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Espiritualidade Da Cruz (SP4)

O capítulo discute como o relacionamento cristão com outras pessoas deve ser baseado no amor colocado em ação, embora a justificação perante Deus seja baseada apenas em Sua graça. A vocação de um cristão, ou sua posição na sociedade, é terrena mas importante para servir ao próximo. Ao seguir sua vocação com humildade e amor, um cristão oferece vitória sobre a velha natureza assim como Cristo ofereceu vitória sobre a morte.

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Espiritualidade Da Cruz (SP4)

O capítulo discute como o relacionamento cristão com outras pessoas deve ser baseado no amor colocado em ação, embora a justificação perante Deus seja baseada apenas em Sua graça. A vocação de um cristão, ou sua posição na sociedade, é terrena mas importante para servir ao próximo. Ao seguir sua vocação com humildade e amor, um cristão oferece vitória sobre a velha natureza assim como Cristo ofereceu vitória sobre a morte.

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Formação da Pessoa e Pastor

José Alfredo Lopes Oliveira


Espiritualidade da Cruz: A vida cristã sob a cruz de Cristo – Gene Edward Veith Jr.
São Leopoldo, 08 de junho de 2022

No capítulo 4 do livro “Espiritualidade da Cruz” somos apresentados a uma


nova ótica, onde o autor, que já havia trabalhado temas como a espiritualidade e o
sentimento; o pecador e o perdão; e o relacionamento pessoal com Deus; agora
também trata de modo horizontal: O relacionamento com o nosso próximo

“Embora a justificação não tenha nada a ver com boas obras,


a vocação necessariamente envolve boas obras. O relacionamento do
cristão com Deus é baseado em pura graça e perdão da parte de Deus;
o relacionamento do cristão com outras pessoas, no entanto, é
baseado no amor colocado em ação. Como Wingren coloca, ‘”Deus
não precisa das nossas boas obras, mas o nosso próximo sim”.

Espiritualidade da Cruz – Página 79

Relacionando temas tratados por Lutero, o autor estende e discorre sobre


temas como vocações e boas obras, de forma com que elimina qualquer
interpretação legalista sobre a boa conduta cristã.

Assim, em contraste com os outros capítulos, ressalta a importância dos


valores como a honra e honestidade em sua ocupação. (Ocupação é definida como
sua posição em relação a sociedade, o mesmo homem pode ocupar a posição de
carpinteiro; pai; irmão; filho; marido; etc.). Trazendo esse senso, comparo com as
ressalvas de nossa completa insuficiência de nossa parte - ainda que trazidas na
forma de evangelho – onde agora somos apresentados aos méritos da justificação
perante os homens, e de seus benefícios altruístas, de forma com que praticamos o
amor a nós ensinado e oferecemo-nos como ferramentas vivas para propagação da
notícia de boa nova.

“A vocação é terrena, tão chocantemente terrena quanto a


humanidade de Cristo, isenta na aparência de qualquer divindade. Na
crucificação de Cristo, a natureza divina estava apenas oculta, não
ausente; estava presente no humilde amor pelos soldados e ladrões.
De maneira igual, Deus encobre sua obra de amor para os
homens na vocação crucífera, que é de benefício para o próximo. Na
vitória de Cristo sobe a cruz, que parece tão pobre – a vitória do amor
na humilhante baixeza – Deus está oculto; por isso, a ressureição
acontece ao terceiro dia. Mas a vitória de Cristo é oferecida por meio
do Evangelho ao homem severamente provado, que nos labores da
sua vocação passa pela crucificação da sua velha natureza. Através
da fé no Evangelho, eu ressuscito como novo homem, nascida da
Igreja, na esperança de possuir o Céu e a Vida Eterna além da morte
corporal”.

Espiritualidade da Cruz – Página 92

Adendo

Nenhuma dúvida quanto a este capítulo do livro, porém acho interessante


ressaltar o aprendizado do conceito de vocações e de suas propriedades
particulares, completamente terrenas, porém importantes à manutenção da ordem e
da regência divina quanto à criação.

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