UNIVERSIDADE DE BRASÍLIA CENTRO DE DESENVOLVIMENTO SUSTENTÁVEL

OS COMITÊS DE BACIA HIDROGRÁFICA: LIÇÕES DA EXPERIÊNCIA DE MINAS GERAIS Eliana Fortis Silveira Anjos

Orientador: Maria Augusta Almeida Bursztyn

Dissertação de Mestrado

Brasília-DF: Outubro / 2003

UNIVERSIDADE DE BRASÍLIA CENTRO DE DESENVOLVIMENTO SUSTENTÁVEL

OS COMITÊS DE BACIA HIDROGRÁFICA: LIÇÕES DA EXPERIÊNCIA DE MINAS GERAIS Eliana Fortis Silveira Anjos
Dissertação de Mestrado submetida ao Centro de Desenvolvimento Sustentável da Universidade de Brasília, como parte dos requisitos necessários para a obtenção do Grau de Mestre em Desenvolvimento Sustentável, área de concentração em Política e Gestão Ambiental, opção Acadêmica.

Aprovado por:

_____________________________________ Maria Augusta Almeida Bursztyn, Doutora em Ciências da Água (Universidade de Paris VI) (Orientadora)

_____________________________________ Armando Caldeira Pires, Doutor em Engenharia Mecânica (Universidade Técnica de Lisboa) Examinador Interno _____________________________________ Demétrios Christofidis, Doutor em Política e Gestão Ambiental (CDS/UnB) Examinador Externo

Brasília-DF, 15 de Outubro de 2003.

ANJOS, ELIANA FORTIS SILVEIRA Os comitês de Bacia Hidrográfica: Lições da Experiência de Minas Gerais, 185 p., 297 mm, (UnB-CDS, Mestre, Política e Gestão Ambiental, 2003). Dissertação de Mestrado – Universidade de Brasília. Centro de Desenvolvimento Sustentável. 1. Comitê de Bacia Hidrográfica 3. Mobilização Social I. UnB-CDS 2. Política Nacional de Recursos Hídricos 4. Descentralização e Participação II. Título (série)

É concedida à Universidade de Brasília permissão para reproduzir cópias desta dissertação e emprestar ou vender tais cópias somente para propósitos acadêmicos e científicos. O autor reserva outros direitos de publicação e nenhuma parte desta dissertação de mestrado pode ser reproduzida sem a autorização por escrito do autor.

______________________________ Eliana Fortis Silveira Anjos

DEDICATÓRIA

Aos meus pais (in memóriam) meu eterno agradecimento. Aos meus filhos, Rodrigo, Patrícia, Marcelo, Viviane e Fernanda razão principal da minha vida. Ao Jair, companheiro de todas as horas.

AGRADECIMENTOS À minha orientadora, Maria Augusta Almeida Bursztyn pela orientação segura e direcionada do trabalho. Aos amigos da Agência Nacional de Águas – ANA e da Secretaria de Recursos Hídricos – SRH/MMA, pela inestimável disponibilidade de documentos oficiais. Aos entrevistados, pela transferência de experiência e a paciência dispensada. Aos membros da Banca Examinadora, Dr Armando Caldeira Pires e Dr Demetrios Christofidis, com os meus agradecimentos por terem aceito o convite e pelas colaborações dadas e que muito melhoraram o trabalho. Ao Dr. Raymundo José Santos Garrido, pelo apoio profissional e institucional oferecido. Ao Dr. Antônio Félix Domingues, pela solidariedade de apoio de dois anos ao meu programa de trabalho.

RESUMO

Este estudo aborda temas relativos às políticas públicas de gestão dos recursos hídricos em nível nacional e estadual com enfoque na formação e constituição dos comitês de bacias hidrográficas federais e do estado de Minas Gerais. Para tal, foram apresentadas informações sobre a problemática nacional, destacando a evolução da questão hídrica e os principais problemas na formação dos comitês. Os dispositivos da Lei nº 9.433, de 19 de janeiro de 1997, que preconiza a Política Nacional de Recursos Hídricos e a interface do quadro institucional atual da gestão federal e estadual dos recursos hídricos, foram analisados em face da perspectiva de implementação de uma gestão descentralizada e participativa, que apesar de manter as responsabilidades dos níveis federais e estaduais no tocante a proporcionar meios que possibilitem a adequada gestão dos recursos hídricos, transfere para a comunidade, representada pelo seu comitê de bacia, a responsabilidade pela tomada de decisão sobre o que fazer e que meios serão empregados para a consecução dos objetivos. Foi elaborada uma análise crítica da situação atual dos comitês, apresentando, a problemática na sua formação e instalação, aspectos positivos, pontos críticos, deficiência de corpo técnico e problemas de ordem institucional. Algumas recomendações também foram apresentadas visando contribuir para uma melhor estruturação do órgão gestor e do processo de mobilização.

For that. . Some recommendations were also presented in order to contribute to a better structuring in the management organism and to the mobilization process. to maintain the responsibilities of federal and state levels in respect to proportionate means which possibility an adequate water resources management. it was presented information about the national problematic with emphasis on evolution in the water resources questions and in the main problems in committee formation. transfer to the community.ABSTRACT This study deals with themes related to public policies in management of water resources at national and state level with focus on formation and constitution of federal and Minas Gerais state watershed committees. from January 8 of 1997. The apparatus in law nº 9. represented by the watershed committee. presenting the problematic in its formation and installation. the responsibility in deciding about what to do and what means will be used to the objectives consecution. positive aspects.433. which preconizes the National Water Resource Policy and the interface about the institutional picture in the present federal and state water resources management were analyzed in the perspective of implementation of a decentralized and participative management that. It was elaborated a critical analysis about the present committees situation. personnel deficiency and institutional problems. critical points. in despite of.

18 e 24) ______________________________ 6.I .SUMÁRIO INTRODUÇÃO________________________________________________________ 14 1 1.613.3 1. V .Relação dos Comitês de Bacias Hidrográficas do Brasil _________________ 6.4 MARCO DE REFERÊNCIA CONCEITUAL ___________________________ 17 A gestão sustentável dos recursos naturais _______________________________ 17 Os valores ecológico e econômico da água ________________________________ 20 Gerenciamento de bacias hidrográficas __________________________________ 22 Fundamentos do processo decisório na gestão participativa _________________ 26 2 3 4 4.Decreto nº 4.Lista de entrevistados e questionário ___________________________________ 6.1 5.Legislação de Recursos Hídricos dos Estados e do Distrito Federal __________ 6. ANEXOS __________________________________________________________ 140 6.2 A GESTÃO DAS ÁGUAS EM MINAS GERAIS _________________________ 88 Comitês de bacia hidrográfica legalmente instituídos no estado de Minas Gerais _ 101 Análise crítica da formação e desempenho dos comitês_______________________ 120 CONCLUSÕES_______________________________________________________ 128 BIBLIOGRAFIA _____________________________________________________ 134 6.III . II .1 1.Resoluções do CNRH (nºs 5. IV . de 11 de Março de 2003 ___________________________ .1 EVOLUÇÃO DA QUESTÃO HÍDRICA NO BRASIL_____________________ 32 QUADRO ATUAL _________________________________________________ 49 OS COMITÊS DE BACIAS HIDROGRÁFICAS_________________________ 64 Comitês de bacias hidrográficas de rios federais __________________________ 71 5 5.2 1.

LISTA DE FIGURAS Figura 3.Organograma da Secretaria Estadual de Meio Ambiente e Desenvolvimento Sustentável.Mapa das Bacias Hidrográficas do estado de Minas Gerais ________________________________ 88 Figura 5. Composição do Conselho Nacional de Recursos Hídricos – CNRH.Situação dos estados brasileiros com relação às suas respectivas leis de recursos hídricos.1.Arranjo institucional da lei nº 9. _____________________________________ 65 Figura 4.4 – Unidades de Planejamento e Gestão de Recursos Hídricos – UPGRH _______________________ 96 Figura 6.2 .Mapa do estágio atual dos Planos Diretores no estado de Minas Gerais ______________________ 95 Figura 5. comitês de bacias hidrográficas do estado de Minas Gerais________________________________ 100 .3 .2. ________________________________________________ 52 Figura 3.433/97. __________________________ 56 Figura 3.3 .2 .3 – Comitês federais instalados no Brasil _________________________________________________ 72 Figura 5.Diagrama com a distribuição de comitês por estado.1 .1. ________ 94 Figura 5. _______ 63 Figura 4.1 – Distribuição dos comitês por estados _________________________________________________ 64 Figura 4.

1 .10 .5 . _____________________________________________________ 114 Quadro 6.11 .2 .Composição do CBH Sapucaí.Composição do CBH Mosquito _____________________________________________________ 104 Quadro 6.Composição do CBH Velhas ______________________________________________________ 102 Quadro 6.Composição do CBH Araguari_____________________________________________________ 105 Quadro 6.____________________________________________________ 110 Quadro 6.4 .Composição do CBH Paracatu _____________________________________________________ 107 Quadro 6.7 .Composição do CBH Paraopeba ___________________________________________________ 113 Quadro 6.Composição do CBH Pará ________________________________________________________ 109 Quadro 6.433/97__ 62 Quadro 6.9 .2 .Estados brasileiros que editaram suas leis estaduais após a promulgação da lei federal 9.Estados brasileiros que editaram suas leis estaduais antes da promulgação da lei federal 9.433/97.8 .12 .Composição do CBH Mogi-Guaçu/Pardo____________________________________________ 119 . 62 Quadro 3.LISTA DE QUADROS Quadro 3.3 .Composição do CBH Piracicaba __________________________________________________ 117 Quadro 6.Composição do CBH Verde________________________________________________________ 111 Quadro 6.Composição do CBH Araçuaí _____________________________________________________ 115 Quadro 6.1 .6 .Composição do CBH Caratinga.

Associação das Empresas Estaduais de Saneamento Básico ANA – Agência Nacional de Águas.Associação Brasileira de Águas Subterrâneas ABEMA .Associação Brasileira de Recursos Hídricos AEE/GO .Associação Brasileira de Engenharia Sanitária e Ambiental ABID .Artigo.Associação Brasileira de Recursos Hídricos ABRH .Departamento de Águas e Energia Elétrica do Estado de Goiás AESBE .Centro Industrial do Rio de Janeiro CNI . CEEIBH . Art.Comitê Especial de Estudos Integrados de Bacias Hidrográficas CEEIVAP . CBHs – Comitês de Bacias Hidrográficas.LISTA DE ABREVIAÇÕES E SIGLAS ABAS .Associação Brasileira de Recursos Hídricos ABRH .Comitê Executivo de Estudos Integrados da Bacia Hidrográfica do Rio Paraíba do Sul CEPAL .Assembléia Geral Ordinária da Associação Brasileira de Recursos Hídricos ABRH .Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico .Associação Brasileira da Indústria Química e de Produtos Derivados ABRH .Comissão Econômica para a América Latina CETESB .Companhia de Tecnologia de Saneamento Ambiental CIRJ . .Confederação Nacional da Indústria CNPq .Associação Brasileira de Irrigação e Drenagem ABID .Associação Brasileira das Entidades de Meio Ambiente ABES .Associação Brasileira de Irrigação e Drenagem ABIQUIM .

Conselho Nacional do Meio Ambiente CTAP – Câmara Técnica de Análise de Projetos. CTCOB – Câmara Técnica de Cobrança pelo Uso dos Recursos Hídricos.Decreto.Departamento de Águas e Energia Elétrica Dec.Americano Inc. CNUMAD . CTPNRH – Câmara Técnica Plano Nacional de Recursos Hídricos.Departamento Nacional de Águas e Energia Elétrica DNTA . PNUD .Inciso. CTPOAR – Câmara Técnica de Integração de Procedimentos. CTAS – Câmara Técnica de Águas Subterrâneas.Centrais Elétricas Brasileiras FIBRA .Instituto Latino.Fundação do Desenvolvimento Administrativo IBAMA . DNAEE . DAEE/SP .Conferência das Nações Unidas sobre o Meio Ambiente e Desenvolvimento CONAMA . . ONG – Organização Não Governamental. CTCT – Câmara Técnica de Ciência e Tecnologia. Federação das Indústrias do Estado do Rio de Janeiro FUNDAP .Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis IGAM – Instituto Mineiro de Gestão das Águas ILAM . Ações de Outorga e Ações Reguladoras. . CTIL – Câmara Técnica de Assuntos Legais e Institucionais.Comercial do Rio de Janeiro.Federação das Indústrias de Brasília FIRJAN . CTGRHT – Câmara Técnica de Gestão de Recursos Hídricos Transfronteiriços.Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento SAE .Departamento Nacional de Transportes Aquaviários ELETROBRAS .Secretaria de Assuntos Estratégicos da Presidência da República SEMA .Secretaria Especial do Meio Ambiente .CNRH – Conselho Nacional de Recursos Hídricos.

Superintendência dos Recursos Hídricos e Meio Ambiente do Estado do Paraná.Fundação Superintendência Estadual de Rios e Lagoas do Estado do Rio de Janeiro SNGRH .Sistema Nacional de Gerenciamento de Recursos Hídricos SUREHMA .SERLA . .

tendo em vista o fato de serem detentoras de domínio sobre as águas estaduais. alguns deles. levou o governo federal a propor a instituição da Agência Nacional de Água – ANA.com a promulgação do Código de Águas. Várias unidades da federação. por força da lei nº 9. No entanto. em avançado estágio de regulamentação.984 de 17 de julho de 14 . será com certeza a exploração racional dos recursos hídricos. em conseqüência. Durante esse período. dos usuários e das comunidades. Tais políticas. vêm norteando a gestão integrada dos recursos hídricos. A lei federal 9. A carga significativa das competências do poder público. é oportuno enfatizar que a implementação de uma adequada política de gestão das águas torna-se uma medida de indiscutível valor estratégico e. o País modificou-se em profundidade. tanto públicos como privados. esse recurso natural. amparadas pela lei federal. que a humanidade supunha infinito. e é parte de quase todas as atividades econômicas do homem. A população cresceu significativamente. encontrando-se. há quase 70 anos. Essas mudanças resultaram em grande pressão sobre os recursos hídricos disponíveis. a economia desenvolveu-se e a sociedade deixou de ser agrária. Considerando que um dos maiores desafios que devemos enfrentar nas próximas décadas. tais como: outorga.433 de 1997 insere-se no longo processo de regulamentação dos recursos hídricos brasileiros iniciado. enquadramento de corpos d’água e sistema de informações. sendo que em muitos estados a lei já se encontra regulamentada e com alguns instrumentos de gestão sendo implementados. devido ao aumento da demanda e às novas modalidades de uso. Destaca-se a gestão descentralizada e a participação do Poder Público. tornando-se industrial. aprovaram suas respectivas leis de organização administrativa para o setor de recursos hídricos. majoritariamente urbana. instrumentos e um sistema nacional de gerenciamento de recursos hídricos universalmente aceitos e praticados em muitos países. planos de recursos hídricos.INTRODUÇÃO A água é vital e indispensável a todas as formas de vida. A proposta dessa nova política constituiu-se num marco institucional no país. vem a cada dia dando sinais de esgotamento. por incorporar fundamentos. exigindo a sua alta dialogação e presença em diferentes setores. um dever do poder público.

Este estudo foi elaborado com o objetivo principal de apresentar os comitês de bacias hidrográficas instalados no estado de Minas Gerais. funcionando como fórum de decisão no âmbito de cada bacia hidrográfica. fixa dispositivos para a sua criação e operação. visando detectar os avanços e impasses da sua implementação. O projeto de lei 1616. É preciso ter presente que a mera multiplicação de comitês de Bacias. São organizações inteiramente novas na realidade institucional brasileira. em 10 de abril de 2000 e posteriormente modificada pelas Resoluções nº 18. ii) Identificar os principais problemas na instalação dos comitês de bacias hidrográficas enfatizando o processo de mobilização e participação social. 15 . destinadas a atuar como “parlamento das águas”. prestando apoio técnico e administrativo. não garante uma efetiva ação e tampouco uma participação eficiente. Ao contrário. com suas respectivas agências de águas. de 20/12/2001 e nº 24 de 24/05/2002. para implementação da política nacional de recursos hídricos. iii) Destacar os principais impasses no funcionamento dos comitês e avaliar os avanços ocorridos após a sua implementação. contando com a participação dos usuários. cujo papel é municiar os colegiados com informações de qualidade e avaliações técnicas para a tomada de decisões e sua implementação. de 1999 que prevê a criação das agências. caso não funcionem adequadamente. prefeituras. exercendo as funções de secretaria executiva dos respectivos comitês.2000. por si só. Estabeleceu-se como objetivos específicos: i) Analisar a gestão dos recursos hídricos no Brasil enfocando a sua evolução histórica e o quadro atual. Os comitês federais foram regulamentados pela Resolução CNRH nº 5. tendo em vista a necessidade imediata de apoiar o setor de recursos hídricos. tais comitês podem desgastar o processo participativo e gerar descrença por parte da sociedade. sociedade civil organizada e dos níveis de governo estaduais e federal. Um dos elementos-chave para a adequada gestão de águas são os comitês de Bacias Hidrográficas. O Brasil conta hoje com mais de 80 comitês de bacias criados em âmbito estadual e federal e outros tantos em diferentes estágios de implantação.

sugestões e ações julgadas necessárias para a efetiva e bem sucedida implementação dos comitês de Bacias Hidrográficas no estado de Minas Gerais. pesquisas bibliográficas abrangendo diversos trabalhos sobre a formação e instalação de comitês de bacias hidrográficas. Nos últimos cinco anos participamos de reuniões de Câmaras Técnicas do Conselho Nacional de Recursos Hídricos.Para elaboração desta dissertação. dando destaque aos comitês de bacias hidrográficas de rios federais. O Capítulo V traz uma caracterização do estado de Minas Gerais. com ênfase na gestão dos recursos hídricos e processo decisório. unidade federada na qual se dará ênfase à formação dos comitês de bacias. apresentando propostas. foi realizado um vasto levantamento de dados da evolução da gestão de recursos hídricos no Brasil. fazendo referência ao arranjo institucional federal e do estado de Minas Gerais. além da Introdução e Conclusões. coleta de informações sobre o estado da arte dos comitês federais e estaduais.. 16 . Foram efetuadas entrevistas semi-estruturadas. A dissertação está estruturada em cinco capítulos. é o marco de referência conceitual que enfoca a gestão sustentável dos recursos naturais. O Capitulo II dedicou à evolução da questão hídrica no Brasil. no processo de criação de comitês de rios federais e em eventos promovidos por órgãos gestores para promover a mobilização da sociedade civil. com destaque ao estado de Minas Gerais. com questionário contendo oito perguntas básicas ao desenvolvimento da compreensão do tema (Anexo I). com sete profissionais e gestores públicos que atuam em cenário nacional e estadual na implementação de políticas públicas de recursos hídricos. de diversas consultas e audiências públicas na elaboração dos Planos Diretores de Recursos Hídricos. O Capítulo I. Faz referência ao processo de formação dos comitês criados no estado de Minas Gerais e aborda também uma análise crítica do processo de criação e instalação dos comitês. abordando os antecedentes legais da gestão de recursos hídricos no Brasil. O Capítulo III apresenta o quadro atual dos recursos hídricos no Brasil incluindo a Política Nacional e Estaduais de Recursos Hídricos. usuários e municípios para formação de comitês. O Capítulo IV apresenta os comitês de bacias hidrográficas no Brasil.

A corrida pelo desenvolvimento. criando mecanismos que permitam o acesso a esses recursos por toda a sociedade. faz-se necessário o desencadeamento de um processo de discussão e comprometimento de toda sociedade (LANNA. significar desenvolvimento social e econômico estável e equilibrado. 1995). ainda.1 MARCO DE REFERÊNCIA CONCEITUAL A gestão sustentável dos recursos naturais Rico em recursos naturais. seja no âmbito científico. na prática de campo ou na formulação de políticas públicas em geral. deve-se reconhecer que a sustentabilidade do uso desses recursos passa pela utilização racional. o Brasil é. também. Contudo. gerando conseqüências deletérias para uma complexa matriz de interações das dimensões ecológicas. sociais e econômicas presentes na dinâmica das relações produtivas do País. o próprio conceito de sustentabilidade é ainda controverso. Enquanto não se pode contar com todo o conhecimento necessário à exploração adequada dos recursos naturais. 1. a interdependência e as escalas de tempo próprias e específicas dos elementos naturais. principalmente ao serem consideradas as inter-relações e as sinergias estabelecidas em suas respectivas cadeias reprodutivas e as pressões antrópicas a que esses recursos estão sujeitos. gerar riquezas utilizando os recursos naturais de modo sustentável e respeitar a capacidade de recuperação e recomposição desses recursos. as diferentes facetas da sustentabilidade encontram dificuldade em se integrar.1. Em decorrência. 17 . Viabilizar esse conceito na prática implica mudança de comportamento pessoal e social. Para tanto. As ações de desenvolvimento têm mostrado que é comum o uso abusivo de recursos naturais. Deve-se reconhecer que há evidentes dificuldades na determinação do limite de sustentabilidade de cada recurso. com mecanismos de distribuição das riquezas geradas e com capacidade de considerar a fragilidade. Desenvolvimento sustentável deve. Significa. tem justificado a exploração selvagem dos recursos naturais. gerando sérias conseqüências ao meio ambiente. alimentada pelas necessidades de uma população que cresce em número e pobreza. além de transformações nos processos de produção e de consumo. pelo planejamento e pela participação dos usuários na definição de responsabilidades e na viabilização e perpetuação desses recursos paras as gerações futuras. exemplo de contrastes.

relacionadas aos diversos 18 . O fato é que a observância a esses “tempos” muitas vezes não se adequa às necessidades de reprodução do capital para o atendimento às necessidades associadas ao crescimento populacional. no desafio de implementar meios de gestão que lhes garantam a sustentabilidade. para usos mais eficientes. A questão central da conservação dos recursos naturais está. assim como a definição e a promoção de diretrizes e critérios que permitam julgar quando e como o uso de recursos naturais pode ser empregado como instrumento de conservação da natureza. se utilizados de modo racional e em consonância com os respectivos tempos de regeneração e reposição. portanto. promovendo alternâncias locacionais ou de recurso utilizado. Trata-se de entender não apenas as condições socioeconômicas e ecológicas que levam à sobre exploração e ao empobrecimento dos recursos. em quaisquer de suas dimensões. Esses conhecimentos podem conduzir a práticas de manejo sustentável dos recursos naturais. A essência dessa abordagem integrada se expressa na oportunidade de coordenação entre as atividades de planejamento setorial e aquelas de natureza gerencial. internalize a idéia segundo a qual os recursos naturais apenas estarão disponíveis. No entanto. É possível reduzir os conflitos dessa utilização a um patamar mínimo. a vinculação do desenvolvimento social e econômico à proteção e à melhoria do meio ambiente pode contribuir decisivamente no atingimento dos objetivos do desenvolvimento sustentável. para esta geração ou para as vindouras. parte significativa dos danos causados à base dos recursos naturais do planeta é fruto do desconhecimento ou da negligência dos diferentes atores sociais em relação à observância da capacidade–suporte dos ecossistemas.Considerando que o modo como se dá o uso dos recursos naturais é determinante no processo de construção de um desenvolvimento sustentável. gerando situações que ameaçam espécies e condições naturais em todo o planeta. de modo geral. Atualmente. faz-se necessário que a sociedade. A adequação das atividades humanas a esses “tempos” é um dos grandes desafios do processo de desenvolvimento sustentável. como também identificar e entender as condições que levam à sustentabilidade e à manutenção da diversidade biológica. sua implementação impõe a existência de políticas públicas adequadas. uma das alternativas de solução dos atuais problemas dessa exploração. Além disso. A abordagem integrada do planejamento do uso e da gestão compartilhada dos recursos naturais é prática necessária e inadiável.

Para efetivação dessa participação. somente poderá ser implementada com a participação dos diferentes atores sociais que. procedimentos licenciatórios. governamentais e não-governamentais. em conjunto com os agentes sociais. considerando os possíveis impactos ambientais e introduzindo procedimentos de prevenção de possíveis danos. A base do processo de gestão dos recursos naturais consiste na existência de instituições e grupos. desde a definição do objeto da gestão até a execução das atividades de monitoramento e fiscalização. criando as condições de comunicação necessárias ao entendimento dos meios e dos objetivos da gestão pretendida. A inserção da variável ambiental. a base da gestão compartilhada consiste na responsabilidade dos diferentes atores sociais no processo de uso e conservação dos recursos naturais. avaliação e implementação de políticas públicas setoriais. direta ou indiretamente. É essencial estabelecer mecanismos que permitam essa participação. 19 . a percolação das ações por toda a sociedade. Nesse sentido. toda e qualquer política pública que. A gestão dos recursos naturais. com poder de decisão. atuam no processo de utilização dos recursos naturais. entre outros. A gestão sustentável dos recursos naturais requer posturas mais abrangentes do governo e da sociedade como condições indispensáveis à sua implementação. é fundamental para a viabilização da gestão dos recursos naturais e para a construção de um processo de desenvolvimento sustentável.aspectos do uso da terra e dos recursos naturais. É sobre ela que estarão centradas a tarefa de disseminação essencial à natureza da gestão e primordiais para a construção de processos participativos. também. utilize recursos naturais deve estar comprometida com a proteção ambiental. Por outro lado. Trata-se de permitir que agentes governamentais locais. é preciso que as informações derivadas do exercício da gestão possam ser adaptadas aos diferentes públicos a que se destinam. assumam. É da capacidade institucional instalada que dependerá. campanhas de monitoramento. a construção de uma pauta de atividades que leve à gestão sustentável dos recursos naturais. muitas vezes predominantemente no processo de concepção. direta ou indiretamente. passando pelos processos de licenciamento e pelos critérios e limites a serem adotados. dotados de recursos humanos capacitados para interagir com as populações na execução de planos de manejo.

de maneira isolada. global e integradora. em suma. Sem água não funcionariam os ciclos biológicos. uma vez que estabelece as bases para que os diversos ecossistemas sejam eles aquáticos ou terrestres.1. A presença da água equilibra o calor do nosso planeta ao transportar calor de umas a outras latitudes e consegue que as variações térmicas sejam menores. é preciso que se respeite e cuide o ciclo da água em todo o planeta Terra e que se considerem os elementos de suas diversas etapas para conseguir que continue sendo o valioso motor e base da vida. Por exemplo. se no seu entorno as atividades estão desequilibradas. de maneira que nesse momento se realiza uma valiosa transformação da água salgada em água doce. desde uma perspectiva planetária. os vapores resultantes já não têm sal. já que todos os processos mencionados têm uma permanente interação e uma decisiva influência mútua. a flora e a fauna. Os ecossistemas dependentes de fluxos de energias e de ciclos de nutrientes essenciais são providos pela água graças a sua capacidade de dissolvê-los e transportá-los. de nada serviria fazer a gestão dos recursos hídricos em uma pequena localidade. Por este motivo. A água representa um grande valor ecológico. para a vida. Vejamos alguns detalhes: Quando as águas oceânicas evaporam.2 Os valores ecológico e econômico da água Ao fazer referência ao valor ecológico da água estamos buscando examinar as qualidades que possui a água desde a perspectiva dos ecossistemas e avaliando o significado e alcance que tem para os seres vivos. 20 . geológicos. nem químicos que permitem a vida. a qual é transportada posteriormente para as superfícies continentais. tenham possibilidades de vida. Tudo isto destaca a enorme importância de manter um bom equilíbrio global da água.

na Conferência Internacional sobre Água e Meio Ambiente. O ganhador do Prêmio Estocolmo de Água no ano 2000. se dá um valor econômico à água ou se pensa em seus custos em função de seu papel nos processos produtivos quando a indústria faz uso da água ou quando a agricultura a utiliza para a irrigação. um dos quais considera explicitamente o valor econômico da água. celebrada em Dublin. essencial para manter a vida. Economista. valorizariam um copo de água mais do que todos os diamantes do mundo. pois a idéia equivocada de que a água é abundante nos tem levado a considerá-la como um bem que teremos para sempre. Pensamos em preços quando as empresas de água nos cobram por entregá-la em nossas casas ou quando é preciso comprar água em garrafões porque não temos o serviço de abastecimento.Smith1 desenvolveu o paradoxo do diamante e a água. a água deverá propiciar que os povos do mundo aprendam a compartilhar 1 Smith. cuja utilidade real para a vida é nula e servem unicamente em sua condição de jóia. é depreciada e vendida excessivamente barata. mas tem uma utilidade marginal inferior devido a sua abundância relativa. a água deveria ser mais valorizada. Como estamos avançando nesse sentido? Tradicionalmente. entretanto. Contraditoriamente. sua valorização econômica começa a crescer e inclusive chega a propiciar conflitos entre regiões e países. foram aprovados quatro princípios básicos que expressavam elementos fundamentais da relação da água com o ambiente. assinalava: “A água tem que ser um instrumento de paz e não de guerra”. 21 . Mas é necessária uma visão mais ampla. A argumentação continua assim: as pessoas podem sobreviver sem diamantes. Com efeito. Vejamos quais são estes princípios: O Princípio nº 1 indica: “a água doce é um recurso finito e vulnerável. são vendidos a preços altíssimos. “O paradoxo do diamante e a água” século XVIII. A conclusão do paradoxo de Smith afirma: Se a exigência depende da utilidade do produto. Mas à medida que nos damos conta de que escasseia. os diamantes. mas se estivessem no meio do deserto durante três dias. Adam. Este princípio aborda um tema muito importante. O que ocorre é que os diamantes têm preços elevados devido a uma certa utilidade (ou satisfação) marginal alta que se relaciona com sua limitada reserva. Este paradoxo considera que apesar de a água ser extremamente útil para os seres humanos e essenciais para a manutenção da vida. A utilidade total da água é maior. o senhor Kader Asmal. o desenvolvimento e o meio ambiente”. Em 1992.

Em muitas ocasiões. pode ser considerado como um processo de negociação social. É reconhecido que os bens que a natureza oferece. ligada diretamente com os processos econômicos e de desenvolvimento. Em todos os países das Américas. na gestão e na proteção da água”. Por último. uma garantia de êxito e de promoção do desenvolvimento. 22 . dos planejadores e dos responsáveis pelas decisões em todos os níveis”. De fato. entre eles a água. deve contar com a participação de todos os setores da população que estejam interessados em melhorar suas condições de vida. sustentado por conhecimentos científicos e tecnológicos. sem dúvida. assim como nas possibilidades de obter um melhor abastecimento. a gestão da água. no longo prazo. na unidade espacial de intervenção da bacia hidrográfica.seus escassos recursos e que atuem de maneira conjunta para preservar e recuperar aqueles mananciais ameaçados ou degradados O Princípio nº 2 destaca: “O aproveitamento e a gestão da água devem se basear na participação dos usuários. que visa a compatibilização das demandas e das oportunidades de desenvolvimento da sociedade com o potencial existente e futuro do meio ambiente. 1. a experiência de trabalho com as mulheres na gestão da água mostra o papel fundamental que desempenham em seu manejo e proteção. o Princípio nº 4 indica de maneira contundente: “A água tem um valor econômico em todos os diversos usos aos quais se destina e deveria ser reconhecida como um bem econômico”. projetos prévios para a construção das hidroelétricas ou dos sistemas de água potável não incorporam os custos referentes ao valor de água em si mesma e a sua regeneração nem se tratam de maneira integrada os custos da conservação da bacia ou do tratamento das águas servidas. Promover a ativa participação das mulheres neste campo é. O Princípio nº 3 afirma: “A mulher desempenha um papel fundamental no abastecimento. têm sido subestimados a tal ponto que nos projetos de desenvolvimento não se contempla como custo o valor de água. O reconhecimento do valor econômico da água leva em conta precisamente a importância do serviço ambiental que presta este recursos.3 Gerenciamento de bacias hidrográficas O gerenciamento de bacia hidrográfica (GBH).

e.As demandas da sociedade dizem respeito ao atendimento de diversos tipos de necessidades atuais e futuras. entre outras. as demandas de desenvolvimento social. a compreensão da dinâmica ambiental exige a interdisciplinariedade. educacional e cultural. definem-se abaixo alguns dos termos abordados (Lanna. saúde) até aquelas de usufruto da qualidade ambiental (amenidades ambientais). educacionais e científicas. Demandas de desenvolvimento da sociedade . elas dizem respeito à vocação do ambiente da bacia hidrográfica. ou de forma indireta. Elas incluem desde as necessidades básicas da vida (tais como. oriundas de variados segmentos sociais.por processo de negociação social entende-se a articulação e compatibilização de diversos pontos de vista da sociedade. questões econômicas e financeiras organizacionais e operacionais. higiene. que. que buscam viabilizar cenários sociais mais equânimes. Abrangem. Via de regra. Com o mesmo grau de importância. de uso do ambiente. Há uma tendência de se enfatizar a participação direta da sociedade nessa negociação. Por exemplo. abrigo. as demandas sociais de uma bacia de uso predominantemente agrícola 23 . não-tradicionais. através da formação de uma infra-estrutura de capital. portanto. relativos às decisões sobre intervenções na bacia hidrográfica.1995): Negociação social .Para uma melhor compreensão do conceito. oportunizado pela criação de entidades colegiadas de bacia. político. políticas e legais. também. Pode ser realizado de forma direta. devem ser consideradas. comida. Conhecimentos científicos e tecnológicos – o conhecimento de diversas disciplinas deve fundamentar o Gerenciamento de Bacia Hidrográfica (GBH) na compreensão e projeção da dinâmica ambiental. as necessidades de ordem econômica que possibilitam o desenvolvimento material da sociedade presente e das futuras gerações. não são derivadas de demandas explícitas da sociedade. deriva do valor de uso de seus recursos ambientais. ainda. Oportunidades de desenvolvimento da sociedade As oportunidades de desenvolvimento recorrem a formas alternativas. Além do caráter multidisciplinar. com a interveniência de seus representantes políticos. por conseqüência. através de negociação com a participação dos interessados. em toda a sua complexidade que envolve aspectos relacionados a: disponibilidade dos recursos ambientais. sensibilidade e vulnerabilidade do ambiente. através de um processo integrador.

A unidade de intervenção bacia hidrográfica2 é uma das alternativas de estabelecimento do sistema a ser gerenciado. O modelo sistêmico de integração participativa trata-se do modelo mais moderno de Gerenciamento das Águas. divisores de águas e características dos cursos de água.(Rede das Águas). responsável pela execução de funções gerenciais específicas. o processo de busca do perfil de equilíbrio fluvial tende a estreitar a área da bacia. secundárias e terciárias. Uma bacia hidrográfica evidencia a hierarquização dos rios. As desvantagens são que nem sempre os limites municipais e estaduais respeitam os divisores da bacia e. a dimensão espacial de algumas relações de causa-efeito de caráter econômico e político. particularmente aquelas que envolvem o meio hídrico. Brasília. como principais (as que abrigam os rios de maior porte). bacias de inclinação baixa como a do Rio Amazonas tendem a ser mais largas. denominados afluentes e subafluentes. que vai das partes mais altas para as mais baixas. ou seja.1994): 1. objetivo estratégico de qualquer reformulação institucional e legal bem conduzida. 2. seus afluentes e subafluentes. Ela apresenta algumas vantagens e desvantagens. Alternativas organizacionais mais adequadas para viabilizar o uso dos instrumentos de avaliação de impactos ambientais e gerenciamento de bacia hidrográfica. Em bacias de inclinação acentuada como a do Rio Colorado. Ele se caracteriza pela criação de uma estrutura sistêmica. na forma de uma matriz institucional de gerenciamento. A vantagem é que a rede de drenagem de uma bacia consiste num dos caminhos preferenciais de boa parte das relações causa-efeito. nos Estados Unidos.implementação da negociação social. segundo sua localização. IBAMA. Além disso. Planejamento estratégico por bacia hidrográfica – baseado no estudo de cenários alternativos futuros. Instrumento 2.. R. 2 24 . equidade social e sustentabilidade ambiental) no âmbito de uma bacia hidrográfica. As bacias podem se classificadas de acordo com sua importância. Instrumento 1. Tomada de decisão através de liberações multilaterais e descentralizadas . a delimitação completa de uma bacia poderá estabelecer uma unidade de intervenção demasiadamente grande para a negociação social. conseqüentemente. a organização natural por ordem de menor volume para os mais caudalosos. A idéia de bacia hidrográfica está associada à noção da existência de nascentes.podem ser relacionadas à conservação do solo como forma de promover a produtividade dos cultivos tradicionais sazonais. alguns esquemas de subdivisão de grandes bacias deverão ser adotados. e pela adoção de três instrumentos (Tonet e Lopes3. 3 Tonet. em conjunto com uma necessária articulação entre as partes. Nesses casos. H. em certas situações. como litorâneas ou interiores. De forma contrária. baseada na constituição A bacia hidrográfica é o conjunto de terras drenadas por um rio principal.C.G. Lopes. estabelecendo metas alternativas específicas de desenvolvimento sustentável (crescimento econômico.F. principais e secundários.

Parte do pressuposto que o poder público deve efetivamente assumir a propriedade dos recursos hídricos e estabelecer controles sobre o seu uso. apesar de existirem.” Uma outra constatação surge de uma reflexão sobre as causas da falência dos modelos historicamente adotados para o Gerenciamento das Águas. Estabelecimento de instrumentos legais e financeiros . usuários. permitindo a interveniência dos representantes dos diversos segmentos interessados. nem sempre são acatadas. o Gerenciamento das Águas é complexo e envolve diversos interesses conflitantes. privadas. de forma transparente e inequívoca. o poder público. e a 25 .Tendo por base o planejamento estratégico e as decisões são estabelecidos os instrumentos legais pertinentes e as formas de captação de recursos financeiros necessários para implementação de planos e programas de investimentos. Sendo assim. de um lado. Uma delas é que. De acordo com Tonet e Lopes(1994) “as formas de participação têm origem na crescente conscientização de que o direcionamento e a influência para a obtenção de objetos comunitários depende da forma como o poder é utilizado e da maneira como são tratados os conflitos de interesse. de acordo com o que dispõem a Constituição. como é dito popularmente “as leis muitas vezes não pegam” ou seja. como aspiração democrática da sociedade. Existem formas de corrigir este problema. Uma é reforçar o poder de polícia das entidades responsáveis. permitindo o cotejo dos benefícios e custos correspondentes às diferentes alternativas. comunidades e de classe políticas e empresariais atuantes na bacia. deve reconhecer a necessidade de promover uma descentralização do gerenciamento. Isto porque. que aos poucos vem acentuando suas práticas nesse sentido. Esse comitê tem a si assegurada a análise e aprovação dos planos e programas de investimentos vinculados ao desenvolvimento da bacia. No entanto. devido a permitir envolver os interessados em todas as etapas do processo de busca de objetivo. 3. Surgem. o que exige grandes investimentos em pessoal e equipamentos. Instrumento 3. sem abdicar ao seu papel de gestor e coordenador. A constituição do comitê de Bacia Hidrográfica visa a promoção de uma negociação social através da formação de um fórum no qual todos os interessados possam expor seus interesses e discuti-los. De outro lado.de um comitê de Bacia Hidrográfica no qual participem representantes de instituições públicas. surge como estratégia para aumentar a eficácia e a efetividade na gerência. tem maior probabilidade de fazer ocorrer os resultados esperados e de atender as expectativas dos atores.

26 . 1. quanto por ações pontuais que ocorrem no meio escolar e municipal visando a conservação e preservação da água. por outro é necessário que faça isto com a convicção teóricoprática de que o indivíduo é parte de um todo. Toda pessoa é vocacionada para o exercício crítico do processo social.4 Fundamentos do processo decisório na gestão participativa O Capítulo 23 da Agenda 21 – documento assinado por 170 países durante a Eco 92. mais racional. os governos e os organismos internacionais devem criar meios para que as ongs (organizações não-governamentais) sejam parceiras no desenvolvimento sustentável. A sociedade brasileira vem se mobilizando para participar da gestão das águas desde o início das discussões em torno da elaboração do aparato legal da área de recursos hídricos. Outra. visando o bem comum dos interessados na bacia hidrográfica (Setti. considerado o maior esforço conjunto de governos de todo mundo para identificar ações que aliem o desenvolvimento à proteção ambiental – destaca o papel do cidadão na defesa do meio ambiente. impeça a atuação anti-social de outros. da necessidade de água de boa qualidade. Destaca que a sociedade. Participar conscientemente neste processo é exercer a cidadania em suas diversas formas. é fazer com que os agentes entendam as razões da existência das leis e de que forma suas infrações poderão afetar o bem-estar das gerações presentes e futuras. Essa mobilização acontece tanto por meio de organizações civis não governamentais de âmbito nacional. A participação tem dois aspectos: por um lado significa que a pessoa toma parte ativa e autônoma na construção da sociedade e das sociedades. principalmente. A constituição de um comitê com atribuições no Gerenciamento das Águas de uma bacia é uma das formas de se obter este entendimento fazendo com que cada participante controle sua própria atuação. 1999). e reforce a atuação das entidades com atribuições de controle.tomada de medidas coercitivas impopulares e de difícil sustentação política. É crescente o número de atividades esparsas no país visando a conscientização da sociedade a respeito dos problemas ambientais e. Esse tratado internacional evidencia que a participação dos cidadãos é pré-requisito fundamental para alcançar o desenvolvimento sustentável e prevê mecanismos para isso.

seja devido à falta de informações ou ausência de conhecimentos sobre as alternativas. Sob condições de riscos. Nesse caso. mas cairão em uma série de alternativas ou probabilidades. está a quantidade e qualidade das informações. pode haver muitas variáveis envolvidas. 1995). pouco sensíveis ou com baixa competência interpessoal. Em um país com escassez de bases de dados e informações qualitativas e quantitativamente adequadas. e portanto. as pessoas estão sempre mais dispostas a aceitarem uma decisão que elas auxiliaram a tomar. além de processos de interação ineficientes. principalmente considerando-se a escassez de informações. O comportamento ideal em um processo decisório é a busca de informações até a obtenção das respostas do problema analisado. A maioria das decisões é tomada em um contexto de elevadas incertezas sobre o futuro. Os decisores permanecem abertos a qualquer nova informação que possa auxiliar-lhes a melhor compreender um problema e a encontrar uma solução. como o desequilíbrio de forças entre indivíduos ou setores representados. os gestores contam com situações em que os resultados não são totalmente conhecidos.A crescente valorização da gestão participativa vem ao encontro dos estudos que demonstram que apesar de grupos serem mais lentos do que indivíduos isolados na tomada de decisões. muitos fatos desconhecidos. fatores que lhes conferem confiança na formulação de cenários. obstáculos podem surgir em nível de grupos decisórios. Entretanto. 27 . indivíduos mal preparados e informados. As condições de incertezas operam quando os decisores têm dificuldades de levantar as probabilidades de ocorrência das alternativas. Dentre os fatores que determinam o sucesso do processo decisório. a probabilidade de acertos aumenta. os decisores não podem avaliar as alternativas com adequado grau de confiança. indivíduos desinteressados. Ademais. qualquer informação pode adquirir importância e relevância (LANNA. ou ambos. A utilização das informações no processo decisório determina condições de riscos e incertezas.

Cabe destacar o princípio cartesiano da exaustividade. levando a um controle dos decisores pelo sistema que os envolvem (inversão do processo). A valorização da gestão descentralizada e participativa sem a consideração de seus riscos potenciais pode gerar obstáculos à efetivação dos objetivos da Política Nacional de Recursos Hídricos.Decisões independentes: não precisam de discussão. integrados. parece consensual a incapacidade humana de compreender toda a lógica da complexidade hídrica e ambiental. não pela complexidade ambiental em si.Segundo Lanna (1995) a gestão participativa deve estar inserida em uma rede de decisões: . assegurando-se de que nada foi omitido. . sistêmicos e mutuamente condicionados. segundo o qual o homem deve compreender detalhadamente um objeto ou fato a partir da análise de todos os seus aspectos e partes. Este fato pode indicar disfunções nos organismos decisórios. A falta de uma abordagem adequada pode fazer com que a complexidade do ambiente se torne uma barreira ao processo decisório. uma complexidade ambiental incompatível com qualquer visão reducionista (análise dos fatos por meio de sua decomposição).Decisões colaborativas ou consultivas: são tomadas por grupos aos quais foram concedidas responsabilidades e autoridade. O desdobramento e o conhecimento total destes contextos pela mente humana é um desafio. .Decisões de grupos potencializados: são tomadas por grupos que receberam poderes para decidir sem aprovação ou revisão de níveis hierárquicos superiores. 28 . informação ou acordo do grupo. portanto. devendo selecionar e agregar as informações mais relevantes. mas pela forma com que o organismo trata tal complexidade. sendo tomadas unilateralmente para acelerar o processo e resolver os problemas. A gestão da água nos CBH é particularmente complexa (compatibilização de idéias. No caso dos CBH. os decisores não têm como deixar de omitir certas dimensões do conhecimento na gestão da água. As águas existem em contextos distintos. exigindo discussões. diálogo e conscientização dos indivíduos. O processo participativo de gestão da água envolve uma variedade e. Principalmente considerando as realidades de escassez de informações.

usuários da água. fato que se verifica principalmente via organismos de bacia. Mesmo países de antiga tradição “participativa” como a França. dentre outros. 2002). 2001). fato muitas vezes motivado pela crise de confiança dos usuários em relação à qualidade e à transparência dos serviços públicos. a efetivação de uma estrutura nacional integrada e coerente de armazenamento e troca de dados sobre água em nível inter e intra-institucional (um sistema nacional de informações sobre recursos hídricos) (Lima. os departamentos. A geração de novos “núcleos de poder e decisão” sem a aplicação e o controle dos reais objetivos de defesa dos interessados comuns em nível de bacia hidrográfica. sendo atualmente marcado por um conjunto de vários níveis de intervenção integrados: as unidades territoriais intrabacia. têm sofrido uma intensificação de pressões sociais para uma maior abertura à participação social na gestão da água.funções e objetivos entre diferentes atores de diferentes escalas de atuação) e vulnerável à manipulação de interesses pessoais. As raízes do atual modelo de gestão remontam a 1964. seus braços executores. Para isto. Os comitês de bacia na França visam elaborar as orientações da gestão das bacias e avaliar e aprovar os programas de ação qüinqüenais elaborados pelas Agências de água. da disponibilidade de dados ambientais em escala. as bacias hidrográficas. a carência de bases de dados e o mau aproveitamento das bases de dados existentes fazem parte do histórico do processo de gestão ambiental nacional. No caso da França. Mesmo tendo em mente tais riscos. as regiões e o Estado. territoriais e setoriais. a viabilização dos CBH depende. as pressões sociais por mais transparência e qualidade dos serviços prestados motivou as companhias operadoras à evoluir em 29 . poder público). Essa situação tem-se desenhado em função de uma conjugação de fatores. linguagem e apresentação compatível com a realidade dos decisores. considera-se que um dos pilares da gestão racional da água tem sido internacionalmente defendido como sendo a abertura dos sistemas nacionais à participação dos atores locais e à aplicação do princípio da subsidiariedade (Magalhães. No Brasil. as comunas. sociedade civil organizada. Um dos países com maior tradição de gestão participativa da água é a França. dentre os quais. Nessa estrutura descentralizada baseada na aplicação do princípio da subsidiariedade. pode atrasar ou mesmo retroceder a resolução de conflitos e problemas ambientais. os comitês de bacia são considerados como “parlamento da água” nos quais a gestão participativa e democrática é operacionalizada a partir da representação de todos os setores da sociedade (coletividades territoriais.

passando da tradicional referência do cidadão-usuário para a noção do cidadão-consumidor ou cliente. este último o grau mais elaborado de cogestão. O processo consultivo. No processo de participação propriamente dito. nos quais a liberdade de expressão é mais ou menos regulada. incluindo não apenas as associações não governamentais. com direito à informação e à opinião sobre o desempenho dos serviços. afirma Lima (2001). Nesse caso. Estes poderes são. é geralmente realizado a partir de enquetes públicas de opinião ou de satisfação. exigindo o desvio do antagonismo histórico entre Estado e propriedade privada. os cidadãos deixam de ser vistos como atores passivos do sistema. O próximo capítulo se ocupará da evolução da questão hídrica no Brasil. por sua vez. De acordo com Lima (2001) o poder resulta de uma conquista a partir de uma relação de forças construída com as autoridades (pressão). O processo pode ocorrer sob variadas formas. onde se fará uma ampla abordagem da gestão dos recursos hídricos desde a edição do Código de Águas brasileiro e a criação dos Comitês Especiais de Estudos Integrados de Bacias Hidrográficas – 30 . reuniões públicas e conferências. para serem valorizados como atores responsáveis pela existência dos serviços e. portanto. O sucesso da consulta depende da qualidade das informações utilizadas antes e durante o processo. Este capítulo dedicou-se a apresentar a sustentabilidade dos recursos naturais. etc) se firmaram nos anos 90 dentre os principais vetores de contato entre o poder público e a sociedade civil. todas as instâncias participativas. estudo de impacto ambiental. os valores ecológicos e econômicos da água. em detrimento de uma democracia interna. gestão de recursos hídricos e processo decisório. Na busca de sua afirmação e do reforço de seu poder de decisão. em termos globais. no qual não é permitido aos cidadãos o poder deliberativo. o poder de opinião e o poder de decisão. atingindo-se uma etapa de gestão conjunta baseada em co-decisões. usuários. mas também outras instâncias como os CBH.suas relações com a sociedade. As associações civis (consumidores. incluindo o poder de criação e difusão de informação. há uma eqüitativa de poderes entre os participantes. exercidos via diversos mecanismos participativos. Engajadas na busca de abertura do processo decisório à participação. ou como resposta a uma proposição por iniciativa das autoridades. fato verificado em certos exemplos internacionais. elas também sofrem os riscos de se profissionalizarem e de se burocratizarem. passam pelo desafio de institucionalização coletiva.

433/97.CEEIBH. constituíram marco histórico no processo de gerenciamento dos recursos hídricos no Brasil. que juntamente com o encaminhamento do Projeto de Lei federal 2249/91. 31 . que resultou na lei federal 9.

900m³/s. EVOLUÇÃO DA QUESTÃO HÍDRICA NO BRASIL A disponibilidade hídrica do Brasil é de 177. isto porque a maior parte dessa água. Sob muitos aspectos.000m³/s. cerca de 70% . estimada em 202. apesar de aprovado. apresentava uma concepção atual da gestão de recursos hídricos Aplicada em uma região com abundância relativa de água. O primeiro projeto de um Código de Águas data de 1907.1987). que regulava os mais diversos aspectos da sociedade da época. O Brasil é o país mais rico em água doce. Criou-se. Encaminhado à apreciação do Congresso Nacional. Essa abrangente legislação. poucos dias antes da Constituição Federal de 1934. a iniciativa foi retomada pelo Governo Provisório instalado após a Revolução de 1930. está na bacia Amazônica onde vivem 7% da população brasileira. em 10 de junho de 1934 o Código de Águas foi promulgado. se for considerada somente a contribuição do território brasileiro e de 251. Sempre tratamos a água como um recurso natural renovável e abundante. Somente no inicio desse século as autoridades públicas passaram a se preocupar com a formulação de um arcabouço legal para a gestão de recursos hídricos. encarregada de elaborar um novo projeto. A água não é abundante e os quantitativos que são renováveis nem sempre atendem nos locais onde é requerida de forma a suprir com folga. não foi observada. em segunda discussão. 32 .2. uma Subcomissão do Código de Águas. Passadas mais de duas décadas. continha dispositivos específicos sobre a gestão da água Nesse tema. mas isso é uma falácia no sentido pragmático. pela Câmara dos Deputados. nesse mesmo ano. não teve prosseguimento. Os antecedentes legais da gestão de recursos hídricos no Brasil remontam às Ordenações Filipinas. Esse potencial hídrico corresponde a 53% do total referente à América do Sul e a 12% do total mundial (Barth.000m³/s se for levada em conta toda a vazão da Bacia Amazônica. Previa penalidades muito severas para os que degradassem ou a utilizassem sem a devida autorização. refletia a situação de escassez vigente na maior parte da Península Ibérica. quando Portugal estava sob domínio espanhol. com 12% das reservas mundiais. promulgadas em 1580. no âmbito da Comissão legislativa desse governo. Desta vez a iniciativa prosperou e.

dos Municípios e também o domínio privado sobre (“águas particulares”). Com relação ao aproveitamento das águas públicas. 34) e permite "a todos usar de quaisquer águas públicas conformando-se com os regulamentos administrativos" (art. O art. se houver. o Código assegura "o uso gratuito de qualquer corrente ou nascente de água. seriam “as nascentes e todas as águas situadas em terrenos que também o sejam. acabou por se constituir na diretriz política básica do processo de utilização do recurso natural água. 36 estabelece que "o uso comum das águas pode ser gratuito ou retribuído. Seu art. do que como um bem natural de utilidades múltiplas. O § 2º de seu art. as águas públicas ou as águas comuns”. não se verificando esta. de autorização administrativa. uma das mais completas leis de águas produzidas. O Código de Águas brasileiro é considerado.O marco histórico do início do processo de gerenciamento dos recursos hídricos no Brasil pode ser considerado como sendo a edição do Decreto Federal Nº 24. É pioneiro em diversas matérias objeto das atuais legislações ambientais. que será dispensada. 8º do Código. cuja concepção tratava a água mais como um insumo industrial e fonte geradora de energia. conforme as leis e regulamentar da circunscrição administrativa a que pertencerem". da indústria e da higiene. para as primeiras necessidades de vida" (art. estabelecia o domínio da União.634/34. todavia. responderão pelas perdas e danos que causarem pelas multas que lhes forem impostas nos regulamentos administrativos" Isto tudo mais de trinta anos antes da existência das primeiras legislações ambientais. que segundo o Art. Dispõe que "as águas públicas não podem ser derivadas para as aplicações da agricultura. que. Prevê a cobrança do uso dos recursos hídricos públicos e enuncia claramente o princípio poluidor-pagador. 36). na hipótese de derivações insignificantes" (art 43) e que "a concessão para o aproveitamento das águas que se destinem a um serviço público será feita mediante concorrência 33 . A concepção do Código de Águas (só alterada cinqüenta e quatro anos depois. com prejuízo de terceiros". dos Estados. além da responsabilidade criminal. com a Constituição Federal de 1988). 110 determina que "os trabalhos para a salubridade das águas serão executados à custa dos infratores. no caso de utilidade pública e. quando as mesmas não estiverem classificadas entre as águas comuns de todos. Diversos princípios seus foram seguidos em legislações de diversos países. 109 dispõe que "a ninguém é licito conspurcar ou contaminar as águas que não consome. ao longo desse período. internacionalmente. sem a existência de concessão administrativa.

transformada no Serviço de Águas do Departamento Nacional da Produção Mineral. conforme conclusão. ou conforme os serviços públicos a que se destine a mesma derivação. no Serviço Geológico e Mineralógico do Brasil. de modo a se conciliarem quanto possível os usos a que as águas se prestam" (art. em geral. quando o uso depender de derivação. de acordo com os dispositivos desse Código e as leis especiais 34 . de Comissão Parlamentar de Inquérito da Câmara dos Deputados destinada a examinar a utilização de recursos hídricos no Brasil. o Código de Águas estabeleceu que: "as concessões ou autorizações para derivação que não se destinem à produção de energia hidrelétrica serão outorgadas pela União. apesar de diversos dispositivos seus não haverem sido regulamentados. a gestão da água à dos serviços de energia elétrica. em outubro de 1984. pelos Estados ou pelos Municípios. Em 1934. ou pudessem prejudicar seus interesses. sucessor do Serviço Geológico e Mineralógico do Brasil. mas a "revisão. atualização e complementação" do atual. como a autorização. Acarretou a implementação do Código de Águas sob a ótica da energia hidrelétrica. Indústria e Comércio. É preciso dividi-lo em dois códigos. terá "em qualquer hipótese para o abastecimento de populações" (art. o de águas. Não se faz necessário um novo código. propriamente dito. conforme o seu domínio sobre as águas a que se referir. salvo nos casos em que as leis ou regulamentos a dispensem" (art. não foram regulamentados e deixaram de ser aplicados. 48).pública. A regulamentação administrativa da gestão de recursos hídricos iniciou-se pela geração de energia hidrelétrica e vinculou. 51 "caput" combinado com a alínea a). acabando a vinculação legal entre recursos hídricos e energia elétrica. Somente em 1986 o Poder Executivo encaminhou ao Congresso Nacional um projeto de lei regulamentando as águas subterrâneas. 36) e que "a concessão. deve ser feita sem prejuízo da navegação. do então Ministério da Agricultura. desde cedo. Os dispositivos que não dissessem respeito a essa indústria. Estabelece que "em regulamento administrativo se disporá sobre as condições de derivação. e o dos serviços de energia elétrica. o Código de Águas permanece válido. salvo" nos casos que prevê (art. como muitos argumentam. desproporcional ao que concede à gestão dos recursos hídricos. posteriormente. gerando problemas muito graves. Aos quase setenta anos. O Código de Águas dá ao aproveitamento dos potenciais de energia elétrica e à regulamentação dos serviços de energia elétrica um tratamento mais aprofundado. 44) Determina que. foi criada a Comissão de Estudos de Forças Hidráulicas. Essa assimetria favoreceu a hipertrofia do setor de energia elétrica. Em 1920.

62). f) da conservação e livre circulação dos peixes.sobre os mesmos serviços" (art. a transmissão. do Ministério da Agricultura. posteriormente Departamento Nacional de Águas e Energia Elétrica . g) do escoamento e rejeição das águas. b) da salubridade públicas. e de gestão dos serviços de energia elétrica. d) exercer todas as atribuições que lhe foram conferidas por este Código e seu regulamento" (art. 143. Desde seus primórdios. é o órgão competente do Governo Federal para: a) proceder ao estudo e avaliação da energia hidráulica do território nacional. em sua grande maioria. "as concessões ou autorizações para derivação que se destine à produção de energia elétrica serão outorgadas pela União. do Ministério de Minas e Energia. b) examinar e instruir técnica e administrativamente os pedidos de concessão ou autorização para a utilização da energia hidráulica e para a produção.DNAEE. Essa realidade acarretou uma subordinação da gestão da água aos interesses dos serviços de energia elétrica. 63). transmissão. acumulou as funções de gestão de recursos hídricos. e "o Serviço de Águas do Departamento Nacional da Produção Mineral. transformação e distribuição da energia elétrica. c) fiscalizar a produção. em detrimento das funções de regulação dos recursos hídricos. em seu art. a transformação e distribuição de energia elétrica. 35 . em prejuízo dos outros setores usuários e da gestão integrada dos recursos hídricos. c) da navegação. o Serviço de Águas. d) da irrigação. que “em todos os aproveitamentos de energia hidráulica serão satisfeitas exigências cauteladoras dos interesses gerais”: a) da alimentação e das necessidades das populações ribeirinhas. Sua estruturação e suas atividades priorizam o cumprimento das funções reguladoras dos serviços de energia elétrica. e) da proteção contra as inundações. no âmbito federal." (art. 144). foram construídas visando exclusivamente à produção de energia. As hidrelétricas. apesar de o Código de Águas dispor.

Um marco importante de integração intergovernamental e interinstitucional para o gerenciamento de recursos hídricos no Brasil é a celebração do Acordo do Ministério das Minas e Energia e Governo do Estado de São Paulo. navegação foram geridos por agências governamentais que priorizavam a componente social e serviços prestados e descuidavam-se de sua viabilidade econômico . O estabelecimento de regras claras para os serviços de eletricidade possibilitou sua organização em bases empresariais. o desenvolvimento de ações em situações críticas. Algo semelhante propunha. que se caracteriza por investimentos de vulto. impedindo uma boa gestão. adequação de obras de saneamento. com longo prazo de retorno. após sua aprovação pelo Congresso Nacional. controle de inundações.662. irrigação e. Quando finalmente se estruturam em bases organizacionais adequadas. Legislações correlatas passaram a ocupar-se de recursos hídricos. que "dispõe sobre a Política Nacional de Irrigação e dá outras providências" regulamenta os aspectos da gestão de recursos hídricos da irrigação. em relação ao saneamento. esses setores estavam contaminados por uma visão assistencialista de seu negócio. em 1978. integralmente vetado por Sua Excelência o Presidente da República. Outros setores usuários de recursos hídricos aguardaram que a regulamentação do Código de Águas se completasse e tardaram a se organizar em bases gerências adequadas. de 1991. com os objetivos principais de classificação dos 36 . de 25 de junho de 1979. motivou os Ministérios de Minas e Energia e do Interior para a criação do Comitê Especial de Estudos Integrados de Bacias Hidrográficas – CEEIBH. A qualidade da água é objeto da legislação ambiental e regulamentada por intermédio de resoluções do Conselho Nacional do Meio Ambiente CONAMA. favorecendo seu desenvolvimento em nosso país e o aproveitamento de nosso abundante potencial de energia hidráulica. abastecimento de água e tratamento e disposição de esgotos. em 1976. que objetivou atingir melhores condições sanitárias nas bacias dos rios Tietê e Cubatão. até mesmo. na sua primeira fase. Os bons resultados do Acordo MME/CESP. como se fosse possível seccioná-los do todo.A regulamentação dada ao Código de Águas privilegiou os serviços de energia elétrica. Saneamento. com gestão e suporte financeiro adequados a essa atividade. o Projeto de Lei n0 53. A Lei n0 6.financeira.

falta de representatividade política dos participantes. por lei. mas a sua extinção somente ocorreu. colocou em questão a existência do CEIVAP no modelo centralizador com que foi constituído em 1978. A partir de 1983. foi objeto de rejeição a partir da eleição direta do Governador do Estado. tendo em vista as desapropriações de terras inundadas pelas usinas construídas por essa empresa.cursos de água da União e o estudo integrado e o acompanhamento da utilização racional dos recursos hídricos. em 1991. do apoio que receberam de entidades estaduais que suportaram a presidência e a secretaria executiva. Outro caso que pode ser citado é o do Comitê do Paranapanema.842. O comitê da Bacia do Rio Paraíba do Sul. por razões políticas. teve o apoio da SABESP inicialmente à presidência e depois a sua secretaria executiva ao longo de quase 20 anos. O apoio do DNAEE no processo. visto como democrático e participativo. do Acordo MME/CESP. A razão básica desse declínio e posterior extinção foram de natureza política: criado em período de centralização e autoritarismo. A criação do comitê paulista do rio Paraíba do Sul. sustentado pela CESP como estratégia da empresa para conciliar os conflitos entre essa empresa e o estado do Paraná. vinculados ao CEEIBH. criando subcomitês e articulando-se com os municípios. elaborando estudos e diagnósticos que serviram de base para os trabalhos dos comitês. em 1994. o comitê começou a declinar e foi extinto de fato. em 1983. O Comitê do rio São Francisco-CEEIVASF. por exemplo. rejeição essa que aumentou a partir da criação do comitê paulista. foi inicialmente suportado pela CODEVASF e posteriormente pela CHESF. isto é. de fato com o Decreto nº 1. Em diversas bacias hidrográficas de rios com águas de domínio da União foram criados Comitês Executivos. de 22 de março de 1996. O bom funcionamento dos comitês dependeu. Pode-se dizer que a razão foi a mesma do Comitê do Alto Tietê. com a criação dos comitês paulistas da bacia. Além desse suporte. que instituiu o Comitê para Integração da Bacia Hidrográfica do Rio Paraíba do Sul-CEIVAP. que se acentuou a partir da criação do Sistema Integrado de Gerenciamento de Recursos Hídricos do Estado de São Paulo. entre 1996 e 1998. foi a razão do importante impulso que receberam na sua fase inicial. em grande parte. o Comitê do Alto Tietê entrou em declínio. Resolvido este problema. 37 . contribuiu para a sua continuidade a atuação de sua presidência no sentido de descentralizar o comitê.

em articulação com os Estados onde se situam os potenciais hidroenergéticos". suas disposições limitam-se aos potenciais de energia hidráulica. e no Capítulo I do Título VII. Dispõem sobre o domínio das águas." art 22. 176. A Constituição de 1988 muda radicalmente essa concepção política. Estava estabelecida a primeira base política da mudança. art. Nossa última Constituição estendeu o domínio público a todas as águas.art. o aproveitamento dos potenciais somente poderão ser efetuados mediante autorização ou concessão da União. Quanto à competência administrativa. rios e quaisquer correntes de água em terrenos de seu domínio. para efeito de exploração ou aproveitamento. sirvam de limites com outros países. nessa matéria. 176. ou se estendam a território estrangeiro ou dele provenham. art.A Constituição de 1988 contém vários dispositivos sobre recursos hídricos de água doce. respectivamente. Preceitua que: "são bens da União os lagos. na forma da lei. 20 CF. 20 e " os potenciais de energia hidráulica constituem propriedade distinta da do solo. fluentes.. as decorrentes de obras da União.. CF. seu aproveitamento e as competências legislativa e administrativa das três esferas do Poder Público. por brasileiros ou empresa brasileira de capital nacional na forma da lei. que versam sobre a União e sobre os Estados Federados. emergentes e em depósito.. art. Com relação ao aproveitamento de recursos hídricos. neste caso. que estabelece os Princípios Gerais da Atividade Econômica. Incluem-se entre os bens dos Estados as águas superficiais ou subterrâneas. e “. encerrando um processo iniciado com a promulgação do Código de Águas.. que estabelecerá as condições específicas quando essas atividades se desenvolverem em faixa de fronteira ou terras indígenas". ressalvadas.. 21. O domínio municipal já havia sido retirado pela Constituição de 1967. Estatui que: "compete à União explorar. diretamente ou mediante autorização concessão ou permissão o aproveitamento energético dos cursos de água. "são bens da União os potenciais de energia hidráulica".”. Um único preceito refere-se á competência legislativa: "compete privativamente á União legislar sobre. e pertencem a União. 26.art. Estão nos Capítulos II e III do Título III. art. ou que banhem mais de um estado. no interesse nacional. bem como os terrenos marginais e as praias fluviais".. dispõem que: "compete à União instituir sistema nacional de gerenciamento de recursos hídricos e definir critérios de outorga de direitos de seu 38 . determinando o fim da existência das águas particulares.

em São Paulo. 21. o aproveitamento energético dos cursos de água. aprovada pela Assembléia Geral Ordinária da Associação Brasileira de Recursos Hídricos ABRH. de autoria do Deputado Koyo Iha. o Seminário sobre Gerenciamento de Recursos Hídricos. Marcos significativos desse processo foram o Seminário Internacional sobre a Gestão de Recursos Hídricos. pelo Instituto de Engenharia de São Paulo.uso”. Brasília e Porto Alegre.. pelo Departamento Nacional de Águas e Energia Elétrica -DNAEE. promovido. examinou a "utilização de recursos hídricos no Brasil". a Associação Brasileira de Engenharia Sanitária e Ambiental ABES. art. por fim.ABAS. art. em articulação com os estados onde se situam os potenciais hidroenergéticos" art. diretamente ou mediante autorização. concessão ou permissão. pela então Secretaria Especial do Meio Ambiente -SEMA.895. a Comissão Parlamentar de Inquérito da Câmara dos Deputados que. cujos resultados subsidiaram a elaboração do Projeto de Lei. "é competência comum da União. Diversas iniciativas visando a estudar e debater a questão e a encaminhar seu equacionamento foram realizadas. A Necessidade de Articulação com a União e Estados Vizinhos. Porto Velho. realizados em São Paulo. em Brasília.. a Carta de Foz do lguaçu sobre a Política Nacional de Recursos Hídricos. o Grupo de Trabalho Interministerial criado pela Portaria no 661. e. Salvador.CNPq e pelo Comitê Especial de Estudos Integrados de Bacias Hidrográficas. Alemanha e Inglaterra. de 1989. do Ministro das Minas e Energia. de 5 de junho de 1986. pelo Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico .400. em maio de 1990. evento que contou com a presença de especialistas da França. Nos últimos 20 anos. de 18 de julho de 1990. em 30 de novembro de 1989. de setembro de 1983 a outubro de 1984. a Associação Brasileira de Águas Subterrâneas . o Grupo de Trabalho criado pelo Decreto n099. do Distrito Federal e dos Municípios registrar acompanhar e fiscalizar as concessões de direitos de pesquisa e exploração de recursos hídricos em seus territórios”.ABRH. que contou com representantes das Unidades da Federação. a Associação Brasileira de Irrigação e Drenagem ABID e a Associação Brasileira de Recursos Hídricos .. os Encontros Nacionais de Órgãos Gestores de Recursos Hídricos. em março de 1983. a apresentação do Projeto de Lei n0 1. o Sindicato dos Engenheiros do Estado de São Paulo. 23 e compete à União explorar. 21. dos Estados. Belo Horizonte. promovido. a atribuição de competência à União para instituição do Sistema Nacional de Gerenciamento de Recursos Hídricos. a necessidade de formulação de uma política nacional de recursos hídricos e de alteração da modalidade vigente de seu gerenciamento sensibilizou vários segmentos da nossa sociedade. nos anos de 1984 a 1986. pela Constituição Federal de 1988. 39 .

em nível nacional. de Irrigação e de Saneamento. Sua coordenação foi atribuída a esta Secretaria. a Associação Brasileira de Recursos Hídricos . e um bom indicativo das abrangências multisetorial da questão dos recursos hídricos e da complexidade de seu equacionamento. proteção e controle de água e b) propor medidas visando ao estabelecimento da Política Nacional de Recursos Hídricos e à instituição do Sistema Nacional de Gerenciamento de Recursos Hídricos". a Secretaria de Reforma Agrária e Recursos Hídricos do Estado da Bahia. a Confederação Nacional da Indústria .ABRH. o Grupo promoveu um Seminário Técnico na Presidência da República.FIBRA. a Superintendência dos Recursos Hídricos e Meio Ambiente do Estado do Paraná . quando necessário. a fim de colher subsídios. a Fundação Superintendência Estadual de Rios e Lagoas do Estado do Rio de Janeiro . destacando-se a Associação das Empresas Estaduais de Saneamento Básico . da Agricultura e Reforma Agrária. o Departamento Nacional de Transportes Aquaviários .SAE. do Meio Ambiente. o Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis . da Saúde.Esse Grupo de Trabalho foi criado para: “(a) estudar o gerenciamento e a administração dos recursos hídricos.SUREHMA. no que se refere ao uso.IBAMA. "a colaboração de órgãos ou entidades da administração federal. com representação da maioria dos órgãos do primeiro escalão da administração federal. da Infra Estrutura e da Ação Social e das Secretarias da Ciência e Tecnologia. dentre eles as Secretarias Nacionais de Vigilância Sanitária. o Conselho de Recursos Hídricos do Estado do Rio Grande do Sul e o Departamento de Águas e Energia Elétrica do Estado de Goiás AEE/GO. que deveria solicitar.DNTA. principalmente na fase inicial dos trabalhos. Antes de encerrar suas atividades.SERLA. Entidades da comunidade técnica e científica e da sociedade civil colaboraram de forma marcante e fundamental. em seu nome e no de suas empresas controladas e ligadas.CNI e a Federação das Indústrias de Brasília . a Secretaria de Recursos Hídricos do Estado do Ceará. No desenrolar de suas atividades. Seus membros foram representantes dos Ministérios da Marinha. do Desenvolvimento Regional e de Assuntos Estratégicos da Presidência da República . das Relações Exteriores. Fazenda e Planejamento.AESBE. o Grupo submeteu o resultado de seu trabalho à crítica de três 40 . diversos órgãos da administração federal e dos Estados apresentaram contribuições. A composição desse Grupo. No início de seus trabalhos. a Centrais Elétricas Brasileiras -ELETROBRAS. o Instituto de Engenharia de São Paulo. da Economia. conservação. das Unidades da Federação e da sociedade para a realização dos trabalhos". a Secretaria de Infra -Estrutura e Desenvolvimento Urbano do Estado de Pernambuco.

já em maio de 1981.consultores nacionais. O objetivo prioritário era a integração dos programas e atividades governamentais nas áreas de abastecimento público. o Poder Executivo estaria habilitado a produzir um projeto de lei sobre a Política Nacional de Recursos Hídricos e o Sistema Nacional de Gerenciamento de Recursos Hídricos que espelhasse o consenso possível entre os segmentos interessados da sociedade brasileira. irrigação e drenagem. ou seja. com alternativas para vincularão de sua Secretaria Executiva. criando o Conselho de Recursos Hídricos do Rio Grande do Sul e definindo os objetivos do Sistema. Na esteira dessas concepções que se consolidavam. tinha como foco a gerenciamento dos usos. o que realmente aconteceu. O Grupo produziu dois importantes documentos: a) uma minuta de projeto de lei disposto sobre a Política Nacional de Recursos Hídricos. aproveitamento hidrelétrico e meio ambiente. o espaço jurídico-institucional para que os Estados brasileiros concebessem sistemas estaduais de gerenciamento das águas de seu domínio. o Estado do Rio Grande do Sul. b) consolidação do entendimento do Grupo sobre a estrutura do Sistema de Gerenciamento. criando o Sistema Nacional de Gerenciamento de Recursos Hídricos instituindo o Plano Nacional de Recursos Hídricos e orientando a implementação do Sistema e a elaboração do Plano. assunto em que não havia sido possível um consenso entre seus integrantes.CEPAL. este tipo de objetivo também estava relacionado com as concepções e propostas 41 . Apesar de integrado apenas por representante da esfera federal do Poder Público. órgão das Nações Unidas. Já nas Constituições estaduais de 1989. Estava aberto também. de renome internacional. instituía um Sistema Estadual de Recursos Hídricos. conseguiu formar uma ampla visão do pensamento nacional sobre o assunto Com base no resultado de seus trabalhos. por exemplo. controle de cheias. O Grupo teve o cuidado de recuperar o extenso conhecimento disponível sobre gestão de recursos hídricos. pesca. em alguns estados aparecem artigos específicos sobre o tema. e de um consultor da Comissão Econômica para a América Latina . Ora. transporte fluvial e lacustre.

de planejamento integrado da ação pública. Enquanto isso no campo político. que versa sobre o assunto. de maneira a garantir a ação do Sistema de Gerenciamento como um instrumento real de gestão da oferta da água. Enfim. esse tipo de ação padecia da falta de continuidade administrativa originada no hábito bem brasileiro de destruir o que foi realizado a cada novo governo. como na maioria dos casos. uma proposta político/conceitual moderna de desenvolvimento social e econômico. por outro. o Seminário Técnico sobre o Sistema Nacional de Gerenciamento de Recursos Hídricos. o do desenvolvimento a qualquer preço e o da preservação ambiental apenas como discurso reativo ao crescimento econômico predador. através da garantia da sua disponibilidade para todos que dela necessitam. mas permanecia tecnocrático. em São Paulo. infra-estrutura fundamental do desenvolvimento social e econômico. o planejamento deixava de ser setorial e centralizador. a democratização do acesso à água.895. dois paradigmas. Aí estava a segunda base política da mudança.DAEE/SP e sua Fundação do Desenvolvimento Administrativo -FNNDAP) e em conjunto com a Associação Brasileira de Recursos Hídricos . políticas públicas cuja garantia de aplicabilidade e sucesso dependem diretamente da participação cotidiana do cidadão. de autoria do Deputado Koyulha. muitas delas do seu interesse imediato ou. ao mesmo tempo. Meio Ambiente e Minorias desta Casa. tão em moda na década de 80. surgido ainda no final da década de 80.ABRH. Era preciso por um lado. permitir a participação de atores mais permanentes. Em abril de 1992. ou seja. e deixava de considerar o gerenciamento da oferta de água. seu Departamento de Águas e Energia Elétrica . O desenvolvimento sustentável. 42 . a democracia representativa começava a demonstrar sua incapacidade de garantir a participação real do cidadão no processo decisório da construção e da implementação de políticas públicas. Muito embora a pertinência da introdução dos procedimentos de articulação da ação das políticas públicas no País. envolver os diferentes usuários da água no processo e. para debate do Projeto e do Projeto de Lei n0 1. em conjunto com o governo do Estado de São Paulo (por intermédio da Secretaria da Administração e Modernização do Serviço Público. alterou. especialmente do que se convencionou chamar desenvolvimento ambientalmente sustentável. a Comissão de Defesa do Consumidor. promoveu. de 1989.

ciência e tecnologia e agricultura. em São Paulo. às universidades filiadas ao Conselho de 43 . Encaminharam propostas de emenda ao Projeto as entidades mencionadas a seguir. da Associação Brasileira de Engenharia Sanitária e Ambiental . foi encaminhado um documento critico do Projeto elaborado por autoridades e técnicos em recursos hídricos dos Estados do Maranhão. Pernambuco.ABIQUIM. o Projeto foi novamente debatido no Seminário Qualidade e Gestão da Água . da Associação Brasileira de Águas Subterrâneas . o Projeto foi objeto de um dia de debates.CEEIVAP. às Secretarias de Estado de meio ambiente. evento promovido pelo Consórcio Intermunicipal para Recuperação Ambiental das Bacias dos Rios Santa Maria da Vitória e Jucu (ES) e pelo Consórcio Intermunicipal das Bacias dos Rios Piracicaba e Capivari (SP). Numerosas circulares encaminhando cópia do Projeto e solicitando sugestões. na ordem cronológicas em que as recebemos: Associação Brasileira da Indústria Química e de Produtos Derivados . Magoas e Sergipe. da Associação Brasileira de Irrigação e Drenagem . comentários e outros subsídios. sua Secretaria do Meio Ambiente. Sergipe e Bahia. Pernambuco.FIRJAN e Centro Industrial do Rio de Janeiro . promovido pelo Ministério das Relações Exteriores. Comercial do Rio de Janeiro.ABAS. com a colaboração do Governo do Estado de São Paulo (por intermédio de sua Secretaria de Energia e Saneamento.Busca de um Modelo Integrado para a Cooperação Internacional.CETESB) e com o apoio da Associação Brasileira de Recursos Hídricos . Federação das Indústrias do Estado do Rio de Janeiro .ABID. Comitê Executivo de Estudos Integrados da Bacia Hidrográfica do Rio Paraíba do Sul .SEAMA. Ceará. e Secretaria de Estado para Assuntos do Meio Ambiente .PNUD. em Vitória. Por intermédio do Coordenador de Recursos Hídricos da Secretaria de Recursos Hídricos.ABEMA. seu Departamento de Águas e Energia Elétrica -DAEE/SP e sua Companhia de Tecnologia de Saneamento Ambiental . do Estado do Espírito Santo. Bahia.Americano . por ocasião do 1 Encontro Nacional de Consórcios Intermunicipais.Em dezembro de 1992. apesar de não ter sido o objeto principal do evento. Piauí.São Francisco. integrada pelas Assembléias Legislativas dos Estados de Minas Gerais. pelo Instituto Latino.CIRJ. Saneamento e Habitação do Estado da Bahia.ABES e da Associação Brasileira das Entidades de Meio Ambiente .ABRH. que pudessem auxiliar na elaboração do parecer.ILAM e pelo Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento . aos órgãos estaduais de recursos hídricos e de meio ambiente às Prefeituras Municipais. Rio Grande do Norte. Comissão Interparlamentar para o Desenvolvimento Sustentado da Bacia do Rio São Francisco CIPE . Em janeiro de 1993.

a promulgação da lei cearense sobre recursos hídricos e as iniciativas legislativas dos Estados da Bahia. Nesse período. e "preservação. Assim. aproximadamente. Merecem destaque: A Carta do Rio de Janeiro sobre Recursos Hídricos e Meio Ambiente. de 1 de janeiro de 1995. coordenação. ao "aproveitamento da energia hidráulica". insere a Secretaria dos Recursos Hídricos no âmbito do Ministério do Meio Ambiente e da Amazônia Legal. de 13 de junho de 1997. estabelecendo "normas de orientação à Política Estadual de Recursos Hídricos bem como ao Sistema Integrado de Gerenciamento de Recursos Hídricos". A Medida Provisória n0 1549-31.Reitores das Universidades Brasileiras. às associações de profissionais ligados a recursos hídricos. Igualmente importante foi a restrição das competências do Ministério de Minas e Energia. à época: 44 . em 14 de novembro de 1991. de 30 de dezembro de 1991. foi o primeiro e fundamental passo nessa direção. alterando o nome do Ministério e dando ênfase e destaque às questões relativas aos recursos hídricos. dos Recursos Hídricos e da Amazônia Legal.ABRH. a reforma da administração federal que lançou as bases necessárias para uma gestão integrada de recursos hídricos possibilitou a transformação do Ministério do Meio Ambiente e da Amazônia Legal em Ministério do Meio Ambiente. 1. Foi um ato inaugural do Governo Fernando Henrique Cardoso. aos sócios da Associação Brasileira de Recursos Hídricos e a. prevê as seguintes competências designadas ao MMA. dos Recursos Hídricos e da Amazônia Legal. aprovada pela Assembléia Geral Ordinária da Associação Brasileira de Recursos Hídricos . supervisão e controle das ações relativas ao meio ambiente e aos recursos hídricos".663. com competência "para planejamento. que dispõe sobre a organização da Presidência da República. O início dos trabalhos visando a montagem de uma base institucional em recursos hídricos ocorreu com a Medida Provisória n0 813. conservação e uso racional dos recursos naturais renováveis". em matéria de recursos hídricos. a promulgação da Lei Estadual de São Paulo n0 7. o debate e as iniciativas brasileiras a respeito dos recursos hídricos não se limitaram à apreciação do Projeto. Minas Gerais. transformado em Ministério do Meio Ambiente. resultado de intenso debate na sociedade paulista. que altera a MP 813.700 organizações não-governamentais. às instituições e associações científicas. Rio de Janeiro e Rio Grande do Sul.

. . e) Política integrada para a Amazônia Legal. integram a estrutura básica do Ministério do Meio Ambiente. 45 . b) Formulação e execução da política nacional do meio ambiente e dos recursos hídricos.Conselho Nacional da Amazônia Legal. . . supervisão e controle das ações relativas ao meio ambiente e aos recursos hídricos. . dos Recursos Hídricos e da Amazônia Legal: a) Planejamento.XIII . . .Conselho Nacional do Meio Ambiente. d) Implementação de acordos internacionais na área ambiental. .Conselho Nacional de Recursos Hídricos.Secretaria de Coordenação dos Assuntos de Desenvolvimento Integrado. conservação e uso racional dos recursos naturais renováveis.Conselho Nacional dos Recursos Naturais Renováveis.Secretaria de Recursos Hídricos.Secretaria de Coordenação dos Assuntos da Amazônia Legal. dos Recursos Hídricos e da Amazônia Legal: .Comitê do Fundo Nacional do Meio Ambiente. coordenação.Secretaria de Coordenação dos Assuntos do Meio Ambiente.Ministério do Meio Ambiente.Instituto de Pesquisas Jardim Botânico do Rio de Janeiro. De conformidade com a MP 1549-31/97. . c) Preservação.

no Estado de São Paulo. omissão essa que acarretou profunda degradação das águas da respectiva bacia. apesar de diversos estados haverem copiado a organização federal e criado seus Departamentos de Águas e Energia Elétrica. distintas da de saneamento e da de distribuição de eletricidade. e) Políticas e programas Integrados para a Amazônia Legal. Alguns estados antecederam o Governo Federal no processo de integração e coordenação da gestão de recursos hídricos. Dentre os consórcios existentes. Essa realidade decorre de nossa legislação atribuir exclusivamente à União competência para regulamentar os serviços de energia elétrica. e da bacia dos rios Santa Maria da Vitória e Jucu. altera o nome do Ministério do Meio Ambiente. a vinculação da gestão da água aos interesses dos serviços de energia elétrica foi menos intensa do que no federal. por sua atuação e pioneirismo. os DAEE. c) Proposição de estratégicas. São os resultados de pressão exercida junto às autoridades municipais pelas respectivas comunidades. voltados para a gestão integrada dos recursos hídricos da bacia. biodiversidade e florestas. surgiram recentemente consórcios e associações intermunicipais. mecanismos e instrumentos econômicos e sociais para a melhoria de qualidade ambiental e do uso sustentável dos recursos naturais. 46 . no Espírito Santo. O Paraná colocou sob um mesmo órgão a gestão ambiental e a da água. b) Política de preservação. No nível estadual.A medida provisória n0 1794-8. de 31 de dezembro de 1998. os da bacia dos rios Piracicaba e Capivari. cabe mencionar. Ceará e Pernambuco criaram empresas de recursos hídricos. No nível local da bacia hidrográfica. d) Políticas para integração do meio ambiente e produção. dos Recursos Hídricos e da Amazônia Legal para Ministério do Meio Ambiente. cansadas de omissões das autoridades federal e estaduais. constituindo áreas de competência deste Ministério os seguintes assuntos: a) Política Nacional do Meio Ambiente e dos Recursos Hídricos. conservação e utilização sustentável de ecossistemas.

sob um modelo diverso daqueles que existiam até então. Sergipe.A velocidade das mudanças no campo social e político já não garantem que o voto exercido a cada eleição como expressão máxima do exercício da cidadania seja suficiente. Paraná. Apesar de a Constituição Federal de 1988 atribuir privativamente à União competência para legislar sobre águas. é preciso criar outras instâncias de participação onde o cidadão possa ser recolocado no processo decisório de maneira mais amiúde. Com tal composição e regra de funcionamento. 47 . o comitê passou a deliberar por consenso entre os estados. qual sejam: São Paulo. mas não cria sistema de gestão. Bahia. Além disso. de 22/03/96. várias constituições estaduais apresentam dispositivos sobre recursos hídricos. Legislações similares foram estabelecidas pelos Estados do Ceará e Santa Catarina. Mato Grosso e Mato Grosso do Sul determinam a elaboração do Plano Estadual de Recursos Hídricos. o comitê prevê a participação de 50% de seus componentes para entidades da sociedade civil e usuários de recursos hídricos e decisão por dois terços da totalidade das representações estaduais. permitiram a edição do Decreto Federal 1. Legislações ordinárias instituindo a Política Estadual de Recursos Hídricos e criando o Sistema Estadual de Gerenciamento de Recursos Hídricos.842. Está colocada a terceira base política da mudança. Então. O Estado da Bahia promulgou uma lei sobre recursos hídricos que estabelece uma política. São Paulo. Sergipe. São Paulo. As dos Estados do Amapá. Roraima. Goiás. Rio Grande do Sul e pelo Distrito Federal. Rondônia. previstos em suas Constituições. Rio de Janeiro e Minas Gerais. Espírito Santo. O comitê passa a ser composto por três representantes federais e 12 representantes de cada um dos Estados que compõem a bacia hidrográfica. As da Bahia e Sergipe. As Constituições do Acre. As de Pernambuco. Rio Grande do Sul e Mato Grosso do Sul contêm dispositivos sobre a cobrança do uso do recurso e a do Rio Grande do Sul sobre critérios de outorga. criando o Comitê para Integração da Bacia Hidrográfica do Rio Paraíba do Sul. Rio Grande do Sul. Alagoas. embora suas Constituições não disponham sobre a matéria. Ao longo da tramitação do Projeto de Lei. Mato Grosso. Mato Grosso do Sul e a do Distrito Federal prevêem a criação de sistemas estaduais de gerenciamento de recursos hídricos. São Paulo. Maranhão e Santa Catarina são as que menos se estendem sobre a matéria. Goiás. foram promulgadas pelos Estados de Minas Gerais. São Paulo. Minas Gerais. cabendo aos representantes da União o papel fundamental de articulação e negociação. negociações entre estados e governo federal. O desempenho desse papel à União marcou uma mudança importante em direção à descentralização de todo o processo decisório. Amazonas.

Este Capítulo proclamou os antecedentes e a evolução das questões hídricas no Brasil. O Capítulo 3 mostrará a situação atual dos estados brasileiros com relação às políticas estaduais de recursos hídricos. no que diz respeito aos recursos hídricos. Tratamos aqui os principais marcos históricos que culminaram com a edição da lei 9.433/97 e no arranjo institucional federal. 48 . alcançando. a configuração final para o setor.

que passa. no entanto. por vezes escasso.da água como bem de domínio público. impondo-se ao Poder Público e à coletividade o dever de defendê-lo e preservá-lo para as presentes e futuras gerações (Art. passível. de 08 de janeiro de 1997 institui a Política Nacional de Recursos Hídricos e criou o Sistema Nacional de Gerenciamento de Recursos Hídricos dando execução ao disposto no art. Revogou-se o art. As principais inovações estabelecidas pela Lei são os princípios: 1 . 223. O conceito de res communis implica. as águas públicas ou as águas comuns). 2002). conseqüentemente. A Lei das Águas culminou num longo processo de avaliação das experiências de gestão de recursos hídricos e de formulação de propostas para a melhoria dessa gestão em nosso País.3. de 10 de julho de 1934 (Código de Águas).433. 24. A água. de apropriação individual – passa a ser considerada res communis. portanto. envolvendo todos os interessados nos problemas da água. além de induzir a quebra da hegemonia setorialista (em termos de setor usuário) sobre o geral e sobre os usos múltiplos da água (Calasans. Surge então o conceito de res communis: o bem ambiental pertence a todos. na 4 a própria Constituição Federal reconhece que o meio ambiente é um bem de uso comum do povo.caput). 4 .a gestão que sempre proporcione o uso múltiplo do recurso. que previa a possibilidade de apropriação particular de determinada categoria de recursos hídricos (as nascentes e todas as águas situadas em terrenos particulares. desde que não estivessem classificadas entre as águas comuns de todos.da gestão descentralizada.da água como um bem limitado. criando um novo paradigma ao apontar na direção de uma gestão participativa. 2 . XIX da Constituição que atribui à União instituir o Sistema Nacional de Gerenciamento de Recursos Hídricos e definir critérios de outorga de direitos de seu uso. todos têm responsabilidade sobre sua preservação4.8 do Dec. 3 . que era tida res nullius – coisa sem dono. 49 . QUADRO ATUAL A lei nº 9. a ser dotado de valor econômico.643. um patrimônio comum. Inova.

ser melhor alcançados ao nível comunitário. o que facilita a sua conservação e preservação. a Lei forma a base legal para uma radical descentralização da gestão: da sede do poder público para a esfera local da bacia hidrográfica. Para que atinja esses objetivos. de um recurso escasso. A regulação abrange tanto o aspecto quantitativo quanto qualitativo do recurso. A ação da Comunidade não deve exceder o necessário para atingir os objetivos do presente Tratado. pela União Européia. tanto sua utilização quanto degradação podem ser mensuradas de um ponto de vista econômico. incumbe ao Poder Público regular a sua utilização. sa mise en valeur et le développment de la ressource utilisable. desde a sua inserção. L’usage de l’eau appartient à tous dans le cadre des lois et règlements ainsi que des droits antérieurement établis. pelo tratado de Maastricht. desse modo. a geração de energia elétrica ou o consumo humano . algum deles já conhecidos e empregados em outros países – a outorga de direito de uso e a cobrança pelo uso da água e outros ainda pouco Artigo L210-1: L’eau fait partie du patrimoine commun de la nation. em tendência nacional e mundial de reformulação do papel do Estado na gestão de bens e serviços públicos. Nos domínios que não sejam das suas atribuições exclusivas. dans le respect des équilibres naturels. da necessidade de sua preservação.mas que sua gestão deve assegurar o conjunto desses usos em um mesmo corpo d’água. cabe lembrar que o art. Com relação à água. este passa a ser dotado de valor econômico: a partir daí. L210-1 do Código Francês de Meio Ambiente dispõe que esta faz parte do patrimônio comum da nação5. e concretiza-se por meio da implementação de instrumentos específicos. dele. Com relação à previsão de uma gestão que sempre proporcione o uso múltiplo do recurso. no Tratado de Roma. assegurando que esta se faça preservando o interesse público. 6 De acordo com o Artigo 5º (ex-artigo 3º -B) do Tratado de Roma: A comunidade atuará nos limites das atribuições que lhe são conferidas e dos objetivos que lhe são cometidos pelos do presente Tratado. A nova Lei inscreve-se. Sa protection. sont d’intérêt général. Para que se tenha consciência do valor do recurso. devido à dimensão ou aos efeitos da ação prevista. Trata-se da implementação do princípio da subsidiariedade. de 25 de março de 19576. portanto. de acordo com o princípio da subsidiariedade.necessidade de uma regulamentação do recurso: é necessário prever uma organização para que todos possam. Tratando-se. cabe ressaltar que isto significa que a água não deve ser destinada a um único fim – como a diluição de efluentes/esgotos. se e na medida em que os objetivos da ação encarada não possam ser suficientemente realizados pelos Estados –Membros. a Comunidade intervém apenas. 5 50 . já formalmente reconhecido em âmbito internacional. e possam pois. usufruir. de 07 de fevereiro de 1992.

deve cumprir os seguintes objetivos: coordenar a gestão integrada das águas. stricto sensu. I) e em quantidade suficiente. Numa acepção mais ampla. Faz parte desta ação de regulação a instalação de capacidade institucional para o funcionamento do Sistema Nacional de Gerenciamento de Recursos Hídricos. a outorga dos direitos de uso de recursos hídricos. normas legais e infralegais que assegurem a regulação strictu sensu. enquadramento dos corpos de água em classes. elaborar regras. ocupação e conservação do solo e do meio ambiente com as políticas federal e estaduais de recursos hídricos.433. em padrões de qualidade adequados aos respectivos usos (Lei 9. significa assegurar à atual e às futuras gerações a necessária disponibilidade de água. isto é. promover as condições para assegurar o reconhecimento da água como bem econômico e dar ao usuário uma indicação de seu real valor.433/97. regular e controlar o uso. 2º. a preservação e a recuperação dos recursos hídricos. estabelecido pela Lei 9. promovendo a integração das políticas locais de saneamento. implementar a Política Nacional de Recursos Hídricos. Deste modo. regular significa também normatizar. por meio dos Planos de Recursos Hídricos. O Sistema Nacional de Gerenciamento de Recursos Hídricos. e o mercado de títulos negociáveis. latu sensu. a cobrança pelo uso da água e o sistema de informações sobre Recursos Hídricos. inc. incentivar a racionalização do uso da água. significa exercer um controle sobre a disponibilidade (quantidade) e a qualidade dos recursos hídricos.conhecidos e empregados a outorga para lançamento de cargas residuais. de uso. segundo os usos preponderantes da água. arbitrar administrativamente os conflitos ligados ao uso da água. Em se tratando de regular os usos da água: a expressão regular. obter recursos financeiros para o financiamento dos programas e intervenções contemplados nos 51 . planejar. em sentido estrito. regular. com a finalidade de manutenção do enquadramento dos rios. art.

em conjunto com as organizações civis.Arranjo institucional da lei nº 9. Garantiu-se a participação de usuários e da sociedade civil em todos os plenários por ele constituídos. estaduais e municipais. os Conselhos de Recursos Hídricos dos Estados e do Distrito Federal. os Comitês de Bacia Hidrográfica. os órgãos dos poderes públicos federal. que segundo a Lei 9.1). O Sistema Nacional de Gerenciamento de Recursos Hídricos apresenta um arranjo institucional que contém: I. III. Fonte: Tese Doutorado – Olhares sobre a política de recursos hídricos no Brasil: O caso da bacia do rio São Francisco. Outra característica importante do sistema é a importância dada à participação pública.433/97. II.planos de recursos hídricos. Demetrios Christofidis.433 serão alcançados com a cobrança pelo uso da água. as Agências de Água (bacia) (Figura 3. desde o Conselho Nacional de Recursos Hídricos até os Comitês de Bacia 52 .1. 2001. Figura 3. e V. IV. o Conselho Nacional de Recursos Hídricos. cujas atividades se relacionem com a gestão de recursos hídricos.

os Planos de Recursos Hídricos. foi realizada sua primeira Reunião Ordinária.433/97 é importante para a ordenação territorial do país. a outorga de direitos de uso dos recursos hídricos. como forma de legitimar a decisão e é também garantir sua implementação. a principal dificuldade observada nos anos subseqüentes à aprovação da Lei 9. IV. A Secretaria de Recursos Hídricos do Ministério do Meio Ambiente exerce a função de Secretaria Executiva do CNRH. V. administrativo e financeiro ao Conselho. Há que se assinalar que os estados têm avançado na criação dos Comitês de Bacias Hidrográficas e muitos deles apresentam Conselhos Estaduais de Recursos Hídricos. o enquadramento dos corpos de águas em classes de usos preponderantes.433/97. dos instrumentos que devem ser utilizados para viabilizar a implantação da Política Nacional de Recursos Hídricos: I. Gustavo Krause. mesmo ano. quase didático.Hidrográfica. II. a cobrança pelo uso dos recursos hídricos. para prestar apoio técnico. que carecia de um órgão com a atribuição executiva de implantar a Política Nacional de Recursos 53 . sob a presidência do então Ministro do Meio Ambiente.433/97.433/97 está o estabelecimento claro. Dentre as principais inovações introduzidas pela Lei 9. já que requer receptividade ao processo de constituição de parcerias. principalmente no que se refere à normatização do sistema e ao estabelecimento de critérios gerais para a aplicação dos instrumentos de gestão criados pela Lei n. A Lei 9. o que não garante que estejam funcionando e atuando ativamente em prol da melhoria da gestão e do disciplinamento dos recursos hídricos.612 de junho de 1998. Seus primeiros trabalhos referiram-se à organização do SNGRH. mas implica mudanças importantes dos administradores públicos e dos usuários. A implantação do sistema prosseguiu com a regulamentação do Conselho Nacional de Recursos Hídricos (CNRH). referia-se ao arranjo institucional do Sistema de Gerenciamento de Recursos Hídricos. 9. que se concretizou através do Decreto Federal no. Em novembro desse. 2. III. Nesse sentido. sistema de Informações sobre Recursos Hídricos.

mantendo balanço atualizado da disponibilidade de recursos hídricos. que têm base municipal. que dispõe sobre a gestão administrativa e a organização institucional do sistema nacional de gerenciamento de recursos hídricos. c) o plano de aplicação dos recursos 54 .Hídricos. A lei inicia o processo para uma radical descentralização da gestão: da sede do poder público para a esfera local da bacia hidrográfica. As Agências têm como área de atuação uma ou mais bacias hidrográficas e suas competências primordiais são o planejamento dos recursos hídricos da bacia e a cobrança pelo uso da água. ao destinar parte dos recursos arrecadados com a cobrança pelo uso da água ao custeio dos organismos que integram o sistema e à constituição dos financiamentos das intervenções identificadas pelo processo de planejamento. em particular dos contornos das agências de bacias a serem criadas no resto do país. b) os valores a serem cobrados pelo uso de recursos hídricos. por sua natureza. A lei busca assegurar viabilidade ao sistema: viabilidade financeira . ou mesmo para a implementação de sistemas complexos como a cobrança pelo uso da água (Scardua. baseado quase que exclusivamente na ação dos Comitês de Bacia.(ve).2003). A lei possibilita a delegação às Agências de Água da cobrança pelo uso da água. As agências de bacia. Efetiva uma parceria do poder público com a sociedade civil organizada. O poder decisório passa a ser compartilhado nos Comitês de Bacia Hidrográfica e nos Conselhos Nacional ou Estaduais de Recursos Hídricos. O Projeto de Lei 1616/99. não poderia se estruturar para atender atividades essencialmente técnicas como a concessão de outorgas. O poder público abre mão de parcela dos poderes que. Concluiu-se que um sistema. por terem base territorial diversa da divisão político-administrativa do país. manter o cadastro de usuários. viabilidade administrativa – (va).(vf). estadual ou federal. serão criadas por lei específica. ainda não foi votado no Congresso Nacional. podem ser compartilhados ou delegados. O sistema criado potencializa a atuação da estrutura administrativa existente e cria somente os organismos necessários à execução das novas atividades. financeiro e administrativo aos colegiados do sistema e viabilidade executiva . mas mantém com o poder público o poder de outorgar direitos de uso. braços executores dos comitês de bacias hidrográficas e que efetuarão a cobrança pelo uso dos recursos hídricos. ao criar organismos de apoio técnico. elaborar o Plano de Recursos Hídricos para apreciação do respectivo Comitê de Bacia Hidrográfica e propor ao respectivo Comitê de bacia hidrográfica: a) o enquadramento dos corpos de água nas classes de uso para encaminhamento ao respectivo CNRH ou CERH. não poderiam ser exercidas pelos organismos existentes. as quais.

A composição do Conselho Nacional de Recursos Hídricos-CNRH. organizações técnicas e de ensino e pesquisa com interesse na área de recursos hídricos.promover a articulação do planejamento de recursos hídricos com os planejamentos nacional. aplicação de seus instrumentos e atuação do Sistema Nacional de Gerenciamento de Recursos Hídricos. IX – estabelecer critérios gerais para a outorga de direitos de uso de recursos hídricos e para a cobrança por seu uso.deliberar sobre os projetos de aproveitamento de recursos cujas repercussões extrapolem o âmbito dos Estados em que serão implantados. é 55 . O número de representantes do Poder Executivo Federal não poderá exceder à metade mais um do total dos membros do Conselho Nacional de Recursos Hídricos. organizações não-governamentais com objetivos de defesa de interesses difusos e coletivos da sociedade. II – arbitrar em última instância administrativa. representantes das organizações civis de recursos hídricos. regional. estaduais e dos setores usuários. III . VII – aprovar propostas de instituição dos Comitês de Bacia Hidrográfica e estabelecer critérios gerais para a elaboração de seus regimentos. de interesse comum ou coletivo.arrecadados com a cobrança pelo uso de Recursos Hídricos. locais ou setoriais de usuários de recursos hídricos. VI – estabelecer diretrizes complementares para implementação da Política Nacional de Recursos Hídricos. Conselho Nacional de Recursos Hídricos O Conselho Nacional de Recursos Hídricos é o órgão máximo normativo e deliberativo com atribuições de: I . VIII – acompanhar a execução e aprovar o Plano Nacional de Recursos Hídricos e determinar as providências necessárias ao cumprimento de suas metas. A composição do Conselho foi assim estabelecida pela lei: representantes dos ministérios e secretarias da Presidência da República com atuação no gerenciamento ou no uso de recursos hídricos. representantes dos usuários dos recursos hídricos. e d) o rateio de custo das obras de uso múltiplo. associações regionais. RN). IV – deliberar sobre as questões que lhe tenham sido encaminhadas pelos Conselhos Estaduais de Recursos Hídricos ou pelos Comitês de Bacia Hidrográfica. acompanha. os conflitos existentes entre Conselhos Estaduais de Recursos Hídricos. Dentre as organizações civis de recursos hídricos foram definidas: consórcios e associações intermunicipais de bacias hidrográficas. representantes indicados pelos Conselhos Estaduais de Recursos Hídricos. V – Analisar propostas de alteração da legislação pertinente a recursos hídricos e à Política Nacional de Recursos Hídricos.

2. ORÇAMENTO E GESTÃO MINISTÉRIO DAS RELAÇÕES EXTERIORES MINISTÉRIO DO DESENVOLVIMENTO. que é o Ministro Titular do Ministério do Meio Ambiente. Fonte: Tese Doutorado – Olhares sobre a política de recursos hídricos no Brasil: O caso da bacia do rio São Francisco. Demetrios Christofidis. de 11 de Março de 2003.SECRETARIA ESPECIAL DE DESENVOLVIMENTO URBANO MINISTÉRIO DO MEIO AMBIENTE MINISTÉRIO DA FAZENDA MINISTÉRIO DA DEFESA MINISTÉRIO DA SAÚDE MINISTÉRIO DOS TRANSPORTES MINISTÉRIO DA INTEGRAÇÃO NACIONAL GOVERNO FEDERAL 50% + 1 + 15 REPRESENTANTES MINISTÉRIO DA JUSTIÇA MINISTÉRIO DA CIÊNCIA E TECNOLOGIA NORTE NORDESTE SUDESTE CINCO REPRESENTANTES DOS ESTADUAIS DE RECURSOS HÍDRICOS (UM PARA CADA REGIÃO DO PAÍS) TRÊS REPRESENTANTES DAS ORGANIZAÇÕES CIVIS DE RECURSOS HÍDRICOS ORGANIZAÇÕES NÃO GOVERNAMENTAIS SUL CENTRO-OESTE SEIS REPRESENTANTES DOS USUÁRIOS DE RECURSOS HÍDRICOS ORGANIZAÇÕES TÉCNICAS DE ENSINO E PESQUISA ORGANIZAÇÕES CONSÓRCIOS E ASSOCIAÇÕES INTERMUNICIPAIS IRRIGANTES INSTRUÇÕES DE ABASTECIMENTO DE ÁGUA E ESGOTAMENTO SANITÁRIO GERAÇÃO DE ENERGIA SETOR HIDROVIÁRIO PESCADORES LAZER E TURISMO INDÚSTRIAS Figura 3. técnico e financeiro ao Conselho Nacional de Recursos Hídricos.2). A Secretaria Executiva do CNRH A Secretaria de Recursos Hídricos exerce o papel de Secretaria Executiva do Conselho Nacional de Recursos Hídricos. Compete à Secretaria Executiva do Conselho Nacional de Recursos Hídricos: prestar apoio administrativo. Total de representantes = 29 MINISTÉRIO DO MEIO AMBIENTE PRESIDENTE DO CNRH SECRETÁRIO DE RECURSOS HÍDRICOS . 2001. regulamenta o CNRH. INDÚSTRIAS E COMÉRCIO EXTERIOR AGÊNCIA NACIONAL DE ÁGUAS AGÊNCIA NACIONAL DE ENERGIA ELÉTRICA PR . alterando a sua composição conforme Anexo V.gerido por um Presidente. coordenar a elaboração do Plano Nacional de Recursos Hídricos e 56 . O Decreto nº 4. Composição do Conselho Nacional de Recursos Hídricos – CNRH.SRH/MMA SECRETÁRIO EXECUTIVO DO CNRH MINISTÉRIO DA AGRICULTURA.613. e por uma Secretaria Executiva (Figura 3. PECUÁRIA E ABASTECIMENTO MINISTÉRIO DO PLANEJAMENTO.

VI) estabelecer os mecanismos de cobrança pelo uso de recursos hídricos e sugerir os valores a serem cobrados.encaminhá-lo à aprovação do Conselho Nacional de Recurso Hídricos. representantes da Fundação Nacional do Índio (FUNAI) e das comunidades indígenas. do Distrito Federal e dos municípios cujos territórios se situem. Distrito Federal e municípios à metade do total de membros. Os Comitês de Bacias Hidrográficas Os Comitês de Bacias Hidrográficas que podem ter como área de atuação: I) a totalidade de uma bacia hidrográfica. para efeito de isenção da obrigatoriedade de outorga de direitos de uso de recursos hídricos. de acordo com os domínios destes. II) sub-bacia hidrográfica de tributário do curso de água principal da bacia. III) aprovar o Plano de Recursos Hídricos da bacia. II) arbitrar. 57 . ou de tributário desse tributário. dos estados. em primeira instância. no todo ou em parte. naqueles cujos territórios abranjam terras indígenas. IV) acompanhar a execução do Plano de Recursos Hídricos da bacia e sugerir as providências necessárias ao cumprimento de suas metas. derivações. na respectiva bacia hidrográfica. Também participam os usuários de recursos hídricos e entidades civis de recursos hídricos com atuação comprovada na bacia. Nos comitês de bacias de rios fronteiriços e transfronteiriços. É limitada a representação dos poderes executivos da União. exercem as atribuições principais de: I) promover o debate das questões relacionadas a recursos hídricos e articular a atuação das entidades intervenientes. a representação da União deverá incluir o Ministério das Relações Exteriores e. Estados. IX) estabelecer critérios e promover o rateio de custo das obras de uso múltiplo de interesse comum ou coletivo. representantes: da União. V) propor ao Conselho Nacional e aos Conselhos Estaduais de Recursos Hídricos as acumulações. captações e lançamentos de pouca expressão. coordenar o Sistema Nacional de Informações sobre Recursos Hídricos. Comporão os comitês de rios de domínio federal. ou III) grupo de bacias ou sub-bacias hidrográficas contíguas.

ou dos Conselhos Estaduais de Recursos Hídricos.As Agências de Água A Agência de Água terá a atuação de um ou mais comitês de Bacia Hidrográfica e a sua criação dependerá de autorização do Conselho Nacional de Recursos. De acordo com a lei federal. 51. A criação dessas agências está condicionada. que poderá ser assegurada pela cobrança pelo uso de recursos hídricos. sem fins lucrativos. no âmbito de sua área de atuação: I) manter balanço atualizado da disponibilidade de recursos hídricos em sua área de atuação. em cada bacia. As agências de bacia. para o exercício de funções de competência das Agências de Água.463/Casa Civil. Compete às Agências de Água. a cobrança pelo uso de recursos hídricos). por prazo determinado. 44. mediante solicitação de um ou mais Comitês de Bacia Hidrográfica (Art. os consórcios e associações intermunicipais de bacias hidrográficas poderão receber delegação do Conselho Nacional ou dos Conselhos Estaduais de Recursos Hídricos. por prazo determinado. enquanto esses organismos não estiverem constituídos). As Agências de Água serão as responsáveis mediante delegação pela cobrança pelo uso de recursos hídricos em sua jurisdição e exercerão a função de Secretaria Executiva do respectivo Comitê de Bacia Hidrográfica. podendo inclusive firmar contratos de gestão com órgãos e entidades estaduais que detenham poder de outorga dos recursos hídricos. instituídas por comitês de bacia hidrográfica para atuar como suas secretarias executivas. II) manter o cadastro de usuários de recursos hídricos. e III) efetuar. via Aviso nº 1. mediante delegação do outorgante. estarão credenciadas para exercer as principais funções de gerenciamento de recursos hídricos no âmbito da correspondente bacia hidrográfica. assim constituídas. O Poder Executivo encaminhou ao Congresso Nacional no dia 02 de Setembro de 1999. Os consórcios e associações intermunicipais de bacias hidrográficas mencionados no art. Este Projeto de Lei propõe que as agências de bacia sejam entidades de direito privado. o Projeto de Lei 1616 que dispõe sobre a gestão administrativa e a organização institucional do Sistema Nacional de Gerenciamento de Recursos Hídricos e estabelece as normas gerais a serem observadas na criação de Agência de Bacia. para o exercício de funções de competência das Agências de Água. à prévia existência do Comitê de Bacia Hidrográfica e à viabilidade financeira. 47 poderão receber delegação do Conselho Nacional ou dos Conselhos Estaduais de Recursos Hídricos. enquanto esses organismos não estiverem constituídos (Art. 58 .

984 e a Agência iniciou suas atividades com a posse de sua primeira Diretoria. além de possibilitar a geração dos recursos financeiros necessários à recuperação e conservação dos rios e lagos. A Agência Nacional de Águas . vinculada ao Ministério do Meio Ambiente.984. com autonomia administrativa e financeira. para assegurar que os corpos hídricos sejam utilizados com parcimônia. mas se aprovado.ANA Responsável pela execução da Política Nacional de Recursos Hídricos. A ANA foi criada pela Lei nº 9. que tem fortes componentes democráticos e participativos. com velocidade e características distintas. fiscalização. em sua esfera de atribuições.692. mas logicamente. de 17 de Julho de 2000 com a finalidade de implementar.ANA é uma autarquia sob regime especial. Cabe à ANA implementar o sistema nacional de gerenciamento de recursos hídricos.Debater temas relacionados com o uso de recursos hídricos. para assegurar que as outorgas sejam licenças efetivamente respeitadas e não meros formalismos cartoriais. como o de usuários dos recursos hídricos. em 22 de dezembro do mesmo ano. A implementação de um sistema de gerenciamento é um processo que deve ser analisado e observado ao longo de vários anos.De acordo com o PL 1616. de 19 de dezembro de 2000. a Agência Nacional de Águas . facilitará significativamente a implementação do Sistema Nacional de Gerenciamento dos Recursos Hídricos. de organizações não governamentais voltadas para temas ambientais e os governamentais em todos os níveis. Estes três mecanismos devem ser implementados de 59 . Até a presente data o PL ainda não obteve aprovação daquela casa. regulamentou-se a Lei 9. Desta maneira. tanto para captação de água quanto para lançamento de efluentes. descentraliza-se a ação governamental sem subtrair do Governo Federal a responsabilidade pela condução do fio de unidade nacional. a Política Nacional de Recursos Hídricos. previsto na Constituição Federal de 1988 e regular o uso da água no país. procurando conciliar interesses de segmentos distintos. mas já é possível perceber que em todo país esse processo vem ocorrendo de forma sistemática. integrando o Sistema Nacional de Gerenciamento de Recursos Hídricos. Com a edição do Decreto n° 3. os Comitês de Bacia Hidrográfica poderão: exercer o papel de parlamento da respectiva bacia . Trata-se de regular o uso do recurso natural pelos seguintes mecanismos: outorga. para disciplinar a utilização dos corpos hídricos. e cobrança.

Isto ocorreu com alguns estados como Minas Gerais que teve a lei nº 11.199. incluindo o transporte aquaviário. mas observando os parâmetros estabelecidos no projeto de lei que tramitava no Congresso. Destaque deve ser dado ao estado do Pará. de 29/01/99. que promulgou a lei nº 5. constatando-se que muitas vezes as leis não estão adequadas às condições locais. Atualmente são 25 unidades federadas que já dispõem de suas leis estaduais (Anexo II).forma homogênea em cada bacia hidrográfica. 4º A União articular-se-á com os Estados tendo em vista o gerenciamento dos recursos hídricos de interesse comu). a filosofia da gestão contida nessa lei não é a mesma da União e dos demais estados não pertencentes à Região Norte. Esta lei foi revogada pela lei nº 6. III) a prevenção e a defesa contra eventos hidrológicos críticos de origem natural ou decorrentes do uso inadequado dos recursos naturais) e (Art. incluindo os recursos hídricos. de 04/01/94. II) a utilização racional e integrada dos recursos hídricos.381. As Leis Estaduais de Recursos Hídricos É prerrogativa do plano federal legislar sobre água.433/97. Como não poderia deixar de ser.433/97. sobre política mineraria. Entretanto. restando os estados do Acre e Roraima a editarem suas leis de recursos hídricos. de 25/07/2001. na implantação dos sistemas de gerenciamento têm ocorrido diferenças importantes. suscitando ajustes e revisões. 2º São objetivos da Política de Recursos Hídricos: I) assegurar à atual e às futuras gerações a necessária disponibilidade de água. em padrões de qualidade adequados aos respectivos usos. seguindo orientações do dispositivo federal contidas na lei nº 9. o que impõe uma estreita articulação entre a ANA e os órgãos e entidades gestoras de recursos hídricos dos governos estaduais (Art. que dispõe sobre a Política Estadual de Recursos Hídricos e institui o Sistema Estadual de Gerenciamento de Recursos Hídricos. mas os estados estão avançando no sentido de aprovar e regulamentar suas leis. 60 . Todos os demais estados se mobilizaram após a edição da lei 9. mas também de formação de uma competência técnica e gerencial para essa questão de água. de 20/06/94 revogada pela lei nº 13. com uma articulação não só do ponto de vista legal.504. que promoveu os ajustes necessários. com vistas ao desenvolvimento sustentável. Alguns começaram antes mesmo da aprovação da lei federal.793.

No caso de Minas Gerais. vinculado à Secretaria de Estado de Meio Ambiente e Desenvolvimento Sustentável. Minas Gerais e o Distrito Federal tiveram suas leis reeditadas.725/01. de 13 de junho de 2001) ampliou significativamente a participação da sociedade nos comitês. foi criada a Secretaria de Meio Ambiente e Recursos Hídricos e no Estado de Goiás. seus respectivos sistemas de gerenciamento. Além de algumas distorções conceituais o arcabouço institucional preconizado pela lei 512/93 deixava muito a desejar. a Secretaria de Meio Ambiente. foram criadas Superintendências de Recursos Hídricos. mormente na composição dos comitês de Bacias Hidrográficas. para se adequarem aos preceitos da lei federal. No Distrito Federal. optou-se pela criação do Instituto Mineiro de Gestão das Águas . os quais explicitam os arranjos institucionais para implementar as ações concernentes à gestão dos recursos hídricos. As questões de critérios e valores de multas previstas na lei 512/93 teriam que ser atualizadas. por esta razão tiveram seus dispositivos legais mais coerentes com os preceitos da lei das águas.O Distrito Federal apesar de ter sido a terceira Unidade Federada no Brasil a ter sua lei de recursos hídricos sancionada. o que se deu por intermédio da lei nº 2. A formatação desses arranjos institucionais tem atendido às iniciativas e especificidades de cada estado. sobretudo com referência ao grau de participação da sociedade civil.433/97.2003). Ao estabelecerem suas políticas de recursos hídricos. Na Bahia e em Sergipe. O Quadro 3. 61 . Nos Estados de Pernambuco e Alagoas os órgãos gestores são as Secretarias Estaduais de Recursos Hídricos.2 mostra os estados brasileiros que tiveram suas respectivas leis estaduais sancionadas após a edição da lei 9.1 mostra a situação dos estados brasileiros que tiveram suas leis estaduais de recursos hídricos promulgadas antes da lei federal 9. concomitantemente. O Quadro 3. Os estados do Pará.725. dos Recursos Hídricos e da Habitação.433/97 e. As leis de recursos hídricos em muitos estados e no Distrito Federal já foram regulamentadas e vários estados já apresentam seus respectivos Conselhos Estaduais e alguns dos instrumentos já regulamentados (Scardua. por intermédio da lei nº 512. de 29 de julho de 1993 e não teve até agora nenhum dos seus artigos sido regulamentado.IGAM. A nova lei (nº 2. os estados têm procurado instituir.

de 04 de janeiro de 1994 e 6. de 17 de janeiro de 1997 13.239. de 13 de junho de 2001 5.308. ESTADOS SÃO PAULO CEARÁ DISTRITO FEDERAL PARÁ MINAS GERAIS SANTA CATARINA RIO GRANDE DO SUL BAHIA RIO GRANDE DO NORTE PARAÍBA LEIS 7. de 17 de agosto de 2000 2. ES. de 29 de janeiro de 2002 5. ilustrar a situação dos estados brasileiros que tiveram suas leis sancionadas antes da lei 9.381. de 02 e agosto de 1999 12. de 02 de julho de 1996 Quadro 3.1 . de 25 de janeiro de 2002 1. AL. de 12 de maio de 1995 6. SC. de 24 de julho de 1992 512. RJ.165. RO. de 16 de julho de 1997 3.350.Quadro 3. AM. DF.748 de 30 de novembro de 1994 10. PI.504. MT.Estados brasileiros que editaram suas leis estaduais antes da promulgação da lei federal 9.433/97 ESTADO PERNAMBUCO GOIÁS SERGIPE MATO GROSSO MATO GROSSO DO SUL ALAGOAS MARANHÃO ESPÍRITO SANTO RIO DE JANEIRO PARANÁ PIAUÍ AMAZONAS RONDÔNIA TOCANTINS AMAPÁ LEI 11. CE. de 30 de dezembro de 1994 6.712. RN e PA) e aqueles que editaram suas respectivas leis após a lei federal (PE.793. de 02 de agosto de 1999 5. de 29 de julho de 1993 e 2.307. de 30 de dezembro de 1991 11/996.406.123. de 25 de setembro de 1997 6.2 . de 10 de novembro de 1997 7. de 22 de dezembro de 1997 5.199 de 29 de janeiro de 1999 9. AP) e os estados que ainda não dispõem de legislação específica para o setor de recursos hídricos (AC e RR) e aqueles que revisaram (Figura 3. de 05 de novembro de 1997 2.725. de 20 de junho de 1994 e 13.3).965.426.052. de 22 de março de 2002 686.870.818. MS. BA. SE. de 28 de dezembro de 2001 Lei Complementar 255. de 25 de julho de 2001 11.433/97.908.663. 62 .945. de 07 de junho de 2002 A seguir optou-se por.Estados brasileiros que editaram suas leis estaduais após a promulgação da lei federal 9. RS. MA. de 30 de dezembro de 1998 3. PR. PA. GO.433 (SP. TO.885. MG.239. de 01 de julho de 1996 6.

2002) O capítulo 3 dedicou-se a apresentar o quadro atual dos estados brasileiros. O capítulo também abordará as competências dos comitês. O Capítulo 4 analisará a formação dos Comitês de Bacias Hidrográficas integrantes do Sistema Nacional de Recursos Hídricos (Resolução CNRH nº 5) à luz da Resolução n° 5 do CNRH e da alteração de alguns de seus dispositivos por força das Resoluções CNRH nºs 18 e 24. 63 . mostrando os avanços alcançados com a edição da lei federal e das leis estaduais de recursos hídricos.433/97 Estados Brasileiros que editaram a Lei Estadual após a promulgação da Lei Federal 9. a formação e seu funcionamento. Fonte: Secretaria de Recursos Hídricos (SRH/MMA.RR AP AM PA MA PI CE PE RN PB AL SE AC RO TO MT GO DF BA MG ES MS SP PR SC RS ES RJ Estados Brasileiros que editaram a Lei Estadual antes da promulgação da Lei Federal 9.433/97 Estados Brasileiros que não possuem Lei de Recursos Hídricos Figura 3.Situação dos estados brasileiros com relação às suas respectivas leis de recursos hídricos.3 .

São Paulo. OS COMITÊS DE BACIAS HIDROGRÁFICAS Os comitês de bacia hidrográfica são órgãos colegiados (Resolução nº 5 . A distribuição dos comitês por estado.1e Figura 4. Sergipe.1 – Distribuição dos comitês por estados Fonte: Secretaria de Recursos Hídricos – MMA (2002) 64 . está ilustrada no mapa do Brasil e na forma de diagrama. onde participam usuários da água e organizações não governamentais. Rio de Janeiro. Minas Gerais. Paraná. Espírito Santo. 1º § 1). hoje em número de 90. Art. Santa Catarina e Rio Grande do Sul (Anexo III).4. por exemplo. optou-se por incentivar inicialmente a formação de associações. Os dados mostrados referem-se ao ano de 2002. Além dos comitês. tendo como fonte a Secretaria de Recursos Hídricos (Figura 4. a participação da sociedade civil acontece de outras maneiras.CNRH. No Rio Grande do Norte. como “células” do Sistema Nacional de Gerenciamento de Recursos Hídricos onde a presença da sociedade é expressiva.2). Em 2000 havia cerca de 40 comitês no país e em 2003 já são cerca de 80 comitês de rios federais e estaduais abrangendo bacias de corpos de água nos estados do Ceará. Pernambuco. dependendo do processo de implementação do sistema. Estados que possuem Comitês formados Figura 4.

SRH/MMA. pois neles são promovidos os debates das questões relacionadas a recursos hídricos da bacia. articulada a atuação das entidades intervenientes. os programas e ações que visam promover a integração entre os usuários das águas. a manutenção e recuperação dos recursos hídricos. 2002. 37 I. os comitês obedecem a seguinte estrutura: 65 . São colegiados deliberativos e consultivos e atuam na área de sua unidade de gerenciamento. Fonte: Secretaria de Recursos Hídricos – MMA (2002) Houve também aumento substancial no número de consórcios intermunicipais de bacias nos últimos dois anos.433 (Art. em primeira instância. Uma das principais atribuições dos CBHs é aprovar o Plano de Bacias.III). nos quais são definidas as propostas de aplicação de recursos financeiros. 5º). os conflitos relacionados com os recursos hídricos.Figura 4. chegando a mais de 30 (até agosto de 2002). sendo estabelecidos em seu Decreto de instituição (Resolução nº 5 CNRH. na sua bacia (Lei 9. conforme dados disponíveis no Sistema de Acompanhamento do Processo de Implementação da Política. ou seja.Diagrama com a distribuição de comitês por estado.2 .II. e resolvidos. Os Comitês de Bacias Hidrográficas constituem a base dos sistemas nacional e estaduais de gerenciamento. todos são iguais e têm as mesmas responsabilidades. Art. Para cumprir seu papel. Como foram definidos em lei.

As assembléias são públicas e os representantes. em primeira instância administrativa. II) aprovar o Plano de Recursos Hídricos da Bacia. no exercício das atribuições que lhe são conferidas pela Lei nº 9. obrigatoriamente. VI) desenvolver e apoiar iniciativas em educação ambiental em consonância com a Lei nº 9. IV) compatibilizar os planos de bacias hidrográficas de cursos de água de tributários. Os mandatos de todos os integrantes são de dois anos. 3) a necessidade de se realizar um trabalho maior de articulação institucional. V) submeter. eleição e competências. 2) que os rios de domínio da União envolvem geralmente mais de um estado da federação. Todos os cidadãos podem participar. formas de participação. com o Plano de Recursos Hídricos da Bacia Hidrográfica de sua jurisdição. No ano de 2001 a Resolução nº 5 foi alterada pela Resolução nº 18 (Anexo IV). os conflitos relacionados aos recursos hídricos. têm poder de voto.Cada comitê de bacia tem seu próprio estatuto. 35. e VII) aprovar seu regimento interno. mostraram-se insuficientes 66 . aprovou a Resolução nº5/2000 (Anexo IV) que estabelece diretrizes para a formação e funcionamento dos Comitês de Bacia Hidrográfica. Essa resolução traduz o estágio em que se encontra a regulamentação da matéria na esfera federal. III) aprovar as propostas da Agência de Água. que lhe forem submetidas. VI). 7º desta Resolução atribuiu aos Comitês de Bacias Hidrográficas as seguintes competências: I) arbitrar. Ressalta-se que o Conselho Nacional de Recursos Hídricos . inclusive os relativos aos comitês de bacias de cursos de água tributários. eleitos para compor o colegiado como titulares e suplentes. Todos podem se candidatar aos cargos da diretoria e câmaras técnicas. de 27 de abril de 1999. no qual são definidas as regras e procedimentos para realização das assembléias deliberativas. muitas vezes outros países. respeitando sempre a característica tripartite. que institui a Política Nacional de Educação Ambiental.433 (art.795. respeitando as respectivas diretrizes. dentre outros aspectos: 1) a experiência adquirida com a instalação dos comitês de bacia hidrográfica já instituídos. assim como um processo mais amplo de mobilização social e 4) os prazos estabelecidos pela Resolução nº 5 de CNRH. considerado o disposto nesta Resolução. os planos de recursos hídricos da bacia hidrográfica à audiência pública.CNRH. O Art. considerando.

proporcional à população residente no território de cada Estado e do Distrito Federal. Sua proliferação e desenvolvimento poderá levá-los a assumir 67 . 14 dispõe: “Os usos sujeitos à outorga serão classificados pelo Conselho Nacional de Recursos Hídricos. quarenta dias antes do término de seu mandato. O prazo de mandato a que se refere o § 1º do art. obedecido quarenta por cento do total de votos. em suas respectivas áreas de atuação. Os comitês prestam serviço de interesse público. garantida a participação de pelo menos um representante por Estado e do Distrito Federal. 1º.. desde que tenha sido prévia e justificadamente solicitado pelo Presidente Interino do comitê. As disposições sobre os comitês de bacia hidrográfica na lei 9. bem como os prazos no §2º do art. O Art. entre os seguintes setores usuários:. 8º e 14º da Resolução nº 5. II).433/97 constam em seus artigos 37 a 40.. Os comitês são órgãos similares aos conselhos. 12 poderão ser prorrogados. passam a vigorar com as seguintes alterações: “Art. destes diferindo na abrangência territorial. mas não possuem personalidade jurídica. com a seguinte redação “Art. que destacamos abaixo: Natureza Jurídica A Lei 9. de 10 de abril de 2000. estrutura de composição e estratégia de atuação. tendo em vista o estágio atual de implementação dos instrumentos de gestão dos recursos hídricos e os requisitos legais e institucionais necessários para a emissão de outorga. em conformidade com a vocação da bacia hidrográfica.. veio alterar também a Resolução nº 5. com pelo menos.”. por tempo determinado. cujos territórios se situem.11. 11 e no caput do art. vinte por cento do total de votos. os arts.433 não dispõe sobre a natureza jurídica dos comitês. dispõe em seu art. deliberativas e consultivas a serem exercidas na bacia hidrográfica de sua jurisdição”. 8º. Entretanto. § 1º: “Os Comitês de Bacia Hidrográfica são órgãos colegiados com atribuições normativas. no sentido de possibilitar a prorrogação do mandato da Diretoria Provisória dos comitês de bacia hidrográfica. ainda que parcialmente. 12-A. III – número de representantes dos usuários dos recursos hídricos.para viabilizar o processo de instalação dos comitês. a critério do CNRH. Com essas considerações apresentadas foi enriquecida e alterada a Resolução nº 5. Desta forma.número de representantes de entidades civis. pelo Conselho Nacional de Recursos Hídricos.. A Resolução nº 24/2002 (Anexo IV). e IV – o mandato dos representantes e critérios de renovação ou substituição”. A Resolução CNRH 5/2000 tampouco aborda a questão.

cujo curso de água principal seja de domínio da União. de acordo com a esfera de competência (art. representa desafio ao funcionamento do sistema. sendo os conselhos as instâncias recursivas às decisões dos comitês. Área de atuação Art. seus níveis e vinculações”. Para efeito de aplicação do artigo 37. o critério leva à discussão do que é considerado “curso d’água principal”. que poderia resultar em uma expansão questionável dos agentes do sistema. serão vinculados ao Conselho Nacional de Recursos Hídricos”. Não obstante. a ser incluída no Plano Nacional de Recursos Hídricos. Entretanto. 38. Parágrafo Único. Esse preceito consta da Resolução CNRH 5/2000. Aos Conselhos Estaduais vinculam-se os Comitês Estaduais. §2º: “Os Comitês de Bacia Hidrográfica. implícita está sua vinculação aos primeiros.433/97. ou de tributário desse tributário. O critério limita a possibilidade da criação discricionária de comitês. II – sub-bacia de tributário do curso de água principal da bacia. ou III – grupo de bacias ou sub-bacias contíguas. principalmente quando se 68 . o que seria positivo para todo o Sistema de Gerenciamento.personalidade jurídica. onde deve constar a caracterização das bacias hidrográficas brasileiras. A possibilidade instituída de criação de vários comitês autônomos em uma mesma bacia de rio principal. identificando os cursos d’água principais. a Resolução nº 5 determina que a “área de atuação de cada comitê de bacia será estabelecida no decreto de sua instituição. caberia uma resolução do CNRH. com base no disposto na lei 9. em seu art. que permita identificar responsabilidades em sua atuação. Autonomia e vinculação Das decisões dos Comitês de Bacia Hidrográfica caberá recurso ao Conselho Nacional ou aos Conselhos Estaduais de Recursos Hídricos. 37 – Os comitês terão como área de atuação: I – a totalidade de uma bacia hidrográfica. nesta Resolução e na Divisão Hidrográfica Nacional. A instituição de comitês de Bacia Hidrográfica em rios com águas de domínio da União será efetivada por ato do presidente da República. Nesse sentido.1º. Parágrafo Único) A autonomia dos comitês é fundamental para o pleno funcionamento do sistema.

considera o duplo domínio das águas e a aplicação dos instrumentos da política, pois tende a restringir a atuação do comitê do rio principal à sua calha, uma vez que as questões referentes aos tributários dos rios principais, ou aos tributários destes, seriam tratadas no comitê pertinente, demandando compatibilizações nos comitês de abrangência territorial maior, o que põe em questão o próprio conceito de comitê de bacia. Assim, a Resolução 5 estabelece que “os planos de recursos hídricos e as decisões tomadas por Comitês de Bacias Hidrográficas de sub-bacias deverão ser compatibilizados com os planos e decisões referentes à respectiva bacia hidrográfica”. Com esta determinação cria-se uma condição peculiar para os comitês instituídos para rios não-principais, uma vez que estes não serão efetivamente autônomos, pois, na prática, suas decisões que afetem a quantidade e qualidade da água no exutório das sub-bacias, dependeriam de compatibilizações no âmbito do comitê do rio principal, perante o que cabe o questionamento sobre a funcionalidade desse modelo. Composição Art. 39 – Os Comitês de Bacia Hidrográfica serão compostos por representantes: I– da União;

II – dos Estados e do Distrito Federal cujos territórios se situem, ainda que parcialmente, em suas respectivas áreas de atuação; III – dos Municípios, situados, todo ou em parte, em sua área de atuação; IV – dos usuários das águas de sua área de atuação; V - das entidades civis de recursos hídricos com atuação comprovada na bacia. § 1º. O número de representantes de cada setor mencionado neste artigo, bem como os critérios para sua indicação, serão estabelecidos nos regimentos dos comitês, limitada a representação dos poderes executivos da União, Estados, Distrito Federal e Municípios à metade do total de membros.

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§ 2º. Nos comitês de Bacia Hidrográfica de bacias de rios fronteiriços e transfronteiriços de gestão compartilhada, a representação da União deverá incluir um representante do Ministério das Relações Exteriores. § 3º. Nos comitês de Bacia Hidrográfica de bacias cujos territórios abranjam terras indígenas devem ser incluídos representantes: I– da Fundação Nacional do Índio – FUNAI, como parte da representação da União;

II – das comunidades indígenas ali residentes ou com interesses na bacia. § 4º. A participação da União nos comitês de Bacia Hidrográfica com área de atuação restrita a bacias de rios sob domínio estadual dar-se-á na forma estabelecida nos respectivos regimentos. A limitação imposta no §1º da lei, para a representação do poder público (metade do total de membros), não é observada em vários estados, principalmente naqueles que tiveram suas leis de recursos hídricos promulgadas anteriormente à lei federal. Essa questão recebeu tratamento avançado na Resolução 5/2000, ao limitar o número de votos dos representantes dos Poderes Executivos da União, dos Estados, do Distrito Federal e dos Municípios, a 40% do total de votos, percentual este que foi efetivamente conferido à representação dos usuários cabendo à sociedade civil pelo menos 20% do total de votos (art. 8º da Resolução 5/2000). Ou seja, pela resolução somente os usuários terão assegurado a representação de 40% do total de votos, pois a do poder público terá até 40%, o que implica em que a da sociedade civil terá pelo menos 20%. O avanço consiste em que a representação do poder público é minoritária no comitê, fato novo com o qual a sociedade se adapta, já que até pouco tempo o poder decisório sobre as questões hídricas era inteiramente dos primeiros; e também, na destacada representação dos usuários (40%), categoria à qual competirá o maior peso decisório na aplicação dos instrumentos da política na bacia, principalmente a cobrança. Assim definido, o segmento sobre o qual recairá o maior ônus da cobrança terá maior poder decisório na definição dos valores a serem cobrados, o que é perfeitamente coerente e justo. O fato da distribuição de poder no comitê não ser observada na maioria dos comitês de bacias que envolva rios de domínio estadual, deve-se em parte à inexistência da regulamentação federal. Entretanto, é comum o argumento, no âmbito dos gestores estaduais, de que as representações dos usuários e da sociedade civil nos comitês estaduais ainda não estariam suficientemente amadurecidas para assumir participação majoritária em relação ao estado, havendo, 70

inclusive, por parte desses setores, demanda pela presença majoritária da representação do poder público no comitê, pelo menos até que haja maior amadurecimento de sua participação no colegiado. Direção Os Comitês de Bacia Hidrográfica serão dirigidos por um Presidente e um secretário, eleitos dentre seus membros. A Resolução 5/2000 estabelece que “os mandatos do Presidente e do Secretário serão coincidentes, escolhidos pelo voto dos membros integrantes do respectivo comitê de bacia, podendo ser reeleitos uma única vez (art.8º, § 1º). O critério estabelecido na lei tem sido observado nos comitês em geral, que em seus estatutos definem sua organização, sendo comum a estrutura: plenário, secretaria executiva, subcomitês e câmaras técnicas. 4.1 Comitês de bacias hidrográficas de rios com águas de domínio da União A instalação dos comitês de bacias hidrográficas de rios de domínio da União, também tem avançado, sendo esta uma das principais atribuições do Conselho Nacional de Recursos Hídricos. Isto implica a necessidade de estreita articulação da Secretaria de Recursos HídricosSRH/MMA com a Agência Nacional de Águas-ANA, uma vez que cabe a esta última, a atividade de estimular e apoiar as iniciativas voltadas para a criação de Comitês de Bacias Hidrográficas em rios que se constituem bens de domínio da União. A Figura 4.3 mostra os 6 comitês desta natureza já constituídos, que são: I) Paraíba do Sul; II) São Francisco; III) Pomba/Muriaé; IV) Doce; V) Piracicaba; e VI) Paranaíba.

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e instalado no dia 18 de dezembro de 1997. Cerca de 18% da população fluminense reside na bacia Paraíba. o Comitê para integração da Bacia Hidrográfica do Rio Paraíba do SulCEIVAP vem se firmando como fórum de debate e decisões sobre as questões do rio Paraíba.142. sendo 1.772. de 22 de março de 1996.288 no Rio de Janeiro e 1.163 no estado de São Paulo. 8% dos paulistas e apenas 5% dos mineiros( IBGE/2000).3 – Comitês federais instalados no Brasil I . 72 . 2.Figura 4. A população da bacia é de 5 milhões e 62 mil habitantes.CEIVAP Criado pelo Decreto Federal nº 1.Comitê para Integração da Bacia Hidrográfica do rio Paraíba do Sul .148.012 em Minas Gerais.842.

Muriaé e Dois Rios. nas nascentes de diversos cursos d’água.900 km²). O Art. Em Junho/2002 o CEIVAP criou a Agência de Água da Bacia. com atribuições normativas. entre o município de Levy Gasparian (RJ) e a confluência com o rio Paraíba do sul. na bacia do Paraibuna (MG-RJ). II . O uso da água para recreação ocorre principalmente nas regiões serranas. A extensão do rio Paraíba do Sul é de 1.900 km²) e Minas Gerais (20. com a finalidade de coordenar a instalação do CBH-SF. a pesca esportiva é pratica em toda a bacia.000 km². onde há cachoeiras e a canoagem é bastante difundida. A atividade pesqueira na bacia desenvolve-se principalmente no baixo curso dos rios Paraíba do Sul. 1° estabelece “fica instituído o Comitê da Bacia Hidrográfica do rio São Francisco. geração de energia elétrica.150 km e sua foz é na praia de Atafona. pagará mais quem poluir mais. as cachoeiras constituem o principal atrativo turístico. 53 no estado do Rio e 39 no estado de São Paulo. vem sendo praticada no rio Paraibuna. aproximadamente.Comitê da Bacia Hidrográfica do rio São Francisco O comitê da bacia hidrográfica do rio São Francisco foi criado por Decreto Presidencial em 5 de junho de 2001 e para a condução inicial dos trabalhos foi nomeada uma Diretoria Provisória. o rafting. A implantação da cobrança pelo uso da água na bacia do Paraíba do Sul em Novembro/2002 foi aprovada pelo Conselho Nacional de recursos Hídricos – CNRH (Resolução nº 5). e R$ 0. órgão colegiado. no município de Três Rios (RJ). Ou seja.008 por metro cúbico (mil litros) de água captada e devolvida limpa.7% da área do país e. O valor a ser cobrado é de R$ 0. Rio de Janeiro (20. estendendo-se pelos estados de São Paulo (13.02 por metro cúbico de água captada e devolvida poluída. deliberativas e consultivas. a aqüicultura vem-se expandido nos últimos anos. abrangendo 180 municípios – 88 em Minas Gerais. uma nova modalidade de esporte. uso agrícola. no 73 . município de São João da Barra – Rio de Janeiro/Oceano Atlântico. A arrecadação prevista inicialmente é em torno de R$ 14 milhões ao ano.Entre os principais usos da água estão a captação para uso doméstico. usos industrial. a 6% da região sudeste do Brasil. possibilitando o início da cobrança pelo uso da água e agilizar a execução de ações para despoluir os rios da bacia. A área da bacia corresponde a cerca de 0. O comitê está em pleno funcionamento. conforme determina a Resolução nº 05 do CNRH. principalmente nos municípios situados na sub-bacia do rio Preto.700 km²). com os critérios e valores definidos pelo CEIVAP. Ocupa uma área de 55.

Corrente e Grande.6%. Deste total. Alagoas (2. chegando ao Oceano Atlântico através da divisa entre Alagoas e Sergipe.3%. onde as condições climáticas são mais severas. Os mais importantes formadores com regime perene são os rios: Paracatu.5% do país) e vazão média de 2.5%) e Distrito Federal(0.âmbito da respectiva bacia hidrográfica. A Bacia do São Francisco contempla fragmentos dos biomas: floresta Atlântica. nos termos da Resolução nº 5. enquanto a caatinga predomina no nordeste da Bahia. ribeirões. com várias zonas geográficas e diferentes índices de aridez. ocorre no Alto São Francisco.700 km de extensão e nasce na Serra da Canastra em Minas Gerais. entre rios. Urucuia. onde a umidade é mais elevada. Sergipe (1.9%).2%) – e compreendendo áreas de 504 municípios (cerca de 9% do total de municípios do país). principalmente nas cabeceiras. Margeando os rios. 24. o reflorestamento 0. 168 afluentes.850 m³/s (2% do total do país). A bacia hidrográfica do rio São Francisco tem grande importância para o país não apenas pelo volume de água transportada em uma região semi-árida. costeiros e insulares. riachos. o polígono das secas é um território reconhecido pela legislação como sujeito a períodos críticos de prolongadas estiagens. Um exemplar da floresta Atlântica.9% e os usos diversos 0. A bacia hidrográfica do rio são Francisco abrange 639. porém estende-se até o norte de Minas Gerais. Carinhanha.8% da área da região. Situa-se majoritariamente na região Nordeste. também pelo potencial hídrico passível de aproveitamento e por sua contribuição histórica e econômica para a região.2%).Bahia (48. O cerrado cobre. mas. O rio São Francisco tem 2. dos quais 99 são perenes e 69 são intermitentes. Sete unidades da federação possuem superfícies na bacia Hidrográfica do Rio São Francisco . devastada pelo uso agrícola e pastagens. pode-se estimar que a ação antrópica já atingia. agricultura 7%.219 km² de área de drenagem (7. de 10 de abril de 2000”. Minas Gerais (36. Localizado em parte da região. vinculado ao Conselho Nacional de Recursos Hídricos – CNRH. O rio São Francisco tem. as pastagens ocupavam 16. Em termos quantitativos genéricos. cerrado.2%).8%). A Bacia do são Francisco possui 58% da área do polígono além de 270 de seus municípios ali inscritos. em 1985. pela margem esquerda.2%). praticamente. escoando no sentido sul-norte pela Bahia e Pernambuco. Goiás (0. e 74 . quando altera seu curso para este. caatinga. metade da área da bacia – de Minas Gerais ao oeste e sul da Bahia. córregos e veredas. observam-se regiões de Mata Seca. Pernambuco (10.

3) Racionalizar o uso da água para irrigação no Médio e Sub-mèdio São Francisco. 2) Implementar sistemas de tratamento de esgotos domésticos e industriais. situados no polígono das secas a jusante do Rio Grande (Bahia). Ainda no mês de Maio. navegação. lazer e turismo em toda bacia. em alguns trechos. a bacia do rio são Francisco apresenta: • Conflitos de interesses na gestão.das Velhas. Jequitaí e Verde Grande. 5) Definir programas para uso e manejo adequado dos solos. lançamento de esgotos. organizada para subsidiar a estruturação e funcionamento do comitê. são intermitentes. aproveitamento setorial não integrado e restrições de uso dos recursos hídricos. 4) Estabelecer estratégias de prevenção de cheias e proteção de áreas inundáveis. resíduos industriais e de mineradoras. irrigação. entre os quais: 1) Definir estratégia que solucione conflitos entre os diversos usuários – abastecimento urbano. piscicultura. aproveitamento energético. principalmente entre os maiores usuários. O comitê encontra-se em pleno funcionamento e suas primeiras atividades foram iniciadas em Maio/2003. caracterizados por secarem nos períodos de pouca pluviosidade e apresentarem grandes torrentes na época das chuvas. De modo geral. pela margem direita. • Conflitos entre demandas para usos consuntivos e qualidade inadequada das águas. A situação atual da bacia hidrográfica do rio são Francisco apresenta alguns trabalhos principais. Os afluentes. 6) Compatibilizar os usos na geração de energia com os demais. dessedentação de animais. 75 . com a realização de uma Oficina de Planejamento Estratégico.

Miracema. totalizando uma população de 485.230 km². Suas nascentes encontram-se na Serra da Mantiqueira. procedeu-se à eleição de sua diretoria e à realização da Primeira Reunião Ordinária do Comitê. de domínio da União.642 habitantes e 10 municípios pertencentes ao estado do Rio de Janeiro com uma população de 171. neste estado. em território mineiro. Cataguases. antes de desaguar no rio Paraíba do Sul. Muriaé e Carangola.700 km² e aproximadamente 280 km de extensão. A cidade de maior porte às margens do rio Muriaé. com uma população de 88.444. no estado de Minas Gerais. e no território fluminense. banhando os municípios de Leopoldina. foi instituído pelo Decreto de 5 de junho de 2001. delimitada pelas áreas de drenagem com seus exutórios. em sua maior parte. de sua nascente até a foz no Paraíba do Sul.847 habitantes. Percorre. aproximadamente 300 km de extensão. no estado de Minas Gerais. tributários do rio Paraíba do Sul. Em seu percurso pelo estado de Minas Gerais tem em suas margens cidades do porte de Mirai.659 habitantes (IBGE. do qual é o seu afluente da margem esquerda. Ubá e Santos Dumont. é definida pelos limites geográficos das bacias hidrográficas dos rios Pomba e Muriaé. O processo de formação do comitê das sub-bacias hidrográficas dos rios Pomba e Muriaé – CEHIPOM teve início em maio de 1999 com o encaminhamento de ofício ao Secretário de 76 . Seu principal afluente neste estado é o rio Glória. localizadas nos estados de Minas Gerais e Rio de Janeiro. A área de atuação do Comitê das Sub-bacias Hidrográficas dos Rios Pomba e Muriaé.Comitê das Sub-bacias Hidrográficas dos Rios Pomba e Muriaé O Comitê das Sub-bacias Hidrográficas dos Rios Pomba e Muriaé localizadas nos estados de Minas Gerais e Rio de Janeiro. que ocorre nas proximidades da cidade de Mirai. drenando uma área de 8. consideradas cidades de médio porte.489 habitantes em toda a bacia. Na bacia do rio Muriaé estão contidos 18 municípios mineiros. totalizando 408. com uma população de 236. Santo Antônio de Pádua. Aperibé e Cambuci. O total de habitantes em toda a bacia é de 573.deste ano. O rio Muriaé é formado pela confluência dos ribeirões Samambaia e Bonsucesso. III . Há 35 municípios mineiros participando da área de bacia. A bacia do rio Pomba possui uma área de drenagem de cerca de 8. é Itaperuna.215 habitantes e apenas 4 municípios em território fluminense. 1999). No território fluminense seu principal afluente é o rio Carangola que banha Natividade e Porciúncula.

A aprovação da ata da 3ª Reunião Ordinária do CNRH. o Comitê da Bacia do Rio Doce é o quarto comitê federal legalmente instituído. efluentes industriais e dejetos de praticamente todos os municípios cortados pelo seu leito e por seus afluentes. solicitação de criação do Comitê Pomba e Muriaé foi aprovada por aclamação pelos membros do CEIVAP. Secretário Executivo do CNRH. Este documento foi organizado em conjunto pelos consórcios Pomba e Muriaé. de ONG’s e empresários usuários solicitando a inclusão. a condução e transparência de todo o processo. Mas. passando a existir oficialmente como Comitê das Sub-bacias hidrográficas dos rios Pomba e Muriaé. com suas realizações.Comitê da Bacia Hidrográfica do Rio Doce Instituído por Decreto Presidencial.Um outro problema sério que a Bacia Hidrográfica 77 . inclusive. a solicitação entrou em pauta na 3ª Reunião Ordinária do CNRH. da solicitação de aprovação de criação do Comitê Pomba e Muriaé. Não foram encaminhadas à Secretaria Executiva do CNRH informações complementares relativas ao registro em Cartório. no dia comemorativo ao dia Mundial de Meio Ambiente. O Decreto de criação do comitê do Pomba e Muriaé foi assinado pelo Presidente da República em junho/2001. bem como. O Doce é um rio interestadual. o Doce enfrenta um problema comum a outros rios brasileiros: é um canal receptor e transportador de rejeitos. a par de sua importância sócioeconômica. São 875 quilômetros de extensão desde a nascente em Minas Gerais. de 25 de janeiro de 2002. com assinaturas de representantes dos Governos Estaduais e Municipais de Minas Gerais e Rio de Janeiro. dos nomes de todos os representantes que fazem parte da composição do comitê e do relatório da situação atual do comitê. até chegar ao Atlântico. em terras capixabas. estando oficialmente aprovada a formação e instalação do Comitê Pomba e Muriaé. com metodologia de mobilização social que se constitui de momentos diferenciados de divulgação. Após ofício enviado pelo CEIVAP comunicando a aprovação da criação do comitê. para instalação do comitê. de efetivação de procedimentos eleitorais. de mobilização e. IV . com defesa do Secretário de Meio Ambiente do Estado do Rio de Janeiro e então presidente do CEIVAP.Recursos Hídricos do MMA. Em fevereiro de 2002 foi aprovado o Plano de Trabalho. ocorrida em 31 de maio de 2000. em pauta da reunião do CNRH de junho/99. do Regimento Interno. de forma a garantir ampla participação e publicidade dos eventos. Em reunião ordinária do CEIVAP ocorrida em setembro/99 na cidade de Muriaé. e foi o primeiro comitê federal aprovado pelo CNRH.

a Bacia Hidrográfica do rio Doce caracteriza-se pela sua não uniformidade climática em toda a sua extensão devido a fatores geográficos que influenciam as massas de ar tropical atlântica e polar que atuam durante todo o ano e as correntes de oeste presentes no final da primavera e verão. A região do Baixo Rio 78 . agravada com estiagens mais prolongadas. mata esta que assustava os viajantes estrangeiros. Enchentes sucedem-se ano após ano. A Bacia Hidrográfica do rio Doce está localizada na região Sudeste do Brasil. Influência litorânea até Baixo Gandu-ES. causa escassez de água para consumo humano. irrigação e trato do gado. a pouca disponibilidade hídrica no Médio rio Doce. ficando em torno de 16 a 35º graus. a Oeste com a Serra do Espinhaço. Abrange 201municípios no estado de Minas Gerais e 26 no estado do Espírito Santo. Principais rios formadores: Xopotó.200 metros de altitude do nível do mar e possui mais de 1000 km de extensão.enfrenta relaciona-se com a vulnerabilidade de municípios quando acometidos de catástrofes naturais. a 1. a Sudeste com a Serra do Caparaó e Leste com o Oceano Atlântico. da mica. que eram temidos. o que causam diferentes variações da temperatura média anual em suas mínimas e máximas. Nunca houve uma preocupação quanto à forma de ocupação de terras ou utilização de rios e córregos. No outro lado da moeda. Para uma região que até a década de 1910. Limita-se ao Norte com Serra Negra e Serra dos Aimorés. possuía matas com 25 metros de altura. sendo 86% em Minas Gerais e 14% no estado do Espírito. causando perdas materiais e humanas. que de difícil acesso ou por transformação em unidade de conservação. Devido a sua localização na faixa tropical do hemisfério sul. hoje a Bacia Hidrográfica apresenta alguns locais em acelerado processo de desertificação. deixou a Bacia Hidrográfica com poucos locais remanescentes da Mata Atlântica. dos minérios. assim com o início da construção da Ferrovia Vitória a Minas. com uma área de drenagem de 83. Nasce na Serra da Mantiqueira no município de Ressaquinha-MG. do ouro. com grandes danos a economia regional.400 km². a Sudoeste e Sul com a Serra da Mantiqueira. O assoreamento é crescente. Governador Valadares-MG e mais amenas no alto rio Doce. Sua economia exploratória baseada na extração da madeira. Recebe o nome de rio Doce no encontro dos Rios Carmo com Piranga. temperaturas mais elevadas em Aimorés-MG. Piranga e Carmo. abaixo da cidade de Ponte Nova – MG. se matem preservadas. com seus índios Botocudos. das pedras preciosas e principalmente nos desmatamentos predatórios para a expansão da lavoura e do gado.

divulgar as normas e procedimentos para a escolha dos seus futuros membros. com bacias que se desenvolvem paralelamente 79 . Capivari e Jundiaí. este comitê foi criado por Decreto em 20 de maio de 2002 e teve sua Diretoria Provisória nomeada pela Portaria do Presidente do Conselho Nacional de Recursos Hídricos. delimitada pelas áreas de drenagem com seus exutórios. de domínio da União. e dos rios Capivari e Jundiaí. somente possui algumas unidades de conservação e estudos técnicos comprovam que está em acelerado processo de desertificação e o Alto Rio Doce ainda apresenta boa cobertura de topo de morro. Os representantes eleitos do comitê do Rio Doce vêm promovendo Encontros Regionais reunindo usuários de água. V .Comitê da Bacia Hidrográfica dos Rios Piracicaba. estes últimos afluentes do Médio Tietê. Capivari e Jundiaí. Capivari e Jundiaí No ano de 2001 a Superintendência de Gestão de Recursos Hídricos – SGR. sob o nº 6 publicada em 3 de julho de 2002. O objetivo é informar sobre as legislações federal e estadual de recursos hídricos. assim como o aumento da turbidez das águas que transportam os sólidos em suspensão. comprovando o secamento das nascentes. abrangendo os Estados de Minas Gerais e São Paulo. o assoreamento do rio tem aumentado diminuindo a profundidade média do rio e conseqüentemente provocando enchentes e perda da lâmina de água. o médio Rio Doce.Doce ainda possui algumas reservas devido a cultura do Café e do Cacau que dependiam das matas para desenvolvimento. Grandes bancos de areia e surgimento de ilhas comprovam este fato. principalmente. de domínio do Estado de São Paulo. Devido ao desflorestamento de suas cabeceiras. causando sua degradação e perda de qualidade das águas. Outro problema que tem assustado a população em geral é a rápida diminuição do volume de águas. por motivos da geografia acentuada do local. Lixos urbanos e esgotos da cidade são jogados in natura no rio. Capivari e Jundiaí. organizações da sociedade civil e representante do poder público municipal. o processo de instalação do comitê e. A bacia conjunta dos Rios Piracicaba. abrangendo os Estados de Minas Gerais e São Paulo. analisou e encaminhou ao Conselho Nacional de Recursos Hídricos – CNRH o processo de criação do comitê dos rios Piracicaba. Após aprovação pelo CNRH da criação do Comitê das Bacias dos rios Piracicaba. em 2001. Sua área é definida pelos limites geográficos da bacia hidrográfica do rio Piracicaba.

Itapeva.65 km² correspondentes à Bacia do Rio Jundiaí.231 km². e 57. Capivari e Jundiaí – CBHPCJ. sendo 11. em território paulista. o rio Jaguari.313.31 km² correspondentes à Bacia do Rio Piracicaba. tem-se uma população de 4..68 km² correspondentes à Bacia do Rio Capivari e 1. 80 .64 km². Desse montante.322. estende-se por 14.Alguns quilômetros abaixo da referida confluência. considerando-se a população dos 70 municípios que possuem território na bacia. Extrema. A área de abrangência do comitê federal apresenta condições peculiares. Adicionando-se ao grande contingente populacional em território paulista – com a grande maioria dos municípios sem tratar seus esgotos – o grande número de indústrias dos ramos de papel e celulose. petroquímico e sucroalcooleiro. com reforço ao abastecimento da região Metropolitana de São Paulo(RMSP) em aproximadamente 31m³/s.Contabilizando-se somente os municípios com sede na bacia. a área de intervenção do comitê federal é de 15. Toledo e Sapucaí-Mirim em Minas Gerais. metalúrgico.Acrescidos os 1.453 habitantes no estado de São Paulo.189 km² às nascentes dos rios Jaguari e Camanducaia em território mineiro.1. criado em 18 de novembro de 1993.887. construído para permitir a reversão de água para a bacia do Alto Tietê.042. conforme previsto na Lei Estadual nº 7. químico. mas em virtude do grau de preservação e ocupação da região que permite a oferta de água em boas condições para os usuários a jusante.339 habitantes na parte mineira. em território mineiro. couros. Ao todo são 75 municípios na bacia. sendo 70 paulistas e 5 mineiros.tem-se uma população de 4. Além disso. já em território paulista. concorre com aproximadamente 16m³/s.611. tem-se que os corpos d’água apresentam-se em desconformidade com os seus enquadramentos nas diversas classes. o rio Jaguari é represado e compõe o chamado sistema “Cantareira”. ao entrar no estado de São Paulo. alimentício.794 habitantes em Minas Gerais. localizam-se nos territórios municipais de Camanducaia. que após receber o rio Atibaia em território paulista passa a chamar-se Piracicaba.A área de atuação do comitê federal contém a área de atuação do Comitê das Bacias Hidrográficas dos rios Piracicaba.663/91.073 habitantes na parte paulista e 52. que se configuram em verdadeiros desafios à gestão dos recursos hídricos: as nascentes do rio Jaguari.2% da população reside nas cabeceiras do rio Jaguari/Camanducaia.117. essa pequena participação relativa em termos populacionais ganha relevância diante das condições de produção de água.no sentido leste/oeste. estadual. Somente 1. têxtil.

Limeira e seminários abertos ao público Rio Claro. Capivari e Jundiaí. sendo que aproximadamente 680 km estão na divisa de Minas Gerais como os estados de Goiás e Mato Grosso do Sul. será elaborada a Agenda do Comitê Federal em consonância com a Agenda do Comitê Estadual. com representantes do Consórcio Intermunicipal das Bacias Hidrográficas dos Rios Piracicaba. Foram realizadas diversas reuniões: Extrema/MG. a sistemática de realização do pleito em março de 2003. comércio e sociedade civil. 55 em Minas Gerais (30%). 81 . A partir da eleição dos membros do comitê estadual. ocasião em que foram sendo discutidas a sistemática do processo eleitoral. A iniciativa ganha importância devido aos problemas existentes na bacia. Monte Verde/MG e Indaiatuba. com a função de definir as ações de gerenciamento das águas na região. visando maximizar os benefícios de uma gestão integrada entre União e Estado. com uma área de 222 mil quilômetros quadrados.COBARIPA. Os resultados obtidos até o momento retratam o esforço de integração entre os diferentes segmentos de usuários. estadual.O processo de instalação do comitê federal em área alta complexidade está sendo conduzido pela ANA a partir da interlocução com representantes do comitê PCJ. A bacia do rio Paranaíba é considerada a terceira maior do País. VI . sua composição. Com aproximadamente 1. tendo sido acatado pelo Conselho Nacional em sua IX Reunião Extraordinária. com a perfuração de poços artesianos nos arredores de nascentes e com a escassez de água. a cobrança pelo uso da água e as perspectivas advindas da aplicação dos recursos na própria bacia. estando prevista a composição dos dois Comitês com representantes comuns. a minuta do regimento do comitê. Americana.160 quilômetros de extensão. o Rio Paranaíba sofre com a poluição causada pela mineração de ouro. O comitê foi instituído pelo Decreto de 16 de Julho de 2002 e publicado no Diário Oficial de 17 de Julho de 2002. A área abrange 196 municípios. Inferior em área apenas para a Amazônica e a do São Francisco. que inviabiliza os usos múltiplos. Jundiaí. com representantes da indústria. A diretoria provisória teve seu mandato prorrogado até Setembro/2003. quatro em Mato Grosso do Sul (2%) e o Distrito Federal (3%). Itatiba. sendo 136 em Goiás (65%).Comitê da Bacia Hidrográfica do Rio Paranaíba O Conselho Nacional de Recursos Hídricos (CNRH) aprovou no dia 24 de maio de 2002 a criação do Comitê da Bacia Hidrográfica do Rio Paranaíba.

planejamento ou manejo integrado da Bacia como um todo. Os rios Paraná e Paraguai formam a Bacia do rio do Prata. à irrigação. ao lazer e aos usos industriais. de montante para jusante: Represa de Emborcação: localizada na divisa dos estados de Minas Gerais e Goiás. O rio Paranaíba possui quatro represas de grande porte em seu curso. Além das quatro represas citadas. através da iniciativa dos municípios e apoio do Governo Federal. os rios. Só agora. cerca de 70% da energia consumida em Minas Gerais é garantida pelas águas do Paranaíba.Na totalidade dos municípios da bacia. residem aproximadamente sete milhões de habitantes.35m. área de importância estratégica para integração do Mercosul. com nível d’água igual a 401m. após o eixo de São Simão. para jusante da confluência do rio Paranaíba com o rio Verde. os vários usos da água e o planejamento estratégico para toda a região começam a ser debatidos. Os principais usos da água identificados na bacia referem-se à geração de energia elétrica. principalmente para produção de óleos vegetais e para utilização em usinas de álcool. Represa de São Simão: trata-se da última da represa no rio Paranaíba. indicativos estatísticos. com nível de água a 520 m. É a menor das quatro barragens. 82 . Goiás e Distrito Federal. ao turismo. É importante frisar que os principais mananciais de abastecimento do Distrito Federal estão localizados nos rios Descoberto e previsto no rio São Bartolomeu. sendo elas. a Bacia. com nível de água a 660. cujo barramento localiza-se no rio Paraná. seu nível de água atinge a 430 m. tem início o reservatório da usina de Ilha Solteira. Represa de Itumbiara: também situada na divisa dos estados de Minas Gerais e Goiás. Represa de Cachoeira Dourada: limitando os mesmos estados citados anteriormente. ao abastecimento público em Minas Gerais. Esta bacia apresenta deficiência de informação. Para se ter idéia da importância do rio para a geração de energia elétrica. tributários indiretos do rio Paranaíba. quase não há produção científica.

envolvendo centenas de pessoas nos estados de Goiás e Minas Gerais conforme relação a seguir: Minas Gerais: Araguari. Coromandel e Patos de Minas. licença ambiental e Plano de Bacia. outorga. posteriormente. Durante o cumprimento das diversas etapas de elaboração do Plano de Bacias. juntamente com o processo de mobilização desencadeado em 1997. A instalação do Comitê se deu via Decreto nº 16/07/2002 e teve sua publicação no Diário Oficial da União em 17/07/2002. até atingir as proximidades do município de Patos de Minas. o rio Paranaíba apresenta áreas mais acidentadas nas encostas. a criação do Comitê Provisório e o início da elaboração de estudos para consolidar o Plano de Bacias. MS. na cidade de Goiatuba – Go. O I Encontro ocorreu na cidade de Ribeirão Preto/SP no período de 25 a 27 de outubro de 1999. Morrinhos e Três Ranchos. MG e DF. que recebeu o nome de COBARIPA. foram realizadas também audiências públicas. foram também iniciados os estudos para a elaboração do Plano de Bacia. Diante deste cenário de problemas que ensejou o desencadeamento de toda a mobilização e educação ambiental. Quando da mobilização. O evento contou com a 83 . A partir de 1997. o qual a partir daquela data passou a liderar todo o processo. os organizadores houveram por bem. Rio Paraíba. O comitê do Paranaíba é o sexto criado em bacias de águas de rios de domínio da União. por uma área relativamente plana. criar um Comitê Provisório da Bacia. passando. cerca de 120 km. Teve como objetivos debater a proposta do Projeto de Lei sobre a criação da Agência Nacional de Águas e trocar experiências sobre os Comitês de Bacia de todo o Brasil em torno de 3 eixos: sistema de informações. Goiás: Goiatuba. Valparaíso. pode-se afirmar que a criação do comitê da bacia do rio Paranaíba vem ao encontro dos anseios da sociedade dos estados de GO.Com uma região de nascentes localizadas num planalto. Encontros Nacionais de Comitês de Bacias Hidrográficas Foram realizados 4 (quatro) Encontros Nacionais de Comitês de Bacias Hidrográficas. Simultaneamente e com o apoio da SRH/MMA. iniciaram-se os trabalhos de sensibilização e esclarecimento da sociedade sobre os reais problemas que a Bacia do Rio Paranaíba começava a enfrentar. Foram realizadas nove reuniões em municípios pólos. Rio Verde. em 23/08/97.

foram discutidos outros aspectos envolvendo os Comitês de Bacias: i) os estados colocaram as dificuldades de obterem recursos. Dentre outros aspectos relevantes. que possam resultar na transferência de empreendimentos ou investimentos. O foco maior do encontro foi a manutenção e fortalecimento do fórum nacional como elemento importante na mobilização nacional dos órgãos e colegiados ligados aos Recursos Hídricos e Meio Ambiente.ii) a partir das dificuldades colocadas por alguns Estados. quando houver diferenciação nos critérios de outorga e tarifação de determinados usos. no relacionamento com a Secretaria de Recursos Hídricos/MMA. para implantação e manutenção dos Comitês de Bacias. Este Fórum recomendou que as leis estaduais deveriam prever sempre esta questão. o II Fórum apresentou as seguintes considerações: 1. onde estiveram presentes 450 pessoas representando diversos Comitês. traz em seu bojo diversos conflitos e dúvidas no que tange a sintonia das ações desse organismo. a participarem da discussão para a regulamentação da Outorga e fiscalização das águas de domínio da União efetivamente. que se intensifique o intercâmbio e o auxílio mútuo. de um estado para outro (por exemplo. 2.433. Com referência à Carta de Ribeirão Preto. em sua avaliação. dentro do contido na lei 9. em reuniões específicas para esse fim. o I Fórum recomendou que o Ministério do Meio Ambiente convidasse os representantes dos estados. no sentido de trocarem e repassarem experiências. Consórcios e Organismos de Bacias de quase a totalidade dos Estados do País. que criou a ANA. 84 . na cidade de Fortaleza/CE. No tocante ao projeto de Lei 1617/99. que possam estimular o usuário a transferir seu empreendimento). considerou que apesar dos esforços despendidos. iii) foi levantada também. foi recomendado. preocupação com possíveis disputas entre os estados a partir de diferentes políticas de gestão da água e meio ambiente. Além desses eixos. foi recomendado que na implantação do Sistema de Gestão. no Brasil.participação de 307 pessoas de 13 estados brasileiros. decorrente do I Encontro o Fórum. através do Fórum Nacional dos comitês. trocar experiências e colocar diversos casos práticos sobre a formação de comitês de Bacias. municipal. representando os segmentos estadual. Como conclusão. não viu contemplado no projeto da ANA. as proposições apresentadas por este colegiado de Comitês de Bacias. O II Encontro Nacional de Comitês de Bacias Hidrográficas ocorreu nos dias 25 a 28 de junho de 2000. federal e organizações da sociedade civil.

Recursos de financiamento para o funcionamento dos Comitês de Bacias. Prioridade para que os organismos de gestão das águas realizem obras de preservação e recuperação da biodiversidade ambiental das bacias hidrográficas. ocorreu na cidade de Belo Horizonte. com um canal de comunicação mais dinâmico e se não um órgão institucionalmente organizado. fauna. no período de 17 a 21 de junho de 2001. O III Encontro Nacional dos Comitês de Bacias Hidrográficas. a Câmara Federal. Melhoria no próximo Fórum Nacional dos Comitês de Bacias para além da troca de informações. Considerado um importante mecanismo do processo de gestão. social e de representação de um segmento nacional que seja forte. com proteção das nascentes dos cursos d’água. entrega da relação dos participantes do Fórum. etc. efetivação de membros do Fórum da Sociedade Civil na coordenação do Fórum dos Comitês de Bacias e uma melhor divulgação e possibilidades de participação do segmento civil e usuários no Fórum. sob pena de não ter reconhecimento nas esferas do governo. este Fórum precisa ser melhor articulado. o Presidente da República. os Órgãos de governo. com estatuto. espaços para Fóruns de segmentos participantes da Gestão das Águas. que busque esta postura como órgão de influência política. atividades culturais locais. 85 . foram levantados pela Sociedade Civil durante o III Fórum diversos pontos: Custeio das despesas básicas para efetiva participação da Sociedade Civil na gestão das águas e de eventos promovidos na área.. que funcione nos encontros e entre eles. o Senado. uma agenda de atividades anual e da rede civil de comunicação eletrônica. Valorização e incentivos ao produtor rural como agente fundamental de preservação ambiental da água. Para que se possa sensibilizar de fato. matas. denominado por aclamação da Plenária Final “Eng° Flávio Terra Barth”.3. Criação do Fórum Nacional da Sociedade Civil nos Comitês de Bacias Hidrográficas.

Foi destacado o fato de que o IBGE não disponibiliza as informações da forma que interessa à gestão de recursos hídricos. tendo sido gastos R$ 5 milhões. 86 . O IV Encontro Nacional dos Comitês de Bacias Hidrográficas foi realizado em Santa Catarina. foi elaborado o Plano da Billings. quando disponíveis. que até o momento não se concretizou. Posteriormente. são pobres. aprovado há 5 anos e engavetado. desarticuladas e desatualizadas. As informações para a elaboração dos Planos. Debates em audiências públicas sobre a privatização dos serviços de saneamento.Compatibilização das leis das águas federais e estaduais para a melhoria no processo de gestão. a título de exemplo. o caso do Plano Emergencial dos Mananciais da Grande São Paulo. pois não há divulgação sobre a sua importância e o seu papel na gestão das águas. Alguns questionamentos foram levantados no plenário: Houve manifestação quanto à falta de concretização dos planos de recursos hídricos. Os técnicos formados pelas universidades públicas são pouco solidários com as comunidades das bacias. A população não conhece a figura do Comitê de Bacia. Manifestação contrária aos Programas de Educação Ambiental elaborados em gabinete. Respeito e direitos iguais dos segmentos participantes dos comitês de bacias hidrográficas. sem o envolvimento da sociedade. Foi mencionado. Urgência na ação de preservação dos ecossistemas naturais na gestão das águas. no Balneário Camboriú no período de 19 a 23 de maio de 2002.

Neste Capítulo também abordaremos os principais problemas enfrentados na formação dos comitês e no seu funcionamento e uma análise crítica da estruturação e desempenho dos comitês. Outra conclusão dos integrantes desses fóruns é a necessidade de revisão da Resolução nº 5. O Capítulo 5 se dedicará a apresentar a gestão das águas em Minas Gerais e dará ênfase à formação dos comitês no estado de Minas Gerais. conforme avaliação dos participantes desses fóruns. não importando o número de municípios e nem a extensão do rio. A avaliação técnica dos 4 Encontros Nacionais concluiu que a implantação do Sistema Nacional de Recursos Hídricos é cara. O excesso de burocracia está prejudicando o andamento dos processos e há grupos que aguardam há mais de um ano para constituição do seu comitê. onde descreveremos todos os comitês já constituídos e instalados. A implantação do sistema nos moldes da Lei 9. A cobrança pelo uso da água neste primeiro momento talvez fosse suficiente para a criação e a manutenção de um quadro técnico qualificado que pudesse apoiar o comitê. isto porque ainda não foram criadas as Agências de bacia e a sua inexistência é um grande obstáculo dentro do sistema. é que temos um sistema ainda incompleto. que integra 503 municípios é a mesma para um comitê como o da bacia do rio Mucuri (Minas Gerais e Bahia). isto porque o caminho legal é o mesmo na formação de comitês. que tem somente 17 municípios. Este capítulo mostrou os comitês de bacias hidrográficas com destaque aos comitês de rios federais abordando também os quatro encontros nacionais de comitês de bacias hidrográficas. isto porque os recursos financeiros necessários para formação dos comitês. implantação do sistema de informação. sistema de cobrança e a montagem e operação de um sistema de outorga são extremamente elevados. O que se discutiu nesses eventos. A documentação para se criar um comitê da dimensão do rio São Francisco. dando-lhe uma grande contribuição. 87 .433 só se justifica nas bacias onde os benefícios dessa implantação supere muito os custos de implementação.Solicitação de informação sobre como se dará a compatibilização dos comitês de rios estaduais com os de rios federais.

Goiás (O e NO) conforme (Figura 5.6 km2. BA GO MS SP RJ 0 50 ES N 100 km Figura 5. A GESTÃO DAS ÁGUAS EM MINAS GERAIS O estado de Minas Gerais possui uma superfície aproximada de 588.1). São Paulo (S e SO). Mato Grosso do Sul (O). correspondentes às nascentes de alguns dos principais rios federais.9 % da área total do País e engloba dezessete bacias hidrográficas. Rio de Janeiro (S e SE). tem como limites a Bahia(NE). Situado a noroeste da região sudeste. Espírito Santo (L).383. Equivalente a 6.1 .Mapa das Bacias Hidrográficas do estado de Minas Gerais Fonte: Instituto Mineiro de Gestão das Águas (2001) 88 .5. com uma população de mais de 16 milhões de habitantes.

A expansão das atividades agropecuárias. No século 20. Contagem. No entanto. provocando a revolta popular. Na década de 70. Doce. a inexistência de legislação adequada e a fragilidade dos sistemas de controle 89 . as primeiras descobertas importantes de ouro provocaram uma corrida cheia de incidentes. expansão urbana. foi desmembrada em são Paulo e Minas Gerais. de calcinação. já em 1842. a região tornou-se o centro econômico da colônia. a concessão de incentivos fiscais federais para o reflorestamento estimulou a formação dos grandes maciços florestais plantados. Minas Gerais é o Estado mais elevado do País. resultou em grande desmatamento e perda de habitats. em 1720. por bandeirantes que buscavam ouro e pedras preciosas. As cidades mais importantes são: Belo Horizonte. de alimentos e de bebidas. foi criada a Capitania de são Paulo e Minas de Ouro. mineração. São Francisco. os baixos custos de extração. Jequitinhonha. com 57% das terras acima dos 600 metros de altitude (serras da Mantiqueira e do Espinhaço). agroindústria). que culminou na Inconfidência Mineira. Governador Valadares e Uberaba. parte deles destinada ao suprimento do setor siderúrgico. Juiz de Fora. Montes Claros. produção de matérias-primas e insumos de origem vegetal. Entretanto. em 1789. sendo o mais grave a Guerra dos Emboabas (1707-10). Em 1709. Mucuri e Pardo são os rios principais. de cerâmica. Outro fator relevante que tem resultado em significativos impactos ambientais é a forte dependência do setor industrial mineiro em relação à biomassa florestal. Em 1927. o descontentamento com a regência provocou o Movimento Restaurador. Em 1693.O desbravamento da região teve início no século 16. transformação de minerais não-metálicos. A capital é Belo Horizonte e compreende 756 municípios. metalúrgica. confecções. infra-estrutura e produção mineral alteraram significativamente a cobertura vegetal original e provocaram a degradação do solo e dos recursos hídricos em grande parte do Estado. tradicionais consumidoras de lenha e carvão vegetal. Na primeira metade do século 18. A economia se baseia na indústria (têxtil. A predominância de atividades siderúrgicas. Grande. Em 1833. cimenteiras. construção civil. material elétrico. a produção aurífera começou a cair por volta de 1750. que. com rápido povoamento. Paranaíba. foi o primeiro Estado a instituir o voto secreto. Minas Gerais se firmou como uma das grandes forças políticas e econômicas do país. a grande oferta de material lenhoso. Uberlândia. na pecuária e na agricultura. siderúrgica. o que levou Portugal a buscar meios para aumentar a arrecadação de impostos. os mineiros uniram-se à Revolução Liberal.

igual a 0. vale destacar o valor do IDH de 0. A avaliação do mapa de cobertura vegetal realizada pelo IEF (1994) demonstra que a situação do bioma Cerrado. A despeito dos avanços na legislação ambiental mineira. fornecedora de mão-de-obra para outras áreas. em uma área de 174. Essa região. sendo 62% os valores registrados para Minas Gerais e 45% para o País. A porcentagem de pessoas com renda insuficiente na região é de 79%. que engloba 83 municípios. 1999).605 km2 (FJP. apresenta condições climáticas adversas e é tradicionalmente deprimida sob o aspecto social e econômico. Dados levantados pela Fundação SOS Mata Atlântica demonstram que a área originalmente coberta pela Mata Atlântica encontra-se reduzida a cerca de 4%.742. vem acarretando significativos conflitos de uso. em função de um modelo que não prioriza as questões ambientais. Embora tenham sido criadas inúmeras Unidades de Conservação-UC estaduais de proteção integral após 1996. duplicando-se a superfície protegida por Ucs dessa natureza.permitiram que a utilização dos recursos nativos quase atingisse o limite da exaustão. também é crítica. a pressão antrópica sobre os biomas do Estado ainda responde por uma perda significativa da biodiversidade. Nesse aspecto. bem inferior ao do Brasil. É o caso do semi-árido mineiro. apresentando desde regiões com expressivo potencial hídrico. tanto sob o aspecto da quantidade quanto da qualidade. O esgotamento das reservas da Mata Atlântica do Vale do Rio Doce fez com que o desmatamento avançasse sobre outras áreas de mata.458 para a região. correspondente a cerca de 29. o estado continua sofrendo grandes transformações em seus ecossistemas. assim como a situação da Caatinga e dos Campos Rupestres mineiros. O estado se caracteriza por uma grande diversidade cultural e ambiental. segundo informações obtidas na Fundação João Pinheiro (FJP. principalmente dos vales dos rios Mucuri e Jequitinhonha. até áreas nas quais a escassez de água.1999).000 ha somente no período de 1990 a 1995. com uma significativa parcela de população de baixa renda.8% da área do Estado de Minas Gerais. 90 . denominado Região Mineira do Nordeste. e sobre áreas do Cerrado. tendo sido verificado um desmatamento em torno de 89.

São Paulo. saneamento básico. dessedentação de animais. O volume de água que Minas Gerais que escoam anualmente para outros estados é de cerca de 160 bilhões de metros cúbicos. os recursos hídricos são demandados. na terça parte da bacia deste rio. Para ressaltar a importância de Minas Gerais no cenário das águas nacionais. Decreto 37. recepção e diluição de resíduos. 003/96 e 004/96).A capacidade de geração de energia elétrica no estado é de 11.581/97. Além das riquezas minerais existentes em seu subsolo e do potencial de suas terras para o desenvolvimento da agropecuária. Dessa riqueza hídrica que originá-se no estado de Minas Gerais dependem diretamente diversos ecossistemas nos estados da Bahia. agropecuário e como fonte de geração de energia. 1998).3% do total de energia hidrelétrica produzida. Rio de Janeiro. respondendo por cerca de 19.040/95.713/95.3% correspondem à energia hidrelétrica.259 KW. compreendida entre as suas nascentes e a divisa com a Bahia. Resolução SEMAD 002/95.031. exigem um permanente monitoramento desse indispensável recurso da natureza.428/96. Minas dispõe de grandes mananciais. no país (Fundação João Pinheiro. 91 . irrigação. entre outras atividades. dos quais 20. Nos últimos anos. lazer e turismo. Minas Gerais ocupa um lugar de destaque. a exemplo da lei que redefiniu a distribuição da cota-parte do ICMS. Lei 12. privilegiando a gestão local. o estado de Minas Gerais publicou uma série de novos instrumentos para a conservação ambiental. Espírito Santo. Lei 12. As terras das alterosas são conhecidas como “caixa d’água do Brasil”. incluindo a variável ambiental (Lei 12. Mato Grosso do Sul. Os múltiplos usos da água nos setores industrial. Neste contexto.57 bilhão de metros cúbicos. Goiás. para abastecimento humano. basta dizer que seu território contribui com 80% da vazão total do rio São Francisco. um total de apenas 1. Outros mecanismos importantes para a conservação da biodiversidade estão sendo implementados. isto porque aqui se encontram as principais bacias hidrográficas que abastecem de água e energia elétrica o nosso País. A par do uso energético. como a criação das Reservas Particulares do Patrimônio Natural – RPPNs – estaduais. o que representa uma cifra 100 vezes menor que o valor de sua contribuição. A necessidade de compatibilização desses usos múltiplos e de instituição de um gerenciamento descentralizado dos recursos hídricos. resultaram nos instrumentos jurídicos relacionados aos recursos hídricos já mencionados. simultaneamente. recebendo de outros estados no mesmo período.

199. foi contemplada a participação de novos organismos de bacia como consórcios intermunicipais e associações de usuários reconhecidos pelo Conselho Estadual de Recursos Hídricos-CERH e foram acrescentados instrumentos fundamentais de gestão de recursos hídricos como os Planos Diretores. o Enquadramento dos Corpos de Água em Classes e o Sistema Estadual de Informações.504. alguns casos. resultando na Lei 13. a nova lei estadual ampliou as competências dos Comitês de Bacia. A Lei 11. na bacia do Prata.504. Para agravar este quadro.504/94 passou por um processo de adequação. Fica evidente que o estado possui tantos instrumentos legais. Esta preocupação resultou na elaboração da Lei nº 11. foi realizado o Seminário Legislativo “Águas de Minas” que propiciou uma ampla discussão da sociedade sobre temas relativos à gestão de recursos hídricos. além da capacidade dos mananciais. que estabelece a política de recursos hídricos. ano da criação do Comitê Estadual de Estudos Integrados de Bacias Hidrográficas – CEEIBH-MG.433/97. as bacias Paranaíba e Grande. resíduos industriais e defensivos agrícolas. O estado de Minas Gerais apresenta uma tradição de política ambiental aprimorada ao longo das últimas décadas. sancionada em janeiro/99. levam águas de Minas Gerais à Argentina e o Uruguai. resultando na promulgação da primeira lei sobre a Política Estadual de Recursos Hídricos. constantemente revistos e atualizados. sancionada em 20 de junho de 1994 e reeditada em 29 de janeiro de 1999 pela Lei nº 13. Lei 11. A utilização da água vem crescendo em ritmo acelerado e. formadoras do rio Paraná. de 20/06/94. Esta lei já estabelecia o Sistema Estadual de Gerenciamento de Recursos Hídricos de Minas Gerais. O interesse e a preocupação com o uso racional das águas em Minas Gerais surgiu em 1979. Neste processo de adequação. somamse o desperdício e a contaminação dos mananciais pelos esgotos urbanos. que deve ser considerado como o marco de um processo que evoluiu e culminou com o embasamento legal existente hoje no estado. para promover os ajustes necessários. Em 1993.Além disso. como um aparato institucional que integra o Sistema Estadual de Meio AmbienteSISEMA e o Sistema Estadual de Gerenciamento de Recursos Hídricos (SEGRH). Esses dois sistemas têm proporcionado os elementos básicos para a colocação em prática de uma política 92 .199. seguindo orientações do governo federal contidas na lei 9.

Proteção e Desenvolvimento das Bacias Hidrográficas do Estado de Minas Gerais (FHIDRO) criado pela Lei 13. 93 . o que faz dele ainda um sistema frágil. com o objetivo de dar suporte financeiro a programas e projetos que promovam a racionalização do uso e a melhoria.194/99. entretanto. visando ao desenvolvimento sustentável no Estado de Minas Gerais. mas com a participação de diversos segmentos da sociedade. Fundação Estadual de Meio Ambiente-FEAM. não se limitando à atuação dos órgãos oficiais. nos aspectos quantitativo e qualitativo dos recursos hídricos estaduais. A SEMAD compõe o sistema Estadual de Meio Ambiente e Desenvolvimento Sustentável – SISEMA de forma integrada com os órgãos vinculados. também com a atuação de vários setores da sociedade. Instituto Mineiro de Gestão das ÁguasIGAM. O SEGRH. O funcionamento do Conselho Estadual de Política Ambiental (COPAM) desde 1977 ampliou e consolidou a formulação da política ambiental do estado.estadual de águas. o processo está lento. O Instituto Mineiro de Gestão das Águas – IGAM é o órgão responsável pelo planejamento e administração de todas as ações direcionadas à preservação da quantidade e da qualidade dos recursos hídricos em Minas Gerais. inaugurando uma mudança política que desatrela a gestão da água do setor energético e a vincula à problemática ambiental. por sua vez. O Fundo de Recuperação. O IGAM tem por objetivo alavancar a implementação do SEGRH incentivando a criação de Comitês de Bacia Hidrográfica em regiões do estado onde já existiam conflitos ou algum problema relacionado ao uso da água. vinculado à Secretaria Estadual de Minas e Energia. Instituto Estadual de Florestas-IEF e dos Conselhos de Política Ambiental-COPAM e de Política de Recursos Hídricos-CERH (Figura 5. O IGAM resultou da transferência do Departamento de Recursos Hídricos.2). para a Secretaria Estadual de Meio Ambiente e Desenvolvimento Sustentável – SEMAD. está sendo construído de forma participativa. Cabe à SEMAD formular e coordenar a política estadual de proteção e conservação do meio ambiente e de gerenciamento dos recursos hídricos e articular as políticas de gestão dos recursos ambientais.

O estado de Minas Gerais avançou muito na elaboração dos Planos Diretores de Recursos Hídricos.2 Sustentável. Cabe ressaltar que este estudo se mostrou bastante operacional e vem sendo bem aceito pelas diversas regiões do estado. que estabelece o conteúdo mínimo que deverá conter os Planos Diretores e a Resolução nº 17. Embora ainda tímido já tem deliberado questões importantes para a estruturação da política das águas em Minas Gerais. Os Planos Diretores elaborados no estado de Minas são: Paracatu.Figura 5. não seguindo as orientações estabelecidas na lei federal. como a solicitação ao IGAM para elaborar um estudo que orientasse a criação dos Comitês de Bacia. Baixo Grande e Afluentes do São Francisco com cerca de 90% executados e Bacias do Leste com 80% do plano elaborado. outras estão com os planos diretores quase totalmente finalizados. Algumas bacias já possuem seus Planos Diretores concluídos. A elaboração dos Planos Diretores dos rios Pardo e Jequitinhonha se deu em período anterior à lei 9. criado em 1998. Organograma da Secretaria Estadual de Meio Ambiente e Desenvolvimento Fonte: SENAD/Governo de Minas Gerais (2001) O Conselho Estadual de Recursos Hídricos (CERH) é o órgão máximo deliberativo do SEGRH. de 29/05/01. que dispõe sobre as normas para elaboração dos Planos. A 94 . Jequitinhonha e Pardo concluído integralmente. Paranaíba com apenas 30% executado.433/97.

3 mostra o Estágio atual em que se encontram os planos diretores já iniciados no estado de Minas Gerais. indicando os percentuais de sua elaboração.Mapa do estágio atual dos Planos Diretores no estado de Minas Gerais Fonte: Instituto Mineiro de Gestão das Águas (2000) As restrições ao desenvolvimento decorrente da degradação resultante dessa pressão e as potencialidades ambientais em cada uma das bacias hidrográficas do estado de Minas Gerais impulsionaram a mobilização dos diversos segmentos sociais. Isso tem motivado a sociedade a se organizar para uma participação efetiva nas instâncias colegiadas previstas nos textos legais.Figura 5. que se fundamentam na gestão participativa e descentralizada.3 . Figura 5. 95 . na busca de um modelo de planejamento que favorecesse a criação de fóruns onde os principais atores de uma região pudessem participar de forma efetiva no processo de gestão de seus recursos hídricos. Uma das conseqüências dessa mobilização foi a criação das legislações específicas. existindo no estado de Minas uma demanda crescente para a criação de comitês de bacias hidrográficas em diversas regiões.

(Figura 5. N 0 50 100 km Figura 5.4) que correspondem a unidades físico . A mobilização da população está surgindo não só devido aos problemas relativos ao uso da água e à própria evolução do Sistema Estadual de Gerenciamento. o estado foi organizado em 34 Unidades de Planejamento e Gestão de Recursos Hídricos-UPGRH. uma demanda crescente do interesse da sociedade em se organizar. a partir de então.Para orientar o processo de planejamento de criação dos comitês. apresentando uma identidade regional sintetizada por características físicas.territoriais. assim.4 – Unidades de Planejamento e Gestão de Recursos Hídricos – UPGRH Fonte: Instituto Mineiro de Gestão das Águas (2000) Já existem em torno de 10 regiões correspondentes a estas Unidades se mobilizando para a formação de novos comitês sinalizando. realizada em Belo Horizonte. e que passaram a reordenar e orientar. mas também pela movimentação gerada a partir da I Conferência Águas de Minas. identificadas dentro das bacias hidrográficas. a formação dos Comitês de Bacia Hidrográfica e a gestão das águas. 96 . econômicas. em março de 2000. políticas e ecológicas. para participar do gerenciamento das águas. sócio-culturais. com todas suas possibilidades.

A participação da sociedade nesse processo tem variado muito. as regras de reciprocidade. são percebidas pela população local também têm O conceito de ‘capital social’ foi desenvolvido por Robert Putnam (1996) para explicar as diferenças no desenvolvimento regional. A consolidação de planos de ações para as bacias. O apoio aos comitês tem se concretizado com um projeto elaborado em 1999 e financiado pelo Proágua – Programa do Ministério do Meio Ambiente financiado pelo Banco Mundial – que tem como objetivo dar subsídios. gerou uma demanda para a qual o IGAM não estava totalmente estruturado. O projeto “Estruturação e Assessoria Técnica e Administrativa de Apoio aos Comitês de Bacia Hidrográfica”. das quais participaram milhares de pessoas. é o que de concreto surgiu como forma alternativa de fortalecimento institucional dos Comitês de Bacia. Um dos fatores preponderantes é o nível de organização já existente na região. Entretanto. sensibilizou e mobilizou a população do Estado. Sapucaí e Verde. a confiança e os sistemas de participação cívica. que impossibilita a implantação da cobrança e a instituição das Agências. colocando o tema água como assunto em evidência na política estadual. com apoio da ANA. isto é. É evidente. o capital social pode ser considerado como um indicador que demonstra o nível de cooperação dos membros de determinada sociedade ou organização social 7 97 . assim como as questões relativas à quantidade de água. o capital social7 acumulado pelos atores locais. Por outro lado. Essa proposta surgiu a partir de uma avaliação crítica sobre a necessidade de apoiar essas organizações já que enfrentam problemas. através de apoio técnico e administrativo. como secas ou mesmo enchentes. O resultado do conjunto desses fatores é o capital social. principalmente no que toca a questões ambientais. além de divulgar a Política Estadual de Recursos Hídricos e delimitar suas principais diretrizes. como alta poluição industrial e de esgotos domésticos. a forma como os problemas relacionados com a qualidade das águas. que deverão ser realizados de forma bem interativa com os comitês e ainda observando todos os estudos já realizados naquelas regiões é uma das metas a ser atingida pelo projeto. Mogi-Guaçu/Pardo. Este projeto vem atendendo os Comitês de Bacia Hidrográfica dos rios Araguari. a conferência. de diferentes setores da sociedade. principalmente pela falta da regulamentação das leis. as redes horizontais e verticais de cooperação. que naquelas regiões cujos municípios possuem Conselhos Municipais de Desenvolvimento do Meio Ambiente (CODEMAS). estes têm se mostrado um fator que impulsiona os comitês.Por meio de 31 pré-conferências nas áreas definidas como Unidades de Planejamento. Portanto. considerando fatores como: os laços sociais. por exemplo. aos comitês.

demonstrado serem fatores determinantes para a organização social e a participação nos comitês. Sem dúvida, a atuação do Estado na mobilização da população, estimulando e mesmo promovendo a organização também é um elemento fundamental nesse processo; às vezes simplesmente viabilizar as reuniões torna-se um fator que muda as condições da região para a formação do comitê. Vale destacar, no entanto, que o nível de organização da sociedade civil ainda está muito aquém da demanda que uma organização como o Comitê de Bacia Hidrográfica requer. É visível a dificuldade que vários comitês enfrentaram para conseguir entidades para compô-lo, muitos não conseguiram o número suficiente, de forma a que se equipare com os demais setores (poder público estadual, municipal e usuários). Outro problema na estruturação dos comitês é o recorte geográfico da bacia hidrográfica que, como afirmado anteriormente, não corresponde a nenhuma das formas organizacionais estabelecidas no país e no estado de Minas Gerais. Isso significa forçar a criação de uma identidade que não existe previamente à formação dos comitês. A sociedade tem agora que se organizar em torno de uma percepção nova do espaço, estabelecendo uma identidade em torno da água, a qual se sobrepõe às formas tradicionais de definição de identidades sociais como o município, a cultura, a homogeneidade ambiental, a região definida pela facilidade dos caminhos viários, ou mesmo a regionalização administrativa das instituições. Os Comitês de Bacia Hidrográfica de Minas Gerais são organismos de caráter deliberativo e normativo que têm como objetivo exercer a gestão descentralizada e participativa a que se refere à Lei 13.199/99, desempenhando um papel político importante para a definição das ações a serem implementadas na Bacia. A composição destes organismos, segundo a lei mineira, é quatripartite, ou seja, contempla a participação de quatro segmentos da sociedade: poderes públicos estadual e municipal de forma paritária, e Usuários e Sociedade Civil de forma paritária com o poder público. Nota-se, porém, uma tendência a que todos os segmentos sejam paritários, ou seja, que a representatividade no comitê fique composta por 25% de participantes de cada segmento. O estado vem melhor orientando a composição desses comitês, definindo quais entidades compõem os segmentos da ‘sociedade civil organizada’ e de ‘usuários’. O segmento ‘usuário’ denota primordialmente uma atividade econômico-produtiva. Assim, por exemplo, um sindicato de Produtores Rurais, embora considerado uma entidade da sociedade civil em outras instâncias, 98

no caso de sua participação no comitê pode ser entendida como representando os interesses do segmento de ‘usuários’. Isso não foi compreendido desta forma na instituição desses primeiros comitês, como também pode ser observado nas composições apresentadas a seguir. A aglutinação de órgãos representativos da bacia, a participação do setor ‘usuários’ exprimindo a exata vocação econômica da região, a ampla participação dos municípios representando as regiões do alto, médio e baixo curso do rio, e organizações da sociedade civil representando os interesses dos diversos grupos locais, é fundamental para a representatividade e legitimidade do comitê. Podemos observar algumas dessas tendências na composição dos comitês, assim como também é visível interpretações variadas sobre o significado de ‘usuário’ e de ‘sociedade civil’, que ainda não seguem o mesmo critério. A lei estadual estabeleceu algumas competências para os Comitês: promover o debate das questões relacionadas com recursos hídricos e articular a atuação de órgãos e entidades intervenientes; arbitrar, em primeira instância administrativa, os conflitos relacionados com os recursos hídricos; e estabelecer critérios e normas e aprovar os valores propostos para cobrança pelo uso de recursos hídricos. O processo de formação dos Comitês de Bacia Hidrográfica em Minas Gerais tem sido bem diversificado, pois existem comitês originados das diretrizes do Comitê Estadual de Estudos Integrados de Bacias Hidrográficas – CEEIBH, no início da década de 80 (como o CBH Pará e CBH Verde), que denominamos de ‘primeira fase’, ou seja, aqueles criados por incentivo exclusivo do estado; e os comitês de ‘segunda fase’, formados a partir de demandas de setores sociais das áreas das bacias. Atualmente, existem 12 comitês legalmente instituídos e em funcionamento no estado, de um total de 32 previstos conforme as Unidades de Planejamento e Gestão de Recursos Hídricos. Destacamos os comitês estaduais em funcionamento e os que estão em processo de formação/mobilização nas unidades de planejamento e gestão (Figura 5.).

99

ESTADO DE MINAS GERAIS Secretaria Estadual do Meio Ambiente e Desenvolvimento Sustentável IGAM COMITÊS DE BACIA HIDROGRÁFICA DO ESTADO DE MINAS GERAIS Legenda Comitês de Rios Federais Rio Paraíba do Sul Rio Pomba e Muriaé Rio São Francisco Rio Docê Rios Piracicaba, Capivari e Jundiaí Comitê de Rio Federal com Processo de Formação Rio Verde Grande Rio Mucuri Rio Paranaíba Comitês estaduais em funcionamento SF-2 - CBH do Rio Pará SF-3 - CBH do Rio Paraopeba SF-5 - CBH do Rio das Velhas SF-7 - CBH do Rio Paracatu GD-3 - CBH - Entorno do Reservatório de Furnas GD-4 - CBH do Rio Verde GD-5 - CBH do Rio Sapucaí GD-6 - CBH dos afluentes mineiros dos Rios Mogi-Guaçu/Pardo GD-8 - CBH dos afluentes mineiros do Baixo Rio Grande PN-2 - CBH do Rio Araguari PA-1 - CBH do Rio Mosquito DO-2 - CBH do Rio Piracicaba DO-5 - CBH do Rio Caratinga JO-2 - CBH do Rio Araçual Comitês aprovados no Conselho Estadual de Recursos Hídricos - MG
CONVENÇÕES

GD-1 - CBH Afluentes Mineiros do Meio Rio Grande DO-3 - CBH do Rio Santo Antonio BF-1- CBH Afluentes Mineiros do Alto São Francisco Do1 - CBH do Piranga BF-6 - CBH dos Rios Jequitaí/____ Comitês em processo de formação mobilização J23 - CBH do Médio e Baixo Jequitinhonha DO-4 - CBH Suaçuí - Grande DO-5 - CBH Manuaçu BF-4 - CBH dos Rios Abaeté/Borrachudo SB-8 - CBH do Rio Urucuié SF-9 - CBH dos Rios Panteiro e Caindá SF-10 - CBH Afluentes Mineiros do Rio Verde Grande PN-3 - CBH Afluentes Mineiros do Baixo Paranaíba GD-2 - CBH dos Rios das Mortes e Jericó PN-1 - CBH Afluentes Mineiros do Alto Paranaíba

Unidade de Planejamento Bacias de Rios Federais RioPiracicaba Rio Paranaíba Rio Grande Rio São Francisco Bacias do Leste Rio Doce Rio Paraíba do Sul Rio Pardo Rio Jequitinhonha

Figura 5.5. comitês de bacias hidrográficas do estado de Minas Gerais
Fonte: Instituto Mineiro de Gestão das Águas (2002)

Analisa-se a seguir o processo de formação de cada comitê dos rios estaduais e dos principais problemas por eles enfrentados. Vale ressaltar que, entre as 10 novas regiões que estão se mobilizando para a formação de comitês, o IGAM está trabalhando efetivamente em 8 delas, nas quais o processo já está mais amadurecido, pois estão contando com mais apoio de prefeituras, universidades e setor produtivo. Estas regiões estão em posição de vantagem, pois têm agora, à disposição, as experiências dos comitês instituídos. O acesso a estas experiências que não se restringe às condições propiciadas pelo órgão gestor nem se limita às informações por ele acumuladas, mas também, através do Fórum Mineiro de Comitês, instância criada em 100

O comitê está trabalhando no sentido de criação de sua Agência de Bacia e já constituiu a ‘Unidade Técnica Transitória’ com a finalidade de ser o embrião da Agência. e também pela agilidade que o processo relacionado ao PROSAM exigiu. a mobilização da sociedade da bacia ficou inicialmente comprometida. além de se constituir num dos principais mananciais e sistema de drenagem da região metropolitana de Belo Horizonte. Para sua formação foram realizadas apenas quatro reuniões preparatórias e uma reunião conclusiva onde foi estabelecida a composição do comitê. Porém.março/2001. A criação do CBH Velhas foi agilizada pela existência de condicionante no acordo de Empréstimo do Banco Mundial no âmbito do PROSAM – Programa de Saneamento Ambiental das Bacias dos Rios Arrudas e Onça. Nesta bacia localiza-se o maior parque industrial do estado resultando em graves problemas hidroambientais. Por ter sido o primeiro Comitê de Minas Gerais. As informações relativas ao Plano Diretor foram disponibilizadas aos 28 membros do 101 . a criação do CBH Velhas alavancou todo o processo organizativo de várias regiões do estado para a gestão dos recursos hídricos. o que lhe confere importância significativa. No entanto. e que pode vir a se constituir em um importante espaço de intercâmbio das experiências vivenciadas por todos os comitês e de articulação entre essas organizações. Conta com uma população acima de 3 milhões e 100 mil pessoas. além de haver priorizado ações relacionadas ao saneamento na bacia e estar realizando seminários visando à capacitação dos membros. Foi por meio dos estudos realizados no âmbito do PROSAM que a Política Estadual de Recursos Hídricos foi discutida e aprimorada e as primeiras discussões sobre a natureza jurídica da Agência de Bacia e sua viabilidade foi aprofundada. é fundamental dar visibilidade do comitê e estabelecer prioridades mais factíveis na bacia. a bacia do rio das Velhas é a de maior área. espelhada no Fórum Nacional de Comitês.1 Comitês de bacia hidrográfica legalmente instituídos no estado de Minas Gerais CBH Velhas Entre os afluentes do rio São Francisco. O CBH Velhas dispõe de Plano Diretor e Enquadramento do rio das Velhas e de seus afluentes. 5. vivendo em 51 municípios.

Composição do CBH Velhas COMITÊ DA BACIA HIDROGRÁFICA DO RIO DAS VELHAS . Secretaria do Estado da Saúde 4. Empresa de Assistência Técnica e Extensão Rural EMATER/MG 5. Titular . Comerciais.1 . de Várzea da Palma 7. Titular: Associação Brasileira de Águas Subterrâneas – ABAS e Associação Brasileira de Recursos Hídricos – ABRH 3. gerava conflito na região. MG -FAEMG 4. Titular . Titular . A Bacia do rio Mosquito conta com uma população em torno de 20. Secretaria Es. Instituto Brasileiro de Siderurgia – IBS 6. Energética de MG – CEMIG 3. e embora já tenham sido utilizadas como suporte para priorizar ações. Industriais. A motivação pela formação do comitê foi a demanda da população da região em participar da operacionalização da Barragem de Samambaia. Titular: Associação Comunitária Jardim Canadá 4. Cia. Titular: Associação Brasileira de Engenharia Sanitária – ABES Fonte: IGAM (1998) CBH Mosquito O rio Mosquito é afluente do rio Pardo. de Lassance SOCIEDADE CIVIL 1. de Gouveia 6. Titular/Suplente – Pref. Titular: Federação dos Trabalhadores na Agricultura do Estado de M. esses instrumentos ainda não foram divulgados na bacia. Mun. com destaque para o saneamento. Associação Comercial da Serra do Cipó PODER PÚBLICO MUNICIPAL 1. Fundação Rural Mineira de Colonização e Desenvolvimento Agrário – RURALMINAS 6. Mun. 102 .COPASA 2. Titular .G – FEDERAMINAS 7. Instituto Brasileiro de Mineração – IBRAM 5. Titular: Fundação de Desenvolvimento da Pesquisa – FUNDEP 6. Titular .G – FETAEMG 7. único manancial superficial da região.1). Mun. com uma economia essencialmente agropecuária. A operacionalização da barragem por parte apenas da CEMIG.Pref. de Rio Acima 5. Quadro 5. de Planejamento – SEPLAN 2. Mun.Federação das Assoc.comitê (Quadro 5. Agropecuárias e de Serviços do Estado de M. Titular/Suplente – Pref.000 habitantes. Mun. Instituto Estatudal de Florestas – IEF 7. próximo à fronteira com a Bahia. na região do semi-árido. Mun.Pref.28 Representantes PODER PÚBLICO ESTADUAL 1. Titular: Sociedade Mineira de Engenheiros 5. executora e operadora da barragem e iniciou-se um processo de negociação para a gestão parcitipativa das águas da barragem. de Belo Horizonte 2.Pref.Pref. de Contagem 3.Pref. Instituto Mineiro de Gestão – IGAM 3. no nordeste de Minas Gerais. Fundação Estadual do Meio Ambiente-FEAM USUÁRIOS 1. Federação da Agricultura de Est. Cia de Saneamento de M/G . de Nova Lima 4. pois as lavouras dos pequenos agricultores que moravam à jusante ficavam comprometidas. Mun. Titular: Associação Mineira de Defesa do Ambiente – AMDA 2. O IGAM contatou a CEMIG – Companhia Energética de Minas Gerais.

com um número de entidades bem inferior à média dos comitês mineiros (Quadro 5. o Proágua possibilitou para a bacia do rio Mosquito. revitalização do rio Mosquito e trabalho de educação sanitária relativo à esquistossomose.2). Além disso. Em termos comparativos. 103 . O comprometimento e persistência de algumas lideranças mantiveram o comitê ativo nos primeiros anos de funcionamento. o Plano foi trabalhado numa escala em um nível extremamente macro que dificilmente se adequará às necessidades da bacia. o CBH Mosquito pode vir a desempenhar um papel de impulsor da criação do comitê do rio Pardo. No entanto. Essa dimensão se reflete na própria composição do comitê. do qual o rio Mosquito é afluente. já que se observa uma tendência a confundir os papéis do Projeto do Proágua e do Comitê (Fonte IGAM). e contou com o empenho e participação de lideranças locais. Posteriormente. a bacia do rio Mosquito foi contemplada com o projeto Proágua (Programa de Melhoria da Oferta de Água no Semi-Árido Mineiro). e com isso aglutinar um maior número de entidades e poder potencializar sua atuação. tendo um menor número de municípios. no sentido que exige muito dos poucos membros. Apesar de o comitê não ter sido protagonista na definição desse Projeto. já que foi elaborado em 1994. numa região que apresenta uma grande escassez de recursos. o fato dele ser atuante na região e o apoio que representa foram fundamentais para sua agilização. o que pode gerar uma certa fragilidade. de uma certa forma. a bacia do rio Mosquito é a menor do estado que possui um comitê. como se encontra desatualizado. Entretanto. Tudo o que os outros comitês buscam para suas bacias.O estado estimulou a formação deste comitê em 1996. o comitê precisa resgatar sua identidade como instância de decisão dos assuntos relacionados à gestão dos recursos hídricos na região e trabalhar de maneira plena com o Proágua. onde estão sendo executadas obras de infra-estrutura de saneamento básico do complexo denominado “Águas Vermelhas”. O único instrumento de gestão que dispõe a bacia é o Plano Diretor dos Vales do Jequitinhonha e Pardo-Planvale que não só é desconhecido pelo comitê.

COPASA 3.504/94. Associações Comunitárias CBH Araguari O rio Araguari. fundamentado em sua primeira Política Estadual de Recursos Hídricos.IGAM 2. Santa Cruz de Salinas SOCIEDADE CIVIL 1. o estado não estava preparado o suficiente e não aprofundou devidamente na região o papel do comitê.856 km². tem 475 km de extensão.Composição do CBH Mosquito COMITÊ DA BACIA HIDROGRÁFICA DO RIO MOSQUITO – 16 Representantes PODER PÚBLICO ESTADUAL 1. Instituto Estadual de Florestas IEF 3. Mineradores (1) Fonte: IGAM (1998) PODER PÚBLICO MUNICIPAL 1. Associações Comunitárias 3. Empresa de Assistência Técnica e Extensão Rural EMATER/MG 4. O CBH Araguari surgiu devido aos conflitos relativos ao uso da água na agricultura irrigada. e a mobilização da sociedade concentrou-se muito na sua simples criação.Quadro 5. Cia. Associações Comunitárias 4. gerando redução de sua quantidade e prejudicando usuários localizados a jusante de extensas áreas irrigadas. Sendo uma de suas primeiras iniciativas quanto à formação de comitês. é afluente do rio Paranaíba. no Parque Nacional da Serra da Canastra e atravessa cerca de 20 municípios mineiros. Curral de Dentro . Instituto Mineiro de Gestão das Águas. principalmente de café. Polícia Florestal USUÁRIOS 1. instituições importantes neste processo. Irrigantes (1) 4. falta de racionalização do uso da água. É uma das principais sub-bacias da Bacia do rio Paranaíba com uma área de aproximadamente 21. A criação do comitê foi estimulada pelo estado. que mostra a articulação dos municípios 104 . Na ocasião do processo de formação do comitê. Os principais usos identificados na Bacia são a geração de energia elétrica e irrigação.3.2 . as Prefeituras participaram intensamente. não estão participando de uma maneira efetiva. a Lei 11. situado na região conhecida como Triângulo Mineiro. Cia de Saneamento de MG . Sindicato dos Trabalhadores Rurais (1) 2. As universidades e as próprias prefeituras. como pode ser verificado na própria composição do comitê. No processo de mobilização não foi observada a importância de se estabelecer parcerias na região para garantir uma infra-estrutura mínima de apoio administrativo e técnico para o comitê. Águas Vermelhas 2. Energética de MG – CEMIG 2. nasce no município de São Roque de Minas. Divisa Alegre 4. mas sim como espectadores.

Indianópolis-Iraí de Minas7.3 .Titular e Suplente 3. Araguari e Nova Ponte -. Instituições de Ensino Superior (02) 8.Titular e Suplente 3. ligadas à Cultura de Hortifrutigranjeiros . Mun. Cia.Titular e Suplente Titular e Suplente 7. Associação de Irrigantes -. Instituto Estadual de Florestas – IEF . mas tal instrumento de gestão ainda está incompleto e. Mun. de Usuários do Setor de Lazer e Turismo -Titular e Suplente Fonte: IGAM (1998) 105 . Universidade Federal de Uberaba ( UNIUBE) Titular e Suplente 8.Titular e Suplente 4.Titular e Suplente 9. portanto não conta com a aprovação do Comitê composto por 36 membros (Quadro 5.Titular e Suplente 7. porém numa avaliação rápida contata-se que esta participação se traduziu em apenas presença O CBH Araguari conta com o diagnóstico do Plano Diretor do rio Paranaíba.Titular 2.Titular e Suplente Titular e Suplente 7. Mun. Assoc. Uberlândia -.Titular e Suplente 6. MG –FAEMG 4. Pref.Campos Altos-Ibiá-Pratinha 4. de Estado de Educação – SEE . Pedrinópolis-Perdizes-Santa Juliana 6.Titular e Suplente Titular e Suplente 2. Assoc. Mun. no sentido de trazer informações úteis para pautar suas ações. Pref.Titular e Suplente USUÁRIOS SOCIEDADE CIVIL 1. Representante de Mineradores .para dele participarem. Instituto Mineiro de Agropecuária –IMA .Titular e Suplente 5. Fundação Estadual de Meio Ambiente –FEAM .Titular e Suplente Ambiental -ABES / MG -. Empresa Mineira de Turismo – TURMINAS . Patrocínio e Ibiá -. Pref. Mun. primeira fase do Plano. Assoc. Uberlândia e Tupaciguara -.Titular e Suplente Rio Paranaíba -. Federação das Indústrias de MG –FIEMG 6. Universidade Federal de Uberlândia 9.3). Pref. Mun. Pref. ONGs Ambientalista -. Fundação Rural Mineira de Colonização e Desenvolvimento Agrário – Titular e Suplente RURALMINAS .Titular e Suplente 1.Uberaba e Sacramento -.Titular e Suplente 3.Composição do CBH Araguari COMITÊ DA BACIA HIDROGRÁFICA DO RIO ARAGUARI – 36 Representantes PODER PÚBLICO ESTADUAL (titular e suplente) PODER PÚBLICO MUNICIPAL 1. Araguari -.Titular e Suplente e Suplente 3. Araxá. Energética de MG – CEMIG . Mun. Polícia Florestal -. Cias Autônomas de Águas e Esgoto – SAEE .Titular e Suplente Titular e Suplente 5.Titular e Suplente 8.Titular e Suplente 9.Titular e Suplente Titular e Suplente 5. Empresas de Reflorestamento . Pref. Federação da Agricultura de Est. São Roque de Minas-Tapira2. Cia de Saneamento de MG – COPASA . Mun.IGAM . Pref.Titular e Suplente 6. Pref. Associações Ligadas à Cultura do Café . Empresa de Assistência Técnica e Extensão Rural . Patrocínio-Serra do Salitre9.EMATER/MG Sacramento -. Tupaciguara -. Quadro 5. Instituto Mineiro de Gestão das Águas.Titular e Suplente 1. Sec.Titular e Suplente 8. Cia. Brasileira de Engenharia Sanitária e 2.Titular e Suplente 5.Titular e Suplente 4.Titular e Suplente Nova Ponte -.

A descaracterização dos ambientes úmidos como várzeas e veredas pela agricultura irrigada. devido ao pouco envolvimento dos membros do comitê e da falta de parceria que pudesse contribuir para o apoio administrativo e técnico do comitê. A existência do Plano Diretor de Recursos Hídricos da Bacia do Rio Paracatu. o que impede sua utilização para o planejamento das ações na bacia. à agricultura irrigada e à exploração mineral. em 1996 iniciaram-se as primeiras reuniões com lideranças. apresenta 24 membros (Quadro 5. 106 . pois por meio dele o comitê já tem um grande instrumento que pode possibilitar a captação de recursos e de um planejamento para as ações do comitê na bacia. os conflitos pelo uso da água surgida devido à irrigação e à exploração mineral comprometendo a qualidade das águas da bacia levaram o estado a estimular e incentivar a formação do comitê. Percebe-se atualmente uma vontade dos membros de reunirem esforços para uma melhor atuação do comitê. com uma pequena parcela no estado de Goiás e no Distrito Federal. Esse Plano ainda não foi aprovado pelo comitê. prefeituras. tem sua economia ligada principalmente à pecuária extensiva. Portanto.4) e teve uma atuação precária até a presente data. Fonte IGAM. O comitê foi instalado no final de 1998. elaborado em 1996 pelo consórcio Magna/Dam/Eyser sob a coordenação da Fundação Ruralminas/SEAPA-MG e Secretaria de Recursos Hídricos-SRH/MMA. ONG’s e sindicato de produtores rurais para as discussões sobre a formação do comitê. coloca este comitê em situação privilegiada. Região inserida no bioma Cerrado.CBH Paracatu A Bacia hidrográfica do rio Paracatu localiza-se quase integralmente no noroeste de Minas Gerais.

um dos primeiros comitês instituídos no estado. 2. 1.Titular 4. Mineira de Metais Morro Agudo . de Engenheiros Agrônomos de Unaí Titular e Suplente Assoc. de Engenheiros Agrônomos de Paracatu Titular e Suplente Assoc. 4.Titular e Suplente 5. Fundação Rural Mineira . Mun. Sindicato Rural de Paracatu – Titular 5.Titular 1.RURALMINAS . Ruralminas e Adjacências – ASPROM . de Promoção Social e Meio Ambiente da Bacia do Rio Prata. sendo parte do 107 . 6. e suas respectivas indústrias de derivados. Mun. Prod. Cia. como ao sul.Composição do CBH Paracatu COMITÊ DA BACIA HIDROGRÁFICA DO RIO PARACATU . O esgoto urbano é um dos principais problemas. Rurais de João Pinheiro .Titular e Suplente Pref. as quais ainda hoje participam do comitê. Sind.24 Representantes PODER PÚBLICO ESTADUAL 1. originou-se em 1987 com a mobilização de lideranças da região. Instituto Estadual de Florestas ( IEF) . Na produção agropecuária sobressaem-se a criação de gado leiteiro. 5. O CBH Pará. Mineira de Metais – Reflorestamento – Titular CBH Pará O rio Pará é um dos afluentes do alto rio São Francisco. com um curso de aproximadamente 300 km. além da produção de diversos cultivos agrícolas sendo que o tomate é predominante no sul da bacia. Prod. Irrigação de Paracatu – Titular Cia.Titular e Suplente 2.Titular e Suplente Pref.Titular e Suplente Pref.Titular e Suplente Pref. 6.Titular e Suplente Pref.Titular 2. Mun. Mun.Titular e Suplente Movimento Verde de Paracatu – MOVER Titular e Suplente Cond.Quadro 5. Empresa de Assistência Técnica e Extensão Rural ( EMATER) Titular e Suplente 3. Apoio Prod. Guarda-Mor . 2. de Brasilândia . de Lagamar . 3. Inst.Titular 6.Titular e Suplente USUÁRIOS 1. 4. PODER PÚBLICO MUNICIPAL Pref.4 .IGAM . João Pinheiro . Mun. Mineiro de Gestão das Águas. nascendo nas serras do Galga e da Cebola e desaguando no reservatório da CEMIG de Três Marias. 3. Rurais AAPER . É uma região de tradição agrícola e industrial. seguido da contaminação proveniente dos dejetos industriais que são despejados nos rios. Instituto Mineiro de Agropecuária – IMA .Titular 3. de Dom Bosco . Assoc. Cia de Saneamento de MG (COPASA). a metalurgia e as indústrias de produtos alimentícios e têxtil. Mun. Polícia Florestal – PMFLO . Assoc. hoje destacam-se a extração de minérios.Titular e Suplente 6. a contaminação derivada do uso de agrotóxicos na agricultura já se encontra com índices alarmantes. Já abrigou um pólo siderúrgico que encontra-se em decadência.Titular e Suplente 4.Titular SOCIEDADE CIVIL Assoc. Fonte: IGAM (1998). 5. de Paracatu . granjas e criação de suínos. em algumas áreas. Rurais Pinheirenses .

Este projeto impulsionou o comitê legitimando-o como o organismo que trata dos interesses da coletividade na região da bacia. além de estar com dados defasados. Nesse sentido. e empresas) e para instituições de fora. as informações estão disponibilizadas numa escala inadequada a uma utilização prática pelo comitê (Quadro 5. com o envolvimento dos órgãos estaduais e das Prefeituras. também está desenvolvendo um trabalho de comunicação. Os instrumentos que possui são o Plano Diretor dos afluentes mineiros do rio São Francisco e o enquadramento dos cursos de água (Deliberação Normativa nº 28 e 32/98). a articulação necessária com as instituições que atuam direta e indiretamente com os recursos hídricos e usuários da água. As fundamentais parcerias que foram estabelecidas. O Plano Diretor. O Projeto está realizando um diagnóstico georreferenciado da bacia enfocando nos usos da água. 108 .5). órgãos municipais e estaduais. A região possui uma tradição de lutas e esforços em relação às questões ambientais e de recursos hídricos na bacia. A forte liderança exercida pela atual diretoria do comitê tem conseguido a viabilização de projetos e a captação de recursos para a bacia. em fase de conclusão. além do imprescindível compromisso dos participantes estão propiciando o apoio administrativo/técnico e o aprimoramento dos trabalhos do comitê. e contando com o comprometimento financeiro dos órgãos e prefeituras que fazem parte do comitê.grupo constituído por 40 (quarenta) membros. transformando-se no CBH Pará. o que se reflete na existência de diversos Conselhos Municipais de Meio Ambiente (CODEMA) que estão presentes em muitos dos municípios. onde se destaca a publicação de um jornal bimensal com ampla distribuição na bacia (como escolas. já foi apresentado ao comitê e a principal crítica é que. elaborando-os através de parcerias com universidades. Esse grupo inicial articulou com o do SEEIASF (Sub-Comitê de Estudos Executivos Integrados do Alto São Francisco) e em 1998 se adequou às leis vigentes. foi aprovado o projeto “Sistema de Apoio à Gestão da Bacia Hidrográfica do Rio Pará” pelo Fundo Nacional do Meio Ambiente (FNMA).

A motivação pela formação do comitê foi devido ao avançado processo de assoreamento do rio e conseqüente escassez de água. Sind. Carmópolis de Minas – Titular 2.Titular e Suplente 10.Titular e Suplente 8. Reg. Pref. Houve uma mobilização significativa na região com a presença dos setores ligados à pecuária e agricultura. práticas arraigadas na região. 2. sendo que mais de 40% vive na zona rural.Titular e Suplente 5. Pitangui – Titular 6. Pref. CBH Caratinga O rio Caratinga é tributário do rio Doce. Instituto Mineiro de Agropecuária – IMA . foi estimulada pelo Estado em 1996. Assoc. de Avicultores de Minas Gerais – AVIMIG – Titular e Suplente PODER PÚBLICO MUNICIPAL 1.000 habitantes. apoio da imprensa e das faculdades.Titular e Suplente 6.E. Empresa de Pesquisa Agropecu[aria de MG – EPAMIG (Escola Experimental de Agricultura de Pitangui ). Federação da Agricultura do Est. Sociedade Ecológica de Itapecerica – S. Ordem dos Advogados do Brasil -Titular e suplente 10. de M. Mun.Titular e Suplente 4.Titular e Suplente 3. Universidade do Estado de Minas Gerais – UEMG – Titular 8. Assoc. Mun. Clube dos Pescadores Tangará .Titular e Suplente 10. Mun. Pref.Quadro 5. de Pará de Minas – Titular 5. Mineiro de Gestão das Águas. Federação das Indústrias do Est. Cia Energética de Minas Gerais . Departamento de Estradas de Rodagem – DER Titular e Suplente USUÁRIOS 1. 2. Cia de Saneamento de MG – COPASA . FEAM . Mun.I Titular e Suplente 6. Mun.Titular e Suplente 3. Itaúna – Titular 4. Mun. Coop. Suinocultores Paraiminenses Ltda – COSUIPAM – Titular 7. Polícia Florestal – PMFLO . Pref.Composição do CBH Pará COMITÊ DA BACIA HIDROGRÁFICA DO RIO PARÁ – 40 Representantes PODER PÚBLICO ESTADUAL 1. Mun. Pref.Titular 3. Pref. de M. A formação deste comitê. Divinópolis – Titular 8. Instituto Estadual de Florestas – IEF . de Nova Serrana – Titular 10. Pref. de Bom Despacho – Titular SOCIEDADE CIVIL Comunidade Indígena Kaxixó . Pref.G .FIEMG -.Titular e Suplente 9.Titular e Suplente 2. O relevo é montanhoso e a região tem como principal fonte econômica a cultura de café e a pecuária. de Engenharia e Agronomia – CREA . Fonte: IGAM (1998).EMATER Titular e Suplente 3. originados da erosão devida aos constantes desmatamentos para o cultivo do café e as queimadas.CEMIG . Rurais do Oeste Mineiro – ASROM -. Inst. Pref. Carmo do Cajuru .6).Titular e Suplente 6. Comercial Industrial de Divinópolis – Titular 8. Serviços Autônomos de Abastecimento de Água e Esgoto – SAAE Titular e Suplente 4. Pref.Titular 7.FAEMG -.Titular e Suplente Conselho Reg. Mun.IGAM .Titular e Suplente 5. Assoc. Proteção Integração Ambiental – ARPIA – Titular e Suplente 5. Porém. Sindicato dos Trabalhadores Rurais de Cláudio – Titular 9. de Carmo da Mata – Titular 7. Mun. dos Municípios da Micro região do Vale do Itapecerica – Titular 1. Assoc. Superintendência Regional de Ensino . com 36 membros (Quadro 5.Titular e Suplente 9. Assoc.G . abrangendo 16 municípios com uma população de 210. Diretoria Regional de Saúde – DRS . Movimento Ambiental PANGEA – Titular 4. no processo de formação não 109 . Mun. Pedra do Indaiá – Titular 9.5 .Titular e Suplente Empresa de Assistência Técnica e Extensão Rural . Ministério Público – Titular e Suplente 7.

Pref. União das Cooperativas de M.UNICOOP 1. 110 . Associação das Câmaras de Vereadores do Meio Leste 9. Pref. Munic. Munic. Pref. Polícia Militar de Minas Gerais 5.CEASA 8. Rurais 6. Pref. Dom Cavati 6. Instituto Estadual de Florestas . por iniciativa e solicitação da Diretoria do comitê um planejamento de ações e acredita-se que com os resultados deste planejamento haverá um redirecionamento para a atuação do comitê. Pref. Energética de MG – CEMIG 2. Cia de Saneamento de MG – COPASA 3.36 Representantes PODER PÚBLICO ESTADUAL PODER PÚBLICO MUNICIPAL 1. Ministério Público de Minas Gerais USUÁRIOS SOCIEDADE CIVIL 1. Pref. Instituto Mineiro de Agropecuária – IMA 7. englobando 31 municípios. EBC –Estação Biológica Caratinga 4. Fundação Educacional de Caratinga – FUNEC 2. Sind.G . Lojas Maçônicas 8.IEF 1.000 habitantes. Trab.2. Tem uma população estimada em 400. Superintendência Regional de Ensino 9. Munic.6 .Composição do CBH Caratinga. A Diretoria do comitê também está buscando alternativas de suporte técnico junto às Prefeituras e universidades bem como a captação de recursos por meio de projetos junto ao Ministério do Meio Ambiente.Sociedade Presbiteriana de Educação Pesquisa 3. SPEP. Municipal de Ubaporanga 4. Tarumirim 7. Centrais de Abastecimento de M. Foi realizado recentemente. Conselheiro Pena 9. Imprensa Fonte: IGAM (1999). inserida na bacia do rio Grande que integra a bacia platina. Quadro 5. Cia. Municipal Inhapim 5. Munic. Sind. Rural Patronal 7. feijão e batata. Instituto Mineiro de Gestão das Águas – IGAM 8. a cultura do café. Polícia Florestal de Minas Gerais 6. AMURC – Associação de Mulheres Rurais de Caratinga Mineiro – ACALEM 9. Itanhomim 8. Pref. As principais atividades econômicas são a pecuária leiteira. Pref. milho. Associação de Defesa do Rio Caratinga – ADERC 5. Câmara Dirigentes Lojistas 5. COMITÊ DA BACIA HIDROGRÁFICA DO RIO CARATINGA . Associação dos Amigos do Rio Caratinga – AARCA 6. Municipal de Caratinga EMATER/MG 3. Pref. CBH Verde A bacia do rio Verde está localizada no sul do estado. Assembléia Legislativa 4.foi aprofundado o papel do comitê com a necessária clareza e o funcionamento deste ficou comprometido na fase inicial. CLUBE DE SERVIÇOS – ORBIS 7. Municipal Santa Rita de Minas 2. Comercial e Industrial de Caratinga – ACIC 4. Municipal de Piedade De Caratinga 3. Empresa de Assistência Técnica e Extensão Rural .G . 9. Assoc.

COCCAMIG Fonte: IGAM (1998).DER 3. de Saúde 12. Instituto Estadual de Florestas – IEF 5.Este comitê. Mineira de Médicos Veterinários 6. UNINCOR – Universidade Vale do rio Verde 5. Associação Comercial Industrial e Agropecuária de Varginha . Quadro 5. Itanhandu 3.COMIG 11. devido ao acelerado estado de poluição das águas desta bacia.Composição do CBH Verde COMITÊ DA BACIA HIDROGRÁFICA DO RIO VERDE . Instituto Mineiro de Gestão das Águas – IGAM 2. Federação das Indústrias do Est. Dept. Soc. Fundação Rural Mineira de Colonização e Desenvolvimento Agrário – RURALMINAS 7. MG -FAEMG 7. Passa Quatro SOCIEDADE CIVIL 1. Polícia Florestal 4. Instituto Mineiro de Agropecuária – IMA 10. Ecológica Vertente 11. Nascente Associação Ambiental 111 . Furnas Centrais Elétricas S. Ministério Público USUÁRIOS 1. Federação dos Trabalhadores na Agricultura do Est. Cia. de Educação 11.199/99 e tornou-se o CBH Verde. Nova Cambuquira 10. Cambuquira 5. Amigos de Conceição do Rio Verde – 8. Três Corações 7. Empresa Pesquisa Agropecuária de Minas Gerais – EPAMIG 8. Cia de Saneamento de MG – COPASA 4. PODER PÚBLICO MUNICIPAL 1. Soc. Estadual de Estradas de Rodagem . Conc.A 2. sempre trabalhou no sentido de sensibilizar a população diante do comprometimento da qualidade das águas da bacia e realizou trabalhos relevantes de sensibilização junto a vários segmentos da bacia.G . originado do CEEIBH. Fundação Estadual de Meio Ambiente – FEAM 9.ACIV 10. Agrônomos 7. Cruzília 10. AMICON 9. Sanitária 3. São Tomé das Letras 9. Assoc. Centro Universitário do Sul de Minas FEPESMIG 4. Coop. destacando-se a efetiva participação de educadores da região em articulação com o comitê (Quadro 5. Mineira de Eng. de MG – FETAEMG 9. Empresa de Assistência Técnica e Extensão Rural EMATER/MG 6. Lideranças e técnicos da região se uniram visando a organização da população. Caxambu 2. Sindicato dos Hotéis/Restaurantes e similares 12. Baependi 4. foi criado em 1987 com o nome de SCOBVER – Sub Comitê Executivo de Estudos Integrados da Bacia do Rio Verde. do Rio Verde 11.48 Representantes PODER PÚBLICO ESTADUAL 1. Superágua – Empresa de Águas Minerais S. Assoc. Campanha 12. ABES – Assoc. Varginha 8. O CBH Verde. Central de Cafeicultores de M. Companhia Mineradora de M. Brasileira de Engª. São Lourenço 6. Secretaria Est. Energética de MG – CEMIG 3.G . Federação da Agricultura de Est. Assoc.A 6. Secretaria Est. Ass. Médica (Varginha) 2. MG – FIEMG 8.7). SOS Rio Verde 12.7 . Em 1999 coube ao estado adequá-lo à lei 13. Serviço Autônomo de Águas e Esgoto – SAEE 5.

A atuação do CIBAPAR e sua parceria com o IGAM foi decisiva para a criação do comitê que foi instalado em junho/2000. devido a compromissos mais urgentes nos municípios. O CIBAPAR foi a primeira entidade com atuação na bacia hidrográfica de Minas Gerais. 112 . Porém. O CBH Paraopeba dispõe de Plano Diretor dos Afluentes mineiros do Rio São Francisco. O principal problema é a qualidade das águas.8). situam-se na bacia do rio Paraopeba.CBH Paraopeba O rio Paraopeba é um dos afluentes do alto rio São Francisco. existente há 5 anos na bacia. inovando e aprimorando os processos de comitês formados anteriormente. responsável por grande parte do abastecimento de água da região metropolitana de Belo Horizonte. altamente industrializados e que abrigam uma grande população urbana. O processo de formação deste comitê com 34 representantes foi bastante participativo. com o passar do tempo. Municípios como os de Contagem e Betim. as prefeituras não cumpriram com a idéia inicial de contribuir financeiramente para os propósitos do Consórcio. tanto pela carga excessiva de esgoto como pela contaminação industrial. A formação deste comitê foi demanda do Consórcio Intermunicipal da Bacia do Rio Paraopeba – CIBAPAR. com cerca de 90% já executado e enquadramento do rio Paraopeba e de seus afluentes conforme Deliberação Normativa COPAM nº 016/96 (Quadro 5. Atualmente ele se mantém pelo esforço somente de poucas prefeituras que acreditam na importância e nas possibilidades do Consórcio. criado com o objetivo de revitalizar e preservar a bacia hidrográfica.

Titular / Suplente : Cia Energética de Minas Gerais – CEMIG 8. Titular/Suplente . Titular/Suplente – Sec. do Patrimônio Histórico. 6.Quadro 5. Est. 3.8 . Titular/Suplente: Consórcio Intermunicipal da Bacia Hid. da Agricultura do Estado de Minas Gerais – FAEMG 4. Sanitária – ABES Titular: Soc. 2.Secretaria Estadual de Meio Ambiente e 7. Titular : Ferteco Mineração S/A 7. Fonte Gde. 2.Composição do CBH Paraopeba COMITÊ DA BACIA HIDROGRÁFICA DO RIO PARAOPEBA – 34 Representantes UNIÃO 1. Mineira de Engenheiros – SME Titular: Sind Trab. CBH Sapucaí A bacia do rio Sapucaí está inserida no sudoeste de Minas Gerais. Titular : Assoc. nas Indústrias de Purificação e Distribuição de Água e Serviços de Esgotos de Minas Gerais – SINDÁGUA Titular: Universidade Federal de MG – UFMG Titular: As. de Ouro Preto . Titular/Suplente–Assembléia Legislativa 7. Desenvolvimento Sustentável 8. de Eng. Brasileiro de meio Ambiente e Recursos Naturais Renováveis – IBAMA Titular / Suplente : Departamento Nacional de Produção Mineral – DNPM PODER PÚBLICO ESTADUAL PODER PÚBLICO MUNICIPAL Titular Titular Titular – Contagem Titular – Congonhas Titular – Ibirité Titular – Juatuba Titular . Industrial. Titular/Suplente: Cia de Saneamento de Minas Gerais – COPASA 1. Trab. de Estado do Planejamento e Coordenação Geral – SEPLAN 8. Agropecuária e Prestação de 4. Fed. Serviço de Mateus Leme) 5. do B. Titular/Suplente – Sec. Bras. Lafaiete Titular: Sind. Indústrias de Minas Gerais FIEMG Titular : Açominas 3. Estado da Agricultura.Mateus Leme Titular . Fed. 2. Mineira de Empresas de Turismo Rural AMETUR 7. 6. 5. Os terrenos da bacia são ocupados predominantemente por pastagens e as declividades acentuadas não favorecem a prática da agricultura. 3. 1. Seu clima é considerado úmido. Instituto Mineiro de Mineração – IBRAM 6.CETEC USUÁRIOS 1.911. da Saúde – SES 5. Centro Tecnológico de Minas Gerais .UFOP Titular: As. 5. de 22 de setembro de 1998 atendendo solicitação de lideranças ligadas a ONG’s ambientalistas da bacia ao IGAM.São Joaquim De Bicas SOCIEDADE CIVIL Titular: Univ. Contagem Titular : APHAA – BV ( Assoc. apoiado pelo estado que estimulou a sua formação. Artístico e Ambiental de Belo Vale) Fonte: IGAM (1999). Titular/ Suplente: Fed. A motivação pela formação deste comitê foi devido às enchentes que ocorrem com certa freqüência nesta bacia. Pecuária e Abastecimento – SEAPA 3. Titular/Suplente – Sec. Nem o estado e nem o grupo que liderou a formação do comitê conseguiram uma mínima mobilização na bacia. Titular/Suplente – Polícia Militar do Estado de Minas Gerais – PMMG 6. Titular/Suplente – Fund. Rurais Cons. 4. Est. Entretanto o comitê acabou por ser constituído via Decreto nº 39.Sec. Titular: ACIAPs (Assoc. 2. Titular: Fed.SEE 4. do Rio Paraopeba – CIBAPAR Titular / Suplente : Inst. 1. Comercial.Com. Mineira de Pesca e Desportos Sub-Aquáticos 8. Titular/Suplente . da Educação . 113 . 2. que se restringe às várzeas de alguns cursos d’água.

Cias Autônomas de Águas e Esgoto – SAEE 3. CBH Araçuaí O rio Araçuaí é o principal afluente do rio Jequitinhonha. A bacia hidrográfica do rio Sapucaí não conta com nenhum instrumento de gestão de recursos hídricos (Quadro 5. Instituto Mineiro de Gestão das Águas – IGAM 2. Fundação Rural Mineira de Colonização e Desenvolvimento Agrário RURALMINAS 4.ABES 2.28 Representantes PODER PÚBLICO ESTADUAL 1. Cia. Instituto Mineiro de Agropecuária – IMA 5. MG –FAEMG 03 ONGs 7.(AEARSI) 6. A vegetação da região varia entre caatinga e cerrado. o plantio extensivo do eucalipto (a maior plantação do mundo encontra-se na região) e o mau uso do solo. encontrando também algumas partes de mata Atlântica. Escola Federal de Engenharia de Itajubá 5. 114 . Essa situação leva a uma forte migração temporária. Polícia Florestal 6. As. Titular – Machado USUÁRIOS SOCIEDADE CIVIL 1. MG – FIEMG 4. Assoc. Energética de MG – CEMIG 03 INSTITUIÇÕES DE ENSINO SUPERIOR 3. na região do semi-árido.9). O principal problema da bacia é a seca. Fund. Ecológica Amigos do Rio Sapucaí ASBRAPE de Itajubá . principalmente da população masculina adulta.FEAM 7. Federação das Indústrias do Est. Associação Brazopolense dos Criadores de Peixes – 5. A seca está relacionada não só com o clima e a ausência de chuvas.Composição do CBH Sapucaí. mas também com o forte desmatamento e assoreamento dos rios.9 . Instituto Estadual de Florestas – IEF 3. Ecológica Bordamatense – Borda da Mata Fonte: IGAM (1998). Faculdade de Engenharia de Itajubá 6. COMITÊ DA BACIA HIDROGRÁFICA DO RIO SAPUCAÍ . de Eng. Quadro 5. Escola Agrotécnica Federal de Machado 4. no nordeste de Minas. REGIÃO DO MÉDIO SAPUCAÍ (03) Titular – Cambuí Titular – Careaçu Titular . Federação da Agricultura de Est. Estadual do Meio Ambiente . FURNAS 1.Delfim Moreira Titular/Suplente – Brazópolis 4.Nesta fase inicial. Empresa de Assistência Técnica e Extensão Rural – EMATER PODER PÚBLICO MUNICIPAL 1. Assoc. Sanitária . dos Reflorestadores da Serra da Mantiqueira – Delfim Moreira 7. REGIÃO DO ALTO SAPUCAÍ (03) Titular/Suplente – Itajubá Titular/Suplente . Bras. o comitê está buscando implementar a capacitação dos membros do comitê bem como um planejamento de ações e atividades que poderão alavancar a atuação deste comitê. Cia de Saneamento de MG – COPASA 2.Pouso Alegre REGIÃO DO BAIXO SAPUCAÍ (01) 7. causando prejuízos na produção agrícola e na condição de vida em geral. Assoc.

Titular – Araçuaí USUÁRIOS 1.A organização do comitê partiu de uma iniciativa da Universidade Federal de Ouro Preto. Titular: Suzano (Reflorestamento) Produtores Rurais 3. No entanto. que se deu via decreto nº 40.Empresa de Assistência Técnica e ExtensãoRural EMATER/MG 2. Titular: Cáritas Diocesana de Carbonita 6. terminou-se com um acordo pela criação do comitê.Instituto Mineiro de Gestão das Águas IGAM 3. Titular/ Suplente . Titular – Escola Estadual de Novo Cruzeiro 5.IMA (Capelinha) PODER PÚBLICO MUNICIPAL 1. Titular/ Suplente: Banco Nacional de Agricultura Familiar – BNAF 7. Titular: Cons. Por outro lado.Composição do CBH Araçuaí COMITÊ DA BACIA HIDROGRÁFICA DO RIO ARAÇUAÍ – 24 Representantes PODER PÚBLICO ESTADUAL 1. Rurais de Boa Esperança 8. tendo promovido também o intercâmbio com outras experiências no estado. 01 Representante do Baixo Araçuaí 9. Médio Araçuaí 4. do planejamento à avaliação. Titular – Minas Novas 4. Titular – Chapada do Norte 6. a articulação com as organizações da sociedade civil foi realizada de forma diferenciada. Titular: Associação Frutaboa SOCIEDADE CIVIL 1.931. Titular – Itamarandiba 3. 02 Rep. Titular/ Suplente . Quadro 5. Titular – Fundação Rural Mineira de Colonização e Desenvolvimento Agrário RURALMINAS 6. e que articulou junto a algumas organizações da sociedade civil a mobilização para a criação do comitê. o estado procurou aprimorar o trabalho de mobilização.Instituto Estadual de Florestas IEF 4. ou seja. e não o requerido por muitas organizações que demandavam um tempo maior para mobilizar suas bases. apesar de haver surgido conflitos nesse processo. MUNICÍPIO DO ALTO ARAÇUAÍ (01) Titular – Felício dos Santos MUNICÍPIOS DO MÉDIO ARAÇUAÍ (03) 2. Chapada de Minas 6. 01 Representante do Alto Araçuaí 7. Reg. Titular: 5. Cafeicult. Titular: Pólo Sindical do Médio Jequitinhonha 3.CAV (Turmalina) Fonte: IGAM (2000). Entretanto. o ritmo imposto para a criação do comitê seguiu o ritmo político do estado. Titular: Cia de Saneamento de MG – COPASA (Capelinha) 2. Titular: Campo Vale 5. organizou reuniões regionais nas quais eram passadas informações a respeito da política estadual de recursos hídricos. isto é. de 16 de fevereiro de 2000 (Quadro 5. Titular/ Suplente . Titular: Centro de Agricultura Alternativa . de acordo com experiências de formação dos outros comitês. 115 . Nesse caso. Suplente : Sindicato Rural de Novo Cruzeiro ? 4.10). Titular . Titular: Pólo Sindical Alto Jequitinhonha 2.Instituto Mineiro de Agropecuária . Primeiro. Titular – Turmalina MUNICÍPIOS DO BAIXO ARAÇUAÍ (02) 5. sem que envolvessem os principais agentes interessados ao longo de todo o processo de organização. Titular: Trab. dois problemas foram visíveis no processo de formação do comitê.10 . que desenvolvia um trabalho na região.

A economia desta bacia está ligada às atividades minerárias. O comitê. O segmento da sociedade civil é atuante. ou seja. entretanto. O rio Piracicaba. com entidades que já participavam de vários movimentos. O colegiado compõe-se de vários técnicos de todos os segmentos. dois terços de seus membros presentes. O papel do estado foi o de esclarecer questões específicas para a formação do comitê e divulgar amplamente a Política Estadual de Recursos Hídricos.300 km² onde estão localizados total ou parcialmente 20 municípios. As Prefeituras e o setor de usuários fortalecem o comitê fornecendo todo o apoio administrativo. que se deu via Deliberação Normativa COPAM nº 009/94.000 habitantes. A região é bastante industrializada e a recuperação da qualidade das águas na bacia foi o fator principal para a criação deste comitê. Sua sede funciona com uma infra-estrutura muito boa em parceria com a AMEPI – Associação do Médio Piracicaba (associação regional que reúne as prefeituras municipais). com uma extensão de 241 km tem sua nascente no município de Ouro Preto e sua foz na margem direita do rio Doce. que foi estimulada por lideranças locais que já conheciam profundamente os aspectos legais da gestão de recursos hídricos. A formação de três grupos técnicos (capacitação. com entidades participantes e ativas que contribuem de fato para a sua estruturação. ainda não analisou a proposta de enquadramento nem o submeteu a aprovação do colegiado para sua efetivação. 116 . comunicação e levantamento de dados da bacia) também demonstra o envolvimento dos membros nas ações do comitê. É um comitê onde a presença e a participação dos municípios é muito forte. abrigando uma população estimada de 600. Devido ao rico processo de mobilização da região. a composição do comitê é bastante sólida. O instrumento de gestão que dispõe o comitê é o enquadramento das águas do rio Piracicaba e dos seus afluentes. reflorestamento e siderurgia. demonstrando total interesse do colegiado. O CBH Piracicaba surgiu da própria demanda da região. Todas as reuniões sempre têm quorum suficiente para as deliberações (o que nem sempre ocorre nos demais comitês). e que já tinham uma tradição de lutas pela questão ambiental da região.CBH Piracicaba A bacia hidrográfica do rio Piracicaba compreende uma área de drenagem de cerca de 6.

Antônio Dias) 9. Titular . Beneficência Popular (Ipatinga) 8. Titular – Cel. Titular. Comercial (Acita Itabira) 9.Comissão Pastoral da Terra (Catas Altas) 2. Rurais ( Santa Bárbara) 3. Titular – Assoc.742 km quadrados (sendo 17% em Minas Gerais e 83% em São Paulo).) 6.Sind. Relictus (Ipatinga) USUÁRIOS 1. 02 Companhias de Saneamento (Associação Serviços Municipais de Água e Esgoto . Fabriciano 9.ASSEMAE) 7. PODER PÚBLICO MUNICIPAL Instituto Mineiro de Gestão das Águas – IGAM ALTO PIRACICABA Secretária de Estado da Educação (24ª e 1ª SRE) 1.Catas Altas EMATER/MG MÉDIO PIRACICABA Assembléia Legislativa 4.11 . Quadro 5. Titular – Mariana Secretaria do Estado da Saúde 2. 01 Cia Reflorestamento (Associação Brasileira de Florestas Renováveis – ABRACAVE) 8. Ecol.Santa Barbára Empresa de Assistência Técnica e Extensão Rural . tem se mostrado auto-suficiente.IBS) 5.Rurais (Timóteo. XXI ( Itabira) 5. 6. Titular – João Monlevade Departamento de Estradas de Rodagem –DER/MG 6. No entanto. Titular . Titular – Associação Comunitária ( Brumal) MÉDIO PIRACICABA 4. Itabira Sec. Titular . Titular . Titular – Nova Era com amor ( Nova Era) BAIXO PIRACICABA 7.Composição do CBH Piracicaba COMITÊ DA BACIA HIDROGRÁFICA DO RIO PIRACICABA – 36 Representantes PODER PÚBLICO ESTADUAL 1. Titular. e esses devem avançar no sentido de assegurar diálogo em lugar de exercer uma improdutiva cobrança mútua de responsabilidades pela atual degradação dos rios.11). 01 Assoc. 2. 02 Siderúrgicas (Instituto Brasileiro de Siderurgia . 02 Mineradoras (Instituto Brasileiro de Mineração IBRAM) 3.Timóteo SOCIEDADE CIVIL ALTO PIRACICABA 1. A população estimada 117 . Titular .O comitê com 36 representantes (Quadro 5.Assoc. 5. Titular .3. Titular . 8.Fund. 9.AESSE Assoc.Sind. situada no sul de Minas. compreende uma área de drenagem em torno de 35. CBH Mogi-Guaçu/Pardo Esta bacia. Cult. 3. Serra do Seara (J.M. 01 Sindicato de Produtores Rurais (Mariana) Fonte: IGAM (2000). buscando apoio de várias parcerias e não tem contado com apoio financeiro do Estado. 4. Titular – Rio Piracicaba Polícia Florestal (4º Pelotão) BAIXO PIRACICABA Instituto Mineiro de Agropecuária – IMA 7. Titular – Itabira Instituto Estadual de Florestas – IEF 5.Ipatinga 8. segundo o IGAM os diversos segmentos necessitam amadurecer no entendimento de que o comitê é um espaço de negociação. Trab. 7.Trab. Titular .

433/97. a necessidade da região em se organizar para a gestão de recursos.930. assim como à participação de vários setores da sociedade da bacia como o poder público municipal. principalmente. A presença de representantes de comitês do Estado de São Paulo em várias reuniões realizadas nos municípios das bacias enriqueceu o processo. a mídia. somados à forte influência do estado de São Paulo. mas o grupo que levou o processo adiante participou ativamente até a sua instalação e. Tal mobilização não foi significativa no momento da formação do comitê com 40 representantes (Quadro 5. motivado pela má qualidade das águas comprometidas pelo uso abusivo e indiscriminado de agrotóxicos.da parte mineira é cerca de 500. A mobilização da sociedade nesta região foi realizada no final de 1999.12). O processo de formação teve início em junho de 1997 com a presença de representantes dos governos estaduais e do governo federal em uma reunião no município de Poços de Caldas com o objetivo de divulgar a Lei 9. por ter feito um trabalho inicial de articulação. estão apontando para um caminho que poderá trazer resultados rápidos na atuação do comitê. ao envolvimento da diretoria do comitê da bacia hidrográfica Mogi-Guaçu/Pardo e dos grupos técnicos já formados e atuantes. as superintendências regionais de ensino e o setor produtivo. bem como as discussões sobre a importância do comitê e. principalmente na mídia e nos municípios das bacias. devido aos esforços e avanços daquele Estado na gestão de Recursos hídricos. Os resultados deste trabalho inicial. O estado estimulou a formação do comitê da parte mineira dessa bacia. de 16 de fevereiro de 2000. pois as experiências vividas nestes comitês eram repassadas. Um grupo de técnicos atuantes no setor ambiental e de recursos hídricos levou a frente o processo. Naquela época era grande a movimentação e o interesse do governo federal em implementar os sistemas estaduais e federal de gestão de recursos hídricos.000 habitantes e a atividade predominante na bacia é a agropecuária. já conta com apoio de usuários que manifestaram disposição para pagar pelo uso da 118 . em parceria com o IGAM. pouco tempo antes da edição do Decreto nº 40. O uso de agrotóxico nas culturas da batata e morango e o parque industrial da cidade de Poços de Caldas. Percebe-se ainda que este comitê. são considerados os problemas mais críticos da região. incluindo o complexo industrial da Nuclebrás situado nas cabeceiras do rio Pardo. A proximidade com o estado de São Paulo também alavancou o processo. posteriormente a Diretoria do comitê trabalhou intensamente para dar visibilidade do comitê na região.

Ouro Fino 10. Ipuíuna 5. Companhia Energética de Minas Gerais . Empresa Pesquisa Agropecuária de Minas Gerais – EPAMIG (Titular ) 10. 01 Representante de Escola Agrotécnica (Inconfidentes) USUÁRIOS 02 Representantes de Empresas de Saneamento: 1. Fonte: IGAM. na morosidade da implementação do SEGRH. Associação Cultural. entretanto.IEF ( Titular e Suplente ) 4. APRIMOF – Associação dos Amigos e Protetores do 7. Abaeté/Borrachudo.FEAM ( Titular e Suplente ) 7.União Sociedade Amigos de Bairro – Poços de Caldas 2.D.596). Outros comitês estão em processo de formação/mobilização no estado de Minas Gerais (Baixo Rio Grande. Tocos do Mogi 8. 01 Representante da USAB. Em 2002 foram instituídos os Comitês das Bacias Hidrográficas do Entorno do Reservatório de Furnas (Decreto nº 42. Companhia de Saneamento de Minas Gerais – COPASA (Titular e Suplente) 2. dos Afluentes Mineiros do Médio Rio Grande (Decreto nº 42. O comitê da bacia hidrográfica do rio Mucuri. Bom Repouso 7. e será encaminhado para o Conselho Nacional de Recursos Hídricos-CNRH. Instituto Mineiro de Gestão das Águas . Associação dos Serviços Municipais de Água e Esgoto . Secretaria Estado Minas e Energia ( Titular) 05 REPRESENTANTES DOS MUNICÍPIOS DA BACIA DO RIO PARDO/MG 1.CEMIG ( Titular e Suplente) 6. Suaçuí-Grande/Doce. Guaranésia 4. para posterior encaminhamento ao Conselho Nacional de Recursos Hídricos para aprovação e criação do comitê. Quadro 5. Pacuí/Jequitaí. Polícia Florestal ( Titular e Suplente ) 6. que ainda não regulamentou a cobrança nem definiu a natureza jurídica das Agências de Bacia. 02 Representantes de Cooperativas e Associações Agropecuárias. Instituto Estadual de Florestas .IMA (Titular e Suplente ) 5. Arceburgo 05 REPRESENTANTES DOS MUNICÍPIOS DA BACIA DO RIO MOGI-GUAÇU/MG 6. 01 Representante da OAB – Poços de Caldas 4. 02 Representantes da PUC – Campus Poços de Caldas 04 Representantes de ONGs: 5. de Est. Pandeiros/Calindó. Empresa de Assistência Técnica e Extensão Rural – EMATER ( Titular e Suplente ) 3. para análise e aprovação. 02 Representantes da Federação das Indústrias do Estado de Minas Gerais 8. Associação Águas Claras (Caldas) 6.594) e o Santo Antônio (Decreto 42. 01 Representante da Associação Sul Mineira de Engenharia. O comitê da bacia hidrográfica do rio Verde Grande (domínio federal) já está aprovado pela Diretoria Colegiada da ANA. Assistência Comunitária São José – ( Bom Repouso) 9.ASSEMAE (Titular e Suplente) 02 Representantes de Empresas do Setor de Energia Elétrica: 3. Sec.IGAM ( Titular e Suplente) 2.água. 02 Representantes das Empresas Mineradoras 10. Médio e Baixo Jequitinhonha. Arquitetura e Agronomia – Poços Caldas 3. Fundação Estadual de Meio Ambiente .M. Jacutinga SOCIEDADE CIVIL 1.E/POÇOS DE CALDAS (Titular e Suplente) 4. Sec. da Educação (Titular e Suplente) 8. Instituto Mineiro de Agropecuária . Estadual da Saúde (Titular e Suplente) 9. Inconfidentes 9. Rio Mogi-Guaçu e seus Afluentes de Ouro Fino (Ouro Fino) 8. Urucuia. já concluiu todo o processo de mobilização e está encaminhando a documentação exigida pela Resolução nº 5 para a Agência Nacional de Águas-ANA. Esses comitês ainda não estão em funcionamento. Poços de Caldas 2. Departamento Municipal de Eletricidade . Caldas 3. o que esbarra.595).12 . Gorutuba na bacia do rio São Francisco). Manhuaçu/Doce e Bambuí/São Miguel/Machado. 119 .Composição do CBH Mogi-Guaçu/Pardo COMITÊ DA BACIA HIDROGRÁFICA DOS RIOS MOGI-GUAÇU/PARDO 40 Representantes PODER PÚBLICO ESTADUAL PODER PÚBLICO MUNICIPAL 1. Ecológica e Comunitária – ACECI ( Inconfidentes) 10.

o COPAM tem formulado e executado a política ambiental no estado de Minas Gerais. para a garantia da sociedade civil nos processos decisórios tipicamente reservados aos poderes públicos e impingidos a toda sociedade. associados a Agências. está no Conselho de Política Ambiental – COPAM.5. tem já um bom amadurecimento no trabalho com Conselhos deliberativos. principalmente a mineira. que inclusive serviu de modelo para a criação do Conselho Nacional de Meio Ambiente – CONAMA. dando efetividade às decisões dos comitês.2 Análise crítica da formação e desempenho dos comitês A administração pública. Dentre os principais problemas identificados na constituição e funcionamento dos comitês no estado de Minas Gerais podemos destacar os seguintes: Pouco envolvimento do poder público municipal e dos membros do comitê Falta de suporte técnico e de planejamento de ações Desconhecimento da existência do comitê na bacia Falta de estabelecimento de parcerias Falta de recursos financeiros Decisões centralizadas na diretoria do comitê Desconfiança das entidades da sociedade civil em relação ao setor de usuários Apreensão do setor de usuários em relação ao setor público 120 . com independência técnica e administrativa. Entretanto. O maior exemplo dessa atuação. realmente revolucionário. é um avanço ainda maior da participação da sociedade em processos decisórios para a administração de um bem público (garantia constitucional) a água. a instituição dos Comitês de Bacias Hidrográficas. Desde a sua criação. formados por representantes da sociedade civil e com forte atuação em suas áreas de competência. O COPAM se constitui no primeiro passo. autorizando a implementação de atividades que gerem algum impacto ambiental e formulando normas e padrões de qualidade ambiental.

pouco envolvimento dos membros e falta de planejamento e ações práticas na bacia.Falta de um estudo preliminar ou diagnóstico de algumas bacias que venha nortear as ações do comitê Diante dos problemas que os comitês estão enfrentando. promover discussões sobre a cobrança levando este tema ao Conselho Estadual de Recursos Hídricos e estudar alternativas para a criação de Agências de Bacia de comitês que estão localizados em áreas mais carentes do 121 . o posicionamento de comprometimento. A falta de recursos não é fator tão determinante para a atuação do comitê nesta situação inicial. promover a negociação dos interesses. avaliada a todo momento. assegurar a participação da sociedade. a parceria. a articulação. a avaliação leva ao reconhecimento que este cumpriu com o seu papel de estimular a formação dos comitês. A partir dessa análise da situação atual dos comitês em funcionamento em Minas Gerais percebe-se que os fatores determinantes para um melhor desempenho desses colegiados são: a organização existente. Deve cumprir. verifica-se que sua atuação fica ainda mais comprometida quando ocorrem simultaneamente os seguintes fatores: dependência do estado. de disponibilidade e de seriedade das pessoas que estão à frente dessas iniciativas. secretários e membros mais envolvidos. um papel ainda mais relevante e responsável que é o de instrumentalizar os comitês com um aparato técnico. proporcionar a interação dos segmentos da sociedade e o avanço dos meios necessários à implementação da gestão. uma necessidade contínua. devido à novidade do processo e a pouca estrutura existente. Os objetivos do órgão gestor de recursos hídricos têm sido de estimular o processo organizativo da bacia. decisões centralizadas na diretoria do comitê. mesmo atuando de maneira incipiente. A mobilização não é um fator determinante no processo organizativo inicial. Ou seja. ela é. sobretudo. pois é por meio dela que o comitê se fortalece. conforme a lei vigente. iniciando a implementação do Sistema Estadual de Gerenciamento de Recursos Hídricos. quais sejam: a regulamentação da cobrança e definição da natureza jurídica da Agência de Bacia. como presidentes. coordenar. a informação e. também. Em relação ao papel do estado. a formalização deste processo. de fato. O estado tem agora o papel histórico de buscar alternativas para apoiar os comitês. pois o que vem se mostrando é que por meio de parcerias e articulando com outros órgãos ele pode conseguir viabilizar sua manutenção e realizar ações na bacia.

depois de analisados pelo Igam. Willer Hudson Pós. ocupando uma superfície equivalente a 4. Enfim. (Em entrevista pessoal). 8 122 . Diretor Geral do Instituto Mineiro de Gestão das Águas – IGAM/2002. e muitos deles encontram-se já defasados no tempo. Além disso. afirma Willer Pós8”. Proteção e Desenvolvimento das Bacias Hidrográficas do estado de Minas Gerais-. Os considerados mais estruturados são os comitês de bacia do Rio das Velhas. entendemos que o Conselho Estadual de Recursos Hídricos tem um papel fundamental de consolidar o Sistema Estadual de Gerenciamento de Recursos Hídricos. o que gera impactos no meio ambiente.586 km² dos 55. o do Pará e do Paraopeba. O comitê estadual mais antigo é o rio da Velhas. muito longe da escala de ação do comitê. Em Minas Gerais. todos estes instrumentos se encontram desarticulados entre si e com os comitês de Bacia. seguido pelo de Araguari.457 km² existentes no Brasil. Além do mais. a maioria dos produtores pratica o “molhamento” ou o “aguamento”. que possui plano diretor e um estudo preliminar para a cobrança de tarifas. deve-se trabalhar politicamente pela operacionalização do FHIDRO – Fundo de Recuperação. embora o órgão gestor tenha avançado tecnicamente em relação aos instrumentos de gestão como outorga. Segundo Willer Pós. cada um dos comitês estaduais implementados em Minas Gerais tem características diferentes. Cerca de 8. grande maioria dos Planos Diretores foi elaborada numa escala macro. O da bacia do rio Doce é constituído especialmente pelo setor siderúrgico. considerado misto. Minas é conhecida como a maior “caixa d’água” do Brasil.estado e que dificilmente conseguirão viabilizar em suas áreas de atuação estas entidades executivas. proporcionando condições necessárias à atuação dos comitês. “O Brasil é perdulário com a água. com participação dos setores mineral e agrícola. Para ele. Além disso. Por outro lado. cabe ao estado propiciar uma condição que torne os comitês auto-sustentáveis e nesse aspecto. de formação quase totalmente agrícola e o de Paracatu. é um comitê que já está deliberando sobre processos de outorgas com previsão legal. o setor da agricultura irrigada é responsável por cerca de 70% das outorgas concedidas pelo poder público.3% dos rios e lagos naturais e artificiais do país estão em solo mineiro. São poucos os comitês que se apropriaram dos instrumentos que dispõem e que estão utilizando-os nos seus planos de ação. essencialmente do setor siderúrgico e industrial. enquadramento e planos diretores.

que já foi considerado “a menina dos olhos do Igam”. as quais podem ser organizações civis. avalia-se uma imediata criação das Agências de Água. Alguns comitês. não conseguem deslanchar. de direito privado. de difícil sustentabilidade e com pouco acesso à informação. Ele atribui o fato às características de formação do setor. Chefe da Divisão de Ordenamento de Bacias Hidrográficas do IGAM 123 . “Os comitês sofrem hoje as dificuldades de qualquer organização pioneira. Luiza de Marilac Moreira Camargos. Na opinião dos técnicos da área. Um grande avanço na consolidação dos comitês será a regulamentação da cobrança pelo uso de recursos hídricos cuja minuta de decreto para aprovação já se encontra no Conselho Estadual de Recursos Hídricos-CERH. de prefeituras municipais. “Considero o setor agrícola o menos preparado e com menor representação nos comitês de bacia. faltam-lhes subsídios importantes como um inventário ou um plano para a bacia hidrográfica. com ampla autonomia administrativa e financeira e que funcionarão como a secretaria executiva da gestão 9 Dra. completa ela. Com a regulamentação da cobrança no estado. apesar de ser o maior usuário da água”. funcionam dentro de sedes de associações. Ela acredita que a participação do setor agrícola está em ritmo crescente e a possibilidade do início do processo de cobrança está despertando preocupação e um maior interesse na participação. na opinião do diretor presidente do Igam. o que lhes dariam mais suporte e o empurrão necessário pra uma atuação mais ampla. O decreto prevê: i) a cobrança pelo uso de recursos hídricos é instrumento de gestão fundamental para a implementação do Sistema Estadual de Gerenciamento de Recursos Hídricos SERGH-MG. para haver as agências. de universidades. afirma Willer Pós. que conta com a participação de grupos familiares. com baixa produção. descapitalizado. com forte representação agrícola.Nem todos os setores estão preparados para participar dos comitês. ii) os usos de recursos hídricos superficiais ou subterrâneos serão cobrados nos termos deste decreto. é preciso que haja a cobrança pelo uso da água. E. A engenheira sanitarista Luiza de Marillac Camargos9 afirma que os comitês irão realmente funcionar e mostrar resultados quando surgirem as agências de água. Ela considera importante o estabelecimento de parcerias regionais para o fortalecimento dos comitês de bacia. como o de Araguari. Mas o estado tem feito todo esforço para fortalecê-los”. iii) a cobrança pelo uso da água será implementada de forma gradativa e não recairá sobre os usos considerados insignificantes.

do Caratinga e o do Araguari. Na falta desse consenso. preconizada pelos comitês. rapidamente. mecanismos para aferir a eficiência do sistema que está sendo colocado em prática através da Lei 1. “O comitê das Velhas está discutindo a cobrança e uma forma de criar uma unidade transitória que se transformará numa agência de bacia”. mas suas reuniões estão cada vez mais freqüentes e. Sua sustentabilidade é garantida pela cobrança pelo uso da água. A representatividade e a capilaridade dos comitês de bacia existentes no estado é uma das atuais preocupações da Secretaria de Estado de Meio Ambiente e Desenvolvimento Sustentável de Minas Gerais – SEMAD. além da deliberação para a formação dos comitês de bacia.dos recursos hídricos. As Agências se constituem no braço técnico de seus respectivos comitês. referindo-se especialmente às bacias dos rios São Francisco e Doce e á formação de seus comitês. considera Fátima. Alguns deles são extremamente dinâmicos. “O poder público e as pessoas envolvidas na implementação prática do sistema de gestão de recursos hídricos têm que buscar. começará a contar com a atuação de comitês técnicos. ou seja. o assunto passa para outra instância. do Pará. brevemente. Fátima Chagas10 considera que a garantia do uso dos recursos financeiros oriundos da cobrança para a bacia é clara na lei estadual (lei 1. o CERH contabiliza o decreto de regulamentação da Lei 1. esses comitês têm uma formação paritária entre o poder público (estadual e municipal) e a sociedade civil organizada e usuária. Fátima Chagas Dias Coelho. O Conselho de Recursos Hídricos de Minas Gerais ainda não deliberou sobre a cobrança da taxa pelo uso da água dos rios estaduais. Secretária Adjunta da Secretaria de Estado de Meio Ambiente e Desenvolvimento Sustentável de Minas Gerais – SEMAD. comenta Fátima. Temos que ter cuidado no trato das nossas águas e do nosso território”. sobre a Política Estadual de Recursos Hídricos. do Paraopeba. Entre seus feitos. em que as bacias são compartilhadas com a união. São necessários indicadores e métodos 10 Dra. (Em entrevista pessoal) 124 . como o das Velhas.399): os recursos arrecadados com a bacia serão revertidos para ela. Como determina a legislação. A Engª. a aprovação da divisão do Estado em unidades de planejamento e gestão.399.399. o CERH. com o objetivo de constituir fóruns democráticos. dando efetividade às deliberações emanadas desses. onde os interesses existentes dentro da bacia são discutidos e tirado um consenso ou não. “Minas é um estado interior.

concretos, que saiam da subjetividade, para verificar se estão sendo atendidos os níveis de representatividade e de capilaridade dos principais interessados”, defende a enga. Fátima Chagas. No que toca à participação da sociedade, fica evidente que para o funcionamento dos comitês se requer organização e participação. Nesse processo é fundamental contar com atores comprometidos com os objetivos do comitê. Para o eng. Júlio Thadeu11, os avanços que a formação dos comitês de bacias de rios estaduais e federais trouxeram para o estado de Minas Gerais “foram no sentido de melhorar a participação da sociedade organizada no processo de decisão e institucionalização do Sistema Nacional de Gerenciamento de Recursos Hídricos”. Já para Luiza de Marilac, os avanços foram observados “na sensibilização e mobilização de várias regiões do estado em relação ao tema água e maior conhecimento da Política Estadual de Recursos Hídricos”. Quanto à implementação dos instrumentos de gestão, segundo Marilac “com a criação de comitês em Minas, os assuntos sobre cobrança e o surgimento das futuras Agências de bacia estão sendo cada vez mais discutidos, mas em relação à implementação dos instrumentos de gestão, têm-se poucas experiências. O CBH-Pará e o CBH-Paraopeba estão avançando neste sentido, porque obtiveram apoio institucional e financeiro para viabilizar a implementação dos instrumentos. O Igam iniciou a discussão sobre o sistema de Informações, mas o projeto não avançou (dificuldades para captar recursos financeiros), os planos diretores também estão paralisados. A outorga é ainda o nosso instrumento que obteve maior avanço”. Acredita que isto aconteceu não tanto pela criação dos comitês, mas um pouco pela sensibilização dos usuários e mais ainda porque todo processo de empréstimo aos empreendimentos nos bancos financiadores exige a outorga. Com relação à carência de recursos humanos capacitados para compor as equipes técnicas dos comitês Maria de Lourdes Pereira dos Santos12, atribui à esta dificuldade o fato do quadro de servidores do estado ser reduzido pelos baixos salários e poucas chances de crescimento profissional, e por esta razão saírem de cena os técnicos com melhor capacitação. Dessa forma, crê ser difícil para o estado conseguir equipes multidisciplinares, como devem ser, para o

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Engº Júlio Thadeu Silva Kettelhut. Diretor de Programa de Implementação da Secretaria de Recursos

Hídricos do Ministério do Meio Ambiente. (Em entrevistas pessoal).
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Dra. Maria de Lourdes Pereira dos Santos. Ex-Diretora de Desenvolvimento Hídrico do IGAM. (Em entrevista pessoal).

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atendimento aos comitês, já que os órgãos técnicos estaduais são extremamente carentes de profissionais especializados. “O que se vê, comumente, é a cessão temporária de servidores dos órgãos representados nos colegiados, para o suporte às suas atividades e ações. Sobre esta matéria, comenta Luiza de Marilac: “O Igam ainda não tem uma estrutura formalizada de apoio aos comitês, mas temos esta dificuldade sim, por se tratar de assunto novo e especialmente deste trabalho possuir uma nova dinâmica (necessária interação e participação de técnicos com o comitê para que este aproprie dos conhecimentos). O Igam tem um projeto de apoio aos comitês, com recursos do PROÁGUA, que atendeu 4 comitês em 2002 e está previsto o apoio a mais 4 comitês em 2003” No que diz respeito as questões referentes ao processo de implantação dos comitês Patrícia Boson13 dá o seu depoimento: “O tamanho da bacia diz respeito à questão da descentralização. Penso ser impossível aplicar o princípio da descentralização com eficácia em uma área de 600 mil km². Outrossim, quando falamos em gestão participativa, não estamos falando em gestão representativa. Portanto, a participação diz respeito à proximidade do agente que participa com o problema e o tamanho da área dificulta essa efetiva participação”. A pesquisadora considera também que a credibilidade é o fator chave do processo, principalmente quando se trata da questão da cobrança pelo uso da água e sua aplicação pelo comitê de bacia. “Penso que a questão da credibilidade é o ponto mais crítico de todos os citados para a efetivação do comitê. Não tenho dúvidas que o primeiro gesto deve vir do setor público. Cabe a ele, por intermédio de seus agentes, provar que a questão da descentralização não é uma historia para enganar e que a cobrança não será mais uma CPMF. Pontos delicados em andamento infelizmente têm dado provas do contrário. A aplicação dos recursos oriundos do pagamento pelo uso da água pelas hidrelétricas, por exemplo, não seguem os ditames das leis 9.433 e 9.984. A priorização de formação de comitês do porte do São Francisco em detrimento de um programa incisivo de fortalecimento dos Sistemas Estaduais, a forma agressiva com que foram conduzidas as questões de implantação da cobrança no CEIVAP, os posicionamentos das organizações ambientalistas da década de 70, sempre contra as empresas – capitalistas selvagens, são pontos que quebram a necessária credibilidade para a implantação do Sistema”. A geóloga Maria de Lourdes Pereira: “Acho que a principal dificuldade tanto nos comitês de rios de

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Dra. Patrícia Gambogi Bóson. Pesquisadora da Fundação Centro Tecnológico de Minas Gerais – CETEC. (Em entrevista pessoal).

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domínio federal quanto estaduais é o número reduzido de técnicos capacitados, no quadro dos órgãos gestores das águas, para a devida mobilização na região da bacia hidrográfica. Outra dificuldade é a escassez de recursos financeiros para o atendimento às demandas de viagens e reuniões e o entrosamento com os outros estados e com a União além da adequação do que deve ser realizado para o bem da bacia, aos interesses setoriais e institucionais de cada um, no caso dos comitês de rios da União”. Quanto aos critérios para priorização das bacias a serem apoiadas pelo órgão gestor com vistas à formação do comitê, Luiza de Marilac afirma “Inicialmente houve uma priorização em regiões onde já havia algum conflito relacionado a quantidade/qualidade da água. Assim surgiram os primeiros comitês: Velhas, Mosquito, Araguari, Paracatu, Pará e Sapucaí com o estado fazendo o papel de incentivar a formação. Posteriormente, a demanda por comitês surgiu da própria sociedade da bacia”. Em verdade, nem a sociedade civil e menos ainda o poder público do país, no seu tradicional e histórico desejo administrativo centralizador, estão preparados para tal estrutura apresentada pelo Sistema Nacional e Estadual de Gestão de Recursos Hídricos. Assim, vivemos neste momento, em que alguns comitês já se instalam no Brasil e mais ainda em Minas Gerais, um grande laboratório, onde tudo é aprendizado.

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os poderes públicos constituídos. controle e avaliação de uma nova política ambiental e social. portanto. ou seja: a população. de fato. Estamos sem dúvida alguma diante de algo muito novo. no caso a água. não estejam resolvendo problema algum. através do fomento a iniciativas locais. o fenômeno do surgimento de uma nova ordem política. como condição para a democratização da sociedade e para a conquista da cidadania política. A instituição de Conselhos e comitês surge. Por outro lado. Talvez por isso. decisão. como base teórica e conceitual. monitoramento ou acompanhamento. subordinação. Nacional e Estadual. através da instituição desses colegiados. cria-se o cenário propício para a democratização da política. de Recursos Hídricos segue. a população pede por iniciativas que possam reverter a situação atual. fiscalização. implementação ou execução. mesmo que essas.CONCLUSÕES A constituição dos comitês no âmbito da Política. cada vez mais presente e forte. no papel político. e não perderam a oportunidade. de exercerem um papel tutelar sobre os comitês. Os mecanismos dessa gestão ainda são incógnitas para aqueles que realmente importam no processo. como condição para a universalização da cidadania. em verdade. A gestão de recursos hídricos no Brasil é uma questão relativamente nova para os setores envolvidos e interessados na preservação ou recuperação de nossos aqüíferos superficiais e subterrâneos. da sociedade civil organizada na administração de temas. como um novo instrumento de elaboração. consubstanciada pela participação direta. velhos referenciais que até então foram utilizados para interpretar a realidade social. 128 . temem que a descentralização venha ferir suas competências e autonomia de ação como agentes reguladores de um bem público. não raro nos deparamos com análises contrárias a esse formato da administração pública. Por isso não raro escutamos discursos no sentido de que esses colegiados enfraquecem as instituições já tradicionalmente montadas para a solução dos problemas públicos. ou poucos e de forma muito precária. cada vez mais. Refletindo uma reforma política quando. até então. pelos meios de comunicação que. com reflexos numa futura e providencial situação de dependência. exclusivamente públicos. financiadas por grandes programas e projetos governamentais. Tais análises são realizadas tendo. Mas é fácil verificar.

hoje são compartilhados por todos os segmentos representados no comitê e.433/97 e a correspondente lei de seu estado. como previsto no PL 1. por um lado. portanto. quebrando uma postura corporativa até então existente entre os órgãos e instituições governamentais. regidos pela Lei 9. Os comitês criados pelo Comitê Especial de Estudos Integrados de Bacias Hidrográficas CEEIBH cumpriram papel histórico importante. O desafio do aperfeiçoamento é permanente. Essa duplicidade leva a estéreis debates sobre competência que não contribuem para o desenvolvimento do Sistema Nacional de Gerenciamento de Recursos Hídricos. as Agências de Água (ou Agências de Bacia. 129 . de modo a caracterizar as responsabilidades de seus integrantes. Os Comitês de Bacias Hidrográficas atuais contam com participação crescente de representações dos usuários e da sociedade civil. Existem no Brasil cerca de 80 comitês de bacia hidrográfica em atividade. o qual na funcionará adequadamente se prevalecer um caráter competitivo entre seus integrantes. que no passado eram creditados exclusivamente ao governo. a complexa gestão da água demanda ações coordenadas e cooperativas entre seus agentes. preenchendo lacuna apontada nos comitês do CEEIBH. as legislações sobre o tema se consolidaram nos últimos trinta anos. sendo fundamental ao sistema que se estabeleçam níveis hierárquicos e responsabilidades para os diversos agentes que o integram. Ao contrário. intervenientes na administração da água. condição essencial ao êxito do processo. os comitês criam espaços cada vez maiores à participação dos usuários e à sociedade civil.616/99. irão traduzir quando forem criados os chamados “braço executivo do comitê”. fato de primeira relevância no novo processo de gerenciamento hídricos que se implanta no Brasil. a todos eles cabem as responsabilidades perante o cidadão.Em vários países. principalmente na França. cresce na mesma proporção a responsabilidade desses segmentos no processo decisório. Além disso. qual seja o de consolidar. a maioria comitês estaduais. e utilizado na maioria das leis estaduais). cuja legislação foi utilizada como modelo para a elaboração dos primeiros atos administrativos e legislativos que visam a estruturação do setor. a importância de se tratar as questões referentes aos recursos hídricos em colegiados de decisão. em nosso meio. Daí a importância de se definir a personalidade jurídica desses colegiados. e que hoje estão consubstanciados na Política e Sistema Nacionais de Recursos Hídricos. Se. Esse foi um enorme avanço que permitiu os aperfeiçoamentos subseqüentes. Acertos e equívocos das decisões sobre política hídrica.

como condição de ordem social. estabeleceu canais permanentes que institucionalizaram a participação da 130 . deve ser voltada à proteção dos recursos hídricos. Os princípios constitucionais adotados devem ser os que congregam a proteção do meio ambiente nas atividades humanas. a política pode estar consubstanciada em inúmeras leis. É preciso envolver os setores usuários num processo em que cada qual assuma compromisso com a recuperação e melhoria das condições existentes. O sistema de gerenciamento de recursos hídricos. Todavia. Requer que sejam alocados vultosos recursos para reverter a degradação. A interpretação da lei. nesse sentido. portanto que já existe uma base jurídica para o combate à degradação dos recursos hídricos. A independência dos poderes não pode sobrepor-se ao princípio da legalidade. Muito já se conseguiu. municípios e sociedade civil. pois embora não participe da formulação das políticas públicas. em regulamentos. é quem vai dar o contorno definitivo da política de águas. é preciso compartilhar responsabilidades e isso só é possível se também a gestão dos recursos hídricos for compartilhada. Destaca-se. ou seja. Considerada a água como valor coletivo. a lei não resolve todos os problemas. há um enorme trabalho por realizar. hoje. entre esferas de poder. Verifica-se. a situação requer muito mais. diante do cenário atual. por força constitucional. Sem ela. É importante ressaltar que não basta realizar as obras necessárias se o processo de degradação não for estagnado. nesse esforço que já vem sendo empreendido. para antecipar a realização das obras necessárias e assim alcançar a universalização do saneamento.433/97. abre-se a possibilidade de somar recursos públicos aos arrecadados com a cobrança. Em outras palavras. a necessidade de cooperação entre cidadãos. Ocorre que. no Brasil. mesmo quando se tratar de infração cometida pela Administração Pública. uma lei que permite que a água tenha o seu uso cobrado. mas as idéias não saem do papel. entre estados. Mas há muito que fazer. Do primeiro projeto. principalmente nas áreas urbanas e em especial nas regiões metropolitanas. de 1992 a 1997.Tem-se. ao criar a figura dos colegiados deliberativos. Cabe ao Judiciário exigir que a lei seja cumprida. ao tratar dos casos concretos. é necessário apostar no pleno funcionamento dos comitês de bacia. à qual encontra-se adstrito o Poder Público. nem dos processos legislativos. com a edição da lei 9. houve um grande esforço para que isso ocorresse. Cabe ressaltar a importância do papel do Judiciário nesse processo.

Mais do que isso: estão sendo implantados sistemas de gerenciamento de recursos hídricos em todos os estados brasileiros. implantação e funcionamento dos comitês de bacias hidrográficas são: conflitos de interesses. disputa pela participação nos comitês. Paralelamente. pode-se inferir que os problemas mais freqüentes com relação à criação. engajamento da comissão Pró-comitê. A grande mudança foi a descentralização e a delegação do poder decisório. Para solucionar essa equação. mas também de postura e comportamento dos administradores públicos que precisam ser receptivos a uma parceria como os usuários de recursos hídricos e as comunidades. Finalmente. A partir da experiência de Minas Gerais e não desconsiderando as particularidades regionais. e a sua implantação implica em mudanças importantes não só de leis preexistentes. buscando a integração dos usuários e da sociedade civil organizada. a seu critério. distância entre os municípios.sociedade de forma organizada. somente a consolidação do sistema permitirá que se consiga a integração efetiva das diferentes políticas setoriais públicas. Mais do que permitir aos usuários o direito de voz nos fóruns concedeu o direito de voto nas decisões. sensibilização dos segmentos para a importância do comitê. densidade demográfica. é importante assinalar alguns pontos que são fundamentais para uma adequada implementação da política de recursos hídricos no Brasil. em suas diferentes instâncias (municipal. de forma articulada com as demais entidades e órgãos governamentais. falta de recursos e de capacitação dos membros do comitê.O Executivo abre mão do seu poder discricionário de alocar recursos financeiros. estadual e federal) com as atividades dos diversos segmentos produtivos. entendimentos da legislação. e passa a compartilhar a competência para decidir quais as ações devem ser prioritariamente executadas. Agências de Água e cobrança pelo uso é inovador. Hoje se discute em todo o país a questão do gerenciamento de recursos hídricos. foram aprovadas as leis estaduais que regulamentam a matéria. viabilização de parcerias que mantenham minimamente uma infraestrutura para o comitê. 131 . tanto no âmbito federal quanto estadual: O modelo composto pelos Comitês de Bacias. Em 25 deles. para as obras que julgava necessárias. a união está empenhada na implantação de comitês de bacias nos rios de seu domínio.

A garantia da manutenção de estrutura paritária nos comitês de bacia (como atual modelo quatripartite equilibrada) é fundamental no processo decisório. Nas bacias e regiões em que os conflitos são mais sérios e que tenha havido mobilização das comunidades e das entidades civis em torno do tema. sem obrigar a adoção de soluções incompatíveis com as condições econômicas. essas inovações são mais difíceis e deve procurar estágios intermediários de gerenciamento de recursos hídricos. progressivo. ao mesmo tempo. As leis de caráter nacional devem permitir. participar e se comprometer com os comitês. sem cercear iniciativas e.A implantação do gerenciamento de recursos hídricos deve ser visto como um processo político. para sua implantação. sociais e econômicos do desenvolvimento das bacias e do processo decisório. porém explicitando-se diretrizes de longo prazo. desenvolvimento e implantação de políticas ambientais e de recursos hídricos dos municípios são necessárias políticas de capacitação dos representantes nos comitês. É fundamental assegurar a transparência e acesso público das informações sobre a situação das águas. são mais factíveis as soluções inovadoras. em etapas sucessivas de aperfeiçoamento. Os municípios devem se envolver. Para o fortalecimento. requerendo. no qual a confiança é o elemento de condução e sustentação. políticas e sociais de cada estado ou região. respeitadas as peculiaridades de cada bacia ou região brasileira. em consonância com as características e condições brasileiras. uma negociação aberta e 132 . gradual. basicamente por questões políticas. que implicam em parcerias entre o Poder Público e a sociedade. do ambiente e dos aspectos sanitários. soluções diversificadas e progressivas. É através da cobrança pelo uso da água que se pode garantir a independência política e administrativa dos comitês. Nos estados em que isso não ocorrer. A cobrança é um processo político fundamentado no acordo social. ao mesmo tempo.

Portanto todas as etapas do processo devem ser reavaliadas no sentido de se garantir que os objetivos de conservação e melhoria das condições de oferta e proteção dos ecossistemas e uso integrado sustentável dos recursos hídricos sejam atingidos. A gestão das águas se enquadra num modelo de gestão adaptativa. os usuários. 133 . ou seja.transparente com o segmento no qual irá recair este instrumento de gestão.

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Anjos. KETTELHUT. 2002 55. Belo Horizonte-MG/2001 56.F. Centro de Desenvolvimento Sustentável. e BEEKMAN. L. IV Encontro Nacional dos Comitês de Bacia Hidrográfica . 47. ABEAS. Santos. CHRISTOFIDIS. Relato dos Trabalhos. 58.S. GARRIDO. Furriela.. Capivari e Jundiaí – Comitê das Bacias Hidrográficas dos Rio Piracicaba. “Conceito do Produtor de Água – A água na agricultura – Workshop: Qualidade das Águas dos Mananciais das Bacias dos Rios Piracicaba. Brasília 2000. 54. 53. 1997 52. ROCHA. III Encontro Nacional dos Comitês de Bacias Hidrográficas.S. Roberto. “Recursos Hídricos: Conceitos.C. Programa Nacional do Meio Ambiente II – PNMA II – Ministério do Meio Ambiente – MMA. Relato dos Trabalhos. J.F. R. 1999.Região Sudeste. Rizzo. DNAEE. E. 51. H. DOMINGOS. Código de Águas.T. MMA/SRH/Comunicação Social.. Capivari e Jundiaí/São Pedro-SP. 57. 50. CÂNDIDO. Desafios e Capacitação” – ANEEL. Edição 1998. Brasília. 2001. ITEM – Irrigação e Tecnologia Moderna nº 52~/53 – 4º Trimestre 2001 e 1º Trimestre 2002 – ABID. 48. “Os tratados internacionais de proteção dos recursos hídricos e oceanos”. INFORMATIVO “Cidadania e Água”.C. 46. E. 49. COIMBRA.J. Anjos. Revista Especializada. COUTO.G. Brasília: MME. 137 .F. 2001. Departamento Ambiental de Águas e Energia Elétrica. Diagnóstico da Gestão Ambiental no Brasil. 2002. I Relatório de Gestão – Edição Comemorativa do Dia Mundial da Água – ANA. D..44. José F.E. 45. Tese de Doutorado. Gestão dos Recursos Hídricos – Subsídios à elaboração da Agenda 21 brasileira. 59. 1980. E. 430p.RB. José Rildo e TAVARES.S.. ABEAS. Balneário Camboriú-SC/2002. Posição da Atual Política Nacional de Recursos Hídricos – A Agência Nacional das Águas e a Política Nacional das Água – II Encontro de Preservação de Mananciais da Zona da Mata Mineira – Viçosa – MG. 20º Congresso Brasileiro de Engenharia Sanitária e Ambiental – ABES – Rio de Janeiro – RJ. “A lei das águas e sua regulamentação”.S... Devanir Garcia. Reis. Direito Processual Ambiental e de Águas. Ministério do Meio Ambiente.S.F. Demetrios.. A. Ciro L. 1999. 1999.. Anjos. Gertjan Berndt.. “Olhares sobre a política de recursos hídricos: O caso do rio São Francisco – Brasília: Universidade de Brasília.

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82. Brasília: MMA. 83. março 2000. Brasília: ABEAS. SETTI. Departamento de Engenharia Agrícola. SILVA. 1997. O Meio Ambiente e as Águas na Constituição. Universidade de Viçosa. 252 p. Programa de Suporte à Gestão de Recursos Hídricos – ABEAS. ABEAS. Augusto. COBRAFI. SERHID – Secretaria de Recursos Hídricos e Projetos Especiais: “Água é um bem de todos” – legislação sobre recursos hídricos do Estado do Rio Grande do Norte. Secretaria de Recursos Hídricos. Natal – RN. SEMAR – Secretaria do Meio Ambiente e Recursos Hídricos: “A lei das águas do Distrito Federal”. 139 . THAME. 77. UFV. Falco. 1997. competências normativas e administrativas. Bacias do rio Piancó e do Alto Piranhas. SETTI. 572 p. 2002. 79. A. econômicos. Comitês de Bacias Hidrográficas. SRH. Legislação para o uso de recursos hídricos e desenvolvimento sustentável da agricultura.. uma revolução conceitual. Planejamento.M. Secretaria Extraordinária do Meio Ambiente. Gerenciamento de Recursos Hídricos e Organização Institucional no Brasil e a nível Internacional. ABEAS. Recursos hídricos e desenvolvimento sustentável da agricultura. Francisco T. 80. São Paulo/2002. David e PRUSKI. Florianópolis. 85. Secretaria de Recursos Hídricos. 86. 78.C. VAN ACHER. Secretaria de Estado do Desenvolvimento Urbano e Meio Ambiente – Bacias Hidrográficas do Estado de Santa Catarina: Diagnóstico Geral. 1999.75. Brasília – 1999. 76. SILVA. Saneamento e Obras: “Legislação sobre recursos hídricos” – São Paulo – SP. SDM. 84. Seminário Legislativo Águas de Minas II – Belo Horizonte. Arnaldo Augusto. Demetrius David e PRUSKI. A. administrativos e sociais”. f. “Gestão de Recursos Hídricos: Aspectos legais. D. dos Recursos Hídricos e Minerais: Plano Diretor de Recursos Hídricos do Estado da Paraíba/PB. Fernando Falco. 81. 1999. Brasília.

6. ANEXOS 140 .

ANEXO I Lista de entrevistados e questionário 141 .

engenheiro civil. Diretor de Programa de implementa.ão Centro Tecnológico de Minas Gerais – CETEC. Ex-Assessora de Planejamento e Coordenação e ExDiretora de Desenvolvimento Hídrico do IGAM e atualmente na Companhia do Vale do Rio Doce. Pesquisadora da Funda. 142 . Químico Ambiental. Consultora de Recursos Hídricos da Federação das Indústrias do Estado de Minas Gerais – FIEMG e Instituto Brasileiro de Mineração – IBRAM e Membro da Câmara Técnica de Assuntos Legais e Institucionais – CTIL/CNRH apoiando a representação da Confederação Nacional da Indústria – CNI. representando a Região Sudeste. Dra.Engº Júlio Thadeu Silva Kettelhut. Dra. Dr. Mauro Guilherme Jardim Arce. membro titular do Conselho Nacional de Recursos Hídricos. Doutorado em Química Ambiental. Chefe da Divisão de Ordenamento de Bacias Hidrográficas – IGAM. Pará e Doce. Dra. Secretária Adjunta da Secretaria de Estado de Meio Ambiente e Desenvolvimento Sustentável de Minas Gerais . Dra. da Secretaria de Meio Ambiente de Desenvolvimento Sustentável – SEMAD.SEMAD. membro representante do IGAM nos Comitês de Bacias Hidrográficas rio das Velhas. Secretario de Recursos Hídricos. Secretária Executiva do Conselho Estadual de Recursos Hídricos – CERH. Atuou como membro da Câmara Técnica de Assuntos Legais – CTIL/CNRH. Engenheira Civil. Saneamento e Obras do Estado de São Paulo. Luiza de Marilac Moreira Camargos. Engenheira Sanitária. Geóloga e Engenheira de Minas. Maria de Lourdes Pereira dos Santos.áo da Secretaria de Recursos Hídricos do Ministério do Meio Ambiente. Fátima Chagas Dias Coelho. Diretor Geral do Instituto Mineiro de Gestão das Águas – IGAM. Paraopeba. com pósgraduação em hidrologia subterrânea. Dr. membro titular do Conselho Nacional de Recursos Hídricos representando o Ministério do Meio Ambiente e Presidente das Câmaras Técnicas de Assuntos Legais e Institucionais – CTIL e de Análise de Projetos –CTAP. vinculada à Gestão Ambiental. Willer Hudson Pós. Engenheira Civil. Patrícia Gambogi Boson.

1) Quais são os avanços na gestão de Recursos Hídricos no estado de Minas Gerais. cumprimento dos prazos estabelecidos na Resolução. 143 . implantação e funcionamento dos comitês federais e estaduais? 6) No processo de implantação dos comitês. credibilidade e liderança. falta de técnicos na bacia com capacidade de atuar como elemento multiplicador em gestão de recursos hídricos têm se constituído problema para o seu funcionamento? 7) É possível o funcionamento adequado do Comitê sem a existência de uma Agência de Bacia ou de um Escritório Técnico que lhe dê suporte nas decisões técnicas? 8) Quais são os critérios para priorização das bacias a serem apoiadas pelo órgão gestor com vistas à formação do Comitê de Bacia? Qual apoio financeiro que o Comitê tem recebido. para apoiar despesas de mobilização e de sua implementação. o tamanho da bacia. decorrentes da formação de comitês de bacias hidrográficas? 2) A criação de comitês no Estado de Minas Gerais acelerou a implementação dos instrumentos de gestão e tem contribuído para a solução dos conflitos pelo uso da água? 3) Como se insere um Comitê Estadual de rio de 2ª ordem num Comitê Estadual de rio de 1ª ordem ou mesmo um Comitê de rio de domínio do Estado num Comitê de rio de domínio da União? 4) O estado tem encontrado dificuldade em identificar pessoas capacitadas pra compor as equipes técnicas que darão suporte às atividades do Comitê? Qual é a estrutura de funcionamento dos comitês? 5) Quais têm sido as maiores dificuldades encontradas na criação.

ANEXO II Legislação Estadual e do Distrito Federal de Recursos Hídricos 144 .

145 .

Nº 390 Plataforma 04 – 1º andar . ÓRGÃO GESTOR DE RECURSOS HÍDRICOS ALAGOAS SECRETARIA DE ESTADO DE RECURSOS HÍDRICOS E IRRIGAÇÃO Endereço: Rua Cincinato Pinto 348 Centro Maceió – AL CEP: 57. Dispõe sobre a Política de Gerencia de Recursos Hídricos do estado e dá outras providências.ESTADOS E DF LEGISLAÇÃO ESTADUAL E DO DISTRITO FEDERAL DE RECURSOS HÍDRICOS LEI SOBRE POLÍTICA E ÁGUAS LEGISLAÇÃO DO ÓRGÃO SISTEMA DE REGULAMENTAÇÃO SUBTERRÂNEAS GESTOR DE RECURSOS GERENCIAMENTO HÍDRICOS Lei nº 5. Aprova o Regimento da Superintendência de Recursos Hídricos da Bahia . o Gerenciamento e o Plano Estadual de Recursos Hídricos. de 23 de janeiro de 2001 – Regulamenta a outorga de direito de uso de recursos hídricos. AMAPÁ Lei nº 686 de 07 de junho de 2002.965.gov.746-900 Fones: (71) 370-6195 / 370-6170 / AMAZONAS Lei nº 2. de 10/11/97. de 13 de janeiro de 2000 – Dispõe sobre as diretrizes básicas para a reforma e organização do Poder Executivo do Estado de Alagoas. publicado em 23 de outubro de 1998 – Regulamenta o Conselho Estadual de Recursos Hídricos.194.br SUPERINTENDÊNCIA DE RECURSOS HÍDRICOS Endereço: Av.1995) Lei nº 8.05. de 21 de BAHIA 146 .126 de 16 de dezembro de 1999 – Cria a Secretaria de Estado de Recursos Hídricos. Dispõe sobre a criação do Fundo Estadual de Recursos Hídricos da Bahia FERHBA e a reorganização da Superintendência de Recursos Hídricos . Decreto nº 006. Lei nº 8.784.al.057-002 Fones: (92) 642-4848/642-7723 Fax: (92) 642-4890/4778 E-mail: ippaan@ippaan. publicada em 11/11/97 Dispõe sobre a Política Estadual de Recursos Hídricos.Ala Norte Centro Administrativo Salvador – BA CEP: 41. de 08 de maio de 2002.br SECRETARIA DE ESTADO DE MEIO AMBIENTE.SRH e do Conselho Dec nº 8. de 22 de outubro de 1998.2235771/212-5202: Fax: (96) 223-5731 e-mail: gabinete@sistema. (publicada no DOE em 13 e 14.145. Lei nº 6. Decreto nº 37. Mendonça Furtado.712.906-060 Fone: (96) 212-5300/5301 . de 12/05/95 – Dispõe sobre a Política. de 28 de dezembro de 2. institui o Sistema Estadual de Gerenciamento Integrado de Recursos Hídricos e dá outras providências.AM CEP: 69.SRH. de 21 de janeiro de 2002. Lei nº 6. Lei Nº 6.br Site: www.855.020-050 Fone: (82) 326-9907 Fax: (82) 326-9936 e-mail: sip@seplan.194.gov.001 – Disciplina a Política Estadual de Recursos Hídricos. estabelece o Sistema Estadual de Gerenciamento de Recursos Hídricos e dá outras providências.br INSTITUTO DE PROTEÇÃO AMBIENTAL DO AMAZONAS IPAAM Endereço: Rua Recife nº 3280 Bairro do Parque 10 de novembro Manaus .ap. CIÊNCIA E TECNOLOGIA SEMA Endereço: Av.AP CEP: 68. nº 53 Centro Macapá .ipaam. 3 .247.

entidade autárquica vinculada à Secretaria de Recursos Hídricos.354.gov.br 147 . Coordenação e Implantação do Projeto de Gerenciamento de Recursos Hídricos do Estado da Bahia. ÓRGÃO GESTOR DE RECURSOS HÍDRICOS 6198 Fax: (71) 370-6577 E-mail: srh@srh. Lei nº 6. Lei nº 7. Saneamento e Habitação.br http://www.ba. Cria o Conselho Estadual de Recursos Hídricos. Dispõe sobre a organização e estrutura da Administração Pública do Poder Executivo Estadual. Dispõe sobre a criação do Fundo Estadual de Recursos Hídricos da Bahia .srh.435.CONERH.296 de ÁGUAS SUBTERRÂNEAS 21 março de 1997 . de 21 de março de 1997 – Institui o Sistema de Planejamento. Decreto nº 6. de 18 de janeiro de 1995.ESTADOS E DF LEI SOBRE POLÍTICA E SISTEMA DE GERENCIAMENTO REGULAMENTAÇÃO Estadual de Recursos Hídricos .Dispõe sobre a outorga de direito de uso de recursos hídricos. LEGISLAÇÃO DO ÓRGÃO GESTOR DE RECURSOS HÍDRICOS janeiro de 2002. Decreto nº 6. Cria a Superintendência de Recursos Hídricos.SRH e do Conselho Estadual de Recursos Hídricos CONERH.812.ba.FERHBA e a reorganização da Superintendência de Recursos Hídricos .295.gov. de 30 de dezembro de 1998. infração e penalidades e dá outras providências. Lei nº 7. de 14 de setembro de 1998.

Regulamenta o art. LEGISLAÇÃO DO ÓRGÃO GESTOR DE RECURSOS HÍDRICOS Decreto nº 22.04. de 24/07/92 Dispõe sobre a Política Estadual de Recursos Hídricos. Decreto nº 25. (publicada em 08. Aprova o Regulamento da Secretaria dos Recursos Hídricos e dá outras providências. Altera dispositivos do Decreto nº 24.067.br http://www. Regulamenta o art. de 03 de janeiro de 2000. de 01 de março de 1999.870. Decreto nº 23.725. ÓRGÃO GESTOR DE RECURSOS HÍDRICOS 7. de 12 de novembro de 1996 e dá outras providências.068. de 12 de novembro de 1996. e dá outras providências. da Lei nº 11. na parte referente à cobrança pela utilização dos recursos hídricos e dá outras providências.Ed.Fortaleza Ceará – CEP: 60819-900 Fones: (85) 488 8503 / 8505 Fax: (85) 488 8579 Email: srh@srh.Dispõe sobre a finalidade.. de 24 de julho de 1992.2º Andar . 4º da Lei nº 11.443. Seduc . SECRETARIA DOS RECURSOS HÍDRICOS Centro Adm.ESTADOS E DF LEI SOBRE POLÍTICA E SISTEMA DE GERENCIAMENTO REGULAMENTAÇÃO Decreto nº 26. CEARÁ Lei Nº 11.996.br/ 148 .485.gov. Cria os Comitês das Sub-bacias Hidrográficas do Baixo e do Médio Jaguaribe e institui seus estatutos. a estrutura organizacional e distribuição dos cargos de assessoramento da Secretaria dos Recursos Hídricos (SRH). Decreto nº 25.996 de 24 de junho de 1992. de 9 de fevereiro de 1994 – Regulamenta o controle técnico das obras de oferta hídrica e dá outras providências. 7º. Altera o prazo máximo de vigência da outorga de direito de uso de recursos hídricos. ÁGUAS SUBTERRÂNEAS Decreto nº 25.srh. institui o Sistema Integrado de Gestão de Recursos Hídricos SIGERH e dá outras providências. de 28 de abril de 1999. de 12 de novembro de 1996 e dá outras providências.264.Bloco C .ce. Decreto nº 23. Decreto nº 24.Cambeba . de 01 de abril de 1998.Altera dispositivos do Decreto nº 24.264.ce.264. de 27 de agosto de 2001. de 20 de abril de 1993.361. de 11 de fevereiro de 1994.996.98) Decreto nº 24.gov. Governador Vírgilio Távora .391.

Lei nº.725 de 13 de junho de 2001.039. de 01 de fevereiro de 1994.df.gov. Decreto nº 22. e dá outras providências. e dá outras providências. Lei nº 2725. de 24 de julho de 1992.gov.123. de 31 de agosto de 2001 Dispõe sobre a outorga de direito de uso de recursos hídricos no território do distrito federal e dá outras providências. Decreto n.047. de 02 de agosto de 2000 .93. Aprova o Regimento Interno do Conselho Estadual de Recursos Hídricos – CONERH.06. da Lei n. . de 2 de julho de 1981. Regulamenta o Fundo Estadual de Recursos Hídricos FUNORH.01). Bittar II Brasília – DF CEP: 70.º 2. 12. cria o Sistema de Outorga para Uso da Água. Dispõe sobre a preservação e o controle dos recursos hídricos. Institui a Política de Recursos Hídricos do Distrito Federal. de 16/07/97 – Lei nº 13.df. de 03 de fevereiro de 1994. Decreto nº 22. Decreto nº 23. DOS RECURSOS 149 .br http://www.358. de dezembro de 1977. de 30. Decreto nº 14.br/ Lei nº 13.996. Lei Nº 13. Regulamenta o Sistema de Informações sobre Recursos Hídricos do Distrito Federal. cria o Sistema de Gerenciamento de Recursos Hídricos do Distrito Federal e dá outras providências.Revoga a Lei nº 512.148.12. de 31 de agosto de 2001.Dispõe sobre a outorga de direito de uso de água subterrânea no território do Distrito Federal de que trata o inciso II. do artigo 12.603 de 07/04/95.359. alterada pela Lei n°12.ESTADOS E DF LEI SOBRE POLÍTICA E SISTEMA DE GERENCIAMENTO REGULAMENTAÇÃO na parte referente à outorga de direito de uso de recursos hídricos.750-901 Fone: (61) 340-3756 / 340-3792 Fax: (61) 340-3785 E-mail: semarh@semarh.025 de 13/01/97 que Dispõe sobre a Política dispõe sobre a pesca. de 13 de junho de 2001. ÁGUAS SUBTERRÂNEAS LEGISLAÇÃO DO ÓRGÃO GESTOR DE RECURSOS HÍDRICOS ÓRGÃO GESTOR DE RECURSOS HÍDRICOS DISTRITO FEDERAL GOIÁS Decreto n° 22. de 31 de agosto de 2. regulamentando a Lei nº 10.410. (publicada no DODF nº 116 em 19. de 28 de julho de 1993. SECRETARIA DO MEIO de 11 de janeiro de que institui a Secretaria de AMBIENTE.535.º 21.semarh. criado pela Lei n°11.245.356.583. SECRETARIA DE MEIO AMBIENTE E DE RECURSOS HÍDRICOS SEMARH Endereço: SEPN 511 – Bloco "A" Ed. Decreto n° 23.001 .Dispõe sobre a estrutura orgânica da Secretaria de Estado de Meio Ambiente e Recursos Hídricos.

Transforma a Secretaria de Meio Ambiente e Recursos Hídricos em Secretaria de Meio Ambiente. a SEMARH Lei nº 13.goias.03.mt. Lei nº 13. Lei nº 7.gov.br 150 .945 de 05/11/97 – Dispõe sobre a Lei de Política Estadual de Recursos Hídricos. Laurício Pedro Rasmussen n&ordm. LEGISLAÇÃO DO ÓRGÃO GESTOR DE RECURSOS HÍDRICOS Meio Ambiente e dos Recursos Hídricos. 8429 Fax: (98) 246-7999 FUNDAÇÃO ESTADUAL DO MEIO AMBIENTE – FEMA Diretoria de Recursos Hídricos Decreto nº 393 de 12 de Endereço: Av.04.ESTADOS E DF LEI SOBRE POLÍTICA E REGULAMENTAÇÃO SISTEMA DE GERENCIAMENTO Estadual de Recursos Hídricos aqüicultura e proteção da fauna e dá outras providências. Lei nº 13. institui o Sistema de Gerenciamento Integrado de Recursos Hídricos e dá outras providências.br site: http://www.061 de 09/05/97 que altera o referido Plano Estadual Decreto nº 4.052.050-970 (FEMA-MT).040.015-080 Fones: (62) 202-3300/ 202-3515 / 223-8521 / 229-3758 / 565-1434 Fax: (62) 202-2366 / 212-5532 E-mail: semarh@sectec. Conselho Estadual de Normatização da Recursos Hídricos – CEHIDRO. Recursos Hídricos e Habitação. Carlos Cunha s/nº Dispõe sobre a Calhau organização da Gerência São Luís – MA CEP: 65.952.go.br/index.fema. Paiaguás – Antigo Prédio do DOP Organograma da Fundação Centro Político Administrativo Estadual do Meio Ambiente Cuiabá – MT CEP: 78.2000. Portaria FEMADecreto Estadual nº 3. "D" s/nº .076-820 Fones: (98) 246-5500 / 246-5298 / de Qualidade de Vida. Regulamenta o 25. de 20/03/97 que aprova o Plano Estadual de Recursos Hídricos e Minerais para o quadriênio 1995/1998.535 Vila Iate Goiânia – GO CEP: 74. de 06.gov. Portaria nº 130 de 22/04/99 – Regulamenta o Instrumento da Outorga. ÁGUAS SUBTERRÂNEAS 2000. de 16 de abril de 1999. de 22/12/97 – Dispõe sobre a Política Estadual de Recursos Hídricos. de MT nº 002. de 19/06/95.456.gov.Palácio agosto de 1999. HÍDRICOS Endereço: Av. institui o Sistema Estadual de Recursos Hídricos e dá outras providências.468. AMBIENTE E RECURSOS de 4 de janeiro de 1999. ÓRGÃO GESTOR DE RECURSOS HÍDRICOS HÍDRICOS E DA HABITAÇÃO SEMARH Endereço: Av.679. dispôs sobre a conservação e proteção ambiental dos depósitos de água subterrânea no Estado de Goiás.2002. aquática. Fones: (65) 644-4177 / 313-2054 / 2850 / 231-6617 Fax: (65) 644-2566 / 313-2267 www. 2.php MARANHÃO MATO GROSSO Lei Nº 6. construção de poços tubulares GERÊNCIA ADJUNTA DE MEIO Decreto nº 16. Dispõe sobre o Conselho Estadual de Recursos Hídricos – CERH.

Decreto n. de 29 de janeiro de 1999.ESTADOS E DF LEI SOBRE POLÍTICA E SISTEMA DE GERENCIAMENTO Lei n. Lei nº 12.gov.11. Av.199.1997. Deliberação Normativa CERHMG Nº 03. DO SUL Estadual Sistema Gerenciamento dos Recursos Hídricos e dá outras providências. Prudente de Moraes. publicações Lei nº 13771.191 de 28 de agosto de 1995.584 de 17/07.Dispõe sobre a fiscalização e o controle da utilização dos recursos hídricos no estado pelo Instituto Mineiro de Gestão das Águas – IGAM.5646 MINAS GERAIS Lei nº 13. Decreto nº 40. Dispõe sobre o Conselho Estadual de Recursos Hídricos .12. Altera a denominação do DRH para IGAM.º 40. SECRETARIA DE ESTADO DE MEIO AMBIENTE E DESENVOLVIMENTO SUSTENTÁVEL . Regulamento do Instituto Mineiro de O IGAM está vinculado à Gestão das Águas – IGAM. Decreto nº 37.mg.057. de 8 de março de 2001 Regulamenta a Lei nº 13. publicada em 30 de janeiro de 1999 – Cria o Fundo de Recuperação.MG.º 2406.e dá outras providências. 1354 4º andar– Bairro de Lurdes Belo Horizonte – MG CEP: 30. de 29 de janeiro de 1999. publicada em 30 de janeiro de 1999 – Dispõe sobre a Política Estadual de Recursos Hídricos e dá outras providências.1998. de 29 de janeiro de 1999.199.br site: http://www. de 10 de abril de 2001 (Publicada no “Minas Gerais” em 18 de abril de 2001) Estabelece os critérios e valores para indenização dos custos de análise. Lei nº 13. de 16 de novembro de 1998 . cria de o Institui a Política Estadual de Recursos REGULAMENTAÇÃO ÁGUAS SUBTERRÂNEAS LEGISLAÇÃO DO ÓRGÃO GESTOR DE RECURSOS HÍDRICOS ÓRGÃO GESTOR DE RECURSOS HÍDRICOS MATO GROSSO Hídricos.055.194. Proteção e Desenvolvimento Sustentável das Bacias Hidrográficas do Estado de Minas Gerais e dá outras providências.5600 Fax: (67) 318.mg.Dispõe sobre a administração.170081 Fones: (31) 3337-1819 / 3719 Fax: (31) 3337-3283 / 8705 e-mail diretoriageral@igam. INSTITUTO MINEIRO DE GESTÃO DAS ÁGUAS – IGAM Endereço: Rua Santa Catarina. SECRETARIA DE ESTADO DO MEIO AMBIENTE CULTURA E TURISMO SEMACT Telefone: (67) 318.br/ 151 . de 29 de janeiro de 2002. a proteção e a conservação das águas subterrâneas de domínio do Estado.578. de 16.CERH-MG . 1671 Belo Horizonte . Decreto nº 41.SEMAD End.igam.gov. que dispõe sobre a Política Estadual de Recursos Hídricos.2000 . de 11.

com nova redação dada pela Portaria nº 010/98. de 19 de outubro de 1999. 12 e altera a redação do art. Portaria IGAM/nº 01 de 4 de abril de 2000 – Dispõe sobre a publicidade dos pedidos de outorga de direito de uso de recursos hídricos. 13 da Portaria nº 030/93. que regulamenta o processo de outorga de direito de uso de águas de domínio do Estado. de 07 de junho de 1993. Portaria Administrativa Nº 010/98 (Publicada no “Minas Gerais” em 23 de janeiro de 1999. Altera a redação do § 3º do Art. 8º da Portaria nº 030/93. de 7 de junho de 1993.ESTADOS E DF LEI SOBRE POLÍTICA E SISTEMA DE GERENCIAMENTO REGULAMENTAÇÃO e vistoria dos processos de outorga de direito de uso de recursos hídricos no Estado de Minas Gerais e dá outras providências. Portaria IGAM/nº 6 de 25 de maio de 2000 . de 30 de dezembro de 1998 e alterada pela Portaria IGAM nº 007. com nova redação dada pela Portaria nº 010/98. de 30 de dezembro de 1998.Acrescenta parágrafo ao art. ÁGUAS SUBTERRÂNEAS LEGISLAÇÃO DO ÓRGÃO GESTOR DE RECURSOS HÍDRICOS ÓRGÃO GESTOR DE RECURSOS HÍDRICOS 152 . 8.) Altera a redação da Portaria Nº 030/93. de 07 de junho de 1993.

257 de 31. Dá nova redação a dispositivos do Regimento Interno do Conselho Estadual de Recursos Hídricos.gov. de 02 de abril de 1997.07.095-770 Fones: (91) 276-1256 / 0731 Fax: (91) 276-8564 http://www.semarh.sectam. Tecnologia e Meio Ambiente e dá outras providências.5255 http://www. e dá outras LEGISLAÇÃO DO ÓRGÃO GESTOR DE RECURSOS HÍDRICOS Lei nº 5457. Decreto nº 19.258 de 31. Regulamenta o Controle Técnico das Obras e Serviços de Oferta Hídrica e dá outras providências. publicada em 03. de 02 de abril de 1997. de 11 de maio de 1988 – Cria a Secretaria de Estado da Ciência.ESTADOS E DF LEI SOBRE POLÍTICA E SISTEMA DE GERENCIAMENTO REGULAMENTAÇÃO ÁGUAS SUBTERRÂNEAS PARÁ Lei nº 6. que dispõe sobre a Política Estadual de Recursos Hídricos.824. aprovado pelo Decreto nº 18.033. Irrigação e Saneamento do Estado da Paraíba – AAGISA Telefone: (83) 238.1996.10. PARAÍBA Lei nº 6. Tecnologia e Meio Ambiente – SECTAM e dá outras providências. TECNOLOGIA E MEIO AMBIENTE – SECTAM Endereço: Travessa Lomas Valentina. Irrigação e Saneamento do Estado da Paraíba – AAGISA. Institui a Política Estadual de Recursos Hídricos. de 25 de julho de 2001.96. Decreto nº 19. Dá nova redação e revoga dispositivos do Decreto nº 18. suas diretrizes e dá outras providências.97.308 de 02.97. 2717 – Bairro Marco Belém – PA CEP: 66.pa.10.97. Decreto nº 19. de 26 de julho de 1993. e dá outras providências. que regulamenta o Fundo Estadual de Recursos Hídricos. institui o Sistema Estadual de Gerenciamento de Recursos Hídricos e dá outras providências.10. Lei nº 7.381. e dá outras providências. Decreto nº 19.br/ 153 .823. Dispõe sobre a reorganização e cria cargos na Secretaria de Ciência.07. de 29 de novembro de 2001. ÓRGÃO GESTOR DE RECURSOS HÍDRICOS SECRETARIA DE CIÊNCIA.gov.256 de 31. de 31 de outubro de 1997. Cria a Agência de Águas. Lei nº 5752.br/ Agência de Águas.pb.260. Regulamenta a outorga de direito de uso dos recursos hídricos e dá outras providências.

de março de 2002.316. Recursos Hídricos e Saneamento Ambiental (SUDERHSA) Decreto nº 2.647. 80. publicado no Diário Oficial do Estado em 15.315.Superintendência de Desenvolvimento de Recursos Hídricos e Saneamento Ambiental Rua Santo Antônio 239 Bairro Rebouças Curitiba .97 .Aprova o Regimento Interno do Conselho Estadual dos Recursos Hídricos . Decreto nº 4.824 de 02.317.646. de 31 de agosto de 2001. Dispõe sobre o regime de outorga de direitos de uso de recursos hídricos. Nomeia os Membros do Conselho Estadual de Recursos Hídricos. que estabelece a cobrança pelo uso das águas.352/96 – criação da Superintendência de Desenvolvimento. Aprova o regulamento do Fundo Estadual de Recursos Hídricos. Decreto N.07. Publicado no Diário Oficial do Estado em 18/07/2000. Lei nº 11. Decreto nº 4.320 de 28 de junho de 2001.CERH. de 31 de agosto de 2001.2001 – delegação de competências da Secretaria de Estado do Meio Ambiente e Recursos Hídricos SEMA à Superintendência de Desenvolvimento de Recursos Hídricos e Saneamento Ambiental SUDERHSA PARANÁ Lei nº 12.º 2. cria o Sistema Estadual de Gerenciamento de Recursos Hídricos e dá outras providências SUDERSHA . de 31 de agosto de 2001.230-120 Fone: (41) 333-4774 Fax: (41) 333-4774 Ramal 2197 154 . Decreto nº.04. Decreto nº 18. publicado no Diário Oficial do Estado ÁGUAS SUBTERRÂNEAS LEGISLAÇÃO DO ÓRGÃO GESTOR DE RECURSOS HÍDRICOS ÓRGÃO GESTOR DE RECURSOS HÍDRICOS Decreto nº 4.726. de 26 de novembro de 1999.PR CEP. Decreto nº 4.º 2. Estabelece normas. critérios e procedimentos relativos à participação de organizações civis de recursos hídricos junto ao Sistema Estadual de Gerenciamento de Recursos Hídricos. Dispõe sobre o regime de outorga de direitos de uso de recursos hídricos. Decreto N. 5. Institui a Política Estadual de Recursos Hídricos.361.ESTADOS E DF LEI SOBRE POLÍTICA E SISTEMA DE GERENCIAMENTO REGULAMENTAÇÃO providências.646.

br/ Regulamento. institui e Sistema Integrado de Gerenciamento de Recursos Hídricos e dá outras providências.314. 0 Decreto n 20.gov. FUNDAÇÃO SUPERINTENDÊNCIA ESTADUAL DE RIOS E LAGOAS – SERLA Endereço: Campo de São Cristovão. 0 Decreto n 20. 138 – 3º andar – sala 301 Rio de Janeiro – RJ CEP: 20.pe. Aprova o http://www. de 06 de Fax: (81) 3441-7525 junho de 1997. Lei nº 11. Estabelece normas e critérios para a instituição de comitês de bacia hidrográfica DECRETO N. 180 – Casa Forte Recife – PE CEP: 52. Portaria nº 273.427.gov. de 17 de janeiro de 1997. publicado no DOE em 04/08/99. Lei nº 11.gov. PUBLICADO NO DIÁRIO OFICIAL DO ESTADO DE 18/07/2000. Tecnologia e Meio Ambiente.061-070 Fones: (81) 3441-5636 / 1331 / 3441-7525 Decreto nº 19.826. DISPÕE SOBRE O CONSELHO ESTADUAL DE RECURSOS HÍDRICOS. de 11 de dezembro de 2000. cria e extingue cargos e dá outras providências.423 de 26 de março de 1998.serla. inciso VII.426 de 17/01/97 Dispõe sobre a Política Estadual de Recursos Hídricos e o Plano Estadual de Recursos Hídricos.208. institui o Sistema Integrado de Gerenciamento de Recursos Hídricos. Regulamenta a Lei nº 11. 155 . e dá outras providências. Decreto nº 27.ESTADOS E DF LEI SOBRE POLÍTICA E SISTEMA DE GERENCIAMENTO REGULAMENTAÇÃO de 18/07/2000.br Organograma da Secretaria de Ciência. Institui a Política Estadual de Recursos Hídricos. Dispõe sobre a estrutura organizacional do Poder Executivo Estadual.srh.sectma.239 de 02 de agosto de 1999.921440 Fones: (21) 580-0048 / 580-4221 / 580-1198 Fax: (21) 580-0348 / 0548 http://www. Estrutura e http://www. § 1º.427 de 17/01/97 – Dispõe sobre a conservação e a proteção das águas subterrâneas do Estado de Pernambuco. 9. ÁGUAS SUBTERRÂNEAS LEGISLAÇÃO DO ÓRGÃO GESTOR DE RECURSOS HÍDRICOS ÓRGÃO GESTOR DE RECURSOS HÍDRICOS PERNAMBUCO Lei nº 11.629. e dá outras providências. de 28 de janeiro de 1999. de 2 de outubro de 2000 .br/ RIO DE JANEIRO Lei nº 3. SECRETARIA DE RECURSOS HÍDRICOS Endereço: Rua Irmã Maria David.269 de 24 de dezembro de 1997 – Dispõe sobre a Política Estadual de Recursos Hídricos e o Plano Estadual de Recursos Hídricos. Estabelece os procedimentos técnicos e administrativos para a emissão de outorga de direito de uso de recursos hídricos de domínio do Estado do Rio de Janeiro.Dispõe sobre o Conselho Estadual de Recursos Hídricos.pe. regulamenta a Constituição Estadual em seu artigo 261. cria o Sistema Estadual de Gerenciamento de Recursos Hídricos.º 2.rj.

relativas ao gerenciamento e à conservação das águas subterrâneas e dos aqüíferos no Estado do Rio Grande do Sul. Introduz modificações na Lei nº 10.SEMA Endereço: Rua Carlos Chagas.505.350. de 1º de julho de 1996.350.350.356.RS CEP: 90. dispõe sobre a Secretaria do Meio Ambiente . de SUL 30 de dezembro de 1994. Decreto nº 13. de 21 de novembro de 1996 Regulamenta a outorga do direito de uso da água no estado do Rio Grande do Sul. Hermes da Fonseca. e da outras providências. 9&ordm. 55. publicada em 3 de julho de 1996 .055. com alterações. andar .gov. Decreto nº 37. que trata do Conselho Estadual de Recursos Hídricos. institui o NORTE Sistema Integradas de Gestão de Recursos Hídricos SIGERH e dá outras providências.362. Lei n.850. de 10 de janeiro de 1995. de 26 de dezembro de 2002. prevista nos Artigos 29.serhid.086. de 8 de maio de 1989 que criou o Fundo de Investimento em Recursos Hídricos.283 de 22 de março de 1997.Dispõe sobre a Política Estadual de RIO GRANDE DO Recursos Hídricos.015-001 Fones: (84) 232-2410 / 2409 / 2420 Fax: (84) 232-2411 / 2419 http. de 30 de dezembro de 1994 .Centro Porto Alegre . LEGISLAÇÃO DO ÓRGÃO GESTOR DE RECURSOS HÍDRICOS Decreto nº 13. 4º da Lei nº 6. que instituiu o Sistema Estadual de Recursos Hídricos e na Lei nº 8.033. 1174 – Bairro Tirol Natal – RN CEP: 59.908 de 1º de julho de 1996.º 8.285 de 22 de março de 1997. Decreto nº 40.Institui o Sistema Estadual de Recursos Hídricos.sema. publicado em 25 de março de 1997. Lei nº 11. Lei nº 11.350. de 29 de julho de 1999.SEMA e dá outras providências.rs. Decreto nº 37. que dispõe sobre a Política Estadual de Recursos Hídricos.º 10. e dá outras providências.908. Regulamenta o Fundo Estadual de Recursos Hídricos .gov. de 30 de dezembro de 1994. publicado em 25 de março de 1997 – Regulamenta o inciso III do art. Regulamenta disposições da Lei nº 10. regulamentando o artigo 171 da Constituição do Estado do Rio Grande do Sul. de 15 de abril de 2002. criado pela Lei 6.047. Decreto nº 13. Publicado no DOE de 29/06/99.030-020 Fone: (51) 286-2513 / 226-1503 Fax: (51) 286-2349 http://www. ÓRGÃO GESTOR DE RECURSOS HÍDRICOS Secretaria de Recursos Hídricos do Estado do Rio Grande do Norte Endereço: Av. de 08 de dezembro de 2000 Altera o Decreto nº 36.//www. de 21 de novembro de 1996 Regulamenta o artigo 18 da Lei ÁGUAS SUBTERRÂNEAS Lei nº 6. de 11/03/1998. de 4 de julho de 1995.836.560.FUNERH. publicado em 25 de março de 1997 – Regulamenta o Sistema Integrado de Gestão de Recursos Hídricos – SIGERH e dá outras providências.br Lei n. Cria o Instituto de Gestão das Águas do Estado do Rio Grande do Norte IGARN.034. SECRETARIA ESTADUAL DO MEIO AMBIENTE .ESTADOS E DF LEI SOBRE POLÍTICA E SISTEMA DE GERENCIAMENTO REGULAMENTAÇÃO Decreto nº 13. Introduz RIO GRANDE DO alterações na Lei nº 10.908 de 01 de julho de 1996.rn. Decreto nº 42. 30 e 31 da Lei nº 10. de 30 de dezembro de 1994. Aprova o Regulamento da Secretaria de Recursos Hídricos do Estado do Rio Grande do Norte. de 22 de dezembro de 2000.br/sema/ 156 .284 de 22 de março de 1997.

Decreto nº 36. de 04 de julho de 1995 Regulamenta o artigo 7º da Lei nº 10.Regulamenta a alocação de recursos financeiros do Fundo de Investimentos em Recursos Hídricos do Rio Grande do Sul.350. que instituiu o Sistema Estadual de Recursos Hídricos.351. Decreto nº 81.055. visando a minimizar problemas de drenagem urbana. de 17 de fevereiro de 1978 Promulga o Tratado de Cooperação para o Aproveitamento dos Recursos Naturais e o Desenvolvimento da Bacia da Lagoa Mirim e o Protocolo para o Aproveitamento dos Recursos Hídricos do Trecho Limítrofe do Rio Jaguarão.350. de 30 de dezembro de 1994.ESTADOS E DF LEI SOBRE POLÍTICA E SISTEMA DE GERENCIAMENTO REGULAMENTAÇÃO nº 10. ÁGUAS SUBTERRÂNEAS LEGISLAÇÃO DO ÓRGÃO GESTOR DE RECURSOS HÍDRICOS ÓRGÃO GESTOR DE RECURSOS HÍDRICOS 157 .Regulamenta os usos da água que dispensam de outorga. RS 001/1997 . Resoluções do CRH/RS 001/1995 – Regulamenta a operação experimental do sistema de irrigação Vacaraí/Canas no município de São Gabriel. 002/1997 . que instituiu o Sistema Estadual de Recursos Hídricos. de 30 de dezembro de 1994. anexo a esse Tratado.

bem como aprova a sua nova composição. – Oficializa a 003/1998 Comissão Provisória do Lago Guaíba.Aprova a nova composição do Comitê de Gerenciamento da Bacia Hidrográfica do Rio Gravataí. 005/1998 Aprova a composição do Comitê de Gerenciamento da Bacia Hidrográfica do Rio Pardo.Aprova a nova composição do Comitê de Gerenciamento da Bacia Hidrográfica do Rio Santa Maria e aprova o seu Regimento Interno.Aprova a alteração de nome do Comitê de Gerenciamento da Bacia Hidrográfica do Rio dos Sinos.ESTADOS E DF LEI SOBRE POLÍTICA E SISTEMA DE GERENCIAMENTO REGULAMENTAÇÃO 003/1997 Aprova a composição do Comitê de Gerenciamento da Bacia Hidrográfica do Rio TaquariAntas.Regulamenta a administração e operação em caráter experimental dos sistemas de irrigação no município de São Gabriel/RS 001/1998 . 002/1998 . 006/1998 . 007/1998 Aprova a composição do Comitê de ÁGUAS SUBTERRÂNEAS LEGISLAÇÃO DO ÓRGÃO GESTOR DE RECURSOS HÍDRICOS ÓRGÃO GESTOR DE RECURSOS HÍDRICOS 158 . 004/1998 Aprova a composição do Comitê de Gerenciamento da Bacia Hidrográfica do Rio Caí. 004/1997 .

Delega ao Instituto Riograndense do Arroz .Aprova o Regimento Interno do Comitê de Gerenciamento da Bacia Hidrográficado Rio Caí.Aprova o Regimento Interno do Comitê de Gerenciamento da Bacia ÁGUAS SUBTERRÂNEAS LEGISLAÇÃO DO ÓRGÃO GESTOR DE RECURSOS HÍDRICOS ÓRGÃO GESTOR DE RECURSOS HÍDRICOS 159 . 010/1998 .Delega ao Instituto Riograndense do Arroz .Aprova a proposta do Comitê de Gerenciamento da Bacia Hidrográgica do Rio Camaquã. 003/1999 . 004/1999 . 002/1999 .ESTADOS E DF LEI SOBRE POLÍTICA E SISTEMA DE GERENCIAMENTO REGULAMENTAÇÃO Gerenciamento da Bacia Hidrográfica dos rios Vacacaí e Vacacaí-Mirim.Aprova o Regimento Interno do Comitê Gerenciamento da Bacia Hidrográfica do Rio Pardo. 001/1999 .Aprova o Regimento Interno do Comitê de Gerenciamento da Bacia Hidrográfica do Rio dos Sinos. 005/1999 .IRGA a continuidade na fiscalização da operação das tomadas de água para irrigação no arroio Velhaco e afluentes no período da safra 1999-2000. 009/1998 . 008/1998 .IRGA a fiscalização da operação das tomadas de água para irrigação no arroio Velhaco e afluentes no período da safra 1998/99.Aprova a proposta do Comitê de Gerenciamento da Bacia Hidrográfica do Rio Tramandaí.

Aprova a proposta de composição do Comitê de Gerenciamento da Bacia Hidrográfica do Rio Ijuí.Aprova o Regimento Interno do Comitê de Gerenciamento da Bacia Hidrográfica dos rios Vacaraí e Vacaraí-Mirim.Aprova o Regimento Interno do Comitê de Gerenciamento da Bacia Hidrográfica do Rio Gravataí. 006/2001 .147/2000.IRGA a continuidade na fiscalização a operação da tomadas de água para irrigação no arroio Velhaco e afluentes.Inicia o processo de discussão para a criação das Agências de Região ÁGUAS SUBTERRÂNEAS LEGISLAÇÃO DO ÓRGÃO GESTOR DE RECURSOS HÍDRICOS ÓRGÃO GESTOR DE RECURSOS HÍDRICOS 160 . 002/2001 .Delega ao Intituto Rio Grandense do Arroz .Delega ao IRGA a fiscalização no Arroio Velhaco e seus afluentes.º 4. 001/2001 . 004/2001 .ESTADOS E DF LEI SOBRE POLÍTICA E SISTEMA DE GERENCIAMENTO REGULAMENTAÇÃO Hidrográfica do Lago Guaíba. no período da safra 2000-2001. 005/2001 . 003/2000 .Aprova a proposta de composição do Comitê de Gerenciamento da Bacia Hidrográfica do Alto Jacuí.Institui a Câmara Técnica de Assessoramento Permanente ao Conselho de Recursos Hídricos.Discute e delibera sobre o Projeto de Lei n. 001/2000 . 003/2001 . no período da safra 2001/2002. 002/2000 .

Parque Cujubim Porto Velho RO CEP: 78. de 26 de setembro de SECRETARIA DE DESENVOLVIMENTO AMBIENTAL – SEDAM Endereço: Estrada de Santo Antônio. Lei nº 6.Dá nova redação ao art. Bloco B. 007/2001 . ÁGUAS SUBTERRÂNEAS LEGISLAÇÃO DO ÓRGÃO GESTOR DE RECURSOS HÍDRICOS ÓRGÃO GESTOR DE RECURSOS HÍDRICOS RONDÔNIA Lei Complementar nº 255. de 25 de janeiro de 2002.ESTADOS E DF LEI SOBRE POLÍTICA E SISTEMA DE GERENCIAMENTO REGULAMENTAÇÃO Hidrográfica – ARH. 900.022 de 06/05/93 – Dispõe sobre o Sistema Estadual de Gerenciamento de Recursos Hídricos 161 . articulado ao Programa de Gestão Ambiental Compartilhada. Ceisa Center. de 07 de janeiro de 1998 . alterado pela Lei nº 8. 008/2001 .Aprova a proposta de composição do Comitê de Gerenciamento da Bacia Hidrográfica dos Rios TurvoSanta Rosa-Santo Cristo.360.900-000 Fone: PABX (69) 224-2220 / 7484 / 2528 / 314.2110 Fax: (69) 224-2529 / 224 7466 SECRETARIA DE ESTADO DO DESENVOLVIMENTO URBANO E MEIO AMBIENTE – SDM Endereço: Av. 2º da Lei nº 6. Ed. 009/2001 .644.sc.748 de 30/11/94 – Dispõe sobre a Política Estadual de Recursos Hídricos e dá outras providências. Institui a Política Estadual de Recursos Hídricos e o Sistema Estadual de Gerenciamento de Recursos Hídricos.Instituição um Grupo de Trabalho para tratar de assuntos relativos ao Programa Estadual Integrado de Capacitação em Recursos Hídricos. 5º andar Florianópolis – SC CEP 88.739. 183. Lei nº 9.015-900 Fone:(48) 224-3064/223 0400/224 6166 R. Osmar Cunha.br SANTA CATARINA Lei nº 9. de 16 de dezembro de 1985 – Cria o Conselho Estadual de Recursos Hídricos Lei Nº 10.Regulamenta o Processo de Instalação dos Comitês de Gerenciamento de Bacias Hidrográficas do Rio Grande do Sul.sdm.202 Fax: (48) 222-9403/224 0471 http: //www.gov.739. de 16 de dezembro de 1985.

Decreto Estadual nº 41.022. contidas no Regulamento baixado pelo Decreto n. Decreto nº 37.275. criado pela Lei nº 7.134. e nº 10.o 52.007.CERH.663/91.755. Decreto nº 32.gov. DECRETO Nº 13.gov.2002. de 18 de dezembro de 1975. DE 27 DE AGOSTO DE 1979. de 3 de fevereiro de 1971. de 7 de fevereiro de 1991 regulamenta a Lei nº 6. Portaria DAEE nº 01. Decreto n° 32.9452 e-mail: sti@daee.sp.020. DEPARTAMENTO DE ÁGUAS E ENERGIA ELÉTRICA – DAEE Endereço: Rua Butantã. Regulamenta a outorga de direitos de uso dos recursos Hídricos e a fiscalização de usos de recursos hídricos – artigos 9º a 13 da Lei nº 7. Decreto nº 10.663/91.300 de 25 de agosto de 1993 – Regulamenta o Fundo Estadual de Recursos Hídricos – FEHIDRO.866/97. Decreto nº 27. Aprova a Norma e os Anexos que disciplinam o uso dos recursos hídricos.636.br e-mail: drh@daee.sp.daee.sp.06. de 28 de novembro de 1997 – Dispõe sobre a proteção e recuperação de mananciais. de 18 de dezembro de 1995. Portaria DAEE Nº 712.134.br/ 162 . de 27 de dezembro de 1994 – Dispõe sobre o Plano Estadual de Recursos Hídricos 1994/1995. de 3 de julho de 1998. Lei n. de 22 de ÁGUAS SUBTERRÂNEAS LEGISLAÇÃO DO ÓRGÃO GESTOR DE RECURSOS HÍDRICOS ÓRGÃO GESTOR DE RECURSOS HÍDRICOS SÃO PAULO Lei nº 10. de 30/12/91 Estabelece normas de orientação à Política Estadual de Recursos Hídricos bem como ao Sistema Integrado de Gerenciamento de Recursos Hídricos. de 02 de junho de 1988 – Dispõe sobre a preservação dos depósitos naturais de águas subterrâneas do Estado de São Paulo. altera a denominação da Secretaria de Energia e Saneamento e dá providências correlatas.663. de 07 de fevereiro de 1991 – Regulamenta a Lei nº 6.955. Lei nº 9034. as infrações e as penalidades.258 de 31 de agosto de 1996. Dispõe sobre ampliação das atribuições do Departamento de Águas e Energia Elétrica. Saneamento e Obras.º 7. que dispõe sobre a preservação dos depósitos naturais de águas subterrâneas do Estado de São Paulo e dá outras providências. Disciplina o uso do solo para a proteção dos mananciais.134/88. de 7 de abril de 1998 – Regulamenta a Lei nº 9. Cria a estrutura da Diretoria de Procedimentos de Outorga e Fiscalização LEI nº 8.576 de 11 de novembro de 1987 – Cria o Conselho Estadual de Recursos Hídricos.º 898. que cria o Conselho Estadual de Recursos Hídricos . cursos e reservatórios de água e demais recursos hídricos de interesse da Região Metropolitana da Grande São Paulo e dá providências correlatas. de 2 de junho de 1988. Decreto nº 43. Aprova a Norma e os Anexos que disciplinam a fiscalização. de 03 de janeiro de 1998. de 29 de março de 1993 (*) Cria a Secretaria de Estado de Recursos Hídricos. Autoriza o Poder Executivo a participar da constituição de Agência de Bacias.955. de 12 de dezembro de 1996.gov. Lei n.834. Lei nº 6.br http://www. de 28. 285 – 5º andar – Pinheiros São Paulo – SP CEP: 05424-140 Fone: (11) 3813-4145 / 3814-9011 Fax: (11) 3814-9011 Ramal 2131 / 3815 . Lei nº 9866. Portaria DAEE nº 717.ESTADOS E DF LEI SOBRE POLÍTICA E SISTEMA DE GERENCIAMENTO REGULAMENTAÇÃO 1991.

SECRETARIA DO PLANEJAMENTO E MEIO AMBIENTE – SEPLAN Endereço: Secretaria do Planejamento e Meio Ambiente .870 de 25 de setembro de 1997 .seplan.468 (1).163.099. Decreto nº 18.br/ 163 . 1051 Bairro São José Aracaju .Palmas – TO CEP 77.Esplanada das Secretarias – Centro .931. e institui o Sistema Integrado de Gerenciamento de Recursos Hídricos e dá outras providências.gov.to.Fax:63 2181158/1099 e-mail: seplangb@zaz. ÁGUAS SUBTERRÂNEAS LEGISLAÇÃO DO ÓRGÃO GESTOR DE RECURSOS HÍDRICOS ÓRGÃO GESTOR DE RECURSOS HÍDRICOS SERGIPE Lei nº 3. de 26 de março de 1998 – Dispõe sobre o Conselho Estadual de Recursos Hídricos – CONERH/SE. de 22 de julho de o Lei n 1.079 de 5 de setembro de 2000 – Regulamenta o Fundo Estadual de Recursos Hídricos – FUNERH.prodase.br http://www.456. Portaria nº 006.ANNO .307.com. e dá providências correlatas. de 8 de setembro de 1976. Dispõe sobre o enquadramento dos corpos de água receptores na classificação prevista no decreto n. e dá outras Estadual de Recursos Hídricos. 8. de 30 de janeiro adota outras providências.br/seplantec -srh TOCANTINS Decreto nº 637.Dispõe sobre a Política Estadual de Recursos Hídricos.SE CEP: 49. Decreto nº 19.456. e dá outras providências.br http://www. Decreto nº 18. e providências.Fone: (63) 218-1155 /1151 Geral:63 218. de 03 de dezembro de 1999 .050 .ESTADOS E DF LEI SOBRE POLÍTICA E SISTEMA DE GERENCIAMENTO REGULAMENTAÇÃO novembro de 1977. que regulamenta a outorga de direito de uso de recursos hídricos. de 22 de março de 1998 – Cria o Conselho Estadual 2002. de 2001 – Dispõe sobre a outorga de direito de uso de recursos hídricos. SECRETARIA DE ESTADO DO PLANEJAMENTO E DA CIÊNCIA E TECNOLOGIA – SEPLANTEC Endereço: Rua Vila Cristina.020-150 Fone: (79) 214-4424/214-5177 Fax: (79) 211-9931 E-mail: srh-se@prodase.1141 . Decreto nº 18. Dispõe sobre a Política de Recursos Hídricos.com. de 3 de dezembro de 1999.com. de 3 de julho de 2000 – Corrige os valores de custos operacionais do Anexo único do Decreto nº 18.Regulamenta a outorga de direito de uso de recursos hídricos.

ANEXO III Relação dos Comitês de Bacias Hidrográficas do Brasil 164 .

1303 AV.440-000 (34) 3242 8888 cafeari@quantica. Panorama Av. Capitão Noray de Paula e Silva.DOCE 8 Rio Uruguaí CBH . 156 Jardim Jalisco Rua Jaime Gomes.PARAÍBA DO SUL (CEIVAP) CBH .807-060 (16) 232 2527 (16) 232 2527 comitetj@recursoshidricos. José Rodrigues Seabra UFP . BPS. Getúlio Vargas.br 7 Rio Doce CBH .sp.500-000 (35) 629 1105/1106/1107/ 1108 (54) 316 8101/ 9981 5386 (celular) (24) 3355 83 89 (35) 622 3596 barbosa@iem. 135 – J.600-000 (49) 551 2018 (49) 551 2004 peixe@unoescjba.520-000 Fone (51) 9971 1254 Fax (51)3663 6494 E-mail/Site cmtramandai@aol.br 6 Rio Paranaíba Araguari MG 38.TIÊTE JACARÉ Representante Legal Milton Hack Endereço Rua Marechal Floriano.BAIXADA SANTISTA Mongaguá SP 11.ALTO JACUÍ CBH .CP 542 Av.CP 566 BR 285 Km171 bairro São José Rua Sarkis.730-000 (13) 3421 1600 (13) 3445 3063 comitebs@recursoshidricos.cfeu.001-970 (54) 3311 1307 (24) 3355 8389 (34) 3242 8888 castamann@upf.gov.b r .br 9 Oceano Atlântico CBH .RELAÇÃO DOS COMITÊS DE BACIAS HIDROGRÁFICAS DO BRASIL Código 1 Foz do Rio Principal Oceano Atlântico Rio Tiête Nome do Comitê CBH TRAMANDAÍ CBH . 2125 .1303 PinheirinhoCampus Prof.RIO SAPUCAÍ Alexandre Augusto Barbosa Itajubá MG 37.gov.br 4 Rio Jacuí CBH .tche.sp.br 3 Rio Grande CBH .rct-sc. BPS.com.br 5 Paraíba do Sul Resende RJ 27.510-100 Ceivap@uol. 67 Centro Joaçaba SC 89.com 2 Aldo Benedito Pierri Araraquara SP 14.RIO ARAGUARI Alfredo Castamann Manuel Otoni Neiva (presidente em exercício) Antônio Reinaldo Caetano Aprovado pelo CNRH e instituído pelo Decreto de 25/01/2002 Aristides Cimadon Arthur Parada Prócida (Prefeito de Mongaguá) Passo Fundo RS 99.com.RIO PEIXE Rua getúlio Vargas. 418 Centro Cidade Osório Estado RS CEP 95. 1459 Av.

RIO MOXOTÓ Carlos Magno Feijó Campelo Claudio Antonio de Mauro Dionei Minuzzi Delevati Elzio Stelato Júnior Fernando Bernal Pentecoste CE 62.RIO TUBARÃO Carlos José Stüpp Tubarão SC 88. nº 40 A ULTRA Martinho Lutero.416-500 (19) 434 5111 (19) 434 5111 (51) 3717 7470 (18) 427 1662 (51) 3722 3681 cbh-pcj@merconet.BAIXO JACUÍ CBH .CAMAQUÃ CBH . Marcolino martins cabralk. 26 Centro Florianópolis SC 88.10 Oceano Atlântico CBH . nº 1400 Cidade Nova BR 116 km 400 Trevo Acesso Sul Praça João Pereira Vale.br 22 CBH .com.br 13 Rio Curu CBH .com. Estados Unidos nº 988 Sede: Av.501-000 (51) 3717 7460 (14) 427 1662 (51) 3722 4646 dionei@proppex.815-900 17520-520 96.br 15 16 17 Rio Jacuí Rio Paraná Rio Jacuí RS SP RS 96. 2º andar CP 50 Rua Dr. CAPIVARI E JUNDIAÍ CBH . Independência .180-000 56.520-520 (14) 427 1017 (14) 427 1662 comitemp@recursos.br comite@terra.com.com.br 19 20 RS PE 96.010-000 (47) 340 2414 comite@furb. Otavio Pinto César. 20 centro Rua XV de Novembro.100 Lagoa da Conceição Benedito Mendes Faria.com 18 Rio Grande Oceano Atlântico São Francisco Germano Hernandes Filho Gilberto Gonçalves Gutemberg Granjeiro Maciel SP 15. Minas Center.sp.com.600-000 (33) 3731 1570 pnasede@byalnet.ARAÇUAÍ Araçuaí MG 39.640-000 (88) 352 1155 14 Rio Tiête Piracicaba Santa Cruz do Sul Marília Cachoeira do Sul São José do Rio Preto Camaquã Sertânia SP 13.br fhbernal@hotmail.br / www. s/nº Av.br 166 .br daeebpp@terra.gov.062-010 (48)232 0185 (48) 232 0515 comitelagoa@guiafloripa.br 12 Oceano Atlântico CBH .705-000 (48) 626 6222 acit@acit-tubarao.AGUAPEÍ E PEIXE CBH .085-360 (17) 226 5302 (17) 227 2108 (51) 3671 4001 cimitetg@recursoshidricos.TURVO GRANDE CBH .RIO CURU CBH PIRACICABA. Moreira de Azevedo.sp.LAGOA DA CONCEIÇÃO Alessio dos Passos Santos Caixa Postal 10.com.unisc.com.combr/comitelagoa da conceicao 11 Rio Paranapanema CBH .600-000 (81) 3841 1156 (81) 3841 1246 21 Oceano Atlântico Rio Jequitinhonha CBH . 600 Edifício Mauá 2º Andar Pça Rui Barbosa.MÉDIO PARANAPANEMA Carlos Arruda Gams Marília SP 17.br / cbhtg@terra. 1788 Ed.guiafloripa.gov.PARDO-RS CBH .RIO ITAJAÍ Hans Prayon Heirich Nikolaus Busselmann Blumenau SC 89. 2293 Rua Benedito Mendes Faria. 40 A Av. 162 Centro Sede: Av.

via-rs.RIBEIRA DE IGUAPE E LITORAL SUL CBH .b r 32 Rio Jaguaribe José Aluísio Cavalcante Pinheiro Solonópole CE 62.br 25 Rio Tiête CBH .sp.015-190 (18) 221 4350 (18) 221 4350 comitepp@recursoshidricos.br / comite_ibicui@pro. Conjunto 902 Presidente Prudente SP 19.MÉDIO BAIXO JAGUARIBE CBH .RIO TAQUARI-ANTAS CBH .gov.com. S.gov.PONTAL DO PARANAPANEMA CBH .201-700 (17) 632 1726 (47) 435 3730 (17) 632 4664 (47) 435 3730 167 .tche.br 30 Oceano Atlântico João Batista machado SP 18.700-000 89. 330.Francisco Getúlio Vargas.br comitesjd@recursoshidricos.sp.br 34 35 José Carlos Guisso José Mario Gomes Ribeiro Jales Joinville SP SC 15.gov. 2266 Rua do Príncipe.SÃO JOSÉ DOS DOURADOS CBH .com.via-rs.620-000 (88) 518 1200/1351 33 Oceano Atlântico Rio Paraná Oceano Atlântico José C Carvalho Brasilia DF 70.30-000 (16) 682 1222/682 1221 (16) 682 1302 (11) 3315 9083 / 3315 1309 pfmazul@zaz.RIO BANABUIÚ CBH .RIO PARDO Luiz Sergio Girão de Lima Homero de Carvalho Freitas Hugo V.940-000 14.br ivomello@pro.RIO IBICUÍ CBH . Marques de Resende Instituído pelo Decreto de 5 de junho de 2001 Rua Raul Nogueira nº 9(altos) Rua Dona Maria das Dores. 9º andar.070-560 (54) 214 3492 Ramal 2480 (55) 422 4292 (55) 9974 1353 (54) 212 1133 izorzi@ucs.610-200 (61) 445 5342 (61) 445 5362 dilma@ana.org. br cubatao@cubataojoinville.MOGI GUAÇU CBH .ALTO TIÊTE São Paulo SP 03007-900 (11) 3315 9077 jconejo@sp.SGR ANA Rua: Cinco. Mercúrio. 248 Centro Av.sp.com.23 24 Rio Jaguaribe Rio Grande CBH .gov.b r 31 Rio Paranapanema José Alberto Mangas Pereira Catarino Rua Desbravador Ceará.gov.Centro Rua Augusto Moritz. 305 Espirito Santo do Pinhal Tapiraí RS SP 13.990-000 (19) 651 3707 (15) 277 1133/1135 982 3717 (celular) (19) 651 5430 prefpinhal@uol.RIO CUBATÃO (NORTE) Isidoro Zorzi UCS .POMBA MURIAE 27 Rio Taguari CBH .br 28 29 Rio Uruguaí Rio Grande Ivo Mello João Alborgheti Praça Rio Branco s/nº .SÃO FRANCISCO CBH . s/nº Parque Dom Pedro II Morada Nova Serra Azul CE SP 62.com. 1130 CP 1352 Caxias do Sul RS 95.180-000 (15) 277 1314 comiterb@recursoshidricos.br 26 Rio Paraíba do Sul CBH . 438 Rua Doutor Queiroz Lima nº 330 Setor Policial Sul Área 5 Quadra 03 Bloco L .

CP 275 Florianópolis SC 88.LITORAL NORTE Luiz Roberto Numa de Oliveira Ubatuba SP 11.com.140-092 31.LAGO GUAÍBA Luiz Antonio Timm Grassi Porto Alegre RS 90.36 Oceano Atlântico CBH .com.070-620 (48) 248 5797/337 0448 9983 5592 (celular) (55) 3332 0453 (55) 9987 9959 (celular) /3221 2447 (81) 3521 9720/3441 9933 R.022-000 (51) 3590 8508 cmtsinos@cirrus.RIO PIRAPAMA Lígia Cassol Pinto Ijuí RS 98.sp.PARAOPEBA CBH . 532– Centro Avenida Dr.tche.990-000 30.br 41 Oceano Atlântico CBH . Saito Rua Nossa Senhora das Graças.700-000 rhidrico@unijui.unisinos.br / saiadm@matrix.br (51) 3590 8122 47 Rio Jacuí Paulo Renato Paim RS 93.BAIXO TIÊTE CBH . Flávio Rocha.130-003 (18) 642 3655 (33) 3755 8129/3755 1204 (31) 3337 2978 / 9108 9707 (celular) (31) 3277 5182 mcostaval@uol.com. 164 Estreito UNIJUÍ CP nº 560 CORSAN Mauricio Sihotsky sobrinho.b r 43 44 45 46 Rio Tiête Rio Pardo MG/BA São Francisco São Francisco Birigui Águas Vermelhas Belo Horizonte Belo Horizonte São Leopoldo SP MG MG MG 16200-000 39. nº 333 Praça Ministro André Cavalcati. 4000 UNISINOS.RIO CUBATÃO José Y.IJUÍ CBH VACACAÍ/VACAC AÍ-MIRIM CBH .RIO DOS SINOS (COMITESINOS) Agliberto Gonçalves Marcos Martins Villela Marilene Farias de souza Mauro da Costa Val Paulo Maciel Junior Franca SP 14.br 42 Rio Grande CBH .br 168 .br dafma@pbh.br 38 Rio Jacuí Loreno Côvolo Santa Maria RS 39 Oceano Atlântico Lúcio Monteiro Cabo Agostinho PE 54.gov.br 37 Rio Uruguaí CBH . 24 (81) 3521 1371/3268 1008 (55) 3332 0459 robsaito@yahoo.com.com.405-600 (16) 3724 5270 (16) 3724 5270 (18) 642 3502 comitesmg@francanet.gov. s/nº Rua Barão do Cerro Largo. 600 Menino de Deus Rua Cunhambebe.850-110 (51) 3225 6636 grassilat@netmarket.SAPUCAÍMIRIM GRANDE CBH .500-000 40 Lagoa dos Patos CBH . 100 Rua São Vicente nº 154 Rua Gonçalves Dias nº 2299/1007 Lourdes Av.680-000 (12) 432 3816 (12) 432 3816 Ramal 30 comiteln@pratica.com.br comitebt@recursoshidricos. 4551 . 950. Afonso Pena.RIO MOSQUITO CBH .Vila Exposição Rua Silvares.RIO DAS VELHAS CBH .

RIO CAMBORIÚ CBH .via-rs.AFLUENTES MINEIROS DOS RIOS PARDO E MOGI GUAÇU CBH .br 55 Rio Jacuí CBH . Miguel Iron s/nº Santa Rita Morro Agudo SP 14.640-000 (16) 3851 1400 (16) 3851 1166 pmagudo@netsite.com.RIO PAJEÚ CBH .600-000 (38) 3671 5855 9962 6035 (celular) (38) 3671 1366 58 Rio Ibicuí CBH .CARATINGA Caratinga MG 35.br 50 São Francisco Oceano Atlântico Rio Jaguaribe São Francisco CBH . 22 de Janeiro. 395 CP172 Rua Sebastião Thomás Oliveira.590-000 (55) 3231 2480 (55) 3231 2957 cmtsmaria@rosulonline.RIO CAÍ Roberto Carlos da Silva Alves S. Europa M.br 54 Rio Tiête CBH .com. 3996 Centro Rua Guapé nº 671/ Belvedere Av. 1626 Av.com. Américo de Carvalho nº820 Jd. de Morro Agudo) Pedro Paulo de Oliveira Martins Praça Martinico Prado.704-083 (35) 3697 2601 57 São Francisco Rodrigo Vargas Paracatu MG 38.com.300-047 (33) 3329 8029 (33) 3329 8001 beirario@prodatanet.SOROCABA MÉDIO TIETÊ Renato Amary (Prefeito Municipal de Sorocaba) Sorocaba SP 18.045-000 (15) 222 2065 (15) 222 2181 cbhmt@zaz.com.501-271 (37) 3212 4066 regreco@uol. 544 Edifício horácio Valentim .br e cmtsmaria@pro. 423 Centro Sede: COOP. 51 Edifício Tupy Boa Vista Parque Ecológico Rio Camboriú Av. Floriano Peixoto.SANTA MARIA Romeu Domingos Andreazza Rosário do Sul RS 97.com.br 49 Rio Doce CBH .48 Rio Grande CBH .330-000 62810-000 35.PARÁ Rafael Silvio Nunes Raimundo Gonçalez Malta Raimundo José Reis Félix Regina Greco Recife Balneário Camboriú Icapuí Divinópolis PE 50050-240 (81) 3227 3911 ramal 265 (47) 363 7145 (88) 432 1194/432 1200 (37) 344 1142/344 9987 (81) 3227 3519 (47) 363 7145 rgmalta@terra.BAIXO JAGUARIBE CBH .TRITICO LA Av. Sebastião do Caí RS 95.BAIXO PARDO GRANDE Paulo Roberto Fiatikoski (Prefeito Munic. Olegário Maciel.com.br 51 52 53 SC CE MG 88.PARACATU Rodopiano Marques Evangelista Poços de Caldas MG 37.11 Samuel Pinto.net 56 Rio Grande CBH .br 169 . nº 260 Santa Rosália Praça JK.760-000 (51) 3635 1550 comite@cpovo.

960-000 (17) 542 1144 (17) 542 1122 comitetb@recursoshidricos.965-000 (27) 3251 8256 67 Rio Iguaçu CBH .gov. 291 bairro Aclimação Av.com.com.RIO GRAVATAÍ Sérgio Cardoso Rua Carlos Chagas.ALTO IGUAÇU / ALTO RIBEIRA CBH .br 65 Rio Paraíba do Sul Campos do Jordão SP (12) 262 4122 (12) 262 4122 66 Oceano Atlântico CBH . 1 /1º andar Rua Prefeito Waldemar Grubba nº 3.ALTO PARANAPANEMA (ALPA) CBH .RIO JABOATÃO Ubirajara Ferreira Paz Moreno PE 54.RIO ITAPOCU CBH .br 69 Adalto Gomes Tijucas SC 88. 185 (Prefeitura Municipal de Moreno) Sofrênio Portela.800-000 (81) 3535 1067/1197 (81) 3535 1067 (35) 3229 5658 (31) 3852 1541 cbhpiracicaba@robynet.630-900 (41) 333 4774 (41) 225-6454 yarabach@sepl.gov.RIO TIÊTE BATALHA Toshio Toyota (Prefeito Municipal de Novo Horizonte) Praça Rio Branco.br 68 Oceano Atlântico Oceano Atlântico Ronaldo Klizke Jardim Centenário SC 89.com. com.256-501 .RIO PIRACICABA CBH .br tannay@camaratijucas.RIO VERDE CBH .gov.gov.com.br / pmcorupa@netuno.br 60 Rio Tiête CBH .RIO TIJUCAS Yara Cristina Eisembach Curitiba PR 80. São Sebastião.ITAÚNAS Conceição da Serra ES 29.800-000 (14) 351 2599 (14) 351 2790 comitealpa@winf.pr.rs. 125 Sede: Rua Manoel Pereira Alves.200-000 170 .sp. 255 – Vila Abernéssia Rua Adolpho Serra nº3 Urbis Rua Máximo João Kopp nº274 bl.030-020 (51) 3484 3488 3288 6012 comitegravataí@metroplan. Amazonas nº 115 6º Andar Centro Rua Santa Lúcia.310-000 35. (47) 370 7933 nono@weg.55/2 andar/sala 107 Porto Alegre RS 90.b r/ada@metroplan.br / amvali@netuno.rs. 375 Av.930-117 (35) 3229 5614 64 Rio Paranapanema Walter Martins de Oliveira Walter Maurício Nogueira Barros Vasconcelos Wanderson Rogério Giacomim Piraju SP 18.b r 61 Rio Capibaribe CBH .com.59 Rio Jacuí CBH .br 62 63 Rio Grande Rio Doce CBH .300 Rua Coronel Buchelle nº 181 Centro Novo Horizonte SP 14.SERRA DA MANTIQUEIRA Valentim Calenzani Vinicius Perdigão Varginha João Montevade MG MG 37.

RIO JACARAÍPE Júlio bernardo da silva Filho Av.br 71 Oceano Atlântico Tadeu Santos SC 88. Antônio Luís nº989 Pimenta Rua Rômulo Castelo nº 18 Centro Araranguá SC (49) 221 0100 (49) 221 0102 senseflora@baroni.com.br 74 75 76 Rio Sergipe Rio Jaguaribe Rio Jaguaribe Aracaju Fortaleza Crato SE CE CE 49.gov.RIO CANOAS CBH .Leoberto Leal nº1904 Bairro Universitário CP 225 Av.br 73 Paranapanema Ibiporã PR 86.70 Rio Uruguaí CBH . Km 353 Parque Municipal das Araucária SEMAFLOR Rua Padre Votoriano Valente nº 540 Praça Olimpio nº 180 Av.RIO ARARANGUÁ CBH .com.802-001 (48) 522 0709/9954 5445 72 Rio Iguaçu Mauro Battistelli Reinaldo Gomes Ribeirete Marcelo Déda Chagas Marcos André Lima da Cunha Pierre Maurice Gervaiseau José Renato Casagrande Guarapuava PR 85030-230 (42) 624 2214 (42) 624 2214 semaflor@gol.br 77 Serra Azul ES (27) 3251 8264 semma@serra.ALTO JAGUARIBE CBH .010-010 60.br / adonismaccari@ig.es.055-402 63.RIO TIBAGI CBH .br Fonte: Agência Nacional de Águas – ANA (2002) 171 .200-000 (43) 258 5454 (43) 258 2377 imprensaibipora@onda.com.com.br pbarzan@casan.psi.100-000 (85) 257 6538/272 9614 (88) 523 2130 andre@cogerh.silva@bol.com.SALGADO CBH .br / juliofilho.RIO JORDÃO CBH .RIO SERGIPE CBH . Getúlio Vargas nº 227 Sala 09 Centro BR 277.com. Aguanambi nº 1770 Rua Cel.

18 e 24 161 .ANEXO IV Resoluções CNRH nºs 5.

37 a 40.433. Será assegurada ampla defesa ao Comitê de Bacia Hidrográfica objeto da intervenção de que trata este artigo. alterar seus estatutos visando sua adequação ao disposto na Lei nº 9. deliberativas e consultivas a serem exercidas na bacia hidrográfica de sua jurisdição. nesta Resolução e na Divisão Hidrográfica Nacional. de 8 de janeiro de 1997. Parágrafo único. seus níveis e vinculações. 5º A área de atuação de cada Comitê de Bacia será estabelecida no decreto de sua instituição.3º As ações dos Comitês de Bacia Hidrográfica em rios de domínio dos Estados. a Secretaria de Recursos Hídricos elaborará a Divisão Hidrográfica Nacional Preliminar.433. demográficas.433. necessariamente. Estaduais e Distrital de Recursos Hídricos. afluentes a rios de domínio da União. serão instituídos. de 1997. deverão adequar a gestão de recursos hídricos às diversidades físicas. Enquanto não for aprovado o Plano Nacional de Recursos Hídricos.quando houver manifesta transgressão ao disposto na Lei nº 9. serão vinculados ao Conselho Nacional de Recursos Hídricos. serão desenvolvidas mediante articulação da União com os Estados. § 2º Os Comitês de Bacia Hidrográfica . conforme estabelecido pela Lei nº 9. deverão. Art. de forma a implementar o Sistema Nacional de Gerenciamento de Recursos Hídricos. tendo em vista o disposto na Lei nº 9. de 1997. A compatibilização a que se refere o caput. 38. de 1997. resolve: Art. de 20 de dezembro de 2001.6º Os planos de recursos hídricos e as decisões tomadas por Comitês de Bacias Hidrográficas de subbacias deverão ser compatibilizadas com os planos e decisões referentes à respectiva bacia hidrográfica. 1º Os Comitês de Bacias Hidrográficas. os conflitos relacionados aos recursos hídricos. nesta Resolução e nas normas complementares supervenientes. observados os critérios gerais estabelecidos nesta Resolução.612. diz respeito às definições sobre o regime das águas e os parâmetros quantitativos e qualitativos estabelecidos para o exutório da sub-bacia. ou do Distrito Federal: I . integrantes do Sistema Nacional de Gerenciamento de Recursos Hídricos. deste artigo. em primeira instância administrativa. econômicas.RESOLUÇÃO Nº 5. de 1997. e pela Resolução nº 24.433.U de 11 de abril de 2000) (Modificada pela Resolução nº18. § 1º Os Comitês de Bacia Hidrográfica são órgãos colegiados com atribuições normativas.433. tendo em vista a definição que trata o caput deste artigo. de acordo com as respectivas competências do Conselho Nacional de Recursos Hídricos ou dos Conselho Estaduais.arbitrar. observadas as deliberações emanadas. onde deve constar a caracterização das bacias hidrográficas brasileiras. 162 . de 24 de maio de 2002) O Conselho Nacional de Recursos Hídricos. observados os critérios e as normas estabelecidos pelo Conselho Nacional. de 3 de junho de 1998. Art.433. da Lei nº 9433. de 1997. e nesta Resolução. a ser aprovada pelo Conselho Nacional de Recursos Hídricos. a ser incluída no Plano Nacional de Recursos Hídricos. e no Decreto nº 2. 51 da Lei nº 9. Parágrafo único. da Lei nº 9.433. no uso de suas atribuições. no âmbito de sua área de atuação. Art. 2º As entidades mencionadas no art. Art. além do disposto no art. inclusive os relativos aos Comitês de Bacias de cursos de água tributários. e Considerando a necessidade de estabelecer diretrizes para a formação e funcionamento dos Comitês de Bacias Hidrográficas. 7º Cabe aos Comitês de Bacias Hidrográficas.O. § 3º Os Comitês de Bacias Hidrográficas. Art. Parágrafo único. cujo curso de água principal seja de domínio da União. de 8 de janeiro de 1997. Art. DE 10 DE ABRIL DE 2000 (Publicada no D. sociais e culturais de sua área de abrangência. com base no disposto na Lei nº 9. de 1997. organizados e terão seu funcionamento em conformidade com disposto nos art.4º O Conselho Nacional de Recursos Hídricos só deverá intervir em Comitê da Bacia Hidrográfica. bióticas.

III . (NR) Resolução CNRH nº 24. II . e (NR) Resolução CNRH nº 24. cujo rio principal é de domínio da União. de 24 de maio de 2002. Parágrafo único.Secretários de Estado responsáveis pelo gerenciamento de recursos hídricos de. com pelo menos.aprovar seu regimento interno. vinte por cento do total de votos. da documentação completa sobre os assuntos a serem objeto de deliberação. os planos de recursos hídricos da bacia hidrográfica à audiência pública. artigo 1º § 1º Os mandatos do Presidente e do Secretário serão coincidentes.II .aprovar as propostas da Agência de Água. com encaminhamento simultâneo. convocada especialmente para esse fim.número de votos dos representantes dos poderes executivos da União. escolhidos pelo voto dos membros integrantes do respectivo Comitê de Bacia. quando for o caso. o seguinte: I . proporcional à população residente no território de cada Estado e do Distrito Federal. ainda que parcialmente. o Distrito Federal. com antecedência mínima de trinta dias. e deverão ser aprovadas pelo voto de dois terços dos membros dos respectivos Comitês. do Distrito Federal e dos Municípios. de 24 de maio de 2002. Art. artigo 1º § 3º As alterações dos regimentos dos Comitês somente poderão ser votadas em reunião extraordinária. VI . dando-se à sua convocação ampla divulgação. poderá ser encaminhada ao Conselho Nacional de Recursos Hídricos se subscrita por pelo menos três das seguintes categorias: I . artigo 1º IV . de 24 de maio de 2002. b) do Conselho Estadual de Recursos Hídricos. aos representantes. pelo menos.número de representantes de entidades civis. dos Estados. IV . ou ao Conselho Nacional de Recursos Hídricos. (NR) Resolução CNRH nº 24. respeitando as respectivas diretrizes: a) do Comitê de Bacia de curso de água do qual é tributário. 6º desta Resolução ou . conforme o colegiado que o instituir. § 2º As reuniões e votações dos Comitês serão públicas. 163 .submeter. de 24 de maio de 2002. garantida a participação de pelo menos um representante por Estado e do Distrito Federal. com o Plano de Recursos Hídricos da Bacia Hidrográfica de sua jurisdição.795. 9º A proposta de instituição do Comitê de Bacia Hidrográfica. Estaduais ou Distrito Federal de Recursos Hídricos. obedecido o limite de quarenta por cento do total de votos.o mandato dos representantes e critérios de renovação ou substituição. de acordo com sua esfera de competência. Das decisões dos Comitês de Bacia Hidrográfica caberá recurso aos Conselhos Nacional. que institui a Política Nacional de Educação Ambiental.aprovar o Plano de Recursos Hídricos da Bacia. obedecido quarenta por cento do total de votos. para efeito do disposto no art. quando existente. que lhe forem submetidas. dois terços dos Estados contidos na bacia hidrográfica respectiva considerado. considerado o disposto nesta Resolução. e VII . em suas respectivas áreas de atuação. ou do Distrito Federal.compatibilizar os planos de bacias hidrográficas de cursos de água de tributários. de 24 de maio de 2002. 8º Deverá constar nos regimentos dos Comitês de Bacias Hidrográficas. cujos territórios se situem. artigo 1º III – número de representantes dos usuários dos recursos hídricos.(NR) Resolução CNRH nº 24. obrigatoriamente. de 27 de abril de 1999. artigo 1º Art.desenvolver e apoiar iniciativas em educação ambiental em consonância com a Lei nº 9. podendo ser reeleitos uma única vez. V . (NR) Resolução CNRH nº 24.

10 Constará.39. será efetivada mediante decreto do Presidente da Republica. com no mínimo dez entidades. 14 desta Resolução. § 3º O processo de escolha e credenciamento dos representantes. dos representantes dos Municípios.entidades representativas de usuários. II .433.caracterização da bacia hidrográfica que permita propor a composição do respectivo Comitê de Bacia Hidrográfica e identificação dos setores usuários de recursos hídricos. com atuação comprovada na bacia. dos riscos de racionamento dos recursos hídricos ou de sua poluição e de degradação ambiental em razão da má utilização desses recursos.39.II. com incumbência exclusiva de coordenar a organização e instalação do Comitê. em função das características locais e justificativas elaboradas por pelo menos três entidades civis. e II . o Presidente Interino deverá realizar: I .indicação da Diretoria Provisória. legalmente constituídas. Art. da Lei nº 9. dar posse aos respectivos Presidente e Secretario Interinos. e IV . 39. de 1997. 164 . contados a partir da data de sua nomeação. com diagnóstico da situação dos recursos hídricos na bacia hidrográfica. III. à critério do Conselho.9 o. do art. caberá ao Secretário-Executivo do Conselho Nacional de Recursos Hídricos. a que se refere o inciso I e II. a que se referem o art. obrigatoriamente da proposta a ser encaminhada ao Conselho Nacional de Recursos Hídricos. por seus pares.eleição e posse do Presidente e do Secretário do Comitê. a que se refere o inciso III. de pelo menos três dos usos indicados nas letras “a” a “f ”. do art.12 Em até seis meses.Prefeitos Municipais cujos municípios tenham território na bacia hidrográfica no percentual de pelo menos quarenta por cento. será público.aprovação do regimento do Comitê. podendo as entidades civis referenciadas. III . de 1997. § 1º Após a instituição do Comitê. com ampla e prévia divulgação. desta resolução. dos representantes das entidades civis de recursos hídricos com atuação comprovada na bacia. e IV . de 1997.entidades civis de recursos hídricos. que poderão ser qualificadas como Organizações da Sociedade Civil de Interesse Público. Art. Estaduais e. do art 14º desta Resolução com no mínimo cinco entidades.a escolha. podendo este número ser reduzido. do Distrito Federal.o credenciamento dos representantes dos usuários de recursos hídricos. da Lei nº 9. da Lei nº 9.433. de 1997. por seus pares. quando for o caso. de que trata o artigo anterior. com mandato de até seis meses.a escolha.a articulação com os Poderes Públicos Federal. tendo em vista o que estabelece o art. III. a que se refere o inciso V do art.14 desta Resolução e inciso IV. § 2º Em até cinco meses.11 A proposta de instituição do Comitê será submetida ao Conselho Nacional de Recursos Hídricos e. e IV. II . o Presidente Interino deverá realizar: I . Art. no prazo de trinta dias. a seguinte documentação: I . do art. contados a partir da data de sua nomeação. da Lei nº 9.justificativa circunstanciada da necessidade e oportunidade de criação do Comitê. se aprovada. para indicação de seus respectivos representantes. legalmente constituídas.433.a proposta de que trata o art. 39. a serem qualificadas como Organizações da Sociedade Civil de Interesse Público.433. e quando couber identificação dos conflitos entre usos e usuários. a que se refere o parágrafo anterior deste artigo.

considerado relevante. Art. não poderá ser inferior a quatro por cento e superior a vinte por cento. artigo 1º a) abastecimento urbano. do art. locais ou setoriais de usuários.cada usuário da água será classificado em um dos setores relacionados nas alíneas “a” a “f”. Parágrafo único. levando em consideração: a) vazão outorgada. O somatório de votos dos usuários. I . inclusive diluição de efluentes urbanos. b) critério de cobrança pelo direito de usos das águas que vier a ser estabelecido e os encargos decorrentes aos setores e a cada usuário. por tempo determinado. c) irrigação e uso agropecuário. Art. 14 Os usos sujeitos à outorga serão classificados pelo Conselho Nacional de Recursos Hídricos. JOSÉ SARNEY FILHO Presidente do Conselho RAYMUNDO JOSÉ SANTOS GARRIDO Secretário Executivo 165 . em conformidade com o inciso II. f) pesca. no mínimo.Art. em conformidade com a vocação da bacia hidrográfica.433. 12–A O prazo de mandato a que se refere o §1º do art. 16 Esta Resolução entra em vigor na data de sua publicação. quarenta dias antes do término de seu mandato. desde que integrem associações regionais. 47. 11 e no caput do art. devidamente documentados e justificados ao Conselho Nacional de Recursos Hídricos. de 1997. desde que tenha sido prévia e justificadamente solicitado pelo Presidente Interino do Comitê. pelo Conselho Nacional de Recursos Hídricos. na bacia hidrográfica conforme alíneas “a” a “f”. deste artigo. serão representados no segmento previsto no inciso II. lazer e outros usos não consuntivos. e) hidroviário. c) a participação de. pertencentes a um determinado setor.13 O Presidente eleito do Comitê de Bacia deve registrar seu regimento no prazo máximo de sessenta dias. artigo 1º Art. b) indústria. captação e diluição de efluentes industriais. bem como os prazos previstos no §2º do art. deste artigo. e d) outros critérios que vierem a ser consensados entre os próprios usuários. da Lei nº 9.a representação dos usuários nos Comitês será estabelecida em processo de negociação entre estes agentes. 12 poderão ser prorrogados. turismo. 11. de 24 de maio de 2002. de 20 de dezembro de 2001. três dos setores usuários mencionados nas “a” a “f” do caput desse artigo. d) hidroeletricidade. (AC) Resolução CNRH nº 18. contados à partir de sua aprovação. entre os seguintes setores usuários: (NR) Resolução CNRH nº 24. 8º desta Resolução. do art. Art. II .15 Os usuários das águas que demandam vazões ou volumes de água considerados insignificantes.

... de 22 de outubro de 2001... 12-A........ Art..... DE 20 DE DEZEMBRO DE 2001 (Publicada no D....612... a critério do CNRH.. Considerando a necessidade de se realizar um trabalho maior de articulação institucional...... assim como um processo mais amplo de mobilização social..... com a redação dada pela Lei nº 9...... no uso das competências que lhe são conferidas pela Lei nº 9...................” “II. de 3 de junho de 1998.......” “Art......RESOLUÇÃO Nº 18.......... tem-se mostrado insuficientes para viabilizar o processo de instalação dos comitês." “I..O. e Considerando a experiência adquirida com a instalação dos comitês de bacia hidrográfica já instituídos...... 12–A... e tendo em vista o disposto no seu Regimento Interno. 12... por tempo determinado.....978.. Considerando que os rios de domínio da União envolvem geralmente mais de um estado da federação.... JOSÉ SARNEY FILHO Presidente do Conselho RAYMUNDO JOSÉ SANTOS GARRIDO Secretário Executivo 166 . de 23 de novembro de 1999..... desde que tenha sido prévia e justificadamente solicitado pelo Presidente Interino do Comitê........... que possui a seguinte redação: . pelo Conselho Nacional de Recursos Hídricos.. 2º Esta Resolução entra em vigor na data de sua publicação..... de 10 de abril de 2000......... à Resolução CNRH nº 5...... aprovado pela Portaria MMA nº 407..“Art........... de 17 de julho de 2000.... alterado pelo Decreto nº 3....... O prazo de mandato a que se refere o §1º do art. bem como os prazos previstos no §2º do art.. de 8 de janeiro de 1997.. Considerando que os prazos estabelecidos pela Resolução nº 5 do CNRH...... no sentido de possibilitar a prorrogação do mandato da Diretoria Provisória dos Comitês de Bacia Hidrográfica. muitas vezes outros países. 11 e no caput do art.............. resolve alterar esta Resolução.........” Art..... regulamentada pelo Decreto nº 2............U de 06 de março de 2002) O Conselho Nacional de Recursos Hídricos. quarenta dias antes do término de seu mandato......433... 12 poderão ser prorrogados.. 1º Acrescenta-se o art..984.. 11.........

............. proporcional à população residente no território de cada Estado e do Distrito Federal......... DE 24 DE MAIO DE 2002 (Publicada no D......U de 16 de setembro de 2002) O CONSELHO NACIONAL DE RECURSOS HÍDRICOS........... em conformidade com a vocação da bacia hidrográfica........... JOSÉ CARLOS CARVALHO Presidente do Conselho RAYMUNDO JOSÉ SANTOS GARRIDO Secretário Executivo 167 ................ .. II ..... entre os seguintes setores usuários: .612. 14 Os usos sujeitos à outorga serão classificados pelo Conselho Nacional de Recursos Hídricos.. com pelo menos. .. 8º e 14 da Resolução nº 5................ vinte por cento do total de votos... e IV ........................ e tendo em vista o disposto no seu Regimento Interno...o mandato dos representantes e critérios de renovação ou substituição. com encaminhamento simultâneo aos representantes................... e Considerando o estágio atual de implementação dos instrumentos de gestão dos recursos hídricos................ garantida a participação de pelo menos um representante por Estado e do Distrito Federal.. 1º Os arts......... aprovado pela Portaria nº 407............. de 8 de janeiro de 1997....... de 3 de junho de 1998.....RESOLUÇÃO Nº 24. de 23 de novembro de 1999..... no uso das competências que lhe são conferidas pela Lei n° 9.................433.... § 2º As reuniões e votações dos Comitês serão públicas..... § 3º As alterações dos regimentos dos Comitês somente poderão ser votadas em reunião extraordinária.... de 10 de abril de 2000................... dando-se à sua convocação ampla divulgação.. com antecedência mínima de trinta dias............. e deverão ser aprovadas pelo voto de dois terços dos membros do respectivo Comitê.... 2º Esta Resolução entra em vigor na data de sua publicação......... 8º ....... regulamentada pelo Decreto n° 2............. convocada especialmente para esse fim. ainda que parcialmente.......(NR)” Art......... e Considerando os requisitos legais e institucionais necessários para a emissão de outorga. cujos territórios se situem............(NR)" “Art.......... da documentação completa sobre os assuntos a serem objeto de deliberação........... em suas respectivas áreas de atuação........................... obedecido quarenta por cento do total de votos..O.............. passam a vigorar com as seguintes alterações: “Art.......número de representantes de entidades civis..... resolve: Art................. III – número de representantes dos usuários dos recursos hídricos...............

613.ANEXO V Decreto nº 4. de 11 de Março de 2003 168 .

arbitrar. 1o O Conselho Nacional de Recursos Hídricos. no uso das atribuições que lhe confere o art.433. e 9. regionais. aplicação de seus instrumentos e atuação do Sistema Nacional de Gerenciamento de Recursos Hídricos. VI . e dá outras providências. V . os conflitos existentes entre Conselhos Estaduais de Recursos Hídricos.estabelecer diretrizes complementares para implementação da Política Nacional de Recursos Hídricos. O PRESIDENTE DA REPÚBLICA. Regulamenta o Conselho Nacional de Recursos Hídricos. 169 .aprovar propostas de instituição dos Comitês de Bacias Hidrográficas e estabelecer critérios gerais para a elaboração de seus regimentos. e tendo em vista o disposto nas Leis nos 9.analisar propostas de alteração da legislação pertinente a recursos hídricos e à Política Nacional de Recursos Hídricos.deliberar sobre os recursos administrativos que lhe forem interpostos. da Constituição.deliberar sobre as questões que lhe tenham sido encaminhadas pelos Conselhos Estaduais de Recursos Hídricos ou pelos Comitês de Bacia Hidrográfica. VII . integrante da estrutura regimental do Ministério do Meio Ambiente. órgão consultivo e deliberativo. tem por competência: I . II . IX . DECRETA: Art. alínea "a". cujas repercussões extrapolem o âmbito dos Estados em que serão implantados. IV .984. III . em última instância administrativa. DE 11 DE MARÇO DE 2003.acompanhar a execução e aprovar o Plano Nacional de Recursos Hídricos e determinar as providências necessárias ao cumprimento de suas metas. incisos IV e VI. de 17 de julho de 2000. 84. de 8 de janeiro de 1997. VIII .deliberar sobre os projetos de aproveitamento de recursos hídricos.613.promover a articulação do planejamento de recursos hídricos com os planejamentos nacional. estaduais e dos setores usuários.Presidência da República Casa Civil Subchefia para Assuntos Jurídicos DECRETO Nº 4.

nos termos do art. de 1997. nos termos do inciso VI do art.984. as prioridades de aplicação dos recursos a que se refere o caput do art. de 2000.manifestar-se sobre os pedidos de ampliação dos prazos para as outorgas de direito de uso de recursos hídricos de domínio da União. de 1997.433.deliberar sobre as acumulações. 22 da Lei no 9. e do art.um representante de cada um dos seguintes Ministérios: a) da Fazenda. enquanto estas não estiverem constituídas. o exercício de funções de competência das Agências de Água. 2º O Conselho Nacional de Recursos Hídricos será presidido pelo Ministro de Estado do Meio Ambiente e terá a seguinte composição: I . com autonomia administrativa e financeira. XVIII . 51 da Lei no 9.X . de 2000. de 8 de janeiro de 1997. 21 da Lei no 9. 5º e seu § 2º da Lei no 9. XIX . 43 da Lei no 9. XV . nos termos do inciso V do art. nos termos do § 4º do art.estabelecer critérios gerais para outorga de direito de uso de recursos hídricos e para a cobrança por seu uso. Orçamento e Gestão. relativas ao estabelecimento de incentivos.433. XVII . estabelecidos nos incisos I e II do art.433. nos termos do parágrafo único do art. nos termos do inciso XVII do art.984. XIV . XIII .delegar. 170 . aos consórcios e associações intermunicipais de bacias hidrográficas.984.ANA.definir. para efeito de isenção da obrigatoriedade de outorga de direitos de uso de recursos hídricos de domínio da União.CONAMA e de acordo com a classificação estabelecida na legislação ambiental. de 1997.aprovar o enquadramento dos corpos de água em classes. b) do Planejamento. 42 e do art.definir os valores a serem cobrados pelo uso de recursos hídricos de domínio da União. 2º da Lei no 9. XII . XI . para a conservação qualitativa e quantitativa de recursos hídricos. Art. 4º da Lei no 9. em articulação com os Comitês de Bacia Hidrográfica. XVI . 4º da Lei no 9. derivações.984. 38 da Lei no 9. de 17 de julho de 2000.433. quando couber.formular a Política Nacional de Recursos Hídricos nos termos da Lei no 9.autorizar a criação das Agências de Água. em consonância com as diretrizes do Conselho Nacional do Meio Ambiente . por prazo determinado. de 2000. inclusive financeiros.433.984. de 2000.manifestar-se sobre propostas encaminhadas pela Agência Nacional de Águas . de 1997. captações e lançamentos de pouca expressão.

j) do Turismo. II .seis representantes de organizações civis de recursos hídricos. e VII . 171 . III .doze representantes de usuários de recursos hídricos. b) da Defesa. f) da Justiça. e) da Educação. Indústria e Comércio Exterior. e b) de Políticas para as Mulheres. c) do Desenvolvimento.c) das Relações Exteriores. h) da Cultura. V . d) dos Transportes.um representante de cada uma das seguintes Secretarias Especiais da Presidência da República: a) de Aqüicultura e Pesca.três representantes de cada um dos seguintes Ministérios: a) do Meio Ambiente. Pecuária e Abastecimento. e e) da Ciência e Tecnologia.dois representantes de cada um dos seguintes Ministérios: a) da Integração Nacional. e l) das Cidades. IV .dez representantes dos Conselhos Estaduais de Recursos Hídricos. d) da Agricultura. e b) de Minas e Energia. i) do Desenvolvimento Agrário. g) da Saúde. VI .

dois. respectivamente: I . sendo um indicado pelos comitês de bacia hidrográfica e outro pelos consórcios e associações intermunicipais. obrigatoriamente. serão indicados. ser de outro Estado. serão indicados. § 3º Os representantes mencionados no inciso VI do caput deste artigo.dois.um. § 6º O titular da Secretaria de Recursos Hídricos do Ministério do Meio Ambiente será o Secretário-Executivo do Conselho Nacional de Recursos Hídricos. pela indústria. por organizações técnicas de ensino e pesquisa com interesse e atuação comprovada na área de recursos hídricos. sendo um indicado pelo setor portuário. e III .dois. § 2º Os representantes referidos no inciso V do caput deste artigo serão indicados pelos Conselhos Estaduais de Recursos Hídricos e seus suplentes deverão.dois. pelos comitês. § 5º Os representantes de que tratam os incisos V. e seus suplentes. II. pelos irrigantes. II . respectivamente: I .dois.três. consórcios e associações intermunicipais de bacias hidrográficas. III . pelas concessionárias e autorizadas de geração hidrelétrica. por organizações não-governamentais com objetivos. interesses e atuação comprovada na área de recursos hídricos.dois. e seus suplentes. III e IV do caput deste artigo e seus suplentes. § 4º Os representantes referidos no inciso VII do caput deste artigo. pelos pescadores e usuários de recursos hídricos com finalidade de lazer e turismo. IV . e VI . sendo um indicado pelo setor minero-metalúrgico.§ 1º Os representantes de que tratam os incisos I.dois. com mais de cinco anos de existência legal. 172 . pelo setor hidroviário. II . V . pelas instituições encarregadas da prestação de serviço público de abastecimento de água e de esgotamento sanitário. VI e VII do caput deste artigo serão designados pelo Presidente do Conselho Nacional de Recursos Hídricos e terão mandato de três anos. serão indicados pelos titulares dos respectivos órgãos e designados pelo Presidente do Conselho Nacional de Recursos Hídricos. com mais de cinco anos de existência legal. sendo um indicado pelas organizações técnicas e outro pelas entidades de ensino e de pesquisa.

5º O Conselho Nacional de Recursos Hídricos reunir-se-á em caráter ordinário a cada seis meses. nas suas faltas e impedimentos.prestar apoio administrativo. prover os serviços de Secretaria-Executiva do Conselho Nacional de Recursos Hídricos. com a presença da maioria absoluta de seus membros e deliberará por maioria simples. no Distrito Federal. e.§ 7º O Presidente do Conselho Nacional de Recursos Hídricos será substituído. § 3º O Conselho Nacional de Recursos Hídricos reunir-se-á em sessão pública. Art. sem prejuízo das demais competências que lhe são conferidas. pelo Secretário-Executivo do Conselho e. 3º Caberá à Secretaria de Recursos Hídricos do Ministério do Meio Ambiente. § 2º As reuniões extraordinárias poderão ser realizadas fora do Distrito Federal. Art. III e IV do caput deste artigo. II . § 4º Em caso de empate nas decisões.elaborar seu programa de trabalho e respectiva proposta orçamentária anual e submetê-los à aprovação do Conselho Nacional de Recursos Hídricos. contados a partir da publicação deste Decreto. o Presidente do Conselho Nacional de Recursos Hídricos exercerá o direito do voto de qualidade. II. Art. 173 . § 9º O regimento interno do Conselho Nacional de Recursos Hídricos definirá a forma de participação de instituições diretamente interessadas em assuntos que estejam sendo objeto de análise pelo plenário. no âmbito do colegiado. por decisão do Presidente do Conselho Nacional de Recursos Hídricos. técnico e financeiro ao Conselho Nacional de Recursos Hídricos. na ausência deste. e III . com quinze dias de antecedência.instruir os expedientes provenientes dos Conselhos Estaduais de Recursos Hídricos e dos Comitês de Bacia Hidrográfica. § 1º A convocação para a reunião ordinária será feita com trinta dias de antecedência e para a reunião extraordinária. sempre que convocado pelo Presidente. pelo conselheiro mais antigo. sempre que razões superiores assim o exigirem. 4º Compete à Secretaria-Executiva do Conselho Nacional de Recursos Hídricos: I . por iniciativa própria ou a requerimento de um terço de seus membros. extraordinariamente. dentre os representantes de que tratam os incisos I. § 8º A composição do Conselho Nacional de Recursos Hídricos poderá ser revista após dois anos.

174.3. 11 de março de 2003. mediante resolução.978. 2o.U. 2o.612. pelos participantes. Brasília. 3. Art. e 4. LUIZ INÁCIO LULA DA SILVA Marina Silva Este texto não substitui o publicado no D. Art. de 25 de março de 2002. 182º da Independência e 115º da República. 10. II.§ 5º A participação dos membros do Conselho Nacional de Recursos Hídricos não enseja qualquer tipo de remuneração e será considerada de relevante interesse público. poderá constituir câmaras técnicas.2003 174 . dos representantes e respectivos suplentes de que tratam os incisos VI e VII do caput do art. deverão ser indicados no prazo de trinta dias. contados a partir da publicação deste Decreto. que terão por finalidade a indicação. Art. 8º A Secretaria-Executiva do Conselho Nacional de Recursos Hídricos promoverá a realização de assembléias setoriais públicas. III. 9º Os representantes de que tratam os incisos I. 11. 6º O Conselho Nacional de Recursos Hídricos. de 3 de junho de 1998. de 12. Art. e seus suplentes. § 6º Eventuais despesas com passagens e diárias serão custeadas pelos respectivos órgãos e entidades representados no Conselho Nacional de Recursos Hídricos.O. 7º O regimento interno do Conselho Nacional de Recursos Hídricos será aprovado pela maioria absoluta de seus membros. em caráter permanente ou temporário. de 22 de outubro de 2001. Art. Ficam revogados os Decretos nos 2. IV e V do caput do art. Art. Este Decreto entra em vigor na data de sua publicação.

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