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Processo penal II

Eduardo – edu_sette@hotmail.com – 99975-8936.

As misérias do processo penal – Francesco Carnelluti.

Processo e procedimento:
 Processo:
- Finalidade -> Assegurar ao acusado os direitos previstos na CF.
- Instrumento de efetivação das garantias constitucionais.
- Segurança P/ a pessoa.
- Assegurar a contra arbitrariedade do estado.
* Nullo poena sine judicio: A pena não pode ser aplicada S/ processo anterior.
 Procedimento: Modo pelo qual o processo vai se desenvolver.

Fases procedimentais:
 Pode ter o inquérito policial ou flagrante, que não é considerado uma fase
procedimental.
1) Fase postulatória: inicia na denúncia e vai até a resposta à acusação.
2) Fase instrutória: Inicia na produção de provas e termina na audiência de
instrução e julgamento.
3) Fase decisória: É a sentença.
4) Fase executória: Executar a pena (VEP: Vara de Execuções Penais).
5) Fase recursal: É o recurso.
Ex: O processo corre na 3º Vara criminal e o réu é condenado em 7 anos de
reclusão.

Formas procedimentais:
 Art. 394, CPP.
 Procedimento comum especial
- Procedimento comum:
1) Ordinário: Sanção máxima igual ou superior a 4 anos.
2) Sumário: Sanção máxima inferior a 4 anos.
3) Sumaríssimo: Infrações de menor potencial ofensivo.

09/02/2018

Art. 394 (...)


 O procedimento será comum ou especial

 Procedimento comum ordinário = Sanção máxima igual ou superior a 4


anos.
 Procedimento comum sumário = Sanção máxima inferior a 4 anos e
superior a 2 anos.
 Procedimento comum sumaríssimo = Para infração penal de menor
potencial ofensivo. (delitos cujo a pena máxima seja igual ou inferior a 2
anos e contravenções penais Ex: perturbação do sossego por exemplo –
Art. 61, 9099/95).
GRIFAR NO CÓDIGO (SALVO DISPOSIÇÃO EM CONTRÁRIO DESTE
CÓDIGO OU LEI ESPECIAL).
A regra é o procedimento comum e o procedimento especial é a exceção.
Exemplo de disposição em contrário do código (Júri).
Exemplo de disposição em contrário em lei especial (Lei de drogas 11.343/06).
OBS ATENÇÃO ↓
A) Infrações penais praticadas c/ violência doméstica e familiar contra a
mulher.
Ainda que a pena máxima seja igual ou inferior a dois anos por força do
art. 41, da lei 11.3340/06 (lei maria da penha) não será aplicado o
procedimento comum sumaríssimo.
Deve ser processado pelo rito ordinário ou sumário, a depender do caso.
B) Crimes tipificados no estatuto do idoso cuja a pena máxima não
ultrapasse 4 anos.
Conforme o art. 94, 10.741/03, o procedimento a ser adotado será o
sumaríssimo da lei 9.099/95, desde que a pena não ultrapasse 4 anos.
Para tanto, a PGR ajuizou uma ação direta de inconstitucionalidade (ADI
3.096) no qual o art. 94 deve ser interpretado deve ser interpretado em
favor do idoso e não do acusado.

16/02/2018
Concursos de crimes – qualificadoras – causa de aumento e diminuição de pena.
(PROVA)
CUIDADO ↓
Com concurso de crimes porque a pena vai ser somada!
Qualificadoras porque vai ser causa de aumento ou diminuição de pena! Quando
o furto for tenteado haverá diminuição da pena!
As hipóteses supramencionadas podem alterar o procedimento por alterar a
pena.
 Procedimento comum ordinário
- Conceito: Ato processual por meio do qual o MP se dirige ao juiz dando lhe
conhecimento da pratica de um fato delituoso e manifestando a vontade de
ser aplicado a sansão penal ao acusado.
- Princípio da obrigatoriedade:
- Princípio da indisponibilidade:
- Denúncia ↓ Narrar os fatos de uma forma pormenorizada.
→ Art. 41, CPP.
- Fatos ↓
A) Quem
B) Que coisa
C) Onde
D) Com que
E) Porquê
F) De que maneira
G) Quando
- Rol de testemunhas – Art. 401, CPP.
→ P/MP = 8 testemunhas por fato.
→ P/ defesa = 8 testemunhas por fato e /ou acusado.

20/02/2018

Rejeição da denúncia:
- Art. 395, CPP.
I – For manifestamente inepta. O juiz pode rejeitar a denúncia por ela ser
manifestamente inepta, faltando detalhes.
II – Faltar pressuposto processual ou condição p/ o exercício da ação penal.
Ex: Quando o MP processa sem ter a representação em um crime de ação
penal pública condicionada. Tem que ser pessoa legitima, maior, capaz...
III – Faltar justa causa p/ o exercício da ação penal. Ex: Atipicidade da
conduta, falta de indícios suficientes de autoria e materialidade, prescrição,
extinção da punibilidade e etc.

Coisa julgada formal e material não há possibilidade de o réu ser julgado por
esse mesmo motivo novamente. Quando há coisa julgada formal é possível
denunciar novamente enquanto não estiver extinta a punibilidade. Podendo
reformular a denúncia se atentando ao art. 395.

O acordo de persecução penal é a exceção da regra.


Recebimento da inicial:
- Recebida a inicial considera-se iniciada a ação penal.
- Motivação no recebimento? A maioria dos doutrinadores dizem que não é
necessário motivar o recebimento da ação penal.
- Art. 396, CPP.

Citação:
- Citação é feita apenas uma vez
- Efeitos → Estabelecer a angularidade da relação processual, instalando em
um ponto a acusação no outro o juiz e por último o acusado.

Citação pessoa / real:


- É a regra
1) Citação por mandado – art. 351, CPP. → Deve ser citado pessoalmente.
→ Deve ser lido o mandado e entregue a contrafé.
→ É desnecessário a assinatura do acusado.
→ Pode ser realizada em qualquer dia, finais de semana e feriados e a
qualquer hora.
→ Sendo inimputável deve ser feito na pessoa de seu curador.

Art. 352, requisitos intrínsicos. 21:20 23/02/2018 São os requisitos que


devem estar na contrafé, citação, nome do juiz, dia e hora que tem que
comparecer a infração que ele praticou.
Art. 357, requisitos extrínsicos. É a conduta do oficial de justiça na hora, pegar
a assinatura do citado, não sendo este obrigado a assinar, o oficial deve ler
contrafé, pode ser a qualquer hora do dia ou da noite, durante a semana,
final de semana ou feriado.

2) Citação por carta precatória – art. 353, CPP.


É quando sai de uma jurisdição de um processo onde ele está tramitando.
Carta precatória itinerante (Art. 355, 1º§, CPP): O juízo deprecante envia a
solicitação de citação para o juízo deprecado, caso o réu do processo tenha
ido morar em outra cidade pode o juízo deprecado enviar outra carta rogatória
itinerante a outro juiz se houver tempo, caso não haja tempo ele irá devolver
a carta informando o possível novo paradeiro do acusado e o processo não
poderá seguir.
Foz (Deprecante):
CTB (Deprecado):
SP: Recebe carta precatória itinerante do juiz deprecado de ctba se houver
prazo.

3) Citação por carta rogatória – Art. 368, CPP.


É quando o réu está em local sabido fora do Brasil.
OBS: O prazo prescricional do processo fica suspenso até o cumprimento da
citação.

4) Carta de ordem. É quando há processos de instâncias superiores, de


tribunal para tribunal.

23/02/2018

Continuação citação: 06:30


OBS: Sendo o acusado militar da ativa, a citação será na pessoa do seu
comandante. Sendo o acusado funcionário público, a citação será por meio
do chefe de sua repartição.
Citação.
Citação ficta – presumida:
1) Citação por edital:
- Publicação jornal de grande circulação, imprensa oficial ou no fórum – prazo
de 15 dias.
- Não há necessidade de transcrever a peça acusatória.
Quando o oficial de justiça tenta citar o réu de forma real e tem a informação
que ele se mudou para SP, a citação por edital só poderá ser realizada
quando for contatado não restar outras alternativas para citar o réu. Sendo
esta publicada pelo período de 15 dias quando por edital em jornais de
grande circulação, imprensa oficial ou no fórum (Art. 361, CPP). Decorrido
esse período de 15 dias começa a correr o prazo de resposta a acusação,
que é de 10 dias (geralmente não é cumprido). Se o acusado citado por edital
não comparecer e nem constituir advogado ficarão suspensos o processo e
o curso do prazo prescricional, podendo o juiz determinar a produção
antecipada das provas consideradas urgentes e, se for o caso, decretar
prisão preventiva, nos termos do disposto no art. 312. (O processo ficará
suspenso e sua prescrição, podendo o juiz decretar a sua prisão preventiva
e realizar produção antecipada de provas consideradas urgentes).
OBS: A citação por edital é a uma “ratio” devendo ser adotada quando
esgotados todos os meios de localização do acusado.
OBS: O prazo para apresentar a RPA será contado a partir do termino do
prazo editalício.
§ único art. 396: No caso de citação por edital, o prazo para a defesa
começará a fluir a partir do comparecimento pessoal do acusado ou do
defensor constituído. Ou seja, na hipótese de citação por edital o advogado
ou o próprio réu terá direito ao prazo novamente para resposta à acusação.
Art. 362 (Art. 252 ao 254 do NCPC): A citação por hora certa é possível
quando o oficial de justiça percebe que o réu está se furtando de ser citado e
com isso o oficial faz a citação por hora certa, sendo esta considerada válida.

27/02/2018

Resposta à acusação ↓
- Art. 396-A, CPP.
- Prazo = 10 dias.
- Para defensoria pública – prazo de 20 dias – lei complementar 80/94. No prazo
de dez dias a defensoria tem que pronunciar ao menos que ela tem o prazo em
dobro para fazer a RPA, caso ela não o faça o juiz irá eleger um advogado dativo.
OBS:
- Deve ter capacidade postulatória. Peça exclusiva feita por um defensor para ter
validade.
- §2º, art. 396-A, CPP.

Pode ↓
1) Arguir preliminares.
2) Alegar tudo que lhe interessa. Algum tipo de nulidade.
3) Apresentar documentos. O que não for apresentado aqui pode precluir o
direito.
4) Requerer produção de provas.
5) Arrolar testemunhas. Se passar o prazo de dez dias o direito de arrolar
testemunhas irá precluir.

OBS: RPA exercida por quem não tem contato com o réu, deve se fazer um
requerimento ao juiz, pedindo que o acusado seja intimado para apresentar
exclusivamente o rol de testemunhas, analogia ao §2º do art. 186, NCPC,
decisão da 6º turma STJ, resp. 1.443.533/RS-2015.
Testemunha protelatória serve apenas para adiar o julgamento do processo ou
de alguma audiência.
Possibilidade de julgamento antecipado do processo – Absolvição sumária.

- Art. 397, CPP.


- Faz coisa julgada formal e material.
- In dubio pro societate? Na dúvida, conforme o art. 397, o processo segue,
havendo absolvição sumária apenas se o juiz... 20:12

Fato típico:
- Conduta:
- Resultado:
- Nexocausal:
- Tipicidade:

Antijurídico:
- Legitima defesa:
- Estado de necessidade:
- Exercício regular do direito.
- Estrito cumprimento do dever legal

Culpável:

Art. 397 (...)


I – A existência manifesta de causa excludente da ilicitude do fato.
 Elementos de certeza.

02/03/2018
Vai cair na prova.
Continuação absolvição sumária
I – A existência manifesta de causa de excludente de ilicitude. É quando há
um fato típico mas há uma causa de excludente de ilicitude, que não exclui
a tipicidade.
II – A existência manifesta de causa excludente de culpabilidade, SALVO
INIMPUTABILIDADE.
III – Que o fato narrado evidentemente não constitui crime.
IV – Extinta a punibilidade do agente.

CRIME
Fato típico Ilícito Culpável
-> Conduta Legitima defesa Imputabilidade (doente
mental – Art. 26 é isento de pena mas é aplicada uma medida de segurança)
-> Resultado Estrito cump. do dever legal Potencial consciência da
ilicitude ()
-> Nexo Estado de necessidade Exig. De conduta
diversa
-> Tipicidade Exercício regular de direito
(Tipicidade Formal = subsunção de um fato a norma Art. 155)
(Tipicidade material = Fala que tem que demonstrar a relevância do bem jurídico,
caso o bem seja irrelevante pode se aplicar o princípio da insignificância).

Depois de apresentar a RPA, poderá o juiz rejeitar a denuncia? Na pratica sim,


conforma a jurisprudência RESP. 1318. 180 – 20B STJ.
Para concurso público irá depende do concurso que irá fazer.

Quando há absolvição sumária há a extinção do processo e seu arquivamento.

Suspensão do processo.
Art. 89, lei 9.099/95.
- Não questiona a responsabilidade criminal.
- Ao término é declarada a extinção da punibilidade.
- É um benefício
- Não é imposição de pena
- É para crimes do CP ou leis especiais.
- É incabível nos crimes de violência doméstica. Art. 41 – lei 11.340/06

Requisitos
1) Seja a denúncia recebida.
§1º - Art. 89, lei 9.099/95.
2) Pena mínima não superior a 1 ano.
3) Não esteja sendo processado por outro crime – princípio do estado de
inocência.
4) Não tenha condenação.
13/03/2018

Designação de audiência ↓
- Art. 399, CPP.
- Art. 400, CPP.
- Prazo – 60 dias.
- Art. 222 e 222 A, CPP.

Ordem da audiência de instrução e julgamento (Art. 400, CPP) ↓


1 – Vítima
2 – Testemunha de acusação
3 – Testemunha de defesa
4 – Peritos / acareação / reconhecimento de coisa ou pessoa.
5 – Interrogatório do réu.

- Fase da diligência ↓
- Art. 402, CPP. O juiz só autorizará diligências se for notado que seja de ... 19:57
- Não há necessidade de vista às partes.
- É na própria AIJ.
- Só pode pedir diligência de fato que tornou duvidoso durante a instrução.
- O juiz pode determinar de ofício – Art. 156, II e 404, CPP.
- Sendo o acusado interrogado por precatória, deve o juiz abrir prazo de 5 dias
para manifestação.
- Realizado as diligências, os memoriais serão escritos.

Alegações orais:
- Ato postulatório das partes que precedem a sentença.
- Regra = Oral.
- Exceção = Por memorais.
- Art. 403, CPP.
- 20 minutos + 10 para a acusação.
- 20 minutos + 10 para a defesa.
- Mais de um acusado – o tempo de cada defensor será individual – 20 + 10 -
§1º, 403, CPP.

Substituição das alegações por memoriais. ()


1) Complexidade do caso - §3º, 403.
2) Número de acusados - §3º, 403.
3) Interrogatório por precatória.
4) Diligências (402 e 404, CPP).
5) Quando há acordo entre as partes.

23/03/2018

(Pegar áudios de terça 20/03)


Termo circunstanciado: É menos formal que o IP, que é presidido por um
delegado de polícia, que realiza diligências ... para passar ao estado.
Pode ser lavrado por autoridade policial o TC, PM, PC, PRF, PF. É um acordo
de comarca, por exemplo na comarca de Foz do Iguaçu quem lavra o termo
circunstanciado é a PM.

Art. 69
- Autoridade para lavrar o TC – art. 144, CF.

Fase preliminar
Antecede o rito processual

Audiência preliminar – É presidida por um conciliador, sem a presença do MP...


11:00
- Art. 70.
- “Compreendo”

OBS: Quando for facultado ao MP propor transação penal é necessário para


propor a transação penal tem que haver indícios de autoria e materialidade.

03/04/2016

TRABALHO

Grupo de até 4 pessoas


1) Realizar a 2º parte do procedimento sumaríssimo – lei 9.099/95
2) É possível citação por edital?

06/04/2018
Ação penal incondicionada:
- A composição dos danos civis não impedirá a propositura da ação penal.
- Após dar início a conciliação, facilita ao MP propor transação penal.

Ação penal pública condicionada e privada:


 Havendo a composição dos danos civis há renúncia do direito de
representação - § único, art. 74.
 Não havendo composição dos danos civis, facultará a vítima exercer o
direito de representação (Art. 75) ou optar por deixar suspenso pelo prazo
de 6 meses (§ único, art. 75).
Transação penal:
- Acordo entre o MP e autor do fato.
- Para ação penal incondicionada, condicionada ou privada.
Requisitos:
1) Ser infração de menor potencial ofensivo.
2) Não haver motivo que autorize o arquivamento do TC – indícios de autoria
e materialidade. Se ele ver que há motivos de arquivamento ele irá
arquivar.
3) Ausência de condenação irrecorrível pela prática de crime.
4) Não ter sido beneficiado anteriormente (por 5 anos).
5) Ter bons antecedentes.
Princípio da obrigatoriedade mitigada: O MP é obrigado a ofertar a denúncia
havendo indícios de autoria e materialidade.
Princípio da obrigatoriedade 21:55

13/04/2018

Quais são os casos ... 21:45.


Complexidade do caso ou citação por edital.
Enquanto não houver a citação o processo não anda.
1º corrente referente à quantidade de testemunhas do processo sumaríssimo,
analogia ao art. 532, CPP. Até 5 testemunhas. A mais utilizada.
2º Corrente – Analogia ao art. 34, 9.099/85. Até 3 testemunhas.
Há essas duas correntes porque a lei é omissa.
5 dias antes no mínimo é possível fazer um requerimento

04/05/2018
2º BIMESTRE ↓

TRABALHO P/ RECUPERAÇÃO:
Todos os procedimentos + as questões da prova!
O procedimento da lei de drogas é um procedimento especial.
Para a lavratura do auto de prisão em flagrante, para o oferecimento da
denúncia e o recebimento da mesma, basta o laudo de constatação
provisória, que é o teste que comprova que a maconha não é bosta de cavalo,
que a cocaína não é farinha. Podendo o delegado prender o acusado, o MP
ofertar a denúncia e o juiz recebe-la.
O procedimento da lei de drogas exige dois laudos, o provisório e o definitivo.
Seja pra condenar ou absolver.
Competência mínima do júri: Crimes dolosos contra a vida.

08/05/2018

Competência mínima do júri:


- Homicídio – art. 121, CP.
- Induzimento, instigação e auxílio ao suicídio, art. 122, CP.

Art. 121 – Simples. 6 a 20 anos.


§1º - Homicídio privilegiado:
§2º - Homicídio qualificado – Hediondo. 12 a 30 anos.
I-
II -
III -
IV -
V-
VI -
VII -

Art. 122 – É um crime doloso contra a vida e de competência do tribunal do júri.


Pena de 1 a 3 anos se da tentativa resultar lesão corporal de natureza grave.
2 a 6 se o suicídio de consuma.
A doutrina chama de SUICÍDIO FRUSTRADO quando da tentativa resultar lesão
corporal grave ou gravíssima.
Estes crimes, independente da pena são de competência do tribunal do júri.
Infanticídio – art. 123, CP.
Vida humana intra uterina Vida humana extra uterina
Art. 124: Pena – detenção de um a Homicídio:
três anos. Quando a grávida faz ou
consente que outra pessoa faça o
abortamento ela irá responder por
este art. O partícipe também responde
por este art.
Art. 125: Pena – detenção de três a Infanticídio: É quando a mulher estiver
dez anos. Quando há abortamento em estado puerperal. Crime de
sem o consentimento da gestante. competência do tribunal do júri. Pena
Não há consentimento quando ↓ de 2 a 6 anos.
- A mulher for menor de 18 anos.
- Deficiente mental.
- Fraude.
- Violência / ameaça.
Art. 126: Pena – detenção de um a
quatro anos. Quando um terceiro
praticar abortamento consentido pela
grávida.

OBS: Todos os crimes em que a pena é igual ou inferior a um ano é admitida a


suspensão do processo.
Procedimento especial do tribunal do júri:
- É um órgão do poder judiciário de 1º instância.
- Pertence a justiça comum estadual () e federal (Quando a vítima for servidor
público federal – tentativa de homicídio contra um PF).
- Formado por 1 juiz togado (presidente) e 25 jurados (7 compõem o conselho).
- Dotado de soberania das decisões. A decisão do tribunal do júri é soberana.
- Dotado de maneira sigilosa e com íntima convicção (s/ necessidade de
fundamentação). Os jurados votam do jeito que eles acharem certo.
- Tem previsão na CF – Direitos e garantias fundamentais – art. 5º, XXXVIII. O
júri é uma cláusula pétrea.

Princípios constitucionais do júri / Plenitude de defesa ↓


OBS: A plenitude de defesa é “maior” que a ampla defesa, na plenitude de defesa
pode ser utilizado argumentos extrajurídicos, de cunho religioso, filosófico,
político, psicológico, o que quiser.
- Alínea A, XXXVIII, art. 5º, CF.
* Ampla defesa – art. 5º, LV, CF.
└→ A) defesa técnica – Capacidade postulatória sendo indispensável sob pena
de nulidade, art. 564, III, “C”, CPP. - Art. 261, CPP. – art. 133, CF. Ser
representado por advogado devidamente inscrito no quadro da ordem, não
sendo possível o seu andamento sem o defensor técnico.
└→ B) Direito de escolher seu defensor – Relação de confiança. Art. 263, CPP.
└→ C) Defesa técnica plena e efetiva – Não basta a presença formal do
defensor. A defesa do advogado deve ser plena e efetiva
└→ D) Autodefesa – Exercita pelo próprio acusado. O interrogatório faz parte da
autodefesa.
CONTINUAR DAQUI:
 Plenitude de defesa ↓
Art. 497, V, CPP. Será dissolvido o conselho de júri quando for constatado
que o defensor técnico não é capaz de defender o réu decentemente.
└→ Plenitude de auto defesa.

18/05/2018

Continuação princípios constitucionais do tribunal do júri

Sigilo das votações ↓


- Art. 5º, XXXVIII, “B” CF.
1) Sala especial ↓
- Art. 485, CPP.
- É proibido a presença do réu na sala.
- Sendo o réu advogado, deverá o juiz nomear com defensor para acompanhar
a votação.
- Não fere o princípio da publicidade.
2) Incomunicabilidade dos jurados ↓
- Sua violação é nulidade absoluta.
- A incomunicabilidade não é absoluta.
- Perdura até o encerramento do processo.
- §1º, art. 466, CPP.
3) Votação unânime.
- §2º, art. 483, CPP. Quando houver a maioria dos votos não pode-se abrir o
restante dos votos para não violar o sigilo das votações.
Soberania dos vereditos ↓
- Art. 5º, XXXVIII, “C”, CF.
- O tribunal não pode modificar o mérito da decisão do conselho de sentença,
pois o tribunal não pode entrar no mérito nos procedimentos do júri, podendo ser
ordenado realizar outro júri.
- Art. 593, III, CPP.
Competência para julgar crimes dolosos contra a vida.
- Tem competência mínima. O legislador pode ampliar a competência, por meio
de uma lei ordinária.
- Pode aumentar a competência por meio de lei ordinária.
- Não pode diminuir a competência – Cláusula pétrea.unal do júri poderá julga
O tribunal do júri poderá julgar infrações conexas.

PRONUNCIA – não é uma sentença, mas sim uma decisão interlocutória mista
não terminativa por não se encerrar o procedimento realizado pelo júri. O juiz
não entra especificamente no mérito fazendo apenas uma análise superficial de
todo o conteúdo, mas sim limita-se aos indícios de autoria e materialidade.
 Art. 413 CPP
 Não é sentença condenatória
 Decisão judicial que reconhece a admissibilidade da acusação
determinando o julgamento do réu a plenário.
 Princípio do indubio pro societá
 Deve ter indícios de autoria e materialidade
 É uma decisão interlocutória mista não terminativa
 Não entra propriamente no mérito
 Analisa de forma “superficial” (hc STF 92.825)
 Art. 478, I CPP
 Eloquência acusatória – nulidade (excede sua mordomia sob pena de
nulidade) a simples leitura da decisão de pronuncia feita pelo ministério
público, acarreta nulidade ao processo.
IMPRONUNCIA
 Art 414 CPP
 Decisão interlocutória mista terminativa, pois, acarreta extinção do
processo
 Não é sentença pois não analisa o mérito
 Encerra a relação processual
 Faz coisa julgada formal – havendo novas provas há um novo processo.
 É quando o juiz julga inadmissível a acusação por não haver prova da
existência do crime ou indícios de autoria.
 Infração conexa – deve ser encaminhado ao juízo competente caso não
seja ele mesmo.
 Despronuncia – quando uma decisão de pronuncia é convertida em
impronuncia em virtude de recurso.

RITO DO JURI – BY MUNIRAH


CRIMES DOLOSOS CONTRA A VIDA SÃO AQUELES PREVISTOS NOS ART.
121 E SEGUNTES.
INFANTICIDIO, quando a mãe mata o filho sobre o efeito do estado puerperal.
A denuncia deve descrever os fatos de maneira pormenorizada, após elaborada
pelo mp deverá ser direcionada a autoridade judiciária.
Diante da rejeição o juiz deverá fundamentar no Art. 395 CPP
Diante do recebimento, com fulcro no Art. 406 o juiz determinará a citação do
acusada para responder a acusação no prazo de 10 dias. A rpa deste
procedimento é menor, no ordinário a rpa é um pedido de absolvição sumária
mais, neste procedimento não é indicado causando cerceamento de defesa,
devido ao rito diferenciado. Por se tratar de procedimento especial deverá ser
fundamentado do 406 e não no 396 como no rito comum.
Neste procedimento na primeira faze são admitidas 8 testemunhas e na segunda
fase até 5 testemunhas.
Após apresentada a rpa, o processo volta ao mp (Art.409) a chamada replica da
acusação. Ou seja, o mp tem 5 dias para replicar e após isso o processo retorna
ao juiz.
Após isso o juiz terá um prazo conclusos de 10 dias para determinar a produção
de provas, para intimar as testemunhas.
Na AIJ -> una, devendo seguir o procedimento previsto na lei começando pela
oitiva da vitima se houver, testemunhas arroladas pela acusação, testemunhas
arroladas pela defesa, oitiva de peritos, acareações, reconhecimento de pessoas
ou coisas. O código dispõe de debates horais, mais é possível alegações finais
por memoriais.
Mutacio liberio, quando surgem no processo penal fatos novos que modificam o
crime ao acusado cominados.
Após o termino, verificando a existência de indícios de autoridade e
materialidade o juiz pronunciará o réu.
415 o juiz poderá absolver de forma fundamentada quando, provada que o fato
não existe.
Isenção de pena: excludente de culpabilidade
Exclusão do crime: excludente de culpabilidade.
Absolvição impropria – quando acusado é desprovido de capacidade mental.

Sentença
Manifestação Lógica intelectual e formal proferida pelo Estado afim de encerrar
um conflito de interesses, mediante a aplicação da lei no caso em concreto.
Classificação
Decisões interlocutórias – são aquelas decisões que não julgam o mérito.
a) Simples – são aquelas que solucionam questões relativas a regularidade
processual, aquelas que dizem respeito ao andamento processual, sem
adentrar ao mérito exemplo: decisão de recebimento da denúncia .
b) Mista – são aquelas que tem força definitiva, encerrando uma fase do
processo ou o próprio processo.
a. Terminativa – rejeição da denuncia
b. Não terminativa – termina uma fase do procedimento (pronuncia)
c) Sentença em sentido estrito – é a decisão judicial com o julgamento do
mérito, com a Anelise do objeto, da causa.

2 Sentença em sentido estrito – é aquela que decide a causa, que põe fim a ela
a) Condenatória
b) Absolutória
a. Própria – Art. 386 CPP prevê as causas que levam a absolvição
própria. Deve ser alegado ao final do processo buscando a
absolvição do acusado. Já na RPA utiliza-se o disposto no Art. 397.
b. Impropria – é cabível no momento da aplicação da medida de
segurança quando o acusado é inimputável por doença mental
(vide Art. 26 CP).
c) Terminativa
3 Classificação quanto ao órgão prolator
a) Subjetivamente simples – o sujeito que a prolata é único (singular)
b) Subjetiva plurimas – coletivo (colegiado homogenio)
c) Subjetiva complexas – júri popular, com dois órgãos distintos proferindo
uma mesma decisão.
4 Requisitos formais da sentença
a) Relatório – a ordem cronologia de tudo que ocorreu dentro do processo.
b) Fundamentação / motivação -
c) Dispositivo / conclusão – se julga procedente ou improcedente; se
procedente (com fim de condenar o acusado) trifásico ( 1 circunstancias
2 agravantes e atenuantes 3 causas de aumento ou diminuição)
EMBARGOS DE DECLARAÇÃO
Art. 382 CPP

Sentença
1) Princípio da correlação – ligado a situação fática, o juiz sentenciará com
base nos fatos levados a ele, essa correlação é aquela que determina que
os fatos e a sentença devem estar intimamente ligados. Obs. O acusado
não se defenda da captulação dada ao crime da denúncia, mais sim dos
fatos narrados na petição inicial.
2) Emendatio libelli Art. 383 CPP – (decorrente do princípio acima) (emenda)
o juiz, sem modificar a descrição do fato contido da denúncia ou queixa,
pode atribuir definição diversa da definição legal presente na inicial desde
que não altere os fatos por ela narrados. Cabe emendacio libelli em sede
recursal.
Conceito munirah – o juiz poderá dar aos delitos descritos na inicial
classificação jurídica que bem intender, ainda que em consequência, venha
a aplicar a pena mais grave uma vez que a defesa é exercida sobe os fatos
(obs nada impede que seja aplicada a emen. Lib. Em segundo grau.
3) Mutatio libelli (mudança) Art. 384 CPP / Sum. 453 STF – Aditamento da
denúncia – surgindo novos fatos o juiz enviará ao juiz para que adite a
denúncia. Após o aditamento e a manifestação da defesa, retorna a
petição ao juiz para análise de admissibilidade; com o aditamento poderá
ser arrolado até 3 testemunhas o mesmo se aplica ao advogado.
O que é ? a um implica no surgimento de uma prova nova que altera, modifica
os fatos descritos na petição inicial levando o processo a se readequar nos
termos do Art. 384 do CPP. Obs. Aqui exige-se a manifestação da acusação e
da defesa no prazo de 5 dias para cada sem prazos em dobro e, podendo cada
parte arrolar até 3 testemunhas. Ler. Sumula 453 Supremo – não se admite
mutação em segundo grau.

4 Sentença absolutória Art. 386 CPP – manifestação logica intelectual proferida


pelo juiz que põe fim ao qtc julgando o mérito.
5 Sentença condenatória Art. 387 CPP
Se divide em três partes.
a) Relatório
b) Fundamentação ou motivação
c) Conclusiva ou disposiva – o juiz vai caso na condenação julgar
procedente a denuncia com fim de condenar o reu.

6 Publicação Art. 389 CPP


7 Intimação Art. 392 CPP

NULIDADES

1) Conceito:
São vícios que contaminam determinados atos processuais praticados sem a
observância da forma prevista em lei.

2 – Classificação
a) Nulidades absolutas – são aquelas de ordem publica, preceitos
constitucionais.
b) Nulidades relativas – são aqueles atos realizados sem observância da lei,
mais para serem consideradas nulas é necessário demonstrar o prejuízo
trazido. Deve ser arguido pela parte sob pena de preclusão, convalidando
o ato.
Devem ser arguidas no primeiro momento que a parte tem para se
manifestar no processo.
3 – Atos inexistentes – são aqueles que não existem no ordenamento jurídico
brasileiro. Exemplo (estagiário fazer a sentença e )
4 – Sistema da organização
5 – Princípios
a) “Pas de nulitté sans grief” não há nulidade sem prejuízo.
b) Princípio do interesse Art. 565 CPP – deve ser arguido pela parte que se
aproveite do arguido.
c) Não há nulidade por omissão que interesse a parte contrária.
d) Instrumentalidade das formas
e) Princípio da sequencialidade Art. 573 §1º - se os atos se iniciaram de
forma nula, todos os atos que dela resultem, nulos serão.
PROVA –
1) Procedimento do júri
2) Sentença
3) Nulidades –

Princípios
1) Prejuízos Art. 563 CPP
2) Princípio do interesse (565 CPP)
3) Instrumentalidade das formas art. 572, II CPP
4) Principio da causalidade
NULIDADES EM ESPECIE
Art. 564 CPP
Rol exemplificativo:
Art. 564. A nulidade ocorrerá nos seguintes casos:
I - por incompetência, suspeição ou suborno do juiz;
II - por ilegitimidade de parte;
III - por falta das fórmulas ou dos termos seguintes:
a) a denúncia ou a queixa e a representação e, nos processos de contravenções
penais, a portaria ou o auto de prisão em flagrante;
b) o exame do corpo de delito nos crimes que deixam vestígios, ressalvado o
disposto no Art. 167;
c) a nomeação de defensor ao réu presente, que o não tiver, ou ao ausente.
d) a intervenção do Ministério Público em todos os termos da ação por ele
intentada e nos da intentada pela parte ofendida, quando se tratar de crime de
ação pública;
e) a citação do réu para ver-se processar, o seu interrogatório, quando presente,
e os prazos concedidos à acusação e à defesa;
f) a sentença de pronúncia, a entrega da respectiva cópia, com o rol de
testemunhas, nos processos perante o Tribunal do Júri;
g) a intimação do réu para a sessão de julgamento, pelo Tribunal do Júri, quando
a lei não permitir o julgamento à revelia;
h) a intimação das testemunhas arroladas no libelo e na contrariedade, nos
termos estabelecidos pela lei;
i) a presença pelo menos de 15 jurados para a constituição do júri;
j) o sorteio dos jurados do conselho de sentença em número legal e sua
incomunicabilidade;
k) os quesitos e as respectivas respostas;
l) a acusação e a defesa, na sessão de julgamento;
m) a sentença;
n) o recurso de oficio, nos casos em que a lei o tenha estabelecido;
o) a intimação, nas condições estabelecidas pela lei, para ciência de sentenças
e despachos de que caiba recurso;
p) no Supremo Tribunal Federal e nos Tribunais de Apelação, o quorum legal
para o julgamento;
IV - por omissão de formalidade que constitua elemento essencial do ato.
Parágrafo único. Ocorrerá ainda a nulidade, por deficiência dos quesitos ou das
suas respostas, e contradição entre estas. (Incluído pela Lei nº 263, de
23.2.1948)