REGIMENTO INTERNO
Casa Abrigo Deiva Ramphinni Rebello
Este Regimento disciplina o funcionamento da Casa Abrigo Deiva Ramphini,
serviço municipal vinculado à Secretaria Municipal de Política para as Mulheres e Direitos
Humanos do Município de Volta Redonda do Estado do Rio de Janeiro. O presente
regimento interno está fundamentado nas Diretrizes Nacionais para o Abrigamento, Norma
Técnica de Padronização para Abrigamento e Funcionamento das Casas-Abrigo do Estado
do Rio de Janeiro e Lei Maria da Penha (nº 11.340 de 07 de agosto de 2006).
A Casa Abrigo Deiva Ramphini Rebello é um equipamento público que oferta
acolhimento institucional temporário às mulheres em situação de violência doméstica ou
familiar com risco iminente de morte, acompanhadas ou não de seus filhos e filhas
menores de 14 anos.
OBJETIVOS
Objetivos Gerais
1. Proteger mulheres e prevenir a continuidade de situações de violência;
2. Propiciar condições de segurança física e emocional e o fortalecimento da
autoestima das abrigadas;
3. Possibilitar a construção de projetos pessoais visando à superação da
situação de violência e o desenvolvimento de capacidades e oportunidades para o
desenvolvimento de autonomia pessoal e social.
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Secretaria Municipal de Políticas para Mulheres e Direitos Humanos
Endereço: Rua Antônio Barreiros, nº 232,
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Tel.: 3339-9519 / 3339-9520 / 3339-9025
Objetivos Específicos
1. Prestar “Acolhimento Institucional” temporário às mulheres em situação de
violência doméstica e familiar, garantindo atendimento social, segurança, alimentação e
demais necessidades apresentadas;
2. Oferecer atendimento psicológico e individual ou em forma de grupo às
mulheres abrigadas e aos filhos que as acompanham;
3. Oferecer atendimento pedagógico às mulheres e as crianças/adolescentes na
forma de palestras, informações, atividades lúdicas, apoio escolar, inclusão em creches, na
escola, nos programas socioeducativos e cursos profissionalizantes;
4. Garantir através de encaminhamentos a programas do município, cuidados
médicos, odontológicos e farmacêuticos;
5. Informar sobre a Lei Maria da Penha nº. 11.340 de agosto de 2006 (lei criada
para coibir e prevenir a violência doméstica e familiar contra as mulheres);
6. Promover a inclusão social da mulher, conjugando ações da Casa Abrigo
com programas na área da saúde, habitação, emprego, profissionalização e outros;
7. Propiciar, à mulher assistida, os meios para obter o apoio jurídico;
8. Ofertar oficinas de artesanato e outras atividades que mobilizem
aprendizagens, descoberta de potências e oportunizem a geração de renda para o sustento
familiar;
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9. Proporcionar às abrigadas o encaminhamento e o acesso aos mais diversos
serviços públicos e privados para garantia de direitos, inclusão social, exercício da
cidadania e melhoria da qualidade de vida;
10. Aquisição de equipamentos e instrumentos de trabalho para a Casa Abrigo
Deiva Ramphini Rebello.
FUNCIONAMENTO E CAPACIDADE DA CASA ABRIGO DEIVA
RAMPHINI REBELLO
A Casa Abrigo Deiva Ramphini Rebello funciona ininterruptamente e, por
turnos, com a presença de equipes de funcionários conforme escala de horários elaborados
semanalmente.
A capacidade de atendimento da Casa Abrigo Deiva Ramphini Rebello é 12
(doze) pessoas acolhidas.
ADMISSÃO DE RESIDENTES
A Casa Abrigo Deiva Ramphinni Rebello receberá mulheres maiores de idade
em situação de violência doméstica ou familiar, que estejam com risco iminente de morte,
acompanhadas ou não de seus filhos e filhas com idade de até 14 (quatorze) anos. Casos
excepcionais em que existam filhos maiores de 14 anos de idade serão avaliados pela
equipe técnica da Casa Abrigo. O equipamento funciona em local sigiloso e oferta
atendimento social, psicológico e jurídico para as usuárias e seus filhos, filhas e/ou
dependentes quando estiver sob sua responsabilidade.
A admissão das mulheres se dará a partir de encaminhamento do Centro
Especializado de Atendimento à Mulher – CEAM, mediante Parecer Técnico.
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As usuárias serão admitidas na Casa Abrigo Deiva Ramphini Rebello, com as
seguintes documentações:
I. Encaminhamento do Centro Especializado de Atendimento à Mulher -
CEAM
II. Documentos Pessoais que a pessoa estiver portando no momento de entrada,
tais como, registro de nascimento original, RG, CPF, Boletim de Ocorrência, Carteira de
vacina quando se tratar de criança, e demais informações que auxiliem no estudo social.
III. Se necessário os documentos serão providenciados, posteriormente, pela
Equipe Técnica.
No acolhimento serão feitos os registros do acolhimento da mulher e de seus
filhos e filhas, bem como dos atendimentos realizados, mediante Ficha Cadastral,
constando: dados pessoais; informações de endereço e documentação; relação de
pertences; registro de passagem por outros órgãos; relato do caso; registro dos
atendimentos e encaminhamentos realizados durante o período de acolhimento; data e
motivo do desligamento; e endereço e demais informações do destino.
Os equipamentos da rede de atendimento à mulher que atendem mulheres em
situação de violência doméstica e familiar, como Serviços Sócio-Assistenciais, Unidades
de Saúde, Delegacia Especializada de Atendimento à Mulher (DEAM), Defensoria
Pública, Conselhos Tutelares e Unidades educacionais, poderão realizar o encaminhamento
de usuárias que estejam com risco de morte ao Centro Especializado de Atendimento à
Mulher – CEAM.
Da Permanência
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As usuárias e seus filhos e filhas poderão permanecer na Casa Abrigo Deiva
Ramphinni Rebello pelo período de até 15 (quinze) dias, podendo ocorrer o desligamento
antes deste prazo ou ser renovado, caso necessário. Os casos de extrema necessidade, que
demandem extensão do período de permanência, deverão ser avaliados pela equipe Técnica
do Abrigo.
Deveres e obrigações das (os) servidores
1. Manter relação de ética e respeito para com as abrigadas, seus filhos e filhas
e colegas de trabalho;
2. Atender com cortesia as abrigadas, seus filhos e filhas e os visitantes;
3. Cumprir rigorosamente o horário de trabalho, conforme escala, bem como,
não ausentar-se em período de trabalho para fins particulares;
4. Manter-se informado sobre os assuntos referentes ao funcionamento da Casa
Abrigo, destacando o presente regimento interno e as normas e procedimentos técnicos;
5. Participar sempre que convocado para capacitações/cursos/palestras e
reuniões de equipe, socializando os conhecimentos adquiridos;
6. Contribuir para o bom andamento dos trabalhos, pautado na solidariedade,
no respeito e no comprometimento;
7. Socializar com os demais funcionários as informações pertinentes em cada
troca de turno;
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8. Fornecer a medicação das abrigadas, seus filhos e filhas, em conformidade
com a prescrição médica;
9. Responder pelas atividades de rotina durante o seu turno de trabalho,
responsabilizando-se pelos materiais e tarefas designadas;
10. Registrar as doações em caderno específico, anotando dia, doador,
quantidade, especificações das doações e servidor que a recebeu. Após, conferir prazo de
validade e comunicar de imediato a direção;
11. Guardar os objetos de uso pessoal em local definido pela diretoria;
12. Informar a diretoria sobre a necessidade de se realizar consertos em objetos
ou bens dentro do equipamento;
13. Armazenar as sobras de alimentos produzidos no dia de forma correta, em
recipientes fechados, etiquetados com data de produção e consumidos no mesmo dia;
14. Usar os Equipamentos de Proteção Individual - EPI (jalecos, toucas,
sapatos fechados, luvas descartáveis e outros que venham a ser disponibilizados);
15. Seguir rigorosamente as orientações do manual de rotinas e procedimentos
da casa.
Deveres das mulheres, crianças e adolescentes abrigados
1. Respeitar colegas abrigados, visitantes e funcionários;
2. Acatar as normas e orientações da instituição;
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3. Zelar pelos bens patrimoniais da Casa Abrigo Deiva Ramphini Rebello;
4. Participar das atividades socioeducativas programadas;
5. Desempenhar as atividades para as quais for solicitado;
6. Manter a higiene pessoal;
7. Efetuar diariamente a limpeza de seu quarto, a lavação das roupas de uso
pessoal; a organização do quarto e de seus pertences, conforme as condições da mulher e a
programação do abrigo;
8. Seguir os horários e as programações da dinâmica institucional.
Proibições
1. Manter, armazenar, portar ou fazer uso de bebida alcoólica ou outra droga no
interior da casa, sendo permitido somente o uso do tabaco nos locais indicados: áreas
livres.
2. Entrada de objetos de médio e grande porte no interior da Casa Abrigo, sem
a devida nota fiscal ou doador legal. Ex.: Vídeo, TV, Som, Livros para a Biblioteca,
Utensílios Domésticos, Relógios, etc.;
3. Uso de violência física, verbal ou psicológica contra as crianças (filhos ou
filhas das mulheres atendidas) na Casa Abrigo;
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4. Uso de violência física, verbal, psicológica e/ou ameaças entre as residentes,
o que pode implicar no desligamento imediato das envolvidas;
5. Entrada de armas de qualquer espécie na Casa Abrigo.
PLANO INDIVIDUAL DE DESENVOLVIMENTO DA MULHER
A Casa Abrigo realizará a elaboração do Plano Individual de Desenvolvimento
da Mulher como instrumento norteador das ações e metas para atendimento da usuária.
O Plano deve ser elaborado de forma participativa desde o momento da
chegada da usuária no equipamento e sempre que necessário, poderá contar com a
participação de outros profissionais da rede com o objetivo de romper com o ciclo de
violência.
DESLIGAMENTO DE USUÁRIAS
O processo de desligamento deverá ser gradativo e construído de forma
conjunta com a usuária, sendo fundamental que a Casa Abrigo articule estratégias
conjuntas com a Rede de Atendimento à Mulher para garantir à mulher acesso à habitação
(auxílio aluguel), ao trabalho, a inclusão em programas sociais e geração de renda,etc.
Estas estratégias deverão ser formalizadas por meio de acordos de cooperação técnica, de
termos de parceria com as Secretarias e áreas envolvidas (Educação, Habitação, Trabalho,
Assistência Social, Sistemas Sociais, etc.).
O desligamento dar-se-á quando a usuária estiver apta a conduzir sua vida de
forma segura; a retomar o convívio saudável com a família; dispuserem de um ambiente
saudável e seguro para morar e de condições econômicas para suprimento de suas
necessidades básicas.
Os desligamentos poderão, ainda, ocorrer voluntariamente mediante assinatura
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de Termo de Compromisso pelo respectivo ato.
Informações adicionais sobre o desligamento
1. Os desligamentos de abrigadas deverão ocorrer, preferencialmente, de 2ª a 6ª
no horário de 9hs às 16hs, período em que as técnicas estarão de plantão para fazer o
desligamento;
2. Os pertences de abrigadas deixados na Casa Abrigo após o desligamento
terão o prazo de 15 dias para serem retirados no Centro Especializado de Atendimento à
Mulher – CEAM. Caso contrário, o Abrigo poderá doá-los a outras(s) residente(s) que o
necessite;
3. Os Kits (roupa de cama, toalhas etc.) que são entregues à abrigada ao chegar,
deverão ser devolvidos devidamente limpos quando do desligamento damesma;
4. O não cumprimento dos itens gerais acima poderá implicar no desligamento
da usuária da Casa Abrigo.
5. Em caso de desligamento, a ex residente não poderá retornar ao mesmo
endereço para reabrigamento. Caso seja necessária a realização de outro abrigamento,
ehavendo avaliação da gravidade do caso de violência, a mulher poderá ser encaminhada
aoutroabrigo do qual não tenha sido usuária, para preservar o sigilo.
Pós- desligamento
Após o desligamento do serviço de acolhimento institucional, é importante que
a usuária seja acompanhada pela rede de atendimento do município, de forma efetiva, por
período a ser estabelecido pela equipe técnica do Centro Especializado de Atendimento à
Mulher – CEAM.
SANÇÕES EM CASO DE DESCUMPRIMENTO DO REGIMENTO
Caso seja verificado o descumprimento deste Regimento, será apurado o ato e
tomadas as devidas providências, incorrendo em sanções, que podem ser desde
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advertências até o desligamento da Casa, as quais serão estabelecidas pela Coordenação e
Equipe Técnica.
1. Serão considerados atos graves, a quebra de sigilo, brigas ocasionando
acidentes, recusas de condutas estabelecidas na Casa, saídas sem autorização da Equipe da
Casa, furtos, uso de drogas, entre outras situações;
2. Será objeto de advertência qualquer ato libidinoso na Casa;
3. As residentes advertidas, por escrito, mais de duas (02) vezes podem ser
desligadas do Abrigo.
DISPOSIÇÕES FINAIS
Integram este Regimento Interno, os seguintes Anexos:
Anexo I – Regras de Convivência;
Anexo II – Atividades Ofertadas às Abrigadas;
Anexo III – Plano de Trabalho – Atribuição das Profissionais da Casa Abrigo
Deiva Ramphini Rebello;
Anexo IV – Escala de Apoio Técnico do Centro Especializado de Atendimento
à Mulher – CEAM para a Casa Abrigo Deiva Ramphini Rebello.
Os casos omissos neste Regimento Interno serão resolvidos pela Equipe
Técnica da Casa Abrigo Deiva Ramphini Rebello, juntamente com a Coordenação do
equipamento.
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O presente Regimento Interno entra em vigor na data de sua aprovação.
VoltaRedonda, 2022.
Casa Abrigo Deiva Ramphinni Rebello
Referências:
Diretrizes Nacionais para o Abrigamento de Mulheres em Situação de Risco e
Violência-Secretaria Nacional de Enfrentamento à Violência Contra as Mulheres-
Secretaria de Políticas para as Mulheres – Presidência da República-2011.
Norma Técnica de Padronização para Abrigamento e Funcionamento das Casas
Abrigo do Estado do Rio de Janeiro -2011.
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ANEXO I
REGRAS DE CONVIVÊNCIA
HORÁRIOS E TAREFAS
1. A Casa Abrigo Deiva Ramphinni Rebello funcionará em regime aberto, ou
seja, a pessoa não será obrigada a permanecer na Casa, se não for de sua livre e espontânea
vontade;
2. Deverão ser respeitados os horários estabelecidos pela Casa;
3. É assegurada a participação das mulheres atendidas por essa Casa nas
diferentes atividades propostas dentro ou fora do espaço institucional;
4. Quando convocadas, as residentes deverão comparecer às reuniões,
entrevistas, palestras, oficinas e grupos;
5. Deverão ser respeitados os horários pré-estabelecidos pela Casa Abrigo para
chegada ao equipamento, bem como os horários de rotina pré-estabelecidos (café, almoço,
lanche, jantar e ceia);
6. As mães residentes são responsáveis por seu(s) filho(s) e filha(s), cabendo à
dinamizadora, educadora ou qualquer outro profissional do abrigo a responsabilidade
relativa às atividades de sua função, em seu horário de trabalho.
USO COMUM DO ESPAÇO FÍSICO
1. O espaço físico interno e externo da Casa Abrigo deverá ser zelado por suas
usuárias;
2. O espaço físico da Direção (e Administração) não deverá ser utilizado pelas
abrigadas sem prévio consentimento;
3. É proibida a entrada de objetos de médio e grande porte no interior da
CasaAbrigo, sem a devida nota fiscal ou doador legal. Ex.: Vídeo, TV, Som, Livros para a
Biblioteca, Utensílios Domésticos, Relógios, etc.;
4. Não será permitido o uso de violência física, verbal ou psicológica contra as
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crianças (filhos e filhas das mulheres abrigadas) na CasaAbrigo;
5. Não será permitida violência física, verbal, psicológica e/ou ameaças entre
as residentes, o que pode implicar no desligamento imediato das envolvidas;
6. O acesso à Casa Abrigo é permitido somente às usuárias e equipe
profissional;
7. É proibida a entrada de armas de qualquer espécie na Casa Abrigo;
8. É necessária a participação das residentes da Casa Abrigo nas tarefas de
manutenção e conservação do espaço;
9. Será garantida a participação e convívio comunitário das mulheres e
crianças residentes neste abrigo;
10. Recomenda-se as residentes não circularem no interior da Casa com trajes
íntimos (roupas de banho, camisola, calcinha e sutiã, enroladas em toalhas) ou descalças;
11. As saídas das abrigadas somente são permitidas para consultas médicas,
audiências, retirada de documentação, trabalho ou providências indicadas pela
EquipeTécnica;
12. Os encontros familiares serão promovidos pela Equipe Técnica e ocorrerão
no espaço do Centro Especializado de Atendimento à Mulher (CEAM) – Casa da Mulher
Bertha Lutz;
13. O endereço e os telefones deste Abrigo deverão ser mantidos em sigilo
absoluto;
14. É proibida a entrada de qualquer tipo de alimentação na Casa Abrigo, além
da que é servida pelo Abrigo;
15. Os pertences (documentos, celular, dinheiro, etc.) da residente, ficarão sob
a responsabilidade da Coordenação da Casa Abrigo, para maior segurança da abrigada.
16. A mulher que necessite do uso contínuo de medicamento sem portar receita
médica será encaminhada a um posto médico para avaliação.
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ANEXO II
ATIVIDADES OFERTADAS ÀS ABRIGADAS
Visando a orientação, informação, promoção e reinserção profissional das
mulheres acolhidas, a Casa Abrigo Deiva Ramphini Rebello promoverá atividades através
de rodas de conversas, dinâmicas e qualificação profissional.
Serão disponibilizadas atividades conforme se segue.
1- Bordado livre;
2- Pintura em tecido;
3- Crochê;
4- Tricô;
5- Bolsas e Carteiras com material reciclado;
6- Confecção de chaveiros em feltro;
7- Pintura em pano de prato;
8- Roda de conversa com diversos temas, como poesia e outros temas;
9- Ouvir músicas e fazer reflexão das letras;
10- Apliquê em panos de prato;
11- Confecção de enfeites para datas comemorativas como : Dia das Mães,
Dia dos Pais e outros;
12- Bordado em chinelos havaiana;
13- Confecção de Sousplat e porta copo;
14- Enfeite em garrafa de vidro reciclada;
15-Confecção de capas de caderno em tecido ou EVA;
16- Assistir filmes com temas diversos;
17- Artesanato com palitos de picolé;
18- Artesanato em fuxico;
19- Artesanato em MDF;
20- Bordado em Ponto Cruz;
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21- Trabalhos com feltro ex: bonecas;
22- Decoupage em mdf;
23- Decoupage em sabonete com guardanapo;
24- Bijouteria com miçangas;
25- Artesanato com latas de leite ninho reciclada;
26- Custonização de calça Jean;
27-Bordado com ponto fita em toalhas de rosto;
28- Bordado vagonite;
29- Aula de culinária : bolos de pote, pipocas gourmet, Cookies;
30- Aula de Bala de coco.
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ANEXO III
PLANO DE TRABALHO
Atribuições das Profissionais da Casa Abrigo Deiva Ramphini Rebello
Coordenadora 1. Articular e promover a interlocução com a Secretaria
Municipal de Políticas para Mulheres e Direitos Humanos;
2. Elaborar e implementar, com a participação da equipe , o
plano de ação do serviço;
3. Fazer a gestão orçamentária e financeira do equipamento;
4. Fazer a articulação com os serviços da rede local e
parceiros;
5. Averiguar as necessidades de capacitação da equipe e
informar à Secretaria de Política para as Mulheres e Direitos
Humanos, garantindo uma formação continuada e prevendo
momentos de estudo e aprimoramento das ações;
6. Produzir relatórios e manter atualizado banco de dados
sobre o público atendido e atividades realizadas;
7. Representar a equipe da Casa Abrigo em reuniões e
atividades externas, sempre que necessário;
8. Coordenar as rotinas administrativas, os processos de
trabalho e os recursos humanos do abrigo;
9. Zelar pelo cumprimento das normas descritas neste Plano
de Trabalho;
10. Supervisionar os trabalhos desenvolvidos por todas as
profissionais, zelando pelo bom andamento do atendimento às
mulheres e seus filhos e filhas, tomando as medidas cabíveis
quando da existência de irregularidades;
11. Convocar e presidir as reuniões periódicas de planejamento
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e avaliação com toda a equipe, garantindo a interdisciplinaridade
do trabalho;
12. Participar das reuniões de planejamento e avaliação
promovidas pela Secretaria de Política para as Mulheres e Direitos
Humanos, contribuindo com sugestões estratégicas para a melhoria
dos serviços a serem prestados na casa abrigo.
Auxiliar 1. Executar atividades de caráter administrativo e tarefas
Administrativa gerais de suporte à equipe a fim de garantir o registro e o
acompanhamento do trabalho e infraestrutura essencial para a
prestação dos serviços.
Técnica – Serviço 1. Realizar atendimento social, identificando e orientando
Social demandas na sua área de especialidade, em conjunto com a equipe
interdisciplinar;
2. Orientar e encaminhar os(as) usuários(as) para acesso a
serviços e programas;
3. Realizar a interlocução com demais serviços para o
atendimento;
4. Elaborar relatórios sobre o atendimento e fornecer suporte e
informações para coordenação do serviço;
5. Participar da discussão de casos com os demais membros
da equipe técnica e/ou com outros serviços;
6. Realizar e participar de atividades sobre direitos das
mulheres quando solicitado pela coordenação do serviço ou pela
Secretaria Municipal de Políticas para Mulheres e Direitos
Humanos.
7. Organizar as informações das usuárias, crianças e
adolescentes na forma de prontuário individual;
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8. Elaborar, monitorar e avaliar do Plano Individual da
Mulher;
9. Monitorar e comunicar a Coordenação do abrigo qualquer
intercorrência no atendimento às abrigadas, seus filhos e filhas;
10. Acompanhamento nos serviços de saúde, escola e outros
serviços requeridos no cotidiano, quando necessário e pertinente;
11. Elaboração, encaminhamento e discussão com a autoridade
Judiciária e Ministério Público de relatórios sobre a situação de
cada abrigada, apontando: a) Possibilidades de desligamento; b)
Necessidade de permanência na casa abrigo; ou, c) Necessidade de
aplicação de novas medidas.
Técnica – Psicologia 1. Realizar atendimento psicossocial, identificando e
orientando demandas na sua área de especialidade em conjunto
com a equipe interdisciplinar;
2. Orientar e encaminhar os(as) usuários(as) para acesso a
serviços e programas;
3. Realizar a interlocução com demais serviços para o
atendimento;
4. Elaborar relatórios sobre o atendimento e fornecer suporte e
informações para coordenação do serviço;
5. Participar da discussão de casos com os demais membros
da equipe técnica e/ou com outros serviços;
6. Realizar e participar de atividades sobre os direitos das
mulheres quando solicitado pela coordenação do serviço ou pela
Secretaria Municipal de Políticas para Mulheres e Direitos
Humanos.
7. Organizar as informações das usuárias, crianças e
adolescentes na forma de prontuário individual;
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8. Elaborar, monitorar e avaliar do Plano Individual da
Mulher;
9. Monitorar e comunicar a Coordenação do abrigo qualquer
intercorrência no atendimento às abrigadas, seus filhos e filhas;
10. Elaboração, encaminhamento e discussão com a autoridade
Judiciária e Ministério Público de relatórios sobre a situação de
cada abrigada, apontando: a) Possibilidades de desligamento; b)
Necessidade de permanência na casa abrigo; ou, c) Necessidade de
aplicação de novas medidas;
11. Preparação da usuária e seus filhos e filhas para o
desligamento.
Orientadora Social 1. Desenvolver atividades lúcidas, pedagógicas e de
sensibilização com as mulheres e seus dependentes acolhidos;
2. Fazer o acompanhamento das mulheres e seus dependentes
em atividades externas, quando necessário;
3. Realizar o plantão noturno do serviço;
4. Elaborar relatórios sobre o atendimento e fornecer suporte e
informações para coordenação do serviço;
5. Participar da discussão de casos com os demais membros
da equipe técnica e/ou com outros serviços.
Cozinheira 1. Preparar as refeições servidas às pessoas acolhidas no
serviço.
Auxiliar de Serviços 1. Executar serviços de higienização, limpeza, organização e
Gerais manutenção do espaço.
ANEXO IV
19
ESTADO DO RIO DE JANEIRO
Secretaria Municipal de Políticas para Mulheres e Direitos Humanos
Endereço: Rua Antônio Barreiros, nº 232,
Bairro Nossa Senhora das Graças,Volta Redonda/RJ CEP 27.215-110
Tel.: 3339-9519 / 3339-9520 / 3339-9025
ESCALA DE APOIO TÉCNICO
DO CENTRO ESPECIALIZADO DE ATENDIMENTO À MULHER –
CEAM PARA A CASA ABRIGO DEIVA RAMPHINI REBELLO
04 HORAS SEGUNDA TERÇA- QUARTA- QUINTA- SEXTA- SÁBADO DOMINGO
POR DIA -FEIRA FEIRA FEIRA FEIRA FEIRA
PSICOLOGIA
X X X
ASSISTENTE
X X X X
SOCIAL
20
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Endereço: Rua Antônio Barreiros, nº 232,
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