Sarampo
Definição
• O sarampo é uma Infecção viral (gênero
Morbilivírus, família Paramyxoviridae)
facilmente transmitida de pessoa para pessoa,
e, também é extremamente contagioso sendo
muito comum na infância.
Sarampo
Período prodrômico ou catarral
Tem duração de 6 dias: no início da doença,
surge febre, acompanhada de tosse produtiva,
corrimento seromucoso do nariz, conjuntivite e
fotofobia.
Sarampo
Período prodrômico ou catarral
Nas últimas 24 horas deste período,
surge, na altura dos pré-molares, o sinal
de Koplik – pequenas manchas brancas,
consideradas sinal patognomônico do
Sarampo (conjunto de sintomas que
antecede a manifestação ou o
aparecimento de uma doença).
Sarampo
Período exantemático
Acentuação dos sintomas, com
prostração importante e surgimento do
exantema característico: maculopapular,
de cor avermelhada, com distribuição
em sentido céfalo-caudal, persistindo
por 5 - 6 dias.
Sarampo
Período de convalescença ou de descamação furfurácea
As manchas tornam-se escurecidas e surge
descamação fina, lembrando farinha.
Sarampo
Modo de transmissão
Diretamente de pessoa a pessoa, através das
secreções nasofaríngeas, expelidas ao tossir,
espirrar, falar ou respirar.
Sarampo
Período de incubação
Geralmente, dura 10 dias (variando de 7 a 18
Período de incubação é o tempo
dias), desde decorrido
a data daentre
exposição à fonte
a exposição de
de uma
infecção até opessoa ou animalda
aparecimento a um organismo
febre, e cerca
patogénico e a manifestação dos
de 14 dias até o primeiros
início do sintomas
[Link] doença.
Sarampo
Período de transmissibilidade
De 4 a 6 dias antes do aparecimento do
exantema e até 4 dias após. O período de maior
transmissibilidade ocorre 2 dias antes e 2 dias
após o início do exantema.
Sarampo
Diagnóstico
Avaliação clínica e laboratorial e É um teste imunoenzimático
que permite a detecção de
epidemiológico. O diagnóstico laboratorial anticorpos específicos (por
exemplo, no plasma
mais usado é o ELISA, para detecção de sanguíneo)
anticorpos específicos IgM e IgG. Desde os
primeiros dias até 4 semanas após o
aparecimento do exantema.
Sarampo
Diagnóstico
Atualmente, faz-se também a
identificação do vírus que tem como objetivos
estabelecer o padrão genético circulante no país,
diferenciar o vírus selvagem do vírus vacinal.
Sarampo
Diagnóstico diferencial
Doenças exantemáticas febris agudas:
rubéola, exantema súbito, escarlatina (A escarlatina é
uma doença infecciosa e contagiosa aguda causada pela
bactéria Streptococcus pyogenes), eritema infeccioso,
dengue, sífilis secundária, enteroviroses e eventos
adversos à vacina.
Sarampo
Tratamento
Não existe tratamento específico
para o sarampo. Os medicamentos são
utilizados para reduzir o desconforto
ocasionado pelos sintomas da doença.
Sarampo
Tratamento
É sintomático, podendo ser utilizados
antitérmicos, hidratação oral, terapia nutricional
com incentivo ao aleitamento materno e higiene
adequada dos olhos, pele e vias aéreas
superiores.
Sarampo
Tratamento
As complicações bacterianas do Sarampo
são tratadas especificamente com antibióticos
adequados para cada quadro clínico e, se
possível, com identificação do agente bacteriano.
Ex.: otite, pneumonia, diarreia.
Sarampo
Vigilância epidemiológica
Doença de notificação compulsória
nacional e de investigação epidemiológica
obrigatória imediata.
Sarampo
Sarampo
Medidas de controle e prevenção
Vacinação- A vacina é a única forma de prevenir a
ocorrência do Sarampo na população, sendo sua
principal medida de controle.
Tríplice viral - sarampo, caxumba e rubéola;
Tetra viral - sarampo, caxumba, rubéola e varicela
(catapora). 2013
Sarampo
Esquema vacinal
Crianças: 1ª dose: 12 meses; 2ª dose: Dos 15 meses de
idade.
A vacina
A atenuada
vacina éécontraindicada
aquela em que o vírus encontra-se
durante ativo,pois
a gestação porém, sem capacidade de
produzir
Adolescentes:a doença. Raras
comvezes,
Adolescentes
são produzidas onão estes
vírus dovírus
vacinados podem
sarampo reverter
deverão
vivo, para a forma selvagem
apesar
causando a doença.
de atenuado.
receber duas doses de ambas as vacinas;
Adultos: De 1 a 29 anos - São necessárias duas doses; De
30 a 59 anos - Apenas uma dose.
Caxumba – Parotidite infecciosa
Definição
Doença viral aguda, caracterizada por febre e
aumento de volume de uma ou mais glândulas
salivares, geralmente a parótida e, às vezes,
glândulas sublinguais ou submandibulares.
Caxumba – Parotidite infecciosa
Definição
Em homens adultos, ocorre
• A orquiepididimite é a
orquiepididimite em inflamação do epidídimo e dos
aproximadamente 20 a 30% testículos;
dos casos; em mulheres, pode
• Ooforite, também chamada
ocorrer ooforite com menor de ovarite, é uma inflamação
no ovário.
frequência, acometendo cerca
de 5% dos casos.
Caxumba – Parotidite infecciosa
Agente etiológico
Vírus da família Paramyxoviridae, gênero Paramyxovirus.
Reservatório
Homem.
Caxumba – Parotidite infecciosa
Modo de transmissão
Via aérea, através disseminação de gotículas,
ou por contato direto com saliva de pessoas
infectadas.
Período de incubação -
De 12 a 25 dias; em média, de 16 a 18 dias.
Caxumba – Parotidite infecciosa
Período de transmissibilidade
Varia entre 6 a 7 dias antes das manifestações clínicas
até 9 dias após o surgimento dos sintomas. O vírus pode
ser encontrado na urina até 14 dias após o início da
doença.
Caxumba – Parotidite infecciosa
Sintomas
Nos pacientes sintomáticos, 95% apresentam
a parotidite, com dor e edema (inchaço) das
glândulas parótidas, provocando a clássica
manifestação clínica da caxumba.
Caxumba – Parotidite infecciosa
Diagnóstico
Clínico-epidemiológico - As provas sorológicas
(neutralização, inibição da hemaglutinação ou
Elisa) não são utilizadas na rotina.
Caxumba – Parotidite infecciosa
Complicações
Como sequelas, podem ocorrer surdez
transportar a informação de
unilateral (secundária à neurite do oitavo par sensação vestibular, ou seja, a
craniano) e atrofia testicular, sendo de posição e movimento da cabeça
e é usado para audição.
ocorrência rara a esterilidade.
Caxumba – Parotidite infecciosa
Tratamento
Tratamento sintomático, tais como analgésicos
e antipiréticos. Como é uma doença de origem
viral, não há indicação para o uso de
antibióticos.
Caxumba – Parotidite infecciosa
Vigilância epidemiológica
Não é doença de notificação compulsória. Os surtos devem ser notificados.
Medidas de controle e prevenção
Vacinação- A vacina é a única forma de prevenir a ocorrência na população, sendo
sua principal medida de controle. Tríplice viral - sarampo, caxumba e rubéola;
Tetra viral - sarampo, caxumba, rubéola e varicela (catapora).
Caxumba – Parotidite infecciosa
Medidas de controle e prevenção
Crianças: 1ª dose: 12 meses; 2ª dose: Dos 15 meses de idade.
Adolescentes: Adolescentes não vacinados deverão receber duas
doses de ambas as vacinas;
Adultos: De 1 a 29 anos - São necessárias duas doses; De 30 a 59
anos - Apenas uma dose.
Catapora -Varicela
Definição
Infecção viral primária, aguda, altamente
contagiosa, caracterizada por surgimento de
exantema de aspecto maculo-papular, após algumas
horas, adquire aspecto vesicular, evolui
rapidamente para pústulas e, posteriormente, forma
crostas, em 3 a 4 dias.
Catapora -Varicela
Agente etiológico
Um vírus RNA, o Varicella-zoster, da família Herpetoviridae.
Catapora -Varicela
Modo de transmissão
Pessoa a pessoa, pelo contato direto ou por secreções respiratórias
(disseminação aérea de partículas virais/aerossóis) e, raramente, através de
contato com lesões. Também pode ser transmitida indiretamente, por objetos
contaminados com secreções de vesículas e membranas mucosas de pacientes
infectados.
Catapora -Varicela
Período prodrômico
Inicia-se com febre baixa, cefaléia, anorexia e Em poucos dias o líquido
escurece e as bolhas
vômito, podendo durar de horas até 3 dias. Na começam a secar e
infância, esses pródromos não costumam cicatrizam. Este processo
causa muita coceira, que
ocorrer, sendo o exantema o primeiro sinal da pode infeccionar as lesões
devido a bactérias das unhas
doença.
ou de objetos utilizados para
coçar.
Catapora -Varicela
Período exantemático
As lesões comumente aparecem
em surtos sucessivos de máculas
que evoluem para pápulas,
vesículas, pústulas e crostas.
Catapora -Varicela
Sintomas
Manchas vermelhas e bolhas no corpo; mal estar; cansaço; dor de cabeça;
perda de apetite; febre baixa.
As bolhas surgem inicialmente na face, no tronco ou no couro cabeludo, se
espalham e se transformam em pequenas vesículas cheias de um líquido
claro.
Catapora -Varicela
Período de incubação
Entre 14 a 16 dias, podendo variar entre 10 a 20 dias após o contato.
Período de transmissibilidade
Varia de 1 a 2 dias antes da erupção até 5 dias após o surgimento do primeiro
grupo de vesículas.
Catapora -Varicela
Diagnóstico
Principalmente, clínico-epidemiológico.
Catapora -Varicela
Tratamento
São utilizados analgésicos e antitérmicos
para aliviar a dor de cabeça e baixar a
febre, e anti-histamínicos (antialérgicos)
para aliviar a coceira.
Catapora -Varicela
Tratamento
Para diminuir a coceira, o ideal é fazer compressa de água fria. As vesículas
não devem ser coçadas e as crostas não devem ser retiradas. Para evitar que
isso aconteça, as unhas devem ser bem cortadas.
A medicação a ser ministrada deve ser orientada por profissionais de saúde.
Catapora -Varicela
Vigilância epidemiológica
Não é doença de notificação compulsória.
Medidas de controle e prevenção
Vacinação- A vacina é a única forma de prevenir a ocorrência na população, sendo
sua principal medida de controle.
Tetra viral - sarampo, caxumba, rubéola e varicela (catapora)
Catapora -Varicela
Medidas de controle e prevenção
Crianças: 1 (uma) dose aos 15 meses de idade em crianças que já tenham
recebido a primeira dose da vacina tríplice viral.
4 anos.
Raiva
Definição
• É uma zoonose viral, que se caracteriza como uma encefalite progressiva aguda e
letal.
• O vírus rábico é neurotrópico e sua ação, no sistema nervoso central, causa um
quadro clínico característico de encefalite aguda, decorrente da sua multiplicação
entre os neurônios.
Raiva
Agente etiológico
Vírus da raiva pertencente à família Rabhdoviridae
Contaminação
• Mordida de animais silvestres como gambás, lobos, morcegos ou animais domésticos
contaminados.
• O vírus rábico penetra no organismo por meio de soluções de continuidade produzidas por
mordeduras ou arranhaduras.
Raiva
Reservatório
No ciclo urbano, a principal fonte de infecção é o cão e o gato. No Brasil,
o morcego é o principal responsável pela manutenção da cadeia silvestre. Outros
reservatórios silvestres são: raposa, coiote, chacal, gato do mato, jaritaca,
guaxinim, mangusto e macacos. Na zona rural, a doença afeta animais de
produção, como bovinos, equinos e outros.
Raiva
Modo de transmissão
• A transmissão ocorre pela inoculação do vírus contido na saliva do animal infectado,
principalmente pela mordedura e, mais raramente, pela arranhadura e/ou lambedura de
mucosas.
• O vírus penetra no organismo, multiplica-se no ponto de inoculação, atinge o sistema
nervoso periférico e, posteriormente, o sistema nervoso central. A partir daí, dissemina-se
para vários órgãos e glândulas salivares, onde também se replica e é eliminado pela saliva
das pessoas ou animais enfermos.
Raiva
Sintomas
convulsão, perda de sensibilidade em uma área do corpo, perda de função
muscular, febre e espasmos musculares.
Controle
vacina antirrábica
Raiva
Tratamento
• vacinas são aplicadas, geralmente, em cinco doses durante 28 dias. Os pacientes
também podem receber um tratamento chamado imunoglobulina humana para raiva
(HRIG), que deve ser administrado no dia da mordida.
• A imunização e o tratamento para raiva são recomendados por, pelo menos, 14 dias
após a exposição ou mordida.