100% acharam este documento útil (2 votos)
991 visualizações93 páginas

Raciocinio Analitico

Este documento apresenta um resumo sobre raciocínio analítico e argumentação. Aborda tipos de argumentos como argumentos falaciosos e apelativos, além da comunicação eficiente de argumentos. O autor é o professor Josimar Padilha, que possui experiência em aulas presenciais e online de raciocínio lógico para concursos públicos.

Enviado por

André Luís
Direitos autorais
© © All Rights Reserved
Levamos muito a sério os direitos de conteúdo. Se você suspeita que este conteúdo é seu, reivindique-o aqui.
Formatos disponíveis
Baixe no formato PDF, TXT ou leia on-line no Scribd
100% acharam este documento útil (2 votos)
991 visualizações93 páginas

Raciocinio Analitico

Este documento apresenta um resumo sobre raciocínio analítico e argumentação. Aborda tipos de argumentos como argumentos falaciosos e apelativos, além da comunicação eficiente de argumentos. O autor é o professor Josimar Padilha, que possui experiência em aulas presenciais e online de raciocínio lógico para concursos públicos.

Enviado por

André Luís
Direitos autorais
© © All Rights Reserved
Levamos muito a sério os direitos de conteúdo. Se você suspeita que este conteúdo é seu, reivindique-o aqui.
Formatos disponíveis
Baixe no formato PDF, TXT ou leia on-line no Scribd

trf 1ª Região

Raciocínio lógico-matemático
Raciocínio Analítico

Livro Eletrônico
RACIOCÍNIO LÓGICO-MATEMÁTICO
Raciocínio Analítico
Prof. Josimar Padilha

SUMÁRIO
Raciocínio Analítico Introdução .....................................................................4

Raciocínio analítico e a argumentação. O uso do senso crítico na argumentação.


Tipos de argumentos: argumentos falaciosos e apelativos. Comunicação
eficiente de argumentos...............................................................................4

Raciocínio Analítico e a Argumentação............................................................8

Argumentos Racionais..................................................................................9

Estrutura do Argumento............................................................................. 10

Silogismo................................................................................................. 10

Linguagem Simbólica dos Argumentos Lógicos Formados com Proposições


Categóricas.............................................................................................. 12

Silogismo Categórico (Os argumentos são dedutivos, veremos mais a frente


como identificar se o argumento é dedutivo)................................................. 14

Regras do silogismo .................................................................................. 14

Das premissas.......................................................................................... 15

Da conclusão ........................................................................................... 15

Validade de um Argumento......................................................................... 15

O Uso do Senso Crítico na Argumentação..................................................... 27

Argumento Dedutivo ................................................................................. 31

Argumento Indutivo................................................................................... 31

Argumento Abdução.................................................................................. 33

Argumento de Autoridade .......................................................................... 36

Argumento por Analogia............................................................................. 39

Comunicação Eficiente de Argumentos........................................................ 41

O conteúdo deste livro eletrônico é licenciado para Nome do Concurseiro(a) - 000.000.000-00, vedada, por quaisquer meios e a qualquer título,
a sua reprodução, cópia, divulgação ou distribuição, sujeitando-se aos infratores à responsabilização civil e criminal.
[Link] 2 de 93
RACIOCÍNIO LÓGICO-MATEMÁTICO
Raciocínio Analítico
Prof. Josimar Padilha

Argumentos Falaciosos e Apelativos............................................................. 43

Argumento Falaciosos................................................................................ 43

Exemplos de falácias ................................................................................. 46

Questões de Concurso................................................................................ 48

Gabarito................................................................................................... 59

Gabarito Comentado.................................................................................. 60

Comentário do Desafio............................................................................... 92

O conteúdo deste livro eletrônico é licenciado para Nome do Concurseiro(a) - 000.000.000-00, vedada, por quaisquer meios e a qualquer título,
a sua reprodução, cópia, divulgação ou distribuição, sujeitando-se aos infratores à responsabilização civil e criminal.
[Link] 3 de 93
RACIOCÍNIO LÓGICO-MATEMÁTICO
Raciocínio Analítico
Prof. Josimar Padilha

JOSIMAR PADILHA
Professor do Gran Cursos Online. Ministra aulas presenciais,
telepresenciais e online de Matemática Básica, Raciocínio Lógico,
Matemática Financeira e Estatística para processos seletivos em
concursos públicos estaduais e federais. Além disso, é professor de
Matemática e Raciocínio Lógico em várias faculdades do Distrito
Federal. É servidor público há mais de 20 anos. Autor de diversas obras
e palestrante.

RACIOCÍNIO ANALÍTICO INTRODUÇÃO

Raciocínio analítico e a argumentação. O uso do senso crítico na argumentação.

Tipos de argumentos: argumentos falaciosos e apelativos. Comunicação eficiente

de argumentos.

Olá, caro(a) aluno(a), tudo bem? Sou o professor e autor Josimar Padilha, e é

com grande alegria que tenho o privilégio de compartilhar esse momento importan-

tíssimo com você, que pretende ingressar no serviço público.

Nesse módulo, iremos abordar um assunto cobrado pela banca CESPE para o con-

curso do TRF 1ª Região denominado “raciocínio analítico”. Dessa forma, apresentarei

questões atuais, com comentários, fontes de consultas e citações de professores da

Universidade de Brasília, Universidade de Lisboa e King’s College London.

Já tenho mais de 16 anos de experiência em aulas presenciais e mais de 08 anos

em aulas online, possuo mais de 04 obras escritas, dentre as quais podemos citar:

“RACIOCÍNIO LÓGICO MATEMÁTICO – Fundamentos e Métodos Práticos, Editora

Juspodivm – 2016”, e em especial, “MAIS DE 350 QUESTÕES COMENTADAS DE

RACIOCÍNIO LÓGICO – CESPE”, também pela editora Juspodivm que se encontra

disponível no site da referida editora.

O conteúdo deste livro eletrônico é licenciado para Nome do Concurseiro(a) - 000.000.000-00, vedada, por quaisquer meios e a qualquer título,
a sua reprodução, cópia, divulgação ou distribuição, sujeitando-se aos infratores à responsabilização civil e criminal.
[Link] 4 de 93
RACIOCÍNIO LÓGICO-MATEMÁTICO
Raciocínio Analítico
Prof. Josimar Padilha

O raciocínio analítico é uma forma de pensamento com o objetivo de explicar as

coisas por meio da decomposição em partes mais simples, que são mais facilmente

explicadas ou solucionadas, e uma vez entendidas tornam possível o entendimento

do todo. É levado em conta também os aspectos sociais e até mesmo psicológicos,

em que é dado a oportunidade de interpretar o conteúdo, o pensamento se processa

relativamente com plena consciência da informação e das operações que implica. O

comportamento do todo é assim explicado pelo comportamento das partes. Estas

partes, em geral, podem ser relatadas a outra pessoa por aquele que pensa.

Teremos uma metodologia infalível e estrategista, pois, além de aprendermos

os princípios e os fundamentos do assunto deste módulo, sabendo interpretar suas

aplicações nas questões de concursos, iremos aprender os melhores métodos de

resolução, aos quais, no decorrer desses 16 anos como professor, eu me dediquei,

para que os meus alunos alcançassem seus sonhos no serviço público nos diversos

processos seletivos em todo do Brasil.

Antes de começarmos iremos fazer uma análise das lógicas que acontecem nos

processos seletivos:

LÓGICA INFORMAL (ANALÍTICO)  é o estudo da  argumentação  em  língua

natural. O estudo de falácias é um ramo particularmente importante da lógica in-

formal. Os Diálogos de Platão são bons exemplos de lógica informal.

LÓGICA FORMAL (DEDUTIVA, INDUTIVA E ABDUÇÃO) é o estudo da in-

ferência com conteúdo puramente formal. Uma inferência possui um conteúdo pu-

ramente formal se ele pode ser expresso como um caso particular de uma regra

totalmente abstrata, isto é, uma regra que não é sobre uma qualquer coisa em par-

ticular. As obras de Aristóteles contêm o primeiro estudo formal da lógica. A lógica

formal moderna segue e amplia o trabalho de Aristóteles. Em muitas definições de

lógica, inferência lógica e inferência com conteúdo puramente formal são a mesma

O conteúdo deste livro eletrônico é licenciado para Nome do Concurseiro(a) - 000.000.000-00, vedada, por quaisquer meios e a qualquer título,
a sua reprodução, cópia, divulgação ou distribuição, sujeitando-se aos infratores à responsabilização civil e criminal.
[Link] 5 de 93
RACIOCÍNIO LÓGICO-MATEMÁTICO
Raciocínio Analítico
Prof. Josimar Padilha

coisa. Isso não esvazia a noção de lógica informal, porque nenhuma lógica formal

captura as diferenças quase imperceptíveis da língua natural.

LÓGICA SIMBÓLICA (PRIMEIRA ORDEM – ESTRUTURAS LÓGICAS)  é o

estudo das abstrações simbólicas que capturam as características formais da infe-

rência lógica. A lógica simbólica é frequentemente dividida em dois ramos: lógica

proposicional e a lógica de predicados.

Em nosso caso, iremos trabalhar com a lógica informal, ou seja, com o raciocínio

analítico, logo torna-se importante você ter um certo conhecimento quanto a lógica

inferencial e a lógica simbólica.

No decorrer do nosso estudo, iremos seguir um cronograma didático que tem

dado muito certo, que se trata:

1. exposição do assunto – conceitos – de forma esquematizada;

2. métodos e dicas de resolução rápida;

3. esquemas estratégicos

4. questões comentadas

RACIOCÍNIO ANALÍTICO

1. Raciocínio analítico e a argumentação.

2. O uso do senso crítico na argumentação.

3. Tipos de argumentos: argumentos falaciosos e apelativos.

4. Comunicação eficiente de argumentos

O conteúdo deste livro eletrônico é licenciado para Nome do Concurseiro(a) - 000.000.000-00, vedada, por quaisquer meios e a qualquer título,
a sua reprodução, cópia, divulgação ou distribuição, sujeitando-se aos infratores à responsabilização civil e criminal.
[Link] 6 de 93
RACIOCÍNIO LÓGICO-MATEMÁTICO
Raciocínio Analítico
Prof. Josimar Padilha

Desafio

QUAL PASTA?

Questão da Prova (CESPE/DPU ANALISTA/2016)

Quatro candidatos a uma vaga de emprego em uma agência de detetives de-

verão passar por um teste de raciocínio lógico, que consiste em entrar em uma

sala e descobrir em qual das duas pastas sobre a mesa, uma vermelha e outra

verde, estão seus respectivos contratos de trabalho — os quatro contratos estão

em uma mesma pasta. Cada um deles poderá fazer uma única pergunta a um de

seus dois possíveis futuros chefes: um responderá sempre com a verdade e o ou-

tro sempre mentira. Os candidatos não sabem, todavia, qual dos dois chefes falará

a verdade e qual mentirá.

O candidato 1 perguntou a um dos chefes em qual pasta estava o seu contrato;

ouviu a resposta e saiu. O candidato 2 fez a mesma pergunta do primeiro candi-

dato só que, casualmente, escolheu o outro chefe, ouviu a resposta e se retirou.

O candidato 3 entrou na sala, pegou uma das pastas nas mãos e perguntou a um

dos chefes:

— O seu amigo me diria que nesta pasta se encontra o meu contrato?

Ouviu a resposta e saiu. Entrou o último candidato e, com o dedo apontado

para um dos chefes, perguntou ao outro:

— Em que pasta ele diria que está o meu contrato?

— “Na verde”, foi a resposta que ele obteve.

Com base nessa situação hipotética, julgue os itens a seguir.

O conteúdo deste livro eletrônico é licenciado para Nome do Concurseiro(a) - 000.000.000-00, vedada, por quaisquer meios e a qualquer título,
a sua reprodução, cópia, divulgação ou distribuição, sujeitando-se aos infratores à responsabilização civil e criminal.
[Link] 7 de 93
RACIOCÍNIO LÓGICO-MATEMÁTICO
Raciocínio Analítico
Prof. Josimar Padilha

1. A partir das perguntas feitas pelos quatro candidatos e das respostas obti-

das, é correto afirmar que os contratos estão na pasta vermelha.

2. É correto inferir que o chefe que respondeu ao candidato 1 falava a verdade

e que o outro mentia.

3. Considere que a pasta que o candidato 3 tenha segurado quando entrou na

sala seja aquela que continha os contratos. Nesse caso, a resposta do chefe a

quem ele dirigiu a pergunta será “Sim”.

Comentário final do módulo.

Raciocínio Analítico e a Argumentação

Vamos inicialmente entender o que vem a ser um ARGUMENTO:

Presume-se que os argumentos ilustram a forma mais conspícua daquilo a que

vulgarmente se chama “raciocínio”. Podemos acreditar na possibilidade de existi-

rem raciocínios que não sejam argumentos.

Por exemplo, “Se não foges, então o tigre come-te” é uma frase que expressa

um raciocínio, mas não um argumento.

Obs.: Talvez seja uma forma ultra abreviada de entimema.

Entimema: silogismo em que falta ou está subentendida uma premissa, tal

como ocorre com frequência no discurso cotidiano, que suprime as asserções pres-

supostas pelos interlocutores (ex., “Renato está com febre, logo está doente”, que

elide “todos os que têm febre estão doentes”).

Neste material, falaremos apenas de raciocínios que tenham a forma de um argu-

mento. É comum, e correto, distinguir dois gêneros de raciocínio: indutivo e dedutivo.

O conteúdo deste livro eletrônico é licenciado para Nome do Concurseiro(a) - 000.000.000-00, vedada, por quaisquer meios e a qualquer título,
a sua reprodução, cópia, divulgação ou distribuição, sujeitando-se aos infratores à responsabilização civil e criminal.
[Link] 8 de 93
RACIOCÍNIO LÓGICO-MATEMÁTICO
Raciocínio Analítico
Prof. Josimar Padilha

A Lógica formal também chamada de lógica simbólica se preocupa, basicamente,

com a estrutura do raciocínio. Os conceitos são rigorosamente definidos, e as senten-

ças são transformadas em notações simbólicas precisas, compactas e não ambíguas.

Argumento é a relação que associa um conjunto de proposições P1, P2, P3, ... Pn,

chamadas premissas (hipóteses), a uma proposição C, chamada conclusão (tese)

do argumento.
Enciclopédia de termos lógicos-filosóficos
Edição de João Branquinho/Desiderio Murcho/Nelson Gonçalves

Argumentos Racionais

É importante ressaltar o que vem a ser um argumento racional antes de come-

çarmos o nosso estudo.

Ao abordar alguns assuntos aqui neste módulo, e em muitas questões que

veremos a frente, as bancas citam que os argumentos construídos e que serão

analisados, em uma abordagem filosófica, têm que se distinguir da mitologia e da

religião por sua ênfase em argumentos racionais; por outro lado, diferencia-se das

pesquisas científicas por geralmente não recorrer a procedimentos empíricos em

suas investigações. Entre seus métodos, estão a argumentação lógica, a análise

conceitual, as experiências de pensamento e outros métodos a priori.

Apesar de as atividades a que nos dedicamos cotidianamente pressuporem a

aceitação de diversas crenças e valores de que nem sempre estamos cientes, aqui

em nosso estudo de raciocínio analítico iremos nos deter aos conceitos, estruturas

e definições preestabelecidas conforme as bancas exigem nos processos seletivos

quando nos referimos ao raciocínio analítico.

O conteúdo deste livro eletrônico é licenciado para Nome do Concurseiro(a) - 000.000.000-00, vedada, por quaisquer meios e a qualquer título,
a sua reprodução, cópia, divulgação ou distribuição, sujeitando-se aos infratores à responsabilização civil e criminal.
[Link] 9 de 93
RACIOCÍNIO LÓGICO-MATEMÁTICO
Raciocínio Analítico
Prof. Josimar Padilha

Estrutura do Argumento

p 1 ∧ p 2 ∧ p 3 ∧ p 4 ∧ p 5 ... p n → C

(Premissas/Hipóteses) (Conclusão/Tese)

Silogismo

Quando temos um argumento formado por três proposições, sendo duas pre-

missas e uma conclusão, trata-se então de um SILOGISMO.

P1: premissa

P2: premissa

C: conclusão

Exemplos:

I – P1 :Todos os professores são dedicados (V)

P2: Todos os dedicados são bem-sucedidos (V)

Todos os professores são bem-sucedidos (V)

O conteúdo deste livro eletrônico é licenciado para Nome do Concurseiro(a) - 000.000.000-00, vedada, por quaisquer meios e a qualquer título,
a sua reprodução, cópia, divulgação ou distribuição, sujeitando-se aos infratores à responsabilização civil e criminal.
[Link] 10 de 93
RACIOCÍNIO LÓGICO-MATEMÁTICO
Raciocínio Analítico
Prof. Josimar Padilha

Representação por diagrama:

II –P1: Todos os professores são dedicados (V)

P2: Josimar é dedicado (V)

C: Josimar é professor (V/F)

Representação por diagrama:

O conteúdo deste livro eletrônico é licenciado para Nome do Concurseiro(a) - 000.000.000-00, vedada, por quaisquer meios e a qualquer título,
a sua reprodução, cópia, divulgação ou distribuição, sujeitando-se aos infratores à responsabilização civil e criminal.
[Link] 11 de 93
RACIOCÍNIO LÓGICO-MATEMÁTICO
Raciocínio Analítico
Prof. Josimar Padilha

Linguagem Simbólica dos Argumentos Lógicos Formados com Proposições

Categóricas

Para representação simbólica iremos partir do pressuposto que você já tenha

visto a linguagem da lógica formal, ok?

Linguagem natural

Todos os homens são sensíveis.

Há homens.

Logo, há (pessoas) sensíveis.

Linguagem formal

(“x(homens(x) → sensível(x)))

($x homem(x))

Logo

($x sensível(x))

Linguagem natural

Alguns felinos são leopardos.

Todos os leopardos são belos.

Logo, alguns felinos são belos.

Linguagem formal

($x(felino(x) ∧ leopardo(x)))

(“x(leopardo(x) → belo(x)))

O conteúdo deste livro eletrônico é licenciado para Nome do Concurseiro(a) - 000.000.000-00, vedada, por quaisquer meios e a qualquer título,
a sua reprodução, cópia, divulgação ou distribuição, sujeitando-se aos infratores à responsabilização civil e criminal.
[Link] 12 de 93
RACIOCÍNIO LÓGICO-MATEMÁTICO
Raciocínio Analítico
Prof. Josimar Padilha

Logo

($x (felino(x) ∧ belo(x)))

Linguagem natural

Todos os sancarlenses são baianos.

Todos os baianos são brasileiros.

Logo, todos os sancarlenses são brasileiros.

Linguagem formal

(“x(sancarlense(x) → baiano(x)))

(“x(baiano(x) → brasileiro(x)))

Logo

(“x(sancarlense(x) → brasileiro(x)))

Linguagem natural

Nenhum jogador é pobre.

Alguns pobres são alegres.

Logo, alguns jogadores não são alegres.

Linguagem formal

(¬$x (jogador(x) ∧ pobre(x)))

($x (pobre(x) ∧ alegre(x)))

Logo

($x (alegre(x) ∧ ¬jogador(x)))

O conteúdo deste livro eletrônico é licenciado para Nome do Concurseiro(a) - 000.000.000-00, vedada, por quaisquer meios e a qualquer título,
a sua reprodução, cópia, divulgação ou distribuição, sujeitando-se aos infratores à responsabilização civil e criminal.
[Link] 13 de 93
RACIOCÍNIO LÓGICO-MATEMÁTICO
Raciocínio Analítico
Prof. Josimar Padilha

SILOGISMO CATEGÓRICO (Os argumentos são dedutivos, vere-


mos mais a frente como identificar se o argumento é dedutivo)

É denominado categórico quando composto por três proposições categóricas ou

singulares, e as três proposições categóricas devem conter ao todo duas premissas

e uma conclusão distinta destas premissas.

Termo Médio é o termo que se repete nas duas premissas, mas não aparece

na conclusão.

Exemplo:

Todo cachorro é aquático.

Todo aquático é vertebrado.

Logo todo cachorro é vertebrado.

Neste caso, o termo médio é “aquático”.

Importantíssimo sabermos as regras do silogismo, sendo assim é importante

guardá-las. Beleza?!

Regras do silogismo

A validade de um silogismo depende do respeito às regras de estruturação que

permitem verificar a correção ou incorreção do silogismo.

O conteúdo deste livro eletrônico é licenciado para Nome do Concurseiro(a) - 000.000.000-00, vedada, por quaisquer meios e a qualquer título,
a sua reprodução, cópia, divulgação ou distribuição, sujeitando-se aos infratores à responsabilização civil e criminal.
[Link] 14 de 93
RACIOCÍNIO LÓGICO-MATEMÁTICO
Raciocínio Analítico
Prof. Josimar Padilha

Das premissas

1) Todo silogismo contém somente três termos: maior, médio e menor.

2) Os termos da conclusão não podem ter extensão maior que os termos das

premissas.

3) O termo médio não pode entrar na conclusão.

4) O termo médio deve ser universal ao menos uma vez.

Da conclusão

1) De duas premissas negativas, nada se conclui.

2) De duas premissas afirmativas não pode haver conclusão negativa.

3) A conclusão segue sempre a premissa mais fraca.

4) De duas premissas particulares, nada se conclui.

A Lógica formal não se preocupa com o valor lógico das premissas e da conclu-

são, se preocupa apenas com a forma e a estrutura que as premissas se relacionam

com a conclusão, ou seja, se o argumento é válido ou inválido. Isto quer dizer que

para ser argumento é necessário possuir FORMA.

Neste módulo, iremos dar mais ênfase ao raciocínio crítico (analítico), em que a

interpretação dos pensamentos será levada em conta.

Validade de um Argumento

Um argumento será válido, legítimo ou bem construído quando a conclusão

é uma consequência obrigatória do seu conjunto de premissas.

O conteúdo deste livro eletrônico é licenciado para Nome do Concurseiro(a) - 000.000.000-00, vedada, por quaisquer meios e a qualquer título,
a sua reprodução, cópia, divulgação ou distribuição, sujeitando-se aos infratores à responsabilização civil e criminal.
[Link] 15 de 93
RACIOCÍNIO LÓGICO-MATEMÁTICO
Raciocínio Analítico
Prof. Josimar Padilha

Sendo as premissas de um argumento verdadeiras, isto implica necessariamen-

te que a conclusão será verdadeira.

A validade de um argumento depende tão somente da relação existente entre

as premissas e a conclusão.

p1 (V) ∧ p2 (V) ∧ p3(V) ∧ p4(V) ∧ p5(V) ∧ ... ∧ pn(V) → C(V)

Percebemos que existe um conectivo de conjunção que opera as premissas,

logo para que a conclusão seja verdadeira torna-se necessário as premissas serem

verdadeiras, até mesmo porque se uma das premissas for falsa tornará a conclusão

falsa. Logo, temos que a verdade das premissas garante a verdade da conclusão

do argumento.

Mais uma vez partiremos do pressuposto que você tenha conhecimento das tabe-

las-verdade, caso haja alguma dificuldade, torna-se interessante adquirir a aula em

PDF com esse assunto.

1. (CESPE) Assinale a opção que apresenta um argumento válido.

a) Se estudo, obtenho boas notas. Se me alimento bem, me sinto disposto. Ontem

estudei e não me senti disposto, logo obterei boas notas mas não me alimentei bem.

b) Se ontem choveu e estamos em junho, então hoje fará frio. Ontem choveu e

hoje fez frio. Logo, estamos em junho.

O conteúdo deste livro eletrônico é licenciado para Nome do Concurseiro(a) - 000.000.000-00, vedada, por quaisquer meios e a qualquer título,
a sua reprodução, cópia, divulgação ou distribuição, sujeitando-se aos infratores à responsabilização civil e criminal.
[Link] 16 de 93
RACIOCÍNIO LÓGICO-MATEMÁTICO
Raciocínio Analítico
Prof. Josimar Padilha

c) Choveu ontem ou segunda-feira é feriado. Como não choveu ontem, logo se-

gunda-feira não será feriado.

d) Quando chove, as árvores ficam verdinhas. As árvores estão verdinhas, logo choveu.

Letra a.

a) Se estudo, obtenho boas notas. Se me alimento bem, me sinto disposto. Ontem

estudei e não me senti disposto, logo obterei boas notas mas não me alimentei bem.

Temos:

P1: estudo → obtenho boas notas.

P2: me alimento bem → me sinto disposto.

P3: Ontem estudei ∧ não me senti disposto.

Conclusão: Obterei boas notas ∧ não me alimentei bem.

Partindo do princípio de que todas as premissas são verdadeiras, temos:

P1: Estudo (V) → obtenho boas notas. (V) = (V)

P2: Me alimento bem (F) → me sinto disposto. (F) = (V)

P3: Ontem estudei (V) ∧ não me senti disposto (V) = (V)

Após a valoração das premissas podemos verificar se a verdade das premissas re-

almente garante a verdade da conclusão? Vejamos:

Conclusão: Obterei boas notas (VERDADE) ∧ não me alimentei bem. (VERDADE)

= VERDADE.

O conteúdo deste livro eletrônico é licenciado para Nome do Concurseiro(a) - 000.000.000-00, vedada, por quaisquer meios e a qualquer título,
a sua reprodução, cópia, divulgação ou distribuição, sujeitando-se aos infratores à responsabilização civil e criminal.
[Link] 17 de 93
RACIOCÍNIO LÓGICO-MATEMÁTICO
Raciocínio Analítico
Prof. Josimar Padilha

Sendo assim, o argumento é válido.

b)Se ontem choveu e estamos em junho, então hoje fará frio. Ontem choveu e hoje

fez frio. Logo, estamos em junho.

Temos:

P1: (ontem choveu ∧ estamos em junho) → hoje fará frio.

P2: ontem choveu ∧ fez frio.

Conclusão: estamos em junho.

Partindo do princípio de que todas as premissas são verdadeiras, temos:

P1: (ontem choveu (V) ∧ estamos em junho (V/F) → hoje fará frio. (V) = (V)

P2: ontem choveu (V) ∧ fez frio (V) = (V)

Conclusão: estamos em junho(V/F)

Após a valoração das premissas podemos verificar se a verdade das premissas re-

almente garante a verdade da conclusão? Vejamos:

Logo, C: estamos em junho (V/F)

Sendo assim, o argumento é inválido.

c)Choveu ontem ou segunda-feira é feriado. Como não choveu ontem, logo segun-

da-feira não será feriado.

Temos:

P1: (choveu ontem → segunda-feira é feriado).

O conteúdo deste livro eletrônico é licenciado para Nome do Concurseiro(a) - 000.000.000-00, vedada, por quaisquer meios e a qualquer título,
a sua reprodução, cópia, divulgação ou distribuição, sujeitando-se aos infratores à responsabilização civil e criminal.
[Link] 18 de 93
RACIOCÍNIO LÓGICO-MATEMÁTICO
Raciocínio Analítico
Prof. Josimar Padilha

P2: não choveu ontem.

Conclusão: segunda-feira não é feriado.

Partindo do princípio de que todas as premissas são verdadeiras, temos:

P1: choveu ontem (F) → segunda-feira é feriado (V). = (V)

P2: não choveu ontem = (V)

Conclusão: segunda-feira não é feriado (F).

Após a valoração das premissas podemos verificar se a verdade das premissas re-

almente garante a verdade da conclusão? Vejamos:

Conclusão: segunda-feira não é feriado = F

Sendo assim, temos que o argumento é inválido.

d)Quando chove, as árvores ficam verdinhas. As árvores estão verdinhas, logo

choveu.

Temos:

P1: (Chove → árvores ficam verdinhas).

P2: As árvores estão verdinhas.

Conclusão: Choveu.

Partindo do princípio de que todas as premissas são verdadeiras, temos:

P1: Chove (V/F) → árvores ficam verdinhas (V). = (V)

P2: As árvores estão verdinhas.

O conteúdo deste livro eletrônico é licenciado para Nome do Concurseiro(a) - 000.000.000-00, vedada, por quaisquer meios e a qualquer título,
a sua reprodução, cópia, divulgação ou distribuição, sujeitando-se aos infratores à responsabilização civil e criminal.
[Link] 19 de 93
RACIOCÍNIO LÓGICO-MATEMÁTICO
Raciocínio Analítico
Prof. Josimar Padilha

Conclusão: Choveu (V/F).

Após a valoração das premissas podemos verificar se a verdade das premissas re-

almente garante a verdade da conclusão? Vejamos:

Conclusão: Choveu (V/F).

Sendo assim temos que o argumento é inválido.

2. (CESPE) Uma noção básica da lógica é a de que um argumento é composto de

um conjunto de sentenças denominadas premissas e de uma sentença denominada

conclusão. Um argumento é válido se a conclusão é necessariamente verdadeira

sempre que as premissas forem verdadeiras. Com base nessas informações, julgue

os itens que se seguem.

a) Toda premissa de um argumento válido é verdadeira.

b) Se a conclusão é falsa, o argumento não é válido.

c) Se a conclusão é verdadeira, o argumento é válido.

d) É válido o seguinte argumento: todo cachorro é verde, e tudo que é verde é

vegetal, logo, todo cachorro é vegetal.

Errado/errado/errado/certo.

A tabela abaixo retirada do livro “Introdução a Lógica” do autor Irving Copi resume

as possíveis situações de um argumento em relação a sua validade e invalidade.

O conteúdo deste livro eletrônico é licenciado para Nome do Concurseiro(a) - 000.000.000-00, vedada, por quaisquer meios e a qualquer título,
a sua reprodução, cópia, divulgação ou distribuição, sujeitando-se aos infratores à responsabilização civil e criminal.
[Link] 20 de 93
RACIOCÍNIO LÓGICO-MATEMÁTICO
Raciocínio Analítico
Prof. Josimar Padilha

Quando um
e as hipóteses… então a tese será:
argumento é
Necessariamente
Válido são todas verdadeiras
verdadeira
(Bem construído)
não são todas verdadeiras ou Verdadeira ou Falsa

Inválido são todas verdadeiras ou Verdadeira ou Falsa


(Mal construído) não são todas verdadeiras ou Verdadeira ou Falsa

De acordo com a tabela, podemos responder tranquilamente os itens desta ques-

tão, logo temos:

(1) Toda premissa de um argumento válido é verdadeira. (Errado)

(2) Se a conclusão é falsa, o argumento não é válido. (Errado)

(3) Se a conclusão é verdadeira, o argumento é válido. (Errado)

(4)É válido o seguinte argumento: todo cachorro é verde, e tudo que é verde é ve-

getal, logo todo cachorro é vegetal. (Certo)

3. (CESPE) Julgue o item seguinte, a respeito de lógica.

Considere o argumento formado pelas proposições A: “Todo número inteiro é par”;

B: “Nenhum número par é primo”; C: “Nenhum número inteiro é primo”, em que A

e B são as premissas e C é a conclusão. Nesse caso, é correto afirmar que o argu-

mento é um argumento válido.

Certo.

Mais uma vez partiremos do pressuposto que você tenha conhecimento

dos quantificadores lógicos e seus respectivos diagramas lógicos, caso

haja alguma dificuldade, torna-se interessante adquirir a aula em PDF com

esse assunto.

O conteúdo deste livro eletrônico é licenciado para Nome do Concurseiro(a) - 000.000.000-00, vedada, por quaisquer meios e a qualquer título,
a sua reprodução, cópia, divulgação ou distribuição, sujeitando-se aos infratores à responsabilização civil e criminal.
[Link] 21 de 93
RACIOCÍNIO LÓGICO-MATEMÁTICO
Raciocínio Analítico
Prof. Josimar Padilha

O conteúdo deste livro eletrônico é licenciado para Nome do Concurseiro(a) - 000.000.000-00, vedada, por quaisquer meios e a qualquer título,
a sua reprodução, cópia, divulgação ou distribuição, sujeitando-se aos infratores à responsabilização civil e criminal.
[Link] 22 de 93
RACIOCÍNIO LÓGICO-MATEMÁTICO
Raciocínio Analítico
Prof. Josimar Padilha

O exercício da atividade policial exige preparo técnico adequado ao enfrentamento

de situações de conflito e, ainda, conhecimento das leis vigentes, incluindo inter-

pretação e forma de aplicação dessas leis nos casos concretos. Sabendo disso,

considere como verdadeiras as proposições seguintes.

P1:Se se deixa dominar pela emoção ao tomar decisões, então o policial toma de-

cisões ruins.

P2:Se não tem informações precisas ao tomar decisões, então o policial toma de-

cisões ruins.

P3:Se está em situação de estresse e não teve treinamento adequado, o policial se

deixa dominar pela emoção ao tomar decisões.

P4:Se teve treinamento adequado e se dedicou nos estudos, então o policial tem

informações precisas ao tomar decisões.

Com base nessas proposições, julgue o item a seguir.

4. (CESPE) Considerando que P1, P2, P3 e P4 sejam as premissas de um argu-

mento cuja conclusão seja “Se o policial está em situação de estresse e não toma

decisões ruins, então teve treinamento adequado”, é correto afirmar que esse ar-

gumento é válido.

Certo.

Validade de um Argumento

Um argumento será válido, legítimo ou bem construído quando a conclusão é uma

consequência obrigatória do seu conjunto de premissas.

Sendo as premissas de um argumento verdadeiras, isso implica necessariamente

uma conclusão verdadeira.

O conteúdo deste livro eletrônico é licenciado para Nome do Concurseiro(a) - 000.000.000-00, vedada, por quaisquer meios e a qualquer título,
a sua reprodução, cópia, divulgação ou distribuição, sujeitando-se aos infratores à responsabilização civil e criminal.
[Link] 23 de 93
RACIOCÍNIO LÓGICO-MATEMÁTICO
Raciocínio Analítico
Prof. Josimar Padilha

A validade de um argumento depende tão somente da relação existente entre as

premissas e a conclusão.

p1(V)^ p2(V) ^ p3(V) ^ p4(V) ^ p5(V) ... pn(V)  C(V)

Percebemos que existe um conectivo de conjunção que opera as premissas. Logo,

para que a conclusão seja verdadeira, torna-se necessário as premissas serem ver-

dadeiras, até mesmo porque se uma das premissas for falsa tornará a conclusão

falsa. Logo, temos que a verdade das premissas garante a verdade da conclusão

do argumento.

Representando as premissas e a conclusão, podemos analisar da seguinte forma

por exclusão: se a verdade das premissas não garantir a verdade da conclusão, o

argumento será inválido. Logo, iremos tentar invalidar o argumento. Caso não con-

sigamos, então o argumento será válido.

Vamos tentar então invalidar o argumento: as premissas verdadeiras e a conclusão falsa.

P1:se deixa dominar pela emoção ao tomar decisões → então o policial toma deci-

sões ruins = V.

P2:não tem informações precisas ao tomar decisões → então o policial toma deci-

sões ruins = V.

P3:(está em situação de estresse ^ não teve treinamento adequado) → (o policial

se deixa dominar pela emoção ao tomar decisões) = V.

P4:(teve treinamento adequado ^ se dedicou nos estudos) → (o policial tem infor-

mações precisas ao tomar decisões) = V.

Conclusão: (o policial está em situação de estresse ^ não toma decisões ruins)

→ (teve treinamento adequado) = F.

O conteúdo deste livro eletrônico é licenciado para Nome do Concurseiro(a) - 000.000.000-00, vedada, por quaisquer meios e a qualquer título,
a sua reprodução, cópia, divulgação ou distribuição, sujeitando-se aos infratores à responsabilização civil e criminal.
[Link] 24 de 93
RACIOCÍNIO LÓGICO-MATEMÁTICO
Raciocínio Analítico
Prof. Josimar Padilha

Valorando as proposições de acordo com as premissas temos:

Percebemos que, ao tentarmos invalidar o argumento, verificamos uma contradi-

ção. Logo, se o argumento não é inválido, será válido.

Em ação judicial contra operadora de telefonia móvel, o defensor do cliente que

interpôs a ação apresentou a argumentação a seguir.

P1:A quantidade de interrupções nas chamadas realizadas de aparelhos cadastrados

em planos tarifados por ligações é quatro vezes superior à quantidade de interrupções

nas chamadas realizadas de aparelhos cadastrados em planos tarifados por minutos.

O conteúdo deste livro eletrônico é licenciado para Nome do Concurseiro(a) - 000.000.000-00, vedada, por quaisquer meios e a qualquer título,
a sua reprodução, cópia, divulgação ou distribuição, sujeitando-se aos infratores à responsabilização civil e criminal.
[Link] 25 de 93
RACIOCÍNIO LÓGICO-MATEMÁTICO
Raciocínio Analítico
Prof. Josimar Padilha

P2:Se ocorrer falha técnica na chamada ou a operadora interromper a chamada de

forma proposital, então ocorrerá interrupção nas chamadas de meu cliente.

P3:Se a quantidade de interrupções em chamadas realizadas de aparelhos cadas-

trados em planos tarifados por ligações for quatro vezes superior à quantidade de

interrupções nas chamadas realizadas de aparelhos cadastrados em planos tarifa-

dos por minutos, então não ocorrerá falha técnica na chamada.

P4:Ocorre interrupção na chamada de meu cliente.

Logo, a operadora interrompeu a chamada de forma proposital.

Com base nas proposições acima, julgue o item subsecutivo.

5. (CESPE) Em face das proposições apresentadas, é correto afirmar que o argu-

mento do defensor é um argumento inválido.

Certo.

Validade de um Argumento

Um argumento será válido, legítimo ou bem construído quando a conclusão é uma

consequência obrigatória do seu conjunto de premissas.

Sendo as premissas de um argumento verdadeiras, isto implica necessariamente

que a conclusão será verdadeira.

A validade de um argumento depende tão somente da relação existente entre as

premissas e a conclusão.

p1 (V)^ p2(V) ^ p3( V) ^ p4(V) ^ p5(V) ... pn(V)  C( V)

Representando as proposições e considerando que todas as premissas são verda-

deiras vamos verificar se a conclusão também será verdadeira:

O conteúdo deste livro eletrônico é licenciado para Nome do Concurseiro(a) - 000.000.000-00, vedada, por quaisquer meios e a qualquer título,
a sua reprodução, cópia, divulgação ou distribuição, sujeitando-se aos infratores à responsabilização civil e criminal.
[Link] 26 de 93
RACIOCÍNIO LÓGICO-MATEMÁTICO
Raciocínio Analítico
Prof. Josimar Padilha

V
P1: A quantidade de interrupções nas chamadas realizadas de apare-

lhos cadastrados em planos tarifados por ligações é quatro vezes supe- = (V)

rior à quantidade de interrupções nas chamadas realizadas de aparelhos

cadastrados em planos tarifados por minutos.

F ? V
P2: [(ocorrer v (a operado- → [ocorrerá =

falha técnica na ra interromper a interrupção nas (V)

chamada) chamada de for- chamadas de meu

ma proposital)] cliente]

V V
P3: [(a quantidade de interrupções em chama- ([não =(V)

das realizadas de aparelhos cadastrados em ocorrerá

planos tarifados por ligações for quatro vezes falha técnica

superior à quantidade de interrupções nas cha- na chama-

madas realizadas de aparelhos cadastrados em da)].

planos tarifados por minutos)]

P4: Ocorre interrupção na chamada de meu cliente. = (V)

Conclusão: a operadora interrompeu a chamada de forma proposital. = (?)

A verdade das premissas não garante a verdade da conclusão.

O Uso do Senso Crítico na Argumentação

O senso crítico ou pensamento crítico, em geral, significa pensamento de alta

ordem que questiona as mais diversas suposições. É uma forma de decidir quan-

O conteúdo deste livro eletrônico é licenciado para Nome do Concurseiro(a) - 000.000.000-00, vedada, por quaisquer meios e a qualquer título,
a sua reprodução, cópia, divulgação ou distribuição, sujeitando-se aos infratores à responsabilização civil e criminal.
[Link] 27 de 93
RACIOCÍNIO LÓGICO-MATEMÁTICO
Raciocínio Analítico
Prof. Josimar Padilha

do uma afirmação é verdadeira, falsa, ou às vezes verdadeira e às vezes falsa, ou

parcialmente verdadeira e parcialmente falsa. O conceito propriamente dito é con-

testado dentro do âmbito da educação, devido as múltiplas possibilidades de signi-

ficado. A origem do pensamento crítico pode ser traçado no ocidente até o método

socrático, na Grécia antiga. O pensamento crítico é um importante componente de

várias profissões e constitui a base do pensamento científico. 

O senso crítico requer os seguintes procedimentos por parte dos indivíduos:

a) reconhecer problemas, encontrar meios funcionais de resolução para pro-

blemas;

b) entender a importância de priorizar e ordenar os precedentes na resolução

de problemas;

c) agrupar e ordenar informações relevantes;

d) compreender e usar a linguagem com precisão, clareza e discernimento;

e) interpretar dados, avaliar evidencias e valorizar argumentos;

f) reconhecer a existência (ou não existência) de relação lógica entre propo-

sições;

g) traçar conclusões garantidas e generalizações;

h) reconstruir padrões de crenças baseadas em amplas experiências;

i) testar exaustivamente as conclusões e generalizações as quais chegou;

j) prestar julgamento apurado sobre coisas específicas e características na

vida diária.

Resumindo, o senso crítico é um persistente esforço de examinar qualquer cren-

ça ou suposta forma de conhecimento sob a luz de evidências que as suportam e

as conclusões as quais elas tendem a produzir.

[Link]
[Link]

O conteúdo deste livro eletrônico é licenciado para Nome do Concurseiro(a) - 000.000.000-00, vedada, por quaisquer meios e a qualquer título,
a sua reprodução, cópia, divulgação ou distribuição, sujeitando-se aos infratores à responsabilização civil e criminal.
[Link] 28 de 93
RACIOCÍNIO LÓGICO-MATEMÁTICO
Raciocínio Analítico
Prof. Josimar Padilha

Uma abordagem interessante:

“Algumas características do pensamento crítico: para esclarecermos no que con-

siste o desenvolvimento do senso crítico, servimo-nos de autores que se consagra-

ram ao “pensar na educação”, tais como Lipman (1995), Tishman (1999), Carraher

(1993), Raths et al. (1977), entre outros, esses esclarecimentos são importantes

porque muitos professores consideram erroneamente que “criticar é encontrar de-

feitos ou censurar” (Raths et al., 1977, p.26). Assim sendo, promovem discussões

em sala de aula, limitando-se a ouvir as opiniões dos alunos, sem lhes dar orien-

tações que efetivamente corroborem o desenvolvimento da capacidade crítica. O

que se vê, na maioria das vezes, é uma discussão acalorada, em que cada um

tenta imprimir o seu próprio ponto de vista, sem atentar nos juízos alheios. Ainda

segundo Raths et al. (1977), a crítica é uma atividade do pensamento que envolve

julgamentos, análises, avaliações, estabelecimento de relações, mediante alguns

padrões. Lipman (1995) considera que o pensamento crítico se revela sobretudo na

capacidade de efetuar “bons julgamentos”, ou seja, não basta ser capaz de emitir

juízos, é preciso “ampliar as consequências, identificar as características da defi-

nição e mostrar a ligação entre estas” (Lipman, 1995, p .171). Em outros termos,

este autor considera que a diferença entre um simples julgamento e o “bom julga-

mento” consiste no fato de este último estar fundamentado em critérios, ser auto-

corretivo e sensível ao contexto. Os critérios são, portanto, fundamentais para dife-

renciar o pensar crítico do pensar acrítico. Saber estabelecê-los ou identificá-los no

curso de um julgamento é uma condição imprescindível para o desenvolvimento da

capacidade crítica. Para tanto, é preciso estabelecer relações, pois estas fornecem

aos julgamentos sentido e orientação. De fato, para julgar, precisamos observar,

estabelecer comparações, discernir semelhanças e diferenças, orientando-nos por

O conteúdo deste livro eletrônico é licenciado para Nome do Concurseiro(a) - 000.000.000-00, vedada, por quaisquer meios e a qualquer título,
a sua reprodução, cópia, divulgação ou distribuição, sujeitando-se aos infratores à responsabilização civil e criminal.
[Link] 29 de 93
RACIOCÍNIO LÓGICO-MATEMÁTICO
Raciocínio Analítico
Prof. Josimar Padilha

critérios. Tais atividades constituem um mecanismo metodológico de investigação

que pode ser exercitado mediante a orientação do professor.”

Rev. Brasileira de Linguística Aplicada, v.3, n. l, 58-184, 2003.


Elisabeth Ramos da Silva Universidade de Taubaté.

“Em lógica racional podemos distinguir três tipos de raciocínio lógico, referente ao

que cada um deseja determinar a partir de uma premissa, uma conclusão, e uma

regra segundo a qual a premissa implica a conclusão, temos assim os seguintes:

Dedução: corresponde a determinar a conclusão. Utiliza-se da regra e sua premis-

sa para chegar a uma conclusão. Exemplo: “Quando chove, a grama fica molhada.

Choveu hoje. Portanto, a grama está molhada.” É comum associar os matemáticos

com este tipo de raciocínio.

Indução: é determinar a regra. É aprender a regra a partir de diversos exemplos

de como a conclusão segue da premissa. Exemplo: «A grama ficou molhada todas

as vezes em que choveu. Então, se chover amanhã, a grama ficará molhada.” É

comum associar os cientistas com este estilo de raciocínio.

Abdução: significa determinar a premissa. Usa-se a conclusão e a regra para de-

fender que a premissa poderia explicar a conclusão. Exemplo: “Quando chove, a

grama fica molhada. A grama está molhada, então pode ter chovido.” Associa-se

este tipo de raciocínio aos diagnosticistas e detetives, etc.”. Em um argumento

abdutivo, a conclusão é inferida por representar a melhor explicação para os fatos

enunciados nas premissas.

O conteúdo deste livro eletrônico é licenciado para Nome do Concurseiro(a) - 000.000.000-00, vedada, por quaisquer meios e a qualquer título,
a sua reprodução, cópia, divulgação ou distribuição, sujeitando-se aos infratores à responsabilização civil e criminal.
[Link] 30 de 93
RACIOCÍNIO LÓGICO-MATEMÁTICO
Raciocínio Analítico
Prof. Josimar Padilha

Vejamos de uma forma mais detalhada a seguir:

ARGUMENTO DEDUTIVO

Um argumento será dedutivo quando sua conclusão traz apenas informações

obtidas das premissas, ainda que implícitas. É um argumento de conclusão não

ampliativa. Para um argumento dedutivo válido, caso se tenha premissas verdadei-

ras, a conclusão será necessariamente verdadeira.

Geralmente os argumentos dedutivos são estéreis, uma vez que eles não apre-

sentam nenhum conhecimento novo. Como dissemos, a conclusão já está contida

nas premissas. A conclusão nunca vai além das premissas. Mesmo que a ciência

não faça tanto uso da dedução em suas descobertas, exceto a matemática, ela

continua sendo o modelo de rigor dentro da lógica.

ARGUMENTO INDUTIVO

Um argumento é dito indutivo quando sua conclusão traz mais informações

que as premissas fornecem. É um argumento de conclusão ampliativa.

É o mais usado pelas ciências. Por meio dos argumentos indutivos é que as ciên-

cias descobrem as leis gerais da natureza. O argumento indutivo geralmente parte

de dados da experiência e desses dados chega a enunciados universais. Além disso,

todas as conjecturas que a ciência faz têm por base a indução. Com base em dados

particulares do presente as ciências fazem as conjecturas do futuro.

“Os argumentos indutivos, ao contrário do que sucede com os dedutivos, levam a con-
clusões cujo conteúdo excede os das premissas. E esse traço característico da indução
que torna os argumentos indispensáveis para a fundamentação de uma significativa
porção dos nossos conhecimentos”. (SALMON, 1969, p. 76)

O conteúdo deste livro eletrônico é licenciado para Nome do Concurseiro(a) - 000.000.000-00, vedada, por quaisquer meios e a qualquer título,
a sua reprodução, cópia, divulgação ou distribuição, sujeitando-se aos infratores à responsabilização civil e criminal.
[Link] 31 de 93
RACIOCÍNIO LÓGICO-MATEMÁTICO
Raciocínio Analítico
Prof. Josimar Padilha

O grande problema da indução é que ela é probabilística. Não há a necessidade

como na dedução. Como vimos na dedução, a conclusão decorre necessariamente

das premissas. Já na indução isso é impossível, uma vez que ela enumera casos

particulares e por probabilidade ela infere uma verdade universal. A conclusão da

indução tem apenas a probabilidade de ser verdadeira.

6.(CESPE) No Brasil, os pobres têm mais poder que os ricos. Isso ocorre porque

o sistema político adotado no Brasil é a democracia, no qual a vontade da maioria

prevalece, e, no Brasil, existem mais pobres que ricos.

Com relação ao argumento anterior, julgue os itens seguintes.

a) A afirmativa “No Brasil, os pobres têm mais poder que os ricos”, é uma premissa.

b) A oração “no Brasil, existem mais pobres que ricos” é a conclusão do texto.

c) O trecho “o sistema político adotado no Brasil é a democracia, no qual a vontade

da maioria prevalece” é uma hipótese.

d) O argumento apresentado no texto é um exemplo de argumento indutivo.

c) Certo.

A frase se trata de uma premissa, ou seja, hipótese.

a) Errado.

Temos que esta afirmativa é a conclusão do argumento. Isto é percebido pela pre-

sença da palavra “porque” que anuncia premissas dentro de um argumento.

b) Errado.

Temos que esta oração é uma premissa do argumento, fundamenta a conclusão.

O conteúdo deste livro eletrônico é licenciado para Nome do Concurseiro(a) - 000.000.000-00, vedada, por quaisquer meios e a qualquer título,
a sua reprodução, cópia, divulgação ou distribuição, sujeitando-se aos infratores à responsabilização civil e criminal.
[Link] 32 de 93
RACIOCÍNIO LÓGICO-MATEMÁTICO
Raciocínio Analítico
Prof. Josimar Padilha

d) Errado.

Sua conclusão não traz mais informações que as premissas fornecem. É um argu-

mento de conclusão não ampliativa.

Argumento Abdução

Para que possamos entender um pouco mais sobre a indução, retirei um texto

da Revista de Filosofia da Região Amazônica, vejamos:

Charles Sanders Peirce enfatiza a importância da abdução no avanço de teorias cien-


tíficas. Os três modos inferenciais nos possibilitam pensar de forma estruturalmente
lógica, de modo a garantir certa correspondência entre as teorias elaboradas e a reali-
dade. Uma vez gerada e escolhida a hipótese, segue-se o processo de justificação que
irá ocorrer no desenvolvimento dos raciocínios dedutivo e indutivo, proporcionando uma
verificabilidade da correspondência entre a hipótese acolhida e as leis da natureza.
Segundo Pierce, a abdução é o processo pelo qual a razão inicia o estudo de um novo
campo científico que ainda não havia sido abordado. Esse tipo de raciocínio pode ser
exemplificado, entre outras áreas, na criação do artista, nas pesquisas históricas e ar-
queológicas ou mesmo nos procedimentos de investigações criminais, que antes de ini-
ciarem seus trabalhos só contam com alguns sinais que indicam pistas a seguir. Nestas
descobertas, o raciocínio abdutivo se efetiva nas seguintes etapas: percepção de ano-
malia; surpresa e dúvida; abandono do hábito anterior; geração e seleção de hipóteses
que poderiam solucionar o problema. Neste sentido, o raciocínio abdutivo se processa
na simbiose entre a razão expressa no exercício da mente e razoabilidade constitutiva
do mundo. Na relação entre a mente de quem raciocina e a natureza existe uma afinida-
de suficiente para que, na maioria das vezes, as tentativas na escolha de uma hipótese
correspondam à regularidade observada. “A abdução inicia-se dos fatos sem, em prin-
cípio ter qualquer particular teoria em vista, embora ela seja motivada pelo sentimento
de que uma teoria é necessária para explicar os fatos surpreendentes”. Segundo Peirce,
há o reconhecimento de três tipos de fatos que compõem a tessitura da realidade: o
fato sobre um objeto com os seus singulares, fato sobre a relação de dois objetos com
os seus duplos, e fato sobre vários objetos com os seus plurais. Os caracteres singulares
“são predicáveis de objetos singulares, que correspondem ao signo 13, tal como quando
dizemos que algo é branco, grande, etc”. O segundo tipo de caracteres duplos corres-
ponde à coisa significada, que se refere aos pares de objetos que estabelecem relações
entre si, como, por exemplo, o de similaridade. E o terceiro tipo, caracteres plurais,
envolve mais de dois elementos na composição do fato. Assim, como os caracteres dos

O conteúdo deste livro eletrônico é licenciado para Nome do Concurseiro(a) - 000.000.000-00, vedada, por quaisquer meios e a qualquer título,
a sua reprodução, cópia, divulgação ou distribuição, sujeitando-se aos infratores à responsabilização civil e criminal.
[Link] 33 de 93
RACIOCÍNIO LÓGICO-MATEMÁTICO
Raciocínio Analítico
Prof. Josimar Padilha

fatos encontram-se relacionados aos modos de cognição, parece haver conexão entre
os tipos de inferência, que se relacionam por meio de movimentos de síntese e análise,
com propósito evolutivo de avançar. Neste contexto, a condição de relação procede do
sentido de ação e reação, entrelaçada à finalidade de aquisição de conhecimento. Em
uma linguagem formal, podemos descrever a abdução da seguinte maneira:
• o fato surpreendente C é observado;
• se A (hipótese) fosse verdadeira, C se seguiria naturalmente;
• portanto, existe razão para suspeitar que A seja verdadeira.
Os processos de inferência lógica se principiam na abdução, que se caracteriza como
um tipo de raciocínio capaz de introduzir uma ideia nova através da geração de hipóte-
ses provisórias, porém plausíveis; sem este tipo de inferência não poderíamos avançar
em nossos conhecimentos. No entanto, o raciocínio abdutivo apresenta-se como o mais
frágil e passível de erro, carecendo dos outros tipos de raciocínio para que se complete
o processo de justificação. No entanto, por meio da argumentação feita até aqui, sob
a ótica da filosofia de Peirce, parece haver uma determinação mútua entre o geral e o
particular, em que cada cognição é composta por elementos gerais e inserida em um
contexto singular.

Revista de Filosofia da Região Amazônica

7. (CESPE/ FUNPRESP-EXE/2016) Acerca dos argumentos racionais, julgue o item

a seguir.

O texto que se segue, produzido por um detetive durante uma investigação crimi-

nal, ilustra um raciocínio por indução.

Ontem uma senhora rica foi assassinada em sua casa. No momento do crime,

havia uma festa na casa da vítima e nela estavam presentes umas cinquenta

pessoas. Dessas cinquenta, é sabido que nove tinham algum tipo de problema

com a senhora assassinada. Assim, é plausível supor que o assassino esteja en-

tre essas nove pessoas.

O conteúdo deste livro eletrônico é licenciado para Nome do Concurseiro(a) - 000.000.000-00, vedada, por quaisquer meios e a qualquer título,
a sua reprodução, cópia, divulgação ou distribuição, sujeitando-se aos infratores à responsabilização civil e criminal.
[Link] 34 de 93
RACIOCÍNIO LÓGICO-MATEMÁTICO
Raciocínio Analítico
Prof. Josimar Padilha

Errado.

Um argumento é dito indutivo quando sua conclusão traz mais informações que as

premissas fornecem. É um argumento de conclusão ampliativa.

Os argumentos indutivos, ao contrário do que sucede com os dedutivos, levam a conclu-


sões cujo conteúdo excede os das premissas. E esse traço característico da indução que
torna os argumentos indispensáveis para a fundamentação de uma significativa porção
dos nossos conhecimentos. (SALMON, 1969, p. 76).

No argumento apresentado temos que a premissa tenta defender a conclusão, isto

é, poderia explicar a conclusão. Se baseia em um tipo de raciocínio capaz de introdu-

zir uma ideia nova por meio da geração de hipóteses provisórias, porém plausíveis;

A conclusão pode ser verdadeira. Neste caso, temos um argumento por abdução.

COMPARAÇÃO

DEDUÇÃO X INDUÇÃO X ABDUÇÃO

RACIOCÍNIO REGRA CASO PARTICULAR CONCLUSÃO


Todas as bolas Todas as bolas nesta amos- Então, todas as bolas
DEDUÇÃO nesta urna são tra aleatória são tomadas nesta amostra aleatória
brancas. desta urna. particular são brancas.
Todas as bolas Todas as bolas desta amos- Então, todas as bolas
nesta amostra tra particular foram toma- nesta urna são brancas.
INDUÇÃO
particular são das desta urna.
brancas.
Todas as bolas Todas as bolas nesta amos- Então, todas as bolas
nesta urna são tra particular são brancas. nesta amostra parti-
ABDUÇÃO
brancas. cular foram tomadas
desta urna.

O conteúdo deste livro eletrônico é licenciado para Nome do Concurseiro(a) - 000.000.000-00, vedada, por quaisquer meios e a qualquer título,
a sua reprodução, cópia, divulgação ou distribuição, sujeitando-se aos infratores à responsabilização civil e criminal.
[Link] 35 de 93
RACIOCÍNIO LÓGICO-MATEMÁTICO
Raciocínio Analítico
Prof. Josimar Padilha

ARGUMENTO DE AUTORIDADE

Um argumento baseado na opinião de um especialista. Os argumentos de auto-

ridade têm geralmente a seguinte forma lógica (ou são a ela redutíveis):

Por exemplo:

P: Aristóteles disse que a Terra é plana

Logo, a Terra é plana.

Um argumento de autoridade pode ainda ter a seguinte forma lógica:

Todas as autoridades dizem que P

Logo, P

A maior parte do conhecimento que temos de física, matemática, história,

economia ou qualquer outra área se baseia no trabalho e opinião de especialistas.

Os argumentos de autoridade resultam desta necessidade de nos apoiarmos nos

especialistas. Por isso, uma das regras a que um argumento de autoridade tem de

obedecer para poder ser bom é esta:

1) O especialista (a autoridade) invocado tem de ser um bom especialista da

matéria em causa. Esta é a regra violada no seguinte argumento de autoridade:

P: Einstein disse que a maneira de acabar com a guerra era ter um governo

mundial;

Logo, a maneira de acabar com a guerra é ter um governo mundial.

Dado que Einstein era um especialista em física, mas não em filosofia política,

este argumento é mau. Contudo, apesar de Marx ser um especialista em filosofia

política, o seguinte argumento de autoridade é mau:

P: Marx disse que a maneira de acabar com a guerra era ter um governo mundial;

Logo, a maneira de acabar com a guerra é ter um governo mundial.

Neste caso, é mau porque viola outra regra:

O conteúdo deste livro eletrônico é licenciado para Nome do Concurseiro(a) - 000.000.000-00, vedada, por quaisquer meios e a qualquer título,
a sua reprodução, cópia, divulgação ou distribuição, sujeitando-se aos infratores à responsabilização civil e criminal.
[Link] 36 de 93
RACIOCÍNIO LÓGICO-MATEMÁTICO
Raciocínio Analítico
Prof. Josimar Padilha

2) Os especialistas da matéria em causa não podem discordar significativamen-

te entre si quanto à afirmação em causa. Dado que os especialistas em filosofia

política discordam entre si quanto à afirmação em causa, o argumento é mau. É por

causa desta regra que quase todos os argumentos de autoridade sobre questões

substanciais de filosofia são maus: porque os filósofos discordam entre si sobre

questões substanciais. Poucas são as afirmações filosóficas substanciais que todos

os filósofos aceitam unanimemente e por isso não se pode usar a opinião de argu-

mento de Frege-Church um filósofo para provar seja o que for de substancial em

filosofia. Fazer isso é falacioso. Os seguintes argumentos contra Galileu são igual-

mente maus: «Aristóteles disse que a Terra está imóvel; logo, a Terra está imóvel»

e «A Bíblia diz que a Terra está imóvel; logo, a Terra está imóvel». O primeiro é mau

porque nem todos os grandes especialistas da altura em astronomia, entre os quais

se contava o próprio Galileu, concordavam com Aristóteles – o argumento viola a

regra 2. O segundo é mau porque os autores da Bíblia não eram especialistas em

astronomia – o argumento viola a regra 1. Considere-se o seguinte argumento:

«Todos os especialistas afirmam que a teoria de Einstein está errada; logo, a teoria

de Einstein está errada». Qualquer pessoa poderia ter usado este argumento quan-

do Einstein publicou pela primeira vez a teoria da relatividade. Este argumento é

mau porque é derrotado pela força dos argumentos independentes que sustentam

a teoria de Einstein.

A regra violada é a seguinte:

3) Só podemos aceitar a conclusão de um argumento de autoridade se não

existirem outros argumentos mais fortes ou de força igual a favor da conclusão

contrária. Poderíamos eliminar 2, pois 3 faz o seu trabalho. Não se aceita um argu-

mento de autoridade baseado num filósofo quando há outros argumentos de igual

força, baseados noutro filósofo, a favor da conclusão contrária. Mas 3 abrange o

O conteúdo deste livro eletrônico é licenciado para Nome do Concurseiro(a) - 000.000.000-00, vedada, por quaisquer meios e a qualquer título,
a sua reprodução, cópia, divulgação ou distribuição, sujeitando-se aos infratores à responsabilização civil e criminal.
[Link] 37 de 93
RACIOCÍNIO LÓGICO-MATEMÁTICO
Raciocínio Analítico
Prof. Josimar Padilha

tipo de erro presente no último argumento sobre Einstein, ao passo que 2 não o

faz. No caso do argumento de Einstein, o erro consiste no fato de o argumento de

autoridade baseado em todos os especialistas em física ser mais fraco do que os

próprios argumentos físicos e matemáticos que sustentam a teoria de Einstein.

Considere-se o seguinte argumento:

«O psiquiatra X defende que toda a gente deve ir ao psiquiatra pelo menos três

vezes por ano; logo, toda a gente deve ir ao psiquiatra pelo menos três vezes por

ano». Admita-se que todos os especialistas em psiquiatria concordam com X, que é

um grande especialista na área. A regra 3 diz-nos que este argumento é fraco por-

que há outros argumentos que colocam em causa a conclusão: dados estatísticos,

por exemplo, que mostram que a percentagem de curas efetuadas pelos psiquia-

tras é diminuta, o que sugere que esta prática médica é muito diferente de outras

práticas cujo sucesso real é muitíssimo superior.

Além disso, este argumento viola outra regra:

4) Os especialistas da matéria em causa, no seu todo, não podem ter fortes

interesses pessoais na afirmação em causa. Quando Einstein afirma que a teoria da

relatividade é verdadeira, tem certamente muito interesse pessoal na sua teoria.

Mas os outros físicos não têm qualquer interesse em que a teoria da relatividade

seja verdadeira; pelo contrário, até têm interesse em demonstrar que é falsa, pois

nesse caso seriam eles a ficar famosos e não Einstein. Mas nenhum psiquiatra tem

interesse em refutar o que diz X. E, por isso, a sua afirmação não tem qualquer va-

lor – porque é a comunidade dos especialistas, no seu todo, que tem tudo a ganhar

e nada a perder em concordar com X.

Os argumentos de autoridade são vácuos ou despropositados quando invocam

corretamente um especialista para sustentar uma conclusão que pode ser provada

por outros meios mais diretos. Por exemplo: «Frege afirma que o modus ponens

O conteúdo deste livro eletrônico é licenciado para Nome do Concurseiro(a) - 000.000.000-00, vedada, por quaisquer meios e a qualquer título,
a sua reprodução, cópia, divulgação ou distribuição, sujeitando-se aos infratores à responsabilização civil e criminal.
[Link] 38 de 93
RACIOCÍNIO LÓGICO-MATEMÁTICO
Raciocínio Analítico
Prof. Josimar Padilha

é válido; logo, o modus ponens é válido». Dado que a validade do modus ponens

pode ser verificada por outros meios mais diretos (nomeadamente por meio de

um inspetor de circunstâncias), este argumento é vácuo ou despropositado. Os

argumentos de autoridade devem unicamente ser usados quando não se pode usar

outras formas argumentativas mais diretas. Usa-se muitas vezes a expressão «ar-

gumento de autoridade» como sinónimo de «argumento mau de autoridade». To-

davia, nem todos os argumentos de autoridade são maus; o progresso do conheci-

mento é impossível sem recorrer a argumentos de autoridade; e pode-se distinguir

com alguma proficiência os bons dos maus argumentos de autoridade, atendendo

às regras dadas.

LÓGICA INFORMAL. DM Walton, D. 1989. Informal Logic. Cambridge: Cambridge University Press.

Argumento por Analogia

Um argumento que infere a satisfação de uma propriedade x por um objeto B,

na base da analogia que se verifica existir entre o objeto B e um dado objeto A, que

sabemos previamente satisfazer a propriedade x.

A analogia existente entre os objetos A e B deixa-se, por sua vez, esclarecer em

termos do fato de existir um certo grupo de propriedades que é satisfeito tanto por

A como por B. A hipotética validade ou invalidade de um tal argumento não pode

ser estabelecida a priori.

Com efeito, a validade de um argumento deste gênero depende essencialmente

da relevância que a analogia que se detecta existir entre A e B possa ter para a

compreensão da satisfação de propriedades como x por objetos do gênero de A e

de B. Porém, seja qual for essa relevância, um argumento por analogia é sempre

O conteúdo deste livro eletrônico é licenciado para Nome do Concurseiro(a) - 000.000.000-00, vedada, por quaisquer meios e a qualquer título,
a sua reprodução, cópia, divulgação ou distribuição, sujeitando-se aos infratores à responsabilização civil e criminal.
[Link] 39 de 93
RACIOCÍNIO LÓGICO-MATEMÁTICO
Raciocínio Analítico
Prof. Josimar Padilha

um argumento indutivo e nunca um argumento dedutivo, isto é, trata-se de um

argumento que da verdade das premissas infere a conclusão como provavelmente

verdadeira, e não de um argumento no qual a verdade da conclusão se segue ne-

cessariamente da verdade das premissas.

Vejamos uma questão comentada:

8. (CESPE/FUNPRESP-EXE/2016) Acerca dos argumentos racionais, julgue o item

a seguir.

No diálogo a seguir, a resposta de B é fundamentada em um raciocínio por analogia.

a) O que eu faço para ser rico assim como você?

b) Como você sabe, eu não nasci rico. Eu alcancei o padrão de vida que tenho hoje

trabalhando muito duro. Logo, você também conseguirá ter esse padrão de vida

trabalhando muito duro.

Certo.

Numa argumentação por analogia temos que ressaltamos características em co-

mum entre duas ou mais situações com o intuito de inferir conclusões parecidas.

Na questão, “B” apresenta uma situação que ficou rico trabalhando duro e que de

forma similar “A” poderá ficar rico também trabalhando duro.

Porém, seja qual for essa relevância, um argumento por analogia é sempre um

argumento indutivo e nunca um argumento dedutivo, isto é, trata-se de um ar-

gumento que da verdade das premissas infere a conclusão como provavelmente

verdadeira, e não de um argumento no qual a verdade da conclusão se segue ne-

cessariamente da verdade das premissas.

O conteúdo deste livro eletrônico é licenciado para Nome do Concurseiro(a) - 000.000.000-00, vedada, por quaisquer meios e a qualquer título,
a sua reprodução, cópia, divulgação ou distribuição, sujeitando-se aos infratores à responsabilização civil e criminal.
[Link] 40 de 93
RACIOCÍNIO LÓGICO-MATEMÁTICO
Raciocínio Analítico
Prof. Josimar Padilha

Comunicação Eficiente de Argumentos

Quando se constrói um argumento há a pretensão de que as premissas sejam

relevantes para a conclusão. Com efeito, de acordo com tal pretensão, se as pre-

missas forem desgarradas da conclusão (por exemplo, se tratarem de um assun-

to distinto do desta) apenas impropriamente se pode chamar a essa coleção de

frases um argumento; nestes casos, a expressão que representa a relação entre

premissas e conclusão ocorre vaziamente. Será que a expressão que representa a

relação entre premissas e conclusão, ou o símbolo, representam um CONECTIVO

entre as premissas e a conclusão? Não. A sua função é metalinguística. Ela é usada

para referir uma certa relação lógica que se reclama existir entre as premissas e a

conclusão. Como se afirmássemos: As frases P1, Pn são uma boa justificação desta

outra, C. Deve ser claro que, numa afirmação deste tipo, as frases P1, Pn e C estão

a ser mencionadas. De igual modo, a expressão uma boa justificação de está, nes-

sa frase, a ser usada para afirmar que uma dada relação se verifica entre as frases

mencionadas, as premissas e a conclusão.

É importante ressaltar que em um argumento é importante interpretarmos que

é a conclusão e que são as premissas, uma vez que a análise entre essas propo-

sições definirá o caminho (conclusão) que se deseja chegar. Desta forma, vamos

citar alguns termos que anunciam premissas e termos que anunciam conclusão,

até mesmo porque, as bancas às vezes, invertem a ordem na estrutura de um ar-

gumento, em que o candidato dever identificar os termos para uma análise correta.

Termos que anunciam conclusão: logo, assim, portanto e então;

Termos que anunciam premissas: pois e porque.

O conteúdo deste livro eletrônico é licenciado para Nome do Concurseiro(a) - 000.000.000-00, vedada, por quaisquer meios e a qualquer título,
a sua reprodução, cópia, divulgação ou distribuição, sujeitando-se aos infratores à responsabilização civil e criminal.
[Link] 41 de 93
RACIOCÍNIO LÓGICO-MATEMÁTICO
Raciocínio Analítico
Prof. Josimar Padilha

DIRETO DO CONCURSO

9. (CESPE/2015) No argumento: “O homem inteligente nunca recebe penalidades,

pois somente o homem que erra recebe penalidades e o homem inteligente jamais

erra” apresenta um argumento válido.

Certo.

vamos identificar as premissas e a conclusão:

Premissas: P1: somente o homem que erra recebe penalidades.

P2: o homem inteligente jamais erra.

Observação: Temos o termo “pois” que anuncia as premissas.

Conclusão: O homem inteligente nunca recebe penalidades.

Resolvendo a questão temos:

No argumento: “O homem inteligente nunca recebe penalidades, pois somente o

homem que erra recebe penalidades e o homem inteligente jamais erra” apresenta

um argumento válido.

Representando o argumento:

O conteúdo deste livro eletrônico é licenciado para Nome do Concurseiro(a) - 000.000.000-00, vedada, por quaisquer meios e a qualquer título,
a sua reprodução, cópia, divulgação ou distribuição, sujeitando-se aos infratores à responsabilização civil e criminal.
[Link] 42 de 93
RACIOCÍNIO LÓGICO-MATEMÁTICO
Raciocínio Analítico
Prof. Josimar Padilha

Premissa 1: Somente o homem que erra recebe penalidades.

Premissa 2: Homem inteligente jamais erra.

Conclusão: O homem inteligente nunca recebe penalidades.

Temos que as verdades das premissas garantem a verdade da conclusão.

Argumentos Falaciosos e Apelativos

Argumento Falaciosos

Falácia é um defeito de raciocínio. Em geral, esse defeito passa despercebido,

criando assim a ilusão de se estar na presença de um raciocínio correto. Essa ilusão

pode ser partilhada, ou não, por quem propõe o raciocínio e por aqueles a quem

ele se destina.

As falácias podem afetar quer os raciocínios dedutivos, quer os indutivos.

O Que é uma Falácia?

A noção de falácia é híbrida: tem aspectos lógicos e aspectos psicológicos (even-

tualmente, até sociológicos). As noções híbridas deste tipo estão longe de ser péro-

las conceptuais, mas revelam-se por vezes úteis para fins pedagógicos e práticos.

É, talvez, esse o caso da noção de falácia. Não existe uma teoria geral das falácias,

nem uma classificação das falácias que seja consensualmente aceita. No entanto,

há bons “indicadores” do que não é uma falácia. Uma falácia não pode ser identi-

ficada simplesmente com um raciocínio a partir de premissas falsas, visto que ra-

ciocínios deste tipo podem ser, se dedutivos, válidos ou, se indutivos, fortes; e em

qualquer dos casos não serão falaciosos.

Uma falácia também não pode ser identificada com um raciocínio a partir de

O conteúdo deste livro eletrônico é licenciado para Nome do Concurseiro(a) - 000.000.000-00, vedada, por quaisquer meios e a qualquer título,
a sua reprodução, cópia, divulgação ou distribuição, sujeitando-se aos infratores à responsabilização civil e criminal.
[Link] 43 de 93
RACIOCÍNIO LÓGICO-MATEMÁTICO
Raciocínio Analítico
Prof. Josimar Padilha

premissas inconsistentes; se fosse esse o caso todas as demonstrações por reduc-

tio ad absurdum seriam falaciosas, e não é assim. Por fim, uma falácia não pode

ser identificada simplesmente com um raciocínio inválido, se dedutivo, ou com um

raciocínio fraco, se indutivo; se fosse esse o caso, a noção de falácia seria coo ex-

tensiva da reunião das outras duas e nada mais haveria a dizer sobre ela que não

tivesse já sido dito sobre as outras duas, e também não é assim.

Uma falácia pode iludir, ou enganar, umas vezes obscurecendo a forma do argu-

mento e criando a ilusão de validade; outras vezes, construindo o raciocínio de um

modo tal que se torne (virtualmente) imperceptível a falta de uma premissa que,

se descoberta, seria imediatamente compreendida como falsa; outras vezes ainda,

dando a uma premissa falsa uma formulação que é susceptível dá a fazer passar

por verdadeira. A principal motivação para o raciocínio falacioso reside, talvez, na

vontade de persuadir um auditório sem ter razões (ou provas) suficientes para o

convencer. Por vezes a primeira destas duas componentes pode ser de tal forma

forte que o carácter falacioso do raciocínio pode mesmo iludir o seu promotor.

FALÁCIAS INFORMAIS: aquelas que só podem ser detectadas por meio de uma

análise do conteúdo do raciocínio.

1. Falácias de relevância: quando as razões aduzidas são logicamente irrelevantes

para o que se pretende justificar, embora possam ser psicologicamente relevantes.

1.1. Argumentum ad baculum (apelo à força): quando se ameaça o ouvinte.

1.2. Argumentum ad misericordiam (apelo à misericórdia): quando se procura co-

mover o ouvinte. (por exemplo, provocando-lhe pena ou simpatia pela “causa”).

1.3. Argumentum ad populum (apelo ao povo): quando se procura persuadir al-

guém de algo, seja despertando o “espírito das massas” (apelo direto), seja fa-

zendo apelo a sentimentos que se supõem ser comuns à generalidade das pessoas

O conteúdo deste livro eletrônico é licenciado para Nome do Concurseiro(a) - 000.000.000-00, vedada, por quaisquer meios e a qualquer título,
a sua reprodução, cópia, divulgação ou distribuição, sujeitando-se aos infratores à responsabilização civil e criminal.
[Link] 44 de 93
RACIOCÍNIO LÓGICO-MATEMÁTICO
Raciocínio Analítico
Prof. Josimar Padilha

(apelo indireto).

1.4. Argumentum ad hominem (argumento contra a pessoa): quando se pretende

argumentar contra um argumento promovido por alguém argumentando contra a

pessoa (por exemplo, apresentando-a com uma hipócrita, tu quoque) e não contra

o argumento.

2. Falácias de indução fraca: são falácias nas quais as premissas, embora não

sendo irrelevantes para a conclusão, não são suficientes para a justificar (metafo-

ricamente: não são suficientemente fortes para suportar a conclusão).

2.1. Argumentum ad verecundiam (apelo a uma autoridade não qualificada): quan-

do para justificar algo se recorre a uma autoridade que não é digna de confiança

ou que não é uma autoridade no assunto para o qual a sua opinião é convocada.

2.2. Argumentum ad ignorantiam (apelo à ignorância): quando as premissas de

um argumento estabelecem que nada se sabe acerca de um dado assunto e se pro-

cura concluir a partir dessas premissas algo acerca desse assunto. Exemplo: «Há

séculos que se tenta sem sucesso provar que Deus não existe. Logo, Deus existe.

3. Falácias de pressuposição: são falácias nas quais as justificações (por exem-

plo, as premissas de um dado argumento) pressupõem aquilo que elas são supos-

tas justificar (por exemplo, a conclusão de um dado argumento).

4. Falácias de ambiguidade: quando se tira partido da ambiguidade de sentido

de certas expressões para promover uma conclusão.

5. Falácias por analogia gramatical: quando se extrai falaciosamente uma con-

clusão porque as premissas têm uma forma gramatical semelhante às premissas

de um argumento válido.

O conteúdo deste livro eletrônico é licenciado para Nome do Concurseiro(a) - 000.000.000-00, vedada, por quaisquer meios e a qualquer título,
a sua reprodução, cópia, divulgação ou distribuição, sujeitando-se aos infratores à responsabilização civil e criminal.
[Link] 45 de 93
RACIOCÍNIO LÓGICO-MATEMÁTICO
Raciocínio Analítico
Prof. Josimar Padilha

FALÁCIAS FORMAIS: consistem em inferências inválidas que são cometidas so-

bre regras de INFERÊNCIA válidas visto que se assemelham de algum modo a elas;

é devido a esta semelhança que estas falácias são susceptíveis de induzir uma ilu-

são de validade. No que se segue indica-se a falácia e entre parêntesis a regra de

inferência sobre a qual foi cometida a falácia. Essas regras são quer da teoria das

funções de verdade (ou LÓGICA PROPOSICIONAL), quer da teoria do SILOGISMO.

Assume-se que ambas são familiares ao leitor e, por isso, apresenta-se apenas o

nome ou a descrição da regra sobre a qual foi cometida a falácia.

1. Falácias a propósito da lógica das funções de verdade (ou lógica proposicional):

2. Falácias a propósito da teoria do silogismo:

2.1. Falácia do termo não distribuído (o termo médio deve ocorrer distribuído pelo

menos uma vez): Todos os A são B; Todos os C são B; logo, Todos os A são C

Exemplos de falácias

Falácia da afirmação da consequente: Nome dado à seguinte forma argumen-

tativa inválida: “Se p, então q; q; logo, p”. Por exemplo: “Se o João está em Paris,

está em França; o João está em França; logo, está em Paris”. A conclusão pode ser

falsa ainda que as premissas sejam verdadeiras, pois o João pode muito bem estar

na Côte d’Azur.

Falácia da causa única: Tem a seguinte forma: Todo o x é tal que existe um y tal

que y tem a relação R com x. Logo, existe um y que é tal que todo o x é tal y tem

a relação R com x.

Falácia da composição: Ocorre quando um predicado é erradamente transportado

das partes para o todo. Exemplo: Um exército de homens fortes é um exército forte.

O conteúdo deste livro eletrônico é licenciado para Nome do Concurseiro(a) - 000.000.000-00, vedada, por quaisquer meios e a qualquer título,
a sua reprodução, cópia, divulgação ou distribuição, sujeitando-se aos infratores à responsabilização civil e criminal.
[Link] 46 de 93
RACIOCÍNIO LÓGICO-MATEMÁTICO
Raciocínio Analítico
Prof. Josimar Padilha

Falácia da divisão: Ocorre quando um predicado é erradamente transportado

do todo para as partes. Exemplo: Os homens são numerosos. Sócrates é homem.

Logo, Sócrates é numeroso.

Falácia da negação do antecedente: Nome dado à seguinte forma argumen-

tativa inválida: “Se p, então q; não p; logo, não q”. Por exemplo: “Se o João está

em Paris, está em França; o João não está em Paris; logo, não está em França”. A

conclusão pode ser falsa ainda que as premissas sejam verdadeiras, pois o João

pode muito bem estar na Côte d’Azur.

Falácia do equívoco: Ocorre quando a conclusão de um argumento depende de

uma ou mais palavras serem usadas com dois sentidos diferentes. Exemplo: uma

formiga é um animal. Logo, uma formiga grande é um animal grande.

Enciclopédia de termos lógicos-filosóficos


Edição de João Branquinho/Desiderio Murcho/Nelson Gonçalves

O conteúdo deste livro eletrônico é licenciado para Nome do Concurseiro(a) - 000.000.000-00, vedada, por quaisquer meios e a qualquer título,
a sua reprodução, cópia, divulgação ou distribuição, sujeitando-se aos infratores à responsabilização civil e criminal.
[Link] 47 de 93
RACIOCÍNIO LÓGICO-MATEMÁTICO
Raciocínio Analítico
Prof. Josimar Padilha

QUESTÕES DE CONCURSO

1. (CESPE/STJ/2015) Mariana é uma estudante que tem grande apreço pela ma-

temática, apesar de achar essa uma área muito difícil. Sempre que tem tempo

suficiente para estudar, Mariana é aprovada nas disciplinas de matemática que

cursa na faculdade. Neste semestre, Mariana está cursando a disciplina chamada

Introdução à Matemática Aplicada. No entanto, ela não tem tempo suficiente para

estudar e não será aprovada nessa disciplina. A partir das informações apresenta-

das nessa situação hipotética, julgue o item a seguir, acerca das estruturas lógicas.

Considerando-se as seguintes proposições: p: “Se Mariana aprende o conteúdo de

Cálculo 1, então ela aprende o conteúdo de Química Geral”; q: “Se Mariana apren-

de o conteúdo de Química Geral, então ela é aprovada em Química Geral”; c: “Ma-

riana foi aprovada em Química Geral”, é correto afirmar que o argumento formado

pelas premissas p e q e pela conclusão c é um argumento válido.

A partir dos argumentos apresentados pelo personagem Calvin na tirinha acima

mostrada, julgue os seguintes itens.

O conteúdo deste livro eletrônico é licenciado para Nome do Concurseiro(a) - 000.000.000-00, vedada, por quaisquer meios e a qualquer título,
a sua reprodução, cópia, divulgação ou distribuição, sujeitando-se aos infratores à responsabilização civil e criminal.
[Link] 48 de 93
RACIOCÍNIO LÓGICO-MATEMÁTICO
Raciocínio Analítico
Prof. Josimar Padilha

2. (CESPE/MPENAP/2015) Considere que o argumento enunciado por Calvin na ti-

rinha seja representado na forma: “P: Se for ignorante, serei feliz; Q: Se assistir à

aula, não serei ignorante; R: Serei feliz; S: Logo, não assistirei à aula”, em que P,

Q e R sejam as premissas e S seja a conclusão, é correto afirmar que essa repre-

sentação constitui um argumento válido.

3. (CESPE/MEC TEMPORÁRIO 2015) O texto “Penso, logo existo” apresenta um

argumento válido.

4. (CESPE/TCU/AUDITOR FEDERAL DE CONTROLE EXTERNO/2015) A pergunta

complexa: “Você deixou de roubar dinheiro de seus pais?” se baseia na pressuposi-

ção de que o interlocutor a quem essa pergunta se dirige não rouba mais dinheiro

de seus pais.

5. (CESPE/TCU/AUDITOR FEDERAL DE CONTROLE EXTERNO/2015) A seguinte si-

tuação é um exemplo de apelo popular: “Dentro do metrô, um rapaz começa a pe-

dir ajuda aos demais passageiros para pagar sua passagem de volta para casa. Sua

justificativa para essa atitude é o fato de ter sido assaltado e não ter um centavo”.

6. (CESPE/TCU/AUDITOR FEDERAL DE CONTROLE EXTERNO/2015) Adotando-se o

processo de inferências do tipo indutiva, usado em ciências experimentais, parte-se

do particular para o geral, ou seja, a partir da observação de casos particulares,

chega-se a uma conclusão que os transcende.

Considere as proposições P1, P2, P3 e P4, apresentadas a seguir.

O conteúdo deste livro eletrônico é licenciado para Nome do Concurseiro(a) - 000.000.000-00, vedada, por quaisquer meios e a qualquer título,
a sua reprodução, cópia, divulgação ou distribuição, sujeitando-se aos infratores à responsabilização civil e criminal.
[Link] 49 de 93
RACIOCÍNIO LÓGICO-MATEMÁTICO
Raciocínio Analítico
Prof. Josimar Padilha

P1:Se as ações de um empresário contribuírem para a manutenção de certos empre-

gos da estrutura social, então tal empresário merece receber a gratidão da sociedade.

P2:Se um empresário tem atuação antieconômica ou antiética, então ocorre um

escândalo no mundo empresarial.

P3:Se ocorre um escândalo no mundo empresarial, as ações do empresário contri-

buíram para a manutenção de certos empregos da estrutura social.

P4:Se um empresário tem atuação antieconômica ou antiética, ele merece receber

a gratidão da sociedade.

Tendo como referência essas proposições, julgue os itens seguintes.

7. CESPE/TCDF/ANALISTA DE ADMINISTRAÇÃO PÚBLICA/2014) O argumento que

tem como premissas as proposições P1, P2 e P3 e como conclusão a proposição

P4 é válido.

Em determinado estabelecimento penitenciário, todos os detentos considerados

perigosos são revistados diariamente, e todos os detentos que cometeram crimes

utilizando armas são considerados perigosos.

Com base nessa informação, julgue os itens seguintes.

8. (CESPE/DEPEN/2013) Se um detento cometeu um assalto à mão armada, então

ele é revistado diariamente.

9. (CESPE/DEPEN/2013) Somente os detentos perigosos serão revistados dia-

riamente.

10. (CESPE/DEPEN/2013) Sabendo-se que um detento não cometeu crime estando

armado, é correto afirmar que, seguramente, ele não será revistado.

O conteúdo deste livro eletrônico é licenciado para Nome do Concurseiro(a) - 000.000.000-00, vedada, por quaisquer meios e a qualquer título,
a sua reprodução, cópia, divulgação ou distribuição, sujeitando-se aos infratores à responsabilização civil e criminal.
[Link] 50 de 93
RACIOCÍNIO LÓGICO-MATEMÁTICO
Raciocínio Analítico
Prof. Josimar Padilha

11. (CESPE/DEPEN/2013) Sabendo-se que um detento é considerado perigoso, é

correto afirmar que ele cometeu crime à mão armada.

Um jovem, ao ser flagrado no aeroporto portando certa quantidade de entorpecen-

tes, argumentou com os policiais conforme o esquema a seguir:

Premissa 1: Eu não sou traficante, eu sou usuário.

Premissa 2: Se eu fosse traficante, estaria levando uma grande quantidade de dro-

ga e a teria escondido.

Premissa 3: Como sou usuário e não levo uma grande quantidade, não escondi a droga.

Conclusão: Se eu estivesse levando uma grande quantidade, não seria usuário.

Considerando a situação hipotética apresentada acima, julgue o item a seguir.

12. 12. (CESPE/POLÍCIA FEDERAL/2012) Sob o ponto de vista lógico, a argumen-

tação do jovem constitui argumentação válida.

13. (CESPE /PC-ES/2010) Se as premissas P1 e P2 de um argumento forem dadas,

respectivamente, por “Todos os leões são pardos” e “Existem gatos que são par-

dos”, e a sua conclusão P3 for dada por “Existem gatos que são leões”, então essa

sequência de proposições constituirá um argumento válido.

Texto para os itens abaixo:

No dia 13 de setembro de 2004, na cidade Alfa, Antônio, casado com Bárbara, foi

encontrado morto na residência do casal, com um tiro na cabeça. De acordo com

o exame de corpo de delito, a morte de Antônio ocorreu entre 20 h e 23 h do dia

anterior. Ao investigar o caso, um delegado de polícia federal descobriu, ainda, os

fatos relatados a seguir.

O conteúdo deste livro eletrônico é licenciado para Nome do Concurseiro(a) - 000.000.000-00, vedada, por quaisquer meios e a qualquer título,
a sua reprodução, cópia, divulgação ou distribuição, sujeitando-se aos infratores à responsabilização civil e criminal.
[Link] 51 de 93
RACIOCÍNIO LÓGICO-MATEMÁTICO
Raciocínio Analítico
Prof. Josimar Padilha

I – Às 21 h do dia 12/9/2004, Bárbara foi vista jantando em um restaurante na

cidade Beta, distante 50 km da cidade Alfa, sendo as duas cidades ligadas

por uma rodovia pavimentada e de pouco movimento.

II – Carlos, sócio de Antônio, estava tendo um caso amoroso com Bárbara, que,

com a morte do marido, seria dona da parte dele na sociedade.

III – Dias antes da sua morte, Antônio estava muito depressivo e demonstrava

sinais de nervosismo e de irritação por ter descoberto o relacionamento amo-

roso de Bárbara com Carlos.

IV – Carlos forneceu à polícia um comprovante de estacionamento, datado de

12/9/2004, referente a seu único veículo, sugerindo que ele estivesse em

um shopping localizado a 5 km da casa de Antônio, com entrada às 19 h 16

min e saída às 22 h 58 min. Carlos forneceu, ainda, um ticket de cinema já

utilizado, alegando ter assistido a um filme naquele shopping, exibido entre

21 h e 23 h 15 min do dia 12/9/2004.

V – Bárbara e Carlos foram vistos juntos, no dia 12/9/2004, em um local próximo

à casa de Antônio, às 23 h 57 min.

VI – A arma do crime foi encontrada próximo à casa de Antônio, contendo apenas

as impressões digitais dele próprio.

VII – O exame de corpo de delito não revelou sinais de pólvora nas mãos de Antônio.

VIII – Cada item a seguir traz duas proposições referentes à situação hipotética

descrita acima, ligadas pela palavra PORQUE. Julgue cada item como CERTO

O conteúdo deste livro eletrônico é licenciado para Nome do Concurseiro(a) - 000.000.000-00, vedada, por quaisquer meios e a qualquer título,
a sua reprodução, cópia, divulgação ou distribuição, sujeitando-se aos infratores à responsabilização civil e criminal.
[Link] 52 de 93
RACIOCÍNIO LÓGICO-MATEMÁTICO
Raciocínio Analítico
Prof. Josimar Padilha

somente se as duas proposições forem verdadeiras, de acordo com as infor-

mações dadas, e a segunda for uma justificativa correta da primeira. Caso

isso não ocorra, julgue o item como ERRADO.

14. (CESPE/DELEGADO DA POLÍCIA FEDERAL/2004) Bárbara não matou Antônio

PORQUE ela não poderia estar na cena do crime no horário estabelecido pelo exa-

me de corpo de delito.

15. (CESPE/DELEGADO DA POLÍCIA FEDERAL/2004) Carlos pode ter matado An-

tônio PORQUE o fato de o seu carro estar estacionado em um shopping distante do

local do crime não é prova de que ele não estava na cena do crime.

16. 16. (CESPE/DELEGADO DA POLÍCIA FEDERAL/2004) Ou Carlos não assistiu

completamente ao filme que alegou à polícia ter assistido ou alguém retirou o seu

carro do estacionamento do shopping antes do final do filme PORQUE o horário de

retirada do veículo é anterior ao do final do filme.

17. (CESPE/DELEGADO DA POLÍCIA FEDERAL/2004) O caso amoroso de Carlos e

Bárbara foi a razão da morte de Antônio PORQUE Antônio demonstrou sinais de

nervosismo e depressão com a descoberta deste relacionamento.

18. (CESPE/DELEGADO DA POLÍCIA FEDERAL/2004) Carlos não pode ter matado

Antônio PORQUE na arma do crime havia apenas as impressões digitais de Antônio.

19. 19. (CESPE/DELEGADO DA POLÍCIA FEDERAL/2004) Antônio não cometeu

suicídio PORQUE o exame de corpo de delito revelou que não havia sinais de

pólvora nas suas mãos.

O conteúdo deste livro eletrônico é licenciado para Nome do Concurseiro(a) - 000.000.000-00, vedada, por quaisquer meios e a qualquer título,
a sua reprodução, cópia, divulgação ou distribuição, sujeitando-se aos infratores à responsabilização civil e criminal.
[Link] 53 de 93
RACIOCÍNIO LÓGICO-MATEMÁTICO
Raciocínio Analítico
Prof. Josimar Padilha

20. 20. (CESPE/DELEGADO DA POLÍCIA FEDERAL/2004) Bárbara deixou a cidade

Beta e retornou para a cidade Alfa na mesma noite do dia 12/9/2004 PORQUE ela

foi vista com Carlos próximo à residência dela às 23 h 57 min daquele dia.

21. (CESPE/FUNPRESP-JUD/2016) julgue o item a seguir, a respeito das maneiras

de pensar com argumentos racionais.

Considere o texto a seguir: “No meu trabalho, troquei meu computador usado por

um novo, da marca X, e ele parou de funcionar quando ainda estava na garantia.

Preciso comprar um computador para o meu filho, mas não vou comprar um da

marca X porque, com certeza, esse também vai apresentar algum problema antes

de expirar a garantia.”. É correto afirmar que a argumentação apresentada no texto

foi construída com base em um raciocínio por abdução.

22. (CESPE/FUNPRESP-JUD/2016) julgue o item a seguir, a respeito das maneiras

de pensar com argumentos racionais.

Situação hipotética: Ao arrumar a sala de um professor, o faxineiro encontrou, no

chão, dois livros escritos em língua estrangeira. Como havia várias estantes na

sala, o faxineiro as observou e desenvolveu o seguinte raciocínio: “De todos os

livros que estou vendo aqui, os que são escritos em língua estrangeira ficam na

estante de madeira. Esses dois livros são escritos em língua estrangeira. Logo, eles

devem ficar na estante de madeira. Vou colocá-los lá”. Assertiva: Nessa situação, o

empregado desenvolveu um raciocínio dedutivo válido.

23. 23. (CESPE/FUNPRESP-JUD/2016). Julgue o item a seguir, a respeito das ma-

neiras de pensar com argumentos racionais.

O conteúdo deste livro eletrônico é licenciado para Nome do Concurseiro(a) - 000.000.000-00, vedada, por quaisquer meios e a qualquer título,
a sua reprodução, cópia, divulgação ou distribuição, sujeitando-se aos infratores à responsabilização civil e criminal.
[Link] 54 de 93
RACIOCÍNIO LÓGICO-MATEMÁTICO
Raciocínio Analítico
Prof. Josimar Padilha

Situação hipotética: Uma indústria farmacêutica produziu um novo medicamento

para tratamento de enxaqueca. Como o princípio ativo desse medicamento é uma

nova substância — Z —, foram feitos três testes, cada um envolvendo 1.000 pes-

soas diferentes, a fim de determinar se a substância Z causa efeitos colaterais sig-

nificativos. Os resultados dos testes são apresentados na tabela a seguir.

Com base nos resultados dos testes, a empresa concluiu que a substância Z não

causa efeitos colaterais significativos.

Assertiva: Nessa situação, a conclusão da empresa se baseou em um raciocínio por indução.

24. (CESPE/FUNPRESP-JUD/2016) considere o seguinte silogismo:

Em cada mão, os seres humanos têm quatro dedos.

Em cada pé, os seres humanos têm três dedos.

Logo, os seres humanos têm mais dedos nas mãos que nos pés.

25. (CESPE/FUNPRESP-JUD/2016) Considere o seguinte silogismo: Considerando

as características do raciocínio analítico e a estrutura da argumentação, julgue o

item que se segue.

Situação hipotética: Em um processo de seleção para uma vaga de emprego em

O conteúdo deste livro eletrônico é licenciado para Nome do Concurseiro(a) - 000.000.000-00, vedada, por quaisquer meios e a qualquer título,
a sua reprodução, cópia, divulgação ou distribuição, sujeitando-se aos infratores à responsabilização civil e criminal.
[Link] 55 de 93
RACIOCÍNIO LÓGICO-MATEMÁTICO
Raciocínio Analítico
Prof. Josimar Padilha

determinada empresa, um membro da comissão de seleção, em referência a certo

candidato, afirmou: “É um forte candidato à vaga, mas não tem um bom currículo”.

Assertiva: Nessa situação hipotética, a afirmação do membro da comissão apresen-

ta maior peso argumentativo no trecho, “mas não tem um bom currículo”.

26. (CESPE/FUNPRESP-JUD/2016) considerando as características do raciocínio

analítico e a estrutura da argumentação, julgue o item que se segue.

A assertiva “Sempre que venho aqui, chove. Logo, minha vinda é positiva, pois traz

chuva para cá” apresenta um raciocínio falacioso, mediante o qual se define erro-

neamente um evento como a causa de outro.

27. (CESPE/FUNPRESP-JUD/2016) considerando as características do raciocínio

analítico e a estrutura da argumentação, julgue o item que se segue.

No diálogo seguinte, a fala de B mostra uma orientação argumentativa que deixa

em evidência a inteligência de C.

a) Nossa! Você é tão inteligente quanto C!

b) Não. C é que é tão inteligente quanto eu.

28. (CESPE/FUNPRESP-EXE/2016) considerando as características do raciocínio

analítico e a estrutura da argumentação, julgue o item a seguir.

A afirmação por ser novo, esse carro não apresenta falhas nem dá problema funda-

menta-se em um argumento no qual há uma premissa não declarada.

29. (CESPE/FUNPRESP-EXE/2016) considerando as características do raciocínio

analítico e a estrutura da argumentação, julgue o item a seguir.

O conteúdo deste livro eletrônico é licenciado para Nome do Concurseiro(a) - 000.000.000-00, vedada, por quaisquer meios e a qualquer título,
a sua reprodução, cópia, divulgação ou distribuição, sujeitando-se aos infratores à responsabilização civil e criminal.
[Link] 56 de 93
RACIOCÍNIO LÓGICO-MATEMÁTICO
Raciocínio Analítico
Prof. Josimar Padilha

O raciocínio nenhum peixe é ave. Logo, nenhuma ave é peixe é válido.

30. (CESPE/FUNPRESP-EXE/2016) Acerca dos argumentos racionais, julgue o item

a seguir.

No diálogo seguinte, a resposta de Q é embasada em um raciocínio por abdução.

P: Vamos jantar no restaurante X?

Q: Melhor não. A comida desse restaurante não é muito boa.

Li em um site de reclamações muitas pessoas dizendo que, após comerem nesse

restaurante, passaram muito mal e tiveram de ir ao hospital. Além disso, conheço

cinco amigos que comeram lá e foram parar no hospital.

31. (CESPE/FUNPRESP-EXE) Acerca dos argumentos racionais, julgue o item a seguir.

A afirmação “O ouro conduz eletricidade porque é um metal” constitui exemplo de

raciocínio dedutivo.

32. (CESPE/FUNPRESP-EXE) Acerca dos argumentos racionais, julgue o item a seguir.

O raciocínio a seguir está embasado em um argumento de autoridade. Não há uma

causa única para a depressão. Deve-se estudar essa doença, tentando-se isolar diver-

sos fatores que podem desencadear quadros depressivos, pois, de acordo com pesqui-

sa recente da Organização Mundial de Saúde, a depressão é uma doença multifatorial.

33. (CESPE/FUNPRESP-JUD/2016) considerando as características do raciocínio

analítico e a estrutura da argumentação, julgue o item que se segue.

Sob o ponto de vista da dedução lógica, o seguinte argumento é inválido.

Grande parte da população brasileira que tomou a vacina contra o vírus H1N1 não

teve a doença.

O conteúdo deste livro eletrônico é licenciado para Nome do Concurseiro(a) - 000.000.000-00, vedada, por quaisquer meios e a qualquer título,
a sua reprodução, cópia, divulgação ou distribuição, sujeitando-se aos infratores à responsabilização civil e criminal.
[Link] 57 de 93
RACIOCÍNIO LÓGICO-MATEMÁTICO
Raciocínio Analítico
Prof. Josimar Padilha

O meu pai tomou a vacina contra o vírus H1N1.

Logo, o meu pai não terá a doença causada pelo vírus H1N1.

34. (CESPE/FUNPRESP-JUD/2016) Considerando as características do raciocínio

analítico e a estrutura da argumentação, julgue o item que se segue.

A frase “Aquele homem não foi promovido porque é filho do diretor” é ambígua,

permitindo os seguintes entendimentos: o de que “Aquele homem” não foi promo-

vido devido ao fato de ser filho do diretor; e o de que “Aquele homem” foi promovi-

do, mas o fato de ele ser filho do diretor não teria contribuído para a sua promoção.

35. (CESPE/FUNPRESP-JUD/2016) considerando as características do raciocínio

analítico e a estrutura da argumentação, julgue o item que se segue.

A frase “Aquele país está em crise: os salários estão atrasados, não há emprego para

todas as pessoas, a moeda está desvalorizada e o custo de vida está muito alto” apre-

senta uma argumentação construída mediante a combinação de informações confli-

tantes, mas que, na cadeia argumentativa, apontam para a mesma conclusão.

O conteúdo deste livro eletrônico é licenciado para Nome do Concurseiro(a) - 000.000.000-00, vedada, por quaisquer meios e a qualquer título,
a sua reprodução, cópia, divulgação ou distribuição, sujeitando-se aos infratores à responsabilização civil e criminal.
[Link] 58 de 93
RACIOCÍNIO LÓGICO-MATEMÁTICO
Raciocínio Analítico
Prof. Josimar Padilha

GABARITO

1. E 25. C

2. E 26. C

3. E 27. E

4. E 28. C

5. E 29. C

6. C 30. E

7. C 31. C

8. C 32. C

9. E 33. C

10. E 34. C

11. E 35. E

12. E

13. E

14. E

15. C

16. C

17. E

18. E

19. E

20. C

21. E

22. E

23. C

24. C

O conteúdo deste livro eletrônico é licenciado para Nome do Concurseiro(a) - 000.000.000-00, vedada, por quaisquer meios e a qualquer título,
a sua reprodução, cópia, divulgação ou distribuição, sujeitando-se aos infratores à responsabilização civil e criminal.
[Link] 59 de 93
RACIOCÍNIO LÓGICO-MATEMÁTICO
Raciocínio Analítico
Prof. Josimar Padilha

GABARITO COMENTADO

1. (CESPE/STJ/2015) Mariana é uma estudante que tem grande apreço pela ma-

temática, apesar de achar essa uma área muito difícil. Sempre que tem tempo

suficiente para estudar, Mariana é aprovada nas disciplinas de matemática que

cursa na faculdade. Neste semestre, Mariana está cursando a disciplina chamada

Introdução à Matemática Aplicada. No entanto, ela não tem tempo suficiente para

estudar e não será aprovada nessa disciplina. A partir das informações apresenta-

das nessa situação hipotética, julgue o item a seguir, acerca das estruturas lógicas.

Considerando-se as seguintes proposições: p: “Se Mariana aprende o conteú-

do de Cálculo 1, então ela aprende o conteúdo de Química Geral”; q: “Se Mariana

aprende o conteúdo de Química Geral, então ela é aprovada em Química Geral”; c:

“Mariana foi aprovada em Química Geral”, é correto afirmar que o argumento for-

mado pelas premissas p e q e pela conclusão c é um argumento válido.

Errado.

Validade de um Argumento

Um argumento será válido, legítimo ou bem construído quando a conclusão é uma

consequência obrigatória do seu conjunto de premissas.

Sendo as premissas de um argumento verdadeiras, isso implica necessariamente

uma conclusão verdadeira.

A validade de um argumento depende tão somente da relação existente entre as

premissas e a conclusão.

p1(V)^ p2(V) ^ p3(V) ^ p4(V) ^ p5(V) ... pn(V)  C(V)

Percebemos que existe um conectivo de conjunção que opera as premissas. Logo, para

O conteúdo deste livro eletrônico é licenciado para Nome do Concurseiro(a) - 000.000.000-00, vedada, por quaisquer meios e a qualquer título,
a sua reprodução, cópia, divulgação ou distribuição, sujeitando-se aos infratores à responsabilização civil e criminal.
[Link] 60 de 93
RACIOCÍNIO LÓGICO-MATEMÁTICO
Raciocínio Analítico
Prof. Josimar Padilha

que a conclusão seja verdadeira, torna-se necessário as premissas serem verdadeiras,

até mesmo porque se uma das premissas for falsa tornará a conclusão falsa. Logo, te-

mos que a verdade das premissas garante a verdade da conclusão do argumento.

Representando as premissas e a conclusão, podemos analisar da seguinte forma

por exclusão: se a verdade das premissas não garantir a verdade da conclusão, o

argumento será inválido. Logo, iremos tentar invalidar o argumento. Caso não con-

sigamos, então o argumento será válido.

Vamos tentar então invalidar o argumento: as premissas verdadeiras e a conclusão falsa.

Representando as proposições temos:

p: “Mariana aprende o conteúdo de Cálculo 1(F)→ ela aprende o conteúdo de Quí-

mica Geral(F)= (V)

q: “ Mariana aprende o conteúdo de Química Geral (F)→ ela é aprovada em Quí-

mica Geral(F)=(V)

c: “Mariana foi aprovada em Química Geral (F)

Partindo da conclusão falsa podemos valorar as proposições que se encontram nas

premissas p e q.

Percebemos que temos premissas verdadeiras que levaram a uma conclusão falsa

sem nenhuma contradição. Desta forma o argumento é inválido.

O conteúdo deste livro eletrônico é licenciado para Nome do Concurseiro(a) - 000.000.000-00, vedada, por quaisquer meios e a qualquer título,
a sua reprodução, cópia, divulgação ou distribuição, sujeitando-se aos infratores à responsabilização civil e criminal.
[Link] 61 de 93
RACIOCÍNIO LÓGICO-MATEMÁTICO
Raciocínio Analítico
Prof. Josimar Padilha

A partir dos argumentos apresentados pelo personagem Calvin na tirinha acima

mostrada, julgue os seguintes itens.

2. (CESPE/MPENAP/2015) Considere que o argumento enunciado por Calvin na ti-

rinha seja representado na forma: “P: Se for ignorante, serei feliz; Q: Se assistir à

aula, não serei ignorante; R: Serei feliz; S: Logo, não assistirei à aula”, em que P,

Q e R sejam as premissas e S seja a conclusão, é correto afirmar que essa repre-

sentação constitui um argumento válido.

Errado.

Validade de um Argumento

Um argumento será válido, legítimo ou bem construído quando a conclusão é uma

consequência obrigatória do seu conjunto de premissas.

Sendo as premissas de um argumento verdadeiras, isso implica necessariamente

uma conclusão verdadeira.

A validade de um argumento depende tão somente da relação existente entre as

premissas e a conclusão.

O conteúdo deste livro eletrônico é licenciado para Nome do Concurseiro(a) - 000.000.000-00, vedada, por quaisquer meios e a qualquer título,
a sua reprodução, cópia, divulgação ou distribuição, sujeitando-se aos infratores à responsabilização civil e criminal.
[Link] 62 de 93
RACIOCÍNIO LÓGICO-MATEMÁTICO
Raciocínio Analítico
Prof. Josimar Padilha

p1(V)^ p2(V) ^ p3(V) ^ p4(V) ^ p5(V) ... pn(V)  C(V)

Percebemos que existe um conectivo de conjunção que opera as premissas. Logo, para

que a conclusão seja verdadeira, torna-se necessário as premissas serem verdadeiras,

até mesmo porque se uma das premissas for falsa tornará a conclusão falsa. Logo,

temos que a verdade das premissas garante a verdade da conclusão o argumento.

Representando as premissas e a conclusão, podemos analisar da seguinte forma

por exclusão: se a verdade das premissas não garantir a verdade da conclusão, o

argumento será inválido. Logo, iremos tentar invalidar o argumento. Caso não con-

sigamos, então o argumento será válido.

Representando as proposições temos:

P: For ignorante (F)→ serei feliz (V) = (V)

Q: Se Assistir à aula (V)→ não serei ignorante (V) = (V)

R: Serei feliz = (V)

S: Logo, não assistirei à aula = (F)

Partindo da conclusão falsa podemos valorar as demais proposições simples das

premissas. Podemos inferir que temos premissas verdadeiras que levam a uma

conclusão falsa, desta forma o argumento é inválido.

3. (CESPE/MEC TEMPORÁRIO/2015) O texto “Penso, logo existo” apresenta um

argumento válido.

Errado.

Validade de um Argumento

O conteúdo deste livro eletrônico é licenciado para Nome do Concurseiro(a) - 000.000.000-00, vedada, por quaisquer meios e a qualquer título,
a sua reprodução, cópia, divulgação ou distribuição, sujeitando-se aos infratores à responsabilização civil e criminal.
[Link] 63 de 93
RACIOCÍNIO LÓGICO-MATEMÁTICO
Raciocínio Analítico
Prof. Josimar Padilha

Um argumento será válido, legítimo ou bem construído quando a conclusão é uma

consequência obrigatória do seu conjunto de premissas.

Sendo as premissas de um argumento verdadeiras, isso implica necessariamente

uma conclusão verdadeira.

A validade de um argumento depende tão somente da relação existente entre as

premissas e a conclusão.

p1(V)^ p2(V) ^ p3(V) ^ p4(V) ^ p5(V) ... pn(V)  C(V)

Percebemos que existe um conectivo de conjunção que opera as premissas. Logo, para

que a conclusão seja verdadeira, torna-se necessário as premissas serem verdadeiras,

até mesmo porque se uma das premissas for falsa tornará a conclusão falsa. Logo, te-

mos que a verdade das premissas garante a verdade da conclusão o argumento.

4. (CESPE/TCU/AUDITOR FEDERAL DE CONTROLE EXTERNO/2015) A pergunta

complexa: “Você deixou de roubar dinheiro de seus pais?” se baseia na pressuposi-

ção de que o interlocutor a quem essa pergunta se dirige não rouba mais dinheiro

de seus pais.

Errado.

No raciocínio analítico temos a liberdade de analisarmos o conteúdo da informação,

desta forma a pergunta que foi realizada tem como objetivo deixar evidente que o

interlocutor, a quem essa pergunta é dirigida, uma condição de estar ou não prati-

cando o ato de roubar dinheiro de seus pais.

5. (CESPE/TCU/AUDITOR FEDERAL DE CONTROLE EXTERNO/2015) A seguinte si-

tuação é um exemplo de apelo popular: “Dentro do metrô, um rapaz começa a pe-

O conteúdo deste livro eletrônico é licenciado para Nome do Concurseiro(a) - 000.000.000-00, vedada, por quaisquer meios e a qualquer título,
a sua reprodução, cópia, divulgação ou distribuição, sujeitando-se aos infratores à responsabilização civil e criminal.
[Link] 64 de 93
RACIOCÍNIO LÓGICO-MATEMÁTICO
Raciocínio Analítico
Prof. Josimar Padilha

dir ajuda aos demais passageiros para pagar sua passagem de volta para casa. Sua

justificativa para essa atitude é o fato de ter sido assaltado e não ter um centavo”.

Errado.

Temos as falácias de relevância, no caso de um “argumentum ad populum” (apelo

popular), é quando se procura persuadir alguém de algo desejado, seja despertan-

do o “espírito das massas” (apelo direto), seja fazendo apelo a sentimentos que

se supõem ser comum à generalidade das pessoas (apelo indireto). Nesse caso do

item seria um “argumentum ad misericordiam” (apelo de misericórdia), quando se

procura comover o ouvinte, provocando pena ou simpatia pela causa.

6. (CESPE/TCU/AUDITOR FEDERAL DE CONTROLE EXTERNO/2015) Adotando-se o

processo de inferências do tipo indutiva, usado em ciências experimentais, parte-se

do particular para o geral, ou seja, a partir da observação de casos particulares,

chega-se a uma conclusão que os transcende.

Certo.

Um argumento é dito indutivo quando sua conclusão traz mais informações que as

premissas fornecem. É um argumento de conclusão ampliativa.

É o mais usado pelas ciências. Por meio dos argumentos indutivos é que as ciências

descobrem as leis gerais da natureza. O argumento indutivo geralmente parte de

dados da experiência e desses dados chega a enunciados universais. Além disso,

todas as conjecturas que a ciência faz têm por base a indução. Com base em dados

particulares do presente as ciências fazem as conjecturas do futuro.

O conteúdo deste livro eletrônico é licenciado para Nome do Concurseiro(a) - 000.000.000-00, vedada, por quaisquer meios e a qualquer título,
a sua reprodução, cópia, divulgação ou distribuição, sujeitando-se aos infratores à responsabilização civil e criminal.
[Link] 65 de 93
RACIOCÍNIO LÓGICO-MATEMÁTICO
Raciocínio Analítico
Prof. Josimar Padilha

Considere as proposições P1, P2, P3 e P4, apresentadas a seguir.

P1:Se as ações de um empresário contribuírem para a manutenção de certos empregos

da estrutura social, então tal empresário merece receber a gratidão da sociedade.

P2:Se um empresário tem atuação antieconômica ou antiética, então ocorre um

escândalo no mundo empresarial.

P3:Se ocorre um escândalo no mundo empresarial, as ações do empresário contri-

buíram para a manutenção de certos empregos da estrutura social.

P4:Se um empresário tem atuação antieconômica ou antiética, ele merece receber

a gratidão da sociedade.

Tendo como referência essas proposições, julgue os itens seguintes.

7. (CESPE/TCDF/ANALISTA DE ADMINISTRAÇÃO PÚBLICA/2014) O argumento que

tem como premissas as proposições P1, P2 e P3 e como conclusão a proposição P4

é válido.

Certo.

Representando as proposições temos:

P1: (as ações de um empresário contribuírem para a manutenção de certos empregos

da estrutura social) → (então tal empresário merece receber a gratidão da sociedade).

P2:( um empresário tem atuação antieconômica ou antiética) → (então ocorre um

escândalo no mundo empresarial)

P3:(ocorre um escândalo no mundo empresarial) → (as ações do empresário con-

tribuíram para a manutenção de certos empregos da estrutura social).

Conclusão: (um empresário tem atuação antieconômica ou antiética) → (ele me-

rece receber a gratidão da sociedade)

O conteúdo deste livro eletrônico é licenciado para Nome do Concurseiro(a) - 000.000.000-00, vedada, por quaisquer meios e a qualquer título,
a sua reprodução, cópia, divulgação ou distribuição, sujeitando-se aos infratores à responsabilização civil e criminal.
[Link] 66 de 93
RACIOCÍNIO LÓGICO-MATEMÁTICO
Raciocínio Analítico
Prof. Josimar Padilha

Validade de um Argumento

Um argumento será válido, legítimo ou bem construído quando a conclusão é uma

consequência obrigatória do seu conjunto de premissas.

Sendo as premissas de um argumento verdadeiras, isso implica necessariamente

uma conclusão verdadeira.

A validade de um argumento depende tão somente da relação existente entre as

premissas e a conclusão.

p1(V)^ p2(V) ^ p3(V) ^ p4(V) ^ p5(V) ... pn(V)  C(V)

Percebemos que existe um conectivo de conjunção que opera as premissas. Logo, para

que a conclusão seja verdadeira, torna-se necessário as premissas serem verdadeiras,

até mesmo porque se uma das premissas for falsa tornará a conclusão falsa. Logo,

temos que a verdade das premissas garante a verdade da conclusão do argumento.

Representando as premissas e a conclusão, podemos analisar da seguinte forma

por exclusão: se a verdade das premissas não garantir a verdade da conclusão, o

argumento será inválido. Logo, iremos tentar invalidar o argumento. Caso não con-

sigamos, então o argumento será válido.

P1: (as ações de um empresário contribuírem para a manutenção de certos em-

pregos da estrutura social) ( F) → (então tal empresário merece receber a gratidão

da sociedade) ( F ) = V

P2:( um empresário tem atuação antieconômica ou antiética) (V) → (então ocorre

um escândalo no mundo empresarial) ( (V) = V

P3:(ocorre um escândalo no mundo empresarial) ( V ) → (as ações do empresário

contribuíram para a manutenção de certos empregos da estrutura social) (F) = V

( houve um absurdo , uma vez que segundo a tabela-verdade V→F=F)

O conteúdo deste livro eletrônico é licenciado para Nome do Concurseiro(a) - 000.000.000-00, vedada, por quaisquer meios e a qualquer título,
a sua reprodução, cópia, divulgação ou distribuição, sujeitando-se aos infratores à responsabilização civil e criminal.
[Link] 67 de 93
RACIOCÍNIO LÓGICO-MATEMÁTICO
Raciocínio Analítico
Prof. Josimar Padilha

C: (um empresário tem atuação antieconômica ou antiética) → (ele merece receber a gratidão da sociedade)

=F

Podemos concluir que não conseguimos mostrar que o argumento é inválido, logo

o argumento é válido.

Em determinado estabelecimento penitenciário, todos os detentos considerados

perigosos são revistados diariamente, e todos os detentos que cometeram crimes

utilizando armas são considerados perigosos.

Com base nessa informação, julgue os itens seguintes.

Representando as proposições por meio de seus diagramas lógicos temos:

DP:Detentos perigosos

RD: Revistados diariamente

CA: Cometem crimes com armas

O conteúdo deste livro eletrônico é licenciado para Nome do Concurseiro(a) - 000.000.000-00, vedada, por quaisquer meios e a qualquer título,
a sua reprodução, cópia, divulgação ou distribuição, sujeitando-se aos infratores à responsabilização civil e criminal.
[Link] 68 de 93
RACIOCÍNIO LÓGICO-MATEMÁTICO
Raciocínio Analítico
Prof. Josimar Padilha

8. (CESPE/DEPEN/2013) Se um detento cometeu um assalto à mão armada, então

ele é revistado diariamente.

Certo.

De acordo com os diagramas que representam as proposições podemos inferir que

se o detento “x” cometeu um assalto à mão armada, ele pertence ao conjunto CA,

e o conjunto Ca está contido em RD, logo o elemento “x” pertence ao conjunto RD.

9. (CESPE/DEPEN/2013) Somente os detentos perigosos serão revistados diariamente.

Errado.

De acordo com os diagramas podemos inferir que o elemento “x” não é perigoso,

porém é revistado diariamente.

O conteúdo deste livro eletrônico é licenciado para Nome do Concurseiro(a) - 000.000.000-00, vedada, por quaisquer meios e a qualquer título,
a sua reprodução, cópia, divulgação ou distribuição, sujeitando-se aos infratores à responsabilização civil e criminal.
[Link] 69 de 93
RACIOCÍNIO LÓGICO-MATEMÁTICO
Raciocínio Analítico
Prof. Josimar Padilha

10. (CESPE/DEPEN/2013) Sabendo-se que um detento não cometeu crime estando

armado, é correto afirmar que, seguramente, ele não será revistado.

Errado.

De acordo com os diagramas e as possíveis posições que o elemento “x” pode ficar

podemos inferir que apesar do elemento não ter cometido crime estando armado,

ele pode ser ou não revistado diariamente.

O conteúdo deste livro eletrônico é licenciado para Nome do Concurseiro(a) - 000.000.000-00, vedada, por quaisquer meios e a qualquer título,
a sua reprodução, cópia, divulgação ou distribuição, sujeitando-se aos infratores à responsabilização civil e criminal.
[Link] 70 de 93
RACIOCÍNIO LÓGICO-MATEMÁTICO
Raciocínio Analítico
Prof. Josimar Padilha

11. (CESPE/DEPEN/2013) Sabendo-se que um detento é considerado perigoso é

correto afirmar que ele cometeu crime à mão armada.

Errado.

De acordo com os diagramas e as possíveis posições que o elemento “x” pode estar

podemos inferir que o elemento “x” sendo perigoso não podemos afirmar que ele

cometeu crime à mão armada.

Um jovem, ao ser flagrado no aeroporto portando certa quantidade de entorpecen-

tes, argumentou com os policiais conforme o esquema a seguir:

Premissa 1: Eu não sou traficante, eu sou usuário.

Premissa 2: Se eu fosse traficante, estaria levando uma grande quantidade de dro-

ga e a teria escondido.

Premissa 3: Como sou usuário e não levo uma grande quantidade, não escondi a droga.

Conclusão: Se eu estivesse levando uma grande quantidade, não seria usuário.

Considerando a situação hipotética apresentada acima, julgue o item a seguir.

O conteúdo deste livro eletrônico é licenciado para Nome do Concurseiro(a) - 000.000.000-00, vedada, por quaisquer meios e a qualquer título,
a sua reprodução, cópia, divulgação ou distribuição, sujeitando-se aos infratores à responsabilização civil e criminal.
[Link] 71 de 93
RACIOCÍNIO LÓGICO-MATEMÁTICO
Raciocínio Analítico
Prof. Josimar Padilha

12. (CESPE/POLÍCIA FEDERAL/2012) Sob o ponto de vista lógico, a argumentação

do jovem constitui argumentação válida.

Errado.

Validade de um Argumento: um argumento será válido, legítimo ou bem construído

quando a conclusão for uma consequência obrigatória do seu conjunto de premissas.

Sendo as premissas de um argumento verdadeiras, isso implica necessariamente

em uma conclusão verdadeira.

A validade de um argumento depende tão somente da relação existente entre as

premissas e a conclusão.

p1(V) ^ p2(V) ^ p3(V) ^ p4(V) ^ p5(V) ... pn(V)  C(V)

Representando o argumento teremos:

O conteúdo deste livro eletrônico é licenciado para Nome do Concurseiro(a) - 000.000.000-00, vedada, por quaisquer meios e a qualquer título,
a sua reprodução, cópia, divulgação ou distribuição, sujeitando-se aos infratores à responsabilização civil e criminal.
[Link] 72 de 93
RACIOCÍNIO LÓGICO-MATEMÁTICO
Raciocínio Analítico
Prof. Josimar Padilha

Verificamos que as verdades das premissas não garantem a verdade da conclusão.

13. (CESPE /PC-ES/2010) Se as premissas P1 e P2 de um argumento forem dadas,

respectivamente, por “Todos os leões são pardos” e “Existem gatos que são par-

dos”, e a sua conclusão P3 for dada por “Existem gatos que são leões”, então essa

sequência de proposições constituirá um argumento válido.

Errado.

Temos os diagramas abaixo que representam as proposições do argumento e verifi-

camos que P3 pode ser verdadeira ou não. Logo, o argumento não pode ser válido.

Texto para os itens abaixo:

No dia 13 de setembro de 2004, na cidade Alfa, Antônio, casado com Bárbara,

foi encontrado morto na residência do casal, com um tiro na cabeça. De acordo com

o exame de corpo de delito, a morte de Antônio ocorreu entre 20 h e 23 h do dia

anterior. Ao investigar o caso, um delegado de polícia federal descobriu, ainda, os

fatos relatados a seguir.

O conteúdo deste livro eletrônico é licenciado para Nome do Concurseiro(a) - 000.000.000-00, vedada, por quaisquer meios e a qualquer título,
a sua reprodução, cópia, divulgação ou distribuição, sujeitando-se aos infratores à responsabilização civil e criminal.
[Link] 73 de 93
RACIOCÍNIO LÓGICO-MATEMÁTICO
Raciocínio Analítico
Prof. Josimar Padilha

I – Às 21 h do dia 12/9/2004, Bárbara foi vista jantando em um restaurante na

cidade Beta, distante 50 km da cidade Alfa, sendo as duas cidades ligadas

por uma rodovia pavimentada e de pouco movimento.

II – Carlos, sócio de Antônio, estava tendo um caso amoroso com Bárbara, que,

com a morte do marido, seria dona da parte dele na sociedade.

III – Dias antes da sua morte, Antônio estava muito depressivo e demonstrava

sinais de nervosismo e de irritação por ter descoberto o relacionamento amo-

roso de Bárbara com Carlos.

IV – Carlos forneceu à polícia um comprovante de estacionamento, datado de

12/9/2004, referente a seu único veículo, sugerindo que ele estivesse em

um shopping localizado a 5 km da casa de Antônio, com entrada às 19 h 16

min e saída às 22 h 58 min. Carlos forneceu, ainda, um ticket de cinema já

utilizado, alegando ter assistido a um filme naquele shopping, exibido entre

21 h e 23 h 15 min do dia 12/9/2004.

V – Bárbara e Carlos foram vistos juntos, no dia 12/9/2004, em um local próximo

à casa de Antônio, às 23 h 57 min.

VI – A arma do crime foi encontrada próximo à casa de Antônio, contendo apenas

as impressões digitais dele próprio.

VII – O exame de corpo de delito não revelou sinais de pólvora nas mãos de Antônio.

VIII – Cada item a seguir traz duas proposições referentes à situação hipotética

descrita acima, ligadas pela palavra PORQUE. Julgue cada item como CERTO

somente se as duas proposições forem verdadeiras, de acordo com as infor-

mações dadas, e a segunda for uma justificativa correta da primeira. Caso

isso não ocorra, julgue o item como ERRADO.

O conteúdo deste livro eletrônico é licenciado para Nome do Concurseiro(a) - 000.000.000-00, vedada, por quaisquer meios e a qualquer título,
a sua reprodução, cópia, divulgação ou distribuição, sujeitando-se aos infratores à responsabilização civil e criminal.
[Link] 74 de 93
RACIOCÍNIO LÓGICO-MATEMÁTICO
Raciocínio Analítico
Prof. Josimar Padilha

14. (CESPE/DELEGADO DA POLÍCIA FEDERAL/2004) Bárbara não matou Antônio

PORQUE ela não poderia estar na cena do crime no horário estabelecido pelo exa-

me de corpo de delito.

Errado.

A questão trata de um argumento lógico que é a relação que associa um conjunto

de proposições P1,P2,P3,..Pn , chamadas premissas( hipóteses), a uma proposição

C , chamado de conclusão(tese) do argumento. Um argumento será Válido, legíti-

mo ou bem construído quando a conclusão é uma consequência obrigatória do seu

conjunto de premissas.

Segundo as proposições (fatos relatados) I e V a Bárbara poderia estar na cena do

crime e matado seu marido Antônio. Logo a premissa: “ela não poderia estar na

cena do crime no horário estabelecido pelo exame de corpo de delito” não garante

a conclusão: “Bárbara não matou Antônio”.

15. (CESPE/DELEGADO DA POLÍCIA FEDERAL/2004) Carlos pode ter matado An-

tônio PORQUE o fato de o seu carro estar estacionado em um shopping distante do

local do crime não é prova de que ele não estava na cena do crime.

Certo.

A questão trata de um argumento lógico que é a relação que associa um conjunto

de proposições P1,P2,P3,..Pn , chamadas premissas( hipóteses), a uma proposição

C , chamado de conclusão(tese) do argumento. Um argumento será Válido, legíti-

mo ou bem construído quando a conclusão é uma consequência obrigatória do seu

conjunto de premissas.

O conteúdo deste livro eletrônico é licenciado para Nome do Concurseiro(a) - 000.000.000-00, vedada, por quaisquer meios e a qualquer título,
a sua reprodução, cópia, divulgação ou distribuição, sujeitando-se aos infratores à responsabilização civil e criminal.
[Link] 75 de 93
RACIOCÍNIO LÓGICO-MATEMÁTICO
Raciocínio Analítico
Prof. Josimar Padilha

Segundo as proposições (fatos relatados) III e V Carlos pode ter matado Antônio.

Logo a premissa: “seu carro estar estacionado em um shopping distante do local do

crime não é prova de que ele não estava na cena do crime” garante a conclusão:

“Carlos pode ter matado Antônio”.

16. (CESPE/DELEGADO DA POLÍCIA FEDERAL/2004) Ou Carlos não assistiu com-

pletamente ao filme que alegou à polícia ter assistido ou alguém retirou o seu carro

do estacionamento do shopping antes do final do filme PORQUE o horário de reti-

rada do veículo é anterior ao do final do filme.

Certo.

A questão trata de um argumento lógico que é a relação que associa um conjunto

de proposições P1,P2,P3,..Pn , chamadas premissas(hipóteses), a uma proposição

C , chamado de conclusão(tese) do argumento. Um argumento será Válido, legíti-

mo ou bem construído quando a conclusão é uma consequência obrigatória do seu

conjunto de premissas.

Segundo as proposições (fatos relatados) “Segundo o exame de corpo de delito, a

morte de Antônio ocorreu entre 20 h e 23 h do dia anterior” e o item IV “ou Carlos

não assistiu completamente ao filme que alegou à polícia ter assistido ou alguém

retirou o seu carro do estacionamento do shopping antes do final do filme” garante

a conclusão: “que o horário de retirada do veículo é anterior ao do final do filme”

O conteúdo deste livro eletrônico é licenciado para Nome do Concurseiro(a) - 000.000.000-00, vedada, por quaisquer meios e a qualquer título,
a sua reprodução, cópia, divulgação ou distribuição, sujeitando-se aos infratores à responsabilização civil e criminal.
[Link] 76 de 93
RACIOCÍNIO LÓGICO-MATEMÁTICO
Raciocínio Analítico
Prof. Josimar Padilha

17. (CESPE/DELEGADO DA POLÍCIA FEDERAL/2004) O caso amoroso de Carlos e

Bárbara foi a razão da morte de Antônio PORQUE Antônio demonstrou sinais de

nervosismo e depressão com a descoberta deste relacionamento.

Errado.

A questão trata de um argumento lógico que é a relação que associa um conjunto

de proposições P1,P2,P3,..Pn , chamadas premissas( hipóteses), a uma proposição

C , chamado de conclusão(tese) do argumento. Um argumento será Válido, legíti-

mo ou bem construído quando a conclusão é uma consequência obrigatória do seu

conjunto de premissas.

Segundo a premissa: “Antônio demonstrou sinais de nervosismo e depressão com

a descoberta deste relacionamento” não garante a conclusão: “O caso amoroso de

Carlos e Bárbara foi a razão da morte de Antônio”.

18. (CESPE/DELEGADO DA POLÍCIA FEDERAL/2004) Carlos não pode ter matado

Antônio PORQUE na arma do crime havia apenas as impressões digitais de Antônio.

Errado.

A questão trata de um argumento lógico que é a relação que associa um conjunto

de proposições P1,P2,P3,..Pn , chamadas premissas( hipóteses), a uma proposição

C , chamado de conclusão(tese) do argumento. Um argumento será Válido, legíti-

mo ou bem construído quando a conclusão é uma consequência obrigatória do seu

conjunto de premissas.

O conteúdo deste livro eletrônico é licenciado para Nome do Concurseiro(a) - 000.000.000-00, vedada, por quaisquer meios e a qualquer título,
a sua reprodução, cópia, divulgação ou distribuição, sujeitando-se aos infratores à responsabilização civil e criminal.
[Link] 77 de 93
RACIOCÍNIO LÓGICO-MATEMÁTICO
Raciocínio Analítico
Prof. Josimar Padilha

Segundo a premissa: “na arma do crime havia apenas as impressões digitais de

Antônio” não garante a conclusão: “Carlos não pode ter matado Antônio”.

19. 19. (CESPE/DELEGADO DA POLÍCIA FEDERAL/2004) Antônio não cometeu sui-

cídio PORQUE o exame de corpo de delito revelou que não havia sinais de pólvora

nas suas mãos.

Errado.

A questão trata de um argumento lógico que é a relação que associa um conjunto

de proposições P1,P2,P3,..Pn , chamadas premissas( hipóteses), a uma proposição

C , chamado de conclusão(tese) do argumento. Um argumento será Válido, legíti-

mo ou bem construído quando a conclusão é uma consequência obrigatória do seu

conjunto de premissas.

Segundo a premissa: “o exame de corpo de delito revelou que não havia sinais de

pólvora nas suas mãos” não garante a conclusão: “Antônio não cometeu suicídio”.

20. (CESPE/DELEGADO DA POLÍCIA FEDERAL/2004) Bárbara deixou a cidade Beta

e retornou para a cidade Alfa na mesma noite do dia 12/9/2004 PORQUE ela foi

vista com Carlos próximo à residência dela às 23 h 57 min daquele dia.

Certo.

A questão trata de um argumento lógico que é a relação que associa um conjunto

de proposições P1,P2,P3,..Pn , chamadas premissas(hipóteses), a uma proposição

O conteúdo deste livro eletrônico é licenciado para Nome do Concurseiro(a) - 000.000.000-00, vedada, por quaisquer meios e a qualquer título,
a sua reprodução, cópia, divulgação ou distribuição, sujeitando-se aos infratores à responsabilização civil e criminal.
[Link] 78 de 93
RACIOCÍNIO LÓGICO-MATEMÁTICO
Raciocínio Analítico
Prof. Josimar Padilha

C , chamado de conclusão(tese) do argumento. Um argumento será Válido, legíti-

mo ou bem construído quando a conclusão é uma consequência obrigatória do seu

conjunto de premissas.

Segundo a premissa: “ela foi vista com Carlos próximo à residência dela às 23 h

57 min daquele dia”, garante a conclusão: “Bárbara deixou a cidade Beta e retornou

para a cidade Alfa na mesma noite do dia 12/9/2004”.

21. (CESPE/FUNPRESP-JUD/2016) julgue o item a seguir, a respeito das maneiras

de pensar com argumentos racionais.

Considere o texto a seguir: “No meu trabalho, troquei meu computador usado por

um novo, da marca X, e ele parou de funcionar quando ainda estava na garantia.

Preciso comprar um computador para o meu filho, mas não vou comprar um da

marca X porque, com certeza, esse também vai apresentar algum problema antes

de expirar a garantia.”. É correto afirmar que a argumentação apresentada no texto

foi construída com base em um raciocínio por abdução.

Errado.

“A abdução estabelece apenas a probabilidade da conclusão da inferência e não

necessariamente a sua verdade. Na realidade, um mesmo efeito pode ser o efeito

de diferentes causas e, por conseguinte, a simples constatação da presença de um

dado efeito B em determinadas circunstâncias juntamente com o conhecimento de

que, nessas circunstâncias, a putativa presença do acontecimento A teria consti-

tuído uma causa da ocorrência do acontecimento B pode não ser suficiente para

permitir a identificação categórica daquela de entre as suas possíveis causas que

O conteúdo deste livro eletrônico é licenciado para Nome do Concurseiro(a) - 000.000.000-00, vedada, por quaisquer meios e a qualquer título,
a sua reprodução, cópia, divulgação ou distribuição, sujeitando-se aos infratores à responsabilização civil e criminal.
[Link] 79 de 93
RACIOCÍNIO LÓGICO-MATEMÁTICO
Raciocínio Analítico
Prof. Josimar Padilha

efetivamente originaram a presença de B.” Enciclopédia termos lógico-filosóficos-E-

dição de João Branquinho/Desiderio Murcho e Nelson Gonçalves.

A questão deixa claro que “com certeza, esse também vai apresentar algum pro-

blema antes de expirar a garantia”

22. (CESPE/FUNPRESP-JUD/2016) julgue o item a seguir, a respeito das maneiras

de pensar com argumentos racionais.

Situação hipotética: Ao arrumar a sala de um professor, o faxineiro encontrou, no

chão, dois livros escritos em língua estrangeira. Como havia várias estantes na

sala, o faxineiro as observou e desenvolveu o seguinte raciocínio: “De todos os

livros que estou vendo aqui, os que são escritos em língua estrangeira ficam na

estante de madeira. Esses dois livros são escritos em língua estrangeira. Logo, eles

devem ficar na estante de madeira. Vou colocá-los lá”. Assertiva: Nessa situação, o

empregado desenvolveu um raciocínio dedutivo válido.

Errado.

Podemos representar o argumento:

Premissa 1: “De todos os livros que estou vendo aqui, os que são escritos em língua

estrangeira ficam na estante de madeira.

Premissa 02: Esses dois livros são escritos em língua estrangeira.

Conclusão: Logo, eles devem ficar na estante de madeira.

Validade de um Argumento

Um argumento será válido, legítimo ou bem construído quando a conclusão é uma

consequência obrigatória do seu conjunto de premissas.

O conteúdo deste livro eletrônico é licenciado para Nome do Concurseiro(a) - 000.000.000-00, vedada, por quaisquer meios e a qualquer título,
a sua reprodução, cópia, divulgação ou distribuição, sujeitando-se aos infratores à responsabilização civil e criminal.
[Link] 80 de 93
RACIOCÍNIO LÓGICO-MATEMÁTICO
Raciocínio Analítico
Prof. Josimar Padilha

Sendo as premissas de um argumento verdadeiras, isso implica necessariamente

uma conclusão verdadeira.

A validade de um argumento depende tão somente da relação existente entre as

premissas e a conclusão.

Na questão temos que as verdades das premissas não garantem a verdade da con-

clusão, uma vez que sendo verdade as premissas 1 e 2, isto não é suficiente para

garantir que aqueles livros encontrados no chão devem ficar na estante de madeira.

A banca exigiu também um entendimento do que vem a ser uma dedução, ou seja,

raciocínio que parte de premissas com sentido geral para uma conclusão com sen-

tido particular. Temos no item que a conclusão do argumento vai além daquilo que

as premissas fornecem.

23. (CESPE/FUNPRESP-JUD/2016). Julgue o item a seguir, a respeito das maneiras

de pensar com argumentos racionais.

Situação hipotética: Uma indústria farmacêutica produziu um novo medicamen-

to para tratamento de enxaqueca. Como o princípio ativo desse medicamento é

uma nova substância — Z —, foram feitos três testes, cada um envolvendo 1.000

pessoas diferentes, a fim de determinar se a substância Z causa efeitos colaterais

significativos. Os resultados dos testes são apresentados na tabela a seguir.

O conteúdo deste livro eletrônico é licenciado para Nome do Concurseiro(a) - 000.000.000-00, vedada, por quaisquer meios e a qualquer título,
a sua reprodução, cópia, divulgação ou distribuição, sujeitando-se aos infratores à responsabilização civil e criminal.
[Link] 81 de 93
RACIOCÍNIO LÓGICO-MATEMÁTICO
Raciocínio Analítico
Prof. Josimar Padilha

Com base nos resultados dos testes, a empresa concluiu que a substância Z não

causa efeitos colaterais significativos.

Assertiva: Nessa situação, a conclusão da empresa se baseou em um raciocínio por indução.

Certo.

Um argumento é dito indutivo quando sua conclusão traz mais informações que as

premissas fornecem. É um argumento de conclusão ampliativa.

É o mais usado pelas ciências. Por meio dos argumentos indutivos é que as ciências

descobrem as leis gerais da natureza. O argumento indutivo geralmente parte de

dados da experiência e desses dados chega a enunciados universais. Além disso,

todas as conjecturas que a ciência faz têm por base a indução. Com base em dados

particulares do presente as ciências fazem as conjecturas do futuro.

Na questão a indução é realizada, pois partindo de 3 testes (particular) infere-se o

geral (são 3000 pessoas).

24. (CESPE/FUNPRESP-JUD/2016) considere o seguinte silogismo:

Em cada mão, os seres humanos têm quatro dedos.

Em cada pé, os seres humanos têm três dedos.

Logo, os seres humanos têm mais dedos nas mãos que nos pés.

Certo.

No silogismo apresentado, a conclusão é uma consequência das premissas.

“Um silogismo é uma forma particular de argumento dedutivo que tem duas pre-

O conteúdo deste livro eletrônico é licenciado para Nome do Concurseiro(a) - 000.000.000-00, vedada, por quaisquer meios e a qualquer título,
a sua reprodução, cópia, divulgação ou distribuição, sujeitando-se aos infratores à responsabilização civil e criminal.
[Link] 82 de 93
RACIOCÍNIO LÓGICO-MATEMÁTICO
Raciocínio Analítico
Prof. Josimar Padilha

missas e uma conclusão, sendo categóricas as frases que constituem as premissas

e a conclusão. Para mais, no conjunto das premissas e conclusão não existem mais

de três termos, o termo que ocorre duas vezes nas premissas não ocorre na con-

clusão. Como todos os argumentos dedutivos, os silogismos podem ser válidos ou

inválidos.” Enciclopédia termos lógico-filosóficos-Edição de João Branquinho/Desi-

derio Murcho e Nelson Gonçalves.

Premissa 01: Em cada mão, os seres humanos têm quatro dedos.

Premissa 02: Em cada pé, os seres humanos têm três dedos.

Conclusão: Logo, os seres humanos têm mais dedos nas mãos que nos pés.

Desta forma podemos afirmar que no argumento apresentado a conclusão é uma

consequência das premissas.

25. (CESPE/FUNPRESP-JUD/2016) Considere o seguinte silogismo: Considerando

as características do raciocínio analítico e a estrutura da argumentação, julgue o

item que se segue.

Situação hipotética: Em um processo de seleção para uma vaga de emprego em

determinada empresa, um membro da comissão de seleção, em referência a certo

candidato, afirmou: “É um forte candidato à vaga, mas não tem um bom currículo”.

Assertiva: Nessa situação hipotética, a afirmação do membro da comissão apresen-

ta maior peso argumentativo no trecho, “mas não tem um bom currículo”.

Certo.

Podemos observar que a frase expressa pela comissão possui um caráter negativo,

deixando em evidencia que o candidato não possui um bom currículo.

O conteúdo deste livro eletrônico é licenciado para Nome do Concurseiro(a) - 000.000.000-00, vedada, por quaisquer meios e a qualquer título,
a sua reprodução, cópia, divulgação ou distribuição, sujeitando-se aos infratores à responsabilização civil e criminal.
[Link] 83 de 93
RACIOCÍNIO LÓGICO-MATEMÁTICO
Raciocínio Analítico
Prof. Josimar Padilha

No raciocínio analítico temos situações que devemos interpretar o conteúdo da in-

formação, isso transcende alguns princípios da lógica formal.

26. (CESPE/FUNPRESP-JUD/2016) considerando as características do raciocínio

analítico e a estrutura da argumentação, julgue o item que se segue.

A assertiva “Sempre que venho aqui, chove. Logo, minha vinda é positiva, pois traz

chuva para cá” apresenta um raciocínio falacioso, mediante o qual se define erro-

neamente um evento como a causa de outro.

Certo.

Falácia é um defeito de raciocínio. Em geral, esse defeito passa despercebido, crian-

do, assim, a ilusão de se estar na presença de um raciocínio correto. Essa ilusão

pode ser partilhada, ou não, por quem propõe o raciocínio e por aqueles a quem

ele se destina.

As falácias podem afetar quer os raciocínios dedutivos, quer os indutivos.

O Que é uma Falácia?

A noção de falácia é híbrida: tem aspectos lógicos e aspectos psicológicos (eventualmen-


te, até, sociológicos). As noções híbridas desse tipo estão longe de ser pérolas conceptu-
ais, mas revelam-se, por vezes, úteis para fins pedagógicos e práticos. É, talvez, esse o
caso da noção de falácia. Não existe uma teoria geral das falácias, nem uma classificação
das falácias que seja consensualmente aceite. No entanto, há bons “indicadores” do que
não é uma falácia. Uma falácia não pode ser identificada simplesmente com um raciocínio
a partir de premissas falsas, visto que raciocínios desse tipo podem ser, se dedutivos, vá-
lidos ou, se indutivos, fortes; e, em qualquer dos casos, não serão falaciosos.
Uma falácia também não pode ser identificada com um raciocínio a partir de premissas
inconsistentes; se fosse esse o caso, todas as demonstrações por reductio ad absurdum
seriam falaciosas, e não é assim. Por fim, uma falácia não pode ser identificada simples-
mente com um raciocínio inválido, se dedutivo, ou com um raciocínio fraco, se indutivo;

O conteúdo deste livro eletrônico é licenciado para Nome do Concurseiro(a) - 000.000.000-00, vedada, por quaisquer meios e a qualquer título,
a sua reprodução, cópia, divulgação ou distribuição, sujeitando-se aos infratores à responsabilização civil e criminal.
[Link] 84 de 93
RACIOCÍNIO LÓGICO-MATEMÁTICO
Raciocínio Analítico
Prof. Josimar Padilha

se fosse esse o caso, a noção de falácia seria coo extensiva da reunião das outras duas
e nada mais haveria a dizer sobre ela que não tivesse já sido dito sobre as outras duas,
e também não é assim.
Uma falácia pode iludir, ou enganar, umas vezes obscurecendo a forma do argumento e
criando a ilusão de validade; outras vezes, construindo o raciocínio de um modo tal que
se torne (virtualmente) imperceptível a falta de uma premissa que, se descoberta, seria
imediatamente compreendida como falsa; outras vezes, ainda, dando a uma premissa
falsa uma formulação que é susceptível dá a fazer passar por verdadeira. A principal
motivação para o raciocínio falacioso reside, talvez, na vontade de persuadir um auditó-
rio sem ter razões (ou provas) suficientes para o convencer. Por vezes a primeira dessas
duas componentes pode ser de tal forma forte que o carácter falacioso do raciocínio
pode mesmo iludir o seu promotor. Enciclopédia termos lógico-filosóficos-Edição de João
Branquinho/Desiderio Murcho e Nelson Gonçalves.

Desta forma podemos inferir que o raciocínio apresentado no item corresponde a

uma falácia.

27. (CESPE/FUNPRESP-JUD/2016) considerando as características do raciocínio

analítico e a estrutura da argumentação, julgue o item que se segue.

No diálogo seguinte, a fala de B mostra uma orientação argumentativa que deixa

em evidência a inteligência de C.

a) Nossa! Você é tão inteligente quanto C!

b) Não. C é que é tão inteligente quanto eu.

Errado.

A fala de B traz para si a referência em inteligência, ou seja, ele quer mostrar que

C é tão inteligente quanto ele.

Desta forma podemos inferir que a inteligência de B é evidenciada, e não a inteligência de C.

O conteúdo deste livro eletrônico é licenciado para Nome do Concurseiro(a) - 000.000.000-00, vedada, por quaisquer meios e a qualquer título,
a sua reprodução, cópia, divulgação ou distribuição, sujeitando-se aos infratores à responsabilização civil e criminal.
[Link] 85 de 93
RACIOCÍNIO LÓGICO-MATEMÁTICO
Raciocínio Analítico
Prof. Josimar Padilha

28. (CESPE/FUNPRESP-EXE/2016) considerando as características do raciocínio

analítico e a estrutura da argumentação, julgue o item a seguir.

A afirmação por ser novo, esse carro não apresenta falhas nem dá problema funda-

menta-se em um argumento no qual há uma premissa não declarada.

Certo.

Podemos escrever o argumento da seguinte forma e observar que temos uma pre-

missa implícita.

Premissa 1: Esse carro é novo

Premissa 2: carros novos não apresentam falhas nem dão problemas

Conclusão: logo esse carro não apresenta falhas nem dá problemas.

29. (CESPE/FUNPRESP-EXE/2016) considerando as características do raciocínio

analítico e a estrutura da argumentação, julgue o item a seguir.

O raciocínio nenhum peixe é ave. Logo, nenhuma ave é peixe é válido.

Certo.

Construindo os diagramas lógicos, teremos:

O conteúdo deste livro eletrônico é licenciado para Nome do Concurseiro(a) - 000.000.000-00, vedada, por quaisquer meios e a qualquer título,
a sua reprodução, cópia, divulgação ou distribuição, sujeitando-se aos infratores à responsabilização civil e criminal.
[Link] 86 de 93
RACIOCÍNIO LÓGICO-MATEMÁTICO
Raciocínio Analítico
Prof. Josimar Padilha

Podemos Inferir que não há elementos em comum entre os dois conjuntos, porém

a banca exigiu também do candidato o conhecimento sobre a comutação dos quan-

tificadores lógicos, ou seja, o quantificador universal negativo: “nenhum A é B” é

equivalente a “nenhum B é A”.

Desta forma o raciocínio é válido.

30. (CESPE/FUNPRESP-EXE/2016) Acerca dos argumentos racionais, julgue o item

a seguir.

No diálogo seguinte, a resposta de Q é embasada em um raciocínio por abdução.

P: Vamos jantar no restaurante X?

Q: Melhor não. A comida desse restaurante não é muito boa.

Li em um site de reclamações muitas pessoas dizendo que, após comerem nes-

se restaurante, passaram muito mal e tiveram de ir ao hospital. Além disso, conhe-

ço cinco amigos que comeram lá e foram parar no hospital.

Errado.

Abdução significa determinar a premissa. Usa-se a conclusão e a regra para de-

fender que a premissa poderia explicar a conclusão. Exemplo: “Quando chove, a

grama fica molhada. A grama está molhada, então pode ter chovido.” Associa-se

este tipo de raciocínio aos diagnosticistas e detetives, etc.

Abdução: termo introduzido por Charles Sanders Peirce (1839-1914) para referir

uma INFERÊNCIA com o seguinte aspecto:

P1: Se A, então B

O conteúdo deste livro eletrônico é licenciado para Nome do Concurseiro(a) - 000.000.000-00, vedada, por quaisquer meios e a qualquer título,
a sua reprodução, cópia, divulgação ou distribuição, sujeitando-se aos infratores à responsabilização civil e criminal.
[Link] 87 de 93
RACIOCÍNIO LÓGICO-MATEMÁTICO
Raciocínio Analítico
Prof. Josimar Padilha

P2: A

Logo: A
Embora uma abdução tenha a estrutura acima apresentada, nem todas as inferências
com esta estrutura são abduções. O aspecto crucial na caracterização da abdução é
então o de determinar o que distingue as inferências realizadas de acordo com esta
estrutura que admitem ser consideradas como abduções, daquelas que não o admitem.
O esclarecimento desta questão vem a par com a necessidade de distinguir entre uma
inferência abdutiva e uma FALÁCIA DA AFIRMAÇÃO DA CONSEQUENTE. Com efeito, a
estrutura formal acima apresentada em nada parece distinguir-se da formulação que
caracteriza esta falácia.
Enciclopédia de termo lógico-filosóficos.

É importante ressaltar que abdução tem o mesmo significado de “levantar hipóte-

ses”, o que não ocorre no diálogo apresentado na questão.

31. (CESPE/FUNPRESP-EXE) Acerca dos argumentos racionais, julgue o item a seguir.

A afirmação “O ouro conduz eletricidade porque é um metal” constitui exemplo de

raciocínio dedutivo.

Certo.

Premissa 1: Todo metal conduz eletricidade.

Premissa 2: O ouro é um metal.

Conclusão: O ouro conduz eletricidade.

É importante ressaltar que o termo “porque” anuncia premissas e no argumento

temos uma premissa também implícita (P1).

Podemos também inferir que se trata de argumento dedutivo.

O conteúdo deste livro eletrônico é licenciado para Nome do Concurseiro(a) - 000.000.000-00, vedada, por quaisquer meios e a qualquer título,
a sua reprodução, cópia, divulgação ou distribuição, sujeitando-se aos infratores à responsabilização civil e criminal.
[Link] 88 de 93
RACIOCÍNIO LÓGICO-MATEMÁTICO
Raciocínio Analítico
Prof. Josimar Padilha

32. (CESPE/FUNPRESP-EXE) Acerca dos argumentos racionais, julgue o item a seguir.

O raciocínio a seguir está embasado em um argumento de autoridade. Não há uma

causa única para a depressão. Deve-se estudar essa doença, tentando-se isolar diver-

sos fatores que podem desencadear quadros depressivos, pois, de acordo com pesqui-

sa recente da Organização Mundial de Saúde, a depressão é uma doença multifatorial.

Certo.
Falácias de indução fraca: são falácias nas quais as premissas, embora não sendo
irrelevantes para a conclusão, não são suficientes para justificá-las (metaforicamente:
não são suficientemente fortes para suportar a conclusão). Um exemplo é o Argumen-
tum ad verecundiam (apelo a uma autoridade não qualificada): quando para justificar
algo se recorre a uma autoridade que não é digna de confiança ou que não é uma auto-
ridade no assunto para o qual a sua opinião é convocada.
Enciclopédia de termos lógico-filosóficos.

Sendo assim o autor do argumento não apresentas fatos concretos que justifique

que a depressão é uma doença multifatorial, apenas apela à autoridade no assunto.

33. (CESPE/FUNPRESP-JUD/2016) considerando as características do raciocínio

analítico e a estrutura da argumentação, julgue o item que se segue.

Sob o ponto de vista da dedução lógica, o seguinte argumento é inválido.

Grande parte da população brasileira que tomou a vacina contra o vírus H1N1 não

teve a doença.

O meu pai tomou a vacina contra o vírus H1N1.

Logo, o meu pai não terá a doença causada pelo vírus H1N1.

O conteúdo deste livro eletrônico é licenciado para Nome do Concurseiro(a) - 000.000.000-00, vedada, por quaisquer meios e a qualquer título,
a sua reprodução, cópia, divulgação ou distribuição, sujeitando-se aos infratores à responsabilização civil e criminal.
[Link] 89 de 93
RACIOCÍNIO LÓGICO-MATEMÁTICO
Raciocínio Analítico
Prof. Josimar Padilha

Certo.

Temos que grande parte da população que tomou a vacina não ter ficado doente

não implica que todas as pessoas que vierem a tomar a vacina ficarão imunes. Des-

ta forma, pode acontecer de o pai, mesmo tendo tomado a vacina, ficar doente. Po-

demos ter premissas verdadeiras e conclusão falsa, isto é, um argumento inválido.

34. 34. (CESPE/FUNPRESP-JUD/2016) Considerando as características do raciocí-

nio analítico e a estrutura da argumentação, julgue o item que se segue.

A frase “Aquele homem não foi promovido porque é filho do diretor” é ambígua,

permitindo os seguintes entendimentos: o de que “Aquele homem” não foi promo-

vido devido ao fato de ser filho do diretor; e o de que “Aquele homem” foi promovi-

do, mas o fato de ele ser filho do diretor não teria contribuído para a sua promoção.

Certo.

Temos as seguintes interpretações:

Aquele homem não foi promovido porque é filho do diretor significa dizer que não

foi promovido pelo fato de ser filho do diretor.

Aquele homem não foi promovido porque é filho do diretor tem o entendimento que

o homem foi promovido, porém não por ser filho do diretor.

35. (CESPE/FUNPRESP-JUD/2016) considerando as características do raciocínio

analítico e a estrutura da argumentação, julgue o item que se segue.

A frase “Aquele país está em crise: os salários estão atrasados, não há emprego para

O conteúdo deste livro eletrônico é licenciado para Nome do Concurseiro(a) - 000.000.000-00, vedada, por quaisquer meios e a qualquer título,
a sua reprodução, cópia, divulgação ou distribuição, sujeitando-se aos infratores à responsabilização civil e criminal.
[Link] 90 de 93
RACIOCÍNIO LÓGICO-MATEMÁTICO
Raciocínio Analítico
Prof. Josimar Padilha

todas as pessoas, a moeda está desvalorizada e o custo de vida está muito alto”

apresenta uma argumentação construída mediante a combinação de informações

conflitantes, mas que, na cadeia argumentativa, apontam para a mesma conclusão.

Errado.

Temos as seguintes premissas:

Premissa 01: os salários estão atrasados;

Premissa 02: não há emprego para todas as pessoas;

Premissa 03: a moeda está desvalorizada

Premissa 04: custo de vida está muito alto.

Conclusão: Aquele país está em crise.

No raciocínio analítico interpretar o conteúdo da informação é relevante, uma vez

que temos a falácia que é um defeito de raciocínio. Em geral, esse defeito passa

despercebido, criando, assim, a ilusão de se estar na presença de um raciocínio

correto. Essa ilusão pode ser partilhada, ou não, por quem propõe o raciocínio e por

aqueles a quem ele se destina.

As falácias podem afetar quer os raciocínios dedutivos, quer os indutivos.

No argumento sugerido no item podemos interpretar que as premissas NÃO são

conflitantes, ou seja, fundamentam a conclusão.

O conteúdo deste livro eletrônico é licenciado para Nome do Concurseiro(a) - 000.000.000-00, vedada, por quaisquer meios e a qualquer título,
a sua reprodução, cópia, divulgação ou distribuição, sujeitando-se aos infratores à responsabilização civil e criminal.
[Link] 91 de 93
RACIOCÍNIO LÓGICO-MATEMÁTICO
Raciocínio Analítico
Prof. Josimar Padilha

COMENTÁRIO DO DESAFIO

1. Para resolver esse item iremos ter como referência o quarto candidato. Vejamos:

Como não sabemos qual dos chefes fala a verdade ou mente iremos supor 2 (duas)

situações em que a pergunta feita pelo quarto candidato poderá ter sido feita ao

chefe que fala verdade (1ª possibilidade) ou poderá ter sido feita ao chefe que

mente (2ª possibilidade).

1ª Possibilidade: Pergunta feita ao chefe que fala verdade, pois o outro chefe mente.

CV (chefe que fala a verdade): sabemos que a resposta obtida foi verde, de acordo

com o texto.

Se o quarto candidato perguntou a uma pessoa que fala a verdade o que o outro

(mentiroso) lhe diria sobre onde está o seu contrato e ele ouviu verde, podemos

inferir que os contratos estão na pasta vermelha, pois quem respondeu foi um

mentiroso.

2ª Possibilidade: Pergunta feita ao chefe que fala mentira, o outro chefe fala a verdade

CM (chefe que fala mentira): sabemos que a resposta obtida foi verde, de acordo

com o texto.

Se o quarto candidato perguntou a uma pessoa mentirosa o que o outro candidato

lhe diria sobre onde está o seu contrato e ele ouviu verde, podemos inferir que esse

chefe mentiroso ouviu foi vermelha, porém ele tem que mentir. Logo os contratos

estão na pasta vermelha.

Resposta: correto.

2. Não é possível saber qual dos dois chefes fala a verdade e quem mente. Podemos

inferir, conforme a questão anterior, a cor da pasta em que se encontra os contratos.

O conteúdo deste livro eletrônico é licenciado para Nome do Concurseiro(a) - 000.000.000-00, vedada, por quaisquer meios e a qualquer título,
a sua reprodução, cópia, divulgação ou distribuição, sujeitando-se aos infratores à responsabilização civil e criminal.
[Link] 92 de 93
RACIOCÍNIO LÓGICO-MATEMÁTICO
Raciocínio Analítico
Prof. Josimar Padilha

Resposta: errado.

3. O candidato 3 fez uma pergunta: O seu amigo me diria que nesta pasta se en-

contra o meu contrato?

Temos que levar em conta que a pergunta acima pode ter sido feita para o chefe que

fala a verdade, bem como para o chefe que mente, logo vamos supor as duas pos-

sibilidades e considerar que a pasta que o candidato 3 pegou estava com o contrato.

Resposta se o chefe for o que fala a verdade: disse “não”, pois o outro chefe tem

que mentir.

Resposta se o chefe for o que fala a mentira: disse “não”, pois este chefe mente,

porém ele ouviu sim.

Resposta: errado.

Um grande abraço e sucesso!

O conteúdo deste livro eletrônico é licenciado para Nome do Concurseiro(a) - 000.000.000-00, vedada, por quaisquer meios e a qualquer título,
a sua reprodução, cópia, divulgação ou distribuição, sujeitando-se aos infratores à responsabilização civil e criminal.
[Link] 93 de 93

 (http://www.grancursosonline.com.br)Raciocínio lógico-matemático
trf 1ª Região
Raciocínio Analítico
Livro Eletrônico
(http://www.grancursosonline.com.br)2 de 93
RACIOCÍNIO LÓGICO-MATEMÁTICO
Raciocínio Analítico
Prof. Josimar Padilha 
www.gra
(http://www.grancursosonline.com.br)3 de 93
RACIOCÍNIO LÓGICO-MATEMÁTICO
Raciocínio Analítico
Prof. Josimar Padilha 
www.gra
(http://www.grancursosonline.com.br)4 de 93
RACIOCÍNIO LÓGICO-MATEMÁTICO
Raciocínio Analítico
Prof. Josimar Padilha 
www.gra
(http://www.grancursosonline.com.br)5 de 93
RACIOCÍNIO LÓGICO-MATEMÁTICO
Raciocínio Analítico
Prof. Josimar Padilha 
www.gra
(http://www.grancursosonline.com.br)6 de 93
RACIOCÍNIO LÓGICO-MATEMÁTICO
Raciocínio Analítico
Prof. Josimar Padilha 
www.gra
(http://www.grancursosonline.com.br)7 de 93
RACIOCÍNIO LÓGICO-MATEMÁTICO
Raciocínio Analítico
Prof. Josimar Padilha 
www.gra
(http://www.grancursosonline.com.br)8 de 93
RACIOCÍNIO LÓGICO-MATEMÁTICO
Raciocínio Analítico
Prof. Josimar Padilha 
www.gra
(http://www.grancursosonline.com.br)9 de 93
RACIOCÍNIO LÓGICO-MATEMÁTICO
Raciocínio Analítico
Prof. Josimar Padilha 
www.gra
(http://www.grancursosonline.com.br)10 de 93
RACIOCÍNIO LÓGICO-MATEMÁTICO
Raciocínio Analítico
Prof. Josimar Padilha 
www.gr

Você também pode gostar