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INTRODUÇÃO
1. As DIFERENTES COMPREENSÕES DA INTERDISCIPLINARIDADE

2. UMA LEITURA CRÍTICA DA INTERDISCIPLINARIDADE. PLURALISMO,


HISTORICIDADE E TRANSPOSIÇÃO DE (IR)RACIONALIDADES CIENTÍFICAS
Os NOVOS ESPAÇOS OCUPACIONAIS DO SERVIÇO SOCIAL E A INTERDISCIPLINARIDADE
REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS

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Programa de Capacitação Continuada para Assistentes Sociais

Capacitação em Serviço Social e


Polítita Social

O trabalho do assistente social,


MÓDULO
0 4 e as políticas sociais
CFESS - ABEPSS - CEAD/ NED - UnB

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o — pg PONTAS sd

INTRODUÇÃO

Nas últimas décadas deste século tem sido recorrente a referência ao termo
interdisciplinaridade. tanto no âmbito estrito da produção de id
quanto no da Intervenção em diferentes áreas. No entanto, muitas vezes, O o
mo vem sendo utilizado com conotações diversas, nem sempre eiiatádãs ou
intentando objetivos coincidentes.

pe um lado, se faz presente o recurso a diferentes nomenelaturas como mulu, plur


inter e transdictplinaridade/profisstonalidade, que não evidenciam o seuequi
De outro lado. propostas de investigação ou intervenção interdisciplinares podem
Indicar, tanto alternativas proposttivas e de resistência a uma organização fragnen-
tária do trabalho em diferentes espaços ocupacionais, quanto um reverso da meda-
lha que creditaria ao seu uso uma solução de terceira via, salvadora de todos os ma-
les da produção técnico-científica contemporânea.

O objetivo deste texto é o de oportunizar a compreensão e a discussão da


interdisciplinaridade como uma possível ferramenta para o trabalho pro-
fissional do assistente social. Para tanto, são resgatadas algumas de suas
diferentes compreensões e abordagens, a partir de uma breve revisão
conceitual. Em um segundo momento, buscamos realçar a crítica realiza-
da de um possível conteúdo fetichizado no seu emprego, na direção de
contribuir para o desvelamento das questões aí implicadas e que sinali-
zam as possibilidades e desafios presentes no seu recurso. Posteriormen-
te, procuramos travar a discussão da interdisciplinaridade articulada,
também, aos possíveis novos espaços ocupacionais do Serviço Social,

Assim, compreendemos a questão da interdisciplinaridade a partir de, pelos me-


nos, duas direções principais às quais pode estar relacionada. De um lado, a de
uma retórica que pode levar a sucumbir à incorporação apressada de maneirismos
e modismos tão próprios e caros à atualidade contemporânea. E, de outro, a de
ques-
uma concepção que busca ferramentas metodológicas para a apreensão das
tões que se colocam na atualidade dos novos espaços ocupacionais.

e criativas ao pro-
Na segunda compreensão, trata-se de imprimir marcas críticas
ético-político (Netto,
cesso de intervenção profissional que sc dirijam a um projeto
fora do lugar. Com
1999) capaz de construir alternativas ao atual estágio das coisas
dizemos das dificuldades para apreender a extensão do regresso, com às quais
isto
décadas deste breve século
nos debatemos na contemporaneidade. Se as últimas
desenvolvimento científico €
evidenciaram a consolidação, sem precedentes, do
e duradouras para à vida hu-
tecnológico, representando conquistas significativas
trouxeram, também, como sua contraface, à regressividade acentuada das
mana,
que só encontram equiva-
condições mais brutalizadas e teoricamente intoleráveis,
1995:22).
lentes nos padrões de barbarismo (Hobsbawm,

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4. As DIFERENTES COMPREENSÕES DA MERO! SCiPLNanDa ne

abrimos espaço para precisar o uso do termo interdisci;


Intetalmente. Plinar
glossário
mei Nunca é demais registrar que existem diferenças entre disciplina e Profissão,
Um trabalho pode ser interAmultiprofisstonal (quando há mais de um Profissio.
Amomática — Refere-se ao nal envolvido) e Isso não se confunde com multidisciplinaridade flisciplinas
conjunto das noções prmeitas ou que abordam o objeto sem relações), interdisctplinaridade relação de disetp
dos avomas Estes últimos signiicam nas a partir de relação hierárquica de uma disciplina integradora e Coordenado.
as proposições não demonstrávess,
ra de disciplinas que recombinam scus elementos Internos) E
mas que são dadas de partida e
aceitas como verdadertase universais transdisciplinaridade (axiomática geral compartilhada, integrando diferentes
por uma dssciplina, uma ciência, níveis e relações entre as disciplinas, com tendência à horizontalização das rela.
um raciocinio ções de poder e criação de campos novos de conhecimento — radicalização ai
interdisciplinaridade).
Fetiche da pan-
interdisciplinaridade - A idéia de
Como desdobramento desta diferenciação. ao realizar a leitura de alguns auto.
pananterdisciplinandade faz parte do
conjunto das críticas produzidas
res que desenvolveram O debate acerca da inter/transdisci plinaridade nos anos
80 e/ou deram continuidade a ele na década de 90, Almeida (2000) argumentou
polos teóncos de inspiração marasta
à concepção de interdisciplinandade que o uso da interdisciplinaridade agrega diferentes objetivos e os agrupou em
proposta pelos teóricos da filosofia pelo menos três grandes tendências: os pionciros (interdisciplinaridade para
do sujeito As criticas remetem ao um conhecimento mais completo); os críticos da primeira tendência (fetiche da
conteudo fetchizado ou mágico da
pan-interdisciplinaridade) e os tcóricos da complexidade (interdiser
interdisciplinaridade proposta por
plinaridade como resposta aos objetos complexos). Este será, também aqui -
aquela tendência, a-histónica, focada
de forma aproximada -, o tratamento dado às diferentes compreensões presen.
exclusivamente na vontade do
tes no debate acerca da interdisciplinaridade.
sujeito, apoiada na fórmula simples
do somatónio de individualidades. O
sujeito coletivo que a equipe O uso do termo interdisciplinaridade ganhou relevância e foi divulgado, entre
representa não seria, assim, muito outros, por Japiassu (1976), que se tornou referência nacional quanto à utiliza.
distante do que à fábrica moderna ção dessa abordagem no Brasil, tendo fornecido as bases desta discussão. Os
busca produzir. Logo, à intenção de teóricos desta primeira tendência - a interdisciplinaridade para
um conheci-
rompimento com a ordem instituída
mento mais completo -, sob a égide ainda ditatorial da transição política
brasi-
contida na proposta de
leira dos anos 70/80, ambicionavam em vários âmbitos como a saúde
interdisciplinaridade se esvazia, e a educa-
ção, rebelar-se contra os estragos proporcionados pelo sistema de
confundindo-se com os produtos da créditos das
universidades, caracterizado pela fragmentação dos saberes
própria ordem. em diferentes pro-
fissões e que contribuía para uma formação estanque e acéfala. Surge,
naquela
Sistema de Créditos das época, a idéia do educador interdisciplinar, cujo maior compromisso
era com a
Universidades — A crítica elaboração de uma teoria geral da cultura capaz
de integrar todos os saberes
processada se refere à reforma em vista do fazer, dentro do conjunto da envergadura
do espírito e do sentido
universitária do período ditatorial da totalidade humana (Japiassu, 1992:
que, além de se direcionar para uma 86).
política educacional Privatizante,
À compreensão de interdisciplinaridade formulada
com extremado controle das por esta tendência é mais
uma atitude de espírito que se vive, feita
instituições e uma concepção de de curiosidade, acerca das relações
existentes entre as coisas e que escapam à
educação a serviço do observação comum (Japiassu.
desenvolvimento econômico, 1992:89), A superespecialização estaria expressa no próprio conceito de disci-
implantou o sistema de créditos em Plina: uma estrutura centralizada, que irradia argumentos de
autoridade. O co-
substituição ao regime seriado.

&

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FE - O INMMENSCRUNAOR DO POSSMUIGADAS E BRLANOA VARA O TRANAÇAO PRSRTISONAL

phecimento Interdisciplinar supre a exigência de libertar o saber da situação pa-


tológica em que se encontra, € o especialista da determinação de saber tudo so-
pre o nada. O projeto Interdisciplinar que combina,
solidariza, desmitifica está,
pois. em franca oposição aquele projeto disciplinar; que distingue, privilegia,
consagra (Portella. 1992:6). A interdisciplinaridade não é sinôninio de
sobreposição de várias faculdades no mesmo lugar, ou do ajuntamento de Dáris
especialistas com suas linguagens particulares sentados um ao lado de outros
(Minayo, 1994:50). Nesta tendência, as ciências humanas c sociais seriam
guardiãs do projeto interdisciplinar,

Essas idéias foram tão fortes e inovadoras, que influenciaram importantes movi- glossário

mentos contemporâneos, como a Reforma Sanitária, a luta antimanicomial os no-


Ciência Normal - A idéia de Gência
vos projetos em Saúde Mental (Vasconcellos, 1997), o campo da Saúde do Traba-
Normal é trabalhada por Thomas
lhador (Minayo-Gomez e Thedim-Costa, 1997), entre outros. Todavia, se para Kuhn, em seu clássico Iro A
autores como Minayo (1994), Japiassu (1976), Martins de Sá (1995), a necessida- Estrutura das Revoluções Científicas,
de de integração das disciplinas é uma exigência do percurso reflexivo de qualquer onde há a tese de que a Ciência
pesquisador. hoje Já existem substanciais críticas às idéias de Japiassu. Uma de- passaria por três momentos: Ciência
las, é a hipertrofia da decisão do pesquisador/técnico, como se estruturar traba- Normal (quando há uma

lhos interdisciplinares fosse atribuição única da vontade individual, que valeu a homogeneidade de pressupostos.
comuns, as críticas são rechaçadas e
classificação de suas idéias por Frigotto (1995) e outros (Jantsch &
os teóricos trabalham sob
Bianchetti,1995a/b), de filosofia do sujeito.
paradigmas - matrizes disciplinares,
um conjunto de conhecimentos
A contribuição de Frigotto (1995), ao lado de outras, foi entendida por nós, como universalmente reconhecidos);
crítica ao fetiche da pan-interdisciplinaridade. Tais autores dão uma importante Revolução e Crise (quando hã
contribuição à discussão da interdisciplinaridade, ao vincularem as características resistência das fragilidades no interior
do modo de produção científica ao modo de produção capitalista como um todo. En- da ciência e se torna necessário
trevemos nos seus argumentos uma crítica marxista da interdisciplinaridade, que incrementar novas investigações e

nomeamos como a segunda tendência (Coimbra, 1990; Frigotto, 1995; Jantsch & pesquisas). A síntese destas
investigações extraordinárias levariam
Bianchetti, 1995a/b; Minayo, 1994).
à uma nova Ciência Normal —
terceiro momento. Os teóricos da
Esses autores denunciam o fetiche da pan-interdisciplinaridade caracterizado pensamento complexo acreditam,
por uma constante argumentação em favor da interdisciplinaridade, sem a reali- portanto, que há uma crise no
zação da necessária reconstrução histórica, e fazendo dela uma panacéia para o conhecimento científico
combate a todos os males do campo ctentífico (Minayo,1994:43). Esse fetiche contemporâneo, o que os leva a

seria o responsável pela nossa ignorância de que o desafio da integração dos sa- rever os paradigmas e a propor uma
beres não é só teórico-conceitual-epistemológico, mas também é ético-político, nova ciência, sendo que alguns à

econômico e cultural, e depende da luta simultânea em todos esses planos. Tra- denominam Ciência Pós-Normal. É
importante advertir que esta é uma
ta-se de substituir a visão fundada na parceria submersa na vontade dos sujei-
discussão epistemológica que
tos (Frigotto, 1995) na e pela histórica. A questão fundamental não é parceria
encontra raízes nas ciências duras
sim ou não, mas, quando e em que condições (Jantsch e Bianchetti, 1995a: 18). (expressão utilizada para designar
as
ciências exatas, da natureza, tais

Existe um terceiro grupo de autores que, partindo da crítica à ciência normal, como, por exemplo, a física e as
defende a inter/transdisciplinaridade, na qual os pesquisadores gravitam em matemáticas), não podendo ser
torno de objetos complexos. Entre eles, destacamos Almeida Filho (1997), transportada, sem problemas, para O

García (1994), Morin (1990; 1998) Funtowicz e Ravetz (1994; 1997). De forma interior das Ciências Sociais.

&

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INTLRONSCININARDADE POSSMIDADES É DESANOS PARAO TRABALHO PRONSS soma o

semelhante às outras tendências, a Integração das disciplinas É dese;


Tita Como
necessária para abrir a ciência a questionamentos mais globais efu
Ndamentars
Seria necessário resolver os problemas globais que a ciência Ecrou
COM sua ex.
cessiva fragmentação.

Compreender o conteúdo disciplinar seria ir à gênese da ciência Ocidental a


derna que trouxe no experimento e no método aE idéia da decodificação O.
das par
tes para que pudesse se desenvolver c operar o conhecimento elentífico. Os auto.
res. majoritariamente ligados à teoria sistêmica e ao Pensamento Complexo
oriundos ou interlocutores das ciências duras, procuram Tesgatar ur
M atributo
do cartestantsmo, relegado a segundo plano ao longo da história d
à ciência oel.
dental: a capacidade de gerar sínteses. Hoje, a necessidade de que
a prod ução
do conhecimento não trabalhe mais sobre a destruição, se tornaria
imperativa
na construção de objetos, através de um processo de composição ou
Montagem
de seus elementos constituintes de forma
a permitir uma Integração
totalizadora - a sintese (Almeida Filho, 1997:10).
Essa necessidade teria Surgr-
do do apagamento das fronteiras - caracterís
tico do nosso tempo - entre Sujel.
to e objeto; individual e coletivo; local e global; pessoal
e Político; privado e pú-
blico; sagrado e profano etc.

Esse apagamento faz a tarefa de pesquisa mais difícil


de ser executada e gera
um mal-estar ao cientista, motivando
a descrição por alguns,
crisede uma
paradigmática da ciência contemporânea (Santos,
1989; Funtowicz e Ravetz,
1994; 1997; Morin, 1990;1998.): e de uma necessida
de de não mais poderem
se deter em (ou serem detidos por) questões
científicas localizadas, tornando-
se especialistas num só tema. A cultura
tecnológica moderna chegou a um
ponto em que precisa mudar consider
avelmente Para que possa lidar com
problemas como, por exemplo, os ambientais.

Tais autores argumentam em favor


de uma nova metodologia que contemp
le va.
lores e a crítica dos fatos para lidar com
os novos problemas, que não pode ser
a mesma que ajudou a criá-los. O
sucesso da ciência tradicional negava
a exis.
tência de valores e incertezas nos conheci
mentos e se apoiava em fatos
inquestionáveis, apresentados dogmati
camente e assimilados acriticamente
(Funtowicz e Ravetz, 1997:221). O
sucesso da ciência hoje, passaria pela
admis-
são e incorporação dos dilemas Políticos
, da imprevisibilidade e das dúvidas
éticas. Seria necessário assimilar que
o real é múltiplo, nem sempre preciso,
nem sempre passível de ser abordad
o a Partir de soluções técnicas pontuais
. O
real precisaria ser abordado de uma
nova maneira, distante da tendência
clássi-
ca do pensamento ocidental que é a
de dominar o real pelo uso da técnica,
entendê-lo. Recuperar a complexidade do e não
real (oculta pelo objetivismo e pelo
reducio nismo característicos do pensamento
ocidental) seria importante para
fazer com que as abordagens paradigmáticas
, responsáveis por um mundo tec-
nicamente cada vez mais satisfatório, sejam
também integradas, mais próximas
da existência cotidiana e dos
problemas comuns.

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Ea
a mom INTERDISCIPUNARIDADE POSSIBILIDADES E DESAFIOS PARA O TRABALHO PROFISSIONAL

O que se compreende por interdisciplinaridade e pelos diferentes termos


é a ela relacionados? Existem, pelo menos, três diferentes referenciais que
debatem. academicamente, a interdisciplinaridade. Descreva quais são e
as principais características que os diferenciam?

2. UMA LEITURA CRÍTICA DA INTERDISCIPLINARIDADE: PLURALISMO,


CIENTÍFICAS
WISTORICIDADE, E TRANSPOSIÇÃO DE (IRJRACIONALIDADESCERCAS
A partir desta síntese do percurso acadêmico sobre o tema da
interdisciplinaridade, trazemos a discussão sobre pluralismo e ecletismo tra-
vada por Coutinho (1991), uma vez que observamos aí uma pertinência c ana-
logta, tal como verificado, também, de forma próxima, por Vasconcellos
(1997). Trata-se de chamar a atenção às duas dimensões do. pluralismo — polí-
ticas e teóricas - que devem ser, também, consideradas para se contemplar a
interdisciplinaridade como problema. Dimensões fundamentais, mesmo no
plano interventivo, quando a interdisciplinaridade instrumentaliza o trabalho
técnico-profissional e quando consideramos que a prática profissional, tam-
pém contempla uma dimensão investigativa.

Assim, para além da dimensão política do pluralismo — traduzida, hoje, pela


transformação democrática da sociedade -, em sua dimensão teórica, trata-se
de discuti-lo caracterizando-o pelo exercício do debate,

pela abertura para o diferente, de respeito pela posição alheia, conside-


rando que essa posição, ao nos advertir para os nossos erros e limites, e
ao fornecer sugestões, é necessária ao próprio desenvolvimento de nossa
posição e, de modo geral, da ciência (Coutinho, 1991: 14).

Trata-se, pois, de considerar os desafios postos para a apreensão teórica pró-


xima da complexidade do real, embora considerando que este conhecimento é
sempre aproximado e nunca se esgota (Coutinho, 1991).

Desta forma, a advertência ao risco do ecletismo é imperativa, tendo em vista a in-


congruência de que se possa pensar, no terreno da ciência, na possibilidade de con-
ciliar pontos de vistas inconciliáveis, a partir da junção de teorias incompatíveis
(Coutinho, 1991:13). No que se refere à dimensão teórica, a interdisciplinaridade
tem sido objeto daquelas polêmicas sistematizadas anteriormente e que exigem um
exame de maior envergadura que este texto não pode contemplar. No entanto,
referenciando-nos na segunda tendência da produção acadêmica sobre a
interdisciplinaridade, algumas demarcações podem e devem ser feitas, tendo em
vista os limites e desafios aí colocados. Neste sentido, o problema se coloca

primeira e fundamentalmente (...) no plano ontológico (...) na forma histó-


rica concreta mediante a qual os seres humanos estabelecem suas rela-
ções sociais de produção. Secundária e concomitantemente este problema

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PETVEIMACI ARMAR PERSAS
Ina | ha tata bAdA O PRA Parts

“e manifesta no plano especificamente epistemológico, teórico e na práxis


(Frigotto, 1995: 20).

A perda deste caráter histórico gera o rísco de tratar a questão como uma espé.
cte de fetiche de concettas que constste em atributr-lhes um significado neles
mesmos (Figolto,1995:38) Trata-se de reconhecer que a interdisciplinaridade
sc torna uma necessidade na produção de conhecimento quando se considera ú
caráter dialético da realidade social, No entanto, este caráter é uno e diverso na
sua apreensão e. portanto, distintivo dos limites reais dos sujeitos que Invest.
game dos limites do objeto investigado (Prigotto, 1995:27)

As características do conhecimento etentífico são vistas. aqui, como expres.


sões localizadas das lutas das classes soctais c suas frações. A competência
profissional - que é socialmente atribuída — e os saberes daí oriundos, afasta-
riam os trabalhadores da possibilidade de uso do conhecimento produzido.
Ela funcionaria, assim, como um Instrumento de intimidação, de reprodução
da divisão social do trabalho e dos sistemas de exclusão social, como um
dos
pllares da tecnocracta, O discurso da competência, como expressão simbólica
dos espectalismos do mundo acadêmico. instrumentaliza os
territórios bem
demarcados e fechados, onde prevalece a exclusão de um saber
por outro e
onde sc delimitam os monopólios do conhecimento. Os cursos
universitários
seriam o mecanismo privilegiado através do qual esse modelo
de clência se
efetiva; os formadores dos especialistas técnico-científicos.

A interdisciplinaridade se apresenta como um problema


de dupla face, Por
um lado, ela é uma evidente necessidade. reafirmação
de uma utopia perse.
guida historicamente pela ciência (Minayo. 1994:43), e,
por outro lado, está
lotada na materialidade das relações capitalistas de produção
da existência,
não podendo ser descrita, exclusivamente, a partir de elementos
intrínsecos à
atividade intelectual,

Remetendo os termos da discussão ao início da Idade


Moderna, ao horizonte
constitutivo da Ciência Ocidental, no século XVII e seguintes,
podemos observar
que a racionalidade alí instaurada teve, no contexto
fértil do Renascimento, a ante-
cipação das ferramentas com as quais iria operar, onde
uma nova imagem do
mundo se forjou e o homem se abriu à técnica. às inovações,
à decifração dos signif-
cados que as coisas ocultam, em um contexto no qual emergia
a responsabilidade
humana e social frente às explicações divinas e
míticas do período anterior.

No entanto, a técnica como um instrumen


to de libertação humana não existe
desvinculada das condições históricas em que ela
se desenvolve. Assim, se
aquelas novas formas de pensar e de explicar
os fenômenos da natureza e da
vida em soctedade constituíram transformações
substanciais nos planos filosó-
fico e cultural, foram determinadas no contexto
do modo de produção capitalis-

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CEM Anta Pr ssaLOAD) | biianos FARA O FRARALHO PRM
sonia

ta. A universalidade e o atributo Hbertador d


O conhecimento
dem com O caráter de isenção a ele imputado (
cle : ntífico se per-
Covre, 1986), fomentando as
ções sociais de alienação e exclusão, rela-

O incremento da divisão social do trabalho


em todos os do
zação se viabilizou, portanto, Por uma clência mínios de sua reall-
separação entre con Sapturada que tem,
cepção e execução também, na
do trabalho, não
apenas a função excl
va de uma superioridade tecnológica, mas os objetivos
usi.
hterarquizar, fiscalizar e disciplinar (no sentido de controlar,
do adestramento) e que teve
no binômio organização-burocracia a sua expressão máxima
Covre, 1986; Coimbra, 1990). (Chauí, 1982:

Assim, se pressupõe o reconhecimento de uma


racion: alidade onde
tificam os fins, os cargos, os ocupantes, sinalizand os meios jus-
o a reciprocidade entre
inferi-
ores e superiores e as diferenças de competência espe: cífica de
cada um, segundo
o posto que ocupa e distanciando-os da condição
d é sujeitos sociais,
como
se
esta racionalidade fosse própria, inerente ao soc
lal. Chauí representa esta
racionalidade como fundada no discurso competente — aquel
e aceito como verda-
detro,autorizado de ser proferido e sintetizado na
expressão não é qualquer
um que pode dizer a qualquer outro, quaiquer coisa, em qualq
uer lugar e em
qualquer circunstância (1982:7 ).

Uma prática interdisciplinar que busque


superar a alienação e exclusão sociais,
a
partir dos debates plurais com os
diferentes, deverá transpor esta racional
idade
ainda dominante. Desta forma, podemos tratar
do segundo caso em que o proble-
ma da interdisciplinaridade se coloca: o seu
tratamento no plano interventivo, ten-
doem vista a inserção do Serviço Social nos
novos espaços ocupacionais. Trata-se
de seu recurso na dimensão prática, instrume
ntalizadora da atividade técnico-pro-
fissional em face da realidade sobre a qual se propõe
sua atuação.

A interdisciplinaridade pode ser descrita, exclusivamente, a Partir


de ele-
é mentos intelectuais?

Os Novos ESPAÇOS ocuPACIONAIS DO SERVIÇO SOCIAL Q


E A INTERDISCIPLINARIDADE

As especialidades, as disciplinas, são frutos da divisão social e técnica do a


balho e, apesar desta constatação não se constituir em novidade — mes '
reconhecido no que se refere à génese de nossa própria profissão (Neito,
1999) -, é nos marcos desta compreensão que se pode buscar os fundamem
tos para o entendimento do conteúdo disciplinar e das mutações que este p:
rece sofrer na atualidade.

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o ass!
alho, até certo
istente social, ponto.
o como tecido
qualquer outro trabalhador, tem o sey Process
por outros atores e determinado por o = de
tral as e políticas. pelas diferentes organizações
institucton,
econt ôm A als, pelas À
geogr cultura Is e pelas pressões exercidas Pelas dife, -
Uaridades se jo Estado. É claro que essa Pentes ex
pressões da sociedade civil e do Estado. É Tue essa constatação
ser tomada como derradeiro limite. Antes. deve ser vista — Parafrascando a, É
ta Drummond (Andrade, 1976:12) - como à pedra do meto do Caminho,
Jamais deve ser esquecida pela vida das nossas retinas tão fatigadas, Tue

Quando consideramos que o projeto ético-político profissional envoj ve uma


séric de componentes distintos cuja articulação é complexa e tempor.
alimente
dispendiosa, exigindo recursos político-organizativos, processos de debate
claboração, Investigações tcórico-práticas(Netto, 1999), entendemos que os E
vestimentos interdisciplinares precisam € devem estar orientados nestadis,
ção, pois um dos empenhos de sua efetivação reclama, justamente, a partilha
com outros segmentos profissionais e com os movimentos sociais.

Nem todos os trabalhos interdisciplinares do mundo poderão Produzir soz.


nhos as transformações profundas a serem gestadas na relação da Produção do
conhecimento com os objetos de intervenção e das diferentes profissões técnicas
com a população abordada. A articulação da dimensão investigativa com as prá.
ticas interventivas se insere, portanto, naquele processo mais amplo que requi-
sita um profissional culto e atento às possibilidades descortinadas pelo mundo
contemporâneo; informado, crítico e propositivo, que aposte no protagonismo
dos sujeitos sociais; versado no instrumental técnico-operativo, capaz de reali.
zar as ações profissionais nos diferentes níveis dos serviços sociais prestados
aos usuários (lamamoto, 1999, 126).

Tomando como exemplo o campo da saúde, podemos dizer que existe, até certo
ponto, um conteúdo prescrito no trabalho desenvolvido (por médicos, enfermeiros,
assistentes sociais, psicólogos, fisioterapeutas etc.) e expresso na divisão social do
trabalho, que é reiterado em maior ou menor medida, pelos conselhos
regulamentadores do exercício profissional, pelas instituições contratantes, pelos
próprios profissionais e pela população usuária. Este conteúdo não é estático, varia
conforme diferentes conjunturas e, sobretudo, a partir das requisições produzidas
pelo mundo do trabalho. Hoje, por exemplo, é possível perceber a migração do dis-
curso originário nas empresas japonesas, para os hospitais e instituições de saúde
brasileiros, expressos na necessidade de certificação e no ideário da qualidade to-
tal. Pode-se dizer que esse ideário contém elementos impulsionadores da parceria
interprofissional e da polivalência, e algumas das características pretendidas pela
interdisciplinaridade, tal como preconizada nos anos 70 - como a crítica aos
Profissionalismos -, o que nos mostra o risco de apropriações de uma proposta
Por outra, de orientação e conteúdo totalmente diversos.

Assim, nos encontramos distantes de um horizonte profissional repousante. E

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ATUE
IN aanaDe
M PosUmIDADES 1 Ge: * PARA Q PRABALHO PRONISHONAL
DESO

reciso descobrir através da análise de Conjuntura, da autocrítica prof


constante e da busca cotidiana de informações específicas e ira si
ARES E

A re 00]
eto da nossa Intervenção, à direção das intciativas que estão sendo tomad, €
a possibilidade concreta de se associar a elas, Construindo parcerias con as,
soan-
tes com o projeto ético-político da profissão.

A obsessão do profissional em demarcar o espaço institucional (sempre em ri


co pela hegemonia do poder medicalizador, numa Instituição de saúde, bia
DO SO dd

ro, em algumas empresas, psicologizador ou administrativo, em tras) pode


conduzir a posturas fatais como a do disponível full time, do profis:
sional das
emergências, das lacunas, do contingente - e isto, diga-se, não só de
passagem,
não é exclusivo do assistente social.

A interdisciplinaridade, mesmo para alguns de seus adeptos, não pode prescin-


dir de uma boa dose de disciplinaridade,
ou seja, é necessário que o profissio-
nal envolvido em trabalhos interdisciplinares funcione como
um pêndulo, que
ele seja capaz de ir e vir: encontrar no trabalho com
outros agentes, elementos
para a (re)discussão do seu lugar e encontrar nas discussões
atualizadas perti-
nentes ao seu âmbito interventivo, os conteúdos possíveis de uma atuação
interdisciplinar. Não é afivelado naquela caricatura, que o profissional vai en-
contrar o tão sonhado espírito de equipe. Muito pelo contrário, ela pode contri-
buir para a reprodução de uma imagem de generalista competente, e reforçar
significados distorcidos da visibilidade pública da profissão.

A máscara inversamente proporcional é a do zelador de divisas. Ele quer traba-


lhar de forma interdisciplinar, mas tão preocupado está em assegurar a integri-
dade de suas fronteiras, que não relaxa nunca, deixando de dar a sua contribui-
ção em torno de objetos onde ela é possível e, sem que se aperceba, pedindo ao
outro profissional para jogar terra sobre o buraco em que prefere deitar, sem se
dar conta de que este é o seu fim.

O que queremos dizer, com esta segunda caricatura, é que desenvolver algumas
ações em parceria é imprescindível ao cotidiano profissional, ocorra ele na dire-
ção da produção do conhecimento, da intervenção direta, ou em ambas. Da osci-
lação do pêndulo, o profissional volta fertilizado; como a margem de um rio, pe-
riodicamente inundada, torna-se boa para novos plantios, significando aquele
exercício de uma abertura ao debate plural e com o diferente.

Asrequisições de um maior conhecimento das novas formas de produção e das ex-


pressões da questão social (lamamoto, 1999:125) postas ao trabalho profissional,
não devem ser vistas, portanto, como impedimento de práticas profissionais conse-
quentes. Antes, levam a recuperar os elementos de sua formação, especialmente
aqueles circunscritos à perspectiva de totalidade, uma vez que aí podemos encon-
trar a virtude de uma capacidade plástica do assistente social para o exercício

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INTERDIS CP NARDADE. POSSIBUDADES E DESAFIOS PARA O TRABALHO PROFISSIONAL ra

de evitar os
lo. parcialmente, capaz
Interdisciplinar e que pode m nanté-
dizer que tal habilid ade está referida, não sóno
encastelamentos disciplinares Vale quadro teórico em que se tns-
também no q
horizonte ético-político da profissão mas,
s de refe-
que o profissional busca os elemento
creve o projeto formativo — é neste,
tou Netto (1999), o projeto ético-políti-
rência para sua Intervenção. Como argumen
pois atravessa o projeto profisstonal
co não é um Ideal utópico a ser atingido. ideológicas e políticas e
constituído. também, em suas outras dimensões teóricas,
reta.
io na realidade histórico-conc
só se efetiva através de seu exercíc

é interdisciplinar, pois é ra-


vê-se, portanto , que nem todo trabalho em parceria
o de trabalhos dessa ordem de com-
zoavelmente acettável que o desenvolviment de ou-
em curto espaço de tempo e à revelta
plexidade não seja algo que se faça
normal que dois ou mais profissionais
tros condicionantes. É perfeitamente
o
por diálogos ocastonals sobre O conteúd
trabalhem de forma cordial, permeada
disso um empreendimento
do trabalho de ambos. sem que façam
endo uma parceria sobre um
interdisciplinar. Neste caso, estariam desenvolv
ângulos de intervenção são produzi-
mesmo espaço profisstonal, onde diferentes
zada.
dos, sem que uma proposta comum seja sistemati

s pela necessária conflu-


Existem, a nosso ver, algumas características responsávei
interdisciplinar. Des-
ência dos profissionais que constituem a base de um projeto
ação (certa dose de
tacamos algumas que devem ser consideradas: a espectaliz
do objeto, a
disciplinaridade, de que falamos há pouco), a convergência em torno
o
convergência ético-política, as intercorrências do processo histórico e
satisfatório gerenciamento das caracteristicas subjetivas dos atores envolvidos.
Ressaltamos que essas características estão sendo tomadas aqui como
condicionantes da confluência dos profissionais, e não como condicionantes do su-
cesso de empreendimentos interdisciplinares, o que colocaria este limitado esforço
na difícil seara de produzir uma receita universal de sucesso. Quanto à necessária
especialização, acreditamos que só se torna possível ter uma intervenção
satisfatória quando se conhece o problema a ser abordado. Ora, é preciso reunir in-
formações precisas e fornecidas por diferentes fontes para a tomada de decisões.

Concluindo, acreditamos que a interdisciplinaridade encontra seus limites no pro-


cesso histórico que condiciona nossas vidas e impõe barreiras, inclusive na nossa
capacidade de imaginar possibilidades de integração. O horizonte que imaginamos,
orbita em relações menos autoritárias, em hierarquias menos rígidas e limitadoras
da expressão crítica e criativa entre os profissionais. Ainda que tal plano de vôo tra-
ga em si suas doses de utopia, orbita ainda em relações de trabalho nas quais con-
dições objetivas para o desenvolvimento das ações existam: compatibilidades tem-
porais entre os vários profissionais, jornada de trabalho que permita ter tempo
para a autocrítica e a elaboração teórica, recursos materiais/humanos em número
satisfatório etc.. Orbita sobre uma relação com a população abordada de
complementaridade e não de exclusão.

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— INTEROSCIPINANIDADE POSSIMLIDADES E DISANOS PARA O TRAALHO PROFISSIONAL

Finalmente, no trabalho interdisciplinar, somos brindados


com as
intercorrências subjetivas de qualquer relação humana: as ciladas da sedução
de ocupar o lugar do outro, de crer que tudo que reluz é ouro (risco
do
ecletismo € da descaracterização), de perda de tempo
ou ausência de direção ez
da permissão de que o outro nos imobiltze (desvalorização do produto do pró-
prio trabalho), entre outras. Portanto, tomemos a
interdisciplinaridade em coe-
rência com o projeto profissional que vem se delincando
para o Serviço Soclal,
cada vez mais, nos anos 90, o de um profissional crítico e construtor de uma
competência teórica, técnica e ético-política. Tomemos a interdisplinaridade
como uma relação horizontal, de objetivos claros e, realmente, plurais.

O Quais são os limites e desafios postos para os profissionais que se pro-


é põem a realizar trabalhos sob uma perspectiva interdisciplinar?

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