LEI 8.
213/91
Contribuição do
segurado
Os segurados obrigatórios são o empregado, o
empregado doméstico, o trabalhador avulso, o
contribuinte individual e o segurado especial. Observa-se
ainda, o segurado facultativo.
Empregado
Responsável Tributário: o empregador é o responsável
por descontar a contribuição do salário do empregado e
recolher o valor à Previdência Social.
Comprovação do
recolhimento: o empregado ATENÇÃO
não precisa comprovar o É necessário comprovar
recolhimento da empresa para apenas o vínculo
receber o benefício. trabalhista e o salário,
através da carteira de
trabalho.
Se o INSS não aceitar a
comprovação, entra com
uma ação judicial.
São alíquotas devidas pelo segurado empregado,
inclusive o doméstico, e pelo trabalhador avulso que
recebe o salário de:
Contribuinte
individual
São contribuintes individuais o empresário, o
autônomo, o profissional liberal e o mInistro de confissão
religiosa.
O próprio contribuinte é responsável por calcular e
recolher sua contribuição.
A contribuição é de 20% (não pode ultrapassar o teto
do INSS) sobre o valor do rendimento ou 11% para
optantes pelo Simples Nacional ou 5% para MEI.
Para pagar a alíquota Para a alíquota reduzida
reduzida de 5%, ele deve ser de 11%, deve ser autônomo
considerado de baixa e a contribuição também é
renda feita sobre o salário-
mínimo vigente
Quanto à pessoa que não para de trabalhar
totalmmente e contribui com a alíquota de 20%, esta não
receberá o valor total do teto.
Contribuinte
facultativo
O segurado facultativo é aquele que, embora não
exerça atividade remunerada, opta por contribuir para a
Previdência Social para garantir sua proteção social.
Exemplos de segurados facultativos incluem donas de
casa, estudantes, desempregados e pessoas que vivem de
renda própria.
O segurado facultativo pode escolher entre diferentes
alíquotas, dependendo da base de cálculo que deseja
utilizar:
ALÍQUOTA DE 20%
O valor que o segurado declara como base de sua
contribuição, podendo variar entre valor superior
ao salário mínimo e o teto previdenciário.
Exemplo: Se declarar R$ 2.000,00 como base, a
contribuição será de R$ 400,00 (20% de R$
2.000,00).
ALÍQUOTA DE 11%
Base de Cálculo: O valor do salário mínimo vigente.
Exemplo: Se o salário mínimo for R$ 1.412,00, a
contribuição será de R$ 155,32 (11% de R$ 1.412,00).
ALÍQUOTA DE 5%
O valor do salário mínimo vigente.
Condições: Para pessoas de baixa renda inscritas no
Cadastro Único (CadÚnico) para Programas Sociais
do Governo Federal.
Exemplo: Com um salário mínimo de R$ 1.412,00, a
contribuição será de R$ 70,60 (5% de R$ 1.412,00).
LEI 8.213/91
Benefício por
incapacidade
Existem três principais tipos de benefícios por
incapacidade:
1 - Auxílio por Incapacidade Temporária (Auxílio-
Doença);
2 - Aposentadoria por Incapacidade Permanente
(Aposentadoria por Invalidez);
3- Auxílio-Acidente;
Auxílio por Incapacidade Temporária
Também chamado de Auxílio-Doença, este benefício é
concedido ao segurado que fica temporariamente
incapacitado para o trabalho devido a doença ou
acidente.
Requisitos
Qualidade de Segurado: Estar filiado à Previdência
Social.
Carência: Ter contribuído por, no mínimo, 12 meses
(exceto em casos de acidente de trabalho ou doenças
graves).
Incapacidade Temporária: Comprovar a incapacida-
de através de perícia médica do INSS.
Valor do benefício
91% do Salário-de-Benefício.
Exemplo prático
João, após um acidente, está temporariamente incapa-
citado e realiza perícia médica. Sua média salarial é de
R$ 3.000,00. O benefício será 91% de R$ 3.000,00, ou seja,
R$ 2.730,00 por mês.
Auxílio por Incapacidade Permanente
Este benefício é concedido ao segurado que fica
permanentemente incapacitado para o trabalho e não
pode ser reabilitado para outra atividade.
Requisitos
Qualidade de Segurado: Estar filiado à Previdência
Social.
Carência: Ter contribuído por, no mínimo, 12 meses
(exceto em casos de acidente de trabalho ou doenças
graves).
Incapacidade Temporária: Comprovar a incapacida-
de através de perícia médica do INSS.
Valor do benefício
100% do Salário-de-Benefício.
Exemplo prático
Maria, diagnosticada com uma doença grave, fica
permanentemente incapacitada. Sua média salarial é de
R$ 4.000,00. O benefício será 100% de R$ 4.000,00, ou
seja, R$ 4.000,00 por mês.
Hipótese de Doença Anterior à Filiação
Se a doença que causa a incapacidade já existia antes
da filiação do segurado à Previdência Social, o benefício
somente será concedido se a incapacidade sobrevier por
agravamento da doença após a filiação. Isso significa
que, mesmo que a doença já estivesse presente, o benefício
pode ser concedido se houver comprovação de que a
incapacidade permanente é decorrente do agravamento
dessa condição após a filiação.
Auxílio-Acidente
Este benefício é concedido ao segurado que sofre um
acidente que resulta em sequela permanente que reduza a
capacidade para o trabalho, mas não o incapacita
totalmente.
Requisitos
Qualidade de Segurado: Estar filiado à Previdência
Social.
Carência: Não é exigida para o auxílio-acidente.
Incapacidade Parcial: Comprovar a sequela perma-
nente que reduza a capacidade para o trabalho,
através de perícia médica do INSS.
Valor do benefício
50% do Salário-de-Benefício, cumulativamente com o
salário ou com outros benefícios (exceto aposentadoria).
Exemplo prático
Carlos, após um acidente de trabalho, fica com uma
sequela permanente que reduz sua capacidade de
trabalho, mas não o incapacita completamente. Sua
média salarial é de R$ 3.000,00. O benefício será 50% de
R$ 3.000,00, ou seja, R$ 1.500,00 por mês, além de seu
salário.
LEI 8.213/91
Aposentadoria
Regra Antiga de Aposentadoria
Antes da Reforma da Previdência, os segurados po-
diam se aposentar principalmente por dois critérios: por
idade e por tempo de contribuição. Vamos detalhar cada
um.
65 anos
Aposentadoria por Carência:
idade 15 anos
60 anos
Valor do benefício: 70%
da do salário + 1% por
Ano de Contribuição:
35 anos de
contribuição
Aposentadoria por
Fator
Tempo de Contribuição Previdênciário
30 anos de
contribuição
Aplicado ao cálculo do benefício, podendo
reduzir o valor da aposentadoria dependendo
da idade do segurado no momento da
aposentadoria.
Regra de transição
Regra de Transição por Pontos
Cálculo: idade + tempo de contribuição = número mínimo
de pontos.
Início em 96 pontos (em Início em 96 pontos (em
2019), aumentando 1 ponto 2019), aumentando 1 ponto
por ano até atingir 100 por ano até atingir 100
pontos (em 2023). pontos (em 2023).
Regra de Transição por Idade Progressiva
Cálculo: idade mínima e tempo de contribuição
Idade mínima de 63 Idade mínima de 58
anos e tempo de contri- anos e tempo de contri-
buição de 35 anos. buição de 30 anos.
A idade mínima aumenta 6 meses por ano até atingir
65 anos para homens e 62 anos para mulheres.
Regra de Transição com Pedágio de 50%
Quem se aplica: Para segurados que estavam a, no
máximo, 2 anos de cumprir o tempo de contribuição na
data da reforma.
Pedágio: Deve-se cumprir um tempo adicional equivalente
a 50% do tempo que faltava para atingir o tempo mínimo
de contribuição.
Exemplo: Se faltavam 2 anos para um homem completar
35 anos de contribuição, ele deverá trabalhar mais 1 ano
(50% de 2 anos), totalizando 3 anos de contribuição
adicional.
Regra de Transição com Pedágio de 100%
Quem se aplica: pessoas que estavam há alguns anos de se
aposentar, mas que já contavam com um alto tempo de
contribuição.
Pedágio: Deve-se cumprir um tempo adicional equivalente
a 100% do tempo que faltava para atingir o tempo
mínimo de contribuição.
Exemplo: Se faltavam 3 anos para um homem completar
35 anos de contribuição, ele deverá trabalhar mais 3
anos (100% de 3 anos), totalizando 6 anos de
contribuição adicional.
A única regra de
transição que não As regras de transição não são
exige idade mínima excludentes. Isso significa que
para aposentar é a um segurado pode ser elegível
aposentadoria com para mais de uma regra ao
pedágio de 50% mesmo tempo e pode escolher a
que for mais vantajosa.
LEI 8.213/91
Pensão por
morte
A pensão por morte é um benefício pago aos
dependentes do segurado que falecer, aposentado ou não,
desde que cumpridos os requisitos necessários. O objetivo é
garantir a subsistência dos dependentes após a morte do
segurado.
Quem Tem Direito à Pensão por Morte?
Os dependentes são classificados em três classes:
Classe 1: Cônjuge, companheiro(a), filho(a) não eman-
cipado(a) menor de 21 anos ou inválido(a) ou que
tenha deficiência intelectual ou mental ou deficiência
grave.
Classe 2: Pais.
Classe 3: Irmão(ã) não emancipado(a) menor de 21
anos ou inválido(a) ou que tenha deficiência inte-
lectual ou mental ou deficiência grave.
Requisitos para Concessão
Qualidade de Segurado: O falecido deve ter a qualidade
de segurado na data do óbito.
Dependência Econômica: Presumida para dependentes da
Classe 1 e deve ser comprovada para as Classes 2 e 3.
Duração do Benefício
Cônjuge/Companheiro(a): Depende da idade (45 anos ou
mais recebe Pensão vitalícia) e do tempo de casamento ou
união estável na data do óbito. Se tiver até 21 anos de
idadea pensão cessa aos 21 anos.
A União estável deve ser comprovada
até 2 anos antes da morte do con-
tribuínte.
Filhos: Até 21 anos de idade, ou indefinidamente se
inválidos ou com deficiência.
Se o segurado falecido tiver menos de 18 contri-
buições mensais: A pensão por morte será paga por ape-
nas 4 meses para qualquer dependente.
A pensão por morte não exige período de carência, ou
seja, se o contribuínte falece em seu primeiro emprego, seu
dependentes já tem direito a pensão.
Duração do Benefício
Cônjuge/Companheiro(a) e Filhos Menores de 21 Anos:
50% do valor da aposentadoria do segurado + 10% por
dependente, no mínimo 100% para o conjunto de
dependentes
Exemplo Prático: Imagine João, um segurado que faleceu e
recebia uma aposentadoria de R$ 2.000,00. Ele deixou
uma esposa e dois filhos menores de 21 anos.
Pensão por Morte:
Base: 50% do valor da aposentadoria = R$
1.000,00
Adicional por dependente: 10% para cada (esposa
e dois filhos) = 30%
Total: 50% + 30% = 80% de R$ 2.000,00 = R$
1.600,00
Prazo para solicitação
Se requerida até 90 dias após o óbito, o benefício é
pago desde a data do óbito.
Se requerida após 90 dias, o benefício é pago a partir
da data do requerimento.
Prazo Estendido para Menores de Idade: Depen-
dentes menores de 16 anos têm um prazo de 180 dias a
partir da data do óbito para solicitar a pensão por
morte e garantir o recebimento desde a data do óbito.
Cumulação de benefícios
Pensão por morte deixada por cônjuge ou
companheiro(a) pode ser acumulada com uma aposen-
tadoria do próprio dependente.
Mas deverá optar por um sr integral e a
outra proporcional (exceto quem recebe
até 1 salário, que terá direito a 100%, se
passar recebe só 60%)
Não pode cumular pensão por morte de dois
cônjuges ou companheiros, deverá optar pelo que for
mais benéfico. Exceção: se uma pensão for do regime
geral e a outra do regime próprio.
LEI 8.846/19
Auxílio-Reclusão
O auxílio-reclusão é um benefício pago aos depen-
dentes de segurados de baixa renda que estão presos em
regime fechado, desde que não estejam recebendo remu-
neração de empresa nem outro benefício do INSS, exceto
auxílio-acidente ou pensão por morte.
Quem Tem Direito ao Auxílio-Reclusão?
Os dependentes são classificados em três classes:
Classe 1:
Cônjuge, companheiro(a);
Filho(a) não eman-cipado(a) menor de 21 anos ou
inválido(a) ou que tenha deficiência intelectual ou
mental ou deficiência grave.
Classe 2:
Pais.
Classe 3:
Irmão(ã) não emancipado(a) menor de 21 anos ou
inválido(a) ou que tenha deficiência inte-lectual
ou mental ou deficiência grave.
Os dependentes de uma classe excluem os de cla-
sse subsequente.
Requisitos para Concessão
Qualidade de Segurado: O recluso deve ter a qualidade de
segurado na data da prisão.
Baixa Renda: O último salário de contribuição do segu-
rado deve estar dentro do limite de baixa renda
estabelecido pelo INSS.
Regime Fechado: A reclusão deve ser em regime fechado.
Certidão de Cárcere: Documento que comprova a prisão
do segurado (de 3 em 3 meses).
Período de Carência: O segurado deve ter contribuído por
pelo menos 24 meses antes da prisão para que sua família
tenha direito ao benefício
Requisitos para Concessão
Aposentadoria: Quando o segurado passa a receber apo-
sentadoriaS.
Óbito: Pelo óbito do segurado ou do beneficiário.
Soltura: Na data da soltura progressão para regime
semiaberto do segurado.
Perda de Qualidade de Dependente: No caso de filho ou
irmão, quando ocorre a perda da qualidade de depen-
dente (por exemplo, ao completar 21 anos ou se tornar
emancipado).
Recebimento de Outro Benefício: Quando o segurado ou
dependente passa a receber outro benefício que não pode
ser acumulado com outro benefício
Prazo para solicitação
Se requerida até 90 dias após a prisão, o benefício é
pago desde a data do óbito.
Se requerida após 90 dias, o benefício é pago a partir
da data do requerimento.
Prazo Estendido para Menores de Idade: Depen-
dentes menores de 16 anos têm um prazo de 180 dias a
partir da data da prisão para solicitar o auxílio-
reclusão e garantir o recebimento desde a data da
prisão.
LEI 8.213/91
Salário
maternidade
O salário-maternidade é um benefício pago às
seguradas da Previdência Social durante o período de
afastamento do trabalho em razão do nascimento de um
filho, adoção, guarda judicial para fins de adoção ou
aborto não criminoso.
Quem Tem Direito ao Salário-Maternidade?
Segurada Empregada: Inclui trabalhadoras urbanas e ru-
ais com carteira assinada.
Empregada Doméstica: Trabalhadoras que exercem ativi-
dades domésticas com carteira assinada.
Trabalhadora Avulsa: Trabalhadoras contratadas por in-
termédio de sindicato ou órgão gestor de mão-de-obra.
Segurada Especial: Produtora rural, extrativista vegetal,
pescadora artesanal, entre outras.
Segurada Desempregada: Desde que mantenha a quali-
dade de segurada.
Não há exigência de período de carência para a
Segurada Empregada, Empregada Doméstica e Traba-
lhadora Avulsa.
Duração do Benefício
Parto: 120 dias (4 meses).
Adoção ou Guarda Judicial para Adoção: 120 dias para
crianças de até 12 anos incompletos.
Aborto Não Criminoso: 14 dias
Prazo para requerer
A segurada pode solicitar o salário-maternidade a partir
de 28 dias antes do parto ou a qualquer momento após o
nascimento da criança, dentro do prazo de até 5 anos.
Cumulaçao de benefícios
Acumulação permitida:
Salário-maternidade pode ser acumulado com
auxílio-acidente.
Salário-maternidade pode ser acumulado com pensão
por morte.
Acumulação não permitida:
Salário-maternidade não pode ser acumulado com
auxílio-doença.
Salário-maternidade não pode ser acumulado com
aposentadoria, exceto nos casos de seguradas
especiais que estejam recebendo aposentadoria por
idade.
Se a mãe morrer, o pai tem direito de receber.