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3/20/24, 4:31 PM FazendoVídeo | CRT

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(Túnel do tempo) (Cathode Ray Tube) tubo de imagem convencional dos monitores e aparelhos de TV. O CRT é um Blog
dispositivo analógico, constituído por uma tela de vidro recoberta em seu lado interno por uma camada de substância Sobre
(fósforo) que tem a propriedade de tornar-se luminosa ao ser bombardeada por um feixe de elétrons. Um canhão de FAQ
elétrons, situado na parte traseira da tela de vidro do tubo direciona o feixe em um traçado formado por linhas Produtos e Serviços
horizontais, de cima para baixo. Ao ser alimentado pelo sinal de vídeo, um circuto faz com que o feixe seja mais ou então Atualizações Recentes
menos intenso, conforme o ponto correspondente deva ser mais ou então menos luminoso:

O desenho acima mostra um tubo de imagem esquematizado. Dentro do tubo , feito de vidro, existe um razoável grau de
vácuo , daí o peso do mesmo - o vidro precisa ser espesso, principalmente em sua parte frontal, para suportar a pressão
atmosférica sem risco de implodir devido ao vácuo em seu interior. O canhão de elétrons é formado pelo cátodo (6), onde
os mesmos são gerados. O CRT utiliza alta voltagem para gerar o fluxo de elétrons, cerca de 200 vezes maior do que a
voltagem da corrente elétrica que alimenta o aparelho. A seguir, estes elétrons são acelerados através de um dispositivo
situado logo após o cátodo, indicado em (5). São então focados (4) para formar o feixe concentrado. E é este feixe de
elétrons que atinge a superfície interna do tubo (3), recoberto pela camada de fósforo (8): o ponto atingido pelo feixe
torna-se luminoso, podendo ser visto do lado de fora do tubo. Para que os elétrons sejam atraídos para a tela, a mesma
é energizada de maneira oposta ao cátodo, no ponto indicado por (7), o ânodo.

O feixe de elétrons deve ser direcionado na superfície frontal interna do tubo de forma a descrever uma trajetória em
forma de linhas horizontais, uma abaixo da outra. Ao final de cada linha horizontal, um código específico no sinal indica
que o feixe chegou ao final do desenho da linha em que está, e que deve descer um pouco e retornar para o outro
extremo, para iniciar o desenho da próxima linha. Para que o feixe possa ser direcionado para a esquerda e para a direita
e também para cima e para baixo, ao invés de permanecer fixo em um ponto central da superfície frontal do tubo,
existem potentes ímãs instalados em meio a sua trajetória. Estes ímãs, na verdade eletro-ímas (ímãs cuja capacidade de
atrair pode ser variada em função da variação da intensidade de corrente elétrica aplicada aos mesmos), atraem o feixe
em sua direção com maior ou menor intensidade, desviando assim sua trajetória.

O tubo possui 4 eletro-ímãs, dois localizados nas partes inferior e superior do tubo (1) para controlar o movimento vertical
do feixe (para cima / para baixo) e dois outros localizados nas suas laterais (2) para controlar o movimento horizontal
(para os lados).

O circuito eletrônico lê então os pulsos existentes no sinal, que indicam início/término do desenho de cada linha,
transformando-os em variação de intensidade no campo magnético dos eletro-ímas. Assim, as linhas vão sendo
desenhadas na superfície interna do tubo. Ao mesmo tempo, o circuito eletrônico lê a intensidade do sinal a todo
momento, controlando a intensidade do feixe emitido pelo canhão. Assim, as nuances da imagem (pontos mais claros,
mais escuros) são formadas, completando-se o processo de formação da imagem (traçado + intensidade).

No tubo de imagem preto & branco a tela de vidro é recoberta por uma camada uniforme de fósforo e existe um só
canhão de elétrons. No tubo colorido não existe uma camada uniforme e sim uma camada com milhares de minúsculos
círculos ou segmentos coloridos, agrupados sequencialmente nas 3 cores básicas (RGB) do sinal de vídeo. E, ao invés
de um só canhão de elétrons existem 3, emitindo 3 feixes distintos ou então um só, emitindo um feixe único a partir do
qual são separados a seguir os 3 feixes.

Cada um dos 3 feixes atinge o mesmo tipo de pontos / segmentos coloridos, ou seja, um dos feixes atinge somente os
pontos vermelhos, outro somente os verdes e outro somente os azuis. Para conseguir-se isso, e evitar-se que o feixe ao
deslocar-se em sua trajetória no desenho das linhas passe sobre pontos / segmentos das outras cores e os ativem, é
acrescentada próximo à superfície interna do tubo (a cerca de 1,5 cm de distância) uma máscara metálica com milhares
de minúsculos orifícios. Esta máscara é ajustada com muita precisão, de modo que ao deslocar-se horizontalmente o
feixe azul por exemplo seja obstruído ao passar sobre os pontos vermelhos e verdes.

O primeiro tubo colorido para TV foi criado pela RCA em 1950, e denominava-se delta ou triad, porque os pontos
coloridos na tela eram dispostos agrupados em forma triangular:

O desenho esquematiza a disposição dos canhões (A) e os pontos (B) de fósforo coloridos, sobre a parte interna do tubo
de imagem. Cada conjunto de pontos torna-se luminoso ao ser atingido pelos 3 feixes simultaneamente em sua
passagem. Porém cada feixe pode possuir uma intensidade diferente, e a combinação das intensidades das 3 cores
forma todas as demais cores quando a imagem é vista à distância: a separação entre os pontos torna-se indistinta.
Quanto menores e mais próximos os pontos uns dos outros, maior a resolução da imagem e geralmente o ideal é que um
determinado ponto não seja maior do que o pixel a ser representado pelo mesmo.

O desenho abaixo mostra o funcionamento da máscara, que impede que o feixe correspondente a uma cor interfira no
outro:

www.fazendovideo.com.br/infotec/crt.html#:~:text=O CRT é um dispositivo,por um feixe de elétrons. 1/3


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O desenho mostra o deslocamento dos feixes de elétrons, de (1) para (2). Na posição indicada no desenho, são atingidos
os pontos R1, G1 e B1. Se não houvesse a máscara (segmentos pretos no desenho), quando os feixes se deslocassem
para (2) o ponto B1 por exemplo poderia ser atingido pelo feixe correspondente a R1, ativando-o indevidamente. No
entanto isto não acontece: com o uso da máscara, assim que se desloca para a direita os feixes atingem a máscara e
não a tela.

Esta máscara, formada por orifícios redondos, chama-se dot mask e é confeccionada com aço ou uma liga de aço-níquel
chamada InVar (que praticamente não se dilata com o calor gerado pelo bombardeio de elétrons não prejudicando assim
o desenho da imagem). Através de cada orifício da máscara passam os 3 feixes simultaneamente, que atingem um
conjunto de 3 pontos na tela. Devido à disposição em forma de colméia (pontos na tela e orifícios na máscara), os feixes
tem que subir e descer ligeiramente ao longo da trajetória horizontal para desenhar a imagem.

Em 1969 a Sony criou o tubo Trinitron, que ao invés de três canhões utilizava um único canhão, com 3 cátodos
produzindo 3 feixes alinhados horizontalmente:

E, ao invés do conjunto de pontos de fósforo colorido dispostos em formato triangular, foram utilizadas faixas contínuas
de fósforo colorido arranjadas verticalmente de alto a baixo na tela:

Esse formato das células eliminava bastante as áreas mortas, causando com isso aumento no brilho da imagem. Quanto
menores e mais próximas as faixas umas das outras, maior a resolução da imagem e geralmente o ideal é que um
determinado conjunto de 3 faixas não seja maior do que o pixel a ser representado em algum ponto do mesmo. Além
disso neste tipo de tubo a resolução vertical pode ser maior, pois não depende de orifícios na máscara e sim da precisão
e tamanho diminuto da extremidade dos feixes.

Por outro lado a máscara não precisava ser de orifícios e sim de frestas, de ajuste mais simples, portanto menos sujeita a
falhas. A máscara no tubo Trinitron (chamada aperture grill) não era formada por uma placa metálica e sim por uma grade
de finos fios verticais de aço tensionados: o feixe passava pelas frestas desses fios. Aberturas tipo frestas permitiam que
a tela fosse verticalmente plana (embora ainda não o fosse horizontalmente).

A superfície frontal do tubo Trinitron é reta na vertical e curva na horizontal, acarretando o formato cilíndrico a este tipo de
tubo. O vidro precisa por esse motivo ser mais espesso ainda na parte frontal do que a dos antigos tubos de superfície
esférica, para suportar a pressão atmosférica, daí seu peso também ser maior.

Um a três fios horizontais atravessam a tela para dar estabilidade à grade evitando ondulações e vibrações nos fios
verticais causados pelo aquecimento em função do bombardeio do feixe de elétrons. Denominados damper wires, estes
fios podem ser vistos como finas linhas que aparecem em imagens muito brilhantes, desaconselhando o uso deste tipo
de CRT em aplicações críticas - diagnósticos médicos por exemplo.

Os desenhos acima mostram um tubo de imagem tradicional (tipo delta) visto de lado. O da esquerda ilustra o que
aconteceria com cada feixe se a tela fosse verticalmente plana: o ângulo de incidência quando as linhas mais altas ou
mais baixas na tela fossem ser desenhadas faria com que parte do feixe fosse obstruída. O desenho da direita mostra
por que a máscara nesse tipo de tubo tem que ser curva: para não obstruir o feixe. O tubo Trinitron não apresenta este
problema, pois como a máscara possui frestas de alto a baixo, não existem as interrupções mostradas no desenho
acima, ou seja, o feixe passa pala fenda em qualquer ângulo:

Como desvantagem o canhão tem que situar-se mais afastado da tela para poder atingir todos os pontos: o CRT deste
tipo é mais longo e mais pesado consequentemente do que o do tipo delta.

Em 1972 a RCA criou o tubo In line, semelhante ao Trinitron porém com divisões nas fendas verticais, o que passou a
exigir uma curvatura vertical na tela, mas não tanto como no delta. Este tipo possui as vantagens do Trinitron, perdendo
um pouco em curvatura vertical para ganhar em comprimento e peso:

www.fazendovideo.com.br/infotec/crt.html#:~:text=O CRT é um dispositivo,por um feixe de elétrons. 2/3


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As figuras acima mostram o formato do canhão, semelhante ao do Trinitron e o formato das faixas de fósforo colorido na
tela. A máscara neste caso (denominada slot mask) é formada por uma placa metálica contendo fendas, dispostas de
forma semelhante aos segmentos de fósforo na tela. O material é o aço ou então a liga de aço-níquel InVar (que
praticamente não se dilata com o calor gerado pelo bombardeio de elétrons não prejudicando assim o desenho da
imagem).

Independente do tipo de CRT, as células (conjuntos de 3 pontos ou de 3 segmentos de listras) não necessariamente
coincidem com os pixels a serem representados na imagem. E representar um pixel por várias células é melhor do que
ter o tamanho da célula maior do que o do pixel - perde-se em resolução.

Por serem confeccionadas em metal, as máscaras (placa ou fios) podem eventualmente ficar magnetizadas pelo próprio
campo magnético da Terra ou por aparelhos elétricos próximos ao CRT. Se isto acontece, os raios do feixe de elétrons
são desviados ligeiramente de sua trajetória original, causando reprodução incorreta das cores (são atingidos
pontos/faixas erradas de fósforo na tela). Para evitar isso os monitores possuem uma função automática denominada
Autodegausser que desmagnetiza a máscara toda vez que o monitor é ligado.

Todos esses 3 tipos de tubos continuam sendo melhorados dia a dia e novas versões tem surgido, porém de maneira
geral os tipos Trinitron e In line tem melhor imagem do que os do tipo delta. Assim, black matrix por exemplo é uma
melhoria efetuada no tubo tipo delta, onde os espaços entre os pontos são preenchidos por cor preta, para absorver a luz
do ambiente, melhorar o contraste e permitir feixes maiores e portanto imagens com mais brilho. Outra melhoria,
efetuada em todos os tipos de tubos, é o black screen, onde o vidro frontal do CRT é cinza ao invés de transparente,
também para absorver melhor a luz ambiente, mantendo o contraste mesmo em salas claras.

A curvatura horizontal também foi eliminada: tubos atuais (flat crt) conseguem ter tela plana nos dois sentidos, tanto
horizontal como vertical. Para tanto, utilizam microprocessadores internos que controlam a intensidade e o
direcionamento dos feixes de elétrons com enorme precisão, conseguindo fazer com que mesmo com a tela plana
horizontalmente estes feixes consigam atingir as laterais da tela mantendo a imagem perfeitamente focalizada. Isto
porque com a tela plana horizontalmente o percurso do feixe é maior para atingir as laterais do que a parte central do
tubo e sem o recurso de processadores aumentando dinamicamente a potência do feixe, proporcionalmente à distância a
ser percorrida, a imagem ficaria desfocada nestas laterais. Por isso este processo denomina-se foco dinâmico. Telas
totalmente planas apresentam a vantagem de serem bem menos suscetíveis a reflexos de eventuais luzes do ambiente,
o que é típico das telas curvas. E, além disso, telas curvas fazem com que um expectador, localizado bem próximo a uma
das laterais da mesma, não veja a outra parte da imagem, escondida pela curvatura da mesma.

Melhorias também vem sendo efetuadas no sentido de diminuir a profundidade ocupada por estes tipos de tubos.

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