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Inspeção e Diagnóstico de Moradia Unifamiliar

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© © All Rights Reserved
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INSPEÇÃO, DIAGNÓSTICO E SISTEMAS

CONSTRUTIVOS
2. LEVANTAMENTO ARQUITETÓNICO

2.1. LOCALIZAÇÃO E BREVE CARACTERIZAÇÃO DA MORADIA

A moradia está localizada no bairro pequena cidade, sendo destinada a fins habitacionais,
de uso unifamiliar. A casa possui um único piso e é composta por quatro compartimentos:
uma sala, dois quartos e uma cozinha. A estrutura é simples e adequada para acomodar
uma família pequena, oferecendo os espaços essenciais para as atividades do dia a dia.
Essa estrutura visa atender às necessidades básicas de uma residência unifamiliar,
garantindoconforto e funcionalidade para seus moradores

Vista aérea da moradia e terreno

Fachada principal da moradia


3. LEVANTAMENTO CONSTRUTIVO

3.1. Parte Frontal

Cobertura: A casa possui uma cobertura de chapa metálica ondulada, com caimento leve
para a parte traseira e frontal. As chapas estão fixadas em estrutura de madeira que serve
de suporte, permitindo a inclinação necessária para o escoamento de águas pluviais.

A fachada frontal é feita em alvenaria de blocos sem pilares visíveis. A construção sugere
uma forma de parede contínua que sustenta a laje. A laje parece ser uma laje maciça de
betão simples, sem armadura visível. Na fachada frontal, existe uma porta principal em
madeira, com uma estrutura de caixilho em madeira. Acima da porta, a parede de
alvenaria apresenta uma abertura fechada, que possivelmente serviria para ventilação.

O revestimento externo é de argamassa simples, cobrindo os blocos de betão, com pintura


em cor neutra. O acabamento tem como objetivo proteger a estrutura e dar uma estética
mais uniforme.

3.2. Parte Lateral Direita:

A inclinação da cobertura estende-se da frente para trás, indicando um apoio contínuo


sobre as paredes laterais. A estrutura de madeira que sustenta a cobertura parece estar em
boas condições e é visível na extremidade superior da parede. Assim como na parte
frontal, a parede lateral é construída em blocos de concreto e aparenta não ter reforços
visíveis, como pilares. As paredes laterais são contínuas e se estendem até a parte traseira
da casa. O reboco da parede é de argamassa simples. Não foram adicionados acabamentos
decorativos ou detalhes complexos. A pintura apresenta uma tonalidade que harmoniza
com o acabamento frontal.
3.3. Parte Lateral Esquerda

Cobertura: Similar à lateral direita mantendo a mesma inclinação e estrutura de suporte


em madeira. A parede é construída em blocos de concreto, sem pilares aparentes. As
construções. Não há janelas visíveis nesta parede, indicando que é uma parede sem
aberturas, possivelmente para aumentar a privacidade e proteger contra infiltrações
laterais de água. A parede possui um revestimento de argamassa e uma pintura uniforme.
O acabamento é simples e funcional.

3.4. Parte Traseira

Cobertura: A inclinação da cobertura se finaliza na parte traseira, indicando uma


drenagem para essa direção. As telhas de chapa são apoiadas na estrutura de madeira e
se projetam levemente para além da parede, evitando o escoamento direto de água pela
superfície. A parede traseira segue o mesmo padrão de construção em blocos de concreto
das outras partes. Não há pilares visíveis. A estrutura aparenta ser sólida e contínua,
servindo como suporte final para a cobertura. Assim como as outras paredes, a parte
traseira possui revestimento de argamassa e pintura simples, mantendo a uniformidade
em todo o edifício.
4. Inspecção da estrutura

4.1. Abordagem nivel 1

4.1.1. Registro

Esta fase consiste em documentar todas as condições visuais e potenciais problemas


observados na estrutura.

Elementos observados:

• Cobertura (telhado)

• Paredes estruturais de alvenaria

• Laje de pavimento (piso)

• Possível fundação (com base nas rachaduras)

Defeitos principais registrados:

• Fendilhação (rachaduras) visível nas paredes.

• Desgaste e corrosão nas vigas de madeira que suportam o telhado.

• Infiltração de umidade nas paredes e no piso.

• Deterioração de materiais como concreto no piso e a alvenaria nas paredes,


provavelmente devido a umidade.
• Corrosão avançada nas telhas de zinco do telhado.
4.1.2. Visualização

Nesta fase, observam-se visualmente os elementos estruturais para identificar danos


evidentes e potenciais problemas.

4.1.3. Telhado

Deformação das vigas de madeira: algumas vigas parecem ceder, o que pode ser causado
pela degradação da madeira devido à umidade. Corrosão das telhas: As telhas de zinco
estão visivelmente corroídas, o que compromete a durabilidade e a impermeabilidade.

4.2. LEVANTAMENTO ESTRUTURAL

4.2.1. FUNDAÇÕES

Uma vez que não existe projeto estrutural licenciado na câmara e não se realizaram
ensaios geotécnicos esta descrição é feita com base na observação efetuada no local e na
recolha de informações. A fundação é do tipo sapata corrida, ideal para suportar paredes
de alvenaria sem a presença de pilares. Este tipo de fundação se estende ao longo das
paredes, proporcionando uma base contínua que distribui as cargas de maneira uniforme.

4.2.2. Estrutura Paredes

Fachadas (principal e traseira): Construídas em alvenaria de granito, garantindo


durabilidade e resistência.
Paredes interiores: Divisórias feitas em tabique de madeira, oferecendo leveza e
flexibilidade na separação dos ambientes. Paredes de arrumos, poço e escadas exteriores:
Todas construídas também em alvenaria de granito, garantindo uniformidade com as
fachadas principais.

4.2.3. Pavimento

Piso Vigado em Madeira: Estrutura de vigas de madeira com revestimento superior de


soalho de madeira, proporcionando um acabamento tradicional e aconchegante.

4.2.4. Cobertura:

Telhas de zinco corrugado com estrutura de vigas de madeira. As telhas de zinco


apresentam sinais de corrosão, o que pode comprometer a impermeabilidade do telhado.

Estrutura de Madeira com Telhas: Cobertura tradicional com estrutura de madeira e


telhas, em estado razoável, sugerindo possível necessidade de manutenção futura.

4.2.5. Acessos

Escadas exteriores de acesso ao piso 1: Construídas em alvenaria de granito, reforçando


a continuidade do material estrutural utilizado.

Cobertura (Telhado)

Diagnóstico – Causas e Explicações das Anomalias

Coberturas
• Falta de manutenção: Provável ausência de inspeções regulares e manutenção
preventiva.
• Exposição a condições adversas: As chapas estão sujeitas a variações climáticas
(chuva, sol), causando oxidação e desgaste.

• Materiais de baixa durabilidade: Madeira sem tratamento adequado para


resistência à umidade e pragas pode levar ao apodrecimento e enfraquecimento.

LAJE DE PAVIMENTO

A laje apresenta sinais de descascamento de argamassa e fissuras visíveis. Isso indica


possíveis problemas de aderência e, possivelmente, danos internos que podem
comprometer a integridade estrutural. A prioridade é determinar a extensão e a gravidade
dessas anomalias para definir a melhor técnica de reparo. Pequenas rachaduras afetam 10-
20% da superfície do piso visível, mas a umidade é uma preocupação significativa,
afetando 70-80% da área total.

Possíveis Causas Identificadas:


• Falta de Aderência da Argamassa: A má aplicação inicial, uso de materiais
inadequados ou desgastes naturais devido à exposição a agentes externos
(umidade, mudanças de temperatura).
• Fissuras Estruturais: As fissuras foram se formado por esforços de tração que
superaram a resistência do betão, podendo estar associadas à flexão excessiva ou
carga superior àprevista.

• Desgaste Natural e Falta de Manutenção: Com o tempo, todas as estruturas de


betão se desgastam, especialmente se não forem feitas manutenções regulares. A
exposição a ciclos de umidade e secagem pode acelerar esse processo.
• Infiltração de Água: A presença de manchas indica infiltração, que enfraquece a
argamassa e causa descascamento. A água pode também entrou pelas fissuras e
agravou os problemas internos da laje.

A presença de rachaduras e manchas de umidade indica um comportamento estrutural


comprometido. A infiltração de água pode estar enfraquecendo a alvenaria, o que, sem
intervenção, pode levar a danos mais severos, como colapsos parciais. O desgaste
superficial e a exposição contínua às intempéries sugerem que a estrutura está vulnerável
e precisa de reforços para garantir sua durabilidade.
Diagnóstico – Causas e Explicações das Anomalias

• Rachaduras: causadas por movimentações diferenciais do solo, variações


térmicas, ou possíveis falhas na construção inicial. A sobrecarga estrutural
também pode ser um fator.

• Infiltração de Água: Resultado de um sistema de drenagem inadequado, telhado


com vedação insuficiente ou falta de revestimento impermeabilizante. A água
pode estar sendo absorvida pela base das paredes devido à proximidade com o
solo ou drenagem deficiente.
• Desgaste: Devido à exposição contínua ao sol, chuva e outras condições
climáticas, sem manutenção regular. A umidade acelera a degradação dos
materiais.
• Falta de Manutenção: A improvisação com materiais como madeira indica uma
possível falta de recursos para manutenção adequada, resultando em soluções
temporárias que não resolvem o problema estrutural.

Fundações

As rachaduras nas paredes podem indicar recalque diferencial nas fundações,


especialmente se a estrutura for antiga ou se o solo estiver com baixa capacidade de
suporte. A umidade nas paredes e no piso pode sugerir problemas de drenagem ou falhas
na impermeabilização das fundações.

Paredes

Fissuras verticais visíveis na alvenaria, indicando possíveis recalques nas fundações ou


movimentação estrutural.
Manchas de umidade nas superfícies, sugerindo problemas de impermeabilização,
especialmente nas áreas mais baixas próximas ao piso.

Desgaste do reboco: O reboco externo das paredes está visivelmente deteriorado em


algumas áreas, expondo a alvenaria subjacente.

Aberturas

Janela:

A janela é de madeira, mas o estado geral indica desgaste significativo. A pintura está
descascada, sugerindo exposição prolongada às intempéries sem manutenção adequada.
Fazendo haver sinais de podridão em algumas partes da madeira, o que pode comprometer
a integridade estrutural.

A janela está protegida por uma grade metálica. A grade esta enferrujada e desgastada, o
que pode indicar a necessidade de um tratamento de remoção de ferrugem e uma nova
camada de pintura protetora para evitar corrosão futura.
2. Parede ao Redor da Janela: Reboco e Acabamento: A área ao redor da janela mostra
um desgaste significativo. O reboco está visivelmente danificado, com rachaduras e partes
faltando. Esse desgaste pode ser causado pela infiltração de água ou pela degradação
natural do material ao longo do tempo. A presença de manchas e sinais de umidade sugere
possíveis problemas de infiltração, que podem necessitar de reparos para evitar danos
adicionais.

1. Porta de Madeira:

A porta esta em bom estado geral, sem sinais visíveis de deformação ou danos estruturais.
A madeira aparenta ser robusta, com um acabamento razoavelmente preservado. As
dobradiças são metálicas e estão instaladas corretamente, permitindo uma abertura suave.

Acabamento:
Embora a porta em si esteja em boas condições, o acabamento ao redor (marco e batente)
mostra sinais de desgaste. Há algumas manchas e áreas onde o revestimento parece ter
sido danificado ou está ausente.

Ferragens: As dobradiças são funcionais, e a maçaneta também instalada.

Área ao Redor da Porta: Parede e Reboco: As paredes adjacentes à porta mostram desgaste
significativo. Há áreas onde o reboco está danificado ou ausente, revelando possíveis
problemas de infiltração ou degradação do material com o tempo. Isso pode indicar a
necessidade de reparo para proteger a estrutura e melhorar o aspecto visual. Abertura de
Grade Metálica: Há uma estrutura metálica ao lado, que parece servir como um portão
adicional para segurança. Está funcional, mas apresenta sinais de ferrugem e desgaste,
indicando que pode precisar de manutenção (limpeza e nova pintura).
ANÁLISE ESTRUTURAL E
DIMENSIONAMENTO
Verificação Da Segurança Da Estrutura Face Às Condições Iniciais De Projecto

cargas verticais

São consideradas cargas verticais de uma edificação residencial as cargas permanentes e


as cargas variáveis (sobrecargas). As cargas permanentes deste projeto piloto são
constituídas pelo peso próprio dos elementos estruturais e das alvenarias não estruturais,
bem como pelo revestimento das lajes.

Planta do pavimento tipo


 Cargas permanentes
Para todos os pavimentos, foram consideradas as ações indicadas a seguir:

Peso específico do Betão armado = 25 kN/m3

Peso específico das paredes revestidas = 15 kN m 3

Revestimento = 2 𝐾𝑁/m2 Tabelas técnicas

A espessura das paredes estruturais foi considerada acabada com 10 cm e o pé-direito livre
de 2,920 m, o que fornece um peso metro igual a 8,57 KN/ m .

 Cargas variáveis

Sobrecarga nas lajes do piso = 2 kN m2 (RSAE artigo 34,2 a. )

ParedeSC = 0,4 × peso da parede

Distribuição por grupos das cargas verticais


Grupo Distribuição por Comprimento das Comprimento Área Carga
grupos das cargas Paredes do Grupo das paredes do (L2 x Vertical
verticais (ate Grupo (face de 0,14) Tipo/Cobertu
eixo/aberturas) L1 aberturas) L2 (m2) ra (kN)
(m) (m)

1 PX1-PY1-PX2 9,23 3,8 0,532 8,85

2 PX3 1,3 2,3 0,322 3,24

3 PX4 0,94 2,3 0,322 3,24

4 PX5 PX6 PY2 7,96 3,8 0,532 8,871

5 PX7 2,97 1,56 0,213 3,54

6 PX8 1,05 2,38 0,333 5,53

7 PX9 1 2,38 0,333 5,53

Cargas acumuladas por nível. Valores expressos em KN

Grupo

Nível 1 2 3 4 5 6 7

1 8,85 3,24 3,24 8,871 3,54 5,53 5,53


Tensão atuante por grupo. Valores expressos em MPa.

Grupo

Nível 1 2 3 4 5 6 7

1 0,017 0,010 0,010 0,017 0,015 0,0166 0,0166

Ações devidas ao Vento

A ação devida ao vento é determinada considerando a aplicação em cada pavimento do


edifício de uma força de arrasto (na direção considerada) dada por:

Fa = Ca × q × A

Onde:

Ca = coeficiente de arrasto

q = pressão dinâmica do vento, função da velocidade característica do vento (Vk ),


adequada ao local onde a edificação será construída.

A = área da fachada onde se considera a incidência do vento

Coeficiente de Arrasto (Ca)

Os coeficientes de arrasto são aplicados a edificações, partes de edificações ou elementos


estruturais, para o vento incidindo perpendicularmente a cada uma das fachadas de uma
edificação em planta,conforme. para o vento incidindo na direção X, tem-se: (Para ventos
de baixa turbulência)
Direção X de incidência do vento

𝑙
Para 1⁄𝑙 = 0,79 e ℎ⁄𝑙 = 0,55⇒ Ca = 0,6
2 1

Para o vento incidindo na direção Y, tem-se: (Para ventos de baixa turbulência)

Direção Y de incidência do vento

𝑙
Para 2⁄𝑙 = 1,26 e ℎ⁄𝑙 = 0,44⇒ Ca = 0,6
1 2

Pressão Dinâmica ( q )

O valor da pressão dinâmica q é dado por:

q = 0,613 x Vk2 (N/m2 )

q = 0,613 x 10-3 x Vk2 (kN/m2 )


Sendo:

Vk = velocidade característica do vento dada por:

Vk = Vo x S1 x S2 x S3 (m/s)

Velocidade Básica do Vento (Vo)

É definida pela NBR 6123 [1988] como sendo a velocidade de uma rajada de 3 segundos,
excedida em média uma vez em 50 anos, a 10 m acima do terreno, em campo aberto e
plano. No projeto piloto, foi considerada uma velocidade Vo = 30 m/s (Belo Horizonte)

Fator Topográfico (S1)

Leva em consideração as grandes variações locais na superfície do terreno. Em terreno


plano pode ser considerado S1 = 1,0.

Rugosidade do Terreno, Dimensões da Edificação e Altura Sobre o Terreno (S2)

Leva em consideração o efeito combinado da rugosidade do terreno, da variação da


velocidade do vento com a altura acima do terreno e das dimensões da edificação. Neste
trabalho será considerado que o edifício localiza-se em subúrbio construções baixas e
vegetação moderada), o coeficiente de exposição ao vento é 0,7.

Fator Estatístico (S3)

É baseado em conceitos estatísticos e considera o grau de segurança requerido e a vida


útil da edificação. Em construções para hotéis e residências, o fator S3 é igual a 1,0. Com
os dados já definidos, e utilizando os valores de S2 obtidos na Tabela 2 da NBR 6123
[1988], onde:

Vk = Vo x S1 x S2 x S3 (m/s)

q = 0,613 x 10-3 x Vk 2 (kN/m2 )

Fx = força de arrasto na direção X, obtida pela expressão:

Fx = Ca(x) x q x A(x)
Fy = força de arrasto na direção Y, obtida pela expressão:

Fy = Ca(y) x q x A(y)

Onde:

Ca(x) = 1,24

Ca(y) = 1,30

A(x), A(y) = área de fachada (incidência do vento)

Esforços provenientes da ação do vento

Nível Cota S2 Vk(m/s) q (kN/m2) Fx (kN) Fy (kN)

1 2,92 0,7 21 0,27 3 3,87

Ações correspondentes ao Desaprumo

Conforme descrito no item 4.7.1 , as ações horizontais a serem consideradas (devidas ao


desaprumo), serão calculadas da seguinte maneira: Supõe-se que o eixo vertical da
estrutura esteja desviado de um ângulo para desaprumo dado pela expressão abaixo:

1
∅=
100√𝐻𝑇𝑂𝑇

𝐻𝑇𝑂𝑇 = a altura total do edifício em metros

∅ = ângulo em radianos

O valor da força horizontal F devido ao desaprumo pode ser considerado igual ao produto
do ângulo de desaprumo φ pelo peso do pavimento considerado:

F = φ ⋅ ∆P

Portanto, tem-se:
1
∅= = 0,005852rd
100√2,92

∆P = peso do pavimento = 38,74 kN.

Obtém-se o peso de cada pavimento, utilizando a Tabela 5.2 subtraindo o peso de um


determinado nível pelo peso de um nível imediatamente superior e multiplicando-se o
resultado obtido em cada grupo, pelo número de vezes que o grupo repete-se no
pavimento. Portanto a força horizontal devida ao desaprumo em cada pavimento, (na
direção X e na direção Y) será:

F = 0,005852 x 38,74 kN = 0,228 KN

Nota-se que o valor da força horizontal devida ao desaprumo (F = 0,228 KN) é


sensivelmente menor que qualquer uma das forças horizontais devidas ao vento se
compararmos com a Tabela 5.4. Portanto no presente trabalho, usar-se-á apenas as forças
horizontais devidas ao vento, conforme indicado na Tabela 5.4.

𝑓𝑘 = 𝐾 × 𝑓𝑏0,65 𝑓𝑚0,25 (𝑁⁄𝑚𝑚2 )

K = é uma constante definida em 4.7.2 K = Neste projeto piloto será tomado K = 0,50 para
alvenarias do Grupo 2b.

Cálculo do Módulo de Elasticidade das Alvenarias

O Eurocode 6 [1996] recomenda que o módulo de elasticidade da alvenaria ( E ) para


ações de curta duração pode ser considerado igual a 1000 × 𝑓𝑘 , para efeito de análise
estrutural. Portanto, para cálculo das deformações devidas ao vento, será este o valor a ser
utilizado. A fórmula adotada para cálculo da resistência característica à compressão da
parede em função das resistências dos blocos e das argamassas, é a apresentada abaixo:
Resistê Resistência Resistênci Resistência da Resistên Módulo de
ncia média dos a argamassa cia da elasticidade
caracter blocos (MPa) normaliza (MPa) parede da parede
ística da dos (MPa) (MPa)
dos blocos
blocos (MPa)
(MPa)

Nivel 𝑓𝑏𝑘 𝑓𝑏𝑚 = 𝑓𝑏𝑘 ⁄0,85 𝑓𝑏 𝑓𝑚 = 0,80 × 𝑓𝑏𝑘 𝑓𝑘 E


= 𝑓𝑏𝑚 × 𝛿

1 4,5 5,29 6,6 3,6 2,3 2300

Montagem dos Pórticos

Esforços nas Paredes Devidos ao Vento

Esforços devidos ao vento - Direção X


PAREDE PX1

Esforço Carga Vertical V (kN) M (kN.m)


(kN)
Nível

1 1,2 1,0 1,4

PAREDE PX2

Esforço Carga Vertical V (kN M (kN.m)


(kN))
Nível

1 1,0 0,7 0,9

PAREDE PX3

Esforço Carga Vertical V (kN) M (kN.m)


(kN)
Nível
1 0,6 0,6 0,8

PAREDE PX4

Esforço Carga Vertical V (kN) M (kN.m)


(kN)
Nível

1 0,5 0,5 0,6

PAREDE PX5

Esforço Carga Vertical V (kN) M (kN.m)


(kN)
Nível

1 0,6 0,1 2,2

PAREDE PX6

Esforço Carga Vertical V (kN) M (kN.m)


(kN)
Nível

1 1,0 0,7 0,9

PAREDE PX7

Esforço Carga Vertical V (kN) M (kN.m)


(kN)
Nível

1 0,5 0,3 0,4

PAREDE PX8

Esforço Carga Vertical V (kN) M (kN.m)


(kN)
Nível
1 0,2 11,8 31,3

PAREDE PX9

Esforço Carga Vertical V (kN M (kN.m)


(kN))
Nível

1 0,2 0,1 0,2

Esforços devidos ao vento - Direção Y


PAREDE PY1

Esforço Carga Vertical V (kN) M (kN.m)


Nível (kN)
1 6,0 4,6 14,5

PAREDE PY2

Esforço Carga Vertical V (kN) M (kN.m)


(kN)
Nível
1 6,0 4,6 14,5

Consideração dos Esforços Globais de 2a .Ordem

– Parâmetro α

Uma estrutura simétrica pode ser considerada como de nós fixos se o seu parâmetro de
instabilidade α for, segundo Corrêa e Ramalho [2003]:

 α ≤ 0,70 para sistemas compostos apenas por pilares-parede


 α ≤ 0,60 para sistemas mistos
 α ≤ 0,50 para sistemas compostos apenas por pórticos Neste caso, não haverá
necessidade de se analisar a estrutura utilizando teoria de 2a ordem.

O valor de α ≤ 0,60, é geralmente aplicável às estruturas usuais de edifícios, e será o valor


adotado neste projeto. O parâmetro α pode ser avaliado pela expressão

𝑃
α = H√
𝐸𝐿

𝛼 = parâmetro de instabilidade

H = altura total do edifício

P = peso total da edificação

EI = somatória dos valores de rigidez

Parâmetro α - Direção de Vento X

∆x = 0,0076 m.

3KN

o E = 4000 MPa = 4000000 kN/m2 .

Esforços nas Paredes Devidos ao Vento

Esforços Finais nas Paredes


ESFORÇOS FINAIS - PAREDE PX

1 2 3 4 5
NÍVEL TENSÃO NA FORÇA DE FORÇA DE V M
PAREDE ALVENARIA COMPRESSÃO COMPRESSÃO (Vento) (Vento)
PX1 (cargas (cargas (Vento) ( kN ) ( kN.m )
Verticais ) Verticais) ( kN )
( MPa ) ( kN )
1 0,11 11,4 1,2 1,0 1,4

1 2 3 4 5
NÍVEL TENSÃO NA FORÇA DE FORÇA DE V M
PAREDE ALVENARIA COMPRESSÃO COMPRESSÃO (Vento) (Vento)
PX2 (cargas (cargas (Vento) ( kN ) ( kN.m )
Verticais ) Verticais) ( kN )
( MPa ) ( kN )
1 0,11 11,4 1,0 0,7 0,9

1 2 3 4 5
NÍVEL TENSÃO NA FORÇA DE FORÇA DE V M
PAREDE ALVENARIA COMPRESSÃO COMPRESSÃO (Vento) (Vento)
PX3 (cargas (cargas (Vento) ( kN ) ( kN.m )
Verticais ) Verticais) ( kN )
( MPa ) ( kN )
1 0,11 9,9 0,6 0,6 0,8

1 2 3 4 5
NÍVEL TENSÃO NA FORÇA DE FORÇA DE V M
PAREDE ALVENARIA COMPRESSÃO COMPRESSÃO (Vento) (Vento)
PX4 (cargas (cargas (Vento) ( kN ) ( kN.m )
Verticais ) Verticais) ( kN )
( MPa ) ( kN )
1 0,28 25,1 0,5 0,5 0,6

1 2 3 4 5
NÍVEL TENSÃO NA FORÇA DE FORÇA DE V M
PAREDE ALVENARIA COMPRESSÃO COMPRESSÃO (Vento) (Vento)
PX5 (cargas (cargas (Vento) ( kN ) ( kN.m )
Verticais ) Verticais) ( kN )
( MPa ) ( kN )
1 0,11 13,6 0,6 0,1 2,2

1 2 3 4 5
NÍVEL TENSÃO NA FORÇA DE FORÇA DE V M
PAREDE ALVENARIA COMPRESSÃO COMPRESSÃO (Vento) (Vento)
PX6 (cargas (cargas (Vento) ( kN ) ( kN.m )
Verticais ) Verticais) ( kN )
( MPa ) ( kN )
1 0,11 11,4 1,0 0,7 0,9

1 2 3 4 5
NÍVEL TENSÃO NA FORÇA DE FORÇA DE V M
PAREDE ALVENARIA COMPRESSÃO COMPRESSÃO (Vento) (Vento)
PX7 (cargas (cargas (Vento) ( kN ) ( kN.m )
Verticais ) Verticais) ( kN )
( MPa ) ( kN )
1 0,28 21,2 0,5 0,3 0,4

1 2 3 4 5
NÍVEL TENSÃO NA FORÇA DE FORÇA DE V M
PAREDE ALVENARIA COMPRESSÃO COMPRESSÃO (Vento) (Vento)
PX8 (cargas (cargas (Vento) ( kN ) ( kN.m )
Verticais ) Verticais) ( kN )
( MPa ) ( kN )
1 0,34 119,9 0,2 11,8 31,3
1 2 3 4 5
NÍVEL TENSÃO NA FORÇA DE FORÇA DE V M
PAREDE ALVENARIA COMPRESSÃO COMPRESSÃO (Vento) (Vento)
PX9 (cargas (cargas (Vento) ( kN ) ( kN.m )
Verticais ) Verticais) ( kN )
( MPa ) ( kN )
1 0,14 8,6 0,2 0,1 0,2

ESFORÇOS FINAIS - PAREDE PY


1 2 3 4 5
NÍVEL TENSÃO NA FORÇA DE FORÇA DE V M
PAREDE ALVENARIA COMPRESSÃO COMPRESSÃO (Vento) (Vento)
PY1 (cargas (cargas (Vento) ( kN ) ( kN.m )
Verticais ) Verticais) ( kN )
( MPa ) ( kN )
1 0,28 70,5 6,0 4,6 14,5

1 2 3 4 5
NÍVEL TENSÃO NA FORÇA DE FORÇA DE V M
PAREDE ALVENARIA COMPRESSÃO COMPRESSÃO (Vento) (Vento)
PY2 (cargas (cargas (Vento) ( kN ) ( kN.m )
Verticais ) Verticais) ( kN )
( MPa ) ( kN )
1 0,28 70,5 6,0 4,6 14,5
CRITÉRIOS PARA O DIMENSIONAMENTO DAS PAREDES:

No dimensionamento das paredes, serão utilizados os seguintes critérios:

5.10.1 – Coeficiente de Segurança para os Materiais

• Aço: γs = 1,15
• Alvenaria:

M γ = 1,70

Categoria da execução: A Controle de produção: I

5.10.2 – Coeficientes de Segurança para as Ações

• Ações permanentes: γG = 1,35


• Ações variáveis: sobrecarga: γQ1 = 1,35
• Ações variáveis: vento: γQ2 = 1,50

5.10.3 – Altura Efetiva da Parede ( hef )

hef = ρn ⋅ h

onde

ρn = fator de redução

h = altura livre da parede

Tendo em vista que a consideração de ρ = 0,75 é a situação mais desfavorável para o


cálculo, será este o valor adotado para ρ. Portanto a altura efetiva ( hef ) da parede será:
hef = 0,75 × 269 = 201,75cm

spessura Efetiva da Parede Será igual à espessura real da parede.

tef = 12 cm

Esbeltez da Parede
𝑡𝑒𝑓 201,75
= = 16,81 < 27
ℎ3𝑓 12

DIMENSIONAMENTO À FLEXÃO DAS PAREDES

Limites de tensões de compressão na alvenaria (MPa)

Alvenaria sem Alvenaria com Alvenaria armada


graute graute

Nível Até(𝑓𝑘 ⁄𝛾𝑀 ) Até(1, 𝑓𝑘 ⁄𝛾𝑀 )

1 1,35 2,52 > 2,52

– Cálculo da parede PX1

1o Pavimento Dados da parede: Seção transversal: 14 x 120 cm

Esforços atuantes ( Tabela 5.30)

N (cargas verticais) = 11,4

N (cargas de vento) = ± 1,2 kN M

( cargas de vento) = 1,4 kN.m

TENSÕES NA PAREDE - PAREDE PX

Hipótese 1

1 2 3 4
NÍVEL Nd Md σ1 σ2
PAREDE ( kN.m ) ( MPa ) ( MPa )
Px1
1 17,19 2,10 0,33 0,00
Hipótese 2

1 2 3 4
NÍVEL Nd Md σ1 σ2
PAREDE ( kN.m ) ( MPa ) ( MPa )
Px1
1 13,59 2,10 0,30 -0,03
Hipótese 1

1 2 3 4
NÍVEL Nd Md σ1 σ2
PAREDE ( kN.m ) ( MPa ) ( MPa )
Px2
1 13,59 2,10 0,30 -0,03
Hipótese 2

1 2 3 4
NÍVEL Nd Md σ1 σ2
PAREDE ( kN.m ) ( MPa ) ( MPa )
Px2
1 16,89 1,35 0,27 0,06
Hipótese 1

1 2 3 4
NÍVEL Nd Md σ1 σ2
PAREDE ( kN.m ) ( MPa ) ( MPa )
Px3
1 16,89 1,35 0,27 0,06
Hipótese 2

1 2 3 4
NÍVEL Nd Md σ1 σ2
PAREDE ( kN.m ) ( MPa ) ( MPa )
Px3
1 13,89 1,35 0,24 0,03
Hipótese 1

1 2 3 4
NÍVEL Nd Md σ1 σ2
PAREDE ( kN.m ) ( MPa ) ( MPa )
Px4
1 14,27 1,20 0,28 0,03
Hipótese 2

1 2 3 4
NÍVEL Nd Md σ1 σ2
PAREDE ( kN.m ) ( MPa ) ( MPa )
Px4
1 12,47 1,20 0,26 0,01
Hipótese 1

1 2 3 4
NÍVEL Nd Md σ1 σ2
PAREDE ( kN.m ) ( MPa ) ( MPa )
Px5
1 34,64 0,90 0,48 0,29
Hipótese 2

1 2 3 4
NÍVEL Nd Md σ1 σ2
PAREDE ( kN.m ) ( MPa ) ( MPa )
Px5
1 33,14 0,90 0,46 0,28
Hipótese 1

1 2 3 4
NÍVEL Nd Md σ1 σ2
( kN.m ) ( MPa ) ( MPa )
PAREDE
Px6
1 19,73 2,25 0,46 -0,02
Hipótese 2

1 2 3 4
NÍVEL Nd Md σ1 σ2
PAREDE ( kN.m ) ( MPa ) ( MPa )
Px6
1 14,03 2,25 0,39 -0,08
Hipótese 1

1 2 3 4
NÍVEL Nd Md σ1 σ2
PAREDE ( kN.m ) ( MPa ) ( MPa )
Px7
1 29,37 0,60 0,48 0,30
Hipótese 2

1 2 3 4
NÍVEL Nd Md σ1 σ2
PAREDE ( kN.m ) ( MPa ) ( MPa )
Px7
1 27,87 0,60 0,46 0,28
Hipótese 1

1 2 3 4
NÍVEL Nd Md σ1 σ2
PAREDE ( kN.m ) ( MPa ) ( MPa )
Px8
1 77,90 6,45 0,23 0,16
Hipótese 2

1 2 3 4
NÍVEL Nd Md σ1 σ2
PAREDE ( kN.m ) ( MPa ) ( MPa )
Px8
1 69,80 6,45 0,21 0,14
Hipótese 1

1 2 3 4
NÍVEL Nd Md σ1 σ2
PAREDE ( kN.m ) ( MPa ) ( MPa )
Px9
1 12,11 0,45 0,15 0,08
Hipótese 2

1 2 3 4
NÍVEL Nd Md σ1 σ2
PAREDE ( kN.m ) ( MPa ) ( MPa )
Px9
1 10,31 0,45 0,13 0,06

TENSÕES NA PAREDE - PAREDE Py

Hipótese 1

1 2 3 4
NÍVEL Nd Md σ1 σ2
PAREDE ( kN.m ) ( MPa ) ( MPa )
Py1
1 79,65 1,65 0,18 0,17
Hipótese 2

1 2 3 4
NÍVEL Nd Md σ1 σ2
PAREDE ( kN.m ) ( MPa ) ( MPa )
Py1
1 79,65 1,65 0,18 0,17
Hipótese 1

1 2 3 4
NÍVEL Nd Md σ1 σ2
PAREDE ( kN.m ) ( MPa ) ( MPa )
Py2
1 65,34 1,65 0,16 0,14
Hipótese 2

1 2 3 4
NÍVEL Nd Md σ1 σ2
PAREDE ( kN.m ) ( MPa ) ( MPa )
Py2
1 65,34 1,65 0,16 0,14

ANÁLISE DOS RESULTADOS OBTIDOS NAS TABELAS

 Parede PX1- PX3- Deverá ser grauteada


 PX2 – PX5– PX9 – PX10 – PX11
 Parede PY2 As tensões de compressão atuantes foram inferiores às tensões
admissíveis de cálculo. Entretanto na 2a hipótese ocorreram tensões de tração.
Devido ao baixo valor destas tensões, poderiam ser desprezadas.

Dimensionamento à Flexão das Paredes

– Cálculo das Armaduras para a Parede

– Dimensionamento ao Cisalhamento das Paredes

PROPOSTA DE INTERVENÇÃO – PROJETO DE ARQUITETURA

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