Livro-Jogo de Bioquímica: Proteínas
Livro-Jogo de Bioquímica: Proteínas
1ª edição - 2019
Bauru/SP
© Renato Massaharu Hassunuma.
Conselho Editorial
BIOMÉDICA KELLY COLUSSI PINHEIRO PRECIPITO
Especialista em Reprodução Humana Assistida pela Associação Instituto Sapientiae
Capa e Design
Renato Massaharu Hassunuma
H335p
Proteínas – Livro-jogo para o Ensino de
Bioquímica / Renato Massaharu Hassunuma,
Patrícia Carvalho Garcia, Michele Janegitz
Acorci Valério e Sandra Heloísa Nunes Messias
(Orgs.). - Bauru: Canal6, 2019.
Inclui bibliografia
PDF
90 f. (86
: il. f.)
pb.: il. pb.
Convertido do livro impresso.
ISBN:
ISBN 978-85-7917-549-7
1. Bioquímica. 2. Materiais de ensino. 3. Teoria
do Jogo. I. Hassunuma, Renato Massaharu. II.
Garcia, Patrícia Carvalho. III. Acorci-Valério,
Michele Janegitz. IV. Messias, Sandra Heloísa
Nunes. V. Título
CDU: 547:37
Agradecimentos
Agradecemos o apoio no desenvolvimento deste livro e em projetos do Curso de
Biomedicina da UNIP – Bauru:
Prof. Aziz Kalaf Filho,
Diretor da Universidade Paulista – UNIP,
campus Bauru,
Assim, após muito trabalho e dedicação, apresentamos a você o livro ‘Proteínas: Livro-Jogo
para o Ensino de Bioquímica’, com uma proposta que aprender pode e deve ser divertido!
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Parte 1
Como utilizar este livro?
Como utilizar este livro?
Este livro tem como objetivo principal a aplicação do jogo Proteínas com o intuito de em
uma única partida apresentar aos alunos os conceitos de aminoácidos, peptídeos e a
estrutura primária de proteínas.
Estas duas partes do livro podem ser utilizadas como um material de apoio para os
professores apresentarem os aminoácidos e peptídeos aos alunos em sala de aula ou antes
do jogo. Ou pode ser aplicado como material de leitura para os alunos.
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Parte 2
Aminoácidos
2 Aminoácidos
Conceito
Os aminoácidos correspondem aos
monômeros das proteínas, assim sendo, Aa
sua unidade básica
Estrutura
Possuem em comum em sua estrutura
química a presença de: um grupo NH2 H H O
(grupo amina básico), um grupo COOH
+
(grupo carboxila ácido), um átomo de
hidrogênio e um grupo R (também H N C C
denominado cadeia lateral e é diferente
em cada tipo de aminoácido).
Neste livro, os grupos amino e carboxila H R O-
são apresentados em sua forma iônica, ou
seja, -NH3 e –COO-, respectivamente
Formas espaciais
Os aminoácidos podem apresentar duas
formas espaciais, denominadas
Aminoácido
enantiômeros. As duas configurações dos
aminoácidos são denominadas D (de
dextro ou direita) e L (de levo ou
esquerda). Neste livro está ilustrada
apena a forma L dos aminoácidos
Classificação
Os aminoácidos essenciais são aqueles que não são produzidos pelo organismo e por isso,
são obtidos na dieta. Os não essenciais são aqueles produzidos pelo organismo. Os semi-
essenciais são sintetizados na infância, mas em quantidade diária insuficiente
Códons codificantes
Os códons codificantes correspondem aos conjuntos de três bases nitrogenadas no RNA
mensageiro que codificam o aminoácido
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Referências
Junqueira LC, Carneiro J. Biologia celular e molecular. 9ª ed. Rio de Janeiro: Guanabara
Koogan; 2012. Capítulo 3, Bases moleculares da constituição celular; p. 41-65.
Hassunuma RM, Garcia PC, Messias SHN. Práticas de Bioquímica: Simulação
computacional no estudo de aminoácidos e proteínas. 1ª ed. Bauru: Canal 6 Editora;
2018 [citado 2018 nov. 30]. 34p. Disponível em: http://www.canal6livraria.com.br/pd-
6166c5-praticas-de-bioquimica-simulacao-computacional.html.
Hassunuma RM, Souza AR. Desenvolvimento de scripts em software de simulação
computacional para visualização de biomoléculas. 1ª ed. São Paulo: Cultura Acadêmica;
2016 [citado 2019 jan. 16]. Capítulo 5, Ligação peptídica e resíduos de aminoácidos.
Disponível em: http://www.culturaacademica.com.br/catalogo/desenvolvimento-de-
scripts-em-software-de-simulacao-computacional-para-visualizacao-de-biomoleculas/.
Marzzoco A, Torres BB. Bioquímica básica. 4ª ed. Rio de Janeiro: Guanabara Koogan; 2017.
Capítulo 2, Aminoácidos e proteínas; p. 11-35.
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2.1 Ácido aspártico ou aspartato
Nomenclatura
Ácido 2-aminossuccínico ou ácido 2-
amino-butanodióico Asp
H H O
Abreviatura
Asp ou D +
H N C C
Fórmula química
H CH2 O-
C4H6NO4
Classificação
Aminoácido não essencial
Códons codificantes
C
GAC ou GAU
Outras informações
O O
Aspartato corresponde à forma iônica do
ácido aspártico Ácido aspártico
Referências
Aspartic acid [Internet]. 2019 [acesso em: 13 fev. 2019]. Disponível em:
https://en.wikipedia.org/wiki/Aspartic_acid.
Hassunuma RM, Souza AR. Desenvolvimento de scripts em software de simulação
computacional para visualização de biomoléculas. 1ª ed. São Paulo: Cultura Acadêmica;
2016 [citado 2019 jan. 16]. Capítulo 5, Ligação peptídica e resíduos de aminoácidos.
Disponível em: http://www.culturaacademica.com.br/catalogo/desenvolvimento-de-
scripts-em-software-de-simulacao-computacional-para-visualizacao-de-biomoleculas/.
Junqueira LC, Carneiro J. Biologia celular e molecular. 9ª ed. Rio de Janeiro: Guanabara
Koogan; 2012. Capítulo 3, Bases moleculares da constituição celular; p. 41-65.
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2.2 Ácido glutâmico ou glutamato
Nomenclatura
Ácido 2-aminoglutárico
Glu
Abreviatura
Glu ou E
H H O
+
Fórmula química H N C C
C5H8NO4 -
Classificação
H CH2 O
Aminoácido não essencial
CH2
Códons codificantes
GAA e GAG
C
Outras informações
Auxilia na síntese do glutamato, um O O
neurotransmissor importante no
aprendizado e memória. Glutamato
corresponde à forma iônica do ácido
Ácido glutâmico
glutâmico
Referências
Glutamic acid [Internet]. 2018 [acesso em: 12 fev. 2019]. Disponível em:
https://en.wikipedia.org/wiki/Glutamic_acid.
Hassunuma RM, Souza AR. Desenvolvimento de scripts em software de simulação
computacional para visualização de biomoléculas. 1ª ed. São Paulo: Cultura Acadêmica;
2016 [citado 2019 jan. 16]. Capítulo 5, Ligação peptídica e resíduos de aminoácidos.
Disponível em: http://www.culturaacademica.com.br/catalogo/desenvolvimento-de-
scripts-em-software-de-simulacao-computacional-para-visualizacao-de-biomoleculas/.
Junqueira LC, Carneiro J. Biologia celular e molecular. 9ª ed. Rio de Janeiro: Guanabara
Koogan; 2012. Capítulo 3, Bases moleculares da constituição celular; p. 41-65.
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2.3 Alanina
Nomenclatura
Ácido 2-aminopropiônico ou ácido 2-
amino-propanoico Ala
Abreviatura
Ala ou A
Fórmula química
H H O
C3H7NO2 +
Classificação
H N C C
H CH3 O-
Aminoácido não essencial
Códons codificantes
GCA,GCC,GCG e GCU
Outras informações
A Ala participa de várias vias metabólicas
de carboidratos como ciclo dos ácidos
carboxílicos, glicólise e gliconeogênese
Alanina
Referências
Alanina [Internet]. 2019 [acesso em: 16 fev. 2019]. Disponível em:
https://pt.wikipedia.org/wiki/Alanina.
Hassunuma RM, Souza AR. Desenvolvimento de scripts em software de simulação
computacional para visualização de biomoléculas. 1ª ed. São Paulo: Cultura Acadêmica;
2016 [citado 2019 jan. 16]. Capítulo 5, Ligação peptídica e resíduos de aminoácidos.
Disponível em: http://www.culturaacademica.com.br/catalogo/desenvolvimento-de-
scripts-em-software-de-simulacao-computacional-para-visualizacao-de-biomoleculas/.
Junqueira LC, Carneiro J. Biologia celular e molecular. 9ª ed. Rio de Janeiro: Guanabara
Koogan; 2012. Capítulo 3, Bases moleculares da constituição celular; p. 41-65.
PubChem. L-alanina [Internet]. 2019 [acesso em: 16 fev. 2019]. Disponível em:
https://pubchem.ncbi.nlm.nih.gov/compound/L-alanine#section=Top.
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2.4 Arginina
Nomenclatura
Ácido 2-amino-4-guanidina-n-valérico
Arg
Abreviatura H H O
Arg ou R +
Fórmula química
H N C C
C6H15N4O2 -
H CH2 O
Classificação
Aminoácido semi-essencial
CH2
Códons codificantes
AGA, AGG, CGA, CGC, CGG e CGU NH CH2
Outras informações
A Arg participa da manutenção da H3N C NH
resposta imunológica e cicatrização de
feridas Arginina
Referências
Arginina [Internet]. 2019 [acesso em: 18 fev. 2019]. Disponível em:
https://pt.wikipedia.org/wiki/Arginina.
Hassunuma RM, Souza AR. Desenvolvimento de scripts em software de simulação
computacional para visualização de biomoléculas. 1ª ed. São Paulo: Cultura Acadêmica;
2016 [citado 2019 jan. 16]. Capítulo 5, Ligação peptídica e resíduos de aminoácidos.
Disponível em: http://www.culturaacademica.com.br/catalogo/desenvolvimento-de-
scripts-em-software-de-simulacao-computacional-para-visualizacao-de-biomoleculas/.
Junqueira LC, Carneiro J. Biologia celular e molecular. 9ª ed. Rio de Janeiro: Guanabara
Koogan; 2012. Capítulo 3, Bases moleculares da constituição celular; p. 41-65.
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2.5 Asparagina
Nomenclatura
Ácido 2-aminossuccionâmico
Asn
Abreviatura
Asn ou N H H O
+
Fórmula química
C4H8N2O3
H N C C
-
Classificação H CH2 O
Aminoácido não essencial
Outras informações O
A Asn desempenha papel no
desenvolvimento e funções cerebrais, e
também na síntese de amônia Asparagina
Referências
Asparagine [Internet]. 2019 [acesso em: 18 fev. 2019]. Disponível em:
https://en.wikipedia.org/wiki/Asparagine.
Griffiths AJF, Wessler SR, Carroll SB, Doebley J. Introdução à genética. 10ª ed. Rio de
Janeiro: Guanabara Koogan; 2013. Capítulo 9: Proteínas e sua síntese; p. 275-7.
Hassunuma RM, Souza AR. Desenvolvimento de scripts em software de simulação
computacional para visualização de biomoléculas. 1ª ed. São Paulo: Cultura Acadêmica;
2016 [citado 2019 jan. 16]. Capítulo 5, Ligação peptídica e resíduos de aminoácidos.
Disponível em: http://www.culturaacademica.com.br/catalogo/desenvolvimento-de-
scripts-em-software-de-simulacao-computacional-para-visualizacao-de-biomoleculas/.
Junqueira LC, Carneiro J. Biologia celular e molecular. 9ª ed. Rio de Janeiro: Guanabara
Koogan; 2012. Capítulo 3, Bases moleculares da constituição celular; p. 41-65.
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2.6 Cisteína
Nomenclatura
Ácido 2-bis-(2-amino-propiônico)-3-
dissulfeto ou ácido 3-tiol-2-amino- Cis
propanoico
Abreviatura
Cis ou C
H H O
+
Fórmula química
C3H7NO2S
H N C C
Classificação
Aminoácido não essencial
H CH2 O-
Códons codificantes
UGC e UGU
SH
Outras informações
A cisteína desempenha papel importante
em várias enzimas, entre elas as caspases
Cisteína
que participam do processo de apoptose
Referências
Cisteína [Internet]. 2019 [acesso em: 18 fev. 2019]. Disponível em:
https://pt.wikipedia.org/wiki/Ciste%C3%ADna.
Hassunuma RM, Souza AR. Desenvolvimento de scripts em software de simulação
computacional para visualização de biomoléculas. 1ª ed. São Paulo: Cultura Acadêmica;
2016 [citado 2019 jan. 16]. Capítulo 5, Ligação peptídica e resíduos de aminoácidos.
Disponível em: http://www.culturaacademica.com.br/catalogo/desenvolvimento-de-
scripts-em-software-de-simulacao-computacional-para-visualizacao-de-biomoleculas/.
Junqueira LC, Carneiro J. Biologia celular e molecular. 9ª ed. Rio de Janeiro: Guanabara
Koogan; 2012. Capítulo 3, Bases moleculares da constituição celular; p. 41-65.
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2.7 Fenilalanina
Nomenclatura
Ácido 2-amino-3-fenil-propiônico ou
ácido 2-amino-3-fenil-propanoico Fen
Abreviatura
Fen ou F
H H O
+
Fórmula química H N C C
C9H11NO2 -
Classificação
H CH2 O
Aminoácido essencial
Códons codificantes
UUC e UUU
Outras informações
Pacientes com fenilcetonúria, possuem
deficiência da enzima fenilalanina
hidroxilase, que impede a digestão da Fen.
Fenilalanina
Está presente no adoçante aspartame
Referências
Phenylalanine [Internet]. 2018 [acesso em: 17 fev. 2019]. Disponível em:
https://en.wikipedia.org/wiki/Phenylalanine.
Griffiths AJF, Wessler SR, Carroll SB, Doebley J. Introdução à genética. 10ª ed. Rio de
Janeiro: Guanabara Koogan; 2013. Capítulo 9: Proteínas e sua síntese; p. 275-7.
Hassunuma RM, Souza AR. Desenvolvimento de scripts em software de simulação
computacional para visualização de biomoléculas. 1ª ed. São Paulo: Cultura Acadêmica;
2016 [citado 2019 jan. 16]. Capítulo 5, Ligação peptídica e resíduos de aminoácidos.
Disponível em: http://www.culturaacademica.com.br/catalogo/desenvolvimento-de-
scripts-em-software-de-simulacao-computacional-para-visualizacao-de-biomoleculas/.
Junqueira LC, Carneiro J. Biologia celular e molecular. 9ª ed. Rio de Janeiro: Guanabara
Koogan; 2012. Capítulo 3, Bases moleculares da constituição celular; p. 41-65.
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2.8 Glicina
Nomenclatura
Ácido 2-aminoacético ou ácido 2-amino-
etanóico Gli
Abreviatura
Gli ou G
Fórmula química
H H O
C2H5NO2 +
Classificação
H N C C
O-
Aminoácido não essencial
Códons codificantes
H H
GGA, GGC, GGG e GGU
Outras informações
É encontrado no colágeno, parede
bacteriana e no sistema nervoso central,
atuando como neurotransmissor inibitório
Glicina
Referências
Glycine [Internet]. 2018 [acesso em: 29 jan. 2019]. Disponível em:
https://en.wikipedia.org/wiki/Glycine.
Hassunuma RM, Souza AR. Desenvolvimento de scripts em software de simulação
computacional para visualização de biomoléculas. 1ª ed. São Paulo: Cultura Acadêmica;
2016 [citado 2019 jan. 16]. Capítulo 5, Ligação peptídica e resíduos de aminoácidos.
Disponível em: http://www.culturaacademica.com.br/catalogo/desenvolvimento-de-
scripts-em-software-de-simulacao-computacional-para-visualizacao-de-biomoleculas/.
Junqueira LC, Carneiro J. Biologia celular e molecular. 9ª ed. Rio de Janeiro: Guanabara
Koogan; 2012. Capítulo 3, Bases moleculares da constituição celular; p. 41-65.
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2.9 Glutamina
Nomenclatura
Ácido 2-aminoglutarâmico
Gln
Abreviatura H H O
Gln ou Q +
Fórmula química
H N C C
C5H10N2O3 -
H CH2 O
Classificação
Aminoácido não essencial
CH2
Códons codificantes
CAA e CAG C NH2
Outras informações
A Gln participa do equilíbrio acidobásico, O
é fonte de energia celular e precursora do
neurotransmissor glutamato Glutamina
Referências
Glutamine [Internet]. 2016 [acesso em: 16 fev. 2019]. Disponível em:
https://en.wikipedia.org/wiki/Glutamine.
Griffiths AJF, Wessler SR, Carroll SB, Doebley J. Introdução à genética. 10ª ed. Rio de
Janeiro: Guanabara Koogan; 2013. Capítulo 9: Proteínas e sua síntese; p. 275-7.
Hassunuma RM, Souza AR. Desenvolvimento de scripts em software de simulação
computacional para visualização de biomoléculas. 1ª ed. São Paulo: Cultura Acadêmica;
2016 [citado 2019 jan. 16]. Capítulo 5, Ligação peptídica e resíduos de aminoácidos.
Disponível em: http://www.culturaacademica.com.br/catalogo/desenvolvimento-de-
scripts-em-software-de-simulacao-computacional-para-visualizacao-de-biomoleculas/.
Junqueira LC, Carneiro J. Biologia celular e molecular. 9ª ed. Rio de Janeiro: Guanabara
Koogan; 2012. Capítulo 3, Bases moleculares da constituição celular; p. 41-65.
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2.10 Histidina
Nomenclatura
Ácido 2-amino-3-imidazolpropiônico
His H H
Abreviatura O
His ou H +
Fórmula química
H N C C
-
C6H9N3O2
H CH2 O
Classificação
Aminoácido semi-essencial
C N
Códons codificantes CH
CAC e CAU HC N
Outras informações
Este aminoácido é um importante H
precursor para a biossíntese de histamina
e carnosina Histidina
Referências
Hassunuma RM, Souza AR. Desenvolvimento de scripts em software de simulação
computacional para visualização de biomoléculas. 1ª ed. São Paulo: Cultura Acadêmica;
2016 [citado 2019 jan. 16]. Capítulo 5, Ligação peptídica e resíduos de aminoácidos.
Disponível em: http://www.culturaacademica.com.br/catalogo/desenvolvimento-de-
scripts-em-software-de-simulacao-computacional-para-visualizacao-de-biomoleculas/.
Histidine [Internet]. 2018 [acesso em: 16 fev. 2019]. Disponível em:
https://pubchem.ncbi.nlm.nih.gov/compound/6274#section=Top.
Junqueira LC, Carneiro J. Biologia celular e molecular. 9ª ed. Rio de Janeiro: Guanabara
Koogan; 2012. Capítulo 3, Bases moleculares da constituição celular; p. 41-65.
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2.11 Isoleucina
Nomenclatura
Ácido 2-amino-3-metil-n-valérico ou
ácido 2-amino-3-metil-pentanoico Ile
Abreviatura H H O
Ile ou I
+
Fórmula química
H N C C
C6H13NO2 -
H CH O
Classificação
Aminoácido essencial
CH2 CH3
Códons codificantes
AUA, AUC e AUU
CH3
Outras informações
A Ile corresponde a um isômero da leucina
Isoleucina
Referências
Isoleucina [Internet]. 2018 [acesso em: 17 fev. 2019]. Disponível em:
https://pt.wikipedia.org/wiki/Isoleucina.
Griffiths AJF, Wessler SR, Carroll SB, Doebley J. Introdução à genética. 10ª ed. Rio de
Janeiro: Guanabara Koogan; 2013. Capítulo 9: Proteínas e sua síntese; p. 275-7.
Hassunuma RM, Souza AR. Desenvolvimento de scripts em software de simulação
computacional para visualização de biomoléculas. 1ª ed. São Paulo: Cultura Acadêmica;
2016 [citado 2019 jan. 16]. Capítulo 5, Ligação peptídica e resíduos de aminoácidos.
Disponível em: http://www.culturaacademica.com.br/catalogo/desenvolvimento-de-
scripts-em-software-de-simulacao-computacional-para-visualizacao-de-biomoleculas/.
Junqueira LC, Carneiro J. Biologia celular e molecular. 9ª ed. Rio de Janeiro: Guanabara
Koogan; 2012. Capítulo 3, Bases moleculares da constituição celular; p. 41-65.
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2.12 Leucina
Nomenclatura
Ácido 2-aminoisocapróico ou ácido 2-
amino-4-metil-pentanoico Leu
Abreviatura H H O
Leu ou L
+
Fórmula química
H N C C
C6H13NO2 -
H CH2 O
Classificação
Aminoácido essencial
CH
Códons codificantes
CUA, CUC, CUG, CUU, UUA e UUG
CH3 CH3
Outras informações
A Leu pode atuar como fonte de energia
durante atividades físicas, aumentando a
resistência e diminuindo a fadiga
Leucina
Referências
Hassunuma RM, Souza AR. Desenvolvimento de scripts em software de simulação
computacional para visualização de biomoléculas. 1ª ed. São Paulo: Cultura Acadêmica;
2016 [citado 2019 jan. 16]. Capítulo 5, Ligação peptídica e resíduos de aminoácidos.
Disponível em: http://www.culturaacademica.com.br/catalogo/desenvolvimento-de-
scripts-em-software-de-simulacao-computacional-para-visualizacao-de-biomoleculas/.
Junqueira LC, Carneiro J. Biologia celular e molecular. 9ª ed. Rio de Janeiro: Guanabara
Koogan; 2012. Capítulo 3, Bases moleculares da constituição celular; p. 41-65.
Leucina [Internet]. 2016 [acesso em: 13 fev. 2019]. Disponível
em: https://pt.wikipedia.org/wiki/Leucina.
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2.13 Lisina
Nomenclatura
Ácido 2,6-diaminocaproico ou ácido 2, 6-
diaminoexanoico Lis
H H O
Abreviatura +
Lis ou K H N C C
Fórmula química -
C6H15N2O2 H CH2 O
Classificação
Aminoácido essencial CH2
Códons codificantes CH2
AAA e AAG
Referências
Hassunuma RM, Souza AR. Desenvolvimento de scripts em software de simulação
computacional para visualização de biomoléculas. 1ª ed. São Paulo: Cultura Acadêmica;
2016 [citado 2019 jan. 16]. Capítulo 5, Ligação peptídica e resíduos de aminoácidos.
Disponível em: http://www.culturaacademica.com.br/catalogo/desenvolvimento-de-
scripts-em-software-de-simulacao-computacional-para-visualizacao-de-biomoleculas/.
Junqueira LC, Carneiro J. Biologia celular e molecular. 9ª ed. Rio de Janeiro: Guanabara
Koogan; 2012. Capítulo 3, Bases moleculares da constituição celular; p. 41-65.
Lisina [Internet]. 2018 [acesso em: 17 fev. 2019]. Disponível em:
https://pt.wikipedia.org/wiki/Lisina.
O código genético [Internet]. 2019 [acesso em: 17 fev. 2019]. Disponível em:
https://pt.khanacademy.org/science/biology/gene-expression-central-dogma/central-
dogma-transcription/a/the-genetic-code-discovery-and-properties.
37
37
2.14 Metionina
Nomenclatura
Ácido 2-amino-3-metiltio-n-butírico
Met
Abreviatura
Met ou M H H O
+
Fórmula química
C5H11NO2S H N C C
-
Classificação
Aminoácido essencial
H CH2 O
Códon codificante CH2
AUG
Referências
Hassunuma RM, Souza AR. Desenvolvimento de scripts em software de simulação
computacional para visualização de biomoléculas. 1ª ed. São Paulo: Cultura Acadêmica;
2016 [citado 2019 jan. 16]. Capítulo 5, Ligação peptídica e resíduos de aminoácidos.
Disponível em: http://www.culturaacademica.com.br/catalogo/desenvolvimento-de-
scripts-em-software-de-simulacao-computacional-para-visualizacao-de-biomoleculas/.
Junqueira LC, Carneiro J. Biologia celular e molecular. 9ª ed. Rio de Janeiro: Guanabara
Koogan; 2012. Capítulo 3, Bases moleculares da constituição celular; p. 41-65.
Methionine [Internet]. 2018 [acesso em: 15 fev. 2019]. Disponível em:
https://en.wikipedia.org/wiki/Methionine.
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38
2.15 Prolina
Nomenclatura
Ácido pirrolidino-2-carboxílíco
Pro
Abreviatura
Pro ou P H H O
Fórmula química
+
C5H9NO2
H N C C
O-
Classificação
Aminoácido não essencial
Outras informações
A Pro possui em sua estrutura um grupo
CH2
amino secundário e não um primário
como os demais aminoácidos Prolina
Referências
Marzzoco A, Torres BB. Bioquímica básica. 4ª ed. Rio de Janeiro: Guanabara Koogan; 2017.
Capítulo 2, Aminoácidos e proteínas; p. 11-35.
Prolina [Internet]. 2018 [acesso em: 15 fev. 2019]. Disponível em:
https://pt.wikipedia.org/wiki/Prolina.
Hassunuma RM, Souza AR. Desenvolvimento de scripts em software de simulação
computacional para visualização de biomoléculas. 1ª ed. São Paulo: Cultura Acadêmica;
2016 [citado 2019 jan. 16]. Capítulo 5, Ligação peptídica e resíduos de aminoácidos.
Disponível em: http://www.culturaacademica.com.br/catalogo/desenvolvimento-de-
scripts-em-software-de-simulacao-computacional-para-visualizacao-de-biomoleculas/.
Junqueira LC, Carneiro J. Biologia celular e molecular. 9ª ed. Rio de Janeiro: Guanabara
Koogan; 2012. Capítulo 3, Bases moleculares da constituição celular; p. 41-65.
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2.16 Serina
Nomenclatura
Ácido 2-amino-3-hidroxi-propiônico ou
ácido 2-amino-3-hidroxi-propanoico Ser
Abreviatura
Ser ou S H H O
Fórmula química +
C3H7NO3 H N C C
H CH2 O-
Classificação
Aminoácido não essencial
Códons codificantes
AGC, AGU, UCA, UCC, UCG, UCU OH
Outras informações
A Ser é um aminoácido glicogênico, uma
vez que, ao ser degradada, gera piruvato
(uma substância que participa do ciclo dos
Serina
ácidos carboxílicos)
Referências
Junqueira LC, Carneiro J. Biologia celular e molecular. 9ª ed. Rio de Janeiro: Guanabara
Koogan; 2012. Capítulo 3, Bases moleculares da constituição celular; p. 41-65.
Hassunuma RM, Souza AR. Desenvolvimento de scripts em software de simulação
computacional para visualização de biomoléculas. 1ª ed. São Paulo: Cultura Acadêmica;
2016 [citado 2019 jan. 16]. Capítulo 5, Ligação peptídica e resíduos de aminoácidos.
Disponível em: http://www.culturaacademica.com.br/catalogo/desenvolvimento-de-
scripts-em-software-de-simulacao-computacional-para-visualizacao-de-biomoleculas/.
Serina [Internet]. 2019 [acesso em: 17 fev. 2019]. Disponível em:
https://pt.wikipedia.org/wiki/Serina.
40
40
2.17 Tirosina
Nomenclatura
Ácido 2-amino-3-(p-
hidroxifenil)propiônico ou Tir
paraidroxifenilalanina H H O
+
Abreviatura
Tir ou Y
H N C C
-
Fórmula química H CH2 O
C9H11NO3
Classificação
Aminoácido não essencial
Códons codificantes
UAC e UAU
OH
Outras informações
Devido à sua composição, a Tir também é
conhecida como 4-hidroxifenilalanina
Tirosina
Referências
Tirosina [Internet]. 2019 [acesso em: 13 fev. 2019]. Disponível em:
https://pt.wikipedia.org/wiki/Tirosina.
Hassunuma RM, Souza AR. Desenvolvimento de scripts em software de simulação
computacional para visualização de biomoléculas. 1ª ed. São Paulo: Cultura Acadêmica;
2016 [citado 2019 jan. 16]. Capítulo 5, Ligação peptídica e resíduos de aminoácidos.
Disponível em: http://www.culturaacademica.com.br/catalogo/desenvolvimento-de-
scripts-em-software-de-simulacao-computacional-para-visualizacao-de-biomoleculas/.
Junqueira LC, Carneiro J. Biologia celular e molecular. 9ª ed. Rio de Janeiro: Guanabara
Koogan; 2012. Capítulo 3, Bases moleculares da constituição celular; p. 41-65.
41
41
2.18 Treonina
Nomenclatura
Ácido 2-amino-3-hidroxi-n-butírico
Tre
Abreviatura
Tre ou T H H O
+
Fórmula química
C4H9NO3 H N C C
-
Classificação H O
Aminoácido essencial
Outras informações
OH
É um aminoácido imunoestimulante,
contribuindo com o funcionamento do
sistema imunológico Treonina
Referências
Hassunuma RM, Souza AR. Desenvolvimento de scripts em software de simulação
computacional para visualização de biomoléculas. 1ª ed. São Paulo: Cultura Acadêmica;
2016 [citado 2019 jan. 16]. Capítulo 5, Ligação peptídica e resíduos de aminoácidos.
Disponível em: http://www.culturaacademica.com.br/catalogo/desenvolvimento-de-
scripts-em-software-de-simulacao-computacional-para-visualizacao-de-biomoleculas/.
Junqueira LC, Carneiro J. Biologia celular e molecular. 9ª ed. Rio de Janeiro: Guanabara
Koogan; 2012. Capítulo 3, Bases moleculares da constituição celular; p. 41-65.
L-Threonine [Internet]. 2018 [acesso em: 17 fev. 2019]. Disponível em:
https://pubchem.ncbi.nlm.nih.gov/compound/6288#section=Top.
O código genético [Internet]. 2019 [acesso em: 17 fev. 2019]. Disponível em:
https://pt.khanacademy.org/science/biology/gene-expression-central-dogma/central-
dogma-transcription/a/the-genetic-code-discovery-and-properties.
42
42
2.19 Triptofano
Nomenclatura
Ácido 2-amino-3-indolpropiônico
Trp H H O
Abreviatura
Trp ou W +
H N C C
Fórmula química -
C11H12N2O2 H CH2 O
Classificação C CH
Aminoácido essencial
NH
Códons codificantes
UGG
Outras informações
É precursor da serotonina
(neurotransmissor), da melatonina
(hormônio que regula o sono) e da niacina
(vitamina B3)
Triptofano
Referências
Griffiths AJF, Wessler SR, Carroll SB, Doebley J. Introdução à genética. 10ª ed. Rio de
Janeiro: Guanabara Koogan; 2013. Capítulo 9: Proteínas e sua síntese; p. 275-7.
Hassunuma RM, Souza AR. Desenvolvimento de scripts em software de simulação
computacional para visualização de biomoléculas. 1ª ed. São Paulo: Cultura Acadêmica;
2016 [citado 2019 jan. 16]. Capítulo 5, Ligação peptídica e resíduos de aminoácidos.
Disponível em: http://www.culturaacademica.com.br/catalogo/desenvolvimento-de-
scripts-em-software-de-simulacao-computacional-para-visualizacao-de-biomoleculas/.
Junqueira LC, Carneiro J. Biologia celular e molecular. 9ª ed. Rio de Janeiro: Guanabara
Koogan; 2012. Capítulo 3, Bases moleculares da constituição celular; p. 41-65.
Tryptophan [Internet]. 2019 [acesso em: 14 fev. 2019]. Disponível em:
https://en.wikipedia.org/wiki/Tryptophan.
43
43
2.20 Valina
Nomenclatura
Ácido 2-aminovalérico ou ácido 2-amino-
3-metil-butanoico Val
Abreviatura H H O
Val ou V
+
Fórmula química
H N C C
C5H11NO2 -
H CH O
Classificação
Aminoácido essencial
CH3 CH3
Códons codificantes
GUA, GUC, GUG e GUU
Outras informações
Na anemia falciforme, uma mutação causa
a substituição de um ácido glutâmico por
uma valina
Valina
Referências
Hassunuma RM, Souza AR. Desenvolvimento de scripts em software de simulação
computacional para visualização de biomoléculas. 1ª ed. São Paulo: Cultura Acadêmica;
2016 [citado 2019 jan. 16]. Capítulo 5, Ligação peptídica e resíduos de aminoácidos.
Disponível em: http://www.culturaacademica.com.br/catalogo/desenvolvimento-de-
scripts-em-software-de-simulacao-computacional-para-visualizacao-de-biomoleculas/.
Junqueira LC, Carneiro J. Biologia celular e molecular. 9ª ed. Rio de Janeiro: Guanabara
Koogan; 2012. Capítulo 3, Bases moleculares da constituição celular; p. 41-65.
Valine [Internet]. 2018 [acesso em: 17 fev. 2019]. Disponível em:
https://en.wikipedia.org/wiki/Valine.
Valine [Internet]. 2019 [acesso em: 17 fev. 2019]. Disponível em:
https://pubchem.ncbi.nlm.nih.gov/compound/6287#section=Top.
44
44
Parte 3
Peptídeos
3 Peptídeos
Proteínas
As proteínas são as macromoléculas mais abundantes nas células. São polímeros, cujas
unidades monoméricas são os aminoácidos, os quais são unidos por ligações peptídicas. Na
união dos aminoácidos durante a síntese de proteínas ocorre a perda de uma molécula de
água, a estrutura monomérica resultante é denominada resíduo de aminoácido
Peptídeos
O termo peptídeo refere-se a proteínas formadas por menos de 50 resíduos de aminoácidos.
Quando ocorre a união de dois aminoácidos, forma-se um dipeptídeo, três aminoácidos
formam um tripeptídeo e moléculas compostas por poucos aminoácidos formam
oligopeptídeos. O termo polipeptídeo é usado para polímeros lineares compostos por
muitos aminoácidos
Exemplos
Nos capítulos a seguir, estão apresentados a abreviatura, a síntese, a estrutura química e a
função dos peptídeos usados como exemplo neste livro. No item estrutura química, é
apresentada a estrutura primária do peptídeo, ou seja, a sequência de resíduos de
aminoácidos que compõem o oligopeptídeo
Referências
Champe PC, Harvey RA, Ferrier DR. Bioquímica ilustrada. 4 ed. Porto Alegre: Artmed.
Capítulo 1, Aminoácidos; 1-12.
Hassunuma RM, Souza AR. Desenvolvimento de scripts em software de simulação
computacional para visualização de biomoléculas. 1ª ed. São Paulo: Cultura Acadêmica;
2016 [citado 2019 jan. 16]. Capítulo 5, Ligação peptídica e resíduos de aminoácidos.
Disponível em: http://www.culturaacademica.com.br/catalogo/desenvolvimento-de-
scripts-em-software-de-simulacao-computacional-para-visualizacao-de-biomoleculas/.
Junqueira LC, Carneiro J. Biologia celular e molecular. 9ª ed. Rio de Janeiro: Guanabara
Koogan; 2012. Capítulo 3, Bases moleculares da constituição celular; p. 41-65.
Nelson DL, Cox MM. Lehninger: princípios de bioquímica. 3ª ed. São Paulo: SARVIER;
2002. Capítulo 5, Aminoácidos, peptídeos e proteínas; p. 89-122.
Schultz RM, Leibman MN. Proteínas I: Composição e estrutura. In: Devlin T M. Manual de
Bioquímica com correlações clínicas. 4ª ed. São Paulo: Editora Edgard Blücher Ltda.;
2000. Capítulo 2, p. 19-70.
47
47
3.1 Angiotensina I
Abreviatura
Ang I
Síntese
É sintetizada a partir da clivagem do angiotensinogênio hepático, sob ação da renina, uma
enzima sintetizada nos rins
Estrutura química
É um decapeptídeo, composto pela seguinte sequência de aminoácidos: ácido aspártico
(Asp) – arginina (Arg) – valina (Val) – tirosina (Tir) – isoleucina (Ile) – histidina (His) –
prolina (Pro) – fenilalanina (Fen) – histidina (His) – leucina (Leu)
Função
Participa do sistema renina-angiotensina-aldosterona (SRAA), ativado quando ocorre uma
diminuição na pressão arterial, resultando em secreção de renina, que ao cair na circulação
sanguínea catalisa a conversão de angiotensinogênio em Ang I. Por meio das enzimas de
conversão de angiotensina (ECA), a Ang I é convertida em angiotensina II, responsável por
estimular secreção de aldosterona e consequente reabsorção de sódio, proporcionando
elevação da pressão arterial
Referências
Costanzo LS. Fisiologia. 5ª ed. Rio de Janeiro: Elsevier; 2014. Capítulo 4, Fisiologia
cardiovascular; p. 161-4.
Rodwell VW, Bender DA, Botham KM, Kennelly PJ, Weil PA. Bioquímica ilustrada de
Harper. 30ª ed. Porto Alegre: AMGH; 2017. Capítulo 41, A diversidade do sistema
endócrino; p. 512-4.
48
48
3.2 Bradicinina
Abreviatura
BK
Síntese
A BK é uma proteína plasmática produzida a partir da degradação de outra substância
plasmática denominada cininogênio de alto peso molecular
Estrutura química
É um nonapeptídeo, formado por: arginina (Arg) – prolina (Pro) – prolina (Pro) – glicina
(Gli) – fenilalanina (Fen) – serina (Ser) – prolina (Pro) – fenilalanina (Fen) – arginina (Arg)
Função
A BK desempenha importante função no processo inflamatório, desempenhando funções
semelhantes à da histamina, como aumento de permeabilidade vascular, contração da
musculatura lisa e vasodilatação. Porém seu efeito é de curta duração, uma vez que é
rapidamente inativada por uma enzima denominada cininase. Possui efeito algogênico
(causa dor) quando injetada na pele
Referências
Bradykinin [Internet]. 2019 [acesso em: 16 fev. 2019]. Disponível em:
https://en.wikipedia.org/wiki/Bradykinin.
Brasileiro Filho G. Bogliolo, patologia geral. 3ª ed. Rio de Janeiro: Editora Guanabara
Koogan S.A.; 2004. Capítulo 7, Inflamações; p. 130-72.
Kumar V, Abbas AK, Fausto N, Aster JC. Robbins e Cotran, bases patológicas das doenças.
8ª ed. Rio de Janeiro: Elsevier; 2010. Capítulo 2, Inflamação aguda e crônica; p. 43-77.
49
49
3.3 Colecistoquinina-8
Abreviatura
CCK-8
Sinonímia
Colecistocinina-8
Síntese
Corresponde a uma família de hormônios com diferentes números de aminoácidos,
produzidos por células enteroendócrinas do intestino delgado. Uma delas é a CCK-8, que
recebe esta numeração devido à quantidade de resíduos de aminoácidos que constitui a
molécula
Estrutura química
A CCK-8 é um octapeptídeo com a sequência de aminoácidos: ácido aspártico (Asp) –
tirosina (Tir) – metionina (Met) – glicina (Gli) – triptofano (Trp) – metionina (Met) – ácido
aspártico (Asp) – fenilanina (Fen)
Função
As CCKs desempenham importante papel no controle da motilidade e secreção intestinal e
saciedade, sendo encontradas também no sistema nervoso central e periférico
Referências
Colecisticinina [Internet]. 2018 [acesso em: 16 fev. 2019]. Disponível em:
https://pt.wikipedia.org/wiki/Colecistocinina.
Olsson C, Aldman G, Larsson A, Holmgren S. Cholecystokinin affects gastric emptying and
stomach motility in the rainbow trout Oncorhynchus mykiss. J Exp Biol [Internet]. 1999
[citado em 2019 fev. 16];202:161-70. Disponível em:
http://jeb.biologists.org/content/202/2/161.long
Reeve JR Jr, Eysselein VE, Ho FJ, Chew P, Vigna SR, Liddle RA, Evans C. Natural and
synthetic CCK-58. Novel reagents for studying cholecystokinin physiology. Ann N Y
Acad Sci [Internet]. 1994 [citado em 2019 fev. 16] 23;713:11-21. Disponível em:
https://nyaspubs.onlinelibrary.wiley.com/doi/pdf/10.1111/j.1749-6632.1994.tb44047.x
50
50
3.4 Hormônio antidiurético
Abreviatura
ADH
Sinonímia
Arginina vasopressina, argipressina ou vasopressina
Síntese
É produzido por neurônios secretores do hipotálamo e liberado na porção posterior da
hipófise, denominada pars distalis ou neuro-hipófise
Estrutura química
É um nonapeptídeo, formado respectivamente pela seguinte sequência de aminoácidos:
cisteína (Cis) – tirosina (Tir) – fenilalanina (Fen) – ácido glutâmico (Glu) – ácido aspártico
(Asp) – cisteína (Cis) – prolina (Pro) – arginina (Arg) – glicina (Gli)
Função
É produzido quando ocorre um aumento na pressão osmótica sanguínea (como em casos de
desidratação e hipotensão). O ADH atua no néfron, favorecendo a abertura das aquaporinas
principalmente nas células do túbulo coletor. Com isso, a água é reabsorvida pelo rim e
ocorre a redução na produção de urina. O ADH também promove a contração de células
musculares lisas de pequenas artérias e arteríolas e é um neurotransmissor, exercendo
diversas funções no sistema nervoso
Referências
Junqueira LC, Carneiro J, Abrahamsohn P. Histologia básica. 13ª ed. Rio de Janeiro:
Guanabara Koogan; 2017. Capítulo 20, Glândulas endócrinas; p. 399-423.
Vasopressina [Internet]. 2018 [acesso em: 29 jan. 2019]. Disponível em:
https://pt.wikipedia.org/wiki/Vasopressina.
51
51
3.5 Oxitocina
Abreviatura
OXT
Sinonímia
Ocitocina, oxitocinona
Síntese
É um hormônio produzido no hipotálamo, armazenado e secretado pela neuro-hipófise
Estrutura química
É um nonapeptídeo, formado pela seguinte sequência de aminoácidos: cisteína (Cis) –
tirosina (Tir) – isoleucina (Ile) – glutamina (Gln) – asparagina (Asn) – cisteína (Cis) –
prolina (Pro) – leucina (Leu) – glicina (Gli)
Função
A OXT estimula a contração do músculo liso do útero durante o parto e relação sexual, e
também das células mioepiteliais de alvéolos e ductos das glândulas mamárias. Também
desempenha funções no sistema nervoso central, estando relacionada com comportamento
alimentar e sexual, manifestações emocionais, reações de fuga e defesa, entre outros
Referências
Junqueira LC, Carneiro J, Abrahamsohn P. Histologia básica. 13ª ed. Rio de Janeiro:
Guanabara Koogan; 2017. Capítulo 20, Glândulas endócrinas; p. 399-423.
Ocitocina [Internet]. 2018 [acesso em: 14 fev. 2019]. Disponível em:
https://pt.wikipedia.org/wiki/Ocitocina
Oxytocin [Internet]. 2019 [acesso em: 15 fev. 2019]. Disponível em:
https://acronyms.thefreedictionary.com/oxytocin
52
52
Parte 4
Regras do Jogo
4. Regras do jogo
1. Para cada rodada do jogo Proteínas, recomenda-se a participação de três jogadores. O
objetivo é formar uma sequência de aminoácidos que constitui um peptídeo. Como proposta
de ensino, sugere-se que inicialmente o professor utilize a carta coringa que apresenta a
estrutura geral dos aminoácidos para explicar aos alunos o conceito e as partes da molécula
que compõem um aminoácido
2. O baralho deve ser separado inicialmente em dois montes. Um com as cartas dos
peptídeos e outro com as cartas dos aminoácidos e as três cartas com a estrutura geral dos
aminoácidos, que representam as cartas coringa
4. A seguir, cada jogador recebe aleatoriamente nove cartas de aminoácidos. Assim sendo,
cada participante ficará com: a carta do peptídeo (sobre a mesa e virada para baixo, para
que nenhum dos outros jogadores a vejam) e as nove cartas de aminoácidos (organizadas na
mão)
5. As cartas dos aminoácidos que sobrarem formarão um monte “fonte”, que representa os
aminoácidos provindos da dieta. Estas cartas devem estar viradas para baixo na mesa. Em
cada rodada, os jogadores, no sentido horário, devem pegar uma carta e descartar uma
carta que não será usada em seu peptídeo. As três cartas com a estrutura geral dos
aminoácidos representam coringas que podem substituir qualquer aminoácido
6. A carta a ser descartada será colocada no monte “sangue”, que contém todas as cartas
dos aminoácidos que forem descartadas. Esse monte ficará com as cartas voltadas para
cima. Desta forma, a cada rodada, o jogador pode decidir entre pegar uma carta do monte
“fonte” ou a carta de cima do monte sangue, porém sempre deverá descartar uma carta no
monte “sangue”
7. Caso as cartas do monte “fonte” acabem, o monte “sangue” deve ser embaralhado e
virado para baixo para formar um novo monte “fonte”
55
55
8. Ganha o jogo, aquele que primeiro formar a sequência correta de aminoácidos que
compõem a estrutura primária do peptídeo e anunciar “síntese!”
9. Caso falte apenas uma carta para o jogador completar seu peptídeo e a carta faltante seja
a carta de cima do monte “sangue”, após comunicar “síntese!”, o mesmo poderá: pegar esta
carta sem esperar a sua vez, descartar uma carta que esteja sobrando no monte “sangue” e
assim vencer a partida
10. Caso o jogador não comunique a “síntese!”, assim que ver a carta faltante para o seu
peptídeo no monte sangue, ele perderá a chance de pegar a carta
56
56
Parte 5
Cartas para impressão
5. Cartas para impressão
Encontram-se a seguir o modelo para impressão do baralho do jogo Proteínas, o qual
possui as seguintes 56 cartas:
§ 01 carta da sequência primária do peptídeo angiotensina I
§ 01 carta da sequência primária do peptídeo bradicinina
§ 01 carta da sequência primária do peptídeo colecistoquinina
§ 01 carta da sequência primária do peptídeo hormônio antidiurético
§ 01 carta da sequência primária do peptídeo oxitocina
§ 03 cartas coringa com a estrutura geral de um aminoácido
§ 04 cartas da estrutura bioquímica do aminoácido ácido aspártico
§ 01 carta da estrutura bioquímica do aminoácido ácido glutâmico
§ 01 carta da estrutura bioquímica do aminoácido alanina
§ 04 cartas da estrutura bioquímica do aminoácido arginina
§ 01 carta da estrutura bioquímica do aminoácido asparagina
§ 04 cartas da estrutura bioquímica do aminoácido cisteína
§ 05 cartas da estrutura bioquímica do aminoácido fenilalanina
§ 04 cartas da estrutura bioquímica do aminoácido glicina
§ 01 carta da estrutura bioquímica do aminoácido glutamina
§ 02 cartas da estrutura bioquímica do aminoácido histidina
§ 02 cartas da estrutura bioquímica do aminoácido isoleucina
§ 02 cartas da estrutura bioquímica do aminoácido leucina
§ 01 carta da estrutura bioquímica do aminoácido lisina
§ 02 cartas da estrutura bioquímica do aminoácido metionina
§ 06 cartas da estrutura bioquímica do aminoácido prolina
§ 01 carta da estrutura bioquímica do aminoácido serina
§ 04 cartas da estrutura bioquímica do aminoácido tirosina
§ 01 carta da estrutura bioquímica do aminoácido treonina
§ 01 carta da estrutura bioquímica do aminoácido triptofano
§ 01 carta da estrutura bioquímica do aminoácido valina
Observação: as cartas dos aminoácidos alanina, lisina e treonina não são utilizadas durante
o jogo, pois não pertencem à estrutura primária de nenhum dos peptídeos apresentados no
jogo. Porém, eles se encontram no baralho para que a estrutura destes aminoácidos possam
ser apresentados aos jogadores, caso o professor queira.
59
59
Ácido aspártico (Asp)
Arginina (Arg)
Arginina (Arg)
Prolina (Pro)
Valina (Val)
Prolina (Pro)
Tirosina (Tir)
Glicina (Gli)
Isoleucina (Ile)
Fenilalanina (Fen)
Histidina (His)
Serina (Ser)
Prolina (Pro)
Prolina (Pro)
Fenilalanina (Fen)
Fenilalanina (Fen)
Histidina (His)
Arginina (Arg)
Leucina (Leu)
Angiotensina I Bradicinina
Cisteína (Cis)
Ácido aspártico (Asp) Tirosina (Tir)
Tirosina (Tir) Fenilalanina (Fen)
Metionina (Met) Ácido glutâmico (Glu)
Glicina (Gli) Ácido aspártico (Asp)
Triptofano (Trp) Cisteína (Cis)
Metionina (Met) Prolina (Pro)
Ácido aspártico (Asp) Arginina (Arg)
Fenilanina (Fen) Glicina (Gli)
Hormônio
Colecistoquinina-8 antidiurético
Aa
Cisteína (Cis)
Tirosina (Tir)
Isoleucina (Ile)
Glutamina (Gln) H H O
Aspargina (Asp) +
Cisteína (Cis) H N C C
O-
Prolina (Pro)
Leucina (Leu) H R
Glicina (Gli)
Oxitocina Aminoácido
Aa Aa
H H O H H O
+ +
H N C C H N C C
H R O- H R O-
Aminoácido Aminoácido
Asp Asp
H H O H H O
+ +
H N C C H N C C
H CH2 O- H CH2 O-
C C
O O O O
Ácido aspártico Ácido aspártico
Asp Asp
H H O H H O
+ +
H N C C H N C C
H CH2 O- H CH2 O-
C C
O O O O
Ácido aspártico Ácido aspártico
Glu Ala
H H O
+
H N C C H H O
-
H CH2 O +
H N C C
CH2
H CH3 O-
C
O O
Ácido glutâmico Alanina
Arg Arg
H H O H H O
+ +
H N C C H N C C
- -
H CH2 O H CH2 O
CH2 CH2
NH CH2 NH CH2
H3N C NH H3N C NH
Arginina Arginina
Arg Arg H H
H H O O
+ +
H N C C H N C C
- -
H CH2 O H CH2 O
CH2 CH2
NH CH2 NH CH2
H3N C NH H3N C NH
Arginina Arginina
Asn Cis
H H O
+ H H O
H N C C +
H CH2 O
- H N C C
C NH2 H CH2 O-
O SH
Asparagina Cisteína
Cis Cis
H H O H H O
+ +
H N C C H N C C
H CH2 O- H CH2 O-
SH SH
Cisteína Cisteína
Cis Fen
H H O
H H O +
+ H N C C
H N C C -
H CH2 O
H CH2 O-
SH
Cisteína Fenilalanina
Fen Fen
H H O H H O
+ +
H N C C H N C C
- -
H CH2 O H CH2 O
Fenilalanina Fenilalanina
Fen Fen
H H O H H O
+ +
H N C C H N C C
- -
H CH2 O H CH2 O
Fenilalanina Fenilalanina
Gli Gli
H H O H H O
+ +
H N C C H N C C
H H O- H H O-
Glicina Glicina
Gli Gli
H H O H H O
+ +
H N C C H N C C
H H O- H H O-
Glicina Glicina
Gln His H H
H H O O
+ +
H N C C H N C C
- -
H CH2 O H CH2 O
CH2 C N
CH
C NH2 HC N
O H
Glutamina Histidina
His H H Ile
O
+ H H O
H N C C +
- H N C C
H CH2 O -
H CH O
C N
CH CH2 CH3
HC N
CH3
H
Histidina Isoleucina
Ile Leu
H H O H H O
+ +
H N C C H N C C
- -
H CH O H CH2 O
CH2 CH3 CH
CH3 CH3 CH3
Isoleucina Leucina
Leu Lis
H H O
H H O +
+ H N C C
H N C C -
- H CH2 O
H CH2 O
CH2
CH
CH2
CH3 CH3
H3N CH2
Leucina Lisina
Met Met
H H O H H O
+ +
H N C C H N C C
- -
H CH2 O H CH2 O
CH2 CH2
S CH3 S CH3
Metionina Metionina
Pro Pro
H H O H H O
+ +
H N C C H N C C
O- O-
CH2 CH2 CH2 CH2
CH2 CH2
Prolina Prolina
Pro Pro
H H O H H O
+ +
H N C C H N C C
O- O-
CH2 CH2 CH2 CH2
CH2 CH2
Prolina Prolina
Pro Pro
H H O H H O
+ +
H N C C H N C C
O- O-
CH2 CH2 CH2 CH2
CH2 CH2
Prolina Prolina
Ser Tir
H H O
+
H H O H N C C
+ H CH2 O
-
H N C C
H CH2 O-
OH
OH
Serina Tirosina
Tir Tir
H H O H H O
+ +
H N C C H N C C
- -
H CH2 O H CH2 O
OH OH
Tirosina Tirosina
Tir Tre
H H O
+ H H O
H N C C +
- H N C C
H CH2 O -
H O
H C CH3
OH
OH
Tirosina Treonina
Trp H H O
Val
+
H N C C
H H O
- +
H CH2 O H N C C
-
C CH H CH O
NH
CH3 CH3
Triptofano Valina
Este livro-jogo foi concebido como material
de apoio pedagógico para o processo de
aprendizagem de Bioquímica.
978-85-7917-548-0
ISBN 978-85-7917-549-7
99 7
7 8
8 8
8 5
5 7
7 9
9 1
1 7
7 5
5 44 89 07