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03 - Aula 03 - Seletividade Entre Proteções

SELETIVIDADE ENTRE PROTEÇÕES

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Instalações elétricas para automação industrial

SELETIVIDADE ENTRE PROTEÇÕES

Prof. Lic. Eng. Eletricista Luciano


Instalações elétricas para automação industrial
SELETIVIDADE ENTRE PROTEÇÕES

INTRODUÇÃO

O maior objetivo de um estudo de seletividade entre proteções elétricas consiste em se determinar os


ajustes dos dispositivos de proteção de forma que, na ocorrência de uma sobrecorrente (que pode ser
sobrecarga ou curto-circuito), opere apenas o dispositivo mais próximo do problema, isolando a menor
porção do sistema elétrico, no menor tempo possível e ainda protegendo os equipamentos e sistemas.
O estudo de seletividade surgiu no começo da década de 1950.
A elaboração de um esquema completo de proteção para uma instalação elétrica industrial envolve várias
etapas, desde o estabelecimento de uma estratégia de proteção, selecionando os respectivos dispositivos
de atuação, até a determinação dos valores adequados para calibração destes dispositivos. Para que o
sistema de proteção atinja a finalidade a que se propõe, deve responder aos seguintes requisitos básicos:
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a) Seletividade
Capacidade que o sistema elétrico possui de selecionar a parte danificada da rede e retirá-la de serviço
sem afetar os circuitos sãos.

b) Exatidão e segurança
Garante ao sistema uma alta confiabilidade operativa

c) Sensibilidade
Representa a faixa de operação e não-operação do dispositivo de proteção.
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PROTEÇÃO DE SISTEMAS DE BAIXA TENSÃO

Os condutores e equipamentos, de uma maneira geral, componentes de um sistema industrial de baixa


tensão, são frequentemente solicitados por correntes e tensões acima dos valores previstos para operação
em regime para os quais foram projetados. Essas solicitações normalmente vêm em forma de sobrecarga,
corrente de curto-circuito, sobretensões e subtensões. Todas essas grandezas anormais devem ser
limitadas no tempo de duração e no módulo da grandeza.
Portanto tanto, dispositivos de proteção encontrados em instalações elétricas industriais devem permitir o
desligamento do circuito quando este está submetido às condições adversas anteriormente previstas. Na
prática, os principais dispositivos utilizados são os fusíveis, disjuntores e relés, já vistos na aula anterior.
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PROTEÇÃO CONTRA AS SOBRECORRENTES

Os condutores vivos de uma instalação elétrica devem ser protegidos por dispositivos de seccionamento automático contra
sobrecargas e contra curtos-circuitos. Em alguns casos, a serem avaliados, pode-se omitir a proteção contra sobrecargas ou
a proteção contra curto-circuito. Essa omissão deve ser avaliada e ser utilizada como última opção. Para sistemas de
combate a incêndio, deve-se omitir a proteção contra sobrecargas conforme IT-41 do corpo de bombeiros.
Essas proteções devem ser coordenadas entre elas e também com os condutores, devido aos seus efeitos térmicos e
mecânicos, ou que resultem em uma elevação de temperatura prejudicial à isolação, às conexões, às terminações e à
circunvizinhança dos condutores.
Todavia, a proteção dos condutores realizada de acordo com a NBR 5410 não garante necessariamente a proteção dos
equipamentos ligados a esses condutores.
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MONTANTE E JUSANTE

Na área da eletricidade, é comum mencionar determinados trechos dos


circuitos elétricos utilizando os termos à jusante ou à montante. É muito
comum utilizá-los principalmente durante situações a respeito de
seletividade e coordenação na proteção de sistemas elétricos.
Encontra-se esse termo constante na NBR 5410 para determinar
proteções como disjuntores, dispositivos de proteção contra surto além
de ser usado para determinar posição de alguma falha.
Em uma extremidade temos o ponto gerador, em uma indústria,
podemos considerar, por exemplo o transformador de entrada. No
extremo oposto temos o ponto consumidor mais afastado e, mantendo o
mesmo exemplo de uma indústria, temos as terminações de um circuito
de máquinas e equipamentos, iluminação, administrativo

Adaptado de [Link]
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SELETIVIDADE ENTRE PROTEÇÕES

É a característica que deve ter um sistema elétrico quando submetido a


correntes anormais, de modo a atuar os dispositivos de proteção para
desenergizar somente a parte do circuito afetado.
Existem três procedimentos de seletividade que podem ser aplicados em
uma instalação elétrica. São eles:

• Seletividade amperimétrica;
• Seletividade cronométrica;
• Seletividade lógica.
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SELETIVIDADE AMPERIMÉTRICA

É aquela que é utilizada quando existe uma impedância muito alta entre os pontos em que se está fazendo a
seletividade. Neste caso, a corrente de falta vista pelo dispositivo à montante é muito maior do que aquela vista pelo
dispositivo à jusante. Por exemplo, dispositivos instantâneos instalados no primário de um transformador.
Esse princípio é particularmente aplicado para instalações de baixa tensão, em que as impedâncias dos condutores não
são significativas.
Para uma corrente de defeito no ponto A de valor igual a Ics e valores de ajustes das proteções P1 e P2,
respectivamente, iguais a IP1 e IP2 a seletividade amperimétrica e garantida quando:

IP1 > Ics > IP2


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SELETIVIDADE AMPERIMÉTRICA

Para se obter êxito na seletividade amperimétrica os ajustes das proteções envolvidas, devem ser levados em conta os
seguintes princípios:
• A primeira proteção à montante do ponto de defeito deve ser ajustada com valor inferior à corrente de curto
circuito ocorrida dentro da zona protegida, isto é IP2 ≤ 0,8 x Ics
• As proteções situadas fora da zona protegida devem ser ajustadas com valores superiores à corrente de curto-circuito, isto
é IP1 > Ics
Para proteções somente de curtos-circuitos, a seletividade amperimétrica pode ser obtida utilizando-se disjuntores somente
magnéticos, com diferentes correntes de atuação dos disparadores magnéticos.
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SELETIVIDADE AMPERIMÉTRICA

IP1 > Ics > IP2


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Ics = 5,7 kA
IP2 ≤ 4,56kA
IP1 > 5,7kA
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SELETIVIDADE AMPERIMÉTRICA

Para proteção contra sobrecargas, a seletividade amperimétrica


pode ser aplicada a circuitos que não sejam importantes o tempo de
atuação entre as proteções e com dispositivos com mesma curva de
atuação, por exemplo disjuntores curva C.
Neste exemplo ao lado, se ocorrer uma sobrecarga em qualquer
circuito à jusante do disjuntor geral de 50A, o primeiro disjuntor
que irá desarmar será o disjuntor do circuito com sobrecarga
(lembrando que todos teriam a mesma curva de atuação).
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SELETIVIDADE CRONOMÉTRICA

A seletividade cronométrica é aquela realizada com a aplicação de intervalos de tempo entre os dispositivos de proteção
situados à jusante e à montante, de forma que se garanta a operação dos mesmos de forma seletiva e coordenada.
Os procedimentos desse tipo de seletividade fundamentam-se no princípio de que a temporização intencional do
dispositivo de proteção próximo ao ponto de defeito seja inferior à temporização intencional do dispositivo de proteção
à montante. A diferença dos tempos de disparo de duas proteções consecutivas deve corresponder ao tempo de abertura
do disjuntor acrescido de um tempo de incerteza de atuação das referidas proteções. Essa diferença é denominada de
intervalo de coordenação e é assumido o valor entre 0,3 a 0,5s.
Esse tipo de seletividade é o mais usado em projetos de instalações elétricas industriais em função dos dispositivos
normalmente empregados.
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SELETIVIDADE CRONOMÉTRICA

Em função do tipo de dispositivo de proteção utilizado, podem ser encontradas nos sistemas elétricos as seguintes
combinações de proteção:

• Fusível em série com fusível


• Fusível em série com disjuntor
• Disjuntor em série com fusível
• Disjuntores em série em si

Cada uma dessas combinações merece uma análise individual para o dimensionamento adequado dos dispositivos que contém
o sistema de proteção.
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SELETIVIDADE LÓGICA

A seletividade lógica é aplicada por meio de relés digitais que permitam que as unidades situadas mais próximas da
falta possam eliminá-la num período muito pequena, normalmente entre 50 e 100ms. Em alguns casos, não é possível
temporizações entre 50 e 100ms, uma vez que podem existir fusíveis à jusante.
Este conceito de seletividade é mais moderno e surgiu em função dos novos dispositivos de proteção que o mercado
oferece. Os relés digitais multifunção possibilitaram a aplicação desse novo conceito de seletividade. É aplicada em
unidades de sobrecorrente de fase e de neutro ou terra, tanto em sistemas primárias como secundários.
A seletividade lógica é mais facilmente aplicada em sistemas radiais, podendo ser desenvolvida em sistemas em anel
quando são utilizados relés de sobrecorrente direcionais.
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SELETIVIDADE LÓGICA

• A primeira proteção a montante do ponto de defeito é a única


responsável pela atuação do dispositivo de abertura do circuito;
• As proteções situadas a jusante do ponto de defeito não receberão sinal
digital de mudança de estado e as proteções situadas à montante do
defeito receberão os sinais digitais de mudança de estado, para
bloqueio ou atuação;
• Cada proteção deve ser capaz de receber um sinal digital da proteção à
sua jusante e enviar um sinal digital para a proteção à montante e, ao
mesmo tempo, acionar o dispositivo de abertura.
Ponto de defeito
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VÍDEOS SUGERIDOS PARA OS ESTUDOS DE SELETIVIDADE

[Link]

[Link]

[Link]

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