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– PROCESSAMENTO DE GÁS-REDES DE GÁS-

(11ª E 12ªCLASSE)

I. INTRODUÇAO

Depois das fases de exploração e produção de gás natural, segue-se


as fases de processamento, transporte e distribuição. É importante sabermos
que a fase de transporte do gás natural pode acontecer antes mesmo da fase
de processamento, ou seja, há nececidade de transportar o gás da area de
produção (através de gasodutos, liquifeito ou comprimido) para a area de
processamento e posteriormente transportar para os sectores responseveis
pela distribuição e que se resposabilizarão em distribuir o gas natural aos
consumidores. Quando o gás não é trazido por via dutos dos campos
produtores para a area de processamento, ou da areia de processamento
para a áreia de distribuição, é trazido por navios ou caminhoes cisternas
apropriados na forma liquifeita ou comprimida para alimentar as malhas de
transporte e distribuição. A rede de distribuição é a etapa final do sistema,
que é quando o gás chega ao consumidor, que pode ser residencial,
comercial, industrial e automotivo.Nessa etapa, o gás já deve atender a
padrões rígidos de especificação e estar praticamente sem impurezas, para
não causar problemas aos equipamentos nosquais será utilizado como
combustível ou matéria-prima.
A indústria de rede é definida como um conjunto de lugares
geográficos interligados, que exploram as multiplicidades das relações
transnacionais entre os agentes econômicos situados em diferentes nós da
rede, envolvendo oprincípio da organização espacial e territorial.A indústria
de gás natural, assim como outros sectores de infraestrutura, é um exemplo
de indústria de rede. Esse tipo de indústria é caracterizado pela presença de
distintas actividades constituídas sob a forma de uma rede física, na qual a
interconexão é essencial à sua operação e prestação do serviço.
Uma rede de gás natural pode subdividir-seem três sub-redes que se
diferenciam consoante o tipo de serviço a que se destinam:
1- Rede de transporte ou simplismente Gasoduto: Conduta que faz o
transporte do gás do local de recepção, tratamento e armazenagem
até as diversas redes de distribuição.
2- Rede de distribuição externa ou simplismente rede de
distribuição: Conjunto de tubagem, dispositivos e acessórios que se
destinam a fazer a alimentação numa determinada zona.
3- Rede de distribuição interna ou rede de utilização (Instalação em
edifícios): Conjunto de tubagem, dispositivos e acessórios que estão
no interior do edifício e que se destinam a alimentar os diversos
aparelhos a gás.
Nas regiões onde a instalação de gasodutos não se fazem presente
ou não sejam economicamente viável recorre-senesses casos, à instalação
de unidades autónomas de gás (UAG, são estruturas com baixa capacidade
de armazenagem de gás natural liquefeito geralmente situada entre 80 a 160
metros cúbicos, sendo abastecidas através de camiões cisternas) que irão
abastecer a rede de distribuição ao invés do gasoduto.As redes de
distribuição transportam volumes menores de gás natural a menores
pressões, com tubulações dediâmetros menores que na rede de transporte.

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A rede de distribuição de gás natural recebe o gás dos gasodutos e o leva até
as indústrias, aos centros urbanos eaté aos demais consumidores, através de
ramificações menores de modo a atender os bairros, distritos e todos os
clientes dentro das especificacões estabelecidas. Nas áreas de consumo final
existe uma rede de distribuição interna ou seja uma rede de utilização dirigida
direitamente ao equipamento que ira fazer o uso final do gás natural.

I.1 PRINCIPAIS USOS DO GÁS NATURAL NA DISTRIBUIÇÃO

O GN (gás natural) possui diversas formas de utilização, a principal


finalidade da distribuição é para o consumo energético. As principais formas
de utilização do gás canalizado podem ser detalhadas nos seguintes
segmentos: residencial, comercial, industrial e automotivo.

 Residencial
O mercado do gás natural residencial constitui um mercado em ascensão,
principalmente nos grandes centros urbanos, e em cidades de clima frio. As
distribuidoras de gás vêem expandindo as suas redes de distribuição e
realizando investimentos para conversões de residências e condomínios. O
uso do gás residencial pode ser aproveitado não apenas para cocção de
alimentos e aquecimento de chuveiros, mas também para utilização em
saunas, aquecimento de piscinas, lareiras, climatização de ambientes, etc.
 Comercial
Em termos de uso comercial ou de prestação de serviços, o gás natural
possui aplicações semelhantes ao sector residencial. Devido a grande
versatilidade de utilização, aplica-se em diversos estabelecimentos
comerciais como: hotéis, lavanderias, escolas, academias, lojas,
universidades, etc.
 Industrial
Para o mercado industrial, o gás natural possui características de segurança,
qualidade
e abastecimento contínuo. Como a queima do gás é mais uniforme, limpa e
eficiente emrelação a outras fontes de energia não-renovável, sua aplicação
é ideal para muitas indústrias.
 Automotivo
No segmento automotivo, o gás natural apresenta características também de
segurança, economia e preservação do meio ambiente. Com relação à
segurança, o GNV (gas natural veicular) não pode seradulterado e o seu
manejo requer Inspeção; Já no caso da economia, chega a ser mais
económicocomparado aos substitutos (gasolina e álcool), e a queima do GNV
é mais limpa, pois emite menos poluente.

I.2 SISTEMA DE GÁS NATURAL

Um Sistema de Gás Natural (SGN) é o conjunto das infraestruturas de


serviço destinadas à receção, armazenamento, regaseificação e distribuição
de Gás Natural. Estas infraestruturas obedecem a regimes específicos de
âmbito técnico e regulamentar, que têm como objetivo assegurar

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continuidade e qualidade no serviço de fornecimento de gás numa
determinada região.

Os principais componentes deste sistema são:


 Rede de Transporte de Gás Natural (gasoduto);
 Rede de Distribuição de Gás Natural (rede primária e rede
secundária);
 Unidades Autónomas de Gás - UAG (reservatórios);
 Instalações de Armazenamento Subterrâneo (cavernas);
 Terminais de Gás Natural Liquefeito - GNL (terminal marítimo) ou
Áreas de concessão (abastecidas por gasoduto de transporte).
I.3 TRANSPORTE DO GÁS NATURAL

Uma das características do gás natural é a possibilidade de seu


estado físico ser adaptado às condições de transporte desde a zona onde é
produzido até a região onde será consumido, podendo-se destacar três
alternativas principais: Gasoduto (Rede canalizada), GNC (Sob a forma
comprimida em caminhões especiais) e GNL (Sob a forma líquida em navios
criogênicos)

GÁS NATURAL COMPRIMIDO (GNC)

Consiste no transporte de Gás Natural sob a forma comprimida de um


ponto de entrega do gás da rede canalizada até nas regiões não atendidas
por gasoduto. O combustível é armazenado em cilindros metálicos por meio
de compressores especiais. Esse conjunto de cilindros é transportado em
caminhõesaté ao cliente.

GÁS NATURAL LIQUEFEITO (GNL)

A tecnologia do GNL consiste em liquefazer o gás natural a


baixíssimas temperaturas, permitindo o transporte do combustível em navios
construídos especialmente para esse fim. Depois de transportado, o
combustível é desembarcado em terminais onde é feita a regaseificação e
posteriormente a distribuição até ao consumidor final.

GASODUTO - REDES CANALIZADAS (Redes de Transporte gasodutos,


Redes de Distribuição e Redes de Utilização)
As redes de canalizaçãode gás natural podem ser construídas com
tubulações de aço, PEAD (polietileno de alta densidade) e gasodutos a base

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de poliamida (PA). As tubulações de aço são mais usadas nas redes de alta
pressão (redes de transporte gasodutos) e servem para o fornecimento a
grandes clientes, enquanto que as outras redes (redes de distribuição e de
utilização) que são consideradas redes de baixa pressão utilizam mais
tubulações de PEAD e PA para o atendimento de clientes de médio e
pequeno consumo.
O transporte por gasodutos é a solução mais utilizada nas redes de
gás, tanto para o transporte e quanto para a distribuição e utilização, o termo
Gasoduto em redes de gás é mais utilizada para especificar uma rede de
tubulações de transporte de gás (redes de transporte gasodutos) que
opera em alta pressão para levar grande volume de gás natural das fontes
produtoras até os pontos de entrega das distribuidoras concessionárias dos
centros consumidores, chamados pontos de recebimento ou a grandes
clientes.Desses pontos de recebimento partem redes de distribuição
canalizada (rede de distribuição externa ou simplismente redes de
distribuição) que transportam a uma pressão menor grandes volumes de
gás em dutos de diâmetros menores. É por essa rede de distribuição que o
gás natural chega aos clientes de médio e pequeno consume, que por sua
vez para o consumirem precisam de uma rede de utilização nas suas
residencias.Esta rede de distribuição interna, ou seja, rede de utilização
irá alimentar os aparelhos a gas das instalações do cliente final, os quais são
alimentados diretamente através de tubulações, o estabelecimento fica
somente com o combustível da sua rede interna, o qual pode ser
interrompido sem a necessidade de ingresso na área do cliente. Por isso, em
caso de algum princípio de incêndio, o fornecimento pode ser interrompido de
imediato sem necessitar o acesso às instalações.

I.4 CONSTRUÇÃO DE REDES DE GÁS

Para a construção das redes de gás natural, podem ser utilizados dois
métodos: destrutivo e não-destrutivo. O destrutivo requer a abertura de
grandes valas e é usado preferencialmente nas obras em aço. Já no não
destrutivo, é utilizada a metodologia de perfuração direcional para instalação
dos tubos, trata-se de abertura de pequena área com retroescavadeira para
inserção da tubulação no solo, sem a necessidade de abertura de todo o
pavimento. Este método é utilizado quando não há rochas no subsolo que
impossibilitem a perfuração direcional, é uma alternativa para uma execução
rápida, limpa e com mínimo transtorno para o tráfego urbano.
Durante o processo de construção das redes, a paisagem local
também deve ser rigorosamente respeitada. Árvores ou outro tipo de
vegetação existentes no local devem ser replantadas ao término da obra.As
equipes especializadas que realizam a construção das redes também devem
cumprir todas as normas ambientais e de segurança estabelecidas pelos
órgãos compotentes da região, da sua empresa e de outros órgãos
internacionais se for necessário.
Antes de iniciar o processo construtivo das redes de gás natural, a
empresa responsável pela construção da rede mapeia as redes subterrâneas

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de outros serviços inseridas no subsolo, como água, esgotam, telefonia, tv a
cabo e eletricidade. Este mapeam-ento é feito, com o intuito de identificar o
trajecto a ser feito pela rede de distribuição de gás natural, sem que interfira
nas demais redes de outros serviços já existentes.
Basicamente, podemos citar as seguintes etapas, como sendo as
etapas de construção de uma rede de gás:,

1. Emissão de licença pelos órgãos regionais competentes


(administrativos ou ambientais).
2. Abertura de vala, no caso do método destrutivo;
3. Realização de furo direcional no caso do não destrutivo;
4. Lançamento do tubo subterrâneo a uma distância de até 100 metros.
5. Fechamento provisório da vala até a finalização do serviço.
6. Recomposição do pavimento.

Após a instalação, é feita a sinalização para alertar sobre a presença


da rede de gás natural. As redes de distribuição são enterradas e protegidas
com placas de concreto, faixas de segurança e sinalização. No término da
obra, as áreas afectadas são reconstituídas. Todas as redes de gás natural,
conforme exigem as normas técnicas que regulam o sector, são sinalizadas
por meio de placas de aço ou marcos de concreto.Estes objectos de
sinalização trazem a inscrição do número de telefone da Central de
Emergências da empresa, que deve ser acionado sempre que uma empresa
de serviços for perfurar o solo em local onde já se encontra uma rede de
distribuição de gás natural, ou em casos de emergência.
Há algumas medidas de segurança utilizadas nas obras de construção
de redes de gás, a saber:

• Na fabricação dos dutos, são utilizados materiais especiais, de grande


resistência e durabilidade. As soldas são inspecionadas por meio de
rigoroso controle de qualidade.
• Válvulas de bloqueio são instaladas ao longo da rede com o objetivo de
interromper o fluxo de gás em caso de um eventual vazamento. Em
trechos urbanos, essas válvulas são instaladas a cada quilômetro.
• As tubulações são enterradas, no mínimo, a um metro de profundidade.
Nas travessias, a tubulação é revestida por um tubo protetor contra as
cargas externas.
• Contra o ataque corrosivo do solo, as tubulações são protegidas por um
sistema conhecido por proteção catódica.
• É feita sinalização para alertar sobre a presença da rede de gás. A
sinalização subterrânea consta de fita plástica, na cor amarela, com 30
cm de largura, instalada abaixo da superfície do solo para alertar as
pessoas que fazem escavações. A sinalização aérea é constituída de
placas e avisos instalados ao longo da rede.

I.5 MANUTENÇÃO DA REDE DE GÁS

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A operação e manutenção de uma rede de gás permite que o gás
chegue a cada um dos clientes de forma contínua e dentro dos mais altos
padrões de segurança e qualidade.
As actividades de manutenção, aplicadas a toda a infraestrutura, estão
planejadas para diminuir o risco de falta de fornecimento ou acidentes.Entre
estas actividades, destacam-se as seguintes: monitoração e conserto de
fugas de gás na rede; prevenção de acidentes e também atendimento a
urgências e vigilância; revisão e conservação de válvulas, estações,
medição e regulação, de sistemas de odorização e de estações de
proteção catódica.
A realização sistemática dessas actividades permite garantir a correcta
e eficiente operação do sistema de rede de gás.
Um programa de renovação de rede é imprescindível para
manutenção da confiabilidade do sistema de rede de gás. Deve também se
realizar periodicamente treinamentos sobre os procedimentos de segurança
quanto às redes de gás natural junto ao Corpo de Bombeiros, autarquias de
governo e empresas de outros serviços, como o de água e esgoto.
Uma empresa de redes de gás, deve ter um Centro de Controle de
Operações, que funciona 24 horas por dia, e que actual de forma coordenada
com o Centro de Atendimento a Urgências e o Centro de Controle e
Operação da Rede.O Centro de Controle e Monitoramento de Redes da Gás
deve dispor de modernos sistemas que permitem a visualização de todos os
parâmetros das redes e estações em operação pela empresa e a
comunicação com as estações de campo.
Para visualizar, em tempo real, o mapa das redes de gás natural e
informações úteis sobre estas redes, como extensão, material (aço ou
polietileno), classe de pressão, diâmetro, estado da rede, planta de
construção e clientes abastecidos, o Centro de Controle e Monitoramente de
Redes da empresa precisa dispor de um sistema de informações geográficas
(GIS), que sobrepõe imagens de satélite ou de fotos aéreas a uma cartografia
detalhada. Estas informações são aliadas a uma base de dados estruturada,
que possibilita a visualização imediata, via computador, de todas essas
informações de interesse sobre as redes de gás natural.

 MANUTENÇÃO DE FAIXA DE DUTOS

 MECANISMOS DE CONTROLE E SEGURANÇA QUE VISAM A


INTEGRIDADE DOS DUTOS

O Centro de Controle da Companhia Distribuidora por meio


decomputadores e operadores treinados, acompanha as variáveis ao longo
dosistema da rede de distribuição.

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Elementos que podem comprometer a Integridade dos Dutos da rede de
distribuição:

 CORROSÃO EXTERNA

 ACÇÃO DE TERCEIROS:
- Instalações e construções sobre faixa de dutos
- Trânsito de veículos
- Concentração de pessoas
- Escavação ou movimentação de solo
- Plantio de espécies com raiz profunda
- Descarte de lixo e entulho
- Sinalização danificada
- Lançamento de esgoto

 INSPEÇÃO INTERNA ‐ PASSAGEM DE PIG

Limpeza E Verificação Do Estado Estrutural Da Tubulação

 Com a finalidade de assegurar a limpeza interna e a inexistência de


amassamentos, ovalizações ou redução de secção interna da
tubulação, o trecho a ser ensaiado deverá ser percorrido por 2 pigs de
limpeza e um pig calibrador;
 O gasoduto só poderá entrar em serviço após a aprovação dos testes
de resistência e/ou estanqueidade, secagem e purga do sistema.

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 INSPEÇÃO DA FAIXA DE DUTOS

Para o reconhecimento das faixas de dutos é necessário a sinalização


das faixas no momento da construção, tal como mencionado
anteriormente.Este método ajuda reconhecer as instalações no momento
das inspeções e manunteção.

Faixa de DutosSinalização

RESTRIÇÕES DE USO DAS FAIXAS DE DUTOS


 Não Jogar Lixo ou Entulho;
 Não Fazer Queimadas;
 Não Plantar;
 Não Transitar com Veículos Pesados;
 Não construir;
 Não Escavar.

 INSPEÇÃO PREVENTIVA DAS REDES

 O sistema de distribuição em operação pela Companhia Distribuidora


deveser regularmente inspecionado, seguindo os padrões nacionais
einternacionais de segurança.
 As acções de inspeção são preventivas e visam assegurar as
condiçõesideais de operação do sistema.

OBS: ESTUDAR ATÉ AQUI ONDE PAROU…

II. DISTRIBUIÇÃO DO GÁS NATURAL

A empresa resposável pela Distribuição de Gás Natural deve procurar

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dar a conhecer aos profissionais os detalhes das infraestuturas de gás que
operam e os determinados critérios de funcionamento ou utilização em que
estão associados, que pode variar, em função dos seguintes factores:
1. Estado (fase gasosa ou fase liquida) em que se encontra o gás natural
2. Tipologia da rede (Transporte, Primária, Secundária)
3. Pressões de funcionamento (Alta, Média e Baixa)
4. Propriedade e operação das infraestruturas (ORT-Operador da Rede de
Transporte, ou ORD-Operador de Rede de Distribuição)
5. Tipologia do Cliente a abastecer (Residencial, não doméstico e grande
Cliente)
6. Localização dos pontos de consumo a ligar à rede de distribuição
(Abastecimento por GRMS ou por UAG).
De uma forma esquemática e meramente indicativa, as figuras abaixo
representam a distribuição de gás natural:

ETC: Estação Transferência de Custódia do Transportador ao Distribuidor.


ECP: Estação de Controle de Pressão.

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A Rede de Alta pressão é gerida pelo Operador da Rede de
Transporte (ORT) e consiste genericamente no gasoduto de transporte. A
rede de Média pressão é da propriedade dos Operadores de Rede de
Distribuição (ORD), e transporta essencialmente o gás desde a rede de Alta
pressão, ao longo dos diferentes concelhos até à periferia dos pólos
habitacionais ou industriais a abastecer. Em determinadas situações também
pode abastecer diretamente grandes clientes.
No final de toda esta sequência de infraestruturas, tem a rede de
baixa pressão - também designada de rede de distribuição secundária -
que se caracteriza por ser muito ramificada permitindo o abastecimento da
grande maioria dos clientes. Estas redes de distribuição e respetivos
ramais são da propriedade dos Operadores de Rede de Distribuição
(ORD). Em determinadas zonas da malha urbana da região que faz o uso do
gás, a pressão pode ter um valor mais baixo igualando a pressão de
utilização do gás natural ( Ex.: 20 mbar) em suas residencias.

 Classificação das redes de gás em função da pressão:


• Pressão > 20 bar – Rede de transporte. Gasoduto de 1º escalão.
Construída aço, com um diâmetro mínimo de 100 mm (4”). ------------------------
---ALTA PRESSÃO (AP)
• 4 bar < Pressão ≤ 20 bar – Rede primária (Rede de Distribuição). Gasoduto
de 2º escalão. Construída em aço. -------------------------------------MÉDIA
PRESSÃO (MP)
• 1,5 bar < Pressão ≤ 4 bar – Rede secundária. Rede de distribuição
Construída em aço ou polietileno --------------------------------------------------
BAIXA PRESSÃO (BP)
• Pressão ≤ 1,5 bar – Rede de utilização. Construída em aço, polietileno ou
cobre. -----------------------------------------------------------------------------BAIXA
PRESSÃO (BP)

NOTA (DEFINIÇÕES A TER EM CONTA EM REDES DE GÁS):

 Instalação de gás: entende-se como sendo as instalações receptoras


de gás naturalcanalizado.
 Pressão de projecto: é a pressão considerada na verificação das
velocidades. Este valor considerado será sempre inferior ao valor da
pressão máxima de serviço.
 Pressão de serviço: é a pressão relactiva a que será operada cada
uma das partes das instalações de gás em condições normais de
utilização. Normalmente será igual à pressão de projecto.
 Pressão máxima de serviço: é a máxima pressão relactiva da rede à
qual será ligada a instalação de gás.

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 Ramal: Termo genérico, para designar uma canalização que, partindo
darede geral, conduz o gás combustível até o medidor, ou local do
medidor.
 Ramal externo: Trecho de tubulação, desde o ponto de sua inserção
narede geral até o limite da propriedade.
 Ramal interior: conjunto de tubagens e acessórios compreendido
entre a válvula deseccionamento da concessionária, exclusive, e a
válvula de seccionamento à entrada do Postode Regulação e Medida,
inclusive. Ou seja, trecho da rede de distribuição interna,
compreendidoentre o limite da propriedade e o medidor ou local de
sua instalação.
 Ramificação primária: Trecho da rede de distribuição interna,
compreendido entre a válvula de fronteira, ou a projecção da
edificação, e omedidor individual (ou local a ele destinado).
 Ramificação secundária: Trecho da rede de distribuição interna,
compreendido entre o medidor individual (ou local a ele destinado) e
ospontos de utilização.
 Rede interior de distribuição: conjunto de tubagens e acessórios
compreendido entre aválvula de saída do PRM, inclusive, e a válvula
de entrada dos grupos de regulação ou na suaausência, a primeira
válvula a montantedo ponto de consumo, incluindo a mesma
emqualquer dos casos.
 Instalação receptora de gás natural (IRGN): constituída por um
posto de regulação emedida (PRM) e uma rede interior de distribuição,
com o propósito de abastecer uma unidadeindustrial.
 Grupos de regulação: conjunto de tubagens, acessórios e
equipamentos, compreendido entrea válvula de entrada dos grupos de
regulação, exclusive, e as válvulas de corte aos aparelhosde gás,
incluindo estas.
 Inspeção da instalação de aparelhos a gás combustível: Consiste
em avaliar o ambiente onde se encontram instalados aparelhos a gás
combustível com relação ao local, volume, aberturas para ventilação,
exaustão dos produtos da combustão individuais e coletivos, higiene
da combustão - vistoria.
 Inspeção da rede de distribuição interna: Consiste em avaliar as
condições de segurança e conformidade da rede de distribuição
interna, em suas partes comuns e individuais, o material utilizado na
tubulação e nas suas conexões, as interferências com outras
instalações prediais e sua estanqueidade, inclusive o abrigo de
medidor e/ou regulador - vistoria.

 PONTOS RELEVANTES DE ENTREGA E REDUÇÃO DE GÁS

O sistema de Gás Natural possui um conjunto de pontos de interface


designados pontos de entrega, que têm associados programações,
nomeações e atribuição de capacidades.Para além das redes de gás, fazem
também parte integrante das infraestruturas do SGN, as seguintes

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instalações técnicas autónomas, constituídas por equipamentos que
permitem a redução e regulação de pressão, assim como a contagem, a
telemetriae a transmissão de variáveis de monitorização:
GRMS (Gas Reduction and Measure Station / Estações de Redução e
Medição de Gás Natural) - As Estações de Redução e Medição de Gás
Natural são infraestruturas pertencentes à Rede de Transporte de Gás
Natural (RTGN), que asseguram a interligação física entre esta e a Rede de
Distribuição de Gás Natural (RDGN), constituindo pontos de entrega nos
quais se dá a transferência da gestão do gás e das respetivas infra-
estruturas.Asseguram a interface entre a rede de alta pressão e a rede de
média pressão dos ORD. Estes equipamentos efectuam a regulação,
redução e contagem do gás da alta para a média pressão.
PRM (Posto de Regulação e Medida) - Asseguram a regulação, a
redução, com ou sem contagem do gás, para destinos finais, nomeadamente
as redes secundárias ou os clientes abastecidos.
UAG (Unidades Autónomas de Gás) - são infraestruturas geridas
pelo Operador de Rede de Distribuição (ORD) e são abastecidas através de
caminhões cisternas apropriados. Constituem também pontos de interface
entre Rede de Transporte de Gás Natural (RTGN) e a Rede de Distribuição
de Gás Natural (RDGN), pontos de entrega nos quais se dá a transferência
da gestão do gás.A gestão das UAG's obedece a regras similares às
aplicadas às GRMS´s (Pontos de entrega da RTGN), havendo a necessidade
de realização de processos associados às programações, nomeações e
atribuição de capacidades, de forma a garantir a segurança e a continuidade
do abastecimento dos clientes com gás natural através da rede de
distribuição local.São instalações para o abastecimento autónomo de redes
de distribuição locais ou diretamente a clientes industriais quando não existe
infraestrutura de gás disponível e que são constituídas por equipamentos que
permitem:

• Descarga de Gás Natural Líquido (GNL)


• Armazenagem de GNL
• Gaseificação do GNL
• Redução e regulação do gás para a distribuição com dispositivos de
operação
• Monitorização automática, com transmissão remota de dados do processo
de funcionamento.

 INFRAESTRUTURAS GERIDAS PELOS OPERADORES DE REDE


DE DISTRIBUIÇÃO (ORD)

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Os ORDasseguram a distribuição de Gás Natural nas malhas urbanas e
industriais das respectivas áreas de concessão. Efectuam a construção,
gestão e manutenção das seguintes infraestruturas:

Rede Primária (Gasoduto de 2º Escalão) -Trata-se de um conjunto de


redes, construídas geralmente em aço, que genericamente garantem o
transporte de gás desde o gasoduto principal até às periferias das grandes
cidades e zonas industriais. Em certos casos, abastecem também
diretamente grandes clientes. O regime de pressão de funcionamento
máximo pode variar por exemplo entre 16 e 20 bar.
Posto de Regulação e Medida (PRM) -É um conjunto de
equipamentos que possibilitam o controlo dos regimes de pressão entre as
redes primárias e as redes secundárias e asseguram a monitorização do
sistema de distribuição de gás.
Rede Secundária (Distribuição) -É construída normalmente num
material termoplástico (polietileno), é instalada nos arruamentos e passeios
das zonas urbanas ou industriais para garantir a distribuição de gás natural.
O regime de pressão de funcionamento pode variar por exemplo entre 0.5 e 4
bar. Em determinadas zonas da malha urbana regional, o abastecimento de
gás é feito a pressões inferiores, na ordem dos 22 mbar, por exemplo. Neste
caso, a pressão de distribuição é igual à pressão de utilização do gás.
Ramal de Ligação (Domiciliário ou Industrial) -É um troço de rede
dedicado (também executado num material termoplástico / polietileno) que
faz a ligação desde a rede de distribuição instalada na via pública até à
válvula de corte geral do Cliente.
Unidades Autónomas de Gás (UAG) - Tal como já referido, são
sistemas de armazenamento (depósitos) que permitem abastecer redes de
distribuição ou grandes clientes (dedicados). São instaladas em zonas (do
país ou região) onde não existe rede de transporte de gás natural. O
abastecimento das UAG é efectuado por via rodoviária (camiões-cisterna
apropriados).
A gestão destas infraestruturas pelos ORDs garante que o gás esteje
disponibilizado ao cliente dentro dos pressupostos definidos pela entidade
reguladora e que é assegurado um serviço de emergência.

II.1 INSTALAÇÕES DE REDES DE GÁS NAS RESIDENCIAS OU


ESTABELECIMENTOS

Geralmente, a instalação de gás nos locais de consumo, é propriedade


dos seus clientes. Compete assim aos Clientes a construção destas redes
interiores de gás natural bem como prever a existência de todos os seus
equipamentos e acessórios, nomeadamente o Posto de Regulação e Medida
(PRM, nota que neste caso refere-se a aplicação do mesmo a uma rede
de instalação interna), à excepção do contador que será fornecido e de
propriedade do Operador de Rede de Distribuição (ORD). O PRM é parte
integrante da instalação de gás do Cliente, neste caso. É essencialmente

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constituído por um armário que alberga válvulas de seccionamento e de corte
geral, grupo de filtragem (quando aplicável) e equipamento de regulação e
contagem. O equipamento de contagem e tele-leitura (quando aplicável,) são
fornecidos e da propriedade do Operador de Rede de Distribuição.A
Localização deste equipamento deve, tanto quanto possível, ficar localizada
no limite de propriedade e na proximidade da entrada principal das
instalações do Cliente. É importante assegurar em articulação com o ORD a
melhor localização possível deste equipamento para efeitos de:
• Ligação futura do ramal de abastecimento;
• Acesso a intervenções de emergência;
• Realização do serviço de leituras;
• Manutenção, controlo e guarda do equipamento.

A instalação de Gás tem de ser projectada por um Projetista de redes


de gás e executada por uma empresa instaladora credenciada. Para além do
cumprimento da legislação aplicável o Projetista e a empresa instaladora
contratados pelo Cliente devem consultar o ORD de modo a
antecipadamente tomarem conhecimento dos requisitos técnicos e
processuais que terão de ser cumpridos para garantir a conformidade da rede
interior para gás natural.

O valor da pressão de abastecimento no ponto de ligação à instalação


do Cliente varia em função do tipo de rede de distribuição existente, exemplo:
• Rede em BP (Baixa pressão); Pmin. = 0,5 Bar; Pmax. = 4 bar
• Rede em MP (Média pressão); Pmin. = 4,0 Bar; Pmax. =20 Bar

O Operador de Rede de Distribuição (ORD) garantirá um valor mínimo


de pressão de serviço na válvula de corte geral do Cliente. Pontualmente em
determinadas zonas, as pressões mínimas de abastecimento podem ser
ligeiramente diferentes, pelo que, para efeitos de critério de projecto,
aconselhamos a consulta do ORD relactivamente a:
• Disponibilidade de rede de distribuição junto ao ponto de ligação;
• Tipo de rede de distribuição existente para efectuar a ligação (BP ou MP);
• Qual o valor mínimo de pressão garantido.

As pressões de serviço nas redes interiores do Cliente devem


respeitar os seguintes critérios de funcionamento (tendo em conta o
exemplo acima referido):
• 0,3 bar para as instalações ligadas à rede de distribuição de BP;
• 1,5 bar para as instalações ligadas às redes de distribuição de MP;

Qualquer outro tipo de pressão de utilização só pode ser usado com


prévio conhecimento e aprovação do ORD . Para o dimensionamento das
redes interiores e nos casos aplicáveis, o projectista terá de seguir o
estipulado na legislação e garantir em simultâneo que os critérios de pressão
e outros requisitos fornecidos pelo ORD são tidos em conta no projecto da
rede interior de gás. Para estes casos, e desde que garantida a previa
planificação, o ORD disponibiliza todo o acompanhamento necessário de
modo a garantir a melhor solução de ligação e abastecimento às redes de
utilização dos Clientes.

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As alterações que o cliente pretenda efectuar às instalações de gás
em serviço, devem ser dadas a conhecer previamente ao ORD, através de
projecto. A sua execução tem de ser realizada por empresas instaladoras
credenciadas. A validação da conformidade técnica a realizar no final dos
trabalhos têm de ser efectuada por entidade inspetora.
 Vista geral de um Posto de Regulação e Medida (PRM)

 Vista parcial de uma Rede Interior de Distribuição

II.2 INSTALAÇÕES E EQUIPAMENTOS A GÁS

As instalações de gás natural devem ser feitas de acordo com as normas de


segurança vigente na região e por técnicos e empresas capacitadas.Este
serviço, de acordo com a necessidade do cliente, pode contemplar:
• Tubo flexível de gás
• Tubos flexíveis de água
• Teste de funcionamento
• Teste de monóxido de carbono, chaminé e terminal t
• Fixação do equipamento

15
Dentro de casa, a presença de instalação e de equipamentos a gás
natural devem respeitar algumas normas:

Ventilação superior: as chaminés devem ter no mínimo 35cm de altura e no


máximo, 2 metros de comprimento. Ao final, deve ser instalado um terminal
em "T" no lado externo. O encaixe tem que ser perfeito e sem obstruções.
Ainda, é necessário que tenha uma janela ou basculante com área mínima de
ventilação de 600cm² - que deve sempre permanecer aberta.

Ventilação inferior: Nos ambientes onde estão instalados os equipamentos


a gás, a porta deve ter um corte inferior de pelo menos 3,5cm, ou ainda,
podem ser instaladas treliças ou venezianas com 200cm² de ventilação.

A instalação dos fogões deve usar tubo flexível metálico com registro de
esfera. O local deve ser ventilado e acessível.

Se o condomínio tem chaminés colectivos, a instalação deve ser a


seguinte:
• A construção tem que estar sob materiais incombustíveis, termoestáveis e
resistentes à corrosão, como, por exemplo, aço inoxidável (espessura
mínima de 0,5mm), blocos de concreto pré-moldados e alvenaria
resistente ao calor.
• Construídas com juntas estanques e acabadas uniformemente, sem
emendas.
• A seção da chaminé coletiva não pode ser menor que a da maior chaminé
individual ligada a ela.
• Na extremidade inferior da chaminé coletiva, deve existir uma abertura de
no mínimo 100cm² para possibilitar a limpeza da tubulação.
• São permitidas, de acordo com as normas de segurança, no máximo, duas
chaminés individuais por pavimento (distanciadas verticalmente, no
mínimo, de um valor igual ao do diâmetro da maior chaminé individual
do mesmo pavimento). As características da chaminé colectiva não
podem ser obstruídas ou modificadas. Já em prédios com exaustão ou
ventilação mecânica, devem ser observada as seguintes regras:
• A exaustão mecânica deve estar ligada 24 horas, sem interrupção;
• A entrada de ar onde estão os aparelhos deve ser vistoriada
periodicamente;
• A ventilação inferior deve ser permanente, com área mínima de 600².
• Os medidores devem ser instalados em local de fácil acesso, no próprio
prédio. Deve haver sempre um registro especial instalado na área
comum, para que haja um controle individual do fornecimento de gás a
cada empreendimento. Além disso, os medidores de cada unidade
docimicilar devem possuir plaqueta de identificação.
• A área de ventilação do PI (pavimento individual) deve ter no mínimo 1/10
(um décimo) da área da planta baixa do compartimento. O PI deve
assegurar a completa proteção do medidor contra choques, ação de
substâncias corrosivas, calor, chama, sol, chuva ou outros agentes
externos de efeitos nocivos. O piso do PI deve ser de cimento. No
interior das caixas ou cabines, não pode haver hidrômetro, nem
qualquer outro dispositivo capaz de produzir centelha, chama ou calor.

16
• A iluminação do local deverá ser composta por luminária antiexplosiva. O
interruptor deverá estar instalado do lado de fora da cabine. As caixas
de proteção e as cabines devem permanecer sempre limpas. O
acesso a elas, desimpedido para inspeção, medição ou substituição
dos medidores. Estes serviços são de responsabilidade da
Companhia, sendo o empreendimento responsável pela
disponibilidade do acesso irrestrito e em tempo integral, sem
necessidade de aviso prévio, por parte da Companhia.

NOTA: CONTINUAÇÃO NO FASCÍCULO ADICIONAL (7 INSTALAÇÕES


DE APARELHOS A GÁS)
II.5 ENSAIO, INSPEÇÕES E MANUTENÇÃOÀS INSTALAÇÕES DE GÁS

Com gás não se brinca, gás combustível é coisa séria. Portanto, é


muito importante nas edificações residenciais, comerciais e industriais que
utilizam redes canalizadas de gases combustíveis, realizar periodicamente
inspeções técnicas e a realização de testes de estanqueidade, a fim de
conferir a pressão das instalações, minimizando os riscos de explosões e
incêndios. Para as empresas que necessitem do AVCB – Auto de Vistoria do
Corpo de Bombeiros, também é necessária a realização destes Testes para
aprovaçãodos órgãos responsáveis.
Sempre que o cliente se aperceba de um mau funcionamento nas
instalações de gás ou nos aparelhos de queima deve solicitar de imediato a
intervenção de uma entidade credenciada para efetuar o diagnóstico e as
reparações necessárias.
Qualquer trabalho realizado pelas entidades instaladoras referente a
reparação, alteração ou ampliação à instalação de gás deve possuir um
termo de responsabilidade.
A boa execução dos trabalhos tem de ser posteriormente validada por
uma entidade inspetora, que executará os ensaios à instalação de gás e aos
equipamentos de queima e emitirá, no caso de aprovação do ensaio, um
certificado de inspeção.

II.5.1 INSPEÇÕES ÀS INSTALAÇÕES DE GÁS

As inspecções consistem na verificação das condições de toda a


instalação de gás (coluna, ramificações, contador, válvulas, tubagem,
redutores, tubos flexíveis e sistema de exaustão de fumos), assim como das
condições de funcionamento dos aparelhos a gás e medição de Monóxido de
Carbono (fogões, esquentadores, caldeiras, etc.), sem que decorram
quaisquer estragos nos edifícios, havendo apenas uma breve interrupção no
fornecimento do gás.
O corte de gás é efectuado da seguinte forma:
• Coluna Montante - Corte geral ao edifício durante sensivelmente uma hora.
• Fogo - Corte individual durante sensivelmente 30 minutos.
Como resultado das inspecções podem surgir dois tipos de anomalias:
• Os defeitos não críticos, que não obrigam a um corte do fornecimento de
gás e deverão ser reparados num período inferior a 90 dias.

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• Os defeitos críticos, que obrigam a um corte do fornecimento de gás e a
uma reparação imediata.
Caso exista alguma anomalia que obrigue a uma reparação, estas
deverão ser efectuadas por empresas credenciadas pela Direcção Geral da
Energia.

O cliente deve ainda ter em conta que há um conjunto de


inspeções previstas na legislação, competindo aos
proprietários/utentes a responsabilidade de as promover nas seguintes
situações:

1 - Inspeção Inicial
Inspeção realizada às instalações de gás no final da sua construção e antes
de serem abastecidas com gás natural.

2 - Inspeção extraordinária
Inspeção realizada sempre que ocorre uma das seguintes situações:
• Alterações no traçado, na secção ou na natureza da tubagem, nas partes
comuns ou no interior dos fogos;
• Fuga de gás combustível;
• Novo contrato de fornecimento de gás combustível (excepto mudança de
comercializador);
• Instalações que tenham sido convertidas para a utilização do gás natural;

3 - Inspeções periódicas
As inspeções periódicas verificam a condição na qual as redes foram
instaladas, o material que foi utilizado, o tempo da instalação e a última
manutenção. Em função do tipo de utilização, as instalações de gás em
serviço têm de ser inspecionadas periódica, por exemplo:
• 2 anos - para as instalações de gás afetas à indústria turística e de
restauração, a escolas, a hospitais e outros serviços de saúde, a
quartéis e a quaisquer estabelecimentos públicos ou particulares com
capacidade superior a 250 pessoas;
• 3 anos - para instalações industriais com consumos anuais superiores a
50.000 m3 de gás natural, ou equivalente noutro gás combustível;
• 5 anos - para instalações de gás executadas há mais de 20 anos e que não
tenham sido objecto de remodelação;

4- Outras Inspecções necessárias


Deve ser realizada uma inspecção à instalação de gás, sempre que ocorra
uma das seguintes situações:
a) alteração no traçado, na secção ou na natureza da tubagem, nas partes
comuns ou no interior dos fogos;

b) fuga de gás combustível;

c) novo contrato de fornecimento de gás combustível.

OBS:Decorrente da realização das inspeções, em caso de aprovação, o


Relatório de Inspecção será entregue ao cliente no final da inspecção. Caso
não sejam identificadas não conformidades, será emitido o Certificado de
Inspecção a entidade inspetora emitirá um certificado de inspeção, conforme

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previsto na legislação aplicável.Este documento, a receber pelo Cliente, será
uma garantia de que a sua instalação está em conformidade.As Entidades
Inspetoras são organismos acreditados pelos orgãos compotente da região
para fazer inspeções a instalações de gás. As inspeções das instalações de
gás têm de ser realizadas por entidades inspetoras, mediante solicitação dos
proprietários ou utentes.

 A Importância das Inspecções


Aparelhos mal afinados, fugas de gás e concentrações elevadas de
monóxido de carbono são alguns dos problemas detectados numa inspecção.
Estas situações nem sempre são facilmente detectáveis pelas pessoas que
habitam as suas casas.
Uma tubagem envelhecida com fissuras ou um esquentador/caldeira com
evacuação de gases deficiente, podem facilmente originar perigo de
explosão. A combustão de gás produz sempre monóxido de carbono (CO)
que, inalado em quantidades excessivas, pode provocar vómitos, vertigens,
intensas dores de cabeça e, no pior dos casos, a morte.
As inspecções não são mais que uma garantia de segurança e salvaguarda
de pessoas e bens de toda a comunidade.

 Mapa de Periocidade
Devem realizar-se inspecções extraordinárias a instalações de gás sempre
que:
• Sejam feitas alterações na instalação de gás;
• Existam fugas de gás;
• Seja feito novo contrato de fornecimento de gás;
• Exista conversão do gás butano ou propano para gás natural.
Devem realizar-se Inspecções Periódicas de: (nº 2, Art. 3º, Anexo II da
Portaria 362/2000, de 20 de Junho):
• Dois em dois anos - para as instalações afectas à industria turística e de
restauração, a escolas, a hospitais e outros serviços de saúde, a
quartéis e a quaisquer estabelecimentos públicos ou particulares com
capacidade superior a 250 pessoas.
• Três em três anos - para instalações industriais com consumos superiores
a 50.000m3 de gás natural, ou equivalente noutro gás combustível.
• Cinco em cinco anos - para instalações de gás efectuadas há mais de 20
anos e que não tenham sido objecto de remodelação.

 Papel das Entidade Inspectora


Realizar os ensaios previstos na lei com o objectivo de certificar que toda a
instalação se encontra em conformidade.
Na existência de não conformidades, a entidade informa o Cliente das
reparações a realizar e indica os períodos máximos para as reparações das
mesmas.
Após as reparações, os clientes informam a Entidade da sua conclusão para
se efectuar uma reinspecção de modo a confirmar a inexistência de não
conformidades.
A Entidade inspectora não pode, em situação alguma, actuar como entidade
distribuidora, reparadora ou instaladora.

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 Papel das Entidades Distribuidoras / Reparadoras / Instaladoras
As entidades, distribuidora, reparadora ou instaladora, executam as
reparações necessárias, devendo também estar credenciadas pela Direcção
Geral da Energia.Estas entidades não podem, em situação alguma, actuar
como entidade inspectora de redes, ramais e instalações de gás.

II.5.2 ENSAIO ÀS INSTALAÇÕES DE GÁS

 Ensaio Visual
É uma das mais antigas atividades nos setores industriais, e o primeiro END
aplicado a qualquer tipo de peça ou componente, estando associado a outros
ensaios de materiais.

 Líquido Penetrante
END que usa líquidos penetrantes em peças para identificar
descontinuidades abertas à superfície de materiais sólidos e não porosos e,
depois de tratamento apropriado, indica a presença de descontinuidades.

 Partículas Magnéticas
O método é baseado no princípio de que as linhas do campo magnético,
quando presentes em um material magnético, serão distorcidos por uma
mudança na continuidade de material, tais como a presença de uma
descontinuidade.

 Medição de Espessura por Ultrassom


O ensaio de medição de espessura por ultrassom se caracteriza como um
método não destrutivo que tem por objetivo a detecção da perda de
espessura decorrente de um processo corrosivo ou abrasivo nos mais
variados tipos e formas de materiais ferrosos e não ferrosos.

 Ultrassom Convencional
O som é a propagação de energia mecânica (vibrações) através de meios
elásticos (sólidos, líquidos e gases), com transporte de energia, mas não de
massa. A facilidade com a qual o som se propaga, depende, sobretudo, da
natureza detalhada do material (densidade, elasticidade e o grau de
homogeneidade) e da frequência do som. Em frequências ultrassônicas
(acima de 20.000Hz) o som se propaga bem através da maioria dos sólidos
elásticos e líquidos, em particular aqueles com baixa viscosidade.

 Controle Dimensional
A fabricação de equipamentos cada vez mais complexos, com inúmeros
componentes, exige que as medições sejam também cada vez mais precisas.
Portanto, o controle dimensional aplicado ao objeto de projeto, ao longo de
suas etapas de fabricação, é um processo fundamental para garantir a
fidelidade das medidas e dimensões dos equipamentos, bem como dos
materiais, seus componentes e suas devidas localizações.

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 Teste por Pontos
Este método é considerado em ensaio não destrutivo desenvolvido para
classificar (ou diferenciação) dos materiais através de análise de suas
propriedades magnéticas e da reação apresentada ao ataque de
determinadas soluções químicas. Para o teste são empregados padrões
metálicos de material conhecido para efetuar a comparação.

 Exemplos de Testes de Estanqueidade:


Um exemplo clássico é o pneu do carro. Se houver algum furo no mesmo, o
ar contido nele irá escapar e o pneu murcha, perdendo a sua funcionalidade.
As indústrias fabricantes de produtos manufaturados, como autopeças,
eletrodomésticos, metais sanitários, componentes eletrônicos, entre outras,
efetuam o teste de estanqueidade em seus produtos com o fim de assegurar
a qualidade aos seus clientes. Para isto, utilizam-se de recursos como teste
de imersão (famoso teste do borracheiro), onde injeta-se o ar dentro da peça
em teste, imersa em algum líquido, e verifica-se o surgimento (ou não) de
bolhas de ar que venham a vazar da peça.

 Importância do Teste de Estanque Periodicamente


Embora não exatamente na origem, outra forma menos generativa e sim
quantitativa é medir a queda de pressão dentro da peça: injetando ar e
medindo através de transdutores de pressão eletrônicos ou mecânicos a
variação (queda) da pressão após confinar o ar dentro da peça. Quando
utilizam-se sensores eletrônicos, pode-se utilizar o método de “Queda de
pressão” (Pressure Decay) e e o método “Diferencial”, sendo o primeiro mais
barato porém menos preciso.
Métodos mais avançados consistem em medir a vazão direta do ar (ou outro
gás), de forma a dimensionar precisamente o furo, trinca ou porosidade que a
peça possui. Estes métodos utilizam medidores de vazão mássica ou
volumétrica.
Com exceção do teste de imersão na água ou espuma de sabão, os métodos
eletrônicos conhecidos apenas detectam se está ocorrendo ou não algum
vazamento, não identificando a origem porém eventualmente e dependendo
do aparelho, o tipo de gás misturado no ambiente.
Alguns exemplos destes dispositivos (cheiradores) são os detectores de
Hélio, GLP, gás refrigerante (R-410A, R-2, R-12, R-22, R134A) entre outros.
Os sistemas que operam com gás GLP (Gas Liquefeito de Petróleo) e GN
(Gás Natural deve passar por TESTES DE PRESSÃO para verificação de
vazamentos na época de sua instalação e posteriormente nos períodos de
manutenção que são definidos por um profissional habilitado e/ou órgãos
competentes (Corpo de Bombeiros).
As inspeções periódicas verificam a condição na qual as redes foram
instaladas, o material que foi utilizado, o tempo da instalação e a última
manutenção.

 Quem pode realizar os Testes de Estanqueidade?


Os Testes de Estanqueidade devem ser realizados somente por empresas
especializadas e de comprovada experiência, que possuam em seu quadro
de colaboradores, profissionais habilitados, qualificados tecnicamente e

21
devidamente treinados nas normas de segurança e boas práticas de
engenharia, a empresa e seu profissional responsável técnico deve possuir
registro ou visto ativo no CREA de sua jurisdição e estar em dia com sua
anuidade. Conforme determina a Lei 5.194/1966 – “Art. 63 – Os profissionais
e pessoas jurídicas registradas de conformidade com o que preceitua a
presente lei são obrigados ao pagamento de uma anuidade ao Conselho
Regional cuja jurisdição pertencerem”. A empresa deve possuir Cadastro
Nacional de Pessoa Jurídica – CNPJ, cujo Objeto Social e CNAE – Código
Nacional de Atividade Econômica, seja compatível com a actividade de
Testes de Pressão, Análises Técnicas e Inspeções. Sempre exigir a
emissão da ART – Anotação de Responsabilidade Técnica, antes do início
dos trabalhos ( é um instrumento legal, necessário à fiscalização das
actividades técnico-profissionais, nos diversos empreendimentos sociais).

 Objectivo do Teste de Estanqueidade


Os testes têm como objectivo detectar as condições de estanqueidade das
redes de G LP e GN.

 Teste de Estanqueidade de Rede Canalizada para gases


combustíveis?
Este é definido como o conjunto de actividades / processo que assegura que
os sistemas e componentes de uma instalação para gases são projetados,
instalados; testados, operados e mantidos de acordo com as necessidades e
requisitos técnicos operacionais, ele pode ser aplicado tanto a novas
instalações quanto a instalações e sistemas existentes que passaram ou não
por processos de manutenções ou reformas, ampliações de pontos de
consumo; de novas instalações, alterações ou ajustes.

 Existem Normas referenciadas para Testes de Estanqueidade?


No âmbito das Normas de redes internas de gases combustíveis, a
realização dos Testes de Estanqueidade se ocupa em definir requisitos e
critérios para realização da inspeção da rede, particularmente quanto à sua
estanqueidade; bem como para a admissão do gás combustível. Esses
procedimentos são tratados através de cinco tópicos distintos, a saber:
 Ensaio de estanqueidade.
 Comissionamento;
 De-comissionamento;
 Purga do ar com injeção de gás inerte;
 Admissão de gás combustível na rede.

 Qual a validade do Teste de Estanqueidade?


Este teste deve ser realizado periodicamente a cada 12 meses.“Teste de
Estanqueidade exigido pelo Corpo de Bombeiros é fundamental para a sua
segurança.”

 Vantagens de se fazer o Teste de Estanqueidade:


• Atendimento a requisitos legais;
• Obtenção de relatório de inspeção e conformidade técnica;
• Laudo de estanqueidade;
• Anotação de responsabilidade técnica (ART);

22
• Comprovação da estanqueidade do sistema de gases combustíveis;
• Prevenção de vazamento de gases combustíveis;
• Minimizar riscos de incêndio e explosões;
• Ferramenta de comprovação de conformidade em auditorias ambientais
internas e externas (ISO 14001) e de saúde e segurança ocupacional
(OHSAS 18001);
• AVCB, licenças e alvarás de funcionamentos;
• Redução de custo nas apólices de seguro;
• Evidência técnica e legal de que a empresa está comprometida com a
segurança, qualidade e meio ambiente.

OBS.: Deve-se se ter certo cuidados ao Contratar uma Empresa para


Realização de Teste de Estanqueidade, como por exemplo:

• Conheça a empresa pessoalmente antes de contratá-la;


• Peça à empresa as Certidões dos Distribuidores de Processos Cíveis,
Criminais e Trabalhistas, tanto da pessoa jurídica como dos sócios ou
proprietários das empresas de prestação de serviços;
• Dê preferência a empresas que têm sede própria e que estejam no
mercado a pelo menos cinco anos;
• Dependendo da periculosidade do serviço, é aconselhável fazer um seguro
contra acidentes ou de vida dos funcionários ou um Seguro de
responsabilidade Civil;

 Procedimentos Preliminares para Realização do Teste de


Estanqueidade:

Antes de se iniciar o teste de pressão de qualquer sistema de tubulação,


deve ser realizado um exame visual de todas as linhas que compõem o
sistema, observando-se, no mínimo, os seguintes pontos:
• Conformidade com o projeto;
• Acabamento externo quanto a respingos de soldas provisórias, escorias de
eletrodos e outros defeitos;
• Os locais de ancoragem e guias, das linhas de aquecimentosoldadas à
linha principal;
• As soldas dos suportes, para verificar a ausência de defeitos na linha
principal;
• O sistema de tubulação deve ser inspecionado quanto à execução da
limpeza;
• Deve ser verificado se todas as juntas de vedação provisórias foram
substituídas pelas definitivas especificadas pelo projeto.

 Preliminares do Teste de Pressão

Antes de se iniciar o teste de pressão de qualquer sistema de tubulação,


deve ser realizado um exame visual de todas as linhas que compõem o
sistema, observando-se, no mínimo, os seguintes pontos:
• Antes da execução dos testes devem ser adotadas as necessárias
medidas de segurança, principalmente naqueles lugares em que por

23
sua localização, represente em caso de falha, perigo para o pessoal
ou para as instalações adjacentes;
• Antes do teste devem ser removidos os seguintes equipamentos e
acessórios: purgadores, separadores de linha, instrumentos,
controladores pneumáticos, e todos os dispositivos que causem
restrição ao fluxo. Os discos de ruptura, válvulas de segurança, e de
alivio devem ser isoladas do sistema. Todas as partes retiradas devem
ser substituídas por peças provisórias onde necessárias;
• Nos limites de teste, o fluido de teste deve ser bloqueado através de flange
cego, raquete, tampão, chapa de bloqueio ou bujão;
• As ligações existentes nos limites do sistema, bem como aquelas situadas
na entrada de equipamentos, devem ser verificadas durante a pré-
operação;
• Todas as válvulas devem estar sujeitas ao teste de pressão, inclusive a de
bloqueio situadas nos limites do sistema, devem ser raquetadas no
flange a jusante dos itens;
• No teste de pressão é verificada a ligação da válvula com a linha, o corpo e
o engaxetamento. Válvulas de controle não devem estar incluídas no
sistema de teste de pressão;
• As válvulas de retenção devem ser pressurizadas no sentido da abertura;
se isto não for possível, deve-se travar a parte móvel na posição
aberta; Todas as outras válvulas devem ser mantidas na posição
aberta;
• Todas as partes estruturais (suporte, pendurais, guias, batentes e ancoras)
devem ser ligadas ao sistema de tubulação antes do teste de pressão;
• Deve-se fazer uma inspeção de todo o sistema de suportes das tubulações
para se avaliar previamente o seu comportamento quando da
aplicação do fluido de teste, por ser freqüentemente mais pesado que
o fluido circulante;
• Devem ser instalados, no mínimo, 02 manômetros sendo um no ponto mais
alto, e o outro no ponto de menor elevação do sistema;
• Devem ser usados manômetros adequados à pressão de teste de tal forma
que a leitura esteja entre 1/3 e 2/3 da escala que as divisões sejam no
máximo de 5% da pressão de teste, com mostrador de diâmetro
mínimo igual a 75 mm. Os manômetros devem estar em perfeitas
condições, testados e aferidos a cada 03 meses;
• Em tubulações novas todas as juntas devem ser deixadas expostas, sem
isolamento, revestimento ou pintura, para exame durante o teste.

II.5.3MANUTENÇÃO E ASSISTÊNCIA TÉCNICA

Sempre que é necessário proceder à assistência técnica, reparação ou


alteração da instalação de gás, o Cliente deve recorrer a uma Entidade
Instaladora para executar os trabalhos. No final, o trabalhos têm de ser
inspecionados por uma Entidade Inspetora.
É da responsabilidade do Cliente:
• Manter em bom estado de conservação e funcionamento a instalação de
gás e aparelhos;
• Promover inspeções às instalações de gás nos prazos previstos por lei.
• Possuir um certificado de inspeção válido relativamente à instalação de

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gás.
• Ser fiel depositário do contador instalado no seu local de consumo.

 Anomalias - Defeitos críticos e não críticos


São considerados defeitos críticos e não críticos, um conjunto de
anomalias nas instalações de gás, que necessitam de serem corrigidos, sob
pena de se ter de proceder à interrupção do fornecimento de gás por
questões de segurança.
Se na inspecção de uma instalação forem detectadas anomalias que
colidam com a legislação vigente à data da execução da instalação de gás,
será a entidade inspeccionada notificada das correcções a introduzir, não
sendo emitido o respectivo certificado de inspecção até que as mesmas
sejam executadas e verificadas.
No caso das anomalias serem caraterizadas como defeitos críticos, a
entidade inspectora deve notificar o promotor da inspecção para que a sua
eliminação seja imediata, bem como comunicar à entidade distribuidora para
cessar o fornecimento de gás enquanto as mesmas não forem solucionadas.
Se as anomalias forem caracterizadas como defeitos não críticos, a
entidade inspectora deve notificar o promotor da inspecção para, dentro do
prazo máximo estabelecido na legislação aplicável (três meses), proceder à
sua correcção, após a qual deve realizar nova inspecção.
As intervenções de correcção das anomalias devem ser realizadas,
em todos os casos, por uma entidade instaladora.
Para a realização de inspeções no âmbito da abertura ou manutenção
do fornecimento de gás, o Cliente deve ter em atenção que:
• O local tem de possuir água e luz;
• Os aparelhos de gás têm de estar ligados à instalação;
• Os sistemas de exaustão e ventilação devem estar aptos a serem testados;
• No caso de dispor de uma instalação de aquecimento central, é
recomendável que esta esteja em condições de funcionar, de forma a
ser possível inspecionar a caldeira no modo de aquecimento de
ambiente

II.6CONVERSÃO DE EQUIPAMENTOS (APARELHOS)


Este serviço consiste em converter o equipamento GLP para gás
natural e vice-versa. A conversão para outro tipo de gás só deve ser
realizada por um serviço autorizado.
A transformação dos aparelhos que funcionam de GLP para gás
natural proporciona maior comodidade, tranquilidade e abastecimento
contínuo para a sua residência. O processo inclui troca de injetores, registro e
regulagem do aparelho, teste de funcionamento correcto do aparelho, teste
de monóxido de carbono com emissão de laudo que atesta a higiene da
combustão do referido equipamento, podendo haver necessidade de
adicionar mais peças para completer a conversão.

II.7 AVARIAS NOS DISPOSITIVOS E APARELHOS A GÁS

Os dispositivos e aparelhos a gás pondem apresentar problemas de


avaria, má funcionalidade e até mesmo envelhecimento. As peças
defeituosas ou avariadas podem ser consertadas ou substituid ́ as para

25
solução do problema apresentado pelo aparelho ou dispositivo.
Podemos citar alguns exemplos que podem indicar casos de avaria
dos aparelhos a gás:O aquecedor não acende a chama, acendimento do
queimador lento e difić il, água aquece pouco, água aquece pouco, chama
muito baixa, o queimador apaga-se durante a utilização do aparelho, água
com vazão reduzida, fumaça branca saindo do exaustor (chaminé), reduzindo
a vazão, a água não esquenta, durante o uso ligando e desligando o aparelho
várias vezes, a temperatura se altera por alguns instantes, quando a
temperatura da água fria é muito baixa não sai água quente, quando a
temperatura da água na rede é alta não sai água morna, mesmo fechando a
água, a ventoinha do aparelho não para, não sai água quente, a lâmpada de
acionamento não acende e o fogo apaga durante o uso.

Ex: Aquecedor de água com avaria

PROBLEMA CAUSA POSSÍVEL


a água não aquece – gás desligado ou chama-piloto apagada – conduta de gás suja ou
entupida – termopar danificado – válvula magnética danificada
a água não aquece – temperatura regulada para valores demasiado baixos – excesso
o suficiente de calcário
chama-piloto – sujidade
vermelha em vez
de azul
chama-piloto – fuga de monóxido de carbono
amarela em vez de
azul

QUE FAZER?
– ligar o gás ou acender o esquentador – recorrer a um técnico – recorrer a um técnico – substituir a válvula
– adaptar a temperatura – recorrer a um técnico para fazer a descalcificação
– recorrer a um técnico para fazer a limpeza
– desligar e abrir a janela: recorrer a um técnico

OBS: A Solução acima referida encontra-se n a ficha tecnica de utilização.


Em caso da informação da ficha não for suficiente para a solução do
problema ou se o cliente não ter capacidade para tal, deve conctar a entidade
compotente.

26