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UNIDADE: Onde é o melhor carnaval do Brasil?

/ Brasil

SITUAÇÃO DE USO
Conhecimento e caracterização do carnaval de rua.

MARCADORES
Diversão; Cultura; Turismo.

EXPECTATIVAS DE APRENDIZAGEM
- Aprender sobre o carnaval de rua no Brasil.
- Reconhecer vocabulário relacionado a carnaval.
- Argumentar, oralmente, a favor de uma escolha.
- Usar o dicionário.
- Produzir texto para ser publicado em uma revista de bordo.
ATIVIDADE DE PREPARAÇÃO

Observe as imagens a seguir e faça o que se pede.

Disponível em:
<https://www.google.com.br/search?
q=carnaval+no+brasil&source=lnms&tbm=isch&sa=X&ei=CDQkU8OiIuaH0AHYpYDQCg&sqi=2&ved=
0CAcQ_AUoAQ&biw=1280&bih=698>. Acesso em: mar. 2014.

a) Descreva as imagens que você vê.


b) Que tipo de evento é esse?
c) No seu país, há festas em que as pessoas se vestem como nas imagens? Você já
foi a alguma festa em que as pessoas se vestem assim?
d) Comente com seus colegas e com o professor como são as festas típicas do seu
país, como são organizadas, detalhando como as pessoas se vestem.
e) Você já ouviu falar sobre o carnaval do Brasil? Comente.

BLOCO DE ATIVIDADES

Disponível em:
<https://www.google.com.br/search?
q=carnaval+no+brasil&source=lnms&tbm=isch&sa=X&ei=CDQkU8OiIu
aH0AHYpYDQCg&sqi=2&ved=0CAcQ_AUoAQ&biw=1280&bih=698>.
Acesso em: mar. 2014.

Atividade 1: Conhecendo o carnaval do Brasil.

No site da Revista Veja, há a publicação de um levantamento dos 10 carnavais mais


agitados do Brasil. Observe as imagens a seguir, leia os textos (adaptados) que as
acompanham e responda às perguntas subsequentes.
Como acontece em quase toda a região nordeste do país, o Carnaval em Fortaleza
não fica restrito a cinco dias. A festa começa semanas antes, ainda em janeiro
muitas vezes, ao som dos mais variados ritmos – de bandas locais a músicos
populares, rap e, claro, samba. Assim como não se ouve uma coisa só, a folia
também não fica concentrada em um único lugar. A cidade tem seis pólos
carnavalescos pulsantes, entre eles a Praia de Iracema e a Avenida Domingos
Olímpio, por onde desfilam agremiações como o Maracatu (foto acima).

O Carnaval de Floripa é tipo “coração de mãe”. Sem preconceitos nem restrições,


recebe de braços abertos quem chega para festejar do jeito que bem entender. Tem
desfile de escola de samba, festas pelos clubes da cidade, além de blocos
carnavalescos passando de um bairro a outro e levando consigo uma penca de
foliões e simpatizantes. O desfile mais aguardado é o do famoso Bloco dos
Sujos (foto anterior), onde os homens ficam livres para soltar o seu lado mais
feminino.
Na terra do Boi-Bumbá, o Carnaval não poderia ser uma festa longe de suas raízes
culturais. Por isso, Manaus decidiu misturar a batida carnavalesca com as toadas de
Parintins para criar o Carnaboi. Na região norte do país, não tem para mais ninguém.
E até os arqui-inimigos Garantido e Caprichoso deixam a rivalidade de lado para
aproveitar juntos. A folia é no sambódromo, mas ao som de trios elétricos que são
seguidos por uma multidão – já chegou a reunir mais de 200.000 pessoas.

Quem decide pular o Carnaval em Diamantina precisa de preparo físico: são 24


horas de folia durante os cinco dias de festa entre as ruas estreitas e os casarões
antigos da cidade. De dia, a animação fica por conta dos blocos caricatos e, à noite,
quem comanda são as duas famosas batucadas: a Bartucada e a Bat Caverna, na
Praça do Mercado Velho, que chega a reunir mais de 15.000 pessoas por dia.
Se você gosta das tradicionais marchinhas, São Luís do Paraitinga é o seu lugar. E
pode até chamá-los de radicais: lá, é totalmente proibido tocar axé, funk e pagode –
mesmo que seja na garagem de uma casa alugada. Este é inclusive o primeiro – e o
segundo – item dos 10 Mandamentos do Folião da cidade. Depois de ver o centro
histórico destruído por uma enchente em 2010 – que impediu a realização da festa
naquele ano – eles apostam neste como o Carnaval da Reconstrução, que deve
atrair 10.000 pessoas por dia.

Quem também aboliu o axé e o samba do seu Carnaval foi Olinda. Em Pernambuco,
o povo só dança ao som do frevo e do maracatu. Entre as dezenas de blocos que
desfilam pelas ladeiras da cidade, os principais atrativos são os famosos bonecos
gigantes vestidos com as mais diferentes e criativas fantasias. No Enquanto Isso na
Sala de Justiça, por exemplo, são heróis como o Homem Aranha que estão à frente
da festa.

O público universitário – que anda tão aclamado hoje em dia – tem lugar cativo na
festa de rua de Ouro Preto. Os blocos das repúblicas de estudantes dançam no
embalo do axé por essa cidade histórica. E os mineiros também herdaram do
Carnaval baiano o uso de abadás para a folia, que se esgotam muito rápido. Bandas
locais também têm vez, em alguns pontos mais descentralizados, onde o agito é
bem menor e, o preço, mais barato.

Nem só de Sapucaí é feito o Carnaval do Rio de Janeiro. Toda a cidade entra no


clima da festa nessa época e as ruas são tomadas por blocos e bandas – são mais
de 400 esse ano, desfilando sua animação pela zona sul e pelo centro - que atraem
centenas de milhares de pessoas. E quem entende de muvuca é o Cordão da Bola
Preta, o bloco carioca mais tradicional que tem entre sua grande leva de foliões –
vestidos, claro, de roupa branca com bolas pretas – muitas celebridades, como a
cantora Maria Rita e a atriz Leandra Leal, que é porta-estandarte (foto anterior).

Para Recife, quantidade é qualidade – pelo menos no que diz respeito ao Galo da
Madrugada, o maior e mais famoso bloco carnavalesco do mundo (devidamente
registrado no Guinness Book). Todos os anos, são mais de 1,5 milhão de foliões
pulando ao som de muito frevo atrás do galináceo imponente, no alto de seus 27
metros e pesando mais de 2 toneladas. E quem prefere trio elétrico, pode se
esbaldar com mais de 20 a sua escolha, além de palanques com cantores e grupos
musicais.
Impossível falar de Carnaval de rua no Brasil sem dar devido valor a Salvador, onde
trios elétricos com os maiores artistas da música baiana vão e vêm em um rodízio
frenético pelos três principais circuitos da cidade – Dodô (Barra-Ondina), Osmar
(Barra Avenida-Campo Grande) e Batatinha (Centro Histórico). Seja com abadá,
como “pipoca” ou nos camarotes, é tudo imperdível. Apesar do sucesso inegável das
musas Ivete Sangalo e Cláudia Leitte, os mais procurados (e caros) são Chiclete
com Banana (foto anterior) e Asa de Águia. Mas para quem gosta de blocos
carnavalescos, a cidade também não deixa nada a dever, com Timbalada, Eva,
Coruja e companhia.

Disponível em: <http://veja.abril.com.br/blog/10-mais/diversao/as-10-festas-de-carnaval-de-rua-mais-


agitadas-do-brasil/#ancoratopo>. Acesso em: mar. 2014.

a) O que mais lhe chamou a atenção nas imagens?

b) A partir das imagens, como você acha que é o carnaval de rua no Brasil?

c) Se você tivesse que escolher uma dessas cidades para passar o carnaval, qual
delas você escolheria? Por quê?

Atividade 2: Posicionando-se oralmente.

Você resolveu passar o próximo carnaval no Brasil e escolheu uma das 10 cidades
anteriormente citadas. Diga aos seus colegas e ao seu professor qual é a cidade,
justifique o motivo da sua escolha e fale qual é a sua expectativa quanto a essa
festa. Estabeleça comparações com alguma festa típica do seu país.

Atividade 3: Convencendo um amigo.

Você tem um amigo que quer passar o carnaval no Brasil, mas ainda não sabe para
onde ir. Escreva para ele, indicando uma das dez cidades e argumentando a favor
de sua sugestão.
EXTENSÃO DA UNIDADE
Os dois textos a seguir falam de bandas que tocam no carnaval de Diamantina –
estado de Minas Gerais. Leia-os com bastante atenção.

Texto 1
BAT-CAVERNA

A Bat Caverna é um grupo de samba que surgiu em Diamantina no ano de 1985. Ela
nasceu da união de sete adolescentes que tocavam algum instrumento musical e
que tinham em comum a paixão pelo samba de raiz.

Como na época da fundação do grupo, todos os integrantes eram menores e não


podiam beber nem ficar na rua até tarde, eles faziam sua roda-de-samba em um bar
que era muito pequeno e discreto. Por isso foi por eles apelidado de "bat-caverna".
Suas apresentações foram tornando-se tradicionais no barzinho e as pessoas
começaram então a referir-se a eles como a "turma da bat-caverna". Foi assim que
surgiu, então, o nome da Bat. As rodas de samba da Bat Caverna foram se tornado
cada vez mais famosas e eles começaram a tocar em bares cada vez maiores e a
atrair um público cada vez maior.

Foi então que, no carnaval de 1993, sentindo que os bares de Diamantina já não
comportavam seu público, que se multiplicava a cada ano, a Bat Caverna resolveu
transferir a roda de samba para o palco e transformá-la num verdadeiro show, com
um número muito maior de ritmistas do que nas rodas, tornando-se, assim, uma
verdadeira batucada. Hoje em dia suas apresentações contam com a participação
de aproximadamente 40 ritmistas.

A Bat Caverna, durante a sua caminhada, cantou com diversos "puxadores"


diferentes. Destaca-se entre eles o cantor, compositor, multi-instrumentista e ator
Maurício Tizumba, que se uniu à Bat no ano de 1998. Deste casamento, nasceu o
primeiro CD do grupo, "Patrimônio da Alegria" (Bat-Caverna e Maurício Tizumba-
1999) lançado em homenagem ao título recebido por Diamantina de Patrimônio
Cultural da Humanidade.

Atualmente, a Bat Caverna é uma das maiores atrações do Carnaval de Diamantina,


carnaval este que é um dos últimos do Brasil que permanecem imunes à invasão da
axé-music e seus trios-elétricos. A Bat tem feito apresentações por todo o estado de
Minas Gerais e, onde quer que vá, arrasta uma legião de fãs do verdadeiro sambão
do Carnaval Diamantinense.

Site oficial da Bat Caverna: www.batcaverna.com.br


Texto 2

BARTUCADA

A BARTUCADA é um grupo que tem como uma de suas finalidades contribuir para a
preservação, a valorização e o desenvolvimento da tradição cultural e artística do
Carnaval de rua de Diamantina, bem como proporcionar alegria e prazer aos seus
componentes – a Família Bartucada - e ao seu grande público.

Formada pela união de diamantinenses, a Bartucada nasceu no carnaval de 1972,


através da iniciativa de seus fundadores, membros de tradicionais famílias de
Diamantina, que se reuniam todas as tardes de carnaval, no Largo da Quitanda, com
muito samba e batucada. Ao longo dos anos, esta folia foi se estendendo noite
adentro. A Bartucada, durante o carnaval de Diamantina, inicia a sua apresentação
com a lua e termina já com o sol a pique, uma das razões de conter, na sua
logomarca, a composição do sol e da lua.

Esta característica consolidou-se e se tornou uma tradição da Bartucada, por ser um


grupo aberto a participação dos foliões, tocando sem intervalo, com o lema "o samba
não pode parar" e de sempre preservar sua identidade musical: sua bateria, com
dezenas de ritmistas e vários naipes de instrumentos (surdos, caixas, repiques,
tamborins, cuíca, e rocás) além de som acústico, composto por vocalistas e
instrumentos de sopro, guitarra, baixo e teclado.

Seu repertório, eclético e atual, compreende samba enredo e sambas de raíz, pop
rock nacional e internacional, antigos e atuais sucessos da MPB, marchinhas,
seresta, sertanejo e axé music, sempre com a energia contagiante da batida de
samba da sua bateria com mais de 250 integrantes, apresentando-se com 50 a 70
integrantes por show.

No circuito das calouradas, festas, casas de show, boites e clubes de Belo Horizonte
e cidades mineiras, a Bartucada é um nome conhecido e prestigiado, principalmente
pelos adolescentes e universitários, sendo uma garantia de sucesso para os eventos
em que participa.

A Bartucada foi a primeira banda mineira a ser atração principal do Carnabelô,


dividindo o mesmo espaço como os grupos baianos, conhecidos em todo o Brasil.
Além disso, é sucesso total nos pré-carnavais de BH.

Além do carnaval de Diamantina, a Bartucada tem realizado shows em quase todas


as cidades mineiras, além de já ter se apresentado em Goiás, Rio de Janeiro,
Espírito Santo, São Paulo e Brasília.

A BARTUCADA talvez não seja a melhor, mas, com certeza, é diferente e pioneira
neste estilo de banda.

Site oficial da Bartucada: www.bartucada.com.br

Disponível em: <http://www.carnadiamantina.com.br/index.php?secao=atracoes>. Acesso em: mar.


2014.

a) A partir da leitura dos dois textos, responda:

- Por que a banda recebeu o nome de Bat Caverna?


- Por que a banda recebeu o nome da Bartucada?
- Quais os ritmos tocados pelas bandas?
- Quais são as semelhanças e diferenças entre as duas bandas?
- Você gosta dos ritmos tocados pelas bandas? Por quê?
- No seu país (ou em sua cidade), há alguma banda ou grupo musical de que você
gosta muito? Discuta isso com seus colegas e com o seu professor, detalhando o
estilo da banda e o ritmo musical.

ATIVIDADE DE AVALIAÇÃO
a) Assista ao vídeo veiculado no Jornal de Minas Gerais MGTV 2ª Edição sobre
o último dia do carnaval de Diamantina em 2013.

Disponível em:
http://globotv.globo.com/rede-globo/mgtv-2a-edicao/v/festa-e-animada-em-
diamantina-no-ultimo-dia-de-carnaval/2402659/. Acesso em: mar. 2014.

b) Você foi convidado a escrever um texto sobre o carnaval de rua do Brasil,


para ser publicado em uma revista de uma companhia aérea. Com base neste
vídeo e em todos os textos que você leu nesta unidade, escreva um texto
sugerindo a visita à cidade de Diamantina durante o carnaval.

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