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Por Que o Brasil É Um País Atrasado

O documento discute três problemas no Brasil: 1) A falta de distinção entre Estado e governo e o poder da burocracia. 2) Uma sociedade desorganizada que não limita o Estado. 3) Os brasileiros são apegados a um Estado grande, mas não apoiam reformas liberais necessárias.
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Por Que o Brasil É Um País Atrasado

O documento discute três problemas no Brasil: 1) A falta de distinção entre Estado e governo e o poder da burocracia. 2) Uma sociedade desorganizada que não limita o Estado. 3) Os brasileiros são apegados a um Estado grande, mas não apoiam reformas liberais necessárias.
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O primeiro problema é pelo fato das pessoas não saberem distinguir

entre Estado e Governo. O governo gerencia a coisa pública e é temporal


enquanto, o Estado está acima dele e é permanente, além disso existe outro
componente a burocracia, formando se uma espécie de trindade a qual faz o
país avançar ou permanecer no atraso. Entendemos que burocracia se define
como algo dificultoso com mal funcionamento ou não funcionam, sendo usado
para sinalizar o que o Estado ou o governo está atrapalhando a vida do
cidadão, entretanto na sociologia a criação da burocracia é importantíssimo
pelo fato de ser uma estrutura organizativa caracterizada por regras e
procedimentos explícitos e regularizados, por uma divisão de responsabilidade
e especialização do trabalho, hierarquia e relações impessoais sendo a
instância que aplica regras estabelecidas pelo Estado; A burocracia pode
exercer um poder igual ou maior que o do governo, por isso em que diversos
países optam por uma constituição que dá poderes ao governo de limitar o
poder da burocracia.
Um dos grandes problemas do presidencialismo é que tem todo o
interesse de se perpetuarem no poder suas políticas de governo além de seus
mandatos, trabalhando para tornar uma política temporária de governo em uma
política de Estado, foi o que PT tentou fazer. Segundo Weber e Mises uma
burocracia só pode ser limitada de fato se todos os poderes dentro do Estado
limitam uns aos outros, quanto mais fragmentado o poder das instituições de
Estado, menor o risco de se criar um poder sempre tirânico. Isso pode ocorrer
através da independência dos poderes sendo capaz de criar limites dessas
forças, que agindo sem controle se tornam maléficas, no Brasil isso não ocorre
porque apenas organizar os poderes adequadamente não basta além da
independência dos poderes sendo capaz de criar limites dessas forças, que
agindo sem controle se tornam maléficas, no Brasil isso não ocorre porque
apenas organizar os poderes adequadamente não basta além da
independência de poderes, existe a cobrança que um poder faz ao outro
gerando um sistema mais transparente e participativo, tendo o que ocorre
dentro dos sistemas institucionais e também na sociedade.
Segundo problema uma sociedade desorganizada, pelo fato de não
exercer influência em seus protetores(parlamentares), além de não limitar as
ações do governo e da burocracia, ao mesmo tempo que sofre o controle
deles, o ideal é ter um Estado que estabelece regras a partir das práticas
comuns, naturais e aceitas pela sociedade, além de limitar as ações do
governo e da burocracia. A sociedade organizada é indicada através do seu
nível de IDH, levando em conta indicadores de renda, escolaridade, expectativa
de vida dentre outros sendo esses requisitos para determinar a força da
sociedade organizada.
O que a maioria dos esquerdistas falam que ocorreu um golpe
constitucional, é irreal pelo fato de não poder ser as duas coisas, além disso
um golpe de Estado normalmente muda o regime de totalitarismo para
democracia ou mesmo o contrário. A constituição é como uma alegoria feita
pelo autor sobre o peixe, elas delimitam a amplitude do sistema político
humano e quando esse ser humano é sujeito a mudanças do ambiente ele
também vai alterar seu comportamento. Por isso que após a ditadura militar
com a grande liberdade de expressão presenciada, boa parte da sociedade
teve seu comportamento modificado para a esquerda que visa a humanização
e a igualdade social, entretanto por estar fragilizada a sociedade não pode
perceber que os conservadores também priorizam esses ideais, porém sem
financiamento da máquina pública e sim através de medidas de
industrialização.
É incrível perceber a discrepância de constituições nas quais foram
feitas uma com a ideia totalmente liberal, na qual delimita o poder do Estado e
visa o individualismo dos desmandos da elite econômica e dos agentes do
governo(burocracia), é a mais antiga de todos os tempos ainda em vigor feita
em 1.789 com 7 artigos e 27 emendas, sendo alterada apenas 17 vezes
estamos falando da constituição dos EUA, enquanto uma carta magna com o
viés totalmente estadista que se diz “protetora do cidadão” é completamente
defasada sendo a mais longa em vigor com 150 páginas feita em 1.988 com 30
anos, já foi modificada 80 vezes estamos falando da nossa carta magna. Uma
prova que um Estado interventor tende ao fracasso são com os presidentes
americanos Franklin Roosevelt e Obama, onde o primeiro após o crash de 27
decidiu interferir na produção e no trabalho da sociedade já o Obama com a
modificação do sistema de saúde.
O terceiro problema é que os brasileiros é amarrado ao Estado Grande,
principalmente da classe média pelo fato de reclamar dos políticos mas não
querer que haja reformas liberais, por exemplo a CLT e na previdência, hoje
um empregado é obrigado a pagar 20% do salário de um funcionário do INSS,
além da contribuição de 8 a 11% do seu salário reduzindo em 30% o valor dos
salários líquidos do trabalhador, é mais vantajosos o governo não intrometer na
vida do trabalhador pelo fato de aplicar seu dinheiro onde quiser que iria render
muito mais, numa poupança própria. É importante mostrar que o Brasil não é
um país capitalista, pelo fato do capitalismo estimular a livre concorrência no
mercado proporcionando a todos uma igualdade no empreendimento e não é
isso que ocorre no Brasil, pelo fato da CLT dificultar o contrato entre
empregado e empregador devido ao empregado custar muito caro facilitando
uma oligarquia onde somente as grandes empresas são beneficiadas, porque
se tivessem concorrência seu lucro seria menor sendo mais viável a CLT que
vai manter seu lucro e eliminar a concorrência.
No início da gestão Lula o mesmo utilizou da máquina pública para
promover um “crescimento” do país, com o propósito de conquistar poder
político, fazendo com que houvesse mais tributos, regulamentação e novas
empresas estatais prova disso é que no ano 2.000 o Brasil custava menos de
500 bi de tributos em 2014 custou 1,4 trilhão aumentando 3 vezes a sua
arrecadação. Assim como nos governos ditatoriais com a era Varguista e Militar
que procuravam direitos individuais para permanecer no poder, na era petista
isso também foi constatado prova disso foi o aumento de “direitos” que o
Estado deveria garantir, aumentando os impostos, regulamentações e
burocracias. O Brasil possui o maior número de monopólios estatais dentre as
maiores economias no mundo Ocidental.
Problemas brasileiros: Pacto federativo cujo os impostos ficam com 70%
para a União, 25% para os Estados e apenas 5 % para os Municípios sendo
que era para ser o contrário, Monopólios Estatais, Bancos Estatais, Tributação
concentrada, carga tributária, controle de preços, direito a propriedade artigos
da constituição e tributos sobre a propriedade como o registro de posse,
controle e venda tornam a propriedade violável no Brasil, fazendo com que as
agências internacionais avaliem o Brasil como um país de risco,
regulamentação trabalhista. O sistema previdenciário brasileiro é tão defasado
que corresponde a mais de 35% da arrecadação de impostos, não existe em
nenhum país desenvolvido um sistema previdenciário nacional, pode existir em
algumas vezes o estadual, mas cabe ao cidadão escolher. Protecionismo
assim como o governo militar o petista adicionou altas cargas tributárias sobre
produtos importados com o intuito de “proteger” a indústria nacional, porém
isso só atrasa devido à falta de concorrência. Para os esquerdistas não
estamos perto de um nacionalismo, o Brasil vive um “capitalismo social”
capitalismo de coronéis. A esquerda é mais capaz de atrair muitas pessoas
pelo de não serem fiéis aos seus ideais.
A FIESP não é como a maioria das pessoas pensam, que teve uma
participação ativa e positiva no processo de impeachement, entretanto ela só
veio a se posicionar a favor depois do PIB ter caído 3,5%, deixando os
empresários preocupados isso mostra o quão o empresariado comanda nosso
parlamento, sendo movido apenas pelos interesses dos empresários. É
importante dizer que no Brasil o povo não é soberano, prova disso foi na época
das manifestações de 2.015 e 2.016 onde os parlamentares após definir o
pedido de impeachement se isolaram para não requerer os demais pedidos
que o povo almejava. No modelo presidencialista reúne dois fatores para a
sustentação de uma Oligarquia: 1 centralização do poder político e a
concentração de poder, o primeiro refere-se ao poder de legislar e ao poder de
tributar, já o segundo ocorre uma ineficiência administrativa e a diversidade
regional não é representada politicamente.
O livre mercado só existe e só se sustenta se for regido por um Estado
de direito, governado por leis e com instituições públicas independentes,
transparentes e repletas de freios e contrapesos entre si, o que não é possível
ser visto no Brasil, pelo fato da maior parte do poder estar concentrada no
poder executivo prova disso foi a nomeação do ex-presidente Dilma de um
ministro no STF, no qual após uma semana a sua posse libertou todos os
envolvidos no escândalo do Mensalão. O sistema político oligárquico brasileiro
fica claro ainda mais quando comparamos o crescimento de grandes e
pequenas empresas, no mercado global(livre) uma pequena empresa cresce
proporcionalmente muito mais do que uma grande empresa já pré-
estabelecida, isso ocorre pelo fato de terem estruturas mais compactas e
contas com uma gestão menos burocrática, no Brasil é justamente o contrário
que ocorre.
Para que haja uma democracia estável é necessário um equilíbrio entre
as forças de poderes se regulando mutuamente para a longevidade do sistema.
Segundo Aristóteles Atenas nunca conseguiu equilibrar as forças democráticas,
aristocráticas e monárquicas, o poder sempre terminava concentrado em uma
dessas forças, o que gerava abusos, ilegitimidade e anseios por troca de
governanças. O Estado é tão grande que até nossa constituição de 88 a
mesma viola valores dos cidadãos como o direito à propriedade desde 1.946, a
liberdade de expressão e liberdade de trabalho que são limitados e
condicionados por leis, tendo assim uma relativização desses valores. Para
que realmente haja um Estado de direito ou seja menos intervenção do Estado
é necessário: 1 fragmentação do poder executivo chefe de governo e chefe de
Estado, ampliando a autonomia dos estados; 2 limitação da nomeação do
poder executivo, para que diminua o poder do presidente no STF, Petrobrás,
TSE dentre outros consequentemente diminuindo a corrupção deve-se basear
na meritocracia; 3 reformas políticas; 4 reformas no TSE pelo fato desse órgão
atualmente estar tendo funções legislativas por mais que exista a câmera,
julgar e implementar regras devia se limitar em julgar; 5 mecanismos de
democracia direta conhecidas como referendos populares.

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The Brazilian constitution, being lengthy and frequently amended, imposes regulations that infringe on individual rights such as property rights and freedom of expression . It creates high regulatory hurdles and tax burdens that affect the economic environment, leading to inefficiencies and protecting oligarchic structures at the expense of market competition . The concentration of power in the central government limits regional representation and contributes to the administrative inefficiencies .

The text discusses industrialization as a key factor in contrasting political ideologies, where leftist ideologies emphasize state intervention for economic growth, often through regulations and public enterprises . In contrast, conservative and liberal ideologies advocate for industrialization driven by market forces and minimal state intervention, focusing on individual entrepreneurship and competition . These differing approaches reflect broader ideological conflicts over how best to achieve humanization and social equality within the economic framework of Brazil .

The document highlights that bureaucracy, characterized by rules, hierarchy, and impersonal relations, can exert power equal to or greater than the government . It creates organizational structure for implementing state policies but can become an obstacle if not properly limited. The power of the bureaucracy needs to be checked by limiting its influence through a system where state powers limit one another, preventing any entity from becoming tyrannical . The bureaucratic influence in government can lead to inefficiencies and prevent adequate representation of diverse interests .

Brazil's constitution, with its frequent amendments, has introduced numerous obligations and controls that significantly shape political and economic landscapes . While designed to protect citizens, these amendments have often resulted in complex legal frameworks that increase bureaucratic red tape and taxation . This has fostered an environment conducive to monopolistic practices and has hindered effective governance and economic competitiveness . In contrast, constitutional stability and limited amendments in countries like the US allow for more adaptive and less restrictive economic policies .

The document suggests that economic reforms in Brazil are hindered by political resistance, especially from middle-class constituents and entrenched bureaucratic interests . For stability, reforms such as those in labor laws and public sectors are necessary but politically challenging, often resulting in economic stagnation and political discontent . Without addressing these structural barriers, Brazil struggles to create a competitive market environment, which hampers long-term political stability and economic prosperity .

The document argues that bureaucracy can wield significant power due to its organizational nature, which allows it to implement and enforce rules established by the state, sometimes transcending the policies of transient governments . This entrenched power can be problematic when not properly checked, leading to inefficiencies and thwarting democratic accountability . The limitations placed on bureaucracy by constitutions and the balance of power between state institutions are crucial in preventing bureaucratic dominance . However, in practice, the interplay of power dynamics often results in bureaucracy having substantial influence over governance, affecting policy implementation disproportionately .

The document suggests that a disorganized civil society has limited influence on political structures, allowing government and bureaucracy to operate with minimal accountability . The lack of societal involvement in governing processes creates an environment where officials are insulated from public demands, enabling the continuation of policies that may not reflect popular interests . Effective governance requires a participatory society and a political system where checks and balances are actively enforced , something Brazil struggles with due to its strong state control over economic and political domains .

Political ideology shifts in Brazil have significantly impacted economic policies, particularly visible in the expansion of state intervention during leftist governments. For instance, the Lula administration utilized public resources to stimulate growth, leading to increased taxation and state control over the economy . Although such policies intended to protect domestic industries, they led to high regulatory costs and dampened competition . Conversely, liberal ideologies advocate for less state intervention to enhance market freedom but face resistance due to entrenched bureaucratic and oligarchic structures .

The division and balance of power within state institutions prevent the concentration of power in any single branch, thereby reducing the risk of oligarchic governance . Fragmenting executive power and limiting appointments within the judiciary and other state-controlled entities help mitigate the centralization of authority that favors oligarchy . A balanced system where powers regulate each other can prevent administrative inefficiencies and ensure representation of diverse regional interests .

International perceptions of Brazil's economic system are influenced by the visible risks associated with its regulatory environment, high taxation, and bureaucratic inefficiencies . Domestically, there's recognition of how these structures favor large corporations and establish monopolistic practices that hinder market competition . The "capitalismo social" or "coronel capitalism" is identified as a caricature of true capitalism due to state interventions that dampen free market dynamics .

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