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Teste de Esforço: uma atualização

Iana Rafaella de Santiago Silva 1; Manoel da Cunha Costa 2 ;

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ARTIGO

1 e 2 Universidade Estadual de Pernambuco – UPE. Brasil; Escola Superior de Educação Física – ESEF ;

1 Aluna do Programa Associado de Pós-Graduação em Educação Física UFPB/UPE

2 Professor Doutor da Universidade Estadual de Pernambuco

Resumo

A população tem tomado consciência do papel do exercício em sua vida e para

que esta prática se torne mais segura os profissionais recorrem ao teste de esforço o qual é um instrumento de investigação clínica essencial, que facilita

o entendimento das respostas fisiológicas e patológicas ao exercício físico.

Este trabalho estruturou-se com a intenção de levantar na literatura pesquisas sobre o teste de esforço principalmente o que está sendo publicado nesta área nos últimos anos. Utilizou-se como metodologia, a pesquisa bibliográfica, a partir de livros e, sobretudo em sites de busca em pesquisa na internet onde utilizamos as palavras chaves: “teste de esforço” e “ergometria” nos anos de 2007 e 2008. Com base na literatura pesquisada este levantamento percebe-se que existem mais estudos em teste de esforço na área clínica do que na área do treinamento.

Palavras chave: Testes de Esforço, Ergometria e Exercício

Abstract The population has become aware of the role of exercise in your life and that this practice becomes more secure the professionals use to test effort which is an essential tool for clinical research, which facilitates the understanding of physiological and pathological responses to physical exercise. This work is structured with the intention to raise the research literature on the testing effort mainly what is being published in this area in recent years. It was used as a methodology, the research literature, from books and, especially in search engines to search the Internet which use the keywords "test of strength" and "ergometry" in the years 2007 and 2008. Based on this literature survey it is perceived that there are more studies in test effort in the clinical area than in the area of training.

Key words: Stress testing, ergometry and Exercise

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Introdução

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O exercício físico vem sendo recomendado como fator primordial na prevenção de doenças. A população tem tomado consciência do papel do exercício em sua vida, a exemplo temos a caminhada, o número adeptos desta prática é cada vez maior, comumente nos deparamos com pessoas nos parques e praças a praticando. E para que esta prática se torne mais segura os profissionais da área da saúde recorrem ao teste de esforço pode ser realizado um teste de esforço, Alfieri et. al.(1999, p. 185) o define como um instrumento de investigação clínica essencial, que facilita o entendimento das respostas fisiológicas e patológicas ao exercício físico. Os profissionais de Educação Física observam os testes de esforço com uma característica além das citadas acima. É levada em consideração a maneira individualizada de medir a capacidade do individuo e prescrever o exercício, onde Marins e Giannichi (2003) definem o teste de esforço como sendo um instrumento de avaliação que serve como diretriz no planejamento e execução das metas que se propõe a alcançar são instrumentos utilizados para se obter um resultado No âmbito da Educação Física os testes são na maioria das vezes classificados em testes máximos e submáximos. Os testes máximos são classificados desta forma por levarem os indivíduos à exaustão. Conforme Marins e Giannichi (1998), estes métodos apresentam uma maior margem de risco para os sujeitos avaliados, portanto, só são justificados com a finalidade de quantificação da aptidão aeróbia de indivíduos atléticos e respeitando-se as normas de segurança do Colégio Americano de Medicina Esportiva. Já os testes submáximos são determinados por uma carga mais leve, ou seja, o grau de esforço se dá entre 70% e 90% da freqüência cardíaca máxima de cada indivíduo, este tipo é mais utilizado com a maioria da população que procura o exercício físico sem fins esportivos. Portanto este trabalho tem como objetivo fazer um levantamento na literatura sobre o teste de esforço, o que está sendo publicado nesta área nos últimos dois anos.

Últimas publicações sobre teste de esforço

Em 2007 encontramos onze artigos que trabalhavam sobre o tema abordado, faremos agora um breve resumo a respeito destas pesquisas:

Vacanti (2007) em sua pesquisa objetivou definir o valor prognóstico e a custo efetividade do teste ergométrico (TE) em comparação à cintilografia de perfusão

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miocárdica com dipiridamol (DIP) em indivíduos com 75 anos de idade. Foram avaliados, consecutiva e prospectivamente, 66 pacientes (40% homens), com média de idade de 81± 5 anos. Desses pacientes, 57% eram hipertensos, 38% eram dislipidêmicos e 28%, diabéticos. O protocolo de Bruce para rampa foi adaptado, obtendo-se o valor prognóstico do TE pelo escore de Duke. E conclui que o TE, nessa população muito idosa, foi eficaz, factível e diagnóstico, de forma semelhante à DIP, porém com maior predição de eventos maiores e com custo inferior. Silva et. al.(2007) compararam a tolerância ao exercício de crianças e adolescentes submetidos a teste ergométrico (TE) em esteira com os protocolos de Bruce ou em rampa, e descrever a velocidade e a inclinação alcançadas com o protocolo em rampa, para auxiliar na orientação do exercício com esse protocolo. O

estudo foi observacional, tipo série de casos, com controle histórico, de 1.006 crianças

e adolescentes entre 4 e 17 anos submetidos a TE entre outubro de 1986 e fevereiro

de 2003, que concluíram um dos dois protocolos. Foram excluídos os que tiveram o TE interrompido por outras causas que não cansaço físico, os que estavam em uso de medicações que interferiam na freqüência cardíaca (FC) e aqueles com limitações físicas à realização do exercício. Constataram que a velocidade e a inclinação alcançadas com o protocolo em rampa podem ser utilizadas como referência para

auxiliar na orientação do exercício no TE com o protocolo em rampa, que mostrou tolerância ao esforço superior à do protocolo de Bruce. Becker et. al. (2007) ao descrever a resposta da pressão arterial em adolescentes submetidos ao teste de esforço, viram que a PAS durante o exercício teve relação direta com idade, peso, altura e índice de massa corpórea do indivíduo e

a PAD teve relação apenas com a idade. Seu estudo foi de caráter transversal com

218 adolescentes entre 10 e 19 anos (131 do sexo masculino) submetidos a teste ergométrico, e descrita à freqüência cardíaca máxima, tempo de exercício, consumo máximo de oxigênio, pressão arterial sistólica (PAS) e diastólica (PAD) de repouso, no esforço máximo e aos seis minutos da recuperação

Cataneo e Cataneo (2007) determinaram a acurácia dos atributos do teste de escada (TE) de altura definida utilizando como padrão-ouro o consumo máximo de oxigênio (VO 2máx ). O Teste de escada foi realizado com incentivo, em escada (6 lances; 72 degraus; 12,16 m de altura total), em 51 pacientes. O 'tempo' de subida foi cronometrado e o 'trabalho' e a 'potência' calculados. O VO 2máx foi obtido por ergoespirometria, utilizando-se o protocolo de Balke. Dos atributos testados do TE (tempo, potencia e trabalho), tendo como padrão-ouro o VO 2máx , a variável 'tempo' foi a que apresentou a melhor acurácia.

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Coelho et. al. (2007) realizaram uma análise comparativa do teste de caminhada com carga progressiva e respectivo re-teste em crianças com fibrose cística (FC), em relação a crianças normais. As crianças foram divididas em dois grupos: grupo FC, com diagnóstico confirmado pelo teste de suor, e grupo controle, de crianças normais, sem relatos de doenças pulmonares e com prova de função pulmonar sem alterações. As crianças foram submetidas a pelo menos dois testes consecutivos, com intervalo de 30 min entre eles. Os parâmetros avaliados foram:

distância caminhada, sobrecarga cardíaca, saturação periférica de oxigênio (SpO2) e percepção subjetiva do esforço (escala de dispnéia em repouso, e de Borg).

Concluíram que a sobrecarga cardíaca imposta pelo teste não diferiu entre os grupos.

O maior cansaço inicial no segundo teste sugere que o intervalo de 30 min entre os

testes não foi suficiente para o descanso das crianças Lourenço et. al. (2007) fizeram uma revisão sobre a determinação das velocidades atingidas no limiar ventilatório (LV), ponto de compensação respiratório

(PCR) e consumo máximo de O2 (VO 2máx ) através de um teste de esforço máximo, é uma ferramenta importante para aplicação de intensidades de treinamento específicas

e individualizadas. Esta revisão apresenta um panorama das respostas metabólicas

que acontecem durante a realização de um teste de esforço máximo hipotético, e a aplicabilidade dos valores obtidos no treinamento de atletas. Altimari et. al. (2007) verificaram a influência de dois modelos lineares na determinação da potência crítica (PC) e da capacidade de trabalho anaeróbio (CTAn), em ergômetro de braço, em atletas de canoagem. Oito canoístas do sexo masculino (17,1 ± 1,1 anos; 63,3 ± 6,5 kg; 173,4 ± 4,3 cm), participaram voluntariamente desta investigação. Os atletas foram submetidos a seis sessões de testes em ergômetro de braço a 70 rpm até a exaustão voluntária, com intervalo de 24 horas

entre cada sessão, aduas intensidades diferentes a cada dia, com intervalo mínimo de

90 minutos. Concluíram que apesar da alta correlação encontrada entre os modelos

para os valores de PC e CTAn os resultados sugerem que a adoção de diferentes

modelos parece interferir no cálculo da PC e CTAn em exercício realizado no ergômetro de braço. Smith et. al (2007) determinaram a reprodutibilidade da produção de força máxima e média durante sprints de braços. Após a familiarização com o ergômetro,

25 homens realizaram o teste de 2’20” duas vezes respeitando o intervalo para o

descanso (teste-reteste).Os resultados indicam que as medidas, força máxima e média, podem ser utilizadas para avaliar o desempenho durante o sprint no ergômetro de braços.

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Cote et. al. (2007) comparou a associação da caminhada em 6 minutos, o VO2máx e a Mortalidade em 365 paciente com COPD. Os 365 pacientes foram acompanhados por um período médio de 67 meses. Os resultados do teste cardiopulmonar no cicloergômetro e da caminhada foram obtidos no inicio do acompanhamento. Este estudo mostra que a caminhada de 6 minutos é tão bom preditor da mortalidade quanto o teste no cicloergômetro em pacientes com doença pulmonar obstrutiva crônica. Roffey et. al. (2007) analisaram o efeito da duração do estágio em variáveis fisiológicas utilizadas para determinar a capacidade aeróbica no cicloergômetro. 10 homens treinados executaram três protocolos diferentes durações de estágios em duas situações distintas. As variáveis mensuradas foram: duração máxima, carga máxima, Vo2máx, FCmáx, PSE e Concentração de lactato. Pode-se perceber que um teste que tem duração de 1 a 3’ são apropriados para a determinação de VO2máx e do ponto inicial de ventilação. Entretanto a disparidade na FCmáx e a carga pode resultar em diferenças fisiológicas significativas, assim o uso consistente de um protocolo pode evitar erros na prescrição do exercício. Brown et. al. (2007) investigaram a relação entre o VO2máx e a habilidade repetida do Sprint em um ergômetro não motorizado. 10 participantes masculino realizaram o RSA (10 sprints de 6 segundos, com recuperação de 34 segundos) em um ergômetro não motorizado. O VO2 e a FC foi medida durante o teste e o decréscimo da fadiga foi calculado através do índice máximo de velocidade (MxSp) e a média da força máxima produzida (AvPO). Os achados deste estudo sugerem que o VO2máx é um fator determinante para a realização do RSA, assim como os esportes de alta intensidade: hockey do campo e o futebol. Em 2008 encontramos apenas dois artigos que trabalhavam sobre o tema visto que nos encontramos no final do primeiro semestre do ano. Segue breve resumo a respeito destas pesquisas:

Salvadori et. al. (2008) avaliaram as adaptações ventilatórias ao esforço e os efeitos do acido lático e do potássio em jovens sujeitos obesos. Doze sujeitos obesos, com IMC de 40, e 12 com IMC 22, executaram um teste progressivo com cicloergômetro. Antes do exercício foi testada a sensibilidade a insulina através do índice de verificação quantitativo da sensibilidade a insulina. No final do teste foi medido: a ventilação, consumo de oxigênio, produção do dióxido de carbono, também foram coletadas amostras de sangue para o lactato e as concentrações de potássio. A ventilação não foi fator determinante da limitação durante o exercício. A resistência a

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insulina pode limitar o aumento do lactato durante o esforço. As concentrações de

potássio podem está associadas à hipertrofia dos MMII.

PETERSON ET. AL. (2008) Determinaram a importância prognostica da

capacidade do exercício para eventos cardíacos (não fatal) em uma população clínica.

Um estudo de corte foi realizado de 9191 pacientes encaminhados para Teste

Ergométrico. A capacidade do teste foi quantificada de acordo com idade e sexo. Os

resultados individuais preliminares foram Infarto, Angina instável e revascularização

coronariana. A capacidade reduzida do exercício foi associada aos dois eventos:

Cardiovascular não-fatal e da mortalidade em pacientes encaminhados para ETT

Conclusão

Com base na literatura pesquisada este levantamento percebe que o teste de

esforço está sendo mais publicado na área clínica, e que quando comparamos em

números de publicações percebemos que na área do treinamento existem poucas

pesquisas recentes na literatura que trabalham com este tipo de voltado para o

treinamento físico.

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Endereço

Rua Professora Josefa Pereira de Carvalho, Bessa, 72. João Pessoa/PB, Telefone:

88130248 - Email: iana_rafaella@hotmail.com

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Data de recebimento: 12/ 01//09 Data de aceite: 26/02/09

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