Inspeção e Diagnóstico de Moradia Unifamiliar
Inspeção e Diagnóstico de Moradia Unifamiliar
CONSTRUTIVOS
2. LEVANTAMENTO ARQUITETÓNICO
A moradia está localizada no bairro pequena cidade, sendo destinada a fins habitacionais,
de uso unifamiliar. A casa possui um único piso e é composta por quatro compartimentos:
uma sala, dois quartos e uma cozinha. A estrutura é simples e adequada para acomodar
uma família pequena, oferecendo os espaços essenciais para as atividades do dia a dia.
Essa estrutura visa atender às necessidades básicas de uma residência unifamiliar,
garantindoconforto e funcionalidade para seus moradores
Cobertura: A casa possui uma cobertura de chapa metálica ondulada, com caimento leve
para a parte traseira e frontal. As chapas estão fixadas em estrutura de madeira que serve
de suporte, permitindo a inclinação necessária para o escoamento de águas pluviais.
A fachada frontal é feita em alvenaria de blocos sem pilares visíveis. A construção sugere
uma forma de parede contínua que sustenta a laje. A laje parece ser uma laje maciça de
betão simples, sem armadura visível. Na fachada frontal, existe uma porta principal em
madeira, com uma estrutura de caixilho em madeira. Acima da porta, a parede de
alvenaria apresenta uma abertura fechada, que possivelmente serviria para ventilação.
4.1.1. Registro
Elementos observados:
• Cobertura (telhado)
4.1.3. Telhado
Deformação das vigas de madeira: algumas vigas parecem ceder, o que pode ser causado
pela degradação da madeira devido à umidade. Corrosão das telhas: As telhas de zinco
estão visivelmente corroídas, o que compromete a durabilidade e a impermeabilidade.
4.2.1. FUNDAÇÕES
Uma vez que não existe projeto estrutural licenciado na câmara e não se realizaram
ensaios geotécnicos esta descrição é feita com base na observação efetuada no local e na
recolha de informações. A fundação é do tipo sapata corrida, ideal para suportar paredes
de alvenaria sem a presença de pilares. Este tipo de fundação se estende ao longo das
paredes, proporcionando uma base contínua que distribui as cargas de maneira uniforme.
4.2.3. Pavimento
4.2.4. Cobertura:
4.2.5. Acessos
Cobertura (Telhado)
Coberturas
• Falta de manutenção: Provável ausência de inspeções regulares e manutenção
preventiva.
• Exposição a condições adversas: As chapas estão sujeitas a variações climáticas
(chuva, sol), causando oxidação e desgaste.
LAJE DE PAVIMENTO
Fundações
Paredes
Aberturas
Janela:
A janela é de madeira, mas o estado geral indica desgaste significativo. A pintura está
descascada, sugerindo exposição prolongada às intempéries sem manutenção adequada.
Fazendo haver sinais de podridão em algumas partes da madeira, o que pode comprometer
a integridade estrutural.
A janela está protegida por uma grade metálica. A grade esta enferrujada e desgastada, o
que pode indicar a necessidade de um tratamento de remoção de ferrugem e uma nova
camada de pintura protetora para evitar corrosão futura.
2. Parede ao Redor da Janela: Reboco e Acabamento: A área ao redor da janela mostra
um desgaste significativo. O reboco está visivelmente danificado, com rachaduras e partes
faltando. Esse desgaste pode ser causado pela infiltração de água ou pela degradação
natural do material ao longo do tempo. A presença de manchas e sinais de umidade sugere
possíveis problemas de infiltração, que podem necessitar de reparos para evitar danos
adicionais.
1. Porta de Madeira:
A porta esta em bom estado geral, sem sinais visíveis de deformação ou danos estruturais.
A madeira aparenta ser robusta, com um acabamento razoavelmente preservado. As
dobradiças são metálicas e estão instaladas corretamente, permitindo uma abertura suave.
Acabamento:
Embora a porta em si esteja em boas condições, o acabamento ao redor (marco e batente)
mostra sinais de desgaste. Há algumas manchas e áreas onde o revestimento parece ter
sido danificado ou está ausente.
Área ao Redor da Porta: Parede e Reboco: As paredes adjacentes à porta mostram desgaste
significativo. Há áreas onde o reboco está danificado ou ausente, revelando possíveis
problemas de infiltração ou degradação do material com o tempo. Isso pode indicar a
necessidade de reparo para proteger a estrutura e melhorar o aspecto visual. Abertura de
Grade Metálica: Há uma estrutura metálica ao lado, que parece servir como um portão
adicional para segurança. Está funcional, mas apresenta sinais de ferrugem e desgaste,
indicando que pode precisar de manutenção (limpeza e nova pintura).
ANÁLISE ESTRUTURAL E
DIMENSIONAMENTO
Verificação Da Segurança Da Estrutura Face Às Condições Iniciais De Projecto
cargas verticais
A espessura das paredes estruturais foi considerada acabada com 10 cm e o pé-direito livre
de 2,920 m, o que fornece um peso metro igual a 8,57 KN/ m .
Cargas variáveis
Grupo
Nível 1 2 3 4 5 6 7
Grupo
Nível 1 2 3 4 5 6 7
Fa = Ca × q × A
Onde:
Ca = coeficiente de arrasto
𝑙
Para 1⁄𝑙 = 0,79 e ℎ⁄𝑙 = 0,55⇒ Ca = 0,6
2 1
𝑙
Para 2⁄𝑙 = 1,26 e ℎ⁄𝑙 = 0,44⇒ Ca = 0,6
1 2
Pressão Dinâmica ( q )
Vk = Vo x S1 x S2 x S3 (m/s)
É definida pela NBR 6123 [1988] como sendo a velocidade de uma rajada de 3 segundos,
excedida em média uma vez em 50 anos, a 10 m acima do terreno, em campo aberto e
plano. No projeto piloto, foi considerada uma velocidade Vo = 30 m/s (Belo Horizonte)
Vk = Vo x S1 x S2 x S3 (m/s)
Fx = Ca(x) x q x A(x)
Fy = força de arrasto na direção Y, obtida pela expressão:
Fy = Ca(y) x q x A(y)
Onde:
Ca(x) = 1,24
Ca(y) = 1,30
1
∅=
100√𝐻𝑇𝑂𝑇
∅ = ângulo em radianos
O valor da força horizontal F devido ao desaprumo pode ser considerado igual ao produto
do ângulo de desaprumo φ pelo peso do pavimento considerado:
F = φ ⋅ ∆P
Portanto, tem-se:
1
∅= = 0,005852rd
100√2,92
K = é uma constante definida em 4.7.2 K = Neste projeto piloto será tomado K = 0,50 para
alvenarias do Grupo 2b.
PAREDE PX2
PAREDE PX3
PAREDE PX4
PAREDE PX5
PAREDE PX6
PAREDE PX7
PAREDE PX8
PAREDE PX9
PAREDE PY2
– Parâmetro α
Uma estrutura simétrica pode ser considerada como de nós fixos se o seu parâmetro de
instabilidade α for, segundo Corrêa e Ramalho [2003]:
𝑃
α = H√
𝐸𝐿
𝛼 = parâmetro de instabilidade
∆x = 0,0076 m.
3KN
1 2 3 4 5
NÍVEL TENSÃO NA FORÇA DE FORÇA DE V M
PAREDE ALVENARIA COMPRESSÃO COMPRESSÃO (Vento) (Vento)
PX1 (cargas (cargas (Vento) ( kN ) ( kN.m )
Verticais ) Verticais) ( kN )
( MPa ) ( kN )
1 0,11 11,4 1,2 1,0 1,4
1 2 3 4 5
NÍVEL TENSÃO NA FORÇA DE FORÇA DE V M
PAREDE ALVENARIA COMPRESSÃO COMPRESSÃO (Vento) (Vento)
PX2 (cargas (cargas (Vento) ( kN ) ( kN.m )
Verticais ) Verticais) ( kN )
( MPa ) ( kN )
1 0,11 11,4 1,0 0,7 0,9
1 2 3 4 5
NÍVEL TENSÃO NA FORÇA DE FORÇA DE V M
PAREDE ALVENARIA COMPRESSÃO COMPRESSÃO (Vento) (Vento)
PX3 (cargas (cargas (Vento) ( kN ) ( kN.m )
Verticais ) Verticais) ( kN )
( MPa ) ( kN )
1 0,11 9,9 0,6 0,6 0,8
1 2 3 4 5
NÍVEL TENSÃO NA FORÇA DE FORÇA DE V M
PAREDE ALVENARIA COMPRESSÃO COMPRESSÃO (Vento) (Vento)
PX4 (cargas (cargas (Vento) ( kN ) ( kN.m )
Verticais ) Verticais) ( kN )
( MPa ) ( kN )
1 0,28 25,1 0,5 0,5 0,6
1 2 3 4 5
NÍVEL TENSÃO NA FORÇA DE FORÇA DE V M
PAREDE ALVENARIA COMPRESSÃO COMPRESSÃO (Vento) (Vento)
PX5 (cargas (cargas (Vento) ( kN ) ( kN.m )
Verticais ) Verticais) ( kN )
( MPa ) ( kN )
1 0,11 13,6 0,6 0,1 2,2
1 2 3 4 5
NÍVEL TENSÃO NA FORÇA DE FORÇA DE V M
PAREDE ALVENARIA COMPRESSÃO COMPRESSÃO (Vento) (Vento)
PX6 (cargas (cargas (Vento) ( kN ) ( kN.m )
Verticais ) Verticais) ( kN )
( MPa ) ( kN )
1 0,11 11,4 1,0 0,7 0,9
1 2 3 4 5
NÍVEL TENSÃO NA FORÇA DE FORÇA DE V M
PAREDE ALVENARIA COMPRESSÃO COMPRESSÃO (Vento) (Vento)
PX7 (cargas (cargas (Vento) ( kN ) ( kN.m )
Verticais ) Verticais) ( kN )
( MPa ) ( kN )
1 0,28 21,2 0,5 0,3 0,4
1 2 3 4 5
NÍVEL TENSÃO NA FORÇA DE FORÇA DE V M
PAREDE ALVENARIA COMPRESSÃO COMPRESSÃO (Vento) (Vento)
PX8 (cargas (cargas (Vento) ( kN ) ( kN.m )
Verticais ) Verticais) ( kN )
( MPa ) ( kN )
1 0,34 119,9 0,2 11,8 31,3
1 2 3 4 5
NÍVEL TENSÃO NA FORÇA DE FORÇA DE V M
PAREDE ALVENARIA COMPRESSÃO COMPRESSÃO (Vento) (Vento)
PX9 (cargas (cargas (Vento) ( kN ) ( kN.m )
Verticais ) Verticais) ( kN )
( MPa ) ( kN )
1 0,14 8,6 0,2 0,1 0,2
1 2 3 4 5
NÍVEL TENSÃO NA FORÇA DE FORÇA DE V M
PAREDE ALVENARIA COMPRESSÃO COMPRESSÃO (Vento) (Vento)
PY2 (cargas (cargas (Vento) ( kN ) ( kN.m )
Verticais ) Verticais) ( kN )
( MPa ) ( kN )
1 0,28 70,5 6,0 4,6 14,5
CRITÉRIOS PARA O DIMENSIONAMENTO DAS PAREDES:
• Aço: γs = 1,15
• Alvenaria:
M γ = 1,70
hef = ρn ⋅ h
onde
ρn = fator de redução
tef = 12 cm
Esbeltez da Parede
𝑡𝑒𝑓 201,75
= = 16,81 < 27
ℎ3𝑓 12
Hipótese 1
1 2 3 4
NÍVEL Nd Md σ1 σ2
PAREDE ( kN.m ) ( MPa ) ( MPa )
Px1
1 17,19 2,10 0,33 0,00
Hipótese 2
1 2 3 4
NÍVEL Nd Md σ1 σ2
PAREDE ( kN.m ) ( MPa ) ( MPa )
Px1
1 13,59 2,10 0,30 -0,03
Hipótese 1
1 2 3 4
NÍVEL Nd Md σ1 σ2
PAREDE ( kN.m ) ( MPa ) ( MPa )
Px2
1 13,59 2,10 0,30 -0,03
Hipótese 2
1 2 3 4
NÍVEL Nd Md σ1 σ2
PAREDE ( kN.m ) ( MPa ) ( MPa )
Px2
1 16,89 1,35 0,27 0,06
Hipótese 1
1 2 3 4
NÍVEL Nd Md σ1 σ2
PAREDE ( kN.m ) ( MPa ) ( MPa )
Px3
1 16,89 1,35 0,27 0,06
Hipótese 2
1 2 3 4
NÍVEL Nd Md σ1 σ2
PAREDE ( kN.m ) ( MPa ) ( MPa )
Px3
1 13,89 1,35 0,24 0,03
Hipótese 1
1 2 3 4
NÍVEL Nd Md σ1 σ2
PAREDE ( kN.m ) ( MPa ) ( MPa )
Px4
1 14,27 1,20 0,28 0,03
Hipótese 2
1 2 3 4
NÍVEL Nd Md σ1 σ2
PAREDE ( kN.m ) ( MPa ) ( MPa )
Px4
1 12,47 1,20 0,26 0,01
Hipótese 1
1 2 3 4
NÍVEL Nd Md σ1 σ2
PAREDE ( kN.m ) ( MPa ) ( MPa )
Px5
1 34,64 0,90 0,48 0,29
Hipótese 2
1 2 3 4
NÍVEL Nd Md σ1 σ2
PAREDE ( kN.m ) ( MPa ) ( MPa )
Px5
1 33,14 0,90 0,46 0,28
Hipótese 1
1 2 3 4
NÍVEL Nd Md σ1 σ2
( kN.m ) ( MPa ) ( MPa )
PAREDE
Px6
1 19,73 2,25 0,46 -0,02
Hipótese 2
1 2 3 4
NÍVEL Nd Md σ1 σ2
PAREDE ( kN.m ) ( MPa ) ( MPa )
Px6
1 14,03 2,25 0,39 -0,08
Hipótese 1
1 2 3 4
NÍVEL Nd Md σ1 σ2
PAREDE ( kN.m ) ( MPa ) ( MPa )
Px7
1 29,37 0,60 0,48 0,30
Hipótese 2
1 2 3 4
NÍVEL Nd Md σ1 σ2
PAREDE ( kN.m ) ( MPa ) ( MPa )
Px7
1 27,87 0,60 0,46 0,28
Hipótese 1
1 2 3 4
NÍVEL Nd Md σ1 σ2
PAREDE ( kN.m ) ( MPa ) ( MPa )
Px8
1 77,90 6,45 0,23 0,16
Hipótese 2
1 2 3 4
NÍVEL Nd Md σ1 σ2
PAREDE ( kN.m ) ( MPa ) ( MPa )
Px8
1 69,80 6,45 0,21 0,14
Hipótese 1
1 2 3 4
NÍVEL Nd Md σ1 σ2
PAREDE ( kN.m ) ( MPa ) ( MPa )
Px9
1 12,11 0,45 0,15 0,08
Hipótese 2
1 2 3 4
NÍVEL Nd Md σ1 σ2
PAREDE ( kN.m ) ( MPa ) ( MPa )
Px9
1 10,31 0,45 0,13 0,06
Hipótese 1
1 2 3 4
NÍVEL Nd Md σ1 σ2
PAREDE ( kN.m ) ( MPa ) ( MPa )
Py1
1 79,65 1,65 0,18 0,17
Hipótese 2
1 2 3 4
NÍVEL Nd Md σ1 σ2
PAREDE ( kN.m ) ( MPa ) ( MPa )
Py1
1 79,65 1,65 0,18 0,17
Hipótese 1
1 2 3 4
NÍVEL Nd Md σ1 σ2
PAREDE ( kN.m ) ( MPa ) ( MPa )
Py2
1 65,34 1,65 0,16 0,14
Hipótese 2
1 2 3 4
NÍVEL Nd Md σ1 σ2
PAREDE ( kN.m ) ( MPa ) ( MPa )
Py2
1 65,34 1,65 0,16 0,14