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A Estrutura Da Tragédia

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ESTRUTURA DA TRAGÉDIA

- Duas correntes: 1. do legendário menestrel da antiguidade

- Dos ritos de fertilidade dos sátiros dançantes.

TRAGOS = BODE ODE = CANTO = CANTO DOS BODES

TRAGÉDIA {partes cantadas e recitadas (prólogo + Téspis)

TRAGÉDIA, segundo Aristóteles, “IMITAÇÃO de uma ação de


caráter elevado, completa e de certa extensão, em linguagem
ornamentada e com as várias espécies de ornamentos
distribuídas pelas diversas partes do drama, imitação que se
efetua não por narrativa, mas mediante atores, e que, suscitando
o TERROR E A PIEDADE, tem por efeito a purificação
(CATARSE) dessas em emoções”. (POÉTICA)

Elementos Básicos da Tragédia:

• Coro {Corifeu protagonista, coreutas

• Atores deuteragonista tritagonista

Partes da Tragédia

• Prólogo (se anuncia o TEMA da peça. Anterior a entrada do


CORO

• Párodo (canto ao penetrar na ORQUESTRA)

• Episódios (normalmente 3). Acontecimento relacionado a ação


principal

• Estásimos (cantos executados entre os episódios)

• Êxodo (saída)

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Acompanhamento MUSICAL feito por FLAUTAS. COREUTAS
cantavam em UNÍSSONO. A POLIFONIA foi introduzida por
EURÍPEDES.

A DANÇA era mímica (mãos).

CORO {sentimentos - PAPEL DO CORO – testemunha,


confidente, conselheiro, juiz, etc... depende. Em ÉSQUILO e
SÓFOCLES – O CORO é INTÉRPRETE DO PÚBLICO,
participando ativamente da AÇÃO. Em EURÍPEDES, o CORO é
PORTA-VOZ do AUTOR.

COROS de CANTORES com MÁSCARAS DE BODES (séc VI aC)

COROS cantavam (DITIRAMBOS) em adoração ao guerreiro


ADASTRO, que era o REI de ARGOS e a Sícion (expedição 7
contra Tebas).

- Por razões políticas (populistas) CLÍSTENES, tirano de Sícion,


transferiu os rituais dos coros de bodes ao deus DIONISO
(fertilidade, da procriação, sensualidade, do vinho).

ATORES {temático, desenvolvimento da trama

- TÉSPIS (primeiro ator, protagonista.

- DEUTERAGONISTA (ÉSQUILO) Em MEDÉIA, Creonte, Jasão...

- TRITAGONISTA (EURÍPEDES) Em MEDÉIA, a AMA)

O PRÓLOGO é dito pelos ATORES. EM MEDEIA, dito pela AMA.

TEORIA DA TRAGÉDIA (as 3 unidades):

• AÇÃO: enredo único com ENCADEAMENTO CAUSAL E


LÓGICO das cenas

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• ESPAÇO: a ação deve desenrolar-se num só LUGAR

• TEMPO: não exceder o tempo de uma revolução SOLAR, ou


pouco mais.

INDUMENTÁRIA, MÁSCARA, CALÇADO

- TÚNICA e MANTO (riqueza de bordados, arabescos,


ramagens). A CINTURA não aumentava nos quadris, mas no
PEITO (finalidade – aumentar a estatura).

- MÁSCARAS – protetora dos poderes MALÉFICOS. Máscara


MÁGICA, transfere propriedades dos DEMÔNIOS por ela
representados.

- MÁSCARA TRÁGICA – traduz o PATÉTICO e a DOR. Rugas


profundas, olhos arregalados, sobrancelhas contraídas. As
máscaras representavam tipos – REIS, TIRANOS, RAINHAS,
MENSAGEIROS...

Atuavam com duas máscaras - uma de homem e outra de mulher


(dois atores).

CALÇADOS – COTURNOS, de 11cm.

MITO DE DIONISO:

Dioniso, o deus misterioso chamado de "O que nasceu duas vezes",


era filho de Zeus e da mortal Sêmele, princesa de Tebas. Hera, a
esposa de Zeus, enfurecida com a traição do marido disfarçou-se e
encontrou Sêmele ainda grávida e a persuadiu a pedir a Zeus que
lhe mostrasse todo o seu esplendor.

Zeus havia prometido a Sêmele jamais negar-lhe algo e ao satisfazê-


la, Sêmele não suportou a visão de Zeus com um grande clarão e
morreu fulminada. Mas Zeus na tentativa de salvar a criança ordenou

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a Hermes que a costurasse em sua coxa. Assim, ao terminar a
gestação, Dioniso nasceu vivo e perfeito.

Contudo Hera continuou a perseguir a estranha criança de chifres e


ordenou aos Titãs que a matassem. Mais uma vez Zeus interferiu e
resgatou o coração da criança e o cozinhou junto com sementes de
romã transformando numa poção mágica que deu a Perséfone,
esposa do deus das trevas. Perséfone engravidou e novamente
Dioniso nasceu. Por isso passou a ser chamado "o que nasceu duas
vezes", deus da luz e do êxtase.

Convocado por Zeus para viver na terra junto aos homens, Dioniso
compartilhava com os mortais das alegrias e das tristezas. Mas
Dioniso foi atingido pela loucura de Hera indo perambular pelo mundo
junto aos sátiros selvagens, dos loucos e dos animais. Deu à
humanidade o vinho e suas bençãos. Concedeu o êxtase da
embriaguez e a redenção espiritual a todos que decidiam abandonar
suas riquezas e renunciar ao poder material.

Principais Tragediógrafos Clássicos

Ésquilo (525 -455 a. C.) O mais místico dos autores gregos.


Culpa e castigo são temas comuns; pensamentos sombrios,
paixões violentas. Sua religião é o terror; sua moral, sofrer para
aprender. Das 80 ou mais peças que escreveu só nos restaram
sete: - Os persas (c. 472 a. C.) - Os sete contra Tebas (c. 467 a.
C.) - As suplicantes (c. 464 a. C.) - Agamemnon (c. 458 a. C.) -
Coéforas (c. 458 a. C. ) - Eumênides (c. 458 a. C.) - Prometeu
Acorrentado (c. 431 a. C.)

ÉSQUILO introduz o TRITAGONISTA (3º ator). Concebeu o seu


teatro como a representação RELIGIOSA de um evento
LENDÁRIO.

A CATÁSTROFE de PROMETEU é INEVITÁVEL. Só são julgados


os FATOS.

Sófocles (497 -405 a. C.) • Considerado o maior dramaturgo


grego. Procurava conciliar razão e fé. Seus heróis colaboram

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com o destino, fazendo por merecer a fatalidade. Suas obras
principais são: - Ájax (c. 440 a. C) - Antígona (c. 442 a. C.) -
Electra (c. 410 a. C.) - As Traquínias (c. 409 a. C.) - Filoctetes (c.
408 a. C.) - Édipo Rei (c. 407 a. C.) - Édipo em Colono (c. 405 a.
C.)

PROMETEU ACORRENTADO

- PERSONAGENS são HERÓIS, mais GIGANTES que SERES


HUMANOS.

- seu DRAMA é uma LUTA entre as TREVAS e a LUZ; entre a


AGONIA e o TERROR.

- O HOMEM não passa de um "SONHO DE UMA SOMBRA". A


LIBERDADE é substituída pela FATALIDADE.

ÉDIPO REI

- Em SÓFOCLES, o teatro é antropocêntrico. Em ÉDIPO, o HERÓI


é dotado de vontade para AGIR. A atuação dos DEUSES é à
DISTÂNCIA, por meio de ADVINHOS e ORÁCULOS.

- A diferença de idade entre ÉSQUILO e SÓFOCLES é de 30


ANOS. A influência dos DEUSES sobre SÓFOCLES é
MINIMIZADA, frente a VONTADE e a CONSCIÊNCIA HUMANA (FÉ
no INDIVÍDUO).

Na CATÁSTROFE de ÉDIPO se julgam os ATOS. Em ÉDIPO, o


papel do DESTINO termina quando a peça se INICIA.

Maldição dos Labdácidas:

LAIO - filho de LÁBDACO (Rei de Tebas) e neto de CADMO


(fundador da cidade).

- Quando LÁBDACO morreu, LAIO era muito jovem. a REGÊNCIA


foi entregue a LICO, que foi assassinado por ZETO e ANFIÃO,
que se apoderaram do reino de Tebas. Laio fugiu para a corte de

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Pélops, na É[Link] a hospitalidade, e influenciado por
péssimas amizades, raptou o filho do REI. Amaldiçoado por
PÉLOPS, LAIO, após a morte de ZETO e ANFIÃO, assume o
reinado de Tebas e casa-se com JOCASTA.

FILHOS de ÉDIPO e JOCASTA: ETÉOCLES, POLINICE,


ANTÍGONA e ISMENE.

Eurípides (480 -406 a. C.) • Influenciado pelo movimento sofista,


foi o mais progressista dos trágicos gregos. Humanista e
individualista, tratou do drama do homem comum. Na opinião de
Aristóteles, "pintou os homens como são". Das cerca de 90
tragédias que escreveu, restam-nos 17: - Alceste (c. 438 a. C.) -
Medéia (c. 431 a. C.) - Os Heráclidas (c. 430 a. C.) - Andrômaca
(c. 430 a. C.) - Hipólito (c. 428 a. C.) - Hécuba (c. 425 a. C.) -
Héracles (c. 420 a. C.) - As suplicantes (c. 420 a. C.) - Íon (c. 415
a. C.) - As troianas (c. 415 a. C.) - Ifigênia em Táuris (c. 414 a. C.)
- Electra (c. 413 a. C.) - Helena (c. 412 a. C.) - As Fenícias (c. 410
a. C.) - Orestes (c. 408 a. C.) - As bacantes (c. 405 a. C.) - Ifigênia
em Áulis (c. 405 a. C.)

MEDÉIA

EURÍPEDES concebe a tragédia como uma "práxis" do homem.


O TRÁGICO não é mais o MITO, mas o CORAÇÃO HUMANO.

- A tragédia de EURÍPEDES desce para as RUAS de ATENAS.

MOIRA, a FATALIDADE CEGA de ÉSQUILO; LÓGOS, a RAZÃO


SOCRÁTICA de SÓFOCLES; ÉROS, a FORÇA da PAIXÃO em
EURÍPEDES.

Teatro de Dionísio • theatron: é o auditório propriamente dito •


orchestra: local onde o coro cantava e dançava • esodos: os
dois acessos laterais para o coro entrar e sair de cena • skene:
palco onde os atores atuavam • mechané: grua ou guindaste
para elevar atores.

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