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Para Conhecimento:

QUADRO DE VALORES DA RESISTÊNCIA DO CORPO, INCLUÍDA A


RESISTÊNCIA DO CORPO E DOS CONTATOS PARA CORRENTE ALTERNADA 50-
60 CICLOS

Situação do Corpo Resistência Total = R Tensão 110 V


1. A corrente entra pela 15.700 ohm 7 mA
ponta de um dedo e sai
pela ponta de outra, da
outra mão (seco)
2. Entra pela palma de uma 900 ohm 120 mA
mão e sai pela outra
(secas).
3. A corrente entra pela 18.500 ohm 5 mA
ponta de um dedo e sai
pelos pés calçados (secos)
4. A corrente entra pela 15.500 ohm 7 mA
ponta do dedo e sai pelos
pés calçados ou
descalçados (molhados)
5. A corrente entra pela 600 ohm 180 mA
palma da mão (totalidade)
e sai pelos pés (molhados)
6. A corrente entra pela mão ± 500 ohm 200 mA
e sai por todo o corpo
malhado dentro de um
banheiro.

A alta tensão. por si só, nos faz cautelosos, o que não acontece com a baixa tensão, daí o
maior número de acidentes. A ignorância e o exibicionismo nos trazem também boa
porcentagem no número de acidentes elétricos.

RESISTORES

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Resistores
Denomina-se resistor todo condutor, no qual a energia elétrica consumida é
transformada, exclusivamente, em energia térmica.

São exemplos de resistores: filamentos de tungstênio em lâmpadas elétricas


incandescentes, espirais nicromo em chuveiros, fios de chumbo nos fusíveis etc. Em geral, os
condutores líquidos ou gasosos não são simples resistores, pois neles ocorrem, além do efeito
térmico, outros efeitos, como o químico, por exemplo.
Considere o resistor da Fig. 1, mantido a uma temperatura constante, percorrido por
corrente elétrica i, quando entre seus terminais for aplicada a ddp U.
Mudando-se a ddp sucessivamente para U1, U2 ..., o resistor passa a ser percorrido por
corrente de intensidade i1, i2...
Ohm verificou, experimentalmente, que o quociente entre a ddp aplicada e a respectiva
intensidade de corrente era uma constante característica do resistor:

U U1 U2
= = ... = constante = R
i i1 i2

Fig. 1 – Resistor mantido em temperatura constante.

A grandeza R, assim introduzida, foi denominada resistência elétrica do resistor. A


resistência elétrica não depende da ddp aplicada ao resistor e nem da corrente que o
percorre,; ela depende do condutor e de sua temperatura.

De um modo geral, tem-se:


U
=R U = Ri
i

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Estas expressões simbolizam a lei de Ohm, que relaciona a causa do movimento das
cargas elétricas (a ddp U) com o efeito (passagem da corrente i), podendo, assim, ser
enunciada:

O quociente entre a ddp nos terminais de um resistor pela


intensidade de corrente que o atravessa é constante e igual à
resistência elétrica do resistor.

Um resistor que obedece à lei de Ohm é denominado resistor ôhmico.


Em esquemas de circuito, um resistor é representado pelo símbolo, ilustrado pela fig. 2,
colocando-se, ao lado, o valor de sua resistência elétrica.

Fig. 2

Quando a resistência elétrica é muito pequena, como os fios de cobre de ligação dos
elementos do circuito da Fig. 3, estes são representados por uma linha contínua. Nestas
condições, os fios são denominados, simplesmente, os condutores, e sua finalidade é ligar os
elementos do circuito. Nestes fios, o efeito Joule é desprezível. Na lâmpada, ocorre o efeito
Joule, apresentado, portanto, uma resistência elétrica R.

Fig. 3- Circuito elétrico formado por uma pilha, uma lâmpada e por fios de ligação, de resistência elétrica
desprezível. Ao lado, a representação esquemática do circuito.

No Sistema Internacional, a unidade de resistência elétrica denomina-se OHM (símbolo

1V
Ω), sendo 1 Ω= .
1A
É de emprego freqüente um múltiplo do ohm: o quilo-ohm (k Ω), que vale:
1 K Ω = 103 Ω

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Deve-se considerar, também, uma relação de unidades muito útil para exercícios: a
partir de U = Ri, decorre:
1V = 1 Ω X 1A
1
e 1 V = 1 000 Ω X
1000
A = 103 Ω X 10-3 A ∴
1 V = 1k Ω X 1mA

Lei de Joule
Um resistor transforma exclusivamente em térmica a energia elétrica recebida de um
circuito; daí ser usual dizer que um resistor dissipa a energia elétrica que recebe o circuito.
Como sabemos, a potência elétrica na transformação é P = Ui e, pela lei Ohm U = Ri, tem-se
P = (Ri) i ∴
P = Ri2
A energia elétrica transformada em energia térmica ao fim de um intervalo de tempo

∆t é da por = Ri2 . ∆t
Esta expressão é conhecida como a lei de Joule, podendo, assim, ser enunciada:

A energia elétrica dissipada em um resistor, num dado


intervalo de tempo ∆t, é diretamente proporcional ao
quadrado da intensidade de corrente que o percorre.

U
Mantendo-se uma ddp U constante nos terminais do resistor R, a corrente vale: i = :
R
Note que i é tanto menor, quanto maior for R; desse modo, a resistência aparece como
uma dificuldade à passagem da corrente, justificando a sua denominação.

2
U 
Nestas condições, a potência dissipada será: P = Ri2 = R   ∴
R

U2
P=
R
portanto:

Quando a ddp é constante, a potência dissipada em um


resistor é inversamente proporcional à sua resistência

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elétrica..

Resistividade
Verifica-se que a resistência elétrica de um resistor depende do material que o constitui,
de suas dimensões e de sua a temperatura.
Para simplificar a análise destas dependências, consideremos que os resistores tenham a
forma de um fio (Fig. 4).

Fig.4 – Resistor em forma de fio; muito usado na prática.

Essa forma permite um estudo simples das grandezas que influem na resistência
elétrica. Consideremos quatro resistores em forma de fio (Fig. 5) F1,F2, F3 e F4, que diferem:
F1 e F2 por seus comprimentos  e 2  ; F1 e F3 por suas áreas de seções transversais A e 2A;
e F1 e F4 por seus materiais (ferro e cobre).

Fig. 5 – A resistência elétrica de um resistor em forma de fio depende do comprimento da área da seção
transversal, do material e da temperatura.

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Realizando experiências com esses fios, à temperatura constante, para determinar suas
resistências elétricas, obtêm-se os resultados indicados na seguinte tabela:

F1 F2 F3 F4
Material Ferro Ferro Ferro Cobre
Comprimento  2  
Área da seção A A 2A A
transversal
Resistência R 2R R/2 R ≠ R
elétrica

Analisando esta tabela, notamos que:


• fios F1 e F2
dobrando o comprimento (  → 2  )de um mesmo fio (ferro) de mesma área, dobra
o valor de sua resistência elétrica (R → 2R).

• fios F1 e F3
dobrando a área da seção transversal (A → 2A) de um mesmo fio (ferro), de mesmo

R
comprimento, cai à metade o valor de sua resistência elétrica(R → ).
2

• fios F1 e F4
fio de mesmo comprimento e mesma área de seção transversal, mas de materiais
diferentes (ferro e obre), apresentam resistências elétricas diferentes.

Destes resultados, concluímos que a resistência R de um resistor em dada temperatura é:


- diretamente proporcional ao seu comprimento (  )
- inversamente proporcional à sua área de seção transversal (A)
- depende do material que o constitui
Estas conclusões podem ser traduzidas pela expressão

R= ρ
A

Tipos Usuais de Resistores


Em circuitos elétricos, emprega-se muito o resistor de fio e o resistor de carvão. O
primeiro nada mais é que um pedaço de fio., geralmente de ligas metálicas. Não sendo
possível obter áreas de seções transversais demasiadamente pequenas, para se obter valores

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razoáveis de resistências, é necessário um comprimento muito grande; costuma-se, assim,
enrolar o fio sobre um suporte isolante.
O resistor de carvão consta de um suporte isolante coberto de fina camada de carvão
com dois terminais metálicos. É muito usado em circuitos de rádio e televisão. Devido à alta
resistividade da grafite, pode-se obter resistores de alta resistência e de pequenas dimensões.

ASSOCIAÇÃO DE RESISTORES

Inúmeras vezes tem-se necessidade de um valor de resistência diferente do fornecido


por um único resistor; outras vezes, deve atravessar um resistor corrente maior do que aquela
que ele normalmente suporta e que o danificaria. Nestes casos, deve-se fazer uma associação
de resistores.
Os resistores podem ser associados de diversos modos. Basicamente, existem dois
modos distintos de associá-los; em SÉRIE e em PARALELO, que iremos examinar.
Em qualquer associação de resistores, denomina-se Resistor Equivalente o resistor que
faria o mesmo que a associação. Endente-se por Resistência da Associação a resistência do
resistor equivalente.

ASSOCIAÇÃO DOS RESISTORES EM SÉRIE

Vários resistores estão associados em série quando são ligados um em seguida do outro,
de modo a serem percorridos pela mesma corrente (Fig. 6).

Fig. 6 – Resistores associados em série são percorridos pela mesma corrente.

A potência elétrica dissipada em cada resistor associados vale:


P1 = R1 i2, P2= R2 i2, P3 = R3 i2
ou seja:
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Em uma associação de resistores em série, as potências
dissipadas são diretamente proporcionais às respectivas
resistências.

Do ponto de vista Joule, tudo se passa como se houvesse um único resistor dissipando a
potência P = P1 + P2 + P3. É o denominado Resistor Equivalente (veja Fig. 5), cuja resistência
RS é a Resistência da Associação. Temos P = Rsi2 , onde Rsi2= R1i2 + R3i2∴
RS = R1 + R2 + R3

Em uma associação de resistores em série, a resistência equivalente é igual à soma das


resistências associadas.

Se tivermos n resistores iguais, de resistência elétrica R cada um, teremos


R1 = R2 = R3 = ...= R e, então:
RS = nR

Aplicando a lei de Ohm em cada resistor da Fig. 5, temos:


U1 = R1i, U2= R2i, U3 = R3i
então:

As ddps em cada resistor de uma associação em série são


diretamente proporcionais às respectivas resistências.

No resistor equivalente, a ddp vale U = RSi e , sendo RS = R1 + R2 + R3, temos RSi = R1i
+ R2i + R3i∴
U = U1 + U2 + U3

A ddp de uma associação de resistores em série é a soma das ddps em cada um dos resistores
associados.

REOSTATOS

Denomina-se reostatos os resistores cuja resistência elétrica pode ser ajustada.

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Na Fig. 7, temos o reostato de cursor. É um resistor de fio metálico, enrolado em um
suporte isolante. Mudando-se a posição do cursor C, varia-se o comprimento de fio
atravessado pela corrente. A resistência elétrica pode assumir grande número de valores entre
zero e o valor total da resistência do fio metálico. O símbolo para representar o reostato em
circuito também está indicado na fig. 7.

Fig. 7 Reostato de curso


Se a resistência total do reostato vale R e o cursor C está no ponto médio, a resistência que faz parte do
R
circuito é apenas .
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Outro tipo de reostato é o reostato de pontos (Fig. 8). Existem vários pontos
intermediários, nos quais pode ser feita a ligação, resultando uma associação de resistores em
série. A diferença entre reostato e o de cursor é que neste só podemos ter alguns valores para
a resistência elétrica.

Fig. 8 – Reostato de pontos


Coma manivela na posição 4, a resistência elétrica vale 1 Ω + 2 Ω = 3 Ω.

ASSOCIAÇÃO DE RESISTORES EM PARALELO

Vários resistores estão associados em paralelo quando são ligados pelos terminais, de
modo que fiquem submetidos à mesma ddp (Fig. 9).

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Fig. 9 – Resistores associados em paralelo ficam submetidos à mesma ddp.

A corrente i do circuito principal divide-se, nos resistores associados, em valores i1, i2 e


i3. Com a ajuda de amperímetros convenientemente dispostos verifica-se que:
i = i1 + i2 + i3
ou seja:
A corrente, em uma associação de resistores em paralelo, é a soma das correntes nos
resistores associados.

Pela Lei de Ohm: U = R1i1, U = R2i2 U = R3i3, onde


R1i1 = R2i2 = R3i3
isto é:

Em uma associação de resistores em paralelo, são iguais os


produtos das resistências elétricas pelas respectivas correntes.

Também:
U U U
i1 = , i2 = , i3 =
R1 R2 R3

podendo-se dizer que:

Em uma associação de resistores em paralelo, as intensidades


de corrente são inversamente proporcionais às respectivas
resistências.

O resistor equivalente à associação Rp, submetido à ddp U da associação, será

U
percorrido pela corrente total i ∴U = Rpi ∴i = R .Como i = i1 + i2 + i3 temos:
p

U U U U
Rp
=
R1
+
R2
+
R3

10
1 1 1 1
Rp
= + +
R1 R2 R3

isto é:

Em uma associação de resistores em paralelo, o inverso da resistência equivalente da


associação é igual à soma dos inversos das resistências associadas.

Se tivermos n resistores iguais, de resistência R cada um, teremos:


1 1 1 1 n
R1 = R2 = R3...= R e, então, R = + + ...+ =
p R R R R
R
Rp =
n
No caso de dois resistores diferentes, associados em paralelo:
1 1 1 R1 + R 2
= + = ∴
Rp R1 R2 R1 + R 2

R1 + R 2 produto
Rp = →
R1 + R 2 soma

ou seja:

Em uma associação de resistores em paralelo, as potências


dissipadas são inversamente proporcionais às respectivas
resistências.

ASSOCIAÇÃO MISTA DE RESISTORES


As associações mistas de resistores contêm associações em paralelo e associações em
série de resistores. Qualquer associação mista pode ser substituída por um resistor
equivalente, que se obtém considerando-se que cada associação parcial (série ou paralelo)
equivale a apenas um resistor, simplificando aos poucos o desenho da associação.

Para resolver uma associação mista, colocam-se, de início, letras em nós


e terminais da associação. Nós são os pontos onde a corrente se divide;
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terminais, os pontos entre os quais se quer a resistência equivalente.
Muda-se aos poucos o desenho, resolvendo as associações, cujos
resistores se tem certeza estarem em série (um depois do outro, sem
ramificação) ou em paralelo (ligados aos mesmos pontos).
CUIDADO: na mudança, não podem desaparecer do desenho os
terminais da associação..

DISPOSITIVOS ANALÓGICOS

1)Resistores (Fixos)
Unidade Ω(ohm)
Simbologia:

1.1) Tipos de Resistores


Basicamente três tipos:
a) Resistores de filme carbono: os mais empregados por possuir um baixo custo e um
bom desempenho, fabricado desde 0,1 Ω até 10 M Ω, com dissipação de 1/8W
até 2W;
b) Resistores de filme metálico empregados quando a precisão do valor nominal do
resistor é necessária e com um baixo coeficiente de temperatura. Tolerância de 1%
ou 2% com um coeficiente de temperatura na ordem de ± 50 ppm/ºC;
c) Resistores de fio: o elemento resistivo é constituído de fio níquel-cromo ou níquel-
cobre enrolado num núcleo de cerâmica. São usados quando se necessita de grande
dissipação de potência em pequeno volume.

1.2) Leitura de resistores – código de cores


Usado para obtenção do valor nominal de resistência, tolerância e em alguns casos o
valor do coeficiente térmico.
Este código é expresso no corpo do resistor em forma de anéis coloridos em número de
quatro, acrescidos de um ou dois anéis, conforme figura 9.

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Cor Algarismos Multiplicador Tolerância *Coeficiente de
Significativos Temperatura
Preto 0 ×1 - -
Marron 1 × 10 ± 1% 100 ppm/ºC
Vermelho 2 × 100 ± 2% 50ppm/ºC
Laranja 3 × 1.000 - -
Amarelo 4 × 10.000 - -
Verde 5 × 100.00 - -
Azul 6 × 1.000.000 - -
Violeta 7 - - -
Cinza 8 - - -
Branco 9 - - -
Prata 10-2 × 0,01 ± 10% -
Ouro 10-1 × 0,1 ± 5% -

Fig. 10 – Código de Cores para elementos resistivos

Exemplo:
Resistor com os seguintes anéis:

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Amarelo – Branco – Vermelho – Ouro
4 9 × 10 ± 5% = 4900 Ω ± 5%
ou

Algarismos Multiplicando Tolerância 4,9K Ω ± 5%


Significativos

Resistor com os seguintes anéis:


Laranja – Vermelho – Vermelho – Marron – Marron – Vermelho
3 2 2 × 10 ± 1% ± 50 ppm/ºC

Algarismos Multiplicando Tolerância Coeficiente


Significativos Térmico
= 3,22K Ω ± 1% ± 50 ppm/ºC

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