respectivos órgãos e designados pelo Presidente do Conselho Nacional de Recursos Hídricos. pelos irrigantes. II .dois. serão indicados.três.um. § 5º Os representantes de que tratam os incisos V. com mais de cinco anos de existência legal. 172 . serão indicados. interesses e atuação comprovada na área de recursos hídricos. com mais de cinco anos de existência legal. obrigatoriamente. IV . § 3º Os representantes mencionados no inciso VI do caput deste artigo.dois. pelos pescadores e usuários de recursos hídricos com finalidade de lazer e turismo. pelas concessionárias e autorizadas de geração hidrelétrica. respectivamente: I . II. pela indústria. sendo um indicado pelas organizações técnicas e outro pelas entidades de ensino e de pesquisa. ser de outro Estado. V . III e IV do caput deste artigo e seus suplentes. e III . pelos comitês.dois. por organizações técnicas de ensino e pesquisa com interesse e atuação comprovada na área de recursos hídricos. pelo setor hidroviário.

§ 2º As reuniões extraordinárias poderão ser realizadas fora do Distrito Federal. sempre que convocado pelo Presidente. dentre os representantes de que tratam os incisos I. III e IV do caput deste artigo. pelo conselheiro mais antigo.instruir os expedientes provenientes dos Conselhos Estaduais de Recursos Hídricos e dos Comitês de Bacia Hidrográfica. 4º Compete à Secretaria-Executiva do Conselho Nacional de Recursos Hídricos: I . pelo Secretário-Executivo do Conselho e. por decisão do Presidente do Conselho Nacional de Recursos Hídricos. sempre que razões superiores assim o exigirem. no âmbito do colegiado.§ 7º O Presidente do Conselho Nacional de Recursos Hídricos será substituído. 5º O Conselho Nacional de Recursos Hídricos reunir-se-á em caráter ordinário a cada seis meses. § 4º Em caso de empate nas decisões. § 9º O regimento interno do Conselho Nacional de Recursos Hídricos definirá a forma de participação de instituições diretamente interessadas em assuntos que estejam sendo objeto de análise pelo plenário. § 1º A convocação para a reunião ordinária será feita com trinta dias de antecedência e para a reunião extraordinária. por iniciativa própria ou a requerimento de um terço de seus membros. técnico e financeiro ao Conselho Nacional de Recursos Hídricos. prover os serviços de Secretaria-Executiva do Conselho Nacional de Recursos Hídricos. Art. II . o Presidente do Conselho Nacional de Recursos Hídricos exercerá o direito do voto de qualidade. na ausência deste. e III . com quinze dias de antecedência. extraordinariamente.elaborar seu programa de trabalho e respectiva proposta orçamentária anual e submetê-los à aprovação do Conselho Nacional de Recursos Hídricos. § 8º A composição do Conselho Nacional de Recursos Hídricos poderá ser revista após dois anos. contados a partir da publicação deste Decreto. no Distrito Federal. II. Art. nas suas faltas e impedimentos. 3º Caberá à Secretaria de Recursos Hídricos do Ministério do Meio Ambiente. e. com a presença da maioria absoluta de seus membros e deliberará por maioria simples. Art. 173 .prestar apoio administrativo. § 3º O Conselho Nacional de Recursos Hídricos reunir-se-á em sessão pública. sem prejuízo das demais competências que lhe são conferidas.

182º da Independência e 115º da República. III. 11 de março de 2003. Art. pelos participantes. 8º A Secretaria-Executiva do Conselho Nacional de Recursos Hídricos promoverá a realização de assembléias setoriais públicas. § 6º Eventuais despesas com passagens e diárias serão custeadas pelos respectivos órgãos e entidades representados no Conselho Nacional de Recursos Hídricos. de 12. de 22 de outubro de 2001. de 25 de março de 2002. 9º Os representantes de que tratam os incisos I. 2o. dos representantes e respectivos suplentes de que tratam os incisos VI e VII do caput do art. que terão por finalidade a indicação. IV e V do caput do art.174.3. 6º O Conselho Nacional de Recursos Hídricos.§ 5º A participação dos membros do Conselho Nacional de Recursos Hídricos não enseja qualquer tipo de remuneração e será considerada de relevante interesse público. II. Brasília. LUIZ INÁCIO LULA DA SILVA Marina Silva Este texto não substitui o publicado no D. Art. Este Decreto entra em vigor na data de sua publicação. contados a partir da publicação deste Decreto. Art. Ficam revogados os Decretos nos 2.U. Art.612. Art. 11. em caráter permanente ou temporário. 3. poderá constituir câmaras técnicas.2003 174 . 10.978.O. de 3 de junho de 1998. 2o. Art. mediante resolução. 7º O regimento interno do Conselho Nacional de Recursos Hídricos será aprovado pela maioria absoluta de seus membros. deverão ser indicados no prazo de trinta dias. e seus suplentes. e 4.

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