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NORMA DE HIGIENE OCUPACIONAL

PROCEDIMENTO TÉCNICO
PRESIDENTE DA REPÚBLICA

Fernando Henrique Cardoso


MINISTRO DO TRABALHO E EMPREGO

Paulo Jobim Filho

FUNDACENTRO
PRESIDENTE DA FUNDACENTRO

Humberto Carlos Parro


DIRETOR EXECUTIVO

José Gaspar Ferraz de Campos


DIRETOR TÉCNICO

João Bosco Nunes Romeiro


DIRETOR DE ADMINISTRAÇÃO E FINANÇAS

Antonio Sérgio Torquato


ASSESSORIA ESPECIAL DE PROJETOS

Sonia Maria José Bombardi


DIVISÃO DE PUBLICAÇÕES

Elisabeth Rossi
Norma de Higiene
Ocupacional
Procedimento Técnico

Calibração de bombas de amostragem


individual pelo método da bolha de sabão

Equipe de elaboração:
Nilce Aparecida Honrado Pastorello
Teresa Cristina Nathan Outeiro Pinto

Colaboradores:
Ana Maria Tibiriçá Bon
Alcinéa Meigikos dos Anjos Santos
Norma Conceição do Amaral
Lênio Servio Amaral
José Geraldo Aguiar

2002
APRESENTAÇÃO

A Coordenação de Higiene do Trabalho da FUNDACENTRO publi-


cou, em 1980, uma série de Normas Técnicas denominadas Normas de
Higiene do Trabalho – NHT, hoje designadas Normas de Higiene Ocupa-
cional – NHO.
Em face do processo dinâmico das técnicas de identificação, avaliação e
controle dos agentes ambientais de risco, e considerando o desenvolvimento
tecnológico, a revisão técnica destas normas faz-se necessária.
Dando continuidade a esse processo de revisão, apresenta-se ao públi-
co técnico que atua na área da saúde ocupacional a NHO 07, Calibração de
Bombas de Amostragem Individual pelo Método da Bolha de Sabão, que
aborda aspectos de novas tecnologias e conhecimentos disponíveis, gera-
dos pela Coordenação de Higiene do Trabalho.
Acredita-se que esta norma possa efetivamente contribuir como ferra-
menta na avaliação dos agentes de risco e na prevenção de doenças e aci-
dentes de trabalho.

ROBSON SPINELLI GOMES


Gerente da Coordenação de Higiene do Trabalho
SUMÁRIO

1 INTRODUÇÃO . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 11

2 OBJETIVO . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 11

3 CAMPO DE APLICAÇÃO . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 11

4 DEFINIÇÕES . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 11

5 PRINCÍPIO DO PROCEDIMENTO . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 12

6 MATERIAIS . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 13

7 PROCEDIMENTOS DE CALIBRAÇÃO . . . . . . . . . . . . . . . . . 14

8 REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 21

ANEXO A . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 23

ANEXO B . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 24

ANEXO C . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 28

ANEXO D . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 29
PREFÁCIO

Este procedimento de calibração vem sendo aplicado por técnicos da


Coordenação de Higiene do Trabalho desde que se iniciaram as avaliações
ambientais quantitativas de agentes químicos.
Essa Norma substitui a NHT 03 – A/E – Determinação de Vazão de
Amostragem pelo Método da Bolha de Sabão, publicada em 1984 pela
FUNDACENTRO, que foi revisada para incorporar-se à Série de Normas
de Higiene Ocupacional (NHOs), juntamente com a evolução de conceitos
e recursos técnicos.
NHO 07

1. INTRODUÇÃO

Grande parte dos métodos de coleta de amostras de agentes químicos


presentes nos locais de trabalho utiliza bombas de amostragem individual,
as quais devem produzir uma vazão de ar constante, permitindo que o ar am-
biente passe por um sistema denominado dispositivo de coleta, onde os con-
taminantes ficam retidos.

2. OBJETIVO

Esta norma estabelece um procedimento padronizado de calibração da


vazão de bombas de amostragem individual, por meio do método da bolha
de sabão.

3. CAMPO DE APLICAÇÃO

Este procedimento se aplica a vazões de até 6 litros por minuto (l/min).

4. DEFINIÇÕES

Para efeito deste procedimento técnico, aplicam-se as seguintes


definições:

4.1 Bomba de amostragem individual

Instrumento portátil e leve que forneça uma vazão de até 6 l/min, provi-
do de um sistema de controle de vazão constante, que funciona com bateria
recarregável e blindada para utilização em ambientes onde se presume que
exista risco de explosão e um sistema automático de controle de fluxo que
lhe permita regular, de maneira instantânea, as variações no fluxo do ar as-
pirado, com uma precisão de ± 5%.

4.2 Dispositivo de coleta

Conjunto de materiais necessários para a coleta de um determinado con-

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NHO 07

taminante presente no ar dos ambientes de trabalho. No Anexo B, Figura B1,


estão ilustrados alguns exemplos de dispositivos de coleta.

4.3 Vazão de ar

Volume de ar, em litros, que passa pelo dispositivo de coleta por unidade
de tempo, em minutos.

4.4 Faixas de vazão

Alta vazão: acima de 500 mililitros por minuto (ml/min)

Baixa vazão: abaixo ou igual a 500 mililitros por minuto (ml/min)

4.5 Calibração

Operação que tem por objetivo levar o instrumento de medição a uma


condição de desempenho e ausência de erros sistemáticos adequados ao seu
uso (VIM, 3.14, NBR ISO 10012-1).

4.6 Sistema de calibração

Sistema composto por bureta, mangueiras, dispositivo de coleta e bom-


ba de amostragem (conforme ilustrado no Anexo B, Figura B4).

4.7 Bolha de sabão

É a película de água e sabão que se forma no interior da bureta durante


a calibração da bomba de amostragem.

5. PRINCÍPIO DO PROCEDIMENTO

Este procedimento técnico consiste na medição da vazão da bomba de


amostragem antes e depois da coleta de amostras para determinação da vazão
média, considerando as variações de temperatura e pressão, visando à uti-
lização desta vazão na validação da amostra e cálculo de concentração de
agentes químicos no ar.

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NHO 07

6. MATERIAIS

6.1 Bureta de vidro para calibração (Anexo B, Figura B2), com as


seguintes características:

6.1.1 Bureta de vidro graduada, com relação de altura/diâmetro


de 10/1 (dez para um), e capacidade de no mínimo 100 ml,
500 mle 1000 mlpara calibração, respectivamente, de até
0,2 l
/min, 2 l/min e 6 l/min;

6.1.2 A bureta deve ter, no mínimo, duas marcações com volume


calibrado entre elas de 100 ml
, 500 mlou 1000 ml;

6.1.3 O ponto inicial de calibração deve estar posicionado a uma dis-


tância mínima de 7 centímetros do bocal da bureta de cali-
bração.

Nota: A bureta utilizada deve ser calibrada periodicamente quanto a


seu volume interno, de acordo com a NBR 11588.

6.2 Suporte para fixação da bureta de calibração.

6.3 Frasco retentor de umidade com duas aberturas para circulação de


ar, contendo conexões com orifício de diâmetro interno aproximada-
mente igual ao orifício de entrada de ar da bomba de amostragem
(Anexo B, Figura B3).

6.4 Mangueira flexível tipo Tygon®‚ de diâmetro compatível com o sistema


de calibração.

Nota: A mangueira utilizada também pode ser de silicone, desde que


seja indeformável, transparente ou semitransparente e flexível.

6.5 Solução de água e sabão em recipiente com boca de diâmetro superior


ao da bureta de calibração.

6.6 Detergente neutro para limpeza.

6.7 Garras, mufas e rolhas de borracha (se necessário).

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NHO 07

6.8 Bomba de amostragem individual.

6.9 Cronômetro de precisão com sensibilidade de até décimos de segundo.

6.10 Materiais opcionais para correção de vazão:


• Barômetro
• Termômetro com sensibilidade de leitura de 1 º C (um grau Celsius).

7. PROCEDIMENTOS DE CALIBRAÇÃO

7.1 Limpeza

7.1.1 As mangueiras, buretas e frascos devem ser deixados de mo-


lho em água com detergente neutro durante o tempo necessário
para total limpeza. Recomenda-se enxaguar pelo menos 5
vezes em água corrente e 3 vezes em água destilada e secar em
temperatura ambiente ou utilizando bomba de vácuo.

7.1.2 Recomenda-se a limpeza da parte externa dos aparelhos, uti-


lizando flanela ou, quando necessário, um pano umedecido em
água e, a seguir, um pano seco.

7.2 Montagem do sistema de calibração

7.2.1 Montar o sistema de calibração de acordo com o método de


coleta, conforme exemplificado no Anexo B, Figura B4.

7.2.2 Em calibrações realizadas pelo método da bolha de sabão, o


uso de adaptadores ou quaisquer outros dispositivos de coleta,
como impingers ou separadores de partículas precedendo o fil-
tro, podem acarretar um aumento de perda de carga no sistema,
podendo afetar o resultado da calibração.
É necessário observar, cuidadosamente, que um dispositivo de
coleta seja colocado no sistema da mesma forma como é usa-
do durante a coleta no ambiente de trabalho.

7.2.3 A bureta deve ficar perpendicular à mesa de apoio e todas as

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NHO 07

junções do sistema de calibração devem ser feitas de forma a


garantir sua vedação.

7.3 Preparação da bomba de amostragem individual

7.3.1 Ligar a bomba de amostragem por pelo menos 20 minutos


antes de iniciar o procedimento de calibração, para estabilizar
a tensão das baterias.

7.3.2 Verificar se a voltagem do módulo de baterias está de acordo


com as especificações do fabricante.

7.3.3 Fazer teste de vedação da bomba de amostragem de acordo


com as instruções do fabricante.

7.4 Medição de vazão

7.4.1 Ajustar previamente a bomba de amostragem para a vazão re-


querida.

7.4.2 Calcular o tempo que a bolha deve levar para percorrer a bu-
reta, por meio da expressão:

t = V x 60
Q

Onde:
Q = vazão requerida, em litros por minuto (l/min)
V = volume da bureta, em litros (l)
t = tempo, em segundos (s)

7.4.3 Erguer o recipiente contendo a solução de sabão até encostá-


lo ao bocal da bureta, fazendo com que se forme uma bolha.
Repetir várias vezes esta operação, até que se forme uma bo-
lha que percorra inteiramente a bureta sem se romper. A bolha
deve manter-se plana em todo o trajeto.

7.4.4 Acionar o cronômetro quando a bolha passar pela marca ini-


cial de calibração.

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NHO 07

7.4.5 Parar a cronômetro quando a bolha passar pela marca final de


calibração.

7.4.6 Ajustar novamente a bomba de amostragem para a vazão re-


querida, se necessário.

7.4.7 Repetir os itens 7.4.3 a 7.4.6, até que se obtenha por três vezes
consecutivas os tempos correspondentes à vazão requerida,
permitindo variação máxima de 0,2 segundos, anotando as
leituras.

Nota: Recomenda-se utilizar o modelo proposto no Anexo C para


registro de resultados.

7.4.8 Anotar os valores da temperatura e da pressão atmosférica ca-


so haja a necessidade de correção da vazão, ou verificar a al-
titude do local de calibração.

7.4.9 A bomba de amostragem deve ser calibrada antes de cada co-


leta e sua calibração verificada após o término da coleta,
repetindo os passos 7.3.1, 7.3.2 e 7.4.3 a 7.4.8, anotando os
tempos obtidos.

7.5 Cálculo da vazão

7.5.1 Vazão inicial (Qi)

Calcular a média aritmética dos tempos obtidos no item 7.4.7, e


determinar a vazão inicial por meio da expressão:

Q i = V x 60
tm

Onde:
Qi = vazão inicial nas condições de calibração, em litros por minuto
(l/min)
V = volume utilizado da bureta, em litros (l)
tm = tempo médio, em segundos (s)

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NHO 07

7.5.2 Vazão final (Qf )

Calcular a média aritmética dos tempos obtidos no item 7.4.9, e


determinar a vazão final por meio da expressão:

Q f = V x 60
tm

Onde:
Qf = vazão final nas condições de calibração, em litros por minuto
(l/min)
V = volume utilizado da bureta, em litros (l)
tm = tempo médio, em segundos (s)

7.5.3 Vazão média (Qm)

Calcular a vazão média nas condições de calibração por meio da


expressão:

(Q i + Q f)
Qm =
2

Onde:
Qm = vazão média nas condições de calibração, em litros por minuto
(l/min)
Q i = vazão inicial nas condições de calibração, em litros por minuto
(l/min)
Qf = vazão final nas condições de calibração, em litros por minuto
(l/min)

7.5.4 Variação de vazão (D Q)

Calcular a variação entre as vazões final e inicial, pela expressão:

(Qf - Q i)
(delta)Q = x 100
Qi

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NHO 07

Onde:

Qi = vazão inicial nas condições de calibração, em litros por minuto


(l/min)
Qf = vazão final nas condições de calibração, em litros por minuto
(l/min)
D Q = variação percentual da vazão (%)

Nota: O valor da variação de vazão não deve ultrapassar 5%. Caso


isso ocorra, a amostragem não deverá ser considerada.

7.5.5 Vazão corrigida (Qc)

Se o local de coleta apresentar temperatura e pressão ou altitude


diferentes das do local de calibração, a vazão deverá ser corrigida.

A vazão corrigida pode ser obtida pela expressão:

P1 T2
Q c = Qm x x
P2 T1

Onde:
Qc = vazão corrigida, em litros por minuto(l/min)
Q m = vazão média nas condições de calibração, em litros por minuto
(l/min)
P1 = pressão atmosférica do local de calibração, em kiloPascal (kPa)
P2 = pressão atmosférica do local de coleta, em kiloPascal (kPa)
T1 = temperatura do ar do local da calibração, em Kelvin (K)
T2 = temperatura do ar do local da coleta, em Kelvin (K)

Nota: O valor da temperatura em Kelvin é igual ao valor da tempe-


ratura em graus Celsius acrescido de 273.

T (K)= t (ºC) + 273

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NHO 07

7.5.5.1 A vazão corrigida (Qc ) pode ser obtida, também, pela


expressão:

Qc = Q m x X x Y

Onde:
Qc = vazão corrigida, em litros por minuto (l/min)
Q m = vazão nas condições de calibração, em litros por minuto
(l/min)
X = fator de correção para diferença de temperatura, obtido
na Tabela A1 do Anexo A
Y = fator de correção para diferença de altitude, obtido na
Tabela A2 do Anexo A.

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NHO 07

8. REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS

1. FUNDACENTRO. NHT – 03 – A/E – Determinação de vazão de


amostragem pelo método da bolha de sabão. São Paulo: FUNDA-
CENTRO, 1984, 15p.

2. ABNT. NBR – 10562 – Calibração de vazão, pelo método da bolha


de sabão, de bombas de baixa vazão utilizadas na avaliação de
agentes químicos no ar. São Paulo: ABNT, 1988, 20p.

3. OSHA. Section I – Chapter 1 – Appendix I: 1-3 – Manual Buret Me-


ter Technique.

4. AIHA. The Occupational Environmental Its Evaluation and Control.


Edited by Salvatore R. Dinardi, 1998, p.155-75.

5. ACGIH. Air Sampling Instruments For Evaluation of Atmospheric


Contaminants. 7th edition, 1989, p.73-109.

6. ABNT. NBR ISO 10012-1 – Requisitos de garantia da qualidade


para equipamentos de medição – Parte 1: Sistema de comparação
metrológica de medição. São Paulo: ABNT, 1993, 29p.

7. ABNT. NBR 11588 – Vidraria volumétrica de laboratório – Método


de aferição da capacidade e de utilização. São Paulo: ABNT, 1989,
12p.

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NHO 07

ANEXO A
TABELAS PARA CORREÇÃO DE TEMPERATURA E ALTITUDE
TABELA A1 – Fator de correção para temperatura

Fator multiplicativo (X)


Diferença de temperatura Local de amostragem Local de amostragem
(em graus Celsius) mais quente mais frio

5 1,017 0,983
10 1,033 0,966
15 1,050 0,950
20 1,067 0,933
25 1,084 0,916
30 1,101 0,899
35 1,117 0,883
40 1,134 0,866

TABELA A2 – Fator de correção para altitude

Fator multiplicativo (Y)


Diferença de altitude Local de amostragem Local de amostragem
(em metros) mais alto mais baixo

100 1,013 0,987


200 1,028 0,974
300 1,042 0,961
400 1,057 0,949
500 1,073 0,936
600 1,089 0,925
700 1,105 0,913
800 1,122 0,902
900 1,139 0,891
1000 1,157 0,880

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NHO 07

ANEXO B – FIGURAS

B1 DISPOSITIVOS DE COLETA

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NHO 07

B2 BURETAS

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NHO 07

B3 FRASCO RETENTOR DE UMIDADE

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NHO 07

B4 SISTEMA DE CALIBRAÇÃO

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NHO 07

ANEXO C
MODELO DE FORMULÁRIO PARA CALIBRAÇÃO
DE BOMBAS DE AMOSTRAGEM INDIVIDUAL

1 – IDENTIFICAÇÃO

Identificação da bomba:______________________________________

Identificação do dispositivo de coleta:___________________________

Técnico responsável pela calibração:____________________________

2 – CALIBRAÇÃO

CALIBRAÇÃO t (s) Q (l/min) Qm (l/min) V (v)

INICIAL

t /Q D Q (%)

FINAL

t /Q

PRESSÃO (KPa) TEMPERATURA TEMPERATURA


(ºC) (K)
INICIAL
FINAL

Data:____/____/______ Responsável: _________________

Verificação e liberação:______________________________________
Abreviaturas: t - tempo (s); Q - vazão (l /min); V - voltagem (v); DQ - variação de vazão (%); Qm - vazão média (l
/min)

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NHO 07

ANEXO D
CALIBRADORES ELETRÔNICOS

Existem também calibradores eletrônicos, classificados como cali-


bradores padrão primário de vazão, que calibram bombas de amostragem in-
dividual pelo método da bolha de sabão.
Os resultados são obtidos por meio de leituras diretas, em unidades de
vazão, volume por minuto.
Os dados ficam retidos na memória para cálculos da média, assim co-
mo podem ser eliminados total ou parcialmente, conforme o interesse do
usuário ou a qualidade das bolhas.
O princípio de funcionamento é o mesmo recomendado por esta Norma
e pela Norma da ABNT NBR-10562, com a diferença de realizar as leituras
automaticamente.
Estes instrumentos devem ser calibrados de acordo com a NBR ISO
10012-1 – Requisitos de garantia da qualidade para equipamentos de
medição.

Características técnicas:

1. O conjunto gerador de bolhas é composto de:

1.1 Gerador de bolhas constituído por amortecedor de pulsação,


dispositivo de disparo da bolha, quebrador de bolha e tubo de
alimentação.

Nota: O gerador de bolhas, dependendo do calibrador, pode ser ofe-


recido para volumes diferentes.

1.2 Bloco de sensores: constituído por dois detectores de in-


fravermelho, para acionar as leituras dos tempos inicial e final
durante o percurso da bolha.

2. Unidade de Controle

Esta unidade é constituída por sistema de medição, microprocessador


eletrônico e um display. Como chaves de comando temos:

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NHO 07

• liga-desliga;
• indicador de carga e nível de bateria;
• conector para impressora;
• tecla de desmemorização;
• tecla de edição;
• tecla de cálculo de média;
• indicador de operação.

3. Baterias: conjunto de pilhas, recarregáveis ou não.

4. Solução de sabão: com fórmula especial de baixo teor de resíduo,


que facilita a geração de bolhas sem prejudicar os materiais do con-
junto gerador.

30
Sobre o livro
Composto em Times 11/14

em papel off-set 90 g/m2 (miolo)

e cartão supremo 250 g/m2 (capa)

no formato 16x23 cm

pela Graphbox/Caran

Tiragem: 3.000


- Edição - 2002

Equipe de realização
Ilustrações:

Daves de Jesus Ribeiro

Revisão de texto:

Beatriz de Freitas Moreira

Coordenação de Produção:

Lilian Queiroz

Rua Capote Valente,


710
São Paulo - SP
05409-002