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adbasto

Director - Gonçalo de Meirelles Director Adjunto - Albino Antunes Sub-Director - Marco Gomes
Porte Pago
Ano VII - N.º 76 - 20 de Abril de 2011 Preço: 0,60 €

Viaje no tempo até Cabeceiras de Basto em 1975 em:

www.jornalobasto.com

Senhora da Graça
recebe obras de
beneficiação Pág. 4

“Amor de Perdição”
na Casa de Camilo
em Ribeira de Pena
Pág. 2 Pág. 3

“Destruição” da Linha Parque Empresarial de


Ferroviária do Tâmega Celorico vai criar 30
já começou postos de trabalho

adbasto promoveu
“Jantar da Liberdade”
Pág. 4

Pág. 4

Por que pararam as


Ministra inaugura obras no Centro de
obras sociais em
Dia da ADIB?
Cabeceiras e
Celorico Pág. 6
Pág. 5

Alma Nova
Vinho Verde
Distribuidor: Almaverde S.A., Lda
Rua do Paraíso, 73 4000 - 377 Porto Denominação de Origem Controlada
Eduardo A. P. Valente Leal (Sub-Região de Basto)
Tel 22 339 0303 - Tel/Fax. 22 3322635 Quinta das Carvalhas - Cavez Pág. 5
O semáforo de Basto Por Marco Gomes
Ribeira de Pena
Em Celorico de Basto, na passada
semana, foram inauguradas várias
Exposição documental
infras-estruturas que irão, à partida,
promover o seu desenvolvimento: o
alusiva à obra “Amor de
Parque Empresarial de Basto e
algumas infra-estruturas de apoio
social. Em tempo de crise, são boas
Perdição” na Casa de Camilo
notícias. Somente com o desen- “Para assinalar os 170 anos da vinda de Camilo Castelo Branco para Ribeira
volvimento sócio-económico se de Pena, está patente até 26 de Setembro na Casa de Camilo em Friúme,
poderá combater a crise. Crescimento que leva à poupança, e não austeridade, é o uma exposição documental alusiva às versões cinematográficas da obra
conceito que permite o equilíbrio e a “boa saúde” financeira de uma região. literária “ Um Amor de Perdição”, pode ler-se num comunicado enviado à nossa
As obras para a “ciclo-eco-pista” do redacção pela Câmara de Ribeira de Pena.
Tâmega já arracaram. De facto, “Trata-se de uma iniciativa organizada pelo
arrancaram, no seu sentido literal, e Centro de Estudos Camilianos em
a consequência foi o desapa- colaboração com a Câmara Municipal de
recimento dos carris que ainda
Ribeira de Pena e pretende divulgar e dar
existiam no traçado da linha
ferroviária do Tâmega. Não se
a conhecer a dimensão e o impacto que
conhece nenhum estudo que prove a mais-valia sócia-económica de termos em teve no cinema, um dos romances mais
vez de uma linha ferroviária uma “ciclo-eco-pista”. Não é público, porque não existe. famosos do escritor”.
Pelo contrário, ou seja, existe vários contra-exemplos. Basta vermos a “ciclo-pista” Na bonita aldeia de Friúme, fica a casa
entre Guimarães e Fafe (sobreposta a uma antiga linha ferroviária) que está onde Camilo Castelo Branco viveu com a
abandonada e desvalorizada, para sabermos o que, possivelmente, acontecerá na sua primeira esposa, Joaquina Pereira de
congénere do Tâmega. Existem estudos e exemplos reais que demonstram que França, e integra-se no Roteiro Camiliano
uma possível reabilitação de uma linha ferroviária traria mais valias sócia- de Ribeira de Pena. Hoje transformada em
económicas do que uma “ciclo-eco-pista”. Conclusão: tudo depende dos estudos
casa-museu, recria os aposentos onde terá
(virtuais ou não) que os governantes baseiam as suas decisões.
vivido o romancista. Possui ainda uma
Câmara Municipal de Amarante A exposição permanente que aborda a
aceitou uma compensação de cinco ligação de Camilo com Ribeira de Pena e
milhões e seiscentos mil euros em um espaço de exposições temporárias.
troca do seu aval à eventual O Roteiro Camiliano é formado por sete
construção da Barragem de Fridão. referências dignas de uma visita. Exposição sobre a obra de Camilo,
Este foi o resultado de uma Nomeadamente, a ponte de Cavez, a pode ser visitada na casa do autor
negociação secreta entre o excutivo aldeia de Friúme, a Igreja de Salvador, as em Friúme
de Amarante e a EDP. Isto é algo contrário a uma posição da Assembleia Municipal Capelas de Nossa Senhora da Guia e
que, por unanimidade, votou favoravelmente a uma moção de recusa à barragem
Granja velha, a Ponte de Arame e a Casa do Barroso (Bragadas).
de Fridão. Para além do atropelo à democracia, o executivo de Amarante mostrou
que a segurança de uma cidade e de dezenas milhares de pessoas (a barragem “Seguramente, Ribeira de Pena não era terra para Camilo. Mas a sua arte teria
estará situada a oito km da cidade e terá uma cota de mais de uma centena de sido bem mais pobre sem o manancial humano que o escritor aqui bebeu em dois
metros) possui o preço simbólico de alguns milhões de euros. curtos anos de vida” – Francisco Botelho.

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2 20 de Abril de 2011
Viaje no tempo até Cabeceiras de Basto em 1975 em:

www.jornalobasto.com
No mês em que a edição on line do Jornal “O Basto” completa um ano de existência, convidamos os nossos leitores a efectuar uma viagem
no tempo até ao ano de 1975 em www.jornalobasto.com, visualizando como era, nos meses a seguir ao 25 de Abril, a sociedade cabeceirense

Nos meses a seguir à revolução


democrática de Abril de 1974, não o FMI
(esse haveria de vir em 1977 e 1983)
mas a RTP, deslocou-se a Cabeceiras
de Basto e dedicou sensivelmente uma
hora a recolher imagens e depoimentos
do nosso concelho, dando a conhecer
ao País e ao mundo, as potencialidades
culturais, sociais e económicas da
nossa terra.
A referida reportagem foi enquadrada
num programa chamado “O Povo e a
Música”, uma série documental
realizada nos anos setenta do século
passado pela RTP, onde se procurava
mostrar as raízes e a música tradicional
portuguesa.
No referido filme, que faz parte do
arquivo da RTP, ao qual o Jornal “O
Basto” teve acesso, podemos
visualizar como era a sociedade
cabeceirense no pós-25 de Abril.
Personagens inesquecíveis da nossa
centenária Banda Cabeceirense,
como os saudosos António Mendes,
Álvaro Mendes (Alfaiate) ou
Lourenço Castro entre outros
Cabeceirenses que já não pertencem
ao mundo dos vivos, e muitos jovens
músicos na época como António
Teixeira (ex. encarregado geral da
Câmara), Joaquim (Carteiro), Manuel “O Basto” e o “Fontenário” – Em 1975 era assim!
Rodrigues ou Zeca Vieira, são
personagens centrais deste filme, num cantadores cabeceirenses da época, alguns cabeceirenses que já não rural, mas com inúmeras
Concerto memorável ministrado pela que faziam as delícias dos pertencem ao mundo dos vivos, são potencialidades culturais, artísticas e
Banda Cabeceirense no Salão Nobre apreciadores, assumem papel de as personagens centrais deste filme associativas.
dos Paços do Concelho. d e s ta q u e n e s ta r e p o r ta g e m . A que nos faz recuar no tempo cerca O Jornal “O Basto” proporciona-lhe
O filme mostra imagens do Convento exibição do Jogo do Pau, actividade de 37 anos. Cabeceiras na época era a partir de agora à distância de um
Beneditino de S. Miguel de Refojos, do que na época era tradicional em um concelho bem diferente do que é “clik” em www.jornalobasto.com a
Colégio de S. Miguel de Refojos, da A b a d i m e e m B u c o s , é ta m b é m hoje. Mas, seguramente, o filme possibilidade de recuar no tempo e
Praça da República e da Estátua do mostrada ao País através deste filme demonstra que havia mais união e fazer uma viagem até aos anos
Guerreiro “O Basto” junto ao fontanário. histórico sobre o concelho de amizade entre as pessoas. Neste setenta do século passado em
As cantigas ao desafio no Lugar do Cabeceiras de Basto. Muitas figuras arquivo histórico, a nossa terra é Cabeceiras de Basto.
Samão em Gondiães, com os melhores conhecidas do nosso concelho, retratada como um concelho pobre e Esperemos que goste!

“O Basto” online é um sítio de referência no espaço noticioso da Região de Basto


www.jornalobasto.com
completou um ano
O jornal “O Basto” “online” atingiu 49758 visitas, 287614 páginas vistas,
561 notícias, 491 comentários publicados e centenas de partilhas dos seus
conteúdos na Internet (no facebook, blogs, twitter etc.). O jornal “O Basto”
“online” recebe, em média, cerca de 250 visitas por dia e que em cada visita
“visualiza”, em média, 5.63 páginas. Estes números, que foram fornecidos
pela awstats (uma ferramenta de análise de tráfego) no dia 19 de Abril,
demonstram o sucesso deste espaço de informação na Internet.

São vários os factores que explicam serviço de um dado concelho de


este resultado, dos quais destacamos Basto).
os seguintes: a actualização diária Para a manutenção deste espaço virtual
(notícias, vídeos etc.), o excelente contribuem periodicamente cerca de
“painel” de cronistas “residentes” e a catorze colaboradores. Este espaço
consequente qualidade das crónicas,
as várias opções de partilha de notícias
colaborativo, após um ano de
existência, irá melhorar e crescer. Está
a ser planeado um programa de
Compro Velharias Pago de Imediato
que o sítio fornece, a possibilidade de
visualização da edição impressa em enriquecimento de conteúdos (espaços Objectos de Porcelana, Paliteiros, Pinturas, em Dinheiro!
formato digital e os serviços que de discussão, mais serviços etc.) e de Mobílias, Arte Sacra, Presépios, Notas e Moedas
Portuguesas e Outros Artigos Contactos: 964 153 248
disponibiliza (e.g. verificação em novas funcionalidades, que serão
implementadas daqui a alguns meses. Depois das 19 Horas
tempo real de quais as farmácias de

20 de Abril de 2011 3
Jantar da Liberdade/adbasto com muitas
críticas ao Poder Local e Nacional
Intervenções produzidas no Jantar da Liberdade/adbasto alertam para um concelho sem liberdade, sem projecto de desenvolvimento e onde se gasta
desmesuradamente em festas e Boletins Municipais, numa altura, em que “o País está de Joelhos”
Cumprindo a tradição a adbasto com o fazer face aos seus compromissos,
apoio do Jornal “O Basto” realizou a Câmara de Cabeceiras continue a
mais uma edição do Jantar da Liberda- investir em Boletins Municipais, que
de em Moscoso. Num jantar sem proto- consomem milhares de euros ao
colos vários associados e amigos da erário público, com dezenas de fo-
adbasto usaram da palavra para “colo- tos do Presidente da Câmara unica-
car o dedo na ferida” e criticar o estado mente com o objectivo de promo-
do concelho de Cabeceiras de Basto, ver o culto de imagem? Crise? Qual
caracterizado pela falta de liberdade e crise? Interrogou-se aquele dirigente
pela ausência, por parte do poder insti- da adbasto.
tuído, de um projecto de desenvolvi- O Presidente da adbasto, Nóbrega Mou-
mento que mobilize e que envolva os ra, manifestou a confiança de que “o pro-
Cabeceirenses. Miguel Teixeira, vice- jecto da adbasto está vivo e vai conti-
presidente da adbasto, alertou para o nuar, recordando que o Jornal “O Bas-
“deplorável” e “miserável” controlo to” já vai no sexto ano de publicação,
político de instituições concelhias ao contrário das previsões, que apon-
ligadas ao ensino, que afecta grave- tavam para que o jornal se extinguisse
mente a liberdade e a autonomia de dois meses depois da sua criação”. Cumpriu-se a tradição. A adbasto continua a ser um espaço de liberdade e
Escolas e que conduzem à sua asfi- Mário Leite, Presidente da Comissão de expressão da cidadania…coisa rara no concelho de Cabeceiras!
xia e atrofiamento. Aquele dirigente Política local do PSD reafirmou que o
recordou a grave situação económica projecto da adbasto “é importante cidadãos do concelho para a neces- sub-director do Jornal “O Basto”
a que o actual Governo conduziu o País, para Cabeceiras e disse estar a tra- sária mudança”. Intervieram tam- Marco Gomes.
que tem também grande contributo e balhar para que o Partido a que pre- bém o Dire-ctor do Jornal “O Bas- O jovem Médico de Arco de Baúlhe Vítor
correspondência em Cabeceiras. Como side possa construir com a ajuda de to”, Eng. Gonçalo de Meirelles, José Pimenta recordou por último, que é im-
compreender, referiu Miguel Teixei- muitos Cabeceirenses, independen- Marinho, Eng.António Basto, Do- portante continuar a manter este tipo de
ra, que estando o “País de Joelhos” temente da sua ideologia, um pro- mingos Silva, Dra. Custódia Maga- iniciativas, para aprofundar a Liberdade e
e praticamente sem dinheiro para jecto credível que una e mobilize os lhães, Professor Alexandre Vaz e o a Democracia em Cabeceiras de Basto.

Santuário de Nossa Investimento de cerca de um milhão de euros em


Celorico de Basto
Senhora da Graça alvo Parque Empresarial de
de obras de beneficiação Celorico vai criar 30 novos
No passado, dia 07 de Abril, deslocou-se a Mondim de Basto, o Secretário
de Estado da Administração Local, Dr. José Junqueiro, para assinar um postos de trabalho
Contrato de Financiamento para Obras no Santuário de Nossa Senhora da
No passado dia 18 de Abril, foi inaugurado, em Crespos, Celorico de Basto,
Graça.
o Pólo 2 -Indústria e Serviços do Parque Empresarial de Basto e o Centro
Concelhio de Apoio às Micro Empresas (CCAME) em Celorico de Basto

Celorico pretende dinamizar o emprego com o lançamento de um Parque


Empresarial em Crespos
A cerimónia contou com apresença do presidente da Agência para o Investimento
e Comércio Externo de Portugal (AICEP), Basílio Horta, e do presidente da Câmara
Municipal de Celorico de Basto, Joaquim Mota e Silva, os quais assinaram um
protocolo de cedência de instalações do CCAME à empresa Davimalhas, Lda.
Santuário da senhora da Graça vai receber obras de beneficiação para acolher A construção do Parque Empresarial de Basto, um investimento de cerca de um
peregrinos e visitantes milhão de euros, tem como principal objectivo a diversificação das actividades
comerciais do concelho e, sobretudo, a criação de 30 novos postos de trabalho, a
O Santuário da Senhora da Graça é um dos monumentos de culto mais visitados curto prazo.
do norte de Portugal. Segundo o presidente da Câmara, Joaquim Mota e Silva, “Celorico está a entrar
Todos os anos atrai milhares de visitantes. numa época de desenvolvimento económico e social.” O autarca sublinhou que
A cerimónia contou com a presença do, o Bispo da Diocese de Vila Real, D. os seus principais objectivos, neste segundo mandato, são, para além da criação
Joaquim Gonçalves, o Presidente da Câmara de Mondim de Basto, Eng.º de novos postos de emprego, “o aumento dos apoios a nível social e de ensino e,
Humberto Cerqueira, a Presidente da Assembleia Municipal, Dr.ª Laura Ínsua, acima de tudo, melhorar as condições de vida das famílias do concelho.”
o Presidente da Junta de Freguesia de Vilar de Ferreiros, José Queirós e o O presidente da AICEP, Basílio Horta, afirmou que “é dificil viver num país que
responsável daquela paróquia, o Pe. Manuel Guedes. não dá a imagem de uma boa governação” e congratulou o presidente da câmara
O momento serviu para o Secretário de Estado visitar parte da obra já executada, de Celorico de Basto, pelo notório desenvolvimento que se tem vindo a verificar
tendo merecido por parte de todos os presentes os melhores elogios. no concelho.

4 20 de Abril de 2011
Um Património e a memória de um povo que se perde para sempre em Arco de Baúlhe…
Começaram os trabalhos de desmantelamento da Linha
do Tâmega para instalação do projecto da Ciclovia
De acordo com o Blogue Arcoense provocado situações muito pouco reco-
“malmaior.blogspot.com” “já começa- mendáveis bem próximo de nós. Entre
ram os trabalhos de desmantelamen- Fafe e Guimarães, por exemplo, nos
to da antiga Linha Ferroviária do anos noventa as Câmaras Municipais
Tâmega, para instalação do projecto respectivas “abraçaram” o projecto de
autárquico de uma Pista para velocí- reconverter a antiga linha ferroviária
pedes”. numa ciclovia. Se entre Fafe e o limite
A imagem que reproduzimos neste jor- do concelho com Guimarães o projecto
nal e que se encontra reproduzida no teve relativo sucesso, o mesmo já não
referido blogue é absolutamente cho- se pode dizer na parte da ciclovia tute-
cante e traduz a insensibilidade da au- lada pelo concelho de Guimarães. O
tarquia local cabeceirense perante o Jornal de Notícias, há bem pouco tem-
valioso património ferroviário que ago- po, trazia uma reportagem em que “pu-
ra se perdeu para sempre. nha a nu” o completo abandono da ci-
Começou o desmantelamento da Linha Ferroviária do Tâmega junto à Estação
Recorde-se que a Câmara Municipal clovia (antiga Linha férrea), com as gi-
de Arco de Baúlhe. Um atentado ao património e à memória afectiva das gentes
assumiu há largos anos o projecto da estas a cobrir o percurso, e noticiando,
do Arco de Baúlhe e do concelho, com os responsáveis bem identificados
construção de uma Pista para que a mesma se tinha transformado
velocípedes na antiga Linha ferroviária num local propício à prática da prosti- telar a antiga Linha Ferroviária, inclusi- da Linha do Tâmega para o projec-
do Tâmega, entre Arco de Baúlhe e Vila tuição e do consumo de drogas, por to- vamente, próximo do local da antiga to tolo da ciclovia, já se prolonga-
Nune, um projecto que está longe de xicodependentes, dada a configuração estação ferroviária de Arco de Baúlhe, ram estação terminal adentro. Uma
ser pacífico e tem provocado a “escondida” do traçado. Viam-se inclu- onde existe ainda as locomotivas e o vergonha gritante, maior ainda
indignação de vários munícipes de Arco sivamente “seringas” espalhadas por Comboio Histórico um importante e quando a autarquia local (sim, Jun-
de Baúlhe, que têm exprimido a sua vários pontos da ciclovia. valioso património rodoviário. ta de Freguesia) e a população ar-
revolta nas redes sociais e nos blogues. Uma situação que pode muito bem vir No Blogue malmaior.blogspot.com, o coense e Cabeceirense em geral,
Recorde-se que o projecto de reconver- a acontecer entre Arco de Baúlhe e Vila jovem Médico arcoense Vítor Pimenta assiste impávida e serena a este
são de Linhas Ferroviárias em ciclovi- Nune. A Câmara de Cabeceiras conti- manifesta a sua indignação, referindo grande atentado ao seu património
as é um projecto que não é novo, e tem nua irredutível no projecto de desman- que “os trabalhos de arrancamento e memória”.

Por que pararam as obras neste Centro de Dia?


As “estranhas ligações” entre a Câmara de Cabeceiras e a ADIB
A Câmara Municipal de Cabeceiras que já tinha doado um terreno público à ADIB com a área de 2500 metros quadrados, pelo período de 50 anos para a
edificação de um Centro de Dia, desde Agosto de 2008 já “injectou” nesta Associação, proprietária do Jornal “Ecos de Basto” e onde pontificam militantes
do PS e colaboradores do actual Presidente da Câmara, cerca de 110 mil euros do erário público.
O primeiro subsídio público no valor de os meses, não se sabendo ao certo
60 mil euros, seguiu para os cofres da o que está a motivar um atraso tão
ADIB após deliberação da Câmara Mu- significativo. Aliás o aspecto exterior
nicipal de Cabeceiras ocorrida em 23 do equipamento é precisamente o mes-
de Outubro de 2008. Nos primeiros mo que já tinha em Abril de 2010 e de
meses de 2010, a ADIB volta a ser con- há um ano para cá, pouco ou nada se
templada com um subsídio da Câmara alterou. A especulação sobre o que
Municipal de Cabeceiras de Basto no se estará a passar por detrás da cons-
valor de mais 50 mil euros trução deste equipamento social tem
No entanto, as obras de construção do aumentado na vila de Cabeceiras de
Centro de Dia e de Apoio Domiciliário Basto, duvidando-se agora da real
da ADIB nas imediações do Centro Hí- capacidade financeira da ADIB para Por que pararam as obras de construção do Centro de Dia da ADIB?
pico de Vinha de Mouros estão paradas colocar a parte que lhe cabe, na edi- Permanece o mistério…
há vários meses, desconhecendo-se em ficação deste Centro de Dia e de
absoluto as razões que estão por de- Apoio Domiciliário. Não queremos do associativismo a nível local, para quase 18 anos. A situação, de tal forma
trás desta situação. acreditar que a obra parou por falta de a Associação mais privilegiada pelo insólita e feita às “escancaras” chegou
Recorde-se que A ADIB, aproveitando verba e que a Câmara Municipal de “regime”. Ficaram célebres as come- a “chocar” a oposição Social-Democra-
a onda dos Governos Sócrates, des- Basto se esteja a preparar para injectar morações do 25 de Abril e os sucessi- ta. Mas com o tempo, “a oposição ca-
de 2005, constituiu-se à pressa como mais dinheiro público na ADIB vos subsídios que foram sendo atribuí- lou-se” e deu o facto como normal.
IPSS e com o total apoio da Câmara dos pela autarquia para a sua organi- Na ficha técnica do Jornal Ecos de Basto
lançou-se na construção de um Cen- As “estranhas ligações” da ADIB zação. Os editais camarários e convo- e na Direcção da ADIB continuam a figu-
tro de Dia e de Apoio Domiciliário. Um com o Poder instituído no concelho catórias da Assembleia Municipal, bem rar amigos e camaradas de Joaquim Bar-
projecto localizado na freguesia de Há quem diga em Cabeceiras de Bas- como os relatórios de contas das em- reto. Desde a fiel Benvinda Magalhães,
Painzela, nas imediações do Centro to que a ADIB se confunde com a presas municipais como a Emunibasto Directora do Jornal e destacada figura do
Hípico de Vinha de Mouros, cujo in- Câmara Municipal, não se sabendo ou Basto Solidário, têm sido diligente- PS local, ao submisso José Gonçalves
vestimento ascende os 432.700 euros. muito bem onde acaba a Câmara e mente publicados nas páginas do órgão Lopes, que foi líder da bancada do PS na
Trata-se de um equipamento com ca- começa a ADIB e vice-versa. Funda- oficial da ADIB, “o isento Ecos”, ape- Assembleia Municipal de Cabeceiras ao
pacidade para albergar 34 utentes e da nos anos oitenta por Joaquim Barre- sar da Lei, no caso dos Editais obri- longo de vários mandatos, e também a
servir, através do apoio domiciliário, to, actual presidente da Câmara e por gar a que sejam publicados em pelo Maria João Baptista, adjunta de Barreto
40 casas. A obra foi lançada em Agos- outros militantes do PS local, a ADIB menos dois jornais locais. Desde na Câmara Municipal. A redacção do jor-
to de 2008, aquando da visita do Mi- organizou-se como resistência ao po- 1993 uns bons milhares de euros têm nal integra ainda Luís Filipe Silva, que é
nistro do Trabalho e da Solidariedade der social-democrata que governou entrado directamente para os cofres da só o Chefe de Gabinete do Presidente da
Social, Vieira da Silva, destacado diri- Cabeceiras entre 1979 e 1993. O Jor- ADIB, vindos directamente da Câmara. Câmara e o Jornal Ecos de Basto assim
gente do aparelho nacional do PS e nal Ecos de Basto, propriedade da as- Mas foi nos últimos anos que a ADIB como a ADIB, liderada pela funcionária
amigo pessoal de Joaquim Barreto. sociação, tornou-se pois o órgão oficial mais “privilégios” teve do Poder lo- da Câmara Irene Fontes (que integra o
do Partido Socialista local, difundindo cal. A atribuição de um terreno público Júri de concursos de admissão de no-
Terá a ADIB condições financei- em Vinha de Mouros com a área de vos funcionários na Câmara Munici-
comunicados e ajudando a consolidar
ras para concluir este projecto de o projecto de ascensão ao Poder de 2500 metros quadrados, pelo período pal) é hoje, um “viveiro de camaradas
Apoio Social? Joaquim Barreto. O Poder chegou final- de 50 anos à ADIB foi uma excelente e amigos”. Portanto, tudo boa gente,
Apesar de ter sido lançada em Agos- mente em 1993 e com a chegada de “prenda” do homem que fundou a As- que tem cumprido com eficácia a função
to de 2008, a obra do Centro de Dia e Joaquim Barreto à Câmara, a ADIB sociação e que preside com “mão de de “engordar” a ADIB, como a Associa-
de Apoio Domiciliário parou há vári- passou num ápice de parente pobre ferro” aos destinos de Cabeceiras há ção eleita pelo Poder.

20 de Abril de 2011 5
A Ministra do Trabalho e da Solidariedade Social
Helena André, inaugura obras em Cabeceiras
e Celorico de Basto
A Ministra do Trabalho e da Solidariedade Social, Helena André, inaugurou duas infra-estruturas de apoio social em Cabeceiras e Celorico de Basto
Celorico de Basto idosos que abrangem 20 utentes, e
O Centro Social de Codessoso, uma ainda está preparada para centro de dia
infra-estrutura social que vai funcionar para 30 utentes com espaço multiusos
com várias valências, que resulta de um para actividades recreativas.
investimento de cerca de 1 milhão e 300
mil euros. Cabeceiras de Basto
A cerimónia de inauguração contou com A ministra do Trabalho e da
a presença da Ministra do Trabalho e Solidariedade Social, Helena André,
da Solidariedade Social, Helena André, inaugurou, na freguesia de Cavez, a
com o presidente da Câmara Municipal Creche, Lar e Serviço de Apoio
de Celorico de Basto, Joaquim Mota e Domiciliário do Centro Social da
Silva, com a directora da Segurança Paróquia de Cavêz, equipamento que
Social do Distrito de Braga, Dra. Maria vem criar 25 novos postos de trabalho.
do Carmo Antunes, com o Governador Durante a cerimónia de inauguração das
Civil do distrito de Braga, entre outras novas valências do Centro Social da
individualidades, das quais se destacam Paróquia de Cavêz foram assinados os
os representantes de algumas acordos de cooperação para o Lar de
empresas que têm ligação à freguesia Idosos e para o Serviço de Apoio
de Codessoso (Mota Engil, Resinorte, Domiciliário entre a Segurança Social
Portucel, EDP). e a Instituição, confirmando a ministra
Ministra inaugurou ampliação do Centro Social de Cavez em Cabeceiras e o
Este equipamento, localizado num do Trabalho a celebração dos acordos.
Centro Social de Codessoso (na foto) em Celorico
terreno adquirido pela Câmara A cerimónia contou com a presença dos
Municipal de Celorico de Basto, anexo presidentes da Câmara e Assembleia Dr. Fernando Moniz, da directora do Ribeiro, do presidente da Junta de
à Igreja Paroquial com 3396 m2, vai Municipais de Cabeceiras de Basto, Centro Regional de Segurança Social Freguesia de Cavez, Carlos Augusto
dispor de uma série de serviços em Eng.º Joaquim Barreto e Dr. China de Braga, Maria do Carmo Antunes, do Boticas, vereadores e demais autarcas,
benefício da população, com apoio Pereira, do Arcebispo Primaz, D. Jorge presidente do Centro Social da Paróquia funcionários da instituição e população
domiciliário para 25 utentes, lar de Ortiga, do Governador Civil de Braga, de Cavês, Monsenhor José Augusto em geral.

Ximenes Belo, prémio Associação Recreativa Cultural e Desportiva de Abadim


Nobel da Paz, esteve em Elegeu novos órgãos sociais
“Perante a Assembleia-Geral de sócios foram empossados os novos órgãos
Mondim de Basto sociais da ARDCA, sendo a nova Presidente da Direcção Ana Rocha,
coadjuvada nas suas funções pelo Vice-Presidente de Direcção Orlando
Ximenes Belo, que recebeu o prémio Nobel da Paz em 1996, esteve em Lopes, sendo o Secretário José Andrade Teixeira, Tesoureiro José Magalhães
Mondim de Basto no passado dia 10 de Abril e presidiu à Procissão do e os Vogais Herculano de Moura, Filipe Magalhães, Tiago Rocha, Joaquim
Encontro do Senhor e foi recebido no Salão Nobre dos Paços de Concelho Miguel Gonçalves e Bruno Casacas Barroso”, pode ler-se num comunicado
enviado à nossa redacção por Orlando Lope
O antigo bispo de Timor-Leste, que esteve no ano de
2004 em Mondim de Basto no âmbito dos “Encon- A Assembleia Geral de Sócios é liderada pelo Presidente de
tros de Basto”, presidiu a “ realizada em Mondim de Assembleia Óscar Barroso tendo como Secretários Vítor Parada
Basto no passado dia 10 de Abril. Esta procissão, e António Barroso. No Conselho Fiscal foram empossados José
organizada pela Paróquia de Mondim, é considera- Fernandes como Presidente e Nuno Gonçalves e Jorge
da “um dos pontos altos” do período pascal em Mon- Fernandes como relatores.
dim de Basto. “Nesta sessão, os novos dirigentes da ARCDA, após os
Posteriormente, Ximenes Belo foi recebido pelo Pre- agradecimentos aos convidados, sócios e simpatizantes da
sidente da Câmara de Mondim de Basto, Humberto associação que se fizeram deslocar à sede da Junta de
Cerqueira, no salão Nobre dos Paços de Concelho Freguesia para também eles tomarem parte em mais um
daquela vila de Basto. Humberto Cerqueira justifi- Ximenes Bele e Humberto importante momento desta associação, foi apresentado pela
cou a cerimónia como um gesto de reconhecimento Cerqueira Presidente de Direcção o novo Plano de Actividades para o ano 2011”, conclui.
e gratidão da população de Mondim de Basto pelo

Jornadas Regionais sobre


papel de D. Ximenes Belo na luta pela auto-determinação do povo de Timor-Leste.

Dia Nacional do Combatente Viticultura em Mondim


celebrado em Cabeceiras Realizaram-se no passado dia 14 de Abril de 2011 as Jornadas Regionais
sobre Viticultura que tiveram como objectivo dar formação e informação
No dia 9 de Abril, celebrou-se o 93.º aniversário do Dia Nacional do sobre as questões fitossanitárias relacionadas com a vinha
Combatente e da Batalha de La Lys, uma celebração que culminou com a
Ao longo das jornadas foram abordadas
deposição de coroas de flores junto ao Monumento ao Combatente, na
temáticas de grande interesse para os
Rotunda dos Combatentes, em Cabeceiras de Basto viticultores, que puderam ver esclarecidas
O programa teve início com a celebração da algumas dúvidas relacionadas com as
missa em sufrágio pelos ex-combatentes na doenças do lenho e tratamentos
Igreja do Mosteiro de S. Miguel de Refojos, específicos a realizar, prevenção de
seguindo-se a homenagem aos ex-comba- doenças da vinha, custos associados a
tentes que tombaram durante a Batalha de uma viticultura sustentável e estratégias
La Lys. para a nutrição vegetal.
A iniciativa organizada pela Liga dos Com- O evento, que contou com a colaboração
batentes – Núcleo Regional de Braga em da Direcção Regional de Agricultura e
parceria com a Câmara Municipal de Cabe- Pescas do Norte, da Comissão de Viticultura continua a ser uma mais
ceiras de Basto, contou ainda com a cola- Viticultura da Região dos Vinhos Verdes e valia para Mondim
boração do RC6 (Regimento de Cavalaria) Cabeceiras assinalou Dia do da SAPEC, contou com a presença de
de Braga. cerca de 60 viticultores da região que participaram activamente no debate e manifestaram
Combatente
À cerimónia associaram-se as autoridades o seu agrado com a existência deste tipo de actividade no concelho de Mondim de Basto.
civis, militares e religiosas, instituições e As jornadas encerraram com um “Verde de Honra” com vinhos oferecidos por alguns dos
Autarquias do Município Cabeceirense, bem como familiares e amigos dos ex-combaten- produtores mondinenses (“Casa de Santa Eulália”, “Latuca”, “Quinta D´Onega, e “Quinta
tes e população em geral. da Travessa”).

6 20 de Abril de 2011
Ex-motorista do Governo, agora habitante de Cabeceiras de Basto, conta-nos um pouco da sua história de vida

“Raptei a empregada doméstica de um membro


do Governo e orgulho-me disso”
José de Carvalho Francisco, nascido a 17 nio Barreto, Álvaro lá, no santuário. O fica contar que tinha sido apurado no Spor-
de Abril de 1940, é natural da Covilhã e Barreto, Arlindo Cu- facto é que na se- ting, mas que era benfiquista e, por isso, pre-
após se reformar optou por vir morar para nha, e, inclusive, o gunda-feira seguinte feria ir para lá. Aceitaram-me e foi então que
Cabeceiras de Basto, terra da sua esposa, Presidente da Repu- os senhores Secretá- comecei a dar os primeiros passos no atle-
onde conta passar o resto a sua vida. Em blica, Aníbal Cavaco rios de Estado infor- tismo. Contudo, tinha treinos todas as quar-
conversa com o nosso jornal, contou-nos Silva. maram-me do desa- tas-feiras e tinha que inventar sempre uma
um pouco da sua história de vida. Aventu- Ao longo da sua vida, parecimento dela, e desculpa ao meu patrão para poder treinar.
ras e episódios caricatos não lhe faltam. passou pelos mais fui eu que os levei até Até que um dia, ele avisou-me que se conti-
Mas este homem, que foi funcionário pú- caricatos episódios, à esquadra da polí- nuasse a dar desculpas me despedia. Tive
blico, futebolista, atleta e, recentemente, os quais relembra cia, sempre calado, medo e sai do Benfica”, confessou.
criador de vários núcleos e membro de al- com saudade e com sem revelar o seu Recentemente, reformou-se e optou por fi-
guns grupos populares, também já passou um sorriso no rosto: paradeiro. Este epi- car a viver em Outeiro, Cabeceiras de Bas-
por muitos obstáculos e teve que lutar para “Quando tinha uns 14 sódio foi muito fala- to. Embora tenha vindo com algum receio,
conseguir vencer na vida. anos, fui com um gru- do, na altura. Mas eu está feliz com a escolha e está já rodeado
Nascido no seio de uma família pobre, en- po para a colheita da não me arrependo, de amigos. “Sou uma pessoa de relações
frentou as maiores dificuldades para sobre- azeitona, em Torres hoje é a coisa mais fáceis e respeito muito quem me respeita e
viver. “Os meus pais eram muito pobres. Novas, e como eu era importante da minha me aceita”, garantiu.
Desde os cinco ou seis anos eu era obriga- o mais pequeno do vida. Na verdade, Orgulhoso por ser “aldeão” e ainda com
do a ir para uns montes, onde agora se si- grupo, eles resolve- raptei a empregada muito para dar, decidiu criar quadros do
tua a Universidade da Covilhã, guardar ram meter-me dentro José de Carvalho Francisco foi motorista doméstica de um Benfica pelos cafés de Cabeceiras e a
cabras. Eu e os meus quatro irmãos tive- de um saco, para as- de Lopes Cardoso, António Barreto, Álva- membro do governo “Alma benfiquista”, de Cabeceiras de Bas-
mos uma vida muito dura, passamos fome, sim não pagarem a ro Barreto, Arlindo Cunha e Cavaco Silva e orgulho-me disso”, to. O ex-motorista do governo faz também
as piores misérias que um ser humano minha viagem de afirmou. Contou-nos parte de um grupo de concertinas, onde
pode imaginar. Posso afirmar que por mo- comboio. Lembro-me de jogarem às cartas ainda que sempre foi muito alegre e que “an- toca castanholas, reco-reco e tambor. E
rar numa terra muito fria e ter de andar em cima da minha cabeça, de urinar dentro dava sempre na ‘paródia’, imitava a maneira integra ainda o rancho folclórico de S. Ni-
descalço, cheguei ao ponto de urinar nos do saco, porque a viagem durou muitas ho- de andar e de falar dos senhores do gover- colau, em algumas das suas actuações.
pés para os aquecer”, revelou. ras. Depois com o dinheiro poupado com o no. Punha toda gente a rir!” José de Carvalho Francisco afirma-se como
Mais tarde, por volta dos 16 anos de idade, meu bilhete, fomos a uma taberna beber uns Enquanto estava em Lisboa e trabalhava para um homem activo e muito alegre e conside-
Francisco resolveu ir trabalhar para Lisboa, copos.” Francisco revelou-nos também que o governo, Francisco foi jogador de futebol, ra que o respeito, a amizade e a lealdade
onde se encontrava o seu pai. Aí, mais uma em 1986, enquanto ainda atravessava um no Palmense e fundou um clube de futebol são os principais valores que regem o ser
vez, teve que se sujeitar a trabalhos duros processo de divórcio, conheceu a sua actual num bairro popular, no Areeiro. No qual era humano. Finda o seu discurso deixando al-
para sobreviver, até que integrou na fun- esposa, natural de Cabeceiras de Basto, que director e também jogador. Contudo, não se guns agradecimentos: “não posso deixar de
ção pública. era empregada doméstica na casa de um ficou por aqui, e enveredou também pelo atle- agradecer a todos aqueles que, no governo,
O simpático e divertido senhor dos “sete membro do governo. “Apaixonei-me por ela tismo. “Nessa altura, o Sporting andava a me acolheram e me acarinharam; a todos
ofícios”, foi funcionário administrativo no e resolvi raptá-la e levá-la para minha casa. adquirir membros para o atletismo. Eu fiz as os cabeceirenses que me aceitaram e se
governo durante cerca de 30 anos, onde Nesse fim-de-semana, levei-a até Fátima, provas muitas vezes, até que um dia conse- tornaram meus amigos; à adbasto pelo ca-
desempenhava a função de motorista. Es- onde almoçamos e onde a surpreendi com gui ser apurado no salto em comprimento e rinho e atenção que prestam com a minha
teve ao serviço de Ministros e Secretários um pedido de casamento. Contei-lhe, então, fui, então, convidado a entrar no Sporting. pessoa; e, sobretudo, à minha esposa, que
de Estado dos mais variados partidos polí- que tinha tido uma conversa com a Nossa Mas a verdade é que eu sou benfiquista. sempre me apoiou e me aturou, a quem eu
ticos. Entre outros, Lopes Cardoso, Antó- Senhora, onde lhe prometi que casaríamos Ganhei coragem e fui às instalações do Ben- devo tudo.” Teresa Magalhães

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20 de Abril de 2011 7
Procissão dos Passos São Cabeceiras aprova relatório e contas do
município relativo a 2010
Nicolau (Cabeceiras de Basto)
A freguesia de Cabeceiras de Basto (S.
Nicolau) recebeu nos dias 16 e 17 de
Autarquia diz que “a dívida
Abril, a Procissão do Senhor dos Passos.
Organizada pela Confraria do Senhor diminuiu e que a capacidade de
desta paróquia, e dando continuidade a
uma tradição que remonta a 1938, esta
majestosa procissão reviveu o Mistério
endividamento do município é
da Paixão e Morte de Jesus Cristo,
assinalando, deste modo, a época da de 23%
quaresma.
Do programa fez parte a habitual
procissão de velas, realizada no sábado,
dia 16, pelas 21h, na qual seguiram as
imagens de Nosso Senhor Jesus dos
Passos e de Nossa Senhora das Dores, Procissão dos Passos animou
sendo que cada imagem percorreu um Cabeceiras (S. Nicolau)
trajecto diferente.
No domingo, por sua vez, pelas 16h teve lugar a procissão, que contou com a presença
de inúmeros figurantes, e que teve como principal destaque o encontro entre as duas
imagens, momento em que os andores se encontraram no percurso, sendo colocados
frente a frente, representando o encontro entre mãe e filho. Neste momento foi proferido
o Sermão do Encontro.
Após este acto, e a finalizar a cerimónia, as imagens seguiram para a igreja paroquial de
Cabeceiras de Basto, onde foi proferido o Sermão do Calvário.
Estas celebrações deram assim início a uma semana dedicada à preparação para a
visita pascal, que contou com a realização de pregações da Paixão do Senhor nos dias
18, 19 e 20 de abri. Na Quinta-Feira, dia 21 de Abril, teve lugar a Eucaristia da Instituição
com o litúrgico cerimonial do lava-pés do Senhor aos Apóstolos.

Juniores do Mondinense sagram-se


Campeões Distritais da Associação “A Conta de Gerência e Relatório de Gestão foram aprovados com os votos
de Futebol de Vila Real favoráveis do Partido Socialista (5) e a abstenção dos vereadores do PSD (1), em
reunião da Câmara realizada no passado dia 21 de Abril e serão presentes no dia
29 de Abril, à Assembleia Municipal para apreciação e votação”, pode ler-se no
site da Câmara na Internet.
Quanto ao Património do Município, segundo a Câmara, “constata-se que este
atingiu no último ano o montante de 92,3 milhões de euros, o que representa
um aumento de 5,9 milhões de euros comparativamente ao ano de 2009. Se
compararmos a situação actual do Património com o ano de 1993, em que
estava avaliado em 18,8 milhões de euros, verifica-se que aumentou 390 %,
ou seja, 73,4 milhões de euros ao longo destes anos”. Relativamente à situação
financeira da Câmara Municipal constata-se que a dívida diminui e a capacidade
de endividamente é de 23%.
Os Juniores do Mondinense Futebol Clube sagraram-se Campeões Distritais de Futebol
da Associação de Futebol de Vila Real.
Os jovens campeões foram recebidos com grande euforia por centenas de adeptos no
edifício dos Paços do Concelho de Mondim de Basto. O Presidente da Câmara Humberto
Cerqueira dirigiu-se a toda a equipa, técnicos e Direcção, congratulando-os pelo feito
Da Câmara Municipal
inédito que tinham conseguido.
Segundo comunicado enviado pela Câmara ao nosso jornal “Este percurso dos jovens do
Mondinense prova que a aposta dos clubes na formação é um contributo importante
só boas notícias!
para o desenvolvimento desportivo. O Presidente da Câmara garantiu a continuidade do Através da leitura desta comunicação camarária publicada no site da
apoio que vem sendo dado pela autarquia à formação”. autarquia na Internet, subentende-se que os Cabeceirenses poderão estar
descansados. A dívida da Câmara segundo a comunicação, continua a
Biblioteca Municipal de diminuir. Aliás outra coisa não seria de esperar.
Seguramente, que há 17 anos que a dívida diminui, apesar dos muitos
Ribeira de Pena assinala 1º empréstimos bancários que a autarquia tem contraído nos últimos anos,
na ordem de vários milhões de euros, que de resto o Jornal “O Basto”
tem feito alusão. Portanto, os cabeceirenses que estejam descansados
aniversário porque a dívida tem diminuído todos os dias.
Se calhar a cada minuto que passa! Há também um ênfase muito grande
A Biblioteca Municipal de Ribeira de Pena celebra o seu 1º aniversário no próximo dia 30 dado ao Património Municipal averbado, fazendo-se sempre a inevitável
de Abril com um conjunto de actividades que se prolongarão ao longo de uma semana,
comparação com 1993. Portanto, 17 anos depois é forçoso continuarmos
entre exposições, teatro, música, actividades lúdicas e de promoção da leitura. Entre as
diversas actividades programadas, a estabelecer comparações com o Património que a Câmara de maioria
destaca-se a apresentação do Livro “A Social-Democrata tinha em 1993.
República no Distrito de Vila Real”, de Apesar dos muitos milhões de euros que entraram na autarquia desde
Joaquim Ribeiro Aires, uma edição da essa altura, apesar do aumento na transferência de fundos financeiros
Maronesa, a 7 de Maio, às 11 horas.30 do Estado para a Câmara Municipal que nada tinha a ver com as verbas
de Abril10:30h - Atelier de Pintura “A tua irrisórias que a Câmara recebia nessa época, convém sempre (como diz o
Biblioteca”; 15:00h - Inauguração da Feira Senhor Presidente da Câmara) fazer sempre comparações, mesmo ao fim
Loja 1 - Av. Cap. Elisio de Azevedo, do Livro 2011, inauguração da exposição
R/C Lj3 Arco de Baúlhe de 17 anos, e depois de várias gerações, E percebe-se porquê!.
www.parasempredigital.com “Passos de uma Biblioteca”; 15:30h - Teatro
A Câmara contabiliza o Património averbado, viaturas, edifícios etc, etc,
das Palavras Necessárias com encenação
Tlm. 960 056 584 como receita do município, o que para muitos é manifestamente
de Joaquim Jorge Carvalho; 16:00h -
Loja 2 - R. Central, 83 B - Salto Lançamento do livro “Um Barco Chamado questionável.
Sophia Loren”, de Joaquim Jorge O que nos vale é que se não tivermos dinheiro para pagarmos os
Carvalho.4 de Maio15:00h - Peddy-Paper empréstimos bancários contraídos poderemos sempre vender o valioso
“Descobre a Biblioteca”.7 de Maio 11:00h - património que temos (é preciso é arranjar compradores o que não está
Apresentação do Livro “A República no fácil para ninguém), quem sabe a começar pelo potente BMW do Gabinete
Distrito de Vila Real”, de Joaquim Ribeiro de Apoio à Presidência.
Aires; 12:30h - Encerramento da Feira do E já agora alguém nos sabe dizer por onde tem andado o BMW da
Livro; 21:30h - Espectáculo de Hip-Hop pela
presidência?
Academia de Bailado de Esposende.

8 20 de Abril de 2011
PS e PSD aprovam listas de Deputados para as “Vida Nova” no PSD/Cabeceiras
Legislativas de 5 de Junho
Isabel Coutinho e Custodia Nova Comissão Política
Magalhães representam já está em funções
Cabeceiras de Basto Como já referimos na última edição do nosso jornal, o PSD de Cabeceiras
de Basto foi a votos no passado dia 2 de Abril e elegeu uma nova Comissão
O PS e o PSD aprovaram em Co- Política liderada pelo Professor Mário Leite, “que se propõe renovar e
missão Política Nacional as listas de credibilizar o PSD local, preparando um projecto de desenvolvimento para
candidatos a Deputados pelo Distri- o concelho de Cabeceiras de Basto, tendo como horizonte a vitória nas
to de Braga. No que concerne ao eleições autárquicas de 2013”.
concelho de Cabeceiras de Basto,
Isabel Coutinho, actual Deputada do Para além do Professor Mário Lei-
PS nas duas últimas legislaturas, te, a nova equipa dirigente Social-
?????????????????????????
volta a ocupar o nono lugar da Lista ????????????????????????????????????? Democrata é composta pela Dra.
de candidatos do PS por Braga. A Custódia Magalhães, pelo Bancá-
Lista Socialista é liderada por António José Seguro, seguindo-se António Braga, rio Francisco Magalhães (vice-pre-
actual Secretário de Estado das Comunidades, Gabriela Canavilhas, actual Minis- sidentes) pelo Consultor Imobiliário
tra da Cultura e Sónia Fertuzinhos, indicada pela quota nacional de José Sócrates. Domingos Monteiro e pelos vogais
No que concerne ao PSD A lista por Braga é encabeçada por Miguel Macedo, actual Alice Magalhães Alves, Ana Maria
líder da bancada social-democrata na Assembleia da República. Mota, Armando Pereira e Rui de
Seguem-se: Fernando Negrão (indicação da direcção nacional), Francisca Almei- Carvalho.
da (Guimarães), Nuno Reis (Barcelos) e ainda o Emídio Guerreiro (Guimarães), Abílio Alves preside à Assembleia
todos eles deputados em exercício. A lista segue com: Clara Marques Mendes Geral sendo acompanhado por Nova Comissão Política do PSD
(Fafe), Jorge Paulo Oliveira (Famalicão), João Lobo (Vila Verde), Maria da Graça José Francisco Leite e Elisa Ma- promete preparar o partido para as
Mota (Celorico de Basto), Hugo Soares (Braga), Isidro Araújo (Amares), Manuel galhães, como vice-presidente e eleições autárquicas de 2013
Penteado Neiva (Esposende), Bruna Ferreira (Barcelos), Francisco Pacheco Ri- secretária.
beiro (Vizela), Custódia Magalhães (Cabeceiras de Basto).

Primeiro seminário de Pão-de-Ló e Cabrito Assado nos


Incêndios Florestais Fins de Semana Gastronómicos
de Cabeceiras de Basto
Onze restaurantes participaram no passado fim de semana no Fim-de-Semana
Gastronómico de Cabeceiras de Basto dedicado ao Cabrito Assado e ao
Pão-de-ló, uma parceria do Município e da Entidade de Turismo do Porto e
Norte de Portugal.
Entrar em contacto com os sabores autênti-
cos que resultam da ligação do homem com
a terra foram objectivos da iniciativa, onde
o visitante pôde saborear as especialidades
servidas nos bons restaurantes do concelho
aderentes à iniciativa, entre os quais se des-
tacam os restaurantes e churrasqueiras: A
O primeiro seminário nacional de Incêndios Florestais realizou-se em Cafreal (Refojos), A Paragem (Portela –
Cabeceiras de Basto, num concelho em que 80% do território tem aptidão Alvite), Cozinha Real de Basto (Pinheiro
florestal, e contou com cerca de seiscentos participantes – Refojos), Churrascaria Do Paço (Arco de
Este seminário, organizado pela Juvebombeiro do Distrito de Braga e pela Federa- Baúlhe), Luís do Outeirinho (Outeirinho
ção Distrital de Bombeiros e a Federação de Bombeiros, decorreu no Pavilhão – Refojos), Marisqueira Cabeceirense
Desportivo de Refojos e contou ainda, na sessão de abertura, com a presença do (Praça da República – Refojos), Nariz do
Governador Civil de Braga, Dr. Fernando Moniz, do presidente da Federação dos Mundo (Moscoso – Riodouro), O Botas
Bombeiros do Distrito de Braga, Comandante Marinho Gomes, do representante da (Arosa – Cavez), O Caneiro (Caneiro –
Liga dos Bombeiros Portugueses, Inspector Fernando Vilaça, do Comandante Dis- Arco de Baúlhe), O Verde Gaio (Campo do
trital da Associação Nacional de Protecção Civil, Hercílio Campos, do presidente da Seco – Refojos) e O Vale Verde (Lamas – ?????????????????????????
Associação Humanitária dos Bombeiros Voluntários Cabeceirenses, Dr. Jorge Ma- Alvite). ?????????????????????????????????????
chado e do Comandante do Voluntários Entretanto, decorreram até 21 de Abril, as Féri- ??????????????????????????????????????
Cabeceirenses, Duarte Ribeiro. as Criativas, cujo arranque contou com a parti-
Durante o seminário foi apresentado, cipação de cerca de 20 crianças e jovens que animaram a Praça da República,
aos cerca de 600 participantes, seis em pleno centro histórico da vila. A construção de objectos poéticos, a máscara e
painéis de debate tais como “Organiza- o figurino, histórias da história do Teatro, ler e interpretar, cantigas e lenga-lengas,
ção inicial de teatro de operações”, “In- teatro no espaço público e a transformação plástica da Praça numa instalação
cêndios florestais: comunicações no te- teatral foram as actividades propostas para estas férias da Páscoa.
atro de operações”, “Ordenamento flo-
De: Paula Cristina Oliveira L. Rodrigues
ESPECIALIDADES
restal”, “O fogo e a sua vertente peran-
te a lei”, “FEB – a 1.ª intervenção efec-
Concer to de Órgão de
Posta à Grelhados & Companhia
Bochechas de Porco Preto
Lagartos Porco Preto
tuada por equipas helitransportadas” e
o “Comportamento eruptivo do fogo”. Tubos em Cabeceiras de
Na sessão de encerramento do primei-
Secretos de Porco Preto
Entrecosto de Porco Preto
ro seminário de incêndios florestais mar-
caram presença o presidente da direc-
Basto
Bifinhos com Alho
Costeleta de Novilho
ção e o comandante da Associação Hu- A Associação de Municípios do Baixo Tâmega promoveu no
Pita Shoarma manitária dos Bombeiros Voluntários dia 16 de Abril, o Concerto de Órgão de Tubos no restaurado
Delicie-se com as nossas Cabeceirenses, o Governador Civil de instrumento da Igreja do Mosteiro de São Miguel de Refojos,
especialidades na companhia Braga, o presidente da Federação dos em Cabeceiras de Basto.
de quadros da Pintora Mieke Qualm Bombeiros do Distrito de Braga, o dele- Este evento fez parte do Ciclo de Concertos do Órgão de Tubos
Rua 25 de Abril, nº 14 Lj 3 Tlf. gado distrital da Juvebombeiro, a Liga da referida igreja, numa iniciativa para aproximar o público da
(Junto ao Tribunal)
253 666 221
dos Bombeiros Portugueses e ainda um música erudita e da sonoridade singular deste tipo de
Cabeceiras de Basto representante da ANPC Nacional. instrumentos.

20 de Abril de 2011 9
Manuel Joaquim
N. Oliveira

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10 20 de Abril de 2011
como de pão para a boca, de o empurrar borda-fora:
O País das Maravilhas! não para evitar anos, vidas esmifradas, gerações
comprometidas, que serão longos; mas para que o
Por Alexandre Vaz
aperto de tarraxa possa ser suportado com dor mas
“ A verdade é que já não somos (se é que alguma vez fomos) um Estado de Direito, hoje não passamos para salvar o país – e não a pele do PS e do seu líder.
de um Estado de Necessidade” – João Espanha (Diário Económico) A nossa situação é calamitosa, estamos cada vez mais
com a corda na garganta, mercê de um estadista de
O oráculo Marcelo Rebelo de Sousa afirmou, nos esquerdas, devia ser matéria para a história e não tomo chamado José Sócrates, que ficará para a
princípios do mês de Março, preto-no-branco: para o jornalismo. Estamos em 2011, refastelados na História como o pior Primeiro-Ministro abrilino. A sua
“Não se sabe exactamente quando é passada a democracia, mas continuamos a ser atingidos pelos reeleição para secretário-geral do PS foi o seu canto
certidão de óbito, mas o Governo está morto”. estilhaços de 1975. Esta loucura revelou a essência do cisne.
Sim, senhor Marcelo, a certidão foi, finalmente, das nossas esquerdas: vivem para o conflito e O país está bloqueado. Não se sabe se é bom poupar
passada: desprezam a normalidade do compromisso e do até ao cotão, gastar, investir ou consumir, ficar no país
Morte por doença crónica desconhecida diálogo institucional.. ou emigrar, acreditar ou desesperar.
Mas onde vai ser o lugar do morto? É claro que o PS está em fim de ciclo, Durão Barroso e Vítor Constâncio, comparsas de fila,
Convém recordar porque andamos ao colo com este autodesautorizou-se. homens engendrados no laboratório de Bruxelas,
morto, durante anos, com esquerdas que nunca Admitamos que houve um cadáver em S. Bento. poderão constituir o duo providencial. Bem vistos
dobraram o cabo leninista do PREC e direitas, Esteve lá muito tempo a apodrecer. O morto – todos os nós-górdios, quem merecia uma soberba
embaraçadas, que demoraram a digerir o fim do fantasma viveu ou sobreviveu de meter medo, de Moção de Censura era toda aquela numerosa, alegre
cavaquismo, não houve, de facto, alternativa. assustar. e folgada Câmara dos Deputados.
Venderam-nos a ideia de que o Estado ia tomar conta José Sócrates lançou o país numa crise política, Consigo fazer da indignação uma serenidade. Procuro,
de tudo, muito bem tomadinho, até das nossas económica e social num lodaçal; e, alguns beatos ao invés, falar de uma grandeza que dá ao homem o
consciências. ainda perguntam por aí: porquê? O que terá Sócrates direito de usar um nome que não o envergonhe. Eu
Sócrates, agarrado desesperadamente à bóia de a ganhar com o chumbo do PEC? A resposta básica sei bem de que grandeza falo, pois encontro-a nas
salvação do sacrossanto Estado Social, vive num país para esses básicos é só uma: tudo. Ao encostar o PSD palavras de Albert Camus: “No segredo do meu
que não existe. Não, por acaso, Portugal era o único à parede, qualquer reacção de Passos Coelho menos coração não me sinto em estado de humildade
país da União Europeia com um governo minoritário, esclarecida ou confusa, será uma vitória para senão perante as vidas mais pobres ou nas
à deriva. A instabilidade que estamos a gramar tem a Sócrates, que está fartinho, desde há seis anos, de grandes aventuras do espírito humano. Entre as
sua primeira causa nesta tonta especificidade. E mais saber cantar muito bem a velha cantiguinha folclórica. duas, encontra-se hoje uma sociedade que dá
tonta ainda é a causa deste surrealismo “made in Sócrates é um “animal feroz”; mas também é, com os vontade de rir”
Portugal”. O PREC essa sarna histórica que não nos fiéis catecúmenos espalhados pelo país, como uma Este é o mundo que fez de “A Sociedade do
larga. praga, perigoso. Com um bónus: ir a eleições chorar Espectáculo” (Guy Debord) o seu livro de estilo: “Toda
Como é sabido, a nossa patética e pateta democracia as mágoas às suas multidões, engajadas e a vida das sociedades nas quais reinam as condições
foi feita contra o PREC; e, após 1976, um governo manipuladas, pela injustiça e infâmia de o terem modernas de produção anuncia-se com elas como
PS/PCP tornou-se o anátema do sistema. Mas, por corrido com paus e pedras. Porque é, nas suas uma acumulação de espectáculos. Tudo o que era
amor da santa, esta incomunicabilidade das próprias palavras, “um animal feroz”, o país precisa, directamente vivido afastou-se numa representação”.
 NECROLOGIA   NECROLOGIA  Nele, o cronista é um Fernão Lopes da sua
perplexidade. Talvez as gerações futuras olhem um
dia com horror a mistura explosiva de cinismo e
António violência, avidez e leviandade, sobranceria e
Amilcar Marques
perversidade com que nos olhamos no mundo. Neste
da Costa Gonçalves tempo megalómano e exibicionista em que todos
procuram uma insaciada autoestima, convém
(Refojos de Basto) (Pinhó - Outeiro) mantermos o sentido da memória e da medida. Por
isso, não há melhores palavras para dizer este
Nasceu a 24/11/1933 Nasceu a 14/06/1929 tempo e este modo do que as que Lampedusa deu
Faleceu a 07/04/2011 Faleceu a 20/03/2011 ao príncipe de Salina:
“Nós fomos os Leopardos, os Leões; os que vêm
Agradecimento Agradecimento aí são os chacais, as hienas”.
A família enlutada, na impossibilidade de o fazer A família enlutada, na impossibilidade de o fazer Agora, olho o céu e a sua luz desfeita. Há um raio que
pessoalmente, vem por este único meio, expressar pessoalmente, vem por este único meio, expressar entra e cai sobre a capa de um velho livro onde se diz
muito reconhecidamente a sua mais profunda muito reconhecidamente a sua mais profunda do “amor que move o sol e as outras estrelas”. E isso
gratidão para com todos quantos se dignaram gratidão para com todos quantos se dignaram torna a minha vida feliz.
participar no funeral e assistiram à missa do 7º dia, participar no funeral e assistiram à missa do 7º dia,
em sufrágio do seu ente querido. em sufrágio do seu ente querido.
 NECROLOGIA 

D. Deolinda da Silva José Teixeira Júlio Calçada


Costa Leite Vides
(Painzela) (Passos) (Cachim - Refojos)

Nasceu a 25/12/1940 Nasceu a 02/03/1922 Nasceu a 07/08/1935


Faleceu a 15/03/2011 Faleceu a 26/03/2011 Faleceu a 17/04/2011

Agradecimento Agradecimento Agradecimento


A família enlutada, na impossibilidade de o fazer A família enlutada, na impossibilidade de o fazer A família enlutada, na impossibilidade de o fazer
pessoalmente, vem por este único meio, expressar pessoalmente, vem por este único meio, expressar pessoalmente, vem por este único meio, expressar
muito reconhecidamente a sua mais profunda muito reconhecidamente a sua mais profunda muito reconhecidamente a sua mais profunda
gratidão para com todos quantos se dignaram gratidão para com todos quantos se dignaram gratidão para com todos quantos se dignaram
participar no funeral e assistiram à missa do 7º dia, participar no funeral e assistiram à missa do 7º dia, participar no funeral e assistiram à missa do 7º dia,
em sufrágio do seu ente querido. em sufrágio do seu ente querido. em sufrágio do seu ente querido.

FUNERÁRIA CABECEIRENSE, LDA


Agradecimento
GERÊNCIA DE PAULINO FERREIRA E ISIDRO FERREIRA

Tlm: 968 081 863 - 969 009 619 Telef: 253 662 203 - 253 662 365

20 de Abril de 2011 11
A História do “Bar” e da “Barbearia do
Chico Careca” que existia por detrás
do Fontenário e Estátua de “O Basto” Lugar de Sobreiro - Real
4700 - 272 BRAGA
Por Mamede Mendes
e-mail: dc-cci@netc.pt
Tanto para aqueles que conheceram, quele tempo era o Senhor Arnaldo de Telefone 253 625 644
quer ainda para os que não conheceram Moura Coutinho e sua mulher Glória Vaz. Telef. Fax. 253 662 661
“O Basto” e o “Fontenário”, vivendo jun- Lembro-me muito bem destes factos
tinhos, um ao outro, perto de século e pela circunstancia de, apesar de ser ain-
meio na Ponte da Praça, vou fazer uma da criança, o meu pai me trazer diver-
pequena “estória”. sas vezes a este local, para ver como
No ano de 1878, a estátua de “O Basto” funcionava a esplanada, e até da D. Glo-
localizava-se junto de uma pequena Pon- rinha, como era conhecida, me dar bo-
te existente perto da Igreja do Mosteiro e lachas e rebuçados.
dava acesso ao caminho que vinha do Alto do Pinheiro Assim se foi, durante alguns anos, conservando esta situ-
para a Igreja. ação, até que um dia transformaram o “Bar” em recolha
Com a construção da Estrada Real, hoje E.N. 205 que dos utensílios destinados aos trabalhos de conservação
atravessava, antes de recentemente ser desviada, em frente do Jardim da Praça, sendo depois, mais tarde, adaptada à
do Cruzeiro a Praça da República, no ano de 1879 a Câ- Barbearia do Chico Careca, acabando com a morte deste.
mara Municipal mandou construir, junto a este Cruzeiro e
junto à Ponte, um lindo fontenário e, por detrás deste, um
Em 2000 a Câmara Municipal de maioria socialista fez
desaparecer este sítio de lazer, com a construção de
 NECROLOGIA 
grande tanque que, para além do mais, servia também um “Mamarracho” de todo o tamanho, que descarac-
para lavar a roupa. terizou completamente a nossa bela Praça, para insta- D. Maria da Conceição
Após concluída a obra do fontenário, procederam então larem o Serviço de Turismo.
ao deslocamento da estátua de “O Basto” para junto des- A este edifício, vieram encostar sem dó e sem dignidade, de Magalhães
se fontenário, proporcionando deste modo, um local muito “O Basto” não se lembrando de que ele era e é a figura
aprazível e de muita beleza. das Terras de Basto, representando, portanto, o espírito, a (Sendim - S Nicolau)
Logo de seguida ao Tanque, havia uma grande faixa de alma e a tradição de toda esta região.
terreno, arborizada com frondosas árvores, designadamen- E bem para dizer: - Pobre “Basto” Amigo! Como foi
te, chorãos de ramos pendentes que, com a magnífica possível terem-te encostado à parede? Seria por se- Nasceu a 01/04/1936
sombra que projectavam, deliciavam principalmente no res de pedra? Por não poderes agora mostrar a tua Faleceu a 12/03/2011
Verão, os seus utentes. bravura? Por não poderes de espada em riste der-
Mais tarde, talvez por volta do ano de 1935, edificaram rotar, como outrora, os teus inimigos? Não! …So- Agradecimento
neste terreno uma pequena casa que, pelo Verão, era des- mente por falta de sensibilidade, por maldade. Como
tinada a “Bar” espalhando pelo recinto algumas mesas e te deves sentir triste e magoado com a passividade A família enlutada, na impossibilidade de o fazer
cadeiras, formando uma verdadeira esplanada, onde se dos Cabeceirenses. Foi uma grande Barretada, não pessoalmente, vem por este único meio, expressar
serviam, entre outras coisas, sanduíches, vinho, bebidas foi? muito reconhecidamente a sua mais profunda
frescas e café, aos frequentadores deste aprazível sítio, Quanto ao belo fontenário encostaram-no, por sua vez, gratidão para com todos quantos se dignaram
durante as tardes e noites de Verão. Quem explorava aquele do lado de lá do Ribeiro, ao outro “Mamarracho”. participar no funeral e assistiram à missa do 7º dia,
“Bar” era a Pensão Cabeceirense, cujos proprietários na- Eis, pois, a pequena “estória” que tinha para vos contar. em sufrágio do seu ente querido.

O Basto – 20 de Abril de 2011 – Nº 76 de • 690,00.-----Que, os justificantes adquiriram verbalmente no ano de mil


novecentos e setenta e seis, por compra a Avelino Cunha e mulher Ana Teixeira,
residentes que foram no dito lugar do Picoto, Vila Nune e já falecidos, o referido
D. Rosa
-------------------CERTIFICADO------------------------- rústico, tendo entrado nessa data na posse do mesmo, estando
---Certifico que no dia dezoito de Março de dois mil e onze perante mim, impossibilitados de suprir a referida aquisição não titulada pelos meios Teixeira
Notária, Leonor da Conceição Moura, com cartório sito no Campo do normais, e registar na conservatória, em seu nome, o mesmo prédio.---------
Quinchoso, Refojos, Cabeceiras de Basto, foi outorgada uma escritura ---Que, esse contrato verbal não teve a virtualidade jurídica de transmitir o
de JUSTIFICAÇÃO notarial, iniciada a folhas 146 do Livro 55-A, intervindo
como justificantes:--------------------------------------------------------------------
domínio e propriedade de tal prédio, mas o certo é que por via dele, os (Calvos - Casares)
justificantes passaram a usufrui-lo, cultivando-o e limpando-o, por si ou
---José Andrade Fernandes NIF 144 889 978 e mulher Maria Isabel Teixeira intermédio de outrem, fazendo obras de beneficiação e pagando os
Magalhães Fernandes NIF 177 779 225 casados sob o regime da respectivos impostos e gozando todas utilidades por ele proporcionadas,
comunhão geral de bens, naturais ele da freguesia de Atei, concelho de com ânimo de quem exercita de direito próprio, de boa fé, por ignorar lesar
Nasceu a 23/06/1931
Mondim de Basto e ela da freguesia de Vila Nune, deste concelho e direito alheio, pacificamente porque sem violência, continua e publicamente,
residentes nesta no lugar do Picoto.---------------------------------------------- com conhecimento de toda a gente e sem oposição de ninguém - e isto por Faleceu a 20/03/2011
---Mais certifico que foi declarado:------------------------------------------------ lapso de tempo superior a vinte anos.-----------------------------------------------
---Que são donos e legítimos possuidores, e com exclusão de outrem, ---Que, dadas as enunciadas características de tal posse, os justificantes
do seguinte prédio sito no lugar de Picoto, freguesia de Vila Nune,
concelho de Cabeceiras de Basto:------------------------------------------------
adquiriram aquele prédio, por usucapião - título esse que, por natureza, Agradecimento
não é susceptível de ser com provado pelos meios normais.------------------
---Rústico - terra de cultivo denominado de “Vinha do Picoto” com a área ---Cabeceiras de Basto, dezoito de Março de dois mil e onze.----------------
de mil setecentos e vinte e oito metros quadrados, a confrontar de norte, A família enlutada, na impossibilidade de o fazer
sul e poente com Maria da Conceição Vieira Teles Tavares Vasconcelos e
nascente com caminho público, omisso na conservatória e inscrito na matriz A NOTÁRIA
pessoalmente, vem por este único meio, expressar
em nome do justificante sob o artigo 366 com o valor patrimonial e atribuído (Leonor da Conceição Moura)
muito reconhecidamente a sua mais profunda
gratidão para com todos quantos se dignaram
participar no funeral e assistiram à missa do 7º dia,
 NECROLOGIA   NECROLOGIA  em sufrágio do seu ente querido.

D. Teresa de Joaquim Ribeiro D. Rosalina


Oliveira Gomes de Morais Fernandes

(Arco de Baúlhe) (Carrazedo - Bucos)


(Arco de Baúlhe)

Nasceu a 23/04/1936 Nasceu a 16/04/1919 Nasceu a 24/12/1917


Faleceu a 31/03/2011 Faleceu a 03/04/2011 Faleceu a 29/03/2011

Agradecimento Agradecimento Agradecimento


A família enlutada, na impossibilidade de o fazer A família enlutada, na impossibilidade de o fazer A família enlutada, na impossibilidade de o fazer
pessoalmente, vem por este único meio, expressar pessoalmente, vem por este único meio, expressar pessoalmente, vem por este único meio, expressar
muito reconhecidamente a sua mais profunda muito reconhecidamente a sua mais profunda muito reconhecidamente a sua mais profunda
gratidão para com todos quantos se dignaram gratidão e apreço a todas as pessoas que se gratidão para com todos quantos se dignaram
participar no funeral e assistiram à missa do 7º dia, dignaram participar no funeral do seu ente participar no funeral e assistiram à missa do 7º dia,
em sufrágio do seu ente querido. querido. em sufrágio do seu ente querido.

Todos os serviços fúnebres estiveram a cargo da Todos os serviços fúnebres


Pompas estiveram a cargo
Dignidade
Prestígio fúnebres
exclusivas
Funerária Casa Sousa
Profissionalismo S. Nicolau - Cabeceiras - Tlf. 253 662 175
Email: funeraria.carvalho@sapo.pt
Telefone/Fax 253 768 028 - Telemóveis 966110549 / 96116183 Tlm.s 96 611 0549 / 96 116 1683

12 20 de Abril de 2011
Blogue do Professor A que morre
http://bloguedoprofessor.blogspot.com sempre solteira
Liberdade e Demo- Com a sua atitude, não hesitou em colocar
cracia - Só há liberdade Portugal na bancarrota, fazendo-nos perder a
Portugal foi, nestes últimos meses, alvo
e democracia onde há independência, hipotecando a democracia e a
de um ataque especulativo lançado por
independência. liberdade.
grandes investidores. A cada emissão de
Mário Leite* Portugal fez uma “revolu- Como diz o ministro Luís Amado, temos de sair Paulo Pinto* títulos de dívida pública, a procura
(Professor) ção” em 1974, para dar da situação actual de “vergonha” e (Professor) superava sempre largamente a oferta
liberdade e democracia ao “humilhação” face ao estrangeiro, a que nos
disponível; portanto, os «mercados»
povo, já que não se discutia a independência. conduziram.
estiveram sempre interessadíssimos em emprestar dinheiro ao
Salazar e Caetano tinham assegurado, até, um Temos agora de fazer uma revolução financeira
Estado português, sabendo que Portugal está no euro e que
estatuto de “orgulhosamente sós”, porque a para reganhar a independência e, com ela, a
em circunstâncias difíceis sempre viria o FEEF ou o FMI em
independência de Portugal o colocava fora dos liberdade e a democracia.
auxílio do País (e deles). Muita gente na alta finança mundial
circuitos dos poderes instalados na comunidade Esta é agora a nossa prioridade. Precisamos
irá proximamente arrecadar fortunas em juros à custa do nosso
internacional. de estar conscientes das dificuldades, das
suor.
Otelo Saraiva de Carvalho, um dos estrategas condicionantes, da factura pesada que teremos
Contra essa alcateia, adivinhava-se há muito o resultado: o
do “25 de Abril”, veio agora dizer que se sabia de pagar.
recurso à ajuda externa. Na linguagem da selva (a que melhor
o que viria a acontecer em Portugal, nunca teria Mas primeiro teremos de punir claramente
ilustra o capitalismo actual), metemo-nos no covil do leão para
participado na revolução. quem nos arrastou para o abismo, sob pena
assim escaparmos às hienas. Para manter as hienas à distância
Porquê tanta desilusão? de lá continuar.
e nos dar tempo de curar as nossas chagas, o leão imporá as
Porque Portugal acaba de perder a sua Dia 5 de Junho temos a oportunidade de fazer
suas condições… leoninas.
independência. justiça pelas próprias mãos.
Dito isto, a pele de cordeiro também não serve a Portugal. Na
Ao reconhecer o estado de pré-falência, o Começou a caminhada - No dia 2 de verdade, temos sobejas razões para nos sentirmos
Governo pediu a ajuda internacional, sujei- Abril, comecei uma nova caminhada. envergonhados.
tando-se às medidas que nos vierem a ser Na sequência do desafio a que me propus, o Por um lado, envergonha-nos o comportamento dos
impostas. Aqui acaba a nossa capacidade de PSD tem uma nova Comissão Política, que nossos líderes políticos. Nesta hora de emergência
escolha, a nossa capacidade de decidir, a nossa procurará levar o partido à vitória nas batalhas nacional, em que pensam eles? Cavaco Silva perde-se
capacidade de autonomia. políticas que se avizinham. em quezílias e melindres, Passos Coelho esforça-se por
Passaremos a executar as medidas que os E começa já em Junho, com as legislativas. não ficar associado às medidas duríssimas que aí vêm,
nossos credores nos imporão. É óbvio que continuarei, aqui em “O Basto”, a Paulo Portas só quer garantir que o seu partido consiga
Foi este o ponto onde nos levaram as medidas defender as minhas ideias, a lutar pelos mesmos uma fatia do poder, Louçã e Jerónimo encerram-se nas
e as teimosias de um (des)governo liderado princípios por que sempre pautei a minha conduta. suas retóricas. Quanto a José Sócrates, a sua
por um homem que só tem um objectivo: Agora com responsabilidades acrescidas. personalidade e o seu calculismo político serão um dia
manter-se no poder a qualquer custo. * Colaborador objecto de estudos e teses; entretanto, vai marcando o
nível geral do debate, segundo o princípio de que tudo o
que vier de mau é sempre bom desde que a culpa possa
O QUE OS OLHOS MORTAIS ser assacada aos adversários.
Ou seja: para os nossos políticos, não é demasiado relevante
que Portugal esteja de rastos e que o povo sofra. O que importa
NÃO ENXERGAM (CAPÍTULO LXXIII) é que o povo seja levado a culpar outros por essas desgraças.
Neste capítulo vou, dentro num incêndio, mas morre o corpo e não o espírito, Se estivéssemos na Idade Média, assanhariam o povo contra
do possível, fazer uma porque o espírito é uma energia superior ao lume. os Judeus, os heréticos ou as bruxas. Hoje, apontam o dedo
abordagem sobre algumas O outro subgrupo é composto por aqueles que aos rivais, como fazem os miúdos, para escaparem às suas
Albino Antunes* razões que levam os além de estarem ligados à matéria estão sedentos próprias responsabilidades.
espíritos a permanecerem de vingança. Estes são o mal da fita. Interferem Mas há outro lado, mais sombrio ainda, na vergonha que
no estado de refractários. na vida daqueles que por ignorância consideram nos cobre. Lá fora, na Europa rica, olham-nos com certo
A permanência em estado refractário reflecte o adversos, não perdoam nem esquecem as desdém: somos o povo que não gosta de trabalhar, amigo
estado de ignorância. Existem dois grupos, o desavenças ou invejas que arrastaram da vida das cunhas e dos esquemas, que não prevê nem organiza,
grupo dos que morrem em acidentes e por morte material, desconhecendo que além de que foge ao fisco, que inveja o vizinho bem sucedido,
súbita e o grupo dos que morrem por velhice e prejudicarem terceiros estão a ser prejudicados no que insiste em viver acima das posses, que prefere o
de doença prolongada. Dentro destes grupos seu processo evolutivo. Chegam mesma a matar queixume à acção, que recusa fazer sacrifícios pessoais
formam-se mais dois subgrupos, os que se a vítima não for socorrida. Quantos acidentes pelo bem comum. Esses preconceitos não são novos, mas
permanecem em estado refractário por medo e de viação, de trabalho, desporto ou quaisquer renascem agora em força depois de um certo apagamento
os que permanecem por sede de vingança, outros são provocados por estes espíritos, bem temporário. E, por mais que nos repugne, são todos
estes últimos são os maus da fita. Os que como separações ou perdas de trabalho ou bens. justificados.
morrem por acidente e morte súbita que não Todos nós já ouvimos falar de fantasmas e barulhos É claro que os Portugueses não são todos iguais, e alguns
acreditam na vida depois da morte, ficam em nas habitações, uns acreditam outros não, mas na de nós são mais culpados do que outros. Quem se cobriu
estado de choque quando se sentem fora do verdade eu já vi e ouvi, não fantasmas mas espíritos, insensatamente de dívidas, quem lesou o Estado e a
corpo e ainda mais, quando falam para as também já retirei esses barulhos de dezenas de sociedade com esquemas fraudulentos (nos impostos, nos
pessoas, amigos e familiares e ninguém lhe liga. casas. Os espíritos tentam impor o medo, no entanto subsídios, nos benefícios, nas negociatas), quem nunca teve
Passam por vezes muito tempo até se se as pessoas não ligarem aos barulhos eles não comportamentos cívicos responsáveis, esses são decerto
aperceberem que já não pertencem à matéria. conseguem levar a deles avante e ou desistem ou culpados. Estão por todo o lado, e muitos são «boas
Os que morrem por velhice ou doença prolongada, tentam outras formas de provocação que pode ir pessoas», bons vizinhos, bons amigos, bons pais e mães.
sentem-se mais confortados porque o físico já era até prejudicar a saúde da pessoa visada. Estão no meio de nós; muitas vezes até estão no espelho à
para eles um pesadelo. Estes geralmente já têm Como já disse em capítulos anteriores, a Terra está nossa frente. A maioria tentará, não haja dúvidas, escapar à
ente queridos à sua espera que os conduzem à cheia de vingança, necessita de ser limpa. Quando penitência e fazer recair noutros a responsabilidade e os
Luz, a não ser que estejam muito agarrados à falo de limpeza refiro-me ao encaminhamento para custos da travessia do deserto que nos aguarda. Doutrinado
matéria ou a paixões exageradas. Neste caso a os planos espirituais e não trocas, é preciso por séculos de eucaristias a repetir mecanicamente «por
elevação será mais demorada e teimam em transmitir-lhes com firmeza que já não pertencem minha culpa, minha máxima culpa», o povo nem por isso se
manter-se em estado refractário para satisfazer à matéria e que o trabalho bem ou mal feito neste tornou humilde.
as suas vinganças ou para tentar manter o controlo planeta terminou. Tenho de referir aqui os Centros Os políticos que temos são, pois, os que merecemos ter. Mas,
dos seus bens, julgando que ainda lhe pertence. Espíritas que não são uma religião, mas associações assim como no deserto uma simples chuvada faz germinar
De entre os referidos nos dois grupos, existem que tratam espiritualmente milhares de pessoas. plantas e flores, pode ser que as dificuldades nos unam e
aqueles que se deixam estar por aqui com medo Trabalho que fazem sem custos para o paciente. regenerem. E que alguns sinais de esperança (os movimentos
de um suposto castigo, o tal fogo do inferno. É Existem casos muito complicados, de revolta e cívicos da «geração à rasca», o exemplo de figuras prestigiadas
verdade haver necessidade de expurgar os nossos vingança, mas muitas vezes por causa da presa na sociedade portuguesa, a decência de alguns políticos que
erros, mas não em lume. O inferno é um sentido fácil. Nem todos somos iguais em resistência física. esperam ainda a sua hora, etc.) venham a restituir-nos o orgulho
figurado que depende do ponto de vista de cada Alguns pacientes são portadores de grande dose e, um dia, quem sabe, a prosperidade.
*Colaborador
um em relação a qualquer esforço adicional neurótica e não aceitam qualquer interferência
necessário para a nossa elevação. Como todos espiritual e isso complica o tratamento.
Os artigos de opinião publicados são exclusivamente da responsabilidade dos
sabemos neste mundo dual estamos sujeitos ao No próximo capítulo vou falar das cargas que
seus autores, não vinculando o Jornal “ O Basto”.
meio ambiente que nos cerca e podemos morrer se arrastam com a morte física. *Colaborador

20 de Abril de 2011
Editorial Opinião ALERTA
“francamente insuportável quando se trata de crimes
“Fridão, de um ponto cometidos por pessoas de elevado estatuto económico ou
social”.

de vista económico” Não fora o povo na rua e a democracia estaria suspensa.


Afinal, a premonição feita em tempos, encontrou eco e satisfação na
decisão resultante da conferência de líderes da Assembleia da
Marco Gomes Há quatro meses várias associações e movimentos
República, que se puseram de acordo e decidiram que, na casa do
(Sub-Director) apresentaram um cheque simbólico no valor de sete mil Ilídio Santos* povo, não se celebrará o 25 de Abril.
milhões de euros ao governo. Este valor é o preço que os Dificilmente se compreende que, aqueles que deveriam representar
contribuintes-consumidores, e não as entidades privadas, irão pagar caso as a vontade popular, pois essa é a substância do voto eletivo, decidam, sem mandato,
barragens previstas no contraproducente “Programa Nacional de Barragens denunciar o compromisso tácito e glorificador estabelecido.
com Elevado Potencial Hidroléctrico” sejam construídas. Este valor resulta da Estranhamente, cedemos à ideologia daqueles que, por preconceito, nunca se deram
soma ao investimento inicial (três mil e seiscentos milhões de euros) os encargos bem com a revolução de Abril.
financeiros, manutenção e lucro das empresas eléctricas, dentro setenta e cinco O 25 de Abril de 1974, foi um acontecimento histórico que devolveu a dignidade ao povo.
anos (o tempo da concessão). As nove barragens terão custado aos Porém e apesar de significar a abertura de horizontes jamais conhecidos, sobra sempre
para alguns, a marca de um movimento que, apesar de inclusivo, porque transversal,
consumidores e contribuintes portugueses não menos de sete mil milhões de
não deixou de ser conotado ideologicamente com avareza. Se dúvidas subsistem quanto
euros (mais um enorme encargo por força da crise e mais os custos de deficit à democracia que foi sendo construída ao longo dos tempos, eis que, no esplendor de
tarifário eléctrico que neste momento atinge cerca de mil e oitocentos milhões uma mistificação ardilosamente urdida, o povo português é confrontado com a mais
de euros) essencialmente suportados pelos contribuintes (ajudas estatais à despudorada espoliação sem que, ao que conheço, algum dia se tenha pronunciado.
energia renovável) e consumidores (que pagarão na factura da electricidade). Não se comemora o 25 de Abril, ou, comemora-se a destempo, à laia de um qualquer
Em suma: sete mil milhões de euros para produzir um por cento, sublinho, momento facultativo, o que, inevitavelmente, nos conduz à descrença e à não comunhão.
um por cento da energia nacional. A mesma quantidade de electricidade Portugal, por obra e graça de gente comprometida até ao tutano com o que de mais
que as barragens viriam a gerar pode ser poupada com medidas de uso espúrio e corrupto que se pode imaginar, abre portas a uma ajuda externa que nos
eficiente da energia, na indústria e nos edifícios, com investimentos dez impingem como acto e entidade abstratas e sem rosto.
O FMI e a EU, são entidades perfeitamente identificáveis, assim como os objectivos que
vezes mais baixos, na casa dos trezentos e sessenta milhões de euros,
prosseguem, que são exclusivamente interesses de grupos, que mais não fazem do que
com períodos de retorno até três anos, portanto economicamente positivas sugar até ao tutano os povos cercados.
para as famílias e as empresas. Temos 170 grandes barragens, um terço das Aos portugueses, já lhes retiraram ao anéis dos, entretanto, esguios dedos. Não basta… os
quais hidroeléctricas, será que precisamos de mais estas barragens? Claro algozes cúmplices nesta chacina, degladiam-se na procura da vitória efémera a 5 de Junho.
que não. O esforço financeiro é incomportável, as consequências ambientais Esta gente que nos tem arruinado ao longo de décadas, de mãos lavadas como Pilatos,
serão desastrosas e o desenvolvimento sócio-económico não existirá nas terras não se detêm, um só momento, perante a hecatombe que se abate sobre os portugueses.
que (espero que não) albergarem as barragens (o concelho de Montalegre é Humilhados e roubados pela comunidade do betão, do alcatrão e da finança, perante
um exemplo paradigmático de que as barragens não promovem o quem o estado claudica e se submete, está expectante quanto à grossura da fatia que
desenvolvimento, pelo contrário). vão abocanhar dos milhões que cairão do céu, por milagre.
A ordem é para abater Portugal e forçar até a sua saída da moeda única. Subentende-se
No entanto, e ao nível local, a barragem de Fridão trará consequências
o desejo alemão e entende-se a encomenda feita à Finlândia. Portugal, Irlanda e Grécia
(negativas) directas em quatro concelhos: Amarante, Cabeceiras, Celorico e (os célebres PIGS), servem, quando muito, para comprar submarinos.
Mondim de Basto. O poder camarário destes quatro concelhos há muito que se Em 29.10.2010 e 26.01.2001, diz o Presidente do BPI: Portugal não precisa do FMI.
renderam (venderam) à retórica e ao aliciamento das poderosas empresas de Em 31.03.2011: Portugal perdeu tempo para recorrer ao FMI.
fornecimento e produção de energia (EDP e IBERDROLA) e ao “lobbying” do Em 12.01.2011 e 02.02.2011, diz o Presidente do BCP: Portugal deve evitar o FMI.
Governo. Em 04.04.2011: É urgente recorrer ao FMI.
O executivo de Amarante, no mês de Abril, tornou público um acordo Em 25.01.2011 e 29.03.2011, diz o Presidente do BES: Portugal pode evitar o FMI.
(secretamente negociado) entre a Câmara de Amarante e a EDP, que estipula Em 05.04.2011, é urgente pedir apoio do FMI:
que a Câmara (não necessariamente o concelho de Amarante) seja compensada Pergunta inocente: Quem lhes paga este serviço?
“francamente insuportável quando se trata de crimes cometidos por pessoas de elevado
em cinco milhões e seiscentos mil euros pela EDP, em troca do seu aval à
estatuto económico ou social”. (Euclides Dâmaso). * Colaborador
construção da barragem de Fridão. O executivo camarário de Celorico de Basto,
após o fecho do SAP durante o período nocturno, afirmou que conseguiu o
financiamento necessário (cerca de duzentos e cinquenta mil euros) para que
este serviço não acabe até que o Hospital de Amarante seja concluído. Ficou Cave ne cadas!
implícito que o financiamento obtido foi um “adiantamento” de uma Li algures que, quando ao general romano era concedida pelo
compensação a dar pela EDP em troca, mais uma vez, do aval à construção Senado a suprema honra do triunfo, este era celebrado com uma
da barragem de Fridão por parte dos responsáveis políticos de Celorico de solene marcha até ao Fórum, e aquele, nas melhores vestes,
Basto. cingido de uma coroa de louros (laureado de facto), numa bela
Os executivos de Cabeceiras, Celorico e Mondim de Basto juntaram-se há quadriga de cavalos, tinha a secundá-lo um escravo escolhido
cerca de um ano atrás e fizeram uma declaração conjunta em que admitiram para lhe sussurrar ao ouvido “Cave ne cadas” para que não se
que a barragem de Fridão irá provocar consideráveis prejuízos locais, de *António Basto deixasse levar pelo orgulho. Deste modo procurava a República
de Roma mitigar a embriaguez do poder.
cariz sócio-económico, ambiental e territorial mas estipularam um valor
Os actuais governantes, em público, discursando (e não só…), não têm ninguém atrás
para a troca do seu aval para a construção da barragem. Conclusão: estes de si a lembrar-lhe a verdade. Já ouvi sugerir dever-se colocar um rolo de papel higiénico
executivos, que em outros momentos (nomeadamente, antes das secretas à vista de cada púlpito para lembrá-los da sua condição, afinal são iguais que devem
negociações) anunciaram as consequências devastadoras para esta região, respeito aos seus iguais. Essa ideia original não se concretizará claro, a solução passa
provenientes da construção desta barragem, trocam o desenvolvimento sócio- antes por uma imprensa que fale alto e bom som, muito diferentemente do sussurro da
económico sustentável por uns míseros milhões de euros. Os contribuintes- verdade daquele escravo.
consumidores portugueses irão pagar cerca sete mil milhões de euros para Ora os actuais governantes caíram. Assim foi porque exerceram o poder de modo
produzir mais um por cento de energia (com um enorme custo sócio-económico sobranceiro, sem respeito pela verdade e com perigo para os demais, os impostos de
e ambiental) quando poder-se-ia “produzir” mais energia por dez vezes menos todo o tipo (retroactivos, directos, indirectos, dissimulados etc.) demonstram-no. As
vozes livres denunciaram-nos.
e com um retorno económico de curto prazo. A barragem de Fridão, para além
Não ouviu, pois, Sócrates, a voz que vem da antiguidade “Cave ne cadas”.
de um entrave ao desenvolvimento de uma região, é economicamente Latim “Cave ne cadas” pode traduzir-se por “ Cuidado para não caíres”.
incomportável.
* Colaborador

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Basto, Miguel Coelho, Artur Coelho.| Paginação: João André Teixeira | Sede do Editor, Redacção e Publicidade: Largo Barjona de Freitas s/n - Refojos, 4860-909 Cabeceiras
de Basto | Contactos: Telef./Fax: 253 662 071; Telemóvel:96 5738864/ 96 9597829 | e-mail: obasto@sapo.pt | Assinatura Anual: 15,00 Euros (Continente e ilhas) 20,00 Euros
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14 20 de Abril de 2011
Discurso Directo! SERRALHARIA
“No período de 1933 – 37 e após a crise de 1929, quando o
Presidente Roosevelt dos Estados Unidos da América
decidiu investir as divisas públicas na recuperação da
Economia e na Reforma do estado, este País teve um
crescimento económico significativo. Mas ao contrário do
“O BOTA” Unipessoal, Lda.

que sucede com o actual Governo Português, o investimento * Estruturas Metálicas


Gaspar Miranda
público foi feito numa perspectiva de rentabilização de
Teixeira*
recursos e de criação de postos de emprego” * Portões e Gradeamentos Rústicos
O Governo não parece entender que a crise está muito além da política monetária. É um
problema estrutural, que exige uma mudança de mentalidades de quem nos governa. O * Todo o tipo de trabalho em ferro
investimento público não pode servir o clientelismo, que pode gerar formas de corrupção
política. Só após o fim das práticas de clientelismo político, tão comuns em Portugal,
e fazendo uma separação clara entre a finança e a economia real é que Portugal Tel: 253 665 060/1Fax: 253 665 062 Telm: 961 957 435
pode sair da crise, podendo até haver uma subida de salários enquanto forma
redistributiva de novos ganhos ou de menor despesismo dos dinheiros públicos. Zona Industrial de Olela - Cabeceiras de Basto
Até há pouco tempo o Governo, supostamente baseava a sua política económica no
investimento público como motor de arranque da Economia.
No período de 1933 – 37 e após a crise de 1929, quando o Presidente Roosevelt dos
Estados Unidos da América decidiu investir as divisas públicas na recuperação da
Economia e na Reforma do estado, este País teve um crescimento económico
significativo. Mas ao contrário do que sucede com o actual Governo Português, o
investimento público foi feito numa perspectiva de rentabilização de recursos e de
criação de postos de emprego. Em vez de investirem em auto-estradas que ligam
pontos em movimento, fizeram barragens para produzirem energia ao desenvolvimento
da indústria; em vez de atribuírem rendimentos mínimos, contrataram milhares de Norte-
Americanos para limpar as florestas, salvaguardando esse recurso natural tão importante;
em vez de nomearem assessores políticos, contrataram técnicos para criar novos serviços
e garantir a regulação dos principais sectores da economia, como a banca e os transportes.
Exemplos que dadas as devidas distâncias, no espaço e no tempo não têm sido
seguidos pelos actuais governantes. É, por isso, necessário mudar de políticas
e de políticos no nosso País. Tlms.
* Colaborador
963 847 865 / 914 736 139
PADARIA Telef.: 253 655 076 / 253 665
Tlf. 253 664 136
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Lugar do Paço, AP1 (Junto ao acesso à A7| 4860 - 074 Arco de Baúlhe 4860 - 041 Cabeceiras de Basto 4860 - 363 Cabeceiras de Basto

20 de Abril de 2011 15
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16 20 de Abril de 2011

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