PORTUGUÊS
Tema: Interpretação de Textos
*******************Coesão = gramática
*******************Coerência = escrita lógica do texto
*******************DICA:
A questão pede "conclui-se", “depreende-se” = interpretação do que está entre linhas,
subtendido.
Quando pedir "de acordo com o texto" = ai sim deve está explícito no texto.
- Como interpretar textos?
IDENTIFIQUE O TEMA PRINCIPAL.
IDENTIFIQUE O OBJETIVO PRINCIPAL.
IDENTIFIQUE AS INFOMAÇÕES EXPLÍCITAS E IMPLÍCITAS.
CONVERTA A LINGUAGEM CONOTATIVA (figurativa – textos literários) EM
DENOTATIVA (literal, Dicionário – textos jornalísticos).
IDENTIFIQUE OS RECURSOS E AS ESTRATÉGIAS EMPREGADOS. Ex: uso de
figuras de linguagem (metáforas)
TENTE PARAFRASEARO TEXTO DE FORMA RESUMIDA.
CUIDADO C/ DISTRATORES (pequenos itens que tornam a alternativa incorreta).
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Tema: Tipos de Gêneros Textuais
1. TEXTO NARRATIVO
Objetivo principal: CONTAR UMA HISTÓRIA, RELATAR UM FATO.
Característica: SUCESSÃO DE FATOS;
Elementos: TEMPO, AMBIENTE, NARRADOR, ENREDO e PERSONAGENS.
2. TEXTO DESCRITIVO
Objetivo principal: CARACTERIZA UM SER, SENTIMENTO, AMBIENTE, ROTINA.
Descrição Objetiva
- Busca maior proximidade com a realidade, deixando de lado as impressões do
observador.
- Preocupa-se com a exatidão dos detalhes.
Descrição Subjetiva
- O observador transmite para a descrição a sua emoção em relação ao objeto.
- Prioridade é transmitir a impressão que o objeto causa ao observador.
3. TEXTO DISSERTATIVO - EXPOSITIVO
Objetivo principal: EXPLICAR UM ASSUNTO, FALAR SOBRE UM TEMA,
apresentando fatos, dados, informações.
4. TEXTO DISSERTATIVO - ARGUMENTATIVO
Objetivo principal: POSICIONAMENTO + DEFENDER PONTO DE VISTA.
Ex: Emprego do “talvez”
5. TEXTO INJUNTIVO
Objetivo principal de um texto predominantemente INJUNTIVO: é EMITIR UM
COMANDO. Pode ser INSTRUCIONAL, quando o comando tem por objetivo
INSTRUIR, ORIENTAR. Pode ser PRESCRITIVO, quando o comando é
acompanhado de uma AMEAÇA ou COAÇÃO.
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Tema: Coesão Textual
1. Conceito
COESÃO se refere ao modo como as palavras, frases, parágrafos e ideias, de um texto, estão
conectados. Relaciona-se à sintaxe e semântica (sentido). Pode ser: por REITERAÇÃO
(COESÃO REFERENCIAL) e por CONEXÃO (COESÃO SEQUENCIAL).
2. Coesão por Reiteração (Coesão Referencial)
É a relação pela qual os elementos do texto vão de algum modo sendo retomados, o que
assegura continuidade ao texto. Pode ser por: repetição ou substituição.
2.1 - Repetição
a) Repetição propriamente dita = devemos empregá-la somente quando não há alternativas
de substituição ou quando a sua utilização implica um ganho de expressividade não atingido
por outro recurso coesivo.
Ex: O capitalismo, para muitos artistas, funciona assim: o Estado paga tudo. Paga a produção
do filme, paga a construção da sala, paga a distribuição da cópia, paga o bilhete do
espectador.
A repetição da forma verbal “paga” visa a dar destaque e expressividade ao texto.
b) Paráfrase = voltar a dizer o que já foi dito, porém com outras palavras. Expressões
comuns: em outras palavras, em outros termos, isto é, ou seja, quer dizer, em suma, em
síntese, etc.
c) Paralelismo = orações coordenadas entre si devem apresentar a mesma estrutura
gramatical e semelhantes valores semânticos.
Incorreto: A mãe pediu para a menina ir ao supermercado e que, na volta, passasse na
farmácia.
Correto: A mãe pediu para a menina ir ao supermercado e, na volta, passar na farmácia.
Correto: A mãe pediu para a menina que fosse ao supermercado e (que), na volta,
passasse na farmácia.
Ex2: No discurso de posse, mostrou determinação, não ser inseguro, inteligência e ter
ambição.
Correção: No discurso de posse, mostrou determinação, segurança, inteligência e
ambição.
Correção: No discurso de posse, mostrou ser determinado e seguro, ter inteligência e
ambição.
- A quebra de paralelismo também ocorre no âmbito semântico para dar ênfase. Podendo ser
usada como recurso literário ou publicitário.
Ex1: Marcela durante quinze dias e onze contos de reis. (Machado de Assis)
“Quinze dias” e “onze contos de réis” não estão na mesma esfera semântica. Um indica tempo,
período; o outro, valor, preço. Essa quebra de paralelismo enfatiza uma ironia (Marcela não me
amou de fato. Somente esteve comigo por dinheiro).
Ex2: Fiz duas operações: uma em São Paulo e outra no ouvido. (Anuncio publicitário)
“Em São Paulo” e “no ouvido” não estão na mesma esfera semântica. Um indica lugar; o outro,
lugar, mas se referindo a uma parte do corpo humano. Gera um efeito de humor ao anúncio.
2.2 – Coesão por Substituição
a) Substituição Gramatical: substituir palavras anteriormente citadas ou ainda a ser citadas
por pronomes ou advérbios.
Ex: Muita e muita gente já a desejou.
a.1) Retomada por Pronomes
a.2) Retomada por Advérbios
- Conceitos Importantes
ANAFÓRICOS são termos (geralmente pronomes ou advérbios) que retomam
elementos já citados em um texto.
Ex: André e Paulo são excelentes amigos. Este (= Paulo) adora futebol; já aquele (=
André) e um fanático praticante de basquete.
Os pronomes “este” e “aquele” retomam Paulo e André e são, portanto, anafóricos.
CATAFÓRICOS: referem-se a elementos que ainda serão citados no texto.
Ex: Qualquer que tivesse sido o seu trabalho anterior, ele o abandonara, mudara de
profissão, e passara pesadamente a ensinar no curso primário: era tudo o que
sabíamos dele. O professor era gordo, grande e silencioso, de ombros contraídos.
Dêiticos = fazem menção a elementos fora dos limites físicos do texto. Geralmente
situam lugar e tempo ou pessoas do discurso, que não podem ser visualizadas no
texto, pois não foram nele citados. No entanto, é possível identificar o referente se
conhecermos o contexto em que se insere a informação. Ex: Os Beatles fizeram
muito sucesso entre os jovens daquela época (sabemos a época).
b) Substituição Lexical: ligação entre 2 ou + segmentos textuais. Implica no uso de uma
palavra no lugar de outra que lhe seja textualmente equivalente.
b.1) Retomada por Sinônimos
b.2) Retomada por Hiperônimos = palavras gerais, nomes genéricos, que englobam um
conjunto de seres e coisas, os chamados hipônimos.
Ex: gato e animal = temos que gato é hipônimo e animal, hiperônimo.
c) Elipse = omissão de um termo na frase (sujeito, verbo, complemento, etc.), identificado pelo
contexto. Se o termo já foi citado anteriormente, temos um caso particular de elipse: a zeugma.
Ex: Um banco tem que ser completo para ajudar sua vida a também ser (completa)
3. Coesão por Conexão (Sequencial)
É o uso de conectores (preposições, conjunções, pronomes relativos, advérbios, etc.) na
ligação das diferentes porções de texto.
Ex: Relação de Causalidade, Condicionalidade, Comparatividade, Alternância (exclusiva ou
inclusiva com o uso do OU), Complementação (que, se, como), Delimitação ou Restrição, etc.
3.1 – Emprego de Vocativos
4. Coerência (lógica)
Implica compatibilidade entre todos os significados inscritos no texto e, por consequência,
ausência de contradição entre eles. 2 tipos de incoerência: a externa e a interna.
4.1 - Incoerência Externa
Há incompatibilidade entre os significados inscritos no texto e os dados de realidade; entre o
que diz o texto e o nosso conhecimento de mundo.
Ex: O Brasil é um país completamente imune a qualquer onda de violência.
A solução para o conflito árabe-israelense é simples, basta que haja vontade dos dois lados em
ceder aquilo que foi tomado do outro.
4.2 - Incoerência Interna
Há incompatibilidade entre os significados inscritos no texto, ou seja, presença de contradição.
Ex: Como a gente já esperava, fomos surpreendidos pelo ataque do Guarani.
COMENTÁRIOS: Ora, se já era esperado, como pode ter sido uma surpresa?
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Tema: Regência Verbal
- O verbo rege (manda) preposição para complementá-lo.
- Verbo pronominal: é o que vem acompanhado com pronome oblíquos átonos (me, te, o, a,
se, lhe, nos, vos, os, as, se e lhe)
- Termo regente: é o que comanda (o verbo).
- Termo regido: é o subordinado ao regente, exerce função de complemento verbal ou
nominal, adjunto adnominal, adjunto adverbial ou agente da passiva.
Verbo Uso
Agradar VTD – fazer carinho
Ex.: Ela agradou o cachorro na cabeça.
VTI + Prep. “A”– satisfazer
Ex.: O trabalho agradou ao diretor.
Agradecer, Pagar, Perdoar VTD – OD é uma coisa
Ex.: Agradeci sua ajuda. (= Agradeci-a)
VTI – OI é uma pessoa
Ex.: Eles agradeceram ao pai. (= Eles lhe
agradeceram).
VTDI
Ex.: Agradeci ao apresentador o apoio.
Aspirar VTD – inalar, tragar
Ex.: Marta aspirava o perfume das rosas.
VTI – desejar
Ex.: Eu aspiro ao cargo de PRF.
Assistir VTD – socorrer, ajudar
Ex.: O enfermeiro assiste o paciente.
VTI – ver; pertencer
Ex.: Assisti ao jogo./É um direito que assiste
ao trabalhador.
VI (prep. “em”) - morar
Atender VTD ou VTI
Ex: Atendo algo ou a algo.
Ceder VTI + a
Ex: Cede a algo/Cede a alguém.
Chamar VTD – convocar
VTD ou VTI + prep. “por” – invocar
Ex.: Chamei (por) você.
VTDI + de – apelidar, qualificar,
denominar
OBS!!! Denominar é VTD = é
possível trocar chamar por
denominar, mas prejudica a
correção gramatical por não haver
“de” com
este.**************************
Custar* VI – valer um preço
Ex.: O terno custou 10 mil reais.
Dar (“total flex”) VTDI
Ex: Ele deu algo a alguém.
Deparar VTD ou VTDI + com
Ex: Deparei com um gigantesco problema.
Deparei um gigantesco problema.
Deparei-me com um gigantesco problema.
Esquecer e Lembrar VTD
Ex.: Esqueci o nome dela.
VTI + “de” (pronominais) + a
Ex.: Esqueci-me do nome dela.
Esqueceu a você o nome dele
(o sujeito é a coisa lembrada ou esquecida)
Haver VTD: existir, ocorrer, acontecer
VTI + “de”: obter, conseguir
Ex.: Houve uma infinidade de recursos.
Ir, Chegar, Dirigir-se e Voltar* VI + AA c/ “a”
Ex.: Irei a sua casa.
Informar, Prevenir, Avisar e VTDI
Certificar-“Pica” Ex.: Informo-o de que isto não é bom.
Informo-lhe que isto não é bom.
Implicar VTD – acarretar
Ex.: Liberdade implica responsabilidade.
VTI + “com” – rixa
Ex.: Ele implicou com o amigo.
VTDI + “em”: comprometer/envolver
Ex.: Negócios ilícitos o implicaram em
crimes.
Obedecer e Desobedecer VTI
Ex.: Obedeça a seus pais.
Preferir VTDI
Ex.: Prefiro doces a salgados.
Proceder* VI – ter cabimento; originar-se + AA
c/ “de”
Ex.: Seus argumentos não procedem.
O material apreendido procede da China.
VTI – executar, iniciar, realizar
Ex.: O relator procedeu à leitura dos autos.
Querer VTD – desejar
Ex.: Quero o apoio de todos.
VTI – gostar
Ex.: Quero-lhe muito, amiga.
A mãe queria demais ao filho.
Visar VTD – apontar; dar visto
Ex.: A professora não quis visar meu
caderno.
O caçador visou o alvo.
VTI – objetivar
Tema: Regência Nominal
Admiração a, por
Aversão a, para, por
Atentado a, contra
Bacharel em
Capacidade de, para
Devoção a, para, com, por
Dúvida acerca de, em, sobre
Horror a
Impaciência com
Medo de
Obediência a
Ojeriza a, por
Proeminência sobre
Respeito a, com, para com, por
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Tema: Relações de Coordenação e Subordinação
1. Oração Subordinada
A oração principal é o “patrão” que precisa da oração subordinada para ter sentido completo
(falta algum elemento da sintaxe: sujeito, OD, OI, CN, aa, AA).
Ex: O centroavante avisou à Diretoria que não renovaria o contrato ao final da
temporada.
Que não renovaria... = exerce função sintática de OD.
A oração subordinada pode ser: substantiva, adjetiva ou adverbial.
a) Oração Subordinada Substantiva
Exerce funções sintáticas típicas de substantivos: sujeito, OD, OI, predicativo, CN e aposto.
Para descobrir a O. S. Substantiva, basta substituir por “ISTO”.
- As questões perguntam: análise sintática e a classificação completa da O. S.
Substantiva
(i) Se exerce a função de sujeito = ela se chama SUBJETIVA;
(ii) de objeto direto = OBJETIVA DIRETA;
(iii) de objeto indireto = OBJETIVA INDIRETA;
(iv) de predicativo = PREDICATIVA;
(v) de complemento nominal = COMPLETIVA NOMINAL;
(vi) de aposto = ela se chama APOSITIVA.
Ex: É muito importante que vocês estudem análise sintática.
- É muito importante ISTO.
- ISTO ou “que vocês estudem...” = exerce função sintática de SUJEITO.
- Classificação: O. S. S. Subjetiva
a.1) O. S. S. Subjetiva
PADRÃO 1: Verbo de Ligação + Predicativo + Oração Subordinada Substantiva Subjetiva
Ex: Está quase certo que o time recusará a oferta pelo atacante.
PADRÃO 2: Voz Passiva Analítica/Sintética + Oração Subordinada Substantiva Subjetiva
Ex: Foi decidido que o jogo de volta seria realizado com portões fechados.
Foi decidido (VP Analítica) ISTO.
Ex2: Constatou-se que houve falhas graves na operação do equipamento.
Constatou-se (VP Sintética) ISTO.
PADRÃO 3: Parecer ou Constar ou Convir ou Urgir ... + O. S. Substantiva Subjetiva
Ex: Interessa a todos que a criminalidade seja contida.
a.2) O. S. S. Objetiva Indireta = DISTO
É normal a elipse (omissão) da preposição.
Ex: Eu preciso (de) que você esteja aqui amanhã.
Ex2: Não me convenci (de) que a proposta do Governo seria aceita pela sociedade.
a.3) O. S. S. Predicativa
Na oração principal aparecerá o verbo de ligação SER ou PARECER.
Ex: Meu receio era que ele cedesse às pressões.
É muito comum a oração predicativa ser introduzida pela preposição expletiva “DE”.
Ex: Minha impressão era (de) que ele não aceitaria o convite do Governo.
OBS!!! Não confundir a oração Subjetiva com a Predicativa.
I - É crucial que ele tome a decisão. = É crucial ISTO
Sujeito = ISTO; VL = É; Predicativo = crucial.
Logo, a oração “que ele tome a decisão” é substantiva subjetiva.
II - Os alunos parecem que não vão aderir ao protesto. = Os alunos parecem ISTO.
Sujeito = Os alunos; VL = parecem; Predicativo = ISTO.
Logo, a oração “que não vão aderir ao protesto” é substantiva predicativa.
a.4) O. S. S Completiva Nominal = DISTO
Ex: Tinha certeza de que ele assinaria o contrato.
Nas orações objetivas indiretas e completivas nominais, é normal a elipse da preposição.
Estou certo (de) que a proposta do Governo será aceita pela sociedade.
a.5) O. S. S Apositiva = ISTO
Tenho uma grande meta: que nosso PDF seja um dos melhores do Brasil.
IMPORTANTE!!! “QUE” e “SE” que introduzem ORAÇÕES SUBORDINADAS SUBSTANTIVAS
são CONJUNÇÕES INTEGRANTES. Também é possível que O. S. SUBSTANTIVAS sejam
introduzidas por PRONOMES INTERROGATIVOS, em frases interrogativas indiretas.
Pedi a todos que apagassem a luz quando saíssem
(= Pedi a todos ISTO; QUE = conjunção integrante)
Não sei se ele virá.
( = Não sei ISTO; SE = conjunção integrante)
Não sei onde você mora.
( = Não sei ISTO; ONDE = pronome interrogativo)
b) O. S. Adjetivas
Modificam um substantivo, delimitando-o, restringindo-o, ou acrescentando a ele alguma
informação acessória.
Conector: pronomes relativos: que, o(s) a(s) qual(is), onde, quem, como, cujo, quando, etc.
b.1) O. S. A. Restritiva = não isolada por vírgulas
Ex: Os alunos QUE ACERTARAM A QUESTÃO receberão um prêmio. = apenas alguns
acertaram a questão
b.2) O. S. A. Explicativa = isolada por vírgulas, travessões ou parênteses
Ex: Os alunos, QUE ACERTARAM A QUESTÃO, receberão um prêmio. = todos os alunos
citados acertaram a questão.
- Conjunção Integrante x Pronome Relativo
Pronome Relativo = introduz Orações Adjetivas. Para encontrá-lo, substitua por “o
qual, a qual”. Possuem função sintática.
Ex: Acertei a questão QUE era difícil. = Acertei a questão A QUAL era difícil.
Como encontrar a função sintática do pronome relativo?
Passo 1: Isole a oração adjetiva introduzida pelo pronome relativo.
Passo 2: Verifique quem é o termo anterior que o pronome relativo substitui.
Passo 3: Analise sintaticamente a oração adjetiva, identificando sujeito, complementos,
adjuntos, etc.
Passo 4: A função desempenhada na oração pelo termo substituído pelo relativo será a função
deste.
Ex: Cumprimentei o aluno que conquistou o 1º lugar.
“que conquistou o 1º lugar” = “que” substitui “aluno” = Sujeito
Conjunção Integrante = introduz O. S. Substantivas. Substitua por “isto”. Não
possuem função sintática.
Ex: Comuniquei à direção QUE não daria aula na segunda-feira.
= Comuniquei à direção ISTO.
c) Orações Subordinadas Adverbiais (9)
São as subordinadas que exercem a função de AA da oração principal.
6C–1T–1P–1F
c.1) O. S. A. Causais = indicam causa
- Conjunções: PORQUE, POIS, JÁ QUE, VISTO QUE, UMA VEZ QUE, DADO QUE, DEVIDO
A (EM RAZÃO DE)*, COMO*, PORQUANTO*, NA MEDIDA EM QUE*, TENDO EM VISTA
QUE, HAJA VISTA (invariável).
Ex: Como não me sentia bem, faltei o serviço.
Faltei o serviço, porquanto não me sentia bem.
Questão pede:
(i) Ideia = causa
(ii) Classificação = O. S. Adverbial Causal
(iii) Classificação Morfológica da Conjunção = “como” introduz ideia de causa é
Conjunção Subordinativa Causal
c.2) O. S. A. Consecutivas = indicam consequência (efeito)
- Conjunção: TÃO... QUE*, TANTO... QUE, TAMANHO... QUE, TAL... QUE, DE TAL
MANEIRA..., DE MODO QUE*****, DE SORTE QUE, DE FORMA QUE.
Ex: Esse aluno estava (tão) concentrado nos estudos, que não percebeu o incêndio.
c.3) O. S. A. Comparativas
- Conjunção: TAL... QUAL, TANTO... QUANTO, TAL ... COMO*, QUAL, COMO, ASSIM
COMO, COMO SE, MAIS... DO QUE*, MENOS... DO QUE, MELHOR... DO QUE, PIOR ... DO
QUE
Ex: Professor, eu queria gostar de Português como o senhor (gosta). = verbo implícito
= Ele estudou mais (do) que você para o concurso.
OBS!!! “TANTO... QUANTO”, “TANTO... COMO”, “ASSIM ... COMO” também podem
expressar a ideia de ADIÇÃO.
Ex: Ele estudou tanto Português quanto Penal. = Ele estudou Português e Penal.
c.4) O. S. A. Conformativas
- Conjunções: CONFORME, SEGUNDO, DE ACORDO COM, COMO*, CONSOANTE, EM
CONSONÂNCIA COM
Ex: Resolvi aquela questão como o professor havia ensinado em sala.
c.5) O. S. A. Condicionais
- Conjunções: SE, CASO, DESDE QUE, CONTANTO QUE, SALVO SE, EXCETO SE, UMA
VEZ QUE (+subjuntivo), A NÃO SER QUE, A MENOS QUE
Ex: Poderia nos deixar a sós se não for incômodo?
OBS!!! “SE” também pode ser empregado c/ valor semântico de CAUSA.
Ex: Se fumar faz mal à saúde, por que você não larga esse vício de uma vez por todas?
= Por que você não larga o cigarro, já que esse vício faz mal à saúde.
OBS!!! “UMA VEZ QUE” pode apresentar valor CAUSAL ou CONDICIONAL. No caso do
UMA VEZ QUE condicional, o verbo que o acompanha estará no SUBJUNTIVO.
Ex: Uma vez que sua documentação está em ordem, liberaremos seu veículo.
= Liberaremos seu veículo, porque sua documentação está em ordem.
Uma vez que sua documentação esteja em ordem, liberaremos seu veículo.
= Liberaremos seu veículo, se sua documentação estiver em ordem.
c.6) O. S. A. Concessivas = oposição que não impede a concretização de algo
- Conjunções: EMBORA, APESAR DE, MESMO QUE, AINDA QUE, SE BEM QUE, NEM
QUE, QUANDO, CONQUANTO*, A DESPEITO DE, EM QUE PESE, POR MAIS QUE, POR
PIOR QUE, POR MELHOR QUE, POSTO QUE, MALGRADO
Ex: Mesmo sendo seu primeiro concurso, ele passou.
OBS!!! AINDA QUE, MESMO QUE, POR MAIS QUE, SE BEM QUE são acompanhadas de
verbos no modo Subjuntivo.
OBS!!! Conquanto (lembra concessão) x Porquanto (lembra porque = causa)
OBS!!! NÃO OBSTANTE será concessiva quando acompanhada de verbo no SUBJUNTIVO.
Se acompanhada de verbo no INDICATIVO, será ADVERSATIVA.
Ex: Ele é um excelente aluno, não obstante é bagunceiro (ADVERSATIVA).
Ele é um excelente aluno, não obstante seja bagunceiro (CONCESSIVA).
OBS!!! A conjunção QUANDO, tipicamente temporal, pode ser CONCESSIVA.
Ex: Vive gastando dinheiro com bobagens, quando deveria fazer seu pé-de-meia.
c.7) O. S. A. Temporal
- Conjunções: QUANDO, LOGO QUE, DESDE QUE, SEMPRE QUE, MAL, BEM, ASSIM
QUE, CADA VEZ QUE, ATÉ QUE, DEPOIS QUE, ANTES QUE, ENQUANTO
Ex: Enquanto muitos dormiam, João estudava.
OBS!!! conector QUANDO pode expressar TEMPO, CONDIÇÃO ou CONCESSÃO.
A torcida vaiou o técnico quando anunciaram a substituição.
= A torcida vaiou o técnico no momento em que anunciaram a substituição.
Ele só quer saber de festas, quando poderia estar ajudando a família.
= Ele só quer saber de festas, apesar de poder estar ajudando a família.
Quando ele quer algo, não mede esforços.
= Se ele quer algo, não mede esforços.
OBS!!! “mal”, tipicamente um advérbio de modo, quando expressa tempo - equivale a “assim
que”, “logo que”, funciona como CONJUNÇÂO SUBORDINATIVA TEMPORAL.
Ex: Mal entrei pela sala, fui ovacionado pelos alunos.
= Assim que entrei pela sala...
c.8) O. S. A. Proporcional
- Conjunções: QUANTO MAIS ... MAIS, QUANTO MAIS ... MENOS, À PROPORÇÃO QUE,
AO PASSO QUE, ENQUANTO, À MEDIDA QUE
Ex: À medida que se aproxima o dia da prova, mais ansiosos ficamos.
À MEDIDA QUE (Proporcional = quanto mais...mais) x NA MEDIDA EM QUE (CAUSAL =
PORQUE).
c.9) O. S. A. Finais
- Conjunções: PARA QUE, A FIM DE QUE, COM O PROPÓSITO DE, COM O OBJETIVO DE,
COM O FITO DE, PORQUE
Ex: Estamos estudando dia e noite para melhorar de vida.
1.1 – Orações Subordinadas Reduzidas
**********OBS!!! Não há oração reduzida quando o infinitivo, o gerúndio ou o particípio
integram locução verbal. Ex: Estamos garantindo = locução verbal.
Não possuem conjunção e podem ser Reduzidas de: infinitivo, gerúndio ou particípio.
Dica: reescreva a frase.
Ex1: Estudando com bastante foco para o concurso, obteve sua tão sonhada aprovação.
= Obteve sua tão sonhada aprovação, porque estudava com bastante foco para o concurso.
Ideia de Causa = O. S. A. Causal Reduzida de Gerúndio
Ex2: É preciso estudar um pouquinho todo dia, sempre!
= É preciso que se estude um pouquinho todo dia, sempre!
É preciso ISTO. = isto desempenha função de sujeito = O. S. Substantiva Subjetiva
Reduzida de Infinitivo
Ex3: É o time a ser batido no campeonato.
= É o time que deve ser batido no campeonato. = O. S. Adjetiva Restritiva Reduzida de
Infinitivo.
1.2 – Orações Justapostas e Orações Interferentes
Orações Justapostas = não possuem conjunção, mas o verbo vem flexionado.
Ex1: Quem acredita sempre alcança. = O. S. Substantiva Subjetiva Justaposta
Ex2: Suas roupas de quando era obeso são guardadas com orgulho. = O. S. Adjetiva
Restritiva Justaposta
Ex3: Não fossem as chances perdidas, o time da casa teria goleado o adversário. = O. S.
S. Adverbial Condicional Justaposta
Orações Interferentes = não exercem uma função sintática. Servem para introduzir
comentários, opiniões. São sempre isoladas por vírgulas, travessões ou por parênteses.
Ex: A solução apresentada, diga-se de passagem, foi a melhor dos últimos 10 anos.
2. Oração Coordenada
Quando as orações do período são completas sintaticamente (Sujeito, verbo e predicado).
Ex: João é um excelente aluno, mas é preguiçoso às vezes.
Podem ser: ASSINDÉTICAS e as SINDÉTICAS
a) O. C. Assindéticas = sindeto = conector. Não possuem conector/conjunção.
Ex: O aluno chegou cedo ao curso, sentou na primeira fileira, fez todas as perguntas possíveis,
tirou todas as dúvidas e retornou para o aconchego de sua casa.
4 primeiras orações = Assindéticas; última oração = sindética (conjunção “e”).
b) O. C. Sindéticas
b.1) Aditivas: ideia de adição
- Conjunções: E, NEM (= E NÃO), TAMPOUCO (= E NÃO), NÃO SÓ... MAS (TAMBÉM), NÃO
SÓ... COMO (TAMBÉM), NEM... NEM, TANTO...QUANTO, BEM COMO, OUTROSSIM
(juridiquês), ALÉM DE, ADEMAIS.
Ex: Tanto Fulano quanto Beltrano estão ajudando a equipe.
Ex2: Ele não quer trabalhar nem está disposto a trabalhar = ideia de adição e não de
negação.
OBS!!! “Nem” também pode ser um advérbio com ideia de SEQUER.
OBS!!! Cuidado com E! Além de adição, ele pode introduzir um contraste (oposição) ou uma
consequência/conclusão. Ex: Cometeu um crime grave e foi punido.
b.2) Adversativas: oposição*******
- Conjunções: MAS, PORÉM, CONTUDO, ENTRETANTO, NO ENTANTO, TODAVIA, SENÃO
(= MAS SIM), NÃO OBSTANTE.
Ex: A prova não estava longa, porém/mas/no entanto/todavia trazia questões difíceis.
*****IMPORTANTE!!!! Só haverá VÍRGULA após a conjunção se ela estiver deslocada.
OBS!!! A oposição adversativa destaca o conteúdo. A oposição concessiva minimiza,
suaviza.
Ex: Seu namorado é feio, mas é gente boa. (mas adversativo) = enfatiza o ser gente boa
Seu namorado é feio, embora seja gente boa. (embora concessivo) = enfatiza o ser feio
b.3) Alternativas = ideia de escolha
- Conjunções: OU, OU...OU, ORA...ORA, QUER... QUER, SEJA... SEJA.
Ex: Seja dia útil, seja dia não útil, lá está ele estudando.
b.4) Explicativas
- Conjunções = Causais = PORQUE, POIS, JÁ QUE, VISTO QUE, UMA VEZ QUE, DADO
QUE, DEVIDO A, COMO, PORQUANTO, NA MEDIDA EM QUE, TENDO EM VISTA QUE,
HAJA VISTA
Não há uma consequência nas Explicativas.
Ex: Choveu, porque as ruas estão molhadas.
“Choveu” não é consequência = então, “porque as ruas...” é explicativa.
b.5) Conclusivas
- Conjunções = PORTANTO, LOGO, POR ISSO, ENTÃO, ASSIM, POIS, POR
CONSEGUINTE, DESTARTE
Ex: Eu e minha esposa vamos mudar de cidade, por isso vamos ter que pedir demissão.
3. Funções do Que, Se e Como
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Tema: Reescrita de Frases
1. O que checar?
Pontuação: casos proibitivos da vírgula
Emprego das conjunções: conjunções subordinativas e coordenativas
Quebra e paralelismo: termos de uma enumeração e termos de uma comparação
precisam ser similares na construção e no sentido.
Ex.: Tanto na colheita quanto para retirar algo... ERRADO
Tanto na colheita quanto na retirada ... CERTO
Tanto para colher quanto para retirar... CERTO
Ex.: Destinada ao asfaltamento de ruas, colocação de sinais e à manutenção
de...ERRADO
Destinada ao asfaltamento de ruas, à colocação de sinais e à manutenção de...CERTO
Destinada a (artigo) asfaltamento de ruas, colocação de sinais e manutenção de...CERTO
Deu artigo pra um, tem que dá pra todos na enumeração para não quebrar o paralelismo.
Orações Adjetivas Restritivas x Orações Adjetivas Explicativas
Concordância do verbo HAVER e EXISTIR
Concordância com o SE apassivador
Concordância com o Sujeito Oracional
Contaminação por plural
Emprego de Preposições antes de pronomes relativos
Ex.: no qual = em + que – deve ser trocado com preposição - Aonde, por ex.
De que nossas vidas dependem = do qual
Uso de onde (lugar) e cujo (entre 2 substantivos, não se admite artigo – indica posse)
Uso equivocado da crase
OBS!!! Manter a coerência textual = manter o sentido, não precisa ser o sentido original.
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Tema: Pontuação
1. Ordem Direta
S + V + CV (complemento verbal: OD ou OI) + resto
Se quebrar a ordem direta, há necessidade de pausa.
OBS!!! De forma facultativa, podemos inserir uma pausa isolando o AA, dando destaque a
esse termo.
Ex: O petróleo vem subindo de preço (,) devido à sua escassez.
2. Ponto Final (fim do período ou pausa de máxima duração)
O erro de ponto final leva a frases fragmentadas, siamesas e “centopeicas”.
a) Frases Fragmentadas = se pontua uma oração subordinada ou uma locução como se fosse
uma frase completa.
Ex: Eu estava tentando estudar. Quando percebi que a prova era hoje.
b) Frases Siamesas = duas frases completas, reunidas sem pontuação.
Ex: O engenheiro ficou desanimado teria de refazer todos os cálculos da obra.
CORRETO: O engenheiro ficou desanimado; teria de refazer todos os cálculos da obra.
CORRETO: O engenheiro ficou desanimado. Teria de refazer todos os cálculos da obra.
c) Frases Centopeicas = apresenta muitas orações, resultando num período longo demais,
cansativo, confuso. Sugere-se que um período seja composto por 3 ou 4 orações.
3. Vírgula (pequena pausa)
3.1 – Período Simples
- Não se usa vírgula:
1) P/ isolar SUJEITO & VERBO (mesmo quando sujeito está deslocado).
Ex: Foi admitida pelo juiz a denúncia do MP contra o acusado.
OBS!!! Vale para as O. S. S. Subjetivas =
Quem estuda, passa! (ERRADO)
Quem estuda passa! (CERTO)
2) Não se empregam vírgulas para isolar VERBO & COMPLEMENTOS (OD e OI)
OBS!! Se o complemento verbal – OD/OI – vier deslocado, é facultativo o emprego da vírgula.
Ex: Muitos exercícios sobre o assunto (,) os professores da disciplina resolveram.
3) Não se empregam vírgulas para isolar NOME & aa ou COMPEMENTOS NOMINAIS
- Quando usar vírgula?
1) Isolar VOCATIVOS: Ex: Professor, o senhor poderia nos tirar uma dúvida?
2) Isolar APOSTOS EXPLICATIVOS
Ex: A Língua Portuguesa, a mais fascinante das línguas, é crucial em qualquer prova.
OBS!!! O aposto de caráter explicativo pode ser isolado por vírgulas, travessões ou
parênteses.
3) Isolar PREDICATIVOS DESLOCADOS: Ex: Atordoado, o aluno saiu de sala.
4) AA deslocados
OBS!!! Sempre é correto o emprego de vírgulas isolando AA. No entanto, se estes estiverem
deslocados da ordem direta – no início ou no meio da oração -, as vírgulas são
OBRIGATÓRIAS!
*****************************OBS!!! É possível omitir as vírgulas de AA de pequena extensão
(até 2 palavras), mesmo quando estes estão deslocados da ordem direta.
O professor respondeu o e-mail com rapidez. (CERTO)
O professor respondeu o e-mail, com rapidez. (CERTO)
O professor respondeu com rapidez o e-mail. (CERTO)
O professor respondeu, com rapidez, o e-mail. (CERTO)
5) Para separar TERMOS EM ENUMERAÇÃO
6) Para sinalizar a ELIPSE de uma forma verbal anteriormente citada
Ex: Adoro estudar Português por PDFs. Já minha irmã, por videoaulas.
7) Para separar PALAVRAS E EXPRESSÕES INTERPOSITIVAS de caráter
explicativo,
retificador, exemplificativo: isto é, ou seja, a saber, aliás, ou melhor, quer dizer, por
exemplo, além disso, data vênia, assim, então, porém.
3.2 – Período Composto
1) Não se separa por meio de vírgula a oração principal da O. S. SUBSTANTIVA
Exceção: substantiva apositiva, que se separa da principal por vírgulas, dois pontos
ou travessões.
Ex: Não se imaginava que a propaganda seria tão agressiva.
Or. Principal Or. Sub. Substantiva Subjetiva
OBS!!! Não se põe vírgula após a conjunção integrante, a não ser que haja algum termo
intercalado posicionado após o conector.
Ex: Comentaram c/ os alunos que, seria necessária uma nova data p/ realização da prova. (E)
Comentaram c/ os alunos que, devido às fortes chuvas, seria necessária uma nova data p/
realização da prova. (C)
2) Para isolar a oração principal da O. S. ADJETIVA EXPLICATIVA
Também é possível isolar a adjetiva explicativa por travessões ou por parênteses.
3) Para isolar a oração principal da O. S. ADVERBIAL (SEMPRE)
Se esta estiver deslocada – ou no início, ou no meio da frase -, a vírgula será
OBRIGATÓRIA
Ex: O professor repetiu a explicação ( , ) porque os alunos faltaram à aula
anterior.
CUIDADO! É possível omitir as vírgulas dos AA de pequena extensão, mesmo quando
deslocados. ISSO NÃO VALE PARA ORAÇÕES ADVERBIAIS!!
Ex: Para passar, é preciso estudar.
OBS!!! P/ as subordinadas reduzidas, valem as mesmas normas das demais orações
subordinadas.
Ex: Terminada a aula, compareça à coordenação, por favor!
Or. Sub. Adv. Temporal Reduzida de Particípio
3.2.1 – Período Composto Por Coordenação
1) Empregam-se vírgulas para separar ORAÇÕES COORDENADAS ASSINDÉTICAS
Ex: Pegou o recado, leu-o, disparou para a rua.
2) Para separar O. C. S. ADVERSATIVAS, EXPLICATIVAS e CONCLUSIVAS.
Ex: A beleza empolga a vista, mas o mérito conquista a alma.
Or. Coordenada Sindética Adversativa
Não chore, que será pior.
Or. Coordenada Sindética Explicativa
O lago está na minha fazenda, portanto me pertence.
Or. Coordenada Sindética Conclusiva
IMPORTANTE! As conjunções adversativas e conclusivas serão isoladas por vírgulas quando
deslocadas na oração. A conjunção adversativa “mas” não pode ser deslocada.
Ex:
CORRETO: O funcionário era o profissional que mais sabia, porém cometeu um erro bobo.
C: O funcionário era o profissional que sabia. Porém, cometeu um erro bobo.
C: O funcionário era o profissional que mais sabia. Cometeu, porém, um erro bobo.
3) Empregam-se vírgulas para separar O. C. S. ALTERNATIVAS introduzidas por OU...OU,
ORA...ORA, QUER...QUER, SEJA...SEJA
Ex: Ora ele reclama do excesso de trabalho, ora da falta de oportunidades.
OBS!!! Antes da conjunção OU, a vírgula é facultativa:
Faremos uma minuciosa revisão nos termos de contrato ( , ) ou simplesmente
procederemos à rescisão.
4) Não usa vírgula p/ separar O. C. S. ADITIVAS introduzidas pelas conjunções E e NEM.
Ex: Ele não atendeu o telefone nem deixou qualquer recado com a secretária.
IMPORTANTE!!! É facultativa a vírgula antes do E aditivo quando conecta orações com
diferentes sujeitos. Se os sujeitos forem os mesmos, ela passa é PROIBIDA.
Ex: Quantas vezes uma vírgula modifica uma sentença (,) e uma palavra destrói uma amizade!
O professor explicou toda a teoria no quadro e resolveu uma série de exercícios.
(proibida)
Alguns gramáticos admitem o emprego da vírgula antes do E aditivo, quando se quer dar
valor enfático (de destaque) à oração por ele introduzida.
Ex: Ele terminou a prova em menos de 1 hora, e saiu de sala sorrindo.
IMPORTANTE!!! Emprega-se vírgula antes de E com valor adversativo, conclusivo ou
consecutivo. Ex: Jogou os noventa minutos, e não acertou um passe sequer.
IMPORTANTE!!! Vírgula é obrigatória quando há repetição da conjunção no início de
cada oração (polissíndeto) e no início de cada um dos termos coordenados.
Ex: Nem ele, nem você, nem eu seremos convocados para a seleção.
4. Ponto e Vírgula: é uma pausa maior do que a da vírgula e menor do que a do ponto final.
- Quando usamos?
1) P/ separar TERMOS EM ENUMERAÇAO DE GRANDE EXTENSÃO, geralmente
trechos oracionais com termos já isolados por vírgulas.
2) No lugar de CONJUNÇÕES COORDENATIVAS.
Ex: Dormiu muito tarde ontem; chegou atrasado ao trabalho.
(Dormiu muito tarde ontem, por isso chegou atrasado ao trabalho.)
3) P/ separar ORAÇÕES COORDENADAS, quando se deseja ENFATIZAR UMA
COMPARAÇÃO OU UM CONTRASTE. É possível usar o ponto final.
Ex: Vocês, sem exceção, basearam-se em hipóteses; eu, porém, apoiei-me em fatos.
OBS!!! A pausa menor pode dar espaço para uma pausa maior, com as devidas alterações.
Isso significa que o ponto e vírgula pode ceder espaço para o ponto final.
5. Dois Pontos
- Quando usamos?
1) Antes ou depois de uma ENUMERAÇÃO
2) Para introduzir CITAÇÕES/FALAS: apenas quando há aspas*********************
Ex: Como disse Chaplin: “Creio no riso e nas lágrimas como antídotos contra o ódio e o
terror”.
3) Para introduzir EXPLICAÇÕES/ESCLARECIMENTOS
Ex: Fiquei curioso: circulara o boato da renúncia do presidente.
= Fiquei curioso, pois circulara o boato da renúncia do presidente.
4) P/ introduzir um APOSTO ou uma O. S. S. APOSITIVA.
Ex: Só há um vencedor na política: aquele com mais dinheiro.
5) P/ isolar VOCATIVOS em correspondências. Ex: Prezados Condôminos:
- Outros Sinais de Pontuação
Travessão
(i) P/ introduzir a fala de um personagem;
(ii) P/ destacar um termo********
(iii) P/ isolar expressões explicativas (aposto e a oração adjetiva explicativa).
OBS!!! Após os travessões, é possível empregar vírgulas. Caso o trecho entrecortado pelos
travessões exija vírgulas, elas podem ser empregadas normalmente.
Ex: Estudei Português – a disciplina-chave em concursos -, mas ainda devo aprimorar.
Parênteses: p/ isolar comentários de caráter explicativo, reflexivo ou opinativo
Aspas:
(i) p/ isolar palavras ou expressões que fogem à norma culta, como gírias,
estrangeirismos, palavrões, neologismos, arcaísmos e expressões populares.
(ii) p/ indicar uma citação textual.
Ex: Houve um presidente que costumava falar “Nunca antes na história deste país...”.
(iii) p/ indicar uma ironia
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Tema: Concordância Verbal
Concordância Verbal: sujeito e verbo
Regra geral: sujeito e verbo concordam em número e pessoa
Concordância Nominal: substantivo e adjetivo
Regra geral: substantivo e adjetivo concordam em gênero e número
- Principais casos de Concordância Verbal
1. Sujeito Simples
a) Pronome de Tratamento = sempre se utiliza o verbo na 3ª pessoa
Ex: Vossa Senhoria preocupou-se (se preocupou) com meu estado de saúde.
b) Núcleo do Sujeito no Coletivo = o verbo concorda c/ o núcleo no singular ou se o coletivo
vier especificado, o verbo fica no singular (concorda c/ o núcleo) ou no plural (concorda com o
núcleo do aa).
Ex: O batalhão perfilou-se diante do comandante.
Sujeito Coletivo
O batalhão de soldados perfilou-se/perfilaram-se diante do comandante.
Sujeito Coletivo
Importante!! Se o núcleo do sujeito for numerais milhão, bilhão, ..., a concordância segue a
mesma lógica: pode-se concordar com o núcleo numeral ou com os integrantes do
numeral.
Ex: Cerca de 1 milhão de contribuintes ainda não entregou/entregaram a declaração de IR.
c) Expressão “Mais de”, “Menos de”, “Cerca de” = verbo concorda c/ o numeral.
Ex: Cerca de 1oo pessoas estavam reunidas no auditório ouvindo o sindicalista.
Mais de um reservou lugar na primeira fila.
OBS!!! “Mais de um” exige que a forma verbal fique no singular. Havendo, no entanto, a ideia
de reciprocidade, o verbo irá para o plural.
Ex: Mais de um aluno se encontraram após a aula.
(se encontraram = encontrou um com o outro)
OBS!!!“Mais de um” + coletivo especificado = o verbo concorda c/ o coletivo ou com o aa. do
coletivo.
Ex: Mais de uma turma de alunos protestou/protestaram contra a demissão da funcionária.
OBS!!! “Mais de um” aparecer repetida, o verbo fatalmente concordará no plural.
Ex: Mais de um jogador, mais de um dirigente invadiram o gramado para agredir o juiz.
d) Expressões Partitivas = ideia de parte (a maior parte da turma) = o verbo concorda c/ o
núcleo da expressão partitiva ou c/ os integrantes
Ex: A maioria votou contra.
A maioria das lojas está fechada/estão fechadas.
OBS!!! Numerais fracionários e porcentagens também são expressão partitivas.
Ex: 10% da turma aderiram/aderiu à greve. 2/3 do Congresso votaram/votou contra.
OBS!!! Se a expressão partitiva e os componentes da expressão (núcleo do a.a) estiverem no
mesmo nº, “engessará” a concordância. Ex: 1% da turma aderiu à greve.
Se a porcentagem ou fração vier determinada por um artigo ou pronome, o verbo
concordará com o numeral. Ex: Os 10% do eleitorado apoiaram.
Se o verbo vir antes da expressão partitiva, a concordância deve se dar com a expressão ou
com o numeral.
Votou em branco 1% dos eleitores da capital.
Apoiaram a proposta 10% do Congresso.
e) UM (A) DOS (AS) + SUBSTANTIVO/PRONOME + QUE = o verbo pode concordar c/ o
numeral “um” ou c/ o substantivo plural/pronome que antecede o pronome relativo que.
Ex: Ele foi um dos colegas que mais me apoiou/apoiaram.
OBS!!! “UM DOS QUE” = “UM DAQUELES QUE”.
Ex: Foi um dos que se voluntariou/voluntariaram.
f) Palavras Plurais
(i) Topônimos (nome de lugar) sem artigo antes = verbo fica no singular
Ex: Minas Gerais produz muita soja no cerrado.
(ii) Topônimos c/ artigo antes = verbo vai p/ o plural
Ex: Os Estados Unidos investem bastante em tecnologia.
(iii) Nomes de obras = c/ título determinado por artigo, pode ser no singular ou
plural.
Ex: Os Intocáveis marcou/marcaram uma geração.
g) PRONOME DEMONSTRATIVO/INTERROGATIVO/INDEFINIDO + DE NÓS/VÓS = verbo
concordará ou com os pronomes “nós” ou “vós” ou com os pronomes indefinidos “Quais”,
“Quantos”, “Alguns”, na 3ª pessoa do plural. Se o pronome demonstrativo, indefinido ou
interrogativo estiver no singular, o verbo ficará na 3ª pessoa do singular.
Ex: Quais de nós agiram/agimos com justiça?
Qual de vós deseja um táxi?
OBS!!! “CADA UM DE...” = o verbo SEMPRE ficará no singular.
Ex: Cada um dos professores compareceu à assembleia.
Cada um dos professores e alunos compareceu...
h) PRONOMES RELATIVOS QUE e QUEM
(i) “QUE” = verbo concordará em nº e pessoa com o antecedente deste pronome.
Ex: Na verdade sou eu que pago as despesas.
(ii) “QUEM” = o verbo concorda c/ este na 3ª pessoa do singular ou c/ o seu
antecedente. Ex: Sou eu quem pago/paga a conta.
IMPORTANTE!!! Havendo antes do relativo QUE um substantivo com elemento
preposicionado, o QUE pode tanto retomar o substantivo como o núcleo do elemento
preposicionado. Há de se julgar, no entanto, se a escolha de uma ou outra concordância
implica alguma alteração de sentido!
2. Sujeito Composto –
a) Sujeito Composto – Núcleos ligados por E
(i) Frase na Ordem DIRETA
_ O verbo fica no plural = Ex: Os jogadores e a torcida se abraçaram no campo.
_ O verbo no singular/plural se os núcleos do sujeito composto forem quase sinônimos ou
estiverem em gradação = Ex: Medo e temor nos acompanham/acompanha.
_ Quando os núcleos do sujeito composto forem resumidos por um aposto (geralmente um
pronome indefinido: tudo, nada, etc.), o verbo deverá ficar obrigatoriamente no singular
concordar com este = Ex: O horário, o clima, o local, nada nos favorece.
(ii) Frase na Ordem INVERSA = sujeito composto se posiciona após o verbo, ou este
concorda no plural ou com o núcleo mais próximo. Ex: Voltou/Voltaram ao hotel o turista e a
polícia.
OBS!!! Se houver ideia de reciprocidade, o verbo deve obrigatoriamente ser flexionado no
plural. Ex: Cumprimentaram-se, ao final da aula, professor e aluno.
b) SUJEITO COMPOSTO formado por PESSOAS DIFERENTES = quando houver núcleos na
1ª pessoa, o verbo fica na 1ª pessoa. Ex: Eu, tu e ele faremos a pesquisa amanhã.
OBS!!! Se o sujeito for formado de 2ª e 3ª pessoas do singular, o verbo pode ir para a 2ª ou 3ª
pessoa do plural. Ex: Tu e ele ficareis/ficarão atentos.
OBS!! Na ordem inversa, é possível a concordância com o núcleo mais próximo.
Ex: Atuarei/Atuaremos no projeto eu e meu fiel escudeiro.
c) Sujeito Composto – Núcleos ligados por OU
Ideia de exclusão = verbo no singular ou concorda com o núcleo mais próximo
Ex: Hugo ou Carlos será eleito orador da turma.
Se não há ideia de exclusão = verbo vai p/ plural
Ex: Matemática ou Português decidem um concurso.
Expressão “um ou outro” = o verbo concorda no singular.
d) Sujeito Composto – NEM...NEM, UM E OUTRO
Verbo no singular ou concorda com o núcleo do sujeito mais próximo. Se admite a
concordância no plural se não há exclusão.
Ex: Nem eu nem você conseguiu/conseguimos o empréstimo.
Nem eu nem você será escolhido síndico (exclusão).
e) Sujeito Composto – Núcleos ligados por COM
Expressão do “COM” não está isolada por vírgulas = verbo no plural
Ex: O professor com seus alunos visitaram o museu.
O professor, com seus alunos, visitou o museu.
3. Casos Especiais
a) Concordância envolvendo o “Se”
Ex: Não se verificaram erros graves.
“verificar” é VTD, e o SE assume papel de PARTÍCULA APASSIVADORA, e transforma o OD
– no caso “erros graves” – em sujeito paciente. Como o sujeito paciente “erros graves” possui
núcleo plural, faz-se necessário flexionar o verbo na forma plural “se verificaram”.
Ex2: Não se acreditou na sua versão.
“acreditar” é VTI, o SE é I.I.S, “escravizando” o verbo na forma singular “se acreditou”.
b) Concordância com HORAS e DATAS
Os verbos SER, BATER, SOAR e DAR concordam com o numeral que indica horas
Ex: É 1h30min. São 13h30min
Sujeito representado por “relógio”, “sino”, o verbo concordará com estes
Ex: Deu o relógio 13h30min.
Datas: há 2 opções:
Ex: Hoje é (dia) 18 de dezembro. Hoje são 18 (dias) de dezembro.
c) Concordância com o verbo auxiliar PARECER
2 possibilidades: se flexiona e o infinitivo não varia; ou ele não varia e o infinitivo é
flexionado.
Ex: Os turistas parecem estar/parece estarem encantados com a cidade romana.
Os jogadores parecem driblar/parece driblarem os adversários com dificuldade.
d) Concordância com o SUJEITO ORACIONAL
Verbo na 3ª pessoa do singular
Ex: Ainda falta COMPRAR OS CARTÕES. = Ainda falta ISTO.
(Sujeito Oracional)
Se o sujeito for formado de infinitivos antônimos, o verbo pode ir p/ o plural.
Ex: Amar e odiar faz/fazem parte da vida.
e) Concordância do INFINITIVO
Sujeito de infinitivo está expresso (explícito) = verbo concorda c/ ele
Sujeito de infinitivo está oculto = verbo concorda ou não com ele
Ex: O professor proibiu os alunos de conversar/conversarem em aula.
Sujeito implícito for um pronome oblíquo oculto = verbo NÃO FLEXIONA.
Ex: Deixei-os conversar enquanto eu preparava o quadro.
OBS!!! Pronome oblíquo só atua como sujeito c/ verbos sensitivos (ouvir, ver, sentir) e
causativos (fazer, deixar, mandar,...).
Infinitivo é complemento de substantivo ou adjetivo = verbo não flexiona
Ex: Nós seremos capazes de gabaritar Português.
O infinitivo compõe uma locução verbal = não se flexiona o verbo no infinitivo.
Ex: Muitos alunos devem comparecer ao evento.
f) Concordância do Verbo “SER”
Se o verbo SER estiver entre pronome reto e qualquer coisa = concorda c/ o
pronome reto (estando ele no sujeito ou no predicativo).
Ex: O professor sou eu. Nós somos um rascunho de Deus.
OBS!!! Se estiver entre dois pronomes retos, ele concordará com o primeiro.
Ex: Nós não somos tu.
Se o verbo SER estiver entre pessoa e coisa = concorda c/ a pessoa
Ex: O aluno é seus sonhos.
Se estiver entre 2 coisas = prefere-se a coisa plural (sujeito ou no predicativo)
Ex: Tua vida é/são essas ilusões.
OBS!!! Se o sujeito for um pronome interrogativo = concordará c/ o predicativo.
Ex: Quem são vocês?
Expressões é muito, é pouco, é bastante = o verbo SER fica no singular,
quando indicar quantidade, distância, medida, valor, custo.
Ex: Dez reais é pouco para irmos ao cinema.
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Tema: Concordância Nominal
1) Concordância com ADJETIVOS
Adjetivo após os substantivos: há 2 formas:
(i) O adjetivo vai p/ plural e prevalece o masculino (principalmente se houver
verbo de ligação)
Ex: Tratava-se de vaidade e orgulho excessivos.
A vaidade e o orgulho são excessivos.
(ii) O adjetivo concorda em gênero e número com o substantivo mais próximo
Ex: Tratava-se de orgulho e vaidade excessiva.
Adjetivo antes dos substantivos
(i) O adjetivo concorda obrigatoriamente com o substantivo mais próximo
Ex: Era dotado de extraordinária coragem e talento.
(ii) Se houver verbo de ligação = o adjetivo acompanha o verbo
Ex: Estava deserta a vila e o templo. Estavam desertos a vila e o templo.
2 ou + Adjetivos modificam substantivo = substantivo fica no plural; ou singular,
desde que se posicione um determinante (geralmente artigo) antes do 2º adjetivo.
Ex: Os setores público e privado....
O setor público e o privado...
2) Concordância com as expressões É BOM, É NECESSÁRIO, É PERMITIDO, É
PROIBIDO... = expressões invariáveis exceto quando o sujeito dessas expressões seja
determinado por artigos ou pronomes
Ex: Depois da prova, cerveja é permitido.
3) Concordância com PALAVRAS DE VALOR ADJETIVO E ADVERBIAL = quando adjetivas,
variam em gênero e número, conforme o substantivo. Quando adverbais, não variam.
Ex: Essas roupas custaram caro (advérbio).
Ela gosta de usar roupas caras (adjetivo).
OBS!!! A palavra ANEXO merece uma atenção especial. Trata-se de um adjetivo, o que já
deixa claro que se trata de uma palavra variável em gênero e número de acordo com o
substantivo. CUIDADO!!! Existe a locução invariável EM ANEXO, que pode ser empregada em
qualquer situação, esteja o substantivo no singular, no plural, no masculino ou no feminino.
Ex: Seguem em anexo as listas de preços.
Seguem anexas as listas de preços.
Observação:
i) Não variam os substantivos que se tornam adjetivos. É o caso testes relâmpago, festas
surpresa, funcionários fantasma, etc.
ii) Algumas palavras, mesmo quando funcionam como adjetivos, são invariáveis. É o caso de
pseudo, menos, exceto, salvo, etc.
iii) A palavra “alerta”, embora considerada variável por alguns gramáticos, é considerada
ainda pela gramática normativa um advérbio e, portanto, invariável.
4) Concordância com a locução O/A MAIS ... POSSÍVEL = “Possível” permanecerá no
singular quando estiver inserido em locuções adverbiais superlativas como “o/a mais
possível”, “o/a menos possível”, “o/a melhor possível” etc., mesmo se o substantivo estiver no
plural.
Ex: Procuro tornar meu trabalho o mais objetivo possível.
Procuro tornar meus trabalhos o mais objetivos possível.
OBS!! Outra possibilidade é a expressão “o mais... possível” concordar com a palavra que está
sendo intensificada, no caso o adjetivo.
Ex: Procurava respostas as mais objetivas possíveis.
Procurava tornar meus trabalhos os mais objetivos possíveis.
5) Concordância com MIL, MILHAR, MILHÃO, BILHÃO = Os vocábulos milhar, milhão e
bilhão são substantivos masculinos. Isso significa que os artigos ou os numerais que os
acompanham deverão concordar com eles.
Ex: Os milhares de mulheres protestaram em frente à delegacia.
OBS!!! Já o vocábulo “mil” tem um comportamento diferente. O artigo ou o numeral que o
acompanha, quando maior do que “um”, concorda em gênero e número com o substantivo.
Ex: Os dois mil planfletos foram distribuídos na porta do hospital.
Tema: Colocação dos Pronomes Átonos***********
1. Pronomes Pessoais podem ser: retos (função de sujeito) ou oblíquos (função de
complemento verbal: OD ou OI).
Ex: Deixei ele à vontade durante o encontro. (ERRADO) = “ele” é sujeito e não pode servir
como complemento verbal
Deixei-o à vontade durante o encontro. (CORRETO)
OBs!!!
(i) “o(s), a(s)”: OD – Ex: Eu o abracei. Eu abracei-o.
(ii) “lhe(s)”: OI – Ex: Entreguei-lhe o envelope.
(iii) “te, me, se, nos, vos”: OD e OI
OBS!!! Os pronomes oblíquos átonos me, te, lhe, nos, vos, lhes podem ter valor de
possessivo, funcionando como aa (principalmente ao acompanharem VTD). E, também
podem assumir valor de CN.
Ex: Beijei-lhe as mãos. = Beijei as suas mãos. (aa)
Ex: O funcionário LHE foi fiel. = O funcionário foi fiel A ELE. (CN)
OBS!!! Os pronomes oblíquos podem, excepcionalmente, exercer função de sujeito
acusativo, de verbos no infinitivo ou gerúndio.
Sujeito acusativo ( sujeito ligado a verbos causativos ou sensitivos). Causativos: os verbos
que exprimem uma relação de causa ("fazer", "mandar" e "deixar"). Sensitivos: os verbos que
indicam a existência de um dos sentidos ("ver", "sentir" e "ouvir").
Ex: Mande-o sair daqui urgentemente. (O pronome o é complemento do causativo “mandar”
e sujeito acusativo de “sair”)
Os oblíquos se dividem em: tônicos (c/ preposição: de mim, com + mim = comigo,
sobre mim, a mim) e átonos (ligado diretamente ao verbo).
Ex: Você me telefonou ontem. Eu te liguei ontem.
Você telefonou para mim ontem. Eu liguei para ti ontem.
OBS!!! Os pronomes ele, ela, nós, vós, eles, elas, quando solicitados por preposição,
funcionam como OBLÍQUOS TÔNICOS.
Ex: Tome a sua riqueza e fique com ela.
OBS!!! Utilizam-se as formas “com nós” e “com vós” em vez de conosco ou convosco
quando vierem especificadas por numeral, pronome ou substantivo:
Ex: Eles conversaram muito tempo com nós dois.
Eles conversaram muito tempo conosco.
2. Colocação Pronominal
É o posicionamento dos pronomes oblíquos átonos (me, nos, te, vos, o, a, os, as, lhe, lhes, se)
diante dos verbos.
- Próclise = pronome antes do verbo
Existem palavras/expressões que atraem o pronome antes do verbo: 8
Palavras ou expressões de sentido negativo:
Ex: Nunca te prometi nada.
Advérbios e Locuções Adverbiais
Ex: Aqui se estuda demais.
Pronomes Relativos: que, o(a)(s) qual(is), quem, onde, quando, como, cujo(a)(s)
Pronomes Indefinidos: tudo, ninguém, nenhum, algum, qualquer, outro
Conjunções Subordinativas
Ex: Embora me interesse pelo carro, não posso comprá-lo.
frases exclamativas e optativas (que expressam desejo);
Ex: Isso me deixou feliz! Deus o ilumine!
frases com a preposição em + verbo no gerúndio
Ex: Em se tratando de educação, ele é realista.
frases com preposição + infinitivo flexionado
Ex: A situação levou-os a se posicionarem contra a greve.
OBS!!! De forma alguma é permitido iniciar frase ou oração com pronome oblíquo!
Ex: Me perdoe! (ERRADO). Perdoe-me! (CERTO)
OBS!!! Havendo pausa entre fator de próclise e o verbo, não se emprega próclise.
Ex: Aqui, defende-se a pátria.
OBS!!! Em O. Subordinadas, deve-se empregar a próclise, até se houver algum termo – não
isolado por vírgulas - entre a conjunção subordinativa e o verbo.
Ex: Embora os médicos se disponibilizassem a atendê-lo, ele não quis saber
Ênclise ou Próclise
Termo intercalado, isolado por vírgulas, entre o fator de próclise e o verbo
Ex: Os candidatos que, durante as eleições, se envolveram(-se) em polemicas...
Pronomes pessoais do caso reto, SEM palavra atrativa:
Ex: Ele lhe entregou a carta. (próclise)
Ele entregou-lhe a carta. (ênclise)
Infinitivo não flexionado precedido de palavra negativa ou preposição:
Ex: Vim para te apoiar. (próclise)
Vim para apoiar-te. (ênclise)
C/ fator de próclise, o pronome pode ser antes do auxiliar ou depois do principal.
Ex: Não se deve jogar comida fora. Não deve jogar-se comida fora.
S/ fator de próclise, pode-se colocar: antes do verbo auxiliar ou entre os dois verbos. Não
se coloca o pronome oblíquo após o particípio.
Ex: Eles me haviam ofertado um alto cargo executivo.
Eles haviam-me ofertado um alto cargo executivo.
Eles haviam me ofertado um alto cargo executivo
- Mesóclise = pronome no meio
Usada apenas com verbos no futuro do presente ou futuro do pretérito, desde que não haja
uma palavra que exija a próclise. Ex: Contar- te - ei um grande segredo.
- Ênclise = pronome após o verbo.
Não havendo motivação para o emprego da próclise nem da mesóclise, opta-se pela ênclise.
OBS!!!
_ Nunca ocorrerá a ênclise quando a oração estiver no futuro do presente ou no futuro do
pretérito.
Entregarei-lhe o bilhete. (ERRADO)
Entregar-lhe-ei o bilhete (CERTO)
_ Nunca ocorrerá a ênclise com verbos no particípio.
Havia disponibilizado-me a senha de acesso. (ERRADO)
Havia-me disponibilizado a senha de acesso. (CERTO)
_ Nunca se inicia frase ou oração com pronome oblíquo átono.
_ Havendo vírgula entre fator de próclise e verbo, é proibitiva a próclise.
OBS!!! VERBO AUXILIAR + INFINITIVO OU GERÚNDIO: você escolhe onde posicionar o
pronome.
Ex:
Devo-lhe entregar a carta. Devo entregar-lhe a carta.
Vou-me arrastando pelos becos escuros. Vou arrastando-me pelos becos escuros.
OBS!!! VERBO AUXILIAR + PARTICÍPIO:
Sem fator de próclise, pode-se colocar o pronome oblíquo: antes do verbo auxiliar ou entre os
dois verbos. Não se coloca o pronome oblíquo após o particípio.
Ex:
Eles me haviam ofertado um alto cargo executivo.
Eles haviam-me ofertado um alto cargo executivo.
Eles haviam me ofertado um alto cargo executivo.
*********OBS!!!! Ênclise ao infinitivo (ar er ir) está sempre certa.
Tema: Questões Simulado
1. Percentual x Percentil
Percentil = termo da estatística que divide a amostra em 100 partes.
2. Acerca de, a cerca de e há cerca de
Acerca de = sobre/a respeito de
A cerca de = aproximadamente/perto de
Há cerca de = faz aproximadamente
3. Vocabulário
“Mais bem” e “melhor”:
(i) Mais bem = usa c/ particípio. Ex: Eles estão mais bem informados.
Não pode substituir “mais bem” por “melhor quando há particípio
Dos – troca por “daqueles”, não há problema
à revelia = sem contestar
Mormente = sobretudo
Sobretudo = especialmente
Dissipar = dissolver, extinguir
Propiciar = favorecer, fornecer, proporcionar
Suprir = substituir (VI); preencher, prover
Suportar = resistir, tolerar
A despeito de = apesar de, independentemente de, mesmo que, ainda que
Sancionadas x Promulgadas
(i) Sancionadas = aprovada, alvo de pena/sanção
(ii) Promulgada = publicado oficialmente
Categórico = sem dúvida, definido, indiscutível
Ponderada x Calculada
(i) Ponderada = avaliar, analisar minuciosamente
(ii) Calculada = fazer cálculos matemáticos
Descurasse (deixar de cuidar, negligenciar)
4. “Essa” = retoma trechos anteriores
5. Modelos do futuro x Modelos futurísticos
Modelos do futuro = Modelos relativos ao futuro (surgirão no futuro).
Modelos futurista = modelos inovadores, diferentes, novos, modernos (mas atuais).
6. Coesão e Coerência
COESÃO SEQUENCIAL: Porque introduz uma oração adjetiva que vem depois.
COESÃO REFERENCIAL: Porque é um pronome relativo e se refere ao que vem antes
Coerência = tem nexo, lógica, não há contradição (é possível que as palavras tenham
sentido diferentes e não perca a lógica ou gere contradição).
Ex: habitualmente e cotidianamente
»"Acordo cedo para ir trabalhar, mesmo não gostando" (cotidianamente, faz parte do
seu dia a dia) - aqui não há um hábito;
»"Acordo cedo para ir estudar, pois amo fazer isso" (habitualmente, você tem o hábito de
estudar)
7. Olhei x Atentei
Atentar = não é pronominal. É errado dizer Atentei-me. O correto é Atentei.
8. Conjunção “POIS”
Causal, conclusiva ou explicativa = quando vem depois do verbo e entre
vírgulas)
Interjeição = “Pois, meus amigos, ...”.
9. Quando x Se
Se = condição; Quando = tempo.
Ao trocar um pelo outro: mantém a correção gramatical, a coerência, mas o
sentido (coesão) muda.
10. Porque x de modo que
Porque - junto traz uma ideia de explicação ou causal.
De modo que - é uma conjunção consecutiva.
Tema: Vocabulário Cespe
Vocabulário CESPE
Proscrever - banir, exilar, deportar, expulsar, afastar, impedir a permanência, proibir,
suprimir
Prescrever - ordenar, recomendar, normatizar
Conformar - configurar, formar, dispor
defeso - proibido
adstrito - ligado
designação - indicação, representação
dirimente - excludente
ad hoc - destinado a uma finalidade. Ex: promotor ad hoc (que seria o contrário do
Promotor natural)
interveniência - aquele que participa a título de auxílio (assistente de acusação por
exemplo)
silente - silencioso
sub-reptício - conseguido através de meios ilícitos
holerite - contracheque
não obstante - apesar de, conquanto, contudo, todavia, entretanto, porém, mas
animus furandi - disposição para furtar ou roubar
animus necandi intenção de matar
animus jocandi - joco. Intenção de brincar
animus narrandi - intenção de narrar o fato
animus injuriandi - intenção de ofender
elidir - eliminar; suprimir
*******A despeito de - independentemente de, apesar de, mesmo que