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CALDEIRAS

Ricardo Aurélio Fragoso de Sousa


Ricardo Aurélio Fragoso de Sousa
1. Introdução
1.1 Caldeiras - aspectos gerais

Caldeiras são equipamentos destinados à geração e acúmulo de vapor d'água, em pressão superior à
pressão atmosférica, utilizando qualquer fonte de energia que produza calor.

Este vapor gerado é utilizado em processos industrias, para aquecimentos, esterilização, acionamento
de máquinas (turbinas a vapor ), etc.,

Poderíamos afirmar que a água corresponde ao meio através do qual a energia, na forma de calor,
desloca-se de fonte para o local onde será aplicada.

As caldeiras, por trabalharem a elevadas pressões e temperaturas são equipamentos que necessitam
de atenção, tanto nas etapas de projeto e fabricação, bem como, nas atividades de operação e
manutenção.

1.2 Sistema de geração de vapor.

A água, para a aplicação em sistemas de geração de vapor, apresenta inúmeras vantagens, dentre as
quais destacamos:

• Possui elevado poder de armazenamento de energia sob a forma de calor;


• É capaz de ser utilizada ciclicamente, em vários níveis de pressão e temperatura;
• É inodora, insípida, não inflamável e atóxica;
• Pode, facilmente, ser distribuída e controlada;
• É pouco corrosiva e de fácil obtenção.

Processo

Gerador de
vapor Condensador

Bomba

Vapor
Vapor e/ou condensado (líquido)
Condensador (líquido)

Após esta aplicação, o vapor d'água é condensado. Este condensado, então, é reintroduzido na
caldeira, completando o cicio.

Como ocorrem perdas de vapor para o ambiente, é necessário que uma certa porção de água seja
fornecida ao sistema, de forma a manter, sempre, a mesma quantidade.

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Caldeiras
2. Caldeiras - Considerações gerais.
As caldeiras são equipamentos fundamentais em processos industriais e, por trabalharem sob condição de
elevada pressão e temperatura, requerem atenção constante por parte do seu operador.

2.1 Tipos de caldeiras e suas aplicações.

De forma genérica, qualquer equipamento em que ocorra a vaporização de água é uma caldeira.
Assim, autoclaves, serpentinas em fomos, equipamentos recuperadores, etc. podem ser considerados
como caldeiras. Nosso interesse se restringe, no entanto às caldeiras projetadas com a função básica
de receber água líquida e energia formando vapor exclusivamente como seu único produto e
finalidade principal.

Neste contexto podemos citar dois tipos básicos:

2.1.1 Caldeiras elétricas:

Caldeiras elétricas são equipamentos mais simples e em média, mais baratos, que caldeiras a
combustão de mesma capacidade e pressão de geração, podendo custar às vezes até a metade,
nos casos de caldeiras a óleo e menos ainda no caso de combustível sólido (carvão. rejeitos,
etc.). Não requerem muito espaço para sua instalação, e muitas vezes dispensam pessoal
exclusivo para seu acompanhamento operacional.

2.1.2 Caldeiras a combustão:

Caldeiras a combustão, que são classificadas em flamotubulares e aquotubulares, além de


serem mais caras, normalmente exigem mais espaço para sua instalação e pessoal especializado
em sua operação.

2.2 Funcionamento, partes e características das caldeiras.

2.2.1 Caldeiras flamotubulares.

Nas caldeiras flamotubulares, também conhecidas como fogotubulares, os gases de combustão


passam no interior de tubos ou serpentina, imersas em água. As caldeiras flamotubulares geram
somente vapor saturado, uma vez que este sai de um vaso com água líquida até pelo menos sua
metade sem receber qualquer aquecimento posterior.
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Normalmente têm sua capacidade de geração restrita a no máximo 30 t/h e pressão máxima de
até 20 kgf / cm2. O modelo mais comum desta caldeira é a scotch marine boiler (caldeira naval
escocesa.).

Este modelo consiste de um cilindro, onde ocorre a combustão, imerso na água, e com tubos
que permitem a saída dos gases de combustão, dentro de outro cilindro maior, onde estão
contidos todos estes elementos.

Este vaso externo é o determinante da pressão de operação, pois quanto maior a espessura da
chapa, maior a pressão, e também, maior o seu custo.

2.2.2 Caldeiras aquotubulares.

As caldeiras aquotubulares, denominadas, ainda, de aquotubulares, têm como característica


principal, e óbvia, a formação do vapor no interior dos tubos, por onde também circula a água.

Por mais tubos que se colocassem dentro da caldeira, esta superfície ainda continuava pequena,
causando alguns inconvenientes, tais como: baixo rendimento, demora na produção de vapor,
etc.

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Os principais elementos que compõe o corpo de uma caldeira aquotubular a combustão típica
são:

a) Tubulão superior;
b) Tubos de circulação ascendente ("risers");
c) Tubos de circulação descendente ("downconers");
d) Tubulão inferior;
e) Fornalha (onde ocorre a queima dos combustíveis).

Podem, ainda, existir também.

e) Superaquecedor;
f) Pré-aquecedor de ar;
g) Economizador;
h) Bomba de circulação forçada.

Os cinco primeiros elementos são fundamentais para o funcionamento de qualquer caldeira


aquotubular, gerando somente vapor saturado, no entanto são raros os casos de equipamentos
contando apenas com eles.

COMPONENTE FUNÇÃO
Tubulão superior Separar, coletar, acumular o vapor d'água gerado e
receber a água de alimentação.
Tubos ascendentes Gerar e conduzir o vapor ao tubulão
superior
Tubos descendentes Conduzir a água líquida ao tubulão inferior
Tubulão inferior Acumular água líquida e coletar depósitos, de
onde podem ser drenados.
Fornalha Gerar e fornecer a energia necessária ao processo
de vaporização da água e
superaquecimento do vapor.
Superaquecedor Elevar a temperatura do vapor, secando-o.
Pré-aquecedor de ar Aquecer o ar da combustão, normalmente
aproveitando a calor dos gases da combustão, por
economia.
Economizador Aquecer a água de alimentação da caldeira
também utilizando o calor dos gases de
combustão.
Bomba de circulação Manter a circulação de água e vapor no interior
forçada dos tubos da caldeira, necessário
conforme a pressão da caldeira e projeto da
configuração das tubulações.

O modelo básico é composto dos tubulões superior e inferior e dos tubos ascendentes e
descendentes somente, além da fornalha. O tubulão superior opera com água até seu nível
médio (50%) e o tubulão inferior, afogado.

Os tubos ascendentes encontram-se voltados para o lado da fonte de energia enquanto os tubos
descendentes estão na posição oposta, ou seja, não recebem parcela significativa da energia.

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2.2.3 Caldeira elétrica:

A caldeira elétrica, diferentemente de suas similares a combustíveis, é um equipamento


basicamente simples.

Duas técnicas eletrotécnicas são usadas intensamente para a geração do vapor.

• Uma é a de resistores ou resistores indiretos. Consiste na introdução no vaso de pressão


de um feixe de resistores blindados que têm sua temperatura elevada pela passagem da
corrente elétrica - "efeito Joule". A potência dissipada (P = RI2) e em conseqüência a
energia é diretamente transferida à água por convecção.
Outro processo bastante difundido é o dos resistores diretos ou "condução elétrica"
ocorrida na própria água pela passagem de corrente elétrica através da mesma entre
eletrodos. Também aqui a energia se dissipa na água a ser vaporizada e ocorre pelo
"efeito Joule".

• Temos, finalmente, o processo indutivo. Neste caso a água a ser vaporizada tem sua
circulação forçada nas bobinas do secundário de um transformador. A água absorve o
calor dissipado no mesmo e aqui a energia transferida à água que circula no interior dos
tubos que constituem as bobinas do secundário, obedece ao efeito Joule uma vez que o
calor é gerado pela circulação de corrente elétrica induzida no secundário do
transformador. Embora sem o sucesso comercial dos dois anteriores, este sistema já se
encontra comercialmente disponível.

2.3 Instrumentos e dispositivos de controle de caldeiras.

2.3.1 Dispositivo de alimentação

A água é introduzida na caldeira através de uma bomba, geralmente acionada por motor
elétrico. Porém, em grandes instalações indústrias, esta bomba pode ser acionada por turbina a
vapor, vapor este fornecido pela própria caldeira.

A bomba de alimentação da caldeira poderá ser de deslocamento positivo (pistão) ou centrífuga


(rotores). Neste último caso a bomba possui vários estágios de pressurização.

2.3.2 Visor de nível,

Toda caldeira deve possuir um sistema que possibilite ao operador a visualização do nível de
água na mesma.

Este acompanhamento do nível de água da caldeira é fundamental, pois caso o nível fique
abaixo do mínimo, algumas partes da caldeira poderão ser submetidas a um superaquecimento,

No caso contrário, com o nível acima do máximo, poderá não haver espaço para a geração e
acúmulo do valor.

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2.3.3 Sistema de controle de nível.

O sistema de controle de nível é composto de hastes metálicas colocadas no interior de um vaso


de nível.

Como este vaso está conectado a caldeira, através de dois tubos, o nível dentro dele é idêntico
ao da caldeira, pelo princípio dos vasos comunicantes.

A presença da água permite a passagem de corrente elétrica aos relês do controle de nível de
água.

Os eletrodos, em número de quatro, são isolados eletricamente da garrafa e devem ser


numerados para facilitar sua identificação, quando de uma eventual manutenção ou inspeção.

De acordo com a sua função, cada eletrodo tem um comprimento específico.

O eletrodo de maior comprimento (A) é o que fornece corrente elétrica, sendo conhecido como
eletrodo de referência.

A B C D

Nível da água

Figura 33 – Controle de nível a quatro eletrodos.

O segundo eletrodo (B), de mesmo tamanho que o anterior, é a que indica o nível mínimo de
água da caldeira, que determina o desligamento automático da caldeira e o acionamento do
alarme. O comprimento deste eletrodo é tal que, quando o nível d’água atinge este eletrodo,
ainda há água cobrindo a parte superior do tubo mais elevado.

O eletrodo de comprimento médio (C) é o que liga a bomba de água.

Finalmente, o quarto eletrodo (D), o mais curto, desliga a bomba d'água.


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2.3.4 Indicadores de pressão.

Instrumento localizado em posição de destaque na parte da frente das caldeiras e que indica a
pressão do vapor de água no interior da mesma.

Sua escala valia de acordo com as pressões de trabalho das caldeiras, sendo comuns
manômetros com faixa de 0 a 300 psig ou 0 a 20 kgf/cm2. Para especificarão do manômetro,
considerar que sua escala deverá ser até 2 vezes a pressão em que irá trabalhar normalmente.

2.3.5 Dispositivos de segurança

As válvulas de segurança devem reduzir a pressão do vapor no interior da caldeira sempre que
esta pressão ultrapasse a máxima de trabalho permitida.

São componentes que atuam automaticamente

As mais comuns são do tipo de mola e do tipo de contrapeso. Estas últimas não são indicadas,
devendo seu uso ser eliminado.

2.3.6 Tiragem de fumaça.

Para haver combustão é preciso uma corrente contínua de ar alimentando os queimadores ao


mesmo tempo, devem ser removidos os gases resultantes da combustão. Este fluxo é
denominado de tiragem.

A tiragem é classificada em:

2.3.6.1 Tiragem natural


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A diferença de pressão, gerada pela diferença de densidade entre os gases quentes e a ar


frio na entrada da fornalha, provoca o movimento natural dos gases de combustão para a
chaminé.

A altura da chaminé limita a enteada de ar para a combustão. A tiragem natural tem por
base três fatores:
• Altura da chaminé;
• Temperatura ambiente;
• Temperatura dos gases quentes.

2.3.6.2 Tiragem mecânica

Nos fomos a caldeiras de maior porte, onde o ar e os gases queimados têm que
atravessar uma série de elementos que provocam resistência ao escoamento, é
impraticável a tiragem usando somente a chaminé.

Para vencer essas resistências. Usam-se equipamentos mecânicos para promover o


suprimento de ar e a chaminé passa a ser apenas uma complementação, com a finalidade
de jogar os gases para o alto, facilitando sua dissipação na atmosfera.
A Tiragem mecânica pode ser:

a) Forçada

Chama-se tiragem forçada quando o ar é injetado na fornalha através de ventiladores


/ sopradores.

O controle da tiragem é importante para o funcionamento eficiente do equipamento.


O controle de tiragem é feito através de dumpers colocados no curso dos gases. Estes
dumpers constam de uma ou mais palhetas que podem ser comandadas manual ou
automaticamente.
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b) Induzida

Chama-se tiragem induzida quando o ventilador exaustor succiona os gases da


combustão e os sopra para a chaminé.

c) Mista

Neste caso, o sistema de tiragem possui um ventilador e um exaustor trabalhando


simultaneamente.

3. Operação de caldeiras
O funcionamento das caldeiras dever ser feito seguindo-se as orientações do fabricante do equipamento,
das normas internas da empresa e outras informações aplicáveis.

3.1 Partida e parada.

3.1.1 Verificações preliminares e providências

a) Verificar se todos os mancais dos equipamentos estão lubrificados Lubrificar se necessário.


b) Verificar a pressão do gás na linha piloto.
e) Verificar a pressão do gás na linha principal.

3.1.2 Válvulas que deverão estar fechadas na partida

a) Válvula e saída de vapor


b) Válvula de descarga do fundo da caldeira.
c) Válvula de descarga do vaso de nível.
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d) Válvula de teste do vaso de nível.

3.1.3 Válvulas que deverão estar abertas na partida

a) Válvula do visor de nível.


b) Válvula de entrada do aquecimento do óleo.
e) Válvula de salda do aquecimento do óleo.
d) Válvula de alimentação do gás para o sistema piloto.
e) Válvula de alimentação do gás para o sistema principal.
f) Válvula de entrada de ar para o queimador.

3.1.4 Enchimento de água na caldeira

a) Abrir parcialmente a válvula de entrada de água.


b) Ligar a chave geral.
c) Acompanhar o nível da água no interior da caldeira através do visor de nível,

3.1.5 Partida automática da caldeira

Quando acionada a partida automática da caldeira o operador deverá acompanhar


continuamente a caldeira até que a mesma atinja as condições 1normais de funcionamento e
observar.

Quando atingida a pressão adequada, a válvula de saída de vapor deverá ser aberta, lentamente,
possibilitando a alimentação de vapor para o sistema.

O aquecimento da caldeira deverá ser feito lentamente, para possibilitar uma adequada
dilatação térmica. Para tal, deverá ser seguida a curva de aquecimento da caldeira fornecida
pelo fabricante da mesma.

3.1.5 Parada automática da caldeira.

Acionar, através do painel, a parada da caldeira e observar.

a) A extinção da combustão.
b) A redução da pressão do vapor.
c) O ventilador irá permanecer alguns minutos funcionando, para possibilitar a purga da
fornalha.
d) Fechar a válvula de saída de vapor,
e) Aguardar o resfriamento da caldeira, conforme orientação do fabricante.

4. Tratamento de água e manutenção de caldeiras


4.1 Impurezas da água e suas conseqüências.

Para que as caldeiras tenham um bom funcionamento e longo tempo de vida, é necessário dar uma
especial atenção à água à sua alimentação. Uma água que apresenta boas qualidades para o uso
doméstico ou para alguns processos industriais pode não apresentar boas características para o uso
em caldeiras.

De um modo geral, a água contém impurezas como matérias orgânicas, compostos minerais e gases
dissolvidos.

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A água que entra nas caldeiras sem receber tratamento adequado causará incrustações, corrosão nos
tubos, sedimentação e formação de espumas, que serão arrastadas para as linhas de vapor,
prejudicando a qualidade do mesmo, diminuindo a eficiência e a segurança da caldeira.

A água usada em caldeiras deverá ser tratada, podendo, no entanto, ser captada de diversas fontes
(rios, lagos, minas, lagoas, poços artesianos, cisternas, riachos, represas, açudes, etc.).

4.2 Tratamento de água.

Na escolha de um programa de tratamento de água para caldeiras, vários fatores influem:


a) Características da água.
b) Pressão da caldeira.
c) Tipo de indústria.
d) Finalidade do vapor.
e) Qualidade requerida para o vapor.
f) Carga média do vapor.
g) Participação do condensado retomado.
h) Tipo da caldeira.
i) Custo do combustível.
j) Custos globais.

4.3 Manutenção de caldeiras.

4.3.1 Manutenção preventiva

Para funcionar corretamente e por muito tempo, todo equipamento industrial necessita de uma
manutenção constante e bem feita, para prevenir ou sanar avarias.

No caso das caldeiras - que trabalham a altas temperaturas, utilizando água que, muitas vezes,
contém impurezas e óleos combustíveis cada dia mais viscosos e impuros -, as avarias
aparecem com muita freqüência, acarretando sérios problemas às empresas.

Basicamente, a manutenção preventiva de caldeiras consiste em providências a serem tomadas


em determinados intervalos de tempo, visando não só manter o equipamento funcionando,
como também aumentar sua vida útil e melhorar seu rendimento.

Portanto, a manutenção preventiva compreende atividades diárias, semanais, mensais,


trimestrais, semestrais e anuais, devendo ter sua programação rigorosamente obedecida.

4.3.2 Manutenção corretiva

Após a ocorrência de envelhecimento ou desgaste prematuro, rupturas, explosões,


danificações localizadas ou generalizadas de suas partes ou acessórios, a caldeira deverá
sofrer intervenções, para recuperar suas condições de funcionamento normal. O conjunto
dessas intervenções constitui o que se denomina manutenção corretiva.

Para a segurança das caldeiras, é de extrema importância que, ao se proceder à manutenção


corretiva, sejam observadas as mesmas exigências seguidas quando de sua fabricação.

Dessa forma, para se substituir, por exemplo, um tubo de determinada caldeira, devem ser
empregados os mesmos materiais e observados os mesmos procedimentos pela norma de
fabricação dessa caldeira. Também para as juntas soldadas em manutenção, deve-se adotar o
mesmo procedimento.
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Em resumo, para se fazer uma manutenção corretiva adequada, é necessário pessoal


qualificado, procedimentos normalizados e materiais especificados, não sendo essa, portanto,
uma atribuição dos operadores de caldeiras.

5. Prevenção contra explosões e outros riscos.


A presença de combustível, calor e ar faz das caldeiras equipamentos propícios a problemas de explosões.

Soma-se a este fato a condição da caldeira trabalhar à quente e sob pressão e podemos ter situações
perigosas
A implementação de ações que visem evitar explosões está baseada, fundamentalmente, em evitar-se que
o combustível entre em contato com o ar (oxigênio), em situações que estejam fora de controle do
operador,

Entretanto, não é só a presença de combustível que pode trazer riscos ao operador.

Superfícies quentes, eletricidade, ruídos, radiação térmica, produtos químicos utilizados no tratamento da
água podem ser pontos de geração de acidentes, que, também, devem ser analisados, previstos e evitados.

6. Legislação e normalização
A sociedade humana, para possibilitar o convívio harmonioso entre as pessoas., estabelece unia série de
regras que, ao serem seguidas, garante o bem estar geral.
Outras normas, entretanto, podem ou não ser seguidas pelas pessoas, visto que não são obrigatórias e,
sim, facultativas.

Para a garantia das condições mínimas do ambiente do trabalho, possibilitando aos trabalhadores a
realização das tarefas deles dentro dos requisitos de segurança e saúde ocupacional, o Ministério do
Trabalho vem expedindo uma série de Normas regulamentadoras.

7. Bibliografia.
BONJORNO, Regina F., BONJORNO, José, BONJORNO, Valter, RAMOS, Clinton. Física 2. São
Paulo, Editora F.T.D. S.A.,1985.

CURSO BÁSICO DE COMBUSTÃO, GÁS NATURAL F, OPERAÇÃO DE CALDEIRAS, VOLUME


11. SENAI. PETROBRAS. 19??

FOX, Robert W. Introdução à mecânica dos fluidos. 4' edição. Rio de Janeiro : LTC, 1998.

MACINTYRE, Archibald J. Equipamentos industriais e de processo. Rio de Janeiro : LTC, 1997.

MANUAL de hidráulica mobile M-2990-BR, SPERRY VICKERS, Editora Hamburg, 19??.

NORMA REGULAMENTADORA BRASILEIRA. NR-13. Caldeiras e vasos de pressão

PEREIRA, Carlos, SANTÉRIO, Edilson, LAGEMANN, distribuição de vapor, Rio de Janeiro:


PETROBRAS, 19??.

Virgílio. SALLES, Marcelo. Geração de vapor e Inspeção em Caldeiras. Rio de Janeiro: IBP, 1995.

SOSSEKIND, Amaido, et al. Instituições de Direito do Trabalho,. 16' edição. São Paulo : LTR, 1996. v.
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