INSPEÇÃO, DIAGNÓSTICO E SISTEMAS
CONSTRUTIVOS
2. LEVANTAMENTO ARQUITETÓNICO
2.1. LOCALIZAÇÃO E BREVE CARACTERIZAÇÃO DA MORADIA
A moradia está localizada no bairro pequena cidade, sendo destinada a fins habitacionais,
de uso unifamiliar. A casa possui um único piso e é composta por quatro compartimentos:
uma sala, dois quartos e uma cozinha. A estrutura é simples e adequada para acomodar
uma família pequena, oferecendo os espaços essenciais para as atividades do dia a dia.
Essa estrutura visa atender às necessidades básicas de uma residência unifamiliar,
garantindoconforto e funcionalidade para seus moradores
Vista aérea da moradia e terreno
Fachada principal da moradia
3. LEVANTAMENTO CONSTRUTIVO
3.1. Parte Frontal
Cobertura: A casa possui uma cobertura de chapa metálica ondulada, com caimento leve
para a parte traseira e frontal. As chapas estão fixadas em estrutura de madeira que serve
de suporte, permitindo a inclinação necessária para o escoamento de águas pluviais.
A fachada frontal é feita em alvenaria de blocos sem pilares visíveis. A construção sugere
uma forma de parede contínua que sustenta a laje. A laje parece ser uma laje maciça de
betão simples, sem armadura visível. Na fachada frontal, existe uma porta principal em
madeira, com uma estrutura de caixilho em madeira. Acima da porta, a parede de
alvenaria apresenta uma abertura fechada, que possivelmente serviria para ventilação.
O revestimento externo é de argamassa simples, cobrindo os blocos de concreto, com
pintura em cor neutra. O acabamento tem como objetivo proteger a estrutura e dar uma
estética mais uniforme.
3.2. Parte Lateral Direita:
A inclinação da cobertura estende-se da frente para trás, indicando um apoio contínuo
sobre as paredes laterais. A estrutura de madeira que sustenta a cobertura parece estar em
boas condições e é visível na extremidade superior da parede. Assim como na parte
frontal, a parede lateral é construída em blocos de concreto e aparenta não ter reforços
visíveis, como pilares. As paredes laterais são contínuas e se estendem até a parte traseira
da casa. O reboco da parede é de argamassa simples. Não foram adicionados acabamentos
decorativos ou detalhes complexos. A pintura apresenta uma tonalidade que harmoniza
com o acabamento frontal.
3.3. Parte Lateral Esquerda
Cobertura: Similar à lateral direita mantendo a mesma inclinação e estrutura de suporte
em madeira. A parede é construída em blocos de concreto, sem pilares aparentes. As
construções. Não há janelas visíveis nesta parede, indicando que é uma parede sem
aberturas, possivelmente para aumentar a privacidade e proteger contra infiltrações
laterais de água. A parede possui um revestimento de argamassa e uma pintura uniforme.
O acabamento é simples e funcional.
3.4. Parte Traseira
Cobertura: A inclinação da cobertura se finaliza na parte traseira, indicando uma
drenagem para essa direção. As telhas de chapa são apoiadas na estrutura de madeira e
se projetam levemente para além da parede, evitando o escoamento direto de água pela
superfície. A parede traseira segue o mesmo padrão de construção em blocos de concreto
das outras partes. Não há pilares visíveis. A estrutura aparenta ser sólida e contínua,
servindo como suporte final para a cobertura. Assim como as outras paredes, a parte
traseira possui revestimento de argamassa e pintura simples, mantendo a uniformidade
em todo o edifício.
4. Inspecção da estrutura
4.1. Abordagem nivel 1
4.1.1. Registro
Esta fase consiste em documentar todas as condições visuais e potenciais problemas
observados na estrutura.
Elementos observados:
• Cobertura (telhado)
• Paredes estruturais de alvenaria
• Laje de pavimento (piso)
• Possível fundação (com base nas rachaduras)
Defeitos principais registrados:
• Fendilhação (rachaduras) visível nas paredes.
• Desgaste e corrosão nas vigas de madeira que suportam o telhado.
• Infiltração de umidade nas paredes e no piso.
• Deterioração de materiais como concreto no piso e a alvenaria nas paredes,
provavelmente devido a umidade.
• Corrosão avançada nas telhas de zinco do telhado.
4.1.2. Visualização
Nesta fase, observam-se visualmente os elementos estruturais para identificar danos
evidentes e potenciais problemas.
4.1.3. Telhado
Deformação das vigas de madeira: algumas vigas parecem ceder, o que pode ser causado
pela degradação da madeira devido à umidade. Corrosão das telhas: As telhas de zinco
estão visivelmente corroídas, o que compromete a durabilidade e a impermeabilidade.
4.2. LEVANTAMENTO ESTRUTURAL
4.2.1. FUNDAÇÕES
Uma vez que não existe projeto estrutural licenciado na câmara e não se realizaram
ensaios geotécnicos esta descrição é feita com base na observação efetuada no local e na
recolha de informações. A fundação é do tipo sapata corrida, ideal para suportar paredes
de alvenaria sem a presença de pilares. Este tipo de fundação se estende ao longo das
paredes, proporcionando uma base contínua que distribui as cargas de maneira uniforme.
4.2.2. Estrutura Paredes
Fachadas (principal e traseira): Construídas em alvenaria de granito, garantindo
durabilidade e resistência.
Paredes interiores: Divisórias feitas em tabique de madeira, oferecendo leveza e
flexibilidade na separação dos ambientes. Paredes de arrumos, poço e escadas exteriores:
Todas construídas também em alvenaria de granito, garantindo uniformidade com as
fachadas principais.
4.2.3. Pavimento
Piso Vigado em Madeira: Estrutura de vigas de madeira com revestimento superior de
soalho de madeira, proporcionando um acabamento tradicional e aconchegante.
4.2.4. Cobertura:
Telhas de zinco corrugado com estrutura de vigas de madeira. As telhas de zinco
apresentam sinais de corrosão, o que pode comprometer a impermeabilidade do telhado.
Estrutura de Madeira com Telhas: Cobertura tradicional com estrutura de madeira e
telhas, em estado razoável, sugerindo possível necessidade de manutenção futura.
4.2.5. Acessos
Escadas exteriores de acesso ao piso 1: Construídas em alvenaria de granito, reforçando
a continuidade do material estrutural utilizado.
Cobertura (Telhado)
Diagnóstico – Causas e Explicações das Anomalias
Coberturas
• Falta de manutenção: Provável ausência de inspeções regulares e manutenção
preventiva.
• Exposição a condições adversas: As chapas estão sujeitas a variações climáticas
(chuva, sol), causando oxidação e desgaste.
• Materiais de baixa durabilidade: Madeira sem tratamento adequado para
resistência à umidade e pragas pode levar ao apodrecimento e enfraquecimento.
LAJE DE PAVIMENTO
A laje apresenta sinais de descascamento de argamassa e fissuras visíveis. Isso indica
possíveis problemas de aderência e, possivelmente, danos internos que podem
comprometer a integridade estrutural. A prioridade é determinar a extensão e a gravidade
dessas anomalias para definir a melhor técnica de reparo. Pequenas rachaduras afetam 10-
20% da superfície do piso visível, mas a umidade é uma preocupação significativa,
afetando 70-80% da área total.
Possíveis Causas Identificadas:
• Falta de Aderência da Argamassa: A má aplicação inicial, uso de materiais
inadequados ou desgastes naturais devido à exposição a agentes externos
(umidade, mudanças de temperatura).
• Fissuras Estruturais: As fissuras foram se formado por esforços de tração que
superaram a resistência do betão, podendo estar associadas à flexão excessiva ou
carga superior àprevista.
• Desgaste Natural e Falta de Manutenção: Com o tempo, todas as estruturas de
betão se desgastam, especialmente se não forem feitas manutenções regulares. A
exposição a ciclos de umidade e secagem pode acelerar esse processo.
• Infiltração de Água: A presença de manchas indica infiltração, que enfraquece a
argamassa e causa descascamento. A água pode também entrou pelas fissuras e
agravou os problemas internos da laje.
A presença de rachaduras e manchas de umidade indica um comportamento estrutural
comprometido. A infiltração de água pode estar enfraquecendo a alvenaria, o que, sem
intervenção, pode levar a danos mais severos, como colapsos parciais. O desgaste
superficial e a exposição contínua às intempéries sugerem que a estrutura está vulnerável
e precisa de reforços para garantir sua durabilidade.
Diagnóstico – Causas e Explicações das Anomalias
• Rachaduras: causadas por movimentações diferenciais do solo, variações
térmicas, ou possíveis falhas na construção inicial. A sobrecarga estrutural
também pode ser um fator.
• Infiltração de Água: Resultado de um sistema de drenagem inadequado, telhado
com vedação insuficiente ou falta de revestimento impermeabilizante. A água
pode estar sendo absorvida pela base das paredes devido à proximidade com o
solo ou drenagem deficiente.
• Desgaste: Devido à exposição contínua ao sol, chuva e outras condições
climáticas, sem manutenção regular. A umidade acelera a degradação dos
materiais.
• Falta de Manutenção: A improvisação com materiais como madeira indica uma
possível falta de recursos para manutenção adequada, resultando em soluções
temporárias que não resolvem o problema estrutural.
Fundações
As rachaduras nas paredes podem indicar recalque diferencial nas fundações,
especialmente se a estrutura for antiga ou se o solo estiver com baixa capacidade de
suporte. A umidade nas paredes e no piso pode sugerir problemas de drenagem ou falhas
na impermeabilização das fundações.
Paredes
Fissuras verticais visíveis na alvenaria, indicando possíveis recalques nas fundações ou
movimentação estrutural.
Manchas de umidade nas superfícies, sugerindo problemas de impermeabilização,
especialmente nas áreas mais baixas próximas ao piso.
Desgaste do reboco: O reboco externo das paredes está visivelmente deteriorado em
algumas áreas, expondo a alvenaria subjacente.
Aberturas
Janela:
A janela é de madeira, mas o estado geral indica desgaste significativo. A pintura está
descascada, sugerindo exposição prolongada às intempéries sem manutenção adequada.
Fazendo haver sinais de podridão em algumas partes da madeira, o que pode comprometer
a integridade estrutural.
A janela está protegida por uma grade metálica. A grade esta enferrujada e desgastada, o
que pode indicar a necessidade de um tratamento de remoção de ferrugem e uma nova
camada de pintura protetora para evitar corrosão futura.
2. Parede ao Redor da Janela: Reboco e Acabamento: A área ao redor da janela mostra
um desgaste significativo. O reboco está visivelmente danificado, com rachaduras e partes
faltando. Esse desgaste pode ser causado pela infiltração de água ou pela degradação
natural do material ao longo do tempo. A presença de manchas e sinais de umidade sugere
possíveis problemas de infiltração, que podem necessitar de reparos para evitar danos
adicionais.
1. Porta de Madeira:
A porta esta em bom estado geral, sem sinais visíveis de deformação ou danos estruturais.
A madeira aparenta ser robusta, com um acabamento razoavelmente preservado. As
dobradiças são metálicas e estão instaladas corretamente, permitindo uma abertura suave.
Acabamento:
Embora a porta em si esteja em boas condições, o acabamento ao redor (marco e batente)
mostra sinais de desgaste. Há algumas manchas e áreas onde o revestimento parece ter
sido danificado ou está ausente.
Ferragens: As dobradiças são funcionais, e a maçaneta também instalada.
Área ao Redor da Porta: Parede e Reboco: As paredes adjacentes à porta mostram desgaste
significativo. Há áreas onde o reboco está danificado ou ausente, revelando possíveis
problemas de infiltração ou degradação do material com o tempo. Isso pode indicar a
necessidade de reparo para proteger a estrutura e melhorar o aspecto visual. Abertura de
Grade Metálica: Há uma estrutura metálica ao lado, que parece servir como um portão
adicional para segurança. Está funcional, mas apresenta sinais de ferrugem e desgaste,
indicando que pode precisar de manutenção (limpeza e nova pintura).
ANÁLISE ESTRUTURAL E
DIMENSIONAMENTO
verificação da segurança da estrutura face às condições iniciais de projecto
cargas verticais
São consideradas cargas verticais de uma edificação residencial as cargas permanentes e
as cargas variáveis (sobrecargas). As cargas permanentes deste projeto piloto são
constituídas pelo peso próprio dos elementos estruturais e das alvenarias não estruturais,
bem como pelo revestimento das lajes.
Planta do pavimento tipo
Cargas permanentes
Para todos os pavimentos, foram consideradas as ações indicadas a seguir:
Peso específico do Betao armado = 25 kN/m3
Peso específico das paredes revestidas = 15 3 kN m
Revestimento = 2 𝐾𝑁/m2 Tabelas técnicas
A espessura das paredes estruturais foi considerada acabada com 16 cm e o pé-direito livre
de 2,60 m, o que fornece um peso metro igual a 8,57 KN/ m .
Cargas variáveis
Sobrecarga nas lajes do piso = 2 kN m2 (RSAE artigo 34,2 a. )
ParedeSC = 0,4 × peso da parede
Distribuição por grupos das cargas verticais
Grupo Distribuição Comprime Comprimento Área Carga Carga
por grupos nto das das paredes (L2 x Vertical Vertical
das cargas Paredes do do Grupo 0,14) PCM+F Tipo/Cober
verticais Grupo (ate (face de (m2) CM tura (kN)
eixo/abert aberturas) L2
uras) L1 (m)
(m)
1 PX1-PY1- 9,18
PX2
2 PX3-PY2- 7,55
PX6
3 PX4 1,37
4 PX5-PY3- 15,16
PX7-PY4-
PX8-PY5
5 PX9 1,84
6 PX10 1,64
Ações devidas ao Vento
Ações correspondentes ao Desaprumo
– Cálculo do Módulo de Elasticidade das Alvenarias
Montagem dos Pórticos
– Esforços nas Paredes Devidos ao Vento
Esforços Finais nas Paredes
Critérios para o Dimensionamento das Paredes:
Coeficiente de Segurança para os Materiais
Coeficientes de Segurança para as Ações
Altura Efetiva da Parede ( hef )
Espessura Efetiva da Parede
Esbeltez da Parede
Dimensionamento à Flexão das Paredes
– Cálculo das Armaduras para a Parede
– Dimensionamento ao Cisalhamento das Paredes
PROPOSTA DE INTERVENÇÃO – PROJETO DE ARQUITETURA