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Prevenção de Acidentes Industriais

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EQS Learning Center

Diretiva SEVESO

O Decreto-Lei nº 150/2015, de 5 de agosto, estabelece o regime de prevenção de


acidentes graves (PAG) que envolvam substâncias perigosas e limita as suas
consequências para a saúde humana e o ambiente.

Este decreto-lei transpõe a Diretiva n.º 2012/18 / UE, do Parlamento Europeu, para
o direito nacional e do Conselho, de 4 de julho de 2012 (Diretiva Seveso III), e
revoga o Decreto-Lei n.º 254/2007, de 12 de julho, alterado pelo Decreto-Lei n.º
42/2014, de 18 de março.

Em consonância com a Diretiva Seveso III, este diploma traduz a consolidação do


regime jurídico de prevenção de acidentes graves, mantendo a sua loso a de
âmbito e orientação. A principal alteração da Diretiva Seveso III, re etida nesta lei,
é a adaptação do Anexo I ao sistema de classi cação de substâncias e misturas
de nido pelo Regulamento (CE) n.º 1272/2008 do Parlamento Europeu e do
Conselho, de Dezembro 16, 2008, sobre classi cação, rotulagem e embalagem de
substâncias e misturas (Regulamento CLP).

Objetivos gerais:

Proporcionar aos participantes conhecimentos que lhes permitam reconhecer a


importância do Dl150 / 2015, de 5 de agosto, (Transposição da Diretiva Seveso
III) sobre a prevenção de acidentes graves, com as obrigações que lhe estão
associadas em função do nível de perigo do estabelecimento.
Objetivos especí cos:

Identi que a evolução das diretivas Seveso I, II e III.

Reconheça as causas dos graves acidentes de trabalho.

Identi car o SGSPAG - Sistema de Gestão da Segurança para a Prevenção de


Acidentes Graves.

Reconhecer informações ao público ao abrigo da Diretiva Seveso.

Acidentes Industriais Graves

Enquadramento Legislativo

Obrigações em Caso de Acidente

Prevenção de Acidentes Graves

Conclusão
Lesson 1 de 5

Acidentes Industriais Graves


EQS Learning Center

A ocorrência de acidentes de grande dimensão relacionados


com a libertação de substâncias perigosas criou a
necessidade de serem de nidos mecanismos para a sua
prevenção e controlo dos perigos associados, bem como para
a limitação das suas consequências para a saúde humana e
para o ambiente.

C O NT I NU E

Flixborough – UK (1974)
Havia seis reatores em série, cada reator em nível mais baixo que o antecedia, permitindo o
uxo por gravidade do reator 01 ao 06, através de curtos tubos de conexão de 28" . Para
permitir a dilatação térmica, cada conexão tinha uma junta de expansão.

 Consequências: 28 trabalhadores mortos e


36 feridos.
C O NT I NU E

Seveso - Itália (1976)


A cidade de Seveso, na Itália, tornou-se mundialmente famosa quando em 10 de julho de 1976
um reator da indústria química ICMESA da multinacional suíça Ho mann-La Roche (indústria
farmacêutica), localizada na cidade de Meda, libertou acidentalmente vários quilogramas da
dioxina TCDD (2,3,7,8- tetraclorodibenzo-p-dioxina) na atmosfera e o produto espalhou-se
por grande área na planície Lombarda, entre Milão e o lago de Como.
 Consequências: 3.000 animais morreram e outros 70.000
animais tiveram que ser sacri cados para evitar que as
dioxinas entrassem na cadeia alimentar. 1.800 hectares de
terras contaminadas.

Anos após o acidente, o número de vítimas de doenças


cardíacas e vasculares aumentou dramaticamente, os
casos de morte por leucemia dobraram e o aparecimento
de tumores cerebrais triplicou.
Os casos de cancro de fígado e vesícula biliar aumentaram
dez vezes e o número de mortes por doenças de pele
aumentou. Gerou pacientes crónicos e bebés com
malformações congénitas.

Motivado por este desastre ambiental, a União Europeia


criou uma política para a prevenção e controle dos perigos
associados a acidentes graves envolvendo substâncias
perigosas.
Essa normativa é denominada por DIRETIVA SEVESO e
possui regulamentos industriais mais rígidos onde, muito
países europeus classi cam diversas fábricas como sendo de
“Tipo Seveso", quando existe alto risco de contaminação
ambiental, em caso de acidente.

C O NT I NU E
Bophal - India (1984)
Na madrugada de 3/12/1984, 40 toneladas de gases letais vazaram da fábrica de agrotóxicos da
Union Carbide Corporation.

Foi o maior desastre químico da história. Gases tóxicos como o metil isocianato (MIC) e o
hidrocianeto foram libertados de um tanque durante operações de rotina.

A Union Carbide utilizava o MIC para produção de um inseticida conhecido como Sevin, que
atacava o sistema nervoso dos insetos.
Causas do Acidente
Causas do Acidente 1

Os procedimentos de rotina da empresa contemplavam a lavagem ( ush) da tubagem


entre a coluna de destilação do MIC e os respetivos tanques de armazenamento (3 no
total), dadas as propriedades corrosivas do MIC e produtos associados.
Causas do Acidente 2

Durante a lavagem, o isolamento das linhas de produto deveria ser efetuado com
recurso a válvulas e a uma ange cega ou algo equivalente para evitar a
contaminação dos tanques.
Causas do Acidente 3

Embora as válvulas tivessem sido fechadas, estas estavam a dar passagem e o


isolamento físico foi esquecido pela equipa de manutenção.
Causas do Acidente 4

Estimativas indicam que entre 1 a 2 toneladas de água entraram em contato com o


MIC armazenado, originando uma reação exotérmica (temperaturas subiram a mais
de 100º C).
Causas do Acidente 5

O tanque estava equipado com uma válvula de segurança e um disco de rutura. Estes
funcionaram corretamente.
Causas do Acidente 6

A linha de ventilação conduzia o produto para uma torre de lavagem cheia com soda
cáustica (NaOH), que iria neutralizar o MIC formando isocianato de sódio.
Causas do Acidente 7

Qualquer gás residual do scrubber, seria por sua vez enviado para uma are com 30 m
de altura, onde seria queimado.
Causas do Acidente 8
Causas do Acidente 9
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Sistemas de Segurança Inoperacionais

A Fábrica tinha implementado um programa de corte de custos.

O sistema de refrigeração tinha sido desligado seis meses antes para cortar nos
custos de operação.

A torre de lavagem com cáustica (scrubber) estava inoperacional e a are tinha


sido parcialmente desmantelada.

As válvulas nas linhas de azoto estavam com funcionamento de ciente, devido a


uma manutenção insatisfatória.
 Consequências: Os gases provocaram queimaduras nos
tecidos dos olhos e dos pulmões, atravessaram as
correntes sanguíneas e dani caram praticamente todos os
sistemas do corpo.

Muitas pessoas morreram enquanto dormiam; outras


saíram cambaleando de suas casas, cegas e sufocadas, para
morrer no meio da rua. Outras morreram muito depois de
chegarem aos hospitais e prontos-socorros.

C O NT I NU E

San Juanico - México (1984)


O acidente ocorreu em uma instalação de armazenamento e distribuição para gás liquefeito de
petróleo (GLP), pertencente à empresa multi-estatal, Petróleos Mexicanos (PEMEX).

A instalação consistia de 54 tanques de armazenamento de GPL (vasos de pressão), destes, 6


eram tanques esféricos (quatro com capacidade de 1.600 m3 e dois de 2.400 m3) e 48 tanques
cilíndricos horizontais de vários tamanhos.
Causas do Acidente
Causas do Acidente 1

Layout da fábrica quanto ao posicionamento dos vasos e o distanciamento entre eles


foram considerados inadequados.
Causas do Acidente 2

A instalação de um sistema e caz de detecção de gás e de emergência poderia ter


evitado o desastre. A planta não tinha sistema de detecção de gás e, portanto, quando
o isolamento de emergência foi iniciado já era tarde demais.
Causas do Acidente 3

Sistema de água de incêndio do terminal foi desativado na explosão inicial. Também


os sistemas de pulverização de água foram insu cientes.
Causas do Acidente 4

Falha no Controlo de Emergência foi evidenciada pelo plano de emergência local e


pelo acesso de veículos de emergência. Ambos ine cazes. Di cultando a chegada dos
serviços de emergência agravada pela população em fuga.
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 Consequências: 500 a 600 vítimas


mortais.5000 a 7000 feridos (muitos com
queimaduras graves).
C O NT I NU E

Enschede - Holanda (2000)


O desastre da fábrica de fogos de artifício foi uma explosão catastró ca de fogos de artifício
ocorrida no depósito da SE Fireworks em 13 de maio de 2000 às 13h00, na cidade holandesa de
Enschede.

O incêndio levou a uma enorme explosão que matou 23 pessoas, incluindo quatro bombeiros,
e feriu quase 1.000.

Devido à explosão cerca de 40 hectares caram destruídos.

A fabrica da SE Fireworks era a única instalada em meio [Link] de 400 habitações


caram destruídas, 15 ruas incineradas, 1500 lares dani cados e 1 250 caram desalojados.

10000 habitantes foram evacuados e os danos rondam os €500 M.


C O NT I NU E

Toulouse - França (2001)


AZF era o nome de uma fábrica de produtos químicos em Toulouse, na França, que explodiu
em 21 de setembro de 2001.

A explosão foi equivalente a 20-40 toneladas de TNT, medindo 3,4 na escala Richter, e foi
ouvida a 80 km de distância.

Consequências

Rebentamento de janelas num raio de 3 km.


Formação de cratera com 50 m de diâmetro e 10 m de profundidade.

Rede telefónica em baixo num raio de 100 km.

500 casas inabitáveis.

31 pessoas morreram.

2442 pessoas caram feridas.

C O NT I NU E

Bunce eld - UK (2005)


O incêndio de Bunce eld foi uma grande con agração causada por uma série de explosões em
uma instalação de armazenamento de petróleo em no Hertfordshire Oil Storage Terminal,
localizado perto da autoestrada M1, Hemel Hempstead, em Hertfordshire, Inglaterra.

Causas da perda de contenção de combustível, na maioria do tipo de motor spirit, por apurar
mas parecem ter resultado de fugas de tanques ou de tubagem.

C O NT I NU E

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Lesson 2 de 5

Enquadramento Legislativo
EQS Learning Center

 Alteração não decorrente da ocorrência de


acidente.
Mantém:
Filoso a
Instrumentos
Abordagem de enquadramento

C O NT I NU E

Aplicabilidade do Decreto-Lei Nº 150/2015


Aplica-se aos estabelecimentos, onde estejam presentes
substâncias perigosas em quantidades iguais ou superiores às
indicadas no anexo I.

Decreto-Lei n.º 150_SEVESO_2015, de 5 de [Link]


318 KB

Elementos necessários para a veri cação da aplicabilidade

Identi cação de todas as substâncias perigosas presentes no estabelecimento.


Classi cação das substâncias perigosas nos termos do Regulamento (CE) n.º
1272/2008, do Parlamento Europeu e do Conselho, de 16 de dezembro de 2008
(CLP) e comprovativo dessa classi cação ( chas de dados de segurança, quando
aplicável).

Quantitativos máximos das substâncias perigosas, em massa, passíveis de se


encontrarem presentes em qualquer instante no estabelecimento.

C O NT I NU E

Diretiva SEVESO III

A totalidade da área sob


controlo de um operador
onde estejam presentes
substâncias perigosas,
Estabelecimento
numa ou mais instalações,
incluindo as infraestruturas
ou atividades comuns ou
conexas, podendo os

Um estabelecimento onde
estejam presentes
substâncias perigosas em
Estabelecimento de Nível
Estabelecimento de Nível
Inferior quantidades iguais ou
superiores às indicadas na
coluna 2 da parte 1 ou na
coluna 2 da parte 2 do

Um estabelecimento onde
estejam presentes
substâncias perigosas em
Estabelecimento de Nível quantidades iguais ou
Superior superiores às quantidades
indicadas na coluna 3 da
parte 1 ou na coluna 3 da
parte 2 do anexo I ao

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Onde se aplica a Diretiva?
Onde se aplica a Diretiva? 1

Nos estabelecimentos, as instalações ou as áreas de armazenagem militares, bem


como das forças de segurança pública.
Onde se aplica a Diretiva? 2

Nos perigos associados às radiações ionizantes emitidas por substâncias.


Onde se aplica a Diretiva? 3

No transporte de substâncias perigosas, e a armazenagem temporária intermédia que


lhe está diretamente associada, por via rodoviária, ferroviária, aérea, vias navegáveis
interiores e marítimas, incluindo as atividades de carga e descarga e a transferência
para e a partir de outro meio de transporte nas docas, cais e estações ferroviárias de
triagem, no exterior dos estabelecimentos abrangidos pelo presente decreto-lei.
Onde se aplica a Diretiva? 4

No transporte de substâncias perigosas em condutas, incluindo as estações de


bombagem, no exterior dos estabelecimentos abrangidos pelo presente decreto-lei.
Onde se aplica a Diretiva? 5

Na prospeção, extração e processamento de minerais em minas e pedreiras,


nomeadamente por meio de furos de sondagem.
Onde se aplica a Diretiva? 6

Na prospeção e exploração o shore de minerais, incluindo de hidrocarbonetos.


Onde se aplica a Diretiva? 7

Na armazenagem o shore de gás no subsolo, quer em locais destinados


exclusivamente à armazenagem quer em locais onde são realizadas a prospeção e a
exploração de minerais, incluindo hidrocarbonetos.
Onde se aplica a Diretiva? 8

Nos locais de descargas de resíduos, incluindo a armazenagem de resíduos no


subsolo.
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Conceitos associados à Diretiva

Operador

Qualquer pessoa singular ou coletiva que explore ou possua um estabelecimento ou instalação
ou qualquer pessoa em quem tenha sido delegado um poder económico ou decisório
determinante sobre o funcionamento técnico do estabelecimento ou instalação.

Perigo

A propriedade intrínseca de uma substância perigosa ou de uma situação física suscetível de
provocar danos à saúde humana e ou ao ambiente.

Risco

A probabilidade de ocorrência de um efeito especí co num determinado período de tempo ou
em determinadas circunstâncias.

Acidente Grave

Um acontecimento, designadamente uma emissão, um incêndio ou uma explosão, de graves
proporções, resultante de desenvolvimentos não controlados durante o funcionamento de um
estabelecimento abrangido pelo presente decreto-lei, e que provoque um perigo grave,
imediato ou retardado, para a saúde humana, no interior ou no exterior do estabelecimento, ou
para o ambiente, e que envolva uma ou mais substâncias perigosas.

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Entidades Competentes
Promover a prevenção de acidentes graves.

Criar um cadastro das zonas associadas aos estabelecimentos


abrangidos pelo diploma.

Pronunciar -se sobre os pedidos de avaliação de compatibilidade de


localização.

Quali car os veri cadores que auditam os sistemas de gestão de


segurança para a prevenção de acidentes graves dos estabelecimentos
de nível superior.

Assegurar o intercâmbio de informação com a Comissão Europeia e


representar Portugal no Comité que assiste a Comissão Europeia.

Coordenar um grupo de trabalho, a m de promover a efetiva aplicação


do presente DL através do intercâmbio de experiências e da
consolidação de conhecimentos.
APA_SEVESOIII.pdf
1.9 MB

C O NT I NU E

ANEPC – Autoridade Nacional de Emergência e Proteção Civil (ex. ANPC)

Responsabilidades:

Pronunciar -se sobre a informação necessária à elaboração dos planos


de emergência externos;

Promover a elaboração dos planos de emergência externos.

Assegurar a cooperação entre a União Europeia e os Estados - Membros


e ainda a facilitar a coordenação no domínio da proteção civil.
Assegurar a representação de Portugal no Comité que assiste a
Comissão Europeia.

C O NT I NU E

IGAMAOT - Inspeção -Geral da Agricultura, do Mar, do Ambiente e do


Ordenamento do Território

É a entidade inspetora e scalizadora.

Guia_Inspecoes_SEVESO.pdf
3 MB

C O NT I NU E
Outras Entidades Competentes

Câmara Municipais
São atribuídas competências ao nível da aplicação dos critérios de ocupação das zonas de
perigosidade e do plano de emergência externo.

Entidades com competência na atribuição de licença, autorização ou


concessão de uso de áreas ou de implantação de equipamentos ou
infraestruturas não abrangidas pelo regime jurídico da urbanização e da
edi cação (RJUE), aprovado pelo Decreto -Lei n.º 555/99, de 16 de dezembro

São atribuídas competências ao nível da aplicação dos critérios de ocupação das zonas de
perigosidade.

C O NT I NU E
Lesson 3 de 5

Obrigações em Caso de Acidente


EQS Learning Center

Obrigações do Operador

É responsável por tomar as medidas necessárias para evitar a ocorrência de


acidentes graves e limitar as suas consequências para a saúde humana e ambiente.

Sempre que lhe seja solicitado, o operador informa e comprova a adoção das
medidas previstas às entidades competentes.

De nir uma política de prevenção de acidentes graves.

Elaborar o Relatório de Segurança.

Realizar auditorias que atestem a conformidade do S.G.S. do estabelecimento.

Plano de Emergência Interno ou Interno Simpli cado, se o estabelecimento for de


nível inferior e realizar simulacros.

Divulgar ao público da informação geral sobre o estabelecimento e medidas de


autoproteção.
C O NT I NU E

Atuação das entidades APA, ANEPC e Câmaras Municipais em Caso de


Acidente Grave

São da Responsabilidade de:

Recolher as informações necessárias para uma análise completa do acidente ao


nível técnico, organizativo e de gestão, através da realização das diligências
consideradas adequadas, como uma inspeção, ou um inquérito, com a colaboração
da IGAMAOT, sempre que necessário.

Veri car a adoção pelo operador das medidas de emergência e das medidas de
execução a médio e longo prazo que se revelem necessárias.
Recomendar medidas de prevenção, dando conhecimento à IGAMAOT.

Informar as pessoas afetadas pelo acidente e, se for caso disso, sobre as medidas
tomadas para mitigar as suas consequências.

C O NT I NU E
Lesson 4 de 5

Prevenção de Acidentes Graves


EQS Learning Center

C O NT I NU E

REQUISITOS DO SISTEMA DE GESTÃO DE SEGURANÇA


(SGSPAG)

Requisitos Gerais
O operador deve estabelecer, documentar, implementar e manter um sistema de gestão de
segurança (SGSPAG).

Deve ser explicitado o âmbito do seu sistema de gestão de segurança, o qual deve abranger, no
mínimo, a totalidade do estabelecimento abrangido pelo nível superior de perigosidade.

O operador deve garantir a disponibilidade dos recursos indispensáveis para estabelecer,


implementar, manter e melhorar o sistema de gestão da segurança. Estes recursos incluem os
recursos humanos e aptidões especí cas, as infraestruturas do estabelecimento e os recursos
tecnológicos e nanceiros.

C O NT I NU E

Política de Prevenção de Acidentes Graves


O operador deve estabelecer a política de prevenção de acidentes graves envolvendo
substâncias perigosas (PPAG) do estabelecimento e garantir que, no âmbito de nido para o
seu sistema de gestão de segurança, esta política:

inclui os objectivos e princípios de acção gerais relativos ao controlo dos riscos de


acidentes graves, que devem ser proporcionais ao risco do estabelecimento.

estabelece como evitar os perigos de acidente grave existentes na instalação e


proporciona o enquadramento para a sua revisão.

inclui um compromisso de cumprimento dos requisitos legais e outros requisitos


que o operador subscreve em matéria de segurança e prevenção de acidentes
graves envolvendo substâncias perigosas.

inclui um compromisso de melhoria contínua do desempenho global do sistema


degestão de segurança em matéria de prevenção de acidentes graves.
Teve em consideração os contributos de todas as pessoas que trabalham no
estabelecimento ou em seu nome.

É comunicada a todas as pessoas que trabalham ou lidam com o operador.

Está disponível ao público.

Inclui o compromisso de fornecer os meios e estruturas adequados à


implementação do SGSPAG.

É periodicamente revista.

A PPAG deve ser formalmente estabelecida e homologada


pela gestão de topo.

C O NT I NU E
Identi cação e avaliação dos riscos de acidentes graves envolvendo
substâncias Perigosas
O operador deve estabelecer, implementar e manter um ou mais procedimentos
documentados para a identi cação sistemática dos perigos e avaliação dos riscos de acidentes
graves, que deve(m) ter em conta:

O grau de risco do estabelecimento e a sua especi cidade.

A possibilidade de aplicação sistemática e em todas as fases do projecto e períodos


normais e anormais de funcionamento.

O output esperado em termos de identi cação de perigos, avaliação de


consequências e de probabilidades de ocorrência, graduação do risco e sua
aceitabilidade e identi cação de medidas de prevenção e/ou mitigação necessárias.

O objectivo nal da aplicação dos seus resultados, como a de nição de objectivos


e de competências de recursos humanos necessárias, a elaboração de planos de
emergência, a de nição de instruções de trabalho, a elaboração de procedimentos
de autorização de trabalho e de gestão de modi cações.

Necessidade de atualização periódica.

C O NT I NU E

Organização e Pessoal - Atribuições e Responsabilidades


As atribuições, as responsabilidades e a autoridade devem ser de nidas, documentadas e
comunicadas, de forma a proporcionar uma e caz gestão do sistema de segurança.

Devem ser identi cados claramente os elementos do estabelecimento com funções diretas na
prevenção de acidentes graves e descritas essas funções e as respetivas responsabilidades.
As relações e as interdependências entre estes elementos devem ser detalhadas através de um
organigrama de segurança integrado no organigrama geral da empresa.

O operador deve assegurar que qualquer pessoa que execute tarefas para o estabelecimento ou
em seu nome, que possa ter impacte no sistema de gestão de segurança, é competente com
base numa adequada escolaridade, formação ou experiência.

O operador deve identi car as necessidades de formação e sensibilização do pessoal, no


âmbito da política de prevenção de acidentes graves e do seu sistema de gestão da segurança
(incluindo sub-contratados e visitantes que interajam com o estabelecimento), e desenvolver
acções para responder a estas necessidades. Deve ser de nido um mecanismo de avaliação da
e cácia e adequabilidade da formação e sensibilização.

O operador deve manter os registos das formações efectuadas e das respectivas avaliações,
incluindo novos trabalhadores ou trabalhadores que mudam de posto de trabalho.

O operador deve estabelecer, implementar e manter um ou


mais procedimentos para as pessoas que trabalham no
estabelecimento estarem sensibilizadas para:

A importância da conformidade com a política de prevenção de


acidentes graves, procedimentos e requisitos do sistema de gestão
de segurança.

As consequências reais ou potenciais para o sistema de gestão da


segurança das actividades do seu trabalho e os respectivos
benefícios decorrentes de uma melhoria do seu desempenho
individual;

As suas atribuições e responsabilidades no âmbito do SGSPAG,


incluindo osrequisitos de preparação e de resposta a situações de
emergência.

As consequências potenciais de desvios aos procedimentos


especi cados.

C O NT I NU E

Controlo Operacional
O operador deve identi car as operações e atividades relevantes do ponto de vista de
segurança e prevenção de acidentes graves, para as quais, face ao risco associado, se torna
necessário aplicar medidas de controlo.

Planear estas atividades e estabelecer procedimentos que garantam a sua execução em


condições de segurança.

Estes procedimentos devem também abranger situações nas quais a sua inexistência possa
conduzir a desvios da política e objetivos do SGSPAG, bem como riscos para o SGSPAG
identi cáveis em bens, equipamentos e serviços adquiridos pela organização e da
comunicação dos procedimentos e dos requisitos relevantes aos fornecedores e subcontratos.
Os procedimentos devem abranger a entrada em funcionamento, arranques e paragens
periódicas, fases de operação normais, incluindo teste, manutenção e inspeção, deteção e
resposta a desvios relativamente às condições normais de operação, operações temporárias ou
especiais, operação sob condições de manutenção, operações de emergência ou de
desmantelamento.

Estes procedimentos devem ser disponibilizados a todo o pessoal relevante. Devem ainda ser
sujeitos a uma revisão periódica, para assegurar que estão atualizados e adequados.

Para as atividades relevantes devem ser estabelecidos sistemas de autorizações de trabalho,


que incluam uma avaliação prévia do risco associado, a de nição de responsabilidades para a
sua emissão, a duração da autorização e as condições de segurança necessárias à realização da
atividade.

É necessário garantir que os equipamentos estejam a funcionar em condições de segurança.


Devemser estabelecidos planos de inspecção e ensaio ao equipamento crítico do ponto de vista
de segurança e planos de manutenção do mesmo.

C O NT I NU E

Competência, Formação e Sensibilização


O operador do estabelecimento deve nomear um ou mais representantes especí cos que,
independentemente de outras responsabilidades, deve(m) ter atribuições, responsabilidades e
autoridade de nidas, para:

Assegurar que o sistema de gestão da segurança é corretamente estabelecido,


implementado e mantido, em conformidade com os requisitos do presente texto.
Relatar à gestão de topo o desempenho do sistema de gestão da segurança, para
efeitos de revisão, incluindo recomendações para melhoria.

C O NT I NU E

Relatório de Segurança

O relatório de segurança visa demonstrar que:

Foi de nido um plano de emergência interno.

Foi de nida a informação necessária à elaboração do plano de emergência


externo.

O operador dispõe da informação que permita às entidades a tomada de decisão


sobre a implantação de novas atividades ou sobre o ordenamento do território na
envolvente de estabelecimentos existentes.

O Operador submete às entidades


competentes o relatório, sempre que
exista novo estabelecimento ou outro
estabelecimento que passa a car
abrangido pelo diploma.
Periodicamente, 5 em 5 anos.
Na sequência de um acidente grave.

Após submissão do relatório à APA, esta têm até 30 dias para solicitar elementos adicionais e
até 80 dias para emitir aprovação.

O operador não pode iniciar a construção do estabelecimento ou a execução da alteração antes


da aprovação do relatório de segurança pela APA, I. P., da decisão de conformidade, ou sem
que se veri que o deferimento tácito do pedido.

C O NT I NU E

Auditorias
O Operador de estabelecimento de nível superior apresenta à APA, I. P., até 30 de abril de cada
ano, um relatório de auditoria, relativo ao ano anterior, que ateste a conformidade do sistema
de gestão de segurança do estabelecimento.
A auditoria é obrigatoriamente realizada por veri cadores quali cados pela APA.

No caso de novo estabelecimento de nível superior, a auditoria é realizada caso o


estabelecimento ou a alteração que originou o seu enquadramento no nível superior tenha
entrado em funcionamento, até 1 de julho do ano civil a que se reporta a auditoria.

Tratando -se de outro estabelecimento de nível superior, a auditoria é realizada caso o


relatório de segurança tenha sido apresentado à APA, até 1 de julho do ano civil a que se
reporta a auditoria.

C O NT I NU E

Planos de Emergência
Para o controlo de acidentes graves e para a limitação das suas consequências para a saúde
humana e para o ambiente, são elaborados os seguintes planos de emergência:

Plano de emergência interno, pelo operador de estabelecimento de nível superior.

Plano de emergência interno simpli cado, pelo operador de estabelecimento de


nível inferior.

Planos de emergência externos, pela câmara municipal competente, em


articulação com as câmaras municipais dos concelhos contíguos sempre que se
justi que.
Os planos de emergência são elaborados com os seguintes objetivos:

Circunscrever e controlar os incidentes de modo a minimizar os seus efeitos e a


limitar os danos na saúde humana, no ambiente e nos bens.

Aplicar as medidas necessárias para proteger a saúde humana e o ambiente dos


efeitos de acidentes graves.

Comunicar as informações necessárias ao público e aos serviços ou autoridades


territorialmente competentes relevantes da região.

Identi car as medidas para a descontaminação e reabilitação do ambiente, na


sequência de um acidente grave.
Os planos de emergência são revistos e, se necessário, atualizados, pelo menos de três em
três anos, tendo em conta:

As alterações ocorridas nos estabelecimentos ou nos serviços de emergência


relevantes.

Os novos conhecimentos no domínio das medidas necessárias em caso de


acidentes graves.

A informação disponibilizada pelos operadores de estabelecimentos de grupo de


efeito dominó.

No caso de estabelecimento de nível superior, as alterações dos cenários de


acidente grave que constam do último relatório de segurança que obteve parecer
favorável ou favorável condicionado.
C O NT I NU E

Estabelecimentos de Efeito Dominó


A APA, identi ca os estabelecimentos ou grupos de estabelecimentos, de nível inferior e de
nível superior, em que a probabilidade ou as consequências de um acidente grave são maiores
devido à posição geográ ca e à proximidade destes estabelecimentos e dos seus inventários
de substâncias perigosas, e comunica aos respetivos operadores.

A APA, baseia-se na informação fornecida pelo operador, podendo também solicitar


informação adicional ou utilizar os resultados das inspeções.

É uma situação em que a


localização e a proximidade
de estabelecimentos de
risco grave são tais que
Efeito Dominó
podem aumentar a
probabilidade e a
possibilidade de acidentes
graves envolvendo

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No prazo de 30 dias, o operador envia aos demais estabelecimentos integrados no seu grupo
de efeito dominó a informação com o seguinte conteúdo mínimo:

Descrição das atividades desenvolvidas.

Inventário de substâncias perigosas e informação sobre a sua perigosidade,


designadamente as chas de dados de segurança.

Representação em carta dos cenários de acidentes cujo alcance atinja os


estabelecimentos que integram o grupo de efeito dominó, a qual é de carácter
facultativo para os estabelecimentos não enquadrados no nível superior.

C O NT I NU E

Simulacros

O operador deve realizar os seguintes exercícios de aplicação


dos planos de emergência:

Plano de emergência interno: no mínimo, uma vez por ano.

Plano de emergência interno simpli cado: no mínimo, de dois em


dois anos.
Exercícios conjuntos dos planos de emergência internos de
estabelecimentos de nível superior e de planos de emergência
internos simpli cados de estabelecimentos de nível inferior que
integrem um grupo de efeito dominó: no mínimo, de três em três
anos.

A Câmara Municipal realiza exercícios de aplicação do plano de


emergência externo, no mínimo de três em três anos, e comunica
a sua realização às entidades competentes, com a antecedência
de 10 dias.

C O NT I NU E

Divulgação da Informação
O operador elabora, divulga e mantém disponível e atualizada ao público de forma permanente,
nomeadamente por via eletrónica a informação do estabelecimento e das medidas de
autoproteção.

No caso dos estabelecimentos de nível superior, compete à câmara municipal:

Divulgar junto da população suscetível de ser afetada por um acidente grave, os


edifícios e zonas de utilização pública, incluindo escolas, hospitais e
estabelecimentos vizinhos, a informação sobre as medidas de autoproteção e o
comportamento a adotar em caso de acidente.

Preparar a informação a divulgar, com a colaboração do operador de


estabelecimento de nível superior.

Divulgar a informação pelo menos de cinco em cinco anos, e revê-la sempre que
necessário, designadamente quando ocorram alterações substanciais dos
estabelecimentos.

Enviar à ANPC, até 31 de janeiro de 2019 e posteriormente de quatro em quatro


anos, um relatório sobre as medidas de autoproteção e as formas de divulgação
que tenham sido adotadas, em cada ano.

C O NT I NU E

Inspeção
A IGAMAOT procede à inspeção das atividades desenvolvidas pelos operadores dos
estabelecimentos com vista à veri cação do cumprimento do presente decreto-lei, podendo
solicitar a outros serviços do Estado ou de entidades públicas ou privadas a participação de
técnicos e de especialistas nas ações de inspeção, sempre que essa intervenção se revelar
necessária.

As entidades públicas envolvidas no licenciamento ou autorização de funcionamento do


estabelecimento devem dar conhecimento à IGAMAOT das situações de que tomem
conhecimento que indiciem a prática de uma contraordenação prevista no presente decreto-
lei.

C O NT I NU E
Estabelecimentos Abrangidos no Final 2018 (Portugal Continental)

138 nível inferior (NI).

66 nível superior (NS).

Regiões Autónomas

RAA: 4 NS + 5 NI.

RAM: 2 NS + 1 NI.
C O NT I NU E
Lesson 5 de 5

Conclusão
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Caro Formando,

Chegou ao nal da Formação. Obrigado pela sua participação.

Por favor, feche esta janela e realize o teste de avaliação sumativa que se encontra na página
da disciplina.

Igualmente, agradecemos que preencha o questionário de Avaliação de Reação da Formação. A


sua opinião ajudará a melhorar o nosso trabalho.

Obrigado.

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