MEMOREX CNU (BLOCO 06) – RODADA 03
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ÍNDICE
POLÍTICAS PÚBLICAS ............................................................................. 4
DESAFIOS DO ESTADO DE DIREITO: DEMOCRACIA E CIDADANIA ........... 6
ÉTICA E INTEGRIDADE ......................................................................... 11
DIVERSIDADE E INCLUSÃO NA SOCIEDADE .......................................... 15
ADMINISTRAÇÃO PÚBLICA FEDERAL .................................................... 19
FINANÇAS PÚBLICAS............................................................................ 23
GESTÃO GOVERNAMENTAL E GOVERNANÇA PÚBLICA ........................... 26
POLÍTICAS PÚBLICAS E ANÁLISE DE DADOS ........................................ 30
ECONOMIA, ECONOMIA SOLIDÁRIA E CONTEXTO INTERNACIONAL ...... 33
ORÇAMENTO PÚBLICO, CONTABILIDADE E REGULAÇÃO ....................... 36
INGLÊS ................................................................................................. 39
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POLÍTICAS PÚBLICAS
DICA 01
DESCENTRALIZAÇÃO DE POLÍTICAS PÚBLICAS NO BRASIL
A descentralização de políticas públicas deve levar em consideração as particularidades
locais, bem como as características socioeconômicas, culturais e políticas da região.
Isso é essencial para garantir que as políticas sejam adequadas às demandas e também às
necessidades da população da local em questão.
DICA 02
DESCENTRALIZAÇÃO DE POLÍTICAS PÚBLICAS NO BRASIL
No caso do Brasil, por se tratar um país com diversidade regional muito grande, é
essencial que as políticas públicas sejam adaptadas às realidades distintas dos estados e
municípios.
Ex.: Uma política de moradia pública que funciona bem em uma grande cidade pode não
ser a ideal para uma pequena cidade do interior.
DICA 03
DESCENTRALIZAÇÃO DE POLÍTICAS PÚBLICAS NO BRASIL
A descentralização de políticas públicas também deve fazer a promoção da participação
popular, pois isso é de suma importância para garantir que as políticas sejam criadas e
implementadas de maneira democrática e inclusiva.
No nosso Estado Democrático de Direito, a participação popular pode ser promovida por
intermédio de mecanismos como por exemplo consultas públicas, audiências públicas e
conselhos de políticas públicas. Esses mecanismos dão a população a chance de expressar
as suas opiniões e também as demandas sobre as políticas públicas.
DICA 04
DESCENTRALIZAÇÃO DE POLÍTICAS PÚBLICAS NO BRASIL
Um ponto que merece sua atenção é que a pauta sobre a descentralização ganhou muito
espaço com a democratização do país que, dentre outros princípios, passa a viabilizar a
maior participação dos cidadãos na criação e implementação das políticas.
JÁ CAIU EM CONCURSO: Em termos de descentralização e democratização de
políticas públicas, a atuação do Estado-rede combina um conjunto de princípios, entre os
quais destaca-se o da subsidiariedade.
DICA 05
DESCENTRALIZAÇÃO DE POLÍTICAS PÚBLICAS NO BRASIL
O processo de descentralização em si é complexo, especialmente se levarmos em
consideração as mais distintas capacidades administrativas dos vários Estados e Municípios
para fazer a gestão pública.
O marco constitucional brasileiro de descentralização das políticas sociais, de assistencial
social, cultural e de saúde, por exemplo, precisa de uma série de ações para garantir a
efetividade dessas políticas, como limitar as competências de cada âmbito de governo no
financiamento de cada política, cumprir o orçamento que estiver previsto e repasses
financeiros aos respectivos sistemas municipais, estaduais e nacional.
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DICA 06
MONITORAMENTO DE POLÍTICAS PÚBLICAS
Sobre o monitoramento de políticas públicas, os indicadores são ferramentas muito
importantes. No caso do monitoramento da política pública de educação, por exemplo, o
governo federal pode definir indicadores como:
A taxa de matrícula;
A taxa de conclusão;
A taxa de empregabilidade dos egressos do Ensino Médio.
DICA 07
EXEMPLO DE POLÍTICA
No caso do monitoramento da política pública de saúde, o governo estadual poderia
definir indicadores como:
A taxa de cobertura vacinal;
A taxa de mortalidade por doenças transmissíveis;
A taxa de satisfação dos usuários do sistema de saúde.
DICA 08
POLÍTICAS PÚBLICAS SÃO APENAS POLÍTICAS DE GOVERNO?
Políticas Públicas não são apenas políticas de governo. São direitos adquiridos por todos
cidadãos. Esses direitos estão garantidos na Constituição Federal, que é a lei maior do
Brasil, e em outras legislações (ECA, Estatuto do Idoso, Lei Orgânica da Assistência Social,
etc.), que devem ser implementadas e garantidas pelos governos.
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DESAFIOS DO ESTADO DE DIREITO: DEMOCRACIA E CIDADANIA
DICA 09
POLÍTICA NACIONAL DE DIREITOS HUMANOS - CONFERÊNCIA MUNDIAL DE
DIREITOS HUMANOS EM VIENA.
Foram criados em decorrência de uma recomendação feita na Conferência Mundial de
Direitos Humanos em Viena.
Apenas o Programa Nacional de Direitos Humanos 3 (PNDH -3) está em vigor.
A Conferência Mundial de Direitos Humanos de Viena de 1993 reafirmou os Princípios da
indivisibilidade e universalidade dos Direitos Humanos, já previstos na carta da ONU
e na Declaração Universal de Direitos Humanos (DUDH).
O Brasil foi um dos primeiros países a acolher a recomendação, no governo de Fernando
Henrique foi estabelecido o primeiro programa de Direitos Humanos em 1996.
DICA 10
PROGRAMAS NACIONAIS DE DIREITOS HUMANOS
Segundo Valério Mazzuoli, são apenas propostas para temas de debate nacional em matéria
de direitos humanos, que não têm força normativa.
1º Programa Nacional de Direitos Humanos, por meio do Decreto nº. 1.1903, de
maio de 1966: identificação dos principais obstáculos à promoção dos direitos humanos no
país; a execução, a curto, médio e longo prazo.
2º Programa Nacional de Direitos Humanos, Decreto nº 4229, de 13 de maio de
2002: concepção de direitos humanos como um conjunto de direitos universais, indivisíveis
e interdependentes; identificação dos obstáculos, difundir o conceito de direitos humanos,
entre outros.
3º Programa Nacional de Direitos Humanos (PNDH3), por meio do Decreto nº.
7.037, de 21 dezembro de 2009: está estruturado em 6 (seis) eixos orientadores:
Interação democrática do Estado e sociedade civil (Sociedade influenciando na tomada
de decisão);
Desenvolvimento e Direitos Humanos (desenvolvimento com liberdade e sustentável);
Universalizar direitos em um contexto de desigualdades;
Segurança Pública, Acesso à Justiça e Combate à Violência;
Educação e Cultura em Direitos Humanos;
Direito à memória e à verdade (relacionado ao período da ditadura).
DICA 11
ESTRUTURA DO PNDH-3
O documento é dividido em tópicos e subtópicos.
O ponto inicial são os eixos orientadores, que são seis; dentro de cada eixo há diretrizes
(25 ao total), em cada diretriz há objetivos estratégicos (82 objetivos) e dentro de cada
objetivo estratégico há ações programáticas, que correspondem a 521 no total.
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ATENÇÃO!!
O Eixo IV é o mais importante para a prova, trata da “Segurança Pública, Acesso à
Justiça e Combate à Violência” e as diretrizes 16 e 14.
As metas, prazos e recursos necessários para a implementação do PNDH-3 serão definidos
e aprovados em Planos de Ação de Direitos Humanos bianuais.
DICA 12
PNDH-3
O PNDH-3 será implementado de acordo com os seguintes eixos orientadores e suas
respectivas diretrizes:
Eixo Orientador I: Interação democrática entre Estado e sociedade civil:
Diretriz 1: Interação democrática entre Estado e sociedade civil como instrumento de
fortalecimento da democracia participativa;
Diretriz 2: Fortalecimento dos Direitos Humanos como instrumento transversal das
políticas públicas e de interação democrática;
Diretriz 3: Integração e ampliação dos sistemas de informações em Direitos Humanos e
construção de mecanismos de avaliação e monitoramento de sua efetivação.
ATENÇÃO!!
O PNDH serve como orientação para as ações governamentais, sendo assim um
ref erencial.
DICA 13
PNDH-3
Eixo Orientador II: Desenvolvimento e Direitos Humanos:
Diretriz 4: Efetivação de modelo de desenvolvimento sustentável, COM INCLUSÃO
SOCIAL E ECONÔMICA, ambientalmente equilibrado e tecnologicamente responsável,
cultural e regionalmente diverso, participativo e não discriminatório;
Diretriz 5: Valorização da pessoa humana como sujeito central do processo de
desenvolvimento;
Diretriz 6: Promover e proteger os direitos ambientais como Direitos Humanos,
incluindo as gerações futuras como sujeitos de direitos.
Eixo Orientador III: Universalizar direitos em um contexto de desigualdades:
Diretriz 7: Garantia dos Direitos Humanos de forma universal, indivisível e
interdependente, assegurando a cidadania plena;
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Diretriz 8: Promoção dos direitos de crianças e adolescentes para o seu desenvolvimento
integral, de forma não discriminatória, assegurando seu direito de opinião e
participação;
Diretriz 9: Combate às desigualdades estruturais;
Diretriz 10: Garantia da igualdade na diversidade.
Eixo Orientador IV: Segurança Pública, Acesso à Justiça e Combate à Violência:
Diretriz 11: Democratização e modernização do sistema de segurança pública;
Diretriz 12: Transparência e participação popular no sistema de segurança pública e
justiça criminal;
Diretriz 13: Prevenção da violência e da criminalidade e profissionalização da
investigação de atos criminosos;
Diretriz 14: Combate à violência institucional, com ênfase na erradicação da tortura e
na redução da letalidade policial e carcerária;
Diretriz 15: Garantia dos direitos das vítimas de crimes e de proteção das pessoas
ameaçadas;
Diretriz 16: Modernização da política de execução penal, priorizando a aplicação de penas
e medidas alternativas à privação de liberdade e melhoria do sistema penitenciário;
Diretriz 17: Promoção de sistema de justiça mais acessível, ágil e efetivo, para o
conhecimento, a garantia e a defesa de direitos.
Curiosidade: O PNDH não possui força vinculante em si, pois é mero decreto
presidencial editado à luz do art. 84 da Constituição, visando a fiel execução das leis e
normas constitucionais.
DICA 14
PNDH-3
Eixo Orientador V: Educação e Cultura em Direitos Humanos:
Diretriz 18: Efetivação das diretrizes e dos princípios da política nacional de educação
em Direitos Humanos para fortalecer uma cultura de direitos;
Diretriz 19: Fortalecimento dos princípios da democracia e dos Direitos Humanos nos
sistemas de educação básica, nas instituições de ensino superior e nas instituições
formadoras;
Diretriz 20: Reconhecimento da educação não formal como espaço de defesa e promoção
dos Direitos Humanos;
Diretriz 21: Promoção da Educação em Direitos Humanos no serviço público;
Diretriz 22: Garantia do direito à comunicação democrática e ao acesso à informação
para consolidação de uma cultura em Direitos Humanos.
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Eixo Orientador VI: Direito à Memória e à Verdade:
Diretriz 23: Reconhecimento da memória e da verdade como Direito Humano da
cidadania e dever do Estado;
Diretriz 24: Preservação da memória histórica e construção pública da verdade;
Diretriz 25: Modernização da legislação relacionada com promoção do direito à memória
e à verdade, fortalecendo a democracia.
Cheirinho de prova: De acordo com o Plano Nacional da Educação em Direitos
Humanos, a educação em direitos humanos é compreendida como um processo sistemático
e multidimensional que orienta a formação do sujeito de direitos, articulando algumas
dimensões, como por exemplo o fortalecimento de práticas individuais e sociais que gerem
ações e instrumentos em favor da promoção, da proteção e da defesa dos direitos humanos,
bem como da reparação das violações.
DICA 15
PNDH-3- MUDANÇAS IMPORTANTES
Por conta das diferenças de opiniões no que tange o PNDH-3, o governo editou o Decreto
7.177/2010.
Um exemplo desta mudança é a chamada ação programática “g” do Objetivo Estratégico
III. Senão vejamos esta mudança:
COMO ERA: Redação original da Ação programática “g”: Apoiar a aprovação do projeto
de lei que descriminaliza o aborto, considerando a autonomia das mulheres para decidir
sobre seus corpos.
COMO ESTÁ HOJE: Redação da Ação programática “g” após o Decreto 7.177/2010:
Considerar o aborto como tema de saúde pública, com a garantia do acesso aos serviços de
saúde.
DICA 16
COMBATENDO A DISCRIMINAÇÃO- ETARISMO
Etarismo: É o conjunto de estereótipos, preconceitos e discriminações direcionados a
pessoas com base na idade, segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS).
Em um caso bem recente, que focou o Brasil, alunas de um curso universitário gravaram
um vídeo, onde as três ironizam o fato de existir dentro da sua sala de aula, do curso de
biomedicina, uma aluna de 44 anos. Segundo a fala preconceituosa das três alunas, a sua
colega não deveria estar na faculdade por estar na faixa etária dos 40 anos, chegando até
a insinuar que a colega não saberia usar o Google.
O vídeo espalhou-se nas redes sociais e nos meios de comunicação, trazendo muita revolta
aos que assistiram. A estudante de 44 anos, alvo das afirmações discriminatórias das
colegas, recebeu uma verdadeira rede de apoio de outros colegas, da própria instituição de
ensino e da sociedade. As três alunas que debocharam da colega desistiram do curso.
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Fonte: Revista Marie Claire
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ÉTICA E INTEGRIDADE
DICA 17
DECRETO Nº 9.203, DE 22 DE NOVEMBRO DE 2017
Este Decreto dispõe sobre a política de governança da administração pública federal direta,
autárquica e fundacional.
São princípios da governança pública:
Capacidade de resposta;
Integridade;
Confiabilidade;
Melhoria regulatória;
Prestação de contas e responsabilidade;
Transparência.
DICA 18
DECRETO Nº 9.203, DE 22 DE NOVEMBRO DE 2017
São diretrizes da governança pública:
Direcionar ações para a busca de resultados para a sociedade, encontrando soluções
tempestivas e inovadoras para lidar com a limitação de recursos e com as mudanças de
prioridades;
Promover a simplificação administrativa, a modernização da gestão pública e a
integração dos serviços públicos, especialmente aqueles prestados por meio eletrônico;
Monitorar o desempenho e avaliar a concepção, a implementação e os resultados das
políticas e das ações prioritárias para assegurar que as diretrizes estratégicas sejam
observadas;
Articular instituições e coordenar processos para melhorar a integração entre os
diferentes níveis e esferas do setor público, com vistas a gerar, preservar e entregar valor
público;
Fazer incorporar padrões elevados de conduta pela alta administração para orientar o
comportamento dos agentes públicos, em consonância com as funções e as atribuições de
seus órgãos e de suas entidades;
Implementar controles internos fundamentados na gestão de risco, que privilegiará
ações estratégicas de prevenção antes de processos sancionadores;
Avaliar as propostas de criação, expansão ou aperfeiçoamento de políticas públicas e de
concessão de incentivos fiscais e aferir, sempre que possível, seus custos e benefícios.
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DICA 19
DECRETO Nº 9.203, DE 22 DE NOVEMBRO DE 2017
São também diretrizes da governança pública:
Manter processo decisório orientado pelas evidências, pela conformidade legal, pela
qualidade regulatória, pela desburocratização e pelo apoio à participação da sociedade;
Editar e revisar atos normativos, pautando-se pelas boas práticas regulatórias e pela
legitimidade, estabilidade e coerência do ordenamento jurídico e realizando consultas
públicas sempre que conveniente;
Definir formalmente as funções, as competências e as responsabilidades das estruturas
e dos arranjos institucionais;
Promover a comunicação aberta, voluntária e transparente das atividades e dos
resultados da organização, de maneira a fortalecer o acesso público à informação.
DICA 20
SISTEMA DE INTEGRIDADE, TRANSPARÊNCIA E ACESSO À INFORMAÇÃO DA
ADMINISTRAÇÃO PÚBLICA FEDERAL - SITAI
São objetivos do Sitai:
Coordenar e articular as atividades relativas à integridade, à transparência e ao acesso
à informação;
Estabelecer padrões para as práticas e as medidas de integridade, transparência e
acesso à informação;
Aumentar a simetria de informações e dados nas relações entre a administração pública
federal e a sociedade.
DICA 21
SISTEMA DE INTEGRIDADE, TRANSPARÊNCIA E ACESSO À INFORMAÇÃO DA
ADMINISTRAÇÃO PÚBLICA FEDERAL - SITAI
Programa de integridade: Conjunto de princípios, normas, procedimentos e
mecanismos de prevenção, detecção e remediação de práticas de corrupção e fraude, de
irregularidades, ilícitos e outros desvios éticos e de conduta, de violação ou desrespeito a
direitos, valores e princípios que impactem a confiança, a credibilidade e a reputação
institucional;
Plano de integridade: Plano que organiza as medidas de integridade a serem adotadas
em determinado período, elaborado por unidade setorial do Sitai e aprovado pela autoridade
máxima do órgão ou da entidade;
Funções de integridade: Funções constantes nos sistemas de corregedoria, ouvidoria,
controle interno, gestão da ética, transparência e outras essenciais ao funcionamento do
programa de integridade.
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DICA 22
SISTEMA DE INTEGRIDADE, TRANSPARÊNCIA E ACESSO À INFORMAÇÃO DA
ADMINISTRAÇÃO PÚBLICA FEDERAL - SITAI
A política de transparência e acesso à informação da administração pública federal
compreende a:
Transparência passiva, para garantir a prestação de informações em atendimento a
pedidos apresentados à administração pública federal com fundamento na Lei nº 12.527,
de 2011;
Transparência ativa, para garantir a divulgação de informações nos sítios eletrônicos
oficiais;
Abertura de bases de dados produzidos, custodiados ou acumulados pela administração
pública federal, para promover pesquisas, estudos, inovações, geração de negócios e
participação da sociedade no acompanhamento e na melhoria de políticas e serviços
públicos.
DICA 23
SISTEMA DE INTEGRIDADE, TRANSPARÊNCIA E ACESSO À INFORMAÇÃO DA
ADMINISTRAÇÃO PÚBLICA FEDERAL - SITAI
Compete ao órgão central do Sitai:
Estabelecer as normas e os procedimentos para o exercício das competências das
unidades integrantes do Sitai e as atribuições dos dirigentes para a gestão dos programas
de integridade;
Orientar as atividades relativas à gestão dos riscos para a integridade;
Exercer a supervisão técnica das atividades relacionadas aos programas de integridade
geridos pelas unidades setoriais, sem prejuízo da subordinação administrativa dessas
unidades ao órgão ou à entidade da administração pública federal a que pertençam;
Coordenar as atividades que exijam ações conjuntas de unidades integrantes do Sitai;
Monitorar e avaliar a atuação das unidades setoriais;
Realizar ações de comunicação e capacitação relacionadas às temáticas de integridade,
transparência e acesso à informação;
Dar ciência aos órgãos ou às entidades de fatos ou situações que possam comprometer
o seu programa de integridade e recomendar a adoção das medidas de remediação
necessárias;
Planejar, coordenar, executar e monitorar a Política de Transparência e Acesso à
Informação da Administração Pública Federal;
Estabelecer normas complementares necessárias ao funcionamento do Sitai.
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DICA 24
SISTEMA DE INTEGRIDADE, TRANSPARÊNCIA E ACESSO À INFORMAÇÃO DA
ADMINISTRAÇÃO PÚBLICA FEDERAL - SITAI
Compete também ao órgão central do Sitai:
Desenvolver e disponibilizar procedimentos, padrões, metodologias e sistemas
informatizados que permitam a disseminação, a obtenção, a utilização e a compreensão de
informações públicas;
Monitorar o atendimento às solicitações de acesso à informação e o cumprimento das
obrigações de transparência ativa e de abertura de dados;
Estimular e apoiar a adoção de medidas de integridade, transparência e acesso à
informação para o fortalecimento das políticas públicas;
Definir critérios e indicadores para a avaliação e o monitoramento da implementação da
Política de Transparência e Acesso à Informação da Administração Pública Federal;
Promover o uso dos dados e das informações públicas pela sociedade para a melhoria
da gestão, das políticas e dos serviços;
Identificar bases de dados e de informações de interesse público e, conforme o caso,
sugerir às unidades setoriais a abertura em transparência ativa.
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DIVERSIDADE E INCLUSÃO NA SOCIEDADE
DICA 25
ESTATUTO DO IDOSO (LEI Nº 10.741/2003) - DA GARANTIA DE PRIORIDADE
ASSEGURADA AO IDOSO
Dispõe o art. 3º do Estatuto do Idoso que, é obrigação da família, da comunidade, da
sociedade e do Poder Público assegurar ao idoso, com ABSOLUTA PRIORIDADE, a efetivação
do direito à vida, à saúde, à alimentação, à educação, à cultura, ao esporte, ao lazer, ao
trabalho, à cidadania, à liberdade, à dignidade, ao respeito e à convivência familiar e
comunitária.
Nos termos do § 1º, a garantia de prioridade compreende:
Atendimento preferencial imediato e individualizado junto aos órgãos públicos e privados
prestadores de serviços à população;
Preferência na formulação e na execução de políticas sociais públicas específicas;
Destinação privilegiada de recursos públicos nas áreas relacionadas com a proteção ao
idoso;
Viabilização de formas alternativas de participação, ocupação e convívio do idoso com
as demais gerações;
Priorização do atendimento do idoso por sua própria família, em detrimento do
atendimento asilar, exceto dos que não a possuam ou careçam de condições de
manutenção da própria sobrevivência;
Capacitação e reciclagem dos recursos humanos nas áreas de geriatria e gerontologia e
na prestação de serviços aos idosos;
Estabelecimento de mecanismos que favoreçam a divulgação de informações de caráter
educativo sobre os aspectos biopsicossociais de envelhecimento;
Garantia de acesso à rede de serviços de saúde e de assistência social locais.
Prioridade no recebimento da restituição do Imposto de Renda.
DICA 26
ESTATUTO DA IGUALDADE RACIAL (LEI FEDERAL N° 12.288/10)
O Estatuto se divide em quatro títulos:
Disposições preliminares: Trazem conceitos e definições gerais;
Direitos fundamentais: Tratam sobre saúde, educação, lazer, cultura, liberdade,
moradia, trabalho, meios de comunicação;
Sistema Nacional de promoção da Igualdade Racial (NAPIR): Definem os objetivos
do sistema;
Disposições finais.
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DICA 27
FINALIDADE DO ESTATUTO DA IGUALDADE RACIAL
A Lei nº 12.288/2010 instituiu o Estatuto, com a finalidade de garantir à população
negra a efetivação da igualdade de oportunidades, a defesa dos direitos étnicos
individuais, coletivos e difusos e o combate à discriminação e demais forma de
intolerância étnica. E conceitua:
Discriminação Racial Ou Étnico Racial: Toda distinção, exclusão, restrição ou
preferência baseada em raça, cor, descendência ou origem nacional ou étnica que tenha
por objeto anular ou restringir o reconhecimento, gozo ou exercício, em igualdade de
condições, de direitos humanos e liberdades fundamentais nos campos político,
econômico, social, cultural ou em qualquer outro campo da vida pública ou privada.
Desigualdade Racial: Toda situação injustificada de diferenciação de acesso e fruição
de bens, serviços e oportunidades, nas esferas pública e privada, em
virtude de raça, cor, descendência ou origem nacional ou étnica.
População Negra: Conjunto de pessoas que se autodeclaram pretas e pardas,
conforme o quesito cor ou raça usado pela Fundação Instituto Brasileiro de Geografia e
Estatística (IBGE), ou que adotam autodefinição análoga.
Políticas Públicas: São ações, iniciativas e programas adotados pelo Estado no
cumprimento de suas atribuições institucionais.
Ações Afirmativas: Programas e medidas especiais adotados pelo Estado e pela
iniciativa privada para a correção das desigualdades raciais e para a promoção da
igualdade de oportunidades.
DICA 28
DIREITOS FUNDAMENTAIS PREVISTOS NO ESTATUTO DA IGUALDADE RACIAL
Os direitos fundamentais previstos no Estatuto estão distribuídos entre os artigos 6º
ao 46, são eles:
Saúde;
Educação, cultura, esporte e lazer;
Liberdades: consciência, crença e exercício de cultos religioso;
Terra e moradia;
Trabalho;
Meios de Comunicação.
DICA 29
RACISMO E O CASO MADALENA GORDIANO
O caso Madalena Gordiano foi bastante emblemático. Mas se faz essencial estuda-lo,
principalmente pelos meandros racistas que ele carrega. Madalena, uma mulher negra,
viveu durante 38 anos em situação análoga à escravidão. Há uma visão errônea da “mãe
preta”, romantizada nas memórias de infância de escritores e intelectuais brasileiros, como
por exemplo Carlos Drummond de Andrade, trazendo um silenciamento da violência contra
as escravizadas domésticas.
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O cativeiro de Gordiano terminou graças a denúncia de um vizinho anônimo. A ação é
referente a uma denúncia do Ministério Público Federal (MPF) de trabalho análogo à
escravidão.
Muito mais do que a escravidão em pleno século 21, este caso também expôs o racismo
que ainda existe na sociedade.
IMPORTANTE: Um dado histórico que merece sua atenção é que o Brasil do período
pós abolição atraiu mão-de-obra originária da Europa com a concessão de terras e outras
vantagens com o intuito de “branquear” a sociedade.
DICA 30
RACISMO E O CASO MIGUEL
O caso do menino Miguel também um marco na história do preconceito social e do racismo
no Brasil. Miguel, um menino recifense e filho de uma empregada doméstica, caiu de uma
altura de aproximadamente 35 metros, após ser deixado com a patroa de sua mãe. Ele
morreu algumas horas depois.
E qual a ligação deste caso com o racismo? Miguel era um menino negro e vivia com
sua mãe em uma região de subúrbio do Recife. Ao passo de que a patroa é uma mulher
branca e de família rica. Recentemente, em sede de uma ação civil pública, os ministros do
TST negaram um recurso da defesa e acataram o que disse o Ministério Público do Trabalho
sobre a existência de racismo estrutural, sexismo e classismo na contratação de
Mirtes Renata e Marta Santana, genitora e avó do menino Miguel Otávio.
DICA 31
INCLUSÃO DE PESSOAS COM TEA NO MERCADO DE TRABALHO
Como incluir uma pessoa neuro atípica em um mercado de trabalho que ainda se utiliza, em
alguns casos, de métodos de seleção defasados? Como fazer com que estas pessoas tenham
acesso às vagas ofertadas pelo mercado de atividades brasileiro? Perguntas complexas com
uma resposta simples: Mudanças reais, mudanças que não estejam só presentes em um
pedaço de papel. Quando se fala de inclusão, há de se entender que não existe um
empecilho, mas uma série de fatores que acabam por provocar um efeito cascata, que
culminam na segregação.
Embora a normatização de leis inclusivas, como a Lei Berenice Piana e o Estatuto da
Pessoa com Deficiência, bem como a participação signatária do Brasil na Convenção
Internacional sobre os Direitos das Pessoas com Deficiência, aprovada pelo ONU e adotada
pela nação brasileira em 2009 com força constitucional, tenha representado um avanço
muito grande, a verdade é que o Brasil caminha a lentos passos quando a temática é a
inclusão de pessoas com deficiência. Um dos principais artigos do Estatuto da Pessoa Com
Deficiência afirma, in verbis:
Art. 37. Constitui modo de inclusão da pessoa com deficiência no trabalho a colocação
competitiva, em igualdade de oportunidades com as demais pessoas, nos termos da
legislação trabalhista e previdenciária, na qual devem ser atendidas as regras de
acessibilidade, o fornecimento de recursos de tecnologia assistiva e a adaptação razoável
no ambiente de trabalho.
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MEMOREX CNU (BLOCO 06) – RODADA 03
DICA 32
INCLUSÃO DE PESSOAS COM TEA NO MERCADO DE TRABALHO
Somente a conscientização verdadeira é o caminho real para a inclusão espontânea de
pessoas com Transtorno do Espectro Autista no mercado de trabalho, e não uma
obrigatoriedade para as empresas, pois não tem o menor sentido que em plena Era da
Informação ainda existam pessoas que mantenham ideias tacanhas sobre a deficiência.
Neste sentido, é pertinente citar um princípio pouco conhecido no Direito Empresarial, que
é o Princípio da Função Social da Empresa, e isto incluitambém a sociedade de
economia mista e a empresa pública. Tal princípio não nasceu com intuito de obstar as
relações privadas características do direito empresarial nem tampouco retirar de tais
relações o princípio da autonomia da vontade, mas sim trazer motivar um balanceamento
entre o direito privado e o Estado de Democrático de Direito, dando assim às relações
empresarias um sentido de bem estar à coletividade, que em nada frusta as questões
relacionadas a lucros, por exemplo.
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MEMOREX CNU (BLOCO 06) – RODADA 03
ADMINISTRAÇÃO PÚBLICA FEDERAL
DICA 33
ADMINISTRAÇÃO PÚBLICA DIRETA E INDIRETA
Administração Direta (Entes Políticos): União, Estados, Distrito Federal e Municípios.
Os órgãos que compõe a administração direta não possuem personalidade jurídica.
Administração Indireta (Entes Administrativos): Autarquia, Sociedade de Economia
Mista, Fundação Pública e Empresa Pública.
Quanto à criação das entidades da Administração Indireta, a CF/88, nos incisos XIX e XX,
do artigo 37, dispõe que somente por lei (ordinária) poderá ser criada autarquia e autorizada
a instituição de empresa pública, de sociedade de economia mista e de fundação, cabendo
à lei complementar, no caso da fundação, definir as áreas de sua atuação.
Nota-se que a lei ordinária cria (direto) a autarquia e autoriza a criação dos demais entes
administrativos.
DICA 34
DA ADMINISTRAÇÃO PÚBLICA
A Administração Pública é o conjunto de órgãos e entidades que integram a estrutura
administrativa do Estado, com o objetivo de efetivar a vontade política para cumprimento
do interesse público.
O Governo decide qual política adotar e a máquina pública (Administração Pública) executa
o rumo adotado.
Sentido material/objetivo: É a atividade estatal exercida sob um regime jurídico,
por meio de serviço público, polícia administrativa, fomento à iniciativa privada ou
intervenção.
Sentido formal/subjetivo: São os sujeitos que atuam em nome da Administração
Pública, se dividindo em Administração Pública Direta (entes da federação) e
Administração Pública Indireta (órgãos e entidades).
DICA 35
ADMINISTRAÇÃO INDIRETA
A administração indireta é composta por pessoas jurídicas, com personalidade
jurídica:
Autarquias;
Fundações;
Empresas Públicas;
Sociedades de Economia Mista;
As pessoas jurídicas que se enquadram na administração indireta necessitam de lei para
sua existência.
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MEMOREX CNU (BLOCO 06) – RODADA 03
DICA 36
PRINCÍPIOS CONSTITUCIONAIS EXPLÍCITOS DA ADMINISTRAÇÃO PÚBLICA
Estão previstos no caput do artigo 37, são eles:
Legalidade
Impessoalidade
LIMPE
Moralidade
Publicidade
Eficiência
Esses princípios balizam a atuação de toda Administração Pública, seja a Direta (União,
Estados, Distrito Federal e Munícipios) ou a Indireta (autarquia, fundação pública,
sociedade de economia mista e empresa pública) dos 3 Poderes (Judiciário, Executivo e
Legislativo).
DICA 37
PRINCÍPIO DA LEGALIDADE
Trata-se de expoente máximo do Estado Democrático de Direito. Traduz a submissão do
Poder Público à lei. Ou seja, a Administração deve atuar de acordo com o que preconiza a
lei.
O princípio da legalidade possui dupla acepção, uma que diz respeito à Administração
Pública e outra aos particulares, vejamos:
Particulares: É permitido fazer tudo aquilo que a lei não proíbe.
Administração pública: Pode fazer apenas o que a lei determina (ato vinculado) ou
autoriza (ato discricionário).
DICA 38
PRINCÍPIO DA LEGALIDADE
Em que pese ser o expoente máximo do Estado Democrático de Direito, o princípio da
legalidade, excepcionalmente, pode ser relativizado, permitindo que o Poder Público ladeie
às disposições legais. Nos casos de Decretação do Estado de Defesa e de Sítio e de
edição de medida provisória, o Chefe do Poder Executivo detém maior liberdade de
atuação.
É o conhecido “Poder Discricionário”, possuindo assim o agente maior liberdade quando
da prática do ato.
IMPORTANTE: No que diz respeito à legalidade privada e a legalidade pública, o famoso
doutrinador Hely Lopes Meirelles leciona os diferentes significados que a legalidade tem no
Direito Privado e no Direito Público.
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MEMOREX CNU (BLOCO 06) – RODADA 03
Uma das mais famosas passagens do autor, objeto de incontáveis questões nos concursos
públicos, é a seguinte:
“Na Administração Pública não há liberdade nem vontade pessoal. Enquanto na
administração particular é lícito fazer tudo que a lei não proíbe, na Administração Pública
só é permitido fazer o que a lei autoriza”.
Já no caso da legalidade privada particular temos a ideias de que a lei é de liberdade e
autonomia da vontade, de forma que os ditames legais operam fixando limites negativos
à atuação privada. Logo, o silêncio legislativo no que se refere ao regramento de
determinada conduta é recebido no âmbito privado como uma permissão para agir.
DICA 39
PRINCÍPIO DA IMPESSOALIDADE
É conhecido também como princípio da isonomia e princípio da finalidade.
Possui 03 acepções, vejamos:
Finalidade: A finalidade precípua da Administração Pública é buscar satisfazer o
interesse público. Caso o ato seja praticado com finalidade distinta a essa, restará nulo por
desvio de finalidade.
Em sentido amplo, o princípio da impessoalidade busca o atendimento do interesse público.
Já em sentido estrito, visa atender a finalidade específica prevista em lei para o ato
administrativo.
Vedação à promoção pessoal: Não é permitido ao agente público se valer de
realizações da Administração Pública como se fossem próprias. Assim, é vedado, por
exemplo, constar símbolo de partido político em obra pública. Trata-se essa, inclusive, de
proibição expressamente prevista no parágrafo 1º, do artigo 37, da CF/88.
§ 1º - A publicidade dos atos, programas, obras, serviços e campanhas dos órgãos
públicos deverá ter caráter educativo, informativo ou de orientação social, dela não
podendo constar nomes, símbolos ou imagens que caracterizem promoção pessoal de
autoridades ou servidores públicos.
Isonomia: A Administração Pública deve se relacionar com os particulares de forma
imparcial.
DICA 40
PRINCÍPIO DA MORALIDADE
Impõe aos agentes públicos o dever de atuar de forma honesta. Sua atuação dever pautar-
se pelos princípios da boa-fé e probidade.
A ação popular, prevista no artigo 5º, inciso LXXIII, é instrumento de controle da
moralidade administrativa.
LXXIII - qualquer cidadão é parte legítima para propor ação popular que vise a anular
ato lesivo ao patrimônio público ou de entidade de que o Estado participe, à moralidade
administrativa, ao meio ambiente e ao patrimônio histórico e cultural, ficando o autor,
salvo comprovada má-fé, isento de custas judiciais e do ônus de sucumbência.
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MEMOREX CNU (BLOCO 06) – RODADA 03
IMPORTANTE: São conteúdos da chamada moralidade administrativa:
Probidade;
Ética;
Honestidade;
Decoro;
Lealdade;
Boa-fé.
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MEMOREX CNU (BLOCO 06) – RODADA 03
FINANÇAS PÚBLICAS
DICA 41
INSTRUMENTOS DO ORÇAMENTO PÚBLICO - LEI DE DIRETRIZES ORÇAMENTÁRIAS
– LDO
A LDO também conterá Anexo de Riscos Fiscais, onde serão avaliados os passivos
contingentes e outros riscos capazes de afetar as contas públicas, informando
as providências a serem tomadas, caso se concretizem.
Agora vejamos as atribuições da LDO conforme a Constituição Federal:
Metas e Prioridades
Estabelecerá as diretrizes de política fiscal e respectivas metas, em consonância com
trajetória sustentável da dívida pública.
Orienta a elaboração da LOA.
Dispõe sobre alterações na legislação tributária.
Estabelece a política de aplicação das agências de financiamento oficiais de fomento.
Anexo com previsão de agregados fiscais e a proporção dos recursos para investimentos.
DICA 42
A LDO NA LEI DE RESPONSABILIDADE FISCAL (LRF)
Abaixo as atribuições da LDO conforme a Lei de Responsabilidade Fiscal:
Equilíbrio entre receitas e despesas
Critérios e formas de limitação de empenho
Controle de custos e avaliação dos resultados
Condições e exigências para transferências de recursos
Anexo de Metas Fiscais, Anexo de Riscos Fiscais e anexo específico
DICA 43
INSTRUMENTOS DO ORÇAMENTO PÚBLICO - TABELA DE PRAZOS
As bancas sempre cobram os prazos referentes às leis de orçamento, assim, é importante
estar atento. Segue:
PPA envia até 31 agosto → devolve até 22 dezembro:
(DOM:DIRETRIZES/OBJETIVOS/METAS)
LDO envia até 15 abril → devolve até 17 julho:
(MP:METAS/PRIORIDADES)
LOA envia até 31 agosto → devolve até 22 dezembro:
(FIS: ORÇAMENTO FISCAL/ INVESTIMENTOS EM EMPRESAS/SEGUR. SOCIAL)
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MEMOREX CNU (BLOCO 06) – RODADA 03
DICA 44
LEI DE RESPONSABILIDADE FISCAL
A Lei de Responsabilidade Fiscal prevê alguns termos importantes, os quais são de extrema
importância para sua prova.
Termos Importantes
Anistia - perdão da multa;
Remissão - perdão da dívida;
Isenção - dispensa legal do débito tributário devido;
Subsídio - incentivo do estado a determinadas situações de interesse público;
Crédito presumido – é o montante do imposto cobrado na operação anterior.
DICA 45
LEI ORÇAMENTÁRIA ANUAL
De acordo com a LC n° 101 de 2000, o projeto de lei orçamentária anual, elaborado de
forma compatível com o plano plurianual, com a lei de diretrizes orçamentárias:
Conterá, em anexo, demonstrativo da compatibilidade da programação dos orçamentos
com os objetivos e metas;
Será acompanhado das medidas de compensação a renúncias de receita e ao aumento
de despesas obrigatórias de caráter continuado;
Conterá reserva de contingência, cuja forma de utilização e montante, definido com base
na receita corrente líquida, serão estabelecidos na lei de diretrizes orçamentárias, destinada
ao:
• Atendimento de passivos contingentes e outros riscos e eventos fiscais imprevistos.
• Todas as despesas relativas à dívida pública, mobiliária ou contratual, e as receitas que
as atenderão, constarão da lei orçamentária anual.
• O refinanciamento da dívida pública constará separadamente na lei orçamentária e nas
de crédito adicional.
DICA 46
PROGRAMA DE ACOMPANHAMENTO E TRANSPARÊNCIA FISCAL
O Programa de Acompanhamento e Transparência Fiscal tem por objetivo reforçar a
transparência fiscal dos Estados, do Distrito Federal e dos Municípios e compatibilizar
as respectivas políticas fiscais com a da União.
IMPORTANTE: Este Programa será avaliado, revisado e atualizado periodicamente, e
será amplamente divulgado, inclusive em meios eletrônicos de acesso público.
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MEMOREX CNU (BLOCO 06) – RODADA 03
DICA 47
DIRETRIZES IMPORTANTES
É de responsabilidade do PPA trazer as Diretrizes, Objetivos e Metas para a administração
pública federal, contudo é de responsabilidade da LDO trazer Diretrizes para a elaboração
dos orçamentos anuais – fato que pode ser constatado nas últimas LDO’s.
Diretrizes:
LDO: Estabelece para Administração Pública;
PPAE: Estabelece para a elaboração/execução da LOA.
DICA 48
PROGRAMA DE ACOMPANHAMENTO E TRANSPARÊNCIA FISCAL
Este programa poderá estabelecer metas e compromissos para o Estado, o Distrito Federal
e o Município.
IMPORTANTE: O Estado, o Distrito Federal e o Município que aderir ao Programa firmará
o compromisso de contrair novas dívidas exclusivamente de acordo com os termos do
Programa.
O Programa poderá estabelecer limites individualizados para contratação de dívidas em
percentual da receita corrente líquida, de acordo com a capacidade de pagamento apurada
conforme metodologia definida pelo Ministério da Economia.
DICA BÔNUS
RESPONSABILIDADE NA GESTÃO FISCAL
Se trata da ação planejada e transparente, em que se previnem riscos e se corrigem desvios
que podem afetar o equilíbrio das contas públicas, por intermédio dos cumprimento de
metas de resultados entre receitas e despesas e a obediência a limites e condições no que
tange a renúncia de receita, geração de despesas com pessoal, da seguridade social e
outras, dívidas consolidada e mobiliária, operações de crédito, incluindo por antecipação de
receita, concessão de garantia e inscrição em restos a pagar.
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MEMOREX CNU (BLOCO 06) – RODADA 03
GESTÃO GOVERNAMENTAL E GOVERNANÇA PÚBLICA
DICA 49
BSC – BALANCED SCORECARD
Uma metodologia desenvolvida para medição do desempenho de aspectos financeiros e
não financeiros.
A ideia é utilizar indicadores e assim aferir resultados de maneira equilibrada do ponto de
vista de várias perspectivas ou dimensões.
Recursos
Visão e
Clientes Estratégia Processos
Aprendizado
A organização conseguirá fazer análises de seus aspectos financeiros, processos internos,
aprendizado e crescimento e clientes.
DICA 50
AS PERSPECTIVAS DO BSC
Sob a orientação de quatro perspectivas amplas, o BALANCED SCORECARD foca naquilo
que realmente cria valor para a organização.
Finanças: “Para satisfazer nossos acionistas, que objetivos financeiros devem ser
atingidos?” – ótica do acionista;
Clientes: “Para atingir nossos objetivos financeiros, que necessidades dos clientes
devemos atender?” – ótica do cliente;
Processos internos: “Para satisfazer nossos clientes (Lembrar do conceito do cliente-
usuário) e acionistas, em quais processos internos devemos ser excelentes?”; – ótica do
acionista e do cliente;
Aprendizagem/inovação/crescimento organizacional: “Para atingir nossas metas,
como nossa organização deve aprender e inovar?” – ótica da organização.
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MEMOREX CNU (BLOCO 06) – RODADA 03
DICA 51
COMPORTAMENTO ORGANIZACIONAL – UMA DEFINIÇÃO DOUTRINÁRIA
O comportamento organizacional é um ramo de estudos que busca olhar o impacto que
indivíduos, grupos e a estrutura têm sobre o comportamento dentro das organizações com
o propósito de utilizar este conhecimento para melhorar a eficácia organizacional.
– STEPHEN P. ROBBINS
O comportamento organizacional é um campo de estudos. Esta afirmação significa que
se trata de uma certa especialidade com um corpo comum de conhecimentos. O que esse
campo estuda? Estuda 3 determinantes do comportamento nas organizações:
INDIVÍDUOS;
GRUPOS;
ESTRUTURA.
DICA 52
COMPORTAMENTO ORGANIZACIONAL – EXEMPLO
A rede norte-americana Starbucks compreende como o comportamento organizacional afeta
o desempenho de uma organização. Ela construiu e mantém uma excelente relação com
seus funcionários oferecendo opções de participação acionária e assistência médica e
odontológica integral para todos, inclusive para os funcionários de meio período.
Funcionários bem treinados e respeitados tratam bem os clientes. Com cerca de 25 milhões
de visitantes em suas lojas toda semana, a Starbucks prossegue abrindo novas unidades
em todo o mundo e aumentando sua receita em 20% ao ano.
DICA 53
MODELO ESTRATÉGICO ENTRE PESSOAS E ORGANIZAÇÕES
Neste modelo temos o foco no alinhamento entre metas organizacionais e políticas e práticas
de gestão de pessoas.
IMPORTANTE: ressaltar que este modelo se distingue do modelo instrumental, no qual
o foco está no resultado.
DICA 54
ATENDIMENTO NO SETOR PÚBLICO - ATENDIMENTO E TRATAMENTO
O trabalho desenvolvido pelo funcionário de atendimento é considerado atividade de
mediação entre as finalidades da instituição e os objetivos do usuário. Nesse contexto, tem-
se o ponto de vista da instituição, o ponto de vista do usuário e o ponto de vista do
atendente.
Vários indicadores podem sinalizar o nível de qualidade do serviço de atendimento,
dentre os quais:
Competências institucionais da organização;
Serviços oferecidos;
Requisitos necessários para a obtenção dos serviços;
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MEMOREX CNU (BLOCO 06) – RODADA 03
Horários de funcionamento dos setores da organização;
Tempo de espera previsto para atendimento;
Prazos para cumprimento dos serviços;
Mecanismos de comunicação com os usuários;
Procedimentos para atendimento de reclamações (sistema de ouvidoria);
Condições para o acesso e a circulação e adaptabilidade.
DICA 55
GESTÃO ESTRATÉGICA DE PESSOAS
Ligação das práticas de gestão de pessoas às estratégias da organização;
Tradução de estratégias empresariais em capacidades organizacionais e estas em
práticas de gestão de pessoas;
Capacidade de gerar, por meio de pessoas, maior competitividade para a empresa;
A gestão estratégica de pessoas e seu gerenciamento empresa.
DICA 56
GESTÃO ESTRATÉGICA DE PESSOAS
Competência para prover a empresa com as pessoas necessárias para viabilizar seus
objetivos estratégicos;
Habilidade para desenvolver as competências críticas de que a organização necessita
para criar vantagens competitivas sustentáveis no longo prazo;
Envolvimento de todas as pessoas que atuam na organização e não apenas o segmento
executivo ou técnico.
DICA 57
GESTÃO ESTRATÉGICA DE PESSOAS
Preocupação e meta, no médio e no longo prazo, voltados ao negócio da empresa;
Reconhecimento de forma explícita dos impactos ambientais externos na atuação da
área;
Percepção de que a atuação da área deve perpassar as fronteiras internas da empresa,
atingindo a cadeia de valor;
Atuação descentralizada com ênfase na prestação de consultoria interna;
Preocupação com a gestão das competências organizacionais e individuais.
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28
MEMOREX CNU (BLOCO 06) – RODADA 03
DICA 58
RH E GESTÃO DE PESSOAS- PLANO DE AÇÃO
O plano de ação segue os passos abaixo:
Papel;
Processos;
Estrutura organizacional;
Plano de atuação.
IMPORTANTE: Neste plano de ação, é essencial que se tenha a especificação das ações
e projetos, atendendo ao plano estratégico da cooperativa.
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MEMOREX CNU (BLOCO 06) – RODADA 03
POLÍTICAS PÚBLICAS E ANÁLISE DE DADOS
DICA 59
PROBABILIDADE CONDICIONAL
A probabilidade condicional se trata de um conceito fundamental na teoria das
probabilidades. Ela descreve a probabilidade de um evento ocorrer, dado que outro evento
já ocorreu. Em outras palavras, a probabilidade condicional leva em consideração a
informação prévia sobre um evento para calcular a probabilidade de um evento
subsequente.
É amplamente utilizada em estatística, ciências naturais, engenharia e em muitos outros
campos para fazer previsões e tomar decisões informadas.
DICA 60
PROBABILIDADE CONDICIONAL
Notação da Probabilidade Condicional: para representar a probabilidade condicional,
usamos a notação P(A|B), que significa "a probabilidade de A ocorrer dado que B ocorreu".
Essa notação ajuda a expressar a relação entre dois eventos e a calcular a probabilidade de
um evento condicionado a outro.
DICA 61
PROBABILIDADE CONDICIONAL
Regra da Multiplicação na Probabilidade Condicional: uma das regras fundamentais
da probabilidade condicional é a Regra da Multiplicação.
Ela permite calcular a probabilidade de dois eventos independentes ocorrerem em
sequência, multiplicando as probabilidades condicionais de cada evento dado o evento
anterior.
Essa regra é amplamente aplicada em experimentos que envolvem múltiplos eventos.
DICA 62
PROBABILIDADE CONDICIONAL
Teorema de Bayes e a Probabilidade Condicional: o Teorema de Bayes é uma
ferramenta poderosa na probabilidade condicional. Ele permite calcular a probabilidade
de um evento anterior, dado que um evento subsequente ocorreu, revertendo a direção da
probabilidade condicional.
É amplamente utilizado em estatística, diagnóstico médico, reconhecimento de padrões e
em muitos outros contextos.
DICA 63
PROBABILIDADE CONDICIONAL
Aplicações Práticas DA Probabilidade Condicional: a probabilidade condicional tem
inúmeras aplicações na vida real.
Exemplos incluem previsões meteorológicas, diagnóstico médico, análise de risco em
seguros, otimização de processos industriais, entre outros.
Ela ajuda a tomar decisões informadas, considerando informações passadas e presentes.
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MEMOREX CNU (BLOCO 06) – RODADA 03
DICA 64
REGIME DE CONCESSÃO E PERMISSÃO DA PRESTAÇÃO DE SERVIÇOS PÚBLICOS-
TERMOS IMPORTANTES
CONCESSÃO DE SERVIÇO PÚBLICO: A delegação de sua prestação, feita pelo poder
concedente, mediante licitação, na modalidade concorrência ou diálogo competitivo, a
pessoa jurídica ou consórcio de empresas que demonstre capacidade para seu desempenho,
por sua conta e risco e por prazo determinado.
PERMISSÃO DE SERVIÇO PÚBLICO: A delegação, a título precário, mediante licitação,
da prestação de serviços públicos, feita pelo poder concedente à pessoa física ou jurídica
que demonstre capacidade para seu desempenho, por sua conta e risco.
DICA 65
REGIME DE CONCESSÃO E PERMISSÃO DA PRESTAÇÃO DE SERVIÇOS PÚBLICOS
As concessões e permissões se sujeitam à fiscalização pelo poder concedente responsável
pela delegação, com a cooperação dos usuários.
IMPORTANTE: A concessão de serviço público, precedida ou não da execução de obra
pública, será formalizada mediante contrato, que deverá observar os termos desta Lei, das
normas pertinentes e do edital de licitação.
DICA 66
REGIME DE CONCESSÃO E PERMISSÃO DA PRESTAÇÃO DE SERVIÇOS PÚBLICOS
Política Tarifária: Os contratos poderão prever mecanismos de revisão das tarifas, a
fim de manter-se o equilíbrio econômico-financeiro.
A tarifa do serviço público concedido será fixada pelo preço da proposta vencedora da
licitação e preservada pelas regras de revisão previstas na Lei 8.987/1995, no edital e no
contrato.
DICA 67
REGIME DE CONCESSÃO E PERMISSÃO DA PRESTAÇÃO DE SERVIÇOS PÚBLICOS
Contrato de Concessão: Cabe à concessionária a execução do serviço concedido,
cabendo-lhe responder por todos os prejuízos causados ao poder concedente, aos usuários
ou a terceiros, sem que a fiscalização exercida pelo órgão competente exclua ou atenue
essa responsabilidade.
Subconcessão: É admitida a subconcessão, nos termos previstos no contrato de
concessão, desde que expressamente autorizada pelo poder concedente.
DICA 68
REGIME DE CONCESSÃO E PERMISSÃO DA PRESTAÇÃO DE SERVIÇOS PÚBLICOS
ENCARGOS DA CONCESSIONÁRIA:
Incumbe à concessionária:
Prestar serviço adequado, na forma prevista nesta Lei, nas normas técnicas aplicáveis e
no contrato;
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MEMOREX CNU (BLOCO 06) – RODADA 03
Manter em dia o inventário e o registro dos bens vinculados à concessão;
Prestar contas da gestão do serviço ao poder concedente e aos usuários, nos termos
definidos no contrato;
Cumprir e fazer cumprir as normas do serviço e as cláusulas contratuais da concessão;
Permitir aos encarregados da fiscalização livre acesso, em qualquer época, às obras, aos
equipamentos e às instalações integrantes do serviço, bem como a seus registros contábeis;
Promover as desapropriações e constituir servidões autorizadas pelo poder concedente,
conforme previsto no edital e no contrato;
Zelar pela integridade dos bens vinculados à prestação do serviço, bem como segurá-
los adequadamente;
Captar, aplicar e gerir os recursos financeiros necessários à prestação do serviço.
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MEMOREX CNU (BLOCO 06) – RODADA 03
ECONOMIA, ECONOMIA SOLIDÁRIA E CONTEXTO INTERNACIONAL
DICA 69
CÂMARA DE COMÉRCIO EXTERIOR (CAMEX)
A Câmara de Comércio Exterior, também conhecida como CAMEX, é um órgão do governo
brasileiro responsável por formular políticas e diretrizes para o comércio exterior do país.
Ela desempenha um papel fundamental na promoção e regulamentação das atividades
comerciais internacionais do Brasil.
A missão da CAMEX é promover o desenvolvimento das relações comerciais do Brasil com
o exterior, buscando o aumento das exportações e a atração de investimentos estrangeiros.
Ela trabalha para garantir um ambiente favorável ao comércio internacional e para proteger
os interesses comerciais do país.
DICA 70
CÂMARA DE COMÉRCIO EXTERIOR (CAMEX)
Dentro das funções desta câmara, entre as principais funções da CAMEX estão a definição
de tarifas de importação e exportação, a concessão de ex-tarifários, a
regulamentação de medidas de defesa comercial e a negociação de acordos
comerciais internacionais em nome do Brasil.
Sobre a importância da CAMEX para a economia brasileira: A CAMEX desempenha
um papel fundamental na promoção do comércio exterior do Brasil e na proteção dos
interesses comerciais do país. Sua atuação é essencial para o crescimento econômico e a
competitividade das empresas brasileiras no cenário internacional.
DICA 71
SECRETARIA DE COMÉRCIO EXTERIOR (SECEX)
A SECEX desempenha muitas atividades essenciais para o comércio exterior brasileiro,
incluindo a gestão de instrumentos de defesa comercial, a elaboração de normas para
importação e exportação, a análise de estatísticas de comércio internacional e a negociação
de acordos comerciais.
Um dos principais objetivos da SECEX é facilitar o comércio internacional. Para isso, ela
atua na simplificação de procedimentos aduaneiros, na redução de barreiras comerciais e
na promoção de um ambiente favorável ao comércio exterior, contribuindo para a
competitividade das empresas brasileiras.
DICA 72
SECRETARIA DE COMÉRCIO EXTERIOR (SECEX)
A SECEX oferece apoio e incentivos para a internacionalização de empresas brasileiras,
auxiliando-as na busca por oportunidades de mercado no exterior, na participação em feiras
e missões comerciais e na obtenção de financiamentos para atividades de exportação.
A SECEX desempenha um papel central na formulação da política comercial do Brasil. Ela
participa ativamente das negociações de acordos comerciais internacionais, trabalhando
para ampliar o acesso a mercados estrangeiros e para garantir a defesa dos interesses
comerciais do País.
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33
MEMOREX CNU (BLOCO 06) – RODADA 03
DICA 73
SECRETARIA DE COMÉRCIO EXTERIOR (SECEX)
As ações da SECEX têm um impacto direto na balança comercial do Brasil, que mede a
diferença entre as exportações e importações do País.
Um desempenho positivo nas exportações impulsiona a balança comercial, enquanto
medidas de defesa comercial podem afetar o equilíbrio entre as importações e exportações.
DICA 74
MINISTÉRIO DAS RELAÇÕES EXTERIORES (MRE)
O Ministério das Relações Exteriores é o órgão da administração pública federal
responsável pelas relações do Brasil com os demais países e pela participação brasileira em
organizações internacionais.
Há alguma diferença entre o Ministério das Relações Exteriores e o Itamaraty?
Não. Até 1970, a sede do Ministério das Relações Exteriores era o Palácio do Itamaraty, no
Rio de Janeiro – e, informalmente, o Ministério passou a ser conhecido pelo nome do edifício
que o abrigava. O costume foi mantido à época da mudança para Brasília, pois o Palácio
dos Arcos – nome original do edifício concebido por Oscar Niemeyer – não tardou a ser
chamado "Palácio Itamaraty"
DICA 75
MINISTÉRIO DAS RELAÇÕES EXTERIORES (MRE)- CARTA CREDENCIAL
A carta credencial se trata de uma carta formal enviada por um Chefe de Estado para
outro, que concede formalmente a acreditação diplomática a um representante designado
para ser o Embaixador do país de origem no país de acolhimento.
IMPORTANTE: Cartas credenciais são apresentadas pessoalmente ao Chefe de Estado
pelos Embaixadores designados em uma cerimônia. Cartas credenciais também são
chamadas de “credenciais”, e é comum a expressão “o Embaixador apresentou suas
credenciais”.
DICA 76
BANCO CENTRAL DO BRASIL (BACEN)
O Banco Central do Brasil, criado pela Lei nº 4.595, de 1964, é uma autarquia federal,
caracterizada pela ausência de vinculação a Ministério e que possui autonomia técnica,
operacional, administrativa e financeira (LC 179, de 2021).
Ele tem por objetivo fundamental assegurar a estabilidade de preços, além de zelar pela
estabilidade e pela eficiência do sistema financeiro, suavizar as flutuações do nível de
atividade econômica e fomentar o pleno emprego.
DICA 77
RECEITA FEDERAL
A Receita Federal do Brasil desempenha um papel fundamental na gestão financeira e
fiscal do país. Como órgão vinculado ao Ministério da Economia, ela tem a
responsabilidade de arrecadar os tributos federais, controlar o comércio internacional,
combater a sonegação fiscal e promover a educação tributária.
A Receita Federal também é responsável por fiscalizar a correta aplicação das leis fiscais
e aduaneiras, garantindo a justiça e a equidade no sistema tributário brasileiro.
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DICA 78
RECEITA FEDERAL
Além disso, a Receita Federal exerce um papel relevante para coibir a sonegação fiscal
e à evasão de divisas, garantindo que todos os cidadãos e empresas paguem os impostos
devidos de acordo com a legislação vigente.
Isso promove a justiça fiscal e evita que alguns setores da economia se beneficiem em
detrimento de outros.
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ORÇAMENTO PÚBLICO, CONTABILIDADE E REGULAÇÃO
DICA 79
TRUSTE
O truste é uma forma de organização empresarial que surgiu nos Estados Unidos no
final do século XIX e início do século XX. Consiste na consolidação de várias empresas ou
indústrias sob o controle de uma única entidade ou grupo de acionistas, visando a
eliminação da concorrência e o aumento do poder de mercado. Embora os trustes tenham
sido inicialmente vistos como um meio de eficiência e inovação, eles logo se tornaram objeto
de preocupação devido aos seus efeitos negativos sobre a concorrência e os consumidores.
O truste pode levar à formação de monopólios ou oligopólios, onde poucas empresas
dominam um setor, controlando preços e limitando a escolha do consumidor. Isso pode
resultar em preços mais altos para os consumidores, menor qualidade dos produtos e
serviços e menos incentivo para a inovação.
DICA 80
TRUSTE
Nos dias de hoje, o conceito de truste também se estende ao mundo digital, onde
grandes empresas de tecnologia acumulam vastos poderes de mercado e dados.
Gigantes da tecnologia como Facebook, Google, Amazon e Apple têm sido frequentemente
acusados de práticas anticompetitivas, levando à preocupação com a formação de
monopólios digitais. Eles controlam plataformas que desempenham papéis críticos em
várias áreas, desde publicidade online até comércio eletrônico e redes sociais.
DICA 81
TRUSTE
A questão da regulamentação de trustes no ambiente digital é complexa, pois envolve novos
desafios. Muitas vezes, as barreiras à entrada são menos evidentes do que nas indústrias
tradicionais, e a coleta e controle de dados desempenham um papel fundamental na
dominação do mercado.
Como resultado, governos e órgãos reguladores em todo o mundo estão debatendo a melhor
maneira de lidar com essa concentração de poder.
DICA 82
CARTEL
Um cartel se trata de um acordo ilegal ou antiético entre empresas competidoras em
um mercado para limitar a concorrência, controlar preços, dividir mercados e aumentar os
lucros em conjunto.
Os membros de um cartel geralmente concordam em fixar preços artificialmente altos,
reduzir a produção ou alocar clientes de maneira predeterminada, o que prejudica os
consumidores ao aumentar os preços e limitar as opções disponíveis.
DICA 83
CARTEL
Os cartéis são proibidos em muitos países devido ao seu impacto negativo sobre a
economia e a concorrência justa.
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Os cartéis têm sérias consequências econômicas. Quando as empresas conspiram para
controlar os preços e restringir a concorrência, os consumidores acabam pagando mais por
produtos e serviços. Além disso, a falta de competição limita os incentivos para a inovação
e a melhoria da qualidade, já que as empresas têm menos razões para se esforçar em
oferecer melhores produtos ou serviços. A existência de cartéis também prejudica a
eficiência econômica e a distribuição justa de recursos.
DICA 84
CARTEL
Para coibir os cartéis, muitos países implementaram legislação antitruste. Essas leis
proíbem acordos anticompetitivos e estabelecem penas para empresas e indivíduos
envolvidos em atividades cartelizadas.
As autoridades antitruste, como a Comissão Federal de Comércio (FTC) nos EUA ou a
Comissão Europeia, têm o papel de investigar e processar empresas que violam as leis
antitruste. Essa regulamentação visa promover a concorrência saudável e proteger os
interesses dos consumidores.
DICA 85
CARTEL
Um dos casos mais notórios foi o Cartel do Petróleo, formado em 1928 por empresas de
petróleo, como a Standard Oil, para controlar a produção e os preços do petróleo. Outro
exemplo é o Cartel de Cali, um infame grupo de traficantes de drogas colombianos que
operou durante os anos 1980 e 1990.
Além disso, muitos setores industriais, como o de automóveis e o de eletrônicos, também
enfrentaram acusações de cartelização ao longo da história. Esses casos destacam a
importância da vigilância constante e da aplicação rigorosa das leis antitruste para prevenir
e combater os cartéis.
DICA 86
COMPARATIVO ENTRE CARTEL E TRUSTE
Cartel: No cartel, as empresas continuam a existir independentemente e mantêm seus
nomes e identidades individuais, mas cooperam secretamente para manipular o mercado.
Truste: No truste, as empresas consolidadas sob o controle de uma entidade maior são
frequentemente integradas e gerenciadas como uma única empresa, com uma
hierarquia de comando unificada.
DICA 87
COMPARATIVO ENTRE CARTEL E TRUSTE
Cartel: A formação de cartéis é frequentemente mais fácil de identificar e investigar, uma
vez que envolve acordos explícitos entre concorrentes. As leis antitruste têm como alvo
diretamente esses acordos e podem resultar em multas e processos legais.
Truste: A regulamentação de trustes é mais complexa, pois envolve a estrutura de
propriedade e controle das empresas. As leis antitruste também visam evitar a formação
de trustes, mas a identificação e ações legais podem ser mais desafiadoras.
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DICA 88
OLIGOPÓLIO
Um oligopólio é uma estrutura de mercado em que um pequeno número de empresas
domina a indústria ou setor específico.
Nessas situações, a concentração de poder de mercado está nas mãos de algumas
poucas empresas, tornando a concorrência relativamente limitada e criando
interdependência entre os participantes do mercado. Oligopólios são comuns em muitas
indústrias, incluindo telecomunicações, indústria automobilística, produtos farmacêuticos e
energia.
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INGLÊS
DICA 89
INTERPRETANDO TEXTOS
Que tal interpretarmos aqui, como uma forma de treino, um texto dentro da temática da
economia? Vejamos:
“Sri Lanka is in free fall. The Indian Ocean nation defaulted on its international debts in May
and is now running out of fuel and food. The country's prime minister has declared that
“rock bottom” is fast approaching. But how did it come to this? And could Sri Lanka's route
out of its gravest economic crisis since independence be blocked by China and an
international tussle over debt repayments? BBC Newsnight's Ben Chu uncovered a story of
a country crushed by domestic mistakes as well as unforgiving global economic forces, with
worrying implications for many other developing nations.”
Imagine que você se depara com o texto acima, e a prova pergunta para você o seguinte:
QUESTÃO.
Sobre qual assunto este texto está falando? Qual das alternativas abaixo você marcaria?
a) O texto fala sobre o crescimento econômico do Sri Lanka
b) O texto fala sobre o crescimento turístico do Sri Lanka
c) O texto fala sobre uma grave crise econômica que assola o Sri Lanka.
d) O texto fala sobre uma guerra entre Sri Lanka e Índia, que trouxe uma crise para os
dois países.
Gabarito: Letra C.
Marque as palavras-chave, isso pode ajudar. Veja como:
economic crisis;
global economic forces.
DICA 90
INTERPRETANDO TEXTOS
No decorrer das rodadas, vamos apresentar textos, para você treinar sua interpretação.
Ukraine war: Kyiv Mayor Klitschko warns of evacuations if power lost
“Kyiv residents should be prepared to leave the city if there is a total loss of power, its
mayor has said.
In recent weeks millions of Ukrainians have intermittently been left without electricity
and water, as Russian air strikes target vital infrastructure.
Rolling power cuts are also in place to avoid overloads and to allow for repairs.
Some 40% of Ukraine's energy system has been damaged or destroyed by Russian
attacks on power plants and lines.”
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MEMOREX CNU (BLOCO 06) – RODADA 03
Você conseguiu identificar o tema central deste texto?
O texto, antes de tudo, tem como contexto a Guerra da Ucrânia, portanto, estar de olho em
situações atuais é de suma importância, já que sua prova poderá trazer um texto
jornalístico. Agora que já sabemos o contexto social, iremos passar para outro ponto.
Logo, qual é a informação central deste texto?
O prefeito da cidade ucraniana alerta as pessoas sobre uma possível evacuação em caso
de falta de energia, em meio ao contexto histórico da atual Guerra da Ucrânia, em que
sua adversária é a Rússia. O texto também fala que tais problemas se deram por causa dos
ataques aéreos russos, que atingiram infraestruturas vitais.
DICA 91
ARTIGO DEFINIDO - THE
Assim como na língua portuguesa, no inglês existe o chamado artigo definido THE é
usado nos casos abaixo:
antes de substantivos que podem ser precedidos ou não por adjetivos;
antes de nomes de instrumentos musicais ou nomes de famílias;
antes de nomes de oceanos, mares, ilhas, rios, montanhas, países, hotéis, cinemas,
teatros, trens e navios;
antes de um representante de uma classe ou espécie;
antes de um substantivo único na espécie.
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